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Unidade Educacional XVI: O DIÁLOGO COM O MUNDO DA

NATUREZA E DA CULTURA

MÓDULO III – OS MODOS DE ENSINAR


D O C ENT E : P ROFA . WA N USA R O DR I GU ES
C OORDE NA DORA : P ROFA . LU C I A NE P E D RO
T UTOR/ P R ESE NC I A L :
1. A Pedagogia por Projetos
 John Dewey – início do século XX: criticou a escola por ser baseada na transmissão de
saberes que, na maior parte das vezes, não tinham nenhuma relação com o cotidiano dos
alunos e com as questões relevantes para a sociedade;
 Suas ideias se aproximavam das proposições de outros educadores como Maria
Montessori, Célestin Freinet e Ovide Decroly (Movimento Escola Nova ou Escolanovismo).
No Brasil, destaque para Anísio Teixeira;
 Pedagogia por Projetos: o centro é o processo de aprendizagem dos alunos e não uma
sequência pré-estabelecida de conteúdos curriculares Isso não significa que os conteúdos
são deixados de lado ou não significa que não há conteúdos;
 Os conteúdos de várias disciplinas surgem na experiência dos alunos de forma integrada,
vão surgindo aos poucos, conforme fazem sentido para entender questões mais amplas e
concretas da vida cotidiana.
 Qual o papel do professor no trabalho com Projetos?
Etapas de um Projeto
1. Definição do tema do Projeto: envolve trabalho em equipe em torno de um tema de
interesse da maioria.
2. Estabelecer os objetivos do Projeto: momento de protagonismo dos alunos.
3. Elaboração das atividades a serem realizadas: tal planejamento deve ser flexível e é
uma etapa importante de aprendizagem para os alunos (Por exemplo: Onde buscar as
informações? Quais fontes são confiáveis? Em caso de entrevistas, quais perguntas
fazer?).
4. Avaliação das etapas do Projeto por meio de registros diversificados.
5. Apresentação de um produto final do Projeto.
Lembre-se: mais importante é o percurso e não o resultado final!
2. O ensino por investigação
 Metodologia muito utilizada em Ciências Naturais;
Proposição de um problema a ser resolvido pelos alunos;
 Envolve o levantamento de hipóteses e a mobilização de saberes para confirmá-las ou
refutá-las;
 Etapas: questionamento (ou problematização), planejamento, busca e sistematização
de evidências, elaboração de explicações e comunicação;
 Essa estratégia deve ser acompanhada de diversas formas de registros, pois os
registros permitem a comparação e análise dos dados;
 Os registros podem ser individuais, coletivos e do professor (textos, desenhos,
pinturas, gráficos, fotos, vídeos, falas das crianças, diário de bordo, etc.).
3. Experimentação no ensino de Ciências
3. Experimentação no ensino de Ciências
 A experimentação é parte importante do processo investigativo;
 Se constitui como um procedimento em que o aluno é um sujeito ativo na construção
dos conhecimentos científicos;
 Prioriza a construção, comunicação e validação de argumentos; oportuniza a
articulação entre conhecimentos científicos e as situações cotidianas;
 Um bom experimento parte de um problema que precisa ser investigado e não da
simples manipulação de materiais;
 Os alunos devem ter oportunidade de agir sobre os objetos e ver como eles reagem
para ter consciência de como o efeito desejado foi produzido e dar explicações sobre
suas causas. Devem também fazer o registro das aprendizagens;
 Nem todas as escolas têm laboratório de Ciências, mas este não deve ser um motivo
para que os experimentos não aconteçam.
4. Estudo do Meio
 Definição: metodologia de ensino e aprendizagem, essencialmente interdisciplinar,
realizada fora do ambiente escolar;
 A escolha do local no qual o Estudo do Meio será realizado depende dos objetivos
didáticos com os quais se quer trabalhar;
 Para que a saída não seja um mero passeio, o Estudo do Meio precisa ser planejado,
contemplando o que será feito antes, durante e depois da saída;
 Cabe ao professor fazer um planejamento prévio do Estudo do Meio e discuti-lo com os
alunos, fazendo os ajustes necessários para que todos se sintam motivados a participar e
aprender;
 Em Geografia, o Estudo do Meio permite aos alunos o contato com a realidade, com o
mundo físico e social. Eles aprendem sobre o espaço, suas características e as relações
nele contidas a partir da experiência.
4. Estudo do Meio
 O espaço escolhido para o Estudo do Meio pode ser o entorno da própria escola ou uma
localidade mais distante para a qual seja preciso organizar uma viagem;
 A duração e abrangência da atividade podem variar, dependendo dos objetivos da
proposta;
 O momento mais interessante para os alunos é a saída de campo, mas os outros
momentos também são importantes. O foco da observação deve estar bem claro para que
a atividade não vire um passeio;
 É importante realizar muitos registros das experiências vividas (anotações, fotografias,
vídeos, entrevistas...);
 Para finalizar a proposta, á sugestão é pensar em formas de apresentar as experiências
vividas pelos alunos durante a saída.
Outras metodologias para o ensino das
Ciências Humanas
 História Oral (História Local e História do Cotidiano);
 Estudo de documentos e arquivos, inclusive on-lines (exemplo: site
do IBGE);
 Elaboração de mapas de maquetes;
 O bom uso de documentários e filmes.
Planejamento de atividade prática:
Estudo do Meio