Você está na página 1de 3

ATIVIDADES – CARTA PESSOAL: ESTRUTURA, FUNÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO

Apelo

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não
senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o
batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha
de jornais ali no chão ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o
canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite
eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença e todas as aflições do dia, como a última luz na
varanda.
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem.
Acaso é saudade, Senhora? As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho
botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora,
conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
(Dalton Trevisan)

A carta constitui uma das formas de composição de um texto. Por meio dela se estabelece uma
comunicação por escrito, endereçada a uma ou várias pessoas.

Exercício

1- A pessoa que escreve a carta chama-se remetente e a pessoa a quem se destina a carta chama-se
destinatário.

No texto “Apelo”:

a) Quem é o remetente? b) Quem é o destinatário?

____________________________________ ___________________________

2- Toda carta possui um determinado objetivo. Qual o objetivo desta carta?

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

3- O narrador revela no texto os vários sentimentos experimentados pela ausência de sua mulher. Nos
primeiros dias, o narrador não sente de ausência de sua mulher.

a) Em que aspecto a não-presença da mulher na casa é favorável ao narrador?

_____________________________________________________________________________________

b) Identifique a frase do texto que transmita a seguinte informação: durante a primeira semana, não senti a
sua ausência.

_____________________________________________________________________________________

c) Retire do texto uma frase que expresse a ausência da mulher.

_____________________________________________________________________________________

4- O narrador menciona alguns fatos que, gradativamente, foram revelando a ausência da mulher.
Transcreva alguns desses fatos.
5- Em que frase do texto o narrador informa a solidão provocada pela ausência da mulher?

_____________________________________________________________________________________

6- Por que o narrador foi “... beber com os amigos...”?

7- O narrador compara a mulher à “... última luz na varanda.” Explique essa comparação.

_____________________________________________________________________________________

8- Explique o que o autor quis dizer com a seguinte frase:

“ As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham.”

9- A palavra “Senhora” adquire no texto um sentido especial, seja pelo ritmo em que aparece nas frases,
seja pela grafia, usada com o valor de substantivo próprio. O que sugere no texto o emprego desta
palavra?

_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

10. PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE TEXTO:

Coloque-se no lugar da personagem que saiu de casa por causa do marido e escreva-lhe contando por que
talvez volte ou não para casa, expondo seus sentimentos e proposta de reconciliação ou não.
Não e esqueça de escrever sua carta conforme a estrutura desse tipo de texto.
Apelo

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não
senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o
batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha
de jornais ali no chão ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o
canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite
eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença e todas as aflições do dia, como a última luz na
varanda.
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem.
Acaso é saudade, Senhora? As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho
botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora,
conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
(Dalton Trevisan)

Apelo

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não
senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o
batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha
de jornais ali no chão ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o
canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite
eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença e todas as aflições do dia, como a última luz na
varanda.
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem.
Acaso é saudade, Senhora? As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho
botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora,
conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
(Dalton Trevisan)

Apelo

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não
senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o
batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha
de jornais ali no chão ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o
canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite
eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença e todas as aflições do dia, como a última luz na
varanda.
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem.
Acaso é saudade, Senhora? As suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho
botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora,
conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
(Dalton Trevisan)

Interesses relacionados