Intervalos na Reta Real

Publicado por Newton de Góes Horta Para complementar o artigo escrito sobre Conjuntos Numéricos iremos abordar agora o conceito de intervalo na reta real R. Ou seja, dos subconjuntos de R que satisfazem à seguinte propriedade: se x e y pertencem a I C R, x ” y, então para todo z tal que x ” z ” y, então z pertence a I Sem entrar em detalhes, e apenas como informação adicional, a propriedade estabelece que os intervalos são subconjuntos conexos de R, como também o é o próprio R, ou subconjuntos contínuos de R. Em forma de conjunto a propriedade acima pode ser escrita como: I = {z R | x ” z ” y} Os intervalos podem ser classificados por suas características topológicas ± abertos, fechados e semi abertos (fechados ou abertos à esquerda ou à direita) ± e por suas características métricas ± comprimento nulo, finito não nulo ou infinito.

Notação em símbolos de um intervalo
Habitualmente se utilizam os colchetes ± ³[" e "]´ ± para indicar que um dos extremos do intervalo é parte deste intervalo e os parênteses ± ³(´ e ³)´ ± ou, também, os colchetes invertidos ± ³]´ e ³[" para indicar o contrário. Assim, por exemplo, dados a e b números reais, com a ” b, o intervalo I = (a,b] = ]a,b] representa o conjunto dos x R, tal que a < x ” b. Note que a não faz parte do intervalo.

Representação de um intervalo na reta real
Um intervalo é representado na reta real utilizando-se de uma pequena ³bolinha vazia´ para indicar que um dos pontos extremos não pertence ao intervalo e de uma ³bolinha cheia´ para indicar que o ponto extremo pertence.

Tipos de Intervalos
Dados a e b números reais, com a ” b, x pertencente ao intervalo e c o seu comprimento, podemos classificar os intervalos como: a) Intervalo Fechado de comprimento finito c = b ± a: [a,b] = {x R | a ” x ” b} b) Intervalo fechado à esquerda e aberto à direita de comprimento finito c = b ± a: [a,b[ = [a,b) = {x R | a ” x < b} c) Intervalo aberto à esquerda e fechado à direita de comprimento finito c = b - a: (a,b] = ]a,b] = {x R | a < x ” b} d) Intervalo aberto de comprimento finito c = b ± a: ]a,b[ = (a,b) = {x R | a < x < b} e) Intervalo aberto à direita de comprimento infinito:

]-’,b[ = (-’,b) = {x R | x < b} f) Intervalo fechado à direita de comprimento infinito: ]-’,b] = (-’,b] = {x R | x ” b} g) Intervalo fechado à esquerda de comprimento infinito: [a,+’) = [a,+’[ = {x R | a ” x} h) Intervalo aberto à esquerda de comprimento infinito: ]a,+’[ = (a,+’) = {x R | x > a} i) Intervalo aberto de comprimento infinito: ]-’,+’[ = (-’,+’) = R j) Intervalo fechado de comprimento nulo: Como o comprimento é nulo e o intervalo fechado, então a = b e esse intervalo corresponde ao conjunto unitário {a}, isto é, a um ponto da reta real. Concluo a classificação dos intervalos com a seguinte pergunta para vocês: E o intervalo vazio como seria definido?

União e Intersecção de Intervalos
Como intervalos são conjuntos é natural que as operações mencionadas possam ser realizadas. E, trata-se de um procedimento muito comum na resolução de alguns problemas. E a maneira mais fácil e intuitiva de realizar essas operações é através da representação gráfica dos intervalos envolvidos. Vamos à um exemplo prático de como efetuar tais operações. Sejam A = [-1,6] = {x R | -1 ” x ” 6} e B = (1,+’) = {x R | x > 1} dois intervalos e vamos determinar A U B e A B. Primeiramente, marcamos todos os pontos que são extremos ou origens dos intervalos em uma mesma reta. Em seguida, abaixo dessa reta, traçamos os intervalos que representam graficamente os conjuntos A e B. E, por fim, é só utilizar a definição de união e intersecção para determinar os trechos que estão em pelo menos um intervalo e os trechos comuns aos dois intervalos, respectivamente. Veja a solução de A B na figura a seguir e de onde é também facilmente observado o resultado de A U B: A B = {x R | 1 < x ” 6} e A U B = {x R | -1 ” x}

. mas também... 11. a é múltiplo de k. então a é múltiplo de b. Por exemplo: M(7)={ 0. 22. naturais Números primos Crivo de Eratóstenes Mínimo Múltiplo Comum Método para obter o MMC       Máximo Divisor Comum Método para obter o MDC Relação entre o MMC e MDC Primos entre si Radiciação de Nos. } . naturais Raízes com o browser Múltiplos de números Naturais Diz-se que um número natural a é múltiplo de outro natural b. 4=2×2. 21. (b) 24 é múltiplo de 4. naturais Divisores de Nos. pois 15=3×5. 42. 66. então a é múltiplo de b e se conhecemos b e queremos obter todos os seus múltiplos. pois 24=6×4. pois 27=3×9. 77. 7. pois 24=4×6. assim existem infinitos múltiplos para qualquer número natural. Para obter os múltiplos de 2. 8=4×2. os números da forma a=k×2 onde k é substituído por todos os números naturais possíveis. A tabela abaixo nos auxiliará: 0=0×2. 12=6×2 O conjunto dos números naturais é infinito. . será denotado por M(y). 28. 44. Se a=k×b. 2=1×2. 33. (d) 27 é múltiplo de 9. se existe um número natural k tal que: a=k×b Exemplos: (a) 15 é múltiplo de 5. 10=5×2.Alegria Financeira Fundamental Médio Geometria Trigonometria Superior Cálculos Ensino Fundamental: Números Naturais: Segunda parte       Múltiplos de Nos.. como é o caso do número 35 que é múltiplo de 5 e de 7. . 35. basta fazer k assumir todos os números naturais possíveis. } M(11)={ 0. (c) 24 é múltiplo de 6. pois: 35=7×5 Se a=k×b. o conjunto de todos os múltiplos de y. 6=3×2. 14. Se y é um número natural. 55. isto é.

3. a = 1 × b se. Os divisores de um número y também formam um c onjunto finito.6} (b) Divisores de 18: D(18)={1. Exemplo: 3 é divisor de 15. logo 15 é múltiplo de 3 e também é múltiplo de 5. 0=0×5. Por exemplo.Observação: Como estamos considerando 0 como um número natural. e somente se.2. então o zero será múltiplo de todo número natural. pois trabalhando no conjunto dos números naturais não podemos dividir 6 por um número maior do que ele.15} Observação: O número zero é múltiplo de todo número natural e além disso.2. exceto ele próprio.3. Divisores de números Naturais A definição de divisor está relacionada com a de múltiplo. 0=0×15 Observação: Um número b é múltiplo dele mesmo.3. zero não divide qualquer número natural. pois 15=3×5. Um número natural tem uma quantidade finita de divisores. Um número natural b é divisor do número natural a.18} (c) Divisores de 15: D(15)={1. 0=0×12. Se aceitarmos que 6÷0=b. o número 6 poderá ter no máximo 6 divisores.6. como: 3=1x3. se a é múltiplo de b.5.9. a=b Por exemplo. 5=1x5 e 15=1x15. basta tomar o mesmo número multiplicado por 1 para obter um múltiplo dele próprio. então teremos que admitir que: . Tomando k=0 em a=k. Exemplos: (a) Divisores de 6: D(6)={1. aqui denotado por D(y).b obtemos a=0 para todo b natural. Por exemplo: 0=0×2.

então poderemos escrever que: 0÷0=X÷1 Como temos uma igualdade de frações. no sentido seguinte: Se aceitarmos que 0÷0=X.2} (c) 3 é primo pois D(3)={1. deveremos aceitar que o produto dos meios é igual ao produto dos extremos nesta proporção e assim: 0×1=0×X=0 que não é contraditório e isto pode ser realizado para todo X real.7.2.6=0xb mas não existe um número b que multiplicado por 0 (zero) seja igual a 6. o que significa que pode existir uma situação que ela passe a ter significado. Números primos Um número primo é um número natural com exatamente dois divisores naturais distintos. portanto a divisão de 6 por 0 é impossível. de forma única. Exemplos: (a) 1 não é primo pois D(1)={1} (b) 2 é primo pois D(2)={1. Crivo de Eratóstenes .14} Observação: 1 não é primo pois tem apenas 1 divisor e todo número natural pode ser escrito como o produto de números primos. gerando uma proporção.3} (d) 5 é primo pois D(5)={1. razão pela qual a expressão da forma 0÷0 é dita indeterminada.7} (f) 14 não é primo pois D(14)={1.5} (e) 7 é primo pois D(7)={1. A divisão de 0/0 (zero por zero) é indeterminada.

Para determinar os números primos nesta tabela. lembramos que 1 não é um número primo.19.43. 6.É um processo para obter números primos menores do que um determinado número natural n.97} Mínimo Múltiplo Comum Diz-se que um número m é múltiplo comum dos número a e b se m é múltiplo de a e também é múltiplo de b. que será o próximo número não marcado da tabela e eliminamos todos os múltiplos desse número primo que encontrarmos na tabela.41. Como exemplo. Antes de iniciar. obtidos pelo crivo de Eratóstenes.79.71. 5. pois é múltiplo de 5. ou seja. sempre voltando ao passo anterior.3.5.23. No quadro abaixo.53. Os números que não foram eliminados são os números primos. basta seguir os seguintes passos. m=w×b . 2 é primo.89.73. 1 2 11 12 21 22 31 32 41 42 51 52 61 62 71 72 81 82 91 92 3 4 5 6 7 8 9 10 13 14 15 16 17 18 19 20 23 24 25 26 27 28 29 30 33 34 35 36 37 38 39 40 43 44 45 46 47 48 49 50 53 54 55 56 57 58 59 60 63 64 65 66 67 68 69 70 73 74 75 76 77 78 79 80 83 84 85 86 87 88 89 90 93 94 95 96 97 98 99 100 Na tabela.17. m=k×a e onde k e w números naturais. com o próximo número primo. 3. 2. Determinamos o próximo número primo. enquanto 25 não é primo.11.83. indicando com a cor mais forte os números primos e com a cor clara os números que não são primos.37.7. Marcamos o número 3 e eliminamos todos os múltiplos de 3 que encontrarmos na tabela. que é o primeiro número primo e eliminamos todos os múltiplos de 2 que encontrarmos na tabela.13. 1. Devemos construir uma tabela contendo os primeiros n números naturais. listamos os 100 primeiros números naturais.29.67. mostramos os números primos menores do que 100.59. P = {2. 4.31.61.47. Continuamos o processo. Marcamos o número 2.

5.45.12. logo: D(18) = { 1.25.27.} M(3) M(5)={0.45. lembrando sempre que o menor múltiplo comum deve ser diferente de zero.15.42. 15.24.. 6.. Por exemplo: M(4)={0.39.. M(3)={0. 30. 9.45.50..30.Exemplos: Múltiplos comuns (a) 24 é múltiplo comum de 6 e 8. Para isso denotaremos por M(a) o conjunto dos múltiplos de a. utilizamos a notação MMC(a.33.. . o que é o mesmo que obter todos os divisores naturais de 18.30. 24. . 45.4.. 12. mas por definição.15. Exemplo: Múltiplos comuns de 3 e 5..}=12 .55.6...21.36.. Determinaremos agora todos os números que tem 18 como múltiplo comum.3..} o Mínimo Múltiplo Comum entre 3 e 5 é igual a 15.24. no conjunto: M(3) M(5)={0.36. 18 é múltiplo comum de 1 e 18 pois 18=1x18 18 é múltiplo comum de 2 e 9 pois 18=2x9 18 é múltiplo comum de 3 e 6 pois 18=3x6 O número 18 é múltiplo comum de todos os seus divisores.35.18 } Agora obteremos os múltiplos comuns dos números a e b.18.15.16.12.40.24. ele irá fazer parte dos conjuntos de todos os múltiplos de números naturais e será sempre o menor múltiplo comum.20.. Logo.} M(5)={0..20. o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) de dois ou mais números naturais é o menor múltiplo comum a esses números que é diferente de zero.9.} MMC(4. 18.10... 3. Ao trabalhar com dois números a e b.} Como estamos considerando 0 (zero) como número natural. por M(b) o conjunto dos múltiplos de b e tomaremos a interseção entre os conjuntos M(a) e M(b).. 6.30..} M(6)={ 0.b) para representar o Mínimo Múltiplo Comum entre os números naturais a e b.8.6)=min {12.. 2. (b) 15 é múltiplo comum de 3 e 5..

3.30. 5.45. | | | 2.. Dividimos todos os números da lista da esquerda. separados por vírgulas. 12 22 28 | 2 | | 4. o processo acima é excelente para mostrar o significado do MMC mas existe um método prático para realizar tal tarefa sem trabalhar com conjuntos.27.25...O conjunto dos múltiplos do MMC(a...15.45. À esquerda do traço escreva os números naturais como uma lista.30...} M(5)={0. 3.18. 12 22 28 | 2 6 11 14 | | | .40.b.15.6.15...} Observe que M(15)=M(3) M(5) Método prático para obter o MMC Do ponto de vista didático. 22 e 28 do lado esquerdo do traço vertical e do lado direito do traço poremos o menor número primo que divide algum dos números da lista que está à esquerda..45.5.30.15. Por exemplo.b) é igual ao conjunto dos múltiplos comuns de a e b. Aqui usamos o 2.} M(3) M(5)={0.. Em um papel faça um traço vertical.21.20. de forma que sobre espaço livre tanto à direita como à esquerda do traço. criando uma nova lista debaixo da lista anterior com os valores resultantes das divisões (possíveis) e com os números que não foram divididos.24.60..} M(15)={0. se a=3 e b=5: M(3)={0. para obter o MMC(a.9..35.12. tomaremos 12.10..c. 1.. que são múltiplos do número primo que está à direita do traço.30.). Por exemplo.

criando novas listas sob as listas anteriores. O MMC é o produto dos números primos que colocamos do lado direito do traço e neste caso: MMC(12. 12 6 3 1 1 Máximo Divisor Comum 15 15 15 5 1 | | | | | 2 2 3 5 60 Para obter o Máximo Divisor Comum devemos introduzir o conceito de divisor comum a vários números naturais. (b) 3 divide 15 e 36. 12 6 3 1 1 1 8. Um número d é divisor comum de outros dois números naturais a e b se. Isto significa que devem existir k 1 e k2 naturais tal que: a = k1 × d Exemplos: Divisores comuns.28)=924. com a tabela: 12 15 | | | e depois dividimos todos os números da lista da esquerda pelos números primos (quando a divisão for possível). . Repetimos a partir do passo 3 até que os valores da lista que está do lado esquerdo do traço se tornem todos iguais a um. e b = k2 × d (a) 8 divide 24 e 56. O MMC(12.22. pois 24=3x8 e 56=7x8. 7.15)=60 é o produto de todos os números primos que colocamos do lado direito do traço. d divide a e d divide b simultaneamente. Exemplo: Obtemos o MMC dos números 12 e 15. pois 15=5x3 e 36=12x3.6. 22 11 11 11 11 1 28 14 7 7 1 1 | 2 | 2 | 3 | 7 | 11 | 924 9.

4. a título de exemplo. Por exemplo. 6. Na primeira coluna coloque o maior deles e na segunda coluna o menor. 4. 4.b). 4.2. é 1. 2. tomemos os conjuntos de divisores D(16)={1. pondo os números dados na linha do meio. o Máximo Divisor Comum entre os números naturais a e b. 8. Para introduzir este método. 8.24)=max( D(16) Método prático para obter o MDC D(24))=8 De forma similar ao cálculo do MMC(a. então: MDC(16. pois o conjunto dos divisores de um número é finito. determinaremos o MDC entre os números 30 e 72. obteremos a interseção entre os conjunto D(16) e D(24). Realizamos a divisão do maior pelo menor colocando o quociente no espaço sobre o número menor na primeira linha e o resto da divisão no espaço logo abaixo do maior número na terceira linha.8.2.6.8. isto é.b) entre dois números naturais. Obteremos agora os divisores comuns aos números 16 e 24. 24 } D(16) D(24)={1. 12. 3.3.12. Denotaremos por MDC(a.Observação: Um número d é divisor de todos os seus múltiplos. pois encontrar conjuntos de divisores para cada número pode ser trabalhoso. D(16)={ 1. 2. 3.b). O conjunto dos divisores de um número natural y. O conjunto dos divisores comuns de dois números é finito. 2.4. Construímos uma grade com 3 linhas e algumas colunas.16} e D(24)={1. 16 } D(24)={ 1. 2 72 30 12 . assim não interessa o menor divisor comum mas sim o maior divisor que pertence simultaneamente aos dois conjuntos de divisores.24}. 1. será denotado por D(y). 8} Ocorre que o menor divisor comum entre os números 16 e 24. temos também um procedimento prático para determinar o MDC(a. 72 30 2.

quais são esses números? Solução: Se X e Y são os números procurados. Assim: 60a+60b=420.4. o quociente será colocado sobre o número 12 e o resto da divisão ficará localizado abaixo do número 30. Se a soma de dois números naturais é 420 e o máximo divisor comum entre eles é 60. os números X e Y devem ser múltiplos de 60. quais são esses números? Solução: Sejam X e Y os números procurados. Se MDC(X. Como o resto da última divisão é 0 (zero). Tomando a=8 e b=1 teremos X=144 e Y=18. eles devem ser múltiplos de 18 e podem ser escritos na forma X=18a e Y=18b onde a e b devem ser determinados. o último quociente obtido representa o MDC entre 30 e 72. o quociente será posto sobre o número 6 e o resto da divisão ficará localizado abaixo do número 12. De novo. o que . o que é equivalente a: a-b=7. 2 2 2 72 30 12 6 12 6 0 10. pelo resto obtido anteriormente que é 6. 11. logo denotamos tal fato por: MDC(30.Y)=60. de onde segue que 18(a-b)=18×7. 2 2 72 30 12 12 6 8. b. 7. Novamente. logo podem ser escritos na forma X=60a e Y=60b onde a e b são números inteiros positivos. 5.72) = 6 Exercícios: a. 9. Assim: 18a-18b=126. pelo resto obtido anteriormente que é 12. Realizamos agora a divisão do número 30. Realizamos agora a (última!) divisão do número 12. Se a diferença entre dois números naturais é 126 e o máximo divisor comum entre eles é 18. Passamos o resto da divisão para o espaço localizado à direita do menor número na linha central. 2 72 30 12 12 6.

20)=60.20)=5 e 15 x 20=300.20)=15×20 e fazer: 5 × MMC(15. Se a=6 e b=1 então X=360 e Y= 60 Se a=5 e b=2 então X=300 e Y=120 Se a=4 e b=3 então X=240 e Y=180 Se a=3 e b=4 então X=180 e Y=240 Se a=2 e b=5 então X=120 e Y=300 Se a=1 e b=6 então X= 60 e Y=360 c. logo podem ser escritos na forma X=15a e Y=15b. Se MDC(15.20) e o MDC(15. quais são esses números? Solução: Sejam X e Y os números procurados.b) multiplicado pelo MMC(a. basta lembrar que MDC(15. o primeiro passo é obter o que for possível.b) = a × b MDC(12. e assim. então X e Y devem ser múltiplos de 15. isto é: MDC(a.15)=12 × 15 Esta relação é útil quando precisamos obter o MMC e o MDC de dois números. são: Se a= 6 e b= 5 então X= 90 e Y= 75 Se a=12 e b=10 então X=180 e Y=150 Se a=18 e b=15 então X=270 e Y=225 Relação entre o MMC e MDC Uma relação importante e bastante útil entre o MMC e o MDC é o fato que o MDC(a. . Assim: (15a)/(15b)=6/5.garante que a+b=7. Se a divisão entre dois números naturais é igual a 6/5 e o máximo divisor comum entre eles é 15.b) × MMC(a.20)×MMC(15.Y)=15.20). Devemos escolher números naturais tal que a+b=7. temos várias opções. Exemplo: Para obter o MMC(15.15) × MMC(12.b) é igual ao produto de a por b. Se MDC(X. basta encontrar um deles e usar a relação acima. logo a/b=6/5. Algumas soluções para o problema.20) = 300 de onde se obtém que MMC(15.

120.1/n). pot(a. representaremos a operação de radiciação por Rn[a].30.4.100. a1/n. Raiz quadrada: A raiz quadrada de um número não negativo (não somente natural) é um outro número não negativo b tal que: b2 = a A raiz quadrada de um número a>0 pode ser denotada por a1/2. . Uma notação simples e muito comum no meio científico é aquela que usa o acento circunflexo: a^(1/n).120)=40.12. 21 também não é um número primo mas 16 e 21 são primos entre si pois MDC(16.300.1/n).200. É o processo inverso da potenciação.20)=300. Os números que servem são X=200 e Y=120 pois MMC(200. pow(a.2. logo devem pertencer ao conjunto D(600): {1.75.15. quais são esses números? Qual é o máximo divisor comum entre eles? Solução: Se X e Y são os números procurados. Por exemplo. eles devem ser divisores de 600. que se lê: raiz n-ésima de a. O primeiro par não serve pois MMC(300. Primos entre si Dois números naturais são primos entre si quando o MDC entre eles é igual a 1. Neste trabalho.150.5. são: 300 e 20 ou 200 e 120. 16 não é um número primo.120)=600 e MDC(200.3.10.25.24. Radiciação de números naturais Radiciação de ordem n é o processo pelo qual dado um número natural a devemos determinar um número natural b tal que: bn = a onde n é um número natural.21)=1.6.20.600} Pares de números deste conjunto que somam 320.Exercício: Se a soma de dois números é 320 e o mínimo múltiplo comum entre eles é 600.8.

36÷3=12. Calculando raízes com o browser Netscape Para calcular raízes com o browser Netscape. em inglês sqrt). 2×2×2=8. para dividir 36 por seus divisores até que o divisor seja igual ao quociente 36÷2=18. Em estudos mais avançados. Raiz cúbica: A raiz cúbica de um número (não somente natural) a é um número b tal que: b3 = b . 36÷4=9. pode-se aprender a extrair a raiz quadrada ou a raiz cúbica de um número não necessariamente natural. b = a A raiz cúbica de um número a pode ser denotada por a1/3. 4×4×4=64 Portanto 4 é raiz cúbica de 64.Exemplo: Para obter a raiz quadrada de 36 deve-se obter o valor numérico de b de forma que: b2 = b × b = 36 Neste trabalho. com qualquer precisão que se queira. deve-se obter um número b de forma a obter b3=b×b×b=64 Por tentativa. b . 36÷6=6 Portanto 6 é a raiz quadrada de 36. ou .sqrt(961) (raiz quadrada. temos: 1×1×1=1. Exemplo: Para determinar a raiz cúbica de 64. digite (ou copie com Control+C) a linha de comando: javascript:Math. 3×3×3=27. usaremos o processo de tentativa.

digite na caixa: javascript: at . E . que consiste basicamente na equivalência de experimentos ou fenômenos que são. dimensões § § ¨ opo pág Fim pág § e forma simples. A similaridade é um conceito diretamente relacionado. Você obterá a rai cúbica de 343 que 6. t . diferentes.pow(343. A inclusão da página no grupo Fluidos deste site é apenas uma questão de conveniência. /3) e pressione E E . aturalmente. Para sair da janela com a resposta. na realidade. ão se limitam a área da Mecânica dos Fluidos. ¦ ¦ ¥ ¤ £ £ ¢ ¡  Construí or Robson B nito Ulysses Sodré. pressione o botão Voltar (Back) em seu navegador. pode-se definir randeza físi a como uma propriedade observável que pode ser expressa em . a resposta. os métodos são genéricos e de ampla utilização.j exatamente i t: t t it . unidades.V t . Para obter a rai n-ésima de um número não negativo . pressione o ot o A ora di ite ou copie com ontrol ) na cai a: javascript: at . a rai exata.pow(M. que i quadrada de . Grandezas bási as. f i i t l E A 31 i t . em razão do maior número de exemplos. /n) e pressione E E . tuali ada em 4/mar/ 005. A análise dimensional é uma ferramenta poderosa e simples para avaliar e deduzir relações físicas. Para air da janela Voltar Back) de seu rowser. pressione o botão Voltar (Back) de seu browser. Para sair da janela com a resposta.999999999999999 que uma excelente aproximação para . / i t t j l l ti .

Sejam. isto é. A é a distância observada entre dois pontos fixos e P. do padrão de referência adotado. por exemplo.1# u pode-se uma usar uma unidade u' e um valor n umérico ' tal que A = N' u' #A. então A3 > A1 Multiplicação e divisão Se. por exemplo. u' = n u #A.2# Se a unidade u' é n vezes maior que u. N' = ní1 N #A. as grandezas da mesma espécie A . Há então duas coisas distintas no caso: ‡ a gran e za fí ica di tância (ou comprimento) A entre os pontos e P (que é invariável se os pontos são fixos). A e A3: Adição e subtração Se A1 + A2 = A3 . ma grandeza física deve obedecer a princípios aritméticos comuns de números. se a unidade for multiplicada por um fator n. A2 = A1 + A1 + A1 . Exemplo: na Figura . o valor numérico da grandeza observada deverá ser í1 multiplicado por n . então A1 = A3 í A2 omparação Se A1 + A2 = A3 e A é finito e positivo. então A2 = 3A1 ou A1 = A2/3 valor numérico de uma grandeza observada depende daunidade.3# Então. Pode usar uma unidade u e o -se valor numérico de A é um número tal que A = N u #A.4# Isso significa que.termos quantitativos.  Figura  ©     . isto é.

. a dimensão de A é dada por  Símbolo da dimensão L M T I Unidade SI metro quilograma segundo ampère kelvin Símbolo da unidade SI m kg s A K N J mol candela mol cd [A] = L . A dimensão de uma unidade é indicada por colchetes e. A Tabela 01 dá as grandezas básicas definidas pelo Sistema Internacional. #D. « são números reais e A. #B. normalmente pequeno. b. os símbolos dimensionais comumente usados e as respectivas unidades básicas. o novo valor N' é dado p or: N' = n í1 N onde n = (n A)a (nB)b (n C)c. Estas últimas são denominadas grandezas derivadas. a dimensão de uma grandeza básica é a própria. As grandezas básicas formam um conjunto. e o valor numérico de G era N. da grandeza B por n B.1# Exemplos: Se A é uma grandeza de comprimento. c. B.. em relação ao qual as demais grandezas são definidas. em termos dimensionais. #C. pode ser considerada a fórmula anterior sem o coeficiente .1# e os expoentes a. C. que depende da unidade adotada. etc.1# Naturalmente.1# a #A....o valor numéri o dessa grandeza. a fórmula anterior fica [G] = [A] a [B]b [C] c. Usando raciocínio idêntico ao da transformação dada pelas igualdades anteriores #A..4#. « são grandezas básicas. pode -se facilmente deduzir: Se a unidade da grandeza A é multiplicada por n A. ou seja. Onde o coeficiente Tabela 01 Grandeza física Comprimento Massa Tempo Corrente elétrica Temperatura termodinâmica Quantidade de matéria Intensidade luminosa O conceito de dimensão indica as grandezas básicas e os respectivos expoentes que formam a grandeza derivada. Uma grandeza derivada genérica G pode sempre ser definida segundo a fórmula: G = A a B b Cc.

das grandezas básicas pelas respectivas dimensões. t é tempo e l é comprimento. homogeneidade. Exemplo: seja x = c t / l . Produtos e divis ões de grandezas são também grandezas derivadas. S = comprimento × comprimento e ‡ Se p é pressão. ‡ Se a é aceleração. portanto. ‡ Uma grandeza é dita adimensional se o resultado final da dimensão é unitário. a = velocidade / tempo e ‡ Se é força. ‡ Todas as grandezas de mesma dimensão mudam seus valores na mesma proporção quando os valores das unidades básicas são mudados. os conceitos de dimensão e de unidade são tecnicamente distintos. frio. ‡ unções não lineares ( como logarítmicas. etc Informática Matemática Mecânica teórica Resistência dos materiais Temas técnicos diversos Temas diversos Termodinâmica / transmissão de calor Relações físicas. c = comprimento / tempo e. ‡ Somas de grandezas de mesma dimensão são grandezas com a mesma dimensão. o mesmo procedimento é adotado para essas e o resultado final deve ser simplificado matematicamente. exponenciais. onde c é velocidade. Então [x] = L T í1 T / L = 1 Índices Ciência dos materiais Eletricidade e eletromagnetismo Eletrônica digital Eletrônica em geral luidos. Se houver grandezas derivadas na relação . trigonométricas) de grandezas derivadas não são em geral grandezas derivadas. embora sejam considerados sinôminos em muitas citações práticas. constantes físicas | Teorema de Buckingham (teorem a dos s) |  Índice do grupo | Página anterior | Próxima página | .‡ Se c é uma grandeza de velocidade. com dimensões normalmente diferentes das originais. mantendo -se os expoentes e desprezando -se o coeficiente de proporcionalidade se existir. p = força / área e [p] = L M T í2/L2 = L í1 M T í2 Portanto. na relação que a define. a dimensão de uma grandeza derivada é obtida pela substituição. Observar que. Algumas propriedades das grandezas e dimensões: ‡ A dimensão de uma grandeza derivada é sempre um produto de potências das dimensões das grandezas básicas que a formam. = massa × aceleração e [c] = L/T = L T í1 [a] = L T í1/T = L T í2 [F] = L M T í2 [S] = L 2 ‡ Se S é área. calor.

G n) #A.. mas seu valor numérico depende das unidades adotadas.Relações ísicas. o valo r de 9. é feita uma medição da dis tância em função do tempo. é deixado em queda livre a partir do repouso. ‡ Argumentos de funções logarí tmicas. supostamente no vácuo. o valor de g pouco varia e pode ser considerado uma constante ísica. porque não é adimensional (ver equação #D. Para locais próximos da superfície terrestre. que é a aproximação usual. No caso de g.   . G 2. a relação ou equação física genérica é G = f(G 1. unidades. G2. g = 9. . ou seja. y = (1/2) g t 2 . homogeneidade.1# Essa relação é perfeitamente homogênea porque [y] = L e o outro lado [(1/2) g t 2] = L T í2 T 2 = L Se. em vez da fórmula teórica.80665 m/s 2. a distância vertical pe rcorrida y em função da aceleração da gravidade g e do tempo t é dada por: y = (1/2) g t 2 #B. a equação deve ser dimensionalmente homogênea .81 m/s 2 equivale. pode -se chegar a um resultado como este: y = 4. Observar que constantes físicas normalmente têm dimensão e. «. ‡ Todos os termos de parcelas de soma ou subtração que existirem em f devem ter a mesma dimensão. nota-se que o único valor numérico invariável é a constante de proporcionalidade 1/2.. por conseqüência. essa relação pode parecer inválida porque y e t têm dimensões distintas. portanto. Entretanto. Segundo relações da mecânica elementar. um corpo. Equivale a (1/2) g da equação anterior e. Pode-se relacionar alguns aspectos que garantem a homogeneidade dimensional de uma relação física: ‡ Ambos os lados devem ter a mesma dimensão.905 não é uma simples constante de proporcionalidade. Da relação anterior. a grandeza a eleração da gravidade é suposta constante. Neste caso da aceleração da gravidade. dimensões ). Voltando à igualdade #B. que é adimensional. Então. por exemplo. deve -se notar que o valor 4. tem dimensão L T í2. O valor padronizado é 9.905 t 2 #B.1#.81 m/s 2. trigonométricas e outras especiais devem ser adimensionais.19 ft/s 2. seus valores dependem das unidades. Exemplo 01: na igura 01 (a). dependendo do local e da precisão do método. exponenciais. Gn.. a 32.2# À primeira vista.1# Essa relação só pode ser relevante se ambos os lados têm a mesma dimensão.1# do tópico Grandezas básicas. constantes ísicas | Topo pág | im pág | Muitos fenômenos físicos podem ser representados por uma grandeza G como função de uma ou mais gr andezas G1.

uma f rmula pode estar dimensionalmente correta e não representar a relação real entre as grandezas.G n) = 0 #A. . tem-se b = 0.00012 h #C. Assim.01 10 5 eí0. mas não é suficiente.01 10 5 N/m2. massa do elétron. G2. elas são válidas para deter minadas condições. í1 bservar que. o aspecto dimensional. Por analogia. o entanto. cujas grandezas independem de quaisquer condições. a e b podem variar de acordo com o local e época porque o planeta erra não é omogêneo. u seja. pode-se verificar que as constantes g. conforme regra anterior. no caso particular de .00012 m í1 e a = 1.2#. u seja.. Há também as constantes físicas uni ersais (velocidade da luz no vácuo. Teorema de Buckingham (teorema dos # # $ opo pág Fim pág Seja um fenômeno físico representado por uma função genérica de n grandeza s: f(G1. etc). deve-se ter. Em uma determinada região foi observado que a pressão atmosférica p (em varia com a altitude (em m) segundo a relação: p = 1. A omogeneidade dimensional é uma c ndi necessária para uma equação física válida.pode-se generalizar e dizer que a pressão atmosférica varia com a altitude segundo a equação: p = a e íb h #C. deve aver coerência de unidades. constante dos gases.1# Essa relação vale para um local em particular. além da omogeneidade dimensional. considerando as unidades info rmadas de p e de . os exemplos anteriores. E a dimensão de a deve ser pressão para omogeneidade da f rmula[a] = L M Tí2.1# e outra forma. dimensão unitária do expoen Portanto. seus valores numéricos continuam dependendo das unidades adotadas.Figura 1 Exemplo : ver Figura 1 (b).1#. í1 L . [b] = te. nde a e b são constantes que dependem do local. . "!  2 /m) s) # ..

. 2. Gnin #C. uma esfera de material perfeitamente elástico que se choca com uma superfície perfeitamente rígida. E. . a relação acima é equivalente a: F( 1. Supondo a esfera revestida com uma tinta úmida. pode-se listar as grandezas que têm relação com o choq ue: Figura 1 c velocidade da esfera antes do choque diâmetro da esfera E módulo de elasticidade do material da esfera m massa da esfera coeficiente de Poisson do material da esfera massa específica do material da esfera Entretanto esse conjunto não é independente porque a massa é função do diâmetro e da massa específica.1# nde os expoentes i1.2# Se as n grandezas podem ser expressas em termos de k grandezas independentes. . Exemplo: seja. Assim.. após o choque haverá uma marca circular na superfície. por exemplo. como em (b) da figura. conforme Figura 1 (a).1# e outra forma... Escolhese.. in são números racionais. ník) #B. a massa m para exclusão.... uma dessas três grandezas deve ser retirada para formar um conjunto independente. eseja saber a relação entre o diâmetro d dessa ma e -se rca outras grandezas físicas envolvidas no processo (desprezam os efeitos do ar). .G1 = (G2.. ) As dimensões das grandezas são: % . D. A princípio. i2.G n) #A.. . -se esde que a superfície é perfeitamente rígida. 1 = i ( 2.. ... ela não deve ter propriedades que possam influenciar. ník) = 0 #B. Pode-se então dizer que o diâmetro d da área marcada é função das seguintes grandezas independentes: d = f(c. .2# nde i são números adimensionais formados a partir das grandezas originais: = G1i1 G2i2 .

.[d] = L [c] = LTí1 [D] = L [E] = MLí1Tí2 [ ] = 1 [ ] = MLí3 Analisa-se agora o aspecto da dependência dimensio nal: [d] = L = [D] [E] = ML í1Tí2 = (MLí3) (LTí1)2 = [ ] [c] 2 [ ] = 1 Formam-se grupos adimensionais para essas grandezas: e acordo com o teorema de Buckingham. Substituindo.

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