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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA COORDENADORIA DE ENSINO MÉDIO E TECNOLÓGICO COLÉGIO POLITÉCNICO DA UFSM

ENSINO MÉDIO E TECNOLÓGICO COLÉGIO POLITÉCNICO DA UFSM Apostila de Topografia Prof. M. Sc. Eng. Florestal

Apostila de Topografia

Prof. M. Sc. Eng. Florestal Erni José Milani

Santa Maria

2009

1. APRESENTAÇÃO

Esse material tem a finalidade de buscar um aprendizado prático da topografia, de maneira a oferecer aos interessados uma iniciação na área, por essa razão não será um documento completo e muitas explicações teóricas de certa forma ficaram um pouco prejudicadas, pois se não fosse dessa maneira o número de horas deveria em muito ser aumentado. Fica, portanto o alerta para que posteriormente o aluno continue a buscar aquelas informações complementares e necessárias.

2. OPERAÇÕES TOPOGRÁFICAS

As operações topográficas podem ser divididas em 4 etapas:

Ä Levantamento: É quando se obtém as medidas angulares e lineares;

Ä Cálculo: Transformação das medidas obtidas no levantamento em coordenadas, área e volume;

Ä Desenho: É a etapa onde se faz a representação das coordenadas;

Ä Locação: Confirmação no campo dos dados levantados e calculados.

3. ÂNGULOS DA MENSURAÇÃO:

Ä Horizontais;

Ä Verticais.

Ângulo: É dado pela diferença de direção entre duas retas que se encontram em um determinado ponto chamado de vértice.

3.1. Ângulo Horizontal: É o ângulo medido segundo o plano horizontal. Ä Sentido dos Ângulos Horizontais: Em mensuração, o sentido positivo de um ângulo horizontal é o sentido horário.

positivo de um ângulo horizontal é o sentido horário. 3.2. Ângulo Vertical: É o ângulo medido

3.2. Ângulo Vertical: É o ângulo medido segundo o plano vertical.

Ä São 3 tipos de ângulos verticais:

- Ângulo de altura ou de Inclinação Vertical (b);

- Ângulo Zenital (Z);

- Ângulo Nadiral (N).

3.2.1. Ângulo de Altura: É o ângulo que vai da linha do horizonte, até a direção

tomada.

Ä É positivo quando contado acima da linha do horizonte;

Ä É negativo quando contado para baixo do plano horizontal.

É positivo quando contado acima da linha do horizonte; Ä É negativo quando contado para baixo

3.2.2. Ângulo Zenital

É o ângulo que vai da linha do zênite, até a direção tomada.

que vai da linha do zênite, até a direção tomada. 3.2.3. Ângulo Nadiral É o ângulo

3.2.3. Ângulo Nadiral

É o ângulo que vai da linha do Nadir, até a direção tomada.

ângulo que vai da linha do Nadir, até a direção tomada. 4. MEDIDA DA DISTÂNCIA A

4. MEDIDA DA DISTÂNCIA A distância em topografia é sempre a projeção no plano.

As distâncias em topografia podem ser medidas de quatro maneiras mais comuns.

Ä Direta;

ÄIndireta Taqueométrica; ÄIndireta Trigonométrica;

Ä Eletrônica.

4.1. Distância Inclinada e Distância Horizontal

4.1. Distância Inclinada e Distância Horizontal cos b = cat adj D . ( ) hip

cos b =

cat adj D

.

(

)

hip D

(

')

D = D'.cos b

D´ = distância inclinada entre P e Q.

D = distância horizontal entre P e Q.

b = ângulo de altura da direção P e Q

Então:

D = D'.cos b

Æ Somente para pontos próximos, que se possa desconsiderar a

curvatura da terra.

4.2. Medida Direta da Distância: É a medida feita com o Diastímetro, de preferência

leve e com boa resistência, os mais comuns são as trenas “fiber-glass”. Como com o diastímetro

não temos o ângulo para reduzir ao horizonte, devemos tomar alguns cuidados, veja na figura.

Como com o diastímetro não temos o ângulo para reduzir ao horizonte, devemos tomar alguns cuidados,

4.2.1. Principais Erros na Medição Direta

Ä Catenária

Ä Inclinação do diastímetro

Ä Inclinação das balizas

Ä Erro de alinhamento

4.3. Medida Indireta da Distância:

4.3.1. Método Taqueométrico:

É a medida feita nos fios estadimétricos do aparelho. Retículo:

4.3.1. Método Taqueométrico: É a medida feita nos fios estadimétricos do aparelho. Retículo: Ä No plano:

Ä No plano:

4.3.1. Método Taqueométrico: É a medida feita nos fios estadimétricos do aparelho. Retículo: Ä No plano:

Na figura acima a’b’ = h Æ distância que separa o retículo superior do inferior na ocular,

mas que por fabricação geralmente vale 1/100 de f.

f = distância focal da objetiva

F

= foco exterior da objetiva

c

= distância que vai do centro ótico do aparelho à objetiva

C

= c + f (constante do aparelho) = 0

d

= distância que vai do foco à mira

AB = H = diferença da leitura superior e inferior

M = leitura do retículo Médio

A distância horizontal entre P e Q será: D = d + C

Então:

a’Fb’ @ AFB

'

a b

' =

f

AB

d

d . h = H . f

d

=

H f

.

h

então:

D = C + d

onde

e

à

d = H . 100

D = H . 100 + C

a’b’ = h

h

d

f

= 100 H f . = f 100
= 100
H f
.
=
f
100

E

AB = H

à

d = H . f . 100 / f

D = H . 100

Dessa forma podemos determinar uma distância de modo indireto, mas no plano.

Ä Quando o terreno é inclinado:

Ä Quando o terreno é inclinado: cos b = cat . Adj ( A ' M

cos

b = cat

. Adj

(

A ' M

)

 
 

hip ( AM

)

 

A

'

M

=

AM

.cos b

+

B

'

M

=

BM

.cos b

=

A

'

M

+

'

B M

=

AM

+

BM

(cos

b

)

A’B’=AB(cos b)

 

A’B’=H . cosb

 

cos b

=

D

 

D

'

 

D

= D '.cos b

 

D

h .100.cos

= b

.cos

b

D = H . 100 . cos 2 b

A' M = AM .cosb

B' M = BM .cos b

D’ = A’B’ . 100 + C

D’ = H . cosb . 100 + C

(= 0)

D’ = H . 100 . cosb

ou D

=

H

ou, ainda:

D

2

.100. Sen Z

=

H

.100.

2

Sen N

Exercícios:

a)

Calcule a distância entre o ponto A e o ponto B, sendo que a diferença de leitura dos

fios estadimétricos foi 1,25m e o ângulo de altura (b) = 10º15’00”

b) Calcule a distância tendo as seguintes informações:

Vért.

LS

LM

Li

Âng. Zenital

Dist.(m)

 

1 2,632

2,0

1,368

86º10’00”

 
 

2 2,457

2,0

1,543

81º40’00”

 
 

3 2,238

2,0

1,762

83º15’00”

 

4.3.2. Método Trigonométrico Este método se baseia em visar com o fio nivelador a parte inferior da mira falante (régua) e anotar o ângulo zenital correspondente (Z 1 ), posteriormente visar a parte mais superior possível da régua e também anotar o ângulo zenital correspondente (Z 2 ). Obs: É recomendável mirar novamente a parte inferior da régua, porém sem repetir a mesma leitura, e anotar o ângulo zenital (Z 3 ). Com isso é possível medir duas vezes a mesma distância. Os valores devem ser muito próximos, e sendo assim, é recomendável que se use a média aritmética entre eles.

Exemplo: LM1= 0,10 → Z 1 = 91º25’20” LM2= 3,90 → Z 2 = 87º04’40”

Exemplo:

LM1= 0,10 Z 1 = 91º25’20”

LM2= 3,90 Z 2 = 87º04’40”

LM3= 0,20 Z 3 = 91º18’40”

Cálculo

D

D

1

1

a

b

=

=

LM

2

-

LM

1

cot

gZ

LM

2

2

-

-

cot

LM

gZ

3

1

cot

gZ

2

-

cot

gZ

3

=

=

3,90

-

0,10

0.051046668

3,90

-

-

( 0,024827559)

-

0,20

=

0.051046668

-

( 0,0228872)

-

D

1

=

1

D a

+

D b

1

=

50,083

+

50,045

 

2

2

=

50,064 m

=

50,083 m

50,045 m

4.4. Medição Eletrônica da Distância: É a obtenção da distância através da medida do

número de ondas com um determinado comprimento, ondas essas emitidas por um Distanciômetro

e rebatidas por um prisma. Cada aparelho tem seu próprio manual para que possamos operá-los.

5. MEDIÇÃO DE ÂNGULOS

Os ângulos são medidos normalmente com teodolitos, mas podemos também deduzi-los

quando conhecidos as distâncias do triângulo.

5.1. Medição de Ângulo com Trena e Balizas:

Através do teorema dos cossenos, temos:

Ä Medidas dos lados do triângulo:

dos cossenos, temos: Ä Medidas dos lados do triângulo: a 2 = b 2 + c

a 2 = b 2 + c 2 - 2bc * Cos A

b 2 = a 2 + c 2 - 2ac * Cos B

c 2 = a 2 + b 2 - 2ab * Cos C

Exercício: Calcule os ângulos A, B e C do triângulo cujos lados são:

AB = 23m, BC = 28 m e AC = 30m então: a = 28m, b = 30m e c = 23m.

Isolando-se o ângulo temos:

Ê b

2

+

c

2

-

a

2

A ArcCos Á

Á Ë

=

Ê a

2

2

+

bc

2

b

2

B c

= ArcCos Á

Á Ë

2

ac

-

C b

=

ArcCos Á

Ë Á

2 ab

-

Ê a

2

+

2

c

2

 Ai = A + B + C

ˆ

˜

˜

¯

ˆ

˜

˜

¯

ˆ

˜

˜

¯

A

B

C

Ê

= ArcCos Á

Ë Á

ˆ

˜

˜

30

2 + 23

2

-

28

2

2 *30 * 23

¯

=

Ê 28

2

+

23

2

-

30

2

ArcCos Á

Á Ë

2 * 28* 23

ˆ

˜

˜

¯

Ê

= ArcCos Á

Á Ë

ˆ

˜

˜

28

2

+ 30

2

-

23

2

2

* 28* 30

¯

A = 62°08’05,66”

B = 71°17’51,47”

C = 46°34’02,87”

 Ai = 180

6 ÂNGULOS TOPOGRÁFICOS NO PLANO HORIZONTAL:

Os ângulos topográficos podem ser observados ou calculados, sendo que se entende

como observados os ângulos medidos através de instrumentos no campo e os calculados aqueles

deduzidos através de cálculo de escritório.

Os ângulos topográficos no plano horizontal podem ser:

Ä

Ä

Geométricos:

Geográficos:

- Internos;

-

-

- Azimute;

- Rumo.

Deflexão;

Irradiados.

6.1 Ângulos Geométricos

6.1.1 Ângulos Internos: São os ângulos voltados para dentro da poligonal fechada. Esses ângulos variam de zero à 360° e seu somatório em uma poligonal fechada deve ser igual a 180° ( n - 2 ), sendo n o número de vértices dessa poligonal.

Resumindo:

 Ai = 180° (n - 2)

Porém ao medirmos os ângulos no campo estamos sempre sujeitos a cometer erros e

como limite de tolerância para ângulos medidos com teodolitos usamos T= 1’ n , sendo n o número de vértices e T a tolerância. OBS.: Quando os levantamentos apresentam erros iguais ou menores do que a tolerância

se faz a distribuição desses erros, e para erros acima desse limite, deve-se repetir a obtenção dos dados de campo.

A distribuição pode ser de várias maneiras, o técnico pode usar aquela que julgue mais

lógica.

Indicaremos aqui uma maneira simples e rápida, que é compensar até um minuto por vértice, a partir do vértice que corresponde a menor distância.

a partir do vértice que corresponde a menor distância. 6.1.1.1 Método de Levantamento Planimétrico, com ângulos

6.1.1.1 Método de Levantamento Planimétrico, com ângulos internos:

O método de levantamento planimétrico que usa os ângulos internos é o caminhamento

perimétrico. Esse método consiste em andarmos em todo o perímetro do polígono, medindo a distância horizontal de cada alinhamento e os ângulos internos de cada vértice. Por uma questão de comodidade andamos sempre no sentido anti-horário.

Para a orientação de nossa planta precisamos ainda medir pelo menos o azimute de um alinhamento.

6.1.2 Ângulo de Deflexão: O ângulo de deflexão é aquele obtido a partir do prolongamento do alinhamento até o alinhamento seguinte, portanto podendo estar a direita ou esquerda, usados em poligonais abertas, porém para averiguação de sua precisão a poligonal terá que ser fechada. No caso de fecharmos a poligonal, os limites de tolerância bem como sua distribuição segue o que já apresentamos no capítulo anterior. Quando a poligonal for fechada saberemos que os ângulos foram bem medidos quando o

SAdD SAdE = 360

6.1.3 Ângulos Irradiados: Os ângulos irradiados normalmente são medidos no campo de forma acumulada, zerando-se o aparelho somente no vértice 1, e medindo-se posteriormente nos demais vértices.

6.1.3.1 Método de Levantamento Planimétrico, com ângulos irradiados: O método de levantamento planimétrico que usa os ângulos irradiados é a irradiação ou coordenadas polares. Esse método consiste em instalar o aparelho num ponto onde possamos enxergar todos os vértices. Zeramos o aparelho no primeiro vértice após medimos os demais vértices sempre da esquerda para direita, portanto no sentido horário. Medimos a distância do aparelho, até cada um dos vértices. Para a orientação de nossa planta, precisamos ainda medir pelo menos o azimute de um alinhamento.

6.2 Ângulos Geográficos 6.2.1 Azimute: O azimute é o ângulo formado a partir do Norte

6.2 Ângulos Geográficos

6.2.1 Azimute:

O azimute é o ângulo formado a partir do Norte até o alinhamento, contando sempre no

sentido horário, varia de zero à 360° . OBS.: O azimute de um alinhamento deve vir do campo, os demais azimutes se calcula a partir dos ângulos geométricos

azimutes se calcula a partir dos ângulos geométricos 6.2.2 Rumo: É o menor ângulo formado do

6.2.2 Rumo:

É o menor ângulo formado do Norte ou do Sul, o mais próximo, até o alinhamento, portanto contando no sentido horário ou anti-horário, varia de zero à 90° e deve sempre vir acompanhado das letras que lhe dão orientação. Assim:

1 o quadrante - R NE 2 o quadrante - R SE

3 o quadrante - R SW

4 o quadrante - R NW

Ø

Por não ter tanta importância nesse trabalho, não aprofundaremos o assusto sobre

Rumo, pois trabalharemos sempre com o azimute.

7. DETERMINAÇÃO DO AZIMUTE NO CAMPO

Ä Azimute magnético: A determinação do azimute magnético é possível através de uma

bússola, a qual nos indica o Norte Magnético.

Procedimento: Com a bússola acoplada ao teodolito instalado no vértice, direcionamos

para o Norte e zeramos o aparelho, após visamos a baliza de vante e medimos o azimute.

Ä Azimute verdadeiro: (Com uma visada ao sol).

Procedimento: Com o teodolito instalado no vértice, zeramos o aparelho na baliza de

vante, e após visamos o sol, tapando a objetiva para evitar riscos a retina, observar o ensinamento

na prática.

Da visada ao sol preenchemos a seguinte caderneta:

Data:

Hora legal da observação:

Ângulo horizontal (a):

Ângulo vertical (Z):

Localização (latitude j):

( a ): Ângulo vertical (Z): Localização (latitude j ): a = 90 + d b

a = 90 + d

b = 90 + j

c = Z

A = Azq

cos A = cosb.cosc + senb.sen c.cos A

d = declinação magnética j = latitude

Z = ângulo zenital

Manhã Azq = A Tarde Azq = 360 - A

cos a - cos .cos b c cos A = sen .sen b c
cos
a
-
cos .cos
b
c
cos A =
sen .sen
b
c

cos a = cos (90 + d) ou sen d

cos b = cos (90 + j) ou sen j

sen b = sen (90 + j) ou cos j

cos c = cos Z

sen c = sen Z

(I)

Substituindo na expressão (I), temos:

sen d - sen j .cos Z cos A = cos j .sen Z
sen
d
-
sen
j
.cos
Z
cos A =
cos
j .sen Z

(II)

OBS.: Como a latitude (j) é sempre negativa para o hemisfério sul, podemos usá-la como positiva

e trocar o sinal da expressão (II), então:

sen d + (sen j .cos Z ) cos A = cos j .sen Z
sen
d
+
(sen
j
.cos
Z
)
cos A =
cos
j .sen Z
sen d + (sen j .cos Z ) cos A = cos j .sen Z Az

Az (1-2) = 360° - a + Azq

Az (1-2) = 360° - a + Azq

Quando o valor der maior que 360°, devemos subtrair 360°

Exemplo:

Local: Itaara – RS

Latitude:

Ângulo Zenital:

Data: 12 / 01 / 96

----- 6,8cm

Hora: 17h 40min

x

----- 4,0cm

Z = 180 - N

N = 113°05’00”

x = 0°35’17,65”

Z = 66°55’00”

a = 1°10’20”

j = 29°35’18”

Declinação:

12 / 01 / 96 = - 21°47’24,4”

P2

13 / 01 / 96 = -21°37’47,3”

1) -21°37’47,03” 2) -21°47’24,4” 3) 17h 40min 4) j = 29°35’18” 5) Z = 66°55’00” 6) a = 1°10’20”

Vd = 0°09’37,1”

Vh = Vd / 24 = 0°00’24,05”

d

= do + (Hl + F) . Vh

d

= -21°47’24,4” + (17h40min + 3h) . 0°00’24,05”

d = -21°39’7,45

cos A =

cos A =

sen

d

+

(sen

j

.cos

Z

)

 

cos

j

.sen Z

sen(

-

21

39 ' 7 , 45

")

+

(sen

29

3518 '

").cos(

66 55 ' 00

")

cos(

29

3518 '

").sen(

66 55 ' 00

")

A = 102°39’50” Azq = 257°20’10”

Az(1-2) = 360° - a + Azq

Az(1-2) = 360° - 1°10’20” + 257°20’10”

Az(1-2) = 256°09’50”

Az(1-2)= 616°09’49,91” - 360°

Az (1-2) = 256°09’50”

OBS.: Essa maneira de determinarmos o azimute, através de uma visada ao sol, é apenas

uma maneira prática de obter um valor aproximado, já que não se fez nenhuma correção.

Então poderemos melhorar esse resultado, procedendo de uma maneira mais efetiva, ainda que não precise totalmente, devido ao tipo de material disponível para ser usado. Procedimento: Devemos escolher uma mira o mais distante possível, que fique próxima

ao horizonte e que se possa ter bem a certeza do ponto visado, pois faremos mais de uma visada e se a mira não for favorável, já é um fator de erro considerável. No mínimo devemos fazer duas observações, mas se quisermos ter mais certeza poderemos fazer quatro seis ou mais observações. Cada observação consta de visadas a mira e depois ao sol com a luneta na posição normal e invertida, e os valores a serem usados são os médios. Exemplo 1: Os dados foram obtidos na aula prática do curso de Técnico em Geomática do Colégio Politécnico da UFSM. Determinação do Azimute Verdadeiro. Método da Distância Zenital Absoluta do Sol Teodolito: T100-Leica precisão de 10” Temperatura: 7°c Latitude(Ф)= 29°43’18,03” S Data: 29/08/2007 Altitude = 88 m

PRIMEIRA OBSERVAÇÃO LMD = 44°15’00” LMI =224°14’30”

VISADA AO SOL Z’D = 59°57’20” Z’I = 300°39’20” LAD = 22°50’30” LAI = 202°10’10’ HLD = 9 h 26 m 37 s HLI = 9 h 30 m 03 s

LMD – Leitura na mira com a luneta na posição direta LMI – Leitura da mira com a luneta na posição invertida Z’D – ângulo zenital com a luneta na posição direta Z’I – ângulo zenital com a luneta na posição invertida

VISADA AO SOL Z’D = 61°47’10” Z’I = 299°25’40” LAD = 141°35’30” LAI = 320°19’50” HLD = 9 h16 m 38 s HLI = 9 h 23 m 20 s

SEGUNDA OBSERVAÇÃO LMD = 287°23’20” LMI = 107°22’50”

LAD – Leitura no astro com a luneta na posição direta LAI – Leitura no astro com a luneta na

posição invertida HLD – Hora legal quando foi feita a leitura no astro com a luneta na posição direta HLI – Hora legal quando foi feita a leitura no astro com a luneta na posição invertida 1. Cálculo do Azimute com os dados da primeira observação:

a) Cálculo das médias:

a 1) Hora Legal

HLD

+

HLI

HL =

2

HL = 9 h 19 m 59 s

a 2) Leitura na Mira:

LM

=

(LMI

±

180)

+

LMD

2

LM =

(224 14'30"-180) + 44 15'00"

2

LM = 44°14’45”

a 3) Leitura no Astro:

LA =

(LAI

±

180)

+

LAD

2

LA =

(320 19'50"-180) + 141 35'30"

2

LA = 140°57’40”

a 4) Ângulo Zenital sem correção:

Z =

'

Z ' =

(360

-

Z

'

I

)

+

'

Z D

2

(360

-

299 25'40")

+

61 47'10"

2

Z’ = 61°10’45”

b) Cálculo do ângulo entre a mira e o astro:

α = LA – LM

α = 96°42’55”

c) Cálculo da Declinação Magnética (δ):

Do

anuário

astronômico

seguintes informações:

retiramos

as

Declinação do dia 29 = + 9°34’9,1”

Declinação do dia 30 = + 9°12’’50,9” Variação diária = - 0°21’18,2” Variação horária = -0°0’53,26”

δ = δ 0 + ( HL + Fuso) . Vh

δ = + 9°23’12,26”

CORREÇÕES:

d) Correção da Distância Zenital Absoluta:

Z

= Z’ + R – P

d

) Refração:

R

= Rm . P’.T’

d

1.1) Refração média:

Rm = 60,37 TgZ’ – 0,067 Tg 3 Z’

Rm = 0°1’49,32”

d 1.2) Fator de correção da pressão:

Por falta de instrumento para medir a pressão Vamos nos valer de um cálculo empírico, ou seja, descontar a cada 11 metros de altitude 1mm, dos 760mm hg do nível do mar, então:

Altitude de 88 metros descontaríamos 8mm,

P

= P 0 . SenZ’ P = 0°0’7,63”

assim:

Então o Ângulo Zenital corrigido fica:

760-8 = 752

Z

= Z’ + R – P

Z = 61°12’22,71”

'

P =

P

P' =

752

P’ = 0,98947368

760

760

d 1.3) Fator de correção da temperatura:

T ' =

1

1

+

0,00384 T

T’ = 0,973823621

Então a Refração fica:

R

= Rm.P’.T’

R = 0°1’45,33”

d

2) PARALAXE:

P O =

P

O

=

8,7940586

Dist Aterra u a

8,7940586

(

.

.)

.

1,0100524

P 0 = 8,71”

2. Cálculo do Azimute com os dados da

segunda observação:

a) Cálculo das médias:

a 1) Hora Legal

HL =

HLD

+

HLI

2

HL = 9 h 28 m 20 s

a 2) Leitura na Mira:

LM

=

(LMI

±

180)

+

LMD

2

LM =

(107 22'50"+180) + 287 23'20"

2

LM = 287°23’05”

a 3) Leitura no Astro:

e)

Cálculo do Azimute do Astro.

A

=

ArcCos (

Sen

d

+

Sen

f .

CosZ

)

 

Cos

f .

SenZ

A

= 58°07’29,72”

 

AZ SOL = A ( Manhã )

f)

Cálculo do Azimute da Mira:

AZ MIRA = 360 – α + AZ SOL

AZ MIRA = 321°24’34,7”

LA =

(LAI

±

180)

+

LAD

2

LA =

(202 10'10"-180) + 22 50'30"

2

LA = 22°30’20”

a 4) Ângulo Zenital sem correção:

b)

Z ' =

(360

-

'

Z I

)

+

Z D

'

2

'

Z =

(360

-

300 39'20")

+

59 57'20"

2

Z’ = 59°39’00”

Cálculo do ângulo entre a mira e o astro:

α = LA – LM

α = 95°07’15”

c) Cálculo da Declinação Magnética( δ ):

Do

anuário

astronômico

seguintes informações:

retiramos

Declinação do dia 29 = + 9°34’9,1”

Declinação do dia 30 = + 9°12’50,9”

Variação diária = - 0°21’18,2”

Variação horária = -0°0’53,26”

δ = δ 0 + ( HL + Fuso) . Vh

δ = + 9°23’04,85”

CORREÇÕES:

d) Correção da Distância Zenital Absoluta:

Z

= Z’ + R – P

d

1) Refração:

R

= Rm . P’.T’

d

1.1) Refração média:

Rm = 60,37 TgZ’ – 0,067 Tg 3 Z’

Rm = 0°1’42,77”

d 1.2) Fator de correção da pressão:

pela altitude

760-8 = 752

'

P =

P

P' =

752

P’ = 0,98947368

760

760

 

d

1.3) Fator de correção da temperatura:

as

T

' =

 

1

T’ = 0,973823621

 
 

1

+

0,00384 T

Então a Refração fica:

R

= Rm.P’.T’

R = 0°1’39,03”

d

2) PARALAXE:

P O =

P

O

=

8,7940586

Dist Aterra u a

8,7940586

(

.

.

.)

1,0100524

P 0 = 8,71”

P = P 0 . SenZ’ P = 0°0’7,51”

Então o Ângulo Zenital corrigido fica:

Z = Z’ + R – P

Z = 59°40’31,51”

e) Cálculo do Azimute do Astro.

A

=

ArcCos (

Sen

d

+

Sen

f .

CosZ

)

 

Cos

f .

SenZ

A

= 56°31’58,88”

 

AZ SOL = A ( Manhã )

f) Cálculo do Azimute da Mira:

AZ MIRA = 360 – α + AZ SOL

AZ MIRA = 321°24’43,8”

AZ MÉDIO = 321°24’39,2”

Exemplo 2: Os dados foram obtidos na aula prática do curso de Técnico em Geomática do

Colégio Politécnico da UFSM, em 2005.

Determinação do Azimute Verdadeiro. Método da Distância Zenital Absoluta do Sol

Teodolito: T100-Leica Data: 21/11/2005

precisão de 10” Temperatura: 38°c Latitude(Ф)= 29°43’18,6” S Altitude = 88 m

PRIMEIRA OBSERVAÇÃO LMD = 67°24’40” LMI =247°24’40”

VISADA AO SOL Z’D = 39°42’10” Z’I = 319°10’40” LAD = 339°40’00” LAI = 159°00’10” HLD = 15 h12 m 55 s HLI = 15 h 17 m 03 s

SEGUNDA OBSERVAÇÃO LMD = 186°25’20” LMI = 06°25’20”

VISADA AO SOL Z’D = 41°29’50” Z’I = 317°46’50” LAD = 97°35’30” LAI = 277°05’40’ HLD = 15 h 20 m 06 s HLI = 15 h 24 m 36 s

LMD – Leitura na mira com a luneta na posição direta LMI – Leitura da mira com a luneta na posição invertida

Z’D – ângulo zenital com a luneta na posição direta Z’I – ângulo zenital com a luneta na posição invertida LAD – Leitura no astro com a luneta na posição direta LAI – Leitura no astro com a luneta na posição invertida HLD – Hora legal quando foi feita a leitura no astro com a luneta na posição direta HLI – Hora legal quando foi feita a leitura no astro com a luneta na posição invertida

1. Cálculo do Azimute com os dados da primeira observação:

a) Cálculo das médias:

a 1) Hora Legal HLD

HL =

+ HLI

2

HL = 15 h 14 m 59 s

a 2) Leitura na Mira:

LM

=

(LMI

±

180)

+

LMD

2

LM =

(247 24'40"-180) + 67 24'40"

2

LM = 67°24’40” a 3) Leitura no Astro:

LA =

(LAI

±

180)

+

LAD

2

LA =

(159 00'10"+180) + 339 40'00"

2

LA = 339°20’05”

a 4) Ângulo Zenital sem correção:

Z ' =

(360

-

'

Z I

)

+

Z D

'

2

'

Z =

(360

-

319 10'40")

+

39 42'10"

2

Z’ = 40°15’45”

b) Cálculo do ângulo entre a mira e o astro:

d 1.2) Fator de correção da pressão:

Por falta de instrumento para medir a

pressão

Vamos nos valer de um cálculo empírico,

ou seja, descontar a cada 11 metros de altitude

1 mm, dos 760 mm hg do nível do mar, então:

Altitude de 88 metros descontaríamos 8

mm, assim:

760-8 = 752

α = LA LM

'

P =

P

P' =

752

P’ = 0,989473684

 

760

760

α = 271°55’25”

c) Cálculo da Declinação Magnética( δ ):

Do anuário astronômico retiramos as

seguintes informações:

Declinação do dia 21 = - 19°53’9,88”

Declinação do dia 22 = - 20°06’16,27”

Variação diária = - 0°13’6,39”

Variação horária = - 0°0’32,77”

δ = δ 0 + ( HL + Fuso) . Vh

δ = - 20°03’7,85”

CORREÇÕES:

d) Correção da Distância Zenital Absoluta:

d

1.3) Fator de correção da temperatura:

T

' =

 

1

T’ = 0,872661267

 
 

1

+

0,00384 T

 
 

Então a Refração fica:

 

R

= Rm.P’.T’

R = 0°0’44,11”

d

2) PARALAXE:

 

P O =

8,7940586

 

(

Dist Aterra u a

.

.

.)

Dist.à terra = 0,987696 u.a.

1 u.a.= 149,6 milhões de Km

P

O

8,7940586

=

0,987696

P 0 = 8,90”

Z

= Z’ + R – P

P

= P 0 . SenZ’ P = 0°0’5,75”

d

1) Refração:

Então o Ângulo Zenital corrigido fica:

R

= Rm . P’.T’

Z

= Z’ + R – P

Z = 40°16’23,36”

d

1.1) Refração média:

Rm = 60,37 TgZ’ – 0,067 Tg 3 Z’

Rm = 0°0’51,09”

e) Cálculo do Azimute do Astro.

A

=

ArcCos (

Sen

d

+

Sen

f .

CosZ

)

f)

Cálculo do Azimute da Mira:

 

Cos

f .

SenZ

A = 86°23’5,7”

 

AZ MIRA = 360 – α + AZ SOL

AZ SOL = 360 - A ( Tarde )

   

AZ MIRA = 1°41’29,3”

 

AZ SOL = 273° 36’54,3”

 

2. Cálculo do Azimute com os dados da

 

segunda observação:

 

a) Cálculo das médias:

 

b)

Cálculo do ângulo entre a mira e o astro:

a 1) Hora Legal

 

α = LA LM

 

HL =

HLD

+

HLI

 

α = 270°55’15”

 

2

 

HL = 15 h 22 m 21 s

 

c)

Cálculo da Declinação Magnética( δ ):

a 2) Leitura na Mira:

LM

=

(LMI

±

180)

+

LMD

2

LM =

(6 25'20"+180) +186 25'20"

2

LM = 186°25’20”

a 3) Leitura no Astro:

LA =

(LAI

±

180)

+

LAD

2

LA =

(277 05'40"-180) + 97 35'30"

2

LA = 97°20’35”

a 4) Ângulo Zenital sem correção:

Z ' =

(360

-

'

Z I

)

+

'

Z D

2

'

Z =

(360

-

317 46'50")

+

41 29'50"

2

Z’ = 41°51’30”

Do

anuário

astronômico

seguintes informações:

retiramos

as

Declinação do dia 21 = - 19°53’9,88”

Declinação do dia 22 = - 20°06’16,27”

Variação diária = - 0°13’6,39”

Variação horária = -0°0’32,77”

δ = δ 0 + ( HL + Fuso) . Vh

δ = - 20°03’11,88”

CORREÇÕES:

d) Correção da Distância Zenital Absoluta:

Z

= Z’ + R – P

d

1) Refração:

R

= Rm . P’.T’

d

1.1) Refração média:

Rm = 60,37 TgZ’ – 0,067 Tg 3 Z’

Rm = 0°0’54,04”

d 1.2) Fator de correção da pressão:

pela altitude

760-8 = 752

'

P =

P

P' =

752

P’ = 0,989473684

760

760

d 1.3) Fator de correção da temperatura:

T ' =

1

1

+

0,00384 T

T’ = 0,872661267

Então a Refração fica:

R

= Rm.P’.T’

R = 0°0’46,66”

d

2) PARALAXE:

P O =

P

O

=

8,7940586

Dist Aterra u a

8,7940586

(

.

.)

.

0,987696

P 0 = 8,9036”

P = P 0 . SenZ’ P = 0°0’5,94”

Então o Ângulo Zenital corrigido fica:

Z = Z’ + R – P

Z = 41°52’10,72”

e) Cálculo do Azimute do Astro.

A

=

ArcCos (

Sen

d

+

Sen

f .

CosZ

Cos

f .

SenZ

)

A = 87°23’56,67”

AZ SOL = 360 - A (Tarde )

AZ SOL = 272°36’3,33”

f) Cálculo do Azimute da Mira:

AZ MIRA = 360 – α + AZ SOL

AZ MIRA = 1°40’48,33”

AZ MÉDIO = 1°41’08,81”

Após determinarmos o azimute de um alinhamento no campo, calculamos os demais:

8. AZIMUTES - ÂNGULOS INTERNOS

A determinação do azimute a partir dos ângulos internos já compensados se procede da

seguinte maneira:

AZ AZ n 2 = = AZ + 180 + Ai 1 2 AZ (

AZ

AZ

n

AZ AZ n 2 = = AZ + 180 + Ai 1 2 AZ ( n

2

=

= AZ +180 + Ai

1

2

AZ

(n

-

1)

+

Ai

n

+

180

AZ

AZ

n

2

=

= AZ +180 + Ai

1

2

AZ

(n

-

1)

+

Ai

n

+

180

Genericamente:

Az (n) = Az (n-1) + Ai (n) ± 180°

Então quando somarmos o azimute anterior com o ângulo interno do vértice e o valor for menor do que 180° soma-se 180°; quando essa soma for maior que 180°, subtraímos 180°.

OBS.: Caso a soma seja superior a 540° (o que, às vezes, é possível), ao invés de diminuirmos 180°, devemos diminuir 540°, pois senão o azimute calculado ficará com um valor acima de 360°, o que não existe.

Exemplo: O exemplo a ser usado aqui foi levantado em aula prática e trabalharemos até o cálculo da área.

V

Ai Lidos

Ai Comp.

Azimutes

Dist. (m)

1

90°21’40”

90°22’40”

81°18’10”

192,20

2

116°55’35”

116°55’40”

18°13’50”

202,13

3

115°40’30”

115°41’30”

313°55’20”

90,83

4

128°53’40”

128°53’40”

262°49’00”

230,81

5

88°06’30”

88°06’30”

170°55’30”

258,29

 

539°57’55’

540°00’00”

 

974,26

S

Ai = 180° (n - 2)

S

Ai = 540°

T = 1¢ n T = 1¢ 5 T = 0°02’14”
T
= 1¢
n
T
= 1¢
5
T = 0°02’14”

ERRO = 540° - 539°57’55” ERRO = 0°02’05”

Obs: Cálculo dos ângulos internos: conhecido o azimute Anti-horário Ain = (180-Azn-1)+Azn Horário Ain = (180+Azn-1)-Azn

8.1 Prova do Cálculo do Azimute Basta, com o último azimute calculado e com o primeiro ângulo interno, recalcularmos o primeiro azimute, tendo este que ter o valor igual ao primeiro azimute calculado.

9. AZIMUTES - ÂNGULOS DE DEFLEXÃO

A determinação do Azimute a partir dos ângulos de deflexão pode ser em poligonais abertas ou fechadas, pois o cálculo é o mesmo, assim:

abertas ou fechadas, pois o cálculo é o mesmo, assim: Então, de forma genérica podemos dizer

Então, de forma genérica podemos dizer que:

Az (n) = Az (n - 1) + Ad D Az (n) = Az (n - 1) - Ad E

OBS.: Aqui também devemos ter o cuidado, pois pode a soma ultrapassar a 360°, e nesse caso, após somado, se diminui 360°. Também pode ocorrer que na subtração o valor fique negativo, e nesse caso soma-se 360°.

Exemplo: Esse exemplo foi medido em aula prática e trabalharemos o cálculo até a área do polígono.

Essa poligonal usada no exemplo é fechada, pois só desta forma podemos avaliar os erros contidos, o que não seria possível se a poligonal fosse aberta.

V

Deflex. lidas

Deflex. Comp.

Azimutes

Dist. (m)

1

89°19’45” E

89°19’45” E

124°27’30”

206,50

2

91°54’35”E

91°54’25”E

32°33’05’

137,65

3

47º38’50” E

47º38’50” E

344°54’15”

196,06

4

1°39’40” E

1°38’40” E

343°15’35”

71,90

5

129°28’20” E

129°28’20” E

213°47’15”

310,09

 

360°01’10”

360°00’00”

 

922,20

S

dE = 360°01’10”

S

dD = 0°00’00”

= 360°01’10”

ERRO = 0°01’10”

T = 1¢ n T = 1¢ 5 T = 0°02’14”
T
= 1¢
n
T
= 1¢
5
T = 0°02’14”

9.1 Prova do Cálculo do Azimute

Com o valor do último azimute calculado e com o primeiro ângulo de deflexão, recalcular

o primeiro azimute. O valor terá que ser o mesmo.

10. AZIMUTES - ÂNGULOS IRRADIADOS

A determinação do azimute a partir de ângulos irradiados de forma cumulativa ocorre da seguinte maneira: somando sempre o azimute do primeiro elemento com o ângulo irradiado acumulado, já que ambos são para o mesmo calculado. Da mesma forma, como já explicado, pode passar de 360°, e aí basta que se diminua

360°.

Exemplo: Esse exemplo foi medido em aula prática e trabalharemos o cálculo até a área do polígono.

V Âng. irrad.

Azimutes

Ls

Lm

Li

Zenital

1 0°00’00”

155°20’30”

2,732

2,00

1,268

93°10’40”

2 63°20’40”

218°41’10”

2,416

2,00

1,584

86°27’35”

3 124°50’10”

280°10’40”

2,544

2,00

1,456

87°13’30”

4 188°30’20”

343°50’50”

2,816

2,00

1,184

92°10’40”

5 250°10’20”

45°31’20”

2,365

2,00

1,635

94°18’30”

6 305°40’30”

101°01’00”

2,482

2,00

1,518

95°14’50”

Posteriormente calcularemos a distância e a área dessa poligonal fechada.

11. CÁLCULO DAS PROJEÇÕES E COORDENADAS

Inicialmente devemos definir projeção e coordenada. Projeção x (Px) É dado pelo rebatimento do alinhamento sobre o eixo cartesiano X.

Projeção y (Py) É dado pelo rebatimento do alinhamento sobre o eixo cartesiano Y.

centro do sistema de eixos

cartesianos até o ponto, sobre o eixo X. Coordenada Y ( ordenada) É a distância que vai do centro do sistema de eixos cartesianos até o ponto, sobre o eixo Y.

Coordenada X (

abcissa)

É a distância

que vai do

Y. Coordenada X ( abcissa) fi É a distância que vai do D A’ B’ =

D

A’ B’ = Projeção x ( Px)

D

A” B” = Projeção y (Py)

D

0 A’ = Coordenada X, abcissa de A (XA)

D

0 B’ = Coordenada X, abcissa de B (XB)

D

0

A”

= Coordenada Y, ordenada de A

(YA)

D 0 B” = Coordenada Y, ordenada de B (YB)

Como vemos:

XB – XA = Px

ou

XB = XA + Px

YB – YA = Py

ou

YB = YA + Py

ou XB = XA + Px YB – YA = Py ou YB = YA +

Px = sen Az . d

Py = cos Az . d

OBS.: Quando conhecemos as coordenadas, podemos calcular os azimutes e as distâncias, assim:

- Azimute:

TgA '=

XB

-

XA

YB

-

YA

\

TgA '

=

Px

Py

\

A

'

=

arcTg Px Py

( XB - XA) Px

( YB - YA) Py

AZIMUTE

+

+

A’

+

-

A’ + 180

-

-

A’ + 180

-

+

A’ + 360

- Distância:

= ( X - X ) 2 + ( Y - Y ) 2 ,
=
(
X
-
X
)
2 + (
Y
-
Y
) 2 , Teorema de Pitágoras.
D AB
B
A
B
A
2
2
D
=
Px
+
Py
AB

11.1.1 Exemplos de Cálculo de Projeções e Análise do Erro por Quilômetro

Retornando o exemplo da página anterior, cujos dados foram medidos por caminhamento

perimétrico e já calculamos os azimutes, então:

   

Projeções Calculadas

   

Sobre o eixo x (sen Az . d)

Sobre o eixo y (cos Az . d)

Correções

Proj. Compensadas

Vert

E (+)

W (-)

N (+)

S (-)

Dx

Dy

Px

Py

1

189,99

-

29,06

- 0,15

 

-0,01

190,14

29,05

2

63,23

-

191,98

- 0,05

 

-0,04

63,28

191,94

3

 

- 65,42

63,01

- 0,05

 

-0,01

- 65,37

63,00

4

 

- 229,00

 

- 28,86

0,18

-0,01

- 228,82

- 28,87

5

40,74

-

 

- 255,06

0,03

-0,06

40,77

- 255,12

 

293,96

294,42

284,05

283,92

0,46

-0,13

0,00

0,00

Ex = - 0,46

Ey = 0,13

 

A soma algébrica das projeções de cada eixo tem que ser igual a zero.

Erro Linear

2 2 Ex + Ey \ El = El
2
2
Ex
+ Ey
\ El =
El

Ek =

\

Ek

=

El =

0,478016736 m

0 478016736 m

,

Erro por Quilometro

L 0 97426 km

,

\ Ek =

0 , 49

m

/

km

Obs: O CREA permite o seguinte limite de erro para levantamentos planimétricos.

Até 1 m/ Km para terrenos planos

Até 2 m/ Km para terrenos semi-planos

Até 3 m/ Km para terrenos inclinados

Estando o levantamento dentro do limite de tolerância devemos fazer a compensação, e

aqui faremos uma compensação proporcional ao tamanho das projeções, assim:

Coeficiente de Correção

Ä Para X:

Ccx

=

Ex

S

px

\ Ccx =

0 46

,

293 96

,

+

294 42

,

= 0 0007818076753

,

A correção de X será o Ccx, multiplicado por cada projeção X ( veja na tabela), com o

valor contrário ao sinal do erro.

Ä Para Y:

=

Ey

S

py

0 13

,

Ccy

\ Ccy =

284 05

,

+

,

= 0 0002288853285

,

283 92

Procedemos da mesma forma de X.

Após calculado as correções procedemos as compensações, bastando para isso realizar

uma soma algébrica entre a correção e sua projeção.

11.2 Cálculo das Coordenadas:

A coordenada X ( abscissa) Por definição é a distância que vai do centro do sistema de

eixo cartesiano até o ponto, sobre o eixo X.

A coordenada Y ( ordenada) Por definição é a distância que vai do centro do sistema de

eixo cartesiano até o ponto, sobre o eixo Y.

11.2.1 Cálculo das coordenadas a partir das projeções:

Após conhecermos as projeções compensadas dos alinhamentos, portanto sem mais erros

de campo, podemos calcular as coordenadas dos vértices. Se não conhecemos o valor das

coordenadas do vértice inicial, devemos atribuir um valor de coordenadas locais, que normalmente

é zero, assim:

X ( n + 1) = Xn + Pxn

e

Y ( n + 1) = Yn + Pyn

 

Coordenadas

Vert

Abcissas ( X )

Ordenadas ( Y )

1

0.00

0.00

2

190.14

29.05

3

253.42

220.99

4

188.05

283.99

5

- 40.77

255.12

 

590,84

789,15

x2

1181,68

x2

1578,30

Cálculo das Projeções e Coordenadas:

Exercícios:

Para consolidarmos bem o que vimos no capítulo anterior, vamos exercitar usando o exemplo da página anterior, cuja poligonal foi levantada por deflexão.

Projeções calculadas

 

Px (sen Az . d)

Py (cos Az . d)

Correções

Proj. Comp.

Coordenadas

V E (+)

W (-)

N (+)

S (-)

Dx

Dy

Px

Py

X

Y

1 170,27

-

-

116,84

-0,04

0,06

170,23

-116,78

0,00

0,00

2 74,06

-

116,03

 

- -0,02

0,06

74,04

116,09

170,23

-116,78

3 51,06

-

 

189,29

 

- -0,01

0,10

- 51,07

189,39

244,27

- 0,69

4 20,71

-

 

68,85

 

- -0,00

0,04

- 20,71

68,89

193,20

188,70

5 172,45

-

 

-

257,72

-0,04

0,13

-172,49

-257,59

172,49

257,59

244,33

244,22

374,17

374,56

-0,11

0,39

0,00

0,00

780,19

328,82

Ex = + 0,11

Ey = - 0,39

 

x2

x2

 

Ek = 0,44 m/km

1560,38

657,64

11.2.2 Cálculo das Coordenadas no Levantamento por Irradiação:

Observe que no caso da irradiação se as coordenadas planimétricas da Estação forem (0; 0) o valor da projeção será igual ao da coordenada, então:

X = (Px =

Sen Az * d)

Y = (Py =

Cos Az * d)

Vamos calcular as coordenadas do exemplo da página anterior, porém antes teremos que calcular a distância, relembrando a fórmula:

antes teremos que calcular a distância, relembrando a fórmula: D= H * 100 * Cos 2

D= H * 100 * Cos 2 b Ou D= H * 100 * Sen 2 Z

antes teremos que calcular a distância, relembrando a fórmula: D= H * 100 * Cos 2

Vértice

Azimute

Dist. (m)

 

X

 

Y

 

1 155°20’30”

145,95

 

60,89

- 132,64

 

2 218°41’10”

82,88

-

51,80

-

64,69

 

3 280°10’40”

108,54

- 106,83

 

19,18

 

4 343°50’50”

162,96

-

45,34

 

156,53

 

5 45°31’20”

72,59

 

51,79

 

50,86

 

6 101°01’00”

95,59

 

93,83

-

18,27

12. CÁLCULO DA ÁREA

A área pode ser calculada de várias maneiras, aqui veremos três métodos, os mais

importantes:

Ä Método trigonométrico

Ä Método analítico por Sarrus

Ä Método analítico por Gauss

12.1 Trigonométrico:

Vejamos a área de algumas figuras conhecidas:

Vejamos a área de algumas figuras conhecidas: Quadrado A = L 2 Retângulo A = b

Quadrado A = L 2

a área de algumas figuras conhecidas: Quadrado A = L 2 Retângulo A = b *

Retângulo A = b * h

figuras conhecidas: Quadrado A = L 2 Retângulo A = b * h Triângulo retângulo A

Triângulo retângulo

A =

b *h

2

2 Retângulo A = b * h Triângulo retângulo A = b * h 2 Triângulo

Triângulo qualquer

Ä Triângulo Qualquer: Nesse caso devemos encontrar antes o valor da altura (h), que é

dada por:

cat oposto h

.

(

)

\

h

=

d

 

*

senip

 

hipotenusa d

(

 

)

1

1

1

A =

b

*

h

\

d

2

.

d senip

1

.

1

2

2

 

senip =

Substituindo na fórmula anterior, temos:

d . d . senip 1 2 1 A = 2
d
.
d
.
senip
1
2
1
A =
2

Pelo somatório de todos os triângulos, teremos a área do polígono, assim:

AP= S AT

Exemplo: Vamos calcular a área da irradiação anterior

V

Irrad. Parc.(ip)

Dist. (M)

Duplas Áreas (DA)

1

63°20’40”

145,95

10810,73

2

61°29’30”

82,88

7905,03

3

63°40’10”

108,54

15852,58

4

61°40’30”

162,96

10412,95

5

55°29’40”

72,59

5718,13

6

54°19’30”

95,59

11333,22

DA = 62032,65 2

A = 31016,33 m 2 ou

3ha 10a 16ca

12.2 Cálculo Analítico - Sarrus Esse é um método matricial, no qual temos, através das coordenadas X e Y, uma matriz de 2° ordem e pelo algoritmo de Sarrus podemos determinar a área, assim: