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Apostila de Ecologia Com Figuras

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APOSTILA DE ECOLOGIA GERAL

FLÁVIA DE CAMPOS MARTINS

Retirado de: Odum, E. P. e Barrett, G. W. 2007. Fundamentos de ecologia (Tradução da 5a. Edição norte-americana). Nova York, Editora Thomson. Ricklefs, R. E. 2003. A economia da natureza: um livro-texto em ecologia básica. 5a edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan.

2008

2 INTRODUÇÃO À ECOLOGIA   Ecologia vem de duas palavras gregas: Oikós que quer dizer casa, e logos que significa estudo (a Ciência do Habitat). Em 1870, o zoólogo alemão Ernest Haeckel deu à palavra um significado mais abrangente:

  

Andrewartha (1961): “O estudo científico da distribuição e da abundância de seres vivos”. Odum (1963): “A estrutura e a função da Natureza”. Krebs (1972):

Por ecologia, queremos dizer o conjunto de conhecimento referente à economia (administração) da natureza – a investigação das relações totais dos animais tanto com seu ambiente orgânico quanto com seu ambiente inorgânico; incluindo acima de tudo, suas relações amigáveis e nãoamigáveis com aqueles animais e plantas com os quais vêm direta ou indiretamente a entrar em contato.

“Ecologia é o estudo científico dos processos que regulamentam a distribuição e a abundância de seres vivos e as interações entre eles, e o estudo de como esses seres vivos, em troca, intercedem no transporte e na transformação de energia e matéria na biosfera (ou seja, o estudo do planejamento da estrutura e função do ecossistema)”.

  

Resumindo a Ecologia é a ciência que estuda como os organismos interagem entre si e com o mundo natural. Começou a se desenvolver a partir do final de 1800. Ao mesmo tempo, houve um rápido crescimento da população humana, juntamente com um crescente desenvolvimento tecnológico e material  grande aporte de recursos naturais  gde deterioração ambiental Entretanto esses desenvolvimentos seguiram em velocidades muito diferentes  estudos de ecologia conclusivos levam no mínimo de 5 a 10 anos, no mesmo período o desmatamento, a poluição, já mostram suas conseqüências imediatas. Além disso, problemas como: o A ciência não é financiada e investida da mesma forma no mundo, e nas diversas áreas (medicina, tecnologia, química). Infelizmente os países tropicais, normalmente são os países mais pobres, e com maior biodiversidade, e com menos investimento em pesquisa. o A falta de estudos prévios e de uma consciência ancestral de que deveríamos estudar e planejar antes de tomar decisões que seriam e o são irreparáveis. o E talvez o mais importante a questão da: ESCALA. Na ciência lidamos com escalas muito diferentes da que conhecemos enquanto seres humanos, os processos de evolução, de especiação, de adaptação das formas de vida, levam milhões de anos pra ocorrer, o tempo geológico é

3 muito diferente do tempo humano. E mesmo em escala espacial, o espaço de algas microscópicas, por exemplo, é muito diferente do nosso, e por muito tempo passamos despercebidos por uma série de eventos, necessários a manutenção da vida.  URGÊNCIA da compreensão ecológica dos sistemas e mais: uma necessidade de recuperar e “salvar” sistemas muito ameaçados  Ecologia da Restauração (essa consciência não faz parte da vida da maioria das pessoas) Ecologia: estudo da casa ambiental Þ inclui todos os organismos dentro dela e todos os processos funcionais que tornam a casa habitável. Economia: gerenciamento da casa Ecologia e Economia deveriam ser disciplinas relacionadas.  A ecologia é de interesse prático desde o início da história da humanidade: necessidade de conhecer o ambiente (plantas, animais e forças ao seu redor) para sobreviver Þ uso do fogo, instrumentos.  Dependência contínua da natureza: ar, água, recursos e serviços: assimilação de resíduos, recreação ...  Sistemas econômicos valorizam coisas feitas pelos seres humanos que beneficiam em primeiro lugar o indivíduo. E atribuem pouco valor monetário aos bens e serviços da natureza, que nos beneficiam como sociedade.  Assumimos que são ilimitados ou que serão repostos por inovações tecnológicas.  Desafio da ecologia como um todo: entender como funcionam os sistemas naturais e como eles respondem à influência das atividades antrópicas (humanas), com elas ocorrendo. o Além de estudos de ecologia básica, são realizados estudos de ecologia aplicada: estudos de controle populacional por predadores; da influência da fertilidade do solo no crescimento das plantas; das respostas evolutivas de microorganismos aos contaminantes ambientais; da dispersão de organismos sobre a superfície da Terra e outros. o Ecologia aplicada:Economia ecológica  Agroecologia  Ecologia da conservação  Engenharia ecológica  Saúde do ecossistema  Ecotoxicologia  Ética ambiental  Ecologia da restauração Do reducionismo disciplinar ao holismo transdisciplinar Disciplina holística  une as ciências naturais e as sociais.

4 Abordagens interdisciplinares  gestão ambientalAbordagem integrativa sobre a necessidade de desvendar explicações de causa e efeito por meio das disciplinas e entre elas. Ecologia  Ciência Integrativa

O manejo de recursos naturais numa forma que sustente uma razoável qualidade de vida humana depende do uso inteligente dos princípios ecológicos para resolver ou prevenir problemas ambientais, e para suprir o nosso pensamento e práticas econômicas, políticas e sociais.
 Portanto o objetivo da ecologia é entender os princípios de operação dos sistemas naturais e prever suas reações às mudanças. SISTEMAS ECOLÓGICOS  Sistemas ecológicos: podem ser um organismo, uma população, um conjunto de populações (comunidade), um ecossistema ou a biosfera inteira da Terra. o Organismo: é a unidade mais fundamental da ecologia, o sistema ecológico elementar.  É limitado, separando os processos e estruturas internos do sistema ecológico, dos recursos e condições externas.  Transformam energia e processam materiais: entrada e saída de energia.  Modificam as condições do ambiente e os recursos disponíveis para outros organismos; contribuem para o fluxo de energia e para o ciclo de elementos do mundo natural. o População: é um conjunto de organismos do mesmo tipo, indivíduos da mesma espécie, vivendo juntos.  São potencialmente imortais: seus tamanhos são mantidos através do tempo, balanço entre nascimento e mortalidade; migração e imigração.  Entrada e saída de energia  Propriedades, fronteiras geográficas, densidades e variações no tamanho ou composição (respostas evolutivas), que os organismos individuais não têm. o Comunidade: Várias populações vivendo juntas e interagindo.  As interações influenciam o número de indivíduos nas populações.

5  Não tem fronteiras rigidamente estabelecidas; assim representa mais um nível de organização do que uma unidade discreta de estrutura na Ecologia.

o Ecossistema: Sistemas ecológicos grandes e complexos.  Odum (1988): Qualquer unidade que abranja todos os organismos que funcionam em conjunto (comunidade biótica) numa determinada área, interagindo com o ambiente físico de tal forma que um fluxo de energia produza estruturas bióticas claramente definidas e uma ciclagem de materiais entre as partes vivas e não-vivas.  Ecossistema de savana, de floresta, de estuário  poucas trocas de energia e substância entre si qdo comparados às transformações que ocorrem dentro de cada um. o Biosfera: todos os ambientes e organismos da terra.  Todos os ecossistemas estão interligados através da energia e dos nutrientes transportados pelas correntes de vento e de água e pelos movimentos dos organismos.  A importância da troca de matéria entre os ecossistemas dentro da biosfera é acentuada pelas conseqüências globais das atividades humanas  A biosfera é o sistema ecológico final. Exceto pela energia que chega do Sol e pelo calor perdido para as profundezas do espaço, todas as transformações da biosfera são internas. Temos todos os materiais que teremos para sempre e nossos rejeitos não têm para onde ir e devem ser reciclados dentro da biosfera. ABORDAGENS DENTRO DA ECOLOGIA Níveis hierárquicos dos sistemas ecológicos  diferentes abordagens ao estudo da Ecologia

Hierarquia: disposição resultando em uma série classificada. Integração organismos X ambiente físico = sistemas funcionais característicos Sistemas: componentes regularmente interativos e interdependentes formando um todo unificado Natureza: hierarquia aninhada  cada nível composto de grupos de unidades inferiores. Humanas: não são aninhadas. Propriedade emergente À medida que os componentes ou subconjuntos se combinam  todo funcional maior  emergem novas propriedades. Exs.:

sem direção ou propósito) ocorrem nos organismos individuais e são herdados geneticamente  Seleção natural (sobrevivência e/ou reprodução diferenciada de organismos que diferem em uma ou mais características hereditárias)  mudanças genéticas nas populações. uma adaptação é uma característica que. bem como mutações genéticas (processo de evolução). entretanto. fisiológicas. que vivem em ambientes diferentes. 1992. fisiologia e comportamento. E itens alimentares. mortes). patógenos. Evolução: mutações e/ou recombinações gênicas ao acaso (aleatoriamente. Define essencialmente os limites de tolerância e as preferências das espécies em relação aos diversos fatores ecológicos e examina a ação do meio sobre a morfologia .. (Futuyma. variação através do tempo. mudanças evolutivas dentro das populações..6 Hidrogênio + Oxigênio = Água Algas + celenterados = corais (maior ciclagem de nutrientes. J. Desprezam-se as interações dessa espécie com as outras . bioquímicas. As interações entre os organismos (sejam de espécies diferentes ou não) são o ponto comum das abordagens de população e comunidade . comportamentais e outras que se desenvolvem pela ação dos genes e pelo ambiente) de um organismo individual ao seu ambiente. predadores. D. foi moldada por forças específicas de seleção natural atuando sobre a variação genética. têm características de aparência diferentes?  adaptações* dos organismos aos seus ambientes *Na fisiologia. Biología evolutiva)  A auto .  Organismo: forma. o Porque alguns organismos ocorrem em determinados locais e não em outros? o Porque organismos aparentados. maior a produtividade).ecologia estuda as relações de uma única espécie com seu meio . a palavra adaptação é empregada com freqüência para descrever o ajustamento fenotípico (características morfológicas. a fisiologia e o comportamento . o Condições físicas do ambiente podem influenciar a taxa de nascimentos e mortes.  População: nº de indivíduos (nascimentos.  A dinâmica das populações descreve as variações da abundância das diversas espécies e procura as causas dessas variações. devido ao aumento que confere no valor adaptativo (sobrevivência e reprodução). Na biologia evolutiva. mas frequentemente ganha-se nas precisão das informações.

A radiação solar é um dos principais fatores físicos dos ecossistemas terrestres. o Interações  promovem e limitam a coexistência  Relações de alimentação: movimento de energia e matéria dentro do ecossistema. as dinâmicas das populações. Biosfera: movimentos de ar e água.7  Comunidade: diversidade e abundâncias relativas (nº de indivíduos) de diferentes tipos de organismos (espécies) vivendo juntos no mesmo lugar.  As correntes dos oceanos e os ventos carregam o calor e a umidade que definem os climas em cada ponto da Terra. Bióticos: representados pelos seres vivos que compõem a comunidade biótica. liberando oxigênio para a atmosfera e transformando a energia luminosa em química. a composição das comunidades e a produtividade dos ecossistemas. que governam as distribuições de organismos.  Ecossistema: movimento de energia e matéria no ambiente e como estes movimentos são influenciados pelo clima e outros fatores físicos do ambiente. pois é através dela que as plantas realizam fotossíntese. e de energia e os elementos químicos que eles contêm.  A sinecologia analisa as relações entre os indivíduos pertencentes às diversas espécies de um grupo e seu meio. OS COMPONENTES ESTRUTURAIS DE UM ECOSSISTEMA Os ecossistemas são constituídos por dois tipos de componentes:  Abióticos: que em conjunto constituem o biótopo: ambiente físico e fatores químicos e físicos. FUNÇÕES ECOLÓGICAS  Organismos diferentes  diferentes características. restrições. conexão entre comunidade e ecossistema. usos dos recursos e diferentes metabolismos  interagem de maneira diferente com outros organismos e com o meio  Diferentes papéis nos sistemas ecológicos  Primeiros ecossistemas  bactérias  modificaram a biosfera (principal: O2)  outras formas de vida  . na superfície da Terra.

fungos associados com raízes de plantas. contudo. ou absorvem pqnas moléculas de M. o O carbono orgânico produzido pela fotossíntese proporciona alimento. direta ou indiretamente.  Vivem em condições anaeróbias  regeneram nutrientes e os tornam disponíveis para as plantas.  Todos os sistemas ecológicos dependem da transformação de energia: o Nos sistemas terrestres.. para o resto da comunidade ecológica:  Animais  plantas  Animais  Animais  plantas  Animais  restos mortais de animais e plantas o Os fungos são decompositores altamente eficientes. Liquens: associação de fungos e algas.  Variedade de protistas  quase todos os papéis ecológicos:  Algas: fotossintetizadores nos sistemas aquáticos. dissolvida  Protozoários ciliados: predadores de microorganismos o Bactérias  transformações energéticas  Célula simples: são os especialistas bioquímicos do ecossistema. as plantas usam a energia solar para sintetizar moléculas orgânicas a partir do dióxido de carbono e da água.  Assimilam N2(nitrogênio molecular) p/ sintetizar proteína e ácidos nucléicos.  Usam H2S (sulfeto de hidrogênio) como fonte de energia.O.  Organismo vivendo juntos desenvolveram relações de cooperação mútua: Simbiose Exs. .O. os tipos mais primitivos sobreviveram por causa de suas capacidades bioquímicas únicas que permitiram a eles usar recursos e tolerar condições ecológicas não acessíveis aos seus descendentes mais complexos. o Os protistas são os ancestrais unicelulares das formas de vida mais complexas.8 À medida que essas novas formas de vida evoluíram..  Foraminíferos e radiolários: protozoários que se alimnetam de pequenas partículas de M. bactérias intestinais de diversos organismos.  Devido à sua forma distinta de crescimento  a partir de um esporo microscópico sem passar por um estágio embrionário  podem penetrar profundamente nos tecidos mortos  rapidamente decompõem o material  disponibilizando nutrientes para outros organismos.

Indivíduos que estão melhor adaptados aos seus ambientes sobrevivem melhor e produzem mais descendentes. nessa procura há um gasto de energia. no qual o organismo vive. PROPRIEDADES FÍSICAS E BIOLÓGICAS DOS SISTEMAS ECOLÓGICOS  Equilíbrio dinâmico: As entidades ecológicas continuamente trocam energia e matéria com os seus arredores. o Príncipio único e fundamental dos sistemas biológicos  seleção natural. a função de um organismo no sistema ecológico.. Assim. aquáticos.. os ganhos e perdas devem ser mais ou menos equilibrados  estado estacionário dinâmico (apesar das trocas mantém suas características constantes. o Cada espécie tem um nicho distinto. Mudanças evolutivas: A história da vida na Terra tem mostrado que os atributos dos organismos mudam ao longo do tempo  evolução. o seja. Gasto de energia: O organismo procura energia ou matéria para substituir suas perdas. ou estrutura física. oceânicos. o As estruturas e funções dos organismos são produtos da mudança evolutiva numa população em relação às características do ambiente com as quais cada organismo se confronta. os atributos herdados que passam para sua prole são preservados. que o organismo captura e assimila a um certo custo. Nicho: é o papel.    . Perturbações (modificações no ambiente) criam mosaicos de habitat em vários estágios de desenvolvimento ecológico  heterogeneidade espacial do ambiente em muitas escalas de tempo e espaço. o Estes atributos de estrutura e função que ajustam o organismo às condições de seu ambiente  adaptações. são tanto as condições físicas quanto outros organismos. exs: habitat florestal.9 HABITAT E NICHO  Habitat: é o lugar. assim para que os sistemas permaneçam mais ou menos imutáveis. o A idéia de habitat realça a variedade de condições às quais os organismos estão expostos. habitats marinhos. Variações temporais e espaciais. a energia perdida como calor e movimento deve ser substituída pelo alimento metabolizado. habitat de deserto. Variedade de habitats  variedade de espécies  variedade de nichos ESCALAS: TEMPORAL E ESPACIAL NOS SISTEMAS ECOLÓGICOS    A escala é a dimensão no tempo ou no espaço sobre a qual uma determinada variação é percebida.

ex. Consomem mais de 40% da produtividade biológica da biosfera.  Os testes de hipóteses geram novas informações que geram outras hipóteses e testes. Mais de 6 bilhões de pessoas. são também sistemas ecológicos. O bem-estar da humanidade depende de manter o funcionamento destes sistemas. plantações. muito além das necessidades biológicas: o Impacto nos sistemas naturais:  interrupção de processos ecológicos  exterminação de espécies .. e de modelos matemáticos. enfraquecidas ou completamente rejeitadas.10 À medida que cada espécie muda.: modelos globais de equilíbrio de carbono para investigar o efeito da queima de combustíveis fósseis sobre o conteúdo de dióxido de carbono na atmosfera. são explicações prováveis. as descobertas científicas são construídas umas sobre as outras. * as hipóteses são idéias sobre como um sistema funciona. novas possibilidades para mudanças adicionais se abrem para si próprias e para outras espécies com as quais elas interagem. Deste modo.  Para resolver problemas de escala. e é promovida por. produzindo rejeitos. MANEIRAS DE SE ESTUDAR ECOLOGIA Investigação científica: (1) Observação e descrição (Como?). a complexidade existente. a complexidade das comunidades e ecossistemas ecológicos vai se construindo sobre.fortalecidas. (2) Desenvolvimento de hipóteses e/ou explicações(Porque?). dependendo dos resultados da pesquisa. Elas podem ser: . IMPACTO DAS ATIVIDADES ANTRÓPICAS     Os ambientes que as atividades humanas dominaram ou produziram. * os modelos são bastante úteis à medida que podem ser usados para fazer previsões mais precisas frente às perturbações antrópicas. no qual o pesquisador representa o sistema como um conjunto de equações. sejam eles naturais ou artificiais. (3) Teste dessas hipóteses (resposta possível. pelo menos parcial).. isto é. que tenta reproduzir as características essenciais do sistema num laboratório ou montagem de campo simplificados. gerando uma rica compreensão do funcionamento dos sistemas naturais. utilizam-se as abordagens de microcosmo. cidades.. Desta forma. consumindo energia e recursos.

econômicas e sociais. Infelizmente. amplos. dependem elas próprias da manutenção dos sistemas ecológicos de suporte. o sucesso dependerá da nossa compreensão de sua estrutura e funcionamento – uma compreensão que depende do conhecimento dos princípios da Ecologia.    . difíceis para os cientistas caracterizarem e para os órgãos reguladores e legisladores controlarem.  O único meio efetivo de preservar e usar os recursos naturais é através da conservação de sistemas ecológicos inteiros e do manejo dos processos ecológicos em ampla escala. incluindo as que o ser humano necessita. muito da nossa influência no ambiente resulta de impactos múltiplos. Espécies individuais. Pela manipulação de populações de espécies. o Homem pode mudar a composição das comunidades biológicas e influenciar o funcionamento de ecossistemas inteiros. Compreender a Ecologia não irá por si só resolver nossos problemas ambientais em todas as suas dimensões políticas. à medida que enfrentamos a necessidade de um manejo global dos sistemas naturais. uma compreensão científica clara dos problemas ambientais é um pré-requisito necessário para a ação. Contudo.11 o Deterioração do próprio ambiente da espécie humana à medida que se pressionam os limites dos sistemas ecológicos que sustentam a nossa espécie. Por esta razão. como já tem feito.

Variações ambientais: a adaptação a diferentes condições ambientais  desvios no ótimo dos processos bioquímicos. A maioria dos organismos lida com um ambiente variado e constantemente em mudança.12 FATORES LIMITANTES E MECANISMOS EVOLUTIVOS • • • • • • • •  O ambiente físico inclui muitos fatores importantes ao bem-estar dos organismos. O ótimo é o intervalo estreito de condições ambientais nas quais o organismo é melhor ajustado. A ecofisiologia estuda as respostas dos organismos ou das espécies aos fatores abióticos. principalmente em condições extremas e principalmente nos ajudar a entender a distribuição ecológica das populações. enquanto fazem troca com o meio. e até mesmo tóxicos). Controlando a troca de calor e de substâncias com o ambiente físico. temperatura. ou seja. esse conjunto de genes é chamado de genótipo. nos ajudam a compreender porque os organismos muitas vezes são tão especializados a intervalos tão estreitos de condições ambientais..: adaptações que capacitam as plantas e os animais a controlar o movimento de calor e de várias substâncias através de suas superfícies. como luz. não-utilizados. Adaptação é uma característica geneticamente determinada que realça a capacidade de um indivíduo de lidar com seu ambiente. ele é    .. A estrutura e o funcionamento do indivíduo são determinados geneticamente. está melhor adaptado  ótimo. Os organismos que podem se ajustar a essas mudanças têm a melhor chance possível de sobreviver e produzir filhotes para a próxima geração. Embora o fenótipo tenha uma base genética. Esses mecanismos pelos quais os organismos interagem com seus ambientes físicos. Por ex. a expressão física do genótipo é chamada de fenótipo. o processo evolutivo pelo qual os organismos se tornam mais bem adaptados aos seus ambientes. Estes desvios são mecanismos que permitem ao indivíduo tolerar condições mais extremas ou manter seu ambiente interno dentro de um intervalo favorável. os organismos podem manter seus ambientes internos num estado propício aos seus processos vitais. Conjunto específico de condições ambientais  onde cada organismo funciona melhor. obtendo recursos e eliminando excretas (produtos desnecessários.

Fator limitante: qualquer condição que se aproxime de ou exceda os limites de tolerância é uma condição limitante ou um fator limitante. Em muitos casos. há limites dentro dessas variações que vão ser toleradas: Tolerância ecológica: O intervalo no qual uma espécie pode sobreviver. mas por algum recurso necessário em pouca qtdade (ex. Os organismos podem selecionar micro-hábitats. deve ser capaz de sobreviver a todos os extremos ambientais para persistir.: zinco). e possibilita ao organismo fazer escolhas de onde viver. restritas ao local. Liebig: fatores sobre o crescimento de plantas. mover-se para uma região onde as condições são mais adequadas. tornar-se inativo. As variações ambientalmente induzidas no fenótipo são chamadas de plasticidade fenotípica.   Diferentes tipos de mudanças  diferentes adaptações dos indivíduos. e outros tipos de mudança ocorrem no tempo e são inevitáveis. Em alguns locais as condições adversas são tão severas que os indivíduos não podem mudar o bastante para manter suas atividades normais: • • • • • migração. descobriu que o crescimento era limitado não pelos elementos necessários em gdes qtdades. Estímulos para as mudanças: . Alguns tipos de mudança ocorrem em relação ao espaço. ou sua linhagem. • • • • Apesar dos organismos terem uma certa capacidade de se adaptarem a variações no ambiente. que são partes do ambiente distintas por suas condições. Lei do mínimo de Liebig Compensação de fator • • Ecótipos= populações da mesma espécie em diferentes locais e com adaptações diferentes. armazenamento. mas que é escasso no solo. Cada indivíduo. o indivíduo deve antecipar-se às mudanças ambientais para obter sucesso. baseando-se em recursos acumulados sob condições mais favoráveis e dormência.13 influenciado pelo ambiente (efeito do alimento no crescimento e desenvolvimento).

universidades e fazendeiros. como o comprimento do dia. não existe um acordo em como medir a qualidade do solo. Além da compactação do solo. marés) Sazonalidade: fotoperiodicidade O fogo é um fator importante na formação na história da vegetação em vários ambientes terrestres.14  Fatores de proximidade (ou proximais): são pistas.  Manejos do solo: canais de grama. Solo: componente de organização dos ecossistemas terrestres  Erosão do solo: taxas aceleradas e em maior escala de perturbação – pressão antrópica (de produção). “A capacidade de um tipo particular de solo funcionar dento dos limites de um ecossistema natural ou gerenciado de forma a sustentar a produtividade vegetal e animal. Fatores regulatórios: Relógio biológico: ritmo circadiano (dia. 1993).Diferentes tipos e efeitos do fogo: Incêndio de copa Incêndios de superfície  fogo pode ser usado como uma ferramenta de manejo útil. 1994). máquinas gdes e pesadas. e sustentar a saúde e habitação humanas. Fator ecológico importante . Apesar de inúmeros textos sobre: gestão sustentável do solo.  EUA (1930): Serviço de conservação do solo – parcerias entre governos. pelas quais os organismos podem avaliar o estado do ambiente. . crescimento populacional.  Fatores últimos (ou distais): características do ambiente. mas que não afetam diretamente seu bem-estar. que atingem diretamente o bem-estar do organismo. proteger as bacias hidrográficas e prevenir a poluição do ar e da água.  A sua utilização depende do tipo de comunidade e de outros fatores abióticos e bióticos. manter ou aumentar a qualidade da água. compostos químicos e tóxicos.” – Soil Science Society of America (SSSA.” – National Research Council (NRC. aumentando a diversidade e estabilidade da comunidade. como suprimentos de alimentos. Se a qualidade do solo é mantida  paisagem sustentável. rotatividade de culturas. “A qualidade do solo é a sua capacidade de promover o crescimento das plantas. Qualidade do solo como um indicador da qualidade ambiental: Altos rendimentos  manutenção da qualidade do solo  cultivo sustentável  diversidade de culturas e de paisagem. faixas de amortecimento.

. Diversidade de microorganismos e animais do solo. Textura. Água. Estresse Antropogênico Perturbações crônicas (persistentes ou continuadas)  efeitos pronunciados e prolongados  fator limitante importante para a humanidade .15 Taxas de lixiviação.. Temperatura. Densidade dos agregados orgânicos. Gases atmosféricos. Macronutrientes e micronutrientes. O destino do solo depende da vontade da sociedade de intervir no mercado para abdicar de alguns benefícios de curto prazo a fim de preservar os solos e proteger o capital natural em longo prazo. Ecossistemas agrícolas mais harmônicos e eficientes Outros fatores limitantes abióticos: • • • • • • Nutrientes disponíveis. Medidas de erosão e • • • • • Luz.

casos de competição severa. o Distribuição etária o Variação genética. o Homogênea (uniforme/regular): cada indivíduo mantém uma distância mínima com os outros indivíduos.16 ESTRUTURAS POPULACIONAIS   População é o conjunto de indivíduos da mesma espécie (aptos a trocarem material genético) que ocupam determinada área. A abrangência geográfica inclui todas as áreas que seus indivíduos ocupam durante todo o seu ciclo de vida. Populações  comportamento dinâmico (dinâmica populacinal) nascimentos.        .  Agrupamento de recursos. o Randômica (aleatória/casual): sem qualquer dependência na proximidade com os outros. Fatores que determinam a distribuição: o Presença ou ausência de habitats adequados. Os indivíduos de uma população não estão igualmente distribuídos em todas as regiões  tolerância ecológica. mortes e movimentos dos indivíduos  influenciados pelas interações entre os indivíduos e com o ambiente. A distribuição de indivíduos numa população descreve a distância relativa entre um e outro: o Agrupada (agregada): os indivíduos formam grupos em determinados locais. o Distribuição dos indivíduos (espaço/tempo).  Predisposição social. o Patógenos. o Competidores. o Barreiras à dispersão (a introdução de espécies mostra bem o efeito das barreiras de longas distâncias). Resulta de interações diretas dos organismos.  Prole fica unida aos pais. Estrutura populacional: o Densidade. Os estudos dessa dinâmica populacional ajudam a entender a estrutura da comunidade e função do ecossistema  Uma população persistirá num habitat?  Como ela afeta o fluxo de energia e contribui para a reciclagem de elementos num ecossistema? Distribuição populacional Distribuição da população é a abrangência geográfica de uma população. Portanto a distribuição dos indivíduos dentro das populações reflete a heterogeneidade de habitats e as interações sociais.

Entre as manchas adequadas os indivíduos vão “escolher” viver na mancha que ele consiga ter acesso aos recursos que necessita. o Densidade dos outros indivíduos (competição intraespecífica). o Freqüência de ocorrência: em uma área grande. Para a conservação é importante compreender os fatores que fazem o tamanho da população variar e os processos que regulam seu tamanho. o O comportamento territorialista de indivíduos dominantes.: nº de indivíduos/área ou volume/ano. quantas vezes os indivíduos apareceram naquela amostra. se está presente na área e em quantos indivíduos. separadas de outras subpopulações por áreas de habitat desfavorável.17  O mundo natural pode ser pensado como um mosaico de manchas de habitats (mancha é um fragmento natural de habitat). Portanto a maioria das populações está dividida em subpopulações de indivíduos que vivem dentro de manchas homogêneas de habitat adequado. que vai depender de fatores ecológicos: o Suprimento de alimento. Densidade populacional Densidade é o nº de indivíduos numa população. Essas decisões vão se basear: o Qualidade do habitat. Portanto o sucesso reprodutivo dos indivíduos vai variar entre habitats. algumas destas manchas são adequadas para se viver e outras não. o Disponibilidade de lugares para construção de ninho e outros. Estimativas do número de indivíduos na população: (tamanho. Muitas vezes utiliza-se a freqüência de ocorrência dos indivíduos nestas subáreas. alguns habitats aumentam e outros diminuem de população  movimento de indivíduos de habitats com populações maiores para manchas com menor nº de indivíduos. mobilidade do organismo. Índices de densidade utilizados: o Abundância relativa: densidade X tempo. Ou seja. Para qualquer espécie em particular.        . o Predação. utiliza-se a contagem em várias subáreas e depois estima-se o valor para área total. Problemas que limitam a escolha: o Os indivíduos não têm conhecimento perfeito da qualidade da mancha. o Valor de importância: é o valor obtido quando combinamos densidade e freqüência de ocorrência. Ex. ou seja. distribuição espacial): o Contagem geral (censo total)  populações pequenas e agregadas.

o Fecundidade: (potencial) capacidade reprodutiva em condições ideais. II = 50/140 = 35% Curvas de sobrevivência: nº de sobreviventes X tempo: 3 tipos de curvas de sobrevivência:          . favoráveis) o Morte ecológica  real (cond. rel. o Cativeiro ou laboratório  longevidade maior que na natureza. = 1∆/♀/5 anos o A fecundidade é inversamente relacionada com os cuidados com a prole (+ proteção  .18 o Amostragem  A maioria das populações contém muitos indivíduos ou eles estão distribuídos por uma área muito grande.: sp humana  fec = 1∆/♀/9 meses Fert. da p.  Indivíduos móveis:  Método de marcação-e-recaptura: captura e marcação  liberação  recaptura  conta-se indivíduos já marcados e não marcados. rel. III/ab. Natalidade efeito +   densidade Imigração efeito +   densidade Emigração/migração efeito –   densidade Mortalidade efeito –   densidade DINÂMICA POPULACIONAL Dinâmica populacional se refere às mudanças que ocorrem numa população em função do aumento ou diminuição do número de indivíduos: Cresce   natalidade e imigração (ganhos) Reduz   mortalidade e emigração (perdas) Ganhos > perdas  crescimento + Natalidade: acréscimo de indivíduos novos na população o Fertilidade: (real) capacidade reprodutiva no ambiente. ambientais). da p.: peixes  I ano = 290 II anos = 140 III anos = 50 Taxa de sobrevivência entre II e III: ab. Ex. tornando impossível uma contagem completa. nesses casos utiliza-se subáreas e depois estima-se o valor para área total:  Indivíduos não móveis (plantas e animais marinhos sésseis): contagem de indivíduos dentro de áreas de tamanho conhecido para obter a densidade local e extrapolar para a população inteira. o Medida direta  nº de ∆s mortos o Medida indireta  sobreviventes Ex. o Morte fisiológica (senescência)  teórica (cond.filhos) Mortalidade: redução do nº de indivíduos na população através de morte.

Exs. população estacionária: distribuição mais uniforme e população em declínio: mais ∆s velhos.  A estrutura etária pode ser dividida em 3 idades ecológicas: pré-reprodutiva. e plantas como o carvalho. B3: mortalidade alta nos filhotes e mais baixa e cte nos adultos. crescimento humano. . C) Mortalidade muito alta nos estágios iniciais de vida. B) B2: teórica. onde a sobrevivência difere muito em estágios de vida. adiciona 10.  Sobrevivência é afetada por fatores genéticos (resistência a doenças) e fatores ecológicos: bióticos (disponibilidade de recursos alimentares e de habitats. então declinam entre uma estação de reprodução e a próxima. competição. Curvas de crescimento  Duas expressões matemáticas descrevem dois tipos de crescimentos populacional: o Crescimento exponencial o Crescimento geométrico  crescimento exponencial  os indivíduos são adicionados à população continuamente.  Portanto variações na distribuição etária dos indivíduos influenciam profundamente as taxas de crescimento populacional. naturais. Crescimento populacional  O aumento populacional depende da reprodução feita pelos indivíduos. reprodutiva e pós-reprodutiva. umidade. Ex.19 A) mortalidade populacional é baixa até próximo do final do tempo de vida. Ex.: muitas aves. predação. B1: curva “em degraus” . Distribuição etária da população  As taxas de natalidade e mortalidade variam com a idade dos indivíduos. Exs. ratos e coelhos. precipitação). mortalidade constante ao longo da vida. já em uma população de 1000.: taxa de crescimento anual de 10% em uma população de 100 ∆s. parasitismo) e abióticos (TºC. Ex. Os fatores abióticos são independentes da densidade e os bióticos são dependentes da densidade. Ex. adiciona 100.  População em crescimento rápido: mais ∆s jovens.: ostras e outros invertebrados marinhos.: a maioria das pop.: insetos com metamorfose completa. Exs. portanto uma população cresce em proporção ao seu tamanho.: gdes animais e o Homem.  Crescimento geométrico  as populações crescem durante a estação de reprodução (período onde os recursos são mais abundantes).

          . A taxa intrínseca de crescimento mostra como uma população cresceria se as condições ambientais permanecessem constantes. tamanho corporal). que chega perto da capacidade de suporte. e de tempo (tabela de vida estática)  observa-se como a população está estruturada naquele momento (estima-se a idade nesse caso. 2 tipos de tabelas de vida: de idade (tabela de vida coorte)  acompanha-se um grupo de ∆s do nascimento até a morte. desgaste de dente. Tipos de crescimento populacional: o Curva em “J”: a densidade de ∆s aumenta rapidamente. por anéis de crescimento. ela irá se aproximar de uma distribuição etária estável. Qualquer mudança nessas taxas altera a distribuição etária e resulta numa nova taxa de crescimento populacional. que representa o nº de ∆s que o ambiente pode suportar. A população vai crescer até atingir a capacidade de suporte (K) do ambiente. tamanho dos chifres. Entretanto atualmente a população não cresce nem decresce. Uma população com uma distribuição etária estável tem uma taxa exponencial de crescimento que chamamos de taxa intrínseca de crescimento (r). e ficando nesse limite em equilíbrio. Estas são as principais variáveis nos modelos de dinâmica populacional.: organismos pequenos com ciclo de vida curto. e então declina rapidamente (estrategistas “r” ou oportunistas). depois diminui à medida que a resistência ambiental aumenta.000 coelhos foram mortos na caça  a população dobrou em cerca de 5. de forma exponencial. depois de 6 anos  20. A maioria das populações tem um grande potencial de crescimento biológico: População de coelhos na Austrália: 1859  12 casais foram liberados para esporte de caça. oscilando levemente em torno da capacidade de suporte do ambiente (estrategistas “K” ou especialistas). Ex. Se uma população é sujeita a uma razão constante de nascimentos e mortes. parando abruptamente qdo atinge a capacidade de suporte do ambiente.5 meses. exaurindo os recursos. até alcançar o limite da capacidade de suporte. ou seja. adaptados a situações extremas. o Curva em “S” ou sigmoidal: a população aumenta lentamente no início (fase de estabelecimento) e depois mais rapidamente conforme o nº de ∆s aumenta.20  A tabela de vida de uma população apresenta as fecundidades e as probabilidades de sobrevivência de indivíduos por faixa etária  projetar a população no futuro. Rápida taxa de crescimento inicial  estabilização da população  nº de indivíduos   natalidade ou  mortalidade   recursos  predação  competição  doenças. A distribuição etária estável e a taxa de crescimento atingida por uma determinada população dependem das taxas de sobrevivência e natalidade de seus indivíduos.

Assim. A competição interespecífica é um fator importante na determinação de quais espécies vão coexistir num habitat. Competição intra-específica: entre indivíduos da mesma espécie. os membros de uma população podem alimentar-se de membros de outra população. competir por alimento. Igualmente as populações podem ajudar uma à outra. como incêndio. A estrutura etária de uma população freqüentemente indica heterogeneidade temporal no recrutamento de indivíduos. os indivíduos mais eficientes podem deixar mais descendentes do que os menos eficientes. seja por propriedades da sua própria dinâmica populacional. a interação sendo unidirecional ou recíproca. seja em resposta a variações no ambiente. A competição intra-específica  atua na regulação do tamanho populacional (reduz os níveis de recursos de um modo dependente da densidade). Ex. . excretar dejetos nocivos ou interferir de alguma forma com a outra população. e a proporção dos seus genes pode aumentar nas populações ao longo do tempo. Competição interespecífica: entre indivíduos de espécies diferentes. seca ou tempestade. Competição é qualquer uso ou defesa de um recurso por um indivíduo que reduz a disponibilidade daquele recurso para outros indivíduos.21   A maioria das populações flutuam. INTERAÇÕES ECOLÓGICAS: COMPETIÇÃO       Interações ecológicas entre os indivíduos: uma população muitas vezes afeta o crescimento ou a taxa de mortalidade de outra população. Assim os processos populacionais podem ser mais esporádicos do que uniformes ao longo do tempo.: as plântulas de certas espécies tendem a se estabelecer em florestas principalmente após uma grande perturbação.  qto mais aglomerada a população. mais forte a competição  está fortemente relacionada com mudanças evolutivas nas populações: à medida que fatores genéticos fazem os indivíduos diferirem na eficiência com a qual exploram os recursos.

mas recurso e consumidor estão conectados indiretamente  através de outros ciclos recursoconsumidor. parasita-hospedeiro  através da redução das suas presas. o Recursos gerados dentro do ecossistema e suas abundâncias são diretamente reduzidas por seus consumidores: predador-presa. os processos biológicos são afetados de forma a reduzir o crescimento populacional. a taxa de crescimento de uma população num nível particular de um recurso depende do nível de um ou mais recursos. Por ex. às vezes sutis. o Recursos que têm fonte externa ao sistema e independentes dos consumidores: luz do sol. plantaherbívoro.: ciclo do nitrogênio (a assimilação de nitrato pelas plantas tem pouco efeito direto na sua renovação pelos detritívoros. o O consumidor usa o recurso para sua própria manutenção e crescimento.       . Recursos renováveis: são constantemente regenerados ou renovados. têm uma grande semelhança (diferenças morfológicas que facilitam a separação ecológica  deslocamento de caráter).  diferenças. decomposição de detritos orgânicos. Recursos não-renováveis: não são regenerados. ele é reocupado qdo o consumidor o abandona. Princípio de exclusão competitiva (Princípio de Gause) duas espécies não podem coexistir indefinidamente sobre um mesmo recurso limitante. uma vez ocupado ele se torna indisponível. o tamanho da população estabiliza ou até mesmo começa a diminuir.: nascimentos em uma população de presas. entre as espécies nos habitats. ou nas suas dietas (nicho ecológico): adaptações seletivas que promovem a coexistência. Exs.  a competição provoca uma separação ecológica entre espécies estreitamente aparentadas ou que por outros motivos. Em muitos casos.22  Recurso é qualquer substância ou fator que é consumido por um organismo que sustenta taxas de crescimento populacional crescentes à medida que sua disponibilidade no ambiente aumenta: o O recurso é consumido e sua quantidade é então reduzida. seja de processos abióticos: ex. Contudo nem todos os recursos limitam as populações dessa maneira.: o espaço. depois colocadas juntas  efeito de uma sobre a outra  competição interespecífica. os predadores tb reduzem a taxa de renovação do seu suprimento alimentar. Quando a demanda cresce tanto que o suprimento de recursos decrescentes não pode mais atender as necessidades. o Quando a disponibilidade do recurso é reduzida. o Recursos renovados dentro do ecossistema. O potencial de um recurso para limitar o crescimento populacional depende de sua disponibilidade em relação à demanda  Recurso limitante. Coexistência entre as espécies: experimentos em laboratório: inicialmente espécies colocadas separadas  capacidade suporte de cada uma. precipitação. dois ou mais recursos interagem para determinar a taxa de crescimento de uma população de consumidores. isto é.

O parasita por si só não remove um indivíduo de uma população-recurso.: árvores de eucalipto. Darwin imaginou que uma estrutura semelhante indica uma ecologia semelhante. nesse caso os competidores podem interagir através de vários comportamentos antagonistas. Predador: capturam indivíduos e os consomem. Competição por interferência ou direta: quando os consumidores podem defender os recursos. o Alelopatia: tipo de competição de interferência que envolve o efeito direto de uma substância tóxica que causa dano (pathy) a outros (allelo) indivíduos. quanto aos predadores porque inevitavelmente matam seus hospedeiros. parasitahospedeiro. especialmente em relação aos recursos consumidos.       INTERAÇÕES ECOLÓGICAS: PREDAÇÃO. aves. A competição interespecífica ocorre mais regularmente através da exploração de recursos. Parasitóide: espécies de vespas e moscas cujas larvas consomem os tecidos de hospedeiros vivos – normalmente os ovos. lulas. Este comportamento aumenta a diversidade do nível trófico das presas proporcionando que mais espécies de presas coexistam. Exs. a evidência da exclusão competitiva é perdida quando um competidor pobre desaparece. peixes. larvas e pupas de outros insetos. o Interferência física: competição entre cracas (encontros agressivos casuais). Exs. Parasita: consome partes de uma presa viva.: beija-flores que disputam com outros. porque residem dentro de um hospedeiro vivo e comem seus tecidos. Os predadores podem alterar o resultado de interações competitivas se eles predam seletivamente sobre os competidores superiores.23  Na natureza. ou hospedeiro. esponjas que usam químicos venenosos para sobrepujar outras espécies de esponja. Ex. removendo-os da população de presas. Os parasitóides se assemelham tanto aos parasitas. focas e baleias predam o krill. plantas. . contudo. A analogia natural mais próxima de um experimento de laboratório é a introdução acidental ou intencional de espécies por humanos. HERBIVORIA E PARASITISMO     Interações consumidor-recurso: predador-presa. herbívoro-planta. pequenos roedores do gênero Microtus sp. Mas muitos dos mesmos recursos são usados por organismos distintamente aparentados. espécies de Salvia sp. A competição deve ser mais intensa entre espécies intimamente aparentadas. bactérias.: peixes e aves aquáticas. Competição por exploração ou indireta: os indivíduos competem através dos seus efeitos mútuos sobre os recursos compartilhados.

O comportamento dos organismos crípticos deve responder à sua aparência. Forma e função do predador  relacionados com a dieta. Muitos predadores usam suas pernas dianteiras para ajudar a cortar seu alimento em bocados menores. o Aves piscívoras  agarram a presa inteira porque suas pernas são especializadas em nadar e mergulhar. e anunciam o fato com um padrão de cor notável. A qualidade da dieta também influencia as adaptações dos sistemas digestores e excretores dos predadores: o Plantas  celulose e lignina  tratos digestivos dos herbívoros grandemente alongados. abrigando bactérias e protozoários que facilitam a digestão. Colorações em animais  defesa: o Coloração críptica: para camuflagem. com o ambiente. Campos e áreas abertas  poucos lugares para se esconder  cervos. o Coloração de advertência ou aposemática: Organismos que produzem químicos nocivos ou os acumulam a partir dos alimentos. formigas  presas maiores. ou seja. o Caça em grupo (caça cooperativa): leões. Muitas formas nocivas adotam padrões semelhantes: faixas pretas e vermelhas ou amarelas:         . o Carnívoros: dentes com superfícies cortadoras e mordedoras para imobilizar e rasgar a presa. hienas. o Cobras  mandíbulas distensíveis para engolir a presa inteira. a presa se torna mais difícil de capturar.24  Herbívoro: comem plantas inteiras ou partes de plantas. combinam sua cor e padrão com a cor e padrão de cascas. Detritívoros: consomem material orgânico morto e não têm efeito direto nas populações que produzem esses recursos. Adaptações das presas: São as formas pelas quais as presas evitam ser comidas: esconder-se.. galhos e folhas. lobos. Ex. e os predadores se tornam mais especializados em perseguir e captura-las. regiões do esôfago ou do intestino grosso alargadas em forma de saco.: estruturas dos dentes indicam diferenças ecológicas importantes: o Herbívoros: dentes com gdes superfícies trituradoras. Os herbívoros funcionam como predadores quando consomem plantas inteiras e como parasitas quando consomem tecidos vivos sem matar suas vítimas. o Aves  pés em forma de garra e bico em forma de gancho. defender-se e escapar.. antílopes e pastadores dependem de uma detecção antecipada dos predadores e de movimentação rápida. Adaptações dos predadores: À medida que o tamanho da presa aumenta em relação ao do predador.

exs. ou hospedeiros. ou seja. carrapatos. Os parasitas têm formas de evitar os mecanismos imunológicos dos hospedeiros: alguns parasitas produzem fatores químicos que suprimem os sistemas imunológicos dos seus hospedeiros (vírus da AIDS). bactérias.. pêlos. RELAÇÃO HERBÍVORO-PLANTA Defesas das plantas: o valor nutricional baixo  os herbívoros normalmente selecionam plantas de acordo com o seu conteúdo nutricional. O equilíbrio entre as populações de parasitas e hospedeiros é influenciado pela virulência do parasita e pela imunorresposta e outras defesas do hospedeiro. e diferentes conjuntos de fatores afetam cada estágio do ciclo de vida do parasita. o compostos tóxicos  muitas plantas usam químicos para reduzir a disponibilidade de suas proteínas: taninos (se ligam às proteínas e inibem sua digestão). uma infestação séria de uma doença viral ou bacteriana é conseqüentemente seguida de um período no qual a maioria dos indivíduos na população hospedeira atingiram algum grau de imunidade à reinfecção. e vivem em suas superfícies (ácaros. As histórias de vida complexas dos parasitas envolvem diversas interações com os hospedeiros. não tóxicas. compostos secundários (compostos usados não para metabolismo das plantas mas para outros propósitos principalmente defesa). RELAÇÃO PARASITA-HOSPEDEIRO Os parasitas são normalmente muito menores do que suas presas .25   Mimetismo mülleriano: espécies impalatáveis que se assemelham. mesmo sendo palatáveis. piolhos) ou dentro de seus corpos (vírus. gordura e açúcares). outros têm proteínas na superfície que imitam as proteínas do próprio hospedeiro e assim escapam à detecção pelo sistema imunológico. látex e resinas vegetais. atropina e nicotina (de vários membros da família do tomate). o defesas estruturais como espinhos. Muitos estudos mostraram que as respostas das plantas à herbivoria podem substancialmente reduzir a herbivoria subseqüente. Adaptações dos herbívoros: alguns herbívoros desenvolveram adaptações para reduzir os efeitos dos compostos tóxicos das plantas. protozoários. caules e brotos (altos níveis de nitrogênio. Num nível populacional. Mimetismo batesiano: qdo organismos imitam o padrão de coloração de espécies nocivas. óleos essenciais.: morfina (papoulas).          . Partes da planta tb: folhas e flores jovens..). Os herbívoros controlam efetivamente algumas populações de plantas : em campos os herbívoros nativos (insetos e mamíferos) consomem de 30-60% da vegetação acima do solo. Controle biológico. carapaças de sementes e resinas adesivas. sementes e frutos (nutrientes).

Quando as adaptações do predador são relativamente eficazes e as presas são exploradas numa taxa alta. Num sentido mais amplo. Tal luta pode levar a um empate evolutivo forçado. a seleção sobre a população de presas tende a aprimorar seus mecanismos de fuga mais rapidamente do que a seleção sobre a população de predadores aprimora sua capacidade de explorar as presas. Freqüentemente. como é entre predador e presa ou entre parasita e hospedeiro. mas suas próprias adaptações para perseguir e capturar também respondem aos atributos da presa. um predador deixa para trás as presas mais rápidas ou mais crípticas. e o resultado líquido desta interação pode ser um estado estacionário. quando a taxa de exploração é baixa. Ao mesmo tempo. no qual ambos os antagonistas continuamente evoluem em resposta um ao outro. o termo coevolução está restrito à evolução recíproca entre duas populações que interagem. Exemplo: quando um herbívoro desenvolve a capacidade de desintoxicar substâncias produzidas por uma planta especificamente para deter aquele herbívoro. e se engajando em arranjos mutuamente benéficos com outras espécies. cada um às custas do outro.       . Quando a relação coevolutiva entre duas espécies é antagônica. Inversamente. a população de presas evolui mais lentamente do que a população de predadores. as populações de consumidores. Os organismos tendem a se especializar. perseguindo tipos únicos de presas.: ao capturar aquelas presas que encontra mais prontamente ou que pode capturar com mais facilidade. Estas presas se reproduzem e passam para as gerações futuras sua coloração e velocidade protetoras. Muito desta diversidade é o resultado da seleção natural agindo nas formas pelas quais as plantas e os animais procuram recursos e escapam da predação. contudo a coevolução está restrita mais fortemente à situação na qual uma espécie desenvolve uma adaptação especificamente em resposta a uma adaptação em outra espécie que também evoluiu em resposta à sua interação. Sendo assim. as espécies parecem se enredar numa luta evolutiva para aumentar seu próprio ajustamento. Ex. os predadores estão evoluindo para capturar as presas mais facilmente. lutando para evitar combinações únicas de predadores e organismos patogênicos.26 INTERAÇÕES ECOLÓGICAS: COEVOLUÇÃO E MUTUALISMO  Através da seleção natural e da evolução. recursos e competidores selecionam atributos nas outras que tendem a alterar suas interações. Neste sentido. o termo coevolução reconhece que cada espécie influencia a evolução de todas as outras com as quais interage. os predadores modelam as adaptações de suas presas para a fuga. As plantas e os animais usam diversas estruturas e comportamentos para obter alimento e evitar serem predados ou parasitados.

mas a sua larva consome as sementes em desenvolvimetno. Na maioria dos casos. bactérias nos tratos digestivos de vacas e outros ruminantes. ou aqueles que comem frutas nutricionais e dispersam as sementes. Exs. bactérias Rhizobium e raízes de plantas. Exs. defensivo e dispersivo. cada sócio de um mutualismo é especializado em executar uma função complementar ao outro. Em contraste. As relações planta-polinizador tendem a ser mais restritivas.: peixes e camarões especializados que limpam os parasitas da pele e das guelras de outras espécies de peixes.: As flores proporcionam às abelhas o néctar. Mutualismo defensivo: envolve espécies que recebem alimento ou abrigo de seus parceiros em troca de defende-los contra herbívoros. porque é do interesse da planta que um visitante da flor carregue seu pólen para outra planta da mesma espécie. ou para obter alimentos mais eficientemente  cooperação. ele pode ser levado à extinção. Os grupos se formam enquanto         . quando um dos antagonistas não pode evoluir rápido o bastante. predadores ou parasitas. Exs. micorrizas. mas as análises filogenéticas mostram que algumas adaptações da mariposa estão presentes em parentes próximos que não são mutualistas das iúcas.: liquens. A interação entre a mariposa-da-iúca e as iúcas é um mutualismo obrigatório no qual a mariposa poliniza a planta. Os fungos micorrizais extraem nutrientes inorgânicos do solo e os tornam disponíveis para as plantas. e as plantas suprem seus parceiros fúngicos com carboidratos. como néctar. Em geral. Este tipo de interação é conhecido como mutualismo. Nos liquens as algas fotossintetizadoras se juntam aos fungos que podem obter nutrientes de substratos difíceis como cascas de árvores e superfícies rochosas.27 Alternativamente. algumas formigas protegem as plantas da acácia dos herbívoros e são recompensadas com alimento e lugares de ninho. O mutualismo de dispersão de sementes não é normalmente altamente especializado: uma única espécie de ave pode comer muitos tipos de fruta e cada tipo de fruta pode ser comido por muitos tipos de aves. Há uma ampla gama de interações entre espécies que beneficiam ambos os participantes. e as abelhas carregam o pólen entre as plantas e efetuam a fertilização. Viver em grandes grupos sociais pode beneficiar os indivíduos ao capcitá-los a melhor detectarem e se defenderem contra predadores. Mutualismo dispersivo: envolve animais que transportam o pólen entre flores em troca de recompensas. a coevolução entre mutualistas pode levar a arranjos estáveis de adaptações complementares que promovem sua interação. temos 3 categorias de mutualismo: trófico. Mutualismo trófico: envolve parceiros especializados em formas complementares para obter energia e nutrientes. Tanto a mariposa como a iúca têm especializações que promovem esta relação.

Guildas ecológicas: grupos ou conjuntos de espécies que apresentam um papel semelhante ou comparável na comunidade. conectados uns aos outros por suas relações de alimentação e outras interações. o que implica que os limites de distribuição ecológica de cada espécie coincidirão com a distribuição da comunidade como um todo. suas abundâncias relativas. ao fazer isso. cada espécie está distribuída independentemente de outras que coexistem com ela numa associação          . as relações de organização e estabilidade comunitárias e a regulação das diversidades de espécies.28 tais benefícios sobrepujam os custos da competição entre os membros do grupo. Habitat: lugar onde um organismo vive. A estrutura da comunidade reflete os atributos de espécies selecionadas para realçar o funcionamento da comunidade como um todo (visão holística). Nicho ecológico: o papel funcional do organismo na comunidade. ou seja. nectarívoros. pode ser um determinado lago. o habitat de uma comunidade de peixes de água doce. tornando uma comunidade muito mais do que a soma das suas partes individuais. Os ecólogos defendem conceitos diferentes de comunidades: o Comunidades fechadas (Clements)  as espécies que pertencem a uma comunidade estão intimamente associadas umas às outras. determinam as abundâncias relativas das espécies. decompositores. A palavra habitat também pode referirse ao local ocupado por uma comunidade inteira. As comunidades são caracterizadas em termos do número de espécies presentes. ESTRUTURA DE COMUNIDADES Comunidade biológica: conjunto de espécies que ocorrem em um mesmo lugar. P. frugívoros. P. ex. sua organização em guildas (conjuntos de espécies com habitats de alimentação semelhantes) e teias alimentares retratando relações de alimentação entre as espécies. As relações ecológicas e evolutivas entre as espécies intensificam as propriedades da comunidade. ex. As inter-relações dentro das comunidades governam o fluxo de energia e a reciclagem de alimentos dentro do ecossistema. As espécies assumem diferentes papéis nas comunidades. e suas abundâncias refletem como elas se ajustam na teia completa de interações dentro da comunidade. tal como a estabilidade do fluxo de energia e a reciclagem de nutrientes. o Comunidades abertas (Gleason)  uma associação local de espécies com distribuições ecológicas independentes e somente parcialmente sobrepostas (não têm fronteiras). também influenciam os processos populacionais e. Ecologia de comunidades: questões acerca de comunidades focalizam as origens evolutivas das propriedades das comunidades.

chamadas de ecótonos. As fronteiras de tais comunidades. As teias alimentares podem ser caracterizadas pelo número de conexões de alimentação por espécie e o número médio de níveis tróficos nos quais uma espécie se alimenta. A fragmentação do habitat. Mas ecólogos que estudaram distribuições de plantas observaram que poucas espécies tinham distribuições geográficas e ecológicas proximamente sobrepostas. e ecótonos definidos não foram encontrados. Estrutura da comunidade Uma das medidas mais simples e reveladoras da estrutura de uma comunidade é o número de espécies que ela inclui. Estudos mostraram que espécies diferentes de aves e outras plantas ocorreram em áreas diferentes dentro do bioma de floresta decídua. como florestas. cada um dos quais se esforça para funcionar no que for melhor para si dentro da comunidade (visão individualista). são regiões de rápida substituição de espécies ao longo do gradiente. o que de outra forma seria impedido pela vegetação circundante. reduzindo o tamanho das áreas das comunidades. Efeito de borda: A tendência ao aumento de variedade e densidade em zonas de contato entre comunidades. um continuum é um gradiente de características ambientais ou de mudança na composição das comunidades. P.        . se a hipótese de comunidades fechadas fosse correta.A estrutura e o funcionamento comunitário misturam um conjunto complexo de interações. a crescente exposição das árvores a uma distância de 100 metros da borda de um desmatamento resulta no ressecamento da vegetação e em danos excessivos pelo vento. as populações de plantas e animais substituem-se umas às outras ao longo de gradientes de condições físicas. na Bacia Amazônica. Teia alimentar: a estrutura da comunidade pode ser esboçada através de teias alimentares que mostram as relações de alimentação entre as espécies dentro de uma comunidade. Esta medida é freqüentemente denominada riqueza de espécies. campos ou estuários. Ecótonos: comunidades fechadas são unidades ecológicas discretas com fronteiras distintas. Continuum ecológico: dentro de habitats amplamente definidos. A estrutura da comunidade como uma propriedade coletiva de seus componentes individuais. direta ou indiretamente conectando todos os membros de uma comunidade numa teia intrincada. Embora ecótonos distintos freqüentemente se formem onde as condições físicas no ambiente mudam abruptamente.29 particular. faz com que qualquer ponto da comunidade passa a se situar mais próximo de uma borda de habitat. eles ocorrem com menos probabilidade ao longo de gradientes de variações ambientais graduais. o São locais onde muitas espécies atingem os limites de suas distribuições. ex. portanto. a vegetação específica de cada área representaria uma comunidade distinta separada das outras comunidades por transições vegetacionais bem definidas.

não precisa corresponder à quantidade de energia fluindo por uma conexão específica na teia alimentar. a diversidade de um nível trófico específico dentro de uma teia alimentar pode depender da predação pela população de níveis tróficos mais altos. as quais descrevem diferentes formas pelas quais as populações influenciam umas às outras dentro das comunidades: o Teias de conectividade: realçam as relações de alimentação entre os organismos.       . Dentro das comunidades poucas espécies são abundantes (dominantes) e muitas são raras. Assim. O nº de espécies numa amostra aumenta na proporção direta da área amostrada. Vários índices de diversidade. a manutenção de populações de predador-chave é um componente importante da estabilidade de uma comunidade.30  Existem tipos diferentes de teias alimentares. Os níveis tróficos são influenciados de cima pela predação e de baixo pela produção. retratadas como conexões numa teia alimentar. mais notavelmente o de Simpson e o de ShannonWiener. Este padrão resulta em parte de áreas maiores darem margem ao surgimento de amostras totais maiores. que pode ser revelado somente através de experimentos. proporcionando oportunidades para mais tipos de habitats. e que ilhas maiores têm mais espécies porque elas são melhores alvos para colonização e porque as populações resistem melhor à extinção. ponderam a riqueza de espécies pela abundância relativa. ele pode permitir que competidores inferiores persistam porque eles evitam a predação. Paine mostrou que os consumidores poderiam promover a diversidade. Este papel controlador. e portanto controlar as estruturas de uma comunidade. As relações de alimentação também podem afetar a diversidade de espécies dentro de uma comunidade  qdo um predador controla a população de um competidor dominante. o Teias de fluxo de energia: as conexões entre as espécies são quantificadas pelo fluxo de energia entre um recurso e um consumidor. estudos de faunas e floras bem conhecidas também indicam que áreas maiores são ecologicamente mais heterogêneas. Tais espécies são chamadas de predador-chave. Estes padrões de abundância relativa são uma outra forma pela qual os ecólogos quantificaram a estrutura das comunidades. Pela manipulação de relações competitivas entre espécies de níveis tróficos inferiores. o Teias funcionais: realça a influência das populações nas taxas de crescimento das outras populações. têm sido utilizados para contabilizar as variações na abundância ao comparar diversidade entre amostras. Contudo.

quando o ambiente foi recém-exposto. A sucessão é a mudança de comunidade após uma perturbação de habitat ou a exposição de um novo substrato. Por outro lado. desprovidos de qualquer planta. Quando não é interrompida por fatores externos. Mas quando um habitat é perturbado – uma floresta desmatada. a energia e os nutrientes passam através da comunidade. uma pradaria queimada. um incêndio severo pode queimar através das camadas orgânicas do solo. alterações do nível do mar). nas estruturas populacionais das espécies e nos processos da comunidade. Normalmente a perturbação é moderada e o que ocorre mais freqüentemente é a sucessão secundária. A sucessão se inicia em estágios intermediários (sem início de um ambiente completamente destituído). Esse processo é denominado sucessão ecológica. Contudo a aparência e a composição da maioria das comunidades não varia apreciavelmente ao longo do tempo. e assim a sucessão prossegue rapidamente. retração de geleiras. Por ex. destruindo centenas de milhares de anos de desenvolvimento da comunidade. um recife de coral varrido por um furacão.         . E a associação última de espécies atingida é chamada de comunidade clímax. mas pela presença do molusco. Os estágios da sucessão são chamados de seres. A sucessão pela ocorrência de perturbações é mais freqüente do que a sucessão pela ocorrência de novos ambientes (formação de ilhas vulcânicas. Há dois tipos de sucessão de acordo com suas origens: o Sucessão primária: Quando a perturbação é muito forte (limpa o ambiente). conforme a comunidade atinge sua estrutura e composição originais. as sementes e raízes brotáveis. o Sucessão secundária: Quando a perturbação não é tão forte. Uns organismos morrem e outros nascem para tomar seus lugares. e portanto previsível. As espécies pioneiras adaptadas aos habitats perturbados são sucessivamente substituídas por outras espécies. uma ilha coberta por cinza vulcânica – a comunidade lentamente se reconstrói.31  DESENVOLVIMENTO DAS COMUNIDADES/ECOSSISTEMAS As comunidades existem num estado de fluxo contínuo. vão ser os produtores. em um estudo de sucessão em um costão rochoso na Califórnia. As algas não são afetadas diretamente pela extensão da perturbação. é razoavelmente direcional. em grandes perturbações (grandes áreas) há menor densidade de um molusco herbívoro do que nas pequenas perturbações. A extensão da perturbação afeta a sucessão e os membros da comunidade de diferentes modos. o tornado que varre uma gde área de floresta normalmente deixa intacta a reserva de nutrientes do solo. Por ex. As perturbações variam na intensidade com a qual destroem o tecido de uma comunidade e seus sistemas de suporte físico. A sucessão envolve mudanças no fluxo de energia. Os primeiros a colonizar a comunidade nesse tipo de sucessão.

as quais então excluem aquelas responsáveis pelas mudanças iniciais. Portanto. proporcionando condições mais satisfatórias ao estabelecimento de plantas menos tolerantes à seca. portanto esse processo predomina nos estágios iniciais da sucessão. espécies sucessionais iniciais às vezes modificam os ambientes de forma a permitir que as espécies dos estágios tardios se estabeleçam. Assim dois fatores determinam quando uma espécie se estabelece numa sere: quão prontamente ela invade um habitat perturbado ou recém-formado e sua resposta às mudanças que ocorrem no ambiente ao longo do curso da sucessão. as espécies de clímax inibem as espécies       . As plantas. Num habitat que pega fogo freqüentemente. A criação de qualquer novo habitat – um campo arado. sombreiam a superfície da terra. algumas espécies colonizadoras podem inibir a entrada de outras numa sere. ou por limitação de recursos. Em uma extensão menor de perturbação o que ocorre é a comunidade envolta da área. muitas espécies têm sementes resistentes ao fogo ou coroas radiculares que germinam ou brotam logo após um incêndio e rapidamente restabelecem suas populações. contribuem para os detritos no solo e alteram seus níveis de umidade. As plantas de crescimento rápido freqüentemente produzem muitas sementes pequenas. e portanto se estabelecem somente mais tarde na sere. Essas espécies colonizadoras mudam o ambiente. e dominam os estágios iniciais de uma sere. por exemplo. o tamanho e o tipo da perturbação influenciam quais espécies irão se estabelecer primeiro. mas tornam o ambiente mais adequado para as espécies que se seguem. Estas mudanças freqüentemente inibem o sucesso continuado das espécies pioneiras que as causam. O crescimento de herbáceas num campo aberto sombreia a superfície do solo e auxilia o solo na retenção da umidade. colonizar a área afetada rapidamente. ou seja. os processos de interação entre as espécies na sucessão: o Facilitação: as espécies pioneiras vão facilitar o desenvolvimento de outras espécies. ou crescem lentamente após o assentamento. ou ainda por interferência direta.32  Mesmo quando o rebrotamento inicia uma seqüência sucessional secundária. Essas plantas têm uma vantagem inicial sobre as espécies que se dispersam lentamente. as fezes de um elefante. uma poça temporária deixada por uma pesada chuva – atrai um conjunto de espécies particularmente adaptadas para serem boas pioneiras. Inversamente. na borda. o Inibição: uma espécie pode inibir uma outra comendo-a. Outras espécies se dispersam lentamente. que podem ser carregadas a longas distâncias pelo vento ou por animais. No contexto da sucessão. ou pela competição mais efetiva. reduzindo os recursos a um nível abaixo daquele que a outra precisa para substituir ou confrontando-a com químicos nocivos ou comportamento antagonista. Existem 3 categorias de mecanismos que governam o curso da sucessão. uma duna de areia na borda de um lago.

umidade e nutrientes do solo.: sobrepastejo do gado. A progressão desde o desenvolvimento de formas pequenas até o desenvolvimento de formas grandes modifica as condições de luz. A sucessão continua até que a adição de novas espécies à sere e a explosão de espécies estabelecidas não mais mudem o ambiente da comunidade em desenvolvimento. estas últimas não conseguem invadir uma comunidade clímax. como incêndio e pastagem. Como a inibição está fortemente relacionada com a substituição de espécies. que alteram as interações entre as espécies serais. As dimensões de biomassa de uma comunidade clímax são limitadas pelo clima. independentemente dos eventos durante a sucessão. ela forma uma parte integral da sucessão ordenada desde os estágios iniciais de uma sere até o clímax.33 características dos estágios iniciais. Disclímax (clímax de perturbação) ou subclímax antropogênico (gerado pelo Homem). quando a vegetação atinge a maior forma de crescimento que o ambiente pode sustentar. temperatura. Ex. contudo. As condições mudam mais lentamente. Em geral. o Tolerância: O conceito de tolerância realça as habilidades de diferentes espécies em tolerar as condições do ambiente conforme elas mudam através da sucessão e em minimizar os efeitos de outras espécies sobre o seu assentamento. O caráter do clímax pode ser influenciado profundamente por condições locais. exceto após uma perturbação. enquanto a produção líquida e a diversidade tendem a ser maiores nos estágios iniciais. a biomassa aumenta durante a sucessão. ecossistemas agrícolas.     Adaptações das espécies sucessionais pioneiras e tardias: Características Número de sementes Dispersão Tamanho das sementes Viabilidade das sementes Relação raiz/broto Taxa de crescimento Tamanho do adulto Tolerância à sombra Espécies pioneiras Grande (investimento em quantidade) Alta (vento ou grudadas em animais pequeno Alta Baixa (mais investimento em brotos) alta pequeno Baixa Espécies tardias Poucas (investimento em qualidade) Baixa (gravidade e ingeridas por animais) Grande baixa Alta (investimento em raízes) Baixa Grande Alta . As espécies tolerantes excluem outras da sere por competição.

 A diversidade regional (ou diversidade gama) é o número total de espécies observado em todos os habitats dentro de uma área geográfica.34 PADRÕES DE BIODIVERSIDADE Uma das medidas mais simples e reveladoras da estrutura de uma comunidade é o número de espécies que ela inclui.15 habitats ocupados = 2. predadores podem restringir o crescimento populacional de uma espécie em algumas partes do seu nicho potencial onde ela tem mais sucesso. A diversidade local (ou diversidade alfa) é o número de espécies numa pequena área de hábitat homogêneo. que não inclui fronteiras significativas para a dispersão de organismos. as diversidades local e regional seriam iguais.17 Diversidade regional (nº de aves observada em todos os habitats)  15. a diversidade regional seria igual à soma das diversidades locais de todos os habitats da região. Qto maior a diferença nas espécies entre os habitats. Assim. Contudo se cada habitat tivesse uma única flora e fauna. Essas condições  nicho potencial (ou nicho fundamental). porque seus papéis funcionais numa comunidade variam em proporção à sua abundância total. Assim a diversidade regional é igual a diversidade local multiplicada pela diversidade beta. é considerada a diversidade beta.15 dos 9 habitats.  Entretanto competidores.  Se todas as espécies ocorressem em todos os habitats dentro de uma região. obtemos índices de diversidade. freqüentemente concebido como um espaço multidimensional. assim temos: Diversidade beta  9 habitats/4. maior a diversidade beta. Lucia nas West Indies  9 habitats com uma média de 15. os intervalos das muitas condições e qualidades de recursos dentro dos quais o organismo ou a espécie persiste. quando a contribuição de cada espécie é ponderada por sua abundância relativa (nº de indivíduos numa amostra).17 = aproximadamente 33 espécies. Esta medida é freqüentemente denominada riqueza de espécies. *Nicho: o papel ecológico de uma espécie em uma comunidade. Este intervalo de condições e recursos mais restrito  nicho  .2 espécies (diversidade local). Assim. A diversidade local é sensível a como se delimitam os habitats e ao esforço amostral. a maneira com que definimos uma região depende de quais organismos estamos considerando. Cada espécie ocupava em média 4. Entretanto nem todas as espécies vão contribuir igualmente para a estimativa da diversidade total.  A presença de uma espécie numa comunidade local significa que a espécie pode tolerar as condições ambientais e encontrar recursos adequados para sua sobrevivência e reprodução. A diferença ou substituição de espécies de um habitat para o outro dentro da mesma região. Ex.: Ilha de St.  A diversidade beta é calculada pelo número de habitats dentro de uma região dividido pelo número de habitats ocupados por espécies.  A diversidade tem componentes regionais e locais: a diversidade pode ser medida em diversos níveis espaciais.2 espécies x 2.

o nº de espécies varia de acordo com a adequação das condições físicas. cada uma provavelmente vai ser mais abundante e viver em mais habitats. intensa predação. A estrutura da vegetação é um determinante importante da diversidade. sobreposição de nicho e largura de nicho de espécies individuais. a heterogeneidade de habitat e a produtividade: numa escala regional. Outros exemplos que demonstram essa relação: a diversidade de espécies de aranhas construtoras de teia varia na relação direta da heterogeneidade na altura dos galhos na vegetação nos quais elas constroem as teias. a competição deveria ser relativamente fraca para permitir a co-existência das espécies  nichos mais estreitos (especialização) e menor sobreposição de nicho. mas as espécies insulares freqüentemente contêm maior densidade do que suas contrapartes continentais. Portanto as espécies presentes numa comunidade refletem suas adaptações e interações. Além disso: disponibilidade de recursos maior. Há uma tendência para os habitats mais produtivos apresentarem mais espécies. o Uma intensa competição interespecífica (entre espécies diferentes) leva à exclusão de espécies de uma comunidade  exclusão competitiva. As ilhas normalmente têm menos espécies do que áreas continentais comparáveis. Assim. Portanto em comunidades com alta diversidade.35 realizado (ou nicho percebido). como campos e brejos.  MacArthur e MacArthur demonstraram a relação complexidade e diversidade estrutural: diversidade de aves observadas em diferentes habitats de acordo com a diversidade na altura da folhagem. Elas tb se expandem em habitats que normalmente seriam preenchidos por outras espécies no continente. têm menos espécies do que os habitats mais complexos com produtividade semelhante. com a heterogeneidade de habitat. onde menos espécies ocorrem. Esses fenômenos são chamados de liberação ecológica. Os padrões de macroescala da diversidade refletem a latitude. demanda de recursos menor. mas os habitats com estruturas mais simples de vegetação. O grau em que os nichos de duas espécies se sobrepõem determina quão fortemente as espécies poderiam competir uma com a outra  as relações de nicho de espécies proporcionam uma medida da organização estrutural das comunidades: o Cada comunidade pode ser pensada como possuindo um espaço de nicho total dentro do qual todos os nichos de seus membros devem se ajustar. em habitats de deserto no      . Assim as comunidades com número diferente de espécies podem diferir em relação a um de 3 fatores ou à combinação deles: espaço de nicho da comunidade total (variedade ou disponibilidade de recursos). com o isolamento dos centros de dispersão e com a produtividade primária. uma medida da complexidade estrutural da vegetação.

a variabilidade ambiental e outros poderiam afetar o ponto de equilíbrio.  A variedade de padrões de cor e posições de repouso apresentadas pelas mariposas. tende a ser maior em comunidades tropicais diversas. Mamíferos  trópicos ricos em espécies de morcegos. aumentam a diversidade vegetal tropical  variação na diversidade de espécies acompanha a diversidade de nichos. A pressão de predação tb pode ser mais forte nas comunidades tropicais. a variedade de recursos. Uma pressão de predação maior poderia reduzir a competição entre espécies de presa e permitir que mais presas possam coexistir.  Epífitas e lianas geralmente ausentes em florestas temperadas.  Relação predador e diversidade: Habitats mais produtivos. o Uma maior entrada de energia poderia levar a tamanhos populacionais maiores e reduzir as taxas de extinção.  A alta diversidade nos trópicos resulta. o que levaria ao desenvolvimento de variadas táticas para escapar da predação. Padrões de aumento na diversidade de espécies:  Regiões tropicais (equador).  Maior variedade de nichos. pelo menos em parte. diversidade de espécies de lagartos se iguala proximamente ao volume total de vegetação por unidade de área. que reflete a variedade de habitats nos quais essas mariposas se escondem para fugir da predação.  Ilhas (fragmentos de vegetação) têm nº menor de espécies.  Teorias de equilíbrio: processos que adicionam espécies se equilibram com os que subtraem espécies.  Ex. tb podem sustentar populações maiores de predadores. os predadores.  A diversidade está correlacionada com a entrada da energia total no ambiente: duas hipóteses tentam explicar essa relação: o Uma maior quantidade de energia penetrando num ecossistema pode ser compartilhada por um maior nº de espécies.36 sudoeste dos EUA.  Nenhum desses mecanismos foi verificado experimentalmente e há dúvidas se a relação energia-diversidade é um padrão geral.  Dentro dos cinturões latitudinais  heterogeneidade topográfica e complexidade estrutural de habitats locais. além de ter uma variedade maior de recursos que contribuem para o aumento da diversidade.: aumento no nº de espécies de aves nos trópicos  ↑ frugívoras e nectarívoras e insetívoras que procuram suas presas passivamente nos poleiros. da presença de uma maior variedade de papéis ecológicos  volume maior de espaço de nicho ocupado. . permitindo a persistência de espécies. Espécies novas (migração e diversificação regional) contrabalanceadas pela extinção de espécies (exclusão competitiva). As condições físicas.

estão causando uma eutrofização em escala mundial  ameaça à diversidade da ecosfera. 2007): o Padrões de estratificação (em camadas verticais) o Padrões de zonação (segregação horizontal) o Padrões de atividade (periodicidade) o Padrões de teia alimentar (organização em rede na cadeia alimentar) o Padrões reprodutivos (associações pais-prole ou clones em plantas) o Padrõe sociais o Padrões coercitivos (resultantes de competição.37  Cada comunidade tem um ponto de saturação no nº de espécies. entretanto estudos mostram que         . Hipótese da diversidade-produtividade: diferenças interespecíficas no uso de recursos pelas plantas permitem que comunidades mais diversas utilizem mais completamente os recursos limitantes e alcancem produtividades líquidas primárias mais altas. É provável que a estabilidade esteja mais intimamente relacionada à diversidade funcional do que à estrutural. Exs. mas não necessariamente o contrário. para aumentar a produtividade  crescimento populacional humano e de animais domésticos. à resiliência e à estabilidade.: enriquecimento da atmosfera por CO2 e no enriquecimento global por nitrato. assim como o ambiente tem uma capacidade de suporte para a população de uma determinada espécie. ↓sps. O tamanho e a distância das ilhas influencia o ponto de equilíbrio no nº de espécies. Estudos tb mostraram que a produtividade primária em comunidades vegetais mais diversificadas é mais resistente e se recupera mais completamente de perturbações como a seca  apóiam a hipótese da diversidade-estabilidade. antibiose ou de mutualismo) o Padrões estocásticos (resultante de forças randômicas).: ↑especialização ↑relações mutualistas ↑isolamento reprodutivo Biodiversidade e Estabilidade: análises e revisões críticas têm sugerido que a relação entre a diversidade de espécies e a estabilidade é complexa  ecossistemas estáveis promovem alta diversidade. A estrutura que resulta da distribuição dos organismos e suas interações com seu ambiente é denominada diversidade de padrão (Odum e Barrett. Teoria de Biogeografia de Ilhas: o nº de espécies numa ilha equilibra os processos regionais de imigração (entrada) com os locais de extinção (saída). Biodiversidade e Produtividade: Os humanos. Pesquisas têm demonstrado que o aumento no enriquecimento por nutrientes resulta no aumento da produtividade primária. ↑ exclusão competitiva ↑sps.

Se ecossistemas antropizados forem entremeados com ecossistemas naturais ou semi-naturais mais diversificados (preservados perpetuamente como parques ou reservas ambientais).          . é necessário enfatizar a necessidade da preservação do ecossistema ou da paisagem. Na avaliação dos efeitos de remoção ou adição de espécies é importante saber se elas são espécies-chave. o aumento na produtividade  dominância de algumas espécies  redução na diversidade de espécies. É essencial manter a redundância em um ecossistema  ter mais do que uma espécie ou grupo capazes de executar as funções ecológicas principais ou prover conexões na teia alimentar. o papel ecológico que desempenham. Espécie-chave  tipo funcional sem redundância (Chapin et al. Começa a existir por parte da população pressão para preservação de espécies raras. Perda de biodiversidade: além do nível de espécie. existirá uma paisagem com mais possibilidades recreativas e também com manutenção da diversidade beta e gama. o aumento na biodiversidade  melhora a produtividade. a silvicultura. está fadada a falhar na resolução dos conflitos. A abordagem da conservação enfocando a espécie individual. 2002). o desenvolvimento urbano intensivos. mas em ambientes com alto teor de nutrientes ou enriquecidos. que tende a acompanhar a agricultura.38 em longo prazo. Um planejamento regional consistente pode compensar a redução da diversidade alfa ou local. a adição de fertilizantes ou do lodo de tratamento de esgoto resulta na redução da diversidade da comunidade vegetal. Wilcox (1984): a diversidade é a variedade de formas de vida. mas quando a preservação das espécies ou de seus habitats entra em conflito com o desenvolvimento que promete benefícios econômicos imediatos. A perda de tais espécies ou grupos de espécies causará mudanças importantes na estrutura da comunidade e no funcionamento do ecossistema. e a diversidade genética que contêm. Em ambientes com baixo teor de nutrientes. perda de funções e nichos.

(2) fluxo de energia e (3) ciclagem dos materiais. apesar da aparência geral e função básica permanecerem constantes. quase sempre dominam ou controlam uma grande porcentagem da ação. 3. como matéria orgânica e poluentes.39 ECOSSISTEMAS: CONCEITO E GESTÃO Odum (1988): Qualquer unidade que abranja todos os organismos (comunidade biótica) em uma determinada área. Outras fontes: vento. maior a entrada e a saída. ar. 2. mais exterioridades para equilibrar e 4. organismos entram (imigram) ou saem (emigram). com entradas e saídas. pois esses fatores-chave ou propriedades emergentes. Ambiente de entrada  Sistema  Ambiente de saída  A extensão dos ambientes de entrada e saída é extremamente variada e dependente de outras variáveis: 1. ou outras integrativas. intensidade metabólica: qto maior a taxa.  É a primeira unidade na hierarquia ecológica que é completa – ou seja. menos dependente do exterior.  Sistemas abertos  entrada e saída de energia e materiais. e fronteiras que podem ser tanto naturais quanto arbitrárias. estágio de desenvolvimento: sistemas jovens diferem de sistemas maduros.  Interações de três componentes básicos: (1) comunidade. equilíbrio autotrófico-heterotrófico: qto maior o desequilíbrio. chuva. fluxo de água ou combustíveis fósseis (a principal fonte de muitas cidades). Da mesma maneira. interagindo com o ambiente físico de modo que um fluxo de energia produza estruturas bióticas claramente definidas e à ciclagem de materiais entre os componentes vivos e não-vivos. que tem todos os componentes necessários para a sua sobrevivência.  Água. tamanho do sistema: qto maior.  A energia flui para fora do sistema como calor e em outras formas transformadas ou processadas. nutrientes e outros materiais entram e saem de forma contínua no ecossistema.  É mais que uma unidade geográfica (ou ecoregião): é um sistema funcionalmente aberto.  .  A energia é uma entrada necessária: o Sol é a fonte de energia mais importante para a ecosfera (biosfera) e sustenta diretamente a maior parte dos ecossistemas naturais.  Modelos de fluxo de energia: *Modelo é a formulação que imita um fenômeno do mundo real e por meio do qual se pode fazer previsões  experimentação da introdução de novos fatores ou perturbações e observar como afetariam o ecossistema  revela componentes e interações-chave preponderantes  um número relativamente pequeno de variáveis formam uma base suficiente.

o mais importante. o faziam de uma forma sistemática de relações alimentares: teia alimentar. mostrou que os movimentos e transformações de massa e energia obedecem às leis da termodinâmica: o Lei da Conservação de Energia: A energia não pode ser criada nem destruída e sim transformada.  Lotka foi o 1º a considerar as populações e comunidades como sistemas transformadores de energia. mas também interagiam uns com os outros e. ou seja. no entanto. parte essa disponível à outros organismos como alimento. . outra parte é perdida pela ineficiência das transformações biológicas (calor) e outra parte para produção (crescimento e reprodução). só que. o Pirâmide de energia: com menos energia alcançando sucessivamente cada nível trófico superior. o A seqüência de relações tróficas pelas quais a energia passa através do ecossistema é chamada de cadeia alimentar.40 ENERGIA NO ECOSSISTEMA Além da matéria. a energia flui.  Tansley (meados 1930) definiu ecossistema. ao considerar os animais e plantas.  Lindeman (1942) popularizou a idéia de ecossistema como um sistema transformador de energia. junto com os fatores físicos no seu entorno.   A energia assimilada por um organismo é em parte utilizada para sua própria manutenção. o que significa que a energia não retorna ao ecossistema como a matéria.  As relações alimentares reúnem os organismos em uma única entidade funcional (unidade ecológica): Charles Elton (1920) argumentava que os organismos que viviam num mesmo lugar não apenas apresentavam tolerâncias semelhantes aos fatores físicos do ambiente. enquanto a matéria circula. unificados pela dependência dos animais e das plantas em seus ambientes físicos e por suas contribuições para a manutenção das condições e composição do meio físico. a energia também passa por todos os componentes de um ecossistema. o Os elos da cadeia alimentar  níveis tróficos. o Lei de Dispersão de Energia ou lei da entropia: a disponibilidade para que a energia realize algum trabalho se esgota devido à sua tendência à dispersão. toda vez que ocorre uma transformação de energia uma parte dessa energia é dispersa na forma de uma energia de baixa qualidade e utilidade (energia térmica  calor). como sistemas ecológicos.

lipídeos. substâncias húmicas e outros) que conectam os componentes bióticos e abióticos. A redução do carbono aumenta o potencial de energia do átomo e permite que ele reaja com outros átomos de carbono ou nitrogênio para formar moléculas orgânicas. N. carboidratos. uma das mais comuns destas reações é a oxidação das formas de carbono. A oxidação reduz o potencial de energia química do átomo de carbono. Nos sistemas biológicos. Obtêm carbono já reduzido pela sua alimentação. proteínas e outras moléculas biológicas. Os organismos são compostos por carboidratos. lipídios. Componentes constituintes do ecossistema: o (1) substâncias inorgânicas (C. A quantidade de determinados nutrientes regula a produção de biomassa pelas plantas. são regenerados e retidos dentro do sistema  reciclagem de elementos. Estes compostos contêm energia na forma de ligações químicas. O oposto da oxidação é a redução. CO2. H2O e outros) passando por um ciclo de transformações químicas. principalmente entre átomos de carbono. e a energia liberada pode ser utilizada para outra reação bioquímica. Oxidação: C6H12O6 CO2 (respiração) Redução: CO2  C6H12O6 (fotossíntese) A estrutura do ecossistema do ponto de vista trófico ou funcional inclui: o Autotróficos (produtores primários)  organismos fotossintetizantes que assimilam formas oxidadas de carbono.    . que são a base material e energética do ecossistema inteiro. o (2) compostos orgânicos (proteínas. que reduzem quimicamente utilizando outras formas de energia (luminosa). CO2. o O termo assimilação se refere à incorporação de matéria ou energia nos tecidos de organismos vivos.41  Odum retratou os ecossistemas como diagramas de fluxo de energia unidos em cadeias alimentares:    Os nutrientes. o Heterotróficos (consumidores)  obtêm sua energia ao consumir outros organismos. diferentes da energia. A mais óbvia reciclagem de material é a produção de CO2 pela respiração e a sua assimilação pelas plantas durante a fotossíntese.

e a atmsofera tb absorve radiação vinda da superfície terrestre  efeito estufa  beneficia a vida por manter as temperaturas dentro de um intervalo de variação favorável. Taxa é quantificada como: produtividade primária. através da energia luminosa. o Em comprimentos de onda muito curtos (ultravioleta)  raios de alta energia  que pode danificar células e tecidos expostos o A maior parte do componente ultravioleta é absorvido por uma forma molecular do oxigênio que é o ozônio O3. Os pigmentos que captam a energia da luz para a fotossíntese na verdade absorvem apenas uma fração da radiação solar incidente. com a liberação de oxigênio: 6 CO2 + 6 H2O  C6H12O6 + 6 O2 Portanto a fotossíntese transforma. o (4) produtores (organismos autotróficos). o Luz  espectros de comprimentos de onda que percebemos como as diferentes cores. que se estende desde raios gama (comprimentos de onda mais curtos) até ondas de rádio (mais longas). abaixo de 400 nm  ultravioleta. água e substrato. CO2. na atm. na atmosfera superior. a porção infravermelha é absrovida em grande parte por vapor de água. Ao eliminar florestas e queimar combustíveis fósseis   efeito estufa  superfície da Terra mais quente. o Entretanto a adição de CO2. metano e outros gases  essa energia absorvida contribui para o aquecimento do ar. Portanto as plantas não assimilam mais que 1/3 da E luminosa absorvida pelos pigmentos fotossintéticos. A fotossíntese une quimicamente dois compostos inorgânicos comuns.42 o (3) ambiente de ar. incluindo regime climático e outros fatores físicos. (nm = um bilionésimo de metro) o A parte visível do espectro varia de 400nm a 700 nm  adequada à fotossíntese (região fotossinteticamente ativa). o CO2 e a H2O para formar a glicose. acima de 700nm  infravermelho. o (5) fagótrofos (organismos heterotróficos) e o (6) saprótrofos (organismos decompositores). o A intensidade de energia da luz é inversamente proporcional ao comprimento de onda. ou seja radiação eletromagnética. o carbono de um estado oxidado (de baixa energia) para um reduzido (de alta energia) nos carboidratos. o resto é perdido como calor. o Na outra extremidade do espectro.      . Produção primária: Organismos fotossintetizantes  captam E luminosa  E química (E de ligações químicas nos carboidratos) A produção primária é a assimilação de energia e produção de matéria orgânica pela fotossíntese.

e essa geralmente aumenta com o aumento da temperatura foliar. óleos  transportados pela planta ou armazenados. tb permitem que a folha perca água por transpiração. fósforo.  A taxa de fotossíntese geralmente aumenta com a temperatura pelo menos até certo ponto: o 16ºC – esp. produção líquida depende tb da taxa de respiração.  A energia acumulada nas plantas. Moléculas de glicose  gorduras. ou gdes profundidades nos sistemas aquáticos  taxa de fotossíntese limitada pela luminosidade. Portanto a produção primária é sensível a variações de luz e temperatura. Baixa umidade do solo  estômatos se fecham  fotossíntese cessa.  Variam de 1% a 2% (qdo água e nutrientes não são limitantes)  25-75% restantes são refletidas  O restante é absorvido por outras moléculas. e reirradiadas. magnésio. ou ainda dissipada pela evaporação de água da folha.43 A fotossíntese supre os carboidratos e a energia de que uma planta precisa p/ construir tecidos e crescer.  A água tb limita a produção primária em muitos habitats terrestres o Os estômatos. amidos. PPB – Respiração (manutenção e biosíntese) = PPL  Produtividade líquida da comunidade: taxa de armazenamento da matéria orgânica não usada pelos heterótrofos. ácidos nucléicos e pigmentos.  A produção primária varia entre os ecossistemas:  insolação  temperatura  precipitação  nutrientes   . pequenas aberturas nas folhas.  Outras variações: mantêm a taxa fotossintética abaixo de seu máximo.  A luz e a temperatura influenciam as taxas de fotossíntese.  Plantas  em plena luz do sol  níveis de luminosidade excedem o ponto de saturação dos pigmentos. os nutrientes estimulam a produção vegetal.  A energia total assimilada pela fotossíntese  produção primária bruta. enxofre  proteínas. Carboidratos + nitrogênio. produção primária líquida menos o consumo heterotrófico.  Plantas  sombra. e transformadas em calor. Tropicais  Entretanto. e disponível para os consumidores  produção primária líquida. Temperadas o 38ºC – esp.  Além disso. através das quais ocorrem trocas de CO2 e O2. Ou seja.  Eficiência fotossintética  é a % de E na luz do Sol que é convertida para produção primária durante a estação de crescimento.  Os agrônomos quantificam a resistência à seca de plantas cultivadas através da eficiência de transpiração ou eficiência no uso da água  nº de gramas de matéria seca produzida (produção líquida) por Kg de água transpirada. durante o período de tempo considerado.

amônia. Fonte alimentar  E ingerida E egestada (partes que não são digeríveis: pêlos. Herbívoros assimilam  80% das sementes 60 a 70% das plantas jovens Pastadores  30-40% de energia do alimento .44 condições em partes dos trópicos úmidos   produtividades terrestre do planeta Brejos e charcos (interface entre habitats terrestres e aquáticos)  contínua disponibilidade de água e rápida regeneração de nutrientes nos sedimentos lodosos em volta das raízes das plantas  altas produtividades tanto quanto as florestas tropicais. celulose. A cada etapa da cadeia alimentar 80-95% da energia são perdidos. Úrico)  Produção  E retida pelo organismo disponível para a síntese de nova biomassa  disponível para o nível trófico seguinte. Que é a razão entre assimilação e ingestão. ou restos mortais. ossos. O valor energético das plantas para seus consumidores depende da sua qualidade alimentar (% de materiais não digeríveis). A produção primária  forma a base das cadeias alimentares. lignina.            papel duplo como consumidores e produtores (fornecedores) Esses papéis dão ao ecossistema uma estrutura trófica que é determinada pelas teias alimentares através das quais a energia flui e os nutrientes circulam. As plantas utilizam entre 15% e 70% da energia luminosa assimilada pela fotossíntese (PPB) para manutenção  indisponível para os consumidores Os herbívoros e carnívoros são mais ativos q. fungos e a maioria dos microorganismos obtêm sua energia e a maior parte dos seus nutrientes das plantas ou animais. ac. Essa % de transferência de E de 1 nível trófico p/ o outro  Eficiência ecológica/ Eficiência da cadeia alimentar. E assimilada (parte digerida e absorvida) E assimilada  E respirada (necessidades metabólicas)  calor  E excretada (resíduos orgânicos nitrogenados: uréia. as plantas Produção de cada nível trófico é de 5% a 20% daquela do nível inferior. Animais. Lindeman (1942)  a quantidade de energia que alcança cada nível trófico depende da PPL na base da cadeia alimentar e das eficiências das transferências de energia em cada nível trófico acima. e que são defecadas ou regurgitadas).      Eficiência ecológica total da cadeia começa pela eficiência com a qual os organismos assimilam o alimento que consomem  Eficiência de assimilação.

a importância relativa de detritívoros e herbívoros. 12% habitats de campos abandonados. Em algumas condições há acúmulo de E  eficiência de exploração é menor que 100%. Eficiência de produção nas plantas  Efic. os valores de equilíbrio de biomassa e detritos equilibrados e taxas de troca de M. Alimentos de origem animal  + facilmente digeríveis (60-90%) o Vertebrados são mais facilmente digeríveis que insetos (exoesqueletos maior parte do corpo proporcionalmente)  insetívoros 70-80% Eficiência de produção líquida: é a % de energia assimilada utilizada para produção (reprodução e crescimento). ou seja o quanto foi ingerido. De produção líq. temperatura corporal  Aves  . De produção bruta. Pouca energia se acumula em determinado nível trófico. maior a acumulação de energia.5-2. se alimentam de madeira em decomposição (celulose e lignina)  15% da sua dieta. O.: 30-85%  Plantas de crescimento rápido temperadas: 75-85%  Plantas tropicais: 40-60% Cadeias alimentares de detritos Plantas terrestres  produção de estruturas não digeríveis A maior parte da produção de plantas terrestres  consumida como detritos Herbivoria X detritívora  duas cadeias alimentares paralelas na comunidade. Maior parte do fluxo de energia das pequenas correntes e nascentes                . Animais ativos de sangue quente  menor eficiência  manter equilíbrio salino. Há um equilíbrio entre produção de biomassa em 1 nível e consumo em outro  estrutura trófica constante. Materiais orgânicos produzidos fora do sistema são chamados de entradas alóctones. Herbívoros predominam em habitats aquáticos: 1. ou tempo de residência da energia  segundo índice da dinâmica energética do ecossistema: qto maior o tempo. Taxa de transferência de energia entre os níveis tróficos. 60-99% comunidades planctônicas Detritívoros em ambientes terrestres.5% florestas decíduas temperadas. Nesse caso a Eficiência ecológica total é descontada pela eficiência de exploração.45   Organismos q.1%  Peqnos mamíferos  até 6% Animais de sangue frio  até 75% de E assimilada (produção) A eficiência de produção pode-se basear na efic. O fluxo de energia e a eficiência de sua transferência descrevem certos aspectos da estrutura de um ecossistema: o nº de níveis tróficos.

 Exs. irrigação. a aragem do solo ajuda em um bioma decíduo temperado.: fertilizantes demais.  Na agricultura.: pastejadores que migram sazonalmente aumentam a produtividade primária  Subsídio de energia  Qualquer energia secundária ou auxiliar que suplemente o Sol e permita que as plantas armazenem e repassem energia é chamada de fluxo de energia auxiliar ou subsídio de energia. 34%  produção não comestível (gramados) ou a parte destruída pelas atividades humanas.  Altas temperaturas (intenso estresse por água)  maior gasto da produção bruta na respiração. seleção genética e controle de pragas.  . enchentes regulares. mas não nos trópicos  lixiviação  estresse nos cultivos subseqüentes. reduzindo a produtividade. Uso humano da produção primária Segundo Vitousek et al. vida nas cavernas. Gradiente subsídio-estresse  Um fator que sob um conjunto de condições ambientais ou nível de entrada de energia age como subsídio pode.46 sob as copas fechadas. (Norman Borlaug recebeu prêmio Nobel  novas variedades). irrigação e nutrientes. (1986): 4% da produção líquida terrestre  uso direto pelos humanos e animais domésticos como alimento.: vento e chuva em floresta úmida. Outro exemplo  Paul Muller pelo DDT. Exs. sob outro conjunto de condições ambientais ou alto nível de entrada. carros demais  estresse. Ex. que inicialmente reduziu muito as mortes causadas pela malária. ou nas profundezas abissais. agir como um prejuízo energético ou estresse. O aumento do uso de subsídios  obrigatórios para essas novas variedades  invalidou os seus benefícios. fluxo de marés.  Exs. *Revolução verde: seleção genética de variedades de cultivo modificadas com altas taxas de colheita. lagos e na maioria dos ecossistemas marinhos. A fotossíntese dentro do sistema é chamada produção autóctone. Rios gdes. fertilização. energia de marés em estuário e combustíveis fósseis no cultivo agrícola.: sistemas de água corrente.  Alta produtividade e altas taxas de produtividade líquida na colheita  grandes entradas de energia  cultivo. Retroalimentação por recompensa e o papel dos heterótrofos nas teias alimentares Qdo um organismo tem um efeito positivo em seu fornecimento alimentar  retroalimentação por recompensa  um consumidor faz algo para sustentar a sobrevivência de seus recursos alimentares. adaptadas aos subsídios pesados em energia.

resultando em pouco ou nenhum ganho em energia líquida. sem exportação (mercado interno local). Em 2000  6. Se a população dobrar no séc. (2) a diversidade de organismos e plantas é reduzida.1 bilhões de pessoas  cada uma precisa de cerca de 1 milhão de kcal/ano. 30% da superfície terrestre  agricultura. por mais sofisticada que seja nossa tecnologia. todas pela gestão humana: (1) a energia auxiliar ou subsídio  trabalho humano e animal. aquecimento e indústria leve. Por sermos heterótrofos. Fontes de energia são utilizadas para substituir o petróleo. Terras cultivadas aumentaram cerca de 15% nos últimos anos.47  São estimativas difíceis.4 ha para suprir as necessidades de uma pessoa de 50 kg. o agricultura alternativa  sustentável de baixa entrada cerca de 60% das terras cultivadas  agricultura pré-industrial. alto custo de subsídios de combustível.. Densidade humana  1 pessoa por 2. fertilizantes. pesticidas. Tipos dessa agricultura: pastoreio. dependemos do ambiente natural.. Vários estudos mostram que tanto quanto ou até mais energia de alta qualidade é exigida para produzir álcool (do milho) do que é gerado com a utilização do álcool. irrigação. (3) plantas e animais dominantes estão sob controle de seleção artificial e não seleção natural. Altos subsídios. que prosperam mais perto do fim das complexas cadeias alimentares e de energia.              .37 ha. Altos subsídios. agricultura itinerante (corte-e-queima) e irrigada por inundação e outros sistemas não-mecanizados (canais de irrigação). 3 tipos básicos de agroecossistemas: o agricultura pré-industrial  auto-suficiente. XXI  só restará 0. Custos: erosão do solo. maximização de produtos específicos. mas no geral pelo menos 50% da produção terrestre líquida e maior parte da produção aquática líquida permanecem como bens e serviços de suporte à vida humana. o agricultura convencional ou industrial (intensiva)  exportação. Mais da metade da população mundial utiliza madeira como fonte de energia para o cozimento. AGROECOSSISTEMAS Ecossistemas agrícolas diferem de ecossistemas naturais de três maneiras. países subdesenvolvidos. maquinário movido a combustível. redução da biodiversidade e aumento de vulnerabilidade às mudanças de tempo e às pragas. Máximo de conversão de energia solar e subsídios em produtos comestíveis ou outros vendáveis. poluição por escoamento de pesticida e fertilizante.

mas traz aspectos negativos: o Famílias de fazendas pequenas migram para as cidades  se tornam consumidores ao invés de produtores e o Tem aumentado a poluição difusa e a perda de solo. cursos e lençóis de água. nitrogênio e enxofre. Materiais que formam os compostos biológicos se originam nas rochas da crosta terrestre ou na atmosfera terrestre  reutilizados várias vezes  sedimentos.48  Pressão populacional: mais animais domésticos que pessoas e esses animais consomem cerca de 5 xs mais calorias que as pessoas  5 xs mais biomassa (sem incluir animais de estimação). fósforo e silício. onde continuamente circulam entre os organismos e o ambiente físico. Transformação bioquímica  1 ou + elementos se modificam. Transformações de energia biológica: oxidação e redução bioquímicas do carbono. A agricultura intensiva  aumentou muito a produção de alimentos. e a redução de nitrogênio-nitrato em nitrogênio-amino (proteínas: crescimento e reprodução). Nem todas as transformações dos elementos são biologicamente mediadas: o Ar.: A oxidação do carbono num carboidrato. água  intemperização do leito rochoso  potássio. ex. respiração. Portanto a troca de elementos entre as partes vivas e não-vivas do ecossistema é conectada com o fluxo de energia pela junção da parte dessamilativa de um ciclo com a parte assimilativa de outro. que consome energia. Ex. CICLAGEM DE MATÉRIA NO ECOSSISTEMA   Os elementos químicos.           . permanecem dentro do ecossistema. Transformações químicas  incorporam formas inorgâncias de elementos nas moléculas dos organismos  Processos assimilativos. oxigênio. Transformações em paralelo  conecta uma transformação liberadora de energia de energia com a assimilação de um elemento. atmosfera. solo. tempestades de raio  nitrogênio molecular (N2) e vapor de água  nitrogênio reduzido (amônia)  origem da vida. diferentes da E. Processo inverso. Os organismos ajudam a transportar os elementos através dos seus ciclos  transformações químicas necessárias para realizar seus processos de vida. que libera energia. A energia assimilada pelas plantas  E “nova”  nutrientes e elementos assimilados pelas plantas já foram utilizados antes. o Outros processos químicos e físicos: sedimentação de carbonato de cálcio nos oceanos  removem elementos da circulação  rochas da crosta terrestre (depósitos). forma orgânica de um elemento  forma inorgância  Processos desassimilativos.

aqüíferos subterrâneos (8. CICLO DA ÁGUA H2O  evaporação. dos oceanos  ventos  continente  precipitação  (40 Tt/ano) escoamento da terra através dos rios  bacias oceânicas. Estas formas de carbono são retornadas para os processos de circulação rápida nos ecossistemas somente pelos lentos processos geológicos do vulcanismo..   o o           . ou seja. vapor de água na atm (13 Tt) e água nos organismos vivos (1Tt). qquer aumento na evaporação p/ atm cria um excesso de vapor  um igual aumento de precipitação.: carvão. A condensação de vapor de água  precipitação  libera E como calor. Total de H2O  1. que escapa da Terra na forma de radiação de ondas longas. Movimento da H2O  transformações de energia: E luz absorvida pela H2O  evaporação Vapor de H2O  E potencial (a E de separação das moléculas individuais de H2O)  se condensa e as moléculas de água se agregam  E potencial é liberada como calor. Evaporação e precipitação estão intimamente ligadas  a atm tem uma capacidade limitada de reter vapor de H2O (corresponde à cerca de 25 mm de H2O uniforme na superf. muitas vezes por milhões de anos.000 Tt). Água evapora na superf.400. 16% do total global). óleo contêm gde quantidade de carbono orgânico que foi removido da circulação nos ecossistemas.. Entretanto é muito mais complexo  reações químicas do carbono. o carbono inorgânico é tirado de circulação nos ecossistemas aquáticos pela precipitação do carbonato de cálcio. A evaporação determina a velocidade em que a H2O se move através da biosfera  absorção de E radiante pela H2O líq. erosão. Exs. excede a evaporação e a transpiração (71 Tt/ano. de teratonelada (Tt))  Nºs dessa ordem são vistos na astronomia. para criar vapor de H2O  fonte de energia para o ciclo hidrológico.4 bilhão de quilômetros cúbicos ou 1. que forma camadas espessas de sedimentos marinhos  calcário. Assemelha-se ao ciclo da H2O  E solar é a força motriz. transpiração e a precipitação  maior parte do movimento de circulação.000 x 1018g (1018g é um trilhão de toneladas métricas. umidade do solo (100 Tt). + de 97%  oceanos. Superfície terrestre: precipitação (111 Tt/ano = 22% do total global).). Nos oceanos a evaporação excede a precipitação em quantidades semelhantes.49  O movimento dos elementos entre os organismos vivos e as formas inorgânicas ocorre em períodos que variam de uns poucos minutos até vidas inteiras de organismos.000 Tt). CICLO DO CARBONO Ciclo do carbono  fluxo de E. outros reservatórios de H2O  calotas polares e glaciais (29. lagos e rios (100 Tt).

liberando energia. CICLO DO NITROGÊNIO  Fonte de nitrogênio: N2 (nitrogênio molecular) o Dissolve-se em H2O o Ausente nas rochas  Faz parte das moléculas orgânicas: DNA (bases nitrogenadas). N2  NH3 M. (3) Precipitação de carbonatos: somente em ambientes aquáticos  Dissolução de compostos carbonados (ex.  Podem ser afetadas pelas atividades dos organismos: a assimilação de CO2 (fotossíntese) aumenta a formação e precipitação de carbonato de cálcio.: carbonato de cálcio: CaCO3) na água e sua deposição como sedimentos porque tem baixa solubilidade. proteínas (grupamento amina NH2). Embora o carbono seja oxidado.: NH2 – CO – NH2 (uréia) + H2O  2 NH3 + CO2 2) Nitrificação: (cond.  As plantas obtêm nitrogênio do solo como amônia (NH3) ou nitrato (NO3).  Etapas das transformações do nitrogênio: 1) Amonificação (formação de amônia NH3): decomposição de proteína (quebra)  oxidação (reação que quebra ligação química) do carbono.50  Três processos fazem o carbono circular através de ecossistemas aquáticos e terrestres: (1) Reações assimilativas e desassimilativas de carbono. (2) Troca de CO2 entre a atm e os oceanos e (3) Sedimentação de carbonatos.  O nitrogênio tem muitas formas oxidadas e reduzidas e. (1) Fotossíntese e Respiração: gdes reações transformadoras de energia da vida. 35 Gt são assimilados pelas plantas terrestres e 84 Gt são dissolvidos/ano.  NH3 Ex. Algumas algas tb excretam e outras (de recifes e corais) o incorporam em suas estruturas corpóreas duras. fósseis. Aeróbicas: com oxigênio) oxidação do nitrogênio NH3 (amônia)  NO2 (nitrito) oxidação NO2  NO3 (nitrato) oxidação  Libera muita da E química potencial do nitrogênio orgânico. O.  Bactérias especializadas: . o  CO2 atm  CO2 oceanos  repositório importante para o CO2 produzido pela queima de comb. o átomo de nitrogênio não é oxidado e sua energia potencial não muda durante a amonificação.  Fixação do nitrogênio: assimilação por certos microorganismos. conseqüentemente segue muitos caminhos através dos ecossistemas. (2) Troca oceano-atmosfera: o CO2 se dissolve na H2O  oceanos contêm cerca de 50 x + CO2 que na atm. o Do carbono total na atm (CO2)  640 Gt.

nucléicos. Na atmosfera  forma de poeira Assim o ciclo do fósforo envolve somente solo e compartimentos aquáticos do ecossistema.         .  Atualmente a alteração humana do ciclo global do nitrogênio é um dos principais problemas que a sociedade enfrenta. portanto é mais eficiente em concentrações baixas de O2. Limita a produtividade vegetal em muitos habitats aquáticos.  Escala local: maior importância em habitats pobres em N2. O excesso é eliminado pelos animais pela excreção de sais de fosfato pela urina. As plantas assimilam o P como íons fosfato (PO4)  no solo e na água  o incorporam em compostos orgânicos diversos.51 NH3  NO2 Nitrosomonas  solo Nitrosococcus  oceano NO2  NO3 Nitrobacter  solo Nitrococcus  oceano Via total: NH3  NO2  NO3 3) Denitrificação: em cond. que é desativada pelo oxigênio.  Outras reações químicas: NO  N2O  N2  Perda de nitrogênio do ciclo biológico. dos ossos e dentes.  Nas bactérias associadas há mais E disponível das plantas. anaeróbica (sem oxigênio) o NO3 e o NO2 estão mais oxidados do que o ambiente circundante e eles próprios agem como receptores de e. CICLO DO FÓSFORO (P) Os organismos demandam este elemento num nível realtivamente alto (embora cerca de 1/10 daquele do N).(oxidantes).  Enzima responsável: nitrogenase. o Influxo de P (Eutrofização) esgoto e escoamento superficial de terras fertilizadas  estimula a produção  perturbando o equilíbrio. NO3  NO2  NO (óxido nítrico)  Pseudomonas denitrificans  Importante na decomposição de matéria orgânica em solos e sedimentos sem oxigênio.  Reação química de redução: portanto demanda E  para ocorrer esta reação ocorre concomitantemente  oxidação de açúcar ou de outros compostos orgânicos. Bactérias fosfatizadoras tb convertem fósforo de nitritos em íons fosfato. 4) Fixação de nitrogênio: é realizada por alguns microorganismos (bactérias): Azotobacter  vida livre Rhizobium  associação simbiótica com as raízes de algumas plantas e cianobactérias. das membranas celulares. Constituinte dos ac.

S reduzido (orgânico)  Sulfeto de hidrogênio (H2S) (gás com cheiro ruim)  FeS – sulfeto ferroso Os microorganismos assumem diversos papéis nos ciclos dos elementos. que é acumulado. Nessa abordagem primeiro delimita-se a área ou o sistema e então se examina a energia e as entradas e saídas e avaliam-se os principais processos funcionais no interior do sistema. A forma mais oxidada é o sulfato (SO4) e as mais reduzidas: o Sulfeto de hidrogênio (H2S) o Formas orgânicas de S Em condições aeróbicas: A redução assimilativa é: SO4  Sorgânico A oxidação pode ser: Sorgânico  SO4 Sorgânico  SO3  SO4 excreta de animais e decomposição  Em condições anaeróbicas: O S reduzido pode ser usado por bactérias fotossintetizantes para assimilar carbono e libera o S elemental. Os elementos são reciclados através dos ecossistemas principalmente pque as atividades metabólicas dos organismos resultam em transformações químicas dos elementos. A prevenção entretanto é o melhor caminho (Princípio da precaução)  A ciência da saúde do ecossistema deve se desenvolver ao lado da ecologia de restauração. entender e gerenciar os ecossistemas são: A Ecologia da restauração: ciência dirigida ao manejo de comunidades. . Cada tipo de habitat apresenta um ambiente químico diferente. Assim sedimentos marinhos e de água doce  repositórios (depósitos).52    Em sistemas aquáticos bem oxigenados o P forma compostos insolúveis com ferro ou cálcio e se precipicita. Os tipos de transformações que predominam dependem das condições químicas e físicas do sistema. ecossistemas e paisagens que tenham sido danificadas por poluição. Esses compostos fosfóricos se dissolvem na H2O na ausência de O2. ou oxidado (SO3 e SO4).          GESTÃO DE ECOSSISTEMAS As abordagens para estudar. o Abordagem holística: as entidades inteiras têm uma existência separada para além de uma simples soma de suas partes. Portanto. a reciclagem de elementos difere entre habitats e ecossistemas. Cada organismo precisa de uma fonte de carbono para construir suas estruturas orgânicas e 1 fonte de E para alimentar os processos da vida. CICLO DO ENXOFRE (S) Além de compôr proteínas. afeta o ciclo de outros elementos. invasão de espécies exóticas ou perturbações humanas.

ou agricultura industrializada. muda amplamente.53 Examinam-se as populações e os fatores significantes conforme determinados pela observação. 2000): ecossistema humano total  interação entre a sociedade industrial (tecnoecossistema) e a ecosfera total. Megacidades  possibilitadas pelo domínio crescente de outro tecnoecossistema: a agricultura intensiva. ou pela própria perturbação do ecossistema. Funções de controle dos ecossistemas  internas e difusas  estado pulsante.. regulação e organização. ou seja. são competitivos e parasitários dos ecossistemas naturais. Termo utilizado por Naveh (1982). TECNOECOSSISTEMAS Tecnoecossistemas  formados pela sociedade urbano-industrial. a área dos ecossistemas produtivos fora de uma cidade e que é exigida para sustentar a vida nela. dependendo do rigor do ambiente externo e da eficiência dos controles internos. Provavelmente os dois tipos são mutuamente exclusivos. A variância ou o grau no qual a estabilidade é alcançada. 1996): impacto e os recursos necessários para uma cidade a fim de suprir seus cidadãos de modo sustentável. A área da pegada ecológica depende de: o Da demanda da cidade e               . o Estabilidade de resiliência: capacidade de se recuperar rapidamente após uma alteração (perturbação).. São sistemas com pouca ou nenhuma produção de alimento. como ocorre com organismos parasitas e hospedeiros na natureza: tendem a coevoluir para a coexistência. de outro modo ambos morrem. pela modelagem. o Abordagem reducionista: cada sistema complexo pode ser explicado pela análise das suas partes mais simples e mais básicas.)  maior estabilidade de resiliência. dinâmico. Em ambos os casos o controle depende da retroalimentação: positiva e negativa. Ou seja. com um sistema interno de controle. Em geral: ecossistemas em ambientes físicos propícios  maior estabilidade de resistência e ecossistemas em ambientes com estressores ambientais (seca. É urgente uma modificação nessa relação  de modo mais positivo e mutualístico. ao invés de um estado estável. Pegada ecológica (Wackernagel e Rees. Dois tipos de estabilidade: o Estabilidade de resistência: capacidade de resistir às perturbações e de manter sua estrutura e função intactas. mas que geram uma grande quantidade de resíduos que afetam amplas áreas. frio. mais recentemente (Naveh. CIBERNÉTICA DO ECOSSISTEMA Os ecossistemas podem ser considerados cibernéticos.

animal e humano). 1997 e Jansson et al. o Pegada ecológica de um cidadão (per capita) dos EUA  5. Dinheiro é o contrafluxo da energia. o Energia geotérmica o Hidrogênio Energia e dinheiro É preciso energia  dinheiro e é preciso dinheiro  energia.4 ha por pessoa EUA: 4. o Era dos combustíveis fósseis  possibilitou o gde aumento populacional. 1999). Índia  0. Canadá  4. o Era da energia atômica ??? o Conversão de energia térmica oceânica (CETO). de pegada ecológica: o 27 cidades no mar Báltico: 500 a 1000 vezes sua área (Folke et al.3 ha. FUTUROS DA ENERGIA História da civilização  disponibilidade de fontes de energia: o Caçadores e coletores: cadeias alimentares naturais  sol  maiores densidades em locais costeiros e ribeirinhos. Arizona  deserto. o Pegada de água: Phoenix.1 hectare . . Canadá: 22 xs o seu tamanho.. Exs. inclui metade dos estados vizinhos..7% da população mundial  consome 25% dos recursos energéticos. Capital de mercado  capital natural Sistemas monetários atuais não levam em conta todos os reais custos de vida. o Arquitetura e agricultura  potência muscular movida a biomassa (trabalho físico. o Agricultura o Lenha e outras biomassas  fonte de energia. o Vancouver. o Pegada ecológica de água: Los Angeles  duas vezes e a de alimento quatro vezes que a de Nova York.54  o Da capacidade do ambiente do entorno de suprir essa demanda.       “Um comprometimento com o ecossistema e a saúde humana merecem prioridades mais elevadas na eterna busca pela felicidade e bem-estar”. memso tendo a mesma densidade.

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