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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE DIVINÓPOLIS – FUNEDI/UEMG INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS - ISAB Curso de Administração com Ênfase em Agronegócio

UM ESTUDO DOS PROCESSOS DE ANÁLISE PARA A CONCESSÃO DO CRÉDITO NA XXXXXXXXXXXXX

Caio Átila Afonso de Sousa Carvalho

ABAETÉ-MG

2011

Caio Átila Afonso de Sousa Carvalho

UM ESTUDO DOS PROCESSOS DE ANÁLISE PARA A CONCESSÃO DO CRÉDITO NA XXXXXXXXXXXXX

Artigo científico apresentado a disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, do Curso de Administração com Ênfase em Agronegócio do Instituto Superior de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – ISAB, mantido pela FUNEDI/UEMG em Abaeté-MG, que se concentra na área de Administração Financeira, sendo um requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração.

Professor Orientador de Estágio: Artur José de Andrade Professor da Disciplina TCC: Tarcísio Barros de Andrade

ABAETÉ-MG

2011

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE DIVINÓPOLIS - FUNEDI/UEMG

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO COM ÊNFASE EM AGRONEGÓCIO

Artigo Científico apresentado a disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC do

Curso de Administração do Instituto Superior de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas –

ISAB mantido pela FUNEDI/UEMG em Abaeté-MG, sendo um requisito parcial para

obtenção do título de Bacharel em Administração, aprovado pela seguinte banca

examinadora:

Mestre em Administração Tarcísio Barros de Andrade

Coordenador do Curso e Professor da Disciplina Trabalho de Conclusão de Curso

Assinatura: _______________________________________________________________

Especialista em Administração Artur José de Andrade

Professor e Orientador de Estágio Supervisionado

Assinatura: _______________________________________________________________

Data da Aprovação: ________

________

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/

 

________

ABAETÉ-MG

2011

RESUMO

Nos dias atuais, o crédito se tornou um importante instrumento na operacionalização das

atividades empresariais. Muitas empresas têm buscado uma maior eficiência na análise e

determinação de limites de créditos aos seus clientes. Com ênfase nos parâmetros:

segurança, liquidez e rentabilidade, o presente trabalho tem como problema de pesquisa:

responder: como é feito o processo de análise para concessão do crédito na

XXXXXXXXXXXXX? O estudo visou conhecer tais processos através de uma

metodologia teórico-reflexiva e uma revisão da bibliografia apontada, no desenvolvimento

do conteúdo de cada tópico abordado, sendo feita uma pesquisa descritiva de natureza

qualitativa na forma de observação sistemática dos procedimentos.

O estudo abrange as principais etapas de um processo de concessão de crédito: a

elaboração do cadastro, a análise da operação e sua formalização.

De maneira geral, o trabalho buscou demonstrar que os problemas advindos das

concessões de créditos estão, principalmente, relacionados às falhas operacionais (mau

gerenciamento, falta de informação dos tomadores de decisão, ingerência administrativa e

erros na formalização) em detrimento dos padrões técnicos aconselhados pela literatura e

pela prática na análise para a concessão do crédito.

Concluiu-se então que se faz necessário uma reestruturação em determinados processos da

cadeia para que desse modo a empresa amenize as perdas decorrentes de uma possível

inadimplência por parte dos clientes.

Palavras-chave: Liquidez, Análise de crédito, Concessão de crédito.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 3 2. A EMPRESA ...................................................................................................................... 4 2.1. Contexto Operacional 5 2.2. Objetivo Social
1.
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................
3
2.
A EMPRESA
......................................................................................................................
4
2.1.
Contexto Operacional
5
2.2.
Objetivo Social
5
2.3.
Quadro Social
6
3.
REFERENCIAL TEÓRICO
6
3.1.
O surgimento do cooperativismo
6
3.2.
A origem do crédito
7
3.3.
A análise do crédito na prática
9
4.
METODOLOGIA DE PESQUISA
10
5.
ANÁLISE DE DADOS
11
5.1.
Processo interno de análise das propostas de crédito
12
5.1.1.
Observação do processo de recebimento das propostas de crédito
12
5.1.2.
Observação do processo de preenchimento da ficha cadastral
13
5.1.3.
Observação do processo de conferência dos dados do cliente
13
5.1.4.
Observação do processo de validação dos documentos exigidos
13
5.2.
Processo interno de análise da viabilidade para concessão do crédito
14
5.2.1.
Observação do processo de consulta da situação do cliente junto aos órgãos de
proteção ao crédito
14
5.2.2.
Observação do processo de pesquisa das referências comerciais do cliente
14
5.2.3.
Observação do processo de análise da capacidade de pagamento do cliente
15
5.3.
Processo interno de concessão do crédito
15
5.3.1.
Observação do processo de cálculo do limite de crédito
15
5.3.2.Observação do processo de negociação das formas de pagamento
16
5.3.3.
Observação do processo de liberação do crédito
16
5.4.
Processo de suspensão do crédito
16
5.4.1.
Observação do processo de suspensão do limite de crédito por falta de
pagamento
16
5.5.
Processo de recuperação de crédito
17
5.5.1.
Observação do processo de renegociação e recuperação do crédito
17
6.
CONCLUSÃO ..................................................................................................................
17
7.
REFERENCIAS ...............................................................................................................
19
8.
ANEXO ............................................................................................................................
20
8.1.
Roteiro de Observação
20
8.1.1.
Processo interno de análise das propostas de crédito
20
8.1.2.
Processo interno de análise da viabilidade para concessão do crédito
20
8.1.3.
Processo interno de concessão do crédito
20
8.1.4.
Processo de suspensão do crédito
20
8.1.5.
Processo de recuperação de crédito
20

1. INTRODUÇÃO

Nos dias atuais, o crédito se tornou um importante instrumento na operacionalização das

atividades empresariais. Muitas empresas têm buscado uma maior eficiência na análise e

determinação de limites de créditos aos seus clientes, visando uma otimização de seus

investimentos e consequentemente retorno sobre eles. Nos últimos anos a concessão de

crédito tem se tornado um dos principais contribuintes da melhoria do padrão de consumo

dos agentes econômicos de lucro das organizações (PAZZINI, 2007).

Antes de conceder crédito, uma empresa procura distinguir entre clientes capazes de pagar

e clientes que acabarão não pagando, utilizando para isso uma variedade de instrumentos e

procedimentos para determinar a probabilidade de pagamento dos clientes (ROSS,

WESTERFIELD e JAFFE, 1995).

Diante disso, surge a necessidade do estabelecimento de limites de crédito para que se

consiga obter de forma real o potencial de compra do cliente. Fazendo isso, é possível

minimizar a probabilidade dele se tornar inadimplente.

A liberação para concessão de crédito afeta a empresa em muitas vertentes, no rendimento, nas vendas, nos lucros, na produção, e principalmente na imagem do mercado que hoje é cada vez mais competitivo. O grande problema que afeta as pequenas empresas é a gestão, ou seja, o responsável precisa ter uma abrangência de conhecimentos teóricos e práticos, sobretudo encontrar as formas que possibilitam as decisões, que tragam vida prolongada para empresa, uma decisão tomada hoje, poderá causar uma série de efeitos no futuro e com certeza uma das decisões mais importantes é a liberação para concessão de crédito. (CALISTO 2008)

A fim de estabelecer as diretrizes necessárias para a concessão de crédito, o problema de

pesquisa proposto pelo presente artigo é responder a seguinte questão: como é feito o

processo de análise para concessão de crédito da XXXXXXXXXXXXX? Dessa forma,

procura-se responder à pergunta de partida buscando apresentar e mensurar, através de

uma aplicação prática, as principais variáveis que influenciam na determinação e

concessão do limite de crédito, através de observação de processos e dos dados e registros

da empresa.

O objetivo geral desse artigo é avaliar o processo de análise para concessão do crédito na

XXXXXXXXXXXXX.

Os objetivos específicos são:

  • 1. Avaliar o processo interno de coleta das propostas de crédito

  • 2. Conhecer o processo interno de análise da viabilidade para concessão do crédito

  • 3. Estudar o processo interno de formalização e concessão do crédito

  • 4. Analisar o processo de suspensão do crédito

  • 5. Observar o processo de recuperação de crédito

Esse trabalho foi dividido em seis capítulos. O primeiro refere-se à introdução, como foi

visto. O segundo capítulo consiste na contextualização da empresa. O terceiro trata do

referencial teórico. O quarto capítulo explica a metodologia de pesquisa empregada neste

trabalho. O quinto capítulo trata da análise dos dados obtidos através da observação

pessoal sistemática. E o sexto capítulo traz a conclusão de todo o estudo. Ao final dos

capítulos citados, estão as referências e anexos.

  • 2. A EMPRESA

Em 19 de novembro de 1928 foi criada a Sociedade Cooperativa de Responsabilidade

Ltda., o Banco de Abaeté, resultado da união de um grupo de homens progressistas para o

desenvolvimento da região porque não havia nenhum estabelecimento bancário e as

pessoas tinham que viajar, em lombo de burro, até Pitangui, Pará de Minas ou Belo

Horizonte para fazer suas transações financeiras. Nesta época, todo o mundo enfrentava

uma grave crise financeira, acentuada com a quebra da bolsa de Nova York, em 1929.

A idéia da criação da Cooperativa foi muito bem aceita e, em menos de 24 horas, seus

fundadores conseguiram todo o capital necessário para sua implantação, tendo que

convencer alguns acionistas a reduzirem o valor de suas quotas para que aquelas pessoas

que possuíam um menor capital também pudessem se associar. Foi com este objetivo que,

ainda como banco, a Cooperativa criou um setor de consumo para atender aos produtores

rurais. Quando o Banco Central decidiu fechar todos os bancos cooperativos, a cooperativa

se fortaleceu com a criação do setor de laticínios e a filiação à Itambé.

2.1.

Contexto Operacional

A atividade preponderante da Cooperativa dos Produtores Rurais de Abaeté e Região Ltda.

– XXXXXXXXXXXXX – é a intermediação da produção rural do leite in natura de seus

associados junto à Cooperativa Central – Itambé – tendo em vista a conservação do leite e

a diminuição das despesas deste processo. A Cooperativa possui seção de consumo

conforme previsto no seu estatuto social e autorizado pela legislação específica, formada

por uma loja de insumos agrícolas, um supermercado, um posto de combustíveis e uma

loja de conveniência na cidade de Abaeté; uma loja de insumos, um supermercado e um

posto de combustíveis na cidade de Biquinhas; uma loja de insumos, um supermercado e

um posto de combustíveis na cidade de Paineiras. Em breve, terá uma fábrica de ração na

cidade de Abaeté e uma loja de insumos na cidade de Morada Nova de Minas. Ao todo são

13 filiais, abrangendo os ramos de laticínio (captação e repasse à Itambé), supermercado,

loja de insumos, posto de combustíveis e loja de conveniência. O faturamento da

Cooperativa está assim distribuído:

 

Laticínio: 53%

Insumos: 24%

Supermercado: 16%

Posto de Combustível: 7%

A cooperativa adquire mercadorias de fornecedores diversos, inclusive de cooperativas

associadas e as disponibiliza a associados e não associados. As vendas efetuadas a

associados e a terceiros, bem como os impostos e custos, são registrados em contas

distintas na contabilidade.

2.2.

Objetivo Social

O objetivo social da Cooperativa é a captação de leite de seus associados para repasse à

Central (Itambé), manutenção de armazéns cooperativos, postos de combustíveis e outros

serviços pertinentes à atividade agropecuária, para fornecimento aos associados. A

cooperativa também opera com não associados apesar de não estar contemplado no

Estatuto Social.

  • 2.3. Quadro Social

O seu quadro social é composto de produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas, que

contemplam os mesmos objetivos econômicos.

A admissão de um novo associado é feita através da indicação de 2 associados e aprovada

pelo Conselho de Administração, completando o processo com a subscrição de quotas

partes e sua assinatura no livro de matrícula juntamente com a assinatura do Presidente da

Cooperativa.

O associado assume direitos e deveres junto à sociedade Cooperativa e se submete às

cláusulas estabelecidas no Estatuto Social.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

  • 3.1. O surgimento do cooperativismo

Com a Revolução Industrial na Inglaterra, no século 18, a classe operária perdeu grande

poder de barganha. Tanto as longas jornadas de trabalho quanto os baixos salários

trouxeram muitas dificuldades socioeconômicas para a população. Diante desta crise

surgiram, entre a classe operária, lideranças que criaram associações de caráter assistencial,

porém, esta experiência não teve resultado positivo. De acordo com a Organização das

Cooperativas do Brasil (OCB, 2004), com base em experiências anteriores, os operários de

Rochdale (noroeste da Inglaterra) buscaram novos meios e concluíram que com a

organização formal chamada cooperativa era possível superar as dificuldades. Isso desde

que fossem respeitados os valores do ser humano e praticadas regras, normas e princípios

próprios.

Ainda, segundo a Organização das Cooperativas do Brasil, o surgimento das cooperativas

ocorreu com a união de 28 operários, em sua maioria tecelões, que se reuniram para avaliar

suas idéias. Respeitaram seus costumes, tradições e estabeleceram normas e metas para a

organização de uma cooperativa. Nascia a Sociedade dos Probos de Rochdale, conhecida

como a primeira cooperativa moderna do mundo. Ela criou os princípios morais e a

conduta que são considerados, até hoje, a base do cooperativismo autêntico.

3.2. A origem do crédito

A palavra crédito provem do Latim credere, acreditar, ter confiança. Segundo Garcia (2008), o crédito consiste numa cedência temporária, mais ou menos longa, de quantias determinadas mediante uma determinada remuneração (juro). Os bancos ao cederem crédito, põem uma quantia determinada à disposição dos seus beneficiários (empresários, particulares, Estado), ficando esses com a obrigação de pagamento de juros acordados e de restituírem, na data fixada para o reembolso, a quantia que lhes foi concedida.

De acordo com Galbraith (1986), em razão da excelente posição geográfica, a cidade de

Amsterdã tornou-se um dos grandes portos da Europa, com isso, suas atividades

financeiras cresceram freneticamente. Os comerciantes de Amsterdã resolveram criar no

início do século XVII um banco municipal com a principal função de verificar a qualidade

do dinheiro e dar segurança sobre o real valor das moedas em circulação. Mas o banco

começou a utilizar parte dos recursos depositados para a concessão de empréstimos,

mediante a cobrança de juros. Deve-se à descoberta da alavanca do crédito parte da enorme

prosperidade comercial dos dias atuais.

Pode-se dizer que o crédito é composto pelos seguintes elementos:

que fossem respeitados os valores do ser humano e praticadas regras, normas e princípios próprios. Ainda,

7

FIGURA 1. Elementos que compõem o crédito. Fonte: (GARCIA, 2008).

Ainda que não tenha sido supracitado, subentende-se que a concessão de crédito gera

inúmeros riscos. Conforme Nakagawa (1987), a eficiência na concessão do crédito é

conceito relacionado a método, processo, operação, enfim ao modo correto de se analisar

as variáveis envolvidas, podendo ser definida pela relação entre quantidade produzida e

recursos consumidos. No caso de cooperativas, seria necessário primeiramente entender

seus objetivos para então analisar sua eficiência operacional na concessão de crédito, seja

ele para cooperados ou para terceiros.

Também é possível classificar o crédito da seguinte maneira:

FIGURA 1. Elementos que compõem o crédito. Fonte: (GARCIA, 2008). Ainda que não tenha sido supracitado,

FIGURA 2. Classificação do crédito. Fonte: (GARCIA, 2008).

Com isso, é possível dizer que a taxa de juros varia da seguinte maneira:

FIGURA 1. Elementos que compõem o crédito. Fonte: (GARCIA, 2008). Ainda que não tenha sido supracitado,

8

FIGURA 3. Taxa de juro. Fonte: (GARCIA, 2008).

3.3. A análise do crédito na prática

A análise do crédito deve ser rigorosa, devendo a eficiência do processo ser

imprescindível, pois, é por ele que a organização maximiza seus fins com o uso mínimo de

recursos. Portanto, para Oliveira (2001), a interação com o sistema de informações, a

identificação e avaliação do cliente, a adequada relação de custos versus benefícios, o

otimizado nível de conhecimento, participação e comprometimento, a adequada

administração das resistências e da cultura organizacional, bem como a existência de

qualidade total no processo de avaliação de resultados e do modelo de gestão das

cooperativas facilitam sua atuação de forma eficiente.

No entanto, não significa necessariamente que todas as cooperativas utilizam processos eficientes; se elas se mantêm prosperando, isso pode ser decorrente de um conjunto de variáveis não controláveis relacionadas às condições político- sociais da região em que atuam. Por outro lado, pequenas cooperativas que alcançam seus objetivos sociais e econômicos podem ser consideradas eficientes, mesmo com o pouco volume de recursos que possuem. (OLIVEIRA, 2001)

Atualmente a XXXXXXXXXXXXX conta com um sistema de informatização que está

ligado a utilização de softwares e demais tecnologias de apoio para a tomada de decisões

em diferentes atividades logísticas. Com isso é possível gerenciar todas as ações de forma

integrada. Segundo Fleury et al. (2008), o sistema de informatização também viabiliza a

coleta, análise e transmissão de grandes quantidades de informações operacionais e

gerenciais precisas com ganho na produtividade, onde as decisões deixam de ser intuitivas

e passam a adotar critérios padronizados, obtendo-se economia de custo. Quando um

processo decisório é mais ágil, os ciclos operacionais são mais curtos e as adaptações

menos cansativas.

De acordo com os ciclos operacionais as taxas de juros são utilizadas como reguladoras da

economia, das seguintes maneiras:

FIGURA 4. Regulação da economia 1. Fonte: (GARCIA, 2008).

FIGURA 4. Regulação da economia 1. Fonte: (GARCIA, 2008). FIGURA 5. Regulação da economia 2. Fonte:

FIGURA 5. Regulação da economia 2. Fonte: (GARCIA, 2008).

Com o objetivo de reduzir a inadimplência e tornar a análise para concessão do crédito

mais eficiente na XXXXXXXXXXXXX – Filial Abaeté-MG, esse estudo busca esclarecer

os pontos em que se encontram as bases dos problemas deste trabalho. Diante disso, esta

pesquisa utilizou a metodologia mais propícia e adequada para resolver o problema em

estudo, onde esta será discutida e aprofundada no tópico seguinte.

4. METODOLOGIA DE PESQUISA

Os procedimentos metodológicos deste artigo foram baseados nas fundamentações teóricas

de Acevedo (2007). Com o intuito de alcançar os objetivos designados, o presente artigo

apóia-se na pesquisa descritiva de natureza qualitativa, que tem como finalidade principal a

descrição dos meios utilizados na análise e concessão do crédito da empresa em questão.

Para o desenvolvimento desse estudo, foi abordado um plano de pesquisa qualitativa, que

de acordo com Acevedo e Nohara (2007) é indicado quando se espera avaliar os fatores

que afetam o comportamento humano ou empresarial, tais como: atitudes, crenças,

sensações, imagens e motivos. Em muitas dessas pesquisas, o pesquisador atua dentro do

ambiente investigado, observando e registrando os eventos.

A aplicação do estudo ocorreu na Cooperativa dos Produtores Rurais de Abaeté e Região

Ltda – Matriz em Abaeté - MG, onde houve o acompanhamento dos processos de análise e

concessão de crédito, sendo esse o tema central dessa pesquisa.

Para a realização dos procedimentos técnicos, foi utilizado o método pesquisa não

probabilística que se baseia no estudo aprofundado de um ou poucos objetivos, que

pesquisa e descreve situações reais onde os limites não estão nitidamente definidos, além

de esclarecer variáveis causais de determinado dado (GIL 2008).

O universo dessa pesquisa, no qual requer a observação pessoal sistemática como suporte

metodológico, são os processos utilizados para se fazer a análise e a concessão do crédito.

Ainda segundo Gil (2008), quando um universo de pesquisa é geograficamente limitado e

pouco numeroso, convém que sejam analisados todos os elementos, por isso, os

procedimentos utilizados serão descritos do início ao fim durante um período pré-

estabelecido.

De acordo com Acevedo e Nohara (2007), uma pesquisa de caráter qualitativa tem como

característica o registro do comportamento dos sujeitos pesquisados e também fornece as

informações para a solução dos problemas propostos. No desenvolvimento deste artigo foi

abordada a observação pessoal sistemática como instrumento para coleta de dados e

informações

Por se tratar de um universo de pesquisa restrito e pequeno, a abordagem da análise de

dados deste trabalho baseou-se no cruzamento dos dados coletados através da observação

pessoal sistemática, onde a confiabilidade se encontra de maneira amplamente adequada. O

próximo capítulo buscou descrever, analisar e tratar os dados coletados, de forma a

evidenciar, de acordo com os objetivos deste trabalho, as falhas nos processos de análise e

concessão do crédito da XXXXXXXXXXXXX.

5. ANÁLISE DE DADOS

Este capítulo tem por objetivo apresentar de forma detalhada todas as etapas do processo

de análise e concessão de crédito através da observação pessoal sistemática realizada na

XXXXXXXXXXXXX.

Diante do objetivo proposto para a elaboração do artigo, foram realizadas análises dos

processos e a criação de quadros onde são apresentadas as causas, efeitos e também

possíveis propostas para tornar a análise e a concessão de crédito da empresa mais

eficiente.

Para isso, o presente estudo vem através deste, apresentar detalhadamente como ocorrem

os processos realizados durante todo o procedimento de análise e concessão do crédito nas

funções de: coleta da proposta de crédito, conferência da proposta, encaminhamento da

proposta para o setor de cadastro, conferência da documentação exigida, consultas

realizadas, aprovação e/ou negação do crédito e recuperação do crédito em caso de

inadimplência.

5.1. Processo interno de análise das propostas de crédito

5.1.1. Observação do processo de recebimento das propostas de crédito

Observações do pesquisador: o recebimento das propostas de crédito na matriz da

XXXXXXXXXXXXX não é feito de forma uniforme, sendo que não há um funcionário

específico para a função e é feito conforme a disponibilidade de cada um, dentre eles:

funcionária e responsável pelo setor de cadastro, supervisores de check-out, caixas, gerente

do supermercado, ou até mesmo, a recepcionista. Observou-se então que a ficha é

conferida apenas pelas supervisoras de check-out e pelo setor de cadastro conforme são

entregues ao mesmo. Ocorrem casos onde a ficha de abertura de crédito é extraviada,

interrompendo muitas vezes o processo logo no início, causando a perda de clientes para a

empresa.

Análise do pesquisador: o processo de recebimento das propostas de crédito na matriz da

XXXXXXXXXXXXX sofre com o problema de falta de pessoas específicas para realizar

o procedimento, quando se deveriam colocar funcionários com disponibilidade para

receber as propostas, que ficariam responsáveis por encaminhá-las para o setor de cadastro.

Assim, funcionários de outros setores deixariam de desempenhar tais tarefas, eliminando a

possibilidade de extravio das fichas.

  • 5.1.2. Observação do processo de preenchimento da ficha cadastral

Observações do pesquisador: o preenchimento das propostas de crédito normalmente é

feito pelo próprio cliente, em uma ficha padronizada, onde todos os campos são de

preenchimento obrigatório. Existe em anexo um contrato de consentimento por parte do

cliente com relação aos direitos, deveres e obrigações, como prazos para pagamento.

Análise do pesquisador: o fato de todos os campos da ficha cadastral serem de

preenchimento obrigatório não implica no preenchimento de todos os campos por parte do

cliente, uma vez que várias fichas são recebidas no setor de cadastro com alguns campos

em branco, tornando necessário o contato telefônico com o cliente para completar os

campos incompletos.

  • 5.1.3. Observação do processo de conferência dos dados do cliente

Observações do pesquisador: a conferência dos dados é feita no setor de cadastro mediante

recebimento da ficha cadastral. Durante a conferência são analisados e conferidos item por

item do cadastro e sua veracidade de acordo com a documentação em anexo.

Análise do pesquisador: a conferência dos dados apesar de simples é uma etapa bastante

delicada, pois, é nela que se identifica o cliente e confirma-se a veracidade dos dados

informados, o que só é possível através da comparação com a documentação em anexo e

de consultas realizadas em sistemas específicos.

  • 5.1.4. Observação do processo de validação dos documentos exigidos

Observações do pesquisador: é nessa etapa que o cliente comprova, através de documentos,

a veracidade dos dados informados na ficha cadastral. Na ficha cadastral é obrigatório

anexar cópia dos seguintes documentos: Cédula de Identidade, CPF e comprovante de

renda do titular e do cônjuge, bem como comprovante de endereço.

Análise do pesquisador: foi observado que, na maioria das vezes, a maior resistência com

relação ao fornecimento da documentação é por parte do cônjuge que se julga isento de

responsabilidade na participação cadastral, o que não é verdade, pois, quando casados, a

responsabilidade pelo crédito obtido é solidária.

5.2. Processo interno de análise da viabilidade para concessão do crédito

  • 5.2.1. Observação do processo de consulta da situação do cliente junto aos órgãos de

proteção ao crédito

Observações do pesquisador: a consulta da situação do cliente junto aos órgãos de proteção

ao crédito é realizada pelo setor de cadastro, onde o resultado dessa é impresso e anexado à

ficha cadastral do cliente junto com a documentação. São feitas consultas junto ao SPC,

que é um banco de dados de informações sobre clientes inadimplentes realizado pelos

lojistas vinculados à Associação Comercial de sua cidade e ao SERASA EXPERIAN, que

é o cadastro de clientes inadimplentes realizado por bancos e instituições financeiras.

Análise do pesquisador: é a etapa que gera menos falha uma vez que, por ser utilizada

como um dos critérios de aprovação de crédito, a consulta junto aos órgãos de proteção ao

crédito gera apenas um relatório indicando se o cliente é ou não é inadimplente na praça.

  • 5.2.2. Observação do processo de pesquisa das referências comerciais do cliente

Observações do pesquisador: também realizado pelo setor de cadastro. Caracteriza-se pela

consulta informal do cliente junto a fornecedores e lojistas da praça na qual reside. Através

dessa consulta é possível obter informações como: tempo de permanência como cliente,

data da última compra realizada, atrasos de pagamento registrados, limite de crédito do

cliente, volume de compras mensais e valor total de compras realizadas no

estabelecimento.

Análise do pesquisador: etapa de fundamental importância, pois, através das referências

comerciais é possível, além de traçar o perfil do cliente, saber como é o seu relacionamento

com os demais lojistas informados e também qual é o histórico e precedente do cliente.

  • 5.2.3. Observação do processo de análise da capacidade de pagamento do cliente

Observações do pesquisador: ainda no setor de cadastro, é feito um estudo detalhado de

todas as informações obtidas do cliente através do preenchimento da ficha cadastral, dos

documentos em anexo, da consulta aos órgãos de proteção ao crédito, da consulta às

referencias comerciais, das referências bancárias e da renda comprovada, possibilitando

assim, verificar a capacidade de pagamento do cliente.

Análise do pesquisador: esta é a etapa que exige mais perícia por parte do encarregado de

cadastro, uma vez que é através da análise dessa conjuntura que é tomada a decisão de se

conceder ou não o crédito. Por se tratar de uma etapa minuciosa, que envolve a tomada de

decisão com relação à concessão do crédito, tal atividade é feita somente pelo encarregado

responsável pelo setor de cadastro, impedindo assim que funcionários não preparados para

responder por tal processo não se envolvam na análise.

5.3. Processo interno de concessão do crédito

  • 5.3.1. Observação do processo de cálculo do limite de crédito

Observações do pesquisador: o crédito é calculado de acordo com os informes de

rendimento e de acordo com o perfil do cliente, podendo chegar a 30% da renda

comprovada da pessoa ou do casal. O processo é feito no setor de cadastro, porém, foi

constatado que em outras filiais o processo é feito por seus respectivos gerentes, que por

sua vez, não respeitam os critérios de análise supracitados.

Análise do pesquisador: foram encontradas inconsistências na atribuição do limite de

crédito, uma vez que alguns clientes obtiveram a concessão do crédito sem cálculo prévio

do limite, sendo o mesmo atribuído de forma aleatória.

5.3.2.Observação do processo de negociação das formas de pagamento

Observações do pesquisador: por questão de padronização, existem vencimentos

preestabelecidos, que variam entre os dias 10, 15, 20 e 30 de cada mês, possibilitando ao

cliente escolher a data que mais lhe convém para pagar suas contas. Todas as compras

feitas durante o mês têm vencimentos no mês subseqüente, podendo alcançar um prazo

limite de 40 dias para terceiros, e 50 dias para cooperados, sendo que, no caso de terceiros

os vencimentos opcionais são os dias 10, 20 e 30, e para cooperados o vencimento é fixado

no dia 15. Na matriz, só há parcelamento em caso de compra de confecções e utensílios

domésticos; para terceiros, o parcelamento ocorre no cheque pré-datado ou cartão de

crédito e para cooperados, ocorre com desconto na folha de leite, com vencimento mensal,

todo dia 15.

Análise

do

pesquisador:

uma

estratégia

interessante

foi

adotada pela

XXXXXXXXXXXXX ao fixar as datas de vencimento, o que torna possível realizar os

recebimentos em diversas datas para que a entrada de dinheiro seja constante no caixa da

empresa.

  • 5.3.3. Observação do processo de liberação do crédito

Observações do pesquisador: a liberação do crédito é permitida ao encarregado de cadastro

e aos gerentes de suas respectivas filiais. O processo consiste em realizar todas as etapas

anteriores e fazer a liberação no sistema, porém, como é grande o número de pessoas que

fazem a liberação do crédito, falta padronização nos procedimentos, o que resulta em

perdas para a empresa.

Análise do pesquisador: Ocorre que a falta de padronização nos processos de análise para a

concessão do crédito entre os gerentes resulta na má distribuição do crédito e no aumento

da inadimplência.

5.4. Processo de suspensão do crédito

  • 5.4.1. Observação do processo de suspensão do limite de crédito por falta de pagamento

Observações do pesquisador: todo processo de suspensão do limite de crédito é manual e é

feito por duas pessoas do setor de recebimento da seguinte maneira: quando não ocorre o

pagamento da dívida em prazo hábil, fica estabelecido o prazo de 5 dias para suspensão do

limite de crédito e, em caso de não pagamento, outros 20 dias para a inclusão do nome do

cliente nos serviços de proteção ao crédito.

Análise do pesquisador: o fato de todo o procedimento ser manual demanda além de tempo

e uma grande quantidade de pessoas envolvidas, o que torna o processo ineficaz, pois,

atualmente apenas 2 pessoas atuam no setor de cadastros e recebimento.

5.5. Processo de recuperação de crédito

5.5.1. Observação do processo de renegociação e recuperação do crédito

Observações do pesquisador: uma vez que o cliente, independente de ser terceiro ou

cooperado, torna-se inadimplente, inicia-se o processo de recuperação de crédito. Toda a

cobrança é feita pelo setor de recebíveis que funciona em conjunto com o setor de cadastro

para que haja um maior entrosamento e eficiência no processo. A cobrança inicia-se com

ligações telefônicas de aviso sobre o saldo devedor de cada cliente, ocorre o envio de

correspondências e, em último caso, até visita de um cobrador quando necessário.

Análise do pesquisador: o problema é o mesmo do item anterior, uma vez que apenas 2

pessoas trabalham no setor de cadastro e recebimento, o processo torna-se ineficaz e com o

passar do tempo, quanto mais velha fica a dívida, mais difícil é de se receber.

6. CONCLUSÃO

A forma na qual a empresa adota suas políticas de crédito é fundamental para amenizar as perdas decorrentes de uma possível inadimplência dos clientes. A mensuração do risco de crédito e a sua concessão ou atribuição em valores monetários através de limites é a indicação do grau de confiança que a empresa tem para com o seu cliente.

Como citado no trabalho, o ponto fundamental no qual as organizações devem se ater no momento da análise para a concessão do crédito é a distinção entre clientes capazes de pagar

e clientes que acabarão não pagando. Para isso deve-se utilizar uma variedade de

instrumentos e procedimentos para determinar a capacidade de pagamento dos clientes,

tendo em vista a probabilidade de aquele cliente vir a se tornar inadimplente (risco de crédito).

Porém, a empresa não adota políticas específicas para o estabelecimento de limites de crédito em todas as filiais, fazendo com que não haja uma diferenciação do cliente em sua análise. Isso possibilita que clientes do mesmo porte, mas com riscos diferentes, tenham limites atribuídos

sem que seja feita uma análise do real potencial de pagamento de cada um deles. De acordo

com os dados levantados na matriz da XXXXXXXXXXXXX, é possível notar que a

empresa necessita de padronizações nestas atividades.

Neste contexto, o estabelecimento de regras de limites de crédito com base nas variáveis de porte e risco proporcionaria uma melhor adequação do montante de crédito de cada cliente. Assim, seria possível diferenciar estes limites para clientes do mesmo porte e com classificações de risco diferentes, ou também, clientes dentro da mesma classe de risco, mas

com capacidade de pagamento diferente. Tal problema deve ser sanado com a restrição do

acesso ao módulo de atribuição de crédito, permitindo apenas o setor de cadastro realizar

tal concessão, ou ainda, se feita por outro gerente, necessitar ser aprovada no setor de

cadastro.

De acordo com exposto no artigo e pela aplicação prática feita nesta empresa, foi possível

verificar que a adoção de variáveis específicas, como a análise adequada para

determinação do limite de crédito, proporciona uma melhor adequação de montante de

limite concedido ao cliente, permitindo trabalhar mais com clientes de menores riscos e

diminuir a exposição aos clientes de maiores riscos.

7. REFERENCIAS

ABREU, Ari Francisco de. Cartilha de Normas Técnicas e Elaboração de Trabalhos

Acadêmicos. 1. ed. Abaeté: Ed. Aquarius,2009. p. 96.

ACEVEDO, Claudia Rosa; NOAHARA, Joulina Jordan. Monografias no curso de

administração: guia completo de conteúdo e forma. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

BRASIL, Organização das Cooperativas do – OCB. Estrutura do sistema OCB.

Disponível em: <http://www.brasilcooperativo.com.br>. Acesso em: 17 maio 2011.

CALISTO, Rodolfo. Análise para concessão de crédito. Disponível em:

<http://www.administradores.com.br/informe-se>. Acesso em: 13 maio 2011.

FLEURY, Paulo Fernando et al. Logística empresarial: a perspectiva brasileira. 1. ed.

São Paulo: Atlas, 2008.

GALBRAITH, John Kenneth. A era da Incerteza. 7 ed. São Paulo: Pioneira, 1986.

GARCIA, Alfredo. Crédito, informação e classificação. Disponível em:

<http://pt.scribd.com/doc>. Acesso em: 17 maio 2011.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

NAKAGAWA, M. Estudo de alguns aspectos de controladoria que contribuem para a

eficácia gerencial. Tese de doutorado, Faculdade de Economia, Administração e

Contabilidade, Universidade do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil, 1987.

OLIVEIRA, D. P. R. Manual de gestão das cooperativas. São Paulo: Atlas, 2001.

PAZZINI, Luiz Felipe Santiago.; ROGERS, Dany.; ROGERS, Pablo. Análise dos Fatores

que Influenciam na Concessão do Limite de Crédito: Uma Aplicação Prática. In: X

SEMINÁRIOS EM ADMINISTRAÇÃO FEA-USP (SEMEAD), 2007, São Paulo. 2007.

ROSS, S. A.; WESTERFIELD, R. W.; JAFFE, J. F. Administração Financeira:

Corporate Finance. São Paulo: Atlas, 1995.

8. ANEXO

8.1. Roteiro de Observação Sistemática.

Foram analisados os seguintes processos e documentos:

  • 8.1.1. Processo interno de análise das propostas de crédito

Observação do processo de recebimento das propostas de crédito

Observação do processo de preenchimento da ficha cadastral

Observação do processo de conferência dos dados do cliente

Observação do processo de validação dos documentos exigidos

  • 8.1.2. Processo interno de análise da viabilidade para concessão do crédito

Observação do processo de consulta da situação do cliente junto aos órgãos de proteção do

crédito

Observação do processo de pesquisa das referências comerciais do cliente

Observação do processo de pesquisa da capacidade de pagamento do cliente

  • 8.1.3. Processo interno de concessão do crédito

Observação do processo de cálculo do limite de crédito

Observação do processo de negociação das formas de pagamento

Observação do processo de liberação do crédito

  • 8.1.4. Processo de suspensão do crédito

Observação do processo de conferência de pagamento dos valores devidos

Observação do processo de suspensão do limite de crédito por falta de pagamento

  • 8.1.5. Processo de recuperação de crédito

Observação do processo de negociação e recuperação do crédito