Você está na página 1de 101

MARIA CÉLIA SILVA NERI

MARIA LÍDIA GUIMARÃES SANTOS

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


Uma Prática Educativa em Construção

Belém – Pará
Universidade da Amazônia
2001
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Uma Prática Educativa em Construção

MARIA CÉLIA SILVA NERI


MARIA LÍDIA GUIMARÃES SANTOS

Trabalho de Conclusão de Curso-TCC apresentado ao


Curso de Pedagogia do Centro de Ciências Humanas
e Educação-CCHE da UNAMA, como requisito para
obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia na
habilitação Administração Escolar, orientado pela
Profa. Ms. Raimunda Lopes R. Mendes.

Belém – Pará
Universidade da Amazônia
2001
ii
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Uma Prática Educativa em Construção

MARIA CÉLIA SILVA NERI


MARIA LÍDIA GUIMARÃES SANTOS

Avaliado por:

Data: _______/______/_______

Belém – Pará
Universidade da Amazônia
2001
iii
Tecer o Projeto Político Pedagógico
exige acima de tudo a busca da
identidade de uma instituição, sua
intencionalidade e seus compromissos,
a busca de uma linguagem comum,
vontade de mudar.

Ana Célia Bahia

iv
Dedicamos este trabalho aos nossos
familiares que muito contribuíram na
trajetória de nossa história acadêmica e
à professora Raimunda Lopes R.
Mendes, que nos orientou no decorrer
deste estudo, partilhando conosco seus
saberes e experiências.

As Autoras

v
Este trabalho é fruto de muito esforço, dedicação

e idealismo. Por isso, gostaríamos de prestar

nossos agradecimentos por esta vitória

alcançada, pois agradecer é sinal de alegria.

Eu, Maria Célia Silva Neri, louvo e agradeço a

Deus por me ter concedido força suficiente para

enfrentar todos os obstáculos que surgiram ao

longo da minha caminhada.

Agradeço ainda, aos meus pais por terem

plantado e regado em mim a primeira semente

do conhecimento, a eles devo parte dessa

conquista.

Quero também agradecer à minha

Congregação Religiosa, que esteve sempre

unida a mim, me apoiando e encorajando.

Enfim, agradeço a todos os meus colegas da

turma 4PEN1, em particular à minha amiga

Lídia pelo companheirismo e amizade.

vi
Eu, Maria Lídia Guimarães Santos, agradeço

em primeiro lugar a Deus por me ter dado amor

e força de vontade para chegar ao término do

curso e assim, realizar um de meus sonhos.

Um agradecimento especial aos meus pais que

nunca mediram esforços para proporcionar aos

filhos uma boa educação, com muita dedicação,

amor e estímulos para que cada um alcançasse

seu objetivo.

Agradeço com muito amor e carinho ao meu

esposo e aos meus dois filhos Fabrício e

Lívia, pelo incentivo que sempre me

proporcionaram para que eu alcançasse com

êxito mais uma de minhas conquistas.

Agradeço aos professores da Universidade da

Amazônia, especialmente à professora

Raimunda Lopes R. Mendes, pela orientação

que nos foi dispensada para o êxito deste

trabalho.

vii
A todos os colegas da turma 4 PEN1 e com

muito carinho agradeço à Irmã Célia, pela

amizade, pelo companheirismo em todos esses

anos e especialmente por estarmos juntas na

construção deste trabalho.

viii
INTRODUÇÃO................................................................................11

CAPÍTULO I

QUESTÕES METODOLÓGICAS

1.1. JUSTIFICATIVA .....................................................................................13

1.2. AS AUTORAS ........................................................................................14

1.3. PROBLEMATIZAÇÃO.............................................................................16

1.4. OBJETIVOS............................................................................................17

1.4.1. Objetivo Geral...............................................................................17

1.4.2. Objetivos Específicos ...................................................................17

1.5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS...............................................18

CAPÍTULO II

EIXO NORTEADOR DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

2.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..................................................................20

2.2. DIAGNOSE.................................................................................................25

2.2.1. Caracterização da Comunidade.......................................................25

2.2.2. Histórico do Instituto São Vicente de Paulo......................................26

2.2.3. Caracterização da Escola ................................................................28

CAPÍTULO III

APROXIMAÇÕES SUCESSIVAS NA CONSTRUÇÃO DA AÇÃO

PEDAGÓGICA

3.1. O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA..........31

3.2. OS RESULTADOS.....................................................................................32

ix
3.2.1. Corpo Técnico Administrativo .........................................................32

3.2.2. Os Professores e a investigação....................................................39

3.2.3. Os Funcionários e a investigação....................................................56

3.2.4. A investigação junto aos Pais..........................................................66

3.2.5. Os Alunos e a investigação.............................................................78

CAPÍTULO IV

CONSIDERAÇÕES GERAIS ...........................................................................90

BIBLIOGRAFIA ..............................................................................95

ANEXOS .........................................................................................96

x
xi
xii
xiii
RESUMO

O referido trabalho versa sobre a Gestão Democrática e apresenta como tema Projeto Político
Pedagógico – Uma Prática Educativa em Construção. O nosso objetivo é promover a
construção do Projeto Político Pedagógico sua execução e vivenciar no espaço escolar. Este
trabalho foi elaborado a partir de pesquisa bibliográfica e de campo vinculado a uma
abordagem teórica e prática que nos proporcionou subsídios acerca das questões que norteiam
o Projeto Político Pedagógico sua construção e aplicabilidade no espaço escolar. Para a
pesquisa bibliográfica serviram de fontes os autores Moacir Gadotti Ana Célia Bahia Ilma
Veiga e outros que contribuíram para a fundamentação teórica assim como a pesquisa de
campo realizada na E.R.C. Instituto São Vicente de Paulo com o propósito de construir uma
proposta de Projeto Político Pedagógico que culminará com a sua elaboração.

xiv
xv
INTRODUÇÃO

Neste trabalho, pretendemos discutir questões referentes à

elaboração do Projeto Político-Pedagógico na Escola, explicitar e

compreender o seu significado, qual sua relação com a escola e

fazer uma reflexão sobre alguns pressupostos que devem orientar

esta proposta pedagógica.

Entende-se que o Projeto Político-Pedagógico é uma ação intencional e

o resultado de um trabalho coletivo, que busca metas comuns que intervenham

na realidade escolar. Traduz a vontade de mudar, pensar o que se tem de

concreto e trabalhar as utopias; permite avaliar o que foi feito e projetar

mudanças.

DEMO (l998), assim se refere a essa questão:

Existindo projeto pedagógico próprio,


torna-se bem mais fácil planejar o ano
letivo, ou rever e aperfeiçoar a oferta
curricular, aprimorar expedientes
avaliativos, demonstrando a capacidade de
evolução positiva crescente. É possível
lançar desafios estratégicos, como:
diminuir a repetência, introduzir índices
crescentes de melhoria qualitativa,
experimentar didáticas alternativas, atingir
posição de excelência. (p. 248)

Nesse sentido, consideramos que o Projeto Político-Pedagógico prevê

todas as atividades da escola, do pedagógico ao administrativo, devendo ser

uma das metas do Projeto construir uma escola democrática, capaz de

contemplar vontades da comunidade na qual ele surge, tanto na sua

elaboração quanto na sua operacionalização, desde professores, técnicos,


xvi
pais, representantes de alunos, funcionários e outros membros da comunidade

escolar.

No contexto atual, marcado por sucessivas transformações, a educação,

na qualidade de uma prática social, contribui positivamente no processo de

democratização da sociedade brasileira. Deste modo, evidencia-se que a

busca da qualidade na educação representa o desejo de prestar um serviço

eficiente, no sentido de contribuir na formação de homens e mulheres capazes

de compreender a sociedade em que vivem.

A intenção da escolha da temática em questão está em mostrar a

importância social do Projeto Político-Pedagógico no contexto escolar, uma vez

que o seu processo de construção e execução visa planejar a ação presente

com vistas à transformação da realidade, pois é em função da melhoria dos

serviços educacionais que se considera importante estruturar princípios que

norteiam as práticas educativas.

Este trabalho envolve pesquisa bibliográfica, realizada no acervo teórico

que trata da temática, assim como a pesquisa de campo realizada na E. R. C.

Instituto São Vicente de Paulo, tendo como objeto de pesquisa os sujeitos de

todos os segmentos da referida escola: professores, alunos, comunidade,

pessoal de apoio e corpo técnico-administrativo.

xvii
O presente estudo consta de quatro capítulos, assim

distribuídos:

! Capítulo I - Questões Metodológicas;

! Capítulo II - Eixo Norteador do Projeto Político

Pedagógico;

! Capítulo III – Aproximações Sucessivas na Construção da

Ação Pedagógica;

! Capítulo IV - Considerações Gerais.

xviii
CAPÍTULO I

QUESTÕES METODOLÓGICAS

1.1. JUSTIFICATIVA

A História da Educação brasileira vem se processando através de

décadas marcadas por políticas educacionais extremamente centralizadoras e

autoritárias, permeada de questões antidemocráticas e ideológicas, gerando

situações de conflitos, resistências e desafios, inviabilizando assim a

implantação de uma escola independente capaz de gerir democraticamente,

projetada para a liberdade e a autonomia.

Apesar de todo o caminho percorrido e dos avanços no sistema

educacional, muitas escolas não acompanharam as transformações que a

sociedade vem experimentando. Assim, encontra-se ainda muitos resquícios

de uma educação tradicional, que marginaliza e exclui um bom número de

alunos na aplicação de seus métodos arcaicos, na seleção de conteúdos

programáticos muitas vezes fragmentados e desvinculados da vida dos

educandos, sem despertar o interesse devido, na postura autoritária do

professor que ainda se julga ser detentor do conhecimento.

Entendemos que, mudar a escola não é fácil e rápido, embora seja

necessário e urgente. A sua transformação se dá em um campo de luta pelas

conquistas sociais que têm sido a longo prazo e limitadas para a maioria da

população brasileira.

Portanto cabe à escola tornar-se um dos agentes de mudança social e

constituir-se num espaço democrático, garantindo ao educando o direito de

usufruir da construção do seu conhecimento, oferecendo aos professores


xix
educação continuada no sentido de se sentirem comprometidos com a

qualidade da educação, viabilizando uma gestão (direção, coordenação e

supervisão) mais democrática e atuante, criando propostas alternativas para

uma possível superação de problemas escolares. Nesse sentido afirma

GADOTTI

A gestão democrática pode melhorar e é


específico da escola, isto é, o seu ensino. A
participação na gestão da escola
proporcionará um melhor conhecimento do
funcionamento da escola e de todos os
seus atores; proporcionará um contato
permanente entre professores e alunos, o
que leva ao conhecimento mútuo e, em
conseqüência aproximará também as
necessidades dos alunos dos conteúdos
ensinados pelos professores. GADOTTI
(1977).

Considerando que o Projeto Político Pedagógico é um eixo que norteia as

atividades pedagógicas de uma instituição de ensino é que decidimos construir,

investigar o processamento do Projeto Político Pedagógico no interior da Escola.

1.2. AS AUTORAS

Para esclarecermos melhor o nosso interesse pela temática em questão, traçamos

a seguir a nossa trajetória de vida acadêmica profissional.

Maria Célia Silva Neri, nascida em fevereiro de 1968, Santarém-Pará,

concluí o 2.° grau em 1987 com o curso Técnico em Secretariado.

Em 1990, ao ingressar na Congregação das Filhas da Caridade tive o meu

primeiro contato com a Educação. Assim, surgiu o desejo e a necessidade de fazer o

curso do Magistério. Inicialmente atuei como professora na Educação Infantil, logo

então, desenvolvi o trabalho com o ensino fundamental de 1.ª a 4.ª Série.

xx
Me senti muito feliz e realizada com o meu trabalho junto às crianças,

professores, comunidade, mas ao mesmo tempo desejava aprender novos métodos e

técnicas que auxiliassem a desenvolver um trabalho pedagógico com maior qualidade.

Em 1998, decidi fazer o curso de Pedagogia habilitação em Administração

Escolar, com o objetivo de formação profissional e assumir com maior segurança o

trabalho de Administração junto à Congregação das Filhas da Caridade.

A trajetória na academia foi de sucessivas descobertas. A aquisição de

conhecimentos, as experiências partilhadas, o ato de investigar e de me deparar com

situações novas fortaleceu e solidificou a minha escolha e decisão de assumir o papel de

um administrador comprometido com o sucesso de uma instituição de ensino.

Maria Lídia Guimarães Santos, concluí o 2.° grau em 1976, em

Cametá-Pará, com os cursos Técnico em Contabilidade e Magistério, não

atuando como professora pedagógica até o ano de 1999.

Apesar de ter obtido êxito em outra profissão, sempre manifestei vontade

de atuar na área da Educação, pois acompanhei a trajetória escolar de meus

dois filhos, o que despertou ainda mais o interesse pela profissão.

Ingressei na Universidade da Amazônia em 1998, no curso de Pedagogia

habilitação em Administração Escolar, com o objetivo de obter formação em nível

superior e melhorar minha atuação como profissional na área da Educação.

Em 1999, iniciei profissionalmente como professora e o contato com os alunos de

alfabetização, 3.ª e 4.ª Série do Ensino Fundamental, vem me proporcionando trocas de

experiências e o início da minha prática pedagógica.

Os conhecimentos e experiências adquiridas na Universidade da

Amazônia com os professores de todas as disciplinas do curso, o convívio com

xxi
os colegas, a ajuda mútua, contribuíram para a minha formação acadêmica e

para certificar-me de que fiz a escolha certa no papel de Administrador Escolar.

Deste modo, a escolha da temática surge a partir do desejo de contribuirmos

com uma educação comprometida com a qualidade do ensino, visto que, esta qualidade

requer um direcionamento que estruture o trabalho pedagógico.

1.3. PROBLEMATIZAÇÃO

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96, põe em questão a construção

do Projeto Político Pedagógico, no sentido de reconhecer a capacidade da escola de

planejar e organizar sua ação política e pedagógica a partir da gestão participativa em

todos os segmentos da comunidade escolar (corpo técnico-administrativo, docentes,

alunos, pais e comunidade), num processo dinâmico e articulado.

BRITO (1997), assim se refere a essa questão:

O Artigo 12 da Lei 9394/96 define a


incumbência dos estabelecimentos de ensino,
dentre elas elaborar e executar sua proposta
pedagógica. O artigo 14 trata da gestão
democrática do ensino público na educação
básica, incluindo a participação de
profissionais da educação na elaboração do
projeto pedagógico da escola e das
comunidades escolar e local em conselhos
escolares ou equivalentes. (p.112)

A elaboração do Projeto Político Pedagógico não deve ser visto apenas como um

instrumento burocrático para satisfazer uma exigência legal, mas também visa dar um

novo significado à vida e à atuação da escola, na medida em que essa construção se dá a

partir da necessidade de estruturar propostas que norteiem as práticas educacionais.

Neste sentido, a nossa investigação surge das seguintes indagações:

1. O que é o Projeto Político Pedagógico na verdade?

xxii
2. Qual a relevância social do Projeto Político Pedagógico na escola?

3. Por que a maioria das escolas apresentam dificuldades em elaborar,

executar e vivenciar a sua proposta pedagógica?

4. Qual a importância de se construir um trabalho coletivo entre a escola

e a comunidade?

5. Quais as orientações básicas para a construção do Projeto Político

Pedagógico?

1.4. OBJETIVOS

1.4.1. Objetivo Geral:

! Promover a construção do Projeto Político Pedagógico, sua execução e

vivenciar no espaço escolar.

1.4.2. Objetivos Específicos:

! Identificar a conexão entre teoria e prática acerca do Projeto Político

Pedagógico.

! Diagnosticar os marcos filosóficos, teóricos e metodológicos do Projeto

Político Pedagógico Escolar, voltado para o Instituto São Vicente de

Paulo.

! Mapear as dificuldades de se implantar o Projeto Político Pedagógico na

escola.

! Propor alternativas de um trabalho coletivo entre escola e comunidade

para vivenciar a execução do Projeto Político Pedagógico.

xxiii
1.5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para a construção do Projeto Político Pedagógico Escolar, utilizaremos a

pesquisa qualitativa, vinculada a uma abordagem teórica e prática que nos proporcione

subsídios acerca das questões que norteiam o Projeto Político Pedagógico, sua

construção e aplicabilidade num processo dinâmico e articulado das diferentes

instâncias da comunidade escolar.

O ponto de partida será a pesquisa bibliográfica que servirá de fonte

para a pesquisa de campo e envolverá os autores Moacir Gadotti, Ana Célia

Bahia Silva, Ilma Passos A. Veiga e outros que irão contribuir para a

fundamentação teórica.

Para a pesquisa de campo utilizaremos de acordo com a necessidade de

informações (entrevista, observação e questionário), com o propósito de construir uma

proposta de Projeto Político Pedagógico, que culminará com a sua elaboração.

1° momento: Diagnóstico

O primeiro passo será programar reuniões com os representantes de pais,

alunos, funcionários, professores, técnicos e administradores escolares.

Nas reuniões, serão aplicados instrumentos de investigação.

2° momento: Definir os objetivos que a escola deseja atingir, através do

marco teórico (filosofia), mapeando os dados para continuidade das ações

pedagógicas.

3° momento: Marco Referencial

Será relacionado no Projeto Político Pedagógico as hipóteses de relevância e

proposta de ação dos diversos segmentos da escola, as possíveis soluções

para os problemas, explicitando como, quando e por quem cada ação será

xxiv
realizada. Os itens que serão listados no projeto devem ser discutidos

coletivamente e adaptados à realidade escolar.

4° momento: Descrição dos dados informativos

5° momento: Produção escrita.

xxv
CAPÍTULO II

EIXO NORTEADOR DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

2.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Considerando o Projeto Político Pedagógico essencial para o bom

funcionamento da escola, faremos uma abordagem teórica acerca do tema,

que diante dos desafios da pós-modernidade é considerado pertinente a todos

os envolvidos no processo educacional.

O Projeto Político Pedagógico é antes de tudo a expressão de autonomia da

escola no sentido de formular e executar sua proposta de trabalho. É um documento

juridicamente reconhecido, que norteia e encaminha as atividades desenvolvidas no

espaço escolar e tem como objetivo central identificar e solucionar problemas que

interferem no processo ensino aprendizagem. Esse projeto está voltado diretamente para

o que a escola tem de mais importante “o educando” e para aquilo que os educandos e

toda a comunidade esperam da escola – uma boa aprendizagem.

O Projeto Político Pedagógico é um caminho traçado coletivamente, o

qual se deseja enveredar para alcançar um determinado objetivo. Deste modo,

ele deve existir antes de tudo porque define-se como ação que é anteriormente

pensada, idealizada. É tudo aquilo que se quer em torno de perspectiva

educacional: a melhoria da qualidade do ensino através de reestruturação da

proposta curricular da escola, de ações efetivas que priorize a qualificação

profissional do educador, do compromisso em oportunizar ao educando um

ensino voltado para o exercício da cidadania, etc. É através de sua existência

que a escola registra sua história, pois é conhecido como “um conjunto de

xxvi
diretrizes e estratégias que expressam e orientam a prática político-pedagógica

de uma escola”.1

É um processo inacabado, portanto contínuo, que vai se construindo ao

longo do percurso de cada instituição de ensino. O projeto se dá de forma

coletiva, onde todos os personagens direta ou indiretamente, pais, professores,

alunos, funcionários, corpo técnico-administrativo são responsáveis pelo seu

êxito. Assim, sua eficiência depende, em parte, do compromisso dos

envolvidos em executá-lo.

VEIGA (2001), define o Projeto Político Pedagógico assim:

É um instrumento de trabalho que mostra o


que vai ser feito, quando, de que maneira,
por quem para chegar a que resultados.
Além disso, explicita uma filosofia e
harmoniza as diretrizes da educação
nacional com a realidade da escola,
traduzindo sua autonomia e definindo seu
compromisso com a clientela. É a
valorização da identidade da escola e um
chamamento à responsabilidade dos
agentes com as racionalidades interna e
externa. Esta idéia implica a necessidade de
uma relação contratual, isto é, o projeto
deve ser aceito por todos os envolvidos, daí
a importância de que seja elaborado
participativa e democraticamente. (p.110)

Etimologicamente o termo projeto - projetare – significa prever,

antecipar, projetar o futuro, lançar-se para frente. A partir desse entendimento,

construímos um projeto quando temos uma demanda para tal, quando temos

um problema. Assim, falar de projeto é pensar na utopia não como o lugar do

impossível, mas como o possível de ser realizado e não apenas do imaginário

e desmedido como apresenta inicialmente. O desejo de mudança, a

possibilidade real de existir, de

xxvii
1
SILVA. Ana Célia Bahia. Projeto Pedagógico: Instrumento de gestão e mudança. 2000, p. 38
se concretizar é que deve impulsionar todos os atores que apostaram e

decidiram torná-lo palpável e operante.

Evidenciamos a seguir os termos Político e Pedagógico, procurando

justificá-lo dentro do projeto da escola.

O projeto é político por estar introjetado num espaço de sucessivas

discussões e decisões, pois o exercício de nossas ações está sempre

permeado de relações que envolvem debates, sugestões, opiniões, sejam elas

contra ou a favor. A participação de todos os envolvidos no Projeto Político

Pedagógico da escola, as resistências, os conflitos, as divergências são atos

extremamente políticos. Logo, concordamos com Aristóteles, quando afirma

que “todo ato humano é um ato político”.

O projeto é pedagógico por implicar em situações específicas do campo

educacional, por tratar de questões referentes à prática docente, do ensino-

aprendizagem, da atuação e participação dos pais nesse contexto educativo,

enfim, de todas as ações que expressam o compromisso com a melhoria da

qualidade do ensino.

MENDES, se refere a esta questão nos seguintes termos:

Política, aqui pode ser entendida como uma


maneira de pensar e agir. Traduz uma visão
de mundo, (...). Agimos, lidamos com o
conhecimento e com o aluno de forma
política. A Pedagogia como ciência da
educação, compreende um conjunto de
doutrinas e princípios teóricos que visam
subsidiar e orientar a ação educativa. (...) a
teoria pedagógica é uma ciência da e para a
prática educacional. Temos nela um
movimento da teoria à prática e da prática à
teoria. MENDES (2000, p.01)

A dimensão política, a forma social é a forma coletiva, na qual alunos,

professores, supervisores, orientadores, funcionários e responsáveis por alunos discutem

xxviii
o Projeto Político Pedagógico. Todos nós planejamos nosso dia-a-dia, sistematicamente

ou não. É através das discussões e das necessidades individuais, tornadas coletivas, que

o Projeto Político Pedagógico passa a ser desenhado na cabeça das pessoas.

Ao referir-se a essas dimensões política e pedagógica do Projeto, encontramos

em MARQUES apud SILVA (2000), apoio, quando expressa:

Projeto porque intencionalidade das perspectivas de


atuação solidária. Projeto político porque trata de
opções fundamentais éticas assumidas pela
concidadania responsável em amplo debate. Projeto
pedagógico porque se deve gestar no entendimento
compartilhado por todos os envolvidos na atuação da
escola sobre como organizar e conduzir as práticas
que levem à efetividade das aprendizagens
pretendidas. (p.39)

O projeto político pedagógico tem um caráter dinâmico e não acontece porque

assim desejam os administradores, mas porque nos preocupamos com o destino das

nossas crianças, da escola e da sociedade e ansiamos por mudanças.

A construção do Projeto Político Pedagógico surge a partir da necessidade de

organizar e planejar a vida escolar, quando o improviso, as ações espontâneas e casuais

acabam por desperdiçar tempo e recursos, os quais já são irrisórios. Sendo o Projeto

Político Pedagógico a marca original da escola, ele pode propor oferta de uma

educação de qualidade, definindo ou aprimorando seu modelo de avaliação levando em

consideração os principais problemas que interferem no bom desempenho dos alunos;

estabelecer e aperfeiçoar o currículo voltado para o contexto sociocultural dos

educandos; apontar metas de trabalho referentes à situação pedagógica, principalmente

no que se refere às experiências com metodologias criativas e alternativas. Em função

disso, é que se considera importante estruturar os princípios que norteiam as práticas

educacionais.

xxix
O projeto deve ser construído tendo por base tarefas simples, passíveis de serem

executadas no dia a dia da escola. Mas ele não dispensa o planejamento cuidadoso, a

imaginação criadora e o espírito de equipe.

Entretanto, o mais importante para a escola, não é apenas construir um Projeto

Político Pedagógico, mas o fazer educativo, a sua aplicabilidade. Não se realiza o

Projeto Político Pedagógico somente porque os órgãos superiores o solicitam à escola,

mas porque a comunidade escolar dá um basta à mesmice, à organização burocrática, à

condução autoritária e centralizadora das decisões.

Mas, sabemos que não é uma tarefa fácil , o processo exige ruptura,

continuidade, seqüência, interligação, do antes, do durante e do depois, é um avançar

continuado. São mudanças que muitas vezes não são bem aceitas pela comunidade

escolar, porque dá idéia de mais trabalho, mais tempo, mais custos, daí o porquê da

resistência de alguns. Referindo-se a essa idéia, exprime GADOTTI,

Todo projeto supõe rupturas com o presente e


promessas para o futuro. Projetar, significa tentar
quebrar um estado confortável para arriscar-se
atravessar um período de instabilidade e buscar
nova estabilidade em função da promessa que cada
projeto contém de estado melhor que o presente. Um
projeto educativo pode ser tomado como promessa
frente a determinadas rupturas. As promessas
tornam visíveis os campos de ação do possível,
comprometendo seus atores e autores. GADOTTI
(1994)
DEMO (1998), comenta que o Projeto Político Pedagógico é como um farol de

mudanças, pois define pontos importantes para a educação básica como “A

instrumentalização pública mais efetiva da cidadania e da mudança qualitativa na

sociedade e na economia”. Para ele, esses aspectos são primordiais no sentido de

oportunizar a formação do sujeito competente e viabilizar uma educação centrada na

construção da qualidade, considerando que a escola é um espaço adequado onde se

xxx
processa a capacidade de manejar e produzir conhecimento, pois dela se espera

construir o conhecimento, em vez de apenas reproduzir.

O Projeto Político Pedagógico é um meio eficaz para a superação da ação

fragmentada tanto na educação quanto na escola, motivando e reanimando o ânimo de

toda a comunidade escolar, onde cada um tenha o sentido da pertença, sentido-se co-

responsáveis pelo crescimento e pela melhoria do ensino.

O compromisso do professor é grande, podendo contribuir para que a escola seja

um lugar de crescimento e humanização. Assim, é importante primar pela sua

atualização constante, buscando referências e apoios didáticos que servirão de subsídios

para inovar sua prática docente; trabalhar coletivamente, priorizar espaço onde possa

vivenciar e fazer troca de experiências, revisando sempre sua formação.

2.2. DIAGNOSE

2.2.1. Caracterização da Comunidade

No bairro Umarizal está localizada a E.R.C. Instituto São Vicente de

Paulo1, situada na rua Municipalidade n.º 1568 na cidade de Belém. As

moradias do bairro são em grande maioria em casas construídas em alvenaria

e algumas em edifícios.

___________________
No aspecto formal da economia, o bairro apresenta alguns tipos de comércios
1
Ver na p. 26 Histórico da Instituição

como: feiras, supermercados, farmácias, panificadoras, sorveterias, lojas, lanchonetes

etc.

xxxi
Na área de saúde não existe um centro de saúde que atenda às necessidades

deste setor, mas existem hospitais conveniados com o SUS e particulares, laboratórios,

possibilitando um bom atendimento à população do bairro.

O bairro é servido de uma praça esporte para as horas de recreação da

comunidade. No aspecto educacional destaca-se um número significante de

estabelecimentos de ensino: Escola Paula Frassinette, Centro Educacional Olimpus Jr.,

Escola Estadual Waldemar Ribeiro, Escola de Ensino Fundamental Dr. Freitas e outras

escolas particulares.

A localidade possui a igreja católica São Raimundo Nonato, animada pelos

padres Lazaristas, que exercem influência na comunidade do bairro Umarizal, alguns

templos evangélicos, três casas religiosas e dois seminários.

No bairro circulam várias linhas de ônibus como Sacramenta Nazaré, Telégrafo,

Emarex, D. Dutra, Pedreira Lomas e outras. Existem também vários pontos de táxi.

Quanto aos meios de comunicação, existem telefones públicos, agências de

Correios e serviços de som suficientes para atender aos moradores do bairro.

2.2.2. Histórico do Instituto São Vicente de Paulo

A primeira semente do carisma vicentino foi semeada no ano de 1935

nas terras paraenses, particularmente em Belém, quando aos 02 de junho de

1935 as Irmãs Antônia Fernandes Távora, Madalena Avelar, Catarina Bayma e

Luísa Rodrigues chegaram a esta cidade, sob a orientação de D. Antônio de

Almeida Lustosa, o qual solicitou o trabalho da Congregação das Filhas da

Caridade neste município.

O Dispensário São Vicente de Paulo, sob a direção das Filhas da

Caridade foi fundado em 19 de julho de 1935, sediado em Belém na Avenida

xxxii
Senador Lemos n.° 825, com a finalidade de assistir aos pobres, especialmente

do bairro.

Com o decorrer dos anos evidenciou-se a necessidade de abrir uma

Escola, a fim de instruir crianças e jovens assistidos pelo Dispensário. Em 1939

começou a funcionar o Instituto São Vicente de Paulo, oficializado em 20 de

janeiro de 1949, registrado na seção de Estatística do D. E. C. em 02 de janeiro

de 1950, no livro competente às folhas 64 Vs. A primeira diretora desta

instituição foi Irmã Madalena Avelar.

O Instituto São Vicente de Paulo é uma escola confessionalmente católica e

apostólica, mantido pela associação São Vicente de Paulo, instituição de caráter

assistencial, educativa, visando dar à infância, formação integral, a fim de prepará-la ao

perfeito conhecimento de seus deveres de cristão, útil à Igreja, à Pátria e à sociedade. O

referido Instituto funciona em Regime de Convênio com a Secretaria de Educação do

Estado do Pará-SEDUC, desde 1960, autorizado junto ao Conselho Estadual de

Educação-CEE através da Portaria n.° 222 de 04 de julho de 1986.

Filosofia da Instituição (Escola)

Educar segundo a pedagogia de Jesus Cristo, São Vicente de Paulo e Santa Luísa

de Marillac, trabalhando o educando na sua totalidade, num compromisso concreto com

a construção de um saber que permita ao educando desenvolver suas potencialidades,

favorecendo a vivência da solidariedade, da justiça, do amor, do diálogo, do respeito ao

outro e do exercício da cidadania, em vista de uma nova sociedade e da realização do

Reino de Deus.

Atualmente o Instituto São Vicente de Paulo está localizado na rua

Municipalidade n.° 1568, no bairro do Umarizal e oferece os cursos de Educação

Infantil e Ensino Fundamental de 1.ª a 4.ª Série, distribuído em dois turnos, atende 759

xxxiii
alunos, onde a maioria são procedentes da classe pobre dos bairros do Umarizal e

Telégrafo, com uma tendência para atuação pedagógica junto a uma teoria Progressista

Libertadora.

Assumindo a proposta de fazer uma educação transformadora, dentro da

filosofia Vicentina e do Projeto de Deus é que o Instituto São Vicente de Paulo busca

sua razão de ser e existir.

2.2.3. Caracterização da Escola

A E.R.C. Instituto São Vicente de Paulo está construída em um lugar seco e

firme, de alvenaria, com algumas dependências lajotadas, necessitando de alguns

reparos nos banheiros, no piso da galeria e no forro.

Possui 01 (uma) sala para a Diretoria, 01 (uma) sala para a Secretaria, 07 (sete)

banheiros: 01 (um) para atender o corpo técnico-administrativo e docentes e 06 (seis)

para os alunos 03 (três) WC masculinos e 03 (três) WC femininos, 01 (uma) cozinha, 01

(uma) quadra de esportes, 01 (uma) área livre, 12 (doze) salas de aula, 01 (uma) sala de

arquivo, 01 (uma) sala para depósito, 01 (uma) despensa, 01 (uma) biblioteca, quadros

de giz, armários, 01 (uma) sala de vídeo, ventiladores, carteiras, mesas, boa iluminação,

porém não muito ventiladas.

A escola oferece aos alunos os cursos de Educação Infantil e Ensino

Fundamental de 1.ª a 4.ª Série. Os cursos estão distribuídos em 02 (dois) turnos: manhã

e tarde, perfazendo 12 (doze) turmas em cada turno.

A matrícula dos alunos no ano 2001 e o rendimento escolar de 2000, estão

demonstrados nas tabelas abaixo, conforme os dados fornecidos pela escola.

Resultado da E.R.C. Instituto São Vicente de Paulo no ano de 2000.

xxxiv
SÉRIES MAT. MAT. APROVADO REPROVADO EVASÃO
INICIA FINAL S S TRANSF. ABANDON
L O
Jardim 103 98 98 - 05 -
Alfa 114 109 109 05 -
1.ª 138 137 126 11 - 01
2.ª 145 141 137 04 04 -
3.ª 144 142 128 14 01 01
4.ª 127 120 116 04 06 01
TOTAL 771 747 714 33 21 03
Fonte: Secretaria da Escola/2001

Matrícula da E.R.C. Instituto São Vicente de Paulo


no ano de 2001.
SÉRIES MATRÍCULA INICIAL
Jardim 103
Alfa 106
1.ª 139
2.ª 140
3.ª 146
4.ª 140
TOTAL 774
Fonte: Secretaria da Escola/2001

O corpo técnico-administrativo da escola constitui-se de 01 (uma)

diretora e 02 (duas) orientadoras educacionais.

O corpo docente é composto de 22 professores que possuem de 02 a 23

anos de serviço.

A equipe de apoio é formada de 06 (seis) serventes, 02 (duas)

merendeiras, 01 (uma) coordenadora de merenda, 04 (quatro) agentes

administrativos e 02 (duas) porteiras.

Os professores e demais funcionários realizam um trabalho coletivo dentro da

escola e todos os servidores apresentam 90% de bom aproveitamento.

Quadro de funcionários da E.R.C. Instituto São Vicente de Paulo


no ano de 2001.

xxxv
N.º DE CARGO OU FUNÇÃO NÍVEL DE
ORDEM ESCOLARIDADE
01 Diretora Nível Superior
01 Orientadora Educacional Nível Superior
01 Supervisor Educacional Nível Superior
01 Secretária Nível Médio
05 Professor Nível Superior
12 Professor Nível Superior (cursando)
05 Professor Nível Médio
04 Agentes Administrativos Nível Médio
02 Merendeiras Nível Fundamental
04 Serventes Nível Fundamental
02 Serventes Nível Médio
01 Coordenadora de Merenda Nível Médio
02 Porteiras Nível Fundamental
Fonte: Secretaria da Escola

Com base no referencial teórico que nos foi indicado iniciamos o

processo de investigação acerca do tema em questão, em que todos os

segmentos da escola tiveram a oportunidade de refletir, analisar e indicar o

rumo do fazer educativo, o que pode ser observado no Capítulo seguinte.

CAPÍTULO III

APROXIMAÇÕES SUCESSIVAS NA CONSTRUÇÃO DA AÇÃO

PEDAGÓGICA

Ao elaborarmos este trabalho constatamos a importância da

construção do Projeto Político Pedagógico na Escola, na medida em que

estabelece a capacidade da escola planejar e organizar sua ação política


xxxvi
e pedagógica a partir da gestão participativa, contemplando todas as

intenções comunitárias, de modo que seus integrantes se sintam

comprometidos com o processo desencadeado na escola.

A escola destinatária de nossa pesquisa foi a E. R. C. Instituto São

Vicente de Paulo, na qual iniciamos o processo de construção do Projeto

Político Pedagógico.

3.1. O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Inicialmente, convocamos todos os segmentos da escola: corpo técnico-

administrativo, professores, alunos, pessoal de apoio e comunidade para uma

reunião, na qual fizemos uma breve explanação acerca da importância do

Projeto Político Pedagógico para o contexto escolar.

Num segundo momento, coletamos os dados através de um questionário

previamente elaborado junto ao professor orientador, aplicando um modelo

para cada segmento supracitado, cujos resultados podem ser verificados a

seguir.

xxxvii
3.2. OS RESULTADOS

Os dados aqui apresentados demonstrarão análise, cujos resultados

obtidos tornar-se-ão suporte para elaboração do Projeto Político Pedagógico e

conseqüentemente motivo para sua execução futura.

Tomamos como base de investigação os objetivos traçados inicialmente,

para obtenção das respostas que foram assim catalogadas conforme

apresentamos os quadros indicativos do mapeamento e logo após nossa

compreensão sobre o coletado.

Estes ensaios incidirão sobre dados qualitativos e quantitativos,

apresentando ora como categorias, ora com dados informativos, apresentados

em dois momentos: um pessoal e outro pedagógico.

O instrumento utilizado para coleta de dados foi um questionário seguido

de entrevista, com questões abertas e fechadas, “considerada como

investigação semi-estruturada”. (ANDRADE, 2001).

A apresentação ocorrerá em seqüência de dados, alternados com

quadros, cuja visão evidenciará nossa análise posterior.

3.2.1. CORPO TÉCNICNO ADMINISTRATIVO

Quadro 1
a) Perfil dos Sujeitos

Código Sexo Estado Civil Nível de Escolaridade Bairro

Curso Formação Habilitação


CTA1 feminino casada Superior Pedagogia Adm. Orient. Umarizal
CTA2 feminino casada Superior Pedagogia Orientação Telégrafo
CTA3 feminino casada Superior Pedagogia Supervisão Pedreira

xxxviii
Nossa análise constatou o perfil do corpo técnico-administrativo pela

apresentação deste quadro, que todos são do sexo feminino, casados,

possuem curso superior em Pedagogia, habilitados: em Administração Escolar

e Orientação Educacional; Orientação Educacional; e Supervisão Educacional.

Quanto aos bairros em que residem foi observado que todos moram próximos

à escola.

b) A prole

Indagados quanto a sua prole, as respostas incidiram com a

afirmação

de que todos os técnicos possuem filhos, em um total de 7, sendo que 14,3%

estudam na Educação Infantil, 42,8% no Ensino Fundamental, 14,3% no

Ensino Médio, 14,3% no Ensino Superior e 14,3% não estudam.

c) Outras instituições em que atuam

As informações prestadas nos reportam a atuação dos técnicos em

outras escolas.

Quadro 2
Opções Número Escolas Percentu
al
a) Sim 02 Escola Eunice Weaver, Jarbas 66,7%
Passarinho e Vera Simplício
b) Não 01 - 33,3%
Total 03 - 100%

xxxix
Constata-se que apenas 1 técnico não trabalha em outras escolas. Os

demais apresentam a carga horária totalmente preenchida, o que muitas vezes

dificulta uma maior presença e assistência à escola.

d) Salário

Quanto à remuneração, nos foi informado que 100% dos componentes

possuem vencimentos superiores a 02 (dois) salários mínimos e todos têm o

tempo muito restrito para desenvolver um trabalho que lhes exige maior

disponibilidade.

e) Lazer

Investigamos ainda quanto aos seus hobbes, para detectar no perfil

suas condições de humor e habilidade com relação aos outros.

Todos os técnicos foram unânimes em dizer que possuem hobby ou

habilidade, que muitas vezes são sua forma de lazer, apresentado por suas

falas:

! Dançar, ir ao cinema, ouvir música e ler.

! Desenhar, pintar, decorar e fazer cartazes

! Escutar música e dançar.

f) Troca de Profissão

Quando solicitados informar sobre a troca de profissão, nos foi

informado que dois gostariam de mudar de profissão para Fonoaudióloga e

Agrônoma Florestal.

xl
Analisando as respostas apresentadas pelos técnicos, observamos que

os mesmos não estão satisfeitos com a profissão de educador, nos levando a

interpretar que a escolha de uma outra profissão se dá pela falta da valorização

profissional, bem como as condições de trabalho, a questão salarial e a própria

desorganização do sistema educacional, não oferecendo condições de

desenvolver um trabalho mais efetivo junto à escola.

g) Dificuldades do Cotidiano

Nossa pergunta: Quais as maiores dificuldades encontradas no dia-a-dia de

sua profissão de educador? Suas respostas constarão de:

! A falta de compromisso de algumas pessoas quanto ao trabalho da

escola.

! Relação com a família dos educandos.

! A falta de compromisso de alguns profissionais da escola, a questão

salarial, a falta de interação entre a escola e a família, o professor

colocar-se como um ser político.

Observando-se que, as dificuldades citadas pelos técnicos são

inúmeras, porém, duas estão em evidência: a primeira é que não se consegue

estabelecer uma relação recíproca entre a família e a escola e a segunda é o

descompromisso de alguns profissionais dentro da escola.

Deste modo, é importante repensar em medidas que viabilizem uma

tomada de consciência dos sujeitos em questão para que o trabalho na escola

seja mais produtivo.

xli
h) Filosofia da Instituição
Indagamos ainda aos técnicos: Como você percebe a filosofia vicentina na

escola?

Suas respostas foram categóricas:

! Falta muito para chegarmos à filosofia vicentina.

! Falta compromisso para assumir as conseqüências voltadas para a

prática.

! Precisa ser incorporada fortemente no dia-a-dia da escola pelos

profissionais que atuam nela.

Considerando as respostas do corpo técnico-administrativo, é mister que

a escola busque articular de maneira efetiva encontros, palestras, oficinas, etc.,

onde se possa transmitir e ampliar a visão da espiritualidade vicentina e de fato

incorporá-la na missão educativa da escola.

i) A prática pedagógica e a cidadania

À pergunta: A proposta pedagógica adotada na escola é capaz de preparar o

indivíduo para a cidadania?

Obtivemos as respostas:

! Sim, mas faço apenas uma ressalva: não basta estar só na proposta,

tem que estar nos atos, palavras, para que se faça de fato cidadania.

! Sim, sabemos que a proposta pedagógica é fundamental para o

exercício da educação é através dela que obtemos a matéria prima e

instrumento para preparar este indivíduo para o exercício da cidadania.

! A proposta pedagógica da escola é interessante e pretende preparar

este indivíduo, mas falta compromisso de alguns profissionais por não

xlii
considerarem o aluno como cidadão, construtor desta cidadania junto

com o professor.

As respostas são contraditórias se analisarmos em função da pergunta

realizada, porque afirmam sim e ressaltam uma ação mais eficaz, não

assumem uma positividade ou negatividade das ações praticadas pelos

sujeitos.

A proposta pedagógica da escola parece se adequar ao preparo do

indivíduo para assumir sua cidadania, contudo é necessário que o corpo

docente seja esclarecido o suficiente acerca desta prática para que as suas

atitudes sejam condizentes com a proposta da escola, no sentido de estimular

e propiciar ao educando o despertar da consciência crítica para que aprendam

a ser criativos, solidários, participativos e cidadãos.

j) Educação e globalização

Indagamos ainda aos técnicos: como a escola acompanha as constantes

transformações de um mundo globalizado?

Obtivemos através de suas falas as seguintes respostas:

! Como trabalhamos dentro de uma metodologia


tradicional, percebemos que o trabalho é muito
pouco desenvolvido enfatizando a globalização.
! Não respondeu.

! Estamos um pouco distante desse mundo globalizado, mas acho que é

possível nós tentarmos pelos menos dar aos nossos alunos chances de

igualdade através de uma ação crítico-reflexivo com os alunos das

classes desprivilegiadas que já estão num mundo globalizado.

xliii
De acordo com as respostas obtidas acima, percebe-se que a escola

precisa caminhar no sentido de acompanhar as transformações do mundo pós-

moderno e se comprometer com a construção de um saber que permita ao

educando desvelar a realidade social, na condição de um sujeito histórico.

l) Formação continuada

Quando indagados sobre a sua formação continuada suas falas recaem

sobre o seguinte:

! Pelo medo das mudanças e aumento de trabalho.

! Por não terem conhecimento em relação à sua consciência crítica e

filosófica.

! Falta de interesse em mudanças e transformações políticas

pedagógicas; falta de estímulo pedagógico; falta de compromisso com o

aluno; o educador não se considerar um ser político-crítico-reflexivo em

constante evolução.

Podemos perceber através das falas que a visão dos técnicos envolve o

medo do novo, o desencanto da sua missão de educar, que possui como

resposta descompromisso com sua realidade educacional, surgindo Indícios e

alguns motivos que ocasionam as resistências à sua formação continuada.

A educação continuada é uma exigência legal, investimento próprio,

busca de novos saberes e incrementos para que suas ações tornem-se

eficazes, não se deve mais resistir ou ignorar esta prática, é uma questão de

sobrevivência profissional, não só no campo da educação, mas uma

necessidade inadiável para todas as áreas do conhecimento.Como sugere

VASCONCELOS (2001): O pedagógico (conteúdo metodologia etc.) é o


nosso chão, que nos dá identidade
profissional; no entanto pelo exposto antes,
fica claro que este não se sustenta sem ser
xliv
articulado a um projeto pessoal (valores,
interesses, compromissos, visão de mundo
etc.) p. 52.
Consideramos os ditames dos técnicos importantes no processo de

construção do Projeto Político Pedagógico, pois é preciso compreender o

projeto dentro de uma prática efetiva, onde haja articulação entre o

administrativo e o pedagógico, a fim de que a escola não seja apenas

administrada, mas cumpra também suas finalidades. Sabe-se que muita coisa

precisa mudar para levar o ensino ao encontro de novos paradigmas

educacionais, muitos obstáculos ocorrerão, as resistências, o medo do novo,

porém a construção do projeto político pedagógico prevê ações coletivas, na

qual participarão todos os segmentos da escola: diretores, coordenadores,

supervisores, professores, pais e alunos.

3.2.2. OS PROFESSORES E A INVESTIGAÇÃO

Para VASCONCELOS, o professor deve ter claro para si os motivos de

sua opção e permanência no magistério.

Assim, pensando no envolvimento dos mesmos com o Projeto Político

Pedagógico, buscamos traçar um perfil deste profissional.

a) Perfil dos Professores

Para perceber a clareza e os motivos que envolvem este profissional

com a escola, consideramos importante elaborar nossos instrumentos de

investigação em dois momentos: o primeiro para identificarmos o profissional

em um perfil sócio-econômico-cultural e outro em suas atividades em sala de

aula, suas convicções e localização no cotidiano da escola.

xlv
Quadro 1
Código Sexo Estado Civil Nível de Escolaridade Bairro
P1 feminino casada Médio Telégrafo
P2 feminino casada Médio abstenção
P3 masculino casado Superior abstenção
P4 feminino casada Superior (cursando) abstenção
P5 feminino solteira Superior (cursando) Telégrafo
96 feminino casada Superior (cursando) Telégrafo
97 feminino casada Superior Marco
P8 feminino casada Superior Marco
P9 feminino casada Superior (cursando) Telégrafo
P10 feminino casada Médio Sacramenta
P11 feminino casada Superior (cursando) Umarizal
P12 feminino casada Médio Telégrafo
P13 feminino solteira Superior (cursando) Umarizal
P14 feminino solteira Superior Telégrafo
P15 feminino solteira Superior Sacramenta
P16 feminino solteira Superior (cursando) Cidade Velha
P17 feminino solteira Superior (cursando) Telégrafo
P18 feminino solteira Superior (cursando) Telégrafo
P19 feminino solteira Superior (cursando) Cidade Nova
P20 feminino divorciada Médio Tapanã

Constatamos no quadro 1 que 95% dos professores são do sexo

feminino e apenas 5% do sexo masculino. O percentual de professores

casados é de 55%, solteiros 40% e divorciados 5%.

Quanto à instrução apuramos os seguintes resultados: 25% dos professores

concluíram apenas o Ensino Médio, 55% estão cursando Nível Superior, sendo que (09)

estudam na Universidade Vale do Acaraú e (02) na Universidade da Amazônia e 20%

possuem Nível Superior completo.

Quanto ao bairro em que residem, verificamos que a maioria dos

professores 60%, residem em bairros próximos à escola, 25% em bairros

distantes e 15% dos docentes abstiveram a informação.

xlvi
Torna-se importante mencionar que, apesar de alguns professores

residirem em bairros distantes, a escola não apresenta sérios problemas em

relação à assiduidade e pontualidade.

b) A prole e a escolarização

Ao indagarmos quanto à sua prole, as respostas incidiram com a afirmação de

que 60% dos professores investigados possuem prole, num total de 21 filhos. Sendo que

19 estudam, correspondendo a um percentual de 90,5% e apenas 9,5% não estudam. Na

escola em que aplicamos nossos instrumentos estudam 33,3% e 57,2% em outras

instituições de ensino, vinculados assim aos diversos níveis de escolarização.

c) Salário

Quanto à remuneração nos foi informado que 75% dos professores pesquisados

possuem vencimentos superiores a 02 (dois) salários mínimos e 25% ultrapassam a 1 ½

(um salário e meio).

Analisando o perfil sócio-econômico-cultural dos docentes percebe-se que os

mesmos não dispõem de um salário justo, não permitindo que eles ultrapassem seus

orçamentos mensais, negando-lhes condições de viver dignamente, inviabilizando

usufruir de suas necessidades básicas como alimentação, saúde, moradia, lazer etc.

d) Tempo de Serviço e o Prazer de ser professor

A nossa pergunta recai no tempo de serviço na instituição e o gostar de

ser professor. As respostas foram:

15% encontram-se vinculados à instituição a menos de dois anos, 30%

entre dois e cinco anos e 55% a mais de cinco anos.

xlvii
Observando-se assim pelas respostas dos professores que os mesmos

possuem uma larga experiência no exercício da docência na E. R. C. Instituto

São Vicente de Paulo.

Quando indagados sobre o gosto de ser professor,


os professores apresentaram unanimidade em suas
respostas, mencionando gostar de exercer a docência,
o que consideramos fundamental para que a escola
possa atingir seus objetivos e conseqüentemente para
a educação em geral.
Retratamos assim as palavras de Santo Agostinho apud

VASCONCELOS, 1978:44 “O que quer que narres fazes de tal forma que

aquele que ouve, ouvindo creia e, crendo, espere e, esperando ame”.

e) Quanto à Educação Continuada

A pergunta foi: Freqüenta algum curso atualmente?

Verificamos que os professores foram unânimes ao responderem que não

freqüentam cursos atualmente, com uma abstenção de apenas 10%.

Esse percentual de 90% de respostas negativas nos leva a refletir sobre a dura

realidade que o professor enfrenta com uma extensa carga horária e um salário indigno,

não permitindo que eles ultrapassem seus orçamentos mensais. Entretanto existe

também a possibilidade de uma visível acomodação por parte de alguns professores e

até mesmo resistência a outras formas de conhecimento.

f) Leciona em outras escolas?

As informações prestadas nos reportam à atuação dos professores em outras escolas.

Quadro 2

xlviii
Opções Número Percentual
a) Sim 09 45%
b) Não 11 55%
Total 20 100%

A grande parte dos professores trabalha apenas na escola, mas existem aqueles

que trabalham na escola I.S.V.P. e em outras escolas como: Escola R. C. Paula

Frassinette, Escola de Ensino Infantil e Fundamental Ruth Passarinho, Escola de Ensino

Fundamental Maroja Neto, Escola Arte de Educar, Instituto Catarina Labouré, Escola E.

E. Maria Luiza V. Alves e Escola de E. Fundamental Mário Carneiro de Miranda.

Deste modo, percebe-se que os professores que têm sua carga horária

concentrada na escola apresentam um maior engajamento para com a comunidade

educativa.

g) Atividades em classe

Perguntamos aos professores se eles gostam de participar de atividades extra classe. As

respostas incidiram em:

! Mais ou menos. Passeios pedagógicos.

! Mais ou menos. Passeios em bosques, SESC.

! Muito. Passeios, sala de leitura, recreações.

! Muito. Oficinas.

! Mais ou menos. Aula passeio.

! Muito. Excursão,filmes,pesquisas, dramatização, festas nas

datas comemorativas.

! Muito. Excursões nos pontos turísticos, supermercados,

Shopping Center, etc.

xlix
! Muito. Excursões, momentos festivos, oficinas de artes.

! Muito. Passeios, palestras.

! Muito. Atividade comemorativa na escola.

! Mais ou menos. Passeios turísticos e pedagógicos.

! Muito. Atividades fora da classe.

! Muito. Passeios, visitas e pesquisas.

! Mais ou menos. Passeio no Bosque, no Museu, Planetário...

! Não gosta.

! Mais ou menos. Visitas ao Museu, Bosque, Planetário, aula

passeio.

! Muito. Atividade comemorativa da escola.

! Mais ou menos.

! Muito.

! Mais ou menos.

Para complementar suas informações fomos buscar suas falas na íntegra e

verificamos que 8 (oito) dos docentes responderam mais ou menos, 11 (onze) muito e

01 (um) não gosta.

Analisando essas respostas, verifica-se que os professores do I.S.V.P. procuram

desenvolver um trabalho com base nos Parâmetros Curriculares da Educação Nacional,

voltado para a construção do conhecimento, na medida em que os conteúdos são

trabalhados de forma contextualizada, proporcionando aos alunos o exercício de suas

habilidades e competências.

h) Você sente dificuldades no dia-a-dia de sua sala de aula?

Suas respostas incidiram em:

l
! Sim. Falta de participação dos pais; sala de aula muito quente.

! Sim. Ausência dos pais de crianças não assíduas nas reuniões.

! Não.

! Sim. Falta de apoio e participação de alguns pais.

! Sim. Metodologia.

! Sim. Desinteresse dos pais.

! Não.

! Sim. Falta de colaboração dos pais.

! Sim. Falta de apoio dos pais.

! Sim. Falta de envolvimento dos pais e melhor treinamento para os

professores.

! Sim. Alguns recursos pedagógicos.

! Sim. Falta de assiduidade de certos alunos problemáticos e ausência dos

pais.

! Sim. Brincadeira por parte dos alunos, barulho, recursos pedagógicos.

! Sim. Comportamento e distúrbio dos alunos.

! Sim. Conquistar a família, trazê-la para a escola, conscientizá-la.

! Sim. Falta de colaboração dos pais.

! Sim. Falta de estímulo e acompanhamento dos pais nas atividades dos

filhos.

! Sim. Alguns recursos pedagógicos.

! Sim. Com aquelas crianças que não respeitam o professor.

! Sim. Apoio e a ausência de certos pais.

li
Constatou-se que os professores sentem dificuldades no dia-a-dia em

sala de aula. Essas dificuldades estão relacionadas a vários fatores, com um

percentual elevado de 60% para a falta de inserção dos pais na escola, os

quais não demonstram interesse em acompanhar o desenvolvimento de seus

filhos, não fornecendo-lhes estímulo e apoio, considerados fundamentais para

o alcance de um bom resultado. Isso requer um envolvimento da família com a

escola, esse contato é essencial e pode ser uma ótima maneira de conhecer o

aluno, havendo uma sintonia entre família-escola-aluno é possível identificar

necessidades e estabelecer regras de trabalho; 25% refere-se ao aspecto

pedagógico, mais precisamente às formas de utilização de recursos

pedagógicos, que são necessários para subsidiar a ação pedagógica e nem

sempre são utilizados de forma correta, dificultando o bom desempenho do

professor e conseqüentemente o do aluno; 10% não sentem dificuldades e 5%

está relacionado à indisciplina e assiduidade que interferem de forma negativa

no rendimento escolar dos alunos.

i) Soluções para os problemas encontrados no cotidiano em classe

Os professores apresentam através de suas falas que:

! Procuro conversar com os pais para saber o que está acontecendo.

! Comunico aos responsáveis através de recado a minha aflição.

! Não sinto dificuldades.

! Convite para reuniões, correspondência diária.

! Converso com algum professor para buscar novas alternativas.

! Convoco os pais para conversar e expor os problemas.

lii
! Não sinto dificuldades.

! Convoco os pais para conversar e encontrar uma solução.

! Programo reuniões,correspondências diárias, peço apoio ao Corpo Técnico.

! Converso com os pais e mostro a importância da formação de seus filhos.

! Peço ajuda ao Corpo Técnico.

! Procuro conversar com os pais e quando eles não vêm, vou na residência.

! Procuro conversar com os alunos.

! Procuro informações e orientações do Corpo Técnico e de livros.

! Através do diálogo.

! Tento conquistá-los.

! Convocando os pais para solucionar ou amenizar os problemas.

! Reivindico o corpo técnico da escola.

! Não faço nada para solucionar.

! Convite a reuniões.

Dos 20 docentes entrevistados 17 (dezessete) disseram sim e 03 (três) não,

completando assim com suas falas o seguinte: a interação entre a família e a

escola é muito importante e eles buscam solucionar esses problemas incentivando

os pais a participarem ativamente da vida escolar de seus filhos. Além disso, o

diálogo entre os professores e o auxílio do corpo técnico contribuem de forma

positiva na busca de novas alternativas para a melhoria da qualidade do ensino.

j) Disponibilidade de Tempo

Ao indagarmos os professores sobre o seu tempo disponível, obtivemos o

resultado que a maioria dos professores não tem disponibilidade de tempo.

liii
Acreditamos que isso se deve ao fato de alguns professores trabalharem em

mais de um turno e também à necessidade de planejarem suas aulas, restando

pouco tempo para dedicar à família e a outras atividades.

l) Lazer

Ao investigarmos quanto à habilidade ou hobby dos professores, obtivemos as

seguintes respostas:

! Costurar.

! Gosto de ler.

! Pescar e criar animais.

! Dramatizar, dançar.

! Fazer apresentações de teatro.

! Decoração, cantar, representar.

! Recreação.

! Gosto muito de escrever, acho que escrevo bem, ouvir música, ler...

! Desenho, pintura entre outros, trabalhar com sucata.

! Dramatizar.

! Estudar a Bíblia.

! Leitura.

! Gosto muito de serviços domésticos.

! Reprodução de desenhos, ampliação.

! Representar, dançar.

! Ler e ouvir músicas sertanejas.

! Decoração.

liv
! Sim. Ficar ao lado da família.

! Sim. Peças teatrais na escola.

! Ler. Colecionar figurinhas.

A partir das respostas que se apresentam como hobby dos professores,

consideramos importante conhecer que outras habilidades o professor possui

além do exercício de suas atividades no magistério. Percebe-se a diversidade

de opções apresentadas por eles e o lado positivo dessas atividades como

forma de relaxamento, contribuindo para superar as dificuldades apresentadas

no dia-a-dia da escola.

m) Quando indagamos aos docentes: Você está satisfeito(a) com o

magistério? Por quê?

Obtivemos as seguintes respostas:

! Sim. Porque foi a profissão que eu escolhi e através dele posso me

manter razoavelmente.

! Sim. Porque através dele podemos mudar a mentalidade dos indivíduos

para pessoas críticas e questionadoras, porém a parte negativa é a

irresponsabilidade dos governantes com a educação (treinamento de

professores)

! Mais ou menos.

! Mais ou menos. Falta de apoio dos governantes na capacitação de

professores.

! Mais ou menos, devido o salário ser baixo e haver muitas cobranças.

lv
! Mais ou menos. Porque existe uma grande falta de interesse por parte do

Estado, que não oferece condições para que o professor desenvolva

melhor seu trabalho.

! Mais ou menos. O que me faz insatisfeita é a falta de compromisso de

algumas pessoas com a educação.

! Sim. Por ser a profissão que sempre busquei e me realizo plenamente,

independente do salário, trata-se de satisfação pessoal que considero o

mais importante.

! Mais ou menos. O ponto positivo é que podemos tentar transformar as

pessoas em seres mais críticos; o ponto negativo é a questão salarial.

! Sim. Gosto muito do que faço, acho muito interessante. Ser professor é

dar de si, é semear são tantas coisas que me faltam palavras.

! Sim. O meu objetivo sempre foi ensinar, educar.

! Não. O salário não satisfaz. O professor passa o dia trabalhando, não tem

tempo de estudar, se atualizar, preparar uma boa aula. O Estado precisa

investir mais na educação.

! Sim. Sempre gostei do magistério (lecionar) e estou na universidade para

ampliar meus conhecimentos.

! Mais ou menos. O magistério requer disponibilidade e dedicação,

entretanto o professor não dispõe de tempo.

! Mais ou menos. Falta de reconhecimento do profissional, remuneração

baixa.

! Sim. Foi a minha escolha.

! Mais ou menos. Porque há uma grande falta de interesse por parte do

lvi
Estado, pois não oferece condições para o professor desenvolver um bom

trabalho. Faltam cursos de capacitação, por exemplo.

! Sim. É a minha profissão e através desse curso já estou cursando uma

universidade para ampliar meus conhecimentos.

! Sim. Porque foi a profissão que a minha querida mãe escolheu e nela eu

procuro identificar-me, outra coisa eu trabalho com amor.

! Sim. Porque foi a profissão que eu escolhi e me sinto gratificada apesar

de não ser valorizada.

Constatamos que muitos professores estão satisfeitos em exercer o magistério,

pois foi a profissão que escolheram e que se identificam.

Analisando essas respostas, percebe-se também um pouco de desencanto dos

professores pela profissão que escolheram, devido haver um certo descaso por parte de

nossos governantes no que diz respeito à valorização do profissional, com salários

irrisórios e valores esquecidos, entretanto sua existência é fundamental para a educação

e para o crescimento do país.

n) Ao tentarmos reproduzir sua opinião sobre a escola, suas falas são categóricas:

! Mais entrosamento entre os funcionários e mais ventiladores nas salas.

! Precisamos de alguns recursos pedagógicos.

! Ampliar mais a quadra de esportes.

! Sempre há algo a melhorar como: a estrutura física das salas de aulas e uma área

de recreação.

! O comportamento dos alunos.

! Mais disciplina para os alunos no sentido de não prejudicá-los.

lvii
! Mais iluminação nas salas, ventiladores, melhorar a limpeza dos ambientes e o

relacionamento entre os funcionários.

! Deveria haver mais união, ética profissional e salas de aula mais adequadas.

! Relacionamento humano e a estrutura física da escola (mais ventiladores e uma

boa reforma e limpeza nos banheiros.

! Melhor relacionamento entre todos os componentes da escola.

! Estrutura física com salas mais ventiladas e banheiros limpos, mais união e

relacionamento humano.

! Conscientização sobre a função que exercem e mais obrigação para com a escola.

Um banheiro para os professores dentro do CRP.

! As salas são quentes e a dificuldade para as crianças copiarem do quadro devido a

claridade.

! Falta organização, interação e informação de forma globalizada.

! Relacionamento.

! Mais união, companheirismo, compreensão.

! Sim.

! Vídeo com defeito, sala apropriada para os professores, recursos pedagógicos,

banheiros adequados aos alunos, professores e corpo técnico.

! Eu gostaria que a diretora tivesse firmeza, fosse mais humana para com os

funcionários e também quando houvesse alguma reclamação entre professor,

aluno, responsável, que houvesse diálogo.

! Estrutura física com mais ventilação nas salas, área de lazer e mais

companheirismo entre os colegas.

lviii
Verificamos pelas respostas apresentadas o que os professores gostariam de

sugerir para melhorar a escola.

Torna-se importante considerar o ponto de vista de todos os segmentos da escola

para tornar a escola não apenas um lugar de aprendizagem, mas um lugar de prazer, de

troca de experiências, onde todos executem seus trabalhos com vontade, com amor,

visando um objetivo maior que é a melhoria da qualidade do ensino.

o) Na pergunta: Gostaria de mudar de profissão?

O quadro se apresenta abaixo com os esclarecimentos elementares.

Quadro 03

Opções Número Percentual


a) Sim 02 10%
b) Não 18 90%
Total 20 100%

No quadro acima, constatamos que a maioria dos professores gosta muito da

profissão que exerce e o fazem com amor, porque foi o que escolheram. Apenas 02

gostariam de mudar de profissão, um deles mudaria para uma profissão que lhe

proporcionasse melhor remuneração e conseqüentemente melhoria de vida e o outro

gostaria de ser arquiteto.

p) Na indagação: Se você assumisse a direção que mudanças faria para o ensino

tornar-se mais eficiente?

As respostas foram as seguintes:

! Mais compreensão entre o corpo docente da escola.

! Faria o possível e o impossível para trazer os pais para a escola.

lix
! Mais disciplina nos alunos.

! Criava possibilidades para capacitar os professores a fim de assumirem melhor o

seu papel de educador.

! Que a escola investisse mais em fita de vídeo e que houvesse um curso para

ensinar a trabalhar..

! Realizaria mais cursos de capacitação.

! Realizaria mais reuniões pedagógicas para que houvesse maior integração entre os

professores.

! Uma participação mais efetiva dos professores nas decisões da escola, mais

disciplina, melhor aprendizagem, participação da comunidade nos problemas da

escola.

! Faria um trabalho de conscientização com os professores, a fim de mostrá-los que

o fundamental é o amor e que o professor precisa gostar do que faz para que seu

trabalho seja prazeroso e eficiente. Mais investimento na sala de vídeo.

! Reforçaria a participação ativa dos pais na escola; faria campanha para adquirir

vários livros de pesquisa e recursos didáticos.

! Trabalharia a conscientização com os professores em relação ao gostar, ao amor a

professor.

! Não marcaria nada aos sábados; colocaria computador à disposição de todos os

professores e funcionários; marcaria a festa junina no horário da tarde por causa

do sol.

! Seria mais humana, trataria todos igual, ser consciente para assumir a direção,

saber entender os problemas dos funcionários.

! Abstenção

lx
! Se eu fosse diretora teria que conversar e aprender com a diretora passada para

começar a fazer alguma coisa, mas nunca pensei nisso.

! Se eu fosse diretora colocaria o Regime Militar.

! Mais curso de capacitação, mais disciplina para os alunos no sentido de não

prejudicar sua aprendizagem.

! Compraria mais recursos pedagógicos para atender melhor os alunos, faria uma

sala de visita para atender os pais, não marcaria atividades aos sábados para

atender às necessidades de meus professores e funcionários.

! Eu procuraria ser mais rígida com os alunos, principalmente na época em que

estamos e ter mais respeito para com elas.

! A participação de todos nas atividades escolares.

Verificamos nas respostas diversificadas dos professores que, cada um deles

descreve uma trajetória dando sua contribuição, ajudando a construir uma nova escola.

Analisando essas respostas, verifica-se que a participação de todos é muito

importante para o crescimento de uma instituição. Além disso, muitas vezes o professor

critica o administrador escolar, mas nunca se coloca no lugar dele, talvez um pouco de

reflexão se fizesse importante: Como seria se eu assumisse a direção? Que atitudes eu

tomaria no lugar dele? Como agir em algumas situações difíceis de serem resolvidas? É

fundamental que ocupemos o lugar do diretor para que nossas críticas sejam vistas de

forma construtiva, criticar aleatoriamente não leva a nada, pois o crescimento da escola

e da vida humana está na interação, no diálogo e na cooperação.

3.2.3. OS FUNCIONÁRIOS E A INVESTIGAÇÃO

lxi
Quadro 1

a) Perfil dos Funcionários

Código Sexo Estado Civil Nível de Escolaridade Bairro


F1 feminino casada Fundamental incompleto Tapanã
F2 feminino casada Médio incompleto B.Campos
F3 feminino casada Fundamental Marco
F4 feminino solteira Fundamental Telégrafo
F5 feminino casada Médio Abstenção
F6 feminino casada Fundamental incompleto Abstenção
F7 feminino casada Médio Abstenção
F8 feminino solteira Médio Umarizal
F9 feminino solteira Fundamental incompleto Umarizal
F10 feminino solteira Médio Coqueiro
F11 feminino casada Médio incompleto Guamá
F12 feminino solteira Fundamental Umarizal
F13 feminino outros Superior Marambaia

Constatamos que os funcionários pesquisados do I.S.V.P. são todos do sexo

feminino, a maioria é casada, possuem um nível de escolaridade que varia de

fundamental incompleto a nível superior e a maioria mora em bairros distantes da

escola.

b) A prole e a escolarização,
Indagados quanto à sua prole, as respostas incidiram com a afirmação

de que a maioria dos funcionários possui prole, atingindo um percentual de

84,6%. Observa-se também pelas respostas apresentadas que os funcionários

solteiros também possuem prole, perfazendo um total de 29 filhos.

No que se refere à escolarização, apenas 41% dos filhos dos

funcionários pesquisados não estudam. Esse número, segundo as respostas

apresentadas corresponde a crianças que ainda não estão em idade escolar.

Estudam no Instituto São Vicente de Paulo 27,6% e em outros

estabelecimentos de ensino 31,4%.

lxii
c) Tempo de Serviço

Indagados sobre o tempo de serviço na escola. Os funcionários apresentaram

os seguintes resultados:

Quadro 2
Opções Número Percentual
a) menos de 2 anos 01 7,7%
b) mais de 2 anos 05 38,5%
c) acima de 5 anos 07 53,8%
Total 13 100%

Demonstramos no quadro o tempo de serviço dos

funcionários, a maioria possui acima de 5 anos de serviços

prestados à escola.

Verifica-se a partir das respostas apresentadas, que os mesmos já

possuem experiência na função que exercem na escola, devendo assumir um

maior compromisso no desempenho dessas funções, contribuindo assim para o

crescimento global da escola.

d) Trabalha em outros locais?

Ao indagarmos os funcionários sobre outras atividades que exercem além das

exercidas na escola. As respostas incidiram que 92,3% trabalha apenas na escola e 7,7%

em outros locais prestando serviços de contadora para diversas empresas como a Moto

Jóia, Betel, Ômega e outras.

e) Ao indagarmos os funcionários: O que você mais gosta de fazer na escola?

lxiii
Coletamos os seguintes resultados:

! Tomar conta das crianças.

! Conversar com as crianças e ajudá-las no que for possível.

! De ser professora.

! Varrer, tomar conta da escada.

! Dar atenção aos alunos e aqueles que precisam do nosso trabalho.

! Varrer a escola.

! Gosto de colaborar com as pessoas que precisam da minha ajuda.

! Tudo o que estiver ao meu alcance e possa ajudar.

! Ajudar na cozinha e fazer a merenda.

! Gosto do meu trabalho e das crianças, servir na escola e ajudar.

! Gosto de lidar com as crianças e fazer amizade com as minhas colegas.

! Gosto de ler livros, atender ao público, atender ao telefone, dar

informações.

! Do serviço para o qual fui designada (boletins, fichas individuais,

históricos, memorandos, avisos e etc.

Verificamos pelas respostas apresentadas que houve unanimidade em afirmar

que, o que eles gostam de fazer está relacionado com os alunos e com a organização da

escola. Os funcionários demonstraram ser dinâmicos e dedicados no exercício de suas

funções.

f) Na indagação: O que você não gosta de fazer na escola?

As respostas dos funcionários foram categóricas:

lxiv
! Ser chamada atenção.

! Servir café na sala para os professores.

! Da minha profissão de servente.

! Fazer serviços de rua.

! Abstenção.

! Eu não gosto de varrer o jardim.

! Abstenção.

! Chamar atenção e mandar alguns funcionários fazerem sua obrigação.

! Limpeza geral, por causa da minha coluna, pois fico com intensas dores e

não consigo andar.

! Não gosto de servir café na sala.

! Abstenção.

! Abstenção.

! Participar de reuniões onde assuntos não me dizem respeito.

Considerando as respostas apresentadas, verificamos a importância de conhecer

a opinião dos funcionários em relação ao trabalho que cada um gosta de executar na

escola e o que ele não gosta, pois assim é possível que se faça um remanejamento,

buscando adequar o funcionário à sua função, a fim de que o descontentamento não

prejudique o bom andamento do trabalho.

g) Colaboração na escola

A pergunta recai sobre outra forma de colaboração dos funcionários para com a

escola. As respostas foram:

lxv
! Ajudando minhas colegas de trabalho.

! Nenhuma.

! Ajudar em tudo o que estiver ao meu alcance.

! Ajudar na copa.

! Contribuir para uma boa convivência.

! Gosto de ajudar a professora do Jardim.

! Na tarefa que me for confiada.

! No que estiver ao meu alcance.

! Arrumando a escola em dias de festas.

! Com outros trabalhos que eu possa ajudar minha escola.

! Dialogar com meus colegas e levar uma palavra amiga para todos.

! No que estiver ao meu alcance.

! Nenhuma.

Observa-se que a maioria dos funcionários gosta de colaborar com a escola,

independente de sua função, o que consideramos muito importante para o crescimento

da escola, pois a união e a solidariedade são elementos fundamentais no ambiente de

trabalho.

h) Avaliação da qualidade do ensino

Ao indagarmos os funcionários sobre como eles consideram o ensino na

instituição. Obtivemos as seguintes respostas:

Quadro 3

Opções Número Percentual


a) Excelente 04 30,8%
b) Ótimo 04 30,8%
c) Bom 05 38,4%
d) Regular -
Total 13 100%

lxvi
Analisando as respostas dos funcionários, percebe-se que eles avaliam a

qualidade de ensino da escola muito bem, com uma variação de bom a excelente, o que

nos leva a crer que há um engajamento por parte de todos os segmentos da escola em

buscar cada vez mais melhoria para a escola.

i) Satisfação com a escola

A pergunta desenvolvida recai: Você está satisfeita com a escola?

Coletamos as seguintes respostas:

! Sim.

! Sim.

! Sim.

! Sim.

! Mais ou menos. A clientela é boa, as colegas são de boa conduta, com

exceção de algumas.

! Sim. A minha filha estuda aqui e o ensino é bom.

! Sim. Porque é um local de trabalho aconchegante.

! Sim, pois tenho um bom relacionamento com quase todos os meus

colegas.

! Sim. A escola é organizada pela direção e pelos funcionários em geral.

! Mais ou menos. Porque há discriminação entre os turnos da tarde e da

manhã.

! Sim. Porque a escola é a minha segunda família e trabalho com amor..

! Sim. solidariedade.

! Mais ou menos. A escola deveria informar mais os funcionários sobre as

lxvii
decisões tomadas em reuniões direção x professor, para que

pudéssemos ter a resposta certa quando nos perguntassem alguma

coisa.

Constatamos a partir das respostas dos funcionários pesquisados a satisfação que

sentem em trabalhar na escola I.S.V.P. Observa-se em seus depoimentos que apesar da

escola apresentar alguns problemas de ordem interpessoal, o que consideramos normal

no ambiente de trabalho, é notável o amor e a dedicação dos funcionários para com a

escola, quando falam de aconchego, relacionamento, solidariedade e qualidade de

ensino.

j) Sugestões

Nossa pergunta: Na sua opinião, falta melhorar alguma coisa na escola?

Suas respostas foram as seguintes:

! Sim. União entre os colegas.

! Sim. A convivência entre os colegas de trabalho.

! Não.

! Sim. Falta fazer uns serviços nas salas, abrir uns ralos maiores para

escorrer a água das salas e dos banheiros.

! Sim. Curso de Relações Humanas.

! Sim. Falta fazer uns serviços nas salas.

! Sim. Mais humildade, amor e compreensão.

! Sim. Mais responsabilidade dos funcionários.

! Sim. Mais serventes com condições de trabalho.

! Sim. Mais amor entre todos os funcionários.

lxviii
! Sim. Mais companheirismo.

! Não.

! Sim. A escola é uma só, mas parece que existem duas escolas dentro da

mesma.

Nas respostas supracitadas, os funcionários apresentam sugestões para que a

escola I.S.V.P. torne-se cada vez melhor, quando colocam que falta melhorar algumas

coisas que dizem respeito a relacionamento, serviços, amor, solidariedade, condições de

trabalho etc.

Consideramos importante o posicionamento dos funcionários, porque através da

observação é possível buscar soluções para possíveis problemas existentes na escola.

l) Indagados quanto à pergunta: Se você fosse diretora por um dia, quais seriam

seus atos para que a escola se tornasse exemplo para a educação?

Foram coletados através de suas falas os seguintes resultados:

! Como está, é ótimo.

! Na minha opinião um curso de Relações Humanas seria um bom começo.

! Eu seria mais rígida para a educação.

! Daria folga para os funcionários na sexta-feira.

! Estaria presente na escola junto aos pais, alunos e funcionários para

formar família e caminhar com justiça.

! Eu gostaria de melhorar a escola.

! Redução no horário do recreio.

! Seria mais ríspida com os funcionários.

! Abstenção.

lxix
! Abstenção.

! Abstenção.

! Abstenção.

! Todas as segundas-feiras cantaria o Hino Nacional às 8 h e às 17h

conversaria com os funcionários para saber o motivo de sua insatisfação

na escola, cursos para professores, passeios para os alunos no teatro,

planetário, museus, bosque etc.

As respostas nos levam a verificar como cada funcionário agiria se fosse diretor

da escola por um dia. A maioria respondeu com seriedade e coerência, o que

consideramos importante para acrescentar no trabalho desenvolvido pela direção da

escola. Entretanto, alguns apresentaram respostas desconexas, permeadas de ironias e

descaso, talvez por desconhecer a importância do papel do gestor na escola.

m) Direitos e deveres

Indagamos ainda aos funcionários: Você conhece seus direitos e deveres para

com a escola?

Percebemos através de suas falas que, 69,2% dos funcionários conhecem seus

direitos e deveres e 30,8% apenas parcialmente. Entretanto, observamos pelas respostas

apresentadas, que alguns funcionários conhecem mais seus deveres do que seus direitos

e mencionam alguns como: não chegar atrasado, ser assíduo e cumprir com suas

obrigações.

Diante dos dados apontados, é preciso ressaltar que a escola, enquanto espaço de

vivência da cidadania, deve esclarecer que um dos elementos primordiais para ser

lxx
cidadão é reconhecer tanto seus direitos como seus deveres, pois essa clara consciência

viabiliza a participação nas decisões do contexto em que estão inseridos.

3.2.4. A INVESTIGAÇÃO JUNTO AOS PAIS

a) A primeira das questões: Quanto ao bairro onde residem

Quadro 1
Bairro Número Percentual
Abstenção 1 4.2%
Telégrafo 17 71.0%
Umarizal 3 12.5%
Cremação 1 4.1%
Marco 1 4.1%
Perpétuo Socorro 1 4.1%
Total 24 100%

O quadro apresenta o perfil da localidade dos pais , onde se percebe que a maioria

mora perto da escola com um percentual significativo de 71.0 % residindo no bairro do

Telégrafo e 12.5% no bairro do Umarizal. Os demais estão distribuídos em bairros mais

eqüidistantes. Os resultados também apontam que 19 possuem telefone, 4 não possuem

e 1 se absteve.

b) Estado Civil

Quando indagados sobre seu estado civil, coletamos os seguintes dados:

Quadro 2
Opções Número Percentual
Solteiros 04 16.6%
Casados 15 62.4%
Outros 05 21.0%
Total 24 100%
lxxi
A incidência de pais casados é de 62,4%,solteiros 16,6% e outros 21%,

sendo que os pais solteiros possuem filhos menores ( mãe solteira).

c) A prole e a escolarização

A pergunta recai sobre o número de filhos e a escolaridade.

Dos 24 (vinte e quatro) pais que responderam o questionário 100%

possuem filhos, somando um total de 54 filhos. Quanto `a escolaridade 5.5%

dos filhos estudam na Educação Infantil , 61.2% no Ensino Fundamental, 5.5%

no Ensino Médio e 27.8% que não estudam.

d) Escolaridade dos pais

Através dos dados obtidos, constatamos que 16.6% dos pais e responsáveis

possuem o Ensino Fundamental 16.7% Ensino Médio Incompleto e 4,1% o Ensino

Superior. Percebemos ainda que o número de pais e responsáveis que concluíram o

ensino médio é significativo atingindo um percentual de 62,6%. Este resultado nos leva

a concluir que a maioria dos pais tem condições de fazer um maior acompanhamento à

vida escolar de seus filhos.

e) Profissão
Traçamos um quadro para vislumbrar a profissão dos pais e

responsáveis dos discentes.

lxxii
Quadro 3

Profissão Número Percentual


Estudante 3 12.3%
Doméstica 7 29.2%
Costureira 1 4.2%
Professora 3 12.3%
Autônoma 1 4.2%
Balconista 1 4.2%
Comerciante 1 4.2%
Segurança 1 4.2%
Técnico em edificações 1 4.2%
Comerciária 1 4.2%
Técnico enfermagem 1 4.2%
Marítimo 1 4.2%
Representante comercial 1 4.2%
Fiscal 1 4.2%
Total 24 100%

Podemos observar que a profissão mais comum entre os pais e

responsáveis que responderam o questionário é a de Doméstica, atingindo um

percentual de 29.2%.

Baseado no resultado geral do quadro acima, constatamos que a

formação profissional dos pais e responsáveis é ainda muito restrita,

inviabilizando assim um investimento maior na formação cultural de seus

filhos.

f) Salário

A partir da indagação sobre o salário dos pais e responsáveis, obtivemos os

seguintes resultados:

No que se refere ao aspecto salarial, verificamos que 12.5% dos pais e

responsáveis ganham menos de 01 (um) salário mínimo, 16.7% 01 (um) salário

mínimo, 12.5% 1 (um) salário e ½ ,16.6% não têm salário, 4.2% se abstiveram.

Percebemos que a maior incidência é de 02 (dois) salários mínimos atingindo

um percentual de 37.5% . De modo geral, constata-se que esse orçamento é


lxxiii
insuficiente para suprir as necessidades básicas da família, trazendo muitas

vezes problemas com a escola, pois sabemos que o aspecto econômico tem

muita influência no desenvolvimento cultural dos educandos.

g) Quanto à matrícula dos filhos

Os pais respondem porque matricularam seus filhos nesta escola.

Verificou-se que cerca de 5,5% dos pais e responsáveis matricularam

seus filhos nesta escola por ser próximo de casa; 20% por possuir bons

professores; 27% por gostar do ensino ministrado; 2,5% por outros motivos:

boas referências e anuidade acessível e 45% por ser escola Religiosa.

A partir do resultado acima, constata-se que há uma grande

preocupação por parte dos pais e responsáveis em estabelecer um lugar

seguro, onde seus filhos possam usufruir de uma boa educação. Dentre os

diversos motivos da escolha, a formação religiosa e espiritual parece ser

primordial, embora muitas vezes, essa prática seja ausente da vida familiar.

h) Indagados sobre a Instituição a pergunta incidiu: Como você considera o ensino

nesta instituição?

Segundo os dados coletados, 4.3% dos pais e responsáveis consideram

o ensino da Instituição regular ; 25% bom; 20.7% excelente e 50% ótimo. A

partir desses resultados, conclui-se que esta Instituição ministra um ensino de

qualidade, razão pela qual é constantemente requisitada pela comunidade e

até por pessoas que moram em bairros bem distantes da escola.

i) Relacionamento: Escola x Família

lxxiv
Conversamos com os pais e responsáveis. Com a pergunta buscou-se

identificar tipos de relações existentes neste âmbito, como demonstra o quadro.

Quadro 4
Opções Número Percentual
Ótima 10 41.7%
Boa 12 50.0%
Mais ou menos 02 8.3%
Nenhuma - -
Total 24 100%

A maioria dos pais considera que a relação família e escola está no nível

“bom”, necessitando assim de uma maior integração de ambos os segmentos.

j) O tempo

Buscou-se detectar a disponibilidade de tempo para acompanhamento das ações

pedagógicas da escola.

As respostas nos levaram a verificar que 16,7% dos pais e responsáveis

têm muito tempo disponível, 79.2% mais ou menos e 4.1% nenhum. Percebe-

se assim que a maioria dos pais e responsáveis não dispõem de tempo,

implicando muitas vezes esse contato mais direto com a comunidade escolar.

l) Avaliação

A pergunta desenvolvida recai: Você acompanha o rendimento escolar de seu(a)

filho(a)?

Percebe-se a partir dos dados coletados que, 95.8% dos pais e

responsáveis que responderam o questionário, fazem acompanhamento ao

rendimento escolar de seu (a) filho (a), enquanto que 4.2% não são assíduos

nessa prática.

lxxv
m) Rendimento Escolar

Gostaríamos de identificar como os pais e responsáveis tomam

consciência de que o rendimento escolar dos alunos depende da interação

escola e família. Através de suas falas obtivemos as seguintes respostas:

! Sim, porque a família é o alicerce dos filhos.

! Sim, tem que haver participação das duas partes.

! Sim, porque os professores trabalham todos juntos em parceria.

! Sim, porque com a participação dos pais a criança aprende mais.

! Não respondeu coerentemente .

! Não respondeu coerentemente.

! Sim, porque os pais vindo à escola as crianças vão se sentir mais seguras,

sabendo que há alguém interessado por eles.

! Sim, a escola faz sua parte e os pais procuram acompanhar.

! Sim, os pais têm a obrigação de ajudar na aprendizagem de sues filhos.

! Sim, tem que haver parceria, até para o próprio aprendizado da criança.

! Sim, pois sem o acompanhamento familiar não há integração na escola.

! Sim, ambos têm que acompanharem juntos para o melhor desempenho da

criança.

! Sim, pois quando se dá a mão caminha-se juntos para o sucesso.

! Sim, porque o termo educar não está restrito somente a escola.

! Sim, porque a participação da família é importante na educação.

! Sim, pois só unidos venceremos.

! Sim, pela perfeita relação entre as partes.

! Sim, é importante a escola manter os pais informados sobre o rendimento dos

lxxvi
filhos.

! Sim, porque é importante para o desenvolvimento da criança.

! Sim, os pais precisam saber o que ocorre na escola.

! Sim, porque através dessa relação família e escola conseguimos melhorar o

ensino de nossos filhos, sem isso jamais poderíamos caminhar para frente.

Se não houver nossa participação a escola não pode fazer milagres.

! Sim, a participação dos pais é muito importante.

! Sim, os pais deveriam participar mais das atividades da escola e não esperar

só por ela.

! Sim, a escola é a continuação da família.

Verificou-se que os pais têm clareza suficiente da importância dessa

articulação entre a família e a escola.

Mediante as suas respostas positivas, podemos apenas acrescentar que

a interação família e escola é de fato primordial para a aquisição do saber e

do sucesso escolar na vida do educando.

n) Grau de satisfação

À pergunta: Você está satisfeito com a escola? As respostas foram as seguintes:

! Sim, porque as crianças são bem tratadas, alimentadas e respeitadas .

! Sim , porque estou tendo bons resultados em relação ao ensino fundamental.

! Sim, não tenho nada a reclamar.

! Sim, porque tem um excelente corpo técnico e corpo docente

! Sim, pois estou vendo o desenvolvimento de meus filhos que estão se saindo

lxxvii
bem.

! Sim, o ensino que minha filha recebe me satisfaz.

! Sim, porque o corpo técnico e docente interessam-se pelos alunos e o ensino

é ótimo.

! Sim, em primeiro lugar por ser uma escola religiosa, por isso confio no ensino.

! Sim, tenho confiança quando meu filho passa daquele portão para dentro da

escola, confio na competência da escola.

! Sim. Não justificou.

! Sim, estou satisfeita pela organização e o desenvolvimento pedagógico,

assiduidade dos professores, higiene, formação religiosa.

! Sim, porém precisa melhorar mais.

! Sim, pois a direção convoca os pais para debater assuntos de interesses de

nossos filhos.

! Mais ou menos, está faltando mais participação dos pais.

! Sim, porque durante o período que filho estudou aqui já elevou bastante seu

nível cultural.

! Sim, todos os meus filhos estudaram aqui, não tenho nada contra, só a favor.

! Sim, pela atenção dada aos alunos.

! Sim, o ensino é ótimo e os professores tratam bem os alunos.

! Sim, porque é ótimo.

! Sim, meus filhos estão tendo uma boa aprendizagem, coisa que em outras

escolas não se pode ter.

! Sim, até agora não tenho nada o que falar sempre me relacionei bem com

todos da escola.

lxxviii
! Sim, pela boa administração.

! Sim, gosto muito do ensino e da organização.

! Sim, ela preenche todos os requisitos para a educação de meus filhos.

Constatamos nas respostas obtidas que 95.8% dos pais se dizem

satisfeitos com esta Instituição, pois a mesma atende às necessidades

cognitivas dos alunos com o seu eficiente corpo docente e técnico-

administrativo .

Em relação às respostas, percebe-se que a qualidade da educação é

ainda um fator preponderante dentro do sistema educacional brasileiro; é um

segmento que, junto a outros, poderá levar o indivíduo à emancipação.

o) Mudança

A indagação agora busca responder a seguinte questão: Falta melhorar alguma

coisa na escola? O que?

As respostas incidiram em:

! Não, assim está ótimo não está faltando nada.

! Sim, a água do bebedouro deveria ser mais fria.

! Sim, mais passeio, mais esportes e nos momentos de recreio ter atividades

criativas.

! Não .

! Não.

! Não.

! Não.

! Sim, a entrada e saída das crianças está muito tumultuada.

lxxix
! Não.

! Não.

! Sim, o aspecto físico do colégio.

! Sim, profissionais que se identifiquem com a série e idade dos alunos.

! Sim, conversar mais com a criança para enfrentar o mundo , com a

informática por exemplo.

! Sim, um apoio técnico e psicológico para os professores , os quais agridem as

crianças com palavras.

! Sim, não justificou.

! Não

! Não

! Sim, na limpeza e aparência da escola.

! Sim,, o pessoal de apoio.

! Sim, no aspecto do ensino do jardim e alfa , os professores precisam ter mais

um pouco de paciência e ser menos estúpidos.

! Sim, melhorar o sistema de ventilação nas salas de aula.

! Sim, mais espaço para as crianças, melhorar as cadeiras.

! Não.

! Sim, no aspecto da integração aluno e aluno e pais.

Cerca de 58.3% dos pais responderam que falta melhorar alguma coisa

na escola. As respostas foram as mais variadas possíveis como podemos

perceber. No entanto, duas questões foram bem pertinentes: preparar os

professores psicologicamente, sobretudo da Educação Infantil, para melhor

atender às crianças e melhorar o aspecto físico da escola.

lxxx
p) Contribuições

Solicitamos aos pais e responsáveis se gostariam de dar sugestões que possam

contribuir para a melhoria do ensino. Assim eles se expressaram:

! Sim, mais diálogo.

! Sim, melhoria do banheiro, bebedouro e ventilação nas salas de aula.

! Sim, fazer promoções para a aquisição de mais brinquedos para as crianças.

! Não.

! Não.

! Não.

! Não.

! Não.

! Sim, proporcionar uma sala especial para as crianças com menos capacidade

de aprendizagem com mais recursos e brinquedos educativos.

! Sim, colocar um professor substituto na ausência do professor lotado para

que as crianças não fiquem mais de dois dias sem aula.

! Sim, análise das atividades extra-classe condizentes com os alunos; curso de

relações humanas para os funcionários; cumprimento das reuniões previstas.

! Sim, curso e palestras para os professores a alunos sobre a violência.

! Sim, ensinar a criança a ir numa biblioteca; a respeitar o ambiente aonde

passa, na hora do recreio ter uma pessoa que possa orientar as crianças nas

brincadeiras.

! Sim, melhorar a parte administrativa.

! Abstenção

lxxxi
! Não.

! Não.

! Não.

! Não.

! Sim, ter paciência e tratar melhor os alunos , principalmente do jardim e alfa,

melhorar a água do bebedouro.

! Sim, um sistema de melhor aprendizagem.

! Sim, que todos colocassem sua idéias e opiniões em comum.

! Abstenção

! Sim, melhorara aparte cultural.

A partir dos resultados coletados, verificamos que 50% dos pais e

responsáveis aceitaram dar sugestões para a melhoria do ensino nesta

Instituição. Como podemos notar, existe uma variedade de propostas

apontadas por eles, sendo inviável atendê-las a curto prazo.

Baseado nas respostas acima, é notável perceber que ainda existe um

certo interesse por parte dos pais e responsáveis em de fato tornar a escolar

um espaço de conhecimento e prazer.

A participação e as relações dos docentes e pais tornam-se mais

importantes e são grandes interpretativos em um sistema que visa contribuir e

fornecer padrões de conduta para as ações dos educadores; suas matrizes

pedagógicas e educativas junto aos pais e responsáveis, mantida pelo

corporativismo das ações mediatas que tornam-se categorias includentes num

sistema de ensino.

lxxxii
A construção do Projeto Político Pedagógico requer continuidade de

ações, luta de classes e a reorganização da escola de dentro para fora como

tarefa e empenho do coletivo.

Assim, os pais e docentes deverão ter uma postura de re-significação

para a qualidade do ensino.

3.2.5. OS ALUNOS E A INVESTIGAÇÃO

Quadro 1

a) Perfil dos Alunos

Código Sexo Série Turno


A1 Feminino 2ª Vespertino
A2 Masculino 2ª Vespertino
A3 Feminino 2ª Vespertino
A4 Feminino 2ª Vespertino
A5 Feminino 2ª Vespertino
A6 Masculino 2ª Vespertino
A7 Feminino 3ª Vespertino
A8 Masculino 3ª Vespertino
A9 Feminino 3ª Vespertino
A10 Masculino 3ª Vespertino
A11 Feminino 3ª Vespertino
A12 Masculino 4ª Matutino
A13 Masculino 4ª Matutino
A14 Masculino 4ª Matutino
A15 Masculino 4ª Matutino
A16 Feminino 4ª Matutino
A17 Feminino 4ª Matutino
A18 Feminino 4ª Matutino

O quadro acima apresenta uma pequena amostra dos alunos que

responderam o questionário, sendo que 33,3% dessa amostra cursa a 2ª série,

27.8% a 3ª série e 38.9% a 4ª série; 44,4% são do sexo masculino e 55.6% do

sexo feminino e quanto ao turno 61.1% estudam no período da tarde e 38.9%

no período da manhã.

lxxxiii
b) A escolha da Escola

Quando indagamos aos alunos: Por que você escolheu esta escola para

estudar?

As respostas foram as seguintes:

! Porque é legal e ensina coisas boas.

! Porque tem bons professores e o ensino é bom.

! Porque o ensino é bom.

! Porque esta escola é especial para mim e para todos nós.

! Porque aqui podemos aprender muitas coisas boas como: ser educado,

respeitar os mais velhos, etc.

! Porque a escola é grande e os professores explicam a matéria muito bem.

! Porque esta escola é muito educativa.

! Porque o ensino desta escola é bom.

! Porque esta escola é de freiras e porque fica perto da minha casa.

! Para aprender mais.

! Porque a minha mãe achou esta escola boa.

! Porque o ensino é ótimo.

! Porque ela é fundamental para os meus estudos e porque é um colégio de

freiras e é perto onde morro.

! Não fui eu que escolhi foi a minha mãe, eu gosto muito desta escola e não

gostaria de sair daqui.

! Porque acho que ela é uma ótima escola.

! Porque quase toda minha família já estudou aqui e disseram que era muito

lxxxiv
boa.

! Porque é uma escola legal com ótimos professores e eu aprendo muito.

! Porque gosto dos professores, da diretora, das pessoas que estudam aqui e

do aprendizado.

Constatamos pelas respostas apresentadas que a maioria dos alunos

respondeu que escolheu esta escola para estudar porque ela oferece um

ensino de qualidade, cujo quadro de professores é composto por bons

profissionais. Conclui-se que a escola possui boas referências por primar pela

qualidade do ensino.

c) Retenção

Indagamos aos alunos se eles já repetiram alguma série. As respostas

incidiram em:

Quadro 2

Opções Número Percentual


a) Sim 03 16.7%
b) Não 15 83.3%
Total 18 100%

Dos alunos que responderam o questionário, apenas 16.7% repetiu de

série. Eles disseram que o motivo da repetência foi a falta de interesse pessoal

pelos estudos.

Constatamos pelas respostas apresentadas que a 3ª série está em

evidência na reprovação, necessitando verificar as causas pelas quais se

acentua a retenção nesta série.

d) Satisfação com a escola


lxxxv
À pergunta: Você gosta desta escola? Por quê?

Obtivemos as seguintes respostas:

! Sim, porque ela ensina coisas boas e legais.

! Sim, gosto dos professores e o ensino é exemplar.

! Sim, porque o São Vicente é um colégio muito bom.

! Sim, porque a professora é muito inteligente e a merenda é demais gostosa.

! Sim, porque os professores são muito alegres e nos tratam muito bem.

! Sim, porque nela se aprende mais.

! Sim, porque esta escola é muito boa.

! Sim, porque o ensino é bom.

! Sim, porque é legal e tem muitos colegas.

! Sim, porque ela é boa de estudar.

! Sim, porque ela ensina muito bem.

! Sim, porque tem professores ótimos.

! Não, porque ela me cansa.

! Sim, porque ela é grande e meus verdadeiros amigos estão aqui, o ensino é

bom e os professores são legais.

! Sim, porque é uma escola limpa, bem conservada e o ensino dela é fácil de

aprender.

! Sim, porque tem professores legais, é espaçosa, tem plantas e uma quadra

para a gente brincar.

! Sim, porque ela oferece um ensino muito bom e porque tem ótimos

professores.

! Sim, porque aqui tenho muitos amigos, tem bons professores e um bom

lxxxvi
ensino.

Os dados coletados nos permitem observar que apenas um aluno disse

não gostar desta escola, enquanto que os demais afirmaram gostar, atingindo

um percentual de 94,4%, ,justificando que o ensino ministrado nela é muito

bom e que o corpo docente é muito competente.

e) Tempo na escola

Perguntamos aos alunos: Há quanto tempo estuda na escola?

Obtivemos como resultado o seguinte:

Quadro 3

Opções Número Percentual


Menos de 2 anos 02 11.1%
Mais de 2 anos 07 38,9%
Acima de 5 anos 09 50,0%
Total 18 100%

Observamos pelas respostas apresentadas que a maioria dos alunos


iniciou sua vida escolar nesta Instituição.

f) Ao indagarmos os alunos: Você gosta de estudar?

Obtivemos as seguintes respostas:

! Sim, porque aprendo várias coisas: educação, ler, escrever e coisas boas.

! Sim, porque é muito bom para o meu futuro.

! Sim, porque nos ensina a aprender as coisas .

! Sim, porque aprendo a ler.

! Sim, porque dependemos dele para o nosso futuro e se não estudarmos não

lxxxvii
podemos ser alguém na vida.

! Sim, porque se não estudarmos não teremos uma profissão.

! Sim, porque quero ser inteligente.

! Sim, porque eu quero ser alguém na vida.

! Sim, porque estudando aprende-se a ler e a escrever.

! Sim, porque tenho que enfrentar o que vem pela frente.

! Sim, para aprender a ler e escrever.

! Sim, porque é bom para formar uma pessoa.

! Sim, porque posso ser alguém na vida.

! Sim, porque quanto mais se estuda mais a vida melhora.

! Sim, porque o estudo vai servir para nós mais tarde.

! Sim, porque quero ser alguém na vida, ter meu emprego e ser feliz com o que

eu tenho.

! Sim, porque estudando eu posso ser alguém na vida e construir meus sonhos.

! Sim, porque posso ser alguém na vida e ter um bom futuro.

Os alunos responderam por unanimidade gostar de estudar. De acordo com

as respostas dos alunos, percebemos que eles se preocupam em ter uma

profissão e construir melhor seu futuro.

Analisando as respostas dos alunos observa-se que a educação é um dos

segmentos que poderá proporcionar ao indivíduo melhores perspectivas de

futuro, dando-lhes oportunidades de ingressar no mercado de trabalho, o qual

exige qualificação e competência.

g) Avaliação da qualidade do ensino

lxxxviii
Ao indagarmos os alunos sobre como eles consideram o ensino nesta

instituição. Obtivemos como resultado o seguinte:

Quadro 4

Opções Número Percentual


Regular 01 5,5%
Bom - -
Ótimo 07 38.9%
Excelente 10 10 55.6%
Total 18 100%

A partir do quadro 4, verifica-se que a qualidade do ensino nesta Instituição,

varia de ótimo a excelente, quando o conceito regular aparece com um

percentual insignificante de 5.5%.

h) Disciplinas

À pergunta: Qual a disciplina que você mais gosta? Por quê?

Obtivemos as seguintes respostas:

! Ed. Física. Porque a gente se diverte.

! Ed. Religiosa. Porque é uma matéria divertida.

! Ed. Física Porque desenvolve a gente.

! Matemática Porque aprendo as contas.

! Ciências Porque é muito bom.

! Todas Não justificou.

! Ed. Religiosa Porque eu aprendo mais sobre Deus.

! Matemática Porque é difícil e eu aprendo muito.

! Matemática Porque a gente aprende as contas.

! Português Porque a gente aprende mais.

lxxxix
! Matemática Porque ela é boa para o ensino.

! Matemática Porque eu gosto de trabalhar com os números.

! Matemática Porque eu gosto das operações.

! Ciências Porque fala dos astros e eu tiro minhas dúvidas.

! Matemática Porque descobri que os números e os cálculos são muito

importantes.

! Matemática Porque é boa e fundamental à nossa vida.

! Matemática

! Matemática Porque gosto de mexer com os números, fazer contas e pode ser

útil no meu dia a dia.

O quadro acima demonstra que a matéria preferida dos alunos é

Matemática. Justificaram que tal disciplina é muito útil para sua vida diária.

Conclui-se assim, que a maneira como esta disciplina vem sendo ministrada

nesta escola tem possibilitado descobertas acerca da sua importância para o

contexto social do educando.

i) Indagamos os alunos sobre o que eles mais gostam na escola.

Suas falas nos revelaram as seguintes respostas:

! Do ensino pedagógico

! De estudar e brincar na hora do recreio.

! Da minha sala de aula

! Do ensino.

! Do recreio.

xc
! Dos professores e dos colegas.

! Dos professores.

! Do ensino.

! Do recreio.

! Da sala de aula.

! Da biblioteca

! Do recreio.

! Do recreio.

! Da Educação Física

! Da cantina porque vende diversos lanches por um bom preço.

! Do ensino, das árvores.

! Das aulas de Matemática e de brincar na hora do recreio.

! Das atividades e do recreio.

Em relação as respostas apresentadas, observa-se que os alunos indicam

as brincadeiras na hora do recreio como a atividade que eles mais gostam na

escola.

Evidencia-se a necessidade da escola proporcionar atividades lúdicas e

interativas neste espaço de recreio, no sentido de oferecer às crianças um

ambiente mais saudável e divertido.

j) Indagamos ainda sobre o que os alunos não gostam na escola.

Suas respostas foram categóricas:

! Da violência e do barulho.

xci
! Das brigas dos colegas e quando a professora fica triste.

! Do C.R.P. porque para lá vão os alunos que brigam.

! Ser apelidado pelos colegas.

! Eu não gosto de ver os alunos brigando e se apelidando.

! Das brigas.

! Da bagunça.

! Da bagunça.

! Da bagunça em sala de aula.

! Da quadra.

! Da cozinha , porque na hora do recreio é muito bagunçado.

! Da bagunça.

! Das brigas e confusões.

! Da bagunça

! Das salas de alfabetização, pois são muito quentes.

! Das salas que deveriam ser maiores e ter ar condicionado.

! Dos apelidos, banheiros e do professor de Ed. Física.

! Dos meninos que apelidam.

Através das respostas obtidas, verifica-se que o que mais desagrada os

alunos é a indisciplina manifestada através da violência e da falta de respeito

aos colegas.

Considerando os resultados acima, sugerimos que a escola proporcione

situações em que os alunos exercitem a prática do amor e do respeito mútuo,

no sentido de resgatar o valor da amizade e do companheirismo entre eles.

xcii
l) Auxílio nos estudos

Indagamos aos alunos: Alguém o ajuda em seus estudos?

Obtivemos os seguintes resultados:

Quadro 5

Opções Número Respostas Percentual


Mãe, pai,
Sim 13 professora de 72.2%
reforço, tio, avó,
colegas, irmã.
Não 05 - 27.8%
Total 18 - 100%

O quadro 5 apresenta que a maioria dos alunos recebe acompanhamento

nos seus estudos; isso demonstra que existe por parte dos pais e responsáveis

um certo compromisso com a vida escolar desses educandos.

m) Material Escolar

A indagação busca agora responder à seguinte questão: Você tem sempre o

material que precisa para estudar?

Obtivemos como resultado o seguinte:

Quadro 6

Opções Número Percentual


Sim 13 72.2%
Não 05 27.8%
Total 18 100%

xciii
Constatamos através das respostas dos alunos que 72.2% dos alunos

que responderam o questionário dispõem de material escolar suficiente para a

realização de suas atividades.

n) Mudança

Ao tentarmos reproduzir sua opinião sobre o que precisa melhorar na escola,

obtivemos através de suas falas as seguintes respostas:

! A sala, o banheiro, a quadra e o C.R.P.

! A pintura da quadra e reformar as cadeiras.

! A sala de aula, a quadra de esportes, o banheiro e o bebedouro.

! O respeito para com os professores e o barulho.

! As salas de aula, plantar mais árvores.

! As brigas dos alunos.

! A bagunça no bebedouro na hora do recreio.

! Os banheiros, mais limpeza.

! A bagunça e a violência.

! Os banheiros.

! Os banheiros.

! O comportamento dos alunos na escola.

! A organização.

! A quadra, o banheiro e os materiais de esportes.

! Aumentar o número de séries.

! Ter mais brinquedos, mais salas e séries até o pré-vestibular.

! A água do bebedouro, o banheiro e mais brincadeiras na Ed. Física.

xciv
! O banheiro , o bebedouro, a quadra, e aumentar o número de jogos e

brincadeiras.

Diante das respostas obtidas, os alunos apresentam ter clareza do que

precisa ser melhorado na escola; apontam como necessidade primordial que o

bebedouro e os banheiros sejam urgentemente reformados, onde todos

possam usufruir de maneira saudável.

xcv
CAPÍTULO IV

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A realização deste trabalho busca contemplar o estudo bibliográfico e

pesquisa de campo, considerando que a escola precisa de fato definir sua

organização pedagógica e administrativa, através da elaboração e execução do

Projeto Político-Pedagógico.

O Projeto Político-Pedagógico tem suscitado muitos debates e

discussões entre as mais diversas instâncias educativas. Por meio dele tem-se

a possibilidade de vislumbrar um ensino de melhor qualidade, quando é

possível experimentar o exercício do pensar, elaborar e operacionalizar o

funcionamento da escola com autonomia.

Concordamos com VEIGA (2001:33), quando afirma “É preciso

entender o Projeto Político Pedagógico da escola como uma reflexão do seu

cotidiano. Para tanto, ele precisa de um tempo razoável de reflexão-ação, para

se ter um mínimo necessário a consolidação de sua proposta”.

Nota-se que o Projeto Político Pedagógico, requer continuidade das

ações, descentralização, democratização do processo de tomada de decisões

e instalação de um processo coletivo de avaliação de cunho emancipatório.

Sabemos, que ocorrerá o movimento de resistência da parte dos

educadores, será uma luta de possibilidades e mudanças que se fará

necessário ocorrer tanto dentro como fora da escola, haja vista, a comunidade

educativa possuir um envolvimento que emancipará as ações do ponto de vista

crítico, pois sabemos que democratizar na escola significa favorecer o

desenvolvimento das capacidades intelectivas do educador e educando para

xcvi
que juntos se apropriem dos conhecimentos científicos, sociais e tecnológicos

produzindo e construindo a história em um processo coletivo e de avaliação

diagnóstica constante.

Esta é uma habilidade de cada escola, de cada um que vive e convive

nela e dela busca desenvolver-se com responsabilidade.

Durante o processo de investigação, constatamos aspectos

significativos, que foram apontados pelos sujeitos pesquisados e que poderão

contribuir para o bom funcionamento da escola.

Um dos aspectos que consideramos pertinente diz respeito à instituição,

a qual a maioria dos pais expressam ter feito a escolha certa para a educação

dos filhos, por ser uma escola de cunho religioso e por ministrar um ensino de

boa qualidade.

Outro aspecto mencionado, é a necessidade de uma formação

pedagógica para o corpo docente, no sentido de prepará-lo para exercer sua

docência com mais domínio e segurança. No entanto, compreendemos que a

formação técnica é uma necessidade inadiável, porém, a educação só atingirá

seus objetivos enquanto instância do saber elaborado, quando houver maior

investimento tanto na formação pedagógica quanto na formação política.

Essa formação política permitirá ao educador interpretar a realidade com

maior criticidade, propiciando-lhe um maior compromisso com o trabalho

efetivo da escola, ampliará a visão de relacionamento professor-aluno,

possibilitará um melhor relacionamento interpessoal baseado no diálogo,

permitindo discutir questões referentes à reestruturação e organização da

educação brasileira.

xcvii
Todos os segmentos foram unânimes em relatar que é de fato

indispensável ter na escola um projeto que direcione os trabalhos da escola.

Nesse sentido, é possível considerar o Projeto Político-Pedagógico como um

caminho que a escola deve percorrer, pois é através dele que essa instituição

poderá unificar suas atividades como forma de reinventar e dar um novo

significado a tudo o que nela se faz. Essa re-significação deve desmitificar as

ideologias dominantes que ocultam uma infinidade de pressupostos e não

permitem a viabilização de uma escola de qualidade para todos.

Estabelecer em lei que a escola deve, ela própria, elaborar seu projeto

pedagógico é reconhecer a capacidade de projetar autonomamente seu futuro,

onde a comunidade educativa, consciente e comprometida assume questionar

e transformar o presente que não mais responde. Esse é um desafio que

requer muita luta, esforço, oposição e conflitos.

Deste modo, o desafio da implantação do Projeto Político-Pedagógico, a

partir da gestão democrática, deve ter como meta o desejo de construir uma

escola, que assuma o diálogo, a participação e a solidariedade como princípios

básicos de sua proposta de trabalho, que tenha a ousadia de assumir a utopia

da transformação.

Partindo das análises realizadas, buscar-se-à as necessidades

subjacentes, por exigir atenção, sensibilidade e perspicácia. É um trabalho

sutil; no qual as carências institucionais perscrutam a realidade.

Um Projeto Político Pedagógico não encerra-se no diagnóstico, ao

contrário inicia-se com um diagnóstico informativo, avaliativo para que

possamos revitalizar, re-programar, rever os descompassos existentes nas

ações realizadas ou realizáveis imediata ou a longo prazo no âmbito

xcviii
pedagógico, administrativo e financeiro. E nós, enquanto educadores, que

acreditamos na implantação do Projeto Político-Pedagógico, como um eixo que

norteia as atividades da escola, enumeramos indicadores para que se efetive

um trabalho coletivo entre a escola e a comunidade, ou seja dentro e fora dos

muros da escola.

! Implantar projetos educativos a fim de beneficiar professores e alunos;

! Planejar as atividades de ensino de forma cooperativa;

! Realizar trabalho conjunto professores e administradores para tratar de

questões referentes à escola;

! Promover encontros de formação religiosa, pedagógica e vicentina;

! Explicitar aos professores, funcionários e comunidade os objetivos e

metas da escola;

! Investir na capacitação de técnicos e professores;

! Promover eventos na escola para a comunidade;

! Promover encontros de integração (atividades de lazer) procurando

cativar os pais a freqüentar a escola, mesmo que seja em atividades

informais. Nessas atividades, fazer com que eles participem ativamente;

! Envolver os pais nas decisões relativas à melhoria da escola a fim de

que sua participação contribua no desempenho das crianças.

Assim, podemos questionar a viabilidade de envolver as questões

técnicas, mas também as políticas, visto que a programação deve ser marcada

pelo compromisso de se atender às reais necessidades no sentido coletivo.

xcix
O marco referencial e o diagnóstico são duas das três partes do Projeto

Político-Pedagógico, para que como pano de fundo venha fornecer critérios de

análise da realidade em comparação do ideal com o real.

Para garantir o equacionamento das ações concretas, relevantes para a

instituição, no sentido de suprir suas necessidades garantindo ter respostas

eficazes para a investigação realizada.

A continuidade deste deverá passar pelo processo decisório quanto às

programações que poderão vir a ser estrutura da seguinte forma: linhas de

ação, ações concretas, atividades permanentes e determinações; que deverão

ser concebidas pela comunidade educativa como resposta de sua participação

na construção do Projeto Político Pedagógico.

Pensando assim, apresentamos aqui os nossos estudos, pesquisas e

contribuições para todos aqueles que desejarem construir o caminho da prática

pedagógica coletiva. Contudo, este não pode ser visto como uma fórmula, mas

uma reaproximação de existência do coletivo inserido na comunidade

educativa chamada ESCOLA.

c
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Maria Margarida. Como preparar trabalhos para cursos de Pós-


Graduação – Noções Práticas. 4. ed. Atlas: São Paulo, 2001.

BAGNO, Marcos. Pesquisa na Escola: o que é e como se faz. Loyola: São


Paulo, 2001.

BRITO, Ana Rosa Peixoto de. LDB da “Conciliação” possível à Lei


“Proclamada”. Graphitte: Belém, 1997.

DEMO, Pedro. Desafios Modernos da Educação. 7 ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

GADOTTI, Moacir & ROMÃO, José E. Autonomia da Escola – Princípios e


Propostas. São Paulo: Cortez, 1977.

MENDES, Rosa Emília de Araújo. Projeto Pedagógico em favor da escola. Belo


Horizonte: AMAE Educando. Ano XXXIII. n°291 – mai.2000 ISSN 0102, p. 12-
7.

NOGARO, Arnaldo. Perspectiva. Erechim. V. 19 n. 67 set/95, URI-RS.

PARO, Vitor Henrique. Administração Escolar – Introdução Crítica. 9. ed..


Cortez: São Paulo, 2000.

Projeto de Ensino – Aprendizagem e Político-Pedagógico. São Paulo:


Liberdade, 2000.

Revista de Ciências Humanas. Publicação anual. Ano I. n. 1 2000, ISSN


1518.4684 – URI.

Secretaria Municipal de Educação. Cadernos de Educação. out. 1999 – Belém


– Pará.

SILVA, Ana Célia Bahia. Projeto Pedagógico: Instrumento de gestão e


mudança. UNAMA. Belém. 2000.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Para onde vai o professor?


Liberdade: 8 ed. 2001.

VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto Político Pedagógico: Uma construção


possível. Cortez, 2001.

ci