Procedimento Operacional Padrão
Polícia Militar do Estado de São Paulo em Salve RP
Hierarquia
A hierarquia na Polícia Militar é estruturada em níveis de comando, desde praças a
oficiais superiores, garantindo uma cadeia de autoridade clara. Cada escalão têm
responsabilidades e funções específicas, assegurando a ordem, disciplina e
eficiência nas ações de segurança pública.
A hierarquia na PMESP segue um modelo piramidal, com um grande número de
praças na base e poucos oficiais no topo. Isso garante que as funções e
responsabilidades sejam distribuídas de forma eficiente, com decisões sendo
tomadas pelos escalões superiores e executadas pelos níveis inferiores. Esse
modelo facilita a organização, a comunicação e a disciplina dentro da corporação.
Oficiais Superiores
Coronel PM
O Coronel é o oficial de maior patente da PMESP. Ele ocupa posições de comando
e liderança em níveis mais altos, sendo responsável por decisões estratégicas
importantes e pela coordenação de toda a corporação. O Coronel pode atuar como
comandante de área ou comandante geral.
Tenente Coronel PM
O Tenente-Coronel exerce funções de comando estratégico, geralmente em cargos
de direção, como chefe de áreas, comandante de batalhão ou setores específicos
dentro da corporação.
Major PM
O Major é um oficial de alta patente, com funções de comando mais amplas, como
coordenar unidades grandes e gerenciar recursos importantes. O major
normalmente tomará o posto de subcomandante ou de coordenador operacional.
Oficiais Intermediários
Capitão PM
O Capitão é responsável por comandar companhias ou pelotões maiores, sendo
responsável pelo planejamento e execução de operações mais complexas. Ele
supervisiona e orienta os Tenentes e exerce liderança tática.
Oficiais Subalternos
1° Tenente PM
O 1º Tenente é uma promoção meritocrática, exercendo as mesmas funções do
segundo tenente e podendo assumir funções como comandante de pelotão,
coordenador de um setor administrativo.
2° Tenente PM
O 2° Tenente é o mais moderno dentro do Quadro de Oficiais da PMESP. Este posto
é alcançado pelos aspirantes que terminaram a Academia de Polícia Militar do Barro
Branco e conseguiram passar pelo período de estágio como Aspirante à Oficial. A
função dos tenentes é comandar pelotões e distribuir as ordens dos oficiais
superiores, além de fiscalizar o serviço das demais equipes em serviço. Ambos os
postos de Tenente concorrem a função de Oficial de dia.
Praças Especiais
Aspirante à Oficial PM
O Aspirante à Oficial é o policial que se graduou na Academia de Polícia Militar do
Barro Branco recentemente e está passando pelo estágio probatório para se
estabelecer de fato no oficialato. O Aspirante tem as mesmas atribuições de um
Tenente assim como também concorre a Escala de Oficial de Dia.
Praças Graduados
Subtenente PM
O Subtenente é o mais antigo entre os praças na hierarquia e por esse motivo é
popularmente chamado de “General do Praças.” O Subtenente pode assumir a
função de encarregado de um setor Administrativo.
1° Sargento PM
O 1° Sargento é o Sargento mais antigo e com mais experiência e tempo de serviço
que os outros. Além das atribuições normais da graduação, ele também tem o dever
de instruir e ajudar os Praças Graduados mais modernos, passando mais a sua
experiência.
2° Sargento PM
O 2° Sargento ele tem as mesmas atribuições do 3° Sargento porém é mais antigo e
é superior hierarquicamente a ele.
3° Sargento PM
O 3° Sargento é o policial que acabou de se graduar na Escola Superior de
Sargentos e está se adaptando à nova graduação. O Sargento tem grande respeito
dentro da hierarquia militar pois ele é responsável por auxiliar os tenentes a cobrar a
adestração da tropa e mantê-la sempre pronta para as missões. Em casos de
unidades especializadas, o Sargento sempre terá a preferência para ser o
encarregado de uma viatura de área.
Praças
Cabo PM
O Cabo é o superior direto dos soldados e auxilia os sargentos com a adestração da
tropa. O cabo tem a preferência para assumir a função de encarregado das viaturas
de área da Rádio Patrulha.
Soldado de 1ª Classe PM
O soldado de 1ª Classe é o soldado que acabou de ser aprovado na Escola
Superior de Soldados e passou pelo estágio probatório. É o Soldado que vai cumprir
as missões dadas pelos oficiais e formam a espinha dorsal da Polícia Militar. Ele
pode assumir a função de encarregado na viatura de área da Rádio Patrulha caso
seja necessário
Soldado de 2ª Classe PM
O Soldado de 2ª Classe é o policial que acabou de ser aprovado no concurso
público para Soldado PM. Ele ainda tem de passar pela Escola Superior de
Soldados e no estágio probatório para se firmar de fato na Polícia Militar.
Disciplina
A disciplina é a base da Polícia Militar, garantindo organização, hierarquia e
eficiência no cumprimento das missões. Ela fortalece a confiança mútua entre os
policiais, promovendo ações coordenadas e seguras. Além disso, reflete o respeito
à sociedade e aos valores institucionais. Sem disciplina, a ordem e a eficácia da
corporação seriam comprometidas.
É dever de todo Policial Militar seguir as seguintes diretrizes a fim de manter a
disciplina e a hierarquia na corporação:
1. Obedecer à ordem emanada por um superior hierárquico
2. Não questionar um superior hierárquico
3. Não cobrar um superior hierárquico
4. Sempre que passar por um policial mais antigo prestar a continência
5. Sempre se apresentar quando for iniciar uma conversa com um policial mais
antigo
6. Nunca interromper a fala de um superior hierárquico
7. Quando precisar se adentrar ou retirar de um local em que há a presença de
um mais antigo, deve-se pedir permissão
8. Sempre que precisar chamar um mais antigo, deve se chamar pela
graduação juntamente de seu nome.
9. Nunca pedir por medalha ou promoção
Ética Policial-Militar
A ética policial militar é fundamental para nortear as ações e condutas dos
integrantes da corporação, alinhando-as aos princípios de justiça, integridade e
respeito aos direitos humanos. Ela exige comprometimento com a legalidade e a
imparcialidade, preservando a confiança da sociedade na instituição. O policial
militar, ao agir com ética, demonstra responsabilidade no uso do poder, respeito à
dignidade humana e compromisso com o bem comum, reforçando o papel da polícia
como defensora da ordem e da segurança pública.
É dever de todo Policial Militar:
1. Respeitar a dignidade da pessoa humana.
2. Levar a vida de maneira ilibada respeitando a constituição e os códigos da lei
vigentes.
3. Mesmo fora de serviço ou na reserva remunerada, o policial deve se portar
de forma que não viole os princípios do decoro, da disciplina e do respeito.
4. Manter a normas da boa educação e dos bons costumes.
5. Jamais utilizar da função ou patente a fim de obter vantagens pessoais para
si ou outrem.
6. Separar a vida pessoal da vida pública, nunca deixando seus sentimentos
e/ou opiniões pessoais interferirem com o dever
Código de Conduta visual
O código de conduta visual da Polícia Militar define regras sobre uniforme, higiene e
apresentação pessoal, como corte de cabelo e acessórios. Ele existe para reforçar a
disciplina, a identidade institucional e passar uma imagem de profissionalismo e
respeito. Esses padrões ajudam a fortalecer a confiança da sociedade na
corporação e manter a organização interna.
O Policial Militar deve sempre estar com o fardamento alinhado com o regulamento
interno de seu batalhão de acordo com a sua graduação ou posto porém, sempre
alinhado com o seguinte Código de Conduta Visual:
1. É proibido possuir quaisquer tipos de pêlos faciais que não sejam acima da
região da boca, popularmente conhecidos como “Bigode”
2. O Bigode não pode ultrapassar a linha da boca
3. Soldados de 2ª Classe ficam proibidos de ter qualquer tipo de pêlo facial.
4. É proibido qualquer tipo de corte na sobrancelha, mesmo que como marca de
nascença.
5. O cabelo de um policial militar deve ser curto e de coloração natural
6. As policiais femininas devem ter o cabelo preso em estilo “Coque”
7. Tatuagens são aceitas contanto que não invadam a região do pescoço, face
ou mãos do policial. As tatuagens não podem fazer qualquer tipo de apologia
ou exaltar organizações terroristas/criminosas ou a crimes/infrações.
Cuidados com as Dependências do Batalhão
Manter o 11° BPM limpo e organizado é essencial, pois reflete disciplina e respeito
pela corporação. Como é utilizado diariamente por muitos policiais, um ambiente
bem cuidado promove bem-estar, eficiência e inspira compromisso com os valores
da Polícia Militar. Além disso, reforça a imagem de ordem e responsabilidade
perante a comunidade.
Ficam estabelecidas as regras para melhor convivência, segurança, respeito e
higiene do batalhão:
1. Civis são proibidos de adentrar ao batalhão, a não ser que autorizados e
acompanhados por um oficial.
2. Todo tipo de descarte deve ser feito na lixeira, a fim de manter o batalhão
limpo e organizado.
3. Fica proibido o disparo de arma de fogo salvo em estandes de tiro.
4. Ao entrar ou sair no batalhão com veículos ou viaturas, entrar/sair sempre em
baixa velocidade e com cuidado para não causar acidentes.
5. Ao entrar com veículo descaracterizado e insufilmado, deve sempre estar
com os vidros abaixados.
6. Enquanto estiver dentro das dependências do batalhão o policial jamais pode
estar sem camiseta, descalços ou usando roupas curtas/reveladoras.
7. Não perturbar o sossego dos outros militares.
8. Não dirigir em alta velocidade nas dependências do batalhão.
Postura Policial Militar
A postura de um policial militar em serviço deve ser marcada pela disciplina,
respeito e responsabilidade. Ele deve agir com cortesia, manter a calma em
situações tensas e demonstrar imparcialidade, tratando todos com dignidade,
independentemente de sua condição. A atitude profissional inclui o cumprimento
rigoroso das normas e procedimentos, evitando abusos de autoridade e uso
excessivo de força. Além disso, o policial deve ser ético, transparente e sempre
buscar soluções pacíficas para conflitos, assegurando a confiança da população na
corporação.
Um bom policial militar deve ser sempre firme e justo, trazendo para a população
tranquilidade e paz. Para isso o Militar deve sempre ter em mente os seguintes
ordenamentos:
1. Manter a calma independentemente da situação em que se encontra.
2. Nunca se rebaixe ao nível do abordado.
3. Nunca deixar sentimentos ou crenças pessoais interferirem com o dever.
4. Ser sempre educado e cortês.
5. Nunca punir de maneira injusta ou sem ter total conhecimento da situação
6. Sempre agir de boa fé, nunca lesar ou colocar a integridade física de
terceiros em perigo para obter ganho pessoal.
Patrulhamento Ostensivo
O Patrulhamento Ostensivo deverá seguir as regras de cada batalhão porém antes
de iniciar o patrulhamento deve se ter em mente as seguintes regras que são para
toda Polícia Militar independente de Batalhão de Origem:
1. Nunca deve ser realizado sozinho
2. Estar com todos os itens necessários para patrulhamento a fim de minimizar
pausas.
3. Devem se manter na canaleta determinada para a viatura durante todo o
patrulhamento.
4. Caso a noite, a viatura deve manter os faróis ligados.
5. É recomendado ao policial além do porte de armamento e algemas.
6. Antes do patrulhamento o encarregado da equipe deve checar de cada um
de sua equipe:
a. Fardamento
b. Armamento e quantidade de munições
c. Compartimentos internos e externos da viatura
d. Conduta visual
e. Se todos possuem os cursos mínimos para assumir determinada
função dentro da viatura
Funções do Patrulhamento
Durante o patrulhamento ostensivo cada assento na viatura é reservado a um
policial que assumirá uma função específica dentro da unidade. Essas funções
devem agir dentro do que é previsto para que o trabalho ocorra de maneira
harmoniosa e eficiente. Em momento nenhum algum policial deverá atravessar a
função do outro membro da viatura sem a ordem direta de um superior.
Motorista: O policial que assume a função de motorista, também conhecido como
rodinha, tem a responsabilidade de tomar conta da viatura, levar todos os policiais
dentro da viatura em segurança até o local da ocorrência mesmo que por muitas
vezes esteja sob pressão. Ele irá sentar no banco dianteiro esquerdo da viatura.
Encarregado: O policial que assume a função de encarregado, popularmente
chamado de chefe de barca, é o responsável pela equipe durante todo
patrulhamento. Ele é quem dita onde o patrulhamento irá acontecer, quem será
abordado, quais ocorrências irão atender e é ele que autoriza o deslocamento da
equipe. O encarregado também é o porta-voz da equipe na rádio COPOM e deve
responder e modular na rádio quando necessário. Os outros policiais devem sempre
seguir as suas ordens pois é ele quem leva responsabilidade por todos os atos da
equipe. Ele sentará no banco dianteiro direito da viatura.
Primeiro Auxiliar: O policial que assume a função de primeiro auxiliar dentro de uma
viatura irá sentar atrás do motorista e tem a responsabilidade de ajudar o motorista
com a marcação dos locais de ocorrências assim como também auxiliar o chefe de
equipe com as abordagens. Este também ajudará o motorista quando necessário a
fazer a segurança da equipe.
Segundo Auxiliar: O policial que assume a função de segundo auxiliar se sentará
atrás do motorista e tem como principal função garantir a segurança da equipe,
ajudar o motorista a vigiar o lado direito da viatura e anotar os talões em aberto.
Atendimento de Ocorrência
As ocorrências irradiadas pelo COPOM seja por alerta automático, denúncias
anônimas ou chamados ao 190 são de responsabilidade de toda Polícia Militar,
obviamente dependendo da circunscrição e função da unidade. Estas ocorrências
devem ser atendidas pensando nos fatores: circunscrição, distância e tipo de
ocorrência. As ocorrências devem ser marcadas pelo primeiro auxiliar, porém
depende do encarregado ordenar o deslocamento ou não da viatura.
Ao iniciar o deslocamento, a viatura deve ligar o sinal luminoso e sonoro para pedir
prioridade no trânsito e avisar possíveis desavisados, evitando acidentes de trânsito.
A primeira equipe que chegar ao local da ocorrência se tornará automaticamente a
viatura primária e será dela a responsabilidade de conduzir a ocorrência. É dela a
responsabilidade de realizar todos os procedimentos de revista, entrevista e quando
necessário, a condução do mesmo até a Delegacia da Polícia Civil para
apresentação de ocorrência ao delegado plantonista. As demais viaturas que
chegarem devem prestar apoio porém não interferem em nenhum momento no
julgamento ou no degringolar da ocorrência. Caso a viatura primária da ocorrência
não se encontre mais de serviço no momento da captura de algum suspeito, a
viatura que fez a captura deve conduzir a ocorrência imputando apenas os crimes
visualizados por ela, não podendo imputar os crimes visualizados pela viatura
primária.
Uso da Algema
O uso da algema deve ser aplicado de forma que respeite a integridade física e a
dignidade do abordado, sempre respeitando os direitos humanos. A algema só deve
ser usada em situações em que há uma necessidade real por parte da polícia a fim
de prevenir uma fuga, agressões físicas ou riscos iminentes. A aplicação deve se ter
uma base legal evitando assim abusos por parte dos policiais e o suspeito sempre
deve ser informado o motivo pelo qual ele está sendo algemado e dado seu direito
de contestação assegurando a sua integridade física e psicológica.
Comunicação no COPOM
A frequência do COPOM é a frequência de rádio 190 e é utilizada por todos os
policiais militares em serviço. Esta é uma frequência séria e deve ser utilizada
apenas para passar informações importantes sobre ocorrências ou pedidos de
apoio.
Regras para utilização do COPOM:
1. Não chamar outras viaturas apenas para conversar.
2. Não pedir por remodulação na rádio, utilizar sempre o /cp
3. Não pedir reagrupamento
4. Quando precisar falar e outro operador estiver falando, aguarde que ele
termine de transmitir a mensagem antes de começar a modular.
5. Proibido transmitir mensagens sem importância para a ocorrência
como: “está trocando podcast com a equipe.” “O mesmo é bração.” “O
suspeito carece de habilidade com o volante” e etc.
6. Nunca incitar conflitos, discussões ou discórdia na rádio.
7. Proibido utilizar de palavras de baixo calão
8. Proibido poluir a rede com “Unidade X a qti” “Unidade Y em breve X”
“Unidade Z a X kilomikes”
9. Transmitir mensagens claras, curtas e objetivas para que não haja a
necessidade de repetir a mensagem.
10.Conhecer o Código Quebec, alfabeto fonético, pontos de referência, bairros,
ruas e o código de ocorrência da PMESP.
Prioridade de Apoio na Rádio
Uma prioridade quer dizer que há uma situação que necessita de apoio imediato.
Para manter a organização e coesão, foi estabelecida uma ordem para prioridades
na rede COPOM:
1. Ações
2. Trocas de tiro
3. Acompanhamentos
Caso seja ouvido na rede COPOM a palavra prioridade, então todos na rádio devem
parar de transmitir, com exceção do policial que pediu prioridade. Os demais apenas
irão ouvir e adquirir o maior número de informações antes de se deslocarem.
Caso um policial se envolver em uma troca de tiros é necessário que ele mantenha
a calma e sempre transmita via rádio o máximo de informações para as outras
viaturas que estão vindo no apoio.
Informações essenciais:
● Localização
● Veículo (Se houver)
● Quantidade de Indivíduos
Após passado o primeiro momento de tensão, o policial deve se abrigar em um local
seguro, assim que não estiver correndo mais nenhum perigo de vida o policial pode
começar a transmitir as informações detalhadas como as características menos
marcantes como vestimentas, cor de cabelo, mochilas e etc.
Primeiro, sempre se dá às informações essenciais para ocorrência para que as
equipes que estão chegando no apoio saibam quem são os agressores e onde é a
prioridade, após isso, se transmita as informações mais detalhadas que não tem
tanta relevância para ocorrência. Vale ressaltar que a primeira coisa que deve ser
modulada na sua mensagem é sempre a localização, para que os demais policiais
saibam para onde devem se deslocar.
Por esse motivo nunca se deve poluir a rede com por exemplo: “Unidade X a QTI.”
ou “Unidade Y a X kilomikes”. Pois pode acabar cortando a modulação e fazendo
com que alguns policiais percam detalhes essenciais para ocorrência, podendo
levar a erros de grandes proporções.
Abordagem
Abordagem com Fundada Suspeita
O policial só poderá iniciar uma abordagem ou busca pessoal caso haja uma
fundada suspeita de que o suspeito esteja em posse de arma proibida, objetos ou
papéis que constituam o flagrante delito de um crime ou caso seja necessário
durante o cumprimento de mandado ou busca domiciliar.
Ao iniciar uma abordagem é necessário emitir o sinal sonoro para que o cidadão
tome ciência de que está sendo abordado. Assim que o veículo estiver totalmente
parado, o encarregado emitirá a ordem para que os mesmos desembarquem do
veículo e se dirijam para a parte de trás colocando as mãos na cabeça. Caso seja
um indivíduo que esteja a pé, então peça para que o mesmo fique de frente a
parede e coloque suas mãos na cabeça.
Após isso os policiais deverão realizar a revista pessoal, revista veicular e as
entrevistas dos suspeitos, sempre tratando os indivíduos com o devido respeito.
Importante lembrar que ao realizar esses procedimentos, o policial deve sempre
informar aos abordados que o procedimento estará sendo realizado.
Todo cidadão tem o direito de saber a identificação do policial militar quando ele
estiver em serviço e caso seja perguntado o militar deve informar o seu QRA sem
nenhum tipo de questionamento.
O motivo da abordagem deve ser informado apenas no final da abordagem, o
policial, caso não questionado, pode escolher entre informar ou não o motivo.
Porém, caso seja indagado qual teria sido o motivo da abordagem então se torna
obrigatório informar o cidadão sobre os motivos pelo qual ele foi abordado.
Se antes ou durante o processo de abordagem a equipe suspeitar de que o
suspeito estaria armado ou a quantidade de suspeitos for maior que a de
policiais, os mesmos devem pedir apoio imediato pela rádio e aguardar o
apoio chegar para continuar a abordagem, sempre mantendo a situação sob
controle.
Abordagem de Trânsito
Ao presenciar um cidadão cometer uma infração de natureza grave ou gravíssima,
os policiais podem pedir que o veículo pare para que possa passar por uma
entrevista. Ao dar o sinal de parada o policial pode tanto pedir que o motorista do
veículo saia do veículo ou permaneça como está, após isso se aproxima do
condutor e caso necessário pede a ele que abaixe os vidros (Principalmente se o
carro possuir insulfilm). O policial então questiona se o mesmo tem ciência das
infrações que estava cometendo e o por quê as cometeu. Em uma abordagem de
trânsito NÃO fica autorizado a revista pessoal ou veicular devendo o policial decidir
se irá apenas orientar ou aplicar uma multa. Lembrando que apenas policiais que
possuem o curso de CPTran podem aplicar as multas tendo que obrigatoriamente
registrar as mesmas na canaleta de Auto de Infração de Trânsito.
Abordagem a Femininas
O processo que deve ser tomado quando for necessário fazer a revista em uma
mulher é chamar por apoio de uma policial feminina ( fox ) via rádio ou CP. Caso
não obtenham respostas em 3 tentativas, o policial deve informar a feminina que
não tem nenhuma policial feminina e que ele irá fazer a revista.
Uso Progressivo da Força
O uso progressivo da força é o emprego da força de maneira adequada por parte
das forças de segurança pública como uma reação ao nível de submissão do
suspeito ou infrator que necessita ser posto sob controle. O Código de Processo
Penal dispõe o seguinte sobre o emprego da força:
Artigo 234 - O emprego da força só é permitido quando indispensável, no caso de
uma desobediência, resistência ou tentativa de fuga. Se houver resistência pela
parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vencê-la ou para
defesa do executor e auxiliares seus, inclusive a prisão do ofensor.
No caso da polícia, temos a autorização para utilizar da força estando esta ação
sempre revestida de Legalidade, Necessidade, Proporcionalidade e
Conveniência.
Legalidade
Todo uso de força por parte das autoridades policiais deve sempre estar coberto
pela legalidade, sempre utilizando dos princípios aceitos em lei para o uso legítimo
da força. Entre eles temos a legítima defesa sua ou de terceiros, estrito
cumprimento do dever, estado de necessidade ou o exercício regular de direito.
Necessidade
O policial antes de usar a força deve parar e refletir sobre a necessidade daquela
ação. Todos os outros meios foram esgotados? Aquela ação atende os requisitos
mínimos para ter de usar a força?
Qual o objetivo dessa ação? Isso tudo busca para que o policial reflita se há real
necessidade do uso da força ou se pode ser usado outros métodos para colocar a
situação sob controle.
Proporcionalidade
O policial deve empregar apenas o uso de força suficiente para vencer a resistência
oferecida pelo indivíduo, tudo que passar disso pode ser visto como um abuso de
autoridade e um grande excesso pode acabar trazendo consequências graves. O
uso de força deve ser sempre proporcional à injusta agressão.
Conveniência
O policial deve sempre estar avaliando todos os riscos e benefícios de uma situação
ao utilizar a força. O policial deve sempre pensar se aquela ação pode valer a pena
ou se põe a vida dele ou de outros policiais em risco. Caso existam mais risco do
que benefícios, então o policial deve repensar o seu plano.
Níveis do Uso da Força
O uso da força está dividido em 6 níveis distintos que são escaláveis entre si e
podem acabar mudando em qualquer momento durante uma abordagem. Tudo irá
depender do nível de submissão do suspeito. São eles os seguintes em ordem
crescente:
Presença policial
A simples presença policial é um uso de força por parte do estado, já que os
policiais representam o estado e estão lá para fazer a lei e as determinações do
governo serem cumpridas. Apenas o policial estar lá já é o suficiente para manter as
pessoas sob controle.
Verbalização
São as ordens legais emanadas por um policial a um cidadão. Quando o policial dá
uma ordem a alguém ele está provisoriamente tirando o direito de livre arbítrio ou de
ir e vir de uma pessoa para que possa ser averiguada alguma situação ou para
garantir a segurança de outros. Esse tipo de verbalização ocorre quando o suspeito
está totalmente cooperativo com a abordagem.
Controle de Contato
São as técnicas de imobilização e condução que incluem o uso de algemas caso
necessário para manter a ordem e conseguir prosseguir com o bom andamento da
diligência. Normalmente empregado naquele cidadão que está abertamente
desobedecendo determinações.
Controle Físico
Controle empregado suficientemente para superar a uma resistência ativa por parte
do indivíduo que desafia fisicamente o policial como tentativas de fuga
Técnicas de Defesa não letais
É o uso de métodos ou ferramentas não letais para dispersar uma multidão, parar
comportamento não civilizado ou responder a uma injusta agressão não letal contra
o policial ou terceiros.
Força Letal
É o mais extremo uso da força pela polícia e é usado em último caso contra
suspeitos que utilizam de armas brancas perfurocortantes ou armas de fogo contra
os policiais ou contra terceiros.
Policial a Paisana
O policial quando fora de serviço ainda é um membro da polícia militar, porém estar
à paisana não significa que o policial pode se envolver em ocorrências que não
envolvam a ele diretamente, sendo isso vetado pelo comandante geral e pela
prefeitura. O policial a paisana deve seguir as seguintes normas:
1. Portar uma glock com até 60 munições de forma velada.
2. Solicitar apoio abrindo chamado no celular no 190.
3. Se estiver envolvido em uma ocorrência, é obrigação do policial militar
prestar todos os esclarecimentos necessários
4. Não estar na frequência COPOM
5. Não se envolver em ocorrências mesmo em flagrante e delito
6. Não cometer delitos ou infrações, sejam elas previstas no código penal, cível
ou de trânsito.