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TRABALHO DE MTP II - 4o.

Alunos:
FABILENE LIGABO
FERNANDA
CIOCHETA
CARLOS FERREIRA
TRABALHO DE MTP II - 4o. B

Num sentido amplo, CIÊNCIA refere-se a


qualquer conhecimento ou sistemático.
Num sentido mais restrito, refere-se a um
sistema de adquirir conhecimento baseado
no método cientifico, assim como ao corpo
organizado de conhecimento conseguido
através de tal pesquisa . É o conhecimento
ou um sistema de conhecimentos que
abarca verdades gerais ou a operação de
leis gerais especialmente obtidas e
testadas através do método científico .
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MÉTODO
ETMOLOGIA = DO GREGO
“MÉTHODOS”
(caminho para chegar a um fim)

O método científico é um conjunto de regras básicas


para desenvolver uma experiência a fim de produzir
novo conhecimento, bem como corrigir e integrar
conhecimentos pré-existentes!
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ORÍGENS DO MÉTODO CIENTÍFICO

Documentos do Antigo Egito já descrevem


métodos de diagnósticos médicos.
Grécia Antiga, os primeiros indícios do
método científico começam a aparecer.
Séculos XVII e XVIII. Francis Bacon especifica
um novo sistema lógico para melhorar o velho
processo filosófico do silogismo.

SILOGISMO é o raciocínio dedutivo estruturado


formalmente a partir de duas proposições, ditas
premissas, das quais, por inferência, se obtém
necessariamente uma terceira, chamada conclusão.
Exemplo: Todos os homens são mortais; os gregos são
homens; logo, os gregos são mortais!
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CARACTERÍSTICAS DOS MÉTODOS


1. Método segundo sua lógica (forma de pensar a pesquisa):

•Método dedutivo: uma cadeia de raciocínio chega a verdade. Denomina-se


método dedutivo a modalidade de raciocínio lógico que faz uso da dedução
para obter uma conclusão a respeito de determinada(s) premissa(s).
Essencialmente, os raciocínios dedutivos se caracterizam por apresentar
conclusões que devem, necessariamente, ser verdadeiras caso todas as
premissas sejam verdadeiras.
Ex: Se o perfil da carroceria de um carro se relaciona à resistência do ar que ele
encontra - declaração geral - então um carro em forma de pássaro será mais
aerodinâmico do que um carro em forma de caixa - declaração específica.

b) Método indutivo: a generalização deriva da observação. É claro que a


validade dos resultados depende da representatividade da amostra e o
método estatístico é sua base de sustentação.
Ex: Retirando uma amostra de um saco de arroz, observa-se que aproximadamente
80% dos grãos são do tipo extra-fino. Conclui-se então que o saco de arroz é do tipo
extrafino.
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Existem muitos exemplos clássicos


de raciocínio indutivo na História da
ciência, mas observemos um deles
para compreender como funciona
esse exercício intelectual.
Em 1919, quando Hubble começou a fazer observações com o telescópio
Hooker, ele descobriu que objetos celestes conhecidos como nebulosas -
inicialmente considerados como parte da Via Láctea - na verdade, estavam
localizados bem além de suas fronteiras. Ao mesmo tempo, ele observou
que essas nebulosas estavam se afastando rapidamente da Via Láctea.
Hubble usou essas observações para oferecer uma generalização
revolucionária, em 1925: o universo não consistia em uma galáxia, mas de
milhões delas. Não só isso, argumentou Hubble, mas todas as galáxias
estavam se distanciando umas das outras devido a uma expansão uniforme
do universo.
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CARACTERÍSTICAS DOS MÉTODOS

Se por meio da dedução chega-se a conclusões verdadeiras, já que


baseada em premissas igualmente verdadeiras, por meio da
indução chega-se a conclusões que são apenas prováveis.
Comparando o método dedutivo e o indutivo, concluímos que
enquanto o pensamento dedutivo leva a conclusões
inquestionáveis, porém já contidas nas hipóteses, o raciocínio
indutivo leva a conclusões prováveis, porém mais gerais do que o
conteúdo das hipóteses.

Método hipotético-dedutivo: levanta a hipótese e testa.

Método fenomenológico: descrição do fenômeno tal como ele é.

Método dialético: interpretação dinâmica, ou seja, tese, a antítese


e a síntese.
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Na Grécia Antiga, a Dialética era a arte do


diálogo, da contraposição e contradição de
idéias que leva a outras idéias.

TESE é uma afirmação ou situação inicialmente dada. A


tese. Do conflito entre tese
antítese é uma oposição à
e antítese surge a síntese, que é uma situação nova
que carrega dentro de si elementos resultantes desse
embate. A síntese, então, torna-se uma nova tese, que
contrasta com uma nova antítese gerando uma nova
síntese, em um processo em cadeia infinito.
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CARACTERÍSTICAS DOS MÉTODOS

2. Método segundo a abordagem: (depende do problema):

a) Quantitativo: caracteriza quantificação tanto da coleta de dados


como no tratamento por meio estatísticos (desvio padrão, média,
percentual, correlação, relação).

b) Qualitativo: os dados são coletados no contexto do fenômeno,


estudos s e apresentam de forma descritiva, interação
pesquisador/pesquisado, pesquisado é fundamental.
OBS> na qualitativa o pesquisador tem maior liberdade para realizar
seus estudos, mas tem que apresentar coerência, consistência,
originalidade, nível de objetivação.

3. Método segundo Objetivos:

a) Exploratórios: objetiva maior familiaridade com o fenômeno.


b) Descritiva: descrição das características do fenômeno.
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5 ETAPAS
DO
MÉTODO
CIENTÍFICO
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SLIDES DE
BACK UP
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Um cientista pode passar boa parte de sua carreira na etapa de observação. Outro pode trabalhar sem que nunca dedique
muito tempo a conceber e a conduzir experiências. Darwin passou quase 20 anos analisando os dados que recolheu
antes de agir em relação a eles. Na verdade, boa parte do trabalho de Darwin foi puramente intelectual, como se ele
estivesse tentando montar um grande quebra-cabeças. E, no entanto, ninguém argumentaria que sua teoria da seleção
natural é menos valiosa ou menos científica, porque ele não seguiu rigorosamente o processo das cinco etapas.
Também seria apropriado mencionar uma vez mais que o método não está reservado a cientistas altamente treinados.
Qualquer pessoa que tente solucionar um problema pode empregá-lo. Para ilustrar o ponto, considere o seguinte
exemplo: você está indo a uma loja quando seu carro apresenta superaquecimento. No caso, o problema revelado pela
observação (uma luz de alerta de temperatura) que lança à investigação se torna claro imediatamente. Mas o que estaria
causando o superaquecimento? Uma hipótese poderia ser um defeito no termostato. Outra envolveria o radiador. Uma
terceira seria que a correia do ventilador poderia ter se partido.

A solução mais simples, muitas vezes, representa o melhor ponto de partida. O mais fácil a fazer, nesse caso, é verificar
a condição da correia do ventilador. Caso você descubra que ela está mesmo partida, há motivos para acreditar que seja
essa a causa do superaquecimento. No entanto, ainda é necessário um teste para confirmar. O teste, no caso, envolveria
substituir a correia e ligar o motor para ver se o carro se superaquece. Caso isso não aconteça, você pode aceitar a
hipótese relacionada à correia do ventilador. Mas se a correia não estiver partida, ou se sua substituição não impedir o
superaquecimento do carro, a hipótese terá de ser revista.
Talvez você tenha percebido que o exemplo oferecido não contém uma hipótese em forma "se... então". Também pode
ter percebido que não inclui grupo experimental e grupo de controle. Isso se deve ao fato de que problemas cotidianos
não requerem esse tipo de formalidade. Mas requerem uma abordagem lógica e uma progressão de pensamento que
resulte em uma hipótese passível de teste.
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Etapa 1: Observação
Quase todas as investigações científicas começam por uma observação que desperta a curiosidade ou suscita uma questão. Por exemplo, quando Charles Darwin (1809-
1882) visitou as Ilhas Galápagos (localizadas no Oceano Pacífico, a 950 km a oeste do Equador), ele observou diversas espécies de tentilhões, cada qual adaptado de
maneira única a um habitat específico. Os bicos dos tentilhões, em especial, apresentavam largas variações e pareciam desempenhar papel importante na maneira pela
qual o animal obtinha alimento. Os pássaros cativaram Darwin. Ele queria compreender as forças que permitiam que tantas variedades diferentes coexistissem com
sucesso em uma área geográfica pequena. Suas observações o levaram a formular uma pergunta que poderia ser submetida a teste.

Etapa 2: Formulação da pergunta


O propósito da pergunta é estreitar o foco da investigação e identificar o problema em termos específicos. A pergunta que Darwin poderia ter feito, depois de ver tantos
tentilhões diferentes, talvez fosse expressa assim: o que causou a diversificação dos tentilhões das ilhas Galápagos?

Eis algumas outras questões científicas:

o que faz com que as raízes de uma planta cresçam para baixo e o seu caule cresça para cima?
que marca de desinfetante bucal mata mais germes?
que forma de carroceria de automóvel reduz com mais eficiência a resistência do ar?

o que causa descoloração nos corais?


o chá verde reduz os efeitos da oxidação?
que tipo de material de construção absorve mais som?

Encontrar perguntas científicas não é difícil e não requer treinamento científico. Se você já se sentiu curioso sobre algo, se já quis saber o que causou algum
acontecimento, então provavelmente já formulou uma pergunta que poderia servir de base a uma investigação científica.

Etapa 3: Formulação da hipótese


Perguntas anseiam por respostas e o próximo passo no método científico é sugerir uma possível resposta em forma de hipótese. Uma hipótese é, muitas vezes definida,
como um palpite informado porque quase sempre se baseia nas informações que você dispõe sobre um tópico. Por exemplo, se você desejasse estudar o problema
relacionado à resistência do ar, poderia já ter a sensação intuitiva de que um carro em forma de pássaro poderia enfrentar menos resistência do ar do que um carro em
forma de caixa. Essa intuição pode ser usada para ajudar a formular uma hipótese.
Em termos gerais, uma hipótese é expressa na forma de uma declaração "se... então". Ao fazer uma declaração como essa, os cientistas estão praticando o raciocínio
dedutivo, que é o oposto do raciocínio indutivo. A dedução, na lógica, requer movimento do geral para o específico. Eis um exemplo: se o perfil da carroceria de um
carro se relaciona à resistência do ar que ele encontra - declaração geral - então um carro em forma de pássaro será mais aerodinâmico do que um carro em forma de
caixa - declaração específica.
Perceba que existem duas qualidades importantes quanto a uma hipótese expressa em formato "se... então". A primeira é que ela é passível de teste e é possível organizar
uma experiência que teste a validade dessa declaração. A segunda é que ela pode ser contestada, ou seja, seria possível desenvolver uma experiência que revele que tal
idéia não procede. Caso essas duas qualificações não sejam atendidas, a questão não poderá ser tratada por meio do método científico.
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Etapa 4: Experiência controlada

Muitas pessoas pensam em uma experiência como algo que acontece em um laboratório. Mas as experiências não necessariamente envolvem as bancadas de um
laboratório ou tubos de ensaio. No entanto, elas precisam ser montadas de forma a testar uma hipótese específica e precisam ser controladas. Controlar uma experiência
significa controlar todas as variáveis, de modo que apenas uma esteja aberta a estudo. A variável independente é a variável controlada e manipulada pelo responsável
pela experiência, enquanto a variável dependente não o é. À medida que a variável independente é manipulada, a variável dependente é mensurada em busca de
variações. No exemplo sobre o carro, a variável independente é a forma da carroceria. A variável dependente - aquilo que medimos para determinar o efeito do perfil do
carro - pode ser a velocidade, o consumo de combustível ou uma medição direta da pressão de ar exercida sobre o carro.
Controlar uma experiência também significa montá-la de forma que haja um grupo de controle e um grupo experimental. O grupo de controle permite que o
responsável pela experiência estabeleça um parâmetro de comparação, com números que ele possa confiar e que não resultem das mudanças geradas pela experiência. Por
exemplo, na experiência de Pasteur, o que teria acontecido caso ele tivesse usado apenas o frasco de gargalo curvo? Poderíamos saber com certeza que a falta de bactérias
no frasco se devia à sua forma? Não. Ele precisava comparar os resultados do grupo experimental aos do grupo de controle. O grupo de controle de Pasteur era o frasco
de gargalo reto. Agora considere o exemplo sobre a resistência do ar. Se desejarmos conduzir a experiência, precisaríamos de ao menos dois carros - um de forma mais
esbelta, semelhante à do corpo de um pássaro, e o outro em forma de caixa. O primeiro modelo seria o grupo experimental e o segundo o grupo de controle. Todas as
demais variáveis - o peso dos carros, os pneus e até mesmo a pintura - teriam de ser idênticas. A pista de teste e as condições que a afetam teriam de ser controladas ao
máximo.

Etapa 5: Analise os dados e conclusão


Durante uma experiência, os cientistas reúnem dados quantitativos e qualitativos. Em meio a essas informações, se eles tiverem sorte, estão indícios que podem ajudar a
sustentar ou a rejeitar uma hipótese. O volume de análise necessário para chegar a uma conclusão pode variar amplamente. Como a experiência de Pasteur dependia de
observações qualitativas sobre a aparência do caldo, a análise era bem simples. Ocasionalmente, é preciso usar ferramentas analíticas sofisticadas para analisar os dados.
De qualquer forma, o objetivo final é provar ou negar uma hipótese e, ao fazê-lo, responder à pergunta original.
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OBJEÇÕES AO RACIOCÍNIO DEDUTIVO:


É tautológico (apresenta, de forma diferente, a mesma coisa)
Tem caráter apriorístico (dogmático, fundamental)

DIFERENÇAS ENTRE OS MÉTODOS EXPERIMENTAL E OBSERVACIONAL


Experimental: o cientista toma providências para que alguma coisa ocorra, a
fim de observar o que se segue;
Observacional: o cientista apenas observa algo que acontece ou já aconteceu.

EXEMPLO DE USO DO MÉTODO COMPARATIVO: Piaget, no campo do


desenvolvimento intelectual infantil.

DISTINÇÃO ENTRE COMPREENSÃO ATUAL E COMPREENSÃO EXPLICATIVA:


ATUAL - o sentido do comportamento (racional) de um caçador que aponta sua
espingarda.
EXPLICATIVA - o sentido do comportamento (motivos de vingança) do caçador
que se entrega a esse esporte por motivo de saúde.
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Foram os trabalhos de Nicolau Copérnico (1473-1543) e Galileu


Galilei (1564-1642) que influenciaram fortemente o
pensamento de Bacon. Copérnico propôs, com base em suas
observações, que os planetas do Sistema Solar giravam em
torno do sol, e não da Terra. Galileu conseguiu confirmar uma
estrutura centrada no sol, quando usou um telescópio
projetado por ele mesmo para obter dados sobre, entre outras
coisas, as luas de Júpiter e as fases de Vênus. A maior
contribuição de Galileu, porém, pode ter sido seu estudo
sistemático do movimento, baseado em descrições
matemáticas simples.