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MIP - Tomate

O documento aborda a importância do tomateiro no Brasil, destacando sua produção e os principais insetos-praga que afetam a cultura, como a mosca-branca, pulgões e traças. Apresenta informações sobre os danos causados por essas pragas e recomendações para o manejo integrado, incluindo controle químico e biológico. Referências bibliográficas são fornecidas para aprofundamento no tema.

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MIP - Tomate

O documento aborda a importância do tomateiro no Brasil, destacando sua produção e os principais insetos-praga que afetam a cultura, como a mosca-branca, pulgões e traças. Apresenta informações sobre os danos causados por essas pragas e recomendações para o manejo integrado, incluindo controle químico e biológico. Referências bibliográficas são fornecidas para aprofundamento no tema.

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Universidade Federal da Paraíba

Centro de Ciências Agrárias


Programa de Pós Graduação em
Agronomia
Manejo Integrado de Insetos

Principais insetos-praga na
cultura do tomate no Brasil

Discentes: Emily Mirlene da C Alves


Docente: Prof. Dr. Jacinto de Luna Batista
INTRODUÇ
ÃO
Lycopersicon esculentum L.

 Uma das principais hortaliças do Brasil e do mundo, ficando atrás apenas da


batata;

 Importância: hábito alimentar; Diversas formas de consumo =


IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
 Rico valor nutricional.

PRODUÇÃO

 No mundo: 186 milhões de toneladas; 1º China

 Brasil: 3,8 milhões de toneladas;


10º no ranking
 Paraíba: 18.900 toneladas.
PRODUTIVIDADE
INFLUENCIADA

Temperatura e Pluviosidade Fatores: Adubação

BIÓTICOS
E
Variedade Utilizada ABIOTIC Incidência de Pragas

OS
PRINCIPAIS PRAGAS DO
TOMATEIRO
 Vetores de virose; Insetos que sugam as plantas e podem disseminar doenças, na maioria
viróticas, na lavoura
 Minadores; Insetos que se alimentam das partes internas das folhas e ramos das plantas

 Desfolhadores; Insetos que se alimentam das folhas consumindo-as parcial ou totalmente

 Broqueadores de frutos Insetos que se alimentam dos frutos, verde ou maduros,


inviabilizando a comercialização ou mesmo consumo
MOSCA-
BRANCA

Bemisia tabaci

 Em média cada fêmea coloca 300 ovos;

 Amadurecimento irregular dos frutos, causado por uma toxina injetada pelo
inseto;

 Desenvolvimento de fumagina: exsudatos açucarados liberados pelos adultos e


ninfas;

 Vetor de viroses: nanismo das plantas; amadurecimento irregular das folhas e


frutos; encarquilhamento das folhas terminais;

 Perdas substanciais na cultura do tomateiro (40% a 70%).


Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015

MOSCA-
BRANCA

Fonte: Carvalho, 2015


PULGÃO

Myzus persicae e Macrosiphum euphorbiae

 Insetos alados e ápteros;

 Colonizam, durante a época favorável quase todas espécies de planta


disponíveis;

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


 Danos provocados: através da sucção de seiva e transmissão de virose.
PULGÃO

Myzus persicae e Macrosiphum euphorbiae

 Virose do enrolamento e do encarquilhamento dos folíolos;

 Virose do topo amarelo do tomateiro;

 Virose do vírus Y;

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


 Virose do amarelo baixeiro do tomateiro;

 Virose do Mosaico amarelo.


MOSCA-MINADORA, LARVA-MINADORA OU
RISCADEIRA

Liriomyza spp.

 Apresentam manchas amareladas no tórax e na fase superior da cabeça;

 Cada fêmea pode ovipositar de 500 a 700 ovos durante sua vida;

 Galerias translúcidas; a maior incidência do ataque ocorre nos folíolos do


torço mediano da planta;

 Afeta diretamente a taxa de fotossíntese da planta.

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


MOSCA-MINADORA, LARVA-MINADORA OU
RISCADEIRA
MOSCA-MINADORA, LARVA-MINADORA OU
RISCADEIRA
TRAÇA-DO-
TOMATEIRO

Tuta absoluta

 Coloração cinza-prateada;

 Adultos podem chegar a 15 dias e possuem hábitos de voo nos crepúsculos;

 Fêmea pode ovipositar 50 ovos, no terço superior da planta;

 A fase de lagarta é a que possui grande capacidade de causar danos,


independentemente da idade;

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


TRAÇA-DO-
TOMATEIRO

Tuta absoluta

 Abrem galerias tanto no ápice como nos frutos;

 Nos frutos: galerias quando penetram na polpa do tomate;

 A proliferação dessa praga tem sido favorecida quando ocorrem períodos de


baixa precipitação com temperaturas elevadas;

 Pode ocorrer em outras solanáceas de importância econômicas.

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


LAGARTAS DAS PARTES
REPRODUTIVAS
BROCA-GRANDE-DO-TOMATE

Helicoverpa zea

 Adulto: mariposa de 30 a 40 mm de envergadura;

 Fêmea pode ovipositar 1000 ovos e vive entorno de 12 a 15 dias, com posturas
em qualquer parte da planta;

 Lagartas: coloração esverdeada com três linhas ao longo do corpo;

 Raspam as folhas e posteriormente deslocam-se para os frutos, onde,


alimentam-se da polpa provocando grandes deformações em forma de buracos
ou furos;

 Ciclo biológico varia de 35 a 45 dias.

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


LAGARTAS DAS PARTES
REPRODUTIVAS
BROCÃO

Spodoptera eridania

 Adulto: mariposa de coloração cinzento-clara;

 Posturas: na face inferior das folhas, com 20 a 146 ovos por postura;

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


 Considerada uma praga polífera, porque alimenta-se de várias plantas;

 Quando estão no final da fase atacam os frutos, de preferência os maiores,


alimentando-se da parte externa raspando-os ou fazendo pequenos orifícios.
LAGARTAS DAS PARTES
REPRODUTIVAS
BROCÃO

Spodoptera eridania

 Adulto: mariposa de coloração cinzento-clara;

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


 Posturas: na face inferior das folhas, com 20 a 146 ovos por postura;

 Considerada uma praga polífera, porque alimenta-se de várias plantas;

 Quando estão no final da fase atacam os frutos, de preferência os maiores,


alimentando-se da parte externa raspando-os ou fazendo pequenos orifícios.
LAGARTAS DAS PARTES
REPRODUTIVAS
FALSA-MEDIDEIRA

Trichoplusia ni
 Adulto: mariposa de coloração parda;

 Postura: individualizada na folhas novas, brotações e flores;

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


 Lagartas: coloração esverdeada e locomoção característica;

 Em tomate, o dano significativo ocorre quando as lagartas migram para os


frutos mais novos, onde passam a se alimentar dos mesmos destruindo-os
quase que totalmente.
LAGARTA DAS INFLORESCÊNCIAS

Helicoverpa armigera

 Mariposas fêmeas ovipositam isoladamente sobre folhas, frutos e talos, cerca


de 1000 a 1500 ovos;

 Lagartas: causam danos na parte reprodutiva das plantas, podem alimentarem-

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


se de folhas, caules, brotos, inflorescências, etc;

 Em tomateiro em alguns casos as lagartas, quando novas, podem se alimentar


do caule fazendo furos ou mesmo galerias;
LAGARTA DAS INFLORESCÊNCIAS

Helicoverpa armigera

 Mariposas fêmeas ovipositam isoladamente sobre folhas, frutos e talos, cerca


de 1000 a 1500 ovos;

 Lagartas: causam danos na parte reprodutiva das plantas, podem alimentarem-


se de folhas, caules, brotos, inflorescências, etc;

 Em tomateiro em alguns casos as lagartas, quando novas, podem se alimentar


do caule fazendo furos ou mesmo galerias;

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


ÁCAROS

Tetranychus urticae
 Ácaro Rajado: Ao sugarem as folhas aparecem manchas amareladas que
com o passar do tempo tornam-se pardo-avermelhadas. Ocorre
definhamento das plantas e queda na produção. O fruto quando atacado
fica endurecido e seco de coloração marrom;

Polyphagotarsonemus latus
 Ácaro Branco: Ovos isoladamente na face inferior. O ataque ocorre na
região inferior das folhas onde o ácaro raspa as células epidérmicas;

Fonte: Pratissoli e Carvalho, 2015


Aculops lycopersici
 Microácaros: Tamanho reduzido, desenvolvimento nas folhas e hastes.
Postura nas nervuras e na base dos pelos das folhas. As folhas infestadas
apresentam bronzeamento e a morte e secamento das extremidades da
planta.
CONTROLE DE INSETOS E ÁCAROS NO
TOMATEIRO

Além do controle químico e biológico, um manejo eficiente é obtido com a


adoção das seguintes recomendações:

 Adotar rotação de culturas; Trichogramma pretiosum

 Destruir os restos culturais imediatamente após a colheita;

 Manter a lavoura livre de plantas daninhas e outras hospedeiras de


insetos e ácaros;

 Utilizar cultivares mais adaptadas à região.


REFERÊNCIAS

 PRATISSOLI, Dirceu ; DE, R. GUIA DE CAMPO: Pragas da Cultura do Tomateiro. ResearchGate, 14 ago. 2015. Disponível em:
<https://www.researchgate.net/publication/306097941_GUIA_DE_CAMPO_Pragas_da_Cultura_do_Tomateiro>. Acesso em: 1 maio 2024.

 GUEDES, R. N. C.; RODITAKIS, E.; CAMPOS, M. R.; HADDI, K.; BIELZA, P.; SIQUEIRA, H. A. A.; TSAGKARAKOU, A.; VONTAS,
J.; NAUEN, R. Insecticide resistance in the tomato pinworm Tuta absoluta: patterns, spread, mechanisms, management and outlook.
Journal of Pest Science, v. 92, n. 4, p. 1329-1342, 2019.

 SILVA, W. R. M.; SILVA PONCE, F.; LIMA TOLEDO, C. A.; SILVA CAMPOS, R. A.; JUNIOR, S. S. Desafios e perspectivas do manejo da
traça-do-tomateiro. Research, Society and Development, v. 11, n. 16, p. e389111636985-e389111636985, 2022.
Universidade Federal da Paraíba
Centro de Ciências Agrárias
Programa de Pós Graduação em
Agronomia
Manejo Integrado de Insetos

Principais insetos-praga no
cultivo do tomate no Brasil

OBRIGADA!

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