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Disciplina: Direito Civil - FAMILIA Assunto: Direito Civil – Dicas sobre Direito de Família (2011.1)
Disciplina: Direito Civil - FAMILIA Assunto: Direito Civil – Dicas sobre Direito de Família (2011.1)

Disciplina: Direito Civil - FAMILIA

Disciplina: Direito Civil - FAMILIA Assunto: Direito Civil – Dicas sobre Direito de Família (2011.1) Coordenação

Assunto: Direito Civil – Dicas sobre Direito de Família (2011.1)

Coordenação do material: Prof Rodrigo Bessa da Silva

Amigos, trago este material, não tentando adivinhar o que vai ou não cair na prova. A ideia central é fazer você conseguir respirar o direito de família. Nem que seja um suspiro repentino que dure somente na hora da prova. Se assim for, a missão e a pretensão deste material irá atingir o seu principal objetivo, que é a sua aprovação!

Podemos conceituar o direito de família como sendo o ramo do direito civil que tem como conteúdo o estudos dos institutos: CASAMENTO / UNIÃO ESTÁVEL / RELAÇÕES DE PARENTESCO / FILIAÇÃO / ALIMENTOS / BEM DE FAMILIA / TUTELA, CURATELA, GUARDA.

Para início e conversa, não vou abrir um tópico para comentar a recente decisão so STF sobre união homossexual porque todos que estão lendo este material já sabem o que está acontecendo. No entanto, preciso lembrá-los que não foi liberado o CASAMENTO entre os homossexuais. Tão somente a UNIÃO ESTÁVEL entre casais homossexuais. Logo, devemos ter cuidado com o que vemos na televisão e iss seria uma boa pegadinha para a primeira fase da OAB.

Basta, na hora da prova, lembrar que foi admitido, neste país, a União Estável entre casais homossexuais e, com isso, caindo na questão, aplique a regra da União Estável. Apesar de você vendo na televisão que teve casamento com vestido de noiva e tudo. Vale somente o que está decidido no STF até hoje: UNIÃO ESTÁVEL! Não invente!

Quando vamos responder a uma questão objetiva de determinadas matérias, temos que fixar na mente o grau de importância de cada parte. Ou seja: No direito do trabalho, o empregado será protegido de todas as formas possíveis; assim como no código de defesa do consumidor temos que o consumidor será o principal necessitado de proteção legislativa.

Desta forma, no direito de família, por ser um ramo do direito que visa proteger a própria existência e a proteção à pessoa humana e, com isso, NORMA DE ORDEM PUBLICA, temos que, por exemplo, na filiação e bem de família, precisamos resguardar os interesses do menor e da dignidade dos membros desta família, acima de qualquer outra coisa. Exemplificando:

precisamos saber que o interesse do pai registrar o filho, não é deste pai, e sim, do próprio filho. O filho que é o MAIOR interessado no registro. O interesse MAIOR em tal registro é DO FILHO em ter um pai. (principio do melhor interesse do menor).

Sabendo desta regra, não precisamos decorar todos os artigos de todas as matérias, e sim, entender a lógica que o examinador utilizou para fazer-lhe determinada pergunta. Mas vê se

também não vai ficar delirando lá na hora de responder e vai acabar optando por alguma alternativa de Marte! Olha lá, hein!

Diante da última prova da FGV/OAB, podemos entender que: sabendo distinguir estas proteções e não somente os artigos da lei, acabamos por sair na frente nesta corrida rumo à aprovação!

Imagine que a FGV crie um caso em que uma criança foi agredida por seus pais e estes vieram a perder a guarda. Com isso, a criança acabou por ter sua guarda definitiva junto à avó materna, por exemplo. E se eles perguntarem de quem é a obrigação de prestar alimentos? Ora, tanto dos pais biológicos quanto de quem possui a guarda. Por que isso? Principio do interesse do menor! É algo que não está simplesmente na lei mas podemos responder utilizando essa lógica que passei acima.

Avançando na matéria, podemos visualizar uma possível questão envolvendo União estável na vigência de um casamento. Ora, só o fato de sabermos que o direito de família é composto de normas de ordem publica, então não precisamos nos preocupar com a questão, pois se tornaria evidente a impossibilidade de uma união estável durante a vigência de um casamento. Exemplificando: Não pode (A), casado com (B), mas que tenha uma amante / concubina (C), há

vários anos, com dependência econômica e blá, blá, blá

Eles podem te contar uma historia triste

mas o fato é: NÃO PODE UM SUJEITO CASADO VIVER EM UNIÃO ESTÁVEL COM UMA SEGUNDA PESSOA.

Só para massificar, lá vai um exemplo do ilustre professor Flávio Tartuce, onde um casal que vivia em União Estável firmou um contrato de namoro. Tal contrato seria nulo por suprimir direitos essencialmente pessoais, como é o caso de direito a alimentos. (lembrando, Direito de família é norma de ordem publica e não pode um contrato vir a violá-lo). SE A LEI ESTÁ DIZENDO QUE FULANA TEM DETERMINADO DIREITO, NENHUM CONTRATO DE NAMORO OU SEJA LÁ O QUE FOR VAI IMPOR O CONTRÁRIO DO QUE ESTÁ NA LEI.

Todavia, existem também algumas normas, DENTRO DO DIREITO DE FAMILIA, que são normas de ordem PRIVADA, como as relacionadas com REGIME DE BENS. Logo, seria um caso onde a vontade das partes poderia contrariar dispositivo de lei. Mas o estilo da FGV tem sido de elaborar questões em cima da regra acima, qual seja, normas de ordem publica onde a parte tenta violar por algum interesse particular.

O professor Eduardo de Oliveira Leite definiu com maestria as principais alterações do atual Direito de Família e são esses temas que sempre estão cotados para questões que envolvam Direito de Família, tendo como parâmetros os princípios constitucionais.

Dominando isso, mesmo as questões com pegadinhas não conseguirão te derrubar! :

- O reconhecimento de outras formas de conjugabilidade ao lado da família legitima;

- Igualdade *ABSOLUTA* entre homem e mulher;

- PARIDADE DE DIREITOS ENTRE FILHO DE QUALQUER ORIGEM (dentro ou fora do casamento);

- Dissolubilidade do vínculo matrimonial;

- Reconhecimento de Uniões Estáveis.

Vale lembrar que a nossa constituição possui como objetivos fundamentais (art 3, i CF), a LIBERDADE, JUSTIÇA e SOLIDARIEDADE.

Em se tratando de Direito de Família, sua tendência é a adoção de princípios fundamentais

como:

· A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA;

· A SOLIDARIEDADE FAMILIAR;

· A IGUALDADE DE GÊNEROS, DE FILHOS E DAS ENTIDADES

FAMILIARES;

· A CONVIVÊNCIA FAMILIAR;

· O MELHOR INTERESSE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE; E

· A AFETIVIDADE.

NUNCA ESQUEÇA!

- Súmula 364 STJ – imóvel de 1 pessoa é bem de família SIM !

- Art 229 CRFB/88 e 1634 CC/02 - pai deve pagar pensão alimentícia mas não pode ser condenado em dano moral por não ter dado carinho ao filho (STJ) mas os TRIBUNAIS DE JUSTIÇA ESTADUAIS costumam aceitar o cabimento do Dano moral, assim como a doutrina. Lembre que a OAB é uma prova nacional e não estadual!

- Princípio da dignidade da pessoa humana - art 1°, III CRFB/88

- Princípio da solidariedade familiar - art 3°, I CRFB/88

Justifica o pagamento dos alimentos do art 1.694 cc/02

No caso DESTE principio, o STJ entende que norma de ordem publica pode retroagir.

- Princípio da SOLIDARIEDADE entre os FILHOS - art 227 parágrafo 6° CRFB/88 e art. 1.596 cc/02 (todos são iguais perante a lei)

O código civil de 16 fazia diferença entre os filhos (parentesco legitimo e ilegítimo)

Também poderia ser natural ou civil (caso da adoção)

Não existe mais distinção jurídica nenhuma entre adotivos , consanguíneos, etc.

-

Princípio da IGUALDADE entre os cônjuges e companheiros art 226 parágrafo 5° e art. 1.511

cc/02

Marido pode pedir alimentos da companheira/esposa

Só cabe durante tempo razoável para sua recolocação no mercado, quando puder trabalhar.

Logo, o art 100, I do CPC não deveria ser aplicado porque privilegia mulher e, com isso, viola tal principio. Este artigo dá preferência de foro para a mulher.

- Princípio da IGUALDADE NA CHEFIA familiar art 1566, III e IV; art 1631; art 1634 e art 226 parágrafo 5° e 7° da CRFB/88.

- Princípio DA NÃO INTERVENÇÃO ou DA LIBERDADE art 1513 e 1565 parágrafp 2° da

CRFB/88

O

Estado não vai se meter na “gestão” da família. Não pode fazer controle de fecundidade

mas pode adotar políticas publicas para planejamento familiar.

* Esse principio deve ser ponderado com o princípio do melhor interesse da criança.

- Princípio DO MAIOR INTERESSE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE art 227, caput da

CRFB/88 e art 1583 e 1584 cc/02 *muito importante o art 1.583 p 3°.c e art. 1.584 parágrafo 2° e

5°.

Eventual culpa dos cônjuges na dissolução da sociedade conjugal, não influencia a guarda de filhos, em virtude do princípio do melhor interesse da criança e proteção integral.

O princípio do melhor interesse da criança pode ate superar eventual nulidade durante processo de adoção.

- Princípio da AFETIVIDADE

·

Atenção porque é importantíssimo!! “pai é aquele que cria” !

Se

o marido reconheceu como seu o filho de sua mulher e estabeleceu vinculo de afeto, não

vai poder depois mudar de ideia e dizer que não quer mais ser pai!

QUESTÕES DA OAB COMENTADAS, PARA MASSIFICAR:

(PERGUNTAS EM NEGRITO)

Por favor, leiam, ao menos, os artigos que coloquei no gabarito!

1) OAB - 2009.1

A respeito do direito de família, assinale a opção correta:

A) Aplicam-se à união estável as regras do regime da separação de bens, salvo contrato escrito em que se estipule o contrário.

a) f - art 1.725 cc (seria comunhão de bens)

B) Não pode ser reconhecida como união estável a relação pública, contínua, duradoura e com ânimo de constituir família,

entre uma mulher solteira e um homem casado que esteja separado de fato.

b) f - 1.723 p. 1°

C) Suponha que uma criança tenha sido concebida com material genético de Maria e de um terceiro, tendo sido a inseminação artificial

previamente autorizada pelo marido de Maria. Nessa situação hipotética, o Código Civil prevê expressamente que a criança é presumidamente considerada, para todos os efeitos legais, filha de Maria e de seu marido.

c) v – 1.593 (outra origem) / adoção art 39 e seguintes lei 8069 / 1597 V - havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido.

D) Os cunhados, juridicamente, não podem ser classificados como parentes.

d) f – 1.595 p 1° colateral

2) OAB - 2009.3

João e Maria, às vésperas do casamento, firmaram documento particular, e não por escritura pública, por meio do qual optaram pelo regime da separação de bens. Eles viveram aparentemente bem durante dez anos, mas, no início de 2006, Maria requereu separação litigiosa fundamentada em provas irrefutáveis, que foi julgada procedente. Na situação hipotética apresentada, na fase da partilha dos bens, o juiz deve:

A) declarar nulo o pacto particular e aplicar as regras do regime da comunhão parcial de bens.

a) v – art 1653 / art 1640 – regime parcial art. 1658 ; regime universal art.1667 (“ aquestos art 1672 ; regime de separação de bens art. 1687.

presentes

e futuros

”)

; regime de

B) decidir pela divisão, em partes iguais, do patrimônio comum, independentemente da forma e da data de aquisição.

b) f

C) determinar a ratificação do pacto antenupcial.

c) f - art. 1.653

D) aplicar as regras que tratam do regime da comunhão universal de bens.

d) f

3) OAB – 2010.3

João foi registrado ao nascer com o gênero masculino. Em 2008, aos 18 anos, fez cirurgia para correção de anomalia genética e teve seu registro retificado para o gênero feminino, conforme sentença judicial. No registro não constou textualmente a indicação de retificação, apenas foi lavrado um novo termo, passando a adotar o nome de Joana. Em julho de 2010, casou-se com Antônio, homem religioso e de família tradicional interiorana, que conheceu em janeiro de 2010, por quem teve uma paixão fulminante e correspondida. Joana omitiu sua história registral por medo de não ser aceita e perdê-lo. Em dezembro de 2010, na noite de Natal, a tia de Joana revela a Antônio a verdade sobre o registro de Joana/João. Antônio, não suportando ter sido enganado, deseja a anulação do casamento.

Conforme a análise da hipótese formulada, é correto afirmar que o casamento de Antônio e Joana

(A)

só pode ser anulado até 90 dias da sua celebração.

a)

f – 90 dias é intervalo entre religioso e civil e validade da procuração. Falaram isso só para confundir.

(B)

poderá ser anulado pela identidade errônea de Joana/João perante Antônio e a insuportabilidade da vida em comum.

b) v – art 1556 c/c art 1557, I (depois que juiz assina que é mulher, o transexual vira mulher e ponto final! Com isso, deixa de ser casamento inexistente – que é quando casam pessoas do mesmo sexo – lembrando que União Estável pode!)

(C) é inexistente, pois não houve a aceitação adequada, visto que Antônio foi levado ao erro de pessoa, o que tornou

insuportável a vida em comum do casal.

c) f – art 1.556 (“pode ser anulado forma, não é inexistente!

(D) é nulo; portanto, não há prazo para a sua argüição Consumidor

erro

qto pessoa do outro.”) / Logo, é existente pois PODE ser anulado. Desta

d) f - art. 1.548 (nulos)

4) Rodrigo Bessa – Alteração recente da lei!

Virgínia, menor com 12 anos de idade, mora com sua mãe. Esta só vem permitindo as visitas do pai, que viaja muito a trabalho e não tem dia certo para visitar sua filha. Considerando-se a recente alteração do Código Civil, pode-se afirmar que o direito de visita se estende aos:

A) Irmãos, por parte de pai, que sejam maiores de idade, mesmo que nunca tenham convivido com a Virgínia.

B) Irmãos, por parte de pai, especialmente os menores de idade, mesmo que nunca tenham convivido com a Virgínia.

C) Tios, irmãos de ambos os pais.

D) Avós, por parte de ambos os pais.

d) v – 1.589, pú. Cc “O direito de visita estende-se a qualquer dos avós, a critério do juiz, observados os interesses da criança ou do adolescente.”

Prof. Rodrigo Bessa

Boa sorte!!