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Data:terça-feira, 11 de setembro de 2012 Veículo:DCI Seção:Notícias Mitsui quer padronização de ba lanços em

Data:terça-feira, 11 de setembro de 2012

Veículo:DCI

Seção:Notícias

Mitsui quer padronização de balanços em distribuidoras

Abrasca espera evolução de formulário de referência para modelo mais compacto e objetivo para evitar volume expressivo de dados irrelevantes.

A Mitsui Gás e Energia propôs a padronização dos balanços em IFRS das distribuidoras

estaduais de gás natural no Brasil todo. A sugestão foi dada pelo gerente-geral do departamento de contabilidade da companhia Luiz Henrique Barros, no 2º Encontro Nacional de Contabilidade e Auditoria para Companhias Abertas e Sociedades de Grande Porte iniciado ontem em São Paulo.

"Quando começamos a operar no Brasil, os balanços das distribuidoras eram completamente diferentes uns dos outros. Nós começamos a criar um padrão para o setor, e estamos tentando chegar a um acordo com o Ibracon (Instituto dos Auditores independentes do Brasil) para um padrão nacional", afirmou Barros, em sua apresentação aos participantes do evento da Associação Brasileira das Companhias Abertas ( Abrasca ) e do lbracon.

A Mitsui Gás e Energia do Brasil é subsidiária da multinacional japonesa Mitsui e

possui 99,9% das ações da Bahiagás e participações societárias relevantes, junto com a Gaspetro, em 6 distribuidoras estaduais de gás natural - Sergás (SE), Algás (AL), Copergás (PE), PBGás (PE), Compagas (PR), e SCGás (SC).

Segundo Barros, sua companhia desenvolveu o Plano de Contas Padrão (PCPGás) que pode ser utilizado por qualquer outra distribuidora. ''A concessão de gás é estadual, e a multiplicidade de legislações só faz piorar a comparação entre companhia do mesmo setor", disse.

O executivo afirmou que a iniciativa conta com o apoio inicial da Comgás, a principal

distribuidora do País.

Marcamos uma reunião com a Arsesp [Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) para discutir o assunto.

O objetivo é ter um plano de contas para todas as distribuidoras de gás do Brasil",

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destacou Barros. Ele informou que com a edição das normas contábeis do Comitê de Pronunciamentos

destacou Barros.

Ele informou que com a edição das normas contábeis do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), a Mitsui Brasil deve optar pelo balanço de equivalência patrimonial, não pelo balanço consolidado. "Nós não temos autonomia nem poder de decisão para decidir o preço do gás ou o uso do caixa das distribuidoras. Se você é efetivamente o dono, tem o direito de consolidar, portanto o CPC-19 nos permite essa alternativa. Somos responsáveis pelos investimentos", explicou o executivo.

O pronunciamento técnico CPC 19 é o que trata do investimento em empreendimento

controlado em conjunto (joint venture), assunto que gera atualmente discussões acaloradas entre companhias brasileiras, e que na visão de especialistas pode influenciar

os balanços das empresas a partir de 2013, datada obrigatoriedade.

Para uma fonte de mercado consultada plo DCI no evento, a japonesa Mitsui tem o interesse de continuar investindo em participações societárias em distribuidoras de gás no Brasil e a padronização internacional dos balanços ajuda a matriz a comparar as empresa do setor, alvo de seus investimentos locais.

Obrigatoridade

Outro detalhe técnico que foi tema de debate no evento foi a falta de obrigatoriedade de divulgação dos balanços em ÍFRS pelas sociedades de grande porte que são empresas fechadas. "Lá na época do Pedro Malan [ministro da Fazenda do governo de FHC] o projeto de lei discutia a obrigatoriedade, mas, parafraseando um colega meu da Receita [Federal], você manda um beija-flor para o Congresso e recebe um morcego. Não está na lei, não há obrigatoriedade de divulgação", contextualizou o superintendente de Normas Contábeis e de Auditoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), José Carlos Bezerrada Silva.

Os balanços do padrão internacional IFRS das empresas fechadas são auditados, mas apenas publicados no Diário Oficial da União (DOU), sem necessidade da divulgação em jornais.

Na opinião dos presentes ao evento, ninguém lê o Diário Oficial da União e o acesso a informação por stakeholders [partes interessadas] fica muito restrito. "É um sistema injusto com as companhias abertas, que abrem todas as informações aos concorrentes, mas não têm acesso aos dados das empresas fechadas", comentou ao DCI o presidente da Abrasca , Antônio D.C. Castro.

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Telecom O integrante da equipe do IASB, a instituição mundial que define as regras do

Telecom

O integrante da equipe do IASB, a instituição mundial que define as regras do padrão internacional de contabilidade IFRS, Jan Engstrom, disse que o setor de telecomunicações é o mais resistente a mudança nas regras de reconhecimento de receitas. "O que prevalece é a essência sobre a forma; se seguirmos o princípio, será necessário informar os contratos de receita no longo prazo.As empresas de telecom argumentam que entregar celulares ou computadores de brinde não representa nada. O pagamento pelos serviços é feito no longo prazo", disse Engstrom, segundo quem, o tema é polêmico em todo o mundo, pois pode gerar questões tributa-rias em diferentes países. "A norma ficará pronta em meses."

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