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PROSPECCAO MERCADO MANDIOCA

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PROSPE~1.

DOC

PROSPECÇÃO DE MERCADO PARA MANDIOCA E DERIVADOS DA REGIÃO DO MÉDIO MEARIM

Elaboração:

Bacabal / MARANHÃO dezembro / 2006

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PROSPECÇÃO DE MERCADO PARA MANDIOCA E DERIVADOS NA REGIÃO DO MÉDIO MEARIM

Realização: SEBRAE/MA Equipe: Agência Regional do SEBRAE / Bacabal John Nunes Santos Jacinto / Gerente Regional Fernando Aurélio Silva Santos / Gestor Mandiocultura

Elaboração: OVS EVENTOS EMPRESARIAIS Coordenação: Augusto Bento Serra Economista, Consultor em Empreendimentos Cooperativos e em Gestão Estratégica e Empresarial, com Especialização em Desenvolvimento Regional e em Desenvolvimento Rural Integrado. Equipe Técnica: Jorge Manuel Rodrigues Cunha Engenheiro Agrônomo, Expert em Inteligência Comercial. Anderson Viégas Serra Administrador de Empresas, responsável pela tabulação e tratamento de informações estatísticas.

Maria da Graça Viégas Serra
Assistente Social, especialista e Gestão de Recursos Humanos e pesquisadora.

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SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 1. INTRODUÇÃO ...................................................................
1.1 CARACTERIZAÇÃO DA MANDIOCULTURA NO CENÁRIO MUNDIAL E NO BRASIL...
1.1.1 1.1.2 1.1.3 1.1.4 1.1.5 1.1.6 No Mundo ................................................................................................................................................... No Brasil .................................................................................................................................................... No Nordeste .............................................................................................................................................. Situação no Maranhão ............................................................................................................................. Mão-de-Obra ............................................................................................................................................. Rentabilidade Econômica .........................................................................................................................

4
4
4 6 9 14 15 15

2 3

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ........................................ 15 ESTRUTURA DA DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO DE ALIMENTOS NO BRASIL .......................................................................... 16
3.1 ESTRUTURA DO SETOR VAREJISTA NO BRASIL ............................................................... 3.2 TENDÊNCIAS DO SETOR VAREJISTA .................................................................................... EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DE MANDIOCA E DERIVADOS NO 16 17

4

BRASIL: CONSEQUENCIAS SOBRE O MERCADO .............................. 18
4.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 18 4.2 ALGUNS ESTUDOS SOBRE EVOLUÇÃO E RELAÇÕES DE PREÇOS NO MERCADO DA MANDIOCA NO BRASIL ........................................................................................................ 20 4.3 EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DE RAIZ, FARINHA E FÉCULA: BREVES CONSIDERAÇÕES .......................................................................................................................... 21

5

ALGUNS ENTRAVES NA COMERCIALIZAÇÃO DA FARINHA DE MANDIOCA NO BRASIL ...................................................... 22
5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 22 CARACTERIZAÇÃO DO SETOR NAS REGIÕES ..................................................................... 24 ENTRAVES NA COMERCIALIZAÇÃO DA FARINHA DE MANDIOCA ............................. 24 ATUAÇÃO DO GOVERNO .............................................................................................................. 24 INTERAÇÃO ENTRE AS REGIÕES ............................................................................................. 24 CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE OS ENTRAVES ............................................................. 25

6

DIAGNÓSTICO ESPECÍFICO DE MERCADO PARA DERIVADOS DA MANDIOCA ..................................................................... 25
6.1 CARACTERÍSTICAS DO MERCADO FORNECEDOR/PRODUTOR ...................................... 6.2 CARACTERÍSTICAS DO MERCADO CONSUMIDOR ............................................................. 25 28

7

AMBIENTE INSTITUCIONAL ................................................
7.1 SEBRAE .............................................................................................................................................. 7.2 SEAGRO ............................................................................................................................................. 7.3 PREFEITURAS MUNICIPAIS .....................................................................................................

29
29 29 29

8 9 10 11 12

RECOMENDAÇÕES ............................................................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................ LISTA DE TABELAS .............................................................................................. LISTA DE FIGURAS ............................................................................................... ANEXOS ..................................................................................................................

29 31 33 33 34

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1 1.1

INTRODUÇÃO CARACTERIZAÇÃO DA MANDIOCULTURA NO CENÁRIO MUNDIAL E NO BRASIL

1.1.1

No Mundo
A produção mundial de mandioca vem crescendo, em especial nos países africanos, onde esta cultura se constitui na principal fonte energética de um grande contingente populacional. Em 1970, a produção de mandioca em raiz era de 96,9 milhões de toneladas e no ano de 2002 alcançou cerca de 184,7 milhões de toneladas, significando, portanto, em aumento de 91% no período de 32 anos. Originária do Brasil, a mandioca foi levada pelos portugueses no final do século XVI para a África, sendo que atualmente aquele continente detém 50% da produção mundial. A Nigéria apresenta expressiva contribuição sendo que no último ano registrou uma produção de 34,5 milhões de toneladas, o que lhe assegura a primazia no ranking mundial. Na maioria dos países africanos, praticamente não existem indústrias de farinha, fécula ou polvilho azedo e a produção é consumida “in natura”. Também a comercialização se processa em pequenas quantidades, em feiras livres, mercearias e em regiões produtoras próximas aos centros de consumo. A exemplo da Nigéria, outros países africanos também vêm aumentando a produção de alimentos e com destaque a cultura da mandioca, que, aliás, já assumiu o papel de segurança nacional no combate a fome de mais de 60% da população. Já no caso da Ásia e da América Latina, a cultura se diferencia justamente pelo crescente avanço da industrialização. Com uma participação relativa de 30% na produção mundial, a Ásia tem como principais países produtores, a Tailândia e a Indonésia, que juntas representaram aproximadamente 65% da produção asiática no ano de 2002, ou o equivalente a 34 milhões de toneladas de raiz. A Tailândia, embora seja o 3º país produtor de raiz, sendo precedida pela Nigéria e pelo Brasil, é o país que detém o maior parque industrial de fécula e de “pellets”. Sua produção anual de fécula supera 2 milhões de toneladas e de 8 a 10 milhões de toneladas de “pellets”, que são canalizados principalmente ao mercado dos países da União Européia, cujo volume exportado alcança até 80% do comércio internacional. Figura 1
PRODUÇÃO MUNDIAL DE MANDIOCA, POR CONTINENTE E PAIS

2000 2000 1991 1991 2000 1970 1991 2000 1970 1991 1970 2000

AFRICA Nigéria Congo Outros ÁSIA
1970

1991 2000 1970 1991 2000 1970 1991 1970 1970 2000 1991 2000 1970 1970 1991

Tailândia Indonésia Outros
2000

1970 1991

1991

AMÉRICA LATINA Brasil Outros

2000

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As quantidades exportadas pela Tailândia e uma pequena parcela pela Indonésia, oscilaram em torno de 7 milhões de toneladas, considerando-se os “pellets” e a fécula. As pequenas variações nas quantidades exportadas para a União Européia estão diretamente vinculadas à variação dos preços da soja, que também é um forte componente das rações.

TABELA 1 – PRODUÇÃO MUNDIAL DE MANDIOCA EM RAIZ (EM MILHÕES DE TONELADAS)

Segundo a FÃO, a produção mundial de mandioca deverá crescer nos próximos anos a uma taxa média de 1 a 2%. Este incremento será basicamente na África, América Latina e no Caribe. Na África a cultura da mandioca já começa, em alguns países, a tomar uma importância comercial, com organização dos produtores e/ou início de industrialização. O melhor desempenho da cultura no continente africano justifica-se basicamente em função de: a) Ser alimento básico para mais de 60% da população; b) Ser alimento de segurança nacional; c) Ter possibilidade de cultivo em solos menos férteis; d) Dada a instabilidade política e econômica, os produtores preferem cultivar mandioca porque oferece menor risco agrícola, menor custo de implantação e requerem menos insumos, comparativamente às demais culturas. Paralelamente ao aumento registrado nos últimos anos, os governos africanos estão: Investindo em pesquisas com vistas à melhoria da produtividade agrícola, solução de problemas relacionados com as condições climáticas e também começam a dar mais ênfase à organização da comercialização. Na América Latina e no Caribe, também são esperados aumentos na área a ser plantada, em especial no Brasil e na Colômbia, estimulados pelos excepcionais preços verificados na última safra. Já na Ásia, tanto a Tailândia como a Indonésia, seus principais produtores, não deverão apresentar aumentos significativos, devendo permanecer próximos aos níveis de produção do ano de 2002. Esta tendência deve-se principalmente aos baixos preços verificados a partir de 1999.
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Figura 2
PRODUÇÃO MUNDIAL DE RAIZ DE MANDIOCA PRODUÇÃO MUNDIAL DE RAIZ DE MANDIOCA (em milhões de toneladas) // 2002 (em milhões de toneladas) 2002

AMÉRICA AMÉRICA LATINA; 32,8 LATINA; 32,8 Outros; 17,6 Outros; 17,6 Indonésia; 16,7 Indonésia; 16,7

Brasil; 23,1 Outros; 9,7 Brasil; 23,1 Outros; 9,7

AFRICA; 100,7 AFRICA; 100,7

Nigéria; 34,5 Nigéria; 34,5 Tailândia; 16,9 Tailândia; 16,9 Outros; 51,3 Outros; 51,3 ÁSIA; 51,2 ÁSIA; 51,2 Congo ;; 14,9 Congo 14,9

1.1.2 No Brasil
A produção brasileira de mandioca apresentou os piores resultados entre os anos de 1996 e 1999, quando a média oscilou entre 18 milhões e 20 milhões de toneladas. Após aquele período, as últimas safras apresentaram uma estabilidade próxima a 23 milhões de toneladas, porém, de qualquer maneira, ainda está bastante aquém dos 30 milhões alcançados no ano de 1970. Esta redução é característica de produtos alimentares básicos, que são voltados basicamente ao mercado interno e por vezes substituídos, como é o caso de maior consumo de massas em detrimento da farinha de mandioca. Outro exemplo, não menos importante, é a substituição na alimentação suinícula por rações balanceadas e ainda a retirada da mistura da farinha de raspa de mandioca à farinha panificável, utilizada até meados dos anos 80. Também é notória a mudança do hábito alimentar, principalmente nas populações de baixa renda das regiões nordestinas que passaram a compor a sua dieta alimentar com mais massas (mais macarrão) em detrimento ao consumo da farinha de mandioca. Paralelamente às mudanças, já enumeradas e considerando-se as freqüentes oscilações nos preços recebidos pelos produtores, justifica-se em parte a estagnação da produção brasileira de mandioca em raiz. Apesar das freqüentes secas, a região do Nordeste é responsável por maior concentração da produção de mandioca. Em média, aquela região participa com cerca de 40% da produção nacional, destacando-se os estados da Bahia, Maranhão e Ceará. É a maior produtora e consumidora brasileira dos mais diversos tipos de farinha e, também, de outros pratos oriundos da raiz de mandioca ou até das folhas da planta.
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No Nordeste, existem centenas de casas de farinha, cuja exploração está baseada principalmente na mão-de-obra familiar e a produção dificilmente alcança 15 sacas do produto por dia. A goma como é conhecida naqueles estados é produzida em menor escala e para se obter a farinha tapioca, a maioria dos fabricantes importa a fécula de outras regiões, principalmente do Paraná. No Norte, o Pará que é o maior produtor brasileiro de mandioca em raiz, com uma média próxima a 4,2 milhões de toneladas, vem destacando-se como um dos maiores fabricantes de farinha. Com muita semelhança ao Nordeste, esta região, e em especial o Estado do Pará, além de grande número de pequenas casas de farinha, os produtores e os “comerciantes de feiras” já desenvolveram um forte comércio com polvilho azedo e com as folhas de mandioca, cuja utilização está cada vez mais presente na culinária daquela população. Já na região Centro-Oeste, considerada a mais recente em relação á industrialização começa a despontar o Mato Grosso do Sul, com grandes e modernas fecularias e também algumas fabricas de farinha. São Paulo, na região Sudeste, além de destaque na produção de fécula e seus modificados, concentra dois importantes centros de pesquisa, sendo Instituto Agrônomo de Campinas – IAC e a UNESP de Botucatu. A região Sul tem participado com cerca de 20% da produção nacional e tem como destaque o Rio Grande do Sul que produz mais de um milhão de toneladas de raiz, mas não a industrializa e a destina somente ao consumo animal. Santa Catarina já foi importante produtor de fécula, porém grande parte de suas indústrias foram transferidas para o Paraná, motivadas principalmente pela melhor produtividade agrícola do estado e pela concessão de algumas vantagens que os governos municipais ofereciam na época. O Paraná, 3º produtor nacional de raiz, é líder na produção de 72% da fécula nacional e, através de suas modernas indústrias, caminha rapidamente na busca de novos produtos a partir da fécula.

Tabela 2 - Área, Produção e Produtividade da Mandioca - principais Estados – 2002/2003 ESTADO ÁREA % PRODUÇÃO % PRODUTIVIDADE (ha) (t) (kg/ha) Pará 273.000 16,4 4.273.000 19,1 16.652 Bahia 326.000 19,6 4.088.000 18,3 12.540 Paraná 112.000 6,7 2.400.000 10,7 21.429 R.G.Sul 90.000 5,4 1.336.000 6,0 14.845 Maranhão 165.000 9,9 1.297.000 5,8 7.861 São Paulo 42.000 2,5 975.000 4,4 23.214 Minas Gerais 61.000 3,7 853.000 3,8 13.984 Amazonas 95.000 5,7 945.000 4,2 9.948 Ceará 89.000 5,4 840./000 3,8 9.438 Mato Grosso 40.000 2,4 426.000 1,9 10.650 Sta.Catarina 28.000 1,7 539.000 2,4 19.250 Outros 342.000 20,6 4.419.000 19,7 12.921 BRASIL 1.663.000 100,0 22.391.000 100,0 13.464 Fonte: IBGE, SEAB - DERAL
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Área Cultivada de Mandioca no Brasil (safra 2002/2003)

00 0

34 2.

32 6.

400.000 350.000 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 -

00 0

Fonte: IBGE, SEAB - DERAL

Figura 3

27 3

.0 00 16 5. 00 0 11 2. 0 00 00

00 90 .0

89 .0 0

95 .0

0 61 .0 0 0 0 42 .0 0

40 .0 0

0 28
Fonte: IBGE, SEAB - DERAL

á

M

Figura 4

4.500.000 4.000.000 3.500.000 3.000.000 2.500.000 2.000.000 1.500.000 1.000.000 500.000 ut O

1. 33 6. 00 1. 0 29 7. 00 0 97 5. 00 0 94 5. 00 0 85 3. 00 0 84 0. 00 0
s ro Pa rá hi Ba a

2. 40 0. 00 0

4. 41 9. 00 0 4. 27 3. 00 4. 0 08 8. 00 0

C ea rá as G er Sã ais o Pa M ul at o o G ro ss St a. o C at ar in a in
Produção (t) de Mandioca/Brasil NOS PRINCIPAIS ESTADOS - 2002/2003

ar an hã o Pa ra Am ná az on as R .G .S ul

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l s o a á o so as ná ai ul ar Su hã rin ra os er on ta G. Pa Ce an Gr Pa az o R. ar sG Ca o a M a. Sã Am at in St M M

Maranhão Ceará Amazonas Mato Grosso Bahia Outros Minas Gerais R.G.Sul Pará Sta.Catarina Paraná São Paulo

7.861 9.438 9.948 10.650

Figura 5
Produtividade da Mandioca nos Principais Estados Produtores, 2002/2003 Fonte: IBGE, SEAB - DERAL

12.540 12.921 13.984 14.845 16.652 19.250 21.429 23.214

53 9. 00 0 42 6. 00 0

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1.1.3 No Nordeste
Segundo estudo realizado pelos especialistas José Antonio Gonçalves dos Santos e Luiz Gonzaga Mendes2 sobre a Estrutura Agroindustrial da Mandioca no Nordeste, a mandioca, cultivada praticamente por micro e pequenos produtores, em estabelecimentos com menos de 100 hectares, constitui concretamente a principal fonte básica de carboidratos para uma população mundial de aproximadamente 500 milhões de pessoas, consumidos, sobretudo nos países em via de desenvolvimento situados nos trópicos. Estatísticas mostram que 65% da produção mundial de raízes de mandioca são destinados para o consumo humano (Buitrago, 1990) tanto na forma in natura quanto sob formas derivadas. É o quarto produto agrícola mais calórico, logo após o arroz, o milho e a cana-de-açúcar. Assim, a mandioca caracteriza-se como um recurso versátil de grande valor também para alimentação animal, alternativamente como forragem (parte aérea), silagem (componentes secos da raiz), raiz integral (fresca ou seca) ou ração balanceada produzida industrialmente. Além disso, são mais de noventa países produtores. Pode até ser uma simples exceção, mas o fato é que a mandioca é um dos produtos alimentares tradicionais que tem proporcionado a algumas nações ocuparem uma posição favorável no mercado internacional. Pode-se citar o Brasil como exemplo de insucesso, apesar de ser o segundo maior produtor de mandioca do mundo atualmente, após a Nigéria, e o terceiro ocupante da área colhida total. A produção da raiz é efetuada em todas as regiões brasileiras, e é o sétimo produto em termos de área colhida, correspondente a 49,10 milhões de hectares (39% da área colhida com diversas culturas, tais como o algodão, o milho, o trigo, etc.(IBGE/LSPA, 1997). A partir de 1980, a curva de evolução da produção da raiz de mandioca no Brasil tem sido declinante. Dos 29,46 milhões de toneladas em 1970, a produção caiu para 26,64 milhões de toneladas em 1996. Registra-se o mesmo comportamento para a produtividade que, de 14,55 t/ha em 1970, chegou aos 12,64 t/ha em 1996. O cultivo da mandioca no Brasil é realizado com baixo nível de tecnificação, mas o peso maior fica por conta ainda das poucas alternativas de distribuição da produção. Esta se concentra basicamente no abastecimento para o consumo nas formas in natura, de farinha e de amido. Tradicionalmente, a Região Nordeste vem confirmando a tendência concentradora da maior parcela da produção e da área. Entretanto, o otimismo observado se esvai, na medida em que, a partir de 1990, as contrações daquelas variáveis permanecem constantes. A modernização da agroindústria mandioqueira poderia mudar esse quadro, a começar pela adoção de um elevado padrão tecnológico adaptável à região. É certo também que os efeitos depressivos sobre a produção e a área nordestina de mandioca podem ser explicados, em maior grau, pela influência da falta de mercado interno na própria região para o excedente da oferta que ultrapasse os limites do consumo in natura e da reduzida capacidade industrial de transformação da raiz e seus derivados. O Brasil não compete no mercado internacional e a capacidade agroindustrial instalada a rigor carece de melhores condições operacionais para poder enfrentar os mercados interno e externo. Estes múltiplos fatores também refletem as relações comerciais do setor. Trata-se de um sistema caracterizado pela ausência de qualquer forma legal de contrato, convênio de cooperação, etc.. O agricultor é, simultaneamente, agricultor, fabricante (de farinha), comerciante em fracos pontos de vendas, onde o balcão da barganha favorece mais ao consumidor. O mau desempenho da comercialização em si pode ser atribuído à inacessibilidade dos produtores aos instrumentos creditícios (EGF e AGF)3 que os levam as constituir o intermediário como uma espécie de mal necessário.
1
1 2

Economista, Mestre em Agronomia e Professor da Universidade do Estado da Bahia, Campus III – Juazeiro. Doutor em Economia Rural, Professor Titular do DECISA, Escola de Agronomia, UFBA. 3 EGF (Empréstimos do Governo Federal e AGF (Aquisições do Governo Federal)

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Este estudo teve como fundamento básico a competitividade hoje incorporada à vida cotidiana do capitalismo pela sua manifestação mais visível e mais próxima, que é a concorrência. A cadeia agroindustrial da mandioca, que é complexa no sentido da sua apreensão teórica, encontra-se inserida num mercado concorrencial amplo (interno e externo), competindo com substitutos oriundos do sorgo, do trigo e do milho. Poder-se-ia identificá-la como sendo um conjunto interligado de interesses econômicos e sociais distintos, bem como todos os mecanismos envolvidos nos processos de produção, transformação e distribuição de mandioca e seus derivados e resíduos. No entanto, a literatura não reúne informações precisas, necessárias ao entendimento da sua coordenação interna. A Figura 6 mostra, de maneira simplificada, os atores que atuam no sistema, a partir do seu desenho constitutivo da cadeia, referenciando apenas a região Nordeste. Para isso utilizou-se basicamente informações de entrevistas, tendo apoio auxiliar bibliográfico, sem recorrer a uma metodologia específica. Pretende-se, aqui, uma visualização a mais próxima possível dos componentes: a) Indústria de Insumos - este segmento encontra-se antes das fazendas, incluindo todos os fornecedores de equipamentos, máquinas, fertilizantes, adubos, etc. Não exerce pressão significativa sobre a cadeia já que normalmente os agricultores não utilizam muitos insumos, além desta cultura não os exigir em grandes quantidades. O uso periódico de tais insumos e em dosagens muito pequenas não afetam o preço de oferta da raiz.
Figura 6 - Sistema Agroindustrial da Mandioca no Nordeste do Brasil

b) Produtores de Mandioca - assim como em todo o país, a base agrícola da cadeia congrega um grande número de produtores que operam no mercado sob condições literalmente de concorrência. São divididos em três grupos, ou seja: Pequenos produtores - produzem para subsistência familiar e comercializam nas feiras livres apenas o excedente; médios produtores - também produzem visando a sobrevivência, no entanto em áreas maiores, com mão-de-obra familiar e contratada (diaristas); grandes produtores - este grupo age de modo diferente dos demais, com uma visão mais de mercado. Utiliza tecnologias mais modernas e dispõem de mão-de-obra assalariada. c) Associações de Produtores - As associações, todas criadas sob a orientação de técnicos em extensão rural de empresas públicas dos respectivos estados, são de natureza comunitária e servem para o apoio mútuo dos associados no que se refere a mutirões, construção e manutenção de unidades de processamento de raspas e farinha. São utilizadas como meio institucional para canalização de recursos e realização de projetos de pesquisa e extensão públicos. d) Cooperativas de Produtores - Concebidas para facilitarem a comercialização e escoamento da produção, têm deixado de cumprir a sua função por conta de fatores culturais e falta de visão empresarial dos produtores.
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e) Segmento Industrial - Constitui o ambiente das atividades econômicas onde ocorre a transformação das raízes, em farinha de mesa e raspas. Nas chamadas casas de farinha são produzidos também beijus, tapioca e fécula. f) Feira Livre - A feira livre é o espaço onde pequenos e médios produtores congregam para venderem os seus produtos (basicamente farinha de mesa) a varejo e atacado. g) Intermediários - Conhecidos também como atravessadores, os agentes intermediários exercem papel de comprarem farinha e raízes no atacado, no sentido de revenderem em seguida para outros estados do país. Teoricamente, assumem custos com o transporte. h) Indústria de Beneficiamento - A pesquisa não identificou a existência de indústrias beneficiadoras na região Nordeste. No entanto, parte da farinha de mesa produzida (não há registro da quantidade) é vendida para ser beneficiada, principalmente no Paraná. i) Pecuaristas - São os compradores de raspas, principalmente em época de seca, quando há escassez de capim para fabricar rações animais através do processo de silagem. De certo modo, não influenciam os preços, considerando-se a irregularidade de oferta e os volumes adquiridos da raspa, que são bastante reduzidos. Analisando a estrutura de competição da indústria mandioqueira do Nordeste, as evidências revelam um fenômeno tanto de comportamento concorrencial quanto de ausência de capacitação, a saber: I) Ameaça de Novos Entrantes - No que se refere às barreiras de entrada observou-se que, contra a ameaça de novos negócios, não há fortes reações. A começar pela produção agrícola, um dos fatores é que em todos os segmentos da cadeia os investimentos de instalação são baixos3, exceto para a indústria de transformação, onde capital de giro torna-se alto paulatinamente ao longo do tempo. Todos os entrevistados afirmaram não se opor ao aumento da produção através de novos negócios, mesmo havendo queda sistemática dos preços e comprometimento da rentabilidade por conta da elevação dos custos. A redução da parcela de mercado também não é, para eles, razão preocupante. A nível da indústria de transformação, seja de farinha, ou seja, de raspas, o acesso às cooperativas e associações comunitárias para uso das fábricas e de equipamentos é perfeitamente sempre possível. Redução dos investimentos de instalação, manutenção e prováveis ampliações da planta são algumas das vantagens obtidas. Em nível da produção primária, áreas disponíveis para o plantio é um dos elementos facilitadores de futuras entradas. Quanto à tecnologia, mais do que outra fonte, é estéril de poder restritivo. As máquinas e equipamentos utilizados nas atividades de produção, embalagem e armazenamento são rudimentares, proporcionando desperdícios e surgimento de problemas fitossanitários. Em relação ao processo industrial, foram registradas poucas inovações e isso pode ser explicado pelas características dos produtores, só para citar a origem da questão, cujos desdobramentos já integraram outras discussões neste trabalho. As melhorias detectadas são transferidas para os agentes produtores através dos serviços de extensão rural prestados por empresas públicas, implantando projetos experimentais. Os canais de distribuição pouco tem influenciado as entradas. Normalmente, a intermediação é o meio mais prático usado para a primeira comercialização. Como inexistem marcas definidas de farinha em termos das fábricas, estas lhe são impressas por empacotadoras em outros estados do país, principalmente no Sul e no Sudeste. Nesse caso, as exigências por qualidade são complementadas nas unidades de beneficiamento, onde o produto é acondicionado e, posteriormente, distribuído para os supermercados. Tais exigências podem ser cumpridas muito bem por novas empresas dispostas a entrarem no mercado. Entretanto, destacam-se dois pontos que restringem a ameaça de entradas. Um deles é a queda de preços e o outro é a
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diminuição do consumo de farinha, seguindo a tendência dos hábitos alimentares dos centros urbanos, fazendo com que a disputa se torne mais acirrada. A situação da raspa é ainda pior. Nota-se um sistema de comercialização e distribuição que parece ser bastante frágil, pois o seu consumo está reduzido aos limites das próprias fazendas. II) Pressão dos Produtos Substitutos - Há produtos agrícolas que possuem intrínsecas características e propriedades idênticas ou semelhantes às da mandioca, podendo desempenhar satisfatoriamente a mesma função que esta. Trata-se da preferência do consumidor pelo uso alternativo do milho, do trigo – principais substitutos – e outros cereais que contribuem para a formação dos preços máximos recebidos pelos produtores de mandioca, muitas vezes abaixo do custo de produção, limitando assim os lucros do setor. Para ilustrar, citam-se as políticas públicas de incentivos, o crescente grau de atualização tecnológica, qualidade e produtividade como marcas dessa distinção competitiva. III) Poder de Negociação dos Fornecedores - Os fornecedores se mostram incapazes de adquirir vantagens no tocante à negociação de preços da matéria prima com os fabricantes. De um modo informal e sutil, o preço da mandioca está muito vinculado ao mercado de farinha comestível da região Centro-Sul, especialmente a do Paraná. Este estado compra-a do Nordeste não só para o consumo interno, mas também com o objetivo de abastecer, dentre outros, os próprios estados nordestinos após o beneficiamento do referido produto. IV) Poder de Negociação dos Compradores - As motivações competitivas que induzem os compradores de raspas à negociação com a respectiva indústria em seu favor, são muito poucas. Referem-se todas elas a aspectos ligados diretamente a preços, não obstante as causas iniciais sejam os problemas climáticos relativos à seca, atingindo as pastagens e, em menor proporção, interesses por alimentos balanceados para animais. O mercado, ainda formalmente desconhecido, de modo geral está dependente de pequenos compradores, que além de restritos aos criadores de bovinos e concentrados nas proximidades das agroindústrias da própria região, sofrem da irregularidade no fornecimento. O fato é que o processamento de mandioca para farinha de mesa absorve quase 70% da produção total de raízes, ao ano. O grupo comprador de grandes volumes de raspas no Estado do Ceará, por exemplo, segundo informações do Centro Internacional de Agricultura Tropical (1992, p.17) consome dois terços do produto. Porém, isto não é significativo se, numa análise comparativa, considere-se o número absoluto desses agentes econômicos, que é muito pequeno, e a potencialidade futura do mercado. Ainda assim, é provável que haja pressões sobre os preços para baixo, influenciando os resultados com respeito ao lucro dos produtores já que os custos de fabricação são relativamente altos. Corroborando as constatações de Centro Internacional de Agricultura Tropical (1992), os aspectos econômicos (demanda, oferta, preços, etc.) operacionalizados nos mercados da mandioca para farinha de mesa e raspa, são bastante vulneráveis. As explicações para tal fato podem ser condensadas em oito pontos bem distintos, mas inter-relacionados: além dos impactos negativos da configuração geográfica sobre a agroindústria ali estabelecida, apontam-se a ausência de um sistema de informações seguras e confiáveis, operações em pequena escala, baixa qualidade dos produtos finais, baixos níveis de organização dos produtores, ausência de coordenação da cadeia em que pese os fundamentos institucionais do contrato formal, precariedade dos meios de transporte, estradas vicinais e armazenamento e presença ativa de intermediários no esquema da comercialização. Assim como a farinha de mesa, a raspa é um produto padronizado. No entanto por esse fator em si os compradores não imprimem força que reduza os preços porque na estrutura industrial não existem fornecedores alternativos em quantidade suficiente e capazes de atender à necessidade de mudança daqueles, se desejarem usufruir de novos atributos no mercado. Também, o consumo de raspas não afeta os custos dos criadores no sentido de impulsioná-los à
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negociação aqui colocada por não comporem a parte principal das rações, mesmo em épocas de seca, quando praticamente não há capim nos pastos. Não foi observado utilização de raspas para aves e suínos. Finalmente, os compradores de farinha comestível para uso humano não competem para obter concessões de preços a partir dos supostos básicos de análise argumentados por Porter (1991, p.40-3). V) Rivalidade entre os Concorrentes Atuais - Concluiu-se que há rivalidade por preços entre grupos de produtores rurais de mandioca (pequenos, médios e grandes). Por outro lado, não existe disputa nas indústrias de farinha de mesa e de raspas, isto é, a opção pelo sistema coletivo de transformação industrial impede a concorrência efetivamente. É provável, contudo, que ocorra o contrário entre as beneficiadoras do estado do Paraná ao defenderem as “suas marcas” atribuídas à farinha que importam da região Nordeste. VI) Aparato Político-Institucional - O aparato político-institucional está definido como uma força muito importante na condução do processo de concorrência em qualquer indústria. Segundo Porter (1991), o governo pode interferir na indústria, seja fortalecendo as barreiras à entrada, seja influenciando as pressões dos bens e serviços substitutos, via regulamentações, subsídios, etc. Aqui, lato sensu, consiste num sistema que compreende o Estado e suas ações, bem como o conjunto de instituições de planejamento diretamente vinculado à cadeia produtiva da mandioca. Todavia, isso não se aplica, senão de forma reduzida, às atividades econômicas relacionadas à mandioca, em que pese jamais terem sido isentas do apoio governamental desde os meados da década de 60. O sentido fundamental desse apoio não esgota a complexidade dos atributos institucionais requeridos para viabilizar o desenvolvimento competitivo no setor. Do ponto de vista das políticas públicas, a posição da mandioca na agricultura permanece quase a mesma de antes da constituição dos complexos agroindustriais no país. Os motivos e os seus correspondentes detalhamentos já são bastante divulgados pela literatura, não havendo portanto, necessidade de repeti-los. O crescimento da produção observado ao longo do tempo, decorre da expansão da área plantada por ocupação de novas fronteiras ou por substituição de outras culturas. A realidade indica que as políticas públicas não incluem metas e objetivos regentes da modernização, para tornar a cadeia estruturada e madura o suficiente, dotando- a de capacidade para integrar-se ao novo circuito produtivo, de modo que possa enfrentar os desafios estratégicos ditados pelo padrão de concorrência internacional vigente. Isto se refere também à externalidades tais como relacionamento independente dos produtores com bancos e instituições financeiras outras, com agências de pesquisa, extensão e desenvolvimento, etc.. De qualquer forma, se efetivamente ocorreram mudanças, mesmo em seu conjunto foram tênues, não consubstanciadas em alterações profundas na estrutura da produção como um todo (técnica, econômica, organizacional e comercial) para evitar o movimento indiscriminado de produtores, bem como dificultar a pressão vinda da ameaça dos substitutos da mandioca. Finalmente, considerando os modelos organizacionais alternativos para a cadeia da mandioca, configura-se uma ação de governo longe da regulamentação dos tipos protecionistas, que distorcem os preços do mercado interno e não modernizam de fato. Somam-se aspectos de relações, por exemplo, cooperativistas, que a agroindústria mantenha com a base rural em termos de incremento de produtividade, eximindo a natureza extensivo-substitutiva e vulnerável da oferta de matéria-prima, dos preços e da demanda. Trata-se de um desenho cuja abrangência envolve: financiamento de agricultores e produtores de raspas e farinhas, selecionados a partir do tempo de permanência anterior na respectiva atividade. Além de ser contratado periodicamente, é necessário estar pautado em mecanismos de exigências acerca de capacitação técnica e empresarial, de qualidade dos produtos e de produtividade obtida;
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criação de linhas de crédito para custeio, investimentos e comercialização, com taxas de juro praticadas no mercado, e sem subsídios; programas de educação formal para agricultores e produtores industriais e mão-deobra; formação e capacitação de mão-de-obra, direcionada para as esferas específicas da atividade (administração, produção e vendas); criação de um sistema oficial integrado de informações, de difusão tecnológica e extensão rural em convênio com as agremiações representativas do setor tais como a Sociedade Brasileira de Mandioca – SBM; criação de um sistema não só de controle mas também de orientação voltada para a qualidade nutricional, fitossanitária, etc. dos produtos e derivados. Ademais, no tocante às instituições de planejamento representativas dos interesses e decisões voltadas para o desenvolvimento do complexo agroindustrial, observa-se que as mesmas também não contribuem para alterações na estrutura da concorrência no Nordeste. Primeiro, porque não se demonstram como um sistema de abrangência nacional, à exceção da Sociedade Brasileira de Mandioca, mas que é bastante frágil, quer em termos de interlocução política e social, administrativos, quer em relação ao seu desempenho operacional. VII) Capacidade de Investimento - As atividades de investimento, ao possibilitar ao sistema produtivo superar restrições a que estejam submetido o seu crescimento/desenvolvimento, influem fortemente na construção de vantagens concorrenciais. Sendo assim, permitem às firmas novos delineamentos tecnológicos, organizativos e estratégicos em termos de ações competitivas que envolvam elementos de custo, qualidade, descommoditização, garantias e segurança aos usuários, etc., gerando maior rentabilidade para a respectiva indústria e, consequentemente, causando melhoria significativa na renda dos seus produtores. Vantagens maiores, ou caracterizadas como de ordem superior9, geralmente resultam de uma história de investimento constante e cumulativo em todas as esferas da organização, incluindo não só instalações físicas da planta mas também aprendizado, comercialização, programa P&D, marketing e propaganda, enfim, tudo isso contribui, criando produtos concretos e abstratos (reputação, relações com o cliente e conhecimentos direcionados). Entretanto, não é esse o perfil econômico da agroindústria mandioqueira no Nordeste.. Concluindo, há necessidade de investimentos nas indústrias processadoras de raspas e farinhas no tocante à infra-estrutura, ao controle de qualidade dos produtos, à qualificação da mãode-obra e melhoria dos serviços prestados, assumindo duas funções simultâneas, isto é, de reduzir os custos e de induzir a diferenciação. Pensando só na raspa, vale chamar a atenção que os respectivos compradores desejam retorno econômico efetivo, e os fornecedores, por sua vez, se conseguem proporcioná-lo, terão benefícios distintos na concorrência.

1.1.4 Situação no Maranhão
O Maranhão ocupa o quinto lugar em termos de produção de mandioca no Brasil, enquanto que é o terceiro em área cultivada e o décimo segundo em produtividade. Isto é, apesar de grande produtor da raiz, sua produtividade ainda está bem aquém de outros estados principalmente, os do eixo sul-sudeste (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), que utilizam tecnologia mais avançada, produzindo em média de duas a três vezes mais que o Maranhão em espaço equivalente. A média de produtividade do Brasil é de 13,4 kg/ha. A do Maranhão é de 7,8 kg/ha e a de São Paulo, 23,2 kg/ha.
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No Maranhão, o cultivo da mandioca destinado às agro-indústrias (casas-de-farinha), é praticado em todo o Estado. O principal produto da mandioca no Maranhão é a farinha, sendo a amarela, a de maior significado, seguido da branca. A fécula também tem muita importância, mas em menor escala. Em termos de consumo, a farinha é um dos principais produtos alimentícios dos maranhenses, com grande índice per capita.

1.1.5 Mão-de-Obra
O cultivo de mandioca no Maranhão continua utilizando técnicas tradicionais, sem muitas transformações em sua estrutura produtiva, principalmente com relação ao preparo do solo, plantio e tratos culturais e colheita que são realizados manualmente, cuja relação de trabalho ainda se baseia no sistema de mutirão, principalmente quanto à colheita e beneficiamento, bem como no que diz respeito à fabricação dos derivados da mandioca. É mais comum, entretanto, a utilização de mão-de-obra familiar.

1.1.6

Rentabilidade Econômica
Este item é um dos principais componentes na decisão dos produtores sobre o que plantar e quanto produzir. Mas, geralmente, a análise é feita baseando-se tão somente no passado e como a mandioca é de ciclo longo (18 meses), muitos produtores, plantam na alta e colhem na baixa dos preços. Este procedimento tem sido evidenciado, ou seja, em alguns períodos os preços são altamente compensadores, em outros, o nível de preços caem, com rentabilidade muitas vezes até negativa. Cabe ressaltar, que os produtos derivados da mandioca, como a fécula e a farinha, mesmo com os preços considerados bastante altos, não permitem aos empresários as mesmas margens de lucros comparados à mandioca em raiz.

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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Para a elaboração da prospecção de mercado para mandioca e derivados, foram necessárias várias combinações de estudos, como forma de melhor subsidiar os interessados.
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Primeiramente foi realizada uma pesquisa de campo, com aplicação de questionários, para informações quantitativas e qualitativas junto a produtores, supermercados e outros canais de distribuição, envolvidos na atividade no estado. Foi realizada por amostragem, com os produtores, devido possuírem características e problemas semelhantes. Foram pesquisados também clientes potenciais, que serão identificados durante o estudo. Outras pesquisas foram necessárias para complemento de informações, tais como: revisão bibliográfica de estudos já publicados e pesquisa de dados secundários junto aos principais institutos de pesquisa nacionais. A identificação de dados primários junto ao mercado regional foi feita através da aplicação de questionários com questões estruturadas e semiestruturadas. Essa etapa teve como principal objetivo identificar questões qualitativas em relação ao cenário de produção e comercialização atual, particularmente em relação às dificuldades enfrentadas atualmente pelas comunidades produtoras para comercializar os produtos oriundos da atividade. Nessa etapa foram visitados os principais canais de distribuição dos produtos em estudo no estado, com foco na identificação dos volumes comercializados, na origem dos produtos, na identificação das empresas processadoras e a estrutura de preços regionais. A identificação dos dados quantitativos sobre o mercado no Mundo, no Brasil e no Nordeste foi feita a partir da pesquisa de dados secundários junto às principais instituições de pesquisa do Brasil e da revisão bibliográfica de trabalhos já publicados sobre esses produtos. O relatório final combina a análise das informações identificadas pela equipe de pesquisa nessas três fases do estudo. A tabulação de resultados foi realizada “in office”, bem como a elaboração de documento do estudo. 3 3.1 ESTRUTURA DA DISTRIBUIÇÃO E CONSUMO DE ALIMENTOS NO BRASIL ESTRUTURA DO SETOR VAREJISTA NO BRASIL

Segundo estudos realizados pela empresas de consultoria AC Nielsen4 em 2000, a distribuição e o consumo de alimentos no Brasil ocorrem primordialmente através do setor varejista, que domina a comércio de alimentos no país. A distribuição varejista pode ser dividida em 3 segmentos: serviços de alimentação, correspondendo por 15% do mercado; varejo moderno, com 72% e varejo tradicional com 12% (FARINA e NUNES, 2002). Todos esses canais de distribuição têm grande interesse para os derivados da mandioca. O varejo tradicional, embora venha perdendo espaço para os modernos supermercados, continuará sendo um importante canal de distribuição nas pequenas e médias cidades que não tem tamanho suficiente para atrair investimentos de redes de supermercados. O canal de distribuição de maior volume é o varejo moderno no qual estão inseridos os super e hipermercados, lojas de conveniência e pequenas lojas que distribuem vários outros produtos que não só alimentos. As redes de supermercados constituem o canal de maior escala, porém, tendem a ser aquele de menor rentabilidade. Os supermercados são extremamente exigentes e impõem diversas
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AC Nielsen (2000), www.abrasnet.com.br

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condições aos seus clientes. É comum o fornecedor ser obrigado a baixar seus preços em determinadas épocas, estratégia bastante conhecida no mercado, chamada de “chamariz”. Regra geral, a indústria de alimentos vem sofrendo fortes ajustes internos em decorrência das exigências dos supermercados. Farina e Nunes (2002) mostram que em função do aumento do custo das matérias-primas e da queda dos preços no varejo, fortemente determinada pela atuação dos supermercados, as indústrias de alimentos sofreram forte reestruturação nos últimos anos. Os autores identificaram que os ajustes foram realizados nos seguintes itens: a) Redução de postos de trabalho; b) Realização de investimentos em capital fixo; c) Redução dos estoques de insumos e produtos; d) Melhora na qualidade da matéria-prima; e) Recurso a consultorias especializadas para diagnóstico de processos e posicionamento estratégico das empresas; f) Treinamento de pessoal; g) Melhorias na logística de abastecimento e distribuição. Destaca-se que o segmento de serviços de alimentos é um canal extremamente importante para ser explorado pelos mandiocultores.
3.2 TENDÊNCIAS DO SETOR VAREJISTA

As grandes tendências na distribuição varejista são: aumento do poder de barganha dos supermercados, concentração, consolidação e internacionalização do capital. A Tabela 3 mostra a forte tendência de concentração com o aumento do market share de todos os supermercados nos últimos anos. Enquanto os 10 maiores representavam cerca de 24,3% do total em 1994, em 2000 esse número alcançava 46,8%.

Os mesmos dados de concentração podem ser observados na Tabela 3. Os 10 maiores seguem ganhando fatias de mercado ao longo do tempo. O Censo Nielsen de Varejo mostra significativo crescimento no número de supermercados independentes entre 1994 e 2000. O Censo Nielsen traz resultados muito significativos sobre o setor de distribuição de alimentos. O número de lojas é crescente tanto para as cadeias de supermercados (empresas com 5 ou mais lojas)
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quanto para os supermercados independentes (até 4 lojas). Também o varejo tradicional ampliou o número de lojas, embora em ritmo mais lento. Apesar do forte movimento de fusões e aquisições ocorrida pós-Real, os supermercados independentes obtiveram aumento de participação do valor das vendas de alimentos. Isso indica intensificação da pressão competitiva nesse setor, ao contrário do que se poderia supor pela simples observação do número de atos de concentração. Certamente, o segmento de distribuição de alimentos é concentrado: 1% das lojas responde por 43% do volume de vendas de alimentos. Considerando o número de lojas das dez maiores redes, constata-se também um movimento de concentração econômica entre 1994 e 2000. Em 1994 as dez maiores tinham 16% do número de lojas das cadeias de supermercados chegando a 32% em 2000. No entanto, nesse mesmo período, os supermercados independentes ampliaram sua parcela de mercado de 40% para 44%. Ao contrário do que se esperava, o crescimento das grandes redes não eliminou os concorrentes menores. Foi um processo que ocorreu, principalmente, entre as maiores empresas. Somente as lojas tradicionais (lojas de balcão, onde o cliente é atendido por funcionários) é que sofreram ligeira perda de participação, passando de 15% para 13% do valor das vendas de alimentos. De todas as mudanças no varejo de alimentos, os serviços de alimentação estão entre os mais dinâmicos. Embora informações sobre esse segmento sejam escassas, pode-se ter como base os dados da Associação Brasileira de Franquias para ter uma idéia do que acontece aí. O número de empregos diretos aumentou 22% entre 1994 e 99, embora o faturamento tenha se reduzido. Como os preços dos alimentos declinaram desde 94, as redes franqueadas tiveram que acompanhá-los. O faturamento caiu enquanto aumentavam todos os outros indicadores. Também nesse segmento da distribuição, a forte concorrência produziu expansão da oferta e queda de preços. Existem várias empresas atuando apenas na cadeia de suprimentos dessas redes fazendo a logística e a entrega das matérias-primas e alimentos. Algumas empresas fazem a entrega diretamente na loja do franqueado que negocia a compra com o franqueador.

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EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DE MANDIOCA E DERIVADOS NO BRASIL: CONSEQUENCIAS SOBRE O MERCADO INTRODUÇÃO
Apresentamos breves considerações sobre a evolução dos preços de mandioca e derivados nos principais estados produtores de mandioca para indústria no Brasil. O período de análise compreende janeiro de 2000 a setembro de 2005. A cadeia produtiva da mandioca vem passando por grandes mudanças nos últimos anos, decorrentes de alterações no consumo do produto, maior utilização do amido de mandioca, muitas vezes em substituição a outros amidos com preços maiores. A cultura da mandioca encontra-se difundida em quase todo o mundo (exceção para a Europa, onde não há plantio), sendo o Brasil o segundo maior produtor. Por ser cultivada em todas as regiões do Brasil e por apresentar sistemas de produção intensivos em trabalho, a mandioca é grande empregadora de mão-de-obra, principalmente na colheita. Contudo, ainda há diversos entraves na produção e na comercialização do produto e seus derivados, decorrentes, dentre outros problemas, da carência e assimetria de informações quanto a preços. As bruscas oscilações de preços de um ano para outro, tanto da mandioca quanto de seus derivados, também são consideradas fator de empecilho ao desenvolvimento do setor.

4.1

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As regiões Norte e Nordeste são as principais consumidoras deste produto, sendo seu uso concentrado na alimentação humana, como, por exemplo, na forma de farinha. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a principal destinação das raízes é a indústria, onde os pólos mais importantes de beneficiamento estão no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Além de ser um produto de grande versatilidade de utilização, tem importância na geração de emprego e renda, principalmente na época da colheita e para pequenos e médios produtores. Segundo Cardoso & Leal (1999), a produção e o processamento de farinha e de fécula de mandioca no Brasil geram em torno de 1 (um) milhão de empregos diretos. Pelo fato de a colheita coincidir com a estação de seca no Nordeste, a mandioca atua como empregadora de mão-de-obra em difíceis períodos da agricultura nordestina, em que, praticamente, não há nenhuma outra fonte de renda. Um agravante da dificuldade de harmonizar as relações entre produtores, farinheiros e feculeiros, reside na ausência de mecanismos para lidar com a assimetria de informações quanto aos preços. Sempre haverá agentes que serão beneficiados com informações assimétricas de preço. Esse tipo de comportamento pode representar uma força importante de resistência a mudanças, e explica, em parte, o porquê do processo de integração não acontecer, dada a forte interdependência entre os segmentos agrícolas e de processamento da cadeia de fécula de mandioca. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2005), mostram que produção de raiz de mandioca (Figura 7) encontra-se em fase de faturamento reduzido, porém é um segmento que vem recebendo atenção de grupos econômicos fortes, inclusive multinacionais, à medida que se vislumbram possibilidades estratégicas para diversos de seus derivados.

Figura 7. Valor da Produção da Mandioca - Brasil

Na Figura 8, tem-se a evolução da quantidade produzida da raiz de mandioca no Brasil e os principais estados produtores. A produção brasileira no ano de 2004 foi de 24,02 milhões de toneladas, 9,38% superior à produção do ano anterior. Os dois principais estados produtores são o Pará e a Bahia, responsáveis por 18% e 17,6%, respectivamente, da produção nacional de 2004. O Paraná foi responsável por 13,23% da produção nacional da safra 2004.

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Figura 8 – Quantidade Produzida de Mandioca no Brasil e nos Principais Estados

As regiões Norte e Nordeste são as principais consumidoras de raiz, sendo seu uso concentrado na alimentação humana, como, por exemplo, na forma de farinha. Esta região é a maior produtora e consumidora brasileira dos mais diversos tipos de farinha e de outros pratos oriundos da raiz de mandioca. A região Norte, muito semelhante ao Nordeste, também vem destacando-se em termos de produção de farinha. Essa região possui grande número de casas de farinha, sendo que os produtores e “comerciantes de feiras” já desenvolveram um forte comércio com o polvilho azedo e com as folhas de mandioca, cuja utilização está cada vez mais presente na culinária daquela população. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a principal destinação das raízes é a indústria, onde os pólos mais importantes de beneficiamento estão no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul a industrialização começa a despontar com grandes e modernas fecularias e algumas fábricas de farinha. Na região Sudeste o destaque é para o Estado de São Paulo, principalmente na produção de fécula e seus derivados. Da região Sul, o Estado do Rio Grande do Sul apresenta significativa produção, mas a industrialização não ocorre naquele estado, sendo o principal destino da raiz o consumo animal. O estado de Santa Catarina, por sua vez, já foi grande produtor de fécula, mas grande parte de suas unidades fabris foi transferida para o Estado do Paraná, devido à sua produtividade e subsídios oferecidos por alguns municípios. O Estado do Paraná é líder na produção de raiz (em termos regionais) e de fécula (em termos nacionais) e é presente a busca de novos produtos a partir da fécula.

4.2 ALGUNS ESTUDOS SOBRE EVOLUÇÃO E RELAÇÕES DE PREÇOS NO MERCADO DA MANDIOCA NO BRASIL
Citam-se, nesta parte do trabalho, alguns estudos que analisaram preços no mercado de raiz e fécula. Filho; Otsubo (1999) analisaram a estacionariedade e tendência dos preços de mandioca no estado do Mato Grosso do Sul, considerando dados de 1980 a 1998. Em termos de variação estacional, concluíram que os maiores preços ocorreram entre os meses de março e julho, seguido de um período de menores preços entre os meses de agosto e dezembro. Também observaram que no período do estudo os preços apresentaram um movimento descendente ao longo do tempo, associado, entre outros motivos, pelo aumento da oferta do produto. Otsubo; Lorenzi (2002) analisaram a variação estacional dos preços de mandioca pagos pela indústria, em Mato Grosso do Sul, no período de 1998 a 2001. Observaram que o período de preços mais altos ocorreu entre os meses de outubro e março, dada a escassez do

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produto que normalmente ocorre. O mês de fevereiro foi o que apresentou o maior preço. De abril a setembro os preços situam-se em patamares mais baixo, sendo a época de maior oferta do produto. O mês de junho foi o que apresentou o menor preço. Silva; Ferreira e Assumpção (2003), também verificaram a tendência de preços de mandioca, mas para os estados de São Paulo e Paraná, no período de 1980 a 2001. Observaram sazonalidade de preços do produto nos dois estados, tanto no período total do estudo como em subperíodos. Para o estado do Paraná, no subperíodo de 1980-89 o maior índice sazonal ocorreu no mês de abril e o menor em julho. De 1990-2001 o maior índice ocorreu em janeiro. Se considerar apenas o período pós plano Real, o maior índice desloca-se para o mês de dezembro, sugerindo uma antecipação do período de safra. Para o Estado de São Paulo, a única diferença em relação aos resultados apresentados para o Paraná refere-se ao primeiro subperíodo, que apresentou o maior índice no mês de janeiro. Também observaram uma tendência de preços decrescentes no período total sob análise. Alves; Vedovoto (2003), estudaram a formação e transmissão, assim como as margens e relações causais de preços ao longo da cadeia de amido de mandioca (produção de raiz, fécula e farinha), usando dados mensais e agregados para os estados do Paraná, Bahia e São Paulo. Observaram que, para toda a região Centro-Sul do Brasil, os preços são menores entre os meses de maio e agosto, períodos em que é concentrada a oferta de mandioca. Em termos de margens, para o Estado do Paraná observaram que a margem do atacadista de farinha foi decrescente de 1982 a 2001, enquanto a margem do varejista foi crescente. Para o Estado de São Paulo as margens não apresentaram uma tendência definida. Em termos gerais, observaram que os preços da fécula no atacado acompanham as variações da raiz. O preço da farinha variou proporcionalmente menos do que os preços da raiz e fécula. Na análise de causalidade, verificaram relações causais do preço da raiz do Estado da Bahia para o Paraná, deste para São Paulo e de São Paulo para os Estados da Bahia e Paraná. Analisaram também as relações causais entre os mercados de fécula e farinha dos três estados citados acima.

4.3 EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DE RAIZ, FARINHA E FÉCULA: BREVES CONSIDERAÇÕES
Algumas mudanças de tendências de preços podem ser observadas, considerando dados para um período mais recente, quando os preços da raiz e da mandioca apresentaram fortes oscilações. Tomando como base dados para o período de jan/02 e set/05, observa-se na Figura 9 a expressiva relação de preços entre as principais regiões produtoras de raiz para indústria nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Os preços reais estiveram crescentes até o primeiro trimestre de 2004 e decrescentes nos períodos seguintes, que corresponde ao acréscimo expressivo da oferta de raiz de mandioca nessas regiões e no Brasil de forma geral. Vale ressaltar que até o início do ano de 2004 havia ligeira diferença de preços de raiz entre as regiões, mas que se tornaram mais próximas após esta data. Como neste período havia uma oferta abundante em todas as regiões, pode-se questionar se o preço de alguma dessas regiões causaram influências sobre as demais. Como praticamente em toda a região Centro-Sul do Brasil a oferta de mandioca é concentrada nos meses de abril a agosto, período em que os preços são decrescentes, este se reflete nos padrões sazonais dos preços da raiz e derivados.

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Figura 9. Evolução semanal dos preços da raiz nas regiões noroeste do Paraná (NOP Semanal), oeste de São Paulo (ASS Semanal) e sudoeste sulmatogrossensse (SOM Semanal) – deflacionados pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), base set/05 = 1,00 – jan/02 a set/05

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ALGUNS ENTRAVES NA COMERCIALIZAÇÃO DA FARINHA DE MANDIOCA NO BRASIL

5.1 INTRODUÇÃO
A mandioca vem ganhando destaque no cenário agrícola nacional e internacional. Dentre os principais subprodutos da mandioca, destacam-se a fécula e a farinha. Do total de mandioca produzida no Brasil, 20% são destinadas para as fecularias e a quase totalidades dos demais 80% tem seu uso para a fabricação de farinha (Almeida & Silva, 2004). Devido à modernização da economia, antigos hábitos alimentares estão sendo substituídos por outros mais práticos e nutritivos, atingindo negativamente o consumo de farinha de mandioca. Nos estados do Norte e Nordeste o processamento da raiz para farinha ocorre nas chamadas casas-de-farinha, estrutura produtiva representante do método tradicional. No Centro-Sul, o processamento ocorre nas farinheiras consideradas agroindústrias, apresentando uma estrutura de trabalho geralmente mais adequada e profissional.

5.2 CARACTERIZAÇÃO DO SETOR NAS REGIÕES
⇒ A estrutura do mercado de farinha nas regiões Norte e Nordeste é caracterizado pela atuação das casas de farinha e alta informalidade: As casas de farinha apresentam uma estrutura pouco profissionalizada, baseada na mão-de-obra familiar, com característica de produção voltada para subsistência; A farinha é vendida, geralmente, no atacado, em feiras livres. Devido a essa forma de comercialização não é realizado um beneficiamento maior do produto; A região Centro-Sul possui uma estrutura de mercado mais profissional, caracterizado por um ambiente contratual mais desenvolvido. Essa característica é devida, entre outros fatores, pela concorrência com as fecularias;

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Nesta região, as farinheiras podem ser caracterizadas como agroindústrias e muitas das unidades produtivas possuem marcas próprias, sendo considerado um diferencial competitivo e forma de agregar valor; A região apresenta também indústrias beneficiadoras responsáveis por adequar a farinha produzida em outros lugares aos padrões exigidos pelos consumidores da região. Desde 1999 a produção de raiz das regiões Norte/Nordeste são as maiores do país, seguidos da região Sul (Gráfico 1).

Figura 10 – Participação na produção estimada de raiz de mandioca em 2005

O consumo de farinha apresenta uma trajetória de queda em todas as regiões do país. Na última edição da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) a soma do consumo da região Norte e Nordeste corresponde a 92% do consumo nacional (Figura 11).

Figura 11 - Consumo per capita por Região (Kg), 2002-2003
Consumo per capita por Região (Kg) 2002-2003 Centro-Oeste

2,56
1,36

Sul

1,96
1,04 Representação no Consumo Total (%) Consumo per capita (Kg)

Sudeste

2,69
1,43

Nordeste

28,94
15,33

Norte

63,84
33,83

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5.3 ENTRAVES NA COMERCIALIZAÇÃO DA FARINHA DE MANDIOCA
A produção de farinha sofre com a oferta irregular de raiz e com as variedades utilizadas pelos produtores, as quais apresentam características que reduzem a qualidade da farinha; A variação nos tipos da farinha, aliada às especificidades de cada região, dificultam a atuação de uma empresa no âmbito nacional; Ambiente contratual pouco desenvolvido, grande atuação de intermediários, em especial na região Norte/Nordeste; Competição com outros amilícios na forma de farinha e com outros produtos mais práticos e nutritivos; Poucos investimentos em qualidade e diferenciação, seja através de marcas ou novos tipos de farinha; Entrada facilitada de novos fabricantes, permitindo ações oportunista, nocivas ao mercado no longo prazo.

5.4 ATUAÇÃO DO GOVERNO
Apesar de ter uma ação ainda considerada pequena, o governo federal atua no mercado visando garantir um preço mínimo para a farinha, pois além de ser um produto presente na cesta básica, sua produção emprega um grande número de trabalhadores; Essa política dava-se principalmente através da Aquisição do Governo Federal (AGF). Atualmente, o programa mais utilizado é Compra Direta da Agricultura Familiar (CDAF). Deve-se destacar a tentativa de utilizar outros mecanismos de comercialização como os Contratos Privados de Opção de entrega (PROP); A criação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Mandioca e Derivados, em nível nacional, representa um elo de ligação entre os produtores ligados à cadeia e ao governo; Atua através de algumas poucas entidades públicas, como o IEA em SP, visando o desenvolvimento de variedades mais aptas à produção de farinha.

5.5 INTERAÇÃO ENTRE AS REGIÕES
As regiões Norte/Nordeste são as maiores produtoras e consumidoras de farinha de mandioca; Devido a essa característica, o comportamento desse mercado influencia fortemente todo o mercado nacional; Esses ciclos de excesso/escassez de oferta provocados pela seca incitam a atuação de produtores oportunistas, fortalecendo a figura do intermediário; Diante disso, as farinheiras do Centro-Sul sofrem ciclos de crescimento ou retração em decorrência da qualidade da safra de raiz na região Norte/Nordeste; A indefinição sobre o mercado do Norte/Nordeste afeta também o setor feculeiro, pois a competição por raiz entre as fecularias e as farinheiras fica mais acirrada quando a produção do Norte-Nordeste do país não vai bem, provocando alta no preço da raiz. Essa competição entre fecularia e farinheira, faz com que investimentos em melhorias do produto (descomoditização) sejam realizados pelas farinheiras; Indústrias beneficiadoras do Centro-Sul compram farinha do Norte/Nordeste, efetuam o refinamento e o empacotamento, para depois realizar vendas para os estados da região Norte/Nordeste. Essas indústrias beneficiadoras são pouco atingidas pelos problemas de oferta da região Norte/Nordeste, pois esta região não possui beneficiadoras (Santos, 1997).

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5.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE OS ENTRAVES
No geral, observa-se que o mercado de farinha de mandioca precisa estruturar-se melhor, adotando uma postura mais profissional. A não informalidade das empresas pode ser uma saída; Apesar de ser um setor importante, tanto para a alimentação quanto para geração de emprego, para as classes menos favorecidas da população, existem poucos dados disponíveis sobre a quantidade produzida e outros fatores importantes para a compreensão do setor farinheiro; Inovações nos produtos ofertados, como é o caso da farofa e/ou farinha temperada, podem garantir maior rentabilidade para o produtor; Para melhor desenvolvimento do setor é necessária maior interação do produtor com o agricultor. A verticalização também pode ser uma solução para este problema. Para pesquisas futuras mostra-se necessário um aprofundamento nos dados sobre a produção de farinha e a quantidade de raiz utilizada para produção, podendo estabelecer uma relação direta entre a seca no Nordeste e a oferta (preço) da farinha nos mercados.

6 DIAGNÓSTICO ESPECÍFICO DE MERCADO PARA DERIVADOS DA MANDIOCA 6.1 CARACTERÍSTICAS DO MERCADO PRODUTOR (FORNECEDOR) Este item tem como objetivo analisar o mercado produtor (fornecedor) de derivados da mandioca. Para tanto, constou de entrevista junto aos mandiocultores dos municípios da Região do Médio Mearim, assistidos pelo CR-Mandiocultura de Bacabal, assim como, nos outros municípios que exercem influência sobre a atividade, de forma a identificar quais as principais dificuldades enfrentadas por eles na comercialização dos produtos provenientes da mandioca. A maioria dos entrevistados, 59% está há mais de 10 anos nessa atividade, sendo que 38% está há mais de 20 anos. Figura 12: Tempo de Atividade na Produção de Farinha
Tempo de Atividade na Produção de Farinha mais de 20 anos 38% menos de 1 ano 26%

11 a 20 anos 8%

6 a 10 anos 13%

de 1 a 5 anos 15%

Os mandiocultores, em sua maioria (47%) adquirem algum tipo de insumo, como a maniva - haste da planta, no próprio município.

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Figura 13: Locais de Compra dos Insumos
Locais para Aquisição de Insumos
3% 10% 1% 47%
Não utiliza insumos Municipios da região Outras Regiões do Estado Capital (São Luis) No próprio Municipio

39%

Quanto às embalagens, 59% são procedentes de outras regiões do Estado. Figura 14: Origem das Embalagens Utilizadas pelos Fabricantes
Origem das embalagens
1%
No próprio Municipio

19%

Não utiliza embalagens

Municipios da Região

21%

59%
Outras Regiões do Estado

Identificamos que existe um número muito grande de pontos de venda para esses produtos. Em todos os locais deste Estado é realizada a comercialização da tradicional farinha, por ser um item de consumo acentuado na mesa do maranhense. Nas pequenas localidades, o produto é comercializado em “quitandas”5, em embalagens de 1 quilograma, pesada no momento da venda e adquiridas no próprio município. São embalagens não-personalizadas, sem identificação. Mas, graças ao trabalho que vem sendo realizado pelo SEBRAE, alguns produtores já utilizam embalagens personalizadas, mas em fase de adaptações ou melhoramentos. O produtor de farinha, em geral, vende sua produção em sacos de 50 kg, no próprio local da fabricação ou a entregam nas sedes municipais para comerciantes / varejistas. Vejam fotos ilustrativos dessa situação:

5

Pequeno comércio informal, típico de pequenas localidades ou de bairros, onde se comercializa alimentos de primeira necessidade.

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Embalagem do produtor

Embalagem em feiras

Nos supermercados, os produtos da mandioca, depois de embalados por empresas especializadas, atacadistas-embaladores, são comercializados em embalagens personalizadas de 1 kg.

Embalagens em Supermercados

Os principais tipos de compradores da farinha produzida na região do Médio Mearim são: atravessadores (62%), venda direta em mercados ou feiras tradicionais (25%), agroindústria (casa-de-farinha) (4%) cooperativas, (1%) e outros (8%).

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Figura 15: Tipos de Fornecedores de Farinha
Principais compradores de Farinha Agroindústria (Casa-de-Farinha) particular 4%

Outros 8%

Cooperativa 1%

Venda direta (mercados) 17%

Atravessador 62%

Venda direta (feiras) 8%

Em termos de gestão, apenas 25% dos produtores adotam algum sistema de controle que lhe permita gerenciar e conhecer o lucro ou prejuízo mensal do seu negócio, enquanto que 75% não adotam. Por outro lado, 46% adotam algum tipo de programa formal para melhorar a qualidade dos seus produtos e 64% não. A pesquisa indicou também que 86% dos entrevistados acreditam que a participação em cursos/treinamentos seja muito importante para o crescimento e modernização do seu negócio, 13% acham apenas importante e 1% acham pouco importante. Dos produtores sondados, 60,49% participaram de algum curso sobre administração do negócio nos últimos 2 anos, 24% sobre tecnologia, 6,17% sobre outro assunto e 8,64% não participaram de nenhum curso. Dentre as dificuldades que enfrentam para participar de cursos/treinamentos, aparecem a falta de cursos na região, com 29,58%, custos elevados, 12,58%, falta de tempo, 22,54%, nenhuma dificuldade, 33,80%. Como principal fonte externa de conhecimentos que utilizam para gerenciar o seu negócio o SEBRAE aparece em primeiro lugar, com 82,89%, universidades 1,32% e outras fontes, com 15,79%.
6.2 CARACTERÍSTICAS DO MERCADO CONSUMIDOR

De acordo com pesquisa de campo realizada em São Luis e em municípios da região de Bacabal, onde foram ouvidos 22 empreendimentos que adquirem os produtos da mandioca, o mercado apresenta uma demanda insatisfeita, para produtos com qualidade. Apesar de existir uma considerável oferta no mercado, é certo que, os produtos com maior qualidade, sistema de produção artesanal, se restringem à comercialização em feiras e mercados de bairros, a preços mais elevados. Os produtos comercializados em supermercados geralmente são aqueles industrializados em escala maior. Por isso mesmo, os preços são menores. A pesquisa indicou que 62,5% dos supermercados de São Luis adquirem os derivados da mandioca de distribuidores/atacadistas da capital e 37,5% de distribuidores/atacadistas de outros locais. Por outro lado, 80% dos atacadistas da capital adquirem os mesmos produtos de intermediários/atravessadores de vários locais do Estado e os outros 20%, diretamente de produtores.
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No caso dos municípios da região de Bacabal, os supermercados adquirem 60% dos produtos dos produtores e 40% de intermediários/atravessadores. Em se tratando de atacadistas/distribuidores da região, seus produtos são adquiridos diretamente dos produtores da própria região. O relacionamento entre cliente e fornecedor é feito através de compra por telefone, por 45,5% dos entrevistados, enquanto 31,8% o fazem através de pedidos, e 22,7% compram diretamente dos fornecedores no sistema de pronta entrega. Apenas 9% utilizam contratos formais para aquisição dos produtos. No caso de comercialização de derivados da mandioca, não foi evidenciada a prática de parceria entre fornecedores (produtores/distribuidores) e clientes (supermercados), tipo expositores ou promotores de venda. 7 AMBIENTE INSTITUCIONAL
7.4 SEBRAE

O SEBRAE, através de sua Agência Regional em Bacabal, vem atuando há vários anos como agente de articulação e mobilização entre os mandiocultores da Região, envolvidos no CR-Mandiocultura, como uma das principais ações ligadas ao Agronegócio do Maranhão. Já foram realizados muitos eventos, entre cursos, palestras, consultorias, participação em feiras e missões empresariais, no sentido de inserir os parceirosprodutores no mercado, propiciando a melhoria da qualidade dos produtos, através de organização das comunidades envolvidas e de estimulo ao empreendedorismo.
7.5 SEAGRO

Os produtores de mandioca vêm recebendo apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural objetivando o fortalecimento da agricultura familiar no contexto do desenvolvimento sustentável do Estado, através das Casas de Agricultura Familiar. Apesar dos esforços dos técnicos dessa instituição nos municípios, os produtores alegam ser muito aquém esse apoio, em função das limitações pela falta de estrutura para atendê-los. Em termos de apoio à comercialização da produção, a atuação é praticamente nula.
7.6 PREFEITURAS MUNICIPAIS

O apoio dos municípios, através de suas Secretarias de Agricultura e/ou Apoio à Produção, em parcerias com instituições como SEBRAE, tem sido fundamental para a melhoria na qualidade dos derivados da mandioca. 8 RECOMENDAÇÕES Os produtos da mandioca têm evoluído em sua estrutura de produção e até de comercialização, mas para se tornarem mais competitivos, necessitam de melhorias sensíveis, pois os processos de industrialização desses produtos são mais intensos em outros estados, possibilitando o ingresso nos mercados locais de grandes quantidades desses derivados, a preços bem competitivos. São necessárias definições de estratégias de Marketing, que sejam indutoras do aumento das vendas de produtos diferenciados, e simultaneamente
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esclarecedora das suas características, das suas propriedades e das suas possíveis utilidades. A constituição de Cooperativas ou Centrais de Vendas, de caráter empresarial, para dar suporte às atividades de produção agrícola e processamento, assessorando os produtores principalmente através da comercialização e transferência de conhecimentos e informações sobre o mercado. Essas entidades devem possibilitar apoio jurídico, médico-hospitalar, educacional, assistência técnica, capacitação de mão-de-obra regularmente, estímulo à adoção e adaptação de novas tecnologias, etc. Para alcançar sucesso, essas entidades devem ser dirigidas por administradores especializados e congregar principalmente pequenos produtores.

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11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BUITRAGO, A.J.A. La yuca en la alimentación animal. Cali, Colombia: CIAT, 1990. 446p.; CENTRO INTERNACIONAL DE AGRICULTURA TROPICAL - CIAT / COMITÊ ESTADUAL DA MANDIOCA DO CEARÁ. Produção, processamento e comercialização de mandioca para alimentação animal. Fortaleza, ago. 1992. 54p. (Relatório final do projeto de desenvolvimento da cultura da mandioca no Estado do Ceará, Nordeste do Brasil). EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultura Tropical. Tecnologias para o processamento agroindustrial da mandioca. Cruz das Almas, 1997. 139p. (Apostila). FUNDAÇÃO CENTRO DE PROJETOS E ESTUDOS – CPE(BA). A indústria da laranja: competitividade e tendências. Salvador, 1993. 144p. il. (Série estudos e pesquisa, 16). MACHADO-DA-SILVA, C. L., FONSECA, V. S. da. Competitividade organizacional: uma tentativa de reconstrução analítica. Organização & Sociedade, Salvador, v.4, n.7, p.97-144, dez. 1996. PONDÉ, J.L.S.P. Coordenação e aprendizado: elementos para uma teoria das inovações institucionais nas firmas e nos mercados. Campinas: UNICAMP-IE, 1993. 159p. Dissertação (Mestrado em Economia) - Instituto de Economia, Universidade Estadual de Campinas, 1993. PORTER, M.E. The competitive advantage of nations. New York: The Free Press of Macmillan, 1990. 855p. PORTER, M.E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. 7.ed. Tradução por Elizabeth Maria de Pinho Braga. Rio de Janeiro: Campus, 1991. 362p. SANTOS, J. A. G. dos. Competitividade: perspectivas para o desenvolvimento da agroindústria da mandioca. Cruz das Almas (Ba): EAUFBA, 1997. 310p. Dissertação (Mestrado em Agronomia, Concentração em Desenvolvimento Rural) – Universidade Federal da Bahia, 1998. SCHUMPETER, J.A. A instabilidade do capitalismo. In: IPEA Clássicos de literatura econômica. 2.ed. Rio de Janeiro, 1992. 458p. p.253-289. ______. Teoria do desenvolvimento econômico. Tradução por Maria Sílvia Possas. São Paulo: Nova Cultural, 1997. 239p. (Os economistas). Versão inglesa de Redvers Opie. Original em alemão. ALVES, E.R. de A.; VEDOVOTO, G.L. A indústria de amido de mandioca. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológoca, 2003. 201p. CARDOSO, C.E.L.; LEAL, M. de S. Mandioca: mudanças nas raízes. Agroanalysis, Rio de Janeiro, v.19, n.6, p.55-60, jun. 1999. CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA – CEPEA. Indicadores de preços. Mandioca. Disponível em: <http://cepea.esalq.usp.br/>. Acessado em: 29 set 2005. FILHO, G.A. de M.; OTSUBO, A.A. Estacionariedade e tendência dos preços de mandioca em Mato Grosso do Sul. Comunicado Técnico. Embrapa, Dourados, n.4, ago. 1999, p.1-3. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Sidra. Agricultura. Disponível em: < http://www.ibge.gov.br>. Acessado em: 15 ago 2005. INSTITUTO DE ECONOMIA AGRÍCOLA – IEA. Preços agrícolas. Disponível em: <http://www.iea.sp.gov.br/out/index.php>. Acessado em: 10 set. 2005. OTSUBO, A.A.; LORENZI, J.O. Cultivo de mandioca na região Centro-Sul do Brasil. Sistemas de produção 3, Dourados: Embrapa Agropecuária oeste; Campinas: IAC; Cruz das Almas: Embrapa Mandioca e Fruticultura, 2002. SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DO PARANÁ – SEAB. Preços. Disponível em: <http://www.pr.gov.br/seab/>. Acessado em: 10set 2005. SILVA, J.R. da; FERREIRA, C.R.R.P.T.; ASSUMPÇÃO, R. de. Estacionariedade de preços de mandioca nos estados de São Paulo e Paraná, 1980-2001. Informações Econômicas, São Paulo. v.33, n.2, fev. 2003. p.28-33. CARDOSO, C.E.L.; LEAL, M. de S. Mandioca: mudanças nas raízes. Agroanalysis, Rio de Janeiro, v.19, n.6, p.55-60, jun. 1999. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Sidra. Agricultura. Disponível em: < http://www.ibge.gov.br>. Acessado em: 15 ago 2005.

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FILHO, G.A. de M.; OTSUBO, A.A. Estacionariedade e tendência dos preços de mandioca em Mato Grosso do Sul. Comunicado Técnico. Embrapa, Dourados, n.4, ago. 1999, p.1-3. OTSUBO, A.A.; LORENZI, J.O. Cultivo de mandioca na região Centro-Sul do Brasil. Sistemas de produção 3, Dourados: Embrapa Agropecuária oeste; Campinas: IAC; Cruz das Almas: Embrapa Mandioca e Fruticultura, 2002. SILVA, J.R. da; FERREIRA, C.R.R.P.T.; ASSUMPÇÃO, R. de. Estacionariedade de preços de mandioca nos estados de São Paulo e Paraná, 1980-2001. Informações Econômicas, São Paulo. v.33, n.2, fev. 2003. p.28-33. ALVES, E.R. de A.; VEDOVOTO, G.L. A indústria de amido de mandioca. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológoca, 2003. 201p. ALMEIDA,C.O.; SILVA LEDO,A.R. Um Caso Mais que Perverso das Elasticidades. Informe GEPEC. Paraná, v. 8, n.2, jul./dez., 2004. SANTOS, J.A.G. do. Competitividade: perspectivas para o desenvolvimento da agroindústria da mandioca. Universidade Federal da Bahia, Cruz das Almas. 1997. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Sidra. Agricultura (http://www.sidra.ibge.gov.br, 28 de abril de 2005)

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LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Produção Mundial de Mandioca em Raiz (em Milhões de Toneladas) Tabela 2 - Área, Produção e Produtividade da Mandioca - principais Estados – 2002 / 2003 Tabela 3 – Concentração na Distribuição Varejista e Evolução da Participação de Mercado – 1994/2000

LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Produção Mundial de Mandioca por Continente e Pais Figura 2 – Produção Mundial de Raiz de Mandioca – 2002 Figura 3 – Área Cultivada de Mandioca – safra 2002/2003 Figura 4 – Produção de Mandioca/Brasil nos Principais Estados – safra 2002/2003 Figura 5 – Produtividade da Mandioca nos Principais Estados Produtores – safra 2002/2003 Figura 6 – Sistema Agroindustrial da Mandioca no Nordeste do Brasil Figura 7 – Valor da Produção da Mandioca – Brasil Figura 8 – Quantidade Produzida de Mandioca no Brasil e nos Principais Estados Figura 9 - Evolução semanal dos preços da raiz nas regiões noroeste do Paraná (NOP Semanal), oeste de São Paulo (ASS Semanal) e sudoeste sulmatogrossensse (SOM Semanal) – deflacionados pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), base set/05 = 1,00 – jan/02 a set/05. Figura 10 – Participação na produção estimada de raiz de mandioca em 2005 Figura 11 - Consumo per capita por Região (Kg), 2002-2003 Figura 12 - Tempo de Atividade na Produção de Farinha Figura 13 - Locais de Compra dos Insumos Figura 14 - Origem das Embalagens Utilizadas pelos Fabricantes Figura 15 - Tipos de Fornecedores de Farinha

ANEXOS Anexo 1 – Modelo de Questionário PRODUTOR ......................................................... Anexo 2 – Modelo de Questionário CLIENTE .............................................................

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Anexo 1:

QUESTIONÁRIO CLIENTES

Identificação da Empresa: ____________________________________________________________ Razão Social: ______________________________________________________________________ Endereço:_________________________________________________________________________ Tipo de Estabelecimento:  Hipermercado / Supermercado  Loja de conveniência  Mercearia  Loja especializada  Outros estabelecimentos: _________________________________ 2 Área (aproximada) :_____________m . Perfil do Entrevistado: Nome:_________________________________ ___________________________ Cargo:____________________________ Tel. Contato:______________________ 1) Quais os principais problemas/obstáculos ou estímulo à comercialização de derivados da mandioca no Estado? Problemas/Obstáculos Estímulo

Produtos Farinha amarela Farinha branca Tapioca de bolo

2) Quais os aspectos limitantes ao segmento varejista, ao desenvolvimento do mercado de derivados da mandioca?  Disponibilidade de produtos  Relações comerciais com a indústria  Sistema de distribuição  Qualidade dos produtos  Hábitos de consumo  Divulgação  Apresentação  Tributação/governo  Outros RELAÇÕES DE MERCADO: 1) As compras dos produtos são realizadas diretamente com:  Produtores  Atravessador Vantagens/desvantagens________________________________________________________ 2) Como se relaciona com o fornecedor?  Compra direta (pronta entrega de mercadorias);  Compra através de pedido;  Compras por Internet;  Compras por Telefone;  Parcerias;  Aliança Mercadológica;  Outros (citar) ___________________________________________________________ 3) Compra com que tipo de inspeção?  SIF;  SIE;  Municipal;  Sem inspeção. 4) Percepções sobre atores do sistema de distribuição: há rivalidade?  Sim  Não 5) Utiliza contratos para adquirir os produtos?  Sim  Não Caso Sim, o que estes contratos especificam? (preço, qualidade, fluxo, quantidade, prazos de entrega?) Qual?(quantificar): _____________________________________________________ 6) Parcerias: os fornecedores oferecem alguma vantagem para a venda de seus produtos?  Sim  Não

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Caso Sim, Quais?  Expositores;  Promotores de venda;  Outra ________________________________________________________________ 7) Existe devolução dos produtos? ________________________________________  Sim  Não Qual a porcentagem de devolução? _______________________________________________ Quais as causas?______________________________________________________________ Que linha de produtos mais ocorre?________________________________________________ TECNOLOGIA 1) Realiza controle de qualidade com os derivados da mandioca?  Sim  Não Caso Sim, Qual o procedimento? __________________________________________________ 4) Como avalia as embalagens?  São adequadas para o transporte;  Adequadas para a exposição;  Adequadas para o manuseio;  São atrativas para os consumidores;  Precisam de melhorias;  Não satisfazem os consumidores;  Outros________________________________________________________________ INSUMOS 1) Dos produtos vendidos no estabelecimento, qual o Estado de procedência (em porcentagem)? PROCEDÊNCIA (%) PRODUTOS MA Farinha amarela Farinha branca Tapioca

2) Como avalia os produtos oriundos de Maranhão comparativamente aos de outros Estados, com relação a: (sabendo-se que as notas 4, 3, 2, 1 e zero estão representadas abaixo) 4 3 2 1 0       Muito bom Bom Regular Inferior Muito inferior

Qualidade; Embalagem; Preço; Distribuição (prazo de entrega, prazo de validade na chegada ao ponto de venda...) Troca de produtos Assistência pós venda ESTRUTURA DE MERCADO

1) Com quantas marcas trabalha com cada produto? Quais as principais marcas e quais as marcas de combate ? Produto Farinha amarela Farinha branca Tapioca Número de marcas Principais marcas Marcas de combate

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2) Como avalia a importância que os consumidores dão às marcas?  Muita importância  Média importância  Regular  Pouca importância  Não dão importância 4) Qual é o volume comercializado, preço médio de venda e a participação de cada um dos produtos no faturamento do estabelecimento por mês? Produto Farinha amarela Farinha branca Tapioca Volume comercializado / mês Preço (R$) % de Faturamento / mês

5) Como se relaciona com os concorrentes quanto aos produtos comprados?  Compete via preço  Usa propaganda  Faz promoções  Outro...________________________________________________________________ GESTÃO 1) Consegue liberar os produtos para a área de vendas no mesmo dia do recebimento?  Sim  Não Caso Não, porque? __________________________________________________________________ 2) Como determina o preço dos produtos?  Segue outros estabelecimentos  Aplica margens sobre o custo  Compete via preços  Diferencia por perfil do consumidor  Diferencia por produto  Outro_________________________________________________________________ 3) Marketing: qual a estratégia para aumentar as vendas?  Promoções  Propaganda via Rádio, TV, Outdoors, Carro de som  Panfletagem  Degustação  Não existe estratégia  Outra 4) A empresa planeja investir em algum setor ou estratégia de melhoria?  Sim  Não Caso Sim, Qual?_______________________________________________________________ 5) Há controle sistemático de estoque?  Sim  Não Caso Sim, que tipo de controle?___________________________________________________ 5.1) Existe um acompanhamento de vendas por produto?  Sim  Não 5.2) Como é feita a reposição dos produtos vendidos?___________________________________ 6) Como é definido o mix (caso haja) de produtos no estabelecimento?  Demanda do cliente  Orientação do fornecedor  Utiliza algum software  Outro___________________________________________________________________ 7) Como monitora a concorrência?

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 Pesquisa preços no estabelecimento concorrente  Utiliza pesquisa junto aos clientes  Monitora mix de mercadorias pelos fornecedores  Faz visitas para observar o estabelecimento concorrente  Outra_________________________________________________________________ 8) Utiliza marcas próprias para produtos?  Sim  Não Caso Sim ou Não, Porque?_______________________________________________________ AMBIENTE INSTITUCIONAL 1) O estabelecimento sofre algum tipo de fiscalização?  Sim  Não Caso Sim, qual? ____________________________________________________________ Como atuam?_______________________________________________________________ Que período é realizada?______________________________________________________ 2) Como a regulamentação interfere no desempenho da empresa (código de defesa do consumidor, rotulagem)? ________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 3) Como funciona o sistema de tributação e como este afeta a empresa? _________________________________________________________________________ 4) Existe incentivo para compra de produtos no Estado  Sim  Não 5) Quais as fontes de financiamento disponíveis?  Bancos  Factoring (negociação de cheques)  Cooperativa de crédito  Associações  Outras_______________________________________________________________ 5.1) Utiliza financiamento para:  Capital de giro %______  Investimento (reformas, compra de equipamentos) %_______  Como isso afeta seu negócio? ____________________________________________ 6) É associado a alguma entidade de classe? (Associação Comercial, Sindicato de Supermercados, Rede de Supermercados, etc)  Sim  Não Caso Sim, qual? _____________________________________________________________ 6.1) Como avalia a representatividade das associações de classe?  Muito eficiente  Eficiente  Regular  Ineficiente  Muito ineficiente 7) A informalidade do setor afeta as atividades da empresa?  Sim  Não Caso Sim, de que forma?________________________________________________________ CONSUMO 1) Como você avalia a preocupação do consumidor com os principais atributos de qualidade dos produtos em relação a: (dê nota 1 para “pouca preocupação”, 2 para “sem preocupação” e 3 para “muita preocupação”)  Aparência  Conveniência / Praticidade  Saúde  Limpeza  Segurança 2) Quais são as informações consideradas importantes pelo consumidor?  Preço  Marca  Volume/Tamanho  Qualidade  Sistema de produção

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 Fidelidade  Outra___________________________________________________________________ 3) Como avalia a disposição dos consumidores de pagar mais pelos tributos desejáveis como: qualidade, conveniência, praticidade...  Muito boa  Boa  Regular  Ruim  Muito ruim 4) Tem como exigência a certificação de qualidade do fornecedor?  Sim  Não

Anexo 1:

QUESTIONÁRIO CLIENTE

Nome: ____________________________________________________________________________ Endereço: _________________________________________________________________________ Município: _________________________________________________________________________ Tipo de Unidade de Produção: ( ) Própria ( ) Arrendada ( ) Comunitária Nome do responsável pelas informações: _______________________________________________ Cargo/Função:______________________, Contatos: Fone(s): _______________________________ E-mails(s): ________________________________________________________________________ Entrevistador: ________________________________________Data _____________________ Assunto Pesquisado: Mercado de Derivados da Mandioca ⇒ Esse questionário tem como objetivo identificar as características competitivas da comercialização de farinha amarela, farinha branca, mandioca, e outros derivados da mandioca nos municípios da Região do Médio Mearim, selecionadas pelo SEBRAE. ⇒ As informações aqui apresentadas são sigilosas e serão utilizadas exclusivamente para orientar o desenvolvimento de propostas que promovam o crescimento dessa atividade no Estado. ⇒ Se você foi selecionado para participar dos trabalhos, certamente sua atividade está relacionada aos estudos e sua colaboração irá auxiliar na elaboração dessas propostas. ⇒ Caso ache necessário, você poderá confirmar diretamente com o SEBRAE a seriedade dos trabalhos aqui realizados e a importância desse questionário. ⇒ Desde já, obrigado pela sua valiosa contribuição. Equipe de Pesquisa

PRODUÇÃO 1- Há quanto tempo desenvolve essa atividade? __________ anos 2- Qual o volume atual de produção da mandioca? _________________ (_________) ton/ano 3- Quais são os principais produtos derivados da sua atividade principal e qual é a importância de cada um deles sobre o faturamento do seu negócio? Periodicidade: ( ) semanal ( ) mensal ( ) semestral ( ) anual PRODUTOS / Quantidade Receita/Vendas Faturamento em Derivados Produzida (R$) Relação às Vendas (Kg) Totais (%) Farinha amarela Farinha branca Tapioca

4- Em relação à produção atual, você tem intenção de: ( ) Reduzir ( ) Manter ( ) Ampliar 5- Que outras atividades são desenvolvidas na sua empresa/propriedade? (por importância)

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___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ FORNECIMENTO DE INSUMOS 6- Onde você adquire seus principais INSUMOS? ( ) no próprio município ( ) nos municípios da região ( ) na capital (São Luis) ( ) em outras regiões do Estado ( ) em outros estados ( ) não utiliza 7- Onde você adquire suas principais EMBALAGENS? ( ) no próprio município ( ) nos municípios da região ( ) na capital (São Luis) ( ) em outras regiões do Estado ( ) em outros estados ( ) não utiliza 8- Quais são as principais necessidades não atendidas atualmente em relação ao fornecimento de insumos e embalagens? Quais são suas sugestões para melhoria? ___________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ MERCADO E CONCORRÊNCIA 9- Quem é o principal comprador de seus produtos? ( ) associação ou cooperativa ( ) agroindústria particular ( )atravessador ( ) venda direta (mercados) ( ) venda direta (feiras) ( ) outros:________________ 10- Qual é a região considerada o principal mercado dos seus produtos? ( ) o próprio município ( ) os municípios da região ( ) a capital (São Luis) ( ) outras regiões do Estado ( ) outros estados:____________ ( ) outros países:__________ 11- Você se considera um produtor/empresa? ( ) Muito pequeno ( ) Pequeno ( ) Médio ( ) Grande 12- Você considera que seus principais concorrentes são produtores/empresas? ( ) Muito pequenos ( ) Pequenos ( ) Médios ( ) Grandes 13- Em sua opinião, qual é a principal deficiência INTERNA na sua propriedade/empresa que você terá que superar no futuro para atender o seu mercado e enfrentar seus concorrentes? __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ 14- Especificamente em relação ao seu negócio, que influência teria a criação de cooperativas e associações sobre o seu crescimento e a modernização futuros? ( ) Muito importante ( ) Importante ( ) Mais ou menos ( ) Pouco importante CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO 15- Você acredita que a participação em cursos/treinamentos seja importante para o crescimento e modernização do seu negócio? ( ) Sim, Muito importante ( ) Importante ( ) Mais ou menos ( ) Pouco importante 16- Você participou de algum curso ou treinamento sobre a sua atividade nos últimos 2 anos? ( ) Sim, sobre administração ( ) Sim, sobre tecnologia ( ) Sim, sobre legislação ( ) Outros:_______________________________________ ( ) Nenhum 17- Qual a principal dificuldade que você enfrenta para participar de cursos/treinamentos? ( ) Falta de cursos na região ( ) Custos elevados ( ) Baixa qualidade dos cursos ( ) Falta de tempo ( ) Nenhuma dificuldade ( ) Não tem interesse em participar 18- Qual é a principal fonte de EXTERNA de conhecimentos que você utiliza para gerenciar o seu negócio? ( ) SEBRAE ( ) Universidades ( ) Consultorias externas ( ) Vizinhos ou parceiros ( ) Livros ou publicações especializadas ( ) Nenhuma ( ) Outras:_______________ 19- Se você pudesse escolher apenas uma área para receber treinamentos, qual seria? ( ) Tecnologias de produção ( ) Comercialização ( ) Agro-industrialização ( ) Administração ( ) Controle de pragas ( ) Controle de qualidade ( ) Nenhuma ( ) Outra: GESTÃO E COMPETITIVIDADE 20- Você adota algum sistema de controle que lhe permita gerenciar e conhecer o lucro ou prejuízo mensal do seu negócio? ( ) Não ( ) Sim. Qual:__________________________________________________

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21- Você adota algum tipo de controle técnico sobre os principais indicadores de produtividade do seu negócio (evolução da produtividade, etc.)? ( ) Não ( ) Sim. Qual:__________________________________________________ 22- Você adota algum tipo de programa formal para melhorar a qualidade dos seus produtos? ( ) Não ( ) Sim. Qual:__________________________________________________ 23- Atualmente você trabalha com algum tipo de empréstimo financeiro para o seu negócio? ( ) Sim, Pronaf-custeio ( ) Sim, Pronaf-investimento ( ) Sim, capital de giro ( ) Outros:___________________________________ ( ) Nenhum 24- Suas prestações estão “em dia”? ( ) Sim ( ) Não 25- Na sua opinião, quais serão os principais desafios para manutenção e crescimento do seu negócio no futuro? __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ 26- Você se considera preparado para enfrentar esses desafios? ( ) Sim ( ) Não 27- Por quê? __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ Obrigado pela sua valiosa participação !!! Caso seja de seu interesse, faça observações que você considere importantes para o desenvolvimento da sua atividade no Estado do Maranhão.

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