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Bartolomeu Campos de Queirós, já falecido, foi um dos muitos escritores

brasileiros do século XX. É conhecido pelo livro “Onde Tem Bruxa Tem Fada”.
Publicou, ao todo, 46 livros.
O livro começa com um pequeno texto para os leitores e os logo após os
nomes dos colaboradores, ele dedica essa obra a “Maria das Graças”. Feitos
todos os tais agradecimentos, começam as 48 páginas, que pelo desenrolar da
história poderiam ser reduzidas.
O livro relata a vida de uma família muito humilde e que havia um avô que
tinha, obviamente, dois olhos, mas só enxergava com um, pois o outro era de
vidro, o que podemos ver no título do livro. Seu neto muito curioso, sempre
queria saber o porquê do seu avô ter ganho o olho de vidro, porém a única
coisa que ele sabia era que seu avô tinha viajado a São Paulo para colocar o
olho de vidro.
Esse avô é descrito como um homem quieto, calado e que não demonstrava
seus sentimentos. Em vez de ficar olhando as coisas pela metade, se deixava
levar pelos seus pensamentos e imaginação, e com isso “completava” tudo que
não via com seu olho de vidro.
Todos os dias ele caminhava, a passos lentos, pelas ruas da pacata cidade em
que morava, do jeito de sempre, calado e na dele. O seu neto era o mais
presente na sua vida, o que é evidente no livro, o mesmo sempre queria saber
como seu avô via todas as coisas, mesmo com o olho de vidro, e o que lhe
tirava o sono, podemos assim dizer, era querer saber como o seu avô se
sentia.
O desfecho do livro vem com o desaparecimento do avô, que faz com que
todos da família ficassem preocupados e começassem a espalhar notícias
sobre o ente querido que desapareceu, mas infelizmente não obtiveram
sucesso. Alguns dias após o desaparecimento do avô encontraram o olho de
vidro do mesmo, que foi guardado e nunca ninguém soube do mistério que
havia no olho de vidro.
“O olho de vidro do meu avô” é o título do livro que contem 48 páginas, o autor
da obra é Bartolomeu Campos de Queirós. O mesmo teve seu primeiro livro, “O
peixe e o pássaro”, premiado em 1971. O estilo da obra é descritivo narrativo,
podemos perceber isso em passagens no texto como essa: “Um dia eu virei
meu avô, minha mãe me vestiu de pirata”. A linguagem é de fácil entendimento
e o livro é um bom passatempo. O título faz jus a história escrita no livro. Traz
algo novo, pois nunca tinha lido um livro falando de avô e mistério ao mesmo
tempo.