Crónica Nº 13 – Stop! Basta de estarmos sempre a denegrir Portugal!

2ª Edição revista e
melhorada

Por Henrique de Almeida Cayolla É usual os portugueses dizerem mal da forma de sermos, do país, das instituições, dos horários, de tudo! É lícito que se critique o que está mal, mas é bom que se tenha a certeza do que se diz, nomeadamente quando se compara Portugal com outros países. Quando se critica, é ainda conveniente que cada um se interrogue, se alguma vez contribuiu para a melhoria do assunto alvo da sua crítica, exercendo assim a sua cidadania. Isto vem a propósito de uma viagem que, no princípio de Agosto 2011, fiz a Santiago de Compostela, que gostei muito de visitar, onde presenciei soluções muito positivas e eficazes (ver foto) que poderíamos implementar cá, como por exº os semáforos para os peões, em que se vê o ícone em movimento, avisando ao lado os segundos que faltam para o sinal fechar. “Nota: no Porto, junto da Câmara Municipal instalaram lá, entretanto, este tipo de sinais”. . Mas, em Santiago de Compostela, também deparei com um conjunto de situações, que me inspiraram para esta crónica, tal a bizarria de comportamentos, e as deficientes condições nalguns locais. Vou passar a descrever o que vi, identificando os lugares e numerando os factos.

1º episódio – Hotel Tryp Santiago – 4 estrelas; pertence a uma cadeia de mais de
50 hotéis a nível mundial. Check-in: Começo por referir que a reserva foi feita pela internet, para 2 casais e 2 crianças de 5 anos, tendo o Hotel respondido que cada criança, teria que ficar num quarto de casal. Qual não foi a nossa surpresa, quando a recepcionista informou que a norma do Hotel é os quartos se destinarem só a dois adultos, e assim as crianças não poderiam ficar! Julgamos que estavam a gozar connosco! Pedimos para ver a confirmação da nossa reserva, e lá estava, preto no branco, o que acima mencionei, em relação às crianças, mostrando isso à recepcionista! Mas ela continuava a insistir que se alguém enviou aquela confirmação, não era com ela, estava a cumprir as normas do hotel! A situação só acabou por se resolver com a chegada de um chefe.

2º episódio – Café Bar Derby ( desde 1929) ,em frente ao Hotel de Santiago de
Compostela. O café era grande e tinha bastante boa aparência, eu até comentei que, ressalvados certos itens, parecia o Majestic lá do sítio! Entramos para pequenosalmoços, e quando pedi para ir à casa de banho, fiquei escandalizado, pois deparei com um espaço extremamente exíguo, tendo à entrada um micro lavatório, (de tal maneira pequeno e com a torneira numa posição, em que mal se abria, o jacto batia no lado do lavatório e respingava sobre a pessoa), e o urinol; e continuando nesse espacinho em frente, tinha uma porta, que dava acesso ao “privado” onde não havia sanita, mas sim um buraco no chão para a pessoa se acocorar, e assim “ se aliviar “! Estão a ver agora, mais atrás, a data que o café tão orgulhosamente dá a conhecer à frente do seu nome? Era uma situação própria de um quadro “quinto mundista”, que eu sabia que existia, mas só em ambientes extremamente diferentes! E ainda por cima, como os espaços eram tão pequenos, se estivesse lá um homem no primeiro espaço, um segundo homem que lá entrasse para ir ao privado, quase nem conseguia passar pelo que já lá estava! Como é que as entidades espanholas podem licenciar casas de banho nestas situações? 3º episódio – Esplanada de um restaurante , na zona histórica : Sentamo-nos para almoçar, trouxeram bebidas para as crianças, pediu-se duas vezes ao empregado para trazer palhinhas, e à terceira, responde o dito cujo: vão lá dentro buscar, que eu tenho mais mesas para atender! 4º episódio Antes de o descrever, vou só lembrar, a quem este texto ler, que ao dizemos uma frase, depende muito da entoação que lhe dermos, para ser um acto de sobranceria, para ser um pedido cordial de uma informação ou um pedido de ajuda! Ora, noutro restaurante da mesma zona, no fim da refeição, quando entrei e fiz uma pergunta a um empregado de cor «pode dizer-me onde é a casa de banho?» ele respondeu em espanhol: Primeiro, boa tarde, depois …é ali, e quase me empurrou ao passar por mim! 5º episódio – Noutros restaurante da zona histórica, ao tentarmos utilizar o que lhe chamavam« o menu do dia», com dois pratos, vinho, pão e sobremesa, para jantarmos os quatro adultos(claro que as crianças estavam connosco), ao perguntarmos se tinham quatro menus do dia, indicavam-nos uma mesa para quatro pessoas; e quando lembrávamos que haviam as duas crianças para sentar, não se disponibilizaram a deixarem sentar as crianças; foi difícil encontrar local e gente simpática! 6º episódio – Parque de estacionamento subterrâneo: Os locais para aparcar os carros eram muito pequenos, para um carro médio. Até havia dificuldade para abrir as portas, e alguns até só lá caberia um carro tipo smart. 7º episódio – Falta visível de policiamento numa zona tão movimentada como a zona histórica, pois nesse dia, houve sarrafusca com murros e pontapés, e a polícia não aparecia! Ao efectuar a narrativa destas situações foi apenas para nós sabermos dar o real valor ao que temos e como somos, comparando com os exemplos que apontei, que de facto são lamentáveis.

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