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FERNANDA PAULA ROCHA JOSIEL RIBEIRO DOS SANTOS

LUCAS MARTINS

SUPER AÇÃO MATEMÁTICA

Reforçando a Aprendizagem

Projeto apresentado à Secretaria Municipal de Educação de Goianésia do Pará - SEMEC com intuito de complementação do ensino e como ferramenta de aplicação e aperfeiçoamento de novos métodos de ensino em matemática.

GOIANÉSIA DO PARÁ

2011

A educação, direito de todos e dever do estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

(CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988,

CAP.III, SEÇÃO I, ART. 205)

SUMÁRIO

ɪ

ɪɪ

JUSTIFICATIVA

ɪɪɪ

PÚBLICO

ɪV

OBJETIVO

V

OBJETIVO ESPECÍFICO

Vɪ

METODOLOGIA

Vɪɪ

RECURSOS DIDÁTICOS OU MATERIAIS

Vɪɪ

RECURSOS HUMANOS

ɪx

CRONOGRAMA

x

AVALIAÇÃO

xɪ

PARCERIAS

xɪɪ

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXOS

03

04

08

08

08

09

10

10

11

12

12

13

14

ɪ APRESENTAÇÃO

O Projeto Super Ação Matemática foi desenvolvido por acadêmicos do curso

de Licenciatura Plena em Matemática da Universidade Federal do Pará, na

qualidade de um projeto de reforço escolar.

O projeto visa à aplicação de aulas de reforço para alunos das séries de

transição do 5º para o 6º ano. Ao analisarmos, constatamos que esse é um período que exige adaptação, pois marca a ruptura com as séries iniciais (e com a infância) e é o contato do aluno com uma nova forma de organização pedagógica escolar. Os conteúdos serão trabalhados paralelamente aos da aula regular obedecendo a uma linha lógica e progressiva de atividades, seguindo o planejamento do professor, que também terá a finalidade de orientar as nossas ações, a fim de obter maior interesse, criatividade e raciocínio lógico-matemático de seus discentes. Esperamos como resultado diminuir o índice de reprovação da escola em que o projeto será implantado e melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB da mesma.

É importante ressaltar que o projeto visa além do que foi dito anteriormente,

nos dar experiência profissional, aplicando as práticas pedagógicas adquiridas no decorrer do curso. Além disso, estamos considerando a importância do projeto para a comunidade e escola, pretendendo levar alunos e professores a uma nova

concepção a respeito da Matemática, da sociedade e do mundo.

ɪɪ JUSTIFICATIVA

O alto índice de repetência que tanto preocupa gestores e educadores na atualidade nas escolas públicas servem como diagnóstico da necessidade de intervenção educacional nos períodos de transição do 5º para o 6º ano do Ensino Fundamental. Para minimizar tal problema deve haver uma ação conjunta entre Secretaria Municipal de Educação, Escola, professores, pais, alunos e universitários interessados em compreender a dinâmica desse processo. Hoje estamos em tempos de inovações pedagógicas, a todo tempo surgem novas teorias metodológicas, e esse processo causou no ensino da Matemática novas visões e competências, já não vemos o ensino da Matemática como uma disciplina pronta e acabada, e sim uma disciplina de contextualização, que envolve não apenas o aprendizado de números e cálculos, mas de estratégias e resoluções de problemas do cotidiano. Como diz Ubiratan D’Ambrósio, as ideias matemáticas, particularmente comparar, classificar, quantificar, explicar, generalizar e, de algum modo, avaliar, são formas de pensar presentes em toda a espécie humana. O tempo de ensino regular muitas vezes é insuficiente para que todas as habilidades sejam trabalhadas, e ainda, alguns alunos não conseguem acompanhar o desenvolver do método de ensino-aprendizagem usado pelo professor, surgindo a partir desses fatos a necessidade de um auxilio extraclasse.

Muitas vezes, como professores, esquecemos que fomos estudantes (e aprendizes, mesmo quando já éramos professores). Exigimos que os alunos tenham domínio completo dos conteúdos, mas esquecemos que os temas que hoje dominamos sobre eles, algum dia não sabíamos nada e que, com o tempo, pouco a pouco, ano após ano, nossa visão foi se ampliando. HARRES (2008)

Nesse sentido a intervenção de projetos universitários na Educação Pública Municipal pode criar novas oportunidades de aprendizagem para alunos que poderiam, no decorrer do ano letivo, fazer parte das estatísticas de evasão da escola, e ainda pode ser o desencadeador de novos projetos educacionais promovidos pelo próprio sistema público. A aprendizagem de todos os alunos é o objetivo maior do reforço escolar, é uma ação que deve ampliar e consolidar conhecimentos e ajudá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem, favorecendo o sucesso na escola e na vida.

Para MININE (2003) as dificuldades de aprender os conteúdos de Física, Química e Matemática são imensas na rede pública de ensino. Os alunos chegam a manifestar, muitas vezes, medo em enfrentar as deficiências de aprendizagem, já que essas matérias envolvem raciocínio e lógica. Essa postura mexe com a motivação dos estudantes para o estudo, por isso os alunos na maioria das vezes não alcançam um rendimento satisfatório. Isso nos remete à necessidade de implementação do ensino público com programa de reforço escolar, buscando aumentar a autoestima dos alunos com déficit de aprendizagem, para que possam acompanhar o ritmo da turma com qualidade. Para FABIAN e OLIVEIRA, (2009) o reforço escolar paralelo às aulas do professor titular melhora o desempenho dos alunos participantes. A participação de alunos com problemas de aprendizagem em aulas de reforço pode ser uma solução em curto prazo para as escolas da rede municipal, nesse sentido é interessante que as escolas derrubem seus muros para a comunidade, buscando recursos para que todo o corpo escolar junto com a comunidade trabalhe paralelamente para melhoria do aprendizado dos alunos. Ainda é bom considerar que o trabalho com alunos com déficit de aprendizagem deve seguir um raciocínio diferenciado do ensino regular, deve-se considerar que esses alunos trazem um histórico de fracasso em seu currículo, e uma metodologia inadequada pode ocasionar uma piora no seu rendimento escolar ou talvez ainda mais grave, o fim de sua vida acadêmica. Assim é de suma importância nesses tipos de trabalhos o diálogo contínuo entre o professor da aula de reforço e professor titular, tornando rotineira a apresentação de relatórios que avaliem o rendimento e aproveitamento dos alunos participantes. Para POLATO (2009), o grande desafio dos que lecionam para alunos com defasagem de aprendizado é driblar o pessimismo por parte dos alunos e acreditar na capacidade destes para poder incentivá-los. Ressalta, ainda, a difícil questão da discriminação apresentada pelos que frequentam as aulas de reforço, até mesmo como consequência do histórico de negatividade e insucessos que marcaram o processo escolar destes alunos. É fundamental que o professor esteja preparado para tal desafio. Pensando nisso, foi desenvolvido o projeto Super Ação Matemática, em uma tentativa de proporcionar acesso igualitário aos alunos participantes deste.

Conforme observado estatisticamente, a EMEF Profº. Lucíolo Oliveira Rabelo apresenta os maiores índices de reprovação na disciplina de Matemática, a comparação foi realizada entre as escolas Profº. Lucíolo Oliveira Rabelo e a EMEF Alacid Nunes, dos anos de 2009 e 2010, mostradas nos gráficos abaixo:

Gráfico 01- Índice de reprovação do 6º ano do Ensino Fundamental-2009

de reprovação do 6º ano do Ensino Fundamental-2009 Fonte: Informações obtidas nas escolas Lucíolo O. Rabelo

Fonte: Informações obtidas nas escolas Lucíolo O. Rabelo e Alacid Nunes.

Gráfico 02- Índice de reprovação do 6º ano do Ensino Fundamental-2010

de reprovação do 6º ano do Ensino Fundamental-2010 Fonte: Informações obtidas nas escolas Lucíolo O. Rabelo

Fonte: Informações obtidas nas escolas Lucíolo O. Rabelo e Alacid Nunes.

Em 2009, a Escola Lucíolo Oliveira Rabelo apresentou um índice de reprovação na disciplina de Matemática 4% menor que a escola Alacid Nunes, contudo, em 2010 houve um aumento significatitivo nesse índice, a escola Lucíolo Oliveira Rabelo ficou com cerca de 5% a mais que a escola Alacid Nunes.

Portanto, consideramos esse o principal fator para a escolha da escola Lucíolo O. Rabelo para a implantação do projeto, tendo como meta melhorar esse índice até o final do ano letivo de 2011.

ɪɪɪ PÚBLICO ALVO

Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental da rede Pública Municipal de Ensino.

ɪV OBJETIVO GERAL

Desenvolver habilidades docentes e oferecer atividades de reforço escolar em Matemática aos estudantes do 6º ano do Ensino fundamental, que apresentarem rendimento insatisfatório ou dificuldades na aprendizagem, utilizando recursos pedagógicos disponíveis e/ou métodos alternativos, tornando-os aptos ao raciocínio lógico e permitindo-lhes a compreensão de fenômenos decorrentes do dia-a-dia.

V OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Reduzir o índice de reprovação e evasão escolar.

Contribuir para aumentar o IDEB da escola a ser realizado o projeto.

Reforçar a aprendizagem dos alunos com dificuldades em Matemática desenvolvendo as habilidades e competências dos mesmos.

Desenvolver novas metodologias no ensino de Matemática.

Valorizar o aluno atendendo suas dificuldades específicas e individuais melhorando seu desempenho escolar.

Adquirir experiência docente.

Adquirir certificado de palestrante que sirva às atividades extracurriculares exigidas por nosso curso.

Vɪ METODOLOGIAS

Após uma pesquisa realizada nas escolas de ensino fundamental do município percebemos que na Escola Lucíolo Oliveira Rabelo havia o espaço ideal para a aplicação de nosso projeto, comparando o IDEB descobrimos que as escolas estavam exatamente no mesmo nível, então levamos em conta o número de turmas e o espaço físico da escola para a aplicação do projeto. Inicia-se então o planejamento de como poderia ser aplicada as aulas de reforço na escola, e através de muitas pesquisas e discussões montamos o seguinte planejamento:

As aulas de reforço deverão ocorrer na própria escola, que pode formar turmas de no mínimo 10 alunos e no máximo 15 alunos. Essas aulas serão desenvolvidas em 4 horas semanais, distribuídas em dois dias na semana. Quanto à frequência dos alunos nas atividades, caberá aos professores das aulas de reforço juntamente com os professores titulares controlá-la, como forma de “garantir a aprendizagem”. A escola notificará os responsáveis quando verificar algum problema em relação à frequência desses alunos no Projeto. Quando o responsável é devidamente avisado e a situação ainda persistir, o aluno dará lugar a outro que necessite do programa, mas que, por falta de vaga, não pôde participar inicialmente. A seleção dos alunos participantes do projeto deverá ocorrer, aproximadamente após dois meses do início do ano letivo. Será realizada pelo professor da classe, que efetivará uma diagnose, a fim de detectar possíveis dificuldades. Para estimular a participação dos alunos, os conteúdos deverão ser trabalhados de forma diferenciada, tentado torná-los menos cansativos, buscando trabalhar com jogos e mídias para fixação dos conteúdos.

Além de ser um objeto sociocultural em que a Matemática está presente, o jogo é uma atividade natural no desenvolvimento dos processos psicológicos básicos; supõe um “fazer sem obrigação externa e imposta”, embora demande exigências, normas e controle. (PCN de Matemática,

1998).

No período intermediário, entre o início do ano letivo e o início das aulas de reforço, os graduandos que desenvolverão o papel de professor de reforço deverão acompanhar os conteúdos vistos pelos alunos e para que esse processo seja ainda mais benéfico, os mesmos se disponibilizam a assistir aulas com o professor em uma das turmas do 6º ano, para que esse período sirva como um treinamento, e ao mesmo tempo, espaço de pesquisa, necessário para que o projeto se desenvolva com qualidade. Nas aulas de reforço deve se ter a sensibilidade de perceber que não é possível trabalhar todo o conteúdo da disciplina, mas sim aquele em que os alunos têm mais dificuldades, preparando-os para um acompanhamento do conteúdo em sala de aula.

Vɪɪ RECURSOS DIDÁTICOS OU MATERIAIS

Jogos pedagógicos

Livros e revistas

Mídias

Quadro Magnético e Pincel

Vɪɪɪ RECURSOS HUMANOS

Fernanda Paula Rocha, Graduanda com 840 horas cursadas.

Josiel Ribeiro dos Santos, Graduando com 1440 horas cursadas.

Lucas Martins, Graduando com 840 horas cursadas.

ɪx CRONOGRAMA:

PROCEDIMENTOS

                       

METODOLÓGICOS

19/11

21/12

22/12

28/12

29/12

11/01

12/01

17/01

19/01

20/01

08/02

02/05

01

Início da

                       

Coleta de Dados

X

02

Revisão da

                       

Bibliografia

X

X

X

X

X

X

03-Término da

                       

Coleta de Dados

X

04

Análise do

                       

Material Coletado

X

X

X

X

X

X

X

06

Elaboração do

                       

Projeto

X

X

X

X

X

X

X

X

06Revisão

                       

Ortográfica.

X

07 Digitação

         

X

X

X

X

     

08 Entrega do

                       

Projeto a

Coordenação da

X

Escola e SEMEC

09- Início das Aulas

                       

de Reforço

X

MESES DE NOVEMBRO Á ABRIL

x AVALIAÇÃO

A avaliação dar-se-á através de apresentação bimestral de relatórios individuais do aproveitamento de cada aluno. Para diagnóstico de aprendizagem nas aulas do projeto, serão aplicados testes avaliativos.

xɪ PARCERIAS

SEMEC

Escola Lucíolo O. Rabelo

Escola Alacid Nunes

Profº. Otávio Campelo

Profº. Erickson Navarro

Maurivan Silva (secretário da EMEF Alacid Nunes)

xɪɪ Bibliografia

AGNE, Luciano Sant’Ana.

DE

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