UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Universidade do Vale do Itajaí

Cadernos
Universidade do Vale do Itaj aí

de Ensino
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Pró-Reitoria de Ensino

FICHA CATALOGRÁFICA

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Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Central Comunitária - UNIVALI
Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Projeto
Josiane da Silva Delvan Lucian o Dalla Giacomassa Colaboração

E lisabeth Juchem Machado Leal Simone Gh is i Feuersch ütte E laboração

Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico Ch arlles Giovany Faqueti Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Editoração E letrônica E xemplares: 1500

Pedagogico

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ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS

ITAJAÍ (SC Julho/2006 Ano 2 - nº 4

de Ensino
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Pró-Reitoria de Ensino

90.4. . Em julho de 2006 o texto deste documento (páginas 56.724. 81. 87. de dezembro de 2005.. 91 e 92) foi atualizado para in corporação das alterações referentes à apres entação de trabalhos acadêmicos contidas na segunda edição da NBR 14. 58. 89..

.....................................5 6 6........................................4 6......................................................................................................................................................................3 4..........4.............UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ........................................................................................ 27 Conceito ........................................................................................................................................ 15 Os propósitos do fichamento ...............................................4..4............................................................................ 34 Tipos de relatórios ................ 23 Avaliação .......................... 31 Avaliação ..........................................................................1 2................................................3 2..................................2 5................2 4...............................................4 3..................................... 22 A apresentação da resenha ....2 3.................... 13 FICHAMENTO ................................................................................. 26 Avaliação . 17 Ficha de leitura .................... 30 Elementos textuais ........................................... 25 Propósitos ......... 17 Ficha bibliográfica ........................................................ 24 PAPER............5 INTRODUÇÃO ..................................................................................... 37 .......................... 28 Procedimentos quanto à forma de apresentação ...... 27 Propósitos ..4............ 29 Elementos pré-textuais . 5 ........................................................................................................................................................................... 10 1 2 2..................... 35 Avaliação ..........................2 5........... 21 Procedimentos .....................................................................2 2...............1 5..4 5 5........2 6... 18 Avaliação ....................5 4 4.................................. 25 Conceito .......1 3...................................................... 15 Conceito ...............................................................................2 2..............................................................................................................................................................................................1 4..............................................................................................................................1 2..............................................................3 6.................................1 6....................... 31 RELATÓRIO ....................... 25 Procedimentos .............................................................................................................................. 16 Procedimentos .....................4 3 3.......................................... 30 Elementos pós-textuais ........................................................... 21 Propósitos ................ 20 RESENHA CRÍTICA ............... 09 PARTE I ................... 21 Conceito ...... 33 Conceito ..............................................1 5.............................4 5................3......Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos .......................................................................................................................................................................3 3........................................ 33 Propósitos ................................................................................................3 5.......................................4 5...................................................................................... 27 Procedimentos quanto à elaboração .....................3 5.......................... 26 ARTIGO CIENTÍFICO ......................... 30 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico ............................................................................... 34 Procedimentos ...........................................3........................................ POSITION PAPER OU POSICIONAMENTO PESSOAL ....

...4................1 7.4................... 59 Regras quanto ao título e subtítulo ...... 70 Artigo e/ou matéria de jornal .... 59 Regras quanto à autoria..........4 3............................................................. 46 1.................. 45 1...............3...............................2................................................................4 3.3............. 69 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas .........................................................1...3 3.4.........................................................................................1......4 3............................2..............2................................................................4.......................................................... 39 Propósitos .......................................................................................................................................................... 72 ..........................................................3.............................. 71 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ......................... 58 Regras gerais para elaboração de referências ...................................4 Normas complementares para citação ......................... 63 Regras quanto à data ...........................................1...... 57 Localização das referências .......................................... 56 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS ....... 45 1.......4. 65 Monografias ....................................................................................................2...............................................................5 3..........3 3.....................5 3........................4.......................2 3.............2.........4...............................2 3............ 55 Exemplos de resumos .............1 3 3..3 7............................ 71 Publicações em eventos ............................................. 40 Avaliação .........................................................................................3.... 64 Regra quanto à paginação ...............................1 3.....1 3........................................................4............................................ 61 Regras quanto à edição e editora .................................................. 41 PARTE II .......................................4.......3........................................ 62 Regras quanto ao local ...........................2.............1 Citação direta.....................3 3.......................................................... 70 Artigo e/ou matéria de revista................................1 3............. 64 Modelos de elaboração de referências ..............2.......4.............4.............2 3...... 57 Aspectos gráficos das referências ................. 67 Parte de monografia em meio eletrônico ...........3 Alterações na citação ............................................... 47 1.............................................................................3 RESUMOS DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS ..................... 69 Partes de publicações périódicas ...............................................................................2 7..............2 Tipos de citação ................. textual ou literal .......................................5 Considerações finais sobre as normas de citação ...... 65 Monografias no todo em meio eletrônico ......... 50 1........2. 65 Monografias consideradas no todo . boletim....6... em meio eletrônico .......6 3........................... 48 1................................4.............1................................. 39 Procedimentos ........................................... 43 1 CITAÇÕES ...................6 3.....3 3........................... 68 Publicação periódica como um todo ..................2 3................................................. 53 2 2......................................................................3 Citação da citação ...................... 7 7..............3...................................Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ....1 3....... 46 1..... 67 Partes de monografia ......................1 Regras gerais para citação .........................4..... 52 1..................2...............1 3..........................................................2 Citação indireta: paráfrase e condensação ...................................................4 3............................................4 MEMORIAL .. 39 Conceito .......................2 3.... dentre outros..................................................................................................... 68 Publicações periódicas ..........

......................................................8 3...............................4......Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos ............................................... Trabalho apresentado em evento .4......13 3............................. 81 Elementos textuais .................................3............... Documento sonoro ..........................................................................................................................................4............9 3....1 3....................................10 3..........4....................... 89 Tabelas ...................... Legislação ............................. Documento iconográfico ................6 5.........................................4...........4.....11 3......................6 3................... 98 Apêndice C .......................1 4.......................................................4 5..2 3........................................... 85 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS ..................14 4 4.................4.............................................................................................4..... Bula de remédio ..4......2 5...... 72 72 73 73 74 74 74 75 75 75 76 76 77 77 78 78 79 79 80 80 80 ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS .......... Documento tridimensional .............................................4.........12 3................................................................... 7 ................................................................................................................... Documento cartográfico ................................................... 89 Ilustrações ......4 3................4......3 5.......... Imagem em movimento ...............Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ..... Documento iconográficoem meio eletrônico ............4.7....................................................... 102 Apêndice E .................................4. Documentos jurídicos ................................................................................................................................................................................................................... Patente ......... Jurisprudência ................................4...... Séries e coleções ...........4 3..... Doutrina .............................7 5....................3.. Documento jurídico em meio eletrônico ........................ 87 Paginação ................................5 5...........4...........................................3 5 5.................. 92 APÊNDICES . Notas ................................... 95 Apêndice A ..............................2 3............................... 96 Apêndice B ............................. 91 REFERÊNCIAS .......................4..................... 100 Apêndice D ......................................3....................................................4.......................................................................................... 81 Elementos pré-textuais ..................... Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico .............................. 87 Margens e espacejamento ..........................7 3..................2 4..................................8 Eventos como um todo .....3......................... 84 Elementos pós-textuais ...........Exemplo de sumário ......................Modelo de página de abertura (artigo científico) ...............................................5 3..........Capa de trabalhos acadêmico-científicos ................................... Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico ......................................................4.......................4........................................ Eventos como um todo em meio eletrônico .............3 3........................................1 3..........4................. 87 Formato .................. 88 Parágrafo ............................................................................................4...............6.....................................................................1 3......1 3................................................4 3....................4.............UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3....................... 90 Equações e fórmulas ................................. 103 ...............................................4.....................................................................................1 5................ Documento cartográfico em meio eletrônico ...4...................................................................................................................4.....3 3........ 88 Títulos e indicavos numéricos ..........

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o regi st ro e o uso do sabe r já acumulado e disponível para propósitos próprios de construção do conhecimento.. (SEVERINO. o domínio de conceitos reelaborados. para quê. a apr endizagem e o desenvolvimen to do trabalho in telectu al exigem conhecimentos de ordem técnica. Parece-nos ser esta u ma con di ção in di spe nsáve l ao desen vol vim en to da vi da in te lect ual disciplin ada e produ tiva. pois todo o conjunto de recursos que está na base do ensino superior não pode ir além de sua função de fornecer instrumentos para uma atividade criadora. 9 . o mais elementar deles. em todas as disciplinas. conse qü en tem en te. Est as orientações.do fich amen to. para quem estudamos e produzimos conhecimentos? Para buscar possíveis respostas às questões acima. Estas três dimensões estão in ti mame nt e r elacionadas.. 2000). Certamente. desde os primeiros períodos. Profª Amândia Maria de Borba Pró-Reitora de Ensino . é fator determinante para o al can ce dos obj eti vos da for mação u niv ersi tári a: apre nder a pen sar e. conceitual e lógica. visando criar novos hábitos e um novo olhar para a produção universitária.cien tí fi cos. entre suas finalidades. a pr odu zir conhecimentos. A UNIVALI destaca. sob critérios lógicos e com o auxílio da técnica. ao focalizar os tipos de trabalhos acadêmicos mais presentes no cotidiano do ensino superior e os procedimentos básicos para sua elaboração. Assim. nort eada por posturas e práticas de pesquisa. o domínio do saber e da cultura. A elaboração de trabalhos acadêm icos . ao artigo científico .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESENTAÇÃO Este conjunto de diretrizes metodológicas é apresentado aos professores e estudantes universitários para o desenvolvimento de t rabalh os didáti co. esta publicação traz subsídios à elaboração de textos didático-científicos de forma lógica. o domínio da ciência e dos seus métodos para atingir novos patamares de qualidade. É neste contexto que se insere a metodologia de trabalhos científicos como instrumento útil e per tin en te para a produ ção do conhecimento. E viden te men te . o domínio da teoria é condição imprescindível par a o propósito de produção do conhecimento. Se a ciência é o resultado do confronto. da teoria com a empiria. ou da articu lação. têm como objetivo favorecer e estimular a produção escrita de nossos alunos. dos métodos e das técnicas de áreas específicas do conhecimento é uma exigência do ensino superior para vencer o superficialismo e a falta de rigor científico na produção e socialização do conhecimento. não sem antes termos clareza do sentido político da formação no ensino superior: por quê. pois u m pensamento ou argumento apresentado pelo aluno ou pesquisador sem apoio em processos lógicos pode não passar de uma idéi a superficial.permite ao estudante universitário se exercitar em práticas essenciais à atividade científica: a bu sca. característica da formação superior.

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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 1 Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos ... 11 .

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. porque significam propriamente a competência. Por outro lado. contorno. assim identificadas: .. coloquem no papel o que querem dizer e fazer. passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[. redijam. mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual. pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma. requer que as atividades referentes à investigação.. Deixa-se para trás a condição de objeto. Demo (1996. no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual. perfil. de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento. à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento. dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência. expressão.] escrevam.] Aprende a duvidar. A partir daí. buscar e adquirir a informação nece ssári a para a re al ização de trabalhos.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos: [. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem. desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica.. atividade central na vida acadêmica. deve .compettên ci as r efer enttes ao ttrato da com pet ências refe rent es pe ref eren rato in f i nf orm ação ação: . portanto. em todas as áreas do conhecimento. se faz. surge o desafio da elaboração própria. de complexidade e sofisticação crescentes. a querer saber sempre mais e melhor. a apropriação e o uso do conhecimento técnicocientífico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior..se con siderar qu e a bu sca. a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área. elaborar são termos essenciais da formação do sujeito. p. Formular. com vistas à elevação do nivel de qualidade dos cursos superiores.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 INTRODUÇÃO A ê nfase qu e vem sen do col ocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão. Ao lado desse fato. sobretudo alcancem a capacidade de formular.ler e compreender textos teóricos. Esse processo contribui decisivamente para a for mação de prof ission ais cu jo pe rfi l compreende as competências necessárias à busca do conhecimento. um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atu ar com competência de modo autônomo e conseqüente. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências. sist em at ização e soci al ização do conhecimento deixem de ter no professor seu prin ci pal prot agoni st a e passem a ser compartilhadas por professores e alunos. registrar a informação e as .. à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos. A formação universitária. 13 . a perguntar.

Dessa forma. referências).. até ch egar à elaboração de texto próprio (resenhas. subsidiariamente. O texto ora apresentado pretende oferecer. no entanto. ou de Metodologia Científica – a criação dessas oportunidades em todas as disciplinas. interpretar criticamente.redigir: progredir do exercício inicial sob a for ma de re sum o. documentais ou outras (fazer resumos.cor rigir.referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses. parafrasear.analisar e apreciar criticamente textos teóricos.. projetos de pesquisa). de re su m os de ar ti gos e de referências. relat ór io e mem orial.apresentar e discutir temas. Na segun da part e são apresen t adas orientações para elaboração e u so de ci tações. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos. São muitos os tipos de trabalhos acadêmico-científicos qu e pode riam se r in cl uí dos em um documento como este. dominar as praxes de citação e de referência. A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocient íf icos: seu conceito e propósitos. fichamentos. resenha crítica. demonstrar (ou provar) por argumentação. . . os procedimen tos para sua e laboração e organização e sugestões para sua avaliação. . bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. Esse conjunto de competências. No entanto. paper. . ou mesmo o ensaio. explicar. . artigos. definir. respect ivas f on tes bi bl iográfi cas. . artigo cien tífico. observar. bem como de apresentação de trabalhos acadêmicocientíficos. por se considerar que são os tipos de uso mais freqüente nas várias disciplinas dos cursos de graduação.se (ou ref orm ular o anteriormente formulado). .referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações. não são aqui tratados. inferir. t anto a professores como a acadêmicos. dissertação de mestrado e tese de doutorado.competências cognitivas: . optou-se pelo fichamento.14. projeto e relatório de pesquisa. .competências necessárias à capacidade de elaboração própria: . estabelecer relações. embora t ambém sejam trabalhos acadê micocientíficos. aut o.ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões. extrair significados. papers. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo. sistemático e intensivo.ref er ent es ao raciocín io: iden tif icar proposições.

A prática do fichamento representa. sejam elas de iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir). de textos para aulas. literária ou mesmo de uma mat éria jornalística. 15 . pa pers.100). . como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. art igos. De acordo com Henriques e Medeiros (1999. além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos. portanto. alguns autores. A principal utilidade da técnica de fichamento. etc. cujo autor é o “fichador”. um importante meio para exe rcit ar a escrit a. para utilização posterior em suas produ ções escri tas. o que re qu er a l eit ur a at ent a do text o.. b) registrar o conteúdo das obras. su a compreensão. é otimizar a leitura. seja ele aluno ou professor. assim. monografias de conclusão de curso. a exemplo de Nunes (1997). da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. constituindo-se em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas. seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –. A im por tância do fi ch amen to para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante. p. palest ras ou confe rências. ou. a iden tificação das idéias principais e seu registro escrito de modo conciso. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. de elaboração da monograf ia de conclusão de curso do graduando. essen ci al par a a elaboração de resenhas. seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. Assim sendo. funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos. Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura. coerente e objetivo.1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das idéias e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica. d) organizar as informações colhidas”.. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto. c) regist rar as re fl exões proporcionadas pelo material de leitura.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FICHAMENTO 2. os fichamentos ou relatórios de leitura. ent ão. na Universidade. no caso do professor. como também registrada e documentada. filosófica. Fichar um texto significa sintetizá-lo.

16.. um seminário ou um relatório de pesquisa. uma monografia. ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. podem ser considerados dois tipos de fichamento: a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. nesse caso o fichamento consiste. o fichamento praticamente se identifica com o Os propósitos do fichamento r esu mo.. que tanto pode ser uma resenha. conceitos. pelo docente ou pelo pesquisador. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo. No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. b) o fichamento que é feito pelo estudante. São esses propósit os tem áticos que ori ent am o “fichador” quando seleciona idéias.se apen as na su a apresen tação. mas que. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante. No segundo tipo (b). com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação. di fer enci a. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das idéias. qu e pode ser nu ma ficha manuscrita ou numa folha digitada. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto. Ora. deve apresen tar os indispensáveis elementos de identificação. no contexto de um a pesquisa ou de u ma re visão bibliográfica. com o propósito de registrar sist emat icam en te e docu me nt ar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho. nesse caso. um artigo. o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. Assim. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar n os f ichame nt os qu e f ará das obras selecionadas. o docente ou o pesquisador se propôs. No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –. a argumentação do autor a da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador. . Dependendo dos seus propósitos. 2. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio. terá como critério selecionador os “propósitos t emáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramif icações. e m qualquer caso.2 Seja como técn ica au xiliar da pesqu isa bibliográfica. dos quais se falará mais adiante. Dessa forma. artigos e textos teóricos. em geral.

. Severino (2000. Leite (1985. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento. 105121) of erecem importan tes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização. . 42-55) e Pasold (1999.corpo da f ich a. para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. após o título geral.3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados.. pode ser adotado o uso. p. Manual da monografia jurídica.1 Ficha bibliográfica Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto. apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados. ou seja. é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca.. dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa. como.referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer. Luiz Antonio Rizzatto. a 2a parte trata da elaboração de dissertação de Mestrado e tese de Doutorado. à direita. 87. 17 . por exemplo. 1997. 207 p. de um subtítulo. etc.cabeçalho: no alto da ficha ou da folha. A 1a parte da obra contém orientações metodológicas para a elaboração e a apresentação da monografia no curso de graduação de Direito. um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. p. Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica.112). Eco (1988. O seu corpo pode ser constituído de poucas informações. elaborada de acordo com a (NBR 6023:2002) da ABNT. arquivo público. p. como já foi dito. por serem considerados os mais essenciais. p.). sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros).3. 2. devem conter três elementos: . As fichas. Bibl. o con teú do propriamente dito. da UNIVALI Exemplo de ficha bibliográfica . Metodologia da pesquisa / Pesquisa bibliográfica NUNES. 35-45). São Paulo: Saraiva.

seletivo e objetivo. idéia ou argumento. resumo conteúdo. e as citações ou seja. Para sua elaboração. Pode ficar a critério do professor.18. O corpo da ficha consistirá no resumo da resumo obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. o que tornaria a ficha mais completa. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é. qu e e xpre sse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. no entanto. outras formas podem ser adotadas. sempre entre aspas e com indicação da respectiva página. Assim sendo. um comentário sobre o te xto f ichado. objetiva e econômica. ou então pode apresentar o resumo que sintetiza o resumo. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório.. deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000. por exemplo. O corpo da f icha de leit ur a pode ser organ izado de diferentes maneiras. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade. juízo de valor destituído de fundamento.2 Ficha de leitura Esse tipo de fich a destina-se ao registro sinté tico do cont eúdo (ou de parte do con t eúdo) das obras lidas. – apresentar uma seqüência corrente de f rases con cisas.. – utilizar linguagem clara. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura. p. ou seja: – ser sucinto. citações mais significativas de trechos do conteúdo. ou não. como sugere Hühne (1992. 6465). contendo apenas resumo e citação (no exemplo. 47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 21 deste documento.3. dev e o professor ter claro que. a decisão de incluir. 2. ao solicitar dos alu nos um fichamento. ao seu final. as citações. transcrições as citações. dir etas e interligadas. . Para o estudante ou docente que faz um f ich amen to no con tex to da pesqu isa bibliográfica. optou-se por colocar na margem esqu erda da folha o núm ero da página correspondente ao trecho resumido para i dent ificar su a localização na obra. Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4). Nesse caso. apenas o resumo das idéi as do au tor e n enhu ma citação ou comentário pessoal do fichador. – respeitar a ordem das idéias e fatos apresentados. p. É importante salien tar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra. pode ser útil a inclusão no texto das novas idéias que foram surgindo durante a leitura. Pode conter.

Dilthey . ex te rno ao indivíduo.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ M e tod ol ogi a ci e ntífica Pe s quis a q ualitativ a G O LD E NBE RG . suje ito e objeto do conhe cime nto es tão radicalm e nte separados. Rio de Janeiro: Re co rd. entende que os fatos so ciais não são quantificáveis. se gundo ele. bas eado e m proce ssos quantificáve is que se transform am e m le is e explicações ge rais. Ass im . 16 Esclare cer o debate e ntre a sociolo gia pos itivista e a sociolo gia co mpree nsiva é útil para s ituar a que stão da utilização de mé todos e té cnicas qualitativos nas C iências Sociais. po is cada qual tem um sentido próprio. M. pois. a pesquis a nas Ciências Sociais "é um a atividade ne utra e o bje tiva. ne cessitando ser com pre endido e m s ua singularidade . inde pende da consciência hum ana e deve s er tom ado com o c oisa. 19 . Para D urkheim. ) Exem pl o de fic ha de l ei tu ra 17 18 19 Exemplo de ficha de leitura . A arte de p e squisar: como fazer pe squisa qualitativa e m C iê ncias S ociais. que busca de scobrir regularidades ou le is . A socio logia com pree nsiva. em que o pes quisador não pode faze r julgam e ntos ne m permitir que se us preconce itos e crenças co ntam inem a pesquisa". (. o fato social. não são ade quados à e specificidade das C iências S ociais.. S egundo ele. que pre ssupõe um a m etodologia própria. distingue natureza e cultura e de fende proce dim entos m e todo lógicos dis tinto s para se us e studos . para e le . Com te defe ndia a unidade de todas as ciê ncias. o m étodo das C iências Naturais– e rklär en – "busca generalizaçõe s e a descobe rta de re gularidade s" e o das C iê ncias Sociais – ve rsteh e n – "vis a à com pre ensão inte rpretativa das e xpe riências dos indivíduos dentro do conte xto em que foram vive nciadas".. O s adeptos da abordage m qualitativa e nte ndem que o m ode lo de e studos das C iê ncias N aturais. cujas raízes estão no historicism o ale mão. 199 7... Via a ciência social com o ne utra e obje tiva. um de se us repres entantes .

aquele que é solicitado como exercício acadêmico.A obra fich ada ou re sum ida est á corretamente referenciada? .A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? . 2. ou seja.As idéias principais do texto estão contidas no resumo? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêm ico-científ icos foram observadas? ..O resumo respeita a ordem das idéias apresentadas pelo autor do texto? .O resumo evidencia uma redação própria do alu no? (ou con sist e apenas na ju staposição de u ma sér ie de f rases recortadas do texto?) .20.A linguagem utilizada obedece a norma culta? .. As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: .O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das idéias?) .O resumo é sucinto e objetivo? .2.4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2.

em decorrência. A resenha de obras científicas é. têm condições de emitir um juízo crítico. t em o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante. compreende o resumo e o comen tário de u ma obra científ ica ou literária. Portanto. em geral. a resenha deve conter: – o resumo das idéias principais da obra. 3. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação.. Quando realizada como um trabalho acadêm ico. novos conhecimentos. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. feita por cientistas que.1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra. da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra.2 Propósitos Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação.. dest acando a cont ribu ição do aut or: abordagem inovadora do tema ou problema. A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra. que a resenha possibilita. . – uma justificativa da apreciação realizada.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESENHA CRÍTICA 3. 21 . além do conhecimento especializado do tema. artística ou cultural em seu campo de interesse. novas teorias. para as pessoas cuja atividade profissional ou de est udo requer inf ormações sobre a produção científica. ou seja. prin cipal me nt e. de um modo geral.

245-246): – Referência autor(es). A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. .a crítica do resenhista. Obs. p.a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra). – Res umo da obra resumo das idéias Resumo obra: principais.. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as pergu ntas ou iten s relacionados acima.)? e) a quem se destina a obra: grande público. edição. quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor a que Quadro referências do autor: corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apóia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação) (apreciação): a) como se situa o autor da obra em relação é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso..22. coere nt e. p. 51-57). título. descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra. etc. criativas? A abordagem dos conhecimentos . de modo a cumprir sua finalidade. (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?).3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações. desenhos. preço. especialistas. Para fins de t rabalh os acadê micos. são indispensáveis os seguintes tópicos: . pelo estudante. O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991. Referência: editora e data de publicação. – Credenciais do autor informações gerais do autor: sobre o autor e sua qualificação acadêmica.as conclusões do autor. político. etc.o resumo da obra. pr eciso? A li ngu agem é correta? d) quanto à forma: é lógica. o que muitas vezes depende da obra resenhada. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou idéia mais destacada da obra.? b) quan to ao mérito da obra: qu al a con tr ibui ção dada? As idéi as são originais. no ent an to. segundo a percepção do resenhista. em relação ao contexto social.: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. figuras.seu quadro de referências. 3. objetivo. histórico. baseadas em Severino (2000. bem como da finalidade ou destino da resenha. . gráficos. . de com pe tên cias de l eit ura. local. claro. se optar por intitular. têm o propósito de organizar. obras publicadas. número de páginas. As diretrizes metodológicas que seguem. profissional ou especializada. econômico. . análise e interpretação de textos científicos. – Conclusão do autor o autor apresenta (ou do autor: não) conclusões? Caso apresente. sistematizar a abordagem de às escolas ou correntes científicas ou filosóficas. exemplos. sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações. cargos exercidos. títulos.

o qual. compondo um texto harmonioso.Folha de rosto: é a folha que apresenta os Folha rosto: elementos essenciais à identificação do trabalho.. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . procura tomar uma posição a respeito das idéias enunciadas. A redação da resenha obedecerá. 3. bem como a avaliação crítica do resenhista. . explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. validade e con tribui ção à discussão do problema. alcance. juízo crít ico. como se pr oce ssa seu raci ocí ni o e argumentação? Qual é a idéia central? Quais as idéias secundárias? As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. aparecem. obrigatoriamente.. no entanto. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. associação e/ ou comparação com as idéias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. m arcar e esquematizar as idéias relevantes.Texto a referência bibliográfica da obra Te Texto: resenhada deverá ser apresentada no início do texto. n um a seqüên cia adequ ada. de um modo geral. A análise crítica o estudante formula um análise crítica: análise crítica A análise temática procura interrogar e análise temática: temática identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento. A análise textual etapa em que o estudante análise textual: textual A análise interpretativ a: o estudan te anális e interpretativa: faz uma leitura atenta. os aspectos teóricos. porém corrida. os dados sobre a obra. trabalho acadêmico distinto da resenha. . buscar dados sobre o autor. Avalia também sua originalidade. quer dizer. 23 . o resumo do conteúdo. nas resenhas de boa qualidade. termos fundamentais à compreensão do t exto). I sso n ão si gn if ica qu e o t ext o dev a.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ textos teóricos. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. sucinto e de fácil leitura. sobre o vocabulário (conceitos. seu autor. em geral. do texto para identificar seu plano geral. avaliando o texto pela sua coerência interna. Procura estabelecer uma aproximação. tanto como preparo para a elaboração de resenhas.4 A apresentação da resenha Como trabalho acadêmico.3 acima. Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B. como de outros trabalhos acadêmicos. constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha. com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. a seqü ência dos elementos relacionados no item 3. os aut ores cit ados. ou seja.

. social) do autor é discutido? . Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdiv idido.24.As normas técnicas de apresentação de trabalh os acadêmico. polí tico.A obra está corretamente referenciada? .a resenha apresenta as idéias principais da obra? .5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: .As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? .A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .ci entíf icos f oram observadas? .. Quanto à apresentação gráfica.Aponta as características mais relevantes da obra? . devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos.A crítica do resenh ist a é pertin ente e fundamentada ou justificada? . o su mári o é e lem en to dispensável.As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? . esse item é obrigatório. dev endo ser organ izado segundo a NBR 6023:2002.A apresentação das idéias prin cipais é sucinta e objetiva? . 3.Referências caso o resenhista tenha se Referências: Referências valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada.O posici onamen to (te ór ico. econômico. .

4. o objet iv o do p a pe r é e stim ul ar o aprofu ndame nt o de um de ter min ado assunto. com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos. com objet ivi dade e clare za. o autor desenvolve análises e argumentações. exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. 25 .2 Propósitos No contexto da f ormação acadêmica.1 Conceito O paper.. também. podendo considerar. dentre outros tipos de publicações. Sua elaboração consiste na discussão. Além disso.an alít ica e da criatividade do aluno. E m algu ns casos. pelo au tor. POSITION PAPER OU POSICIONAMENTO PESSOAL 4.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 P APER . opiniões de especialistas. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários. Na elaboração de um paper. júri simulado. promover o debate em torno de um assunto. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capaci dade crít ico. estudos de caso ou participação em palestras. O p aper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular). pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado. . de resultados de estudos ou pesquisas cient íficas. position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema prédeterminado. a el aboração do posicion am en to pessoal gera ou tr as produções acadêmicas. artigos especializados ou de informação geral. como os artigos científicos. o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal com o for ma de av aliar a aprendizagem individual. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo..

4. Além disso.cien tí fi cos são respeitadas? ..26. .As normas técnicas de apresentação de t rabalh os acadêmi co.Há lógica na organização geral do texto? . et c. entretanto. desenvolvimento e conclusão. b) destaque dos pontos mais r elev ant es. d) sí nt ese con cl usi va. c) discu ssão dos pon tos r elev ant es. como todo t rabalh o acadêmico. re met en do aos propósitos expressos na apresentação. tais como: textos. lev an tan do argum en tos.A análise das idéias é coerente/consistente? . sistematizando-se determinadas etapas.As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? . o pa per deve apresentar em sua estrutura. a part ir dos qu ais será desenvolvido o paper. registros ou anotações de palestras. as etapas de introdução.A linguagem utilizada obedece a norma culta? . Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos. A apresentação gráfica do paper.. de forma articulada. a análise do assunto e as conclusões do seu autor.4 Avaliação Para avaliar um trabalho do tipo paper podese buscar respostas para questões como: . 4.As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? . deixando-se claro. ao final do texto.. f il mes. o encadeamento entre as idéias iniciais.Planejamento do pa per: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as prin cipai s i déias ref ere nt es a: a) apresentação do assunto e propósitos do p ap er . segue os padrões descr itos no t ópico 5 da Part e II dest e docu men to r ef eren te às norm as de apresent ação de trabalhos cient íficos e acadêmicos. exemplos ilustrativos e mencionando idéias comuns ou contrárias de outros autores.O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? . Como todo trabalho acadêmico. pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão. artigos. As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente.3 Procedimentos Para a elaboração do p ap er é pr eciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma.Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema. Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: .as principais idéias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? .

métodos e técnicas.resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesqu isa.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIGO CIENTÍFICO 5. No contexto da formação acadêmica. ao apresentar de forma completa. difere de trabalhos científicos. a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. processos e resultados de pesquisa cien tí fi ca (bi bl iográfi ca. teorias ou mesmo hi pót eses de form a a di scut i. a partir de novos enfoques ou perspectivas. Entretanto. esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos. buscando a r esolu ção satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada. O artigo científico.. 5. p.. dissertações ou teses. ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas.estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos.aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas. de acordo com Marconi e Lakatos (2001. docu men tal. discute e divulga idéias. Isso permite que outros pesquisadores. ou nela se baseiem. . o artigo científico pode abordar conceitos. . . ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –. . como monografias. 27 . o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. o artigo científico tende a ser usado como estratégia de en sin o para o desenv olvi men to da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno. idéias. os procedi me nt os de u ma pesqui sa. embora sucinta. os propósitos.discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores). possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada. .aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. 88): .1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. Ao produzir o artigo. o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à l ingu agem cien tífica qu e necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclu são de curso.2 Propósitos De um modo geral. Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. Além desses objetivos. Por sua reduzida dimensão e conteúdo. experimental ou de campo).los ou pormenorizar aspectos.

seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e. Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas. explicando e avaliando os resultados. evitando que o autor se perca durante a elaboração. a elaboração deste plano é útil. porém de forma breve e sintética. técn icas e equi pam ent os uti lizados). p.reún a as inf ormações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos). Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre idéias. conceitos. Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa. dest acam. em primeiro lugar. comparando-se com outros estudos já realizados. aspe ct os me todológicos (caracterização da pesquisa e da população. registros de observações ou evidências factuais. para sistematizar a comunicação a ser feita. de fichamentos. desenvolvimento e conclusão. ainda. A elaboração de artigos estimula. fazer comparações. teorias.se os seu s re sul tados. De acordo com Leal (2001. é preciso que o autor: .102). No desenvolvimento (corpo do artigo)..2). que se constitui como dedução lógica do estudo. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. Todavia. destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho. deve ser estruturado da forma a seguir descrita. Por out ro l ado. O texto contém a exposição e a explicação das idéias e do mat erial pesqui sado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesqu isa (apresen tação de con cei tos si st emat izados com base na lit eratu ra). iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo. 5. são apresentados os dados do estudo. . independente de ter propósitos distintos. o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução. formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos t eór icos ou de evidências empíricas já sistematizadas. é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5. podendose utilizar tabelas e ilustrações). mater iais. resul tados (apre se ntação e avaliação dos dados encontrados. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. por fim.. discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos). a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de idéias de diferentes autores. fatos ou outros estudos.3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. a justificativa do trabalho e suas limitações.sistematize um roteiro básico das idéias. . e descrição dos métodos.28. uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa. se for o caso. No tópico das considerações finais. relacionando-os aos objetivos propostos na introdução.

ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia. subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou i mportância.. É n ecessário qu e as referidas partes e respectivas idéias estejam articuladas de forma lógica. . motivando para a leitura.). além de descre ver os objet ivos e os fundamentos que orientam o trabalho. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetiv os desn ecessários. 5. 29 . destacando sua importância teórica ou prática. A estrutu ra de artigos cien tíficos compreende elementos pré-textuais. o autor apresenta uma síntese das principais idéias trabalhadas no corpo do artigo. p. Também é preciso evitar explicações repetitiv as ou supérfluas. Devem ser evitadas as gírias. A definição do título do artigo deve corresponder. ainda. mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado.na conclusão.ao apresentar o artigo – na introdução –.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003. também. Pode. 2001. as expectativas em relação a ele. bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. coerência e estrita observân cia das regras da norm a cu lta. convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ou editores. caso isso não aconteça.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ também auxilia como recurso pedagógico para reflexão e organização lógica das idéias a serem abordadas. 2001.no desenvolvimento do artigo. se min ários..103). deve o autor dividir o tema em discussão. ao conteúdo desenvolvido. et c. o que pode prejudicar a sua compreensão. . correse o risco de comprometer a aprovação do artigo. É pre ci so ev it ar. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos. precisão.” (LEAL. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos. cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. porém . Ao f in al da int rodu ção dev e apresentar. sugerindo a continuidade das discussões a respeito. conferindo “ao con ju nt o a in di spensáv el u nidade e homogeneidade. a forma como o artigo está organizado. Vale ressaltar que as divisões. p. textuais e pós-textuais. . de forma adequada. O artigo científ ico deve ser redigido com objetividade.106). . pois. o e xce sso de subdivisões. é conveniente que o autor contextualize o tema. para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor.

. assim como os endereços postal e eletrônico. o currículo. 5. o desenvolvimento e a conclusão.1 Elementos pré-textuais ..Palavras-chave na língua do texto. . cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). .3 Elementos pós-textuais .Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam. . ..3. Segundo a NBR 6022:2003. 5.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do t ext o para idi om a de di vu lgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento).Resumo na língua do texto. já detalhados na seção 5. elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). . diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto.Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo.Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética.4.Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira. podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E). 5.Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento).Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo.Palavras-chave em língua estran geira (obri gatório): consist e n a versão das palavras-chave na língua do texto para a m esma lín gu a do re sum o em lí ngua estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento). .2 Elementos textuais Os el ement os textu ais compreendem a introdução.4. então. . precedendo o resumo em língua estrangeira. após os elementos pós-textuais. onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais. ou.4.30. . diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos. são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos.

: APÊNDICE A . . conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5. adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos. . 5.. 1999. siglas.ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos. . ilustrações e tabelas (seção 5). podem ser descritos vários critérios (AMR1 . SEVERINO. decorrentes dos objetivos propostos pelo professor.ausên cia de salt os de raci ocí nio na 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigo s científicos). Para a avaliação de artigos científicos.apresentação de suposições (hipóteses) su ste nt adas em t eori as e cr enças consideradas verdadeiras a part ir do paradi gm a do qual se ori gi nam. 2000).Questionário).referencial teórico claramente identificado. seguidas de trav essão e respectiv o t ítu lo (Ex. os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação. organização.: ANEXO B . 31 . o lei tor encon trará ori ent açõe s sobre elaboração/emprego de citações (seção 1).4 da Parte II deste documento). 5. 2001. as suposições devem ser claras e justificadas. . . equações e f órmulas. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. .Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. precedi dos por numeração progressiva. FEITOSA.coerên cia en tre as in formações e no encadeamento do raciocínio lógico. Normalmente. .clareza na apresentação dos objetivos. . complementar ao seu trabalho. então. coerente e adequado aos propósitos do artigo. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. Observação: na Parte II deste documento. justificativa e importância do artigo. . comprova ou ilustra seu con teúdo.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ .identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados). tais como: a) Quanto ao conteúdo: .clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivídu o.5 Avaliação O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios.. que complementa.demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto. sociedade). .Estrutura organizacional da Empresa Alfa).4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo cient ífico devem ser alin hados à esqu erda. muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores.4. são identificados por let ras maiúsculas consecut ivas.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor.

elaboração de análise e síntese diante de concei tos teór icos sem elh an te s e/ ou divergentes. . .u so corret o de ci tações devidam ente referenciadas. . .ori gin ali dade e i novação do assun to abordado. . un idade e art icu lação (encadeamento lógico).post u ra ét ica n o tr at o do t em a e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio). passagem de um parágrafo para outro. . ..32. do t ext o . com a corr eta r elação com os f atos analisados.uso/seleção de literatura pertinente à análise. .observância das normas de apresentação de um artigo. . ou de um conceito para outro.adequação do título ao conteúdo.uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto. . .elementos de transição entre parágrafos adequ ados ao sentido e à lógica dos conteúdos. -\ ar ticu lação e nt re su gestõe s ou r ecomen dações e as di scu ssões apresentadas no texto.atendimento aos objetivos propostos. sem duplo sentido. b) Quanto à forma: . .linguagem acessível.objetividade.coerência e padronização dos termos técnicos. . precisão e coerência na escrita do texto.observância das regras da norma culta. ..resumo claro e informativo.demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões.uso fiel das fontes mencionadas no artigo. . . .afirmativas unívocas.

o qual. Vale sali en tar o det alham ent o com o u ma característica do relatório. acompanhado dos argume nto s que militam a favor ou contra a sua adoção. seja no seu conteúdo. esse t ipo de tr abal ho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada.. então. aplicação de uma determinada técnica.1808) encontram-se as seguintes: 1 Exposição. até mesmo de um objeto.. descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi obse rvado. viagens de estudo. etc. Em Michaelis (1998. são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização. embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados n a un iversidade. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração. na sua organização ou apresentação. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição. 4 Parece r ou exposição de um voto ou apreciação. n ão é abordado n este documento.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos of erecem .] Relatório é.] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias. 33 .. [. O relat ório de que se trata aqu i é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –. observação de eventos. de uma prática ou de um conjunto de práticas. exper imen tos ou testes de laboratório. s obre a s eqüê ncia d e um acontecimento qualquer. relação. 6. ordinariamente por e scrito . realização de uma intervenção ou procedimento especializado... 2 De scrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade. Embora seja utilizado com fr eqü ência. de menor importância. – as quais. uma narração. talvez por ser con siderado um t rabalho “ pequen o” ou “rápido”. em diversas disciplinas. com vistas a um conjunto bastante v ariado de propósitos pedagógicos. após terem sido desenvolvidas. em pelo menos uma das definições. .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RELATÓRIO Incluiu -se o rel atório en tre os t ipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas.. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está re digido um docume nto ou proje to. fatos ou objetos [. al go qu e f oi realizado). p.

trata de assunto complexo e se destina a grandes audiências.. pois como profissional certamente será solicitado a fazê-lo. O relatório é. of erecer informações e análises sobre empresas. Inicialmente. O obje tivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. porqu e o fazemos e com que resultados”.20) aconselha: “ Não bast a term os u ma boa idéia ou executarmos um bom trabalho. expor conhecimentos aprofu ndados sobre uma determinada instituição. é importante que o acadêmico aprenda. tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados. tais como. 6. relatórios s emi-informais de alguma relatórios semi-informa is extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais). etc. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve. por exemplo. a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. em diferentes situações. . p. como.3 Tipos de relatórios Flôres. observações de campo. Quanto à estrutura (partes componentes). elaborada segundo os propósitos deste documento. mercados. auditorias. p.. Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais. a elaborá-los. de uma obr a ou sobre as ativ idade s de u ma administração.168193) apresent am uma ú til t ipologia de relatório. A esse respeito. entre esses dois extremos estariam os emi-informais. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos f azendo. desde o relatório formal – formal aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico. vistorias. procedimentos técnicos. etc. SEVERINO. Barrass (1986. visitas. 6. qualquer que seja seu tipo. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do gr upo ao qu al perte nce. de um único assunto. viagens. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função. na elaboração de um relatório. LAKATOS. inspeções. que já requerem uma apresentação técnica. Dessa forma. verificações. Olímpio e Cancelier (1992. em campo. avaliações. o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal que trata informal. apresenta-se a seguir. produtos ou tecnologias. 1999.2 Propósitos Rel at ór ios podem te r os m ais di versos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas. cuja síntese. (MARCONI. 2000). sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes. medições.34.. informar sobre o andamento de um projeto. tem forma de apresentação rigorosa. ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório. durante a sua formação. podem apre sent ar difer ent es n ívei s de formalidade. por conseguinte.

por exemplo. da Parte II deste documento.o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergun ta resu lt a u m rot eiro ou esquema do conteúdo do relatório. são pouco extensos e.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Quanto à função. os relatórios podem ser informativos e analíticos. se for o caso. inf ormais ou semi -in form ais.por que deve ser relatado? Esta pergunta au xil ia a de ci dir se o re latóri o ser á informativo ou analítico e a esclarecer aspect os rel at iv os à abordagem e t ratame nt o das i nf orm ações e/ ou con clusões e recomendações a serem apresentadas.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal. seja qual for o tipo de relatório. nessa modalidade encontram-se os relatórios de v iagem. 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) . . nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo. dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do t ópico 4 Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá. A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade. 35 . . pelo início e término de uma determinada ação ou projeto. Os relatórios analíticos são aqueles cujo analíticos propósito consiste em an alisar f atos ou inf orm açõe s e apresent ar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada. de que a estrutura dos relatórios formais (e. para isso são úteis três perguntas: . semestral. estilo da redação. ...relatório informativo de progresso trata informativo de progresso: progresso do andamento de uma atividade ou ação. A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório com a ressalva relatório. Subdividem-se em: . anual) ou abranger um período de tempo maior.Aprese nta çã o g ráfica d e trabalhos acadêmico-científicos.relatório informativo narrativo faz o relatório relatório informativo narrativo: registro de ocorrências ou eventos. demarcado.4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios. etc. 6.relatório informativo de posição ou de ou de relatório informativo de ou status: status descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento.: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa). informal ou semi-informal). Os relatórios informativ os transmitem relatórios informativos in f or mações sem an al isá-l as ou f azer recomen dações.. em decorrência de seus objetivos e destinação. ou em data previamente estabelecida (ex. de v isit a e os relat órios administrativos. as normas contidas no t ópico 5 . portant o. . pode ser periódico (mensal.

A melhor maneira de relatar a seqüência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara. adjetivação excessiva. a partir dessas idéias. Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. basta a folha de rosto. Nota-se que. pela ausência de períodos longos. sugere-se a estrutura a seguir. qu e pode se r caracterizado como um relatório do tipo informal ou semi -inf orm al. marcado pelo uso de termos técnicos adequados. sendo o sumário dispensável. os elementos prétextuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. aparel hos ou si stem as. pela correção da linguagem. . B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . ..36. com maior número de páginas. preciso e objetivo. além da folha de rosto. deve conter um sumário.. detalhes desnecessários. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Qu an do se t rat ar de u m rel at ório de experiências realizadas em laborat órios. conforme a extensão do relatório. criar o modelo de relatóri o que mel hor con tem ple as necessidades de formação do seu aluno.o quê: identifica a atividade realizada. o estilo simples.quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada. construção/teste ou verificação de máquinas.

É escrito em um estilo simples e preciso? . Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação. se hou ver.O relatório se limita ao essencial.. etc. com seus títulos e legendas? .O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? . são apresentadas de maneira uniforme.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6.5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório. . e seu sumário reflete isso? . notas e referências. antes de entregá-lo ao professor. 37 .. que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito.O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? . afastando o supérfluo ou não-pertinente? .) são aplicadas de forma metódica e homogênea? .O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz.As regras de apresentação (citações. como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos.As t abel as e f iguras.

38... .

A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. pelo desejo de oferecer ori ent ações sobr e sua elaboração aos acadêmicos. elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional. e constitui um relato crítico. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro.. Apresenta. para concorrer a postos no mercado de trabalho. em um relato circu nstanciado. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade. Consiste. ou ai nda para f in s de concorr er a u ma premiação. as perspect ivas futu ras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –. 39 . principalment e. m inu cioso e analí tico das at iv idades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqu eles qu e se dedicam à v ida acadêmica. portanto. bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence. as motivações e as escolhas que o lev aram a construir um a det ermin ada história profissional. marca de todo trabalho acadêmico.2 Propósitos Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira. o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curric ulum vita e.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAL 7. o relato destaca os trabalhos de pesquisa. os quais.1 Conceito Para Severino (2000). os resu ltados qu e espera alcançar. complemen tar mente. con figurando um a narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmico-profissional do autor. podendo esboçar. conforme as circunstâncias. uma vez formados.. ret ratando a subjetividade. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias. portanto. . de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional. O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativ a do caminh o percorrido que caracteriza a história do autor. precisarão. Nesse sentido. 7. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam. o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato. como também para o ingresso ou para o exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. ainda. Parte de uma reflexão introspectiva.

40. . é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: . . prest ação de consultoria especializada. resultados de pesquisas. estadual. de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada.dev e-se adot ar a forma de u m relato cronológico. artísticocul tu rais e de pre stação de serv iços especializados: produção científica. estruturando dessa forma o memorial. participação em congressos.re com enda.finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir. o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos . No entanto.. em quais condições for am obt idos os tí tu los da form ação acadêm ica.atividades técnico-cient íficas.utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos par a marcar as et apas da t rajet ória percorrida. analítico e autocrítico. dissertações. situando os fatos e acontecimentos no contexto sóciocultural mais amplo.atividades de administração: participação em órgãos colegiados. o memorial pode con stitu ir uma v aliosa pr odu ção acadê mica como t rabalh o conclusivo de curso. É relevante na elaboração do memorial deixar claro. as circunstân cias t eóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese. aperfeiçoamento e atualização: cursos. tanto em sua formação como em sua profissão.se qu e o me mori al se ja elaborado na primeira pessoa do singular. cursos e atividades de extensão. científ icos ou t ecn ológicos no âmbito federal. comitês executivos. t eses e pesqui sas de in iciação ci ent íf ica. técnica ou artística. . particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas. seminários e outros eventos. especialização e atualização. caracterizando a história particular do autor. além de servir a tais finalidades. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas. exe rcício de f un ções de direção.deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial.formação. participação em ban cas e xamin adoras. simpósios.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . . ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos. pelo seu caráter reflexivo. 7. .. . -ensino: desempenho didático. analítico e crítico. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor. orientação de monografias. municipal ou privado. coordenação e/ou assessoramento. estágios de aperf eiçoamen to.

Relatada com autenticidade e criticamente assumida. a parti r da qu al elabora u m rel ato contextualizado. atraente. com fidelidade e tranqüilidade. convém salientar que.O autor descreve sua trajetória de modo aprofu ndado. nossa história de vida é nossa melhor referência. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor. encadernação sóbria. Por fim. políticos. o qu e requer. apesar de sua crescente utilização. 2000.). como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato.O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suf icientes para a apreciação de sua trajetória? . principalmente..O relato destaca os aspectos mais relevantes da t rajet ór ia do aut or? A r elev ân ci a atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? . p.34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato. pelo esmero na redação do texto. o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ em sua trajetória profissional e acadêmica. lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial. abrangendo sua formação e atuação profissional. No entanto. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado. 41 . expressando as contribuições e perdas de cada momento. . que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional. um projeto gráfico de bom gost o.. pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico.176). econômicos e/ou sociais? . A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato. apresentado de forma crítica. apresentado de f orma seqü encial e sem comentários. (SEVERINO. cont extu alizando-a e m relação a aspectos teóricos. que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada. um a im pressão cu idadosa. Por outro lado. a trajetória real que foi seguida (. p. o autor precisa se mant er at en to par a o t om do rel ato.. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados. A boa organização de um mem ori al é essencial para o julgamento das atividades do autor. o memorial pode se destacar. 7. com textos tão ricamente elaborados que os trans formam em verdadeiras o bras literárias. etc..4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico). deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada. O autor precisa estar atento para retratar. com maior segurança possível. nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. como observa França (1999.O t exto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . quant o aos seus aspectos físicos.

.A redação do texto é precisa e coerente? .Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? .A linguagem utilizada respeita a norma culta? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêm ico-científ icos foram observadas? . relacionando-as com a trajetória pregressa? .42.Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação.O con teú do ev idencia um a ref lexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? .A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? . ..A organização do texto obedece tanto a seqüência cronológica dos eventos como o e ncade am en to lógico de fatos e argumentos? .

. 43 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos .

. ..44.

estão sendo expostas. deixan do para o rodapé out ras informações. As citações podem ser diretas. tais como: esclarecimentos pontuais do t exto. Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na apli cação das praxes de cit ação. as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argum entos com o para expor posições cont rárias àqu el as qu e est ão sendo defendidas. São utilizadas para sustentar. t radução de palavras estrangeiras. DIONNE. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras. ne las encontrando ilustrações. que deixa para os outros a apresentação de idéias ou de informações. exemplos e modelos. diferentemente de textos literários. Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho.] se se deve citar com profusão ou com parcimônia. in diret as ou citação de cit ação. su a elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação.. “De fato. o trabalho apresentado.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAÇÕES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de um a ou tra fonte.. p. significado de expressões típicas. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou t écnico de caráter cient ífico sem pre apresenta citações. fazendo. Recomendase o uso no corpo do texto (sistema autordat a). etc. Importante! Qualquer que seja o sistema adotado.” (LAVILLE. da ABNT. 45 . Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obr a ou se util izam informações já publicadas. observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese. nelas buscando apoio para seus pontos de vista. 1999. Depende do tipo de tese”. teórica e empiricamente. inspirandose nelas. com o propósito de esclarecer ou complementar as idéias que 1. mesmo Umberto Eco (1988. p. seguido pela data de publicação da obra e número da página. Apresentação. .121) considera difícil determinar “[.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico). 259). Citações em Documentos.se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico). deve ser seguido em todo o trabalho. Para ident ificação de f on te da citação apresenta-se o nome do autor. Em todo o caso. Assim.. nos quais é permitida uma apresentação mais livre..

a indicação da página é obrigatória para citação direta. 1988. o nome do autor faz parte da frase. como nos exemplos que seguem: . p.10): “quanto mais se restringe o campo. melhor e com mais segurança se trabalha. Obs.1 Citação direta. são inseridas no texto. 1: de acordo com a NBR 10520:2002.10).2 Tipos de citação 1. 2: no primeiro exemplo. o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas. textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a idéia original da obra que está sendo consultada. fonte e espaçamento interlinear menores. melhor e com mais segurança se trabalha. como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo. 1.. no segundo exemplo. As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente.” Obs.46. p. com recuo de 4cm da margem esquerda.” (ECO. também. sem emprego de aspas.2. Vale ressaltar. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais. a entrada – no caso.. Quando se trata de citações curtas (até três linhas). ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002).

tem-se u m caso de plágio. restaura-se total ou parcialmente o t exto font e. da sua curiosidade científica.] o assunto que se deseja provar ou desenvolver. A paráfrase é a forma de citação indireta que. de modo reduzido ou abreviado. 319). normalmente. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira.. 47 .. Ao parafrasear.2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (idéias alheias. Dentre elas... Como se trata de idéias alheias. portanto) utilizando-se de pal av ras própri as. em tamanho e cont eúdo.]”. caracteri zando-se pela substit ui ção de algumas de suas palavras ou expressões. 1978. a in di cação da(s) págin a(s) consultada(s) é opcional. a escrit a do t ext o origi nal. portanto.. p.] é uma produção de texto [. o que não lhe tira o caráter científico. o “trabalho da citação [. ou seja. É geralm en te empregada quando se pretende apresentar... p. não altera. as idéias de um autor sem recorrer à citação direta.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001. distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos. Nas citações in diret as. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores. destaca-se a identificação do tema a ser estudado. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. p. que é reconhecido como [.. a referência à fonte é obrigatória pois. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. O assunto não deve estar solto no espaço. portan to. segu ndo Compagnon (1996. . conforme a NBR 10520:2002. processo que exi ge sua interpretação para reconstrução de um novo texto. (CASTRO. se ‘encaixar` em temas muito amplos. 1. Todavia. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa. mas colocado no seu contexto.34). caso ela não seja feita. o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável seqüência de definições de diferentes autores. Nesse sentido.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa. ‘encomendado’. Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica.2.

em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação. DIONNE. uma vez que tenha sido bem planejada. Esta forma de uso de citação é interessante. p. 1999). para qu e con siga sintetizar as idéias do texto original. (LAVILLE. Texto original: A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é freqüentemente considerada como a fase crucial da pesquisa. como uma espécie de piloto automático. sem alterar o seu significado.. pois pressupõe maior articulação de leitura por parte do autor do trabalho. DIONNE. (LAVILLE.85). deverá dese nv olve r um a l eit ur a si gn if icativ a (compreensiva/ interpretativa). DIONNE. já qu e. 1999). pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa. É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores.48. 1999.. . porém apresentando apenas as principais idéias do autor. Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subseqüentes da pesquisa.

3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor. Obs.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1. GEWANDSZNAJDER. deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK. Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa. Para explicar que o autor da idéia original é citado por um outro citado autor/obra que se está consultando. 1994.31). Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI. pode ser expressa como citação direta ou indireta. 2001. p. mas de fazer brotar idéias.123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitu i a prática da realização. Werner e Bower são os autores da idéia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada. Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado. usa-se a expressão latina apud2 .. Patton é o autor da idéia original a que não se teve acesso.]”. . usa-se o itálic o. 1987 apud GIL. A indicação da f onte de uma citação de citação pode ser apresentada na form a textual ou após a descrição da idéia. p.: no exemplo acima. p.. “Educar não é uma arte de introduzir idéias na cabeça das pessoas. Esta idéia.” (WERNER.2. e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada.. por sua vez. 49 . BOWER.173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [. 1997. Obs.” 2 Por se tratar de palavra de outr a língua (latim)..: no exemplo acima.

como qualquer outro material. p..45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a f orm ulação da qu estão principal da pesqu isa. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final... só vale pelo lugar que ocupa. por se tratar de obra rara ou. igualmente. b) Em citação com supressão de parte intermediária. também chamada de segunda mão.. tomando notas.. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [. 125).]” (BEAUD. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central. é obrigatório indicar a alteração feita. 1. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo. seja para destacar algum de seus termos ou expressões. 1997. é admissível o uso da citação da citação. p. p. Beaud (1997. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997. citações longas demais. então. somente disponível em língua que se desconhece.] é preciso fazer escolhas.50. . No entanto. Nesses casos. em que terrenos irá concentrar seus esforços. triagens.” “Evite. ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida.. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima). dev e ser usada de modo bastante restrito. cru ci al para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes. A citação de citação. em que materiais irá se aprofundar. no entanto. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original. usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações. [.] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação. Em qualquer desses casos. 125) aconselha: “[. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa..3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação..

torna o trabalho experiência profissional de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente. quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor. LINTZ. “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional. os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa.” (GOLDENBERG. deve-se indicar a autoria do mesmo: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. 51 . p. 1997. 2000. .. p. negrito ou itálico) de termos ou expressões.” (MARTINS.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo..” (GOLDENBERG. O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente.68. mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante.21. p. grifo dos autores). grifo nosso). ou então. d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período. de ou que faça parte da experiência profissional do estudante. 1997. 70).

em 25 de julho de 2002. Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso.. em palestras e debates.4 Normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal. explanatório e descritivo. Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case. apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1.1). 1997.1. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. (TELLIS. (TELLIS. instrumental . 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho.quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador. Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer. coletivo –quando um grupo de casos é estudado. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época. 1. p. tradução nossa).. Explanatory. 1997. p. Collective – when a group of cases is studied.52. . deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses. and Descriptive.

126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”. em ordem alfabética. isto é. p. assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes. YIN. Quando não for este o caso. (MARCONI. bem como averiguável por todos. 2000. Por isso. publicados em um mesmo ano. faz-se o acréscimo de letras minúsculas. 53 . 1976. 1999. 2001) (BUNGE. 2001) 1. esses são separados por ponto-e-vírgula. publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente. 1974... 2001. que se concorde com ela. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO. 1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. Nesse sentido. mencionados simultaneamente. deve-se confrontá-la com o original para ev itar erros ou omi ssões. RICHARDSON. SEVERINO. Umberto Eco (1988. como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO. . 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. assim como as citações devem ser fiéis ao texto.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor. conforme a lista de referências. após a data e sem espacejamento. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. 1999. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis. LAKATOS.5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a idéia do autor citado seja compartilhada. D ev e-se respeitar even tual erro do autor cit ado. em ordem alfabética. após apresentar a citação. 1972.1988). a referência deve ser exata e precisa.

54... .

seu valor e originalidade. Ex . p. . devendo incluir palavras represe ntativas do assunto.chave : Narrativa. (FRA NÇA . As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto. 69).para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras..] é a apresentação concisa e seletiva de um texto.. técnicas de abordage m. fórmulas. essa norma define: . descobertas.para t rabal hos acadêm icos (t eses. 69-70). com o uma das condições exigíveis. símbolos. os resultados e as conclusões do documento. . afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”. Leitura. diz: O resumo deve constituir-se num texto re digido de forma cursiva. respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas . Resumo. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo. [. comentários.ch ave. ‘O autor do trabalho descreve. dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos. críticas e julgamento pessoal do autor.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses...’.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras.: Palavras.” Estabelece ainda que seja “composto de uma seqüência corrente de frases concisas. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. o método. expressões como: ‘O presente trabalho trata de. 55 . Limita-se a um parágrafo. equações e diagramas devem ser evitados. Produção textual. projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo.. seus resultados e conclusões mais importantes. p.. . dissertações.’ são supérfluas (FRANÇA. Quanto à redação e estilo de resumos. 2000. Sobre a extensão do resumo. O uso de abreviaturas. que o “resumo deve ressaltar o objetivo. de acordo com França (2000. 2000. Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão. 69). As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resu mo. p. como: objetivos . an tecedidas da expre ssão Palavras. valores numéricos e conclusões. a NBR 6028:2003 estabelece. dissertações e outros) e relatórios técnicocientíficos: de 150 a 500 palavras.. Também não cabem num resumo citações. Quanto ao estilo da redação e conteúdo.. concisa e objetiva.

set. de acordo com a NBR 6022:2003. Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos. dissertações. Globalizaç ão: em direç ão a um mundo só? n. Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global. v. Em artigos científicos. Parole c hia vi (italiano). além do resumo na língua do público a que este se destina. 4 RATTNER. n. p. o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais. também. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. Dentre este cenário de tendências contraditórias. 34-59. o desenvolvimento cultural do ser humano. Usam-se.25. Sch lüsselwörter (al emão).4 .. os resumos (acom pan hados das palavras-ch ave) na língua original e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais. A maioria dos periódicos acadêm icocientíficos exige. Res ume n (espan h ol ). R. Rés umé (fran cê s). 19 95. H. Educação e Sociedade Sociedade. conforme o caso. Em trabalhos acadêmicos (teses./dez. Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L.69. 3 JAPIASSU. p. de acordo com a NBR 14724:2005. As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês). TC Cs e TGIs de cu rsos de graduação.20. resumo em pelo menos uma outra língu a.O. deve ser apreendido.3 O processo de globalização. enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto. em suas dimensões políticas.56. Estudos Est udos E studos Av ançados A vançados.1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. os seguintes cabeçalhos: Abst rac t ou S umm ary (inglê s).S. 2. 65-76 . 1999. Motsclés (francês). embora conduzido pela economia. histórico-culturais e espaciaisecológicas.9. R ia ssunt o (italiano). O resumo em língua estrangeira é digitado em folha separada (NBR 14724:2005). Palabras clave (espanhol).V A s artes e . aperfeiçoamento e/ou especialização). Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. v. Zusa mmen fa ssun g (alem ão). a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos.. dez.

são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002. Nestas situações. semin ár ios. art igos de publi cações cien tí fi cas ou especiali zadas (peri ódi cos). enciclopédias. consistem em obras como livros. dissertações ou monograf ias. antecedendo apêndices e anexos. As notas de rodapé ficam. Independentement e do tipo de fon te ou autoria mencionada no trabalho.se a ordem numérica crescente para apresentação das listas. conforme a natureza do trabalho. 57 . Além disso. cd-rom. os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes. manuais.. é obrigatória a sua identificação na lista das referências.científicos como con gr essos. A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas. da ABNT. capítulo ou artigo. ibid. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas. as referências podem aparecer: em listas após o texto. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem. segu e. No primeiro caso. as listas são apresentadas em ordem alfabética única.1 Localização das referências Os si stem as m ais ut ili zados par a apresentação das referências são o alfabético (or dem al fabét ica de en trada. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto. que também podem estar localizadas ao final do texto. ibidem (ou id.) e op. Vale destacar qu e a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página. No sistema numérico. e-mail. teses. Já em resumos e resenhas. documentos oficiais.. publicações periódicas on line) ou eventos técnico. . as referências são apresentadas antecedendo tais textos.. homepage. j ornais.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS As referências de um trabalho acadêmicocien tífico consistem na list agem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto. ao fim do artigo. jorn adas. também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto). relatórios técnicos e legislação. dicionário. dentre outros. 3. ao fim de cada capítulo. etc.cit. desta forma.

seguido de espaço. . . 3. n. -o ponto-e-vírgula. este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento.2. usa-se vírgula: após o título da revista/periódico. . para o título. edição (7. após a cidade onde o periódico é publicado. antes Pesquisa da editora (São Paulo: Atlas)..). quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas). T.. 1997).15-21. digitadas em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simpl es (NBR 14724:2005). pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título. t ambém deve ser un if orme em todas as ref erê ncias. porém são conhecidos [1991].o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referen ciada. que caract eriza fu nção na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI.). Quan to à pontu ação. Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade...3. entre o número do ano/volume e o número do periódico. p.os parênteses são usados para indicar série. após o número do periódico e após as págin as da r evist a/periódico (Política e Administração.a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO. Em caso de referência de periódicos.10-15) e entre datas de fascículos seqüenciais (19981999).. após a editora. ed. de forma abreviada (Coord. Org. já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos). e depois do termo In:. M. set..os dois pontos são usados antes do subtítulo. FISCHER. Comp. O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito). conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002). M. v. . . João. Ao negrito ser definido um tipo de destaque. As referências são alinhadas à margem esquerda do texto. Alfredo (Org. teses e di ssert ações (Mestrado em Educação). isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista. grau nas monografias de conclusão de curso e especial ização.).). e no final da referência. após o título..usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR.). .o hífen é utilizado entre páginas (p. respeitando-se os seguintes padrões: . R. Por exemplo: ao optar pel a uti lização abre viada do prenome do autor. é usado para separar os autores (FLEURY. Rio de Janeiro.58.)). Humberto).as reticên cias são usadas para in dicar supressão de parte de títulos (Anais. L. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios.2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a seqüência dos elementos do documento a ser referenciado. .

. Atlas. FLEURY. de indicação de produção científica em curriculum vitae ou e m r elatór ios para órgãos de financiamento.. M. Félix. M. . Em caso de projetos de pesquisa. seguido de espaço. Perspectivas e dilemas da educação popular Rio de Janeiro: educação popular. .). FISCHER. Coordenador.). a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis. GUATTARI. seguido da abreviação. acrescentandose a expressão latina et al. no singular. é facultado indicar todos os autores. Petrópolis: Vozes. mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra. Vanilda (Org.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. ed. Editor. (e outros). Sueli. FREIRE..1 Regras quanto à autoria . 10. Paulo et al. entre parênteses.quando há dois ou três autores. Micropolíticas : cartografias do desejo.3. 59 .) em coletâneas de vários autores. do tipo de participação. 1986. Graal. Vivendo e aprendendo.quando houv er indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador. se for o caso). (Coord. ed. PAIVA. separados por ponto-e-vírgula.quando há mais de três autores mencionase apenas o primeiro autor. 1986.. ROLNIK. L. 1989. São Paulo: Brasiliense. 2. R.3 Regras gerais para elaboração de referências 3. Cultura e poder nas organizações São Paulo: poder organizações. etc. T. 1986.

. SANTA CATARINA. Gerência da vida: reflexões filosóficas. etc. Florianópolis. Rio de Janeiro: Schmidt. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. 1979. 1993.. .. instituições).quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita. Brasília: SEF 1997. . In: SILVA. a entrada é feita pelo título.quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. Lenilson Naveira.. ed. 1990. 212-213. O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. Debates pedagógicos. em letras maiúsculas. esta deve ser indicada como autor..quando os aut ores tê m sobr enom es compostos. em pr esas. PROCURA-SE um amigo. b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. Ilse. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Quando a entidade tem uma denominação genérica. Secretaria da Saúde. Caio... editoriais. 3.). Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná.em caso de pu blicação assinada por e nt idade (órgãos gov ern am en tais. associações.60. 1979. Anais. Carlos. ATHAYDE. Tristão de. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro. Curitiba. este deve constar na referência. . 10. p. Relatório de atividades. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. . Anais. desde que seja a forma adotada pelo autor. d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. congressos. 3 v. como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN. Rio de Janeiro: Record. Gabriel. . . Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª dos livros séries. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES. estes devem ser escritos na ordem em que aparecem.. elatório 2001. 1931.

CHIAVENATO. modernidade e globalização . apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico). 61 . Brasília: Ministério da Educação. São Paulo: Hucitec. RODRIGUES. entre colchetes.quando não existir título. 2002. separados por dois pontos. .3.. Turismo. Turismo e espaço : rumo a um conhecimento interdisciplinar. 1997b 3. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO. [Trabalhos apresentados]. seguido de ponto. ______. . RODRIGUES. 1997b. Salvador.em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . 1997a. 2. Adyr Balastreri.. 1989. substitui-se o nome do autor das referências subseqüen tes por u m t raço su bli near equivalente a seis espaços.o título e subtítulo (se for usado) devem ser apre sent ados tal com o f iguram no documento. 1997a. São Paulo: Saraiva..2 Regras quanto ao título e subtítulo . deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento. I. Em caso do uso do subtítulo. 1989.quando se referenciam várias obras do mesmo au tor em uma mesma página. sem chegar aos dois pontos. . RODRIGUES. acrescentam-se letras minúsculas ao ano. São Paulo: Hucitec. Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital. na seqüência alfabética ascendente.

ambos na língu a do document o. Porto Alegre: Bookman. 3. São Paulo: Cortez.. 1995. ZARIFIAN. e ampl. Das mulheres e das flores.História da ciência: o mapa do conhecimento.: (No livro: Editora Atlas S. indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades). 2. indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s. esta deve ser identificada na referência. . Robert K. YIN.quando não se tem o nome da editora. SEVERINO. rev. Obs. Carlos A. I. os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura.) .o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento. ed. Belo Horizonte: [s. 2000.). . São Paulo: EDUSP. ed.em caso de haver duas editoras. (Coord.se as design ações da n at u reza j ur ídica ou comercial.n.a partir da segunda edição.3 Regras quanto à edição e editora . MAIA.3. 21. 2001.]. P Objetivo competência: por uma nova lógica.A. . Ana Maria. abreviando-se os pre nom es e su prim in do. Em caso de informações complementares à edição. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque.62.n. Metodologia do trabalho científico. Antonio Joaquim.. 2001. VALENCIA. ALFONSO-GOLDFARB. Já se forem três ou mais. desde que sejam dispensáveis para a identificação. 1974. São Paulo: Atlas. Estudo de caso : planejamento e métodos. abreviando-se os números ordinais e a palavra edição.]. .

. abreviada e entre colchetes [S. CASTRO.l. 1994.]. Obs.: s. [S. . C. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid.quando o local é desconhecido. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil.. mas pode ser identificada. AL.quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento. 63 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. indica-se o primeiro ou o mais destacado. . dentre outros.n.]: Ex Libris.: No documento de que trata a referência acima. deve ser indicada entre colchetes. abreviadas. utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine. . BELTRÃO III.quando houver mais de um local para uma só editora. Cria e recria. Em caso de haver cidades com o mesmo nome. [S. Viçosa. Viçosa.o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento.].l. OS GRANDES clássicos das poesias líricas.l. RJ . Viçosa. 1930. 1977. deve-se utilizar a expressão sine loco. Discursos do pregador. 1981. J. Sylvio.quando a cidade não aparece no documento. acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país.4 Regras quanto ao local . de M. A prática da pesquisa. LAZZARINI NETO. entre colchetes..3. [São Paulo]: SDF Editores. MG.

. 3.3.quando a publicação indicar. no idioma original da publicação. semestres ou estações do ano. 1996.6 Regra quanto à paginação . após o ponto final. por isso. 3. primavera 2000. Autumm 1970.64. (publicação sem número de páginas) Paginação irregular..quando em indicações de meses. sem. entre colchetes./Sept. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta. no lugar dos meses. distribuição. impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico. ao final da referência devem ser indicadas. 1995. divisões por bimestres. estes devem aparecer de forma abreviada. trimestre e semestres abreviados. seja ela de publicação. 2002. 3. 2001.. registra-se uma data aproximada. maio/dez. mar. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres.3. trimestres. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca. bim. 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] . as estações do ano tal como figuram na publicação. sempre deve ser indicada.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular. 2. Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e. (publicação com paginação irregular) .1995. as expressões: Não paginado. Aug.

MARCONI. Prenome e outros Sobrenomes (se houver.4 Modelos de elaboração de referências 3. B. Assim. IS BN. científica. 65 . Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula. b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada. dissertações. tr adu tore s. Maquiavel. etc. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico. indicação de coedit ores. monografias). ao final da referência. a política e o Estado moderno Tradutor: Maquiavel.4.1 Monografias 3. poden do variar conf orme o ti po de documento. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento .. São Paulo: Atlas. São Paulo: Hucitec. menção à edição exclusiva para assinante. ao final da referência). A. 1988. como livros. i nf ormações descr iti vas sobre o docu men to (por exemplo: a) em caso de jornal. se houver). Caso seja indicado. a não ser em casos de nomes próprios). Número da edição (a partir da segunda edição. 2000.. dicionário. Eva Maria. LAKATOS. monografia como o doc umento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam. Local (nome da cidade): Editora. interdisciplinar. 5 Para fins de elaboração de referências. Luiz Mário Gazzaneo. quando necessário e de acordo com o docu me nto a ser referenciado. são acrescentados elementos complementares para melhor identificá-lo. b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da A BNT são: n úm ero de págin as do docu men to. Antônio. política Estado moderno.. trabalhos acadêmicos (teses. a NBR 6023: 2002 da A BN T define .4. .1.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. 1997. Livros GRAMSCI. Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência. manuais. abreviado(s) ou não). Marina de A. científica ed. catálogo. Metodologia científica 3. c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. ano de publicação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. RODRIGUES. enciclopédias.1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor.

Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. 1989. Dicionário AULETE. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo. ed. Português. V. Tipo de documento [tese. Instituição. NBR 6023 : informação e documentação: referências: elaboração. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Dissertação (Mestrado em Administração) . etc..Faculdade de Ciências Econômicas. . 3.66. dissertação. Caldas.. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. Normas Técnicas ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. Bíblia BÍBLIA. Bíblia Sagrada . 1980. Ano de apresentação. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. Qualidade de vida no trabalho . trabalho de conclusão de curso. 1986. local. 1989. 5 v. ano da defesa. Número de folhas ou volumes. Rio de Janeiro: Delta. RODRIGUES. 180 f. Edição Ecumênica. M. abreviados ou não).] (o grau) – vinculação acadêmica. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica. Chicago: Encyclopaedia Britannica. 30 v. 2002. 1980. Título : subtítulo.

HOUASSIS. Disponível em: <http://www1.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra. precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento. 1997. São Paulo: Delta: Estadão. Documentos online 6 Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >. precedida da expressão Acesso em:. M. 1990. Tese (Livre Docência) .4. In: SOBRENOME. Título da obra: subtítulo (se for o caso). 1998. se houver).br/redac/manual. ano.. volumes. Reimplante dentário . Prenome do autor da obra como um todo.. A. 5 CD-ROM. O ESTADO DE SÃO PAULO.C. G.3 Partes de monografia Inclui as referências de capítulos. 3. Universidade Camilo Castelo Branco. etc. Documentos em CD-ROM KOOGAN.com. Para referenciá-las. 67 . segue-se as normas dos document os monográf icos n o t odo.L. 3.2 Monografias no todo em meio eletrônico São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. Edição (a partir da segunda. (ABNT . Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia. O padrão da referência é: SOBRENOME. Obs. São Paulo. Local: Editora. sem negrito ou itálico). Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. 51 f.L. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. (Ed). Universidade de São Paulo.4. 1990.. online. São Paulo. Manual de redação e estilo . MORGADO. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais . Acesso em: 19 maio 1998. 1990. .1. 105 f. seguidos de ponto. Enciclopédia e dicionário digital 98. 1990. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares.html>. São Paulo.estado.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula.1. excetuando-se nome próprio. 6 Não se recomenda referenciar material eletr ônico de curta dur aç ão nas redes. acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico. N BR 6023:2002). cd-rom.Escola Politécnica. A. capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada.

MACEDO.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas..se as n ormas an ter iores para ref ere nciar part es de mon ogr af ias.). Da m esm a f orma que nas ref erê ncias de m onograf ias (completas ou partes). In: ______. cap. G. Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial. São Paulo: Atlas. número de jornal ou caderno de jornal completo. ed. Disponível em: <http://www. BOUTHOUL. Prestes..4. 7 Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra.1990. 3. Acesso em: 25 jul. In: TOLEDO.com. SOUZA.1.). Organizador. 1988. etc. 1987. FREITAS. Parte de uma obra MOSCA. Fernando C.68. 2000. p.). (Org. geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador. . Rio de Janeiro: FGV. Eva Maria.refletindo. História das doutrinas políticas. Gilles. 7. Editor. 122-143. Coesão organizacional e ilusão coletiva.).. In: MOTTA. Capítulo de livro LAKATOS. S.4 Parte de monografia em meio eletrônico Segue m. etc. Curitiba. Sociologia da administração . Rio de Janeiro: Guanabara. Viagem astral aos domingos.14-16. p. Artigo de coletânea7 AMADO. In: ______. 5.br/ livrosonline/leitura_32>. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. B. G. Os primeiros agregados humanos. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas. bem como matérias apresentadas em u m n úmero. N as coletâneas.4. 3. fascículo ou número de revistas. editoriais. p. A. reportagens. Vida psíquica e organização. as pu blicaçõe s pe riódicas tam bé m são referenciadas segu ndo as caract erísticas específicas de cada tipo. seções. Reflexões para o silêncio.. Maria Ester de (Org. matérias jornalísticas. 103-115. 1997.

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3.4.2.1 Publicação periódica como um todo

Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas, editoras ou livreiros. O padrão de referência é:
TITULO DO PERIÓDICO. Local de publicação (cidade): Editora, datas de início e encerramento da publicação, quando houver.

TRANSINFORMAÇÃO. Campinas: PUCCAMP 1989-1997. ,

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 1972-

Obs.: quando a publicação está em vigor, apresenta-se o ano de início, acrescido de hífen e sem ponto final.

3.4.2.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume, fascículo, números especiais e suplementos, sem título próprio. A referência padrão é:

TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Local: Editora, numeração do ano e/ou volume, numeração do fascículo, informações de períodos, datas de publicação.

VEJA. São Paulo: Abril, v.31, n.1, 15 jan. 1998.

... 69

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3.4.2.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos, volumes, números especiais e suplementos (com título próprio); além dos artigos, editoriais, comunicações, entrevistas, resenhas, reportagens e outros.

SOBRENOME, Prenome do Autor. Título da parte, artigo ou matéria. Título da Publicação , Local, numeração correspondente ao volume e/ou ano, fascículo ou número (conforme o caso), página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria), data ou intervalo de publicação.

Obs.: se necessário, podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento.

GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar. Exame, São Paulo, set. 2002. Edição especial. NUNES, Clarice. História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. Teoria
& Educação , Porto Alegre, n.6, p.151-182, 1992.

LEAL, Elisabeth J. M. Pesquisa e produção escrita. Turismo: visão e ação, Itajaí, v. 4, n.8, p.99109, abr./set. 2001. GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança pública. Política e Administração, Rio de Janeiro, v.3, n.2, p.15-21, set. 1997.

3.4.2.4 Artigo e/ou matéria de revista, boletim, dentre outros, em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas, conforme os tópicos anteriores, acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico.

MALOFF Joel. A internet e o valor da “internetização”. Ciência da Informação , Brasília, v. , 26, n. 3, 1997. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/>. Acesso em: 18 maio 1998. VIEIRA, Cássio Leite; LOPES, Marcelo. A queda do cometa. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n.2, inverno 1994. 1 CD-ROM.

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3.4.2.5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais, entrevistas, comunicações, reportagens, resenhas e outros. A referência padrão é:

SOBRENOME, Prenome do Autor (se houver). Título da matéria. Título do Jornal, Local de publicação, data de publicação. Seção, caderno ou parte do jornal, página da matéria.

Obs.: quando não houver caderno, seção ou parte, a página da matéria ou do artigo precede a data.

BEVILACQUA, Viviane. A fome dói, diz José, um brasileiro. Diário Catarinense , Florianópolis, 3 nov. 2002. Página Quatro, p.4. LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999.

3.4.2.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior, acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico.

HISTÓRIA, razão e fé. Folha de S. Paulo Online , São Paulo, 3 nov. 2002. Folha Opinião. Disponível em: <http://www.uol.com.br/fsp/opiniao/inde03112002.htm>. Acesso em: 3 nov. 2002.

... 71

1 Eventos como um todo Constitui u m tipo de pu blicação com o con ju nt o de docum en tos/t rabal hos apresentados ou reunidos em um evento.ufpe. Anais eletrônicos. Recife: UFPe.4. 1996. .72. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. dentre outros.3 Publicações em eventos 3. Anais. etc. 1996.. Recife. data da publicação. 3. Acesso em: 21 jan. anais.br/anais/anais.. 2. Florianópolis. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations. Recife.. Título.3. Disponível em: <http://www.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo. Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers. como atas. 4. proceedings.. 2000. Recife: UFPe. CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe. O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO.3. ano.. 3. numeração (se houver). 1996. 4. … 2000... 1997. atas.. 1996.htm>. resultados. CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe..propesq.) Local de publicação: editora.. local (cidade) de realização. do documento (anais. proceedings.4..4.

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3.4.3.3 Trabalho apresentado em evento té cn ico- ci ent íf icos. A re fer ênci a dev e apresentar os seguintes elementos e forma:

São os artigos, comunicações, projetos, dentre outros trabalhos apresentados em eventos

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver, abreviados ou não). Título do trabalho apresentado. In: NOME DO EVENTO, numeração do evento (se houver)., ano, local de realização do evento. Título... (Anais, Proceedings, Resumos, etc.) Local de publicação: Editora, data de publicação. página inicial-página final do trabalho referenciado.

RODRIGUES, M. V. Uma investigação na qualidade de vida no trabalho. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD, 13., 1989, Belo Horizonte. Anais… Belo Horizonte: ANPAD, 1989. p. … 455-468.

3.4.3.4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico

Segue a norma de referência indicada no item anterior, acrescida das informações do meio eletrônico utilizado.

SILVA, R. N.; OLIVEIRA, R. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPe, 1996. Disponível em: <http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais/ educ/ce04..htm>. Acesso em: 21 jan. 1997. GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: Tec Treina, 1998. 1 CD-ROM.

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74...

3.4.4 Documentos jurídicos 3.4.4.1 Legislação Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição, emendas constitucionais, textos legais (leis ordinárias, medidas provisórias, decretos, resoluções do Senado Federal); normas de instituições públicas e privadas (resolu ções, portarias, ordem de serviço, comunicado, instrução normativa, circular, dentre outros). A referência é elaborada com base n a n orma padr ão, podendo ser acrescentados elementos complementares, caso sejam necessários.

JURISDIÇÃO (ou cabeçalho da entidade, caso tratar-se de normas). Título do documento. Especificação do documento (ex.: Diário Oficial, Código civil, Lex), Local (cidade), numeração (volume, número e páginas, conforme o caso), data.

Obs.: quando a referência for de Constituições e suas emendas, entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição, seguida do ano de promulgação, entre parênteses.
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995. Lex: legislação federal e marginália, São Paulo, v.59, p.1966, out./dez. 1995.

SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p.217-220, 1998.

BRASIL. Decreto-lei nº5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação das leis do trabalho. Lex: coletânea de legislação: edição federal, São Paulo, v. 7, 1943. Suplemento.

BRASIL. Código civil. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995.

3.4.4.2 Jurisprudência

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. In: ______. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p.16.

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BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Hábeas-corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do , STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar.1998.

3.4.4.3 Doutrina Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias, artigos de periódicos, papers, etc. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação.
BARROS, Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, v. 19, n. 139, p. 53-72, ago. 1995.

3.4.4.4 Documento jurídico em meio eletrônico Para este tipo de documento, o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores), acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado.
BRASIL. Regulamento dos benefícios da previdência social. In: Sislex: Sistema de Legislação, Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. [S.l.]: DATAPREV 1999. 1 CD-ROM. ,

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. Não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão de idade, inscrição em concurso para cargo público. Disponível em: <http:// www.truenetm.com.br/jurisnet/sumusSTF .html>. Acesso em: 29 nov.1998.

3.4.5 Patente
ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor. Título. Número da patente, datas do período de registro.

EMBRAPA. Unidade de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos, SP). Paulo Estevão Cruvinel. Medidor digital multissensor de temperatura para solos. BR n. PI 8903105-9, 26 jun. 1989, 30 maio 1995.

... 75

O padrão de referência é: AUTOR. Regiões de governo do Estado de São Paulo.jpg>. IR04. 3 ½ pol. ATLAS Mirador Internacional. 1999071318. Escala 1:40. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks. Itajaí (local). GIF.4. 1 atlas. color. 3. 1999.: Nota sobre a referência/arquivo digital 8 : 1999071318.000.. [2000?].ufl.GIF (título do arquivo). 17:45Z (horário zulu). . globo e fotografia aérea. 17:45Z. 1 disquete.6. Gainesville. Escalas variam. mapa. Acesso em: 15 jan.76. ESTADOS UNIDOS. 1 mapa. NBR 6023:2002. 13 jul. 1981. data de publicação. 8 ABNT. National Oceanic and Atmospheric Administration. p. Local: Editora. 557 Kb (tamanho do arquivo). Especificação do documento. Obs. FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY. São Paulo.1 Documento cartográfico em meio eletrônico O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente.000. GOES-08: SE.6 Documento cartográfico Abrange: atlas. Título. SP). 2002. 557 Kb. 1 atlas. Escala 1:2. Escala. 08 (número do satélite na série). 1999. Disponível em: <http://www.000. 1994. Itajaí: UNIVALI. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil. 13 jul. porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. SE (localização geográfica).4..edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil. 1999 (data da captação).11. IR04 (banda). INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo. 3.flmnh. 1 imagem de satélite. GOES (denominação do satélite). UNIVALI (instituição geradora).

pinturas. dentre outros. 51 Kb. 19 transparências. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência.4. Largura: 376 pixels. Anne. 5 ¼ pol. caso seja necessário. 1999. 77 . KOBAYASHI. São Paulo: UMIBO. transparências. Título. 1982.7. Quando não existir título para o documento..jpg. color. diafilme. Formato JPEG.. deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é: AUTOR. 1980. Altura: 432 pixels. fotografias.. cartazes. Geddes 135. 1 fotografia. [Sem título]. color. Doença dos xavantes. 2000. Especificação do documento.7 Documento iconográfico Refere-se a gravuras.4. K.1 Documento iconográfico em meio eletrônico GEDDES. Data.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. 1 disquete. 25 cm x 20 cm. NOVAS descobertas para o terceiro milênio. BRITTO. 3. 25 cm x 25 cm. . 1 gravura. desenho técnico.. diapositivo. Romero.

Caetano. Local: Produtora. CDs (compact disc). Produtor (conforme as informações disponíveis). son. conforme o caso).. Diretor. 3. . Departamento Nacional. fitas cassete. Local: Gravadora (ou equivalente). Circuladô vivo. 1991. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 3. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas. Deve-se seguir o seguinte padrão: TÍTULO. 1 CD. 35 mm. .. 2 cassetes sonoros. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. entrevistado. 1991].8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes. VELOSO.. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Rio de Janeiro: Riofilme. Especificação do documento. 1 video sonoro. CENTRAL do Brasil. Garcia. dentre outros.9 Documento sonoro Compreende discos. 2001. color. data e especificação do suporte em unidades físicas.. SILVA. PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos.78. Brasília: SENAI/DN. Luiz Inácio Lula da. também deve ser seguido o seguinte padrão: COMPOSITOR (ou intérprete. DVD. São Paulo: SENAI-SP.4. videocassetes. São Paulo: Polygram. 1998. 1992. Entrevistadores: V Tremel e M.4. Direção: Walter Salles Júnior. data. Título. 1 bobina cinematográfica (106 min). etc.

10 Documento tridimensional Abrange as esculturas. DUCHAMP. objetos de museu.4. programas de computador. Curitiba.11 Documento de acesso exclusivo em MICROSOFT Project for Windows 95. desaparecem rapidamen te. O padrão para referência é: Mensagens trocadas por email têm caráter informal. e meio eletrônico. dentre outros).4. A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão: AUTOR (criador artístico do objeto.]: Microsoft Corporation. listas de discussão. objetos e suas representações (fósseis. monumentos. Escultura para viajar. 9 3. 18-]. atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. 1 CD-ROM. [S.l. Título (do serviço ou produto). AUTOR(es)se for o caso. As mensagens de correio e le trônico “devem ser 9 referen ciadas meio eletrônico s omen te quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o Abrange os documentos do tipo base de dados. Normas. 1 bule. . BULE de porcelana. Version 4. NBR 6023:2002. pesquisa. animais empalhados. Versão (se houver). 1 escultura variável. [China: Companhia das Índias. p. 5 fonte científica ou técnica de disquetes. Descrição física do in terpes soal e efêmero.. 13). Especificação do objeto. Título (caso não exista. esqueletos. não sendo recomendável seu uso como UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. maquetes. 1998.1. quando identificado). mensagens eletrônicas.. 79 . arquivos em disco rígido. 1918. etc.doc.” (ABNT. assunto em discussão. Biblioteca Central. Marcel. 1995. Data.

MARQUES. São Paulo: Brasiliense. (Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal). Radiologia Brasileira. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência.. ÁCAROS no Estado de São Paulo. 1990. Acesso em: 30 maio 2002. E. 1991. São José dos Campos: Johnson & Johnson. 1997. No prelo. Responsável técnico Delosmar R. J. Base de Dados Tropical.org. MARINS. Mensagem recebida por <simonegf@sj. 3. 2. Os princípios da gestão moderna.. apostilas. documentos mimeografados e digitados.ed. Massa calcificada da naso-faringe. 2002. podem ser acrescentados. Tubarão. Bula de remédio. (Primeiros Passos. SC. 3. Tim. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração.12 Bula de remédio RESPRIN: comprimidos. J. 1978. ao final da referência. Niterói. sem destaque. L. O que é sociologia? 7. 57).ed. M. n.univali. 1984. M. Apostila. HINDLE.4.br/ acaro/sp/>. São Paulo: Publifolha. Digitado. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ ANDRÉ TOSELLO”.14 Notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo. Como fazer apresentações. . São Paulo. se houver.fat.80.13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações. textos não publicados. 3.4. Memorial [mensagem pessoal].23.4. 1985.bdt. entre parênteses. C. MARTINS. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. RUBIROSA. Italvino. LEAL. 1999. Disponível em: <http://www.br> em 11 nov. Bastos. Carlos B.

Capa (obrigatório): é a cobertura externa capa dura . A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos prétextuais. tais como fichamentos. e) número de volumes (se houver mais de um. no que couber.. Deve conter. c) título. . dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma. 81 . trabalhos de conclusão de cursos de graduação . Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação. uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria. im presso longitu dinalmente. g) ano da entrega (4 dígitos). do alto ao pé da lombada. impresso da mesma forma que o do autor. b) nome do autor. textuais e pós-textuais. Por outro lado. dissertações. trabalhos de conclusão de curso de aperfei çoamen to e/ou especialização e outros. deve ser especificado o respectivo volume em cada capa). se for o caso: v. se houver. a trabalhos de graduação intra e extra-classe. Suas orientações também se aplicam.1 Elementos pré-textuais . b) título do trabalho. seqü encialmen te.Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. onde devem ser impressos: a)n om e do au tor. d) subtítulo. que def in e os pri ncípios gerais par a elaboração de teses. trabalhos de graduação interdisciplinares TGI. esses elementos podem ser adapt ados ou at é me smo desconsiderados.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2005 da ABNT.2) . c) identificação de números (volume. f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado. para elaboração de teses.que abrange as folhas que constituem o trabalho (Apêndice A).TCC. papers e relatórios. 4. as seguint es informações: a) nome da instituição (opcional).. resenhas.

dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização. conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.Folh a de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as segu intes informações. . em seqüência. parte inferior da página. com as respectivas correções. preciso. e) data de aprovação. e) nota contendo a natureza do trabalho (tese.. .). objetivo e nome da instituição a que é submetido. etc.) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina. . b) título do trabalho e subtítulo (se houver). a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha. h) ano de entrega (4 dígitos). Essa f ich a de ver á ser con feccion ada por profissional bibliotecário. b) título principal do trabalho (claro. . d) número de volumes. ti tu lação e assin at ur a dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. centralizadas na página (Apêndice C): a) nome do autor trabalho.Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s). As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se . se houver mais de um. área de concentração.. dissertação. c) subtítulo (se houver. . c) texto contendo a natureza.82. nome da instituição a que é submetido. os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho.Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. trabalho de conclusão de curso. Aparecem em folha separada. apresenta-se a ficha catalográfica. obtenção de determinado grau. com a identificação do conteúdo que permita a indexação). e m caso de t rabalh os qu e dev am ser depositados em biblioteca. após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário.Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha).A data de aprovação e as assinat ur as são colocadas após a apr ov ação do trabalho. f) nom e. d) área de concentração. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver).Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. devem ser apresentados. sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). No verso da folha de rosto. g) local (cidade) da instituição. como as teses. etc.

na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto.4. desen hos." (NBR 6027:2003.Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. qu e localiza e re mete para as in form açõe s con ti das n o tex to. Epígrafes tam bém podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos). . na ordem em que aparecem. 2).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . com o respectivo significado. abaixo do texto. Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice. também denominadas seções primárias). (Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais .) na ordem em que aparecem no texto. devem ser alinhados à esquerda. Apesar de ser escrita por outra pessoa. etc. d) os indicativos das seções que compõem o sumário. . da Parte II deste documento). p. não deve vir entre aspas. Sua elaboração é detalhada no t ópico 2 (R esu mos de trabalhos acadêm icocientíficos). recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração. que é uma lista "de palavras ou frases. ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar. . esque mas. .Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros. da Parte I deste documento.ordenadas segun do determ inado cri tério.3 da Parte II deste documento).Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma seqüência de f rases objetivas e seguidas de palavras-chave.Su mári o (obrigatór io): é a re lação enumerada das divisões. Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D). . . segui das do seu signi ficado (expre ssõe s ou palavras correspon dentes). c) os elementos pré-t extu ais não devem aparecer no sumário. or ganogram as. Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado.ver seção 5. seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho). com respectivos nomes e números de página.Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas con ti das n o t ext o. Consiste na transcrição de uma frase. fluxogramas. . Se necessário. na ordem em que se apresentam no texto. Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada u m dos t ipos (abreviatura ou sigla). 83 . escrit o por ext enso. . por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho. mapas. com respectivos nomes e números de página.Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. pensamento.Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto. gráficos. b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto. se houver. A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito.. fora de parênteses..Epí grafe (opcional): aparece após os agradecimentos.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 .

ou seja. . são ali nh ados pela m ar ge m do tí tu lo correspondente ao indicativo mais extenso. Em caso de relatórios de pesquisa científica. resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa. f) para a paginação pode-se utilizar o número da pr imei ra página (ex. O sumário é o último dos elementos prét extu ais.Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho.2 Elementos textuais Os elementos textuais. Se o trabalho compreender mais de um volume. há distintos modos de organizar o texto. Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento.. os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (r evi são bibl iogr áf ica). n a(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. me todologia. área de conhecimento ou metodologia adotada. 4. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa. com uma definição clara. contextualiza-o. assim como os prétextuais.Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. apenas que esta é a seqü ência usual de qualquer t exto acadêmico.84. análise e interpretação dos resultados. de u m modo geral . Da mesma forma que na introdu ção. t eorias e principais idéias sobre o tema focalizado. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes. apresentação. f inalizan do com uma conclusão. excetuados os elementos obrigatórios. con st itu em. fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização). o tex to acadêm ico-cien tífico se inicia com uma in trodu ção. e)os títu los e su btítulos (se h ouver).se com base no ti po e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico. separados por hífen (ex. portanto. que seguem os indicativos das seções.. os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões. de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. Nela são descritos os conceitos. Isso não significa dizer que essas part es sejam n ecessariame nt e assi m intituladas ou subdivididas. em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem. . . Conf orme o tipo de trabalh o. além de aspectos metodológicos. No en tant o.: 32-49). está localizado. ou os n úme ros das págin as ini cial e f inal. à qual se segu e o desen volvim ento. destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade.: 32). concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado.

Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. da Parte II deste documento..Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas.Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de element os descrit ivos. consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado.Conclusão Como parte final do texto. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido. apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. 85 . com a indicação de sua localização no texto. . comprova ou ilustra o seu conteúdo. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. 4. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . .Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo au tor do trabalho. . segun do a NBR 6023:2002 da ABNT.3 Elementos pós-textuais . nomes geográficos.: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista).: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). . possibilitando sua identificação individual. dentre outros).Glossár io (opci onal): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específ icos de uma determ inada área. Pode também indicar questões dignas de novos estudos. . utilizados no trabalho. Nos trabalhos acadêmi co-cien t ífi cos a li stagem de referê ncias deve ide ntif icar as f ontes/ documentos mencionados (referidos) no texto. extraídos de um documento. A con clu são deve apresent ar dedu ções lógicas correspon dent es aos propósitos prev iamen te estabelecidos do t rabalho. que complementa.. encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Ref erências de Tr abal hos Acadêm icoCientíficos.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. assuntos. As orientações para sua elaboração. além de sugestões para outros trabalhos. seguidos de suas respectivas definições. complementar ao seu trabalho.

86... .

Para digitação recomenda-se a utilização de font e tamanho 12 para t odo o text o e tamanho menor (11 ou 10) e uniforme para citações longas (mais de três linhas). data de aprovação e identificação da ban ca exami nador a deve m ser centralizadas (Apêndice C).1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco. Os títulos das seções devem começar na parte superior da folha e ser separados do texto que os sucede por dois espaços de 1. margens direita e inferior: 2 cm. Já na folha de aprovação. Na folha de rosto. com exceção das citações longas (com mais de três linhas). legendas de ilu strações e de t abelas. com exceção da folha de rosto. 5. recomendam-se Times New Roman ou Arial. a nota de identificação do trabalho deve ser alinhada do meio da página para a margem direita (Apêndice B). objetivo. em cuj o verso é im pr essa a f ich a catalográfica. no caso de dissertações e teses. algumas normas gerais devem ser seguidas.5.2 Margens e espacejamento As páginas devem ser configuradas nas seguintes dimensões: margens esquerda e superior: 3 cm. notas de rodapé. como prescreve a NBR 14724:2005 da ABNT. 5. digitados n a cor preta (excetuando-se as ilustrações).. nome da instituição a que é submetido e área de concentração) que devem ser digitadas em espaço simples. com form at o A.7 cm ). as informações sobre o trabalho. 87 .5 entre linhas. sem brilho. . O texto deve ser digitado com espaço 1.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS ACADÊMICOCIENTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor. referências.5. pagin ação e legen das de ilustrações e tabelas. f icha catalogr áf ica e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto (indicando a natureza do trabalho. As ref erên cias apresent adas ao final do trabalho devem ser separadas entre si por dois espaço simples.. Entretanto. O texto é digitado no anverso da folha (frente). notas de rodapé. Quanto ao tipo da fonte. Também os títulos das subseções são separados do texto que os precede e que os sucede por dois espaços de 1.4 (21 cm x 29.

88. quaternária. embora as páginas preliminares (pré-texto) não sejam n umeradas. pre cede o títu lo da seção. pode se dividir em seção secundária.1 2. a 2 cm da borda superior. A principal di vi são do te xto de u m docum ent o é denominada seção primária.1.2. sendo de le separado por um espaço.2. seguido do número que lhe f or atribu ído na seqüência do assunto e separado por ponto.. Havendo apêndice(s) e anexo(s). etc.1 2. contendo a exposição ordenada do assunto. Seção terciária 1. terciária. 5.1.1 2.1 2.1 2.1. em algarismos arábicos.1.1 2.4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento.1.1.3 Seção quaternária 1.1.2 2.. suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal.2 3 3. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções. a qual. Empregam -se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto. Exemplo: Seção primária Seção secundária 1 2 1.3 Paginação Todas as folhas do trabalho são contadas seqüencialmente. A nu meração é colocada a partir da primeira folha da parte textual. Esse indicativo numérico.1 "O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence.1. 5.1. a partir da folha de rosto." (NBR 6024:2003).1 3. alinhado à margem esquerda. por sua vez.2 .1. no canto superior direito da folha.

or gan ogram as.. O texto. com exceção da última.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto.. A identificação de ilustrações deve aparecer na parte in ferior. deve ser mantida em todo o trabalho. dele separado por um espaço. Dispõem-se as alíneas na seqüência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente.27 cm). ver 1. glossário. resumos.. A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: . ressalta-se que este recurso deve ser usado para grafar palavras estrangeiras. referências. em 2.. qu adros.. usam-se alíneas. mapas. no in te rior de um a seção. d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha. caixa alta ou versal. b) as letras indicativas das alín eas são re en tradas em r elação à margem esquerda.2. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas. esqu emas. As alíneas.. . 5. exceto a última que termina em ponto.. hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título. listas. apêndice(s).. o espaçamento duplo entre os parágrafos. na seção 3 relatou-se. Hav endo ne cessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. gráficos. Os tí tu los das se ções são destacados gradativamente. Muitos autores. dentre outros. porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação. se inicia em ou tra li nh a. anexo(s) e índices não recebem in di cat iv os n um éri cos e dev em ser centralizados (NBR 14724:2005). . e redondo.1 Os títulos de errata. nesse caso. precedida da palavra designativa seguida de seu número de ordem . No entanto. adotando-se. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente.. O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula. se m que h aj a necessidade de intitulá-los.. fluxogramas. fotos. porém.. sumário. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito. itálico ou grifo. as dem ais linh as da subalínea i niciam igualmente abaixo da primeira letra.5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida. terminam em ponto-e-vírgula. pois do contrário não contribuirão para a análise. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço. 89 .. 5. qu e obri gatoriamen te corresponde ao título da seção. qualquer que seja a forma adotada.6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos. preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1.. agradecimentos. estas devem começar com um hífen..1. Atenção! Em relação ao itálico.

Figura 3. qu an to à su a local ização e apresentação gráfica. . pode ser apresentada em duas ou mais partes. do respectivo título e/ou legenda explicativa. Q uanto à disposição das in formações. o segundo. . a tabela deve ser apresentada em duas ou mais partes (IBGE.se t iv er poucas colu n as. A moldura compreende.cada página deve ter uma das seguintes indicações: continua para a primeira. c) ocupar. O cabeçalho da tabela indica o conteúdo das colunas com palavras ou notações claras e concisas. após o fio de fechamento.. A t abe la não de ve t er t raços v ert icais delimitadores à direita e à esquerda. As ilustrações devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho do texto a que se referem. e da fonte. 5. t ais indicações devem ser feitas sem abreviações. precedida da palavra Tabela e de seu número de ordem em algarismos arábicos. na mesma página. sintetizadas a seguir. por extenso. . As tabelas apresentam inf ormações tratadas estatisticamente e seguem as orientações da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . deve: a) estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere. preferencialmente sem abreviações.7 Tabelas As tabelas servem para descrever dados e informações relevantes para o estudo ou ilustrar o conteúdo em desenvolvimento. o rodapé.o traço horizontal da moldura que separa o rodapé deve ser apresentado somente na página que contenha a última linha da tabela. de ocor rência n o te xto e m algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1. conclusão para a última e continuação para as demais. . As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior (topo). 1993. com um traço vertical duplo separando as partes e repetindo-se o cabeçalho. 28): . . repetindo-se o cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha.90.se ultrapassar o tamanho da página em número de colunas e tiver poucas linhas. Quando não couber em uma folha. lado a lado. . também é preciso seguir alguns critérios: .IBGE (1993). uma abaixo da outra. uma única página. A tabela. no mínimo. breve e clara que dispense consulta ao texto. b) ter moldu ra para est ru turar os dados nu méricos e termos necessários a sua compreensão. O título indica a natureza e as abrangências geográfica e te mporal dos dados n um éri cos. o espaço do cabeçalho e o terceiro.o con te údo do rodapé deve se r apresentado na página de conclusão. A indicação da(s) fonte(s) das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem em seu rodapé.. de forma clara e concisa.cada página deve ter o contéudo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte. p. três traços horizontais paralelos: o primeiro separa o topo. preferencialm ent e.cada página deve ter colunas indicadoras e seus respectivos cabeçalhos. pode se r apresentada em duas partes. Quadro 5).

quan do. ín di ces e ou tros)” (NBR 14724:2005. alinhados à direita. o dado não existir -quan do o dado for rigor osamente zero -quan do não se dispu ser do dado -quan do os dados anterior es ao símbolo não forem comparáv eis aos posteriores -quan do o dado for omitido para evitar a in dividualização da infor mação siglas são separados por vírgula. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela. caso seja necessário. pela natureza do fen ômeno.... ‘questionários aplicados’. Qu ando as equações ou f órmu las ultrapassarem uma linha por falta de espaço. c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física. entrevistas ou observação). ‘observação direta’..se à margem esqu erda da primeira coluna. ‘en trevist as realizadas’. ‘formulários preenchidos’. a partir de pesqui sa de campo (com o uso de questionários. Significado correspondente b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos.8 Equações e fórmulas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura e. As tabelas de um a publi cação deve m apresentar uniformidade gráfica nos corpos e tipos de let ras e nú meros. utiliza-se como fonte o autor. os nomes ou 5. subtração. devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a) não se deve deixar “casas” vazias em uma t abel a. 9). responsáv el pelos dados levantados e apresentados. p. no uso de maiúsculas e nos sinais gráficos utilizados. por exemplo). multiplicação e divisão. para tant o exi stem sím bolos estabelecidos por convenção internacional: Símbolo Z . quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados. “Na seqüência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoen tes. conforme o caso. quan do os dados se originarem de diversas fontes. alinh ando. Exemplo: x 2 + y2 = z2 (x + y )/5 = n 2 2 (1) (2) . 91 . numeradas com algarismos arábicos entre parênteses. podem ser u til izadas como f ont e as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’. / ou – X .

BEAUD. 1996. 1986. V. rev. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. uma monografia ou qualquer outro trabalho universitário. FRANÇA. Rio de Janeiro.ed. de O. Como se faz uma tese. Florianópolis. relatório. GIL. São Paulo: Perspectiva. engenheiros e estudantes. . OLÍMPIO. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. A.L..A. Rio de Janeiro. ______.M. resumo. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. 2001. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos. 2. L. ______. (Org. GEWANDSZNAJDER. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. Redação de textos científicos. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Metodologia do ensino superior. e aum. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. 1997. 1998.. Autores Associados. Rio de Janeiro. F O método nas Ciências Naturais e Sociais: . Redação: o texto técnico/ científico e o texto literário. da UFSC. R. 1997. ECO. ______. In: NUNES.ed. 2003. improviso e método na pesquisa social. pesquisa quantitativa e qualitativa. Rio de Janeiro. 1988.C. 2002.M. A. FEITOSA. 2003. dissertação.L. 1996.92. paixão. J. BARRASS. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. Rio de Janeiro. São Paulo: T. da UFMG. Campinas: Papirus. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas. Arte da tese: como preparar e redigir uma tese de mestrado.. 2003. P Educar pela pesquisa.ed. São Paulo: Atlas. ______. 1992. Belo Horizonte: Ed. descrição. Rio de Janeiro: Record.ed. FLÔRES. Campinas: . Belo Horizonte: Editora UFMG. narração. E. C. 2002. Ed. U. 5. 4.. Queiroz. 1978.. M. L. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. ______. A aventura sociológica: objetividade. DEMO. 2005. CASTRO.). NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: Zahar. 2003. M.J.ed. N. Memórias de um orientador de tese.N. CANCELIER.307-326. ______. 2000. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 3. 1997. A. REFERÊNCIAS ALVES-MAZZOTTI. 1989. Rio de Janeiro. ______. GOLDENBERG.L.C. O trabalho da citação. São Paulo: Pioneira. 2. p. COMPAGNON. Rio de Janeiro.

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94. ...

..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APÊNDICES . 95 .

. título em maiúsculas e sub-título em minúsculas] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas. Apêndice A Capa de trabalhos acadêmicocientíficos Modelo 3 cm NOME DA INSTITUIÇÃO AUTO R(A) NOME COMPLE TO DO (A) A UTOR (A) CO MPLET CO MPL ETO AUTO R(A) [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3cm TÍ TUL T ÍTUL O : subtítul o subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha..96. excetuando-se a 1ª letra] .

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 ... 97 .

. Apêndice B Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3 cm TÍT UL O TÍ TUL O:: subtítulo subtí tul o (se houver) tulo 2 cm [No centro da folha. na Universidade do Vale de Itajaí. Orientador: Prof(a). Wwww Yyyyyy Local Ano 2cm [Letras minúsculas.98. Centro de Educação Zzzzz.. excetuando-se a 1ª letra] . título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas] Monografia apresentada como requisito parcial para a o btenção do título de Xxxx.

Orientador: Prof. Ce n tro de E ducação Balne ário Camboriú..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Mo nogr afi a apres e n tada como requisito parcial para a obtenção do título de Bachare l em Turismo e Hotelaria pela Un iversidade do Vale de I taj aí. Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 . 99 .. Dr.

... ............ ..... Prof.... ........ da Universidade do Vale do Itajaí.. ....... [Local]....... UNIVALI – CE de Balneári o Camboriú Orientador Profa... ... ............. UNIVALI – CE de São José 2 cm 2 cm [Identificação centrada em letras maiúsculas] [Título em maiúsculas............ UNIVALI – CE de São José Prof... Dra......... Dr..... . [dia] de [mês] de [ano].....100........ ......... MSc. ... . sub-título em minúsculas] .............. 3 cm Área de Concentração: ... Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍ TUL TÍT UL O T ÍTUL O:: subtítulo subtítul o (se houver) Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de . e aprovada pelo Curso de . Centro de Educação de ....

Emílio Vieira UNIVALI – CE de São José Membro .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvol vimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí. Pedro Alves UNIVALI – CE de Balneário Cambori ú Orientador Profa.. Dra. Dr. 101 . Maríl ia Mendonça Farias UNIVALI – CE de São José Membro Prof. Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú. Prof. 14 de fevereiro de 2003. Msc. Centro de Educação de Balneário Camboriú..

................................................................................................................. aceitação e cooperação ......................... 11 1.........1................ 57 4...............................................2 As principais correntes teóricas da atualidade ........................................................................................1 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa .............................................1 Contexto e sujeitos da pesquisa .............3 Estratégias e instrumentos ... 13 2 O PROBLEMA DA PESQUISA .....................................1................ 49 4........................2 Fontes documentais ..................................... Apêndice D Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .......................... 16 2.................................1 Concepções teóricas .................................................................................................................................2 Objetivos da pesquisa .......... 10 1...................................................... 80 .... 43 3......... 77 APÊNDICES ................................ 64 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........3 Resistência.. 39 3............................................................................................................. 14 2............ 71 REFERÊNCIAS .......................................................................................................................................................................................................................................................................................... 46 4 RESULTADOS ...............................................................1 Justificativa ..... 18 2....................................................................................................... 50 4........................2 Expectativas e aspirações ............... 40 3...... 27 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ...........................................................................................................................1 Breve história das principais concepções do passado ...............................................................................................102.........................................................................................................................

) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) . 103 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo su btítu lo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo. é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado.. contendo de 100 a 250 palavras. elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003.