P. 1
Resumo - Principais Pontos - Penal

Resumo - Principais Pontos - Penal

|Views: 1.066|Likes:

More info:

Published by: José Américo Costa Júnior on Nov 08, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

08/19/2013

pdf

text

original

* MISTURADO: - história: O fenômeno da bifurcação brasileira, isto é, a aplicação da Lei portuguesa em nosso território, no Período Colonial, vigoraram as Ordenações

Afonsinas (1500 – 1512); as Ordenações Manuelinas (1512 – 1569); o Código de D. Sebastião (1569 – 1603); as Ordenações Filipinas (1603 – 1830) (Cf. PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro: parte geral, p. 60-64). A mitigação passou a ocorrer após 1830, a partir do projeto do Deputado Bernardo Pereira de Vasconsellos, foi criado o primeiro Código Penal verdadeiramente brasileiro. Quanto ao período republicano, o Brasil teve a contribuição de Batista Pereira que contribuiu para a criação do segundo Código Penal brasileiro, em 1890. - Nos crimes de tendência intensificada, o tipo penal requer o ânimo de realizar a própria conduta típica legalmente prevista, sem necessidade de transcender tal conduta, como ocorre nos delitos de intenção. Em outras palavras, não se exige que o autor do crime deseje um resultado ulterior ao previsto no tipo penal, mas, apenas, que confira à ação típica um sentido subjetivo não previsto expressamente no tipo, mas deduzível da natureza do delito. Cita-se, como exemplo, o propósito de ofender, nos crimes contra a honra. - Subdividem-se os crimes de perigo em crimes de perigo concreto e crimes de perigo abstrato, diferenciando-se um do outro porque naqueles há a necessidade da demonstração da situação de risco sofrida pelo bem jurídico penal protegido, o que somente pode ser reconhecível por uma valoração subjetiva da probabilidade de superveniência de um dano. Por outro lado, no crime de perigo abstrato, há uma presunção legal do perigo, que, por isso, não precisa ser provado. - O crime material é aquele que demanda, para a sua configuração, da ocorrência do resultado naturalístico, proveniente da conduta do agente. Se o referido resultado não ocorre, lesionando um bem jurídico, não há se falar em consumação do crime. É o caso do homicídio (art. 121, CP). Observa-se o crime quando ocorre o "matar alguém". - Crime omissivo próprio: há somente a omissão de um dever de agir, imposto normativamente, dispensando, via de regra, a investigação sobre a relação de causalidade naturalística. São delitos de mera conduta. Ex.: Omissão de socorro (art. 135 CP), omissão de notificação de doença (art. 269 CP), etc.

- O crime omissivo impróprio (ou comissivo por omissão), por natureza, é um crime material, pois deve haver a produção do resultado naturalístico a partir do descumprimento de um dever jurídico de agir do agente. Encontra-se no tipo penal a descrição de uma ação, uma conduta positiva, que veio a ser descumprida. É o caso de uma mãe que, dolosamente, deixa de alimentar o filho, levando-o à morte. - Nos crimes omissivos impróprios (também chamados "Comissivos por Omissão" essa denominação esclarece bastante o seu sentido) há uma figura, denominada garante ou garantidor, que tem o dever jurídico de agir para evitar um determinado resultado e, em não agindo (ou seja, omitindo-se), poderá produzir-se um determinado resultado naturalístico que é, notadamente, característico de um delito comissivo. Daí o porque de chamar-se também "Comissivo por Omissão" esse tipo de delito pois, em sua essência, é um delito comissivo, mas cujo resultado naturalístico somente se configura a partir de uma dada omissão daquele que tinha o dever jurídico de agir. - Crime comissivo: a norma prevê a conduta proibida, ou seja, o sujeito não deve agir, portanto só haverá crime se resultante de uma ação formalmente típica. - Crime omissivo: a norma impõe um dever jurídico de agir, ou seja, a norma ordena que o sujeito impeça um determinado resultado. Assim, só haverá crime se o sujeito não agir conforme a norma prevê. - No CP, adota-se, em relação ao concurso de agentes, a teoria monística ou unitária, segundo a qual, aquele que, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas na medida de sua culpabilidade; no referido código, adota-se, ainda, o conceito restritivo de autor, entendido como aquele que realiza a conduta típica descrita na lei, praticando o núcleo do tipo. - Franz Von Liszt estabeleceu distinção entre ilicitude formal e material, asseverando que é formalmente antijurídico todo comportamento humano que viola a norma penal, ao passo que é substancialmente antijurídico o comportamento humano que fere o interesse social tutelado pela própria norma. E justamente o conceito de ilicitude material, parafraseando o Professor Toledo, com base no escólio de Von Liszt, conduz a novas possibilidades de admissão de causas supralegais de justificação, com base no princípio da ponderação dos bens. - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, tenha produzido o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os tenha praticado;

- A norma penal em branco em sentido estrito é a mesma norma penal em branco heterogênea, ou seja aquela que é regulada por outro tipo normativo que não lei (ex.: portaria estabelecendo as substâncias entorpecentes). Enquanto que a norma penal em branco em sentido lato é a mesma homogênea, na qual uma lei, de mesma natureza que a norma penal, a regulamenta (Ex.: código civil que dispõe sobre os impedimentos para casamento, regulando o crime de ocultação de impedimento para casamento) - O uso de norma penal em branco não ofende o princípio da legalidade. Ex: crime de tráfico de drogas em que o complemento da norma é feito por portaria do Ministério da Saúde; - Conforme lição do professor Luiz Flávio Gomes, os denominados delitos de dano cumulativo ou delitos de acumulação, são aqueles cometidos mediante condutas que, geralmente, são inofensivas ao bem jurídico protegido. No entanto, quando cometidas reiteradamente pode constituir séria ofensa ao bem jurídico. Exemplo: pequenas infrações à segurança viária ou ao ambiente, desde que repetidas, cumulativamente, podem constituir um fato ofensivo sério. Obs.: Considerando estes atos isoladamente, não seria o caso de se utilizar o Direito Penal, e sim, o Direito Administrativo ou Direito Sancionador; - Quanto à recusa do advogado em depor, sob a alegação de sigilo profissional, é correto afirmar que a dispensa do depoimento não tem cabimento quando a inquirição não envolva matéria a que se esteja preso pelo sigilo necessário; - Segundo Rogério Greco, toda vez que o legislador nos fornecer em frações as diminuições ou aumentos a serem aplicados, estaremos diante de CAUSAS DE DIMINUIÇÃO OU AUMENTO DE PENA. Se estas estiverem na Parte Geral, serão CAUSAS GERAIS, se na Parte Especial, CAUSAS ESPECIAIS. - PRINCÍPIOS: - PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: O princípio da legalidade é o mais importante instrumento constitucional de proteção individual no moderno Estado Democrático de Direito, porque proíbe: a) a retroatividade como criminalização ou agravação da pena de fato anterior; b) o costume como fundamento ou agravação de crimes e penas; c) a analogia como método de criminalização ou de punição de condutas; d) a indeterminação dos tipos legais e das sanções penais.

assim. eis que não atendia ao princípio da legalidade em sua vertente lex certa. que obriga a que sejam precisas as leis penais. Acerca do tema. Não recebe punição pelo Direito Penal. portanto. mas somente o que a lei permite.O princípio da consunção ou absorção prevê que uma conduta mais ampla engloba. leciona Mirabete: "Vigora com o princípio da legalidade formal o princípio da taxatividade. absorve outras condutas menos amplas e. O artigo em voga foi vedado. 33). O fato anterior não punível é considerado uma preparação. . menos graves.Tais ponderações são resumidas nas fórmulas lex praevia. É do princípio a função de garantia fundamental de liberdade. Greco. lex stricta e lex certa. as penas indeterminadas. em geral mais grave. assim. a medida provisória. proibindo-se. por outro lado. condutas que são absorvidas por um crime principal de acordo com o contexto em que estão inseridas. por isso. geralmente. de modo que não pairem dúvidas quanto a sua aplicação ao caso concreto. p. que não possa determinar qual a abrangência exata do preceito da lei.Hipóteses Aplicáveis: a) Quando um crime é meio necessário ou normal fase de preparação ou de execução de outro crime. um caminho necessário para obtenção do resultado de outra conduta. alterou o Estatuto do Desarmamento realizando um abolitio criminis. 2003. . um crime principal. Ex: A MP 417/2008. Infringe. exige clareza da lei a fim de possibilitar que seu conteúdo e limites possam ser deduzidos do texto legal o mais claramente possível. as quais funcionam como meio necessário ou normal fase de preparação ou de execução de outro crime. pois estará absorvido pelo crime-fim. trazendo a idéia de antefatos e pós fatos impuníveis. e que.O princípio da reserva legal considera que a lei que incrimina ou agrava a pena deve estar em vigor antes da prática do ato é a lei em sentido formal. ou nos casos de antefatos e pós-fatos impuníveis (Cf. Também é inconstitucional o dispositivo que não comine com exatidão a qualidade e quantidade da sanção penal a ser aplicada ao autor do fato criminoso. que. lex scripta. . O referido princípio prevê uma relação entre crime meio e crime fim. o princípio da legalidade e a descrição penal vaga e indeterminada. de se fazer aquilo que se quer. não incluindo. pode ser editada para descriminalizar condutas ou diminuir penas." .

considerando-se os fatos praticados. ele torna-se especial ao exigir elementos diferenciadores: a autora deve ser a mãe e a vítima deve ser o próprio filho. sendo essa.Princípio da Especialidade: Esse princípio estabelece que a lei especial prevalece sobre a lei geral. comparam-se os fatos. sob influência do estado puerper. em suas diversas ocorrências no tempo.Situação antecedente praticada pelo agente. visando apenas tirar proveito da prática anterior. Exemplo: o crime de infanticídio.matar alguém.O enfoque sobre o fato. Considera-se lei especial aquela que contém todos os requisitos da lei geral e mais alguns chamados especializantes. Logo. sob o mesmo objeto jurídico. O primeiro consistindo em fato anterior menos grave que apresenta-se como meio para que se realize fato criminoso mais grave. Pós. . sem recorrer às normas. surgem os conceitos de "ante factum" e "post factum". tem um núcleo idêntico ao do crime de homicídio. esta por sua vez absolve o ato preparatório. Exemplos: a) A consumação absolve a tentativa. comparam-se as normas. . Entretanto. salvo para beneficiar o réu. partindo-se do pressuposto desse enfoque precipuamente fático. O segundo diz respeito à realização de novo fato. O fato principal absorve um dado fato acessório.Princípio da Anterioridade: Esse princípio tem base no art. XXXIX. a tênue linha que separa esse princípio do Princípio da Subsidiariedade. Antefato Impunível: . a fim de conseguir levar a efeito o crime por ele pretendido inicialmente e que. b) O crime de homicídios absolve o de Lesão Corporal. Na Subsidiariedade. sem aquele não seria possível. nesse sentido considerando-se o "post factum" como mero exaurimento. .b) Nos casos de Antefato e Pós-fato impuníveis. . inclusive. Na Consunção. da CF/88 e estabelece a necessidade de que o CRIME E A PENA estejam previamente definidos em LEI. é característico do Princípio da Consunção. nascente ou neonato. qual seja . 5. A lei penal produz efeitos a partir de sua entrada em vigor. cometendo-se o delito durante o parto ou logo após. Não pode retroagir.fato Impunível: . após realizado um primeiro.Pode ser considerado um exaurimento do crime principal praticado pelo agente.

pode constituir causa justa para trancamento da ação penal. a norma nada diz. de 3 meses a 1 ano. que deve ser analisado conjuntamente com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado. se o fato não constituir crime mais grave. Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena . Não há. Exemplo: Crime de roubo em que a vítima é constrangida.detenção. a adequação entre o fato praticado pelo agente e a lei penal incriminadora. em hipótese alguma.. Com a caracterização de tal princípio opera-se tão somente a tipicidade formal.O Princípio da insignificância ou criminalidade de bagatela funciona como causa de exclusão da tipicidade.Uma vez aplicado o princípio da insignificância. . mas. diante do caso concreto verifica-se o seu caráter secundário. com base no princípio da insignificância.Não se aplica o referido princípio às condutas judicialmente reconhecidas como ímprobas. e não com a pena. Exemplo . admitindo incidir somente se não ficar caracterizado o fato de maior gravidade. (Direito Penal EsquematizadoCleber Masson). .PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: .Uma quantidade mínima de cocaína apreendida.O princípio da insignificância deriva do princípio da intervenção mínima. . tipicidade material. é afastada ou excluída. Nesse caso." No caso da subsidiariedade tácita. está relacionado com a missão fundamental do direito penal. por sua vez. desempenhando uma interpretação restritiva do tipo penal. . . mediante o emprego de violência.Pode ser aplicado mesmo quando o agente tenha maus antecedentes. 132. em seu caráter fragmentário. examinada na perspectiva de seu caráter material. pois não existe ofensa insignificante ao princípio da moralidade. isto é. compreendida como a capacidade de lesar ou ao menos colocar em perigo o bem jurídico penalmente tutelado.Código Penal: "Art. incidem o tipo definidor do roubo (norma primária) e o do constrangimento ilegal (norma secundária). quando a própria norma reconhecer o seu caráter subsidiário. Este. entretanto. . Ocorre a subsidiariedade expressa. a entregar sua bolsa ao agente. a própria tipicidade penal. .Princípio da Subsidiariedade: Esse princípio subdivide-se em: expresso e tático.

O crime de responsabilidade praticado por prefeito não comporta aplicação do princípio da insignificância. pois entende que nos crimes contra a Administração Pública. não vem restringindo da mesma maneira a aplicação do princípio.. 29.O STJ na maioria de seus julgados entende que não é possível a aplicação deste princípio nos crimes contra a administração pública. ao devolver o imóvel funcional que ocupava. (HC87478). consistente na subtração de fogão da Fazenda Nacional. do princípio da insignificância e determinouse o trancamento da ação penal. portanto da análise de cada caso em concreto para aferir-se a possibilidade da aplicação ou não do princípio da insignificância. o fogão como ressarcimento de benfeitorias que fizera — v.946/DF). retirara. a Turma. art. HC 87478/PA. o que torna inviável a afirmação do desinteresse estatal à sua repressão (Resp 655. há que se ter o cuidado de demonstrar que tal entendimento não é unânime na jurisprudência de nossa corte constitucional. o paciente. b) Nenhuma periculosidade social da ação. 303). possibilitando a aplicação do referido princípio a diversas espécies criminosas. na espécie. . No caso. principalmente em relação aos crimes funcionais contra a Administração Pública. Reconheceu-se a incidência. vejamos: Em conclusão de julgamento. retirado de um julgado do STJ reflete a maior parte dos julgados desse Tribunal. não obstante tivesse recolhido ao erário o valor correspondente ao bem.2006. a norma busca resguardar não somente o aspecto patrimonial. 26/3/07 Esse entendimento acima exposto. O STF. peculato praticado por militar e descaminho. deferiu habeas corpus impetrado em favor de militar denunciado pela suposta prática do crime de peculato (CPM. ainda que o valor da lesão possa ser considerado ínfimo.PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: Critérios de aplicação (STF e STJ) a) Mínima ofensividade da conduta do agente. Informativo 418. Eros Grau. mas a moral administrativa. dependendo. por maioria. rel. com autorização verbal de determinado oficial. . Min.8. . Mesmo nos casos supracitados. como a prática de crime de responsabilidade. contudo. entendendo-se pela possibilidade. pois desse agente público exige-se comportamento ético e moral. realizando um alargamento constitucional do princípio.

-STJ analisa o significado do bem jurídico para a vítima. mantendo-se subsidiário (a sua intervenção fica condicionada ao fracasso dos demais ramos) e . . Ex.Princípio da intervenção mínima: .986).c) Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento.Princípios relacionados com a missão fundamental do direito penal: . sob pena de se restaurar o direito penal do autor.temos decisões no STF e STJ não aplicando o princípio quando se trata de réu reincidente ou criminoso habitual.: Direito penal punir quem segue o ateísmo ou o homossexualismo. 168-A). .Impede que o Estado venha a utilizar o direito penal para a proteção de bens ilegítimos. Observações importantes: -na aplicação do princípio da insignificância há julgados do STF analisando a realidade econômica do país.: a missão do direito penal é proteger os bens jurídicos mais relevantes do homem. Cuidado: a 1ª turma do STF.O direito penal só deve ser aplicado quando estritamente necessário.STF e STJ não aplicam o princípio da insignificância no delito de moeda falsa. -STF. . -STJ. . *Crítica: temos corrente lecionando que os antecedentes do agente não devem ser levados em conta no princípio da insignificância. pois o bem jurídico tutelado é fé pública. Obs. . no dia 31-05-11.Princípio da exclusiva proteção de bens jurídicos: . não admite o princípio da insignificância em crimes contra a administração pública. em regra. pois considera o caráter supraindividual do bem jurídico. d) Inexpressividade da lesão jurídica provocada. em regra.STF e STJ admitem princípio da insignificância no descaminho. não aplicou o princípio no descaminho (HC 100.STF não aplica o princípio da insignificância na apropriação indébita previdenciária (art. . admite o princípio da insignificância nos delitos contra a administração pública.

Características: Subsidiariedade → orienta a intervenção em abstrato. O Direito penal é a derradeira trincheira.Júlio Fabbrini MIRABETE esclarece que. representa à proteção do indivíduo contra atuação demasiado intervencionista do Estado.PRINCÍPIO DA OFENSIVIDADE: não haverá crime quando a conduta não tiver oferecido. .Princípio da ultratividade da lei penal benéfica: Pelo princípio da ultratividade da lei penal anterior mais benéfica a lei será aplicada mesmo que perdida a sua vigência. apenas nos crimes que ocorreram durante a sua vigência. A culpabilidade não se presume. .PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE: impõe a subjetividade da responsabilidade penal. mas. ocupando-se somente de uma parte dos bens protegidos pela ordem jurídica.fragmentário (observa somente os casos de relevante lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico). . . em direito penal.Princípio da fragmentariedade: Segundo o princípio da fragmentariedade. uma responsabilidade objetiva. Não cabe. A responsabilidade penal é sempre subjetiva. real. A punição de uma agressão em sua fase ainda embrionária. derivada tão-só de uma associação causal entre a conduta e um resultado de lesão ou perigo para um bem jurídico. por disposição expressa do próprio Código Penal Brasileiro. embora aparentemente útil do ponto de vista social. Fragmentariedade → orienta a intervenção em concreto. [1] Por retroatividade podemos entender o fenômeno jurídico aplica-se uma norma a fato ocorrido antes do início da vigência da nova lei. O direito penal só tipifica um fato como crime quando ineficazes os demais ramos (“última ratio”). um perigo concreto. “é possível a ocorrência da retroatividade e da ultratividade da lei”.PRINCÍPIO DA INTRANSCEDÊNCIA: Prevê a Constituição Federal que nenhuma pena passará da pessoa do condenado. ao menos. . O princípio da insignificância é um desdobramento lógico da fragmentariedade. . apesar da disposição do princípio tempus regit actum. O direito penal só intervém no caso quando presente relevante lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico. podendo a obrigação de reparar o dano e a . efetivo e comprovado de lesão ao bem jurídico. Por ultratividade podemos entender o fenômeno jurídico pelo qual há a aplicação da norma após a sua revogação. o direito penal deve limitar-se a punir as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes. É indispensável a culpabilidade.

em atenção ao princípio da ofensividade. ou seja. está vinculada com a conduta. já que a pena criminal não poderá passar da pessoa do condenado. Tendo em vista o princípio ou teoria da imputação objetiva de Roxin cabe ao juiz (ainda) verificar (e) se o resultado (jurídico) pode ser imputado ao risco criado (nexo de imputação) e (f) se esse resultado está no âmbito de proteção da norma. A valoração. Pensamos que Frisch tem razão. será sujeito passivo da ação penal somete aquele que. resultado naturalístico (nos crimes materiais) e nexo de causalidade. importa saber (aqui) se o agente criou ou incrementou um risco proibido relevante. valorar e imputar são coisas distintas em Direito Penal. A vertente penal é a acima mencionada. a priori. ou seja. A conduta deve ser valorada de acordo com a teoria do risco de Roxin. de valoração. . nos termos da lei. onde se acham presentes dois juízos de valor: (a) valoração da conduta e (b) valoração do resultado jurídico. sobretudo.decretação de perdimento de bens ser. (b) transcendental. também chamada de princípio da pessoalidade da pena. sim. A processual penal implica na imputação do fato àquele que cometeu o delito. com razoabilidade. Causar. que sublinha que o risco proibido não é assunto de imputação. deve constatar se a ofensa ao bem jurídico (lesão ou perigo concreto de lesão) é (a) concreta. Tudo tem conexão com o princípio da materialização do fato. ou seja. praticou a conduta criminosa. até o limite do valor do patrimônio transferido. O princípio da intranscendência possui duas vertentes: a processual penal e a penal. Referido dispositivo constitucional traduz o princípio da intranscendência. VALORAÇÃO E IMPUTAÇÃO: A causação está atrelada ao âmbito da tipicidade formal. diz respeito à tipicidade material. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. Isso foi contestado por Frisch. o risco proibido é matéria de imputação (imputação da conduta). No âmbito da valoração do resultado jurídico o juiz. que é exigência do princípio da legalidade do fato.CAUSAÇÃO. A tipicidade formal se completa com a adequação típica (subsunção do fato à letra da lei). (c) significativa e (d) intolerável. . Para Roxin.

já que tais crimes exigem para sua consumação a ocorrência do resultado descrito pela norma penal. . Dentro dela temos que estudar o princípio da responsabilidade pessoal (quem responde pelo delito) assim como o princípio da culpabilidade (só responde quem podia se motivar de acordo com a norma e se comportar conforme o direito). entretanto. já que em tais crimes a ocorrência do resultado naturalístico é mero exaurimento.§ 2º . . § 2° . imputam-se a quem os praticou. ao dolo e/ou outras intenções especiais (que são chamadas de elementos subjetivos do tipo ou elementos subjetivos do injusto ou requisitos subjetivos especiais). Não se pode confundir responsabilidade subjetiva (ninguém pode ser punido penalmente senão quando atua com dolo ou culpa) com responsabilidade penal (ninguém pode ser punido por fato alheio). em nosso sistema. ou seja. A terceira imputação em Direito Penal diz respeito a quem deve ser responsabilizado penalmente: é a chamada imputação pessoal. . 13. portanto.A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. quando deve o agente ser responsabilizado pelo seu ato. ou seja. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. produziu o resultado.É prescindível nos crimes formais.Tal relação é indispensável nos crimes materiais.Art. . Superveniência de causa independente § 1º .Está regulada.SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE: . depois da causação e da valoração vem a imputação. há várias teorias: . A primeira imputação em Direito Penal diz respeito ao aspecto objetivo. que está atrelada a uma parte do princípio da responsabilidade subjetiva. 13 . por si só.O resultado. de que depende a existência do crime. os fatos anteriores. .Para se determinar quando uma ação é causa de um resultado. A segunda imputação em Direito Penal é a subjetiva.A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando.Art. se consumando com a simples prática da conduta descrita. pela teoria da equivalência dos antecedentes causais.Na ordem lógica. . somente é imputável a quem lhe deu causa.

A causa é obtida a partir do juízo feito pelo magistrado. e considerando-se o homem médio. além de necessário. colocando-se no lugar do agente na mesma situação fática.. Teoria da tipicidade condicional tem de apresentar os requisitos da sucessão. Causa é aquilo que determina a existência de uma coisa. é possível o nexo de causalidade envolvendo agente inferior ao homem médio. Teoria do equilíbrio ou da preponderância: a causa como o resultado de uma luta entre duas forças. fortuitas e excepcionais. Ocasião é uma circunstância acidental que favorece a ocorrência do resultado.q.em que restam afastadas as condições indiferentes. Teoria da condição mais eficaz ou ativa: o valor de uma causa é reduzido a uma expressão quantitativa – sendo a que contribui mais que outras. é o adequado para a produção do resultado. é impossível determinar o grau de possibilidade efetivo para gerar o resultado. Teoria da qualidade do efeito ou da causa eficiente: causa como condição da qual depende a qualidade do resultado. Entre o comportamento humano e o resultado é necessário a verificação da relação causa e efeito. Teoria da causa próxima ou última: a causa é a última ação humana na cadeia causal. Concausa concorrência de mais de uma causa Teoria da causalidade adequada causa é a condição mais adequada para produzir o resultado.s.n. É a valoração acrescentada à c. Condição é o que permite a uma causa produzir seu efeito. como uma condição positiva que prepondera sobre uma negativa. normalmente praticada no meio social. fazendo juízo de valor. necessidade e uniformidade.Teoria da equivalência das condições: doutrina do Código Penal Brasileiro. Teoria da causalidade jurídica: o juiz escolhe a causa responsável pelo resultado antijurídico dado. Causa é o antecedente que. Teoria da imputação objetiva de resultado: um resultado típico só realizará o tipo objetivo delitivo se o agente criou um perigo juridicamente desaprovado na causa. A causa é adequada para o resultado se. revelando todos os critérios de causalidade. Teoria da causalidade adequada: quando causa é a condição mais adequada para produzir um resultado. define causa como antecedente invariável e incondicionado de algum fenômeno. Crítica: confunde-se com culpabilidade. . produz aquele resultado.

" Miguel Reale Jr. A ação. que a ação humana é ontologicamente finalista. Diz mais. o mestre paulista: "Além do caráter finalístico da ação.postos como objetivas realidades. a responsabilidade (culpabilidade/necessidade preventiva da pena). por força de sua própria estrutura. . integrando-a a intencionalidade. ação e omissão são acontecimentos no mundo do dever ser. enquanto autenticamente humana.TEORIAS DA AÇÃO: .. nesta ‘finalidade’. afirma. a causalidade como uma exigência do real”. “Para essa teoria considera-se ação como categoria pré-jurídica. é tudo aquilo que pode ser atribuído a uma pessoa como centro de atos anímico-espirituais. coincidente com a realidade da vida. fundado na diferença de resultado: ação como “causação evitável do resultado” e omissão “como não-evitamento de um resultado que se pode evitar”. por força da normação ôntica. isto é. isto é.verifica-se que o conhecer e o querer humanos se voltam sempre para uma meta. condicionadas pelas valorações jurídicas.Para o modelo de ação finalista. (Luiz Regis Prado) -Teoria da evitabilidade individual “Substitui-se aqui a finalidade pela evitabilidade. O conhecimento é conhecimento de algo. Tem por finalidade conseguir obter um conceito onímodo de comportamento. nem finalista. O querer é querer algo posto como fim pelo sujeito. é sempre. Configura a ação como a realização de um resultado individualmente evitável. se impõe. A culpabilidade se apóia nos princípios político-criminais da teoria dos fins da pena”. em 1984. posto ante o sujeito.Teorias funcionalistas. portanto. (Luiz Regis Prado) . ‘exercício de atividade final’. também. não sendo puramente naturalista. do conhecer e do querer humanos está nesta ‘intencionalidade’. . visada pelo agente. visam um objetivo. que inspirou a alteração da parte geral do Código Penal brasileiro. Outros aspectos peculiares dessa doutrina vêm a ser o critério funcional da teoria da imputação objetiva (tipicidade) e a extensão da culpabilidade a uma nova categoria sistemática. como decorrência desta estrutura ontológica. assim interpretou a justificativa do criador do finalismo: "Ao apreender a essência dos atos do querer e do conhecimento do homem . que é sempre. também.O professor Luiz Luisi. na posição de objetos do conhecimento . Subdivide-se em duas: -Teoria personalista da ação A ação é conceituada como manifestação da personalidade. A característica ontológica. portanto.

No crime formal e de mera conduta.Existem 3 teorias que explicam a punibilidade do crime impossível: Teoria objetiva – apregoa que a responsabilização de alguém pela prática de determinada conduta depende de elementos objetivos e subjetivos (dolo e culpa). segundo o qual a pena da tentativa deve corresponder ao crime consumado. . . Art..Segundo Cléber Masson “a desistência voluntária não é admitida nos crimes unissubsistentes. é impossível desistir da sua execução. pois. realística ou dualista. que já se aperfeiçoou com a atuação do agente. Tal teoria se divide em teoria objetiva pura (quando a conduta é incapaz. diminuída de um a dois terços. sendo um desdobramento do direito penal do autor. razão pela qual deve ser punido ainda que o crime se mostre impossível de ser consumado. Teoria Subjetiva – “Sendo a conduta subjetivamente perfeita (no crime impossível o agente demonstra a vontade consciente de praticar o delito). . com a prática do fato típico esgota-se a consumação do delito. demonstra o agente ser perigoso.Segundo entendimento pacificado dos Tribunais. a existência de sistema eletrônico de vigilância NÃO impede de forma eficaz a consumação de delitos. exteriorizando-se por um único ato. pela análise do art. independentemente do grau da inidoneidade da ação). .” Nesta. e teoria objetiva temperada ou intermediária (já explicada acima). 15 do CP “impede que o resultado se produza”.Crime tentado: O CP adotou como regra o critério objetivo. é aceita a teoria subjetiva. há resquício de direito penal do autor. Ex. 352/CP – evasão mediante violência contra a pessoa e art. Não se preocupa com o fato. Teoria Sintomática – “Com sua conduta. se a conduta não pode ser fracionada.” Preocupa-se com o perigo do agente. .Segundo Cléber Masson. de provocar a lesão. deve o agente sofrer a mesma pena cominada à tentativa. Excepcionalmente. por qualquer razão. porque ela está preocupada com o seu dolo. 309 do Código Eleitoral. voluntária. o fato há de permanecer impune. Arrependimento eficaz ou resipiscência somente é admitido em crimes materiais. pois o desvalor do resultado é menor. o CP adotou a teoria objetiva temperada ou intermediária (os meios empregados e o objeto do crime devem ser absolutamente inidôneos a produzir o resultado idealizado pelo agente). ou monista nos delitos de atentado ou de empreendimento.

iniciando a fluência desse prazo no dia em que o ofendido vem a saber quem é o autor do crime. não afasta o dolo. No processo e julgamento dos crimes contra a propriedade imaterial.O Presidente da República possui imunidades formais em relação ao processo. servir aos parâmetros da individualização penal. 168 do CP. Todavia. . Existindo dúvida sobre o elemento subjetivo e sobre a extensão do ressarcimento à vítima. mesmo que antes do recebimento da denúncia. Art. . 86. o crime de divulgação de segredo se sujeita à ação penal pública condicionada. a ação penal será pública incondicionada.. 525. devendo ser tal fato ser considerado como arrependimento posterior e. 524. não sendo certo interromper o procedimento criminal diante de fatos absolutamente controversos. sendo necessária a admissão pela Câmara dos Deputados O Art.Havendo vestígios nos crimes contra a propriedade imaterial.O prazo para o ajuizamento da queixa-crime é de seis meses. tudo deve ser apurado pela instrução criminal.Segundo remansosa jurisprudência desta Corte.O Art. somente sendo preso por infração comum após sentença condenatória (Art. principalmente se houver controvérsia sobre a existência de devolução parcial. a queixa ou a denúncia não será recebida se não for instruída com o exame pericial dos objetos que constituam o corpo de delito. o exame pericial é condição de procedibilidade para a ação penal: Art. com as modificações constantes dos artigos seguintes. 86 da Constituição Federal prevê o Senado federal como competente para processar e julgar o Presidente da República neste tipo de crime. No caso de haver o crime deixado vestígio. §3º). Ele também tem privilégios em relação à prisão. portante. * AÇÃO PENAL: . bem como do Supremo Tribunal Federal. . tampouco ilide a justa causa do tipo do art. sendo necessária a admissão pela Câmara dos Deputados. podendo ser processado por crime comum ou de responsabilidade somente após a admissibilidade da Câmara dos Deputados com 2/3 de votos dos membros. . observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III do Título I deste Livro.Em regra. quando resultar prejuízo para a administração pública. 86 da Constituição Federal prevê o Senado federal como competente para processar e julgar o Presidente da República neste tipo de crime. a devolução do "bem" na apropriação indébita.

neste caso há uma maior reprovabilidade da conduta. o ordenamento jurídico considera a evitabilidade do erro. isto é. . . Previsibilidade é potencialidade de conhecimento do perigo. . se a conduta puder ser fracionada em atos preparatórios e executórios.Vale lembrar que o sistema normativo brasileiro traz quatro espécies de culpa (Rogério Sanches): Culpa consciente ou com previsão . possibilidade do agente conhecer o perigo que sua conduta esteja gerando.Conduta voluntária. Já nos crimes culposos. a punição por crime culposo (cabe lembrar que o erro de tipo sempre exclui o dolo.* CRIME CULPOSO: . O resultado deve estar abrangido pela previsibilidade do agente. possibilidade de conhecer o perigo.São elementos estruturais do crime culposo: . assim. permitindo.São elementos do crime culposo a não observância do dever de cuidado e a previsibilidade do resultado. . Culpa inconsciente ou sem previsão. . tornando. . a finalidade do agente é lícita. negligência ou imperícia. se evitável. haverá tentativa. a finalidade do agente é ilícita e.Tipicidade . . a punição por culpa).Previsibilidade. Exceção: Culpa consciente – não há previsibilidade. imprudência ou imperícia. embora o agente haja com dolo em sua conduta. na qual.Nexo causal.Violação de um dever de cuidado objetivo por imprudência. .Resultado naturalístico involuntário. ou seja.derivada de erro de tipo evitável.o agente não quer e nem assume o risco de produzir o resultado. há previsão. mas acaba por cometer um ilícito apenas por negligência. seja qual for a modalidade.Nos crimes dolosos. Culpa imprópria . Culpa própria . Não se confunde com previsão.

Participação de várias pessoas no crime culposo." (GOMES. nesse caso. também não é sustentável a possibilidade de co-autoria em crime culposo. Cada um responde pela sua culpa. .: Autores desatualizados entendem que os crimes preterdolosos não admitem a tentativa. Doutrinariamente. conjuntamente. pela sua parcela de contribuição para o risco criado.Assim. portanto. Todas as situações em que ela vislumbra co-autoria podem ser naturalmente solucionadas com o auxílio do instituto da autoria colateral. agindo por imprudência. mas o feto não morre. mas tecnicamente não deveria ser assim. A verdade é que a culpa (como infração do dever de cuidado ou como criação de um risco proibido relevante) é pessoal. Obs. Quanto à participação a doutrina é praticamente unânime: não é possível nos crimes culposos. Não se admite tentativa nos crimes preterdolosos.Cleber Masson: "A doutrina nacional é tranquila ao admitir a coautoria em crimes culposos.Crime preterdoloso = dolo no antecedente e culpa no consequente.CRIME PRETERDOLOSO: Conduta base (dolo) + resultado qualificador (culpa). negligência ou imperícia. Há dolo na conduta inicial do agente e o resultado desta é diverso do almejado por este.127). o resultado lesivo gravoso está fora do campo de vontade do agente. Seria absurdo alguém ser condenado por tentaiva de alcançar um fim permitido pela lei. Ex. já que o agente não almejava fim ilícito. produzindo um resultado naturalístico. como sendo aqueles que são qualificados pelo resultado. Luiz Flávio. sendo produzido de forma culposa. quando duas ou mais pessoas. Teremos. violam o dever objetivo de cuidado a todos imposto." . O art. haja vista que. uma .: Aborto doloso + lesão corporal grave da gestante (art. Porém."Parte da doutrina tradicional e da jurisprudência brasileira admite co-autoria em crime culposo. a doutrina moderna entende que é possível a tentativa em crime preterdoloso sempre que a figura típica admitir a consumação do resultado qualificador culposo sem a consumação da conduta base dolosa. o instituto da tentativa é inaplicável a qualquer modalidade de crime culposo. A jurisprudência admite co-autoria em crime culposo. ou seja o agente é punido a título de dolo e também de culpa. É possível que se inicie as manobras abortivas na gestante. 19 do Código Penal Brasileiro define os crimes preterdolosos. mesmo porque a co-autoria exige uma concordância subjetiva entre os agentes. * CRIME PRETERDOLOSO: . .

quando. se as circunstâncias evidenciam que o agente não quis (dolo direto) o resultado morte. IV . iniciada esta. a qualquer ato do processo a que deva estar presente. por isso mesmo. 60 do CPP: "Art.conduta base dolosa tentada (pois o feto não morreu) + consumação do resultado qualificador (lesão corporal grave culposa). II . mas nas penas da lesão corporal (a título de dolo) seguida de morte (a título de culpa). para prosseguir no processo. não como incurso nas penas do homícidio.pg.quando o querelante deixar de comparecer. editora Impetus. Acho que é isso! * PEREMPÇÃO: . 19). 36.Curso de Direito Penal . não comparecer em juízo." (Rogério Greco ."A perempção é instituto jurídico aplicável às ações penais de iniciativa privada propriamente ditas ou personalíssimas. Já no caso da lesão corporal seguida de morte não será possível a tentativa. dentro do prazo de 60 (sessenta) dias. pois a morte culposa só pode acontecer se for seguida da lesão. art. Nos casos em que somente se procede mediante queixa. 129 § 3º . . mais severamente.reclusão. falecendo o querelante. 60. ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais. 715) . Veja: Lesão dolosa + morte culposa = não é possível a tentativa. de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos.quando. ou sobrevindo sua incapacidade." .Toda vez que houver um resultado mais grave do que o descrito no tipo fundamental e apenado. pois não tinha dolo de matar. deverá responder pela morte a título de culpa. àquela considerada como privada subsidiária da pública. No caso.quando. III . 2008 . não se destinando. sendo o querelante pessoa jurídica. qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo.parte geral. por ele responderá o agente se lhe houver causado ao menos culposamente (art. esta se extinguir sem deixar sucessor. considerar-se-á perempta a ação penal: I . ressalvado o disposto no art. contudo.Art. nem assumiu o risco de produzi-lo (dolo eventual). sem motivo justificado.

INC. TAIS EFEITOS SÃO CONSIDERADOS ESPECÍFICOS. função pública ou mandato eletivo: a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano. . III . tutelado ou curatelado. nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a administração pública. JÁ QUE NÃO SÃO AUTOMÁTICOS. 92. quando utilizado como meio para a prática de crime doloso. cometidos contra filho.Art. APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO SÃO: 1. desde que a sentença apresente a necessária motivação. for aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano E quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. sujeitos à pena de reclusão. ASSIM.a perda de cargo. devendo ser motivadamente declarados na sentença. tutela ou curatela. Parágrafo único .Nos termos do Código Penal. 92 .A perda de função pública constitui efeito da condenação quando aplicada pena privativa de liberdade igual ou superior a um ano. . MANDADTO ELETIVO. nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública.São também efeitos da condenação: I . . nos crimes dolosos. a perda de cargo. 2. I. II .Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos. FUNÇÃO PÚBLICA OU 3. função pública ou mandato eletivo ocorrerá quando. A PERDA DO CARGO. O QUE .a inabilitação para dirigir veículo.NOS CRIMES COMETIDOS POR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS OS EFEITOS DA CONDENAÇÃO DO ART. A TODOS OS CRIMES. ALÍNEAS A e B.a incapacidade para o exercício do pátrio poder. NÃO ESTENDENDO-SE. nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos.* EFEITOS DA CONDENAÇÃO: .

. justamente por prever a possibilidade. . de sentença penal condenatória proferida pela justiça de outro país. PARA AFERIR SEU CABIMENTO NO CASO CONCRETO.Erro de tipo. uma vez que apenas o caso concreto irá determinar se o erro foi evitável ou não. CONSEQUENTEMENTE. inescusável . se invencível e. O MAGISTRADO PRECISA PROCEDER À APRECIAÇÃO DA NATUREZA E DA EXTENSÃO DO DANO. se houver previsão. e não a certeza. implica na possibilidade de diminuição da pena de um sexto a um terço (art. se evitável (inescusável). se inevitável (escusável).SIGNIFICA DIZER QUE O JUIZ AO PROLATAR A SENTENÇA DEVERÁ MOTIVÁLOS DE FORMA CONCISA E FUNDAMENTADA. porém acredita que age de acordo com uma das excludentes legais. Assim. * ERRO DE PROIBIÇÃO: . isenta o agente de pena.exclui dolo e culpa. por isso. para obrigar o condenado residente no Brasil à reparação do dano causado pelo crime que cometeu. * ERRO DE TIPO: . o disposto na alternativa "e" está correto. 21 do Código Penal).O erro sobre a ilicitude do fato reflete na culpabilidade. BEM COMO ÀS CONDIÇÕES PESSOAIS DO RÉU.Nas descriminantes putativas derivadas de erro de tipo é necessário que ele seja plenamente justificado pelas circunstâncias. O desconhecimento da existência da norma proibitiva ou a certeza de sua nãoincidência no caso concreto caracterizam o erro de proibição direto. escusável .É possível a homologação. SOB PENA DE NULIDADE. . de modo a excluí-la ou atenuála. Exemplo de erro evitável: . por isso. O erro sobre a ilicitude do fato.Erro de tipo. mas responde por culpa.exclui dolo. pelo STJ. de exclusão da culpabilidade. enquanto que o erro de proibição indireto se dá quando o agente reconhece a sua conduta como típica. . se vencível e.O erro de proibição se verifica quando o engano do agente recai sobre a ilicitude do fato.

Erro de proibição. pois pensou que a legítima defesa poderia se dar em relação a mal futuro. mata um inimigo. ou seja. sem saber que a paz foi acelerada. é amparada por alguma excludente de ilicitude. 3. poderá diminuí-la de um sexto a um terço.. O desconhecimento da lei é inescusável. se evitável. . . Nucci afirma que: o legislador abriu bem ao incluir entre o rol das excludentes de culpabilidade o erro quanto à ilicitude do fato. . Quanto à existência: o agente supõe presente uma causa que está ausente. uma vez que.diminui a pena de 1/6 a 1/3. pois o agente ativo age sem ter consciência da ilicitude do fato. 229 e 21 (redação da Lei 7. Para a caracterização do delito previsto no art. como por exemplo. ainda que típica. à guisa de exemplo pode-se citar o caso de alguém que. na verdade. inescusável . se inevitável. Tal erro. se escusável. por isso. acolhido – Absolvição decretada – Inteligência dos arts. GENTIL LEITE.exclui a culpabilidade. isenta de pena.12. . se evitável e. portanto. quais sejam: 1. 41253-3.O erro de proibição indireto se dá quando o agente supõe que sua ação. por isso. v. isenta-o de pena. este por sua vez vai à sua casa. acreditando ainda estar em guerra. João ameaça José.209/84) do CP. pratica uma ilicitude.85. j.O erro de proibição é causa excludente da potencial consciência da ilicitude. exclui a culpabilidade. sem ter a noção de que ela é proibida. pega a arma e mata João.Casa de prostituição – “Drive-in” – Local não destinado especificamente a encontros para fins de prostituição – Fiscalização do mesmo pela Polícia – Licença de funcionamento fornecida pela Prefeitura local e placa proibindo a entrada de menores – Erro sobre a ilicitude do fato. Se enganou. o agente tem perfeita noção da realidade. durante o período de guerra.u. escusável . Quanto aos limites: o agente pratica o fato porém desconhece seus limites. mas. Rel.).No erro de proibição indireto. concede-lhe o direito a redução da pena de um sexto a um terço. Desconhecia José que a referida excludente de ilicitude se refere à agressão atual e iminente. Ex: um soldado. Ap. 2. se inevitável e. é lícito eliminar o inimigo. 30.ª Câm. Pode ocorrer em duas situações. .Erro de proibição inescusável. se inescusável. .O erro de proibição ocorre quando o agente ativo pratica a conduta de boa-fé supondo ser lícita. mas avalia de forma equivocada os limites da norma autorizadora. mas o erro sobre a ilicitude do fato. . uma vez que é possível o agente desejar praticar uma conduta típica. perdido de seu pelotção. 229 do CP de 1940 é necessário que se demonstre que o “drive-in” tenha sido desvirtuado para lugar destinado à prostituição (TJSP. Trata-se de um erro quanto à ilicitude do fato.. RT 610/335.

para aferir a culpabilidade do agente. sendo certo que tal atitude configura crime de Exercício Arbitrário das Próprias Razões . O agente deve ser responsabilizado por seu dolo inicial (precedente). De acordo com Damásio Evangelista de Jesus. não é mister que o dolo persista durante todo o fato: basta que a ação desencadeante do processo causal seja dolosa” [16]. . o CP adotou a teoria da "actio libera in causa". fantasia situação de fato. A solução tem o mérito de prestigiar a realidade dos fatos.sendo credor de outrem. provoca intencionalmente o resultado ilícito e evitável. o resultado morte advindo da segunda conduta não pode ser imputado ao agente. em que a lei considera existir um crime doloso em um fato culposo contra uma vítima que o agente não pretendia atingir * CULPA: . De acordo com Magalhães Noronha. tendo em vista a perfeita similaridade entre o que ele fez e o que ele quis fazer. por erro. Utiliza-se o mesmo raciocínio da aberratio ictus. Ressalte-se que apesar de a ação ser dolosa. mas é francamente minoritária na doutrina brasileira. supondo estar acobertado por causa excludente da ilicitude (caso de descriminante putativa) e.Em relação à embriaguez não acidental. no termos da teoria da imputação objetiva. A disciplina dessa situação é dada pela doutrina. . devendo ser considerado o momento da ingestão da substância e não o da prática delituosa.De acordo com Rogério Sanches. entende que pode ir à casa deste pegar o dinheiro devido. “nos crimes dolosos. na qual existem três orientações a respeito: . * ERRO SUCESSIVO: Não há previsão na lei a respeito do erro sucessivo.Há concurso material entre a tentativa de homicídio e o homicídio culposo.Ocorre um homicídio doloso consumado. em razão disso. . que não teve a intenção de causar esse risco.Existe somente uma tentativa de homicídio. culpa imprópria é aquela na qual recai o agente que. a denominação "culpa" advém do fato de o agente responder a título de culpa por razões de política criminal.

o dolo é sempre natural (ele é a simples vontade de fazer. mas não se importa com o resultado). na teoria finalista. É um dolo punido a título de culpa. atual. A outrateoria do dolo é a da representação/previsão (dolo é a previsão do resultado. . diz que o dolo é a consciência da vontade ou a aceitação do risco de produzir o resultado.Culpa consciente. efeitos colaterais de verificação praticamente certa. se existente fosse.teoria clássica). o art. o agente não quer. . o dolo é a intenção de se praticar um fato que se conhece contrário à lei (agente deve conhecer o ato que vai praticar + vontade de causar o resultado). . * LEGÍTIMA DEFESA: -"Na legítima defesa putativa. em que a utilização dos meios para alcança-lo inclui. Assim. deslocando a consciência da ilicitude para a culpabilidade). obrigatoriamente. legitimaria sua ação.o CP adotou a teoria da atividade. de acordo com os adeptos da teoria limitada da culpabilidade. Supõe uma situação fática que. . por motivos políticocriminais. sem previsão ou “ex ignorantia”: o agente não prevê o resultado objetivamente previsível. após prever o resultado.. por equiparação ou por assimilação.Dolo de segundo grau ou de consequências necessárias: vontade do agente dirigida a determinado resultado. sendo suficiente que o resultado seja previsto pelo sujeito).Na teoria naturalista da conduta o dolo é normativo (porta a consciência da antijuridicidade . com previsão. reagindo contra uma agressão inexistente. Trata-se de discriminante putativa: há erro quanto à existência de uma justificante. 18. ou seja. efetivamente desejado. é aquela em que o sujeito. realiza a conduta por erro inescusável quanto à ilicitude do fato.Culpa imprópria: também conhecida por culpa por extensão. após prever o resultado objetivamente previsível.Culpa inconsciente. É o que a doutrina chama de erro de permissão ou erro de proibição indireto. * DOLO: . . “ex lascivia": o agente. e teoria do assentimento/aceitação (dolo é a vontade de praticar a conduta com a aceitação dos riscos de produzir o resultado. I. realiza a conduta acreditando sinceramente que o resultado não acontecerá. o indivíduo imagina estar em legítima defesa.

. é constituído somente de consciência e vontade." * CULPABILIDADE: . imputabilidade. é a reação contra o excesso injusto.Então. . a previsibilidade subjetiva do crime. que é a consciência atual da ilicitude. que exclui. e inexigibilidade de conduta diversa.As causas de exclusão da imputabilidade são as seguintes: a) doença mental. . é um dolo despido do elemento normativo. diante das mesmas circunstâncias. a culpabilidade. posto que. a culpabilidade. e. . realçando que a previsibilidade objetiva é elemento do tipo culposo (por ser elemento. abarcou os elementos subjetivos do mesmo. 3º elemento da análise do crime (crime é fato típico. Em outras palavras. que se caracteriza quando há erro invencível.Compõem a culpabilidade: potencial consciência da ilicitude. qualquer pessoa. é um dolo despido do elemento normativo. Esse elemento normativo ficou na própria culpabilidade como potencial consciência da ilicitude. são situações que excluem a culpabilidade. Se ela tem base finalista. Desta forma. a legítima defesa sucessiva ocorre quando há repulsa ao excesso.Fale-se em legítima defesa subjetiva na hipótese de excesso exculpante.A coação moral irresistível e obediência hierárquica afastam o exigibilidade de conduta diversa. um dos componentes da culpabilidade. . Ela faz com que o dolo e a culpa migrem para onde? Para o fato típico. pela teoria finalista da conduta. Porém. agiria em excesso. o dolo. O fato que foi para o fato típico. e não o elemento culpa do tipo. a ausência desta exclui a culpabilidade (3º fase de análise do crime). Portanto. que agora pertence ao fato típico. Por derradeiro. virou elemento da culpabilidade como potencial consciência da ilicitude. b) desenvolvimento mental incompleto. Trata-se de causa supralegal de inexigibilidade de conduta diversa.O que a teoria normativa pura faz: a culpabilidade tinha dolo e tinha culpa. portanto. ilícito e culpável). sua ausência exclui a tipicidade). . na mesma situação.Teoria normativa pura da culpabilidade: essa teoria tem base finalista.A culpa. passou a ser elemento desta. o que você não vai mais encontrar na culpabilidade? Dolo e culpa. (potencial consciência da ilicitude). O terceiro elemento. .

caput).2 Supralegais: . 27. 1ª parte).1 . proveniente de caso fortuito ou força maior. . .Obediência hierárquica .Quanto ao fato: 2.Descrimiantes putativas.Estado de necessidade exculpante. 2.Guilherme de Souza Nucci classifica as excludentes de culpabilidade (causas dirimentes) da seguinte maneira: 1 . Excluem.art. 28. § 1º.art. CP. CP. a culpabilidade. 2ª parte). d) inimputabilidade por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado (26. São as seguintes as causas excludentes da culpabilidade: a) erro de proibição (21. b) coação moral irresistível (22. CP. do Código Penal. a quarta. 26.Embriaguez decorrente de vício (é considerada doença mental) . 22. CP. c) obediência hierarquica (22.Menoridade .Inexigibilidade de conduta diversa. . . § 1º. e) inimputabilidade por menoridade penal (27). 2 .Legais .Coação moral irresistível . 21.Quanto ao agente do fato: . . as 3 primeiras causas encontram-se no artigo 26. . d) embriaguez completa.art.c) desenvolvimento mental retardado. por conseqüência.art.Embriaguez decorrente de caso fortuito ou força maior . caput). proveniente de caso fortuito ou força maior.art.art. e . no artigo 28. 22. CP. caput.art. CP. 26.Erro de proibição escusável . CP. e . . f) inimputabilidade por embriaguez completa.Doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado .

Ex. no seu artigo 4º: considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão.Excesso acidental. a lei brasileira adotou a teoria da ubiquidade quanto ao lugar do crime. exceto se a do tempo do resultado for mais benéfica. ou seja.a imputabilidade é apurada ao tempo da conduta. . .O CP adotou. Ex.Não aplicação da teoria da ubiquidade: Crimes conexos (aqueles que de algum modo estão relacionados entre si.Teoria do resultado (ou do efeito): invoca o local do resultado criminoso como sendo o local do crime. infrações penais de menor potencial ofensivo (teoria da atividade).No tocante à aplicação da lei penal.Teoria da atividade (ou da ação): é considerado lugar do crime o local em que o agente desenvolveu atividade criminosa.: local onde foram efetuados os disparos. crimes plurilocais (aqueles em que a conduta e o resultado ocorrem em comarcas diversas. mas no mesmo país). o local em que ele foi cometido.aplica-se a lei em vigor ao tempo da conduta. . . sendo cada um julgado no país em que foi cometido). a teoria da atividade. ainda que outro seja o momento do resultado. * APLICAÇÃO DA LEI PENAL: . . onde praticou os atos executórios. Três são as teorias a respeito desde assunto. Essa teoria gera relevantes conseqüências: .Excesso exculpante. .: local em que a vítima veio a morrer. crimes falimentares (local onde foi decretado a falência) e atos infracionais (cometidos por crianças ou adolescentes será competente a autoridade do lugar da ação ou omissão). para o tempo do crime. ou seja.. quais sejam: .Para a aplicação da regra da territorialidade é necessário que se esclareça qual é o lugar do crime. . Crimes dolosos contra a vida (aplica-se a teoria da atividade).LUGAR DO CRIME – “locus delicti” .Teoria da ubiqüidade (ou mista): lugar do crime é aquele em que se realizou qualquer um dos atos criminosos (ação ou resultado – tanto faz) .

o Brasil se obrigar a reprimir.não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. 4. e .ser o fato punível também no país em que foi praticado. embora cometidos no estrangeiro: I . mercantes ou de propriedade privada. . 296 do CP). e prossiga durante o império de outra. CP) 1. 7º. de Território. praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. . por outro motivo.os crimes: b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. segundo a lei mais favorável. . aplica-se esta última a toda a unidade delitiva. 2. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público.estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. São elas: (art 7. consideram-se extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. . .no crime continuado em que os fatos anteriores eram punidos por uma lei.STF Súmula nº 611: Sentença Condenatória Transitada em Julgado . 3. desde que sob a sua vigência continue a ser praticada. não estar extinta a punibilidade.Para os efeitos penais. a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. por tratado ou convenção.A extraterritorialidade CONDICIONADA.Falsificação de selo é crime contra a fé pública (art. Conforme o art. Ficam sujeitos à lei brasileira. $2.Segundo a jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro.no crime permanente em que a conduta tenha se iniciado durante a vigência de uma lei.entrar o agente no território nacional. do Distrito Federal. . Aplica-se aos crimes listados no inciso II do art7: II .. como o próprio nome já sugere. onde quer que se encontrem.Competência na Aplicação de Lei Mais Benigna. ainda que mais severa. de empresa pública. compete ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna. de Estado. 5. Transitada em julgado a sentença condenatória. exige outras CONDIÇÕES além da que o autor seja processado e julgado quando entrar no território nacional. .os crimes que. de Município. os praticados por brasileiro. aplica-se a lei nova. operandose o aumento da pena por lei nova.SÚMULA Nº 711: A LEI PENAL MAIS GRAVE APLICA-SE AO CRIME CONTINUADO OU AO CRIME PERMANENTE. do CP. SE A SUA VIGÊNCIA É ANTERIOR À CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU DA PERMANÊNCIA. sociedade de economia mista.

do CP.Art. ou seja. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. No caso da questão. de Município.os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. visto que essas leis têm tempo exíguo. Fernando pode ser julgado de acordo com as leis brasileiras. . fazendo com que o sujeito que as infringe seja julgado justamente sob a égide de outra lei. c) contra a administração pública. 50)". o CP adotou a territorialidade RELATIVA ou TEMPERADA PELA INTRATERRITORIALIDADE (“sem prejuízo de convenções. Diferentemente do CPP. . embora cometidos no estrangeiro: I . como não é o caso. . que se desdobra na possibilidade da retroação da lei mais benéfica é mitigado no tocante às leis temporárias e excepcionais. d) de genocídio. Juspodium. sem que seja necessário preencher qualquer condição para isso. independentemente de condenação ou absolvição no exterior. aplica-se o chamado princípio da defesa (ou real) . §1º. O fundamento dessa regra é o de que não teria utilidade nenhum as ditas leis se fosse permitido a retroação da lei mais benéfica.O fato de o agente ser absolvido no exterior só impediria a condenação no Brasil se o exemplo da questão fosse caso de extraterritorialidade condicionada (hipóteses do art. o agente é punido segundo a lei brasileira.os crimes: . de Território.Trata-se de hipótese de extraterritorialidade incondicionada. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro". 2010. sociedade de economia mista.Ficam sujeitos à lei brasileira. Ed. conforme dispõe o art. do Distrito Federal. CP)."a lei aplicável é a da nacionalidade do bem jurídico lesado. por quem está a seu serviço.TEMPO DO CRIME: Teoria da atividade: Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. Por fim. tratados e regras de direito internacional”). 7º . de Estado. p. é obrigatória a aplicação da lei brasileira. II . onde quer que o crime tenha sido cometido e qualquer que seja a nacionalidade do seu agente (Rogério Sanches CP para Concursos. II e §2º. 7º. 7º.O princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa. "Nos casos do inciso I. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.O princípio da territorialidade pode ser absoluto (aplica a territorialidade sem exceções) ou relativo (admite-se exceção). de empresa pública. ainda que outro seja o momento do resultado.

Regra Benéfica do Concurso Material.art. o que a doutrina denomina de “regra benéfica do concurso material” ou de “regra do concurso material benéfico”. Ou seja. § 3º . Pena cumprida no estrangeiro . quando diversas. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. O aludido dispositivo reza que a aplicação do critério da exasperação. § único. e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. nunca aumentar (exasperar) – benefício outorgado ao réu por motivos de política criminal – pode resultar em pena mais grave do que a correspondente em face da soma (da cumulação material) dos crimes. por outro motivo. do crime continuado) redunde em pena maior que a cumulação.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. b) ser o fato punível também no país em que foi praticado. d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. por tratado ou convenção. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. . Caso o juiz preveja que a aplicação do critério de exasperação do concurso formal (ou. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional. § 1º . 69 do CP). ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. O CP estabelece no art.a) que. o Brasil se obrigou a reprimir.Nos casos do inciso II. b) praticados por brasileiro. quando idênticas.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. § 2º .Nos casos do inciso I. 8º . se. b) houve requisição do Ministro da Justiça. como veremos adiante. não poderá resultar em pena mais alta a que seria cabível pela regra do cúmulo material (própria do concurso material de crimes . reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição. o agente é punido segundo a lei brasileira. deve . mercantes ou de propriedade privada. 70. ou nela é computada. não estar extinta a punibilidade.Art. em sede de concurso formal. segundo a lei mais favorável. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras.

DESISTE DE PROSSEGUIR NA EXECUÇÃO OU IMPEDE RESULTADO PRODUZA. 02. Trata-se de medida lógica.O agente que. estabelecida para.2006). desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. RESTANDO APENAS RESPONSABILIZAÇÃO PELOS ATOS JÁ PRATICADOS.O arrependimento eficaz ocorre quando o agente pratica. . só responde pelos atos já praticados. evitar situações esdrúxulas. É o que se extrai da parte final do Art.DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ: SÃO INSTITUTOS QUE AFASTAM A TIPICIDADE DO CRME TENTADO. em homenagem aos primados da razoabilidade e proporcionalidade.Pode-se aplicar o princípio da consunção num fato que ostente a materialidade de falso e de estelionato. NESSE SENTIDO É A DICÇÃO QUE O DO ART.05. Min Eros Grau.253/RJ. tendo já ultimado o processo de execução do crime. por sua voluntariedade. * DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ: . Segundo o eminente professor Damásio de Jesus. . rel. desenvolve nova atividade impedindo a produção do resultado. VOLUNTARIAMENTE.deixar de lado a primeira e aplicar esta última técnica. . . os atos executórios. OU SEJA. o arrependimento eficaz tem lugar quando o agente. SEGUNDO SÓ O QUAL "O AGENTE ATOS QU. 15 DO SE CP. CARACTERÍSTICAS DA DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA: O AGENTE ESTÁ NO ITER CRIMINIS. voluntariamente. Exemplo: "A" dispara e acerta vários tiros em "B". RESPONDE PELOS PRATICADOS". paragrafo único. INICIOU A EXECUÇÃO E. até o final. obsta o resultado. só responde pelos atos praticados: CP Art. . 2ª Turma.15. JÁ VOLUNTARIAMAENTE. contudo.OBS: A pena do crime continuado não pode exceder a que seria resultante do concurso material. do Código Penal" (STF: HC 88. no entanto. como a falsificação de carteira de trabalho para obtenção de vantagem pessoal indevida.O agente que. depois de esgotar todos os meios de que dispunha para consumar a infração penal. 71. j. DECIDE INTERROMPER SUA TRAJETÓRIA EM DIREÇÃO À CONSUMAÇÃO DO CRIME. "A" se arrepende e desiste de matá-lo e o socorre evitando assim sua morte. se arrepende e impede que o resultado ocorra.

Espécies de concursos de agentes: o concurso poderá ser eventual ou necessário. de maneira isolada. 4.SENDO ASSIM.Arrependimento Posterior Art. Esses delitos são denominados pela . quanto mais rápida a reparação do dano.No arrependimento posterior.É necessário que o ato seja voluntário. Conforme doutrina majoritária. homicídio. CARACTERÍSTICAS DO ARREPENDIMENTO EFICAZ: O AGENTE ENCERROU O ITER CRIMINIS E. é uma causa obrigatória de redução de pena.O ressarcimento deve ser feito até o recebimento da denúncia ou queixa. ainda que não seja espontâneo. 2.Não pode ser aplicado nos casos de delitos praticados com violência ou grave ameaça. Veja-se: I. Assim. .O arrependimento posterior ocorre após a consumação do crime. até o recebimento da denúncia ou da queixa. VOLUNTARIAMENTE. Eventual: é aquele em que o delito pode ser praticado por um único agente. * CONCURSO DE CRIMES: . a redução da pena varia de um a dois terços. como furto. * ARREPENDIMENTO POSTERIOR: . porém são necessários alguns requisitos: 1.É causa OBRIGATÓRIA de redução da pena. O ARREPENDIMENTO EFICAZ SÓ É POSSÍVEL NA TENTATIVA PERFEITA. 3. reparado o dano ou restituída a coisa. por ato voluntário do agente.Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. PRATICA NOVA AÇÃO QUE EVITA A CONSUMAÇÃO DO CRIME. Todo crime com violência ou grave ameaça não terá a aplicação do arrependimento posterior. . a pena será reduzida de um a dois terços.A reparação do dano (ressarcimento) ou a restituição do objeto material. . o critério a ser utilizado pelo juiz para quantificar a redução da pena é o da celeridade da reparação. SENDO ASSIM. etc.16 . maior deverá ser a redução da pena pelo juiz. A DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA SÓ É POSSÍVEL NA TENTATIVA IMPERFEITA.

o condenado cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e sucessivamente as demais.doutrina como unissubjetivos. para os demais será incabível a substituição de que trata o art. sabe do matrimônio de seu parceiro). b) Ações paralelas: ocorre quando os agentes executam o delito por meio de ações distintas. mas aumentada. Necessário: é um tipo de delito em que para sua realização será imprescindível a existência de mais de um agente. se iguais. sem a existência da previsão plurissubjetiva. quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de liberdade. mas aumentada. 70. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. § 1º .Na hipótese deste artigo. . quando a concubina. em qualquer caso. de um . A doutrina os identifica como delitos plurissubjetivos. como no crime de quadrilha ou bando. em qualquer caso.No concurso formal de crimes. somente uma delas.Concurso formal: Quando o agente. por um dos crimes. se iguais. idênticos ou não. II. aplica-se ao agente a mais grave das penas cabíveis ou.Art. Sendo assim. como no delito de rixa. porque eles podem ser praticados mediante: a) Ações convergentes: ocorre quando os desígnios rumam (convergem) para o mesmo sentido (ex. mediante mais de uma ação ou omissão. c) Ações divergentes: ocorre quando a conduta dos agentes acaba se voltando uma contra a outra. As penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. pratica dois ou mais crimes. § 2º .Art. aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou. pratica dois ou mais crimes. isso porque a presença de mais de uma agente é elementar do tipo penal.: bigamia.Concurso material: Quando o agente. executa-se primeiro aquela.Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos. CP . os referidos delitos dessa segunda parte (necessário) deixariam de existir. CP . mediante uma só ação ou omissão. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção. 44 deste Código. porque eles não dependem (exigem) da participação de terceiro. 69. somente uma delas. por exemplo. de um sexto até metade. em que cada um dos agentes tem uma função distinta no cometimento do delito. . não suspensa. . idênticos ou não. Esses delitos irão variar conforme o ânimo do agente.

pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. se diversas.O concurso formal é imperfeito. do CP: Quando. aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes. poderá o juiz. ou a mais grave. por acidente ou erro no uso dos meios de execução. As penas aplicam-se. considerando a culpabilidade. e as penas serão somadas. maneira de execução e outras semelhantes. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. B e C. aplica-se a regra do artigo 70 (concurso formal) deste Código. se idênticas. o agente. aumentar a pena de um só dos crimes. . entretanto. concurso formal perfeito. cumulativamente. os antecedentes. neste caso. . atinge pessoa diversa. Já se o caso fosse assim: A atira pedra querendo atingir 2 desafetos. os designios são autonomos. em qualquer caso. ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender.Quando o agente. . No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro. se idênticas. No concurso formal perfeito é que não há designios autonomos. 71 . Exemplo: A atira pedra para atingir B mas sem querer atinge também C (aberratio ictus com unidade complexa). Parágrafo único .sexto até metade. No imperfeito as penas são somadas. 75 deste Código.Art. se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos. contra vítimas diferentes. atendendo-se ao disposto no § 3º do artigo 20 deste Código. cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. justamente porque há designios autônomos. bem como os motivos e as circunstâncias. do artigo 20. ou a mais grave. . diz o seguinte: O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena.Nos crimes dolosos. Dois resultados mas um único desígnio. 70 e do art. se diversas. . há unidade de desígnio.O referido §3o. de um sexto a dois terços. aumentada. É tratada pelo nome de ERRO NA EXECUÇÃO e vem prevista no artigo 73. as condições ou qualidades da vítima. responde como se tivesse praticado o crime contra aquela. até o triplo. lugar. a conduta social e a personalidade do agente. consoante o disposto no artigo anterior. pelas condições de tempo. Não se consideram.Aberratio ictus = desvio no golpe ou aberração no ataque. ocorrendo 2 resultados o concurso será formal imperfeito. no perfeito são exasperadas de um sexto até a metade mas poderão ser somadas se benéfico ao réu (concurso material benéfico. mediante mais de uma ação ou omissão. observadas as regras do parágrafo único do art.

A . ou seja. quero matar A.Concurso Material Benéfico nas Hipóteses de ABERRATIO ICTUS E ABERRATIO CRIMINIS Seja nas causas de aberratio ictus ou de aberratio delicti (ambos com unidade complexa). deverá ser observada a regra do concurso material benéfico. § único. ainda que o resultado tenha sido culposo: se quer matar o pai. não poderá resultar em pena mais alta a que seria cabível pela regra do cúmulo material (própria do concurso material de crimes . dois resultados). pode ser aplicada a regra do concurso material benéfico (se a soma das penas for mais benéfico que a exasperação) quando se tratar de concurso formal perfeito (não há designios autonomos.O erro. ou seja. . mate também B.art. Ou seja. que. é de pessoa para pessoa. Aqui.A regra geral para aplicação da pena é a utilização do sistema da exasperação (aumenta-se a pena de 1/6 até a metade). no entanto. o agente responderá por seu dolo. em comparação com o material. COM UNIDADE COMPLEXA – há um resultado duplo. mas atinge e mata stranho. Na aberratio ictus (erro na execução) o agente por acidente ou erro no uso dos meios de execução acaba ofendendo uma pessoa diversa daquela que ele pretendia atingir. em sede de concurso formal. mas mato B. Com sua conduta o agente atinge o alvo e também um terceiro. . além de matar A. 70. nunca aumentar (exasperar) – benefício outorgado ao réu por motivos de política criminal – pode resultar em pena mais grave do que a correspondente em face da soma (da cumulação material) dos crimes. Para solucionar esta alternativa (a) é preciso entender porque a aberratio ictus com unidade complexa é exemplo de concurso formal perfeito. ou seja. produz um único resultado. o que dá origem a duas classificações quanto à aberratio ictus: COM UNIDADE SIMPLES – o agente. . O aludido dispositivo reza que a aplicação do critério da exasperação. entretanto. se o concurso formal for prejudicial ao agente. só atinge uma pessoa. como é o caso da aberratio ictus com unidade complexa. embora diversa da pretendida. aplicam-se as regras deste último. 69 do CP).. Regra Benéfica do Concurso Material: O CP estabelece no art. com sua conduta. Pode haver. aplicam-se as regras do erro quanto à pessoa. responde com a agravante do homicídio contra ascendente. ou seja. como se pode ver.Rogerio Greco. o que a doutrina denomina de “regra benéfica do concurso material” ou de “regra do concurso material benéfico”.

CP. Formal imperfeito (com desígnios aut. tendo em vista que na aberratio ictus com unidade complexa há uma conduta e dois resultados. Então. Será com unidade complexa quando tiver resultado duplo (desejado e o não desejado .Parágrafo único . se os 2 resultados forem desejados não há aberratio ictus mas concurso formal imperfeito. diminuída de um a dois terços.ART. . Não se pune a tentativa quando por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto.Salvo disposição em contrário. Pra memorizar: COM RELAÇÃO A APLICAÇÃO DA PENA NO CONCURSO DE CRIMES: Concurso material – sistema do cúmulo material Concurso formal . . Será com unidade simples quando tiver resultado único. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. Ou concurso material benéfico.atenção. se presentes os demais requisitos.sistema da exasperação (Mais grave das penas se diferentes ou uma única pena se iguais os crimes.20 p. é impossível consumar-se o crime.) – Sistema da Exasp.3) ou com unidade complexa. já que presente os designios autônomos). Concurso formal perfeito . * TENTATIVA: . Parte final do artigo 70. aumentados em qualquer caso de 1/6 até a metade). Súmula 499 STF: Não obsta à concessão do "sursis" condenação anterior à pena de multa.aberratio ictus pode ser com unidade simples (consequência jurídica do erro sobre a pessoa art.A condenação anterior à pena de multa não impede a suspensão da pena.) – Sistema do cúmulo material. 17. o concurso formal é perfeito. Formal perfeito (sem desígnios aut. aumenta de 1/6 a metade. No concurso formal imperfeito há designios autônomos e a regra aplicada será a da cumulação material.sistema da exasperação ou concurso material benéfico * SUSPENSÃO DA PENA: . pois há unidade de desígnio.

a seu turno.Segundo a doutrina: "O percentual de redução não é meramente opção do julgador. b) contravenções. CP). 11 ed. . situação de precaução no sentido de surpreender o agente quando este intentar o ato criminoso. k) no crime complexo. no crime continuado. evitando. e) crimes preterdolosos ou preterintencionais. O todo.Segundo Damásio de Jesus. não há se falar em crime putativo. ao contrário. recorrer da decisão que impôs este ou aquele percentual. a tentativa ocorre com o começo de execução do delito que inicia a formação da figura ou com a realização de um dos crimes que o integram. j) no crime continuado. * INTERCEPTAÇÀO TELEFÔNICA: . p. evitando-se. não a admite. Tendo esse crítério como norte. poderá o julgador fundamentar com mais facilidade o percentual por ele aplicado. sem ter sido artificialmente provocada. de acordo com o estágio em que se encontrava o crime". basicamente. f) crimes em que a lei somente pune o agente quando ocorre o resultado. inadequada. 122. menor será o percentual de redução. são crimes que não admitem a forma tentada: a) crimes culposos.. i) crimes de atentado. Rogério. por exemplo. Assim. a maior ou menor proximidade da consumação. Rio de Janeiro: Impetus. inútil. acontece na participação em suicídio (art.O crime impossível é também denominado por alguns estudiosos de tentativa inidônea. 2009. em função do aspecto surpresa. h) crimes permanentes de forma exclusivamente omissiva. entende a doutrina que quanto mais próximo o agente chegar à consumação da infração penal. visando trazer critérios que possam ser aferidos no caso concreto. decisões extremamente subjetivas e injustas. o resultado criminoso. . evitando decisões arbitrárias. ou quase crime. só é admissível a tentativa dos crimes que o compõem. 265. c) crimes omissivos próprios. ainda. Poderá o condenado. Fonte: GRECO. quanto mais distante o agente permanecer da consumação do crime. maior será a redução. g) crimes habituais. criando a partir de então. . livre de qualquer fundamento.Se a autoridade policial. haja vista que o sujeito se vale de meios absolutamente ineficazes ou objetos absolutamente impróprios que tornam impossível a consumação do crime. como.O critério utilizado pela jurisprudência para fixar o quantum de redução da pena pela tentativa considera. Curso de Direito Penal. d) crimes unissubsistentes. vem a conhecer previamente a iniciativa do agente. . Trata-se de tentativa não punível.

Atenção: Paragrafo único. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. 5° A decisão será fundamentada. para celebrar contrato com o Poder Público. fora das hipóteses previstas em lei. Na mesma pena incorre aquele que. ou outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo Poder Público. emprego. aplicando-se. além das sanções penais.A autoridade competente que. cargo.LEI 8666/93 Art. . que não poderá exceder o prazo de quinze dias.Nos casos de sentença condenatória por prática de algum dos crimes previstos na Lei n. função ou emprego público.666/1993. 103. à perda do cargo. se esta não for ajuizada no prazo legal. especialmente quando se tratar de fato complexo que exija investigação diferenciada e contínua. quando servidores públicos. Será admitida ação penal privada subsidiária da pública. a pena de multa deverá ser fixada em percentual. determinar dispensa ou inexigibilidade de licitação incorrerá em crime previsto na Lei n. tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade. 8666/93 Art. indicando também a forma de execução da diligência. 84. quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da Administração direta. sob pena de nulidade. função ou mandato eletivo. empresa pública.LEI 9296/96 Art. função ou mandato eletivo.É possível a prorrogação do prazo de autorização para a interceptação telefônica.º 8. . beneficiou-se da dispensa ou inexigibilidade ilegal. o disposto no Código de Processo Penal. quando servidores públicos.Os crimes definidos na lei de licitações sujeitam os seus autores.666/1993. * CRIMES EM LICITAÇÕES: . 100. . cuja base deverá . renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. para os fins desta Lei. autarquia. . § 2o A pena imposta será acrescida da terça parte. Considera-se servidor público. aquele que exerce. cabendo ao Ministério Público promovê-la. Os crimes definidos nesta Lei. no que couber. emprego. . ainda que o crime não tenha sido consumado. porém: Art.. 83.º 8.Art. sujeitam os seus autores. à perda de cargo. mesmo que sucessiva. fundação pública. ainda que simplesmente tentados. sociedade de economia mista.

a Receita Federal agora tem poder para quebrar sigilo bancário.Entendimento do STF: Os membros do Ministério Público.OBS: Conforme recente decisão do STF. solicitar a quebra do sigilo bancário quando se tratar de aplicação de verbas públicas. sob pena de violação aos direitos e garantias constitucionais da intimidade da vida privada dos cidadãos.Há duas teorias que tratam a respeito dos elementos fundamentais do crime continuado: objetiva e objetivo-subjetiva. ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. praticados em tais condições de tempo. - * CRIME CONTINUADO: . TELEFÔNICO E FISCAL: . “para os objetivistas a unidade do crime deflui dos elementos exteriores da homogeneidade: crimes da mesma espécie. Obs: Cabe tão-somente ressaltar que. . o Ministério Público pode. devido ao princípio da publicidade.corresponder ao valor da vantagem obtida ou potencialmente auferível pelo agente. Já para a teoria objetivo-subjetiva ou subjetivo-objetiva o crime continuado surge da coexistência de elementos subjetivos (unidade de desígnios) e elementos objetivos (elementos exteriores de homogeneidade: circunstâncias de tempo. A primeira entende que o crime continuado exige.11. não estão autorizados a requisitar documentos fiscais e bancários sigilosos diretamente ao fisco e às instituições financeiras. Ou seja. no uso de suas prerrogativas institucionais. dispensa-se a unidade de desígnios. por se entender que os elementos exteriores de homogeneidade bastam para se afirmar da unidade criminosa. excepcionalmente. * SIGILOS BANCÁRIO. requisitos de ordem objetiva. . que os subseqüentes são havidos como continuação dos precedentes”. apenas e tão-somente. lugar e maneira de execução. segundo o STF.Dependem de prévia autorização do Poder Judiciário a prestação de informações e o fornecimento de documentos sigilosos solicitados por comissão de inquérito administrativo destinada a apurar responsabilidade de servidor público por infração praticada no exercício de suas atribuições.2010. de 26. .

. é elemento indispensável. em qualquer caso.HABEAS CORPUS. na visão da teoria eclética ou mista. inexistindo qualquer menção a elementos subjetivos. nas mesmas circunstâncias de tempo. a própria Exposição de Motivos da Parte Geral do CP.Quando o agente. a despeito das objeções formuladas pelos partidários da teoria objetivo-subjetiva”. até o triplo. praticam crimes da . se diversas. Teoria adotada pelo CP. A unidade de desígnios – prévia vontade planejada de executar vários delitos em continuidade –. lugar. deve ser aplicada a regra do concurso material de crimes. poderá o juiz. por implicar verdadeiro benefício àqueles delinqüentes que. ORDEM DENEGADA. portanto. cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. mediante mais de uma ação ou omissão. para a configuração do crime continuado.Nos crimes dolosos. o critério da teoria puramente objetiva. que indicam continuação delitiva mediante sucessão criminosa). no item n. Parágrafo único . CRIME CONTINUADO. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro.lugar. 3.º 59. observadas as regras do parágrafo único do art. . se diversas. aumentar a pena de um só dos crimes. ou a mais grave. 2. REITERAÇÃO HABITUAL. 1. O nosso diploma penal não fez qualquer referência à unidade de desígnios enquanto requisito do crime continuado. aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes. DESCARACTERIZAÇÃO. de um sexto a dois terços. Aliás. A continuidade delitiva. 70 e do art. a conduta social e a personalidade do agente. Constatada a reiteração habitual. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. contra vítimas diferentes. pelas condições de tempo. a doutrina brasileira é pacífica em afirmar que o Código brasileiro adotou a teoria objetiva pura. 71 do CP. os antecedentes. Para a caracterização do crime continuado faz-se necessária a presença tanto dos elementos objetivos quanto subjetivos. por se entender que este “não revelou na prática maiores inconvenientes. Consoante se extrai da redação do art. DIREITO PENAL. afirma expressamente que foi mantido.Art. ou a mais grave. considerando a culpabilidade. NECESSIDADE DE PRESENÇA DOS ELEMENTOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS. 75 deste Código. modo e lugar de execução. na reforma de 1984. se idênticas. maneira de execução e outras semelhantes. maneira de execução e outras. em que as condutas criminosas são autônomas e isoladas. Assim. se idênticas. os elementos estruturantes da continuidade delitiva são apenas de ordem objetiva. aumentada. 71 . bem como os motivos e as circunstâncias.

maior culpabilidade". é a hipótese de simples reiteração ou habitualidade criminosa. o magistério de Cernicchiaro. deve ser aplicada somente aos acusados que realmente se mostrarem dignos de receber a benesse. os modos de execução são distintos e os delitos estão separados por espaço temporal igual a seis meses. de crime continuado. sem dúvida. Incide a regra do concurso material".Como bem aduz Leonardo Marcondes Machado " O crime continuado e a habitualidade delitiva são duas figuras que não se confundem. ficção jurídica inspirada em política criminal e na menor censurabilidade do autor de crimes plurais da mesma espécie e praticados de modo semelhante. por exemplo. desde que a seqüência das ações ou omissões diminuam a censura. atrai. em que. é claro que o tratamento penal deve ser endurecido (leia-se: maior pena). reiteração que se projeta todas as vezes que o agente encontra ambiente favorável aos delitos. pouco importa a conexão objetiva. conforme já destacado inicialmente. Diferente. ou. Aliás. este também é o entendimento do Supremo Tribunal Federal. portanto. propensão para o delito. Não se cuida. A reiteração que. muito embora haja pluralidade de delitos. raciocínio frio. . ainda que da mesma espécie.mesma espécie. na verdade. calculista. Indispensável. por emprestado. Tome-se. uma vez que a culpabilidade (no sentido de censurabilidade ou reprovabilidade) é maior. o que significa maior pena. se transforma em habitualidade. ausente as similitudes. mas de reiteração criminosa. no entanto. estas não são bastantes a indicar continuidade. que os subseqüentes devem ser havidos como continuação do primeiro). neste ponto. habitualidade delitiva e crime continuado: . [02] Nos casos de mera reiteração criminosa. se as circunstâncias evidenciarem. segundo o qual "a reiteração criminosa indicadora de delinqüência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado {1} " A continuidade delitiva representa. a indicar continuidade (ou seja. . hipótese concreta julgada pelo Supremo: "No caso dos autos.Crime habitual. "Ao contrário. segundo o qual só se pode entender a continuação. ainda que verificadas as similitudes. em virtude de não se reconhecer o benefício dogmático e político-criminal da continuidade delitiva.

ou seja. em regra. * PENAS: . com os acréscimos legais. violentos ou com grave ameaça à pessoa) a exasperação será maior. Esta. DJ 9. pela qual a natureza do crime continuado é uma ficção emprestada pelo Direito.5. É o costume de praticar crimes. Ao contrário de ser de 1/6 a 2/3 (esta é a exasperação do crime continuado simples). a teoria objetiva (puramente objetiva ou objetiva pura)."O entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinqüência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado" (STF – RHC 93. O criminoso habitual que atenda aos requisitos do art. bastam os requisitos constantes do art. no sentido de que é necessário distinguir habitualidade delitiva de crime continuado. . como adotamos. Uma pessoa que vive de diferenciados tipos de crimes será criminosa habitual. só são exigidos os requisitos expressos em lei para que haja reconhecimento da continuidade delitiva.Crime habitual é aquele que depende de reiteração da conduta para que haja consumação.MULTA: . o Código Penal define crime continuado e. Habitualidade delitiva é a reiteração criminosa. . ao contrário de soma de penas. também. verbi gratia. adotamos a teoria da ficção juridica.O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou.144/SP. criamos nova espécie de conexão material (vinculação material de delitos). Com isso. É. 71 do CP terá direito ao reconhecimento da continuidade delitiva. In casu. vítimas diferentes. delito caracterizado pelo exercício de uma profissão regulamentada. 71 do Código Penal para que haja crime continuado.08). quem diz o que é crime continuado é a lei. esta é a conexão legal. No caso de continuidade delitiva profissional (envolvendo crimes dolosos. Por isso. exercício ilegal da profissão de médico. poderá elevar até o triplo (exasperação para o crime continuado especial ou específico). No Brasil. Relator Ministro Carlos Alberto Menezes Direito. provoca a exasperação da mais grave. ou à devolução do produto do ilícito praticado. O exposto afasta a possibilidade sustentada por alguns.

ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada. * RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA: .As penas restritivas de direitos são: a suspensão parcial ou total de atividades.O trabalho do preso será sempre remunerado.REGIME DE PENAS: . artigo 12. a massa falida. não podem ser responsabizadas. o juiz determinará sua internação (art. Por exemplo. o espólio dos bens deixados pelo falecido (CPC.O trabalho externo é admissível. A sociedade de fato também não. semiaberto ou aberto. perdurando enquanto não for averiguada.Pessoas com personalidade judiciária. Se. ou à devolução do produto do ilícito praticado. a cessação de periculosidade. ou aberto. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. em serviços ou obras públicas. Art. em regime semi-aberto. interdição temporária de estabelecimento. salvo necessidade de transferência a regime fechado.Se o agente for inimputável. 39 .A multa é considerada dívida ativa de valor. . § 1º . o fato previsto como crime for punível com detenção.STF Súmula 693: Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa. III e IV). poderá o juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial. no regime fechado. sendo-lhe garantidos os benefícios da Previdência Social.Caput do Art. Ela não tem representante legal e não haveria como executar a pena. 33 . 34 parágrafo § 3º . Art. sendo esta: " independentemente de ser ou não .A internação. 33 parágrafo § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. Art.. sem personalidade jurídica. ou tratamento ambulatorial.A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. 97 . será por tempo indeterminado. aplicando-se as normas da legislação relativa à dívida ativa da fazenda pública. . 26). com os acréscimos legais. Art. todavia. obra ou atividade e proibição de contratar com o poder público (artigo 22). mediante perícia médica. A lei não as alcança. . A de detenção.A jurisprudência contemporânea do STJ e do STF entende que há aplicação da Teoria da Dupla Imputação Objetiva. .

Participação de menor importância: redução de um sexto a um terço da pena. Portanto. INÉPCIA DA DENÚNCIA.. INADMISSIBILIDADE. Pressupõe periculosidade. . Quanto à última teoria. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO MÍNIMA DA RELAÇÃO DA RECORRENTE COM O FATO DELITUOSO. São meramente preventivas.O CP adota a teoria restritiva (só é autor quem executa a conduta típica) e a teoria unitária ou monista (todos os que contribuem para um resultado delituoso responderão pelo mesmo crime). jamais pode a pessoa jurídica isoladamente aparecer no pólo passivo da ação penal (sempre será necessário descobrir quem dentro da empresa praticou o ato criminoso em seu nome e em seu benefício). (3) liame subjetivo . RESPONSABILIZAÇÃO SIMULTÂNEA DA PESSOA FÍSICA. há exceções (àqueles que decidem participar apenas de crime menos grave). e o máximo da duração é indeterminado. .REQUISITOS: (1) pluralidade de condutas. (4) identidade de crime para todos os envolvidos. NECESSIDADE. Possui 2 espécies: internação e tratamento ambulatorial. dentro dos limites constitucionais. .)Não é possível que haja a responsabilização penal da pessoa jurídica dissociada da pessoa física. OBS: STJ: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.houve acordo. (2) relevância causal das condutas."penal" a natureza específica da responsabilidade da pessoa jurídica prevista na lei ambiental. PESSOA JURÍDICA.. emerge como absolutamente inevitável a incidência da teoria da dupla imputação (ou da imputação paralela). pela prática delitiva. ajustes de ambos -. CRIME CONTRA O MEIO AMBIENTE. Não se aplica aos imputáveis. * CONCURSO DE PESSOAS: . leia-se. Desse modo. potencialidade para novas ações danosas. (. perdurando a sua aplicação enquanto não for averiguada a cessação da periculosidade. tem prazo mínimo de 1 a 3 anos. * MEDIDAS DE SEGURANÇA: . devem ser processadas (obrigatoriamente) a pessoa que praticou o crime e a pessoa jurídica (quando esta tenha sido beneficiado com o ato). que age com elemento subjetivo próprio.Medida de segurança é o tratamento aplicado aos indivíduos inimputáveis que cometem um delito penal. a medida de segurança possui finalidade preventiva e visa ao tratamento dos inimputáveis que demonstrarem.

todos aqueles que violam o dever objetivo de cuidado são autores.Quem dá cobertura para o crime é COAUTOR e não partícipe.Segundo o entendimento do STF e STJ. desde que conhecidas pelo comparsa. e desde que tenham ingressado no dolo do agente. . comunicam-se. etc. Ex: reincidência. as condições e circunstancias de caráter pessoal. 123 CP. (Elementar é cada aspecto que compõe o tipo penal fundamental. motivos do crime. . . salvo quando elementares do crime. . desde que ingressem na esfera de conhecimento do agente.Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal (subjetivas). Ex 2: A qualidade de funcionário público é elementar dos crimes funcionais típicos. sejam pessoais.Condições subjetivas são incomunicáveis.São três as regras de comunicabilidade no concurso de pessoas (quando determinado aspecto passa (comunica) de um coparsa para outro): a) As circunstâncias e condições pessoais não se comunicam. . portanto comunica-se ao particular desempregado ciente). .. . Ex: O emprego de fogo.30 do CP . tal teoria é adotada em relação aos crimes culposos. Assim. b) As circuntâncias e condições materiais comunicam-se desde que conhecidas pelo comparsa.Nos casos de constituírem circunstâncias elementares do crime principal. isto porque dizem respeito ao fato criminoso.Condições objetivas são comunicáveis. de arma que aumenta a pena de roubo. etc. finalidade (motivo do crime) ou condição pessoal do agente. menoridade.Elementares e circunstâncias objetivas: são aquelas ligadas ao meio e modo de execução. Nos crimes culposos. portanto comunica-se ao comparsa ciente. como o tipo é aberto. .Elementares e circunstâncias subjetivas: são aquelas ligadas ao estado anímico (intenção). por isso se comunica. . que qualifica o homicídio.Circunstâncias incomunicáveis: Art. Ex: A influência do estado puerperal é elementar do infanticídio do art. sejam materiais. comunicam-se dos autores aos partícipes mas não dos partícipes aos autores por ser a participação acessória da autoria. . porque dizem respeito a pessoa do agente. salvo quando elementares do crime.A Teoria da Equivalência dos Antecedentes não distingue autor de partícipe. admite-se a coautoria nos crimes culposos. c) As elementares.

A autoria mediata também é conhecida na doutrina como: concurso impropriamente dito. Antes da reforma Penal inserida pela Lei 7.209/84..é uma corrente moderna.adotada pelo nosso CP. por razões pessoais. Vale ressaltar que a autoria colateral não chega a constituir concurso de pessoas. quem tem poder sobre ele. .. . . que de uma surra em “C”. O crime efetivamente praticado pelo autor principal não é o mesmo que o partícipe aderiu. “B” aproveita o ensejo e mata “C”. não obrigatoriamente em sua execução. Teoria do domínio do fato . 02. são todos aqueles que possuem poder de decisão da realização final do fato. considerando-se coautor aquele que presta contribuição independente. Teoria restritiva . os dois responderiam pelo delito de homicídio. o que pode resultar.Sobre a definição de "co-autoria" existem três teorias em evidência: 01. nos caso de instigação ou induzimento que o resultado produzido pelo autor seja DIVERSO daquele pretendido pelo partícipe. resumindo. essencial à prática do delito. na qual PODEM EXISTIR desvios subjetivos de conduta. a natureza jurídica do concurso de pessoas é justificada pela adoção da teoria monista. por beneficiar a defesa (o advogado sempre tentará mostrar que seu cliente é partícipe.É aplicável a teoria do domínio do fato para o estabelecimento da distinção entre coautoria e participação. DOUTRINA: Cooperação dolosa distinta.a autoria mediata ocorre quando o agente vale-se de inimputável ou de pessoa que atue sem dolo ou culpa para a prática do crime. . co-autores são todos aqueles que de qualquer modo concorrem para o crime e não admitem a figura de "partícipe" (portanto. mas contribui de qualquer modo para ele.“se algum dos concorrentes quis .Para esta.Essa teoria entende como autor quem domina a realização do fato. Por exemplo. para que ele faça jus a diminuição de pena de 1/6 a 1/3. A doutrina moderna considera que a participação é acessória de um fato principal. mas todos aqueles que sem realizarem diretamente o núcleo. domimam finalísticamente ou funcionalmente o fato. excedendo na execução do mandato. 03. pseudo concurso ou concurso aparente.No ordenamento jurídico brasileiro. logo. Teoria extensiva . . “A” determina a “B”. O legislador ao reformar a Parte Geral do CÓDIGO PENAL dispôs no §2º do artigo 29 que . que dispõe que co-autores não são somente os executores do comando descrito no tipo.. partícipe é quem não domina a realização do fato. mais gravosa para o réu).Para que haja autoria colateral é desnecessário o liame subjetivo entre as condutas dos agentes. bem como quem tem poder sobre a vontade alheia. o CONTEÚDO DO ELEMENTO SUBJETIVO do partícipe é diferente do crime praticado.

que cometem outro. A teoria dualista preconiza que há dois crimes: um praticado pelo autor. a pena ser aumentada de até a metade se o homicídio era previsível. ou seja. e os partícipes. A alternativa erra também ao afirmar que o dolo se atribui aos co-autores e a culpa aos partícipes. pois. entretanto. devem-se tão somente separar os co-autores. pois.. outro. havendo pluralidade de agentes. 333. ainda que provocando somente um resultado. no Brasil. havendo pluralidade de agentes. que praticam um delito. 4. acessoriedade máxima: basta que o fato principal seja típico. a reforma leva a punição de “A” pelo crime de lesões corporais por ser o crime que efetivamente queria.participar de crime menos grave.ambito-juridico. 3. O concorrente só responde pelo que efetivamente quis. sustenta que há único crime para autor e partícipe. adotada pelo Código Penal Brasileiro. com diversidades de condutas.TEORIAS DA PARTICIPAÇÃO: 1. Para esta teoria. culpável e punível. podendo. é adotada como exceção para alguns crimes como por exemplo: Provocar aborto com o consentimento da gestante (art. CP) entre outros. o desvio subjetivo de condutas passou a ter tratamento adequado e justo.br . 2. quais sejam: b) teoria objetiva formal.TEORIAS: . ilícito. A alternativa peca ao dizer que esta teoria é excluída totalmente do sistema jurídico brasileiro.. 317. ilícito e culpável. hiperacessoriedade: o fato principal deve ser típico.A teoria unitária ou monista. na hipótese de se ter sido previsível o resultado mais grave”. todos respondem pelo mesmo crime.Corrupção ativa (art. acessoriedade mínima: basta que o fato principal seja típico. . É a adotada pelo CP. acessoriedade limitada: basta que o fato principal seja típico e ilícito. CP). FONTE: www. CP) e Corrupção passiva (art. 126. com diversidade de condutas.Na doutrina pátria temos duas teorias que disputam a preferência dos penalistas quando se trata de definir o conceito de autor. .com. a) . Portanto. essa pena será aumentada até a metade. pelo partícipe. cada agente responde por um delito diferente. causando um só resultado. segundo o seu dolo e não de acordo o dolo do autor. ser-lhe-á aplicada a pena deste. É certo que para a teoria pluralística.

pertinente também ventilar que coautor. ainda. como sabemos. (d) quem tem o domínio da vontade de outras pessoas (isso é o que ocorre na autoria mediata). diferenciam autor (e coautor) de partícipe. enfatizam Luiz Flávio Gomes e Antonio García-Pablos de Molina (2007. ou.. entretanto. […] Na atualidade. . o conceito de autor serve também para definir o conceito de coautor. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. autor em Direito penal é: (a) quem realiza o verbo núcleo do tipo (que tem o domínio da ação típica). como exceção. afirma que autor é quem realiza o verbo núcleo do tipo. (b) quem tem o domínio organizacional da ação típica (quem organiza. 495-496): [. dessa forma. Para ela.Art. em 2 grupos de casos: Quando houver previsão expressa da conduta de cada colaborador em um tipo autônomo (crimes plurissubjetivos). prepondera a teoria do domínio do fato. . sendo partícipe quem concorre para o delito de outra maneira. Já o partícipe é aquele cuja conduta é secundária no concurso de agentes.A teoria pluralista é adotada. autor é aquele que tem poder de decisão (mesmo que parcial) no processo de execução do delito. nada mais é do que um autor que compartilha com um ou mais autores (também considerados coautores na hipótese de concurso de agentes) a execução de um delito determinado. em uma análise sintética. ou seja. ou seja. no crime de furto. v.. 2. pp. Quanto à adoção das duas teorias no Brasil.teoria do domínio do fato. materializandose através do auxílio. essa pena será aumentada até a metade. Por fim.). 29 – Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. induzimento ou instigação. As duas pressupõem um conceito restritivo de autor. ser-lhe-á aplicada a pena deste. . (c) quem participa funcionalmente da execução do crime mesmo sem realizar o verbo núcleo do tipo (quem segura a vítima para que seja golpeada por outra pessoa). autor (ou coautor) é somente aquele que realiza o núcleo do tipo (núcleo este que. Para a teoria do domínio do fato. que é muito superior. é “subtrair”). quem planeja etc. a teoria objetiva formal e.] a clássica doutrina pátria (assim como a jurisprudência) adota. em geral. Para a teoria objetiva formal. sendo partícipe aquele que contribui de outra maneira (acessoriamente) para o delito.

subtipo de autoria colateral. in casu João e José. Autoria colateral: .art. portanto. mas um desconhecendo a conduta do outro — atirem contra Francisco. . uma vez que não existe o liame subjetivo. 29. na mesma situação (agindo com animus necandi e um desconhecendo a intenção do outro. . mas a perícia NÃO tivesse conseguido identificar quem foi o responsável pela morte.É importante ainda salientar que: Se João e José.Considere que os indivíduos João e José — ambos com animus necani. .1. ambas responderiam por homicídio consumado. e que a perícia.AUTORIA COLATERAL X AUTORIA INCERTA: 2. Ocorre a autoria incerta quando não se consegue determinar qual dos dois comportamentes causou o resultado. enquanto a outra responde por tentativa. Nessa situação hipotética. .Esse exemplo que vc trouxe é chamada autoria incerta. AMBOS responderiam por TENTATIVA de homicídio. na análise dos atos. José responderá por homicídio consumado e João.1. Consequência = responderá no limite do seu dolo.Quando houver cooperação dolosamente distinta .Trata-se de hipótese da chamada autoria colateral. por tentativa de homicídio. responderão por tentativa. Os dois. §2º da CP – se um dos colaboradores só aceitou participar de um crime menos grave. Se houvesse liame subjetivo. Não se fala aqui em co-autoria. Se era previsível o resultado mais grave a pena poderá ser aumentada. sem. . identifique que José seja o responsável pela morte de Francisco. Essa outra situação hipotética acima descrita também é alvo frequente de perguntas de prova de concurso.duas ou mais pessoas intervêm na execução do crime buscando o mesmo resultado . liame subjetivo) tivessem atirado ao mesmo tempo e a pessoa atingida tivesse morrido. que é identificada no caso concreto. A pessoa responsável pelo resultado responde pelo crime consumado (no caso homicídio). Nesse caso aplica-se o in dúbio pro reo. em que duas pessoas querem praticar um crime e agem ao mesmo tempo sem que uma saiba da intenção da outra e o resultado decorre da ação de apenas uma delas.

1.cada uma delas ignore a conduta da outra . Autoria incerta: . sendo dispensável um especial fim de agir.A apropriação. não haverá culpado pelo crime. . C MORRE E NO EXAME.surge da autoria colateral.. é apenada de forma mais gravosa. o elemento . basta a demonstração do dolo genérico. o outro pela tentativa ou ainda será crime impossível.mesmo se consumando. B POR TENTATIVA. Assim como ocorre quanto ao delito de apropriação indébita previdenciária. .sabe-se quem obteve êxito no crime (somente um dos agentes) .um responderá pelo crime. * CRIMES EM ESPÉCIE: * DANO: . mas não se consegue descobrir quem foi o responsável pelo crime. haverá duas tentativas.A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que.O empregador pode ser sujeito ativo da apropriação indébita previdenciária. conhecido como animus rem sibi habendi (a intenção de ter a coisa para si).Há dano qualificado se o empregador destrói bem do empregado por puro sentimento de perseguição a este.1. de coisa móvel do empregador. . DESCOBRE-SE QUE O CULPADO FOI A. HAVERÁ CRIME IMPOSSÍVEL (IMPROPRIEDADE ABS DO OBJETO) 2. * APROPRIAÇÃO INDÉBITA: . A RESPONDERÁ POR HOMICÍDIO. pelo empregado. CASO FIQUE PROVADO QUE QUANDO O PROJÉTIL DE B ATINGIU C E ESTE JÁ ESTAVA MORTO. de que tem a posse em razão de seu emprego. para a configuração do crime de apropriação indébita previdenciária. “In dúbio pro reo” .A E B DISPARAM CONTRA C.caso haja um crime impossível. . AMBOS NÃO SABEM DA VONTADE DO OUTRO EM MATAR.

reclusão. Portanto. apesar do crime ter sido cometido em concurso de pessoas. No CP.Na falsificação de documento público pela omissão de dados em documentos relacionados à previdência social o sujeito passivo é o estado. é possível a incidência do privilégio previsto no parágrafo 2º do art.Falsificar. Neste caso. .É possível o concurso formal entre crime contra o meio ambiente e o crime de usurpação do patrimônio da União. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal.Para os efeitos penais. a coletividade e de maneira secundária a pessoa física ou jurídica lesada com a falsificação. consistente na intenção de concretizar a evasão tributária. * NORMAS GERAIS CRIMES CONTRA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: . . . as ações de sociedade comercial. * FURTO: .Art. 323. documento público. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . 155 do Código Penal. visto que.subjetivo animador da conduta típica do crime de sonegação de contribuição previdenciária é o dolo genérico. no todo ou em parte. o paciente é primário e a coisa furtada de pequeno valor. e multa. o título ao portador ou transmissível por endosso. § 1° (excesso de exação) e art. * FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO: . caso a pena mínima cominada seja de 2 anos poderá ser concedida a fiança. somente os crimes previstos nos artigos 316. 297 .Segundo o STF. de dois a seis anos. O STJ diverge de tal posicionamento. JUSTIFICATIVA: O art. Não se trata de conflito aparente de normas. no que tange aos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. os livros mercantis e o testamento particular. § 2º . I do CPP estabelece que não será concedida a fiança nos crimes cuja pena mínima cominada for superior a 2 anos.O excesso de exação e a facilitação ao contrabando são os únicos crimes funcionais inafiançáveis. 318 (facilitação de contrabando ou descaminho) é que possuem pena mínima cominada maior que 2 anos (a pena mínima é de 3 anos).

Se do fato resulta prejuízo público: Pena . em princípio. de três meses a um ano. é inviável a afirmação do desinteresse estatal na sua repressão. no primeiro. e multa. pois. ou multa. em tese. o dolo é a vontade de falsificar ou alterar o documento público. Já na sonegação de contribuição previdenciária o sujeito passivo é previdência social.detenção. É o que diz a súmula STJ 73: "A utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura. .Abandono de função: Art. b) A falsificação grosseira é capaz de ludibriar a vítima e o agente obtém vantagem indevida. Correta Letra "a". § 1º . descabe. conforme as circunstâncias do caso concreto. aplicar ao crime de moeda falsa o princípio da insignificância. . o sujeito ativo omite com o intuito de falsificar. . apenas se consumando com a supressão ou redução da contribuição previdenciária ou se seus acessórios. da competência de Justiça Estadual". de quinze dias a um mês. em tese. Assim. o crime de estelionato. sendo crime material. sendo que o dolo do delito é a vontade de suprimir ou reduzir a própria contribuição social previdenciária. há duas possibilidades: a) A falsificação grosseira não engana qualquer pessoa Nesse caso será crime impossível por ausência de elemento essencial. Veja-se que os próprios comerciantes identificaram a falsificação como grosseira.detenção. No segundo ele omite com o intuito de não pagar.Quando a falsificação é grosseira. fora dos casos permitidos em lei: Pena . 323 . .FALSIFICAÇÃO DE MOEDA: .ainda.CONCUSSÃO: . Pode caracterizar. É o caso da questão acima. estelionato.Ainda que seja a nota falsificada de pequeno valor. tratando-se de delito contra a fé pública. pois é indiferente que tenha ou não causado prejuízo efetivo. Mirabete afirma que é crime formal.Abandonar cargo público.

basta o temor genérico que a autoridade inspira. com maior nitidez. aproveitando-se o agente do 'metus publicae potestatis'..A consumação do crime de concussão ocorre no momento da exigência da vantagem indevida. seria a decretação da prisão preventiva.Art. Há um constrangimento pelo abuso de autoridade por parte do agente O crime de concussão guarda certa semelhança com o delito de corrupção passiva. exige a .A conduta típica é exigir. . no exercício da função. Na concussão. do temor de represálias a que fica constrangida a vítima. que serve para demonstrar. . 316 . mas em razão dela. Por ser crime formal. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. prometido o pagamento para o dia seguinte.É crime formal. vantagem pecuniária para deixar de lavrar auto de infração em desfavor de motorista que foi flagrado cometendo infração de trânsito. que influa na manifestação volitiva do sujeito passivo. uma vez que o crime está consumado. Só há de se falar em flagrante preparado quando não tiver havido consumação. . ordenar. e multa. o funcionário público constrange. simultaneamente e em relação ao mesmo fato. nesses casos de crimes formais. reclamar vantagem indevida. não há possibilidade de se lavrar prisão em flagrante por ocasião do recebimento. EM REGRA. instante em que há somente o exaurimento do delito.Constitui crime de concussão. se o funcionário exige uma vantagem. para si. .Os sujeitos não podem. . Não é necessário que se faça a promessa de um mal determinado. Guilherme Nucci sustenta que a prisão em flagrante deve ocorrer no momento da exigência da vantagem. impor como obrigação. direta ou indiretamente.Exigir. mas de difícil ocorrência na prática. o fato de o policial rodoviário exigir. Assim. O correto. principalmente no que se refere à primeira modalidade desta última infração (solicitar vantagem indevida). a concretização da concussão. quando for necessário. Assim. previsto no artigo 316 do Código Penal Brasileiro. prendendo-se o agente no momento de recebimento. não se admite a tentativa.reclusão. ainda que o agente não obtenha o fim desejado (crime formal). para si ou para outrem. ou seja. vantagem indevida: Pena . portanto. de 2 (dois) a 8 (oito) anos.A tentativa é possível quando ocorrer por escrito. responder pelos crimes de corrupção ativa e concussão. porém. e não por ocasião do recebimento dela. não há de falar em flagrante preparado depois da consumação do crime. .

ou seja. Guilherme Nucci . instante em que há somente o exaurimento do delito. Em função disso. Por isso. Tal ameaça pode ser: a) explícita. que caracteriza corrupção passiva. haverá crime de extorsão ou roubo. terá sua pena aumentada se o crime for cometido por motivo de preconceito de raça ou cor. 305 do CPM. 316 do CP é formal. por isso. mera solicitação.exigir= essa exigência carrega. Ex: um policial aponta um revólver para a vítima e.vantagem indevida. . * PECULATO: . c) direta. prometido o pagamento para o dia seguinte. Obs: se o crime for cometido por PM. Guilherme Nucci traz uma situação relevante. . A vítima. temendo alguma represália. pena mais elevada. a exigência feita e função exercida pelo funcionário público.Há crime de concussão consumada. portanto. se o crime é formal. pois o delito previsto no caput do art. d) indireta. uma ameaça à vítima. que é igualmente chamado de concussão. cede à exigência. sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. pede que ela lhe entregue o carro. e não por ocasião do recebimento da vantagem. Segundo o renomado autor. descreve fato mais grave e. Na corrupção passiva (em sua primeira figura) há mero pedido. Obs: Deve haver um nexo entre a represália prometida. se o funcionário público emprega violência ou grave ameaça referente a mal estranho a função pública. b) implícita. Assim. O simples fato de exigir a vantagem indevida já caracteriza o tipo penal. necessariamente. independe de resultado naturalístico. A concussão. está configurado o delito do art. que diz respeito ao momento e à possibilidade do cabimento da prisão em flagrante nos delitos de concussão. a prisão em flagrante deve ocorrer no momento da exigência.Manual de Direito Penal. mediante ameaça de morte.O agente que reduz alguém a condição análoga à de escravo. se o funcionário exige uma vantagem. * REDUÇÃO À CONDIÇÃO ANÁLOGA DE ESCRAVO: . não há possibilidade de se lavrar prisão em flagrante por ocasião do recebimento. pois do contrário haveria mero pedido.

o funcionário é negligente e colabora culposamente para o êxito doloso de outrem. (Incluído pela Lei nº 10. se for posterior a ela. quando o agente. nesse caso.763. deve reduzir a metade a pena imposta (essa é uma regra especial que prevalece sobre a do art. com os acréscimos legais. § 3º. uma vez que a regra do art. não há ajuste entre ambos. sabe da condição de funcionário do outro. e o funcionário público por peculato culposo (não houve ajuste entre ambos). dolosamente. deixa a porta da sua sala aberta ao sair e alguém passa e subtrai o dinheiro. aplica-se a regra do art. 16 do Código Penal). haverá extinção da punibilidade e. 312. para que terceiro o subtraia. dolosamente. Exemplo: Funcionário.Definição: O peculato culposo pressupões um crime doloso praticado por alguém (que pode ou não ser funcionário público) e a contribuição culposa do funcionário público (por imprudência ou negligência). Atenção: Para as outras formas de peculato (apropriação e furto). Coleção OAB Nacional. é exclusiva para o peculato culposo. senão haveria peculato apropriação ou peculato furto). enquanto que no peculato culposo.. permite a prática criminosa por outrem (note que. § 3º: De acordo com esse §. apesar de não ser funcionário público. pois. o funcionário subtrai dolosamente o bem que não está em seu poder ou concorre. neste. 16 do Código Penal (em caso de arrependimento posterior). negligentemente. se a reparação do dano for anterior à sentença irrecorrível.A condição de funcionário público no crime de peculato é circunstância de caráter pessoal e elementar do tipo penal e por isso se em eventual concurso de pessoas. a quem faltou a diligência exigível. se a condição de funcionário público . por falta de diligência. primeiro.11. 4: Direito Penal. 2010. Portanto. . Luiz Antônio de. Atenção: O peculato culposo não se confunde com o peculato-furto. há furto por parte desse terceiro e peculato culposo por parte do funcionário. ou à devolução do produto do ilícito praticado.2003) Fonte: Souza. Portanto. 33. sempre que um particular comete um crime junto com um funcionário público. devemos saber. não há concurso de agentes no peculato culposo: o terceiro responderá pelo crime praticado. p. de 12. que. § 4º. 254. Atenção: Atente para o disposto no art. do CP: § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. São Paulo: Saraiva.

responderá por estelionato: Súmula nº 17 STJ . falsifica documento público. tenha se valido dessa qualidade para fins de praticar a subtração ou concorrido para que terceiro a praticasse. 315 .11.detenção.312. "desviar" significa alterar o destino ou aplicação. embora não tendo a posse do dinheiro. 17 do STJ. De acordo com a doutrina.Estelionato . CP: "Aplica-se a mesma pena. devemos atentar se o particular sabia da condição de funcionário público do seu comparsa. . Se ele sabia responde pelo mesmo delito que responderá o funcionário público.DJ 28. funcionário público. No peculato-furto basta que o agente. para obter vantagem ilícita em prejuízo alheio. sem mais potencialidade lesiva.20/11/1990 . art. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário".Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena .1990 . ocorre o emprego irregular de verbas: Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Art. em proveito próprio ou de outrem.Potencialidade Lesiva Quando o falso se exaure no estelionato. . o subtrai. uma aplicação diversa daquela que lhe foi determinada. de um a três meses.O peculato-furto vem descrito no § 1. valor ou bem. ou concorre para que seja subtraído. é por este absorvido. se o agente.Fala-se em peculato na modalidade de desvio quando o funcionário público dá ao objeto material. como ocorre no caso do peculato.Segundo entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça. contrariando os termos da Súmula n. desencaminhar. Se ele não sabia responderá por outro crime.Se o desvio não ocasionar lesão e for para o beneficio da própria ADM PUBLICA. . .O entendimento do STF é no sentido de existir concurso formal de crimes e não absorção. destinação distinta da exigida.é elementar do tipo. Se a falsidade é meio para o estelionato. Nessa linha. o agente dá ao bem público ou particular. se o funcionário público. . em proveito próprio ou alheio. * CORRUPÇÃO PASSIVA: . em benefício próprio ou de terceiro. Depois. ou multa.

Caso o particular ofereça ou prometa vantagem respodenrá por corrupção ativa. -Edmundo Oliveira: "o verdadeiro critério para diferenciar concussão e corrupção está na presença ou na ausência de coação". ou aceitar promessa de tal vantagem. reverência e temor que se encontra no cidadão diante de autoridade pública.Art. . ainda que fora da função ou antes de assumi-la. em situação diversa da mencionada. responderá também pelo crime de corrupção passiva. CEDENDO A PEDIDO OU INFLUÊNCIA DE OUTREM: Pena . como a questão afirma que não houve imposição. o funcionário retardar ou deixar de praticar qualquer dever de ofício ou o praticar infringindo dever funcional. para si ou para outrem.O crime de corrupção passiva é formal e se consuma com a prática de um dos verbos nucleares do tipo do art. que poderá amenizar o metus publicae potestatis. O metus publicae potestatis. . . é mais comum na concussão. 317 . colabora. direta ou indiretamente.O crime de condescendência criminosa não admite tentativa. Importante mencionar.A corrupção passiva terá a pena aumentada se. 308 do CPM. vantagem indevida.Corrupção passiva privilegiada: § 2º . mas em razão dela. ao invés de concussão. como partícipe ou co-autor.Solicitar ou receber. Este é um caso típico de exceção pluralista à teoria monista. * CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA: .detenção. em consequência da vantagem recebida. se o particular. que o particular só será vítima se a corrupção partir do funcionário. ou multa.Se o funcionário pratica. receber ou aceitar promessa de tal vantagem. com infração de dever funcional. isto é. conhencendo as condiçoes de funcionário público do agente.Assim. . .Tendo em vista que o CP adota a teoria monista para o concurso de crimes. vez que a conduta tipificada é deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do . descartamos a possível coação. . deixa de praticar ou retarda ato de ofício. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. nos levando ao raciocínio mais lógico de configuração da corrupção passiva.Admite-se a participação de particular no crime de corrupção passiva. em face da comunicabilidade das condições de caráter pessoal elementares do crime.

cargo ou, quando lhe faltar competência, não levar ao conhecimento da autoridade competente;

* FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO: - Incide nas penas previstas no artigo 318 do Código Penal, que prevê o crime de facilitação do contrabando ou descaminho, o servidor que, com infração de dever funcional, facilita a prática de contrabando ou descaminho por terceiro;

* PREVARICAÇÃO: - Art. 319: Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Pena - detenção de 3 meses a 1 ano, e multa; - No crime de prevaricação, o interesse ou sentimento pessoal não constitui exaurimento do crime, mas representa o dolo específico do funcionário público que o determina à prática do crime;

* PREVARICAÇÃO IMPRÓPRIA: Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007). Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

* FALSIDADE IDEOLÓGICA: - Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: - No crime de falsidade ideológica, o documento é materialmente verdadeiro, mas seu conteúdo não reflete a realidade, seja porque o agente omitiu declaração que dele deveria constar, seja porque nele inseriu ou fez inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita;

- No falso material, o documento emana de pessoa incompetente para elaborá-lo. O falsário não tem atribuição para criar ou alterar o documento. A falsidade recai sobre o conteúdo e a forma do documento. Através da falsificação ou da alteração, o agente imita a verdade. Ex: particular cria uma certidão de óbito falsa. A prova da falsidade material é feita através de perícia. - No falso ideológico, a falsidade recai apenas sobre o conteúdo do documento. Este é formalmente perfeito em seus requisitos extrínsecos, e emana de pessoa autorizada a elaborá-lo, mas as idéias contidas no documento são falsas. Ex: Oficial de registro civil atesta, falsamente, o óbito de alguém. Na falsidade ideológica, a prova pericial é inócua, já que não houve alteração formal do documento. A prova, no crime, deverá ser feita por qualquer outro meio, e deverá recair sobre os fatos contidos no documento.

* FALSA PERÍCIA: - No crime de falsa perícia o fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o perito se retrata; - O perito nomeado pelo Juízo, ao fazer afirmação falsa em processo judicial, comete crime de falso testemunho ou de falsa perícia.

* INSERÇÃO DE DADOS FALSOS: - Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano; Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa; - Exige o dolo específico de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano; OBS: Não confundir com esse delito: Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente:

* RESISTÊNCIA:

Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena - detenção, de dois meses a dois anos.

* DESACATO: - PENAL. CRIME DE DESACATO. ART. 331, DO CPB. (...) ELEMENTO SUBJETIVO DO TIPO. DOLO ESPECÍFICO DE DESPRESTIGIAR, MENOSPREZAR A FUNÇÃO PÚBLICA. IRRELEVÂNCIA DO ESTADO DE EMOÇÃO DO AGENTE NO MOMENTO DA PRÁTICA DELITUOSA. BASTANTE A CONVICÇÃO DE QUE AS PALAVRAS TENHAM CARÁTER OFENSIVO. EXISTÊNCIA DE VONTADE DE OFENDER POLICIAL MILITAR NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. PALAVRAS DE BAIXO CALÃO. TIPICIDADE E ILICITUDE DA CONDUTA. DESNECESSIDADE DO ÂNIMO CALMO E REFLETIDO DO AGENTE. AUTORIA E MATERIALIDADE DEMONSTRADAS; - Dispensável a exigência de ânimo calmo para incidência da figura típica do crime de desacato, não excluída pelo estado de exaltação ou cólera do agente. - Para se configurar o crime de desacato, o tipo penal exige a presença física do servidor público ofendido; - Injúria contra funcionário público: O artigo 141, inciso II, do Código Penal prevê aumento da pena de 1/3 (um terço) quando a ofensa é contra funcionário público e refere-se ao desempenho de suas funções; - a diferença entre desacato e injúria contra funcionário público em razão de suas funções? Resposta: O desacato pressupõe ofensa na presença do funcionário público, e a injúria contra funcionário público só pode ser praticada em sua ausência. A injúria pode ser praticada na presença ou ausência da vítima, porém a injúria contra funcionário público só pode ser praticada na sua ausência, já que, na sua presença, configura o crime de desacato;

* DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA: - O crime de denunciação caluniosa consiste em dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente.

Não importa se a falsa imputação é de crime ou contravenção penal. O fato deixa de ser punível.A calúnia constitui crime mediata e imediatamente contra a honra da pessoa. ou porque o crime nunca existiu). que altera o caput do art. se o crime é praticado mediante suborno. como testemunha. • imputação de crime cuja punibilidade está expirada.: Projeto de Lei nº 52/09. De acordo com o texto . 342 do Código Penal. a denunciação caluniosa absorverá a calúnia. • crime inexistente. imputando-lhe crime de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10. Quando tanto a calúnia quanto a denunciação caluniosa se referirem ao mesmo fato. 339. § 1º. FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA .reclusão. o agente se retrata ou declara a verdade". 342. ou multa. • atribuição de crime inimputável. quem se autoacusa falsamente pode receber pena de prisão. se a imputação é de prática de contravenção. e multa.Esse delito acontece quando o indivíduo acusa-se de ter cometido um crime que não cometeu (ou porque outra pessoa o fez.DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA . policial ou administrativo. de 2000) Pena . enquanto a denunciação caluniosa (ou calúnia qualificada) crime imediatamente contra a administração da Justiça e mediatamente contra a honra da pessoa. Art.A pena é aumentada de sexta parte. Como conseqüência. de dois a oito anos. Se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos.A discussão giza em torno de: • crime real atribuído falsamente a terceiro inocente. Dar causa à instauração de investigação policial. tradutor ou intérprete em processo judicial. • imputação de crime acompanhada de justificativa ou exculpante. § 3º. § 2º.A pena é diminuída de metade. • circunstância qualificativa acrescentada falsamente a um crime realmente praticado. e multa. § 2º . COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU DE CONTRAVENÇÃO . de 1 (um) a 3 (três) anos. antes da sentença. Fazer afirmação falsa. ou em juízo arbitral: Pena – reclusão. AUTO-ACUSAÇÃO FALSA . instauração de investigação administrativa. se. perito. • autoria atribuída a mero partícipe. de processo judicial. ou negar ou calar a verdade. § 1º . e multa. Obs.. As penas aumentam-se de um terço. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. uma vez que esta é tida como crime menor. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto.028. 339.Hoje o falso testemunho está assim tipificado: "Art. . Basta que o agente dê causa à instauração de investigação policial ou outro procedimento previsto no art.

além daquela que avisa ou ordena”. O cerne do tipo é provocar. Por tratar-se de crime comum. Vejamos: Art. também.COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU DE CONTRAVENÇÃO De acordo com o professor De Plácido e Silva. do conhecimento de mais de uma pessoa. especificamente.Provocar a ação de autoridade. da comunicação que é falsamente levada ao conhecimento da autoridade que seria competente para apurar o delito ou a contravenção penal se fossem verdadeiros. que aqui traz a idéia de promover. somente o Estado figurará como sujeito passivo. tem o sentido de ciência ou conhecimento que se dá a outrem de certo fato ocorrido. manter o bom andamento da administração da justiça. o sentido de aviso ou transmissão de ordem. se não há emprego de violência: Art. isto é.detenção. não perdendo tempo com investigações inúteis em função de fatos irreais. motivar. asseverando a eficiência dos trabalhos e mantendo o prestígio relativo aos serviços prestados. inclusive. “comunicação. ocorre o crime acima descrito. Nesse sentido. se realmente tivessem ocorrido. 340 . * EXERCÍCIO ARBITRÁRIO DAS PRÓPRIAS RAZÕES: .o delito de exercício arbitrário das próprias razões somente se procede mediante queixa. . comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Pena . no sentido de garantir-lhe seja suas diligências desenvolvidas somente no que realmente for necessário. pois. * COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU CONTRAVENÇÃO: . no âmbito de inquérito civil. ou de qualquer outro fato que se precise tornar de conhecimento comum. acaba desviando-a das diligências indispensáveis e necessárias.detenção. ou de certo ato praticado. salvo quando a lei o permite: Pena . o crime de falso testemunho ou de falsa perícia poderá ser praticado. Objetiva o tipo penal. de 1 (um) a 6 (seis) meses. ou multa.Fazer justiça pelas próprias mãos. ou seja. além da pena correspondente à violência. 345 . O artigo 340 do Código Penal trata. porém. Tem. embora legítima. de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês. pelo fato de que o agente faz com que a autoridade empregue esforços para investigar algo que não existe e. ou multa. para satisfazer pretensão.aprovado. qualquer pessoa pode ser sujeito ativo do delito. ocasionar.

Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador judicial que defende na mesma causa (mesma pretensão jurídica e pode envolver vários processos). O crime é formal.Se não há emprego de violência. PU . somente se procede mediante queixa. o agente se retrata ou declara a verdade. * FALSO TESTEMUNHO: . É irrisório que o falso testemunho tenha ou não influenciado a decisão da causa.detenção. Jurisprudência: É crime: receber procurações de partes contrárias e ingressar em juízo com petição de acordo. já que inexistem partes contrárias * PATROCÍNIO INFIEL: . 341: Acusar-se. Não é crime: defesa de ambos os cônjuges em separação consensual. . intimada a depor em processo judicial. faz afirmações falsas sobre fato juridicamente relevante. o fato deixa de ser punível se.Art. * AUTOACUSAÇÃO FALSA: . cuja pena é de detenção de seis meses a três anos e multa. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito.No crime de falso testemunho. simultaneamente (ao mesmo tempo) ou sucessivamente (após abandonar ou ser afastado da causa pela parte original). de 3 meses a 2 anos.Parágrafo único .Pode ser sujeito ativo do crime de falso testemunho qualquer pessoa que.A prática por advogado de ato processual simultâneo ou sucessivo ao interesse de partes contrárias se constitui no delito de patrocínio simultâneo ou tergiversação. perante a autoridade. partes contrárias (interesses conflitantes). bastando a potencialidade de dano à administração da Justiça * PATROCÍNIO SIMULTÂNEO OU TERGIVERSAÇÃO: . ou multa. de crime inexistente ou praticado por outrem: Pena .

- Art. 355 do CP: Trair (infidelidade aos interesses do constituinte), na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, prejudicando interesse (moral ou econômico), cujo patrocínio, em juízo (penal, cível, trabalhista etc; não há crime na atuação extrajudicial), lhe é confiado;

* CORRUPÇÃO ATIVA DE TESTEMUNHAS: Art. 343 -Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou interpretação: (Redação dada pela Lei nº 10.268 , de 28.8.2001) Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa - Necessidade de que a vantagem seja oferecida para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade; - TRF4 - APELAÇÃO CRIMINAL: ACR 146437 PR 2000.04.01.146437-9 Resumo: Penal. Relator(a): VLADIMIR PASSOS DE FREITAS Julgamento: 10/09/2002 Órgão Julgador: SÉTIMA TURMA Publicação: DJ 02/10/2002 PENAL. CORRUPÇÃO ATIVA DE TESTEMUNHA. CÓDIGO PENAL, ART. 343. PENA DE MULTA. DOSAGEM. ARTIGOS 59 E 60 DO CÓDIGO PENAL. 1. Comete o crime de corrupção ativa de testemunha, que é espécie do crime de falso testemunho, quem oferece dinheiro a testemunha, a fim de que se faça afirmação falsa em audiência a ser realizada na Justiça do Trabalho, sendo irrelevante, por tratar-se de crime formal, o fato da oferta ser ou não aceita ou da testemunha prestar ou não depoimento.

* FAVORECIMENTO PESSOAL: - Art. 348: Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena - detenção de 1 a 6 meses, e multa. §1°: Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena - detenção, de 15 dias a 3 meses, e multa. §2°: Se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena.

* FRAUDE PROCESSUAL: - Inovar, artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito, constitui o delito de fraude processual, previsto no artigo 347 do Código Penal, sendo apenado com detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. -. O delito de fraude processual, quando cometido com o objetivo de produzir efeito em processo penal, terá pena aplicada em dobro. - Caso a inovação artificiosa seja realizada com o objetivo de produzir efeito em processo penal, as penas previstas para a fraude serão aplicadas em dobro, mesmo que o processo penal ao qual se destina ainda não se tenha iniciado.

* ADVOCACIA ADMINISTRATIVA: Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo: Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa.

* CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA: Condescendência Criminosa: Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:

* TRÁFICO DE INFLUÊNCIA: Tráfico de Influência: Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função

Exploração de Prestígio: Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha;

Patrocínio Infiel: Art. 355 - Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado.

* FAVORECIMENTO REAL: - Art. 349: Prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime. Pena - detenção de 1 a 6 meses, e multa.

* DIVULGAÇÃO DE SEGREDO: Em regra, o crime de divulgação de segredo se sujeita à ação penal pública

condicionada. Todavia, quando resultar prejuízo para a administração pública, a ação penal será pública incondicionada.

* FLAGRANTE: - Flagrante forjado e esperado são inconfundíveis. Enquanto no primeiro cria-se uma situação ilícita para incrimar o agente num dado momento (ex. colocar droga na mochila de viajante para prender em flagrante), no flagrante esperado "espera-se" que o agente cometa o delito espontaneamente para que seja "pego" em flagrante. Nessa modalidade não há indução do flagrante, como ocorre no caso do flagrante preparado.

* CRIMES EM LICITAÇÕES: - Os crimes em licitações são de natureza meramente formal: Art. 83. Os crimes definidos nesta Lei, ainda que simplesmente tentados, sujeitam os seus autores, quando servidores públicos, além das sanções penais, à perda do cargo, emprego, função ou mandato eletivo.

empresa pública. ou em desacordo com a lei. para os fins desta Lei.Art. II . se ocupante de cargo em comissão em autarquia . da Lei 8666/93. aquele que exerce.. 103 da Lei 8666/93. . 99 caput. fundação pública.Decreto-lei nº 201. III .ART.comete crime de responsabilidade o Prefeito que concede empréstimos.são de ação pública os crimes de responsabilidade previstos no diploma legal em epígrafe. cargo. IV . mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. pelo prazo de 5 (cinco) anos. para o exercício de cargo ou função pública. .99. função ou emprego público. . efetivo ou de nomeação. quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da Administração direta. poderá ocorrer após a condenação definitiva por crime de responsabilidade previsto no diploma legal em epígrafe. autarquia. §2º da Lei 8666/93. * CRIMES DE RESPONSABILIDADE: .a perda do cargo e a inabilitação do Prefeito.A ação penal privada da subsidiária da pública é admissível. se esta não for intentada no prazo legal .O produto da arrecadação da multa reverterá. auxílios ou subvenções sem autorização da Câmara. ou outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo Poder Público.os crimes de responsabilidade previstos no Decreto-lei nº 201/67 estão sujeitos a julgamento pelo Poder Judiciário * CRIMES TRIBUTÁRIOS: .O autor terá a pena acrescida da terça parte. 84. Considera-se servidor público. sociedade de economia mista.ART. Estadual ou Municipal . § 2º A pena imposta será acrescida da terça parte. conforme o caso. Distrital.A pena de multa deve ser calculada em índices percentuais. cuja base corresponderá ao valor da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente auferível pelo agente ART. à Fazenda Federal. de 27 de fevereiro de 1967 dispõe sobre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores e estabelece: I .

” (NR) Art. 8º No caso de ignorância ou de errada compreensão da lei.. concedida fiança: .A multa aplicada deve ser executada em ação de execução fiscal.Art. V .nos crimes cometidos por grupos armados. igualmente.Constitui crime funcional contra a ordem tributária. 6º A pena de prisão simples deve ser cumprida.Art. IV .(revogado). tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. * FIANÇA: LEI 12. II . Não será.Art. exigir vantagem pecuniária para deixar de lançar tributo devido.403/11 Com advento da lei 12. previsto na Lei 8. Art. com violação do dever.(revogado). a conduta do servidor que. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. que entrará em vigor dia 04 de Julho de 2011. sem rigor penitenciário. . 323.403 de 2011. Não será concedida fiança: I . pois o rol de crimes inafiançáveis se torna diferente. civis ou militares. a pena pode deixar de ser aplicada. terrorismo e nos definidos como crimes hediondos. quando escusaveis. em regime semi-aberto ou aberto. III . 324. 4º Não é punível a tentativa de contravenção. * CONTRAVENÇÕES PENAIS: . . estaria essa questão desatualizada. em estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum.nos crimes de racismo. .137/90.nos crimes de tortura.

étnico.aos que. * IMUNIDADE PARLAMENTAR: .5ponto). com a intenção de destruir. * GENOCÍDIO: .Pratica genocídio quem. IV .5 ponto).ESPELHO DE CORREÇÃO PARA PROVA DISCURSIVA I ADVG – Advogado do Senado Federal Advogado do Senado Federal QUESTÃO 3 1 – O candidato deve redigir petição inicial de ação de habeas corpus (0. Presidente do Senado Federal (0. sem motivo justo. no mesmo processo.quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva (art. grupo nacional. no todo ou em parte. determinado grupo religioso. 327 e 328 deste Código. III . 312). como tal: a) matar membros do grupo. II .I . b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo. no todo ou em parte. d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo. identificando Caio Lívio como paciente (0. .(revogado). racial ou religioso. com a intenção de destruir. comete atos como assassinato de membros desse grupo ou lesão grave à sua integridade física ou mental ou.5ponto).em caso de prisão civil ou militar. tiverem quebrado fiança anteriormente concedida ou infringido. c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionarlhe a destruição física total ou parcial. 1º Quem.” (NR). qualquer das obrigações a que se referem os arts. ainda. e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo. Art. quem promove a transferência forçada de crianças desse grupo para outro. em nome de Júlio César.

53. a finalidade não era dar início a procedimento nenhum. I do Código de Processo Penal) (2. o que não é o caso do delito de denunciação caluniosa (art. a contrario sensu). I. 4 – Por expressa previsão legal (art. § 2º. da Constituição da República) os Senadores só podem ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis. o que caracteriza a falta de justa causa para a decretação da prisão (artigo 648.0 pontos).0 ponto). Como enunciado deixa claro. 5º. do Código de Processo Penal).5 ponto) 2 – A petição deve ser dirigida ao Supremo Tribunal Federal.0 ponto) formulando pedido de relaxamento da prisão ilegal na forma do art. inciso LXV da Constituição da República (1. e por fim. utilizando os fatos inverídicos como “medida de retórica para chocar as pessoas a iniciar um amplo debate público sobre a política nacional”.0 pontos) * CRIMES AMBIENTAIS: . o candidato deverá apontar a evidente ausência das hipóteses expressamente previstas em lei que autorizam a decretação da prisão em flagrante (artigo 302. o Delegado não poderia ter instaurado inquérito sem expressa manifestação do ofendido (art.apontando o Delegado de Polícia Federal Mévio Semprônio como autoridade coatora (0. VI. é de ação privada ou pública condicionada. 5º. do Código de Processo Penal. I. 102. da Constituição da República) (1.0 ponto). invocando para tanto os seguintes fundamentos jurídicos: 3 – A imunidade material (inviolabilidade penal) do Senador por suas palavras. §§ 4º e 5º. I do Código de Processo Penal) (1. Assim sendo. por ausência do elemento subjetivo. 323 e 324. a decretação da prisão em flagrante de Senador é ilegal (artigo 648. o crime praticado é o de calúnia o qual. 53. órgão do Poder Judiciário competente para julgar esse tipo de ação quando o paciente é Senador (art. Nesse caso. 648. 5 – a conduta do Senador Caio Lívio não constitui o crime de denunciação caluniosa. votos e opiniões (art. III e IV do Código de Processo Penal). mas simplesmente “causar nos demais Senadores e em todos os brasileiros uma reação à falta de engajamento dos cidadãos na vida política do país”.0 ponto). além de ser coberto pela imunidade material. do Código de Processo Penal). da Constituição da República) no exercício do mandato. (2. I. tornando nulo o procedimento com base no qual foi decretada a prisão (art. II. o que torna a prisão ilegal (artigo 648. I do Código de Processo Penal) (1. logo.

DESNECESSIDADE.Construir. Rel. de um a seis meses ou multa. Aplica- . Relator: Cristina Pereira Gonzales. fez funcionar estabelecimento potencialmente poluidor pratica o crime ambiental previsto no art. Admite-se a Responsabilidade penal da pessoa jurídica em crimes ambientais desde que haja a imputação simultânea do ente moral e da pessoa física que atua em seu nome ou em seu benefício. 41.Denunciado que. ou contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes: Pena . ou ambas as penas cumulativamente. estabelecimentos. a aplicação exclusiva da pena de multa. alternativamente cominada. que independe de resultado naturalístico. o qual não tem aplicação na ação penal pública. CPP. causar danos à saúde humana. Resp nº 564960/SC. . Lei 9. 3. Sistema ou teoria da dupla imputação. CONDENAÇÃO MANTIDA. Ministro Gilson Dipp.605/98.O delito ambiental consistente em instalar. que age com elemento subjetivo próprio cf. Turma Recursal Criminal. ao menos. SUFICIÊNCIA PROBATÓRIA.detenção. art. DELITO AMBIENTAL. 3º. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Crime ambiental. ARTIGO 60 DA LEI 9. 60 da Lei 9.A necessidade de dupla imputação nos crimes ambientais não tem como fundamento o princípio da indivisibilidade. sem licença ambiental. Lei 9.RECURSO CRIME. DJ de 13/06/2005. ESTABELECIMENTO DE ATIVIDADE POTENCIALMENTE POLUIDORA.605/98. obras ou serviços potencialmente poluidores. na espécie. reformar. em qualquer parte do território nacional. 2-Trata-se de crime de mera conduta.Prova suficiente para a manutenção do decreto condenatório. (Turma Recursal Criminal dos Juizados Especiais Criminais do Estado do Rio Grande do Sul .STJ. . 5ª Turma. LAUDO PERICIAL.605/98 . sem licença dos órgãos ambientais competentes. art. Julgado em 12/07/2010). . 5. .Tese de erro de proibição afastada por se tratar de erro inescusável que não apenas poderia como deveria se evitado.605/98. instalar ou fazer funcionar.. 1-.Art 60.Recurso Crime Nº 71002617876. estabelecimento potencialmente poluidor só se configura se a poluição gerada tiver potencial de. e de perigo abstrato. uma vez que não se pode compreender a responsabilização do ente moral dissociada da atuação de uma pessoa física. ampliar. em qualquer parte do território nacional. sendo desnecessária a realização de perícia. sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes. 4.Pena privativa de liberdade afastada porque suficiente. Meio ambiente. PENA READEQUADA. Turmas Recursais.

Os tipos penais da lei dos crimes contra a ordem tributária. valendo-se da qualidade de funcionário público. Capítulo I): III . em sede de crimes contra a ordem tributária. direitos e valores. de 7 de dezembro de 1940 . . 3º Os crimes disciplinados nesta Lei são insuscetíveis de fiança e liberdade provisória e. * CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA: . dolosos.se em razão de não se admitir a responsabilização penal da pessoa jurídica dissociada da pessoa física. encontrada na referida legislação apenas em alguns tipos relativos aos crimes contra as relações de consumo. dos crimes contra a ordem tributária. * CRIMES CONTRA A ORDEM ECONÔMICA: . direta ou indiretamente. .reclusão. além dos previstos no Decreto-Lei n° 2. A supressão ou a . Pena . em caso de sentença condenatória.613 . econômica e contra as relações de consumo são. o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar em liberdade. por meio de confissão espontânea.Lei 9.Nos crimes contra o SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – SFN.Nos delitos de lavagem ou ocultação de bens. provoca aumento de pena a prática do crime de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa. interesse privado perante a administração fazendária.patrocinar. possuem como elemento subjetivo do tipo o querer ou a assunção do risco de suprimir ou reduzir tributo. todavia.137/90) Constitui crime funcional contra a ordem tributária. de regra. Este elemento subjetivo do tipo. dolosos. faz-nos chegar a conclusão de que os tipos penais da lei são. 14 do Código Penal. Art.As condutas elencadas no artigo 1º.613. .Código Penal (Título XI. revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a pena reduzida.LAVAGEM DE DINHEIRO: Lei 9. sem exceção.848. não se cogita da existência da modalidade culposa. cometidos em quadrilha ou coautoria. e multa. . aliado à ausência de previsão culposa. . 3º (lei 8. respectivamente dolo direto e dolo eventual. o coautor ou partícipe que. de 1 (um) a 4 (quatro) anos.Art.Lavagem de dinheiro: § 3º A tentativa é punida nos termos do parágrafo único do art.

artigo 12 da lei.a causa de aumento de pena.redução de tributo culposa estaria excluída em face da aplicabilidade subsidiária do Código Penal. senão quando o pratica dolosamente.adotada aqui a teoria finalista da ação . cometidos em quadrilha ou co-autoria. não tipifica delito funcional o ato de utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é. O grave dano À coletividade é outra causa de aumento de pena. mesmo.artigo 16 da lei.art.Cabe também o concurso de pessoas na forma de participação . . da existência da modalidade culposa. afastada estaria a existência do crime contra a ordem tributária. parágrafo único . . parágrafo único da Lei 8. assim como ser o crime praticado em relação à prestação de serviços ou ao comércio de bens essenciais à vida ou à saúde.90.137 de 27. Como conseqüência direta disso.176/91 .Nos crimes contra a ordem tributária.Nos crimes previstos nesta Lei. A delação premiada pode beneficiar o acusado com: . não depende de grave dano à coletividade. por falta de previsão legal. excluir a própria tipicidade . . fornecida à Fazenda Pública. Deve-se atentar que a Lei 8137/90 trata também dos crimes contra a ordem econômica e relação de consumo (capítulo II).Os crimes contra a ordem tributária não admitem a modalidade culposa. nesta seara dos crimes contra a ordem tributária o condão de afastando o dolo. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços. em sede de crimes contra a ordem tributária e equiparados de que cuidam os artigos 1º. por lei. tem.90 refere-se a alguns tipos relativos aos crimes contra a relação de consumo . que prescreve a excepcionalidade do tipo culposo ao preceituar que com exceção dos casos expressos em lei.12.e à míngua de expressa previsão da forma culposa de agir. . ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. conforme postado nos comentários anteriores. 2º e 3º da Lei 8.erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime. . Como a única previsão de delito culposo que se tem na Lei 8. se praticado or funcionário público. 16.Cabe delação premiada: art.137 de 27.12.não se cogita. 7º. deve ser a conclusão de que o erro de tipo .de que cuida o artigo 20 do Código Penal. Nos crimes de relação de consumo existe previsão da modalidade culposa em algumas hipóteses: .

. A delação premiada é constantemente criticada. d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada. . desde que a cobrança não tenha apoio em lei. quer quanto à espécie quer quanto ao seu valor. permitida em lei. razão pela qual muitos a chamam de "extorsão premiada" . ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa. Caso o juiz. . . 8° da Lei 8. custas.extinção da pena.A pena de multa será calculada em dias: Art. * CRIMES CONTRA AS FINANÇAS PÚBLICAS: - * ABUSO DE AUTORIDADE: .. 10.Nos crimes definidos nos arts.cumprimento da pena em regime semi-aberto. Art. . emolumentos ou qualquer outra despesa.167/91 . b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei. a pena de multa será fixada entre 10 (dez) e 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime. c) deixar de comunicar. Ainda se exige uma contribuição demasiadamente grande para que se considere efetiva a delação. 4º Constitui também abuso de autoridade: a) ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual. imediatamente.A pena de multa pode ser elevada até o décuplo. g) recusar o carcereiro ou agente de autoridade policial recibo de importância recebida a título de carceragem. f) cobrar o carcereiro ou agente de autoridade policial carceragem. 1° a 3° desta Lei. verifique a insuficiência ou excessiva onerosidade das penas pecuniárias previstas nesta lei.Art. custas.diminuição da pena de 1/3 a 2/3. uma vez que fica a critério de avaliação do Juiz da causa e de parecer do membro do MP a utilidade das informaçoes prestadas pelo réu. emolumentos ou de qualquer outra despesa.perdão judicial. e) levar à prisão e nela deter quem quer que se proponha a prestar fiança. poderá diminuí-las até a décima parte ou elevá-las ao décuplo. sem as formalidades legais ou com abuso de poder. considerado o ganho ilícito e a situação econômica do réu.

de pena ou de medida de segurança. para seus efeitos. previsto na Lei 9.CAPEZ: Considerando que a qualidade de autoridade integra o tipo dos crimes de abuso como elementar. XI.o artigo 5º da Lei 4898/65 define o que considera autoridade.034/95. que independe de autorização judicial. bem como a proteção direta das garantias individuais previstas na Constituição Federal (artigo 5º.960. * PROVAS: . sem prejuízo dos já previstos em lei. com o objetivo de que se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. admite-se que o particular seja coautor ou partícipe do intraneus. Está ligada ao retardamento da prisão em flagrante.h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica. art. VI.30). deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade.217. de 21/12/89) . ainda que transitoriamente e sem remuneração. desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se .Tem como objetivos a correta atividade do agente público. .O crime de abuso de autoridade é crime próprio. O particular que não exerça função pública poderá ser responsabilizado na condição de partícipe. emprego ou função pública. Lei 9034/95: Art. i) prolongar a execução de prisão temporária. XVII e LXVIII).AÇÃO CONTROLADA: A ação controlada é um meio de obtenção de provas. dado que as condições de caráter elementar comunicam-se no concurso de agentes (CP. quem exerce cargo. . (Incluído pela Lei nº 7.4. que consiste em retardar a interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações criminosas ou a ela vinculado. os seguintes procedimentos de investigação e formação de provas: (Redação dada pela Lei nº 10. de natureza civil. XVI.2001) II . III. quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. para os efeitos desta Lei. tendo a autoridade policial discricionariedade acerca do melhor momento para efetuá-la.a ação controlada. ou militar. XV. Lemos: Considera-se autoridade. 2o Em qualquer fase de persecução criminal são permitidos. XIII. . decorrente dos princípios da legalidade e moralidade. de 11.

óticos ou acústicos. IV – a captação e a interceptação ambiental de sinais eletromagnéticos. verifica se o fato humano (doloso ou culposo) enquadra-se em algum modelo incriminador.2001) V – infiltração por agentes de polícia ou de inteligência.2001) Parágrafo único.2001). mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público. seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção.concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. a ação controlada requer autorização judicial.217. 53. constituída pelos órgãos especializados pertinentes. * TEORIA GERAL: . de 11. esse fato . os seguintes procedimentos investigatórios: I . constituída pelos órgãos especializados pertinentes. em tarefas de investigação.: Ressalta-se que no caso da lei de drogas. de 11. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. . Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei. Parágrafo único. em tarefas de investigação. bancárias. de 11. em caso afirmativo. Na hipótese do inciso II deste artigo. e o seu registro e análise. são permitidos. II .Art. o que não ocorre na lei do crime organizado.4. documentos e informações fiscais.4. sem prejuízo da ação penal cabível.217. (Inciso incluído pela Lei nº 10. financeiras e eleitorais.217. o juiz. III . além dos previstos em lei. mediante circunstanciada autorização judicial. a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores.a infiltração por agentes de polícia. Assim. segundo a qual a prática de ato formalmente típico pressupõe indício de ilicitude. inicialmente. Obs. que se encontrem no território brasileiro. com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição.a não-atuação policial sobre os portadores de drogas.A diretriz dominante do Código Penal alinha-se à chamada fase do caráter indiciário da ilicitude. A autorização judicial será estritamente sigilosa e permanecerá nesta condição enquanto perdurar a infiltração.o acesso a dados. (Inciso incluído pela Lei nº 10. mediante circunstanciada autorização judicial.4.

e o fato não deve ser considerado criminoso. Ainda que se admita a existência de relação de causalidade entre a conduta dos acusados e a morte da vítima. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. semi-aberto ou aberto. se evitável. o que caracteriza uma autocolocação em risco. assim. de forma contrária aos padrões esperados. porquanto é inviável exigir de uma Comissão de Formatura um rigor na fiscalização das substâncias ingeridas por todos os participantes de uma festa. em virtude de ter ingerido substâncias psicotrópicas. de nexo de causalidade e de criação de um risco não permitido. em regime semi-aberto. comportando-se. à luz da teoria da imputação objetiva. que são as causas de exclusão da ilicitude. considerando que nenhum dos membros da referida comissão foi apontado na peça acusatória como sendo pessoa que jogou a vítima na piscina.STJ: Mesmo que se admita certo abrandamento no tocante ao rigor da individualização das condutas. A de detenção. ou aberto. . 580 do Código de Processo Penal. isenta de pena. ausente o nexo causal.Por outro lado. por atipicidade da conduta. as pessoas se comportarão em conformidade com o direito. por força do disposto no art. em relação a todos os denunciados. Ordem concedida para trancar a ação penal. a existência de condições pessoais desfavoráveis. excludente da responsabilidade criminal. . portanto. se presentes. acarretando a atipicidade da conduta. quando se trata de delito de autoria coletiva. por não demonstrar qual a conduta tida por delituosa. .Art. pois a vítima veio a afogar-se. Em seguida. 21 do CP: O desconhecimento da lei é inescusável. diante da inexistência de previsibilidade do resultado. O erro sobre a ilicitude do fato.Art. passa ao exame dos tipos permissivos. se inevitável. afastando. segundo a denúncia. não-ocorrente. afastam a ideia (indício) inicial de ilicitude. . em razão da ausência de previsibilidade. que. não existe respaldo jurisprudencial para uma acusação genérica. narrando a denúncia que a vítima afogou-se em virtude da ingestão de substâncias psicotrópicas. tais como maus antecedentes. a responsabilidade dos pacientes. 33. o que não ocorreu in casu.provavelmente será ilícito.Associada à teoria da imputação objetiva. A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. que impeça o exercício da ampla defesa. necessária é a demonstração da criação pelos agentes de uma situação de risco não permitido.Segundo a jurisprudência consolidada do STJ e também no Supremo Tribunal. salvo necessidade de transferência a regime fechado. na hipótese. sustenta a doutrina que vigora o princípio da confiança. . . .

XI).CONSEQÜENTE NECESSIDADE.qualquer compartimento habitado. em casa alheia ou em suas dependências § 4º . OS QUARTOS DE HOTEL.Entrar ou permanecer. PELO MINISTÉRIO PÚBLICO.reincidência ou ações penais em curso.CONCEITO DE "CASA" PARA EFEITO DA PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL (CF. onde alguém exerce profissão ou atividade * CRIME CONTINUADO: . ART. AO CONCEITO DE "CASA" . . devendo ser desentranhadas do processo.aposento ocupado de habitação coletiva. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO. EM TAL HIPÓTESE. 157. DESDE QUE OCUPADO.A expressão "casa" compreende: I . 150 . 150. assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. PENSÃO.compartimento não aberto ao público. * PROVAS: .PROVA ILÍCITA . clandestina ou astuciosamente. ART. II) .INIDONEIDADE JURÍDICA RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO. DE PROVA OBTIDA COM TRANSGRESSÃO À GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR . DE MANDADO JUDICIAL. DE MANDADO JUDICIAL (CF. QUE TAMBÉM COMPREENDE OS APOSENTOS DE HABITAÇÃO COLETIVA (COMO. BUSCA E APREENSÃO EM APOSENTOS OCUPADOS DE HABITAÇÃO COLETIVA (COMO QUARTOS DE HOTEL) SUBSUNÇÃO DESSE ESPAÇO PRIVADO. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. XI E CP. 5º.AMPLITUDE DESSA NOÇÃO CONCEITUAL. DESDE QUE OCUPADOS): NECESSIDADE. 5º. III . § 4º. MOTEL E HOSPEDARIA.De acordo com o CPP: Art. RESSALVADAS AS EXCEÇÕES PREVISTAS NO PRÓPRIO TEXTO CONSTITUCIONAL. as provas ilícitas. São inadmissíveis. II . não impedem a aplicação do princípio da insignificância. POR EXEMPLO. EM TAL HIPÓTESE. ART. E no CP: Violação de domicílio Art.

Entende o delito continuado como sendo.Teoria Adotado pelo CP Brasileiro. em essência (isto é. devido a razões de política criminal. apesar de serem do mesmo gênero. . o crime continuado representa “induvidoso concurso material de crimes gravado pela menor culpabilidade do agente. para efeitos de aplicação da pena. Essa posição também é conhecida por tese da “unidade mista” ou “unidade jurídica”. na verdade. c) Teoria Mista. . à luz dos artigos 69 e 70 do mesmo diploma legal”.. concurso material). mas que. Prega que o delito continuado seria uma figura criminosa especial e autônoma.a) Teoria da Unidade Real. A tese da unidade real. por ficção jurídica. o código penal brasileiro adotou a teoria da ficção jurídica (e não da unidade real). Tanto é verdade que o diploma criminal pátrio adotou a teoria da ficção jurídica que o crime continuado é tratado. um único crime. na realidade).No chamado crime continuado. são de espécies diversas.STJ: "tendo em vista que os crimes de roubo e extorsão. no concurso de crimes as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. uma pluralidade de crimes (ou seja. enxerga o crime continuado como sendo. . Conforme já assentado pelo STJ. enquanto crime único. por ficção jurídica. não se aplica a continuidade delitiva". não se confundindo com o crime único. no tópico atinente ao concurso de crimes (embora represente uma multiplicidade de crimes. Por outro lado. b) Teoria da Ficção Jurídica. concebida originalmente por Bernardino Alimena. entre nós. mas que é tratado como crime único pela lei penal vigente. levando-se em conta a especificidade e particularidades do caso concreto e alegada menor culpabilidade do sujeito. como resulta da simples letra dos artigos 71 e 72 do Código Penal. Esta foi a concepção idealizada por Francesco Carrara e que também recebe o título de teoria da “unidade fictícia limitada”. . vê-se delito único). seria tratado.

o que não se configura no caso do sonâmbulo. interesse ou direito senão pela prática de ato que. por se tratar de ausência de conduta. Essa só se legitima diante de uma ação humana consciente.É exemplo de excludente de ilicitude o abate de animal protegido pela lei ambiental quando realizado para saciar a fome do agente ou de sua família. tanto o estrito cumprimento do dever legal. cujo sacrifício. .* EXCLUDENTES DE ILICITUDE: . quanto o exercício regular de direito. que não provocou por sua vontade.ESTADO DE NECESSIDADE: Salvar perigo atual. situação na qual se encontra pessoa que não pode razoavelmente salvar um bem. direito próprio ou alheio. 1)Perigo atual: Ato humano Ataque de animal Fato da natureza OBS: o estado de necessidade não abrange o perigo iminente. . excluem a tipicidade. adota-se a teoria unitária ou monista objetiva em relação ao estado de necessidade. nem podia de outro modo evitar. . seria delituoso. nas circunstâncias. e não legítima defesa. . . não era razoável exigir-se.No CP.Estado de necessidade é causa legal excludente de ilicitude e coação moral irresistível é causa excludente de culpabilidade.Segundo o professor Cristiano Rodrigues.Quem repele a agressão de sonâmbulo estará amparado pelo estado de necessidade. para a Teoria da Tipicidade Conglobante. segundo a acepção mais moderna. . em circunstâncias outras.

usando moderadamente dos meios necessários.2)Perigo não causado voluntariamente pelo agente: Se o agente dolosamente criou o perigo não há estado de necessidade para ele. 4)Proteção de direito próprio ou alheio 5)Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo – as pessoas que exercem determinadas profissões perigosas não podem deixar de enfrentar o perigo.LEGÍTIMA DEFESA: Entende-se em legítima defesa quem. a não ser praticando o fato típico. a direito seu ou de outrem. .Inexigibilidade de conduta diversa é excludente supralegal de culpabilidade por definição doutrinária predominante que a considera implícita no ordenamento jurídico. 3)Inevitabilidade do fato típico Há estado de necessidade se não havia outra forma de salvar o bem em perigo. . .Na legítima defesa o agente não pode empregar o meio além do que é preciso para evitar a lesão do bem jurídico próprio ou de terceiro. . 6)Inexigibilidade de sacrifício do bem ameaçado. repele injusta agressão.Pela legítima o agente pode repelir agressão injusta a direito seu ou de outrem que pode ser qualquer pessoa física. . . Prevalece o entendimento de que há estado de necessidade se o agente causou o perigo culposamente. (em perigo). atual ou iminente.Através da legítima defesa pode-se proteger qualquer bem jurídico. mesmo que um criminoso.

. A vontade é dirigida à conduta e não ao resultado. apesar disso. 2ª parte . porém. excluído nas hipóteses de erro de tipo. porém assume o risco de produzi-lo. quer agir para alcançar o fim perseguido e se resigna com a eventual produção do resultado.O estudo do tipo subjetivo dos crimes dolosos tem por objeto o dolo. o agente não quer diretamente o resultado. . assim procedendo. resolve agir de qualquer forma. de forma que.O dolo direto em relação ao fim proposto e aos meios escolhidos é classificado como de primeiro grau. e em relação aos efeitos colaterais. 20 . A previsão da probabilidade do resultado não demove o agente de atuar. racha. representados como necessários. portanto. 18. I.Estrito cumprimento do dever legal é causa legal de exclusão da ilicitude. Fórmula prática de Frank: Se o agente diz a si próprio: “seja como for. tendências ou atitudes pessoais elementos subjetivos especiais existentes em conjunto com o dolo em determinados delitos. . se previsto em lei. se não couber punição por crime culposo: Art. é classificado como de segundo grau. . em qualquer caso eu ajo”. Exemplos: roleta russa.Dolo indireto ou eventual – Art.No dolo indireto ou eventual. O agente prevê o resultado como possível ou provável e..Erro inescusável (vencível) exclui o dolo. dê no que der. No dolo eventual. é responsável pelo resultado a título de dolo eventual. mesmo assim. etc. mas permite a punição por crime culposo. o agente conta seriamente com a possibilidade de produzir o resultado típico. * DOLO: . elemento subjetivo geral.O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. passa a aceitar a sua eventual ocorrência: a superveniência do resultado se lhe torna indiferente. sendo as intenções. Apenas excluirá a punição a título de culpa.

incondicional. afastando o dolo eventual. não o dolo. Dúvida sobre a superveniência do resultado . Essa causa. os crimes dolosos admitem a sua prática através do dolo direto ou do dolo eventual. Exemplo: o crime de receptação dolosa (art. A doutrina e a jurisprudência entendem.Para a existência do dolo eventual basta a simples dúvida do agente sobre a superveniência do resultado previsto. pelo contrário. Nem todo crime doloso admite a sua prática através do dolo eventual – Em regra. entretanto.O Código Penal equipara o dolo direto ao dolo eventual. no curso causal. * NEXO CAUSAL: . Em nada pertence ao universo subjetivo do agente. é que está sujeita a eventualidades ou incertezas. que há maior reprovação no crime cometido através de dolo direto. Se o agente. Tratamento penal aos crimes cometidos através de dolo direto e dolo eventual . o resultado advém de situação totalmente dispersa ao conteúdo volitivo do agente. Impropriedade da expressão dolo eventual – A expressão “dolo eventual” não é precisa. que o agente quer praticar a conduta de qualquer jeito. O dolo. produz o resultado. mas.Observe-se que. 180. Excepcionalmente. não obstante a dúvida sobre a ocorrência do resultado. alguns crimes exigem a certeza sobre determinado elemento constitutivo do tipo. como vontade de ação. não se abstém de agir. caput) exige que o agente saiba que a coisa adquirida seja produto de crime. .A causa é absolutamente independente se. Unicamente a produção do resultado. por si só. não é eventual. pratica o crime a título de dolo eventual. nessa hipótese. o que poderá ser levado em conta pelo juiz na dosagem da pena. no entanto.

7.7. (Redação dada pela Lei nº 7.o desconhecimento da lei.209.ser o agente menor de 21 (vinte e um). e a ação esteja do agente esteja na mesma linha de desdobramento da ação física ou natural o resultado será impudado ao agente. na data do fato.1984) a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral. ou maior de 70 (setenta) anos. Veja que a causa da morte de B foi a infecção hospitalar. de 11. 65 . pois se excluissemos a causa ou a conduta do agente o resultado não se operaria.. caso ocorra o resultado naturalístico.São circunstâncias que sempre atenuam a pena: (Redação dada pela Lei nº 7.As Causas Absolutamente Independentes sempre rompem o nexo causal. trata-se de uma Causa Relativamente Independente.209. (Redação dada pela Lei nº 7. portanto.ter o agente:(Redação dada pela Lei nº 7. Exemplificando. de 11. .209. ser-lhe-a imputado a quem lhe deu causa. * CAUSAS ATENUANTES: Art.1984) III .7.1984) II . Ocorre que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento.209. de 11. segundo o qual a infecção hospitar está na linha do desdobramento da ação física ou natural. na data da sentença. se verificar a ocorrência de uma causa relativamente independente.7. e portanto. entretanto. A desfere golpes de faca em B que passa por um processo cirúrgico e dias depois vem a morrer de infecção hospitalar. de 11.1984) I .

d) confessado espontaneamente.A tentativa. Ser funcionário público é condição de caráter pessoal elementar dos crimes funcionais. por sua espontânea vontade e com eficiência. ou ter. incide nas penas a este cominadas"). salvo quando elementares do crime". 29.Do princípio da unidade do crime. 30. no Brasil. CP aos crimes funcionais: "Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto. a desclassificação se opera em relação a . perante a autoridade. logo após o crime. c) cometido o crime sob coação a que podia resistir. caput ("quem. antes do julgamento. transmissível. evitarlhe ou minorar-lhe as conseqüências. havendo participação. ou sob a influência de violenta emoção. de qualquer modo. é exemplo de adequação típica de subordinação mediata (indireta). se não o provocou. concorre para o crime. . provocada por ato injusto da vítima. a autoria do crime. coautores e partÍcipes) respondem pelo mesmo crime. segue-se outro: se o fato delituoso muda a sua qualificação legal para um dos concorrentes. uma vez ser necessário invocar dois ou mais dispositivos para realizar juízo de subsunção * CRIMES FUNCIONAIS: . * TENTATIVA: . ou em cumprimento de ordem de autoridade superior. portanto.b) procurado. previsto no art. todos os participantes (autores. segundo o qual.Aplicação do art. reparado o dano.

EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. social (cônjuge) ou jurídica (funcionário público).IMPUTABILIDADE. a ausência de qualquer deles importa a inexistência de crime (para os adeptos da teoria tripartida finalista) ou impedimento na aplicação da sanção penal (para os adeptos da teoria bitartida finalista).Em relação a culpabilidade. * CULPABILIDADE: . 2. 180. Assim. é composta por 3 elementos que devem estar presentes (positivos) quanda da aplicação da reprimenda. * CONTRAVENÇÃO PENAL: Art. no Brasil ou no estrangeiro. *a questão se refere corretamente à imputabilidade como capacidade de culpabilidade . 7º da Lei de Contravenções penais: Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma contravenção depois de passar em julgado a sentença que o tenha condenado. Isso ocorre principalmente nos crimes denominados próprios.Em relação a "potencial consciência da ilicitude". Nessa concepção. a culpabilidade é composta dos seguintes elementos: 1. 312). baseada na teoria finalista da conduta (Hans welzel). ou.A culpabilidade. fundamento e também limite da aplicação da pena. por qualquer crime. . sejam de caráter objetivo ou subjetivo. o CP adotou a TEORIA NORMATIVA PURA. por meio do qual as elementares se comunicam entre os agentes. disciplina a doutrina que para que haja o juízo de reprovabilidade é necessário que o agente possua a consciência da . 3. caput). por motivo de contravenção. 30. É a conseqüência determinada pelo art. que exigem do agente uma qualidade natural particular (sexo).todos. responde por este delito e não por apropriação indébita (art. no Brasil.POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE. contribuindo CONSCIENTEMENTE (tem que saber da qualificação de funcionário público do autor) um estranho para a prática de um crime de peculato (art.

(. as primeiras referem-se ao fato. deixe de prestá-lo. erro sobre a causa excludente de ilicitude. consciente da ausência de risco pessoal.. O que se requer é a POSSIBILIDADE DO CONHECIMENTO. a legítima defesa. as outras ao autor. Obs: não devemos confundir causas de exclusão da antijuricidade (justificativas) com causas de exclusão de culpabilidade (dirimentes). pode ser de três tipos: 1) Erro de proibição direto.Caso alguém. 2) Erro mandamental. * ILICITUDE (ANTIJURIDICIDADE): . fica caracterizado o erro mandamental em relação ao crime de omissão de socorro. que é o erro de proibição em crime omissivo ( no caso do garante). . sem que seja necessário o c onhecimento da penalização da conduta. por acreditar não estar obrigado a fazê-lo por não possuir qualquer vínculo com a vítima e por não ter concorrido para o perigo. quando o Código Penal trata de causa excludente da antijuricidade. da situação de perigo e da necessidade de prestar socorro a outrem. quando escusável. o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito. o que nao ocorre de forma efetiva nem mesmo entre os juristas.ilicitude do fato ou que AO MENOS TENHA A POSSIBILIDADE DE CONHECÊ-LA. emprega expressão como “não há crime” ou “não constitui crime”. quando o erro recai sobre uma conduta proibitiva. 3) Erro de proibição indireto.) que seria o conhecimento aproximado que tem o profano. . “não é punível o autor do fato”. quando cuida de causa excludente de culpabilidade emprega expressões diferentes: “é isento de pena”. Segundo assevera Zaffaroni e Pierangeli: A doutrina é unânime na afirmação de que nao se requer um conhecimento OU POSSIBILIDADE de conhecimento da lei em si.O erro sobre a ilicitude do fato. .As excludentes de ilicitude (também chamadas de excludentes de antijuridicidade) são: o estado de necessidade. denominada "valoração paralela na esfera do profano". Costuma-se dizer que basta o conhecimento ou a possibilidade de conhecimento da antijuricidade..O erro sobre a ilicitude do fato deve ser analisado em face do comportamento do homem médio para se chegar à conclusão de ser o erro evitável ou inevitável. * ERRO DE PROIBIÇÃO OU MANDAMENTAL: .

Sendo o erro evitável. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. sobre o seu alcance. o dolo será excluído. atenua-se a responsabilidade do agente. mas será permitida a punição por crime culposo. produz efeitos diversos: a) se vencível (ou inescusável." * ERRO DE TIPO: . 21 do Código Penal.Podemos destacar uma semelhança e algumas diferenças entre o erro de tipo permissivo e o erro de permissão. De acordo com o art.Erro de tipo é o erro que recai sobre um elemento constitutivo do tipo legal (artigo 20. ou. diz o art. No entanto. No ordenamento jurídico brasileiro contamos com três hipóteses de discriminantes putativas: a) Erro sobre a situação fática: erro de tipo permissivo b) Erro sobre a existência de uma justificante: erro de permissão (erro de proibição indireto) c) Erro sobre os limites de uma justificante: erro de permissão (erro de proibição indireto). 21. ou seja. . estaremos diante de um caso típico de erro de permissão. ou indesculpável. caput do CP). o que se evidencia é o erro de tipo permissivo. se o fato podia ter sido evitado mediante o emprego de alguma diligência por parte do agente). isenta de pena. . tornaria a sua conduta legítima. se existisse.Verificando ser o erro inevitável. se o indivíduo se equivoca sobre a própria existência da justificante. há a exclusão de culpabilidade. se inevitável. se evitável. O erro de tipo incidente sobre as elementares.Concluindo: para diferenciar erro de tipo permissivo e erro de permissão é indispensável saber qual o objeto do erro do agente criminoso. o erro sobre a ilicitude do fato. . dependendo da gravidade. A similitude existente entre eles está no fato de ambos se relacionarem com hipóteses de discriminantes putativas. se houver previsão legal deste. Se ele erra sobre a própria situação fática que.

se o fato não podia ter sido evitado mesmo que o agente empregasse alguma diligência). Apenas no PECULATO CULPOSO. Neste caso. . Uma vez reconhecido. se invencível. DESDE QUE A REPARAÇÃO OCORRA ANTES DE SENTENÇA IRRECORRÍVEL. age ilicitamente. Nele. .b) se invencível (ou escusável. No momento em que Fátima devolve o dinheiro o crime já está consumado. isentando o agente de pena) ou se vencível. o que impede o arrependimento eficaz. determina somente a exclusão da circunstância desconhecida. Támbém não há que se falar em arrependimento eficaz. DEPOIS DE PRATICAR TODOS OS ATOS DE EXECUÇÃO SUFICIENTES PARA QUE OCORRA A CONSUMAÇÃO DO CRIME. o dolo e culpa serão excluídos levando à atipicidade do fato e à consequente exclusão do crime. ou desculpável. descobre que esse objeto possui valor irrisório/ ínfimo. posteriormente.Já o erro de proibição. a diminuição de um sexto a um terço da pena. tendo em vista que praticou PECULATO DOLOSO. “A” não poderá beneficiar-se da circunstância prevista no § 2º do artigo 155 do Código Penal. o agente pensa que está agindo licitamente quando. ou seja. §3. por outro lado. é que ocorre a extinção da punibilidade. do Código Penal.O erro de tipo essencial sobre as circunstâncias do tipo (qualificadoras. cum fulcro no art. Exemplo: “A” pretende furtar um objeto de grande valor. pode determinar. QUE OCORRE JUSTAMENTE QUANDO O AGENTE. a exclusão da culpabilidade (em virtude da ausência de potencial consciência da ilicitude da conduta. na verdade. é o erro que recai sobre a ilicitude do fato. * PECULATO: . 312. ADOTA PROVIDÊNCIAS APTAS A IMPEDIR O RESULTADO. .O ressarcimento antes do oferecimento da denúncia não extingue a punibilidade de Fátima. causas de aumento e circunstâncias agravantes).

de 2000) . 304 . . 297 a 302: Pena . . aos agentes que tenham tido INTENSA e EFETIVA participação na organização criminosa". com ou sem fiança. as ações de sociedade comercial.a cominada à falsificação ou à alteração.art. § 2º . no todo ou em parte. toda prisão provisória deve ser fundamentada e respeitar os requisitos da prisão preventiva.Falsificar.* PRISÃO PROVISÓRIA: . 7º .Se o agente é funcionário público. 297 .Para os efeitos penais.STF/STJ: Não existe prisão provisória ex lege.Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados. * USO DE DOCUMENTO FALSO: . o título ao portador ou transmissível por endosso. § 1º .983. de dois a seis anos.Art.reclusão. os livros mercantis e o testamento particular. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . e comete o crime prevalecendo-se do cargo. documento público."Não será concedida LIBERDADE PROVISÓRIA. aumenta-se a pena de sexta parte. a que se referem os arts. § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Incluído pela Lei nº 9.Art. e multa.

(Incluído pela Lei nº 9. no todo ou em parte. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado.(Incluído pela Lei nº 9. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório.Omitir. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. a remuneração. (Incluído pela Lei nº 9.Falsificar. em documento público ou particular. e multa.em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena . com o fim de prejudicar direito. nos documentos mencionados no § 3o. Falsidade ideológica Art.(Incluído pela Lei nº 9.983. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. de 2000) § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite.I . 298 . de um a cinco anos.reclusão. de 2000) III . de 2000) II .983. 299 .na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social.983.983. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: . nome do segurado e seus dados pessoais. de 2000) Falsificação de documento particular Art. declaração que dele devia constar. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita.na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social.

se o documento é particular. se o documento é particular. e multa. Certidão ou atestado ideologicamente falso Art.Se o agente é funcionário público. no exercício de função pública. Parágrafo único . de três meses a dois anos.Falsificar. ou qualquer outra vantagem: Pena . de um a cinco anos. Falso reconhecimento de firma ou letra Art. de um a cinco anos. 300 . para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. atestado ou certidão. aumenta-se a pena de sexta parte.Reconhecer. e multa. e reclusão de um a três anos. e multa. em razão de função pública. se o documento é público.Pena . e multa.detenção. no todo ou em parte. ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro.Atestar ou certificar falsamente. ou qualquer outra vantagem: Pena . isenção de ônus ou de serviço de caráter público. se o documento é público. como verdadeira. e de um a três anos. 301 .reclusão. Falsidade material de atestado ou certidão § 1º . ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. de dois meses a um ano. isenção de ônus ou de serviço de caráter público.detenção.reclusão. firma ou letra que o não seja: Pena . .

aplica-se. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA.Se o crime é cometido com o fim de lucro. atestado falso: Pena . é efeito automático da condenação. CONDENAÇÃO POR CRIME DE TORTURA. POLICIAL MILITAR. . aplica-se também multa.EMENTA: REVISÃO CRIMINAL. no exercício da sua profissão. dispensando fundamentação específica ou processo autônomo.Não possuindo o crime de tortura correspondência no Código Militar.A perda de função pública prevista no § 5º. a de multa. e não pena acessória. Parágrafo único . 1º. MANUTENÇÃO. da Lei nº 9. e não seus efeitos. DISPENSABILIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO. descabe o exame do pedido. PEDIDO QUE NÃO ATACA A CONDENAÇÃO. Destinando-se a Revisão Criminal a atacar a condenação.Dar o médico. . além da pena privativa de liberdade.455/97. de um mês a um ano.§ 2º . Falsidade de atestado médico Art. é da competência da Justiça Comum a decretação da perda de cargo público. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME DO PLEITO VIA REVISÃO CRIMINAL. * ROUBO: . 302 .Se o crime é praticado com o fim de lucro. EFEITO AUTOMÁTICO DA CONDENAÇÃO.detenção. do art. * CRIMES DE TORTURA: .

Assim.A fraude eletrônica via internet para subtrair valores de conta-corrente É FURTO MEDIANTE FRAUDE. no ardil para distrair a atenção da vítima. diante das peculiaridades do caso concreto. a competência é do juízo do local onde se situa a agência bancária de onde foi sacada a quantia. à quantidade de qualificadoras para fixar a fração de aumento. a fraude no furto compreende não só o expediente insidioso que desvia a atenção da vítima e facilita a subtração. Nesse sentido. a presença de duas causas especiais de aumento de pena no crime de roubo pode agravar a pena em até metade. constatar a ocorrência de circunstâncias que indiquem a necessidade da elevação da pena acima do mínimo legal.. .FURTO QUALIFICADO: § 4º .mediante concurso de duas ou mais pessoas.A pena é de reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. e multa. não fica o Juízo sentenciante adstrito. consoante tranquilo na doutrina. escalada ou destreza. quando o magistrado. .com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa. * FURTO: . ou mediante fraude. simplesmente.Consoante reiterada jurisprudência do STJ. Aí é que se deu a subtração.A fraude (enganar) no furto consiste no enliço. IV . sendo assim. que sequer percebe estar sendo furtada. III . II .com emprego de chave falsa. mas também o emprego de qualquer meio .com Abuso de confiança. se o crime é cometido: I .

Ainda nesse sentido. de nova acusação pela prática de crime daquele mesmo tipo. por isso. no livro: Direito Penal para Concurso. ao ter como cessada. pag. com a denúncia.HABEAS CORPUS: HC 78821 RJ: Correto o acórdão impugnado. não incorrendo no tipo penal os agentes que vierem a praticar ato diverso de crime. 288.A associação de membros deve ter a finalidade de cometer crimes assim definidos pela lei.A pena aplica-se em dobro. observa-se que mesmo que elaborando determinado crime estejam três menores e um maior. Parágrafo único. de acordo com o Professor Emerson Castelo Branco. a permanência do delito de quadrilha. cessa a sua permanência. em tese. Os menores de dezoito anos são penalmente inimputáveis e ficarão sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. 204. no momento que é recebida a denúncia pelo crime de quadrilha. .O furto qualificado pelo abuso de confiança no agente. no caso quatro. . mesmo que entre estes participem os inimputáveis. Art.Para a caracterização do crime em tela. responderá apenas o último pelo crime em tela. não é o suficiente para configurar a relação de confiança.ardiloso destinado a vencer as defesas pré-constituídas pela vítima para a defesa de seu patrimônio. . de modo que se os agentes persistirem na associação criminosa terão praticado novo crime de quadrilha. .O parágrafo único do artigo 288 prevê a aplicação da pena dobrada caso a quadrilha ou o bando trabalhe com o uso armada. como é o caso das contravenções penais e demais fatos ilícitos ou morais. Parte Geral e Especial. * QUADRILHA: .Entende-se que. em bis in idem) a legitimidade.STF . no momento da associação. para o efeito de admitir (sem que se incorra. . quando presente apenas uma relação empregatícia. se a quadrilha ou bando é armado. é essencial que exista mais de três pessoas.

devendo ser motivadamente declarados na sentença. a sentença transitada em julgado deve permanecer a título de maus antecedentes criminais. Parágrafo único: os efeitos de que trata este artigo não são automáticos. a inabilitação para dirigir veículo. (. 91 CP. quando utilizado como meio para a prática de crime doloso.) b) quando for aplicada pena prrivativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos. Art. (.) II. função ou mandato eletivo: a) (. a perda do cargo. Art....) III.. ..) II.. 92 CP.* EFEITOS DA CONDENAÇÃO: . do Código Penal. ressalvando o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: a) (.Ultrapassado o período de cinco anos estabelecido pelo art. Art. a perda em favor da União. 92 CP. 64. São também efeitos da condenação: I. I.) b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.. São efeitos da condenação: I. (.. São também efeitos da condenação: I...

As causas de aumento e diminuição de pena são os últimos elementos a serem levados em conta na fixação da pena. Parágrafo único. devendo ser motivadamente declarados na sentença. atingir os efeitos da condenação previstos no art. * DA PENA: . bem como o grau de periculosidade. assegurando ao condenado o sigilo dos registros sobre o seu processo e condenação. concurso formal. crime continuado – como na parte especial – art. 157. A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença definitiva. Apesar de encontrarem-se dispersas no Código (tanto na parte geral – tentativa. é necessário observar o tempo fixado em sentença. vedada a reintegração na situação anterior. e por fim ao menos rigoroso. §2º. São admitidos no Brasil os regimes Fechado. respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão * APLICAÇÃO DA PENA: . . pulando direto do fechado para o aberto.Art.A progressão de regime prisional que se dá do mais rigoroso para intermediário. do CP). Semi-Aberto e Aberto. A reabilitação poderá. não sendo admitida a progressão por salto. Para determinação de qual o regime inicial.Parágrafo único: os efeitos de que trata este artigo não são automáticos. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos. 92 deste Código. também. 93 CP. fatores estes que deverão ser ponderados pelo magistrado.A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. nos casos dos incisos I e II do mesmo artigo. são facilmente identificáveis por virem sempre . .

a menos que sejam constatadas particularidades que indiquem a necessidade da exasperação. . 68 do CP..º 444 de 13/05/2010: "É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base. hipótese em que pode o magistrado aplicar a fração mínima. DJe 21/02/2011. . deverá o magistrado proceder à regressão do acusado ao regime fechado e. acima de 1/3. Rel. Ordem concedida para fixar a pena base no mínimo legal e determinar a aplicação do aumento de 1/3. a fração pode e deve ser elevada.Se o réu estiver cumprindo pena no regime semiaberto e este se tornar incompatível em razão da soma de nova pena por outro crime. etc). art.Primeiramente são aplicadas as causas de aumento de pena e. II) ou o grosso calibre da arma de fogo utilizada na empreitada criminosa (CP. havendo nos autos elementos que conduzem à exasperação da reprimenda – tais como a quantidade excessiva de agentes no concurso de pessoas (CP. julgado em 03/02/2011. . pois. a fração do aumento da pena será determinada pela gravidade da conduta que poderá ser fixada acima do mínimo legal.REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA: .STJ: Súmula n. § 2º. QUINTA TURMA. pela configuração das qualificadoras do delito de roubo. diminui-se de um a dois terços. à quantidade de qualificadoras para fixar a fração de aumento..Segundo iterativa jurisprudência do STJ. apesar da dupla qualificação.) havendo mais de uma causa especial de aumento de pena. As causas de aumento e diminuição de pena da parte especial estão relacionadas no tipo penal que descreve o crime em análise. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO. 157." . em observância ao art. não fica o Juízo sentenciante adstrito. ao unificar as penas.516/SP. Vale ressaltar que não se pode aplicar duas causas de aumento ou diminuição de pena da parte especial para o mesmo crime. I) –. O mesmo raciocínio serve para uma situação inversa. art. Na hipótese elencada de um crime praticado em concurso excessivo de agentes.Consoante reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: (.expressas por uma fração (aumenta-se da metade. as causas de diminuição de pena. a presença de mais de uma circunstância de aumento da pena no crime de roubo não é causa obrigatória de majoração da punição em percentual acima do mínimo previsto. em que o roubo foi praticado com arma branca e a participação do co-réu foi de menor importância. 157. contanto que devidamente justificada na sentença. § 2º. simplesmente. . deve abater do . em seguida. Nesse sentido: STJ HC 180. na hipótese de existência de apenas uma.

7.A sentença estrangeira. pode ser homologada no Brasil para: I .Art. de 11.A homologação depende: a) para os efeitos previstos no inciso I. a pena ou terminar sua execução. se não sobrevier revogação. II . a restituições e a outros efeitos civis.1984) I . ou nela é computada. Parágrafo único . quando idênticas. só pode ser concedida pelo próprio juízo da condenação (por onde tramitou o processo de conhecimento) e não pelo Juízo das Execuções.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. após 2 anos.sujeitá-lo a medida de segurança.tempo efetivamente cumprido pelo réu o lapso temporal para a concessão da progressão. da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença.1984) . Art. computando-se o período de prova da suspensão e o do livramento condicional. 9º . não exclui a reincidência. decorridos 2 (dois) anos do dia em que for extinta. (Redação dada pela Lei nº 7. 94 . (Redação dada pela Lei nº 7. o condenado terá direito à obtenção de certidão criminal negativa. uma vez que a reabilitação é concedida após o término da execução da pena. concedida a reabilitação.A reabilitação poderá ser requerida. . apagando a anotação de sua folha de antecedentes e suspendendo alguns efeitos secundários dessa condenação. durante esse tempo. de 11. de 11. quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências.7.tem como finalidade restituir o condenado à condição anterior à condenação. desde que o condenado: (Redação dada pela Lei nº 7. b) para os outros efeitos.7. de pedido da parte interessada. ou.209.209. de qualquer modo.tenha dado. de requisição do Ministro da Justiça * REABILITAÇÃO: . quando diversas. mas a anotação referente à condenação continuará existindo para fim de pesquisa judiciária.1984) II .obrigar o condenado à reparação do dano.tenha tido domicílio no País no prazo acima referido. Art. 8º . cujos efeitos desaparecem apenas 5 anos após o cumprimento da pena (assim. demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado. na falta de tratado. para verificação da reincidência).209.

até o dia do pedido. o período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada: SÚMULA N.Segundo disposição sumulada do STJ. b) houver reforma da sentença absolutória em julgamento de recurso para condenar o réu e c) ocorrer a substituição do decreto condenatório em sede de recurso no qual reformada parcialmente a sentença.Considerou-se que a prolação de acórdão somente deve ser reputada como marco temporal para a redução da prescrição quando: a) tiver o agente sido julgado diretamente por um colegiado.7. depois de transitar em julgado a sentença que.III . eis que atingindo a própria ação penal. que não se aplica o benefício do art. como reincidente. no âmbito criminal. 115 do CP (redução pela metade do prazo prescricional) se o agente conta mais de 70 anos de idade somente na data do acórdão que se limita a confirmar a sentença condenatória. 70 ANOS. 95 . Arnaldo Esteves Lima. (Redação dada pela Lei nº 7. o tenha condenado por crime anterior * PRESCRIÇÃO: . a pena que não seja de multa. em 9/12/2009.A prescrição da pretensão punitiva impede que se defira um pedido de reabilitação. . Min.A reabilitação será revogada. . 415-STJ . .Art. no País ou no estrangeiro. de 11.209. de ofício ou a requerimento do Ministério Público.o STJ e o STF vêm decidindo: PRESCRIÇÃO. de 11. Rel. A Turma. ou exiba documento que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida. por decisão definitiva. se o reabilitado for condenado. ao prosseguir o julgamento. Assim.7. REDUÇÃO.1984).Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime.tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta impossibilidade de o fazer. 63 . não se pode afastar aqui o quê inexiste. (Redação dada pela Lei nº 7. . não aplica nenhuma pena e como o objetivo da reabilitação é afastar mácula pela aplicação de pena. por maioria.1984) Art. * REINCIDÊNCIA: . entendeu.O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada.209.

Quais mudanças aconteceram? Primeira . para onde remeto o leitor (clique aqui). . (e) prescrição da pretensão executória. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação) acabou pela metade. que passou a ser o menor prazo prescricional previsto no art. a prescrição em abstrato acontecia em dois anos. retroagindo à data da consumação do delito. Isso afetou a prescrição das sanções da lei de execução penal (que também passou a ser de três anos). a pena imposta serve apenas para marcar a quantidade justa pela qual será aferida a prescrição.234/10 (clique aqui) trouxe mudanças na primeira. da sentença transitada em julgado para a acusação para trás.a prescrição retroativa (prescrição contada para trás. Na propriamente dita. . Segunda . para o passado. (c) prescrição retroativa. Cuidei de tudo isso com detalhes no meu blog.O instituto da prescrição retroativa originou-se com a edição da Súmula 146 pelo STF em 1964. quando a pena máxima é inferior a um ano. Prolatada a sentença condenatória esta perderá seus efeitos se ocorrida a prescrição. 3) Retroativa . como ocorrera no caso. Nos moldes do Código Penal de 1984. (d) prescrição virtual ou antecipada ou em perspectiva (só admitida em primeira instância).que considera a pena aplicada (interregno entre o trânsito para a acusação e o trânsito em julgado definitivo da sentença condenatória). 2) Superveniente .que igualmente considera a pena em concreto (refere-se aos lapsos anteriores a sentença). A prescrição da pretensão punitiva propriamente dita transcorre da data da consumação do crime até a sentença final. 109 do CP (clique aqui). 115 do CP às hipóteses em que se confirma a condenação em sede de recurso. na retroativa. terceira e quarta modalidades. . é uma das espécies de prescrição punitiva. Agora foi fixado o prazo de três anos.Mudanças quanto a prescrição retroativa: São cinco as modalidades de prescrição penal no Brasil: (a) prescrição pela pena máxima em abstrato.antes.A prescrição da pretensão punitiva poderá ser: 1) Propriamente dita . (b) prescrição superveniente ou intercorrente. já a retroativa é aquela que ocorre quando a sentença condenatória transita em julgado para a acusação.não seria possível a aplicação do referido art. Assim. A lei 12. Como assim? Antes da nova lei a prescrição retroativa podia acontecer ou entre a data do fato e o recebimento da denúncia ou queixa ou entre o recebimento da denúncia ou queixa e a publicação da sentença condenatória.que considera a pena em abstrato (pena máxima). o prazo conta-se do cometimento do delito para frente. Dois eram os .

Só pode ser aplicada para fatos ocorridos de 6/5/10 para frente.a lei nova é desfavorável ao réu (nos três pontos examinados).848.Lei nº 12. Art. Foi cortada pela metade. ocorridos até 5/5/10). Terceira . Com a redação nova tornou-se impossível computar qualquer tempo antes do recebimento da denúncia ou queixa. também foi cortada pela metade. Logo. saber a antiga regulamentação da prescrição retroativa ou virtual (porque é ela que rege os crimes antigos. A regulamentação nova só rege os crimes novos (de 6/5/10 para frente). 109 e 110 do Decreto-Lei nº 2. de 7 de dezembro de 1940 .períodos prescricionais possíveis. 2º Os arts.848. agora. passam a vigorar com as seguintes alterações: . .Código Penal. É importante. publicada em 06 de maio de 2010 Art. que só é admitida (sabiamente) pela jurisprudência da primeira instância (os tribunais não a admitem – Súmula 440 do STJ).234. Direito intertemporal .Código Penal. de 7 de dezembro de 1940 . por isso. 109 e 110 do Decreto-Lei nº 2. Só é possível agora entre a data do recebimento da denúncia ou queixa e a publicação da sentença. não acabou. A prescrição retroativa. irretroativa. para excluir a prescrição retroativa. não se pode contar (na prescrição retroativa ou virtual) nenhum tempo anterior ao recebimento da denúncia ou queixa. ocorre a prescrição pela pena em abstrato).a prescrição virtual (ou antecipada ou em perspectiva). Nesse período rege a prescrição da pretensão punitiva pela pena máxima em abstrato (ou seja: a investigação não pode ser eterna. Foi extinta pela metade. Ou seja: a prescrição retroativa. caso o Estado demore muito para apurar os fatos. só pode acontecer entre o recebimento da denúncia ou queixa e a publicação da sentença. Crimes ocorridos até 5/5/10 continuam regidos pelo Direito penal anterior (ou seja: para esses crimes a prescrição retroativa ou virtual ainda é contada da data do fato até o recebimento da denúncia ou desta data até a publicação da sentença). para crimes ocorridos desta data em diante. 1º Esta Lei altera os arts. Cuidado: isso não significa que não existe nenhuma prescrição nesse período pré-processual (antes do recebimento da denúncia ou queixa). ou seja. em síntese. como sempre foi atrelada à prescrição retroativa. Prescrição da pretensão punitiva pela pena máxima em abstrato: desde 6/5/10.

Depois de passada em julgado a sentença condenatória. quando a multa for a única cominada ou aplicada.Antes de passar em julgado a sentença final.Art. regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 110 . regula-se pela pena aplicada. Nos crimes conexos. isoladamente. verificando-se: VI . Parágrafo único . . não podendo.Art.O curso da prescrição interrompe-se: I .pela decisão confirmatória da pronúncia. II .A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regulase pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior. . a extinção da punibilidade de um deles não impede. antes de transitar em julgado a sentença final. a prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo . 116 . a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um.No caso de concurso de crimes. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso.A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto. 117 . se o condenado é reincidente. 109.pelo recebimento da denúncia ou da queixa. § 1º A prescrição.em 2 (dois) anos.A prescrição da pena de multa ocorrerá: I .ART 109. a agravação da pena resultante da conexão. ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. 114. os quais se aumentam de um terço.Art. . .no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade. A prescrição. a prescrição não corre: Parágrafo único .Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade. 110 deste Código. Art. III . 108 .em 3 (três) anos. se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. . em nenhuma hipótese. quanto aos outros.110. salvo o disposto no § 1º do art. 119 . .Art. CP .Art.pela pronúncia. . quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada. II .INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO: Art.Art.

7. de elementos que lhe permitam comprovar a definitividade da .(Redação dada pela Lei nº 7. V . salvo a hipótese do inciso V deste artigo.SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO: Art. A decretação da falência do devedor interrompe a prescrição cuja contagem tenha iniciado com a concessão da recuperação judicial ou com a homologação do plano de recuperação extrajudicial. todo o prazo começa a correr.209. de 11.enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.pela reincidência.209.1984) Parágrafo único .Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo.Depois de passada em julgado a sentença condenatória.848. 182. de 11. novamente.pelo início ou continuação do cumprimento da pena. A prescrição dos crimes previstos nesta Lei reger-seá pelas disposições do Decreto-Lei no 2. por outros meios. (Redação dada pela Lei nº 7. a prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. Parágrafo único. a prescrição não corre: (Redação dada pela Lei nº 7. de 7 de dezembro de 1940 .enquanto não resolvida. Nos crimes conexos. estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles.1984) I . de 11.209. em outro processo.209. 182.Antes de passar em julgado a sentença final.Independentemente da representação fiscal para fins penais. de 11. (Redação dada pela Lei nº 7.7.Código Penal. § 1º . da concessão da recuperação judicial ou da homologação do plano de recuperação extrajudicial.7.209.1984) § 2º . * CRIMES TRIBUTÁRIOS: .Prescrição na falência: Art.1984) . do dia da interrupção. Art. VI . que sejam objeto do mesmo processo. a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime.7. 116 .7. questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime. . (Redação dada pela Lei nº 7.IV . de 11. começando a correr do dia da decretação da falência.1984) II .Interrompida a prescrição.pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis. se o MP dispuser.

TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL.LICENCIAMENTO. enquanto dure. ORDEM DENEGADA. fazer instaurar os pertinentes atos de persecução penal por delitos contra a ordem tributária. em razão da indicação de endereço falso. enquanto não haja decisão definitiva do processo administrativo de lançamento. 8137/90 . INOCORRÊNCIA.Embora não condicionada a denúncia à representação da autoridade fiscal (ADInMC 1571).A impetração de mandado de segurança. SONEGAÇÃO TRIBUTÁRIA. . não tem o condão de impedir o início da ação penal. ESTADO DIVERSO. .EMENTA: HABEAS CORPUS. . FALSIDADE IDEOLÓGICA. do crime de sonegação tributária. sim. . 2. VEÍCULO.No entanto. independentemente da prática do crime contra a ordem tributária. uma vez que ela é o crime meio para a consecução do delito fim de sonegação fiscal. . supressão ou redução de tributo. . quer se considere o lançamento definitivo uma condição objetiva de punibilidade ou um elemento normativo de tipo. por iniciativa do contribuinte. mas. 1. A finalidade da falsidade ideológica é pagar tributo a menor. A suposta falsidade ideológica não foi perpetrada em documento exclusivamente destinado à prática. ele pode. então.que é material ou de resultado -.constituição do crédito tributário. o processo administrativo suspende o curso da prescrição da ação penal por crime contra a ordem tributária que dependa do lançamento definitivo. 1º da L. A falsidade nos documentos de registro de automóvel apresenta potencial lesivo autônomo. Inaplicabilidade do princípio da consunção. de modo legítimo. 3. em tese. Precedentes. Ordem denegada. A Turma reiterou o entendimento de que o licenciamento de veículo em Estado que possua alíquota do imposto de propriedade de veículo automotor (IPVA) menor que a alíquota do Estado onde reside o proprietário do veículo não configura crime de falsidade ideológica. após o lançamento definitivo do crédito tributário. ABSORÇÃO. falta justa causa para a ação penal pela prática do crime tipificado no art. em relação ao qual a ação penal foi trancada.

4° Constitui crime contra a ordem econômica: I . empresas coligadas ou controladas.930-SP. ações. visando: a) à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas ou produzidas. cotas.abusar do poder econômico. DJe 8/9/2008. b) aquisição de acervos de empresas ou cotas. Rel. II . a concorrência mediante: a) ajuste ou acordo de empresas. Nilson Naves. fusão ou integração de empresas. total ou parcialmente. ou pessoas físicas.Art. HC 70. f) impedimento à constituição. e) cessação parcial ou total das atividades da empresa.452-SP. d) concentração de ações. convênio. títulos. * CRIMES CONTRA A ORDEM ECONÔMICA: . e HC 94. DJe 17/11/2008. julgado em 19/11/2009. ajuste ou aliança entre ofertantes. ou direitos em poder de empresa. Min. HC 146. c) coalizão. funcionamento ou desenvolvimento de empresa concorrente. dominando o mercado ou eliminando. títulos ou direitos. DJe 5/3/2009.formar acordo. .404-SP.Precedentes citados: CC 96.939-PR. incorporação.

) II . total ou parcialmente. sonegar.Art. ou ao uso de determinado serviço.884. c) ao controle.b) ao controle regionalizado do mercado por empresa ou grupo de empresas. ou de eliminar. com o fim de estabelecer monopólio ou de eliminar. . a concorrência. total ou parcialmente.vender mercadorias abaixo do preço de custo.6. com o fim de estabelecer monopólio. ou fixada por autoridade competente. ou multa. VII . com o fim de impedir a concorrência..reclusão.discriminar preços de bens ou de prestação de serviços por ajustes ou acordo de grupo econômico. 5° Constitui crime da mesma natureza: (. a concorrência.subordinar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de outro bem.provocar oscilação de preços em detrimento de empresa concorrente ou vendedor de matéria-prima. III . mediante ajuste ou acordo. .Pena .açambarcar. VI .Art.) II . de rede de distribuição ou de fornecedores.1994) . V . ou por outro meio fraudulento. ..elevar sem justa causa o preço de bem ou serviço.aplicar fórmula de reajustamento de preços ou indexação de contrato proibida. (Redação dada pela Lei nº 8.. 6° Constitui crime da mesma natureza: (. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.. destruir ou inutilizar bens de produção ou de consumo. ou diversa daquela que for legalmente estabelecida. valendo-se de posição dominante no mercado. IV . em detrimento da concorrência. de 11.

* CRIMES CONTRA A HONRA: . não pode e não deve significar que a conduta não seja mais tida como típica. haver tolerância das autoridades fiscais em relação a tal prática.A falsificação de CDs e/ou DVDs não pode ser tida como socialmente adequada.129. 139 . além de consubstanciar em ofensa a um direito constitucionalmente assegurado (artigo 5o. muitas vezes. * CRIMES CONTRA A RELAÇÃO DE CONSUMO: . haja vista referida conduta não afastar a incidência da norma incriminadora prevista no artigo 184. 7° Constitui crime contra as relações de consumo: I .944 .Crimes contra a propriedade intelectual: . O fato de. sem justa causa. pelo menos até que advenha modificação legislativa.Art.detenção. incide o tipo penal. inciso XXVII.favorecer ou preferir. e multa. ou que haja exclusão de culpabilidade.O crime de difamação somente admite exceção da verdade se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício das suas funções: Art.Difamar alguém. da Constituição Federal). comprador ou freguês.A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. . RELATORA: MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA 10 de fevereiro de 2011. razão pela qual.GO (2008/0285682-0). Nesse sentido. ainda: STJ . imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena . ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores.AI No 1. do Estatuto Repressivo Penal (violação de direito autoral). § 2o. de três meses a um ano. Exceção da verdade Parágrafo único .Os crimes deste Capítulo caracterizam-se ainda que a violação não atinja todas as reivindicações da patente ou se restrinja à utilização de meios equivalentes ao objeto da patente.. . mesmo porque o próprio Estado tutela o direito autoral.

VI . sinal externo.Constitui crime a conduta de empregar. especificação técnica. peça ou componentes de reposição usados. comumente oferecidos à venda em separado. III .fraudar preços por meio de: a) alteração. b) divisão em partes de bem ou serviço. utilizando-se de qualquer meio. embalagem. c) junção de bens ou serviços.elevar o valor cobrado nas vendas a prazo de bens ou serviços. assinale a alternativa correta: . marca. sem modificação essencial ou de qualidade. VII . habitualmente oferecido à venda em conjunto. descrição. com o fim de provocar alta de preço. d) aviso de inclusão de insumo não empregado na produção do bem ou na prestação dos serviços.induzir o consumidor ou usuário a erro. pintura ou acabamento de bem ou serviço. recusando-se a vendê-los a quem pretenda comprá-los nas condições publicamente ofertadas. IV . misturar gêneros e mercadorias de qualidades desiguais para vendê-los ou expô-los à venda por preço estabelecido para os demais mais alto custo. peso ou composição esteja em desacordo com as prescrições legais. ou retê-los para o fim de especulação. mediante a exigência de comissão ou de taxa de juros ilegais. de elementos tais como denominação. para vendê-los ou expô-los à venda como puros.Alguns crimes no CDC admitem a modalidade culposa. tipo.misturar gêneros e mercadorias de espécies diferentes. em proveito próprio ou de terceiros. * DIREITO PENAL DO TRABALHO: A respeito do Direito Penal do Trabalho. por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza. inutilizar ou danificar matéria-prima ou mercadoria.vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem. na reparação de produtos. . leia as afirmações abaixo e. peso. sem autorização do consumidor.destruir. V . . qualidade do bem ou serviço. em seguida. volume.sonegar insumos ou bens. ou que não corresponda à respectiva classificação oficial.II . VIII . especificação. inclusive a veiculação ou divulgação publicitária.

) II – de 1/3 (um terço) até a metade. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. Liberar ou descartar OGM no meio ambiente.. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. mas apenas incidirá uma causa especial de aumento de pena ao delito previsto na lei de biossegurança. se resultar dano ao meio ambiente. Nas mesmas penas incorre quem deixar de recolher. Comete crime de falsidade documental quem insere ou faz inserir em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social.Art. Dessa forma... no prazo legal. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização: (. Comete crime de falsidade documental quem insere ou faz inserir na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social. Comete crime de falsidade documental quem insere ou faz inserir na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. Comete crime de apropriação indébita previdenciária quem deixa de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes. IV. III. não responderá o agente em concurso formal pela prática dos dois delitos mencionados na assertiva.. 27.) § 2o Agrava-se a pena: (. no prazo e forma legal ou convencional. II. * CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: . contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados ou quem deixar de recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviço ou quem deixar de pagar benefício devido a segurado. .I.

Nessa linha de ideias." E mais: ". a conduta de realizar atividades em bar com a emissão de sons e ruídos. subtraindo do legislador comum a possibilidade de estabelecer constrições sobejantes daquelas já preestabelecidas pelo próprio legislador constituinte.605/98 dispõe sobre condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. em consonância com o postulado de que a norma constitucional restritiva de direitos ou garantias fundamentais é de ser contidamente interpretada. adota-se o critério da máxima vedação constitucional.Atendidos os requisitos legais.. relativamente ao art. a par de ser equiparado à hediondo. Considerando que a Lei nº 9. dizer. inclusive quando de sua primária aplicação pelo legislador comum. não há fundamento para impedir a substituição da reprimenda corporal por penas restritivas de direitos àquele que pratica o delito de tráfico de drogas. ainda que muito acima do volume permitido. nela não se enquadra. 54 ("causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana). não incluindo.. não cabe ao legislador infraconstitucional fazer. . a vedação à conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos.1. a Constituição fez clara opção por não admitir tratamento penal ordinário mais rigoroso do que o que nela mesma previsto. a Constituição da República não estabeleceu a vedação da substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. estando sujeito a todos os consectários de tal espécie de delito..A própria norma constitucional cuidou de enunciar as restrições a serem impostas àqueles que venham a cometer as infrações penais adjetivadas de hediondas. Daí que quando da disciplina relativa ao crime de tráfico de drogas. a Constituição estabeleceria tratamento rigoroso ao máximo. se o Constituinte Originário não o fez. nesse catálogo de restrições. * RACISMO: . Nessa regra de parâmetro. * TRÁFICO DE DROGAS: .

* SÚMULAS: .Olhar o seguinte artigo: http://www. podendo determinar. ETC: . para tal fim. ou equiparado.072. * ESQUEMAS. 16 e 17 desta Lei não são automáticos. a realização de exame criminológico”.Art. 2º da Lei n. . STF: “Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo. e a suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses. os requisitos objetivos e subjetivos do benefício. Os efeitos de que tratam os arts. 8. devendo ser motivadamente declarados na sentença. 18. ou não.com. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função pública. 16. de 25 de julho de 1990.22430 . de modo fundamentado.Art..PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: . o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art.br/?artigos&ver=2. para o servidor público.Súmula Vinculante 26. sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche.conteudojuridico. MACETES.

2. Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento 4. ARREPENDIMENTO EFICAZ: Fase de execução Tentativa imperfeita (inacabada) Desistência voluntária Interrompida por ato involuntário Interrompida por ato voluntário (a) Execução não se interrompe e se esgota (b) Consumação não ocorre por motivos involuntários (a) Execução não se interrompe e se esgota (b) Consumação não ocorre por motivos voluntários Consequência Causa de diminuição da pena Responde pelos atos anteriormente praticados Tentativa perfeita (acabada) Causa de diminuição da pena Arrependimento eficaz Responde pelos atos anteriormente praticados .PRINCÍPIO REQUISITOS DA INSIGNIFICÂNCIA 1.Não se aplica aos crimes contra a fé pública * DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA. a Aplicabilidade aplica contra administração pública (bem jurídico é a moralidade administrativa) . 3. Aplicabilidade .Crimes contra a administração pública STJ Conceito de Insignificância – Avalia de acordo Não com a lesão aos para crimes a vítima. Nenhuma periculosidade da ação. Inexpressiva lesão jurídica STF Conceito de Insignificância – Avalia de acordo com a realidade econômica do país. Mínima ofensividade da conduta do agente.

983. Pública: DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Peculato Peculato culposo Peculato mediante erro de outrem Inserção de dados falsos em sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9. de 2000) Extravio. de 2000) Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações (Incluído pela Lei nº 9..Resumo crimes contra a Adm.983. sonegação ou inutilização de livro ou documento Emprego irregular de verbas ou rendas públicas Concussão Excesso de exação Corrupção passiva Facilitação de contrabando ou descaminho Prevaricação Condescendência criminosa Advocacia administrativa Violência arbitrária Abandono de função Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado Violação de sigilo funcional Violação de sigilo de proposta de concorrência Violência arbitrária (há uma controvérsia na doutrina e jurisprudência acerca da vigência desse delito) DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL .

se evitável. no caso sempre estará excluído o dolo. Ex: temporada de caça ao urso o sujeito mata alguém que está na área de caça achando ser um urso. Sujeito quer furtar coisa de grande valor. Ex. . mas furta de pequeno valor. . a punição por culpa. . furta de grande valor tem o direito ao privilégio. • Erro de Tipo essencial: o Erro sobre elementar de tipo incriminador: o sujeito. Se o erro for inevitável exclui-se o dolo e a culpa. Portanto. porém o objeto do crime diferencia-se do querido. mas não sabe que é alguém. o sujeito mata alguém.Descriminante putativa por erro de tipo: é a legítima defesa putativa. Se a coisa querida pelo sujeito for de pequeno valor e. se evitável somente o dolo. Aqui há o conhecimento das elementares. Ou seja.Resumo de erros em matéria penal: Erros no Direito penal Erro de Tipo: o sujeito tem equivocada percepção da realidade. perturbação ou fraude de concorrência Inutilização de edital ou de sinal Sonegação de contribuição previdenciária .Erro sobre circunstância: Tem como função influir na dosagem da pena. Tem como conseqüência. por erro. não há tipicidade (princípio da culpabilidade). Portanto. O sujeito erra quanto ao objeto do crime. se inevitável afasta-se tanto o dolo quanto a culpa. com equivocada percepção da realidade realiza conduta típica dolosa. o sujeito deve responder no limite de seu dolo.Usurpação de função pública Resistência Desobediência Desacato Tráfico de Influência Corrupção ativa Contrabando ou descaminho Impedimento. Afastados dolo e culpa.

3 – Responde pelo crime consumado. Escusável Inescusável Exclui dolo e PODE ser Erro de tipo ESSENCIAL Exclui dolo e culpa.Erro na execução (aberratio ictus): por falha na execução. acerta pessoa diversa da que deveria.Erro quanto ao resultado (aberratio delicti): o sujeito quer produzir um resultado criminoso. Erro de PROIBIÇÃO Exclui culpa (isenta de pena). É excluída a punição pela tentativa do crime querido. o sujeito que pratica o crime. . Art. . . Conseqüência: responde como se tivesse acertado quem queria. Se há resultados múltiplos o sujeito responde em concurso formal. Não há conseqüência relevante quanto a tipicidade da conduta. mas produz outro.Erro sobre o objeto (error in re): o sujeito equivoca-se quanto ao objeto. Responderá apenas por lesão corporal culposa. 74 do CP é possível que o agente responda na forma culposa o resultado produzido. 2 – Responde somente por tentativa.Erro quanto ao nexo causal (aberratio causae): ocorre quando há alteração do curso causal fazendo com que o resultado venha a ser produzido em dois atos. Soluções: 1 – Consumação antecipada. mas pratica contra outra acreditando ser a primeira. 73 do CP. . Conseqüência: responde como se tivesse praticado o crime contra a primeira. mas acerta transeunte.Erro sobre a pessoa (error in persona): o sujeito quer praticar crime contra uma pessoa.• Erro de tipo acidental: . . Pelo art. punido a título de culpa se prevista em lei. Ex: o agente quer praticar crime de dano contra uma loja. Reduz de 1/6 a 1/3.

• Erro determinado por terceiro: aquele que determina o agente em erro responderá pelo resultado atingido. O erro provocado por terceiro é uma das hipóteses em que se vislumbra a autoria mediata. o provocado pr nada responderá. Se inevitável. uma vez que o provocado serve como mero instrumento para a prática criminosa por parte do provocador (menor que pratica o crime a mando de maior). responderá por culpa se houver previsão típica. . se evitável.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->