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Segregação de resíduos de serviço de saúde no Setor de Patologia

Clínica de um Hospital Universitário


Thiane Soares da 1
Cruz ;
Luiz Fernando de Queiroz 2
1Discente do Curso de Capacitação Técnica em Patologia Clínica - 2019.2;
2Laboratório de Esterilização - Serviço de Patologia Clínica – HUCFF - UFRJ.

Introdução
De acordo com a RDC n° 222/2018 (ANVISA), o gerenciamento
de resíduos de serviço de saúde (RSS) é o conjunto de
procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de
bases científicas, técnicas, normativas e legais, com o objetivo de
minimizar a geração de resíduos e proporcionar um
encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção
dos trabalhadores, a preservação da saúde pública e do meio
ambiente. A segregação constitui a etapa inicial sendo de suma
importância o manejo adequado dos RSS, contribuindo para a
execução das etapas subsequentes de acordo com o proposto na
legislação vigente.

Objetivos Figura 2. Caixas para material perfurocortante contendo


materiais que não pertencem à classe em questão.
O presente trabalho tem como objetivo descrever o processo de
segregação dos RSS, pertencentes às classes A, D e E, gerados
no Setor de Patologia Clínica de um Hospital Universitário, a fim de
conscientizar os profissionais da área sobre a importância da
segregação, minimizando acidentes no ambiente de trabalho e
reduzindo a contaminação ambiental.

Material e Métodos
Foi realizada uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa,
sobre a etapa de segregação dos resíduos dos grupos A, D e E e
levantamento de artigos recentes sobre o tema em bases de dados
online. A pesquisa foi executada durante o período de Setembro de
2019 à Dezembro do mesmo ano, no setor de Patologia Clínica de
um Hospital Universitário localizado na cidade do Rio de Janeiro. Os
resíduos em questão eram provenientes dos laboratórios de
esterilização, urinálise, hematologia, coprologia, bioquímica, Figura 3. Resíduos extraordinários misturados incorretamente
recepção de materiais e salas de flebotomia. com resíduos infectantes. Em A, B e C observa-se o uso do
saco branco leitoso para material infectante. Em D e E
Resultados e Discussão observa-se o uso do saco colorido para resíduo
extraordinário.

Erros na etapa de segregação observados no setor de Patologia


Clínica: Conclusão
Conclui-se que a etapa de segregação precisa ser
aperfeiçoada no hospital, os profissionais de análises clínicas
precisam ser incluídos no contexto da educação continuada
sobre RSS e envolvidos em mais pesquisas sobre o
gerenciamento dos resíduos dentro do laboratório clínico

Referências
Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n° 222, de 28 de Março
de 2018. Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos
Resíduos de Serviço de Saúde e dá outras providências.
Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br. Acesso em: 16 de
Outubro de 2019.
Figura 1. Recipientes destinados para descarte de tubos à vácuo
sendo utilizados inadequadamente.