UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Universidade do Vale do Itajaí

Cadernos
Universidade do Vale do Itaj aí

de Ensino
... 1

Pró-Reitoria de Ensino

FICHA CATALOGRÁFICA

2...

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Central Comunitária - UNIVALI
Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Projeto
Josiane da Silva Delvan Lucian o Dalla Giacomassa Colaboração

E lisabeth Juchem Machado Leal Simone Gh is i Feuersch ütte E laboração

Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico Ch arlles Giovany Faqueti Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Editoração E letrônica E xemplares: 1500

Pedagogico

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ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS

ITAJAÍ (SC Julho/2006 Ano 2 - nº 4

de Ensino
... 3

Pró-Reitoria de Ensino

4. Em julho de 2006 o texto deste documento (páginas 56. 90. de dezembro de 2005.. 89. . 81.724. 87. 58. 91 e 92) foi atualizado para in corporação das alterações referentes à apres entação de trabalhos acadêmicos contidas na segunda edição da NBR 14..

............................. 26 ARTIGO CIENTÍFICO ...............................4 5 5. 25 Conceito ..........................................................................................1 2.....................................3...... 20 RESENHA CRÍTICA ...4.............................................3 6........................1 5............................................................3 5................. 34 Procedimentos ...............3 3...... 13 FICHAMENTO ......................................... 37 ...........................................................................................................................4....................................... 30 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico ............................................................. 18 Avaliação .2 3..........................4 6........................................................................................................... 15 Os propósitos do fichamento ........................... 16 Procedimentos .................................................................................. 28 Procedimentos quanto à forma de apresentação ................................................................................ 29 Elementos pré-textuais ...................................................................4 3................................4 5.................................................... 5 .........4............2 2.........................................................................1 3....... 30 Elementos textuais ... 26 Avaliação ............................2 5...... 34 Tipos de relatórios .............5 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 30 Elementos pós-textuais .............................................................................3 2....... 10 1 2 2.............. POSITION PAPER OU POSICIONAMENTO PESSOAL .5 4 4......................................................4 3 3.......1 4.............................................................................................................................................................................................................2 4....... 35 Avaliação ......................................3......................................................................................................................................................................... 27 Procedimentos quanto à elaboração ...........................3 4......................... 31 Avaliação .................... 24 PAPER................................................................. 27 Conceito ....................................................... 25 Procedimentos ................................................................................................................................. 09 PARTE I ...................2 6....................................................4......................5 6 6.............1 5..........2 2...............................................................1 2................................................................................................ 33 Propósitos ...................................................................................................... 33 Conceito ......................................... 17 Ficha bibliográfica ....... 21 Conceito .................................................................................1 6................................................................................ 21 Propósitos ............................................. 25 Propósitos ..... 27 Propósitos .........................................................................Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos ...............................................UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ...................... 21 Procedimentos ....................................................................................... 22 A apresentação da resenha ................ 31 RELATÓRIO ..................... 23 Avaliação ......................4 5................. 17 Ficha de leitura ...............................3 5..............................................................2 5........ 15 Conceito ...............................

............................................ 72 . boletim................... 47 1.................................................. 71 Publicações em eventos .......................... 69 Partes de publicações périódicas .........................................................................2.3 3.....................................3 3.......................................................................................... 65 Monografias no todo em meio eletrônico ................................................................................................................... 45 1............. 39 Procedimentos .............. 45 1............... 69 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas ..................................... textual ou literal ......1..... 67 Partes de monografia ......................................................... 50 1........................................................................................5 3.................................2. 59 Regras quanto ao título e subtítulo ....................1. 55 Exemplos de resumos .................................................. 62 Regras quanto ao local ..............1 Citação direta.................... 57 Aspectos gráficos das referências ..................................... 68 Publicação periódica como um todo .4...............4.............................. 64 Regra quanto à paginação ......................2................................6 3..............................1............3 Alterações na citação ............................ 61 Regras quanto à edição e editora ........................4 3................................................4........5 3............................................ 58 Regras gerais para elaboração de referências ..2.......................................2 Citação indireta: paráfrase e condensação ...1...................................2 Tipos de citação .. em meio eletrônico .......................2...............................................................................................................................3 7...............................3..................4 Normas complementares para citação ...........3 3................................. 46 1....... 52 1.........1 3.....4....................................... 71 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ...................3..............4....... 39 Propósitos .......3............6............................ 70 Artigo e/ou matéria de revista..................................... 59 Regras quanto à autoria............... 41 PARTE II ............................................. dentre outros........3....... 7 7..1 3.................................4.................................................4 3...2...................................................................... 70 Artigo e/ou matéria de jornal ............... 43 1 CITAÇÕES ..............................4 3.Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ........................................................................ 65 Monografias consideradas no todo ............2.1 3 3..................................................................1 3........... 57 Localização das referências .................................2 3....................................................1 3......................................................1 3... 56 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS ....... 65 Monografias ..........................4........ 39 Conceito .................................................. 63 Regras quanto à data ..............................................4 MEMORIAL ........4 3..........3 RESUMOS DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS ..4........4............................................................................3..................................... 53 2 2.............................4................4................................................................. 68 Publicações periódicas ................................4.......................2 7............... 46 1...................... 40 Avaliação ..2 3......... 64 Modelos de elaboração de referências .......2................................. 48 1....................1 7.................................3.................................. 67 Parte de monografia em meio eletrônico .............................................................................4....2 3...............3 3.........................1 Regras gerais para citação ......................................2 3...............................................6 3...........................................2 3....5 Considerações finais sobre as normas de citação ..........2.......3 Citação da citação ..............

........................2 3................................4.............Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ......................3.....................6 3.............4......................................................................................................................................................................4......................................................... 95 Apêndice A .........................................10 3.................... Documento iconográfico ........................................ Eventos como um todo em meio eletrônico ........................5 3................................................. 88 Títulos e indicavos numéricos .........................................14 4 4............................................................................................... 102 Apêndice E ........1 3......................................4........................................... Jurisprudência ...........4...........7 5................................4........... 87 Formato .........................................1 4..................8 3.....4.........1 5........................................4....4.........6 5. Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico ...................2 5.................................................4........................4..................................................................... 87 Margens e espacejamento .....4.4........................4 3...... Doutrina ..........3............... Notas ...........4.4 3...................................3...................................................................................................................4 3..............................................9 3........................................6....... 98 Apêndice C ..............................1 3....................................4........3 3..................13 3... Documentos jurídicos ...........................................12 3....3 5 5....... 81 Elementos textuais .........Capa de trabalhos acadêmico-científicos .................. Documento jurídico em meio eletrônico .......... 90 Equações e fórmulas ... 84 Elementos pós-textuais ....... Legislação ........................................................ 91 REFERÊNCIAS ....................................................................7 3... 88 Parágrafo ...............4...................... 81 Elementos pré-textuais ..4.................... Documento sonoro ..........................................................4...................... Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ...................... 89 Tabelas ..............................................................................................................................1 3..................................................... Trabalho apresentado em evento ....................................................... 96 Apêndice B ................ Documento tridimensional .......................... 85 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS ................2 4.........................................................Modelo de página de abertura (artigo científico) ......2 3............3 3.................. Documento cartográfico ....................... Bula de remédio ................................................................................... 72 72 73 73 74 74 74 75 75 75 76 76 77 77 78 78 79 79 80 80 80 ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS ......7.............4........................ 92 APÊNDICES ...................................3......Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos ......... 100 Apêndice D .................................................................. Patente ............................................................... Séries e coleções .........................................................8 Eventos como um todo .......................4.............................................. 103 ....... 89 Ilustrações ...............................................1 3.................................. 87 Paginação .................Exemplo de sumário .................................... Imagem em movimento ....................................................11 3....... Documento cartográfico em meio eletrônico .....5 5.............................4...4..............................................4.................................3 5.........UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.................................. Documento iconográficoem meio eletrônico ......4................................................................................................................4 5..............4.......... 7 .......

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pois u m pensamento ou argumento apresentado pelo aluno ou pesquisador sem apoio em processos lógicos pode não passar de uma idéi a superficial. desde os primeiros períodos. sob critérios lógicos e com o auxílio da técnica. característica da formação superior.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESENTAÇÃO Este conjunto de diretrizes metodológicas é apresentado aos professores e estudantes universitários para o desenvolvimento de t rabalh os didáti co. para quem estudamos e produzimos conhecimentos? Para buscar possíveis respostas às questões acima. entre suas finalidades. o domínio da ciência e dos seus métodos para atingir novos patamares de qualidade. ao artigo científico . E viden te men te . a pr odu zir conhecimentos. visando criar novos hábitos e um novo olhar para a produção universitária. Certamente. (SEVERINO. 2000). nort eada por posturas e práticas de pesquisa. o domínio de conceitos reelaborados. é fator determinante para o al can ce dos obj eti vos da for mação u niv ersi tári a: apre nder a pen sar e. em todas as disciplinas.do fich amen to. a apr endizagem e o desenvolvimen to do trabalho in telectu al exigem conhecimentos de ordem técnica. não sem antes termos clareza do sentido político da formação no ensino superior: por quê. dos métodos e das técnicas de áreas específicas do conhecimento é uma exigência do ensino superior para vencer o superficialismo e a falta de rigor científico na produção e socialização do conhecimento. o mais elementar deles. ao focalizar os tipos de trabalhos acadêmicos mais presentes no cotidiano do ensino superior e os procedimentos básicos para sua elaboração.. Assim. É neste contexto que se insere a metodologia de trabalhos científicos como instrumento útil e per tin en te para a produ ção do conhecimento. 9 . pois todo o conjunto de recursos que está na base do ensino superior não pode ir além de sua função de fornecer instrumentos para uma atividade criadora. Profª Amândia Maria de Borba Pró-Reitora de Ensino . o domínio da teoria é condição imprescindível par a o propósito de produção do conhecimento. Se a ciência é o resultado do confronto. o domínio do saber e da cultura. Est as orientações. ou da articu lação. conceitual e lógica. A elaboração de trabalhos acadêm icos . esta publicação traz subsídios à elaboração de textos didático-científicos de forma lógica. Estas três dimensões estão in ti mame nt e r elacionadas. o regi st ro e o uso do sabe r já acumulado e disponível para propósitos próprios de construção do conhecimento. têm como objetivo favorecer e estimular a produção escrita de nossos alunos. conse qü en tem en te.. da teoria com a empiria. Parece-nos ser esta u ma con di ção in di spe nsáve l ao desen vol vim en to da vi da in te lect ual disciplin ada e produ tiva.permite ao estudante universitário se exercitar em práticas essenciais à atividade científica: a bu sca. para quê.cien tí fi cos. A UNIVALI destaca.

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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 1 Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos ... 11 .

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registrar a informação e as . Demo (1996. passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[. redijam..se con siderar qu e a bu sca. a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área. pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma. um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atu ar com competência de modo autônomo e conseqüente. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências. expressão.] Aprende a duvidar. dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos: [. perfil. requer que as atividades referentes à investigação. a perguntar. assim identificadas: . surge o desafio da elaboração própria. porque significam propriamente a competência. desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica. coloquem no papel o que querem dizer e fazer. sobretudo alcancem a capacidade de formular. se faz. p.compettên ci as r efer enttes ao ttrato da com pet ências refe rent es pe ref eren rato in f i nf orm ação ação: .] escrevam. Formular. de complexidade e sofisticação crescentes. elaborar são termos essenciais da formação do sujeito. no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual. 13 . à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento. deve . de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento. portanto. em todas as áreas do conhecimento. com vistas à elevação do nivel de qualidade dos cursos superiores. A formação universitária. mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual. Por outro lado.. Deixa-se para trás a condição de objeto. sist em at ização e soci al ização do conhecimento deixem de ter no professor seu prin ci pal prot agoni st a e passem a ser compartilhadas por professores e alunos. a apropriação e o uso do conhecimento técnicocientífico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem. A partir daí. Ao lado desse fato. a querer saber sempre mais e melhor. atividade central na vida acadêmica..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 INTRODUÇÃO A ê nfase qu e vem sen do col ocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão. Esse processo contribui decisivamente para a for mação de prof ission ais cu jo pe rfi l compreende as competências necessárias à busca do conhecimento. à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos.ler e compreender textos teóricos... contorno.. buscar e adquirir a informação nece ssári a para a re al ização de trabalhos.

. ou mesmo o ensaio. explicar. . estabelecer relações. inferir. relat ór io e mem orial. dissertação de mestrado e tese de doutorado. . respect ivas f on tes bi bl iográfi cas. orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos. não são aqui tratados. São muitos os tipos de trabalhos acadêmico-científicos qu e pode riam se r in cl uí dos em um documento como este. observar.cor rigir.competências necessárias à capacidade de elaboração própria: .referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações. optou-se pelo fichamento. os procedimen tos para sua e laboração e organização e sugestões para sua avaliação. documentais ou outras (fazer resumos. interpretar criticamente. t anto a professores como a acadêmicos. bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. artigo cien tífico. Dessa forma. paper. ou de Metodologia Científica – a criação dessas oportunidades em todas as disciplinas. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. subsidiariamente. .redigir: progredir do exercício inicial sob a for ma de re sum o. extrair significados. bem como de apresentação de trabalhos acadêmicocientíficos. referências).apresentar e discutir temas. fichamentos. no entanto.se (ou ref orm ular o anteriormente formulado). até ch egar à elaboração de texto próprio (resenhas. . demonstrar (ou provar) por argumentação. O texto ora apresentado pretende oferecer. projeto e relatório de pesquisa.analisar e apreciar criticamente textos teóricos.competências cognitivas: .ref er ent es ao raciocín io: iden tif icar proposições. embora t ambém sejam trabalhos acadê micocientíficos. A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocient íf icos: seu conceito e propósitos. . papers. No entanto. sistemático e intensivo. artigos. aut o. resenha crítica. parafrasear. projetos de pesquisa). Esse conjunto de competências. por se considerar que são os tipos de uso mais freqüente nas várias disciplinas dos cursos de graduação. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo.. dominar as praxes de citação e de referência. .14. definir. Na segun da part e são apresen t adas orientações para elaboração e u so de ci tações.referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses. ..ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões. de re su m os de ar ti gos e de referências.

pa pers. filosófica. seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. . Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura.1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das idéias e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica. funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos. A principal utilidade da técnica de fichamento. é otimizar a leitura.. portanto. A prática do fichamento representa. monografias de conclusão de curso. sejam elas de iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir). constituindo-se em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos. de elaboração da monograf ia de conclusão de curso do graduando. 15 . além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos. palest ras ou confe rências. Fichar um texto significa sintetizá-lo. na Universidade.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FICHAMENTO 2. para utilização posterior em suas produ ções escri tas. etc. alguns autores. de textos para aulas. a iden tificação das idéias principais e seu registro escrito de modo conciso. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas. coerente e objetivo. p. como também registrada e documentada. A im por tância do fi ch amen to para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante. Assim sendo. assim. o que re qu er a l eit ur a at ent a do text o. ent ão. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. os fichamentos ou relatórios de leitura. De acordo com Henriques e Medeiros (1999. seja ele aluno ou professor. no caso do professor. c) regist rar as re fl exões proporcionadas pelo material de leitura. essen ci al par a a elaboração de resenhas. art igos. b) registrar o conteúdo das obras. d) organizar as informações colhidas”. como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. literária ou mesmo de uma mat éria jornalística.. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto. a exemplo de Nunes (1997). ou. su a compreensão. cujo autor é o “fichador”. seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –. da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. um importante meio para exe rcit ar a escrit a.100).

Ora. no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor. em geral. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. mas que. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos. deve apresen tar os indispensáveis elementos de identificação. Dessa forma. um seminário ou um relatório de pesquisa. conceitos. di fer enci a. podem ser considerados dois tipos de fichamento: a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. no contexto de um a pesquisa ou de u ma re visão bibliográfica. qu e pode ser nu ma ficha manuscrita ou numa folha digitada. uma monografia. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das idéias.. terá como critério selecionador os “propósitos t emáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramif icações. . ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. o fichamento praticamente se identifica com o Os propósitos do fichamento r esu mo.se apen as na su a apresen tação. No segundo tipo (b). um artigo. que tanto pode ser uma resenha. conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar n os f ichame nt os qu e f ará das obras selecionadas. nesse caso. pelo docente ou pelo pesquisador..16. dos quais se falará mais adiante. com o propósito de registrar sist emat icam en te e docu me nt ar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho. o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. a argumentação do autor a da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador. No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –. Dependendo dos seus propósitos. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho.2 Seja como técn ica au xiliar da pesqu isa bibliográfica. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação. 2. No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. artigos e textos teóricos. nesse caso o fichamento consiste. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo. b) o fichamento que é feito pelo estudante. e m qualquer caso. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio. Assim. o docente ou o pesquisador se propôs. São esses propósit os tem áticos que ori ent am o “fichador” quando seleciona idéias. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto.

105121) of erecem importan tes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2.3. São Paulo: Saraiva. é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca.). 2. Bibl. p. um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. por exemplo.1 Ficha bibliográfica Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto.referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere. . arquivo público. ou seja. apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados. 17 .3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados. p.112).. 207 p. devem conter três elementos: . para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. Manual da monografia jurídica. Eco (1988. Leite (1985. p. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer. p. A 1a parte da obra contém orientações metodológicas para a elaboração e a apresentação da monografia no curso de graduação de Direito. sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros). dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa. Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. etc. pode ser adotado o uso. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento. Luiz Antonio Rizzatto. As fichas. o con teú do propriamente dito. O seu corpo pode ser constituído de poucas informações. Severino (2000. por serem considerados os mais essenciais. 87. Metodologia da pesquisa / Pesquisa bibliográfica NUNES. da UNIVALI Exemplo de ficha bibliográfica . como. a 2a parte trata da elaboração de dissertação de Mestrado e tese de Doutorado.corpo da f ich a. . elaborada de acordo com a (NBR 6023:2002) da ABNT. 35-45). 42-55) e Pasold (1999. após o título geral. 1997.cabeçalho: no alto da ficha ou da folha. de um subtítulo. à direita.. como já foi dito.

p. contendo apenas resumo e citação (no exemplo. objetiva e econômica. um comentário sobre o te xto f ichado. dir etas e interligadas.18. no entanto. ao seu final. idéia ou argumento. – apresentar uma seqüência corrente de f rases con cisas. O corpo da ficha consistirá no resumo da resumo obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. as citações. Pode conter. É importante salien tar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra. ou seja: – ser sucinto. resumo conteúdo. apenas o resumo das idéi as do au tor e n enhu ma citação ou comentário pessoal do fichador. a decisão de incluir. qu e e xpre sse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. O corpo da f icha de leit ur a pode ser organ izado de diferentes maneiras. ao solicitar dos alu nos um fichamento. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade. Para sua elaboração. por exemplo. juízo de valor destituído de fundamento. para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório. . outras formas podem ser adotadas. como sugere Hühne (1992. Nesse caso. Para o estudante ou docente que faz um f ich amen to no con tex to da pesqu isa bibliográfica. 47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 21 deste documento. p. Pode ficar a critério do professor.. sempre entre aspas e com indicação da respectiva página. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4). o que tornaria a ficha mais completa. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura. Assim sendo. ou então pode apresentar o resumo que sintetiza o resumo. A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. optou-se por colocar na margem esqu erda da folha o núm ero da página correspondente ao trecho resumido para i dent ificar su a localização na obra. – respeitar a ordem das idéias e fatos apresentados. seletivo e objetivo. dev e o professor ter claro que. pode ser útil a inclusão no texto das novas idéias que foram surgindo durante a leitura.3.. ou não. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é. deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000. 6465). 2. e as citações ou seja. – utilizar linguagem clara.2 Ficha de leitura Esse tipo de fich a destina-se ao registro sinté tico do cont eúdo (ou de parte do con t eúdo) das obras lidas. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. transcrições as citações. citações mais significativas de trechos do conteúdo.

o m étodo das C iências Naturais– e rklär en – "busca generalizaçõe s e a descobe rta de re gularidade s" e o das C iê ncias Sociais – ve rsteh e n – "vis a à com pre ensão inte rpretativa das e xpe riências dos indivíduos dentro do conte xto em que foram vive nciadas". M. A arte de p e squisar: como fazer pe squisa qualitativa e m C iê ncias S ociais. cujas raízes estão no historicism o ale mão. A socio logia com pree nsiva. Dilthey . ex te rno ao indivíduo. inde pende da consciência hum ana e deve s er tom ado com o c oisa.. bas eado e m proce ssos quantificáve is que se transform am e m le is e explicações ge rais. Ass im .. pois. O s adeptos da abordage m qualitativa e nte ndem que o m ode lo de e studos das C iê ncias N aturais.. 199 7. Com te defe ndia a unidade de todas as ciê ncias. não são ade quados à e specificidade das C iências S ociais. um de se us repres entantes . po is cada qual tem um sentido próprio. a pesquis a nas Ciências Sociais "é um a atividade ne utra e o bje tiva. 19 . 16 Esclare cer o debate e ntre a sociolo gia pos itivista e a sociolo gia co mpree nsiva é útil para s ituar a que stão da utilização de mé todos e té cnicas qualitativos nas C iências Sociais. distingue natureza e cultura e de fende proce dim entos m e todo lógicos dis tinto s para se us e studos . que pre ssupõe um a m etodologia própria. em que o pes quisador não pode faze r julgam e ntos ne m permitir que se us preconce itos e crenças co ntam inem a pesquisa". entende que os fatos so ciais não são quantificáveis. para e le . ) Exem pl o de fic ha de l ei tu ra 17 18 19 Exemplo de ficha de leitura . Para D urkheim. que busca de scobrir regularidades ou le is . ne cessitando ser com pre endido e m s ua singularidade . se gundo ele. Via a ciência social com o ne utra e obje tiva. (. S egundo ele..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ M e tod ol ogi a ci e ntífica Pe s quis a q ualitativ a G O LD E NBE RG . o fato social. Rio de Janeiro: Re co rd. suje ito e objeto do conhe cime nto es tão radicalm e nte separados.

As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: .2.A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? .20.A obra fich ada ou re sum ida est á corretamente referenciada? ..As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêm ico-científ icos foram observadas? .O resumo respeita a ordem das idéias apresentadas pelo autor do texto? . ou seja. 2.O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das idéias?) .. aquele que é solicitado como exercício acadêmico.A linguagem utilizada obedece a norma culta? .O resumo é sucinto e objetivo? .O resumo evidencia uma redação própria do alu no? (ou con sist e apenas na ju staposição de u ma sér ie de f rases recortadas do texto?) .4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2.As idéias principais do texto estão contidas no resumo? .

2 Propósitos Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação. a resenha deve conter: – o resumo das idéias principais da obra. 3.1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESENHA CRÍTICA 3. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação. 21 . dest acando a cont ribu ição do aut or: abordagem inovadora do tema ou problema. que a resenha possibilita. além do conhecimento especializado do tema. – uma justificativa da apreciação realizada. para as pessoas cuja atividade profissional ou de est udo requer inf ormações sobre a produção científica.. Portanto. da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea. t em o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante.. em decorrência. Quando realizada como um trabalho acadêm ico. A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. têm condições de emitir um juízo crítico. feita por cientistas que. prin cipal me nt e. ou seja. em geral. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra. . novas teorias. de um modo geral. A resenha de obras científicas é. compreende o resumo e o comen tário de u ma obra científ ica ou literária. novos conhecimentos. artística ou cultural em seu campo de interesse.

a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra). p. . – Credenciais do autor informações gerais do autor: sobre o autor e sua qualificação acadêmica. As diretrizes metodológicas que seguem. número de páginas. exemplos. 3. bem como da finalidade ou destino da resenha. .. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as pergu ntas ou iten s relacionados acima. . político. no ent an to. local.: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. título. – Conclusão do autor o autor apresenta (ou do autor: não) conclusões? Caso apresente. descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra. A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. o que muitas vezes depende da obra resenhada. profissional ou especializada. Referência: editora e data de publicação. preço.3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações. sistematizar a abordagem de às escolas ou correntes científicas ou filosóficas.? b) quan to ao mérito da obra: qu al a con tr ibui ção dada? As idéi as são originais. pelo estudante. gráficos. segundo a percepção do resenhista. cargos exercidos. são indispensáveis os seguintes tópicos: . econômico. de com pe tên cias de l eit ura. quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor a que Quadro referências do autor: corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apóia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação) (apreciação): a) como se situa o autor da obra em relação é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso. análise e interpretação de textos científicos.)? e) a quem se destina a obra: grande público. . têm o propósito de organizar. obras publicadas.22. etc. etc. Obs. 51-57). coere nt e. criativas? A abordagem dos conhecimentos . O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991. sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações.seu quadro de referências.. em relação ao contexto social.o resumo da obra. objetivo. p.a crítica do resenhista. títulos. pr eciso? A li ngu agem é correta? d) quanto à forma: é lógica. 245-246): – Referência autor(es). de modo a cumprir sua finalidade.as conclusões do autor. – Res umo da obra resumo das idéias Resumo obra: principais. edição. se optar por intitular. claro. Para fins de t rabalh os acadê micos. figuras. (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?). especialistas. baseadas em Severino (2000. desenhos. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou idéia mais destacada da obra. histórico.

associação e/ ou comparação com as idéias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. termos fundamentais à compreensão do t exto). 3. sucinto e de fácil leitura. em geral. com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. procura tomar uma posição a respeito das idéias enunciadas. . aparecem. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . compondo um texto harmonioso. porém corrida. quer dizer.. a seqü ência dos elementos relacionados no item 3. 23 . A análise crítica o estudante formula um análise crítica: análise crítica A análise temática procura interrogar e análise temática: temática identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento. os dados sobre a obra. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. .3 acima. validade e con tribui ção à discussão do problema. Procura estabelecer uma aproximação.. tanto como preparo para a elaboração de resenhas. explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. ou seja. nas resenhas de boa qualidade. o qual. obrigatoriamente. juízo crít ico. m arcar e esquematizar as idéias relevantes. os aut ores cit ados. avaliando o texto pela sua coerência interna. como de outros trabalhos acadêmicos. A análise textual etapa em que o estudante análise textual: textual A análise interpretativ a: o estudan te anális e interpretativa: faz uma leitura atenta. bem como a avaliação crítica do resenhista. Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B. sobre o vocabulário (conceitos.Texto a referência bibliográfica da obra Te Texto: resenhada deverá ser apresentada no início do texto. no entanto.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ textos teóricos. seu autor. os aspectos teóricos.Folha de rosto: é a folha que apresenta os Folha rosto: elementos essenciais à identificação do trabalho. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha.4 A apresentação da resenha Como trabalho acadêmico. A redação da resenha obedecerá. trabalho acadêmico distinto da resenha. do texto para identificar seu plano geral. o resumo do conteúdo. n um a seqüên cia adequ ada. I sso n ão si gn if ica qu e o t ext o dev a. Avalia também sua originalidade. buscar dados sobre o autor. como se pr oce ssa seu raci ocí ni o e argumentação? Qual é a idéia central? Quais as idéias secundárias? As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. alcance. de um modo geral.

dev endo ser organ izado segundo a NBR 6023:2002.As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? .A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .As normas técnicas de apresentação de trabalh os acadêmico.O posici onamen to (te ór ico. o su mári o é e lem en to dispensável. econômico.As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? .24. esse item é obrigatório.A apresentação das idéias prin cipais é sucinta e objetiva? .ci entíf icos f oram observadas? .A crítica do resenh ist a é pertin ente e fundamentada ou justificada? . 3.a resenha apresenta as idéias principais da obra? .. Quanto à apresentação gráfica.A obra está corretamente referenciada? .5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: . Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdiv idido.Referências caso o resenhista tenha se Referências: Referências valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada.Aponta as características mais relevantes da obra? . . polí tico. devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos.. social) do autor é discutido? .

4.an alít ica e da criatividade do aluno. dentre outros tipos de publicações. podendo considerar. POSITION PAPER OU POSICIONAMENTO PESSOAL 4. também. júri simulado. como os artigos científicos. a el aboração do posicion am en to pessoal gera ou tr as produções acadêmicas. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capaci dade crít ico. o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal com o for ma de av aliar a aprendizagem individual. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários.2 Propósitos No contexto da f ormação acadêmica. exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema prédeterminado..1 Conceito O paper.. Além disso. de resultados de estudos ou pesquisas cient íficas. artigos especializados ou de informação geral. pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado. Na elaboração de um paper. Sua elaboração consiste na discussão. 25 . pelo au tor. com objet ivi dade e clare za. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo. com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos. o autor desenvolve análises e argumentações. o objet iv o do p a pe r é e stim ul ar o aprofu ndame nt o de um de ter min ado assunto. E m algu ns casos. O p aper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular). promover o debate em torno de um assunto. opiniões de especialistas. estudos de caso ou participação em palestras. .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 P APER .

O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? . desenvolvimento e conclusão. a análise do assunto e as conclusões do seu autor. d) sí nt ese con cl usi va.As normas técnicas de apresentação de t rabalh os acadêmi co. Como todo trabalho acadêmico. deixando-se claro. b) destaque dos pontos mais r elev ant es. tais como: textos. c) discu ssão dos pon tos r elev ant es.. . As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente. entretanto.4 Avaliação Para avaliar um trabalho do tipo paper podese buscar respostas para questões como: . registros ou anotações de palestras. sistematizando-se determinadas etapas. de forma articulada.As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? . re met en do aos propósitos expressos na apresentação.Planejamento do pa per: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as prin cipai s i déias ref ere nt es a: a) apresentação do assunto e propósitos do p ap er . o pa per deve apresentar em sua estrutura. as etapas de introdução. Além disso.Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema. exemplos ilustrativos e mencionando idéias comuns ou contrárias de outros autores. 4. ao final do texto. Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: .3 Procedimentos Para a elaboração do p ap er é pr eciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma. Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos. como todo t rabalh o acadêmico.Há lógica na organização geral do texto? .cien tí fi cos são respeitadas? . A apresentação gráfica do paper.. artigos. et c.As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? . f il mes.as principais idéias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? .A linguagem utilizada obedece a norma culta? . o encadeamento entre as idéias iniciais. 4. lev an tan do argum en tos. a part ir dos qu ais será desenvolvido o paper.26. pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão.A análise das idéias é coerente/consistente? .. segue os padrões descr itos no t ópico 5 da Part e II dest e docu men to r ef eren te às norm as de apresent ação de trabalhos cient íficos e acadêmicos.

teorias ou mesmo hi pót eses de form a a di scut i. experimental ou de campo). O artigo científico. . ou nela se baseiem. os procedi me nt os de u ma pesqui sa. Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. Ao produzir o artigo. p.aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas. a partir de novos enfoques ou perspectivas.estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos. possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada. buscando a r esolu ção satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada. difere de trabalhos científicos. 5.aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. docu men tal. .resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesqu isa..1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. 88): . discute e divulga idéias. ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –. o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à l ingu agem cien tífica qu e necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclu são de curso. métodos e técnicas. No contexto da formação acadêmica. Isso permite que outros pesquisadores. de acordo com Marconi e Lakatos (2001.2 Propósitos De um modo geral. o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. processos e resultados de pesquisa cien tí fi ca (bi bl iográfi ca. como monografias. idéias.los ou pormenorizar aspectos. ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas. 27 . embora sucinta. Por sua reduzida dimensão e conteúdo. . dissertações ou teses. Entretanto.discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores). Além desses objetivos. . . os propósitos.. a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. ao apresentar de forma completa. o artigo científico tende a ser usado como estratégia de en sin o para o desenv olvi men to da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno. o artigo científico pode abordar conceitos. esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIGO CIENTÍFICO 5.

são apresentados os dados do estudo. explicando e avaliando os resultados. independente de ter propósitos distintos. aspe ct os me todológicos (caracterização da pesquisa e da população. p.se os seu s re sul tados. . relacionando-os aos objetivos propostos na introdução. Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa. para sistematizar a comunicação a ser feita. porém de forma breve e sintética. registros de observações ou evidências factuais. Todavia. seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e. fatos ou outros estudos. dest acam. iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo. técn icas e equi pam ent os uti lizados).28. a justificativa do trabalho e suas limitações. comparando-se com outros estudos já realizados.3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre idéias. . desenvolvimento e conclusão. resul tados (apre se ntação e avaliação dos dados encontrados.2). A elaboração de artigos estimula. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. que se constitui como dedução lógica do estudo. formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos t eór icos ou de evidências empíricas já sistematizadas. Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas. mater iais. se for o caso. No desenvolvimento (corpo do artigo). discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos).sistematize um roteiro básico das idéias. uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa. No tópico das considerações finais. conceitos. por fim. fazer comparações. é preciso que o autor: . podendose utilizar tabelas e ilustrações). ainda. destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho. de fichamentos. deve ser estruturado da forma a seguir descrita. o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução.reún a as inf ormações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos).. é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5.. O texto contém a exposição e a explicação das idéias e do mat erial pesqui sado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesqu isa (apresen tação de con cei tos si st emat izados com base na lit eratu ra). a elaboração deste plano é útil. Por out ro l ado. evitando que o autor se perca durante a elaboração. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. De acordo com Leal (2001. teorias. a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de idéias de diferentes autores. 5.102). e descrição dos métodos. em primeiro lugar.

destacando sua importância teórica ou prática. porém . pois. o e xce sso de subdivisões. correse o risco de comprometer a aprovação do artigo. precisão.). A estrutu ra de artigos cien tíficos compreende elementos pré-textuais. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos.ao apresentar o artigo – na introdução –.na conclusão.no desenvolvimento do artigo.” (LEAL. é conveniente que o autor contextualize o tema. além de descre ver os objet ivos e os fundamentos que orientam o trabalho. subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou i mportância. cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. Pode. p.106). a forma como o artigo está organizado. bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetiv os desn ecessários. É pre ci so ev it ar. . convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ou editores. o autor apresenta uma síntese das principais idéias trabalhadas no corpo do artigo.. Vale ressaltar que as divisões. 2001. et c. . ainda. textuais e pós-textuais. ao conteúdo desenvolvido. motivando para a leitura. 5.103). . mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos. Também é preciso evitar explicações repetitiv as ou supérfluas. 29 . de forma adequada.. É n ecessário qu e as referidas partes e respectivas idéias estejam articuladas de forma lógica. as expectativas em relação a ele. Devem ser evitadas as gírias. sugerindo a continuidade das discussões a respeito. também. Ao f in al da int rodu ção dev e apresentar. coerência e estrita observân cia das regras da norm a cu lta. se min ários. A definição do título do artigo deve corresponder. O artigo científ ico deve ser redigido com objetividade. deve o autor dividir o tema em discussão. p. para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor. 2001. conferindo “ao con ju nt o a in di spensáv el u nidade e homogeneidade. o que pode prejudicar a sua compreensão. . caso isso não aconteça. ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ também auxilia como recurso pedagógico para reflexão e organização lógica das idéias a serem abordadas.

1 Elementos pré-textuais . precedendo o resumo em língua estrangeira.Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo.2 Elementos textuais Os el ement os textu ais compreendem a introdução. . diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto.Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira. . diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos. 5.4. . ..Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento).Palavras-chave na língua do texto. . são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos. assim como os endereços postal e eletrônico.Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética.Resumo na língua do texto.4. o currículo. 5. onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais.4.30. o desenvolvimento e a conclusão.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do t ext o para idi om a de di vu lgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento).. podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E). . 5. elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). então. ou.3 Elementos pós-textuais . já detalhados na seção 5. . cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). .Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam. após os elementos pós-textuais.3. Segundo a NBR 6022:2003.Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo.Palavras-chave em língua estran geira (obri gatório): consist e n a versão das palavras-chave na língua do texto para a m esma lín gu a do re sum o em lí ngua estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento). .

demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto. 5. Observação: na Parte II deste documento. muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores.ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos. .identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados). precedi dos por numeração progressiva. SEVERINO. tais como: a) Quanto ao conteúdo: . 31 . complementar ao seu trabalho. que complementa. 5. seguidas de travessão e respectivo título (Ex.4 da Parte II deste documento).Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. .Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. então. . . ilustrações e tabelas (seção 5).: ANEXO B .4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo cient ífico devem ser alin hados à esqu erda.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . . adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos. 1999. Para a avaliação de artigos científicos.. sociedade). justificativa e importância do artigo. seguidas de trav essão e respectiv o t ítu lo (Ex. o lei tor encon trará ori ent açõe s sobre elaboração/emprego de citações (seção 1). Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. 2000).coerên cia en tre as in formações e no encadeamento do raciocínio lógico. organização.apresentação de suposições (hipóteses) su ste nt adas em t eori as e cr enças consideradas verdadeiras a part ir do paradi gm a do qual se ori gi nam.clareza na apresentação dos objetivos..referencial teórico claramente identificado. decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação.ausên cia de salt os de raci ocí nio na 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigo s científicos). equações e f órmulas. Normalmente. .: APÊNDICE A . podem ser descritos vários critérios (AMR1 . . FEITOSA. conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5. .clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivídu o. comprova ou ilustra seu con teúdo. coerente e adequado aos propósitos do artigo.4. são identificados por let ras maiúsculas consecut ivas. as suposições devem ser claras e justificadas. . 2001.Estrutura organizacional da Empresa Alfa). siglas. .5 Avaliação O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios.Questionário).

.ori gin ali dade e i novação do assun to abordado.atendimento aos objetivos propostos.u so corret o de ci tações devidam ente referenciadas. . . .afirmativas unívocas.observância das normas de apresentação de um artigo. . -\ ar ticu lação e nt re su gestõe s ou r ecomen dações e as di scu ssões apresentadas no texto. .linguagem acessível.observância das regras da norma culta. un idade e art icu lação (encadeamento lógico).elaboração de análise e síntese diante de concei tos teór icos sem elh an te s e/ ou divergentes. .. do t ext o . . .. . . .post u ra ét ica n o tr at o do t em a e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio).uso fiel das fontes mencionadas no artigo. com a corr eta r elação com os f atos analisados.objetividade.uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto.32. . passagem de um parágrafo para outro.coerência e padronização dos termos técnicos. . . b) Quanto à forma: . .demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões.uso/seleção de literatura pertinente à análise.elementos de transição entre parágrafos adequ ados ao sentido e à lógica dos conteúdos. . sem duplo sentido. ou de um conceito para outro.resumo claro e informativo. precisão e coerência na escrita do texto.adequação do título ao conteúdo.

após terem sido desenvolvidas. s obre a s eqüê ncia d e um acontecimento qualquer. 33 . [. O relat ório de que se trata aqu i é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos of erecem .. em diversas disciplinas. acompanhado dos argume nto s que militam a favor ou contra a sua adoção. seja no seu conteúdo. al go qu e f oi realizado). são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RELATÓRIO Incluiu -se o rel atório en tre os t ipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação. 2 De scrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade. . talvez por ser con siderado um t rabalho “ pequen o” ou “rápido”.] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias.1808) encontram-se as seguintes: 1 Exposição. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração. até mesmo de um objeto. Vale sali en tar o det alham ent o com o u ma característica do relatório. 6. com vistas a um conjunto bastante v ariado de propósitos pedagógicos. de uma prática ou de um conjunto de práticas. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas. exper imen tos ou testes de laboratório. na sua organização ou apresentação. de menor importância..] Relatório é. – as quais. uma narração. n ão é abordado n este documento.. observação de eventos.. 4 Parece r ou exposição de um voto ou apreciação.. fatos ou objetos [. relação. p. embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados n a un iversidade. o qual. então. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição. ordinariamente por e scrito . viagens de estudo. realização de uma intervenção ou procedimento especializado. etc. Embora seja utilizado com fr eqü ência. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está re digido um docume nto ou proje to. esse t ipo de tr abal ho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada. em pelo menos uma das definições. descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi obse rvado. aplicação de uma determinada técnica. Em Michaelis (1998..

3 Tipos de relatórios Flôres. avaliações. em campo. 2000). vistorias. a elaborá-los. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do gr upo ao qu al perte nce. de uma obr a ou sobre as ativ idade s de u ma administração. 1999. Quanto à estrutura (partes componentes). inspeções. Inicialmente. tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados. expor conhecimentos aprofu ndados sobre uma determinada instituição. p. pois como profissional certamente será solicitado a fazê-lo.2 Propósitos Rel at ór ios podem te r os m ais di versos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas. 6. Dessa forma. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos f azendo. verificações. qualquer que seja seu tipo. de um único assunto. medições. ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório. tem forma de apresentação rigorosa. informar sobre o andamento de um projeto. porqu e o fazemos e com que resultados”.. Olímpio e Cancelier (1992. viagens. . apresenta-se a seguir. que já requerem uma apresentação técnica. Barrass (1986. durante a sua formação. na elaboração de um relatório. elaborada segundo os propósitos deste documento. O obje tivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. procedimentos técnicos. etc. SEVERINO. visitas. entre esses dois extremos estariam os emi-informais. relatórios s emi-informais de alguma relatórios semi-informa is extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais). sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes. of erecer informações e análises sobre empresas. cuja síntese. em diferentes situações. por conseguinte. auditorias. o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal que trata informal. trata de assunto complexo e se destina a grandes audiências. podem apre sent ar difer ent es n ívei s de formalidade. (MARCONI.34. Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais. por exemplo. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve. 6. mercados. produtos ou tecnologias..168193) apresent am uma ú til t ipologia de relatório. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função. como. A esse respeito. etc. p.. LAKATOS.20) aconselha: “ Não bast a term os u ma boa idéia ou executarmos um bom trabalho. é importante que o acadêmico aprenda. tais como. O relatório é. a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. observações de campo. desde o relatório formal – formal aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico.

por exemplo. dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do t ópico 4 Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá. 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) . em decorrência de seus objetivos e destinação. semestral. A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório com a ressalva relatório.: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa). Os relatórios informativ os transmitem relatórios informativos in f or mações sem an al isá-l as ou f azer recomen dações. pelo início e término de uma determinada ação ou projeto. ou em data previamente estabelecida (ex. informal ou semi-informal). A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade.por que deve ser relatado? Esta pergunta au xil ia a de ci dir se o re latóri o ser á informativo ou analítico e a esclarecer aspect os rel at iv os à abordagem e t ratame nt o das i nf orm ações e/ ou con clusões e recomendações a serem apresentadas. estilo da redação. 35 .relatório informativo de posição ou de ou de relatório informativo de ou status: status descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento. ..relatório informativo narrativo faz o relatório relatório informativo narrativo: registro de ocorrências ou eventos. para isso são úteis três perguntas: .. de v isit a e os relat órios administrativos. anual) ou abranger um período de tempo maior. de que a estrutura dos relatórios formais (e.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal. nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo. seja qual for o tipo de relatório. Subdividem-se em: . . os relatórios podem ser informativos e analíticos. as normas contidas no t ópico 5 .o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergun ta resu lt a u m rot eiro ou esquema do conteúdo do relatório. demarcado.4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios. .relatório informativo de progresso trata informativo de progresso: progresso do andamento de uma atividade ou ação. 6. pode ser periódico (mensal. são pouco extensos e. inf ormais ou semi -in form ais.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Quanto à função. etc. . portant o. Os relatórios analíticos são aqueles cujo analíticos propósito consiste em an alisar f atos ou inf orm açõe s e apresent ar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada.Aprese nta çã o g ráfica d e trabalhos acadêmico-científicos. se for o caso. da Parte II deste documento.. nessa modalidade encontram-se os relatórios de v iagem.

o quê: identifica a atividade realizada.36. deve conter um sumário. qu e pode se r caracterizado como um relatório do tipo informal ou semi -inf orm al. pela ausência de períodos longos. conforme a extensão do relatório.. adjetivação excessiva. Nota-se que.. detalhes desnecessários. criar o modelo de relatóri o que mel hor con tem ple as necessidades de formação do seu aluno. aparel hos ou si stem as. a partir dessas idéias. sendo o sumário dispensável.quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada. pela correção da linguagem. basta a folha de rosto. Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa. sugere-se a estrutura a seguir. o estilo simples. com maior número de páginas. os elementos prétextuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Qu an do se t rat ar de u m rel at ório de experiências realizadas em laborat órios. . . além da folha de rosto. construção/teste ou verificação de máquinas. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. A melhor maneira de relatar a seqüência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara. B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . preciso e objetivo. marcado pelo uso de termos técnicos adequados.

. como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos. etc.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6.As t abel as e f iguras.O relatório se limita ao essencial.O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz. se hou ver.) são aplicadas de forma metódica e homogênea? .5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório. afastando o supérfluo ou não-pertinente? . com seus títulos e legendas? .O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? .É escrito em um estilo simples e preciso? . que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito. e seu sumário reflete isso? . notas e referências. Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação.As regras de apresentação (citações. são apresentadas de maneira uniforme..O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? . antes de entregá-lo ao professor. . 37 .

..38. .

elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional. Parte de uma reflexão introspectiva. precisarão. ou ai nda para f in s de concorr er a u ma premiação. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro. . as motivações e as escolhas que o lev aram a construir um a det ermin ada história profissional.2 Propósitos Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira. con figurando um a narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmico-profissional do autor. A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. o relato destaca os trabalhos de pesquisa. de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional. e constitui um relato crítico. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam. os quais. para concorrer a postos no mercado de trabalho. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias. o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curric ulum vita e. portanto. bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence. Consiste.1 Conceito Para Severino (2000). em um relato circu nstanciado. conforme as circunstâncias. uma vez formados.. Apresenta. O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor. principalment e. Nesse sentido. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade. o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato. portanto. 7. as perspect ivas futu ras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAL 7. pelo desejo de oferecer ori ent ações sobr e sua elaboração aos acadêmicos. podendo esboçar. complemen tar mente. os resu ltados qu e espera alcançar. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativ a do caminh o percorrido que caracteriza a história do autor. como também para o ingresso ou para o exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. marca de todo trabalho acadêmico. m inu cioso e analí tico das at iv idades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqu eles qu e se dedicam à v ida acadêmica. 39 . ret ratando a subjetividade.. pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. ainda.

aperfeiçoamento e atualização: cursos. o memorial pode con stitu ir uma v aliosa pr odu ção acadê mica como t rabalh o conclusivo de curso. -ensino: desempenho didático. dissertações. científ icos ou t ecn ológicos no âmbito federal. prest ação de consultoria especializada. especialização e atualização. orientação de monografias. comitês executivos. particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas.finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir. estágios de aperf eiçoamen to.se qu e o me mori al se ja elaborado na primeira pessoa do singular. artísticocul tu rais e de pre stação de serv iços especializados: produção científica. o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. participação em congressos. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas. analítico e autocrítico. t eses e pesqui sas de in iciação ci ent íf ica. analítico e crítico. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor.atividades de administração: participação em órgãos colegiados. simpósios.atividades técnico-cient íficas.utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos par a marcar as et apas da t rajet ória percorrida. estruturando dessa forma o memorial. participação em ban cas e xamin adoras. ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos. É relevante na elaboração do memorial deixar claro. cursos e atividades de extensão. . as circunstân cias t eóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese. caracterizando a história particular do autor. estadual.deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial. pelo seu caráter reflexivo. 7. exe rcício de f un ções de direção.dev e-se adot ar a forma de u m relato cronológico. . em quais condições for am obt idos os tí tu los da form ação acadêm ica. resultados de pesquisas. .formação. . municipal ou privado.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . tanto em sua formação como em sua profissão. .re com enda. A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos .. . é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: . seminários e outros eventos. situando os fatos e acontecimentos no contexto sóciocultural mais amplo.40. além de servir a tais finalidades. coordenação e/ou assessoramento. de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada.. No entanto. técnica ou artística.

a parti r da qu al elabora u m rel ato contextualizado.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ em sua trajetória profissional e acadêmica. nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. p. . como observa França (1999. um projeto gráfico de bom gost o. Por fim. com maior segurança possível. o autor precisa se mant er at en to par a o t om do rel ato. com textos tão ricamente elaborados que os trans formam em verdadeiras o bras literárias. p. 41 .O relato destaca os aspectos mais relevantes da t rajet ór ia do aut or? A r elev ân ci a atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? ..).176). apresentado de forma crítica. 7. apresentado de f orma seqü encial e sem comentários. 2000. que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada. O autor precisa estar atento para retratar. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados. etc.4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico). atraente. econômicos e/ou sociais? . o qu e requer. (SEVERINO. pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico. como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato. com fidelidade e tranqüilidade. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado. convém salientar que. A boa organização de um mem ori al é essencial para o julgamento das atividades do autor. cont extu alizando-a e m relação a aspectos teóricos. apesar de sua crescente utilização. abrangendo sua formação e atuação profissional. deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada. Por outro lado. A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato. políticos..O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suf icientes para a apreciação de sua trajetória? . pelo esmero na redação do texto. No entanto.34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato. a trajetória real que foi seguida (. encadernação sóbria. expressando as contribuições e perdas de cada momento. principalmente. o memorial pode se destacar. Relatada com autenticidade e criticamente assumida. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor. o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa. quant o aos seus aspectos físicos. que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional.O t exto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . um a im pressão cu idadosa. nossa história de vida é nossa melhor referência.O autor descreve sua trajetória de modo aprofu ndado. lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial...

A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? .A organização do texto obedece tanto a seqüência cronológica dos eventos como o e ncade am en to lógico de fatos e argumentos? .Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? .O con teú do ev idencia um a ref lexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? .A redação do texto é precisa e coerente? .. relacionando-as com a trajetória pregressa? .A linguagem utilizada respeita a norma culta? . .42..Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêm ico-científ icos foram observadas? .

. 43 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ..

.. .44.

deixan do para o rodapé out ras informações. Apresentação. As citações podem ser diretas. diferentemente de textos literários.. teórica e empiricamente. o trabalho apresentado. Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obr a ou se util izam informações já publicadas.] se se deve citar com profusão ou com parcimônia. p. Depende do tipo de tese”. as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argum entos com o para expor posições cont rárias àqu el as qu e est ão sendo defendidas. nos quais é permitida uma apresentação mais livre. Citações em Documentos. São utilizadas para sustentar. 1999. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras.” (LAVILLE. tais como: esclarecimentos pontuais do t exto. exemplos e modelos. p. Importante! Qualquer que seja o sistema adotado. Recomendase o uso no corpo do texto (sistema autordat a). Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na apli cação das praxes de cit ação. nelas buscando apoio para seus pontos de vista. in diret as ou citação de cit ação. Assim. mesmo Umberto Eco (1988. etc.121) considera difícil determinar “[. su a elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação. . estão sendo expostas.. Para ident ificação de f on te da citação apresenta-se o nome do autor. seguido pela data de publicação da obra e número da página. Em todo o caso. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou t écnico de caráter cient ífico sem pre apresenta citações. inspirandose nelas. ne las encontrando ilustrações. t radução de palavras estrangeiras. significado de expressões típicas.se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico). Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho. “De fato.. observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese. DIONNE. com o propósito de esclarecer ou complementar as idéias que 1. deve ser seguido em todo o trabalho.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAÇÕES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de um a ou tra fonte.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico). que deixa para os outros a apresentação de idéias ou de informações. fazendo.. 259). da ABNT. 45 .

2: no primeiro exemplo. 1988. no segundo exemplo. o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas. textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a idéia original da obra que está sendo consultada.10): “quanto mais se restringe o campo. a indicação da página é obrigatória para citação direta. p. 1: de acordo com a NBR 10520:2002. melhor e com mais segurança se trabalha. As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente. melhor e com mais segurança se trabalha. 1. como nos exemplos que seguem: . fonte e espaçamento interlinear menores.” Obs.2. como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo.2 Tipos de citação 1. Quando se trata de citações curtas (até três linhas).” (ECO..10). com recuo de 4cm da margem esquerda. p. sem emprego de aspas. Obs. o nome do autor faz parte da frase.1 Citação direta. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais.46.. ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002). a entrada – no caso. Vale ressaltar. são inseridas no texto. também.

1. p.2. caracteri zando-se pela substit ui ção de algumas de suas palavras ou expressões. portan to. o que não lhe tira o caráter científico. Dentre elas. distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001. a escrit a do t ext o origi nal. processo que exi ge sua interpretação para reconstrução de um novo texto. Nas citações in diret as. normalmente. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores. em tamanho e cont eúdo. destaca-se a identificação do tema a ser estudado.. Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica. o “trabalho da citação [..]”. É geralm en te empregada quando se pretende apresentar. conforme a NBR 10520:2002.. Nesse sentido. portanto. segu ndo Compagnon (1996. a referência à fonte é obrigatória pois..2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (idéias alheias. não altera.. . o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável seqüência de definições de diferentes autores. ou seja. da sua curiosidade científica. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira. O assunto não deve estar solto no espaço.. p. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. se ‘encaixar` em temas muito amplos. restaura-se total ou parcialmente o t exto font e. que é reconhecido como [.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa. as idéias de um autor sem recorrer à citação direta..] o assunto que se deseja provar ou desenvolver. Ao parafrasear.34). Como se trata de idéias alheias. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa.. mas colocado no seu contexto. caso ela não seja feita. de modo reduzido ou abreviado. 1978.] é uma produção de texto [. a in di cação da(s) págin a(s) consultada(s) é opcional. tem-se u m caso de plágio. p. 47 . 319). (CASTRO. portanto) utilizando-se de pal av ras própri as. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. Todavia. A paráfrase é a forma de citação indireta que. ‘encomendado’.

Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subseqüentes da pesquisa. já qu e.. uma vez que tenha sido bem planejada. p. Esta forma de uso de citação é interessante. em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. DIONNE. Texto original: A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é freqüentemente considerada como a fase crucial da pesquisa. (LAVILLE. 1999). sem alterar o seu significado..48. deverá dese nv olve r um a l eit ur a si gn if icativ a (compreensiva/ interpretativa). (LAVILLE. É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores. pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. 1999. Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa. DIONNE. para qu e con siga sintetizar as idéias do texto original. DIONNE. . Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação. como uma espécie de piloto automático.85). Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. 1999). porém apresentando apenas as principais idéias do autor. pois pressupõe maior articulação de leitura por parte do autor do trabalho.

Patton é o autor da idéia original a que não se teve acesso. Obs.: no exemplo acima. p. Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa. 49 . p.31). e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada. GEWANDSZNAJDER.. Werner e Bower são os autores da idéia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada.]”. Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado.3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor. “Educar não é uma arte de introduzir idéias na cabeça das pessoas. Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI. Para explicar que o autor da idéia original é citado por um outro citado autor/obra que se está consultando. .123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitu i a prática da realização. usa-se o itálic o.” (WERNER. pode ser expressa como citação direta ou indireta. BOWER...2.173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [.: no exemplo acima. usa-se a expressão latina apud2 . deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK. Esta idéia.. 1987 apud GIL. Obs. por sua vez. p. 1997. mas de fazer brotar idéias. 2001.” 2 Por se tratar de palavra de outr a língua (latim).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1. A indicação da f onte de uma citação de citação pode ser apresentada na form a textual ou após a descrição da idéia. 1994.

por se tratar de obra rara ou. no entanto. 125). igualmente.50. é obrigatório indicar a alteração feita.. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final. citações longas demais. Em qualquer desses casos. então. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima). . somente disponível em língua que se desconhece. 125) aconselha: “[. 1. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo. dev e ser usada de modo bastante restrito. em que materiais irá se aprofundar.. [. ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida.” “Evite.45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a f orm ulação da qu estão principal da pesqu isa. também chamada de segunda mão. seja para destacar algum de seus termos ou expressões. em que terrenos irá concentrar seus esforços.. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original. Nesses casos. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [.3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação. cru ci al para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes. Beaud (1997. usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações.] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação. triagens..]” (BEAUD. p. A citação de citação. tomando notas. 1997. b) Em citação com supressão de parte intermediária.. é admissível o uso da citação da citação. p. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa. como qualquer outro material..] é preciso fazer escolhas. só vale pelo lugar que ocupa.. p. No entanto..

O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente.68. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo..” (GOLDENBERG. grifo nosso). p. d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período. 1997. de ou que faça parte da experiência profissional do estudante..” (MARTINS. quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor.21. 1997. 51 . mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante. p. “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional. p. 2000.” (GOLDENBERG. ou então. torna o trabalho experiência profissional de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente. LINTZ. negrito ou itálico) de termos ou expressões. grifo dos autores). os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa. 70). deve-se indicar a autoria do mesmo: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante.

1. Explanatory. instrumental .quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador. explanatório e descritivo. p.1). deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses. (TELLIS.. coletivo –quando um grupo de casos é estudado. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. Collective – when a group of cases is studied.52. Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer. 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho. Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso.. . apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1. 1997. Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório.4 Normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal. and Descriptive. 1997. p.1. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época. em 25 de julho de 2002. em palestras e debates. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case. tradução nossa). (TELLIS.

Nesse sentido. isto é.5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a idéia do autor citado seja compartilhada. Quando não for este o caso. conforme a lista de referências.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor. em ordem alfabética. faz-se o acréscimo de letras minúsculas. deve-se confrontá-la com o original para ev itar erros ou omi ssões. YIN. 2001) (BUNGE. 1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. 1999.1988). (MARCONI. 1999. LAKATOS. p. bem como averiguável por todos.126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”. 2000. assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes. que se concorde com ela. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO. 2001. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. 1976. 1974. Umberto Eco (1988. . 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. SEVERINO. 53 .. a referência deve ser exata e precisa. após apresentar a citação. 2001) 1. RICHARDSON. Por isso. após a data e sem espacejamento. D ev e-se respeitar even tual erro do autor cit ado.. em ordem alfabética. como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO. 1972. mencionados simultaneamente. publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis. publicados em um mesmo ano. esses são separados por ponto-e-vírgula. assim como as citações devem ser fiéis ao texto.

..54..

‘O autor do trabalho descreve. diz: O resumo deve constituir-se num texto re digido de forma cursiva.. com o uma das condições exigíveis. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo. fórmulas. valores numéricos e conclusões..’ são supérfluas (FRANÇA. an tecedidas da expre ssão Palavras.para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras. 2000.] é a apresentação concisa e seletiva de um texto. técnicas de abordage m. . 69). Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão.. As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resu mo. p. 69).para t rabal hos acadêm icos (t eses. (FRA NÇA . dissertações. As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto.. essa norma define: . Quanto à redação e estilo de resumos. 55 ..” Estabelece ainda que seja “composto de uma seqüência corrente de frases concisas. Limita-se a um parágrafo. p..’. equações e diagramas devem ser evitados. expressões como: ‘O presente trabalho trata de. .. dissertações e outros) e relatórios técnicocientíficos: de 150 a 500 palavras. Ex . o método. comentários. concisa e objetiva. . seus resultados e conclusões mais importantes. Resumo.ch ave.: Palavras. Leitura. descobertas. devendo incluir palavras represe ntativas do assunto. críticas e julgamento pessoal do autor. respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas . afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”. Também não cabem num resumo citações. [. seu valor e originalidade. 2000. a NBR 6028:2003 estabelece.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. O uso de abreviaturas. dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos. os resultados e as conclusões do documento. p. 69-70).chave : Narrativa. projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo. símbolos. Quanto ao estilo da redação e conteúdo. Sobre a extensão do resumo. que o “resumo deve ressaltar o objetivo.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras. como: objetivos .. de acordo com França (2000. Produção textual.

Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L. Zusa mmen fa ssun g (alem ão). Em trabalhos acadêmicos (teses. 34-59. resumo em pelo menos uma outra língu a. R ia ssunt o (italiano). R. Palabras clave (espanhol). Globalizaç ão: em direç ão a um mundo só? n. 1999.3 O processo de globalização. também. Estudos Est udos E studos Av ançados A vançados. 2.4 . conforme o caso. deve ser apreendido.. 4 RATTNER. de acordo com a NBR 14724:2005. dez. TC Cs e TGIs de cu rsos de graduação.S. dissertações..56. Educação e Sociedade Sociedade. As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês). v. O resumo em língua estrangeira é digitado em folha separada (NBR 14724:2005). o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais.V A s artes e .20. n. Rés umé (fran cê s). 65-76 . Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. embora conduzido pela economia. Sch lüsselwörter (al emão). histórico-culturais e espaciaisecológicas.25. além do resumo na língua do público a que este se destina. Em artigos científicos. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. set. os resumos (acom pan hados das palavras-ch ave) na língua original e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais.O. v. o desenvolvimento cultural do ser humano.1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos. de acordo com a NBR 6022:2003. os seguintes cabeçalhos: Abst rac t ou S umm ary (inglê s). Motsclés (francês). enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto. A maioria dos periódicos acadêm icocientíficos exige. p. em suas dimensões políticas. Parole c hia vi (italiano). 3 JAPIASSU.69. Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global. Usam-se. Dentre este cenário de tendências contraditórias. H. aperfeiçoamento e/ou especialização). p. Res ume n (espan h ol ). Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos./dez.9. 19 95.

1 Localização das referências Os si stem as m ais ut ili zados par a apresentação das referências são o alfabético (or dem al fabét ica de en trada.se a ordem numérica crescente para apresentação das listas. enciclopédias. antecedendo apêndices e anexos. j ornais. Nestas situações. 3.) e op. da ABNT.. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas.. ao fim de cada capítulo. os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes. são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS As referências de um trabalho acadêmicocien tífico consistem na list agem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto. art igos de publi cações cien tí fi cas ou especiali zadas (peri ódi cos). Independentement e do tipo de fon te ou autoria mencionada no trabalho. semin ár ios. publicações periódicas on line) ou eventos técnico. as listas são apresentadas em ordem alfabética única. também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto). A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas. No primeiro caso. consistem em obras como livros. capítulo ou artigo. segu e.cit. ao fim do artigo. homepage. dissertações ou monograf ias. dentre outros. manuais. desta forma. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto. No sistema numérico. teses. cd-rom. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem.científicos como con gr essos. as referências são apresentadas antecedendo tais textos. jorn adas. que também podem estar localizadas ao final do texto. As notas de rodapé ficam. ibid. etc. . é obrigatória a sua identificação na lista das referências. 57 .. documentos oficiais. Vale destacar qu e a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página. dicionário. e-mail. as referências podem aparecer: em listas após o texto. relatórios técnicos e legislação. Além disso. conforme a natureza do trabalho. Já em resumos e resenhas. ibidem (ou id.

.. já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos). é usado para separar os autores (FLEURY.).o hífen é utilizado entre páginas (p. t ambém deve ser un if orme em todas as ref erê ncias.2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a seqüência dos elementos do documento a ser referenciado. L. R. antes Pesquisa da editora (São Paulo: Atlas). n.10-15) e entre datas de fascículos seqüenciais (19981999). Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade. Humberto). p... Quan to à pontu ação. de forma abreviada (Coord. Ao negrito ser definido um tipo de destaque.usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR.os dois pontos são usados antes do subtítulo.a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO..). Por exemplo: ao optar pel a uti lização abre viada do prenome do autor. FISCHER..)). v.). -o ponto-e-vírgula. digitadas em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simpl es (NBR 14724:2005). . Rio de Janeiro.). M.). teses e di ssert ações (Mestrado em Educação). após a editora. . Comp.. porém são conhecidos [1991]. Alfredo (Org. João. grau nas monografias de conclusão de curso e especial ização. respeitando-se os seguintes padrões: . Org. . seguido de espaço. As referências são alinhadas à margem esquerda do texto. 3.. O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito).3. entre o número do ano/volume e o número do periódico. isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista. e no final da referência.58. que caract eriza fu nção na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI. para o título. após o número do periódico e após as págin as da r evist a/periódico (Política e Administração. . edição (7. set. . este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento. M.o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referen ciada. quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas).os parênteses são usados para indicar série. após a cidade onde o periódico é publicado. e depois do termo In:. Em caso de referência de periódicos. conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002).2. usa-se vírgula: após o título da revista/periódico.as reticên cias são usadas para in dicar supressão de parte de títulos (Anais. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios. pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título. T. .15-21. ed. 1997). após o título.

quando há mais de três autores mencionase apenas o primeiro autor. Editor.) em coletâneas de vários autores.quando há dois ou três autores. 1986.. etc. é facultado indicar todos os autores. Petrópolis: Vozes. M. separados por ponto-e-vírgula. .. . se for o caso). Perspectivas e dilemas da educação popular Rio de Janeiro: educação popular. L. Sueli.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. PAIVA. do tipo de participação. 1989. acrescentandose a expressão latina et al. T. Graal. Cultura e poder nas organizações São Paulo: poder organizações. Atlas. Félix. Paulo et al. GUATTARI. a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis. Micropolíticas : cartografias do desejo. FREIRE.). 1986. FLEURY. (Coord. Em caso de projetos de pesquisa.quando houv er indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador. 59 . R.1 Regras quanto à autoria . 1986. São Paulo: Brasiliense.3 Regras gerais para elaboração de referências 3. Vivendo e aprendendo. Coordenador. ed. seguido da abreviação.3. 10. no singular. (e outros). . de indicação de produção científica em curriculum vitae ou e m r elatór ios para órgãos de financiamento. FISCHER. Vanilda (Org.. 2.). M. seguido de espaço. ed. mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra. ROLNIK. entre parênteses.

. Secretaria da Saúde. b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. etc. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES. Carlos.. . Curitiba..quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita. instituições). em pr esas. SANTA CATARINA. 1993. 212-213. Gabriel. Brasília: SEF 1997. Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná. Relatório de atividades.quando os aut ores tê m sobr enom es compostos. . 1931. O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. este deve constar na referência. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. 1979. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO. In: SILVA. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. Lenilson Naveira. associações.. Caio. . 1990. esta deve ser indicada como autor. Ilse. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro. Gerência da vida: reflexões filosóficas. Anais.. . como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN. Anais. Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª dos livros séries. d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. Quando a entidade tem uma denominação genérica. Tristão de. a entrada é feita pelo título. ATHAYDE. elatório 2001. em letras maiúsculas.60. PROCURA-SE um amigo.quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. ed. 1979. estes devem ser escritos na ordem em que aparecem. editoriais.. Rio de Janeiro: Schmidt.. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Florianópolis. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. congressos.). desde que seja a forma adotada pelo autor. . 3..em caso de pu blicação assinada por e nt idade (órgãos gov ern am en tais. 10. 3 v. Rio de Janeiro: Record. p. Debates pedagógicos. .

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . Turismo e espaço : rumo a um conhecimento interdisciplinar.. RODRIGUES. ______. apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico).2 Regras quanto ao título e subtítulo . 1989. substitui-se o nome do autor das referências subseqüen tes por u m t raço su bli near equivalente a seis espaços. Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital.quando se referenciam várias obras do mesmo au tor em uma mesma página. 1989.quando não existir título. Salvador. modernidade e globalização . . SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO. 1997a. Turismo. 2002. I. Brasília: Ministério da Educação. deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento. 2.. [Trabalhos apresentados]. São Paulo: Hucitec. seguido de ponto. CHIAVENATO.3. separados por dois pontos. 1997a. 61 . . acrescentam-se letras minúsculas ao ano. entre colchetes. . na seqüência alfabética ascendente. RODRIGUES. 1997b. Adyr Balastreri. Em caso do uso do subtítulo.. São Paulo: Saraiva. RODRIGUES.o título e subtítulo (se for usado) devem ser apre sent ados tal com o f iguram no documento.em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano. sem chegar aos dois pontos. São Paulo: Hucitec. 1997b 3.

Obs. São Paulo: EDUSP. e ampl. . desde que sejam dispensáveis para a identificação. os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada. ed. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque.) . I. . São Paulo: Cortez. Belo Horizonte: [s.3. P Objetivo competência: por uma nova lógica.3 Regras quanto à edição e editora . Carlos A. abreviando-se os números ordinais e a palavra edição. (Coord.. . 2001.a partir da segunda edição. 2001. ALFONSO-GOLDFARB. 3. 2000. indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades).se as design ações da n at u reza j ur ídica ou comercial.: (No livro: Editora Atlas S. ZARIFIAN. Metodologia do trabalho científico. indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s.]. YIN.História da ciência: o mapa do conhecimento.A. .. Antonio Joaquim. 1995.n. ed.em caso de haver duas editoras. esta deve ser identificada na referência. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura.n. Robert K. Porto Alegre: Bookman. MAIA. SEVERINO.). ambos na língu a do document o.].quando não se tem o nome da editora. São Paulo: Atlas. abreviando-se os pre nom es e su prim in do. Estudo de caso : planejamento e métodos. Ana Maria. rev. 1974. Das mulheres e das flores. VALENCIA. Já se forem três ou mais. Em caso de informações complementares à edição.62.o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento. 2. 21.

[S. MG. Obs.quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento. C. Sylvio. . Viçosa. dentre outros. [São Paulo]: SDF Editores. RJ . São Paulo: McGraw-Hill do Brasil.: s. 1981.l. .quando houver mais de um local para uma só editora. deve-se utilizar a expressão sine loco. [S.: No documento de que trata a referência acima. de M.n. entre colchetes. utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine. LAZZARINI NETO. 1994. deve ser indicada entre colchetes. AL. 1930. BELTRÃO III. mas pode ser identificada. .]: Ex Libris.4 Regras quanto ao local .o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento.. Discursos do pregador. Cria e recria. OS GRANDES clássicos das poesias líricas.l.].3. abreviadas. Viçosa. Em caso de haver cidades com o mesmo nome.l. acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid. indica-se o primeiro ou o mais destacado. CASTRO. A prática da pesquisa. J.. 1977. abreviada e entre colchetes [S.quando o local é desconhecido.quando a cidade não aparece no documento. 63 . Viçosa.].UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. .

impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico. no lugar dos meses. 2001. distribuição. Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada. estes devem aparecer de forma abreviada. semestres ou estações do ano. divisões por bimestres. as expressões: Não paginado. 3. 3.1995.. maio/dez. 2. sem.3. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca. 1995.quando em indicações de meses. entre colchetes.. bim. seja ela de publicação. após o ponto final. 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] . ao final da referência devem ser indicadas. 3.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e.quando a publicação indicar. por isso. primavera 2000. registra-se uma data aproximada. trimestre e semestres abreviados.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular. sempre deve ser indicada./Sept. Autumm 1970.6 Regra quanto à paginação . mar.3. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres. 2002. (publicação com paginação irregular) . . Aug. 1996.64. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta. no idioma original da publicação. trimestres. (publicação sem número de páginas) Paginação irregular. as estações do ano tal como figuram na publicação.

2000.1.1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor. Livros GRAMSCI. manuais. política Estado moderno. dicionário.4. quando necessário e de acordo com o docu me nto a ser referenciado. RODRIGUES. Assim. Metodologia científica 3. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. Eva Maria. ano de publicação. Local (nome da cidade): Editora. dissertações. B. Caso seja indicado. 5 Para fins de elaboração de referências. ao final da referência). c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. ao final da referência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. a não ser em casos de nomes próprios). a política e o Estado moderno Tradutor: Maquiavel. São Paulo: Atlas.1 Monografias 3. enciclopédias. interdisciplinar. Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência. Maquiavel. i nf ormações descr iti vas sobre o docu men to (por exemplo: a) em caso de jornal. trabalhos acadêmicos (teses. científica ed. como livros. abreviado(s) ou não). São Paulo: Hucitec. científica. poden do variar conf orme o ti po de documento. 1997. Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula. Antônio. a NBR 6023: 2002 da A BN T define . A. são acrescentados elementos complementares para melhor identificá-lo. Luiz Mário Gazzaneo. b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada. monografias).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. etc. indicação de coedit ores. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico.. MARCONI. monografia como o doc umento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam. LAKATOS.4 Modelos de elaboração de referências 3.. IS BN. menção à edição exclusiva para assinante.. . catálogo. Número da edição (a partir da segunda edição. 1988. Marina de A.4. 65 . tr adu tore s. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento . se houver). b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da A BNT são: n úm ero de págin as do docu men to.

Prenome e outros Sobrenomes (se houver. ano da defesa. Título : subtítulo. Bíblia BÍBLIA. NBR 6023 : informação e documentação: referências: elaboração.] (o grau) – vinculação acadêmica. etc. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. 1980. 1986. Bíblia Sagrada . Edição Ecumênica.. 5 v.. local. abreviados ou não). 2002.66. Número de folhas ou volumes. . Rio de Janeiro: Delta. dissertação. V. 3. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica. 30 v. Caldas. Belo Horizonte. Ano de apresentação. RODRIGUES. Dicionário AULETE. 1989. Rio de Janeiro. Universidade Federal de Minas Gerais. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo. Português. Qualidade de vida no trabalho . 1980. 180 f. ed. 1989.Faculdade de Ciências Econômicas. Instituição. Normas Técnicas ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. trabalho de conclusão de curso. Tipo de documento [tese. M. Dissertação (Mestrado em Administração) . Chicago: Encyclopaedia Britannica. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa.

Acesso em: 19 maio 1998. A. ano. 1990. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula.Escola Politécnica. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares.C. N BR 6023:2002). Título da obra: subtítulo (se for o caso). cd-rom. 1990. Prenome do autor da obra como um todo. Local: Editora.4.estado. Enciclopédia e dicionário digital 98. . In: SOBRENOME. online.2 Monografias no todo em meio eletrônico São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. São Paulo. São Paulo.1.html>.1. Edição (a partir da segunda. volumes. precedida da expressão Acesso em:. 3.4. 105 f. MORGADO. Tese (Livre Docência) . 1990. Obs. 1998. 51 f. (Ed). sem negrito ou itálico). Documentos em CD-ROM KOOGAN. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais . Manual de redação e estilo . 1997. se houver). Reimplante dentário . segue-se as normas dos document os monográf icos n o t odo. Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. seguidos de ponto. M.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS. excetuando-se nome próprio. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia. São Paulo. 5 CD-ROM. 67 . Universidade de São Paulo. O padrão da referência é: SOBRENOME. capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada.L. 3.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra. (ABNT .. Para referenciá-las. A. 6 Não se recomenda referenciar material eletr ônico de curta dur aç ão nas redes. precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento.. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. O ESTADO DE SÃO PAULO. G.. Universidade Camilo Castelo Branco. HOUASSIS.com.L. Disponível em: <http://www1. acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico. Documentos online 6 Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >.br/redac/manual. 1990.3 Partes de monografia Inclui as referências de capítulos. etc. São Paulo: Delta: Estadão.

BOUTHOUL.4. (Org. G... 7. Curitiba. Gilles.1. p. etc.14-16. Sociologia da administração . Coesão organizacional e ilusão coletiva. seções. N as coletâneas.). Parte de uma obra MOSCA. Rio de Janeiro: FGV. Da m esm a f orma que nas ref erê ncias de m onograf ias (completas ou partes). p.1990..68. fascículo ou número de revistas. In: TOLEDO. bem como matérias apresentadas em u m n úmero.. MACEDO.).com. Editor. 103-115. Eva Maria. 7 Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra. reportagens. Disponível em: <http://www. 122-143. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. FREITAS. São Paulo: Atlas. Artigo de coletânea7 AMADO. 5. ed. Fernando C. número de jornal ou caderno de jornal completo. 1987. Capítulo de livro LAKATOS. as pu blicaçõe s pe riódicas tam bé m são referenciadas segu ndo as caract erísticas específicas de cada tipo. 3.se as n ormas an ter iores para ref ere nciar part es de mon ogr af ias.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas. p.4. etc. A. matérias jornalísticas. História das doutrinas políticas. Acesso em: 25 jul. editoriais. In: ______. Prestes. Vida psíquica e organização. G.). In: MOTTA. B. SOUZA. Viagem astral aos domingos.refletindo. 1997. Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial. 3. . cap. S. 2000. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas. In: ______. geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador. Rio de Janeiro: Guanabara. 1988. Os primeiros agregados humanos.4 Parte de monografia em meio eletrônico Segue m.).br/ livrosonline/leitura_32>. Organizador. Maria Ester de (Org. Reflexões para o silêncio.

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3.4.2.1 Publicação periódica como um todo

Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas, editoras ou livreiros. O padrão de referência é:
TITULO DO PERIÓDICO. Local de publicação (cidade): Editora, datas de início e encerramento da publicação, quando houver.

TRANSINFORMAÇÃO. Campinas: PUCCAMP 1989-1997. ,

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 1972-

Obs.: quando a publicação está em vigor, apresenta-se o ano de início, acrescido de hífen e sem ponto final.

3.4.2.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume, fascículo, números especiais e suplementos, sem título próprio. A referência padrão é:

TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Local: Editora, numeração do ano e/ou volume, numeração do fascículo, informações de períodos, datas de publicação.

VEJA. São Paulo: Abril, v.31, n.1, 15 jan. 1998.

... 69

70...

3.4.2.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos, volumes, números especiais e suplementos (com título próprio); além dos artigos, editoriais, comunicações, entrevistas, resenhas, reportagens e outros.

SOBRENOME, Prenome do Autor. Título da parte, artigo ou matéria. Título da Publicação , Local, numeração correspondente ao volume e/ou ano, fascículo ou número (conforme o caso), página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria), data ou intervalo de publicação.

Obs.: se necessário, podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento.

GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar. Exame, São Paulo, set. 2002. Edição especial. NUNES, Clarice. História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. Teoria
& Educação , Porto Alegre, n.6, p.151-182, 1992.

LEAL, Elisabeth J. M. Pesquisa e produção escrita. Turismo: visão e ação, Itajaí, v. 4, n.8, p.99109, abr./set. 2001. GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança pública. Política e Administração, Rio de Janeiro, v.3, n.2, p.15-21, set. 1997.

3.4.2.4 Artigo e/ou matéria de revista, boletim, dentre outros, em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas, conforme os tópicos anteriores, acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico.

MALOFF Joel. A internet e o valor da “internetização”. Ciência da Informação , Brasília, v. , 26, n. 3, 1997. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/>. Acesso em: 18 maio 1998. VIEIRA, Cássio Leite; LOPES, Marcelo. A queda do cometa. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n.2, inverno 1994. 1 CD-ROM.

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3.4.2.5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais, entrevistas, comunicações, reportagens, resenhas e outros. A referência padrão é:

SOBRENOME, Prenome do Autor (se houver). Título da matéria. Título do Jornal, Local de publicação, data de publicação. Seção, caderno ou parte do jornal, página da matéria.

Obs.: quando não houver caderno, seção ou parte, a página da matéria ou do artigo precede a data.

BEVILACQUA, Viviane. A fome dói, diz José, um brasileiro. Diário Catarinense , Florianópolis, 3 nov. 2002. Página Quatro, p.4. LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999.

3.4.2.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior, acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico.

HISTÓRIA, razão e fé. Folha de S. Paulo Online , São Paulo, 3 nov. 2002. Folha Opinião. Disponível em: <http://www.uol.com.br/fsp/opiniao/inde03112002.htm>. Acesso em: 3 nov. 2002.

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2000.ufpe. local (cidade) de realização. do documento (anais.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo.1 Eventos como um todo Constitui u m tipo de pu blicação com o con ju nt o de docum en tos/t rabal hos apresentados ou reunidos em um evento. proceedings. .3 Publicações em eventos 3. Recife: UFPe. Recife. dentre outros. 2. como atas. proceedings. O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO. 4.br/anais/anais. Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers. … 2000. CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe. 1997. 3. 1996. 1996. 3.) Local de publicação: editora.propesq..3.... 4. Anais eletrônicos. resultados. Recife: UFPe. Título. Anais.htm>. 1996.4. 1996. data da publicação. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations.. Disponível em: <http://www.3. CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe.. Florianópolis.. Acesso em: 21 jan. anais....72.. numeração (se houver). ano. etc.4. atas. Recife.4.

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3.4.3.3 Trabalho apresentado em evento té cn ico- ci ent íf icos. A re fer ênci a dev e apresentar os seguintes elementos e forma:

São os artigos, comunicações, projetos, dentre outros trabalhos apresentados em eventos

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver, abreviados ou não). Título do trabalho apresentado. In: NOME DO EVENTO, numeração do evento (se houver)., ano, local de realização do evento. Título... (Anais, Proceedings, Resumos, etc.) Local de publicação: Editora, data de publicação. página inicial-página final do trabalho referenciado.

RODRIGUES, M. V. Uma investigação na qualidade de vida no trabalho. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD, 13., 1989, Belo Horizonte. Anais… Belo Horizonte: ANPAD, 1989. p. … 455-468.

3.4.3.4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico

Segue a norma de referência indicada no item anterior, acrescida das informações do meio eletrônico utilizado.

SILVA, R. N.; OLIVEIRA, R. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPe, 1996. Disponível em: <http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais/ educ/ce04..htm>. Acesso em: 21 jan. 1997. GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: Tec Treina, 1998. 1 CD-ROM.

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74...

3.4.4 Documentos jurídicos 3.4.4.1 Legislação Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição, emendas constitucionais, textos legais (leis ordinárias, medidas provisórias, decretos, resoluções do Senado Federal); normas de instituições públicas e privadas (resolu ções, portarias, ordem de serviço, comunicado, instrução normativa, circular, dentre outros). A referência é elaborada com base n a n orma padr ão, podendo ser acrescentados elementos complementares, caso sejam necessários.

JURISDIÇÃO (ou cabeçalho da entidade, caso tratar-se de normas). Título do documento. Especificação do documento (ex.: Diário Oficial, Código civil, Lex), Local (cidade), numeração (volume, número e páginas, conforme o caso), data.

Obs.: quando a referência for de Constituições e suas emendas, entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição, seguida do ano de promulgação, entre parênteses.
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995. Lex: legislação federal e marginália, São Paulo, v.59, p.1966, out./dez. 1995.

SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p.217-220, 1998.

BRASIL. Decreto-lei nº5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação das leis do trabalho. Lex: coletânea de legislação: edição federal, São Paulo, v. 7, 1943. Suplemento.

BRASIL. Código civil. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995.

3.4.4.2 Jurisprudência

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. In: ______. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p.16.

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BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Hábeas-corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do , STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar.1998.

3.4.4.3 Doutrina Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias, artigos de periódicos, papers, etc. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação.
BARROS, Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, v. 19, n. 139, p. 53-72, ago. 1995.

3.4.4.4 Documento jurídico em meio eletrônico Para este tipo de documento, o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores), acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado.
BRASIL. Regulamento dos benefícios da previdência social. In: Sislex: Sistema de Legislação, Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. [S.l.]: DATAPREV 1999. 1 CD-ROM. ,

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. Não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão de idade, inscrição em concurso para cargo público. Disponível em: <http:// www.truenetm.com.br/jurisnet/sumusSTF .html>. Acesso em: 29 nov.1998.

3.4.5 Patente
ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor. Título. Número da patente, datas do período de registro.

EMBRAPA. Unidade de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos, SP). Paulo Estevão Cruvinel. Medidor digital multissensor de temperatura para solos. BR n. PI 8903105-9, 26 jun. 1989, 30 maio 1995.

... 75

1 Documento cartográfico em meio eletrônico O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente. 13 jul. 1999.76.6. p. ATLAS Mirador Internacional. 3.jpg>. UNIVALI (instituição geradora). FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY. globo e fotografia aérea. Escala.. porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. São Paulo. 1 atlas.. Itajaí: UNIVALI.4. Obs. NBR 6023:2002. 17:45Z.4. 1999071318. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks. O padrão de referência é: AUTOR.000. 13 jul. 1981. Especificação do documento. 08 (número do satélite na série).11. IR04 (banda). Gainesville. 1994. 2002. 1 disquete. Escala 1:2. 3 ½ pol.flmnh.GIF (título do arquivo).edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil.000. 1 mapa. Escalas variam. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil. Regiões de governo do Estado de São Paulo. 3. SP). color. GOES-08: SE. 557 Kb (tamanho do arquivo). GIF. 1 atlas. 557 Kb. Disponível em: <http://www. 1999.: Nota sobre a referência/arquivo digital 8 : 1999071318. Escala 1:40. mapa. [2000?]. . Itajaí (local). Local: Editora. GOES (denominação do satélite). data de publicação. National Oceanic and Atmospheric Administration.ufl. Acesso em: 15 jan. IR04. Título. INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo. 1 imagem de satélite. 17:45Z (horário zulu).6 Documento cartográfico Abrange: atlas. 1999 (data da captação).000. SE (localização geográfica). 8 ABNT. ESTADOS UNIDOS.

cartazes. 1999. Título. 1980. Altura: 432 pixels. 1 disquete. 1982. 2000. caso seja necessário. Anne. 5 ¼ pol. BRITTO. 25 cm x 20 cm..7 Documento iconográfico Refere-se a gravuras. transparências. Geddes 135. desenho técnico.4. KOBAYASHI. [Sem título].1 Documento iconográfico em meio eletrônico GEDDES. Romero. 77 . 3. Quando não existir título para o documento. fotografias. color. Especificação do documento. color. pinturas. 1 gravura. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência. Doença dos xavantes.7. Formato JPEG. São Paulo: UMIBO.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. K. 51 Kb. 25 cm x 25 cm. 1 fotografia. diapositivo. 19 transparências. NOVAS descobertas para o terceiro milênio...4. Data. .. deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes. dentre outros. diafilme.jpg. Largura: 376 pixels. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é: AUTOR.

VELOSO. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. Circuladô vivo. Produtor (conforme as informações disponíveis). Local: Produtora. também deve ser seguido o seguinte padrão: COMPOSITOR (ou intérprete. .. SILVA. 3. Caetano. videocassetes. color. . 1998. 1 video sonoro. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. 1991]. Brasília: SENAI/DN. 2 cassetes sonoros. São Paulo: Polygram. Rio de Janeiro: Riofilme. 1 bobina cinematográfica (106 min). 35 mm.. 1992. dentre outros. São Paulo: SENAI-SP. Local: Gravadora (ou equivalente). PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos.4. CDs (compact disc). DVD. 2001. 1 CD. Entrevistadores: V Tremel e M.8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes. son. Direção: Walter Salles Júnior. 1991. data e especificação do suporte em unidades físicas. Especificação do documento. fitas cassete.9 Documento sonoro Compreende discos.4. 3. CENTRAL do Brasil. Departamento Nacional. Título. data. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Deve-se seguir o seguinte padrão: TÍTULO. etc. Diretor.. entrevistado. conforme o caso). Garcia. Luiz Inácio Lula da. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas.78..

10 Documento tridimensional Abrange as esculturas.4. 18-]. e meio eletrônico. [China: Companhia das Índias. desaparecem rapidamen te. p. animais empalhados. maquetes.4. objetos e suas representações (fósseis. O padrão para referência é: Mensagens trocadas por email têm caráter informal. 1995. esqueletos. não sendo recomendável seu uso como UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. NBR 6023:2002. 1918. Versão (se houver).” (ABNT. 1 escultura variável. Título (caso não exista. Especificação do objeto. objetos de museu. 13). Escultura para viajar. . programas de computador. [S.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. assunto em discussão. etc. Descrição física do in terpes soal e efêmero. Curitiba. DUCHAMP. 1998. A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão: AUTOR (criador artístico do objeto. Data. Normas. quando identificado). 1 bule. Biblioteca Central. dentre outros). atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes).]: Microsoft Corporation. mensagens eletrônicas. listas de discussão. Version 4. As mensagens de correio e le trônico “devem ser 9 referen ciadas meio eletrônico s omen te quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o Abrange os documentos do tipo base de dados. 9 3.11 Documento de acesso exclusivo em MICROSOFT Project for Windows 95. pesquisa.. Título (do serviço ou produto). 1 CD-ROM.1.doc. monumentos. 79 . AUTOR(es)se for o caso. 5 fonte científica ou técnica de disquetes.. arquivos em disco rígido. BULE de porcelana.l. Marcel.

14 Notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo. 1999. 1997. Tim. 1990. Os princípios da gestão moderna. M. se houver. Tubarão. (Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal). HINDLE.br/ acaro/sp/>.80. No prelo. E. Digitado. MARINS. Italvino. Bastos. Niterói.4. Como fazer apresentações. 1985. 1991. São Paulo: Brasiliense.ed.23.ed. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ ANDRÉ TOSELLO”. (Primeiros Passos. SC. 1984. 3. M. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. 3.. O que é sociologia? 7.br> em 11 nov. entre parênteses. podem ser acrescentados. São José dos Campos: Johnson & Johnson. sem destaque.13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações. MARTINS. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração. MARQUES.4. documentos mimeografados e digitados. Mensagem recebida por <simonegf@sj. 2. Bula de remédio. C. ÁCAROS no Estado de São Paulo. Carlos B. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência. J. 57). J. Apostila. Base de Dados Tropical. Acesso em: 30 maio 2002. São Paulo: Publifolha. Memorial [mensagem pessoal]. Disponível em: <http://www.univali.bdt. Responsável técnico Delosmar R.org. apostilas. . Massa calcificada da naso-faringe. 1978.. São Paulo.fat.12 Bula de remédio RESPRIN: comprimidos. LEAL. L. ao final da referência. 3. Radiologia Brasileira. RUBIROSA. n. 2002.4. textos não publicados.

resenhas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2005 da ABNT.TCC. no que couber. impresso da mesma forma que o do autor.Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. Suas orientações também se aplicam. a trabalhos de graduação intra e extra-classe. d) subtítulo.que abrange as folhas que constituem o trabalho (Apêndice A)..Capa (obrigatório): é a cobertura externa capa dura . A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos prétextuais. Deve conter. que def in e os pri ncípios gerais par a elaboração de teses. c) título. im presso longitu dinalmente. dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma. textuais e pós-textuais. 4. do alto ao pé da lombada. e) número de volumes (se houver mais de um. trabalhos de conclusão de curso de aperfei çoamen to e/ou especialização e outros. Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação. esses elementos podem ser adapt ados ou at é me smo desconsiderados. trabalhos de graduação interdisciplinares TGI. b) nome do autor. . papers e relatórios.2) . b) título do trabalho. 81 .. as seguint es informações: a) nome da instituição (opcional). c) identificação de números (volume. se houver. deve ser especificado o respectivo volume em cada capa). trabalhos de conclusão de cursos de graduação . uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria. onde devem ser impressos: a)n om e do au tor. tais como fichamentos. para elaboração de teses. dissertações. g) ano da entrega (4 dígitos). Por outro lado. f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado. seqü encialmen te. se for o caso: v.1 Elementos pré-textuais .

os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho.. .Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha). com a identificação do conteúdo que permita a indexação).82. devem ser apresentados.Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s). apresenta-se a ficha catalográfica. No verso da folha de rosto. trabalho de conclusão de curso. conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. b) título principal do trabalho (claro. nome da instituição a que é submetido. Aparecem em folha separada. se houver mais de um. d) número de volumes. com as respectivas correções. etc. f) nom e. dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização. a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha. ti tu lação e assin at ur a dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). preciso. área de concentração. e) nota contendo a natureza do trabalho (tese.) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina. . b) título do trabalho e subtítulo (se houver). dissertação.Folh a de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as segu intes informações. centralizadas na página (Apêndice C): a) nome do autor trabalho. d) área de concentração. etc. .Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se .. em seqüência. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver). . g) local (cidade) da instituição. c) subtítulo (se houver. como as teses.Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. e) data de aprovação. . parte inferior da página.). objetivo e nome da instituição a que é submetido. Essa f ich a de ver á ser con feccion ada por profissional bibliotecário. h) ano de entrega (4 dígitos).A data de aprovação e as assinat ur as são colocadas após a apr ov ação do trabalho. obtenção de determinado grau. após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário. e m caso de t rabalh os qu e dev am ser depositados em biblioteca. c) texto contendo a natureza.

desen hos.ordenadas segun do determ inado cri tério.3 da Parte II deste documento). Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice. . com o respectivo significado. também denominadas seções primárias).ver seção 5. Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado. se houver. Consiste na transcrição de uma frase." (NBR 6027:2003.. ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar. com respectivos nomes e números de página. na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto. Epígrafes tam bém podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos). da Parte I deste documento. .Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros. que é uma lista "de palavras ou frases. Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D). mapas. etc. . seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho).4. Apesar de ser escrita por outra pessoa. na ordem em que se apresentam no texto. d) os indicativos das seções que compõem o sumário.Su mári o (obrigatór io): é a re lação enumerada das divisões. da Parte II deste documento). na ordem em que aparecem. pensamento. esque mas. escrit o por ext enso.Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas.Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada u m dos t ipos (abreviatura ou sigla). fora de parênteses. c) os elementos pré-t extu ais não devem aparecer no sumário. b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto.Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma seqüência de f rases objetivas e seguidas de palavras-chave. Sua elaboração é detalhada no t ópico 2 (R esu mos de trabalhos acadêm icocientíficos). . devem ser alinhados à esquerda. or ganogram as. com respectivos nomes e números de página.Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. p. fluxogramas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . abaixo do texto. qu e localiza e re mete para as in form açõe s con ti das n o tex to. por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho. 83 .. . não deve vir entre aspas.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 .Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas con ti das n o t ext o.) na ordem em que aparecem no texto.Epí grafe (opcional): aparece após os agradecimentos. Se necessário. (Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais . . gráficos. . 2). recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração. A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto. . segui das do seu signi ficado (expre ssõe s ou palavras correspon dentes).

Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho. está localizado. resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa. com uma definição clara. me todologia. área de conhecimento ou metodologia adotada.se com base no ti po e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico. há distintos modos de organizar o texto. . assim como os prétextuais. Se o trabalho compreender mais de um volume. concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado. f) para a paginação pode-se utilizar o número da pr imei ra página (ex. Em caso de relatórios de pesquisa científica. 4. e)os títu los e su btítulos (se h ouver). con st itu em. apenas que esta é a seqü ência usual de qualquer t exto acadêmico. que seguem os indicativos das seções. são ali nh ados pela m ar ge m do tí tu lo correspondente ao indicativo mais extenso. . f inalizan do com uma conclusão. os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (r evi são bibl iogr áf ica). à qual se segu e o desen volvim ento. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes.Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. No en tant o. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa.. Da mesma forma que na introdu ção. Nela são descritos os conceitos. contextualiza-o. os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões. apresentação. de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. separados por hífen (ex. destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem. de u m modo geral . Conf orme o tipo de trabalh o. o tex to acadêm ico-cien tífico se inicia com uma in trodu ção.: 32). portanto. Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento. n a(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. . análise e interpretação dos resultados. O sumário é o último dos elementos prét extu ais. ou os n úme ros das págin as ini cial e f inal. Isso não significa dizer que essas part es sejam n ecessariame nt e assi m intituladas ou subdivididas. ou seja..2 Elementos textuais Os elementos textuais. além de aspectos metodológicos.84.: 32-49). excetuados os elementos obrigatórios. fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização). t eorias e principais idéias sobre o tema focalizado.

3 Elementos pós-textuais . complementar ao seu trabalho.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. da Parte II deste documento. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas.Conclusão Como parte final do texto. As orientações para sua elaboração. . Pode também indicar questões dignas de novos estudos.. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido. segun do a NBR 6023:2002 da ABNT.: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). comprova ou ilustra o seu conteúdo. .Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo au tor do trabalho. encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Ref erências de Tr abal hos Acadêm icoCientíficos. 85 . .Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. dentre outros). que complementa. consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado. com a indicação de sua localização no texto. A con clu são deve apresent ar dedu ções lógicas correspon dent es aos propósitos prev iamen te estabelecidos do t rabalho. Nos trabalhos acadêmi co-cien t ífi cos a li stagem de referê ncias deve ide ntif icar as f ontes/ documentos mencionados (referidos) no texto. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas.: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista). 4. utilizados no trabalho. extraídos de um documento. .Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de element os descrit ivos. assuntos. nomes geográficos. além de sugestões para outros trabalhos.. seguidos de suas respectivas definições.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . .Glossár io (opci onal): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específ icos de uma determ inada área. possibilitando sua identificação individual.

..86..

Também os títulos das subseções são separados do texto que os precede e que os sucede por dois espaços de 1.1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco. as informações sobre o trabalho. recomendam-se Times New Roman ou Arial. 5. objetivo. As ref erên cias apresent adas ao final do trabalho devem ser separadas entre si por dois espaço simples. pagin ação e legen das de ilustrações e tabelas..2 Margens e espacejamento As páginas devem ser configuradas nas seguintes dimensões: margens esquerda e superior: 3 cm. em cuj o verso é im pr essa a f ich a catalográfica. nome da instituição a que é submetido e área de concentração) que devem ser digitadas em espaço simples.4 (21 cm x 29.7 cm ). notas de rodapé. legendas de ilu strações e de t abelas. . com form at o A.. referências. notas de rodapé. Quanto ao tipo da fonte. Para digitação recomenda-se a utilização de font e tamanho 12 para t odo o text o e tamanho menor (11 ou 10) e uniforme para citações longas (mais de três linhas). Na folha de rosto. como prescreve a NBR 14724:2005 da ABNT. no caso de dissertações e teses.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS ACADÊMICOCIENTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor. margens direita e inferior: 2 cm. 87 . Entretanto. f icha catalogr áf ica e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto (indicando a natureza do trabalho. Já na folha de aprovação. O texto é digitado no anverso da folha (frente). O texto deve ser digitado com espaço 1.5. data de aprovação e identificação da ban ca exami nador a deve m ser centralizadas (Apêndice C).5.5 entre linhas. algumas normas gerais devem ser seguidas. Os títulos das seções devem começar na parte superior da folha e ser separados do texto que os sucede por dois espaços de 1. 5. com exceção das citações longas (com mais de três linhas). a nota de identificação do trabalho deve ser alinhada do meio da página para a margem direita (Apêndice B). com exceção da folha de rosto. sem brilho. digitados n a cor preta (excetuando-se as ilustrações).

2 3 3. etc. Exemplo: Seção primária Seção secundária 1 2 1.1.4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento. seguido do número que lhe f or atribu ído na seqüência do assunto e separado por ponto. a qual. A nu meração é colocada a partir da primeira folha da parte textual.1 3. em algarismos arábicos. alinhado à margem esquerda." (NBR 6024:2003). Seção terciária 1. contendo a exposição ordenada do assunto. A principal di vi são do te xto de u m docum ent o é denominada seção primária.3 Paginação Todas as folhas do trabalho são contadas seqüencialmente. suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal.2.1.1.1 "O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence. Esse indicativo numérico.1. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções. pre cede o títu lo da seção.1 2. quaternária.3 Seção quaternária 1..1 2.1.2. Empregam -se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto. 5.1 2. 5. por sua vez.1. a partir da folha de rosto. a 2 cm da borda superior.88. no canto superior direito da folha.2 2.2 . pode se dividir em seção secundária. Havendo apêndice(s) e anexo(s).1.1 2..1.1 2. embora as páginas preliminares (pré-texto) não sejam n umeradas.1 2. terciária.1. sendo de le separado por um espaço.1.

5.6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos. glossário. hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título. Muitos autores. anexo(s) e índices não recebem in di cat iv os n um éri cos e dev em ser centralizados (NBR 14724:2005). caixa alta ou versal. dele separado por um espaço. deve ser mantida em todo o trabalho. fluxogramas..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto. estas devem começar com um hífen. A identificação de ilustrações deve aparecer na parte in ferior. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito..1 Os títulos de errata. agradecimentos. gráficos.. or gan ogram as.. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula.. o espaçamento duplo entre os parágrafos. terminam em ponto-e-vírgula. b) as letras indicativas das alín eas são re en tradas em r elação à margem esquerda. mapas. na seção 3 relatou-se.. se inicia em ou tra li nh a. com exceção da última. sumário. porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação. listas. fotos. adotando-se.1. 89 . apêndice(s)... usam-se alíneas. ... e redondo. nesse caso. referências. qu adros.. no in te rior de um a seção. Hav endo ne cessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. se m que h aj a necessidade de intitulá-los. porém. esqu emas. exceto a última que termina em ponto. .. dentre outros. resumos. A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: . qu e obri gatoriamen te corresponde ao título da seção. ressalta-se que este recurso deve ser usado para grafar palavras estrangeiras. d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha. pois do contrário não contribuirão para a análise. Atenção! Em relação ao itálico. em 2. O texto. No entanto. Os tí tu los das se ções são destacados gradativamente.2. precedida da palavra designativa seguida de seu número de ordem . preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas. itálico ou grifo.5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida. As alíneas.. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço. as dem ais linh as da subalínea i niciam igualmente abaixo da primeira letra.27 cm). Dispõem-se as alíneas na seqüência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente. ver 1.. O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. 5. qualquer que seja a forma adotada.

As ilustrações devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho do texto a que se referem. 5. t ais indicações devem ser feitas sem abreviações. c) ocupar. por extenso. . do respectivo título e/ou legenda explicativa. pode se r apresentada em duas partes. o rodapé. A indicação da(s) fonte(s) das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem em seu rodapé.90. .se ultrapassar o tamanho da página em número de colunas e tiver poucas linhas. também é preciso seguir alguns critérios: . p. Quando não couber em uma folha. . três traços horizontais paralelos: o primeiro separa o topo.se t iv er poucas colu n as. deve: a) estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere. lado a lado. na mesma página. de forma clara e concisa. A t abe la não de ve t er t raços v ert icais delimitadores à direita e à esquerda. a tabela deve ser apresentada em duas ou mais partes (IBGE.cada página deve ter uma das seguintes indicações: continua para a primeira.7 Tabelas As tabelas servem para descrever dados e informações relevantes para o estudo ou ilustrar o conteúdo em desenvolvimento. As tabelas apresentam inf ormações tratadas estatisticamente e seguem as orientações da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .. preferencialm ent e. As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior (topo). com um traço vertical duplo separando as partes e repetindo-se o cabeçalho. uma única página. . no mínimo.IBGE (1993). . 28): . conclusão para a última e continuação para as demais. de ocor rência n o te xto e m algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1.o traço horizontal da moldura que separa o rodapé deve ser apresentado somente na página que contenha a última linha da tabela. qu an to à su a local ização e apresentação gráfica. após o fio de fechamento. . o segundo. uma abaixo da outra. breve e clara que dispense consulta ao texto.cada página deve ter colunas indicadoras e seus respectivos cabeçalhos. A moldura compreende. precedida da palavra Tabela e de seu número de ordem em algarismos arábicos. Figura 3.. e da fonte. o espaço do cabeçalho e o terceiro. b) ter moldu ra para est ru turar os dados nu méricos e termos necessários a sua compreensão. Quadro 5). pode ser apresentada em duas ou mais partes. Q uanto à disposição das in formações. sintetizadas a seguir. O título indica a natureza e as abrangências geográfica e te mporal dos dados n um éri cos.cada página deve ter o contéudo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte. 1993. A tabela.o con te údo do rodapé deve se r apresentado na página de conclusão. O cabeçalho da tabela indica o conteúdo das colunas com palavras ou notações claras e concisas. preferencialmente sem abreviações. repetindo-se o cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha.

no uso de maiúsculas e nos sinais gráficos utilizados.. ‘formulários preenchidos’.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a) não se deve deixar “casas” vazias em uma t abel a.. entrevistas ou observação). c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física. 91 . devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição. numeradas com algarismos arábicos entre parênteses.8 Equações e fórmulas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura e..quan do. utiliza-se como fonte o autor. para tant o exi stem sím bolos estabelecidos por convenção internacional: Símbolo Z . Significado correspondente b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos. subtração. podem ser u til izadas como f ont e as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’.se à margem esqu erda da primeira coluna. alinhados à direita. multiplicação e divisão. conforme o caso. Qu ando as equações ou f órmu las ultrapassarem uma linha por falta de espaço. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela. a partir de pesqui sa de campo (com o uso de questionários. ‘questionários aplicados’. “Na seqüência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoen tes. ‘observação direta’. caso seja necessário. As tabelas de um a publi cação deve m apresentar uniformidade gráfica nos corpos e tipos de let ras e nú meros. ín di ces e ou tros)” (NBR 14724:2005. o dado não existir -quan do o dado for rigor osamente zero -quan do não se dispu ser do dado -quan do os dados anterior es ao símbolo não forem comparáv eis aos posteriores -quan do o dado for omitido para evitar a in dividualização da infor mação siglas são separados por vírgula. quan do os dados se originarem de diversas fontes. alinh ando. os nomes ou 5. 9). por exemplo). responsáv el pelos dados levantados e apresentados. / ou – X . pela natureza do fen ômeno.. quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados. Exemplo: x 2 + y2 = z2 (x + y )/5 = n 2 2 (1) (2) . ‘en trevist as realizadas’. p.

U. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. paixão.92. 1986. 1988. de O. ECO. 2001. J.). ______. São Paulo: Atlas. São Paulo: Pioneira.C. P Educar pela pesquisa. M. da UFSC. 2003. São Paulo: Perspectiva. Rio de Janeiro.ed. A aventura sociológica: objetividade. F O método nas Ciências Naturais e Sociais: . 1997. Rio de Janeiro.. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas. CASTRO. e aum. In: NUNES. Rio de Janeiro.. 2. uma monografia ou qualquer outro trabalho universitário. 2003. relatório.L. Memórias de um orientador de tese. Queiroz. OLÍMPIO.A.M. resumo. rev. engenheiros e estudantes. 2002. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação.307-326. 1978. Como se faz uma tese. Redação: o texto técnico/ científico e o texto literário. Campinas: Papirus. CANCELIER. Rio de Janeiro. DEMO. 1997.ed. 5. GEWANDSZNAJDER.ed. A. Metodologia do ensino superior. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. 1997. Belo Horizonte: Editora UFMG. pesquisa quantitativa e qualitativa. Rio de Janeiro: Record. 1996. Arte da tese: como preparar e redigir uma tese de mestrado.N. narração. ______. Rio de Janeiro: Zahar. FEITOSA.J.. 2005. L. (Org. Campinas: . 1992.. improviso e método na pesquisa social. E. FRANÇA. ______. Autores Associados. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro. Belo Horizonte: Ed. 1989.ed. da UFMG. COMPAGNON. descrição. São Paulo: T. 1998. Manual para normalização de publicações técnico-científicas..L. REFERÊNCIAS ALVES-MAZZOTTI. 1996. 2000. ______. 2002. Rio de Janeiro. p. M. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. A. BEAUD. C.L. 2. FLÔRES. V. 3. ______. Rio de Janeiro. BARRASS. Rio de Janeiro. 2003. 4. GOLDENBERG. R. Redação de textos científicos. GIL. 2003. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. ______. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos.C. Ed. A.M. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. L.ed. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. ______. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. . O trabalho da citação. N. dissertação. Florianópolis.

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94.. ..

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APÊNDICES . 95 ..

96. título em maiúsculas e sub-título em minúsculas] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas.. Apêndice A Capa de trabalhos acadêmicocientíficos Modelo 3 cm NOME DA INSTITUIÇÃO AUTO R(A) NOME COMPLE TO DO (A) A UTOR (A) CO MPLET CO MPL ETO AUTO R(A) [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3cm TÍ TUL T ÍTUL O : subtítul o subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.. excetuando-se a 1ª letra] .

. 97 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 .

excetuando-se a 1ª letra] . Wwww Yyyyyy Local Ano 2cm [Letras minúsculas.. título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas] Monografia apresentada como requisito parcial para a o btenção do título de Xxxx. Centro de Educação Zzzzz. na Universidade do Vale de Itajaí..98. Orientador: Prof(a). Apêndice B Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3 cm TÍT UL O TÍ TUL O:: subtítulo subtí tul o (se houver) tulo 2 cm [No centro da folha.

Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 . Orientador: Prof.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Mo nogr afi a apres e n tada como requisito parcial para a obtenção do título de Bachare l em Turismo e Hotelaria pela Un iversidade do Vale de I taj aí.. Ce n tro de E ducação Balne ário Camboriú. Dr. 99 ..

.....................................100.... .. e aprovada pelo Curso de .. . sub-título em minúsculas] .. . Dra... da Universidade do Vale do Itajaí.. ... Dr..... ... UNIVALI – CE de São José Prof. UNIVALI – CE de Balneári o Camboriú Orientador Profa.. UNIVALI – CE de São José 2 cm 2 cm [Identificação centrada em letras maiúsculas] [Título em maiúsculas............. [dia] de [mês] de [ano].............. . .... Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍ TUL TÍT UL O T ÍTUL O:: subtítulo subtítul o (se houver) Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de ........... Prof. [Local].... 3 cm Área de Concentração: . Centro de Educação de ...... .... .......... .. MSc........

. Maríl ia Mendonça Farias UNIVALI – CE de São José Membro Prof. Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú. Dr. Emílio Vieira UNIVALI – CE de São José Membro .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvol vimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí. 14 de fevereiro de 2003. Msc.. Pedro Alves UNIVALI – CE de Balneário Cambori ú Orientador Profa. Dra. Prof. 101 . Centro de Educação de Balneário Camboriú.

............2 Fontes documentais ........................................ 57 4.1....................................1 Contexto e sujeitos da pesquisa ..........................................................2 As principais correntes teóricas da atualidade ........ Apêndice D Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .......................................... 46 4 RESULTADOS ..................................................................................... 50 4.................................................. 64 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................... 71 REFERÊNCIAS ...................... aceitação e cooperação ........................... 80 .................................3 Resistência........................................2 Objetivos da pesquisa ................................................................................................................................... 40 3...................................................................................................1................................................ 49 4............................................................................... 77 APÊNDICES ...........102......................................................................................... 39 3............2 Expectativas e aspirações ...........1 Concepções teóricas ........................................................... 16 2....................................................... 27 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ....... 13 2 O PROBLEMA DA PESQUISA ..........................................................................................................................................................................1 Justificativa ................. 43 3..................................................1 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa .1 Breve história das principais concepções do passado ................. 10 1........................................................................................................................... 14 2........................................................................................................................................3 Estratégias e instrumentos .... 18 2..................................... 11 1.......................................................

.) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) . elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003.. é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado. contendo de 100 a 250 palavras. 103 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo su btítu lo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo.

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