DNIT

MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS
VOLUME 1
METODOLOGIA E CONCEITOS

2003

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT

MINISTRO DOS TRANSPORTES Dr. Anderson Adauto Pereira DIRETOR GERAL DO DNIT Eng.º José Antonio Silva Coutinho

MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS
VOLUME 1
METODOLOGIA E CONCEITOS

o Luciano Regazzi Gerk Econ. em 13.o Manoelino Matos de Andrade . Alexandre José Gavinho Geraldo Colaboradores: Dr.7204 Reprodução permitida desde que citado o DNIT como fonte. Tarcísio Delgado Eng° Dirceu César Façanha Eng. 7 v. 3. Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes.o José Maurício Gomes Eng. CDD 625. Manual de custos rodoviários.Construções . Tânia Bral Mendes Bibl.o José Gornsztejn Eng. Título.Coordenador Eng. 1.1: Metodologia e conceitos. ed. 2003.o Mário Brugger da Cunha Eng. I. .o Miguel Dário Ardissone Nunes Eng.Rio de Janeiro.a Maria das Graças da Silveira Farias Eng. v. de Sist. Heloisa Maria Moreira Monnerat Brasil.o Jorge Nicolau Pedro Bibl. Diretoria Geral. Irma de Azevedo Sampaio Anal.o Guilherme Henrique de Barros Montenegro Eng.Estimativa e custo.MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 Equipe Técnica: Eng. Rodovias . .

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT DIRETORIA GERAL MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS VOLUME 1 METODOLOGIA E CONCEITOS 3ª edição RIO DE JANEIRO 2003 .

Relato nº 21. de 17/12/1998 Aprovado pela Diretoria do DNIT em 16 de dezembro de 2003. Ata nº 29/2003 Impresso no Brasil / Printed in Brazil .Rio de Janeiro.DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 Av Presidente Vargas. em 17 de dezembro de 1998. Resolução nº 45/1998 Sessão CA n 19. 1980 Aprovado pelo Conselho Administrativo do DNER. CEP 20071-000 .RJ Tel: (0 XX 21) 2516-1990 Fax: (0 XX 21) 2516-2120 TÍTULO: MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS VOLUME 1: Metodologia e conceitos Primeira edição: MANUAL DE COMPOSIÇÃO DE CUSTOS RODOVIÁRIOS. 522 4 andar. 1972 Segunda edição: ATUALIZAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO DO MANUAL DE COMPOSIÇÃO DE CUSTOS RODOVIÁRIOS.

Presidente Vargas. após a realização de seminários na sede do órgão em Brasília. sendo sua metodologia implantada pelo DNER no ano de 2000 e o seu lançamento em 2003.APRESENTAÇÃO Este documento apresenta o resultado dos estudos desenvolvidos na revisão. Este manual foi elaborado em 1998. Nele estão incorporados os estudos desenvolvidos e as contribuições recebidas pela então Gerência de Custos Rodoviários. CEP 20071-000.PROJETO CONCEITUAL MANUAL DO SISTEMA . com as demais equipes do Departamento e a comunidade rodoviária em geral. críticas ou sugestões.PROGRAMA FONTE MANUAL DO USUÁRIO Tomo 1 Tomo 2 Tomo 3 Volume 3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE ATIVIDADES AUXILIARES Volume 4 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE CONSTRUÇÃO RODOVIÁRIA TERRAPLENAGEM E PAVIMENTAÇÃO OBRAS DE ARTE ESPECIAIS DRENAGEM E OUTROS CUSTOS I DRENAGEM E OUTROS CUSTOS II Tomo 1 Tomo 2 Tomo 3 Tomo 4 . 522 . No cálculo dos custos. tendo em vista o contínuo desenvolvimento da tecnologia e da economia do país. Rio de Janeiro. levou-se em consideração as novas tecnologias e os atuais métodos construtivos rodoviários. que as enviem como contribuição para a equipe responsável pelo SICRO2. Para fins de apresentação este Manual está organizado como se segue: Volume 1 METODOLOGIA E CONCEITOS Volume 2 MANUAL DO SISTEMA E MANUAL DO USUÁRIO MANUAL DO SISTEMA . Brasil. atualização e complementação dos Manuais de Custos Rodoviários. Solicitamos a todos os usuários deste documento que tiverem dúvidas. à Av. editado em 1972 e 1980. e a adequação do sistema informatizado SICRO ao novo manual. entretanto.4 andar. RJ. faz-se necessário ressalvar que essa atualização deverá constituir-se dinâmica.

Volume 5 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA SERVIÇOS DE CONSERVAÇÃO RODOVIÁRIA Volume 6 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA Volume 7 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA OBRAS DE RESTAURAÇÃO RODOVIÁRIA Anexo 1 MANUAL DE PESQUISA DE PREÇOS DE EQUIPAMENTOS E MATERIAIS .

. Apresenta. as rotinas e procedimentos empregados pelo sistema informatizado implantado para o cálculo dos custos unitários de referência. restauração e sinalização rodoviária e dos serviços de conservação rodoviária.RESUMO Este documento apresenta a metodologia e os critérios adotados para o cálculo dos custos unitários dos insumos e serviços necessários à execução das obras de construção. ainda.

.

.ABSTRACT This document presents the methodology and criteria adopted for the calculation of unit costs for the production factors and services which are necessary to the execution of construction. restauration and signaling road-works. It also presents the routines and procedures employed by the software system implanted for the calculation of reference unit costs.

.

29 4....... 26 3...................... 8 CARACTERIZAÇÃO DOS CUSTOS DE OBRA RODOVIÁRIA ............... 23 3..................... 30 4..........................................2 COBERTURA DA PESQUISA ..............4 SELEÇÃO DO PREÇO DE REFERÊNCIA ......3 CRITÉRIOS DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO .......................2.........1 AMBIENTE DE PROCESSAMENTO ............ 23 3..............................................................................................1 SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS ...................................5 ESTRUTURA DE CUSTOS ...............2 DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES....... 39 4.................2 METODOLOGIA ........................................................... 26 3...................................................1 2........................3.....................................................1 SALÁRIO ......................1.......................................................................3 2.....................................3 CICLO DE ATUALIZAÇÃO. 3 1.................................................................................................1.......................2..1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA ..2... 39 4.................................. 29 4..........2 CÁLCULO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA .....3 ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA..............2 EQUIPAMENTOS.................. 19 3 SISTEMA DE LEVANTAMENTO DE PREÇOS DOS INSUMOS................................................................................................. 4 1.......................................... 1 1........... 26 3................................................................ 3 1............... 10 PREÇO TOTAL OU PREÇO DE VENDA..................1 O SISTEMA SICRO2 DE COLETA DE PREÇOS.............................................................................................................................................................MANUAL DE CUSTOS RODOVIÁRIOS DO DNIT METODOLOGIA E CONCEITOS SUMÁRIO DO VOLUME 1 1 INTRODUÇÃO ......2 PROCESSAMENTO DA PESQUISA ........................... 42 I ............4 2.....2 EQUIPAMENTOS CUJO CUSTO HORÁRIO VARIA COM AS CONDIÇÕES DE TRABALHO....................3 CUSTOS HORÁRIOS DE EQUIPAMENTOS.................................................... 1 1............................................ 26 3..............................1..............................................................4 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS DIRETOS ............1.. 39 4................1...........2 ENCARGOS SOCIAIS.2..................................................................... 7 2...............2...................................... 29 4...2....................................................................................... 23 3...............................................................................................................................................................2..............1..3 INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA ................... 19 CONCEITO DE LDI............1 CUSTO DA MÃO-DE-OBRA ................................................................. 2 1..................... 37 4..................... 6 2 PREÇO DE OBRA RODOVIÁRIA ....................................... 24 3.......3.........................................................................................3 TRANSCRIÇÃO E CRÍTICA DOS VALORES .....1 CUSTO HORÁRIO .......................2 2................2 PESQUISA DE PREÇOS .................................5 PLANILHA DE ORÇAMENTO.......................... 7 CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS EM ORÇAMENTOS DE OBRAS RODOVIÁRIAS .....1 OBJETIVO.......... 24 3....................................2.........2......2................................. 28 4 CUSTOS UNITÁRIOS DOS INSUMOS ..................................................................... 24 3............... 23 3........................................ 2 1....................................................................... 24 3..............2........2...................................1 PREPARAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS.............................................................................

......................3 TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSOS ..................................6..............2..1 MÉTODO TEÓRICO ..............................................................................................................................................6 PREÇO TOTAL DA OBRA......................................................................................................1 ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ....................................3.........2 PREÇOS DE INSUMOS ................................................................................. 74 4..............................................1 PRINCÍPIOS QUE REGEM A MONTAGEM DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS .................... 92 6.....................2........................... 84 5...........................................2..............................................2 CUSTO DOS MATERIAIS POSTOS NA OBRA..........2...................... 93 7.............................4 PREÇOS UNITÁRIOS DOS SERVIÇOS. 77 5............4...................2 MÉTODO DE AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE EQUIPAMENTOS NA OBRA. 92 6.................... 93 7....... 84 5...............................3 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS... 97 II ......................4...........................................2 TRANSPORTE COMERCIAL .................3 EQUIPAMENTOS . 96 7............................ 91 6.....................1 ORGANIZAÇÃO DAS TABELAS.......... 80 5................................................2......................3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA........... 96 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................... 74 4.......................................7 PLANILHA EXTRATORA DE DADOS DO SICRO2 ...................................................................................... 95 7.....................................................................3 MATERIAIS BETUMINOSOS..1 APRESENTAÇÃO DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA ............................................................2 MATERIAIS ................ 95 7....................................... 88 5.. 75 5......................4...............................2.................................................................... 75 5............................................. 76 5..........1 PREÇOS LOCAIS E PREÇOS REGIONAIS.....3 EQUILÍBRIO DAS EQUIPES MECÂNICAS OU PATRULHAS .....1 TRANSPORTE LOCAL .....3 MATERIAIS ........1......... 77 5.................................................... 95 7............................................... 91 6..... 92 7 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTOS ......................... 89 6 TABELAS DE PREÇOS DO SICRO2.......... 91 6...................3..1 INTRODUÇÃO ................3.........2 ITEMIZAÇÃO DO ORÇAMENTO ....................................................................................................................................................................................................................... 73 4.....................................................5 QUANTITATIVOS DE SERVIÇOS............................................................................................ 89 5........................................................................................................1 PLANO DE ATAQUE OU DE EXECUÇÃO DA OBRA .....................................................3 SELEÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE SERVIÇOS.......................................... 89 5. 75 5.................................. 95 7.......3.......................2 CICLO DOS EQUIPAMENTOS ................................................................................... 91 6........4 TEMPO OPERATIVO E TEMPO IMPRODUTIVO ..............................................................................2.....6 ESTRUTURA DO BANCO DE DADOS DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA .............2 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS..... 74 5 TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO . 76 5........... 87 5........4 OPERAÇÕES DE TRANSPORTE ....................................... 75 5...5 CATEGORIAS DE SERVIÇOS........................................................................................................ 77 5................ 93 7.4....3..................1 MÃO-DE-OBRA ..................................................................................

É óbvio que uma mesma Tabela de Preços não pode ser adequada para a preparação de orçamentos que reflitam. estas Tabelas Referenciais têm sido instrumento de valor inestimável para o setor de construção rodoviária do país. quando se trata de utilizá-las os mesmos para elaborar orçamentos específicos de obras. 1 . tinha que se cingir ao imperativo da brevidade. pois estas se realizam nas mais diversas regiões do país e. a inflação. conseqüentemente. seria necessário que o Sistema de Custos avançasse mais um passo e adentrasse a etapa de elaboração dos orçamentos. pois o DNER era sem dúvida. gerando. Estas circunstâncias fizeram com que o Sistema. com precisão. por exemplo. com o valor dos insumos pesquisados em diversas regiões do país e atualizados mensalmente. bem como ao próprio plano de mobilização e instalação que o construtor tenha em mente. que qualquer delonga em sua produção poderia torná-la ultrapassada e sem qualquer valor. Por outro lado. apesar de algumas dificuldades impostas pela sua pouca flexibilidade. a abrangência e a extensão de um Sistema de Custos. com a incorporação de recursos de informática. para isso. custos unitários específicos para cada obra. portanto. Esta dedicação foi coroada de pleno êxito. tornou-se fator de modificação de custos que não pode deixar de ser considerado. visto que tais fatos. tornava a informação resultante desse processo muito efêmera. fornecedores e empresários de um modo geral. conseqüentemente. que as tarefas envolvidas no processo de estimar custos são extremamente trabalhosas e consumidoras de tempo e. Com o advento da estabilização monetária. o Órgão dedicava esforços e recursos no sentido de manter uma estrutura administrativa voltada para o assunto e também para criar. quando se passou a estimar custos unitários através de Composições de Serviços o que. Este foi o caso. por si só. Este fato ganha especial relevo no caso das obras rodoviárias federais. tornou-se extremamente oportuna esta Revisão do Manual de Custos Rodoviários. às condições naturais. e. Da mesma forma. desenvolver e implantar metodologias que incorporassem a melhor técnica de cálculo de custos disponível. Para tanto. entretanto. É preciso levar em conta. os custos a serem incorridos em todos os casos. É notório que os custos de obras em geral são muito sensíveis à sua localização geográfica. à receptividade que seus técnicos sempre demonstraram para incorporar ao seu trabalho as mais modernas tecnologias disponíveis. tanto na área técnico-administrativa quanto na modernização de equipamentos. em uso hoje pelo DNIT. Como se sabe. a fim de conservar sua utilidade. sociais. econômicas e logísticas que aí são encontradas.1 INTRODUÇÃO 1. ou seja. Com este objetivo em mira.1 OBJETIVO A obtenção de parâmetros de custo de construção. modificaram a formação dos custos das suas respectivas atividades. Este êxito se deveu. vão defrontar com todo tipo de diferenciação locacional. sua validade era tão curta. dentro das etapas que presidem a elaboração dos orçamentos de obras rodoviárias. a evolução tecnológica ocorrida no setor de construção nos últimos anos. na década de setenta. era uma preocupação antiga e constante do extinto DNER. o Órgão da Administração Pública que liderava e estabelecia padrões nacionais para o trato da questão. onerosas. Assim sendo. em grande parte. com vistas a servir de referencial para suas licitações de obras rodoviárias. a que a moeda do país esteve sujeita por longo período. decorrente do Plano Real. avance apenas até a etapa de cálculo de custos unitários de serviços e à conseqüente emissão das Tabelas Referenciais de Preços. alteraram significativamente o comportamento de construtores. era absoluta novidade no país. e a maior integração da economia aos mercados externos.

1. tornam possível e fácil a realização de tarefas que no passado seriam extremamente penosas. para as demais categorias. ainda. Materiais / equipamentos: menor valor pesquisado na região d) Pesquisa e Cadastramento de Novas Materiais e Equipamentos Foram cadastrados no sistema materiais e equipamentos. reconhecidamente idôneas. foram estabelecidas algumas diretrizes metodológicas.Há que levar em conta. c) Preço do Estado e Preço da Região Será mantida a denominação de “preço de insumos de um determinado Estado” apenas quando forem feitas pesquisas diretas locais. Sugere-se freqüência anual mínima para as revisões de rotina. que ainda não eram utilizados em 1980 e que. b) Pesquisas de Custos de Mão-de-Obra por Categoria Profissional Os níveis de remuneração da mão-de-obra no setor da construção rodoviária serão determinados utilizando os pisos salariais acordados nas Convenções Coletivas de Trabalho. aferidos periodicamente por pesquisa direta. Com a finalidade específica de Revisão do Manual foi realizada pesquisa junto às construtoras e/ou sindicatos patronais. resultante de Convenção Coletiva de Trabalho. para uma aferição dos multiplicadores que reflitam a situação presente. A denominação de “preços regionais” se aplicará aos utilizados nos demais casos. como aferidores das reais condições de mercado. a presente Revisão abre oportunidade para que se cogite de uma ampliação do alcance do próprio Sistema de Custos do DNIT. ajudante e oficial e multiplicadores. os recursos que a informática oferece atualmente. na impossibilidade. A utilização de preços da região num determinado estado subentende certa distorção de valores que deve ficar clara para o usuário. realizar pesquisa salarial e adotar valor médio. Os aspectos abordados foram os seguintes: 1. permitindo. atualmente. com vistas a distinguir perfeitamente as duas situações. de modo a orientar os trabalhos a serem desenvolvidos. entretanto a realização de pesquisas intermediárias sempre que houver razão para se supor que tenham acontecido mudanças significativas no mercado de mão-de-obra da construção. que na área específica de apuração de custos. A determinação de preços regionais obedecerá ao seguinte critério: • • Mão de obra: maior piso salarial da região pesquisada. contemplando-se. são de uso corrente na construção rodoviária.2. utilizará preços colhidos por outras entidades. Para as categorias não contempladas na Convenções Coletivas de Trabalho. Assim sendo. Tal cadastramento 2 . ainda.2 METODOLOGIA Como medida prévia à revisão propriamente dita do Manual.1 SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS a) Tamanho da Amostra de Preços de Materiais e Equipamentos O SICRO buscará aumentar o tamanho das amostras de coleta de preços de materiais e equipamentos (ideal: mínimo de três preços de cada item) ou. que se alcance leque de ofertas mais amplo que não está sendo atingido pelas pesquisas. celebradas entre os Sindicatos de Trabalhadores e os Sindicatos Patronais para as categorias servente.

As composições de serviços do SICRO. Foram. 1.também. prática hoje consagrada no mercado. admitindo que os órgãos que assumem a delegação. também trabalham contratando mão-de-obra não pertencente aos seus quadros. com vistas à confecção das tabelas do DNIT. recicladora de pavimentos de rodovias.3 CUSTOS HORÁRIOS DE EQUIPAMENTOS a) Custos Horários para Condições Leves. indicados os serviços em que é normal os equipamentos trabalharem fora das condições médias.compreendeu o levantamento e registro de suas características construtivas. Essas informações foram recolhidas junto a fabricantes e usuários dos novos materiais e equipamentos. A atualização cadastral tem por objetivo dotar o sistema de recursos para compor os custos dos serviços. c) Diferenciação de Encargos Sociais para Serviços de Conservação Delegada Decidiu-se descontinuar a diferenciação dos encargos sociais para os serviços de conservação contratados e delegados. Médias e Pesadas Foram incluídos no sistema os custos nas três condições de trabalho.2 CÁLCULO DOS CUSTOS DE MÃO-DE-OBRA a) Custo da Mão-de-obra em Horas Normais. No seu cálculo. se levará em conta vida útil dos equipamentos variável. mantas geotéxteis. de acordo com as características dos serviços que estiverem compondo. máquinas com controles eletrônicos no lugar dos controles hidráulicos. levando em conta as tecnologias de emprego mais recente. b) Encargos Sociais Foram revistos os cálculos dos percentuais de encargos sociais para horistas trabalhando em regime normal. incorporando os ganhos de produtividade a elas inerentes.2. o que é satisfatório para a obtenção de preços de referência. Exemplos típicos. além de outras adequadas a cada caso. etc. os reativadores de asfalto. bem como para avaliação da repercussão sobre os mesmos dos custos com refeições e transportes. Será permitido aos responsáveis pelos orçamentos selecionar as condições de trabalho dos equipamentos. são: a fresadora de pavimento. Foi. com vista à sua atualização legal. 1. entretanto. na área de equipamentos. Na área de materiais.2. Não serão incluídos no sistema os cálculos do custo da mão-de-obra em horas extraordinárias e em trabalho noturno. levam em conta os custos horários dos equipamentos trabalhando em condições médias. usina de asfalto “drum-mixer”. bem como das produtividades com que trabalham. Horas Extraordinárias e em Trabalho Noturno O custo da mão de obra é calculado pelo SICRO considerando todo o trabalho desenvolvido em horas normais. 3 . ainda. mecânicas e operacionais. avaliada a incidência relativa ao fornecimento de material de segurança do trabalho. a fim de refletir o esforço a que estão sujeitos em cada caso.

foram estabelecidos novos valores para os Coeficientes de Manutenção – K. nos casos em que se identificaram discrepâncias. Os resultados observados no grupo de controle foram expandidos para o conjunto. f) Seguro e Impostos Os custos horários dos veículos devem contemplar parcela para cobertura do IPVA e do Seguro Obrigatório. 4 .2. a fim de aferir as produtividades utilizadas atualmente nos cálculos dos custos rodoviários. através de considerações sobre as semelhanças entre equipamentos considerados como pertencentes à mesma classe. utilizados anteriormente foram aferidos. Para tanto. c) Custos de Manutenção de Equipamentos Os valores de Coeficientes de Manutenção – K. levando em conta as características dos novos equipamentos e as alterações havidas nos métodos construtivos. d) Critério para Estabelecimento do Valor Residual dos Equipamentos Os percentuais utilizados pelo SICRO para estimar o valor residual dos equipamentos foram aferidos através de pesquisa de mercado de máquinas usadas. tomaram-se por base dados sobre custos de manutenção de grupo selecionado de equipamentos. junto a fabricantes e usuários. e) Depreciação O critério adotado para o cálculo da depreciação é o da Linha Reta. sofreram alterações. 1. além da própria formação das equipes mecânicas que. A pesquisa destinou-se a trazer subsídios para definir os valores de vida útil que foram consideradas pelo SICRO no cálculo dos custos de manutenção e depreciação. usuários e publicações especializadas. em certos casos. em relação aos seus valores anteriores. existentes em publicações especializadas.b) Vida Útil dos Equipamentos Foi realizada pesquisa junto a fabricantes. Como conseqüência. ditados pelas modernas práticas de administração e de manutenção. com vista a captar os valores de vida útil dos equipamentos.4 COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS DIRETOS a) Produção das Equipes Mecânicas Realizada pesquisa. realizada nas praças do Rio de Janeiro e São Paulo. g) Custo de Equipamento Operativo e Improdutivo Foram redefinidas as parcelas que integram o cálculo dos custos horários dos equipamentos em situação operativa e improdutiva.

Custos unitários diretos para atividades de apoio tais como: fabricação na obra de materiais e componentes. c) Atividades Auxiliares e Custos de Referência As composições de custos unitários foram classificadas como segue: • Custos Unitários Diretos para Atividades Auxiliares. descarga e manobra. fornecido pela composição auxiliar respectiva. que incluirão os custos diretos e o LDI (lucro e despesas indiretas). O custo do transporte. Construção. de serviço mais complexo de mais de uma categoria. seu transporte e descarga na obra. Conservação. propriamente dito. a – Custo unitário por tonelada-quilômetro transportada x – Distância de transporte.Custo total da tonelada transportada. além do custo do material. Sinalização ou Restauração.b) Metodologia para Pesquisa de Campo com vistas à Determinação de Produtividade de Equipamentos Novos Desenvolvida metodologia para pesquisar. transportes comerciais e outros assemelhados necessários ao suprimento da obra. ou seja. isto é. onde: • • • • Y. descarga e manobra. em geral. assumindo a forma geral: Y = ax + b. é calculado pelo produto do custo unitário da tonelada x quilômetro. trabalhos no menor nível de complexidade passível de ser quantificado e que pode fazer parte. Os custos Unitários de Referência. a produtividade dos novos equipamentos com a utilização de processo estatístico de observação. classificados pelas categorias que comporão as Tabelas de Custos Unitários Regionais do DNIT. em 5 . fornecimentos de materiais compreendendo. d) Carga. Custos unitários nos níveis de agregação com que figuram usualmente nas Normas de Medição e Pagamento nas contratações do DNIT. um fixo e outro variável. Tais custos serão obtidos pela agregação de itens pertencentes às duas fases anteriores. calculados através de equações lineares que comportam dois termos. assim como custos unitários diretos para a execução de atividades elementares. indiferentemente. no campo. Manobra e Transportes na Obra Os custos de transporte são. e) Tabela de Custos Unitários de Referência As tabelas do SICRO apresentarão os Custos Unitários de Referência. Descarga. Adotou-se metodologia na qual a parte fixa é incluída diretamente nas composições dos custos dos serviços para o qual estão sendo realizadas as operações de carga. pela distância média de transporte e pelo peso transportado. b – Custo fixo relativo às operações de carga. Esta sistemática de cálculo foi revista. • Custos Unitários Diretos de Referência de Obras e de Serviços.

foram definidos pela então Gerência de Custos Rodoviários do Extinto DNER. ou seja: Construção.40 da Lei n° 8. Este sistema faculta a elaboração de orçamentos de obras rodoviárias específicas. são discriminados de acordo com os diferentes categorias de obras. o projetista deve definir se serão utilizados brita e areia produzidos ou extraídos na obra. médias e pesadas. considerando-se ainda prévia analise dos aspectos ambientais e da disponibilidade desses materiais. ou se estes materiais serão adquiridos comercialmente. adequados às condições locais. agregados segundo critérios convenientes a cada caso. para atendimento do Art. O projetista deverá apresentar a pesquisa de preços realizada na região da obra. através do cálculo dos custos horários dos equipamentos considerando sua utilização em condições leves. quando adotadas brita e areia comerciais.2. materiais. com a utilização de Preços Unitários de Serviços de Referência do DNIT. sociais. conforme metodologia descrita no próximo capítulo.sua apresentação nas Tabelas. Esta opção levará em conta os volumes necessários e a viabilidade de exploração de areais e pedreiras na região da obra.5 PLANILHA DE ORÇAMENTO a) Percentual de LDI Os Critérios adotados para o cômputo do LDI nos custos do SICRO. 1. 6 . muito embora possam ter origem em Composições de Serviços Auxiliares. Sinalização e Restauração.666/93. econômicas e logísticas de cada obra. posteriormente modificados por determinação do TCU. Conservação. Para a elaboração do orçamento de uma obra com utilização do SICRO. b) Orçamentos de Referência de Obras Específicas O Sistema propicia um primeiro nível de adequação dos custos unitários.

em particular. na sua origem. materiais e mão-de-obra) necessários à realização dos serviços de todos os itens da planilha: Custo de Administração Local – representa todos os custos locais que não são diretamente relacionados com os itens da planilha e. a desmobilização de equipamentos e instalações se faz a fim de transportá-los para uma nova obra. colocando-as em condição de funcionamento. apresenta. 7 • • . centrais de britagem. bem como todos os equipamentos e instalações (usinas de asfalto. etc. também.1 ESTRUTURA DE CUSTOS A formação do Preço de Venda ou Preço Total de uma obra. e das obras rodoviárias. portanto. estrutura assemelhada à seguinte: Estrutura de Custos Custo Direto dos Serviços Custo de Administração Local Mobilização e Desmobilização Canteiro e Acampamento Eventuais Despesas Financeiras Administração Central Margem Impostos sobre o Faturamento __________________________ PREÇO DE VENDA onde: • Custo Direto dos Serviços – representa a soma dos custos dos insumos (equipamentos. em geral.2 PREÇO DE OBRA RODOVIÁRIA 2. não será prevista parcela especifica para este fim. Estão.) necessários às operações que aí serão realizadas. os recursos humanos. centrais de concreto. Inclui itens como: Custo da Estrutura Organizacional (pessoal). de um modo geral. desde sua origem até o local aonde se implantará o canteiro da obra. Como. Mobilização e Desmobilização – a parcela de mobilização compreende as despesas para transportar. aí incluídas as despesas para execução das bases e fundações requeridas pelas instalações fixas e para sua montagem. não são considerados na composição dos custos diretos. Seguros e Garantias de Obrigações Contratuais e Despesas Diversas. com vistas a evitar dupla remuneração.

sanitários. esgotamento) destinadas a abrigar o pessoal (casas. bem como de prover recursos para o pagamento de impostos sobre o resultado. os custos indiretos. capacidade administrativa. e de acordo com as alíquotas estabelecidas pelas Prefeituras Municipais). Todos os itens da planilha de preços. sendo. esta característica conceitual. somente os custos relativos à sua própria administração seriam indiretos. tais como: capital aplicado em equipamento. • • • • • 2. não podem ser consideradas na estimativa de custos. se limitariam àqueles referentes à parcela da administração central da empresa a serem absorvidos pela obra em questão.• Canteiro e Acampamento – esta rubrica tem por finalidade cobrir os custos de construção das edificações e de suas instalações (hidráulicas. pois. são correntemente classificados como indiretos não têm. A classificação do custo de um serviço como direto ou indireto está apenas relacionada à sua inclusão ou não na respectiva planilha de preços a serem cotados por ocasião da licitação da obra. para os quais são requeridas cotações específicas e cujo pagamento se fará de acordo com alguma forma de medição. Na prática. De fato. laboratórios. Margem – é uma parcela destinada a remunerar os fatores da produção do Executor que intervêm na obra. Administração Central – é a parcela do Preço Total que corresponde à quota parte do custo da Administração Central do Executor. Todos os demais itens do custo de construção poderiam ser perfeitamente apropriados a uma rodovia especifica ou a um de seus sub-trechos. propriamente ditos. todos os demais podem ser a ela atribuídos sem ambigüidade. portanto. etc. caso assim se desejasse. alojamentos. 8 . a COFINS e a CPMF.). sob a ótica dos órgãos rodoviários. não é isso que ocorre. guarita. como no caso precedente. no ano de 2003: o ISS (quando devido. a rigor. refeitórios. (escritórios. vão integrar o LDI (Lucro e Despesas Indiretas). DNIT e DER’s. Eventuais – é percentual aplicado ao custo para cobertura de despesas não previstas: Despesas Financeiras – resultam da necessidade de financiamento da obra por parte do Executor. As despesas financeiras decorrentes de inadimplência do Contratante. nas obras rodoviárias. Já. conhecimento tecnológico e risco do negócio. sob o ponto de vista do Executor da obra. Os itens de serviços que não constarem da planilha serão classificados como indiretos e. Esta necessidade ocorre sempre que os desembolsos mensais acumulados forem superiores às receitas acumuladas. conseqüentemente. rateados sobre os custos diretos. a ser absorvida pela obra em tela. Impostos Incidentes sobre o Faturamento – são. são considerados como custos diretos. elétricas. almoxarifados. o PIS. balança. bem como dos arruamentos e caminhos de serviço. oficinas. etc.2 CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS EM ORÇAMENTOS DE OBRAS RODOVIÁRIAS Muitos dos itens de custo que. por serem eventuais.) e as dependências necessárias à obra.

Esse desajustamento é provocado. Toda vez que a norma adotada para o pagamento de determinado item se desvincula da lei de formação de seus custos. dependendo das circunstâncias. inferiores ou superiores ao que corresponderia à sua justa remuneração. A redução desses tipos de incertezas e. e de formular normas para seu pagamento que sejam compatíveis com suas respectivas estruturas de custos. ao órgão rodoviário estabelecer esse enquadramento em suas Normas de Medição e 9 . O mesmo acontece com os custos da administração local do Executor. sem que necessariamente seus custos tenham se alterado nas mesmas proporções. Essa comodidade não ocorre. como se fossem custos indiretos. está-se criando a possibilidade de uma inadequação no valor pago em relação a seu custo. deriva de certa comodidade do Contratante. Se ocorrerem variações. por ocasião da elaboração do orçamento da obra e. cabendo. basicamente. transformado em percentual dos demais custos e incluídos no LDI. Essa situação pode configurar um financiamento por parte do Executor. a medir e pagar de forma individualizada. para efeito de pagamento. naturalmente.Em termos da realidade concreta dos empreendimentos rodoviários. sem inconvenientes. que é justamente o oposto. O procedimento corrente. só poderá ocorrer se os contratantes das obras rodoviárias buscarem retirar do LDI. Ao contrário. a remuneração dos itens indiretos também variará. a fim de que se possam elaborar orçamentos consistentes e confiáveis. para alguns dos itens usualmente incluídos no LDI. sempre que se adotam formas de remuneração atreladas a quantidades de trabalho realizado para itens cujos custos sejam fixos ou cresçam com os prazos de execução da obra. ou seja. do preparo das planilhas de preço a serem incluídas nos editais de licitação. pagos por esse item. por exemplo. portanto. pode ter flutuações importantes que não serão percebidas. porque nem todos os itens de serviço têm a mesma lei de formação de custos. a metodologia orçamentária deve ser independente da forma adotada para o pagamento dos diferentes itens de serviço. cessam. todos serviços passíveis desse tratamento. diferentemente dos serviços que geram custos diretos. entretanto. O tratamento de itens de serviço. É o que ocorre. e passarem a encarar como itens do custo direto. devem ser buscados parâmetros que permitam chegar a seu valor através de procedimentos analíticos para. todos os itens passíveis de serem considerados como custos diretos deverão ser classificados como tais. inteiramente inadequados. que são proporcionais ao tempo de duração da obra. as preocupações com a medição efetiva dos quantitativos realizados. conseqüentemente. verificar sua incidência percentual. o que obriga à estimativa e incorporação de ônus financeiro ao preço de venda ou a ajustes nos preços dos itens da planilha. quando se rateiam sobre os custos diretos – pagos segundo quantidades realizadas – os custos de mobilização e desmobilização de equipamento ou de construção de instalações de canteiros de obra que são itens que têm custos fixos. a distinção entre custos diretos e indiretos está. os quais são pagos na época em que são realizados. todo serviço cuja remuneração é incluída no LDI tem seu retorno distribuído por todo o prazo de realização da obra. que. pode levar a distorções. vinculada à relação de itens de serviço que o órgão rodoviário responsável pela obra esteja disposto e fiscalizar e. em que se busca chegar ao valor do item aplicando um percentual convencional sobre o total dos custos diretos ou sobre o preço final da obra. dos contingenciamentos com que o executor se resguarda dos riscos que delas decorrem. portanto. Assim. Calculado seu valor. essa incidência. decorrente das ponderações acima: o fato que determinado item seja considerado como custo indireto não impede que seu valor seja orçado de forma analítica. Conclui-se. Além disso. então. geram-se possibilidades de distorções que podem conduzir a valores finais. Existe outro aspecto importante a considerar. por parte deste. Assim sendo. posteriormente. visto que. conseqüentemente. em relação ao inicialmente previsto. sempre que possível. nos quantitativos de serviços arrolados como itens do custo direto.

características da obra e das condições de sua realização.Pagamento. entre outros: honorários de Diretoria. É um valor extremamente difícil de ser determinado por via analítica. de sua política de negócios e. Administração Central – Cada operação que o Executor realiza deve absorver uma parcela dos custos relativos à sua Administração Central. desde aqueles que isentam a construção civil do tributo até os que a taxam com percentuais que variam na faixa de 2. treinamento e desenvolvimento tecnológico.65% do PV 3. de acordo com as seguintes alíquotas: Itens de Valor Percentual Fixo e Obrigatório Ìtens de Custo • • • Percentuais 0. viagens do pessoal lotado na sede. Tendo em vista essa circunstância. ou seja. despesas comerciais e de representação. aluguéis da sede. Ele é todo constituído por tributos. por ser uma contribuição provisória.0% a 5. ainda. conveniência. existem alguns deles que têm valor percentual fixo e obrigatório e que são parte integrante da carga tributária que incide sobre o preço da obra. um terceiro. relativo a uma obra bem definida. cuja aplicação é estabelecida e regulamentada por Lei. sobre as quais cabem os seguintes comentários: • ISS (Imposto sobre Serviços) – é um tributo municipal. um segundo grupo apresenta variações percentuais que usualmente se limitam a uma faixa restrita e. pois depende do porte da empresa. Conforme se mostra a seguir. Entretanto. Esta última. administração central de pessoal. será eliminada dos custos quando de sua revogação. por ocasião da elaboração de um orçamento real. caberá ao projetista. em função de sua experiência. administração do patrimônio. Ela varia. sua alíquota não é a mesma para todo o país. assim sendo. Comporta tributos e outras despesas cujas incidências admitem alguma variação. conforme preconizado pela Lei n° 8. É o caso presente. comunicações. não há grandes comentários a fazer.5% para fazer face a esta despesa. 2.666/93 em seu Art. Inclui o PIS. materiais de expediente. inciso XIII. o SICRO adotará alíquota média de 3.3 CARACTERIZAÇÃO DOS CUSTOS DE OBRA RODOVIÁRIA Observemos especificamente cada um dos itens usualmente incluídos nos orçamentos rodoviários como Custos Indiretos.0% sobre o valor da obra.CPMF O segundo grupo é misto.00% do PV 0. Sobre o primeiro grupo. verificar a alíquota real de ISS a ser paga. etc. de sua estrutura organizacional. que pode apresentar variações bastante significativas com o tipo de obra e as circunstâncias em que são realizadas. As incidências desses tributos se dá sobre o Preço de Venda (PV). do volume de obras que está realizando. foi recomendado ao DNIT que se retirassem do LDI os itens referentes a INSTALAÇÃO E MOBILIZAÇÃO. da composição do seu 10 • .38% do PV A – PIS B – COFINS C . capacidade de fiscalização.40. conforme o Município. a COFINS e a CPMF. Tais custos envolvem. que por decisão do TCU.

finalmente. Evidentemente. As despesas financeiras decorrentes de inadimplência do Contratante. sobre o qual recairá este ônus. são elevados. ela é. qualquer tentativa de estabelecer faixas percentuais para enquadra-los será frustrada. os eventuais que possam ou não ocorrer numa obra vão depender fundamentalmente do tipo de contrato sob o qual ela está sendo realizada. No presente manual partiu-se de uma taxa de lucro definida no valor de 5. Numa empreitada por preços unitários. capacidade administrativa e gerencial para a administração do contrato e a condução da obra. principalmente quando as variações de custo por eles causada têm outras formas de serem compensadas. • • Fica óbvio. não podem ser consideradas na elaboração dos custos referenciais do DNIT. • Eventuais – Como seu próprio nome indica. as variações para mais ou para menos nos quantitativos de serviços são resolvidas pelas medições. que aferem as quantidades efetivamente realizadas. através do qual o Executor buscará realizar seu Lucro. sem que possa ser considerada como item de custo. reserva-se para esta rubrica percentuais de 0 a 5% do Custo Direto. o risco do negócio. serviços novos não previstos inicialmente nos editais de licitação. que ocorre quando os desembolsos mensais acumulados forem superiores às receitas acumuladas. Numa empreitada por preço global ou num contrato “turn-key” os riscos de que aconteçam fatos não previstos. bem como prover recursos para pagamento de impostos sobre o resultado. na verdade. Dependendo do caso. trata-se de reserva para cobrir eventuais acréscimos de custos da obra não recuperáveis contratualmente.faturamento. pelas razões apresentadas. conhecimento tecnológico adquirido através de experiências pregressas e pelo investimento em formação. representada pelas estruturas organizacionais da empresa e pelo conjunto de normas e procedimentos de que se utiliza. Este Manual adotou o percentual de 1. por serem eventuais. e acrescentandose os valores referentes ao IRPJ e CSLL chegou-se ao valor da Margem. durante um mês. com repercussão no custo da obra. treinamento de pessoal e compra de “know how” e. pela sua própria natureza. a menos que estas sejam tão largas que 11 . uma parcela destinada a remunerar os fatores da produção do Executor que intervêm na obra. entretanto. No caso do SICRO. que se estabeleça um balizamento para os valores máximos e mínimos que esse possa vir a assumir nos orçamentos das obras. quando se trata de itens do terceiro grupo. Margem – a rigor.00% de PV. que a inclusão de itens dos dois primeiros grupos no LDI não apresenta maiores inconvenientes e possibilita. que é a forma de contratação mais usual no DNIT. O mesmo não acontece. que tenham que ser arcadas pelo executante. são possíveis de aditivo através da inclusão de novos preços no contrato. finalmente.50% do Custo Direto de cada obra para atender estas despesas. considera-se este custo 0%. Tais custos são calculados como um percentual equivalente à taxa de juros básicos do Banco Central (SELIC) aplicado sobre o Preço de Venda menos a Margem. a margem complementa a formação do Preço de Venda. um excedente sobre o custo orçado. Por terem estruturas de custos que se formam de maneira peculiar em cada obra. como aqueles decorrentes de alterações de projeto. A margem é. inclusive. Outras formas de contratação minimizam tais riscos. assim. tais como: custo de oportunidade do capital aplicado nos equipamentos mobilizados na obra. Custos Financeiros – Resultam da necessidade de financiamento da obra por parte do Executor. pela observação efetuada. As flutuações nos preços dos insumos são compensadas pelo índices de reajustamento das faturas e.

em qualquer obra. inclusive. bem como da lotação em termos de recursos humanos requeridos. Seu custo é representado pelo somatório dos salários e encargos dos componentes da respectiva equipe. em caráter de exclusividade. Este custo depende da estrutura organizacional que o Executor vier a montar para a condução de cada obra e de sua respectiva lotação de pessoal.Segurança do Trabalho. A concepção dessa organização. com vistas a estabelecer bases para estimar os custos envolvidos pela Administração Local. É exercida por pessoal técnico e administrativo. os mestres e encarregados gerais. Como. Não existe modelo rígido para esta estrutura. . . a administração local deve exercer certo número de atividades básicas. é de passar a tratar como itens do custo direto. A realização dessa tarefa pode ser melhor orientada atentando-se para o fato que.perderão qualquer sentido prático. As peculiaridades inerentes a cada obra determinarão a estrutura organizacional necessária para bem administrá-la. que inclui pessoal de serviços gerais e de apoio. Assim sendo.Chefia da Obra.Manutenção de Equipamento. visto que os níveis inferiores da hierarquia estão incluídos diretamente nas Composições de Atividades e Serviços. . que são: . estes itens são perfeitamente passíveis de serem orçados analiticamente.Administração do Contrato. . a nova orientação que o presente Manual introduz por orientação do TCU – Tribunal de Contas da União. são altamente influenciados pelas condições particulares de cada caso. no extinto DNER. independentemente de seu porte ou de suas demais características. diretrizes gerais com vistas a orientar o cálculo destes itens. • Administração Local – Compreende o conjunto de atividades realizadas no local do empreendimento pelo Executor. cujos valores. a seguir. caberá ao próprio Engenheiro de Custos realizar um ensaio sobre a questão. necessárias à condução da obra e à administração do contrato. costumava-se fazer com relação à Mobilização e Desmobilização. Itens cujo Valor Percentual Varia com o Tipo de Obra ou Serviço Itens de Custo • • • I – Administração Local J – Canteiro e Acampamento K – Mobilização e Desmobilização Apresentam-se. conforme se ressaltou. estão incluídos também na administração local. 12 . as despesas com Instalações de Canteiro e Acampamento e Mobilização e Desmobilização como. Segundo a metodologia adotada. .Produção. é tarefa de planejamento.Engenharia e Planejamento. e como determina a Lei 8666/93. específica do Executor da obra. através de sua Decisão n° 1332/2002.

. representam parcela significativa do custo de investimento e.medicamentos. conseqüentemente.aluguéis. . tais como: . A montagem da estrutura administrativa local de cada obra passará a ser feita. • Canteiro e Acampamento – Denomina-se de Canteiro e Acampamento ao conjunto de instalações destinadas a apoiar as atividades de construção. . 13 . então. bem como a dispersão geográfica das frentes de trabalho. As Despesas Diversas incluem uma série de dispêndios que ocorrem em obras. Seguros e Garantias de Obrigações Contratuais são custos que resultam de exigências contidas nos editais de licitação e só podem ser estimadas caso a caso. . .fax.Gestão de Recursos Humanos. . .material de escritório. Não existem padrões fixos para esse tipo de instalações.energia elétrica para iluminação pública e domiciliar. a estratégia adotada para sua execução. que embora não se incorporem fisicamente ao empreendimento.Gestão de Materiais.seguro saúde Este Manual adotou o percentual de 2.Administração da Obra. das circunstâncias locais em que ocorrerá a construção e das alternativas tecnológicas e estratégicas para sua realização. como tal. . resultarão da maior ou menor complexidade das atividades em caso. o cronograma. . bem como da possibilidade de atribuí-las de forma mais ou menos agregada aos cargos criados para exercê-las. por meio de consultas a empresas seguradoras. combustível e manutenção. de uma obra para outra.telefonemas.veículos leves para transporte de pessoal. devem ser criteriosamente orçados. nos cargos e funções a serem preenchidos. . pelo desdobramento de cada uma dessas atividades básicas e.50% do Custo Direto de cada obra para atender estas despesas. . As variações de estrutura organizacional. a fim de que elas possam ser executadas. Nesse desdobramento devem ser levados em consideração as características da obra. . .cópias xerográficas e heliográficas.consultoria externa. Compreende número expressivo de elementos. .segurança: polícia e vigilância.fotografias. Elas são função do porte e das peculiaridades do empreendimento.telex. . com características bastante diferenciadas.

será necessário que se aplique. Dependendo do porte da obra. não reproduzirem perfeitamente as condições reais de custos no local da obra. no dimensionamento dessas instalações deve-se levar em conta as possibilidades de inserção regional das populações atraídas pela obra. Se esses preços. Deve-se levar em conta. assim. fator que espelhe os acréscimos de custos decorrentes dessa circunstância. para os valores referentes a esses itens. Estação de Coleta. em função da sofisticação conferida às instalações que estiver orçando. que serão necessárias ao longo da obra. ao elaborar o orçamento. tirar partido dos equipamentos já disponíveis nos núcleos urbanos existentes na região. de tal sorte que as instalações a serem construídas tenham apenas capacidade de atendimento complementar. compreendendo: Sistema de Captação. recomenda-se adotar. Apresentam-se. Deve ser dada especial atenção à topografia e às condições de fundação do local de implantação. que podem ter peso significativo no orçamento das unidades. por se referirem a outro local. faixas de variações plausíveis para os percentuais dos custos de construção que deverão ser previstos para mobiliário e aparelhagem dos diferentes tipos de instalações comunitárias. ainda. Subestação e Rede de Distribuição Elétrica e Iluminação Pública. com os ajustes que o bom senso e a experiência indicarem. Tratamento e Despejo de Esgotos. Quando não for possível obter esses valores no SINAPI. a partir de preços disponíveis no SINAPI. Esse valor será utilizado para orçar os demais tipos de edificações com especificação semelhante. que além das edificações propriamente ditas. de modo a. acréscimos percentuais aos custos das respectivas construções. sobretudo quando esta se situar em área de difícil acesso. Instalação Habilitações unifamiliares Alojamentos Escolas Centros Recreativos e Esportivos Centro Comunitário Ambulatório / Centro de Saúde Guarita Principal Percentagem do Custo de Construção 40 – 60 20 – 50 20 – 50 20 – 50 20 – 50 60 – 100 05 – 10 14 .¸ Instalações de Acampamento – Compreende as unidades residenciais e instalações comunitárias. deverá calcular o custo de uma unidade residencial ou Comunitária típica. a fim de capacitá-las para suas funções. Tratamento e Distribuição de Água. a esses preços por metro quadrado. estabelecendo. o custo do m² de cada tipo de construção. para abrigar e fornecer condições adequadas de conforto e segurança ao pessoal. sempre que possível. O Engenheiro Rodoviário. Caberá ao Engenheiro de Custos selecionar o percentual adequado ao seu caso. poderão ser necessários os sistemas de facilidades. Devem ser previstos valores do mobiliário e da aparelhagem de que serão providas as instalações comunitárias. a seguir.

o processamento de materiais. em geral. como finalidade. Usina de Asfalto Usina de Solos Central de Concreto. c) Unidades de Apoio – As principais são: - Refeitório central e cozinha. Pátio de Pré-Moldados. Central de Armação. Instalação de Beneficiamento de Areia Natural e/ou Cascalho. Pátio de Estruturas Tubulares. d) Sistemas – Os sistemas no canteiro de obras incluem as redes e instalações de facilidades que compreendem.¸ Instalações de Canteiro – As instalações de Canteiro compreendem as seguintes categorias: a) Unidades de Armazenamento – As principais unidades componentes são: - Almoxarifado. iluminação e subestação. Drenagem. Viário. Laboratórios. Ambulatório. Sanitários de campo. Oficina de Manutenção. As instalações industriais mais comuns no canteiro de obras rodoviárias são: Central de Britagem. e) Instalações Industriais – As instalações industriais do canteiro são aquelas em que ocorrem atividades de produção ou de manuseio tendo. Central de Ar Comprimido. Posto de combustíveis e lubrificantes. Paiol de explosivos. 15 . entre outras: - Abastecimento de água. Central de Carpintaria. Distribuição de energia. b) Unidades Administrativas e Técnicas – As principais unidades são: - Escritório do Executor. com vistas a prepará-los para emprego na obra.

Por outro lado. cada um desses. Resolvido o problema da origem e destino. Assim sendo. é o desconhecimento dos pontos de origem (mobilização) e destino (desmobilização) a partir dos quais elas se darão e. inversamente. para fazê-los retornar ao seu ponto de origem. até o local da obra e. antes de sua remobilização para uma nova obra. tais como pátios e oficinas da empresa. das produtividades da mão-de-obra 16 . seus custos não devem ser imputados à primeira. pode ter diversas origens. Em condições reais. Considerando que por determinação do TCU foi retirado do LDI o percentual destinado ao pagamento das Instalações. a principal fonte de incerteza.707 de 30/07/03 (LDO). cabe agora atentar para os aspectos da operação de mobilização propriamente dita. O equipamento. • Mobilização e Desmobilização – A mobilização e desmobilização são constituídas pelo conjunto de providências e operações que o Executor dos serviços tem que efetivar a fim de levar seus recursos. utilizando para o efeito os preços da Construção Civil calculados pelo SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices de Construção Civil). adquirido especialmente para determinada obra. uma série de parâmetros relativos às circunstâncias reais em que se darão a mobilização e a desmobilização são ainda desconhecidas. ao liberar o equipamento de uma obra. como tal. a mobilização de uma nova obra e.Estas instalações serão dimensionadas a partir dos Quadros de Quantidades de Serviços a serem executados e do cronograma da obra. na própria região. quando se tratar de equipamento novo. É mesmo usual que as empresas constituam pátios de equipamentos em locais próximos às obras concluídas. para incluí-los no orçamento. caberá ao projetista considerar na elaboração do orçamento de uma obra o valor a ser atribuído para o pagamento deste item. No momento em que se necessita desses valores. também. o Executor buscará sempre deslocá-lo diretamente para outra. ainda. ¸ Estimativa da Força de Trabalho a Ser Deslocada – A partir do Quadro de Quantitativos de serviços e do respectivo cronograma de execução. pois dependem de particularidades inerentes à empresa que vier a se encarregar dos serviços. uma empresa contratada mobiliza seu pessoal a partir de sua sede ou escritórios regionais. Examina-se. que apresenta peculiaridades quando se trata de deslocar pessoal ou equipamento. Sendo a mobilização e a desmobilização essencialmente operações de transportes. ao término dos trabalhos. individualmente. a seguir. dos meios de transporte e das rotas disponíveis para executá-las.10. outras obras que a empresa tenha realizado ou que esteja realizando. em pessoal e equipamento. para efeito de orçamento. durante algum tempo. de acordo com Art. Esse obstáculo só poderá ser contornado através da admissão de algumas hipóteses que supram a deficiência apontada. na realidade. conseqüentemente. pode-se considerar que a desmobilização de equipamento é. se possível. ou pátios de fabricantes/representantes. desloca-o de outra obra e admite algumas categorias profissionais no próprio local da obra. fornecidos pelo Projeto Final de Engenharia e. a fim de guardar o equipamento. sob pena de dupla contagem. para cálculo de seu custos. Capítulo IX da Lei nº 10.

de modo a poder classifica-la em duas categorias “empregados qualificados” e”empregados não qualificados”. Assim: p = po + ps e po = po1 + po2 onde. o engenheiro encarregado de fazer o orçamento deverá buscar novos dados estatísticos e. sobre a maior ou menor facilidade que esta terá para até aí se deslocar espontaneamente. dimensiona-se a força de trabalho de horistas que será necessário empregar ao longo do desenvolvimento da obra. da localização da obra e do nível de emprego no país e na região. deve fornecer indicações sobre as disponibilidades locais de mão-de-obra e. onde: pm = número máximo de mensalistas. na obra. atraída pela oferta de emprego. salvo em situações especiais. eventualmente. cujo o contingente será representado por: pm = pm1 + pm2. empregados não qualificados. Ps = número máximo de “empregados não qualificados”. po = número máximo de “empregados qualificados”. pm1 = parcela de pm a ser deslocada para a obra. po2 = parcela de po a ser admitida no local da obra. conseqüentemente de po1. até mesmo. po1 = parcela de po a ser deslocada para a obra. que tem forte influência na oferta de mãode-obra. O Projeto Final de Engenharia. na obra. De qualquer forma. 17 .calculadas a partir das Composições de Atividades e Serviços. como no caso dos horistas. também. O valor destas parcelas dependem. os valores de po2 e. a conjuntura econômica do país e da região na época. no seu capítulo referente às condições sócioeconômicas da região onde se pretende implantar o empreendimento. Atenção especial deve merecer. p = número máximo de empregados. na obra. Como a tendência atual é no sentido do Executor não deslocar. A força de trabalho de mensalistas é estimada segundo dimensionamento da estrutura organizacional que será montada para a Administração Local da Obra. colher informações atualizadas. com razoável aproximação. segundo suas respectivas categorias profissionais. Essas informações devem permitir estimar. ás suas custas. pm2 = parcela de pm a ser admitida no local da obra. a estimativa da força de trabalho a ser deslocada abrange apenas a mãode-obra qualificada.

Nos casos comuns. (que não puder ser transportada pela frota própria do Executor). deve-se utilizar com capacidade de transporte 70% da capacidade total dos caminhões. ainda. para a distância considerada. dimensiona-se o parque de equipamentos que será necessário mobilizar para execução da obra. ferramentas e utensílios de toda ordem. equipamentos de pequenos porte. para vencer a distância a ser percorrida. uma oferta de capacidade de transporte. bem como entre as datas em que as cargas e os caminhões deverão chegar a obra. peças. que identificam os equipamentos principais a serem utilizados. Parte dessa tonelagem será absorvida pela capacidade de transporte do próprio Executor. que deve ser aproveitada para absorver parte da carga necessária a transportar para a obra. conforme indicado nos itens que seguem: Veículos leves e caminhões comuns: Estes equipamentos se deslocam até o local da obra por seus próprios meios. ou com base em informações dos fabricantes. além de inadequações dos tipos de caminhões para as cargas a serem transportadas. o parque de equipamentos é habitualmente grupado em três tipos: veículos leves. - 18 . Assim. até onde a rede rodoviária permita. A tonelagem restante de equipamento . terá seu custo de mobilização estimada a partir dos níveis de custo de transporte comercial comum. Estes equipamentos devem ter seu peso estimado pelo Engenheiro de Custos. contidos em seu Projeto Final. chegam a representar tonelagem importante. Seu deslocamento para a obra se faz de forma distinta. bem como no cronograma de realização dos serviços. o custo de mobilização correspondente. O deslocamento de frota de caminhões comuns gera. segundo seu bom senso. que. pode-se definir os equipamentos de pequenos porte como aqueles cujo peso individual não chega a atingir 10 t.¸ Custo de Mobilização de Equipamentos – A partir dos estudos do planejamento da obra. será representado pelos custos de carga. que indicam as incidências dos equipamentos por unidade de produção e do dimensionamento das instalações de canteiro. descarga e seguro. Para fins de mobilização. classificada nesse grupo. O custo de mobilização. Equipamentos de pequeno porte: A instalação de uma obra requer o concurso de grande número de itens compostos por equipamentos de pequeno porte. Nesse cálculo deve-se levar em conta que nos casos reais ocorrem algumas incompatibilidades entre as origens das cargas e dos caminhões. nesse caso. ao custo operacional de cada um desses veículos. portanto. gerada pelo deslocamento de seus caminhões comuns. em conjunto. acrescido das despesas de alimentação e hospedagem do respectivo motorista. Para efeito de distinção. equipamentos de grande porte. salvo situações especiais. em função dos Quadros de Quantidades de Serviços.

Cada uma delas é calculada da seguinte forma: a) Preço Básico: O preço básico do transporte.- Equipamentos de grande porte: Classificam-se neste grupo os equipamentos que pelo seu peso ou dimensões requeiram transporte em carreta. b) TUV – Taxa de Utilização Viária: Essa taxa é cobrada pelo DNIT sempre que o peso bruto total (PBT) do conjunto carga/cavalo/carreta ultrapasse 45 t. as fórmulas gerais dos Custos Diretos e do Preço de Venda .5 CONCEITO DE LDI Com base nessas considerações foi construído o quadro a seguir.20 m de largura. o projetista poderá seguir a orientação deste Manual para estipular o Custo destes itens. é fornecido por empresas especializadas na prestação desses serviços e depende do tipo do veículo capaz de realizá-lo.4 PREÇO TOTAL OU PREÇO DE VENDA Tendo em vista as considerações acima.(PV) – assumirão as expressões: CD= Cd + (H + I) PV = CD + ( A+B+C+D+E+F+G) onde os símbolos têm o seguinte significado: PV: Preço de Venda A: PIS D: ISS G: Margem H: Canteiro e Acampamento CD: Custo Direto Total B: COFINS E: Administração Central e Local I: Mobilização e Desmobilização Cd: Custo Direto dos Serviços C: CPMF F: Custos Financeiros 2. c) Preço de Escolta: Sempre que o conjunto carga/cavalo/carreta ou qualquer de suas partes exceder às dimensões limites mencionadas no item a. com ou sem escolta. Tendo sido retirado do LDI. por orientação do TCU o percentual que era destinado ao pagamento de Mobilização e Desmobilização. 19 . em R$/t. O transporte com escolta é exigido para equipamentos de mais 60 t ou de dimensões que ultrapassem 3. No caso mais complexo. tendo em vista o peso e as dimensões da carga.km. 25 m de comprimento e 5 m de altura. o custo desse transporte será composto por três parcelas. 2. em que são demonstrados os valores das incidências dos diferentes itens sobre o Preço Total ou Preço de Venda da obra (PV). ou que o PBT exceder a 60 t. o transporte será obrigatoriamente acompanhado por escolta.

1) . equipamentos de segurança. a abertura do valor considerado como Margem. que é expresso por: Fator de LDI = PV CD O LDI em percentagem. também. por estarem diretamente relacionados com a força de trabalho empregada e por serem previstos. ficará encarregada de atualizar o valor do LDI acima. nas próprias convenções coletivas de trabalho. A relação entre o Preço Total ou Preço de Venda (PV) e o Custo Direto(CD) constitui o fator de LDI (Lucro e Despesas Indiretas). 20 . A equipe responsável pela operação do Sistema de Custos Rodoviários – SICRO2. é dado pela expressão: LDI (%) = ( PV . sempre que os Impostos e Taxas adotadas sofrerem variações advindas de atos governamentais. foi calculado a partir de Imposto e Taxas vigentes à época da edição deste Manual. alimentação e transporte de pessoal serão considerados como integrantes dos Adicionais sobre Mão-de-Obra.90% constante do quadro “COMPOSIÇÃO DO LDI (LUCRO E DESPESAS INDIRETAS)” a seguir apresentado. Cabe observar que o LDI de 23. Além disso procedeu-se. 100 CD Os custos relativos a uniformes. destacando a carga tributária sobre ela incidente.sobre seu Custo Direto (CD) e sobre o Próprio LDI. em muitos casos.

CPMF Sub .38 % de PV % sobre PV % sobre CD 0.COFINS C .20 15.00 5. COFINS. IRPJ e CSLL – IN/SRF no 306 de 12/03/03 LDI – TOTAL = 23.20 1.81 3.Margem Sub .00 0.34 4.47 5.PIS B .92 1.00 ITENS DE VALOR PERCENTUAL VARIÁVEL COM O TIPO DA OBRA OU SERVIÇO D .total 0.24 6.65 % de PV 3.20 % de PV 3.72 0.38 4.90% PV = Preço de Venda CD = Custo Direto E = Administração Central + Administração Local SELIC Nov/2003 = 17.32 7.03 0.50 % de PV 4.00% do PV 7.65 3.48 1.20 1.00 8.ISS E .25 4.PV 19.00% do PV 5.CD Preço de Venda .64 8.90 LDI Custos Diretos .50% aa 21 .20% do PV 1.28 80.50 3.Margem) 7.Administração F .00 % de PV 0.00 23.00 1.90 Margem IRPJ CSLL Lucro Líquido 1.20 PIS.Custos financeiros G .total 3.COMPOSIÇÃO DO LDI (Lucro e Despesa Indiretas) ITENS DE VALOR PERCENTUAL FIXO E OBRIGATÓRIO A .92 18.23 1.00 % de CD SELIC / 12 do (PV .72 100.

00 % de PV 0.total 3.38 % de PV 0.PIS B . COFINS.50 % de PV 4.00 INCIDÊNCIA % sobre CD IMPOSTO E TAXAS VARIÁVEIS (*) D .total 0. Tipo de Obra ou Serviço LDI – TOTAL = 23.COMPOSIÇÃO DO LDI (Lucro e Despesa Indiretas) IMPOSTOS E TAXAS IMPOSTOS OBRIGATÓRIOS A .90 (*) Imposto e Taxas Variáveis com o Local.COFINS C .47 5.00 % de CD SELIC / 12 do (PV .Margem) 7.50% aa 22 .65 % de PV 3. IRPJ e CSLL – IN/SRF no 306 de 12/03/03 PV = Preço de Venda CD = Custo Direto E = Administração Central + Administração Local SELIC Nov/2003 = 17.ISS E .81 3.Margem Sub .Administração F .Custos financeiros G .34 4.64 8.CPMF Sub .00 1.20 % de PV 4.72 0.90 LDI 23.92 18.90% PIS.

o PEP registra as informações levantadas junto a sindicatos e órgãos envolvidos regionalmente com obras rodoviárias. Caso a variação no valor não esteja situada no intervalo definido para aceitação. para fornecimento do equipamento. o PEP emite questionários contendo a solicitação de informações aos estabelecimentos. no sentido de se aprimorar a qualidade da informação utilizada. de acordo com os perfis profissionais previamente definidos no Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2.1 O SISTEMA SICRO2 DE COLETA DE PREÇOS Apresentam-se. assistindo. Nos demais estados. a seguir.3 SISTEMA DE LEVANTAMENTO DE PREÇOS DOS INSUMOS 3. são considerados. Para pesquisar custos com mão-de-obra.1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA A pesquisa de preços para o SICRO2 é executada. os representantes autorizados e. o processo de aceitação dos valores. O PEP mantém cadastro de estabelecimentos onde são pesquisados. são coletados informações de preço para cada material. Para cada estabelecimento participante da pesquisa são identificados.1. a nível estadual. Caso não exista representação local. Variações nos preços consideradas como distorções regionais poderão ser corrigidas com a atribuição do preço unitário vigente em outro estado.1. Cada preço pesquisado é comparado com os respectivos valores informados pelos estabelecimentos nos três meses anteriores ao da pesquisa. 3. são considerados os preços selecionados de suas regiões geográficas. a priori. é definido. onde a pesquisa de preços não é realizada diretamente. acrescido do respectivo custo 23 . O PEP permite intervenção sobre o processo de definição do preço unitário.2 COBERTURA DA PESQUISA Nos estados onde se realizam pesquisas. A segunda crítica executada. são pesquisados preços. Materiais e Mão-de-obra. são considerados os preços cobrados pelos fabricantes. em estabelecimentos situados nas capitais dos estados. parte integrante do SICRO2 . em pelo menos três estabelecimentos. os preços praticados para venda à vista. São considerados como informantes os estabelecimentos comerciais credenciados. A cada ciclo de pesquisa de preços. pela seleção do melhor preço pesquisado no estado. Para a pesquisa de preço de equipamentos. O PEP é o sistema responsável pela coleta e manutenção dos preços dos insumos utilizados no cálculo das composições de serviços rodoviários do DNIT. dentro do cadastro de equipamentos e materiais. consiste em comparar o menor valor obtido num estado. o valor coletado sofre nova verificação. ou seus distribuidores nacionais.Sistema de Pesquisa de Preços de Equipamentos. as principais características do PEP . de forma automática ou manual. Os preços coletados junto aos estabelecimentos são criticados. quando possível. três estabelecimentos. a crítica interestadual. preferencialmente atuando no comércio atacadista. que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. os itens por eles comercializados. com os menores valores levantados em outros estados. naquelas unidades da federação onde as UNITs dispõem de recursos dedicados ao apoio do sistema.Sistema de Custos Rodoviários. em pelo menos. O preço unitário dos itens. preferencialmente. para determinado item. equipamentos e materiais. periodicamente. 3. de equipamentos e materiais contidos no Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2. visando verificar distorções regionais de preços.

não obrigando igual tratamento aos demais estados onde a pesquisa seja praticada.2 PESQUISA DE PREÇOS Os questionários preparados pelo PEP são submetidos aos estabelecimentos participantes da pesquisa para informação direta ou assistida. o PEP é capaz de imputar preços.1. 3. com a colaboração das UNITs. o PEP emitirá os questionários de pesquisa de preços. ou imputação de seu valor. d) seleção do preço de referência: seleção do menor preço unitário informado. Conforme a disponibilidade de pessoal nas UNITs. Periodicamente. visando transcrever para meio legível por processamento eletrônico de dados e submeter a informação a testes que assegurem sua qualidade. entre os preços pesquisados para cada estado. personalizados por estabelecimento participante da pesquisa.2 PROCESSAMENTO DA PESQUISA A pesquisa de preços é processada para ciclos mensais de atualização. os questionários podem ser: levados em mãos.3 CICLO DE ATUALIZAÇÃO Os ciclos de pesquisa de preços são mensais. Com base neste cadastro e nos dados mantidos pelo Sistema de Cadastramento de Dados do SICRO2. no período de 05 a 15 de cada mês. c) transcrição e crítica da informação: realizada pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. como telefone.2. de acordo com o ciclo de pesquisa de preços adotado. seja devido à estabilidade nos preços dos itens pesquisados seja por motivos operacionais. os preços unitários para o mês serão imputados. 3. A decisão de alongar o ciclo de atualização de valores poderá ser tomada a nível estadual. As pesquisas de preços junto aos estabelecimentos são realizadas entre os dias 05 e 15 de cada mês para a estimativa dos preços unitários utilizados no mês subseqüente. quando necessário. O cadastro é mantido em nível estadual pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. equipamentos ou materiais. 24 . Sempre que a pesquisa de um grupo de informações não for realizada num mês para um determinado estado. 3. com o apoio das UNITs. Para os estados onde não seja possível a pesquisa de um item. Assim. os preços coletados ou imputados no mês anterior.2. tendo como referência num mês. para o grupo de itens não pesquisados (equipamentos. b) pesquisa de preços: realizada através das UNITs que apóiam o SICRO2. através da identificação dos itens comercializados pelos estabelecimentos cadastrados no PEP. 3. por funcionário do DNIT. materiais e mãode-obra). O processamento do PEP será executado em quatro fases distintas: a) preparação dos questionários: onde são identificados os itens comercializados pelos estabelecimentos cadastrados no PEP e emitidos os questionários para a coleta de informações. nos meses em que a coleta de informações não for realizada. são elaborados os questionários para coleta de informações. até os estabelecimentos. Os preços estimados para um mês têm origem nas coletas feitas no mês imediatamente anterior.1 PREPARAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS O PEP mantém cadastro de estabelecimentos onde serão identificados os estabelecimentos e as formas de acesso às suas informações. equipamento ou material. O ciclo de pesquisa de preços pode ser alongado para períodos múltiplos do mês. fax ou e-mail.de frete até a capital do estado. será considerado o preço unitário estimado para a região.

encargos ou vantagens. O valor da remuneração é o da jornada normal de trabalho. como desconto por quantidade ou qualquer outra mensurável em dinheiro. Serão acompanhados os dissídios profissionais que poderão vir alterar o padrão de remuneração da mão-de-obra registrada no sistema. registrando-se o padrão da remuneração em salários mínimos e a taxa de encargos trabalhistas aplicáveis a cada categoria profissional. devem ser utilizadas. nessa ordem de prioridade. Caso existam diferenças de qualidade para o material pesquisado. por exemplo. ou enviados pelo correio. acrescido dos impostos (ICM e IPI). deverá ser sempre considerando o de melhor qualidade para uma mesma especificação. Os dados de mão-de-obra serão registrados em nível estadual. • Equipamentos: A pesquisa de preços é efetuada junto aos fabricantes ou seus concessionários autorizados para equipamentos novos. sem uso. Em todos as oportunidades em que isto possa ocorrer. que serão acionados automaticamente. e-mail ou fax. como desconto por quantidade ou qualquer outra mensurável em dinheiro. os preços dos materiais coletados no mercado se referem a unidades de acondicionamento comercial que não correspondem às unidades técnicas com que estes figuram nas composições. O PEP deverá considerar como preço do equipamento o seu valor unitário para venda a vista. quantidades mínimas. frete e embalagem. para serem preenchidos pelo próprio informante e posterior devolução à UNIT. revendedores regionais. do cimento cujo preço é cotado em sacos quando sua unidade técnica é o kg. frete e embalagem. de forma a melhor aproximar o preço coletado pelo PEP do realmente cobrado. Os materiais a serem pesquisados são devidamente descritos no Sistema de Cadastramento de Dados. assistência técnica. de tal sorte que os preços dos materiais serão sempre referidos às unidades adequadas ao seu emprego 25 . etc. Caso o equipamento necessite de acessórios ou partes componentes. deverão ser utilizadas visando melhor aproximar o preço coletado pelo PEP com o realmente cobrado pelo estabelecimento. etc. tomando como referência os valores acordados com os sindicatos da capital. É o caso. • Materiais: A pesquisa de preços é efetuada junto aos fabricantes. Custos extras como embalagem especial. estabelecimentos comerciais atacadistas e junto aos estabelecimentos que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. grandes distribuidores. Eventuais bonificações praticadas pelo fabricante ou distribuidor autorizado. visando eliminar qualquer ambigüidade na sua caracterização. • Mão-de-obra: A pesquisa de custo com mão-de-obra é efetuada junto aos sindicatos regionais que representem as categorias profissionais registradas no Sistema de Cadastramento de Dados.preenchidos pelo pessoal da UNIT através de entrevista efetuada por telefone com o funcionário do estabelecimento. peças de reposição. sem a inclusão de qualquer adicional. A UNIT zela pelos prazos da pesquisa de preços. conforme ficha técnica padronizada para cada classe de equipamento. Eventuais bonificações praticadas pelos estabelecimentos. não devem ser incluídos no preço dos materiais. mantendo contato permanente com os estabelecimentos e fornecendo subsídios necessários a uma boa coleta de informações. elaborada com as especificações obtidas em manuais e folhetos dos fabricantes. Deve ser considerado como preço do material seu valor unitário para venda a vista. garantia. São pesquisados equipamentos. lotes. estes serão pesquisados a parte. acrescido dos impostos (ICM e IPI). Em geral. para posterior montagem do equipamento e cálculo do respectivo preço. do dia 05 a 15 de cada mês. o próprio Sistema dispõe dos fatores de conversão. devidamente descritos no Sistema de Cadastramento de Dados. não deverão ser incluídos no preço dos equipamentos. Serviços extras como supervisão de montagem.

a Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários deverá imputar um valor. Nesta fase. e à “internet”. Durante o processo de crítica. com apoio das UNITs. tudo de forma sensitiva ao contexto. dentre estas taxas. A função de auxílio ao usuário está disponível em todas as telas do sistema através de botões ou de tecla de função. caso esteja fora da faixa de aceitação. informando o erro cometido ou as ações possíveis. é emitido aviso específico da ocorrência. o PEP seleciona os preços unitários a serem considerados para as diversas unidades da federação. conforme as informações complementares obtidas. todos funcionando de forma integrada numa arquitetura multiusuária do tipo cliente-servidor em ambiente MS-Windows.3 TRANSCRIÇÃO E CRÍTICA DOS VALORES Os questionários preenchidos são conferidos. A crítica de preços interestadual é feita por comparação do menor preço de um estado com o menor preço dos demais estados da pesquisa. 3. deverão estar disponíveis transações para atualização das informações do sistema. permitindo o pleno acesso para funções de consulta às informações. A segunda. O SICRO2 utiliza interface gráfica para as interações do usuário. em relação aos preços considerados para os demais estados. O SICRO2 está integrado à rede “intranet”.4 SELEÇÃO DO PREÇO DE REFERÊNCIA Uma vez aceitos os preços informados pelos estabelecimentos. com a divisão do preço informado pelo fator de conversão definido no Sistema de Cadastramento de Dados. os materiais. A crítica de preços dos estabelecimentos é executada por comparação do preço informado no mês com o preço informado.3.1 INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA AMBIENTE DE PROCESSAMENTO As funções do SICRO2 estão agrupadas em 4 sistemas. Caso não exista valor informado para determinados itens. do DNIT. é emitido aviso da ocorrência. terão seus valores pesquisados convertidos automaticamente. A transcrição dos preços informados é efetuada no PEP pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. para verificar se os preços informados correspondem aos itens pesquisados e se a discriminação do preço está de acordo com o preço final de venda. entre si. os preços registrados no PEP podem ser corrigidos visando obter o melhor padrão possível de qualidade para a base de cálculos do SICRO2. pelo mesmo estabelecimento. visa a verificar distorções existentes nos menores preços estaduais. A seleção de preços é baseada no menor valor informado para o estado. São computadas as taxas de variação do estado em análise. após a aceitação preliminar dos questionários. com o Sistema Gerenciador de Banco de Dados MS-Visual FoxPro.3. para aquele tipo de material. tem por objetivo verificar eventuais distorções de preços no nível individual do estabelecimento. através de marcação em botões de seleção.2. utilizar os valores selecionados para outro estado ou definir individualmente os valores a serem utilizados. A Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários poderá utilizar dois tipos de crítica para as informações: crítica de preços dos estabelecimentos e crítica interestadual de preços.3 3. Caso alguma. Para 26 . A primeira. cujas unidades de acondicionamento comercial forem diferentes da unidades de trabalho no SICRO2. nos três ciclos anteriores. 3. optando entre repetir o adotado no mês anterior.2. Para definição do preço unitário adotado pelo sistema. são introduzidos descontos ou acréscimos no preço. A taxa de variação é comparada com o padrão de aceitação estabelecido pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários e. De forma seletiva. esteja fora do padrão de aceitação definido pela Equipe técnica do Sistema de Custos Rodoviários. em que os comandos de ação são condicionados por opções.

O grupo denominado de “gestor do sistema” tem acesso ilimitado às tabelas do SICRO2. compostos com subconjuntos das tabelas de custos rodoviários. em conjunto com os preços unitários.acesso aos dados. inicialmente mensais. O “usuário do sistema” pode fazer consultas ao sistema através de aplicação própria. podendo utilizar todos os tipos de consulta e de transações para atualização dos dados. e dos equipamentos montados com a utilização do menor preço pesquisado na unidade geográfica. também são definidos relatórios parciais. que acrescentarão novos conjuntos de composição de custos ao banco de dados. equipamentos. aos quais serão atribuídos privilégios diferenciados: usuário do sistema. O SICRO2 reconhece três grandes classes de usuários. MÃO-DE-OBRA) SISTEMA DE PESQUISA DE PREÇOS CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTOS SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS COMPOSIÇÃO DO CUSTO DE ATIVIDADES AUXILIARES COMPOSIÇÃO DO CUSTO DE SERVIÇOS DE REFERÊNCIA SISTEMA DE ORÇAMENTO PARA PROJETOS PLANILHA DE ANÁLISE DE CUSTOS RODOVIÁRIOS Figura 3-1 . além de consultar a base de dados. conforme predicado de distribuição regional. materiais e mão-de-obra. também. será produzido um conjunto de arquivos planos. de forma a manter séries históricas de informações. restrita a consultas à base de dados.sistema genérico de transferência de arquivos utilizados em redes do tipo Internet . armazenados de forma comprimida. Estes arquivos. o SICRO2 inicia o sistema de custos rodoviários com o cálculo do custo horário de equipamentos. podem ser copiados para outros computadores através de “FTP . contendo a imagem dos principais relatórios do sistema.anonymous”. colaborador do sistema e gestor do sistema. A seguir. destinados aos usuários que não tenham acesso a rede do DNIT. conforme Figura 3-1 PESQUISA DE PREÇOS (EQUIP.utilizando portas de comunicação entre a rede do DNIT e as redes públicas. O “colaborador do sistema” pode manusear as tabelas de preços pesquisados. MAT. A cada ciclo de atualização do sistema. O SICRO2 trabalha o cálculo dos custos rodoviários mediante processo gradativo de composição de custos. 27 .Esquema de Composição de Custos O primeiro cômputo do SICRO2 é executado no sistema de pesquisa de preços para determinar o preço unitário dos elementos pesquisados. No próximo passo utiliza esta informação. O SICRO2 será atualizado em ciclos.

O sistema de pesquisa coleta os preços referentes aos dados básicos em estabelecimentos previamente designados. quais sejam: catálogo de equipamentos. então. restrita aos dados públicos do SICRO2. As composições de custos são descritas em tabelas próprias deste sistema e podem ser extraídas no sistema de orçamento para utilização no cálculo de novos projetos rodoviários. conforme orçamento de projetos previamente definidos ou de padrões que caracterizem o quilômetro tipo em rodovias selecionadas. através de regiões de pesquisa.3. Os dados extraídos são carregados em planilha de cálculo (MS-Excel). Finalmente. pesquisa de preços. o conjunto de custos das atividades auxiliares e dos serviços de referência pode ser extraído do banco de dados para ser analisado em planilhas de cálculo. o sistema de orçamento permite ao usuário selecionar e extrair serviços do SICRO2. que estão a cargo de um ou mais UNITs. 28 . O sistema de custos rodoviários utiliza as tabelas dos dois sistemas anteriores para cálculo dos custos das atividades auxiliares e para cálculo dos custos de serviços rodoviários. custos rodoviários e orçamento. de materiais. Para os “usuários do sistema” consultarem os dados e extraírem informações foi desenvolvida uma aplicação de consulta. onde podem ser manuseados para a composição de custo padrão para quilômetro de rodovia tipo ou utilizado na elaboração de orçamento para novos projetos rodoviários. utilizado para calcular o custo dos serviços de referência. Finalmente. O conjunto de todas as informações calculadas é. O sistema de cadastramento de dados é o responsável pela manutenção dos dados básicos do sistema.para compor o custo das atividades auxiliares. Somente o “gestor do sistema” tem acesso a todas as informações destes sistemas. 3. mão-de-obra e parâmetros do sistema. conforme esquema previamente descrito.2 DESCRIÇÃO DAS FUNÇÕES O SICRO2 está dividido em quatro sistemas: cadastramento de dados.

que têm o piso básico determinado nas convenções coletivas de trabalho serão adotados. celebradas entre os Sindicatos dos Trabalhadores e Patronais. no da Construção Civil • pesquisa dos valores médios praticados. obtidos junto aos Sindicatos regionais ou em outras fontes 4. na ausência deste. em todos os estados.1 CUSTO DA MÃO-DE-OBRA A coleta dos custos da mão-de-obra será feita. o maior valor encontrado nos diversos estados que o compõem • Para as demais categorias serão calculados pela fórmula: salário mínimo salário horário = padrão salarial x 220 A seguir relacionam-se os padrões salariais das categorias para as diversas regiões que compõem o SICRO2: 29 . da Construção Pesada e. para a região.4 CUSTOS UNITÁRIOS DOS INSUMOS 4. através de: • pisos salariais acordados nas Convenções Coletivas de Trabalho.1 SALÁRIO Os custos referentes a mão-de-obra receberão o seguinte tratamento para serem inseridos nos custos dos serviços rodoviários: • Para as categorias de servente e operário qualificados.1.

7 3.4 7.608 T.4 2.1 3.4 2.4 2.7 2.6 2.2 2.4 2.501 T.6 2.7 7.4 2.7 3.0 3.8 2.4 2.6 2.5 1. TAXAS DE ENCARGOS SOCIAIS SOBRE A MÃO-DE-OBRA Tipo de Contrato: Contratação Direta de Serviço Regime de trabalho: horista com horas normais de trabalho Percentual 126.0 3.2 3.6 2.6 2.0 3.4 2.1 3.0 1.5 2.5 3.6 2.7 3.7 2.0 3.0 3.1 3.0 2.1 3.4 2.7 2.7 2.7 2.603 T.0 4.5 3.4 2.401 T.9 2.6 2.0 3.7 3.7 2.0 3.609 T.5 2.1 3.8 3.4 2.302 T.511 T.1 2.7 3.6 2.1 3.1 3.30% 30 .7 3.6 2.7 3.7 T.312 T.6 2.5 3.7 3.30 T.7 3.0 3.9 3.1 3.1 3.0 3.7 3.8 T.701 T.0 4.7 4.4 2.4 2.1 7.3 7.2 3.2 3.0 4.31 T.1 3.7 3.5 3.4 2.6 4.9 4.6 2.1 3.51 T.6 2.6 2.2 3.5 2.6 7.512 T.7 3.4 2.4 2.6 2.313 T.4 2.0 3.9 3.6 2.5 T.7 2.1 2.4 2.6 2.9 2.602 T.7 1.6 4.7 2.0 3.0 3.801 2.0 2.1 3.0 3.4 2.50 T.9 3.0 4.4 2.605 T.1 2.9 3.5 3.5 3.601 T.5 2.6 2.7 3.6 2.2 3.Rio de São Minas Oeste Janeiro Paulo Gerais T.610 T.0 3.5 7.1 2.1.4 2.5 4.0 4.4 2.9 1.2 4.7 3.2 3.5 2.5 3.606 T.2 3.7 3.311 T.1 3.314 T.1 3.1 3.4 T.0 3.1 2.4 2.1 2.1 2.9 3.0 3.4 2.5 2.4 2.604 T. de acordo com a legislação vigente e a prática usual da administração de pessoal.607 T.6 T.5 2. conforme indicado abaixo.6 2.7 3.2 ENCARGOS SOCIAIS Sobre os salários.0 3.1 3.6 2.3 7.1 3.0 3.3 OPERADOR DE MÁQUINA.6 1.4 2.303 T.301 T.702 T. incidem encargos sociais.1 3.9 3.PADRÃO SALARIAL DA MÃO-DE-OBRA Referência: Dezembro de 1996 Código Profissão Norte Nordeste Sudeste Sul Centro.5 2.0 4.0 3.9 3.7 3.4 7.9 3.1 3.4 2.1 3. VEÍCULOS E EQUIPAMENTO Motorista Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motorista de veículo especial Operador de equipamento Operador de equipamento leve 1 Operador de equipamento leve 2 Operador de equipamento pesado Operador de equipamento especial TÉCNICO Pré – marcador ENCARREGADO Encarregado de turma Encarregado de turma Encarregado de serviço Encarregado de serviço de pavimentação Encarregado de britagem OPERÁRIO QUALIFICADO Blaster Montador Carpinteiro Pedreiro Armador Ferreiro Pintor Soldador Jardineiro Serralheiro PROFISSIONAL NÃO ESPECIALIZADO Ajudante Servente TRABALHADORES EM CONDIÇÕES ESPECIAIS Perfurador de tubulão T.1 1.2 3.1 3.5 3.0 4.

2 Disciplinado pela.446/67.570/90 O total de encargos do Grupo A é de 36.107/66 art. Foram adotados os valores médios ocorridos no setor da Construção Rodoviária Nos itens seguintes são detalhados os quatros grupos que compõem os encargos sociais: a) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo A Neste grupo estão incluídas as obrigações. 1 e Decreto 99.6545 Das horas trabalháveis por ano.154/90. Lei 8. item 1 do Decreto 2. item II Lei Complementar nº 11/71 0. previstos pela legislação.787/89 Salário Art 3 do Decreto 60.446/67.50 A6 Educação 87.684 de A2 FGTS 8. que incidem diretamente sobre a folha de pagamento e que são regulamentadas de acordo com a legislação a seguir: Item Contribuição Legislação Percentual Lei 8212 Art.00 A1 INSS Art.80% b) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo B Neste grupo são considerados os dias em que não há prestação de serviço.00 A7 acidente de 24/07/91. 26 reg.570/90 Art.entada decreto 99. 23º de 13/09/66. calculam-se as horas efetivamente trabalhadas por ano de acordo com os seguintes parâmetros: Dias trabalhados por ano Dias da semana Dias trabalhados por semana Meses por ano Horas trabalhadas por semana Semanas por mês Semanas por ano Horas trabalhadas por dia Horas remuneradas por semana Horas remuneradas por mês Horas trabalháveis por ano = = = dias da semana .146/70.154 de 1. 356 de 07/12/91 Lei 5. Art 8 °. 3 Decreto 60.1429 7.50 28/12/90 e reg Art. parágrafo 3° Lei 8.3331 223.3452 = = 365 x 7. devem ser descontados os dias não trabalhados.0526 2. letra A da Lei 8. os que se referem aos direitos dos empregados.00 08/11/90 Lei 5. lei 8036 de 11/05/90 e regulâm. 1º item I do Decreto lei A5 INCRA nº 1.1 dia de repouso = = = = 365/ 12/ 7 = = 365/ 7 = = 44/ 6 = = 7 x 7.154/90 de A3 SESI 1.Os encargos são determinados e regulamentados por lei.3452 52.3333 51.00 A4 SENAI 28/12/90 Art.20 1º DL 1867 /81 e lei 7. 1º DL 6246/44.212 de 3. item III.029/90. mas que o funcionário tem direito de receber sua remuneração. 25 decreto.3331 x 4. entretanto. têm incidência variável de acordo com a freqüência com que são exercidos .60 A8 SEBRAE Lei 8. 22 item II. Art.redação dada pela Lei 8. regulamentada pelo Decreto 356 de trabalho INSS 07/12/91 art 26.043 de 22/03/82 e lei 7787/89 Seguro contra Art.15. 22 de 24/07/9. Sobre estes dias incidem também os encargos do grupo A Antes de apresentar o demonstrativo do cálculo dos encargos do grupo B.029/90 modificada pela 0.107 Art.3333 = = 51.676. Art. Regulamentada pelo 20. 8 inciso II lei 8029/90 .3333 = 365 7 6 12 44 4. regulamentada pela Lei 99. Lei 8. (conforme abaixo indicado) para se obter os dias efetivamente trabalhados: 31 .

607/60 e 8213 de 24/07/91 Lei 3607/60 e 8213 de 24/07/91 Disposição Provisória da Constituição Federal de 88 ( Art 10.os dias de eleição de acordo com legislação específica .3 dias consecutivos em caso de casamento .2 dias para alistamento eleitoral . na maioria dos municípios nelas estão incluído: • Férias . sendo que.1266 de 08/12/50 e 6802 de 30/06/80 os seguintes dias:: Dia da Confraternização Universal 1° de janeiro Dia de Tiradente 21 de abril Dia do Trabalho 1° de maio Independência do Brasil 7 de setembro Dia da Padroeira do Brasil 12 de outubro Dia da Proclamação da República 15 de outubro 25 de dezembro Natal 3 a feira de data móvel Carnaval data móvel a 6 feira Santa data móvel -5 a feira Corpus Cristi 2 de novembro finados Art 129 a 148 da CLT.dias que estiver a serviço da justiça como testemunha Por determinação de lei específica: .dias de greves devidamente reconhecidas por determinação judicial .de acordo com as Leis: 662 de 06/04/49. inundações etc) • Os feriados municipais são determinados por leis próprias.1 dia por ano para internação de dependente .2 dia a cada 12 meses para doação voluntária de sangue .DIAS NÃO TRABALHADOS LEGISLAÇÃO • Descanso remunerado ( domingos) • Feriados e dias Santificados (média de 13dias/ ano) Art 67 CLT e Lei 605 de 5 de janeiro de 1949 Art 70 da CLT Art 1° da Lei 605/ de 5/11/49 e Decreto Lei 86 de 27/12/66 São feriados federais : . parágrafo 1°) Art 473 e 822 da CLT . descendente ou cônjuge .2 dias consecutivos por morte de ascendente. inciso XVII da CF Lei 3.dias reconhecidamente de calamidade pública ( chuva.período em que estiver cumprindo às exigências do serviço militar Lei 1060 de 05/03/1950 .(30 dias) • Auxílio enfermidade (15 primeiros dias) • Auxílio de acidente de trabalho (15 primeiros dias) • Licença Paternidade ( 5 dias consecutivos) • Faltas justificadas 32 .

Total de horas efetivamente trabalhadas no ano: (2.Repouso semanal remunerado 350.00 h/a Pelo demonstrativo acima conclui-se que: .30 dias de férias por ano.8876 h/a • Faltas Justificadas . . a composição etária da população entre 18 a 59 anos é de 50% .972.6663 h /a • Férias .5 x 7.8%.3333 = 11.considerou-se a média de 1.1843 33 . (365 -30 ) x 7. . por ano e por empregado.3333 = 3. salvo no período de férias.3333 = 219.03 5 x 0.2 dias com probabilidade de cair num domingo ou nas férias.676.a probabilidade de um dias destes não cair no domingo é de 85.9990 h/a • Auxílio Enfermidade .4702 h/a . 11 x 7.03 x 7.9508 h /a 7 • Feriados: -13 dias para o total dos feriados por ano.1843 • B2 .3333 = 1.Cálculo das horas correspondentes aos dias não trabalhados: • Repouso semanal remunerado: .15 primeiros dias de licença sob a responsabilidade do empregador.3000 h/a • Licença Paternidade .6545 .50 x 1.4702) = 1.6665 h/a • Auxílio Acidente . por trabalhador.6663 x 100 % = 4. Apenas 3% dos empregados utilizam este benefício.5 dias de faltas justificadas por ano. 15 x 0. 30 x 7. 1.972.30 dias de férias a cada ano.3333 = 36.3333 = 350.a duração da licença é de 5 dias corridos.972.Total das horas não trabalhadas por ano: 704. 5 x 7. é de 3% 0.704.1 dia por semana de descanso (domingo).1843 h/a Com o valor das horas efetivamente trabalhadas por ano chega-se aos percentuais de incidência dos encargos do Grupo B: • B1 .9508 x 100% = 17. de acordo com o anuário do IBGE 1990-1995. .09 % 1.00 x7.a taxa média de fecundidade.858 x 0.Feriados 80.3333 = 80.80% 1.afastamento médio de 5 dias.

1843 O total de encargos do Grupo B é de 50.1843 • B8 .61% c) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo C Neste grupo estão os encargos pagos diretamente aos empregados e.972.1843 • B5 .86 % 1.238/84 .17 % 1.972.Auxílio Enfermidade 36.972.13 ° Salário. inciso XXI da CF Art 9° da Lei 7.• B3 .9990 x 1.16 % 1. Instrução Normativa 2 SNT de 12/03/92. os que não incidem sobre eles os encargos do Grupo A Eles são previstos de acordo com a seguinte legislação: ENCARGOS DO GRUPO C C1 LEGISLAÇÃO Multas por Rescisão Art 6°da Lei 5.107/66 alterada pelo art 10°. assim sendo.56 % 1.6665 x 100% = 1.Auxílio Acidente 3. Inciso I das Disposições Transitórias da Constituição Federal sem Justa Causa de 88 Aviso Prévio Indenizado Indenização Adicional Art 487 CLT art7 .3333 x 100 % = 11.00 x 100 % = 0.972.972.8876 x 100% = 0.3333 x 100 % = 14.1843 • B4 .Faltas Justificadas 11. há que considerar que o empregado tem direito de receber mais 1/3 do valor das férias 219.1843 • B6 .multa por demissão sem justa causa nos 30 dias antes da data base da Convenção Coletiva de Trabalho C2 C3 O cálculo dos itens deste grupo é feito da seguinte forma: 34 .972.10 % 1.Férias Além das horas não trabalhadas.Licença Paternidade 1.1843 • B7 .87 % 1.3000 x 100% = 0. de acordo com Lei 4090 de 13/07/62 30 x 7.

ou seja : 0.972.95 x 1.95 x100 % = 0.15 x 100 % 1.Incidência do Grupo A sobre B 0. 30 x 7.0526 ◊ o percentual de contribuição para FGTS sobre o salário = 8% 0.62 % • D2 . A ocorrência média de demissões nesta situação é de 15 % 30 x 7.13 % Indenização equivalente ao salário de 30 dias do empregado dispensado sem justa causa.1843 = 1.3680 x 0.13 % Trata-se de uma indenização equivalente ao salário de 30 dias para o empregado demitido sem justa causa.1843 • C3 .Incidência de multa do FGTS sobre o 13° salário Corresponde a incidência do FGTS sobre o 13° salário.96% Com os valores acima obtêm-se o total de encargos sociais de 126.40 x 0.1116 x 0. no período de 30 dias anteriores à data base da correção salarial .972.1843 • C2 . conforme determina o art 10 . Sabendo-se que : ◊ a freqüência de empregados demitidos sem justa causa = 95% ◊ o período médio de permanência dos empregados = 9 meses ◊ as horas remuneradas por mês = 223.95 x 9 x 223.Indenização Adicional 9 12 x 100 % = 14. 35 . para o caso da dispensa sem justa causa .Multa por Rescisão do Contrato de Trabalho sem Justa Causa Trata-se de indenização compensatória de 40%. sobre a o saldo do fundo de garantia.67 % O total de encargos do Grupo C é de 19.34 % O total de encargos do Grupo D é 18.40 x 0.93% d) Cálculo dos Encargos Sociais Referentes ao Grupo D Neste grupo estão os encargos referentes a incidência sobre outros encargos ou seja: • D1.3333 x 0. calculados sobre o valor do salário/hora efetivamente trabalhado.3333 x 0. inciso I das disposições Transitórias da Constituição Federal de 88.08 x 0.• C1.0526 x 1. devido a demissão sem justa causa.30 %.Aviso Prévio Indenizado 9 12 x 100 % = 4.08 x 0.972.5061 x 100 %= 18.

62 0.60 36.e) Resumo dos Encargos Sociais Resumo dos Encargos Sociais Trabalhistas Regime de Contratação: Contrato Direto dos Serviços Salário: Horário Regime de Trabalho: Normal GRUPO A INSS FGTS SESI SENAI INCRA Salário Educação Seguro Acidente De Trabalho SEBRAE PERCENTAGEM 20.56 50.93 TOTAL GRUPO D TOTAL DOS ENCARGOS 18.09 14.13 14.20 2.50 1.10 0.16 0.13 1.80 TOTAL DO GRUPO A GRUPO B Repouso Remunerado Feriados e Dias Santificados Férias e 1/3 de Férias Auxilio doença Acidente de Trabalho 13o Salário Licença Paternidade Faltas Justificadas TOTAL GRUPO B GRUPO C Multa por Rescisão Contrato Trabalho sem Justo Causa Aviso Prévio Indenizado Indenização Adicional 17.00 1.86 0.61 TOTAL GRUPO C GRUPO D Incidência do Grupo A sobre B Incidência da Multa FGTS sobre 13o Salário 4.30 36 .87 1.17 11.80 4.00 0.50 3.96 126.00 0.67 19.34 18.00 8.

por dia a jornada de Trabalhado trabalho.3 ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA Além dos encargos acima calculados. sem entretanto. enquanto os dias de chuva (devido a grande variação. o percentual a ser adotado e as proteções a serem fornecidas dependem das condições de trabalho. gratuitamente aos empregados. assim sendo não foi Contribuição Sindical considerada • Paralisação dos serviços 4. este item não foi considerada tendo em vista que praticamente a totalidade da mão-de-obra dos trabalhadores horistas da construção rodoviária é de homens.247 de 17/11/87. haver produção de serviço. é obrigatório o fornecimento de transporte aos empregados. De acordo Lei 7418 de 85 . Também deverá ser incluído no LDI já que este fundo incide FINSOCIAL sobre a receita bruta da empresa.1. • Periculosidade Neste item deveriam ser incluídas as horas paralisadas de serviço devido aos deslocamentos da equipe. Regulamentado de acordo com os Decretos Lei 2445 de 29 de • PIS / PASEP junho de 1988 e 2449 de 21 de julho de 1988 deve ser considerada como parte do LDI. neste caso reduzido do 2 horas. dias de chuva. de acordo com perícia técnica. Assim sendo. regulamentada pelo Decreto 95. não será considerada esta parcela. A contribuição sindical é facultativa. referente à segurança e medicina do trabalho. Pelo Artigo 488 da CLT é facultado o aviso prévio trabalhado • Aviso Prévio sendo. 37 . Prevista nas Disposição Provisória da Constituição Federal de • Licença Maternidade 88 ( Art 10.f) Observações Adicionais Foram ainda analisados. e outros motivos em que o trabalhador é remunerado. a seguir relacionados. de acordo com a região e o período de realização da obra) devem ser incluídos no LDI. De acordo com Art 193 da CLT deve ser acrescido percentual de 40 % às categorias que trabalhem com risco de vida tais como: manuseio de explosivos ou locais sujeitos a desmoronamento. Este procedimento não foi considerado. pois são diretamente proporcionais à mão-de-obra empregada. parágrafo 1°). tendo em vista que esta prática não é usual na construção civil pesada. A aplicação deste acréscimo. devem ser feitas as seguintes observações com referências à outros custos que incidem sobre a mão-de obra. Adicional à mão-de-obra • Equipamento de Proteção Individual • Transporte Legislação Específica De acordo com Art. no cálculo do custo da mão-de-obra. é obrigatório o fornecimento dos equipamento de proteção individual. O deslocamento da equipe deverá ser considerada na produção dos serviços. Foi incluído este percentual nas categorias de Blaster e trabalhadores em Tubulão. 162 da CGT e MR 6 e 18. que foram intitulados de ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA. os seguintes aspectos: • Insalubridade O Art 189 a 197 da CLT trata do adicional ao salário devido ao trabalho insalubre.

06)] X ( 1-0.20% .percentual do transporte em relação ao salário médio 6.25) X 100% = 4.25) X 100% = 9.8% . foram calculados percentuais correspondentes aos itens acima relacionados. sua obrigatoriedade adquire força de lei.068 x (1-0.percentual da participação máxima do trabalhador permitida de acordo com a Lei 6321 de 14 de abril de1976 .Adicional à mão-de-obra • Alimentação • Ferramentas Manuais Legislação Específica O fornecimento de alimentação aos trabalhadores tem sido incluída.60 Ferramentas Manuais 5.00% Os percentuais referentes aos Equipamentos de Proteção Individual. a prática usual do fornecimento de alimentação nas obras de construção rodoviárias.percentual de dedução fiscal de acordo com instrução do MAJUR de 1996 = 25% Transporte = [0.79% • Alimentação .16% . O percentual referente às Ferramentas Manuais deverá ser incluído no cálculo do custo unitário sempre que for necessário a execução do serviço.247 de 87=6% .percentual de dedução fiscal (instrução do MAJUR de 1996) . estes só deverão ser levados em consideração nos orçamentos de acordo com as exigências locais. O fornecimento das ferramentas manuais necessárias à execução dos serviços a) Demonstrativo do Adicional à Mão-de-obra Para considerá-los no cálculo dos custos da mão-de-obra.00 38 . b) Resumo dos Encargos Adicionais à Mão-de-obra Resumo dos Encargos Adicionais à Mão-de-obra Regime de Contratação: Contratação Direta dos Serviços Salário: Horário Regime de Trabalho: Normal Discriminação Percentual Equipamento de Proteção Individual 1.percentual sobre a mão-de-obra do custo com ferramentas manuais. cada vez com mais freqüência. é de 5.percentual do custo médio de alimentação em relação ao salário médio .25% Alimentação = [0.79 Alimentação 9. Assim sendo.16 x (1-0.60% • Ferramentas Manuais .20) ] X (1-0. • Equipamento de Proteção Individual Percentual mínimo de equipamento de proteção individual de segurança sobre a mão-deobra é de1. necessária a execução de determinados serviços.participação dos empregados de acordo com art 9 inciso I do decreto 95. Transporte e Alimentação não são considerados no cálculo dos custos unitários das composições de custos do SICRO2.12 Transporte 4. Junta-se a este argumentos. nos acordos coletivos de trabalho.12% • Transporte .

Deste modo.Depreciação .Seguros e Impostos • Custos de Manutenção . • escavadeiras hidráulicas. • “motoscrapers”. para cálculo do custo horário. será preciso estabelecer critérios que definam a forma como serão levados em conta os diferentes componentes desse custo. a grande maioria dos equipamentos trabalha em condições razoavelmente uniformes. usinas de solos e asfalto. britagem. Ele é utilizado para o cálculo dos custos unitários dos serviços que o equipamento produz.Mão-de-obra de Operação O custo horário de um equipamento é a soma dos custos de propriedade. dentes de caçamba.Reparos em geral .4.Combustível . 39 .Custo de Oportunidade do Capital . manutenção e operação referidos à unidade de tempo (hora).2 4.Filtros e lubrificantes . os fabricantes sugerem vincular sua vida útil às condições em que operam. por exemplo. Outros equipamentos.2 EQUIPAMENTOS CUJO CUSTO HORÁRIO VARIA COM AS CONDIÇÕES DE TRABALHO Na construção rodoviária. obtidos da seguinte relação: Custo horário do equipamento Custo unitário do serviço produzido = Produção horária do equipamento 4. podem sofrer expressiva variação de desgaste em função das condições de trabalho que lhes são impostas. • pás carregadeiras de esteiras. não sendo necessário. • pás carregadeiras de rodas. etc. Nestes casos.Partes de desgaste (bordas cortantes. esse maior desgaste. As despesas que são consideradas para o cálculo do custo horário de um equipamento são as seguintes: • Custos de Propriedade . Neste caso enquadram-se.2. equipamentos de compactação.Material rodante / pneus . no custo horário. com o objetivo de melhor espelhar. entre outras) • Custos de Operação . no entanto. estabelecer diferenciação das condições em que são utilizados. ferramenta de penetração no solo.1 EQUIPAMENTOS CUSTO HORÁRIO O cálculo dos custos dos serviços de rodoviários requer o conhecimento dos custos horários de operação dos equipamentos empregados em sua execução. Os equipamentos que normalmente requerem esse tipo de distinção são: • tratores de esteiras.2.

e da vida útil. Esta vinculação pode ser feita. • motoniveladoras. operando em superfície pesada. A variação do desgaste. classificaram-se as condições de trabalho em leves. bordas cortantes. consequentemente. Com base nessas considerações. e. As características de cada um desses tipos de solos vão solicitar mais ou menos os equipamentos. no caso. • Tipo de solo:os tipos de solo nas obras rodoviárias podem variar. 40 . estará provocando acentuado desgaste nos pneus do “motoscraper”. a categoria dos materiais úmidos. como também pelo tipo da máquina. em termos de facilidade de operação. Por outro lado. com matacões ou rocha explodida. O sistema informatizado SICRO2 incorpora recursos para considerar essas condições diferenciadas de utilização dos equipamentos. etc. que são justamente aqueles usualmente realizados pelos equipamentos em questão. São os solos usualmente definidos pelo DNIT como de 1a. O desgaste sofrido por um trator de esteiras. dentes de caçamba. turfosos. é mais acentuado para sua estrutura que o de um “motoscraper”. cujas dificuldades de manuseio são notórias. A combinação destes fatores. determinarão o maior ou menor desgaste dos equipamentos. conforme pode ser observado na tabela a seguir. Nas composições apresentadas neste Manual. • Superfície de operação: As superfícies em que os equipamentos operam também variam de firmes e lisas até irregulares. desgaste do material rodante. etc. ou sua ação independente. São dois os fatores que influem sobre a maior ou menor vida útil desses equipamentos: tipo de solo com que o equipamento está operando e condições da superfície de rolamento sobre a qual ele trabalha. a superfície de operação. Suas características influenciam o maior ou menor desgaste da estrutura e das peças componentes do equipamento.• retro-escavadeiras. entretanto. médias e pesadas para os serviços de escavação e carga e de transporte. em termos de motor. chassis. em função dos impactos e resistência ao rolamento. média e pesada. de forma simplificada. diferencia-se não apenas pelas condições de sua utilização. 2a e 3a categorias. estabelecendo-se para estes equipamentos 3 níveis de condições de operação: leve. não os transmitindo à estrutura. transmissão. em que os pneus absorvem parte do impacto. ainda. • caminhões (em geral). desde argila levemente arenosa e de fácil rompimento até rocha fragmentada ou explodida. influirão sobre a vida útil dos mesmos. Acrescenta-se. os custos horários desses equipamentos foram calculados considerando-os operando em condições médias.

• argila arenosa • argila com alguma umidade • mistura de solos diferentes como areia e cascalho fino • produção de aterros (trator de esteiras) • carregamento em rocha bem fragmentada • valetamento em solo médio a pesado até 3. • superfícies conservadas por Para transporte motoniveladoras • distâncias irregulares(longas e curtas) • estradas de curvas moderadas • resistência ao rolamento menor que 4% (*) • aclives e declives constantes • resistência ao rolamento entre 4% a 7% (*) Rr . Para transporte • • • • • • deslocamento contínuo em terreno rochoso piso úmido ou irregular freqüentes aclives piso de areia frouxa e seca sem aglutinante resistência ao rolâm. etc. (“scrapers”) • superfícies firmes.Condições leves Condições pesadas Para escavação e carga • • • • • Para escavação e carga Condições de Trabalho Condições médias Para escavação e carga • • • • • • • • camada de solo superficial materiais de baixa densidade argila com baixo teor de umidade material retirado de pilhas operação de lâmina em aterro solto reboque de “scrapers” (trator de esteira) espalhamento e nivelamento de materiais valetamento em solo leve até 2m de profundidade (retro-escavadeira) pedras freqüentes ou afloramento de rochas cascalho grosso (sem finos) escarificação pesada em rocha.00m de profundidade • escavação em barranco de material facilmente penetrável • material bem escarificado Para transporte • desmatamentos • superfícies com apoio total as sapatas e • unidades carregando em terreno nivelado baixo teor de areia. cascalho consolidado.Resistência ao rolamento • pouca patinagem do material rodante. sem material solto. • carregamento em rocha escarificada (para “scrapers”) • restrições constantes no comprimento ou largura. Rr = Kg de força necessário peso do veículo 41 .ento maior que 7% piso em pedras soltas e lamelares. de operação. • valetamento em profundidades superiores a 3m. trabalho em pedreiras carregamento contínuo em solos compactados como xisto argiloso.

de tal forma que. principalmente de pequeno porte.2. Há. a depreciação é considerada como a parcela do custo operacional correspondente ao desgaste e à obsolescência do equipamento que ocorrem ao longo de sua vida útil. ao final da vida útil do equipamento.4. também. outras menos procuradas e. correspondentes às cotações de fabricantes ou grandes revendedores. ainda. tais como: período de vida útil. A existência de mercado consumidor ativo. têm apenas valor de sucata. relativas a equipamentos novos para venda à vista. o valor do fundo adicionado ao valor residual do equipamento seja suficiente para a aquisição de um equipamento novo. a função de gerar um fundo. compreendendo em seu valor a carga tributária que sobre eles incide (ICMS e IPI). A inclusão da depreciação como parcela de custo tem.2. Certos equipamentos. O cálculo da depreciação para efeito de custeio depende. Existem algumas de maior aceitação e procura.1 Custos de Propriedade a) Depreciação Em termos genéricos. Com apoio na pesquisa a seguir. da definição da forma como imputar este ônus ao custo operacional horário. melhora o valor residual do equipamento. Esta conceituação é importante no sentido de desvincular a depreciação pelo uso (ou seja. valor de aquisição de equipamento novo e valor residual e. ao final de sua vida útil. de alguns parâmetros.3 CRITÉRIOS DE CÁLCULO DO CUSTO HORÁRIO 4. b) Parâmetros de Depreciação • Valor de Aquisição Os valores de aquisição dos equipamentos. relacionada ao número de horas em que o equipamento presta serviços efetivos) de outros dois conceitos que não se aplicam no caso do cálculo de seu custo horário: a idade cronológica do equipamento e a depreciação para fins contábeis.3. aqueles que tiverem procura nesse mercado. • Valor Residual Ao se pretender atribuir ao valor residual dos equipamentos um percentual de seu Valor de Aquisição. em cada Estado ou Região. regulamentada por legislação específica. variação de valor. o SICRO2 adotou os seguintes percentuais do valor de Aquisição dos Equipamentos para a estimativa de seu Valor Residual: 42 . serão sempre aqueles objeto de coleta pelo SICRO2. terão cotação mais elevada. a serem utilizados nos cálculos do seu custo horário. portanto. igual àquele que estaria sendo retirado da linha de produção. seu valor total corresponde à diferença entre o preço do equipamento novo e o valor residual que ele ainda possui ao final de sua vida útil. Assim sendo. mesmo. portanto. as de interesse imediato nulo. verifica-se que o mercado de máquinas usadas distingue tipos de equipamentos e marcas. conforme a região em que se deseja negociar. Esses fatores são dinâmicos e variam ao longo do tempo.

TABELA - PERCENTUAIS DE VALORES DE AQUISIÇÃO ADOTADOS PELO SICRO2 PARA REPRESENTAR O VALOR RESIDUAL DOS EQUIPAMENTOS
VALOR RESIDUAL VALOR RESIDUAL

TIPO DE EQUIPAMENTO

TIPO DE EQUIPAMENTO

(%) Acabadora de concreto com forma deslizante Aplicador de mat.termoplástico por extrusão Aquecedor de fluido térmico Aquecedor de material termoplástico Bate estacas de gravidade Betoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria de madeira Caminhão tanque Campânula de ar comprimido Carregadeira de pneus Carrinho de mão Cavalo-mecânico com reboque Central de concreto Chata 25m3 c/rebocador Compressor de ar Compressor de ar para pintura com filtro Conjunto de britagem Conjunto moto bomba Distribuidor de agregados Distribuidor de asfalto em caminhão Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Equipamento distribuidor de LARC (Microflex) Draga de sucção para extração de areia Equipamento. para hidrosemeadura Escavadeira hidráulica Esmerilhadeira de disco Espalhadora de concreto Estabilizadora e recicladora a frio Fábrica de pré-moldados - guarda-corpo Fábrica de pré-moldados - mourão Fábrica de pré-moldados para pavimentação Fábrica de tubos de concreto Fábrica de pré-moldados - balizador Fresadora a frio Fresadora de solos Furadeira elétrica de impacto Fusor Gerica Grade de disco Grupo gerador Guilhotina 10,0 15,0 10,0 15,0 15,0 10,0 10,0 20,0 20,0 20,0 20,0 20,0 10,0 20,0 5,0 20,0 10,0 15,0 15,0 15,0 10,0 5,0 10,0 20,0 20,0 20,0 15,0 20,0 20,0 5,0 10,0 20,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 20,0 20,0 5,0 15,0 5,0 5,0 15,0 15,0
43

(%) Martelete rompedor 28 a 33kg Martelo perfurador rompedor Microtrator com roçadeira Moto-serra Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira “Crawler-drill” Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Prensa excêntrica Régua vibratória Retroescavadeira Roçadeira em trator de pneus Roçadeira mecânica Rolo autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador estático Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro vibratório Rolo estático de pneus autopropulsor Rolo Tandem estático Rolo Tandem vibratório Seladora de juntas Serra circular Serra de juntas Serra de disco diamantada para junta Soquete vibratório Talha de guincho manual Tanque de estocagem de asfalto Texturizadora e lançadora c/estação meteorológica Transformador de solda Trator “uniloader” com vassoura Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200 kW Máquina p/pintura de faixa a quente Tratores de esteira até 200 kW Tripé / Sonda com motor Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Veículo leve “Pick-up” (caminhonete) Veículo leves - automóvel até 100hp 5,0 5,0 20,0 5,0 20,0 15,0 5,0 5,0 5,0 15,0 5,0 20,0 20,0 5,0 10,0 15,0 15,0 15,0 10,0 15,0 15,0 10,0 10,0 5,0 10,0 10,0 5,0 5,0 10,0 10,0 5,0 20,0 20,0 15,0 15,00 20,0 10,0 10,0 10,0 10,0 20,0 10,0 25,0 25,0

TIPO DE EQUIPAMENTO

VALOR RESIDUAL

TIPO DE EQUIPAMENTO

VALOR RESIDUAL

Jateadora de areia Lixadeira Lixadeira. Máquina p/pintura demarcação de faixas autopropelida. Máquina universal para corte de chapa

(%) 5,0 5,0 15,0 15,0

Vibrador de imersão para concreto Vibro-acabadora de asfalto Vibro-acabadora de concreto de cimento

(%) 5,0 10,0 10,0

• Período de Vida Útil do Equipamento O conceito de vida útil de um equipamento é eminentemente econômico. Para ilustrá-lo, construiu-se o gráfico a seguir, que representou a evolução dos seus principais componentes de custo ao longo de certo período De acordo com o gráfico apresentado, pode-se ver que os valores de depreciação vão diminuindo

C U S T O H O R Á R I O

Custo Total

Depreciação Custo de Reparo

TEMPO (ANOS)
com o número de anos em que o equipamento é utilizado, enquanto o custo dos reparos para mantê-lo em condições de utilização, vai aumentando com o passar dos anos (na metodologia do SICRO2, para evitar que o equipamento tenha custo horário variável ao longo de sua vida útil, tanto a depreciação como a manutenção são computadas em parcelas iguais, mas a realidade seria melhor representada por um comportamento como mostrado na figura). Existe um momento, em que as economias de custo de manutenção, que se pode obter pela utilização de um equipamento novo, são suficientes para cobrir a diferença para mais no custo de depreciação. Este seria o ponto ideal de troca, pois, embora nesse preciso instante, os custos totais das duas opções sejam os mesmos, o equipamento antigo entrará, daí por diante, em regime de custos crescentes e o novo em regime de custos decrescentes. A vida útil de um equipamento é influenciada por dois fatores preponderantes: os cuidados com sua manutenção e as condições de trabalho sob as quais opera. Quanto à manutenção, admitiu-se
44

que a mesma obedeça às recomendações do fabricante, visto que os orçamentos devem ser neutros em relação ao maior ou menor zelo que os possíveis executantes venham a ter com o seu equipamento. No que respeita às condições de trabalho, o assunto foi enfocado no item 4.2.2 do Manual. Como vemos, a determinação da vida útil do equipamento é complexa, pois envolve vários fatores. Os fabricantes de equipamentos sugerem valores, a partir dos quais fazem estimativas de custos de depreciação e dos reparos. Considerando as condições médias de aplicação e operação dos equipamentos, optou-se por considerar a vida útil sugerida pelos fabricantes, conforme Tabela apresentada a seguir.

45

000 1.00 4. Cond.000 2.000 2.50 6.00 6.750 1.00 5.00 6.000 2.00 9. E001 L M P L M P L M P L M P L M P Pot.000 2.000 2.000 2.000 E002 E003 E005 E006 E007 E009 E010 E011 E013 E014 E015 E016 E055 E056 E062 46 .000 2.25t (vibratório) L M P L M P L M P Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Motoniveladora (150 a 180hp) Motoniveladora (150 a 180hp) Motoniveladora (150 a 180hp) Carregadeira de pneus 1.1m3 Retroescavadeira Retroescavadeira Retroescavadeira Rolo Pé-de-carneiro autopropulsor 11.00 6.00 4.000 2.000 2.00 4.250 2.000 2.Tabela .00 5.00 7.33m3 Carregadeira de pneus 1.80 7.000 2.00 6.72m3 Carregadeira de pneus 1.00 4. de trab.00 4.000 2.750 2.00 8.Vida Útil dos Equipamentos Cód.000 2.33m3 Rolo compactador pé-de-carneiro vibratório Rolo compactador pé-de-carneiro "tamping" L M P Escavadeira hidráulica deesteiras Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica de esteiras 82 82 82 104 104 104 228 228 228 246 246 246 104 104 104 77 78 78 78 127 127 127 57 57 57 85 228 228 228 138 138 138 79 79 79 80 156 166 166 166 Tipo VU de comb.000 1.000 2.00 5. (anos) D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D 6.000 2.00 6.750 2.00 9.000 2.00 6.00 5.72m3 Carregadeira de pneus 3.00 5.00 6.00 7.000 2. Descrição (kW) Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Motoscraper Motoscraper Motoscraper Motoniveladora (105 a 130hp) Motoniveladora (105 a 130hp) Motoniveladora (105 a 130hp) Trator agrícola ( de pneus) L M P L M P L M P Carregadeira de pneus 1.50 11.000 2.50 10.000 2.00 10.00 HTA (h/a) 2.000 2.000 2.33m3 Carregadeira de pneus 1.000 2.00 11.000 2.00 5.000 2.00 8.50 6.000 2.000 2.00 7.000 2.000 2.00 4.000 2.00 4.00 6.000 2.72m3 Carregadeira de pneus 1.000 2.000 2.50 6.00 5.000 1.00 11.1m3 Carregadeira de pneus 3.1m3 Carregadeira de pneus 3.00 7.

500 1.750 2.750 1.00 8.000 2.elétrica Betoneira de 750l .80 5.00 6.6t Rolo compactador de pneus estático autopropelido.750 1.00 6.750 2.misturadora a frio 30 / 60t/ h Rolo estático Tanden autopropulsor a 9t Rolo Tanden vibratório 1.750 1.000 1. de trab.00 8.6t Rolo compactador liso vibratório autopropulsor.00 10.00 6.00 10.2 Tanden Rolo compactador.00 8.00 10.250 1.00 5.200 1.00 6.750 1.00 6.750 1.00 7.00 6.30 10.00 6.00 7.00 8.500 1.750 1.00 6.750 1. E063 E065 E066 E101 E102 E103 E104 E105 E106 E107 E108 E109 E110 E111 E112 E113 E114 E115 E116 E117 E118 E119 E121 E122 E123 E124 E126 E127 E138 E139 E142 E147 E149 E151 E156 E160 E161 E201 E202 E203 E204 E205 E206 E207 E208 E209 E210 E211 E223 E225 E226 E301 E302 E303 Pot.00 7.00 8.000 1.00 6.750 1.750 1.00 5.9t Rolo compactador liso vibratório.00 6. Descrição (kW) Escavadeira hidráulica. esteira.750 1.elétrica 47 Tipo VU de comb.750 1.750 1. vibratório autopropulsor de 10.750 1. de pneus autopropulsor 21t Usina misturadora solo 350 / 600t/h Vassoura mecânica rebocável Distribuidor de agregados rebocável Distribuidor de agregados autopropulsor Tanque estocagem de asfalto de 20 000l Distribuidor de asfalto em caminhão Aquecedor de fluido térmico Usina de asfalto a quente 40 / 60t/ h Vibro-acabadora de asfalto sôbre pneus Usina pré-misturadora a frio 60 / 100t/ h Usina pré .00 6.000 1.750 1.00 6.750 1.6t Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Caldeira de asfalto rebocável 600l Usina de asfalto a quente 100/140t/h Fresadora a frio Fresadora a frio Estabilizadora e recicladora a frio Rolo compactador liso autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus Usina de asfalto 90/120 t/h com filtro de manga Vibro-acabadora para asfalto sôbre esteiras Rolo compactador estático Carregadeira compacta de pneus Fressadora e distribuidora de solos p/ regular sub-leito Equipamento distribuidor de LARC (Microflex) com cavalo mecânico Compressor de ar 250pcm Compressor de ar 350pcm Compressor de ar 764pcm Perfuratriz manual Perfuratriz sobre esteira “Crawler-Drill" Conjunto de britagem 30 m3/h Conjunto de britagem 9 / 20 m3/h Compressor de ar 180pcm Martelete rompedor de 28kg Martelete rompedor de 33kg Compressor de ar p/ pintura com filtro Compressor de ar portátil 375pcm Conjunto de britagem 80m3/h Conjunto de britagem para produção de rachão Betoneira de 320l .Cód.750 1. (anos) D D D D D D D E 5.750 1.00 8.00 6. Cond.00 8.00 8.750 1. cap 600l p/ longo alcance Draga de sucção para extração de areia Chata para 25m3 com rebocador Grade de disco 24X24 Rolo compactador Tanden.750 96 100 100 112 108 57 97 99 40 150 8 128 20 43 20 43 10 83 59 170 1 260 105 297 250 85 74 188 74 70 45 243 274 59 83 200 D D E E D E E D D D D D E E D D D D D E D D D D D D D D 74 23 59 E E D 2 87 292 73 7 4 9 E D E E D E E .80 6.000 1.000 2.80 6.750 1.750 1.00 6.750 2.diesel Betoneira de 320l .00 5.750 1.00 HTA (h/a) 2.00 6.00 12.00 7.000 1.750 1.750 1.80 8.250 2.750 1.00 5.750 1.00 5.00 5.000 1.80 8. de 23t Rolo compactador liso vibratório 6.00 8.00 7.750 1.00 6.750 1. autopropulsor 11.750 1.750 1.750 1.00 10.750 1. 7.250 1.00 8.00 8.000 2.750 1.750 1.200 1.00 8.00 8.00 6.00 8.250 1.

250 1.50 5.200 1.000 2.000 2.00 5.00 6.00 5.30 4.80 5.00 5.00 5.8t)Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão basculante 6 m3 (10.30 4.00 5. Descrição (kW) Carrinho de mão 80l Gerica A-15 Vibrador de imersão para concreto Fábrica de tubos de concreto D=20cm Fábrica de tubos de concreto D=30cm Fábrica de tubos de concreto D=40cm Fábrica de tubos de concreto D=60cm Fábrica de tubos de concreto D=80cm Fábrica de tubos de concreto D=100cm Fábrica de tubos de concreto D=120cm Fábrica de tubos de concreto D=150cm Instalação completa p/ fabricação de mourão Instalação completa p/ fabricação de balizador Instalação completa p/ fabricação de guarda-corpo Central de concreto 30m3/h c/ silo p/ cimento (dosadora) Espalhadora de concreto Acabadora de concreto com forma deslizante Texturizadora e lançadora c/ estação meteorológica Serra de disco diamantado para junta Seladora de juntas Central de concreto de 270m3 /h Régua vibratória de 4.000l Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 4t 48 Tipo VU de comb.000 2.500 1.250 1.250 1.00 8. Cond.000 2.000 2.00 5.5t) Caminhão basculante 10m3 (15t) Caminhão basculante 10m3(15t) Caminhão basculante 10m3 (15t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão basculante p/ rocha 8m3 (13 t) Caminhão tanque 6.50 5.50 5.000l Caminhão tanque 10.000 2.000 2.00 5.000 2.000 2.250 1.00 6.00 5. (anos) 1.00 5.00 5.25m Máquina p/serrar juntas Instalação fábrica de pré-moldados para pavimentação Jateadora de areia Betoneira 580 l Caminhão basculante 5m3 (8.00 6.00 6.00 6.Cód.000 2.000 2.30 5.200 1.00 5.000 2.00 10.00 8.000 2.000 2.80 5.00 5.5t) Caminhão basculante 6 m3 (10.200 1.00 8.000 2.000 2.750 2. de trab.000 2.00 6.000l Caminhão tanque 6.8t)Caminhão basculante 5 m3 (8.200 1.50 5.200 1.250 1.00 6.00 6.000 1.000 2.00 10.200 1.250 2.00 8.000 1.5t) Caminhão basculante 6 m3 (10.000 2.000 2.00 5.000 1.200 1.000l Caminhão tanque 10.200 1.00 5. E304 E305 E306 E307 E308 E309 E310 E311 E312 E313 E314 E316 E317 E318 E323 E330 E331 E332 E333 E334 E335 E337 E338 E339 E340 E343 L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M Pot.200 1.00 5.00 5.00 8.30 4.200 1.000l Caminhão tanque 10.00 7.000 2.000 1.00 5.00 6.00 8.80 HTA (h/a) 1.000 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 25 172 172 57 47 6 149 1 6 2 10 125 125 125 170 170 170 150 150 150 170 170 170 170 170 170 150 150 150 170 170 170 80 80 E E E E E E E E E E E E E D D D G G E E E E G D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D E400 E402 E403 E404 E405 E406 E407 E408 .000l Caminhão tanque 6.200 1.30 4.00 10.500 1.8t)Caminhão basculante 5 m3 (8.200 1.000 2.00 1.200 1.

Cód. Cond. de trab. P L M P L M P

Pot. Descrição (kW) Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Caminhão basculante 4m3 (7,1t) Cavalo mecânico c/ reboque 29,5t Veículo leve automóvel até 100hp Veículo leve Pick up 80 150 150 150 112 112 112 265 38 97 170 170 170 150 150 150 160 160 160

Tipo VU de comb. (anos) D D D D D D D D G D D D D D D D D D D 5,00 6,50 5,80 5,00 6,00 5,30 4,00 12,00 5,00 5,00 6,00 5,30 4,00 6,50 5,80 5,00 6,00 5,30 4,00

HTA (h/a) 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 1.000 1.500 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000

E409

E410

E411 E412 E416 L M P L M P L M P

E421

Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 13.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão tanque 8.000l Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão betoneira 5m3 (11,5t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante 14m3 (20t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão basculante p/ rocha 12m3 (18t) Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1, cap 7t Grupo gerador 40KVA Grupo gerador 140KVA Grupo gerador 180KVA Grupo gerador 292KVA Grupo gerador 9/10KVA Grupo gerador 80KVA Grupo gerador 2,5 a 3KVA Grupo gerador 25KVA Trator de pneus c / roçadeira Micro trator com roçadeira Roçadeira mecânica Campânula de ar comprimido (3m3) Bate estaca de gravidade 500kg Bate estaca de gravidade 3000kg Serra circular de 8" Talha guincho manual para 4t Soquete vibratório
49

E422

E427

E432

L M P L M P L M P

279 279 279 279 279 279 150 150 150 32 120 144 212 10 88 3 15 77 10 2 17 160 4 2

D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D E G

6,00 5,30 4,00 6,00 5,30 4,00 6,50 5,80 5,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 7,00 8,00 6,00 3,00 11,00 10,00 10,00 8,00 11,00 9,00

2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 2.000 1.250 1.000 400 1.250 1.500 1.500 2.000 1.250 1.000

E433

E434

E501 E502 E503 E504 E505 E507 E508 E509 E601 E602 E603 E901 E902 E903 E904 E905 E906

Cód. Cond. de trab. E907 E908 E909 E910 E911 E912 E914 E915 E916 E917 E918 E919 E920 E921 E922 E923 E924 E925

Pot. Descrição (kW) Conjunto Moto-Bomba Máquina Demarcadora de faixas autopropelida Equipamento p/ hidrossemeadura (5.500l) Esmerilhadeira de disco Tripé/sonda c/ motor Furadeira elétrica de impacto Placa vibratória c/ motor a diesel Equipamento p/ varred. e aspiração (montado em caminhão) Moto serra Máquina para corte de chapa Prensa excêntrica Guilhotina 8t Máquina p/pintura de faixa a quente Máquina para pintura (fusor) Martelo perfurador/ rompedor Lixadeira Transformador de solda Aplicador de material termoplástico por extrusão 11 44 125 2 22 1 3 150 4 4 1 3 22 10 1 2 8 4

Tipo VU de comb. (anos) G D D E D E D D G E E E D D E E E D 8,00 10,00 5,30 8,00 5,00 8,00 10,00 5,80 3,00 7,00 7,00 7,00 10,00 5,00 8,00 8,00 7,00 10,00

HTA (h/a) 1.250 1.250 2.000 1.250 2.000 1.250 1.000 2.000 400 2.000 2.000 2.000 1.250 1.500 1.250 1.250 2.000 1.250

• Critério de Depreciação Aspecto importante, a ser levado em consideração no estabelecimento de critérios para o cálculo da depreciação dos equipamentos, é o método a ser adotado nessa avaliação. Embora o DNIT viesse usando tradicionalmente o método conhecido por “sinking fund” ou método do “fundo remunerado de capitalização”, estudos comparativos revelaram que resultados muito semelhantes poderiam ser obtidos com o emprego do método da “linha reta”, cujos procedimentos de cálculo são muito mais simples, visto que o valor horário da depreciação é dado pela fórmula linear: VA - R dh = n . HTA dh = depreciação horária VA = Valor de aquisição R = Valor residual d) Custo de Oportunidade do Capital Dentre os diferentes itens tradicionais que compõem a estrutura de custos de construção encontram se os juros sobre o capital imobilizado para o desenvolvimento da atividade. Eles representam o custo, incorrido pelo empresário, pelo fato de aplicar, num negócio específico, seu capital próprio ou o capital captado de terceiros. No que diz respeito aos juros relativos ao capital aplicado em equipamentos, existem duas alternativas de imputação. Tradicionalmente, eles são imputados diretamente no cálculo do custo horário do equipamento. Outra forma de fazê-lo, seria computar seu valor agregado ao resultado da operação global, ou seja, remetê-los ao LDI. Embora a forma tradicional de cálculo apresente algumas vantagens, dentre as quais a principal é a maneira simples como se efetua seu cálculo, optou-se a, daqui por diante, por incluir essa parcela de custo no LDI, ou seja, a margem de lucro prevista é que deve remunerar o custo do capital investido em equipamento de construção. n = Vida útil HTA = Quantidade de horas trabalhadas por ano

, em que

50

Cabe lembrar que, considerar os custos do capital aplicado, como remuneração deste fator de produção, não significa que se deva computá-los aos níveis de juros de mercado na ponta da captação. O critério justo seria de remunerá-lo pelo seu custo de oportunidade, ou seja, pelo nível médio de rendimento que este capital poderia obter, em condições semelhantes de risco. Como, entretanto, seria extremamente difícil definir o que poderia ser considerada uma condição semelhante de risco, pode-se tomar como referência as opções de baixo risco apresentadas pelo mercado, que compensam taxas mais baixas com a segurança da aplicação. Encontram-se neste caso as aplicações em Cadernetas de Poupança, cujo rendimento se dá à taxa nominal de TR+ 6% ao ano; em que a TR entra como componente inflacionária e os 6% como rendimento real. Como os custos rodoviários são calculados mensalmente, seus valores já embutem o efeito inflacionário. Assim sendo a aplicação simples da taxa de i = 6 % a.a. sobre base permanentemente reajustada estaria, na realidade, promovendo a remuneração mencionada. A taxa de juros assinalada deveria incidir sobre o valor médio do investimento em equipamento, durante sua vida útil, que é fornecido pela expressão Im = [(n+1) x VA] / 2n; obtendo-se a valor horário dos juros pela fórmula: Im . i Jh = ; HTA em que todos os símbolos já foram identificados. As indicações aqui fornecidas servem como orientação para que se possa ter idéia do montante de juros contidos nos custos horários de equipamentos, lembrando, entretanto, que tal parcela não é calculada nem computada explicitamente, pois fica embutida na margem do LDI. e) Seguros e Impostos Para complementar os custos de propriedade, resta considerar os custos oriundos de impostos e seguros. Regra geral, devido ao alto custo envolvido, os grandes frotistas de equipamentos não fazem seguro de todos seus equipamentos em companhias seguradoras, a não ser em casos especiais. Eles próprios bancam os riscos, representados principalmente por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte são raros. Já com relação aos veículos o procedimento é distinto. A porcentagem dos que são segurados tende a crescer, mas é muito variável de empresa para empresa. Este Manual considera, a título de Seguros e Impostos, somente o IPVA e o Seguro Obrigatório necessário para a regularização do veículo. O IPVA, (Imposto de Propriedade de Veículos Auto Motores), imposto estadual relativo a licenciamento de veículos, varia com a idade do mesmo, segundo regras próprias para cada Estado, além do Seguro Obrigatório, ligado a ele, seriam os únicos valores a serem considerados nessa rubrica, totalizando incidência total de 2,5% sobre o investimento médio em veículos. Seu valor é calculado pela aplicação da seguinte fórmula: (n + 1) . Vo x 0,025 , onde: 2n . HTA = custo horário relativo a Impostos e Seguros (somente para os veículos) = valor de aquisição do veículo = quantidade de horas de trabalho por ano = vida útil = taxa média sugerida. IS =

IS Vo HTA n 0,025

Obs: O caminhão fora de estrada não é considerado veículo normal para emplacamento, e portanto não está sujeito ao IPVA.
51

. de valores de custos. até então. constituindo-se.2.Janeiro de 1996 e FIAT-HITACHI a) Reparos em geral Caterpillar Esta fornece valores médios horários.Mão de obra de manutenção diária e periódica. Komatsu e FiatHITACHI. foram calculados valores esperados de manutenção. e que não foram considerados os seguintes custos: . assim como o do SICRO2. Com a finalidade de se comparar os custos utilizados pelo SICRO2 com os estimados pelos fabricantes. influem grandemente nestes valores. Informa . material rodante ou pneus e materiais especiais de desgaste. Admite-se. portanto. incluem materiais e mão de obra necessários para execução dos reparos em geral. a serem feitos nas primeiras 10. observando que para utilização em outros países.000 h de serviço. com o preço das peças retirados da lista de preços ao Consumidor nos EUA. Caterpillar.Outubro de 1995. que considerou a mão de obra necessária para efetuar os reparos ao preço total de US$ 40. os cuidados do operador e a estrutura de manutenção que assiste o equipamento. Esta revisão teve como referência os procedimentos utilizados pelos fabricantes dos equipamentos para estimar os custos de manutenção. como premissa dos cálculos de custo. da mesma categoria. onde A elaboração do presente Manual de Custos do DNIT comportou profunda revisão dos Coeficientes de Manutenção que vinham sendo utilizados. devido às influências diferentes que as condições de trabalho podem trazer para cada uma delas. . 52 . também. às vezes preferem estimar os custos de cada parcelas separadamente. apresentam-se informações relativas a custos de manutenção fornecidas pelos fabricantes acima relacionados e que tiveram por fonte seus respectivos Manuais. achamse descritas as condições para as quais tais custos são válidos. calculados por três fabricantes. Os fabricantes.Edição 26 . Neles. Os custos de manutenção. Para estes. portanto. ferramentas e salários dos mecânicos). que o equipamento será operado razoavelmente e terá bom atendimento para sua manutenção. entretanto. . de acordo com os métodos preconizados pelos fabricantes. e que as condições do local de operação. pelo SICRO2. é necessário fazer os devidos acréscimos.4. Nos itens a seguir.Material e suprimentos para manutenção diária e periódica. Todos afirmam estar diante de uma grande variedade de aplicações e.Edition 17 .Custo de quilometragem do carro de socorro manutenção.2 Custos de Manutenção Os custos horários de manutenção utilizados pelo SICRO2 são obtidos através da expressão: V0 x K M= H M = custo horário da manutenção (R$/h) V0 = valor de aquisição do equipamento (R$) H = vida útil em horas K = Coeficiente de Manutenção.“Manual de Produção” . onde as taxas de importação e outra despesas afetam consideravelmente seus preços. As fontes consultadas foram: CATERPILLAR KOMATSU . .Janeiro de 1994 .3.00 / h (inclui as despesas gerais de oficina.“Performance Handbook” . em valores que não podem ser utilizados indiscriminadamente. para equipamentos de suas respectivas linhas.“Specification and Application Handbook” . que funcionam como reserva para os reparos previstos. foram considerados os nove tipos de equipamentos utilizados na revisão do conceito de vida útil.

00 6.3 Challenger 35 Challenger 45 Challenger 65C Challenger 70C Challenger 75C Challenger 80C Challenger 85C* * Dados insuficientes MOTONIVELADORAS $2.000 horas 1.00 10.00 16.Despesas de viagem de mecânico para a oficina e vice versa.000 horas 1.00 10.00 8. e o valor obtido deve ser considerado como o valor médio a ser utilizado desde a primeira hora da máquina.00 14.000 horas 1.00 20.000 h.00 4. o valor médio sugerido deve ser multiplicado por um fator de extensão.000 horas 1.Custo de efetuar análises técnicas ou a análise programada do óleo.00 8.0 D8 a D11 – Peças: 70% 0 a 15.00 6.000 horas 1. Para o caso de se prever utilização maior que 10.000 horas 1.00 120H 135H 12H 140H 143H Distribuição de Custos Peças: 55% Mão-de-obra: 45% Fatores de Extensão da Vida Útil 0 a 10. .21 160H 163H 14H 16H Inclui motoniveladora básica com cabina ROPS 53 .00 10.00 12.00 D3C/D4C D5C D4H D5H D6H D7H D8N D9R D10N D11N $2.00 Distribuição de Custos Fatores de Extensão D3 a D7 – Peças: 60% da Vida Útil Mão-de-obra: 40% 0 a 10.00 4.1 Mão-de-obra: 30% 0 a 20. Custos de Propriedade e Operação TRATORES DE ESTEIRAS $2.00 0 a 15..00 4.00 6.06 0 a 20.00 8.00 18.

00 14.000 horas 1. 00 (1.06 1.00 20.21 Tandem e Autocarregável 1.06 0 a 20.00 26.00 10.03 para Push-Pull) 1.08 1.000 horas 1.00 16.00 12.00 8.21 1.MOTO-ESCRÊIPERES $4.00 6.00 24.00 1.00 18.00 22.000 horas 1.00 0 a 15.24 Inclui trator de rodas básico equipado com escrêiper padrão 54 .00 613C Série II 615C Série II 621F 623F 627F 631E Série II 633E 637E Série II 651E 657E Distribuição de Custos Peças: Mão-de-obra: 55% 45% Fatores de Extensão da Vida Útil Período Um só motor 0 a 10.

Dados insuficientes 30.Dados insuficientes $0.00 10.30 994 Peças: 75% Mão-de-obra: 25% Inclui pá-carregadeira básica.00 28.00 8.00 Distribuição de Custos Peças: 50% Mão-de-obra: 50% 5130 y 5230 Peças: 75% Mão-de-obra: 25% Fatores de Extensão da Vida Útil (Não disponível) 307 311 312 315 M315* M318* 317* 320 322* 325 330* Inclui escavadeira básica equipada com caçamba.00 22. IT28F 930T 938F.00 16.00 12. IT38F 950F Série II 960F 966F Série II 970F 980F Série II * .00 26.00 Mão-de-obra: 40% 0 a 15.00 18. RETROESCAVADEIRAS CARREGADEIRAS 350* 375 5080* 5130* 5230* * .00 32.00 38.00 40. lança de uma peça e braço médio.00 4.00 914G. equipada com cabina ROPS e caçamba para fins gerais (998 e 992 com caçamba para rochas.000 horas 1.00 36.Estimada 55 . tipo pá).00 16.00 6.00 14.00 34.00 924F.Dados insuficientes $2.000 horas 1.00 4. IT24F 928F.00 10.00 416B 426B 428B 436B* 438B* 446B* PÁS-CARREGADEIRAS DE RODAS E CARREGADEIRAS PARA MÚLTIPLAS APLICAÇÕES * .ESCAVADEIRAS $2.000 horas 1.00 20.00 12. $8. Modelo extrator de madeira com cortador-empilhador padrão.00 20.00 6.00 10.00 42.00 998F 990 992D 994* * .00 2.00 24.00 4.10 0 a 20.00 18.00 14.00 8. IT14G* Distribuição de Custos Fatores de Extensão 914G-992 da Vida Útil Peças: 60% 0 a 10.

00 18.00 56.00 - 56.50 8.00 44.00 49.352.00 33.250.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 20.250.00 - Komatsu Esta fornece valores médios. com as mesmas observações feitas pela Caterpillar.720.50 2.O.00 8.3 1.85 10.00 70.08 5.025.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 20.00 41. hidr.00/h.50 39.662.00 13.880.00 30.000.21 1.50 32.800.00 8. de pneus Escav.00 49.950.1 1.00 145. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav. e o quadro dos custos totais correspondentes. PREVISÃO PARA 20.400.600. a seguir.000.400. 56 .640.50 21.50 1.800.00 65. hidr.87 - 1. e utilização de fatores de extensão para utilização prevista acima de 10.00 62.00 46.587.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 15.000. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 60% 60% 70% 55% 55% 60% 60% 50% 50% 40% 40% 30% 45% 45% 40% 40% 50% 50% 3.197.96 4.000.000.06 1.500.3 1. MATERIAIS.3 `1.00 19.00 14.50 3.95 8.200. isto é.160.00 59.O.000.00 7.1 1.1 1.00 27.00 24.40 9.750.000.025.95 4.00 20.200.3 - 4. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 14.670. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras “motoscraper” Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.00 78.O.3 1.00 - 35.00 39.50 4.21 1.480. englobando reparos gerais e material rodante.440. MATERIAIS.00 20. MATERIAIS PREVISÃO PARA 15.00 - 23.00 33.00 14.700. de pneus Escav.1 1.000 h M. necessidade de acréscimos para utilização de peças importadas. o quadro dos custos horários estimados pela Caterpillar para os equipamentos focalizados.00 51.70 - 1.00 24. mão de obra de reparos ao preço total de US$ 40.320.050.00 34.45 4.550.00 - 37.00 99.68 5.780.600.500.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 15.000 h PEÇAS M.Apresenta-se.000.00 29.21 - CATERPILLAR CUSTOS TOTAIS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw PREVISÃO PARA 10.00 - 21.000 h M. CATERPILLAR CUSTOS HORÁRIOS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS ATÉ 10.750.000 h.400.77 3.50 32.80 7.3 1.00 92.1 - 3.600.1 1.29 6.500.00 53.000 h M.760.63 5.000.60 4.06 1.30 5.O.00 81.00 52.00 1.

57 57 .

58 .

1 0 – 20.WHEEL LOADERS Extended-life Multipliers 0 – 10.000 1.000 1.00 20.00 10.0 0 – 15.00 15.3 Cost Distribution (%) (US$/h) 0 5.00 Parts Labor 0 20 40 60 80 100 WA120 CLASS WA180 CLASS WA250 CLASS WA320 CLASS WA380 CLASS WA420 CLASS WA470 CLASS WA500 WA600 WA700 WA800 59 .000 hours 1.

KOMATSU CUSTOS HORÁRIOS PARA REPAROS EM GERAL US$ TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 10. Faz o cálculo do custo horário dos reparos a partir do valor da máquina exclusivamente.80 1.00 5.000.20 2.00 120.1 1. .00 40.05 20.Total de horas previstas para sua utilização (fator de extensão). . pneus e peças especiais de desgaste.36 KOMATSU CUSTOS TOTAIS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL (US$) (Inclui o material rodante das máquinas de esteiras) TIPO DE EQUIPAMENTO POT kw PREVISÃO PARA 10.00 41.Em seguida.00 30.00 221.200. de pneus Escav.00 3. .00 33.00 20.00 99.500.00 156.2 7.500. se tratar-se de equipamento com pneus.40 2. é dividido por 10.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 15.1 1.000.00 46.00 49.1 1.000.00 78. apresenta-se quadro dos custos horários estimados pela Komatsu para os equipamentos focalizados e.000 h PEÇAS M.00 66. .00 264.2 1.00 140.90 5.000. 60 .000 h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escavadeira de pneus Escavadeira hidráulica de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 60. que são definidos em função das seguintes informações: . isto é.000.hidr.00 50.600.35 17.000.00 48.Tipo de manutenção.1 1. assim considerado. .1 1.1 1.50 3. o quadro dos custos totais correspondentes.3 1.000.40 3.00 104.000.30 4. subtraindo o custo dos pneus.00 8.000 h PREVISÃO PARA 20.00 4.50 16.000.000 h FATOR DE EXTENSÃO ATÉ 20. custos de reparos gerais separadamente dos de material rodante.Organização do serviço.3 1.1 1. . também. Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.00 28.000.000.Tipo de atividade. .000.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 15.000.00 2.000.00 Fiat-Hitachi Esta considera.O.00 82.3 1.000 h e o resultado multiplicado por fatores.O valor de aquisição.08 1.00 160.60 5.3 1.3 1. como a Caterpillar.20 3.000.de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 - - 6.250.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL ATÉ 2.000.00 3.80 6.Temperatura do local de trabalho.Vida Útil em anos.80 11.000.000. .2 1.Condições de trabalho (relativas ao material).1 6.Qualidade do operador.60 9.000 h PREVISÃO PARA 15.00 2.00 85.Tipo de equipamento..00 67.200.

3 Carregadeira de pneus acima de 2.1 a 0.0 Anos previstos para uso do equipamento Muito quente acima de 35o C Quente 25 a 35 o C Normal 5 a 25o C Frio .8 0.6 0.3 2.8 0.0 Tipo de atividade Exploração de minas ou grande obra Obra média Empreiteiro de obra pequena Aluguel para outros Fator 0.0 1.8m3 Escavadeira hidráulica acima 60t Escavadeira hidráulica de 25 a 60 t Escavadeira hidráulica até 25t Obs: Quando utilizada com quebrador hidráulico adicionar 0.0 1.8 1.0 1.3 61 . adicionar 0.5 0.9 1.6 0.2 Motoscraper Motoniveladora Fator 0.A variação dos fatores é mostrada nos quadros seguintes: Tipo de equipamento Trator de esteira acima de 400 HP Trator de esteira de 200 a 400 HP Trator de esteiras até 200 HP Obs: Quando utilizado com escarificador.4 0.4 0.8 1.5 0.8 1.3 0.3 Organização de serviço Excelente Bom Médio Fraco Fator 0.3 Horas previstas para uso do Equipamento 2000 4000 6000 8000 10000 12000 16000 20000 Fator 0.3 0.5 Condições de manutenção Excelente Bom Médio Fraco Nenhum Fator 0.20 a 5o C Muito frio abaixo de 20o C Fator 1.0 1.8 1.5 0.0 1.3 1.0 1.8m3 Carregadeira de pneus até 2.5 0.5 0.7 0.8 Anos previstos para uso do equipamento 2 4 6 8 10 15 Fator 0.1 1.7 0.2 1.7 0.5 2.6 0.3 0.6 0.

18 2. FIAT-HITACHI CUSTOS HORÁRIOS ESTIMADOS PARA REPAROS EM GERAL TIPO DE EQUIPAMENTO POT Kw VALOR AQUISIÇÃO R$ FATOR PARA 10.86 11. permitiu a construção do quadro a seguir. com condições boas de manutenção.00 128.212 0.46 1.778 0.36 1.93 16. supondo que este deve ser bem operado.32 1.5 No quadro a seguir.000.303 0.46 0.456.8 0.610.163.000 h FATOR PARA 20.283 0.0 1.212 0.00 6.60 444.393.518 0.00 0.8 1.8 0.40 18. e para situações médias de trabalho quanto ao material.68 8.000 h FATOR PARA 15.389 0. não influem no resultado.9 1.07 4.19 5.62 4.43 4.495 0.24 Resumo dos Custos de Manutenção Estimados pelos Fabricantes Os custos horários de manutenção dos tipos de equipamentos considerados na amostragem..648 0.114 0.9 1.518 0.00 168.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 15.377 0.41 2.190 0.0 1.2 1. calculados segundo os métodos preconizados por cada um dos fabricantes examinados.0 Turnos de trabalho por dia Fator Leve Média Pesada 1 turno até 5 h 1 turno entre 6 e 9 h 2 ou 3 turnos por dia 0.Qualidade do Operador Excepcional Bom Médio Fraco Fator 0.354 0.80 166. Os outros fatores são supostos iguais a 1.04 10.907 0.266 0.5 0.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 10.00 1. para os equipamentos incluídos na amostra.000.8 Qualidade do Equipamento Boa Média Pobre Fator 0. elaborado pelo método FIATHITACHI.037 0.414.303 0.96 9.94 2.9 1.56 20.11 6. portanto .389 0.907 10.30 54.90 15. apresenta-se estimativa do custo de manutenção.-hidr. de pneus Escav.60 395 000.000 h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus Retro-escav.2 Condições de trabalho do material Leve Médio Pesado Ultra Pesado Fator 0. onde estes valores podem ser facilmente comparados: 62 .30 102.73 3.266 3. vida útil em horas e vida útil anos.76 34.90 207.037 1.464.64 8.227 0.495 5.152 0.114 0. considerando a variação dos fatores relativos ao tipo de equipamento.518 0.46 5.000 h CUSTO HORÁRIO PARA REPAROS VIDA ÚTIL 20. de esteiras 60 104 228 246 93 78 127 57 90 105.

29 6. e problemas com ferragens e retenção dos pinos e das buchas. ESTIMADOS PELOS FABRICANTES VIDA ÚTIL 10. particularmente.96 9.RESUMO DOS CUSTOS HORÁRIOS DE REPAROS EM GERAL. rachadura.70 6.96 4. Pneus e Itens Especiais de Desgaste • Material Rodante A Caterpillar e a Fiat-Hitachi preferem calcular.60 5. não penetráveis. ◊ Médio: superfícies parcialmente penetráveis e impactos de 75-150 mm de altura ◊ Baixo: superfícies completamente penetráveis. os custos estimados para o material rodante.20 5.50 2.00 1.08 8. com elevada proporção de areia dura.00 6.36 15.95 8.36 1.50 16.68 5. os custos de manutenção do material rodante. empenamento. a topografia (trabalhos a meia encosta ou em terrenos inclinados aumentam o desgaste nos lados inferiores dos componentes).68 4.refere-se. grãos angulares ou em ponta.60 4. O acúmulo de terra nos dentes da roda motriz. b) Material Rodante.21 7. com impacto de 150 mm de altura ou mais. ao efeito do material existente na superfície do terreno. independentemente dos custos básicos do equipamento. com baixa proporção de partículas duras.90 5.000 h TIPO DE EQUIPAMENTO POT kW CATERPILLA R R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITACHI R$ / h VIDA ÚTIL 15. proporcionando apoio total à sapata b) Abrasão . A Caterpillar e a Fiat-Hitachi não incluem o material rodante.95 4.07 4.00 2. grãos angulares ou em ponta.refere-se.18 2. Eles podem representar importante parcela dos custos de manutenção de máquinas de esteiras.90 2.40 18. etc. ao efeito das condições do terreno sobre os componentes estruturais da esteira da máquina.87 6. ou seja. particularmente.704.00 4.85 10.19 5.50 3. mesmo não sendo abrasiva.41 2.000 h CATERPILLA R R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITACHI R$ / h VIDA ÚTIL 20.24 Escavadeira Hidráulica 90 Obs.93 16. Os custos com pneus não estão incluídos nos custos de reparos em nenhum caso.00 5. deformação.76 34.00 8. angulares ou pontudas.60 9.35 17.46 3.46 5.20 2.05 20. Níveis de impacto: ◊ Alto: superfícies duras.64 8. Níveis de abrasão: ◊ Alto: solos úmidos saturados.000 h CATERPILLAR R$/h KOMATS U R$ / h FIAT HITAC HI R$ / h Trator de esteiras Trator de esteiras Trator de esteiras Motoscraper Motoniveladora Carregadeira Pneus Carregadeira Pneus Retro-escavadeira 60 104 228 246 93 78 127 57 3. de esmerilhar os componentes da esteira da máquina.40 10.00 3.43 3.80 11.46 1.30 5.94 2.87 3.30 4. ◊ Médio: solos ligeira ou intermitentemente úmidos. Os fabricantes consideram as seguintes condições fundamentais para definir a provável vida útil do material rodante: a) Impacto .40 9. pode causar esforço excessivo para seu funcionamento.80 7. à parte. c) Terreno .40 2.32 3.73 3..08 5.11 6.50 4. e podem variar. Substancias químicas corrosivas podem afetar 63 .00 1.80 4.50 8.00 7. com baixa proporção de areia dura.50 1.50 3.04 10. para os equipamentos de esteiras.00 3.45 4. tais como. ◊ Baixa: solos secos ou rocha.80 6.: Os valores da Komatsu incluem.refere-se às outras condições de sua influência.62 4. ou partículas de rocha.63 5.86 11.00 3. certamente devido à sua grande variação em função do tipo de material a ser trabalhado e das condições em que isso acontece.56 20. ou partículas de lascas de pedra.

0 2. D5LGP.3 5.os índices de desgaste das esteiras. em US$.0 8. D4LG8. D4TSK. O fator básico corrigido pelas condições de trabalho.1 0. 578. d) Operação . E a temperatura pode exercer sua influência.5 0. 963B.3 0. de alto impacto. 571. 5080 D6. D5C (todos). curvas fechadas. dá o valor horário da despesa com o material rodante.7 3.uma boa manutenção consiste em observar a tensão correta das esteiras. sua limpeza diária quando o material abranger materiais adesivos. etc. com escória quente e solos congelados representando os extremos. correções constantes de direção e permissão da patinagem das esteiras. 317. 589.5 12.2 CATERPILLAR FATORES DE CORREÇÃO ALTO MÉDIO BAIXO IMPACTO I 0. com fator Z médio. 933 (todos).5 Custo horário do material rodante = 12 (0. D4C (todos).4 3. D7 x R 375. enquanto a Fiat-Hitachi considera um fator para cada condição.2 Exemplo: Calcular o custo horário de um trator de esteiras modelo D-10N trabalhando em material não abrasivo.0 0. 939 325 315.0 0. 322 D4SR 307. D6XL e D6 x R 350 D5. D7LGP D7.0 9. D5 x L.2 0. abrasão e fator Z. e que é corrigido pelos fatores de correção definidos para as condições de impacto.4 6. CATERPILLAR FATORES BÁSICOS DO MATERIAL RODANTE MODELO DO EQUIPAMENTO D11N D10N D9R D8N 973.1 ABRASÃO A 0. Cálculo do Custos com Material Rodante Caterpillar: é feito através de tabela que fornece um fator básico para cada equipamento.5) = 12 x 0. D658.3 0. juntamente com a avaliação periódica do desgaste e a atenção aos serviços recomendados. 572.4 0. (d).0 6. 312 FATOR BÁSICO 17. e) Manutenção .5 8. Fator básico Fatores I A Z 12.2 5. tais como operação em velocidade alta (especialmente em marcha-ré). D5TSK 330 D3C (todos).5 9.0 4. A Caterpillar considera as condições (c).5 2. 953B.2 0. 311. D6LGP.9 = US$ 10. e (e) como um fator Z do meio ambiente em que a máquina trabalha.80 / h 64 .3 + 0.1 + 0.1 FATOR Z 1. 320.4 3.alguns hábitos dos operadores podem aumentar o desgaste e o custo das esteiras.

abrasão média. cujo valor é dividido por 1000.4 0.= $ 3.000 x 1.000 65 .8 0. abrasão.25 -----------------------------------.20% 3.2 0.2 1.2 0.: Para o tipo de esteiras LGP (Low Ground Pressure).00% 2.8 0.55% 2.4 0. sabendo-se que irá trabalhar em material argiloso. FIAT-HITACHI ÍNDICES BÁSICOS DO MATERIAL RODANTE (Undercarriage Basic Index .10% 1.1 ABRASÃO 0. manutenção e operador.85% 1. sua equipe de manutenção é boa e sua operação é mediana.40% 1.UBI) TIPO DE EQUIPAMENTO DE ESTEIRAS FD-30C (Trator de esteiras 257 kw) FD-20 (Trator de esteiras 169 kw) FD-175 (Trator de esteiras 123 kw) FD-145 (Trator de esteiras 93 kw) FL-20 (carregadeira de esteiras) FL-175 (carregadeira de esteiras 125 kw) FL-145 (carregadeira de esteiras 94 kw) FL-55 (carregadeira de esteiras 37 kw) FH-400 (escavadeira 213 kw) FH-300 (escavadeira 149 kw) FH-220 (escavadeira 116 kw) FH-200 (escavadeira 93 kw) FH-150 (escavadeira 71 kw) FH-130 (escavadeira 63 kw) ÍNDICE BÁSICO 1. de baixo impacto.70% 3.55% x 90. versão LGP.45% 1.1 Exemplo: Calcular o custo horário estimado de um trator de esteiras.65% 2.1 0. modelo FD175.05% Obs.4 0.6 0.55% 0. expresso em porcentagem do preço do equipamento novo.Fiat-Hitachi: o cálculo dos custos com o material rodante é feito pela através da tabela que fornece um índice.4 0.4 0.2 x 1.4 0.44 / h 1.95% 2.65% 2.2 0.000. FATORES CONDICIONANTES DO MATERIAL RODANTE ITENS ALTO MÉDIO BAIXO IMPACTO 0.00% 2.2 TERRENO MANUTENÇÃO 0.00. e que é corrigido pelos fatores definidos para as condições de impacto.4 0.2 2.20% 2. adicionar 25% ao custo horário calculado. O preço do equipamento é de $ 90. condições de terreno.1 0. mas em área com algumas inclinações.1 OPERADOR 0. Fatores Condicionantes Impacto Abrasão Terreno Manutenção Operação Soma ÍNDICE BÁSICO DA TABELA 2.

• Pneus Os pneus representam parte importante do custo horário de qualquer máquina que os utiliza.000 500 a 1.500 3. das curvas e rampas existentes em seu caminho. propulsora). em horas: 66 .000 1.500 a 2.000 3. condições médias são aquelas em que existe o desgaste normal de alguns pneus.VUpn .000 1.000 6. ou à utilização de pneus especiais.000 3. Elas solicitam que os seus representantes sejam contactados para aconselhar a maneira mais econômica de conduzir esses serviços Em linhas gerais.000 a 5. dentes de caçamba.500 a 3. e dos cuidados empregados na sua manutenção.000 1.000 Fiat Caterpillar Komatsu Fiat Caterpillar Komatsu Fiat Hitachi Hitachi Hitachi 4. geralmente devido a cortes causados por pedras.000 3. a orientação sobre eles é a seguinte. e são apresentados para os pneus comumente fabricados para a operação em máquinas de construção. Sua vida útil depende das condições da superfície onde trafega. onde N = Número de pneus da máquina Pu = Preço unitário do pneu VUeq = Vida útil do equipamento VUpn = Vida útil do pneu • Itens Especiais de Desgaste Representam os gastos com cantos de lâmina.000 a 4.500 O custo horário relativo a pneus é calculado pela fórmula: N x Pu Custo Horário = VUpn x VUeq VUeq . das cargas (recomendada ou com sobrecarga) que transporta. da posição em que se encontra (roda traseira.000 3. para a estimativa de suas vidas. Os valores apresentados para a vida útil dos pneus são baseados em condições de operação leves. devido à abrasão.000 1. CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS PNEUS (VIDA ÚTIL EM HORAS) TIPO DE EQUIPAMENTO LEVE Caterpillar Komatsu MÉDIO PESADO Motoscraper Carregadeira de pneus Motoniveladora 3. médias e pesadas.000 a 6. devido à grande variação de consumo em função do material a ser trabalhado e das condições em que o serviço será realizado.000 3.000 a 2. enquanto outros falham prematuramente devido a cortes e rasgos causados por pedras e perfurações irreparáveis e condições pesadas são aquelas em que é mínimo o número de pneus com desgaste total da banda de rodagem antes de ser descartado.000 1. ao final de sua vida.000 1.000 2.000 3. da velocidade máxima utilizada.000 500 a 1.000 3.000 1. bordas cortantes. Condições leves de trabalho são aquelas em que quase todos os pneus apresentam.000 4. dianteira.000 500 a 2. revestimento de escarificadores. etc. desgaste normal em toda a banda de rodagem.000 3. A Caterpillar. a Komatsu e a Fiat-Hitachi consideram separadamente essa parcela. sem levar em consideração possível aumento de vida devido à recauchutagem.

000 500 100 200 1.000 1.500 300 800 100 300 1.500 4.00 cada •Pontas: = 250 3 a US$ 55. supondo-se que irá trabalhar cerca de 20% do tempo total de operação do trator com o ripper.000 1.000 PESADA 15 a 50 1.000 2.VIDA ÚTIL PREVISTA EM HORAS ITEM ESPECIAL DE DESGASTE LEVE Trator de Esteiras Ripper pontas (unhas) Porta .42 + 0.000 150 a 300 1.500 a 5.000 1.500 150 a 300 3. e a vida útil estimada da ponta é de 50 horas e a vida útil estimada da borda cortante é de 500 h.000 a 10.22/h = US$ 0.000 2.42 / h 67 .00 cada •Protetores de porta pontas = 750 US$ 125 •Bordas cortantes: = 500 •Total = 0.000 2.000 500 1.89 / h = US$ 0.000 1.000 500 15 a 50 1.22 + 0.500 a 2.000 200 100 Exemplo: Calcular o custo horário total de itens especiais de desgaste para um trator de esteiras equipado com um ripper de 3 porta-pontas e um “bulldozer” reto.000 450 a 1.pontas Revestimento protetor do porta pontas Trator de esteiras Cantos de Lâmina Lâmina Carregadeira Dente de caçamba lateral Dente de caçamba central Bordas cortantes Motoscraper Bordas Cortantes Motoniveladoras Dente do Escarificador Bordas cortantes Escavadeiras Lâmina Dentes de caçamba 150 a 300 7.000 50 a 150 2.25/h = US$ 0.25 = US$ 0.20 •Vida útil do revestimento protetor do porta-pontas = 3 x 250 = 750 h de operação do trator •Vida útil da borda cortante = 500 h de operação do trator 3 a US$ 35.000 1.500 a 2.000 1.000 CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO MÉDIA 50 a 150 3. 50 •Vida útil da ponta: = = 250 h de operação do trator 0.

80 0.80 0.60 0.50 0.70 0.80 .70 0.00 0.30 0.50 0.70 0.70 0.80 0.balizador Fábrica de pré-moldados .80 0.90 0.50 0.80 0. Equip.50 0.80 0.c) Custos de Manutenção Para os Demais Equipamentos Os equipamentos que foram estudados formam um grupo importante na obtenção dos custos dos serviços rodoviários.60 0.60 0. de LARC (Microflex) c/ cav.50 0.50 0. para a produção do serviço. Rolo tandem estático Rolo tandem vibratório Seladora de juntas Serra de juntas Serra circular Serra de disco diamantada para junta Soquete vibratório Talha de guincho Tanque de estocagem de asfalto Texturizadora e lançadora c/estação meteorológica Transformador de solda Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200 kW Tratores de esteira até 200 kW Tripé / Sonda com motor Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Veículo leve “Pick-up” ( caminhonete) Coef.90 0.70 0.80 0.80 0.60 0.70 0.80 0.80 0. Para a maioria dos equipamentos.50 0.90 0.90 0.80 0.80 0.00 0.90 0.70 0.70 0.90 0.guarda -corpo Fábrica de pré-moldados para pavimentação Fábrica de tubos de concreto Fresadora Furadeira elétrica de impacto Fusor Gerica Grade de disco Coef.70 0.90 0.50 0.mourão Fábrica de pré-moldados .70 1. é possível estabelecer parâmetros de custo de manutenção para outros equipamentos.50 0.60 0. levando em consideração a relação que deve existir entre sua vida útil e o coeficiente K.50 0. K 0.60 1.50 0.70 0. a vida útil deve ser considerada entorno de 10 000h.70 0. distribuidor de lama asfáltica em caminhão Equipamento para hidrosemeadura Escavadeira hidráulica Esmerilhadeira de disco Espalhadora de concreto Estabilizadora e recicladora a frio Fábrica de pré-moldados . distr.90 0.70 0.80 0.60 0.50 0.80 0.70 0. mec.50 0.70 0. e o coeficiente K representa a necessidade de maior ou menor custo de manutenção.60 0.50 0.70 0.70 0.70 0.80 0.80 0.80 0.70 1.70 0.70 0.80 0.90 0. A tabela adiante apresentada mostra os novos valores de K adotados pelo SICRO2: TIPO DE EQUIPAMENTO Acabadora de concreto com forma deslizante Aplicador de material termoplástico por extrusão Aquecedor de fluido térmico Bate estacas de gravidade Betoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria Caminhão tanque Campânula de ar comprimido Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus c/ vassoura Carrinho de mão Cavalo-mecânico com reboque Central de concreto Chata 25m3 com rebocador Compressor de ar Compressor de ar para pintura com filtro Conjunto de britagem Conjunto moto bomba Distribuidor de agregados autopropulsor Distribuidor de agregados rebocável Distribuidor de asfalto em caminhão Draga de sucção para extração de areia Equip.00 0.80 0.80 0. Com base nesse estudo. K 0.60 68 TIPO DE EQUIPAMENTO Máquina universal para corte de chapa Martelete rompedor 28 a 33kg Martelo perfurador rompedor Microtrator com roçadeira Moto-serra Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira “Crawler-drill” Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Prensa excêntrica Régua vibratória Retroescavadeira Roçadeira em trator de pneus Roçadeira em micro-trator Roçadeira mecânica Rolo compactador autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador estático de pneus Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro auto-vib.80 0.80 0.90 0.80 0.80 0.

em torno de 160°C.35 Pneus 4. • Caminhões Os caminhões têm sua vida útil estimada.02 7.80 para os demais veículos.11 Total 6. é necessário fazer.14 6. as seguintes observações: • Instalações industriais As instalações industriais. geralmente.50 Veículo leves . em 10 000 h .60 Vibrador para concreto de imersão 0. K 0.90 Vibro-acabadora de asfalto 0.90 Para instalações industriais e caminhões. seus custos não estão incluídos no valor do coeficiente K.03 Pneus 1. Custo Horário de Manutenção (R$/h) Itens Concessionária SICRO2 Reparos 2. em 15 000 h. As usinas de asfalto a quente. mais comuns.80 0. porta-dentes e seu apoio. O SICRO2 considera o coeficiente K = 0. que fornece os seguintes valores para o caminhão basculante de 5m³: Custo Horário de Manutenção (R$/h) Itens Revista M&T SICRO2 Reparos 5. Estes equipamentos. que trabalham na temperatura ambiente. com 3° eixo. e suas respectivas peças desgaste de alto consumo. • Nas fresadoras a frio: dentes de corte. Máquina para pintura de faixa a quente Coef.13 Cabe ainda observar.67 Total 7. geralmente.80 Coef. mas são computados diretamente nas composições.50 0. Sua vida útil é estimada. devido ao trabalho em alta temperatura.92 Outras comparações foram feitas com dados obtidos da publicação especializada “Revista M&T”.50 0. ainda. (valores de julho de 1996). como materiais de consumo. usinas de asfalto a quente.automóvel até 100hp 0. usinas de solos e usinas de prémisturado a frio. são: • Nos conjuntos de britagem: mandíbulas e revestimento de britadores. A adequação destes coeficientes foi confirmada pela comparação do valor obtido em concessionária autorizada pelo fabricante para o custo horário de manutenção do caminhão basculante Mercedes Benz LK1618/42. TIPO DE EQUIPAMENTO K 0.90 para caminhões basculantes e cavalos-mecânicos e K = 0.80 0.TIPO DE EQUIPAMENTO Grupo gerador Guilhotina Jateadora de areia Lixadeira Máquina p/pintura demarcação de faixas autopr. que existem equipamentos com grande consumo de peças especiais de desgaste e. por isso. 69 . têm custo de manutenção maior que as usinas de solos ou pré-misturado a frio. com o que resulta da aplicação da metodologia do SICRO2 para caminhão basculante de 15t. encontradas em canteiros de obras rodoviárias são: conjuntos de britagem.

4.1 15.14 0. punhos e coroas. luvas.4 9.12 13.09 0.0 17.3 Custos de Operação a) Combustível Os fabricantes fornecem índices de consumo horário de combustível para três condições de carga do motor: baixo.12 0.0 10.09 0.19 0.12 0.21 0.18 0.0 18.5 15.23 0. (kw) CONSUMO DE COMBUSTÍVEL ESTIMADO EM l/h e (l/h/Kw) l/h BAIXO l/h/Kw l/h MÉDIO l/h/Kw l/h ALTO l/h/Kw Trator de esteiras D-4E Caterpillar Trator de esteira D-37E-5 Komatsu MÉDIA Trator de esteira D-6-D Caterpillar Trator de esteiras D-60 e 8E Komatsu Trator de esteiras FD-175 MÉDIA Trator de esteiras D-8N Trator de esteiras D155AX-3 Trator de esteiras FD-20 MÉDIA Motoscraper 621F Caterpillar MÉDIA Motoniveladora 120 HGT Motoniveladora GD-510 R-1 Komatsu Motoniveladora FG75A Fiat-Hitachi MÉDIA Carregadeira de pneus 930T Caterpillar Carregadeira de pneus 180-3 Komatsu Carregadeira de pneus FR-100 S MÉDIA Carregadeira de pneus 950F Caterpillar Carregadeira de pneus WA 320-3 Komatsu Carregadeira de pneus FR-160 MÉDIA Retro-escavadeira 416B Caterpillar Retro-escavadeira PC-100 Komatsu MÉDIA Escavadeira 320 Caterpillar Escavadeira PC-200-6 Komatsu Escavadeira FH-350 S MÉDIA 60 60 104 123 123 7.12 0.5 8.12 0. • Nas perfuratrizes sobre esteiras: hastes.13 0.0 36.15 0.21 0.18 0.0 14.12 0.12 0.12 0.0 9.10 0.5 20.5 45.5 0.5 20.17 0.5 10.2 7.5 6.5 0.8 23.4 96 99 93 10.0 34.0 19.2.13 0. mostram .14 0.3 9.16 0.15 0.17 0.15 212 225 169 25.16 0.5 44.21 0.5 10.12 0.14 0.1 10.3 9. TIPO DE EQUIPAMENTO POT.5 25. • Nas perfuratrizes manuais: brocas. para os tipos de equipamentos selecionados.09 0.9 93 93 103 12.17 0.5 13.5 15.14 0.3 13.11 0.22 0. médio e alto.21 0.17 0.5 70 .0 14.18 0.22 0.21 0.15 0.10 0.8 15.16 0.10 11.14 0.13 0.0 11.20 0.21 0.11 0.16 `0.11 0.11 0.0 10.5 0.19 0.22 0.5 78 82 86 8.14 0.16 0.0 18.19 0.0 18.08 0.22 0.5 11.3 7.9 20.10 0.0 127 121 139 13.3.2 11.16 0.14 0.0 13.12 0.3 5.18 0.0 12.5 55 59 6.16 0.0 `16.19 0.5 295 35.5 25.3 18.20 0.se os valores estimados pelos fabricantes.22 0.0 20.0 20.20 0.0 19.5 13.5 26.22 0.19 0.23 0.11 0.2 64.0 22.16 0.5 14.5 25.11 0.22 0.4 50.16 0.16 0.5 13. No quadro a seguir.13 0.10 0.16 0.• Nas estabilizadoras e recicladoras: bits e porta-bits.5 26.11 0.16 0.0 9.20 0.14 0.17 0.12 0.11 0.5 33.15 0.7 14.10 0.10 0.13 0.12 0.07 0.16 0.

Tempo Operação constante. um trator de esteiras 71 .20 l/kw/h Demais equipamentos a gasolina 0. Isso porque. Motoscraper Uso médio com longos períodos em Uso típico em construção de estradas marcha lenta ou rampas favoráveis com baixa resistência ao rolamento e material de fácil carregamento Carregadeira de pneus Serviços gerais leves. às condições leve.24 Compressores de ar. elétricos ou a álcool. transportes ou trabalho no ciclo básico. algumas vezes. em função dos serviços que realizam: Fator de carga Médio Trator de Esteira Tempo considerável em marcha lenta Produção de lâmina.Os consumos horários de combustível por kw são muito variáveis. bate estacas e grupo geradores 0. não corresponde. seus valores médios são considerados apenas estimativa dos fabricantes. manutenção tráfego em estradas. resta observar que a variação de consumo de combustível para as condições de fator de carga baixo. quando se verifica o quadro acima. mas distâncias de considerável em marcha lenta. valores esses que incluem as despesas com lubrificantes s filtros: EQUIPAMENTO SICRO2 l/kw/h Tratores de esteiras. Pouca ou nenhuma marcha lenta ou percursos de marcha-à. Motoniveladora leve. Acabamento. material de base. “motoscrapers” e motoniveladoras 0.20 l/kw/h Equipamento elétricos 0. as taxas de consumo adotadas são as seguintes: EQUIPAMENTO SICRO2 l/kw/h Veículos a gasolina 0. escarificação. carregamento de vai e vem por empuxo e trabalho de lâmina em declives. ou isto não ser possível devido a constante manobras.30 l/kw/h Veículos a álcool 0. ou na sua manutenção.15 Demais equipamentos 0. nota-se que os consumos previstos variam. também. etc. Com base em pesquisas em Manuais de Fabricantes e Revistas Técnicas especializadas. trabalho de Valetamento. Assim. o SICRO2 adotou as seguintes taxas de consumo específico de combustíveis. Entretanto.ré. Os fabricantes fornecem um guia para explicar variações do fator de carga do motor.85 kwh/kw Finalmente.20 Para os equipamentos a gasolina. Manutenção rodoviária média. média e severa que influem na vida útil do equipamento. espalhamento de aterro e de mistura em estrada. Alguma marcha lenta e alguns percursos sem carga. reboque de scrapers ou de percurso sem carga e numerosas operações de carregamento por empuxo. Retro-escavadeira e Escavadeira Hidráulicas Serviços gerais com ciclos Trabalhos gerais com ciclos normais em Trabalhos de produção com ciclos longos intermitentes em aplicações leves e aplicações médias ou com a utilização de ferramentas de fluxo médias contínuo. com freqüentes períodos de marcha lenta Fator de carga Baixo Fator de carga Alto Escarificação contínua. com diminuição sensível da aceleração. escarificação.22 Caminhão e veículos em geral 0. manutenção rodoviária pesada. de cada um dos tipos de equipamento acima. o trabalho que realiza em cada hora poderá exigir maior tempo de aceleração próxima do máximo. Condições contínuas de alta resistência total com ciclos constantes Operação constante no ciclo básico da carregadeira. inversão de marcha ou deslocamento sem carga. médio e alto. conforme o tipo de equipamento.

tem condição de trabalho que é severa para sua estrutura.24128 0.225 0. A determinação de seu valor pode ser referida. do que da aceleração da máquina. mas consumo de combustível que não é alto. que adota as seguintes simplificações.5 = 0. • preço do óleo lubrificante médio igual a 6 vezes o do óleo diesel ou 5 vezes o da gasolina. É como faz o SICRO2. Do mesmo modo.225 l/HP Considerando o preço do combustível como referência. de acordo com a complexidade dos equipamentos em que 72 . porque exige mais da habilidade do operador.gasolina 0.graxa 0. para os motores a óleo diesel. optou-se em considerar para os equipamentos. para considerar os custos de lubrificantes e filtros: • preço médio único para todos os óleos lubrificantes utilizados.óleos lubrificantes 0.180 x 1. • despesa horária com filtros corresponde a 50% da despesa com óleo lubrificante. encontramos os seguintes parâmetros: . ao consumo horário do combustível. • preço unitário da graxa igual ao dobro do óleo lubrificante.total 0.34044 = 0. com precisão razoável. c) Mão-de-Obra de Operação A mão-de-obra de operação.óleo diesel 0.trabalhando com lâmina cheia em material de 1ª categoria.002 l/HP . de 1 a 3% do custo horário total do equipamento. exemplo teórico do procedimento metodológico utilizado para estimativa dos custos de lubrificantes e filtros em função do custo do combustível.0126 . assim.002 l x 6= 0. e portanto.001 x 5 x 2= Transformando em consumo por Kw: Diesel Gasolina 0. na maioria dos casos.002 x 6 x 0. Sejam os seguintes consumos médios: . Assim. a seguir.010 0.001 kg/HP . acréscimo de 20% sobre o custo de combustível. mas de alto consumo de combustível.32842 O SICRO2 adota. foi classificada em diversas categorias. acréscimo de 10%. para sua vida útil.006 .filtros 0. somente um consumo médio de combustível. constituída por motoristas e operadores de equipamentos. tem condição de trabalho que não é pesada para sua estrutura. função da potência do motor.001 x 6 x 2= 0.245 0. esse trator de esteiras trabalhando em terreno irregular.óleos lubrificantes 0. b) Filtros e Lubrificantes Esta parcela representa.012 .180 gasolina óleos lubrificantes graxas total 0. e para motores a gasolina.002 l x 5= 0.graxa 0. como o fundo de um corte rochoso.óleo diesel 0. Apresenta-se.15 l/HP .15 .34044 = 0.245 x 1. para incluir as despesas de óleos lubrificantes e filtros.010 0.

conforme Quadro a seguir: Categorias Profissionais da Mão-de-obra de Operação Motorista de veículos leves • • Automóvel até 100 HP Veículo caminhonete Operador Máquinas Leves 1 • • • • • • • • • • • • Jateadora de areia Régua vibratória de concreto Martelete Moto serra Placa vibratória Seladora de junta Roçadeira manual Serra de disco Serra de junta de concreto Soquete vibratório Texturizadora e lançadora de concreto Vibrador de imersão Operador de Máquina Pesada • • • • • • • • Carregadeira de pneus Chata com rebocador Distribuidor de agregado Draga de sucção Hidrosemeadora Motoscraper Retroescavadeira de pneus Trator de esteira Motorista de caminhão • • • • • • • Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão carroceria Caminhão distribuidor de asfalto Cam. • contenham toda a carga tributária que sobre eles incide. com vassoura aspiradora Cavalo mecânico com reboque Operador de Máquina Leve 2 • • • • • • • • • • • • Bate estaca Betoneira Bomba de concreto Compactador Compressor Grupo gerador Micro trator com roçadeira Perfuratriz de esteira Transformador de solda Trator de pneus Trator de pneus com roçadeira Tripé de sonda No custo horário da mão-de obra de operação devem ser incluídos o salário horário dos motoristas e operadores. (O sistema de coleta de preço dispõe de recursos para transformar preços referentes a unidades de acondicionamento comercial para unidades técnicas. os preços de aquisição dos materiais levantados pelo sistema de coleta são empregados diretamente nas composições de custo.1.2 . em cavalo mecânico Motorista de veículos especiais • • • Caminhão betoneira Cam. conforme descrito no item 4. equipado com guindaste Caminhão pipa Caminhão tanque Operador de Máquinas Especiais • • • • • • • • • • • • • • • • • • Acabadora de concreto Central de concreto Conjunto de britagem Demarcadora de faixa Distribuidora de concreto Equipamento p/ lama asfáltica Escavadeira de esteiras Espalhadora de concreto Extrusora Fresadora de pavimento Guindaste sobre pneus Motoniveladora Usina de asfalto Usina de reciclagem Usina misturadora de solos Vibro-acabadora Aplicadora material termoplástico por extrusão Distribuidor lama asfáltica ruptura contr. desde que satisfaçam às seguintes condições: • se refiram a preços para condições de pagamento à vista. a fim de que seus valores de mercado possam ser utilizados no cômputo dos custos de obras e serviços.que requerem uma série de cálculos preliminares.Encargos Sociais. quando necessário) 73 .atua e com as diferentes escalas salariais praticadas no mercado de trabalho. 4.3 MATERIAIS Ao contrário dos demais insumos .mão-de-obra e equipamentos . • expressem o preço relativo à mesma unidade de medida em que é empregado na composição de custo. os encargos sociais e o adicional à mão de obra.

Para os estados onde não seja possível a pesquisa de um item. ao elaborar um orçamento específico. levantados pelo sistema de coleta. As Emulsões continuam com fornecimento a cargo das empresas contratadas.3. 74 . preferencialmente atuando no comércio atacadista.3 MATERIAIS BETUMINOSOS Ao ser editado o presente manual.2 CUSTO DOS MATERIAIS POSTOS NA OBRA Os preços dos materiais.1 PREÇOS LOCAIS E PREÇOS REGIONAIS Nos estados onde se realizam pesquisas. uma vez que estes se destinam à inclusão nas tabelas do SICRO2. para levar em conta o custo desse deslocamento. que comercializem regularmente os materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local. O engenheiro de custos.3.4. 4. em pelo menos três estabelecimentos. estava em vigor a Instrução de Serviço no 9 de 22/07/03. são coletadas informações de preço para cada material. para uso genérico e não para o caso de qualquer obra em particular.3. São considerados como informantes os estabelecimentos comerciais credenciados. 4. deverá utilizar composições de transporte comercial. que trata do fornecimento de Cimentos Asfálticos e Asfaltos Diluídos pelo DNIT. será considerado o preço unitário estimado para a região. não incluem fretes para seu transporte até o local da obra.

e. as condições climáticas da região onde se localiza a obra e a logística do empreendimento. ditada pelo bom senso. a expressão “obra” é. 5. necessários à realização de uma unidade de cada um desses serviços. sujeita às condicionantes acima. o elenco qualitativo e quantitativo de mão-de-obra e de equipamentos de que se poderá dispor.. realizados todos eles. reparação. seguro ou trabalhos técnico-profissionais.. uma solução de compromisso. cuja soma corresponde ao Custo Direto da Obra. fabricação. .toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração. equipamentos e materiais. À atividade de orçamento cabe estimar os custos de todos esses serviços.666. Como tal. de modo que esta possa. é necessário ter em mente alguns princípios.Obra . Para esse fim. Art. • Obras de Sinalização Rodoviária.2 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS As atividades de projeto e planejamento devem traduzir a obra em um elenco de serviços. Neste manual. com respectivas quantidades e unidades de medida.Serviço . os : • Serviços de Conservação Rodoviária. impondo-se. manutenção. desempenhar o papel instrumental esperado nos procedimentos de planejamento e de orçamento da obra. 6o . considera-se: I . instalação. • Obras de Restauração Rodoviária. são consideradas obras as : • Obras de Construção Rodoviária. II . é necessário definir qualitativa e quantitativamente os insumos. freqüentemente. locação de bens..toda construção. o cronograma da obra. publicidade. em termos de mãode-obra. A seleção da tecnologia. as distâncias de transporte previstas. montagem.Para os fins desta Lei.1 PRINCÍPIOS QUE REGEM A MONTAGEM DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS Ao se elaborar uma composição de serviço.1 INTRODUÇÃO O Estatuto das Licitações . na maior parte dos casos. cada composição reflete uma opção tecnológica. conservação. 5. conserto. tem que levar em conta o conjunto de circunstâncias que caracterizam o meio onde seu emprego está sendo cogitado. realizada por execução direta ou indireta. utilizada para descrever o resultado físico que é obtido através da realização de um conjunto de serviços ou atividades.Lei No. recuperação ou ampliação. em primeiro lugar. como se segue. Assim.2.. 75 . Essa tarefa implica. de 21 de junho de 1993 . 8. dentre as quais não podem ser omitidos: as especificações e as quantidades dos serviços a realizar contidos no Projeto Final de Engenharia. ou seja.” Na Engenharia. É necessário esclarecer que nem sempre tais objetivos são convergentes. de tal forma que. operação. os conceitos de “obra” e “serviço”: “ .define. elaborar sua composição. a obra rodoviária projetada estará completa e acabada. adaptação. reforma. tais como: demolição. Como serviço. por ter sido corretamente concebida. transporte. será feita sempre com vista a conciliar dois objetivos: eleger a melhor técnica de execução com maior economicidade.5 TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO 5. as características dos materiais naturais a serem trabalhados. a seleção da tecnologia de execução a ser empregada para a realização de cada um dos serviços que compõem a obra. que é função do planejamento da obra.

As considerações até aqui tecidas mostram que qualquer composição de serviço está indissociavelmente relacionada com o conjunto de condições sob as quais tais serviços serão executados. que mesmo dispondo do acervo de informações técnicas e operacionais sobre a maior parte dos equipamentos utilizados correntemente. durante o qual o equipamento em questão realiza certa quantidade de serviço. em geral. realizam operações repetitivas.representa a incidência desse equipamento na composição. remetendo a questão à escolha da tecnologia mais adequada. que determina um intervalo. 5. de uma determinada situação.3 EQUILÍBRIO DAS EQUIPES MECÂNICAS OU PATRULHAS Promover o equilíbrio de uma patrulha de equipamentos é a atividade que consiste em selecionar seus componentes e dimensionar a quantidade de cada um deles. Em termos práticos. nas condições em que trabalha. se obterá sempre maior economicidade no trabalho da patrulha quando o equipamento escolhido para comandar seu ritmo for aquele de maior custo horário. bem como o tempo total do ciclo. até seu retorno a uma situação semelhante. Em vista disso. será calculada sua produção horária. trabalham em ciclos. que tire o melhor partido das capacidades individuais. Na maior parte dos casos. A "produção efetiva" traduz a quantidade de serviço produzido pelo equipamento por hora de operação efetiva. ou seja. e seu inverso . que o SICRO2 coloca à sua disposição.2. uma determinada produção efetiva. o equilíbrio se dá sempre em torno do equipamento eleito como principal ou que comandará o ritmo da patrulha. um terceiro ponto a ser observado é o que se refere à determinação da incidência dos insumos na composição. com ênfase nos equipamentos. é preciso saber que tipos de equipamentos devem ser reunidos para realizar determinada tarefa. resulta a necessidade de se dimensionar a quantidade dos diferentes tipos de equipamentos de forma a maximizar a produção da patrulha.horas efetivas de operação por unidade de serviço . Da mesma maneira. o mais comum é que se disponham de várias opções. de tal forma que a harmonia do conjunto resulte numa produção otimizada. o Engenheiro de Custos jamais poderá abrir mão de sua experiência e sensibilidade ao se ocupar com a elaboração de composições de serviços. O tempo decorrido entre as duas situações é denominado “duração do ciclo” ou “tempo total do ciclo”. conforme se esclareceu acima. para dimensionar e equilibrar o restante dos equipamentos que com ele formam patrulha. que é a quantidade de determinado insumo. bem como para calcular a produção da própria patrulha. necessária à realização de uma unidade de produção. Note-se que nem sempre este problema oferece uma única solução. Entende-se por ciclo o conjunto de ações ou movimentos que o equipamento realiza desde sua partida. Uma vez que a tecnologia tenha sido corretamente selecionada.O primeiro ponto a ser observado é a adequação tecnológica da composição. que trabalham em conjunto constituindo o que usualmente se denomina equipe mecânica ou patrulha. Em primeiro lugar. Do fato de ter cada um desses equipamentos. A quantificação do serviço realizado durante um ciclo e seu tempo total de duração são elementos fundamentais para a determinação da produção horária do equipamento. Selecionado o equipamento principal e conhecidos a produção que este realiza durante um ciclo.2 CICLO DOS EQUIPAMENTOS Os equipamentos. ou seja. os serviços de construção são realizados por grupos de equipamentos de diferentes tipos. figurando os demais como seus coadjuvantes.2. 5. a incidência da mão-de-obra e dos materiais é determinada a partir da quantidade desses insumos necessária para a produção de uma unidade de serviço. Cabe observar que ao se montar uma composição de serviço será sempre necessário ajustar incidências em função das relações entre as respectivas "produções efetivas". que marca o início de um novo ciclo. Finalmente. Decorre daí. a atenção deve se voltar para o dimensionamento desses recursos. Isso é usualmente denominado otimização do equilíbrio interno da patrulha. O mesmo procedimento 76 .

arredondados sempre a maior. notadamente a ocorrência de chuvas. pode-se depreender que sua quantificação só é possível quando se estuda caso a caso. diante das condições particulares de cada obra. A própria forma como a 77 . 5. pois se admite que estes ocorram somente ao longo da vida útil. É recomendável.3 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS A produção das equipes mecânicas corresponde sempre à de seu equipamento principal devido ao próprio princípio através do qual as patrulhas são compostas. com o motor desligado. pois ela é inteiramente condicionada pela maneira como se pretende conduzir cada frente de serviço. a quantidade destes será estabelecida como resultado destes quocientes. Na hora improdutiva. O método teórico pela sua facilidade e praticidade não deve ser abandonado. Na fase de orçamento. O custo horário improdutivo é igual ao custo horário da mão-de-obra. o equipamento está operando normalmente. manutenção e mão-de-obra.3. 5. Não se consideram os outros custos. Durante a hora operativa.1 MÉTODO TEÓRICO O método teórico para determinação da produção de uma equipe mecânica parte do princípio de que esta será sempre igual à produção do seu equipamento principal.4 TEMPO OPERATIVO E TEMPO IMPRODUTIVO Os conceitos e o modelo matemático adotados no cálculo dos preços unitários consideram dois períodos de tempo diferentes na atuação dos equipamentos: a hora operativa e a hora improdutiva. Assim sendo. as Composições de Serviços contidas no SICRO2 incluem somente o tempo improdutivo correspondente ao dimensionamento das patrulhas. que levam em conta as características de catálogo do equipamento ou por meio de métodos empíricos. na composição dos custos dos itens de serviço. o custo horário operativo é calculado somando-se os custos horários de depreciação. com relação aos tempos improdutivos dos equipamentos. expressa em horas operativas. operação. Esses levantamentos servirão como aferidores e balizadores dos resultados obtidos teoricamente. as informações do SICRO2 relativas às produções de equipes mecânicas foram geradas pelo método teórico. a incidência dos tempos improdutivos devidos as condições climáticas. Esta produção pode ser determinada por métodos teóricos. Em conseqüência desses conceitos.será adotado para cálculo da produção horária dos demais componentes da patrulha. Fazendo-se as relações entre a produção horária do equipamento principal e a dos demais. sujeito às restrições que são levadas em conta quando se aplica o fator eficiência. O coeficiente de utilização improdutiva é obtido por diferença. entretanto. o equipamento está parado. O coeficiente de utilização produtivo é o quociente de divisão da produção da equipe pela produção de cada tipo de equipamento e é sempre menor ou igual a 1. ao compor os custos dos itens de serviço. a improdutividade aparece quando se compara a produção horária da equipe com a dos equipamentos individuais. que implicam medições feitas diretamente no campo. aguardando que o equipamento que comanda a equipe permitalhe operar. há ainda que considerar. para valores inteiros. Matematicamente. Até aqui. garantindo assim a validade de seus valores e permitindo adquirir maior sensibilidade para as possíveis variações devidas a particularidades das condições em que os serviços são realizados.2. com vistas a levantar dados de produção em condições reais de execução. apenas seus resultados devem ser periodicamente verificados por comparação com dados levantados no campo. 5. A outra parcela poderá ser acrescentada na fase do orçamento pelo Engenheiro de Custos. Pelo que foi exposto até aqui. que o DNIT implante um plano de pesquisas de campo.

por sua vez. Foram feitos os cálculos das produções das equipes mecânicas para cada uma das composições de custo unitário que estão cadastradas no SICRO2. este é feito com o auxilio da planilha de Produção das Equipes Mecânicas.57 • Fator de Carga . é calculada através de fórmulas específicas para cada tipo de equipamento.O fator de carga é a relação entre a capacidade efetiva do equipamento e sua capacidade nominal. Desta forma. cujo modelo é apresentado a seguir. devem ser observados os seguintes critérios: . A produção do equipamento principal. representa a relação entre o volume do corte e o volume do material solto. O conjunto de fórmulas utilizadas para esse fim está apresentado nas respectivas planilhas de cálculo. . Na terraplenagem.77 .O fator de eficiência de um equipamento é a relação entre o tempo de produção efetiva e o tempo de produção nominal.70 Uma vez dispondo de todos os elementos necessários ao cálculo. que são função das características do equipamento e do serviço que este realiza.Material de 2ª Categoria: 0. Para calcular o fator de eficiência. estará determinada a produção da patrulha.Para as obras de restauração o fator de eficiência adotado é de 45 min / 60 min = 0. conhecendo-se a produção horária do equipamento principal.30 = 0. será estimada a produção efetiva de 50 minutos.Material de 3ª Categoria: 0.39 = 0. bem como alguns fatores de correção.75 = 0.O fator de conversão é a relação entre o volume do material para o qual está sendo calculado o custo unitário e o volume do mesmo material que está sendo manuseado. foram feitas adequações neste valor.0 / Categoria: FC = 1.Material de 3ª Categoria: FC = 1 / 1. apresentadas nos Volumes 2 a 7 deste Manual.Para determinadas atividades que dependem de conjugação com outras para a efetivação do ciclo de produção. Estas planilhas encontram-se junto às respectivas composições de custos unitários.75 • Fator de Conversão .0 / 1. Os valores adotados encontram-se nas faixas recomendadas pelos fabricantes e são os seguintes: .90 . cuja finalidade é de adaptar os resultados às condições reais em que os serviços são realizados.Material de 1ª Categoria: FC = 1. preparação da máquina para o trabalho e sua manutenção.Material de 2ª .72 1. Usualmente são empregados os seguintes fatores de correção: • Fator de Eficiência • Fator de Conversão • Fator de Carga Referidos fatores comportam as seguintes considerações: • Fator de Eficiência . Foram adotados os seguintes valores: . levam em conta uma série de variáveis intervenientes. Fator de Eficiência = (50 min/60 min) = 0.83 .Para cada hora do seu tempo total de trabalho. ou para alguns serviços. como extração de areia com draga. para que sejam levados em consideração os tempos gastos em alterações de serviço ou deslocamentos. 78 .patrulha é dimensionada responde por essa afirmação. Estas.Material de 1ª Categoria: 0.80 .

CÓDIGO SERVIÇO UNIDADE VARIÁVEIS INTERVENIENTES UNIDADE EQUIPAMENTOS a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u AFASTAMENTO CAPACIDADE CONSUMO (QUANTIDADE) DISTÂNCIA ESPAÇAMENTO ESPESSURA FATOR DE CARGA FATOR DE CONVERSÃO FATOR DE EFICIÊNCIA LARGURA DE OPERAÇÃO LARGURA DE SUPERPOSIÇÃO LARGURA ÚTIL NÚMERO DE PASSADAS PROFUNDIDADE TEMPO FIXO (CARGA. DESCARGA E MANOBRA) TEMPO PERCURSO (IDA) TEMPO DE RETORNO TEMPO TOTAL DE CICLO VELOCIDADE (IDA) MÉDIA VELOCIDADE RETORNO OBSERVAÇÕES FÓRMULAS PRODUÇÃO HORÁRIA NÚMERO DE UNIDADES UTILIZAÇÃO OPERATIVA UTILIZAÇÃO IMPRODUTIVA PRODUÇÃO DA EQUIPE MT/DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS – SICRO2 PRODUÇÃO DAS EQUIPES MECÂNICAS 79 .

requer que se conheçam basicamente os valores de duas grandezas: produção realizada durante um período determinado e os tempos de cada uma das fases por que o equipamento passou. ao longo do mesmo período. tais tempos podem ser classificados em: • Operativo . o regime de contratação e o contratante. no seu término. De acordo com o interesse do levantamento que se pretende realizar. 80 . de tal sorte que o ritmo do mais lento condiciona a produção do conjunto.5. é necessário caracterizar perfeitamente o serviço que está sendo realizado. Durante as esperas. Ela será calculada pela através da diferença de duas medições. correspondentes às diversas fases atravessadas pelo equipamento durante a realização dos serviços. A mensuração dos intervalos de tempo. essas diferentes tarefas podem ser discriminadas como fases do serviço a serem apropriadas. o papel nele desempenhado pelo equipamento cuja produtividade se deseja medir. Em primeiro lugar. isto é seu tempo operativo e seus tempos improdutivos devidos às diversas causas inerentes ao serviços realizados. os tipos de materiais naturais que estão sendo trabalhados. assim caracterizadas.Em esperas • Improdutivo Tempo operativo é aquele em que o equipamento está dedicado ao serviço. a data. as condições climáticas sob as quais os serviços estão sendo realizados. Tais esperas têm sua origem em desequilíbrios internos. sejam elas normais ou ocasionais. requer algumas considerações preliminares que têm por finalidade definir que tempos devem ser levantados e de que forma fazê-lo. quando for o caso. na frente de trabalho. O equipamento operativo comporta duas situações: produtivo e em espera. com seus motores ou acionadores ligados.Produtivo . principalmente quando estas têm influência nos níveis de desempenho. a segunda. o equipamento está aguardando que algum outro componente da patrulha complete sua parte. A rigor. quando se tratar de equipamento não propelido mecanicamente. devem ser explicitados para que possam ser levados em conta quando se fizer uma eventual comparação ou crítica de valores. A determinação da produção realizada não oferece maiores problemas. de modo a abrir frente para que ele possa atuar. O passo seguinte será definir os tipos de intervalos de tempo que se deseja levantar.2 MÉTODO DE AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE EQUIPAMENTOS NA OBRA A avaliação empírica da produtividade dos equipamentos. Para tanto é necessário que se conheça antecipadamente o tipo de serviço que está sendo objeto de estudo e. na realização de certos serviços. o equipamento cuja produtividade se deseja avaliar. o executante da obra. o equipamento está efetivamente executando alguma das tarefas a ele inerentes. ou em condições de trabalho. e resultam de se juntar numa mesma patrulha equipamentos com capacidades e níveis de produtividades diferentes. No seu tempo produtivo. Todos esses fatores podem influir na produtividade que se deseja levantar e. os motores estarão funcionando em marcha lenta ou os equipamentos realizando pequenos deslocamentos para melhor se posicionarem.3. Aplica-se este conceito apenas quando as esperas forem de curta duração que não justifiquem desligamento de motores. realizada no início do período e. portanto. Quando em espera. a primeira. os demais equipamentos que compõem a patrulha encarregada do serviço. a obra e o local onde o serviço está sendo realizado. em particular.

Os tempos improdutivos. A fim de não complicar desnecessariamente a apropriação. por sua vez. conforme se exemplificará a seguir. reabastecimento de combustível etc. o equipamento é observado em momentos precisos. se processarem num determinado ritmo e de forma repetitiva. Note-se que a medição de produção deve ser feita para o mesmo período. além de oneroso pois imobiliza um apontador durante todo o tempo em que cada equipamento esteja sendo levantado. um apontador. que possibilita distrações e perda de informação.. quando então a atividade que estiver exercendo será classificada de acordo com as categorias predefinidas. falta de material. Assim sendo. comportam paradas de mais longa duração. Tomadas essas providências iniciais e preparatórias. anotando as horas de suas mudanças de fase. necessidades do operador. mesmo que seus motores tenham sido desligados. por ventura. conhecido o tempo total. o método mais óbvio para se realizar as apropriações de tempo seria a cronometragem contínua. pois esta estaria sujeita a recair sucessivamente sobre a mesma ou as mesmas fases. ou seja. Este inconveniente pode ser evitado fazendo com que o horário de observação seja gerado a partir de uma Tabela de Números Aleatórios. o intervalo de observação também fosse cíclico. isto é. quebra ou falha do equipamento em questão ou de algum outro componente da patrulha. acompanharia o equipamento durante todo o tempo em que este estivesse na frente de trabalho. Estes decorrem sobretudo do fato dos serviços observados serem cíclicos. em que os equipamentos continuam vinculados ao serviço e seus operadores permanecem mobilizados. Se. em vez de acompanhamento contínuo. 81 . alguns cuidados devem ser tomados. será possível calcular o tempo de cada uma das fases. Uma sucessão de n observações constituirá uma amostra e definirá a quantidade de vezes em que cada uma das fases de trabalho foi observada. que corresponde ao período de funcionamento da frente de trabalho entre o início e o fim da operação. munido de cronômetro. F2 . as freqüências de cada uma das fases representará a fração do tempo total de trabalho durante o qual esta foi exercida. F1. em que a freqüência de cada fase de trabalho será dada pela expressão genérica fn = Fn/n. poderia ocorrer um vício de observação. é preciso avaliar quais deles se deseja individualizar e quais os que podem ser tratados em conjunto sob a rubrica de outros ou de diversos. Nela. chuva. Como Σfn =1.. preconiza-se que os levantamentos dos tempos característicos das fases de trabalho dos equipamentos sejam feitos mediante a utilização do Método das Observações Instantâneas. Com relação aos momentos em que serão feitas as observações instantâneas. que é um método de amostragem estatística. Fn . por exemplo. Trata-se de trabalho enfadonho. Com vistas a evitar esses inconvenientes. Com estes valores será possível construir uma distribuição de freqüência para o fenômeno observado. Tais paradas podem ter as mais diversas razões como. Segundo este. de tal forma que n = ΣFn.

13:08 .216 .17:00 .910 628 .551 .16:24 .628 .16:23 .12:02 12:41 .281 • Ordenar os números aleatórios selecionados em ordem crescente.910 . Como os números com até três algarismos compreendem um conjunto de 1000 elementos. Convertendo tais valores à forma horária.281 .13:54 .459 ..Tomemos a seguinte Tabela de Números Aleatórios: Tabela de Números Aleatórios 74640 42331 29044 46621 23491 83587 6568 21960 60173 52078 25424 11645 2133 75797 45406 31041 79353 81938 82322 96799 3355 95863 20790 65304 64759 51135 98527 62586 56301 57683 30277 94623 91157 77331 60710 52290 17480 29414 6829 87843 93582 4186 19640 87056 76105 10863 97453 90581 56974 37428 93507 94271 12973 17169 88116 42187 36081 50884 14070 74950 745 65253 11822 15804 25439 88036 24034 67283 68829 6652 41982 49159 48653 71590 16159 14676 27279 47152 35683 47280 51772 24033 45939 30586 3585 64937 15630 9448 21631 91097 62898 21287 55870 86707 85659 55189 41889 85418 16835 28195 Fonte: Probabilidade e Estatística .418 .216 .9:38 .Ed.305 . proporcionalmente.867 .551 .9:22 .11:35 . os números foram constituídos pelos três algarismos iniciais dos primeiros vinte números da primeira coluna. por exemplo.459 517 . para se fazer cada observação. McGraw-Hill .8:42 .8:50 .558 . A seqüência deve ter a mesma quantidade de elementos que a das observações que se deseja realizar no dia.558 . Desta forma teremos: 517 .14:08 . Caso se deseje. Este resultado expressará a quantidade de minutos que deverão transcorrer.944 • Fazer corresponder. visto que o zero está incluído.9:19 .16:32 .17:23 que são as horas em que devem ser feitas as observações instantâneas do equipamento e assinalada sua atividade naquele instante.Coleção Schaum .. cada um dos números aleatórios a um dos 660 minutos contidos entre as 7:00 hs e as 18:00 hs. como é bastante usual nos canteiros de obras rodoviárias.856 .649 .10:21 . Qualquer outra forma de extração também seria adequada. conforme segue: 35 . essa correspondência se faz na proporção de 660/1000.240 .156 .418 . Os passos a realizar são os seguintes: • Selecionar uma seqüência contínua de números aleatórios extraídos da Tabela acima.212 .240 . teremos: 7:23 .156 . à partir das 7:00 hs.168 .305 . em que o horário de funcionamento seja de 7:00 h às 18:00 h. No exemplo.944 .854 .35 .854 .1978 Suponhamos que se deseje gerar cronologia para a realização de 20 observações num determinado dia de levantamento.13:03 .867 .10:05 . realizar 100 82 .168 .649 .856 .212 .

a fim de evitar os ciclos diários da operação. Com finalidade puramente ilustrativa. consumo de água. com os seguintes resultados: Tempos levantados N°de observações feitas ° Tempo operativo produtivo 60 Tempo operativo em esperas 15 Tempo operativo em manobras 20 Tempo improdutivo 5 O tempo de trabalho foi de 11 h. • Equipamento parado por circunstâncias inevitáveis e naturais (necessidades fisiológicas.55 h Tempo improdutivo observado: . • Equipe parada para reabastecimento. de modo que se identifique o tempo consumido por eventos particulares. no exemplo apresentado acima. sem remoção do equipamento para oficina. • Equipe em deslocamento entre frentes de serviço. • Equipe parada para reparo mecânico rotineiro e rápido. apresenta-se.60 h Tempo operativo produtivo observado: 15 / 100 = 15% de 11 h = 1. para o caso de serviço de Fresagem a Frio: Serviço Equipamento principal: Fresagem a frio de _____ cm de CBUQ Marca: Modelo: Fresadora a frio • Demais equipamentos Obra: ______________________ • : Caminhões basculantes Local: ______________________ Data: _______________________ ______________________ Executante: Contratante: ______________________ Regime de Contratação: _______________________ ______________________ ______________________ Intervalos de tempo que se deseja levantar: • Tempo Operativo Produtivo • Tempo Operativo em esperas • Tempo Operativo em manobras • Tempo Improdutivo Admita-se que o processo aleatório de escolha dos tempos de levantamentos durante o período de 1 dia de trabalho conduziu a 100 observações feitas.Produção horária no Tempo Operativo Produtivo: P / 6.20 h Tempo operativo em manobras observado: 5 / 100 = 5% de 11 h = 0.65 h Tempo operativo em esperas observado: 20 / 100 = 20% de 11 h = 2.Produção horária real no Tempo observado : P / 11 h Evidentemente. etc).60 h . medida no final do dia. foi de P m2. má visibilidade. tais como: • Equipe em operação.observações. portanto. distribuídas ao longo de 5 dias. os eventos cujos tempos se decidiu levantar foram grandemente simplificados. correspondente ao comprimento x largura fresados. é conveniente que a cada dia se gere uma cronologia diferente de observações. A produção da fresadora. A produção horária. a seguir. e as observações feitas conduzem às seguintes conclusões: 60 / 100 = 60% de 11 h = 6. foi de P m2 / 11h. das 7:00 h às 18:00 h. Nos casos práticos pode-se subdividir o ciclo de operação em intervalos menores. 83 . incluindo as esperas normais dentro do ciclo de trabalho. exemplo de aplicação hipotética do método.

também. 5. • Equipe repetindo serviço rejeitado no controle geométrico ou tecnológico. A produção do equipamento de transporte depende do tipo de Rodovia e da distância percorrida. onde 2 CHO Custo unitário em R$/t = Y = VCE 84 CHO T X + CE (1) . • Equipe parada por deficiência da frota de transporte. • Equipe parada por falta de material.• Equipe parada para execução de serviço manual complementar. onde : 2X + T V PH = produção horária em t/h C = capacidade útil do caminhão em t E = fator de eficiência X = distância de transporte em km V = velocidade média em km/h T = tempo total de manobras. em h O custo unitário da tonelada transportada é obtido da seguinte expressão : CHO Custo unitário em R$ = PH = CE 2X + T V CHO = Custo Horário Operativo em R$/h PH = Produção em t/h CHO . carga e descarga. A produção horária de um caminhão é dada pela expressão: CE PH = . • Equipe parada por acidente.4 5.4. • Equipe parada por falha mecânica importante. é dependente dos tempos gastos em manobras para carga e descarga e dos tempos de carga e descarga . • Equipe em aquecimento no início da jornada ou em resfriamento no final. A produção.1 OPERAÇÕES DE TRANSPORTE TRANSPORTE LOCAL Os transportes locais são aqueles realizados no âmbito da obra para o deslocamento dos materiais necessários á execução das diversas etapas de serviço. as quais irão determinar a velocidade média de trajeto. exigindo remoção do equipamento para a oficina ou por falta de peças de reposição. • Equipe parada para refeição dos operadores. • Equipe parada devido a chuvas e suas conseqüências.

sendo os serviços de Restauração e Conservação os mais afetados.75 0. A influência do Tráfego de terceiros existente no percurso local está sendo considerada na velocidade média adotada .90.Fazendo : 2 CHO a= V.75 1-Fator de eficiência 2-Velocidades Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Velocidade média em Rodovia não pavimentada (Construção .75). consideram-se valores variáveis para os serviços de Construção. que supõe a perda de 10% do tempo realmente utilizado no trabalho. Para as velocidades médias utilizadas no cálculo das produções do transporte local em estrada pavimentada. deverão utilizar no cálculo de seus orçamentos. Com relação ao Fator de Eficiência.ou de Correção de Pontos Críticos. C E e b= CE Y = aX +b CHO T . Para calcular os custos unitários do Transporte local em diversas situações .83 = 0. a hora de 50 minutos. em esperas causadas por interferências de outras frentes ou equipamentos em serviço na obra.Cam basculante) Rodovia não pavimentada (Caminhão betoneira) Rodovia pavimentada (Caminhão betoneira) Rodovia não pavimentada (Caminhão Guindauto) Rodovia pavimentada (Caminhão Guindauto) Rodovia não pavimentada (Caminhão Carroceria) Rodovia pavimentada (Caminhão Carroceria) 35 km/h 30 km/h 45 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 30 km/h 40 km/h 40 km/h 35 km/h 50 km/h 45 km/h 40 km/h 45 km/h 40 km/h 45 km/h 85 .90 x 0. Os Serviços de Construção relativos à Adequação de Capacidade do Tráfego (Construção de 2a Pista). a carga útil é a diferença entre o PBT e a tara. também para os transportes. todos os serviços podem sofrer a influência de tráfego intenso de terceiros no percurso de seus transportes locais.Caminhão. A soma das duas primeiras parcelas é chamada de Tara. para os transportes locais o Fator de Eficiência fica: (0. carga e descarga . que relaciona o tempo real em que o equipamento é utilizado para o trabalho e o tempo total em que estaria disponível: (50 min / 60 min = 0. basculante) Rodovia não pavimenta (Restauração e Conservação -Cam basculante) Rodovia pavimentada (Construção . Assim. as velocidades adotadas para os serviços de Restauração. O PBT é a soma do peso do chassis com o peso do equipamento montado no chassis e com o peso da carga útil. Conservação e Restauração. vamos escolher como representativos da classe os caminhões de 22 a 23 t de PBT (Peso bruto total) e que correspondem à carga útil aproximada de 15 t . podemos escrever: equação de uma reta onde a parcela aX representa o custo unitário correspondente ao transporte propriamente dito e a parcela b representa o custo unitário correspondente aos tempos gastos em manobras .83) Para os transportes locais. será considerada. o Fator de Eficiência acima citado é multiplicado por 0.Caminhão basculante) Rodovia pavimentada (Restauração -e Conservação . e os caminhões de 15t de PBT e que correspondem à carga útil aproximada de 9t. Fornecem-se os seguintes valores médios provenientes de estimativas e observações: Caminhão Caminhão Transportes Locais PBT = 22 a 23t PBT=15t (10 m3) (6m3) Elementos considerados Carga útil 15 t Carga útil 9t 0. Entretanto. desta forma.

carga e descarga.30 min 14 min 2. fator de eficiência 0.57 min 15 min 3 min 21 min 72 min 12 min 0.00 = 20.60 min .1a cat.60+2.20+16.75 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.10 min = 0.00+2.60+2.60 h carregado com produção de 10 m3/h Transporte em caminhão guindauto 0.60 min 2min 3min 0.17h 0.40 min = 0.80 min = 0.39h 0.00+15.10 min = 0.63h 23.00+25.90 (mat.00+6.40 min 2.Transportes Locais Elementos considerados 3-Manobras Tempo de manobra para posicionamento de descarga em equipamentos autopropulsores Tempo de manobra para posicionamento de descarga em equipamentos rebocados Tempo de manobra para descarga livre Tempo de manobra de posicionamento para carga Caminhão PBT = 22 a 23t (10 m3) Carga útil 15 t Caminhão PBT=15t (6m3) Carga útil 9t 2 min 3 min 0.375h = = Voltando á equação Y = aX + b.70+5.0 min 15.00+5.) 3 2.00+12.7 m3 e 75 kw.83.00 37.00 0.60+3.8 min 1.63h 0.00+26.10 min = 0.34h = 13.20+35.66 h 0.00+2.68 h 26.20 min = 0.00+3. fator de eficiência 0.90 (material em 1a categoria) Tempo de carga para a usina de solos (350 t/h) com fator de eficiência 0.44 h 60. onde: 86 .60+2.60 min 1.60 min = 0.20+21.0 min 4.50 min.Carga 2.15h 0. com tempo de ciclo de 0.12h 0.83 .30 =3.04h 0.37h 0.80 0.60+2.50 min.50+8.57h 0. bases e pedra de mão (descarga livre) Transporte de brita ou areia para tratamentos superficiais TSS TSD TST Transporte de mistura betuminosa a quente Valor de T caminhão de22 a 23t (PBT) Carga útil 15t Valor de T caminhão de15 t (PBT) Carga útil 9t 0.0 = 35.00+16.24h = 10.80 (material em 2a categoria) 3.0 = 22.3 min = 0. como segue : Tipo de Serviço Transporte de areia.60 Transporte de concreto em caminhão betoneira 0.20 = 9.60+2.60 16.00+6.7 min (5m3) Tempo de carga manual para sacos de 50 kg (6 homens) 35 min Tempo de carga manual feito a pá (10 homens) 120 min Tempo de carga para tubos de concreto com caminhão guindauto 20 min 5.20+1.60 +2. com tempo de ciclo de 0.60 4.06h Tipo de Serviço Transporte de mistura betuminosa a frio Transporte de mistura de solos e agregados (brita graduada) Transporte de cimento em sacos ou de materiais diversos em caminhão de carroceria Valor de T caminhão de22 a 23t (PBT) Carga útil 15t Valor de T caminhão de15 t (PBT) Carga útil 9t Transporte de concreto em caminhão betoneira carregado em Central com produção de 30 m3/h e eficiência de 0.60+0.0 min = 0. para os diversos tipos de serviços. e fator de carga 0. com tempo de ciclo de 0.50+0.00+9.29 +2.34 h 13.1 m e 127 kw . e fator de carga 0.60+2.10 min = 0.0 37.60+0. pode definir-se .83 e fator de carga 0.20+2. fator de Eficiência 0.70 =34.8 min 16 min 9. solo para sub-bases.55 min .17 min = 0.20 min 0.0 = 61.2 min 6.65 min 2.02 h 39.83.00+15.09 min = 0.22h 20.00 = 7. o tempo T de manobra.30 min 8 min 2 min 4.com tempo de ciclo de 0.20 min = 0.70 = 14.50 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.00+4.60+3.29 min Tempo de carga para a usina de pré-misturado a frio (60 t/h) com fator eficiência 0.3 min = 0.0 min Com os elementos fornecidos.70 (material em 3a categoria) Tempo de carga para a carregadeira 924 de 1.Descarga Tempo de descarga livre Tempo de descarga no distribuidor de agregado para tratamento superficial Tempo de descarga no distribuidor de agregado autopropulsor para base Tempo de descarga na vibro-acabadora de Asfalto Tempo de descarga manual para sacos de 50 kg (6 homens) Tempo de descarga do caminhão betoneira Tempo de descarga do caminhão guindauto 0.1 m3 e 127 kw .50+14.00+4.60+0.60 25 min Tempo de carga para Usina de asfalto (com silo para armazenar mistura produzida) 5 min 3 Tempo de carga para central de concreto (30 m /h) com fator eficiência 0.00+5.30 min = 0.50 min = 0.7 min 26.50 min 2.22 h 40.8 min = 0.60+0.60+0.00+20. e fator de carga 0. brita.50+0.1 m3 e 127 kw .60+2.20+30.50 min 1.30 =2. 4.00 = 0.30 min = 1.57+2.0 min 5.60 min = 0.60 min = 0.00+1.80 =22.60+0.00+4.60 min Tempo de carga para a carregadeira 950 de 3.60 min = 0.20 min 0.03h = 0.50 min fator de eficiência 0.

o ciclo passará a ser n . em vez de T: CHO Custo por unidade de serviço = C. em R$. CHO a= V. consumo A parcela aX que depende da distância de transporte para ter sua influência definida no custo unitário do transporte. T . consumo = b . T CHO = C. que : CHO Custo por unidade de serviço = Produção horária = C. 87 . carga e descarga).Consumo Pode escrever-se. T b= C.E Consumo . isto é. Considerando que aX representa o Momento de transporte de 1 tonelada transportada a uma distância X .consumo Quando houver n passadas do equipamento para executar a produção do serviço.Y é o custo do transporte de 1 tonelada. CHO . n . tanque. e para calcular esse custo em relação à unidade de serviço que se deseja compor.4. basculante. o que se obtém com a introdução do caminhão entre os equipamentos relacionados para a sua execução .E consumo . existente nessa unidade de serviço: Custo por unidade de Serviço = (Custo por tonelada) x (quantidade em t existente na unidade de serviço) Custo por unidade de serviço = b .T = C. carga e descarga do veículo.2 TRANSPORTE COMERCIAL São aqueles relativos ao deslocamento de materiais que vêem de fora dos limites da obra. será calculada dentro do custo unitário do próprio serviço a ser realizado. n . etc).E é a parcela do custo do transporte oriunda dos tempos de manobra carga e descarga do veículo. também. representa o custo do serviço Transporte Local. e tem seus códigos diferenciados em função do tipo de caminhão ( carroceria. o transporte local é medido em t x km. A parcela b é o custo em R$ / t dos tempos de manobra.E CHO .C. é necessário conhecer a quantidade em tonelada. e que independe da distância a ser percorrida Na metodologia a ser usada para o cálculo dos custos unitários dos transportes locais .E é o coeficiente representativo da relação entre o custo do transporte propriamente dito e a distância a ser percorrida. T .E CHO x T . e considerando a sua utilização igual ao do tempo T (tempo total de manobra. e do tipo de estrada (pavimentada e não pavimentada). X é a distância do transporte em km 2 . consumo = b. a parcela b deverá constar das composições dos custos unitários dos serviços. 5.

tubos.X 15 . a prática no comércio é a do fornecimento CIF. ferros. com o que se obtém: Custo unitário do transporte em R$/t ou Momento de Transporte para 1 tonelada transportada a uma distância X (em km): CHO .Manaus.X= 2 . 15 . indicarão os consumos estimados dos produtos asfálticos.o que permitirá sejam cotados os custos correspondentes. será utilizada para o cálculo do seu custo unitário a fórmula de transporte (1). aplica-se fator de multiplicação de 1. com caminhão carroceria. isto é. desprezando o valor de b (carga.83.X= 0. aplica-se fator de multiplicação de 1.Esse tipo de transporte é feito. a não ser no caso de brita e areia cujo transporte comercial é feito em caminhão basculante.18 que reflete a correção da mão-de-obra e reposição de peças. o transporte já está incluído no preço do material.C. rodovia com revestimento primário e rodovia em leito natural. geralmente. e as seguintes velocidades: • Rodovia não pavimentada: 40 km/h • Rodovia pavimentada: 60 km/h Devido às longas distâncias de transporte.0027 x CHO x X Os valores médios acima são provenientes de estimatimativas e observações. são as fornecidas pelo DNIT. que na Região Amazônica. CHO . 88 . que utiliza sistemática própria para a sua obtenção (ver Ofício Circular no 032/2000/DEPC de 28/06/2000 do extinto DNER e Portaria no 250 de 04/05/2003 do DNIT). por tonelada. trecho Humaitá . quando da realização de um orçamento específico. b) Para rodovias com travessia de balsas e/ou atoleiros e/ou outras dificuldades graves que não as limitações de carga. são aplicados às equações básicas fatores de multiplicação nas seguintes situações: a) Para rodovias onde o tráfego ocorra de forma normal. 5. que fornecem o custo de transporte rodoviário de material asfáltico. peças e dificuldades específicas do deslocamento.90. a exemplo da BR-319.83 . quando tal limitação implica mudança de equipamento para caminhões de menor porte. Portanto. serão conhecidas as distâncias dos seus transportes entre suas Refinarias ou Fábricas. com a eficiência de 50/60. 2a e 22a UNITs. as equações tarifárias que vinham sendo adotadas de uma forma geral. elaboradas para servirem de referência.27 que reflete a correção de mão-de-obra. o tipo de revestimento da rodovia em que este se realiza. Os materiais transportados são madeiras. para diferentes distâncias de transporte. areia etc. Tratam-se de seis equações tarifárias.V . e. o transporte do material a quente e a frio e. e os locais de suas aplicações. cimentos. brita.CHO . aplica-se fator de multiplicação 1. a) Cimento a Granel Para o caso particular do cimento a granel. 2 Y =aX = E. por outro. a saber: rodovia com revestimento asfáltico.40 . c) Para rodovias com limitação de carga. ainda. As seis equações distinguem. logo não é aqui considerado. V 2. a Fábrica entrega o cimento na Central de Concreto do comprador. descarga e manobra). por um lado.0040 x CHO x X Para Rodovia pavimentada (V=60 km/h) ⇒ Y = 0. Usar-se-á o caminhão carroceria PBT = 22 a 23t (capacidade útil de 15 t). ou seja 0.3 TRANSPORTE DE MATERIAIS BETUMINOSOS Na determinação dos custos de transporte comercial dos produtos betuminosos. V Para Rodovia não pavimentada (V=40 km/h) ⇒ Y = 0. de jurisdição das 1a.4. As composições do SICRO2. Esclarece-se.

das obras já construídas. além do custo do material. são aqueles correspondentes às obras de melhoramentos ou reconstrução das rodovias que. tiveram suas características construtivas iniciais deterioradas a ponto de não poderem ser reconstituídas por simples serviços de conservação. trabalhos no menor nível de complexidade passível de ser quantificado e que pode fazer parte indiferentemente de serviço mais complexo de mais de uma categoria de serviço. isto é. embora sejam complementares de obra de construção ou restauração. • Sinalização. • Restauração. Os serviços de Conservação são aqueles necessários à manutenção. através de agregações sucessivas. dentro das condições normais de uso. que. que se fazem de forma rotineira. os Serviços de Restauração obedecem a um projeto específico para cada caso. Conservação Sinalização ou Restauração. Este serviço. pois na Conservação poderão se fazer alguns serviços de Construção. transportes comerciais e outros assemelhados necessários ao suprimento da obra. Os serviços de Restauração.5 CATEGORIAS DE SERVIÇOS O SICRO2 considera as seguintes categorias de serviço. Para tanto. 5. entretanto. Os conceitos expostos permitem classificar. símbolos ou legendas sobre o revestimento da rodovia ou sobre dispositivo montado em suportes verticais. assim como na Restauração poderão ocorrer serviços de Conservação. Cabe ressaltar.6. • Conservação. após certo tempo de uso ou devido a quaisquer condições adversas. o porte dos equipamentos utilizados em cada caso são diferentes. à partir de uma base comum. fornecimentos de materiais compreendendo.1 APRESENTAÇÃO DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA As composições de custos unitários cadastradas no Banco de Dados do SICRO2 e calculadas pelo programa informatizado são apresentadas pelo sistema conforme modelo a seguir. Ao contrário desses últimos. não é possível distinguí-las completamente. classificados pelas categorias de serviços que compõem as composições de Custos Unitários Referenciais Regionais do DNIT. de forma genérica as categorias de serviços enumeradas. 5. com finalidade de atender ao conforto e segurança dos usuários. Construção. 89 . Os serviços de Sinalização são constituídos pela colocação de sinais por meio de marcas. ou seja. estão sendo tratados pelo SICRO2 como categoria específica. que anteriormente eram englobados na categoria de Construção. as composições foram classificadas nos seguintes tipos: • Atividades Auxiliares: Custos unitários diretos para atividades de apoio tais como: fabricação na obra de materiais e componentes. devido às características particulares de sua utilização.5. segundo sua natureza e finalidade: • Construção. em geral.6 ESTRUTURA DO BANCO DE DADOS DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA O sistema de custos permite que se montem composições para as diferentes categorias de serviços. • Custos de Referência: Custos unitários de serviços nos níveis de agregação com que figuram usualmente nas Normas de Medição e Pagamento nas contratações do DNIT. Custos unitários diretos para a execução de atividades elementares. Tais custos serão obtidos pela agregação de itens pertencentes às duas fases anteriores. entretanto. seu transporte e descarga na obra. Os serviços de construção correspondem às obras de implantação ou construção propriamente ditas.

Ferramentas: ( 0.Mão-de-Obra Custo Horário da Mão-de-Obra Adc.Equipamento Custo Horário de Equipamentos Quantidade Salário-Hora Custo Horário B .Transporte de Materiais Produzidos Toneladas / Unidade de Serviço Custo Unitário Custo Unitário Direto Total Lucro e Despesas Indiretas ( 32.DNIT .Material 90 Custo Total do Material Quantidade Unidade Preço Unitário Custo Unitário D .M. .O.Sistema de Custos Rodoviários Mês : Produção da Equipe : Quantidade Utilização Operativa Improdutiva Custo Operacional Operativo Improdutivo RCTR0320 (Valores em R$) Custo Horário SICRO2 Custo Unitário de Referência A .00 %) Custo Horário de Execução Custo Unitário de Execução Quantidade Unidade Preço Unitário Custo Unitário C .Transporte de Materiais F .68 %) Preço Unitário Total Observações : .Atividades Auxiliares Custo Total das Atividades Toneladas / Unidade de Serviço Custo Unitário E .

Mão-de-Obra Básica e Respectivos Códigos CÓDIGO CATEGORIA PROFISSIONAL T.604 T.401 T. pesado Operador de equip.302 T. na ordem em que foram citadas acima.3 T. indicando a classe profissional e dois algarismos seqüenciais indicando as várias subclasses. materiais e equipamentos. apresenta-se a relação de tabelas contidas no SICRO2. e a categoria de serviços de conservação.30 T.1 ORGANIZAÇÃO DAS TABELAS As tabelas do SICRO2 acham-se divididas em dois grandes grupamentos. por sua vez.501 T.5 T.605 T.6 T.301 T.312 T. construção.6 TABELAS DE PREÇOS DO SICRO2 6. indicando tratar-se de custos com trabalhadores. contem tabelas relativas à mão-de-obra.511 T.601 T. ou seja.2 6.303 T.314 T. especial TÉCNICO Pré-marcador ENCARREGADO Encarregado de turma Encarreg.606 T.4 T.1 PREÇOS DE INSUMOS MÃO-DE-OBRA Na mão-de-obra básica. restauração e sinalização rodoviária.602 T. a saber: Preços de Insumos e Composições de Preços Unitários. 6. abaixo listada. O código de identificação da mão-de-obra é composto de uma letra T.31 T. estão relacionadas as categorias profissionais que participam dos serviços de construção. Estes últimos compreendem as três categorias de obras rodoviárias. Nos itens seguintes.512 T.311 T.2. sinalização e restauração.603 T. de pavimentação Encarregado de britagem OPERADOR QUALIFICADO Blaster Montador Carpinteiro Pedreiro Armador Ferreiro Pintor 91 . tanto na parte da produção direta dos serviços como também na operação dos equipamentos utilizados. As Composições de Preços Unitários estão subdivididas em Composições de Atividades Auxiliares e Composições de Preços de Referência.607 OPERADOR DE MÁQUINA. conservação. VEÍCULOS E EQUIPAMENTO Motorista Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motorista de veículo especial Operador de equipamento Operador de equipamento leve 1 Operador de equipamento leve 2 Operador de equip. um algarismo. Os Preços de Insumos.313 T.

que receberam codificação especial. Adotou-se este procedimento em função da maneira como são coletados os seus preços. iniciada com o prefixo “F”.610 T. com indicação de sua potência e tipo de combustível que utilizam.Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Restauração Rodoviária. apresentada no anexo 1.3. • Drenagem.609 T.2 – Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Construção Rodoviária: • Terraplenagem. é informado qual o tipo de aluguel que é cobrado pelo fornecedor do equipamento. que têm seus custos horários calculados a partir dos seus preços de aquisição.4. estão relacionados no Anexo 1.7 T.608 T. 6. e Pavimentação.2. diferentemente dos demais equipamentos “E”.Composições de Custos Unitários de Referência de Obras de Sinalização Rodoviária. 6.1 – Composições de Custos Unitários de Atividades Auxiliares. Estes equipamentos alugados entram nas composições de custos unitários no item “C – Material”. 6. cotados por dia ou hora de trabalho.3. Na Ficha Técnica de cada equipamento.5 .Composições de Custos Unitários de Referência de Serviços de Conservação Rodoviária. e Outros Custos I • Drenagem.3.701 T.2. estão relacionados NO Anexo 1.3.801 Soldador Jardineiro Serralheiro PROFISSIONAL NÃO QUALIFICADO Servente Ajudante TRABALHADORES EM CONDIÇÕES ESPECIAIS Perfurador de tubulão 6. que são fornecidos por seus proprietários sob a forma de aluguéis.3 EQUIPAMENTOS Os equipamentos que constam do Banco de Dados do SICRO2.702 T.3 COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS DE REFERÊNCIA A relação das composições de custos unitários que fazem parte do SICRO2 estão apresentadas nos seus respectivos volumes.3. ao invés do prefixo “E” adotado nos demais equipamentos. 6. Nesta relação estão também incluídos “equipamentos alugados”. 92 . a seguir relacionados: 6.8 T. • Obras de Arte Especiais.Mão-de-Obra Básica e Respectivos Códigos CÓDIGO CATEGORIA PROFISSIONAL T. e Outros Custos II. 6. com seus respectivos códigos.3.2 MATERIAIS Os materiais constantes do Banco de Dados do SICRO2. O mesmo procedimento é adotado na hipótese do fornecedor cotar o equipamento o equipamento alugado por unidade de serviço a ser executado. 6.

Também aqui cabe ao engenheiro encarregado do orçamento analisar a possibilidade de execução da obra dentro do período fixado mostrando. IV. II. abundância de equipamento ocioso na região. procura-se estabelecer cinco importantes definições: a) . aos fatores técnicos ter-se-á que acrescentar outros. e) .1. a época para início das obras seria sempre escolhida de forma que oferecesse sempre melhor rendimento dos fatores locacionais. administrativa. condicionam a época do início efetivo do serviço. b) Período de Execução Tal como ocorre na fixação da época do início dos trabalhos.Plano de execução propriamente dito.1 PLANO DE ATAQUE OU DE EXECUÇÃO DA OBRA Denomina-se Plano de Execução à seqüência racional do conjunto de atividades que constituem a obra.7 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTOS 7. disponibilidade de mão-de-obra etc. financeira e legal condicionam o prazo de execução dos serviços. tais como: clima.Época do início dos trabalhos.1 ESTUDOS E CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES A elaboração do Orçamento.Período de execução c) . O planejamento de execução da obra deve se desenvolver em quatro etapas: I. a necessidade de sua reformulação. que via de regra.Conseqüências da localização e do tipo de obra d) .. fatores de ordem política. Entretanto. Cabe ao engenheiro encarregado do orçamento avaliar as repercussões técnicas e as conseqüências de ordem financeira que advém da fixação da época de início da obra baseada nos fatores acima relacionados.Cronograma físico e financeiro. administrativa. legal etc. de ordem política. Cronograma de utilização de equipamento. o orçamento e o planejamento de sua execução têm que caminhar interligados. propriamente dita.Dimensionamento e lay-out do canteiro de administração e das instalações industriais. quando for o caso. deve ser precedida de estudo preliminar em que são estabelecidas as linhas gerais do Plano de Execução de Obra. a) Época do início dos trabalhos Considerando apenas fatores técnicos. Plano de ataque ou plano de execução da obra. III. 7.Dimensionamento dos Equipamentos. Nele. b) . O modo como a obra é executada influi diretamente em seu custo. como não se pode encarar a obra como um fato isolado. Por esta razão. financeira. 93 .

etc. Estes aspectos podem ser agrupados: • Aspectos Geográficos ◊ Facilidades de obtenção de produtos industrializados necessários à obra. Caso o volume de movimento de terra a pequena distância seja muito pequeno. o volume de terraplenagem a ser executado em terreno virgem ou em alargamento. tais como asfalto. Este. uma vez que esta pode ser decisiva para o emprego ou não de um dado equipamento. talvez. 94 . ◊ Apoio logístico tal como vias de acesso. • Aspectos Climáticos ◊ Regime Pluviométrico. ◊ Dificuldades de ordem geológica na execução da terraplenagem. A título de exemplo. cimento. Os aspectos locacionais. permitindo calcular as horas ociosas de cada unidade no conjunto da obra e a variação da produção ao longo do período de execução. evitando-se a mobilização de “scrapers” para curta utilização. têm que ser conhecidos ao ser feito o planejamento executivo da obra. tem-se que tomar conhecimento daqueles decorrentes do tipo de obra a ser executada. e) Dimensionamento dos Equipamentos O planejamento da execução possibilita determinar a necessidade global de equipamento. Na seleção dos equipamentos a serem utilizados na obra. madeira. difere muito. Assim.. a quantidade a ser executada. ◊ Índice Pluviométrico. • Aspectos Geológicos e Geotécnicos ◊ Existência de materiais para pavimentação e/ou revestimento primário. deve ser levada em consideração. tendo em vista suas características. ◊ Seleção de Equipamento em decorrência dos dois aspectos anteriores. consiste na ordenação e qualificação das atividades que constituem as diversas etapas da obra. além do item de serviço. nos dois casos. Além dos aspectos locacionais. podemos citar o caso de obra em que exista pequena quantidade de serviço de terraplenagem com distância de transporte menor que 6 km e quantidade importante com distância de transporte acima dos 6 km. para efeito de planejamento da execução. etc. infra-estrutura de serviços. estão presentes os elementos necessários à elaboração do plano de execução da obra.c) Conseqüências da Localização e do Tipo da Obra O fato de se executar uma obra em determinado local traz uma série de facilidades e/ou limitações inerentes à própria localização da obra. Um dimensionamento preliminar poderia indicar o uso de “scrapers” rebocáveis para pequenas distâncias e equipes de escavação e transporte por caminhão para as grandes distâncias de transporte. d) Plano de Execução Propriamente Dito Com as definições da data do início e período de execução e conhecidas as condições locacionais e o tipo de serviço. que influem na execução. o mais viável seria utilizar o mesmo equipamento usado nas grandes distâncias. bem como o fato de uma base de solo estabilizado ser executada com ou sem mistura.

estes quantitativos de serviços devem ser levantados nos respectivos Projetos Finais de Engenharia que. uma vez que a amplitude de suas variações tem sido consideravelmente reduzida. deste Volume 1 do Manual de Custos Rodoviários. Atualmente. modificações decorrentes de inovações tecnológicas. a serem admitidos por tipo de equipamento nas distâncias de transporte de terraplenagem. drenagem. Assim sendo. por exemplo. este período poderá vir a ser alongado. ao longo do tempo. O número de unidades é dimensionado em função do quantitativo real de serviços e este fato deverá ser levado em consideração quando do dimensionamento das equipes mecânicas que não trabalharão com seus rendimentos ideais. Para esclarecer as diferentes implicações envolvidas nessa seleção recomenda-se a leitura do Capítulo 5 . 7. paisagismo. utilizando-se basicamente um trator “pusher” e três “moto-scrapers”. que acrescido do percentual de LDI adotado para a obra. Não se justifica o uso de maior relação “moto-scraper / pusher” devido a pequeno volume eventual de serviço com distância de transporte entre 1000 e 1200m. instalações para operação da rodovia. Entretanto. obras de arte especiais .Como se vê. Essa relação será organizada segundo as grandes classes de serviços que compõem uma obra rodoviária. deverão ser selecionadas as composições mais adequadas para realizá-los. fornecerá seu preço por unidade produzida.3 SELEÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE SERVIÇOS Uma vez conhecidos os serviços que comporão o orçamento da obra. calculados pela metodologia do SICRO2. como ocorre em serviços de conservação. A relação completa e ordenada dos serviços a serem incluídos no orçamento constitui o “Plano Orçamentário” da obra.5 QUANTITATIVOS DE SERVIÇOS O valor de determinado serviço rodoviário é obtido pelo produto de seu preço unitário pela quantidade efetivamente executada. não podem ser fixados de maneira muito rígida e poderão sofrer.2 ITEMIZAÇÃO DO ORÇAMENTO O conhecimento dos diversos serviços necessários a realização da obra dá ao engenheiro de custos condições de estabelecer a lista dos itens de que se constituirá o orçamento. isto é. a saber: terraplenagem. em que tais valores acham-se reunidos num só local. sem prejuízo na precisão dos valores publicados. contêm um Quadro de Quantidades. onde existe coleta de preços de insumos. 7. evitando que o Engenheiro de Custos tenha que buscá-los nas suas diversas seções. Como. 95 . Estes valores.TECNOLOGIA DE CONSTRUÇÃO. preços unitários dos diferentes serviços rodoviários são calculados pelo Sistema Informatizado do SICRO2 periodicamente e com base nas coletas de preços de insumos realizadas nos diferentes Estados que fazem parte do Sistema. Aos preços disponibilizados devem ser somados os preços dos transportes de materiais para os locais das obras. face à estabilidade monetária vigente no país. Para efeito de elaboração de orçamento de obras. são disponibilizados preços unitários para Estados específicos. a periodicidade de cálculo dos preços de serviços rodoviários é mensal. etc. sinalização. em geral. com distância de transporte entre 200 e 400m. e preços regionais para os locais onde a pesquisa de preços de insumos não é realizada diretamente. 7. num caso em que grande parte da escavação seja executada em 1ª categoria. pavimentação. 7. tendo em vista as circunstâncias particulares a cada caso.4 PREÇOS UNITÁRIOS DOS SERVIÇOS As composições de serviços conduzem ao cálculo de seu custo unitário direto. salvo nos casos em que esta distinção não for muito nítida. os limites.

7. explicitando subtotais referentes a itemização do orçamento.7. 96 .6 PREÇO TOTAL DA OBRA Vencidas todas as etapas precedentes.7 PLANILHA EXTRATORA DE DADOS DO SICRO2 O Sistema Informatizado do SICRO2 é provido de recursos que permitem a extração de valores referentes a preços unitários de serviços do seu Banco de Dados para uma planilha eletrônica MS/Excel. em grau de detalhamento conveniente ao fim a que este se destina. o Preço Total da Obra será obtido pelo simples somatório do valor de todos os serviços necessários à sua execução integral. Este Preço pode ser apresentado em diferentes níveis de agregação. onde podem se fazer todas as operações de cálculo necessárias à elaboração e apresentação dos Orçamentos de Obras Rodoviárias.

COMERCIAL GERDAU. FIAT-HITACHI. ______. ENEMAX. Turin. apresentação e uso de documentos técnicos do DNER. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 1994. 1988. Dissi. 1995. Catálogo Técnico de Produto.sistema de custos unitários. 1996. (IPR Publ. Manual de implantação básica. Paulo. Trabalhos Técnicos. 1994. Manual de produção. Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico.. 1997. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE CARGA. 8v. 320p. Álbum de projetos tipo de drenagem. Manual de pavimentação. 63p. Manual de construção de obras de arte especiais. 1997. 602) ______. (IPR Publ. 318p. 1996. 4. 2 a edição. ELETROBRÁS. ed. Prelim. Performance handbook. Sistema GEWI. Peoria (U. Rio de Janeiro. 206p. Rio de Janeiro. Usina de asfalto manual de operação e manutenção. DNER-PRO 101/97. EMPRESA DE OBRAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Guarulhos. [19--]. São Paulo. 1993. 2 a edição. ______. Brasília. Manual de cálculo de custos e formação de preços do transporte rodoviário de cargas. Sistema para elaboração do orçamento de obras civis de usinas hidrelétricas . 2 a edição. São Paulo. 13. [19--]. elaboração. Rio de Janeiro: IBP. Rio de Janeiro. 1994. CATERPILLAR. Manual de britagem. ______. Especificações gerais para obras rodoviárias do DNER. [19--]. 2.S. Divisão de Estudos e Projetos. Grupo de Trabalho de Custo Rodoviário. FÁBRICA DE AÇO PAULISTA. DYWIDAG.. 97 . Rio de Janeiro. Catálogo de composição de serviços . Rio de Janeiro. [19--]. BRASIL. Rio de Janeiro. 1996. 1995. Italy Grafica. (IPR Publ. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. 1994. S. 1989. BARBER-GREENE.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS DEPARTAMENTOS ESTADUAIS DE ESTRADAS DE RODAGEM. 328p. Ed. ALLIS.Diretoria de Planejamento.SISORH. ed. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 606) ______. CRDO 3. ENCONTRO DE ASFALTO. 21p. 4v. 1996. Rio de Janeiro.A). 697) ______. CENTRAIS ELÉTRICAS. Coletânea de Normas.

Francisco Antônio de.72. Rio de Janeiro.44. Estimativa de custo operacional. SANTOS. Sistema de custo para obras e serviços de engenharia. Rio de Janeiro. S.. PINI. [19--]. FERNANDES. São Paulo. n. PEDROSO. Edgard. Curt.E. Gabiões. Valores do IPVA para veículos. José Antônio Araújo.n. 1996. Paulo. REIS. 362 p. São Paulo: Ipiranga Asfaltos. Curitiba: [s. Relatório CROD 3. KOMATSU. 1990. Valores do IPVA para veículos. Tabelas de composições de preços para orçamento. 1997. INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS. MAC PROTENSÃO. 1997. Asfalto modificado com polímero. Specifications and application handbook. GEPEL. SECRETARIA de ESTADO da FAZENDA DO RIO DE JANEIRO. Diretoria de Obras. 1996. [19--]. v. REVISTA M&T. São Paulo.I. Secretaria de Fazenda. n. 1996. OLIVEIRA. Rio de Janeiro. Planilhas para levantamento de custos. Nelson R. PROGAB. RIO DE JANEIRO (Cidade). Consolidação das leis do trabalho comentada.PR). uma inovação tecnológica para tratamento de superfície.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GRUPO DE TRABALHO DE CUSTO RODOVIÁRIO. dez. SAMAR EQUIPAMENTOS RODOVIÁRIOS E INDUSTRIAIS. novembro 1994 HERRMANN. 1994. 1996. Microconcreto asfáltico a frio. 1988. RIO DE JANEIRO (Estado). CTR CONSULTORIA DE TRANSPORTE.equipamentos e transportes. Divisão de Pesquisas. 1996. São Paulo: Ipiranga Asfaltos. São Paulo. [19--].M de. 23p ______. Manual de perfuração de rocha. Polígono. Sistema de protensão. 414 p. 1968. Rafael M. [S. Manual de drenagem de rodovias.85. 1996 98 .. Rio de Janeiro. Revista dos tribunais. 48p. Rio de Janeiro. (metodologia adotada pelo DER. São Paulo: SOBRATEMA. 36 . Custos rodoviários . NTC INDICADORES DO TRANSPORTE. São Paulo: Lotus Comunicações. 19--]. MERCEDES BENZ DO BRASIL. Tokyo (Japan).].

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SIKA. Rio de Janeiro. ed. 1975. TRIMAK ENGENHARIA E COMÉRCIO. 113p TEIXEIRA. ed. 3. ed. Gildásio Rodrigues. Jorge Willian. 10. Rio de Janeiro: EMOP. Manual de traços de concreto. 1976. Aplicação do geotextil Bidim em obras de restauração de pavimentos. 99 . Manual técnico. 1996. São Paulo: Livraria Nobel. 6. Custos de obras públicas sistema de custo EMOP. [19--]. SILVA. Rio de Janeiro.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful