GERÊNCIA EDUCACIONAL DOS RECURSOS NATURAIS ÁREA DE MEIO AMBIENTE CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL

NOTAS DE AULA DE POLUIÇÃO DAS ÁGUAS:
CÁLCULOS APLICADOS AO SANEAMENTO AMBIENTAL

PROFESSOR: ANDRÉ CALADO Natal – 2007.2

Capítulo 6
1. Unidades de concentração A concentração química é uma das mais importantes determinações em quase os aspectos de degradação, transporte e tratamento, em sistemas ambientais e na engenharia. A concentração é a força motora que controla o movimento químico dentro e entre diferentes ambientes, bem como as taxas com que as reações ocorrem. Também, a severidade de efeitos adversos, tais como a toxicidade e bioconcentração, são freqüentemente controladas pela concentração. Concentrações químicas podem ser expressas por uma variedade de unidades, sendo a sua escolha definida pela localização (amostras de ar, água, solo/sedimento, etc.), e como a medida será utilizada. Os prefixos mais importantes a saber incluem pico (p, 10-12), nano (n, 10-9), micro (µ, 10-6), mili (m, 10-3), e kilo (k, 103). 1.1. Unidades de concentração de massa 1.1.1. Unidades de massa/massa Concentrações massa/massa são comumente referidas como partes por milhão (ppm), partes por bilhão (ppb), etc. Por exemplo, 1 mg de um soluto colocado em 1 kg de solvente resulta numa concentração de 1 ppmm. Partes por milhão em massa (ppm ou ppmm) é definido como o número de unidades de massa do produto químico por um milhão de unidades de massa total.

ppmm = g de massa do elemento por 10 6 g de massa total (eq. 1)
ppmm = mi × 10 6 (eq. 2) mtotal

O fator 106 na equação 2 é o fator de conversão. Ele tem a unidade de ppmm/fração de massa (fração de massa = mi/mtotal) conforme apresentado na equação 3.
mi ppmm × 10 6 (eq. 3) mtotal fração de massa

ppm m =

Exemplo 6.1: Concentração em solo Uma amostra de 1 kg de solo é analisada para a determinação de tricloroetileno (TCE). O resultado apontou para uma concentração de 5,0 mg de TCE. Qual a concentração de TCE em ppmm e ppbm. Solução: TCE = 5 mg TCE 0,005 g TCE 5 × 10 −6 g TCE = = × 10 6 = 5 ppmm = 5.000 ppbm 1 kg solo 1000 g solo g solo

1.1.2. Unidades de massa/volume: mg/L e µg/m3

Na atmosfera é comum o uso de concentrações em unidades de massa/volume de ar tais como mg/L, mg/m3 e µg/m3. Em água, são mais comuns as unidades mg/L e µg/L. Para a maioria dos sistemas aquosos, ppmm é equivalente a mg/L, visto que a densidade da água pura é aproximadamente 1.000 g/L. Além disso, esta afirmação só é válida para soluções diluídas, onde o material dissolvido não contribui significativamente para a massa de água, e a densidade permanece aproximadamente 1.000 g/L. Exemplo 6.2: Concentração em água. Em um litro de água foi encontrado 5,0 mg de TCE. Qual a concentração de TCE em mg/L e ppmm? Solução:

TCE =

5 mg TCE = 5,0 mg / L 1 L H 2O

Para converter o resultado em ppmm é necessário transformar o volume de água em massa de água dividindo o resultado pela sua densidade, aproximadamente 1000 g/L. 10 6 ppmm 1 L H 2O 5 mg TCE 5,0 mg TCE 5,0 × 10 −6 gTCE TCE = × = = × = 5,0 ppmm 1 L H 2 O 1000 g / L H 2 O 1000 g total g total fração de massa Exemplo 6.3: Concentração no ar. Qual a concentração de monóxido de carbono (CO) expressa em µg/m3 em uma mistura de 10 litros de gás que contém 10-6 moles de CO? Solução:
CO = 1,0 × 10 −6 molCO 28 g CO 28 × 10 −6 g CO 10 6 µg 10 3 L 2800 µg × = × × 3 = 10 L total mol CO 10 L total g m m3

1.2. Unidades volume/volume e mol/mol

Unidades em fração de volume ou fração de mol são muito utilizadas para concentrações de gás. A unidade de fração de volume mais utilizada é ppmv (partes por milhão em volume) sendo definida como:
ppmv = Vi × 10 6 Vtotal

1.2.1. Conversão de ppmv para µg/L

A Lei Ideal dos Gases pode ser utilizada para converter concentrações massa/volume para volume/volume. A Lei segue a fórmula a seguir:
PV = nRT

Onde R, a constante universal dos gases, pode ser expressa de diversas formas. Entre as mais comuns temos: 0,08205 L-atm/mol-K; 8,205 x 10-5 m3-atm/mol-K; 82,05 cm3-atm/mol-K.

999 + 0.A Lei Ideal dos Gases afirma que o volume ocupado por um dado número de moléculas de um gás é o mesmo.001 mol Total × RT RT = 1 mol Total × P P Substituindo os termos em ppmv obtemos: RT P × 10 6 = 1000 ppm = v RT 1 mol Total × P 0. A concentração de 100 ppbv de SO2 foi determinada em uma amostra. resultando em moles/L. Esse resultado pode ser convertido para µg/m3 utilizando o peso molecular do SO2 (64 g).4: Concentração de gás em fração de volume. Qual a concentração de SO2 expressa em ppmv? Solução: ppmv = VSO2 Vtotal × 10 6 Deve-se converter o número de moles de SO2. Qual a concentração em µg/m3? Considere a temperatura de 28oC e pressão de 1 atm. 100 m 3 SO2 100 ppbv = 9 3 10 m solução de ar Em seguida converte-se o volume de SO2 em unidades de massa em duas etapas. Exemplo 6.001 mol SO2 × Exemplo 6. Em condições padrões (P = 1 atm.001 mol SO2 × RT P VTotal = (0. e o total para volume usando a Lei dos Gases Ideais: VSO2 = 0. desde que a pressão e a temperatura sejam mantidas constantes. um mol de qualquer gás puro ocupa 22. Uma mistura de gás contém 0.001 mol de dióxido de enxofre (SO2) e 0. Solução: Deve-se usar a Lei Ideal dos Gases para converter volume de SO2 para moles de SO2.999 mol de ar.5: Conversão de concentrações gasosas entre ppb e µg/m3.15 K). qualquer que seja o seu peso molecular ou composição.4 L. T = 273. Primeiro deve-se converter o volume para número de moles na temperatura e pressão adotadas: 100 m 3 SO2 P × 9 3 10 m solução de ar RT .

5 g Exemplo 6.04 a 0. R = 0. O peso molecular do TCE é 131. Exemplo 6. 1. T = temperatura em graus Kelvin e 1000 é o fator de conversão (1000 L/m3). Unidades mol/volume Unidades de moles por litro (molaridade. uma solução a 10-4 M de cobre contém 10-4 moles de cobre por litro da solução.08205 L-atm/mol-K. . Converta a concentração de TCE (5 ppmm = 5.205 × 10 −5 ⎜ ⎜ molK ⎟ ⎝ ⎠ No segundo passo o número de moles de SO2 deve ser convertido para massa de SO2 utilizando o peso molecular do SO2: 4.1 µg/L. Qual a sua faixa de concentração em nmoles/L? O peso molecular do herbicida é 270g. Solução: Para o valor inferior teremos: 0.6: Concentração como molaridade.0 mg/L) para a unidade de molaridade.5 g/mol.2.8 × 10 −5 moles ou M × × = L L 1000 µg 131. Solução: TCE = 5 mg TCE 1g 1 mol 3.15 nmol × × × = L 270 g µg mol L Similarmente para o limite superior encontraremos o valor de 0.7: Concentração como molaridade. A concentração de um herbicida (alachlor) em um rio variou entre 0.100 m 3 SO2 × 10 9 m 3 solução de ar 4. Ou seja.37 nmol/L.05 × 10 −6 moles SO2 64 g SO2 10 6 µg 260 µg × × = mol SO2 g m 3 ar m3 OBS: Com base no exemplo acima podemos utilizar a fórmula a seguir para converter unidades de µg/m3 em ppmv: µg m 3 = ppmv × PM × 1000 P RT Onde PM é o peso molecular.15 + 28)K 8. Molaridade é definida como o número de moles de um composto por litro de solução.05 × 10 −6 moles SO2 1 atm = m 3 ar ⎛ m 3 atm ⎞ ⎟ × (273.2.04µg moles 10 −6 g 10 9 nmol 0. M) são freqüentemente utilizadas para quantificar concentrações de compostos dissolvidos em água.

e H3PO4 tem 3 equivalentes/mol. Normalidade A normalidade (equivalente/L) é muito utilizada na definição química da água. CaCO3 tem 2 equivalentes/mol. Também é utilizada para a determinação da acuracidade das análises de águas e nos cálculos das dosagens de produtos químicos utilizados nos processos de tratamento de água e esgotos. HCl = 1 + 35. Exemplo 6.5 g 1eqv 36. H2SO4.3. NaOH tem 1 equivalente/mol.1. Então. H2SO4 tem 2 equivalentes/mol. Outras unidades 1.1. Em reações ácido/base o número de equivalentes por mol de ácido é igual ao número de moles de H+ que o ácido pode potencialmente doar. o CO2 aquoso tem dois equivalentes por mol e o seu peso equivalente é: CO2 (aquoso) = 12 + (2 x16) g 2eqv 22 g ÷ = mol mol eqv . Da mesma forma. NaOH.3. e PO4-3 tem 3 equivalentes/mol. Em reações de oxidação/redução o número de equivalentes está relacionado com quantos elétrons são doados para o aceptor. Por exemplo. o número de equivalentes do Na+ é 1 porque: Na → Na+ + e-. HCl tem 1 equivalente/mol. particularmente em reações acido/base e oxidação/redução. De forma análoga o número de equivalentes do Ca2+ é 2 porque: Ca → Ca2+ + 2e-. Por exemplo.5 g ÷ = mol mol eqv (2 x1) + 32 + (4 x16) g 2eqv 49 g ÷ = mol mol eqv 23 + 16 + 1g 1eqv 40 g ÷ = mol mol eqv 40 + 13 + (3 x16) g 2eqv 50 g ÷ = mol mol eqv H 2 SO4 = NaOH = CaCO3 = Para determinação do peso equivalente do CO2 aquoso é necessário saber que o dióxido de carbono não é um ácido até ser hidratado pela água e formar o ácido carbônico (CO2 + H2O → H2CO3).8: Cálculo do peso equivalente Qual o peso equivalente do HCl. Dessa forma. CaCO3 e CO2 aquoso? Solução: O peso equivalente é determinado através da divisão do peso molecular pelo número de equivalentes. o número de equivalentes por mol de uma base é igual ao número de moles de H+ que pode reagir com um mol da base.

Fl. Qual a normalidade de uma solução de 1 molar de HCl e H2SO4? Solução: 1M HCl = 1mol HCl 1eqv 1eqv × = = 1N L mol L 1mol H 2 SO4 2eqv 2eqv × = = 2N L mol L 1M H 2 SO4 = Exemplo 6.9mg 2eqv 1.09mg g g eqv 4. .9 mg/L. Na+ = 11.17 × 10 −4 eqv g eqv × × = 1000mg 35.0mg 2eqv 1. K+ = 3.7 mg/L.= 0.45 × 10 −4 eqv g × × = 1000mg 40 g L L SO 4 = 2− Anions 4. como equivalentes. por exemplo o bicarbonato (HCO3-). Dessa forma.73 × 10 −6 eqv × × = × × = Fl − = 1000mg 23. Soluções com menos de 5% de erro são geralmente consideradas aceitáveis. os resultados das análises de águas podem ser checados quanto a sua acuracidade.9: Concentração como normalidade. b) um ou mais importantes ânions não foram levados em consideração. O resultado mostra que existe 3 vezes mais cátions do que ânions na forma de equivalente. As concentrações de todos os cátions e anions são somadas.4 g L L Na + = K+ = 11.= 7. Ou seja.9 g 1000mg 19 g L L L L 7.79 × 10 −5 eqv g × × = 1000mg 96 g L L Mg 2+ = 2.0 mg/L.0 × 10 −4 eqv × × = 1000mg 23 g L L Cl − = 3. Toda solução aquosa deve manter carga neutra.= 4. O resultado da análise dessa amostra está correto? Solução: Primeiro deve-se converter todos os íons para forma equivalente. Esta etapa é realizada multiplicando a concentração em mg/L por uma unidade de conversão (g/1000 mg) e dividindo pelo seu peso equivalente (g/equivalente).5 mg/L.09 mg/L. em uma amostra de água mineral foram encontrados os seguintes resultados: Ca2+ = 2.10: Uso de equivalentes na determinação da acuracidade de análises de águas.87 x 10-4 eqv/L e o total de ânions é igual a 3.3mg g eqv 8.7mg 2. Dessa forma pode-se concluir que: a) uma ou mais concentrações estão incorretas assumindo que todos os cátions e ânions foram levados em consideração.5 × 10 −5 eqv × × = 1000mg 39 g L L O total de cátions é igual a 9.5mg g eqv 5. Cl.Exemplo 6.2 x 10-4 eqv/L. SO42.3 mg/L. a soma de todos os cátion.67 × 10 −4 eqv 0.7 mg/L. Por exemplo.7 mg 2eqv 9. Cátions Ca 2+ = 2. Mg2+ = 2. deve igualar a soma de todos os anions.

Concentração como constituinte comum As concentrações podem ser referidas na forma de um constituinte comum incluindo contribuições de um número diferente de compostos químicos. Exemplo 6. H2PO4-. Determine a concentração total de nitrogênio na forma de mg N/L. para se obter a concentração total de fósforo em uma amostra é necessário converter cada concentração individual para a forma de mgP/L utilizando o peso molecular de cada espécie individual e o peso molecular do fósforo (32) e depois somar todas as frações. Para determinar a concentração de nitrogênio total é necessário fazer as conversões para a mesma unidade (mg N/L) e somar as frações.8 mg N/L 1.1.1 mg NH 3 − N mol NO3 5 mg NO3 mol N 14 g × × × = − L mol N L 62 g mol NO3 − − Nitrogênio total = 24.3. matafosfatos (HP3O92-) e fosfatos orgânicos. nitrato (NO3-). Logo.4. Nitrogênio e fósforo são exemplos de elementos químicos que tem suas concentrações comumente expressas na forma de um constituinte comum.2. Da mesma forma. Transformações de unidades Unidade fornecida 1 ml 1L 1 m3 Unidade fornecida 1 mm 1 cm 1m 1 km UNIDADES DE VOLUME (valor da unidade fornecida x fator de conversão para nova unidade) ml L m3 -3 1 10 10-6 103 1 10-3 6 3 10 10 1 UNIDADES DE COMPRIMENTO (valor da unidade fornecida x fator de conversão para nova unidade) mm cm m km -1 -3 1 10 10 10-6 -2 10 1 10 10-5 103 102 1 10-3 6 5 3 10 10 10 1 . HPO42-. Solução: 30 mg NH 3 mol NH 3 24. Uma determinada amostra contém duas formas de nitrogênio: 30 mg/L NH3 e 5 mg/L NO3-.7 mg NH 3 − N mol N 14 g × × × = L mol NH 3 mol N L 17 g 1. o nitrogênio pode ser encontrado nas formas de amônia (NH3 e NH4+).11: Concentração como constituinte comum. polifosfatos (H4P2O7. nitrito (NO2-) e nitrogênio orgânico. PO43-). H3P3O102-).7 + 1. O fósforo em águas naturais e esgotos pode estar presente em muitas formas inorgânicas chamadas de ortofosfatos (H3PO4.1 = 25.

Unidade fornecida 1 µg 1 mg 1g 1k 1 Ton Unidade fornecida 1s 1 min 1h 1d 1 ano UNIDADES DE MASSA (valor da unidade fornecida x fator de conversão para nova unidade) mg g k Ton µg -3 -6 -9 1 10 10 10 10-12 3 -3 -6 10 1 10 10 10-9 106 103 1 10-3 10-6 109 106 103 1 10-3 12 9 6 3 10 10 10 10 1 UNIDADES TEMPO (valor da unidade fornecida x fator de conversão para nova unidade) s min h d ano 1 1/60 1/3600 1/86400 1/31536000 60 1 1/60 1/1440 1/525600 3600 60 1 1/24 1/8760 86400 1440 24 1 1/365 31536000 525600 8760 365 1 .

N. Determinação de cargas poluidoras A quantificação de cargas poluidoras é de fundamental importância para estimar se um determinado corpo receptor de efluentes tem capacidade de suportar tal lançamento.Capítulo 7 2. As cargas poluidoras podem ser estimadas com base em cargas percapitas (esgoto doméstico) ou cargas referentes ao processo produtivo (esgoto industrial). N. 2) Esgoto industrial: Ca = Pd (unid / dia ) x Cpu (kg / unid ) (Eq.1.dia ) (Eq. 1) (Eq. Pode ser expresso pela expressão a seguir: EP (hab) = C arg a (kg / dia ) C arg a percapita (kg / hab. 3) Equivalente populacional: O equivalente populacional é utilizado para determinar a população equivalente de uma determinada carga industrial.dia ) 1000 ( g / kg ) (Eq. As cargas poluidoras podem ser predominantemente domésticas. A seguir são apresentadas as equações comumente utilizadas para tais estimativas: Esgoto doméstico: Ca = Ca = Co ( g / m 3 ) x Q (m 3 / dia ) 1000 ( g / kg ) Pop (hab) x Cp ( g / hab. DQO. etc) Q: Vazão do esgoto Pop: População Cp: Contribuição per-capita (por habitante) Pd: Produção da indústria (unidade/dia) Cpu: Contribuição per-capita (por unidade) . etc) Co: Concentração (DBO. que população produziria a mesma carga poluidora que uma determinada industria. P. Estimando a carga poluidora e a capacidade de assimilação do corpo receptor é possível determinar a eficiência mínima que a estação de tratamento de esgotos devará ter para que o corpo aquático não seja seriamente impactado. Ou seja. 4) Onde: Ca (kg/dia): Carga poluidora (DBO. P. DQO. industriais. ou uma combinação das duas. Cálculos aplicados ao saneamento ambiental 2.

dia? Indústria Comidas Bebidas Engarrafamento de leite Vazão (m3/dia) DBO (kg/dia) DQO (kg/dia) 79 61 48 21 29 11 33 69 20 SS (kg/dia) 5 29 6 .dia e uma contribuição percapita de DBO de 45 g/hab. que o sal é uma substância conservativa e que o sistema funciona em condições constantes (não há acúmulo de matéria no sistema). 4) Uma indústria de latcíneos processa em média 113 toneladas de leite diariamente. Estimar a contribuição per-capita em termos de DBO e sólidos. a população equivalente da descarga industrial e a população hidráulica equivalente admitindo uma podução per-capita de esgoto de 200 l/hab. a população equivalente e a população hidráulica equivalente admitindo uma podução percapita de esgoto de 200 l/hab. produzindo uma quantidade de efluente de 246 m3 com uma DBO de 1. Determine a DBO do efluente por cada 1. 6) Os esgotos de 3 indústrias (ver tabela abaixo) são misturados e conduzidos para uma única estação de tratamento.dia e uma contribuição per-capita de DBO de 54 g/hab. DQO e sólidos suspensos afluente a ETE? Qual a população equivalente e hidráulica equivalente considerando uma podução per-capita de esgoto de 200 l/hab. 5) Um matadouro sacrifica cerca de 500 toneladas de bovidos por dia. respectivamente.dia.Exercícios: 1) Um esgoto industrial com concentração de 1200 mg/l de cloreto de sódio e vazão de 2000 l/min é lançado em um pequeno rio. determine as concentrações de DBO e sólidos suspensos nesse esgoto.400 mg/l. 2) Considere que um parque industrial qualquer produz um volume de 24. Se a carga diária de DBO e sólidos suspensos desse esgoto é 21.600 kg e 13. Se o rio tem uma concentração de cloreto de sódio de 20 mg/l e vazão de 2 m3/s.500 m3/dia e DBO de 1. Quais as concentrações médias de DBO. Determine a vazão de esgotos e a DBO gerada por cada 1.400 kg.000 kg de bovinos abatidos. O resíduo líquido do abate é conduzido para a rede coletora de esgotos com uma vazão de 4.000 kg de leite processado.dia.dia.dia e uma contribuição per-capita de DBO de 45 g/hab. qual a concentração de cloreto de sódio após a mistura? Considere condições de mistura completa do esgoto com o rio.300 mg/l. 3) Os esgoto domésticos de uma determinada cidade tem uma contribuição per-capita média de 250 l/hab.400 m3 de esgotos por cada dia de operação. com DBO de 200 mg/l e sólidos suspensos de 240 mg/l.

determine a concentração de DBO no rio após a mistura com o efluente combinado das ETE´s. b) A concentração de DBO no efluente final de cada série.000 9.40 0.000 Eficiência (%) 60 40 20 20 15 Série 2 (Vazão = 3000 m3/d.000 Eficiência (%) 70 15 15 15 15 9) Considerando que os efluentes das duas série do exercício anterior serão lançados em um ponto comum no rio que apresenta uma vazão mínima no período de estiagem de 1 m3/s e DBO de 3mg/l.000 15.42 Tempo 12 14 16 18 20 22 DBO (mg/l) 220 208 160 115 135 135 Vazão (m3/s) 0.7) As variações de DBO e vazão de um esgoto em função do tempo são apresentadas na tabela abaixo.95 0.000 9. .dia) da lagoa anaeróbia e a carga orgânica superficial total (kg/ha.56 0. Tempo (h) 0 2 4 6 8 10 DBO (mg/l) 70 70 85 105 178 220 Vazão (m3/s) 0. Com base nessas características.51 8) Uma estação de tratamento de esgotos sanitários é composta por duas séries de lagoas de estabilização cuja as caracteristicas são apresentadas na tabela abaixo.000 15.000 15. DBO = 350 mg/l) Tipo de lagoa Anaeróbia Facultativa Maturação 1 Maturação 2 Maturação 3 Maturação 4 Volume (m3) 10.20 1.000 9. responda: a) O tempo de detenção total em cada série de lagoas.52 0. c) A eficiência total de cada estação de tratamento. Determine a concentração média de DBO desse esgoto. DBO = 350 mg/l) Volume (m3) 36.58 0.000 40.40 0.dia) da lagoa facultativa primária Serie 1 (Vazão = 5000 m3/d.55 1.000 9.70 0.40 1. d) A carga orgânica volumétrica total (g/m3.

Nesses casos a equação 1 é modificada para a seguinte forma: Taxa de acumulação = taxa de entrada – taxa de saída Onde: a taxa expressa a dependência do tempo. Sabendo que a concentração média de coliformes fecais no esgoto bruto é de aproximadamente 1.dia e 100 l/hab. para substâncias conservativas tais como o sal na água ou dióxido de carbono no ar. Entrada e Saída se referem a quantidade de massa acumulando no sistema. a mesma composição. quando não ocorre a mistura completa dos conteúdos o local de onde se retira a amostra afeta o valor de d(s)/dt na equação . e material particulado no ar. teoricamente. se colocarmos em uma xícara de café com 200 ml. entrando e saindo.dia. Vale salientar que todos os dados devem ser convertidos para as mesmas unidades de massa. Por outro lado se após a adição do creme mexermos completamente o conteúdo para dissolver todo o creme no café. mas transformada. Em notação matemática temos: dM d (e) d ( s ) = − dt dt dt (Eq. DBO = 2 mg/l e 250 coliformes fecais por 100 ml. Em sistemas ambientais podemos definir que: Acumulação = Entrada – Saída (Eq. Por exemplo. uma colher de creme (20 ml) e tomarmos um gole. Para resolução de problemas envolvendo balanço de massa é conveniente fazer um fluxograma do sistema. Para a maioria dos problemas ambientais o tempo é fundamental para determinar a gravidade do problema ou determinar a melhor ação corretiva.10) Uma cidade com população de 25. Considere que toda a cidade será saneada através de coleta e tratamento de esgotos.2. 2. Ou seja.000 habitantes tem contribuição per-capita DBO e vazão de esgotos de 50 g/hab. Este conceito é fundamental para a solução de problemas de engenharia ambiental e é denominado de balanço de massa.01 x 108 CF/100 ml. respectivamente. O grau de mistura do sistema também é uma importante consideração a ser feita na aplicação da equação do balanço de massa. determine qual a eficiência mínima que a ETE deve apresentar na remoção de DBO e coliformes para que o rio continue enquadrado como classe 2. Balanço de massa A massa não pode ser criada ou destruída. respectivamente.40 m3/s. indicando todas as entradas e saídas bem como a acumulação. e que o efluente será lançado em um rio que pela legislação vigente está enquadrado como um rio de classe 2 (DBO ≤ 5 mg/l e coliformes fecais ≤ 1000 CF/100 ml) que apresenta vazão = 1. São exemplos de substâncias não conservativas a matéria orgânica. pois todo o seu conteúdo tem. M refere-se a massa acumulada e (e) e (s) referem-se a massa entrando e saindo do sistema. é bem possível que tomemos apenas café. 5) Onde: Acumulação. não importa de onde se retire uma amostra. ou seja. A equação acima é aplicada para casos onde não ocorrem reações químicas e biológicas ou decaimento radioativo das substância envolvidas no balanço. 6) onde.

C1 Q1. V = volume do reator Para resolver o balanço de massa referente a figura acima devemos assumir o seguinte: a) as vazões de entrada e saída do sistema são as mesmas (Q0). C1 Figura 1. Adaptando a equação para as movas condições de contorno. nesse caso. ou compostos são destruídos (ozônio). Quando o sistema é operado de modo que as taxas de entrada e saída são iguais e constantes (steady state). Onde: Q0 = vazão de entrada no reator. a taxa de acumulação é zero (dM/dt = 0). Se o sistema é completamente misturado assume-se que as características do seu efluente são semelhantes àquelas verificadas no seu interior. como as reações não ocorrem instantaneamente. 7) A taxa de transformação ou taxa de ração (r) é usada para descrever a taxa de formação ou degradação de uma substância ou espécie química. C1 = concentração de saída do reator. c) o líquido dentro do reator está completamente misturado (reator de mistura completa).enquanto que se a mistura for completa o valor d(s)/dt não é afetado pelo local de retirada da amostra. C0 = concentração de entrada no reator. tais condições são dificilmente alcançadas. Co V. na prática.Para expressar os conceitos práticos do balanço de massa vamos considerar a figura a seguir: Qo. Conforme mencionado anteriormente. a equação assume a seguinte forma: dM d (e) d ( s ) = − ±r dt dt dt (Eq. Muitas vezes assumimos condições de mistura completa na solução de problemas de balanço de massa. várias transformações podem ocorrer: subprodutos são formados (lodo). Condições de contorno para balanço de massa. o tempo deve ser levado em consideração e. temos: . d) esta ocorrendo uma reação química dentro do reator. Na maioria dos sistemas ambientais de interesse. Q1 = vazão de saída do reator. no entanto. b) o volume de líquido no reator é constante (V).

Entre estas podemos destacar: . 15) Para o decaimento de uma substância podemos escrever: (Eq. 11) O modelo de decaimento de uma substância não conservativa é baseado numa cinética de primeira ordem a qual assume que a taxa de degradação ou perda de uma substância é proporcional a quantidade da substância presente em um dado tempo (t): dC = − kC dt (Eq. r = taxa de reação dentro do sistema Se considerarmos que não há entrada ou saída de líquido do reator após o seu enchimento (reator trabalhando em regime de batelada). 12) onde. Dessa forma. a massa total da substância (M) é igual ao produto de sua concentração pelo seu volume (C. 9) Substituindo o valor de M por CV. quando o volume é constante.2. Co ou C = Co.1. 10) Como o volume é constante a equação fica reduzida a: r= (Eq.dM C 0 Q0 C1Q1 = − + rV dt V V (Eq.V) e. 8) onde:dM/dt = taxa de acúmulo da massa do reativo dentro do sistema. Co é a concentração inicial da substância. A equação diferencial pode ser integrada resultando em: ln C = −kt (Eq. 14) onde. a taxa de decaimento da substância pode ser expressa por: dM d (CV ) dC = =V dt dt dt dM d (e) d ( s ) = − − kCV dt dt dt 2. teremos: r= (Eq. temos: r= dM Vdt d (CV ) (VdC + CdV ) = Vdt Vdt dC dt (Eq.e − kt (Eq. Para sistemas simplificados assume-se que a substância esta uniformemente distribuída no volume. 16) Várias expressões tem sido usadas para expressar a conversão de constituintes dos esgotos durante os processos de tratamento ou a após a sua liberação no meio ambiente. Taxas de reações (Eq. 13). k é a taxa de degradação e C é a concentração da substância.

3. 21) r = ± k (C − C s ) (primeira ordem) r = ± kC 2 (segunda ordem) r = ± k (C A C B ) (segunda ordem) A soma dos expoentes das concentrações é quem determina a ordem da reação. assim como o decaimento bacteriano. A Tabela 11 apresenta um resumos dos principais métodos utilizados na determinação das constantes de degradação. ou em regime de fluxo constante (vazão de entrada = vazão de saída). Efeito da temperatura na taxa de reação A temperatura tem grande influência na determinação da taxa da reação. 19) (Eq. para outras temperaturas. 20) (Eq. A taxa de remoção de DBO é obtida em condições padrões na temperatura de 200C. obtidos em um reator em regime de bateladas. em experimentos em escala-piloto ou real. a reação de primeira ordem ( rc = − kC ) é usada para modelar a cinética de DBO (exercida). 2. .r = ± k (ordem zero) r = ± kC (primeira ordem) (Eq. Determinação das constantes de degradação Geralmente as constantes de degradação (k) são determinadas através de experimentos obtidos em reatores operando em regime de batelada (vazão de entrada = vazão de saída = 0). A correção para a nova temperatura pode ser efetuada pela seguinte equação: k2 = θ (T2 −T1 ) k1 (Eq.2. Determinação da ordem da reação e da constante de degradação: Com base nos dados apresentados na Tabela 12. Exemplo 1. determine a ordem da reação e a constante de degradação usando os métodos da integração e diferencial. sabemos que quanto mais elevada for a temperatura maior será a velocidade das reações envolvendo a degradação de matéria orgânica. se faz necessário efetuar a correção da taxa de degradação. k1 = taxa de degradação na temperatura padrão k2 = taxa de degradação na temperatura real θ = coeficiente de temperatura 2. Por exemplo. no entanto. 22) Onde: T1 = temperatura padrão. 18) (Eq.2. Por exemplo. T2 = temperatura real. 17) (Eq.2.

9 13.0 71.1 9.2 51.6 19.5 6. Tempo (dias) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Concentração (mg/l) 100.0 25. Expressão Forma integrada da taxa Método utilizado Método da Integração Ordem zero: rc = dC = −k dt C = Co − kt C ln[ ] = −kt Co 1 1 − = kt C Co Graficamente plotando concentração versus tempo Graficamente versus tempo Graficamente plotando 1/C tempo versus plotando − log[ C ] Co dC Primeira ordem: rc = = −kC dt Segunda ordem: rc = Método Diferencial dC = − kC 2 dt rc = dC = − kC n dt n= log(− dC1 / dt ) − log(−dC 2 / dt ) log C1 − log C 2 Uma vez determinada a ordem da reação o coeficiente de degradação pode ser determinado por substituição . Métodos utilizados para determinação da constante de degradação.Tabela 1.Variação da concentração de DBO em função do tempo.6 37.9 Tabela 12.

14 0.1 9.1 0.148 0.019 0.6 37.432 0. A ordem da reação pode ser obtida pelo gráfico que se aproxima mais de uma regressão linear.4 0.303 = 0.145 x 2. 0. Determinação da taxa de reação: y = 0.161 / 8 = 0.16 0.5 6. Logo concluimos que a reação é de primeira ordem.0099e 0.076 0.022 1.8 0.6 19.6 0.2 51.2 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Tem po (dias) y = 0.161 1/C 0.9992 .050 0.9 .287 0.027 0.039 0.06 0.9992 k = coeficiente angular = ∆y ∆x k = 1.2 1 -log(C/Co) 0. Assumindo que a reação pode ser de primeira ou segunda ordem.12 0.145 2.105 0.332 d −1 (base e) 1 2 3 4 5 6 7 8 1/C Tempo (dias) 1.3355x R2 = 0. temos: Tempo (dias) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Concentração (mg/l) 100.0 25.592 0.010 0.08 0.145 d −1 (base 10) k = 0.04 0.000 0.883 1.014 0.9 13.Solução – Primeira Parte: 1.1453x R2 = 0.701 0.0 71.log (C/Co) 0.02 0 0 3.

Entre os principais tipos podemos citar: .1.9 logo a reação é de primeira ordem. teremos: n= log(− 17. A constande da reação é (base e): ln[ C 51. Dessa forma.10 [ ( 13. Tipos e características dos reatores A análise das reações químicas e biológicas que ocorrem no meio ambiente e estações de tratamento são complexas devido as diversas interações que tendem a dificultar as interpretações dos resultados.17.3.05 log 51. Utilizando os resultados obtidos nos dias 2 e 5 teremos: Tempo (d) Concentração (mg/l) [C t +1 ] − [C t −1 ] d [C t ] ≅ 2 dt 2 5 51.Solução – Segunda Parte: Utilizando o método diferencial: n= log(− dC1 / dt ) − log(−dC 2 / dt ) log C1 − log C 2 1. Para facilitar o entendimento de tais processos são utilizados modelos que tendem a reproduzir as principais características dos processos envolvidos.6. ocorrem em tanques conhecidos como reatores. Substituindo e encontrando o valor de n.6 ) / 2 ] ≅ . Tipos de reatores As reações químicas é biológicas utilizadas no tratamento de águas e águas residuárias.25 2.33 d −1 Co 100 OBS: é importante ressaltar no exemplo acima que a concentração inicial do material a ser degradado geralmente é desconhecida. conforme veremos a seguir.1) − log(−6.3.6 ] = − kt ⇒ ln[ ] = −2k ⇒ k = 0.6 19. sob condições controladas.71.9 [ ( 37 .2 ) / 2 ] ≅ . 2. 2.1 – 25. outros métodos que não necessitem do valor inicial da concentração são empregados. 3.6 − log 19.25) = 1.

(B) Sujeito a uma determinada quantidade do traçador no tempo inicial. 24) Integrando entre os limites de C = Co até C = C e t = 0 até t = t. 23) (Eq. 25) . o comportamento do traçador na saída do reator pode ser representado conforme a figura a seguir: A concentração do traçador (substância conservativa) no efluente é variável em função do tempo podendo ser determinada pelo balanço de massa: Taxa de acumulação = taxa de entrada – taxa de saída Co A: C = C o (1 − e −t to ) B: C = C o e − t / to to T Figura 2.a) Reator de batelada b) Reator de fluxo pistão c) Reator de mistura completa d) Reator de mistura completa em série A classificação destes reatores é baseada nas suas características hidráulicas. a) Mistura completa Considerando que uma substância traçadora conservativa (não reativa) é lançada em um fluxo contínuo a uma concentração Co na entrada de um reator de mistura completa. A seguir serão consideradas as características hidráulicas dos reatores de mistura completa e fluxo pistão. Concentração do traçador na saída de um reator de mistura completa: (A) Sujeito a uma concentração constante de entrada do traçador Co. dM d (e) d ( s) = − dt dt dt dC V = QCo − QC dt dC Q = (Co − C ) dt V C =C t =t (Eq. teremos: dC Q ∫C Co − C = V t =0dt ∫ C= o (Eq. inicialmente cheio com água limpa.

27) onde: Co = concentração inicial do traçador no reator.Após a integração: C = Co (1 − e −t (Q / V ) ) = Co (1 − e − t / to ) = Co (1 − e −θ ) (Eq. Concentração do traçador na saída de um reator de fluxo pistão: (A) Sujeito a uma concentração constante de entrada do traçador Co. Se o reator esta recebendo água e. (B) Sujeito a uma determinada quantidade do traçador no tempo inicial. De forma simplificada é como se o reator fosse dividido em várias fatias independentes que são tratadas ao longo do percurso. De forma correspondente a equação para determinar a resposta para um traçador lançado de uma só vez no tempo inicial do teste e misturado instantaneamente com a água presente no reator será determinada por: C = Co e − t (Q / V ) = Co e −t / to = Co e −θ (Eq. esta sujeito a adição de uma concentração contínua (A) ou uma quantidade instantânea (B) de uma traçador. 26) onde: t0 = tempo de detenção teórico (V/Q) e θ = tempo de detenção normalizado. b) Reator de fluxo pistão No reator de fluxo pistão ideal admite-se que não há mistura do conteúdo do reator ao longo do percurso. Co A B to Tempo to Figura 3. a concentração de saída do traçador no efluente se apresenta como na figura a seguir. O balanço de massa para um traçador não degradábel para uma fatia do reator (elemento diferencial do volume) conforme mostrado na figura a seguir pode ser escrito como: .

2. 32) . ∆V = A∆x x + ∆x (QCA)⎪x x Área transversal (A) Figura 4. 31) (Eq. Q = vazão (m3/s).3.(QCA)⎪x+∆x Diferencial do volume. ∆V = diferencial do elemento de volume (m3). Substituindo a forma diferencial para o termo QC⏐x+∆x na equação acima teremos: ∂C ∆C ⎞ ⎛ ∆V = QC − Q⎜ C + ∆x ⎟ ∂t ∆x ⎝ ⎠ Substituindo ∆V por A∆x: ∂C ⎛ ∆C ⎞ A∆x = −Q⎜ ∆x ⎟ ∂t ⎝ ∆x ⎠ (Eq. 30) (Eq. Fátia hidráulica para análise diferencial em reator de fluxo pistão. ∂C ∆V = QC x − QC ∂t onde: x + ∆x (Eq.2. Cinética de tratamento em reatores (Eq. 28) C = concentração do constituinte (g/m3). 29) Dividindo os dois termos por A∆x: ∂C Q∆C =− ∂t A∆x Como ∆x tende a se aproximar de zero: ∂C Q∂C ∂C =− = −v ∂t A∂x ∂x onde: v = velocidade do escoamento (m/s).

C1 Figura 5. respectivamente.Esquema de um reator em batelada de mistura completa. integrando entre os limites C = Co e C = C. conforme ilustrado na figura a seguir.Durante o tratamento de águas residuárias ocorrem várias reações químicas e biológicas que contribuem para a diminuição das cargas poluidoras nos efluentes finais. 33) Como o reator é de batelada. é dada pela equação 37: . e t = 0 e t = t. 34) Se a taxa da reação for definida como sendo de primeira ordem (rc = -kC). logo: dC = rc dt (Eq. 36) b) Reator de fluxo contínuo e mistura completa A forma geral para o balanço de massa em um reator de fluxo contínuo e mistura completa. Mistura V. dC V = QC o − QC + rcV dt (Eq. teremos: C =C C =Co ∫ dC = − ∫ dt = t dt t =0 t =t (Eq. a) Reator em regime de bateladas O balanço de massa para um reator de batelada de mistura completa pode ser ilustrado e modelado pela figura e equação a seguir. 35) A expressão resultante fica: C = e − kt Co (Eq. A seguir veremos como modelar a cinética de remoção de cargas poluidoras em alguns tipos de reatores. Observe que as vazões de entrada e saída são iguais a zero. a vazão é zero.

dC V = QC o − QC + rcV dt Assumindo a cinética de remoção de primeira ordem e que não ocorre acúmulo de matéria ni interior do reator: 0 = QC o − QC − kCV (Eq. o mesmo princípio é utilizado para o dimensionamento. Esquema de um reator de mistura completa de fluxo contínuo (vazão > 0.mistura Qo.16 obtemos o valor de C1 como sendo: C1 = Co [1 + (kV / 2Q)] Combinando as duas equações acima obtemos o valor de C2 em função de Co: . 39) Assumindo a cinética de primeira ordem (rc = -kC) e resolvendo a equação em função de C2: C2 = C1 [1 + (k V / 2Q)] Pela equação 3. Qo = Q1). C1 Figura 6. Se dois reatores são utilizados o segundo poede ser dimensionado pela equação a seguir: dC 2 V V = 0 = QC1 − QC 2 + rc dt 2 2 (Eq. Co V. 38) Quando reatores de mistura completa são utilizados em série. C1 Q1. 37) Resolvendo a equação em função da concentração teremos: C= Co 1 + k (V / Q) (Eq.

e x = 0 e x = L. Substituindo a forma diferencial do termo QC⎜x+∆x na equação teremos: ∂C ∆C ⎞ ⎛ ∆V = QC − Q ⎜ C + ∆x ⎟ + rc ∆V (Eq.C2 = Co [1 + (kV / 2Q)] 2 Finalmente generalizando para um número “n” de reatores teremos: Cn = Co [1 + (kV / nQ )] n (Eq. Para o elemento diferencial de volume “∆V”. pode ser ilustrada considerando o diferencial de volume na Figura 3. o balanço de mssa de uma substância reativa pode ser escrito pela equação: ∂C ∆V = QC x − QC ∂t onde: ∂C/∂t = mudança na concentração com o tempo (g/m3. resulta: ∂C Q ∆C =− + rc ∂t A ∆x (Eq. 44) Como não há acúmulo de massa no interior do reator (∂C/∂t = 0) e a reação sendo definida como rc = -kCn. 40) c) Reator de fluxo pistão A equação de balanço de massa para um reator de fluxo pistão. integrando entre os limites C = Co e C = C.s). resulta: . rc = taxa da reação do constituinte (g/m3.s). Q = vazão (m3/s).3. 43) x + ∆x + rc ∆V (Eq. ∆V = elemento diferencial do volume (m3). C = concentração do constituinte (g/m3). no qual a concentração “C” de um constituinte é uniformemente distribuída na seção transversal do volume de controle. 42) ∂t ∆x ⎝ ⎠ Substituindo ∆V por A∆x e dividindo ambos os termos por A∆x. 41) Considerando o limite para ∆x se aproximando de zero: ∂C Q ∂C =− + rc ∂t A ∂x (Eq. e não ocorre dispersão longitudinal.

Poluição por matéria orgânica O lançamento de matéria orgânica em corpos aqáticos 4causa a diminuição na concentração de oxigênio na água ameaçando várias formas de vida. Para prever o grau da queda nas concentrações de oxigênio é necessário saber a quantidade de matéria sendo lançada no rio e qual a quantidade de oxigênio requerida para sua degradação. Se a composição química de todas as substâncias presentes na amostra for conhecida e se estas substâncias forem completamente oxidadas química ou biologicamente.1. o oxigênio consumido é chamado de DBO. 2. DTO e DQO são iguais. Demanda bioquímica de oxigênio (DBO) É comumente referida como a quantidade de oxigênio requerida para oxidar uma substância para dióxido de carbono e água. o consumo de oxigênio segue o padrão apresentado na Figura 73. Dessa forma a curva de DBO mostrada na Figura 73 pode ser descrita matematicamente pela equação: .4. Se a oxidação do composto orgânico é feita por microorganismos usando a matéria orgânica como fonte de alimento. A diferença entre a quantidade de oxidante no início e no final do teste é utilizada para determinar a DQO. A quantidade de oxigênio depende do balanço entre o fornecimento via reaeração atmosférica e atividade fotossintética e consumo via degradação da matéria orgânica. A DBO é menor que a DTO devido a incorporação de carbono para formação de biomassa. Esta quantidade pode ser calculada teoricamente se a composição química da substância é conhecida. 45) n Q0 Q Q kC L onde to é o tempo de detenção hidráulica. então as três medidas serão iguais. Quando uma amostra contendo uma substância degradável é inoculada com bactérias e mantida em um frasco fechado. resulta: C = e − kto Co (Eq. 2. Assumindo a cinética de primeira ordem (n = 1). O consumo de oxigênio é maior nos primeiros dias devido a elevada concentração de matéria orgânica. e o resultado é conhecido como Demanda Teórica de Oxigênio (DTO). 46) A equação é a mesma para o reator em regime de bateladas. Por outro lado.4. Raros são os casos onde a DBO. a Demanda Química de Oxigênio (DQO) não depende da composição da substância. A medida em que concentração do material orgânico vai diminuindo o mesmo ocorre com a taxa de consumo de oxigênio (cinética de primeira ordem).C =C C = Co ∫ dC A AL V = − ∫ dx = − = − = −t o (Eq. O teste é baseado na utilização de um forte agente oxidante (dicromato de potássio) que é adicionado na amostra.

49) Lo é referido como a DBO última. dessa forma: DBOt = Lo − Lt = Lo − Lo. ou seja. o máximo consumo de oxigênio possível caso haja total degradação do material orgânico. A equação 50 também pode ser escrita na base 10: DBOt = Lo(1 − 10 − Kt ) (Eq. 48) onde.e − kt = Lo(1 − e − kt ) (Eq. 47) Arrumando a equação 47 e integrando teremos: dLt ∫ Lt = −k ∫ dt Lo 0 L t ln Lt = −kt . Na Figura 73 observamos que a DBOt é dada pela diferença entre o valor inicial de Lo e Lt.120 100 80 DBO 60 40 20 0 0 10 20 Tem po (dias) 30 40 Lo Lo-Lt DBO Lt DBO ( ) remanescente DBO execida Figura 7. Contudo. 50) . ou Lt = Lo.e − kt Lo (Eq. Lo é a concentração de oxigênio equivalente a quantidade de matéria orgânica no início do teste (t = 0). dLt = −kLt dt (Eq. Variação dos valores de DBO em função do tempo. nosso interesse não é Lt (DBO remanescente) e sim a quantidade de oxigênio usada na oxidação da matéria orgânica (DBOt).

θ = 1. 52) )1 / 3 = + DBOt (kLo)1 / 3 6( Lo)1 / 3 .135. Os valores estão relacionados da seguinte forma: k = 2. 2. k20 = taxa de degradação a 20oC (d-1). A equação da curva pode ser utilizada para retirar o valor de k. resultando em uma hipérbole de primeira ordem similar a apresentada na Figura 73.4. 2. é uma constante a ser determinada. O mais simples e menos acurado consiste em plotar DBO versus tempo. Após o ajuste das séries podemos determinar a DBO em um dado tempo por: DBOt = Lo(kt )[1 + (1 / 6)kt ] −3 Arrumando os termos e tirando a raiz cúbica dos dois lados teremos: ( t 1 (k ) 2 / 3 (t ) (Eq. é difícil ajustar a curva aos grupos de pontos obtidos através dos resultados experimentais haja visto que muitos pontos ficam dispersos.4. θ = 1. Em condições ideais de laboratório o valor de k é obtido para a temperatura padrão de 20oC. Determinação gráfica da taxa de degradação Uma grande variedade de métodos pode ser usada para determinar os valores de k e Lo a partir de resultados experimentais de laboratório. para grande maioria dos casos práticos o valor de k deve ser ajustado para a temperatura real de campo de acordo com a expressão a seguir: kt = k 20 (θ ) T − 20 (Eq. O método de Thomas O método mais simples para resolver o impasse da determinação de k é conhecido como Método Gráfico de Thomas cujo princípio matemático básico é o das séries temporais. o método gráfico usual para equações de primeira ordem não pode ser utilizado pois o gráfico em papel semilog precisa da concentração inicial de DBO (Lo) que. no entanto. 20 < T < 30oC.3. Os métodos para linearização dos dados são comumente utilizados mas. enquanto que o valor de K (maiúsculo) é utilizado para a base 10. T = temperatura real (oC). 51) onde.2.303K. kt = taxa de degradação na temperatura real (d-1).Observe que o valor de k (minúsculo) é utilizado na base e. No entanto. θ = coeficiente de temperatura (4 < T < 20oC. no nosso caso.056). Temperatura x Taxa de degradação A velocidade dos processos biológicos aumenta com o aumento de temperatura.

Curva de autodepuração A concentração de oxigênio em um rio é um indicador de sua qualidade. quando esta capacidade é ultrapassada devido ao lançamento de grande quantidade de carga.O gráfico relacionando ( t )1 / 3 versus tempo é linear. no entanto. Figura 3 10 Oxigênio dissolvido (mg/l) Concentração de saturação de OD 8 6 4 2 0 0 Déficit inicial de oxigênio Concentração Déficit de oxigênio Concentração de oxigênio (OD) 2 4 6 8 10 Tempo crítico Tem po (dias) Figura 8. Todo rio tem capacidade de autodepuração. comprometendo todas as formas de vida ali existentes. os níveis de oxigênio podem cair para níveis críticos. Os coeficientes são obtidos DBOt conforme apresentado a seguir: Coeficiente linear: A = (kLo) −1 / 3 Coeficiente angular: B = (k ) 2 / 3 6( Lo)1 / 3 Taxa de degradação: k = 6( B / A) DBO última: Lo = 1 6( A) 2 ( B) 2. A Figura 74 mostra que logo após a descarga de esgotos. Talvez uma das maiores ferramentas do gerenciamento da qualidade da água de rios seja a habilidade para determinar a sua capacidade em absorver cargas orgânicas. Perfil da curva de autodepuração.5. Isto é feito determinando o perfil de oxigênio dissolvido após o lançamento de esgotos. a concentração de oxigênio diminui devido a . A Figura 74 apresenta uma curva típica de variação de oxigênio em um rio após receber uma certa quantidade de carga que demanda oxigênio.

Vale salientar que apenas no ponto de mistura os balanços são considerados conservativos visto que ao longo do rio seus valores variam.5. 2. material carbonáceo e temperatura. 55) Qe + Q r onde: Qe = vazão de esgoto (l/s) Qr = vazão do rio (l/s) .degradação do material que demanda oxigênio e tende a aumentar em seguida devido predominância dos mecanismos de reaeração (fotossíntese e aeração atmosférica). 54) DBOm (mg / l ) = Qe DBOe + Qr DBOr (Eq. 53) De forma análoga teremos para temperatura e DBO. Dessa forma. MOD no esgoto = Qe x ODe MOD no rio = Qr x ODr MOD no rio após mistura = Qe x ODe + Qr x ODr A concentração de oxigênio dissolvido (OD) após a mistura é determinada dividindo a sua massa por unidade de tempo pela vazão total do sistema após a mistura: Qe ODe + Qr ODr Qe + Qr ODm (mg / l ) = (Eq. considerando a balanço do esquema a seguir teremos: Esgoto: massa de OD Rio: massa de OD após a mistura Rio: massa de OD A massa de oxigênio por unidade de tempo é igual ao produto da vazão pela concentração de OD.1. Balanço de massa O balanço de massa conservativo simplificado de três fatores pode ser utilizado para a determinação inicial das condições no rio após a mistura com esgoto: oxigênio dissolvido. respectivamente: QeTe + Qr Tr Qe + Q r Tm (mg / l ) = (Eq.

57). 57) onde: Di = déficit inicial de oxigênio (mg/l) ODs = concentração de saturação de oxigênio na temperatura do rio após a mistura 2. Equação da curva de oxigênio O diagrama de balanço de massa de oxigênio em um rio esta apresentado na Figura 75. Déficit de oxigênio O déficit de oxigênio representa quanto a concentração de oxigênio no ponto em questão é inferior a sua concentração de saturação: D = ODs − OD onde: D = déficit de oxigênio (mg/l) ODs = concentração de saturação de oxigênio (mg/l) OD = concentração de oxigênio (mg/l) 2. (Qe ODe + Qr ODr ) Qe + Qr Di = ODs − (Eq. 56) A curva de oxigênio dissolvido do rio começa no ponto de mistura entre o esgoto e o rio.5.ODe = concentração de oxigênio no esgoto (mg/l) ODr = concentração de oxigênio no rio (mg/l) ODm = concentração de oxigênio após a mistura (mg/l) Te = temperatura no esgoto (oC) Tr = temperatura no rio (oC) Tm = temperatura após a mistura (oC) DBOe = DBO última no esgoto (mg/l) DBOr = DBO última no rio (mg/l) DBOm = DBO última após a mistura (mg/l) 2. para fins práticos é utilizado um balanço simplificado (Figura 75 ).3. Déficit inicial de oxigênio (Eq. no entanto. Este balanço destaca todas as entradas e saídas.4.2.5. O déficit inicial de oxigênio é calculado pela diferença entre a concentração de saturação de oxigênio e a concentração de oxigênio após a mistura (Eq.5. .

temos primeiramente que determinar os valores do consumo de OD via degradação do material carbonáceo e da reaeração atmosférica. a diferencial da equação 56 resulta: d (OD) dD d (OD) dD + = 0 e. 59) A taxa de decaimento na concentração de oxigênio coincide com a taxa de degradação de DBO: d (OD) dD d ( DBO) =− =− dt dt dt (Eq. ODE ODatm ODf Onde: ODent ODb ODm ODsai ODra ODm Simplificado ODs ODm ODent/ODsai = massa de OD entrando e saindo do sistema ODE = massa de OD entrando com esgoto ODatm = massa de OD entrando via atmosfera ODf = massa de OD produzido pelas algas ODb = massa de OD consumida pelos bentos ODmc = massa de OD consumida via degradação de DBO carbonácea ODE ODatm ODe ODmn = massa de OD consumida via degradação de DBO nitrogenada ODra = massa de OD consumida via respiração algal A equação simplificada do balanço de massa pode ser escrita da seguinte forma: ODent + ODE + ODatm − ODmc − ODsai = 0 (Eq. A taxa de consumo de OD via a degradação do material orgânico e exatamente igual ao aumento no seu déficit. Como nosso objetivo é determinar a concentração de oxigênio saindo do sistema.Figura 9. Assumindo que a concentração de saturação é constante [d(ODs)/dt = 0]. 60) . Balanço de OD em um rio. =− dt dt dt dt (Eq. 58) Na equação acima é possível determinarmos a concentração de oxigênio na entrada e no esgoto.

dia) Kd = constante de desoxigenação (d-1) (Eq. Pelas equações 62 e 64 verificamos que o déficit de oxigênio é função da competição entre a utilização de oxigênio e reaeração atmosférica: dD = kd L − kr D dt onde: dD/dt = mudança no déficit de oxigênio (mg/l. 62) A constante da reação de chamada de taxa constante de desoxigenação (kd). proporcional entre a diferença do valor de saturação e sua concentração atual: d (OD) = k (ODs − OD) dt Das equações 56 e 59 temos que: dD = −kD dt (Eq. 64) A constante da reação de chamada de taxa constante de reaeração (kr). A taxa de transferência de oxigênio da atmosfera para massa líquida também segue a cinética de primeira ordem. podemos afirmar que a variação de DBO com o tempo é: d ( DBO) dLt =− dt dt (Eq. 61) Tal equação nos mostra que a variação do déficit com o tempo devido a DBO é uma reação de primeira ordem proporcional a quantidade de material orgânico remanescente: d ( D) = kLt dt (Eq.A DBOt foi definida como: DBOt = Lo − Lt . 65) . 63) (Eq. e como Lo é um valor constante.

L = L). D = D. L = Lm e t = t. Constante de desoxigenação A constante de desoxigenação difere da taxa de degradação de DBO visto que ocorrem diferenças físicas e biológicas entre o rio e o frasco de DBO. 66) onde: D = déficit de oxigênio no rio após um tempo t (mg/l) Di = déficit inicial de oxigênio no rio após um tempo t (mg/l) L = DBO última na água do rio (mg/l) Kd = constante de desoxigenação (d-1) Kr = constante de reaeração (d-1) t = tempo após a descarga (d) 2. Geralmente a DBO é mais rápida no rio devido as condições turbulentas. etc. obtemos a seguinte equação para a curva de variação de oxigênio: k d L −kd t (e − e − k r t ) + Di (e − k r t ) kr kd D= (Eq.5.L = DBO última na água do rio (mg/l) Kr = constante de reaeração (d-1) D = déficit de oxigênio na água do rio (mg/l) Integrando a equação 28 e usando as condições limites (t = 0. O valor de kd pode ser estimado a partir de k pela seguinte fórmula: v η H kd = k + (Eq. 67) onde: kd = constante de desoxigenação a 20oC (d-1) v = velocidade do rio (m/s) H = profundidade do rio (m) η = coeficiente de atividade do rio k = constante de degradação de DBO a 20oC (d-1) .5. D = Di. demanda bentônica. grande quantidade de microorganismos.

A menor concentração de OD na curva é determinada de concentração crítica. Caso o déficit de oxigênio seja maior que a concentração de saturação. .5 onde: kr = constante de reaeração a 20oC (d-1) v = velocidade do rio (m/s) H = profundidade do rio (m) Tendo o conhecimento da velocidade do rio podemos relacionar tempo após o lançamento dos despejos com distância rio abaixo. Dessa forma.6. 69) O déficit crítico (Dc) é determinado substituindo o tempo crítico na equação 66. pois indica o ponto de pior situação no rio (ponto crítico). Um rio estreito e profundo tende a apresentar menores valores de Kd quando comparado aos observados em rios largos e rasos. o oxigênio foi totalmente consumido e sua concentração é zero. Uma vez determinado o déficit de oxigênio em qualquer ponto após o lançamento.5 kr = H 1.5. Coeficiente de reaeração O coeficiente de reaeração (Kr) depende do grau de turbulência do rio e conseqüentemente de sua velocidade e área superficial exporta a atmosfera. os resultados negativos representam concentrações nulas de OD.2. a concentração de oxigênio dissolvido pode ser determinada pela equação 56. Este valor é de grande interesse. Observe que é fisicamente impossível encontrar valores de OD menores que zero. 68) tc = (Eq.9v 0. A constante de reaeração pode ser estimada por: 3. O tempo crítico pode ser encontrado através da diferenciação da equação 29: ⎡k 1 ln ⎢ r kr − kd ⎢ kd ⎣ ⎛ ⎜1 − Di k r − k d ⎜ kd L ⎝ ⎞⎤ ⎟⎥ ⎟⎥ ⎠⎦ (Eq.

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