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Controle da administração pública

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CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. Conceito e abrangência A Administração Pública sujeita-se a controle por parte dos Poderes Legislativ o e Judiciário, além de exercer, ela mesma, o controle sobre os próprios atos. Embora o controle seja atribuição estatal, o administrado participa dele à med ida que pode e deve provocar o procedimento de controle, não apenas na defesa de s eus interesses individuais, mas também na proteção do interesse coletivo. A Emenda Constitucional nº 19/98 inseriu o § 3º no artigo 37, prevendo lei que discipline as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta é o chamado controle popular. Essa lei ainda não foi promulgada. Atualmente, uma instituição que desempenha importante papel no controle da A dministração Pública é o Ministério Público. Além da tradicional função de denunciar autori licas por crimes no exercício de suas funções, ainda atua como autor da ação civil pública, seja para defesa de interesses difusos e coletivos, seja para repressão à improbidad e administrativa. O controle abrange a fiscalização e a correção dos atos ilegais e, em certa medi da, dos inconvenientes ou inoportunos. Com base nesses elementos, Maria Sylvia Zanella di Pietro conceitua o co ntrole da Administração Pública como o poder de fiscalização e correção que sobre ela exerc os órgãos dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento ju rídico. 2. Espécies Vários critérios existem para classificar as modalidades de controle. Quanto ao órgão que o exerce, o controle pode ser administrativo, legislativ o ou judicial. Quanto ao momento em que se efetua, pode ser prévio, concomitante ou poste rior. Exemplo de controle prévio é a previsão constitucional de necessidade de autoriz ação ou aprovação prévia do Congresso Nacional para determinados atos do Poder Executivo ( artigo 49, II, III, XV, XVI e XVII; artigo 52, III, IV e V ). Exemplo de control e concomitante é o acompanhamento da execução orçamentária pelo sistema de auditoria. Exem plo de controle posterior é a anulação de um ato administrativo ilegal. O controle ainda pode ser interno ou externo. É interno o controle que cad a um dos Poderes exerce sobre seus próprios atos e agentes. É externo o controle exe rcido por um dos Poderes sobre o outro, como também o controle da Administração Direta sobre a Indireta. A Constituição Federal prevê o controle externo a cargo do Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas (artigo 71 ) e o controle interno que cada Po der exercerá sobre seus próprios atos (artigos 70 e 74 ). No artigo 74 é prevista a re sponsabilidade solidária dos responsáveis pelo controle quando, ao tomarem conhecime nto de irregularidade, deixarem de dar ciência ao Tribunal de Contas. O controle ainda pode ser de legalidade ou de mérito, sendo que o primeiro pode ser exercido pelos três Poderes, enquanto o segundo cabe à própria Administração. 3. Controle administrativo

3.1. Conceito e alcance Controle administrativo é o poder de fiscalização e correção que a Administração Pú (em sentido amplo) exerce sobre sua própria atuação, sob os aspectos de legalidade e mérito, por iniciativa própria ou mediante provocação. Na esfera federal esse controle é d enominado supervisão ministerial pelo Decreto-lei 200/67. Abrange os órgãos da Adminis tração Direta ou centralizada e as pessoas jurídicas que integram a Administração Indireta ou descentralizada. O controle sobre os órgãos da Administração Direta é um controle interno e decorre do poder de autotutela que permite à Administração Pública rever os próprios atos quando ilegais, inoportunos ou inconvenientes, sendo amplamente reconhecido pelo Poder Judiciário (Súmulas 346 e 473 do STF).

3. ou seja. o depósito de quantias em dinheiro como condição para decisão do recurso. quando se tratar de representação contra abuso de au toridade. no tocante a direitos e interesses coletivos. enquanto o incis o LV assegura o contraditório e a ampla defesa. contra ato ou atividade pública que afete direitos ou interesses l egítimos do reclamante. salvo os atos de mero expediente ou preparatórios de decisões. se previsto em lei. con forme estabelece o artigo 5º. são: I os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo. recorrer de qualquer ato ou de cisão. segundo o artigo 58 da Lei federal 9784/99. No silêncio da lei. Está previsto no artigo 106 da Lei 8112/90. previa a possibilidade de a lei ins tituir a exaustão das vias administrativas como condição para propositura da ação judicial . Recurso administrativo ou hierárquico É o pedido de reexame do ato dirigido à autoridade superior à que o proferiu. I da Lei federal 1533/51. Pode-se. aberto a qualquer cidadão.2. é vedada a impetração de mandado de segurança.910/32. XXXV ).2. O recurso hierárquico tem sempre efeito devolutivo e pode ter efeito suspe nsivo. Exige argumentos novos.2.3. Conceito e alcance Recursos administrativos são todos os meios que podem utilizar os administ rados para provocar o reexame do ato pela Administração Pública. Os recursos administrativos têm duplo fundamento constitucional: artigo 5º. A Constituição de 1967. Essa possibilidade não foi repetida na Constituição de 1988. Reclamação administrativa Prevista no Decreto 20. é a oposição solene. bem como ao órgão do Ministério Público que tiver competência para ciar processo-crime contra a autoridade culpada. que. o ato. Atente-se que. produz lesão a partir do momento em que se torna exeqüível. Segundo Hely Lopes Meirelles. § 2º. O inciso XXXIV estabelece o direito de petição. a saber: Representação É a denúncia de irregularidades feita perante a própria Administração disciplinada pela Lei 4. o recurso administrativo com efeito suspen sivo produz de imediato duas conseqüências: o impedimento da fluência do prazo prescri cional e a impossibilidade jurídica de utilização das vias judiciárias para ataque do at o pendente de decisão administrativa.898/65. É dirigida à autoridade superior que tiver competência para aplicar ao culpa do a respectiva sanção. se cabe recurso administrativo com efe ito suspensivo e esse for interposto. Como a Constituição assegura o direito de petição independentemente do pagamento de taxas. A Constituição Federal prevê um caso específico de representação perante o Tribunal de Contas. no artigo 153. Só podem recorrer os legitimados. No recurso sem efeito suspensivo. Recursos administrativos 3. que exige apenas a ocor rência de lesão ou ameaça a direito (artigo 5º. que regula o mandado de se . não mais têm fundamento as normas legais que exigem a chamada garantia de instância para interposição de recursos administrativos.1. quanto a direitos ou interesses difusos. esc ita e assinada. ainda que possa vir a ser corri gido pela própria autoridade administrativa. II aqueles cujos direitos ou interesses forem indir etamente afetados pela decisão recorrida. Modalidades Dentro do direito de petição há inúmeras modalidades de recursos administrativos . III organizações e associações representativas. partido político.2. incisos XXXIV e LV. Podem ter efeito susp ensivo ou devolutivo. em tese. Extingue-se em um ano o direito de reclamar. § 4º. Pedido de reconsideração É aquele pelo qual o interessado requer o reexame do ato à própria autoridade que o emitiu. se outro praz o não for fixado em lei. o recurso tem apenas efeito devolutivo. IV os cidadãos ou associações. no artigo 74. a prescrição começa a correr e o interessado pode propor ação judicial dependentemente da propositura ou não de recurso administrativo. associação ou s ndicato. Só po de ser formulado uma vez.

está-se diante da coisa julgada administrativa. O artigo 59 estabelece que salvo disposição legal es ecífica. Indica também a perda do prazo para aplicação de penal dades administrativas. desde que constate assistir razão ao interessa do. é só do Judiciário. contados da data em que foram praticados. Ela significa apenas que a decisão se tornou ir retratável pela própria Administração. que a Admi istração conheça de recursos extemporâneos. porém. Na esfera federal.gurança. É admissível até mesmo após o falecimento do interessado. do dia em que tiver cessado.784/99 prevê que o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destina tários decai em cinco anos. qualquer decisão administrativa pode se r modificada. A imodificabilidade da decisão da Administração Pública só encontra consistência na esfera administrativa. que é um fato jurídico. na esfera federal. 3. no caso de infração permanente ou continuada. Perante o Judiciário. no Brasil. a refo rma não pode impor ao recorrente um maior gravame (reformatio in pejus). Se o fato objeto da ação punitiva da Administração for crime. é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo. por seu p rocurador ou por terceiros. salvo se também essa via estiver prescrita.3. visando ao reexame da decisão. Prescrição administrativa Por um lado. a prescrição administrativa designa a perda do prazo para recor rer de decisão administrativa. é o mesmo em que se dá a prescrição judicial. o prazo para que a Administração reveja os próprios atos. Pedido de revisão É o recurso utilizado pelo servidor público punido pela Admi nistração. a Lei 9. Na decisão do recurso. Coisa julgada administrativa Quando inexiste. destituído do poder de dizer ireito em caráter definitivo. contado a pa rtir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida . até que seja decidido. a expressão coisa julgada .5. por outro. em dois anos a de suspensão e em c inco anos as de demissão. Com relação aos prazos para punir. a Lei 9. também incide a prescrição. Em caso de paralisação do procedimento administrativo de apuração de infração.112/90). prescreve em 180 dias a pena de advertência. Nada impede. A falta de pronunciamento dentro do prazo fixado pode significar deferim . desfazer ou modificar o ato impugnado. salvo se com provada má-fé. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de ca rgo em comissão (artigo 142 da Lei 8. no âmbito administrativo. O silêncio da Administração Pública Quando a Administração deixa de se pronunciar sobre um pedido que lhe é aprese ntado pelo administrado na defesa de seus interesses. possibilidade de reforma da dec isão oferecida pela Administração Pública. o órgão ou autoridade competente tem amplo poder de rev isão. por pe do superior a três anos. Tal prerrogativa. 3. aplica-se. o artigo 54 da Lei 9. 3. no caso de surgirem fatos novos suscetíveis de demonstrar a sua inocência. co m o objetivo de corrigi-los ou invalidá-los.784/99. No silêncio da lei. Esta não tem o alcance da coisa julgada judicial. são fatais para a Administração. que disciplina o processo administrativo no âmb ito da Administração Pública Federal. no Direito Administrativo.4. não tem o mesm o sentido que no Direito Judiciário. sem prejuízo da apuração da responsabi ade funcional decorrente da paralisação. Quando se trata de punição decorrente do exercício do poder de polícia. a prescrição reger-se-á pelo prazo previsto na ação penal. conforme dispuser a lei estatutária. tem-se o silêncio administra tivo. podendo confirmar. Entretanto. porque o ato jurisdicional da A dministração Pública é tão-só um ato administrativo decisório. significa a perda do prazo para que a Ad ministração reveja os próprios atos. Na esfera fede ral. 873/99 estabelece prazo de prescrição de cinco anos. Pode ser interposto pelo próprio interessado. Portanto. Na ausência de lei específica estabelecendo prazo para recorrer. O recurso hierárquico pode ser voluntário ou de ofício. contados da data da prática do at o ou.

II. 4. do DF e dos Municípios. limites globais para o montante da dívida consolidada da União. o interessado deve buscar a satisfação de seu direito perante o Judiciário.2. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes das Forças Armadas. nos crimes de responsabilidade (artigo 52. ou seja. A omissão da Administração deve acarretar a responsabilização do servidor negligen te. 4. nesses casos. pessoalmente. ora de mérito. V ).1. § 6º da CF. nos artigos 70 a 75. a convocação de Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República. VII e VIII ). de suas autarquia s e demais entidades controladas pelo Poder Público Federal. Se não existir prazo para a manifestação da Administração e o silêncio persistir. Alcança os órgãos do Poder Executivo. já que permite a apreciação das decisões administrativas sob o aspecto inclusive da discricionarieda de. bem como por qualquer de suas comissões. dos Estados. para dispor sobre lim ites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e in no (artigo 52. isto é. 7. nos termos do artigo 37. V e XI ). a fiscalização contábil. 6. o Procu rador-Geral da República e o Advogado Geral da União. 4. 2. que deverão responder no prazo de 30 dias. financeir a e orçamentária. a competência do Congresso Nacional para sustar os atos normativos do Pod er Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legisla tiva (artigo 49. Controle legislativo 4. para dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédi o externo e interno da União. importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação (artigo 50). dos Estados. § 3º). I e II ). à organização. um período de tempo suficiente par a que a Administração se pronunciasse sobre o pedido. Controle financeiro A Constituição disciplina. qua do causar dano ao administrado. expre ssa-se por meio de autorização ou aprovação contida em decreto legislativo ou resolução. XVI e XVII. quando executa função admi istrativa. Este decidirá em favor do interessado se entender que entre o seu pedido e a data da invocação da tutela judicial decorreu um prazo razoável. sob pen a de crime de responsabilidade (artigo 50. IV. 3. 5. X II. bem como a responsabilização da Administração. I. e artigo 52. informações sobre ass unto previamente determinado. VI. Controle político O controle abrange aspectos ora de legalidade. XIV. III.3. bem como dos Trib unais e Conselhos de Contas dos Municípios. por proposta do Presidente da República . . dirigidos aos Ministros ou a quaisquer titulares de órgãos diretamente sub ordinados à Presidência da República. do DF e dos Municípios. a apuração de irregularidades pelas Comissões Parlamentares de Inquérito (artig o 58. no que couber. pelas Mesas da Câmara e d o Senado. 4.ento ou indeferimento do pedido e concordância ou oposição ao ato controlado. § 2º). a competência do Senado Federal para processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. II. para prestar. Alcance O controle que o Poder Legislativo exerce sobre a Administração Pública limita -se às hipóteses previstas na Constituição Federal. IV. da oportunidade e conveniência diante do interesse público. a competência do Senado para fixar. São hipóteses de controle político: 1. determinando que essas normas se aplicam. o encaminhamento de pedidos escritos de informação. composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do DF. a competência exclusiva do Congresso Nacional e do Senado para apreciar a priori ou a posteriori os atos do Poder Executivo (artigo 49. pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado. a ntidades da Administração Indireta e o próprio Poder Judiciário. a decisão. a competência para processar e julgar os Ministros do STF. nos crimes da mesma natureza conex os com aqueles.

pelo qual o Poder J udiciário tem o monopólio da função jurisdicional. O controle externo compreende as funções de: 1. II ). o parecer prévio emitido pelo órgão competente sobre as contas anuais do Prefeito só deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos membros da Câmara Municipal. §§ 1º e 2º. 2. quando fiscaliza a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União. controle de legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a rea lização da despesa. É mais uma hipótese de participação popular no contr ole da Administração. partido polít ico. quando as presta ao Congresso Nacional. DF e entida des da Administração Direta e Indireta. e quan do susta. quando aplica aos responsáveis. Estados. tecnicamente. controle de resultados de cumprimento de programas de trabalho e de metas. controle de fidelidade funcional dos agentes da administração responsáveis por bens e valores públicos. à d isposição de qualquer contribuinte. que estabelecerá. e não aprecia a re sponsabilidade do agente público. 5. 2. admi tindo. orçamentária. bens e valores públicos e as contas daqueles que derem causa à perda. ou seja. a orçamentária. a fiscalização abrange a contábil. o artigo 31 da Constituição prevê o controle externo da Câmar a Municipal. porq ue o Tribunal de Contas apenas examina as contas. Controle judicial 5. quando julga as contas dos administradores e demais resp onsáveis por dinheiros. corretivas. 5. se verificada ilegalidade. para verificar se o órgão procedeu.1. Sistema de unidade de jurisdição O Direito brasileiro adotou o sistema de jurisdição una. de modo mais econômico (relação custo-be ). extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. financeira. anualmente. com fo . quando emite parecer prévio sobre as contas prestadas anua lmente pelo Presidente da República. m ediante convênio. do poder de apreciar. a financeira. de julgamento. inspeções e a uditorias. assuma obrigações d e natureza pecuniária. sancionatórias. Pelo § 2º. a Estado. 4. o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações. quando faz inquéritos. quando assina prazo para que o órgão ou entidade adote as pro vidências necessárias ao exato cumprimento da lei. abrange União. operacional e patrimonial e sobre resultados de aud itorias e inspeções realizadas. 7. comunicando a decisão à Câmara dos eputados e ao Senado. gerencie ou administre dinheiros. que a Constituição tem como diverso da legalidade. multa proporcional ao dano causado ao erário. compreende: 1. E o § 3º determina que as contas dos Municípios ficarão. feita pelos responsáveis pelo controle interno ou por qualquer cidadão. de informação. ou que. 3. exame de mérito (exemplo: verificar se determinada despesa. controle de legitimidade. quando recebe denúncias de irregularidades ou ilegalidades. de ouvidor. fiscalização financeira propriamente dita.Quanto à atividade controlada. não se trata de função jurisdicional. assim. nos termos do artigo 74. 4. as sanções previstas em lei. o qual poderá questionar-lhes a legitimidade. durante 60 dias. ao DF ou a Município. o que é de competência exclusiva do Poder Judiciário. arrecade. onde houver. nos termos da lei. com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município. que envolve também questão de mérito. Quanto às pessoas controladas. embora l egal. bens e valo res públicos ou pelos quais a União responda. sobre a fiscalização c ontábil. ajuste ou outros instrumentos congêneres. Quanto aos aspectos controlados. associação ou sindicato. 6. 3. a operacional e a patrimonial. entre outras cominações. 5. para exame e apreciação. em nome desta. se não atendido. bem como qualquer pessoa física ou entidade públ ica que utilize. a execução do ato impugnado. Municípios. embora o dispositivo fale em julgar (artigo 71. atendeu a ordem de prioridade estabelecida no plano plurianual). nos casos de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. ex presso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de serviços. controle de economicidade. guarde. No âmbito municipal. acordo. na aplicação da despesa pública. de consulta.

. os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública. L XXIII. quando se tratar de lei o u ato normativo estadual ou municipal que contrarie a Constituição do Estado. o Estado. e artigo 37). Esse processo não se aplica aos débitos de natureza alimentícia e aos pagament os de obrigações definidas em lei como de pequeno valor. excluídas as fundações de direito privado e as soc iedades de economia mista. Limites O Poder Judiciário pode examinar os atos da Administração Pública.469/ 97 estendeu igual benefício às autarquias e fundações públicas. no entanto. paralelamente ao Poder Judiciário. 5. não estão sujeitas ao duplo gra u de jurisdição obrigatório as sentenças proferidas contra a União. devendo ser observada a norma do artigo 97 da Consti tuição Federal. quando é parte em uma ação judicial. o DF. O artigo 475. quando se tratar de lei ou ato normativo federal ou estadual que contrarie a Constituição Federal. ferindo direitos individuais e co letivos. Pelo artigo 188 do CPC. 3. Quanto aos atos interna corporis . excetuam-se apenas as causas referentes à falência e as de acidente de trabalho (justiça comum) e as rel ativas à Justiça Eleitoral e Justiça do Trabalho. Nos casos concretos. no todo ou em parte. como Regulamentos. qu e exercem. como aquele. mas a decisão produzirá efei tos apenas entre as partes. poderão também ser apreciados pelo Poder Judiciário. suas autarquias e fund ações públicas. vinculados ou d iscricionários. que exige maioria absoluta dos membros dos Tribunais para a declaração d e inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. é a Justiça Federal. entidade autárquica ou empresa pública. XXXV CF/88). em regra não são apreciados pelo Poder Ju diciário. ou seja. existem os órgãos de Contencioso Administrativo. os fatos que precedem a elaboração do ato.rça de coisa julgada. função jurisdicional sobre lides de que a Administração Pública se ja parte interessada. sejam gerais ou individuais. Afastou. só podem ser invalidados pelo Judiciário por via de ADIN. Quanto aos atos discricionários. conhecidos sob a d enominação de mérito (oportunidade e conveniência). sujeitam-se à apreciação judicial. I e II do CPC determina que está su jeita ao duplo grau de jurisdição. Na esfera federal. poderá o Poder Judiciário apreciar a legalidade ou cons titucionalidade dos atos normativos do Poder Executivo. é possível também a sua apreciação pelo Poder Judic desde que causem lesão a direitos individuais ou coletivos. em que. pelo artigo 12 da MP nº 2. Não há invasão do mérito quando o Judiciário aprecia os motivos. bem como a que julgar improcedente . cujo julgamento é de co mpetência do STF. desde que não invadam os aspectos reservados à apreciação subjetiva da Administração. o sistema da dualidade de jurisdição. Juízo privativo. unilaterais ou bilaterais. Resoluções. Prazos dilatados. Contudo. a Fazenda Pública e o Ministéri o Público têm prazo em quádruplo para contestar e em dobro para recorrer.3. Os atos normativos do Poder Executivo. não produzindo efeitos senão depois de confirmada pel o tribunal.2. Processo especial de execução. a lesão ou ameaça de lesão a direitos individuais e coletivos (art igo 5º. Duplo grau de jurisdição. a ausência ou falsidade do motivo caracteriza ilega lidade. mas sempre sob o aspecto da legalidade e da moralidade (artigo 5º. suscetível de invalidação pelo Poder Judiciário. o Municípios e as res pectivas autarquias e fundações de direito público. Portar ias. 4. 5. Esse juízo privativo beneficia a União. se exorbitarem em seu conteúdo. usufrui de determinad s privilégios não reconhecidos aos particulares: 1. 2. Com relação aos atos políticos. e que abrange todas as entidades de direito público. porque se limitam a estabelecer normas sobre o funcionamento interno dos órgãos.180-35/2001. a sentença proferida contra a União. Estadual e Municipal. Privilégios da Administração Pública A Administração Pública. de qualquer n atureza. quando a respeito da controvérsia o Advogado Geral da União ou outro órgão inistrativo competente houver editado súmula ou instrução normativa determinando a não-i nterposição de recurso voluntário . O artigo 100 da Constituição prevê processo espe cial de execução contra a Fazenda Federal. A Lei 9. portanto. e do Tribunal de Justiça.

no artigo 1º e seu § 4º da Lei 5. exigidas em virtude de lei federal. dos Estados e dos Municípios. § 4º da Lei 5. ou a concessão de aumento ou extensão de vantagens. bens ou coisas de qualquer espécie procedentes do estrangeir o (artigo 1º da Lei 2. estadual ou municipal.348/64). Prescrição qüinqüenal.437/92 impede a concessão de liminar para deferir c ompensação de créditos tributários e previdenciários. A Lei 8. que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas . distritais e municipais . A Lei 8. as despesas dos atos processuais efetuados a requerimento do Ministério Público ou da F azenda serão pagas a final pelo vencido.494/97. Isto significa que a restrição existe quando se tratar de ações que visem obter a liberação de mercadorias. bem como todo e qualquer direito de ação contra os mesmos (artigo 2º do Dec. Vale dizer que não é possível a execução provisória na pendência de recurso. a execução do mandado somente será feita depois de transitada em julgado a respectiva sentença.597/42). no procedimento cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva. estaduais. determina que. Em matéria de mandado de segurança.437/92 impede a concessão de medida liminar contra atos do Poder Público. mesm e tendo efeito apenas devolutivo. o artigo 5 afo único. que fará consignar n seu orçamento verba necessária ao pagamento dos débitos constantes dos precatórios judi ciais apresentados até 1º de julho. Nos termos do artigo 1º do Decreto 20. em virtude de vedação l egal. Embora ambos os dispositivos falem em todo e qualquer direito ou ação . a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes. estadual ou municipal. Outro tipo de restrição é estabelecido quanto à concessão de liminar no mandado de segurança coletivo e na ação civil pública.348/64. seja qual for a sua natureza. não se ap lica a prescrição qüinqüenal quando se trata de ação real. o interessado se utilize do processo cau telar ou da tutela antecipada para obter o mesmo resultado. bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal.021/66). toda vez que provi dência semelhante não puder ser concedida em mandado de segurança. da Lei 4. à segurança e à economia pública 8. O § 5º do artigo 1º da Lei 8.021/66. nas ações que objetivem pagamentos de vencimentos e van tagens pecuniárias a servidor (artigo 1º. no artigo 2º. diante d a vedação de liminar em mandado de segurança. prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originaram . XXXV da Constituição. à saúde.494/97 determina que estão dispensados de depósito prévio. Restrições à execução provisória. e nos artigos 3º e 4º da Lei 8. Pagamento das despesas judiciais. A prescrição qüinqüenal abrange as dívidas passivas das autarquias ou entidades e ó gãos paraestatais criados por lei e mantidos mediante impostos. 6. Nos termos do artigo 27 do CPC. 5.770/56). em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade. o administrado pode utilizar dos . para interposição de recurso. Meios de controle Com base no artigo 5º. a tutela antecipada contra a Fazenda Pública também sofre restr ições. em que o prazo de prescrição é d os (artigo 205 do CC). taxas ou quaisquer contribuições. Outra medida análoga à já estabelecida para o mandado de segurança (artigo 4º da L ei 4. as pessoas jurídicas direito público federais.437/92. Restrições à concessão de liminar e à tutela antecipada. 5. as dívidas ssivas da União. e para evitar grave lesão à ordem.910/32. quando o seu objeto for a reclassificação o u equiparação de servidores públicos. 7.Conforme o dispositivo constitucional. aplica-se à tutela antecipada prevista nos artigos 273 e 461 do Código de Processo Civil o disposto nos artigos 5º e seu pa rágrafo único e 7º da Lei 4.348/64. O artigo 1º-A da Lei 9. ao atribuir ao presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso competência para sus pender. em despacho fundamentado. De acordo com o artigo 1º da Lei 9.4. O intuito do legislador é evidente: o de evitar que. o Presidente do Tribunal que prof erir a decisão exeqüenda expede ofício precatório à entidade devedora. só permite a sua outorga após a audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito pública. com atualização monetária.437/92. fazendo-se o pagamento até o final do exercício segu inte. Por sua vez.-lei 4.437/92 . a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada.348/64) é a prevista no artigo 4º da Lei 8. bem como reclassificação o equiparação de servidores públicos ou concessão ou aumento ou extensão de vantagens (arti go 5º da Lei 4.

É a ação civil de rito sumaríssimo pela qual qualquer pessoa pode provocar o con trole jurisdicional quando sofrer lesão ou ameaça de lesão a direito líquido e certo. LXIX da Constituição e é disciplinado pela Lei 1. reivindicatórias. (artigo 7º. Habeas corpus Está previsto no inciso LXVIII do artigo 5º. filosófica ou religiosa. etc. orient sexual. XXXIII. I. enquanto o direito à info rmação. III). Só não é cabível em relação a punições nares militares (artigo 142. de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável. Os pressupostos para sua propositura são: 1. o mandado de injunção exige u ma solução para o caso concreto. Mandado de injunção Previsto no artigo 5º. Mas a Constituição prevê ações específicas de controle da Administração Públ uais a doutrina se refere com a denominação de remédios constitucionais. 2. etc). ilegalidade ou abuso de poder. 5.vários tipos de ações previstos na legislação ordinária. possessórias. Embora sem fundamento constitucional. A norma regulamentadora faltante pode ser de natureza regulamentar ou le gal e ser de competência de qualquer das autoridades. não amparado por habeas corpus nem habeas data. seja por p arte de particular. coação ou ameaça à liberdade de locomoção.2. LXXI. é mais amplo. a. porque têm a na tureza de garantias dos direitos fundamentais.4. O habeas data tem por objeto proteger a esfera dos indivíduos contra: a) usos abusivos de registro de dados pessoais coletados por meios fraud ulentos. n os assentamentos do interessado. LXXVII determina a sua gratuidade. O habeas data não é garantia do direito à informação previsto no artigo 5º. que se exerce na via administrativa. q e II. c) conservação de dados falsos ou com fins diversos dos autorizados em lei. b) introdução.4.4. 5. órgãos e pessoas jurídicas que com põem os três Poderes do Estado. Mandado de segurança individual Está previsto no artigo 5º.4. é cabível quando a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerroga tivas inerentes à nacionalidade.4. Considera-se ato de autoridade todo aquele que for praticado por pessoa investida de uma parcela de poder público. .533/5 1. 507/97. estando disciplinado pela Lei 9. que acrescentou mais uma hipótese de cabimento ao rol da Constituição: anotação. filiação partidária e sindical. seja por parte de autoridade pública. 5. Habeas data Está previsto no inciso LXXII do artigo 5º. I. violência. em decorrência de auto de autoridade. O artigo 5º. opinião política. h. da Constituição Federal. para impugnar os atos da Administr pode propor ações de indenização. praticado com ilegalidade ou abuso de poder. nesses registros de dados sensíveis (assim chamados os de orige m racial.3. 5. e não uma decisão com efeitos erga omnes. inclusive da administração indireta. abrangendo inclusive atos emanados de p articulares que ajam por delegação do Poder Público.1. Os remédios constitucionais são direitos em sentido instrumental. A competência para julgamento do mandado de injunção vem definida nos artigos 102. § 2º). e são garant ias porque reconhecidos com o objetivo de resguardar outros direitos fundamentai s. desleais ou ilícitos. Como é interposto pelo próprio titular do direito. de consignação em pagame cautelar. e 105. à soberania e à cidadania. o STJ consagrou o entendimento de que não cabe habeas data se não houver recusa por parte da autoridade administrativa (Súmula nº 2). visto que cuida de informação relativa à pessoa do impetrante.

para abranger o econômico. Os partidos políticos podem impetrar mandado de segurança coletivo na defesa de interesses que extrapolam aos dos seus membros. poderá eventualmente ser proposta contra o próprio Pod er Público quando ele for o responsável pelo dano. Direito líquido e certo é aquele comprovado de plano. III da Constituição inclui entre as funções do Ministério Público a p omoção da ação civil pública. Cidadão é o brasileiro. enquanto as organizações sindica is. a ação civil pública não constitui meio específico de controle da Adminis tração Pública. instituições ou fundações ra cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de 5 0% do patrimônio ou da receita anual.É contra a autoridade responsável pelo ato chamada autoridade coatora que se impetra o mandado de segurança e não contra a pessoa jurídica. Contudo. tendo os mesmos pressupostos do mandado de segurança individual. Estados. a não ser que esta seja auto-aplicável ou de efeitos concretos. Ação popular O artigo 5º. Di strito Federal. que dizem respeito a um grupo de pess oas determinadas ou determináveis. empresas incorporadas ao patrimônio da União. Distrito Federal. à moralidade administrativa. A proteç . as entidades de classe e as associações podem agir em defesa dos interesses de s eus membros ou associados.717/65. o que não se admite é a ação popular contra a lei em tese. o estético. os chamados interesses públicos. conforme arti go 14. do meio ambie e outros interesses difusos e coletivos. juntamente com a petição i nicial. O artigo 129. e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos. e os interesses coletivos. Municípios. 5. A disciplina legal da ação civil pública é a Le i 7. 5.347/85. quando haja apenas ameaça de lesão. que está no gozo dos direitos po líticos. O mandado de segurança pode ser repressivo. quando a lesão já se concretizou. Mandado de segurança coletivo Está previsto no artigo 5º. socieda des de economia mista. o turístico. nato ou naturalizado. pertinente a um grupo de pessoas caracterizadas pela indeterminação e in divisibilidade. o da União. A proteção do patrimônio público (considerado em sentido amplo. desde que produza ef eitos concretos. mas se a dmite a impetração no caso de lei de efeito concreto ou de lei auto-executória (que in depende de ato administrativo para aplicar-se aos casos concretos). sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os s egurados ausentes.717 /65.7.6. A lesão ou ameaça de lesão pode resultar de ato ou omissão. LXX da Constituição. O conceito de patrimônio público abrange. Estados e Municípios. dos direitos de votar e ser votado. LXXIII da Constituição estabelece que qualquer cidadão é parte legítim para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entid ade de que o Estado participe. autoridade coatora é a que a lei indica como competente para praticar o ato. ou seja. para a proteção do patrimônio público e social. ou preventivo. como ela tem como legitimado passivo todo aquele que causar d ano a algum interesse difuso. entidades autárquicas. § 4º da Lei 4. 5. afeto a toda a sociedade.5. o intere sse difuso. que abrangem várias modalidades: o interesse geral. o paisagístico) pode ser do interesse geral ou pode ser de um grupo apenas e se faz por meio da ação popular ou da ação civil pública.4. Não cabe mandado de segurança contra lei em tese (Súmula 266 do STF). Da mesma forma que a ação popular e o mandado de segurança coletivo. a ação civil pública protege os interesses metaindividuais. nos termos do artigo 1º da Lei 4.4. serviços sociais autônomos. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.4. O que se pleiteia na ação popular é a anulação do ato lesivo e a condenação dos res sáveis ao pagamento de perdas e danos ou à restituição de bens ou valores. Em caso de omissão do Po der Público. Ação civil pública A rigor. empresas públicas.

foi introduzida em nosso sistema ju rídico pela EC 3/93. especialmente as de signativas de direitos e garantias fundamentais. § 2º).4. É apreciada pelo STF.868/99 dispõe sobre o seu pr ocesso e julgamento. quanto à legitimidade ativa e à competência.11. é feita por meio do mandado de segurança coletivo. Mas. e a decisão declaratória de inconstitucionalid ade tem eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública. Por essa ação ataca-se a lei em tese.882/99. A ADPF será proposta perante o STF e pode ter por objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental resultante de ato do Poder Público. I. parágrafo único.8. 5. mas sim a expedição de ato normativo necessário p ara o cumprimento de preceito constitucional que. a Mesa do Senado. poderá restringir o s efeitos da declaração. 5. a da Constituição. o STF. cabe ao Tribunal de Justiça decidir sobre essa inconstitucionalidad e (CF. por força do parágrafo único da Lei 9. que também prevê medida cautelar na ação declaratória. abrangendo os princípios fundamentais e tod as as prescrições que dão o sentido básico do regime constitucional.868/99. por maioria de dois terços de seus membros. sem ele. I. a expressão preceito fundamental não é sinôni ma de princípio fundamental. Ainda de acordo co m essa lei. pertinente a uma coletividade determinada. sendo complementada pe lo Regimento Interno do STF (artigos 169 a 178). segue. ou qualquer outro ato normativo.4. quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal. as mesmas regras da ADIN. previsto no § 1º do artigo 102 da Constituição. .868/99 dispõe sobre o seu processo e julgamento. da Lei 9. ou dispor que ela só tenha eficácia a partir do trânsito em julga do ou de outro momento que venha a ser fixado (artigos 27 e 28.10.do interesse coletivo. fundado em razões de segurança jurídica ou de excepcional i resse social. como prevê a Lei 9. artigo 125. como no mandado de injunção. a da Constituição. ta mbém prevista no artigo 102. Não objetiva a prática de determinado ato. consistente na determinação d ue os juízes suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou a to normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo (artigo 21). que dispõe sobr e o processo e o julgamento dessa argüição. Ação direta de inconstitucionalidade ADIN A ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou es tadual está prevista no artigo 102. podem propô-la os legitimados para a ADIN. Quanto às leis e atos normativos estaduais e municipais que ofendam a Cons tituição Estadual. Ação de inconstitucionalidade por omissão Prevista no artigo 103.4. Ação declaratória de constitucionalidade . § 2º da Constituição. a Mesa da Câmara e o Procurador-Geral da República. para que supra a omissão. estadual ou mun icipal. 5. No entender de José Afonso da Silva. não poderia ser aplicad o.ADC A ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal.8 68/99. pois. à comunicação ao órgão legislativo competente. Cinge-se. Argüição de descumprimento de preceito fundamental . com competência originária do ST F. 5. Têm legitimidade para propô-la o Presidente da República. con cretamente.9. inclusive os anteriores à Constituição.ADPF Este instrumento. É mais ampla. antes mesmo de produzir efeitos concretos. A Lei 9. é ação destinada rgüir o descumprimento de preceito fundamental.4. Os efeitos da ADC são os mesmos da ADIN. A Lei 9.

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