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Conceitos Fundamentais de Arquivologia

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CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA P/ TRIBUNAIS

Prof. Wagner Rabello Jr.

APRESENTAÇÃO Salve, salve, concurseiros, Vamos iniciar nossa jornada de Arquivologia para Tribunais. Meu nome é Wagner Rabello Jr., vamos trabalhar a disciplina NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA nesta turma preparatória para tribunais federais e que também pode atender aos concursos para os tribunais estaduais. Saindo o seu edital, é só compará-lo ao nosso programa. Antes de qualquer coisa, gostaria de fazer uma breve apresentação da minha carreira acadêmica, profissional e, claro, concurseira. Sou Pós-graduado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), bacharel em Direito pela Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO) e bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Estou no serviço público há 17 anos e ministro aulas nas áreas de Administração e Arquivologia e em cursos preparatórios presenciais no Rio de Janeiro e São Paulo, além de vídeo aulas e cursos escritos. Já fui aprovado e classificado em concursos para Oficial da Aeronáutica, Analista do Departamento de Produção Mineral, Ministério do Meio Ambiente e outros. Há 4 (quatro) anos ocupo o cargo de Técnico Judiciário do TRE-RJ (sempre trabalhando em zonas eleitorais) onde também sou Membro Efetivo da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos do TRE-RJ e em anos eleitorais estive como Coordenador de Fiscalização de Propaganda Eleitoral. Gostaria de falar um pouco mais sobre o meu trabalho no TRE-RJ, tendo em vista que o mesmo guarda ampla pertinência com a disciplina em tela. Como eu havia dito acima, desde que entrei no Tribunal (completei 4 anos no último dia 22/10) sempre trabalhei em zonas eleitorais. De um modo geral, nós, servidores, fazemos rodízio na realização das tarefas e todos acabam aprendendo a fazer de tudo. Gosto muito da área de fiscalização de propaganda eleitoral, que ocorre em anos eleitorais, e também de atuar na área de processos. Além dessas tarefas, faz pouco mais de um ano, passei a integrar de forma efetiva a COMISSÃO PERMANENTE DE AVALIAÇÃO DE DOCUMENTOS DO TRE-RJ. Assim, consegui aliar uma das minhas formações (Biblioteconomia – que também trata de gestão de documentos) e meus cursos de Arquivologia à prática. Tenho feito diversos cursos e participado de diversos projetos na área de documentação do TRE-RJ... é fantástico!!! www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf 1

CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS
Prof. Wagner Rabello Jr.

A CARREIRA DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL A lei que dispões sobre a carreira dos servidores do Poder Judiciário Federal, lei 11.416/2006, é uma só para todos os ramos da justiça no âmbito da União e do Distrito Federal, ou seja, temos apenas uma lei que regula a carreira dos TREs, TRTs, TRFs, TJDFT, Justiça Militar, Tribunais Superiores e Supremo Tribunal Federal. Trata-se da lei 11.416 de 11 de dezembro de 2006. Art. 1o As Carreiras dos Servidores dos Quadros de Pessoal do Poder Judiciário da União passam a ser regidas por esta Lei. Art. 2o Os Quadros de Pessoal efetivo do Poder Judiciário são compostos pelas seguintes Carreiras, constituídas pelos respectivos cargos de provimento efetivo: I - Analista Judiciário; II - Técnico Judiciário; III - Auxiliar Judiciário.

Remuneração Tramita no Congresso Nacional o projeto de lei (PL) 6613/2009 que tem por escopo o aumento da remuneração, que já é boa, dos servidores do judiciário. O PL se encontra em um estágio bem avançado e pode ser aprovado ainda este ano e começar a valer a partir de janeiro de 2012. Vejamos os valores atuais e os valores futuros. Consideramos o vencimento básico + a gratificação de atividade judiciária (GAJ) CARGO Analista Judiciário Técnico Judiciário Auxiliar Judiciário ATUAL R$ 6.551,52 R$ 3.993,08 R$ 1.988,19 PROPOSTA R$ 10.436,12 R$ 7.194,22 R$ 3.582,06

Além dos valores acima, os servidores fazem jus a uma auxilio alimentação, em dinheiro, no valor de R$599,21. Nada mal, não é?! www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf 2

CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS
Prof. Wagner Rabello Jr.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE ARQUIVOLOGIA SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 1. PRIMEIROS PASSOS 2. TERMINOLOGIA ARQUIVÍSTICA 3. PRINCÍPIOS DA ARQUIVOLOGIA 4. BIBLIOGRAFIA 5. QUESTÕES COMENTADAS 6. LISTA DAS QUESTÕES 7. GABARITOS PÁGINA 1 6 15 19 21 22 19 35

"Minha estratégia sempre foi fazer minha própria corrida. Somente você pode determinar seu desafio pessoal. Não deixe a competição, ou seu oponente, determinar qual deve ser seu desafio”. (Joan Benoit Samuelson)

(CONTEÚDO PROGRAMÁTICO do CURSO)

CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE ARQUIVOLOGIA. O GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO E A GESTÃO DE DOCUMENTOS. PROTOCOLO: RECEBIMENTO, REGISTRO, DISTRIBUIÇÃO, TRAMITAÇÃO E EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTOS. CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO. ARQUIVAMENTO E ORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO. TABELA DE TEMPORALIDADE DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO. TIPOLOGIAS DOCUMENTAIS E SUPORTES FÍSICOS: MICROFILMAGEM; AUTOMAÇÃO; PRESERVAÇÃO, CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE DOCUMENTOS.

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Você organiza. de modo que.canaldosconcursos. Você sabia que.para tirar dúvidas www. nosso treinamento para você gabaritar a disciplina será bastante prático. somando o curso em tela + a sua dedicação. Para tanto. Questões comentadas – de nível médio e superior.para que vocês possam resolver sozinhos 5. você já utiliza a Arquivologia?!?! Tá duvidando?!?!?! Vou lhe mostrar: 1. Bem. Wagner Rabello Jr. posto que essas duas bancas realizam todos os concursos de tribunais. ou melhor. Nosso curso. que tenho certeza de que vai “bombar” nos concursos para o judiciário. elaboramos a seguinte metodologia: 1. Ao longo do curso vocês perceberão que não é difícil e que vamos fazê-la ficar mais fácil. vamos preparar um curso que lhe dê todas as condições necessárias para isso. Você separa seus livros por disciplina??? 3. além do recém publicado Manual de Gestão Documental do Poder Judiciário. ao ler as páginas do curso você se sinta como se estivesse em uma sala de aula.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof.com. Lista das questões . No entanto. da Fundação Carlos Chagas (FCC) e do CESPE. principalmente a FCC. os arquivos do seu computador??? Tenho certeza de que você respondeu sim a pelo menos uma das perguntas. 4. E-mail e fórum . 2. minimamente. Você organiza seus documentos por assunto??? 2. gabaritar uma disciplina em um concurso público da envergadura dos certames dos tribunais não é algo trivial. que aparece muito em provas. no seu dia a dia. Assim. Isso quer dizer que a Arquivologia já faz parte da sua vida. pensam que é algo de outro mundo e etc.br/curso_pdf 4 .incluindo a legislação pertinente. METODOLOGIA DO CURSO Muitos concurseiros ficam arrepiados só de ouvir falar em Arquivologia. certamente você obterá êxito e caminhará firme para se tornar servidor do Poder Judiciário Federal. Análise teórica do conteúdo programático .

DISTRIBUIÇÃO. Desse modo.estendendo-se até 19/12/2012. Aula 1 Aula 2 Aula 3 www. TABELA DE TEMPORALIDADE DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO. A disponibilização das aulas será gradual . mas o curso continuará pelo tempo determinado em contrato. teremos a disponibilização da última aula. TRAMITAÇÃO E EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTOS.com. CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO. AUTOMAÇÃO.canaldosconcursos. ARQUIVAMENTO E ORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO. TIPOLOGIAS DOCUMENTAIS E SUPORTES FÍSICOS: MICROFILMAGEM. No entanto. CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE DOCUMENTOS. REGISTRO. Ok?! CRONOGRAMA DAS AULAS Nº DA AULA AULA DEMO CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE ARQUIVOLOGIA O GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO E A GESTÃO DE DOCUMENTOS.br/curso_pdf 5 . lembrem-se de que temos um e-mail e o fórum para tirar dúvidas. PRESERVAÇÃO. Wagner Rabello Jr. em dezembro. para que você não fique muito tempo sem estudar a matéria.seguirá o cronograma que está disponível na próxima página . PROTOCOLO: RECEBIMENTO.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof.

A idéia é que. Ressalto que este é um curso completo. Não penso em trabalharmos para acertar as questões comuns que todo mundo acerta. é uma ciência com objeto. R. Um dos conceitos mais abrangentes e que merece destaque é a definição dada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). ciência e arte dos arquivos. (Theodore. A idéia é lhes fornecer um curso definitivo que o acompanhe até sua breve aprovação. Com isso. Ramingen é considerado o pai da Arquivologia. “Desde que se começou a registrar a história em documentos. surgiu para o homem o problema de organizá-los”. organização. Para Marilena Leite Paes: Arquivologia é o estudo. cujo título é "Von Registratur" (O Registrador). Wagner Rabello Jr. guarda. Arquivologia: origem. campo de estudo e metodologia própria. Há indícios de que provavelmente foi escrito durante a primeira metade do século XVI. Não há precisão sobre o aparecimento da mesma. juntos.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. Schellenberg) A Arquivologia. Também chamada arquivística. também chamada de Arquivística.canaldosconcursos.com. De todo modo. publicado pelo Arquivo Nacional: Arquivologia é a disciplina que estuda as funções do arquivo e os princípios e técnicas a serem observados na produção. PRIMEIROS PASSOS Vamos começar do zero. Alguns conceitos de Arquivologia são imprescindíveis e costumam aparecer em provas. conceito e objeto. possamos desenvolver um trabalho que o prepare para o que der e vier. em sua página da graduação do curso de Arquivologia: www. uma teoria que é bastante aceita sustenta que sua origem remonta ao manual de autoria do nobre alemão Jacob Von Ramingen.br/curso_pdf 6 . 1. De acordo com o Dicionário de Terminologia Arquivística. datados de 1571. preservação e utilização dos arquivos.

A área de atuação da Arquivologia compreende a gestão da produção. A Arquivologia é uma área do conhecimento das Ciências Sociais Aplicadas. são conceitos que se complementam e que vão ao encontro da área de abrangência da Arquivologia. Com a gestão da informação arquivística assegura-se a constituição e a preservação da memória institucional e pessoal.unirio.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. isto é. Por meio de um quadro conceitual e de uma metodologia própria e específica.br/arquivologia/aarquivologia. estuda e trata os dados contidos nos documentos arquivísticos transformandoos em informação potencialmente capaz de produzir conhecimento e desenvolvimento social. Desse modo.com. Seu objeto de estudo e intervenção é a informação arquivística. do processamento e da disseminação da informação corrente. produzida.html É bom ressaltarmos que os conceitos acima não são excludentes. necessária e básica para a tomada de decisões na administração contemporânea. pública ou privada.br/curso_pdf 7 . uma informação de natureza orgânica e funcional. podemos concluir que: ARQUIVOLOGIA É a disciplina que trata dos documentos e arquivos Finalidade e função da Arquivologia Surgiu no século XVI Seu objeto é a informação Arquivística “Que sua Eminência ordene em todas e em cada uma das províncias que www. recebida e acumulada por pessoa física ou jurídica em razão de seus objetivos. Wagner Rabello Jr.canaldosconcursos. em linhas gerais. ao contrário. Fonte: http://www. coletiva ou pessoal.

de modo a assegurar o direito à informação. Bem. de forma que não sejam adulterados e possam ser encontrados rapidamente por quem os solicite. a finalidade/função da Arquivologia é organizar. preservar e tornar disponível os documentos.br/curso_pdf 8 . Documento Um documento é composto pela informação registrada. que entre eles haja arquivos e seja corrigido tudo que foi negligenciado nas cidades”. pelo Conselho Nacional de Justiça e www. escolhendo alguém que os mantenha sob custódia. Pessoal. É dever da Justiça zelar por esse patrimônio e propiciar o acesso a ele. pois foi publicado recentemente. (Imperador Justiniano 480-500 D. tanto no sentido administrativo quanto do ponto de vista cultural. já falamos em Arquivologia e seus conceitos.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. esta aula. Então.) O trecho acima demonstra que a preocupação com a organização dos documentos não é recente. de qualquer natureza e forma e em qualquer tipo de suporte. a quem deles necessite. Wagner Rabello Jr. certidão de nascimento etc. representações gráficas ou figurativas. em outubro de 2011. garantido pela Constituição Federal. Exemplos de documentos: ofícios. Em relação aos documentos específicos do poder judiciário. muita atenção a esse manual.C. em tempo hábil. A determinação de Justiniano revela alguns pontos importantíssimos: 9 Reserve um prédio público – um Arquivo 9 Guarde os documentos – função arquivar 9 Escolhendo alguém que os mantenha sob custódia – Arquivista 9 De forma que não sejam adulterados – preservação 9 Possam ser encontrados rapidamente – recuperação da informação Desse modo. finalidades e etc. o Manual de Gestão Documental do Poder Judiciário afirma que: Os documentos do Poder Judiciário são patrimônio público. se reserve um prédio público no qual o magistrado (defensor) guarde os documentos. é hora de começarmos a compreender a matéria-prima da Arquivologia: os documentos e os arquivos.canaldosconcursos.com.

De acordo com a natureza do suporte. pública ou privada. para fins de prova ou informação. Desse modo. Arquivos: conceitos A expressão “arquivos” possui diversos significados. também pode se referir ao móvel (mobília) destinado à guarda de documentos. os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos. de acordo com o contexto no qual está inserido. No que se refere ao arquivo enquanto conjunto de documento. como. conjuntos de documentos. 2º Consideram-se arquivos. 9 Por fim. qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. em decorrência do exercício de atividades específicas.com. muito. fotográfico. onde são guardados os conjuntos arquivísticos. de microformas. 9 Arquivo também pode ser o prédio ou uma de suas partes. por exemplo: arquivo audiovisual. deve ser seguido pelos 91 (noventa e um) tribunais (estaduais e federais) do país. segundo os princípios e técnicas arquivísticos. considerando que está atrelado à questão da preservação dos acervos. o arquivo terá a qualificação respectiva. em concursos. Vamos analisar os principais pontos do artigo citado: www.159/1991 (conhecida como lei de arquivos e que aparece muito em concursos) revela que: Art. caracterizado pela natureza orgânica de sua acumulação e conservado por essas pessoas ou por seus sucessores. iconográfico. 9 Pode ainda fazer referência à unidade administrativa cuja função é reunir. segundo Marilena Leite Paes. podemos ter os seguintes entendimentos sobre a expressão: 9 Arquivo pode ser uma designação genérica de um conjunto de documentos produzidos e recebidos por uma pessoa física ou jurídica. ordenar. será visto na última aula. instituições de caráter público e entidades privadas. para os fins desta lei.canaldosconcursos.br/curso_pdf 9 .CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. bem como por pessoa física. informático. enquanto o último conceito. guardar e dispor para uso. o artigo 2º da lei 8. Wagner Rabello Jr. Certamente vai aparecer. Os três primeiros sentidos serão analisados ao longo de todo curso.

uma das maiores autoridades mundiais em arquivos modernos.) ou a natureza dos documentos. Modo pelo qual entraram nos respectivos acervos das bibliotecas e dos arquivos Vamos tabelar as diferenças que o autor verificou: DIFERENÇAS RELATIVAS AO ACERVO www. A natureza dos documentos é referente à peculiaridade dos mesmos e os divide em: Arquivo especial – são os documentos em suportes diversos: fotografias. estabeleceu um paralelo entre arquivos e bibliotecas. microfilme. Modo como os documentos se originaram 2. o autor. Ex: relatório contábil (documento produzido). independente da forma: arquivos jurídicos. Diferença entre biblioteca e arquivo T. lugar comum em provas de concursos públicos. a coleção de fotos particulares do chefe do setor de contabilidade. fita. discos. Schellenberg. instituições de caráter público (ex: SPC/Serasa). Arquivo especializado – são ligados a um determinado ramo do saber humano. Desse modo. ofício recebido (documento recebido de outra organização).CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. R. tendo em vista a relativa confusão que as pessoas fazem. Wagner Rabello Jr. 9 Os conjuntos de documentos precisam ter sido produzidos ou recebidos por uma determinada organização para ganharem o status de arquivo.br/curso_pdf 10 . 9 Os conjuntos de documentos dizem respeito a todos os tipos de pessoas físicas e jurídicas: órgãos públicos. entidades privadas e pessoa física. por exemplo. 9 Não importa o suporte (papel. sugere que as diferenças partem de dois pilares básicos: 1. Ficam de fora.canaldosconcursos. posto que a mesma não decorra das atividades específicas.com. CDs. arquivos médicos etc. Ex: atividades do setor contábil. 9 Somente são considerados arquivos os conjuntos de documentos decorrentes do exercício de atividades específicas. CD-Rom etc.

dentre outros: documentos textuais. órgão vinculado ao Arquivo Nacional. que definirá a política nacional de arquivos. Assim. dentre outros: documentos impressos. temos. não tem o mesmo valor que todo processo. Nas bibliotecas. Os materiais são adquiridos com finalidades culturais e/ou para fins de pesquisa. A classificação é realizada acordo com a peculiaridade conjunto de documentos e instituição produtora. podemos ter vários original. audiovisuais e cartográficos (mapas). Nos arquivos. como órgão central de um Sistema Nacional de Arquivos (Sinar).br/curso_pdf 11 . podem adquirir cunho histórico e cultural. Ex: termo de posse de um presidente da república. Ex: livros. dependendo do documento.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof.canaldosconcursos. uma atividade específica. audiovisuais e cartográficos (mapas). Fica criado o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq). Os documentos de arquivos compõem um todo. ARQUIVOS BIBLIOTECAS Os documentos de arquivo são O material de uma biblioteca não é produzidos e/ou acumulados em produzido/acumulado em função de função de uma atividade específica. Os documentos são produzidos com objetivo de servir à determinada pessoa ou organização. uma folha de processo. exemplares de um mesmo livro.com. Wagner Rabello Jr. Materiais de bibliotecas compõem-se de peças isoladas e independentes. Instituições arquivísticas brasileiras A lei 8. A regra básica é tentar manter De acordo com a intensidade da apenas uma via de cada documento utilização. temos. não guardando relação uns com os outros. por si só. www. Ex: os livros da biblioteca de uma universidade. 26.159/1991 estabelece que: Art. de Existem métodos pré-determinados do para classificar e organizar os da documentos. Após.

públicas e privadas.promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas.com. Wagner Rabello Jr.subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento.CONARQ.073 de 3 de janeiro de 2002. V . a referida lei foi regulamentada pelo decreto 4. tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e privados. estadual. VI . do Distrito Federal e municipal. § 2º A estrutura e funcionamento do conselho criado neste artigo serão estabelecidos em regulamento. bem como exercer orientação normativa visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos de arquivo. 2o Compete ao CONARQ: I .(Redação dada pelo Decreto nº 7.estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de âmbito federal. 26 da Lei no 8. III .430. à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos. órgão colegiado.159. 1o O Conselho Nacional de Arquivos .zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o funcionamento e o acesso aos arquivos públicos. visando à gestão. § 1º O Conselho Nacional de Arquivos será presidido pelo Diretor-Geral do Arquivo Nacional e integrado por representantes de instituições arquivísticas e acadêmicas. II .SINAR. produzidos ou recebidos em decorrência das funções executiva. No ano de 2002. Art.estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos . sugerindo metas e prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados.propor ao Ministro de Estado da Justiça normas legais necessárias ao aperfeiçoamento e à implementação da política nacional de arquivos públicos e privados. www. criado pelo art.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. legislativa e judiciária.canaldosconcursos.br/curso_pdf 12 . de 2011) Vigência IV . de 8 de janeiro de 1991. Segue a parte do regulamento que nos interessa: Art. vinculado ao Arquivo Nacional.

tecnologia. dos Estados. XIII . VII .159.canaldosconcursos.br/curso_pdf 13 . O Conselho Nacional de Justiça instituiu o Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário www. Um dos pontos que merecem destaque é que. conjugar esforços e encadear ações. XIV .articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas nacionais nas áreas de educação. X . XI .recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política nacional de arquivos públicos e privados. ciência. IX . 12 da Lei no 8. XII . cultura.promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados.estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados. de 1991. nos termos do art. Considerando a independência entre os poderes. informação e informática.propor ao Presidente da República. cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas. são protegidos pela legislação.com. o poder judiciário segue as normas do CONARQ? A resposta é sim. Legislativo e Judiciário da União.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. os arquivos privados que forem considerados de interesse público. os particulares detentores desses acervos estão proibidos de vendê-los.estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam atividades de arquivo nas instituições integrantes do SINAR. VIII .manter intercâmbio com outros conselhos e instituições.identificar os arquivos privados de interesse público e social. por intermédio do Ministro de Estado da Justiça. sem antes consultar e oferecer ao poder público competente. a declaração de interesse público e social de arquivos privados.estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo. bem como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos. XV . Inclusive. do Distrito Federal e nos Poderes Executivo e Legislativo dos Municípios. para prover e receber elementos de informação e juízo. Wagner Rabello Jr.

216. Responsabilidade dos agentes públicos O Manual de Gestão Documental do Poder Judiciário também elenca uma série de normas que tratam da responsabilização dos agentes públicos em face da documentação produzida ou recebida pela instituição. no art. criado pelo art. 8. que por sua vez é comandado pelo CONARQ. civil e administrativa. Wagner Rabello Jr. por meio de representantes indicados. Ficará sujeito à responsabilidade penal. De acordo com a referida lei. ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação.com. O comando constitucional foi em parte regrado pela Lei n. visando à preservação e acessibilidade das informações contidas nos autos judiciais e em documentos institucionais administrativos a fim de aperfeiçoar a prestação dos serviços jurisdicionais e administrativos do Poder Judiciário. determina que cabe à administração pública. vejamos alguns trechos importantes do Manual de Gestão Documental do Poder Judiciário: A instituição do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem como principal objetivo implantar uma política nacional de gestão documental e de preservação da memória dos diversos órgãos do judiciário brasileiro. o Manual de Gestão Documental do Poder Judiciário declara expressamente que o Poder Judiciário integra o Sistema Nacional de Arquivos. A Constituição Federal de 1988. (Proname). tanto a gestão da documentação governamental. na forma da lei. 26 da Lei n.canaldosconcursos. à cultura. Além disso. O Poder Judiciário integra o Sistema Nacional de Arquivos (Sinar) e participa do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq). na forma da legislação em vigor.159/1991.159/1991. aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado www. como instrumento de apoio à administração. Em relação a este ponto. 25. 8.br/curso_pdf 14 . constituem deveres do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivos.159/1991 – Art.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. à padronização e utilização das melhores práticas de gestão documental. Vejamos: 9 Lei n. bem como a utilização dos acervos judiciais na construção da História. As suas ações são voltadas à integração dos tribunais. 8. quanto as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. § 2º.

296/1996 . 153 . Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas. como de interesse público e social. instalação científica ou similar protegido por lei. de que é destinatário ou detentor. ofício ou profissão. informações sigilosas ou reservadas. e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena detenção. ou quebrar segredo da Justiça. segredo. sem justa causa. ministério. passada essa parte introdutória (sugiro pelo menos uma releitura). ato administrativo ou decisão judicial: Pena . Pena: reclusão. de informática ou telemática. de um a três anos. ou multa. Se o crime for culposo. 9. Lei n. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei. a ação penal será incondicionada.canaldosconcursos. www.detenção. (Incluído pela Lei n. biblioteca. Repiso. e multa.983/2000) Pena – detenção.983/2000) § 1º. sem prejuízo da multa. museu.Art.com. § 1º Somente se procede mediante representação. ato administrativo ou decisão judicial. Desse modo. Vamos analisar os principais termos utilizados na arquivística. 9 Lei n. por meio da qual espero que vocês tenham assimilado o “espírito da coisa”.983/2000) Art. 9. contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: (Incluído pela Lei n.983/2000) § 2º Quando resultar prejuízo para a Administração Pública. não precisa se preocupar em saber de ponta a ponta. sem justa causa. inutilizar ou deteriorar: I – bem especialmente protegido por lei. II . pinacoteca. por exemplo. (Parágrafo único renumerado pela Lei n.Art. Parágrafo único. 10. registro. de dois a quatro anos. é situá-lo na matéria.arquivo. de um a seis meses.Revelar alguém. o que é a teoria das três idades. 9. sem justa causa. Bem.br/curso_pdf 15 . de que tem ciência em razão de função. (Incluído pela Lei n. a pena é de seis meses a um ano de detenção. 9. Divulgar. de três meses a um ano. Um ponto que eu gostaria de deixar claro é que praticamente tudo que estamos vendo aqui será aprofundado nas próximas aulas. por enquanto. ou multa. 9. 9.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. e multa. a idéia.reclusão. e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena . 154 .Divulgar alguém.605/1998 . assim definidas em lei. e multa. 62. Destruir. 9 Código Penal – Art. Wagner Rabello Jr.A. conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial.

ARQUIVÍSTICA – 1. Unidade ou órgão responsável pelo arquivo corrente. Tradicional . de três maneiras: unicamente administrativa . TERMINOLOGIA ARQUIVÍSTICA Nosso glossário de terminologia arquivística é uma adaptação do glossário da Universidade Federal Fluminense (UFF). Seu uso apresenta valor primário. Constituído de documentos em movimentação ou freqüentemente consultado. exclusivo do órgão produtor. 2.com.Reunião de documentos armazenados num arquivo. proteção. ocupando-se simultaneamente com o valor primário e secundário do documento. sua constituição. Nada disso. seus princípios e técnicas.maneira nova e englobante. 2.principal preocupação com o valor primário do documento.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof.dá ênfase o valor secundário do documento. Disciplina que permite a gestão da informação orgânica. Ciência. ACERVO . ARQUIVAMENTO . ACESSO / POLÍTICA . Wagner Rabello Jr. Outra coisa. Integrada . o direito à privacidade. ARMAZENAMENTO .Estocagem de documentos. atendendo aos objetivos de sua criação. em locais apropriados que lhe garantam preservação. ARQUIVO CORRENTE (também chamado de ARQUIVO DE PRIMEIRA IDADE) – 1. assim como. a segurança nacional e a ordem pública. apenas veremos mais detalhadamente os conceitos abaixo. desenvolvimento e utilização. organização. tem como objeto o estudo dos arquivos.canaldosconcursos. conhecida como arquivologia. porém atendendo as normas e legislações.Consiste na embalagem e estocagem de documentos de forma adequada a sua conservação. 2. facilitando seu manuseio e obedecendo a uma ordem estabelecida.Direito de buscar informação e pesquisa numa documentação. não fique pensando que as próximas aulas serão difíceis. www.br/curso_pdf 16 .

2. Unidade ou órgão responsável pelo arquivo permanente. composta por profissionais de diversas áreas. indicando com precisão o prazo de guarda nas fases corrente. de acordo com a freqüência da sua utilização.Serie de etapas na qual passam os documentos. a semi-atividade e a inatividade. Seu uso apresenta um valor secundário de testemunho e informação. AVALIAÇÃO . O ciclo vital dos documentos guarda relação com a teoria das três idades. condicionamento.canaldosconcursos.com. devendo ser executado por uma equipe técnica. podendo haver restrição ou não quanto ao acesso e uso dependendo das normas e legislações vigente.) da qual a instituição gestora visa a disposição dos documentos de um arquivo. A vida dos documentos de arquivo são divididas em três intervalos de tempo: a atividade. CLASSIFICAÇÃO – Forma de organização (ex: por assunto. ARQUIVO INTERMEDIÁRIO (também chamado de ARQUIVO DE SEGUNDA IDADE) – 1.Papel da arquivística que tem por destinação garantir aos documentos de arquivo. historiadores. com análise e seleção de documentos. CICLO VITAL DOS DOCUMENTOS . Constituído de documentos que não sendo de uso corrente. aguardam em armazenamentos. intermediária e permanente. que veremos mais adiante. Wagner Rabello Jr.Dados que identificam a cronologia da unidade de www. Unidade ou órgão responsável pelo arquivo intermediário. por data.O processo de avaliação de documentos de arquivo é feito através de pré-requisitos estabelecidos. Constituído de documentos de guarda permanente em razão do seu valor histórico informativo e probatório. ou ARQUIVO HISTÓRICO) – 1. pesquisadores. armazenamento. economistas e etc. com identificação de seus valores primário e secundário. como: arquivistas. ARQUIVO PERMANENTE (também chamado de ARQUIVO DE TERCEIRA IDADE. preservação e restauração. por nome etc.br/curso_pdf 17 .CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. caracterizados em intervalos de tempo. CONSERVAÇÃO . profissionais das unidades organizacionais as quais os documentos serão avaliados. DATAS-LIMITE . sua destinação final. 2.

reunidos por semelhanças de atividades. indicando datas de início e término do período que contém os documentos.Procedimentos destinados a garantir proteção física dos arquivos contra agentes decompositores. que partindo de elementos formais e de conteúdo. a eliminação ou reprodução. Unidade de arranjo principal dos arquivos permanentes. PRESERVAÇÃO . sendo utilizados por uma física ou jurídica no decorrer das suas funções e atividades. permitem identificar o acervo arquivístico e elaborar instrumentos de pesquisa. arquivamento.br/curso_pdf 18 . independentes da sua forma e suporte. guarda permanente. definem o caminho quanto à guarda dos documentos.Disciplina que tem por fim a estrutura formal e autêntica dos documentos.Atividades que após envolverem a avaliação. manutenção.com.Processo pelo qual se estabelece o método de armazenamento. onde os documentos acumulados da fonte geradora passam a conviver com os de outra fonte. Trata-se de descrever o conteúdo do acervo. Wagner Rabello Jr. DESCRIÇÃO . reunidos orgânica e automaticamente.Constituídos de procedimentos. DIAGNÓSTICO DE ARQUIVOS .Avaliação rotineira. DIPLOMÁTICA . 2. Documentos reunidos. tramitação e avaliação dos documentos de arquivo. PLANO DE CLASSIFICAÇÃO . com o objetivo de implantar sistemas e estabelecer programas quanto à produção. com o objetivo eficaz quanto à criação.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. tramitação e arquivamento dos documentos. www. classificação. FUNDO – 1. respeitando sua origem. GESTÃO DE DOCUMENTOS . ordenação e classificação.Avaliação de dados básicos sobre as condições dos arquivos. guarda temporária. ou seja.canaldosconcursos. DESTINAÇÃO .

atuação (registro). TABELA DE TEMPORALIDADE . RECOLHIMENTO (ou GUARDA) – Nome técnico dado à passagem dos arquivos correntes ou intermediários para o arquivo permanente. em regra. PROTOCOLO – 1.Conjunto de caracteres utilizados para estudar os tipos documentais. Setor responsável pelo recebimento.br/curso_pdf 19 . as funções e as atividades da instituição que os produziu ou acumulou. VALOR PROBATÓRIO – 1. Número de registro dado ao documento. TRANSFERÊNCIA – Nome técnico dado à passagem dos arquivos correntes para os intermediários. prova ou testemunho. dependendo de seu uso: arquivo corrente.com.canaldosconcursos. tanto de pessoas físicas ou jurídicas quanto da coletividade. inseparáveis. A qualidade pela qual os documentos de arquivo permitem conhecer a estrutura. distribuição e movimentação de documentos. PROCESSO – conjunto de documentos reunidos que vão sendo organicamente acumulados e que são.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof.Teoria na qual os arquivos passam por três períodos distintos de arquivamento. no decorrer de uma ação/procedimento administrativo ou judicial. TIPOLOGIA DOCUMENTAL . Valor que possuem os documentos que envolvam direitos.Valor que o documento apresenta para atender a finalidade de sua criação. 3. transferência. eliminação e reprodução dos documentos. elaborado após análise e aprovação por autoridade competente. www. 2. determinando o prazo de guarda.Registro do ciclo de vida dos documentos. TEORIA DAS TRÊS IDADES . recolhimento. Livro no qual são registrados os documentos. legais e fiscais. Wagner Rabello Jr. VALOR PRIMÁRIO . 2. arquivo intermediário e arquivo permanente. com vista ao uso para fins administrativos.

VIGÊNCIA .com.br/curso_pdf . diferentes para os quais foram originados. talvez por isso apareça tanto em provas. a fim de se preservar as relações entre os documentos como testemunho do funcionamento daquela entidade. o princípio da proveniência. informação para o próprio serviço e para terceiros. 3. Um dos princípios fundamentais da Arquivologia. você não deve guardar INDIVISIBILIDADE metade do arquivo de órgão no prédio A e a outra metade no prédio B. Ex: os arquivos da Polícia Federal que vão para o Arquivo Nacional devem ficar separados dos arquivos da Receita Federal. dispersão. o arquivo proveniente de cada instituição não pode se misturar com os de outras instituições.Com fins. VALOR SECUNDÁRIO . obedecendo a um ciclo de vida e uma tabela de temporalidade. Wagner Rabello Jr. sendo certo que o primeiro princípio. determina que os arquivos oriundos de uma mesma fonte (proveniência) não devem ser misturados com os arquivos de outra fonte. PRINCÍPIOS DA ARQUIVOLOGIA Como praticamente ocorre em todas as ciências. ou seja. tem em vista o uso do documento como fonte de pesquisa.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. a Arquivologia possui alguns princípios que devem ser seguidos pelos agentes responsáveis pela documentação. separação. Em linhas gerais. aparece em praticamente metade das provas que cobram este assunto. Vou dispor os princípios seguindo a ordem de intensidade que os mesmos aparecem em provas.Tempo na qual os documentos possuem validade. 20 RESPEITO À ORDEM ORIGINAL www. PROVENIÊNCIA Os fundos devem ser mantidos sem divisão.canaldosconcursos. INTEGRIDADE/ De acordo com esse princípio os arquivos de uma mesma proveniência devem conservar a ordenação estabelecida pela entidade produtora.

Wagner Rabello Jr. A organicidade é a qualidade segundo a qual os arquivos espelham a estrutura.com.br/curso_pdf 21 . UNICIDADE www. ORGANICIDADE Podemos dizer que esse princípio é um desdobramento do princípio da ordem original. os documentos que são produzidos em diversas vias originais e ou cópias.canaldosconcursos. funções e atividades da entidade produtora/acumuladora em suas relações internas e externas. após sua regular utilização devem ser reduzidos a apenas 1 (um) original para arquivamento.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. De acordo com esse princípio.

2009.br www. 4.br/curso_pdf 22 . 2.uff.com.canaldosconcursos. Editora FGV.htm www.cnj.gov. Editora FGV. 2009.arquivonacional.gov. SCHELLENBERG. PAES. Theodore R. Arquivos Modernos: princípios e técnicas.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. Sites consultados: www. Arquivo: teoria e prática.br www. BIBLIOGRAFIA 1. Marilena Leite.br/iacs/arquivologia/coord_arquiv.arquivonacional. Wagner Rabello Jr.br www.conarq.gov.

159. (D) remessa. intermediária e permanente. (D) Conselho Federal de Arquivologia. GABARITO: C 2. 1o. (E) transferência. de 8 de janeiro de 1991. bem como a orientação normativa visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos do arquivo são atribuições do: (A) Arquivo Federal Brasileiro. vinculado ao Arquivo Nacional. (C) Conselho Nacional de Arquivos. Comentário: De acordo com o Art. Wagner Rabello Jr. (B) encaminhamento.canaldosconcursos. (FCC/TRE-AM/Técnico Judiciário/2011) Em seu ciclo vital. (E) Sistema Nacional de Arquivos. criado pelo art. 5. Portanto.CONARQ.com. (C) passagem. do decreto 4. O Conselho Nacional de Arquivos . Comentário: www. órgão colegiado.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. QUESTÕES COMENTADAS 1. tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e privados.073/2002. (FCC/TRE-AP/Técnico Judiciário/2007) A definição da política nacional de arquivos públicos e privados. bem como exercer orientação normativa visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos de arquivo. 26 da Lei no 8. O ingresso de documentos nesta última etapa é conhecido como: (A) recolhimento.br/curso_pdf 23 . (B) Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos. os arquivos passam por fases sucessivas a que se convencionou chamar de corrente.

tanto de pessoas físicas ou jurídicas quanto da coletividade. (C) conservação preventiva.br/curso_pdf 24 . (B) territorialidade. GABARITO: D 4.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. 2. Wagner Rabello Jr. (B) teoria das três idades. Este é o enunciado do princípio da: (A) equivalência. (E) proveniência.com. as funções e as atividades da instituição que os produziu ou acumulou. A qualidade pela qual os documentos de arquivo permitem conhecer a estrutura. Comentário: www. (D) valor probatório. (FCC/TRE-TO/Técnico Judiciário/2011) Os arquivos originários de uma instituição ou pessoa devem manter sua individualidade. Essa resposta você encontra em nosso glossário. (D) destinação. não sendo misturados aos de origem diversa. (E) tabela de temporalidade Comentário: Temos duas definições complementares: 1. prova ou testemunho. Valor que possuem os documentos que envolvam direitos. as funções e as atividades da instituição que os produziu ou acumulou é conhecida como: (A) princípio da ordem original. GABARITO: A 3. (FCC/TRE-AM/Técnico Judiciário/2011) A qualidade pela qual os documentos de arquivo permitem conhecer a estrutura.canaldosconcursos. O nome técnico do procedimento que leva o documento para a fase permanente é: RECOLHIMENTO OU GUARDA. (C) pertinência.

você não deve guardar metade do arquivo de um determinado órgão no prédio A e a outra metade no prédio B. (FCC/TRT 8ª REG. (D) ficam armazenados em depósitos correntes e intermediários. ou seja. Comentário: Os arquivos são naturalmente produzidos e/ou acumulados em função de uma atividade específica. separação. segundo o qual os fundos devem ser mantidos sem divisão. Wagner Rabello Jr./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) Integridade arquivística é atributo segundo o qual um fundo deve se conservar: (A) classificado e descrito. (C) orgânico e vital. (E) restaurado e microfilmado.br/curso_pdf 25 . (E) são naturalmente produzidos e acumulados. (D) indivisível e coeso. Por outro lado. Comentário: Trata-se do princípio da intregridade/indivisibilidade.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. (B) só podem ser ordenados alfabeticamente. uma coleção de www. (C) estão sempre organizados segundo sua destinação final.canaldosconcursos. dispersão. (B) permanente e analítico. GABARITO: D 6. A questão faz referência a um dos princípios da arquivologia. Volto a alertá-los de que este é o princípio que mais aparece em provas de concursos. Os arquivos de uma instituição devem ser guardados juntos.com. (FCC/TRT 8ª REG. sem serem misturados aos de outras instituições. GABARITO: E 5./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) Um fundo de arquivo difere de uma coleção porque os documentos que o compõem: (A) são passíveis de descrição.

distribuição e movimentação (tramitação) de documentos. Comentário: As atribuições do setor de protocolo são: recebimento. esse acervo decorre de uma vontade de guardar espontânea.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. (D) normativa ou impositiva. (B) técnica ou prática.br/curso_pdf 26 .canaldosconcursos. (FCC/TRT 8ª REG. um hobby./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) O setor de protocolo recebe os documentos de uma instituição. (C) científica ou teórica. Wagner Rabello Jr. (E) administrativa ou judiciária. Comentário: Questão tranquila. encarregando-se de: (A) sua descrição e difusão. tendo em vista que não são naturalmente produzidos. (C) seu diagnóstico e planejamento.. atuação (registro). GABARITO: E 8..com. (D) seu descarte e acondicionamento. não tem um caráter de arquivo. (E) sua distribuição e tramitação. por exemplo. fotografias ou de selos./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) O processo é uma unidade documental formada no decorrer de ação: (A) conclusiva ou decisória. GABARITO: E 7. GABARITO: E www. Consta do nosso glossário de terminologia arquivística. (B) sua avaliação e digitalização. (FCC/TRT 8ª REG.

CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. não dispõem de documentos iconográficos. (C) temporalidade. no âmbito da Arquivologia. Nessa linha de abordagem. é possível afirmar que os arquivos: (A) ao contrário das bibliotecas. os manuais de Arquivologia costumam definir os procedimentos da área comparando-os aos praticados pelas demais instituições de custódia de documentos. GABARITO: E 10. (D) territorialidade. sem que seus documentos sejam misturados aos de origem diversa. 9. só comportam documentos manuscritos e dactiloscritos.com. reúnem documentos desprovidos de autonomia. sua individualidade. (E) proveniência./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) Os arquivos acumulados por determinada instituição devem manter. organizam seu universo documental a partir de descritores e palavras-chave. (C) ao contrário das bibliotecas. Tal recomendação é conhecida. têm uma função social de lazer e entretenimento. Comentário: Olha ele aí de novo. como princípio da: (A) ordem original.br/curso_pdf 27 . Comentário: www. a todo custo. Mais uma vez o princípio da proveniência. (E) à semelhança dos centros de documentação. (D) à semelhança dos museus.canaldosconcursos. Wagner Rabello Jr. (B) ao contrário dos museus. (FCC/TRT 8ª REG. (FCC/TRE-SE/Técnico Judiciário/2007) Inspirados no clássico autor Schellenberg. (B) destinação.

os III. (C) da destinação. Wagner Rabello Jr. Tratase da comparação entre arquivo e biblioteca. A diferença entre o material de biblioteca e o de arquivo independe de técnica de registro. museus e centros de documentação formam seus acervos por meio de coleções.canaldosconcursos. mas exige uma boa dose de reflexão. o arquivo é composto de documentos que guardam relação entre si. estou fazendo de propósito para que você não esqueça. I.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. Ao museu histórico devem ser recolhidos documentos de arquivo de valor permanente. A questão não é difícil. GABARITO: A 11. (FCC/TRT 23ª REG.com./Analista Judiciário-Arquivologia/2011) A propósito do paralelismo entre as diferentes instituições de custódia de documentos. www. (E) da proveniência. Isso significa dizer que um documento arquivístico deve pertencer a um determinado fundo de arquivo.. GABARITO: E 12. é conhecida como princípio: (A) do respeito à ordem original.. (D) do isolamento.br/curso_pdf 28 . (FCC/TRE-PI/Técnico Judiciário/2009) A determinação segundo a qual os arquivos originários de uma instituição devem manter sua individualidade. suporte ou formato. II. (B) da classificação. Cai muito em prova. sem misturar-se aos de origem diversa. A opção A diz que os documentos de um arquivo são desprovidos de autonomia. considere as afirmativas abaixo. Comentário: Outra vez. Ao contrário dos arquivos. Enquanto a biblioteca tem peças isoladas.

Os arquivos formam seus acervos em virtude de uma atividade específica. (C) I. Comentário: Vamos analisar cada um dos itens: I. (D) arranjo e descrição. Neste trecho de seu livro Arquivos para quê? (São Paulo. apenas. da documentação.br/curso_pdf 29 . III. ao contrário das necessidades da comunicação. em geral. (FCC/TRT 19ª REG.canaldosconcursos. (D) II e III. Bruno Delmas refere-se ao binômio: (A) arquivos públicos e arquivos privados. O que torna os acervos de uma biblioteca diferente é a origem do documento. Pouco importa como o documento vai ser registrado (se em fichas de papel.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. Certa. o gênero etc. GABARITO: E 13. Ao museu são recolhidas peças de valor permanente. enquanto museus e bibliotecas formam seus acervos através de coleções. (E) atividades-fim e atividades-meio. Errada. no tempo longo da vida dos homens e das instituições./Analista Judiciário-Arquivologia/2011) A guarda dos arquivos se inscreve na duração. (B) arquivo permanente e arquivo corrente. os métodos. II. apenas. Certa. Os arquivos de valor permanente devem ser recolhidos ao arquivo. (E) I e III. que são orientadas para a atualidade e o imediato. em DVD). 2010). (C) arquivologia e ciência da informação. Está correto o que se afirma em: (A) I. base de dados eletrônicas etc). Wagner Rabello Jr.com. em CD. www. da informação e. (B) I e II. apenas. apenas. tampouco importa o suporte ou formato (se é em papel. II e III.

canaldosconcursos. que é a discórdia existente em torno do princípio da ordem original.. em geral.com. respeitando a ordem física que os documentos tinham na fase corrente. que são orientadas para a atualidade e o imediato” utilização imediata. (FCC/TRT 19ª REG.br/curso_pdf 30 . É sempre bom a gente estudar em um nível um pouco acima da prova que vamos fazer. (D) integridade. Também não é prá menos. Comentário: Lembram-se de que eu comentei que o princípio da organicidade é um desdobramento do princípio da ordem original. como diz o ditado: “quem pode o mais. Comentário: Outra questão que não é difícil. Wagner Rabello Jr. (C) jurisdição arquivística. dizem respeito à documentação em fase corrente (primeira idade). da informação e. (B) sucessão arquivística. Vamos lá: Olhando as opções a questão fica um pouco mais fácil. pode o menos”. Logo. afinal. o aqui e agora. no entanto merece uma boa dose de reflexão. não sei se vocês perceberam. traduzindo-o como princípio do respeito à: (A) organicidade. (E) temporalidade. “. Também vamos dividir o cabeçalho da questão: “A guarda dos arquivos se inscreve na duração.. Outros o entendem à luz do fluxo natural com que foram produzidos. A questão explica um dos motivos pelos quais existe esse desdobramento. no tempo longo da vida dos homens e das instituições” Guarda ou recolhimento dizem respeito aos arquivos permanentes (ou históricos)./Analista Judiciário-Arquivologia/2011) O princípio do respeito à ordem original tem sido objeto de polêmica na área arquivística. ao contrário das necessidades da comunicação. Uns preferem considerá-lo de forma estrita. mas essa e algumas outras são questões de nível superior e para quem fez graduação em Arquivologia.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. www. da documentação. GABARITO: B 14.

(C) de empresa de guarda terceirizada./Analista Judiciário-Arquivologia/2011) De acordo com critério baseado na responsabilidade.com.canaldosconcursos. GABARITO: E www. GABARITO: A 15. (D) de um centro de documentação. (FCC/TRT 19ª REG. os documentos de primeira idade ficam sob a custódia: (A) do arquivo intermediário.br/curso_pdf 31 . devem permanecer junto ao órgão produtor. (E) do órgão produtor. Wagner Rabello Jr. em fase corrente. (B) do arquivo permanente. são aqueles que estão sendo constantemente utilizados.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. Logo. salvo necessárias e eventuais movimentações. Comentário: Documentos de primeira idade.

2. (C) passagem. os arquivos passam por fases sucessivas a que se convencionou chamar de corrente. 3. (D) Conselho Federal de Arquivologia.com. O ingresso de documentos nesta última etapa é conhecido como: (A) recolhimento. (FCC/TRE-AP/Técnico Judiciário/2007) A definição da política nacional de arquivos públicos e privados.canaldosconcursos.br/curso_pdf 32 . (B) encaminhamento. bem como a orientação normativa visando à gestão documental e à proteção especial aos documentos do arquivo são atribuições do: (A) Arquivo Federal Brasileiro. (B) teoria das três idades. (D) valor probatório. as funções e as atividades da instituição que os produziu ou acumulou é conhecida como: (A) princípio da ordem original. (C) conservação preventiva. LISTA DAS QUESTÕES 1. (D) remessa. (E) transferência. 6. (B) Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos. (E) tabela de temporalidade www.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. (FCC/TRE-AM/Técnico Judiciário/2011) A qualidade pela qual os documentos de arquivo permitem conhecer a estrutura. Wagner Rabello Jr. (C) Conselho Nacional de Arquivos. intermediária e permanente. (E) Sistema Nacional de Arquivos. (FCC/TRE-AM/Técnico Judiciário/2011) Em seu ciclo vital.

(E) são naturalmente produzidos e acumulados. (B) só podem ser ordenados alfabeticamente.br/curso_pdf 33 .canaldosconcursos. (D) ficam armazenados em depósitos correntes e intermediários. 7./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) Integridade arquivística é atributo segundo o qual um fundo deve se conservar: (A) classificado e descrito. (E) restaurado e microfilmado./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) O processo é uma unidade documental formada no decorrer de ação: (A) conclusiva ou decisória. www. (D) indivisível e coeso. (D) destinação. (B) permanente e analítico. 4. 6. 5. (B) técnica ou prática. (FCC/TRT 8ª REG. (C) estão sempre organizados segundo sua destinação final. (B) territorialidade. não sendo misturados aos de origem diversa. (FCC/TRT 8ª REG.com.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. (C) científica ou teórica. (E) proveniência. (C) pertinência./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) Um fundo de arquivo difere de uma coleção porque os documentos que o compõem: (A) são passíveis de descrição. (FCC/TRE-TO/Técnico Judiciário/2011) Os arquivos originários de uma instituição ou pessoa devem manter sua individualidade. Este é o enunciado do princípio da: (A) equivalência. (FCC/TRT 8ª REG. Wagner Rabello Jr. (D) normativa ou impositiva. (C) orgânico e vital.

(FCC/TRT 8ª REG. 10. (D) seu descarte e acondicionamento. (E) administrativa ou judiciária. (C) ao contrário das bibliotecas. (B) ao contrário dos museus. sua individualidade. só comportam documentos manuscritos e dactiloscritos. Tal recomendação é conhecida. (B) sua avaliação e digitalização./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) Os arquivos acumulados por determinada instituição devem manter. é possível afirmar que os arquivos: (A) ao contrário das bibliotecas. a todo custo. 9. encarregando-se de: (A) sua descrição e difusão. como princípio da: (A) ordem original. os manuais de Arquivologia costumam definir os procedimentos da área comparando-os aos praticados pelas demais instituições de custódia de documentos. Wagner Rabello Jr. (B) destinação. (C) temporalidade. 8. (FCC/TRE-SE/Técnico Judiciário/2007) Inspirados no clássico autor Schellenberg. (D) territorialidade. (E) proveniência.com. reúnem documentos desprovidos de autonomia. (C) seu diagnóstico e planejamento.br/curso_pdf 34 . no âmbito da Arquivologia. (FCC/TRT 8ª REG. www. sem que seus documentos sejam misturados aos de origem diversa. não dispõem de documentos iconográficos. Nessa linha de abordagem. (E) sua distribuição e tramitação.canaldosconcursos.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof./Analista Judiciário-Arquivologia/2010) O setor de protocolo recebe os documentos de uma instituição.

(E) I e III. www. (FCC/TRE-PI/Técnico Judiciário/2009) A determinação segundo a qual os arquivos originários de uma instituição devem manter sua individualidade. II e III. A diferença entre o material de biblioteca e o de arquivo independe de técnica de registro. III. (B) da classificação./Analista Judiciário-Arquivologia/2011) A propósito do paralelismo entre as diferentes instituições de custódia de documentos. I. Ao museu histórico devem ser recolhidos os documentos de arquivo de valor permanente. suporte ou formato. sem misturar-se aos de origem diversa. (E) à semelhança dos centros de documentação.com. têm uma função social de lazer e entretenimento.br/curso_pdf 35 . (C) I. 11. (FCC/TRT 23ª REG. apenas. considere as afirmativas abaixo. Ao contrário dos arquivos. 12.canaldosconcursos. (C) da destinação. (D) II e III. apenas. Wagner Rabello Jr. organizam seu universo documental a partir de descritores e palavras-chave. apenas. (D) do isolamento. é conhecida como princípio: (A) do respeito à ordem original. II. de Está correto o que se afirma em: (A) I.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. (D) à semelhança dos museus. apenas. (B) I e II. museus e centros documentação formam seus acervos por meio de coleções. (E) da proveniência.

(B) sucessão arquivística. Neste trecho de seu livro Arquivos para quê? (São Paulo. (E) atividades-fim e atividades-meio. (D) arranjo e descrição. 13. (D) de um centro de documentação. (FCC/TRT 19ª REG. (C) jurisdição arquivística.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. (FCC/TRT 19ª REG. (E) temporalidade. traduzindo-o como princípio do respeito à: (A) organicidade./Analista Judiciário-Arquivologia/2011) O princípio do respeito à ordem original tem sido objeto de polêmica na área arquivística.canaldosconcursos. (B) arquivo permanente e arquivo corrente. (B) do arquivo permanente. (FCC/TRT 19ª REG. (C) arquivologia e ciência da informação. que são orientadas para a atualidade e o imediato. da informação e. Outros o entendem à luz do fluxo natural com que foram produzidos. ao contrário das necessidades da comunicação. os documentos de primeira idade ficam sob a custódia: (A) do arquivo intermediário. Uns preferem considerá-lo de forma estrita. (D) integridade. da documentação. Bruno Delmas refere-se ao binômio: (A) arquivos públicos e arquivos privados. 14. (E) do órgão produtor./Analista Judiciário-Arquivologia/2011) A guarda dos arquivos se inscreve na duração. em geral. 2010)./Analista Judiciário-Arquivologia/2011) De acordo com critério baseado na responsabilidade.br/curso_pdf 36 . 15. www. respeitando a ordem física que os documentos tinham na fase corrente.com. (C) de empresa de guarda terceirizada. Wagner Rabello Jr. no tempo longo da vida dos homens e das instituições.

Wagner Rabello Jr. E Pessoal. E 3. C 6.com. E 12. E 2. 7. E 13.canaldosconcursos. Forte abraço!!!!! www. GABARITOS 1. A 7. E 9. B 4. E 11.br/curso_pdf 37 . Encerramos aqui nossa aula demonstrativa. D 10. E 14. espero revê-lo em breve na aula 1 para que possamos dar continuidade ao nosso estudo.CURSO EM PDF – ARQUIVOLOGIA PARA TRIBUNAIS Prof. D 8. A 5. A 15.

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