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MANUAL DE 25 Procedimentos ICMS • IPI • ISS Outros e Legislação RS Destaques ICMS

MANUAL DE

25

Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

RS

Destaques ICMS • Matéria em que é abordado tratamento fiscal dispensado às empresas de construção

Destaques

ICMS

Matéria em que é abordado tratamento fiscal dispensado às empresas de construção civil.

IPI

Trabalho com esclarecimentos sobre o tratamento fiscal dispensado às aquisições por pessoa jurídica preponderantemente exportadora de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens com suspensão do IPI.

Rebeca Pires Sebastião Guedes de Araújo

Cenofisco BD Legislação

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www.cenofisco.com.br e confira agora este benefício. Í NDICE ICMS   3 • Construção Civil –

ÍNDICE

ICMS

 

3

Construção Civil – Tratamento Fiscal

IPI

7

Matérias-Primas (MP), Produtos Intermediários (PI) e Materiais de Embalagem (ME) – Aquisição por Pessoa Jurídica Preponderantemente Exportadora – Suspensão do Imposto

Jurisprudência e Outros

12

Supremo Tribunal Federal (STF)

ICMS – Operação de Importação de Mercadoria – Cobrança do Imposto por Ocasião do Desembaraço Aduaneiro – Legitimidade

Consultoria Cenofisco

12

ICMS – Atualização Monetária

Legislação Federal

13

• ICMS

– Ato Declaratório CONFAZ nº 9/11 Convênios ICMS nºs 42 e 44/11 – Ratificação

– Despacho CONFAZ nº 92/11 Protocolo ICMS nº 34/11 – Divulgação da Publicação

– Protocolo ICMS nº 34/11 Protocolo ICMS nº 16/11 – Alteração

• Importação/Exportação

– Portaria DECEX nº 18/11 Procedimentos Administrativos na Importação – Alteração na Legislação

continua

– Portaria DECEX nº 18/11 Procedimentos Administrativos na Importação – Alteração na Legislação continua
RS
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ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

ÍNDICE – CONTINUAÇÃO

• Imposto de Importação (I.I.)

– Solução de Consulta nº 134/11 Concessão de Ex-Tarifário – Vigência a partir da Publicação de Resolução CAMEX

• IPI

– Ato Declaratório Executivo RFB-MG nº 24/11 Bebidas – Enquadramento

– Ato Declaratório Executivo RFB-RS nº 25/11 Bebidas – Enquadramento

– Instrução Normativa RFB nº 1.162/11 Cigarros – Procedimentos e Medidas de Controle Referentes à Exportação de Cigarros – Alteração na Legislação

– Instrução Normativa RFB nº 1.163/11 Cigarros – Instalação de Equipamentos Contadores de Produção – Alteração na Legislação

• Tributos e Contribuições Federais

– Ato Declaratório Executivo CODAC nº 34/11 Agenda Tributária do Mês de Junho/2011 – Divulgação

• Zona Franca de Manaus

– Portaria Interministerial MDIC/MCT nº 126/11 Processo Produtivo Básico – Microcomputador Portátil, sem Teclado, com Tela Sensível ao Toque (Touch Screen) – Tablet PC

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Junho

– Portaria Interministerial MDIC/MCT nº 127/11 Processo Produtivo Básico – Microcomputador Portátil, sem Teclado, com Tela Sensível ao Toque (Touch Screen) – Tablet PC

Legislação Estadual

ICMS

– Instrução Normativa RE nº 37/11 Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98

– Instrução Normativa RE nº 38/11 Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98

– Instrução Normativa RE nº 39/11 Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98

– Instrução Normativa RE nº 40/11 Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98

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DRP nº 45/98 – Instrução Normativa RE nº 40/11 Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

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ICMS

Construção Civil – Tratamento Fiscal

SUMÁRIO

1. Introdução

2. Definições de Obras de Construção Civil e Outras

2.1. Serviços auxiliares e complementares

3. Local da Prestação do Serviço

4. Inscrição Estadual

4.1. Tratamento especial

5. Operações Tributadas

5.1. Outras hipóteses de tributação

6. Base de Cálculo

7. Operações não Tributadas

8. Responsabilidade Solidária

9. Obrigações Acessórias

9.1. Operação triangular

10. Guia de Informação e Apuração do ICMS (GIA/ICMS)

11. Operações Interestaduais

11.1. Modelo

1. Introdução

As operações com mercadorias destinadas às empresas de construção civil possuem tratamento tributário específico, que será abordado nesta matéria.

2. Definições de Obras de Construção Civil e Outras

Consideram-se obras de construção civil e hidráulicas, para fins fiscais, as de (Seção 1.0, itens 1.1 e 1.2 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98):

a) construção, demolição, reforma e reparação de prédios e de outras edificações;

b) construção e reparação de ferrovias e rodovias;

c) construção e reparação de pontes, viadutos, logradouros públicos e outras obras de urbanismo;

d) construção de sistemas de abastecimento de água e saneamento;

e) execução de trabalhos de terraplenagem, drenagem e pavimentação em geral;

de terraplenagem, drenagem e pavimentação em geral; Junho f) construção de diques, portos e obras semelhantes;

Junho

f) construção de diques, portos e obras semelhantes;

g) construções vinculadas à instalação ou distribuição elétrica e de sistemas de telecomunicações;

h) montagem de casas pré-fabricadas e de estruturas em geral.

Execução de construção civil, obra hidráulica e outras obras semelhantes, por empreitada ou subempreitada, é aquele serviço prestado por profissional habilitado, que se obriga a executá-lo, sem subordinação ou dependência, assumindo todos os encargos econômicos do empreendimento e responsabilizando-se pelos ser- viços de execução, cabendo ao dono da obra o direito de recebê-la concluída, nas condições convencionadas.

2.1. Serviços auxiliares e complementares

Consideram-se também para fins fiscais, como obras de cons- trução civil e hidráulicas, os serviços de pintura, instalação elétrica, colocação e lixamento de assoalhos, etc., bem como os serviços auxiliares e complementares (subitem 1.1.1 e itens 1.3 e 1.4 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

Serviços auxiliares são aqueles necessários à execução material da obra, embora não a integrem, sendo exemplos a feitura do canteiro da obra, dos andaimes, dos vestiários e sanitários para os empregados.

Serviços complementares são aqueles cujas especificações não são estreitamente vinculadas às especificações da obra pro- priamente dita, tais como: construção de muros, cercas, jardins, portões, casa de guardas, etc.

3. Local da Prestação do Serviço

Local da prestação dos serviços, para os efeitos dos itens 32 e 34 da Lista de Serviços anexa ao Decreto-Lei nº 406/68 (equivalente aos itens 7.02 e 7.05 da lista de serviços anexa a Lei Complementar Federal nº 116/03), é aquele preciso lugar ou aquela restrita posição da obra de construção civil, hidráulica ou semelhante onde ocorre a produção (imobilização), como no caso de paredes, lajes, vigas, etc., construídos no próprio local, onde permanecerão definitivamente (Seção 2.0 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

O espaço em volta ou ao lado da obra denomina-se canteiro de obras, que não deve ser confundido com o local da obra, ou seja, com o local da prestação dos serviços.

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4. Inscrição Estadual

Os contribuintes do ICMS são obrigados, relativamente a cada estabelecimento que mantiverem, a inscrever-se no Cadastro Geral de Contribuintes de Tributos Estaduais (CGC/TE), antes do início de suas atividades (art. 1º do Livro II do RICMS-RS).

O CGC/TE tem a finalidade de cadastramento de informações que visem identificar, localizar e classificar os contribuintes do ICMS relativamente a cada estabelecimento que mantiverem no Estado do Rio Grande do Sul, assim como de outras pessoas que a Fis- calização de Tributos Estaduais julgar necessário (Seção 1.0 do Capítulo X do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

Os empreiteiros ou subempreiteiros que forneçam materiais

a construções, obras e serviços a seu cargo, não obstante a não

incidência do ICMS, devem inscrever seus estabelecimentos no CGC/TE (subitem 6.1 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

Não se considera estabelecimento autônomo cada local de execução de construção, obra ou serviço, facultando-se ao em- preiteiro ou subempreiteiro, todavia, a inscrição de cada um deles, se assim o desejar a fim de cumprir melhor as obrigações fiscais, especialmente quanto à movimentação de mercadorias.

4.1. Tratamento especial

As obras de construção civil, desde que não industrializem nem comercializem materiais de construção, mas adquira-os de

terceiros para exclusiva aplicação em obras ou serviços a seu cargo

e desde que obrigadas a emitir documento fiscal ao inscrever-se no

CGC/TE, serão enquadradas na categoria geral e terão tratamento especial (subitem 1.3.1 do Capítulo X do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

5. Operações Tributadas

Estão sujeitas ao pagamento do ICMS as operações com mercadorias que, embora empregadas nas construções, obras ou serviços, não tenham sido adquiridas de terceiros, tal como ocorre, exemplificativamente, quando o empreiteiro ou subempreiteiro for (subitem 3.1 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

a)

o próprio produtor (primário) da mercadoria como, por exemplo, de madeira;

b)

o

fabricante de mercadorias, tais como: esquadrias, tijolos,

ladrilhos, calhas, condutores, decorações a gesso, painéis

e partes de casas pré-fabricadas e de estruturas em geral,

móveis embutidos, lajotas de cimento para pavimentação, caixas d’água e de gordura, fossas, tanques, vigas, postes

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e outros artefatos de cimento, manilhas e conexões, dutos para ar condicionado, canos, tubos e outros condutores, balcões, etc., ainda que a fabricação se processe no can- teiro da obra (veja o tópico 7 adiante);

c) o importador da mercadoria estrangeira, mesmo quando a emprega em obra a seu cargo.

5.1. Outras hipóteses de tributação

Sujeitam-se, ainda, ao pagamento do ICMS (subitem 3.2 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98):

a) as operações realizadas por estabelecimento de empreiteiro ou subempreiteiro de construção civil, obras hidráulicas e obras semelhantes, com sobras de materiais oriundos de demolições, reformas e reparações, exceto se utilizadas em outras construções, obras ou serviços a seu cargo;

b) as operações com materiais de construção realizadas por estabelecimentos que se dediquem simultaneamente ao comércio dessas mercadorias e à prestação dos serviços de montagem, colocação e instalação de vidros, ferragens, esquadrias, redes elétricas e hidráulicas, etc., ainda que exista contrato de fornecimento desses materiais;

c) as operações de fornecimento de concreto pronto para obras de construção civil nas quais os serviços de execução de imobilização resultante de concretagem não estejam a cargo do fornecedor da mercadoria.

6. Base de Cálculo

Nas hipóteses de tributação previstas no tópico 5, a base de cálculo é o valor total da operação de que decorra a saída ou o for- necimento da mercadoria, compreendendo a importância recebida pela mercadoria e mais todos os encargos e despesas realizados para a entrega, remessa, instalação ou montagem, além de bonifi- cações e outras vantagens auferidas pelo vendedor (Seção 5.0 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

7. Operações não Tributadas

Estão ao abrigo da não incidência as saídas de mercadorias realizadas por estabelecimento executor por empreitada ou subem- preitada de construção civil, obras hidráulicas e outras obras seme- lhantes, inclusive serviços auxiliares ou complementares, adquiridas de terceiros com a finalidade específica de emprego em construção, obra ou serviço previamente contratado e que esteja a seu encargo.

Não se incluem na hipótese de incidência do ICMS, conforme citado na letra “b” do tópico 5, estando ao abrigo da não incidência

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de incidência do ICMS, conforme citado na letra “b” do tópico 5, estando ao abrigo da

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do ICMS, as operações de preparação, mesmo fora do local da obra, e fornecimento de:

a)

argamassa, promovidas pelo próprio empreiteiro ou subem- preiteiro da obra;

b) concreto, promovidas pelo próprio empreiteiro ou su- bempreiteiro da obra, pois este, ao prestar o serviço de concretagem, está fornecendo apenas serviço técnico, inexistindo, desse modo, operação com mercadoria.

Os serviços de concretagem consistem na dosagem e mistura dos materiais componentes do concreto (cimento, pedra britada, areia e água), em conformidade com as especificações técnicas requeridas para cada caso, acrescidas do transporte e aplicação da respectiva mistura em formas previamente montadas na obra, ficando o prestador do serviço responsável pela execução da imobilização resultante da concretagem (art. 11, VI, do Livro I do RICMS-RS e Seção 4.0 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

8. Responsabilidade Solidária

As empresas e os empreiteiros e subempreiteiros de cons- trução civil, obras hidráulicas e outras obras semelhantes, inclusive serviços auxiliares e complementares, os condomínios e os incor- poradores respondem solidariamente com o sujeito passivo pelo pagamento do ICMS devido e acréscimos legais em relação às mercadorias que fornecerem para obras a seu cargo ou que nelas as empreguem, ou que para esse fim adquiram, em desacordo com a legislação tributária (art. 14, V, do Livro I do RICMS-RS) .

Toda pessoa natural ou jurídica de direito privado deverá prestar informações à Fiscalização de Tributos Estaduais, sempre que exigi- das, a respeito dos materiais a empregar ou empregados em obra de construção civil que tenha mandado executar. A inobservância implica responsabilidade solidária pelo imposto e acréscimos legais (art. 230 do Livro II do RICMS-RS).

9. Obrigações Acessórias

Os empreiteiros ou subempreiteiros que forneçam materiais às construções, obras e serviços a seu cargo, não obstante a não incidência que prevalece nos casos previstos no tópico 7, devem inscrever seus estabelecimentos no CGC/TE, emitir documentos fiscais relativos às operações que promoverem com as mercadorias fornecidas, escriturar os livros fiscais pertinentes e cumprir as de- mais obrigações relativas ao contribuinte do ICMS (subitem 6.1 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

Para efeito do disposto no parágrafo anterior, não se considera estabelecimento autônomo cada local de execução de construção,

autônomo cada local de execução de construção, Junho obra ou serviço, facultando-se ao empreiteiro ou

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obra ou serviço, facultando-se ao empreiteiro ou subempreiteiro, todavia, a inscrição de cada um deles, se assim o desejar, a fim de melhor cumprir as obrigações fiscais, especialmente quanto à movimentação de mercadorias (subitem 6.2 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

9.1. Operação triangular

Na saída de mercadoria à empresa de construção civil, com ordem de entrega em local de obra inscrito no CGC/TE, situado no Estado e pertencente ao estabelecimento adquirente, o remetente da mercadoria procederá conforme disposto para as operações triangulares (Seção 13.0 do Capítulo XI e subitem 6.3 do Capítulo XVIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

9.1.1. Local da obra sem inscrição no CGC/TE

Se o local da obra, situado no Estado, não estiver inscrito no CGC/TE, o estabelecimento remetente poderá emitir uma única nota fiscal em nome do estabelecimento adquirente, indicando, no corpo do documento, o local da obra para onde as mercadorias serão remetidas.

Nessa hipótese, o estabelecimento adquirente deverá emitir mensalmente, em relação a cada local de obra, nota fiscal cor- respondente às mercadorias remetidas pelos estabelecimentos fornecedores diretamente para o local de obra, nela consignando:

a) como destinatário: a identificação da obra e sua localização;

b) em substituição à discriminação das mercadorias, a ex- pressão: “Mercadorias remetidas pelos estabelecimentos fornecedores diretamente para o local da obra, durante o corrente mês”;

c) o valor total das mercadorias remetidas pelos estabeleci- mentos fornecedores diretamente para o local de obra.

9.1.2. Dispensa da emissão de nota fiscal

Os estabelecimentos de empresas de construção civil que não industrializam nem comercializam materiais de construção, mas adquira-os de terceiros para aplicação exclusiva em obras ou servi- ços a seu cargo, são dispensados da emissão de nota fiscal de que trata o subtópico anterior (art. 44, XI, do Livro II do RICMS-RS), bem como da escrituração dos livros Registro de Saídas e Registro de Apuração do ICMS, desde que:

a) estejam inscritos no CGC/TE com tratamento especial;

b) a obra à qual se destinam as mercadorias não esteja inscrita no CGC/TE;

c) seus livros contábeis sejam escriturados e mantidos neste Estado;

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Manual de Procedimentos

d) mantenham em sua escrita contábil, para cada obra des- tinatária dos materiais de construção por eles adquiridos, conta específica que acolha o registro dessas aquisições.

10. Guia de Informação e Apuração do ICMS (GIA/ICMS)

Os contribuintes com tratamento especial no CGC/TE (confor- me subtópico 4.1) cuja finalidade exclusiva seja ter acesso a informa- ções disponibilizadas pela Secretaria da Fazenda na internet ficam dispensados da apresentação da Guia de Informação e Apuração do ICMS (GIA/ICMS) (letra “b” do subitem 1.1.1 do Capítulo XIII do Título I da Instrução Normativa DRP nº 45/98).

11. Operações Interestaduais

Na operação promovida por estabelecimentos localizados nos Estados do Amapá, Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás,

11.1.

Modelo

Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraí- ba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e no Distrito Federal, que destine mercadorias a empresa de construção civil localizada em outra Unidade da Federação, o fornecedor deve adotar a alíquota interna da Unidade Federada de sua localização (Convênio ICMS nº 137/02, alterado pelo Convênio ICMS nº 36/03).

Essa disposição não será aplicada quando a empresa des- tinatária fornecer ao remetente cópia reprográfica devidamente autenticada de documento emitido pelo Fisco atestando sua condição de contribuinte do imposto, que terá validade de até um ano.

O referido documento será emitido pelo Fisco no mínimo em duas vias, que terão as seguintes destinações:

a) a 1ª via será entregue ao contribuinte;

b) a 2ª via será arquivada na repartição.

(IDENTIFICAÇÃO DA REPARTIÇÃO EMITENTE)

ATESTADO DE CONDIÇÃO DE CONTRIBUINTE DO ICMS

(dispositivo da

legislação da Unidade Federada) que a empresa abaixo indicada é contribuinte do Imposto sobre

Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Declaramos para efeito do disposto no Convênio ICMS nº 137/2002 e no

RAZÃO SOCIAL:

ENDEREÇO:

TELEFONE:

FAX:

E-MAIL:

CNPJ:

INSCRIÇÃO:

PRAZO DE VALIDADE:

Data, assinatura e identificação da autoridade competente

Recebemos a 1ª via deste documento

Data e assinatura

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competente Recebemos a 1ª via deste documento Data e assinatura 6 • N o 25/11 Junho

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IPI

Matérias-Primas (MP), Produtos Intermediários (PI) e Materiais de Embalagem (ME) – Aquisição por Pessoa Jurídica Preponderantemente Exportadora – Suspensão do Imposto

SUMÁRIO

1. Considerações Iniciais

2. Conceito para Fins de Aplicação de Benefício da Suspensão

2.1. Formas para apuração do percentual de exportação

3. Pessoa Jurídica Preponderantemente Exportadora – Aquisição de MP, PI e ME – Suspensão do Imposto

3.1. Aplicação da suspensão

3.2. Crédito fiscal pelo remetente

3.3. Procedimentos na emissão das notas fiscais

3.4. Extinção do benefício

4. Registro Prévio – Obrigatoriedade

4.1. Procedimentos para a concessão do registro

4.2. Forma para concessão do registro

4.3. Hipótese de indeferimento do pedido de registro – Prazo para apresentação do recurso

5. Cancelamento do Registro

5.1. Implicações

6. Titulares de Planos de Exportação Assumidos nos Termos da Ins- trução Normativa DRF nº 84/02

7. Contribuintes Enquadrados no SIMPLES Nacional – Vedação

8. Modelo do Requerimento do Registro para Pessoa Jurídica Prepon- derantemente Exportadora

1. Considerações Iniciais

A origem do benefício da suspensão do IPI para as aquisições ou importações de matérias-primas, produtos intermediários ou materiais de embalagens, por pessoa jurídica preponderantemente exportadora, se deu com a Medida Provisória nº 66/02, poste- riormente convertida na Lei nº 10.637, de 30/12/2002 (art. 29, § 1º, inciso I), atualmente disciplinada pela Instrução Normativa RFB nº 948, de 15/06/2009.

Com base nos citados atos, a seguir serão feitos comentários sobre os procedimentos para aquisição ou importações de matérias- primas, produtos intermediários ou materiais de embalagens, por pessoa jurídica preponderantemente exportadora, com o benefício da suspensão do IPI.

2. Conceito para Fins de Aplicação de Benefício da Suspensão

Nos termos do art. 29, § 3º, da Lei nº 10.637/02 e art. 14 da Instrução Normativa RFB nº 948/09, é considerada pessoa jurídica preponderantemente exportadora aquela cuja receita bruta decorrente de exportação para o exterior, no ano-calendário ime- diatamente anterior ao da aquisição, houver sido superior a 70% de sua receita bruta total de venda de bens e serviços no mesmo período, após excluídos os impostos e contribuições incidentes sobre a venda.

Conforme o art. 29 da Instrução Normativa RFB nº 948/09, para efeitos da aplicação da suspensão do imposto, considera-se:

a) receita bruta total o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia; e

b) receita bruta decorrente de exportações para o exterior o produto da venda para o exterior e para empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação.

2.1. Formas para apuração do percentual de exportação

O

percentual de exportação deve ser apurado:

a)

considerando-se a receita bruta de todos os estabeleci- mentos da pessoa jurídica; e

b)

depois de excluídos os impostos e as contribuições inci- dentes sobre a venda.

O

percentual de que trata o tópico 2 fica reduzido a 60% no

caso de pessoa jurídica em que 90% ou mais de suas receitas de exportação houverem sido decorrentes da exportação dos produtos:

a) classificados na TIPI:

a.1) nos códigos 0801.3, 25.15, 42.02, 50.04 a 50.07,

51.05 a 51.13, 52.03 a 52.12, 53.06 a 53.11;

a.2) nos Capítulos 54 a 64;

a.3) nos códigos 84.29, 84.32, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04,

87.05 e 87.06;

a.4) nos códigos 94.01 e 94.03; e

87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06; a.4) nos códigos 94.01 e 94.03; e Junho 3

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Manual de Procedimentos

5.

Outros motores hidráulicos de movimento retilíneo (cilindros)

do código 8412.21.90, próprios para máquinas dos códigos

84.29, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00 e 8433.5.

6.

Cilindros pneumáticos do código 8412.31.10, próprios para

produtos dos códigos 8701.20.00, 87.02 e 87.04.

7.

Bombas volumétricas rotativas do código 8413.60.19, pró-

prias para produtos dos códigos 84.29, 8433.20, 8433.30.00,

8433.40.00, 8433.5, 8701.20.00, 87.02 e 87.04.

8.

Compressores de ar do código 8414.80.19, próprios para

produtos dos códigos 8701.20.00, 87.02 e 87.04.

9.

Caixas de ventilação para veículos autopropulsados, classifi-

cadas no código 8414.90.39.

10.

Partes classificadas no código 8432.90.00, de máquinas

das posições 8432.40.00 e 8432.80.00.

11.

Válvulas redutoras de pressão classificadas no código

8481.10.00, próprias para máquinas e veículos autopropulsados dos códigos 84.29, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06.

12.

Válvulas para transmissões óleo-hidráulicas ou pneumáticas

classificadas no código 8481.20.90, próprias para máquinas dos

códigos 84.29, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00 e 8433.5.

13.

Válvulas solenóides classificadas no código 8481.80.92,

próprias para máquinas e veículos autopropulsados das posi- ções 84.29, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06.

14.

Embreagens de fricção do código 8483.60.1, próprias

para máquinas dos códigos 84.29, 8433.20, 8433.30.00,

8433.40.00 e 8433.5.

15.

Outros motores de corrente contínua do código 8501.10.19,

próprios para acionamento elétrico de vidros de veículos auto-

propulsados.

3. Pessoa Jurídica Preponderantemente Exportadora – Aquisição de MP, PI e ME – Suspensão do Imposto

Estão beneficiadas com a suspensão do IPI as saídas do estabelecimento industrial de matérias-primas, de produtos interme- diários e de materiais de embalagem adquiridos por pessoa jurídica preponderantemente exportadora.

O referido benefício também se aplica aos citados produtos desembaraçados diretamente por pessoa jurídica preponderante- mente exportadora.

b) relacionados nos Anexos I e II da Lei nº 10.485/02, a seguir transcritos:

 

Anexo I

 

Código

 

Código

 

4016.10.10

 

8483.20.00

 

4016.99.90

Ex 03 e 05

8483.30

 

68.13

8483.40

 

7007.11.00

 

8483.50

 

7007.21.00

 

8505.20

 

7009.10.00

 

8507.10.00

 

7320.10.00

Ex 01

85.11

 

8301.20.00

 

8512.20

 

8302.30.00

 

8512.30.00

 

8407.33.90

 

8512.40

 

8407.34.90

 

8512.90.00

 

8408.20

 

8527.2

 

8409.91

8536.50.90 “Ex 01”

 

8409.99

 

8539.10

 

8413.30

 

8544.30.00

 

8413.91.00

Ex 01

8706.00

 

8414.80.21

 

87.07

 

8414.80.22

 

87.08

 

8415.20

 

9029.20.10

 

8421.23.00

 

9029.90.10

 

8421.31.00

 

9030.39.21

 

8431.41.00

 

9031.80.40

 

8431.42.00

 

9032.89.2

 

8433.90.90

 

9104.00.00

 

8481.80.99

Ex 01 e 02

9401.20.00

 

8483.10

   
 

Anexo II

1.

Tubos de borracha vulcanizada não endurecida da posição

40.09, com acessórios, próprias para máquinas e veículos autopro- pulsados das posições 84.29, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06.

2.

Partes da posição 84.31, reconhecíveis como exclusiva ou princi-

palmente destinadas às máquinas e aparelhos das posições 84.29.

3.

Motores do código 8408.90.90, próprios para máquinas dos

códigos 84.29, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00 e 8433.5.

4.

Cilindros hidráulicos do código 8412.21.10, próprios para má-

quinas dos códigos 84.29, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00 e 8433.5.

8 N o 25/11

Junho

3
3

a semana

má- quinas dos códigos 84.29, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00 e 8433.5. 8 • N o 25/11 Junho

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

RS
RS

Lembrando que, nos termos do art. 24 da Instrução Nor- mativa RFB nº 948/09, o direito à aquisição ou à importação com suspensão do IPI, pelos adquirentes que atendam aos requisitos da preponderância, aplica-se somente a matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem que forem utilizados nos produtos exportados para o exterior.

3.1. Aplicação da suspensão

Para efeito da suspensão do IPI de que trata o tópico anterior,

a pessoa jurídica adquirente deve declarar ao vendedor, de forma

expressa e sob as penas da lei, que atende a todos os requisitos estabelecidos, bem como indicar o número do Ato Declaratório Executivo que lhe concedeu o direito (examinar o subtópico 4.2) (art. 19 da Instrução Normativa RFB nº 948/09).

3.2. Crédito fiscal pelo remetente

A suspensão do IPI não impede a manutenção e utilização dos créditos do IPI pelo respectivo estabelecimento industrial remetente (art. 25 da Instrução Normativa RFB nº 948/09).

3.3. Procedimentos na emissão das notas fiscais

Nas notas fiscais relativas às saídas dos produtos beneficiados com a suspensão do imposto deverá constar a expressão “Saída com suspensão do IPI – conforme art. 12 da Instrução Normativa RFB nº 948/09”, vedado o destaque do imposto nas referidas notas (art. 26 da Instrução Normativa RFB nº 948/09).

3.4. Extinção do benefício

Em relação às matérias-primas, aos produtos intermediários

e aos materiais de embalagem, a suspensão do IPI extingue-se

com qualquer das seguintes ocorrências (art. 20 da Instrução

Normativa RFB nº 948/09):

a) exportação, para o exterior, ou venda à empresa comer- cial exportadora, de produto em cuja industrialização as matérias-primas, os produtos intermediários e os mate- riais de embalagem, adquiridos com suspensão do IPI, tenham sido utilizados, observadas, quanto ao conceito de comercial exportadora, as normas da legislação do imposto;

Nota Cenofisco:

Para efeitos de aplicação do benefício da suspensão, o contribuinte deverá observar que é considerada pessoa jurídica preponderantemente exporta- dora aquela cuja receita bruta decorrente de exportação para o exterior, no ano-calendário imediatamente anterior ao da aquisição, houver sido superior a 70% de sua receita bruta total de venda de bens e serviços no mesmo período, após excluídos os impostos e as contribuições incidentes sobre a venda (examinar o tópico 2).

incidentes sobre a venda (examinar o tópico 2). Junho b) venda no mercado interno de matérias-primas,

Junho

b) venda no mercado interno de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem ou de produto ao qual tenham sido incorporados, observado o disposto na alínea “a” do inciso II do § 6º do art. 18 da Instrução Normativa RFB nº 948/09; ou

Nota Cenofisco:

A alínea “a” do inciso II do § 6º do art. 18 da Instrução Normativa

RFB nº 948/09 tem a seguinte redação:

“Art. 18

§

6º – O cancelamento do registro implica:

II

– pagamento, pelo adquirente ou importador, do imposto suspenso

com os acréscimos e penalidades cabíveis, calculado a partir da data de aquisição ou do desembaraço:

a) relativamente às matérias-primas, aos produtos intermediários e aos materiais de embalagem exportados ou vendidos no mercado interno;”.

c) furto, roubo, inutilização, deterioração, destruição em sinistro ou incorporação a produto que tenha tido um desses fins.

Na hipótese de extinção referida na letra “c” anterior, deve ser efetuado o pagamento do imposto não pago em decorrência da suspensão, com os acréscimos e as penalidades cabíveis, calculados a partir da data da aquisição ou do desembaraço das matérias-primas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem saídos com suspensão.

4. Registro Prévio – Obrigatoriedade

O direito à aquisição com suspensão do IPI, conforme previsto no tópico 3, fica condicionado a registro prévio a ser requerido por meio do formulário constante do tópico 8, apresentado à DRF ou à DERAT com jurisdição sobre o estabelecimento matriz da pessoa jurídica, acompanhado de (art. 15 da Instrução Normativa RFB nº 948/09):

a) declaração de empresário ou ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor, devidamente registrado, em se tratando de sociedade empresária e, no caso de sociedade por ações, os documentos que atestem o mandato de seus administradores;

b) indicação do titular da empresa ou relação dos sócios, pessoas físicas, bem como dos diretores, gerentes, admi- nistradores e procuradores, com indicação do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e respec- tivos endereços;

c) relação das pessoas jurídicas sócias, com indicação do número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), bem como de seus respectivos sócios, pessoas físicas, diretores, gerentes, administradores e procuradores, com indicação do número de inscrição no CPF e respectivos endereços;

3
3

a semana

N o

25/11 • 9

RS
RS

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

d) declaração, sob as penas da lei, de que atende às condi- ções de que trata o tópico 2, instruída com documentos que a comprovem;

e) relação dos principais fornecedores, com nome, CNPJ, endereço e valor adquirido no ano-calendário anterior.

4.1. Procedimentos para a concessão do registro

Na análise para a concessão do registro, a DRF ou a DERAT deverá (art. 16 da Instrução Normativa RFB nº 948/09):

a) verificar a correta instrução do pedido, relativamente à documentação de que trata o tópico 4;

b) preparar o processo e, se for o caso, saneá-lo quanto à instrução;

c) verificar a regularidade fiscal da pessoa jurídica requerente em relação aos impostos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB);

d) proceder ao exame do pedido;

e) determinar a realização de diligências julgadas necessárias para verificar a veracidade ou exatidão das informações constantes do pedido;

f) proferir despacho deferindo ou indeferindo o registro; e

g) dar ciência ao interessado.

4.2. Forma para concessão do registro

O registro será concedido por meio de Ato Declaratório Exe-

cutivo (ADE), emitido pelo Delegado da DRF ou da DERAT, que será publicado no Diário Oficial da União.

O Ato Declaratório Executivo referido anteriormente será emitido

para o número do CNPJ do estabelecimento matriz e aplica-se a todos os estabelecimentos da pessoa jurídica requerente.

4.3. Hipótese de indeferimento do pedido de registro – Prazo para apresentação do recurso

Na hipótese de indeferimento do pedido de registro, cabe, no prazo de 10 dias, contado da data da ciência ao interessado, a apresentação de recurso, em instância única, à Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil (SRRF).

O recurso deve ser protocolizado na DRF ou na DERAT com

jurisdição sobre o estabelecimento matriz da pessoa jurídica que,

após o devido saneamento, o encaminhará à respectiva SRRF.

Proferida a decisão do recurso, o processo será encaminha- do à DRF ou à DERAT de origem para as providências cabíveis e ciência ao interessado.

10 N o 25/11

Junho

5. Cancelamento do Registro

O cancelamento do registro ocorrerá:

a) a pedido; ou

b) de ofício, na hipótese em que o beneficiário não satisfazia ou deixou de satisfazer, ou não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para registro.

Quando for a pedido do interessado, a solicitação deverá ser formalizada na DRF ou DERAT com jurisdição sobre o estabeleci- mento matriz da pessoa jurídica.

O cancelamento do registro será formalizado por meio de Ato

Declaratório Executivo publicado no Diário Oficial da União, emitido

pelo Delegado da DRF ou da DERAT.

Na hipótese de cancelamento do registro de ofício, caberá, no prazo de 10 dias, contado da data da ciência ao interessado, a apresentação de recurso em instância única, com efeito suspensi- vo, à SRRF. Referido recurso deve ser protocolizado na DRF ou na DERAT com jurisdição sobre o estabelecimento matriz da pessoa jurídica que, após anexá-lo ao processo que lhe deu origem e pro- ceder ao devido saneamento, o encaminhará à respectiva SRRF.

Proferida a decisão do recurso, o processo será encaminha- do à DRF ou à DERAT de origem para as providências cabíveis e ciência ao interessado.

5.1. Implicações

O cancelamento do registro implica:

a) vedação de aquisição ou importação de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem com suspensão do IPI; e

b) pagamento, pelo adquirente ou importador, do imposto suspenso com os acréscimos e penalidades cabíveis, calculado a partir da data de aquisição ou do desembaraço:

b.1) relativamente às matérias-primas, aos produtos inter- mediários e aos materiais de embalagem exportados ou vendidos no mercado interno;

b.2) relativamente aos produtos acabados ou em elabo- ração, nos quais as matérias-primas, os produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos ou importados com suspensão tenham sido utilizados, e que no prazo de 60 dias, contado da data da ciência do cancelamento do registro, não forem exportados.

A pessoa jurídica cujo registro for cancelado nos termos da

letra “b” do tópico 5 somente poderá solicitar novo registro depois

de decorridos dois anos contados da data de publicação do Ato Declaratório Executivo de cancelamento.

3
3

a semana

de decorridos dois anos contados da data de publicação do Ato Declaratório Executivo de cancelamento. 3

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

RS
RS

6. Titulares de Planos de Exportação Assumidos nos Termos da Instrução Normativa DRF nº 84/02

Conforme o art. 22 da Instrução Normativa RFB nº 948/09, os titulares de Planos de Exportação, assumidos nos termos da Ins- trução Normativa do Departamento da Receita Federal nº 84, de 03/07/1992, ao amparo do disposto no art. 3º da Lei nº 8.402/92, regulamentado pelo Decreto nº 541, de 26/05/1992, poderão soli- citar à autoridade concedente do Plano o seu cancelamento, desde que o valor das matérias-primas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem, expresso em dólares dos Estados Unidos da América, adquiridos com suspensão do IPI, seja igual ou inferior ao

valor, expresso naquela mesma moeda, das exportações realizadas até a data de protocolização do pedido de cancelamento.

7. Contribuintes Enquadrados no SIMPLES Nacional – Vedação

O benefício fiscal a que se refere o presente trabalho não se aplica às pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microem- presas e Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES Nacional), conforme o art. 27 da Instrução Normativa RFB nº 948/09.

8. Modelo do Requerimento do Registro para Pessoa Jurídica Preponderantemente Exportadora

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL REQUERIMENTO DE REGISTRO PARA PESSOA JURÍDICA

MINISTÉRIO DA FAZENDA

SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL

REQUERIMENTO DE REGISTRO

PARA PESSOA JURÍDICA PREPONDERANTEMENTE EXPORTADORA

REGIME DE SUSPENSÃO DO IPI

Ilmo. Sr. Delegado 01 - IDENTIFICAÇÃO PESSOA JURÍDICA REQUERENTE CNPJ 02 - ENDEREÇO DA PESSOA
Ilmo. Sr. Delegado
01 - IDENTIFICAÇÃO
PESSOA JURÍDICA REQUERENTE
CNPJ
02 - ENDEREÇO DA PESSOA JURÍDICA
RUA, AVENIDA, PRAÇA, ETC
NÚMERO
COMPLEMENTO
E-MAIL
BAIRRO/DISTRITO
MUNICÍPIO
UF
CEP
TELEFONE
03
- REPRESENTANTE LEGAL
NOME
CPF
TELEFONE
DECLARO que a pessoa jurídica acima identificada preenche os requisitos exigidos
pelo art. 29 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e alterações posteriores.
DECLARO, ainda, que estou ciente de que a falsidade na prestação das informações
constantes deste requerimento sujeitar-me-á, juntamente com as demais pessoas que
para ela concorrerem, às penalidades previstas na legislação criminal e tributária
relativas à falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e ao crime contra a ordem
tributária (art. 1º da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990).

ASSINATURA DO REPRESENTANTE LEGAL

Seguem anexos os documentos de que trata o art. 15 da IN RFB n 948, de 2009.

Em

/

/

Nome e Matrícula do Servidor Responsável pela Recepção

Espaço para carimbo de recepção

Aprovado pela IN RFB nº 948, de 2009.

Base legal: citada no texto.

Aprovado pela IN RFB nº 948, de 2009. Base legal: citada no texto. Junho 3 a

Junho

3
3

a semana

N o

25/11 • 11

RS
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ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

JURISPRUDÊNCIA E OUTROS

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)

ICMS – OPERAÇÃO DE IMPORTAÇÃO DE MERCADORIA – COBRANÇA DO IMPOSTO POR OCASIÃO DO DESEMBARAÇO ADUANEIRO – LEGITIMIDADE

Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n° 585028/SP

Relator: Ministro Ricardo Lewandowski

Órgão Julgador: Primeira Turma

Data do Julgamento: 03/05/2011

Ementa

Agravo Regimental no Recurso Extraordinário. Processo civil. Prequestionamento. Menção expressa ao dispositivo constitucional na decisão recorrida. Desnecessidade. Tributário. ICMS em operação de importação de mercadoria. Cobrança do tributo por ocasião do de- sembaraço aduaneiro. Legitimidade. Súmula n° 661 do STF. Agravo improvido.

I – A exigência do prequestionamento não impõe que a decisão recorrida mencione expressamente o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário. Basta, para a configuração do requisito, o enfrentamento da questão pelo juízo de origem.

II – Nos termos da Súmula n° 661 do STF, na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.

III – Agravo regimental improvido.

Decisão

A Turma negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,

justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia.

CONSULTORIA CENOFISCO

PERGUNTAS E RESPOSTAS

ICMS – Atualização Monetária

O saldo da conta gráfica do contribuinte deve ser atualizado?

O saldo do imposto verificado a favor do contribuinte, apurado com base nos critérios estabelecidos pelo art. 37 do Livro I do RICMS-RS,

transfere-se para o período ou períodos seguintes, não podendo este saldo ser atualizado monetariamente após 01/01/2010.

Base legal: art. 37, § 3º, do Livro I do RICMS-RS.

12 N o 25/11

Junho

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3

a semana

após 01/01/2010. Base legal: art. 37, § 3º, do Livro I do RICMS-RS. 12 • N

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

RS
RS

LEGISLAÇÃO FEDERAL

A íntegra da legislação mencionada encontra-se disponível no Cenofisco BD On-line.

ATO DECLARATÓRIO CONFAZ Nº 9, DE 31/05/2011 DOU de 01/06/2011

ICMS

Convênios ICMS nºs 42 e 44/11 – Ratificação Sinopse: O Ato Declaratório CONFAZ nº 9/11
Convênios ICMS nºs 42 e 44/11 – Ratificação
Sinopse: O Ato Declaratório CONFAZ nº 9/11 ratifica o Convênio ICMS nº 42/11, que alterou o Convênio ICMS
nº 3/11, que autoriza os Estados de Goiás e da Paraíba a dispensar ou reduzir juros, multas e demais acréscimos, e o Convênio ICMS
nº 44/11, que dispõe sobre a adesão do Estado do Rio de Janeiro às disposições do Convênio ICMS nº 38/90, que autoriza a isenção
do ICMS nas prestações de serviço de comunicação referentes ao acesso à internet por conectividade em banda larga – Internet Popular.
DESPACHO CONFAZ Nº 92, DE 31/05/2011
DOU de 01/06/2011
ICMS
Protocolo ICMS nº 34/11 – Divulgação da Publicação
Sinopse: O Despacho CONFAZ nº 92/11 divulga a publicação do Protocolo ICMS nº 34/11.
PROTOCOLO ICMS Nº 34, DE 26/05/2011
DOU de 01/06/2011
ICMS
Protocolo ICMS nº 16/11 – Alteração
Sinopse: O Protocolo ICMS nº 34/11 alterou o Protocolo ICMS nº 16/11, que dispõe sobre a substituição tributária nas operações
com produtos eletrônicos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
PORTARIA DECEX Nº 18, DE 01/06/2011
DOU de 02/06/2011
Importação/Exportação
Procedimentos Administrativos na Importação – Alteração na Legislação
Sinopse: A Portaria DECEX nº 18/11 altera a Portaria DECEX nº 8, de 13/05/1991, que aprovou os procedimentos administrativos
na importação.
SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 134, DE 25/05/2011
DOU de 03/06/2011
Imposto de Importação (I.I.)
Concessão de Ex-Tarifário – Vigência a partir da Publicação de Resolução CAMEX
Sinopse: A Solução de Consulta nº 134/11 esclarece sobre a redução do Imposto de Importação (I.I.) resultante da concessão de
ex-tarifário.
Junho
3
a semana
N o
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ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

Manual de Procedimentos

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO RFB-MG Nº 24, DE 02/06/2011 DOU de 03/06/2011

IPI

Bebidas – Enquadramento

Sinopse: O Ato Declaratório Executivo RFB-MG nº 24/11 divulga o enquadramento de bebidas segundo o regime de tributação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de que trata o art. 1º da Lei nº 7.798, de 10/07/1989.

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO RFB-RS Nº 25, DE 30/05/2011 DOU de 01/06/2011

IPI

Bebidas – Enquadramento

Sinopse: O Ato Declaratório Executivo RFB-RS nº 25/11 divulga o enquadramento de bebidas segundo o regime de tributação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de que trata o art. 1º da Lei nº 7.798, de 10/07/1989.

INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1.162, DE 03/06/2011 DOU de 06/06/2011

IPI

Cigarros – Procedimentos e Medidas de Controle Referentes à Exportação de Cigarros – Alteração na Legislação

Sinopse: A Instrução Normativa RFB nº 1.162/11 altera a Instrução Normativa RFB nº 1.155, de 13/05/2011, que dispõe sobre os procedimentos e as medidas de controle referentes à exportação de cigarros.

INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1.163, DE 03/06/2011 DOU de 06/06/2011

IPI

Cigarros – Instalação de Equipamentos Contadores de Produção – Alteração na Legislação

Sinopse: A Instrução Normativa RFB nº 1.163/11 altera a Instrução Normativa RFB nº 769, de 21/08/2007, que dispõe sobre a instalação de equipamentos contadores de produção nos estabelecimentos industriais fabricantes de cigarros.

ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO CODAC Nº 34, DE 30/05/2011 DOU de 01/06/2011

Tributos e Contribuições Federais

Agenda Tributária do Mês de Junho/2011 – Divulgação

Sinopse: O Ato Declaratório Executivo CODAC nº 34/11 divulga a agenda tributária do mês de junho/2011.

PORTARIA INTERMINISTERIAL MDIC/MCT Nº 126, DE 31/05/2011 DOU de 01/06/2011

Zona Franca de Manaus

Processo Produtivo Básico – Microcomputador Portátil, sem Teclado, com Tela Sensível ao Toque (Touch Screen) – Tablet PC

Sinopse: A Portaria Interministerial MDIC/MCT nº 126/11 divulga o processo produtivo básico para o produto microcomputador portátil, sem teclado, com tela sensível ao toque (touch screen) – Tablet PC.

14 N o 25/11

Junho

3
3

a semana

sem teclado, com tela sensível ao toque ( touch screen) – Tablet PC . 14 •

Manual de Procedimentos

ICMS • IPI • ISS

Outros e Legislação

RS
RS

PORTARIA INTERMINISTERIAL MDIC/MCT Nº 127, DE 31/05/2011 DOU de 01/06/2011

Zona Franca de Manaus

Processo Produtivo Básico – Microcomputador Portátil, sem Teclado, com Tela Sensível ao Toque (Touch Screen)
Processo Produtivo Básico – Microcomputador Portátil, sem Teclado, com Tela Sensível ao Toque (Touch Screen) – Tablet PC
Sinopse: A Portaria Interministerial MDIC/MCT nº 127/11 divulga o processo produtivo básico para o produto microcomputador
portátil, sem teclado, com tela sensível ao toque (touch screen) – Tablet PC.
LEGISLAÇÃO ESTADUAL
A íntegra da legislação mencionada encontra-se disponível no Cenofisco BD On-line.
INSTRUÇÃO NORMATIVA RE Nº 37, DE 27/05/2011
DOE-RS de 01/06/2011
INSTRUÇÃO NORMATIVA RE Nº 39, DE 27/05/2011
DOE-RS de 01/06/2011
ICMS
ICMS
Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98
Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98
Sinopse: A Instrução Normativa RE nº 37/11 altera disposi-
tivos que tratam do Cadastro Geral de Contribuintes de Tributos
Estaduais (CGC/TE).
Sinopse: A Instrução Normativa RE nº 39/11 altera dis-
positivos que tratam da Guia de Informação e Apuração do
ICMS (GIA).
INSTRUÇÃO NORMATIVA RE Nº 38, DE 27/05/2011
DOE-RS de 01/06/2011
INSTRUÇÃO NORMATIVA RE Nº 40, DE 30/05/2011
DOE-RS de 01/06/2011
ICMS
ICMS
Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98
Alterações na Instrução Normativa DRP nº 45/98
Sinopse: A Instrução Normativa RE nº 38/11 acrescenta o
valor da UIF-RS relativo ao mês de junho de 2011 no Apêndice
XXVI.
Sinopse: A Instrução Normativa RE nº 40/11 altera dis-
positivos que tratam da apresentação de informações em meio
magnético.
dis- positivos que tratam da apresentação de informações em meio magnético. Junho 3 a semana N

Junho

3
3

a semana

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