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O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares no contexto da Escola/Agrupamento

Síntese - 4ª Sessão Turma 2

Caros(as) Formandos(as)

Em primeiro lugar, queremos felicitar-vos pelo trabalho desenvolvido até à data e registar que
reconhecemos o empenho de cada um na realização das tarefas solicitadas para esta 4ª sessão de
formação, que tinha como objectivos:
 Entender as ligações do processo de auto-avaliação à escola.
 Perspectivar a gestão da informação e o processo de comunicação com a
escola/agrupamento.
 Perceber o papel e a necessidade de liderança por parte do professor bibliotecário (PB).

1. Actividades propostas/cumprimento das tarefas:

As actividades propostas para esta sessão de formação integraram duas tarefas com carácter
opcional: a elaboração de um trabalho em powerpoint para apresentar o modelo de auto-
avaliação da BE aos órgãos de gestão, ao conselho pedagógico e/ou à escola/agrupamento na
sua globalidade (concretizado por vinte Formandos no Fórum 1), ou a elaboração de um plano
de acção, adaptado à realidade de cada escola, para a consecução com sucesso de um plano de
avaliação (realizado por doze Formandos no Fórum 2).

A 2ª parte da tarefa, (comentário ao trabalho dos colegas) possibilitou uma interacção


satisfatória, revelando alguns dos comentários uma reflexão detalhada da temática com um
grau de relevância diversificado, uns mais globais, e outros mais pormenorizados.

Para a realização das actividades desta sessão foram disponibilizados 4 documentos de leitura
obrigatória.
Trinta e dois Formandos cumpriram as tarefas, tendo a grande maioria cumprido os prazos
definidos.

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2. Síntese Global dos trabalhos apresentados (no fórum 1 e 2)

A qualidade formal dos powerpoint apresentados revelou-se globalmente estimulante e apelativa,


para a apresentação aos vossos públicos-alvo (conselho pedagógico/escola/agrupamento). Quanto
aos conteúdos expostos, demonstraram os aspectos que eram solicitados: a apresentação da

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Na presente síntese, optou-se novamente por não destacar nenhuma intervenção individual. Contudo, irão
reconhecer algumas transcrições efectuadas a partir de alguns dos trabalhos apresentados.

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estrutura do Modelo; o papel e mais-valias da auto-avaliação da BE; o processo e o necessário
envolvimento da escola/ agrupamento; os procedimentos de planeamento; a integração dos
resultados na auto-avaliação da escola.

Os planos de acção apresentados reflectem, na generalidade, um diagnóstico da realidade das BE


no contexto da escola (factores inibidores da auto-avaliação), e a necessidade da sua integração
no processo de avaliação interna e externa. Pela forma como foram elaborados alguns dos planos
apresentados poderão tornar-se instrumentos/documentos de trabalho de apoio à acção do PB.

Em ambas as opções de tarefas (no fórum 1 e 2), denotam-se situações de análise mais omissas e
outras de considerável profundidade, não obstante esse facto, as Formadoras verificaram as
seguintes reflexões:

Reconheceram que a forma de relação entre a BE e a escola determinam o sucesso recíproco. É


fundamental a existência de uma cultura de escola aberta à inovação, e que requer a estreita
articulação da BE com os docentes das diversas áreas curriculares disciplinares e não disciplinares
e o reconhecimento do papel do professor bibliotecário (PB) no processo de ensino-
aprendizagem, factores que nem sempre são correspondentes às realidades específicas que
relatam.

Outro ponto relevante que se infere das vossas reflexões é a constatação de que os novos desafios
e paradigmas que se colocam às BE’s requerem uma reorientação das práticas, no sentido de
demonstrarem o valor e a utilidade da BE no processo de ensino/aprendizagem. A essência do
valor da BE é estar incluída na agenda de prioridades da escola e dos docentes, ou seja, integrada
e associada ao cumprimento dos objectivos programáticos e curriculares; citando Doug Johnson
(2002) (…) classroom instruction is and will remain the primary focus of education, and unless we
have an impact on it, we will be seen as superfluous(…).
Da ligação ao currículo e ao sucesso educativo dos alunos, depende a sobrevivência da BE e a
utilidade do nosso trabalho como Professores Bibliotecários. Para que esta premissa se concretize
é imperioso que se garantam as seguintes condições:
 integrar o programa da BE nos planos estratégicos e operacionais da escola e na visão e
objectivos educativos da escola;
 cooperar e planificar, mais intensivamente, com os docentes das diversas disciplinas/áreas
curriculares;
 investir no desenvolvimento das literacias, nas digitais e na literacia da informação, como
suporte ao currículo;
 afirmar o papel do professor bibliotecário como líder, gestor da informação e agente activo do
processo formativo dos alunos, cooperando com todos os professores;

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 demonstrar que o funcionamento da BE se reflecte no sucesso (resultados escolares dos
alunos) da escola;
 comprovar, através de evidências e da comunicação permanente, o valor da BE aos gestores da
escola e a todos aos actores do processo educativo.

Destacaram, no perfil do PB, que este deve ter sentido de oportunidade na abordagem dos
problemas e na apresentação de propostas e estratégias junto do órgão de gestão, articulando
prioridades, objectivos e estratégias com a escola.

Enfatizaram o desenvolvimento de uma cultura de avaliação, gerindo evidências, comunicando o


valor da biblioteca escolar e corrigindo as lacunas identificadas, como formas de afirmar o valor da
BE.

Nos diversos trabalhos apresentados, e no que respeita ao binómio avaliação e qualidade,


frequentemente referiram que deve existir uma relação directa entre o trabalho das bibliotecas
escolares com o currículo e com as aprendizagens, identificando como factores críticos de sucesso,
a existência de um learning specialist (PB); a adequação/intersecção entre os objectivos
educativos da BE com os da escola; o desenvolvimento sistemático de formação (para professores
e alunos), no âmbito das diversas literacias; boas infra-estruturas tecnológicas; o trabalho
colaborativo interno e externo, entre outros.
Recorrentemente está patente a importância da liderança transformativa que deve ser orientada
pela recolha de evidências - evidence based practice – Todd.

Nas vossas propostas de trabalho é evidenciada a inevitabilidade do processo de auto-avaliação se


enquadrar no contexto global da escola, desenvolvido de uma forma institucionalmente integrada
e de acordo com os objectivos educacionais e programáticos da escola, interagindo com os
diferentes protagonistas: direcção, professores, alunos, encarregados de educação e outros
agentes.
Assim, a auto-avaliação deverá centrar-se nos resultados e não nos processos, no impacto
qualitativo que as suas actividades têm nas aprendizagens e no sucesso educativo, no grau de
eficiência dos seus serviços e grau de satisfação dos seus utilizadores.
O PB deve ser um catalisador do processo de auto-avaliação, envolvendo a comunidade escolar,
desde a fase de selecção do domínio, à sua operacionalização, demonstrando a importância desta
acção para a melhoria das práticas educativas e para o sucesso escolar dos alunos.

Na globalidade relataram as etapas de comunicação dos resultados da avaliação com a


apresentação, em conselho pedagógico, do relatório de auto-avaliação e do plano de melhoria que
lhe está inerente.

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Na referência à análise da gestão de evidências elencaram as diversas fases inerentes a este
processo - recolher, avaliar e interpretar as evidências -, destacando sempre, como já se referiu, a
importância da comunicação e divulgação dos resultados no seio da escola e com o exterior.
O processo de elaboração do relatório de auto-avaliação não foi descurado e esteve sempre
associado à referência indispensável, que deve ter, no relatório final de avaliação da escola e
correlativamente à avaliação externa da escola, pela Inspecção-Geral da Educação.

Concluímos a nossa síntese, reiterando o já explanado na sessão anterior:


Constatamos que nem todos os Formandos viram os respectivos trabalhos comentados pelos
Colegas. Facto que reconhecemos não estar relacionado com a qualidade dos mesmos. Como
alguns de vós afirmam relaciona-se com a intensidade desta formação e/ou outros critérios
subjectivos a que recorreram (escolha aleatória, área geográfica de trabalho, conhecimento
pessoal, …), para a selecção do contributo de um dos colegas.

Encerrada esta quarta sessão de formação, desejamos a todos(as) a continuação de uma boa
participação e trabalho nesta oficina de formação.

As Formadoras

Formadoras: Dina Mendes / Helena Duque Novembro de 2009 4/4