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Volume1 Un 2003 Sicro

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.2.1 SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS
  • 1.2.2 CÁLCULO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA
  • 1.2.3 CUSTOS HORÁRIOS DE EQUIPAMENTOS
  • 1.2.4 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS DIRETOS
  • 1.2.5 PLANILHA DE ORÇAMENTO
  • 2 PREÇO DE OBRA RODOVIÁRIA
  • 2.1ESTRUTURA DE CUSTOS
  • Estrutura de Custos
  • 2.3CARACTERIZAÇÃO DOS CUSTOS DE OBRA RODOVIÁRIA
  • 2.4PREÇO TOTAL OU PREÇO DE VENDA
  • 2.5 CONCEITO DE LDI
  • 3 SISTEMA DE LEVANTAMENTO DE PREÇOS DOS INSUMOS
  • 3.1 O SISTEMA SICRO2 DE COLETA DE PREÇOS
  • 3.1.1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA
  • 3.1.2 COBERTURA DA PESQUISA
  • 3.1.3 CICLO DE ATUALIZAÇÃO
  • 3.2 PROCESSAMENTO DA PESQUISA
  • 3.2.1 PREPARAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS
  • 3.2.2 PESQUISA DE PREÇOS
  • 3.2.3 TRANSCRIÇÃO E CRÍTICA DOS VALORES
  • 3.2.4 SELEÇÃO DO PREÇO DE REFERÊNCIA
  • 3.3 INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA
  • 3.3.1 AMBIENTE DE PROCESSAMENTO
  • 3.3.2 DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES
  • 4 CUSTOS UNITÁRIOS DOS INSUMOS
  • 4.1 CUSTO DA MÃO-DE-OBRA
  • 4.1.1 SALÁRIO
  • 4.1.2 ENCARGOS SOCIAIS
  • 4.1.3 ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA
  • 4.2 EQUIPAMENTOS
  • 4.2.1 CUSTO HORÁRIO
  • 4.2.3 CRITÉRIOS DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO
  • 4.3 MATERIAIS
  • 4.3.1 PREÇOS LOCAIS E PREÇOS REGIONAIS
  • 4.3.2 CUSTO DOS MATERIAIS POSTOS NA OBRA
  • 4.3.3 MATERIAIS BETUMINOSOS
  • 5 TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO
  • 5.1 INTRODUÇÃO
  • 5.2 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS
  • 5.2.2 CICLO DOS EQUIPAMENTOS
  • 5.2.3 EQUILÍBRIO DAS EQUIPES MECÂNICAS OU PATRULHAS
  • 5.2.4 TEMPO OPERATIVO E TEMPO IMPRODUTIVO
  • 5.3 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS
  • 5.3.1 MÉTODO TEÓRICO
  • 5.4 OPERAÇÕES DE TRANSPORTE
  • 5.4.1 TRANSPORTE LOCAL
  • 5.4.2 TRANSPORTE COMERCIAL
  • 5.4.3 TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSOS
  • 5.5 CATEGORIAS DE SERVIÇOS
  • 6 TABELAS DE PREÇOS DO SICRO2
  • 6.1 ORGANIZAÇÃO DAS TABELAS
  • 6.2 PREÇOS DE INSUMOS
  • 6.2.1 MÃO-DE-OBRA
  • 6.2.2 MATERIAIS
  • 6.2.3 EQUIPAMENTOS
  • 6.3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA
  • 7 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTOS
  • 7.1 ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
  • 7.1.1 PLANO DE ATAQUE OU DE EXECUÇÃO DA OBRA
  • 7.2 ITEMIZAÇÃO DO ORÇAMENTO
  • 7.3 SELEÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE SERVIÇOS
  • 7.4 PREÇOS UNITÁRIOS DOS SERVIÇOS
  • 7.5 QUANTITATIVOS DE SERVIÇOS
  • 7.6 PREÇO TOTAL DA OBRA
  • 7.7 PLANILHA EXTRATORA DE DADOS DO SICRO2

DNIT

MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS
VOLUME 1
METODOLOGIA E CONCEITOS

2003

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT

MINISTRO DOS TRANSPORTES Dr. Anderson Adauto Pereira DIRETOR GERAL DO DNIT Eng.º José Antonio Silva Coutinho

MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS
VOLUME 1
METODOLOGIA E CONCEITOS

Rio de Janeiro. 1. CDD 625. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. em 13.o José Gornsztejn Eng. ed. I. Manual de custos rodoviários. Heloisa Maria Moreira Monnerat Brasil. Irma de Azevedo Sampaio Anal.o Manoelino Matos de Andrade .o Guilherme Henrique de Barros Montenegro Eng. Título. Rodovias .MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 Equipe Técnica: Eng. Tânia Bral Mendes Bibl.o Jorge Nicolau Pedro Bibl. Tarcísio Delgado Eng° Dirceu César Façanha Eng.o Mário Brugger da Cunha Eng. .a Maria das Graças da Silveira Farias Eng. .o Luciano Regazzi Gerk Econ. 2003. 7 v. de Sist.o José Maurício Gomes Eng. 3.Construções . Diretoria Geral.Estimativa e custo. Alexandre José Gavinho Geraldo Colaboradores: Dr.7204 Reprodução permitida desde que citado o DNIT como fonte.Coordenador Eng.o Miguel Dário Ardissone Nunes Eng. v.1: Metodologia e conceitos.

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT DIRETORIA GERAL MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS VOLUME 1 METODOLOGIA E CONCEITOS 3ª edição RIO DE JANEIRO 2003 .

de 17/12/1998 Aprovado pela Diretoria do DNIT em 16 de dezembro de 2003.RJ Tel: (0 XX 21) 2516-1990 Fax: (0 XX 21) 2516-2120 TÍTULO: MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS VOLUME 1: Metodologia e conceitos Primeira edição: MANUAL DE COMPOSIÇÃO DE CUSTOS RODOVIÁRIOS. Ata nº 29/2003 Impresso no Brasil / Printed in Brazil . CEP 20071-000 . 1980 Aprovado pelo Conselho Administrativo do DNER. 522 4 andar. em 17 de dezembro de 1998.DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 Av Presidente Vargas.Rio de Janeiro. Relato nº 21. Resolução nº 45/1998 Sessão CA n 19. 1972 Segunda edição: ATUALIZAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO DO MANUAL DE COMPOSIÇÃO DE CUSTOS RODOVIÁRIOS.

Brasil. com as demais equipes do Departamento e a comunidade rodoviária em geral. à Av. atualização e complementação dos Manuais de Custos Rodoviários. No cálculo dos custos. que as enviem como contribuição para a equipe responsável pelo SICRO2. CEP 20071-000. sendo sua metodologia implantada pelo DNER no ano de 2000 e o seu lançamento em 2003. e a adequação do sistema informatizado SICRO ao novo manual. faz-se necessário ressalvar que essa atualização deverá constituir-se dinâmica. Nele estão incorporados os estudos desenvolvidos e as contribuições recebidas pela então Gerência de Custos Rodoviários. críticas ou sugestões. Para fins de apresentação este Manual está organizado como se segue: Volume 1 METODOLOGIA E CONCEITOS Volume 2 MANUAL DO SISTEMA E MANUAL DO USUÁRIO MANUAL DO SISTEMA . 522 .PROJETO CONCEITUAL MANUAL DO SISTEMA .PROGRAMA FONTE MANUAL DO USUÁRIO Tomo 1 Tomo 2 Tomo 3 Volume 3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE ATIVIDADES AUXILIARES Volume 4 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE CONSTRUÇÃO RODOVIÁRIA TERRAPLENAGEM E PAVIMENTAÇÃO OBRAS DE ARTE ESPECIAIS DRENAGEM E OUTROS CUSTOS I DRENAGEM E OUTROS CUSTOS II Tomo 1 Tomo 2 Tomo 3 Tomo 4 . Este manual foi elaborado em 1998. RJ. entretanto.APRESENTAÇÃO Este documento apresenta o resultado dos estudos desenvolvidos na revisão. Rio de Janeiro. Presidente Vargas.4 andar. Solicitamos a todos os usuários deste documento que tiverem dúvidas. tendo em vista o contínuo desenvolvimento da tecnologia e da economia do país. levou-se em consideração as novas tecnologias e os atuais métodos construtivos rodoviários. após a realização de seminários na sede do órgão em Brasília. editado em 1972 e 1980.

Volume 5 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO RODOVIÁRIA Volume 6 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA Volume 7 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE RESTAURAÇÃO RODOVIÁRIA Anexo 1 MANUAL DE PESQUISA DE PREÇOS DE EQUIPAMENTOS E MATERIAIS .

RESUMO Este documento apresenta a metodologia e os critérios adotados para o cálculo dos custos unitários dos insumos e serviços necessários à execução das obras de construção. as rotinas e procedimentos empregados pelo sistema informatizado implantado para o cálculo dos custos unitários de referência. Apresenta. ainda. restauração e sinalização rodoviária e dos serviços de conservação rodoviária. .

.

. It also presents the routines and procedures employed by the software system implanted for the calculation of reference unit costs. restauration and signaling road-works.ABSTRACT This document presents the methodology and criteria adopted for the calculation of unit costs for the production factors and services which are necessary to the execution of construction.

.

.................5 ESTRUTURA DE CUSTOS ...............................................2 ENCARGOS SOCIAIS................................................ 3 1................. 24 3............................. 2 1...........................................................................................................2...1................. 1 1.......................................................................... 23 3.............................2............3 2...................................................................................................................................... 24 3......................1...........................1 PREPARAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS............. 26 3...........3 TRANSCRIÇÃO E CRÍTICA DOS VALORES .................. 30 4.. 39 4.................................5 PLANILHA DE ORÇAMENTO...........................................................................................................2..... 24 3..........................................................1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA .......................................................................MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS DO DNIT METODOLOGIA E CONCEITOS SUMÁRIO DO VOLUME 1 1 INTRODUÇÃO ............................ 19 3 SISTEMA DE LEVANTAMENTO DE PREÇOS DOS INSUMOS........3 ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA........ 42 I .........1...............................................2 EQUIPAMENTOS CUJO CUSTO HORÁRIO VARIA COM AS CONDIÇÕES DE TRABALHO.....................................................................................................................4 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS DIRETOS .........2 COBERTURA DA PESQUISA ................................................... 8 CARACTERIZAÇÃO DOS CUSTOS DE OBRA RODOVIÁRIA ...................................3.................................................................................................................2...................................... 23 3........ 19 CONCEITO DE LDI.... 37 4...1 SALÁRIO ............................................................................................................................................. 29 4....... 26 3.........2................................................1 CUSTO DA MÃO-DE-OBRA ....... 3 1.......................... 29 4. 39 4..........................................................2.... 7 2................................................................1 SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS ................2 PROCESSAMENTO DA PESQUISA .......................... 24 3...................... 2 1...................1 O SISTEMA SICRO2 DE COLETA DE PREÇOS......................2 CÁLCULO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA ........2....... 23 3...... 26 3....................................2 PESQUISA DE PREÇOS ...........2 2..........2.............................................4 SELEÇÃO DO PREÇO DE REFERÊNCIA .... 7 CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS EM ORÇAMENTOS DE OBRAS RODOVIÁRIAS ..2............................ 6 2 PREÇO DE OBRA RODOVIÁRIA .............. 26 3.............3 CICLO DE ATUALIZAÇÃO..................1 2...... 28 4 CUSTOS UNITÁRIOS DOS INSUMOS .................. 10 PREÇO TOTAL OU PREÇO DE VENDA.....................................3 INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA ............................................................................. 1 1..........................................2 METODOLOGIA .................................................... 23 3...................................................1 CUSTO HORÁRIO ........................................................1..........2..1........2...........................................................3 CRITÉRIOS DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO ................4 2.........................................................................3...........2 DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES............... 29 4...........................2 EQUIPAMENTOS............3 CUSTOS HORÁRIOS DE EQUIPAMENTOS............. 39 4..........................1............................1 AMBIENTE DE PROCESSAMENTO ........... 4 1......2.......................1 OBJETIVO..............................

.......2 PREÇOS DE INSUMOS ......2 ITEMIZAÇÃO DO ORÇAMENTO .....4 OPERAÇÕES DE TRANSPORTE ............ 74 4........................................................................................................ 91 6.4 TEMPO OPERATIVO E TEMPO IMPRODUTIVO ..3...........1 PLANO DE ATAQUE OU DE EXECUÇÃO DA OBRA ........................................ 96 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .2 TRANSPORTE COMERCIAL ................6 PREÇO TOTAL DA OBRA.. 95 7...................3 MATERIAIS .............................................. 88 5............4.............................................. 96 7............. 93 7............................3..............................................3......................................................................................................................3 EQUILÍBRIO DAS EQUIPES MECÂNICAS OU PATRULHAS .......................................................................................................... 77 5........................................................................................................ 74 5 TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO ....................................... 91 6........................1 ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES .................................................2 MÉTODO DE AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE EQUIPAMENTOS NA OBRA...........................3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA... 89 6 TABELAS DE PREÇOS DO SICRO2...................................1 PRINCÍPIOS QUE REGEM A MONTAGEM DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS .........................................3...............2..................4..... 95 7....................................................................................................1 PREÇOS LOCAIS E PREÇOS REGIONAIS....................................... 74 4......................4..............2.....2.......... 87 5........................ 84 5....................................................................... 97 II ............ 77 5..................... 75 5......2...............5 CATEGORIAS DE SERVIÇOS..............3 MATERIAIS BETUMINOSOS.. 92 7 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTOS ....................1 APRESENTAÇÃO DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA ............................... 75 5........................1 INTRODUÇÃO ...................................................1 MÃO-DE-OBRA ................................................................3.............................................. 89 5................................2 MATERIAIS .... 93 7..............................................1 ORGANIZAÇÃO DAS TABELAS.......................................................................................................... 73 4......................................................3 SELEÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE SERVIÇOS......................................................... 76 5................6..........................................3 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS................................... 75 5........... 75 5.....................................................5 QUANTITATIVOS DE SERVIÇOS........................................................................................................................................ 91 6......3 TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSOS .......................... 95 7................................................2 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS............................................................................ 93 7........................................ 89 5..... 84 5. 95 7................................................... 76 5....2.......................2 CUSTO DOS MATERIAIS POSTOS NA OBRA.............................. 77 5................ 91 6...................................................................................1....7 PLANILHA EXTRATORA DE DADOS DO SICRO2 ................3 EQUIPAMENTOS ....................................................................4....................................2 CICLO DOS EQUIPAMENTOS ..... 92 6...........4 PREÇOS UNITÁRIOS DOS SERVIÇOS....................1 MÉTODO TEÓRICO ...............2...............................2............... 80 5...............1 TRANSPORTE LOCAL .................6 ESTRUTURA DO BANCO DE DADOS DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA ........... 92 6.................

Com o advento da estabilização monetária. ou seja. avance apenas até a etapa de cálculo de custos unitários de serviços e à conseqüente emissão das Tabelas Referenciais de Preços. pois estas se realizam nas mais diversas regiões do país e. em uso hoje pelo DNIT. os custos a serem incorridos em todos os casos. Assim sendo. era absoluta novidade no país. o Órgão da Administração Pública que liderava e estabelecia padrões nacionais para o trato da questão. com vistas a servir de referencial para suas licitações de obras rodoviárias. pois o DNER era sem dúvida. Com este objetivo em mira. gerando. fornecedores e empresários de um modo geral. entretanto. era uma preocupação antiga e constante do extinto DNER. a fim de conservar sua utilidade. quando se trata de utilizá-las os mesmos para elaborar orçamentos específicos de obras. por si só. com precisão. tinha que se cingir ao imperativo da brevidade. seria necessário que o Sistema de Custos avançasse mais um passo e adentrasse a etapa de elaboração dos orçamentos. alteraram significativamente o comportamento de construtores. tornava a informação resultante desse processo muito efêmera. dentro das etapas que presidem a elaboração dos orçamentos de obras rodoviárias. econômicas e logísticas que aí são encontradas. para isso. e a maior integração da economia aos mercados externos. tornou-se fator de modificação de custos que não pode deixar de ser considerado. Esta dedicação foi coroada de pleno êxito. modificaram a formação dos custos das suas respectivas atividades. que qualquer delonga em sua produção poderia torná-la ultrapassada e sem qualquer valor. o Órgão dedicava esforços e recursos no sentido de manter uma estrutura administrativa voltada para o assunto e também para criar. à receptividade que seus técnicos sempre demonstraram para incorporar ao seu trabalho as mais modernas tecnologias disponíveis. sua validade era tão curta. onerosas. desenvolver e implantar metodologias que incorporassem a melhor técnica de cálculo de custos disponível. com o valor dos insumos pesquisados em diversas regiões do país e atualizados mensalmente. Por outro lado. e.1 OBJETIVO A obtenção de parâmetros de custo de construção. em grande parte. com a incorporação de recursos de informática. custos unitários específicos para cada obra. vão defrontar com todo tipo de diferenciação locacional. 1 . a inflação. Da mesma forma. às condições naturais. conseqüentemente. Este fato ganha especial relevo no caso das obras rodoviárias federais. por exemplo. decorrente do Plano Real. a que a moeda do país esteve sujeita por longo período. Este êxito se deveu. visto que tais fatos. na década de setenta. Este foi o caso. É óbvio que uma mesma Tabela de Preços não pode ser adequada para a preparação de orçamentos que reflitam. É preciso levar em conta. tanto na área técnico-administrativa quanto na modernização de equipamentos. a abrangência e a extensão de um Sistema de Custos. apesar de algumas dificuldades impostas pela sua pouca flexibilidade. Para tanto. que as tarefas envolvidas no processo de estimar custos são extremamente trabalhosas e consumidoras de tempo e. conseqüentemente. É notório que os custos de obras em geral são muito sensíveis à sua localização geográfica. Como se sabe. portanto. tornou-se extremamente oportuna esta Revisão do Manual de Custos Rodoviários. sociais.1 INTRODUÇÃO 1. quando se passou a estimar custos unitários através de Composições de Serviços o que. Estas circunstâncias fizeram com que o Sistema. bem como ao próprio plano de mobilização e instalação que o construtor tenha em mente. estas Tabelas Referenciais têm sido instrumento de valor inestimável para o setor de construção rodoviária do país. a evolução tecnológica ocorrida no setor de construção nos últimos anos.

Materiais / equipamentos: menor valor pesquisado na região d) Pesquisa e Cadastramento de Novas Materiais e Equipamentos Foram cadastrados no sistema materiais e equipamentos. como aferidores das reais condições de mercado. na impossibilidade. A denominação de “preços regionais” se aplicará aos utilizados nos demais casos. Tal cadastramento 2 . b) Pesquisas de Custos de Mão-de-Obra por Categoria Profissional Os níveis de remuneração da mão-de-obra no setor da construção rodoviária serão determinados utilizando os pisos salariais acordados nas Convenções Coletivas de Trabalho. para uma aferição dos multiplicadores que reflitam a situação presente. c) Preço do Estado e Preço da Região Será mantida a denominação de “preço de insumos de um determinado Estado” apenas quando forem feitas pesquisas diretas locais. Para as categorias não contempladas na Convenções Coletivas de Trabalho. os recursos que a informática oferece atualmente. celebradas entre os Sindicatos de Trabalhadores e os Sindicatos Patronais para as categorias servente.2 METODOLOGIA Como medida prévia à revisão propriamente dita do Manual. tornam possível e fácil a realização de tarefas que no passado seriam extremamente penosas. A determinação de preços regionais obedecerá ao seguinte critério: • • Mão de obra: maior piso salarial da região pesquisada.1 SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS a) Tamanho da Amostra de Preços de Materiais e Equipamentos O SICRO buscará aumentar o tamanho das amostras de coleta de preços de materiais e equipamentos (ideal: mínimo de três preços de cada item) ou. Com a finalidade específica de Revisão do Manual foi realizada pesquisa junto às construtoras e/ou sindicatos patronais. que se alcance leque de ofertas mais amplo que não está sendo atingido pelas pesquisas. permitindo. reconhecidamente idôneas. aferidos periodicamente por pesquisa direta. atualmente. são de uso corrente na construção rodoviária. realizar pesquisa salarial e adotar valor médio. entretanto a realização de pesquisas intermediárias sempre que houver razão para se supor que tenham acontecido mudanças significativas no mercado de mão-de-obra da construção. contemplando-se. que na área específica de apuração de custos. a presente Revisão abre oportunidade para que se cogite de uma ampliação do alcance do próprio Sistema de Custos do DNIT.Há que levar em conta. Assim sendo. para as demais categorias. Os aspectos abordados foram os seguintes: 1. de modo a orientar os trabalhos a serem desenvolvidos. A utilização de preços da região num determinado estado subentende certa distorção de valores que deve ficar clara para o usuário. que ainda não eram utilizados em 1980 e que. ainda. foram estabelecidas algumas diretrizes metodológicas. resultante de Convenção Coletiva de Trabalho. ainda. ajudante e oficial e multiplicadores. com vistas a distinguir perfeitamente as duas situações. 1. utilizará preços colhidos por outras entidades.2. Sugere-se freqüência anual mínima para as revisões de rotina.

de acordo com as características dos serviços que estiverem compondo. na área de equipamentos. c) Diferenciação de Encargos Sociais para Serviços de Conservação Delegada Decidiu-se descontinuar a diferenciação dos encargos sociais para os serviços de conservação contratados e delegados. Na área de materiais. admitindo que os órgãos que assumem a delegação. As composições de serviços do SICRO.2 CÁLCULO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA a) Custo da Mão-de-obra em Horas Normais. Foi. A atualização cadastral tem por objetivo dotar o sistema de recursos para compor os custos dos serviços. Foram. a fim de refletir o esforço a que estão sujeitos em cada caso. recicladora de pavimentos de rodovias. os reativadores de asfalto. bem como das produtividades com que trabalham.3 CUSTOS HORÁRIOS DE EQUIPAMENTOS a) Custos Horários para Condições Leves. levando em conta as tecnologias de emprego mais recente. ainda. levam em conta os custos horários dos equipamentos trabalhando em condições médias. No seu cálculo. Horas Extraordinárias e em Trabalho Noturno O custo da mão de obra é calculado pelo SICRO considerando todo o trabalho desenvolvido em horas normais. o que é satisfatório para a obtenção de preços de referência. Essas informações foram recolhidas junto a fabricantes e usuários dos novos materiais e equipamentos. com vista à sua atualização legal.também. mecânicas e operacionais. Médias e Pesadas Foram incluídos no sistema os custos nas três condições de trabalho. b) Encargos Sociais Foram revistos os cálculos dos percentuais de encargos sociais para horistas trabalhando em regime normal. se levará em conta vida útil dos equipamentos variável. etc. Será permitido aos responsáveis pelos orçamentos selecionar as condições de trabalho dos equipamentos. 3 . Não serão incluídos no sistema os cálculos do custo da mão-de-obra em horas extraordinárias e em trabalho noturno. além de outras adequadas a cada caso. bem como para avaliação da repercussão sobre os mesmos dos custos com refeições e transportes. com vistas à confecção das tabelas do DNIT. Exemplos típicos.2. prática hoje consagrada no mercado. 1. avaliada a incidência relativa ao fornecimento de material de segurança do trabalho. máquinas com controles eletrônicos no lugar dos controles hidráulicos.2. mantas geotéxteis.compreendeu o levantamento e registro de suas características construtivas. usina de asfalto “drum-mixer”. indicados os serviços em que é normal os equipamentos trabalharem fora das condições médias. 1. também trabalham contratando mão-de-obra não pertencente aos seus quadros. são: a fresadora de pavimento. entretanto. incorporando os ganhos de produtividade a elas inerentes.

Para tanto. sofreram alterações. levando em conta as características dos novos equipamentos e as alterações havidas nos métodos construtivos. ditados pelas modernas práticas de administração e de manutenção. existentes em publicações especializadas. 1. a fim de aferir as produtividades utilizadas atualmente nos cálculos dos custos rodoviários. A pesquisa destinou-se a trazer subsídios para definir os valores de vida útil que foram consideradas pelo SICRO no cálculo dos custos de manutenção e depreciação. foram estabelecidos novos valores para os Coeficientes de Manutenção – K. tomaram-se por base dados sobre custos de manutenção de grupo selecionado de equipamentos. f) Seguro e Impostos Os custos horários dos veículos devem contemplar parcela para cobertura do IPVA e do Seguro Obrigatório. além da própria formação das equipes mecânicas que. em certos casos. Os resultados observados no grupo de controle foram expandidos para o conjunto. em relação aos seus valores anteriores. usuários e publicações especializadas.b) Vida Útil dos Equipamentos Foi realizada pesquisa junto a fabricantes. 4 . nos casos em que se identificaram discrepâncias. com vista a captar os valores de vida útil dos equipamentos. c) Custos de Manutenção de Equipamentos Os valores de Coeficientes de Manutenção – K. através de considerações sobre as semelhanças entre equipamentos considerados como pertencentes à mesma classe. d) Critério para Estabelecimento do Valor Residual dos Equipamentos Os percentuais utilizados pelo SICRO para estimar o valor residual dos equipamentos foram aferidos através de pesquisa de mercado de máquinas usadas. realizada nas praças do Rio de Janeiro e São Paulo.4 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS DIRETOS a) Produção das Equipes Mecânicas Realizada pesquisa. junto a fabricantes e usuários.2. g) Custo de Equipamento Operativo e Improdutivo Foram redefinidas as parcelas que integram o cálculo dos custos horários dos equipamentos em situação operativa e improdutiva. e) Depreciação O critério adotado para o cálculo da depreciação é o da Linha Reta. utilizados anteriormente foram aferidos. Como conseqüência.

é calculado pelo produto do custo unitário da tonelada x quilômetro. seu transporte e descarga na obra. O custo do transporte. calculados através de equações lineares que comportam dois termos. Adotou-se metodologia na qual a parte fixa é incluída diretamente nas composições dos custos dos serviços para o qual estão sendo realizadas as operações de carga. Descarga. Sinalização ou Restauração. fornecimentos de materiais compreendendo. trabalhos no menor nível de complexidade passível de ser quantificado e que pode fazer parte. que incluirão os custos diretos e o LDI (lucro e despesas indiretas). em 5 . b – Custo fixo relativo às operações de carga. assumindo a forma geral: Y = ax + b. propriamente dito. isto é. transportes comerciais e outros assemelhados necessários ao suprimento da obra. de serviço mais complexo de mais de uma categoria. Esta sistemática de cálculo foi revista. Custos unitários nos níveis de agregação com que figuram usualmente nas Normas de Medição e Pagamento nas contratações do DNIT. descarga e manobra. Manobra e Transportes na Obra Os custos de transporte são. em geral. Tais custos serão obtidos pela agregação de itens pertencentes às duas fases anteriores. classificados pelas categorias que comporão as Tabelas de Custos Unitários Regionais do DNIT. além do custo do material. a produtividade dos novos equipamentos com a utilização de processo estatístico de observação. a – Custo unitário por tonelada-quilômetro transportada x – Distância de transporte. Construção. Custos unitários diretos para atividades de apoio tais como: fabricação na obra de materiais e componentes. • Custos Unitários Diretos de Referência de Obras e de Serviços.b) Metodologia para Pesquisa de Campo com vistas à Determinação de Produtividade de Equipamentos Novos Desenvolvida metodologia para pesquisar. fornecido pela composição auxiliar respectiva. d) Carga. indiferentemente. pela distância média de transporte e pelo peso transportado. ou seja. no campo.Custo total da tonelada transportada. Os custos Unitários de Referência. Conservação. descarga e manobra. e) Tabela de Custos Unitários de Referência As tabelas do SICRO apresentarão os Custos Unitários de Referência. onde: • • • • Y. um fixo e outro variável. assim como custos unitários diretos para a execução de atividades elementares. c) Atividades Auxiliares e Custos de Referência As composições de custos unitários foram classificadas como segue: • Custos Unitários Diretos para Atividades Auxiliares.

2. médias e pesadas. adequados às condições locais. foram definidos pela então Gerência de Custos Rodoviários do Extinto DNER. ou seja: Construção. sociais. econômicas e logísticas de cada obra. são discriminados de acordo com os diferentes categorias de obras.40 da Lei n° 8.sua apresentação nas Tabelas. Este sistema faculta a elaboração de orçamentos de obras rodoviárias específicas. muito embora possam ter origem em Composições de Serviços Auxiliares. Sinalização e Restauração.666/93. 6 .5 PLANILHA DE ORÇAMENTO a) Percentual de LDI Os Critérios adotados para o cômputo do LDI nos custos do SICRO. o projetista deve definir se serão utilizados brita e areia produzidos ou extraídos na obra. materiais. b) Orçamentos de Referência de Obras Específicas O Sistema propicia um primeiro nível de adequação dos custos unitários. ou se estes materiais serão adquiridos comercialmente. quando adotadas brita e areia comerciais. considerando-se ainda prévia analise dos aspectos ambientais e da disponibilidade desses materiais. agregados segundo critérios convenientes a cada caso. através do cálculo dos custos horários dos equipamentos considerando sua utilização em condições leves. Para a elaboração do orçamento de uma obra com utilização do SICRO. 1. posteriormente modificados por determinação do TCU. Conservação. com a utilização de Preços Unitários de Serviços de Referência do DNIT. para atendimento do Art. Esta opção levará em conta os volumes necessários e a viabilidade de exploração de areais e pedreiras na região da obra. O projetista deverá apresentar a pesquisa de preços realizada na região da obra. conforme metodologia descrita no próximo capítulo.

materiais e mão-de-obra) necessários à realização dos serviços de todos os itens da planilha: Custo de Administração Local – representa todos os custos locais que não são diretamente relacionados com os itens da planilha e. também. com vistas a evitar dupla remuneração. etc. aí incluídas as despesas para execução das bases e fundações requeridas pelas instalações fixas e para sua montagem. centrais de britagem. colocando-as em condição de funcionamento. Mobilização e Desmobilização – a parcela de mobilização compreende as despesas para transportar. portanto. na sua origem. não são considerados na composição dos custos diretos. centrais de concreto. os recursos humanos. e das obras rodoviárias. desde sua origem até o local aonde se implantará o canteiro da obra. Como. a desmobilização de equipamentos e instalações se faz a fim de transportá-los para uma nova obra. de um modo geral.) necessários às operações que aí serão realizadas. Seguros e Garantias de Obrigações Contratuais e Despesas Diversas. em geral. bem como todos os equipamentos e instalações (usinas de asfalto. em particular.1 ESTRUTURA DE CUSTOS A formação do Preço de Venda ou Preço Total de uma obra. 7 • • . apresenta. Estão. Inclui itens como: Custo da Estrutura Organizacional (pessoal). não será prevista parcela especifica para este fim. estrutura assemelhada à seguinte: Estrutura de Custos Custo Direto dos Serviços Custo de Administração Local Mobilização e Desmobilização Canteiro e Acampamento Eventuais Despesas Financeiras Administração Central Margem Impostos sobre o Faturamento __________________________ PREÇO DE VENDA onde: • Custo Direto dos Serviços – representa a soma dos custos dos insumos (equipamentos.2 PREÇO DE OBRA RODOVIÁRIA 2.

) e as dependências necessárias à obra. portanto. rateados sobre os custos diretos. no ano de 2003: o ISS (quando devido. balança. pois. bem como de prover recursos para o pagamento de impostos sobre o resultado. 8 . são correntemente classificados como indiretos não têm. por serem eventuais.). sob a ótica dos órgãos rodoviários. De fato. para os quais são requeridas cotações específicas e cujo pagamento se fará de acordo com alguma forma de medição. DNIT e DER’s.• Canteiro e Acampamento – esta rubrica tem por finalidade cobrir os custos de construção das edificações e de suas instalações (hidráulicas. esta característica conceitual.2 CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS EM ORÇAMENTOS DE OBRAS RODOVIÁRIAS Muitos dos itens de custo que. etc. Todos os demais itens do custo de construção poderiam ser perfeitamente apropriados a uma rodovia especifica ou a um de seus sub-trechos. se limitariam àqueles referentes à parcela da administração central da empresa a serem absorvidos pela obra em questão. Eventuais – é percentual aplicado ao custo para cobertura de despesas não previstas: Despesas Financeiras – resultam da necessidade de financiamento da obra por parte do Executor. Esta necessidade ocorre sempre que os desembolsos mensais acumulados forem superiores às receitas acumuladas. • • • • • 2. conhecimento tecnológico e risco do negócio. conseqüentemente. não podem ser consideradas na estimativa de custos. sob o ponto de vista do Executor da obra. Já. As despesas financeiras decorrentes de inadimplência do Contratante. e de acordo com as alíquotas estabelecidas pelas Prefeituras Municipais). a rigor. Margem – é uma parcela destinada a remunerar os fatores da produção do Executor que intervêm na obra. almoxarifados. refeitórios. a COFINS e a CPMF. Os itens de serviços que não constarem da planilha serão classificados como indiretos e. etc. nas obras rodoviárias. sendo. caso assim se desejasse. todos os demais podem ser a ela atribuídos sem ambigüidade. A classificação do custo de um serviço como direto ou indireto está apenas relacionada à sua inclusão ou não na respectiva planilha de preços a serem cotados por ocasião da licitação da obra. não é isso que ocorre. elétricas. Impostos Incidentes sobre o Faturamento – são. são considerados como custos diretos. sanitários. Administração Central – é a parcela do Preço Total que corresponde à quota parte do custo da Administração Central do Executor. vão integrar o LDI (Lucro e Despesas Indiretas). o PIS. Todos os itens da planilha de preços. alojamentos. oficinas. capacidade administrativa. guarita. Na prática. os custos indiretos. somente os custos relativos à sua própria administração seriam indiretos. (escritórios. laboratórios. tais como: capital aplicado em equipamento. como no caso precedente. propriamente ditos. esgotamento) destinadas a abrigar o pessoal (casas. a ser absorvida pela obra em tela. bem como dos arruamentos e caminhos de serviço.

sempre que possível. inferiores ou superiores ao que corresponderia à sua justa remuneração. O mesmo acontece com os custos da administração local do Executor. por parte deste. conseqüentemente. portanto. e passarem a encarar como itens do custo direto. sem que necessariamente seus custos tenham se alterado nas mesmas proporções. que. todos serviços passíveis desse tratamento. posteriormente. O procedimento corrente. porque nem todos os itens de serviço têm a mesma lei de formação de custos. em relação ao inicialmente previsto. naturalmente. portanto. Assim. essa incidência. por exemplo. e de formular normas para seu pagamento que sejam compatíveis com suas respectivas estruturas de custos. Essa situação pode configurar um financiamento por parte do Executor. Além disso. as preocupações com a medição efetiva dos quantitativos realizados. Calculado seu valor. nos quantitativos de serviços arrolados como itens do custo direto. É o que ocorre. deriva de certa comodidade do Contratante. dos contingenciamentos com que o executor se resguarda dos riscos que delas decorrem. a remuneração dos itens indiretos também variará. pode ter flutuações importantes que não serão percebidas.Em termos da realidade concreta dos empreendimentos rodoviários. geram-se possibilidades de distorções que podem conduzir a valores finais. Existe outro aspecto importante a considerar. a medir e pagar de forma individualizada. a distinção entre custos diretos e indiretos está. vinculada à relação de itens de serviço que o órgão rodoviário responsável pela obra esteja disposto e fiscalizar e. então. transformado em percentual dos demais custos e incluídos no LDI. A redução desses tipos de incertezas e. só poderá ocorrer se os contratantes das obras rodoviárias buscarem retirar do LDI. devem ser buscados parâmetros que permitam chegar a seu valor através de procedimentos analíticos para. visto que. o que obriga à estimativa e incorporação de ônus financeiro ao preço de venda ou a ajustes nos preços dos itens da planilha. Toda vez que a norma adotada para o pagamento de determinado item se desvincula da lei de formação de seus custos. está-se criando a possibilidade de uma inadequação no valor pago em relação a seu custo. como se fossem custos indiretos. pode levar a distorções. entretanto. inteiramente inadequados. em que se busca chegar ao valor do item aplicando um percentual convencional sobre o total dos custos diretos ou sobre o preço final da obra. cabendo. Esse desajustamento é provocado. Ao contrário. para alguns dos itens usualmente incluídos no LDI. conseqüentemente. os quais são pagos na época em que são realizados. quando se rateiam sobre os custos diretos – pagos segundo quantidades realizadas – os custos de mobilização e desmobilização de equipamento ou de construção de instalações de canteiros de obra que são itens que têm custos fixos. que é justamente o oposto. do preparo das planilhas de preço a serem incluídas nos editais de licitação. decorrente das ponderações acima: o fato que determinado item seja considerado como custo indireto não impede que seu valor seja orçado de forma analítica. cessam. basicamente. todos os itens passíveis de serem considerados como custos diretos deverão ser classificados como tais. dependendo das circunstâncias. a fim de que se possam elaborar orçamentos consistentes e confiáveis. sempre que se adotam formas de remuneração atreladas a quantidades de trabalho realizado para itens cujos custos sejam fixos ou cresçam com os prazos de execução da obra. O tratamento de itens de serviço. ao órgão rodoviário estabelecer esse enquadramento em suas Normas de Medição e 9 . pagos por esse item. a metodologia orçamentária deve ser independente da forma adotada para o pagamento dos diferentes itens de serviço. Essa comodidade não ocorre. Conclui-se. que são proporcionais ao tempo de duração da obra. diferentemente dos serviços que geram custos diretos. para efeito de pagamento. Assim sendo. ou seja. por ocasião da elaboração do orçamento da obra e. Se ocorrerem variações. sem inconvenientes. verificar sua incidência percentual. todo serviço cuja remuneração é incluída no LDI tem seu retorno distribuído por todo o prazo de realização da obra.

ou seja.666/93 em seu Art. Entretanto. comunicações. É o caso presente. Sobre o primeiro grupo. caberá ao projetista. foi recomendado ao DNIT que se retirassem do LDI os itens referentes a INSTALAÇÃO E MOBILIZAÇÃO. Comporta tributos e outras despesas cujas incidências admitem alguma variação. administração central de pessoal.38% do PV A – PIS B – COFINS C . existem alguns deles que têm valor percentual fixo e obrigatório e que são parte integrante da carga tributária que incide sobre o preço da obra. não há grandes comentários a fazer.5% para fazer face a esta despesa.65% do PV 3. características da obra e das condições de sua realização. As incidências desses tributos se dá sobre o Preço de Venda (PV). por ocasião da elaboração de um orçamento real. conforme o Município. É um valor extremamente difícil de ser determinado por via analítica. Tendo em vista essa circunstância. ainda. pois depende do porte da empresa. da composição do seu 10 • .40. treinamento e desenvolvimento tecnológico. que por decisão do TCU. um terceiro. despesas comerciais e de representação. Ela varia. Esta última. administração do patrimônio. do volume de obras que está realizando. Ele é todo constituído por tributos.0% sobre o valor da obra. será eliminada dos custos quando de sua revogação. etc. materiais de expediente. em função de sua experiência.Pagamento. a COFINS e a CPMF. Tais custos envolvem.3 CARACTERIZAÇÃO DOS CUSTOS DE OBRA RODOVIÁRIA Observemos especificamente cada um dos itens usualmente incluídos nos orçamentos rodoviários como Custos Indiretos. conforme preconizado pela Lei n° 8. por ser uma contribuição provisória. de acordo com as seguintes alíquotas: Itens de Valor Percentual Fixo e Obrigatório Ìtens de Custo • • • Percentuais 0. relativo a uma obra bem definida. entre outros: honorários de Diretoria. de sua estrutura organizacional. desde aqueles que isentam a construção civil do tributo até os que a taxam com percentuais que variam na faixa de 2. verificar a alíquota real de ISS a ser paga. sua alíquota não é a mesma para todo o país. cuja aplicação é estabelecida e regulamentada por Lei.CPMF O segundo grupo é misto. 2.0% a 5. um segundo grupo apresenta variações percentuais que usualmente se limitam a uma faixa restrita e. o SICRO adotará alíquota média de 3. Conforme se mostra a seguir. de sua política de negócios e. sobre as quais cabem os seguintes comentários: • ISS (Imposto sobre Serviços) – é um tributo municipal. aluguéis da sede. assim sendo. Inclui o PIS. viagens do pessoal lotado na sede. inciso XIII. capacidade de fiscalização. que pode apresentar variações bastante significativas com o tipo de obra e as circunstâncias em que são realizadas. conveniência. Administração Central – Cada operação que o Executor realiza deve absorver uma parcela dos custos relativos à sua Administração Central.00% do PV 0.

e acrescentandose os valores referentes ao IRPJ e CSLL chegou-se ao valor da Margem. os eventuais que possam ou não ocorrer numa obra vão depender fundamentalmente do tipo de contrato sob o qual ela está sendo realizada. pela observação efetuada. que é a forma de contratação mais usual no DNIT. As despesas financeiras decorrentes de inadimplência do Contratante. através do qual o Executor buscará realizar seu Lucro. a menos que estas sejam tão largas que 11 . Custos Financeiros – Resultam da necessidade de financiamento da obra por parte do Executor. pelas razões apresentadas. trata-se de reserva para cobrir eventuais acréscimos de custos da obra não recuperáveis contratualmente. um excedente sobre o custo orçado. que tenham que ser arcadas pelo executante. principalmente quando as variações de custo por eles causada têm outras formas de serem compensadas. que aferem as quantidades efetivamente realizadas. pela sua própria natureza. não podem ser consideradas na elaboração dos custos referenciais do DNIT. bem como prover recursos para pagamento de impostos sobre o resultado. entretanto. tais como: custo de oportunidade do capital aplicado nos equipamentos mobilizados na obra. as variações para mais ou para menos nos quantitativos de serviços são resolvidas pelas medições. ela é. • Eventuais – Como seu próprio nome indica. Dependendo do caso. a margem complementa a formação do Preço de Venda. reserva-se para esta rubrica percentuais de 0 a 5% do Custo Direto. na verdade. por serem eventuais. que a inclusão de itens dos dois primeiros grupos no LDI não apresenta maiores inconvenientes e possibilita. O mesmo não acontece. Evidentemente. capacidade administrativa e gerencial para a administração do contrato e a condução da obra.faturamento. Este Manual adotou o percentual de 1. finalmente. são possíveis de aditivo através da inclusão de novos preços no contrato. que ocorre quando os desembolsos mensais acumulados forem superiores às receitas acumuladas. No caso do SICRO. As flutuações nos preços dos insumos são compensadas pelo índices de reajustamento das faturas e. uma parcela destinada a remunerar os fatores da produção do Executor que intervêm na obra. Numa empreitada por preço global ou num contrato “turn-key” os riscos de que aconteçam fatos não previstos.00% de PV. Margem – a rigor. durante um mês. treinamento de pessoal e compra de “know how” e. o risco do negócio. inclusive.50% do Custo Direto de cada obra para atender estas despesas. como aqueles decorrentes de alterações de projeto. Numa empreitada por preços unitários. A margem é. serviços novos não previstos inicialmente nos editais de licitação. são elevados. considera-se este custo 0%. Por terem estruturas de custos que se formam de maneira peculiar em cada obra. assim. finalmente. sem que possa ser considerada como item de custo. qualquer tentativa de estabelecer faixas percentuais para enquadra-los será frustrada. quando se trata de itens do terceiro grupo. que se estabeleça um balizamento para os valores máximos e mínimos que esse possa vir a assumir nos orçamentos das obras. Tais custos são calculados como um percentual equivalente à taxa de juros básicos do Banco Central (SELIC) aplicado sobre o Preço de Venda menos a Margem. sobre o qual recairá este ônus. Outras formas de contratação minimizam tais riscos. • • Fica óbvio. com repercussão no custo da obra. representada pelas estruturas organizacionais da empresa e pelo conjunto de normas e procedimentos de que se utiliza. No presente manual partiu-se de uma taxa de lucro definida no valor de 5. conhecimento tecnológico adquirido através de experiências pregressas e pelo investimento em formação.

independentemente de seu porte ou de suas demais características. inclusive.perderão qualquer sentido prático. . a nova orientação que o presente Manual introduz por orientação do TCU – Tribunal de Contas da União. Como. Itens cujo Valor Percentual Varia com o Tipo de Obra ou Serviço Itens de Custo • • • I – Administração Local J – Canteiro e Acampamento K – Mobilização e Desmobilização Apresentam-se.Produção. é de passar a tratar como itens do custo direto. no extinto DNER. as despesas com Instalações de Canteiro e Acampamento e Mobilização e Desmobilização como. . 12 . . os mestres e encarregados gerais. a seguir. . visto que os níveis inferiores da hierarquia estão incluídos diretamente nas Composições de Atividades e Serviços. com vistas a estabelecer bases para estimar os custos envolvidos pela Administração Local.Manutenção de Equipamento. bem como da lotação em termos de recursos humanos requeridos. A concepção dessa organização. e como determina a Lei 8666/93.Administração do Contrato. diretrizes gerais com vistas a orientar o cálculo destes itens. É exercida por pessoal técnico e administrativo. estes itens são perfeitamente passíveis de serem orçados analiticamente. Este custo depende da estrutura organizacional que o Executor vier a montar para a condução de cada obra e de sua respectiva lotação de pessoal. A realização dessa tarefa pode ser melhor orientada atentando-se para o fato que. em qualquer obra. cujos valores. que são: . . As peculiaridades inerentes a cada obra determinarão a estrutura organizacional necessária para bem administrá-la. • Administração Local – Compreende o conjunto de atividades realizadas no local do empreendimento pelo Executor. costumava-se fazer com relação à Mobilização e Desmobilização. necessárias à condução da obra e à administração do contrato. a administração local deve exercer certo número de atividades básicas. que inclui pessoal de serviços gerais e de apoio. em caráter de exclusividade. Assim sendo. Seu custo é representado pelo somatório dos salários e encargos dos componentes da respectiva equipe. específica do Executor da obra. estão incluídos também na administração local.Chefia da Obra. Não existe modelo rígido para esta estrutura. são altamente influenciados pelas condições particulares de cada caso.Segurança do Trabalho. caberá ao próprio Engenheiro de Custos realizar um ensaio sobre a questão. conforme se ressaltou. Segundo a metodologia adotada.Engenharia e Planejamento. é tarefa de planejamento. através de sua Decisão n° 1332/2002.

bem como a dispersão geográfica das frentes de trabalho. Não existem padrões fixos para esse tipo de instalações. . das circunstâncias locais em que ocorrerá a construção e das alternativas tecnológicas e estratégicas para sua realização.consultoria externa. com características bastante diferenciadas. . como tal. • Canteiro e Acampamento – Denomina-se de Canteiro e Acampamento ao conjunto de instalações destinadas a apoiar as atividades de construção. conseqüentemente.aluguéis. combustível e manutenção.energia elétrica para iluminação pública e domiciliar.seguro saúde Este Manual adotou o percentual de 2. o cronograma.Administração da Obra. A montagem da estrutura administrativa local de cada obra passará a ser feita. . . Seguros e Garantias de Obrigações Contratuais são custos que resultam de exigências contidas nos editais de licitação e só podem ser estimadas caso a caso. então. resultarão da maior ou menor complexidade das atividades em caso. 13 .fax. por meio de consultas a empresas seguradoras.Gestão de Recursos Humanos. devem ser criteriosamente orçados. . tais como: . nos cargos e funções a serem preenchidos.. . . . Elas são função do porte e das peculiaridades do empreendimento. . pelo desdobramento de cada uma dessas atividades básicas e. representam parcela significativa do custo de investimento e.material de escritório. . que embora não se incorporem fisicamente ao empreendimento.fotografias.Gestão de Materiais. Nesse desdobramento devem ser levados em consideração as características da obra.cópias xerográficas e heliográficas. a fim de que elas possam ser executadas.medicamentos.telex.veículos leves para transporte de pessoal. As variações de estrutura organizacional.telefonemas. a estratégia adotada para sua execução.50% do Custo Direto de cada obra para atender estas despesas.segurança: polícia e vigilância. . de uma obra para outra. Compreende número expressivo de elementos. As Despesas Diversas incluem uma série de dispêndios que ocorrem em obras. . . . bem como da possibilidade de atribuí-las de forma mais ou menos agregada aos cargos criados para exercê-las.

Se esses preços. fator que espelhe os acréscimos de custos decorrentes dessa circunstância. faixas de variações plausíveis para os percentuais dos custos de construção que deverão ser previstos para mobiliário e aparelhagem dos diferentes tipos de instalações comunitárias. assim. no dimensionamento dessas instalações deve-se levar em conta as possibilidades de inserção regional das populações atraídas pela obra. para os valores referentes a esses itens. acréscimos percentuais aos custos das respectivas construções. Esse valor será utilizado para orçar os demais tipos de edificações com especificação semelhante. Instalação Habilitações unifamiliares Alojamentos Escolas Centros Recreativos e Esportivos Centro Comunitário Ambulatório / Centro de Saúde Guarita Principal Percentagem do Custo de Construção 40 – 60 20 – 50 20 – 50 20 – 50 20 – 50 60 – 100 05 – 10 14 . Quando não for possível obter esses valores no SINAPI. Apresentam-se. Tratamento e Distribuição de Água. para abrigar e fornecer condições adequadas de conforto e segurança ao pessoal. que além das edificações propriamente ditas. deverá calcular o custo de uma unidade residencial ou Comunitária típica. recomenda-se adotar. compreendendo: Sistema de Captação. de tal sorte que as instalações a serem construídas tenham apenas capacidade de atendimento complementar. com os ajustes que o bom senso e a experiência indicarem. a partir de preços disponíveis no SINAPI.¸ Instalações de Acampamento – Compreende as unidades residenciais e instalações comunitárias. a seguir. Deve ser dada especial atenção à topografia e às condições de fundação do local de implantação. Deve-se levar em conta. Caberá ao Engenheiro de Custos selecionar o percentual adequado ao seu caso. o custo do m² de cada tipo de construção. O Engenheiro Rodoviário. a esses preços por metro quadrado. poderão ser necessários os sistemas de facilidades. de modo a. tirar partido dos equipamentos já disponíveis nos núcleos urbanos existentes na região. que podem ter peso significativo no orçamento das unidades. sempre que possível. Dependendo do porte da obra. será necessário que se aplique. ainda. Estação de Coleta. Tratamento e Despejo de Esgotos. ao elaborar o orçamento. em função da sofisticação conferida às instalações que estiver orçando. Devem ser previstos valores do mobiliário e da aparelhagem de que serão providas as instalações comunitárias. sobretudo quando esta se situar em área de difícil acesso. por se referirem a outro local. estabelecendo. que serão necessárias ao longo da obra. a fim de capacitá-las para suas funções. não reproduzirem perfeitamente as condições reais de custos no local da obra. Subestação e Rede de Distribuição Elétrica e Iluminação Pública.

com vistas a prepará-los para emprego na obra. e) Instalações Industriais – As instalações industriais do canteiro são aquelas em que ocorrem atividades de produção ou de manuseio tendo.¸ Instalações de Canteiro – As instalações de Canteiro compreendem as seguintes categorias: a) Unidades de Armazenamento – As principais unidades componentes são: - Almoxarifado. Ambulatório. As instalações industriais mais comuns no canteiro de obras rodoviárias são: Central de Britagem. 15 . Laboratórios. iluminação e subestação. em geral. Usina de Asfalto Usina de Solos Central de Concreto. Instalação de Beneficiamento de Areia Natural e/ou Cascalho. Pátio de Pré-Moldados. Central de Armação. b) Unidades Administrativas e Técnicas – As principais unidades são: - Escritório do Executor. Central de Ar Comprimido. Viário. d) Sistemas – Os sistemas no canteiro de obras incluem as redes e instalações de facilidades que compreendem. o processamento de materiais. Oficina de Manutenção. c) Unidades de Apoio – As principais são: - Refeitório central e cozinha. Central de Carpintaria. Drenagem. Paiol de explosivos. Distribuição de energia. Posto de combustíveis e lubrificantes. como finalidade. entre outras: - Abastecimento de água. Sanitários de campo. Pátio de Estruturas Tubulares.

ainda. • Mobilização e Desmobilização – A mobilização e desmobilização são constituídas pelo conjunto de providências e operações que o Executor dos serviços tem que efetivar a fim de levar seus recursos. cabe agora atentar para os aspectos da operação de mobilização propriamente dita. durante algum tempo. ao término dos trabalhos.Estas instalações serão dimensionadas a partir dos Quadros de Quantidades de Serviços a serem executados e do cronograma da obra. Por outro lado. a mobilização de uma nova obra e. ao liberar o equipamento de uma obra.707 de 30/07/03 (LDO). o Executor buscará sempre deslocá-lo diretamente para outra. Capítulo IX da Lei nº 10. a principal fonte de incerteza. tais como pátios e oficinas da empresa. sob pena de dupla contagem. outras obras que a empresa tenha realizado ou que esteja realizando. como tal. adquirido especialmente para determinada obra. caberá ao projetista considerar na elaboração do orçamento de uma obra o valor a ser atribuído para o pagamento deste item. uma empresa contratada mobiliza seu pessoal a partir de sua sede ou escritórios regionais. No momento em que se necessita desses valores. também. que apresenta peculiaridades quando se trata de deslocar pessoal ou equipamento. conseqüentemente. antes de sua remobilização para uma nova obra. para efeito de orçamento. de acordo com Art. Considerando que por determinação do TCU foi retirado do LDI o percentual destinado ao pagamento das Instalações. utilizando para o efeito os preços da Construção Civil calculados pelo SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices de Construção Civil). ou pátios de fabricantes/representantes. na realidade. ¸ Estimativa da Força de Trabalho a Ser Deslocada – A partir do Quadro de Quantitativos de serviços e do respectivo cronograma de execução. pode ter diversas origens. na própria região. a seguir. Assim sendo. É mesmo usual que as empresas constituam pátios de equipamentos em locais próximos às obras concluídas. Sendo a mobilização e a desmobilização essencialmente operações de transportes. dos meios de transporte e das rotas disponíveis para executá-las. uma série de parâmetros relativos às circunstâncias reais em que se darão a mobilização e a desmobilização são ainda desconhecidas. pode-se considerar que a desmobilização de equipamento é. até o local da obra e. para incluí-los no orçamento. para cálculo de seu custos. Esse obstáculo só poderá ser contornado através da admissão de algumas hipóteses que supram a deficiência apontada. Resolvido o problema da origem e destino. para fazê-los retornar ao seu ponto de origem. das produtividades da mão-de-obra 16 . inversamente. desloca-o de outra obra e admite algumas categorias profissionais no próprio local da obra. pois dependem de particularidades inerentes à empresa que vier a se encarregar dos serviços. seus custos não devem ser imputados à primeira. quando se tratar de equipamento novo. em pessoal e equipamento. cada um desses. Em condições reais. Examina-se. individualmente. se possível. a fim de guardar o equipamento. O equipamento.10. é o desconhecimento dos pontos de origem (mobilização) e destino (desmobilização) a partir dos quais elas se darão e. fornecidos pelo Projeto Final de Engenharia e.

sobre a maior ou menor facilidade que esta terá para até aí se deslocar espontaneamente. da localização da obra e do nível de emprego no país e na região. também. salvo em situações especiais. onde: pm = número máximo de mensalistas.calculadas a partir das Composições de Atividades e Serviços. po1 = parcela de po a ser deslocada para a obra. na obra. colher informações atualizadas. empregados não qualificados. segundo suas respectivas categorias profissionais. eventualmente. dimensiona-se a força de trabalho de horistas que será necessário empregar ao longo do desenvolvimento da obra. cujo o contingente será representado por: pm = pm1 + pm2. de modo a poder classifica-la em duas categorias “empregados qualificados” e”empregados não qualificados”. que tem forte influência na oferta de mãode-obra. a estimativa da força de trabalho a ser deslocada abrange apenas a mãode-obra qualificada. Atenção especial deve merecer. p = número máximo de empregados. pm1 = parcela de pm a ser deslocada para a obra. na obra. ás suas custas. com razoável aproximação. na obra. Como a tendência atual é no sentido do Executor não deslocar. po = número máximo de “empregados qualificados”. O valor destas parcelas dependem. deve fornecer indicações sobre as disponibilidades locais de mão-de-obra e. A força de trabalho de mensalistas é estimada segundo dimensionamento da estrutura organizacional que será montada para a Administração Local da Obra. atraída pela oferta de emprego. conseqüentemente de po1. os valores de po2 e. 17 . Assim: p = po + ps e po = po1 + po2 onde. Essas informações devem permitir estimar. a conjuntura econômica do país e da região na época. Ps = número máximo de “empregados não qualificados”. o engenheiro encarregado de fazer o orçamento deverá buscar novos dados estatísticos e. O Projeto Final de Engenharia. no seu capítulo referente às condições sócioeconômicas da região onde se pretende implantar o empreendimento. po2 = parcela de po a ser admitida no local da obra. até mesmo. como no caso dos horistas. De qualquer forma. pm2 = parcela de pm a ser admitida no local da obra.

contidos em seu Projeto Final. ao custo operacional de cada um desses veículos. peças. ainda. uma oferta de capacidade de transporte. até onde a rede rodoviária permita. ferramentas e utensílios de toda ordem. bem como no cronograma de realização dos serviços. segundo seu bom senso. em conjunto. o custo de mobilização correspondente. que identificam os equipamentos principais a serem utilizados. Equipamentos de pequeno porte: A instalação de uma obra requer o concurso de grande número de itens compostos por equipamentos de pequeno porte. Seu deslocamento para a obra se faz de forma distinta. nesse caso. Nesse cálculo deve-se levar em conta que nos casos reais ocorrem algumas incompatibilidades entre as origens das cargas e dos caminhões. Nos casos comuns. gerada pelo deslocamento de seus caminhões comuns. descarga e seguro. bem como entre as datas em que as cargas e os caminhões deverão chegar a obra. dimensiona-se o parque de equipamentos que será necessário mobilizar para execução da obra. (que não puder ser transportada pela frota própria do Executor). classificada nesse grupo. pode-se definir os equipamentos de pequenos porte como aqueles cujo peso individual não chega a atingir 10 t. Para efeito de distinção. Parte dessa tonelagem será absorvida pela capacidade de transporte do próprio Executor. - 18 . deve-se utilizar com capacidade de transporte 70% da capacidade total dos caminhões. será representado pelos custos de carga. em função dos Quadros de Quantidades de Serviços. Assim. chegam a representar tonelagem importante. além de inadequações dos tipos de caminhões para as cargas a serem transportadas. acrescido das despesas de alimentação e hospedagem do respectivo motorista. Para fins de mobilização. portanto. equipamentos de pequenos porte. para a distância considerada. O custo de mobilização. terá seu custo de mobilização estimada a partir dos níveis de custo de transporte comercial comum. conforme indicado nos itens que seguem: Veículos leves e caminhões comuns: Estes equipamentos se deslocam até o local da obra por seus próprios meios. salvo situações especiais. que indicam as incidências dos equipamentos por unidade de produção e do dimensionamento das instalações de canteiro. equipamentos de grande porte. o parque de equipamentos é habitualmente grupado em três tipos: veículos leves. Estes equipamentos devem ter seu peso estimado pelo Engenheiro de Custos.¸ Custo de Mobilização de Equipamentos – A partir dos estudos do planejamento da obra. ou com base em informações dos fabricantes. que. que deve ser aproveitada para absorver parte da carga necessária a transportar para a obra. A tonelagem restante de equipamento . O deslocamento de frota de caminhões comuns gera. para vencer a distância a ser percorrida.

o projetista poderá seguir a orientação deste Manual para estipular o Custo destes itens. em R$/t. Cada uma delas é calculada da seguinte forma: a) Preço Básico: O preço básico do transporte. com ou sem escolta. as fórmulas gerais dos Custos Diretos e do Preço de Venda . Tendo sido retirado do LDI. ou que o PBT exceder a 60 t.km. 25 m de comprimento e 5 m de altura.5 CONCEITO DE LDI Com base nessas considerações foi construído o quadro a seguir. No caso mais complexo. o custo desse transporte será composto por três parcelas. o transporte será obrigatoriamente acompanhado por escolta. 19 .4 PREÇO TOTAL OU PREÇO DE VENDA Tendo em vista as considerações acima. c) Preço de Escolta: Sempre que o conjunto carga/cavalo/carreta ou qualquer de suas partes exceder às dimensões limites mencionadas no item a. b) TUV – Taxa de Utilização Viária: Essa taxa é cobrada pelo DNIT sempre que o peso bruto total (PBT) do conjunto carga/cavalo/carreta ultrapasse 45 t.- Equipamentos de grande porte: Classificam-se neste grupo os equipamentos que pelo seu peso ou dimensões requeiram transporte em carreta. em que são demonstrados os valores das incidências dos diferentes itens sobre o Preço Total ou Preço de Venda da obra (PV). tendo em vista o peso e as dimensões da carga. 2.(PV) – assumirão as expressões: CD= Cd + (H + I) PV = CD + ( A+B+C+D+E+F+G) onde os símbolos têm o seguinte significado: PV: Preço de Venda A: PIS D: ISS G: Margem H: Canteiro e Acampamento CD: Custo Direto Total B: COFINS E: Administração Central e Local I: Mobilização e Desmobilização Cd: Custo Direto dos Serviços C: CPMF F: Custos Financeiros 2.20 m de largura. O transporte com escolta é exigido para equipamentos de mais 60 t ou de dimensões que ultrapassem 3. por orientação do TCU o percentual que era destinado ao pagamento de Mobilização e Desmobilização. é fornecido por empresas especializadas na prestação desses serviços e depende do tipo do veículo capaz de realizá-lo.

Além disso procedeu-se. em muitos casos.90% constante do quadro “COMPOSIÇÃO DO LDI (LUCRO E DESPESAS INDIRETAS)” a seguir apresentado. também. ficará encarregada de atualizar o valor do LDI acima. por estarem diretamente relacionados com a força de trabalho empregada e por serem previstos. 100 CD Os custos relativos a uniformes. sempre que os Impostos e Taxas adotadas sofrerem variações advindas de atos governamentais. alimentação e transporte de pessoal serão considerados como integrantes dos Adicionais sobre Mão-de-Obra.sobre seu Custo Direto (CD) e sobre o Próprio LDI. Cabe observar que o LDI de 23. nas próprias convenções coletivas de trabalho. a abertura do valor considerado como Margem. A equipe responsável pela operação do Sistema de Custos Rodoviários – SICRO2.1) . que é expresso por: Fator de LDI = PV CD O LDI em percentagem. foi calculado a partir de Imposto e Taxas vigentes à época da edição deste Manual. A relação entre o Preço Total ou Preço de Venda (PV) e o Custo Direto(CD) constitui o fator de LDI (Lucro e Despesas Indiretas). destacando a carga tributária sobre ela incidente. 20 . é dado pela expressão: LDI (%) = ( PV . equipamentos de segurança.

00% do PV 5.90 LDI Custos Diretos .72 100.PV 19.00 % de PV 0.50% aa 21 .Administração F .00 8.PIS B .72 0.ISS E .Margem) 7.64 8.00 % de CD SELIC / 12 do (PV .00 23.03 0.20 PIS.total 0.50 3. COFINS.28 80.90% PV = Preço de Venda CD = Custo Direto E = Administração Central + Administração Local SELIC Nov/2003 = 17.CD Preço de Venda .CPMF Sub .81 3.23 1.Custos financeiros G .total 3.20 % de PV 3.48 1.47 5.00 5.00% do PV 7.00 1. IRPJ e CSLL – IN/SRF no 306 de 12/03/03 LDI – TOTAL = 23.COFINS C .65 3.92 1.24 6.20 15.92 18.25 4.20% do PV 1.20 1.Margem Sub .COMPOSIÇÃO DO LDI (Lucro e Despesa Indiretas) ITENS DE VALOR PERCENTUAL FIXO E OBRIGATÓRIO A .00 ITENS DE VALOR PERCENTUAL VARIÁVEL COM O TIPO DA OBRA OU SERVIÇO D .90 Margem IRPJ CSLL Lucro Líquido 1.38 % de PV % sobre PV % sobre CD 0.20 1.00 0.34 4.65 % de PV 3.38 4.32 7.50 % de PV 4.

PIS B .81 3.90% PIS.47 5.50 % de PV 4.34 4.Margem Sub .65 % de PV 3.ISS E .00 1.COFINS C .CPMF Sub .20 % de PV 4.90 LDI 23.Custos financeiros G .92 18. COFINS.COMPOSIÇÃO DO LDI (Lucro e Despesa Indiretas) IMPOSTOS E TAXAS IMPOSTOS OBRIGATÓRIOS A .50% aa 22 .Administração F .Margem) 7.38 % de PV 0.00 INCIDÊNCIA % sobre CD IMPOSTO E TAXAS VARIÁVEIS (*) D .64 8.total 0.00 % de PV 0.90 (*) Imposto e Taxas Variáveis com o Local. Tipo de Obra ou Serviço LDI – TOTAL = 23.72 0.00 % de CD SELIC / 12 do (PV . IRPJ e CSLL – IN/SRF no 306 de 12/03/03 PV = Preço de Venda CD = Custo Direto E = Administração Central + Administração Local SELIC Nov/2003 = 17.total 3.

onde a pesquisa de preços não é realizada diretamente. Para cada estabelecimento participante da pesquisa são identificados. A segunda crítica executada. A cada ciclo de pesquisa de preços. acrescido do respectivo custo 23 . o PEP registra as informações levantadas junto a sindicatos e órgãos envolvidos regionalmente com obras rodoviárias. pela seleção do melhor preço pesquisado no estado. São considerados como informantes os estabelecimentos comerciais credenciados. de acordo com os perfis profissionais previamente definidos no Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2. Nos demais estados.Sistema de Pesquisa de Preços de Equipamentos. o processo de aceitação dos valores. O preço unitário dos itens. os preços praticados para venda à vista. a crítica interestadual. de equipamentos e materiais contidos no Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2. são pesquisados preços. 3. que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. de forma automática ou manual. a seguir. são coletados informações de preço para cada material. Variações nos preços consideradas como distorções regionais poderão ser corrigidas com a atribuição do preço unitário vigente em outro estado. O PEP é o sistema responsável pela coleta e manutenção dos preços dos insumos utilizados no cálculo das composições de serviços rodoviários do DNIT. a nível estadual. para fornecimento do equipamento. Cada preço pesquisado é comparado com os respectivos valores informados pelos estabelecimentos nos três meses anteriores ao da pesquisa. visando verificar distorções regionais de preços. ou seus distribuidores nacionais. no sentido de se aprimorar a qualidade da informação utilizada. Materiais e Mão-de-obra. Para a pesquisa de preço de equipamentos. dentro do cadastro de equipamentos e materiais. 3. a priori.1. para determinado item. com os menores valores levantados em outros estados.1 O SISTEMA SICRO2 DE COLETA DE PREÇOS Apresentam-se. preferencialmente atuando no comércio atacadista. Os preços coletados junto aos estabelecimentos são criticados. O PEP permite intervenção sobre o processo de definição do preço unitário. equipamentos e materiais.3 SISTEMA DE LEVANTAMENTO DE PREÇOS DOS INSUMOS 3. são considerados os preços cobrados pelos fabricantes. os itens por eles comercializados. são considerados os preços selecionados de suas regiões geográficas.2 COBERTURA DA PESQUISA Nos estados onde se realizam pesquisas. os representantes autorizados e. em pelo menos. Caso não exista representação local. Caso a variação no valor não esteja situada no intervalo definido para aceitação. preferencialmente. assistindo. três estabelecimentos. o PEP emite questionários contendo a solicitação de informações aos estabelecimentos.1. consiste em comparar o menor valor obtido num estado. periodicamente. quando possível.Sistema de Custos Rodoviários. é definido. o valor coletado sofre nova verificação. O PEP mantém cadastro de estabelecimentos onde são pesquisados. naquelas unidades da federação onde as UNITs dispõem de recursos dedicados ao apoio do sistema. em pelo menos três estabelecimentos. parte integrante do SICRO2 . em estabelecimentos situados nas capitais dos estados. Para pesquisar custos com mão-de-obra. as principais características do PEP .1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA A pesquisa de preços para o SICRO2 é executada. são considerados.

ou imputação de seu valor. 3. são elaborados os questionários para coleta de informações. Assim. 3. 3. de acordo com o ciclo de pesquisa de preços adotado. Periodicamente. tendo como referência num mês. b) pesquisa de preços: realizada através das UNITs que apóiam o SICRO2. materiais e mãode-obra). no período de 05 a 15 de cada mês. quando necessário.2 PESQUISA DE PREÇOS Os questionários preparados pelo PEP são submetidos aos estabelecimentos participantes da pesquisa para informação direta ou assistida.2. entre os preços pesquisados para cada estado. como telefone. 24 . equipamento ou material. Sempre que a pesquisa de um grupo de informações não for realizada num mês para um determinado estado. visando transcrever para meio legível por processamento eletrônico de dados e submeter a informação a testes que assegurem sua qualidade. com o apoio das UNITs. nos meses em que a coleta de informações não for realizada. d) seleção do preço de referência: seleção do menor preço unitário informado. o PEP emitirá os questionários de pesquisa de preços. através da identificação dos itens comercializados pelos estabelecimentos cadastrados no PEP. os preços coletados ou imputados no mês anterior.1 PREPARAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS O PEP mantém cadastro de estabelecimentos onde serão identificados os estabelecimentos e as formas de acesso às suas informações. não obrigando igual tratamento aos demais estados onde a pesquisa seja praticada. os questionários podem ser: levados em mãos.de frete até a capital do estado. c) transcrição e crítica da informação: realizada pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. para o grupo de itens não pesquisados (equipamentos. As pesquisas de preços junto aos estabelecimentos são realizadas entre os dias 05 e 15 de cada mês para a estimativa dos preços unitários utilizados no mês subseqüente. será considerado o preço unitário estimado para a região. O cadastro é mantido em nível estadual pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. com a colaboração das UNITs. fax ou e-mail. Para os estados onde não seja possível a pesquisa de um item. Conforme a disponibilidade de pessoal nas UNITs. A decisão de alongar o ciclo de atualização de valores poderá ser tomada a nível estadual. até os estabelecimentos.2 PROCESSAMENTO DA PESQUISA A pesquisa de preços é processada para ciclos mensais de atualização.3 CICLO DE ATUALIZAÇÃO Os ciclos de pesquisa de preços são mensais. o PEP é capaz de imputar preços. por funcionário do DNIT. equipamentos ou materiais. personalizados por estabelecimento participante da pesquisa. O ciclo de pesquisa de preços pode ser alongado para períodos múltiplos do mês.1. Os preços estimados para um mês têm origem nas coletas feitas no mês imediatamente anterior. O processamento do PEP será executado em quatro fases distintas: a) preparação dos questionários: onde são identificados os itens comercializados pelos estabelecimentos cadastrados no PEP e emitidos os questionários para a coleta de informações. os preços unitários para o mês serão imputados.2. 3. seja devido à estabilidade nos preços dos itens pesquisados seja por motivos operacionais. Com base neste cadastro e nos dados mantidos pelo Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2.

não devem ser incluídos no preço dos materiais. • Equipamentos: A pesquisa de preços é efetuada junto aos fabricantes ou seus concessionários autorizados para equipamentos novos. como desconto por quantidade ou qualquer outra mensurável em dinheiro. Custos extras como embalagem especial.preenchidos pelo pessoal da UNIT através de entrevista efetuada por telefone com o funcionário do estabelecimento. de tal sorte que os preços dos materiais serão sempre referidos às unidades adequadas ao seu emprego 25 . A UNIT zela pelos prazos da pesquisa de preços. deverá ser sempre considerando o de melhor qualidade para uma mesma especificação. deverão ser utilizadas visando melhor aproximar o preço coletado pelo PEP com o realmente cobrado pelo estabelecimento. • Mão-de-obra: A pesquisa de custo com mão-de-obra é efetuada junto aos sindicatos regionais que representem as categorias profissionais registradas no Sistema de Cadastramento de Dados. do cimento cujo preço é cotado em sacos quando sua unidade técnica é o kg. tomando como referência os valores acordados com os sindicatos da capital. revendedores regionais. lotes. assistência técnica. registrando-se o padrão da remuneração em salários mínimos e a taxa de encargos trabalhistas aplicáveis a cada categoria profissional. mantendo contato permanente com os estabelecimentos e fornecendo subsídios necessários a uma boa coleta de informações. É o caso. não deverão ser incluídos no preço dos equipamentos. que serão acionados automaticamente. devem ser utilizadas. por exemplo. acrescido dos impostos (ICM e IPI). para posterior montagem do equipamento e cálculo do respectivo preço. etc. devidamente descritos no Sistema de Cadastramento de Dados. frete e embalagem. Deve ser considerado como preço do material seu valor unitário para venda a vista. Caso o equipamento necessite de acessórios ou partes componentes. os preços dos materiais coletados no mercado se referem a unidades de acondicionamento comercial que não correspondem às unidades técnicas com que estes figuram nas composições. frete e embalagem. Serviços extras como supervisão de montagem. visando eliminar qualquer ambigüidade na sua caracterização. nessa ordem de prioridade. garantia. de forma a melhor aproximar o preço coletado pelo PEP do realmente cobrado. sem a inclusão de qualquer adicional. acrescido dos impostos (ICM e IPI). Os dados de mão-de-obra serão registrados em nível estadual. Em todos as oportunidades em que isto possa ocorrer. sem uso. Os materiais a serem pesquisados são devidamente descritos no Sistema de Cadastramento de Dados. conforme ficha técnica padronizada para cada classe de equipamento. estabelecimentos comerciais atacadistas e junto aos estabelecimentos que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. São pesquisados equipamentos. estes serão pesquisados a parte. como desconto por quantidade ou qualquer outra mensurável em dinheiro. ou enviados pelo correio. e-mail ou fax. peças de reposição. Eventuais bonificações praticadas pelos estabelecimentos. Serão acompanhados os dissídios profissionais que poderão vir alterar o padrão de remuneração da mão-de-obra registrada no sistema. Em geral. O PEP deverá considerar como preço do equipamento o seu valor unitário para venda a vista. O valor da remuneração é o da jornada normal de trabalho. do dia 05 a 15 de cada mês. elaborada com as especificações obtidas em manuais e folhetos dos fabricantes. Eventuais bonificações praticadas pelo fabricante ou distribuidor autorizado. o próprio Sistema dispõe dos fatores de conversão. quantidades mínimas. • Materiais: A pesquisa de preços é efetuada junto aos fabricantes. grandes distribuidores. para serem preenchidos pelo próprio informante e posterior devolução à UNIT. encargos ou vantagens. Caso existam diferenças de qualidade para o material pesquisado. etc.

A função de auxílio ao usuário está disponível em todas as telas do sistema através de botões ou de tecla de função. A segunda. Nesta fase. O SICRO2 utiliza interface gráfica para as interações do usuário. terão seus valores pesquisados convertidos automaticamente.2. é emitido aviso da ocorrência. optando entre repetir o adotado no mês anterior. A taxa de variação é comparada com o padrão de aceitação estabelecido pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários e. A Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários poderá utilizar dois tipos de crítica para as informações: crítica de preços dos estabelecimentos e crítica interestadual de preços. 3. nos três ciclos anteriores. o PEP seleciona os preços unitários a serem considerados para as diversas unidades da federação. tem por objetivo verificar eventuais distorções de preços no nível individual do estabelecimento. utilizar os valores selecionados para outro estado ou definir individualmente os valores a serem utilizados. em relação aos preços considerados para os demais estados. é emitido aviso específico da ocorrência. Durante o processo de crítica. os materiais.3. O SICRO2 está integrado à rede “intranet”. entre si. Caso alguma.1 INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA AMBIENTE DE PROCESSAMENTO As funções do SICRO2 estão agrupadas em 4 sistemas. com apoio das UNITs. cujas unidades de acondicionamento comercial forem diferentes da unidades de trabalho no SICRO2. A seleção de preços é baseada no menor valor informado para o estado. através de marcação em botões de seleção.3 3. informando o erro cometido ou as ações possíveis. do DNIT. Caso não exista valor informado para determinados itens. após a aceitação preliminar dos questionários. A transcrição dos preços informados é efetuada no PEP pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. com o Sistema Gerenciador de Banco de Dados MS-Visual FoxPro. São computadas as taxas de variação do estado em análise. dentre estas taxas. Para 26 . todos funcionando de forma integrada numa arquitetura multiusuária do tipo cliente-servidor em ambiente MS-Windows.2. tudo de forma sensitiva ao contexto.4 SELEÇÃO DO PREÇO DE REFERÊNCIA Uma vez aceitos os preços informados pelos estabelecimentos. permitindo o pleno acesso para funções de consulta às informações. são introduzidos descontos ou acréscimos no preço. A crítica de preços dos estabelecimentos é executada por comparação do preço informado no mês com o preço informado.3. visa a verificar distorções existentes nos menores preços estaduais.3 TRANSCRIÇÃO E CRÍTICA DOS VALORES Os questionários preenchidos são conferidos. com a divisão do preço informado pelo fator de conversão definido no Sistema de Cadastramento de Dados. Para definição do preço unitário adotado pelo sistema. caso esteja fora da faixa de aceitação. 3. pelo mesmo estabelecimento. em que os comandos de ação são condicionados por opções. para verificar se os preços informados correspondem aos itens pesquisados e se a discriminação do preço está de acordo com o preço final de venda. para aquele tipo de material. a Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários deverá imputar um valor. e à “internet”. A crítica de preços interestadual é feita por comparação do menor preço de um estado com o menor preço dos demais estados da pesquisa. esteja fora do padrão de aceitação definido pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. conforme as informações complementares obtidas. os preços registrados no PEP podem ser corrigidos visando obter o melhor padrão possível de qualidade para a base de cálculos do SICRO2. De forma seletiva. deverão estar disponíveis transações para atualização das informações do sistema. A primeira.

também são definidos relatórios parciais. O “colaborador do sistema” pode manusear as tabelas de preços pesquisados. será produzido um conjunto de arquivos planos. destinados aos usuários que não tenham acesso a rede do DNIT. O SICRO2 reconhece três grandes classes de usuários. e dos equipamentos montados com a utilização do menor preço pesquisado na unidade geográfica. podem ser copiados para outros computadores através de “FTP . de forma a manter séries históricas de informações. o SICRO2 inicia o sistema de custos rodoviários com o cálculo do custo horário de equipamentos. A seguir. No próximo passo utiliza esta informação. Estes arquivos. colaborador do sistema e gestor do sistema. que acrescentarão novos conjuntos de composição de custos ao banco de dados. aos quais serão atribuídos privilégios diferenciados: usuário do sistema. além de consultar a base de dados.anonymous”. contendo a imagem dos principais relatórios do sistema.Esquema de Composição de Custos O primeiro cômputo do SICRO2 é executado no sistema de pesquisa de preços para determinar o preço unitário dos elementos pesquisados. O SICRO2 será atualizado em ciclos.sistema genérico de transferência de arquivos utilizados em redes do tipo Internet .acesso aos dados. MAT. em conjunto com os preços unitários. podendo utilizar todos os tipos de consulta e de transações para atualização dos dados. equipamentos. MÃO-DE-OBRA) SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTOS SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS COMPOSIÇÃO DO CUSTO DE ATIVIDADES AUXILIARES COMPOSIÇÃO DO CUSTO DE SERVIÇOS DE REFERÊNCIA SISTEMA DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS PLANILHA DE ANÁLISE DE CUSTOS RODOVIÁRIOS Figura 3-1 . conforme Figura 3-1 PESQUISA DE PREÇOS (EQUIP. armazenados de forma comprimida. restrita a consultas à base de dados. materiais e mão-de-obra. também. O grupo denominado de “gestor do sistema” tem acesso ilimitado às tabelas do SICRO2. conforme predicado de distribuição regional. A cada ciclo de atualização do sistema. compostos com subconjuntos das tabelas de custos rodoviários. inicialmente mensais. 27 . O “usuário do sistema” pode fazer consultas ao sistema através de aplicação própria.utilizando portas de comunicação entre a rede do DNIT e as redes públicas. O SICRO2 trabalha o cálculo dos custos rodoviários mediante processo gradativo de composição de custos.

conforme orçamento de projetos previamente definidos ou de padrões que caracterizem o quilômetro tipo em rodovias selecionadas. que estão a cargo de um ou mais UNITs. restrita aos dados públicos do SICRO2. 28 . utilizado para calcular o custo dos serviços de referência. O sistema de pesquisa coleta os preços referentes aos dados básicos em estabelecimentos previamente designados. Os dados extraídos são carregados em planilha de cálculo (MS-Excel). O conjunto de todas as informações calculadas é.3. então. através de regiões de pesquisa. O sistema de cadastramento de dados é o responsável pela manutenção dos dados básicos do sistema. quais sejam: catálogo de equipamentos. mão-de-obra e parâmetros do sistema. o sistema de orçamento permite ao usuário selecionar e extrair serviços do SICRO2.para compor o custo das atividades auxiliares. conforme esquema previamente descrito. 3. Finalmente.2 DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES O SICRO2 está dividido em quatro sistemas: cadastramento de dados. Somente o “gestor do sistema” tem acesso a todas as informações destes sistemas. Para os “usuários do sistema” consultarem os dados e extraírem informações foi desenvolvida uma aplicação de consulta. O sistema de custos rodoviários utiliza as tabelas dos dois sistemas anteriores para cálculo dos custos das atividades auxiliares e para cálculo dos custos de serviços rodoviários. Finalmente. pesquisa de preços. de materiais. custos rodoviários e orçamento. onde podem ser manuseados para a composição de custo padrão para quilômetro de rodovia tipo ou utilizado na elaboração de orçamento para novos projetos rodoviários. As composições de custos são descritas em tabelas próprias deste sistema e podem ser extraídas no sistema de orçamento para utilização no cálculo de novos projetos rodoviários. o conjunto de custos das atividades auxiliares e dos serviços de referência pode ser extraído do banco de dados para ser analisado em planilhas de cálculo.

1 SALÁRIO Os custos referentes a mão-de-obra receberão o seguinte tratamento para serem inseridos nos custos dos serviços rodoviários: • Para as categorias de servente e operário qualificados. que têm o piso básico determinado nas convenções coletivas de trabalho serão adotados.1. através de: • pisos salariais acordados nas Convenções Coletivas de Trabalho. no da Construção Civil • pesquisa dos valores médios praticados. o maior valor encontrado nos diversos estados que o compõem • Para as demais categorias serão calculados pela fórmula: salário mínimo salário horário = padrão salarial x 220 A seguir relacionam-se os padrões salariais das categorias para as diversas regiões que compõem o SICRO2: 29 . em todos os estados. na ausência deste. da Construção Pesada e. obtidos junto aos Sindicatos regionais ou em outras fontes 4. celebradas entre os Sindicatos dos Trabalhadores e Patronais.1 CUSTO DA MÃO-DE-OBRA A coleta dos custos da mão-de-obra será feita. para a região.4 CUSTOS UNITÁRIOS DOS INSUMOS 4.

31 T.4 2.8 3.5 2.9 4.7 2.9 2.314 T.7 2.4 2.1 2.7 2.8 2.6 2.7 3.4 2.51 T.0 2.7 3. conforme indicado abaixo.4 2.1 2.8 T.7 3.4 2.5 3.9 3.0 4.9 3.5 2.0 3.0 4.4 2.0 3.0 3.7 7.4 2.5 3.0 4.5 3.9 3.4 2.0 3.6 2.4 2.1 3.6 2.7 3.5 4.7 3.4 2.511 T.5 2.0 3.2 3.2 3.6 2.1 3.6 2.4 2.1 3.4 2.1 3.1 7.1 3.7 3.7 3.7 2.604 T.5 2.501 T.9 3.4 2.4 2.701 T.702 T.1 2. incidem encargos sociais.602 T.4 2.5 1.6 7.512 T.2 3.30 T.7 2.2 3. TAXAS DE ENCARGOS SOCIAIS SOBRE A MÃO-DE-OBRA Tipo de Contrato: Contratação Direta de Serviço Regime de trabalho: horista com horas normais de trabalho Percentual 126.9 3.0 3.4 2.7 2.302 T.0 3.401 T.6 2.7 2.6 2.1 3.7 3.7 3.1 2.Rio de São Minas Oeste Janeiro Paulo Gerais T.7 T.6 4.7 3.5 3.5 3.1 3.6 2.0 3. VEÍCULOS E EQUIPAMENTO Motorista Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motorista de veículo especial Operador de equipamento Operador de equipamento leve 1 Operador de equipamento leve 2 Operador de equipamento pesado Operador de equipamento especial TÉCNICO Pré – marcador ENCARREGADO Encarregado de turma Encarregado de turma Encarregado de serviço Encarregado de serviço de pavimentação Encarregado de britagem OPERÁRIO QUALIFICADO Blaster Montador Carpinteiro Pedreiro Armador Ferreiro Pintor Soldador Jardineiro Serralheiro PROFISSIONAL NÃO ESPECIALIZADO Ajudante Servente TRABALHADORES EM CONDIÇÕES ESPECIAIS Perfurador de tubulão T.0 3.0 3.2 3.1 3.6 2.1 2.0 3.7 3.1 3.4 2.6 T.5 3.6 2.6 2.4 2.2 3.608 T.50 T.1 3.313 T.303 T.607 T.3 7.0 4.0 2.2 3.1 3.6 4.0 3.0 3.0 4.4 2.7 3.9 3.4 2.0 3.2 4.0 4.312 T.801 2.301 T.1 3.1 1.0 3.7 2.1 3.0 3.1 3.5 2.4 7.5 3.7 3.6 2.2 ENCARGOS SOCIAIS Sobre os salários.605 T.6 2.4 2.0 3.1 2.6 2.5 2.4 2.7 3.0 1.5 2.0 3.9 1.603 T.601 T.PADRÃO SALARIAL DA MÃO-DE-OBRA Referência: Dezembro de 1996 Código Profissão Norte Nordeste Sudeste Sul Centro.6 2.6 2.4 2.0 4.7 3.1.1 3.7 1.6 2.9 2.609 T.311 T.6 2.4 2.3 7.5 7.7 4.4 2.6 2.6 1.1 3.1 3.1 3.2 2.4 T.5 T.3 OPERADOR DE MÁQUINA.1 2.9 3.4 2.7 3.606 T.7 3.0 3. de acordo com a legislação vigente e a prática usual da administração de pessoal.9 3.1 3.30% 30 .610 T.4 7.6 2.1 3.1 3.5 3.2 3.5 2.

1º item I do Decreto lei A5 INCRA nº 1.787/89 Salário Art 3 do Decreto 60. Sobre estes dias incidem também os encargos do grupo A Antes de apresentar o demonstrativo do cálculo dos encargos do grupo B. 3 Decreto 60.029/90.3333 51.446/67. 25 decreto.Os encargos são determinados e regulamentados por lei. previstos pela legislação.154 de 1.00 A4 SENAI 28/12/90 Art. parágrafo 3° Lei 8.60 A8 SEBRAE Lei 8. 1º DL 6246/44.redação dada pela Lei 8.3333 = = 51. regulamentada pelo Decreto 356 de trabalho INSS 07/12/91 art 26. que incidem diretamente sobre a folha de pagamento e que são regulamentadas de acordo com a legislação a seguir: Item Contribuição Legislação Percentual Lei 8212 Art.676.1 dia de repouso = = = = 365/ 12/ 7 = = 365/ 7 = = 44/ 6 = = 7 x 7. Foram adotados os valores médios ocorridos no setor da Construção Rodoviária Nos itens seguintes são detalhados os quatros grupos que compõem os encargos sociais: a) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo A Neste grupo estão incluídas as obrigações. 26 reg. mas que o funcionário tem direito de receber sua remuneração.107 Art.15. Art.20 1º DL 1867 /81 e lei 7.00 A1 INSS Art. Lei 8.3452 = = 365 x 7.3331 x 4.0526 2.212 de 3. 356 de 07/12/91 Lei 5.3452 52. item II Lei Complementar nº 11/71 0.154/90 de A3 SESI 1.446/67. os que se referem aos direitos dos empregados. letra A da Lei 8.570/90 Art.1429 7.00 A7 acidente de 24/07/91.570/90 O total de encargos do Grupo A é de 36. 22 item II. 23º de 13/09/66. Lei 8.entada decreto 99.50 A6 Educação 87. 22 de 24/07/9. Art. calculam-se as horas efetivamente trabalhadas por ano de acordo com os seguintes parâmetros: Dias trabalhados por ano Dias da semana Dias trabalhados por semana Meses por ano Horas trabalhadas por semana Semanas por mês Semanas por ano Horas trabalhadas por dia Horas remuneradas por semana Horas remuneradas por mês Horas trabalháveis por ano = = = dias da semana .80% b) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo B Neste grupo são considerados os dias em que não há prestação de serviço. item 1 do Decreto 2. (conforme abaixo indicado) para se obter os dias efetivamente trabalhados: 31 . regulamentada pela Lei 99.029/90 modificada pela 0. 8 inciso II lei 8029/90 .146/70.50 28/12/90 e reg Art. lei 8036 de 11/05/90 e regulâm.00 08/11/90 Lei 5. devem ser descontados os dias não trabalhados.043 de 22/03/82 e lei 7787/89 Seguro contra Art. têm incidência variável de acordo com a freqüência com que são exercidos .684 de A2 FGTS 8.3333 = 365 7 6 12 44 4.154/90. 1 e Decreto 99.3331 223. Art 8 °. item III. entretanto.107/66 art.6545 Das horas trabalháveis por ano. Regulamentada pelo 20. 2 Disciplinado pela.

2 dia a cada 12 meses para doação voluntária de sangue .607/60 e 8213 de 24/07/91 Lei 3607/60 e 8213 de 24/07/91 Disposição Provisória da Constituição Federal de 88 ( Art 10.os dias de eleição de acordo com legislação específica . descendente ou cônjuge .DIAS NÃO TRABALHADOS LEGISLAÇÃO • Descanso remunerado ( domingos) • Feriados e dias Santificados (média de 13dias/ ano) Art 67 CLT e Lei 605 de 5 de janeiro de 1949 Art 70 da CLT Art 1° da Lei 605/ de 5/11/49 e Decreto Lei 86 de 27/12/66 São feriados federais : .1266 de 08/12/50 e 6802 de 30/06/80 os seguintes dias:: Dia da Confraternização Universal 1° de janeiro Dia de Tiradente 21 de abril Dia do Trabalho 1° de maio Independência do Brasil 7 de setembro Dia da Padroeira do Brasil 12 de outubro Dia da Proclamação da República 15 de outubro 25 de dezembro Natal 3 a feira de data móvel Carnaval data móvel a 6 feira Santa data móvel -5 a feira Corpus Cristi 2 de novembro finados Art 129 a 148 da CLT. na maioria dos municípios nelas estão incluído: • Férias .3 dias consecutivos em caso de casamento .dias de greves devidamente reconhecidas por determinação judicial . parágrafo 1°) Art 473 e 822 da CLT . sendo que. inundações etc) • Os feriados municipais são determinados por leis próprias.2 dias para alistamento eleitoral .período em que estiver cumprindo às exigências do serviço militar Lei 1060 de 05/03/1950 .dias reconhecidamente de calamidade pública ( chuva.dias que estiver a serviço da justiça como testemunha Por determinação de lei específica: .1 dia por ano para internação de dependente .(30 dias) • Auxílio enfermidade (15 primeiros dias) • Auxílio de acidente de trabalho (15 primeiros dias) • Licença Paternidade ( 5 dias consecutivos) • Faltas justificadas 32 .2 dias consecutivos por morte de ascendente. inciso XVII da CF Lei 3.de acordo com as Leis: 662 de 06/04/49.

972. 15 x 0.6663 h /a • Férias .858 x 0.afastamento médio de 5 dias. salvo no período de férias.972.6663 x 100 % = 4. .Total de horas efetivamente trabalhadas no ano: (2.09 % 1.3333 = 11.5 x 7.Repouso semanal remunerado 350.972.3333 = 1.2 dias com probabilidade de cair num domingo ou nas férias.5 dias de faltas justificadas por ano.50 x 1.9508 x 100% = 17.80% 1.3333 = 36. a composição etária da população entre 18 a 59 anos é de 50% .30 dias de férias por ano. Apenas 3% dos empregados utilizam este benefício. (365 -30 ) x 7. de acordo com o anuário do IBGE 1990-1995.3000 h/a • Licença Paternidade . 5 x 7.3333 = 80.a duração da licença é de 5 dias corridos.676.4702) = 1. 30 x 7.a taxa média de fecundidade.1843 33 .a probabilidade de um dias destes não cair no domingo é de 85.8876 h/a • Faltas Justificadas .30 dias de férias a cada ano. .Feriados 80.3333 = 350.Cálculo das horas correspondentes aos dias não trabalhados: • Repouso semanal remunerado: .6545 .15 primeiros dias de licença sob a responsabilidade do empregador. por trabalhador.8%.Total das horas não trabalhadas por ano: 704. . por ano e por empregado.1843 h/a Com o valor das horas efetivamente trabalhadas por ano chega-se aos percentuais de incidência dos encargos do Grupo B: • B1 .03 x 7.704.9990 h/a • Auxílio Enfermidade . 11 x 7.9508 h /a 7 • Feriados: -13 dias para o total dos feriados por ano. 1.00 x7.1843 • B2 . é de 3% 0.3333 = 219.03 5 x 0.1 dia por semana de descanso (domingo).3333 = 3.6665 h/a • Auxílio Acidente .4702 h/a .00 h/a Pelo demonstrativo acima conclui-se que: .considerou-se a média de 1.

972.3333 x 100 % = 14.238/84 .972. Inciso I das Disposições Transitórias da Constituição Federal sem Justa Causa de 88 Aviso Prévio Indenizado Indenização Adicional Art 487 CLT art7 .Faltas Justificadas 11.00 x 100 % = 0.86 % 1.3333 x 100 % = 11.Licença Paternidade 1.1843 • B7 .10 % 1.1843 • B5 .13 ° Salário.• B3 .6665 x 100% = 1.1843 • B8 .972. assim sendo.Auxílio Enfermidade 36.87 % 1.1843 O total de encargos do Grupo B é de 50.multa por demissão sem justa causa nos 30 dias antes da data base da Convenção Coletiva de Trabalho C2 C3 O cálculo dos itens deste grupo é feito da seguinte forma: 34 .17 % 1. Instrução Normativa 2 SNT de 12/03/92.107/66 alterada pelo art 10°.16 % 1.56 % 1.Férias Além das horas não trabalhadas.61% c) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo C Neste grupo estão os encargos pagos diretamente aos empregados e. os que não incidem sobre eles os encargos do Grupo A Eles são previstos de acordo com a seguinte legislação: ENCARGOS DO GRUPO C C1 LEGISLAÇÃO Multas por Rescisão Art 6°da Lei 5.972.1843 • B6 .972.9990 x 1. de acordo com Lei 4090 de 13/07/62 30 x 7.1843 • B4 . inciso XXI da CF Art 9° da Lei 7.Auxílio Acidente 3.3000 x 100% = 0.8876 x 100% = 0. há que considerar que o empregado tem direito de receber mais 1/3 do valor das férias 219.972.

34 % O total de encargos do Grupo D é 18.08 x 0.13 % Trata-se de uma indenização equivalente ao salário de 30 dias para o empregado demitido sem justa causa.93% d) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo D Neste grupo estão os encargos referentes a incidência sobre outros encargos ou seja: • D1. conforme determina o art 10 . sobre a o saldo do fundo de garantia.15 x 100 % 1.1843 • C2 .95 x100 % = 0.95 x 1. 30 x 7.972.40 x 0.67 % O total de encargos do Grupo C é de 19.1116 x 0.30 %.1843 = 1.0526 x 1.972. Sabendo-se que : ◊ a freqüência de empregados demitidos sem justa causa = 95% ◊ o período médio de permanência dos empregados = 9 meses ◊ as horas remuneradas por mês = 223.40 x 0. 35 .5061 x 100 %= 18.Aviso Prévio Indenizado 9 12 x 100 % = 4.0526 ◊ o percentual de contribuição para FGTS sobre o salário = 8% 0. A ocorrência média de demissões nesta situação é de 15 % 30 x 7.62 % • D2 .13 % Indenização equivalente ao salário de 30 dias do empregado dispensado sem justa causa. ou seja : 0.• C1.Incidência do Grupo A sobre B 0. inciso I das disposições Transitórias da Constituição Federal de 88.3333 x 0.Incidência de multa do FGTS sobre o 13° salário Corresponde a incidência do FGTS sobre o 13° salário. no período de 30 dias anteriores à data base da correção salarial .Multa por Rescisão do Contrato de Trabalho sem Justa Causa Trata-se de indenização compensatória de 40%.08 x 0.972.96% Com os valores acima obtêm-se o total de encargos sociais de 126.3680 x 0. calculados sobre o valor do salário/hora efetivamente trabalhado.3333 x 0.1843 • C3 .95 x 9 x 223. para o caso da dispensa sem justa causa . devido a demissão sem justa causa.Indenização Adicional 9 12 x 100 % = 14.

67 19.13 1.09 14.00 8.50 3.80 4.16 0.56 50.e) Resumo dos Encargos Sociais Resumo dos Encargos Sociais Trabalhistas Regime de Contratação: Contrato Direto dos Serviços Salário: Horário Regime de Trabalho: Normal GRUPO A INSS FGTS SESI SENAI INCRA Salário Educação Seguro Acidente De Trabalho SEBRAE PERCENTAGEM 20.00 0.13 14.34 18.30 36 .00 0.60 36.00 1.87 1.93 TOTAL GRUPO D TOTAL DOS ENCARGOS 18.80 TOTAL DO GRUPO A GRUPO B Repouso Remunerado Feriados e Dias Santificados Férias e 1/3 de Férias Auxilio doença Acidente de Trabalho 13o Salário Licença Paternidade Faltas Justificadas TOTAL GRUPO B GRUPO C Multa por Rescisão Contrato Trabalho sem Justo Causa Aviso Prévio Indenizado Indenização Adicional 17.17 11.96 126.86 0.20 2.10 0.61 TOTAL GRUPO C GRUPO D Incidência do Grupo A sobre B Incidência da Multa FGTS sobre 13o Salário 4.62 0.50 1.

Regulamentado de acordo com os Decretos Lei 2445 de 29 de • PIS / PASEP junho de 1988 e 2449 de 21 de julho de 1988 deve ser considerada como parte do LDI. O deslocamento da equipe deverá ser considerada na produção dos serviços. parágrafo 1°).f) Observações Adicionais Foram ainda analisados. Este procedimento não foi considerado. gratuitamente aos empregados. os seguintes aspectos: • Insalubridade O Art 189 a 197 da CLT trata do adicional ao salário devido ao trabalho insalubre. Pelo Artigo 488 da CLT é facultado o aviso prévio trabalhado • Aviso Prévio sendo.1. por dia a jornada de Trabalhado trabalho. é obrigatório o fornecimento de transporte aos empregados. De acordo Lei 7418 de 85 . referente à segurança e medicina do trabalho. sem entretanto. regulamentada pelo Decreto 95. A aplicação deste acréscimo. de acordo com a região e o período de realização da obra) devem ser incluídos no LDI. enquanto os dias de chuva (devido a grande variação. 162 da CGT e MR 6 e 18. não será considerada esta parcela. De acordo com Art 193 da CLT deve ser acrescido percentual de 40 % às categorias que trabalhem com risco de vida tais como: manuseio de explosivos ou locais sujeitos a desmoronamento. e outros motivos em que o trabalhador é remunerado. é obrigatório o fornecimento dos equipamento de proteção individual. 37 . dias de chuva. assim sendo não foi Contribuição Sindical considerada • Paralisação dos serviços 4. A contribuição sindical é facultativa.3 ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA Além dos encargos acima calculados. pois são diretamente proporcionais à mão-de-obra empregada. Prevista nas Disposição Provisória da Constituição Federal de • Licença Maternidade 88 ( Art 10. Foi incluído este percentual nas categorias de Blaster e trabalhadores em Tubulão. neste caso reduzido do 2 horas. a seguir relacionados. devem ser feitas as seguintes observações com referências à outros custos que incidem sobre a mão-de obra. este item não foi considerada tendo em vista que praticamente a totalidade da mão-de-obra dos trabalhadores horistas da construção rodoviária é de homens. • Periculosidade Neste item deveriam ser incluídas as horas paralisadas de serviço devido aos deslocamentos da equipe. que foram intitulados de ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA. Adicional à mão-de-obra • Equipamento de Proteção Individual • Transporte Legislação Específica De acordo com Art.247 de 17/11/87. Assim sendo. no cálculo do custo da mão-de-obra. o percentual a ser adotado e as proteções a serem fornecidas dependem das condições de trabalho. tendo em vista que esta prática não é usual na construção civil pesada. de acordo com perícia técnica. haver produção de serviço. Também deverá ser incluído no LDI já que este fundo incide FINSOCIAL sobre a receita bruta da empresa.

16% .8% .percentual da participação máxima do trabalhador permitida de acordo com a Lei 6321 de 14 de abril de1976 . O fornecimento das ferramentas manuais necessárias à execução dos serviços a) Demonstrativo do Adicional à Mão-de-obra Para considerá-los no cálculo dos custos da mão-de-obra.percentual do custo médio de alimentação em relação ao salário médio . O percentual referente às Ferramentas Manuais deverá ser incluído no cálculo do custo unitário sempre que for necessário a execução do serviço. • Equipamento de Proteção Individual Percentual mínimo de equipamento de proteção individual de segurança sobre a mão-deobra é de1.16 x (1-0. necessária a execução de determinados serviços. a prática usual do fornecimento de alimentação nas obras de construção rodoviárias. Junta-se a este argumentos.79% • Alimentação .25% Alimentação = [0. nos acordos coletivos de trabalho.percentual do transporte em relação ao salário médio 6.068 x (1-0. estes só deverão ser levados em consideração nos orçamentos de acordo com as exigências locais.25) X 100% = 9.00% Os percentuais referentes aos Equipamentos de Proteção Individual.participação dos empregados de acordo com art 9 inciso I do decreto 95. foram calculados percentuais correspondentes aos itens acima relacionados.25) X 100% = 4.20% . b) Resumo dos Encargos Adicionais à Mão-de-obra Resumo dos Encargos Adicionais à Mão-de-obra Regime de Contratação: Contratação Direta dos Serviços Salário: Horário Regime de Trabalho: Normal Discriminação Percentual Equipamento de Proteção Individual 1. é de 5.percentual sobre a mão-de-obra do custo com ferramentas manuais.12 Transporte 4. Transporte e Alimentação não são considerados no cálculo dos custos unitários das composições de custos do SICRO2. cada vez com mais freqüência.60 Ferramentas Manuais 5.percentual de dedução fiscal (instrução do MAJUR de 1996) .Adicional à mão-de-obra • Alimentação • Ferramentas Manuais Legislação Específica O fornecimento de alimentação aos trabalhadores tem sido incluída.12% • Transporte .00 38 . sua obrigatoriedade adquire força de lei.20) ] X (1-0.79 Alimentação 9. Assim sendo.247 de 87=6% .percentual de dedução fiscal de acordo com instrução do MAJUR de 1996 = 25% Transporte = [0.60% • Ferramentas Manuais .06)] X ( 1-0.

Depreciação .Filtros e lubrificantes . ferramenta de penetração no solo. Outros equipamentos. estabelecer diferenciação das condições em que são utilizados. • pás carregadeiras de esteiras. etc. Deste modo. os fabricantes sugerem vincular sua vida útil às condições em que operam.2.Partes de desgaste (bordas cortantes. obtidos da seguinte relação: Custo horário do equipamento Custo unitário do serviço produzido = Produção horária do equipamento 4. por exemplo.Custo de Oportunidade do Capital . com o objetivo de melhor espelhar. Neste caso enquadram-se. • escavadeiras hidráulicas. manutenção e operação referidos à unidade de tempo (hora). no custo horário.Combustível . Os equipamentos que normalmente requerem esse tipo de distinção são: • tratores de esteiras. no entanto. • “motoscrapers”. entre outras) • Custos de Operação .2 4.Seguros e Impostos • Custos de Manutenção .4. • pás carregadeiras de rodas. britagem.2. dentes de caçamba. As despesas que são consideradas para o cálculo do custo horário de um equipamento são as seguintes: • Custos de Propriedade . não sendo necessário. a grande maioria dos equipamentos trabalha em condições razoavelmente uniformes. usinas de solos e asfalto.2 EQUIPAMENTOS CUJO CUSTO HORÁRIO VARIA COM AS CONDIÇÕES DE TRABALHO Na construção rodoviária. podem sofrer expressiva variação de desgaste em função das condições de trabalho que lhes são impostas. equipamentos de compactação.Material rodante / pneus .1 EQUIPAMENTOS CUSTO HORÁRIO O cálculo dos custos dos serviços de rodoviários requer o conhecimento dos custos horários de operação dos equipamentos empregados em sua execução. para cálculo do custo horário. Nestes casos. Ele é utilizado para o cálculo dos custos unitários dos serviços que o equipamento produz. 39 .Reparos em geral .Mão-de-obra de Operação O custo horário de um equipamento é a soma dos custos de propriedade. será preciso estabelecer critérios que definam a forma como serão levados em conta os diferentes componentes desse custo. esse maior desgaste.

A combinação destes fatores. 40 . São dois os fatores que influem sobre a maior ou menor vida útil desses equipamentos: tipo de solo com que o equipamento está operando e condições da superfície de rolamento sobre a qual ele trabalha. A variação do desgaste. a superfície de operação. em função dos impactos e resistência ao rolamento. média e pesada. Nas composições apresentadas neste Manual. São os solos usualmente definidos pelo DNIT como de 1a. Suas características influenciam o maior ou menor desgaste da estrutura e das peças componentes do equipamento. e da vida útil. que são justamente aqueles usualmente realizados pelos equipamentos em questão. etc. ainda. 2a e 3a categorias.• retro-escavadeiras. ou sua ação independente. • motoniveladoras. é mais acentuado para sua estrutura que o de um “motoscraper”. estará provocando acentuado desgaste nos pneus do “motoscraper”. não os transmitindo à estrutura. estabelecendo-se para estes equipamentos 3 níveis de condições de operação: leve. entretanto. Por outro lado. médias e pesadas para os serviços de escavação e carga e de transporte. desgaste do material rodante. determinarão o maior ou menor desgaste dos equipamentos. cujas dificuldades de manuseio são notórias. • Superfície de operação: As superfícies em que os equipamentos operam também variam de firmes e lisas até irregulares. operando em superfície pesada. classificaram-se as condições de trabalho em leves. influirão sobre a vida útil dos mesmos. • caminhões (em geral). O desgaste sofrido por um trator de esteiras. etc. diferencia-se não apenas pelas condições de sua utilização. a categoria dos materiais úmidos. • Tipo de solo:os tipos de solo nas obras rodoviárias podem variar. de forma simplificada. consequentemente. com matacões ou rocha explodida. Com base nessas considerações. chassis. os custos horários desses equipamentos foram calculados considerando-os operando em condições médias. dentes de caçamba. em termos de motor. e. transmissão. Acrescenta-se. turfosos. conforme pode ser observado na tabela a seguir. no caso. como também pelo tipo da máquina. em que os pneus absorvem parte do impacto. em termos de facilidade de operação. Esta vinculação pode ser feita. As características de cada um desses tipos de solos vão solicitar mais ou menos os equipamentos. desde argila levemente arenosa e de fácil rompimento até rocha fragmentada ou explodida. O sistema informatizado SICRO2 incorpora recursos para considerar essas condições diferenciadas de utilização dos equipamentos. bordas cortantes.

Resistência ao rolamento • pouca patinagem do material rodante. • argila arenosa • argila com alguma umidade • mistura de solos diferentes como areia e cascalho fino • produção de aterros (trator de esteiras) • carregamento em rocha bem fragmentada • valetamento em solo médio a pesado até 3. sem material solto. cascalho consolidado.ento maior que 7% piso em pedras soltas e lamelares. trabalho em pedreiras carregamento contínuo em solos compactados como xisto argiloso. etc. • superfícies conservadas por Para transporte motoniveladoras • distâncias irregulares(longas e curtas) • estradas de curvas moderadas • resistência ao rolamento menor que 4% (*) • aclives e declives constantes • resistência ao rolamento entre 4% a 7% (*) Rr . (“scrapers”) • superfícies firmes. • valetamento em profundidades superiores a 3m.Condições leves Condições pesadas Para escavação e carga • • • • • Para escavação e carga Condições de Trabalho Condições médias Para escavação e carga • • • • • • • • camada de solo superficial materiais de baixa densidade argila com baixo teor de umidade material retirado de pilhas operação de lâmina em aterro solto reboque de “scrapers” (trator de esteira) espalhamento e nivelamento de materiais valetamento em solo leve até 2m de profundidade (retro-escavadeira) pedras freqüentes ou afloramento de rochas cascalho grosso (sem finos) escarificação pesada em rocha. Para transporte • • • • • • deslocamento contínuo em terreno rochoso piso úmido ou irregular freqüentes aclives piso de areia frouxa e seca sem aglutinante resistência ao rolâm. Rr = Kg de força necessário peso do veículo 41 . de operação.00m de profundidade • escavação em barranco de material facilmente penetrável • material bem escarificado Para transporte • desmatamentos • superfícies com apoio total as sapatas e • unidades carregando em terreno nivelado baixo teor de areia. • carregamento em rocha escarificada (para “scrapers”) • restrições constantes no comprimento ou largura.

Assim sendo. Certos equipamentos. de alguns parâmetros. Há. aqueles que tiverem procura nesse mercado. ao final da vida útil do equipamento. ainda. mesmo. A existência de mercado consumidor ativo. melhora o valor residual do equipamento. em cada Estado ou Região.4.3. as de interesse imediato nulo.3 CRITÉRIOS DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO 4. regulamentada por legislação específica. • Valor Residual Ao se pretender atribuir ao valor residual dos equipamentos um percentual de seu Valor de Aquisição. Esses fatores são dinâmicos e variam ao longo do tempo. b) Parâmetros de Depreciação • Valor de Aquisição Os valores de aquisição dos equipamentos. relativas a equipamentos novos para venda à vista. o valor do fundo adicionado ao valor residual do equipamento seja suficiente para a aquisição de um equipamento novo. verifica-se que o mercado de máquinas usadas distingue tipos de equipamentos e marcas. têm apenas valor de sucata. variação de valor. de tal forma que. valor de aquisição de equipamento novo e valor residual e. correspondentes às cotações de fabricantes ou grandes revendedores. principalmente de pequeno porte. tais como: período de vida útil. a função de gerar um fundo.1 Custos de Propriedade a) Depreciação Em termos genéricos. relacionada ao número de horas em que o equipamento presta serviços efetivos) de outros dois conceitos que não se aplicam no caso do cálculo de seu custo horário: a idade cronológica do equipamento e a depreciação para fins contábeis.2. serão sempre aqueles objeto de coleta pelo SICRO2.2. o SICRO2 adotou os seguintes percentuais do valor de Aquisição dos Equipamentos para a estimativa de seu Valor Residual: 42 . conforme a região em que se deseja negociar. compreendendo em seu valor a carga tributária que sobre eles incide (ICMS e IPI). Existem algumas de maior aceitação e procura. outras menos procuradas e. seu valor total corresponde à diferença entre o preço do equipamento novo e o valor residual que ele ainda possui ao final de sua vida útil. terão cotação mais elevada. a depreciação é considerada como a parcela do custo operacional correspondente ao desgaste e à obsolescência do equipamento que ocorrem ao longo de sua vida útil. Esta conceituação é importante no sentido de desvincular a depreciação pelo uso (ou seja. portanto. a serem utilizados nos cálculos do seu custo horário. igual àquele que estaria sendo retirado da linha de produção. portanto. também. O cálculo da depreciação para efeito de custeio depende. da definição da forma como imputar este ônus ao custo operacional horário. A inclusão da depreciação como parcela de custo tem. Com apoio na pesquisa a seguir. ao final de sua vida útil.

TABELA - PERCENTUAIS DE VALORES DE AQUISIÇÃO ADOTADOS PELO SICRO2 PARA REPRESENTAR O VALOR RESIDUAL DOS EQUIPAMENTOS
VALOR RESIDUAL VALOR RESIDUAL

TIPO DE EQUIPAMENTO

TIPO DE EQUIPAMENTO

(%) Acabadora de concreto com forma deslizante Aplicador de mat.termoplástico por extrusão Aquecedor de fluido térmico Aquecedor de material termoplástico Bate estacas de gravidade Betoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria de madeira Caminhão tanque Campânula de ar comprimido Carregadeira de pneus Carrinho de mão Cavalo-mecânico com reboque Central de concreto Chata 25m3 c/rebocador Compressor de ar Compressor de ar para pintura com filtro Conjunto de britagem Conjunto moto bomba Distribuidor de agregados Distribuidor de asfalto em caminhão Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Equipamento distribuidor de LARC (Microflex) Draga de sucção para extração de areia Equipamento. para hidrosemeadura Escavadeira hidráulica Esmerilhadeira de disco Espalhadora de concreto Estabilizadora e recicladora a frio Fábrica de pré-moldados - guarda-corpo Fábrica de pré-moldados - mourão Fábrica de pré-moldados para pavimentação Fábrica de tubos de concreto Fábrica de pré-moldados - balizador Fresadora a frio Fresadora de solos Furadeira elétrica de impacto Fusor Gerica Grade de disco Grupo gerador Guilhotina 10,0 15,0 10,0 15,0 15,0 10,0 10,0 20,0 20,0 20,0 20,0 20,0 10,0 20,0 5,0 20,0 10,0 15,0 15,0 15,0 10,0 5,0 10,0 20,0 20,0 20,0 15,0 20,0 20,0 5,0 10,0 20,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 20,0 20,0 5,0 15,0 5,0 5,0 15,0 15,0
43

(%) Martelete rompedor 28 a 33kg Martelo perfurador rompedor Microtrator com roçadeira Moto-serra Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira “Crawler-drill” Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Prensa excêntrica Régua vibratória Retroescavadeira Roçadeira em trator de pneus Roçadeira mecânica Rolo autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador estático Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro vibratório Rolo estático de pneus autopropulsor Rolo Tandem estático Rolo Tandem vibratório Seladora de juntas Serra circular Serra de juntas Serra de disco diamantada para junta Soquete vibratório Talha de guincho manual Tanque de estocagem de asfalto Texturizadora e lançadora c/estação meteorológica Transformador de solda Trator “uniloader” com vassoura Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200 kW Máquina p/pintura de faixa a quente Tratores de esteira até 200 kW Tripé / Sonda com motor Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Veículo leve “Pick-up” (caminhonete) Veículo leves - automóvel até 100hp 5,0 5,0 20,0 5,0 20,0 15,0 5,0 5,0 5,0 15,0 5,0 20,0 20,0 5,0 10,0 15,0 15,0 15,0 10,0 15,0 15,0 10,0 10,0 5,0 10,0 10,0 5,0 5,0 10,0 10,0 5,0 20,0 20,0 15,0 15,00 20,0 10,0 10,0 10,0 10,0 20,0 10,0 25,0 25,0

TIPO DE EQUIPAMENTO

VALOR RESIDUAL

TIPO DE EQUIPAMENTO

VALOR RESIDUAL

Jateadora de areia Lixadeira Lixadeira. Máquina p/pintura demarcação de faixas autopropelida. Máquina universal para corte de chapa

(%) 5,0 5,0 15,0 15,0

Vibrador de imersão para concreto Vibro-acabadora de asfalto Vibro-acabadora de concreto de cimento

(%) 5,0 10,0 10,0

• Período de Vida Útil do Equipamento O conceito de vida útil de um equipamento é eminentemente econômico. Para ilustrá-lo, construiu-se o gráfico a seguir, que representou a evolução dos seus principais componentes de custo ao longo de certo período De acordo com o gráfico apresentado, pode-se ver que os valores de depreciação vão diminuindo

C U S T O H O R Á R I O

Custo Total

Depreciação Custo de Reparo

TEMPO (ANOS)
com o número de anos em que o equipamento é utilizado, enquanto o custo dos reparos para mantê-lo em condições de utilização, vai aumentando com o passar dos anos (na metodologia do SICRO2, para evitar que o equipamento tenha custo horário variável ao longo de sua vida útil, tanto a depreciação como a manutenção são computadas em parcelas iguais, mas a realidade seria melhor representada por um comportamento como mostrado na figura). Existe um momento, em que as economias de custo de manutenção, que se pode obter pela utilização de um equipamento novo, são suficientes para cobrir a diferença para mais no custo de depreciação. Este seria o ponto ideal de troca, pois, embora nesse preciso instante, os custos totais das duas opções sejam os mesmos, o equipamento antigo entrará, daí por diante, em regime de custos crescentes e o novo em regime de custos decrescentes. A vida útil de um equipamento é influenciada por dois fatores preponderantes: os cuidados com sua manutenção e as condições de trabalho sob as quais opera. Quanto à manutenção, admitiu-se
44

que a mesma obedeça às recomendações do fabricante, visto que os orçamentos devem ser neutros em relação ao maior ou menor zelo que os possíveis executantes venham a ter com o seu equipamento. No que respeita às condições de trabalho, o assunto foi enfocado no item 4.2.2 do Manual. Como vemos, a determinação da vida útil do equipamento é complexa, pois envolve vários fatores. Os fabricantes de equipamentos sugerem valores, a partir dos quais fazem estimativas de custos de depreciação e dos reparos. Considerando as condições médias de aplicação e operação dos equipamentos, optou-se por considerar a vida útil sugerida pelos fabricantes, conforme Tabela apresentada a seguir.

45

00 5.00 9.50 6.00 6.000 2.00 11.750 2.000 2.00 8.1m3 Retroescavadeira Retroescavadeira Retroescavadeira Rolo Pé-de-carneiro autopropulsor 11.33m3 Carregadeira de pneus 1.1m3 Carregadeira de pneus 3.72m3 Carregadeira de pneus 1.000 2.000 2.00 5.00 5.00 5.000 2.00 4.00 6.000 1.000 2.000 2.00 5.00 6.000 2.000 2.750 1.000 2. E001 L M P L M P L M P L M P L M P Pot.72m3 Carregadeira de pneus 3.00 7.000 1.00 6.000 2.33m3 Carregadeira de pneus 1.000 2.50 11.000 2.000 2.000 2. Cond.000 2.50 10.000 2.00 6. Descrição (kW) Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Motoscraper Motoscraper Motoscraper Motoniveladora (105 a 130hp) Motoniveladora (105 a 130hp) Motoniveladora (105 a 130hp) Trator agrícola ( de pneus) L M P L M P L M P Carregadeira de pneus 1.000 2.000 2. (anos) D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D 6.000 2.000 2.80 7. de trab.250 2.00 6.000 2.Tabela .1m3 Carregadeira de pneus 3.00 4.25t (vibratório) L M P L M P L M P Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Motoniveladora (150 a 180hp) Motoniveladora (150 a 180hp) Motoniveladora (150 a 180hp) Carregadeira de pneus 1.00 4.000 2.00 4.00 HTA (h/a) 2.750 2.00 7.000 2.000 2.000 1.00 4.00 4.000 2.72m3 Carregadeira de pneus 1.00 8.000 2.000 2.00 10.00 9.00 5.Vida Útil dos Equipamentos Cód.000 2.000 2.000 E002 E003 E005 E006 E007 E009 E010 E011 E013 E014 E015 E016 E055 E056 E062 46 .00 6.000 2.00 7.00 7.33m3 Rolo compactador pé-de-carneiro vibratório Rolo compactador pé-de-carneiro "tamping" L M P Escavadeira hidráulica deesteiras Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica de esteiras 82 82 82 104 104 104 228 228 228 246 246 246 104 104 104 77 78 78 78 127 127 127 57 57 57 85 228 228 228 138 138 138 79 79 79 80 156 166 166 166 Tipo VU de comb.50 6.00 4.00 6.50 6.00 11.00 5.000 2.

200 1.80 6.00 6.00 8. (anos) D D D D D D D E 5.750 1.750 1.00 8.00 7.00 6.000 1.00 8.00 6.6t Rolo compactador de pneus estático autopropelido.000 1.750 1.00 5.000 1.80 8.750 1.500 1.00 6.000 2. E063 E065 E066 E101 E102 E103 E104 E105 E106 E107 E108 E109 E110 E111 E112 E113 E114 E115 E116 E117 E118 E119 E121 E122 E123 E124 E126 E127 E138 E139 E142 E147 E149 E151 E156 E160 E161 E201 E202 E203 E204 E205 E206 E207 E208 E209 E210 E211 E223 E225 E226 E301 E302 E303 Pot.6t Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Caldeira de asfalto rebocável 600l Usina de asfalto a quente 100/140t/h Fresadora a frio Fresadora a frio Estabilizadora e recicladora a frio Rolo compactador liso autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus Usina de asfalto 90/120 t/h com filtro de manga Vibro-acabadora para asfalto sôbre esteiras Rolo compactador estático Carregadeira compacta de pneus Fressadora e distribuidora de solos p/ regular sub-leito Equipamento distribuidor de LARC (Microflex) com cavalo mecânico Compressor de ar 250pcm Compressor de ar 350pcm Compressor de ar 764pcm Perfuratriz manual Perfuratriz sobre esteira “Crawler-Drill" Conjunto de britagem 30 m3/h Conjunto de britagem 9 / 20 m3/h Compressor de ar 180pcm Martelete rompedor de 28kg Martelete rompedor de 33kg Compressor de ar p/ pintura com filtro Compressor de ar portátil 375pcm Conjunto de britagem 80m3/h Conjunto de britagem para produção de rachão Betoneira de 320l .750 1. esteira.80 8.000 2.750 2.00 8.750 2.00 6.750 1. Descrição (kW) Escavadeira hidráulica.00 8.00 6.750 1.Cód.00 8.500 1.00 8.00 8.00 8.00 8.750 1.00 8.750 1.00 10.00 6.00 12.750 1.750 1.00 7.750 1.00 6.00 10.00 5.00 6.00 7.750 1.00 8. de trab.00 6.00 6.00 5.000 1. Cond.750 1.00 6.00 HTA (h/a) 2.750 1.80 6.250 1.diesel Betoneira de 320l .750 1.00 7.00 6.000 1.00 8. cap 600l p/ longo alcance Draga de sucção para extração de areia Chata para 25m3 com rebocador Grade de disco 24X24 Rolo compactador Tanden.250 2.80 5.750 1. 7.00 10.misturadora a frio 30 / 60t/ h Rolo estático Tanden autopropulsor a 9t Rolo Tanden vibratório 1.00 6.00 5.750 96 100 100 112 108 57 97 99 40 150 8 128 20 43 20 43 10 83 59 170 1 260 105 297 250 85 74 188 74 70 45 243 274 59 83 200 D D E E D E E D D D D D E E D D D D D E D D D D D D D D 74 23 59 E E D 2 87 292 73 7 4 9 E D E E D E E .00 6.750 1.00 7.250 1.00 8.750 1.30 10. de 23t Rolo compactador liso vibratório 6.750 1.750 1.750 1.750 1.9t Rolo compactador liso vibratório.elétrica Betoneira de 750l . vibratório autopropulsor de 10.00 5.750 1.750 1.elétrica 47 Tipo VU de comb.750 1. autopropulsor 11.200 1.250 1.2 Tanden Rolo compactador.750 1.00 6.750 1.750 1.00 10. de pneus autopropulsor 21t Usina misturadora solo 350 / 600t/h Vassoura mecânica rebocável Distribuidor de agregados rebocável Distribuidor de agregados autopropulsor Tanque estocagem de asfalto de 20 000l Distribuidor de asfalto em caminhão Aquecedor de fluido térmico Usina de asfalto a quente 40 / 60t/ h Vibro-acabadora de asfalto sôbre pneus Usina pré-misturadora a frio 60 / 100t/ h Usina pré .000 1.000 2.00 5.750 1.00 6.750 2.750 1.6t Rolo compactador liso vibratório autopropulsor.750 1.750 1.

00 6.00 8.00 6.200 1.00 6.000 2.00 5.200 1.00 5.200 1.200 1.30 5.000 2.000 2.000 2.25m Máquina p/serrar juntas Instalação fábrica de pré-moldados para pavimentação Jateadora de areia Betoneira 580 l Caminhão basculante 5m3 (8.30 4.200 1.00 5.200 1.00 7.00 5.00 5.000 2. Descrição (kW) Carrinho de mão 80l Gerica A-15 Vibrador de imersão para concreto Fábrica de tubos de concreto D=20cm Fábrica de tubos de concreto D=30cm Fábrica de tubos de concreto D=40cm Fábrica de tubos de concreto D=60cm Fábrica de tubos de concreto D=80cm Fábrica de tubos de concreto D=100cm Fábrica de tubos de concreto D=120cm Fábrica de tubos de concreto D=150cm Instalação completa p/ fabricação de mourão Instalação completa p/ fabricação de balizador Instalação completa p/ fabricação de guarda-corpo Central de concreto 30m3/h c/ silo p/ cimento (dosadora) Espalhadora de concreto Acabadora de concreto com forma deslizante Texturizadora e lançadora c/ estação meteorológica Serra de disco diamantado para junta Seladora de juntas Central de concreto de 270m3 /h Régua vibratória de 4.000 1.000l Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 4t 48 Tipo VU de comb.000 2.50 5.80 5.200 1.80 5.200 1.30 4.000 2.30 4.000 2.000l Caminhão tanque 6.00 8.250 1.00 5.00 6.00 5.50 5.5t) Caminhão basculante 10m3 (15t) Caminhão basculante 10m3(15t) Caminhão basculante 10m3 (15t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão tanque 6. (anos) 1.000 2.000 1.250 1.00 1.200 1.00 10.30 4.750 2.000 2.00 6.00 10.200 1.250 1.000 2.000 2.200 1.000l Caminhão tanque 10.00 6. Cond.00 5.00 5.5t) Caminhão basculante 6 m3 (10. de trab.500 1.50 5.250 2.000 2.000 2.000 2.000 1.250 1.000l Caminhão tanque 10.00 5.200 1.Cód.000 2.8t)Caminhão basculante 5 m3 (8.000 1.000l Caminhão tanque 10.250 1.00 10.000 2.500 1.00 8.00 6.00 8.000 2.000 2.00 5.00 5.000 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 25 172 172 57 47 6 149 1 6 2 10 125 125 125 170 170 170 150 150 150 170 170 170 170 170 170 150 150 150 170 170 170 80 80 E E E E E E E E E E E E E D D D G G E E E E G D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D E400 E402 E403 E404 E405 E406 E407 E408 .000 2.00 5.00 8.200 1.00 5.00 5.00 6.000l Caminhão tanque 6.00 5.000 2.000 2. E304 E305 E306 E307 E308 E309 E310 E311 E312 E313 E314 E316 E317 E318 E323 E330 E331 E332 E333 E334 E335 E337 E338 E339 E340 E343 L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M Pot.80 HTA (h/a) 1.00 8.00 5.50 5.5t) Caminhão basculante 6 m3 (10.8t)Caminhão basculante 5 m3 (8.00 6.8t)Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão basculante 6 m3 (10.

Cód. Cond. de trab. P L M P L M P

Pot. Descrição (kW) Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Cavalo mecânico c/ reboque 29,5t Veículo leve automóvel até 100hp Veículo leve Pick up 80 150 150 150 112 112 112 265 38 97 170 170 170 150 150 150 160 160 160

Tipo VU de comb. (anos) D D D D D D D D G D D D D D D D D D D 5,00 6,50 5,80 5,00 6,00 5,30 4,00 12,00 5,00 5,00 6,00 5,30 4,00 6,50 5,80 5,00 6,00 5,30 4,00

HTA (h/a) 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 1.000 1.500 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000

E409

E410

E411 E412 E416 L M P L M P L M P

E421

Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Grupo gerador 40KVA Grupo gerador 140KVA Grupo gerador 180KVA Grupo gerador 292KVA Grupo gerador 9/10KVA Grupo gerador 80KVA Grupo gerador 2,5 a 3KVA Grupo gerador 25KVA Trator de pneus c / roçadeira Micro trator com roçadeira Roçadeira mecânica Campânula de ar comprimido (3m3) Bate estaca de gravidade 500kg Bate estaca de gravidade 3000kg Serra circular de 8" Talha guincho manual para 4t Soquete vibratório
49

E422

E427

E432

L M P L M P L M P

279 279 279 279 279 279 150 150 150 32 120 144 212 10 88 3 15 77 10 2 17 160 4 2

D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D E G

6,00 5,30 4,00 6,00 5,30 4,00 6,50 5,80 5,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 8,00 6,00 3,00 11,00 10,00 10,00 8,00 11,00 9,00

2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 1.250 1.000 400 1.250 1.500 1.500 2.000 1.250 1.000

E433

E434

E501 E502 E503 E504 E505 E507 E508 E509 E601 E602 E603 E901 E902 E903 E904 E905 E906

Cód. Cond. de trab. E907 E908 E909 E910 E911 E912 E914 E915 E916 E917 E918 E919 E920 E921 E922 E923 E924 E925

Pot. Descrição (kW) Conjunto Moto-Bomba Máquina Demarcadora de faixas autopropelida Equipamento p/ hidrossemeadura (5.500l) Esmerilhadeira de disco Tripé/sonda c/ motor Furadeira elétrica de impacto Placa vibratória c/ motor a diesel Equipamento p/ varred. e aspiração (montado em caminhão) Moto serra Máquina para corte de chapa Prensa excêntrica Guilhotina 8t Máquina p/pintura de faixa a quente Máquina para pintura (fusor) Martelo perfurador/ rompedor Lixadeira Transformador de solda Aplicador de material termoplástico por extrusão 11 44 125 2 22 1 3 150 4 4 1 3 22 10 1 2 8 4

Tipo VU de comb. (anos) G D D E D E D D G E E E D D E E E D 8,00 10,00 5,30 8,00 5,00 8,00 10,00 5,80 3,00 7,00 7,00 7,00 10,00 5,00 8,00 8,00 7,00 10,00

HTA (h/a) 1.250 1.250 2.000 1.250 2.000 1.250 1.000 2.000 400 2.000 2.000 2.000 1.250 1.500 1.250 1.250 2.000 1.250

• Critério de Depreciação Aspecto importante, a ser levado em consideração no estabelecimento de critérios para o cálculo da depreciação dos equipamentos, é o método a ser adotado nessa avaliação. Embora o DNIT viesse usando tradicionalmente o método conhecido por “sinking fund” ou método do “fundo remunerado de capitalização”, estudos comparativos revelaram que resultados muito semelhantes poderiam ser obtidos com o emprego do método da “linha reta”, cujos procedimentos de cálculo são muito mais simples, visto que o valor horário da depreciação é dado pela fórmula linear: VA - R dh = n . HTA dh = depreciação horária VA = Valor de aquisição R = Valor residual d) Custo de Oportunidade do Capital Dentre os diferentes itens tradicionais que compõem a estrutura de custos de construção encontram se os juros sobre o capital imobilizado para o desenvolvimento da atividade. Eles representam o custo, incorrido pelo empresário, pelo fato de aplicar, num negócio específico, seu capital próprio ou o capital captado de terceiros. No que diz respeito aos juros relativos ao capital aplicado em equipamentos, existem duas alternativas de imputação. Tradicionalmente, eles são imputados diretamente no cálculo do custo horário do equipamento. Outra forma de fazê-lo, seria computar seu valor agregado ao resultado da operação global, ou seja, remetê-los ao LDI. Embora a forma tradicional de cálculo apresente algumas vantagens, dentre as quais a principal é a maneira simples como se efetua seu cálculo, optou-se a, daqui por diante, por incluir essa parcela de custo no LDI, ou seja, a margem de lucro prevista é que deve remunerar o custo do capital investido em equipamento de construção. n = Vida útil HTA = Quantidade de horas trabalhadas por ano

, em que

50

Cabe lembrar que, considerar os custos do capital aplicado, como remuneração deste fator de produção, não significa que se deva computá-los aos níveis de juros de mercado na ponta da captação. O critério justo seria de remunerá-lo pelo seu custo de oportunidade, ou seja, pelo nível médio de rendimento que este capital poderia obter, em condições semelhantes de risco. Como, entretanto, seria extremamente difícil definir o que poderia ser considerada uma condição semelhante de risco, pode-se tomar como referência as opções de baixo risco apresentadas pelo mercado, que compensam taxas mais baixas com a segurança da aplicação. Encontram-se neste caso as aplicações em Cadernetas de Poupança, cujo rendimento se dá à taxa nominal de TR+ 6% ao ano; em que a TR entra como componente inflacionária e os 6% como rendimento real. Como os custos rodoviários são calculados mensalmente, seus valores já embutem o efeito inflacionário. Assim sendo a aplicação simples da taxa de i = 6 % a.a. sobre base permanentemente reajustada estaria, na realidade, promovendo a remuneração mencionada. A taxa de juros assinalada deveria incidir sobre o valor médio do investimento em equipamento, durante sua vida útil, que é fornecido pela expressão Im = [(n+1) x VA] / 2n; obtendo-se a valor horário dos juros pela fórmula: Im . i Jh = ; HTA em que todos os símbolos já foram identificados. As indicações aqui fornecidas servem como orientação para que se possa ter idéia do montante de juros contidos nos custos horários de equipamentos, lembrando, entretanto, que tal parcela não é calculada nem computada explicitamente, pois fica embutida na margem do LDI. e) Seguros e Impostos Para complementar os custos de propriedade, resta considerar os custos oriundos de impostos e seguros. Regra geral, devido ao alto custo envolvido, os grandes frotistas de equipamentos não fazem seguro de todos seus equipamentos em companhias seguradoras, a não ser em casos especiais. Eles próprios bancam os riscos, representados principalmente por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte são raros. Já com relação aos veículos o procedimento é distinto. A porcentagem dos que são segurados tende a crescer, mas é muito variável de empresa para empresa. Este Manual considera, a título de Seguros e Impostos, somente o IPVA e o Seguro Obrigatório necessário para a regularização do veículo. O IPVA, (Imposto de Propriedade de Veículos Auto Motores), imposto estadual relativo a licenciamento de veículos, varia com a idade do mesmo, segundo regras próprias para cada Estado, além do Seguro Obrigatório, ligado a ele, seriam os únicos valores a serem considerados nessa rubrica, totalizando incidência total de 2,5% sobre o investimento médio em veículos. Seu valor é calculado pela aplicação da seguinte fórmula: (n + 1) . Vo x 0,025 , onde: 2n . HTA = custo horário relativo a Impostos e Seguros (somente para os veículos) = valor de aquisição do veículo = quantidade de horas de trabalho por ano = vida útil = taxa média sugerida. IS =

IS Vo HTA n 0,025

Obs: O caminhão fora de estrada não é considerado veículo normal para emplacamento, e portanto não está sujeito ao IPVA.
51

achamse descritas as condições para as quais tais custos são válidos. Os fabricantes. ferramentas e salários dos mecânicos). de acordo com os métodos preconizados pelos fabricantes. e que as condições do local de operação. Nos itens a seguir. Esta revisão teve como referência os procedimentos utilizados pelos fabricantes dos equipamentos para estimar os custos de manutenção.Edição 26 . que considerou a mão de obra necessária para efetuar os reparos ao preço total de US$ 40. como premissa dos cálculos de custo. para equipamentos de suas respectivas linhas. devido às influências diferentes que as condições de trabalho podem trazer para cada uma delas. onde as taxas de importação e outra despesas afetam consideravelmente seus preços.Outubro de 1995. também. entretanto. foram considerados os nove tipos de equipamentos utilizados na revisão do conceito de vida útil. Admite-se. calculados por três fabricantes. Para estes.4. assim como o do SICRO2.2 Custos de Manutenção Os custos horários de manutenção utilizados pelo SICRO2 são obtidos através da expressão: V0 x K M= H M = custo horário da manutenção (R$/h) V0 = valor de aquisição do equipamento (R$) H = vida útil em horas K = Coeficiente de Manutenção. que o equipamento será operado razoavelmente e terá bom atendimento para sua manutenção.Mão de obra de manutenção diária e periódica.00 / h (inclui as despesas gerais de oficina. que funcionam como reserva para os reparos previstos.Material e suprimentos para manutenção diária e periódica. Komatsu e FiatHITACHI. a serem feitos nas primeiras 10. até então. em valores que não podem ser utilizados indiscriminadamente. portanto. de valores de custos.2. material rodante ou pneus e materiais especiais de desgaste. foram calculados valores esperados de manutenção. As fontes consultadas foram: CATERPILLAR KOMATSU . portanto. apresentam-se informações relativas a custos de manutenção fornecidas pelos fabricantes acima relacionados e que tiveram por fonte seus respectivos Manuais. incluem materiais e mão de obra necessários para execução dos reparos em geral.000 h de serviço. . pelo SICRO2. às vezes preferem estimar os custos de cada parcelas separadamente. constituindo-se.Custo de quilometragem do carro de socorro manutenção. 52 . Caterpillar. Informa . Neles.Janeiro de 1994 . influem grandemente nestes valores.“Manual de Produção” .“Performance Handbook” . da mesma categoria.“Specification and Application Handbook” .Janeiro de 1996 e FIAT-HITACHI a) Reparos em geral Caterpillar Esta fornece valores médios horários.3. com o preço das peças retirados da lista de preços ao Consumidor nos EUA. é necessário fazer os devidos acréscimos. . observando que para utilização em outros países.Edition 17 . Os custos de manutenção. onde A elaboração do presente Manual de Custos do DNIT comportou profunda revisão dos Coeficientes de Manutenção que vinham sendo utilizados. e que não foram considerados os seguintes custos: . . . os cuidados do operador e a estrutura de manutenção que assiste o equipamento. Todos afirmam estar diante de uma grande variedade de aplicações e. Com a finalidade de se comparar os custos utilizados pelo SICRO2 com os estimados pelos fabricantes.

00 8.00 16.000 horas 1.3 Challenger 35 Challenger 45 Challenger 65C Challenger 70C Challenger 75C Challenger 80C Challenger 85C* * Dados insuficientes MOTONIVELADORAS $2.000 horas 1.Custo de efetuar análises técnicas ou a análise programada do óleo.00 14.000 horas 1.00 6.000 h.00 10. .000 horas 1.00 Distribuição de Custos Fatores de Extensão D3 a D7 – Peças: 60% da Vida Útil Mão-de-obra: 40% 0 a 10.Despesas de viagem de mecânico para a oficina e vice versa.00 D3C/D4C D5C D4H D5H D6H D7H D8N D9R D10N D11N $2.00 10. Para o caso de se prever utilização maior que 10.00 0 a 15.00 4.06 0 a 20.1 Mão-de-obra: 30% 0 a 20.00 6.00 120H 135H 12H 140H 143H Distribuição de Custos Peças: 55% Mão-de-obra: 45% Fatores de Extensão da Vida Útil 0 a 10. Custos de Propriedade e Operação TRATORES DE ESTEIRAS $2.00 10.00 12.0 D8 a D11 – Peças: 70% 0 a 15..000 horas 1.00 18. e o valor obtido deve ser considerado como o valor médio a ser utilizado desde a primeira hora da máquina.00 8.21 160H 163H 14H 16H Inclui motoniveladora básica com cabina ROPS 53 . o valor médio sugerido deve ser multiplicado por um fator de extensão.00 20.000 horas 1.00 4.00 4.00 8.00 6.

00 (1.00 1.000 horas 1.00 26.00 12.06 1.08 1.06 0 a 20.21 Tandem e Autocarregável 1.00 14.00 6.00 0 a 15.MOTO-ESCRÊIPERES $4.21 1.00 10.00 20.00 22.00 24.00 8.00 16.24 Inclui trator de rodas básico equipado com escrêiper padrão 54 .00 613C Série II 615C Série II 621F 623F 627F 631E Série II 633E 637E Série II 651E 657E Distribuição de Custos Peças: Mão-de-obra: 55% 45% Fatores de Extensão da Vida Útil Período Um só motor 0 a 10.03 para Push-Pull) 1.00 18.000 horas 1.000 horas 1.

00 32.00 6.00 16. $8. Modelo extrator de madeira com cortador-empilhador padrão. IT14G* Distribuição de Custos Fatores de Extensão 914G-992 da Vida Útil Peças: 60% 0 a 10.00 42. lança de uma peça e braço médio.00 Distribuição de Custos Peças: 50% Mão-de-obra: 50% 5130 y 5230 Peças: 75% Mão-de-obra: 25% Fatores de Extensão da Vida Útil (Não disponível) 307 311 312 315 M315* M318* 317* 320 322* 325 330* Inclui escavadeira básica equipada com caçamba.00 4.00 20.00 28.000 horas 1. RETROESCAVADEIRAS CARREGADEIRAS 350* 375 5080* 5130* 5230* * .00 22.00 10.00 924F. IT24F 928F. IT28F 930T 938F.00 14.00 10.00 14.00 24.00 12.00 998F 990 992D 994* * .00 18.000 horas 1.00 20.00 Mão-de-obra: 40% 0 a 15.10 0 a 20.Dados insuficientes $2.Estimada 55 .00 36.00 12.00 16.ESCAVADEIRAS $2.00 8.00 914G.00 34.000 horas 1.00 4.Dados insuficientes $0. tipo pá).30 994 Peças: 75% Mão-de-obra: 25% Inclui pá-carregadeira básica.00 40.00 8.00 26.00 18.00 6.Dados insuficientes 30.00 38.00 416B 426B 428B 436B* 438B* 446B* PÁS-CARREGADEIRAS DE RODAS E CARREGADEIRAS PARA MÚLTIPLAS APLICAÇÕES * .00 10.00 2. equipada com cabina ROPS e caçamba para fins gerais (998 e 992 com caçamba para rochas. IT38F 950F Série II 960F 966F Série II 970F 980F Série II * .00 4.

00 - 35.95 8.780.1 - 3.06 1.63 5.00 19.00 33.87 - 1.000.000.00 53.30 5. necessidade de acréscimos para utilização de peças importadas.50 2. hidr.250.00 46. de pneus Escav.00 20.3 1.00 70.000.250.3 1.00 8. CATERPILLAR CUSTOS HORÁRIOS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 10.000 h PEÇAS M.50 3.60 4.00 18.600.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 20.3 1.025. com as mesmas observações feitas pela Caterpillar.50 21.00 41.1 1.00 99.00 49.197.1 1.21 - CATERPILLAR CUSTOS TOTAIS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw PREVISÃO PARA 10.00 59.O.O.00 - 56.68 5. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.50 39. mão de obra de reparos ao preço total de US$ 40.600.O.00 56.85 10.00 81.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 20.00 145.400.000.1 1.95 4.00 78.880.00 24.440.200.08 5.400.3 - 4. a seguir.00 30.96 4.670.06 1.3 `1.050.200. o quadro dos custos horários estimados pela Caterpillar para os equipamentos focalizados.00/h.800. MATERIAIS.00 65.500. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 14. 56 .50 1.00 1. de pneus Escav.00 44.00 51. e utilização de fatores de extensão para utilização prevista acima de 10.000. PREVISÃO PARA 20.50 8.21 1.00 - Komatsu Esta fornece valores médios.000 h M.40 9. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 60% 60% 70% 55% 55% 60% 60% 50% 50% 40% 40% 30% 45% 45% 40% 40% 50% 50% 3.00 34.Apresenta-se. isto é.00 20. hidr.00 7.80 7.000 h.352.000.600.00 - 37.000.70 - 1.00 14.750.500.00 13.720.480.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 15.21 1.45 4.00 49.500.50 4.00 27.700.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 15.1 1. englobando reparos gerais e material rodante.587.00 29.00 14.640.000 h M. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras “motoscraper” Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.400.O. MATERIAIS PREVISÃO PARA 15.00 62.00 - 21.00 33.00 8.750.800.950.00 92.50 32.662.025.000.29 6.77 3.3 1. MATERIAIS.00 - 23.160.00 52.00 39.550.760.00 24. e o quadro dos custos totais correspondentes.320.000 h M.000.50 32.1 1.

57 57 .

58 .

00 15.000 1.000 hours 1.00 Parts Labor 0 20 40 60 80 100 WA120 CLASS WA180 CLASS WA250 CLASS WA320 CLASS WA380 CLASS WA420 CLASS WA470 CLASS WA500 WA600 WA700 WA800 59 .00 10.1 0 – 20.000 1.3 Cost Distribution (%) (US$/h) 0 5.0 0 – 15.00 20.WHEEL LOADERS Extended-life Multipliers 0 – 10.

O.1 1.00 120.00 48..00 8.00 2.000.00 264.80 11.000 h PEÇAS M.00 20.hidr. também. .000. .000.60 9.000.000.60 5.08 1.00 99.00 78.00 40.1 1.2 1.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 20. subtraindo o custo dos pneus.1 1. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.80 6.1 1.000.00 140.00 30.600.40 3.3 1. assim considerado.000 h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escavadeira de pneus Escavadeira hidráulica de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 60.000.000. .00 67.40 2. é dividido por 10. custos de reparos gerais separadamente dos de material rodante.00 3.000. isto é.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 2.30 4.00 49.80 1.00 156.00 85.1 6.00 5.000 h PREVISÃO PARA 20.35 17.2 1.00 221.000.Qualidade do operador. .000.00 3.000. como a Caterpillar.Em seguida.500.000 h e o resultado multiplicado por fatores. .00 41.50 3.00 Fiat-Hitachi Esta considera.00 104.00 82.3 1.O valor de aquisição.000.000 h PREVISÃO PARA 15.Total de horas previstas para sua utilização (fator de extensão).000.000.00 2.00 50.00 46.Tipo de manutenção.2 7.000.de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 - - 6.50 16.000.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 15.1 1.3 1.1 1. o quadro dos custos totais correspondentes.Tipo de atividade.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 15. pneus e peças especiais de desgaste.00 4.1 1.20 2.Vida Útil em anos.20 3.Temperatura do local de trabalho. Faz o cálculo do custo horário dos reparos a partir do valor da máquina exclusivamente. se tratar-se de equipamento com pneus.250.200.3 1.00 33.Condições de trabalho (relativas ao material).05 20.00 160.500.Tipo de equipamento.36 KOMATSU CUSTOS TOTAIS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) (Inclui o material rodante das máquinas de esteiras) TIPO DE EQUIPAMENTO POT kw PREVISÃO PARA 10.00 28. . 60 . de pneus Escav.00 66.000.90 5.200. . .3 1. KOMATSU CUSTOS HORÁRIOS PARA REPAROS EM GERAL US$ TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 10.Organização do serviço. apresenta-se quadro dos custos horários estimados pela Komatsu para os equipamentos focalizados e. que são definidos em função das seguintes informações: .

3 Carregadeira de pneus acima de 2.6 0.6 0.0 1.5 0.8 0.8 1. adicionar 0.3 0.6 0.1 1.8 1.8m3 Escavadeira hidráulica acima 60t Escavadeira hidráulica de 25 a 60 t Escavadeira hidráulica até 25t Obs: Quando utilizada com quebrador hidráulico adicionar 0.2 Motoscraper Motoniveladora Fator 0.5 0.8 1.5 Condições de manutenção Excelente Bom Médio Fraco Nenhum Fator 0.A variação dos fatores é mostrada nos quadros seguintes: Tipo de equipamento Trator de esteira acima de 400 HP Trator de esteira de 200 a 400 HP Trator de esteiras até 200 HP Obs: Quando utilizado com escarificador.6 0.2 1.0 Tipo de atividade Exploração de minas ou grande obra Obra média Empreiteiro de obra pequena Aluguel para outros Fator 0.8m3 Carregadeira de pneus até 2.9 1.0 1.0 1.3 61 .0 1.5 2.1 a 0.3 0.4 0.7 0.3 Horas previstas para uso do Equipamento 2000 4000 6000 8000 10000 12000 16000 20000 Fator 0.3 0.0 1.7 0.5 0.7 0.8 0.0 Anos previstos para uso do equipamento Muito quente acima de 35o C Quente 25 a 35 o C Normal 5 a 25o C Frio .3 Organização de serviço Excelente Bom Médio Fraco Fator 0.8 1.20 a 5o C Muito frio abaixo de 20o C Fator 1.3 1.0 1.3 2.4 0.5 0.5 0.8 Anos previstos para uso do equipamento 2 4 6 8 10 15 Fator 0.

389 0.354 0.68 8. elaborado pelo método FIATHITACHI.00 168.30 102.037 1.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 15.000 h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.266 0.40 18.518 0.0 Turnos de trabalho por dia Fator Leve Média Pesada 1 turno até 5 h 1 turno entre 6 e 9 h 2 ou 3 turnos por dia 0.152 0.283 0.2 Condições de trabalho do material Leve Médio Pesado Ultra Pesado Fator 0.464.56 20.114 0.07 4.163.41 2.9 1. de pneus Escav.8 0.8 0.377 0.8 1.04 10.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 10.73 3.-hidr.303 0.00 128.86 11. e para situações médias de trabalho quanto ao material.495 0.00 6.36 1.9 1. supondo que este deve ser bem operado.0 1.60 395 000.303 0.414. portanto .2 1. com condições boas de manutenção.518 0.114 0. permitiu a construção do quadro a seguir.495 5.778 0.456.518 0.30 54.190 0.Qualidade do Operador Excepcional Bom Médio Fraco Fator 0.389 0.610.000.43 4.648 0.037 0.94 2. Os outros fatores são supostos iguais a 1. para os equipamentos incluídos na amostra.46 0.18 2.212 0.46 5.90 207.19 5.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 20.5 No quadro a seguir.393. calculados segundo os métodos preconizados por cada um dos fabricantes examinados.96 9.0 1. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 105. vida útil em horas e vida útil anos. considerando a variação dos fatores relativos ao tipo de equipamento.62 4.907 10. FIAT-HITACHI CUSTOS HORÁRIOS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw VALOR AQUISIÇÃO R$ FATOR PARA 10. não influem no resultado.8 Qualidade do Equipamento Boa Média Pobre Fator 0.60 444.9 1.24 Resumo dos Custos de Manutenção Estimados pelos Fabricantes Os custos horários de manutenção dos tipos de equipamentos considerados na amostragem.80 166.46 1.93 16.227 0.00 0.000.00 1. onde estes valores podem ser facilmente comparados: 62 .5 0.000 h FATOR PARA 20.907 0. apresenta-se estimativa do custo de manutenção.000 h FATOR PARA 15.266 3.11 6.64 8.32 1.76 34.90 15..212 0.

18 2. mesmo não sendo abrasiva.94 2.41 2. e problemas com ferragens e retenção dos pinos e das buchas. empenamento. não penetráveis.96 9.87 6.32 3. certamente devido à sua grande variação em função do tipo de material a ser trabalhado e das condições em que isso acontece. grãos angulares ou em ponta.00 5. Pneus e Itens Especiais de Desgaste • Material Rodante A Caterpillar e a Fiat-Hitachi preferem calcular.50 4.07 4.refere-se. tais como. com baixa proporção de areia dura. os custos de manutenção do material rodante. ◊ Baixa: solos secos ou rocha. O acúmulo de terra nos dentes da roda motriz.refere-se às outras condições de sua influência.RESUMO DOS CUSTOS HORÁRIOS DE REPAROS EM GERAL.000 h CATERPILLA R R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITACHI R$ / h VIDA ÚTIL 20.95 8.60 9. A Caterpillar e a Fiat-Hitachi não incluem o material rodante.63 5.29 6.08 8. Eles podem representar importante parcela dos custos de manutenção de máquinas de esteiras. Substancias químicas corrosivas podem afetar 63 .80 6.04 10. ao efeito do material existente na superfície do terreno.refere-se. ou seja.20 5.00 2.00 6.11 6.30 5.00 3.40 2.50 3.95 4.86 11.50 3. c) Terreno .40 18. Níveis de abrasão: ◊ Alto: solos úmidos saturados.85 10.000 h TIPO DE EQUIPAMENTO POT kW CATERPILLA R R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITACHI R$ / h VIDA ÚTIL 15. rachadura.00 8. pode causar esforço excessivo para seu funcionamento. b) Material Rodante. ◊ Médio: superfícies parcialmente penetráveis e impactos de 75-150 mm de altura ◊ Baixo: superfícies completamente penetráveis. etc.90 2. os custos estimados para o material rodante.50 2.43 3.68 4. de esmerilhar os componentes da esteira da máquina.000 h CATERPILLAR R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITAC HI R$ / h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira Pneus Carregadeira Pneus Retro-escavadeira 60 104 228 246 93 78 127 57 3.704. independentemente dos custos básicos do equipamento. ao efeito das condições do terreno sobre os componentes estruturais da esteira da máquina. e podem variar.62 4.64 8.00 3. com baixa proporção de partículas duras.73 3.: Os valores da Komatsu incluem.80 4. ou partículas de rocha.40 10. deformação. particularmente. particularmente.60 4.36 15.36 1.35 17.30 4.50 8..90 5. a topografia (trabalhos a meia encosta ou em terrenos inclinados aumentam o desgaste nos lados inferiores dos componentes).76 34.00 1. ou partículas de lascas de pedra. ESTIMADOS PELOS FABRICANTES VIDA ÚTIL 10.50 16.56 20. para os equipamentos de esteiras.00 3.96 4.80 7.87 3. Os custos com pneus não estão incluídos nos custos de reparos em nenhum caso.00 1.08 5.00 7.05 20. com impacto de 150 mm de altura ou mais.68 5.46 5. Os fabricantes consideram as seguintes condições fundamentais para definir a provável vida útil do material rodante: a) Impacto .46 1. Níveis de impacto: ◊ Alto: superfícies duras.24 Escavadeira Hidráulica 90 Obs.46 3. ◊ Médio: solos ligeira ou intermitentemente úmidos. à parte.70 6.93 16.00 4.19 5. angulares ou pontudas.45 4. com elevada proporção de areia dura. grãos angulares ou em ponta.50 1.60 5.80 11. proporcionando apoio total à sapata b) Abrasão .21 7.40 9.20 2.

Fator básico Fatores I A Z 12.3 0. D4LG8.5 2. 939 325 315. 317.0 4. 578. 963B. D5 x L. curvas fechadas.0 2.0 8.5 Custo horário do material rodante = 12 (0. D5C (todos). de alto impacto.5) = 12 x 0. CATERPILLAR FATORES BÁSICOS DO MATERIAL RODANTE MODELO DO EQUIPAMENTO D11N D10N D9R D8N 973. O fator básico corrigido pelas condições de trabalho. juntamente com a avaliação periódica do desgaste e a atenção aos serviços recomendados.4 6. D6LGP. e (e) como um fator Z do meio ambiente em que a máquina trabalha. 320.3 0. com escória quente e solos congelados representando os extremos.2 0. d) Operação . 589.os índices de desgaste das esteiras. e) Manutenção .4 0.2 0. 953B.5 0.2 CATERPILLAR FATORES DE CORREÇÃO ALTO MÉDIO BAIXO IMPACTO I 0.uma boa manutenção consiste em observar a tensão correta das esteiras. dá o valor horário da despesa com o material rodante. correções constantes de direção e permissão da patinagem das esteiras.1 0. 571. D658.5 9. com fator Z médio.7 3. 572. Cálculo do Custos com Material Rodante Caterpillar: é feito através de tabela que fornece um fator básico para cada equipamento. D5LGP. 312 FATOR BÁSICO 17.4 3. 5080 D6. D7LGP D7. D5TSK 330 D3C (todos). (d).80 / h 64 .5 8.4 3.0 0. D7 x R 375. 311.0 6.1 ABRASÃO A 0. E a temperatura pode exercer sua influência. enquanto a Fiat-Hitachi considera um fator para cada condição.2 5.3 5. D6XL e D6 x R 350 D5. abrasão e fator Z.1 + 0.5 12. em US$.0 0.9 = US$ 10. tais como operação em velocidade alta (especialmente em marcha-ré). 933 (todos).2 Exemplo: Calcular o custo horário de um trator de esteiras modelo D-10N trabalhando em material não abrasivo. etc. e que é corrigido pelos fatores de correção definidos para as condições de impacto.3 + 0.0 9. A Caterpillar considera as condições (c). 322 D4SR 307. D4TSK.alguns hábitos dos operadores podem aumentar o desgaste e o custo das esteiras. D4C (todos).1 FATOR Z 1. sua limpeza diária quando o material abranger materiais adesivos.

000 x 1.95% 2.45% 1.Fiat-Hitachi: o cálculo dos custos com o material rodante é feito pela através da tabela que fornece um índice.44 / h 1.55% x 90.00% 2.1 0. cujo valor é dividido por 1000.8 0.2 0.20% 3. abrasão média. e que é corrigido pelos fatores definidos para as condições de impacto. modelo FD175.2 0.6 0.25 -----------------------------------. adicionar 25% ao custo horário calculado.00.65% 2.000.55% 0.4 0. sabendo-se que irá trabalhar em material argiloso.4 0. condições de terreno.20% 2. abrasão.4 0.1 Exemplo: Calcular o custo horário estimado de um trator de esteiras.4 0.05% Obs. FATORES CONDICIONANTES DO MATERIAL RODANTE ITENS ALTO MÉDIO BAIXO IMPACTO 0.2 1. sua equipe de manutenção é boa e sua operação é mediana.85% 1.2 0.4 0. versão LGP.: Para o tipo de esteiras LGP (Low Ground Pressure).4 0.55% 2.00% 2.1 OPERADOR 0.UBI) TIPO DE EQUIPAMENTO DE ESTEIRAS FD-30C (Trator de esteiras 257 kw) FD-20 (Trator de esteiras 169 kw) FD-175 (Trator de esteiras 123 kw) FD-145 (Trator de esteiras 93 kw) FL-20 (carregadeira de esteiras) FL-175 (carregadeira de esteiras 125 kw) FL-145 (carregadeira de esteiras 94 kw) FL-55 (carregadeira de esteiras 37 kw) FH-400 (escavadeira 213 kw) FH-300 (escavadeira 149 kw) FH-220 (escavadeira 116 kw) FH-200 (escavadeira 93 kw) FH-150 (escavadeira 71 kw) FH-130 (escavadeira 63 kw) ÍNDICE BÁSICO 1. manutenção e operador.000 65 . expresso em porcentagem do preço do equipamento novo.2 x 1. de baixo impacto.2 2.70% 3.8 0.= $ 3.1 ABRASÃO 0.2 TERRENO MANUTENÇÃO 0. Fatores Condicionantes Impacto Abrasão Terreno Manutenção Operação Soma ÍNDICE BÁSICO DA TABELA 2.1 0. O preço do equipamento é de $ 90. mas em área com algumas inclinações.65% 2.10% 1. FIAT-HITACHI ÍNDICES BÁSICOS DO MATERIAL RODANTE (Undercarriage Basic Index .4 0.40% 1.

das curvas e rampas existentes em seu caminho. a Komatsu e a Fiat-Hitachi consideram separadamente essa parcela.000 3.000 1.000 a 2. Elas solicitam que os seus representantes sejam contactados para aconselhar a maneira mais econômica de conduzir esses serviços Em linhas gerais.000 4. bordas cortantes. dianteira.500 a 2. e são apresentados para os pneus comumente fabricados para a operação em máquinas de construção. geralmente devido a cortes causados por pedras. da posição em que se encontra (roda traseira.000 a 5.000 500 a 1. devido à grande variação de consumo em função do material a ser trabalhado e das condições em que o serviço será realizado. Condições leves de trabalho são aquelas em que quase todos os pneus apresentam.000 3.• Pneus Os pneus representam parte importante do custo horário de qualquer máquina que os utiliza. Os valores apresentados para a vida útil dos pneus são baseados em condições de operação leves. ao final de sua vida.000 3. e dos cuidados empregados na sua manutenção. etc. CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS PNEUS (VIDA ÚTIL EM HORAS) TIPO DE EQUIPAMENTO LEVE Caterpillar Komatsu MÉDIO PESADO Motoscraper Carregadeira de pneus Motoniveladora 3.000 3.000 Fiat Caterpillar Komatsu Fiat Caterpillar Komatsu Fiat Hitachi Hitachi Hitachi 4. onde N = Número de pneus da máquina Pu = Preço unitário do pneu VUeq = Vida útil do equipamento VUpn = Vida útil do pneu • Itens Especiais de Desgaste Representam os gastos com cantos de lâmina.000 1.500 a 3.000 1.000 1. condições médias são aquelas em que existe o desgaste normal de alguns pneus.000 3. das cargas (recomendada ou com sobrecarga) que transporta.000 500 a 1.000 1. ou à utilização de pneus especiais. dentes de caçamba. A Caterpillar. desgaste normal em toda a banda de rodagem.500 O custo horário relativo a pneus é calculado pela fórmula: N x Pu Custo Horário = VUpn x VUeq VUeq .000 500 a 2. Sua vida útil depende das condições da superfície onde trafega.000 1. da velocidade máxima utilizada. revestimento de escarificadores. devido à abrasão.000 2.000 6.000 a 6. sem levar em consideração possível aumento de vida devido à recauchutagem.000 3. em horas: 66 .000 a 4.000 3. a orientação sobre eles é a seguinte. para a estimativa de suas vidas.000 3. propulsora).000 1. enquanto outros falham prematuramente devido a cortes e rasgos causados por pedras e perfurações irreparáveis e condições pesadas são aquelas em que é mínimo o número de pneus com desgaste total da banda de rodagem antes de ser descartado. médias e pesadas.500 3.VUpn .

500 150 a 300 3.42 + 0.500 a 2.25/h = US$ 0.500 a 2.500 4.000 2.000 1.000 150 a 300 1.000 50 a 150 2.000 200 100 Exemplo: Calcular o custo horário total de itens especiais de desgaste para um trator de esteiras equipado com um ripper de 3 porta-pontas e um “bulldozer” reto.00 cada •Pontas: = 250 3 a US$ 55.000 1.22/h = US$ 0.000 2.000 500 1.22 + 0.00 cada •Protetores de porta pontas = 750 US$ 125 •Bordas cortantes: = 500 •Total = 0.000 450 a 1.000 PESADA 15 a 50 1.000 1.25 = US$ 0.000 1.20 •Vida útil do revestimento protetor do porta-pontas = 3 x 250 = 750 h de operação do trator •Vida útil da borda cortante = 500 h de operação do trator 3 a US$ 35.000 a 10.42 / h 67 .000 500 100 200 1.000 1. 50 •Vida útil da ponta: = = 250 h de operação do trator 0.000 2.500 300 800 100 300 1. e a vida útil estimada da ponta é de 50 horas e a vida útil estimada da borda cortante é de 500 h.89 / h = US$ 0.pontas Revestimento protetor do porta pontas Trator de esteiras Cantos de Lâmina Lâmina Carregadeira Dente de caçamba lateral Dente de caçamba central Bordas cortantes Motoscraper Bordas Cortantes Motoniveladoras Dente do Escarificador Bordas cortantes Escavadeiras Lâmina Dentes de caçamba 150 a 300 7.500 a 5.000 1.VIDA ÚTIL PREVISTA EM HORAS ITEM ESPECIAL DE DESGASTE LEVE Trator de Esteiras Ripper pontas (unhas) Porta .000 CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO MÉDIA 50 a 150 3. supondo-se que irá trabalhar cerca de 20% do tempo total de operação do trator com o ripper.000 500 15 a 50 1.

60 0. é possível estabelecer parâmetros de custo de manutenção para outros equipamentos.80 0.80 0.50 0. de LARC (Microflex) c/ cav.70 0.50 0.70 0.50 0.60 0.60 0.50 0.90 0.70 0. Equip.80 0.60 68 TIPO DE EQUIPAMENTO Máquina universal para corte de chapa Martelete rompedor 28 a 33kg Martelo perfurador rompedor Microtrator com roçadeira Moto-serra Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira “Crawler-drill” Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Prensa excêntrica Régua vibratória Retroescavadeira Roçadeira em trator de pneus Roçadeira em micro-trator Roçadeira mecânica Rolo compactador autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador estático de pneus Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro auto-vib.80 0. e o coeficiente K representa a necessidade de maior ou menor custo de manutenção. K 0.90 0.50 0. mec.00 0.80 0.90 0.c) Custos de Manutenção Para os Demais Equipamentos Os equipamentos que foram estudados formam um grupo importante na obtenção dos custos dos serviços rodoviários. levando em consideração a relação que deve existir entre sua vida útil e o coeficiente K.80 0.50 0.70 0.80 0.80 0.70 0. distr.00 0.70 0.60 1.90 0.balizador Fábrica de pré-moldados .80 0.50 0.80 0.70 0. distribuidor de lama asfáltica em caminhão Equipamento para hidrosemeadura Escavadeira hidráulica Esmerilhadeira de disco Espalhadora de concreto Estabilizadora e recicladora a frio Fábrica de pré-moldados .50 0.80 0.70 0. Rolo tandem estático Rolo tandem vibratório Seladora de juntas Serra de juntas Serra circular Serra de disco diamantada para junta Soquete vibratório Talha de guincho Tanque de estocagem de asfalto Texturizadora e lançadora c/estação meteorológica Transformador de solda Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200 kW Tratores de esteira até 200 kW Tripé / Sonda com motor Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Veículo leve “Pick-up” ( caminhonete) Coef.60 0.50 0.guarda -corpo Fábrica de pré-moldados para pavimentação Fábrica de tubos de concreto Fresadora Furadeira elétrica de impacto Fusor Gerica Grade de disco Coef.80 0.00 0.50 0. para a produção do serviço.50 0.mourão Fábrica de pré-moldados .70 0.60 0.70 0.80 0.70 0.70 0.50 0.60 0.70 0. Para a maioria dos equipamentos.70 0.70 0.90 0.70 0.80 0. a vida útil deve ser considerada entorno de 10 000h.80 0.50 0.90 0. A tabela adiante apresentada mostra os novos valores de K adotados pelo SICRO2: TIPO DE EQUIPAMENTO Acabadora de concreto com forma deslizante Aplicador de material termoplástico por extrusão Aquecedor de fluido térmico Bate estacas de gravidade Betoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria Caminhão tanque Campânula de ar comprimido Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus c/ vassoura Carrinho de mão Cavalo-mecânico com reboque Central de concreto Chata 25m3 com rebocador Compressor de ar Compressor de ar para pintura com filtro Conjunto de britagem Conjunto moto bomba Distribuidor de agregados autopropulsor Distribuidor de agregados rebocável Distribuidor de asfalto em caminhão Draga de sucção para extração de areia Equip.70 1.30 0.80 0.80 0.60 0.80 0.90 0. K 0.70 0. Com base nesse estudo.80 0.70 1.80 0.70 0.80 0.80 .90 0.80 0.90 0.80 0.50 0.70 0.90 0.80 0.

e suas respectivas peças desgaste de alto consumo. O SICRO2 considera o coeficiente K = 0. • Caminhões Os caminhões têm sua vida útil estimada. mais comuns. geralmente. A adequação destes coeficientes foi confirmada pela comparação do valor obtido em concessionária autorizada pelo fabricante para o custo horário de manutenção do caminhão basculante Mercedes Benz LK1618/42. K 0. ainda.60 Vibrador para concreto de imersão 0. • Nas fresadoras a frio: dentes de corte. porta-dentes e seu apoio.automóvel até 100hp 0.14 6. as seguintes observações: • Instalações industriais As instalações industriais. é necessário fazer. em torno de 160°C. por isso.02 7.50 0.92 Outras comparações foram feitas com dados obtidos da publicação especializada “Revista M&T”. usinas de asfalto a quente. que fornece os seguintes valores para o caminhão basculante de 5m³: Custo Horário de Manutenção (R$/h) Itens Revista M&T SICRO2 Reparos 5.50 0.35 Pneus 4. com 3° eixo. Sua vida útil é estimada. que trabalham na temperatura ambiente.80 para os demais veículos. Custo Horário de Manutenção (R$/h) Itens Concessionária SICRO2 Reparos 2.TIPO DE EQUIPAMENTO Grupo gerador Guilhotina Jateadora de areia Lixadeira Máquina p/pintura demarcação de faixas autopr.13 Cabe ainda observar. com o que resulta da aplicação da metodologia do SICRO2 para caminhão basculante de 15t. geralmente. TIPO DE EQUIPAMENTO K 0. Estes equipamentos.11 Total 6.50 Veículo leves .67 Total 7. têm custo de manutenção maior que as usinas de solos ou pré-misturado a frio.80 0. que existem equipamentos com grande consumo de peças especiais de desgaste e.80 0. em 15 000 h. como materiais de consumo. devido ao trabalho em alta temperatura. Máquina para pintura de faixa a quente Coef. encontradas em canteiros de obras rodoviárias são: conjuntos de britagem.80 Coef. 69 . (valores de julho de 1996).90 para caminhões basculantes e cavalos-mecânicos e K = 0. são: • Nos conjuntos de britagem: mandíbulas e revestimento de britadores.90 Vibro-acabadora de asfalto 0.03 Pneus 1. usinas de solos e usinas de prémisturado a frio. em 10 000 h . As usinas de asfalto a quente. mas são computados diretamente nas composições. seus custos não estão incluídos no valor do coeficiente K.90 Para instalações industriais e caminhões.

5 55 59 6.22 0.22 0.11 0.12 0.5 25.10 0.11 0.21 0.19 0.14 0.12 0.17 0.5 15.12 0.0 20.19 0.1 15.2 7.5 25. 4.22 0.12 0.23 0.0 22. luvas.0 10.0 9.3 18.5 20.12 0.• Nas estabilizadoras e recicladoras: bits e porta-bits.14 0.19 0.0 9.10 0.0 34.5 0.15 0.5 70 .5 33.3 Custos de Operação a) Combustível Os fabricantes fornecem índices de consumo horário de combustível para três condições de carga do motor: baixo.16 0.5 25. • Nas perfuratrizes sobre esteiras: hastes.0 17.12 0.0 10.5 78 82 86 8. médio e alto.0 11.8 23.18 0.5 26.13 0.09 0.21 0.16 0.5 13.3 7.16 0.23 0. • Nas perfuratrizes manuais: brocas.0 18.9 93 93 103 12.16 0.9 20.16 0.13 0.18 0.7 14.12 0.14 0.12 0. (kw) CONSUMO DE COMBUSTÍVEL ESTIMADO EM l/h e (l/h/Kw) l/h BAIXO l/h/Kw l/h MÉDIO l/h/Kw l/h ALTO l/h/Kw Trator de esteiras D-4E Caterpillar Trator de esteira D-37E-5 Komatsu MÉDIA Trator de esteira D-6-D Caterpillar Trator de esteiras D-60 e 8E Komatsu Trator de esteiras FD-175 MÉDIA Trator de esteiras D-8N Trator de esteiras D155AX-3 Trator de esteiras FD-20 MÉDIA Motoscraper 621F Caterpillar MÉDIA Motoniveladora 120 HGT Motoniveladora GD-510 R-1 Komatsu Motoniveladora FG75A Fiat-Hitachi MÉDIA Carregadeira de pneus 930T Caterpillar Carregadeira de pneus 180-3 Komatsu Carregadeira de pneus FR-100 S MÉDIA Carregadeira de pneus 950F Caterpillar Carregadeira de pneus WA 320-3 Komatsu Carregadeira de pneus FR-160 MÉDIA Retro-escavadeira 416B Caterpillar Retro-escavadeira PC-100 Komatsu MÉDIA Escavadeira 320 Caterpillar Escavadeira PC-200-6 Komatsu Escavadeira FH-350 S MÉDIA 60 60 104 123 123 7.3 9. TIPO DE EQUIPAMENTO POT.16 0.0 12.17 0.4 96 99 93 10.15 212 225 169 25.15 0.1 10.5 8.5 0.20 0.14 0.17 0.22 0.21 0.09 0.16 0.5 13.12 13.2 64.22 0.14 0.07 0.11 0.08 0.16 0.5 13.18 0.14 0.11 0.0 `16.16 0.11 0.16 `0.5 10.17 0.0 14.17 0.5 15.13 0.0 127 121 139 13.19 0.5 20.12 0. para os tipos de equipamentos selecionados.10 0.2. No quadro a seguir.20 0.13 0.5 295 35. mostram .21 0.4 9. punhos e coroas.16 0.22 0.12 0.5 45.3 5.12 0.16 0.15 0.22 0.21 0.13 0.10 0.se os valores estimados pelos fabricantes.5 6.5 11.16 0.3.8 15.20 0.0 19.10 0.3 9.09 0.0 18.0 19.14 0.3 13.0 13.11 0.18 0.5 44.0 36.10 11.5 14.15 0.10 0.0 14.4 50.11 0.14 0.11 0.5 0.2 11.20 0.21 0.19 0.0 18.5 10.5 26.0 20.

material de base. algumas vezes.20 Para os equipamentos a gasolina. com freqüentes períodos de marcha lenta Fator de carga Baixo Fator de carga Alto Escarificação contínua. Tempo Operação constante. escarificação. quando se verifica o quadro acima. inversão de marcha ou deslocamento sem carga. Motoscraper Uso médio com longos períodos em Uso típico em construção de estradas marcha lenta ou rampas favoráveis com baixa resistência ao rolamento e material de fácil carregamento Carregadeira de pneus Serviços gerais leves. nota-se que os consumos previstos variam. Os fabricantes fornecem um guia para explicar variações do fator de carga do motor. Isso porque. Condições contínuas de alta resistência total com ciclos constantes Operação constante no ciclo básico da carregadeira.Os consumos horários de combustível por kw são muito variáveis. o trabalho que realiza em cada hora poderá exigir maior tempo de aceleração próxima do máximo. manutenção rodoviária pesada. seus valores médios são considerados apenas estimativa dos fabricantes. média e severa que influem na vida útil do equipamento.24 Compressores de ar. ou isto não ser possível devido a constante manobras.30 l/kw/h Veículos a álcool 0. manutenção tráfego em estradas. Com base em pesquisas em Manuais de Fabricantes e Revistas Técnicas especializadas.85 kwh/kw Finalmente. escarificação. Entretanto. Pouca ou nenhuma marcha lenta ou percursos de marcha-à. trabalho de Valetamento. Manutenção rodoviária média. às condições leve. ou na sua manutenção. resta observar que a variação de consumo de combustível para as condições de fator de carga baixo. Assim.ré. espalhamento de aterro e de mistura em estrada. o SICRO2 adotou as seguintes taxas de consumo específico de combustíveis.20 l/kw/h Equipamento elétricos 0.15 Demais equipamentos 0. “motoscrapers” e motoniveladoras 0. conforme o tipo de equipamento. etc. Retro-escavadeira e Escavadeira Hidráulicas Serviços gerais com ciclos Trabalhos gerais com ciclos normais em Trabalhos de produção com ciclos longos intermitentes em aplicações leves e aplicações médias ou com a utilização de ferramentas de fluxo médias contínuo. de cada um dos tipos de equipamento acima. médio e alto. um trator de esteiras 71 . transportes ou trabalho no ciclo básico. Acabamento. elétricos ou a álcool. em função dos serviços que realizam: Fator de carga Médio Trator de Esteira Tempo considerável em marcha lenta Produção de lâmina. não corresponde. também. carregamento de vai e vem por empuxo e trabalho de lâmina em declives. as taxas de consumo adotadas são as seguintes: EQUIPAMENTO SICRO2 l/kw/h Veículos a gasolina 0. valores esses que incluem as despesas com lubrificantes s filtros: EQUIPAMENTO SICRO2 l/kw/h Tratores de esteiras.20 l/kw/h Demais equipamentos a gasolina 0. bate estacas e grupo geradores 0. Motoniveladora leve. com diminuição sensível da aceleração. Alguma marcha lenta e alguns percursos sem carga. reboque de scrapers ou de percurso sem carga e numerosas operações de carregamento por empuxo.22 Caminhão e veículos em geral 0. mas distâncias de considerável em marcha lenta.

a seguir. constituída por motoristas e operadores de equipamentos.010 0. optou-se em considerar para os equipamentos. • despesa horária com filtros corresponde a 50% da despesa com óleo lubrificante. na maioria dos casos. com precisão razoável. assim.001 x 6 x 2= 0. Sejam os seguintes consumos médios: .006 .óleos lubrificantes 0. c) Mão-de-Obra de Operação A mão-de-obra de operação. mas consumo de combustível que não é alto. que adota as seguintes simplificações. de 1 a 3% do custo horário total do equipamento. para considerar os custos de lubrificantes e filtros: • preço médio único para todos os óleos lubrificantes utilizados. É como faz o SICRO2.óleo diesel 0. encontramos os seguintes parâmetros: .24128 0.graxa 0.34044 = 0.002 l x 6= 0. e portanto.5 = 0. esse trator de esteiras trabalhando em terreno irregular.002 l/HP . tem condição de trabalho que não é pesada para sua estrutura.010 0. A determinação de seu valor pode ser referida. Apresenta-se.245 x 1.trabalhando com lâmina cheia em material de 1ª categoria. tem condição de trabalho que é severa para sua estrutura. de acordo com a complexidade dos equipamentos em que 72 . e para motores a gasolina. ao consumo horário do combustível.225 l/HP Considerando o preço do combustível como referência.15 .34044 = 0.filtros 0.012 . acréscimo de 10%.180 x 1. • preço unitário da graxa igual ao dobro do óleo lubrificante.15 l/HP . • preço do óleo lubrificante médio igual a 6 vezes o do óleo diesel ou 5 vezes o da gasolina.001 kg/HP .óleos lubrificantes 0. porque exige mais da habilidade do operador. como o fundo de um corte rochoso.180 gasolina óleos lubrificantes graxas total 0.002 l x 5= 0.graxa 0.0126 .32842 O SICRO2 adota. Assim. para sua vida útil.002 x 6 x 0. função da potência do motor. para incluir as despesas de óleos lubrificantes e filtros. acréscimo de 20% sobre o custo de combustível. exemplo teórico do procedimento metodológico utilizado para estimativa dos custos de lubrificantes e filtros em função do custo do combustível. mas de alto consumo de combustível.245 0.225 0.óleo diesel 0.gasolina 0. do que da aceleração da máquina. para os motores a óleo diesel. b) Filtros e Lubrificantes Esta parcela representa.001 x 5 x 2= Transformando em consumo por Kw: Diesel Gasolina 0. somente um consumo médio de combustível.total 0. foi classificada em diversas categorias. Do mesmo modo.

a fim de que seus valores de mercado possam ser utilizados no cômputo dos custos de obras e serviços.3 MATERIAIS Ao contrário dos demais insumos . • contenham toda a carga tributária que sobre eles incide.que requerem uma série de cálculos preliminares.mão-de-obra e equipamentos . os encargos sociais e o adicional à mão de obra.2 .atua e com as diferentes escalas salariais praticadas no mercado de trabalho. (O sistema de coleta de preço dispõe de recursos para transformar preços referentes a unidades de acondicionamento comercial para unidades técnicas. conforme Quadro a seguir: Categorias Profissionais da Mão-de-obra de Operação Motorista de veículos leves • • Automóvel até 100 HP Veículo caminhonete Operador Máquinas Leves 1 • • • • • • • • • • • • Jateadora de areia Régua vibratória de concreto Martelete Moto serra Placa vibratória Seladora de junta Roçadeira manual Serra de disco Serra de junta de concreto Soquete vibratório Texturizadora e lançadora de concreto Vibrador de imersão Operador de Máquina Pesada • • • • • • • • Carregadeira de pneus Chata com rebocador Distribuidor de agregado Draga de sucção Hidrosemeadora Motoscraper Retroescavadeira de pneus Trator de esteira Motorista de caminhão • • • • • • • Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão carroceria Caminhão distribuidor de asfalto Cam. conforme descrito no item 4. com vassoura aspiradora Cavalo mecânico com reboque Operador de Máquina Leve 2 • • • • • • • • • • • • Bate estaca Betoneira Bomba de concreto Compactador Compressor Grupo gerador Micro trator com roçadeira Perfuratriz de esteira Transformador de solda Trator de pneus Trator de pneus com roçadeira Tripé de sonda No custo horário da mão-de obra de operação devem ser incluídos o salário horário dos motoristas e operadores. quando necessário) 73 . • expressem o preço relativo à mesma unidade de medida em que é empregado na composição de custo. equipado com guindaste Caminhão pipa Caminhão tanque Operador de Máquinas Especiais • • • • • • • • • • • • • • • • • • Acabadora de concreto Central de concreto Conjunto de britagem Demarcadora de faixa Distribuidora de concreto Equipamento p/ lama asfáltica Escavadeira de esteiras Espalhadora de concreto Extrusora Fresadora de pavimento Guindaste sobre pneus Motoniveladora Usina de asfalto Usina de reciclagem Usina misturadora de solos Vibro-acabadora Aplicadora material termoplástico por extrusão Distribuidor lama asfáltica ruptura contr.1. os preços de aquisição dos materiais levantados pelo sistema de coleta são empregados diretamente nas composições de custo. 4. em cavalo mecânico Motorista de veículos especiais • • • Caminhão betoneira Cam.Encargos Sociais. desde que satisfaçam às seguintes condições: • se refiram a preços para condições de pagamento à vista.

são coletadas informações de preço para cada material. uma vez que estes se destinam à inclusão nas tabelas do SICRO2. estava em vigor a Instrução de Serviço no 9 de 22/07/03. São considerados como informantes os estabelecimentos comerciais credenciados. não incluem fretes para seu transporte até o local da obra.3.3. em pelo menos três estabelecimentos. que trata do fornecimento de Cimentos Asfálticos e Asfaltos Diluídos pelo DNIT. para levar em conta o custo desse deslocamento. será considerado o preço unitário estimado para a região. Para os estados onde não seja possível a pesquisa de um item.4. que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. As Emulsões continuam com fornecimento a cargo das empresas contratadas.1 PREÇOS LOCAIS E PREÇOS REGIONAIS Nos estados onde se realizam pesquisas. O engenheiro de custos. 4. deverá utilizar composições de transporte comercial. ao elaborar um orçamento específico. preferencialmente atuando no comércio atacadista.3 MATERIAIS BETUMINOSOS Ao ser editado o presente manual.2 CUSTO DOS MATERIAIS POSTOS NA OBRA Os preços dos materiais. levantados pelo sistema de coleta. para uso genérico e não para o caso de qualquer obra em particular. 74 .3. 4.

uma solução de compromisso. 5. a obra rodoviária projetada estará completa e acabada. conserto.1 PRINCÍPIOS QUE REGEM A MONTAGEM DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS Ao se elaborar uma composição de serviço. ou seja. ditada pelo bom senso. freqüentemente. cuja soma corresponde ao Custo Direto da Obra. o cronograma da obra. 6o . o elenco qualitativo e quantitativo de mão-de-obra e de equipamentos de que se poderá dispor. elaborar sua composição. de tal forma que. dentre as quais não podem ser omitidos: as especificações e as quantidades dos serviços a realizar contidos no Projeto Final de Engenharia.Serviço . recuperação ou ampliação. necessários à realização de uma unidade de cada um desses serviços. as características dos materiais naturais a serem trabalhados. equipamentos e materiais. conservação. como se segue. a expressão “obra” é. é necessário definir qualitativa e quantitativamente os insumos. impondo-se.. as condições climáticas da região onde se localiza a obra e a logística do empreendimento. 5. . os conceitos de “obra” e “serviço”: “ . reparação. À atividade de orçamento cabe estimar os custos de todos esses serviços. 8. é necessário ter em mente alguns princípios. Essa tarefa implica.” Na Engenharia.Lei No. Art. na maior parte dos casos. utilizada para descrever o resultado físico que é obtido através da realização de um conjunto de serviços ou atividades. A seleção da tecnologia.. a seleção da tecnologia de execução a ser empregada para a realização de cada um dos serviços que compõem a obra. de 21 de junho de 1993 . e. seguro ou trabalhos técnico-profissionais. são consideradas obras as : • Obras de Construção Rodoviária. realizados todos eles. com respectivas quantidades e unidades de medida.Para os fins desta Lei. considera-se: I . publicidade.Obra . transporte. desempenhar o papel instrumental esperado nos procedimentos de planejamento e de orçamento da obra. que é função do planejamento da obra. por ter sido corretamente concebida. fabricação. Neste manual. cada composição reflete uma opção tecnológica. operação. os : • Serviços de Conservação Rodoviária. realizada por execução direta ou indireta. de modo que esta possa. as distâncias de transporte previstas. será feita sempre com vista a conciliar dois objetivos: eleger a melhor técnica de execução com maior economicidade.toda construção.2. II .2 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS As atividades de projeto e planejamento devem traduzir a obra em um elenco de serviços. Como serviço.666. locação de bens. • Obras de Sinalização Rodoviária. em primeiro lugar.define. Para esse fim. sujeita às condicionantes acima.. adaptação. reforma. • Obras de Restauração Rodoviária. montagem. 75 . em termos de mãode-obra. manutenção. Assim.5 TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO 5.. tais como: demolição.1 INTRODUÇÃO O Estatuto das Licitações . Como tal. instalação. É necessário esclarecer que nem sempre tais objetivos são convergentes.toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração. tem que levar em conta o conjunto de circunstâncias que caracterizam o meio onde seu emprego está sendo cogitado.

Do fato de ter cada um desses equipamentos. bem como para calcular a produção da própria patrulha. de uma determinada situação.O primeiro ponto a ser observado é a adequação tecnológica da composição. O mesmo procedimento 76 . Note-se que nem sempre este problema oferece uma única solução. Entende-se por ciclo o conjunto de ações ou movimentos que o equipamento realiza desde sua partida. um terceiro ponto a ser observado é o que se refere à determinação da incidência dos insumos na composição. A "produção efetiva" traduz a quantidade de serviço produzido pelo equipamento por hora de operação efetiva. figurando os demais como seus coadjuvantes. Da mesma maneira. de tal forma que a harmonia do conjunto resulte numa produção otimizada. se obterá sempre maior economicidade no trabalho da patrulha quando o equipamento escolhido para comandar seu ritmo for aquele de maior custo horário. 5. que tire o melhor partido das capacidades individuais. conforme se esclareceu acima. Finalmente. que é a quantidade de determinado insumo. que trabalham em conjunto constituindo o que usualmente se denomina equipe mecânica ou patrulha. ou seja. os serviços de construção são realizados por grupos de equipamentos de diferentes tipos.2. o Engenheiro de Custos jamais poderá abrir mão de sua experiência e sensibilidade ao se ocupar com a elaboração de composições de serviços. o equilíbrio se dá sempre em torno do equipamento eleito como principal ou que comandará o ritmo da patrulha. Na maior parte dos casos. As considerações até aqui tecidas mostram que qualquer composição de serviço está indissociavelmente relacionada com o conjunto de condições sob as quais tais serviços serão executados.3 EQUILÍBRIO DAS EQUIPES MECÂNICAS OU PATRULHAS Promover o equilíbrio de uma patrulha de equipamentos é a atividade que consiste em selecionar seus componentes e dimensionar a quantidade de cada um deles. 5. que determina um intervalo. remetendo a questão à escolha da tecnologia mais adequada.representa a incidência desse equipamento na composição. que marca o início de um novo ciclo. ou seja.2 CICLO DOS EQUIPAMENTOS Os equipamentos.horas efetivas de operação por unidade de serviço . trabalham em ciclos. Isso é usualmente denominado otimização do equilíbrio interno da patrulha. uma determinada produção efetiva. Selecionado o equipamento principal e conhecidos a produção que este realiza durante um ciclo. para dimensionar e equilibrar o restante dos equipamentos que com ele formam patrulha. Em termos práticos. necessária à realização de uma unidade de produção. Cabe observar que ao se montar uma composição de serviço será sempre necessário ajustar incidências em função das relações entre as respectivas "produções efetivas". durante o qual o equipamento em questão realiza certa quantidade de serviço. o mais comum é que se disponham de várias opções. Em vista disso. com ênfase nos equipamentos. A quantificação do serviço realizado durante um ciclo e seu tempo total de duração são elementos fundamentais para a determinação da produção horária do equipamento. será calculada sua produção horária. resulta a necessidade de se dimensionar a quantidade dos diferentes tipos de equipamentos de forma a maximizar a produção da patrulha. nas condições em que trabalha.2. Uma vez que a tecnologia tenha sido corretamente selecionada. e seu inverso . realizam operações repetitivas. é preciso saber que tipos de equipamentos devem ser reunidos para realizar determinada tarefa. a incidência da mão-de-obra e dos materiais é determinada a partir da quantidade desses insumos necessária para a produção de uma unidade de serviço. Decorre daí. até seu retorno a uma situação semelhante. bem como o tempo total do ciclo. a atenção deve se voltar para o dimensionamento desses recursos. que mesmo dispondo do acervo de informações técnicas e operacionais sobre a maior parte dos equipamentos utilizados correntemente. em geral. Em primeiro lugar. O tempo decorrido entre as duas situações é denominado “duração do ciclo” ou “tempo total do ciclo”. que o SICRO2 coloca à sua disposição.

Até aqui. A outra parcela poderá ser acrescentada na fase do orçamento pelo Engenheiro de Custos. diante das condições particulares de cada obra. 5. o equipamento está parado. Não se consideram os outros custos. a incidência dos tempos improdutivos devidos as condições climáticas. para valores inteiros. Esta produção pode ser determinada por métodos teóricos. na composição dos custos dos itens de serviço. O custo horário improdutivo é igual ao custo horário da mão-de-obra. Na fase de orçamento. sujeito às restrições que são levadas em conta quando se aplica o fator eficiência. Assim sendo. arredondados sempre a maior. entretanto. Pelo que foi exposto até aqui.2. 5. Na hora improdutiva. a quantidade destes será estabelecida como resultado destes quocientes. as informações do SICRO2 relativas às produções de equipes mecânicas foram geradas pelo método teórico. O coeficiente de utilização produtivo é o quociente de divisão da produção da equipe pela produção de cada tipo de equipamento e é sempre menor ou igual a 1. com o motor desligado.1 MÉTODO TEÓRICO O método teórico para determinação da produção de uma equipe mecânica parte do princípio de que esta será sempre igual à produção do seu equipamento principal.4 TEMPO OPERATIVO E TEMPO IMPRODUTIVO Os conceitos e o modelo matemático adotados no cálculo dos preços unitários consideram dois períodos de tempo diferentes na atuação dos equipamentos: a hora operativa e a hora improdutiva.3 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS A produção das equipes mecânicas corresponde sempre à de seu equipamento principal devido ao próprio princípio através do qual as patrulhas são compostas. Matematicamente. aguardando que o equipamento que comanda a equipe permitalhe operar. notadamente a ocorrência de chuvas. com vistas a levantar dados de produção em condições reais de execução. pode-se depreender que sua quantificação só é possível quando se estuda caso a caso. o custo horário operativo é calculado somando-se os custos horários de depreciação. manutenção e mão-de-obra. garantindo assim a validade de seus valores e permitindo adquirir maior sensibilidade para as possíveis variações devidas a particularidades das condições em que os serviços são realizados. pois se admite que estes ocorram somente ao longo da vida útil. a improdutividade aparece quando se compara a produção horária da equipe com a dos equipamentos individuais. Esses levantamentos servirão como aferidores e balizadores dos resultados obtidos teoricamente. O coeficiente de utilização improdutiva é obtido por diferença. que levam em conta as características de catálogo do equipamento ou por meio de métodos empíricos. que o DNIT implante um plano de pesquisas de campo. expressa em horas operativas. que implicam medições feitas diretamente no campo. com relação aos tempos improdutivos dos equipamentos. as Composições de Serviços contidas no SICRO2 incluem somente o tempo improdutivo correspondente ao dimensionamento das patrulhas. Durante a hora operativa. pois ela é inteiramente condicionada pela maneira como se pretende conduzir cada frente de serviço. É recomendável. 5. apenas seus resultados devem ser periodicamente verificados por comparação com dados levantados no campo. operação. A própria forma como a 77 . há ainda que considerar. ao compor os custos dos itens de serviço. O método teórico pela sua facilidade e praticidade não deve ser abandonado. Em conseqüência desses conceitos. Fazendo-se as relações entre a produção horária do equipamento principal e a dos demais.3.será adotado para cálculo da produção horária dos demais componentes da patrulha. o equipamento está operando normalmente.

ou para alguns serviços.90 .70 Uma vez dispondo de todos os elementos necessários ao cálculo. como extração de areia com draga. Foram adotados os seguintes valores: .Material de 2ª . preparação da máquina para o trabalho e sua manutenção.77 .Material de 1ª Categoria: 0.O fator de carga é a relação entre a capacidade efetiva do equipamento e sua capacidade nominal. Para calcular o fator de eficiência. Na terraplenagem.Material de 2ª Categoria: 0.0 / 1. bem como alguns fatores de correção. para que sejam levados em consideração os tempos gastos em alterações de serviço ou deslocamentos. Fator de Eficiência = (50 min/60 min) = 0.Para as obras de restauração o fator de eficiência adotado é de 45 min / 60 min = 0.0 / Categoria: FC = 1. cuja finalidade é de adaptar os resultados às condições reais em que os serviços são realizados.O fator de eficiência de um equipamento é a relação entre o tempo de produção efetiva e o tempo de produção nominal. Estas planilhas encontram-se junto às respectivas composições de custos unitários.39 = 0.Material de 3ª Categoria: 0. conhecendo-se a produção horária do equipamento principal. apresentadas nos Volumes 2 a 7 deste Manual. A produção do equipamento principal.30 = 0. devem ser observados os seguintes critérios: . estará determinada a produção da patrulha.O fator de conversão é a relação entre o volume do material para o qual está sendo calculado o custo unitário e o volume do mesmo material que está sendo manuseado.75 • Fator de Conversão . O conjunto de fórmulas utilizadas para esse fim está apresentado nas respectivas planilhas de cálculo.Material de 3ª Categoria: FC = 1 / 1. Estas. Foram feitos os cálculos das produções das equipes mecânicas para cada uma das composições de custo unitário que estão cadastradas no SICRO2.Material de 1ª Categoria: FC = 1. que são função das características do equipamento e do serviço que este realiza.80 . Desta forma.72 1. . será estimada a produção efetiva de 50 minutos.75 = 0.Para cada hora do seu tempo total de trabalho.57 • Fator de Carga .Para determinadas atividades que dependem de conjugação com outras para a efetivação do ciclo de produção. por sua vez. 78 . este é feito com o auxilio da planilha de Produção das Equipes Mecânicas. é calculada através de fórmulas específicas para cada tipo de equipamento. Usualmente são empregados os seguintes fatores de correção: • Fator de Eficiência • Fator de Conversão • Fator de Carga Referidos fatores comportam as seguintes considerações: • Fator de Eficiência .patrulha é dimensionada responde por essa afirmação. representa a relação entre o volume do corte e o volume do material solto. levam em conta uma série de variáveis intervenientes. Os valores adotados encontram-se nas faixas recomendadas pelos fabricantes e são os seguintes: . cujo modelo é apresentado a seguir.83 . foram feitas adequações neste valor.

DESCARGA E MANOBRA) TEMPO PERCURSO (IDA) TEMPO DE RETORNO TEMPO TOTAL DE CICLO VELOCIDADE (IDA) MÉDIA VELOCIDADE RETORNO OBSERVAÇÕES FÓRMULAS PRODUÇÃO HORÁRIA NÚMERO DE UNIDADES UTILIZAÇÃO OPERATIVA UTILIZAÇÃO IMPRODUTIVA PRODUÇÃO DA EQUIPE MT/DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS 79 .CÓDIGO SERVIÇO UNIDADE VARIÁVEIS INTERVENIENTES UNIDADE EQUIPAMENTOS a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u AFASTAMENTO CAPACIDADE CONSUMO (QUANTIDADE) DISTÂNCIA ESPAÇAMENTO ESPESSURA FATOR DE CARGA FATOR DE CONVERSÃO FATOR DE EFICIÊNCIA LARGURA DE OPERAÇÃO LARGURA DE SUPERPOSIÇÃO LARGURA ÚTIL NÚMERO DE PASSADAS PROFUNDIDADE TEMPO FIXO (CARGA.

correspondentes às diversas fases atravessadas pelo equipamento durante a realização dos serviços. o regime de contratação e o contratante. o equipamento está aguardando que algum outro componente da patrulha complete sua parte. Em primeiro lugar.3. os tipos de materiais naturais que estão sendo trabalhados. quando se tratar de equipamento não propelido mecanicamente. o executante da obra. o equipamento está efetivamente executando alguma das tarefas a ele inerentes. com seus motores ou acionadores ligados. Para tanto é necessário que se conheça antecipadamente o tipo de serviço que está sendo objeto de estudo e. os demais equipamentos que compõem a patrulha encarregada do serviço. assim caracterizadas.5. e resultam de se juntar numa mesma patrulha equipamentos com capacidades e níveis de produtividades diferentes. A mensuração dos intervalos de tempo. O equipamento operativo comporta duas situações: produtivo e em espera. de tal sorte que o ritmo do mais lento condiciona a produção do conjunto. o papel nele desempenhado pelo equipamento cuja produtividade se deseja medir. requer algumas considerações preliminares que têm por finalidade definir que tempos devem ser levantados e de que forma fazê-lo. Todos esses fatores podem influir na produtividade que se deseja levantar e. a data. ou em condições de trabalho. ao longo do mesmo período. A rigor. realizada no início do período e.2 MÉTODO DE AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE EQUIPAMENTOS NA OBRA A avaliação empírica da produtividade dos equipamentos. os motores estarão funcionando em marcha lenta ou os equipamentos realizando pequenos deslocamentos para melhor se posicionarem. Durante as esperas. Quando em espera. a primeira. sejam elas normais ou ocasionais. isto é seu tempo operativo e seus tempos improdutivos devidos às diversas causas inerentes ao serviços realizados. na realização de certos serviços. De acordo com o interesse do levantamento que se pretende realizar. 80 .Em esperas • Improdutivo Tempo operativo é aquele em que o equipamento está dedicado ao serviço. quando for o caso. Aplica-se este conceito apenas quando as esperas forem de curta duração que não justifiquem desligamento de motores. No seu tempo produtivo. requer que se conheçam basicamente os valores de duas grandezas: produção realizada durante um período determinado e os tempos de cada uma das fases por que o equipamento passou. as condições climáticas sob as quais os serviços estão sendo realizados. O passo seguinte será definir os tipos de intervalos de tempo que se deseja levantar.Produtivo . essas diferentes tarefas podem ser discriminadas como fases do serviço a serem apropriadas. de modo a abrir frente para que ele possa atuar. principalmente quando estas têm influência nos níveis de desempenho. portanto. o equipamento cuja produtividade se deseja avaliar. na frente de trabalho. a obra e o local onde o serviço está sendo realizado. A determinação da produção realizada não oferece maiores problemas. a segunda. tais tempos podem ser classificados em: • Operativo . em particular. Tais esperas têm sua origem em desequilíbrios internos. no seu término. Ela será calculada pela através da diferença de duas medições. devem ser explicitados para que possam ser levados em conta quando se fizer uma eventual comparação ou crítica de valores. é necessário caracterizar perfeitamente o serviço que está sendo realizado.

o equipamento é observado em momentos precisos. Uma sucessão de n observações constituirá uma amostra e definirá a quantidade de vezes em que cada uma das fases de trabalho foi observada. conforme se exemplificará a seguir.Os tempos improdutivos. anotando as horas de suas mudanças de fase.. em que a freqüência de cada fase de trabalho será dada pela expressão genérica fn = Fn/n. chuva. Com relação aos momentos em que serão feitas as observações instantâneas. Note-se que a medição de produção deve ser feita para o mesmo período. Assim sendo. Fn . se processarem num determinado ritmo e de forma repetitiva. que corresponde ao período de funcionamento da frente de trabalho entre o início e o fim da operação. que é um método de amostragem estatística. Como Σfn =1. isto é. o intervalo de observação também fosse cíclico. mesmo que seus motores tenham sido desligados. Nela. poderia ocorrer um vício de observação. conhecido o tempo total. 81 . F1. alguns cuidados devem ser tomados. de tal forma que n = ΣFn. preconiza-se que os levantamentos dos tempos característicos das fases de trabalho dos equipamentos sejam feitos mediante a utilização do Método das Observações Instantâneas. necessidades do operador. o método mais óbvio para se realizar as apropriações de tempo seria a cronometragem contínua. em que os equipamentos continuam vinculados ao serviço e seus operadores permanecem mobilizados. Com estes valores será possível construir uma distribuição de freqüência para o fenômeno observado. quando então a atividade que estiver exercendo será classificada de acordo com as categorias predefinidas. ou seja. por sua vez. é preciso avaliar quais deles se deseja individualizar e quais os que podem ser tratados em conjunto sob a rubrica de outros ou de diversos. munido de cronômetro. além de oneroso pois imobiliza um apontador durante todo o tempo em que cada equipamento esteja sendo levantado. comportam paradas de mais longa duração. F2 . Este inconveniente pode ser evitado fazendo com que o horário de observação seja gerado a partir de uma Tabela de Números Aleatórios. falta de material. as freqüências de cada uma das fases representará a fração do tempo total de trabalho durante o qual esta foi exercida. será possível calcular o tempo de cada uma das fases. quebra ou falha do equipamento em questão ou de algum outro componente da patrulha. Tomadas essas providências iniciais e preparatórias. um apontador. Segundo este. reabastecimento de combustível etc. Com vistas a evitar esses inconvenientes.. acompanharia o equipamento durante todo o tempo em que este estivesse na frente de trabalho. que possibilita distrações e perda de informação. Estes decorrem sobretudo do fato dos serviços observados serem cíclicos. pois esta estaria sujeita a recair sucessivamente sobre a mesma ou as mesmas fases. em vez de acompanhamento contínuo. Se. A fim de não complicar desnecessariamente a apropriação. por exemplo. Tais paradas podem ter as mais diversas razões como. por ventura. Trata-se de trabalho enfadonho.

856 .16:23 . cada um dos números aleatórios a um dos 660 minutos contidos entre as 7:00 hs e as 18:00 hs.12:02 12:41 .418 .17:00 . teremos: 7:23 . por exemplo. em que o horário de funcionamento seja de 7:00 h às 18:00 h. Caso se deseje.10:21 .168 .9:22 . Como os números com até três algarismos compreendem um conjunto de 1000 elementos. Convertendo tais valores à forma horária.9:38 .551 . os números foram constituídos pelos três algarismos iniciais dos primeiros vinte números da primeira coluna.17:23 que são as horas em que devem ser feitas as observações instantâneas do equipamento e assinalada sua atividade naquele instante.240 .867 . como é bastante usual nos canteiros de obras rodoviárias.Coleção Schaum .558 .156 . essa correspondência se faz na proporção de 660/1000. Os passos a realizar são os seguintes: • Selecionar uma seqüência contínua de números aleatórios extraídos da Tabela acima.9:19 .281 . realizar 100 82 .212 .16:32 .8:50 .216 .854 . conforme segue: 35 .944 • Fazer corresponder.867 .13:03 .910 .854 . Desta forma teremos: 517 .418 .35 .558 . visto que o zero está incluído.1978 Suponhamos que se deseje gerar cronologia para a realização de 20 observações num determinado dia de levantamento.240 . A seqüência deve ter a mesma quantidade de elementos que a das observações que se deseja realizar no dia.168 .649 .856 . para se fazer cada observação. à partir das 7:00 hs.305 ..459 517 . No exemplo.13:08 .16:24 . Este resultado expressará a quantidade de minutos que deverão transcorrer. McGraw-Hill .628 .459 .10:05 .14:08 .. proporcionalmente.156 .13:54 .Ed.305 .551 .281 • Ordenar os números aleatórios selecionados em ordem crescente.216 .212 . Qualquer outra forma de extração também seria adequada.11:35 .8:42 .Tomemos a seguinte Tabela de Números Aleatórios: Tabela de Números Aleatórios 74640 42331 29044 46621 23491 83587 6568 21960 60173 52078 25424 11645 2133 75797 45406 31041 79353 81938 82322 96799 3355 95863 20790 65304 64759 51135 98527 62586 56301 57683 30277 94623 91157 77331 60710 52290 17480 29414 6829 87843 93582 4186 19640 87056 76105 10863 97453 90581 56974 37428 93507 94271 12973 17169 88116 42187 36081 50884 14070 74950 745 65253 11822 15804 25439 88036 24034 67283 68829 6652 41982 49159 48653 71590 16159 14676 27279 47152 35683 47280 51772 24033 45939 30586 3585 64937 15630 9448 21631 91097 62898 21287 55870 86707 85659 55189 41889 85418 16835 28195 Fonte: Probabilidade e Estatística .944 .910 628 .649 .

incluindo as esperas normais dentro do ciclo de trabalho. • Equipe em deslocamento entre frentes de serviço. má visibilidade. sem remoção do equipamento para oficina. para o caso de serviço de Fresagem a Frio: Serviço Equipamento principal: Fresagem a frio de _____ cm de CBUQ Marca: Modelo: Fresadora a frio • Demais equipamentos Obra: ______________________ • : Caminhões basculantes Local: ______________________ Data: _______________________ ______________________ Executante: Contratante: ______________________ Regime de Contratação: _______________________ ______________________ ______________________ Intervalos de tempo que se deseja levantar: • Tempo Operativo Produtivo • Tempo Operativo em esperas • Tempo Operativo em manobras • Tempo Improdutivo Admita-se que o processo aleatório de escolha dos tempos de levantamentos durante o período de 1 dia de trabalho conduziu a 100 observações feitas. no exemplo apresentado acima.55 h Tempo improdutivo observado: . medida no final do dia. a seguir.65 h Tempo operativo em esperas observado: 20 / 100 = 20% de 11 h = 2. exemplo de aplicação hipotética do método. é conveniente que a cada dia se gere uma cronologia diferente de observações.60 h Tempo operativo produtivo observado: 15 / 100 = 15% de 11 h = 1. A produção da fresadora. portanto. com os seguintes resultados: Tempos levantados N°de observações feitas ° Tempo operativo produtivo 60 Tempo operativo em esperas 15 Tempo operativo em manobras 20 Tempo improdutivo 5 O tempo de trabalho foi de 11 h.20 h Tempo operativo em manobras observado: 5 / 100 = 5% de 11 h = 0.observações. etc).60 h . correspondente ao comprimento x largura fresados. Com finalidade puramente ilustrativa.Produção horária real no Tempo observado : P / 11 h Evidentemente. distribuídas ao longo de 5 dias. A produção horária. os eventos cujos tempos se decidiu levantar foram grandemente simplificados. foi de P m2 / 11h.Produção horária no Tempo Operativo Produtivo: P / 6. 83 . • Equipamento parado por circunstâncias inevitáveis e naturais (necessidades fisiológicas. de modo que se identifique o tempo consumido por eventos particulares. Nos casos práticos pode-se subdividir o ciclo de operação em intervalos menores. apresenta-se. consumo de água. e as observações feitas conduzem às seguintes conclusões: 60 / 100 = 60% de 11 h = 6. foi de P m2. • Equipe parada para reparo mecânico rotineiro e rápido. tais como: • Equipe em operação. das 7:00 h às 18:00 h. • Equipe parada para reabastecimento. a fim de evitar os ciclos diários da operação.

4. • Equipe parada por falha mecânica importante. onde 2 CHO Custo unitário em R$/t = Y = VCE 84 CHO T X + CE (1) . também. exigindo remoção do equipamento para a oficina ou por falta de peças de reposição. • Equipe repetindo serviço rejeitado no controle geométrico ou tecnológico.1 OPERAÇÕES DE TRANSPORTE TRANSPORTE LOCAL Os transportes locais são aqueles realizados no âmbito da obra para o deslocamento dos materiais necessários á execução das diversas etapas de serviço. • Equipe parada para refeição dos operadores. A produção horária de um caminhão é dada pela expressão: CE PH = . em h O custo unitário da tonelada transportada é obtido da seguinte expressão : CHO Custo unitário em R$ = PH = CE 2X + T V CHO = Custo Horário Operativo em R$/h PH = Produção em t/h CHO . • Equipe parada por falta de material. A produção. é dependente dos tempos gastos em manobras para carga e descarga e dos tempos de carga e descarga . • Equipe em aquecimento no início da jornada ou em resfriamento no final. as quais irão determinar a velocidade média de trajeto. • Equipe parada por deficiência da frota de transporte. onde : 2X + T V PH = produção horária em t/h C = capacidade útil do caminhão em t E = fator de eficiência X = distância de transporte em km V = velocidade média em km/h T = tempo total de manobras. • Equipe parada por acidente. 5. carga e descarga. • Equipe parada devido a chuvas e suas conseqüências. A produção do equipamento de transporte depende do tipo de Rodovia e da distância percorrida.4 5.• Equipe parada para execução de serviço manual complementar.

sendo os serviços de Restauração e Conservação os mais afetados. C E e b= CE Y = aX +b CHO T . A soma das duas primeiras parcelas é chamada de Tara. basculante) Rodovia não pavimenta (Restauração e Conservação -Cam basculante) Rodovia pavimentada (Construção . A influência do Tráfego de terceiros existente no percurso local está sendo considerada na velocidade média adotada .75).83 = 0. em esperas causadas por interferências de outras frentes ou equipamentos em serviço na obra. todos os serviços podem sofrer a influência de tráfego intenso de terceiros no percurso de seus transportes locais.Fazendo : 2 CHO a= V. que relaciona o tempo real em que o equipamento é utilizado para o trabalho e o tempo total em que estaria disponível: (50 min / 60 min = 0. Com relação ao Fator de Eficiência. Fornecem-se os seguintes valores médios provenientes de estimativas e observações: Caminhão Caminhão Transportes Locais PBT = 22 a 23t PBT=15t (10 m3) (6m3) Elementos considerados Carga útil 15 t Carga útil 9t 0. Para as velocidades médias utilizadas no cálculo das produções do transporte local em estrada pavimentada. também para os transportes. e os caminhões de 15t de PBT e que correspondem à carga útil aproximada de 9t.Caminhão. podemos escrever: equação de uma reta onde a parcela aX representa o custo unitário correspondente ao transporte propriamente dito e a parcela b representa o custo unitário correspondente aos tempos gastos em manobras . consideram-se valores variáveis para os serviços de Construção. Assim. Para calcular os custos unitários do Transporte local em diversas situações . será considerada.75 0. vamos escolher como representativos da classe os caminhões de 22 a 23 t de PBT (Peso bruto total) e que correspondem à carga útil aproximada de 15 t . Entretanto. para os transportes locais o Fator de Eficiência fica: (0.Caminhão basculante) Rodovia pavimentada (Restauração -e Conservação . Os Serviços de Construção relativos à Adequação de Capacidade do Tráfego (Construção de 2a Pista).90 x 0. o Fator de Eficiência acima citado é multiplicado por 0. O PBT é a soma do peso do chassis com o peso do equipamento montado no chassis e com o peso da carga útil. desta forma.Cam basculante) Rodovia não pavimentada (Caminhão betoneira) Rodovia pavimentada (Caminhão betoneira) Rodovia não pavimentada (Caminhão Guindauto) Rodovia pavimentada (Caminhão Guindauto) Rodovia não pavimentada (Caminhão Carroceria) Rodovia pavimentada (Caminhão Carroceria) 35 km/h 30 km/h 45 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 40 km/h 35 km/h 50 km/h 45 km/h 40 km/h 45 km/h 40 km/h 45 km/h 85 . a hora de 50 minutos. as velocidades adotadas para os serviços de Restauração.83) Para os transportes locais.ou de Correção de Pontos Críticos. que supõe a perda de 10% do tempo realmente utilizado no trabalho. Conservação e Restauração. a carga útil é a diferença entre o PBT e a tara. deverão utilizar no cálculo de seus orçamentos.90.75 1-Fator de eficiência 2-Velocidades Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Rodovia não pavimentada (Construção . carga e descarga .

50+0.57+2.60 min = 0.50 min = 0.75 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.20+2.83 e fator de carga 0.00+5.66 h 0.60+0.24h = 10. com tempo de ciclo de 0.00+26.00+6. e fator de carga 0.10 min = 0.17h 0.00+2.60 Transporte de concreto em caminhão betoneira 0.22h 20.0 = 35.70 = 14.00+20.20+35.60+2.00+15.20+30.60 +2. bases e pedra de mão (descarga livre) Transporte de brita ou areia para tratamentos superficiais TSS TSD TST Transporte de mistura betuminosa a quente Valor de T caminhão de22 a 23t (PBT) Carga útil 15t Valor de T caminhão de15 t (PBT) Carga útil 9t 0. para os diversos tipos de serviços.1 m3 e 127 kw .22 h 40.00 0.20+21.30 =3.80 0.39h 0. com tempo de ciclo de 0.60+3.60 min = 0. carga e descarga.57h 0.80 =22. fator de eficiência 0.00 = 20.10 min = 0.7 min (5m3) Tempo de carga manual para sacos de 50 kg (6 homens) 35 min Tempo de carga manual feito a pá (10 homens) 120 min Tempo de carga para tubos de concreto com caminhão guindauto 20 min 5.60 25 min Tempo de carga para Usina de asfalto (com silo para armazenar mistura produzida) 5 min 3 Tempo de carga para central de concreto (30 m /h) com fator eficiência 0.60+2. com tempo de ciclo de 0. fator de eficiência 0.0 min 4.50+0.80 min = 0.50 min.00+4.63h 23.60 min = 0.34 h 13.00+1.37h 0.60+2.63h 0.8 min 16 min 9.12h 0.00+6.20 min 0.com tempo de ciclo de 0.04h 0.Carga 2. onde: 86 .50+8.15h 0.30 min 8 min 2 min 4.60 min 1. e fator de carga 0.20 = 9.10 min = 0.00+15.00+5.60+0.00+3.20 min 0.17 min = 0.70 =34.00 = 7.40 min 2. solo para sub-bases.Transportes Locais Elementos considerados 3-Manobras Tempo de manobra para posicionamento de descarga em equipamentos autopropulsores Tempo de manobra para posicionamento de descarga em equipamentos rebocados Tempo de manobra para descarga livre Tempo de manobra de posicionamento para carga Caminhão PBT = 22 a 23t (10 m3) Carga útil 15 t Caminhão PBT=15t (6m3) Carga útil 9t 2 min 3 min 0. e fator de carga 0.55 min .8 min = 0.50 min 1.60+2.90 (material em 1a categoria) Tempo de carga para a usina de solos (350 t/h) com fator de eficiência 0.44 h 60.1 m3 e 127 kw .30 min = 1.83.29 +2.29 min Tempo de carga para a usina de pré-misturado a frio (60 t/h) com fator eficiência 0.40 min = 0.60 min 2min 3min 0.8 min 1.0 min 15.30 min 14 min 2.0 min = 0.50+14.0 = 22.60+0.30 min = 0.20 min = 0.50 min 2.7 min 26.) 3 2.60 h carregado com produção de 10 m3/h Transporte em caminhão guindauto 0.60 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.60 min .60 min = 0. como segue : Tipo de Serviço Transporte de areia.60+0.00+16.60+3.0 37.83 .57 min 15 min 3 min 21 min 72 min 12 min 0. brita.68 h 26.60 16.60+2.06h Tipo de Serviço Transporte de mistura betuminosa a frio Transporte de mistura de solos e agregados (brita graduada) Transporte de cimento em sacos ou de materiais diversos em caminhão de carroceria Valor de T caminhão de22 a 23t (PBT) Carga útil 15t Valor de T caminhão de15 t (PBT) Carga útil 9t Transporte de concreto em caminhão betoneira carregado em Central com produção de 30 m3/h e eficiência de 0.30 =2.60+0.3 min = 0.70+5.10 min = 0. pode definir-se .375h = = Voltando á equação Y = aX + b.1a cat.09 min = 0. fator de Eficiência 0.00+2.34h = 13.20+16.0 min Com os elementos fornecidos.1 m e 127 kw .00+12. 4.50 min.00+4.00+4.60+2.50 min fator de eficiência 0.02 h 39.03h = 0.3 min = 0.60+0.Descarga Tempo de descarga livre Tempo de descarga no distribuidor de agregado para tratamento superficial Tempo de descarga no distribuidor de agregado autopropulsor para base Tempo de descarga na vibro-acabadora de Asfalto Tempo de descarga manual para sacos de 50 kg (6 homens) Tempo de descarga do caminhão betoneira Tempo de descarga do caminhão guindauto 0.0 = 61.50 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.65 min 2.90 (mat.7 m3 e 75 kw.83.00+25.00+9.80 (material em 2a categoria) 3.70 (material em 3a categoria) Tempo de carga para a carregadeira 924 de 1.20+1.60+2.60 4.00 = 0.00 37.2 min 6. o tempo T de manobra.20 min = 0.0 min 5.

X é a distância do transporte em km 2 .E Consumo . o que se obtém com a introdução do caminhão entre os equipamentos relacionados para a sua execução . n . CHO . que : CHO Custo por unidade de serviço = Produção horária = C. carga e descarga). 5.E consumo . 87 .Consumo Pode escrever-se.T = C. o ciclo passará a ser n .E é a parcela do custo do transporte oriunda dos tempos de manobra carga e descarga do veículo.E é o coeficiente representativo da relação entre o custo do transporte propriamente dito e a distância a ser percorrida. T .C.consumo Quando houver n passadas do equipamento para executar a produção do serviço. CHO a= V. e considerando a sua utilização igual ao do tempo T (tempo total de manobra. consumo A parcela aX que depende da distância de transporte para ter sua influência definida no custo unitário do transporte. também. existente nessa unidade de serviço: Custo por unidade de Serviço = (Custo por tonelada) x (quantidade em t existente na unidade de serviço) Custo por unidade de serviço = b . consumo = b . a parcela b deverá constar das composições dos custos unitários dos serviços. T b= C. em R$. em vez de T: CHO Custo por unidade de serviço = C. tanque. é necessário conhecer a quantidade em tonelada. será calculada dentro do custo unitário do próprio serviço a ser realizado. e que independe da distância a ser percorrida Na metodologia a ser usada para o cálculo dos custos unitários dos transportes locais . T . e do tipo de estrada (pavimentada e não pavimentada). basculante. Considerando que aX representa o Momento de transporte de 1 tonelada transportada a uma distância X .E CHO x T . carga e descarga do veículo.2 TRANSPORTE COMERCIAL São aqueles relativos ao deslocamento de materiais que vêem de fora dos limites da obra.4. consumo = b. representa o custo do serviço Transporte Local. isto é.Y é o custo do transporte de 1 tonelada.E CHO . n . o transporte local é medido em t x km. A parcela b é o custo em R$ / t dos tempos de manobra. e tem seus códigos diferenciados em função do tipo de caminhão ( carroceria. etc). T CHO = C. e para calcular esse custo em relação à unidade de serviço que se deseja compor.

0027 x CHO x X Os valores médios acima são provenientes de estimatimativas e observações. o transporte do material a quente e a frio e. cimentos.18 que reflete a correção da mão-de-obra e reposição de peças. aplica-se fator de multiplicação de 1. com o que se obtém: Custo unitário do transporte em R$/t ou Momento de Transporte para 1 tonelada transportada a uma distância X (em km): CHO . o transporte já está incluído no preço do material. quando tal limitação implica mudança de equipamento para caminhões de menor porte. areia etc.27 que reflete a correção de mão-de-obra. são aplicados às equações básicas fatores de multiplicação nas seguintes situações: a) Para rodovias onde o tráfego ocorra de forma normal. com caminhão carroceria. 15 . o tipo de revestimento da rodovia em que este se realiza. b) Para rodovias com travessia de balsas e/ou atoleiros e/ou outras dificuldades graves que não as limitações de carga. ou seja 0. Usar-se-á o caminhão carroceria PBT = 22 a 23t (capacidade útil de 15 t).V .40 . Portanto. a não ser no caso de brita e areia cujo transporte comercial é feito em caminhão basculante. 2a e 22a UNITs. por outro. isto é. elaboradas para servirem de referência. V Para Rodovia não pavimentada (V=40 km/h) ⇒ Y = 0. a prática no comércio é a do fornecimento CIF.Esse tipo de transporte é feito. ferros. e.o que permitirá sejam cotados os custos correspondentes. indicarão os consumos estimados dos produtos asfálticos. logo não é aqui considerado.Manaus. 88 . e os locais de suas aplicações.X 15 . que fornecem o custo de transporte rodoviário de material asfáltico. 2 Y =aX = E. peças e dificuldades específicas do deslocamento. a) Cimento a Granel Para o caso particular do cimento a granel. será utilizada para o cálculo do seu custo unitário a fórmula de transporte (1).3 TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSOS Na determinação dos custos de transporte comercial dos produtos betuminosos. ainda. com a eficiência de 50/60. Esclarece-se.83 . As composições do SICRO2.4. geralmente. serão conhecidas as distâncias dos seus transportes entre suas Refinarias ou Fábricas. por tonelada. a Fábrica entrega o cimento na Central de Concreto do comprador. aplica-se fator de multiplicação de 1. de jurisdição das 1a. Os materiais transportados são madeiras. quando da realização de um orçamento específico. c) Para rodovias com limitação de carga. desprezando o valor de b (carga. descarga e manobra). 5. brita.X= 2 . rodovia com revestimento primário e rodovia em leito natural. As seis equações distinguem. que na Região Amazônica.83. tubos.C. a exemplo da BR-319. as equações tarifárias que vinham sendo adotadas de uma forma geral. são as fornecidas pelo DNIT. trecho Humaitá . CHO . que utiliza sistemática própria para a sua obtenção (ver Ofício Circular no 032/2000/DEPC de 28/06/2000 do extinto DNER e Portaria no 250 de 04/05/2003 do DNIT).X= 0. e as seguintes velocidades: • Rodovia não pavimentada: 40 km/h • Rodovia pavimentada: 60 km/h Devido às longas distâncias de transporte. para diferentes distâncias de transporte. V 2. a saber: rodovia com revestimento asfáltico.CHO . Tratam-se de seis equações tarifárias.0040 x CHO x X Para Rodovia pavimentada (V=60 km/h) ⇒ Y = 0. aplica-se fator de multiplicação 1.90. por um lado.

entretanto. • Restauração.1 APRESENTAÇÃO DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA As composições de custos unitários cadastradas no Banco de Dados do SICRO2 e calculadas pelo programa informatizado são apresentadas pelo sistema conforme modelo a seguir. Os serviços de Restauração. • Sinalização. trabalhos no menor nível de complexidade passível de ser quantificado e que pode fazer parte indiferentemente de serviço mais complexo de mais de uma categoria de serviço. 5. classificados pelas categorias de serviços que compõem as composições de Custos Unitários Referenciais Regionais do DNIT. símbolos ou legendas sobre o revestimento da rodovia ou sobre dispositivo montado em suportes verticais. de forma genérica as categorias de serviços enumeradas. assim como na Restauração poderão ocorrer serviços de Conservação. após certo tempo de uso ou devido a quaisquer condições adversas. Tais custos serão obtidos pela agregação de itens pertencentes às duas fases anteriores. que anteriormente eram englobados na categoria de Construção. fornecimentos de materiais compreendendo. devido às características particulares de sua utilização.6 ESTRUTURA DO BANCO DE DADOS DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA O sistema de custos permite que se montem composições para as diferentes categorias de serviços. Cabe ressaltar. seu transporte e descarga na obra. tiveram suas características construtivas iniciais deterioradas a ponto de não poderem ser reconstituídas por simples serviços de conservação. 5. entretanto. além do custo do material. não é possível distinguí-las completamente. o porte dos equipamentos utilizados em cada caso são diferentes. Os serviços de construção correspondem às obras de implantação ou construção propriamente ditas. Ao contrário desses últimos.5. as composições foram classificadas nos seguintes tipos: • Atividades Auxiliares: Custos unitários diretos para atividades de apoio tais como: fabricação na obra de materiais e componentes. transportes comerciais e outros assemelhados necessários ao suprimento da obra. 89 . são aqueles correspondentes às obras de melhoramentos ou reconstrução das rodovias que.5 CATEGORIAS DE SERVIÇOS O SICRO2 considera as seguintes categorias de serviço.6. em geral. com finalidade de atender ao conforto e segurança dos usuários. • Conservação. ou seja. Os serviços de Conservação são aqueles necessários à manutenção. à partir de uma base comum. Este serviço. pois na Conservação poderão se fazer alguns serviços de Construção. Os conceitos expostos permitem classificar. que se fazem de forma rotineira. Para tanto. que. Conservação Sinalização ou Restauração. Custos unitários diretos para a execução de atividades elementares. isto é. segundo sua natureza e finalidade: • Construção. Os serviços de Sinalização são constituídos pela colocação de sinais por meio de marcas. os Serviços de Restauração obedecem a um projeto específico para cada caso. dentro das condições normais de uso. Construção. através de agregações sucessivas. • Custos de Referência: Custos unitários de serviços nos níveis de agregação com que figuram usualmente nas Normas de Medição e Pagamento nas contratações do DNIT. das obras já construídas. embora sejam complementares de obra de construção ou restauração. estão sendo tratados pelo SICRO2 como categoria específica.

Sistema de Custos Rodoviários Mês : Produção da Equipe : Quantidade Utilização Operativa Improdutiva Custo Operacional Operativo Improdutivo RCTR0320 (Valores em R$) Custo Horário SICRO2 Custo Unitário de Referência A .Material 90 Custo Total do Material Quantidade Unidade Preço Unitário Custo Unitário D .M.68 %) Preço Unitário Total Observações : .O.00 %) Custo Horário de Execução Custo Unitário de Execução Quantidade Unidade Preço Unitário Custo Unitário C .Transporte de Materiais Produzidos Toneladas / Unidade de Serviço Custo Unitário Custo Unitário Direto Total Lucro e Despesas Indiretas ( 32.Equipamento Custo Horário de Equipamentos Quantidade Salário-Hora Custo Horário B .Mão-de-Obra Custo Horário da Mão-de-Obra Adc. .Atividades Auxiliares Custo Total das Atividades Toneladas / Unidade de Serviço Custo Unitário E .Transporte de Materiais F .DNIT .Ferramentas: ( 0.

1 ORGANIZAÇÃO DAS TABELAS As tabelas do SICRO2 acham-se divididas em dois grandes grupamentos. estão relacionadas as categorias profissionais que participam dos serviços de construção.511 T. construção.606 T.6 T. tanto na parte da produção direta dos serviços como também na operação dos equipamentos utilizados.4 T.30 T.602 T.314 T. indicando tratar-se de custos com trabalhadores.303 T.302 T.312 T. indicando a classe profissional e dois algarismos seqüenciais indicando as várias subclasses. sinalização e restauração. pesado Operador de equip. materiais e equipamentos. especial TÉCNICO Pré-marcador ENCARREGADO Encarregado de turma Encarreg.501 T. Mão-de-Obra Básica e Respectivos Códigos CÓDIGO CATEGORIA PROFISSIONAL T.3 T. ou seja.601 T. Os Preços de Insumos. abaixo listada. um algarismo.6 TABELAS DE PREÇOS DO SICRO2 6. 6.512 T.605 T. VEÍCULOS E EQUIPAMENTO Motorista Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motorista de veículo especial Operador de equipamento Operador de equipamento leve 1 Operador de equipamento leve 2 Operador de equip.604 T.603 T. apresenta-se a relação de tabelas contidas no SICRO2. de pavimentação Encarregado de britagem OPERADOR QUALIFICADO Blaster Montador Carpinteiro Pedreiro Armador Ferreiro Pintor 91 .311 T. e a categoria de serviços de conservação. conservação. restauração e sinalização rodoviária.2 6.301 T.1 PREÇOS DE INSUMOS MÃO-DE-OBRA Na mão-de-obra básica.313 T. Estes últimos compreendem as três categorias de obras rodoviárias. Nos itens seguintes. por sua vez. contem tabelas relativas à mão-de-obra. na ordem em que foram citadas acima.2.31 T. a saber: Preços de Insumos e Composições de Preços Unitários.607 OPERADOR DE MÁQUINA. O código de identificação da mão-de-obra é composto de uma letra T.5 T. As Composições de Preços Unitários estão subdivididas em Composições de Atividades Auxiliares e Composições de Preços de Referência.401 T.

2 MATERIAIS Os materiais constantes do Banco de Dados do SICRO2. estão relacionados no Anexo 1.3.701 T.1 – Composições de Custos Unitários de Atividades Auxiliares. com seus respectivos códigos. que são fornecidos por seus proprietários sob a forma de aluguéis. 6.2. 6. O mesmo procedimento é adotado na hipótese do fornecedor cotar o equipamento o equipamento alugado por unidade de serviço a ser executado. Estes equipamentos alugados entram nas composições de custos unitários no item “C – Material”. que receberam codificação especial. ao invés do prefixo “E” adotado nos demais equipamentos.3. diferentemente dos demais equipamentos “E”.Mão-de-Obra Básica e Respectivos Códigos CÓDIGO CATEGORIA PROFISSIONAL T.2.610 T. cotados por dia ou hora de trabalho. com indicação de sua potência e tipo de combustível que utilizam. 6.3.Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Restauração Rodoviária.3. estão relacionados NO Anexo 1.3. a seguir relacionados: 6. é informado qual o tipo de aluguel que é cobrado pelo fornecedor do equipamento.609 T. e Pavimentação.8 T.Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Sinalização Rodoviária.3 EQUIPAMENTOS Os equipamentos que constam do Banco de Dados do SICRO2. Adotou-se este procedimento em função da maneira como são coletados os seus preços. Nesta relação estão também incluídos “equipamentos alugados”.4. 6.7 T.Composições de Custos Unitários de Referência de Serviços de Conservação Rodoviária. • Obras de Arte Especiais.608 T. 6.702 T. • Drenagem. apresentada no anexo 1. iniciada com o prefixo “F”. e Outros Custos II. 92 . 6.2 – Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Construção Rodoviária: • Terraplenagem. que têm seus custos horários calculados a partir dos seus preços de aquisição.801 Soldador Jardineiro Serralheiro PROFISSIONAL NÃO QUALIFICADO Servente Ajudante TRABALHADORES EM CONDIÇÕES ESPECIAIS Perfurador de tubulão 6. Na Ficha Técnica de cada equipamento.5 .3. e Outros Custos I • Drenagem.3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA A relação das composições de custos unitários que fazem parte do SICRO2 estão apresentadas nos seus respectivos volumes.

como não se pode encarar a obra como um fato isolado.Conseqüências da localização e do tipo de obra d) .1 ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES A elaboração do Orçamento. a necessidade de sua reformulação.1. propriamente dita. administrativa. 7. O planejamento de execução da obra deve se desenvolver em quatro etapas: I. procura-se estabelecer cinco importantes definições: a) . Nele. Cabe ao engenheiro encarregado do orçamento avaliar as repercussões técnicas e as conseqüências de ordem financeira que advém da fixação da época de início da obra baseada nos fatores acima relacionados. condicionam a época do início efetivo do serviço. O modo como a obra é executada influi diretamente em seu custo.1 PLANO DE ATAQUE OU DE EXECUÇÃO DA OBRA Denomina-se Plano de Execução à seqüência racional do conjunto de atividades que constituem a obra. Plano de ataque ou plano de execução da obra.. b) .Plano de execução propriamente dito. Também aqui cabe ao engenheiro encarregado do orçamento analisar a possibilidade de execução da obra dentro do período fixado mostrando. disponibilidade de mão-de-obra etc. o orçamento e o planejamento de sua execução têm que caminhar interligados. II. e) . IV. Por esta razão. que via de regra. 93 .Cronograma físico e financeiro. b) Período de Execução Tal como ocorre na fixação da época do início dos trabalhos.Dimensionamento dos Equipamentos.7 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTOS 7. aos fatores técnicos ter-se-á que acrescentar outros. Cronograma de utilização de equipamento. tais como: clima. financeira. Entretanto. de ordem política. administrativa. quando for o caso.Dimensionamento e lay-out do canteiro de administração e das instalações industriais. financeira e legal condicionam o prazo de execução dos serviços. legal etc. III.Período de execução c) . a) Época do início dos trabalhos Considerando apenas fatores técnicos.Época do início dos trabalhos. abundância de equipamento ocioso na região. fatores de ordem política. a época para início das obras seria sempre escolhida de forma que oferecesse sempre melhor rendimento dos fatores locacionais. deve ser precedida de estudo preliminar em que são estabelecidas as linhas gerais do Plano de Execução de Obra.

deve ser levada em consideração. etc. têm que ser conhecidos ao ser feito o planejamento executivo da obra. ◊ Dificuldades de ordem geológica na execução da terraplenagem. nos dois casos. estão presentes os elementos necessários à elaboração do plano de execução da obra.c) Conseqüências da Localização e do Tipo da Obra O fato de se executar uma obra em determinado local traz uma série de facilidades e/ou limitações inerentes à própria localização da obra. Assim. a quantidade a ser executada. A título de exemplo. para efeito de planejamento da execução. cimento. madeira. infra-estrutura de serviços. Um dimensionamento preliminar poderia indicar o uso de “scrapers” rebocáveis para pequenas distâncias e equipes de escavação e transporte por caminhão para as grandes distâncias de transporte. o volume de terraplenagem a ser executado em terreno virgem ou em alargamento. difere muito. • Aspectos Climáticos ◊ Regime Pluviométrico. o mais viável seria utilizar o mesmo equipamento usado nas grandes distâncias. 94 . Este. permitindo calcular as horas ociosas de cada unidade no conjunto da obra e a variação da produção ao longo do período de execução. tais como asfalto. tendo em vista suas características. etc. podemos citar o caso de obra em que exista pequena quantidade de serviço de terraplenagem com distância de transporte menor que 6 km e quantidade importante com distância de transporte acima dos 6 km. Caso o volume de movimento de terra a pequena distância seja muito pequeno.. ◊ Índice Pluviométrico. • Aspectos Geológicos e Geotécnicos ◊ Existência de materiais para pavimentação e/ou revestimento primário. e) Dimensionamento dos Equipamentos O planejamento da execução possibilita determinar a necessidade global de equipamento. consiste na ordenação e qualificação das atividades que constituem as diversas etapas da obra. além do item de serviço. que influem na execução. uma vez que esta pode ser decisiva para o emprego ou não de um dado equipamento. d) Plano de Execução Propriamente Dito Com as definições da data do início e período de execução e conhecidas as condições locacionais e o tipo de serviço. Estes aspectos podem ser agrupados: • Aspectos Geográficos ◊ Facilidades de obtenção de produtos industrializados necessários à obra. evitando-se a mobilização de “scrapers” para curta utilização. tem-se que tomar conhecimento daqueles decorrentes do tipo de obra a ser executada. ◊ Apoio logístico tal como vias de acesso. Os aspectos locacionais. ◊ Seleção de Equipamento em decorrência dos dois aspectos anteriores. bem como o fato de uma base de solo estabilizado ser executada com ou sem mistura. talvez. Além dos aspectos locacionais. Na seleção dos equipamentos a serem utilizados na obra.

7.4 PREÇOS UNITÁRIOS DOS SERVIÇOS As composições de serviços conduzem ao cálculo de seu custo unitário direto. salvo nos casos em que esta distinção não for muito nítida. em que tais valores acham-se reunidos num só local. preços unitários dos diferentes serviços rodoviários são calculados pelo Sistema Informatizado do SICRO2 periodicamente e com base nas coletas de preços de insumos realizadas nos diferentes Estados que fazem parte do Sistema. Atualmente. A relação completa e ordenada dos serviços a serem incluídos no orçamento constitui o “Plano Orçamentário” da obra. que acrescido do percentual de LDI adotado para a obra. isto é. em geral. não podem ser fixados de maneira muito rígida e poderão sofrer. sem prejuízo na precisão dos valores publicados. onde existe coleta de preços de insumos. 7. O número de unidades é dimensionado em função do quantitativo real de serviços e este fato deverá ser levado em consideração quando do dimensionamento das equipes mecânicas que não trabalharão com seus rendimentos ideais. evitando que o Engenheiro de Custos tenha que buscá-los nas suas diversas seções.TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO. uma vez que a amplitude de suas variações tem sido consideravelmente reduzida. e preços regionais para os locais onde a pesquisa de preços de insumos não é realizada diretamente. etc. sinalização. a periodicidade de cálculo dos preços de serviços rodoviários é mensal. face à estabilidade monetária vigente no país. modificações decorrentes de inovações tecnológicas. deste Volume 1 do Manual de Custos Rodoviários. estes quantitativos de serviços devem ser levantados nos respectivos Projetos Finais de Engenharia que. Estes valores. a saber: terraplenagem. instalações para operação da rodovia.3 SELEÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE SERVIÇOS Uma vez conhecidos os serviços que comporão o orçamento da obra.Como se vê. Não se justifica o uso de maior relação “moto-scraper / pusher” devido a pequeno volume eventual de serviço com distância de transporte entre 1000 e 1200m. deverão ser selecionadas as composições mais adequadas para realizá-los. Para esclarecer as diferentes implicações envolvidas nessa seleção recomenda-se a leitura do Capítulo 5 . Aos preços disponibilizados devem ser somados os preços dos transportes de materiais para os locais das obras. pavimentação. Entretanto. calculados pela metodologia do SICRO2. Essa relação será organizada segundo as grandes classes de serviços que compõem uma obra rodoviária. ao longo do tempo. num caso em que grande parte da escavação seja executada em 1ª categoria. por exemplo.2 ITEMIZAÇÃO DO ORÇAMENTO O conhecimento dos diversos serviços necessários a realização da obra dá ao engenheiro de custos condições de estabelecer a lista dos itens de que se constituirá o orçamento. este período poderá vir a ser alongado. drenagem. utilizando-se basicamente um trator “pusher” e três “moto-scrapers”. tendo em vista as circunstâncias particulares a cada caso. Assim sendo. 7. com distância de transporte entre 200 e 400m. Como. obras de arte especiais . 7. como ocorre em serviços de conservação. os limites. 95 .5 QUANTITATIVOS DE SERVIÇOS O valor de determinado serviço rodoviário é obtido pelo produto de seu preço unitário pela quantidade efetivamente executada. Para efeito de elaboração de orçamento de obras. paisagismo. são disponibilizados preços unitários para Estados específicos. contêm um Quadro de Quantidades. a serem admitidos por tipo de equipamento nas distâncias de transporte de terraplenagem. fornecerá seu preço por unidade produzida.

7 PLANILHA EXTRATORA DE DADOS DO SICRO2 O Sistema Informatizado do SICRO2 é provido de recursos que permitem a extração de valores referentes a preços unitários de serviços do seu Banco de Dados para uma planilha eletrônica MS/Excel. em grau de detalhamento conveniente ao fim a que este se destina.7. explicitando subtotais referentes a itemização do orçamento. onde podem se fazer todas as operações de cálculo necessárias à elaboração e apresentação dos Orçamentos de Obras Rodoviárias. Este Preço pode ser apresentado em diferentes níveis de agregação. 7.6 PREÇO TOTAL DA OBRA Vencidas todas as etapas precedentes. 96 . o Preço Total da Obra será obtido pelo simples somatório do valor de todos os serviços necessários à sua execução integral.

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