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feijão no rs - recomendações técnicas

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  • 1. ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO DA PLANTA DE FEIJOEIRO COMUM
  • 1.1 Descrição dos estádios de desenvolvimento da planta de
  • Tabela 3. Estádios de desenvolvimento da planta de feijão comum
  • 2. REGISTRO DE CULTIVARES
  • 2.1.1 Ensaios
  • 2.1.2 Delineamento experimental
  • 2.1.3 Características a serem avaliadas:
  • 2.1.4 Atualização de informações:
  • 3. CULTIVARES REGISTRADAS PARA CULTIVO
  • 5. ADUBAÇÃO PARA CULTIVO CONVENCIONAL
  • 5.1 Introdução
  • 5.2 Amostragem do solo
  • 5.3 Recomendações de calagem e adubação
  • 5.3.1 Correção da acidez do solo (calagem)
  • 5.3.2 Adubação
  • 6. INOCULAÇÃO COM Rhizobium
  • 7. SEMEADURA
  • 7.1 Zoneamento agroclimático
  • 7.2 Densidade
  • 7.3 Espaçamento
  • 7.4 Profundidade de semeadura
  • 8. NECESSIDADES HÍDRICAS DA CULTURA
  • 8.1 Quando irrigar
  • 8.2 Quanto irrigar
  • 8.3 Métodos de irrigação
  • 9. SISTEMAS DE CONSÓRCIO E SUCESSÃO
  • 9.1 Consórcio de feijão e milho
  • 9.2 Consórcio de feijão e cana-de-açúcar
  • 9.3 Cultivos em sucessão
  • 10. PLANTAS DANINHAS
  • 10.1 Introdução
  • 10.2 Medidas preventivas
  • 10.3 Controle cultural
  • 10.4 Controle mecânico
  • 10.5 Controle químico
  • 10.5.1 Herbicidas de pré-semeadura incorporados (PSI)
  • 10.5.2 Herbicidas de pré-emergência (PRÉ)
  • 10.5.3 Herbicidas de pós-emergência (PÓS)
  • 10.5.4 Manejo de plantas daninhas no sistema plantio direto
  • 11. PRAGAS
  • 11.1 Introdução
  • 11.2 Considerações práticas
  • 11.3 Controle de pragas com inseticidas
  • 11.4 Pragas que afetam as plantas
  • 11.5 Pragas que afetam os grãos armazenados
  • 12.1 Introdução
  • 12.2 Controle
  • 12.2.1 Medidas culturais
  • 12.2.2 Medidas químicas de controle
  • 13. SEMENTES
  • 13.1 Escolha da semente
  • 13.2 Preservação da qualidade
  • 13.3 Condições do armazém ou depósito
  • 13.4 Controle de insetos e roedores
  • 13.5 Outras recomendações
  • 14. BIBLIOGRAFIA CITADA

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COMISSÃO ESTADUAL DE PESQUISA DE FEIJÃO CEPEF

FEIJÃO RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS PARA CULTIVO NO RIO GRANDE DO SUL

SANTA MARIA, RS 2000

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COMISSÃO ESTADUAL DE PESQUISA DE FEIJÃO CEPEF

FEIJÃO RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS PARA CULTIVO NO RIO GRANDE DO SUL
Comitê Técnico: Ricardo Silveiro Balardin Ervandil Corrêa Costa Nerinéia Dalfollo Ribeiro Luiz Marcelo Costa Dutra Ivan Francisco Dressler da Costa

SANTA MARIA, RS 2000

4 Exemplares desta publicação podem ser obtidos na: Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Rurais Departamento de Defesa Fitossanitária Campus Universitário – Camobi Cep: 97105-900 Santa Maria-RS Fone: (55) 220-8015 Fax: (55) 220-8015 e-mail: cepef@www.ufsm.br Tiragem: 2000 exemplares Coordenador Ricardo Silveiro Balardin Tratamento Editorial Alexandre Monteiro Chequim Capa Assessoria de Comunicação Melissa Bender Dellaméa Referência Bibliográfica: Comissão Estadual de Pesquisa de Feijão: recomendações técnicas para cultivo no Rio Grande do Sul. Santa Maria: UFSM, 2000. 80 p.

C733f

Comissão Estadual de Pesquisa de Feijão Feijão : recomendações técnicas para cultivo de feijão no Rio Grande do Sul / Comissão Estadual de Pesquisa de Feijão; coordenador Ricardo Silveiro Balardin. – Santa Maria : Pallotti, 2000. 80 p. : il., tabs. 1. Feijão 2. Recomendações técnicas 3. Agronomia 4. Agricultura I. CEPEF II. Balardin, Ricardo Silveiro III. Título. CDU: 635.652(816.5)

Ficha catalográfica elaborada por Luiz Marchiotti Fernandes – CRB-10/1160 Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Rurais/UFSM

FUNDACEP Universidade de Passo Fundo .EMATER/RS Centro de Pesquisa de Clima Temperado – EMBRAPA/Clima Temperado Centro de Pesquisa de Trigo – EMBRAPA/Trigo Fundacão Estadual de Pesquisa Agropecuária – FEPAGRO Fundação de Experimentação e Pesquisa .UFSM Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS .UPF Universidade Federal de Pelotas -UFPEL Universidade Federal de Santa Maria .5 Comissão Estadual de Pesquisa de Feijão – CEPEF INSTITUIÇÕES CONSTITUINTES: Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural .

Eng. Entomologia Dionísio Link . M. PIantas Daninhas Sylvio Bidel Dornelles . Dr. Fitopatologia Ervandil C.Eng. Agr. Dr. de Mesquita .Sc. Agroclimat ologia Airton N... M. M.Eng. Agr. Fitopatologia Luis Marcelo Costa Dutra.. Costa . Melhoramento CENTRO NACIONAL DE PESQUISA DE TRIGO – CNPT/EMBRAPA Jaime Ricardo Tavares Maluf .. Dr.Sc. Agr.D. Agr...Sc. M... Melhoramento Irajá Ferreira Antunes . Agr. Eng..Eng... Balardin .. Melhoramento Ricardo S.D. de 0. Agr.Sc.Eng... Agr... Melhoramento Nelson Gomes Bertoldo . Dr.Sc.. Machado ..Sc. Agr.. Agr. Agr.Sc. M. Agr. Agr.Eng.Sc. Agr...Eng.Eng. Eng. Práticas Culturais Nerinéia Ribeiro.Eng.. Entomologia CENTRO DE PESQUISA DE CLIMA TEMPERADO – CPCT/EMBRAPA Expedito Paulo Silveira ... M. Agr.. Ph.Eng.6 PESQUISADORES ENVOLVIDOS NA ELABORAÇÃO DESTE DOCUMENTO FUNDAÇÃO ESTADUAL DE PESQUISA AGROPECUÁRIA Guido Renato Sander .Sc. Fitopatologia Sérgio L. Entomologia Ivan Francisco Dressler da Costa. Eng.Eng. Fitotecnia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – UFSM Elena Blume .. Agr. M. PIantas Daninhas .Eng.Eng. Ph. M. M.. Agr. Fitotecnia Juarez Fernandes de Souza .

é uma necessidade. Existe muito trabalho a ser realizado. uma decisiva contribuição da pesquisa no avanço tecnológico do feijoeiro. no sentido de unir pesquisadores em torno de objetivos comuns. Estatísticas têm apontado para uma gradativa redução na área cultivada com a cultura do feijoeiro.7 APRESENTAÇÃO Os resultados de pesquisa apresentados e discutidos na XXXIIIª Reunião Técnica do Feijão e IVª Reunião Sul Brasileira do Feijão se constituíram na base da atualização das recomendações técnicas da cultura do feijoeiro. a conjunção de esforços se torne uma realidade. ao mesmo tempo que tem sido observado um aumento na produtividade e conseqüente aumento no volume de produção da cultura. emanado das instituições constituintes da Comissão Estadual de Pesquisa do Feijão (CEPEF). Esperamos que no decorrer do período em que a Universidade Federal de Santa Maria estiver na coordenação da CEPEF. Sem dúvidas. A cultura do feijoeiro demanda ações integradas. Constantes transformações nos rumos da agricultura se constituem em desafios que não podemos nos furtar. O esforço de trabalho. se constitui em importante elemento do sistema de produção. Mais do que nunca o papel da CEPEF. positivas e competentes no sentido do estimulo e geração de tecnologias. Ricardo Silveiro Balardin Coordenador da CEPEF UFSM/CCR/DFS .

8 .

. 12... 75 ........................ 3............... Inseticidas registrados para o tratamento de sementes do feijoeiro no Rio 66 Grande do Sul........................................ produtos e épocas de aplicação de herbicidas 64 não seletivos usados em pré-semeadura (dessecação) no sistema de semeadura direta na cultura do feijoeiro ................................................. safra e 36 safrinha no estado do Rio Grande do Sul 2000/2001 ....... produção e rendimento médio de feijão no Rio Grande do Sul de 1990 14 à 1999 .................. 17..........................................A............ Página Área................. 7..... Herbicidas registrados para o controle de plantas daninhas na cultura do 62 feijoeiro no Rio Grande do Sul ............................................ 2...... 14......................................................9 LISTA DE TABELAS 1.................... 19...................... 6.................................... Critérios para zoneamento da cultura do feijoeiro no estado do Rio Grande do Sul .................... 46 48 50 60 Número de sementes de feijão utilizadas por metro de linha................................ 15........... 9....................................................... Necessidades hídricas do feijoeiro em diferentes subperíodos e no ciclo completo ...................... Inseticidas registrados para controle das pragas que afetam a parte aérea 66 das plantas do feijoeiro no Rio Grande do Sul..... Respostas das plantas daninhas gramíneas e dicotiledôneas aos herbicidas registrados para a cultura do feijoeiro ............................................................. produção e rendimento médio na cultura do feijoeiro comum no Brasil.......................................... Caracterização das cultivares de feijão indicadas para o cultivo no Rio Grande do Sul na safra 2000/01 ...................................................................................................... Área............... 8............................................. Estádios de desenvolvimento da planta de feijão comum .............. de acordo com os hábitos de crescimento e espaçamentos ................... Plantas daninhas controladas..................... Experimento conduzido na Embrapa trigo............................. 15 Caracterização das cultivares de feijão registradas para o cultivo Rio Grande 23 do Sul na safra 2000/2001 .............. 11.......... 5............................................................ 13.......................A............................. Passo Fundo ..................................... Reação das cultivares do feijoeiro indicadas para o Rio Grande do Sul às 71 principais doenças ................................................. 10....... 18............... 4..................................... Coeficiente K para o feijoeiro em diferentes subperíodos de desenvolvimento ..................................................... 14 no período de 1990 à 1999 .......... Reação das cultivares de feijoeiro aos patótipos de Colletotrichum 72 Iindemuthianum em casa de vegetação........... Fungicidas registrados no M.................. 25 34 Períodos favoráveis de semeadura para a cultura do feijoeiro...................................... para o controle de doenças de feijoeiro no Rio Grande do Sul ............................ Herbicidas não seletivos usados em pré-semeadura (dessecação) de 64 plantas daninhas no sistema de semeadura direta na cultura do feijoeiro ......................................... 16.

...................... 5.........................1.................................................. 3..............................3 Recomendações de calagem e adubação .....2 Delineamento experimental ...............................................................................................................1 Duração dos diferentes estádios de desenvolvimento............................................... 2..................... 5..................................................................................... 1......................................................................3 Cultivos em sucessão ................. Cultivares registradas para cultivo ........................2 Duração dos diferentes estádios de desenvolvimento...........................................................................................2 Amostragem do solo ................ 9.......................................................................................................................1...............................................................................................2 Esquema demonstrando as fases vegetativa e reprodutiva de uma planta típica de feijoeiro comum .......... 1.... Adubação para cultivo convencional ..... Inoculação com Rhizobium ........................................................2 Densidade ....................................................) para inscrição no registro nacional de cultivares ......................1..............................................................................................................2 Quanto irrigar ................................. 5.......... Necessidades hídricas da cultura ................3..2 Adubação ................................. 9......................................Estádios de desenvolvimento da planta de feijoeiro comum ....1 Introdução ....................................3 Características a serem avaliadas ......................................................................3 Espaçamento ....... 2.......4 Atualização de informações ........................................................................ considerando os hábitos de crescimento I e II.................... 10...................1 Descrição dos estádios de desenvolvimento da planta de feijoeiro comum ....3... Sistemas de consórcio e sucessão .........................................1 Zoneamento agroclimático ..4 Profundidade de semeadura ........................... 1...............3 Métodos de irrigação ......................... 1.. Conservação do solo ................................. Plantas daninhas ........................ 5................................. 2...............................3 Duração dos diferentes estádios de desenvolvimento de uma planta típica de feijoeiro comum .......................................................... 8......................... 8.................................3................................................................................ 6........................1.......... 9.................................................................1 Requisitos mínimos para determinação do valor de cultivo e uso de feijão (Phaseolus vulgaris L............. 9................... 5... 7.......................................................1 Ensaios ............................................................................................................... 5................................................. Semeadura ........1 Consórcio de feijão e milho ................ 4.... 8..................................1 Quando irrigar ...............1 Correção da acidez do solo (calagem) .. 2.......................................................................................10 SUMÁRIO Página Introdução ........................................Registro de cultivares ................................................ 2...................................... 13 1....3... 7...................................... considerando os hábitos de crescimento III e IV.................................... 7.2 Consórcio de feijão e cana-de-açúcar ............... 8........... 1........... ............................ 2......................... 7................... 15 15 16 17 17 18 19 19 19 20 20 22 22 26 29 29 29 29 29 30 31 32 32 46 46 47 47 48 49 51 51 51 54 55 55 ................................................. 7......

.............................................1 Introdução ..........2.................................................................................................1 Medidas culturais .............................................1 Herbicidas de pré-semeadura incorporado (PSI) .................................................................................................................. 11.......................2 Controle ......... 13............... 13..............................................3 Herbicidas de pós-emergência (POS) ...........................................................................................................5.................................................4 Pragas que afetam as plantas ......................................................................................................................2 Medidas preventivas .. 11.....................................................4 Controle mecânico ............................5 Controle químico ............................. 10................ Doenças ....5............... 14.........................................2....5.................. 11... 10...............................2 Considerações práticas ..............................................................................2 Herbicidas de pré-emergência (PRÉ) .......11 10.....................3 Controle de pragas com inseticidas ........ 10...... 55 56 56 57 57 58 58 58 59 65 65 65 65 69 69 69 69 69 69 73 78 78 78 78 78 79 79 .................................................... 12.................2 Medidas químicas de controle ........................................................3 Condições do armazém ou depósito ............................. 12......................................................................................................... 11.......5 Pragas que afetam os grãos armazenados ...................................... Sementes .................................................... 12................ Bibliografia citada ..................5 Outras recomendações .................... 12.............4 Manejo de plantas daninhas no sistema de plantio direto ... 10......................................................... 13....................................................................................................... 10................................. 12.......1 Introdução ................................... 10...................2 Preservação da qualidade ...................................................... 10.............................................................................................................. 11.. Pragas ....................................... 13.... 11...................................4 Controle de insetos e roedores ................1 Escolha da semente . 13..................1 Introdução ........................................................................................................................... 10....... 13..................................3 Controle cultural .......................................................................5..........

12 .

destacando-se India. acutifolius.17 milhões de hectares com a cultura do feijoeiro no país. Estados Unidos e México. a tradicional dieta arroz com feijão. Nesta perspectiva. mas ricos em aminoácidos sulforados.. No período compreendido de 1990 à 1999. a produtividade média nacional teve um incremento de 36. resultado do desenvolvimento de novas cultivares e adoção de práticas agrícolas eficazes. habitual na dieta alimentar do povo brasileiro. O Brasil é o maior consumidor de feijão com 18.ano-1. 1999).) é a espécie mais cultivada no gênero Phaseolus. China.8% atingindo o rendimento médio de 691kg. Entre estes pode-se citar o conteúdo proteico relativamente alto. que exerce efeito complementar às proteínas dos cereais.96% na década de 90 (Tabela 2).hab-1.13 INTRODUÇÃO O feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.ha-1. O feijoeiro comum contribui com cerca de 95% da produção mundial entre os feijões. desde a safra 1990/91. sendo o Rio Grande do Sul um dos Estados com maior consumo per capita no Brasil. Na safra 1998/99 foram semeados 4. apresenta características complementares em termos de aminoácidos essenciais. haja visto que os cereais são pobres em lisina. em torno de 1 milhão de hectares. P.88 milhões de toneladas (IBGE. lunatus. a fibra alimentar. A região Sul liderou a produção brasileira de feijão na safra 1998/99. Brasil. Nos anos 90 a produtividade cresceu 58%. considerando a media das três safras. responsáveis por cerca de 63% do total produzido (IBGE. 1999).4 kg1 . P. bastante superior a média nacional (IBGE. É cultivado em cerca de 100 países. coccineus. com quase 1 milhão de toneladas de grãos produzidas (IBGE. No entanto. que ainda inclui P. o alto conteúdo de carboidratos complexos e a presença de vitaminas do complexo B (LAJOLO et al. o teor elevado de lisina. 1996). quando a produtividade média de grãos de feijão no estado foi de 869kg. 1999). com seus respectivos efeitos hipocolesterolêmico e hipoglicêmico.ha-1 na safra 1998/99 (Tabela 1). sendo esse ganho de 63. pode-se observar um dos maiores incrementos em produtividade no país. com produção de 2. embora responda por apenas 3.5% da produção total. O feijão apresenta componentes e características que tornam seu consumo vantajoso do ponto de vista nutricional. No Rio Grande do Sul a área semeada com feijão tem se mantido estável. 1996). . A cultura do feijoeiro ocupa 12% da área de cultivo no pais.

1990 à 1999.8 4880. Área.4 Rendimento (kg.0 5150.8 970.5 1099. .ha -1) 505 544 638 616 590 572 630 660 691 Fonte: IBGE.6 872.0 Rendimento (kg.5 Produção (1000 t) 2749. Safra 1990/91 1991/92 1992/93 1993/94 1994/95 1995/96 1996/97 1997/98 1998/99 Área (1000 ha) 5443.14 Tabela 1.2 841.6 963.6 1037.2 922.ha -1) 530 849 814 911 876 748 845 805 869 Fonte: IBGE.5 Produção (1000 t) 645.8 781.6 3072. Safra 1990/91 1991/92 1992/93 1993/94 1994/95 1995/96 1996/97 1997/98 1998/99 Área (1000 ha) 1216.6 1134.3 2836.1 1032.0 1125.2 5469.8 1191. no período de 1990 à 1999.2 4178. no período de 1990 à 1999.8 1061.3 3368.9 2187.3 3885.7 923.2 2477.3 1011. produção e rendimento médio de feijão no Rio Grande do Sul.8 2889.4 2799.3 2946. 1990 à 1999.1 4956. Área.0 4996.3 1139.5 3313. Tabela 2. produção e rendimento médio na cultura do feijoeiro comum no Brasil.

Floração: abertura da primeira flor. V1 V2 V3 V4 R5 R6 R7 R8 R9 a b V= Vegetativa R= Reprodutiva Cada etapa começa quando 50% das plantas apresentam as condições relativas ao estádio. Inicio da desfoliação. Maturação fisiológica: as vagens perdem sua pigmentação e começam a secar. ESTÁDIOS COMUM DE DESENVOLVIMENTO DA PLANTA DE FEIJOEIRO 1.5 cm de comprimento. Os botões florais das variedades determinadas se formam no último nó do talo e do ramo. Enchimento das vagens: início do enchimento da primeira vagem (crescimento da semente). Pré-floração: aparecimento do primeiro botão floral e do primeiro rácemo.15 1. separamse e o epicótilo começa seu desenvolvimento. as sementes perdem a cor verde e começam a mostrar as características da variedade. emissão da radícula e sua transformação em raiz primária. Estádios de desenvolvimento da planta de feijão comum. Nas variedades indeterminadas os rácemos aparecem primeiro nos nós mais baixos. Formação das vagens: aparecimento da primeira vagem até apresentar 2. Fonte: CIAT (1983) . Tabela 3. Folhas primárias: folhas primárias totalmente abertas. Ao final do estádio. Terceira folha trifoliada: abertura da terceira folha trifoliada e formação de ramos nas gemas dos nós inferiores. Emergência: os cotilédones aparecem ao nível do solo. As sementes desenvolvem a cor típica da variedade. Primeira folha trifoliada: abertura da primeira folha trifoliada e aparecimento da segunda folha trifoliada.1 Descrição dos estádios de desenvolvimento da planta de feijoeiro comum. Estádio a V0 Descrição b Germinação: absorção de água pela semente.

Estádios de desenvolvimento de uma planta de feijoeiro comum. Maturação Folhas Primárias 1a Folha trifoliada 3a Folha trifoliada Floração .16 1. Formação de vagens Germinação Pré-floração Emergência Enchimento de vagens R8 V0 V1 V2 V3 V4 R5 R6 R7 R9 FASE VEGETATIVA Formação de estruturas vegetativas FASE REPRODUTIVA Semeadura 1o Botão floral ou 1 o rácemo (maturação de colheita) Fonte: CIAT (1983) FIGURA 1.2 Esquema demonstrando as fases vegetativa e reprodutiva de uma planta típica de feijoeiro comum.

Dias após a semeadura (DAS) para os estádios de desenvolvimento em duas variedades de feijão dos hábitos de crescimento I e II. sob as condições de CIAT – Palmira (24oC) .3 DURAÇÃO DOS DIFERENTES ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO DE UMA PLANTA TÍPICA DE FEIJOEIRO COMUM 1.3.1 Duração dos diferentes estádios de desenvolvimento. considerando os hábitos de crescimento I e II.17 1. V0 ICA-Gualí Tipo-I V1 V2 V3 V4 R5 R6 R7 R8 R9 Colheita 0 V0 Porrillo Sintético Tipo – II 5 V1 7 V2 11 16 V3 23 V4 32 R5 36 R6 44 R7 62 R8 77 DAS R9 0 5 8 12 20 27 38 42 50 69 83 FIGURA 2a.

considerando os hábitos de crescimento III e IV.IV 5 V1 7 V2 11 17 V3 30 V4 40 R5 44 R6 52 R7 76 R8 91 R9 0 5 7 11 20 35 45 51 60 84 98 Fonte: Fernandéz et al.2 Duração dos diferentes estádios de desenvolvimento.III V1 V2 V3 V4 R5 R6 R7 R8 R9 0 V0 Puebla 152 Tipo . (1986) FIGURA 2b. Dias após a semeadura (DAS) para os está dios de desenvolvimento em duas variedades de feijão dos hábitos de crescimento III e IV.18 1.3. V0 Puebla 152 Tipo . sob as condições de CIAT – Palmira (24oC) .

Para tanto são avaliadas características agronômicas (caracteres morfológicos). como os direitos aos obtentores desses genótipos. e culmina na avaliação de linhagens mais promissoras em ensaios em rede. coloração do caldo e teor de proteínas). e avaliações de qualidade de grão. O uso de irrigação é recomendado somente para o estabelecimento da população inicial de plantas ou quando esta prática for usual no sistema de produção utilizado.1 Ensaios A) Número de locais: três locais por região edafoclimática de importância para a cultura. Várias exigências mínimas de produtividade e qualidade de grãos estão previstas em lei. 2. exceto o tratamento de sementes. produtividade (no mínimo igual a da média das cultivares testemunhas). O registro de novas cultivares resulta de longo trabalho que inicia no planejamento de cruzamentos passa pela condução de populações segregantes.1. seguindo-se de cores. seca e outono-inverno). em menor escala. o grupo preto tem sido o mais cultivado. de acordo com as preferências regionais. (tempo médio de cozimento.1 Requisitos mínimos para determinação do valor de cultivo e uso de feijão (Phaseolus vulgaris L. sementes do tipo mourinho. As pragas deverão ser controladas sempre que necessário. visando o registro de uma nova cultivar. B) Período mínimo de realização: dois anos C) Tratos culturais: recomenda-se não efetuar o controle de doenças. como o grupo carioca (cultivar Carioca) e. cavalo (cultivar lraí) e branco chileno. por dois anos agrícolas. aprovada em 25 de abril de 1998. amplia as possibilidades de intercâmbio entre os países integrantes da União Internacional para a Proteção de Obtenções Vegetais (Upov).19 2. Ao aderir à Upov. Se houver interesse por parte do . resultando em comercialização de grupos específicos. A nova Lei de Proteção de Cultivares. no mínimo. No Rio Grande do Sul. A seguir será apresentada a descrição dos requisitos mínimos para determinação do valor de cultivo e uso de feijão para inscrição no Registro Nacional de Cultivares (RNC). REGISTRO DE CULTIVARES O feijão comum apresenta ampla variabilidade para cores de grãos.) para inscrição no registro nacional de cultivares. para cada época de cultivo (águas. São necessários ensaios de avaliação de linhagens conduzidos no mínimo em três locais por região edafoclimática de importância (na safra e safrinha) e. o Brasil estará garantindo tanto a proteção as suas cultivares. 2. Para que uma cultivar possa ser registrada no Serviço Nacional de Proteção de Cultivares é necessário que satisfaça alguns requisitos mínimos do Valor de Cultivo e Uso (VCU).

B) Características agronômicas: a) Hábito de crescimento: determinado ou indeterminado. c) Comprimento médio da guia: curta.venações na testa: ausente. a ser determinado na maturação fisiológica. ou outro delineamento com igual ou maior precisão experimental.1.20 requerente/responsável pela cultivar.: poderá haver dupla opção). roxa. média.cor da asa: branca. c) Flor . j) Cor do tegumento (coloração predominante e quantificar em percentagem as possíveis variações). d) Sementes . g) Cor das vagens na maturação de colheita.cor do estandarte: branca. D) Análise estatística: Os ensaios deverão ser analisados estatisticamente. rosa. l) Forma da semente. d) Cor da flor: uniforme. rosa. semi ereto ou prostrado.2 Delineamento experimental A) Delineamento: blocos casualizados com no mínimo três repetições.3 Características a serem avaliadas: A) Descritor: preencher no caso da cultivar não estar protegida no Brasil a) Antocianina no hipocótilo: ausente. i) Vagem – textura da superfície (somente para feijão vagem). b) Porte: ereto. desuniforme. desprezando-se as duas fileiras laterais. e) Cor do hipocótilo. sendo que serão considerados aqueles que apresentarem coeficiente de variação (CV) de no máximo 20%. roxa. k) Cor do halo (quantificar em percentagem as possíveis variações). f) Cor das vagens na maturação fisiológica. h) Vagem – presença de fio (somente para feijão vagem). presente. sendo que a escolha deverá obedecer os seguintes critérios: a) Cultivar mais plantada na região ou a cultivar com maior potencial de rendimento e b) Cultivar de livre escolha. 2. 2. b) Flor .1. dados adicionais de ensaios conduzidos com controle quím ico de doenças poderão ser apresentados. longa (Obs. por grupo de cor. C) Testemunhas: deverão ser utilizadas duas cultivares inscritas no RNC. presente. B) Dimensão das parcelas: as parcelas deverão ser constituídas de no mínimo quatro fileiras de 4 metros de comprimento. .

b) Patógeno alvo: Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose). IAPAR 31.: Carioca.Manteiga (Ex. Xanthomonas campestris pv phaseoli (Crestamento bacteriano comum). o) Grupo comercial: . VMDF.: Ouro Branco).Bico de Ouro (Ex. D) Reação a adversidades: a) Reação à seca. Rudá. .Outros (vermelhos. . Corrente da Bahia. IAPAR-44.Preto (Ex. . Carnaval).: Rio Tibagi. Suscetível (S). BCMV (Vírus do mosaico comum do feijoeiro). Jalo Precoce.Roxo (Ex. Bambuí).. C) Reação a doenças: a) Resistente (R). Phaei griseola (Mancha angular). Bagajó. Uromyces appendiculatus (Ferrugem).Mulatinho (Ex.Branco (Ex. q) Ciclo: número médio de dias compreendendo o sub-períodos da emergência à maturação fisiológic a. .: Jalo EEP 558. p) Ciclo: número médio de dias compreendendo os sub-períodos da emergência ao florescimento. . enxofre. pardo) – (Ex: Iraí. .: Roxo 90). . Fusarium oxysporum (Murcha de Fusarium ou amarelamento). FT-Nobre. d) Outros fatores. inf. IAPAR-14. IAC-Carioca). Intermediária (I).Rosinha (Ex.21 m) Brilho da semente. c) Observação: qualquer informação adicional poderá s er acrescentada. Pérola. n) Peso médio de 1000 sementes. Emgopa 201-Ouro. c) Reação à altas temperaturas. BGMV (Vírus do mosaico dourado do feijoeiro). pintados.Carioca (Ex.: Rosinha G2). Diamante Negro. ocorridas durante a fase reprodutiva. .: IAC – Bico de Ouro). Princesa. Sem informação (s.: IPA-7. IAC-Una.). . Vermelho 2157). b) Reação à baixas temperaturas. rajados.

22 E) Avaliação da produtividade: O rendimento do ensaio será a média do peso total dos grãos das parcelas úteis. c) Percentagem de grãos inteiros após o cozimento: (Plhak et al. CULTIVARES REGISTRADAS PARA CULTIVO Com base no zoneamento agrícola do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. As médias obtidas sempre serão comparadas com a média das testemunhas do ensaio. uma produtividade no mínimo igual ao da média das cultivares testemunhas. 1986) a) Tempo médio de cozimento: determinado no cozedor de Mattson (Proctor e Watts. nos ensaios de VCU.Referência para caldo escuro (Ex. . as cultivares de feijão inscritas no RNC para cultivo no Rio Grande do Sul no ano agrícola 2000 – 2001 são as seguintes: .4 Atualização de informações: Novas informações sobre a cultivar. (1989) e Garcia-Vela e Stanley (1989). 2.. b) Sólidos totais no caldo: determinado pelo método de Plhak et al. 3. etc. deverá indicar a existência de outras características importantes que justificam a sua inclusão no RNC. 1987). o interessado na inscrição. estatisticamente.: Macanudo). reação a pragas.ha-1 e ajustado para 13% de umidade. para serem anexados ao documento de inscrição.Referência caldo marrom (Ex. f) Teor de proteína: a concentração de proteína é estimada a partir do conteúdo de nitrogênio total do grão determinado pelo método microKjeldhal utilizando-se o fator 6. limitações.: Rio Tibagi). Garcia-Vela e Stanley.25 para converter o nitrogênio em proteína (AOAC. devem ser enviadas. e) Coloração do caldo (para feijão preto) . d) Percentagem de absorção de água pela amostra antes e após o cozimento (Plhak et al. nos mesmos modelos do VCU. Caso contrário. 1989). tenha obtido. Será inscrita no RNC a cultivar que. 1989. 1989..1. Garcia-Vela e Stanley. F) Avaliação da qualidade tecnológica/industrial: (SARTORI. 1980). doenças. transformando em kg. tais como: mudanças na região de adaptação. 1989)..

I lilás Indet. bege est.II violeta Det. Característica Rio Tibagi Guateian 6662 BRIPAGRO 1 Macanudo BRIPAGRO 3 Minuano BRIAPAR 44 IPAGRO 35 Macotaço 44 90 Indet II violeta 40 86 Indet. III violeta Indet. preta opaco preta interm. preta interm. hav. preta brilhoso preta opaco verm. III violeta TPS Nobre 5* TPS IRAÍ Bonito 6* Flor inicial 1 (dias) Ciclo (dias)2 Hábito crescimento Cor da flor Sementes: bege. Indet. Caracterização das cultivares de feijão registradas para o cultivo no Rio Grande do Sul na safra 2000/01. II branca 43 91 43 85 42 86 41 87 46 93 30 76 35 88 . II violeta Indet. II violeta Indet. Cor Intens. interm. III violeta BRIPAGRO 44 Guapo brilhante 41 87 Indet. preta interm. interm. est. III violeta Indet. brilho Peso de 10003 (g) Grupo comercial Adaptação preto ampla preto ampla preto ampla preto ampla preto ampla preto ampla preto ampla preto ampla 162 197 207 211 177 201 217 184 384 manteigão diferenciada 203 carioca ampla preta opaco preta interm.23 Tabela 4.

. 3 . Médias dos Ensaios Estaduais de Frederico Westphalen. Júlio de Castilhos. em Ensaios Estaduais de 1987/88 e 1995/96. Passo Fundo e Santa Maria. Médias dos Ensaios Estaduais de Júlio de Castilhos . 6 . 1991/92. Reação a campo. conforme CIAT (1987). sob infecção natural.24 Tabela 4. Médias dos Ensaios Estaduais de Cruz Alta. 1991/92. Passo Fundo e Santa Maria. Continuação Rio Tibagi Guateian 6662 BRIPAGRO 1 Macanudo BRIPAGRO 3 Minuano BRIAPAR 44 IPAGRO 35 Macotaço R S R I I R BRIPAGRO 44 Guapo brilhante S S R R I S S R S R R TPS Nobre 5* Característica TPS IRAÍ Bonito 6* Doenças: 4 Antracnose Crestamento Ferrugem I S S I S I I S R S S R 1 2 . 1993/94. Passo Fundo e Santa Maria. 5 . 1991/92. Médias dos Ensaios Estaduais de C. Santo Ângelo e Passo Fundo. 4 . * . 1997/98 e 1998/99. Alta. Médias de ensaios conduzidos em Santa Bárbara. Sarandi e Caiçara. Rio Grande. Obtidas por Terasawa Produção de Sementes (TPS). .

Júlio de Castilhos. opaco 249 carioca ampla R2 I2 R 2 preta opaco 213 preto ampla bege est. . II branca Diamante Negro3 51 92 indet. 1 . brilho Peso de 10003 (g) Grupo comercial Adaptação Doenças: Antracnose Crestamento Ferrugem * Carioca 1 41 88 indet.Indicadas para cultivo no Rio Grande do Sul em 1999/20. Características encontradas nos folders de lançamentos dessas cultivares. opaco 270 carioca ampla I R I R S R A indicação de cultivares foi feita com base em resultados de adaptação local. hav. Cruz Alta. 1991/92. II violeta Pérola3 46 90 indet.25 Tabela 5. III branca Iapar 311 40 86 indet. com base em ensaios conduzidos em Passo Fundo. Maquiné e Veranópolis em 1997/98 e 1998/99.Médias dos Ensaios Estaduais de C. em Ensaios Estaduais de 1987/88 e 1995/96. hav. 3 . Alta. Característica Flor inicial (dias) Ciclo (dias) Hábito crescimento Cor da flor Sementes: Cor Intens. Passo Fundo e Santa Maria. conforme CIAT (1987). hav. II-III branca bege est. 2 . Caracterização das cultivares de feijão indicadas para o cultivo no Rio Grande do Sul na safra 2000/01*. no entanto a utilização desses materiais não assegura direito a PROAGRO por parte dos produtores rurais. sob infecção natural.Reação a campo. opaco 228 carioca ampla I2 S I 2 2 bege pont.

sustentando plantas menores e pouco vigorosas. Isto é principalmente importante nos períodos iniciais da cultura e nas condições onde é efetuada a irrigação. visando sua recuperação biológica. que se apresentam ralas. desde que tomadas as devidas precauções com o seu manejo e conservação. Para sua recuperação. a irrigação. pedregosidade. beneficiando o desenvolvimento da cultura em períodos de estiagem. preferencialmente. poderá ser precedido. com sistema radicular denso e agressivo. além das práticas necessárias à recuperação destes. que penetrem o solo profundamente. os solos degradados apresentam. O cultivo do feijão poderá ser efetuado consorciadamente com o milho. por aveia e/ou ervilhaca. pouca profundidade e má drenagem interna. podem apresentar conseqüências como a degradação. que reduzem a capacidade de infiltração e armazenamento de água e dificultam a penetração de raízes. portanto mais aptos para o cultivo intensivo. Quando estes solos se apresentam degradados. a presença de camadas compactadas superficiais e subsuperficiais (como crostas e pé-de-arado). e pela utilização de cultivos associados (gramíneas + leguminosas). além de servir como obstáculo ao escoamento de água. entre outras características. Também apresentam sinais evidentes de erosão. e a aplicação de fungicidas. através de subsolagem. mas se cultivado de forma solteira. em geral mais planos. e deve ser considerado dentro de um sistema de rotação de culturas. no qual o feijão deve ser precedido por um cultivo com grande produção de massa. se estas práticas. erosão hídrica e a poluição dos recursos naturais. é agravado ainda mais o processo de erosão hídrica. e . O plantio direto apresenta ainda. Embora a produtividade da cultura do feijoeiro tenha se elevado. milho ou fumo. Com o incremento da tecnologia e a valorização do cultivo. a vantagem do controle das temperaturas excessivas da superfície do solo e a maior retenção de umidade. mais profundos e menos pedregosos. a estas áreas se somaram solos que em anos anteriores eram cultivados com soja. dependendo da época de plantio. Brunizém avermelhado. o uso de corretivos e fertilizantes. Em geral. de forma a propiciar uma boa distribuição da porosidade e conseqüente recuperação de sua estrutura. Portanto. associadas ao preparo excessivo do solo. CONSERVAÇÃO DO SOLO Os solos nos quais a cultura do feijoeiro é tradicionalmente cultivada. entre outras. são efetuadas sem o devido cuidado. herbicidas e inseticidas.26 4. sem observar-se sua aptidão natural e sua capacidade de uso. é preciso salientar que. Terra Roxa Estruturada eutrófica e Litólicos eutróficos. de forma a manter a cobertura do solo e proteger a sua superfície contra o impacto da gota da chuva. O plantio direto do feijão pode ser adotado desde que o solo não se apresente degradado. apresentam capacidade de uso limitada por fatores como a acentuada declividade. são solos que embora possuindo alta fertilidade natural. deve-se iniciar pela ruptura destas camadas compactadas. superficiais e/ou “entortadas”. ou por milho. também devem ser estabelecidas práticas para a redução e/ou controle da erosão hídrica. Também acompanharam o cultivo do feijoeiro práticas como o plantio direto.

uma vez que na colheita manual toda a planta é retirada.27 observando-se o zoneamento agroclimático. mais importantes. redução da infiltração de água e aumento da erosão hídrica. reduzindo a erosão hídrica. tendo em vista o ciclo do cultivo do feijão ser bastante curto e ser grande a probabilidade de que este momento coincida com a ocorrência de chuvas intensas. d) Construir terraços. reduzindo a necessidade de produtos químicos. . Além da adoção de práticas de recuperação do solo. Cabe aqui salientar a importância da escolha prévia das alternativas. nunca no sentido do declive. devendo ser adotadas sempre que possível: a) Evitar a queima da resteva do cultivo anterior. e conseqüentemente aumenta a infiltração desta água e a sua disponibilidade à cultura. químicas e biológicas do solo. pois além de manter ou melhorar a fertilidade e a estrutura do solo. e) Efetuar o preparo e o plantio em nível. pois estes servem para fracionar o comprimento do declive e para conduzir o excesso do escoamento superficial. algumas práticas de manejo e conservação do solo também são aconselhadas para o cultivo do feijão. h) Manter o solo coberto no inverno. de forma a minimizar os impactos sobre o ambiente e reduzir a erosão hídrica. que protege o solo e fornece matéria orgânica. protegendo-o contra a ação da chuva e reduzindo a erosão hídrica. g) Utilizar rotação de culturas. pragas e moléstias. i) Integrar lavoura e pecuária. f) Quando da realização de capinas. esta é uma prática complementar. diminuição da porosidade. Uma vez decomposta. reduzindo a erosão hídrica. b) Evitar o preparo excessivo do solo e sua pulverização. considerando-se cada situação particular e as possibilidades do produtor. através da utilização do esterco e implantação de pastagem na rotação. quando necessárias. diminuindo o número de gradagens e buscando manter a rugosidade da superfície do solo. Isto resulta na diminuição do escoamento superficial da água da chuva. Logo após a colheita do feijão deverá ser utilizada uma cultura para a proteção do solo. serve para prevenir contra plantas competidoras. momentaneamente desprotegido. c) Evitar o preparo e o tráfego de animais e implementos sobre o solo quando este estiver com alto teor de umidade. Podem ser utilizadas pastagens ou cultivos de inverno. efetuar em faixas e épocas alternadas. pois isto causa compactação. esta matéria orgânica irá melhorar as condições físicas. que deve estar associada à manutenção da cobertura do solo e da rugosidade do preparo. quando recomendado.

como capim -elefante. pois isto evita. e com o passar do tempo. efetuar o plantio direto. Quando as enxurradas provenientes das lavouras chegam aos cursos d’água carregadas de sedimentos. o) Utilizar terraços. . l) Utilizar inoculante específico. A utilização de muros de pedras surge como alternativa para solos pedregosos e declivosos. prejuízos à fauna. com aumento da renda do produtor. Através da conservação do solo. Esta prática é recomendável para a limpeza e para a proteção. muros de pedra e cordões em contorno com vegetação permanente. o aumento dos custos de produção devido à perda das sementes e adubos e à quebra de implementos. sem a necessidade de grandes investimentos. pois carregam consigo restos de pesticidas. capim-cidró ou outros. comprometendo a qualidade da água de abastecimento humano e animal. k) Empregar adequadamente corretivos e fertilizantes. cana-de-açúcar. será possível o aumento da produção e a manutenção de índices elevados de produtividade do feijão. n) Devolver a palha à lavoura após trilhar.28 j) Consorciar o feijão com outros cultivos. o aumento das perdas na colheita e o aumento do esforço humano e animal. consagrado como sistema de manejo mais eficiente no controle da erosão hídrica do solo. decorrente da inobservância das práticas citadas. redução da capacidade dos reservatórios. por exemplo. resulta em plantas mais vigorosas e na economia de adubo nitrogenado. através da utilização de práticas simples e acessíveis como as mencionadas. provocam assoreamento e inundação das áreas mais baixas. pode ter como conseqüências graves a redução do rendimento da cultura do feijoeiro e das demais. servindo como barreira física em nível e usando as pedras do próprio terreno. é possível reduzir o seu efeito. o acúmulo de terra junto aos muros fará com que o terreno fique formado em banquetas (patamares): p) Quando possível. distribuindo -a uniformemente na superfície para proteção contra a chuva.a formação de crostas que reduzem a infiltração de água no solo. como ao milho ou a mandioca. e poluição hídrica. A erosão hídrica do solo agrícola. m) Manter o solo com cobertura durante o ciclo da cultura. Embora seja muito difícil eliminar o problema da erosão hídrica do solo. pois assim se diversifica a produção e otimiza o aproveitamento da área e dos insumos. pois quando efetivo e eficiente. patamares.

5.A.O. ADUBAÇÃO PARA CULTIVO CONVENCIONAL 5.).9).0. caracterizadas por fatores como tipo de solo. K. a planta necessita que a camada de solo na qual se sustenta apresente um bom equilíbrio de ar e água.3 Recomendações de calagem e adubação A análise de solo é a base para as recomendações de calagem e adubação utilizadas para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina (R. ta nto climáticas.1 Correção da acidez do solo (calagem) A calagem objetiva elevar o pH do solo para 6. além de melhorar as características químicas do solo. tiradas de pontos distintos da área amostrada. quanto de solo. topografia. O calcário. encharcados. Ca. S e micronutrientes. Desenvolve-se melhor em solos com pH mais próximo da neutralidade (6. Estas condições ativam . ou dois meses.3.2 Amostragem do solo A amostragem do solo bem feita é de suma importância para a recomendação e conseqüente aplicação mais adequada de corretivos e fertilizantes. Mg. 5. No tocante à fertilidade. tampouco solos muito arenosos que não retenham a umidade. A amostragem deve ser feita com uma antecedência de um mês e meio. elevando o pH. P. no caso do calcário dolomítico.29 5. Recomenda-se de 10 a 15 sub-amostras de solo para cada amostra composta. nitrogênio e molibdênio. A amostra de solo para o laboratório deve ter cerca de 0. magnésio.5 kg. Não se adapta a solos ácidos e com altos teores de alumínio trocável.L. Não tolera solos pesados. necessita de boa disponibilidade de nutrientes: N. Cada amostra de solo composta não deve ultrapassar áreas de 10 a 20 ha. considerando-se áreas homogêneas.S. 5. Com isso serão eliminados os efeitos tóxicos do alumínio e do manganês do solo e será aumentada a disponibilidade do fósforo. antes de se efetuar a adubação. cálcio. O calcário calcítico fornece somente cálcio. Para isto. é ainda uma fonte de cálcio e magnésio. vegetação e histórico da lavoura (adubação e cultivos anteriores).1 Introdução O feijoeiro é uma planta muito exigente em condições. para atingir um bom desenvolvimento e uma produção razoável de grãos.

• Época de aplicação A época é durante o preparo do solo que antecede a semeadura. O adubo deve ser colocado cinco centímetros abaixo e ao lado da linha de semeadura. A recomendação de calagem prevê materiais com um PRNT (Poder Relativo de Neutralização Total) de 100%. de solubilização lenta. via de regra. para mais. • Distribuição e incorporação A distribuição do calcário deve ser realizada da maneira mais uniforme possível. uma nova análise de solo para reavaliação das necessidades de fertilizantes. a quantidade a ser aplicada. Não se deve colocar o adubo juntamente com a semente para evitar danos à germinação. gradeando-se a seguir. sua aplicação deverá ser feita com bastante antecedência: seis meses. a grande maioria está bem abaixo deste valor. • Época de aplicação O calcário é. o restante será aplicado em cobertura. Após a terceira safra. 5. Por isso.1 a 90% D .3. indica-se realizar. três a quatro semanas após a emergência das plantas.PRNT entre 45 a 60% B . ou mais.0 t/ha. O calcário é classificado pelas faixas de PRNT. .2 Adubação A recomendação aplica-se para uma sucessão de três cultivos.PRNT entre 75.PRNT entre 60. para evitar a fixação do fósforo. recomenda-se nova análise do solo para observar a necessidade ou não de outra calagem. sendo então necessário corrigir-se proporcionalmente. Deve -se aplicar o nitrogênio em cobertura antes da primeira capina. Não se deve aplicar o calcário juntamente com a adubação NPK. No caso de recomendação acima de 5.1 a 75% C .PRNT superior a 90%.30 o desenvolvimento de microrganismos. aplicar metade antes da lavração e metade após a Iavração. como o disposto a seguir: A . em quantidades relacionadas com o teor de matéria orgânica do solo. Após cinco anos. que atuarão na mineralização da matéria orgânica. Em nosso Estado. • Fertilização nitrogenada Recomenda-se que sejam colocados de 10 a 20 kg/ha de N na semeadura. antes da semeadura do feijoeiro. Há uma grande variabilidade deste valor nos calcários existentes no mercado. Iiberando nutrientes para o solo.

S. a conservação do solo deverá ser praticada utilizando-se as práticas mais indicadas para cada caso (lavração em nível. A inoculação. as condições físicas do solo. antes da semeadura e incorporá-lo ao solo numa camada de 17 a 20 cm. relação C/N. 6. deve-se dar maior importância ao aspecto de conservação do solo. P. transformando-o em amônia (NH 3). • Adubação orgânica A adubação orgânica (esterco. visto ser necessário um tempo bem maior de ação dos microrganismos para realizar a mineralização. para evitar danos à germinação das sementes. Entre estes. • Distribuição e incorporação de fertilizantes Recomenda-se espalhar o fertilizante a lanço. amônia. compostos) é outra forma de se incorporar nutrientes às cultur as. também. Apresenta efeitos positivos pelo acréscimo de elementos: N. como temperatura e umidade dos solos. etc. Essa disponibilidade de nutrientes dependerá de muitos fatores. consorciação de culturas. pH. considerando os teores dos elementos existentes nos adubos e a recomendação da análise do solo. físicos (temperatura e umidade do solo e luz solar) e genéticos (planta e especificidade da bactéria). A liberação de nutrientes do adubo orgânico às culturas deverá ser mais lenta do que pelos fertilizantes minerai s. terraceamento. Ligada intimamente à manutenção da fertilidade. melhorando. • Conservação do solo Além de realizar um trabalho criterioso de adubação. não implica. em aumento da fixação do N 2 pelo feijoeiro. A fim de reduzir os efeitos da interação.31 • Fertilização fosfotada e potássica As recomendações de fósforo e potássio baseiam -se nos valores de fósforo extraível e potássio trocável do solo. restos de cultura. ou em linha. o nitrogênio passa a ser incorporado ao sistema orgânico do hospedeiro. necessariamente. os produtos inoculantes são elaborados com duas estirpes previamente selecionadas de acordo com os potenciais de . especialmente em se tratando de material fresco. INOCULAÇÃO COM Rhizobium Os benefícios da fixação do nitrogênio atmosférico através da simbiose entre a cultura do feijoeiro e a bactéria Rhizobium Ieguminosarum biovar phaseoli se dão com a formação de um complexo enzimático que quebra a ligação tripla do nitrogênio do ar (N≡N). no entanto. K.). não curtido. Através desta forma assimilável pelas plantas. cálcio e magnésio e toxidez de Al 3+ e Mn 2+ ). destacam -se os fatores químicos (deficiência de nutrientes como fósforo. O adubo orgânico deve ser incorporado ao solo com antecedência maior. etc. tipo de solo. manutenção da cobertura vegetal. rotação de culturas. A eficiência do processo de fixação do nitrogênio depende basicamente da interação planta x bactéria x ambiente. molibdênio. Ca e microelementos.

No entanto. Considerando que uma parte d o N requerido pela cultura provém da fixação simbiótica do N2. habilidade de competir com outras estirpes na formação de nódulos. estabilidade genética e sobrevivência no solo. do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. o inoculante deve conter um número mínimo de dez milhões de células de Rhizobium por grama de inoculante. principalmente na coroa da raiz. no momento da semeadura. é incapaz de suprir integralmente as necessidades da planta em N. As sementes deverão ser previamente umedecidas com 250 e 300 ml de solução açucarada a 10%. segundo MALUF et al. a inoculação deve ser utilizada como uma prática complementar à adubação nitrogenada. . associado à alta atividade da nitrato redutase. isoladamente. Após a mistura. Há maiores benefícios em áreas onde o feijão ainda não foi cultivado e que apresentam baixa população do rizóbio específico. tendo sido introduzidas modificações nas áreas Marginais e Inaptas. De acordo com a legislação. É importante a aquisição do produto com qualidade (maior garantia de células de rizóbio por grama do inoculante). O ciclo relativamente curto. A fiscalização está a cargo do Departamento de Fiscalização e Fomento da Produção Vegetal — DFPV. é conveniente proceder-se à inoculação sempre que se fizer a semeadura do feijão. 7. o que implicará num maior número de bactérias na superfície das sementes.1 Zoneamento agroclimático A indicação das áreas com potencial climático para a cultura foi bas eada no Zoneamento Agroclimático para a cultura do feijoeiro Macrozoneamento Agroecológico e Econômico do Estado do Rio Grande do Sul (1994). (1986) e Macrozoneamento Agroecológico e Econômico do Estado do Rio Grande do Sul (1994). É recomendada a aplicação de 200 g do produto inoculante para 50 kg de sementes de feijão. as sementes deverão secar à sombra (1 . nos períodos críticos de absorção de nitrogênio pela maioria das cultivares de feijão. uma vez que a inoculação. por MALUF e CAIAFFO (2000). contendo bactérias vivas. SEMEADURA 7. representam fatores limitantes para uma maior contribuição da simbiose no atendimento das necessidades de N do feijoeiro. As estirpes autorizadas pelo Ministério da Agricultura para elaboração de produtos inoculantes são: SEMIA 4064.32 fixação de nitrogênio. adicionar o produto inoculante e revolver as sementes a fim do recobrimento uniforme das mesmas pelo produto. e o restante em cobertura na terceira semana após a emergência das plantas.2h) para então proceder-se à semeadura. é recomendável que seja armazenado em câmara refrigerada a 40o C ou em lugar fresco durante o período compreendido entre a compra e a sua utilização. Logo em seguida. Como o inoculante é um produto biológico. Para evitar prejuízos à nodulação. aumentando as chances de uma abundante nodulação. SEMIA 4077 e SEMIA 4080. recomenda-se a utilização de 10 kg de N/ha na semeadura.

Zonas não recomendado o cultivo . por exemplo.correspondem àquelas que apresentam dois fatores negativos para o cultivo. a temperatura. umidade e temperatura. . . . são consideradas como áreas prioritárias para a agricultura indicada.Zonas Preferenciais . como.33 . as classificações Preferencial e Tolerada das zonas.correspondem às áreas do Estado nas quais não se recomenda o cultivo comercial (rendimento econômico).correspondem àquelas que apresentam um fator negativo à cultura. podendo ser ou não o local ideal para a mesma.correspondem às melhores condições climáticas para a cultura. por exemplo. ou condições de deficiência hídrica. . evidentemente. se comparada com outras áreas do mundo mas apresentando. Para fins de política de desenvolvimento agrícola do Estado. condições boas para a cultura no Estado.Zonas Toleradas .Zonas Marginais . devido aos altos riscos e limitações impostas pelos fatores climáticos. sem restrições ambientais que inviabilizem a sua exploração no processo produtivo. Na Tabela 6 são apresentados os critérios utilizados para o zoneamento da cultura do feijoeiro no Rio Grande do Sul.

34 Tabela 6. Para a cultura do feijoeiro. em função do zoneamento. safra e safrinha.0º ≤ 24.0º 24. recomendam -se os períodos de semeadura. (1974) e Macrozoneamento Agroecológico e Econômico do Estado do Rio Grande do Sul (1994).0º (algum mês) ≤ 24.0º Sem Sem Com (2) Excesso hídrico (maturação e colheita) mm Restrições Preferencial I Tolerada II III. Critérios para o zoneamento da cultura do feijoeiro no Estado do Rio Grande do Sul. .0º ≤ 24. Zonas Deficiência hídrica (durante o ciclo) mm Restrições Condições térmicas (durante o ciclo) Temperatura média Restrições (ºC) ≤ 24. IV e VII 0 < 50 ≤ 50 0 > 50 0 Sem Com (1) Com (1) < 50 < 50 < 50 Sem Sem Sem VI Marginal V VIII Sem Com (3) Sem Sem Sem Sem 50-100 < 50 > 100 Com (4) Sem Com (5) (1) Raramente prejudicial: uso esporádico de irrigação (2) Rendimento pode ser prejudicado: temperatura alta no florescimento (3) Rendimento pode ser prejudicado: freqüente necessidade de irrigação (4) Maturação e colheita pode ser prejudicada: excesso de umidade (5) Maturação e colheita pode ser seriamente prejudicada: excesso de umidade Adaptado de: MOTA et al. por municípios do Estado do Rio Grande do Sul (Tabela 6).0º ≤ 24.

35 FIGURA 3. Zoneamento da cultura do feijoeiro no Estado d o Rio Grande do Sul .

31/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .20/10 21/08 . 2000 / 2001. Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 MUNICÍPIOS Reg.10/10 10/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .20/10 10/08 . no estado do Rio Grande do Sul.10/10 11/09 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .15/02 15/01 .20/10 21/08 .15/02 .20/10 21/08 .15/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .10/10 01/09 .10/10 10/08 .10/10 SAFRINHA 15/01 .10/10 01/09 .15/02 15/01 .20/10 21/08 .10/11 01/09 .10/10 01/09 .10/10 21/08 .31/10 21/08 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .30/09 21/08 .10/10 21/08 .15/02 10/01 .10/10 21/08 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .05/10 21/08 .04/02 15/01 . safra e safrinha.15/02 15/01 .31/10 11/09 .10/10 11/09 .10/10 21/08 .10/02 15/01 .36 Tabela 7.10/10 10/08 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .20/10 21/09 .15/02 NR NR NR 15/01 .10/10 01/09 .10/11 NR 21/08 .10/10 21/08 .25/02 NR 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .20/10 21/08 .15/02 15/01 .15/02 NR NR 15/01 .25/02 15/01 . Agr.25/02 15/01 .20/10 21/08 . Água Santa 5A Agudo 1C Ajuricaba 5C Alecrim 7A Alegrete 10 A Alegria 7C Alpestre 7A Alto Alegre 5D Alto Feliz 6A Alvorada 1A Amaral Ferrador 11 Ametista do Sul 7A André da Rocha 3B Anta Gorda 4B Antônio Prado 4A Arambaré 12 A Araricá 1A Aratiba 7B Arroio do Meio 6B Arroio do Sal 2A Arroio do Tigre 5D Arroio dos Ratos 1B Arroio Grande 12 B Arvorezinha 5A Augusto Pestana 8 Áurea 5B Bagé 10 B Balneário Pinhal 2B Barra do Guarita 7A Barra do Quarai 10 A Barra do Ribeiro 1B Barra do Rio Azul 7B Barra Funda 5B Barracão 3B Barros Cassal 5A Barão 6A Barão de Cotegipe 5B Barão do Triunfo 1B Benjamin Constant do 7B Sul Bento Gonçalves 4A Boa Vista das Missões 5C Boa Vista do Buricá 7C Boa Vista do Sul 4A Bom Jesus 3A Bom Princípio 6A SAFRA 01/09 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 21/09 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .25/02 15/01 . Períodos favoráveis de semeadura para a cultura do feijoeiro.10/02 15/01 .10/10 21/08 .04/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 10/08 .15/02 15/01 .10/10 01/09 .10/02 15/01 .10/11 01/09 .10/10 21/08 .

Nº MUNICÍPIOS 46 Bom Progresso 47 Bom Retiro do Sul 48 Boqueirão do Leão 49 Bossoroca 50 Braga 51 Brochier do Maratã 52 Butiá 53 Caçapava do Sul 54 Cacequi 55 Cachoeira do Sul 56 Cachoeirinha 57 Cacique Double 58 Caibaté 59 Caiçara 60 Camaquã 61 Camargo 62 Cambará do Sul 63 Campestre da Serra 64 Campina das Missões 65 Campinas do Sul 66 Campo Bom 67 Campo Novo 68 Campos Borges 69 Candelária 70 Cândido Godoi 71 Candiota 72 Canela 73 Canguçú 74 Canoas 75 Capela de Santana 76 Capitão 77 Capivari do Sul 78 Capão da Canoa 79 Capão do Leão 80 Caraá 81 Carazinho 82 Carlos Barbosa 83 Carlos Gomes 84 Casca 85 Caseiros 86 Catuipe 87 Caxias do Sul 88 Centenário 89 Cerrito 90 Cerro Branco 91 Cerro Grande 92 Cerro Grande do Sul Reg.10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 10/08 .25/02 15/01 .10/11 01/09 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 11/09 .10/02 15/01 . 7C 1B 6B 8 7C 1B 1B 11 1C 1C 1A 3B 8 7A 12 A 5A 3A 3B 7A 5B 1A 7C 5D 6B 7A 10 B 4A 11 1A 6A 6B 2B 2A 12 A 2A 5C 4A 5B 4B 3B 8 4A 5B 12 A 1C 5C 12 A SAFRA 21/08 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .04/02 15/01 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 10/08 .10/11 01/09 .10/10 21/08 .10/10 11/09 .10/02 .20/10 01/09 .30/09 21/08 .20/10 NR 21/09 .15/02 15/01 .20/10 10/08 .10/11 21/09 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .25/02 NR 15/01 .30/09 21/08 .04/02 NR 10/01 .05/11 21/08 .10/10 SAFRINHA 15/01 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .10/10 10/08 .15/02 15/01 . Continuação.15/02 15/01 .20/10 10/08 .10/02 15/01 .10/10 01/09 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/02 NR 15/01 .20/10 21/08 .10/10 11/09 .15/02 15/01 .37 Tabela 7.10/10 10/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 10/01 .15/02 NR NR 15/01 .15/02 NR 15/01 .25/02 15/01 .10 /10 21/08 .10/10 21/08 .10/11 21/08 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .04/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 25/09 . Agr.10/10 01/09 .10/10 01/09 .10/11 01/09 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .25/02 10/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .30/09 21/08 .10/02 NR NR 15/01 .20/10 21/08 .10/11 21/08 .

15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/02 15/01 .10/11 01/09 .25/02 15/01 .10/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 01/09 . Nº MUNICÍPIOS 93 Cerro Largo 94 Chapada 95 Charqueadas 96 Charrua 97 Chiapeta 98 Chui 99 Chuvisca 100 Cidreira 101 Ciríaco 102 Colinas 103 Colorado 104 Condor 105 Constantina 106 Coqueiros do Sul 107 Coronel Barros 108 Coronel Bicaco 109 Cotiporã 110 Coxilha 111 Crissiumal 112 Cristal 113 Cristal do Sul 114 Cruz Alta 115 Cruzeiro do Sul 116 David Canabarro 117 Derrubadas 118 Dezesseis de Novembro 119 Dilermando Aguiar 120 Dois Irmãos 121 Dois Irmãos das Missões 122 Dois Lajeados 123 Dom Feliciano 124 Dom Pedrito 125 Dom Pedro de Alcântara 126 Dona Francisca 127 Doutor Maurício Cardoso 128 Doutor Ricardo 129 Eldorado do Sul 130 Encantado 131 Encruzilhada do Sul 132 Engenho Velho 133 Entre Rios do Sul 134 Entre-Ijuís 135 Erebango 136 Erechim 137 Ernestina 138 Erval Grande 139 Erval Seco 140 Esmeralda Reg.10/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 15/01 . 8 5C 1B 5A 8 2C 12 A 2B 5A 6B 5D 5C 5C 5C 8 7C 4B 5A 7A 12 A 7A 5E 6B 5A 7A 8 1C 6A 7C 4B 11 10 B 2A 1C 7A 4B 1B 4B 11 5C 7B 8 5B 5B 5A 7C 3B SAFRA 21/08 .20/10 21/08 .15/10 21/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 01/09 .10/10 01/09 .04/02 15/01 .25/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 21/09 .20/10 21/08 .20/10 01/09 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .05/10 01/09 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .10/11 01/09 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 NR 10/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .38 Tabela 7.10/10 21/08 .10 /10 10/08 .15/02 15/01 .10/11 10/08 .20/10 21/08 .04/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .20/10 21/08 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .20/10 01/09 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .10/10 01/09 . Continuação.15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 01/09 .15/02 NR 15/01 .10/11 21/08 .20/10 21/08 .10/10* 21/08 .30/09 21/08 .10/02 15/01 .10/10 21/08 . Agr.10/10 01/09 .10/10 01/09 .15/02 15/01 .10/11 SAFRINHA 15/01 .10/10 21/08 .15/02 NR .10/02 15/01 .10/10 21/08 .30/09 11/09 .10/02 15/01 .10/02 15/01 .15/02 NR NR 10/01 .10/11 01/09 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .

15/02 NR 15/01 .10/02 15/01 .25/02 15/01 . Agr.15/02 15/01 .39 Tabela 7.10/10 21/08 .10/10 21/08 .30/09 01/09 .04/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .20/10 21/08 .31/10 10/08 .31/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 21/09 .10/10 10/08 .10/10 21/08 .15/02 .10/10 10/08 .10/11 21/09 .15/02 15/01 .10/10 10/08 .10/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .30/09 10/08 .20/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 11/09 .10/02 NR NR 15/01 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .15/02 10/01 .20/10 01/09 . 7A 5D 5B 1A 1A 6B 5D 8 4B 4A 1C 7B 1B 6A 4A 5B 5A 1C 5E 7C 4A 9 5B 1B 5A 5B 7C 1A 4A 7B 6B 1A 3B 1B 4B 8 1B 10 B 6B 7A 10 B 7C 6B 3B 3B 5A 5D 6A SAFRA 21/08 .31/10 21/08 .10/10 01/09 .15/02 NR 15/01 .10/10 SAFRINHA 15/01 .15/02 15/01 .31/10 21/08 .25/02 NR 15/01 .15/02 NR NR 15/01 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .25/02 NR 15/01 .15/02 15/01 .10/10 01/09 .15/02 15/01 .20/10 10/08 .25/02 10/01 .10/10 10/08 .20/10 01/09 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .20/10 21/08 . Nº MUNICÍPIOS 141 Esperança do Sul 142 Espumoso 143 Estação 144 Estância Velha 145 Esteio 146 Estrela 147 Estrela Velha 148 Eugênio de Castro 149 Fagundes Varela 150 Farroupilha 151 Faxinal do Soturno 152 Faxinalzinho 153 Fazenda Vila Nova 154 Feliz 155 Flôres da Cunha 156 Floriano Peixoto 157 Fontoura Xavier 158 Formigueiro 159 Fortaleza dos Valos 160 Frederico Westphalen 161 Garibaldi 162 Garruchos 163 Gaurama 164 General Câmara 165 Gentil 166 Getúlio Vargas 167 Giruá 168 Glorinha 169 Gramado 170 Gramado dos Loureiros 171 Gramado Xavier 172 Gravataí 173 Guabiju 174 Guaíba 175 Guaporé 176 Guarani das Missões 177 Harmonia 178 Herval 179 Herveiras 180 Horizontina 181 Hulha Negra 182 Humaitá 183 Ibarama 184 Ibiaçá 185 Ibiraiaras 186 Ibirapuitã 187 Ibirubá 188 Igrejinha Reg. Continuação.20/10 10/08 .10/10 01/09 .10/10 01/09 .15/02 15/01 .20/10 21/08 .30/09 21/08 .15/02 15/01 .25/02 NR 15/01 .10/10* 21/08 .30/09 21/09 .10/10 11/09 .10/11 01/09 .10/11 11/09 .10/10 25/08 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .01/10 21/08 .04/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 01/09 .31/10 01/09 .10/11 10/08 .10/10 * 21/08 .30/09 21/08 .10/10 11/09 .25/02 15/01 .10/02 15/01 .

10/02 15/01 .10/10 10/08 .15/02 .30/09 01/09 .15/02 15/01 .10/10 01/09 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .30/09 21/08 .10/02 15/01 .40 Tabela 7.20/10 21/08 .10/02 NR 15/01 .24/10 21/08 .10/11 01/09 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 . Agr 8 4B 2B 6B 7C 8 3B 5B 7A 1C 9 5A 9 7B 5E 6A 5C 5B 1C 12 B 3A 5E 8 5E 5D 3B 5A 6B 5C 11 7B 6A 6A 5B 9 2A 9 2A 1B 5A 7B 1B 7B 6B 1C 5A 6B SAFRA 21/08 .25/02 15/01 .10/10 21/09 01/09 21/08 21/08 01/09 21/08 21/08 21/08 01/09 10/08 21/08 10/08 21/08 10/08 01/09 21/08 10/08 21/08 21/08 21/08 01/09 21/08 10/11 20/10 30/09 10/10 20/10 10/10 10/10 10/10 20/10 30/09 10/10 31/09 10/10 10/10 20/10 10/10 10/10 10/10 30/09 10/10 20/10 30/09 SAFRINHA 15/01 .10/10 21/08 . Nº MUNICÍPIOS 189 Ijuí 190 Ilópolis 191 Imbé 192 Imigrante 193 Independência 194 Inhacorá 195 Ipê 196 Ipiranga do Sul 197 Iraí 198 Itaara 199 Itacurubi 200 Itapuca 201 Itaqui 202 Itatiba do Sul 203 Ivorá 204 Ivoti 205 Jaboticaba 206 Jacutinga 207 Jaguari 208 Jaguarão 209 Jaquirana 210 Jari 211 Jóia 212 Julio de Castilhos 213 Lagoa dos Três Cantos 214 Lagoa Vermelha 215 Lagoão 216 Lajeado 217 Lajeado do Bugre 218 Lavras do Sul 219 Liberato Salzano 220 Lindolfo Collor 221 Linha Nova 222 Machadinho 223 Maçambará 224 Mampituba 225 Manoel Viana 226 Maquiné 227 Maratá 228 Marau 229 Marcelino Ramos 230 Mariana Pimentel 231 Mariano Moro 232 Marques de Souza 233 Mata 234 Mato Castelhano 235 Mato Leitão Reg.15/02 15/01 .20/10 21/08 .20/10 10/08 .15/02 NR 15/01 .30/09 21/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .04/02 NR 15/01 .10/10* NR 01/09 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 01/09 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .20/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 01/09 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 21/09 . Continuação.15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .15/02 15/01 .10/02 NR 15/01 .10/10 01/09 .20/10 21/08 .15/02 15/01 .31/10 21/08 .20/10 21/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .

25/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .15/02 15/01 . Agr 5B 1B 7C 4B 3B 4A 1B 5A 2A 12 A 6A 2B 6B 3B 5A 5A 7B 5A 3B 3B 5C 4B 7C 1C 1A 4A 5D 4A 3B 5C 4A 1A 5C 1C 1A 7A 7A 5D 2A 5B 2B 5C 7A 5C 1B SAFRA 01/09 .10/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 .25/02 15/01 .15/02 NR NR NR 15/01 .41 Tabela 7.25/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .25/02 15/01 . Continuação.25/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 NR NR 15/01 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 NR 15/01 .15/02 NR 15/01 .10/02 NR NR 15/01 .25/02 15/01 . Nº MUNICÍPIOS 236 Maximiliano de Almeida 237 Minas do Leão 238 Miraguaí 239 Montauri 240 Monte Alegre dos Campos 241 Monte Belo do Sul 242 Montenegro 243 Mormaço 244 Morrinhos do Sul 245 Morro Redondo 246 Morro Reuter 247 Mostardas 248 Muçum 249 Muitos Capões 250 Muliterno 251 Nicolau Vergueiro 252 Nonoai 253 Nova Alvorada 254 Nova Araçá 255 Nova Bassano 256 Nova Boa Vista 257 Nova Bréscia 258 Nova Candelária 259 Nova Esperança do Sul 260 Nova Hartz 261 Nova Pádua 262 Nova Palma 263 Nova Petrópolis 264 Nova Prata 265 Nova Ramada 266 Nova Roma do Sul 267 Nova Santa Rita 268 Novo Barreiro 269 Novo Cabrais 270 Novo Hamburgo 271 Novo Machado 272 Novo Tiradentes 273 Não-Me-Toque 274 Osório 275 Paim Filho 276 Palmares do Sul 277 Palmeira das Missões 278 Palmitinho 279 Panambi 280 Pantano Grande Reg.20/10 10/08 21/08 01/09 21/09 11/09 10/08 01/09 21/08 21/08 21/08 21/08 21/08 21/09 01/09 01/09 21/08 01/09 21/09 21/09 21/08 01/09 21/08 21/08 10/08 11/09 21/08 11/09 21/09 21/08 11/09 10/08 21/08 21/08 10/08 21/08 21/08 21/08 21/08 01/09 21/08 21/08 21/08 21/08 10/08 10/10 10/10 31/10 10/11 31/10 10/10 20/10 10/10 10/10 10/10 10/10 30/09 10/11 20/10 20/10 10/10 20/10 10/11 10/11 10/10 31/10 10/10 10/10 10/10 31/10 10/10 31/10 10/11 10/10 31/10 10/10 10/10 10/10 10/10 10/10 10/10 10/10 10/10 20/10 10/10 10/10 10/10 10/10 10/10 SAFRINHA 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/02 15/01 .25/02 15/01 .10/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .

10/10 10/08 .15/02 15/01 .10/10 11/09 .20/10 21/08 . Agr 3B 1C 1B 1A 6B 1B 5A 1B 12 B 5C 12 A 4A 7A 5D 7A 11 9 11 7A 6A 5B 5A 1A 7A 7A 7A 7A 1A 6B 6A 6B 3B 4B 10 B 5E 5D 7C 4B 1C 7B 2B 1B 2A 6B 7A 2A 5B 5C SAFRA 21/09 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 01/09 .15/02 15/01 .10/11 01/09 .20/10 21/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .10/02 15/01 .31/10 21/08 .15/02 15/01 .30/09 10/08 .10/11 21/08 .04/02 15/01 .15/02 15/01 .20/10 10/08 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 01/09 .10/10 01/09 .31/09 21/08 .10/10* 21/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 01/09 .15/02 10/01 .04/02 15/01 .10/10 21/08 . Continuação.10/10 21/08 .30/09 21/09 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 10/08 .25/02 15/01 .31/10 21/08 .04/02 15/01 .15/02 15/01 .42 Tabela 7.15/02 15/01 .20/10 10/08 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .30/09 21/08 .10/02 15/01 .30/09 01/09 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .15/02 NR NR 10/01 . Nº MUNICÍPIOS 281 Paraí 282 Paraíso do Sul 283 Pareci Novo 284 Parobé 285 Passa Sete 286 Passo do Sobrado 287 Passo Fundo 288 Paverama 289 Pedro Osório 290 Pejuçara 291 Pelotas 292 Picada Café 293 Pinhal 294 Pinhal Grande 295 Pinheirinho do Vale 296 Pinheiro Machado 297 Pirapó 298 Piratini 299 Planalto 300 Poços das Antas 301 Ponte Preta 302 Pontão 303 Porto Alegre 304 Porto Lucena 305 Porto Mauá 306 Porto Vera Cruz 307 Porto Xavier 308 Portão 309 Pouso Novo 310 Presidente Lucena 311 Progresso 312 Protásio Alves 313 Putinga 314 Quaraí 315 Quevedos 316 Quinze de Novembro 317 Redentora 318 Relvado 319 Restinga Seca 320 Rio dos Indios 321 Rio Grande 322 Rio Pardo 323 Riozinho 324 Roca Sales 325 Rodeio Bonito 326 Rolante 327 Ronda Alta 328 Rondinha Reg.10/10 21/08 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .04/02 15/01 .31/10 21/08 .15/02 10/01 .15/02 15/01 .20/10 01/09 .25/02 15/01 .15/02 .10/10 10/08 .20/10 21/08 .10/10 01/09 .20/10* 10/08 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .10/02 NR 15/01 .10/10 10/08 .10/10 21/08 .10/10 SAFRINHA NR 15/01 .10/10* 01/09 .

15/02 15/01 .30/09 NR 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 NR 15/01 .10/11 21/08 .15/02 15/01 .10/10 10/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .20/10 21/08 .25/02 NR NR 15/01 -15/02 15/01 .43 Tabela 7.20/10 21/08 . Nº MUNICÍPIOS 329 Roque Gonzales 330 Rosário do Sul 331 Sagrada Família 332 Saldanha Marinho 333 Salto do Jacuí 334 Salvador das Missões 335 Salvador do Sul 336 Sananduva 337 Santa Bárbara do Sul 338 Santa Clara do Sul 339 Santa Cruz do Sul 340 Santa Maria 341 Santa Maria do Herval 342 Santa Rosa 343 Santa Teresa 344 Santa Vitória do Palmar 345 Santana da Boa Vista 346 Santana do Livramento 347 Santiago 348 Santo Antônio da Patrulha 349 Santo Antônio das Missões 350 Santo Antônio do Palma 351 Santo Antônio do Planalto 352 Santo Augusto 353 Santo Cristo 354 Santo Ângelo 355 Santo Expedito do Sul 356 São Borja 357 São Domingos do Sul 358 São Francisco de Assis 359 São Francisco de Paula 360 São Gabriel 361 São Jerônimo 362 São Jorge 363 São José das Missões 364 São José do Erval 365 São José do Hortêncio 366 São José do Inhacorá 367 São José do Norte 368 São José do Ouro 369 São José dos Ausentes 370 São João da Urtiga 371 São João do Polesine 372 São Leopoldo 373 São Lourenço do Sul 374 São Luiz Gonzaga Reg.10/10 21/08 .10/10 21/08 .10/10 21/09 .10/02 15/01 .31/10 21/08 . Continuação.25/02 15/01 .10/10* 21/08 .10/10 01/09 .20/10 21/08 .10/10 01/09 .10/10 21/08 .30/09 01/09 .15/02 NR 15/01 .04/02 15/01 .10/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .10/10 21/08 -10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/09 .10/02 15/01.10/11 10/08 .10/02 .15/02 NR 15/01 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 NR 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/02 NR 15/01 .10/10 21/09 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .15/02 15/01 .31/09 21/08 .10/11 21/08 .30/09 21/08 .10/02 15/01 .25/02 15/01 .30/09 01/09 .25/02 NR 15/01 .25/02 15/01 .31/10 10/08 .15/02 15/01 .10/10* 10/08 .10/10 21/08 -10/10 21/09 .10/10 10/08 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/11 NR 01/09 .10/10 10/08 .10/10 21/08 .15/02 NR 10/01 .10/10 21/08 .30/09 21/08 .10/10 SAFRINHA 15/01 .10/10 11/09 .10/10 21/08 .10/10 21/08 . Agr 8 10 A 5C 5C 5D 8 6A 3B 5C 6B 6B 1C 6A 7C 4A 2C 11 10 B 8 1A 9 4B 5C 7C 7A 8 3B 9 4B 9 3A 10 A 1B 3B 5C 5A 6A 7C 2B 3B 3A 5B 1C 1B 12 A 8 SAFRA 21/08 .15/02 15/01 .10/10* 21/08 .

10/10 21/08 .20/10 10/08 .10/10 SAFRINHA NR 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .31/10 21/08 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .30/09 21/08 .25/02 15/01 .31/10 21/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 01/09 .10/10 21/08 .10/10 21/08 . Continuação.10/10 21/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .20/10 10/08 .31/10 21/08 .15/02 20/01 .10/10 01/09 .10/10 21/08 . Nº MUNICÍPIOS 375 São Marcos 376 São Martinho 377 São Martinho da Serra 378 São Miguel das Missões 379 São Nicolau 380 São Paulo das Missões 381 São Pedro da Serra 382 São Pedro do Butiá 383 São Pedro do Sul 384 São Sebastião do Caí 385 São Sepé 386 São Valentim 387 São Valentim do Sul 388 São Valério do Sul 389 São Vendelino 390 São Vicente do Sul 391 Sapiranga 392 Sapucaia do Sul 393 Sarandi 394 Seberi 395 Sede Nova 396 Segredo 397 Selbach 398 Senador Salgado Filho 399 Sentinela do Sul 400 Serafina Corrêa 401 Sério 402 Sertão 403 Sertão Santana 404 Sete de Setembro 405 Severiano de Almeida 406 Silveira Martins 407 Sinimbu 408 Sobradinho 409 Soledade 410 Tabai 411 Tapejara 412 Tapera 413 Tapes 414 Taquara 415 Taquari 416 Taquaruçu do Sul 417 Tavares 418 Tenente Portela 419 Terra de Areia 420 Teutônia 421 Tiradentes do Sul 422 Toropi Reg.10/10 21/08 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .30/09 01/09 .10/10 21/08 .10/10 01/09 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .25/02 .31/09 01/09 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .30/09 21/08 .10/02 NR 15/01 .20/10 21/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .30/09 21/08 .10/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 10/08 .10/10 10/08 . Agr 4A 7C 1C 8 9 7A 6A 8 1C 6A 1C 7B 4B 7C 6A 1C 1A 1A 5C 7C 7C 6B 5D 7C 12 A 4B 6B 5A 1B 7C 7B 1C 6B 6B 5A 1B 5A 5D 12 A 1A 1B 7C 2B 7A 2A 6A 7A 1C SAFRA 11/09 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .10/10 10/08 .10/02 15/01 .10/10 10/08 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .10/02 15/01 .10/10 21/08 .25/02 15/01 .10/10 21/08 .44 Tabela 7.15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 21/08 .10/10 21/08 .10/10 10/08 .10/10 21/08 .

10/10 431 Três Palmeiras 5B 01/09 .10/10 424 Tramandaí 2B 21/08 .10/10 449 Vale Verde 1B 10/08 .31/10 454 Vespasiano Corrêa 6B 21/08 .10/02 15/01 .31/10 460 Vila Lângaro 5A 01/09 .20/10 461 Vila Maria 5A 01/09 .15/02 15/01 .10/10 464 Vista Alegre do Prata 3B 21/09 .25/02 .15/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .10/10 434 Triunfo 1B 10/08 .15/02 15/01 .10/10 428 Três Coroas 6A 21/08 .10/02 NR 15/01 .15/02 15/01 .30/09 453 Veranópolis 4B 01/09 .30/09 426 Três Arroios 5B 01/09 .Regiões Agroecológicas SAFRINHA 15/01 .15/02 NR 15/01 .30/09 455 Viadutos 5B 01/09 .20/10 427 Três Cachoeiras 2A 21/08 . Agr. Agr SAFRA 423 Torres 2A 21/08 .10/10 445 Uruguaiana 10 A 21/08 .15/02 15/01 . . Reg.15/02 15/01 .10/10 463 Vista Alegre 7C 21/08 .10/10 443 União da Serra 4B 01/09 .Não recomendado o cultivo * .10/10 459 Vila Flôres 4B 01/09 .15/02 15/01 . Continuação.15/02 15/01 .10/10 441 Turuçú 12 A 21/08 .10/11 447 Vale do Sol 6A 21/08 .Períodos de semeadura somente com irrigação.10/02 NR 15/01 .30/09 452 Vera Cruz 6B 21/08 .15/02 15/01 .20/10 432 Três Passos 7A 21/08 .10/10 429 Três de Maio 7C 21/08 . Nº MUNICÍPIOS Reg.31/10 451 Venâncio Aires 6B 21/08 .15/02 15/01 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .10/10 450 Vanini 4B 01/09 .10/10 458 Victor Graeff 5D 21/08 .25/02 15/01 .25/02 15/01 .20/10 437 Tupanci do Sul 3B 21/09 .25/02 15/01 .10/10 448 Vale Real 6A 21/08 .10/11 465 Vista Gaúcha 7A 21/08 .10/10 440 Tuparendi 7A 21/08 .15/02 15/01 .10/10 446 Vacaria 3B 21/09 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/10 430 Três Forquilhas 2A 21/08 .10/02 15/01 .10/10 433 Trindade do Sul 7B 21/08 .10/10 467 Xangri-lá 2A 21/08 .10/02 15/01 .10/10 442 Ubiretama 7A 21/08 .10/10 436 Tunas 5A 01/09 .25/02 15/01 .10/10 NR .31/10 444 Unistalda 8 21/08 .20/10 439 Tupandi 6A 21/08 .15/02 15/01 .15/02 NR 15/01 .10/10 466 Vitória das Missões 8 21/08 .10/02 15/01 .10/11 438 Tupanciretã 5E 01/09 .10/10 435 Tucunduva 7A 21/08 .15/02 15/01 .45 Tabela 7.20/10 456 Viamão 1A 10/08 .25/02 NR 15/01 .15/02 NR 15/01 .10/10 425 Travesseiro 6B 21/08 .15/02 15/01 .15/02 15/01 .10/02 15/01 .20/10 462 Vila Nova do Sul 1C 21/08 .25/02 15/01 .10/10 457 Vicente Dutra 7A 21/08 .15/02 15/01 .

0.200 a 250 mil plantas/ha (20 a 25 plantas/m 2) para cultivares do tipo II.60 m.30 a 0. onde se incluem Carioca. Guateian 6662.60m 9 12 15 18 Tipo II 8 9 11 13 Tipo III 6 8 10 12 • Semeadura em covas Quando se utiliza o saraquá ou a semeadura em covas.40m 0. Macanudo. .30m 0. Tipo 3: Podzólicos Vermelho-Amarelo e Vermelho-Escuro (Terra Roxa Estruturada). onde se incluí a cultivar lraí.50 m entre linhas.50m 0.3 Espaçamento • Semeadura em linhas Recomenda-se usar espaçamentos de 0.250 a 300 mil plantas/ha (25 a 30 plantas/m 2) para cultivares do tipo 1. . de acordo com os hábito s de crescimento e espaçamentos Hábito de crescimento Espaçamentos Tipo 1 0. IAPAR 31 e FT Nobre. com 4 a 5 .60 m só deve ser adotado em terreno muito fértil. 7. Minuano e Macotaço.46 Tipos de solos aptos para semeadura Tipo 2: Latossolos Vermelho-Amarelo e Vermelho-Escuro (com menos de 35 % de argila). Guapo Brilhante.40 a 0. Rio Tibagi.0. . onde se incluem FT-1 20. os espaçamentos recomendados são de 0. FT-206.200 mil plantas/ha (20 plantas/m 2) para cultivares do tipo III. Latossolos Roxo e Vermelho-Escuro (com mais de 35 % de argila).50 m são os mais convenientes. 1987). .40 e 0.2 Densidade . Cambissolos Eutróficos e solos Aluviais de textura média argilosa (CAMARGO et al.30 m só deve ser adotado quando não for previsto controle mecânico de plantas daninhas. Número de sementes de feijão utilizadas por metro de linha.0. sendo que: . 7. O número de sementes utilizado de acordo com o espaçamento entre linhas e o tipo de planta encontra-se na Tabela 8. IAPAR 44. TABELA 8.

O consumo de água é determinado pelas condições meteorológicas e pelo crescimento e desenvolvimento das plantas. considerar a densidade de plantas recomendadas. Logo. • Semeadura em “várzeas” Recomenda-se semear 2 linhas de feijão espaçadas de 0. o conhecimento das necessidades hídricas das culturas é importante para a definição da melhor época de semeadura de cada região agroclimática. da época de semeadura e do ano. especialmente em relação à quantidade e distribuição da precipitação pluvial. distanciadas de 0.4 Profundidade de semeadura Recomenda-se profundidade de semeadura de 3 a 5 cm. A água é fator fundamental para o crescimento. NECESSIDADES HÍDRICAS DA CULTURA O Estado do Rio Grande do Sul caracteriza-se pela grande variabilidade climática. sendo considerada. visando obter a p opulação desejada.70 m de largura. no máximo. A planta possui um sistema radicular superficial. períodos de baixa disponibilidade de água. sendo que. . O feijoeiro consome cerca de 300 mm de água em todo o ciclo. 4 plantas. sendo. A distribuição destas necessidades também varia nos diferentes subperíodos da cultura.40 m. Esta recomendação só é válida em várzeas onde tenha sido implantado um sistema de drenagem eficiente. devem conter. 8. ocasionando.60 a 0. As covas da linha.47 covas/m de linha. sempre. além do planejamento agrícola de uma forma geral. sobre canteiro com 0. para o manejo da irrigação e para a elaboração e aperfeiçoamento de zoneamentos agroclimátícos. desta forma. O feijoeiro é uma planta afetada tanto pela deficiência como pelo excesso de água no solo. ele varia em função do local.25 m. Desta forma. para irrigação.25 m de largura. 7. deve haver uma altura de.20 a 0. 0. e tem uma necessidade média diária de 3. O número de covas deve. a profundidade de 60 cm do solo. este. variabilidade nas condições hídricas do solo. no mínimo. um dos fatores que maior peso exerce nos baixos rendimentos das culturas de primavera-verão no Estado. Os canteiros devem ser separados por sulcos de 0. entre o fundo e a crista do canteiro.5 mm. ocorrendo com freqüência. desenvolvimento e rendimento das culturas. Todas as fa ses da cultura são sensíveis a estes estresses. os quais comprometem o rendimento da lavoura. conforme a Tabela 9.20 a 0. com 12 a 14 plantas/m de linha (tipo 1) e 12 plantas/m de linha (tipos II e III).25 m entre si.

M. respectivamente. 1986. atingindo o seu máximo durante os subperíodos compreendidos entre o início do florescimento e a maturação fisiológica.9 4. cumpre salientar que.. 30 e 45 cm de profundidade representam..6 75. Necessidades hídricas do feijoeiro em diferentes subperíodos e no ciclo completo 1 Subperíodos 2 V0 – V2 V2 – R5 R5 – R8 R8 – R9 V0 – R9 Duração (dias) 12 25 42 23 84 Média diária (mm) 1.6 3. independente do período em que foram realizadas as irrigações e da população de plantas. 2. quando comparados àqueles produzidos por plantas em condições normais de chuva. nas profundidades de 15. em áreas homogêneas. pelos dados.2 106. As irrigações devem ser realizadas quando as médias das leituras dos . As instalações de 15. 15 a 45 e 30 a 60 cm de espessura.7 3. Eles são constituídos de uma cápsula de porcelana porosa ligada a um tubo com uma tampa hermética na extremidade superior. In: Frijol: Investigación y producción. práticas culturais. a par da disponibilidade de água. outros fatores relacionados ao clima.1 Quando irrigar Dentre os instrumentos para indicar o momento de se fazer a irrigação. Gepts.0 4. embora o fator água exerça grande influência sobre o rendimento das culturas. Entretanto.4 Fonte: 1. o tensiômetro tem sido o mais utilizado. e López. solo. Os tensiômetros devem ser instalados na linha de plantio. etc.Fernandéz.6 83. 8.5 Necessidade Total (mm) 31. (1998). Trabalhos de pesquisa demonstraram que a suplementação hídrica teve reflexos positivos nos rendimentos. que a exigência hídrica aumenta. onde também se encontra um manômetro de mercúrio ou um vacuômetro.. para que o potencial genético de rendimento de um material possa se expressar há necessidade de que. Os tensiômetros medem diretamente o potencial da água no solo e indiretamente a percentagem de umidade do solo. P.48 TABELA 9.MATZENAUER et al. Observa-se. não sejam limitantes. F. 30 e 45 cm e em três locais da área irrigada. a irrigação não deve ser vista como única solução para a elevação de rendimento das culturas.. fitossanidade. ou seja. as camadas de solo de O a 30.0 296.

calcula-se a diferença entre o conteúdo de umidade a 0.0233 Lâmina Líquida = 0. dada em cm 3 de solo). Calcula-se. Quando o tensiômetro localizado a 15 cm indicar a tensão de referência de irrigação (0.00 O método do tanque classe A fundamenta-se na premissa de que existe uma boa correlação entre os valores de evaporação medidos no tanque classe A e a necessidade de água das culturas.2 Quanto irrigar A estimativa da quantidade de água a ser aplicada em cada irrigação pode ser baseada na curva de retenção de água do solo ou no tanque de evaporação classe A. A média das diferenças multiplicada pela profundidade da última camada de solo representada (60 cm) dará a lâmina de água de irrigação.3 .3 0.30 0.30 0.1 bar (cm 3 /cm 3)(2) 0.05 0.30 Umidade do solo a 0. A relação entre o consumo de água (ET) e a evaporação do tanque classe A (Eo) é representada pelo coeficiente K.25 0. 8.10 Leitura (bar) Umidade do solo (cm 3/cm 3)(1) 0. Exemplo de cálculo: Profundidade Tensiômetro (cm) 15 30 45 Média = 0. o quanto esta tensão corresponde em conteúdo de água no solo. da profundidade que se deseja irrigar e de tensiômetros. estiver na faixa de 0.0233 cm3/cm3 x 60 cm = 1. verifica-se. há necessidade de s dispor da curva de e retenção de água do solo (tensão versus umidade do solo. da seguinte forma: ET/Eo=K Portanto.40 0. instalados a 15 cm de profundidade. também. No primeiro método.02 0.1 bar e a tensão indicada no tensiômetro.4 cm = 14 mm 0. As leituras devem ser feitas diariamente às 9 horas.49 tensiômetros.4 bar). para estimativa do consumo de água.4 bar. na curva de retenção. Em seguida.18 0. esta diferença para os tensiômetros instalados a 30 e 45 cm.30 Diferença umidade (2-1) (cm 3/cm 3) 0.28 0.0. utiliza-se: .

73 0. 2. em uma lavoura que se encontra no enchimento de grãos.73 0.73 x 50mm=36. Exemplo de utilização do coeficiente K Supondo-se a seguinte situação: Necessitando-se estimar o consumo de água da cultura do feijoeiro. M. tendo-se o registro da evaporação do tanque classe A no período igual a 50 mm. A quantidade de água a ser aplicada por irrigação deve ser calculada multiplicando-se a evaporação acumulada medida no tanque classe A (Eo) pelo coeficiente K indicado na Tabela. para um período de uma semana. In: Frijol: Investigación y producción. Pela Tabela 9.MATZENAUER et al. TABELA 10. F.60 V0 – R9 Fonte: 1. verifica-se que o coeficiente K durante o período de enchimento de grãos (R8-R9) é igual a 0. P.37 0.73 Aplicando-se a equação ET = K x Eo. são apresentados os valores do coeficiente K. Gepts.Fernandéz.5 mm . observando-se o subperíodo em que se encontra a cultura.50 ET= Eo x K Na Tabela 10. temos: ET = 0.54 0. Coeficiente K para o feijoeiro em diferentes subperíodos de desenvolvimento 1 Subperíodo 2 V0 – V2 V2 – R5 R5 – R8 R8 – R9 Coeficiente K 0.73. e López. em diferentes subperíodos de desenvolvimento da cultura. Portanto: Eo =50 mm e Kc = 0. (1998).. 1986.

Na irrigação por aspersão.1 Consórcio de feijão e milho Com a impossibilidade de utilizar todos os tratos culturais para obtenção de altos rendimentos e com a competição entre espécies o cultivo consorciado pode ocasionar perdas na produção das duas culturas. por ser uma cultura de ciclo vegetativo curto. portanto. descontando-se a precipitação pluvial ocorrida no mesmo período. em função do arranjo de plantas e da época de semeadura. duas ou mais culturas utilizam o mesmo terreno num espaço de tempo. Entre as culturas. normalmente é utilizada em terras altas. e adicionando-se as perdas decorrentes do sistema de irrigação. Esta é a quantidade de água a ser aplicada através da irrigação para suprir as necessidades hídricas da cultura. além disso. quanto ao rendimento da cultura. SISTEMAS DE CONSÓRCIO E SUCESSÃO No sistema de consórcio. 9. O feijoeiro. como o convencional. apresentar uma certa tolerância à competição e se constituir um alimento básico para o consumo do agricultor. A implantação da irrigação por aspersão implica custos iniciais elevados. é muito utilizado neste sistema. destaca-se o milho como a principal opção para o consórcio com feijão. a irrigação por sulcos pode ser também utilizada. topografia e nível de tecnologia a ser usado. Em várzeas drenadas e sistematizadas.51 O valor de 36. principalmente quando usa sistemas com movimentação mecânica.3 Métodos de irrigação Não existe um método de irrigação melhor que outro. 8. a necessidade hídrica da cultura no período de sete dias exemplificado. pode-se facilmente controlar a quantidade de água. 9. . As reduções na produtividade tanto do milho quanto do feijoeiro serão maiores quando houver limitação hídrica às culturas. autopropelido e pivô central. nos seus diferentes sistemas. Os métodos mais utilizados na irrigação do feijoeiro têm sido por aspersão e em sulcos.5 litros por m 2ou 365 m 3 por hectare. necessita menos mão-de-obra do que a irrigação por sulcos. A aspersão. a cultura do feijoeiro apresente redução no s eu rendimento em relação ao monocultivo. correspondendo a 36. e sim um método que se adapta melhor às condições locais de solo. A probabilidade maior é que em consórcio.5 mm é.

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• Época de semeadura Deve ser selecionada a melhor época de semeadura para o feijão, que, em geral, na maioria das regiões do Estado, coincide com a melhor época para o milho. O modo mais eficiente para implantar o consórcio, é realizando a semeadura simultânea do milho e do feijão. Quando a semeadura não puder ser realizada ao mesmo tempo, o milho deve ser semeado até, no máximo, dez dias após a emergência do feijão (V2). Se o feijão for semeado após o milho, o prazo máximo será de duas a três semanas, desde que obedecida a época favorável para o feijão. • Cultivares Tanto para o feijão como para o milho, as cultivares mais produtivas em consórcio são, em geral, as mesmas que alcançam maior rendimento no sistema de monocultivo. Portanto, devem ter preferência as cultivares indicadas pela pesquisa para cada região do Estado. • Correção e adubação A correção e adubação devem ser as recomendadas segundo a análise do solo, realizadas a lanço, cobrindo toda a área ou nas linhas. Se for preciso usar nitrogênio em cobertura, aplicar 30 dias depois da emergência do feijoeiro (V4). • Densidade de sem eadura São recomendadas populações de 30 a 40 mil plantas de milho e de 150 a 250 mil plantas de feijão, por hectare. • Estabelecimento das culturas No estabelecimento das culturas, a semeadura pode ser efetuada em linhas ou em covas, neste caso com saraquá. A distância entre covas, na fileira deve ser de 0,2 m para o feijão e de 0,2 a 0,5 m para o milho. Neste caso, são utilizadas duas a três sementes por cova, tanto para o feijão quanto para o milho, ou doze sementes por metro linear, na semeadura em linhas. • Arranjos indicados De acordo com as pesquisas realizadas, os melhores resultados podem ser obtidos com os seguintes arranjos e espaçamentos: Fileira simples de milho intercalada por duas fileiras de feijão em dois espaçamentos

53 ______________1,2m_____________ __0,4__ __0,4__ M F F M : : : : : : : : : : : : : : : : M F F M

F : : : : F

F : : : : F

M : : : : M

F : : : : F

F : : : : F

M : : : : M

__________1,0m______________ __0,5__ __0,25_ M F F M : : : : : : : : : : : : : : : : M F F M

F : : : : F

F : : : : F

M : : : : M

F : : : : F

F : : : : F

M : : : : M

Fileira simples de milho intercalada por uma e duas fileiras de feijão, alternadamente

________1 ,2m_________ ______0,8m_______ _0,4m_ M F M F F M : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : M F M F F M

F : : : : F

M : : : : M

F : : : : F

F : : : : F

M : : : : M

Fileiras duplas de milho intercaladas por três fileiras de feijão
0,4 ou _______0,5 m_______ F F : : : : : : : : F F

_______0,5m________ M M : : : : : : : : M M

F : : : : F

M : : : : M

M : : : : M

As combinações possíveis entre os arranjos indicados, época de semeadura das espécies, cultivares, e demais práticas culturais, apresentam

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potenciais de rendimento distintos comparado ao cultivo solteiro das espécies, tanto para o milho quanto para o feijão. • Estabelecimento das culturas A semeadura pode ser efetuada em linhas ou em covas, com saraquá. Na semeadura com saraquá, a distância entre as covas, na fileira, deve ser de 0,20 m para o feijão e ,de0, 20 a 0,50 m para o milho. O número de sementes por cova depende do poder germinativo das sementes a serem utilizadas; quando apresentarem bom poder germinativo, usar 2 a 3 sementes/cova, tanto de feijão quanto de milho, ou 12 sementes por metro linear. 9.2 Consórcio de feijão e cana-de-açúcar O cultivo consorciado da cana-de-açúcar e feijão é viável em regiões onde as culturas podem ser plantadas simultaneamente. Desse modo, é possível obter uma safra de feijão entre as filas de cana-de-açúcar, aumentando a eficiência do uso da terra, sem reduzir significativamente a produção em relação aos cultivos solteiros. • Época de semeadura Deve ser observada a época recomendada para a semeadura do feijão solteiro. Esta recomendação vale apenas para a cana-planta, não sendo estendida à cana -soca. • Cultivares Tanto para o feijão quanto para a cana-de-açúcar, as cultivares mais produtivas em monocultivo são, em geral, as mais produtivas em consórcio. Portanto, devem ter preferência as cultivares recomendadas pela pesquisa. • Adubação A adubação deve ser a recomendada para as culturas solteiras baseada na análise do solo. A adubação é aplicada no sulco para a cana-deaçúcar e, para o feijão, distribuída a lanço, nas entrelinhas da cana-de-açúcar e incorporada. Após 20 dias de emergência do feijão (V3), aplicar mais 40 kg/ha em cobertura. • Densidade de semeadura Para o feijão, recomenda-se a densidade de 200 mil planta s/ha. A densidade de plantio da cana é a usual, obtida por plantio contínuo de toletes. • Estabelecimento das culturas O plantio da cana-de-açúcar é feito da maneira convencional com a colocação contínua de colmos nos sulcos, espaçados 1,20 m entre si. A semeadura do feijão e em covas, espaçadas 0,25 m dentro da linha e colocando-se 2 a 3 sementes por cova.

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• Arranjos indicados Três linhas de feijão, intercalando as linhas de cana, sendo que as duas linhas laterais ficam 0,20 m afastadas da cana e a linha central fica 0,40 m afastada de cada lateral.
_____________________________1,2m_________________________________ ___________0,2m___________ _________0,4m___________ C F F F C : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : C F F F C

Duas linhas de cana intercaladas por três linhas de feijão afastadas 0,30 m da cana e entre si
___________________________1,2m_______________________________ ________0,3m__________ ____________0,3m__________ C F F F C : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : C F F F C

9.3 Cultivos em sucessão O feijão é a melhor opção para a sucessão de culturas (cultivo múltiplo) de estação quente, indicando-se como melhores alternativas: - milho em monocultivo e feijão em sucessão na safrinha; - girassol em agosto e feijão em sucessão na safrinha; - fumo e feijão em sucessão na safrinha; - sorgo em sucessão após o feijão. 10. PLANTAS DANINHAS 10.1 Introdução O manejo de plantas daninhas nas lavouras deve visar não somente buscar a maior produtividade da cultura, mas também a conservação do solo e a preservação do seu potencial produtivo. Nem sempre a eliminação total das plantas daninhas da lavoura significa o máximo lucro, pois o investimento requerido para altos níveis de controle nem sempre é o de maior retorno econômico. Por isto, deve-se analisar, caso a caso, a relação custo de controle de plantas daninhas em relação ao benefício obtido Na recomendação de controle de plantas daninhas no feijoeiro devem

respeitando a população de plantas recomendada para o f ijoeiro e que possibilitem a e execução de tratos culturais. Sob este aspecto. • Utilizar. Uma das medidas mais eficientes para reduzir a infestação de plantas daninhas é evitar a produção de suas sementes. Para isso. O uso de sementes certificadas deve ser sempre a primeira etapa de qualquer programa preventivo. Na entressafra. 10. reduzindo a dominância das es pécies e facilitando as medidas de controle. grades. beira de estradas. antes de entrar numa nova área ou quando mudar de área. Outras medidas preventivas são: realizar limpeza adicional das sementes ao semear. arados. por impedir a seleção natural das plantas daninhas. linhas de cercas. • Utilização de sementes fiscalizadas.56 ser consideradas as diversas opções disponíveis e a integração de métodos que geralmente oferecem vantagens sobre o uso de um único método de controle. preconiza-se a combinação do método cultural com o controle mecânico ou químico. Por isso deve-se utilizar espaçamentos interlineares menores. Acrescenta-se ainda que grandes infestações de plantas daninhas podem se iniciar com apenas uma ou poucas sementes. recomenda-se buscar o rápido fechamento das entrelinhas para possibilitar o sombreamento do solo. Para tanto. praticar limpeza sistemática de terraços e curvas de nível. o que pode levar inclusive.3 Controle cultural Res peitadas as exigências de cada cultivar. à redução das doses dos herbicidas utilizados. a rotação de culturas. além das características inerentes às pl antas daninhas. o estabelecimento e a disseminação de plantas daninhas para áreas ainda não infestadas. sempre que possível. colhedoras. bem como contribuirá para maior eficiência dos métodos de controle empregados. 10. O controle cultural busca obter uma lavoura de feijão com crescimento vigoroso e que sombreie rapidamente o solo.2 Medidas preventivas A prevenção consiste no uso de práticas que evitem a introdução. O sucesso da prevenção irá depender. também. é essencial a eliminação das partes aéreas das plantas antes do florescimento. Isto proporcionará menor grau de infestação. as seguintes medidas são fundamentais: • Utilização de cultivares adaptadas e recomendadas às condições de clima e solo da região • Adubação de acordo com as exigências da cultura. . limpar cuidadosamente o equipamento de uso agrícola como tratores. tomar cuidados especiais na movimentação e manejo de animais. Esta prática deve ser estimulada não só pelas múltiplas vantagens que apresenta mas. do esforço que for aplicado no próprio programa. A constante vigilância que o agricultor deve manter na propriedade é o ponto chave para obter sucesso com a prevenção.

de forma a destruir as plantas daninhas emergidas e as que s e encontram em germinação. tipo picão. podendo.5 Controle químico Dentre as tecnologias disponíveis para o controle de plantas daninhas na cultura do feijoeiro.4 Controle mecânico É muito importante adequar a escolha do equipamento às condições de lavoura e ao esquema de implantação da cultura. movimentando apenas a camada superficial do solo. o cultivador é equipado com enxadas fixas. Se necessário. que proporcionam uma leve amontoa na fileira. dependendo do grupo de maturação do feijoeiro. No entanto não se deve deixar de lado os demais métodos e práticas culturais recomendados para a mesma finalidade. A capina manual também deverá ser usada como complemento de cultivos mecânicos para eliminar as plantas daninhas na fileira da cultura não atingidas pelo cultivador. Geralmente. contribui para abafar as plantas daninhas na fileira da cultura. Semear na época indicada para a região. lateralmente os amontoadores. Caso contrário poderão causar sérios prejuízos não só ao feijoeiro. além de beneficiar o feijoeiro. sementes de camadas mais profundas. 10. pode fazer-se uma terceira ou quarta capina. 10. dispensar ou diminuir o trabalho da capina manual para eliminá-las. Os cultivadores dispõem de uma diversidade de enxadas que permite adaptá-los às condições de infestação. As capinas devem ser realizadas o mais rasa possível. tenderá a diminuir a presença de plantas daninhas na área. Os diversos modelos de capinadoras existentes apresentam um comportamento similar no controle de plantas daninhas. os herbicidas têm sido a alternativa utilizada pelos produtores em lavouras mecanizadas ou quando houver escassez de mão-deobra. utilizando a quantidade de sementes e o espaçamento indicados. tipo e desenvolvimento da cultura. eliminando de 75 a 80% das mesmas quando da realização das capinas. no primeiro cultivo. mobilizando pouco o solo. sem danificá-lo. pode utilizar-se cultivadores tendo como peça central a asa-de-andorinha e. desta forma. a primeira capina não deve ultrapassar ao 20 o dia após a emergência do feijão e a segunda deve ser realizada entre o 25o a 30o dias. como também ao meio ambiente. . os quais são também eficientes e devem ser usados de forma integrada. com as plantas de feijão mais desenvolvidas. Nos cultivos posteriores. Quando utilizados corretamente os herbicidas respondem com eficiência e segurança aos objetivos propostos. Esta amontoa.57 a cobertura do solo com outras culturas ou forrageiras. Quanto à época. que trabalham superficialmente. podendo as laterais serem do tipo meia-asa-de-andorinha. permitindo que passe perto das fileiras de feijão. sem contudo trazer para a superfície do solo.

devido as suas características físico-químicas. recomenda-se efetuar a semeadura. com isso.5. evitando-se. . sem vazamentos. Recomenda-se o emprego de pontas (bicos) leque de ângulo de 80º ou 110º com vazões nominais entre 0.75 e 1. Em condições de estiagem. 10. sua ação ficar prejudicada.3 Herbicidas de pós-emergência (PÓS) São herbicidas aplicados quando o feijoeiro e as plantas daninhas encontram-se já emergidas. assim. seguida da aplicação dos produtos. Para a ativação destes produtos.5 l min-1 e volume de calda variável de 100 a 250 l ha-1. e imediatamente após a última gradagem. deve -se evitar a aplicação de herbicidas pós -emergentes e de dessecantes. Por ocasião da aplicação. recomenda-se a condução da barra de pulverização a uma altura mínima de 50 e 40 cm sobre o solo para pontas (bicos) com ângulos de 80º e 100º. A incorporação deverá ser realizada logo após a aplicação. respectivamente. também denominados de pré-plantio incorporados (PPI). Para aumentar o controle das plantas daninhas com herbicidas de solo (residuais).1 Herbicidas de pré-semeadura incorporados (PSI) Os herbicidas de pré-semeadura incorporados.5.5. como as condições climáticas na ocasião da aplicação e o estádio de desenvolvimento das plantas daninhas e do feijoeiro. o ideal é ocorrer chuva com intensidade variável de 10 a 30 mm até 48 h após a aplicação. são aplicados antes da semeadura do feijão e necessitam serem incorporados mecanicamente ao solo. O desempenho dos herbicidas recomendados para as principais plantas daninhas que ocorrem na cultura do feijão no Rio Grande do Sul encontram-se referidos na Tabela 10 e os produtos registrados na Tabela 11.2 Herbicidas de pré-emergência (PRÉ) Os herbicidas de pré-emergência são aqueles aplicados após a semeadura do feijão. bem regulado e calibrado. porém antes da emergência da cultura. Para uma adequada distribuição da pulverização. com uniformidade de pontas (bicos) na barra. 10. pelo fato das plantas daninhas não se encontrarem em plena atividade fisiológica e. usando-se grade niveladora de discos. a redução de sua eficiência agronômica. é fundamental que o equipamento de aplicação esteja em perfeitas condições de uso. e fundamentalmente. ao se usar espaçamento entre pontas de 50 cm. o solo deve apresentar-se destorroado e com umidade adequada para que ocorra uma perfeita distribuição do herbicida na sua superfície. reguladas para trabalhar a uma profundidade de 10 a 15 cm.58 Para se obter a máxima eficiência com o controle químico. 10. Para a obtenção de melhores resultados é necessário a observação de alguns fatores importantes.

A aplicação em pós -emergência precoce (duas a quatro folhas) permite. o herbicida graminicida tem a sua ação antagonizada pelo presença do outro produto componente da mistura. os mesmos herbicidas recomendados para o seu controle na semeadura no sistema conve ncional de preparo do solo. Em situações de alta infestações ou com plantas daninhas bem desenvolvidas podem ser necessárias duas aplicações de herbicidas em présemeadura. basicamente. exceto com glifosate cuja aplicação deve ser isolada. Nesse caso. poderá dispensar. devem ser as épocas preferenciais de tratamento. a cultura de inverno (planta de cobertura) que antecede o feijão é eliminada química ou mecanicamente. A adição de adjuvante não iônico (Agral) ao herbicida paraquat melhora sensivelmente sua eficiência.5. pode ser realizado química (herbicidas dessecantes) e mecanicamente (rolofaca). Em algumas misturas de tanque. portanto. com pequenas alterações de doses quando os produtos forem aplicados ao solo (Tabela 10). 10. a barreira física e/ou o efeito alelopático proporcionado por algumas plantas de cobertura sobre o desenvolvimento das plantas daninhas torna-se muito importante. Em geral. emergência e o desenvolvimento de plantas daninhas. total ou parcialmente.4 Manejo de plantas daninhas no sistema plantio direto No sistema plantio direto. destaca-se o efeito supressor da aveia preta sobre o papuã e do azevém sobre a guanxuma. a segunda aplicação pode ser realizada juntamente com os herbicidas de préemergência em mistura de tanque. No caso das plantas de cobertura apresentarem -se desuniforme com baixa densidade populacional é recomendável realizar a dessecação. em pré ou pósemergência. Os herbicidas podem ser empregados em duas etapas: • pré-semeadura (dessecação): consiste na eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura. visando formar a cobertura protetora. A primeira. • pós-semeadura: consiste na eliminação de plantas daninhas.59 Os estádios iniciais de desenvolvimento das plantas daninhas são os mais sensíveis à ação de herbicidas de pós -emergência e. aliado ao mapeamento prévio da propriedade com a devida localização. Dependendo dos herbicida usados. é desaconselhável usar misturas de tanque de um herbicida com ação graminicida com outro específico para controlar plantas daninhas dicotiledôneas. o uso de herbicidas. e a segunda. identificação e quantificação das plantas daninhas. . O manejo de culturas de inverno. Este fato. Esta prática é comumente denominada de operação de manejo (Tabela 13 e 14). no mínimo três dias antes da semeadura. e seus restos culturais são mantidos na superfície para inibir a germinação. preconiza -se usar metade da dose recomendada. utilizando-se herbicidas de contato ou sistêmicos. obtendo-se melhores resultados quando as plantas de coberturas estiverem no início da fase reprodutiva. empregando-se. o uso de doses reduzidas. mas geralmente de ação total sobre as plantas. deverá ser realizada no mínimo 10 dias antes da semeadura. inclusive. Neste aspecto.

Aplicar em plantas com até 30 cm de altura 11. capim carrapicho) 3-Digitaria spp. Herbicidas Acifluorfen sódio Bentazon Bentazon + Paraquat Clethodim Dichlofop-methyl EPTC Glufosinato de amônio Fenoxaprop-p-ethyl Fenoxaprop-p-ethyl + Clethodim Fluazifop-p-butyl Fomesafen Fluazifop-p-butyl + Fomesafen Imazamox Pendimethalin Sethoxydin S-metolachlor Trifluralin BRAPL 1 NC NC C C C C C C C C NC C SI C C C C CENEC2 NC NC SI C C C C C C C NC C SI C C C C DIG3 NC NC C C C C C C C C NC C SI C C C C Plantas Daninhas ECH4 ELEIN5 SORHA6 NC NC NC NC SI C C C C C C C NC C SI C C C C NC SI C C C C C C C NC C SI C C C C NC SI C 10 CYPRO7 NC NC NC NC NC CM C NC NC NC NC NC SI NC NC NC NC ACNAU8 NC SI SI NC NC NC C NC NC NC SI SI SI NC NC NC NC AMA9 C NC SI NC NC NC C NC NC NC C C C NC NC NC NC SI SI C SI SI C10 NC SI SI SI SI SI C11 1-Brachiaria spp. (milhã. (capim arroz) 5-Eleusine indica (capim pé-de-galinha) 6-Sorghum halepense (capim massambará) 7-Cyperus rotundus (tiririca) 8-Acanthospermum australe (carrapicho rasteiro) 9-Amaranthus spp. capim marmelada) 2-Cenchrus echinatus (capim amoroso. . capim colchão) 4-Echinochloa spp.60 Tabela 11.Controla plântulas em emergência a partir de sementes. Respostas das plantas daninhas gramíneas e dicotiledôneas aos herbicidas registrados para a cultura do feijoeiro. (carurus) 10. (papuã.

1– 2– 3– 4– Bidens pilosa (picão preto) Euphorbia heterophylla (leiteiro) Galinsoga parviflora. Controla plântulas em emergência a partir de sementes. NC= controle inferior a 60%. SI= Sem informação. (picão branco) Ipomoea spp. 1 2 Aplicar no estádio de 15 a 30cm de estatura das plantas. Continuação Herbicidas Acifluorfen sódio Bentazon Bentazon + Paraquat Clethodim Dichlofop-methyl EPTC Glufosinato de amônio Fenoxaprop-p-ethyl Fenoxaprop-p-ethyl + Clethodim Fluazifop-p-butyl Fomesafen Fluazifop-p-butyl + Fomesafen Imazamox Pendimethalin Sethoxydin S-metolachlor Trifluralin BIDPI1 CM C SI NC NC NC C NC NC NC C C C NC NC C NC EUPHE2 CM NC SI NC NC NC C NC NC NC CM CM C NC NC C NC GALPA3 C C NC NC NC NC C NC NC NC CM CM SI NC NC C NC IPO CM C C NC NC NC C NC NC NC CM CM C NC NC C NC 4 Plantas Daninhas POROL 5 RAPSA6 RAPRA 7 C C SI C C SI C C SI NC NC SI NC NC SI NC C NC NC NC C C C NC NC C NC NC C NC NC NC C C SI NC NC SI NC SI SI SI SI SI SI SI C SI SI SI SI RICBR8 CM NC SI NC NC NC C NC NC NC SI SI C NC NC NC NC SIDA98 NC C C NC NC NC C NC NC NC C C C NC NC NC NC SOLSI10 C NC SI NC NC NC C NC NC NC C C SI NC NC NC NC Legenda: C= controle acima de 80%. corda-de-viola) 5 – Portulaca oleracea (beldroega) 6 – Raphanus sativus (nabo) 7 – Raphanus raphanistrum (nabo) 8 – Richardia brasiliensis (Poaia branca) 9 – Sida rhombifolia (guanxuma) 10 – Solanum sisimbrifolium (joá) . (corriola.61 Tabela 11. CM= controle médio. de 60 a 80%.

2 1. Nome técnico Nomes comerciais Concentração Formula ção (g/L ou g/kg) 170 600 30 + 48 240 284 720 110 100 CS7 CS SA 8 CE9 CE CE EC10 CE Dosagem/ha Época Carência Classe Estádio de de (litros ou toxicológica desenvolvimento (dias) aspersão gramas) 0.75 a 2.0 a 7.5 a 3.0 0.5 a 3.0 II II I III II PÓS PÓS PÓS PÓS PRÉ Até 4 afilhos De 1 folha até 4 afilhos Até 6 folhas ----------------- ------80 -------5 -------- Dual 960 CE .0 I III I II III II III II PÓS PÓS PÓS PÓS PÓS PSI PÓS PÓS Até 2 folhas Até 6 folhas Até 4 folhas Até 6 afilhos Até 4 folhas --------Até 1 afilho Até 5 afilhos 35 35 90 20 60 ---------------------- AcifluorfenBlazer Sol sódio1 Bentazon2 Basagran 600 Bentazon + Pramato Paraquat Clethodim3 Select 240 CE Diclofop-methyl Iloxan CE Eptam 720 CE EPTC EPTC 720 Defensa Fenoxaprop-pPodium ethyl Fenoxaprop-pPodium S ethyl + 15 Clethodim Fluazifop-pFusilade 125 butyl4.80 a 1.0 1.0 0.5 Fomesafen4 Flex Glufosinato de Finale amônio Metolachlor 6 125 250 250 200 960 CE SA SA CE CE 0.50 1.0 5.5 (Fluazifop-pRobust ethyl + Fomesafen)4.62 TABELA 12.0 2.35 a 0.8 a 2. Herbicidas registrados para o controle de plantas daninhas na cultura do feijoeiro no Rio Grande do Sul.9 a 1.45 3.0 0.0 0.75 1.

Marcap.0 III PRE . Trifluralina Nortox. Lifalin.2 a 2. Continuação.5 a 2.5 a 2.0 40 a 60 1.63 TABELA 12.25 Classe toxicoló gica Época Estádio de de desenvolvimento aspersão Até 4 folhas (dicotiledôneas) Até 2 afilhos (gramíneas) --------Até 4 afilhos Até 4 folhas Até 4 afilhos --------Carência (dias) Paraquat + bentazon Pendimethalin Quizalofop-pethyl 15 Imazamox 16 Sethoxydin 2 S-metolachlor6 Pramato Herbadox 500 CE Targa 50 CE Sweeper Poast Dual Gold Treflan.0 II PSI --------- -------- Trifluralin 600 CE 0.9 a 1.0 1.25 1. Herbiflan.8 3.0 II PPI PRE ------------------------- ---------------------------- Trifluralin 445 EC10 1.5 2. Trifluralina Defensa. Trifluralina Hoescht Premerlin 600 CE Trifluralina Milenia 30 + 48 500 50 700 184 960 CS 12 I II I III II I POS PSI POS POS PÓS PRE 90 -------30 43 45 --------- CE CE GD CE CE 11 Trifluralin 445 CE 1.0 a 3.0 a 4.5 a 2. Nome técnico Nomes comerciais Concentração (g/L ou g/kg) Formula ção Dosagem/ha (litros ou gramas) 1.

Nome comum Produto comercial Concentração da formulação1 (g/L ou kg) Dose (kg ou L/ha) Classe toxicológi ca IV I IV Glifosato Nortox Glion 360 (e. 4 Adicionr Energic (0. 14 Dessecação.64 Efetuar aplicações seqüenciais com intervalo de 7 dias entre a 1ª e a 2ª aplicação. 1 TABELA 13. produtos e épocas de aplicação de herbicidas não seletivos usados em pré-semeadura (dessecação) no sistema de semeadura direta na cultura do feijoeiro. Planta daninha a controlar Monocotiledôneas e dicotiledôneas anuais Herbicida indicado Glyhosate Paraquat Sulfosate Época de aplicação em relação à semeadura 5 a 10 dias antes 3 a 5 dias antes 5 a 10 dias antes .) 1.0 a 2. 2 Adicionar Assist (1. 13 Feijoeiro com até duas folhas trifolioladas.a. 12 Concentrado solúvel. Existem respostas diferenciais entre as cultivares. 5 Em Brachiaria plantaginea e Cenchrus echinatus aplicar até no estádio de cinco afilhos.) ingrediente ativo 2 Adicionar à calda adjuvante não iônico (Ag ral) na concentração de 0. 3 Adicionar óleo mineral (0.0 1 (e.25 l/ha). Para milhã até o 1º afilho. 7 Concentrado solúvel. (i. 15 Feijoeiro com até quatro folhas trifolioladas.0 Sulfosate 2 Zapp 330 (e.) 1.)= equivalente ácido.0 a 3. 8 Solução aquosa concentrada. 6 Não usar em solos arenosos e com menos de 2% de matéria orgânica. 11 Grânulos dispersíveis. Feijoeiro com 50% das vagens secas.0 a 3. Herbicidas não seletivos usados em pré-semeadura (dessecação) de plantas daninhas no sistema de semeadura direta na cultura do feijoeiro.2% v/v).a. Evitar a aplicação em áreas com alta infestação de BRAPL.0 Roundup Paraquat 2 Gramoxone 200 200 (i. 16 Feijoeiro entre uma e tres folhas trifolioladas. 9 Concentrado emulsionável. 10 Emulsão concentrada.a.a.) 1.1% v/v Glyphosate TABELA 14. Plantas daninhas controladas.a.5% v/v).

como as lagartas. torna-se indispensável que o técnico identifique corretamente a praga incidente na lavoura. algumas delas. observa-se que existem várias espécies de insetos pres entes na cultura. PRAGAS 11. devido à diversidade de espécies que ocorrem.5 cm) por amostragem ou se o desfolhamento médio for superior a 30% antes do florescimento ou 15% depois do florescimento. 40 lagartas grandes (maiores de 1. Muitas delas alimentam-se de alguma parte da planta e.1 Introdução Os danos causados pelas pragas à cultu ra do feijoeiro podem ser observados desde a semeadura até a colheita e. 11. pode ser cultivado duas vezes no mesmo ano agrícola. percevejos e insetos de grãos armazenados.5 ninfas. condições adequadas ao desenvolvimento e multiplicação dos agentes benéficos na lavoura. Ao se fazer a vistoria na lavoura de feijão. 11. As recomendações técnicas para o controle de pragas na cultura do feijoeiro. Como o feijoeiro possui ciclo curto. visam fornecer subsídios para técnicos extensionistas. Deste modo.Lagarta: Controlar quando encontrar. quando 30% dos ponteiros estiverem atacados. cigarrinhas. são de extrema importância e a flutuação de sua população deve ser acompanhada semanalmente. auxiliando-os na tomada de decisões sobre o uso de inseticidas para a cultura. .Brocas das axilas: Controlar até formação das vagens. Torna-se necessário que o inseticida indicado seja aquele que cause o menor impacto sobre os inimigos naturais. No entanto. oferecendo. em média.2 Considerações práticas Os inseticidas encontram -se recomendados para cada espécie devido à diferença de suscetibilida de dos insetos aos ingredientes ativos recomendados. brocas. obtido nas amostragens efetuadas na lavoura. por causarem estragos muito pequeno. de novembro a abril. Devido a este fato e à variação estacional nas populações de pragas. quase todas as cultivares têm -se mostrado suscetíveis.Cigarrinhas: Quando os folíolos apresentarem 2. . . sendo a recomendação de produtos químicos condicionada aos níveis a seguir relacionados: . assim. não são consideradas de grande importância econômica. no Estado do Rio Grande do Sul. principalmente se o ataque de pragas ocorrer no início do ciclo da cultura.3 Controle de pragas com inseticidas É importante ressaltar que a tomada de decisão para a utilização de inseticidas dependerá do nível populacional médio de cada praga.65 11. os prejuízos à cultura oscilam nas diferentes épocas de semeadura.

66 TABELA 15. 20 7 7.i. 10. IV III II (dias) ND ND ND Acefato Thiamethoxam Thiodicarb Orthene 750 BR Cruiser 700 WS Semevin 350 5. 3. 4.4 -10.750 150 . III IV IV I I II II IV II I I (dias) 14 14 14 NI NI 14 21 21 3 75 75 .a./ha 5.2000 Classe Carência toxicol.25 5 250 912-1080 1000 1500 . 10. 17 8. 15. 20. 4. 8. 3. 15 7. 14./ha 750/100 kg 105-140/100 kg sementes 525/100 kg sementes Classe Carência toxicol.i. 12 7 Nome técnico Abamectina Acefato Acefato Aldicarb Aldicarb Betacyflutrin Betacyflutrin Buprofenzin Carbaryl Carbofuran Carbofuran Nome comercial Vertimec 18 C Orthene 750 BR Orthene 750 BR Temik 150 Temik 150 Bulldock 125 SC Turbo Applaud 250 Sevin 480 SC Diafuran 50 Diafuran 50 Doses g. Caliothrips brasiliensis (Tripes) TABELA 16. 5.. 11. Hercothrips phaseoli.375 975 900 . 6 Nome técnico Nome comercial Doses g. 3. 9 * números correspondentes à lista de pragas abaixo ** doses do produto em gramas/100 litros d’água 123456789- Agrotis ipsilon (Lagarta rosca) Bemisia argentifolii (Mosca branca) Bemisia tabaci (Mosca branca) Diabrotica speciosa (Vaquinha) Elasmopalpus lignosellus (Lagarta elasmo) Empoasca kraemerl (Cigarrinha verde) Liryomiza huidobrensis (Mosca minadora) Smynthurodes Betae (Pulgão) Thrips tabaci. 7. Inseticidas registrados para o tratamento de sementes do feijoeiro no Rio Grande do Sul Pragas * 1. Frankliniella spp. 10. 12 7 2.8 375 .a. 12 16. 8 2. 12. Inseticidas registrados para controle das pragas que afetam a parte aérea das plantas do feijoeiro no Rio Grande do Sul Pragas* 16. 10. 12 7.1950 6.

10 7.5 .60 45 . 12 7 1 4.2000 700 .500 120 87.10 300 300 ./ha 1000 1500 .600 300 .1050 375 .a. 10. 12 7 10 12 7.60 60-90 30 .00003 1050 . 12. I I I II II III II II II IV III I I III I II I I I II III III II III IV IV IV II II II I I (dias) 75 75 75 ND 22 14 25 25 25 NI 16 16 16 30 9 14 14 14 14 9 ND ND 1 25 ND 21 21 7 21 21 21 23 6 18 7.600 300 .000015 0. 12 7 16 12 7 13.i.600 Classe Carência toxicol. 12.66 0. 12 19 7. 12 Nome técnico Carbofuran Carbofuran Carbofuran Carbosulfan Carbosulfan Cartap cloridrato Clorpirifós Clorpirifós Clorpirifós Cyromazine Deltamethrin Deltamethrin + Triazophos Deltamethrin + Triazophos Disulfoton Esfenvalerate Fenitrotion Fenpropatrin Fenpropatrin Fenpropatrin Fenvalerate Fipronil Fipronil Forato Furatiocarb Imidacloprid Imidacloprid Imidacloprid Lambdacyhalotrin Metamidofos Metamídofos Metamidofos Metamidofos Nome comercial Furadan 50 G Furadan 50 G Furadan 350 SC Marzinc 250 TS Marshal 200 SC Cartap BR 500 Lorsban 480 BR Lorsban 480 BR Lorsban 480 BR Trigaard Decis 25 CE Deltaphos Deltaphos Solvirex GR 100 Sumidan 25 CE Sumithion 500CE Meothrin 300 Danimen 300 CE Danimen 300 CE Sumicidin 200 Blitz Blitz Granutox 150 G Promet 400 CS Gaucho 700 PM Confidor 700 Confidor 700 Karate 50 CE Tamaron BR Tamaron BR Hamidop 600 Faro Doses g.5 12 7 7. 10. 12 7.5 384 480 600 75 3-4 126 a 180 270 a 360 1500 10 500 . 14 16 9 7. 20 10. 12 10. 10. Continuação Pragas 12 7 12 10.67 TABELA 16. 18 7 .1500 320 140 105 175 7.750 30 .

12. 20.Agrotis ipsilon (Lagarta rosca) 3 .i. Hercothrips phaseoli. I I I I I I I I I II II II II I II III I I II (dias) 23 21 9 9 21 21 21 15 15 7 3 14 14 14 ND NI 14 14 7 Dipterex 500 * números correspondentes à lista de pragas abaixo ** doses do produto em gramas/100 litros d’água 1 .Polyphagotarsonemus latus (Ácaro branco) 18 .Elasmopalpus lignosellus (Lagarta elasmo) 12 . 20 6. 12 17 16 12 Nome técnico Metamidofos Metamidofos Monocrotofos Monocrotofos Monocrotofos Monocrotofos Monocrotofos Paration metílico Paration metílico Pirimicarbe Pirimifos-metil Profenofos Profenofos Pyriproxyfen Terbufós Thiamethoxam Triazophós Triazophós Triclorfon Nome comercial Faro Metafos Azodrin 400 Azodrin 400 Nuvacron 400 Nuvacron 400 Nuvacron 400 Folidol 600 Folidol 600 Pi-rimor 500 PM ActeIIic 500 CE Curacron Curacron Tiger 100 CE Counter 150 G Actara 250 WG Hostathion 400 BR Hostathion 400 BR Doses g.Diabrotica speciosa (Vaquinha) 11 .720 50 ** 80 300-400 375 100 1950 25-50 320-400 400 800 Classe Carência toxicol.Atta laevigatta (Saúva cabeça de vidro) 6 .405 600 .Liryomiza huidobrensis (Mosca minadora) 17 .500 500 270 . Atta sexdens lubropilosa (Saúva limão) 5 . Continuação Pragas 12 7. Rachiplusea nu (Falsa medideira) 10 .Atta sexdens piriventris. 12.Epinotia aporema (Broca das ponteiras) 14 .300 350 .600 240 300 .a. Frankliniella spp. Caliothrips brasiliensis (Tripes) .68 TABELA 16.Acromyrmex spp. 10.Chalcodermus bimaculatus (Manhoso) 9 .Smynthurodes Betae (Pulgão) 19 . (Quem-quem) 2 . 7 12 7 12 15 10.Bemisia argentifolii (Mosca branca) 7 . 18. 12 15 18 20 7 17 7 7.500 200 .Tetranychus urticae (Ácaro rajado) 20 .Etiella zinckenella (Lagarta das vagens) 15 .Chrysodeixis includens.Bemisia tabaci (Mosca branca) 8 ..Thrips tabaci. 10.Hedilepta indicata (Lagarta enroladeira) 16 .Anticarsia gemmatalis (Lagarta da soja) 4 ./ha 300 300 .Empoasca kraemerl (Cigarrinha verde) 13 .

69 11. Cicadellidae). o nível tecnológico da lavoura e as condições ambientais no período. 1957 (Homoptera. 1824) (Coleoptera. e em pregando o controle químico apenas no caso de lavouras com um nível de produção que justifique a adoção desta prática de controle. . Deve-se evitar a utilização. 1794) (Lepidoptera. 1889) (Homoptera. Bruchidae).2. Aleyrodidae). Aphididae). Hedylepta indicata (Fabr. 1849) (Homoptera. DOENÇAS 12. Pyralidae). Hesperiidae).. EtieIIa zinckenella (Treitschke.1 Medidas culturais São recomendadas as seguintes medidas de controle: • Rotação de culturas: Recomendada para manter o inóculo abaixo do nível epidêmico. Broca-da-vagem. Cigarrinha verde. Vaquinha. Cabeça-de-fósforo. Empoasca kraemeri Ross & Moore. considerando o patógeno que se deseja controlar. 12. A natureza minifundiária da cultura exige que o controle de doenças seja realizado dando preferência à adoção de medidas culturais. Lagarta enroladeira. Acanthoscelides obtectus (Say. Neste caso o controle de doenças deve basear-se em um plano de controle integrado. Mosca branca. Smynthurodes betae (Westwood. 1758) (Lepidoptera. 1832) (Lepidoptera. utilizando cultivares com resistência às principais doenças.4 Pragas que afetam as plantas Pulgão da raiz. 12. nos programas de rotação. principalmente em lavouras com ocorrência de podridões radiculares. de leguminosas (tremoço. 11. Urbanus proteus (L. Bemisia tabaci (Gennadius.1 Introdução A incidência de doenças pode caus ar drástica redução no rendimento da cultura do feijoeiro.2 Controle 12. Pyraustidae). a cultivar utilizada.5 Pragas que afetam os grãos armazenados Caruncho-do-feijão. Diabrotica speciosa (Gemar.. 1831) (Coleoptera. Chrysomelidae).

azevém ou milho podem acarretar uma redução na quantidade de inóculo no solo. etc. embora um período de dois anos possa possibilitar redução no nível de inóculo das podridões por Fusarium spp. ou mesmo evitar o surgimento de novas raças. A duração da rotação de culturas dependerá do patógeno predominante. esta prática é válida somente quando as sementes forem produzidas de acordo com um programa de controle de doenças préestabelecido e com adequada inspeção fitossanitária. • Resistência varietal: A reação das cultivares indicadas no Rio Grande do Sul às principais doenças é apresentada na Ta bela 17. sendo significativa para evitar a perpetuação de algum patógeno importante. pois impede tanto o estabelecimento de níveis elevados de inóculo inicial. embora viável somente no caso de lavouras com reduzida área de semeadura. Constitui-se em prática responsável pela elim inação de significativa percentagem de sementes infectadas. Entretanto. pois estas são hospedeiras deste grupo de patógenos. • Rotação varietal: É utilizada como forma de compensar as diferenças nos níveis de resistência entre cultivares recomendadas. soja. A aveia. • Sementes livres de patógenos: É a prática cujos resultados são sentidos mais prontamente. .) ou culturas como fumo e girassol. doenças cujos sintomas são visíveis externamente no tegumento. xinxo. • Sementes fiscalizadas: É uma medida indispensável ao controle das doenças do feijoeiro. • Catação de sementes: Poderá ser útil no caso da antracnose e crestamento bacteriano comum.70 ervilhaca. quanto a introdução de novos patógenos e/ou raças fisiológicas. amendoim.

Cultivar Rio Tibagi Guateian 6662 Macanudo FT 120 Minuano IAPAR 44 Macotaço Guapo-Brilhante FT Nobre Carioca lraí FT 206 IAPAR 31 Reação intermediária 2 Reação suscetível 3 Reação resistente 1 Antracnose I1 I I I S R I S R I S R R Crestamento bacteriano comum S2 S S S S S I S I S S S I Ferrugem S I R3 I R R R R I R R R . Reação das cultivares de feijoeiro indicadas para o Rio Grande do Sul às principais doenças.71 TABELA 17.

3 – Resistente. A. L. 14 Turrialba e 15 IPA 74-19 (suscetível universal). 11 Minuano. 4 Guapo Brilhante. Reação das cultivares de feijoeiro aos patótipos de Colletotrichum lindemuthianum inoculados em casa de vegetação. 2 – Suscetível. 5 Guateian. 7 IAPAR 44. 6 IAPAR 31. L. M.. 2 FT – 120. 13 Rio Tibagi.72 Tabela 18. Prestes. 12 FT – Nobre. Fonte: Somavilla. 4 – Intermediária. 10 Macotaço. 1998. Cultivares de Feijão 1 1 97101 97114 97083 97104 97064 97081 97943 97063 96026 97080 97071 1 Isolado Patótipo 65 73 81 89 321 5 23 87 64 67 83 Grupo 2 S R R R S S S S R R S 3 R 3 4 S S S I S I R S S S S 5 S S S S S S S S S S S 6 R R R R R R R R R R R 7 R R R S R S R R R R R 8 R R I I R R S S R R I 9 I R I R R S S S R R S 10 I R R R R R S S R R S 11 I R R R R R S S R R S 12 S S S S S S S S S I S 13 S S S S S S R R S S S 14 R R R S R S R R R R R 15 S I S S S S S S S S S Alfa Alfa Alfa Alfa Alfa Brasileiro I Delta Delta Mex I Mex II Mex II S I 2 4 S R R S S R R R R S S S S I R S R I R – 1 Carioca. Passo Fundo. . 3 FT – 206. experimento conduzido na Embrapa-Trigo. 8 Iraí. 9 Macanudo.

• Controle da antracnose: As medidas de controle recomendadas são a escolha de cultivares resistentes ao maior número de patógenos ou raças do patógeno. aspectos toxicológicos. a aplicação em pré -florescimento (R5) deverá ser realizada apenas quando forem encontrados folíolos com sintoma típico da doença em pelo menos 5% das plantas. Os fungicidas recomendados para o controle das doenças fúngicas da parte aérea do feijoeiro são apresentados na Tabela 19. • Controle de doenças da parte aérea A utilização de fungicidas para o controle das doenças da parte aérea exige planificação por parte da assistência técnica e/ou produtor.2. Caso seja realizada apenas uma aplicação. Em pós -florescimento (R6). Os fungicidas registrados e recomendados para o tratamento de sementes de feijão são apresentados na Tabela 19. recomenda-se a . grau de eficiência. etc. priorizando as doenças cujo potencial epidêmico for o mais relevante na região em que a lavoura está estabelecida. Os produtos deverão ser utilizados juntamente com as práticas culturais já citadas. para detecção da progressão do inóculo secundário na lavoura. Fusarium solani. Rhizoctonia solani.73 12. Se a produção se des tinar à indústria. Na escolha do produto ou mistura de produtos é importante considerar o modo de ação. Pythium spp. quando será tomada a decisão do momento. A sistemática de aplicação de fungicidas depende da finalidade da lavoura. intervalo de s egurança.2 Medidas químicas de controle • Tratamento de sementes As sementes de feijão constituem -se em eficiente veículo de disseminação dos patógenos causadores de manchas necróticas na parte aérea destacando-se Colletotrichum Iindemuth ianum (antracnose) e patógenos causadores de tombamento e podridões radiculares. utilização de sementes livres do patógeno e com histórico de produção conhecido. na hipótese de serem necessárias duas aplicações. e em préflorescimento (R5). A eficácia dos fungicidas registrados para o tratamento de sementes de feijão depende da uniformidade de distribuição dos produtos sobre a semente. sendo recomendável que o equipamento utilizado para semeadura seja regulado com a semente já tratada. os produtos utilizados devem ser com ação de contato (1a aplicação) e sistêmico (2a aplicação). tratamento das sementes com fungicidas e monitoramento da lavoura desde o surgimento das folhas primárias para detecção de inóculo oriundo da semente e a partir da emissão das folhas trifoliadas. em pelo menos 5% das plantas. O número de aplicações depende do estádio de desenvolvimento do feijoeiro em que for realizada a primeira aplicação. das temperaturas diárias baixas (principalmente noturnas) e da freqüência de chuvas. o recomendável é que o produto utilizado tenha ação sistêmica. persistência. com o surgimento de lesões no início da formação de vagens.

sendo que em laboratório a percentagem máxima de infecção é de 0. Recomenda-se o emprego das medidas culturais de controle acima referidas. A aplicação de produtos poderá ser feita em reboleiras com o objetivo de impedir que o patógeno se dissemine para o restante da lavoura e prejudique a qualidade da semente.74 aplicação de um produto com ação de contato. Caso seja observado um ataque no início do ciclo do feijoeiro. . pode ser recomendada a aplicação de fungicidas. Caso o surgimento das primeiras lesões ocorra a partir deste estádio. como forma de minimizar o problema. mesmo que em outros estádios de desenvolvimento. já não se recomenda a aplicação de produtos. Na medida em que os sintomas da doença atingirem 3% das plantas. a primeira aplicação s erá obrigatória entre 20 e 30 dias após a emergência e a segunda (V3). no cultivo da safrinha. • Controle das bacterioses: Não existe um controle químico eficiente. normalmente. o número de aplicações deverá ser aumentado. • Controle das podridões radiculares e murchas vasculares: As medidas culturais podem proporcionar adequada redução de inóculo. • Controle da ferrugem e do oídio: Para este grupo de doenças. • Controle da mancha angular: Esta doença apresenta uma ocorrência esporádica e. No caso das áreas destinadas à produção de sementes deve ser observado um período mínimo de dois anos de rotação cultural e o descarte da área sempre que for observado ataque por algum dos patógenos deste grupo. no início da formação de vagens. deve-se utilizar fungicidas somente se o ataque ocorrer no início do ciclo da cultura e com uma severidade mínima de 20% até o estádio de préflorescimento (R5). cuja severidade atingir um mínimo de 20% até o pré-florescimento (R5). Se a lavoura destinar-se à produção de sementes. A classe de semente fiscalizada permite um máximo de 3% de plantas com sintoma do patógeno.75%. constituído de patógenos obrigatórios.

5.0 1.8 1 3.11 1 1. 14 14 t.6.65 – 1.2.0 1.15 0. 7 30 14 t.5 0.5 2.4.0 – 3.0 1.10 1.0 1.s.2.11 1.0 – 2.6.10 1 1 1 1.4.10 1.5 – 3.3/100 2.3.11 1 2.5/100 Classe Toxicol.4 – 2.6.0 – 2.5.25 200/100 2.4 2 1.s.0 2.3/100 0.4.0 0.5 0.s.5 – 3.0 – 3.5 0.0 0.8.0 2.12 0.4.75 Tabela 19.10. II II IV IV III III III III III III III II II III I II I II I II I II II II II III II I IV Período de Carência 21 21 15 17 t.9 2 2 1 1.08 – 0.0 – 3.3.A.4 10 Produto Nome técnico Acetato de de trifenil Estanho Acetato de trifenil Estanho Azoxistrobin Benomyl Benomyl Bromuconazole Bitertanol Captan Captan Captan Carbendazin Carboxin + Thiran Cartap Cartap Clorothalonil Clorothalonil Clorothalonil Clorothalonil Clorothalonil Clorothalonil Clorothalonil Clorothalonil Clorothalonil Clorothalonil + Oxicloreto de cobre Clorothalonil + Tiofanato metílico Clorothalonil + Tiofanato metílico Clorothalonil + Tiofanato metílico Difenoconazole Enxofre Produto Nome comercial Hokko Suzu 200 Brestan PM Amistar 500 WG Benlate 500 Benlate TS Condor 200 SC Baycor Captan 480 SC Captan 750 TS Orthocide 750 Derosal 500 SC Anchor SC Cartap BR 500 Thiobel 500 Bravonil 500 Bravonil 750 PM Vanox 500 SC Vanox 750 PM Daconil 500 Isatalonil 500 SC Dacostar 500 Dacostar 750 Daconil BR Dacobre PM Cerconil PM Cerconil SC Tiofanil Score Enxofre PM Agripec Dose kg/ha.2 1.5 – 2.4.5 1.10 1.5 – 2.0 2.11 1.6.2.65 – 1.0 2.6.0 – 3.5 1.8.0 1.2 1. para o controle de doenças do feijoeiro comum no Rio Grande do Sul Doenças 1.11 2.25 100/100 0. 14 14 7 7 7 14 7 14 14 14 7 7 14 14 14 22 15 .35 0.4 1.10.4 – 2. Fungicidas registrados no M.800/100 0.0 – 2.0 2.A.8. g/100 L 0.2 1.5 600 .

10 12 1.5 2.2.2.6/100 0.0 – 3.8 1.11 1.0 0.35 – 1.25/100 0.10.4 1.5 – 0.2/100 0.1/100 0.6.5 0.5 0.11 1.6 2.4 0.07/100 0.75 0.3/100 1. 10 15 .2.2.8 0.76 Tabela 19.s.6.4 1.4 2 2 11 2.0 3.10 2.11 1.7.4 1.0 2.6.2.2 150/100 1.2.2.2 4 1.75 – 1.2.4.2 0.0 – 2.0 – 1.2 1.0 0. IV IV IV IV I I II III III II IV III IV IV III III II III IV IV IV IV IV III III III II III Período de Carência 1 1 7 7 21 21 7 7 14 14 7 7 7 7 21 21 14 15 14 14 14 14 14 14 14 t.4.07/100 0.4 1 2.10.15-0.5 – 0.0 – 2.4 1.11 2.0 0.6 2 1.2 1.5 – 0.8 0.33 1. g/100 L 0.10.32/100 0.2.4 1.1 0.11 1.10.5 2. Continuação Doenças 2.4.6.4 Produto Nome técnico Enxofre Enxofre Hidróxido de cobre Hidróxido de cobre Hidróxido de trifenil estanho Hidróxido de trifenil estanho Imibenzonazole Mancozeb Mancozeb Mancozeb + Tiofanato Metílico Oxicloreto de cobre Oxicloreto de cobre Oxicloreto de cobre Oxido cuproso Oxicarboxin Oxicarboxin Procimidone Propiconazole Tiofanato metílico Tiofanato metílico Tiofanato metílico Tiofanato metílico Tiofanato metílico Tebuconazole Tebuconazole Tolylfluanid Triforine Propiconazole Produto Nome comercial Sulficamp Thiovit BR Garant Copidrol SC Mertin 400 Brestanid SC Manage 150 Manzate 800 Persist Dithiobin 780 PM Cupravit Verde Cuprozeb Ramexane 850 PM Cobre Sandoz SC Hokko Plantvax 750 Plantvax 750 PM BR Sialex 500 Tilt Cercobin 500 SC Cercobin 700 PM Fungiscan 700 PM Support Tiofanato Sanachem 500 SC Folicur 200 CE Orius 250 CE Euparen M 500 PM Saprol Juno Dose kg/ha.4 1.1 Classe Toxicol.

Sclerotium rolfsii. 14 1. Xanthomonas campestris ND = Carência não determinada devido a modalidade de emprego NI = Dados não informados pelo fabricante. 10. 8.s. Oídio.4/100 0. 2. 4. . Mancha de Alternaria.3. t. 6. 5. 3. 12. Fusarium spp. 11. Mancha Angular.s.9 2 Produto Nome técnico Quintozene Difenoconazole Fluquinzonazole Produto Nome comercial Kobutol 750 Spectro Palisade Dose kg/ha. Mancha de Aschochyta. Ferrugem. Rhizoctonia solani .77 Tabela 19. III III III Período de Carência t. 9.4 Classe Toxicol.3. Macrophomina phaseolina. Continuação Doenças 1. 7. Antracnose. g/100 L 350/100 33.7 1. Sclerotinia sclerotiorum.

pássaros. carunchadas. imaturas. -a condicionar as sementes. -descartar sementes quebradas. -aos padrões mínimos de qualidade em pureza. etc. evitando que fiquem em contato com o chão. roedores . 13. -realizar a colheita em áreas de menor umidade. -atender. -observar as recomendações para o manuseio do produto que é . atípicas e manchadas. tratos culturais e tratamentos.78 13. para atenuar os efeitos das oscilações de temperatura e umidade.3 Condições do armazém ou depósito Para uma adequada conservação de sementes o local deve ser: -livre de umidade no chão e paredes. -escolher para armazenamento um local adequado à conservação da qualidade das sementes. Na impossibilidade de acesso a estas sementes. nos armazéns ou depósitos.. mais férteis e não contaminadas por inços.2 Preservação da qualidade -Armazenar as sementes secas. -retirar fragmentos de plantas folhas verdes. proceder como segue para produzir a própria semente: -escolher as melhores áreas de lavoura. às recomendações para a cultura quanto à época de semeadura. e torrões. -protegido contra insetos. 13. -dotado de bom sistema de ventilação. em sacos de papel ou pano. doenças ou presença de insetos.. -de fácil limpeza e fumigação. 13.1 Escolha da semente Semente de qualidade garantida (fiscalizada) correspondendo: -a cultivares recomendadas pela pesquisa. com plantas sadias e menor ataque de insetos. na faixa de 11 a 13% de umidade. -fechado. germinação e sanidade.4 Controle de insetos e roedores Os insetos devem ser controlados através do expurgo: -usar Fosfina que oferece menor risco à qualidade da semente. mofadas. SEMENTES 13. com maior rigor.

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