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O rito é o conjunto de ações ou gestos simbólicos

que tem por objetivo assumir, expressar,


celebrar, comunicar ou transmitir o
acontecimento que motiva uma celebração, e
também as atitudes pessoais e comunitárias
com as quais se representa, se vive e se atualiza
o que está sendo celebrado.
Etimologicamente (do grego sum-ballo, ou sym-ballo),
refere-se à união de duas coisas. Era costume grego
que, ao se fazer um contrato, fosse quebrado em duas
partes um objeto de cerâmica, então cada pessoa
levava um dos pedaços.
É supra - signo de que a dispensação divina enraíza-
se na confluência da inteligência, do afeto e do
inconsciente humanos, o que permite à realidade
significada antecipar-se na receptividade humana.

è uma linguagem mais comunicativa que conceitual.


É palavra visibilizada, gestual: palavra em ação,
arraigada no substrato humano, antes que este se
divida em idéia e afeto.

É a linguagem básica da experiência psiquica,


religiosa, tem um valor essencial , pois “faz pensar”.

É a linguagem do profundo, da intuição, do enigma.


É transignificante,

É Polissêmico,

É relacional,

É permanente,

É pré – hermenêutico,

É totalizador.
SEUS VALORES:

1. Antropológico,

2. Histórico,

3. Teológico

4. Eclesial.
A liturgia como ação simbólica

cria relação com o Mistério e a fé.

Expressar o valor divino da liturgia.


Os símbolos na Liturgia podem estar vinculados ao:

Corpo Humano (de pé, ajoelhado, mãos elevadas ao


céu...)

As coisas materiais (chamamos de elementos


naturais) Os elementos naturais refletem grandiosa
obra de Deus, sua criação
Sinal demonstrativo: Revela realidades invisíveis e
escondidas, como a graça santificante, o culto
comunitário à Trindade.
Sinal rememorativo: Faz a memória dos fatos e
palavras de Jesus até mesmo daqueles que a Antiga
Aliança usou para preparar a plenitude da “Nova e Eterna
Aliança”.
Sinal prefigurativo: Antecipa a glória perfeita do que
ainda está para acontecer, daquele culto plenamente
realizado na Jerusalém celeste. Na liturgia terrena,
antegozando, participamos da liturgia celeste, que se
celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual
peregrinos, caminhamos (SC 8).
Sinal compromisso moral: Dispõe a comunidade
participante a introduzir em sua vida diária a ação
santificadora das realidades celebradas nos sinais, no
compromisso de ser fermento do mundo.
É preciso nascer da água e do Espírito” Jo 3,5.
 Eclo 48,1; Lc 3,16; 12,49; At 2,3; 1Ts 5,19), e do próprio
Deus, como fogo devorador (Cf. Ex 24,17; Is 33,14; Hb
12,29
“Eu sou a luz” Jo 8,12.
“Eu sou o pão vivo descido do céu!” Jo 6, 51.
“Da mão do Anjo subia até Deus a fumaça do incenso
com as orações dos santos.” Ap 8,4.
“Então Samuel pegou a vasilha de óleo e o derramou
sobre a cabeça de Saul.” 1Sm 10, 1.
“Ele se levantou do trono, tirou o manto, ..., e sentou-
se em cima da cinza.” Jn. 3,6b.
“Os símbolos na Liturgia contêm,
ocultam, e ao mesmo tempo,
revelam e comunicam o mistério de
Cristo.”
A.Beckhäuser
AUGÉ, Matias. Liturgia: história, celebração, teologia e
espiritualidade. Editora Ave Maria: São Paulo,1996.

BECKHÄUSER, Frei Alberto, Celebrar a vida cristã.


Vozes: São Paulo,1988.

BOROBIO, Dionísio. (org.). A Celebração na Igreja I:


Liturgia e Sacramentologia Fundamental.