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Haemophilus Influenzae

Bordetella pertussis
Haemophilus Influenzae
• Espécies de Haemophilus com maior importância médica

Haemophilus influenzae 
H. ducreyi 
Características comuns
• Cocobacilus pequenos
• Gram negativos
• Requer meio enriquecido para o isolamento
• Factor X (hemina) e/ou factor V nicotinamida adenina
dinucleotídeo (NAD) necessário para o crescimento.
Embora que estes factores estejam presentes em meios
enriquecidos com sangue, Agar sangue de carneiro deve
ser cuidadosamente aquecido para destruir os inibidores
do factor V. Por esta razão, o Agar sangue aquecido
(chocolate) é usado para o isolamento in vitro de
Haemophilus
• Catalase positiva
• Crescem em chocolate mas não em ágar sangue
• Cepas encapsuladas podem produzir colônias grandes
brilhantes e mucóides
Factor XV
Satelitismo em Agar sangue
Exame directo no CSF num
caso de meningite

Bacilos gram negativos


intracelulares e
extracelulares

Verificar a cápsula ao redor


do bacilo
Características
• Não formam esporos
• Aeróbios anaeróbios facultativos
• Imóveis
• As vezes pleomórficos, presentes nas membranas
mucosas dos seres humanos
Epidemiologia

• Haemophilus não-capsulados colonizam comumente os


seres humanos
• Espécies encapsuladas particularmente Haemophilus
influenzae do tipo b são membros incomuns da flora
normal
• A doença causada por Haemophilus influenzae do tipo b
foi inicialmente um problema pediátrico, que foi
eliminado na população imunizada
• Pacientes em maior risco para contrair a doença são
aqueles com níveis inadequados de anticorpos
protectores, aqueles com depleção do complemento
Haemophilus influenzae Patogenese

1. H. parainfluenzae e H. influenzae não capsulado fazem


parte da flora normal do trato respiratório e podem causar
infecções oportunistas localizadas

• Colonizam o tracto respiratório superior em todos os


indivíduos ainda nos primeiros meses de vida
• Podem se disseminar localmente e causar doença no
aparelho auditivo (otite media), nos seios paranasais
(sinusite), e no trato respiratório inferior (bronquite e
pneumonia). A doença disseminada é relativamente rara.
• Doença disseminada é relativamente rara ao contrário
de H. influenzae tipo b
Haemophilus influenzae Patogenese

2. Haemophilus influenzae tipo b (Hib), é o mais


virulento dos 6 tipos com cápsula, invade a mucosa,
penetra no sangue, e espalha-se por todo o corpo
causando doença sistémica.
• É incomum no trato respiratório superior ou está
presente somente em números muito reduzidos
mas é uma causa comum de doença em crianças
não vacinadas: meningite, epiglotite-(laringite
obstrutiva)
• Cápsula antifagocítica factor de virulência crítico
• Componentes da parede celular da bactéria como
lipopolissacarídeo e glicolípidos prejudicam a função
ciliar levando ao dano do epitélio respiratório

• A bactéria pode então ser translocada através de células


epiteliais e endoteliais e pode-se dessiminar através da
corrente sanguínea
• Na ausência de opsoninas especificas e dirigidas contra a
cápsula polissacarídica, bacteremia grave pode-se
desenvolver com disseminação para as meninges ou
outros locais
Poliribitol-PRP

• Cápsula contem ribose, ribitol e fosfato comumente referida


como fosfato de poliribitol

• O risco de meningite e epiglotite é significativemente maior em


pacientes sem anticorpos contra PRP, aqueles com depleção do
complemento e aqueles que sofrem de esplenectomia

• Proteases com actividade em IgA1 são produzidas por ambas


cepas capsuladas e não capsuladas podem facilitar a colonização
de microorganismos nas superfícies mucosas por interferência
na actividade humoral
Doenças causadas por H. influenzae

a. Infecção sistémica afecta primariamente a crianças não


vacinadas e espalha-se ou dissemina-se através de
aerossóis
b. Meningite em crianças  (3 a 18 meses de idade)
• Doença respiratória não severa de curta duração é seguido
por bacteremia e meningite
c. Epiglotite em crianças (2 a 4 anos de idade)
d. Artrite afectando as articulações nas crianças abaixo dos
2 anos de idade
e. Otite, sinusite, e bronquite são causadas pelas cepas
não capsuladas de H. influenzae nos adultos bem como
nas crianças.
• Doença pulmonar mais comum nos indivíduos adultos
com deficiência do complemento
Prevenção e tratamento

• Vacina Hib, com fosfato de poliribitol (PRP) capsular


purificado 
• Infecções graves são tratadas com, cefalosporina de
amplo espectro, azitromicina, ou fluoroquinolonas.
• Infecções menos severas podem ser tratadas com
ampicilina. Muitas cepas são resistentes a
ampicilina
• Profilaxia com Rifampina no caso de contacto,
estado de portador em crianças em alto risco para
contrair a doença
H. influenzae-Sputum
Moraxella catarrhalis
Bordetella pertussis
Identificação

• Cocobacilo extremamente pequeno encapsulado,


• Gram-negativo,
• oxidase positiva
• Crescimento em Agar Bordet-Gengou
• Aeróbio estrito
Epidemiologia
• Causa doença apenas nos seres humanos
• Apesar da introdução da vacina em 1949. A doença ainda
é endémica no mundo inteiro
• A tosse convulsa tem sido considerada uma doença
pediátrica afectando mais a crianças menores de 1 ano
• Tem se verificado um aumento significativo em crianças
mais velhas e adultos.
• Devido a diminuição da imunidade com o decorrer do
tempo mesmo em indivíduos vacinados
• ou à selecção potencial de cepas bacterianas
irreconhecidas pelas vacinas em uso.
Patogenese
1. Exposição aos microorganismos
2. Aderência as células epiteliais ciliadas do
tracto respiratório (mediada pelas proteínas de
adesão)
3. Proliferação da bactéria
4. Produção de dano tecidual localizado e
toxicidade sistémica
Factores de virulência
Toxina Efeito biológico
Toxina Pertussis (tipo exotoxina A- A subunidade tóxica A penetra na células e
inactiva a G1α, a proteína inibitora que controla
B)
a actividade de adenil ciclase. A expressão
incontrolada da enzima leva a aumento de
níveis de cAMP resulta na perda de fluidos e
electrólitos, linfocitose e secreção respiratória
no tracto respiratório. Característica do estagio
dos acessos da tosse convulsa
Toxina adenilato ciclase Penetra nas células do hospedeiro e aumenta a
produção de cAMP, do qual bloqueia a função
imune efectora e previne a eliminação da
bactéria. Inibe a quimiotaxia dos leucócitos, a
fagocitose e a morte.
Citotoxina traqueal Inibe e causa dano as células traqueiais
ciliadas- ciliostase (inibição do movimento
ciliar) e estimula a liberação de IL-1 do qual
gera febre. Interefere na síntese de DNA
prejudicando na regeneração de células
danificadas
Adesinas Efeito biológico

Hemagglutinina filamentosa Liga-se a glicoproteínas sulfatadas nas


membranas das células ciliadas, liga-se ao
e Pertactina (proteina p69)
CR3 na superfície dos leucócitos
polimorfonucleares e inicia a fagocitose

Fimbria Liga-se as células dos mamíferos, o papel


na doença é desconhecido mas estimula a
imunidade humoral
Pertussis (tosse convulsa)

• Ocorre primariamente nas crianças não vacinadas e


adultos com imunidade baixa

• Transmitida através da inalação de aerossóis infecciosos


e segue 3 estágios
Estágios da tosse convulsa
Diagnóstico
• Amostras:
1. Pernasal swabs: aspirado da nasofaringe com swabs de
fibra de alginato de cálcio
2. Cultura
• Inoculação: meio Bordet-Gengou Incubação: 3-5 dias
a 35-37oC
• Regan-Lowe medium
Prevenção e tratamento
1. Vacina administrado como parte da vacina DPT
(Diphtheria-pertussis-tetanus) ou vacina multivalente
acelular contendo toxina pertussis inactivada e um ou
mais componentes bacterianos- 2, 4, 6 e 15 meses, com
a quinta dose entre as idades dos 4 a 6 anos.
2. Macrolídios: Eritromecina, azitromecina e
claritromecina são eficazes na erradicação, reduz a
duração da infectividade
3. Macrolídios profiláticos pós exposição com pacientes
sintomáticos-eritromicina