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Estudo histológico e histoquímico da elastose solar em lesões de queilite actínica
Caliandra Pinto Araújo* Adna Conceição Barros* Antônio Adilson Soares de Lima** Roberto Almeida de Azevedo*** Luciana Ramalho**** Jean Nunes Santos*****
Resumo A queilite actínica (QA) apresenta-se como uma lesão difusa do vermelhão do lábio inferior, resultante da exposição à radiação solar excessiva, podendo exibir alterações histomorfológicas indicativas de desvios da diferenciação normal. Histologicamente, a característica principal da pele que exibe fotoenvelhecimento é o acúmulo do material basofílico, amorfo, rico em fibras elásticas, denominada elastose solar. Esse aspecto é demonstrado pelas lesões de QA, no entanto, a maioria dos pesquisadores estuda o tecido conjuntivo da pele normal e (ou) exposta, deixando de lado as lesões labiais provocadas por danos actínicos, como é o caso da QA. O objetivo deste trabalho é estudar o grau de displasia e o padrão de organização das fibras colágenas e elásticas nas lesões de queilite actínica. Através das técnicas de rotina, Picrossirius e orceína de Weigert foram estudados respectivamente, o grau de displasia e o padrão de organização das fibras colágenas e elásticas dessa lesão. Dos aspectos clínicos, evidenciou-se uma maior freqüência das lesões de QA no sexo masculino, e a faixa etária atingiu predominantemente a quinta década de vida. Histopatologicamente, seis casos exibiram displasia discreta, quatro exibiram displasia moderada e três, displasia intensa. Na matriz extracelular, foi observada a ausência de fibras colágenas nas áreas correspondentes à elastose solar. Nessas áreas, as fibras colágenas foram substituídas por fibras elásticas, provavelmente dando origem ao acúmulo de material semelhante à elastina, característica das lesões de queilite actínica. Tendo em vista que a matriz extracelular pode influenciar os processos de invasão e migração celulares, a participação desses componentes torna-se importante, uma vez que a queilite actínica é passível de transformação maligna. Palavras-chave: elastose solar - histoquímica; queilite actínica.

INTRODUÇÃO A queilite actínica é uma lesão passível de alteração maligna, que se apresenta como uma lesão difusa do vermelhão do lábio inferior, resultante da exposição crônica e excessiva à radiação solar de forma prolongada e freqüente, exibindo alterações histomorfológicas indicativas

Mestrandas em Clínica Odontológica na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Doutor em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA-UFPB). Doutor em Estomatologia pela PUC-PR. **** Doutora em Patologia. ***** Doutor em Patologia Bucal pela FOUSP. Faculdade de Odontologia-UFBA.
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Correspondência para / Correspondence to: Jean Nunes Santos Avenida Araújo Pinho, n.62 - Canela. 40.110-150 Salvador-BA- Brasil Tel: (71)3336-4343 ; Fax: (71)3336-5738. E-mail: jeanunes@yahoo.com.br

R. Ci. méd. biol., Salvador, v.6, n.2, p.152-159, mai./ago. 2007

que forma a maior parte do componente estrutural das fibras elásticas e mantém a elasticidade dos tecidos. sendo bastante delgados em relação às fibras colágenas. 14) A elastina é uma glicoproteína insolúvel. A forma aguda é menos comum. (1) 8. apresentando uma maior incidência em indivíduos do sexo masculino. estando relacionada a episódios de intensa exposição ao sol. Já as fibras de eulanina estão associadas a fibras elásticas mais espessas. com espessura variável. de intensidade variável. Salvador. denominado elastose solar. que envolve toda extensão do lábio inferior até a comissura. Essa alteração afeta predominantemente a faixa etária acima dos 50 anos. n. preferencialmente leucodermas.152-159. lustroso. Subjacentemente. 16) Esses componentes medem de 1 a 3 micrômetros de diâmetro. Ainda se observa uma mucosa revestida por epitélio pavimentoso estratificado. diagnosticados em diferentes laboratórios de anatomia patológica da cidade de Salvador. p. Esse aspecto é a principal característica de pele que exibe fotoenvelhecimento. biol. o que leva à concepção de que . uma aguda e outra crônica. na metade e na porção mais profunda da pele (8. méd. e é comum também nas lesões de QA. amorfo. Observam-se alterações de cor. até a submucosa. resultando em uma aparência basofílica distinta do colágeno usual. crostas e ulcerações nas formas mais severas. 17) O presente trabalho se propôs a estudar o grau de displasia e o padrão de organização da matriz extracelular nessa lesão. Usualmente. Por esse motivo. as alterações em amostras de derme papilar são variáveis com a idade. com profundo efeito na integridade funcional desse tecido. 2007 O fotoenvelhecimento da pele é caracterizado por uma perda de colágeno maduro. a saber: fibras oxitalânicas. composto predominantemente por linfócitos e ocasionais plasmócitos./ago.6. sendo que erosões e ulcerações resultantes de infecções secundárias podem estar presentes. Origina-se do plexo de fibrilas de eulanina localizadas paralelamente à junção derme e epiderme. mai. v. através da coloração hematoxilina-eosina.153 de desvios da diferenciação normal. podem aparecer vesículas que se rompem e causam erosão superficial. InicialR. existem duas formas da queilite actínica. 2 . (14) Existem três variedades de tecido elástico. bolhas. podendo se estender. e se há ulceração. regredindo após a não-exposição ao agente etiológico.2. (11. bem como fissuração. 15. mais superficialmente. (5) É comum também a presença de infiltrado inflamatório discreto. (11) Histopatologicamente. 6. não são usualmente observadas em coloração de rotina. As fibras oxitalânicas consistem de microfibrilas que formam uma rede delgada e superficial. Ci. Além disso. é freqüente.. com edema e vermelhão nas formas mais moderadas. com superfície macia e perda da plasticidade usual do lábio. (2. os quais formam fascículos lineares que servem de estruturas para a orientação do conjunto de monômeros de tropoelastinas dentro da matriz elástica insolúvel. evidencia-se acúmulo de material basofílico. placas ou faixas de material elastótico são visualizados nas lesões de QA. o infiltrado inflamatório misto. (13. (12) Essas fibras são constituídas de dois componentes morfológicos distintos: elastina e microfibrilas. que pode exibir diversos graus de displasias. embora o desaparecimento das fibras oxitalânicas seja frequentemente observado. em alguns casos. caracteriza-se por ser uma lesão autolimitante. freqüentemente de aspecto pálido. 7. (1. (4) Já a forma crônica geralmente se manifesta como uma discreta elevação provocada por exposição solar contínua. e não derivadas a partir da degradação do colágeno. MATERIAL E MÉTODOS Seleção dos casos e análise morfológica Foram estudados 13 casos de queilite actínica. rico em fibras elásticas. com diferentes graus de displasias. perpendicular à junção derme-epiderme. Em alguns casos. visando a obter subsídios que contribuam para um melhor entendimento sobre a participação desses componentes nas lesões de QA. técnicas histoquímicas do Picrossírius e orceína de Weigert. 10) as fibras elásticas são sintetizadas. 9. 5. 3) Clinicamente. fibras de eulanina e fibras elásticas. nódulos.

Dos 13 casos avaliados seguindo os critérios previamente estabelecidos e também já investigados (1). bem como áreas de acantose ou principalmente de atrofia. observou-se a lâmina própria superficial e profunda analisando treze casos. p. atipia moderada. Para tal análise. separando o tecido epitelial da área de elastose solar. mai. 2007 Além disso. vascularizado. 100 x Figura 2 . exibindo acantose e polaridade nuclear invertida das células do estrato basal. com uma média de 52 anos. por vezes tortuosos. e cada caso foi avaliado seguindo os critérios histológicos definidos pela OMS. intercalavam-se focos de hiperparaqueratinização. sexo. Foram observadas áreas de hipergranulose ou não. observou-se uma maior freqüência da queilite actínica no sexo masculino.154 mente. hiperqueratinizado. comparando-os com a lâmina própria adjacente. Salvador. A lâmina própria era representada por pequenas faixas de tecido conjuntivo denso.2. também estavam presentes (FIGURA 1). observou-se incontinência pigmentar. Dentro dos parâmetros histológicos mais comumente observados nas áreas corresponden- Figura 1 . que separava extensa área de material amorfo basofílico. Muitas vezes./ago. para diagnóstico de displasia epitelial. Notas: a lâmina própria é composta por extensa área de elastose solar. seis apresentavam atipia discreta. por vezes.Queilite actínica: mucosa revestida por epitélio pavimentos estratificado hiperqueratinizado. e três atipia intensa. em um caso. Infiltrado inflamatório do tipo mononuclear e numerosos vasos sanguíneos. interpretado como elastose solar. foram realizados cortes de cinco µm de espessura do material fixado em formol e emblocado em parafina. através da microscopia de luz. especialmente em pacientes leucodermas.152-159.6. e coletados os dados clínicos como: idade. A faixa etária predominantemente foi a partir da quinta década de vida. n. O grau histológico de displasia analisado seguiu os parâmetros estabelecidos (18) : epitélio sem displasia. RESULTADOS No presente estudo. estratificado. a faixa de tecido conjuntivo anteriormente descrito era encontrada. as lesões caracterizavam-se por um revestimento epitelial pavimentoso. Ci. biol. os casos foram selecionados. R. utilizando-se a técnica histoquímica do Picrossírius e orceína de Weigert. quando foram descritos os principais aspectos morfológicos representativos das lesões. 40 x . De um modo geral. H&E.. méd. displasia leve. onde. moderada e intensa. v. Levando-se em consideração o padrão de organização arquitetural das fibras colágenas e elásticas. quatro.Queilite actínica: mucosa queratinizada com projeções epiteliais em gota Nota: H&E. cor e diagnóstico clínico. Esses casos foram reavaliados e submetidos a exame histopatológico. As lâminas correspondentes a cada caso foram coradas pelo método Hematoxilina & Eosina (HE).

as quais eram espessas. p. irregulares e pouco fragmentadas (FIGURA 6) Figura 6 . Essas áreas foram substituídas por fibras elásticas. foi evidenciada a ausência de fibras colágenas nas áreas correspondentes à elastose solar (FIGURA 5). 19) R. 200 x Figura 4 . Na matriz extracelular. Nota: Orceína de Weigert. pleomorfismo celular e nucléolos proeminentes (FIGURA 4). FIGURA 3). Salvador. mai. hiperplasia de células do estrato basal (FIGURA 2. 100x tes às displasias.152-159.Queilite actínica: células epiteliais mostrando nucléolos proeminentes por vezes múltiplos e polaridade nuclear invertida Nota: H&E. exibindo polaridade nuclear invertida e discreto hipercromatismo nuclear.Queilite actínica: crista epitelial sob a forma de gota. Ci. Nota: H&E./ago.2. (1. 400 x Figura 5 .Queilite actínica: área correspondente à elastose solar. podendo exibir alterações histomorfológicas indicativas de desvios da diferenciação normal. destacavam-se: projeções epiteliais em gota. além de hipercromatismo nuclear. 2007 . biol. mostrando hiperplasia de fibras elásticas. n.155 Figura 3 .. 40 x DISCUSSÃO A queilite actínica (QA) apresenta-se como uma lesão difusa do vermelhão do lábio inferior. v. perda de polarização das células do estrato basal.Queilite actínica: perda das fibras colágenas na área da elastose solar Nota: Picrossírius.6. resultante da exposição excessiva à radiação solar. méd.

destacaram-se: perda de polarizaR. pouco fragmentadas e estavam aumentadas./ago. Nos casos estudados. sendo hiperqueratose. (16) Sendo assim.156 Nos casos estudados. referido como fotoenvelhecimento. Portanto. resultante da exposição crônica aos raios ultravioleta. Ao utilizar a técnica histoquímica do Picrossirius. 7. atrofia e displasia. projeções epiteliais em gota. também conhecido como envelhecimento intrínseco ou inato. hipercromatismo nuclear e pleomorfismo celular. (17) O envelhecimento cutâneo consiste de dois componentes: o envelhecimento cronológico. mai. (1.152-159. (1.. méd. A faixa etária mais acometida foi a quinta década de vida. deixando de lado essa importante estrutura anatômica. Na lâmina própria. p. as alterações cutâneas por exposição solar resultam mais do fotoenvelhecimento do que da idade cronológica. 27) Neste estudo. 6. as lesões de QA exibem graus variados de displasia (discreta. 7) O grau de displasia pode variar desde uma alteração discreta. Esse aspecto também é compartilhado pelas lesões de queilite actínica que ocorrem no lábio inferior. (1. como é o caso da queilite actínica. quando realizamos a técnica de orceína de Weigert. 7) A pele humana submetida à exposição solar constante exibe uma série de alterações clínicas atribuídas ao envelhecimento. Esses aspectos histopatológicos são semelhantes àqueles já descritos. foram verificados seis casos de displasia leve. 8. epitélio atrófico e ulceração superficial podem estar presentes. (1. No entanto. 2. No entanto. 10. os quais histologicamente eram caracterizados por mucosa ora hiperqueratinizada. biol. 23. conforme também verificado por autores. (5.6. que avaliaram as alterações histológicas segundo os graus de displasias e também são utilizados por outros autores que estudaram a QA. 2007 ção das células do estrato basal. a maioria dos pesquisadores estuda o tecido conjuntivo da pele normal de outras localizações do corpo humano. as características histopatológicas das lesões de queilite actínica apresentam pequenas variações. Salvador. 17. irregulares. foi observado um predomínio das lesões de QA no sexo masculino. 3) . (3. carcinoma in situ. razão pela qual essa alteração é denominada por alguns autores de hiperplasia elástica. sendo que a hiperplasia elástica encontrada é observada desde a segunda década de vida. 7. ora hiperparaqueratinizada. estudamos 13 casos de Queilite Actínica (QA). Além de perda de estratificação. 3. Ci. Esses achados são baseados em estudos da Organização Mundial de Saúde. 3. mesmo na ausência de qualquer aspecto visível clinicamente. quando examinada histologicamente. 23. 9. (2. (12. (8. 3) No presente estudo. especialmente em pacientes leucodermas. os quais confirmam aqueles encontrados na literatura. também conhecido como elastose solar. 22) Acredita-se que essa alteração seja irreversível. e infiltrado inflamatório mononuclear. e três de displasia intensa. denominado elastose solar. de 1978. podendo também ser observada áreas de hiperplasia. e até invasivo. como já descrito anteriormente. n. 2. e o dano actínico. a característica principal da pele normal que exibe fotoenvelhecimento é o acúmulo de material basofílico. a maioria dessas alterações resulta mais do fotoenvelhecimento do que da idade cronológica. intensa). sede de lesões provocadas por danos actínicos. observamos a degeneração basofílica do colágeno (elastose solar) em meio a vasos sanguíneos dilatados e tortuosos. Esses aspectos clínicos foram semelhantes àqueles relatados por outros. observamos a ausência das fibras colágenas nas regiões identificadas como elastose solar. (2. v.(1 ) Dos parâmetros histológicos mais comumente observados. 25) Essa perda de colágeno se deve à sua substituição por fibras elásticas. quatro de displasia moderada. 20) O achado histopatológico mais consistente da queilite actínica é a degeneração basofílica amorfa das fibras elásticas e colágenas no tecido conjuntivo superficial. com uma média de 52 anos. 10) De um modo geral. 6. paraqueratose e acantose aspectos universais. Estrato granuloso. 5. 23. as fibras elásticas observadas eram espessas. moderada. 10) De um modo geral.2. rico em fibras elásticas. 26. 6. 24) Essa distinção torna-se evidente quando a pele exposta ao sol é comparada com aquela dele protegida. hiperplasia de células do estrato basal. 21. amorfo. (17.

(9) Fatores de risco importantes para o carcinoma escamocelular intra-oral. In the extracellular matrix was observed absent collagen fibers in the areas corresponding to the solar elastosis. Like extracellular matrix exert action on mechanism of cellular migration and invasion. Alguns autores afirmam que. Histopathologic and histochemical study of the solar elastosis in actinic cheilitis Abstract The actinic cheilitis (AC) is a diffuse lesion of the vermillion of the lower lip.Actinic cheilitis. 3.152-159. p.2. Picrossirius and orcein of Weigert. due to excessive exposure of the lips to the ultraviolet radiation. já em áreas atróficas e ulceradas. respectively the lesions were studied. mai. however. mas sempre devem ser estudadas as suas características histológicas.Na QA. a queilite actínica é um estágio inicial do carcinoma escamocelular. histologicamente. Nessas áreas. também podem participar como fatores adjuvantes na patogênese da queilite actínica e do câncer de lábio. as 157 lesões de queilite actínica não devem ser tratadas com base apenas no aspecto clínico. não havendo aspectos clínicos claros que possam distinguir um carcinoma em estágio inicial da queilite actínica. the main characteristic of the skin photoaged is the accumulation of the basophilic material. como tabagismo e etilismo. n. R. moderada em quatro casos e intensa em três casos.6. o tecido conjuntivo apresenta elastose e inflamação de intensidade variável. como vermelhão. Na área correspondente à elastose solar não foram evidenciadas fibras colágenas. four moderate dysplasia and three intense dysplasia. rich in elastic fibers. As lesões de queilite actínica apresentaram displasia leve em seis casos.Histochemical. (10) CONCLUSÃO De acordo com os resultados. crostas. foram encontradas fibras elásticas espessas. Ci. Keywords: Solar elastosis. pois a maioria dos casos de carcinoma de lábio desenvolve-se a partir de lesões de QA pré-existentes. o estudo desse componente torna-se importante quanto à possibilidade de transformação maligna das lesões de QA. para se descartar a presença de áreas de carcinoma. essas alterações aparecem com maior freqüência. referred to as solar elastosis. biol. this study is important to understand the participation of these components because actinic cheilitis may exhibit malignant alteration. the most of the researchers do not investigate lesions provoked by actinic damages like AC./ago. Salvador. (28) A presença de displasia epitelial moderada ou severa normalmente indica a necessidade de vermelhectomia e análise de todos os campos do material removido. pode-se concluir que: 1. sugerindo a substituição das fibras colágenas por essas fibras. méd. e os achados microscópicos. Tendo em vista que a matriz extracelular pode influenciar nos processos de invasão e migração celular. Histopathologically. irregulares e pouco fragmentadas. edema. Histopathologically. (5) Por isso. Using H&E. It may show histomorphologic alterations indicative of the abnormal differentiation. six cases showed discrete dysplasia. In these areas. The most of the patients were males situated in the fifth decade of life. v. amorphous. they were substituted by elastic fibers originating probably a substance similar to elastin.. This material is present in actinic cheilitis. 2007 . 2. This aspect is demonstrated by the AC. The objective is to investigate the degree of dysplasic and the pattern of organization of collagens and elastics fibers of this lesion. não existindo correlação exata entre as características clínicas..

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