UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Universidade do Vale do Itajaí

Cadernos
Universidade do Vale do Itaj aí

de Ensino
... 1

Pró-Reitoria de Ensino

FICHA CATALOGRÁFICA

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Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Central Comunitária - UNIVALI
Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Projeto
Josiane da Silva Delvan Lucian o Dalla Giacomassa Colaboração

E lisabeth Juchem Machado Leal Simone Gh is i Feuersch ütte E laboração

Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico Ch arlles Giovany Faqueti Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Editoração E letrônica E xemplares: 1500

Pedagogico

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Cadernos
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ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS

ITAJAÍ (SC Julho/2006 Ano 2 - nº 4

de Ensino
... 3

Pró-Reitoria de Ensino

90. 91 e 92) foi atualizado para in corporação das alterações referentes à apres entação de trabalhos acadêmicos contidas na segunda edição da NBR 14. .. 81. de dezembro de 2005..4. Em julho de 2006 o texto deste documento (páginas 56. 89. 58.724. 87.

.......................4 5...... 25 Propósitos .................... 27 Conceito ....4 5 5............................. 27 Procedimentos quanto à elaboração ................................................................................ 34 Tipos de relatórios ............3 5..........................................................................UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .................................................................................................3 5.................................................................................................................................................. 30 Elementos pós-textuais ....2 5....4.......5 INTRODUÇÃO ............................................................................... 33 Propósitos ...............5 4 4..............................................................................................4 3. 25 Conceito .................................................................................................. 35 Avaliação ......................4........................................... 37 .....2 2..................................................1 6.......................................................................................1 5.........................................................................4 5..1 4................................................. 23 Avaliação .....................................................................................1 3...................................................................................................................................................................... 25 Procedimentos ............................................................................ 22 A apresentação da resenha ....................................5 6 6..................................................2 5.... 31 Avaliação ........................3 2............2 2........ 30 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico ...................... 30 Elementos textuais ...3 3.... 10 1 2 2........................................................................................ 17 Ficha bibliográfica .................... 33 Conceito ..............................................................................................4...........................................................................................2 6. 21 Procedimentos ...................................................................... 31 RELATÓRIO .......... 18 Avaliação ...................................................................................1 2..................................................................................... 15 Os propósitos do fichamento ....................... 34 Procedimentos .................................................................................................................................................................. 28 Procedimentos quanto à forma de apresentação .......1 2.......................... 24 PAPER..............2 4.......................................................3 6...................1 5...................................2 3............................................................................... 21 Conceito ....................3....4 3 3............ 26 ARTIGO CIENTÍFICO .......... 26 Avaliação .......................................................... 21 Propósitos .... 27 Propósitos ........................ 16 Procedimentos ................................... 5 .....3 4........................................................................................................................................................................... 15 Conceito ...................3............................................. 13 FICHAMENTO ........................4................................................................. 20 RESENHA CRÍTICA .......... 29 Elementos pré-textuais ............. 17 Ficha de leitura .................................................................... POSITION PAPER OU POSICIONAMENTO PESSOAL ...................................4 6.............................................. 09 PARTE I .......................................................................Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos ....................

.............................................................................2.................... 46 1....2.1....................3..........4.. 68 Publicações periódicas ....................................................................... 59 Regras quanto à autoria............... 70 Artigo e/ou matéria de revista....2............. 57 Localização das referências .1 3 3.....................................................................................................................4 3.......4 3.............. 71 Publicações em eventos .........2 Citação indireta: paráfrase e condensação ..... 43 1 CITAÇÕES ...................4........3 Alterações na citação .................................... 68 Publicação periódica como um todo ...................................1 Regras gerais para citação ................4.... 67 Partes de monografia ..................... 47 1..................3................... 62 Regras quanto ao local .............................................. 55 Exemplos de resumos ............. 64 Regra quanto à paginação .... 40 Avaliação ....4....................................................................6 3........................................4...... 58 Regras gerais para elaboração de referências .......................................4......................................... 71 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ............................5 3..........................3.........................................................................4 3..... 39 Procedimentos ...... 39 Conceito ...................................... boletim...........................3 3.............................. dentre outros...................................1.............................................. 56 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS ..........................................................1..... 69 Partes de publicações périódicas ............2...........3..............2 3..4... textual ou literal .........................................................4 3......................................... 63 Regras quanto à data .......................................................................... 67 Parte de monografia em meio eletrônico .......................6..................................................................3 3.....................3 3.................................. 65 Monografias ..................................................................3..1 3........................ 53 2 2..........2............................... 45 1....................... 7 7..........................................1 3.....................2 3.......... 59 Regras quanto ao título e subtítulo ...............................2 7........................................................4 Normas complementares para citação ..............1 Citação direta.......................................................................................2 3........................................ 61 Regras quanto à edição e editora ..3......................6 3.. 69 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas ........1 3.......... 48 1........................1 3...........2............................4.......................3 7...................2 Tipos de citação .........................1..... 72 ............. 65 Monografias no todo em meio eletrônico ....... 50 1................ 39 Propósitos ......................................................1 7....... 64 Modelos de elaboração de referências .... 57 Aspectos gráficos das referências ...... 65 Monografias consideradas no todo ..5 3.............................................................4..1 3..................4......... 41 PARTE II ....2..................................................................... 70 Artigo e/ou matéria de jornal .............................................2 3............4...............3 3.................................................2 3.......................2......Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ..............................................................................................5 Considerações finais sobre as normas de citação .................................................. 52 1........................................2.......................3 Citação da citação .............................................................................4 MEMORIAL ....................... 46 1........4.................................................................................... 45 1............................................ em meio eletrônico ........................3 RESUMOS DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS .................................................4.................

..................................................... Jurisprudência ....2 4..1 3.................... 87 Margens e espacejamento ........................ 87 Formato .......Capa de trabalhos acadêmico-científicos ...... 92 APÊNDICES ........................... Documento iconográfico ....................... 103 ...........3.......... 90 Equações e fórmulas .....................................................................................7 5...............Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos .......................... Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico .................................. Documento sonoro ............................... 96 Apêndice B ..6 5.................................................................4.......... 95 Apêndice A ......................... 81 Elementos pré-textuais ..............................................................2 3............................................................................................4..............3 3.............4...4.................. Documento jurídico em meio eletrônico ................6............................................3.......................................4................4 3...............2 5....11 3........................................................................7.......................................................4............................................ Eventos como um todo em meio eletrônico .................................. Bula de remédio ...................................................................................................................................................................... 81 Elementos textuais ............................... Documento iconográficoem meio eletrônico ...Exemplo de sumário ................7 3................................... Doutrina ...............................4.....9 3.8 3... 85 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS ....................................4........................................................ 88 Títulos e indicavos numéricos .1 5...3...4.............1 3.......4.............. Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ..............................................4 5................4.....................12 3.....3 3...............1 3............................... 84 Elementos pós-textuais ...................4....................... 98 Apêndice C ....... Imagem em movimento .4.....................................4................................6 3............................... 88 Parágrafo ........4...............4............ 100 Apêndice D ................ 89 Tabelas .................................................................................8 Eventos como um todo ...............4................................................................. Séries e coleções ..............3 5...........................14 4 4...........5 5.............. 91 REFERÊNCIAS ...............2 3.............................. Legislação .....................................................Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ............................ Documento cartográfico em meio eletrônico ...............................................................................................................................................4............................................................................4............................... 72 72 73 73 74 74 74 75 75 75 76 76 77 77 78 78 79 79 80 80 80 ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS ........................................................................................................................3................................................................... Documentos jurídicos ..4.......................................5 3.................................................UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3......................................4 3.....4.......................................................... Documento cartográfico ....................3 5 5.....................4........... Patente .............................. 87 Paginação ............................... 89 Ilustrações ...................................................10 3................................................................................1 4..1 3.............................. Trabalho apresentado em evento ...................... Notas .....................4 3.............................................................4..................13 3.........................4............... 7 ..Modelo de página de abertura (artigo científico) .......................... Documento tridimensional ... 102 Apêndice E ...4..............

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sob critérios lógicos e com o auxílio da técnica. conceitual e lógica.permite ao estudante universitário se exercitar em práticas essenciais à atividade científica: a bu sca. Estas três dimensões estão in ti mame nt e r elacionadas. conse qü en tem en te.. dos métodos e das técnicas de áreas específicas do conhecimento é uma exigência do ensino superior para vencer o superficialismo e a falta de rigor científico na produção e socialização do conhecimento. o domínio da teoria é condição imprescindível par a o propósito de produção do conhecimento. visando criar novos hábitos e um novo olhar para a produção universitária. entre suas finalidades. característica da formação superior. ou da articu lação. têm como objetivo favorecer e estimular a produção escrita de nossos alunos. 9 . (SEVERINO. A elaboração de trabalhos acadêm icos .cien tí fi cos. Parece-nos ser esta u ma con di ção in di spe nsáve l ao desen vol vim en to da vi da in te lect ual disciplin ada e produ tiva. ao artigo científico . a pr odu zir conhecimentos. Assim.do fich amen to. da teoria com a empiria. desde os primeiros períodos. E viden te men te . ao focalizar os tipos de trabalhos acadêmicos mais presentes no cotidiano do ensino superior e os procedimentos básicos para sua elaboração. o domínio do saber e da cultura. Est as orientações. nort eada por posturas e práticas de pesquisa. o domínio da ciência e dos seus métodos para atingir novos patamares de qualidade. Profª Amândia Maria de Borba Pró-Reitora de Ensino . pois todo o conjunto de recursos que está na base do ensino superior não pode ir além de sua função de fornecer instrumentos para uma atividade criadora. para quem estudamos e produzimos conhecimentos? Para buscar possíveis respostas às questões acima.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESENTAÇÃO Este conjunto de diretrizes metodológicas é apresentado aos professores e estudantes universitários para o desenvolvimento de t rabalh os didáti co. a apr endizagem e o desenvolvimen to do trabalho in telectu al exigem conhecimentos de ordem técnica. em todas as disciplinas. o domínio de conceitos reelaborados. pois u m pensamento ou argumento apresentado pelo aluno ou pesquisador sem apoio em processos lógicos pode não passar de uma idéi a superficial.. o mais elementar deles. o regi st ro e o uso do sabe r já acumulado e disponível para propósitos próprios de construção do conhecimento. Se a ciência é o resultado do confronto. É neste contexto que se insere a metodologia de trabalhos científicos como instrumento útil e per tin en te para a produ ção do conhecimento. 2000). para quê. Certamente. esta publicação traz subsídios à elaboração de textos didático-científicos de forma lógica. é fator determinante para o al can ce dos obj eti vos da for mação u niv ersi tári a: apre nder a pen sar e. A UNIVALI destaca. não sem antes termos clareza do sentido político da formação no ensino superior: por quê.

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11 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 1 Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos ..

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Por outro lado. A partir daí.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos: [. p. com vistas à elevação do nivel de qualidade dos cursos superiores. a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área. Formular. passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[. a perguntar.. dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência. a querer saber sempre mais e melhor. um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atu ar com competência de modo autônomo e conseqüente. expressão. desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica. de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento.] Aprende a duvidar. atividade central na vida acadêmica... sobretudo alcancem a capacidade de formular. coloquem no papel o que querem dizer e fazer. Demo (1996. A formação universitária.se con siderar qu e a bu sca. em todas as áreas do conhecimento. se faz. porque significam propriamente a competência.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 INTRODUÇÃO A ê nfase qu e vem sen do col ocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão. contorno. à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento. perfil. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências... registrar a informação e as .. 13 . à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem. elaborar são termos essenciais da formação do sujeito. assim identificadas: . a apropriação e o uso do conhecimento técnicocientífico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior. no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual. redijam. Deixa-se para trás a condição de objeto. requer que as atividades referentes à investigação. Esse processo contribui decisivamente para a for mação de prof ission ais cu jo pe rfi l compreende as competências necessárias à busca do conhecimento. mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual.] escrevam. portanto. surge o desafio da elaboração própria. sist em at ização e soci al ização do conhecimento deixem de ter no professor seu prin ci pal prot agoni st a e passem a ser compartilhadas por professores e alunos. buscar e adquirir a informação nece ssári a para a re al ização de trabalhos. Ao lado desse fato.ler e compreender textos teóricos. pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma. de complexidade e sofisticação crescentes.compettên ci as r efer enttes ao ttrato da com pet ências refe rent es pe ref eren rato in f i nf orm ação ação: . deve .

competências necessárias à capacidade de elaboração própria: .redigir: progredir do exercício inicial sob a for ma de re sum o. orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos. demonstrar (ou provar) por argumentação.apresentar e discutir temas. artigo cien tífico. . embora t ambém sejam trabalhos acadê micocientíficos.14. aut o. optou-se pelo fichamento. Dessa forma.. até ch egar à elaboração de texto próprio (resenhas. . papers.ref er ent es ao raciocín io: iden tif icar proposições. Esse conjunto de competências. São muitos os tipos de trabalhos acadêmico-científicos qu e pode riam se r in cl uí dos em um documento como este. os procedimen tos para sua e laboração e organização e sugestões para sua avaliação. documentais ou outras (fazer resumos. O texto ora apresentado pretende oferecer. inferir. resenha crítica. dominar as praxes de citação e de referência. subsidiariamente. ou mesmo o ensaio. relat ór io e mem orial.analisar e apreciar criticamente textos teóricos. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo. estabelecer relações. Na segun da part e são apresen t adas orientações para elaboração e u so de ci tações. projeto e relatório de pesquisa. . sistemático e intensivo. referências). não são aqui tratados. bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. paper.competências cognitivas: . .referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses. projetos de pesquisa). bem como de apresentação de trabalhos acadêmicocientíficos. interpretar criticamente. parafrasear. ou de Metodologia Científica – a criação dessas oportunidades em todas as disciplinas. dissertação de mestrado e tese de doutorado. No entanto. . no entanto. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. de re su m os de ar ti gos e de referências.ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões.. . A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocient íf icos: seu conceito e propósitos. .referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações.cor rigir. explicar. fichamentos.se (ou ref orm ular o anteriormente formulado). definir. observar. extrair significados. respect ivas f on tes bi bl iográfi cas. t anto a professores como a acadêmicos. . por se considerar que são os tipos de uso mais freqüente nas várias disciplinas dos cursos de graduação. artigos.

constituindo-se em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos. alguns autores. A prática do fichamento representa. literária ou mesmo de uma mat éria jornalística. p. b) registrar o conteúdo das obras. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. monografias de conclusão de curso. sejam elas de iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir).. seja ele aluno ou professor. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto. coerente e objetivo. seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –. os fichamentos ou relatórios de leitura. como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. é otimizar a leitura. pa pers. um importante meio para exe rcit ar a escrit a. portanto. palest ras ou confe rências. o que re qu er a l eit ur a at ent a do text o. preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. a exemplo de Nunes (1997). etc. além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos. A principal utilidade da técnica de fichamento. de textos para aulas. Assim sendo. su a compreensão. a iden tificação das idéias principais e seu registro escrito de modo conciso. . cujo autor é o “fichador”. ent ão. na Universidade. seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. d) organizar as informações colhidas”. c) regist rar as re fl exões proporcionadas pelo material de leitura. De acordo com Henriques e Medeiros (1999. Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura. ou. funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos.. assim. como também registrada e documentada. essen ci al par a a elaboração de resenhas. 15 . Fichar um texto significa sintetizá-lo. art igos. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas. no caso do professor.100). da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. para utilização posterior em suas produ ções escri tas. de elaboração da monograf ia de conclusão de curso do graduando. A im por tância do fi ch amen to para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante.1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das idéias e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FICHAMENTO 2. filosófica.

terá como critério selecionador os “propósitos t emáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramif icações. Assim. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio. ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –. b) o fichamento que é feito pelo estudante. No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. o fichamento praticamente se identifica com o Os propósitos do fichamento r esu mo.. conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar n os f ichame nt os qu e f ará das obras selecionadas. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo.. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação. a argumentação do autor a da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador.16. No segundo tipo (b). e m qualquer caso. nesse caso o fichamento consiste. podem ser considerados dois tipos de fichamento: a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. dos quais se falará mais adiante. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante.se apen as na su a apresen tação. um artigo. nesse caso. Dessa forma. . um seminário ou um relatório de pesquisa. em geral. pelo docente ou pelo pesquisador. Ora. deve apresen tar os indispensáveis elementos de identificação. qu e pode ser nu ma ficha manuscrita ou numa folha digitada. Dependendo dos seus propósitos. di fer enci a. 2. o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das idéias. mas que. com o propósito de registrar sist emat icam en te e docu me nt ar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho. conceitos. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho. com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos. no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor.2 Seja como técn ica au xiliar da pesqu isa bibliográfica. o docente ou o pesquisador se propôs. uma monografia. São esses propósit os tem áticos que ori ent am o “fichador” quando seleciona idéias. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. que tanto pode ser uma resenha. artigos e textos teóricos. no contexto de um a pesquisa ou de u ma re visão bibliográfica.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2.).112).corpo da f ich a. dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa. 1997. elaborada de acordo com a (NBR 6023:2002) da ABNT. A 1a parte da obra contém orientações metodológicas para a elaboração e a apresentação da monografia no curso de graduação de Direito. é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca.. da UNIVALI Exemplo de ficha bibliográfica . Luiz Antonio Rizzatto.. por exemplo.referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere. Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. Metodologia da pesquisa / Pesquisa bibliográfica NUNES. o con teú do propriamente dito. após o título geral. O seu corpo pode ser constituído de poucas informações. Severino (2000. à direita. 87. p. São Paulo: Saraiva. p. . As fichas.cabeçalho: no alto da ficha ou da folha. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer. 35-45).1 Ficha bibliográfica Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto. apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados. pode ser adotado o uso.3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados. um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento. arquivo público. de um subtítulo. Manual da monografia jurídica. 42-55) e Pasold (1999.3. p. por serem considerados os mais essenciais. 105121) of erecem importan tes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização. como. ou seja. Eco (1988. . 207 p. Leite (1985. 2. p. 17 . como já foi dito. etc. a 2a parte trata da elaboração de dissertação de Mestrado e tese de Doutorado. sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros). para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. Bibl. devem conter três elementos: .

objetiva e econômica. 6465). Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4). ao seu final. por exemplo. ao solicitar dos alu nos um fichamento.. . O corpo da ficha consistirá no resumo da resumo obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. a decisão de incluir. dev e o professor ter claro que. idéia ou argumento.2 Ficha de leitura Esse tipo de fich a destina-se ao registro sinté tico do cont eúdo (ou de parte do con t eúdo) das obras lidas. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura. transcrições as citações. Para sua elaboração. apenas o resumo das idéi as do au tor e n enhu ma citação ou comentário pessoal do fichador. o que tornaria a ficha mais completa. p. – utilizar linguagem clara. 2. citações mais significativas de trechos do conteúdo. optou-se por colocar na margem esqu erda da folha o núm ero da página correspondente ao trecho resumido para i dent ificar su a localização na obra. pode ser útil a inclusão no texto das novas idéias que foram surgindo durante a leitura. – respeitar a ordem das idéias e fatos apresentados. resumo conteúdo. as citações. Assim sendo. 47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 21 deste documento. ou então pode apresentar o resumo que sintetiza o resumo.3. um comentário sobre o te xto f ichado. A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. contendo apenas resumo e citação (no exemplo. no entanto. juízo de valor destituído de fundamento. ou não. Pode ficar a critério do professor. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. – apresentar uma seqüência corrente de f rases con cisas.18. qu e e xpre sse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. Pode conter. seletivo e objetivo. deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000. Nesse caso. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade.. outras formas podem ser adotadas. sempre entre aspas e com indicação da respectiva página. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é. ou seja: – ser sucinto. Para o estudante ou docente que faz um f ich amen to no con tex to da pesqu isa bibliográfica. p. como sugere Hühne (1992. É importante salien tar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra. dir etas e interligadas. O corpo da f icha de leit ur a pode ser organ izado de diferentes maneiras. e as citações ou seja. para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório.

. M. 19 . bas eado e m proce ssos quantificáve is que se transform am e m le is e explicações ge rais. A arte de p e squisar: como fazer pe squisa qualitativa e m C iê ncias S ociais. S egundo ele. 16 Esclare cer o debate e ntre a sociolo gia pos itivista e a sociolo gia co mpree nsiva é útil para s ituar a que stão da utilização de mé todos e té cnicas qualitativos nas C iências Sociais. O s adeptos da abordage m qualitativa e nte ndem que o m ode lo de e studos das C iê ncias N aturais. inde pende da consciência hum ana e deve s er tom ado com o c oisa. Dilthey . suje ito e objeto do conhe cime nto es tão radicalm e nte separados. o m étodo das C iências Naturais– e rklär en – "busca generalizaçõe s e a descobe rta de re gularidade s" e o das C iê ncias Sociais – ve rsteh e n – "vis a à com pre ensão inte rpretativa das e xpe riências dos indivíduos dentro do conte xto em que foram vive nciadas". (. po is cada qual tem um sentido próprio. a pesquis a nas Ciências Sociais "é um a atividade ne utra e o bje tiva. A socio logia com pree nsiva. que busca de scobrir regularidades ou le is . Com te defe ndia a unidade de todas as ciê ncias. ex te rno ao indivíduo. ne cessitando ser com pre endido e m s ua singularidade . distingue natureza e cultura e de fende proce dim entos m e todo lógicos dis tinto s para se us e studos . ) Exem pl o de fic ha de l ei tu ra 17 18 19 Exemplo de ficha de leitura .. entende que os fatos so ciais não são quantificáveis. em que o pes quisador não pode faze r julgam e ntos ne m permitir que se us preconce itos e crenças co ntam inem a pesquisa". Ass im .. se gundo ele. para e le . pois.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ M e tod ol ogi a ci e ntífica Pe s quis a q ualitativ a G O LD E NBE RG . que pre ssupõe um a m etodologia própria. Rio de Janeiro: Re co rd. 199 7. Via a ciência social com o ne utra e obje tiva. cujas raízes estão no historicism o ale mão. o fato social. um de se us repres entantes . Para D urkheim. não são ade quados à e specificidade das C iências S ociais..

4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2.. ou seja.2.O resumo é sucinto e objetivo? .A obra fich ada ou re sum ida est á corretamente referenciada? ..As idéias principais do texto estão contidas no resumo? .A linguagem utilizada obedece a norma culta? .O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das idéias?) .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêm ico-científ icos foram observadas? .20. aquele que é solicitado como exercício acadêmico. As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: .O resumo evidencia uma redação própria do alu no? (ou con sist e apenas na ju staposição de u ma sér ie de f rases recortadas do texto?) .O resumo respeita a ordem das idéias apresentadas pelo autor do texto? . 2.A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? .

para as pessoas cuja atividade profissional ou de est udo requer inf ormações sobre a produção científica. que a resenha possibilita. de um modo geral.. 3. da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea. a resenha deve conter: – o resumo das idéias principais da obra.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESENHA CRÍTICA 3. 21 . . A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra. em geral.. têm condições de emitir um juízo crítico. feita por cientistas que. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. prin cipal me nt e. novos conhecimentos. ou seja. – uma justificativa da apreciação realizada. t em o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante. Quando realizada como um trabalho acadêm ico.1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra. em decorrência. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação. Portanto. A resenha de obras científicas é. compreende o resumo e o comen tário de u ma obra científ ica ou literária. artística ou cultural em seu campo de interesse. novas teorias. além do conhecimento especializado do tema. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra. dest acando a cont ribu ição do aut or: abordagem inovadora do tema ou problema.2 Propósitos Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação.

preço. criativas? A abordagem dos conhecimentos . figuras. 51-57). etc. se optar por intitular.. econômico. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as pergu ntas ou iten s relacionados acima. Obs. título. são indispensáveis os seguintes tópicos: . de com pe tên cias de l eit ura. coere nt e. objetivo. . profissional ou especializada.22. exemplos. desenhos. especialistas. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou idéia mais destacada da obra.)? e) a quem se destina a obra: grande público. o que muitas vezes depende da obra resenhada. cargos exercidos. pr eciso? A li ngu agem é correta? d) quanto à forma: é lógica.seu quadro de referências.: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. baseadas em Severino (2000. descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra. Para fins de t rabalh os acadê micos. . segundo a percepção do resenhista.. local.o resumo da obra. análise e interpretação de textos científicos. gráficos. pelo estudante. 245-246): – Referência autor(es). bem como da finalidade ou destino da resenha. – Conclusão do autor o autor apresenta (ou do autor: não) conclusões? Caso apresente. . (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?). claro. 3. As diretrizes metodológicas que seguem. Referência: editora e data de publicação. – Res umo da obra resumo das idéias Resumo obra: principais.3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações. etc. número de páginas. no ent an to.? b) quan to ao mérito da obra: qu al a con tr ibui ção dada? As idéi as são originais. – Credenciais do autor informações gerais do autor: sobre o autor e sua qualificação acadêmica. títulos. O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991.as conclusões do autor. sistematizar a abordagem de às escolas ou correntes científicas ou filosóficas. político. p. histórico. têm o propósito de organizar. p. obras publicadas. quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor a que Quadro referências do autor: corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apóia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação) (apreciação): a) como se situa o autor da obra em relação é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso.a crítica do resenhista. em relação ao contexto social. A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações. edição. .a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra). de modo a cumprir sua finalidade.

Texto a referência bibliográfica da obra Te Texto: resenhada deverá ser apresentada no início do texto. juízo crít ico.Folha de rosto: é a folha que apresenta os Folha rosto: elementos essenciais à identificação do trabalho. explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. Procura estabelecer uma aproximação. compondo um texto harmonioso. nas resenhas de boa qualidade.3 acima. obrigatoriamente. avaliando o texto pela sua coerência interna. .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ textos teóricos.4 A apresentação da resenha Como trabalho acadêmico. trabalho acadêmico distinto da resenha. A análise crítica o estudante formula um análise crítica: análise crítica A análise temática procura interrogar e análise temática: temática identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento. buscar dados sobre o autor. I sso n ão si gn if ica qu e o t ext o dev a. termos fundamentais à compreensão do t exto). porém corrida. com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. os aspectos teóricos. bem como a avaliação crítica do resenhista. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . como de outros trabalhos acadêmicos. A redação da resenha obedecerá. 23 .. aparecem. alcance. os dados sobre a obra. no entanto. o resumo do conteúdo.. sucinto e de fácil leitura. tanto como preparo para a elaboração de resenhas. de um modo geral. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. validade e con tribui ção à discussão do problema. quer dizer. Avalia também sua originalidade. constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha. seu autor. m arcar e esquematizar as idéias relevantes. do texto para identificar seu plano geral. ou seja. A análise textual etapa em que o estudante análise textual: textual A análise interpretativ a: o estudan te anális e interpretativa: faz uma leitura atenta. a seqü ência dos elementos relacionados no item 3. 3. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. o qual. Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B. . procura tomar uma posição a respeito das idéias enunciadas. como se pr oce ssa seu raci ocí ni o e argumentação? Qual é a idéia central? Quais as idéias secundárias? As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. sobre o vocabulário (conceitos. n um a seqüên cia adequ ada. em geral. associação e/ ou comparação com as idéias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. os aut ores cit ados.

econômico. devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos.5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: . Quanto à apresentação gráfica.a resenha apresenta as idéias principais da obra? . esse item é obrigatório.Aponta as características mais relevantes da obra? . o su mári o é e lem en to dispensável.ci entíf icos f oram observadas? . Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdiv idido. . 3. social) do autor é discutido? .As normas técnicas de apresentação de trabalh os acadêmico.A apresentação das idéias prin cipais é sucinta e objetiva? .A obra está corretamente referenciada? .O posici onamen to (te ór ico..As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? . polí tico..24.A crítica do resenh ist a é pertin ente e fundamentada ou justificada? .A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? . dev endo ser organ izado segundo a NBR 6023:2002.Referências caso o resenhista tenha se Referências: Referências valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada.

o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal com o for ma de av aliar a aprendizagem individual. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capaci dade crít ico. como os artigos científicos. artigos especializados ou de informação geral. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários. pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado. promover o debate em torno de um assunto.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 P APER . dentre outros tipos de publicações. O p aper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular). exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. o autor desenvolve análises e argumentações.2 Propósitos No contexto da f ormação acadêmica. Sua elaboração consiste na discussão. também.an alít ica e da criatividade do aluno. com objet ivi dade e clare za. . a el aboração do posicion am en to pessoal gera ou tr as produções acadêmicas. pelo au tor. 4.. POSITION PAPER OU POSICIONAMENTO PESSOAL 4. E m algu ns casos. de resultados de estudos ou pesquisas cient íficas. o objet iv o do p a pe r é e stim ul ar o aprofu ndame nt o de um de ter min ado assunto.. Além disso. com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos. 25 . position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema prédeterminado. estudos de caso ou participação em palestras. júri simulado. opiniões de especialistas. podendo considerar.1 Conceito O paper. Na elaboração de um paper.

Como todo trabalho acadêmico. a análise do assunto e as conclusões do seu autor. as etapas de introdução.As normas técnicas de apresentação de t rabalh os acadêmi co. pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão. sistematizando-se determinadas etapas. b) destaque dos pontos mais r elev ant es. ..Há lógica na organização geral do texto? .Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema. registros ou anotações de palestras.A análise das idéias é coerente/consistente? . segue os padrões descr itos no t ópico 5 da Part e II dest e docu men to r ef eren te às norm as de apresent ação de trabalhos cient íficos e acadêmicos. de forma articulada.as principais idéias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? .. entretanto.Planejamento do pa per: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as prin cipai s i déias ref ere nt es a: a) apresentação do assunto e propósitos do p ap er .O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? . A apresentação gráfica do paper.3 Procedimentos Para a elaboração do p ap er é pr eciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma. o pa per deve apresentar em sua estrutura. o encadeamento entre as idéias iniciais. Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: . tais como: textos. exemplos ilustrativos e mencionando idéias comuns ou contrárias de outros autores.As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? . 4. como todo t rabalh o acadêmico.A linguagem utilizada obedece a norma culta? .4 Avaliação Para avaliar um trabalho do tipo paper podese buscar respostas para questões como: . lev an tan do argum en tos.As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? .26. artigos. desenvolvimento e conclusão. d) sí nt ese con cl usi va. f il mes. deixando-se claro. 4. Além disso.cien tí fi cos são respeitadas? . a part ir dos qu ais será desenvolvido o paper. ao final do texto.. As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente. re met en do aos propósitos expressos na apresentação. c) discu ssão dos pon tos r elev ant es. et c. Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos.

resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesqu isa. . esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos.. dissertações ou teses. processos e resultados de pesquisa cien tí fi ca (bi bl iográfi ca. difere de trabalhos científicos. possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada. os propósitos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIGO CIENTÍFICO 5. de acordo com Marconi e Lakatos (2001. ou nela se baseiem. ao apresentar de forma completa. Por sua reduzida dimensão e conteúdo.1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. Isso permite que outros pesquisadores. Ao produzir o artigo. . métodos e técnicas. teorias ou mesmo hi pót eses de form a a di scut i. como monografias.aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas.aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –. embora sucinta. experimental ou de campo). .estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos. p. docu men tal. O artigo científico. o artigo científico tende a ser usado como estratégia de en sin o para o desenv olvi men to da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno. No contexto da formação acadêmica.. 5. buscando a r esolu ção satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada.los ou pormenorizar aspectos. o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. o artigo científico pode abordar conceitos. 27 . idéias. 88): . ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas.discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores). Entretanto. . Além desses objetivos. os procedi me nt os de u ma pesqui sa. discute e divulga idéias. . o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à l ingu agem cien tífica qu e necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclu são de curso.2 Propósitos De um modo geral. a partir de novos enfoques ou perspectivas.

deve ser estruturado da forma a seguir descrita. comparando-se com outros estudos já realizados. porém de forma breve e sintética. . registros de observações ou evidências factuais. é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5. em primeiro lugar.. Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas. De acordo com Leal (2001. ainda.2).sistematize um roteiro básico das idéias. são apresentados os dados do estudo. No tópico das considerações finais. O texto contém a exposição e a explicação das idéias e do mat erial pesqui sado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesqu isa (apresen tação de con cei tos si st emat izados com base na lit eratu ra). explicando e avaliando os resultados.. Por out ro l ado. conceitos. discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos). p. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. . o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução. a justificativa do trabalho e suas limitações. Todavia. uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa. formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos t eór icos ou de evidências empíricas já sistematizadas. aspe ct os me todológicos (caracterização da pesquisa e da população. podendose utilizar tabelas e ilustrações). Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa.102). Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre idéias. técn icas e equi pam ent os uti lizados).3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. A elaboração de artigos estimula. por fim. evitando que o autor se perca durante a elaboração. a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de idéias de diferentes autores.se os seu s re sul tados. fatos ou outros estudos. relacionando-os aos objetivos propostos na introdução. é preciso que o autor: . de fichamentos. resul tados (apre se ntação e avaliação dos dados encontrados. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. teorias. mater iais. seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e. independente de ter propósitos distintos. destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho.reún a as inf ormações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos). No desenvolvimento (corpo do artigo). 5. iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo. desenvolvimento e conclusão. a elaboração deste plano é útil.28. para sistematizar a comunicação a ser feita. fazer comparações. dest acam. e descrição dos métodos. que se constitui como dedução lógica do estudo. se for o caso.

Ao f in al da int rodu ção dev e apresentar. coerência e estrita observân cia das regras da norm a cu lta. mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ também auxilia como recurso pedagógico para reflexão e organização lógica das idéias a serem abordadas. se min ários. O artigo científ ico deve ser redigido com objetividade.no desenvolvimento do artigo. . ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos.. É n ecessário qu e as referidas partes e respectivas idéias estejam articuladas de forma lógica. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetiv os desn ecessários. caso isso não aconteça. o que pode prejudicar a sua compreensão. A definição do título do artigo deve corresponder. as expectativas em relação a ele. correse o risco de comprometer a aprovação do artigo. também.na conclusão. de forma adequada. É pre ci so ev it ar. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos. o e xce sso de subdivisões. . 29 . porém . convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ou editores. Pode. .103). o autor apresenta uma síntese das principais idéias trabalhadas no corpo do artigo. 2001.106). p. motivando para a leitura. 5. p. et c. 2001.. . destacando sua importância teórica ou prática. deve o autor dividir o tema em discussão. subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou i mportância. Também é preciso evitar explicações repetitiv as ou supérfluas. textuais e pós-textuais.ao apresentar o artigo – na introdução –. A estrutu ra de artigos cien tíficos compreende elementos pré-textuais.). ainda. cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. precisão.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003. Vale ressaltar que as divisões. para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor. pois. além de descre ver os objet ivos e os fundamentos que orientam o trabalho. conferindo “ao con ju nt o a in di spensáv el u nidade e homogeneidade. é conveniente que o autor contextualize o tema. ao conteúdo desenvolvido. Devem ser evitadas as gírias. a forma como o artigo está organizado.” (LEAL. sugerindo a continuidade das discussões a respeito.

.. podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E).2 Elementos textuais Os el ement os textu ais compreendem a introdução.Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética.4. . são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos.Palavras-chave em língua estran geira (obri gatório): consist e n a versão das palavras-chave na língua do texto para a m esma lín gu a do re sum o em lí ngua estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento). Segundo a NBR 6022:2003.Palavras-chave na língua do texto.. ou. 5.Resumo na língua do texto. diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto. o currículo. então. .Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo. assim como os endereços postal e eletrônico. onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais. . já detalhados na seção 5. . 5.4.Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento).3.1 Elementos pré-textuais . precedendo o resumo em língua estrangeira. diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos. . cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). . 5. .4. o desenvolvimento e a conclusão.3 Elementos pós-textuais .Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do t ext o para idi om a de di vu lgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento).Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo. após os elementos pós-textuais. elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).30. .Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam.Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira.

então.clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivídu o. decorrentes dos objetivos propostos pelo professor.4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo cient ífico devem ser alin hados à esqu erda.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . equações e f órmulas. .apresentação de suposições (hipóteses) su ste nt adas em t eori as e cr enças consideradas verdadeiras a part ir do paradi gm a do qual se ori gi nam.5 Avaliação O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios. o lei tor encon trará ori ent açõe s sobre elaboração/emprego de citações (seção 1). conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5. FEITOSA.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. 2001. seguidas de trav essão e respectiv o t ítu lo (Ex. Para a avaliação de artigos científicos. . . os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação. são identificados por let ras maiúsculas consecut ivas. ilustrações e tabelas (seção 5). Normalmente. precedi dos por numeração progressiva. Observação: na Parte II deste documento. 5. sociedade). muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores. comprova ou ilustra seu con teúdo.Questionário).identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados). . 2000). siglas. que complementa.4. 1999.Estrutura organizacional da Empresa Alfa).ausên cia de salt os de raci ocí nio na 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigo s científicos).clareza na apresentação dos objetivos. podem ser descritos vários critérios (AMR1 . complementar ao seu trabalho. .4 da Parte II deste documento). as suposições devem ser claras e justificadas. . justificativa e importância do artigo.: APÊNDICE A .. tais como: a) Quanto ao conteúdo: . . coerente e adequado aos propósitos do artigo.. . 31 . seguidas de travessão e respectivo título (Ex.: ANEXO B . Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. 5.coerên cia en tre as in formações e no encadeamento do raciocínio lógico.referencial teórico claramente identificado. adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos.demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto. organização. SEVERINO.ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos. . .Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor.

afirmativas unívocas. .. com a corr eta r elação com os f atos analisados.ori gin ali dade e i novação do assun to abordado. sem duplo sentido. -\ ar ticu lação e nt re su gestõe s ou r ecomen dações e as di scu ssões apresentadas no texto.objetividade.. ou de um conceito para outro. . do t ext o .atendimento aos objetivos propostos.elaboração de análise e síntese diante de concei tos teór icos sem elh an te s e/ ou divergentes.uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto.resumo claro e informativo.u so corret o de ci tações devidam ente referenciadas. . .post u ra ét ica n o tr at o do t em a e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio). precisão e coerência na escrita do texto. . . . . . passagem de um parágrafo para outro. .adequação do título ao conteúdo. un idade e art icu lação (encadeamento lógico).demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões. . .uso/seleção de literatura pertinente à análise. . b) Quanto à forma: .observância das normas de apresentação de um artigo.32.coerência e padronização dos termos técnicos.observância das regras da norma culta. .uso fiel das fontes mencionadas no artigo. . .linguagem acessível.elementos de transição entre parágrafos adequ ados ao sentido e à lógica dos conteúdos. .

Vale sali en tar o det alham ent o com o u ma característica do relatório.. 6. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está re digido um docume nto ou proje to. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração. 33 . aplicação de uma determinada técnica. embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados n a un iversidade. talvez por ser con siderado um t rabalho “ pequen o” ou “rápido”. na sua organização ou apresentação. acompanhado dos argume nto s que militam a favor ou contra a sua adoção. s obre a s eqüê ncia d e um acontecimento qualquer. [. ordinariamente por e scrito . .. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição. realização de uma intervenção ou procedimento especializado. de menor importância.. Em Michaelis (1998.] Relatório é. após terem sido desenvolvidas.1808) encontram-se as seguintes: 1 Exposição. o qual.. em pelo menos uma das definições. então. em diversas disciplinas. até mesmo de um objeto. – as quais. al go qu e f oi realizado). descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi obse rvado. Embora seja utilizado com fr eqü ência.] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias.. 2 De scrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade. com vistas a um conjunto bastante v ariado de propósitos pedagógicos. seja no seu conteúdo. uma narração. fatos ou objetos [. etc.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RELATÓRIO Incluiu -se o rel atório en tre os t ipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação. observação de eventos. n ão é abordado n este documento. relação. O relat ório de que se trata aqu i é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –.. esse t ipo de tr abal ho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada. exper imen tos ou testes de laboratório.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos of erecem . viagens de estudo. de uma prática ou de um conjunto de práticas. p. 4 Parece r ou exposição de um voto ou apreciação. são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização.

Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais. qualquer que seja seu tipo. o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal que trata informal. p. Barrass (1986. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do gr upo ao qu al perte nce. é importante que o acadêmico aprenda. of erecer informações e análises sobre empresas. 6. tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados. p. trata de assunto complexo e se destina a grandes audiências. verificações. a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. inspeções. informar sobre o andamento de um projeto.. tem forma de apresentação rigorosa. pois como profissional certamente será solicitado a fazê-lo. Quanto à estrutura (partes componentes). A esse respeito. viagens. avaliações. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos f azendo. cuja síntese. por conseguinte. (MARCONI. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função. durante a sua formação. podem apre sent ar difer ent es n ívei s de formalidade. auditorias. etc. de um único assunto.168193) apresent am uma ú til t ipologia de relatório. Dessa forma. ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório. na elaboração de um relatório. entre esses dois extremos estariam os emi-informais. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve. O relatório é. porqu e o fazemos e com que resultados”. expor conhecimentos aprofu ndados sobre uma determinada instituição. 6. LAKATOS. relatórios s emi-informais de alguma relatórios semi-informa is extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais). a elaborá-los. 1999. observações de campo. SEVERINO. apresenta-se a seguir.34.3 Tipos de relatórios Flôres. como. em diferentes situações. tais como. de uma obr a ou sobre as ativ idade s de u ma administração. procedimentos técnicos. Inicialmente. Olímpio e Cancelier (1992. O obje tivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes.20) aconselha: “ Não bast a term os u ma boa idéia ou executarmos um bom trabalho.. vistorias. mercados.2 Propósitos Rel at ór ios podem te r os m ais di versos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas. . por exemplo. visitas. etc. elaborada segundo os propósitos deste documento. produtos ou tecnologias. em campo.. desde o relatório formal – formal aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico. 2000). que já requerem uma apresentação técnica. medições.

4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios. nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo.relatório informativo de posição ou de ou de relatório informativo de ou status: status descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal. semestral. Os relatórios informativ os transmitem relatórios informativos in f or mações sem an al isá-l as ou f azer recomen dações.: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa). da Parte II deste documento. ou em data previamente estabelecida (ex.. estilo da redação. as normas contidas no t ópico 5 . nessa modalidade encontram-se os relatórios de v iagem. pode ser periódico (mensal. inf ormais ou semi -in form ais. são pouco extensos e. . 35 . Subdividem-se em: . pelo início e término de uma determinada ação ou projeto. de v isit a e os relat órios administrativos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Quanto à função. portant o. .relatório informativo narrativo faz o relatório relatório informativo narrativo: registro de ocorrências ou eventos. . 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) .relatório informativo de progresso trata informativo de progresso: progresso do andamento de uma atividade ou ação. Os relatórios analíticos são aqueles cujo analíticos propósito consiste em an alisar f atos ou inf orm açõe s e apresent ar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada. informal ou semi-informal). para isso são úteis três perguntas: . etc. de que a estrutura dos relatórios formais (e. demarcado.o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergun ta resu lt a u m rot eiro ou esquema do conteúdo do relatório. em decorrência de seus objetivos e destinação. . dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do t ópico 4 Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá. 6. anual) ou abranger um período de tempo maior.. A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório com a ressalva relatório. A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade. por exemplo. se for o caso.Aprese nta çã o g ráfica d e trabalhos acadêmico-científicos.por que deve ser relatado? Esta pergunta au xil ia a de ci dir se o re latóri o ser á informativo ou analítico e a esclarecer aspect os rel at iv os à abordagem e t ratame nt o das i nf orm ações e/ ou con clusões e recomendações a serem apresentadas. os relatórios podem ser informativos e analíticos.. seja qual for o tipo de relatório.

A melhor maneira de relatar a seqüência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara. aparel hos ou si stem as. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Qu an do se t rat ar de u m rel at ório de experiências realizadas em laborat órios. pela correção da linguagem. pela ausência de períodos longos. deve conter um sumário. basta a folha de rosto.. detalhes desnecessários. qu e pode se r caracterizado como um relatório do tipo informal ou semi -inf orm al. criar o modelo de relatóri o que mel hor con tem ple as necessidades de formação do seu aluno. Nota-se que. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. sendo o sumário dispensável. construção/teste ou verificação de máquinas. preciso e objetivo. . com maior número de páginas.36. adjetivação excessiva. marcado pelo uso de termos técnicos adequados. além da folha de rosto.o quê: identifica a atividade realizada.quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada. . Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa.. B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . os elementos prétextuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. a partir dessas idéias. o estilo simples. conforme a extensão do relatório. sugere-se a estrutura a seguir.

O relatório se limita ao essencial. são apresentadas de maneira uniforme.As t abel as e f iguras. etc.5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório.O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? . como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos. Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação. se hou ver.. . afastando o supérfluo ou não-pertinente? . notas e referências. antes de entregá-lo ao professor..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6.As regras de apresentação (citações.O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz. com seus títulos e legendas? . e seu sumário reflete isso? .) são aplicadas de forma metódica e homogênea? .É escrito em um estilo simples e preciso? .O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? . que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito. 37 .

38. ...

portanto. em um relato circu nstanciado. 39 . A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. Parte de uma reflexão introspectiva. podendo esboçar. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro. como também para o ingresso ou para o exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence. 7. ret ratando a subjetividade. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias.2 Propósitos Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira. o relato destaca os trabalhos de pesquisa. portanto.. para concorrer a postos no mercado de trabalho. pelo desejo de oferecer ori ent ações sobr e sua elaboração aos acadêmicos. . precisarão. os resu ltados qu e espera alcançar. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam. uma vez formados. as motivações e as escolhas que o lev aram a construir um a det ermin ada história profissional. marca de todo trabalho acadêmico. elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional. o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade. o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curric ulum vita e. as perspect ivas futu ras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –. ou ai nda para f in s de concorr er a u ma premiação. e constitui um relato crítico. principalment e. m inu cioso e analí tico das at iv idades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqu eles qu e se dedicam à v ida acadêmica. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativ a do caminh o percorrido que caracteriza a história do autor. con figurando um a narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmico-profissional do autor. ainda.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAL 7.. Nesse sentido. os quais. conforme as circunstâncias. complemen tar mente. de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional. Consiste. pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. Apresenta.1 Conceito Para Severino (2000). O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor.

ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos. especialização e atualização.finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir. -ensino: desempenho didático. 7. municipal ou privado. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor.atividades de administração: participação em órgãos colegiados. . o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. t eses e pesqui sas de in iciação ci ent íf ica. A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos . tanto em sua formação como em sua profissão. orientação de monografias. situando os fatos e acontecimentos no contexto sóciocultural mais amplo.re com enda.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . participação em congressos.deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial. simpósios. participação em ban cas e xamin adoras.. caracterizando a história particular do autor. analítico e autocrítico.. técnica ou artística. seminários e outros eventos.atividades técnico-cient íficas. . analítico e crítico. além de servir a tais finalidades.dev e-se adot ar a forma de u m relato cronológico. particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas. coordenação e/ou assessoramento. No entanto. comitês executivos. estadual. de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada. É relevante na elaboração do memorial deixar claro. . . prest ação de consultoria especializada.se qu e o me mori al se ja elaborado na primeira pessoa do singular.formação.utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos par a marcar as et apas da t rajet ória percorrida. as circunstân cias t eóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese. . estruturando dessa forma o memorial. é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: . pelo seu caráter reflexivo. aperfeiçoamento e atualização: cursos. o memorial pode con stitu ir uma v aliosa pr odu ção acadê mica como t rabalh o conclusivo de curso. resultados de pesquisas. exe rcício de f un ções de direção. em quais condições for am obt idos os tí tu los da form ação acadêm ica.40. artísticocul tu rais e de pre stação de serv iços especializados: produção científica. dissertações. . estágios de aperf eiçoamen to. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas. científ icos ou t ecn ológicos no âmbito federal. cursos e atividades de extensão.

p. expressando as contribuições e perdas de cada momento. nossa história de vida é nossa melhor referência. deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada. como observa França (1999. a parti r da qu al elabora u m rel ato contextualizado. o memorial pode se destacar. a trajetória real que foi seguida (. lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial.O relato destaca os aspectos mais relevantes da t rajet ór ia do aut or? A r elev ân ci a atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? . A boa organização de um mem ori al é essencial para o julgamento das atividades do autor. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados. apresentado de forma crítica..176). políticos. com maior segurança possível. um a im pressão cu idadosa. Por fim. atraente. cont extu alizando-a e m relação a aspectos teóricos. principalmente. 41 . A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato.. No entanto. p.O t exto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . abrangendo sua formação e atuação profissional. um projeto gráfico de bom gost o.. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado. convém salientar que. (SEVERINO. 2000. quant o aos seus aspectos físicos.). Relatada com autenticidade e criticamente assumida. o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa. apresentado de f orma seqü encial e sem comentários. que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional. como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato. com textos tão ricamente elaborados que os trans formam em verdadeiras o bras literárias. nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. 7.4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico). econômicos e/ou sociais? . com fidelidade e tranqüilidade. o qu e requer. . encadernação sóbria. pelo esmero na redação do texto.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ em sua trajetória profissional e acadêmica.O autor descreve sua trajetória de modo aprofu ndado. o autor precisa se mant er at en to par a o t om do rel ato. O autor precisa estar atento para retratar. etc.O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suf icientes para a apreciação de sua trajetória? . pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico.. que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada. Por outro lado.34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato. apesar de sua crescente utilização.

A redação do texto é precisa e coerente? ..42.A organização do texto obedece tanto a seqüência cronológica dos eventos como o e ncade am en to lógico de fatos e argumentos? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêm ico-científ icos foram observadas? . .Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? .O con teú do ev idencia um a ref lexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? .A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? .Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação.. relacionando-as com a trajetória pregressa? .A linguagem utilizada respeita a norma culta? .

43 ...UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos .

. ..44.

. 259). t radução de palavras estrangeiras.se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico). Para ident ificação de f on te da citação apresenta-se o nome do autor. significado de expressões típicas. teórica e empiricamente.. seguido pela data de publicação da obra e número da página. deixan do para o rodapé out ras informações. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras. observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAÇÕES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de um a ou tra fonte.. diferentemente de textos literários. deve ser seguido em todo o trabalho. nos quais é permitida uma apresentação mais livre. Citações em Documentos. 1999. Recomendase o uso no corpo do texto (sistema autordat a). fazendo. mesmo Umberto Eco (1988. Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na apli cação das praxes de cit ação. 45 . Assim.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico). etc. nelas buscando apoio para seus pontos de vista. Depende do tipo de tese”. su a elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação. Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obr a ou se util izam informações já publicadas. Apresentação. Importante! Qualquer que seja o sistema adotado. ne las encontrando ilustrações. exemplos e modelos. tais como: esclarecimentos pontuais do t exto. DIONNE. Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho.. p. da ABNT. que deixa para os outros a apresentação de idéias ou de informações. “De fato. Em todo o caso. São utilizadas para sustentar. in diret as ou citação de cit ação. p. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou t écnico de caráter cient ífico sem pre apresenta citações.] se se deve citar com profusão ou com parcimônia.121) considera difícil determinar “[. com o propósito de esclarecer ou complementar as idéias que 1. estão sendo expostas. . o trabalho apresentado. inspirandose nelas. As citações podem ser diretas. as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argum entos com o para expor posições cont rárias àqu el as qu e est ão sendo defendidas.” (LAVILLE.

com recuo de 4cm da margem esquerda. 1: de acordo com a NBR 10520:2002. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais. melhor e com mais segurança se trabalha.. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002).10).2. como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo.46. As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente. sem emprego de aspas. como nos exemplos que seguem: . a entrada – no caso. fonte e espaçamento interlinear menores. o nome do autor faz parte da frase.” (ECO. p. melhor e com mais segurança se trabalha.. 1. p. 2: no primeiro exemplo. ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988. Obs. são inseridas no texto. a indicação da página é obrigatória para citação direta. também. textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a idéia original da obra que está sendo consultada.2 Tipos de citação 1.10): “quanto mais se restringe o campo.1 Citação direta. Vale ressaltar. no segundo exemplo.” Obs. 1988. o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas. Quando se trata de citações curtas (até três linhas).

p. Todavia.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa. a referência à fonte é obrigatória pois. ou seja.. da sua curiosidade científica. distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos. 47 . portanto. caracteri zando-se pela substit ui ção de algumas de suas palavras ou expressões. não altera. caso ela não seja feita. o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável seqüência de definições de diferentes autores. (CASTRO. que é reconhecido como [. É geralm en te empregada quando se pretende apresentar. 1. conforme a NBR 10520:2002. portanto) utilizando-se de pal av ras própri as. se ‘encaixar` em temas muito amplos.. ‘encomendado’.] é uma produção de texto [. tem-se u m caso de plágio. processo que exi ge sua interpretação para reconstrução de um novo texto. restaura-se total ou parcialmente o t exto font e.34). o “trabalho da citação [. 1978. O assunto não deve estar solto no espaço. Ao parafrasear. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa. Nas citações in diret as. Como se trata de idéias alheias. p. 319). mas colocado no seu contexto. em tamanho e cont eúdo. destaca-se a identificação do tema a ser estudado. portan to. p..2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (idéias alheias..]”.. . segu ndo Compagnon (1996.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. normalmente. a in di cação da(s) págin a(s) consultada(s) é opcional.. a escrit a do t ext o origi nal.. o que não lhe tira o caráter científico. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. de modo reduzido ou abreviado. as idéias de um autor sem recorrer à citação direta.2. Dentre elas. Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira. A paráfrase é a forma de citação indireta que..] o assunto que se deseja provar ou desenvolver. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores. Nesse sentido.

pois pressupõe maior articulação de leitura por parte do autor do trabalho.. 1999). É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores. Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subseqüentes da pesquisa. Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa. DIONNE. DIONNE.. porém apresentando apenas as principais idéias do autor. sem alterar o seu significado. já qu e. Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação. como uma espécie de piloto automático.48.85). pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. Texto original: A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é freqüentemente considerada como a fase crucial da pesquisa. (LAVILLE. 1999). (LAVILLE. deverá dese nv olve r um a l eit ur a si gn if icativ a (compreensiva/ interpretativa). em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. 1999. para qu e con siga sintetizar as idéias do texto original. p. uma vez que tenha sido bem planejada. Esta forma de uso de citação é interessante. Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. DIONNE. .

31). “Educar não é uma arte de introduzir idéias na cabeça das pessoas.3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor. p. mas de fazer brotar idéias.” 2 Por se tratar de palavra de outr a língua (latim). Para explicar que o autor da idéia original é citado por um outro citado autor/obra que se está consultando.. 1997. Esta idéia. 1987 apud GIL. Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado. Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI.: no exemplo acima. Obs.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1..” (WERNER. por sua vez. ..123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitu i a prática da realização. pode ser expressa como citação direta ou indireta.: no exemplo acima. usa-se o itálic o.. Patton é o autor da idéia original a que não se teve acesso. 1994. p. 2001.173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [. A indicação da f onte de uma citação de citação pode ser apresentada na form a textual ou após a descrição da idéia. Werner e Bower são os autores da idéia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada. Obs. Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa. e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada. deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK. GEWANDSZNAJDER.2. 49 .]”. BOWER. usa-se a expressão latina apud2 . p.

1. 1997.” “Evite. por se tratar de obra rara ou. tomando notas. A citação de citação. também chamada de segunda mão.. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central. então. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original. p.. citações longas demais.. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final..3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação. . seja para destacar algum de seus termos ou expressões. No entanto. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [.45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a f orm ulação da qu estão principal da pesqu isa. é obrigatório indicar a alteração feita. só vale pelo lugar que ocupa. [. em que materiais irá se aprofundar. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa. p. Em qualquer desses casos. é admissível o uso da citação da citação. como qualquer outro material. Nesses casos. ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997.]” (BEAUD... dev e ser usada de modo bastante restrito.50. p. igualmente. no entanto. b) Em citação com supressão de parte intermediária.] é preciso fazer escolhas. cru ci al para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes. triagens. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo. em que terrenos irá concentrar seus esforços. 125). Beaud (1997. somente disponível em língua que se desconhece. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima).. 125) aconselha: “[.. usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações.] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação.

torna o trabalho experiência profissional de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente.” (MARTINS.21. 1997. 51 . p.68. p. ou então.” (GOLDENBERG. grifo dos autores). mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante. de ou que faça parte da experiência profissional do estudante. 2000.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo.. . p. os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa.. “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional. d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período. negrito ou itálico) de termos ou expressões. deve-se indicar a autoria do mesmo: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante. 1997.” (GOLDENBERG. grifo nosso). quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor. 70). LINTZ.

Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório. (TELLIS. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época. Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer.1. and Descriptive. coletivo –quando um grupo de casos é estudado. explanatório e descritivo. instrumental . em palestras e debates. p. p. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case. deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses.. Collective – when a group of cases is studied. 1997.4 Normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal. em 25 de julho de 2002. (TELLIS..quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador. . Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso. tradução nossa).1). Explanatory. 1997.52. 1. 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory.

Nesse sentido. 1999. publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente. SEVERINO.126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”. a referência deve ser exata e precisa. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis. Quando não for este o caso. 1974. 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. Umberto Eco (1988. conforme a lista de referências. mencionados simultaneamente.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor.. deve-se confrontá-la com o original para ev itar erros ou omi ssões. após a data e sem espacejamento.. 1972. p. faz-se o acréscimo de letras minúsculas.1988). em ordem alfabética. 2001.5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a idéia do autor citado seja compartilhada. isto é. esses são separados por ponto-e-vírgula. RICHARDSON. como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO. após apresentar a citação. bem como averiguável por todos. que se concorde com ela. 1999. 1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. assim como as citações devem ser fiéis ao texto. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. 2001) (BUNGE. (MARCONI. 1976. . LAKATOS. em ordem alfabética. 2001) 1. YIN. 2000. 53 . D ev e-se respeitar even tual erro do autor cit ado. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO. assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes. Por isso. publicados em um mesmo ano.

.54. ..

seu valor e originalidade. com o uma das condições exigíveis.para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras. ‘O autor do trabalho descreve.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras. símbolos. 69). fórmulas. concisa e objetiva. expressões como: ‘O presente trabalho trata de. 69). dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos. As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resu mo. os resultados e as conclusões do documento. . seus resultados e conclusões mais importantes. críticas e julgamento pessoal do autor.’ são supérfluas (FRANÇA. como: objetivos . Produção textual. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo. Sobre a extensão do resumo.: Palavras. 2000.. afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”.] é a apresentação concisa e seletiva de um texto. . Resumo. de acordo com França (2000.. Limita-se a um parágrafo..para t rabal hos acadêm icos (t eses. descobertas. Quanto ao estilo da redação e conteúdo. o método. equações e diagramas devem ser evitados. técnicas de abordage m.. 55 .’. essa norma define: .ch ave. a NBR 6028:2003 estabelece.. comentários. p. valores numéricos e conclusões. devendo incluir palavras represe ntativas do assunto. diz: O resumo deve constituir-se num texto re digido de forma cursiva. .. p. Também não cabem num resumo citações. As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto. Quanto à redação e estilo de resumos.” Estabelece ainda que seja “composto de uma seqüência corrente de frases concisas. O uso de abreviaturas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses. [..chave : Narrativa. (FRA NÇA . p. 2000. Leitura. 69-70). dissertações e outros) e relatórios técnicocientíficos: de 150 a 500 palavras. an tecedidas da expre ssão Palavras. Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. dissertações. Ex . respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas .. que o “resumo deve ressaltar o objetivo. projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo.

1999.9.. 34-59.20. a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos. Rés umé (fran cê s). de acordo com a NBR 14724:2005. 4 RATTNER. histórico-culturais e espaciaisecológicas. embora conduzido pela economia. Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L. H. Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global.S. Globalizaç ão: em direç ão a um mundo só? n. 2. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. Res ume n (espan h ol ). R. A maioria dos periódicos acadêm icocientíficos exige. enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto. R ia ssunt o (italiano). também. v.4 . Educação e Sociedade Sociedade.V A s artes e . aperfeiçoamento e/ou especialização).69.56. p. dissertações. Em artigos científicos. Dentre este cenário de tendências contraditórias. além do resumo na língua do público a que este se destina. Sch lüsselwörter (al emão). O resumo em língua estrangeira é digitado em folha separada (NBR 14724:2005).3 O processo de globalização. Em trabalhos acadêmicos (teses. 19 95. p.1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. o desenvolvimento cultural do ser humano. set. o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais. Parole c hia vi (italiano). resumo em pelo menos uma outra língu a.25. Zusa mmen fa ssun g (alem ão)./dez.. os seguintes cabeçalhos: Abst rac t ou S umm ary (inglê s). Motsclés (francês). de acordo com a NBR 6022:2003. Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos. os resumos (acom pan hados das palavras-ch ave) na língua original e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais. v. Estudos Est udos E studos Av ançados A vançados.O. deve ser apreendido. Usam-se. As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês). Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. 65-76 . TC Cs e TGIs de cu rsos de graduação. 3 JAPIASSU. dez. Palabras clave (espanhol). n. em suas dimensões políticas. conforme o caso.

No primeiro caso. art igos de publi cações cien tí fi cas ou especiali zadas (peri ódi cos). ao fim do artigo. consistem em obras como livros. ao fim de cada capítulo. relatórios técnicos e legislação.. os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes.1 Localização das referências Os si stem as m ais ut ili zados par a apresentação das referências são o alfabético (or dem al fabét ica de en trada. que também podem estar localizadas ao final do texto. semin ár ios. . dicionário. manuais. publicações periódicas on line) ou eventos técnico.científicos como con gr essos. antecedendo apêndices e anexos. A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas.. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas. 57 . homepage. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem. também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto).. etc. cd-rom. desta forma. as referências são apresentadas antecedendo tais textos. dentre outros. No sistema numérico. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto. segu e. as listas são apresentadas em ordem alfabética única. jorn adas. as referências podem aparecer: em listas após o texto. Nestas situações. conforme a natureza do trabalho. ibidem (ou id. Além disso. e-mail. Já em resumos e resenhas. da ABNT. capítulo ou artigo. são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002. ibid.se a ordem numérica crescente para apresentação das listas. Vale destacar qu e a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página. dissertações ou monograf ias.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS As referências de um trabalho acadêmicocien tífico consistem na list agem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto.) e op. As notas de rodapé ficam. enciclopédias. 3. j ornais. Independentement e do tipo de fon te ou autoria mencionada no trabalho.cit. documentos oficiais. teses. é obrigatória a sua identificação na lista das referências.

M. As referências são alinhadas à margem esquerda do texto. respeitando-se os seguintes padrões: . após a editora. FISCHER. antes Pesquisa da editora (São Paulo: Atlas). este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento. . ed. João.2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a seqüência dos elementos do documento a ser referenciado..o hífen é utilizado entre páginas (p.).). R. T... .. L. . .). Por exemplo: ao optar pel a uti lização abre viada do prenome do autor. n. quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas).. Comp. Ao negrito ser definido um tipo de destaque. conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002). 1997). .a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO.o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referen ciada.as reticên cias são usadas para in dicar supressão de parte de títulos (Anais. já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos). digitadas em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simpl es (NBR 14724:2005). seguido de espaço.)). grau nas monografias de conclusão de curso e especial ização. após o número do periódico e após as págin as da r evist a/periódico (Política e Administração. t ambém deve ser un if orme em todas as ref erê ncias. Quan to à pontu ação. Humberto). Rio de Janeiro. . Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade.. M. isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista. é usado para separar os autores (FLEURY.3. Alfredo (Org. para o título. usa-se vírgula: após o título da revista/periódico.58. p. Org.os dois pontos são usados antes do subtítulo. após a cidade onde o periódico é publicado.15-21.os parênteses são usados para indicar série. . Em caso de referência de periódicos.). entre o número do ano/volume e o número do periódico. edição (7.2. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios. de forma abreviada (Coord. e depois do termo In:. após o título. teses e di ssert ações (Mestrado em Educação). que caract eriza fu nção na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI.). e no final da referência.usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR. porém são conhecidos [1991]. pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título. -o ponto-e-vírgula. 3. v. O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito)..10-15) e entre datas de fascículos seqüenciais (19981999). set.

R. 1986.3.quando houv er indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador. FISCHER. L. 10. FREIRE. Sueli. é facultado indicar todos os autores. ed.). entre parênteses. 1989. 59 . . Vivendo e aprendendo. Atlas.3 Regras gerais para elaboração de referências 3. Micropolíticas : cartografias do desejo. Editor.quando há dois ou três autores. seguido de espaço. Coordenador.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. T. etc. Vanilda (Org.. Paulo et al.) em coletâneas de vários autores. (e outros). FLEURY.. GUATTARI. Félix. separados por ponto-e-vírgula. a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis.. 2. São Paulo: Brasiliense. M. ed. mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra.). se for o caso). . . acrescentandose a expressão latina et al. seguido da abreviação. PAIVA.1 Regras quanto à autoria . Perspectivas e dilemas da educação popular Rio de Janeiro: educação popular.quando há mais de três autores mencionase apenas o primeiro autor. (Coord. Em caso de projetos de pesquisa. de indicação de produção científica em curriculum vitae ou e m r elatór ios para órgãos de financiamento. M. Petrópolis: Vozes. 1986. 1986. do tipo de participação. Graal. Cultura e poder nas organizações São Paulo: poder organizações. no singular. ROLNIK.

60. 212-213.. SANTA CATARINA. PROCURA-SE um amigo. Debates pedagógicos.. Carlos. Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. Secretaria da Saúde. Anais.quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita.. 10. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Lenilson Naveira. Relatório de atividades. como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN. estes devem ser escritos na ordem em que aparecem. . ATHAYDE. Curitiba. . Quando a entidade tem uma denominação genérica. . p. associações. Ilse. instituições).). b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. este deve constar na referência. a entrada é feita pelo título. Rio de Janeiro: Record. 1979. 1993. em letras maiúsculas. Tristão de.. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO. Florianópolis. ..quando os aut ores tê m sobr enom es compostos. 3. Brasília: SEF 1997. etc. 1931.em caso de pu blicação assinada por e nt idade (órgãos gov ern am en tais. .. congressos. Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª dos livros séries. 1990.quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. elatório 2001. Gerência da vida: reflexões filosóficas. editoriais. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. Caio.. 1979. 3 v. desde que seja a forma adotada pelo autor.. . esta deve ser indicada como autor. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES. In: SILVA. Gabriel. ed. Rio de Janeiro: Schmidt. em pr esas. Anais.

modernidade e globalização . 1997a.. São Paulo: Hucitec.em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano. Adyr Balastreri. RODRIGUES.o título e subtítulo (se for usado) devem ser apre sent ados tal com o f iguram no documento. Salvador. . separados por dois pontos. . 1997a. CHIAVENATO. São Paulo: Hucitec. seguido de ponto. apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico).2 Regras quanto ao título e subtítulo .. Brasília: Ministério da Educação. 1989. Em caso do uso do subtítulo. RODRIGUES. deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento. Turismo e espaço : rumo a um conhecimento interdisciplinar. 61 .quando não existir título. 1989. 1997b. RODRIGUES.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ .quando se referenciam várias obras do mesmo au tor em uma mesma página. entre colchetes. São Paulo: Saraiva. . ______. I. substitui-se o nome do autor das referências subseqüen tes por u m t raço su bli near equivalente a seis espaços. 2002.. [Trabalhos apresentados]. Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital. 2.3. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO. acrescentam-se letras minúsculas ao ano. na seqüência alfabética ascendente. Turismo. 1997b 3. sem chegar aos dois pontos.

indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s. Robert K.) . Metodologia do trabalho científico. (Coord. São Paulo: Atlas. ed. . Já se forem três ou mais.. . 1995. Carlos A.n. 2001.o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento. Porto Alegre: Bookman. YIN. Das mulheres e das flores.].. I. abreviando-se os números ordinais e a palavra edição. Ana Maria. .História da ciência: o mapa do conhecimento. desde que sejam dispensáveis para a identificação. 2.3 Regras quanto à edição e editora . 2001. 1974. 3. esta deve ser identificada na referência.se as design ações da n at u reza j ur ídica ou comercial. Antonio Joaquim. ALFONSO-GOLDFARB. 2000. VALENCIA.: (No livro: Editora Atlas S. Estudo de caso : planejamento e métodos.n. . 21. rev. ambos na língu a do document o. São Paulo: EDUSP. Em caso de informações complementares à edição. e ampl. Belo Horizonte: [s. ed. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura.em caso de haver duas editoras. Obs.A.quando não se tem o nome da editora. ZARIFIAN. MAIA.). SEVERINO. São Paulo: Cortez.]. indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades). P Objetivo competência: por uma nova lógica.62.3.a partir da segunda edição. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque. os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada. abreviando-se os pre nom es e su prim in do.

Viçosa. dentre outros. abreviada e entre colchetes [S.quando houver mais de um local para uma só editora. 1977. [S. RJ .quando o local é desconhecido. . acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país. Viçosa. Sylvio. entre colchetes. Em caso de haver cidades com o mesmo nome. deve-se utilizar a expressão sine loco. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid. [São Paulo]: SDF Editores.: No documento de que trata a referência acima. . de M.quando a cidade não aparece no documento. LAZZARINI NETO. 63 .]: Ex Libris. 1981. AL. MG.n. 1994. J.]. deve ser indicada entre colchetes.].: s.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. BELTRÃO III.l. Discursos do pregador. .3. indica-se o primeiro ou o mais destacado. utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine.. Obs. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. . CASTRO.quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento.l. abreviadas. Cria e recria. A prática da pesquisa. C.l. mas pode ser identificada. OS GRANDES clássicos das poesias líricas.o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento..4 Regras quanto ao local . [S. 1930. Viçosa.

estes devem aparecer de forma abreviada. 3. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres.3.quando em indicações de meses.. primavera 2000.64.6 Regra quanto à paginação . 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] .quando a publicação indicar. registra-se uma data aproximada. divisões por bimestres. (publicação com paginação irregular) . Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada. 1995.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e. sem. sempre deve ser indicada.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular. trimestres. as expressões: Não paginado. impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico. mar. no lugar dos meses. ao final da referência devem ser indicadas. Autumm 1970. 1996. 2002./Sept.1995. no idioma original da publicação. 2001. as estações do ano tal como figuram na publicação. maio/dez. 3. 3. seja ela de publicação. entre colchetes. bim. distribuição. após o ponto final. por isso.. trimestre e semestres abreviados. Aug. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca.3. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta. semestres ou estações do ano. 2. (publicação sem número de páginas) Paginação irregular. .

indicação de coedit ores.1 Monografias 3. LAKATOS. etc.4.. científica. c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. MARCONI. Eva Maria. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. a NBR 6023: 2002 da A BN T define . monografia como o doc umento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam. se houver). b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da A BNT são: n úm ero de págin as do docu men to. dicionário. como livros. Maquiavel. abreviado(s) ou não). Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência.4 Modelos de elaboração de referências 3. Luiz Mário Gazzaneo. 2000. ano de publicação. Antônio.1. i nf ormações descr iti vas sobre o docu men to (por exemplo: a) em caso de jornal. interdisciplinar. a política e o Estado moderno Tradutor: Maquiavel. quando necessário e de acordo com o docu me nto a ser referenciado. tr adu tore s. A. menção à edição exclusiva para assinante. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico. b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada.. 1997. São Paulo: Atlas. Metodologia científica 3. B. são acrescentados elementos complementares para melhor identificá-lo.. monografias).4. poden do variar conf orme o ti po de documento. IS BN. Caso seja indicado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. a não ser em casos de nomes próprios). Livros GRAMSCI. 1988. ao final da referência).1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor. catálogo. . ao final da referência. 5 Para fins de elaboração de referências. trabalhos acadêmicos (teses. Assim. política Estado moderno. RODRIGUES. Marina de A. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento . Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula. Local (nome da cidade): Editora. dissertações.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. enciclopédias. Número da edição (a partir da segunda edição. científica ed. São Paulo: Hucitec. manuais. 65 .

Prenome e outros Sobrenomes (se houver. 2002. 1980. Número de folhas ou volumes. 180 f. RODRIGUES. Bíblia Sagrada . 1989. M. . Ano de apresentação. Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa. 1989. 1986. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica. 5 v. Título : subtítulo. trabalho de conclusão de curso. Bíblia BÍBLIA. Caldas. Chicago: Encyclopaedia Britannica. 1980. 30 v. NBR 6023 : informação e documentação: referências: elaboração. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo. Normas Técnicas ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. local.] (o grau) – vinculação acadêmica. Universidade Federal de Minas Gerais. ano da defesa.. ed. Instituição. etc.. Dissertação (Mestrado em Administração) .66. Belo Horizonte. Tipo de documento [tese. Rio de Janeiro. 3. dissertação.Faculdade de Ciências Econômicas. Português. Qualidade de vida no trabalho . V. Edição Ecumênica. Rio de Janeiro: Delta. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. abreviados ou não). Dicionário AULETE.

segue-se as normas dos document os monográf icos n o t odo. M. Título da obra: subtítulo (se for o caso). acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico. Edição (a partir da segunda.3 Partes de monografia Inclui as referências de capítulos. Universidade Camilo Castelo Branco. etc.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra. precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento. MORGADO.. Disponível em: <http://www1.Escola Politécnica.html>. São Paulo. 1990. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais . Para referenciá-las.L. Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. São Paulo: Delta: Estadão. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia. 3. 67 . Obs. cd-rom.com. Prenome do autor da obra como um todo.. 5 CD-ROM.C. . A. (ABNT . 1990. 3. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula. 1998. São Paulo. Documentos em CD-ROM KOOGAN.4. Reimplante dentário . 1990. O ESTADO DE SÃO PAULO. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. 51 f.2 Monografias no todo em meio eletrônico São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. se houver). Tese (Livre Docência) . 6 Não se recomenda referenciar material eletr ônico de curta dur aç ão nas redes. G.. Manual de redação e estilo .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS. HOUASSIS.1. A. Acesso em: 19 maio 1998. 1997. excetuando-se nome próprio. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares. Universidade de São Paulo. São Paulo.4. sem negrito ou itálico). volumes. 1990. N BR 6023:2002). online. In: SOBRENOME.L. Enciclopédia e dicionário digital 98. seguidos de ponto.br/redac/manual. O padrão da referência é: SOBRENOME. precedida da expressão Acesso em:. Local: Editora.1. ano. 105 f. Documentos online 6 Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >. (Ed).estado. capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada.

5. G. Coesão organizacional e ilusão coletiva. Maria Ester de (Org. Rio de Janeiro: FGV. S. Editor. geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador.1990.se as n ormas an ter iores para ref ere nciar part es de mon ogr af ias.com.4. bem como matérias apresentadas em u m n úmero. Curitiba. Eva Maria. Viagem astral aos domingos. Da m esm a f orma que nas ref erê ncias de m onograf ias (completas ou partes). SOUZA. B. .1. In: ______. São Paulo: Atlas. as pu blicaçõe s pe riódicas tam bé m são referenciadas segu ndo as caract erísticas específicas de cada tipo. ed. etc. 1988. Os primeiros agregados humanos. Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial. 7 Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra.4 Parte de monografia em meio eletrônico Segue m. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. A. FREITAS. In: TOLEDO. cap. Fernando C. Organizador. Reflexões para o silêncio. MACEDO. In: MOTTA.14-16. 103-115.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas. 2000. número de jornal ou caderno de jornal completo. 3. matérias jornalísticas..). Vida psíquica e organização.. (Org. 3. p. História das doutrinas políticas. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas.refletindo. reportagens. fascículo ou número de revistas. Prestes. Disponível em: <http://www.68. p. 122-143. BOUTHOUL.). 1997. p.4. etc. Sociologia da administração . Parte de uma obra MOSCA.). 1987. Capítulo de livro LAKATOS...). In: ______. G. Artigo de coletânea7 AMADO. N as coletâneas. Rio de Janeiro: Guanabara. Acesso em: 25 jul.br/ livrosonline/leitura_32>. editoriais. Gilles. 7. seções.

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3.4.2.1 Publicação periódica como um todo

Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas, editoras ou livreiros. O padrão de referência é:
TITULO DO PERIÓDICO. Local de publicação (cidade): Editora, datas de início e encerramento da publicação, quando houver.

TRANSINFORMAÇÃO. Campinas: PUCCAMP 1989-1997. ,

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 1972-

Obs.: quando a publicação está em vigor, apresenta-se o ano de início, acrescido de hífen e sem ponto final.

3.4.2.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume, fascículo, números especiais e suplementos, sem título próprio. A referência padrão é:

TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Local: Editora, numeração do ano e/ou volume, numeração do fascículo, informações de períodos, datas de publicação.

VEJA. São Paulo: Abril, v.31, n.1, 15 jan. 1998.

... 69

70...

3.4.2.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos, volumes, números especiais e suplementos (com título próprio); além dos artigos, editoriais, comunicações, entrevistas, resenhas, reportagens e outros.

SOBRENOME, Prenome do Autor. Título da parte, artigo ou matéria. Título da Publicação , Local, numeração correspondente ao volume e/ou ano, fascículo ou número (conforme o caso), página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria), data ou intervalo de publicação.

Obs.: se necessário, podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento.

GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar. Exame, São Paulo, set. 2002. Edição especial. NUNES, Clarice. História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. Teoria
& Educação , Porto Alegre, n.6, p.151-182, 1992.

LEAL, Elisabeth J. M. Pesquisa e produção escrita. Turismo: visão e ação, Itajaí, v. 4, n.8, p.99109, abr./set. 2001. GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança pública. Política e Administração, Rio de Janeiro, v.3, n.2, p.15-21, set. 1997.

3.4.2.4 Artigo e/ou matéria de revista, boletim, dentre outros, em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas, conforme os tópicos anteriores, acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico.

MALOFF Joel. A internet e o valor da “internetização”. Ciência da Informação , Brasília, v. , 26, n. 3, 1997. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/>. Acesso em: 18 maio 1998. VIEIRA, Cássio Leite; LOPES, Marcelo. A queda do cometa. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n.2, inverno 1994. 1 CD-ROM.

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3.4.2.5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais, entrevistas, comunicações, reportagens, resenhas e outros. A referência padrão é:

SOBRENOME, Prenome do Autor (se houver). Título da matéria. Título do Jornal, Local de publicação, data de publicação. Seção, caderno ou parte do jornal, página da matéria.

Obs.: quando não houver caderno, seção ou parte, a página da matéria ou do artigo precede a data.

BEVILACQUA, Viviane. A fome dói, diz José, um brasileiro. Diário Catarinense , Florianópolis, 3 nov. 2002. Página Quatro, p.4. LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999.

3.4.2.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior, acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico.

HISTÓRIA, razão e fé. Folha de S. Paulo Online , São Paulo, 3 nov. 2002. Folha Opinião. Disponível em: <http://www.uol.com.br/fsp/opiniao/inde03112002.htm>. Acesso em: 3 nov. 2002.

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br/anais/anais. Título..4. Anais.. resultados. 2000. proceedings. numeração (se houver). CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe. 3.ufpe.. do documento (anais. 4.. 3.4. 1996.72. 1997. Florianópolis.3.. 1996.1 Eventos como um todo Constitui u m tipo de pu blicação com o con ju nt o de docum en tos/t rabal hos apresentados ou reunidos em um evento. local (cidade) de realização.. Disponível em: <http://www..3.3 Publicações em eventos 3.. 1996. como atas.propesq. Recife: UFPe. anais...4. Recife. 1996. O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO. dentre outros. data da publicação. etc.. … 2000. Acesso em: 21 jan. . CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe. Recife. Recife: UFPe.htm>. proceedings.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo. atas. 4. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers. ano. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations. 2. Anais eletrônicos.) Local de publicação: editora.

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3.4.3.3 Trabalho apresentado em evento té cn ico- ci ent íf icos. A re fer ênci a dev e apresentar os seguintes elementos e forma:

São os artigos, comunicações, projetos, dentre outros trabalhos apresentados em eventos

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver, abreviados ou não). Título do trabalho apresentado. In: NOME DO EVENTO, numeração do evento (se houver)., ano, local de realização do evento. Título... (Anais, Proceedings, Resumos, etc.) Local de publicação: Editora, data de publicação. página inicial-página final do trabalho referenciado.

RODRIGUES, M. V. Uma investigação na qualidade de vida no trabalho. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD, 13., 1989, Belo Horizonte. Anais… Belo Horizonte: ANPAD, 1989. p. … 455-468.

3.4.3.4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico

Segue a norma de referência indicada no item anterior, acrescida das informações do meio eletrônico utilizado.

SILVA, R. N.; OLIVEIRA, R. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPe, 1996. Disponível em: <http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais/ educ/ce04..htm>. Acesso em: 21 jan. 1997. GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: Tec Treina, 1998. 1 CD-ROM.

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3.4.4 Documentos jurídicos 3.4.4.1 Legislação Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição, emendas constitucionais, textos legais (leis ordinárias, medidas provisórias, decretos, resoluções do Senado Federal); normas de instituições públicas e privadas (resolu ções, portarias, ordem de serviço, comunicado, instrução normativa, circular, dentre outros). A referência é elaborada com base n a n orma padr ão, podendo ser acrescentados elementos complementares, caso sejam necessários.

JURISDIÇÃO (ou cabeçalho da entidade, caso tratar-se de normas). Título do documento. Especificação do documento (ex.: Diário Oficial, Código civil, Lex), Local (cidade), numeração (volume, número e páginas, conforme o caso), data.

Obs.: quando a referência for de Constituições e suas emendas, entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição, seguida do ano de promulgação, entre parênteses.
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995. Lex: legislação federal e marginália, São Paulo, v.59, p.1966, out./dez. 1995.

SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p.217-220, 1998.

BRASIL. Decreto-lei nº5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação das leis do trabalho. Lex: coletânea de legislação: edição federal, São Paulo, v. 7, 1943. Suplemento.

BRASIL. Código civil. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995.

3.4.4.2 Jurisprudência

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. In: ______. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p.16.

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BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Hábeas-corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do , STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar.1998.

3.4.4.3 Doutrina Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias, artigos de periódicos, papers, etc. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação.
BARROS, Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, v. 19, n. 139, p. 53-72, ago. 1995.

3.4.4.4 Documento jurídico em meio eletrônico Para este tipo de documento, o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores), acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado.
BRASIL. Regulamento dos benefícios da previdência social. In: Sislex: Sistema de Legislação, Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. [S.l.]: DATAPREV 1999. 1 CD-ROM. ,

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. Não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão de idade, inscrição em concurso para cargo público. Disponível em: <http:// www.truenetm.com.br/jurisnet/sumusSTF .html>. Acesso em: 29 nov.1998.

3.4.5 Patente
ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor. Título. Número da patente, datas do período de registro.

EMBRAPA. Unidade de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos, SP). Paulo Estevão Cruvinel. Medidor digital multissensor de temperatura para solos. BR n. PI 8903105-9, 26 jun. 1989, 30 maio 1995.

... 75

National Oceanic and Atmospheric Administration. Itajaí (local).000. 1 atlas. Escalas variam. mapa. globo e fotografia aérea. SE (localização geográfica). SP). .1 Documento cartográfico em meio eletrônico O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente.6 Documento cartográfico Abrange: atlas. Especificação do documento. 1 atlas.76. UNIVALI (instituição geradora). 3 ½ pol. p. 13 jul.ufl. 3. ATLAS Mirador Internacional.11. 1994. 8 ABNT. Gainesville. NBR 6023:2002. color. 1999071318.: Nota sobre a referência/arquivo digital 8 : 1999071318. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks.000. GOES (denominação do satélite). 2002. 3. Acesso em: 15 jan.. Itajaí: UNIVALI. GIF. [2000?]. 1 imagem de satélite. ESTADOS UNIDOS. GOES-08: SE. 08 (número do satélite na série). 1981. Obs. 13 jul. 1999 (data da captação). porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. Escala. 557 Kb (tamanho do arquivo).4. O padrão de referência é: AUTOR.. 1999. FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY.4. 557 Kb. Regiões de governo do Estado de São Paulo. Local: Editora. Disponível em: <http://www. Escala 1:40. 17:45Z (horário zulu). 1 disquete.flmnh. 1 mapa. 1999.GIF (título do arquivo).6. Escala 1:2.edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil. IR04 (banda). INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo.jpg>. data de publicação. Título. São Paulo. 17:45Z.000. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil. IR04.

BRITTO. [Sem título].1 Documento iconográfico em meio eletrônico GEDDES. 1 disquete. 51 Kb. 5 ¼ pol.4. Geddes 135. K.. Romero. cartazes. 2000. Altura: 432 pixels. 25 cm x 20 cm. Quando não existir título para o documento. KOBAYASHI. color. 1999. color. pinturas. Especificação do documento. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência... 77 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. transparências. Formato JPEG. 1 gravura. 1980. Doença dos xavantes. diafilme. 19 transparências. . 1982. Largura: 376 pixels. fotografias. São Paulo: UMIBO. 3. 25 cm x 25 cm. Data. NOVAS descobertas para o terceiro milênio. dentre outros.. deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes.7. caso seja necessário. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é: AUTOR. desenho técnico.4.7 Documento iconográfico Refere-se a gravuras.jpg. Anne. diapositivo. 1 fotografia. Título.

Circuladô vivo.. Diretor. 1 video sonoro. Luiz Inácio Lula da.78. Entrevistadores: V Tremel e M. Deve-se seguir o seguinte padrão: TÍTULO. data e especificação do suporte em unidades físicas.4. 1998. 1 bobina cinematográfica (106 min).. São Paulo: SENAI-SP. também deve ser seguido o seguinte padrão: COMPOSITOR (ou intérprete. Especificação do documento. . Caetano. PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos. DVD. fitas cassete. VELOSO. color. CENTRAL do Brasil. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Local: Gravadora (ou equivalente).. entrevistado. dentre outros. Direção: Walter Salles Júnior. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas. Rio de Janeiro: Riofilme. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. etc.9 Documento sonoro Compreende discos. 35 mm. data. 1991]. Garcia. São Paulo: Polygram.. 1 CD. 3. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr.8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes. Brasília: SENAI/DN. 2 cassetes sonoros. conforme o caso). 1992. 3. son. Produtor (conforme as informações disponíveis). videocassetes. Local: Produtora. 1991. Título. SILVA. . Departamento Nacional.4. CDs (compact disc). 2001.

NBR 6023:2002.. 1 CD-ROM. [China: Companhia das Índias. 1 bule. monumentos. animais empalhados.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.]: Microsoft Corporation. e meio eletrônico. 1918. Biblioteca Central. atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes). mensagens eletrônicas. dentre outros). etc. p. objetos e suas representações (fósseis. listas de discussão. Especificação do objeto. Título (do serviço ou produto). 79 . quando identificado).. objetos de museu. assunto em discussão. Data. não sendo recomendável seu uso como UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ.10 Documento tridimensional Abrange as esculturas.4. O padrão para referência é: Mensagens trocadas por email têm caráter informal. Título (caso não exista. 9 3.11 Documento de acesso exclusivo em MICROSOFT Project for Windows 95. 13).doc. A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão: AUTOR (criador artístico do objeto. 1995. Version 4. Marcel. maquetes.1.l. programas de computador. . 5 fonte científica ou técnica de disquetes. 1998. esqueletos. Normas. 18-].” (ABNT. AUTOR(es)se for o caso. [S. DUCHAMP. BULE de porcelana. arquivos em disco rígido.4. Escultura para viajar. Versão (se houver). Curitiba. pesquisa. Descrição física do in terpes soal e efêmero. As mensagens de correio e le trônico “devem ser 9 referen ciadas meio eletrônico s omen te quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o Abrange os documentos do tipo base de dados. 1 escultura variável. desaparecem rapidamen te.

n. C.br> em 11 nov. 1999. O que é sociologia? 7. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência.4. (Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal). documentos mimeografados e digitados. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. Radiologia Brasileira. Massa calcificada da naso-faringe. 1997. No prelo.12 Bula de remédio RESPRIN: comprimidos. São Paulo: Brasiliense. Digitado. M. Responsável técnico Delosmar R. se houver.ed. podem ser acrescentados. 3. Acesso em: 30 maio 2002. M. MARTINS. MARQUES. SC.4. MARINS. Tubarão. 1991. J. sem destaque. ÁCAROS no Estado de São Paulo. 1990. 3. São José dos Campos: Johnson & Johnson. Memorial [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <simonegf@sj. Como fazer apresentações. 57). 3. Disponível em: <http://www. HINDLE. Base de Dados Tropical. Bastos. 2002. Italvino.14 Notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo. E.fat. Tim. Bula de remédio.ed. ao final da referência. RUBIROSA. Os princípios da gestão moderna. LEAL. Apostila.org. 1978. Niterói.br/ acaro/sp/>. 1984.. apostilas. L. J.23. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ ANDRÉ TOSELLO”. 1985. Carlos B. São Paulo: Publifolha. . textos não publicados.13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações.4. São Paulo. (Primeiros Passos.univali.bdt. 2.80. entre parênteses.. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração.

do alto ao pé da lombada. e) número de volumes (se houver mais de um. para elaboração de teses. papers e relatórios. f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado.. no que couber. Por outro lado. as seguint es informações: a) nome da instituição (opcional).Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. trabalhos de conclusão de curso de aperfei çoamen to e/ou especialização e outros. dissertações. trabalhos de graduação interdisciplinares TGI. seqü encialmen te. c) identificação de números (volume.2) . impresso da mesma forma que o do autor. Suas orientações também se aplicam. b) título do trabalho. uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria.que abrange as folhas que constituem o trabalho (Apêndice A). trabalhos de conclusão de cursos de graduação . a trabalhos de graduação intra e extra-classe. A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos prétextuais. onde devem ser impressos: a)n om e do au tor.. im presso longitu dinalmente. 4. que def in e os pri ncípios gerais par a elaboração de teses. se for o caso: v.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2005 da ABNT. textuais e pós-textuais.Capa (obrigatório): é a cobertura externa capa dura . g) ano da entrega (4 dígitos). deve ser especificado o respectivo volume em cada capa). Deve conter.1 Elementos pré-textuais . 81 . c) título. Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação. esses elementos podem ser adapt ados ou at é me smo desconsiderados. tais como fichamentos.TCC. b) nome do autor. . se houver. dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma. d) subtítulo. resenhas.

82. apresenta-se a ficha catalográfica.Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. d) número de volumes. sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). c) subtítulo (se houver.Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s). h) ano de entrega (4 dígitos). conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. f) nom e. etc. devem ser apresentados. Aparecem em folha separada. c) texto contendo a natureza. dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização.A data de aprovação e as assinat ur as são colocadas após a apr ov ação do trabalho.) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina..Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. e m caso de t rabalh os qu e dev am ser depositados em biblioteca. . d) área de concentração. preciso. obtenção de determinado grau. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver). As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se . etc.Folh a de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as segu intes informações. ti tu lação e assin at ur a dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. Essa f ich a de ver á ser con feccion ada por profissional bibliotecário. a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha.Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha). . e) data de aprovação. dissertação.. área de concentração. b) título principal do trabalho (claro. como as teses. . g) local (cidade) da instituição. se houver mais de um. com as respectivas correções. em seqüência. . e) nota contendo a natureza do trabalho (tese. trabalho de conclusão de curso. objetivo e nome da instituição a que é submetido. b) título do trabalho e subtítulo (se houver). centralizadas na página (Apêndice C): a) nome do autor trabalho. os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho.). após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário. No verso da folha de rosto. . parte inferior da página. nome da instituição a que é submetido. com a identificação do conteúdo que permita a indexação).

Epígrafes tam bém podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos). .Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. (Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais . não deve vir entre aspas. . na ordem em que aparecem. . b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto.Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas con ti das n o t ext o..Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 . Sua elaboração é detalhada no t ópico 2 (R esu mos de trabalhos acadêm icocientíficos). devem ser alinhados à esquerda. abaixo do texto. com respectivos nomes e números de página. p. gráficos. seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho).Su mári o (obrigatór io): é a re lação enumerada das divisões.ver seção 5. com respectivos nomes e números de página. Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D). Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice. . Se necessário. . também denominadas seções primárias). por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho. da Parte I deste documento. qu e localiza e re mete para as in form açõe s con ti das n o tex to. etc. A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito. fora de parênteses. na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto. .Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas. esque mas. Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada u m dos t ipos (abreviatura ou sigla).. na ordem em que se apresentam no texto. d) os indicativos das seções que compõem o sumário. desen hos. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto.ordenadas segun do determ inado cri tério. 2)." (NBR 6027:2003. Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado. Apesar de ser escrita por outra pessoa.4. Consiste na transcrição de uma frase. .3 da Parte II deste documento).Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros.Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma seqüência de f rases objetivas e seguidas de palavras-chave. com o respectivo significado. c) os elementos pré-t extu ais não devem aparecer no sumário.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . . segui das do seu signi ficado (expre ssõe s ou palavras correspon dentes).Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração. 83 . pensamento. mapas.) na ordem em que aparecem no texto. que é uma lista "de palavras ou frases. escrit o por ext enso.Epí grafe (opcional): aparece após os agradecimentos. da Parte II deste documento). se houver. ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar. fluxogramas. or ganogram as.

fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização). o tex to acadêm ico-cien tífico se inicia com uma in trodu ção.: 32-49). assim como os prétextuais. de u m modo geral .. está localizado. análise e interpretação dos resultados. n a(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. No en tant o. área de conhecimento ou metodologia adotada. Da mesma forma que na introdu ção. Em caso de relatórios de pesquisa científica. t eorias e principais idéias sobre o tema focalizado. . resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa. me todologia. excetuados os elementos obrigatórios. . Isso não significa dizer que essas part es sejam n ecessariame nt e assi m intituladas ou subdivididas. além de aspectos metodológicos. f) para a paginação pode-se utilizar o número da pr imei ra página (ex. concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado. f inalizan do com uma conclusão. 4. ou os n úme ros das págin as ini cial e f inal. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa. Conf orme o tipo de trabalh o. portanto. de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. O sumário é o último dos elementos prét extu ais. destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. apresentação.se com base no ti po e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico.Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho. contextualiza-o.84. à qual se segu e o desen volvim ento. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes.2 Elementos textuais Os elementos textuais. e)os títu los e su btítulos (se h ouver). os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (r evi são bibl iogr áf ica). que seguem os indicativos das seções. apenas que esta é a seqü ência usual de qualquer t exto acadêmico. separados por hífen (ex.: 32). con st itu em. os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões. Se o trabalho compreender mais de um volume. são ali nh ados pela m ar ge m do tí tu lo correspondente ao indicativo mais extenso.. há distintos modos de organizar o texto. . Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento.Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. Nela são descritos os conceitos. ou seja. em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem. com uma definição clara.

Glossár io (opci onal): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específ icos de uma determ inada área. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. . Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. A con clu são deve apresent ar dedu ções lógicas correspon dent es aos propósitos prev iamen te estabelecidos do t rabalho. Pode também indicar questões dignas de novos estudos. que complementa. encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Ref erências de Tr abal hos Acadêm icoCientíficos.: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado. assuntos.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo au tor do trabalho..3 Elementos pós-textuais . extraídos de um documento. dentre outros). . apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. . complementar ao seu trabalho. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido. . 85 . além de sugestões para outros trabalhos. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas. com a indicação de sua localização no texto. 4. utilizados no trabalho. da Parte II deste documento. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. possibilitando sua identificação individual.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor.Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas.Conclusão Como parte final do texto. nomes geográficos. Nos trabalhos acadêmi co-cien t ífi cos a li stagem de referê ncias deve ide ntif icar as f ontes/ documentos mencionados (referidos) no texto.. .Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de element os descrit ivos. seguidos de suas respectivas definições. As orientações para sua elaboração.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . comprova ou ilustra o seu conteúdo.: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista). segun do a NBR 6023:2002 da ABNT.

..86..

com form at o A. no caso de dissertações e teses. . as informações sobre o trabalho. Também os títulos das subseções são separados do texto que os precede e que os sucede por dois espaços de 1.7 cm ). O texto é digitado no anverso da folha (frente). com exceção da folha de rosto. Entretanto.1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco. sem brilho. em cuj o verso é im pr essa a f ich a catalográfica. notas de rodapé. margens direita e inferior: 2 cm.5. 5. 5.4 (21 cm x 29. objetivo.5 entre linhas. O texto deve ser digitado com espaço 1. Os títulos das seções devem começar na parte superior da folha e ser separados do texto que os sucede por dois espaços de 1. algumas normas gerais devem ser seguidas. f icha catalogr áf ica e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto (indicando a natureza do trabalho. Para digitação recomenda-se a utilização de font e tamanho 12 para t odo o text o e tamanho menor (11 ou 10) e uniforme para citações longas (mais de três linhas). data de aprovação e identificação da ban ca exami nador a deve m ser centralizadas (Apêndice C). a nota de identificação do trabalho deve ser alinhada do meio da página para a margem direita (Apêndice B). notas de rodapé. referências. como prescreve a NBR 14724:2005 da ABNT.. digitados n a cor preta (excetuando-se as ilustrações). pagin ação e legen das de ilustrações e tabelas.5. Na folha de rosto.. com exceção das citações longas (com mais de três linhas). legendas de ilu strações e de t abelas. nome da instituição a que é submetido e área de concentração) que devem ser digitadas em espaço simples.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS ACADÊMICOCIENTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor. 87 . As ref erên cias apresent adas ao final do trabalho devem ser separadas entre si por dois espaço simples. Já na folha de aprovação.2 Margens e espacejamento As páginas devem ser configuradas nas seguintes dimensões: margens esquerda e superior: 3 cm. recomendam-se Times New Roman ou Arial. Quanto ao tipo da fonte.

1.2.1 2.1. pre cede o títu lo da seção.1.4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento.1.1.1 2. Empregam -se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto.1. a 2 cm da borda superior. em algarismos arábicos..1 2. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções.2 2.2 . 5. por sua vez. quaternária. no canto superior direito da folha. terciária. Exemplo: Seção primária Seção secundária 1 2 1.1. A nu meração é colocada a partir da primeira folha da parte textual. sendo de le separado por um espaço.2. contendo a exposição ordenada do assunto. Esse indicativo numérico.1 2. A principal di vi são do te xto de u m docum ent o é denominada seção primária. etc. embora as páginas preliminares (pré-texto) não sejam n umeradas.3 Paginação Todas as folhas do trabalho são contadas seqüencialmente. a partir da folha de rosto.88.1.1 3.1.2 3 3." (NBR 6024:2003). a qual.1 2. Havendo apêndice(s) e anexo(s).3 Seção quaternária 1. Seção terciária 1. suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. alinhado à margem esquerda.1 2. 5. seguido do número que lhe f or atribu ído na seqüência do assunto e separado por ponto.1. pode se dividir em seção secundária..1 "O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence.

caixa alta ou versal. preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1. dentre outros. 5... Muitos autores. o espaçamento duplo entre os parágrafos. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas. usam-se alíneas. referências. adotando-se. O texto..2.. qualquer que seja a forma adotada. resumos.. em 2.. porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação.5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida.. fotos. as dem ais linh as da subalínea i niciam igualmente abaixo da primeira letra. se inicia em ou tra li nh a. As alíneas. exceto a última que termina em ponto. Os tí tu los das se ções são destacados gradativamente. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula. .6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos. deve ser mantida em todo o trabalho.. hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título. No entanto. com exceção da última.27 cm). ressalta-se que este recurso deve ser usado para grafar palavras estrangeiras.1.. qu adros. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente. porém. Atenção! Em relação ao itálico. se m que h aj a necessidade de intitulá-los. Dispõem-se as alíneas na seqüência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente. d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha. anexo(s) e índices não recebem in di cat iv os n um éri cos e dev em ser centralizados (NBR 14724:2005). pois do contrário não contribuirão para a análise. qu e obri gatoriamen te corresponde ao título da seção. or gan ogram as. A identificação de ilustrações deve aparecer na parte in ferior. precedida da palavra designativa seguida de seu número de ordem . agradecimentos. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço. nesse caso. estas devem começar com um hífen. b) as letras indicativas das alín eas são re en tradas em r elação à margem esquerda. esqu emas. ver 1. .. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito. listas..1 Os títulos de errata. na seção 3 relatou-se. dele separado por um espaço. A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: . O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. 89 . terminam em ponto-e-vírgula. Hav endo ne cessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. e redondo. itálico ou grifo. sumário... gráficos.. 5. no in te rior de um a seção. glossário. fluxogramas. mapas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto. apêndice(s).

A indicação da(s) fonte(s) das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem em seu rodapé. pode se r apresentada em duas partes. sintetizadas a seguir. . preferencialm ent e. 1993. p. 28): . Q uanto à disposição das in formações. uma abaixo da outra.7 Tabelas As tabelas servem para descrever dados e informações relevantes para o estudo ou ilustrar o conteúdo em desenvolvimento.IBGE (1993).. Figura 3.cada página deve ter colunas indicadoras e seus respectivos cabeçalhos. por extenso. do respectivo título e/ou legenda explicativa. e da fonte. pode ser apresentada em duas ou mais partes. precedida da palavra Tabela e de seu número de ordem em algarismos arábicos.se t iv er poucas colu n as.cada página deve ter uma das seguintes indicações: continua para a primeira. b) ter moldu ra para est ru turar os dados nu méricos e termos necessários a sua compreensão. O cabeçalho da tabela indica o conteúdo das colunas com palavras ou notações claras e concisas. o espaço do cabeçalho e o terceiro. As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior (topo). . o rodapé. t ais indicações devem ser feitas sem abreviações. após o fio de fechamento. A t abe la não de ve t er t raços v ert icais delimitadores à direita e à esquerda.o traço horizontal da moldura que separa o rodapé deve ser apresentado somente na página que contenha a última linha da tabela. qu an to à su a local ização e apresentação gráfica. .cada página deve ter o contéudo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte. três traços horizontais paralelos: o primeiro separa o topo. o segundo.se ultrapassar o tamanho da página em número de colunas e tiver poucas linhas. breve e clara que dispense consulta ao texto. a tabela deve ser apresentada em duas ou mais partes (IBGE. c) ocupar. de ocor rência n o te xto e m algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1. . . O título indica a natureza e as abrangências geográfica e te mporal dos dados n um éri cos. 5. também é preciso seguir alguns critérios: . deve: a) estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere.o con te údo do rodapé deve se r apresentado na página de conclusão.90. com um traço vertical duplo separando as partes e repetindo-se o cabeçalho. na mesma página. conclusão para a última e continuação para as demais. As tabelas apresentam inf ormações tratadas estatisticamente e seguem as orientações da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .. repetindo-se o cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha. lado a lado. A tabela. no mínimo. de forma clara e concisa. A moldura compreende. preferencialmente sem abreviações. Quando não couber em uma folha. uma única página. . As ilustrações devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho do texto a que se referem. Quadro 5).

Exemplo: x 2 + y2 = z2 (x + y )/5 = n 2 2 (1) (2) . conforme o caso.8 Equações e fórmulas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura e. ‘observação direta’. devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição. para tant o exi stem sím bolos estabelecidos por convenção internacional: Símbolo Z . As tabelas de um a publi cação deve m apresentar uniformidade gráfica nos corpos e tipos de let ras e nú meros.. 91 . ‘formulários preenchidos’. a partir de pesqui sa de campo (com o uso de questionários. no uso de maiúsculas e nos sinais gráficos utilizados. ‘questionários aplicados’. multiplicação e divisão.quan do. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela. ín di ces e ou tros)” (NBR 14724:2005.. p. alinh ando. pela natureza do fen ômeno. subtração.. 9). caso seja necessário.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a) não se deve deixar “casas” vazias em uma t abel a. ‘en trevist as realizadas’. c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física. Significado correspondente b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos. quan do os dados se originarem de diversas fontes. utiliza-se como fonte o autor. os nomes ou 5.se à margem esqu erda da primeira coluna. o dado não existir -quan do o dado for rigor osamente zero -quan do não se dispu ser do dado -quan do os dados anterior es ao símbolo não forem comparáv eis aos posteriores -quan do o dado for omitido para evitar a in dividualização da infor mação siglas são separados por vírgula. / ou – X . por exemplo). podem ser u til izadas como f ont e as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’. “Na seqüência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoen tes. entrevistas ou observação). numeradas com algarismos arábicos entre parênteses. responsáv el pelos dados levantados e apresentados. quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados.. Qu ando as equações ou f órmu las ultrapassarem uma linha por falta de espaço. alinhados à direita.

A. Ed. J. GEWANDSZNAJDER. 2003. Campinas: . Rio de Janeiro.A. pesquisa quantitativa e qualitativa. A. Memórias de um orientador de tese. relatório. Metodologia do ensino superior. Rio de Janeiro. 2003. N. paixão. CASTRO. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. 1978. C. p. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. 2003. REFERÊNCIAS ALVES-MAZZOTTI. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação.C. 1997. M. L. GOLDENBERG. A. A aventura sociológica: objetividade. Florianópolis. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas. Rio de Janeiro: Zahar.M. 2. GIL. DEMO.ed. Rio de Janeiro. de O.).ed. ______. São Paulo: Pioneira. improviso e método na pesquisa social. Redação de textos científicos. 1996. Arte da tese: como preparar e redigir uma tese de mestrado.C. 1997. (Org. São Paulo: Atlas. 2001.ed. FRANÇA. Autores Associados. Rio de Janeiro. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. ______. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. ______. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. 2002. . NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. FLÔRES. dissertação.J. Belo Horizonte: Ed. M... F O método nas Ciências Naturais e Sociais: . OLÍMPIO. rev.92. R. 4.. CANCELIER. Rio de Janeiro. Campinas: Papirus. da UFMG.ed. 2. V.N. Como se faz uma tese. FEITOSA. São Paulo: Perspectiva.ed. 2002. 2000. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. 1986. Queiroz.L..307-326. ECO. resumo. In: NUNES. 5. narração. 1996. ______. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos. Rio de Janeiro: Record. 2003. O trabalho da citação. COMPAGNON. ______. descrição. engenheiros e estudantes. Rio de Janeiro. da UFSC. Manual para normalização de publicações técnico-científicas.L. BEAUD.L. 1998. E. 1989. L. P Educar pela pesquisa. 3. 1997. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.. Rio de Janeiro. e aum. ______. BARRASS. U.M. 2005. São Paulo: T. ______. Rio de Janeiro. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. 1988. 1992. Belo Horizonte: Editora UFMG. uma monografia ou qualquer outro trabalho universitário. Redação: o texto técnico/ científico e o texto literário.

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94. ...

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APÊNDICES . 95 ..

excetuando-se a 1ª letra] . Apêndice A Capa de trabalhos acadêmicocientíficos Modelo 3 cm NOME DA INSTITUIÇÃO AUTO R(A) NOME COMPLE TO DO (A) A UTOR (A) CO MPLET CO MPL ETO AUTO R(A) [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3cm TÍ TUL T ÍTUL O : subtítul o subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.. título em maiúsculas e sub-título em minúsculas] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas.96..

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 .. 97 ..

Orientador: Prof(a). título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas] Monografia apresentada como requisito parcial para a o btenção do título de Xxxx. Apêndice B Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3 cm TÍT UL O TÍ TUL O:: subtítulo subtí tul o (se houver) tulo 2 cm [No centro da folha. na Universidade do Vale de Itajaí. Centro de Educação Zzzzz. Wwww Yyyyyy Local Ano 2cm [Letras minúsculas.98. excetuando-se a 1ª letra] ...

. Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 . Orientador: Prof.. 99 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Mo nogr afi a apres e n tada como requisito parcial para a obtenção do título de Bachare l em Turismo e Hotelaria pela Un iversidade do Vale de I taj aí. Ce n tro de E ducação Balne ário Camboriú. Dr.

..... ..... Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍ TUL TÍT UL O T ÍTUL O:: subtítulo subtítul o (se houver) Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de .. . ............................ UNIVALI – CE de Balneári o Camboriú Orientador Profa.................... [dia] de [mês] de [ano]... ... ....... ........ Centro de Educação de .. .. [Local].. da Universidade do Vale do Itajaí.... 3 cm Área de Concentração: . MSc........ Dra.. ....... . Dr......... UNIVALI – CE de São José Prof..... ......100. UNIVALI – CE de São José 2 cm 2 cm [Identificação centrada em letras maiúsculas] [Título em maiúsculas... Prof.... e aprovada pelo Curso de .. sub-título em minúsculas] ......

. Emílio Vieira UNIVALI – CE de São José Membro . Pedro Alves UNIVALI – CE de Balneário Cambori ú Orientador Profa.. Centro de Educação de Balneário Camboriú.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvol vimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí. Dr. Maríl ia Mendonça Farias UNIVALI – CE de São José Membro Prof. Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú. Msc. 101 . 14 de fevereiro de 2003. Dra. Prof.

........................2 Objetivos da pesquisa .............................. 57 4...................... 80 ................................................................................................................. 46 4 RESULTADOS ........................................ 11 1.................................................................................. Apêndice D Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........................................... 40 3.................................. 49 4................102.............................................2 As principais correntes teóricas da atualidade .............................................1 Breve história das principais concepções do passado ..................1................ 18 2..........................................................................2 Fontes documentais ........... 64 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................... 43 3...................................................1................. 39 3............................ 71 REFERÊNCIAS .......................................................................................................................................................................................................2 Expectativas e aspirações ............................................................................................................ 16 2.............................................................................. 13 2 O PROBLEMA DA PESQUISA .......... 10 1.............................1 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa ......................................... 77 APÊNDICES .............................................................................................................................................................................................................3 Resistência.......................1 Contexto e sujeitos da pesquisa .................................................................................1 Justificativa ......................... aceitação e cooperação ................1 Concepções teóricas .................................................3 Estratégias e instrumentos ................................................ 14 2... 27 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ....................................................................................... 50 4.......

) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) .. é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado.. contendo de 100 a 250 palavras. elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo su btítu lo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo. 103 .