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NECESSIDADE DE ELIMINAR “Eliminação é um tipo de função com as

características específicas: movimento e


evacuação de resíduos sob a forma de
excreção.” (CIPE/ICNP, 2003, pág. 25)
NECESSIDADE DO ORGANISMO EM
REJEITAR AS SUBSTANCIAS INUTEIS Rim
E PREJUDICIAIS RESULTANTES DO Intestino
METABOLISMO
Pele

Pulmão
2010 João Manuel Garcia do
Útero
Escola Superior de Nascimento Graveto,
Enfermagem RN, MSc, PhD
de Coimbra

FACTORES QUE INFLUENCIAM A Focos da Prática de Enfermagem


SATISFAÇÃO DA NECESSIDADE
Autocuidado: “É um tipo de acção realizada pelo próprio com as
BIOLÓGICOS/FISÍCOS características específicas: tomar conta do necessário para se manter,
– Alimentação; manter-se operacional e lidar com as necessidades individuais básicas
– Exercício: e intimas e as actividades de vida.” (CIPE/ICNP, 2003, pág. 55)
– Idade;
Autocuidado: Ir ao Sanitário
– Horário.
“(...) é um tipo de autocuidado com as características específicas: levar
a cabo as actividades de eliminação, fazendo a sua própria higiene
PSICOLÓGICOS: Emoções/Ansiedade/Stress íntima, limpar-se depois de urinar ou evacuar, deitar fora os produtos
de eliminação, por exemplo puxar o autoclismo de maneira adequada,
SÓCIOCULTURAIS E AMBIENTAIS no sentido de manter o ambiente limpo e evitar a infecção.”
- Normas Sociais e Culturais (CIPE/ICNP, 2003, pág. 56)
- Plano de saúde comunitária

Eliminação R.N. Cr. Adulto Idoso


Focos da Prática de
Vesical
Enfermagem Cor Transparente/ Amarela clara

pH 4.5 a 7.5 ligeiramente ácida


“Eliminação intestinal - é um tipo de eliminação com as
características específicas: movimento e evacuação das fezes pela Densidade 1003 e 1030 (conc. solutos disssolvidos)
defecação, habitualmente uma vez por dia e em fezes moles e Quantidade 30 a 300ml/dia 500 a 1200ml/dia 1200 a 1400ml/dia 1200 a 1400ml/dia
moldadas.”(CIPE/ICNP, 2003, pág. 25)
Frequência Micção frequente 4 a 5 vezes/dia 5 a 6 vezes/dia 6 a 8 vezes/dia
“Eliminação vesical - é um tipo de eliminação com as
características específicas: fluxo e excreção da urina por meio de Intestinal
Cor Mecónio/ amarela Castanha
micção, habitualmente 4/6 vezes durante o período diurno, com
uma quantidade média excretada de aproximadamente 1000 a 2000 Consistência Moldáveis
ml nas 24 horas em condições dietéticas normais.”(CIPE/ICNP,
2003, pág. 25) Frequência 1 a 2 vezes/dia 1 vez/dia ou em dois dias

Sudorese
Quantidade/odor Mínima. Varia segundo alimentação, clima, condições de higiene
Características da urina (Cont.) Características da urina
Urina Aspecto
• Principais constituintes: água, ureia e eletrólitos (Na, Cl, etc.) • Transparente
• 50/70 ml/hora de urina  1200 ml a 1400 ml/24horas • Turva em contacto com o ar
Volume • Se a urina fresca se apresenta turva  bactérias, líquido prostático ou
esperma
• Oligúria  diminuição da produção urina (<400ml/24 horas)
• Anúria  ausência de formação de urina (< 100 ml/24 horas) Cheiro
• Micção normal 250-500 ml • Urina fresca  cheiro característico
Cor • Cheiro amoniacal  contacto ar
• Normal  Amarelo pálido/claro • Se infectada  cheiro desagradável
• Hemática  presença de sangue, vermelho escuro ou fumada • Cheiro adocicado  presença acetona ou corpos cetónicos
• Amarelo escuro  concentrada ou presença bilirrubina
• Amarelo vivo  ingestão caroteno pH  4,5-7,5; densidade 1003 e 1030 (conc. solutos disssolvidos)
• Piúria  presença de pús

TERMINOLOGIA DE INDEPENDÊNCIA Intervenç


Intervenções de Enfermagem
Defecação: Evacuação de matéria fecal;
para manter a Independência
Diurese: Quantidade de urina eliminada/dia;  Explorar os hábitos de eliminação do cliente;
 Planear horários de eliminação;
Micção: Emissão de urina;
 Ensinar sobre a importância de:
Fezes: Matéria fecal eliminada pelo intestino;
 Eliminação regular;

Suor: Produto de secreção das glândulas sudoríparas;  Técnicas de relaxamento e privacidade;

Urina: Líquido claro, transparente evacuado pela uretra.  Identificar factores que podem influenciar/modificar a

eliminação (medicamentos, bactérias, ...);


 Higiene adequada;

 Exercício físico;

 Posicionamento;

 Alimentos que favorecem a eliminação/Dieta.

TERMINOLOGIA DE DEPENDÊNCIA
Obstipação: Ou prisão de ventre - fezes sólidas, pequenas, pouco frequentes ou
Manutenção Padrão normal do difíceis de serem expelidas, com a sensação de evacuação incompleta.
Sist. Urinário Diarreia: Evacuação de fezes líquidas e frequentes
• Ingerir 1000/1500ml líquidos  aumento de produção de urina
 diminuição do risco de produção de cálculos e infecção Fecaloma: Acumulação de matéria fecal por diminuição de líquido;
urinária
• Exercício físico  tonicidade músculos abdominais Flatulência: Presença de gases no estômago e/ou intestino;
• Atenção à privacidade  relaxamento Meteorismo: Dilatação abdominal resultante dos gases contidos no intestino;
• Aliviar o desconforto (dor  aumenta a tensão muscular, reduz
a concentração para o relaxamento) Cólicas: Dores provocadas por movi/s peristálticos exagerados;
• Atenção ao posicionamento  decúbito dorsal dificulta micção
» Efeito de gravidade, redução da pressão abdominal Incontinência: Emissão involuntária de fezes, urina ou ambas;
• Atenção ao efeito de sugestão (som da água a correr, Tenesmo: Sensação de defecar sem resultado;
mergulhar mãos)
• Ensino sobre a eliminação Amenorreia: Ausência de menstruação;
– (funcionamento sist. Urinário, factores influenciam micção,
sinais e sintomas relacionados problemas micção, métodos Dismenorreia: Menstruação dolorosa;
para prevenir/resolver problemas, actividades auto-cuidado
na manutenção de um padrão normal de eliminação) Menorragia: Hemorragia uterina excessiva em quantidade e duração;
Metrorragia: Hemorragia fora do período menstrual;
TERMINOLOGIA DE DEPENDÊNCIA (cont.)
Retenção Urinária: Acumulação de urina na bexiga;
Globo vesícal: Distensão vesical causada por retenção urinária; Eliminação Vesical
Enurese: Emissão involuntária/inconsciente de urina durante a noite;
Nictúria: Emissão de urina de noite;
Anúria: Ausência de urina na bexiga por défice de produção de urina nos rins;
Sistema Urinário
Disúria: Emissão de urina difícil e dolorosa;
Polaquiúria: Necessidade frequente de urinar;
Oligúria: Diminuição da quantidade de urina em 24 horas (diminuição da formação de Volume H2O
urina);
Equilíbrio hidro-eletrolítico H2O, Na, K
Poliúria: Emissão de urina em quantidade superior ao normal;
Albuminúria: Presença de albumina na urina;
Glicosúria: Presença de glicose na urina;
Hematúria: Presença de sangue na urina.

Eliminação Vesical Sistema Urinário

Sistema Urinário Eliminação Vesical


• Cada rim é composto por 1 milhão nefrónios (unidade funcional
•Dois rins,
rim)
•Dois ureteres,
•Uma bexiga, • É no nefrónio que o sangue é filtrado e os eletrólitos, H2o e outras
subst. são segregadas, excretadas ou absorvidas
•Uma uretra
•Dos cerca de 5 litros de • 1200 ml de sangue passam pelo rim /minuto
sangue bombeados pelo
coração a cada minuto,
aproximadamente 1.200 • O glomérulo constituído pelo novelo de capilares envolvido pela
ml, pouco mais de 20% cápsula de Bowman e o sist. de túbulos filtram 125/130 ml/minuto
deste volume flui, neste
mesmo minuto, através • 98% do filtrado glomerular é reabsorvido (H2O, NaCl, creatinina,
dos nossos rins. glicose, aminoácidos, lactato e vit. C)
Eliminação Vesical Eliminação Vesical

Eliminação Vesical Eliminação Vesical

• A produção de urina é 1 a 2 ml/minuto

• O aumento da pressão interior bexiga 150 a


300 ml

• Distensões repetidas>=1000 ml  risco perda


tonicidade

Eliminação Vesical Eliminação Vesical


Reflexo de micção (aspectos que influenciam…)
Aumento da pressão intravesical
Atenção tamanho da uretra (do colo vesical ao meato)
Estímulo dos receptores do detrusor • Homem 20 cm
Espinal medula • Mulher 3-5 cm

Revolução de impulsos

Relaxamento

Micção
Eliminação Vesical Eliminação Vesical

Eliminação Vesical Alterações do Sist. Urinário

• Alterações estrutura e funcionamento S.U.


– A partir dos 70 anos  redução 1/3 a ½ nefrónios
 redução 30% peso rim
 degeneração nefrónios
• A taxa de filtração renal decresce 6%/década
• Perda tonicidade muscular e redução capacidade
• Esvaziamento incompleto/aumento Vol. Residual 
infecção urinária
• Hipertrofia prostática  obstrução urinária e insuficiência
renal

Pesquisa na Urina Colheita de Urina


Análise à urina
Sumária  primeira micção (+
• Sumá
Glicose e corpos cetónicos conc.)
• Glicosúria e cetonúria  por glicémia • Urocultura
elevada/falta de insulina/metabolização das – Colheita do jacto médio
gorduras
– Punção na S.V. em doentes
algaliados;
Sangue (M)  Higiene perineal de frente
• Hematúria macroscópica ou microscópica para trás
(H)  Higiene glande
Nitritos e leucócitos Técnica asséptica para não
• Infecção urinária contaminar a urina
Fazer ensino
•Frasco esterilizado
•Retracção prepúcio
•Afastamento dos grandes lábios
Retenção urinária Retenção urinária
O que procurar?
A produção de urina é normal mas é retida por razões: • Padrão urinário
• Mecânicas • Queixas de dor/ardor à micção
– Cálculos • Frequência, volume da micção
– Traumatismos • Cor e aspecto da urina

– Inflamações Sinais:
Sinais
– Estenoses uretrais • Sinal cardinal  ausência de urina
• Funcionais • Emissão frequente pequenas quantidade urina

– Ansiedade • Distensão da bexiga, palpação, elevação acima da sínfise púbica

– Bexiga neurogénica • À percussão assemelha-se ao som emitido por um tambor

– Tensão muscular, medicamentos anestésicos, sedativos e narcóticos Intervenção:


– Atrofia do detrusor • Promoção relaxamento, posicionamento e sugestão
• Algaliação

Algaliação
Algaliação
CATETERISMO VESICAL
Consiste na introduç
introdução de uma sonda ou cateter
atravé
através do meato uriná
urinário até
até à bexiga, para diversos
fins.

Este procedimento pode ser considerado:


•Curta duraç
duração quando dura entre 7-
7-10 dias;
•Média duraç
duração quando dura cerca de 28-
28-30 dias;
•Longa duraç
duração quando dura mais de 28-
28-30 dias.
Requer té
técnica assé
asséptica cirú
cirúrgica,
(Baptista, exceptuando-
exceptuando-se a auto-
auto-algaliaç
algaliação intermitente
2002)

Medidas que podem Figura 1 - Pen-rose


utilizar-
utilizar-se de forma a estimular a
micç
micção (sem se recorrer ao cateterismo vesical)
vesical)
Sempre que possível, devem ser avaliados
1. Auxiliar o doente a assumir uma posição métodos alternativos ao cateterismo
natural de micção; (de acordo com a situação clínica do doente):
2. Assegurar privacidade ao doente;
1. Absorventes para incontinentes;
3. Abrir uma torneira de modo a tornar
audível o ruído da água; 2. Preservativo urinário (Pen-rose ou
4. Aplicar um saco de água morna na região similar - Figura 1);
suprapúbica (atender à situação clínica do 3. Cateterização suprapúbica;
doente);
5. Aliviar a dor. 4. Drenagem vesical intermitente ou outras.
(Baptista, (Baptista,
2002) 2002)
Dificuldades da Alterações no Padrão normal
Eliminação Vesical do Sist. Urinário
Problemas da Eliminaç
Eliminação Vesical • Incontinência
• Enurese
• Infecção urinária (rim, ureteres, bexiga ou
• Distúrbios motores e sensoriais (tetraplegia, paraplegia, esclerose
uretra)
múltipla)

ardor, urgência e polaquiúrica • Alterações hormonais


– período pré-menstrual retenção de líquidos
• Derivação urinária (hipóspadias)
– período menstrual aumento na produção de urina
• Litíase urinária (precipitação subst. Critalinas de ác. úrico, oxalato, cistina) – Diminuição estrogénos pós menopausa  vaginite, polaquiúria,
– Urolitíase (cálculos sist. urinário) incontin.
– Nefrolitíase/litíase renal (cálc. no rim) • Alteração do tónus  incorrecto esvaziamento vesical

• Retenção urinária (Produção urina normal mas a urina é retida por razões • Estado de hidratação
mecânicas ou funcionais) • Algaliação contínua

Alterações no Padrão normal Mecanismos de


do Sist. Urinário
contaminação
• Hábitos  ingestão de café, chá e beb. alcoólicas efeito diurético
• Microorganismos perineais
cafeína, álcool e adoçantes  irritante bexiga
• Factores psicossocias (sugestão e ansiedade) • Mãos dos doentes e profissionais
• Factores culturais  falta de privacidade • Migração retrogada pelo sonda
• Medicamentos
• Soluções e instrumentos contaminados
– Diuréticos  aumentam débito urinário, urgência e incontinência
– Anticolinérgicos  inibem contracções vesicais, atenção retenção e
refluxo
– Hipnóticos e sedativos diminuem sensação urinar, atenção
incontinência

Intervenções Enfermagem Intervenções Enfermagem


Infecç
Infecção uriná
urinária (Dor perianal, vesical ou renal, urina turva, com sedimento e Incontinência uriná
urinária
febre
– Estimular ingestão líquidos – Treino de hábitos (horário de micções entre 2-4 horas)
– Estimular a urinar quando com vontade – Treino vesical/readaptação vesical  ensino de supressão
– Baixar pH, dieta, medicamentos da vontade sentar sanita a horas certas
– Banho duche ao de imersão – Treino de relaxamento (inspirações lentas e profundas)
– Comunicar os sintomas de IU – Hidratação 1500 ml/dia
– Ensino sobre a toma medicação – Limitar ingestão anoitecer
– Ensino sobre aumento diurese e polaquiúria – Evitar/controlar obstipação  fecalomas são causa
– Ensino sobre higiene perianal (frente/atrás) incontinência
– Cuecas de algodão ao invés sintéticas (+ humidade) – Acessibilidade no idoso
– Evitar calças apertadas, banhos espuma – Cuidados à pele (hidratação), pois a humidade constante 
– Urinar antes e após relações sexuais e lubrificar epitélio irritação e dor
vaginal
– Uso de fraldas
– Se uso de diafragma  acidificar urina para evitar infecção U.
Intervenções Enfermagem Indicadores de Risco
• Incontinência urinária
– Estimular exercícios para a musculatura • Sistemas de drenagem abertos:
pélvica exercícios de Kegel – 50% bactiúria nas 1ª 24 horas e 100% aos 4
dias
• Sistemas de drenagem fechados:
– 3 a 10% ao dia
– 50% aos 10 dias

Algaliação
Exercícios de Kegel
Cateterismo Vesical
Para começ
começar a fazer os exercí
exercícios de Kegel,
Kegel, é importante
descobrir os múmúsculos certos. Identifique quais são os • É necessário ser-se muito criterioso, pois
m úsculos correctos utilizando um dos seguintes três mé
métodos: a algaliação pode levar a:
• 1. Tente interromper o fluxo de urina quando estiver sentada na – Alterações crónicas da mucosa
sanita. Se o conseguir fazer…significa que está a utilizar os
músculos correctos. – Isquémia tecidular
• 2. Imagine que está a tentar impedir a saída de gases. Contraia os
– Infecção nosocomial
músculos que utilizaria numa situação dessas. Se sentir uma
sensação de "puxar", significa que esses são os músculos correctos
– Traumatismos
para os exercícios pélvicos. – Perda de tonicidade da bexiga
• 3. Deite-se e coloque o dedo dentro da vagina. Contraia-se como se – Espasmos, abcessos, fístulas,
estivesse a tentar interromper a saída de urina. Se sentir o seu inflamações
dedo apertado, significa que está a contrair o músculo pélvico
correcto. – Infecção urinária

Indicações de Algaliação
(podem incluir, mas não se limitam a…)
• Obstrução urinária;
• Drenagem de urina no doente com disfunção neurológica da O cateterismo vesical é o principal
bexiga com retenção urinária;
• Retenção urinária;
responsá
responsável pelo desenvolvimento de
• Cirurgia urológica e outras cirurgias das estruturas contígua infecç
infecções nosocomiais,
nosocomiais, uma vez que é
(ex. para repouso da uretra…);
• Medição rigorosa do fluxo ou da eliminação; uma manobra invasiva, potencialmente
• Medição do volume urinário residual pós micção;
• Realização de exames complementares de diagnóstico
traumá
traumática, não isenta de riscos e que
(exames
urodinâmicos);
laboratoriais, uretrocistografias, estudos representa uma agressão ao trato
• Administração de medicamentos directamente na bexiga ou uriná
urinário inferior: 60% a 80% dos
irrigação vesical.
• Alterações do estado de consciência doentes algaliados contraem infecç
infecção
• Lesões dos tecidos na região perineal
• Politraumatizados graves
uriná
urinária (CARDOSO, 1995: 15).
• Avaliação da pressão intra-abdominal
(Baptista, (Baptista,
2002) 2002)
Quadro 1 - Factores de risco de aquisiç
aquisição de ITU
Prevenç
Prevenção da infecç
infecção uriná
urinária em no doente algaliado
doentes algaliados
FACTORES DE RISCO FACTORES DE RISCO
• Avaliação da necessidade de algaliação INTRÍNSECOS EXTRÍNSECOS
(com base na avaliação do risco individual - Idade avançada - Qualidade de cuidados
do doente – Quadro 1); - Género (diferenças na inserção
• Selecção do tipo de cateter (de acordo anatómicas) - Duração da algaliação
com a duração prevista da algaliação); - Diabetes - Manutenção do circuito
• Inserção e manutenção asséptica do - Imunodepressão fechado de drenagem
cateter e sistema; - Desnutrição - Despejo dos sacos de
- Insuficiência renal drenagem
• Remoção correcta do cateter.
- Tempo de internamento
(Baptista, Adaptado de: PORTUGAL. Ministério da Saúde – Recomendações para a prevenção da Infecção do
2002) Trato Urinário: algaliação de curta duração. Lisboa: Instituto Ricardo Jorge, 2004. 20p.

CLASSIFICAÇ
CLASSIFICAÇ ÃO DOS
CATETERES VESICAIS
Os cateteres vesicais são classificados mediante:
a sua composição (material),
1. Diâmetro,
2. Comprimento,
3. Volume do balão,
4. Forma,
5. Número de lúmens
6. Duraç
Duração da permanência

(Baptista,
2002)

Figura 2 - Diferentes tipos de


Algaliação cateteres com diferentes
lúmens
Cateteres que possuem
válvula para encher o
balão, esta, tem uma
cor* representativa como
Algálias  Cateteres urinários
mais usados código para cada
• O calibre (nº) é medido na escala tamanho: 12F = branco,
Francesa (French – F- nºs das 14F = verde, 16F =
S.V.):
– 8-10 crianças laranja, 18F = vermelho,
– 14-16 Mulheres (…autores 12- 20F = amarelo, 22F =
14) violeta e 24F = azul.
– 18-20 homens (…autores 14- *de fabricante para fabricante a cor e tamanho
16)
podem diferir substancialmente .
Forma da S.V.
(difere essencialmente na extremidade dos cateteres)

Estes podem ser rectos ou curvos.


curvos
• Os de ponta bequille (curvos): passagem
perante uma obstrução parcial da uretra (ex:
hipertrofia prostática) e são menos traumáticos.

• Os de ponta arredondada são usados em


pessoas sem anomalias ou obstruções
anatómicas.

Os cateteres vesicais podem ter um, dois


Tipo de sondas ou três lú mens consoante o fim a que se
destinam:
• Latéx, silicone
• Uma via, dupla via, tripla via Um lú
lúmen são adequados a drenagem de conteúdo sólido
ou denso (coágulos) mas têm o inconveniente de não terem
• Flexível, rígida e semirígida balão;
• Com/sem mecanismos de fixação (balão)
Dois l úmens (tipo foley)
foley) são os mais usados e possuem um
• Tipo bequille canal para drenagem de urina e outro para insuflar o balão.
• Ponta em forma de azeitona, cónica, Três l úmens - são iguais aos anteriores mas têm um canal
redonda adicional para irrigação vesical em situações de hematúrias
macroscópicas intensas.

(Baptista,
2002)

Tipo de Algálias Tipo de Algálias


• Diferem no formato da extremidade e nú
número de lúmens
– Algá
Algálias rectas de um só
só lúmen

Sonda de Tiemann:
Gouverneur (para ponta curva olivar e Sonda de Foley de Silicone
lavagens vesicais, (superior) e Sonda de Béquille
a presença de balão (inferior) Sonda
vários orificios)
Hematúrica de
três vias (ponta
em bisel, para
maior facilidade
na aspiração
de coágulos)
(Bapti sta, 2002)

COMPOSIÇÃO DO TEMPO DE USO


Tipo de Algálias (S.V.) CATETER
Látex ou plástico Até 14 dias Curta/Média Duração (até 14
dias)
Poliuretano ou “Teflon” Curta/Média Duração (até 28
dias)
Látex revestido a Hidrogel Longa Duração (até 12
semanas)
Látex revestido a Silicone
Longa Duração (até 12
semanas)
Silicone revestido a Hidrogel Longa Duração (até 12
semanas)
Látex revestido a Hidrogel e Longa Duração (até 12
Prata semanas)

(Baptista, 2002)

CUIDADOS AO DOENTE COM CUIDADOS AO DOENTE COM


CATETER VESICAL CATETER VESICAL (Cont.)
1. Descontaminar as mãos e usar luvas limpas antes da 4. A posição e integridade do sistema devem ser
manipulação do cateter e/ou sistema de drenagem e lavar mantidas de modo a serem compatíveis com o
as mãos após a remoção das luvas; conforto e mobilidade do doente;
2. A higiene do meato deve ser efectuada com soro 5. O saco colector deve ser mantido sempre abaixo
fisiológico diariamente ou em intervalos apropriados de do nível da bexiga para manter o fluxo urinário e
modo a mantê-lo livre de incrustações e contaminação, colocado num suporte que previna o contacto
após uma cuidada higiene com água e sabão;* com o chão e a contaminação da válvula de
3. Os sacos de drenagem devem obedecer a requisitos despejo;
mínimos: encerramento seguro e fácil de posicionar, com 6. As lavagens/irrigações/instilações da bexiga não
válvula anti-refluxo, com torneira de despejo, com
previnem a ITU pelo que devem ser efectuadas
tubagem resistente, com sistema de medição fiável da
urina;
apenas por razões clínicas específicas e não
como prática de rotina;
*Não é necessário usar anti-sépticos na higiene diária do meato urinário como forma de 7. Incentivar o doente a uma ingestão hídrica de 3
prevenir a ITU. litros por dia (dependente do doente);

CUIDADOS AO DOENTE COM


CATETER VESICAL (Cont.) COMPLICAÇÕES
8. Incentivar a ingestão de alimentos acidificantes da urina; • ITU;
9. Evitar a tracção do cateter;
• Traumatismos;
10. O circuito de drenagem vesical deve ser fechado para evitar
infecções; • Respostas inflamatórias;
11. Os fabricantes recomendam habitualmente que os sacos de • Dor;
drenagem sejam substituídos com intervalos de 5-7 dias. A
sua substituição prematura deve ser baseada na • Bloqueio do trato urinário;
acumulação de sedimento, presença de coágulos, cheiro ou
fugas de conteúdo ou desconexão acidental do saco, caso • Hemorragia;
contrário só se substitui aquando a substituição do cateter; • Remoção do cateter com balão em carga (pelo
12. Os sacos devem ser despejados e não substituídos; doente);
13. Sempre que ocorrer quebra de técnica asséptica ou
desconexão acidental do sistema de drenagem, o mesmo • Falsos trajectos.
deve ser substituído, usando técnica asséptica após
desinfecção da junção cateter-saco com álcool. (Baptista,
2002)
RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS

• O enfermeiro deve assegurar-se de que o doente está bem • O sistema de drenagem deve funcionar em circuito fechado
informado e compreendeu o porquê do procedimento; que só deve ser quebrado por motivos específicos,
• Ter sempre em conta que os doentes podem reagir aos limitados e claramente definidos;
materiais de modo diferente e a decisão de • O banho de chuveiro está indicado para a manutenção da
substituir/remover um cateter deve sempre ter em conta a
situação clínica de cada doente; higiene pessoal e limpeza do doente, se a situação clínica o
• A substituição do cateter deve ser fundamentada nas permitir. O saco deve ser despejado e a torneira fechada
necessidades clínicas de cada doente, tendo em conta as antes do banho;
recomendações do fabricante. Não deve ser feita por • O sistema de drenagem deve ter preferencialmente um
períodos fixos ou arbitrários ou estabelecidos por local referenciado que permita a colheita asséptica de urina;
rotina do serviço. • O enfermeiro deve informar os doentes dos benefícios do
• A separação espacial dos doentes algaliados infectados e cateterismo intermitente e da possibilidade de auto-
não infectados pode minimizar o risco de ITU cruzada, pelo cateterismo.
que estes doentes não devem ser colocados em camas
adjacentes;
(Baptista,
2002)

Despejo do saco de drenagem:


Acto da responsabilidade dos Auxiliares de Acção Médica sempre com Manuseamento
supervisão do Enfermeiro.

• O saco de drenagem deve ser controlado com regularidade


e esvaziado quando estiver a meio da sua capacidade, • Manter o sistema de drenagem fechado
após medição e registo feito pelo enfermeiro;
• Em cada despejo, deve ser usado um recipiente limpo e • Não colocar o saco colector por cima da
individualizado, evitando o contacto entre a torneira do saco bexiga
de drenagem e o recipiente;
• Deve ser evitada a contaminação do sistema e fuga de • Vigiar torções da sonda e/ou saco colector
urina durante o esvaziamento;
• Devem ser usadas luvas limpas e substituídas entre
• Valorizar o risco de infecção urinária ou
doentes; uretral
• A torneira deve ser limpa com celulose, toalhete ou
compressa, após o despejo para evitar o gotejamento para
o chão, da urina residual.
(Baptista,
2002)

Hipospádias Hipospádias