Você está na página 1de 49
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE GOIÁS DIRETORIA DE RELAÇÕES EMPRESARIAIS E COMUNITÁRIAS GERÊNCIA DE

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE GOIÁS DIRETORIA DE RELAÇÕES EMPRESARIAIS E COMUNITÁRIAS GERÊNCIA DE RELAÇÕES EMPRESARIAIS E COMUNITÁRIAS COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO E PESQUISA COORDENAÇÃO DE TURISMO E HOSPITALIDADE

RELATÓRIO DA PESQUISA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

ANÁLISE DO PERFIL DO TURISTA QUE VISITA A CIDADE DE GOIÂNIA: uma contribuição ao planejamento local”

Clarinda Aparecida da Silva (Orientadora) Rosiane Dias Mota (Bolsista) Naiara Nery Lucena (Bolsista SEMTUR) Cristiane Ricci Mancini (Voluntária)

GOIÂNIA, 2008

2

SUMÁRIO

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

3

1. IDENTIFICAÇÃO

4

2. INTRODUÇÃO

5

2.1

- Goiânia como receptor de turistas

7

3.

A PESQUISA

10

3.1. Metodologia

11

3.1.2

Pesquisa bibliográfica

11

3.1.2

O Universo da Pesquisa

12

3.1.3

- Pesquisa de Campo e Revisão Metodológica

13

3.1.4

- O Questionário

13

4.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

15

4.1 – o Perfil do Turista que Visita Goiânia

16

4.2 – O Olhar do Turista sobre o Espaço Urbano de Goiânia

27

5.

CONCLUSÃO

39

5.1Dificuldades encontradas

41

6. MATÉRIA ENCAMINHADA PARA PUBLICAÇÃO

43

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

44

8. PERSPECTIVAS DE CONTINUIDADE OU DESDOBRAMENTO DO TRABALHO

45

9. OUTRAS ATIVIDADES DE INTERESSE UNIVERSITÁRIO

46

10. APOIO

47

11. AGRADECIMENTOS

47

3

Lista de Ilustrações

Figura 1

15

Figura 2

16

Figura 3

16

Figura 4

17

Figura 5

18

Figura 6

18

Figura 7

19

Figura 8

19

Figura 9

20

Figura 10

21

Figura 11

21

Figura 12

21

Figura 13

21

Figura 14

22

Figura 15

23

Figura 16

24

Figura 17

24

Figura 18

25

Figura 19

25

Figura 20

27

Figura 21

27

Figura 22

28

Figura 23

29

Figura 24

30

Figura 25

31

Figura 26

32

Figura 27

33

Figura 28

33

Figura 29

34

Figura 30

35

Figura 31

36

Figura 32

37

Figura 33

38

Figura 34

38

4

1 Identificação

Projeto: ANÁLISE DO PERFIL DO TURISTA QUE VISITA A CIDADE DE GOIÂNIA: uma contribuição ao planejamento local

Número do processo:

Bolsista: Rosiane Dias Mota

Estagiária da Secretaria Municipal de Turismo de Goiânia: Naiara Nery Lucena

Voluntária: Cristiane Ricci Mancini

Orientadora: Profª MSc. Clarinda Aparecida da Silva

Local de Execução: Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – CEFET

Vigência: maio/2007 a março/2008.

5

2 Introdução

As cidades são espaços privilegiados com relação à concentração de serviços, símbolos e atrações culturais que possibilitam um maior incremento da oferta e da demanda turística. “Cada cidade é singular e oferece um espetáculo diferenciado, centraliza uma série de possibilidades que criam um grande poder de sedução” (CASTROGIOVANNI, 2001, p. 7/8). Contudo, segundo Almeida (2004, p. 1) é a apropriação e funcionalização dos espaços pela atividade turística que nos permite designar uma cidade como turística. “O lugar turístico existe em função da prática do turismo que lhe dá uma existência, uma identidade própria e singular”.

Todavia, conforme explana Barreto (1995) existem diversos tipos de turismo, que podem ser classificados por diferentes critérios baseados na localização territorial, no número de pessoas que habitualmente demanda essa atividade, na composição social, na duração da viagem, dentre outros fatores. Entretanto, ainda com a autora, estes fatores têm diferentes classificações determinadas pela motivação do turista em visitar o destino escolhido. Essas motivações têm crescido e se diferenciado em um ritmo surpreendente, porém, as mais comuns são “descanso, lazer, cura, desportivo, gastronômico, religioso, profissional (ou de eventos)” (BARRETO, 1995, p. 20).

O crescimento desse setor vem desencadeando um incremento na receita global local, pois abrange um amplo e diversificado conjunto de atividades econômicas principalmente no setor de serviços e comércio, atrelado à geração, direta ou indireta, de emprego e renda. Além disso, esta atividade proporciona a dotação de infra-estrutura urbana e uma diversificada oferta de lazer, que também são instrumentos para melhoria da qualidade de vida e satisfação das necessidades humanas e sociais da população local. Portanto, capaz de mobilizar grandes contingentes de pessoas, o turismo de qualquer natureza, se bem planejado e executado, pode ser um vetor de desenvolvimento sócio-espacial 1 .

1 Compreendido como um processo de superação de problemas e conquista de condições (culturais, técnico- tecnológicas, político institucionais, espaço territoriais) propiciadoras de maior felicidade individual e coletiva o desenvolvimento exige a consideração simultânea das diversas dimensões constituintes das relações sociais (cultura, economia e política) e também do espaço natural e social (Souza, 2002, p.18-19).

6

Todavia, não podemos esquecer que a prática turística implica em

transformações significativas, e às vezes negativas, na forma e na dinâmica territorial. Os núcleos receptores de turistas, segundo Almeida (2004), sofrem diversas transformações socioespaciais, tais como: infra-estruturas montadas e/ou apropriadas em função da acessibilidade dos visitantes; infra-estrutura de hospedagem, de alimentação, lazer e de serviços em geral. Ainda com a autora, o “turismo é capaz de reorganizar sociedades inteiras para que ele possa acontecer mormente apoiado por políticas ditas de desenvolvimento que “redescobrem” regiões eleitas como turistificáveis.” Por

conseguinte, o planejamento para a atividade turística [

“deve ser parte de vários

outros planejamentos destinados ao meio ambiente urbano, ao agrário, vistos de forma integrada e global” (op. cit). O planejamento turístico é apenas uma das facetas de um

planejamento urbano abrangente e integrado.

]

O turismo executado de forma planejada e organizada é um vetor, porém não o único, de desenvolvimento sócio-espacial. É preciso considerar que tanto a participação efetiva da população local, quanto às peculiaridades – sociais, naturais, econômicas e culturais - que singularizam os lugares constitui-se em referenciais a serem incorporadas no planejamento e na gestão do turismo (ALMEIDA, 2004).

Com base nessa perspectiva, o estudo do perfil do turista é um dos instrumentos que deve ser implementado para subsidiar as ações de sensibilização quanto ao uso do espaço urbano e turístico; no tocante à implementação de infra- estrutura e serviços turísticos adequados e à preparação de recursos humanos, dentre outras estratégias voltadas para o turista, para o fortalecimento da comunidade local e defesa do meio ambiente. A investigação do perfil do turista confere aos planejadores e gestores da atividade turística a possibilidade de conhecer as características de cada segmento do turismo para a avaliação dos programas implantados. Além disso, possibilita a definição de novas ações, programas e planos adequados à captação de turistas, às necessidades da demanda e à apropriação do espaço urbano. No caso de Goiânia a cidade dispõe de uma rede hoteleira relativamente grande, um diversificado serviço de restauração e um conjunto de equipamentos de infra-estrutura de apoio ao turista como um moderno centro de convenções, pavilhão de exposições, diversas feiras industriais e um parque de exposições agropecuárias. A

7

gastronomia, a arte e a cultura são bastante atraentes para turistas que visitam nossa capital (DUARTE, 2002). No entanto, apesar de vir apresentando relativo crescimento, esta atividade, ainda não se consolidou como um pólo forte. Provavelmente, um dos grandes entraves para o desenvolvimento e/ou o fortalecimento do turismo no município de Goiânia seja o desconhecimento do perfil do turista. A formação de banco de dados é uma das maiores necessidades atuais dos cursos de turismo e de todo o trade turístico goianiense, os quais esbarram na ausência de um sistema de informações a respeito do turismo. Segundo Lemos (2001, p. 42)

Nós, os pesquisadores do turismo, temos uma parcela de culpa ao propormos o foco da busca de informações por meio de inventários, examinando somente o lado da oferta. Obviamente essencial, a oferta turística nos demonstra potenciais que podem ser transformados em valores turísticos. Mas não devemos esquecer que esses valores só são validados quando chancelados pela demanda – os turistas – e produzidos pelos agentes econômicos do turismo

Portanto, ainda com o autor, é necessário o incentivo à pesquisa e a formação de núcleos de investigação como suporte às decisões dos agentes do mercado e às ações das políticas públicas de turismo.

Nessa direção, a investigação do perfil do turista permite, por um lado, os planejadores e gestores da atividade turística, conhecer as características de cada segmento para a avaliação dos programas implantados. Por outro lado, possibilita a definição de novas ações, programas e planos adequados às necessidades da demanda, à captação de turistas e que dêem sustentabilidade ao crescimento do turismo. Fazendo isto os responsáveis pela atividade turística (poder público, comerciantes, academia, trade turístico em geral) estarão ampliando o ciclo de vida do produto turístico.

2.1 Goiânia como receptor de turistas

A cidade de Goiânia, devido a sua posição estratégica no centro do país e de porta de entrada para o estado de Goiás; a sua condição de capital goiana e sua infra- estrutura para determinados serviços públicos e para eventos, vem adquirindo

8

importância cada vez maior no cenário do turismo, principalmente, quanto ao segmento de eventos e negócios 2 .

De acordo com Duarte (2002, p.5)

A grande quantidade de estabelecimentos de hospedagens de várias categorias (cerca de 96, segundo dados da ABIH) e uma capacidade de cerca de 8.500 leitos, leva a supor a existência de uma demanda, para a qual se ampliará a rede em 41%. Todo este investimento somente ocorre porque estes grupos, alguns até internacionais, vêem o grande potencial que existe na cidade para este tipo de turismo.

Ainda com o autor (2002, p. 3), os principais eventos realizados em Goiânia

são ligados à medicina. No rastro da expansão desse segmento, o turismo de tratamento

de saúde desponta, com considerável demanda, em Goiânia. Esta [

entre outras causas, pela quantidade de centros de saúde, diversificados, na cidade (oftalmologia, dermatologia, cardiologia)” Entretanto, os eventos e negócios são as principais motivações dos turistas que visitam essa cidade (op. cit.).

“motivação dá-se,

]

para o tratamento de saúde dirige-se um percentual de 20% dos turistas, dos

quais metade vem da região sudeste. Mas os motivos de trabalho e negócios são os principais, segundo a mesma pesquisa. Isto mostra que o turismo não se faz somente nos locais onde há contato com a natureza.

] [

O Município de Goiânia destaca-se, ainda, como um importante núcleo emissor e dispersor de turistas, uma vez que estes saem de Goiânia ou passam por esta cidade com vistas a determinados municípios do estado cuja visibilidade turística alcança uma escala nacional, tais como Goiás, Caldas Novas, Pirenópolis etc. (DUARTE, 2002). Por conseguinte, esses turistas que buscam desde o contato com os atrativos “naturais” da Chapada dos Veadeiros e de outras regiões ”ecoturísticas” até os monumentos histórico-culturais da Cidade de Goiás e Pirenópolis, possivelmente, fazem surgir na capital goiana, uma demanda pelo turismo de lazer. Tal fato pode ser referenciado na pesquisa realizada por Kechichian, et. al. (2006), realizada em vários

2 O “Turismo de Negócios e Eventos compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social” (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2006, p. 6). O fato de alguns tipos de eventos proporcionarem a concretização de negócios e da utilização de estruturas comuns - centro de convenções, hotéis, salas, etc – para a realização destes segmentos, torna difícil a tarefa de distingui-los. Tal quadro levou o Ministério do Turismo a “consolidar a denominação ‘Turismo de Negócios e Eventos’ como um único segmento, caracterizando ainda mais essa inter- relação, embora possam acorrer de forma independente” (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2006, p. 5).

9

setores econômicos e de serviços turísticos em Goiânia. Nesse trabalho os autores deixam claro que a maioria dos turistas entrevistados veio à Goiânia motivada pelas atividades recreativas e de lazer. Além desses visitantes, que têm na viagem apenas o lazer, o turista de eventos ou negócios, apesar do seu pouco tempo livre, procura visitar o que a cidade tem de interessante e utilizar-se dos serviços oferecidos. Por isso, requerem uma diversidade de atividades e atrativos que torne este tempo agradável (DUARTE, 2002). Depreende-se, então, que Goiânia não recebe apenas o turista que tem como principal motivação da viagem a participação em eventos ou negócios, embora este tipo de turismo destaca-se dentre os outros segmentos da atividade turística e gera demanda mesmo na baixa estação.

Nesse caso, tendo a atividade turística como composição de suas economias, a cidade necessita conhecer o próprio produto a ser “vendido” e, principalmente conhecer o seu “cliente”, a pessoa interessada em consumir os serviços que o trade 3 oferece. Não basta somente fazer projeções baseadas em experiências individuais. Assim, o objetivo desse estudo se consolida na investigação do Perfil do Turista que visita a cidade de Goiânia levando em conta as suas motivações, percepções, preferências e sugestões em relação à infra-estrutura, aos serviços e à atratividade local.

Colocado o desafio, algumas questões centrais orientam nossa investigação:

Qual seria, então, o diferencial ou o atrativo existente em Goiânia que a torna turística? O que, na cidade chama atenção desse turista que vem a Goiânia a negócios ou para participar de eventos ou, ainda, por outra motivação? O que atrai uma demanda turística a lazer em Goiânia?

A resposta a estas questões leva-nos, primeiramente, a outras indagações:

quem é o turista que visita Goiânia? Qual a origem desse turista? Qual a motivação da viagem? Qual é o seu padrão de renda mensal? Que tipo de produtos ele consome? O que gostaria de fazer? Qual o meio de transporte e de hospedagem utilizado? A

3 O Trade ou Trade Turístico constitui-se em um bloco de equipamentos da infra-estrutura turística, também conhecida como superestrutura. Fazem parte desse conjunto de equipamentos meios de hospedagem, Centros de Convenções e Feiras de Negócios, agências de viagens e turismo, bares e restaurantes, empresas de transporte, lojas de presentes e todas as atividades de cunho comercial ligada direta/indiretamente à atividade turística. (Wikipédia)

10

identificação e análise desses e outros questionamentos permitirá apontar algumas das percepções, preferências e sugestões dos turistas quanto à atratividade da cidade e em relação aos produtos e serviços turísticos oferecidos. Para melhor entender o turista é necessário conhecê-lo, do contrário não haverá sincronia entre as características da oferta turística e os desejos e as motivações deste. A identificação e a análise do perfil do turista permitem não só o conhecimento da situação atual, mas é um instrumento para o planejamento da atividade turística em uma localidade. Todavia, essa análise possibilita a elaboração de planos de ação para dinamizar o setor e adequar toda a organização do turismo receptivo de maneira positiva. Ela constitui-se em uma ferramenta indispensável, pois quando se conhece o público alvo, há maiores possibilidades de implementação de políticas e estratégias mais eficazes para o desenvolvimento da atividade turística. Nas palavras de Oliveira (2000, p. 38):

Conhecer as razões que levam os turistas para uma região, seus hábitos, costumes e o que eles esperam no local visitado é importante para o turismo receptivo, porque ter conhecimento prévio sobre o interesse dos visitantes permitirá realizar um plano de empreendimento turístico e de marketing de acordo com o desejo dos visitantes [

Conhecer o perfil do turista que visita Goiânia facilitará o atendimento às suas expectativas e a melhoria da oferta da cidade, as quais poderão contribuir para o planejamento do turismo local.

3 A pesquisa

A delimitação desse estudo foi orientada a partir da concepção de que o estudo da demanda turística consiste não somente em mais uma pesquisa acompanhada de números e gráficos, mas em uma investigação a ser utilizada como suporte para a realização de um planejamento turístico na cidade. Nesse sentido, consideramos prudente começar esta discussão reportando alguns conceitos no sentido de eleger uma possibilidade de compreensão da expressão “demanda turística”. De acordo com Braga (apud REJOWSKI E COSTA, 2003, p. 46), “demanda turística corresponde à quantidade de pessoas que viajam ou desejam viajar e que

11

consomem ou têm disposição de consumir bens e serviços turísticos a determinado preço e em certo período de tempo“. Logo, uma pesquisa de demanda tanto pode ser

realizada no local de destino quanto no de origem do visitante. Nesta investigação, investigar o destino, configurou-se na única forma de atingir o objetivo proposto. Vale ressaltar que nosso objetivo não é quantificar a demanda, ou seja, fazer uma previsão de quantos turistas visitaram Goiânia em determinado período do ano. Outrossim, não se trata de medir a demanda potencial, pois esta deve ser avaliada a partir de uma pesquisa na cidade de origem. Todavia, pretendemos contribuir para o

conhecimento da demanda e para o planejamento turístico da cidade, pois [

das expectativas reveladas dos turistas nos dá um mapeamento para a melhoria do produto turístico. Além disso, nos demonstra as áreas de expectativa preterida”

(LEMOS, 2001, p. 55).

] “o perfil

3.1 metodologia

Os aspectos teórico-metodológicos utilizados no desenvolvimento desta investigação têm como base as contribuições de Ruschmann e Widmer (2001), as quais abordam questões referentes ao planejamento turístico e apresentam roteiro para avaliação da demanda turística; de Lemos (2001), que aborda a discussão sobre o turismo e as informações de mercado com enfoque na demanda. Além destes autores, os trabalhos da Universidade Estadual de Santa Cruz - Bahia (2002) sobre o perfil do turismo receptivo, dentre outros trabalhos sobre essa temática nos forneceram subsídios no desenvolvimento da proposta teórico- metodológica aplicada nesta pesquisa. Assim, referenciados nestas contribuições, construímos nossos procedimentos e instrumentos de pesquisa, utilizando as seguintes estratégias:

3.1.1 Pesquisa bibliográfica

Procuramos direcionar a revisão bibliográfica para os estudos relacionados a demanda turística, o turismo receptivo e de eventos, o planejamento turístico e urbano e sobre o turismo e as políticas públicas e privadas de turismo no município de Goiânia.

12

Priorizamos ainda os trabalhos direcionados para os métodos e técnicas de

pesquisa, a gestão de pólos turísticos, as estratégias de marketing a partir do perfil do turista, dentre outras publicações. Aprofundar a base teórico-conceitual é fundamental para iniciarmos outras etapas da pesquisa, como a coleta de dados em campo, pois estaremos munidos do instrumental necessário para concretização destas. De acordo com Dencker (1998, p. 125), A pesquisa bibliográfica além de permitir um grau de amplitude maior possibilita o

levantamento de dados históricos. Para o autor, [

o pesquisador deve analisar a forma

como foram colhidos os dados e confrontá-los com outras fontes, a fim de reduzir a possibilidade de erro.

]

3.1.2 O Universo da Pesquisa

Por meio da pesquisa bibliográfica, compreendemos que a “amostragem” se

separa em duas: a probabilística e a não-probabilística. Para utilizar a primeira é necessário conhecer o universo e a partir dele, definir a porcentagem necessária. Já a segunda deve ser usada quando não se tem o universo (DENCKER,1998). Este tipo de

amostragem [

de se obter até que a amostra atinja determinado tamanho.” Portanto, nesta investigação em virtude da atividade turística apresentar um fluxo, de certa forma, inconstante e fugaz, é difícil uma delimitação prévia da amostragem. Dessa forma, compreendendo que não era possível delimitar uma amostra já que não dispúnhamos de um universo a ser considerado para, então, definir a amostragem, os sujeitos desta investigação foram selecionados em função do fluxo de turistas e da disponibilidade deles em participar da pesquisa. Porém, no sentido de buscar uma maior representatividade em termos de amostra, a pesquisa foi realizada em diversos setores direta ou indiretamente ligados aos produtos e serviços turísticos em Goiânia como: rodoviária, aeroporto, feiras livres 4 , rede hoteleira em suas várias classificações, centro de convenções e outros locais de eventos, dentre outros lugares freqüentados por esses visitantes. O universo

]

“ é formada por aqueles casos que vão aparecendo, que são possíveis

4 Nesse trabalho as feiras livres são espaços montados em ambientes abertos onde se vende desde comidas diversas até vestuário.

13

considerado para esta pesquisa envolveu os turistas que visitaram Goiânia no decorrer do ano de 2007, abarcando diversas etapas conforme o fluxo turístico na cidade, considerando os meses de alta e baixa temporada do turismo. Para atender os critérios necessários para participar desta investigação, o indivíduo necessitava ser de outra cidade, estar em Goiânia há mais de 24 (vinte e quatro) horas e utilizar serviços oferecidos pelo trade. Atendendo estes pontos o visitante se adequa ao conceito de turista 5

3.1.3 pesquisa de campo e revisão metolodológica

Esta fase consiste em uma pesquisa voltada para a obtenção de dados descritivos. Já que “Das pesquisas descritivas pode-se chegar a elaboração de perfis, cenários, etc. A ênfase metodológica pode ser mais quantitativa do que qualitativa“ (BARROS e LEHFELD, 1990, p. 34). Porém, esses procedimentos não dispensam uma análise crítica dos resultados, apontando desafios, tendências e sugestões no que se refere à avaliação da demanda e ao planejamento para o turismo conforme as condições da localidade. Com base nesses referenciais utilizamos da seguinte técnica de coleta de

dados:

3.1.4 o questionário

Constitui-se na principal técnica de trabalho desta pesquisa e através dele foi possível obter os dados desejados. A pesquisa bibliográfica contribuiu consideravelmente, para a elaboração deste instrumento de investigação (Apêndice A), pois a analise dos estudos de casos levantados forneceram subsídios para a identificação das questões que trariam melhores resultados para este estudo. Por meio da aplicação do questionário com 21 perguntas abertas e fechadas objetivando

5 Toda pessoa, sem distinção de raça, sexo, língua e religião, que ingresse no território de uma localidade diversa daquela em que tem residência habitual e nele permaneça pelo prazo mínimo de 24 horas e máximo de seis meses, no transcorrer de um período de 12 meses com finalidade de turismo, recreio, esporte, saúde, motivos familiares, estudos, peregrinações religiosas ou negócios, mas sem propósito de imigração. (ONU - Organização das Nações Unidas, 1954 APUD IGNARRA, 2003),

14

identificar as variáveis sobre o perfil do turista que visita Goiânia e a percepção desses sujeitos em relação a infra-estrutura, aos serviços e a atratividade da cidade, conforme apêndice A . Esta etapa foi realizada no período de agosto de 2007 à meados de janeiro de 2008. Todavia, antes de realizarmos a investigação, fizemos um período de teste com o questionário elaborado com a finalidade de identificar problemas no mesmo. Após este período, alavancamos um período de seis meses de trabalho de campo. Após o levantamento das informações, os dados foram tabulados, sistematizados e analisados de forma a traçar o perfil do turista vem à Goiânia e conhecer a percepção destes acerca da atratividade e da oferta turística da cidade. Mesmo impossibilitados de seguir uma amostra baseada em números buscamos aplicar conforme metodologia de Bernardo (1995) que em um universo maior que 100.000 (cem mil) indivíduos, instrui-se aplicar 400 questionários para que se tenha uma margem de erro de 5% para mais ou para menos. Portanto, com base nessa orientação, foram aplicados 423 questionários, durante um período de 6 (seis) meses, em locais anteriormente pré-estabelecidos (Figura 1). Cumpre destacar que na delimitação desses locais de realização da pesquisa, procuramos abordar ambientes comuns a todas as motivações existentes para que assim não houvesse influência destes nos resultados obtidos.

19%

13% 23%
13%
23%

45%

AEROPORTO19% 13% 23% 45% RODOVIÁRIA HOTEL OUTROS

RODOVIÁRIA19% 13% 23% 45% AEROPORTO HOTEL OUTROS

HOTEL19% 13% 23% 45% AEROPORTO RODOVIÁRIA OUTROS

OUTROS19% 13% 23% 45% AEROPORTO RODOVIÁRIA HOTEL

Figura 1: Local de aplicação

O método utilizado constituiu na abordagem direta, no entanto os entrevistados participavam da pesquisa voluntariamente. Desta forma, grande parte dos

15

sujeitos da pesquisa que alegavam falta de tempo e se recusavam a responder os questionários, foram respeitados. Vale ressaltar que este instrumento resguarda a real identificação dos sujeitos. Por razões éticas, informamos aos pesquisados que não utilizaríamos informações que os identificassem. Durante essa fase da pesquisa estivemos atentos para que não houvesse interferência pessoal dos pesquisadores sobre as opiniões emitidas pelo pesquisado. Colocamos-nos de forma totalmente impessoal, tanto na resposta quanto no perfil do entrevistado.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Como resultados dessa pesquisa, inicialmente são apresentados uma caracterização que identifica os sujeitos pesquisados. Finaliza esta análise as avaliações dos turistas em relação à infra-estrutura urbana básica e turística e os atrativos. A satisfação dos pesquisados em relação à cidade e o desejo ou não de retornar também são elucidados nesta discussão. O conhecimento detalhado das características desses sujeitos e algumas das suas percepções, preferências e sugestões quanto à atratividade da cidade e em relação aos produtos e serviços turísticos oferecidos deve auxiliar o poder público e a iniciativa privada no incentivo à exploração e expansão do setor turístico, dentro da realidade do município, de forma a contribuir com o desenvolvimento local.

4.1 – o Perfil do Turista que Visita Goiânia

Os resultados levantados revelam um equilíbrio quanto ao sexo dos turistas pesquisados, uma vez que 57% são do sexo feminino e 43% masculino (Figura 2).

16

57%

57% 43% FEMININO MASCULINO

43%

FEMININO57% 43% MASCULINO

MASCULINO57% 43% FEMININO

Figura 2: Sexo - Perfil geral do Turista

O levantamento mostrou também que 55% dos turistas viajam sozinhos e os outros 45% acompanhados por familiares, amigos, companheiro ou grupos/excursão, distribuídos percentualmente conforme a figura 3. Este perfil, provavelmente, se justifica pela quantidade de estudantes, comerciantes, vendedores e representantes de empresas, dentre outros profissionais que a cidade recebe para congressos, negócios e eventos.

55 17 8 9 7 4 AMIGOS FAMÍLIA E AMIGOS FAMÍLIA GRUPO/EXCURSÃO COMPANHEIRO SÓ
55
17
8
9
7
4
AMIGOS
FAMÍLIA
E AMIGOS
FAMÍLIA
GRUPO/EXCURSÃO
COMPANHEIRO

Figura 3: Viajou acompanhado (em %)

Assim, 75% dos turistas que visitavam Goiânia acompanhados viajavam em grupos com até 5 pessoas, podendo ser amigos, parentes, grupo/excursão. Outros 5% dos pesquisados vem com 6 a 10 pessoas. Por fim, os 20% restante, viajavam em caravanas/grupos ou excursões com mais de 10 pessoas.

De acordo com as faixas etárias pesquisadas, o turista que visita Goiânia situa-se, predominantemente, na faixa etária entre 36-45 anos (Figura 4). Quanto ao

17

estado civil 46% desses sujeitos são casados, 41% solteiros, 10% divorciados e os outros 3% viúvos.

23,3 21,2 19,3 19,1 8,7 5,2 3,1 ATÉ 18 18-25 26-35 36-45 46-55 55-65 MAIS
23,3
21,2
19,3
19,1
8,7
5,2
3,1
ATÉ 18
18-25
26-35
36-45
46-55
55-65
MAIS DE

65

Figura 4: Faixa Etária

O Gráfico a seguir indica que o turista que visita Goiânia em sua maior parte, está cursando ou já concluiu algum curso superior. Outra parcela praticamente igual (40%) tem nível médio, significando um bom grau de instrução. O restante dos entrevistados (18%) possui ensino fundamental. Esta última categoria abrange também aqueles apenas alfabetizados (Figura 5).

18% 40%
18%
40%

42%

SUPERIOR18% 40% 42% MÉDIO FUNDAMENTAL

MÉDIO18% 40% 42% SUPERIOR FUNDAMENTAL

FUNDAMENTAL18% 40% 42% SUPERIOR MÉDIO

Figura 5: Nível de Instrução

No que se refere à renda salarial, a figura 8 evidencia que uma maioria dos entrevistados (43,8%) ganha de 1 a 3 salários mínimos. Outros 19,6% recebem um percentual de 3 e 5 salários e aqueles que recebem entre 6 a 10 salários totalizam em

18

16,1% dos pesquisados. Já 8,8% dos sujeitos têm um renda mensal de 11 a 20 salários. Somente 11% desses turistas ganham acima de 20 salários. Todavia, Como a pesquisa constituiu-se da total voluntariedade dos entrevistados, 0,7% optaram por não informar o valor de sua renda. (Figura 6)

43,8

19,6 16,1 11,0 8,8 0,7 ATÉ 3 SALÁRIOS 3 A 5 6 A 10 11
19,6
16,1
11,0
8,8
0,7
ATÉ 3 SALÁRIOS
3 A 5
6 A 10
11 ACIMA
A 20 NÃO
20
DE INFORMOU

Figura 6: Faixa de Renda (em %)

Verifica-se uma estreita relação entre a renda salarial e os valores consumidos na cidade. Com base na figura 7 podemos concluir que grande parte desses sujeitos (53,4%) gasta de 10 até 100 reais por dia. O valor gasto durante a permanência em Goiânia se resume as compras de pequeno valor, ao transporte urbano e a alimentação.

22,2 14,6 11,0 9,3 8,8 8,8 7,3 7,6 5,1 5,4 10,00 ATÉ 21,00 11,00 ATÉ
22,2
14,6
11,0
9,3
8,8
8,8
7,3
7,6
5,1
5,4
10,00
ATÉ 21,00
11,00
ATÉ
20,00
ATÉ
50,00
51,00
ATÉ
100,00
101,00
150,00
ATÉ 201,00
151,00
ATÉ
200,00
300,00
ATÉ MAIS
301,00
ATÉ
500,00
QUE
500,00
NÃO
RESPONDEU

Figura 7: Valor gasto por dia em Reais (em %)

No tocante ao local de origem, a figura 8 nos leva a considerar que o turismo em Goiânia é predominantemente doméstico. 32,8 % dos entrevistados são provenientes

19

do interior do Estado de Goiás e 65,2% vieram de vários outros Estados do Brasil. Os principais emissores São Paulo, Brasília e Tocantins.

2 2 3 2 2 2 4 33 4 5 6 6 10 8 8
2 2
3 2 2 2
4
33
4
5
6
6 10
8
8
INTERIOR DE GOIÁS SP - CAPITAL INTERIOR DE SP MT TO BRASÍLIA/DF MG RJ OUTROS
INTERIOR DE GOIÁS
SP - CAPITAL
INTERIOR DE SP
MT
TO
BRASÍLIA/DF
MG
RJ
OUTROS (MENOS DE 1%)
BA
MA
PA
AC
PR
EXTERIOR

Figura 8: Cidade de origem

Conforme mostra a figura 9 a maior parte destes turistas (70%) utilizaram o transporte rodoviário - geralmente, ônibus estaduais e interestaduais - para chegar à Goiânia. O predomínio do transporte rodoviário em detrimento do aéreo pode ser explicado pelo número de turistas provenientes de municípios do interior do Estado de Goiás, providos apenas dos meios terrestres de deslocamento. Além disso, muitos visitantes são oriundos de estados visinhos e considerando a relação distância-tempo- custo, explica a preferência por essa modalidade de transporte. Dentre os turistas que vieram a Goiânia via transporte terrestre, 44% utilizaram ônibus de empresas de linha estadual-interestaduais. Outros 18% utilizaram o carro e os 8% restantes fizeram uso de ônibus de excursão ou fretado, táxi, ambulâncias e/ou vans de prefeituras de cidades próximas. Com relação ao transporte aéreo (30%) englobamos todos os tipos, tantos vôos comerciais, vôos domésticos, vôos particulares e fretados. Lembrando que Goiânia ainda não recebe vôos internacionais.

20

8%

18% 44% 30%
18%
44%
30%

CARRO8% 18% 44% 30% AVIÃO ÔNIBUS OUTRO

AVIÃO8% 18% 44% 30% CARRO ÔNIBUS OUTRO

ÔNIBUS8% 18% 44% 30% CARRO AVIÃO OUTRO

OUTRO8% 18% 44% 30% CARRO AVIÃO ÔNIBUS

Figura 9: Meio de Transporte utilizado para chegar em Goiânia

Na perspectiva de enriquecer nossa investigação procuramos identificar o índice de satisfação do visitante quanto ao transporte utilizado com destino a capital Goiana. As Figuras 10, 11, 12,13 abaixo revelam a opinião dos entrevistados a respeito da qualidade de cada modalidade de transporte utilizada com destino a capital Goiana. Essas figuras permitem-nos constatar uma boa avaliação dos pesquisados quanto todas as modalidades de transporte utilizadas.

4%

8% 36% 52%
8%
36%
52%

ÓTIMO4 % 8% 36% 52% BOM REGULAR RUIM

BOM4 % 8% 36% 52% ÓTIMO REGULAR RUIM

REGULAR4 % 8% 36% 52% ÓTIMO BOM RUIM

RUIM4 % 8% 36% 52% ÓTIMO BOM REGULAR

Figura 10: Qualidade do Meio de Transporte Carro

6% 15% 34% 45%
6%
15%
34%
45%

ÓTIMO6% 15% 34% 45% BOM REGULAR RUIM

BOM6% 15% 34% 45% ÓTIMO REGULAR RUIM

REGULAR6% 15% 34% 45% ÓTIMO BOM RUIM

RUIM6% 15% 34% 45% ÓTIMO BOM REGULAR

Figura 11: Qualidade do Meio de Transporte Avião

21

5% 14% 24% 57%
5%
14%
24%
57%

ÓTIMO5% 14% 24% 57% BOM REGULAR RUIM

BOM5% 14% 24% 57% ÓTIMO REGULAR RUIM

REGULAR5% 14% 24% 57% ÓTIMO BOM RUIM

RUIM5% 14% 24% 57% ÓTIMO BOM REGULAR

Figura 12: Qualidade do Meio de Transporte Ônibus

6%

18% 27% 49%
18%
27%
49%

ÓTIMO6% 18% 27% 49% BOM REGULAR RUIM

BOM6% 18% 27% 49% ÓTIMO REGULAR RUIM

REGULAR6% 18% 27% 49% ÓTIMO BOM RUIM

RUIM6% 18% 27% 49% ÓTIMO BOM REGULAR

Figura 13: Qualidade dos Outros Meios de Transporte 6

Já quanto ao meio de transporte urbano utilizado em Goiânia o gráfico apresentado na Figura 14, permite, entre outros aspectos, concluir que houve predomínio do transporte coletivo, seguido dos serviços de táxi e moto táxi. Um número considerável de pesquisados que se desloca de carro próprio, uma vez que já chegam ao destino em seus próprios veículos. Observa-se que um pequeno índice (7,7%) faz uso dos serviços de locadoras de veículos. Alguns turistas procuram lançar mão dos serviços de transporte existentes na capital e buscam ficar em locais de fácil acesso, podendo assim se locomover a pé.

32,1

27,4 16,6 8,4 7,7 5,9 1,2 0,5 0,2 CARRO ALUGADO TÁXI/MOTO-TAXI TRANSPORTE COLETIVO A PÉ
27,4
16,6
8,4
7,7
5,9
1,2
0,5
0,2
CARRO ALUGADO
TÁXI/MOTO-TAXI
TRANSPORTE
COLETIVO
A PÉ
CARRO
FAMILIAR/EMPRESA
CARRO PRÓPRIO
CARRO DA CASA
DE APOIO
ONIBUS EXCURSÃO
RECEPTIVO DO
EVENTO

Figura 14: Meio de transporte utilizado em Goiânia

A análise dos dados sobre os meios de hospedagem utilizados pelos turistas investigados revela a preferência pela casa de parentes e amigos como principal forma de hospedagem principal, representando 44% dos casos. A

6 Foi considerado como outros meios de transporte os ônibus de excursão, ônibus particular ou fretado, táxi, ambulâncias e/ou vans de prefeituras.

22

expressividade desse tipo de hospedagem, provavelmente, se explica pela demanda que a cidade recebe provinda do interior do estado contando com apoio de parentes e amigos na capital. Essa prática de hospedagem diminui o custo financeiro da viagem para o turista, porém reduz o consumo de produtos e serviços turísticos das cidades receptoras.

Outro meio de hospedagem importante para o fluxo turístico na capital são os hotéis, utilizados por 43% dos pesquisados, como mostra a figura 15. As demais formas de hospedagem dividem-se entre pousadas, alojamentos, apartamentos alugados, casas de apoio, hospitais como acompanhantes de pessoas enfermas ou que até mesmo nem se hospedam na capital, fazem pernoite em cidades próximas – consideradas cidades satélites -, e retornam a metrópole todos os dias com inúmeras finalidades. O conhecimento dos tipos de hospedagem utilizados permite a identificação da oferta hoteleira predominante nas escolhas dos turistas para que se possa oferecer os padrões de hospedagem e os serviços e mais adequados aos turistas.

44%

1% 2% 2% 4% 4%
1%
2%
2%
4%
4%

43%

CASA DE PARENTES/AMIGOSHOTEL NENHUM ALOJAMENTO CASA DE APOIO OUTROS POUSADA

HOTELCASA DE PARENTES/AMIGOS NENHUM ALOJAMENTO CASA DE APOIO OUTROS POUSADA

NENHUMCASA DE PARENTES/AMIGOS HOTEL ALOJAMENTO CASA DE APOIO OUTROS POUSADA

ALOJAMENTOCASA DE PARENTES/AMIGOS HOTEL NENHUM CASA DE APOIO OUTROS POUSADA

CASA DE APOIOCASA DE PARENTES/AMIGOS HOTEL NENHUM ALOJAMENTO OUTROS POUSADA

OUTROSCASA DE PARENTES/AMIGOS HOTEL NENHUM ALOJAMENTO CASA DE APOIO POUSADA

POUSADACASA DE PARENTES/AMIGOS HOTEL NENHUM ALOJAMENTO CASA DE APOIO OUTROS

Figura 15: Meio de Hospedagem

Cada indivíduo se desloca por um motivo próprio, no entanto existe um conjunto de indivíduos que buscam o mesmo motivo formando assim grupos motivacionais. Através da analise da figura 16 observa-se que a motivação da viagem dos sujeitos pesquisados para Goiânia é fortemente orientada para o turismo de negócios e eventos, representando 34% do total de turistas pesquisados. No entanto, a

23

visita a parentes e amigos também atrai grande parte (24%) desses visitantes. Outra motivação relevante para 16% dos entrevistados é a participação em Convenções e Congressos. A infra-estrutura oferecida pela cidade, com uma rede hoteleira e gastronômica diversificada, vários tipos espaços para eventos, e uma localização privilegiada da cidade no Centro-Oeste do País, explica a relevância destas motivações. Já o fato da capital goiana ser referência nacional no tratamento de câncer, queimaduras, doenças tropicais e outras enfermidades, impulsionou a vinda de 12% dos pesquisados. Os 14% restantes se dividem entre recreação e férias, compras e outros motivos.

6% 5% 3% 34% 12% 16% 24% NEGÓCIOS VISITA A PARENTES E AMIGOS CONVENÇÕES E
6% 5% 3%
34%
12%
16%
24%
NEGÓCIOS
VISITA A PARENTES E AMIGOS
CONVENÇÕES E CONGRESSOS
SAÚDE
OUTROS
RECREAÇÃO E FÉRIAS
COMPRAS

Figura 16: Motivação

A figura 17, a seguir, indica que um número expressivo de pesquisados já visitou Goiânia mais de 3 vezes. Isto mostra algum tipo de relação com a cidade, podendo ser comercial ou lazer, dentre outras motivações. A quantidade de visitas, somado ao tempo de permanecia na capital pode ser uma interessante fonte de receitas para o destino. Além disso, contribui para uma analise mais ampla do visitante em relação à base material e econômica e aos serviços prestados a cidade, a ser discutida posteriormente. Entendemos que quanto mais tempo o turista fica em uma localidade, mais ele usa a infra-estrutura local e, portanto tem mais subsídios para avaliar.

24

15% 10% 12% 63%
15%
10%
12%
63%
1 2 3 MAIS DE 3 VEZES
1
2
3
MAIS DE 3 VEZES

Figura 17: Duração total da viagem

No que tange o tempo de permanência do indivíduo em Goiânia a figura 18 deixa evidente que a maioria dos pesquisados permanecem na cidade entre 3 a 4 dias até três dias. Além desses, um percentual considerável de turistas (9,5%) ficam na cidade por mais de 20 dias

17,1 16,4 13,8 13,8 12,1 9,5 7,4 7,1 2,9 1 DIA 2 DIAS 3 DIAS
17,1
16,4
13,8
13,8
12,1
9,5
7,4
7,1
2,9
1 DIA
2 DIAS
3 DIAS
4 DIAS
5 DIAS
6 A 10
DIAS
11 A 15
DIAS
16 A 20
DIAS
MAIS
QUE 20

DIAS

Figura 18: Permanência em Goiânia

Vale considerar que o tempo de permanência se difere do tempo de duração da viagem (figura 19). Muitos turistas usam a capital Goiana, apenas como porta de entrada para chegarem a outras localidades do estado, onde, geralmente, permanecem mais dias. Percebemos na investigação que 7,8% dos turistas responderam ficar na cidade apenas 1 dia, ou seja, eles saíram de suas residências com a exclusiva finalidade de visitar a capital e o restante continuaram suas viagens à outras cidades.

25

16,5 16,1 13,3 12,6 12,4 10,3 7,8 7,1 3,9 1 DIA 2 DIAS 3 DIAS
16,5
16,1
13,3
12,6
12,4
10,3
7,8
7,1
3,9
1 DIA
2 DIAS
3 DIAS
4 DIAS
5 DIAS
6 A 10
DIAS
11 A 15
DIAS
16 A 20
DIAS
MAIS
QUE 20

DIAS

Figura 19: Duração total da viagem

Com base na discussão anterior, questionamos se os indivíduos visitam outras cidades do estado de Goiás durante sua estadia na cidade. Surpreendentemente, 69% dos entrevistados afirmaram que não visitaram nenhuma cidade além de Goiânia. Isto mostra que, em sua maioria, quem vem à Goiânia tem uma motivação relacionada diretamente à capital. Outro fator que pode ser causador deste índice, é que grande parte dos entrevistados são do próprio estado de Goiás. Além dos entrevistados com motivações ligadas a eventos, negócios ou mesmo saúde - que não procuram lazer ou cultura fora do município por falta de tempo ou de e até de informações. Nesse caso nesse caso, o planejamento e a implementação de roteiros turísticos integrado com os outros municípios, principalmente aqueles próximos da capital, tem importância impar, pois prolonga a estadia do turista na capital, amplia o ciclo de vida do produto turístico e gera divisas para os municípios envolvidos. Dentre as cidades do estado visitadas por 31% dos turistas entrevistados sobressaem Anápolis e Aparecida de Goiânia. Segue na seqüência Trindade, Rio Verde e Caldas Novas. (Figura 20). Estes dados merecem destaque porque todos esses municípios são representativos seja para economia, como é o caso de Anápolis, Aparecida de Goiânia e Rio Verde. Logo essas características, definem um turismo motivado por negócios. No tocante ao município de Trindade 7 , a procura pelo turismo religioso deve-se a Basílica do Divino Pai Eterno que atrai milhares de turistas e devotos. Outras cidades turísticas como Caldas, Cidade de Goiás e Pirenópolis também são

7 Trindade, município que faz parte da Microregião de Goiânia, é considerada a capital do turismo religioso do Estado de Goiás.

26

destacadas. Isto confirma a posição de Goiânia como porta de entrada para o turista no estado de Goiás Quanto ao tempo de permanência nestas cidades, a maioria dos entrevistados (47,2%), afirmou ter ficado somente um dia. Outros 16, 8% deles permaneceram até dois dias. Este fato, provavelmente, evidencia o turista que deixa a capital goiana em busca de lazer em municípios próximos e retorna no final do dia ou no próximo à Goiânia onde encontra os serviços e a infra-estrutura necessários. Um percentual de 12% ficou de seis a oito dias no local visitado.

OUTROS

13%

GOIANIRA

2%

ANÁPOLIS

13%

HIDROLÂNDIA

2%

APARECIDA DE GOIÂNIA

13%

JATAÍ

2%

TRINDADE

11%

MORRINHOS

2%

RIO VERDE

9%

CACHOEIRA DE GO

1%

CALDAS NOVAS

8%

CEZARINA

1%

BRASÍLIA

4%

FIRMINÓPOLIS

1%

CIDADE DE GOIÁS

4%

JUSSARA

1%

PIRENÓPOLIS

3%

LUZIÂNIA

1%

ITUMBIARA

3%

PALMEIRAS DE GO

1%

NERÓPOLIS

3%

SÃO LUIS DE MONTES BELOS

1%

   

SENADOR CANEDO

1%

Figura 20: Cidades visitadas próximas à Goiânia

Quanto à origem das informações sobre estas cidades, os dados a seguir mostram que grande parte delas foi obtida nos negócios a resolver nas cidades - daí justifica-se a preferência por cidades mais economicamente ativas. Novamente observa- se a influência de parentes e amigos e a irrelevância do trade no tocante às informações (Figura 21).

27

46 29 16 5 3 2 NEGÓCIOS/ TRABALHO PARENTES AMIGOS GUIAS/INTER NET HOTEL TEM 2a
46
29
16
5
3
2
NEGÓCIOS/
TRABALHO
PARENTES
AMIGOS
GUIAS/INTER
NET
HOTEL
TEM 2a
RESIDENCIA
NA REGIÃO

Figura 21: Informações sobre cidades próximas (em %)

4.2 O Olhar do Turista sobre o Espaço Urbano de Goiânia

Além das características do turista que visita Goiânia, das razões que motiva

a escolha por essa cidade e determina a duração da viagem, cabe ainda destacar o

olhar desses visitantes sobre o espaço urbano, que é o suporte da atividade turística. Segundo Sivieiro (2005, p. 15), “gerir o turismo urbano remete inevitavelmente a busca pela compreensão dos processos de reestruturação e valorização do espaço urbano.” São os investimentos em infra-estrutura urbana e turística que fortalecem o município como lócus privilegiado para a prática do turismo. Por conseguinte, a forma como a infra-estrutura geral da cidade é conduzida, reflete na queda ou continuação do ciclo de vida do turismo. Portanto, outro aspecto levantado foi o índice de satisfação em relação à infra-estrutura da cidade. Para tal, escolhemos os seguintes itens que condizem com a investigação: Limpeza Urbana, Segurança, Telefonia, Sinalização, Trânsito e Receptividade. Para a analisa-se consideramos as variáveis ótimo e bom como satisfatório e regular como não satisfatório. O que foi avaliado como ruim é, totalmente insatisfatório e querer melhorias urgentes. Verifica-se uma percepção positiva dos pesquisados, principalmente quanto

à limpeza urbana, à segurança e à telefonia, uma vez que a grande maioria dos turistas, como evidencia a figura 22 consideram satisfatórios esses serviços urbanos. Em contrapartida, a sinalização da cidade apesar de ter sido avaliada como satisfatória pela maioria (63,47%) dos entrevistados, sofreu vários reclamações relacionadas, principalmente às diferentes denominações atribuídas às ruas e praças da

28

cidade. Já o transito da capital teve o pior desempenho na avaliação do turista. Entre os entrevistados, (49,88%) declararam insatisfeito com o número de automóveis nas ruas e com o comportamento dos motoristas.

23% 5% 8% 18%
23%
5%
8%
18%

46%

ÓTIMORUIM BOM NÃO UTILIZEI REGULAR

RUIMÓTIMO BOM NÃO UTILIZEI REGULAR

BOMÓTIMO RUIM NÃO UTILIZEI REGULAR

NÃO UTILIZEIÓTIMO RUIM BOM REGULAR

ÓTIMO RUIM BOM NÃO UTILIZEI REGULAR

REGULAR

Figura 22: Índice de satisfação com a infra-estrutura urbana de Goiânia

A pesquisa considerou também o olhar do visitante quanto à infra-estrutura turística tomando como variáveis investigadas os seguintes aspectos: as Agência de receptivo, os Bares e Restaurantes, as Informações Turísticas, o Artesanato/Souvenires, as casas diversões noturnas, a rede hoteleira, os Passeios/City-tours, e os Guias de turismo, (Figura 23).

29

11% 21% 61% 6% 1%
11%
21%
61%
6%
1%

ÓTIMOREGULAR NÃO UTILIZEI BOM RUIM

REGULARÓTIMO NÃO UTILIZEI BOM RUIM

NÃO UTILIZEIÓTIMO REGULAR BOM RUIM

BOMÓTIMO REGULAR NÃO UTILIZEI RUIM

RUIMÓTIMO REGULAR NÃO UTILIZEI BOM

Figura 23: Índice de satisfação com a infra-estrutura turística de Goiânia

Os olhares pesquisados mostraram, por um lado um relevante grau de satisfação de 50% dos turistas em relação ao setor hoteleiro. Somado a um índice de 69% dos entrevistados que declararam satisfeitos com os bares e restaurantes Já no que se refere às diversões noturnas da capital, constatamos que 58% dos turistas não usam este equipamento, justificando não dispor de tempo. Entre aqueles (42%) que utilizam esses serviços, 38% deles demonstram um relevante grau de satisfação. Por outro lado esses olhares deixam evidente, que alguns serviços turísticos não são ou poucos são utilizados pelos visitantes, entre eles destacam-se: os Guias de Turismo - 88% dos turistas não utilizaram esses serviços. As Agências de Receptivo não foram procuradas por 81% dos pesquisados e uma porcentagem considerável de turistas (65,06%) afirmou não ter utilizado qualquer tipo de informações turísticas. Em decorrência, 65% dos visitantes declararam que não se interessaram por passeios/city tours e reclamam da falta de locais para visitar ou de agências que promovam estes passeios. Vários entrevistados afirmaram que procuram os atrativos, mas ao deparar com estes não os consideraram como o tal. As atratividades da cidade - sua história, objetos, monumentos e tradições que constroem a identidade local - ainda não são aproveitadas a contento, ou nem

30

mesmo entendidas e divulgadas como elementos essenciais para a atividade turística. (Figura 24), Esse fator proporciona preocupação aos profissionais do turismo, pois as formas de consumo do produto turístico e o interesse pela atratividade da cidade estão estreitamente relacionados às informações sobre o mesmo e, por conseguinte, ao ciclo de vida do turismo e ao incremento na receita da localidade receptora.

65% 35% SIM NÃO

65%

35%

SIM65% 35% NÃO

NÃO65% 35% SIM

Figura 24: índice de turistas que visitou algum atrativo turístico

A figura 25 revela que os Atrativos mais visitados foram, os parques e as praças, seguidos dos shoppings e das diversas feiras livres, que se distribuem no espaço urbano de Goiânia. O Zoológico e o Parque Mutirama 8 tiveram o mesmo índice de preferência. Esse empate também ocorreu na escolha pela Praça Cívica, pelo Centro Histórico e os Museus da cidade 9 . Esse resultado pode, por um lado, revelar que os atrativos mais procurados como parques, shopping centers e feiras são os sobressaem nos meios de divulgação e promoção da cidade e entre as opções de passeios registradas em guias ou revistas ligadas ao turismo e lazer. Por outro lado, mostram que o Centro histórico e o patrimônio edificado Art Decó, muitas vezes não exerce atração sobre moradores e, no entanto, podem apresentar grande interesse para turistas que se encantam com esse estilo de arquitetura.

8 O Zoológico e o Parque Mutirama são considerados parques também, no entanto foram destacados e tabulados separadamente por apresentarem uma infra-estrutura diferenciada para o recebimento de crianças a um baixo custo, sendo assim um atrativo utilizado não só pelos turistas, mas também pela população local.

9 A Praça Cívica, Centro Histórico tiveram destaque durante o tratamento dos resultados da investigação, por comporem o Patrimônio Histórico e em Art’Decó da Capital. Assim os Museus foram inclusos neste item como agentes de conservação e disseminação da cultura e identidade da população goianiense.

31

1% 1% 29% 2% 4% 20% 7% 8% 14% 14% PARQUES E PRAÇAS SHOPPING ZÔO
1%
1%
29%
2%
4%
20%
7%
8%
14%
14%
PARQUES E PRAÇAS
SHOPPING
ZÔO E MUTIRAMA
PRAÇA CÍVICA, CENTRO HISTÓRICO E MUSEUS.
FEIRA ABERTA
OUTROS
BARES/RESTAURANTES E BOATES
SERRA DOURADA
MERCADO
SUPERMERCADO
Figura 25: Ponto turístico visitado

A maioria das informações que os turistas recebem a respeito dos atrativos turísticos da cidade partem de amigos ou de parentes (Figura 26). Os hotéis são os terceiros e os únicos componentes do trade turístico responsáveis pela divulgação da cidade. Diante desses dados, cumpre ressaltar a falta de informações de origem profissional. Cabe, portanto aos profissionais do turismo com conhecimento da localidade, revelar o potencial local e organizar roteiros e programas que proporcione o reconhecimento e a valorização da cidade. Desta forma, é possível despertar no turista uma nova leitura do espaço urbano e instigar a demanda e a permanência dos visitantes na cidade.

32

21

5 8 10 5 5 5 1 1 1
5
8
10
5
5
5
1
1
1

39

AMIGOS PARENTES HOTEL JÁ CONHECIA MORADORES AMIGOS E PARENTES PASSEANDO TELEVISÃO LOCALIZAÇÃO PARTE
AMIGOS
PARENTES
HOTEL
JÁ CONHECIA
MORADORES
AMIGOS E PARENTES
PASSEANDO
TELEVISÃO
LOCALIZAÇÃO
PARTE DA PROGRAMAÇÃO DO EVENTO
TELETUR

Figura 26: Origem das Informações sobre os Atrativos Turísticos de Goiânia (em %)

Quando se refere à questão compras, é notória a presença de uma determinada identidade referente ao turismo em Goiânia. A figura 27 evidencia que grande parte dos turistas declaram ter feito compras na cidade e a maioria deles salientou os preços baixos e a variedade de produtos na capital. O restante dos pesquisados afirmou não ter feito compras por falta de tempo mas que gostariam de retornar disponibilidade para essa atividade. Dentre os locais de compras elegidos pelos turistas em Goiânia destacam- se, conforme mostra a figura 27 os Shoppings da capital, com destaque o Shopping Flamboyant, as feiras livres que se sobressaem, principalmente, devido aos preços baixos e variedade. As feiras mais citadas pelos entrevistados são Feira Hippie, da Lua, do Sol e Mercado Aberto da Av. Paranaíba. As lojas de roupas e de calçados fora dos shoppings também foram destacados pelos pesquisados. 10

10 No que se refere à Campinas, Fama e Centro se referem aos bairros da cidade de Goiânia. Locais onde se concentram lojas de roupas, calçados, artesanato, eletrodomésticos e etc.

33

5 7 9 6 5 5 11 2 1 22 27 1 SHOPPING FEIRA ABERTA
5
7
9
6
5
5
11
2
1
22
27 1
SHOPPING
FEIRA ABERTA
LOJAS DE ROUPAS /CALÇADOS
OUTROS
CAMPINAS
CENTRO
FAMA
RODOVIÁRIA E ENTORNO
SUPERMERCADOS
CENTRO DE CONVENÇÕES
AV. 85
COMÉRCIO INFORMAL

Figura 27: Locais de compras em Goiânia (%)

As informações sobre esses locais de compras, assim como as demais informações obtidas pelos turistas partiram, principalmente, de amigos e de parentes. Ainda sozinhos passeando por locais propícios a compras ou orientados por moradores locais os turistas também descobriram locais de seu agrado. A contribuição dos Hotéis, Guias de Turismo, internet e motoristas de táxi nesse quesito é pequena, evidenciando que o núcleo receptor precisa revelar o potencial da cidade através do aproveitamento valorização, promoção e divulgação de todos os atrativos. Os profissionais do turismo, os comerciantes, administradores e planejadores da atividade turística e outros que compõem o trade turístico precisam reconhecer esse papel como de suma importância para com a cidade e na relação com o visitante. (Figura 28).

28,0 22,7 15,2 10,0 7,1 5,2 5,7 3,8 2,4 AMIGOS PARENTES MORADORES JÁ CONHECIA TAXISTA
28,0
22,7
15,2
10,0
7,1
5,2
5,7
3,8
2,4
AMIGOS
PARENTES
MORADORES
JÁ CONHECIA
TAXISTA
HOTEL
/ PASSEANDO
SOZINHO
GUIAS/INTERNET
OUTROS

Figura 28: Fonte de informações sobre locais de compras em Goiânia (em %)

34

As informações contidas na figura abaixo mostram que entre os produtos comprados destacam-se as roupas e calçados, seguidos por artesanato e outros produtos como Cds, livros, lembranças, embalagens, remédios, etc (Figura 29).

4 3 3 31 9 13 66
4 3 3 31
9
13
66

ROUPAS/CALÇADOSARTESANATO OUTROS MÓVEIS E ELETRO EQUIP. INFORMÁTICA ACESSÓRIOS E BRINQUEDOS COMIDA AUTOMÓVEL

ARTESANATOROUPAS/CALÇADOS OUTROS MÓVEIS E ELETRO EQUIP. INFORMÁTICA ACESSÓRIOS E BRINQUEDOS COMIDA AUTOMÓVEL

OUTROSROUPAS/CALÇADOS ARTESANATO MÓVEIS E ELETRO EQUIP. INFORMÁTICA ACESSÓRIOS E BRINQUEDOS COMIDA AUTOMÓVEL

MÓVEIS E ELETROROUPAS/CALÇADOS ARTESANATO OUTROS EQUIP. INFORMÁTICA ACESSÓRIOS E BRINQUEDOS COMIDA AUTOMÓVEL

EQUIP. INFORMÁTICAROUPAS/CALÇADOS ARTESANATO OUTROS MÓVEIS E ELETRO ACESSÓRIOS E BRINQUEDOS COMIDA AUTOMÓVEL

ACESSÓRIOS E BRINQUEDOSROUPAS/CALÇADOS ARTESANATO OUTROS MÓVEIS E ELETRO EQUIP. INFORMÁTICA COMIDA AUTOMÓVEL

COMIDAROUPAS/CALÇADOS ARTESANATO OUTROS MÓVEIS E ELETRO EQUIP. INFORMÁTICA ACESSÓRIOS E BRINQUEDOS AUTOMÓVEL

AUTOMÓVELROUPAS/CALÇADOS ARTESANATO OUTROS MÓVEIS E ELETRO EQUIP. INFORMÁTICA ACESSÓRIOS E BRINQUEDOS COMIDA

Figura 29: Produtos comprados (em %)

No sentido de compreender à satisfação dos pesquisados com a Capital Goiana, questionamo-os sobre o que eles mais gostaram. Esta era uma questão aberta para facilitar o tratamento das informações agrupamos as respostas por afinidade e relação (Figura 30). Merecem destaque a receptividade. Esse dado é de extrema importância, pois a forma como os visitantes são tratados é um diferencial muito importante para a atividade turística na localidade. O comércio local - Feiras, pólos como Avenida 24 de Outubro e Avenida Bernardo Sayão – também é ressaltado pelos turistas. Todavia, um percentual considerável dos turistas afirmou que não gostou de nada na cidade

35

 

0,2

0,5

16 18 10 8 5 8 6 8 2 3
16
18
10
8
5
8
6
8
2
3

8

0,5

1

1

1

1

1

2

RECEPTIVIDADE / HOSPITALIDADENADA

NADARECEPTIVIDADE / HOSPITALIDADE

COMÉRCIO LOCALINFRA-ESTRUTURA

INFRA-ESTRUTURACOMÉRCIO LOCAL

PARQUE / VERDE / QUALID DE VIDALAZER E VIDA NOTURNA

LAZER E VIDA NOTURNAPARQUE / VERDE / QUALID DE VIDA

GASTRONOMIA E CULTURASHOPPING

SHOPPINGGASTRONOMIA E CULTURA

CLIMABARES / RESTAURANTES

BARES / RESTAURANTESCLIMA

QUALIDADE DOS TRATAMENTOS DE SAUDERODOVIÁRIA

RODOVIÁRIAQUALIDADE DOS TRATAMENTOS DE SAUDE

CALMARIAHOTEL

HOTELCALMARIA

OUTROS*TRANSITO

TRANSITOOUTROS*

TUDOVISITAR PARENTES

VISITAR PARENTESTUDO

INFRAESTRUTURA DE EVENTOSCURSOS DAS FACULDADES

CURSOS DAS FACULDADESINFRAESTRUTURA DE EVENTOS

Figura 30: O que mais gostou em Goiânia (em %)

Ainda em relação à satisfação dos visitantes, cabe destacar o que eles não gostaram. Embora uma maioria respondeu que não há nada que não tenham gostado (Figura 31), o trânsito, o clima, o transporte coletivo se destacam entre os aspectos que o turista menos gostou na cidade.

36

39 0,5 0,7 0,7 2 21 2 6 4 6 9 9 NADA TRÂNSITO /
39
0,5
0,7
0,7
2
21
2 6
4 6
9
9
NADA
TRÂNSITO / SINALIZAÇÃO
CLIMA
TRANSP. COLETIVO
INFRAESTRUTURA
INFRAESTRUTURA TURÍSTICA
OUTROS*
ATENDIMENTO NO COMÉRCIO/RECEPTIVIDADE
ESTRUTURA AEROPORTO / RODOVIÁRIA
GASTRONOMIA E CULTURA
DINÂMICA DA CAPITAL
INFRA ESTRUTURA MÉDICO-HOSPITALAR
Figura 31: O que menos gostou em Goiânia (em %)

Na seqüência os entrevistados opinaram sobre o que pode ser melhorado. Conforme a Figura 32, a maior parte dos entrevistados considera que não há o que ser melhorado. Entretanto, uma parcela dos sujeitos pesquisados apontou a necessidade de melhoria no trânsito e na infra-estrutura turística, seguidos do transporte coletivo e aeroporto.

37

13 9 7 3 3 23 2 1 0,2 39 NADA TRÂNSITO / SINALIZAÇÃO INFRAESTRUTURA
13
9
7
3
3
23
2
1
0,2
39
NADA
TRÂNSITO / SINALIZAÇÃO
INFRAESTRUTURA TURÍSTICA
TRANSP. COLETIVO
INFRAESTRUTURA BÁSICA
ESTRUTURA AEROPORTO / RODOVIÁRIA
OUTROS
RECEPTIVIDADE
INFRAESTRUTURA MÉDICO-HOSPITALAR
GASTRONOMIA DA REGIÃO

Figura 32: O que pode ser melhorado (em %)

Os atrativos que os turistas destacariam em Goiânia, são os mesmos visitados por esses sujeitos, como parques, shopping, etc. (Figura 33). Porém, conforme os dados abaixo, grande parte dos entrevistados não destaca nenhum lugar. Não existe atrativo na cidade que tenha sobressaído ao olhar desses visitantes. Sendo assim, os profissionais do turismo a fim de serem especulativos e, com isto, mais criativos necessitam sempre criar estratégias que visam despertar o visitante para perceber as características significativas da cidade. Um turista poderá encontrar um elemento do seu total interesse num espaço urbano aparentemente desprovido de significados turísticos, pois uma necessidade ou um desejo podem ser previamente, despertados no visitante (CASTROGIOVANNI, 2001).

38

36 0,5 1 1 16 2 4 10 7 9 4 9
36
0,5
1
1
16
2
4
10
7
9
4 9
NENHUM PARQUES E PRAÇAS OUTROS PRAÇA CÍVICA, CENTRO HISTÓRICO E MUSEUS SHOPPING BARES/RESTAURANTES E BOATES
NENHUM
PARQUES E PRAÇAS
OUTROS
PRAÇA CÍVICA, CENTRO HISTÓRICO E MUSEUS
SHOPPING
BARES/RESTAURANTES E BOATES
FEIRA ABERTA
ZÔO E MUTIRAMA
SERRA DOURADA
HOTÉIS
SUPERMERCADO
MERCADO

Figura 33: Lugar que destaca (em %)

Para fechar a questão sobre a satisfação do turista com a cidade questionamos esses sujeitos sobre o desejo de voltar a Goiânia. Os resultados demonstram um alto índice de visitantes com a intensão de retornar. A satisfação das expectativas com a cidade, principalmente no que se refere a infra-estrutura básica e a hospitalidade do povo parecer ser uma questão apropriada para o retorno. Porém, 71% dos entrevistados afirmaram que indicariam Goiânia como destino turístico. Os visitantes gostam da cidade, manifestam vontade de voltar, mas não vêem Goiânia como um destino turístico. (Figura 34)

29% 71% SIM NÃO

29%

71%

SIM29% 71% NÃO

NÃO29% 71% SIM

Figura 34: indicaria Goiânia como destino turístico (em %)

39

5 Conclusão

As reflexões abordadas no decorre deste estudo permitem considerar que ainda há muito a melhorar em relação à atividades turísticas. As características da cidade importantes do ponto de vista do turismo não são aproveitadas e divulgadas como elementos essenciais para a atividade turística. Grande parte dos entrevistados não visitou os atrativos da capital. Provavelmente, esses sujeitos não se consideram turistas em Goiânia, uma vez a maioria deles vem à cidade motivada por negócios, eventos e tratamento de saúde e não a lazer. Uma minoria dos pesquisados que procura os atrativos turísticos para visitar são atraídos apenas pelos parques e bosques ou shoppings centers e feiras. Identificamos um número pequeno de turistas que afirmou ter visitado os lugares ligados à cultura goianiense. Este aspecto mostra que os monumentos, o patrimônio cultural art déco, os mercados municipais e outros espaços vinculados à história da cidade, apesar de sua relevância como elemento de identidade local como não se destacam ao olhar do turista. Uma justificativa possível para esse fato, como mencionamos anteriormente, é a falta de informação turística. Uma quantidade expressiva dos pesquisados afirmou que as referência sobre os atrativos da cidade são oriundas de amigos ou parentes. Essa fonte de informação remete-nos aos seguintes questionamentos: Os amigos e parentes, se moradores de Goiânia, não conhecem outros locais? Os locais de importância histórica e cultural de Goiânia são divulgados enquanto atrativos turísticos? Segundo Silva e Mancini (2007) a população de uma cidade, para tornar-se promotora dos bens que fazem parte de sua vida, deve conhecer e compreender os aspectos culturais, a história e atratividade do local em que vive. Nessa perspectiva Goiânia requer políticas publicas de turismo que contempla a implementação de programas de educação patrimonial e turística. O processo educativo - formal ou não formal - deve propiciar a formação de sujeitos ativos e participativos nas ações de proteger e divulgar seus bens patrimoniais e turísticos e, por conseguinte, contribuir para um turismo responsável.

40

Cabe também às políticas publicas e a todo o trade turístico pensar a cidade como atração capaz de proporcionar o desfrute e a experiência da interação do visitante com as suas especificidades. Por conseguinte disponibilizar informações para que o visitante aproveite melhor sua estada e permaneça mais tempo na cidade. Para isso, é indispensável um Inventário da oferta turística com posterior banco de dados atualizado e com divulgação por meio de folheteria, da internet, dentre outras formas de comunicação. É necessário, portanto, uma administração que revele o potencial local, proporcione o reconhecimento e a valorização da cidade e instiga a demanda e a permanência dos turistas. Ainda com base nos olhares turistas investigados constata-se a necessidade da oferta de serviços de receptivo consolidados de forma a atender turistas individuais ou mesmo em grupos que se interessam pelos atrativos turísticos da cidade. É fundamental que as agencias de receptivo se conscientizem sobre a existência de uma demanda potencial e organize roteiros turísticos que retratam a atratividade e os significados da cidade do ponto de vista econômico, social, cultural e turístico. A promoção de cidades como destino turístico implica em criar e/ou divulgar produtos e serviços que permitam diversas escolhas conforme o desejo e as necessidades dos consumidores/turistas (GARCIA, 1998 apud DUARTE, 2001). Os problemas de infra-estrutura básica e turística identificados nas reclamações dos pesquisados podem ser superados a partir da fusão de ações do planejamento urbano com a prática do turismo. Nesse caso, as políticas públicas devem assumir atividades que orientem a organização e o desenvolvimento do turismo no tocante a infra-estrutura urbana e ao sistema viário. Essas ações devem propiciar uma ambiência favorável aos fluxos turístico e, sobretudo, permitir a elevação das condições materiais de vida das populações residentes. Dentre esses problemas o trânsito e a sinalização é o fator que mais necessita de atenção por parte das políticas públicas municipais. A cidade requer melhoria no transito e na sinalização turística principalmente em áreas como praças, centro da cidade, proximidades dos atrativos turísticos. Além da ampliação de placas indicativas relacionadas a aeroporto, rodoviária, e principais saídas de Goiânia.

41

Cumpre destacar que, apesar dos problemas levantados, a cidade respondeu às expectativas do turista. Um alto índice de visitantes revelou a intensão de retornar. A satisfação, principalmente com à limpeza urbana, a segurança e a rede hoteleira e gastronômica parecem ser questões apropriada para o retorno. A forma como os visitantes são tratados, também é um diferencial que caracteriza esse desejo de voltar. Em Goiânia, a expressão “cidade acolhedora” caracteriza a cidade como hospitaleira e as respostas da maioria dos entrevistados confirmam esse valor da população goianiense. Todavia, faz-se necessário um Plano de Desenvolvimento do Turismo em Goiânia, que priorize a integração entre o planejamento urbano e o turístico visando implementar e/ou fortalecer ações que ordenem o crescimento urbano articulando a oferta turística e a visão da cidade, sobretudo, como espaço de existência das pessoas.

5.1 Dificuldades Encontradas

As maiores dificuldades foram encontradas na própria estavam presentes área ao qual nos empenhamos estudar. De certa forma os responsáveis pelos equipamentos que compõem o trade turístico, em suas exceções, não demonstraram interesse por dados, que futuramente pode lhes ser útil, proporcionando subsídios para o planejamento da atividade turística. A princípio as dificuldades se caracterizaram em conseguir autorização para a realização da pesquisa junto aos gerentes responsáveis pelos estabelecimentos hoteleiros pré-selecionados para aplicação dos instrumentos de investigação, visto que estes indivíduos não compreendiam a proposta desse trabalho. No entanto após sucintas explicações “aceitavam contribuir”. Para solução imediata da questão a equipe adotou uma estratégia que possibilitasse uma maior aceitação da pesquisa fazendo uma solicitação ao presidente da Associação Brasileira de Hotéis e Restaurantes para que auxiliasse na informação e sensibilização dos gerentes de Hotéis. Contudo dificuldades como estas não se resumem apenas à aceitação da pesquisa por parte destes, mas também ao desinteresse em aplicar os questionários a seus hóspedes.

42

Barreiras foram encontradas também no desenvolvimento da pesquisa em locais como o Terminal Rodoviário de Goiânia, devido a questões burocráticas do sistema de segurança do local. Além disso, os organizadores de alguns eventos, embora propuseram a acrescentar os questionários nas pastas dos turistas participantes,não cumpriram com tal proposta. Vale ressaltar também dificuldades encontradas no que se refere à aceitação dos sujeitos em participar da pesquisa. Isto é mais comum, pois as pessoas são constituídas de certa resistência e insegurança ao dar suas respostas. Apesar da sucinta explicação e importância da pesquisa a se realizar, muitas pessoas não entenderam seu direcionamento ou até mesmo não levaram a sério sua importância. De modo geral, faz parte da vida do pesquisador saber lidar com empecilhos e dificuldades. Por um lado tal fato proporciona certa contribuição para um aprendizado mais amplo, pois ao se deparar com barreiros o pesquisador busca novas estratégias. Apenas não se esperava encontrar tantas dificuldades junto ao próprio trade turístico que pode ser beneficiado com subsídios para o planejamento da atividade.

43

6 Matéria encaminhada para publicação

MOTA, Rosiane Dias. MANCINI, Cristiane Ricci. LUCENA, Naiara Nery. SILVA, Clarinda Aparecida da. ANÁLISE DO PERFIL DO TURISTA QUE VISITA A CIDADE DE

GOIÂNIA: uma contribuição ao planejamento local. In: IV Colóquio de Turismo e Cultura,

2007, Goiânia. Anais eletrônicos

Goiânia: UFG, 2007. 1CD

MOTA, Rosiane Dias. MANCINI, Cristiane Ricci. LUCENA, Naiara Nery. SILVA, Clarinda Aparecida da. ANÁLISE DO PERFIL DO TURISTA QUE VISITA A CIDADE DE

GOIÂNIA: uma contribuição ao planejamento local. In: II Jornada Nacional da Produção

São

Científica em Educação Profissional e Tecnológica, 2007, São Luís – MA. Anais eletrônicos

Luís-MA: MEC, 2007. 1CD

MOTA, Rosiane Dias. SILVA, Clarinda Aparecida da. O Estudo da Demanda Turística como ferramenta para o Desenvolvimento Turístico da cidade de Goiânia. In: V Encontro Científico Anhembi Morumbi, 2008, São Paulo – SP. Disponível no endereço (no prelo)

MOTA, Rosiane Dias. SILVA, Clarinda Aparecida da. O conhecimento da demanda turística em Goiânia e sua importância no planejamento do espaço urbano produzido pelo turismo. In: X ENG - Encontro Nacional de Geógrafos, 2008. São Paulo – SP. (no prelo)

44

7 Referência Bibliográfica

ALMEIDA, Maria Geralda de. Desenvolvimento turístico ou desenvolvimento local? Algumas reflexões. In: ENCONTRO NACIONAL DE TURISMO COM BASE LOCAL,

2004, Curitiba. Anais eletronicos

Curitiba:

UFPR, 2004. 1CD

BARRETO, Margarita. Manual de iniciação ao estudo do turismo. Campinas, SP:

Papirus, 1995.

IGNARRA, Luiz Renato. Fundamentos do Turismo. 2.ed. São Paulo: Pioneira, 2003

DENCKER, Ada de Freitas Maneti. Métodos e técnicas de pesquisa em turismo. São Paulo: Futura, 1998.

CASTROGOVANNI, Antônio Carlos. (Org). Turismo Urbano. São Paulo: Contexto, 2001,

p. 7-8.

DUARTE, Ivonaldo F. Tipos de turismo em Goiânia e seus atrativos Principais. In:

ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS , 2002, João Pessoa, 2002. Disponivel em htp/www.observatóriogeogoiás.com.br . Acesso em 01 dez. 2006.

BRASIL. Ministério do Turismo. Secretaria Nacional de Políticas de Turismo.Turismo de eventos e negócios: orientações básicas. Brasília, 2006.

KECHICHIAN, A. de F. et al. Qualidade no atendimento ao turista: uma proposta de reeducação dos trabalhadores que atuam no mercado turístico. 2006. 76 f. Monografia (graduação em Turismo), CEFETGO, Goiânia, Goiás.

OLIVEIRA, Antônio Pereira. Turismo e desenvolvimento: planejamento e organização. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

RUCHMANN, Doris V. Meene; WIDMER, Gloria Maria. Planejamento turístico. In:

ANSARAH, Marilia G. dos Reis (Org). Turismo. Como aprender, como ensinar. 2 ed. São Paulo: Editora SENAC, 2001, p. 65-86.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ. Perfil do turismo receptivo1998-1999. Ilhéus - Bahia: Editus, 2002.

LEMOS, Leandro. Turismo e as informações de mercado: o enfoque na demanda. In:

CASTROGOVANNI, Antônio Carlos (Org.). Turismo Urbano. São Paulo: Contexto, 2001,

p. 43-59.

BARROS, A. de J.Paes: LEHFELD, N. A. Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. Petrópolis-RJ: Vozes, 1990, 127 p.

45

SOUZA, Marcelo Lopes de. Como pode o turismo contribuir par ao desenvolvimento local? In: RODRIGUES, A Balastreri. Turismo e desenvolvimento local. São Paulo:

Hucitec, 1997, p. 17-22.

8 Perspectivas de continuidade ou desdobramento do trabalho

Esta pesquisa constituiu em um processo determinante na criação de novos

conhecimentos que integraram fatores de ordem técnica, epistemológica e metodológica;

na formação do perfil crítico e reflexivo das autoras.

Dessa forma a conclusão deste projeto abre caminhos para a realização de

artigos contemplando a temática pesquisada.

É compromisso nosso publicar e apresentar estes artigos em Congressos,

Seminários e Encontros de Turismo e outros eventos a nível local, estadual e nacional e

em outros meios de publicação.

Existe ainda o interesse da Secretaria Municipal de Turismo de Goiânia,

parceira neste estudo, em utilizar as informações levantadas em um banco de dados

sobre turismo a ser criado por esse órgão. Além de poder utilizar a presente investigação

como ferramenta que auxilie na elaboração de um planejamento local.

Portanto, esse relatório constitui o primeiro passo para novas pesquisas

relacionadas à demanda turística na capital.

46

9 Outras atividades

1 - Participação no: Seminário em Turismo, Curso Metodologias e Técnicas de Investigação em Turismo – módulos: 1° Fundamentação Teórica e Técnica e 2° Estatística Básica. Data: 18 a 19 de dezembro de 2007, Goiânia, GO

2 - Participação no: 1° Seminário do Programa de Iniciação Científica do CEFET-GO & 1ª Mostra de Trabalhos de Conclusão de Curso Data: 29 a 30 de maio de 2007, Goiânia, GO. Categoria: Ouvinte

3 - Participação no: 4° Colóquio de Turismo com temática a (Re) valorização dos

espaços e das culturas Local: Instituto de Estudos Sócio-Ambientais da Universidade Federal de Goiás. Data: 29 de novembro a 01 de dezembro de 2007, Goiânia, GO. Categoria: Participação de mini-curso e apresentação do projeto.

4 - Participação na: 2ª Jornada Nacional da Produção Científica em Educação Profissional e Tecnologia & 2ª Mostra Cefet Maranhão: Exposição Científica, Tecnológica e Cultural - “Educação Profissional e Tecnológica e os desafios do desenvolvimento nacional”. Data: 04 a 06 de dezembro de 2007, Maranhão, MA. Categoria: Participante / Expositor de Pôster.

5 – Participação no: VII Seminário Internacional sobre Cultura e Território: Inclusão e exclusão nas dinâmicas sócioespaciais dos mundos contemporâneos. Local: Instituto de Estudos Sócio-Ambientais da Universidade Federal de Goiás. Data: 24 de março a 27 de março de 2008, Goiânia, GO. Categoria: Participante

47

10 Apoio

O Projeto teve financiamento do CEFET-GO, através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC, e a parceria da Secretaria Municipal de Turismo da Cidade de Goiânia que nos disponibilizou uma estagiária/bolsista para auxiliar no desenvolvimento desta pesquisa.

11 Agradecimentos

Este projeto só se tornou realidade graças à pessoas especiais que não mediram esforços quando solicitadas. Nossos agradecimentos são a:

Primeiramente Deus que nos abençoou, nos guardou e nos deu alegria a todo tempo para enfrentar todas as dificuldades encontradas na realização desta pesquisa.

A Nossas Famílias que nos ensinaram que o verdadeiro caminho para a vitória é feito de lutas e de muita persistência. Ao trade turístico que abriu as portas de seus estabelecimentos para a aplicação dos questionários. Em especial à Secretaria de Turismo de Goiânia acreditou na importância deste projeto e esteve sempre pronta à nos auxiliar no que fosse necessário e à Associação Brasileira da Indústria Hoteleira - ABIH-GO, que fez o possível para contribuir e facilitar nosso trabalho. Ao CEFET, através das coordenações de pesquisa e de Turismo e Hospitalidade que nos ofereceu oportunidade e subsídios para a realização desta pesquisa;

À Professora Clarinda Aparecida da Silva, orientadora deste estudo, que nos incentivou a continuar, a sonhar e a principalmente fazer de nossos sonhos realidade.

APÊNDICE A – Questionário

48

 

ANALISE DO PERFIL DO TURISTA QUE VISITA A CIDADE DE GOIÂNIA

 

Questionário aplicado em:

 

Data:

/

/2007

 

( ) Aeroporto / ( ) Rodoviária / ( ) Hotel / ( ) Outro

 

Atividade Profissional:

 

Sexo: F (

) M (

)

Faixa Etária: (

) até 18 / (

)

18-25 / (

) 26-35 / (

) 36-45 / (

) 46-55 / (

) 55-65 / (

) acima de 65

Estado Civil: ( ) Solteiro / ( ) Casado

/ (

) Divorciado / ( ) Viúvo

 

Nível de Instrução: ( )Superior / ( ) Médio / (

) Fundamental

-

( ) Completo / ( ) Incompleto

Faixa de Renda:( ) até 3 salários mínimos /(

) de 3 a 5/ (

)de 6 a 10 / (

) de 11 a 20 / (

) acima de 20

Cidade/Estado de origem:

 

1- Quantas vezes você visitou Goiânia?

(

) 1ª vez

/ (

) 2

/ ( )3 / ( )

 

2- Você viajou acompanhado: (

) Amigos

/ (

) Família

/ (

) Família e amigos / (

) Grupo /

 

excursão

 

/ ( ) Companheiro (a) / (

) Só

Total

 

pessoas

3- Meio de Hospedagem utilizado:

 

(

) Hotel

/ ( ) Pousada

/ ( ) Casa de parentes/amigos

/ ( ) camping

/ ( )

4 - Meio de transporte utilizado para chegar a Goiânia?

 
 

(

) Carro

/ (

) Avião

/ (

) ônibus

/ ( )

 

4.1 - Como você classifica este meio?

( ) Ótimo

/ (

) Bom

/ ( ) Regular

/ (

) Ruim

 

5- Em Goiânia, você utilizou qual transporte:

 

(

) Carro alugado / ( ) Táxi / ( ) Ônibus (transporte coletivo) / ( )

 

6- Quais dos motivos relacionados abaixo o levaram a visita Goiânia?

 

(

) Recreação/Férias / ( ) Visita a parentes/amigos / ( ) Tratamento de saúde / ( ) Cultura local /

(

) Conhecer novos lugares / ( ) Convenções/Congressos / ( ) Esporte / (

(

) Compras/Negócios/Eventos de que tipo:

 

) Motivo Religioso / /

(

) Outros

7- Indução de viagem: ( ) Propaganda / ( ) Reportagens / ( ) Indicação de amigos/parentes / ( ) Promoções / ( ) Agências de viagens / ( )Eventos na cidade / ( )

8- Tempo de permanência em Goiânia:

 

dias.

9- Duração total da viagem:

 

dias.

10- Valor gasto por dia: R$

 
49 11 - Satisfação com a infra-estrutura básica da cidade: Ótimo Bom Regular Ruim Não
49
11
- Satisfação com a infra-estrutura básica da cidade:
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
Não Utilizei
Limpeza Urbana
Segurança
Telefonia
Sinalização
Trânsito
Receptividade
12- Satisfação com a infra-estrutura de serviços e equipamentos turísticos:
Ótimo
Bom
Regular
Ruim
Não utilizei
Agência de Receptivo
Bares e restaurantes
Informações Turísticas
Artesanato / Souvenires
Diversões noturnas
Passeios/ City-tours
Guias de turismo
Hospedagem
13 - Você visitou algum ponto turístico da capital?
(
) Sim
/ (
) Não
13.1 - Caso sim, qual (is)?
13.2 - Como obteve informações sobre ele(s)?
14 - Você fez compras em Goiânia?
(
) Sim /
(
) Não
14.1 - Caso sim, onde?
14.2 - Como obteve informações sobre este lugar?
14.3 - Você comprou: ( ) Artesanato / (
) Roupas / (
)
15 - Você visitou alguma cidade próxima de Goiânia durante sua viagem?
(
) Sim
/ (
) Não
15.1 - Caso sim, qual (is)?
15.2 - Como obteve informações sobre ela(s)?
15.3 - Quanto tempo permaneceu nessa(s) cidade (s):
dias.
16 - O que você mais gostou em Goiânia?
17 - O que menos gostou?
18 - Na sua opinião, o que pode ser melhorado em Goiânia para melhor atender os turistas?
19 - Você gostaria de voltar a Goiânia? ( ) Sim / ( ) Não
20 - Você indicaria Goiânia como um destino turístico para alguém? ( ) Sim / ( ) Não
21 - Que lugar de Goiânia você destacaria e por quê?