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Manual Coleta Micologica

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  • I. APRESENTAÇÃO
  • 1. CONDIÇÕES GERAIS
  • 1.1 Cuidados Preliminares
  • 1.2 Procedimentos de Biossegurança
  • 1.2.1 Equipamentos de Proteção Individual – EPIs
  • 1.2.3 Lavagem das Mãos
  • 1.2.4 Limpeza da Bancada de Trabalho
  • 1.2.5 Descarte de Materiais Contaminados e Pérfuro-cortantes
  • Procedimentos de Alto Custo (APAC)
  • 1.3.1 Requisições e Fichas de Notificação
  • 1.3.2. APAC
  • 1.4 Coleta de amostras
  • 1.4.1 Coleta de Sangue
  • 1.4.1.1 Requisição
  • 1.4.1.2 Condições do paciente
  • 1.4.1.3 Coleta (Punção Venosa)
  • 1.5 Preparo da amostra
  • 1.5.1 Preparo dos tubos que vão receber a amostra
  • 1.5.2 Centrifugação / separação do soro ou plasma
  • 1.6 Identificação da amostra
  • 1.7 Acondicionamento para transporte
  • 1.7.1 Para transporte de curta distância
  • 1.7.2. Para transporte de longa distância
  • 1.8 Condições de Transporte nas viaturas
  • III. CAPÍTULO II
  • 1. RELAÇÃO DE EXAMES REALIZADOS NAS SEÇÕES DO LACEN
  • 1.1 Seção de Bacteriologia
  • 1.3 Seção de Leptospirose
  • Agudo - DCA)
  • 1.5 Seção de Tuberculose
  • 1.10 Setor de Análises Neonatais
  • 2.1 Laboratórios de Referência
  • 2.2 Orientações específicas para a coleta e transporte das amostras
  • 2.2.1 Febre Maculosa
  • 2.2.2 Filariose
  • 2.2.3 Parotidite (Caxumba)
  • IV. CAPÍTULO III
  • 1. ORIENTAÇÕES DE COLETA E TRANSPORTE
  • 2. SEÇÃO DE BACTERIOLOGIA
  • 2.2.1 Urina
  • 2.2.1.1 Amostra de urina de jato médio
  • 2.2.1.2 Amostra de urina de 1º jato
  • 2.2.2 Fezes para Doenças Transmitidas por Alimentos
  • 2.2.2.1 Fezes para pesquisa de Enterobactérias Patogênicas
  • 2.2.2.2 Fezes para pesquisa de Víbrio cholerae
  • 2.2.2.3 Amostras para pesquisa de Salmonella Typhi (febre tifóide)
  • 2.2.3 Secreções Genitais
  • 2.2.3.1 Coleta da secreção uretral masculina para exame a fresco
  • 2.2.3.3 Coleta da secreção uretral masculina para diagnóstico de clamídia
  • 2.2.3.5 Coleta da secreção uretral feminina para diagnóstico da clamídia
  • 2.2.3.6 Coleta da secreção vaginal para o exame a fresco
  • 2.2.3.8 Coleta de secreção anal para diagnóstico de Neisseria gonorrhoeae
  • 2.2.3.9 Coleta de secreção endocervical para diagnóstico da clamídia
  • 2.2.3.11 Coleta da secreção vaginal para cultura de germes comuns
  • 2.2.3.12 Coleta de material de lesão (cancro duro- Treponema pallidum)
  • 2.2.4 Líquor
  • 2.2.5 Sangue (Hemocultura)
  • 2.2.6 Escarro
  • 2.2.8 Secreção de nasofaringe para Pesquisa de Bordetella pertussis
  • 2.2.9 Ponta de cateter
  • 2.2.10 Secreção de Ouvido
  • 2.2.10.1 Secreção de Ouvido médio
  • 2.2.10.2 Secreção de Ouvido externo
  • 2.2.11 Pele (abscessos e exsudatos) e Biópsias
  • 2.2.11.1 Lesão aberta
  • 2.2.11.2 Abscesso fechado
  • 2.2.11.3 Ferida de queimadura
  • 2.2.11.4 Pústula e vesícula
  • 2.2.11.5 Biópsia
  • 2.3. Modelos de kits e fichas utilizados na Seção de Bacteriologia
  • 2.3.1 Kit para Coqueluche
  • 2.3.2 Kit para Difteria
  • 2.3.3 Kit para Coprocultura
  • 2.3.4 Kit para a RENAGONO
  • 2.3.5 Ficha de encaminhamento de Amostras Clínicas
  • 3. SEÇÃO DE HANSENÍASE
  • 3.3 Transporte
  • 3.3.1 Transporte de lâminas para Supervisão Indireta
  • 4. SEÇÃO DE LEPTOSPIROSE
  • 5.2.1 Malária
  • 5.2.1.1 Técnica de Coleta e Preparação da Gota Espessa
  • 5.2.1.2 Técnica de Preparação de Esfregaço (Distendido)
  • 5.2.1.3 Transporte de lâminas para Supervisão Indireta
  • 5.2.2 Leishmaniose
  • 5.2.2.1 Orientações específicas de coleta e transporte
  • 6. SEÇÃO DE TUBERCULOSE
  • 6.2 Orientações específicas de coleta e transporte
  • 6.3 Envio de culturas do Micobacterium tuberculosis para o LACEN
  • 6.4 Transporte de lâminas para Supervisão Indireta
  • 7. SEÇÃO DE MICOLOGIA
  • 7.2.1 Micoses Superficiais
  • 7.2.1.1 Pele
  • 7.2.1.2 Couro Cabeludo
  • 7.2.1.3 Cabelos e Pelos
  • 7.2.1.4 Unhas
  • 7.2.1.5 Membranas Mucosas
  • 7.2.1.6 Ouvido
  • 7.2.1.7 Olho
  • 7.2.2 Micoses Subcutâneas
  • 7.2.3 Micoses Profundas (Sistêmicas)
  • 7.2.3.1 Escarro
  • 7.2.3.2 Líquor (LCR – Líquido Céfalo Raquidiano)
  • 7.2.3.3 Sangue (Hemocultura)
  • 7.2.3.4 Medula Óssea
  • 7.2.3.5 Fluidos
  • 7.2.3.6 Biópsias
  • 7.2.3.7 Sorologias
  • 7.3 Transporte
  • 8. SEÇÃO DE IMUNOLOGIA
  • 9. SEÇÃO DE VIROLOGIA
  • 9.2.1 Hepatites Virais
  • 9.2.1.2 Abordagem Sindrômica das Hepatites Virais
  • 9.2.1.3 Procedimentos Laboratoriais para Hepatites Virais
  • 9.2.2 HIV
  • 9.2.3 Vírus Respiratório
  • 10. BIOLOGIA MOLECULAR
  • 10.2 Orientações específicas de coleta, processamento e transporte
  • 10.2.1 HIV Quantitativo (Carga Viral)
  • 10.2.1.1 Coleta da amostra
  • 10.2.1.2 Preparo da amostra no Tampão de Lise
  • 10.2.1.3 Conservação da Amostra e transporte
  • 10.2.2 HIV Genotipagem
  • 10.2.2.1 Coleta da amostra
  • 10.2.2.2 Preparo da amostra, conservação e transporte
  • 10.2.3.1 Coleta e preparo da amostra
  • 10.2.3. 2 Armazenamento da Amostra
  • 10.2.3.3 Transporte da amostra
  • 10.2.4 Condições para Solicitação de Testes Bio-moleculares para Hepatite C
  • 10.2.4.1 Requições de APAC, específicas para Hepatite C
  • 11. ANÁLISES NEONATAIS (TESTE DO PEZINHO)
  • 11.2 Orientações específicas para a coleta
  • 12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

SUS

LABORATÓRIO CENTRAL DE SAÚDE PÚBLICA DE SANTA CATARINA

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA, PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO

Atualizado em junho/2006

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA, PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC

ELABORADO NO LABORATÓRIO CENTRAL DE SAÚDE PÚBLICA DO ESTADO DE SANTA CATARINA – LACEN/SC

ELABORAÇÃO Semíramis Maria Duarte Dutra Bioquímica Mara Regina Bithencourt Rubin Bioquímica ORGANIZAÇÃO E EDITORAÇÃO Semíramis Maria Duarte Dutra Bioquímica Bárbara Duarte Dutra Estudante de Design Gráfico

É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

LABORATÓRIO CENTRAL DE SAÚDE PÚBLICA – LACEN Avenida Rio Branco, nº 152 – Fundos – Centro Fone: PABX: (48) 3251-7800 – FAX: (48) 3251-7900 CEP: 88015-201 – Florianópolis – Santa Catarina

e-mail: lacen@saude.sc.gov.br 2

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA, PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC

Acontece a todo o momento: as pessoas decidem mudar seu futuro. Richard Bach

3

3.4 SEÇÃO DE DOENÇAS TROPICAIS (MALÁRIA............. Para transporte de longa distância ................................17 1..................................................................15 1.............1 Coleta de Sangue..........................................................8 CONDIÇÕES DE TRANSPORTE NAS VIATURAS .............3.........................................................................................25 2.........................15 1.........................................20 1........ RELAÇÃO DE EXAMES ENCAMINHADOS PELO LACEN PARA LABORATÓRIOS DE REFERÊNCIA .9 II.................................................MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA...................20 1......................................2 Condições do paciente ...................................4........................................................................1 LABORATÓRIOS DE REFERÊNCIA ......9 SEÇÃO DE BIOLOGIA MOLECULAR .............4..6 SEÇÃO DE IMUNOLOGIA .......... APAC..........................................................................................................................5 Descarte de Materiais Contaminados e Pérfuro-cortantes ..........3 REQUISIÇÕES........................................5 SEÇÃO DE TUBERCULOSE.1 CUIDADOS PRELIMINARES ..15 1.24 1....................................4...........................13 1...8 SEÇÃO DE VIROLOGIA ...............................1 SEÇÃO DE BACTERIOLOGIA ..................10 SETOR DE ANÁLISES NEONATAIS .21 1....... CAPÍTULO I: LABORATÓRIOS DA REDE ...........................................................7 SEÇÃO DE MICOLOGIA........4 Limpeza da Bancada de Trabalho..................................10 1.............18 1.........1 Requisição ..... PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC SUMÁRIO I...........................16 1............................. APRESENTAÇÃO .....2..2.......................................15 1......19 III..............26 4 ...........................................................26 2...................................1 Preparo dos tubos que vão receber a amostra ................................................................................................................................................................................................................ CONDIÇÕES GERAIS ..................................................................................................2 Equipamentos de Proteção Coletiva – EPCs .............2 Centrifugação / separação do soro ou plasma ........................................................ FICHAS DE NOTIFICAÇÃO E FORMULÁRIOS PARA AUTORIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE ALTO CUSTO (APAC) ................................................2....................23 1.......4 COLETA DE AMOSTRAS .................................12 1............ RELAÇÃO DE EXAMES REALIZADOS NAS SEÇÕES DO LACEN ........................1..........................16 1....................................11 1.......3 SEÇÃO DE LEPTOSPIROSE ................................................11 1.. LEISHMANIOSE E DOENÇA DE CHAGAS AGUDO ................................................................5...................22 1.........................22 1..2.18 1................................1 Requisições e Fichas de Notificação.7 ACONDICIONAMENTO PARA TRANSPORTE ..........................18 1.........................................16 1.......................................................................................................11 1..............................20 1..3 Coleta (Punção Venosa) .........5.............15 1........................2....................................................7....................................................2 SEÇÃO DE HANSENÍASE ..DCA)..............................................................................22 1.. CAPÍTULO II ...............................................2...12 1...................................................................................7..............1........................................1 Equipamentos de Proteção Individual – EPIs.................................................14 1................................3 Lavagem das Mãos ....................................6 IDENTIFICAÇÃO DA AMOSTRA..................11 1...................23 1...............................................14 1...................................17 1....4.2 PROCEDIMENTOS DE BIOSSEGURANÇA ............................................................................................1 Para transporte de curta distância................5 PREPARO DA AMOSTRA ........................................2..........................24 1..1................11 1.......................

..................8 Coleta de secreção anal para diagnóstico de Neisseria gonorrhoeae ............2..............10..49 2.....................52 5 ................................10 Coleta da secreção endocervical para diagnóstico de Micoplasma e Ureaplasma urogenitais .............................13 Coleta de material de lesão (cancro mole/cancróide – Haemophilus ducreyi) .......6 Coleta da secreção vaginal para o exame a fresco .....................11.......40 2..... ORIENTAÇÕES DE COLETA E TRANSPORTE..........4 Coleta da secreção uretral masculina para diagnóstico de Micoplasma e Ureaplasma urogenitais ......3......2....52 2......................................2 Amostra de urina de 1º jato.....1 Fezes para pesquisa de Enterobactérias Patogênicas .................41 2..........3..................................................................................1 Secreção de Ouvido médio..........11.....................2.....36 2...........................2................................2................................. CAPÍTULO III................7 Secreção de orofaringe e nasofaringe para Pesquisa de Corynebacterium diphtheriae.....3....................................................................3.....................................................2...........................28 1...................................10............Treponema pallidum) .........2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA A COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS ........2...................................................12 Coleta de material de lesão (cancro duro...................27 IV...2 Abscesso fechado..........1 Urina...................41 2....5 Coleta da secreção uretral feminina para diagnóstico da clamídia .........................................5 Sangue (Hemocultura) ..41 2.9 Ponta de cateter ........................52 2.............................41 2........3...........................43 2...................3 Amostras para pesquisa de Salmonella Typhi (febre tifóide) ............................26 2......2...1 Febre Maculosa..........................................................3 Secreções Genitais ......2..................2.......42 2......................2.....2.................2..........1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO ................................2..............................................................36 2...............2.........................................................................2........3 Parotidite (Caxumba)...........52 2..........52 2..6 Escarro ......................2 Secreção de Ouvido externo..........10 Secreção de Ouvido ..................................2................................................26 2.................... SEÇÃO DE BACTERIOLOGIA.............2.2...................................3...........1 Lesão aberta .................................................................9 Coleta de secreção endocervical para diagnóstico da clamídia.......8 Secreção de nasofaringe para Pesquisa de Bordetella pertussis ............46 2...2..1.4 Líquor .2..........2.37 2..2..............3.................................2 Fezes para Doenças Transmitidas por Alimentos ...............................37 2..................2..............................................................................52 2...28 2..................................................3......2..1 Coleta da secreção uretral masculina para exame a fresco ...........2............42 2.........................................40 2....................................11 Pele (abscessos e exsudatos) e Biópsias .........3...........................3............3 Coleta da secreção uretral masculina para diagnóstico de clamídia ................1......1 Amostra de urina de jato médio ............................46 2...............................2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS DE COLETA ....37 2............................................29 2............45 2....................................2............................................2...................3.......42 2....................41 2....3...........................40 2..................36 2...36 2.........................2......................42 2.......................29 2...........2............42 2.................2.2......7 Coleta da secreção endocervical para diagnóstico da Neisseria gonorrhoeae .............11 Coleta da secreção vaginal para cultura de germes comuns .........2..........................................2 Filariose.........2 Coleta da secreção uretral masculina para diagnóstico de Neisseria gonorrhoeae .....................38 2...40 2... PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 2.27 2.....2 Fezes para pesquisa de Víbrio cholerae..............................51 2.....2....................2............................................................................................................................2................2.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA..........................3........2...2.............

...........................2.3 Transporte de lâminas para Supervisão Indireta ...................3 Kit para Coprocultura..........64 5..............................63 5...........................1 Técnica de Coleta e Preparação da Gota Espessa ...................1 Transporte de lâminas para Supervisão Indireta.2......62 5..................................................................................................................................................11.........................59 3........................11...66 5.......................72 7..........................................................68 6........................................................................................................4 Pústula e vesícula...2... .................................................53 2........................... SEÇÃO DE DOENÇAS TROPICAIS (MALÁRIA.............................................4 Kit para a RENAGONO ........................2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS DE COLETA ................60 4............................................................................52 2..........................................................2........................................................71 7.........2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS DE COLETA ...........................2............................. SEÇÃO DE LEPTOSPIROSE ....1......66 6....................................................72 7......2 Técnica de Preparação de Esfregaço (Distendido)..............................1 Malária................ MODELOS DE KITS E FICHAS UTILIZADOS NA SEÇÃO DE BACTERIOLOGIA ....................................53 3..................1.....62 4...................................................1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO ..................................3.............1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO .........73 6 ..........53 2............72 7....................65 5...........3.......................................67 6...................2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS DE COLETA E TRANSPORTE ...........................4 Unhas ........................3 TRANSPORTE ..............................................................................11.................................................3....................1................. LEISHMANIOSE E DOENÇA DE CHAGAS AGUDO (DCA)..........................70 7......................................................................1.1 Orientações específicas de coleta e transporte............................2 Leishmaniose ......................3....................1...........63 5.................4 TRANSPORTE DE LÂMINAS PARA SUPERVISÃO INDIRETA .............53 2................... PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 2............5 Ficha de encaminhamento de Amostras Clínicas .....................................................3......67 6....................3 ENVIO DE CULTURAS DO MICOBACTERIUM TUBERCULOSIS PARA O LACEN..............................2...............2 Kit para Difteria.........71 7.............53 2....3............. SEÇÃO DE TUBERCULOSE..........MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA................1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO ....................1....................................2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS DE COLETA ......72 7....................2................3...2............ ..................53 2..2.....................1 Micoses Superficiais.............62 4..................................................65 5.......................................3 Ferida de queimadura......................................2.....1 Kit para Coqueluche ....72 7........2......................................... PREPARO DA AMOSTRA E TRANSPORTE DAS LÂMINAS.3 Cabelos e Pelos.......................................................................5 Biópsia .........59 3...............................2....2......................................................................53 2...................................................2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS DE COLETA...................1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO .............1 Pele........................................................................................... SEÇÃO DE MICOLOGIA ........63 5..60 3.........................................................1................................................63 5.......................................................2. SEÇÃO DE HANSENÍASE .....................2 Couro Cabeludo.................................67 6.........................2.........1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO ......................................53 2..........................................................59 3...........................

...............2.............76 7........7 Sorologias .............................................................................5 Fluidos .... SEÇÃO DE IMUNOLOGIA.....................................81 9.........................84 10......2...74 7.................................................................2....................................2..........................3 Testes Qualitativos.............................2 Preparo da amostra no Tampão de Lise...........................................................2............................................2..........1 Hepatites Virais ...................................83 10..........3 Procedimentos Laboratoriais para Hepatites Virais ....1......77 9.................................................2 Micoses Subcutâneas .............................................1 Requições de APAC...............2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS DE COLETA ..................2...........77 8......................................................5 Membranas Mucosas...............1.. Quantitativos (Carga Viral) e Genotipagem do RNA do HCV.85 10.............................................73 7.................................................6 Biópsias .2......6 Ouvido ....2............................................................................4..........1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO .....81 9...73 7.................2...................79 9..........82 10............3.............................................................2...............1 Coleta da amostra................. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 7..3 Micoses Profundas (Sistêmicas) ..................................3 Transporte da amostra..................2..................2..............85 10................3................3...............................2.......................................................................2 HIV Genotipagem ............................2..74 7........................1 Coleta e preparo da amostra ..... conservação e transporte .....................82 9....1.1................3.............................76 7........1.......1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO ...............................................................76 7.............. SEÇÃO DE VIROLOGIA....1 Preenchimento da Ficha de Solicitação de Testes Sorológicos para Hepatites Virais.....2...................2...........................................2 Abordagem Sindrômica das Hepatites Virais..1 Coleta da amostra..............75 7......................1..................................86 11......................................................73 7............................................. ANÁLISES NEONATAIS (TESTE DO PEZINHO) ..................3 Vírus Respiratório............2................ BIOLOGIA MOLECULAR .............83 10..3....................................2.2.......................7 Olho ...............................3 TRANSPORTE ...................85 10............................................2....................................... PROCESSAMENTO E TRANSPORTE ..............................................................................79 9....2..........................4 Medula Óssea...............1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA E TRANSPORTE DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO ......................................86 10................................................................2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA SOLICITAÇÃO E COLETA .............................76 7....84 10...3..83 10.2.....2..............2 HIV ..77 8......1.................79 9.........................................................83 10...................2.............. específicas para Hepatite C ........................................................2 Líquor (LCR – Líquido Céfalo Raquidiano) .....................................................................84 10..................................................90 7 .3 Conservação da Amostra e transporte ...............................2...................................2....4 Condições para Solicitação de Testes Bio-moleculares para Hepatite C.........................83 10........2...................74 7.79 9....................................................3......1......MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA..........2........... 2 Armazenamento da Amostra ...2....................3......................................1.................1 Escarro ..............84 10.......................................................................75 7..................2..........2 Preparo da amostra......................2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS DE COLETA..1 HIV Quantitativo (Carga Viral) .................76 8.......................81 9.............................2......................................3 Sangue (Hemocultura)..............................................3....................2...............................85 10.86 10.3..................................................

...............90 11.............................................................90 12....1 ORIENTAÇÕES GERAIS DE COLETA DAS AMOSTRAS EM RELAÇÃO AO EXAME SOLICITADO ..........MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.....................................91 8 .............................................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 11..........2 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS PARA A COLETA ...........

2 inciso VI). pois. as circunstâncias para as análises serão mais favoráveis. Tal iniciativa deverá criar procedimentos básicos comuns. é necessário que se receba uma boa amostra. Dessa maneira. Entende-se como boa amostra aquela obtida em quantidade suficiente. ajustar sua instituição aos critérios preconizados por estes. bem como atender ao princípio do SUS de “divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário” (Lei 8080/90. em recipiente adequado. antecipadamente. criando uma integração positiva entre as Unidades de Saúde. para que o laboratório possa oferecer resultados confiáveis. Direção do LACEN/SC FLORIANÓPOLIS. não basta que as técnicas sejam executadas de forma correta. estimulando-as à procura de melhoria contínua em relação à Qualidade e as Normas de Biossegurança. OUTUBRO/2003 (Atualizado em junho/2006) 9 . preparo e transporte de material biológico. APRESENTAÇÃO Este Manual tem por finalidade se adequar às exigências do Programa de Qualidade e às Normas de Biossegurança nos Serviços de Saúde. Se as orientações aqui apresentadas forem bem observadas. cap. Este Manual propõe a participação das instituições envolvidas. temos o prazer de encaminhar o presente Manual. de que receberão atendimento semelhante independentemente do local em que sejam atendidos. para que todos tenham o conhecimento dos procedimentos que utiliza o LACEN.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. podendo. para que os usuários possam ter confiança. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC I. bem identificado e corretamente transportado. procurando de forma prática sistematizar as orientações para coleta.

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC AGRADECIMENTO ESPECIAL A todos os servidores do LACEN pela colaboração na ocasião de coleta das informações contidas neste Manual. 10 .

Figura 1: Equipamentos de Proteção Individual 11 . abertura frontal e de tecido preferencialmente de algodão ou tecido não inflamável. em látex. CAPÍTULO I: LABORATÓRIOS DA REDE 1. tóxicos.2 Procedimentos de Biossegurança 1. corrosivos. o técnico deve organizar seu material de acordo com a amostra a ser coletada.1 Equipamentos de Proteção Individual – EPIs São roupas ou equipamentos utilizados para proteger o trabalhador. d) Máscara de Proteção Respiratória e Facial: usar em situações de risco de formação de aerossóis e salpicos de material potencialmente contaminado. c) Óculos de proteção: usar em situações de risco de formação de aerossóis. ter seus Equipamentos de Proteção Coletiva . do contato com agentes infecciosos.EPC à disposição. comprimento mínimo na altura dos joelhos. a) Jaleco: uso em todos os tipos de procedimentos. calor excessivo e outros perigos. acondicionamento de materiais biológicos. b) Luvas: para coleta. salpicos de material contaminado ou quebras de vidraria. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC II.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. 32/4-NR-6-MT – 08/06/78. bem como o seu experimento ou produto. Port. com as seguintes características: manga longa com elástico no punho. conferir todos os dados da requisição e preparar a identificação da amostra. manuseio. CONDIÇÕES GERAIS 1.2.1 Cuidados Preliminares Ao iniciar os trabalhos. pode ser de procedimento ou cirúrgica. 1. estar portando seus Equipamentos de Proteção Individual EPI.

Utilizar um dos vários tipos de bulbos. balde. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 1. torna mais fácil a inalação de aerossóis. realizar o preparo a partir do álcool 96º (álcool comercial). porque além do risco de aspiração. a) Dispositivos de pipetagem – Nunca usar a boca para pipetar. c) Lavar as mãos sempre ao término das atividades. do meio ambiente e do produto ou pesquisa desenvolvida.2.2. d) Kit de Primeiros Socorros. protetores de sapatos) . b) Quando houver derramamento de material biológico. pêra ou pipetadores (Figura 2).3 Lavagem das Mãos a) Deve haver uma pia exclusivamente para lavagem das mãos.2. etiquetas. na proporção de 73 ml do álcool para 27 ml de água. c) Kit para limpeza (saco para autoclave. 1. escova. limpar imediatamente com solução de hipoclorito a 2% em preparação diária. Figura 2: Modelos de Dispositivos de Pipetagem b) Cabines de Segurança Biológica – CSB – São usadas como barreira primária para evitar fuga de aerossóis. colocada em local estratégico. pá. b) Lavar as mãos sempre antes e após o uso de luvas. 12 .para casos de derramamentos e quebras de materiais contaminados. dando proteção ao manipulador.2 Equipamentos de Proteção Coletiva – EPCs São equipamentos que possibilitam a proteção do trabalhador. ao meio ambiente e à amostra ou procedimento.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. 1.4 Limpeza da Bancada de Trabalho a) Deve ser feita com álcool a 70% no início e no término das atividades ou sempre que houver necessidade. Notas: Se não houver álcool 70% pronto.

luvas. Todo resíduo gerado por materiais altamente contaminantes como as culturas. 13 . o saco deve ser preenchido somente até dois terços da sua capacidade e recomenda-se abri-lo dentro do autoclave para melhor penetração do vapor no seu conteúdo. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC No uso de água sanitária a 2%. perde sua função desinfetante. Figura 3: Modelo de caixa coletora de material infectante. de preferência com pedal. antes do descarte (Figura 4). observar sempre o prazo de validade e não manter a embalagem aberta ou com furo na tampa. seringas. gaze. conforme Figura 3. 1. algodão e outros.2. Figura 4: Saco de autoclave com material contaminante. devem ser recolhidos em lixeiras com tampa.5 Descarte de Materiais Contaminados e Pérfuro-cortantes a) Agulhas.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. b) Papéis. porque o hipoclorito evapora e em diluições menores. Notas: Se não houver no município coleta de lixo especial para este tipo de resíduo. tubos quebrados. amostras da tuberculose e outros devem ser autoclavados em sacos próprios para autoclave. tubos contendo sangue ou soro devem ser desprezados em recipientes de paredes rígidas com tampa (latas de leite em pó ou similares podem ser utilizadas) e sinalizadas como “INFECTANTE” ou em caixas coletoras próprias para material infectante. este deverá ser autoclavado antes do descarte em lixo comum. Para a autoclavação. contendo saco para lixo específico para material infectante (cor branca leitosa).

PCR. sanguínea.3. raspado de pele e outros.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. nº de vezes que fez os referidos exames. b) Com nome. i) Telefone para contato. O nome completo para todos os exames. medula óssea. • Do início dos sintomas quando aplicável. j) Dados epidemiológicos quando aplicável: • Nas requisições para HIV. urina. não deixar de citar a forma de transmissão (sexual. é importante que as requisições. resultados anteriores. Se não forem perfeitamente legíveis. logo é necessário que seja legível na requisição. por isso quanto mais dados mais segurança. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 1. secreções. O material deve ser adequado ao exame a que se destina.3 Requisições. Carga Viral. endereço e cidade da instituição: para que o LACEN possa enviar o resultado para o local de origem é necessário que estes dados estejam na requisição ou na ficha. fezes. o que diminui a margem de erros. g) Exame(s) solicitado(s): a descrição do(s) exame(s) solicitado(s) deve ser bem legível e compatível com a quantidade. estágio clínico e se está em tratamento) e dados sobre o médico solicitante. perinatal. e outras). Este dado é significativamente importante na análise do resultado do exame (Exs: Dengue. sangue. facilita na hora de pesquisar o resultado no computador. 14 . preencher completamente os espaços de informações sobre o paciente. líquor (Líquido Céfalo Raquidiano – LCR). • Da coleta quando necessário (Exs: CD4/CD8. c) Nome do paciente completo: a quantidade de exames é muito grande e o número de nomes iguais é comum. d) Data de nascimento. idade e sexo: além de serem mais dados relacionados com o paciente. e) Nome e carimbo do solicitante: o resultado é enviado para quem solicitou o exame.soro. lavado brônquico. exames ou envio para locais trocados. Dengue. fichas de notificação (quando aplicável) e os formulários de APAC estejam preenchidos corretamente. Carga Viral. HCV Quantitativo e HCV Genotipagem. são dados importantes para a Vigilância Epidemiológica. com as condições e dados a seguir: a) Com letra bem legível: os dados da requisição e/ou ficha de notificação são registrados no computador ou em livros de registros. HCV Qualitativo.1 Requisições e Fichas de Notificação Para que o LACEN realize os seus exames. sobre os dados laboratoriais e clínicos (motivo pelo qual o exame está sendo solicitado. Fichas de Notificação e Formulários para Autorização de Procedimentos de Alto Custo (APAC) 1. sem rasuras. Leptospirose). podem levar a trocas de nomes. • Nas requisições para CD4/CD8. f) Descrição do material coletado . Leptospirose). h) Datas: • Da requisição.

1. HCV Quantitativo e HCV/HIV Genotipagem.3.). etc. endereço. Portanto. é suficiente que seja coletado antes das principais refeições e principalmente antes da realização de exercícios físicos (se o 15 . Número da notificação (Vigilância Epidemiológica). triglicerídeos e outros). Testes de Quantificação de Carga Viral. verificar se a requisição está preenchida de forma correta e completa. colesterol.2. Notas Importantes: Os dados que os laboratórios fornecem para as Vigilâncias Epidemiológicas são de suma importância na tomada de ações de Saúde Pública tanto municipais quanto estaduais e principalmente federais. sexo.4. b) Caso não esteja.4. adiar a coleta até que a requisição esteja correta e completa. HCV Qualitativo. 1. c) Se não estiver assinada e carimbada pelo médico.4 Coleta de amostras A coleta de sangue está descrita a seguir e a coleta das demais amostras está descrita no Capítulo III. legíveis e corretos. portanto é necessário que os dados sejam completos. tais como Contagem de Linfócitos “T” CD4/CD8. As fichas de notificação necessárias para os exames no LACEN estão disponíveis na INTERNET. se os laudos médicos e formulários de APACs estiverem preenchidos completamente e sem rasuras.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. não esquecer de enviar as fichas epidemiológicas juntamente com as requisições. data de nascimento. nome do médico. procedência. APAC O Estado só é pago pelos exames considerados de alto custo.1. o exame só pode ser realizado mediante este documento corretamente preenchido. Para os demais exames. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • • Para os casos suspeitos de dengue e doenças exantemáticas (sarampo e rubéola).2 Condições do paciente O jejum é necessário para os exames de dosagens bioquímicas (Exs: glicose.1 Requisição a) Antes de iniciar a coleta. 1. de acordo com as orientações das seções e peculiaridades de cada tipo de exame.4. 1. idade. completar com os dados do paciente (nome completo e legível. 1. Nota: As orientações sobre a requisição descritas acima servem para todos os tipos de coleta. no Sistema de Informação de Notificação de Agravos – SINAN (Qualquer site de pesquisa localiza o SINAN).1 Coleta de Sangue 1.

k) Se a coleta for a vácuo. 1. porque produz aumentos na concentração de células sanguíneas.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. f) Fazer a assepsia do local com algodão embebido em álcool 70%. colocar luvas. colocar o sangue.4. de acordo com os exames solicitados (Figura 5). PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC paciente veio caminhando ou pedalando de longa distância. lavados.3 Coleta (Punção Venosa) a) Se o paciente estiver em condições de mobilidade normais. cuidadosamente nos tubos próprios.5 Preparo da amostra A maioria das amostras (escarros. c) Se a coleta for a vácuo. Caso não esteja. deixando-o acessível para a coleta. i) A pressão do torniquete não deve ser mantida mais que 60 segundos. Figura 5: Modelo de tubo com tampa para armazenar a fração de soro ou plasma. proceder da seguinte maneira: 1. lavar as mãos.1. esperar até que ele se sinta descansado para fazer a coleta). cuidar para não retirar o tubo enquanto tiver vácuo. colher nos tubos próprios para os exames. j) Se a coleta for com seringa. g) Em seguida. deixando escorrer suavemente pela parede interna do tubo. Para a separação do soro ou plasma. encaixar a agulha na seringa com o auxílio de uma pinça. d) Colocar o torniquete (garrote) para que as veias fiquem mais salientes. 16 . inspecionar a ponta da agulha (não deve estar rombuda ou torta) e mover o êmbulo da seringa. b) Antes de iniciar a coleta. rosquear a agulha no suporte com o auxílio de uma pinça. sentá-lo confortavelmente em cadeira com descanso para o braço. e) Inspecionar as veias cuidadosamente e verificar a mais adequada para a punção. colher com o paciente deitado. puncionar a veia e coletar o sangue. etc) são coletadas diretamente no frasco que vem para o laboratório e as orientações estão apresentadas no Capítulo III.5. h) Se a coleta for a vácuo. para cada fração de soro ou plasma. identificar os tubos. aspirados.1 Preparo dos tubos que vão receber a amostra a) Para cada tubo de sangue pegar um tubo (12 mm X 75 mm) com tampa. 1. para que a quantidade de sangue produza a quantidade de soro ou plasma necessários.

c) Fechar a tampa da centrífuga. b) Abrir a centrífuga e colocar os tubos com o sangue nas “caçapas”. por isto. 63) para o tubo correspondente. 17 . 1. devido a formação de aerossóis que podem ser infectantes. d) Não abrir a tampa da centrífuga antes de parar totalmente de rodar e nem tentar parar com a mão ou instrumentos (recomenda-se não abrir a centrífuga imediatamente após parar. g) Se o aspecto do soro ou plasma estiverem de acordo. de maneira que apareça o nível da amostra (Figura 6). em letra legível (Figura 7). deve-se esperar alguns minutos para que as partículas sedimentem). c) Colar horizontalmente ou verticalmente a etiqueta no tubo. Se o soro estiver fortemente hemolisado ou lipêmico. passar (de preferência com pipetador ou pipeta plástica .2 Centrifugação / separação do soro ou plasma a) Colocar luvas. previamente identificado. tomando o cuidado de equilibrá-los.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.6 Identificação da amostra Qualquer amostra deve vir identificada com etiqueta autocolante. d) A tampa de borracha deve ser fixada com fita crepe apenas na junção do tubo com a mesma. Nível da amostra Figura 6: Modelo pronto do tubo com a amostra para ser transportada e) Se o tempo de permanência da amostra na caixa térmica for superior a 6 ou 8 horas. f) Verificar o aspecto da amostra. h) Vedar bem. fita adesiva transparente para que não umedeça e desapareça o que está escrito (o uso de lápis evita este transtorno).5. contendo: • Nome do paciente. com fita crepe (evitar o uso de esparadrapo).6. O soro ou plasma deve estar livre de resíduos de hemácias. 1. mas apenas na borda da tampa. e) Retirar os tubos das caçapas com auxílio de uma pinça e colocar em estante própria.também chamada de pipeta Pasteur descartável ou pipeta de transferência – Figura 16 na pág. nova coleta deve ser providenciada. marcar 3000 a 4000 rpm e ligar por 5 minutos. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC b) Escrever na etiqueta os dados do paciente de acordo com o item 1. colar sobre a etiqueta.

k) Enviar ao laboratório. 18 .1 Para transporte de curta distância Para transporte rápido. o LACEN sugere o seguinte procedimento: a) Colocar o(s) tubos(s) com as amostra(s). 1. 1.2. Figura 7: Modelo de etiqueta Nota: A etiqueta deve ser colocada de maneira que se possa visualizar a amostra. devidamente preenchidas. soro. remetente. Se for amostra líquida (sangue total. d) Colocar dentro de uma caixa térmica. c) Colocar uma fita adesiva por cima para fixar o saco com tubos na embalagem plástica. os tubos com amostras (geralmente sangue total. soro ou plasma) podem vir em estantes e transportados em caixas térmicas. g) Colocar as requisições correspondentes. água sanitária. protegido com papel. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • • • • Idade. b) Colocar o saco com os tubos em pé. e) Colocar o gelo reciclável dentro da caixa. Procedência. dentro de uma garrafa plástica cortada (pode ser de álcool. de acordo com as orientações para cada tipo de amostra. Os demais materiais.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. j) Identificar com destinatário. estão apresentadas no Capítulo III. plasma) o nível da amostra não pode ficar coberto (Figura 6). de curta distância. plasma e outras similares são procedentes de locais mais distantes.7 Acondicionamento para transporte 1.7. f) Colocar papel amassado por cima. Sexo: Tipo de exame. soro. refrigerante. h) Vedar bem o saco e fixa-lo na parte interna da tampa da caixa térmica. de maneira que as amostras e o gelo não se batam. em um saco plástico e fechar. i) Fechar e vedar bem a caixa. Para transporte de longa distância Quando as amostras de sangue total. dentro de um saco plástico. etc).7. devidamente identificada(s) e etiquetado(s).

bem fechado com a fita adesiva. 1.guarda-pó e luvas e EPCs uma pá com escova (caso tenha que recolher material espalhado). telefone e endereço da pessoa que deve ser avisada em caso de acidente com a(s) amostra(s). para que mais tarde sejam esterilizados e descartados adequadamente.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. b) As caixas térmicas devem vir bem vedadas e fixadas para não virar durante o transporte e protegidas do sol e de umidade. resistir a desinfecção e portar a identificação de “Infectante” ou “Risco Biológico”. conforme Figura 8. Caixa Térmica: é a caixa para transporte de amostra que deve ser de polietileno ou similares (tipo geladeira portátil). juntamente com o nome. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC Notas: Gelo: o gelo deve ser preferencialmente reciclável. um pequeno frasco com álcool 70% para limpeza do local e das mãos. c) O motorista deve ser orientado de como proceder em caso de acidente com as amostras: • Deve possuir na viatura um Kit com: EPIs . cujo nome. saco para lixo infectante e fita adesiva. • Ao final todos os materiais recolhidos e utilizados na operação devem ser colocados no saco para lixo infectante. Deve ser lavável.8 Condições de Transporte nas viaturas a) O material para exame deve vir separado dos pacientes quando transportados na mesma viatura. pano de limpeza. para não haver risco de perda da amostra. INFECTANTE Figura 8: Modelo de Rótulo para a caixa de transporte de Material Infectante (ou de risco biológico). 19 . telefone e endereço deve constar na caixa térmica. • Deve avisar para a pessoa responsável pela remessa.

leucócitos e hemácias Complementa o diagnóstico de diarréias infecciosas Pesquisa de estruturas microbianas para auxílio de diagnóstico das meningites Pesquisa de estruturas microbianas para auxílio no diagnóstico Pesquisa de estruturas microbianas para auxílio no diagnóstico Pesquisa de estruturas microbianas para auxílio no diagnóstico Pesquisa de estruturas microbianas para auxílio no diagnóstico das DST Pesquisa de Haemophylus ducreyi para diagnóstico de cancro mole Pesquisa do Treponema pallidum. biliar. ocular. ascítico. pele (abcessos e exsudatos) biópsia e esperma. secreção endocervical. para diagnóstico da sífilis primária (cancro duro) Pesquisa de bacilos com granulações metacromáticas Pesquisa do Treponema pallidum. secreção anal e 1º jato urinário Bacterioscopia pelo método de Gram de lesão genital Bacterioscopia pelo método de Fontana Tribondeau em lesão genital Bacterioscopia pelo método de Neisser em secreção de orofaringe e nasofaringe Microscopia em campo escuro de lesão genital Cultura de líquor (Líquido Céfalo Raquidiano LCR) Cultura de líquidos orgânicos estéreis (líquido pleural. broncoalveolar. Bacterioscopia pelo método de Gram de escarro. ascítico. lavado brônquico. leveduras. biliar.1 Seção de Bacteriologia EXAME Exame a fresco de secreção genital e 1º jato urinário Pesquisa de leucócitos e/ou sangue nas fezes in natura Bacterioscopia pelo método de Gram do líquor Bacterioscopia pelo método de Gram de líquidos orgânicos estéreis (líquido pleural. CAPÍTULO II 1. RELAÇÃO DE EXAMES REALIZADOS NAS SEÇÕES DO LACEN 1. escovado brônquico e aspirado transtraqueal Bacterioscopia pelo método de Gram de secreção genital (secreção vaginal. de articulações e outros) Bacterioscopia pelo método de Gram de secreção de ouvido.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. para diagnóstico da sífilis primária (cancro duro) Diagnóstico de meningites bacterianas Isolamento e identificação de bactérias nos líquidos orgânicos estéreis Diagnóstico de infecções bacterianas sistêmicas Cultura de fezes ou Coprocultura (para cólera) Pesquisa do Vibrio cholerae Cultura de fezes ou Coprocultura para Pesquisa de Salmonella spp. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC III. Shigella spp e enterobactérias patogênicas) Escherichia coli patogênicas (EPEC. secreção uretral). EIEC e EHEC) Cultura de fezes ou Coprocultura (para febre Pesquisa de Salmonella typhi tifóide) Cultura de urina – jato médio (Urocultura) Pesquisa de microrganismos de infecções do trato urinário Cultura de esperma Isolamento e identificação de bactérias no líquido seminal 20 . de articulações e outros) Cultura de sangue (Hemocultura) OBJETIVO Pesquisa de protozoários flagelados.

tanto para diagnóstico como para controle. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC EXAME Cultura de secreção genital (secreção vaginal. pneumoniae e N. B. em raspado uretral e endocervical Imunofluorescência Direta . Isolamento e identificação de bactérias na secreção ocular Isolamento e identificação de bactérias no ouvido externo e médio Diagnóstico de faringite Diagnóstico de coqueluche Diagnóstico da difteria Pesquisa de microorganismos de infecções do trato respiratório inferior (pneumonias) Isolamento e identificação de bactérias na pele Diagnóstico de infecção de cateter intravenoso (cultura semiquantitativa) Pesquisa de antígenos polissacarídios diretamente no líquor para auxílio no diagnóstico de meningites bacterianas Pesquisa de antígenos polissacarídios diretamente no líquor para auxílio no diagnóstico de infecções sistêmicas 1. Y. secreção endocervical.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. S. secreção uretral). influenzae b. secreção anal e 1º jato urinário) Cultura para Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum Imunofluorescência Direta – IFD. S. B.IFD em secreção ocular Cultura de secreção ocular Cultura de secreção de ouvido Cultura de secreção de orofaringe p/ pesquisa de Estreptococo beta-hemolítico Cultura de secreção de nasofaringe p/ pesquisa de Bordetella pertussis Cultura de secreção de orofaringe e nasofaringe p/ pesquisa de Corynebacterium diphtheriae Cultura semi-quantitativa de escarro Cultura de pele (abcessos e exsudatos) e biópsias Cultura de ponta de cateter Prova de aglutinação em látex no LCR (para H.DST Pesquisa de Chlamydia trachomatis p/ diagnóstico de DST Pesquisa de Chlamydia trachomatis para diagnóstico do tracoma ocular. meningitidis A. influenzae b. Revisão de todas as lâminas positivas e negativas provenientes dos laboratórios da rede para controle de qualidade. pneumoniae e N. W135. S. meningitidis A. 21 .2 Seção de Hanseníase EXAMES Baciloscopia Supervisão Indireta OBJETIVO Pesquisa do Bacilo Álcool Ácido Resistente – BAAR. causador da Hanseníase. C) Prova de aglutinação em látex no soro (para H. agalactiae) OBJETIVO Diagnóstico de Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST e outras infecções Diagnóstico de uretrite e cervicite . C.

Leishmaniose e Doença de Chagas Agudo .5 Seção de Tuberculose EXAMES Baciloscopia Cultura Teste de Resistência Supervisão Indireta OBJETIVO Diagnóstico ou controle da Tuberculose. Identificar a resistência do Micobacterium tuberculosis aos antimicrobianos utilizados no tratamento. Diagnóstico da Doença de Chagas Agudo (DCA) Diagnóstico da Leishmaniose Tegumentar 1. 22 .3 Seção de Leptospirose EXAMES Teste de Elisa – IgM (Humano) Teste sorológico de Micro-aglutinação OBJETIVO Diagnóstico da Leptospirose Identificar o sorovar (cepa da leptospira) e titulação da amostra 1. Revisar todas as lâminas positivas e negativas provenientes dos laboratórios da rede para controle de qualidade. Diagnóstico ou controle da Tuberculose.DCA) EXAMES Pesquisa de Plasmodium Supervisão indireta das lâminas de Malária Pesquisa do Tripanossoma cruzy Pesquisa das Formas Amastigotas da Leishmania sp OBJETIVO Diagnóstico da Malária Revisão de todas as lâminas positivas e negativas provenientes dos laboratórios da rede para controle de qualidade.4 Seção de Doenças Tropicais (Malária.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 1.

pelos e cabelo. Prova do Látex para detecção do antígeno polissacarídeo do Aspergillus fumigatus no soro. incluindo a gripe. OBJETIVO Marcadores para diagnóstico da Hepatite B Marcador para diagnóstico da Hepatite A Marcador para diagnóstico da Hepatite C Detectar a presença de anticorpos antivírus HIV 1 e 2 por dois métodos diferentes. Pesquisa de Paracoccidióides brasiliensis no escarro. tinhas. Imunodifusão Dupla (IDD) para Paracoccidioides barasiliensis. Diagnóstico da paracoccidiodomicose (Blastomicose Sulamericana . candidíases e outras. 2. hemocultura e outros. líquido pleural). Adenovírus e Vírus Sincicial Respiratório. Para influenza 1.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.BSA) Diagnóstico da esporotricose Diagnóstico da criptococose Identificar fungos causadores de micoses (superficiais ou sistêmicas) Sorologia para diagnóstico da paracoccidioidomicose Sorologia para diagnóstico da aspergilose Sorologia para diagnóstico da candidíase Diagnóstico da criptococose Diagnóstico da aspergilose invasiva 1. IDD para Aspergilus fumigatus IDD para Candida albicans Prova do Látex para detecção do antígeno polissacarídeo Cryptococcus neoformans no líquor ou soro. Detectar a presença de estruturas de fungos para diagnóstico de micoses sistêmicas. 3.6 Seção de Micologia EXAMES Pesquisa de fungos (exame direto ou exame micológico direto) na pele e/ou unhas. Cultura para fungos em diferentes materiais biológicos. pitiríase. Pesquisa de Sporothrix Schenckii em biópsias.7 Seção de Virologia EXAMES Testes de Elisa: HbsAg – Anti Hbs – Anti Hbc – Anti Hbc IgM – Hbe Ag – Anti Hbe Teste de Elisa Anti HAV IgM Teste de Elisa Anti HCV Teste de Elisa 1 e 2 para HIV Imunofluorescência Indireta – IFI para o HIV Western Blot Pesquisa do antígeno dos Vírus Influenza A e B. sangue de medula óssea. líquor. 23 . Pesquisa de fungos no escarro. OBJETIVO Diagnóstico de micoses superficiais: dermatofitoses. pus. lavado gástrico. líquidos biológicos ou raspado de lesões. líquidos biológicos (lavado ou aspirado brônquico. exudato e aspirado de lesões Pesquisa de Cryptococcus com Tinta da China no líquor ou secreções. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 1. Teste confirmatório da presença de anticorpos antivírus HIV 1 Teste confirmatório da presença de anticorpos antivírus HIV 1 Diagnóstico de infecções respiratórias.

9 Seção de Imunologia EXAMES Sorologia para Lues ou VDRL Teste de Elisa para sífilis FTA-ABS Reação de Widal Sorologia para Brucelose Teste de Elisa para Toxoplasmose IgM Teste de Elisa para Toxoplasmose IgG Teste de Elisa para Rubeola IgM Teste de Elisa para Rubéola IgG Teste de Elisa para Citomegalovirus IgM Teste de Elisa para Citomegalovirus IgG Teste de Elisa para Sarampo IgM Teste de Elisa para Dengue IgM Teste de Elisa para Parvovírus Teste de Elisa para Chagas IgG Imunofluorescência Indireta (IFI) para Chagas – confirmatório para Doenças Chagas Contagem de Linfócitos “T” . Diagnóstico de Toxoplasmose na fase aguda Pesquisa de imunidade Diagnóstico da Rubéola na fase aguda Pesquisa de imunidade Diagnóstico da Citomegalovirose na fase aguda Pesquisa de imunidade Diagnóstico do Sarampo na fase aguda Diagnóstico da Dengue na fase aguda Diagnóstico da parvovirose Diagnóstico da Doença de Chagas Pesquisa de anticorpos IgM e IgG anti Tripanossoma cruzi Monitoramento de pacientes HIV positivos 24 .MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.CD4 / CD8 OBJETIVO Diagnóstico da Sífilis Diagnóstico confirmatório da sífilis Exame confirmatório de diagnostico da Sífilis Diagnostico da febre tifóide e paratifóide Pesquisa de Brucella sp. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 1.8 Seção de Biologia Molecular EXAMES Pesquisa qualitativa do RNA do HCV (Vírus da Hepatite C) Teste de Quantificação de Carga Viral para HIV 1 Teste de Quantificação de Carga Viral para HCV Genotipagem para HIV * Genotipagem para HCV * OBJETIVO Diagnóstico da Hepatite C Monitoramento de pacientes HIV positivos Monitoramento de pacientes HCV positivos Resistência às drogas antirretrovirais Indicação para tratamento * Exames agendados no LACEN 1.

Traço Falciforme e outras Hemoglobinopatias 25 . PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 1.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.IRT Identificação de Hemoglobinas OBJETIVO Diagnóstico da Fenilcetonúria Diagnóstico do Hipotireoidismo Congênito Diagnóstico da Hiperplasia Adrenal Congênita Diagnóstico da Fibrose Cística Diagnóstico da Anemia Falciforme.10 Setor de Análises Neonatais EXAMES Dosagem da Fenilalanina Dosagem do Hormônio Estimulante da Tireóide – TSH Dosagem do hormônio 17-OH Progesterona Dosagem da Tripsina Imuno Reativa .

O sangue deve ser coletado em tubo seco e separado o soro para o transporte.1 Laboratórios de Referência • • • • Instituto Adolfo Lutz (IAL) Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Instituto Evandro Chagas (IEC) Instituto Pasteur 2. O soro não pode estar hemolisado.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.2 Orientações específicas para a coleta e transporte das amostras 2. A segunda coleta. 26 . A primeira coleta deve ser realizada logo após os primeiros sintomas. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 2. RELAÇÃO DE EXAMES ENCAMINHADOS PELO LACEN PARA LABORATÓRIOS DE REFERÊNCIA EXAMES Teste de Elisa e IFI Pesquisa de IgM Cultura de célula Pesquisa de Hantavirus Cultura e Pesquisa Qualitativa do RNA do Vírus Pesquisa de Rotavirus do grupo A MATERIAL BIOLÓGICO OBJETIVO Diagnóstico da Cisticercose Diagnóstico da Febre Amarela Pesquisa do subtipo da Dengue Diagnóstico do Hantavírus Diagnóstico da Paralisia Flácida Aguda Diagnóstico de diarréias por Rotavirus Diagnóstico da Febre Maculosa Diagnóstico da Filariose Diagnóstico da Histoplasmose Pesquisa de anticorpos IgG/IgM anti-Vírus da Varicela zoster Avaliação sorológica à exposição ao Vírus da Raiva Diagnóstico da Parotidite (caxumba) Soro Soro Soro Soro Fezes in natura congelada Fezes in natura congelada Pesquisa de Rickettsia – grupo febre Soro maculosa Pesquisa da microfilária no sangue Sangue total periférico Imunodifusão dupla para Soro Histoplasmose Teste de Elisa Soro IFI para Raiva Soro Teste de Inibição de hemaglutinação Soro para o vírus da caxumba 2. 14 a 21 dias após a 1ª coleta.2.1 Febre Maculosa • • • São duas amostras.

2. Manter e transportar em temperatura ambiente (sem gelo). a primeira amostra colhida na fase aguda da doença e a segunda colhida 15 a 20 dias após a primeira. O resultado somente com a 1ª amostra não tem valor diagnóstico. O transporte deve ser realizado em estantes para que os tubos permaneçam em pé. sendo três coletas. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 2. 27 .2. por isso o IAL não realiza o teste só com a 1ª amostra. isto é.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Coletar o sangue e conservar em formol a 2% (que é a formalina) na proporção 1/10 (9ml de sangue e 1ml de formalina). Programar a coleta para que não chegue no IAL nas sextas-feiras.2 Filariose • • • • • A coleta do sangue deve ser realizada no período noturno.2.3 Parotidite (Caxumba) • • O teste sorológico é realizado somente com amostras pareadas. dois tubos de cada vez. preferencialmente das 23:00 a 1:00h.

CAPÍTULO III 1. trabalha dividido em setores ou seções de acordo com os tipos de microorganismos ou programas. é muito importante que não deixem de orientar os motoristas (Capítulo I. Por isto. O LACEN. Portanto. Hepatite e HIV) Enviar uma requisição com um tubo de soro para Toxo-Rub. em caso de acidente. condições de refrigeração. geralmente ministeriais. uma requisição com um tubo com soro para HIV e uma requisição com um tubo com soro para Hepatite. por ser um laboratório de saúde pública. as amostras que chegam no LACEN. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC IV. 28 . carros das Regionais e outros. devem vir com requisição e alíquotas individualizadas para cada seção a que se destina o exame. a quantidade necessária. item 1. para que esta pessoa possa fornecer informações sobre o material contido nas caixas. Seção de Micologia e Seção de Tuberculose . Exs: Paciente “1” . telefone e endereço do responsável pela remessa da amostra na parte externa da caixa térmica. por empresas de ônibus.total de três frascos com amostra e três requisições). para não serem novamente manuseadas.Solicitação de Sorologia (Toxoplasmose.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. fungos e BAAR em líquor ou escarro Enviar uma requisição e uma alíquota da amostra para cada seção envolvida (Seção de Bacteriologia. Rubéola. onde colher. bem como. ORIENTAÇÕES DE COLETA E TRANSPORTE Neste capítulo apresentamos os exames com relação ao material biológico que deve ser colhido. Paciente “2” – Solicitação de Pesquisa e cultura para germes comuns.6) e colocar o nome. Nota Importante: É do conhecimento de todos que amostras de todos os tipos são transportadas por ambulâncias. Isto significa mais segurança no caso de trocas e menor risco de contaminação da amostra. com que colher e a forma correta de enviar ao LACEN observando o tempo. que com certeza não sabem o que fazer com as mesmas.

em frasco estéril de boca larga. EXAME A FRESCO 1º jato urinário Imediatamente BACTERIOSCOPIA pelo método de Gram Secreção genital (uretral.2.3.0 ml de salina estéril. transparente.3. confeccionar esfregaço em 2 lâminas. no momento da coleta (feminina). Urina (jato médio) Líquidos orgânicos estéreis Escarro Até 2 horas após a coleta em temperatura ambiente Imediatamente à temperatura ambiente Até 2 horas após a coleta. ver item 2. com swab estéril ou alça bacteriológica. no LACEN (masculino).1. ver item 2.2. confeccionar esfregaço em 2 lâminas no momento da coleta. à temperatura ambiente. SEÇÃO DE BACTERIOLOGIA 2. em frasco estéril de boca larga. com tampa de rosca ver item 2.2.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.6. confeccionar esfregaço em 2 lâminas. p/ períodos maiores. transparente. no LACEN. em frasco estéril de boca larga. com tampa de rosca em frasco estéril ou confeccionar 1 lâmina no momento da coleta. refrigerar a amostra imediatamente BACTERIOSCOPIA pelo método de Fontana Tribondeau Lesão genital com swab estéril ou alça bacteriológica. vaginal.2.12 29 . anal) Lesão genital Até 2 horas após a coleta Até 2 horas após a coleta com swab estéril. endocervical.2. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 2. transportar em tubo com 1. com swab estéril.3.1 e 2.1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO Secreção genital (uretral e vaginal) TEMPO CRÍTICO P/ CHEGADA NO LACEN Imediatamente ONDE / COM QUE COLHER / TRANSPORTE com swab estéril. no momento da coleta.

URETRAL e ANAL FEMININA. no LACEN. com tampa de rosca. anal p/ pesquisa de Neisseria gonorrhoeae secreção endocervical e uretral p/ pesquisa de Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum Até 8 horas. coleta no LACEN. inocular o swab no frasco com caldo nutritivo.2. se em caldo nutritivo em temperatura ambiente com swab de rayon ou dracon. ver item 2. secreção uretral e anal p/ pesquisa de Neisseria gonorrhoeae e germes comuns Imediatamente até 8 horas. refrigerada.2.3 30 . com contagem de colônias Urina – jato médio até 2 horas após a coleta. Cultura de URINA Urina – 1º jato imediatamente Cultura de SECREÇÃO URETRAL e ANAL MASCULINA. se em caldo nutritivo em temperatura ambiente secreção uretral p/ pesquisa de Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum Cultura de SECREÇÃO VAGINAL. em frasco estéril de boca larga. transportar em tubo com 1. ENDOCERVICAL. inocular o swab no frasco com caldo nutritivo . transparente.1. coleta no LACEN.2. Ver 2.1.2. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO Lesão genital TEMPO CRÍTICO P/ CHEGADA NO LACEN imediatamente ONDE / COM QUE COLHER / TRANSPORTE com swab estéril ou alça bacteriológica. ver item 2.3 Até 1 hora após a coleta com swab estéril.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. transparente. introduzir o swab no meio de transporte de Amies com carvão MICROSCOPIA EM CAMPO ESCURO Cultura de URINA.12. coleta no LACEN. com tampa de rosca.0 ml de salina estéril. se em meio de transporte de Amies com carvão. secreção vaginal com swab de rayon ou dracon. ver item 2. se em meio de transporte de Amies à temperatura ambiente Até 5 horas.2 com swab estéril fino alginatado ou alça bacteriológica. uretral.2. Ver item 2.1 em frasco estéril de boca larga. em temperatura ambiente até 5 horas. com swab estéril alginatado.3. introduzir o swab no meio de transporte de Amies com carvão secreção endocervical. com swab estéril alginatado.

2.2. Imunofluorescência direta para Chlamydia trachomatis. conservação e transporte com todas as instruções de uso (Figura 9A e 9B) ver item 2. confeccionar esfregaço em 1 lâmina própria p/ pesquisa de clamidia. fluído seminal fezes “in natura” ou swab retal ou swab fecal em frasco estéril coleta no LACEN (pelo menos com 48 horas sem relação sexual) Cultura de FEZES ou Coprocultura para pesquisa de Enterobactérias patogênicas até 1 hora após a coleta em temperatura ambiente até 24 horas em meio de transporte de CaryBlair. com meio de TSB (Trypticase Soy Broth) ver item 2. à temperatura ambiente Cultura de ESPERMA.2. no momento da coleta. Ver item 2. líquido seminal.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Pesquisa de leucócitos e hemácias fezes “in natura” diarréicas em frasco limpo. líquido céfaloRaquidiano (LCR. imediatamente ou no máximo dentro de 1 hora.2. com auxílio de um swab. líquor) imediatamente (não refrigerar) o LACEN fornece um kit para coleta.5 Cultura de SANGUE.1 31 . de boca larga. à temperatura ambiente até 1 hora em temperatura ambiente ou 24 horas em caixa térmica com gelo em frasco opaco de boca larga. seco. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO raspado uretral e endocervical TEMPO CRÍTICO P/ CHEGADA NO LACEN diariamente ONDE / COM QUE COLHER / TRANSPORTE com swab estéril ultrafino de dracon ou rayon.4 em frasco próprio. com tampa de rosca. em meio de transporte Cary-Blair. (Espermocultura) líquido espermático. (HEMOCULTURA) sangue até 30 minutos (não refrigerar) ou incubar 24 horas a 35ºC e encaminhar em seguida ao LACEN em temperatura ambiente. com tampa de rosca. Cultura de LÍQUOR.

coletar o volume de sangue que corresponde a 10% do volume do meio de cultura.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. item 2. Cultura de fezes (Coprocultura) para Pesquisa de Víbrio Cholerae (cólera) Pesquisa de leucócitos e hemácias Cultura de sangue (Hemocultura) para Pesquisa de Salmonella typhi (Febre tifóide) fezes ”in natura” diarréicas sangue em frasco limpo. de boca larga.seco. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO swab fecal ou swab retal TEMPO CRÍTICO P/ CHEGADA NO LACEN de 24 a 72 horas em meio de transporte Cary-Blair. de boca larga. com auxílio de um swab. seco. época da coleta: desde os 1°s sintomas até o final da 2ª semana da doença.2. em frasco limpo. Ver item 2. seco.3.2.2.2 32 .de boca larga. até 1 hora após a coleta em temperatura ambiente até 24 horas em meio de transporte de Cary-Blair. imediatamente ou até 30 minutos em temperatura ambiente ou incubar 24 horas 36°C e encaminhar em seguida ao laboratório à temperatura ambiente até 1 hora após a coleta em temperatura ambiente ou 24 horas em caixa térmica com gelo.2 em meio de transporte de CaryBlair. a temperatura ambiente. com auxílio de um swab. com tampa de rosca. ver em orientações específicas de coleta. meio de TSB (Trypticase Soy Broth). Cultura de fezes (Coprocultura) para Pesquisa de Salmonella typhi (Febre tifóide) fezes “in natura” diarréicas para Pesquisa de leucócitos e hemácias fezes “in natura” ou swab retal ou swab fecal em frasco limpo. com tampa de rosca. até 24 horas em caixa térmica com gelo. em frasco próprio p/ hemocultura. com tampa de rosca Data da coleta e número de amostras. à temperatura ambiente ONDE / COM QUE COLHER / TRANSPORTE em meio de transporte Cary-Blair.

à temperatura ambiente até 2 horas após a coleta à temperatura ambiente ou por períodos maiores.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. à temperatura ambiente. ver item 2. incubar 36°C por um período de 24 horas e encaminhar à temperatura ambiente. até 4 horas após a coleta se em meio de transporte de Amies com carvão. sendo o máximo aceitável de 1-2 horas à temperatura ambiente imediatamente à temperatura ambiente ONDE / COM QUE COLHER / TRANSPORTE com 1 swab estéril ultrafino alginatado.7 Cultura para ESTREPTOCOCO BETA-HEMOLÍTICO GRUPO A DE LANCEFIELD. Cultura de ASPIRADO TRANSTRAQUEAL. sem meio de cultura Cultura de LAVADO BRONCOALVEOLAR lavado broncoalveolar em frasco estéril seco. introduzir o swab no meio de transporte de Amies com carvão. introduzir o swab no meio de transporte de Amies com carvão . com alça flexível. à temperatura ambiente. aspirado transtraqueal em tubo estéril seco. refrigerar a amostra até 30 minutos. escovado brônquico própria escova colocar em tubo contendo 1ml de solução fisiológica estéril 33 .8 Cultura para Bordetella pertussis.2. até 24 horas após a coleta se em meio de transporte de Amies com carvão. (coqueluche) Cultura para Corynebacterium diphtheriae (difteria) secreção de orofaringe e nasofaringe com swab estéril fino alginatado . ver item 2. secreção de orofaringe com swab estéril. Na impossibilidade de encaminhar imediatamente. coletar material de 1 narina utilizando 1 swab introduzir o swab em tubo c/ meio de transporte Regan-Lowe com antibiótico (Meio de Agar Carvão com antibiótico).2. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO secreção de nasofaringe TEMPO CRÍTICO P/ CHEGADA NO LACEN Até 24 horas após a coleta se em meio de transporte de Regan-Lowe com antibiótico.

2. meningitidis A. Para períodos maiores.6 Cultura de PONTA DE CATETER ponta de cateter tubo estéril seco. de articulação. à temperatura ambiente até 12 horas se em meio de transporte de Amies. ascítico. o fluído pode ser colhido com swab fino com swab estéril ver item 2. até 1 hora após a coleta. à temperatura ambiente. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO líquidos: pleural. Cultura de SECREÇÃO DE OUVIDO até 2 hora após a coleta.9 colocar 1 a 2 ml do LCR ou soro no frasco estéril seco.2. (N. ver item 2. sem meio de cultura colocar o pedaço de cateter dentro do frasco estéril ver item 2. influenzae b) líquor e soro 34 . C. ou 12 horas se refrigerado imediatamente. outros secreção de ouvido médio TEMPO CRÍTICO P/ CHEGADA NO LACEN imediatamente. refrigerar a amostra.10 secreção de ouvido externo Cultura de ESCARRO (para germes comuns) escarro imediatamente ou até 2 horas após a coleta.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. à temperatura ambiente.2. Pesquisa de ANTÍGENOS BACTERIANOS. B. biliar. transparente. no gelo (refrigerado) ou congelado por até 48 horas em frasco estéril de boca larga. com tampa de rosca. transportar refrigerado. é obtida por aspiração através do tímpano em caso de rompimento da membrana do tímpano. à temperatura ambiente (não refrigerar) ONDE / COM QUE COLHER / TRANSPORTE encaminhar o líquido coletado em tubo seco e estéril Cultura de FLUÍDOS ORGÂNICOS ESTÉREIS. S. pneumoniae e H.

2.11. em temperatura ambiente imediatamente ONDE / COM QUE COLHER / TRANSPORTE em frasco estéril. introduzir o swab no meio de transporte de Amies. Transportar na própria seringa ou inocular nos meios de agar sangue e agar chocolate fornecidos pelo LACEN (1 a 2 gotas em cada meio). se em meio de transporte. secreção ou raspado da conjuntiva até 12 horas à temperatura ambiente. se em meio de transporte.3 com swab estéril sobre a lesão. se em meio de transporte. inocular diretamente nos meios de cultura em forma de “C”. até 24 horas imediatamente pústula e vesícula Cultura de SECREÇÃO OCULAR. raspado de córnea imediatamente (enviar os meios inoculados e os esfregaços) margem da pálpebra até 12 horas à temperatura ambiente. coletar 2 swabs (finos).2. coletar 2 swab (fino. até 2 horas após a coleta Swab: Imediatamente. confeccionar esfregaço em 2 lâminas.2 fragmento de tecido (ou swab estéril c/ meio de transporte). utilizar seringa e agulha (ou swab c/ meio de transporte). raspar a área da lesão da córnea c/ auxílio de uma cureta oftalmológica (procedimento realizado pelo clínico). Não devem ser aceitas amostras em formol.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. até 24 horas. imediatamente. coletar o material purulento localizado na parte profunda da lesão. ver item 2. Umedecer o swab em solução fisiológica estéril para facilitar a coleta da amostra Aspirado de fluído vítreo (0. ver item 2.5 ml) ou paracentese de câmara anterior (procedimento realizado pelo clínico). no momento da coleta. ver item 2. confeccionar esfregaço em 2 lâminas. Se em meio de transporte. no momento da coleta.1 Cultura de PELE (abcessos e exsudatos) e BIÓPSIAS lesão aberta abscesso fechado ferida de queimadura aspirar o exsudato com agulha e seringa. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO biópsia TEMPO CRÍTICO P/ CHEGADA NO LACEN em temperatura ambiente.11. fluido vítreo imediatamente 35 . contendo meio de transporte de Amies.11. alginatado ou c/ carvão): um p/ confeccionar os esfregaços e outro p/ cultura.2. um p/ confeccionar os esfregaços e outro p/ cultura.

Durante todo este processo a paciente deve manter os lábios vaginais separados. junto à genitália o qual deverá ser trocado a cada trinta minutos para evitar contaminação no momento da coleta. A criança pode sentar-se no colo da mãe ou da atendente que deve encorajar a criança a urinar colhendo todo o material possível. as amostras de urina devem ser colhidas pela manhã. deve ser entregue a pessoa responsável para ser encaminhada ao laboratório. contida no recipiente fechado. e não tocar a área limpa com os dedos. deve ser entregue a pessoa responsável para ser encaminhado ao laboratório.2. desprezando a primeira parte do jato urinário. 36 . c) Crianças: • • • • Dar água para a criança beber. Em seguida.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. afastar os lábios vaginais e lavar bem a vulva e os lábios vaginais.2.2. Afastar o prepúcio e desprezar no vaso uma pequena quantidade de urina.1. Em seguida a amostra colhida.1. Limpar a genitália externa. Colher cerca de 30ml (aproximadamente a metade do frasco) de urina em um recipiente estéril. fechando assim que a urina for colhida. Realizar higiene prévia da região genital. a) Como orientar pacientes do sexo feminino: • • • • • • • A paciente deve lavar bem as mãos com água e sabão neutro e secá-las com toalha de papel limpa e descartável.2 Orientações específicas de coleta 2.1 Amostra de urina de jato médio Sempre que possível. Deve despir-se em sala adequada. usando chumaços de algodão e gazes estéreis em água morna com sabão.1 Urina 2. Deve enxaguar bem com água morna e secar com gazes esterilizadas. contida no recipiente fechado. Sempre segurando para trás o prepúcio colher cerca de 30ml de urina no frasco estéril. a amostra colhida. esfregando de frente para trás. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 2.2 Amostra de urina de 1º jato • • Colher a primeira urina da manhã ou reter a urina por pelo menos 2 horas antes de realizar o exame. 2. b) Como orientar pacientes do sexo masculino: • • • • O paciente deve lavar bem as mãos. Aplicar o coletor. Urinar.

2. seco. 37 . de boca larga. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • Coletar os primeiros 10 ml de urina em frasco estéril de boca larga com tampa de rosca.1 Fezes para pesquisa de Enterobactérias Patogênicas A amostra deve ser coletada de preferência no início do quadro diarréico e antes da antibioticoterapia. até 24 horas após a coleta. Não sendo possível o cumprimento desta recomendação. de boca larga. Enviar ao LACEN em temperatura ambiente. as fezes deverão ser mantidas em refrigerador e transportadas em gelo em até 24 horas após a coleta. seco. fazendo movimentos rotatórios suaves por alguns segundos. Nota: As amostras deverão ser encaminhadas ao LACEN acompanhadas da Ficha de Encaminhamento de Amostras Clínicas. de boca larga e com tampa de rosca. seco. com tampa de rosca. 2.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. no prazo máximo de 1 hora. dando preferência às partes mucopurulentas e com sangue e a seguir introduzir no meio de Cary-Blair. devidamente preenchida. 2. Enviar ao LACEN até 1 hora após a coleta à temperatura ambiente . Enviar ao LACEN em temperatura ambiente. fornecido pelo LACEN.2 Fezes para Doenças Transmitidas por Alimentos 2.2. Fechar firmemente o frasco.2. até 24 horas após a coleta. Enviar ao LACEN em temperatura ambiente. seco. Mergulhar o swab no frasco contendo as fezes.2. b) Swab fecal em Cary-Blair: Coletar 1 a 2g de fezes em frasco limpo. d) Fezes “in natura” diarréica para pesquisa de leucócitos e hemácias: Coletar 1 a 2 gramas de fezes em frasco limpo. Retirar o swab e introduzir no meio de Cary-Blair.2 Fezes para pesquisa de Víbrio cholerae a) Fezes “in natura” diarréica para pesquisa de leucócitos e hemácias: Coletar 1 a 2 gramas de fezes em frasco limpo. de boca larga. Fechar firmemente o frasco. a) Fezes “in natura” para cultura: Coletar 1a 2 gramas de fezes (equivalente a 1 colher de sobremesa) em frasco limpo.2. c) Swab retal em Cary-Blair: Introduzir o swab no ânus. com tampa de rosca.

Mergulhar o swab no frasco contendo as fezes. seco.2. Passar álcool 70%. de boca larga. enxugar com papel toalha e calçar as luvas. Retirar o swab e introduzir no meio de transporte Cary-blair.2.1 Sangue para Hemocultura Apresenta maior positividade nas duas semanas iniciais da doença. Fazer a anti-sepsia da área com PVPI. devidamente preenchida. Enviar ao LACEN em temperatura ambiente entre 24 e 72 horas após a coleta. em isopor com gelo. fornecido pelo LACEN.2.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. c) Swab retal em Cary-Blair: Introduzir o swab no ânus fazendo movimentos rotatórios suaves por alguns segundos. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC Enviar ao LACEN até 24 horas após a coleta. b) Swab fecal em Cary-Blair: Coletar 1 a 2g de fezes em frasco limpo. Introduzir o swab no meio de transporte Cary-Blair e transportar em temperatura ambiente entre 24 e 72 horas após a coleta.(adulto) e 1ml de sangue para 9ml de TSB ( pediátrico). por no mínimo 30 segundos. Deixar secar.2. c) Inoculação e Incubação 38 . 2. b) Volume de sangue para cada amostra Deve ser respeitada a quantidade de sangue de 1:10 em relação ao meio de cultura. não havendo necessidade de intervalos maiores que 30 minutos entre as mesmas. a) Técnica de Coleta • • • Lavar as mãos com água e sabão. enxaguar bem.3. Recomenda-se a coleta para 2 a 3 hemoculturas. Exemplo: 5ml de sangue para 45ml de meio de TSB –Trypticase Soy Broth .3 Amostras para pesquisa de Salmonella Typhi (febre tifóide) 2. devendo o sangue ser colhido de preferência antes que o paciente tenha tomado antibiótico. Nota: As amostras deverão ser encaminhadas ao LACEN acompanhadas da Ficha de Encaminhamento de Amostras Clínicas. Fechar firmemente o frasco.

seco. fornecido pelo LACEN. Enviar ao LACEN em temperatura ambiente. Incubar a 35ºC por 24 horas antes de enviar para o LACEN. Fechar 39 . • Se a coleta for próxima do LACEN. Sete dias após o término do tratamento com antimicrobiano.2 Fezes para Coprocultura A amostra deve ser coletada de preferência no início do quadro diarréico e antes da antibióticoterapia. recomenda-se a coleta de 7 amostras seqüenciadas. particularmente aqueles envolvidos na manipulação de alimentos. com intervalos de 30 dias. 2. b) Swab fecal em Cary-Blair: Coletar 1 a 2g de fezes em frasco limpo. Retirar o swab e introduzir no meio de Cary-Blair. No estado de convalescença. Mergulhar o swab no frasco contendo as fezes. até 1 hora após a coleta. dando preferência às partes mucopurulentas e com sangue e a seguir introduzir no meio de Cary-Blair. Fechar firmemente o frasco. encaminhar imediatamente ou até 30 minutos após a coleta. seco.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.3. Misturar bem (sem agitar) para evitar coagulação.2. Caso uma delas seja positiva. • Inocular 5ml de sangue direto da seringa de coleta no frasco de hemocultura adulto (45ml) ou 1ml de sangue em frasco de hemocultura pediátrico (9ml). Enviar ao LACEN em temperatura ambiente. devidamente preenchida. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • Romper o lacre central dos frascos e fazer assepsia da tampa de borracha dos meio com TSB com álcool 70%. em temperatura ambiente. até 24 horas após a coleta. fazendo movimentos rotatórios suaves por alguns segundos. No caso de portadores assintomáticos. d) Transporte Após decorrido o tempo de incubação de 24 horas. c) Swab retal em Cary-Blair: Introduzir o swab no ânus. • Para distâncias maiores. de boca larga. realizar 3 (três) coproculturas. é indicada a coleta de 2 (duas) amostras do material com intervalo de 24 horas. de boca larga e com tampa de rosca. juntamente com a Ficha de Encaminhamento de Amostras Clínicas. assim como estágio de convalescença e na pesquisa de portadores. A pesquisa de Salmonella typhi nas fezes é indicada a partir da segunda semana da doença. o TSB deverá ser encaminhado ao LACEN em temperatura ambiente.2. essa série pode ser suspensa e o indivíduo deve ser novamente tratado. a) Fezes “in natura” para cultura: Coletar 1 a 2 gramas de fezes (equivalente colher de sobremesa) em frasco limpo.

PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC firmemente o frasco. Nota: As amostras deverão ser encaminhadas ao LACEN acompanhadas da Ficha de Encaminhamento de Amostras Clínicas. as fezes deverão ser mantidas em refrigerador e transportadas em gelo em até 24 horas. Encaminhar ao LACEN no máximo até 8 horas. fazer um esfregaço fino e homogêneo em uma lâmina identificada com o nome e idade do paciente. após a coleta. introduzir em um tubo com 1.3 Coleta da secreção uretral masculina para diagnóstico de clamídia • • • Solicitar ao paciente para retrair o prepúcio. Limpar a secreção emergente com gaze. girar o swab delicadamente de 8 a 10 vezes para obter o maior número de células epiteliais possíveis. até 24 horas após a coleta. Em não sendo possível o cumprimento desta recomendação. Retirar o swab. Introduzir o swab. Limpar a secreção emergente com gaze estéril. 2. Limpar a secreção emergente com gaze estéril.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Enviar ao LACEN em temperatura ambiente. Proceder a nova coleta para cultura: introduzir o swab alginatado 2 centímetros no canal uretral.2 Coleta da secreção uretral masculina para diagnóstico de Neisseria gonorrhoeae • • • • • • Solicitar ao paciente para retrair o prepúcio. 40 . seco. d) Fezes “in natura” diarréica para pesquisa de leucócitos e hemácias: Coletar 1 a 2 gramas de fezes em frasco limpo. Introduzir o swab alginatado 2 centímetros no canal uretral. de boca larga.1 Coleta da secreção uretral masculina para exame a fresco • • • • • Solicitar ao paciente para retrair o prepúcio. com tampa de rosca. Introduzir o swab cerca de 2 centímetros no canal uretral.2.2.2. com haste de alumínio.3 Secreções Genitais 2.0 ml de salina estéril e encaminhar para o LACEN imediatamente. no prazo máximo de 1 hora. • 2. devidamente preenchida. Girar o swab delicadamente de 8 a 10 vezes para absorver a secreção.3.3.2. Certificar-se de que a uretra esteja reta. 2.3. cerca de 4 centímetros no canal uretral. Enviar ao LACEN em temperatura ambiente. retirar o swab. girar o swab delicadamente de 8 a 10 vezes para absorver a secreção e inocule a amostra em meio de transporte Amies com carvão. Gire o swab delicadamente de 8 a 10 vezes para absorver a secreção.

Encaminhar ao LACEN até 5 horas em temperatura ambiente. previamente identificado.3. Encaminhar diariamente ao LACEN em porta lâminas. Coletar a secreção girando delicadamente o swab de 8 a 10 vezes. Limpar a secreção emergente com gaze estéril. Retirar o swab sem tocar as paredes vaginais. Encaminhar ao LACEN imediatamente. Identificando o mesmo. 2. Limpar com gaze a secreção do fundo do saco vaginal e a que recobre o colo do útero.8 Coleta de secreção anal para diagnóstico de Neisseria gonorrhoeae • • Introduzir o swab alginatado ou com carvão no reto. girar o swab delicadamente de 8 a 10 vezes para obter o maior número de células epiteliais possíveis.2. para absorver a secreção.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Encaminhar ao LACEN no máximo até 8 horas em temperatura ambiente. Coletar a amostra do saco vaginal com auxílio de um swab.4 Coleta da secreção uretral masculina para diagnóstico de Micoplasma e Ureaplasma urogenitais • • • • • Solicitar ao paciente para retrair o prepúcio. Introduzir o swab alginatado cerca de 1cm no canal endocervical. 2. Fazer um esfregaço fino e homogêneo em lâmina de clamídia para Imunofluorecência direta .6 Coleta da secreção vaginal para o exame a fresco • • • • Introduzir o espéculo.2.3. girando-o delicadamente de 8 a 10 vezes.2. Encaminhar ao LACEN diariamente.3. cerca de 4 centímetros no canal uretral.3.0 ml de salina estéril. Inocular o swab imediatamente no frasco com caldo nutritivo. 2. Fazer movimentos circulares junto à parede retal raspando o material das criptas por 30 segundos. 2. 2.2. Introduzir o swab de rayon ou dracon.3.5 Coleta da secreção uretral feminina para diagnóstico da clamídia • • • • • Fazer a expressão das glândulas para uretrais pressionando a parede vaginal com o dedo médio. Inocular a amostra imediatamente no meio de transporte de Amies com carvão. 41 .2. Retirar o swab e introduzir em tubo de ensaio contendo 1. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • • Fazer um esfregaço fino e homogêneo na lâmina própria de clamídia. cerca de 2 centímetros. para absorver a secreção.7 Coleta da secreção endocervical para diagnóstico da Neisseria gonorrhoeae • • • • • Introduzir o espéculo. Introduzir o swab de dracon ou rayon cerca de 2 cm na uretra.

2.9 Coleta de secreção endocervical para diagnóstico da clamídia.12 Coleta de material de lesão (cancro duro.2.Treponema pallidum) • • • Limpar a área em volta da lesão com gaze estéril embebida em solução salina estéril. preparar um esfregaço em lâmina identificada.2.11 Coleta da secreção vaginal para cultura de germes comuns • • • • Introduzir o espéculo. para absorver a secreção.2.3. Limpar com gaze a secreção do fundo do saco vaginal e a que recobre o colo do útero. Colocar esta linfa sobre uma lâmina com uma gota de salina e observe imediatamente no microscópio de campo escuro (lâmina e lamínula). Fazer um esfregaço fino e homogêneo em lâmina de clamídia para Imunofluorecência direta.2. 2. Introduzir o swab em tubo de 1ml de salina estéril. Retirar o swab sem tocar as paredes vaginais.3. 42 . Limpar com gaze a secreção do fundo do saco vaginal e a que recobre o colo do útero. Deixar secar a temperatura ambiente. Introduzir o swab de rayon ou dracon cerca de 1cm no canal endocervical. identificando o mesmo.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Encaminhar ao LACEN diariamente. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • Repetir o procedimento com novo swab. Coletar a amostra do saco vaginal com um auxílio de um swab. Encaminhar ao LACEN diariamente. girando-o delicadamente de 8 a 10 vezes. das bordas e centros das lesões das regiões genitais. para absorver a secreção. Retirar o swab sem tocar as paredes vaginais. 2. caso o swab toque as fezes.3.2. Friccionar a borda da lesão com uma lâmina de bisturi suavemente até obter uma linfa. girando-o delicadamente de 8 a 10 vezes.13 Coleta de material de lesão (cancro mole/cancróide – Haemophilus ducreyi) • • • As amostras são colhidas com swab estéril. previamente identificada. 2.3. 2. Encaminhar ao LACEN até 5 horas em temperatura ambiente.10 Coleta da secreção endocervical para diagnóstico de Micoplasma e Ureaplasma urogenitais • • • • • Introduzir o espéculo. Introduzir o swab de rayon ou dracon cerca de 1cm no canal endocervical. Inocular o swab imediatamente no frasco com caldo nutritivo. obtendo-se maior quantidade possível de secreções ou pus. • • • • • Introduzir o espéculo. Com o próprio swab da coleta.3.

Para coleta de gonococo e clamídia jamais colete a secreção emergente.2. a secreção do fundo do saco vaginal é utilizada para exame a fresco. 2. assegure-se de que o paciente não esteja sob o efeito de tratamento com antibiótico. espere pelo menos três horas após a última micção. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • Encaminhar ao LACEN em porta-lâmina. Em hipótese alguma pode vir sob refrigeração. • O LACEN fornece um kit (Figura 9). Fig. até 8 horas após a coleta. Em crianças e em mulheres histerectomizadas. • O transporte da amostra semeada no agar chocolate é realizado em temperatura ambiente. OBSERVAÇÕES GERAIS: A coleta de amostra de secreção uretral para diagnóstico laboratorial de Neisseria gonorrhoeae e de clamídia deve ser feita de preferência pela manhã.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.Kit de coleta de amostras para meningite 43 . Para diagnostico laboratorial de clamídia. Caso isso não seja possível. em embalagem com todas as instruções (Figura 10 A e 10B). antes do paciente urinar. cultura de gonococo e diagnóstico de clamídia e micoplasma/ureaplasma urogenitais. 9 . Neisseria gonorrhoeae e cultura de germes comuns.4 Líquor • Coleta realizada pelo médico.

Não corar. 01 frasco vazio estéril para líquor recém puncionado (frasco com tarja azul). Transportar em temperatura ambiente. 3) Colocar 1 a 2 ml de soro no frasco estéril (Laranja). Conservação na geladeira – temperatura 4 a 8ºC. 5) Fazer um esfregaço em lâmina do líquor centrifugado e fixar em temperatura ambiente ou em estufa a 35ºC. 01 porta-lâminas com 01 lâmina. 4) Adicionar 1 ml de sangue direto no frasco para hemocultura (vermelho). 01 frasco vazio estéril para soro (frasco com tarja laranja). 01 frasco para hemocultura – coleta pediátrica (frasco com tarja vermelha). Incubar em estufa a 35ºC por 24 a 48 horas e enviar ao LACEN. os meios de cultura devem estar a 35ºC 2) Romper o lacre central dos frascos e fazer assepsia das tampas de borracha com álcool 70%. Observação: para adulto. 01 embalagem para transporte de LCR e soro. Transportar em temperatura ambiente 2) Colocar 1 a 2 ml de LCR no frasco estéril (azul). 1) Semeie o líquor (LCR) imediatamente no frasco com meio de agar chocolate (verde). PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE LABORATÓRIO CENTRAL DE SAÚDE PÚBLICA – LACEN SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE . Transportar em Isopor com gelo.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Incubar em estufa a 35ºC por 24 a 48 horas e enviar ao LACEN. Transportar no porta-lâmina a temperatura ambiente Importante: o LCR e o soro deverão ser colocados no freezer ou congelador até a hora de serem enviados ao LACEN Figura 10 A: Embalagem do Kit de Meningite com as instruções de uso (frente) 44 . utilizar frasco de meio de cultura com 45 ml e adicionar 5 ml de sangue.SUS KIT DE MENINGITE a) b) c) d) e) f) g) Este Kit é composto de: 01 frasco com meio de agar chocolate (frasco com tarja verde). ORIENTAÇÃO PARA O USO DE KIT DE MENINGITE 1) No momento do uso. 01 embalagem para transporte de meios de cultura. Transportar em isopor com gelo.

isto é: 5ml de sangue para 45ml de meio de TSB -Trypticase Soy Broth (hemocultura adulto) e 1ml de sangue para 9ml de TSB (hemocultura pediátrico). com intervalos de 30 minutos. Deve ser respeitada a quantidade de sangue de 1:10 em relação ao meio de cultura. Passar álcool 70%.2. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC TRANSPORTE DE MEIOS DE CULTURA a) Aproveitar esta embalagem para acondicionar a lâmina e os frascos de agar chocolate e de hemocultura após incubação prévia por 24-48 horas a 35ºC. 45 . LABORATÓRIO CENTRAL DE SAÚDE PÚBLICA – LACEN Avenida Rio Branco. nº 152 – Fundos – Centro Fone: PABX: (48)251-7800 – FAX: (48)251-7900 CEP: 88015-201 – Florianópolis – Santa Catarina e-mail: lacen@saude. Deixar secar. Não trocar de agulha antes de injetar o sangue no frasco.br Figura 10 B: Embalagem do Kit de Meningite com as instruções de uso (verso) 2.sc. Fazer a anti-sepsia da área com PVPI. Coletar assepticamente no mínimo 5ml de sangue de indivíduos adultos e 1ml de crianças. b) Enviar ao LACEN em temperatura ambiente.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. b) Volume de sangue para cada amostra É recomendado de duas a três amostras de cada paciente.5 Sangue (Hemocultura) a) Técnica de Coleta • • • • • Lavar as mãos com água e sabão. enxugar com papel toalha e calçar as luvas. cuidar para que não hajam bolhas de ar na seringa. por no mínimo 30 segundos.gov. enxaguar bem.

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d) Inoculação e Incubação • Romper o lacre central dos frascos e fazer assepsia na tampa de borracha dos frascos de meio com TSB (frasco de hemocultura) com álcool 70%; • Inocular 5ml de sangue direto da seringa de coleta no frasco de hemocultura adulto (45ml) ou 1ml de sangue em frasco de hemocultura pediátrico (9ml). Misturar bem (sem agitar) para evitar coagulação; • Se a coleta for próxima do LACEN, encaminhar imediatamente em temperatura ambiente; • Para distâncias maiores, proceder como o descrito abaixo: - Em caso de mais de um frasco, em um deles deverá ser introduzindo na tampa de borracha uma agulha estéril com uma pequena porção de algodão na parte posterior, para aeração; - Incubar a 35ºC por 24 horas antes de enviar para o LACEN. e) Transporte Após decorrido o tempo de incubação de 24 horas, o TSB deverá ser encaminhado ao LACEN em temperatura ambiente, juntamente com a Ficha de Encaminhamento de Amostras Clínicas devidamente preenchida.

2.2.6 Escarro Técnica de Coleta • • Colher, de preferência, a primeira amostra da manhã; Orientar o paciente para enxaguar previamente várias vezes a boca com água para remover a flora bacteriana superficial dessa região e colher a amostra obtida após tosse profunda, diretamente em um frasco de boca larga; Explicar ao paciente a diferença de uma amostra obtida após tosse profunda e saliva, para se obter um material de melhor qualidade; Paciente incapaz de expectorar – colher escarro induzido após nebulização com solução fisiológica estéril de 3 a 10%.

• •

2.2.7 Secreção de orofaringe e nasofaringe para Pesquisa de Corynebacterium diphtheriae a) Material necessário para coleta de 1 (um) paciente: • • • • 2 swabs descartáveis (1 para nariz e 1 para garganta) 2 tubos com meio de cultura Amies com carvão (1 para nariz e 1 para garganta) 1 abaixador de língua descartável Etiqueta para identificação dos tubos com meio de cultura 46

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b) Meio de transporte de AMIES com carvão – armazenamento • O meio de transporte de Amies com carvão deverá ser armazenado em geladeira, observando-se sempre a data de vencimento antes de sua utilização. • O meio tem validade de 6 meses à partir da data de fabricação. • Os meios de cultura em condições de uso devem apresentar as seguintes características: - Cor preta - Consistência semi-sólida - Sem áreas de ressecamento • Os swabs devem ser armazenados em temperatura ambiente, em local seco. c) Condições para a coleta • Antes de iniciar a coleta, observar as características do meio de cultura (meio de transporte de Amies com carvão), quanto ao ressecamento do meio e contaminantes, o que tornaria inviáveis para uso. Caso isso ou outro evento ocorra que inutilize os meios, colocá-los em saco plástico identificado como “inutilizado” e separá-los dos que ainda apresentam condições de uso, para posterior devolução ao LACEN. Nenhum tubo de meio de Amies com carvão deverá ser dispensado no lixo, mas sim devolvido ao LACEN para reaproveitamento de vidraria. Os meios não utilizados no momento da coleta e ainda em bom estado de conservação, deverão voltar à geladeira em saco plástico fechado, para posterior utilização ou devolução ao LACEN em boas condições. Os swabs a serem usados não deverão apresentar sinais de violação de embalagem, umidade do algodão ou qualquer outra anormalidade que possa indicar contaminação. Caso isto ocorra, desprezá-los e proceder à coleta com material adequado. Verificar sempre o prazo de validade na embalagem.

• •

d) Coleta de naso e orofaringe (NARIZ/GARGANTA) • No momento de uso os meios de cultura não podem estar gelados, sendo necessário retirá-los do refrigerador pelo menos 30 minutos antes. No início da coleta os meios de transporte de Amies com carvão deverão estar à temperatura ambiente. Antes de iniciar a coleta, lavar as mãos, explicar ao doente e/ou comunicante o que irá ser feito. Identificar os tubos com N (nariz) e G (garganta) para facilitar o manuseio e evitar trocas. Colocar a máscara, calçar as luvas e iniciar a coleta. Nariz (N) – utilizar o mesmo swab para ambas as narinas. Introduzir o swab ultrafino flexível e estéril na narina do paciente até encontrar resistência na parede posterior da nasofaringe. Realizar movimentos rotatórios. 47

• • • •

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Imediatamente após a coleta, introduzir o swab no meio de transporte de Amies com carvão. Atenção para que os swab fiquem submersos no meio de cultura. Garganta (G) – com auxílio de um abaixador de língua, pressionar a língua para baixo e com swab estéril, fazer a coleta no redor da superfície da garganta, passando o swab pelas amídalas, úvula e toda a parede da garganta. Na coleta em doentes, o swab deve ser passado cuidadosamente apenas ao redor das lesões, para que não haja descolamento da placa. Imediatamente após a coleta, introduzir o swab no meio de transporte de Amies com carvão. Atenção para que os swab fiquem submersos no meio de cultura. Fechar firmemente o tubo.

e) Identificação dos tubos • Após a semeadura, identificar os tubos com os seguintes dados: - Nome do doente e/ou comunicante - Idade - Data e hora da coleta • Anexar a ficha de encaminhamento de Amostras Clínicas, específica do LACEN devidamente preenchida, ou seja: - Preencher os dados pessoais de identificação - Preencher os dados da amostra - Especificar o tipo de amostra, se é doente ou comunicante de difteria - Nas requisições de comunicantes, acrescentar o nome do doente ao qual está vinculado.

f) Acondicionamento das amostras para transporte: • Os meios devidamente semeados e identificados deverão se encaminhados ao LACEN em temperatura ambiente no mesmo dia ou no prazo máximo de 24 horas, acompanhados da Ficha de Encaminhamento de Amostras Clínicas. Não retornar os meios semeados à geladeira. Colocar os tubos com as amostras devidamente identificadas e etiquetadas, em um saco plástico e vedar. Colocar dentro de um isopor, fixando na parte interna com fita adesiva. Colocar as requisições correspondentes devidamente preenchidas, dentro de um saco plástico. Vedar bem o saco e fixá-lo na parte interna da tampa do isopor. Fechar e vedar bem o isopor. Identificar com destinatário e remetente. Enviar ao laboratório.

• • • • • • • •

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vedado com fita crepe. Os swabs devem ser armazenados em temperatura ambiente em local seco. recolhido no lixo hospitalar. colocá-los em sacos plásticos identificados como “inutilizados” e separálos dos que ainda apresentam condições de uso. • Os meios de cultura em condições de uso devem apresentar as seguintes características: .8 Secreção de nasofaringe para Pesquisa de Bordetella pertussis a) Material necessário para coleta de 1 (um) paciente: • 1 swab descartável (swab ultrafino com haste flexível. Não deverá ser feita qualquer improvisação do material. estéril e alginatado) • 1 tubo contendo meio de transporte para coqueluche – Meio de ReganLowe com antibiótico (Agar carvão com antibiótico) • Máscara descartável • Luvas descartáveis • Etiquetas para identificação dos tubos b) Armazenamento • O meio de transporte para coqueluche (Meio de Regan-Lowe – RL) deverá ser armazenado em geladeira. 2. o uso de máscara e luvas é essencial para a proteção do profissional que realiza a coleta e devem ser utilizadas tanto para caso suspeito como para os comunicantes sadios. observar as condições do meio de transporte. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC g) Recomendações adicionais: Por ser doença de transmissão respiratória. Todo material descartável utilizado na coleta deverá ser acondicionado em saco plástico. • Caso o meio esteja vencido ou outro evento ocorra que inutilize os meios.Cor preta . É imprescindível que o meio de cultura e o swab estejam obedecendo rigorosamente ás condições de uso no momento da coleta. Nenhum tubo de meio de Regan-Lowe deverá ser 49 . c) Condições para coleta • Antes de iniciar a coleta. o prazo de validade deverá ser seguido rigorosamente.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. observando-se sempre a data de vencimento antes de sua utilização. para posterior devolução ao LACEN. principalmente sua data de validade.Sem áreas de ressecamento Notas: Como o meio de cultura contém sangue e antibiótico. identificado como “contaminado”.Consistência semi-sólida . • O meio tem validade de 2 meses à partir da data de fabricação.2.

idade . No início da coleta os meios de transporte de Regan-Lowe deverão estar à temperatura ambiente. Antes de iniciar a coleta. umidade do algodão ou qualquer outra anormalidade que possa indicar contaminação.Nome do paciente . Caso isso ocorra.Preencher os dados da amostra . calçar as luvas e iniciar a coleta. devidamente preenchida. para posterior utilização ou devolução ao LACEN em boas condições. Verificar sempre o prazo de validade na embalagem. Coletar material de uma narina. Os swabs a serem usados não deverão apresentar sinais de violação de embalagem. mas sim devolvido ao LACEN para reaproveitamento de vidraria. d) Coleta de nasofaringe • No momento de uso os meios de cultura não podem estar gelados. específica do LACEN. desprezá-los e proceder à coleta com material adequado.Especificar se é doente ou contato de coqueluche . PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • • • • dispensado no lixo. o swab deverá ser introduzido no tubo contendo o meio de transporte para coqueluche com antibiótico. identificar o tubo com os seguintes dados: . A secreção nasofaringea deverá ser coletada introduzindo o swab ultrafino na narina do paciente até encontrar resistência na parede posterior da nasofaringe e realizando movimentos rotatórios. • 50 . A coleta do material de pacientes suspeitos de coqueluche deverá ser realizada preferencialmente no início dos sintomas característicos da doença (período catarral). A coleta deverá ser realizada antes do tratamento ou no máximo com 3 dias de antibiótico terapia. • • • • • • e) Identificação dos tubos • Após a semeadura. ou seja: .Preencher os dados pessoais de identificação .Data e hora da coleta Anexar a ficha de encaminhamento de Amostras clínicas. utilizando 1 (um) swab.Nas requisições de contatos. Após a coleta. acrescentar o nome do doente ao qual está vinculado. Atenção para que o swab fique submerso no meio de cultura. Fechar firmemente o tubo.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. sendo necessário retirá-los do refrigerador pelo menos 30 minutos antes. Os meios não utilizados no momento da coleta e ainda em bom estado de conservação deverão voltar à geladeira em sacos plásticos.

Identificar com destinatário e remetente.9 Ponta de cateter Procedimento de retirada do cateter – os mesmos cuidados de anti-sepsia da pele utilizados no momento da inserção do cateter devem ser adotados. fixando na parte interna com fita adesiva. dentro de um saco plástico. • Enviar ao laboratório à temperatura ambiente dentro de 1 hora após a coleta ou até 12 horas se refrigerado. Todo material descartável utilizado na coleta deverá ser acondicionado em saco plástico. com o propósito de evitar a contaminação com a microbiota da pele. devidamente semeado em meio de Regan-Lowe (RL) e identificado deve ser encaminhado ao LACEN em TEMPERATURA AMBIENTE e imediatamente após a coleta. É imprescindível que o meio de cultura e o swab estejam obedecendo rigorosamente a condição de uso no momento da coleta. Enviar ao LACEN. vedado com fita crepe. Colocar dentro de um isopor. Não retornar os meios semeados à geladeira. Na impossibilidade de um encaminhamento imediato após a coleta. o material deve ser incubado em estufa a 36°C por um período máximo de 24 horas e encaminhado a seguir em temperatura ambiente. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC f) Acondicionamento da amostras para transporte • • • • • • • • • • • O material coletado.2. g) Recomendações adicionais • • • Por ser doença de transmissão respiratória. Colocar a requisição correspondente devidamente preenchida. o uso de máscara e luvas é essencial para a proteção do profissional que realiza a coleta e devem ser utilizadas tanto para caso suspeito como para os comunicantes sadios.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Fechar e vedar bem o isopor. O material deverá ser encaminhado ao LACEN acompanhado da Ficha de Encaminhamento de Amostras Clínicas devidamente preenchida. em um saco plástico e vedar. recolhido no lixo hospitalar. Colocar o tubo com a amostra devidamente identificada e etiquetada. • Remover assepticamente o cateter. 51 . 2. • Cortar 5 cm da ponta distal (a que estava inserida na veia do paciente) e colocar diretamente em tubo ou frasco estéril seco. Não deve ser feita qualquer improvisação do material. Vedar bem o saco e fixá-lo na parte interna da tampa do isopor. identificado como “contaminado”. • Fazer anti-sepsia da pele que circunda o local da inserção do cateter.

pressionando bem.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. seringa e agulha.2. Aspirar o exsudato com agulha e seringa. álcool a 70%. • Proceder nova limpeza com solução fisiológica estéril. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC Nota: Para melhor correlação clínica – infecção relacionada ao cateter – recomenda-se a coleta de hemocultura associada à cultura do cateter. 2. de preferência.10. Nota: Amostras colhidas por aspiração não devem ser enviadas ao laboratório como secreção de ouvido e sim como secreção obtida por timpanocentese.2.10. limpar o ouvido externo com anti-séptico seguido de lavagem com solução fisiológica estéril.3 Ferida de queimadura • A coleta deve ser realizada após desbridamento e descontaminação da lesão.2. 2.2.11. aguardar alguns minutos e colher com “swab”.2% solução aquosa. Caso não seja possível. A coleta de fragmento de tecido (biópsia) é a técnica mais indicada para a cultura.2.2 Abscesso fechado • • • • Um abscesso fechado é o local ideal para a coleta.11. coletar com swab estéril com meio de transporte. • Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da lesão utilizando. 2. Se não for possível a coleta por punção. utilizar swab com meio de transporte.1 Secreção de Ouvido médio Em caso de rompimento da membrana do tímpano.2 Secreção de Ouvido externo Limpar o canal do ouvido com anti-séptico seguido de lavagem com solução fisiológica estéril. solução de povidona-iodo ou clorexidina a 0.2. 2. o fluído pode ser colhido com swab fino.1 Lesão aberta • Não é recomendado cultura de lesões secas ou crostas.11 Pele (abscessos e exsudatos) e Biópsias 2.10 Secreção de Ouvido 2. dependendo do tipo de lesão. 52 . • Descontaminar as margens e a superfície da lesão com solução fisiológica. Antes do procedimento de coleta.2.11. Não usar swab Fazer anti-sepsia com produto adequado. 2.

3.3.3. Modelos de kits e fichas utilizados na Seção de Bacteriologia 2. remover o material superficial após anti-sepsia e passar firmemente o swab estéril sobre a lesão.11.3.2.4 Kit para a RENAGONO (Modelo na página 55) 2. Fazer anti-sepsia com produto adequado e puncionar.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. 2.5 Biópsia • • Enviar em frasco estéril. Não devem ser aceitas amostras em formol. Se a lesão for seca. com crosta.2.3. sem vesícula ou pústula evidente. 2.2 Kit para Difteria (Modelo na página 53) 2.3 Kit para Coprocultura (Modelo na página 54) 2.4 Pústula e vesícula • Selecionar uma pústula intacta.3. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC • Amostra da superfície da lesão normalmente representa colonização.1 Kit para Coqueluche (Modelo na página 52) 2. 2.11.5 Ficha de encaminhamento de Amostras Clínicas (Modelo na página 56) 53 .

Validade do meio de transporte para coqueluche: 2 meses. O swab deve ser armazenado em temperatura ambiente e em local seco. estéril e alginatado. • Ficha de encaminhamento de Amostras Clínicas.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. • 1 swab ultrafino com haste flexível. Revisado e modificado em 04/03/2004 54 . PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC COQUELUCHE KIT PARA COLETA DE SECREÇÃO NASOFARINGE PARA CULTURA NO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA COQUELUCHE Kit para 1 (um) paciente • Um tubo com meio de transporte para coqueluche (Meio de Regan Lowe) com antibiótico. • Orientações sobre a coleta de secreção nasofaringe para cultura no diagnóstico laboratorial da coqueluche. OBS.: Transporte e armazenamento do meio de cultura em geladeira.

estéril e alginatado (1 para o nariz e 1 para a garganta). 55 . OBS. • 2 swabs descartáveis ultrafinos com haste flexível. O swab deve ser armazenado em temperatura ambiente e em local seco.: Transporte e armazenamento do meio de cultura (antes da semeadura) em geladeira. • Ficha de encaminhamento de Amostras Clínicas.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC DIFTERIA KIT PARA COLETA DE SECREÇÃO NASO E OROFARINGE PARA CULTURA NO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA DIFTERIA Kit para 1 (um) paciente • 2 tubos com meio de Arnies (1 para o nariz e 1 para a garganta). • Orientações sobre a coleta de secreção naso e orofaringe para cultura no diagnóstico laboratorial da difteria.

O swab deve ser armazenado em temperatura ambiente e em local seco.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.: Transporte e armazenamento do meio de cultura (antes da semeadura) em geladeira. OBS. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC COPROCULTURA (DOENÇAS DIARREICAS: CÓLERA E DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS) KIT PARA COLETA DE FEZES PARA CULTURA NO DIAGNÓSTICO DE INFECÇÕES INTESTINAIS Kit para 1 (um) paciente • • • • Um tubo com meio de transporte de Cary-Blair 1 pote plástico para coleta de fezes “in natura” 1 swab 1 Ficha de encaminhamento de Amostras Clínicas. 56 .

01 swab comum (para a bacterioscopia). • • • • • OBS. O tempo entre a coleta e o processamento no LACEN não pode ultrapassar 08 horas. 01 swab ultrafino tratado (alginatado/Dracon) para coleta uretral. 01 tubo de meio de cultura de Amies com carvão (meio de transporte). Transportar a amostra no meio de Amies em temperatura ambiente. • Etiquetas auto-colantese (1 para lâmina e outra para o tubo) • Ficha de encaminhamento de Amostras Clínicas.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. 57 . PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC RENAGONO KIT PARA COLETA DE SECREÇÕES URETRAL E ENDOCERVICAL PARA PESQUISA DE Neisseria gonorrhoeae Kit para 1 (um) paciente 01 swab alginatado (para coleta endocervical).: Armazenar o Meio de Amies na geladeira (validade de 2 meses). 01 lâmina nova no porta lâmina.

em Cary-Blair ( )swab” retal em Cary-Blair Nº de amostras: ( )1ª ( ) 2ª ( ) 3ª ( ) 4ª ( ) 5ª ( )6ª ( ) 7ª Data e hora da Coleta:____________ Após tratamento: ( ) 30 dias ( ) 60 dias ( ) 90 dias MENINGITE: Amostra: ( ) Líquor puro ( ) líquor em Ágar chocolate ( )lâmina Data e hora da Coleta: ______________________________________ Dados dos exames de líquor já realizados: leucócitos: ____________ neutrófilos: _____ linfócitos: ________ glicose: _________ proteína: _______ Gram: ______________Cultura: _______________________________ Fez uso de antibiótico? Sim ( ) Não ( ) Data: ___/___/___ MENINGOCOCCEMIA Amostra: ______________ Nº da amostra: _________. evento) Município de Atendimento: ______________________________________ Regional: _________________ DADOS DA AMOSTRA DIFTERIA Amostra: ( ) orofaringe ( )nasofaringe ( ) lesão cutânea) Data e hora da Coleta:___________________________ Fez uso de antibiótico? Sim ( ) Não ( ) Data: ___/___/___ ( ) Doente ( ) Contato CÓLERA Amostra: ( ) fezes ‘in natura” ( ) swab fecal em Cary-Blair ( ) swab retal em Cary-Blair) Período de incubação (horas): _________________ Data e hora da Coleta: _____________________ Fez uso de antibiótico? Sim ( ) Não ( ) Data: ___/___/___ DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS (DTA) Amostra: ( ) fezes “ in natura” ( ) swab fecal em Cary-Blair ( ) swab retal em Cary-Blair Nº da amostra: ( )1ª ( ) 2ª 3ª( ) ( ) Manipulador ( ) Doente Período de incubação (horas): _________________ Data e hora da Coleta: ___________________ Fez uso de antibiótico? Sim ( ) Não ( ) Data: ___/___/___ FEBRE TIFÓIDE Hemocultura: entre a 1ª e 2ª semana da doença Nº da amostra: ( ) 1ª ( ) 2ª ( ) 3ª Data da Coleta: __________________ Hora da Coleta: 1ª amostra: ___________ 2ª amostra: ___________ 3º amostra:___________ Amostra: ( ) fezes “in natura” ( ) swab fecal. creche. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDELABORATÓRIO CENTRAL DE SAÚDE PÚBLICA SETOR DE BACTERIOLOGIA ATENÇÃO FICHA NOVA FICHA DE ENCAMINHAMENTO DE AMOSTRAS CLÍNICAS DADOS PESSOAIS Nome: ____________________________________________________________Idade _______ Sexo: _______ Município de Residência:___________________________________________Nº da notificação:_____________ Procedência: __________________________________________________(Hospital. 2ª ou 3ª (1º dia) Data e hora da Coleta: _____________________________ Fez uso de antibiótico? Sim ( ) Não ( ) Data: ___/___/___ _________1ª.1ª. restaurante. 2ª ou 3ª (2º dia) COQUELUCHE Amostra: ( ) Secreção de Nasofaringe Data e hora de coleta: _________________________ ( ) Doente Fez uso de antibiótico? Sim ( ) Não ( ) Data: ___/___/___ ( ) Contato (Nome do doente:__________________________) OUTRAS AMOSTRAS/ CEPA BACTERIANA Amostra: ______________________________ Origem : _________________________________________ Fez uso de antibiótico? Sim ( ) Não ( ) Data: ___/___/___ Exame Solicitado___________________________________________________________________________ Data e hora da remessa do material: _______________________________ Responsável: _________________________________________ Fone p/ contato:______________________ PARA USO DO LACEN Recebimento do material (data e hora): _________________________________________________________ Tipo de material: __________________________________________________________________________ Forma de acondicionamento da amostra: ( ) adequada ( ) inadequada: Se inadequada especificar: ________________________________________________ Nº do Registro no Setor de Bacteriologia: ___________________________________ 58 .MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.

Com auxílio de uma pinça de Kelli curva fazer uma boa isquemia para impedi o fluxo de sangue.bem limpa e nova previamente identificada com lápis de vídea ou com ponta de diamante. Pesquisa de bacilo de MATERIAL BIOLÓGICO Linfa cutânea COM QUE COLHER Lâmina de bisturi n. cortar a pele em mais ou menos 5 mm de comprimento por 2 mm de profundidade.1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado EXAME HANSEN. Com o auxílio de um bisturi. Figura 10: Isquemia e Incisão • • • Transferi-la para uma lâmina de vidro com borda fosca. Com o lado não cortante da lâmina.º 15 3.2 Orientações específicas de coleta • • • • • Dar ao paciente uma breve explicação sobre o exame a ser realizado. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 3. Os 4 esfregaços serão colocados um ao lado do outro com a distância de 1 cm na seqüência da coleta do material. Cada lâmina deverá ter no máximo 4 59 . sempre do mesmo lado que serão colocados os esfregaços.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Fazer anti-sepsia do local a ser coletado com álcool 70 %. raspar o bordo interno do corte 2 a 3 vezes até obter boa quantidade de linfa. SEÇÃO DE HANSENÍASE 3. Espalhar o material com a parte plana da lâmina do bisturi em movimentos circulares a fim de obter um esfregaço uniforme abrangendo uma nova área de cerca de 5 a 7 mm de diâmetro.

1 Transporte de lâminas para Supervisão Indireta a) Todas as lâminas positivas e todas as negativas devem ser encaminhadas à Seção de Hanseníase do LACEN para supervisão indireta.3. d) É importante colocar no formulário o nome do laboratório e o município de procedência. lóbulo da orelha esquerda (LOE). conforme a figura 11: lóbulo de orelha direta (LOD). c) Os formulários que acompanham as lâminas para a supervisão indireta não devem ser colocados junto com as lâminas para evitar possíveis contaminações. acompanhadas do Formulário para supervisão indireta de baciloscopia para hanseníase (ver item 3. embrulhar e enviar ao LACEN. Usar sempre lâmina de bisturi e de vidro novos para cada paciente. As lâminas coradas para supervisão deverão ser encaminhadas em portalâminas. corretos. e) Colocar os formulários junto à caixa ou frasco. 60 . cotovelo direito (CD) e cotovelo esquerdo (CE) ou á critério médico. pois esse poderá interferir no exame microscópio. Para o mesmo paciente usa-se a mesma lâmina de bisturi após limpá-la com álcool 70% e flambá-la em chama. devidamente identificados com o endereço do remetente e destinatário. quando necessário. acondicionadas em portas-lâmina. joelho direito e esquerdo e lesão.3. b) Devem ser transportadas em caixas ou frascos (Figura 15) com paredes rígidas e com ranhuras próprias para a fixação das lâminas.2) 3. mensalmente. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC esfregaços. A incisão feita no paciente deve ser coberta com um curativo estéril.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. I D E N T I F I C A Ç Ã O LO CE Figura 11: Distribuição padrão dos esfregaços na lâmina • • • • • Os esfregaços não devem conter sangue. Deixar os esfregaços secarem à temperatura ambiente e a seguir passar na chama de lamparina a álcool. por 3 vezes rapidamente. 3. Obedecer à seqüência da coleta. Observar que a face onde se encontra o esfregaço fique para cima.3 Transporte As lâminas ainda não coradas deverão ser encaminhadas ao laboratório o mais breve possível.

Total de baciloscopias do mês DIAGNÓSTICO Positivo : ________________________ Negativo: ________________________ CONTROLE Positivo: _________________________ Negativo: ________________________ TOTAL: ______________________________________ 5. Para CONTROLE DE TRATAMENTO 4. LOD LOD LOD LOD LOD LOE LOE LOE LOE LOE CD CD CD CD CD CE CE CE CE CE LOD LOE CD CE LOD LOE CD CE LOD LOE CD CE LOD LOE CD CE LOD LOE CD CE LESÃO Idade: LESÃO Idade: LESÃO Idade: LESÃO Idade: LESÃO Idade: LESÃO Idade: LESÃO LESÃO LESÃO LESÃO LESÃO LESÃO 3.2. Nome: 2. No. Nome: No. Para DIAGNÓSTICO 3. No. LABORATÓRIO DA UNIDADE SANITÁRIA DE: _____________________________________________ MÊS: __________________ ANO: ___________________ 1. Nome: No. Observações Data: ____/____/____ Assinatura Bioquímico: 61 . LOD LOE CD CE No. Lâminas POSITIVAS para diagnóstico (enviar todas as positivas): Número Índice baciloscópico por esfregaço No. Nome: No. LOD LOE CD CE Nome: No. Lâminas POSITIVAS para controle de tratamento (enviar todas as lâminas): Número Índice baciloscópico por esfregaço No. Lâminas NEGATIVAS (enviar todas as lâminas): 3. No.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. No.1. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC FORMULÁRIO PARA SUPERVISÃO INDIRETA DE BACILOSCOPIA PARA HANSENÍASE. Nome: No.

nova amostra deverá ser encaminhada para confirmação laboratorial após o 15º dia do início dos sintomas. IgM por ELISA LEPTOSPIROSE.1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO ONDE COLHER E QUANDO Tubo seco (5 ml) Tubo seco (5 ml). LEPTOSPIROSE. d) Em caso de Elisa Não-Reagente. a partir do 15° dia dos primeiros sintomas.2 Orientações específicas de coleta a) As normas recomendam que a primeira coleta para diagnóstico por Elisa seja realizada a partir do 7º dia após o início dos sintomas. b) A cultura da Leptospira é somente para fins epidemiológicos. c) Em caso de Elisa Reagente. microcoagulante/titulação Sangue (soro) Sangue (soro) 4. deve ser solicitada uma segunda amostra a partir do 15º dia dos primeiros sintomas da doença para realização de Microaglutinação que tem por objetivo determinar a espécie da Leptospira.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. SEÇÃO DE LEPTOSPIROSE 4. mas com quadro clínico suspeito. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 4. 62 .

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. d) A solicitação do exame deve acompanhar os frascos de transporte. LEISHMANIOSE E DOENÇA DE CHAGAS AGUDO (DCA) 5. transportar em caixas ou frascos (Figura 15).1 sobre Coleta de sangue) Em lâmina como gota espessa e esfregaço Em lâmina nova Sangue Pesquisa de Trypanosoma cruzy para DCA Leishmaniose (Parasitológico) Sangue • Raspado de Lesão • “In print” • Aspirado 5. c) Após secagem das lâminas. com paredes rígidas e com ranhuras próprias para fixação das lâminas. SEÇÃO DE DOENÇAS TROPICAIS (MALÁRIA. 63 . b) Não utilizar sangue com anticoagulante para preparação da lâmina. 5.2 Orientações específicas de coleta.1 Malária a) Coletar sempre uma lâmina com duas gotas espessas e uma lâmina com esfregaço.4. preparo da amostra e transporte das lâminas. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 5.2.1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado EXAMES Malária (Pesquisa de Plasmodium) Pesquisa de Plasmodium MATERIAL BIOLÓGICO Sangue ONDE COLHER Em lâmina como gota espessa e esfregaço Em tubo com EDTA (ver item 1.

m) Não é recomendável o registro do número da lâmina na própria amostra de sangue. Se a quantidade de sangue for insuficiente. e) Retirar o estilete do envoltório estéril. ou sobre o próprio quebra-luz com suporte para secagem de lâminas recém-colhidas ou coradas.1 Técnica de Coleta e Preparação da Gota Espessa Etiqueta a) Trabalhar sobre superfície plana horizontal. g) Comprimir o dedo suavemente (como uma “ordenha”) para obter outra gota de sangue esférica sobre a pele seca. De preferência. n) A melhor preparação para o diagnóstico de malária é obtida com amostra de sangue colhida diretamente por punção digital ou venosa sem anticoagulante. espalhar o sangue formando um retângulo de tamanho e espessura adequados.1. f) Remover a primeira gota de sangue com gaze ou algodão seco. h) Segurando a lâmina firmemente pelas bordas numa das extremidades contra o indicador (que está comprimindo o dedo do paciente) baixa-se lentamente a lâmina até tocar o alto da gota de sangue (sem entrar em contato com a pele do paciente). i) Colocar a lâmina com a face para cima na superfície de trabalho. j) Em lugar da segunda gota espessa pode-se colocar uma gota de sangue e fazer um esfregaço (distendido ou extensão).2. podendo ocorrer o desprendimento do sangue no ato da coloração pelo 64 . lóbulo da orelha ou em lactentes o dedo grande do pé ou o calcanhar) com gaze ou algodão embebido em álcool e enxugar com gaze ou algodão. se necessário pressionar. b) Preencher completamente os dados do paciente. sendo o manuseio pelas extremidades sem tocar as superfícies. colocar ao lado da primeira e espalhar da mesma maneira. puncionar o local de maneira firme e leve. pode-se colocar outra gota ao lado. As gotas espessas devem ser localizadas na parte central da lâmina. k) Limpar o local puncionado com gaze ou algodão secos. Mantendo firmemente o dedo a ser puncionado entre o polegar e o indicador da mão esquerda. Com o canto e os primeiros 5mm da borda longa da segunda lâmina. d) Limpar vigorosamente a pele do local de punção (parte lateral do segundo ou terceiro dedo esquerdo. O sangue com anticoagulante fixa menos na lâmina de vidro. Tomar outra amostra. c) Usar duas lâminas. caixa com lâmpada. a lâmina deve estar com etiqueta auto-adesiva para o registro da identificação ou usar lâmina com extremidade esmerilhada. ar morno. Não tocar o ponto de saída do sangue.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. estufa. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 5. colocar uma lâmina sobre a superfície plana ou sobre o “padrão”. l) Secar abanando com um pedaço de cartão. segurando-o com a mão direita.

De modo que a melhor preparação é aquela obtida com sangue fresco. por capilaridade.2 Técnica de Preparação de Esfregaço (Distendido) a) Trabalhar sobre superfície plana e horizontal. A secagem natural após a coleta. conservada por vários dias em geladeira.2.1. espalhada imediatamente. espalhar o sangue com um movimento rápido. A amostra de sangue positiva.5 cm da extremidade fosca ou da etiqueta. secagem rápida e coloração. f) Usar etiqueta adesiva para identificação. 5. não apresenta boas condições para observação das características morfológicas dos plasmódios.2. não confere uma boa fixação da amostra para a imediata coloração pelo método de Walker sem o risco de desprendimento do sangue. 5. • Colocar a extremidade que contém o sangue em contato com a parte central da lâmina em posição horizontal e antes que o sangue. 65 . d) Com a borda estreita da lâmina em contato com a gota de sangue. b) Devem ser transportadas em caixas ou frascos (Figura 15) com paredes rígidas e com ranhuras próprias para a fixação das lâminas. c) Colocar a Lâmina com a face para cima sobre a superfície plana. consiste em colocar a lâmina sob a fonte de calor até o desaparecimento do brilho da amostra úmida. o) A maneira prática para verificação da secagem adequada da gota espessa. formando um ângulo de 50º. para formar uma camada delgada de sangue sem atingir a extremidade da lâmina. e) Deixar secar na mesma posição horizontal.1. g) O sangue pode ser espalhado também da seguinte maneira: • Retirar com a extremidade da própria lâmina espalhadora a gota de sangue.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. com anticoagulante. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC método de Walker/Giemsa e no ato da lavagem. atinja as bordas laterais da lâmina espalhadora formando um ângulo de 50º. no máximo até o 3º dia após a coleta. b) Colocar uma pequena gota de sangue na parte central da lâmina de vidro a 1. faz-se o deslocamento rápido para formar a camada fina de sangue sem atingir a extremidade da lâmina. sem anticoagulante. A amostra de sangue com anticoagulante deve ser submetida à secagem pelo calor brando antes da coloração.3 Transporte de lâminas para Supervisão Indireta a) Todas as lâminas positivas e todas as negativas devem ser encaminhadas à Seção de Malária do LACEN para supervisão indireta.

e) Colocar os formulários junto à caixa ou frasco. transportar em caixas ou frascos (Figura 15).1 Orientações específicas de coleta e transporte. e) As coletas serão realizadas nas unidades de saúde de referência para coleta de parasitológico para Leishmaniose e Hospital Nereu Ramos.2. g) Após secagem das lâminas. corretos. h) A solicitação do exame deve acompanhar os frascos de transporte. 66 .2. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC c) Os formulários que acompanham as lâminas para a supervisão indireta não devem ser colocados junto com as lâminas para evitar possíveis contaminações.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. embrulhar e enviar ao LACEN. d) É importante colocar no formulário o nome do laboratório e o município de procedência. com paredes rígidas e com ranhuras próprias para fixação das lâminas. devidamente identificados com o endereço do remetente e destinatário. 5. f) Coletar se possível sempre duas lâminas.2.2 Leishmaniose 5.

evitando que se escorra pela parede externa do pote. Sangue Medula óssea biópsia 6. com tampa de rosca e descartável (Figura 12) Em frasco estéril.5 ml) Líquidos assépticos (líquor. aspirado brônquico. ascítico. obtida após esforço de tosse. o paciente deve lavar bem a boca. Deve repetir a operação até obter três eliminações de escarro. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 6. SEÇÃO DE TUBERCULOSE 6.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. sinovial. 67 . b) Ao despertar pela manhã. Não utilizar formol. líquidos pleural. através de punção Com swab imerso em água destilada ou salina Em tubo com anticoagulante (SPS ou EDTA) em volume de até 5 ml. Em frasco estéril Em frasco estéril. com água destilada ou salina estéril. peritoneal Lavado gástrico. e não a que se obtém da faringe ou por aspiração de secreções nasais nem tampouco. de boca larga. (mínimo de 1. com tampa de rosca e descartável Em seringa.1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado EXAMES MATERIAL BIOLÓGICO Escarro ONDE COLHER Em pote estéril. urina Pesquisa de BAAR Cultura para BAAR Teste de Resistência Pus (cavidade aberta) Pus (cavidade fechada) Em pote estéril. inspirar profundamente. de boca larga.2 Orientações específicas de coleta e transporte a) Uma boa amostra de escarro é a que provém da árvore brônquica. pericárdico. a que contém somente saliva. O volume de 5 a 10 ml é o ideal. deter por um instante o ar nos pulmões e lançá-lo fora pelo esforço da tosse.

6. e) Para o exame na urina. Deve-se colher assim que o paciente acorda. antes de se levantar e comer. b) Para o transporte. i) Para o transporte das amostras devem-se considerar três condições importantes: manter sob refrigeração. este tubo deve ser envolvido com papel absorvente. proteger da luz solar. em quantidade suficiente para absorver o material e protege-lo em caso de acidente. Utiliza-se um número mínimo de três e no máximo de seis amostras colhidas em dias consecutivos. de preferência ao ar livre ou em sala bem ventilada. c) O tubo embalado deve ser colocado dentro de um recipiente de paredes rígidas. f) Para os líquidos assépticos recomenda-se que o material seja enviado imediatamente ao laboratório para que a semeadura seja feita para se obter maior positividade. tuberculosis deve ser com tampa de rosca. g) O pus é coletado assepticamente de abscessos não drenados com uma agulha estéril em seringa. deve permanecer em um frasco estéril com salina suficiente para mantê-lo úmido até o procedimento do exame. colhe-se toda a urina da primeira micção da manhã em frasco limpo. este deve ser umedecido em salina ou água estéril antes da coleta. a prova de vazamentos e inquebrável (pode ser uma lata de leite em 68 . retirar a agulha com uma pinça e passar o material para um frasco estéril. Após a coleta. após higiene íntima com água. a prova de vazamento. e acondicionar de forma adequada para que não haja risco de derramamento. Pelo menos duas amostras em dias consecutivos. d) O lavado gástrico é indicado para crianças. pois essas deglutem o escarro.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC Figura 12: Modelo do pote para coleta de escarro c) As amostras devem ser colhidas em local aberto. Neste caso é indicada a biópsia. h) Todas as vezes que a coleta for com swab. j) Não são mais utilizadas as fezes para diagnóstico da tuberculose intestinal.3 Envio de culturas do Micobacterium tuberculosis para o LACEN a) O tubo com a cultura do M. Após a coleta.

telefone e endereço da pessoa que deve ser avisada em caso de acidente com a(s) cultura(s).MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. madeira. que deve conter o rótulo de material infectante ou de risco biológico (Figura 8) juntamente com o nome. isopor ou polietileno. para evitar o movimento do recipiente contendo a cultura. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC pó com tampa) contendo etiqueta com as características da amostra (Figuras 13 e 14). Figura 13: Modelo do frasco com parede rígida SUBSTÃNCIA INFECCIOSA EM CASO DE DANO OU VAZAMENTO. e) Completar o espaço da caixa com papel amassado ou polibolha. podendo ser uma caixa de papelão. INFORME IMEDIATAMENTE A UNIDADE REMETENTE Figura 14: Rótulo indicando substancia infecciosa d) Este recipiente deve ser colocado dentro de outra embalagem. 69 .

Figura 15: Modelo de frasco para transporte de lâminas 70 . 6. corretos. c) Os formulários que acompanham as lâminas para a supervisão indireta não devem ser colocados junto com as lâminas para evitar possíveis contaminações.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Notas: Este transporte é realizado em temperatura ambiente. devidamente identificados com o endereço do remetente e destinatário. j) Enviar ao laboratório.4 Transporte de lâminas para Supervisão Indireta a) Todas as lâminas positivas e todas as negativas devem ser encaminhadas a Seção de Tuberculose do LACEN para supervisão indireta. g) Vedar bem o saco e fixá-lo na parte interna da tampa da caixa. As orientações acima servem para qualquer tipo de cultura que deva ser encaminhada ao LACEN. d) É importante colocar no formulário o nome do laboratório e o município de procedência. b) Devem ser transportadas em caixas ou frascos (Figura 15) com paredes rígidas e com ranhuras próprias para a fixação das lâminas. e) Colocar os formulários junto à caixa ou frasco. embrulhar e enviar ao LACEN. remetente. devidamente preenchidas. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC f) Colocar as requisições correspondentes. h) Fechar e vedar bem a caixa. dentro de um saco plástico. i) Identificar com destinatário.

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA, PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC

7. SEÇÃO DE MICOLOGIA 7.1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado

EXAMES

MATERIAL BIOLÓGICO
Pele, couro cabeludo, unha, cabelo secreções

ONDE COLHER
em placa de Petri estéril ou em envelope de papel impermeável estéril; em seringas, ou swab; em pote ou frasco com boca larga estéril; em frasco estéril; em frasco estéril; em frasco hemocultura; próprio de

Pesquisa de fungos (ou Exame Direto ou Exame Micológico Direto) FUNGOS, cultura para

escarro líquido pleural aspirado ou lavado brônquico, sangue medula óssea

em frasco contendo 0,5 ml de heparina diluída 1:1000 em placa de Petri estéril; em pote descartável próprio; em frasco estéril. em tubo seco - 5 ml

Pesquisa ou cultura para BLASTOMICOSE ou Paracoccidioides brasiliensis,

raspado das lesões escarro lavado ou aspirado brônquico

Imunodifusão dupla (IDD) para BLASTOMICOSE ou Paracoccidioides brasiliensis, Imunodifusão dupla (IDD)Aspergilus fumigatus, Pesquisa direta ou cultura para Candida albicans, Imunodifusão dupla para Candida albicans ou CANDIDÍASE -

sangue (soro)

sangue (soro)

em tubo seco - 5 ml

qualquer material biológico

próprio para cada tipo

sangue (soro)

em tubo seco - 5 ml

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EXAMES
Pesquisa de Criptococcus neoformans pelo método direto

MATERIAL BIOLÓGICO
LCR (líquor) ou qualquer outro material biológico LCR (líquor)

ONDE COLHER
em frasco estéril

Pesquisa de Criptococcus neoformans, pelo método da tinta da china Cultura para Criptococcus neoformans,

em frasco estéril

LCR (líquor) ou qualquer outro material biológico a critério médico LCR (líquor) sangue (soro)

em frasco estéril

Prova do Látex para Criptococcus neoformans,

em frasco estéril em tubo seco.

7.2 Orientações específicas de coleta 7.2.1 Micoses Superficiais 7.2.1.1 Pele a) As amostras de lesões de pele como escamas, crostas, ou cascas, devem ser colhidas preferencialmente com uma lâmina de bisturi descartável ou com a borda da lâmina de vidro de microscopia, muito limpa; b) Deve-se colher, raspando em vários pontos da lesão, procurando as bordas das lesões mais recentes; c) Nos casos em que não há escamas aparentes, procura-se raspar bem o local e retirar o material que for possível. 7.2.1.2 Couro Cabeludo a) As amostras de lesões no couro cabeludo devem ser obtidas através da raspagem do local; b) A amostra deve conter tocos de cabelo, o conteúdo dos folículos tapados e as escamas de pele; c) Os cabelos da área também podem ser puxados com pinça (os cabelos infectados são facilmente removíveis). 7.2.1.3 Cabelos e Pelos a) Se a lesão for ao longo do cabelo ou pelo, como nódulos, por exemplo, esses devem ser cortados com tesoura. 72

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA, PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC

7.2.1.4 Unhas a) Os fragmentos de unhas alteradas podem ser colhidos, raspando-os com o bisturi ou com o auxílio de uma tesoura limpa; b) Material que se deposita embaixo da unha pode ser retirado cuidadosamente com o bisturi, com um palito (tipo de manicure), previamente esterilizado, ou outro objeto pontiagudo estéril; c) Em casos de paroníquia (lesões na região da cutícula), colhem-se as escamas e, se possível, o pus, com um swab; d) Se a lesão é uma mancha esbranquiçada em baixo da unha, raspar por cima da unha com o bisturi até chegar na parte com a lesão; desprezar este material e raspar todo o conteúdo da mancha. Nota: Quando o material da lesão é seco, reduz a contaminação bacteriana e a amostra pode ser estocada, em placas de petri estéreis ou em envelopes, por meses, sem perder a viabilidade do fungo dermatófito. O transporte é sem refrigeração. 7.2.1.5 Membranas Mucosas a) Para as infecções de boca ou vagina, o raspado com lâmina de bisturi ou espátula, nas partes afetadas (áreas com eritema e/ou placas brancas), é melhor do que o swab, se o material for processado imediatamente; b) No caso de coleta vulvar/vaginal, o swab (sempre embebido em salina ou água estéril) é o mais adequado. Não esquecer que o swab tem que ser mantido úmido até ser processado o exame. 7.2.1.6 Ouvido • As infecções fúngicas de ouvido são geralmente secas, exceto quanto associadas a infecções bacterianas; • A raspagem do material é sempre melhor para o diagnóstico laboratorial, embora o swab também possa ser usado. 7.2.1.7 Olho a) Deve ser solicitado meio de cultura ao laboratório e o material retirado das áreas de ulcerações e supurações pelo oftalmologista deve ser inoculado imediatamente no meio; b) Lágrima e fluídos podem se coletados com pipeta plástica estéril - chamada de pipeta Pasteur descartável ou pipeta de transferência (Figura 16). O swab não é adequado para este tipo de material.

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MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. deve-se optar pelo último.3 Micoses Profundas (Sistêmicas) 7. As estéreis vem embaladas individualmente ou em mais unidades. deve permanecer em um frasco estéril com salina suficiente para mantê-lo úmido até o procedimento do exame. Após a coleta. c) O pus é coletado assepticamente de abscessos não drenados com uma agulha estéril em seringa.2.1 Escarro a) Preferencialmente deve ser colhido por broncoscopia: lavado ou aspirado brônquico. são mais apropriados para o exame. 74 . caso o material tenha que ser colhido com swab (o que não é recomendado). porque não é confiável. b) Quando não for possível.3. o escarro deve ser colhido da mesma maneira como é colhido para o exame de tuberculose. não esquecendo da higiene da boca antes da coleta. tanto o direto como a cultura. Após a coleta. este deve ser incluído na amostra. 7. e) Se algum grão for visível no pus.2 Micoses Subcutâneas a) Pode ser raspado as escamas ou crostas da parte superficial da lesão. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC Figura 16: Modelos de pipeta plástica. b) Aspirado do pus e/ou biopsia. retirar a agulha com uma pinça e passar o material para um frasco estéril. 7. evitando encostar na periferia e na pele adjacente. colher todo o material disponível na lesão. Portanto. d) Nas lesões ulceradas. quando houver a possibilidade do exame sorológico.2. Notas Importantes: Para todas as coletas descritas acima. Todas as vezes que a coleta for com swab. Quanto mais material mais viabilidade na visualização e no crescimento em cultura. já que é uma amostra muito contaminada. para diminuir a contaminação pelos saprófitas da cavidade bucal e da faringe. este deve ser umedecido em salina ou água estéril antes da coleta.2. c) O exame de escarro. na maioria das vezes não é satisfatório. deve ser retirado da parte mais profunda da lesão.

3. c) Inoculação e Incubação • • • • Romper o lacre central dos frascos e fazer assepsia na tampa de borracha dos frascos de meio com TSB (frasco de hemocultura) com álcool 70%. enxugar com papel toalha e calçar as luvas. é necessário 2 a 3ml de líquor. b) Volume de sangue para cada amostra É recomendado de duas a três amostras de cada paciente. para aeração. c) Para um bom exame direto com cultura e Prova do Látex.2 Líquor (LCR – Líquido Céfalo Raquidiano) a) É colhido pelo médico. Misturar bem (sem agitar) para evitar coagulação. d) Transporte 75 . Deve ser respeitada a quantidade de sangue de 1:10 em relação ao meio de cultura. • Coletar assepticamente no mínimo 5ml de sangue de indivíduos adultos e 1ml de crianças. Deixar secar. .2. b) O ideal é uma alíquota da amostra para cada setor. • Não trocar de agulha antes de injetar o sangue no frasco. • Passar álcool 70%. enxaguar bem. com intervalos de 30 minutos.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. 7. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 7. micológicos ou de tuberculose.Incubar a 35ºC por 24 horas antes de enviar para o LACEN. Para distâncias maiores. encaminhar imediatamente em temperatura ambiente. isto é: 5ml de sangue para 45ml de meio de TSB -Trypticase Soy Broth (hemocultura adulto) e 1ml de sangue para 9ml de TSB (hemocultura pediátrico). proceder como o descrito abaixo: . Se a coleta for próxima do LACEN. Não é recomendável que a mesma amostra seja utilizada para os exames bacteriológicos.Em caso de mais de um frasco. em um deles deverá ser introduzindo na tampa de borracha uma agulha estéril com uma pequena porção de algodão na parte posterior.3 Sangue (Hemocultura) a) Técnica de Coleta • Lavar as mãos com água e sabão. porque pode haver contaminação. Inocular 5ml de sangue direto da seringa de coleta no frasco de hemocultura adulto (45ml) ou 1ml de sangue em frasco de hemocultura pediátrico (9ml). por no mínimo 30 segundos. • Fazer a anti-sepsia da área com PVPI. cuidar para que não hajam bolhas de ar na seringa.2.3.

proteger da luz solar e acondicionar de forma adequada para que não haja risco de derramamento. é necessário constar na requisição a suspeita clínica para que o laboratório possa fazer uso dos meios e condições de cultivo mais adequados.5 Fluidos a) PLEURAL. c) Em casos de fluído abdominal de pacientes de diálise peritoneal. são coletados assepticamente em frasco estéril contendo heparina estéril 1:1000. ABDOMINAL e SINOVIAL: aspirados ou drenados.3.3. 5 a 10 ml são suficientes. 7. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC Após decorrido o tempo de incubação de 24 horas. é necessário observar o horário da coleta para que chegue no laboratório em horário conveniente para semeadura imediata (preferencialmente pela manhã).3 Transporte a) Para os líquidos assépticos recomenda-se que o material seja enviado imediatamente ao laboratório para que a semeadura seja feita o mais rápido possível. juntamente com a Ficha de Encaminhamento de Amostras Clínicas devidamente preenchida.2.. 7.6 Biópsias a) Devem ser enviadas ao laboratório em salina estéril e não em formalina.2. colher sem heparina ou em frasco de hemocultura. ressalvando as emergências. 7.3. b) A quantidade de heparina usada varia de acordo com o volume da amostra (aproximadamente 1 ml por 10 ml de fluído).4 Medula Óssea a) Coletar de 3 a 5 ml de sangue e colocar em um frasco estéril contendo 0.2.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. 7.5 ml de heparina diluída 1:1000. b) Portanto. 7. 76 . as amostras de sangue são coletadas em tubo seco. o TSB deverá ser encaminhado ao LACEN em temperatura ambiente.3. Nota Importante: Para todos os exames. c) No transporte das amostras deve-se considerar três condições importantes: manter sob refrigeração.7 Sorologias a) Para as sorologias. para maiores chances de viabilidade do fungo.2.

reação de DENGUE anticorpos IgM (ELISA) para Contagem de linfócitos T – CD4 / CD8 MATERIAL BIOLÓGICO sangue (soro) ONDE COLHER em tubo seco (5 ml) sangue (soro) em tubo seco (5 ml) sangue (soro) em tubo seco (5 ml) sangue (soro) em tubo seco (5 ml) sangue (soro) em tubo seco (5 ml) sangue (soro) em tubo seco (5 ml) sangue (soro) em tubo seco (5 ml) sangue (soro) em tubo seco (5 ml) sangue (soro) em tubo seco (5 ml) sangue (soro) sangue (soro) Sangue em tubo seco (5 ml) em tubo seco (5 ml) colhido em tubo com EDTA (5 ml) 8. anticorpos IgM e IgG (EIE) para FTA-ABS.2 Orientações específicas de coleta a) Não é necessário jejum para os exames imunológicos.1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado EXAMES BRUCELOSE. Ig Total . anticorpos IgM (ELISA) para TOXOPLASMOSE. SEÇÃO DE IMUNOLOGIA 8. 77 .MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. anticorpos IgM e IgG (ELISA) para SARAMPO.IgM imunofluorescência indireta para confirmação VDRL/RPR (inclusive quantitativo) SOROLOGIA PARA LUES WIDAL.para sífilis (Imunofluorescência) RUBÉOLA. IgM e IgG por ELISA TOXOPLASMOSE . imunofluorescência indireta para CITOMEGALOVÍRUS. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 8. reação de aglutinação (Látex) para CHAGAS.

antes de 18 horas da coleta.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Se for colhido antes do 5º dia. Nota: Para a realização dos exames listados para a Seção de Imunologia que utilizam o mesmo material biológico pode ser enviado somente 1 tubo com soro. independentemente do início dos sintomas. d) Para os exames de CD4 e CD8 são necessárias duas amostras colhidas na mesma hora. colher sempre que o paciente for procurar o serviço de saúde. c) Para Sarampo e Rubéola. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC b) A coleta de sangue para diagnóstico da Dengue deve ser realizada a partir do 5º dia do início dos sintomas (febre). e) A amostra para o exame de CD4 e CD8 deve chegar no laboratório. Uma delas é para a realização do hemograma. será necessária uma segunda amostra. 78 . O soro resultante de 5 ml de sangue é suficiente para os exames da Seção de Imunologia. acondicionada sem gelo (temperatura entre 18 a 20o C).

B e C Marcadores sorológicos: HBs Ag (Antígeno austrália) Anti-Hbs Anti-Hbc IgM Hbe Ag Anti-Hbe Anti-Hav IgM Anti-HCV Anti Hbc Total Anti HIV. Total de 3 amostras. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 9.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. Total de 2 amostras).2. swab nasofaringe (um de cada narina) e orofaringe. Para influenza 1.1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado EXAMES HEPATITES VIRAIS.2 Orientações específicas para solicitação e coleta 9. fornecidos pelo LACEN (As três amostras são colocadas em um único tubo de meio de transporte). 3. detecção de anticorpos Métodos: Elisa Imunofluorescência Indireta . em adultos. 2. 9. SEÇÃO DE VIROLOGIA 9. em sistema próprio de coleta fornecido pelo LACEN (as duas amostras coletadas são colocadas em um único tubo de meio de transporte viral). Adenovírus e Vírus Sincicial Respiratório.1 Hepatites Virais Para a realização do diagnóstico laboratorial das hepatites virais solicita-se o preenchimento completo da ficha abaixo: 79 . MATERIAL BIOLÓGICO sangue (soro) ONDE COLHER tubo seco (5 ml) sangue (soro) tubo seco (5 ml) aspirado de secreção nasofaringe (uma amostra de cada narina) em crianças. com swab para coleta de aspirado nasofaringeano e transportado em meio de transporte viral.IFI Western Blot VÍRUS RESPIRATÓRIO. Pesquisa do antígeno dos Vírus Influenza A e B. tipos A.

PACIENTE NOME: ENDEREÇO: MUNICÍPIO: 3 .MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.AMOSTRA SANGUE CONSERVAÇÃO: DATA COLETA: Homossexual Transmissão vertical UDI 4 – CONDIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA Bissexual Transfusão sanguínea Outros (especificar): 5 – CONDIÇÃO CLÍNICA Aminotransferase alterada valores ALT = AST= Icterícia Acidente Perfuro Cortante Colúria Contato domiciliar (Hepatite B) Gestante Contato sexual (Hepatite C) Doador de Órgãos Filho de Mãe portadora de Hepatite B Doador de sangue Contato sexual (Hepatite B) Receptor de Sangue Ambulatório DST Obs: 7 – SOLICITANTE: NOME: Assinatura: DATA: 80 .INSTITUIÇÃO NOME: ENDEREÇO: MUNICÍPIO: RESPONSÁVEL: TELEFONE: ESTADO: FAX: IDADE: ESTADO: SORO GELADEIRA PLASMA FREEZER – 20 DATA ENVIO: Heterossexual SEXO: 2 .SUS ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE LABORATÓRIO CENTRAL DE SAÚDE PÚBLICA FICHA PARA SOLICITAÇÃO DOS TESTES SOROLÓGICOS PARA HEPATITES VIRAIS 1 . PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE .

História de contato sexual ou domiciliar com indivíduo sabidamente HbsAg reator e/ou anti HBc reator. Exames sorológicos de triagem reatores para hepatites (doadores de sangue e/ou órgãos. c) Assinalar os dados referentes às condições da amostra epidemiológica e clínica do paciente.HBV ou Vírus da Hepatite C . Icterícia aguda. d) Identificar o solicitante. colúria e aminostransferase ≥ 3 vezes o limite superior da normalidade) Monitoramento do HBV (definir cura ou infecção crônica) Confirmatório do HCV (confirmar positividade sorológica) Contato Sexual e/ou Domiciliar de Hepatite B Paciente Anti-HBc Reator (Banco de Sangue) Gestante MARCADORES Hbs Ag.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. 9.2 Abordagem Sindrômica das Hepatites Virais As Seguintes situações clínicas devem ser consideradas como suspeita de Hepatite Viral: • • • • • • Aminotransferase (transaminases) ≥ 3 vezes o limite superior da normalidade. Anti-HCV HBs-Ag. Anti-HBs. Hbe-Ag Anti-HCV Anti-HBc Total Anti-Hbs Hbs-Ag 81 . História de exposição percutânea ou de mucosa a sangue e/ou secreções de pessoas portadoras ou com suspeita de infecção pelo Vírus da Hepatite B .1. 9. Anti-HAV IgM. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 9. Icterícia aguda e colúria.3 Procedimentos Laboratoriais para Hepatites Virais CASO Diagnóstico (Triagem sorológica (icterícia. Anti-Hbe.1.2.HCV. Anti-HBc IgM.1 Preenchimento da Ficha de Solicitação de Testes Sorológicos para Hepatites Virais a) Reproduzir a ficha original da página anterior. colúria e aminotransferase ≥ 3 vezes o limite superior da normalidade. Nota: As requisições das amostras com as condições clinicas em desacordo com as preconizadas serão devolvidas e o soro armazenado por 15 dias. usuário de hemodiálise e ambulatórios de DST).2. b) Preencher com letra legível os dados referentes à instituição e paciente.1.2. Após este período as amostras serão desprezadas.

Hospital Regional Homero de Miranda Gomes – Hospital Regional. c) Atualmente esta coleta é realizada no Hospital Infantil Joana de Gusmão. no atendimento de crianças e no Centro de Saúde Saco Grande II Florianópolis. Anti-HBc Total.2. Anti-HCV Hbs-Ag. para HIV.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. para atendimento de adultos.3 Vírus Respiratório a) A coleta deve ser realizada na fase aguda. Anti-HCV Hbs-Ag. Hospital Nereu Ramos. em indivíduos já vacinados não são realizados. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC Filhos de Mãe Hbs-Ag Reator Acidente percutâneo. e possuírem requisição própria de sorologia do SUS. Quanto mais cedo. ou seja. Anti. pois não existe forma crônica. 82 . maior a chance de detectar o vírus. 9. Hospital Infantil Joana de Gusmão. exige clinica compatível.2 HIV Somente serão realizados exames de HIV de pacientes que tiverem consultado com médicos credenciados junto ao programa DST/Aids. Anti-HBs.HCV Notas: Os testes para verificar eficácia da vacina (anti HBs). hemodiálise Doador de Orgãos Pacientes de DST/Aids/HIV Contato Sexual com Portador de Hepatite C Receptor de Sangue Hbs-Ag e Anti-Hbs aos 9 meses e 15 meses de idade Hbs-Ag.2. Os contatos de Hepatite A devem seguir os mesmos procedimentos para diagnóstico. b) O Material coletado tem que ser processado até seis horas após a coleta e transportado em temperatura de 2 a 8º C. até 3 dias do início dos sintomas clínicos. 9. nos Centros de Saúde. Anti-HCV Anti-HCV Anti-HBc Total.

83 . processamento e transporte 10. d) Para a obtenção do plasma. c) Coletar o 5 ml de sangue total em tubos vacuteiner com EDTA. f) O tempo de viabilidade da amostra é aproximadamente de 2 horas após a coleta do sangue total. Não use plasma não centrifugado (separado após repouso espontâneo) ou hemolizado. durante este período a amostra deve ser centrifugada o mais rápido possível para evitar que o plasma fique em contato com as células sanguíneas. deve-se evitar a coleta. e) Volume de plasma necessário para o teste: 1 ml (exatamente).1 Orientações gerais de coleta e transporte das amostras em relação ao exame solicitado EXAMES Pesquisa qualitativa do vírus da Hepatite C (PCR) Teste de Quantificação de Carga Viral do HIV Teste de Quantificação de Carga Viral do HCV Genotipagem do HIV MATERIAL BIOLÓGICO sangue (plasma) ONDE COLHER em tubo de coleta a vácuo com EDTA (5 ml) em tubo de coleta a vácuo com EDTA (5 ml) em tubo de coleta a vácuo com EDTA (5 ml) em 2 tubos de coleta a vácuo com EDTA (2 x 5 ml) em 2 tubos de coleta a vácuo com EDTA (2 x 5 ml) sangue (plasma) sangue (plasma) sangue (plasma) Genotipagem do HCV sangue (plasma) 10.2.2 Orientações específicas de coleta.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 10.2.1. após ingestão de alimentos gordurosos nas últimas 3 horas.1 HIV Quantitativo (Carga Viral) 10. Entretanto.1 Coleta da amostra a) Para os exames de Carga Viral não é necessário jejum ou qualquer preparo especial do paciente. não use plasma com vestígios de sangue. BIOLOGIA MOLECULAR 10. b) A amostra clínica é o plasma. centrifugar o sangue total a 3000 rpm durante 5 minutos.

10.1. b) A amostra clínica utilizada é o plasma. a amostra deve ser processada e colocada no Tampão de Lise no prazo de viabilidade da mesma. Não usar plasma não centrifugado (separado após repouso espontâneo) ou hemolizado. Não use os tampões com cristais devido a perda funcional. livres de RNAse e DNAse.2. deve-se evitar a coleta.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.2. não usar plasma com vestígios de sangue. deve ser mantido em freezer –80ºC por tempo indeterminado. acima citado. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 10. c) O transporte deve ser realizado sob refrigeração. h) Pipetar 1 ml de plasma para o tubo de Tampão de Lise utilizando micropipetas automáticas com ponteiras com barreira. centrifugar o sangue total a 1500 rpm durante 10 minutos. data e hora da coleta. c) Coletar o sangue total em tubos a vácuo com EDTA – 2 amostras de 5ml de sangue total (total 10ml). d) Para a obtenção do plasma. d) Retirar o Tampão de Lise da geladeira. Entretanto. 10. d) NUNCA manter a amostra em Tampão de Lise em freezer com temperatura de -20ºC.1 Coleta da amostra a) Para os exames de Genotipagem não é necessário jejum ou qualquer preparo especial do paciente. e) Agitar e colocar em Banho-Maria a 37ºC por 30 minutos para dissolução completa dos cristais.2. após ingestão de alimentos gordurosos nas últimas 3 horas.3 Conservação da Amostra e transporte a) A amostra em Tampão de Lise deve ser conservada em geladeira (2 a 8ºC) até o momento do processamento. f) Identificar os tubos com nome. Agitar por inversão várias vezes e verificar contra a luz até o desaparecimento dos cristais. c) Utilizando luvas novas e limpas. descartáveis.2.2 Preparo da amostra no Tampão de Lise a) O Tampão de Lise (Lysis Buffer) faz parte do conjunto de reagentes utilizados no processamento da amostra no teste de Carga Viral e é fornecido pelo LACEN. b) Após este período. no prazo máximo de 5 dias. b) Após o procedimento de coleta. por um período de até 5 dias.2 HIV Genotipagem 10. 84 .2. g) Centrifugar os Tampões por um minuto a 2500 rpm para a retirada do excesso de líquido na tampa.1. i) Homogeneizar os tubos por inversão ou em agitador.

ou congelada a –70ºC. livres de RNAse e DNAse.2. Não usar plasma não centrifugado (separado após repouso espontâneo) ou hemolizado. estéreis.2. em tubo a vácuo com EDTA e gel separador. f) Manter os microtubos armazenados a 4ºC até o momento de envio ao laboratório. qualitativo e genotipagem do HCV para que não haja manuseio e conseqüentemente contaminação da amostra e o resultado seja confiável. livres de RNAse e DNAse. c) Utilizar luvas novas e limpas para manipular os tubos e a amostra. não usar plasma com vestígios de sangue. 10. g) Acondicionar individualmente os tubos em sacos plásticos transparentes e com boa vedação. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 10. descartáveis. i) Após período de 2 dias a -20ºC.2.2 Preparo da amostra.3 Testes Qualitativos. b) Identificar os tubos com o nome do paciente. b) Coletar 5 ml de sangue total. colher em tubo a vácuo. com EDTA (não usar HEPARINA como anticoagulante). 85 . a amostra se não processada pode ser mantida no freezer –80ºC até o momento da reação por tempo indeterminado. d) Transferir o plasma para os microtubos utilizando micropipetas automáticas com ponteiras com barreira.1 Coleta e preparo da amostra a) Não é necessário jejum ou qualquer preparo especial do paciente. e) Identificar o tubo com nome. após ingestão de alimentos gordurosos nas últimas 3 horas. contendo 4 unidades de gelo reciclável congelados. mantidos a -20ºC no prazo máximo de 2 dias. conservação e transporte a) Utilizar microtubos. centrifugar o sangue total a 1500 rpm por 20 minutos. origem e data da coleta. próprios para o congelamento. específico para os exames de biologia molecular. tipo do exame.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.2. 2 Armazenamento da Amostra a) A amostras de plasma podem ser armazenadas em geladeira (2 a 8ºC) durante até 72 horas. deve-se evitar a coleta. de preferência com tampa de rosca.2. h) Encaminhar as amostras para o LACEN/SC em caixa de isopor. Entretanto. data e hora da coleta.3. Quantitativos (Carga Viral) e Genotipagem do RNA do HCV 10.3. d) Para a obtenção do plasma. Nota: É importante que a amostra seja específica para os testes quantitativo. e) Distribuir o total de plasma obtido em alíquotas de aproximadamente 1 ml por microtubo. Centrifugar e encaminhar diretamente ao laboratório. 10. c) Nos casos onde não for possível usar tubos com gel separador.

específicas para Hepatite C Requisição de APAC para Genotipagem do HCV – pág.3 Transporte da amostra a) O sangue total deve ser transportado ao laboratório entre 2 e 25ºC.4. 10.2.1) Requisição de laudo médico para emissão de APAC (Ver item 10. o sangue não pode ser congelado a –20ºC.2.2.1) Resultado do Teste PCR-Qualitativo Resultado da Biópsia ou Avaliação Médica Requisição: laudo médico para emissão de APAC (Ver item 10.4.1) Genotipagem PCR-Quantitativo (Indicação de tratamento) se Genótipo 1 PCR-Quantitativo para monitorar tratamento PCR-Qualitativo para monitorar tratamento 10. o mais rápido possível.4.2.2. 90 Requisição de APAC para Teste Qualitativo do HCV – pág.1) Resultado da biópsia Requisição do laudo médico para emissão de APAC (Ver item 10. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC Notas Importantes: Se não existir freezer –70ºC. dentro do período das 6 horas após a coleta.2. sem perda do RNA-HCV.2.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. As amostras de plasma que chegarem ao LACEN/SC com pacotes de gelo reciclável à temperatura ambiente serão descartadas como inadequadas. 10.4.4.3.4 Condições para Solicitação de Testes Bio-moleculares para Hepatite C CASO Diagnóstico (PCR-HCV Qualitativo) CONDIÇÕES Número da notificação Resultado de Anti-HCV Requisição: laudo médico para emissão de APAC (Ver item 10.1 Requições de APAC. As amostras de plasma só podem ser submetidas a dois ciclos de congelamento e descongelamento. 91 86 . 89 Requisição de APAC para Teste Quantitativo do HCV – pág.2. b) O plasma deve ser transportado entre 2 e 8ºC.4.1) Requisição de laudo médico para emissão de APAC (Ver item 10. Notas: Nunca utilizar tubos de coleta reciclados. se houver tempo para ser processado até 6 horas após a coleta. Nunca utilizar microtubos e ponteiras reciclados. devendo ser enviado ao LACEN.

BIOLOGIA MOLECULAR JUSTIFICATIVA DO PROCEDIMENTO Hipótese diagnóstica Motivo pelo qual o exame está sendo solicitado CID . PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC LAUDO MÉDICO PARA EMISSÃO DE APAC Genotipagem HCV – Biologia Molecular Unidade Solicitante Código SIA/SUS: Nº do cartão nacional/SUS: DADOS DO PACIENTE Nome: CPF: / / / / / / / / / / / / / / / / Nome da Mãe ou Responsável Endereço Município: Nº de Notificação DVE Código do Procedimento DADOS DA SOLICITAÇÃO Procedimento GENOTIPAGEM DO HCV .MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.10 UF CEP / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Data de Nascimento: Sexo: / / / / 11065168 Indicação de Tratamento CPF Médico DATA: / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nome do Médico Assinatura e Carimbo Médico DATA COLETA / / 87 .

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC LAUDO MÉDICO PARA EMISSÃO DE APAC RNA-HCV –Quantitativo Unidade Solicitante Código SIA/SUS: Nº do cartão nacional/SUS: DADOS DO PACIENTE Nome: CPF: / / / / / / / / / / / / / / / / Nome da Mãe ou Responsável Endereço Município: Nº de Notificação DVE DADOS DA SOLICITAÇÃO Código do Procedimento Procedimento UF CEP / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Data de Nascimento: Sexo: / / / / 11065176 Hipótese diagnóstica HCV Detecção por Tecnologia Biomolecular de Ácido Ribonucléico Quantitativo JUSTIFICATIVA DO PROCEDIMENTO CID .10 Motivo pelo qual o exame está sendo solicitado Indicação de Tratamento Monitorar Tratamento CPF Médico DATA: / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nome do Médico Assinatura e Carimbo Médico DATA COLETA / / 88 .

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA.Qualitativo Unidade Solicitante Código SIA/SUS: Nº do cartão nacional/SUS: DADOS DO PACIENTE Nome: CPF: / / / / / / / / / / / / / / / / Nome da Mãe ou Responsável Endereço Município: Nº de Notificação DVE DADOS DA SOLICITAÇÃO Código do Procedimento Procedimento UF CEP / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Data de Nascimento: Sexo: / / / / 11065150 Hipótese diagnóstica HCV Detecção por Tecnologia Biomolecular de Ácido Ribonucléico Qualitativo JUSTIFICATIVA DO PROCEDIMENTO CID . PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC LAUDO MÉDICO PARA EMISSÃO DE APAC RNA – HCV .10 Motivo pelo qual o exame está sendo solicitado Definir Infecção (diagnóstico) Monitorar Tratamento CPF Médico DATA: / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nome do Médico Assinatura e Carimbo Médico DATA COLETA / / 89 .

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. fornecido pelo LACEN no cartão próprio. no cartão próprio. b) O período ideal de coleta é de 3 a 5 dias do nascimento. a coleta não será perdida e os exames serão realizados da mesma maneira.1 Orientações gerais de coleta das amostras em relação ao exame solicitado EXAMES Dosagem da Fenilalanina MATERIAL BIOLÓGICO sangue do recém-nascido (coletado do calcanhar) sangue do recém-nascido ONDE COLHER no cartão próprio.IRT Identificação de Hemoglobina sangue do recém-nascido sangue do recém-nascido sangue do recém-nascido 11. fornecido pelo LACEN. ANÁLISES NEONATAIS (TESTE DO PEZINHO) 11.2 Orientações específicas para a coleta a) A coleta é realizada por técnico capacitado pelo LACEN. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 11. fornecido pelo LACEN no cartão próprio. mas se der positivo. fornecido pelo LACEN Dosagem do Hormônio Estimulante da Tireóide – TSH Dosagem do hormônio 17-OH Progesterona Dosagem da Tripsina Imuno Reativa . c) Caso ultrapasse este período. fornecido pelo LACEN no cartão próprio. a criança perde dias preciosos de tratamento. 90 .

Programa Nacional de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids. Programa Nacional de Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids. Normas. Brasília. Ministério da Saúde. Brasília. _____. Ministério da Saúde. ed. DF. Secretaria de Políticas de à Saúde. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC 12. 2. Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Malária. Departamento de Gestão de Políticas Estratégicas. Ministério da Saúde. Normas. Fundação Oswaldo Cruz. Ministério da Saúde. Guia de baciloscopia de hanseníase. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. _____. Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde. Coordenação Nacional de DST e Aids. DF. _____. _____. 1993. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. 1999. 1986. DF. Divisão Nacional de Laboratórios de SaúdePública. 1986. DF. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. _____. DF. Centro de Documentação do Ministério da Saúde. Coordenação Nacional de DST e Aids. Biossegurança em Laboratórios de Saúde Pública. Ministério da Saúde. Carga Viral. Assessoria de Ciência e Tecnologia. 2003. DF. 2001. Ministério da Saúde. Divisão Nacional de Laboratórios de SaúdePública. Brasília. DF. _____. Secretaria de Políticas de à Saúde. Manual de treinamento em diagnóstico laboratorial de malária. Divisão Nacional de Laboratórios de SaúdePública. Assessoria de Ciência e Tecnologia. métodos e técnicas para isolamento e diagnóstico das enterobactérias. _____. Brasília. Departamento de Gestão de Políticas Estratégicas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Saúde. Brasília. cap. Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. Brasília. Brasília. Normas técnicas para o diagnóstico das meningites bacterianas. 1985. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle da infecção hospitalar. 1998. Secretaria de Vigilância em Saúde. _____. Biossegurança em Laboratórios de Saúde Pública. Brasília. Departamento de Atenção Básica. DF. Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde. _____. DF. métodos e técnicas para o diagnóstico laboratorial de febre tifóide. Ministério da Saúde. _____. Brasília. capítulo 2. Brasília. 1993.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. DF. Secretaria de Políticas de à Saúde. 2. Brasília. Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde. Manual para controle das doenças sexualmente transmissíveis. 91 . Secretaria de Políticas de Saúde. Técnica para coleta de secreções. Secretaria de Políticas de à Saúde. 1998. DF. 1997.

C. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. 1989. Ver. ed. Coordenação de Controle de Zoonoses e Animais Peçonhentos. Ministério da Saúde. E ampl. E. Brasília. Ministério da Saúde. 1998. E.C. M. Fundação Nacional de Saúde. PARANÁ.MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA COLETA. 1991. PILONETTO. Instituto Adolfo Lutz. Guia de Vigilância Epidemiológica. vol I e II. _____. [2000]. PILONETTO. Manual de Leptospirose. DF. 1995. Centro de Referência Professor Hélio Fraga.. DF. Alexandre Vranjac. Secretaria de Estado da Saúde. Procedimentos básicos em Microbiologia Clínica. RICHARDSON. Oxford: Press. Fundação Nacional de Saúde. _____. Secretaria de Estado da Saúde. Coordenação dos Institutos de Pesquisa. Medical Mycology: A Practical Aproach. PORTO. EVANS. 1984. Rio de Janeiro. DF. D. OPLUSTIL. 2004. Manual de procedimentos laboratoriais em microbiologia. Ministério da Saúde. Coordenação dos Institutos de Pesquisa. J. SÃO PAULO (ESTADO). São Paulo: Sarvier. 92 . Alexandre Vranjac. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Laboratório Central de Saúde Pública.D. Manual de baciloscopia da tuberculose. Micologia Médica. Instituto Adolfo Lutz. P. PREPARO E TRANSPORTE DE MATERIAL BIOLÓGICO – LACEN/SC _____. Microscience. Brasília. São Paulo. 42p. LACAZ. [2000]. 2. _____. et al. da Silva. il.. SÃO PAULO (ESTADO). C. Pinhais. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. 2002. São Paulo. Treinamento para coleta de secreção nasofaringe para cultura no diagnóstico laboratorial da coqueluche. Manual de coleta de amostras biológicas.V. Comissão Nacional de Prevenção do Cólera. 5. Brasília. Fundação Nacional de Saúde. São Paulo: Sarvier. ed. COSTA. Curitiba. Manual integrado de prevenção e controle do cólera. Secretaria de Estado da Saúde. 1996. 1998.E. M. M. Treinamento de difteria.

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