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A Sexualidade em tempo de crise

Por Ms. Gerlane Lopes Ferreira Cardoso


Graduada em Licenciatura em Psicologia pela Centro Universitário de João Pessoa Unipe , Psicologia
Clínica pelo Centro Universitário de João Pessoa Unipe, mestrado em Clínica e Saúde Mental pela
Universitat Oberta de Catalunya/ Instituto de Neurociencias y Salud Mental de Barcelona.Membro da
The American Psychological Association.

Uma situação de crise econômica tem se manifestado em várias frentes. Vivemos numa época de
crise política, econômica, familiar e outras.

A perda do emprego e suas conseqüências é objeto de estudo desde os anos 30. Para Leon e Iguti
(2003), o desemprego também representa perdas e rupturas nas mais variadas dimensões da vida
do ser humano, sendo que suas repercussões estendem-se não apenas ao indivíduo
desempregado, mas também a todo o seu contexto familiar e social.

O desemprego é na contemporaneidade um dos assuntos mais preocupantes, visto que se


evidencia como um fenômeno mundial. Os estudos até então desenvolvidos demonstram que as
conseqüências do desemprego não se limitam apenas aos fatores econômicos (Blanch, 2001). O
desemprego trás no seu bojo questões mais específicas da clínica, que se estendem desde o
prejuízo na auto-estima (Sarriera, 1993) até os casos relacionados com suicídio (Gunnell et al.,
1993). Especialistas confirmam que abalos na economia mundial poderão interferir na saúde
mental das pessoas, aumentando os casos de estresse, depressão e desordens mentais.

As crises produzem estress. Silva (2006) aponta que a perda do vínculo com o emprego formal
pode conduzir o indivíduo a manifestar o surgimento de estresse. O estress é um conjunto de
alterações biológicas e psíquicas em resposta aos aos acontecimentos que perturbam o nosso
equilíbrio pessoal, de alguma forma, no qual o organismo quer se defender, se o estímulo
agressivo é muito longo, haverá exaustão, este extremo cansaço é estresse.

Como as crises exogenas principalmente o desemprego tem influenciado na sexualidade das


pessoas?

Uma pessoa estressada e em crise não disfruta da sua sexualidade, nem pode fazer seu
companheiro desfrutar. A resposta sexual ( desejo, excitação e orgasmo) são interferidas.
Provávelmente aparecerá dificuldade para excitação, e começa estruturar-se um círculo vicioso
produzindo por sua vez frustação, consequentemente aumento do estress e da crise, podendo até
se transforma-se no balde de águar fria para os casais que trazem preocupação para cama
abalando a relação sexual.

A sexualidade é uma energia que nos carregamos pela vida toda, está energia nos conecta com o
prazer de fazer coisas que gostamos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, "a
sexualidade humana forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica
e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. É energia que
motiva encontrar o amor, contato e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos
das pessoas e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos,
sentimentos, ações e integrações, portanto, a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano
fundamental, a saúde sexual também deve ser considerada como direito humano básico. A saúde
sexual é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal
que influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras
pessoas e o amor".

Um estudo feito na Escola Farmácia de Bioquimica da Faculdade de Maimónides assegura que


desde que começou a crise financeira internacional, aumentou em 15% as vendas de
medicamento para aumentar o apetite sexual. Para sexologa Laliano (2008) “ quando existe uma
preocupação, muito grande, baixa o desejo e há disfunção erétil que pode homens fumam mais,
estão deprimidos.

Em outubro de 2008 a Revista Forbes publicou publicou um artigo surpreendente chamado “Oito
ameaça para um casamento em momentos difícies “ de Jacqueline Detwiler mostrando um
aumento do estresse ao longo do ano passado, com 14% descrevente aumentou preocupação
sobre a economia, 8% acentuante mais sobre a segurança no trabalho e 6% mais preocupantes
sobre dinheiro. a má notícia para um casamento, uma vez que altas estresse podem causar de
tudo desde irritabilidade para disfunção sexual.

Estudos mostram com as influencias externas e situacionais, influenciam nosso hipotálamo


(centro das nossas emoções no sistema nervoso central) provocando reações normalmente
negativa no nosso comportamento de ser. Na questão amorosa não é diferente, ocorre via de
regra uma falta de desejo pelo sexo, uma falta de afetiviadade. A crise financeira pelo qual o
casal passa, é um assunto crítico para conversar, é motivo para discuções, acusações, gritarias,
inibindo mais ainda o clima de afetividade e sexualidade resultando na insatisfação nas
expectativas conjugais.

As estatísticamente revelam: - A má notícia é que o dinheiro é a força do casamento e a boa


notícia é que o dinheiro não é tudo. Existe diferentes percepções e valores quanto ao dinheiro.
Existem aqueles que concordam que “quando a crise chega na porta o amor pula pela janela”,
entanto, no momento de crise econômica que vivemos muitos casais tem permitido que o amor
pule pela janela e a sua família naufrage. E existe aquele que acreditam que o casamento pode
sobreviver á crise, depende da atitude do casal.

Neste momentos de dificuldade é muito comum os casais terem menos comunicação, mais
resssentimeno e afastamento como resultado do momento delicado pelo qual estão vivendo. A
crise pode gerar um distanciamento sexual. Então, é importante para os casais, não permitir que
crise torna-se também sexual e o desgaste emocional e toda sua energia seja gasta pensando na
crise financeira, interferindo na suas relações, desequilibrando a vida conjugal. Primeiro passo
para começar a resolver é não ficar paralizado, converse com seu conjuge e pesem em possíveis
soluções para fortalecer os laços matrimoniais, emocionais e recuperar o interesse sexual.
Segundo passo “intimidade” o casal precisa ter intimidade para renovar o amor, estabelecer
vínculos afetivos siginificativos para vida conjugal. O carinho, afeto e prazer é importante para
consolidar a relação conjugal. É um desafio que eles precisam enfretarem juntos, sobretudo é
uma oportunidade única de crescer, este crescimento permitirá ao casal viver, por sua vez, com
mais confiança, respeito, carinho e capacidade de lutarem juntos e serem vencedores.

A crise financeira pode chegar na sua casa, mais não pode chegar na sua cama.

Deus abençoe a todos,

Ms. Gerlane Cardoso

Contato com autora gerlaneusa1@hotmail.com

Para referir:

Detwiler J. Eight Threats To Marriage In A Downturn. in Revista Forbes, 29 de outubro de 2008

Internet, disponível em web: http://www.forbes.com/2008/10/29/marriage-downturn-stress-


forbeslife-cx_jd_1029health.html

De rosa, Enrique. Implicaciones biológicas y sus reprecusiones en la sexualidade. disponível em


web: http://www.scribd.com/doc/8535485/SexualidadCrisis-y-Estres

Franco, Marco.Estrés laboral, ¿enfermedad o cualidad? 22 de outubro de 2005 Web: Internet,


disponível em web:http://www.enplenitud.com/nota.asp?notaid=2349

Luis D. Como lidar com o stress. Internet, disponível em web:


http://www.scribd.com/doc/4110447/Como-posso-lidar-com-o-Estresse

PINHEIRO, Letícia Ribeiro Souto e MONTEIRO, Janine Kieling. Refletindo sobre


desemprego e agravos à saúde mental. Cad. psicol. soc. trab. [online]. dez. 2007,
vol.10, no.2 [citado 23 Fevereiro 2009], p.35-45. Disponível na World Wide Web:
<http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
37172007000200004&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1516-3717.

Presse F. Crise Financeira já Causa Impacto na Saúde Mental de Americanos, dizem


especialistas. inFolha online. 10 de novembro, 2008. Internet, disponível em
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u455105.shtml

Rodrigues R. 10 de outubro de 2008

Crise pode afetar saúde mental. Web:


http://www.hojenoticia.com.br/editoria_materia.php?id=20162