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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE

CONTEMPORÂNEA
Aula 1- Estética e História da Arte Contemporânea
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA

Conteúdo Programático:

 O conceito de arte e o conceito


de estética;
 A evolução histórica das ideias
sobre estética, suas influências
e seus principais pensadores;
 A importância da arte, da
história da arte e da estética
para o homem; e,
 Noções sobre o cenário artístico
atual, com base em análises
estéticas.

AULA1 – ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA


ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA

O CONCEITO DE ARTE E O CONCEITO DE ESTÉTICA

O homem sempre produziu arte, que ao longo da história da


humanidade foi percebida e compreendida de diferentes
formas.
A arte é considerada, em suas origens, assim como a
religião e a filosofia, uma das manifestações do “espírito”,
intimamente ligada à magia e ao poder.
E, a estética, que é uma construção cultural e histórica, se
refere a tudo aquilo que é capaz de provocar no homem a
sensação do “belo” e do “sublime”.
Portanto, a Estética é o ramo da filosofia que estuda a Arte.

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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA

A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS IDEIAS SOBRE ESTÉTICA,


SUAS INFLUÊNCIAS E SEUS PRINCIPAIS PENSADORES

A arte, objeto da estética, tem sua origem conhecida na


Pré-História, mas as primeiras reflexões filosóficas sobre
a arte datam da época da Grécia Antiga.
O primeiro grande tratado filosófico sobre estética e
sobre arte, foi escrito no século IV a.C por Aristóteles. A
“Poética”, considerada pelos especialistas o primeiro
escrito destinado ao estudo da arte e da literatura,
estabelecia as noções de mimesis (imitação) e catarsis
(expiação, purificação), e opunha-se aos pensamentos de
Platão, mestre de Aristóteles.
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Porém...
Antes de Aristóteles, Sócrates, severo crítico dos sofistas,
foi o primeiro a pensar sobre o que seria uma pintura.
Mais tarde, Platão, discípulo de Sócrates, baseado no
pensamento metafísico de que o mundo se dividia em
mundo das ideias (Inteligível) e mundo real (Sensível),
classifica a arte como mera imitação da verdade do
mundo inteligível, e estabelece o conceito de “belo” na
arte.
A beleza clássica se constituía pela harmonia, simetria,
proporcionalidade e equilíbrio.
Portanto, a Estética, na Antiguidade Clássica, era
definida como a “Filosofia do Belo”.

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O tempo passou e ...

Na Idade Média, a ideia era que o belo pertencia a Deus


e a arte disseminava, apenas, a doutrina cristã, sem
relacionar-se com os pressupostos estéticos.

No Renascimento, sob a filosofia humanista surgiu um


novo conceito de estética. O belo agora é identificado e
destacado da natureza pelo artista, e a arte passa a ser a
representação do belo da criação divina.

... alguns pensadores, no decorrer da História, passam a


contribuir para um novo conceito de Estética.

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Para Kant...

A reflexão sobre a beleza assume a forma de uma


descrição da consciência estética, da impressão
produzida pela obra. A obra de arte em vez de imitar a
natureza, passa a tornar visível um mundo desconhecido,
que é o “sublime”.
O deleite e o êxtase diante da contemplação do
“sublime”, nem sempre ocorre por conta da “beleza” do
objeto, mas do terror, da surpresa e da repulsa que tal
obra nos causa.

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Para os pós-kantianos...

A Ciência do Estético, denominação que substituiria o


termo Filosofia do Belo, passou a incluir todas as
categorias sobre as quais os artistas e pensadores haviam
refletido, assim como o trágico, o sublime, o gracioso, o
risível e o humorístico, reservando para a denominação
de “belo”, apenas, aquele modelo clássico definido pela
harmonia e pelo senso de proporção.

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E, após tantas reflexões...

Com Hegel, passou-se a acreditar que o belo da arte era


superior ao da natureza, nascido duas vezes do espírito,
e como consequência, a arte passou a ser percebida
como uma forma de manifestação do pensamento visual
ou do pensamento por imagens.

Finalmente, a Estética tornou-se a Filosofia da Arte e as


obras de arte, os objetos das análises estéticas.

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A IMPORTÂNCIA DA ARTE, DA HISTÓRIA DA ARTE E DA


ESTÉTICA
Vivemos a Civilização da Imagem, por que o homem nunca antes
produziu tantas imagens! Mas, nem tudo é arte e nem todas as
imagens são arte.
A arte é uma produção social do artista, que sob aspecto algum é
imune às interferências do mundo social, por isso, a arte é o mais
fiel documento histórico e registro de uma época. A arte é pura e
única manifestação da condição humana, afinal nenhum outro ser
vivo produz arte.
Daí, a importância da análise estética e da crítica de arte se
estabelecem, pois gênero, formas, períodos, estilos e movimentos,
não mais dão conta do entendimento sobre o objeto artístico.

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NOÇÕES SOBRE O CENÁRIO ARTÍSTICO ATUAL

Na arte moderna, os temas não mais importavam, mas sim a forma


e a técnica com as quais eram representados. Importava o poder de
criação do artista, logo a arte, aos poucos, deixava de ser mimética
e caminhava para a abstração.
Na pós-modernidade, diversas possibilidades estéticas e
antiestéticas coexistem em um mesmo tempo e lugar, é a crítica
pluralista. A arte contemporânea indica uma onipotência da atitude
“criadora pura” do artista, retratando o vulgar, o medíocre e o
cotidiano. A arte assume hoje, e continuará assumindo, formas
muito variáveis na chamada “Civilização da Imagem”.
Por tudo isso, fundamental para compreender a arte no cenário
atual é o conhecimento dos caminhos que a geraram.

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EXPLORANDO O TEMA

Assistam ao clip da canção BIENAL, de Zeca


Baleiro.
Ele canta com Zé Ramalho e brincam com
os conceitos e interpretações dados à arte
moderna e contemporânea, resultantes do
não conhecimento dos caminhos que as
geraram, conforme dito anteriormente.

http://www.youtube.com/watch?v=8GRlXmTF0gg

AULA 6 – DADAÍSMO, SURREALISMO E ANTI-ARTE


ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA

NESSA AULA, RELEMBRAMOS:

 O conceito de arte e o conceito de estética;


 A evolução histórica das ideias sobre estética, suas
influências e seus principais pensadores;
 A importância da arte, da história da arte e da estética
para o homem; e,
 Noções sobre o cenário artístico atual, com base em
análises estéticas.

AULA1 – ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA