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VADE

MECUM

2012

Com foco no EXAME DA OAB e em CONCURSOS PÚBLICOS

ATUALIZ AÇÃO AGOSTO 2012

VADE MECUM 2012 Com foco no EXAME DA OAB e em CONCURSOS PÚBLI COS ATUALIZ AÇÃO

cONSTITUIÇÃO FEDERAL

§ 4º Para os fins do disposto no § 3º, poderão

ser fixados, por leis próprias, valores distintos às entidades de direito público, segundo as

diferentes capacidades econômicas, sendo o mínimo igual ao valor do maior benefício do regime geral de previdência social. (Redação dada pela EC 62/2009.)

ƒ V. art. 97, § 12, ADCT.

§ 5º É obrigatória a inclusão, no orçamento das

entidades de direito público, de verba necessá-

ria ao pagamento de seus débitos, oriundos de

sentenças transitadas em julgado, constantes

de

precatórios judiciários apresentados até 1º

de

julho, fazendo-se o pagamento até o final do

exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. (Redação dada pela EC 62/2009.)

ƒ V. Súm. Vinc. 17, STF.

§ 6º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda

determinar o pagamento integral e autorizar,

a requerimento do credor e exclusivamente

para os casos de preterimento de seu direito de precedência ou de não alocação orçamentária

do

valor necessário à satisfação do seu débito,

o

sequestro da quantia respectiva. (Redação

dada pela EC 62/2009.)

ƒ V. Súm. 733, STF.

§ 7º O Presidente do Tribunal competente que,

por ato comissivo ou omissivo, retardar ou ten-

tar frustrar a liquidação regular de precatórios incorrerá em crime de responsabilidade e res- ponderá, também, perante o Conselho Nacional

de Justiça. (Incluído pela EC 62/2009.)

ƒ V. Lei 1.079/1950 (Define os crimes de respon- sabilidade e regula o respectivo processo de julgamento).

§ 8º É vedada a expedição de precatórios com-

plementares ou suplementares de valor pago, bem como o fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução para fins de en- quadramento de parcela do total ao que dispõe o § 3º deste artigo. (Incluído pela EC 62/2009.)

ƒ

V. art. 87, ADCT.

§ 9º No momento da expedição dos precató-

rios, independentemente de regulamentação, deles deverá ser abatido, a título de compensa-

ção, valor correspondente aos débitos líquidos

e certos, inscritos ou não em dívida ativa e

constituídos contra o credor original pela Fa- zenda Pública devedora, incluídas parcelas vin- cendas de parcelamentos, ressalvados aqueles cuja execução esteja suspensa em virtude de

contestação administrativa ou judicial. (Incluí-

do

pela EC 62/2009.)

ƒ V. Orient. Norm. 4/2010, CJF (Regra de tran- sição para procedimentos de compensação previstos neste parágrafo).

§ 10. Antes da expedição dos precatórios, o

Tribunal solicitará à Fazenda Pública devedora, para resposta em até 30 (trinta) dias, sob pena

de perda do direito de abatimento, informação

sobre os débitos que preencham as condições estabelecidas no § 9º, para os fins nele previs- tos. (Incluído pela EC 62/2009.)

ƒ V. Orient. Norm. 4/2010, CJF (Regra de tran- sição para procedimentos de compensação previstos neste parágrafo).

§ 11. É facultada ao credor, conforme estabe-

lecido em lei da entidade federativa devedora,

a entrega de créditos em precatórios para

compra de imóveis públicos do respectivo ente

federado. (Incluído pela EC 62/2009.)

§ 12. A partir da promulgação desta Emenda

Constitucional, a atualização de valores de re-

quisitórios, após sua expedição, até o efetivo

pagamento, independentemente de sua natu- reza, será feita pelo índice oficial de remunera-

ção básica da caderneta de poupança, e, para fins de compensação da mora, incidirão juros

simples no mesmo percentual de juros inciden-

tes sobre a caderneta de poupança, ficando excluída a incidência de juros compensatórios. (Incluído pela EC 62/2009.)

§ 13. O credor poderá ceder, total ou parcial-

mente, seus créditos em precatórios a terceiros,

independentemente da concordância do deve- dor, não se aplicando ao cessionário o disposto nos §§ 2º e 3º. (Incluído pela EC 62/2009.)

ƒ V. art. 5º, EC 62/2009 (Convalida todas as

cessões de precatórios efetuados antes de sua

promulgação, independentemente da concor- dância da entidade devedora).

ƒ V. arts. 286 a 298, CC/2002.

§ 14. A cessão de precatórios somente pro-

duzirá efeitos após comunicação, por meio de

petição protocolizada, ao tribunal de origem e à

entidade devedora. (Incluído pela EC 62/2009.)

§ 15. Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei

complementar a esta Constituição Federal pode-

rá estabelecer regime especial para pagamento

de crédito de precatórios de Estados, Distrito

Federal e Municípios, dispondo sobre vincula-

ções à receita corrente líquida e forma e prazo

de liquidação. (Incluído pela EC 62/2009.)

ƒ V. art. 97, caput, ADCT.

§ 16. A seu critério exclusivo e na forma de

lei, a União poderá assumir débitos, oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e Municípios, refinanciando-os diretamente. (In- cluído pela EC 62/2009.)

SEÇÃO II

DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Art. 101. O Supremo Tribunal Federal com- põe-se de onze Ministros, escolhidos dentre

cidadãos com mais de trinta e cinco e menos

de sessenta e cinco anos de idade, de notável

saber jurídico e reputação ilibada.

ƒ V. Lei 8.038/1990 (Institui normas procedimen- tais para os processos que especifica perante

o STJ e o STF).

Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tri-

bunal Federal serão nomeados pelo Presidente

da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal

Federal, precipuamente, a guarda da Constitui- ção, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

ƒ V. Res. 427/2010, STF (Regulamenta processo eletrônico no âmbito do Supremo Tribunal Federal).

ƒ V. Res. 490/2012, STF (Regulamenta o dispos-

to no art. 24, IV, c e d, da Res. 427/2010.)

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei

ou ato normativo federal ou estadual e a ação

declaratória de constitucionalidade de lei ou

Art. 101

ato normativo federal; (Redação dada pela EC

3/1993.)

ƒ

ƒ

V. Lei 9.868/1999 (Dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionali- dade e da ação declaratória de constitucionali- dade perante o Supremo Tribunal Federal).

V. Dec. 2.346/1997 (Consolida normas de proce- dimentos a serem observadas pela Administração Pública Federal em razão de decisões judiciais).

V. Súmulas 642 e 735, STF.

nas infrações penais comuns, o Presidente

ƒ

b)

da República, o Vice-Presidente, os membros

do Congresso Nacional, seus próprios Ministros

e

o Procurador-Geral da República;

c)

nas infrações penais comuns e nos crimes

de responsabilidade, os Ministros de Estado

e os Comandantes da Marinha, do Exército e

da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art.

52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente; (Redação dada pela EC 23/1999.)

V. Lei 1.079/1950 (Define os crimes de respon-

sabilidade e regula o respectivo processo de julgamento).

o habeas corpus, sendo paciente qualquer

das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o

mandado de segurança e o habeas data contra

atos do Presidente da República, das Mesas da

Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procura- dor-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal;

d)

ƒ

ƒ

ƒ

ƒ

V. Lei 9.507/1997 (Lei do Habeas data).

V. 12.016/2009 (Lei do Mandado de Segurança

individual e coletivo).

V. Súmulas 624 e 692, STF.

o litígio entre Estado estrangeiro ou organis-

mo internacional e a União, o Estado, o Distrito

Federal ou o Território;

f) as causas e os conflitos entre a União e os

Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta;

e)

g) a extradição solicitada por Estado estran-

geiro;

h) (Revogada pela EC 45/2004.)

i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal

Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo

Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito

à mesma jurisdição em uma única instância;

(Redação dada pela EC 22/1999.)

ƒ V. Súmulas 690 a 692; e 731, STF.

j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus

julgados;

ƒ V. arts. 485 a 495, CPC.

ƒ

V. arts. 621 a 631, CPP.

l) a reclamação para a preservação de sua

competência e garantia da autoridade de suas

decisões;

ƒ V. arts. 13 a 18, Lei 8.038/1990 (Normas pro- cedimentais para os processos que especifica, perante o STJ e STF).

m) a execução de sentença nas causas de sua

competência originária, facultada a delegação de atribuições para a prática de atos proces-

suais;

n) a ação em que todos os membros da ma-

gistratura sejam direta ou indiretamente in-

teressados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam

145

cONSTITUIÇÃO FEDERAL

II - regular as limitações constitucionais ao po- der de tributar;

ƒ V. arts. 9º a 15, CTN.

III - estabelecer normas gerais em matéria de

legislação tributária, especialmente sobre:

ƒ V. art. 149 desta CF.

a) definição de tributos e de suas espécies, bem

como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos ge- radores, bases de cálculo e contribuintes;

b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e

decadência tributários;

ƒ V. Súm. Vinc. 8, STF.

c) adequado tratamento tributário ao ato coo-

perativo praticado pelas sociedades coopera-

tivas;

ƒ V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho.)

d) definição de tratamento diferenciado e fa-

vorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições pre- vistas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contri-

buição a que se refere o art. 239. (Incluído pela

EC 42/2003.)

ƒ V. art. 94, ADCT.

ƒ V. LC 123/2006 (Estatuto Nacional da Micro- empresa e da Empresa de Pequeno Porte);

ƒ V. LC 127/2007; LC 128/2008; LC 139/2011.

Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que: (In- cluído pela EC 42/2003.)

I - será opcional para o contribuinte; (Incluído pela EC 42/2003.)

II - poderão ser estabelecidas condições de

enquadramento diferenciadas por Estado; (In-

cluído pela EC 42/2003.)

III - o recolhimento será unificado e centrali-

zado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou

condicionamento; (Incluído pela EC 42/2003.)

IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança

poderão ser compartilhadas pelos entes fede- rados, adotado cadastro nacional único de con- tribuintes. (Incluído pela EC 42/2003.)

Art. 146‑A. Lei complementar poderá

estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da competência de

a União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo. (Incluído pela EC 42/2003.)

Art. 147. Competem à União, em Terri-

tório Federal, os impostos estaduais e, se

o Território não for dividido em Municípios,

cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.

Art. 148. A União, mediante lei complemen- tar, poderá instituir empréstimos compulsórios:

ƒ V. art. 34, § 12, ADCT.

I - para atender a despesas extraordinárias,

decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;

II

urgente e de relevante interesse nacional, ob-

servado o disposto no art. 150, III, b.

Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório se-

instituição.

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção

no

tegorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

e

domínio econômico e de interesse das ca-

vinculada à despesa que fundamentou sua

- no caso de investimento público de caráter

§

cípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes,

do

cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União. (Redação dada pela EC 41/2003.)

§

no

deste artigo: (Incluído pela EC 33/2001.)

I

de

II

- não incidirão sobre as receitas decorrentes

regime previdenciário de que trata o art. 40,

1º Os Estados, o Distrito Federal e os Muni-

2º As contribuições sociais e de intervenção

domínio econômico de que trata o caput

exportação; (Incluído pela EC 33/2001.)

- incidirão também sobre a importação de

produtos estrangeiros ou serviços; (Redação

dada pela EC 42/2003.)

III

33/2001.)

a)

receita bruta ou o valor da operação e, no caso

de

EC

b)

dida adotada. (Incluído pela EC 33/2001.)

3º A pessoa natural destinatária das opera- ções de importação poderá ser equiparada a

pessoa jurídica, na forma da lei. (Incluído pela

EC

§

tribuições incidirão uma única vez. (Incluído pela EC 33/2001.)

Art. 149‑A Os Municípios e o Distrito Fe-

4º A lei definirá as hipóteses em que as con-

§

- poderão ter alíquotas: (Incluído pela EC

ad valorem, tendo por base o faturamento, a

importação, o valor aduaneiro; (Incluído pela

33/2001.)

específica, tendo por base a unidade de me-

33/2001.)

deral poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço

de

art. 150, I e III. (Incluído pela EC 39/2002.)

Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput, na fatura

de

EC

iluminação pública, observado o disposto no

consumo de energia elétrica. (Incluído pela

39/2002.)

SEÇÃO II DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

Art. 150. Sem prejuízo de outras garan- tias asseguradas ao contribuinte, é vedado à

União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos

Municípios:

V. Lei 5.172/1990 (Código Tributário Nacional).

ƒ

I

tabeleça;

ƒ

- exigir ou aumentar tributo sem lei que o es-

V. arts. 3º; e 97, I e II, CTN.

Art. 146A

II

buintes que se encontrem em situação equi- valente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

- instituir tratamento desigual entre contri-

ƒ

ƒ

III

a)

do início da vigência da lei que os houver insti- tuído ou aumentado;

em relação a fatos geradores ocorridos antes

V. art. 5º, caput, desta CF. V. Súm. 658, STF.

- cobrar tributos:

ƒ

b)

sido publicada a lei que os instituiu ou aumen-

tou;

ƒ

c)

que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea

b; (Incluído pela EC 42/2003.)

IV

V

as

ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público;

ou bens, por meio de tributos interestaduais

- estabelecer limitações ao tráfego de pesso-

V. art. 9º, II, CTN.

no mesmo exercício financeiro em que haja

V. arts. 148, II; 155, § 4º, IV, b; e 195, § 6º, desta CF.

antes de decorridos noventa dias da data em

- utilizar tributo com efeito de confisco;

V. art. 9º, III, CTN.

ƒ

VI

a)

tros;

ƒ

V. art. 9º, IV, a, CTN.

- instituir impostos sobre:

patrimônio, renda ou serviços, uns dos ou-

templos de qualquer culto;

V. art. 9º, IV, b, CTN. V. Lei 3.193/1957 (Aplicação do art. 31, V, letra b, da Constituição Federal, que isenta de imposto templos de qualquer culto, bens e serviços de partidos políticos, instituições de educação e de assistência social. A referência atual é ao art. 150, VI, b, desta CF).

patrimônio, renda ou serviços dos partidos

políticos, inclusive suas fundações, das enti- dades sindicais dos trabalhadores, das institui- ções de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

b)

ƒ

ƒ

c)

ƒ

V. Súmulas 724 e 730, STF.

livros, jornais, periódicos e o papel destinado sua impressão.

V. Lei 10.753/2003 (Institui a Política Nacional do Livro). V. Lei 11.945/2009 (Altera a legislação tributá- ria federal - Registro Especial na Secretaria da Receita Federal do Brasil).

1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos

tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV

e

§

ƒ

ƒ

a

d)

V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I,

153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base

de

III,

§

autarquias e às fundações instituídas e man- tidas pelo Poder Público, no que se refere ao

patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados

suas finalidades essenciais ou às delas de- correntes.

a

2º A vedação do inciso VI, a, é extensiva às

se

cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, e 156, I. (Redação dada pela EC 42/2003.)

§

anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda

e

de atividades econômicas regidas pelas nor- mas aplicáveis a empreendimentos privados,

3º As vedações do inciso VI, a, e do parágrafo

aos serviços, relacionados com exploração

155

Art. 173

Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será per- mitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

ƒ V. art. 5º, § 1º, Dec. 7.724/2012 (Regulamenta a Lei n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, que dispõe sobre o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do caput do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição.)

1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou co- mercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (Redação dada pela EC 19/1998.)

§

I - sua função social e formas de fiscalização

pelo Estado e pela sociedade; (Incluído pela EC

19/1998.)

II - a sujeição ao regime jurídico próprio das

empresas privadas, inclusive quanto aos direi-

tos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas

e

tributários; (Incluído pela EC 19/1998.)

III

- licitação e contratação de obras, serviços,

compras e alienações, observados os princí- pios da administração pública; (Incluído pela EC 19/1998.)

ƒ

ƒ

V. art. 22, XXVII, desta CF.

V. Súm. 333, STJ.

- a constituição e o funcionamento dos con-

selhos de administração e fiscal, com a partici- pação de acionistas minoritários; (Incluído pela

EC 19/1998.)

V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a

responsabilidade dos administradores. (Incluído pela EC 19/1998.)

§ 2º As empresas públicas e as sociedades de

economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.

§ 3º A lei regulamentará as relações da empre- sa pública com o Estado e a sociedade.

§ 4º A lei reprimirá o abuso do poder econômico

que vise à dominação dos mercados, à elimi- nação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

ƒ V. Lei 8.137/1990 (Lei dos crimes contra a or- dem tributária, econômica e contra as relações de consumo).

ƒ V. Lei 8.176/1991 (Lei dos crimes contra a or- dem econômica, e cria sistema de estoques de combustíveis).

ƒ V. Lei 8.884/1994 (Transforma o Conselho Ad- ministrativo de Defesa Econômica (CADE) em Autarquia, dispõe sobre a prevenção e a repres- são às infrações contra a ordem econômica).

ƒ V. Lei 9.069/1995 (Plano Real).

ƒ V. Lei 12.529/2011 (Estrutura o Sistema Brasi- leiro de Defesa da Concorrência e dispõe sobre a prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica).

ƒ V. Súm. 646, STF.

§ 5º A lei, sem prejuízo da responsabilidade

individual dos dirigentes da pessoa jurídi- ca, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular.

IV

162

cONSTITUIÇÃO FEDERAL

ƒ V. Lei Del. 4/1962 (Intervenção no domínio econômico para assegurar a livre-distribuição de produtos necessários ao consumo do povo).

Art. 174. Como agente normativo e regula- dor da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização,

incentivo e planejamento, sendo este determi-

nante para o setor público e indicativo para o setor privado.

§ 1º A lei estabelecerá as diretrizes e bases

do planejamento do desenvolvimento nacional

equilibrado, o qual incorporará e compatibiliza- rá os planos nacionais e regionais de desen- volvimento.

§

2º A lei apoiará e estimulará o cooperativismo

e

outras formas de associativismo.

ƒ

V. Lei 5.764/1971 (Define a Política Nacional de Cooperativismoe institui o regime jurídico das

sociedades cooperativas).

ƒ

V. Lei 9.867/1999 (Dispõe sobre a criação e o funcionamento de Cooperativas Sociais, visan-

do à integração social dos cidadãos).

ƒ

V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização

e

o funcionamento das Cooperativas de Trabalho

e

institui o Programa Nacional de Fomento às

Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP.)

§

3º O Estado favorecerá a organização da ati-

vidade garimpeira em cooperativas, levando em

conta a proteção do meio ambiente e a promo- ção econômico-social dos garimpeiros.

ƒ V. Lei 11.685/2008 (Estatuto do Garimpeiro).

ƒ V. Dec.-Lei 227/1967 (Código de Minas).

ƒ V. Lei 9.314/1996 (Altera Dec.-Lei 227).

ƒ V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização

e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho

e institui o Programa Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP.)

§ 4º As cooperativas a que se refere o parágra-

fo anterior terão prioridade na autorização ou

concessão para pesquisa e lavra dos recursos

e jazidas de minerais garimpáveis, nas áreas

onde estejam atuando, e naquelas fixadas de acordo com o art. 21, XXV, na forma da lei.

ƒ V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização

e

o funcionamento das Cooperativas de Trabalho

e

institui o Programa Nacional de Fomento às

Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP.)

Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de

concessão ou permissão, sempre através de

licitação, a prestação de serviços públicos.

ƒ V. Lei 8.987/1995 (Dispõe sobre o regime de

concessão e permissão da prestação de servi-

ços públicos previsto neste artigo).

ƒ V. Lei 9.427/1996 (Institui a Agência Nacional

de Energia Elétrica - ANEEL e disciplina o re-

gime das concessões de serviços públicos de energia elétrica).

ƒ V. Dec. 2.196/1997 (Regulamento de serviços

especiais).

ƒ V. Dec. 2.206/1997 (Regulamento do serviço

de TV a cabo).

ƒ V. Dec. 3.896/2001 (Serviços de telecomuni- cações).

ƒ V. Súm. 407, STJ.

Parágrafo único. A lei disporá sobre:

I - o regime das empresas concessionárias e

permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação,

bem como as condições de caducidade, fisca- lização e rescisão da concessão ou permissão;

II - os direitos dos usuários;

III - política tarifária;

IV - a obrigação de manter serviço adequado.

Art. 176. As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade dis-

tinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garanti-

da

ao concessionário a propriedade do produto

da

lavra.

§

1º A pesquisa e a lavra de recursos minerais

e

o aproveitamento dos potenciais a que se re-

fere o caput deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão

da União, no interesse nacional, por brasileiros

ou empresa constituída sob as leis brasileiras

e que tenha sua sede e administração no país,

na forma da lei, que estabelecerá as condições

específicas quando essas atividades se desen- volverem em faixa de fronteira ou terras indíge-

nas. (Redação dada pela EC 6/1995.)

ƒ

V. art. 246 desta CF.

ƒ V. Dec.-Lei 227/1967 (Código de Minas).

ƒ V.

9.314/1996

Dec.-Lei 227/1967).

Lei

(Altera

dispositivos

do

§ 2º É assegurada participação ao proprietário

do solo nos resultados da lavra, na forma e no

valor que dispuser a lei.

ƒ V. Dec.-Lei 227/1967 (Código de Minas).

ƒ V.

Lei

8.901/1994

(Altera

dispositivos

do

Dec.-Lei 227/1967).

 

ƒ V.

Lei

9.314/1996

(Altera

dispositivos

do

Dec.-Lei 227/1967).

§ 3º A autorização de pesquisa será sempre por

prazo determinado, e as autorizações e con-

cessões previstas neste artigo não poderão ser

cedidas ou transferidas, total ou parcialmente, sem prévia anuência do poder concedente.

§ 4º Não dependerá de autorização ou conces-

são o aproveitamento do potencial de energia

renovável de capacidade reduzida.

Art. 177. Constituem monopólio da União:

V. Lei 9.478/1997 (Dispõe sobre a Política

Energética Nacional, atividades relativas ao

monopólio do petróleo e institui o Conselho

Nacional de Política Energética e a Agência Nacional de Petróleo - ANP).

V. Lei 11.909/2009 (Dispõe sobre atividades relativas ao transporte de gás natural).

- a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo

gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos;

V. Lei 12.304/2010 (Autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S/A - Pré-Sal Petróleo

S/A - PPSA).

II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;

ƒ

e

I

ƒ

ƒ

ƒ V. art. 45, ADCT.

III - a importação e exportação dos produtos e

derivados básicos resultantes das atividades

previstas nos incisos anteriores;

ƒ V. Lei 11.909/2009 (Dispõe sobre as atividades

relativas ao transporte de gás natural, bem como sobre as atividades de tratamento, pro-

cessamento, estocagem, liquefação, regaseifi-

cação e comercialização de gás natural).

IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de

origem nacional ou de derivados básicos de pe- tróleo produzidos no país, bem assim o transpor- te, por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e gás natural de qualquer origem;

ƒ V. Lei 11.909/2009 (Dispõe sobre as atividades

relativas ao transporte de gás natural, bem

Art. 190

Art. 190. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.

ƒ Sem correspondência no CC/1916

ƒ V. arts. 297 a 318, CPC.

Art. 191. A renúncia da prescrição pode

ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescri- ção se consumar; tácita é a renúncia quando

se presume de fatos do interessado, incompa-

tíveis com a prescrição.

ƒ Correspondência: art. 161, CC/1916.

ƒ V. art. 114 deste Código.

Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.

ƒ Correspondência: art. 162, CC/1916.

ƒ V. arts. 219, § 5º; 269, IV; 741, VI; 746; e 811, IV, CPC.

ƒ V. art. 96, II, Lei 11.101/2005 (Lei de Recupera- ção de Empresas e Falência).

ƒ V. Súm. 150, STF.

Art. 194. (Revogado pela Lei 11.280/2006.)

Art. 195. Os relativamente incapazes e

as pessoas jurídicas têm ação contra os seus

assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.

ƒ Correspondência: art. 164, CC/1916.

ƒ V. arts. 4º; 40 a 44; 197 a 199; e 208 deste Código.

Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.

ƒ Correspondência: art. 165, CC/1916.

SEÇÃO II DAS CAUSAS QUE IMPEDEM OU SUSPENDEM A PRESCRIÇÃO

ƒ V. arts. 207 e 1.244 deste Código.

Art. 197. Não corre a prescrição:

ƒ Correspondência: art. 168, I a III, CC/1916.

ƒ V. art. 4º, Dec. 20.910/1932 (Regula a prescrição quinquenal).

ƒ V. art. 157, Lei 11.101/2005 (Lei de Recupera- ção de Empresas e Falência).

I - entre os cônjuges, na constância da socie- dade conjugal;

II

o poder familiar;

- entre ascendentes e descendentes, durante

ƒ

V. arts. 1.630 a 1.638 deste Código.

III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela.

ƒ V. arts. 1.728 a 1.783 deste Código.

Art. 198. Também não corre a prescrição:

ƒ Correspondência: art. 169, CC/1916.

ƒ V. art. 157, Lei 11.101/2005 (Lei de Recupera- ção de Empresas e Falência).

I - contra os incapazes de que trata o art. 3º;

ƒ V. art. 208 deste Código.

ƒ V. art. 440, CLT.

II - contra os ausentes do país em serviço público

da

União, dos Estados ou dos Municípios;

III

- contra os que se acharem servindo nas

Forças Armadas, em tempo de guerra.

244

cÓDIGO cIVIL

ƒ V. Lei 19/1947 (Releva de prescrição as ações que deveriam ter sido propostas durante a

guerra por brasileiros nela empenhados).

Art. 199. Não corre igualmente a prescrição:

ƒ

ƒ

I

ƒ

ƒ

Correspondência: art. 170, CC/1916.

V. art. 157, Lei 11.101/2005 (Lei de Recupera- ção de Empresas e Falência).

- pendendo condição suspensiva;

V. arts. 125 e 126 deste Código.

Lei

11.101/2005 (Lei de Recuperação de Empresas

e Falências).

V.

arts.

6º,

caput;

82,

§

1º;

e

157,

- não estando vencido o prazo;

II

ƒ

III - pendendo ação de evicção.

V. art. 131 deste Código.

ƒ

V. arts. 447 a 457 deste Código.

Art. 200. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não

correrá a prescrição antes da respectiva sen-

tença definitiva.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

Art. 201. Suspensa a prescrição em favor

de um dos credores solidários, só aproveitam

os outros se a obrigação for indivisível.

ƒ Correspondência: art. 171, CC/1916.

ƒ V. arts. 257 a 264 a 267 e 274 deste Código.

SEÇÃO III DAS CAUSAS QUE INTERROMPEM A PRESCRIÇÃO

ƒ V. arts. 207 e 1.244 deste Código.

ƒ V. art. 174, p.u., CTN.

Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:

ƒ Correspondência: art. 172, CC/1916.

ƒ V. art. 203 deste Código.

ƒ V. art. 777, CPC.

ƒ V. art. 174, p.u., CTN.

ƒ V. Dec. 20.901/1932 (Regula a prescrição quin- quenal).

ƒ V. Dec.-Lei 4.597/1942 (Dispõe sobre a pres-

crição das ações contra a Fazenda Pública).

ƒ V. arts. 6º, caput; e 157, Lei 11.101/2005 (Lei

de Recuperação de Empresas e Falência).

ƒ V. art. 901, Dec. 3.000/1999 (Regulamenta a

tributação, fiscalização, arrecadação e admi-

nistração do Imposto sobre a Renda e Proven-

tos de Qualquer Natureza).

ƒ V. Súm. 154, STF.

ƒ V. Súm. 248, TFR.

I - por despacho do juiz, mesmo incompetente,

que ordenar a citação, se o interessado a pro-

mover no prazo e na forma da lei processual;

Correspondência: art. 172, I, CC/1916.

ƒ

ƒ

ƒ

II

antecedente;

ƒ

ƒ

V. arts. 219; 220; e 617, CPC.

V. Súm. 78, TFR.

- por protesto, nas condições do inciso

Correspondência: art. 172, II, CC/1916.

V. arts. 867 a 873, CPC.

III - por protesto cambial;

ƒ

ƒ

IV

de

ƒ

ƒ

Sem correspondência no CC/1916.

V. Súm. 153, STF.

- pela apresentação do título de crédito em juízo

inventário ou em concurso de credores;

Correspondência: art. 172, III, CC/1916.

V. art. 711, CPC.

V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

ƒ

ƒ

ƒ

VI

extrajudicial, que importe reconhecimento do

direito pelo devedor.

ƒ Correspondência: art. 172, V, CC/1916.

ƒ V. Súm. 154, STF.

Parágrafo único. A prescrição interrompida

recomeça a correr da data do ato que a inter-

rompeu, ou do último ato do processo para a interromper.

ƒ Correspondência: art. 173, CC/1916.

ƒ V. art. 132 deste Código.

ƒ V. art. 777, CPC.

ƒ V. Súm. 383, STF.

Art. 203. A prescrição pode ser interrom- pida por qualquer interessado.

ƒ Correspondência: art. 174, CC/1916.

Art. 204. A interrupção da prescrição por

um credor não aproveita aos outros; seme-

lhantemente, a interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.

ƒ Correspondência: art. 176, CC/1916.

§ 1º A interrupção por um dos credores soli-

dários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.

ƒ V. arts. 264 a 285 deste Código.

§ 2º A interrupção operada contra um dos

herdeiros do devedor solidário não prejudica os

outros herdeiros ou devedores, senão quando

se trate de obrigações e direitos indivisíveis.

ƒ V. arts. 87; 88; e 257 a 263 deste Código.

§ 3º A interrupção produzida contra o principal

devedor prejudica o fiador.

ƒ V. arts. 264 a 285 deste Código.

SEÇÃO IV

DOS PRAzOS DA PRESCRIÇÃO

- por qualquer ato inequívoco, ainda que

Correspondência: art. 172, IV, CC/1916.

V. art. 397, p.u., deste Código.

V. art. 219, CPC.

Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.

ƒ Correspondência: arts. 177 e 179, CC/1916.

ƒ V. arts. 189 e 1.601 deste Código.

ƒ V. art. 26, CDC.

ƒ V. arts. 149; 440; e 916, CLT.

ƒ V. art. 12, Lei 6.453/1977 (Dispõe sobre a res-

ponsabilidade civil por danos nucleares e a res-

ponsabilidade criminal por atos relacionados

com atividades nucleares).

ƒ V. Súmulas 149 a 152; 443; 445; e 494, STF.

ƒ V. Súmulas 39; 85; 106; 119; 142; 143; e 412,

STJ.

ƒ V. Súmulas 107; 108; e 219, TFR.

Art. 206. Prescreve:

ƒ Correspondência: art. 178, CC/1916.

ƒ V. art. 189 deste Código.

§ 1º Em um ano:

ƒ V. art. 36, p.u., Lei 5.764/1971 (Define a Po-

lítica Nacional de Cooperativismo e institui o

regime jurídico das sociedades cooperativas).

ƒ V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização e

o funcionamento das Cooperativas de Trabalho.)

I - a pretensão dos hospedeiros ou fornece-

dores de víveres destinados a consumo no

próprio estabelecimento, para o pagamento da

hospedagem ou dos alimentos;

ƒ Correspondência: art. 178, § 5º, V, CC/1916.

II - a pretensão do segurado contra o segurador,

ou a deste contra aquele, contado o prazo:

ƒ

ƒ

a)

b)

Correspondência: art. 178, §§ 6º, II; e 7º, V,

CC/1916.

V. Súm. 101, STJ.

para o segurado, no caso de seguro de respon- sabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador;

quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão.

ƒ

ƒ

III

tiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e

honorários;

ƒ

IV

- a pretensão contra os peritos, pela ava-

liação dos bens que entraram para a formação

do capital de sociedade anônima, contado da

publicação da ata da assembleia que aprovar

o laudo;

V. art. 757 e ss. deste Código. V. Súmulas 101; 229; e 278, STJ.

- a pretensão dos tabeliães, auxiliares da jus-

Correspondência: art. 178, § 6º, VIII, CC/1916.

ƒ

V

os sócios ou acionistas e os liquidantes, con-

tado o prazo da publicação da ata de encerra- mento da liquidação da sociedade.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 1.102 a 1.112 deste Código.

§ 2º Em dois anos, a pretensão para haver

prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem.

ƒ Correspondência: art. 178, § 10, I, CC/1916.

ƒ V. arts. 948, II; e 1.694 a 1.710, deste Código.

ƒ V. art. 119, CLT.

ƒ V. art. 495, CPC.

ƒ V. art. 169, CTN.

- a pretensão dos credores não pagos contra

Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. art. 23, Lei 5.478/1968 (Dispõe sobre a ação de alimentos).

§ 3º Em três anos:

I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;

ƒ

ƒ

ƒ

Correspondência: art. 178, § 10, IV, CC/1916.

V. arts. 565 a 578 deste Código.

V. Lei 8.245/1991 (Lei das Locações).

II - a pretensão para receber prestações ven-

cidas de rendas temporárias ou vitalícias;

ƒ

Correspondência: art. 178, § 10, II, CC/1916.

III - a pretensão para haver juros, dividendos ou

quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitali- zação ou sem ela;

ƒ

IV

mento sem causa;

ƒ

ƒ

V

Correspondência: art. 178, § 10, III, CC/1916.

- a pretensão de ressarcimento de enriqueci-

Sem correspondência no CC/1916.

V. arts. 884 a 886 deste Código.

- a pretensão de reparação civil;

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 927 a 954 deste Código.

ƒ V. art. 27, CDC.

ƒ V. art. 1º-C, Lei 9.494/1997 (Disciplina a apli- cação da tutela antecipada contra a Fazenda Pública).

VI - a pretensão de restituição dos lucros ou

dividendos recebidos de má-fé, correndo

cÓDIGO cIVIL

da

distribuição;

o

prazo

data

em

que foi

deliberada a

ƒ

Sem correspondência no CC/1916.

- a pretensão contra as pessoas em seguida

indicadas por violação da lei ou do estatuto,

contado o prazo:

VII

ƒ

a)

ƒ

ƒ

Sem correspondência no CC/1916.

para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima;

V. arts. 1.088 e 1.089 deste Código.

V. Lei 6.404/1976 (Dispõe sobre as sociedades

por ações).

b) para

da

apresentação, aos sócios, do balanço refe-

rente ao exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembleia geral que dela deva tomar conhecimento;

V. arts. 1.010 a 1.021; e 1.060 a 1.070 deste

os

administradores,

ou

fiscais,

ƒ

c)

Código.

para os liquidantes, da primeira assembleia

semestral posterior à violação.

V. arts. 1.038, § 2º; e 1.102 a 1.112 deste Có-

digo.

VIII - a pretensão para haver o pagamento de

ƒ

título de crédito, a contar do vencimento, res-

salvadas as disposições de lei especial;

ƒ

ƒ

IX

rador, e a do terceiro prejudicado, no caso de

seguro de responsabilidade civil obrigatório.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 757 a 802 deste Código.

ƒ V. Lei 6.194/1974 (Dispõe sobre seguro obriga-

tório de danos pessoais causados por veículos

automotores de via terrestre, ou por sua carga,

a pessoas transportadas ou não).

- a pretensão do beneficiário contra o segu-

Sem correspondência no CC/1916.

V. arts. 887 a 926 deste Código.

ƒ V. Súm. 405, STJ.

§ 4º Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 1.728 a 1.766 deste Código.

ƒ V. art. 43, Lei 5.764/1971 (Define a Política

Nacional de Cooperativismo e institui o regime

ƒ

jurídico das sociedades cooperativas).

V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização e

o funcionamento das Cooperativas de Trabalho.)

§ 5º Em cinco anos:

ƒ V. art. 5º, XXIX, CF.

ƒ V. art. 27, CDC.

ƒ

V. art. 11, CLT.

ƒ V. art. 168, CTN.

ƒ V. art. 12, Lei 1.060/1950 (Lei de Assistência Judiciária).

ƒ V. art. 6º, Lei 7.542/1986 (Dispõe sobre a

pesquisa, exploração, remoção e demolição das coisas ou bens afundados, submersos,

encalhados e perdidos em aguas sob jurisdição

nacional, em terreno de marinha e seus acres-

cidos em terrenos marginais, em decorrência

de sinistro, alojamento ou fortuna do mar).

ƒ V. arts. 103 e 104, Lei 8.213/1991 (Dispõe

sobre os Planos de Benefícios da Previdência

Social).

ƒ V. Súm. 264, STF.

I - a pretensão de cobrança de dívidas

líquidas constantes de instrumento público ou

particular;

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

Art. 207

II - a pretensão dos profissionais liberais em

geral, procuradores judiciais, curadores e

professores pelos seus honorários, contado o

prazo da conclusão dos serviços, da cessação

dos respectivos contratos ou mandato.

ƒ Correspondência: art. 178, §§ 6º, VI, IX e X; e

7º, III e IV, CC/1916.

ƒ V. art. 25, Lei 8.906/1994 (EAOAB).

III - a pretensão do vencedor para haver do ven-

cido o que despendeu em juízo.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

CAPÍTULO II

DA DECADêNCIA

ƒ V. arts. 45, p.u.; 48, p.u.; 119, p.u.; 178; 179; 445; 446; 501; 504; 505; 513; 516; 550; 554; 559; 618, p.u.; 745; 1.078, § 4º; 1.109, p.u.;

1.122; 1.423; 1.555; 1.560; 1.649; 1.795;

1.815, p.u.; 1.859; 1.909, p.u.; 1.965, p.u.; e 2.027, p.u., deste Código.

Art. 207. Salvo disposição legal em con- trário, não se aplicam à decadência as normas

que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 197 a 204 deste Código.

ƒ V. art. 26, CDC.

Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto

nos arts. 195 e 198, inciso I.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 114 e 191 deste Código.

Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 219, § 5º; 269, IV; e 295, IV, CPC.

Art. 211. Se a decadência for convencio- nal, a parte a quem aproveita pode alegá-la

em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não

pode suprir a alegação.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

TÍTULO V

DA PROVA

Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe

forma especial, o fato jurídico pode ser provado

mediante:

ƒ Correspondência: art. 136, CC/1916.

ƒ V. art. 5º, XII e LVI, CF.

ƒ V. arts. 107 a 109; 183; e 221, p.u., deste Código.

ƒ V. art. 332, CPC.

I - confissão;

ƒ Correspondência: art. 136, I, CC/1916.

ƒ V. arts. 213 e 214 deste Código.

ƒ

V. arts. 348 a 354, CPC.

II - documento;

ƒ Correspondência: art. 136, III, CC/1916.

ƒ V. arts. 107 a 109; e 215 a 226 deste Código.

ƒ V. arts. 364 a 399, CPC.

ƒ V. Lei 7.115/1983 (Dispõe sobre prova docu-

mental nos casos que indica).

ƒ V. Lei 7.116/1983 (Assegura validade nacional às carteiras de identidade e regula sua expedição).

ƒ V. arts. 23 e 24, Lei 8.159/1991 (Dispõe sobre a

política nacional de arquivos públicos e privados).

245

ƒ V. Lei 8.934/1994 (Dispõe sobre o registro pú- blico de empresas mercantis e atividades afins).

Parágrafo único. O uso da nova firma caberá, conforme o caso, ao gerente; ou ao represen- tante do incapaz; ou a este, quando puder ser autorizado.

ƒ V. art. 974, § 1º, deste Código.

Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão uni- versal de bens, ou no da separação obrigatória.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 1.641; 1.667 a 1.671; 1.687; e 1.688 deste Código.

Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 1.642 e 1.647 deste Código.

Art. 979. Além de no Registro Civil, serão arquivados e averbados, no Registro Público de Empresas Mercantis, os pactos e declarações antenupciais do empresário, o título de doação, herança, ou legado, de bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilidade.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 538; 544; 1.653 a 1.657; 1.659; 1.660; 1.668; 1.674; 1.848; e 1.911 deste Código.

e

Lei

ƒ V.

arts.

167,

I-12

II-1;

244;

e

245,

6.015/1973 (Lei de Registros Públicos).

Art. 980. A sentença que decretar ou homologar a separação judicial do empresário

e o ato de reconciliação não podem ser opostos

a terceiros, antes de arquivados e averbados no Registro Público de Empresas Mercantis.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 1.571 a 1.582 deste Código.

ƒ V. art. 167, II, n. 5, 10 e 14, Lei 6.015/1973 (Lei de Registros Públicos).

ƒ V. Lei 8.934/1994 (Dispõe sobre o registro pú- blico de empresas mercantis e atividades afins).

TÍTULO I-A

ƒ (Inserido pela Lei n. 12.441/2011 – com vigên- cia em 180 dias.)

DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Art. 980‑A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no país.

§

1º O nome empresarial deverá ser formado

pela inclusão da expressão “EIRELI” após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada.

§ 2º A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.

§ 3º A empresa individual de responsabilidade

limitada também poderá resultar da concen- tração das quotas de outra modalidade socie- tária num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração.

§ 4º (Vetado.)

cÓDIGO cIVIL

§ 5º Poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profis-

sional.

§ 6º Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas.

TÍTULO II

DA SOCIEDADE

ƒ V. arts. 40 a 69; e 2.037 deste Código.

CAPÍTULO ÚNICO

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 981. Celebram contrato de sociedade

as pessoas que reciprocamente se obrigam a

contribuir, com bens ou serviços, para o exer-

cício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

ƒ Correspondência: art. 1.363, CC/1916.

ƒ V. arts. 44 a 69; 966; 967; 986; 2.031; e 2.033 deste Código.

ƒ V. art. 1º, Lei 11.101/2005 (Lei de Recuperação de Empresas e Falência).

Parágrafo único. A atividade pode restringir-se

à realização de um ou mais negócios determi- nados.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 991 a 996 deste Código.

Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem

por objeto o exercício de atividade própria de

empresário sujeito a registro (art. 967); e, sim- ples, as demais.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 997 a 1.092; e 2.037 deste Código.

ƒ V. art. 1º, Lei 11.101/2005 (Lei de Recuperação de Empresas e Falência).

Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa.

ƒ V. arts. 997 a 1.038; 1.088 a 1.096 deste Código.

ƒ V. Lei 5.764/1971 (Define a política nacional de cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas).

ƒ V. Lei 6.404/1976 (Dispõe sobre as sociedades por ações).

ƒ V. Lei 9.867/1999 (Dispõe sobre a criação e o funcionamento de cooperativas sociais).

ƒ V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização

e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho

e institui o Programa Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP.)

Art. 983. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regulados nos arts. 1.039 a 1.092; a sociedade simples pode constituir-se de conformidade com um desses tipos, e, não o fazendo, subordina-se às normas que lhe são próprias.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 997 a 1.038 deste Código.

Parágrafo único. Ressalvam-se as disposições concernentes à sociedade em conta de participa- ção e à cooperativa, bem como as constantes de leis especiais que, para o exercício de certas ati- vidades, imponham a constituição da sociedade

segundo determinado tipo.

Art. 977

ƒ V. arts. 991 a 996; e 1.093 a 1.096 deste Código.

ƒ V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização

e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho

e institui o Programa Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP.)

Art. 984. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresá- rio rural e seja constituída, ou transformada, de acordo com um dos tipos de sociedade empresária, pode, com as formalidades do art. 968, requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da sua sede, caso em que, depois de inscrita, ficará equiparada, para todos os efeitos, à sociedade empresária.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 968; 970; 971; e 982 deste Código.

ƒ V. Lei 8.934/1994 (Dispõe sobre o registro pú- blico de empresas mercantis e atividades afins).

Parágrafo único. Embora já constituída a socie- dade segundo um daqueles tipos, o pedido de inscrição se subordinará, no que for aplicável, às normas que regem a transformação.

ƒ V. arts. 1.113 a 1.115 deste Código.

Art. 985. A sociedade adquire persona-

lidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos consti-

tutivos (arts. 45 e 1.150).

ƒ Correspondência: art. 18, caput, CC/1916.

ƒ V. art. 967 deste Código.

ƒ V. art. 32, II, a, Lei 8.934/1994 (Dispõe sobre o registro público de empresas mercantis e

atividades afins).

ƒ V. art. 32, II, d, Dec. 1.800/1996 (Regulamenta

a Lei 8.934/1994).

SUBTÍTULO I DA SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA

CAPÍTULO I

DA SOCIEDADE EM COMUM

Art. 986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da

sociedade simples.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 45; 967; 985; 990; 997 a 1.038; e 1.051 deste Código.

ƒ V. art. 12, § 2º, CPC.

ƒ V. arts. 1º; 48; e 97, Lei 11.101/2005 (Lei de

Recuperação de Empresas e Falência).

Art. 987. Os sócios, nas relações entre si ou

com terceiros, somente por escrito podem pro-

var a existência da sociedade, mas os terceiros

podem prová-la de qualquer modo.

ƒ Correspondência: art. 1.366, CC/1916.

ƒ V. arts. 212 e 990 deste Código.

ƒ V. art. 12, § 2º, CPC.

Art. 988. Os bens e dívidas sociais consti- tuem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum.

ƒ Correspondência: art. 1.370, CC/1916.

Art. 989. Os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por qualquer dos sócios, salvo pacto expresso limitativo de poderes, que somente terá eficácia contra o terceiro que o conheça ou deva conhecer.

ƒ Correspondência: art. 1.387, CC/1916.

ƒ V. arts. 1.015, p.u.; e 1.204 deste Código.

285

CAPÍTULO VI DA SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES

ƒ V. art. 1.161 deste Código.

ƒ V. arts. 280 a 284, Lei 6.404/1976 (Dispõe so- bre as sociedades por ações).

Art. 1.090. A sociedade em comandita por ações tem o capital dividido em ações, regendo-se pelas normas relativas à socie- dade anônima, sem prejuízo das modificações constantes deste Capítulo, e opera sob firma ou denominação.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 982, p.u.; 1.045 a 1.051; 1.088; 1.089;

e 1.161 deste Código.

ƒ V. arts. 280 a 284, Lei 6.404/1976 (Dispõe so- bre as sociedades por ações).

Art. 1.091. Somente o acionista tem qua- lidade para administrar a sociedade e, como diretor, responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 275 a 285 deste Código.

ƒ V. art. 282, Lei 6.404/1976 (Dispõe sobre as sociedades por ações).

§ 1º Se houver mais de um diretor, serão soli- dariamente responsáveis, depois de esgotados

os bens sociais.

ƒ V. arts. 275 a 285 deste Código.

§ 2º Os diretores serão nomeados no ato cons-

titutivo da sociedade, sem limitação de tempo, e somente poderão ser destituídos por deliberação

de acionistas que representem no mínimo dois

terços do capital social.

§ 3º O diretor destituído ou exonerado continua,

durante dois anos, responsável pelas obrigações sociais contraídas sob sua administração.

Art. 1.092. A assembleia geral não pode,

sem o consentimento dos diretores, mudar o objeto essencial da sociedade, prorrogar-lhe

o prazo de duração, aumentar ou diminuir

o capital social, criar debêntures ou partes beneficiárias.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. art. 283, Lei 6.404/1976 (Dispõe sobre as sociedades por ações).

CAPÍTULO VII DA SOCIEDADE COOPERATIVA

ƒ V. arts. 982, p.u.; 983, p.u.; e 1.159 deste Código.

ƒ V. Lei 5.764/1971 (Define a Política Nacional de Cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas).

ƒ V. Lei 9.867/1999 (Dispõe sobre a criação e o funcionamento de cooperativas sociais, visan- do à integração social dos cidadãos, conforme especifica).

ƒ V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização

e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho

e institui o Programa Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP.)

Art. 1.093. A sociedade cooperativa reger-se-á pelo disposto no presente Capítulo, ressalvada a legislação especial.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 174, § 2º; 187, VI; e 192, CF.

ƒ V. art. 1.159 deste Código.

ƒ V. Lei 5.764/1971 (Define a Política Nacional de Cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas).

ƒ V. Lei 9.867/1999 (Dispõe sobre a criação e o funcionamento de cooperativas sociais).

cÓDIGO cIVIL

ƒ V. LC 130/2009 (Estabelece o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo).

ƒ V. Lei 12.690/2012 (Dispõe sobre a organização

e

o funcionamento das Cooperativas de Trabalho

e

institui o Programa Nacional de Fomento às

Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP.)

Art. 1.094. São características da socie- dade cooperativa:

ƒ Sem correspondência no CC/1916

ƒ V. art. 4º, Lei 5.764/1971 (Define a Política Nacional de Cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas).

I - variabilidade, ou dispensa do capital social;

II - concurso de sócios em número mínimo

necessário a compor a administração da socie-

dade, sem limitação de número máximo;

III - limitação do valor da soma de quotas do

capital social que cada sócio poderá tomar;

IV - intransferibilidade das quotas do capital a

terceiros estranhos à sociedade, ainda que por

herança;

V

- quorum, para a assembleia geral funcionar

e

deliberar, fundado no número de sócios

presentes à reunião, e não no capital social

representado;

VI - direito de cada sócio a um só voto nas deli-

berações, tenha ou não capital a sociedade, e

qualquer que seja o valor de sua participação;

VII - distribuição dos resultados, proporcional-

mente ao valor das operações efetuadas pelo sócio com a sociedade, podendo ser atribuído juro fixo ao capital realizado;

VIII

- indivisibilidade do fundo de reserva entre

os

sócios, ainda que em caso de dissolução da

sociedade.

ƒ V. art. 1.096 deste Código.

Art. 1.095. Na sociedade cooperativa, a responsabilidade dos sócios pode ser limitada

ou ilimitada.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

§ 1º É limitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde somente pelo valor

de suas quotas e pelo prejuízo verificado nas

operações sociais, guardada a proporção de sua

participação nas mesmas operações.

ƒ V. art. 11, Lei 5.764/1971 (Define a Política Nacional de Cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas).

§ 2º É ilimitada a responsabilidade na coope-

rativa em que o sócio responde solidária e

ilimitadamente pelas obrigações sociais.

ƒ V. arts. 275 a 285 deste Código.

ƒ V. art. 12, Lei 5.764/1971 (Define a Política

Nacional de Cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas).

Art. 1.096. No que a lei for omissa, apli-

cam-se as disposições referentes à sociedade

simples, resguardadas as características esta-

belecidas no art. 1.094.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 997 a 1.038 deste Código.

CAPÍTULO VIII

DAS SOCIEDADES COLIGADAS

Art. 1.097. Consideram-se coligadas as

sociedades que, em suas relações de capital,

são controladas, filiadas, ou de simples partici- pação, na forma dos artigos seguintes.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. art. 1.188, p.u., deste Código.

Art. 1.090

ƒ V. arts. 243 a 264, Lei 6.404/1976 (Dispõe so- bre as sociedades por ações).

Art. 1.098. É controlada:

ƒ Sem correspondência no CC/1916

ƒ V. art. 243, § 2º, Lei 6.404/1976 (Dispõe sobre as sociedades por ações).

I - a sociedade de cujo capital outra sociedade

possua a maioria dos votos nas deliberações

dos quotistas ou da assembleia geral e o poder

de

eleger a maioria dos administradores;

II

- a sociedade cujo controle, referido no

inciso antecedente, esteja em poder de outra, mediante ações ou quotas possuídas por socie-

dades ou sociedades por esta já controladas.

Art. 1.099. Diz-se coligada ou filiada a

sociedade de cujo capital outra sociedade par-

ticipa com dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlá-la.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. art. 243, § 1º, Lei 6.404/1976 (Dispõe sobre a sociedades por ações).

Art. 1.100. É de simples participação a

sociedade de cujo capital outra sociedade

possua menos de dez por cento do capital com

direito de voto.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. art. 243, § 1º, Lei 6.404/1976 (Dispõe sobre as sociedades por ações).

Art. 1.101. Salvo disposição especial de lei,

a sociedade não pode participar de outra, que

seja sua sócia, por montante superior, segundo

o balanço, ao das próprias reservas, excluída a

reserva legal.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. art. 244, §§ 1º, 2º, 4º e 5º, Lei 6.404/1976

(Dispõe sobre as sociedades por ações).

Parágrafo único. Aprovado o balanço em que se verifique ter sido excedido esse limite, a socie- dade não poderá exercer o direito de voto cor-

respondente às ações ou quotas em excesso, as

quais devem ser alienadas nos cento e oitenta

dias seguintes àquela aprovação.

CAPÍTULO IX

DA LIQUIDAÇÃO DA SOCIEDADE

ƒ V. arts. 51; 206, § 3º, VII, c; 1.038, § 2º; e 1.155,

p.u., deste Código.

Art. 1.102. Dissolvida a sociedade e nomeado o liquidante na forma do disposto

neste Livro, procede-se à sua liquidação, de conformidade com os preceitos deste Capítulo, ressalvado o disposto no ato constitutivo ou no

instrumento da dissolução.

ƒ Sem correspondência no CC/1916.

ƒ V. arts. 1.033 a 1.038 e 2.034 deste Código.

ƒ V. arts. 208 e 209, Lei 6.404/1976 (Dispõe so- bre as sociedades por ações).

Parágrafo único. O liquidante, que não seja administrador da sociedade, investir-se-á nas funções, averbada a sua nomeação no registro

próprio.

ƒ V. arts. 968; e 1.036 a 1.038 deste Código.

Art. 1.103. Constituem deveres do liquidante:

ƒ Sem correspondência no CC/1916

ƒ V. art. 22, Lei 11.101/2005 (Lei de Recuperação de Empresas e Falência).

ƒ V. arts. 210 a 212, Lei 6.404/1976 (Dispõe so- bre as sociedades por ações).

I - averbar e publicar a ata, sentença ou instru- mento de dissolução da sociedade;

II - arrecadar os bens, livros e documentos da

sociedade, onde quer que estejam;

293

Revogação do livramento

Art. 86. Revoga-se o livramento, se o libe- rado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentença irrecorrível:

ƒ V. art. 140 a 145, Lei 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais).

I - por crime cometido durante a vigência do

benefício;

II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste Código.

ƒ V. art. 93, § 1º, CPM.

ƒ V. art. 140, p.u., Lei 7.210/1984 (Lei de Exe- cuções Penais).

Revogação facultativa

Art. 87. O juiz poderá, também, revogar

o livramento, se o liberado deixar de cumprir

qualquer das obrigações constantes da sen- tença, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, a pena que não seja privativa de liberdade.

ƒ V. arts. 132; e 140, p.u., Lei 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais).

Efeitos da revogação

Art. 88. Revogado o livramento, não poderá ser novamente concedido, e, salvo quando a revogação resulta de condenação por outro crime anterior àquele benefício, não se des- conta na pena o tempo em que esteve solto o condenado.

ƒ V. art. 94, CPM.

Extinção

Art. 89. O juiz não poderá declarar extinta a pena, enquanto não passar em julgado a sen- tença em processo a que responde o liberado, por crime cometido na vigência do livramento.

ƒ V. art. 95, p.u., CPM.

ƒ V. arts. 145 e 146, Lei 7.210/1984 (Lei de Exe- cuções Penais).

Art. 90. Se até o seu término o livramento não é revogado, considera-se extinta a pena privativa de liberdade.

ƒ

V. art. 82 deste Código.

ƒ V. art. 95, caput, CPM.

ƒ V. art. 146, Lei 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais).

CAPÍTULO VI DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO

Efeitos genéricos e específicos

Art. 91. São efeitos da condenação:

I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime;

ƒ V. art. 5º, XLV, CF.

ƒ V. arts. 186; 927; 932; e 935, CC/2002.

ƒ V. arts. 63 a 68; 119; 140; e 336, CPP.

ƒ V. Súm. 246, STF.

ƒ V. Súmulas 92 e 249, TFR.

II - a perda em favor da União, ressalvado o

direito do lesado ou de terceiro de boa-fé:

ƒ V. art. 5º, XLV e XLVI, b, CF.

ƒ V. arts. 118 a 124, CPP.

ƒ V. arts. 18; 24; e 25, Dec.-Lei 3.688/1941 (Lei das Contravenções Penais).

a) dos instrumentos do crime, desde que con- sistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito;

ƒ

V. art. 6º, II, CPP.

cÓDIGO PENAL

b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.

ƒ V. arts. 5º, XLV, XLVI, b, e 243, CF.

ƒ V. arts. 6º, II; 119; e 136, CPP.

ƒ V. art. 109, CPM.

§ 1º Poderá ser decretada a perda de bens ou

valores equivalentes ao produto ou proveito do

crime quando estes não forem encontrados ou quando se localizarem no exterior. (Acrescen-

tado pela Lei 12.694/2012.)

§ 2º Na hipótese do § 1º, as medidas assecurató-

rias previstas na legislação processual poderão

abranger bens ou valores equivalentes do inves- tigado ou acusado para posterior decretação de perda. (Acrescentado pela Lei 12.694/2012.)

Art. 92. São também efeitos da condenação:

ƒ V. arts. 15, III e V; e 37, § 4º, CF.

ƒ V. Súm. 694, STF.

I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: (Redação dada pela Lei 9.268/1996.)

ƒ

V. arts. 47, I; e 93, p.u., CP.

a)

quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública; (Incluído pela Lei 9.268/1996.)

b)

quando for aplicada pena privativa de

liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. (Incluído pela Lei

9.268/1996.)

II

- a incapacidade para o exercício do pátrio

poder, tutela ou curatela, nos crimes dolosos,

sujeitos à pena de reclusão, cometidos contra

filho, tutelado ou curatelado;

ƒ V. Lei 10.406/2002 (Código Civil), que substituiu a expressão “pátrio poder” por “poder familiar”.

III - a inabilitação para dirigir veículo, quando uti- lizado como meio para a prática de crime doloso.

ƒ

V. arts. 47, III, e 93, p.u., deste Código.

Parágrafo único. Os efeitos de que trata este

artigo não são automáticos, devendo ser moti- vadamente declarados na sentença.

ƒ V. art. 202, Lei 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais).

ƒ V. art. 83, Lei 8.666/1993 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos).

CAPÍTULO VII

DA REABILITAÇÃO

Reabilitação

Art. 93. A reabilitação alcança quaisquer

penas aplicadas em sentença definitiva, asse-

gurando ao condenado o sigilo dos registros

sobre o seu processo e condenação.

ƒ V. arts. 134 e 135, CPM.

ƒ V. art. 202, Lei 7.210/1984 (Lei de Execuções

Penais).

Parágrafo único. A reabilitação poderá, também, atingir os efeitos da condenação, previstos no art. 92 deste Código, vedada reintegração na situação anterior, nos casos dos incisos I e II do mesmo artigo.

ƒ

V. arts. 743 a 750, CPP.

Art. 86

Art. 94. A reabilitação poderá ser reque- rida, decorridos 2 (dois) anos do dia em que for extinta, de qualquer modo, a pena ou terminar

sua execução, computando-se o período de

prova da suspensão e o do livramento condi-

cional, se não sobrevier revogação, desde que

o condenado:

I - tenha tido domicílio no país no prazo acima

referido;

II - tenha dado, durante esse tempo, demons-

tração efetiva e constante de bom comporta- mento público e privado;

III - tenha ressarcido o dano causado pelo

crime ou demonstre a absoluta impossibilidade

de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba docu-

mento que comprove a renúncia da vítima ou novação da dívida.

Parágrafo único. Negada a reabilitação, poderá

ser requerida, a qualquer tempo, desde que

o pedido seja instruído com novos elementos

comprobatórios dos requisitos necessários.

Art. 95. A reabilitação será revogada, de ofí-

cio ou a requerimento do Ministério Público, se o

reabilitado for condenado, como reincidente, por decisão definitiva, a pena que não seja de multa.

ƒ V. arts. 63 e 64 deste Código.

TÍTULO VI DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA

Espécies de medidas de segurança

Art. 96. As medidas de segurança são:

I - Internação em hospital de custódia e trata-

mento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabe-

lecimento adequado;

ƒ

II

ƒ

ƒ

ƒ

ƒ

V. arts. 99 a 101 e 108, Lei 7.210/1984 (Lei de

Execuções Penais).

- sujeição a tratamento ambulatorial.

V. arts. 581, XIX a XXIII, 627, 685, p.u., e 715, CPP

V. arts. 110 a 120, CPM.

V. art. 184, Lei 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais).

Lei

11.343/2006 (Lei Antidrogas).

V.

arts.

26; 28,

§

7º; 45,

p.u.;

e

47,

Parágrafo único. Extinta a punibilidade, não se

impõe medida de segurança nem subsiste a

que tenha sido imposta.

ƒ V. arts. 171 a 179, Lei 7.210/1984 (Lei de Exe- cuções Penais).

Imposição da medida de segurança para inimputável

Art. 97. Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, toda- via, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o juiz submetê-lo a trata- mento ambulatorial.

ƒ V. arts. 101; 175; e 178, Lei 7.210/1984 (Lei de

Execuções Penais).

Prazo

§ 1º A internação, ou tratamento ambulatorial,

será por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia

médica, a cessação de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos.

ƒ V. Súm. 439, STJ.

Perícia médica

481

Art. 144‑A

Art. 144‑A. O juiz determinará a alienação antecipada para preservação do valor dos bens sempre que estiverem sujeitos a qualquer grau de deterioração ou depreciação, ou quando houver dificuldade para sua manutenção.

§ 1º O leilão far-se-á preferencialmente por meio eletrônico.

§ 2º Os bens deverão ser vendidos pelo valor

fixado na avaliação judicial ou por valor maior.

Não alcançado o valor estipulado pela adminis- tração judicial, será realizado novo leilão, em até 10 (dez) dias contados da realização do primeiro, podendo os bens ser alienados por valor não inferior a 80% (oitenta por cento) do estipulado na avaliação judicial.

§ 3º O produto da alienação ficará depositado

em conta vinculada ao juízo até a decisão final do processo, procedendo-se à sua conversão em renda para a União, Estado ou Distrito Federal, no caso de condenação, ou, no caso

de absolvição, à sua devolução ao acusado.

§ 4º Quando a indisponibilidade recair sobre

dinheiro, inclusive moeda estrangeira, títulos, valores mobiliários ou cheques emitidos como ordem de pagamento, o juízo determinará a conversão do numerário apreendido em moeda nacional corrente e o depósito das correspon- dentes quantias em conta judicial.

§ 5º No caso da alienação de veículos,

embarcações ou aeronaves, o juiz ordenará à autoridade de trânsito ou ao equivalente órgão de registro e controle a expedição de certifi- cado de registro e licenciamento em favor do arrematante, ficando este livre do pagamento de multas, encargos e tributos anteriores, sem prejuízo de execução fiscal em relação ao antigo proprietário.

§ 6º O valor dos títulos da dívida pública, das

ações das sociedades e dos títulos de crédito negociáveis em bolsa será o da cotação oficial do dia, provada por certidão ou publicação no órgão oficial.

§ 7º (Vetado).

ƒ Art.

144-A

e

12.694/2012.

§§

acrescentados

pela

Lei

CAPÍTULO VII DO INCIDENTE DE FALSIDADE

Art. 145. Arguida, por escrito, a falsidade de documento constante dos autos, o juiz observará o seguinte processo:

ƒ V. art. 581, XVIII, deste Código.

ƒ

V. arts. 293 a 311, CP.

ƒ V. art. 163, CPPM.

I - mandará autuar em apartado a impugnação,

e em seguida ouvirá a parte contrária, que, no prazo de 48 horas, oferecerá resposta;

II - assinará o prazo de 3 dias, sucessivamente,

a cada uma das partes, para prova de suas

alegações;

III - conclusos os autos, poderá ordenar as dili-

gências que entender necessárias;

IV - se reconhecida a falsidade por decisão irre-

corrível, mandará desentranhar o documento e remetê-lo, com os autos do processo incidente, ao Ministério Público.

ƒ

V. art. 40 deste Código.

ƒ V. arts. 296 a 311, CP.

ƒ V. art. 15, Dec.-Lei 3.931/1941 (Lei de Intro- dução ao CPP).

528

cÓDIGO DE PROcESSO PENAL

Art. 146. A arguição de falsidade, feita por procurador, exige poderes especiais.

ƒ V. arts. 138 e 339, CP.

ƒ V. art. 165, CPPM.

Art. 147. O juiz poderá, de ofício, proceder à

verificação da falsidade.

ƒ V. art. 581, XVIII, deste Código.

ƒ V. arts. 390 a 395, CPC.

ƒ V. art. 166, CPPM.

Art. 148. Qualquer que seja a decisão, não fará coisa julgada em prejuízo de ulterior pro- cesso penal ou civil.

ƒ V. art. 581, XVIII, deste Código.

ƒ

V. arts. 390 a 395, CPC.

ƒ V. art. 169, CPPM.

CAPÍTULO VIII DA INSANIDADE MENTAL DO ACUSADO

Art. 149. Quando houver dúvida sobre

a integridade mental do acusado, o juiz

ordenará, de ofício ou a requerimento do

Ministério Público, do defensor, do curador,

do ascendente, descendente, irmão ou côn-

juge do acusado, seja este submetido a exame médico-legal.

ƒ V. arts. 26, p.u., e 97, CP.

ƒ V. art. 156, CPPM.

§ 1º O exame poderá ser ordenado ainda na

fase do inquérito, mediante representação da autoridade policial ao juiz competente.

§ 2º O juiz nomeará curador ao acusado,

quando determinar o exame, ficando suspenso

o processo, se já iniciada a ação penal, salvo

quanto às diligências que possam ser prejudi-

cadas pelo adiamento.

ƒ V. art. 152, § 2º, deste Código.

Art. 150. Para o efeito do exame, o acusado,

se estiver preso, será internado em manicômio

judiciário, onde houver, ou, se estiver solto, e

o requererem os peritos, em estabelecimento

adequado que o juiz designar.

ƒ

V. art. 157, CPPM.

ƒ V. Súm. 361, STF.

§ 1º O exame não durará mais de quarenta e

cinco dias, salvo se os peritos demonstrarem a

necessidade de maior prazo.

§

2º Se não houver prejuízo para a marcha

do

processo, o juiz poderá autorizar sejam os

autos entregues aos peritos, para facilitar o

exame.

ƒ

V. art. 803 deste Código.

Art. 151. Se os peritos concluírem que o

acusado era, ao tempo da infração, irrespon-

sável nos termos do art. 22 do Código Penal,

o processo prosseguirá, com a presença do

curador.

ƒ V. art. 97, CP.

ƒ

V. art. 160, CPPM.

ƒ V. Súm. 361, STF.

Art. 152. Se se verificar que a doença men-

tal sobreveio à infração o processo continuará

suspenso até que o acusado se restabeleça, observado o § 2º do art. 149.

ƒ V. art. 79, § 1º, deste Código.

ƒ

V. art. 161, CPPM.

§ 1º O juiz poderá, nesse caso, ordenar a inter-

nação do acusado em manicômio judiciário ou

em outro estabelecimento adequado.

ƒ V. art. 5º, LIV e LVII, CF.

§ 2º O processo retomará o seu curso, desde

que se restabeleça o acusado, ficando-lhe

assegurada a faculdade de reinquirir as teste-

munhas que houverem prestado depoimento sem a sua presença.

Art. 153. O incidente da insanidade men-

tal processar-se-á em auto apartado, que só

depois da apresentação do laudo, será apenso

ao processo principal.

ƒ V. art. 162, CPPM.

Art. 154. Se a insanidade mental sobrevier no curso da execução da pena, observar-se-á o

disposto no art. 682.

ƒ

V. art. 41, CP.

ƒ V. art. 183, Lei 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais).

TÍTULO VII

DA PROVA

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

ƒ V. Dec. 1.925/1996 (Promulga a Convenção Interamericana sobre Prova).

Art. 155. O juiz formará sua convicção pela

livre apreciação da prova produzida em contra-

ditório judicial, não podendo fundamentar sua

decisão exclusivamente nos elementos infor- mativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e anteci-

padas. (Redação dada pela Lei 11.690/2008.)

ƒ V. art. 5º, LV e LVI, CF.

ƒ V. arts. 182; 184; 200; e 381, III, deste Código.

ƒ V. art. 297, CPPM.

Parágrafo único. Somente quanto ao estado

das pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil. (Incluído pela Lei

11.690/2008.)

ƒ V. art. 5º, LVI, CF.

ƒ V. art. 92 deste Código.

ƒ V. art. 294, CPPM.

ƒ

V. Súm. 74, STJ.

Art. 156. A prova da alegação incumbirá a

quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: (Redação dada pela Lei 11.690/2008.)

ƒ V. arts. 130; 333; e 334, CPC.

ƒ V. art. 296, CPPM.

ƒ V. art. 81, § 1º, Lei 9.099/1995 (Lei dos Juiza- dos Especiais).

I - ordenar, mesmo antes de iniciada a ação

penal, a produção antecipada de provas con- sideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida; (Incluído pela Lei 11.690/2008.)

ƒ V. art. 129, I, CF.

II - determinar, no curso da instrução, ou antes

de proferir sentença, a realização de diligên-

cias para dirimir dúvida sobre ponto relevante.

(Incluído pela Lei 11.690/2008.)

ƒ V. art. 129, I, CF.

Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser

desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a nor- mas constitucionais ou legais. (Redação dada

pela Lei 11.690/2008.)

ƒ

V. art. 5º, LVI, CF.

§ 1º São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não

evidenciado o nexo de causalidade entre umas

cÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

III - aposição de inscrições, películas refletivas

ou não, painéis decorativos ou pinturas, quando

comprometer a segurança do veículo, na forma

de regulamentação do CONTRAN. (Incluído pela

Lei 9.602/1998.)

ƒ V. Res. CONTRAN 253/2007 (Dispõe sobre o uso de medidores de transmitância luminosa).

ƒ V. Res. CONTRAN 254/2007 (Estabelece re- quisitos para os vidros de segurança e critérios para aplicação de inscrições, pictogramas e películas nas áreas envidraçadas dos veículos automotores).

ƒ V. art. 2º, Res. CONTRAN 334/2009 (Isenta os veículos blindados do cumprimento do disposto no artigo 1º da Res. CONTRAN 254/2007, que estabelece requisitos para os veículos de se- gurança e critérios para aplicação de inscrição, pictogramas e películas nas áreas envidraça- das dos veículos automotores).

Parágrafo único. É proibido o uso de inscrição de caráter publicitário ou qualquer outra que possa desviar a atenção dos condutores em toda a extensão do para-brisa e da traseira dos veículos, salvo se não colocar em risco a segu- rança do trânsito.

ƒ V. art. 230, XV, deste Código.

Art. 112. (Revogado pela Lei 9.792/1999.)

Art. 113. Os importadores, as montadoras, as

encarroçadoras e fabricantes de veículos e auto- peças são responsáveis civil e criminalmente por danos causados aos usuários, a terceiros, e ao meio ambiente, decorrentes de falhas oriundas

de projetos e da qualidade dos materiais e equi-

pamentos utilizados na sua fabricação.

ƒ V. Res. CONTRAN 461/1972 (Estabelece requi- sitos de segurança para os veículos automoto- res de fabricação nacional).

ƒ V. Res. CONTRAN 675/1986 (Dispõe sobre requisitos aplicáveis aos materiais de revesti- mento interno do habitáculo de veículos).

ƒ V. Res. CONTRAN 725/1988 (Fixa os requisi- tos de segurança para a circulação de veículos transportadores de contêineres).

ƒ V. Res. CONTRAN 777/1993 (Dispõe sobre os procedimentos para avaliação dos sistemas de freios de veículos).

ƒ V. Res. CONTRAN 805/1995 (Estabelece os requisitos técnicos mínimos do para-choque traseiro dos veículos de carga).

ƒ V. Res. CONTRAN 152/2003 (Estabelece os re- quisitos técnicos de fabricação e instalação de para-choque traseiro para veículos de carga).

ƒ V. Res. CONTRAN 316/2009 (Estabelece os requisitos de segurança para veículos de trans- porte coletivo de passageiros M2 e M3 [tipos micro-ônibus e ônibus] de fabricação nacional e estrangeira).

SEÇÃO III DA IDENTIFICAÇÃO DO VEÍCULO

Art. 114. O veículo será identificado obriga- toriamente por caracteres gravados no chassi ou no monobloco, reproduzidos em outras partes, conforme dispuser o CONTRAN.

ƒ V. Res. CONTRAN 836/1997 (Dispõe sobre a gravação, em caráter opcional, dos caracteres alfanuméricos da placa de identificação, nos vidros do veículo).

ƒ V. Res. CONTRAN 24/1998 (Estabelece o crité-

rio de identificação de veículos).

ƒ V. Res. CONTRAN 212/2006 (Dispõe sobre a

implantação do Sistema de Identificação Auto- mática de Veículos - SINIAV em todo o território

nacional).

ƒ V. Res. CONTRAN 332/2009 (Dispõe sobre

identificações de veículos importados por de-

tentores de privilégios e imunidades em todo o território nacional).

§ 1º A gravação será realizada pelo fabricante

ou montador, de modo a identificar o veículo,

seu fabricante e as suas características, além

do ano de fabricação, que não poderá ser al- terado.

ƒ V. Res. CONTRAN 281/2008 (Estabelece cri- térios para o registro de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer na- tureza ou a executar trabalhos agrícolas e de construção ou de pavimentação).

ƒ V. Delib. CONTRAN 93/2010 (Suspende a vi- gência da Res. CONTRAN 281/2008, que es- tabelece critérios para o registro de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrí- colas e de construção ou pavimentação).

§ 2º As regravações, quando necessárias,

dependerão de prévia autorização da auto- ridade executiva de trânsito e somente se- rão processadas por estabelecimento por ela credenciado, mediante a comprovação de propriedade do veículo, mantida a mes- ma identificação anterior, inclusive o ano de fabricação.

§ 3º Nenhum proprietário poderá, sem prévia

permissão da autoridade executiva de trânsito,

fazer, ou ordenar que se faça, modificações da

identificação de seu veículo.

Art. 115. O veículo será identificado exter-

namente por meio de placas dianteira e traseira, sendo esta lacrada em sua estrutura, obedecidas as especificações e modelos estabelecidos pelo

CONTRAN.

ƒ V. Res. CONTRAN 793/1994 (Dispõe sobre o uso de placa de “fabricante”).

ƒ V. Res. CONTRAN 88/1999 (Estabelece modelo

de placa para veículos de representação).

ƒ V. Res. CONTRAN 231/2007 (Estabelece o Sis-

tema de Placas de Identificação de Veículos).

ƒ V. Res. CONTRAN 286/2008 (Estabelece placa de identificação e define procedimentos para o registro, emplacamento e licenciamento, pelos

órgãos de trânsito em conformidade com o Re- gistro Nacional de Veículos Automotores - RE- NAVAM, de veículos automotores pertencentes

às Missões Diplomáticas e às Delegações Espe-

ciais, aos agentes diplomáticos, às Repartições Consulares de Carreira, aos agentes consulares de carreira, aos Organismos Internacionais e seus funcionários, aos Funcionários Estran- geiros Administrativos e Técnicos das Missões Diplomáticas, de Delegações Especiais e de Re- partições Consulares de Carreira e aos Peritos Estrangeiros de Cooperação Internacional).

ƒ V. Res. CONTRAN 370/2010 (Dispõe sobre o Dispositivo Auxiliar de Identificação Veicular. Suspensa pela Delib. CONTRAN 116/2011).

§ 1º Os caracteres das placas serão individu-

alizados para cada veículo e o acompanharão até a baixa do registro, sendo vedado seu re-

aproveitamento.

§ 2º As placas com as cores verde e amare-

la da Bandeira Nacional serão usadas somen- te pelos veículos de representação pessoal do

Art. 112

Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Presidentes do Senado Federal e da Câma-

ra dos Deputados, do Presidente e dos Minis- tros do Supremo Tribunal Federal, dos Minis- tros de Estado, do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República.

§ 3º Os veículos de representação dos Presiden-

tes dos Tribunais Federais, dos Governadores, Prefeitos, Secretários Estaduais e Municipais, dos

Presidentes das Assembleias Legislativas, das Câmaras Municipais, dos Presidentes dos Tribu- nais Estaduais e do Distrito Federal, e do respec- tivo chefe do Ministério Público e ainda dos Ofi- ciais Generais das Forças Armadas terão placas

especiais, de acordo com os modelos estabeleci-

dos pelo CONTRAN.

ƒ V. Res. CONTRAN 32/1998 (Estabelece mode- los de placas para veículos de representação).

§ 4º Os aparelhos automotores destinados a pu-

xar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de constru- ção ou de pavimentação são sujeitos, desde que lhes seja facultado transitar nas vias, ao registro

e licenciamento da repartição competente, de-

vendo receber numeração especial.

§ 5º O disposto neste artigo não se aplica aos veículos de uso bélico.

ƒ V. Res. CONTRAN 797/1995 (Define a abran- gência do termo “viatura militar”, para o Siste- ma Nacional de Trânsito).

§ 6º Os veículos de duas ou três rodas são dis-

pensados da placa dianteira.

§ 7º Excepcionalmente, mediante autorização

específica e fundamentada das respectivas cor- regedorias e com a devida comunicação aos ór- gãos de trânsito competentes, os veículos uti- lizados por membros do Poder Judiciário e do Ministério Público que exerçam competência ou atribuição criminal poderão temporariamente ter

placas especiais, de forma a impedir a identifi- cação de seus usuários específicos, na forma de

regulamento a ser emitido, conjuntamente, pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ, pelo Con-

selho Nacional do Ministério Público - CNMP e

pelo Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN.

(Acrescentado pela Lei 12.694/2002.)

Art. 116. Os veículos de propriedade da União, dos Estados e do Distrito Federal, devidamente registrados e licenciados, somente quando estri- tamente usados em serviço reservado de caráter policial, poderão usar placas particulares, obede- cidos os critérios e limites estabelecidos pela le- gislação que regulamenta o uso de veículo oficial.

ƒ V. Res. CONTRAN 275/2008 (Estabelece mode- los de placas para veículos de representação, de acordo com o art. 115, § 3º, do CTB).

Art. 117. Os veículos de transporte de carga

e os coletivos de passageiros deverão conter, em

local facilmente visível, a inscrição indicativa de sua tara, do peso bruto total (PBT), do peso bruto

total combinado (PBTC) ou capacidade máxima de tração (CMT) e de sua lotação, vedado o uso em desacordo com sua classificação.

ƒ V. Res. CONTRAN 290/2008 (Disciplina a ins-

crição de pesos e capacidades em veículos de tração, de carga e de transporte coletivo de passageiros, de acordo com o CTB).

781

Art. 263

§ 1º No caso de infração em que seja aplicável

a penalidade de apreensão do veículo, o agente

de trânsito deverá, desde logo, adotar a medida

administrativa de recolhimento do Certificado

de Licenciamento Anual.

§ 2º A restituição dos veículos apreendidos

só ocorrerá mediante o prévio pagamento das

multas impostas, taxas e despesas com remo- ção e estada, além de outros encargos previs- tos na legislação específica.

§ 3º A retirada dos veículos apreendidos é con-

dicionada, ainda, ao reparo de qualquer compo- nente ou equipamento obrigatório que não esteja

em perfeito estado de funcionamento.

§ 4º Se o reparo referido no parágrafo anterior demandar providência que não possa ser toma-

da no depósito, a autoridade responsável pela

apreensão liberará o veículo para reparo, me- diante autorização, assinando prazo para a sua reapresentação e vistoria.

Art. 263. A cassação do documento de ha- bilitação dar-se-á:

I - quando, suspenso o direito de dirigir, o infra-

tor conduzir qualquer veículo;

II - no caso de reincidência, no prazo de doze me-

ses, das infrações previstas no inciso III do art.

162 e nos arts. 163, 164, 165, 173, 174 e 175;

V. Res. CONTRAN 182/2005 (Dispõe sobre a uniformização do procedimento administrativo para imposição das penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação da Carteira Nacional de Habilitação).

- quando condenado judicialmente por delito

trânsito, observado o disposto no art. 160.

§ 1º Constatada, em processo administrativo, a irregularidade na expedição do documento de

habilitação, a autoridade expedidora promove-

rá o seu cancelamento.

§ 2º Decorridos dois anos da cassação da Car-

teira Nacional de Habilitação, o infrator pode-

rá requerer sua reabilitação, submetendo-se a

todos os exames necessários à habilitação, na forma estabelecida pelo CONTRAN.

ƒ V. Res. CONTRAN 168/2004 (Estabelece Nor- mas e Procedimentos para a formação de con- dutores de veículos automotores e elétricos, a realização dos exames, a expedição de docu- mentos de habilitação, os cursos de formação, especializados, de reciclagem).

de

III

ƒ

ƒ V. Res. CONTRAN 182/2005 (Dispõe sobre a uniformização do procedimento administrativo para imposição das penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação da Carteira Nacional de Habilitação).

ƒ V. Res. CONTRAN 409/2012 (Altera a Res. CONTRAN 168/2004).

Art. 264. (Vetado.)

Art. 265. As penalidades de suspensão do

direito de dirigir e de cassação do documento

de habilitação serão aplicadas por decisão fun-

damentada da autoridade de trânsito compe-

tente, em processo administrativo, assegurado

ao infrator amplo direito de defesa.

ƒ V. Res. CONTRAN 182/2005 (Dispõe sobre a uniformização do procedimento administrativo para imposição das penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação da Carteira Nacional de Habilitação).

798

cÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

Art. 266. Quando o infrator cometer, si-

multaneamente, duas ou mais infrações,

ser-lhe-ão aplicadas, cumulativamente, as res- pectivas penalidades.

Art. 267. Poderá ser imposta a penalida-

de de advertência por escrito à infração de na-

tureza leve ou média, passível de ser punida

com multa, não sendo reincidente o infrator,

na mesma infração, nos últimos doze meses,

quando a autoridade, considerando o prontuá-

rio do infrator, entender esta providência como

mais educativa.

§ 1º A aplicação da advertência por escrito não

elide o acréscimo do valor da multa prevista no

§ 3º do art. 258, imposta por infração poste- riormente cometida.

§ 2º O disposto neste artigo aplica-se igual-

mente aos pedestres, podendo a multa ser transformada na participação do infrator em cursos de segurança viária, a critério da auto- ridade de trânsito.

Art. 268. O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN:

ƒ V. Res. CONTRAN 168/2004 (Estabelece Nor-

mas e Procedimentos para a formação de con-

dutores de veículos automotores e elétricos, a realização dos exames, a expedição de docu- mentos de habilitação, os cursos de formação, especializados, de reciclagem).

ƒ V. Res. CONTRAN 409/2012 (Altera a Res. CONTRAN 168/2004).

I - quando, sendo contumaz, for necessário à sua reeducação;

II

- quando suspenso do direito de dirigir;

III

- quando se envolver em acidente grave para

o

qual haja contribuído, independentemente de

processo judicial;

ƒ

V. Res. CONTRAN 300/2008 (Estabelece pro-

cedimento administrativo para submissão do condutor a novos exames para que possa voltar

a dirigir quando condenado por crime de trân- sito, ou quando envolvido em acidente grave).

- quando condenado judicialmente por delito

IV

de trânsito;

V - a qualquer tempo, se for constatado que o

condutor está colocando em risco a segurança

do

trânsito;

VI

- em outras situações a serem definidas pelo

CONTRAN.

CAPÍTULO XVII DAS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS

Art. 269. A autoridade de trânsito ou seus

agentes, na esfera das competências estabe- lecidas neste Código e dentro de sua circuns- crição, deverá adotar as seguintes medidas

administrativas:

I - retenção do veículo;

II - remoção do veículo;

de

III

Habilitação;

IV - recolhimento da Permissão para Dirigir;

V - recolhimento do Certificado de Registro;

VI - recolhimento do Certificado de Licencia-

mento Anual;

-

recolhimento

da

Carteira

Nacional

VII - (Vetado.)

VIII - transbordo do excesso de carga;

IX - realização de teste de dosagem de alcoo-

lemia ou perícia de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica;

X - recolhimento de animais que se encontrem

soltos nas vias e na faixa de domínio das vias

de circulação, restituindo-os aos seus proprie-

tários, após o pagamento de multas e encar-

gos devidos.

XI - realização de exames de aptidão física,

mental, de legislação, de prática de primeiros socorros e de direção veicular. (Incluído pela

Lei 9.602/1998.)

§ 1º A ordem, o consentimento, a fiscalização,

as medidas administrativas e coercitivas adota-

das pelas autoridades de trânsito e seus agen- tes terão por objetivo prioritário a proteção à vida e à incolumidade física da pessoa.

§ 2º As medidas administrativas previstas neste

artigo não elidem a aplicação das penalidades impostas por infrações estabelecidas neste Có-

digo, possuindo caráter complementar a estas.

§ 3º São documentos de habilitação a Carteira

Nacional de Habilitação e a Permissão para Dirigir.

§ 4º Aplica-se aos animais recolhidos na for-

ma

do inciso X o disposto nos arts. 271 e 328,

no

que couber.

Art. 270. O veículo poderá ser retido nos casos expressos neste Código.

§ 1º Quando a irregularidade puder ser sanada

no local da infração, o veículo será liberado tão

logo seja regularizada a situação.

§ 2º Não sendo possível sanar a falha no local

da infração, o veículo poderá ser retirado por

condutor regularmente habilitado, mediante recolhimento do Certificado de Licenciamento

Anual, contra recibo, assinalando-se ao condu-

tor prazo para sua regularização, para o que se

considerará, desde logo, notificado.

§ 3º O Certificado de Licenciamento Anual será

devolvido ao condutor no órgão ou entidade aplicadores das medidas administrativas, tão

logo o veículo seja apresentado à autoridade devidamente regularizado.

§ 4º Não se apresentando condutor habilitado

no

local da infração, o veículo será recolhido

ao

depósito, aplicando-se neste caso o dispos-

to

nos parágrafos do art. 262.

§ 5º A critério do agente, não se dará a reten- ção imediata, quando se tratar de veículo de transporte coletivo transportando passageiros

ou veículo transportando produto perigoso ou

perecível, desde que ofereça condições de se-

gurança para circulação em via pública.

Art. 271. O veículo será removido, nos ca-

sos previstos neste Código, para o depósito fi-

xado pelo órgão ou entidade competente, com

circunscrição sobre a via.

Parágrafo único. A restituição dos veículos re-

movidos só ocorrerá mediante o pagamento

das multas, taxas e despesas com remoção e

estada, além de outros encargos previstos na legislação específica.

cONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DE TRABALHO

igual a 1 (um) salário-mínimo regional, apli- cada tantas vezes quantos forem os menores empregados em desacordo com a lei, não po- dendo, todavia, a soma das multas exceder

a 5 (cinco) vezes o salário-mínimo, salvo no

caso de reincidência em que esse total pode-

rá ser elevado ao dobro. (Redação dada pelo

Dec.-Lei 229/1967.)

ƒ V. Port. 290/1997, MTE (Aprova normas para

a imposição de multas administrativas previs- tas na legislação trabalhista).

Art. 435. Fica sujeita à multa de valor igual a 1 (um) salário-mínimo regional e ao pagamento da emissão de nova via a empresa que fizer na Carteira de Trabalho e Previdên- cia Social anotação não prevista em lei. (Re- dação dada pelo Dec.-Lei 229/1967.)

ƒ V. art. 7º, IV, CF.

ƒ V. art. 1º, Dec.-Lei 926/1969 (Institui a Cartei- ra de Trabalho e Previdência Social - CTPS).

ƒ V. Port. 290/1997, MTE (Aprova normas para

a imposição de multas administrativas previs- tas na legislação trabalhista).

Arts. 436 e 437. (Revogados pela Lei

10.097/2000.)

Art. 438. São competentes para impor as penalidades previstas neste Capítulo os Dele- gados Regionais do Trabalho ou os funcioná- rios por eles designados para tal fim.

Parágrafo único. O processo, na verificação das infrações, bem como na aplicação e cobrança das multas, será o previsto no título “Do Processo de Multas Administrativas”, observadas as disposições deste artigo.

ƒ V. arts. 626 a 642 desta CLT.

SEÇÃO VI

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 439. É lícito ao menor firmar reci- bo pelo pagamento dos salários. Tratando-se, porém, de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de 18 (dezoito) anos dar, sem assistência dos seus responsáveis legais, qui- tação ao empregador pelo recebimento da in- denização que lhe for devida.

ƒ

V. art. 477, §§ 1º a 4º, desta CLT.