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Apostila de Metodos Científicos

Apostila de Metodos Científicos

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Sections

  • APRESENTAÇÃO
  • 1. DEFINIÇÃO
  • 2. O CONHECIMENTO
  • 3. A CIÊNCIA
  • 4. A PESQUISA
  • 5. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
  • 5.1 PESQUISA PRELIMINAR
  • 5.2 PESQUISA TEÓRICA
  • 5.3 PESQUISA APLICADA
  • 5.4 PESQUISA DE CAMPO
  • 5.5 FASES DA PESQUISA
  • 5.6 COLETA DE DADOS
  • 6. ANTEPROJETO DE PESQUISA
  • 7. PROJETO DE PESQUISA
  • 7.1 PARTES DO PROJETO DE PESQUISA
  • 8. NOÇÕES DE TEXTUALIDADE
  • 9. CONCEITUAÇÃO DE TRABALHOS MONOGRÁFICOS
  • 10. PRODUÇÃO DO TRABALHO MONOGRÁFICO
  • 10.1 DETERMINAÇÃO DO TEMA-PROBLEMA DO TRABALHO
  • 10.2 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO
  • 10.3 LEITURA E DOCUMENTAÇÃO
  • 10.4 A CONSTRUÇÃO LÓGICA DO TRABALHO DISSERTATIVO
  • 10.5 A REDAÇÃO DO TRABALHO
  • 11.1 - ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
  • 11.1.1 Capa
  • 11.1.2 Lombada
  • 11.1.3 Folha de rosto
  • 13.4.4 Publicações periódicas
  • 13.4.4.1 Publicações periódicas como todo
  • 13.4.4.2 Parte de publicações periódicas Artigos de publicações periódicas:
  • 13.4.5 Eventos (congressos, seminários, simpósios, etc.)
  • 13.4.7 Documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico
  • 14.1.1 Tipos de resenhas
  • 14.1.2 Estrutura de uma resenha
  • 14.2.2 Tipos de resumo científico
  • 14.2.3 Redação do resumo
  • 14.2.4.1 Resumo em monografias
  • 14.3.1 Relatório técnico-científico
  • 14.3.2 Relatório de estágio
  • 14.4 ARTIGOS CIENTÍFICOS
  • 14.4.1 O que pode ser conteúdo de um artigo?
  • 14.5 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
  • REFERÊNCIAS
  • ANEXOS
  • ANEXO A - CAPA
  • ANEXO B – FOLHA DE ROSTO

Prof.

Luiz Paulo Neves

Metodologia Científica
Segurança do Trabalho

LUIS PAULO NEVES

Metodologia do Trabalho Científico
Fundamentos metodológicos e normas para apresentação de trabalhos acadêmicos
Ensino a Distância — E a D

Revisão 07/2008

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
1 2 3 4 5 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 6 7 7.1 8 9 10 10.1 10.2 10.3 10.4 10.5 11 1 2 5 7 9 12 12 12 12 13 13 13 14 15 15 20 23 24 24 25 26 27 28

DEFINIÇÃO O CONHECIMENTO A CIÊNCIA A PESQUISA CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
PESQUISA PRELIMINAR PESQUISA TEÓRICA PESQUISA APLICADA PESQUISA DE CAMPO FASES DA PESQUISA COLETA DE DADOS

ANTEPROJETO DE PESQUISA PROJETO DE PESQUISA
PARTES DO PROJETO DE PESQUISA

NOÇÕES DE TEXTUALIDADE CONCEITUAÇÃO DE TRABALHOS MONOGRÁFICOS PRODUÇÃO DO TRABALHO MONOGRÁFICO
DETERMINAÇÃO DO TEMA-PROBLEMA DO TRABALHO LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO LEITURA E DOCUMENTAÇÃO A CONSTRUÇÃO LÓGICA DO TRABALHO DISSERTATIVO A REDAÇÃO DO TRABALHO

ELEMENTOS E ESTRUTURA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO, MONOGRAFIA, DISSERTAÇÃO E TESE
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

29 30 30 30 30 31

11.1 11.1.1 11.1.2 11.1.3

Capa Lombada Folha de rosto

11.1.3.1 Modelos de notas explicativas para Folha de Rosto

7 11.2 11.1 11.4 13 13.1 12 12.11.3 11.4 11.3 12.1.1.1.3 11.4 11. agradecimento e epígrafe Resumo Lista de ilustrações.1.3 13.8 11.6 11.4 11.2 13.1 12.3. lista de abreviaturas e símbolos Sumário ELEMENTOS TEXTUAIS ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 32 32 32 33 33 34 35 36 36 36 36 37 37 37 37 40 40 40 40 42 43 44 44 44 45 45 45 47 47 Referência Glossário (opcional) Apêndices (opcional) Anexos Índice (opcional) REGRAS DE APRESENTAÇÃO Formato ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO CITAÇÕES Sistema numérico Sistema autor-data Citação direta ou textual Citação indireta NORMAS PARA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS – ABNT ELEMENTOS ESSENCIAIS ELEMENTOS COMPLEMENTARES LOCALIZAÇÃO MODELOS DE REFERÊNCIAS Monografia no todo Monografia considerada em parte Dissertações e teses .2 12.1.3 Errata Folha de aprovação Dedicatória.4.4.1 13.1 13.1.9 11.1.4.4 13.2 13.5 11.1.2 11.5 11.3.1.1.4.3. lista de tabelas.1 12.3.3.

1 14.1 14.4.1.5 13.6 14.2. etc.4.1.2. simpósios.4 Publicações periódicas 48 48 48 49 49 50 51 51 51 52 52 52 53 53 53 53 54 54 55 57 57 58 58 59 59 59 62 65 65 66 13.2 14.4 14.2.2.4.2 14.2 Resumo em artigos científicos 14.6.2.2.CAPA ANEXO B – FOLHA DE ROSTO .1 Publicações periódicas como todo 13.3 14.3.1 14.4 Eventos (congressos.4.1 RELATÓRIOS Relatório técnico-científico Relatório de estágio ARTIGOS CIENTÍFICOS O que pode ser conteúdo de um artigo? Estrutura COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA PAINEL Estrutura REFERÊNCIAS ANEXOS ANEXO A .4. fitas de vídeo Documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico OUTROS TRABALHOS: CONCEITUAÇÃO E ESTRUTURA RESENHA Tipos de resenhas Estrutura de uma resenha RESUMO Definição Tipos de resumo científico Redação do resumo Modelos 14.3 14.6 13. DVD’s.5 14.2 14.4.4.4.2 Parte de publicações periódicas 13.2 14.4.) Vídeos.7 14 14.2. filmes.4. seminários.4.1 14.13.2 14.3.1 14.1 Resumo em monografias 14.

Além disso. desejamos bom trabalho. De posse dessa compreensão e entendimento.1 APRESENTAÇÃO Este manual pretende oferecer ao aluno subsídios para os diversos aspectos e elementos característicos do trabalho acadêmico e científico. Decorre então que muitos não se dedicam a ela como deveriam. Prof. quando precisam dos ensinamentos da Metodologia Científica. Em outras palavras. Ms. Em geral. é preciso reconhecer que ela é árdua e exigente. torna-se fácil a consulta e a utilização desse manual. Contém conteúdos referentes à fundamentação e aplicação da Metodologia Científica. é que se ressentem por não ter dado o devido valor e ter aprendido os instrumentos necessários para uma desenvolver bem suas atividades acadêmicas e profissionais. pois é através dessas ferramentas que podemos nos empenhar na construção do conhecimento e na sua divulgação e partilha para os demais interessados. Com a esperança de que esse objetivo tenha sido atingido com a apresentação deste material. o critério para seleção e apresentação dos conteúdos foi o de possibilitar ao aluno a consulta. Nesse sentido. É o propósito deste manual. é oferecida ao aluno a relação da referência consultada e outras que podem ajudá-lo a aprofundar os conteúdos aqui apresentados. é de fundamental importância. buscou-se uma linguagem adequada e uma estrutura que facilitasse o uso e a assimilação desses conteúdos. empenho e muito estudo. não se pede decorar esses conteúdos. Luís Paulo Neves . Esta é uma disciplina que tem por objetivo oferecer instrumentos para o trabalho de estudo e pesquisa. De um bom profissional esperase que tenha bom domínio das suas ferramentas de trabalho. Ao final. mas compreendê-los e saber consultá-los para bem utilizá-los. Como se trata de um curso de Educação a Distância. bem como os que descrevem a normalização e padronização para referência e apresentação dos trabalhos acadêmicos. O fundamental em uma disciplina como essa é a compreensão dos diversos instrumentos que propiciam o trabalho de pesquisa e o entendimento dos mecanismos de referência das produções acadêmicas decorrentes dessa pesquisa. Só depois. Nesse sentido. os alunos não dão a devida importância a essa disciplina. a pesquisa e o aprofundamento de forma independente.

E método. Nesse sentido. E isso por que há meios. E é justamente nesse ponto que entra a Metodologia Científica. caminhos consagrados pela experiência de todos os que nos antecederam. . São métodos que já mostraram seu valor. O que acontece é que nem sempre nos perguntamos se essa forma de proceder. Em outras palavras. por isso muitos métodos e procedimentos foram abandonados e substituídos por outros melhores. o leitor já percebeu que sempre se utiliza de métodos nas mais variadas atividades do seu dia-a-dia. rapidez. o que é? Trata-se de uma palavra grega que. eficácia. nessas e em outras atividades. DEFINIÇÃO Mas afinal o que é Metodologia Científica? A palavra metodologia vem de método: o estudo e a pesquisa acerca dos métodos para as diferentes formas de trabalho científico. Tais regras ou normas oferecem garantias de facilidade. sua fecundidade na resolução de problemas. método quer significar caminho através do qual é possível atingir um dado objetivo. A essa definição devemos ainda acrescentar que método contrapõe-se ao acaso e à sorte. pode ser assim dividida: a) meta = através de. não paramos para avaliar o como fazemos o que fazemos. caminhos para se chegar a um dado lugar. para se preparar um café. um determinado fim. b) hodos = caminho. Neste caso. a crítica e a avaliação sempre estão presentes. como também são explícitas as razões pelas quais tais regras são adotadas. mas um caminho que pode abrir outros que melhor possibilitem alcançar os objetivos buscados ou mesmo objetivos não propostos. para tratar de um assunto delicado e mesmo para divertir-se. Não é apenas um caminho. pois possui uma ordem manifesta num conjunto de regras que são explícitas. modos.2 1. todos seguimos modos. vias. A menos que algo dê errado ou que tenhamos um objetivo muito específico. um termo. o aprendizado dos diversos métodos e possibilidades para bem conduzir a pesquisa e alcançar os resultados pretendidos. para apresentar e discutir o como fazer. etimologicamente. proposto de antemão. é o melhor modo de fazer. Além disso. Porque ao fazermos uma pesquisa e construirmos conhecimento.

Também é cientificamente válida. p. Em outras palavras. deve tratar de um objeto reconhecível e definido de tal maneira que possa ser reconhecido por outros. alcançar os resultados buscados e publicá-los. dos instrumentos que irão embasar a prática dessas e de outras áreas de conhecimento. Porém – e me permito utilizar o próprio exemplo de Umberto Eco (1977. agora. Claro que não se trata apenas de algo físico. Então o que propriamente significa científico no caso da metodologia? Segundo Umberto Eco (1977). a grega). Enfim. fotografias. Hoje esse procedimento só é utilizado em último caso. pois só assim serão válidos. . trata-se do aprendizado das diversas formas de se fazer uma pesquisa. um estudo é científico quando atende alguns quesitos. por exemplo. Ou seja. torná-los conhecidos. e muito útil. que na área de astronomia e na de literatura. Um segundo quesito implica dizer do objeto de estudo algo que ainda não foi dito ou rever sob uma ótica diferente o que já se disse. Em primeiro lugar. terei então de apresentar provas cabíveis dessa tese que quero defender: fósseis. onde e em que momento ele costuma beber água etc. São métodos muito diferentes. Percebe-se então que a última alternativa não é cientificamente válida para centauros. Tudo o que for possível fazer para recuperar um dente é feito antes de adotar um procedimento mais radical. e de questões morais. Não é a mesma coisa uma pesquisa na área de medicina. E o mesmo poderíamos dizer de outras áreas de conhecimento. não se trata de objetos palpáveis mas perfeitamente reconhecíveis por qualquer pessoa. Quando falamos de números matemáticos. Uma possibilidade é dizer em qual literatura mitológica estarei me baseando (neste caso.3 Por exemplo. termos de economia – como a inflação –. Porém há muitas formas de produção de conhecimento que cabem nesse qualificativo de ciência. até pouco tempo era comum a extração de dentes. Em sentido geral. uma compilação das opiniões e afirmações já ditas acerca de um dado objeto de estudo. ou então aventarei a hipótese de que tal criatura venha existir num mundo possível e deixar bem clara essa condição hipotética e os limites que ela impõe. Além disso. hábitos como. E aqui entramos em outro ponto: o que significa dizer que a metodologia é científica? Também nesse momento o leitor pode se adiantar e dizer que é por se tratar de fazer ciência. 21) – se me proponho a estudar centauros eu devo torná-lo identificável. deverei apresentar todos os dados necessários para que meu objeto de pesquisa possa ser identificado por outros pesquisadores. podemos dizer que sim. se pretendo afirmar que centauros existem. estamos falando de metodologia científica.

E por fim. Nesse sentido.4 É claro que durante o curso de graduação não se espera que o aluno diga algo absolutamente original. 22) afirma que a pesquisa deve ser útil aos demais. Começará então a estar apto para oferecer uma contribuição original. Trata-se de caminhos rigorosos. além do rigor. sistematizados. . são contrários à postura científica conhecimentos fechados. devo proceder de forma a permitir que outros continuem a pesquisa. p. quarto quesito. ordenados com o intuito de atingir determinados fins que dizem respeito à nossa busca por conhecimentos válidos. e isso deve acontecer já na graduação. para contestá-la ou confirmá-la. o aluno irá se interessar por uma dada área de pesquisa e irá então começar a produzir um conhecimento próprio. Mesmo por que ele está aprendendo a estudar com mais eficiência e a fazer pesquisa. e o será se os trabalhos científicos posteriores sobre o mesmo tema tiverem de levá-lo em conta. Ou seja. Aos poucos. Espera-se dele que demonstre o aprendizado das habilidades requeridas para sua área de estudos. saberes obscuros que não possam ser divulgados. Um terceiro quesito apresentado por Eco (1977. não há problema em não produzir algo que seja diferente do que já foi dito. Deve-se. a pesquisa deve fornecer elementos para a verificação e a contestação das hipóteses apresentadas. Com isso esclarecemos o que significa qualificar um método de científico. tornar o objeto de estudo reconhecível e passível de verificação pelos demais. Nesse sentido. reservados a uns poucos ditos iniciados. partilhados e questionados.

como acontece em nossa vida diária. Ao longo de sua experiência de vida. de forma a garantir-lhe o crescimento. Um lavrador adquiriu conhecimentos que o capacitam para cultivar a terra. também se aprende com a experiência a se relacionar com os demais. uma mãe aprendeu como cuidar de uma criança. nem sempre temos dela uma noção mais apropriada. vai adquirindo uma série de saberes que utiliza em seu dia-a-dia. se além disso. Percebe-se então que conhecimento está estreitamente relacionado com a vida. fruto da sua capacidade para conhecer. seja nos seus aspectos materiais. com métodos específicos e mais eficientes. Tentemos então aprofundá-la. qualquer que seja o nível do relacionamento. podemos afirmar que o conhecimento se dá quando vamos além das experiências vividas e pensamos sobre elas. Por exemplo. saberes de que necessitamos para viver melhor. A própria busca de conhecimentos nos torna mais aptos para conhecer e para melhor utilizá-los. como podemos defini-lo? A palavra “conhecimento” é bastante conhecida. então temos um tipo de conhecimento que denominamos de científico. É preciso destacar que esse processo de conhecimento pode se dar de forma espontânea. seja em outras questões que dizem respeito ao bem-estar.5 2. Como os demais animais. Todo ser humano tem então saberes. esse conhecimento for buscado de forma mais sistematizada. Sendo assim. ou de forma mais organizada. Mas. relacionamos umas com as outras e delas extraímos informações relevantes para nossa vida. com rigor cada vez maior. com o intuito de garantir sua sobrevivência e de resolver as pequenas tarefas necessárias para o seu viver. O CONHECIMENTO Esta palavra já apareceu diversas vezes neste texto: métodos são caminhos buscados para alcançar conhecimentos de forma objetiva. Logo. Da mesma forma. com a garantia das condições para a existência. Mas como outras palavras familiares. eficaz e eficiente. Mas e o conhecimento. O conhecimento ensinado pelas diferentes . como alguém que aprende um ofício. todos aprendemos a buscar conhecimentos e a utilizá-los conforme deles necessitamos. o ser humano sabe coisas.

essa busca de conhecimento inerente a todo ser humano. mas que também é fruto dos sentidos. O que acontece é que o conhecimento científico busca métodos e sistematicidade que superem dificuldades e preconceitos na busca de conhecimentos objetivamente válidos. com o intuito de atingir os objetivos específicos de uma dada área de conhecimento. Ao contrário. o senso comum nos orienta na busca do sentido da existência. da memória. bem como para fazer contas e escolher o que vai levar e o que vai deixar de comprar. O senso comum é um tipo de conhecimento que resulta do uso espontâneo da razão. Até aqui falamos de conhecimento em geral e de conhecimento científico. Às vezes se torna fonte de preconceitos. da imaginação. Como interpretação do mundo. Pode-se afirmar então que o conhecimento científico vai além do senso comum e o acomoda às suas investigações. dos desejos.6 graduações são formas de conhecimento científico. na maioria das vezes o conhecimento cotidiano se dá de forma espontânea. condiciona a aceitação mecânica e passiva de valores não-questionados e se impõe sem críticas ao grupo social. com métodos e práticas próprias. muitas vezes incoerentes. do hábito. Mesmo sendo racional. nem sempre o senso comum faz uso refletido da razão. Por se tratar de um conjunto de concepções fragmentadas. sem o rigor e o controle que se busca na produção de conhecimentos científicos. Porém não deve ser visto como algo desqualificado de valor. das crenças e tradições. ou seja. É costume denominar de senso comum a isso que aqui foi chamado de conhecimento geral. ao mesmo tempo em que nos dá condições de operar sobre ele. Nem sempre no dia-a-dia fazemos isso. com o objetivo de organizar e garantir sua subsistência. É um erro sobreestimar o conhecimento científico em detrimento do chamado senso comum. Qualquer pessoa que vai a uma feira fazer compras possui conhecimentos e habilidades que a capacitam para analisar e selecionar os produtos. quando desconsidera opiniões divergentes. .

dada a pluralidade cultural em que vivemos hoje. No passado. as religiões determinavam a forma como eram compreendidos os fenômenos da vida. especulações que não encontram seu fundamento na experiência sensível. Não que isso não ocorra agora. o ser humano. pautando-se cada vez mais pelas respostas que conseguia obter apenas pelo uso de suas faculdades racionais. Isso ainda acontece hoje. depois. Num primeiro momento conciliando conhecimentos racionais e os oriundos de suas crenças religiosas e. mas de um modo menos marcante. por uma série de motivos que não cabe aqui discutir. Em seguida. Ou seja. mas muito influenciou o modo de ver de várias gerações de entusiastas da ciência e ainda o faz até hoje. grande pensador do Século XIX. no que nossos órgãos dos sentidos podem comprovar empiricamente. A CIÊNCIA O que hoje se conhece com o trabalho das diferentes ciências é fruto dos esforços de vários pensadores ao longo da história da humanidade. depois essa questão passou a ser vista como metafísica. Dessa forma. .7 3. ao discutir essas questões propôs uma curiosa interpretação do desenvolvimento da racionalidade humana. Nesse sentido. veremos que na antiguidade os seres humanos eram marcados pelas diferentes experiências religiosas. Pode parecer um tanto simplista. E esse é o paradigma que ainda hoje fundamenta a prática científica. Mesmo assim. mas era uma experiência que extrapolava o âmbito das necessidades subjetivas. as primeiras respostas que conseguiu elaborar eram ainda muito pautadas pelas questões de origem religiosa. determinando as formas de relação e organização social. se no início buscava-se a essência do ser humano. passou a fundamentar-se mais na sua capacidade racional de compreensão do que nas suas crenças. Auguste Comte. Se lançarmos um olhar para o passado. eram oferecidas explicações para o porquê dos acontecimentos e até mesmo acerca da origem do ser humano e do próprio universo. Só depois foi focando-se em questões e problemas que traziam a característica de serem investigados empiricamente.

cujos adeptos participaram intensamente da Proclamação da República. Precisamos avaliar sua relevância. acreditamos em deus e pautamos nossa conduta por aquilo que nos ensina a doutrina religiosa. por ter chegado ao desenvolvimento do conhecimento científico que o século XIX conheceu. Positivo pode-se ser entendido como o que não admite dúvidas. Isso já foi bastante questionado e discutido mas sua influência. o metafísico e o positivo. apenas por curiosidade. essa visão predominou na história do conhecimento e deu origem à distinção entre ciências humanas e ciências naturais. No caso do Brasil. uma fase necessária para que a humanidade pudesse crescer na sua busca por conhecimento. essências do mundo e forças metafísicas que interfeririam na realidade das coisas. ainda se faz notar. Na primeira fase da nossa vida somos marcados pela religião. Com isso a humanidade teria atingido o ponto mais alto de sua capacidade de conhecer. a humanidade passou também por essas três fases. No estado religioso. passamos a crer apenas naquilo que vemos e tocamos e já não estamos tão dispostos a prestar nossa adesão a qualquer doutrina que se coloque como verdadeira. em que as explicações religiosas foram substituídas por explicações racionais que se propunham buscar a essência das coisas. algo afirmativo. certo. baseando-se em forças e/ou elementos invisíveis que responderiam pela ordem de tudo que existe. que o lema positivista foi estampado na bandeira brasileira: ordem e progresso. Em seguida a humanidade passou para o estado metafísico. 2001. na idade adulta. o que se baseia em fatos e na experiência. Comte os compara às fases pelas quais passa o ser humano. Comte as viu como um estágio anterior de desenvolvimento. decisivo. às vezes. p. Da mesma forma. E por fim. Por fim. real. Todas as outras especulações religiosas e filosóficas. Na adolescência e juventude passamos a acreditar em formas ocultas e/ou de energias. Concordando ou não com Comte.8 Para fundamentar seu pensamento. sendo estas as dotadas de maior objetividade e validade. 609) propõe que se pode entender a história da humanidade como dividida em três estágios ou estados: o estado religioso. a humanidade teria atingido um estado maior de maturidade e entrado na fase do estado positivo. Comte (MORA. predominaram instituições e formas de organização e explicação religiosas. a influência do Positivismo de Comte foi tão grande no final do século XIX. .

ou numa revista. de organização social. então nos tranqüilizamos. nos possibilite tomar decisões de forma mais segura. Mas como assim? Não há garantias ou confiabilidade no que o conhecimento científico pode produzir? Bem. se não houver contradições. revisado e. como se fosse um sacerdote transmitindo a verdade de um deus? Parece-me que a ciência não é bem isso! A ciência tem um método rigoroso e sistemático que lhe garante confiabilidade.9 4. Enfim. controle. . de relacionamento. pois é algo que pode ser controlado. A tal ponto que extrapolamos o que os métodos científicos podem nos oferecer quanto a certezas e garantias. para opinar “cientificamente” sobre alguma coisa. o fim de um relacionamento e por que o arroz saiu grudado. E fizemos isso de tal modo que deixamos a verdade religiosa mas em seu lugar colocamos a verdade científica. A PESQUISA Mas tudo isso que até agora foi discutido diz respeito a uma única atividade: a pesquisa. nos agarramos à ciência como a única capaz de nos ajudar a resolver nossos problemas de saúde. Depois de termos abandonado as respostas religiosas e filosóficas de explicação do mundo.. conforto. a questão é mais complexa. Resultado disso é aquela famosa pergunta: isso é científico? Se a resposta for afirmativa. questionado. do mais banal ao mais importante. E o fizemos de forma tão dogmática que passamos a nos apoiar religiosamente no conhecimento científico. de relação com a natureza etc. Ou seja. entender os porquês de determinada situação. os sintomas de uma doença. repetido. ficamos confiantes e seguros. Pesquisa todos fazemos sempre que temos uma problema para resolver: seja uma pesquisa de preço.. Trata-se daquela investigação que empreendemos em busca de uma resposta. de uma compreensão que nos traga luz. Isso corresponde ao que é a ciência? Ou será que corresponde mais ao modelo de colocar alguém num programa de televisão. O que acontece é que se atribui à ciência algo que não lhe cabe. Em ciência é fundamental! Algo que costuma passar despercebido é que atribuímos demasiada confiança ao que as ciências são capazes de nos ensinar.

Devemos então ser muito mais modestos quanto à nossa capacidade para conhecer. Tanto é assim que constantemente estamos revendo o que já sabemos. Dogmas não fazem parte do método científico. Temos muito mais dúvidas que certezas. se os testes empíricos não provam que o mundo seja de uma dada maneira. hoje não é assim considerado. as teorias e leis científicas. Só podemos discuti-las a partir dos parâmetros de nossa capacidade racional. significa que se as coisas não forem exatamente daquele jeito. Se o conhecimento científico fosse dogmático. Mas dúvidas é o que não falta nas discussões da ciência. O objetivo da ciência é o de melhorar a posição em que nos encontramos no mundo onde vivemos. Dessa forma. buscamos meios eficazes para tentar controlar os acontecimentos e prevê-los. Em uma graduação não se formam profissionais apenas para reproduzir um conhecimento que é repassado mecanicamente. aquele . destacar o valor das pesquisas científicas. Quando uma teoria científica é testada e comprovada empiricamente. uma vez que os experimentos deram certo. foi confirmada empiricamente. Esse é o sentido de todo esse texto e do trabalho dessa disciplina. E para isso. Porém. o que se propõe então com o trabalho científico? A ciência de fato não pretende provar que as coisas sejam da forma como cientificamente afirmamos. Além de que muitos procedimentos adotados no passado foram abandonados por outros melhores. se não provam que o mundo tenha esta ou aquela estrutura. Muito bem! Mas o que se pretende dizer com todo esse discurso? Pretende-se ressaltar. Mas isso não significa que essa teoria provou que o mundo seja assim ou assado. permitem que se façam explicações e previsões – ainda que com toda a provisoriedade que lhes é inerente. isso significa que uma dada concepção de mundo. Fosse assim e então encerraríamos as pesquisas e não reveríamos constantemente o que já sabemos em busca de modelos teóricos melhores. para disso retirar proveito em favor do nosso conforto e melhor sobrevivência. muito pode ser feito e o fazemos. valorizar. Deve-se formar também o pesquisador. Quando se encontra uma verdade na ciência. Muito do que já foi chamado de ciência.10 confirmado. apesar desses limites. uma teoria. Bom. devem ser de uma forma muito próxima. Não podemos saber de como as coisas são exatamente. se o conceito de verdade da ciência não pode ser entendido de forma absoluta. É preciso então rever o conceito de verdade na ciência. não seria mais preciso fazer pesquisas. ou seja.

passemos então à parte prática. para a aquisição daquilo que nunca será tirado: o saber. Esse é todo o sentido. da construção de conhecimento. ainda mais lamentável é com o intuito de cumprir uma obrigação escolar. visa formar aqueles que continuarão a produzir conhecimento em sua área específica de atuação. Além da falsidade ideológica. a atitude de apenas copiar um trabalho feito por outra pessoa. essa é a beleza do que fazemos! Lamentável é considerar esses e outros conhecimentos como mais uma obrigação a cumprir em busca de um diploma. devem ser vistos como instrumentos eficazes para resolver problemas. engana-se a si mesmo por não ter o domínio de um saber que lhe será exigido a todo momento.11 que deve questionar sua própria prática e os conhecimentos adquiridos em busca de outros melhores e mais eficazes. O que fazer com um diploma num mundo em que se exige conhecimento? Antes. Nesse sentido. Apesar de esse discurso soar moralizante. Feitas essas considerações. . para ajudar pessoas a terem qualidade de vida. para nos ajudar a ter uma melhor relação com os demais seres vivos e com o planeta. seu objetivo é o de despertar para o prazer da descoberta. que pretenderam situar e fundamentar a importância do estudo dos métodos para a produção do conhecimento. aumentar nossa capacidade de conhecer e melhorar nossa condição de vida. esta disciplina não visa apenas ensinar meros instrumentos a serem repetidos pelos graduandos. à descrição dos métodos que propiciam atingir os objetivos buscados nas diferentes áreas do conhecimento. Sendo assim. Muito mais que isso. a pesquisa é fundamental! Logo.

por causa da gama de interesses que envolve – principalmente interesses econômicos. é um bom exemplo de pesquisa teórica que contribuiu para a evolução de novas idéias. O embasamento teórico é fundamental para o desenvolvimento de qualquer tipo de pesquisa. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA 5. acessibilidade às informações.1 PESQUISA PRELIMINAR Toda pesquisa tem como ponto de partida o conhecimento e a identificação dos elementos que compõem a problemática a ser esclarecida. mas o enriquecimento do conhecimento científico. O trabalho de Darwin. Mas todo pesquisador encontra dificuldades na formulação de hipóteses de trabalho.12 5. Por isso a necessidade de uma pesquisa preliminar como ponto de partida para a definição do problema. 5. recursos técnicos e tecnológicos. . Valem-se das contribuições de teorias e leis já existentes.2 PESQUISA TEÓRICA O objetivo é desenvolver novas teorias.3 PESQUISA APLICADA A maioria das pesquisas é feita a partir de objetivos que visam a sua utilização prática. Não tem por objetivo uma utilidade prática dos resultados. recursos financeiros. novos modelos ou estabelecer novas hipóteses de trabalho. das hipóteses e do roteiro da pesquisa. 5. É preciso ainda conhecer disponibilidade de recursos: tempo. acerca da origem das espécies.

planejamento. Por exemplo: tão importante quanto o conforto que um carro oferece. com o objetivo de tirar as devidas conclusões. 5. questionário. pela pressa.4 PESQUISA DE CAMPO Tem como base observar os fatos tal como ocorrem. do retorno dos recursos aplicados. Como não é possível trabalhar com todo o universo a ser estudado.5 FASES DA PESQUISA Antes de iniciar qualquer pesquisa. Mas é preciso estar atento aos limites. implicações e dificuldades que cada estratégia apresenta. é necessário determinar cientificamente a amostra a partir da qual serão tiradas as conclusões. as informações podem ser obtidas de variadas formas. formulário. questionamento e preparação adequada.6 COLETA DE DADOS Tendo em vista a pesquisa a ser realizada. é necessário conhecer o estágio em que se encontra o assunto a ser trabalhado. 5.13 São definidas como aplicadas por seu objetivo ser mais imediatista. por exemplo. cabe ao pesquisador estabelecer os critérios da coleta e do registro das informações. É necessária uma pesquisa preliminar de outros trabalhos e publicações para que se possa acrescentar algo ao que j á se conhece. . é preciso estudo. segundo o critério ideal a ser estabelecido pelo pesquisador. antes de aplicar qualquer forma de coleta de dados. é o número de quilômetros que ele percorre com um litro de combustível. 5. Definida a amostra. Por isso. Por exemplo: para conhecer os efeitos da distribuição de renda sobre a criminalidade. Exemplos: entrevista. É através da pesquisa bibliográfica que se pode obter tais informações. é preciso conhecer os dados e estabelecer uma correlação entre as variáveis.

Sua importância se deve a que nem sempre é fácil determinar com bastante clareza. Trata-se de um texto que possui caráter provisório.14 6. Para sua elaboração. delimitação e tomada de decisão. É redigido após um conhecimento prévio do assunto. Essa atividade de elaboração do anteprojeto colabora para o exercício do caminho da investigação: reflexão. . adquirido por meio de leituras com base em uma bibliografia selecionada. O anteprojeto serve então como uma primeira versão e se constitui em ponto de partida para discussão entre os pares. o que e como se pretende investigar. ANTEPROJETO DE PESQUISA Um anteprojeto de pesquisa se caracteriza como uma elaboração prévia de um projeto a ser desenvolvido. que assim se caracteriza por permitir alterações no seu processo de reelaboração. No caso de uma graduação. entre o professor orientador da pesquisa e o aluno. logo de início. um anteprojeto deve apresentar alguns dos elementos básicos de um projeto de pesquisa: introdução com síntese do referencial teórico – embasada na literatura formulação do problema objetivos hipóteses – quando houver.

exposta a seguir. Base para avaliação e seleção em programas de pós-graduação. pode variar segundo as diferentes áreas de estudo e mesmo instituições. Base para solicitação de recursos financeiros. O importante é que esses diversos elementos. o que transforma uma investigação em ciência é exatamente o seu caráter de planejamento. Pode ser: . Para tanto. desvios.15 7. de reflexão e sistematização considerando uma base teórica. Facilita a discussão do projeto em seminários. de orientação. é preciso explicitar os passos a serem seguidos e o que se pretende alcançar com tal pesquisa. perspectivas. Título Indica e sintetiza o conteúdo a ser trabalhado. Subsidia discussão e avaliação da pesquisa. estejam bem delimitados e explicitados. 7. PROJETO DE PESQUISA O Projeto de Pesquisa é o meio utilizado para se comunicar ou explicitar os caminhos de uma pesquisa a ser desenvolvida. as etapas e estratégias. necessários para a compreensão da pesquisa a ser empreendida. há modelos de projetos que não inserem a formulação do problema na introdução – como o faz a proposta aqui apresentada. Ou seja. Facilita o trabalho de orientação: possibilidades. Não é possível pesquisar sem antes projetar. Um Projeto de pesquisa tem as seguintes funções: Define e planeja para o orientando o caminho a ser seguido. Nada disso apresenta maior dificuldade.1 PARTES DO PROJETO DE PESQUISA É preciso esclarecer que a ordem de apresentação dos elementos. Por exemplo. A importância do projeto de pesquisa está em evitar imprevistos e em garantir a objetividade necessária.

descrevendo o que é conhecido sobre o tema e quais as questões já respondidas por outras pesquisas. Nesse sentido. este deverá ser enunciado de forma interrogativa. como também a explicitação dos motivos mais relevantes que conduziram a essa abordagem. . A pergunta deve ser clara e objetiva. Definição dos vários aspectos da dificuldade a ser estudada. pode-se inserir apresentação que indique a gênese do problema (como o autor chegou a ele). acesso a informações e recursos. ter gosto do assunto a ser desenvolvido é fundamental. Deve abranger os seguintes aspectos: razão da escolha. da importância de se realizar a pesquisa. de maneira mais desdobrada. Após a indicação dos pressupostos teóricos.técnico: é como um subtítulo que especifica a temática Introdução Tem a função de introduzir o leitor no assunto. Trata-se da pergunta a ser respondida. fazer um recorte e selecionar um aspecto. É o momento da caracterização e delimitação do tema e do problema. O referencial teórico tem ainda a função de fornecer subsídios para a problematização do tema. Deve explicitar os pressupostos teóricos. da razão de ser do trabalho. menor a profundidade. um dado da questão para realizar o estudo de aprofundamento: é o problema da pesquisa. indicando os aspectos e/ou variáveis a serem trabalhados. definição e delimitação do tema e formulação do problema de pesquisa. é necessário realizar escolhas. Deve-se esclarecer que o conhecimento acumulado não é suficiente para a solução do problema em foco. Diante de um tema mais geral. mas também não esquecer as condições para executá-lo em termos de tempo. dar-se conta de que quanto mais abrangente for. é preciso estar atento aos seguintes aspectos: caracterização. do conteúdo da problemática a pesquisar. Justificativa Trata-se do porquê. em relação ao tema e ao problema.geral: indica de forma genérica o teor do trabalho . esclarecimento dos limites da pesquisa e do raciocínio demonstrativo (delimitação do tema e do problema). pode-se fazer contraposição com trabalhos que já versaram sobre o mesmo problema.16 .

Os objetivos podem ser: . hipótese poderá não se confirmar no decorrer da pesquisa. contribuição para o crescimento e aperfeiçoamento da área. que é uma evidência prévia (o que já está demonstrado como ponto de partida). de professor que trabalha com comunidades no sertão do Nordeste. Em suma. Faz-se necessário atentar para o fato de que existem hipóteses de partida (as iniciais) e as de chegada (finais). A hipótese deve ser enunciada de forma clara. o trabalho não fique tendencioso. não confundir hipótese geral com pressuposto. significação social. de aí a importância da perseverança do cientista na busca da verdade. mantendo coerência com o problema que deu origem ao projeto. e cuidar para que. também. Ex. indicando a relação entre as variáveis que deram origem ao problema de pesquisa. ser formulada com fundamento em conhecimento teórico e raciocínio lógico. Portanto. na tentativa de demonstrar as hipóteses. considerando a pesquisa feita. por isso. ter em conta que: são proposições provisórias para a solução do problema. contexto também pode justificar pesquisa que contenha abrangência mais restrita. é em função das hipóteses estabelecidas que se estrutura todo o caminho a ser percorrido. Deve. ressaltar a importância da pesquisa num contexto mais amplo. são formulações que serão confirmadas ou não. sendo.17 relevância do estudo. Objetivos Os objetivos devem ser centrados na busca de respostas para as questões relevantes. Formulação de hipóteses São formuladas principalmente para projetos de pesquisa das ciências naturais e da saúde. As hipóteses são formulações de soluções provisórias a respeito de determinado problema em estudo. Devem ser bem definidos. identificadas no problema de pesquisa e que ainda não foram respondidas por outras pesquisas. denominada hipótese científica. pode haver hipótese geral (idéia central que se propõe demonstrar) e hipóteses particulares (complementares). claros e realistas.

conforme os tipos de pesquisa. Neste último caso. De forma esquemática. Para tanto. aplicados a todo tipo de pesquisa. que são procedimentos mais amplos de raciocínio. de abordagem e das técnicas utilizadas. bibliográfica ou laboratorial. Deve-se informar a respeito dos métodos de procedimento. relacionando a importância do trabalho com o desenvolvimento do conhecimento em geral. As referências do projeto serão enriquecidas durante a pesquisa. ainda. será definido o tipo de pesquisa: teórica. as etapas que devem ser cumpridas para alcançar o objetivo geral. ressaltar as idéias especificas a serem desenvolvida. consulta a arquivos e outros). aos procedimentos e ao(s) objeto(s). e específicos de cada área de trabalho. que são procedimentos mais restritos que operacionalizam o método com auxílio de instrumentos adequados. Definem. . específicos: no âmbito da idéia e dos objetivos gerais.18 gerais: indicar propósitos mais gerais. Nesse sentido. os objetivos. Referências: Textos fundamentais em que se aborda a problemática em questão. empírica. não esquecer que: Trata-se do como? com quê? onde? quando? quanto? método é o caminho a ser percorrido pra se atingir os objetivos propostos. Exemplo: pesquisa de campo e entrevista com questionário. o problema e a hipótese. explicitar se a pesquisa confirma-se como de campo. existem métodos gerais. ações que devem ser desenvolvidas. aos objetivos. com técnicas. deve-se apresentar uma definição da amostra e quais técnicas serão utilizadas na coleta de dados (entrevista. em coerência com o tema. formulário. Procedimentos metodológicos Deve-se apresentar o tipo de pesquisa quanto à natureza. observação. a amplitude dos objetivos gerais tem sua delimitação definida. não confundir método. É preciso apresentar quais procedimentos serão empregados na busca das respostas às indagações formuladas. histórica etc. indicando sua profundidade.

Orçamento Este item estará presente nos projetos que pleiteiam financiamento para sua realização. como conseqüência do aprofundamento. . se for o caso. desde que devidamente justificado. material permanente entre outros. material de consumo.19 Plano de Trabalho O projeto deve apresentar um plano de trabalho contendo. de forma sucinta e objetiva. Não confundir projeto de pesquisa com plano de trabalho da monografia – um não tem necessariamente de espelhar o outro. Deve. O projeto pode ser alterado no decorrer da pesquisa. também. as principais etapas (atividades) a serem desenvolvidas durante sua execução em função do tempo (mês. semana). Observações São incluídos anexos e apêndices. Deve prever: gastos com pessoal. compatibilizar as etapas com a metodologia a ser aplicada no desenvolvimento do projeto.

precisão e eficácia. Dependendo do contexto. de tecido. Tais conceitos são definidos e ilustrados a seguir. comentário e interpretação de idéias. somos treinados para ler com muito mais rigor. sentimentos.. Análise É a decomposição dos vários níveis de pensamento que constituam sentido. um olhar. um aviso na parede. Entendido dessa forma. A análise se opõe à síntese. Como os fios entrelaçados que compõem um tecido. ter conhecimentos que capacitem para tanto. Analisar é examinar parte por parte de um todo. um silêncio. como produção textual.20 8. Logo o texto está no entrelaçamento entre os sinais e o meu repertório. repertórios culturais. que supõe a conjugação do . porque só é possível pensar o que se conhece. linguagem. Portanto. para ler um texto é preciso saber: saber a língua. Por exemplo. Ler um texto é repensá-lo e repensar é pensar. um gesto. contextos e intencionalidades. Seu sentido etimológico é muito interessante: vem de tessitura. um som. Leitura é aqui entendida como meio de conhecimento e de iniciação ao pensamento.. os textos que fazem parte da nossa área de atuação. Um sinal de trânsito. A leitura científica é uma leitura aprofundada que implica análise. Uma tessitura tal que produz muitos e variados significados. Nesse sentido. então não haverá texto. é o problema das bulas dos medicamentos. assim é o texto: um entrelaçamento de idéias. a palavra texto é mais abrangente do que um documento escrito ou oral. Logo. Mas se não puder entender os sinais. explicitação. que pode me capacitar ou mesmo atrapalhar a compreensão dos sentidos dos textos que estão à minha volta. toda tessitura que transmite um significado é um texto para quem o sabe ler. A maioria das pessoas não consegue entender a linguagem em que são escritas. Mas no campo da pesquisa científica. todos esses sinais podem ser um texto para alguém. explicação. escritas para quem conhecimento médico-farmacêutico. Todos fazemos isso muitas vezes com os textos do nosso cotidiano. NOÇÕES DE TEXTUALIDADE Texto é uma palavra bastante e conhecida.

desvendamento do conhecimento: traduzir o que no texto está apresentado de forma simbólica ou implícita. implícito no tema a ser abordado. mostrar o que está exposto. Envolve momentos de explicitação que é revelação. considere como são interpretados os diferentes papéis sociais ocupados por mulheres. aparece a responsabilidade do homem que contribuiu para a situação de gravidez. com o intuito de saber como agir para que o valor dessa despesa seja compatível com o orçamento de que se dispõe. Com isso. E até no interior de uma mesma cultura. por exemplo. Quando um professor solicita a um aluno. decompomos todas as possibilidades e elementos implicados nessa situação. para que seja capaz de fazer uma exposição. geográficos etc. como a nossa. A compreensão das partes constituintes de um texto é o primeiro passo rumo à desmontagem dos seus vários planos expressivos e dos diversos elementos que o compõem. pressuposto. uma conta de telefone muito alta. implicado. não se pode falar ou escrever do que não se sabe. um determinado texto pode produzir uma multiplicidade de interpretações. Nem no campo jurídico. está pedindo que faça uma explicação: que diga tudo o que está enunciado. Para fazer esse trabalho de explicação e explicitação de determinado tema ou problema. Como no caso do aborto.21 que estava separado. implicado. Trocando em miúdos. que varia segundo variam os interesses e os contextos formativos. suas articulações. subentendido. nas leis. . ou a um grupo de alunos. que é tratado como um problema de mulher. segundo as diferentes culturas. é preciso um bom trabalho de análise que propicie uma adequada compreensão. que dê uma aula sobre determinado assunto. Para dar um exemplo cultural. Explicação É enunciar o que há num texto: desdobrar. culturais. A interpretação encontra-se intimamente vinculada ao ponto de vista. Ao analisar um problema financeiro. Interpretação É a busca da síntese ou da reintegração das partes no todo. os termos-chave.

são introduzidos acréscimos exteriores ao texto.22 Comentário É um diálogo com o texto. de uma situação profissional etc. na análise de um fato. A produção de sentido não encerra o texto. avaliando aquilo acerca de que estamos discorrendo. ora todos são exigidos por alguma atividade complexa. Por isso. Todo o contrário. o comentário está intrinsecamente relacionado à interpretação. Ao serem considerados todos esses procedimentos na leitura de um texto. procurando situá-lo em relação ao autor e à sua obra ou contribuição. No comentário. como é o caso da monografia. Para dar um exemplo muito simples. Ora são requisitados um ou outro. há momentos que explicamos e explicitamos. . separadamente. em outros interpretamos o sentido de algo e fazemos comentários. considere os comentários de ambas torcidas acerca de um lance de futebol. Deixa em aberto suas possibilidades. buscando estabelecer juízos de valor acerca da sua produção.. Numa monografia. esta produzirá o(s) sentido(s) em nome do(s) qual(quais) tudo isso é realizado. todas essas habilidades necessitam ser desenvolvidas ao longo da formação profissional. que nem precisa ser muito polêmico. Como se percebe. ao ponto de vista de quem o profere. Todos esses procedimentos fazem parte do trabalho científico.

Tese: documento escrito visando à obtenção do título de Doutor. analisar e interpretar informações ou a exposição de um estudo cientifico retrospectivo (trabalho de revisão de literatura). . bem delimitado e original. que representa um estudo científico de tema único. Deve ser elaborado com base em investigação original. solicitado e orientado por professor(es) de uma ou mais disciplinas. com o objetivo de reunir. constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato.23 9. Segundo o grau de complexidade envolvido. CONCEITUAÇÃO DE TRABALHOS MONOGRÁFICOS Definição O trabalho monográfico é um documento escrito que visa à aferição do trabalho escolar em uma ou mais disciplinas. tais trabalhos são classificados como: Trabalho de Conclusão de Curso: resultado de um estudo visando à conclusão de um Curso de Graduação. Dissertação: documento escrito visando à obtenção do título de Mestre. Monografia: resultado de um estudo visando à obtenção do título de Especialista. de tema único. que representa o resultado de um trabalho experimental.

24 10. Para trabalhos com finalidade didática. monografia pode ser também a abordagem de um tema e não apenas de um autor.1 DETERMINAÇÃO DO TEMA-PROBLEMA DO TRABALHO Em primeiro lugar é preciso delimitar com precisão o tema: não é o mesmo tratar da liberdade em geral e da liberdade psicológica ou política. A delimitação do tema é a maior dificuldade apresentada pelos estudantes. analisam-se alguns autores do ponto de pista de um tema específico: ex. PRODUÇÃO DO TRABALHO MONOGRÁFICO 10. Por exemplo. mas o panorama é pano de fundo. quanto mais se restringe. A perspectiva através da qual se aborda um tema é completada com o problema: qual questão vai ser discutida ou para a qual soluções serão buscadas. melhor e com mais segurança se trabalha. com tese panorâmica. o pesquisador terá um material bem conhecido e ignorado pelos examinadores: torna-se um experto nesse assunto. Colocação do problema em relação ao tema desencadeia formulação da hipótese geral a ser comprovada. de acordo . a literatura brasileira do pós-guerra aos anos 60. não se pode confundir as relações: uma coisa é pintar o retrato de um cavalheiro sobre o fundo de um campo. A tentação é fazer uma tese panorâmica e dizer muita coisa. e outra coisa é pintar campos e regatos: alteram-se técnicas. p. é preciso ter em conta o panorama em que está inserido e estudá-lo. se for bem preciso. 07) discute bem essa questão e apresenta algumas indicações acerca de como superar essa dificuldade: tese panorâmica não pode fazer análises críticas que soam como presunção. E. perspectivas. como omissões de temas e autores. para que haja obras a respeito nas quais pesquisar. tratar de um tema especificamente monográfico não significa fazer algo aborrecido. o mundo às avessas nos poetas carolíngios. escolher temas já abordados por outros. Trata-se da perspectiva do tema. Tais análises supõem muito trabalho e delimitação. focos. o pesquisador expõe-se a muitas contestações. a literatura hoje. Umberto Eco (1977. Neste caso.

10. momento da pesquisa: confrontar primeiras intuições cotejar com outras posições rever posições iniciais. que dependem da natureza do tema a ser estudado.2 LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO Trata-se da pesquisa em busca da documentação existente sobre o assunto. Coloca-se em ação uma série de procedimentos para localização e busca metódica de documentos que possam interessar ao tema discutido. O trabalho deve: Demonstrar uma única idéia Defender uma única tese Assumir uma única posição frente ao problema específico: é o seu ponto de vista.25 com a perspectiva adotada. São feitas consultas em: catálogos boletins especializados enciclopédias e dicionários especializados monografias e tratados sobre o assunto textos didáticos . da formulação de hipóteses. da descoberta. momento da intuição. Normalmente uma atividade de pesquisa perpassa três fases de amadurecimento. que são concomitantes nas várias etapas do trabalho: 1. especifica o método a ser utilizado. sua tese. pode-se então falar de tese a ser demonstrada pelo raciocínio. Quando o autor se define por uma solução a ser demonstrada no curso do trabalho. 2. momento de amadurecimento da primeira posição: abandonam-se algumas idéias acrescentam-se outras reformulam-se alguns problemas domínio de uma posição definitiva. 3.

fruto da sugestão do próprio problema e de estudos anteriores.recorrer a resenhas das obras . são idéias percebidas intuitivamente pelo aluno. colunas mestras).opinião de especialistas . pois o plano definitivo só será estabelecido no final da pesquisa.atualidade: dos textos mais recentes para os mais antigos – as obras recentes retomam contribuições do passado.26 periódicos impressos e on-line bases de dados 10.generalidade: das obras mais gerais (enciclopédias. Leitura Realizar uma primeira triagem para ver o que realmente será lido e interessante para a pesquisa. Para tanto: . uma primeira estruturação baseada em idéias gerais que se tem do tema: é uma idéia diretriz (linhas gerais.3 LEITURA E DOCUMENTAÇÃO Plano provisório do trabalho É um roteiro do trabalho a ser realizado. os clássicos são indispensáveis. sem a qual o trabalho se perde numa superficialidade. Trata-se de um roteiro provisório. Porém.tomar contato com a obra: sumário prefácio introdução passagens do texto. . tratados) para as monografias especializadas e artigos científicos. Critérios para a leitura: . vindo a dispensar algumas leituras. dicionários. .

mesmo assim não se deve perder a idéia mestra que direciona o trabalho. Não basta que proposições tenham sentido em si mesmas: é necessário que o sentido esteja logicamente inserido no contexto do discurso e da redação.4 A CONSTRUÇÃO LÓGICA DO TRABALHO DISSERTATIVO Coordenação inteligente das idéias conforme as exigências de sistematização. arquivos de documentação ou outra forma de anotação das idéias que irão compor o trabalho. Documentar as idéias pessoais que forem surgindo durante a leitura – para não se perderem. – devem ter seqüência lógica rigorosa. 10. capítulos etc. que não precisa passar por todos os percalços vividos pesquisador durante sua atividade de pesquisa. A ordem lógica do trabalho dissertativo pode não coincidir com a ordem da descoberta: não se pode perder de vista a finalidade de comunicar ao leitor. autônomo. Portanto as partes do trabalho – parágrafos. nem reconstituir raciocínio analítico do autor. Deve formar uma unidade. com sentido intrínseco. indicando a fonte.27 Não é uma mera leitura analítica de toda obra. Será feita tendo em vista o aproveitamento direto apenas dos elementos que sirvam para a pesquisa. Daí as três partes da estrutura formal do trabalho: introdução. Documentação Tomar nota de todos os elementos que serão utilizados na elaboração do trabalho. Pode ocorrer reformulação do roteiro provisório. . é necessário leitura de todo o texto. Usar citação livre (indireta) e textual (direta). desenvolvimento e conclusão. Às vezes. Elaborar fichas. para que o leitor – que não participou da pesquisa – possa apreendê-la.

Infelizmente é comum deparar com o uso de expressões e fórmulas da oralidade em trabalhos que requerem fórmulas próprias da linguagem e escrita e formal. Evite-se pomposidade pretensiosa. Usar a terceira pessoa do singular. Seqüência. tamanho e complexidade dependem da natureza do raciocínio. São os conectivos e devem ser muito bem trabalhados. Como determina a articulação do texto. Reproduz a estrutura do texto: apresenta uma introdução. mais que outras características estilísticas. que pode prejudicar a compreensão do texto. Usar terminologia técnica na medida do necessário. expressões corriqueiras e gírias. . Adjetivos supérfluos.5 A REDAÇÃO DO TRABALHO A linguagem do texto Ter estilo sóbrio e preciso. são iniciados por conjunções que indicam as formas de passar de uma etapa lógica à outra. Quanto ao estilo. Os parágrafos Parte do texto que tem por finalidade expressar as etapas do raciocínio.28 10. rodeios e repetições ou explicações inúteis devem ser evitadas Também deve ser evitada a forma excessivamente compacta. tendo em vista a construção lógica do trabalho. fórmulas feitas e linguagem sentimental. depende da natureza do raciocínio e das áreas do saber. O que importa é a clareza. um corpo e uma conclusão. verbalismo vazio. Não cabe linguagem comum.

. ELEMENTOS E ESTRUTURA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO. inclusive na ordem em que devem ser apresentados. DISSERTAÇÃO E TESE Para compor a apresentação e redação dos trabalhos monográficos há uma série de elementos já consagrados pela prática acadêmica.29 11. A tabela abaixo apresenta todos os itens que compõem o trabalho acadêmico. MONOGRAFIA. Existem elementos que são obrigatórios e outros que podem constar conforme o desenvolvimento do trabalho.

na mesma ordem (cf. devendo o subtítulo ser introduzido. ANEXO B): a.o nome do autor deve ser colocado no alto da página. pois é o responsável intelectual pelo trabalho. . havendo mais de um. Deve conter as informações seguintes.nome do autor.ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS 11.2 Lombada Lombada é a parte que reúne as margens internas do lado esquerdo.o número do volume. colocado no alto da página. se houver mais de um. c. pois quando as folhas se reúnem por espiral ou em número bastante reduzido. e a de periódicos deve conter os elementos alfanuméricos que permitem identificar o volume. que defina claramente o conteúdo do trabalho. ANEXO A): a.1 Capa A capa é um elemento obrigatório. acompanhado de subtítulo. na mesma ordem (cf.30 11. a de livros. Por isso. formando um caderno. c. a junção das mesmas não forma lombada.1 . e.o título e o subtítulo (este se houver) ficam no centro da folha. como sugere a CAPES (apud DOMINGOS. também precisa ser colocado. precisa apresentar a logomarca da editora.e o ano de entrega. constituindo um resumo de. mantendo-as juntas quer por cola. ou dos autores. 11. A lombada de trabalhos acadêmicos deve trazer o nome do autor. deve ser impresso na folha de rosto. por exemplo. o fascículo e a data de publicação. 1999). costura ou grampos. por dois pontos.1. 11.o número do volume.1. se houver. Ela constitui um elemento opcional. no máximo 12 vocábulos.título principal do trabalho. O nome do autor. e o título. significa que ele é o responsável intelectual pelo trabalho.1. b. Ela precisa conter as informações que seguem abaixo.o nome da cidade em que se situa a instituição a qual o trabalho está vinculado.nome da instituição (opcional) b. f. após o título. não se justifica colocar o nome da instituição nessa posição em trabalhos. além disso. d. cuja responsabilidade intelectual e direitos autorais não são dela.3 Folha de rosto A folha de rosto é elemento obrigatório.

O verso da folha de rosto deve conter também a ficha catalográfica. como requisito parcial para obtenção do título de Licenciado em História. A ABNT assume o que esse órgão dispõe. motivo que determinou sua elaboração. orientado pela Profª Carla Carlota. ministrada pelo Prof. 11. por exemplo. o da instituição e o ano de entrega devem também estar registrados na folha de rosto. Mário Mariano.a natureza do trabalho (tese. Dr. sua finalidade. como requisito parcial para avaliação. Carlos Fontes Fonseca. TCC e outros).1 Modelos de notas explicativas para Folha de Rosto Trabalho Curricular Trabalho apresentado para avaliação do rendimento escolar da disciplina Introdução à Filosofia do curso de Pedagogia da Universidade de Santo Amaro. e.o nome do orientador e sua titulação.3. feita segundo o Código de Catalogação Anglo-Americano em vigor. o da cidade. Trabalho de Conclusão de Curso Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de História da Universidade de Santo Amaro. Monografia Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Biologia Vegetal da Universidade de santo Amaro. . Projeto de Pesquisa Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de Especialização em Gestão Ambiental do Curso de Especialização Lato Sensu da Universidade de Santo Amaro.1. Cientistas e Instituições. dentre outros. f. isto é. Este código é de competência da FEBAB — Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários. como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Biologia Vegetal.31 d.o nome da instituição a que o trabalho está vinculado deve ser colocado aqui. a aprovação em dada disciplina. orientada pela Profª Drª Olívia Gomes. orientado pelo Prof.

se colocada. A data de aprovação e as assinaturas dos componentes da banca examinadora são colocadas. mas é contada. tese. nessa ordem. a data e a assinatura do examinador ou dos examinadores. não leva título.nome da instituição a que será submetido. agradecimento e epígrafe Dedicatória. por exemplo: dissertação elaborada como parte dos requisitos do [.1.título do trabalho (e subtítulo. porém. se houver).].. 11. c. pois nela será registrado o resultado da avaliação do trabalho feita pelos examinadores. agradecimento e epígrafe são elementos opcionais (NBR 14724: 2005). TCC. b. d..1.1. f. . Não leva título. tem lugar após a folha de rosto e seus dados são apresentados do seguinte modo: ERRATA Folha 28 Linha 2 Onde se lê aprovacao Leia-se aprovação 11. A dedicatória é a folha em que o autor presta homenagem ou dedica seu trabalho a alguém. não é numerada. e. A folha de aprovação não é numerada.5 Folha de aprovação A folha de aprovação é um elemento obrigatório a trabalhos que serão submetidos à aprovação. ou seja. segundo o desejo do autor.. tipo e por que foi elaborado..4 Errata A errata é opcional. titulação. porém. por exemplo. devem.nome dos componentes da banca examinadora. após o resultado da avaliação. após o resultado da avaliação. É colocada após a folha de aprovação. instituição a que pertencem e.] para a obtenção do título de [.natureza e objetivo.6 Dedicatória. é contada apenas.data da aprovação. são colocados no trabalho. Por isso deve conter: a.32 11. ser postos na seqüência aqui apresentada.nome do autor.

vem o resumo. 11.8 Lista de ilustrações. É elemento opcional. usando-se o verbo na 3ª. for colocado em outro contexto. lista de abreviaturas e símbolos As listas de ilustrações. siglas e de símbolos são opcionais. não se faz acompanhar da respectiva referência. são. outra de tabelas. abreviaturas. porém. 11. O resumo deve conter de 150 a 500 palavras e ser seguido da expressão Palavraschave. precisam estar acompanhados da devida explicação. O resumo deve pôr em evidência o objetivo. segue a epígrafe. ela deve precedê-lo. excerto retirado de alguma obra. que vem inserido nele próprio. são colocados os agradecimentos que devem ser feitos às pessoas que efetivamente contribuíram para a elaboração do trabalho. diagramas que não são absolutamente necessários. por exemplo: Abstract (inglês). As listas devem figurar no trabalho na ordem acima mencionada e podem ser específicas de cada um desses elementos. alusivo ao assunto que será tratado. a folha da epígrafe será contada. . da introdução retira-se o conteúdo necessário para contextualizar a questão analisada. tal qual a folha de aprovação. Resumen (espanhol) e Résumé (francês). preferentemente. colocando-se após estas.1. na voz ativa. Se forem incluídos. se. pois facilitam a consulta ao leitor. além do resumo na língua vernácula. É necessário que ele seja elaborado na forma de texto discursivo.1.7 Resumo Após a epígrafe. O resumo de um trabalho. pode ser colocada tanto no início do trabalho como também na abertura de cada seção primária (capítulo).33 Após a dedicatória. equações. formando frases concisas e afirmativas. cada uma seguindo ordenação própria. Colocada no início do trabalho. também opcional. devem apresentá-lo também em uma língua estrangeira (graduação. o método. bem como fórmulas. Deve-se evitar símbolos e contrações que não são de uso corrente. mas não será numerada. pessoa. assim por diante. os resultados e as conclusões do trabalho. bastante úteis quando o trabalho acadêmico apresenta esses elementos em quantidade. compondo. Os trabalhos acadêmicos. pode haver uma lista só de ilustrações. Aos agradecimentos. mestrado) ou duas (doutorado). porém. Desse modo. tabelas. A epígrafe. um parágrafo apenas. descritores ou palavras que sejam representativas do conteúdo que o trabalho oferece. nem conterá título. lista de tabelas. na primeira vez em que aparecerem.

..... A paginação faz-se alinhando...9 Sumário O sumário é um elemento obrigatório que deve proporcionar visão de conjunto do conteúdo do trabalho..... Exemplo: LISTA DE ILUSTRAÇÕES Fotografia Gráfico Fotografia Mapa Desenho 1 ........ 33 ...... os títulos das seções do texto são nele colocados..........Programa das Nações Unidas para o meio ambiente 20 23 25 30 33 11. quase sempre. lista de fotografias etc. entretanto..Assembléia Geral Ordinária ABNT 1 ......... para cada tipo de ilustração uma ordenação numérica... por exemplo: lista de mapas. desenho e outros.... Os indicativos de seção do texto devem ser alinhados à esquerda: sugere-se que sejam alinhados pela margem do indicativo de título mais extenso... fotografia..... o número das páginas em que se acham os títulos referidos..... 15 2 MATERIAIS E MÉTODOS ..... todas as figuras podem ser relacionadas numa só......... Modelo de Sumário SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS RESUMO 1 INTRODUÇÃO ............... Se..Equipe de operação 1 .... à direita. pode-se fazer uma lista para cada tipo. trazendo relacionadas as seções que o compõem......... utilizando-se a tipologia gráfica com que aparecem no texto...... acompanhadas do número da página em que se acham o que facilita sua localização no texto....... o último elemento pré-textual................. não o será se for incluído prefácio no trabalho.........1 Tipo de pesquisa .............Desenvolvimento urbano 2 . havendo.....1... É. porém.... a quantidade desses elementos não justificar listas específicas..............Região Sudeste do Brasil 1 . Os elementos pré-textuais não são incluídos no sumário. 33 2.34 Uma só lista de ilustrações pode mencionar todos os tipos: mapa........... Quando há várias ilustrações do mesmo tipo...

deve demonstrar logicamente a relação existente entre os argumentos e as provas levantadas. Os argumentos precisam ser explicitados logicamente. Por isso. Além disso.35 11. . a estrutura monográfica. Cada um desses elementos atende a uma finalidade própria e a relação que entre eles se estabelece configura uma estrutura orgânica. O desenvolvimento É a principal parte do texto. discuti-las. o desenvolvimento. atingir os objetivos fixados. na falta de consenso. O nível de teorização e interpretação do conhecimento partilhado deve ser limitado em função do problema a ser tratado e da abrangência que se deseja alcançar. ou seja. situa o problema a ser tratado. Trata-se de uma divisão lógica. apresenta as inferências extraídas dos resultados com base na fundamentação teórica. apresenta o assunto pormenorizado. pois possibilita a definição e delimitação dos objetivos da pesquisa. todo o trabalho poderá ficar comprometido. é necessário demonstrar como as provas foram alcançadas e. que constituem as partes essenciais da monografia. Aqui são expostos os argumentos selecionados para defender a tese proposta. A conclusão Deve apresentar de forma sintetizada um resumo da argumentação e das provas explicitadas no desenvolvimento. ou seja. A introdução tem como função nortear as tarefas de investigação e sustentar a interpretação dos dados levantados. ou melhor. É chamado conhecimento partilhado por se entender que ele é de domínio dos que atuam na área: constitui a fundamentação teórica. é dividido em seções e subseções. mostra em que contexto ele está inserido e que há conhecimento acumulado. muitas vezes se diz que a conclusão é um retorno à introdução.2 ELEMENTOS TEXTUAIS Os elementos textuais são a introdução. isto é. de acordo com a amplitude e a profundidade definidas para o tratamento de dados: é aconselhável que o autor se limite à quarta seção. de modo explicativo. se a seleção do conteúdo do quadro teórico e sua análise não forem criteriosas. disponível para isso. pois juntos compõem um todo. Por isso. relacionando-se desse modo com o elemento que a segue. ou seja. o desenvolvimento e a conclusão. A introdução Delimita o assunto.

ainda. 11. conceitos. alinhados à esquerda. a seção “Referências” deve ser numerada e seu título alinhado à esquerda. não obstante o valor científico. garantindo ao trabalho boa qualidade. travessão e título. ficando seu título a critério do autor. Essa lista deve ser incluída na estrutura do trabalho como apêndice.3. Exemplo: . se houver mais de cinco itens a serem informados. Considerando que a produção de um trabalho acadêmico. As fontes mencionadas em notas de rodapé.36 Constata-se. sugere-se a elaboração de uma lista dessas obras.3.2 Glossário (opcional) Elaborado em ordem alfabética. podendo ser: “Sugestões de Leitura sobre o Tema”. Infere-se. que introdução. etc. desenvolvimento e conclusão estão interligados. “Leitura Complementar Sobre o Tema”. desse modo.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 11. 11. que os elementos ― idéias. propostas. demanda a leitura de outras fontes que vão além daquelas indicadas na seção “Referências”. 11. ―. o apêndice é material ou texto elaborado pelo próprio autor do trabalho com objetivo de complementar sua argumentação. configuram uma estrutura orgânica: não constituem partes independentes.3 Apêndices (opcional) De acordo com a NBR 14724:2005. independentemente de sua tipologia. ilustrações etc. exceto as que indicam os dados obtidos por informação verbal. A paginação deve ser contínua à do texto principal.3. mas complementares.1 Referência Relação das obras efetivamente utilizadas como base na elaboração do trabalho. quando não se atrelam na formação da estrutura monográfica. Identificados pela palavra APÊNDICE e letras maiúsculas consecutivas. Por ser um elemento obrigatório no texto. devem ser dela despojados de modo a resguardar o encadeamento lógico das idéias e das propostas. ou pelo sistema autor-data. devem ser incluídas na seção de referências.

travessão e título. b. podem apresentar outras cores (NBR 14724:2005). Exemplo: ANEXO A – ANEXO B – 11. .37 APÊNDICE A – APÊNDICE B – 11. consulte a NBR 6034:2004.7cm).fonte 12 para o texto. comprovação e ilustração do trabalho. no anverso de folhas A4 (21 cm por 29. contudo. não elaborado pelo autor do trabalho.4 Anexos Segundo a NBR 14724:2005.4 REGRAS DE APRESENTAÇÃO 11. ilustrações e outros. Para a elaboração de Índice e estabelecimento de critério de ordenação. d. alinhado à esquerda. 11.5 Índice (opcional) Segundo a NBR 6034:2004. que ordenadas segundo determinado critério.4.3. do seguinte modo: a. remetem para informações inseridas no texto. c. é a relação de palavras e/ou frases.3. TIPOLOGIA DA FONTE A fonte a ser utilizada é a Times New Roman ou Arial. as ilustrações. anexo é texto ou documento. que contribui para fundamentação.fonte 10 para notas de rodapé.fonte 11.1 Formato PAPEL O texto deve ser digitado em papel branco. na cor preta.fonte 11 para títulos colocados abaixo de figuras. Identificado pela palavra ANEXO e letras maiúsculas consecutivas. A paginação deve ser contínua à do texto principal. nas citações de três linhas ou mais.

f – fonte 16 para título e autor. pois sua leitura implica interrupção da leitura do texto e. Havendo anexos e apêndice. devendo-se. todas as demais são contadas. seções e subdivisões.38 e. ou seja.fonte 12. PAGINAÇÃO Da folha de rosto em diante. MARGENS Observam-se as seguintes medidas para as margens: para as margens superior e esquerda são deixados 3 cm.5 (um e meio). em caixa alta. das partes que estruturam um documento (monografia) seguem ordem progressiva e são colocados à esquerda. itálico e outros para diferenciar títulos de subtítulos. de acordo com a NBR 6024: 2003. 16. 14. NOTA DE RODAPÉ As notas de rodapé são digitadas dentro da margem inferior. . ou seja. precedendo o respectivo título ou subtítulo. à direita. 2 cm. colocar algarismos arábicos para numerá-las somente a partir da Introdução. em fonte 10. os títulos e subtítulos de seções e subseções ficam separados do texto que os precede e do que os sucede por dois espaços de mesma medida. do raciocínio que o leitor vem desenvolvendo a partir das idéias expostas. INDICATIVOS DE SEÇÃO Os números indicativos de seção. a numeração das folhas continuará normalmente até a última. negrito. 14 para subtítulo e 12 para demais elementos. na capa e folha de rosto. Deve-se evitar o uso desnecessário de nota de rodapé. porém. para a direita e a inferior. ficando separadas do texto por um espaço simples de entrelinha e por um filete de três centímetros. ESPACEJAMENTO O texto deverá ser digitado com espaço entrelinhas 1. portanto no alto da folha. A posição do número é a 2 cm da borda superior e 2 cm da borda lateral direita da folha. conseqüentemente.

fonte 12. anexos e referências e outros. negrito) 1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA (parte da primária: caixa alta. . que deve. subdivisão). fonte 14. segunda. desenvolvimento e conclusão – compõem. por exemplo. mas sem inúmero indicativo de seção. conforme o exemplo a seguir mostra. por exemplo: agradecimentos. abre-se página nova sempre que se inicia uma seção primária. caixa baixa. primeira. fonte 12. Além disso. ser marcado pelo uso de tipologia gráfica diferente. secundária. mostra como indicar as subdivisões do texto. evidente a divisão do trabalho acadêmico em seções e subseções. A numeração progressiva deve demonstrar a seqüência das seções e subseções e o nível de inserção.3 Elementos pós-textuais em que 2 representa uma seção primária e 3 a secundária (subseção. ficando. são sempre colocados no centro da linha. dependendo do enfoque e da abrangência do tema. porém. O mesmo tipo de seção terá sempre o mesmo tipo de letra. na secundária e na terciária: caixa baixa. tanto no texto quanto no sumário. negrito) 1. A divisão em seções e subseções deve ser feita de forma lógica e de acordo com a estrutura do trabalho. tamanho e forma. divididas ou não em subseções (títulos e subtítulos). assim. poderá estar estruturado em várias seções primárias (anteriormente denominadas capítulos). terceira seção etc. terciária e outras. também. negrito) 1.1 Seção terciária (inserida na primária e na secundária. uma seção primária. negrito). NUMERAÇÃO PROGRESSIVA A NBR 6024: 2003 normaliza a numeração progressiva. ficando assim: 2. cada um. A numeração progressiva deve mostrar essa divisão juntamente com a tipologia gráfica utilizada. fonte 14. por exemplo: primária. as letras usadas nos títulos das seções primárias serão sempre iguais e mais chamativas do que as das demais seções. Exemplo: 1 SEÇÃO PRIMÁRIA (caixa alta.1.1 seção quaternária (inserida na primária. Os elementos textuais – introdução.1. o desenvolvimento.39 Os elementos sem título (epígrafe) ou os elementos com título.1.

243) o aquecimento global está só começando. Pode ser uma transcrição ou paráfrase. As citações podem ser representadas pelos sistemas numérico ou autor-data. ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO 12.. direta ou indireta. no texto. p. As citações podem figurar incluídas no texto.2 Sistema autor-data Neste sistema as citações devem incluir o autor. Exemplos: Segundo Xavier (2004.. No caso da indicação de autoria aparecer no decorrer do texto.1 Sistema numérico Neste sistema os documentos citados são representados por números arábicos e em ordem crescente na medida em que aparecem no texto. de uma informação obtida de outra fonte. 2004. A indicação numérica no texto deve ser feita situando-a de forma sobrescrita à linha do texto. 243). . Exemplo: [. devendo.40 12. 12. Tem sido mais utilizado nos trabalhos acadêmicos do que o sistema numérico. ser mantido ao longo de todo o trabalho. o sistema escolhido. (XAVIER. em nota de rodapé ou remetendo às referências no final do texto. todas as letras do nome devem ser maiúsculas. 12.1.1. de fonte escrita ou oral.] era mesmo muito feliz1 A ordem das referências no sistema numérico também é numérica de acordo com o número que foi atribuído a cada documento. p.1 CITAÇÕES É a menção. O aquecimento global está só começando. apenas a inicial do nome deve aparecer em maiúscula. a data de publicação e a(s) página(s) do documento referenciado. e quando a citação se apresentar entre parênteses.

ou A delimitação da área do projeto de assentamento rural e a distribuição dos lotes devem garantir as condições mínimas de vida.).]. separados por vírgula (.. deve ser citada pelo sobrenome do primeiro autor. p. Masetto e Behrens (2002. . o contar histórias. ou . 2002.. nem sempre representa desperdício ou ineficiência.37) .. estas serão citadas pelos respectivos sobrenomes. ao contrário do que geralmente se acredita.” (MORAN. em ordem cronológica. ou “O ver está. BEHRENS.. na maior parte das vezes.. 1948. (1990).37) Citação com mais de 03 autores Quando a obra for de autoria múltipla. 1990) Citação de vários trabalhos do mesmo autor publicados em anos diferentes Trabalhos diferentes de um mesmo autor devem ser citados pelo sobrenome. seguido da expressão “et al. MASETTO. foram as genéticas – estatísticas de cruzamento. (PINHEIRO. apoiando o falar. Exemplos: Resultado semelhante foi obtido por Santos e Barbosa (1995).41 Citação de até 03 autores Quando a obra for de autoria de até 3 pessoas. p.(CONSTACK. a redundância. 1997). (RODRIGUES et al. Exemplo: Os modelos por meio dos quais foram feitas as comparações denominadas por nós.... MARIAN. Exemplo: Conforme notam Rodrigues et al. [. E ainda: Conforme Moran.. e os vários anos de publicação.”. de modelos I e II. narrar.. 1952). o ano e página(s).

devese obedecer à ordem alfabética seguida de ordem cronológica. (1983) e Silva (1981). Deve ser apresentada entre aspas e trazer a indicação da página consultada. apresenta a formulação do problema como a fase da pesquisa. ou Marinho (apud MARKONI.. entre aspas. Citação direta até 3 linhas É inserida no texto. Crocomo e Parra (1985).. Exemplos: Marinho. A citação de citação deve ser evitada... que.. Evendramin et al. p.. Exemplo: . EVENDRAMIN et al.. p.150).42 Citação de vários autores com a mesma opinião Para fazer citações de autores e trabalhos diferentes sobre uma mesma opinião. 1985. 1979. simplifica e facilita a maneira de conduzir a investigação. uma vez que a obra original não foi consultada e há risco de falsa interpretação e incorreções.. Citação de citação É a transcrição de palavras textuais ou conceitos de um autor a cuja obra não se teve acesso direto. Exemplo: .150) . 1983. verificaram uma oscilação de valores. em fonte normal (Arial 12). sendo bem delimitada.. ou . PARRA. citado por Markoni e Lakatos (1982. 1982. (CROCOMO. Importante: A entrada da citação deve ser idêntica à entrada estabelecida para a referência bibliográfica do referido documento. A citação de citação é indicada pelas expressões “apud” ou “citado por”. enquanto Crocomo e Parra (1979). LAKATOS. SILVA.3 Citação direta ou textual É a transcrição fiel de grafia.1. 12. 1981). redação e pontuação do documento consultado.

. em espaço simples e sem aspas Exemplo: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização.4 Citação indireta Usada quando são reproduzidas as idéias e informações do documento. 1986. 12. Por isso diz-se que o método equivale a estratégia. . p. As supressões [. Não usar aspas.14) Citação direta com mais de 3 linhas A citação direta com mais de 3 linhas deve ser destacada do texto. cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/NOS).] a técnica é a maneira mais adequada de se vencer as etapas indicadas pelo método. são elaboradas por Comissões de Estudo (CE). enquanto a técnica equivale a tática [.1).. 2002.... As Normas Brasileiras. digitada em tamanho menor (fonte 11) que o texto principal (fonte 12).. p.1.43 “[.]” (GALIANO. sem transcrição das palavras do autor. Mas deve ser indicada a fonte da referência. recuada a 4 cm da margem esquerda.] e os acréscimos [ ] devem ser indicados por colchetes. formadas por representantes dos setores envolvidos (NBR 6029: set.

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13. NORMAS PARA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS – ABNT

Referência bibliográfica é o conjunto de elementos que permitem a identificação de documentos no todo ou em parte, utilizados como fonte de consulta e citados nos trabalhos elaborados. As referências bibliográficas devem ser alinhadas à esquerda e digitadas utilizando se espaço simples entre suas linhas. Entre uma referência e outra deve-se adotar espaço simples duplo. Todas as regras estabelecidas neste item seguem o preconizado pela NBR 6023:2002.

13.1 ELEMENTOS ESSENCIAIS São aqueles elementos indispensáveis à identificação de um documento: autor(es), título, edição, local, editora e data de publicação.

13.2 ELEMENTOS COMPLEMENTARES São aqueles opcionais que, acrescentados aos essenciais, permitem melhor caracterizar, localizar ou obter publicações: Indicações de responsabilidade (tradutor, revisor etc) Descrição física ou notas bibliográficas (nº de páginas ou volumes) Ilustrações, dimensões Série ou coleção Notas especiais ISBN.

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13.3 LOCALIZAÇÃO As referências podem aparecer em notas de rodapé, mas devem compor uma lista alfabética ou numérica, que estará localizada ao fim do trabalho, respeitando-se a ordem estabelecida em 11.3.1.

13.4 MODELOS DE REFERÊNCIAS A seguir, são apresentados exemplos de referências bibliográficas comumente utilizadas em trabalhos acadêmicos.

13.4.1 Monografia no todo
Inclui livro, folheto, entre outros. Com um autor:

Com 2 até 3 autores:

Com mais de 3 autores:

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Com indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Coordenador, Organizador, etc.):

Referenciadas pelo título:

Autores com nomes que indicam parentesco:

Em formato eletrônico:

2 Monografia considerada em parte Quando o autor da parte for o mesmo da obra no todo: Em formato eletrônico: 13.3 Dissertações e teses .4.4.47 13.

2 Parte de publicações periódicas Artigos de publicações periódicas: .48 Em formato eletrônico: 13.4.4.4.4.4.4 Publicações periódicas 13.1 Publicações periódicas como todo Em formato eletrônico: 13.

fitas de vídeo .) Em formato eletrônico: 13.49 Em formato eletrônico: 13. simpósios.4. seminários.5 Eventos (congressos. DVD’s.4.6 Vídeos. etc. filmes.

50 13.7 Documentos de acesso exclusivo em meio eletrônico Bases de dados: .4.

visual ou digital (palestra. as condições de produção e de recepção do discurso. OUTROS TRABALHOS: CONCEITUAÇÃO E ESTRUTURA 14. mas. O texto pode ser de linguagem oral.1 Tipos de resenhas Resenha informativa Um tipo de resenha mais completa e abrangente que apresenta um resumo detalhado do texto original. Nela devem ser usadas as próprias palavras do resenhista. artigo). sim. Deve-se apresentar primeiramente o resumo do conteúdo do texto original para depois proceder-se ao comentário ou apreciação crítica de seus vários aspectos: relevância do assunto. resenhas de textos não traduzidos para o vernáculo. etc. A resenha está incluída no rol dos textos técnico-científicos pela sua natureza objetiva e linguagem técnica.51 14. enumerando seus aspectos relevantes. informar o leitor. Ex: resenhas publicadas em revistas especializadas e periódicos.1 RESENHA Resenhar significa fazer um levantamento das características de um texto. correção e adequação da linguagem. A crítica pode ser feita também ao longo do resumo. sendo esta uma opção do resenhista. Resenha crítica ou simplesmente recensão Um tipo de resenha em que se formula um julgamento sobre o texto original.1. Deve seguir a seqüência lógica do assunto. pois o objetivo da resenha não é entrar em detalhes. sem entrar em pormenores. forma de apresentação do assunto. ressaltando os diferentes aspectos válidos. Deve ser seletiva e não mera repetição das idéias do autor. descrevendo as circunstâncias que o envolvem. Pode dispensar a leitura do texto original pela abrangência do conteúdo resenhado. 14. seqüência lógica. filme. . Ex: resenhas universitárias.

de modo a evidenciar os resultados obtidos com a leitura do texto. apresentando as conclusões do autor. A elaboração formal do resumo varia de acordo com sua natureza. Pode-se abordar a relevância dessas conclusões. propor-se a. Em um segundo momento.1 Definição O resumo é a apresentação concisa.. defender a tese. em primeiro lugar.. confrontar. o resenhista deve deter especial atenção à importância de traduzir o efeito que o autor do texto quis causar no leitor.2 Estrutura de uma resenha Introdução Inicia-se o texto. Desenvolvimento Iniciar a resenha apresentando a estrutura da obra: O artigo divide-se em . evidenciando.2. 14. dedicar-se ao estudo. na mesma seqüência lógica em que se apresentam.1. mas informar o leitor. expõe-se o conteúdo apresentado na obra. dos pontos relevantes de um texto. eleger. debruçar-se. Vale relembrar que o autor da resenha não deve depreciar a obra.. Na introdução. contextualizando o assunto exposto na obra. justificar. porém globalizada.2 RESUMO 14.. sobre o assunto nela tratado. No item seguinte. de maneira polida. deve-se ordenar os conhecimentos adquiridos com a leitura. Esta etapa é o momento em que o resenhista deve expor as principais idéias defendidas pelo autor.. demonstrar.. Na abordagem das partes do texto.52 14. Faz-se necessário levantar a importância dos temas tratados na obra. Primeiramente. o que pode ser realizado por meio do emprego de verbos que demonstrem os atos do autor. contrapor. devem-se apresentar os objetivos da obra resenhada. . tais como: sustentar. Conclusão Na conclusão da resenha. a contribuição do autor no que concerne à produção de novos conhecimentos. opor.

53 14. ao contrário. ser um texto redigido de forma cursiva. não dispensa a leitura do texto original. O texto do resumo não deve aparecer em forma de esquema.4. respeitando o texto original.2. 14. abolindo-se gráficos. tabelas. com vocabulário adequado a um texto técnico. esta deve ser clara. exceto os considerados imprescindíveis à compreensão do que se resume. Não se admitem acréscimos ou partes que não constem no original.4 Modelos 14. Rimbaud e Dalí.2 Tipos de resumo científico Resumo indicativo – indica apenas os pontos principais do texto. Quanto à linguagem.3 Redação do resumo O resumo. os objetivos. concisa e coerente. Deve. uso da terceira pessoa do singular.1 Resumo em monografias Esta tese investiga os novos procedimentos da lírica e da pintura modernas. podendo dispensar a leitura do texto original. utilizando frases curtas que destacam os elementos mais importantes da obra. Por sua natureza muito concisa. Deve-se também evitar abreviaturas. Expõe o tema central.2. no momento em que a sociedade coetânea se depara com o advento da realidade virtual que traz consigo o primado da imagem. enfatizando apenas as idéias mais importantes da obra.2. citações e exemplos. Resumo crítico – resumo redigido por especialistas com análise interpretativa de um documento ou trabalho científico. deverá ser precedido de referência completa do texto resumido. Resumo informativo – informa todos os dados necessários ao leitor para que este possa decidir sobre a conveniência da leitura do texto inteiro. sem gírias ou expressões do senso comum. Mallarmé e Mondrian. 14. Analisa também os aspectos filosóficos e estéticos que acarretaram a “crise de representação” instaurada nas modalidades artísticas do ocidente por meio da abordagem comparativa de artistas representativos da poesia e da pintura na modernidade: Baudelaire e Cézanne. O método consiste na análise qualitativa dos textos desses autores enquanto precursores da lírica . compondo em si mesmo um trabalho acadêmico. a metodologia. no qual se processa uma apreciação crítica da obra resenhada.2. os resultados e as conclusões do trabalho. quando solicitado de forma individualizada.

A partir dessa pesquisa. Rimbaud –Dali. estabelecendo outros parâmetros de criação da obra artística e literária. A asa esquerda do anjo (1981) e O ponto cego (1999) e das prosas poéticas Histórias do tempo (2000) e Mar de dentro (2002) a concepção filosófico-literária do universo feminino.2. que acometeu a vida moderna em seu clímax. os estágios de amadurecimento psicológico desta mulher-escritora.4.54 moderna e se concentra na pesquisa bibliográfica em fontes teóricas da crítica literária e filosófica. Descritores: Discurso feminino. Lya Luft. . Mallarmé –Mondrian. 14. Descritores: Estéticas Modernas. Metáfora. especialmente nas obras analisadas Desta forma. mas principalmente porque é fruto da inquietação e do desejo de autorevelação da voz feminina em nossa literatura. Prosa poética. 14. o ritmo e o tom. gerando novos critérios de apreensão da realidade. não somente por dar novos rumos ao discurso feminino. Os resultados apontam para o estabelecimento de um novo estatuto da poesia e da pintura que subverte a noção clássica de “mimese”. que se permite ser vista da ótica de uma constante metamorfose e em busca de autoconhecimento. Análise do discurso. Ruptura. em cada personagem feminina. Prosa de ficção. Os resultados obtidos indicam que o discurso feminino é constituído por uma temática própria e por recursos de linguagem como a elocução simbólica. é possível concluir que Luft é uma agente de transformação fundamental para a literatura feminina. pode-se concluir que a crise dos paradigmas.2 Resumo em artigos científicos O discurso de elocução feminina no romance de Lya Luft Este artigo busca investigar o discurso de elocução feminina na obra da escritora gaúcha Lya Luft. Destaca. o que bem pode ser a ausência completa de paradigmas. Procura demonstrar por meio dos romances As Parceiras (1980). resultou numa reação expressiva da arte e da literatura em suas diferentes manifestações.3 RELATÓRIOS Documentos formais em que se descrevem os resultados obtidos em uma investigação ou se relata a execução de experiências ou de serviços. Baudelaire –Cézanne. que fortemente se apresentam em Lya Luft. por intermédio do discurso ficcional luftiano. a dicção.

cuja finalidade é expor analisar e demonstrar. Na introdução. Não deve. suas limitações e seu objetivo. sua relação com outros estudos sobre o mesmo assunto. dando ênfase às mais recentes que oferecem base para a derivação das hipóteses e a explicação de sua fundamentação. resultados e discussão. devendo apresentar conclusões e recomendações. pode estar contida a revisão da literatura.55 14.é em essência. realçando. de forma clara. incluir as conclusões. . uma tendência a limitar a revisão às contribuições mais importantes diretamente ligadas ao assunto. Listas (quando houver) Sumário Introdução Parte inicial do texto onde se expõe o assunto como um todo. Deve esclarecer se o trabalho se constitui numa confirmação de observações de outros autores ou se contém elementos novos. O resumo deve ressaltar objetivo. entretanto.3. sempre que possível. Desenvolvimento . as várias idéias arroladas nos trabalhos anteriores que serviram de base à investigação que está sendo realizada. ele apresenta. A estrutura de relatórios técnico-científicos obedece a uma ordenação lógica dos elementos que a compõem. atualmente. É elaborado com a finalidade de ser submetido à apreciação de pessoas ou de organismos. Ainda que não haja uma norma rígida sobre o desenvolvimento e este não se constitua num item específico para trabalhos científicos. A revisão de literatura tem por objetivo sintetizar. a fundamentação clara das hipóteses. a fundamentação lógica do trabalho de pesquisa. Existe. objetivando esclarecer o leitor sobre a conveniência ou não de consultar o texto integralmente e acelerar o processo de divulgação do trabalho. materiais ou (casuística). resultados e conclusões do trabalho. Capa Folha de rosto Resumo É a apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto (NBR6028. em geral. razões que levaram à realização do trabalho. de forma sistemática. informação dirigida a especialistas da área. 2003). as seguintes partes: materiais e métodos. conforme descrito a seguir. métodos. Inclui informações sobre a natureza e a importância do problema.1 Relatório técnico-científico O relatório técnico-científico expõe.

sinteticamente. Atenta-se para o fato que a conclusão não é um resumo do trabalho. escalas. Materiais e métodos devem ser descritos de maneira precisa e breve. Conclusão . deve ressaltar os aspectos que confirmem ou modifiquem de modo significativo as teorias estabelecidas. gráficos e tabelas que ilustram os processos seguidos pelo autor: instrumentação (indicação de testes. desde que possuam significado importante. questionários a serem usados). Resultados e discussão . Os materiais e métodos devem ser apresentados na seqüência cronológica em que o trabalho foi conduzido.compreende-se o instrumental empregado e a descrição das técnicas adotadas. também. assim. Baseada em fatos comprovados. possibilitando. coleta de dados (informações sobre como. permitindo uma análise circunstanciada que estabeleça relações entre eles e deduções das proposições e generalizações cabíveis. Marcas comerciais de equipamentos. a repetição do experimento com a mesma precisão. observações. produtos e outros materiais que estejam sendo utilizados pela primeira vez devem ser descritos com detalhes. figuras. fotografias que complementam o texto. Recapitula. a não ser que tenham sido substancialmente modificados. quando. Nas pesquisas com seres humanos. Recomenda-se que cada uma das conclusões seja enumerada independentemente. Anexos e Apêndices . utilizando-se tabelas. Quando houver várias conclusões.devem ser apresentados de forma objetiva. os resultados da pesquisa e pode trazer propostas e sugestões originadas nos dados coletados e estudados. precisa. incluindo-se a experimentação com pormenores. drogas e outras só deverão ser incluídas quando contribuírem significativamente para melhor compreensão e avaliação do trabalho. apresentando novas perspectivas para a pesquisa. onde e por que foram aplicados os processos de pesquisa) e tratamento estatístico.56 Materiais e métodos ou casuística e método . medidas. Equipamentos. Fundamenta-se no texto e é decorrente das provas relacionadas na discussão. intitula-se no plural. Os métodos que já tenham sido publicados devem ser referidos apenas por citação. Podem ser subdivididos em tópicos que correspondam a cada uma das perguntas levantadas ou hipóteses formuladas. Podem ser incluídos. o título da seção deve ser casuística e métodos. inclusive com fotografias e desenhos. clara e lógica.destina-se à demonstração da confirmação positiva ou negativa da hipótese. É a comparação entre os resultados obtidos pelo autor e os encontrados em trabalhos anteriores. São apresentados tanto os resultados positivos quanto os negativos.

Para as ciências humanas e sociais os resultados de pesquisa podem ser apresentados em forma de ensaio. apresenta-se de maneira cursiva. que apesar de conter a mesma estrutura textual do artigo. Atividades desenvolvidas: descrever as atividades realizadas durante o período de estágio.3.4 ARTIGOS CIENTÍFICOS Os artigos científicos são estudos criteriosos que abordam uma questão de relevância científica.57 Agradecimentos Referências 14. decorrem da realização de pesquisas inéditas. manifestam o resultado de uma investigação de uma pesquisa cientifica sistemática a respeito de determinado assunto. Título: deve sintetizar seu objetivo essencial. Local e data: local e data de elaboração do relatório. Período de execução: registrar o período (dia/mês/ano) de início e término da execução do estágio. em livros. 14. são textos publicados em revistas acadêmicas ou que se constituem. ou seja. Em geral. Freqüentemente. sem as divisões das partes.2 Relatório de estágio Este tipo de relatório apresenta a estrutura descrita como segue: Capa Identificação Caracteriza o relatório quanto a: Aluno estagiário: nome completo do aluno Orientador: responsável pela orientação do aluno. considerando um conjunto deles. . considerando instituição /cidade /estado. Assinaturas: Estagiário e Orientador. Local: local de realização do estágio.

é o destaque de alguns desses aspectos: Título . 14. considerando diferentes perspectivas. apresentando-o de uma maneira geral. Importante.Visam à indexação do artigo e se destinam a descrever cientificamente o assunto. observando o máximo de 250 palavras. titulação.4. não conhecido nem explorado por outros estudiosos. Decs/Bireme (área da saúde). por exemplo: ser um estudo criterioso para oferecer soluções ou propostas de solução para um problema ou uma questão que tem gerado controvérsias. a justificativa da escolha do tema. como. apresentar um estudo pessoal a respeito de um assunto. no entanto.Deve apresentar uma exposição breve do tema tratado. discutir um assunto. os resultados e as conclusões do trabalho.Nome completo. Devem situar o problema da investigação no contexto geral da área e indicar os pressupostos necessários à sua compreensão. ainda. na introdução. Autor . Inep (área da educação). apontando as lacunas existentes ou questões às quais os estudos ainda não responderam.4. Introdução . Também. Resumo . A definição das palavras-chave deve ter base em vocabulários controlados. são apresentados os objetivos do estudo realizado. compondo único parágrafo. com referido endereço eletrônico. ou seja. levar ao conhecimento do público interessado ou especializado um dado totalmente novo. A introdução pode. relacionando posições diferentes a respeito do mesmo tema. .58 14.Deve sintetizar seu aspecto essencial. considerando dados fornecidos por outros autores. seguido do nome da instituição a que pertence. Sibinet USP (área de humanas).1 O que pode ser conteúdo de um artigo? O artigo pode abordar assuntos diversos. o material e os métodos (ou casuística e métodos).2 Estrutura O artigo estrutura-se da mesma forma que os demais textos científicos. conter conceituações básicas ou revisão bibliográfica. Palavras-chave ou descritores .Deve ressaltar o objetivo.

nos encontros de diversas áreas de conhecimento. A dimensão do painel deverá ser de 60 cm de largura por 90 cm de altura. fonte arial 28.5 cm de altura. técnicas e processos utilizados na investigação.0 metros. Imprescindível é apresentar os critérios de inclusão e exclusão da amostra em estudo. academias.Deve apresentar letras com tamanho mínimo de 1. mas a socialização de resultados. correlacionando-os com a revisão bibliográfica. resumidamente. 14.1 Estrutura Título . . As letras dos textos e das figuras devem ser legíveis a uma distância de 2.Visa a discutir. métodos. os principais aspectos relacionados ao estudo realizado. confirmar ou refutar hipóteses inerentes à investigação. atualmente. caixa alta. Pode ainda apresentar sugestões ou recomendações para outros estudos na área. Seu objetivo não é o aprofundamento. Também nesse momento é possível explicitar um ponto de vista pessoal. o que deve ser uma resposta aos objetivos apresentados. Deve detalhar.59 Material e métodos ou casuística e métodos . Referências 14. painéis são demonstrativos do resultado de pesquisas e estudos realizados nas atividades acadêmicas e representam a forma de comunicação científica mais utilizada. com base nos dados obtidos e na interpretação realizada. 14. Devem sintetizar. simpósios. negrito. reuniões científicas.6. sociedades científicas em que se expõem resultados recentes de pesquisas. Resultados e discussão .5 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA Informação apresentada em congressos. os resultados da investigação. de forma objetiva e clara. suas deduções. São acompanhadas de exposição oral (de curta duração entre 10 a 15 minutos) ou em forma de painéis.Descrição de material. de forma clara. Conclusão ou considerações finais .6 PAINEL De caráter visual.Trata-se do momento em que o autor expõe.

Podem ser feitas citações bibliográficas e apresentar informações relativas à justificativa. Em trabalhos que envolvem um levantamento de campo.6 cm para minúscula. Material e métodos ou casuística e métodos . pode-se descrever a área quanto aos aspectos econômicos e étnicos. devendo estar embasada em uma revisão bibliográfica que pode ser comparativa e enfocar o conhecimento obtido considerando-se outros trabalhos na mesma área de estudo.O nome do autor(es). Em todos os tipos de estudo. o termo metodologia pode-se mostrar mais apropriado que material e métodos. o tamanho mínimo das letras deve ser de 0. fonte arial 14. constarem da fonte – podem ser ferramentas úteis para a descrição dos resultados.Este item descreve a metodologia empregada no estudo realizado.Os dados obtidos no estudo devem estar contidos neste tópico. isso torna a leitura um pouco repetitiva. tornar-se difícil determinar um limite entre a descrição dos resultados e sua discussão. identificadas e. muitas vezes. é essencial que este tópico seja discutido de maneira bastante detalhada. deve(em) apresentar o tamanho das letras no mínimo de 1. normal. além de tabelas – que devem ser dispostas nas laterais direita e esquerda. A discussão deve ser feita com base nos dados obtidos. sucinto e expressar respostas às questões relevantes ao problema focalizado no trabalho. normal. Objetivo . Os resultados podem ser apresentados separadamente da discussão. quando for o caso. em muitos casos.0 cm de altura. Porém.Deve ser claro. negrito. A relevância dos resultados . Resultados e discussão .De forma bastante objetiva. além de. numeradas.60 Autor . Introdução . entre outros. deixando nítido o desenvolvimento de todas as etapas do trabalho. Conclusão ou considerações finais . o conhecimento gerado considerando o estudo realizado deve estar contido neste item. Em determinados estudos. Figuras. principalmente gráficos. fonte arial 20. ambiente físico e formações naturais.A introdução deve conter informações que situem os leitores em relação ao problema estudado e ao embasamento teórico que o sustenta. como os realizados considerando revisões bibliográficas. Para os demais componentes do painel.8cm para maiúscula e de 0. seguido(s) da(s) respectiva(s) instituição(ões) à(s) qual(is) pertence(em). aos objetivos e à área de conhecimento. Informações sobre a localização geográfica da região em questão são fundamentais. uma vez que a validade dos dados obtidos está diretamente relacionada aos métodos empregados para sua obtenção.

Entretanto. além das possíveis próximas etapas do trabalho executado. Referências .61 obtidos para a comunidade científica e/ou geral. .Este item não é obrigatório na estrutura do painel. quando houver citação de autor no texto. também pode figurar neste tópico. faz-se necessário indicá-lo.

Rio de Janeiro: ABNT. NBR 6024 Numeração progressiva das seções de um documento escrito.62 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2000. BASTOS. e ampl. ed. ECO. 1997. 15. A. A articulação do texto. C. Pré-socráticos: a invenção da razão. GUIMARÃES. ______. MARCONI. L. São Paulo: Ática. 1997. NBR 10719 Elaboração de relatórios técnico-científicos. J. Inocente Radrizzani. D. e ampl. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. São Paulo: União Social Camiliana . 87p. CHALMERS. 2003. 1990. 1999. FÁVERO. Rio de Janeiro: ABNT. KÖCHE. 180p. afinal? Trad. J. rev. rev. 3. São Paulo: Brasiliense. 1989. MANUAL de orientação para trabalhos acadêmicos. . 170p. 1999. 2003. O que é ciência. A. São Paulo: Odysseus. São Paulo: Ática. ed. 8. Apresentação de trabalhos acadêmicos: uso das normas da ABNT. Como se faz uma tese. ______. 308p. E. A. L. ed. 104p. Rio de Janeiro: ABNT. ______. Rio de Janeiro: ABNT. NBR 1256 Apresentação de originais. União Social Camiliana . Fundamentos de metodologia científica. L.IV. 5. Rio de Janeiro: ABNT. 2002. E. Tomos I . São Paulo: Atlas. Petrópolis: Vozes. reimp. 14. Explicações científicas: introdução à filosofia da ciência.. 1990. Gilson Cesar Cardoso de Souza.F. 2000. 88p. Raul Fiker. São Paulo. Apostila Universidade de Santo Amaro. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Herder – EDUSP. Rio de Janeiro: ABNT. 2007.Centro Universitário São Camilo. ed. 2002.ª ed. 2008. Coesão e coerência textuais.Centro Universitário São Camilo e Sistema Integrado de Bibliotecas Pe. NBR 6028 Resumos: procedimento. ______. 3. Rio de Janeiro: ABNT. HEGENBERG. U. LAKATOS. São Paulo: Perspectiva. NBR 10520 Citações em documentos. ______. NBR 6023 Informação e documentação – Referências: Elaboração. M. 1991. 270p. MACIEL JUNIOR. MORA. Trad. 1969. ______. NBR 6027 Sumário. 2003.R. 225p. São Paulo: Loyola.

ed. Metodologia do trabalho científico. SEVERINO. SANTOS. RUIZ. J. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. A. 277p. São Paulo: Atlas. e ampl. 2000.ª ed. E. 2003. 5. São Paulo: Cortez Editora. rev.63 ORLANDI. A. 21. PARRA FILHO.A. P. 100p. 2001. J. Metodologia científica. São Paulo: Futura. 3. D.. J. reimp. Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes. . 1982. 279p.

FIORIN. 159 p. de Paulo Neves. OMNÈS. rev. s. POPPER. Trad. Metodologia filosófica. 2. A lógica da pesquisa científica. KUHN. . Trad. São Paulo: Unesp. 2005. D. S. F. São Paulo: Martins Fontes. J. 319 p. de Lucy Magalhães. 59p. E. Trad. M. Mota. E. CHÂTELET. 567p. 1997. São Paulo: Loyola. Como ordenar as idéias. Para entender o texto: leitura e redação.A. L. T. São Paulo: Ática. WUNENBURGER. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. L. 1997. São Paulo: Cultrix. 3.64 APÊNDICE SUGESTÕES DE LEITURA SOBRE O TEMA ALVES. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Moderna. Metodologia da pesquisa científica. Filosofia da ciência contemporânea. Paulo: Perspectiva. 1975. 400p. 2001. & SAVIOLI. S. Roberto L. ed. 7. P. São Paulo: Ática. 7 ed. GLEISER. Trad. Trad.. 394p. Beatriz Boeira e Nelson Boeira. K. F. R. 16. Ferreira. ed. São Paulo: Companhia das Letras. e ampl. 1983. A dança do universo: dos mitos de criação à teoria do Big-bang. A estrutura das revoluções científicas. 223p. BOAVENTURA. reimp. FOLSCHEID. ed. 1999. Porto Alegre: Globo. Manual de redação e estilo de O Estado de São Paulo. ed. São Paulo: Ed.-J. MARTINS FILHO. 1994. Uma história da razão: entrevistas com Émile Noël. R. 9. 262 p. Leonidas Hegenberg e Octany S.d. VERA. A. 1996. J. 1997.

65 ANEXOS ANEXO A .CAPA ← borda da folha MARIA JOANA DA SILVA borda da folha → LINGUAGEM DE CRIANÇAS EDUCADAS EM ORFANATO São Paulo 2006 .

66 ANEXO B – FOLHA DE ROSTO MARIA JOANA DA SILVA ←borda da folha borda da folha → LINGUAGEM DE CRIANÇAS EDUCADAS EM ORFANATO Apresentada como parte dos requisitos do Curso de Licenciatura em Português e Inglês da Faculdade de Letras da Universidade de Santo Amaro — UNISA. Orientador: Prof. nome São Paulo 2008 . título.

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