CURSO EM PDF

LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL
Prof: Fernando Barletta

AULA 00(Demonstrativa): Lei 11.343/2006
SUMÁRIO
1. Apresentação
2. Cronograma
3. Introdução
4. Disposições Preliminares
5. SISNAD – Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre
Drogas
6. Das Atividades de Prevenção do Uso Indevido, Atenção e
Reinserção Social de Usuários e Dependentes de Drogas
7. Da Repressão à Produção não Autorizada e ao Tráfico Ilícito de Drogas
8. Dos Crimes
9. Do Procedimento Penal
10. Da Instrução Criminal
11. Da cooperação Internacional
13. Bateria de Exercícios
APRESENTAÇÃO
Olá caro Aluno,
É uma grande satisfação poder ministrar para vocês o curso de Legislação especial – Lei 11.343/2006 para o concurso da Polícia Federal.
Antes de tudo, gostaria de me apresentar. Sou Fernando Barletta, formado pela Escola Naval, tendo permanecido nas fileiras militares até o posto
de Capitão-Tenente durante 14 anos. Hoje, sou Policial Federal, e desde então
um admirador do Direito Penal, Processual e de Legislação Especial, atuando
em outros cursos como, por exemplo, o Mestre dos concursos.
Nossa corrida pelo melhor resultado não só dependerá de mim mais
também de você, meu Aluno. E inserido nesse contexto de profunda relação
acadêmica, lutaremos juntos para atingirmos o fim maior: SUA APROVAÇÃO!!!
É sabido que o tão esperado concurso da Polícia Federal foi autorizado
no último dia 13/12/2011, divulgado no diário oficial pela portaria do Ministério

www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf

1

CURSO EM PDF
LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL
Prof: Fernando Barletta

do Planejamento sendo liberadas 500 vagas para o cargo de Agente, 350 para
Escrivão, 150 para Delegado, 110 papiloscopista e 100 para Perito Federal. Os
salários para os cargos pretendidos variam entre R$ 7.818,00 a R$ 13.672.
O último concurso foi realizado em 2009, para agente e escrivão. O concurso recebeu 114.738 inscrições. O cargo de agente recebeu 63.294 inscrições para 200 vagas (316,47 por vaga); e o de escrivão, 51.444 para 400 vagas (128,61 por vaga).
A expectativa é que a divulgação do edital saia no início do ano de 2012.
Bom, trabalharei como se estivesse ministrando uma aula presencial para vocês, sem muita formalidade e longe dos exageros formais do Direito. Aqui
serei bem claro, direto e objetivo.
Nosso curso conterá exercícios comentados a cada tópico apresentado e
ao final de cada aula conterá uma bateria de exercícios também comentados,
focando logicamente a banca CESPE.
CRONOGRAMA
Nosso cronograma já está pronto e será o seguinte:
Aula Demonstrativa
Tráfico ilícito e uso indevido de substâncias entorpecentes (Lei nº 11.343/06).
Aula 01
O direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa
civil e penal, nos casos de abuso de autoridade (Lei nº 4.898/1965).
Aula 02
Definição dos crimes de tortura (Lei nº 9.455/1965).
Aula 03 (23/01/2012)
Estatuto do Desarmamento (Lei nº10.826/2003).
Aula 04 (13/02/2012)
Crimes Ambientais (Lei 9.605/98).
Aula 05 (20/02/2012)
Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1970).

www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf

2

CURSO EM PDF
LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL
Prof: Fernando Barletta

INTRODUÇÃO
Com a criação da nova lei de entorpecentes, a 11.343 de 23 de agosto
de 2006, esta aparece eivada de um tratamento mais responsável no que tange à matéria de tráfico e ao uso de entorpecentes.
Sua interpretação está em consonância aos moldes sociais de nosso cotidiano, pois o ordenamento jurídico atual se adequa à variabilidade das questões sociais.
A nova Lei de Drogas, de 23 de agosto de 2006, instituiu o SISNAD, e
prescreve:

Medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas;

Estabelece normas para repressão à produção não-autorizada e
ao tráfico ilícito de drogas; e

Define crimes.

Esta Lei, por tratar de um assunto que envolve a sociedade nos dias de
hoje, traz a tona um contexto atual e que atinge diretamente a população e
torna-se um objeto de grandes discussões.
O preâmbulo da referida lei aparece da seguinte forma:
Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de
usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências.
Mas porque falar do preâmbulo professor?
Falo pelo fato da legislação ser objeto de grande debate e discussão por
tratar de assuntos muito relevantes em nosso cotidiano, trazendo em seu texto
finalidades bem definidas:

A prevenção do uso indevido, atenção e a reinserção social de usuários e
dependentes de drogas;

Normas para a repressão à produção não autorizada; e

Normas para a repressão ao tráfico ilícito de drogas.

Você, meu aluno, tem que perceber que além destas finalidades expostas, a
nova lei traz em seu preâmbulo a preocupação do tratamento referente ao
“uso indevido”. Esse é o aspecto mais que inovador da nova Lei 11.343/06 em
relação à antiga 6.368/76.
É importante eu tecer alguns comentários previstos na Constituição Federal
em relação ao tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins...
...mostrarei primeiramente dois incisos do art 5º da CF:

www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf

3

br/curso_pdf 4 . os executores e os que. direito e responsabilidade de todos.prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. por eles respondendo os mandantes.) § 1º A polícia federal. salvo o naturalizado. Então. o contrabando e o descaminho. E já que você. de 1998) (. é a de prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. A esse tipo de delito não cabe fiança. LI . 144 da Constituição Federal. o tráfico ilícito de entorpecentes é o único crime que permite a extradição de brasileiro após ser naturalizado.. falou que entre os Estados a competência também é da Polícia Federal. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência.. perceberam? Uma das atribuições da Polícia Federal.nenhum brasileiro será extraditado. E de acordo com o inciso LI do art 5º. citado anteriormente.então porque as polícias dos Estados combatem o tráfico ilícito de drogas? www. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. quando a repressão for interestadual. (. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins..polícia federal.. A segurança pública. professor.com.a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . destina-se a:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. vamos lá qual é a dúvida? Se você.canaldosconcursos. não entendi!!! Para de sofrer meu aluno. A maioria da doutrina sempre coloca em evidência que a prática do tráfico ilícito de entorpecentes traz para o cidadão delinguente uma das consequências mais gravosa no ordenamento penal. em caso de crime comum. quando a repressão ultrapassar os limites de nossas fronteiras. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. se omitirem...) II . 144. praticado antes da naturalização. dever do Estado. dentre outras. e internacional. instituída por lei como órgão permanente. meu aluno. podendo evitá-los.. graça ou anistia. não posso deixar de dar uma “palhinha” sobre o art. Art. na forma da lei.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta XLIII .. Então professor. através dos seguintes órgãos: I . Essa competência se expande no caráter nacional. fará o concurso da Polícia Federal.

Após algumas décadas desde a vigência da Lei 6.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Boa pergunta aluno. Vamos lá!!! DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. prescreve medidas para prevenção do uso indevido. que surgiu a necessidade de controlar o uso. de 11 de janeiro de 2002..368. Para fins desta Lei.não vou me estender muito.. Foi no momento em que as substâncias eram usadas internacionalmente de maneira discriminada. mais conhecida como CONVENÇÃO DE PALERMO. a prevenção e repressão ao tráfico ilícito de entorpecentes passa a ser concorrente com a Federal. de 21 de outubro de 1976. 1º Esta Lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas . Parágrafo único. como prescreve o art. Convenção Única sobre Entorpecentes de 1961. revogando as anteriores. Ex: Convenção de Genebra de 1936. atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas. Fazendo uma breve retrospectiva do combate ao trafico de entorpecentes e sobre a evolução das Legislações pertinentes podemos destacar dois momentos: www.368/76 e alguns anos da vigência da Lei 10.Sisnad. o consumo e reprimir o tráfico através dos acordos entre os países.... Revogam-se a Lei nº 6. Mas professor. Internacionalmente.409. 75 da nova Lei de Drogas. Art. veio o a vigorar em nosso ordenamento jurídico a nova Lei de Drogas 11. A partir desse acordo prévio e por convênio.343/06. mas necessito falar um sobre esse tratamento. convenções e tratados..canaldosconcursos. estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas e define crimes (grifo nosso). vamos começar a destrinchar os artigos da Lei? Iremos individualizar artigo por artigo. Então. Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional de 2000.br/curso_pdf 5 . a repressão ao uso e ao tráfico de drogas são normatizados pelos acordos. 75.409/02. consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência.. assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União(grifo nosso)..com. sempre buscando o entendimento da doutrina e jurisprudência correspondente.isso é o tratamento aqui no Brasil!!! E como é tratado o tema de tráfico ilícito de entorpecentes no mundo afora? É.é o seguinte: As polícias estaduais fazem por delegação de atribuição o combate ao tráfico através de convênios entre a União e o Estado. e a Lei nº 10.

hoje. Só que na prática as autoridades trabalhavam com o direito material da lei 6368/76 (crimes) e com o direito processual da lei 10409/02 (procedimento especial).canaldosconcursos. versa sobre toda a Política Pública sobre drogas. Para acabar com o uso de duas leis diferentes para tratamento do mesmo assunto. recuperação e reinserção social de usuários e dependentes de drogas. mas o Presidente da republica não sancionou por inteiro a Lei 10409/02. desenvolvendo atividades de tratamento. 3º da nova Lei. Dando continuidade ao entendimento e evolução o Sisnad. atua no sentido de prevenir o uso indevido de drogas.368/76 combinado ao Decreto 3. este é composto por órgãos e entidades da Administração Pública que desenvolvem medidas de repressão à produção. cuja finalidade vem descrita no TÍTULO II em seu art. www. que combinado ao Decreto nº 5. Ou seja. de uma política pública do Brasil sobre drogas. Sisnad. que não mais estão em vigor.343/06 instituiu o Sisnad – Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre drogas.  2º momento – Apareceu a Lei 10409/02 com o intuito basicamente de substituir a Lei 6368/76. traz em seu corpo um aumento das penas e a tipificação de novos crimes.br/curso_pdf 6 . ao uso e ao tráfico de entorpecentes. A Lei 11.com. veio a lei 11.343/06 que tratou dos crimes e do procedimento penal. Assim. Essa nova Lei apresenta uma visão inovadora no que tange a prevenção ao uso de drogas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta  1º momento – A Lei 6368/76 trazia todos os crimes vinculados ao tráfico de entorpecentes e seu respectivo procedimento especial. Somado a isso. Para fins desta Lei. ficando em vigor apenas a parte do procedimento especial. A nova Lei aborda um novo mecanismo para o desenvolvimento. é a nova denominação do Sistema Nacional Antidrogas que era conceituado no art.912 de 27 de setembro do ano de 2006. Além disso. onde este trazia também os crimes e seus respectivos procedimentos especiais. 3º da Lei 6. através de uma educação e um tratamento aos usuários e aos dependentes. dentro da esfera política e social sobre as drogas. consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência. Outra novidade é que o objeto material passa a ser a droga como descrito no parágrafo único do Art. Parágrafo único. O antigo Sistema Nacional Antidrogas desde então passa a se chamar Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD). 1º da Lei. ela revogou os procedimentos da Lei 6368/76 e recepcionou os crimes da mesma.696/00. revogando as duas anteriores. assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União.

E a execução cabe ao Ministério da Saúde através de decreto ou portaria. 1º define o conceito de drogas para um fim legal. 66 Lei 11. www. da Portaria SVS/MS no 344. devendo ser integrado por outra norma.br. 22 da Constituição Federal. quando houver revogação ou modificação da norma integradora. (fonte Wikipédia)  Produto – é uma substância que forma-se como o resultado de reações químicas ou biológicas (em reações que são bioquímicas). ácido nucleico e vitaminas). Art. marítimo. Norma penal em branco . PROCESSUAL. É importante destacarmos que a Lei de Drogas continua sendo caracterizada uma norma penal em branco. (fonte Wikipédia) Assim. agrário. até o momento em que a União coloque em vigor uma lista atualizada como é citado no parágrafo único. sendo assim. somente a lei federal é que poderá enumerar em lista específica substâncias e produtos como tóxicos. 66 da Lei. Para fins do disposto no parágrafo único do art. duto.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta O parágrafo único do art. Art. dá a entender que todo e qualquer tipo de material capaz de causar dependência no ser humano é caracterizado como droga. geralmente ato administrativo. PENAL.22 CF – Compete privativamente a União Legislar sobre: I – Direito Civil. é para considerar como drogas as substâncias entorpecentes constantes na Portaria SVS/MS nº 344/98 (Órgão Governamental vinculado ao Ministério da Saúde – Agência Nacional de Vigilância Sanitária . saberjuridico. de 12 de maio de 1998. onde a competência é privativa da União. Cada substância possui um conjunto definido de propriedades e uma composição química. Sendo assim.com. psicotrópicas. desde que esteja inserido em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União. pois trata de matéria penal e processual penal.canaldosconcursos. carboidratos. até que seja atualizada a terminologia da lista mencionada no preceito. Elas também podem ser inorgânicas (como a água e os sais minerais)ou orgânicas (como a proteína. lipídeos. 1o desta Lei. É claro.br/curso_pdf 7 . denominam-se drogas substâncias entorpecentes. ou não.Modalidade em que o preceito é incompleto. Mas a Lei não traz em seu entendimento o conceito de substância e pro-  Substância – é qualquer espécie de matéria formada por átomos de elementos específicos em proporções específicas. A fundamentação está elencada no art. espacial e do trabalho. A matéria tem relevo para o efeito de caracterização da abolitio criminis.com. eleitoral. A Lei em nenhum momento difere substância de produto. como elenca o art.343/06. precursoras e outras sob controle especial. comercial. aeronáutico.ANVISA).

sobre Substâncias Psicotrópicas. no caso específico da Lei 11. bem como o que estabelece a Convenção de Viena.O plantio designa-se pela ação de semear. a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas. pág 8. constantes nas relações publicadas em conjunto com a lei específica. necessitará de outra lei. a não ser que haja uma autorização legal ou regulamentar como.Agente Penitenciário / Direito Penal / Lei nº 11. Parágrafo único.canaldosconcursos. De acordo com a legislação que tipifica o tráfico ilícito e o uso indevido de drogas. em local e prazo predeterminados. bem como o plantio. Na própria letra da lei do art.343/06. por esta constituir norma penal em branco. mediante fiscalização. das Nações Unidas. aprovados pela Convenção de Viena. decreto do Poder Executivo ou ato administrativo do Governo Federal na área de saúde. sua utilização em rituais religiosos. a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso (grifo nosso).com. respeitadas as ressalvas supramencionadas (grifo nosso). Então. são consideradas entorpecentes aquelas capazes de produzir dependência física ou psíquica. em todo o território nacional. www.br/curso_pdf 8 . por exemplo. a cultura. julgue os itens a seguir. decretos ou portarias” – Código Penal Comentado.  Cultivar – A cultura designa-se como a ação de trabalhar na terra para que ela possa fomentar o crescimento saudável de uma planta. fica o seguinte entendimento: A norma penal em branco necessitará de outro instrumento legal para entrar em vigor. as drogas. necessitando ser complementadas por outras leis. 2º buscaremos o significado das ações tidas como proibidas:  Plantio . de 1971.343-2006 . (Prova: CESPE . a cultura e a colheita dos vegetais referidos no caput deste artigo.2009 . 3ª edição. exclusivamente para fins medicinais ou científicos. caro aluno. ( ) Certo ( ) Errado Certo Art. O art. colocar na terra a semente para que a planta cresça e dê algum tipo de fruto. 2º e seu parágrafo único estabelecem a proibição das drogas por todo o território Nacional e qualquer forma de manejo ou exploração das mesmas. ) Em relação à legislação penal extravagante e aos crimes definidos na parte especial do Código Penal. ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar. Contudo.SEJUS-ES . 2º Ficam proibidas.Lei de Drogas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta E segundo Celso Demando – “chamadas leis que não possuem definição integral. Pode a União autorizar o plantio.

sobre Substâncias Psicotrópicas. Então a ressalva pode ser:  Autorização legal ou regulamentar – é uma ressalva genérica que dependerá ainda de uma lei ou regulamento. como regra. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. de março de 1977. a colheita e a exploração de vegetais e substratos que possam ser extraídas ou produzidas drogas... substâncias e drogas ilícitas em geral. a Constituição Brasileira em seu texto não www. por três quintos dos votos dos respectivos membros.br/curso_pdf 9 . de 05/12/1972. pois está elencada no próprio art. Tal regulamentação deve conter dados do local onde serão executadas as atividades bem como o prazo para elaboração. Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. das Nações Unidas. a cultura e a colheita de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas para uso exclusivo medicinal ou científico.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta  Colher – A colheita designa-se como a ação de retirar os frutos de uma planta.  Explorar – A exploração designa-se como o uso e desenvolvimento de métodos de pesquisas para o cultivo. Assim percebemos que o plantio. a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso”. 5º § 3º da CF combinado à emenda 45/04. O próprio art. em dois turnos. bem como o que estabelece a Convenção de Viena. a cultura. a cultura. deles são extraídos produtos. de 1971.) a hipótese de autorização legal ou regulamentar. que quando trabalhados e modificados de sua forma inicial. da Presidência da República. e explorada destina-se à obtenção de drogas.com. Sobre a Convenção de Viena de 1971 – ONU – esta foi aprovada pelo Decreto Legislativo nº 90.  Convenção de Viena – é uma ressalva específica. É importante salientar que em virtude do prescrito no art. Art. 2º no que tange ao uso da terra para o plantio. 2º caput traz um ressalva expressa ao uso de substâncias psicotrópicas de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso: “(. em cada Casa do Congresso Nacional. serão equivalentes às emendas constitucionais.canaldosconcursos. a colheita e a exploração são de vegetais e substratos. coletada. a Convenção de Viena não se equipara a uma emenda constitucional. No parágrafo único dá a Lei uma possibilidade da União em autorizar o plantio. e promulgada pelo Decreto nº 79. 5º § 3º CF. Ainda no contexto do art. de 2004).388. 2º caput. é em todo o território nacional alcançando também a matéria prima que cultivada. Tal proibição das drogas.

CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta só condena como também confisca a propriedade que usa a terra para aqueles fins. a ela não cabe tal exceção ficando proibida a utilização das plantas descritas. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos. controle.a prevenção do uso indevido. A Convenção de Viena em seu art 32-4 elencou reservas com veremos: Art 32 . a atenção e a reinserção social de usuários e dependentes de drogas. pois se houver religiões com multidões de fanáticos ou adeptos. finalidade. Art. exceto nas relativas ao comércio internacional”.343/06 em seus Títulos I e II.4 da Convenção de Viena – “Qualquer Estado em cujo território cresçam no estado selvagem plantas contendo substâncias inscritas na lista I e utilizadas tradicionalmente por certos grupos restritos bem determinados na ocasião de cerimônias mágicas ou religiosas. www. dentro do nosso contexto. princípios. podemos dizer que a minoria destinatária dessa norma poderia. instituição.com. organizar e coordenar as atividades relacionadas com: I . objetivos e sua composição estão previstos na Lei 11. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização. integrar. dando a entender que seja grupos onde se impera a afinidade e os graus de parentesco.br/curso_pdf 10 . prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias.canaldosconcursos. é importante visualizarmos onde podemos encontrá-lo na lei. inscritos em um mesmo molde social. contanto que o grupo seja pequeno. A única coisa que se deve respeitar é a proibição do comércio internacional. ser os índios. 243 CF/88. prevalecendo as tradições hereditárias. para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos. Seu conceito. 3º O Sisnad tem a finalidade de articular. Finalidade do SISNAD Art. Então. Parágrafo único. sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Isso em função da própria norma não definir o que realmente se caracteriza como pequenos grupos. fazer reservas sobre estas plantas no que se refere às disposições do artigo 7. na altura da assinatura da ratificação ou da adesão. pode. DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS SISNAD Para começarmos a tecer algum comentário sobre SISNAD.

FINALIDADES ARTICULAR INTEGRAR ORGANIZAR COORDENAR I . 4º São princípios do Sisnad: I . a incumbência de tratar a questão sobre as drogas no âmbito da Política Nacional. Terá o novo sistema criado pelo Poder Público. o SISNAD.com. reconhecendo-os como fatores de proteção para o uso indevido de drogas e outros comportamentos correlacionados. reconhecendo a importância da participação social nas atividades do Sisnad.a repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas.a prevenção do uso indevido. para o estabelecimento dos fundamentos e estratégias do Sisnad. IV . VI . V .o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana.br/curso_pdf 11 .CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta II . a atenção e a reinserção social de usuários e dependentes de drogas. II .a promoção dos valores éticos. culturais e de cidadania do povo brasileiro.o respeito à diversidade e às especificidades populacionais existentes. especialmente quanto à sua autonomia e à sua liberdade.canaldosconcursos.a promoção de consensos nacionais. II . de ampla participação social.a repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas DOS PRINCÍPIOS E DOS OBJETIVOS DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS PRINCÍPIOS DO SISNAD Art.o reconhecimento da intersetorialidade dos fatores correlacionados com o uso indevido de drogas. com a sua produção não autorizada e o seu tráfico ilícito. III . www. O próprio art 3º caput se encarrega de verbalizar tais ações que desde então serão aplicadas por esse novo Sistema.a promoção da responsabilidade compartilhada entre Estado e Sociedade.

.CONAD. atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta VII .a adoção de abordagem multidisciplinar que reconheça a interdependência e a natureza complementar das atividades de prevenção do uso indevido.br/curso_pdf 12 .contribuir para a inclusão social do cidadão. repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas. No inciso XIX. X . a atenção e a reinserção social de usuários e dependentes de drogas. visando a melhor maneira em se criar e aperfeiçoar as políticas públicas.o Conselho Nacional Antidrogas . (Redação dada pelo Decreto nº 7. Ele está previsto no Decreto nº 5912/06.Conad.canaldosconcursos. XI .) Art. visando a garantir a estabilidade e o bem-estar social. um emaranhado de atividades que englobem o tema sobre drogas. coloca esse órgão como principal dentro do SISNAD. O inciso V. que busca uma ação compartilhada entre Estado e Sociedade. como também à a repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas. www. Criando-se. atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito. seu tráfico ilícito e outros comportamentos correlacionados.a articulação com os órgãos do Ministério Público e dos Poderes Legislativo e Judiciário visando à cooperação mútua nas atividades do Sisnad. a articulação entre os órgãos citados visa uma condição de aperfeiçoamento e acerto no que tange as atividades e projetos cujo tema são as drogas. 5º O Sisnad tem os seguintes objetivos: I .426. órgão normativo e de deliberação coletiva do sistema. a abordagem multidisciplinar diz respeito à abordagem da prevenção do uso indevido. VIII . Integram o SISNAD: I . vinculado ao Ministério da Justiça. atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas. dessa forma.a observância às orientações e normas emanadas do Conselho Nacional Antidrogas . IX . de 2010 (.a integração das estratégias nacionais e internacionais de prevenção do uso indevido.. Quando o último inciso fala sobre a observância às orientações e normas emanadas do Conselho Nacional Antidrogas – Conad. visando a torná-lo menos vulnerável a assumir comportamentos de risco para o uso indevido de drogas.(grifo nosso) II .promover a construção e a socialização do conhecimento sobre drogas no país.a observância do equilíbrio entre as atividades de prevenção do uso indevido. No inciso VIII.com.

com. 3o desta Lei. Estados e Municípios. (VETADO) Art. CAPÍTULO II DA COMPOSIÇÃO E DA ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS Art. 13. O interessante é que o art 3º do Decreto 5912/06 que regulamentou a Lei 11343/06. estadual.assegurar as condições para a coordenação. atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não autorizada e ao tráfico ilícito e as políticas públicas setoriais dos órgãos do Poder Executivo da União.772. prevê a mesma coisa. estadual e municipal e se constitui matéria definida no regulamento desta Lei. mediante ajustes específicos. de 8 de maio de 2006. 10. municipal e do Distrito Federal. unidade administrativa da Estrutura Regimental aprovada pelo Decreto no 5. 12. (VETADO) Art. Art.canaldosconcursos. 14. 9º (VETADO) Art. nas esferas federal. (VETADO) Art. Art.promover a integração entre as políticas de prevenção do uso indevido. ANÁLISE E DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE DROGAS www. IV . dispondo para tanto do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas. Distrito Federal. 6º (VETADO) Art. 11. a integração e a articulação das atividades de que trata o art.br/curso_pdf 13 . e nele o Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas é que será o responsável pela orientação central e a execução descentralizada das atividades. nas esferas federal e.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta III . distrital. 8º (VETADO) CAPÍTULO III (VETADO) Art. (VETADO) CAPÍTULO IV DA COLETA. 3o A organização do SISNAD assegura a orientação central e a execução descentralizada das atividades realizadas em seu âmbito. 7º A organização do Sisnad assegura a orientação central e a execução descentralizada das atividades realizadas em seu âmbito. (VETADO) Art.

conforme orientações emanadas da União. DAS ATIVIDADES DE PREVENÇÃO DO USO INDEVIDO. 17. 17 cita em seu texto em relação aos dados estatísticos é importante dizer que no caso específico do Brasil. As instituições com atuação nas áreas da atenção à saúde e da assistência social que atendam usuários ou dependentes de drogas devem comunicar ao órgão competente do respectivo sistema municipal de saúde os casos atendidos e os óbitos ocorridos. Art. órgão vinculado à Secretaria Nacional de Políticas sobre drogas – SENAD. 18. O que se deve observar.canaldosconcursos. preservando a identidade das pessoas. que tratam de dados sobre a prevenção. (VETADO) Art. Todos os órgãos Judiciais. Então as atividades de prevenção do uso indevido de drogas são duas. ATENÇÃO E REINSERÇÃO SOCIAL DE USUÁRIOS E DEPENDENTES DE DROGAS CAPÍTULO I DA PREVENÇÃO Art. fiscalização e repressão ao tráfico ilícito a entorpecentes. controle e repressão ao tráfico ilícito de entorpecentes. www. O Poder Executivo deve estar a par de toda a dinâmica de informações referentes à repressão ao tráfico ilícito de drogas. A letra da Lei cria uma determinação obrigatória para as instituições de saúde e assistência social que venham a atender os usuários e os dependentes de drogas. Constituem atividades de prevenção do uso indevido de drogas. 16. da Presidência da República.com. Os dados estatísticos nacionais de repressão ao tráfico ilícito de drogas integrarão sistema de informações do Poder Executivo. vamos nesta parte da Lei esmiuçar toda essa estrutura da política pública. devem manter atualizados os registros e as estatísticas sobre tais assuntos. para efeito desta Lei. Alfandegários e Sanitários. tais estatísticas servem como uma estrutura basilar para futuras tomadas de decisões e direcionamentos da política de prevenção. Como sabemos. fiscalização. sempre é a preservação da intimidade da pessoa e de sua família. Como o art. Como o foco desta Lei é principalmente o desenvolvimento de atividades ligadas diretamente à prevenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas. os dados oficiais sobre drogas são disponibilizados pelo Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas – OBID. a REDUÇÃO e o FORTALECIMENTO:  Redução dos fatores de vulnerabilidade e risco. aquelas direcionadas para a redução dos fatores de vulnerabilidade e risco e para a promoção e o fortalecimento dos fatores de proteção. 15. Policiais. e  Promover e fortalecer os fatores de proteção.br/curso_pdf 14 .CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Art.

o investimento em alternativas esportivas.a implantação de projetos pedagógicos de prevenção do uso indevido de drogas.o alinhamento às diretrizes dos órgãos de controle social de políticas setoriais específicas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta A prevenção. As atividades de prevenção do uso indevido de drogas devem observar os seguintes princípios e diretrizes: I . significa afastar a perspectiva de acesso as drogas. II .a observância das orientações e normas emanadas do Conad.a adoção de conceitos objetivos e de fundamentação científica como forma de orientar as ações dos serviços públicos comunitários e privados e de evitar preconceitos e estigmatização das pessoas e dos serviços que as atendam. XIII . bem como das diferentes drogas utilizadas. VII . IX . motivadas por inúmeros fatores.br/curso_pdf 15 . artísticas. alinhados às Diretrizes Curriculares Nacionais e aos conhecimentos relacionados a drogas.o tratamento especial dirigido às parcelas mais vulneráveis da população. VIII .a articulação entre os serviços e organizações que atuam em atividades de prevenção do uso indevido de drogas e a rede de atenção a usuários e dependentes de drogas e respectivos familiares.o estabelecimento de políticas de formação continuada na área da prevenção do uso indevido de drogas para profissionais de educação nos 3 (três) níveis de ensino. III .a adoção de estratégias preventivas diferenciadas e adequadas às especificidades socioculturais das diversas populações.o reconhecimento do uso indevido de drogas como fator de interferência na qualidade de vida do indivíduo e na sua relação com a comunidade à qual pertence. 19. como forma de inclusão social e de melhoria da qualidade de vida. tenham algum tipo de contato com as drogas ou que façam uso da mesma. www. incluindo usuários e dependentes de drogas e respectivos familiares.o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade individual em relação ao uso indevido de drogas. nas instituições de ensino público e privado.o compartilhamento de responsabilidades e a colaboração mútua com as instituições do setor privado e com os diversos segmentos sociais. do “retardamento do uso” e da redução de riscos como resultados desejáveis das atividades de natureza preventiva.canaldosconcursos. V .o reconhecimento do “não-uso”. levando em consideração as suas necessidades específicas. culturais. X . XII . em seu sentido estrito. IV . XI . profissionais. entre outras.com. Art. VI . por meio do estabelecimento de parcerias. não deixar que as pessoas. quando da definição dos objetivos a serem alcançados.

para efeito desta Lei. 22. através de uma política social. • Direcionada para sua reintegração em redes sociais.br/curso_pdf 16 . As atividades de atenção e as de reinserção social do usuário e do dependente de drogas e respectivos familiares devem observar os seguintes princípios e diretrizes: É importante salientar que tanto as atividades de atenção quanto as de reinserção caminham quase que simultaneamente. que no caso das drogas. para efeito desta Lei.com. ou • Que vise à redução dos riscos e dos danos associados ao uso de drogas. Constituem atividades de reinserção social do usuário ou do dependente de drogas e respectivos familiares.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Parágrafo único. 20. aquelas que visem à melhoria da qualidade de vida e à redução dos riscos e dos danos associados ao uso de drogas. As atividades de prevenção do uso indevido de drogas dirigidas à criança e ao adolescente deverão estar em consonância com as diretrizes emanadas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente Conanda. Já as atividades de reinserção social são todas voltadas à integração e reintegração do usuário ou dependente em redes sociais.ATIVIDADES DE REINSSERÇÃO SORIO E DEPENDENTE DE DROGAS E CIAL DO USUÁRIO E DEPENDENTE DE FAMILIARES DROGAS E FAMILIARES • Que vise à melhoria da qualidade de vida. ATIVIDADES DE ATENÇÃO AO USUÁ.canaldosconcursos. e • Aquelas direcionadas para sua integração. enquanto na reintegração existe um pressuposto de retorno ao grupo. consiste em realizar novamente a integração dos antigos consumidores de drogas na comunidade. CAPÍTULO II DAS ATIVIDADES DE ATENÇÃO E DE REINSERÇÃO SOCIAL DE USUÁRIOS OU DEPENDENTES DE DROGAS Art. Isso reforça ainda mais o entendimento da obrigatoriedade do Estado em desenvolver e colocar em práwww. Art. Art. Constituem atividades de atenção ao usuário e dependente de drogas e respectivos familiares. Pela definição são todas as atividades direcionadas à melhoria da qualidade de vida e a redução dos riscos e danos associados ao uso de drogas. 21. aquelas direcionadas para sua integração ou reintegração em redes sociais. sendo um primeiro contato com o grupo. A integração é caracterizada quando um indivíduo sente-se inserido em determinado grupo por compartilhar seus regulamentos.

Art. 196.. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III . por si só. somado ao fator da reinserção desse usuário ao mundo social. 203. nos termos seguintes Em relação à saúde e assistência social..br/curso_pdf 17 . à igualdade. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. I . de forma multidisciplinar e por equipes multiprofissionais. Art.respeito ao usuário e ao dependente de drogas.. Art. proteção e recuperação. 1º A República Federativa do Brasil. independentemente de quaisquer condições. II . A assistência social será prestada a quem dela necessitar. observados os direitos fundamentais da pessoa humana. à segurança e à propriedade. O projeto terapêutico individualizado dedica-se exclusivamente à atenção e reinserção social basicamente para direcionar a reinserção social. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. à liberdade.canaldosconcursos. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção.com.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta tica a política de acompanhamento e proteção ao usuário.a dignidade da pessoa humana. não podemos esquecer de relembrar o elencado na norma Constitucional. Quando o inciso preceitua “direitos fundamentais da pessoa humana”. e tem por objetivos Os artigos elencados acima da Constituição Federal. o texto Constitucional não deixou de conceituar nos seguintes artigos. sempre que possível. www.definição de projeto terapêutico individualizado.atenção ao usuário ou dependente de drogas e aos respectivos familiares.a adoção de estratégias diferenciadas de atenção e reinserção social do usuário e do dependente de drogas e respectivos familiares que considerem as suas peculiaridades socioculturais. Art. A saúde é direito de todos e dever do Estado. 5º Todos são iguais perante a lei. já dizem tudo. III . independentemente de contribuição à seguridade social. os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde e da Política Nacional de Assistência Social. Combinado com..observância das orientações e normas emanadas do Conad. V . IV . sem distinção de qualquer natureza. orientado para a inclusão social e para a redução de riscos e de danos sociais e à saúde.

(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. previsto no art 195 § 10 da CF. condicionados à sua disponibilidade orçamentária e financeira. Esse é um meio pelo qual setores da política pública utilizam para que o setor privado não despreze o usuário e o dependente de drogas. têm garantidos os serviços de atenção à sua saúde. definidos pelo respectivo sistema penitenciário. Distrito dos Municípios se desenvolverem programas de reinserção no mercado de trabalho. do Distrito Federal.canaldosconcursos. Estado. A União. dos Estados. com atuação nas áreas da atenção à saúde e da assistência social – poderão receber recursos do Funad. visto que o trabalho é a melhor maneira de reinserção ao meio social. § 10.o alinhamento às diretrizes dos órgãos de controle social de políticas setoriais específicas.  Instituições da sociedade civil. respeitadas as diretrizes do Ministério da Saúde e os princípios explicitados no art. São elas:  Instituições privadas . O usuário e o dependente de drogas que. os Estados. www.poderão receber benefícios da União. 24. sem fins lucrativos. Art. 23. com atuação nas áreas da atenção à saúde e da assistência social.br/curso_pdf 18 . através do Sistema único de Saúde – SUS. e dos Estados para os Municípios. Então. observada a respectiva contrapartida de recursos. obrigatória a previsão orçamentária adequada. estiverem cumprindo pena privativa de liberdade ou submetidos a medida de segurança. de 1998) Art. do usuário e do dependente de drogas encaminhados por órgão oficial. Art. Estados. dos Municípios desenvolverão programas de atenção ao usuário e ao dependente de drogas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta VI . o Distrito Federal e os Municípios. o Distrito Federal e os Municípios poderão conceder benefícios às instituições privadas que desenvolverem programas de reinserção no mercado de trabalho. sem fins lucrativos. As redes dos serviços sociais que integram a União.com. 25. 26. As redes dos serviços de saúde da União. As instituições da sociedade civil. parcela das entidades civis poderá receber algum tipo de apoio por parte do Governo se trabalhar em prol do atendimento aos usuários e dependentes de drogas. que atendam usuários ou dependentes de drogas poderão receber recursos do Funad. A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os Estados. Art. Distrito Federal e Municípios. em razão da prática de infração penal. 22 desta Lei.

CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta É notório que o simples fato do usuário e o dependente de drogas estar cumprindo pena privativa de liberdade ou submetido à medida de segurança.à saúde. Art. DOS CRIMES E DAS PENAS Art. AS PENAS PODERÃO SER APLICADAS ISOLADA CUMULADA www.em sua redação preceitua: Art. 14 da LEP.educacional. ouvidos o Ministério Público e o defensor.social. V . O interessante é que apesar do substantivo usuário constar no rol incriminador “DOS CRIMES E DAS PENAS”. VI . para um usuário que após tratamento e reeducação insistir em fazer uso de substância proscrita. farmacêutico e odontológico.com. A assistência à saúde do preso e do internado de caráter preventivo e curativo.material.canaldosconcursos. IV . e Odontológico. apesar de ajudar a financiar o tráfico de drogas.br/curso_pdf 19 . 11 da LEP. Além disso.religiosa. Farmacêutico. III -jurídica. Assistência à saúde compreende: Médico. compreenderá atendimento médico. pois o usuário não representa para a sociedade um perigo iminente. bem como substituídas a qualquer tempo. não lhe tira o direito de ser assistido através do Sistema de Saúde. A doutrina dominante considera este entendimento da lei como importante. As penas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente. O primeiro ponto que devemos saber e que difere da antiga lei é o fato que usuário não é mais condenado à privativa de liberdade. a própria Lei de Execução Penal – LEP . II . fica isento da pena privativa de liberdade. A assistência será: I . 27.

bem como ao comportamento da vítima. Digo pela análise do art 5º XVLI da CF. guardar. tiver em depósito. ao consumidor de drogas poderá ser aplicada isoladamente ou cumulativamente advertência sobre os efeitos das drogas. 28. b) perda de bens. e) suspensão ou interdição de direitos. sendo assim. à conduta social.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta A nova legislação retirou o usuário de drogas da conseqüência prisional. 59 . para consumo pessoal. não quer dizer que sua conduta deixou de ser crime. II . Retornando ao previsto no art. como é decidido o tipo de sanção? Quem for julgar deverá basear-se no art. à personalidade do agente.medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.canaldosconcursos.O juiz.a lei regulará a individualização da pena e adotará. 59 do Código Penal: Art.br/curso_pdf 20 . Este artigo condena quem: www. o “uso” não configura conduta típica.prestação de serviços à comunidade. Professor. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I . Quem adquirir. às circunstâncias e conseqüências do crime. transportar ou trouxer consigo. Da maneira que está descrito o tipo penal do art.as penas aplicáveis dentre as cominadas Art. aos motivos. d) prestação social alternativa.28. atendendo à culpabilidade. pois iremos perceber que existe outras penas como conseqüência de atitudes criminosas. as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 27. percebeu que seria melhor dar-lhe condições para o seu tratamento e a sua ressocialização.advertência sobre os efeitos das drogas. estabelecerá.com. conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime I . XLVI . Não se pode afirmar que o simples fato de o usuário não poder ser preso. III . entre outras. c) multa. aos antecedentes.

CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta • Adquirir. observa-se que as condutas descritas apresentam como finalidade a droga. lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessários. em conformidade com o parágrafo 1 do artigo 20. de um crime de pequeníssimo potencial ofensivo. 28:  Sujeito ativo – qualquer do povo. pós-tratamento. quando dependentes de substâncias psicotrópicas houverem cometido tais delitos.canaldosconcursos. diferente do objetivo que iremos ver no art. reabilitação e reintegração social. A não conseqüência da punição de pena privativa de liberdade já estava prevista na Convenção de Viena em seu art. de 1995. as partes poderão tomar providências para que. • Tiver em depósito. • Transportar. na falta deste. devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou. 28 desta Lei. www. tais dependentes sejam submetidos a medidas de tratamento. Alguns destaques do art. pois neste artigo. 33. • Semear. como uma alternativa à condenação ou pena ou como complemento à pena. assumir o compromisso de a ele comparecer. não se imporá prisão em flagrante. previsto no art. • Guardar. Art. 48 desta lei. 48 § 5º Para os fins do disposto noart. • Trouxer consigo.  Objeto material – droga. visa o agente o consumo pessoal.  Sujeito passivo – é a sociedade. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena prevista no art. Art 48 § 2o Tratando-se da conduta prevista no art.099. e • Colher. Para consumo pessoal Ainda dentro do contexto do núcleo do tipo destacado acima. que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais. • Cultivar. 22.com. 28 desta Lei. Ao crime do usuário admite-se a transação penal da Lei 9099/95 e o impedimento de prisão em flagrante. b. educação. Trata-se. ARTIGO Disposições Penais 22 b) Não obstante a alínea precedente. no entanto. a ser especificada na proposta.br/curso_pdf 21 . 76 da Lei no 9.

sem qualquer causa interruptiva da prescrição. constituir-se-ia infração penal sui generis. 16 da Lei 6. pois esta posição acarretaria sérias conseqüências.canaldosconcursos.105-9-RJ) preceitua que há crime. deverá ser encaminhado para o juizado criminal. e não originou o abolitio criminis. concluiu-se pela perda de objeto do recurso extraordinário. o entendimento de parte da doutrina de que o fato. Aduziu-se. tais como a impossibilidade de a conduta ser enquadrada como ato infracional. Por fim. do rito processual estabelecido pela Lei 9. Por outro lado. (RE430105) Podemos verificar que não está prevista a prisão para o usuário de drogas. www. embora os termos da Nova Lei de Tóxicos não sejam inequívocos. 30 da Lei 11. rejeitou-se o argumento de que o art.br/curso_pdf 22 . reconheceu-se a extinção da punibilidade do fato e. uma despenalização. Não houve a descriminalização do art. deve-se conduzir à autoridade policial. julgou prejudicado recurso extraordinário em que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro alegava a incompetência dos juizados especiais para processar e julgar conduta capitulada no art. RE 430105 QO/RJ. salientou-se a previsão. Considerou-se que a conduta antes descrita neste artigo continua sendo crime sob a égide da lei nova.368/76.28 caput. 1º do DL 3. 16 da Lei 6. uma vez que esse dispositivo apenas estabelece critério para a distinção entre crime e contravenção. não se poderia partir da premissa de mero equívoco na colocação das infrações relativas ao usuário em capítulo chamado "Dos Crimes e das Penas". Ademais. ainda. já que não seria crime nem contravenção penal.099/95. Sepúlveda Pertence. tendo ocorrido. e a dificuldade na definição de seu regime jurídico. o que não impediria que lei ordinária superveniente adotasse outros requisitos gerais de diferenciação ou escolhesse para determinado delito pena diversa da privação ou restrição da liberdade. cuja característica marcante seria a exclusão de penas privativas de liberdade como sanção principal ou substitutiva da infração penal. Min. isto sim. retirando apenas as penas privativas de liberdade (detenção ou reclusão). tendo em conta que o art. e nas comarcas onde não existir plantão. RE 430.343/2006 (Nova Lei de Tóxicos) não implicou abolitio criminis do delito de posse de drogas para consumo pessoal. Este.343/2006 fixou em 2 anos o prazo de prescrição da pretensão punitiva e que já transcorrera tempo superior a esse período.2007.2. Continua sendo considerado crime em nosso ordenamento. também.com. Afastou-se. em conseqüência. 28 da Lei 11. resolvendo questão de ordem no sentido de que o art. A Turma. rel. então previsto no art. que.914/41 (Lei de Introdução ao Código Penal e à Lei de Contravenções Penais) seria óbice a que a novel lei criasse crime sem a imposição de pena de reclusão ou de detenção. aí sim. 13. O entendimento do STF foi que existe a despenalização.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta O STF se pronunciou da seguinte forma: (Supremo Tribunal Federal. agora.368/76. como regra geral.

Juiz .343-2006 . constituindo-se numa infração do Direito judicial sancionador..canaldosconcursos.Lei de Drogas. seja quando imposta em sentença final (no procedimento sumaríssimo da Lei dos Juizados). cuja característica marcante seria a exclusão de penas privativas de liberdade como sanção principal ou substitutiva da infração penal. sendo que esta não lavrará prisão em flagrante e sim um termo circunstanciado.a captura é feita pela polícia. semeia. Semeia Cultiva para consumo pessoal Colhe ( Prova: TJ-DFT . d) Não pertence ao Direito penal. ) Julgue os itens seguintes. 11. houve descriminalização formal e ao mesmo tempo despenalização. que será enviado ao Juizado Criminal.Delegado de Polícia . mas uma infração penal sui generis.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Mas não podemos confundir.Lei de Drogas. mas não constitui "crime".Objetiva. uma despenalização. tendo ocorrido descriminalização substancial (ou seja: abolitio criminis). contudo. para seu consumo pessoal.343/2006 (Nova Lei de Tóxicos)? a) Implicou abolitio criminis do delito de posse de drogas para consumo pessoal. cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.2007 .com. ) Qual o entendimento do Supremo Tribunal Federal relativamente ao art.Específicos / Direito Penal / Lei nº 11.2011 . mas não abolitio criminis.. tendo ocorrido. 28. Gabarito:Letra B (Prova: CESPE . seja quando a sanção alternativa é fixada em transação penal.2 / Direito Penal / Lei nº 11. b) A posse de drogas para consumo pessoal continua sendo crime sob a égide da lei nova. 28 da Lei n. referentes aos dispositivos aplicáveis ao tráfico ilícito e ao uso indevido de substâncias entorpecentes. Aos que apresentam alguma dessas condutas também são submetidos ao caput do art.TJ-DF . www. § 1o Às mesmas medidas submete-se quem.343-2006 .PC-ES . c) Pertence ao Direito penal.br/curso_pdf 23 .

drogas em desacordo com determinação legal poderá ser submetido à pena de detenção.º 9. b) É possível. para consumo pessoal.099/1995. devendo o autuado ser encaminhado ao juízo competente para que este se manifeste sobre a manutenção da prisão.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta A conduta de porte de drogas para consumo pessoal possui a natureza de infração sui generis. para consumo pessoal. ( ) Certo ( ) Errado Gabarito: Errado Acerca das modificações penais e processuais penais introduzidas pela Lei n.2009 . prestação de serviços à comunidade ou medida educativa.3 . c) O porte de drogas tornou-se infração de menor potencial ofensivo. a) A conduta daquele que. www. drogas sem autorização poderá ser submetido à pena de reclusão. d) Poderá ser imposta ao usuário de drogas prisão em flagrante. a imposição de pena privativa de liberdade ao usuário de drogas. assinale a opção correta.Lei de Tóxicos – com relação à figura do usuário de drogas.com. Gabarito: Letra C ( Prova: CESPE . assinale a opção correta.Lei de Drogas.Exame de Ordem Unificado . para consumo pessoal. c) O agente que transportar.343-2006 . semeia plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância capaz de causar dependência psíquica pode ser submetido à medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.canaldosconcursos. para consumo pessoal. que dispõe sobre os juizados especiais criminais. cultiva plantas destinadas à preparação de substância capaz de causar dependência física ou psíquica permanece sem tipificação. ) Com relação à legislação referente ao combate às drogas. após a lavratura do termo circunstanciado. b) O agente que tiver em depósito.343/2006 . porquanto o fato deixou de ser rotulado como crime tanto do ponto de vista formal quanto material. estando sujeito ao procedimento da Lei n. a) O agente que.br/curso_pdf 24 .º 11.OAB .Primeira Fase / Direito Penal / Lei nº 11. além das penas de advertência.

vada. bem como à conduta e aos antecedentes do agente. • Local e às condições em que se desenvolveu a ação. às circunstâncias sociais e pessoais. ao local e às condições em que se desenvolveu a ação. em desacordo com determinação legal. e • Conduta e aos antecedentes do agente. A avaliação poderá ser feita inicialmente perante a autoridade policial quando o usuário lhe for apresentado. transportar ou trouxer consigo. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I . assim.prestação de serviços à comunidade. podendo diferenciá-lo entre usuário ou traficante. www.com.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta d) O agente que entregar a consumo drogas.Art.Lei de Drogas. pode ser submetido à pena de advertência sobre os efeitos das drogas. 28. ainda que gratuitamente. à qual poderá ser submetido aquele que guarda drogas para consumo pessoal. para consumo pessoal. II .advertência sobre os efeitos das drogas. • Quantidade da substância apreendida. guardar. • Circunstâncias sociais e pessoais. § 2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal. III . tiver em depósito.prestação de serviços à comunidade.medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. ) É certo que a pena de prestação de serviços à comunidade. II .medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida. apesar da palavra final ser da autoridade judicial. Quem adquirir.SJCDH-BA .Agente Penitenciário / Direito Penal / Lei nº 11. o § 3 As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses. III .2010 .br/curso_pdf 25 .canaldosconcursos. Serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses (Prova: FCC .343-2006 . Em qualquer das esferas (policial / judiciária) a avaliação deve ser motiMas quais são os critérios de avaliação professor? São os seguintes: • Natureza. Letra A .

CURSO EM PDF
LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL
Prof: Fernando Barletta

a) será cumprida em entidades educacionais que se ocupem, exclusivamente, da recuperação de dependentes de drogas.
b) prescreve em um ano.
c) será aplicada pelo prazo máximo de cinco meses.
d) será aplicada pelo prazo máximo de um ano, em caso de reincidência.
e) não poderá ser aplicada cumulativamente com a pena de advertência.
Gabarito: Letra C
§ 4o Em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput
deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.
Se houver reincidência

10 (dez) meses

o

§ 5 A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e
dependentes de drogas.
§ 6o Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o
caput, nos incisos I, II e III, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a:
I - admoestação verbal;
II - multa.
(Prova: CESPE - 2011 - PC-ES - Escrivão de Polícia - Específicos / Direito Penal / Lei nº 11.343-2006 - Lei de Drogas; )
Com relação à legislação especial, julgue o item que se segue.
Caso, em juízo, o usuário de drogas se recuse, injustificadamente, a
cumprir as medidas educativas que lhe foram impostas pelo juiz, este
poderá submetê-lo, alternativamente, a admoestação verbal ou a pagamento de multa.
( ) Certo

( ) Errado

A letra da lei diz sucessivamente e não alternativamente.
Errado
Caso ainda o agente se recuse de qualquer medida educativa perante o
juízo, ainda assim o juiz poderá submetê-lo a admoestação verbal e multa.
§ 7o O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator,
gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado.

www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf

26

CURSO EM PDF
LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL
Prof: Fernando Barletta

Todo o aparato é disponível ao agente para a sua recuperação e ressocialização.
(Prova: CESPE - 2009 - OAB - Exame de Ordem Unificado - 3 - Primeira
Fase / Direito Penal / Lei nº 11.343-2006 - Lei de Drogas; )
Com relação à legislação referente ao combate às drogas, assinale a
opção correta.
a) O agente que, para consumo pessoal, semeia plantas destinadas à
preparação de pequena quantidade de substância capaz de causar dependência psíquica pode ser submetido à medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
b) O agente que tiver em depósito, para consumo pessoal, drogas sem
autorização poderá ser submetido à pena de reclusão.
c) O agente que transportar, para consumo pessoal, drogas em desacordo com determinação legal poderá ser submetido à pena de detenção.
d) O agente que entregar a consumo drogas, ainda que gratuitamente,
em desacordo com determinação legal, pode ser submetido à pena de
advertência sobre os efeitos das drogas.
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou
trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em
desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às
seguintes penas:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
Gabarito: Letra A
Art. 29. Na imposição da medida educativa a que se refere o inciso II do § 6o
do art. 28, o juiz, atendendo à reprovabilidade da conduta, fixará o número de
dias-multa, em quantidade nunca inferior a 40 (quarenta) nem superior a 100
(cem), atribuindo depois a cada um, segundo a capacidade econômica do
agente, o valor de um trinta avos até 3 (três) vezes o valor do maior salário
mínimo.
De acordo com o Código Penal, em seu art.60, o valor dia-multa está ligado á capacidade econômica do agente.
Art. 60 - Na fixação da pena de multa o juiz deve atender, principalmente, à
situação econômica do réu. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único. Os valores decorrentes da imposição da multa a que se refere o § 6o do art. 28 serão creditados à conta do Fundo Nacional Antidrogas.
www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf

27

CURSO EM PDF
LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL
Prof: Fernando Barletta

FUNAD - responsável por estabelecer critérios e implementar a justa reversão
do patrimônio obtido ilicitamente em atividades de tráfico de drogas ou a elas
associada, em favor da sociedade. As informações sobre o Funad estão disponíveis
no
site
da
Secretaria
Nacional
de
Políticas
sobre
gas: www.senad.gov.br (FONTE. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA)
Devemos prestar a máxima atenção nas questões de prova que envolva
esse tema, pelo fato de que no Código Penal as demais multas, que não sejam
originadas da arrecadação de drogas, tem outro destino.
Art. 49 - A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da
quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. Será, no mínimo, de 10
(dez) e, no máximo, de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa. (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas,
observado, no tocante à interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal.
Nos delitos que envolvam usuários de drogas a letra da lei utilizou um
prazo padrão de 2 anos para a prescrição tanto da punição quanto para a execução da pena.
DA REPRESSÃO À PRODUÇÃO NÃO AUTORIZADA E AO TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 31. É indispensável a licença prévia da autoridade competente para produzir, extrair, fabricar, transformar, preparar, possuir, manter em depósito, importar, exportar, reexportar, remeter, transportar, expor, oferecer, vender,
comprar, trocar, ceder ou adquirir, para qualquer fim, drogas ou matéria-prima
destinada à sua preparação, observadas as demais exigências legais.
É lógico, meu aluno, que num assunto como este o Estado quer ter o
controle total acerca da movimentação e do manuseio dessas substâncias. Para se ter o controle de todas as atividades que tem relação com as drogas, a
legislação determina a licença prévia.
Como a Lei em questão é considerada um norma penal em branco, é
responsabilidade do órgão vinculado ao Ministério da Saúde enumerar as drogas que serão proibidas, assegurando a conferência da respectiva licença. É
muito mais fácil se alterar uma portaria da Anvisa do que uma lei Federal.
Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelas autoridades de polícia judiciária, que recolherão quantidade suficiente para
exame pericial, de tudo lavrando auto de levantamento das condições encon-

www.canaldosconcursos.com.br/curso_pdf

28

661.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta tradas. não necessita de nenhuma autorização como no caso das drogas. para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos. e executada pela autoridade de polícia judiciária competente. com a delimitação do local. o disposto no Decreto no 2. ou outra substância. de 8 de julho de 1998. Esse artigo diz exatamente como devem ser realizadas as queimadas. Art. sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. observarse-á. Parágrafo único. § 4o As glebas cultivadas com plantações ilícitas serão expropriadas. ouvido o Ministério Público. de acordo com a legislação em vigor. Se peculiaridades locais ou regionais justificarem o emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos. asseguradas as medidas necessárias para a preservação da prova. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e www. circunscrevendo as áreas e estabelecendo normas de precaução. mas é o meio que permite a incineração. guardando-se as amostras necessárias à preservação da prova. no prazo máximo de 30 (trinta) dias. Mais uma vez também está previsto na Convenção de Viena: Art.3. no que couber. 22.Sisnama. § 3o Em caso de ser utilizada a queimada para destruir a plantação.canaldosconcursos. 243 da Constituição Federal. Para a queima da plantação. será sujeito a apreensão e confisco. na presença de representante do Ministério Público e da autoridade sanitária competente. Parágrafo único. Qualquer substância psicotrópica. 27.com. ou qualquer equipamento utilizado ou destinado a ser utilizado na prática de qualquer dos delitos mencionados nos parágrafos 1 e 2.br/curso_pdf 29 . conforme o disposto no art. 27 do Código Florestal: Art. É proibido o uso de fogo nas florestas e demais formas de vegetação. Ao se comentar sobre o Decreto 2611/98 diz-se respeito ao art. § 1o A destruição de drogas far-se-á por incineração. § 2o A incineração prevista no § 1o deste artigo será precedida de autorização judicial. A queima deve ser quase que instantânea. além das cautelas necessárias à proteção ao meio ambiente. 243 CF. a permissão será estabelecida em ato do Poder Público. A autorização pode ser no inquérito ou em autos apartados. mediante auto circunstanciado e após a perícia realizada no local da incineração. (Regulamento). dispensada a autorização prévia do órgão próprio do Sistema Nacional do Meio Ambiente .

prescrever.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização.. oferecer. adquirir. Por um lado a Lei 11343/06 beneficiou os usuários enquanto que para os traficantes foi imposta uma pena mais severa com uma duração maior ainda e com respectiva majoração das multas. transportar. ministrar. O recolhimento de quantidade para o exame pericial fica a cargo do perito em uma quantidade não estipulada por lei. remeter. as condições em que se encontrava. entregar a consumo ou fornecer drogas. preparar.. ainda que gratuitamente. 33. vender. a extensão. Auto de levantamento Destruição das drogas Por meio de INCINERAÇÃO Prazo máximo 30 dias Quem autoriza a incineração Autoridade judicial A incineração deve ser na presença de De representante do Ministério Público quem? e da autoridade Sanitária Queimadas das plantações Proteger o meio ambiente DOS CRIMES Art. A formalização com o Auto de Levantamento deve conter todas as atividades e circunstâncias que possam especificar o exato lugar da plantação. expor à venda.com. dentre outros. controle. Quando o preceito legal ressalta a pessoa “autoridade policial”. sendo importante dizer que permaneceram os dezoitos verbos que existia na lei antiga. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Temos aí um crime com vários núcleos verbais.canaldosconcursos. prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias Obs: A expropriação é feita em processo separado. trazer consigo. Importar. fabricar. guardar. ter em depósito. pessoa com atribuiãode presidir o inquérito policial.br/curso_pdf 30 . produzir. esta diz respeito ao Delegado de Polícia. INCINERAÇÃO Plantações ilícitas de drogas Imediatamente destruídas Quem destrói? Polícia judiciária competente Tudo é formalizado no.  Sujeito ativo – Qualquer pessoa www.. exportar.

com. atendendo ao que dispõe o art. caracteriza-se como crime próprio. Pena . determinará o número de dias-multa. 33 a 39 desta Lei.br/curso_pdf 31 . Na fixação da multa a que se referem os arts. todas as condutas descritas no tipo penal são indiferentes ao resultado do lucro. a droga deve estar materialmente presente no ponto de venda.500 (mil e quinhentos) dias-multa. valor não inferior a um trinta avos nem superior a 5 (cinco) vezes o maior salário-mínimo.reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. 42 desta Lei. O agente poderá praticar qualquer tipo verbal respondendo somente por um único crime. Nesse contesto da gratuidade. Os dias-multas estão previstos no art.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta  Sujeito passivo – a sociedade  Bem jurídico – saúde pública AÇÕES DO TIPO IMPORTAR Entrar com droga no Brasil EXPORTAR Sair com a droga do Brasil REMETER Movimentação da droga para outra pessoa dentro do Brasil PREPARAR É manuseio da substância para obter a droga PRODUZIR Fabricar FABRICAR Utilização mecânica para obter a droga ADQUIRIR Trazer para si a posse da droga VENDER Repassar para outra pessoa mediante pagamento PERMUTA É a venda por meio de troca EXPOR À VENDA Colocá-la visível para os compradores OFERECER Doar a droga sem que receba recompensa PRESCREVER Recomendar o uso MINISTRAR Utilizar a droga em alguém através de um instrumento FORNECER Suprir outrem com droga OBS1: Na exposição à venda. não configurando-se assim. segundo as condições econômicas dos acusados. 43. www. OBS2: Na prescrição.43 desta lei: Art.canaldosconcursos. a exposição por meio de catálogo ou até uma exposição pela internet. pois somente o profissional da saúde que tem os meios legais para prescrever. atribuindo a cada um. o juiz.

oferece. ainda que gratuitamente. exporta.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta § 1o Nas mesmas penas incorre quem: I . produz. aeronaves. transporta. remete. fabrica. ou consente que outrem dele se utilize. vigilância ou consente que outrem utiliza com a finalidade para o tráfico de drogas. Bem – carros. para o tráfico ilícito de drogas. vende. sendo que este o objeto é a matéria-prima e naquele é a droga já pronta. apartamentos. posse. cultiva ou faz a colheita. embarcações. É a destinação do lugar em que a pessoa tem a propriedade. exporta. este não é fato típico. III . Ex: local – casa. exportar matéria prima destinada à preparação da droga e sem autorização (inciso I) e ainda cultivar plantas que possuem matéria-prima para a preparação da droga (inciso II). guarda. motos. Nesse parágrafo. guarda ou vigilância. insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas. E percebe-se que ambos os incisos acima constituem os núcleos destinados à preparação da droga. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. e ao descrever “bem de qualquer natureza” caracteriza-se como qualquer tipo de bem. ônibus. tem em depósito. 33 e considera-se como tráfico equiparado. inciso I e II são estabelecidas condutas equiparadas às do caput do art. estará praticando 3 delitos autônomos. sobrados. OBS: Se o agente importar drogas sem autorização (caput do 33). CUIDADO MEU ALUNO!!! Este inciso apresenta alguns verbos iguais aos do caput do art. ainda que gratuitamente. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas. etc. posse. administração. II . remete.br/curso_pdf 32 . Quando a lei descreve “local”.utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade. adquire. expõe à venda.canaldosconcursos. administração. matéria-prima.com. fornece.importa.33. Mesmo quem utiliza momentaneamente local ou bem de qualquer natureza configura crime. www. E no caso da autorização. traz consigo ou guarda.semeia. produz matéria-prima com autorização”. caracteriza-se como qualquer habitat. etc. lojas. pois já apareceu em prova: “importa. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. devemos ter o cuidado com as pegadinhas da CESPE. pois também não há a necessidade que o infrator tenha qualquer intenção de auferir lucro.

a pessoa de seu relacionamento. É o seguinte. as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços. sem prejuízo das penas previstas no art.br/curso_pdf 33 . e pagamento de 700 (setecentos) a 1. 28. para juntos a consumirem: Pena . de 6 (seis) meses a 1 (um) ano.. § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo.com. Devemos notar que o oferecimento é eventual. mesmo que futura. De cara devemos ter em mente a vedação da conversão da pena em restritiva de direitos. e que por parte de quem está oferecendo não haja intenção de lucro.canaldosconcursos. de 1 (um) a 3 (três) anos. CONVERSÃO EM RESTRITIVA DE DIREITOS Diminuição da pena do tráfico  de 1/6 à 2/3. Basta o oferecimento para que configure crime. Aqui não há a necessidade que a pessoa faça uso da droga para caracterizar o induzimento. com bons antecedentes. E a diminuição da pena é autorizada caso o agente seja primário. auxílio ou instigação.500 (mil e quinhentos) dias-multa. não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.detenção. tendo o oferecedor uma relação com oferecido.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Ex: Francisco empresta sua mansão para seu primo João fazer festa rave sabendo que nesta festa haverá venda de entorpecentes. Nesse caso haverá crime de acordo com o inciso III do § 1º. § 3o Oferecer droga.. vedada a conversão em penas restritivas de direitos. www. O legislador teve a intenção de diferenciar o traficante costumeiro da pessoa que pela primeira vez traficou.. nas seguintes condições: Agente seja primário Bons antecedentes Não se dedique às atividades criminosas Não integre organização criminosa. de bons antecedentes. eventualmente e sem objetivo de lucro. não se dedique à atividade criminosa e não faça parte de organização criminosa. Como surgiram algumas dúvidas sobre a conversão em restritiva de direitos. desde que o agente seja primário. e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. É a forma privilegiada.. § 2o Induzir. instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: Pena . vou adicionar à aula principal tal explicação.detenção.

DIAS TOFFOLI RECTE.(A/S) : xxxx RECDO.343/06). 33.com. o dispositivo legal mencionado por você é sim inconstitucional. Portanto. §4º. quando recomendável. por ofensa ao princípio da princípio da individualização da pena. o Juiz da Condenação por tráfico deve avaliar o caso concreto caso a caso e de acordo com as particularidades do caso e a pena de restrição de direito pode sim ser aplicada. Art. 44) viola o princípio da individualização da pena. § 4º. e) suspensão ou interdição de direitos. pois aumentou a pena do tráfico de drogas.a lei regulará a individualização da pena e adotará. 33 apresenta em sua aparência um conteúdo mais benéfico.(S) : xxx ADV. Eleição do grau de redução. Sendo assim. O Plenário do STF decidiu ser inconstitucional os dispositivos da Lei de Drogas que proíbem a conversão de pena de prisão.º do art. Motivação idônea para a rewww.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa EMENTA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. para de 5 a 15 anos em relação à Lei passada e ainda impôs uma multa mais pesada de 500 a 1. em cárcere. 5º XLVI . d) prestação social alternativa. Para o STF. entre outras.343/06 (art. para pena restritiva de direitos nos casos de condenações por tráfico ilícito de drogas. 33 da lei nada tem de benéfico.br/curso_pdf 34 . Tráfico de entorpecentes. b) perda de bens.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Embora o § 4. consagrado pela Constituição Federal de 1988. a proibição de substituição da Lei 11. da Lei nº 11.canaldosconcursos. Causa de diminuição de pena (art.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC. as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. c) multa. podemos ver que todo o art. e art. 33. Exemplo recente: PROCESSO ELETRÔNICO DJe-231 DIVULG 05-12-2011 PUBLIC 06-12-2011 Parte(s) RELATOR : MIN.500 dias-multa Nessa época da publicação da nova Lei houve muitas discussões sobre o assunto.

Decisão A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. utilizar. ( Prova: CESPE . ainda que gratuitamente. 34.343-2006 . que não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. sendo-lhe aplicada a redução de pena de um sexto a dois terços. com bons antecedentes criminais. 2. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia.canaldosconcursos. Ordem de habeas corpus concedida de ofício. tráfico privilegiado o praticado por agente primário. Unânime. de 3 (três) a 10 (dez) anos.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta dução em grau intermediário. transportar. 33 da Lei 11. 4.com. 22. Precedentes.Processual / Direito Penal / Lei nº 11. a natureza da droga apreendida (42 pedras de crack) justificam a diminuição da pena em 1/3 (um terço). não analisada pelas instâncias antecedentes.200 (mil e duzentos) a 2. A jurisprudência desta Suprema Corte admite a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos.2010 . nos termos do voto do Relator. Recurso não provido. Exercício. mesmo quando se trata do delito de tráfico ilícito de entorpecentes. 1ª Turma. relativos a direito penal. ainda que a pena mínima fique aquém do mínimo legal.000 (dois mil) dias-multa. oferecer.Analista .reclusão.Lei de Drogas. 3. guardar ou fornecer. distribuir. maquinário. produção ou transformação de drogas. Impossibilidade de análise em sede recursal de temas não apreciados nas instâncias antecedentes. Recurso não provido. adquirir. de ofício. Ordem de habeas corpus concedida de ofício.MPU . ) Julgue os próximos itens. entregar a qualquer título.343/06.11. instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação. 5. Questão. Possibilidade. não analisada pelas instâncias antecedentes.2011. e pagamento de 1. Em relação ao crime de tráfico de drogas. www. considera-se. Encontra-se convenientemente motivada a eleição do grau de redução pela minorante do § 4º do art. todavia. 6. Questão. mas concedeu a ordem. ( ) Certo ( ) Errado Gabarito: certo Art. Conversão da pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos. preparação. Embora o paciente seja primário. sob pena de indevida supressão de instância. todavia. independentemente de o tráfico ser nacional ou internacional e da quantidade ou espécie de droga apreendida. 1. vender.. possuir. aparelho.br/curso_pdf 35 .. Precedentes. Fabricar. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena .

200 (mil e duzentos) dias-multa. O importante desse artigo é a questão do dolo por parte de quem está com o maquinário.000 (quatro mil) dias-multa. Parágrafo único. visto que. 288 .br/curso_pdf 36 . caput e § 1o.com. tanto que sua pena é maior que a do tráfico. de 8 (oito) a 20 (vinte) anos. 36.canaldosconcursos. Nas mesmas penas do caput deste artigo incorre quem se associa para a prática reiterada do crime definido no art. Esse artigo foi um novo aparato legal da lei para punir o financiador do tráfico. e para que aja a consumação do delito. www. O parágrafo único caracteriza-se como uma forma de associação visto que seus agentes se associam para financiar ou custear otráficode drogas ou de maquinários para sua produção. deverá haver entre os agentes animus de finalidade. e pagamento de 1. O crime de associação caracteriza-se como crime autônomo.Associarem-se mais de três pessoas. e 34 desta Lei: Pena .reclusão. em quadrilha ou bando. 35. reiteradamente ou não. equiparado à crime hediondo. O comentário de “reiteradamente ou não” significa que não existe a necessidade da habitualidade. de 3 (três) a 10 (dez) anos. 36 desta Lei. 288 do Código Penal – quadrilha ou bando no que tange a quantidade de pessoas. Art. e 34 desta Lei: Pena . Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. Não necessita que o agente possuidor do maquinário tenha realizado a fabricação.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Trata-se do tráfico de maquinário.500 (mil e quinhentos) a 4. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar. e pagamento de 700 (setecentos) a 1. sendo necessário apenas sua intenção de fazer. O legislador considerou essa atitude como sendo mais incriminadora que o próprio tráfico.reclusão.pois para ele o financiador alimenta a figura do traficante. caput e § 1o. qualquer dos crimes previstos nos arts. 33. produção ou a transformação da droga. para o fim de cometer crimes: Para associação ao tráfico de drogas necessita apenas duas ou mais pessoas. Art. Qualquer conduta descrita neste artigo caracteriza-se como tráfico de drogas. preparação. Esse crime difere do previsto no art. 33. este deverá ter a consciência de sua utilização e sua finalidade. Quadrilha ou bando Art. onde a pessoa se enquadra em diversos núcleos do tipo penal.

reclusão. pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade aplicada. caput e § 1o. sem que delas necessite o paciente. cassação da habilitação respectiva ou proibição de obtê-la. de 6 (seis) meses a 3 (três) anos.com. Também faz parte da pena: • Apreensão do veículo. O que devemos ter em mente é que para ser considerado informante o agente deverá ser estranho à organização criminosa. 38. • Cassação da habilitação. drogas. 33. o juiz comunica a condenação do profissional. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria profissional a que pertença o agente. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. www.detenção. aplicadas cumulativamente com as demais.canaldosconcursos.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Art. Parágrafo único. Art. Neste artigo o sujeito ativo é o profissional da saúde (crime próprio) e o passivo é a pessoa que receber as dose. Parágrafo único.detenção. • Proibição de obtê-la. É importante frisar que tal conduta é culposa. além da apreensão do veículo. 37.br/curso_pdf 37 . simplesmente para auxiliar a fiscalização das atividades laborativas de seus profissionais. caracterizada pela imprudência. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. colocando em risco outrem. Para as conseqüentes medidas administrativas cabíveis. e 34 desta Lei: Pena . Colaborar.excessivas ou não. negligência ou imperícia. culposamente. e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) dias-multa. bastando para encriminá-lo a prova testemunhal. se o veículo referido no caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros. e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) dias-multa. com grupo. Esse tipo de atitude por parte do agente causador deverá ser em área pública. ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena . As penas de prisão e multa. e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa. Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas. Prescrever ou ministrar. organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. serão de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-multa. 39. Art. como informante. expondo a dano potencial a incolumidade de outrem: Pena .

o agente praticar o crime prevalecendo-se de função pública ou no desempenho de missão de educação. culturais.caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal. ) Não constitui causa especial de aumento de pena a prática do tráfico de drogas a) dentro de estabelecimento hospitalar. de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza. III . recreativas. I .343-2006 . Gabarito: Letra d – gabarito no art.a natureza. d) entre municípios de um mesmo Estado. ou qualquer processo de intimidação difusa ou coletiva.canaldosconcursos. VII . 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços. de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos. emprego de arma de fogo.a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais. de sedes de entidades estudantis. de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social.br/curso_pdf 38 .com.o crime tiver sido praticado com violência.na fase processual. terá pena reduzida de um terço a dois terços. se: Só alcança os artigos 33 a 37. diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação. II . e do acusado. grave ameaça.o agente financiar ou custear a prática do crime. A colaboração do indiciado. b) nas imediações de delegacia de polícia.Promotor de Justiça / Direito Penal / Lei nº 11.sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente ou a quem tenha.2011 . a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade do delito. esportivas. V . deve ser voluntária e resultar na efetiva identificação de coautores www. IV . c) nas dependências de complexo penitenciário. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime. 40. poder familiar. As penas previstas nos arts. na fase do inquérito. sociais. no caso de condenação. guarda ou vigilância.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Art. e) no exercício de atividade educativa. de ensino ou hospitalares. (Prova: MPE-SP .Lei de Drogas.MPE-SP . ou beneficentes. VI . de locais de trabalho coletivo. 41. 40 acima Art. por qualquer motivo.

c) O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime. 42. Letra C – resposta no artigo 41. terá a pena reduzida de um terço (1/3) a dois terços (2/3). vender. a natureza e a quantidade da substância ou do produto. extrair. anotamos: a) Desde que para fins terapêuticos. trocar. na fixação das penas. a autoridade judiciária não poderá se opor. 59 CP. importar. ) Da repressão à produção e ao tráfico ilícito de drogas.com. da substância ou da droga ilícita é suficiente para estabelecer a autoria e materialidade. preparar. reexportar. www. com preponderância sobre o previsto no art.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta e partícipes ou na recuperação total ou parcial do produto do crime. remeter. 59 (preponderância) deve o magistrado levar em conta para a fixação da pena: Natureza e a quantidade da substância ou do produto Personalidade e a conduta social do agente.2011 . O legislador menciona que acima do art. fabricar. mas sim a própria droga. a esse ato.br/curso_pdf 39 . pois se a polícia souber sobre o que o colaborador tem a dizer. no caso de condenação. em 10 (dez) dias poderá requerer o seu arquivamento. comprar. sendo que. d) Após concluído o inquérito policial. considerará. ( Prova: TJ-DFT . a personalidade e a conduta social do agente. O nome que se dá à colaboração é DELAÇÃO PREMIADA. 59 do Código Penal.canaldosconcursos. manter em depósito. expor. O juiz. A colaboração deve ser eficaz. não será causa de diminuição de pena. oferecer. dar-se-á vista ao representante do Ministério Público que. transformar. desnecessário se faz a licença prévia da autoridade competente para produzir. ceder ou adquirir.Juiz / Direito Penal / Lei nº 11. b) O laudo de constatação da natureza e quantidade do produto. onde produto do crime é diferente de proveito do crime. possuir. transportar. O produto do crime não é o lucro auferido com a droga. Art.TJ-DF . exportar.Lei de Drogas.3432006 . Mas sempre observando o art. drogas ou matéria-prima destinada à sua preparação.

conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: (Redação dada pela Lei nº 7. 33 a 39 desta Lei. vende. As multas. 42 desta Lei.7. fabricar. Para a concessão dos dias-multa o magistrado nesse segundo momento leva em consideração a situação econômica do acusado variando de 1/30 até 5 vezes o salário mínimo. matéria-prima. expor à venda. vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos. remete. atribuindo a cada um. caput e § 1o. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. adquirir. podem ser aumentadas até o décuplo se. § 1o Nas mesmas penas incorre quem: I . fornece. bem como ao comportamento da vítima. às circunstâncias e conseqüências do crime. ter em depósito. aos antecedentes. adquire. Importar. atendendo à culpabilidade. ministrar. 33. à personalidade do agente. 33. MUITO IMPORTANTE !!! Os crimes. Parágrafo único.. segundo as condições econômicas dos acusados.O juiz.importa. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. estabelecerá.canaldosconcursos. produzir. determinará o número de dias-multa. em virtude da situação econômica do acusado. e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis.1984) Art. prescrever. trazer consigo.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Fixação da pena Art. anistia e liberdade provisória. que em caso de concurso de crimes serão impostas sempre cumulativamente.br/curso_pdf 40 .com. ainda que aplicadas no máximo. Art.reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. produz.. entregar a consumo ou fornecer drogas. Na fixação da multa a que se referem os arts. guardar. ainda que gratuitamente. de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas. traz consigo ou guarda. o juiz. de 11. aos motivos. II . expõe à venda.semeia. 43. oferece. Art.500 (mil e quinhentos) dias-multa. transporta. à conduta social. www. valor não inferior a um trinta avos nem superior a 5 (cinco) vezes o maior salário-mínimo. ainda que gratuitamente. Os crimes previstos nos arts. preparar. indulto. 59 . cultiva ou faz a colheita. remeter. vender. exportar. fabrica. insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas. exporta. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena .209. graça. transportar. 44. considerá-las o juiz ineficazes. tem em depósito. oferecer. atendendo ao que dispõe o art.

utilizar. oferecer. indultar e comutar a pena e convertê-la la em restrição de direitos. 33 da Lei no 11. INDULTO E LIBERDADE PROVISÓRIA. preparação. GRAÇA. e) conceder sursis e livramento condicional.canaldosconcursos. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Art. 34. posse.. Parágrafo único. É permitido o LIVRAMENTO CONDICIONAL após o cumprimento de 2/3 da pena. adquirir. como informante. c) conceder sursis e converter a pena em restrição de conceder sursis. 35. Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. caput e § 1o. www. vender. caput e § 1o. guarda ou vigilância. indultar a pena e convertê-la para restrição de direitos.343/2006 (tráfico de drogas) é vedado ao juiz: a) conceder sursis. aparelho. 37. reiteradamente ou não. Fabricar. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar. Nos crimes previstos no caput deste artigo. 33. maquinário. guardar ou fornecer. ou consente que outrem dele se utilize. indultar a pena e convertê-la para restrição de direitos. 33. instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação. transportar. indultar e comutar a pena e convertê-la em restrição de direitos. d) conceder sursis. produção ou transformação de drogas. e 34 desta Lei: Todos são: INAFIANÇÁVEIS E INSUSCETÍVEIS DE SURSIS. qualquer dos crimes previstos nos arts. distribuir. ..utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade. Art. e 34 desta Lei: Art. possuir. administração. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. vedada sua concessão ao reincidente específico. comutar a pena e convertê-la para restrição de direitos. com grupo. dar-se-á o livramento condicional após o cumprimento de dois terços da pena.VEDADA A CONVERSÃO EM RESTRITIVAS DE DIREITOS. ainda que gratuitamente..br/curso_pdf 41 . Colaborar. ainda que gratuitamente. entregar a qualquer título. 36. para o tráfico ilícito de drogas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta III . e 34 desta Lei: Art. b) conceder sursis. No art. caput e § 1o. organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33.com..

poderá determinar o juiz. que este apresentava. a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. proveniente de caso fortuito ou força maior. 33. proveniente de caso fortuito ou força maior. vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos Art. E força maior seria a ingestão obrigada por um terceiro.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Gabarito: Letra B Art.209. as condições referidas no caput deste artigo. qualquer que tenha sido a infração penal praticada. 28 § 1º do CP. e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis. A dependência faz relação com o viciado que é equiparado ao doente mental. era. de 11. de 11. O artigo 45 preceitua o mesmo elencado o art. 45. caput e § 1o.br/curso_pdf 42 . na sentença.7. 46. graça. indulto. em razão da dependência. reconhecendo. o seu encaminhamento para tratamento médico adequado.É isento de pena o agente que. Quando absolver o agente. ao tempo da ação ou da omissão. o agente não possuía. Então são dois casos a saber: www.1984) O indivíduo estava drogado à época do fato e não apresenta a capacidade de entender o caráter ilícito do fato. atuando junto ao critério biopscológico. era. anistia e liberdade provisória.1984) Parágrafo único. As penas podem ser reduzidas de um terço a dois terços se. 44. era. ou sob o efeito.7. permitindo-lhe a aplicação de uma medida de segurança no lugar da pena restritiva de liberdade. Art. ao tempo da ação ou da omissão. § 1º . ao tempo da ação ou da omissão. por força das circunstâncias previstas no art.canaldosconcursos. Assim. 26 CP.209. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.com. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. ao tempo da ação ou da omissão. É isento de pena o agente que. por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado.26 do Código Penal. exclui-se a culpabilidade como previsto no art. de droga. por embriaguez completa.É isento de pena o agente que. equiparando-se à embriaguez. Art. Os crimes previstos nos arts. 45 desta Lei. engano. à época do fato previsto neste artigo. Caso fortuito é simples ingestão da droga por lapso. por força pericial.

têm garantidos os serviços de atenção à sua saúde. Art. será processado e julgado na forma dos arts. em razão da prática de infração penal. definidos pelo respectivo sistema penitenciário. realizada por profissional de saúde com competência específica na forma da lei. que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais. porém se esta deixar de prever algum procedimento.343. prevalece sobre o Código Penal. tiver em depósito.099. que esteja cumprindo pena privativa de liberdade. REDUÇÃO DE PENA plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento Art. 28 Lei 11343. salvo se houver concurso com os crimes previstos nos arts. de Processo Penal e a Lei de Execução Penal. O usuário e o dependente de drogas que. aplicando-se. 48. transportar ou trouxer consigo. guardar. 33 a 37 desta Lei. com base em avaliação que ateste a necessidade de encaminhamento do agente para tratamento. atuará como subsidiária o Código de Processo Penal e a Lei de Execução Penal. Quem adquirir. 26 desta Lei. de 26 de setembro de 1995.com. 28 desta Lei. as disposições do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal. DO PROCEDIMENTO PENAL Art. estiverem cumprindo pena privativa de liberdade ou submetidos a medida de segurança. 26. determinará que a tal se proceda. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: www.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta ISENÇÃO DE PENA inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. A regra geral para o procedimento penal é da própria lei 11. O presente artigo procurou garantir um bom atendimento ao usuário de drogas ou dependente.canaldosconcursos. 60 e seguintes da Lei no 9. para consumo pessoal. § 1o O agente de qualquer das condutas previstas no art. Toda lei específica que trata de alguma matéria. 47.br/curso_pdf 43 . subsidiariamente. observado o disposto no art. Na sentença condenatória. como regra. O procedimento relativo aos processos por crimes definidos neste Título rege-se pelo disposto neste Capítulo. Art. o juiz.

099. costuma enviá-lo para o exame antes da liberação.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Artigo 60 lei 9099. tem competência para a conciliação. a ser especificada na proposta. no local em que se encontrar. Art. lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessários. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada. 76 LEI 9099/95. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena prevista no art. o agente será submetido a exame de corpo de delito.prestação de serviços à comunidade. II . NÃO É OBRIGATÓRIA A RELALIZAÇÃO DO EXAME!!! § 5o Para os fins do disposto no art. aplicando a Lei 9099/95 – Juizado Especial Criminal. devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou. É de praxe encaminhar o usuário ao exame de corpo de delito de modo que se evitem ações futuras contra a equipe policial por um suposto excesso ou abuso.com. que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais. e em seguida liberado. § 2o Tratando-se da conduta prevista no art.canaldosconcursos. as providências previstas no § 2o deste artigo serão tomadas de imediato pela autoridade policial. 28 desta Lei: I . 28 será imposta a prisão em flagrante. de 1995. em nenhum caso do art. www. não poderá prendê-lo em flagrante. Mas. vedada a detenção do agente.br/curso_pdf 44 . 28 desta Lei. na falta. na falta deste. não sendo caso de arquivamento. 33 ou 34. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. o § 3 Se ausente a autoridade judicial. 28 desta Lei. 28. Leva-o para a delegacia e formaliza o Termo Circunstanciado apresentando-o em seguida ao Juízo competente.advertência sobre os efeitos das drogas. o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo Será competente o Juizado Especial Criminal se o agente incidir no art. É o seguinte: Policial pegando o usuário na rua.O Juizado Especial Criminal. Penas do Art. pois o traficante usuário responderá pelo art. Então a autoridade policial. não há que se falar em Juizado Especial. 28 desta lei. não se imporá prisão em flagrante. assumir o compromisso de a ele comparecer. para se resguardar. o usuário assina um compromisso de comparecer ao juízo. a ser especificada na proposta. 76 da Lei no 9. 28 e dos art. se o requerer ou se a autoridade de polícia judiciária entender conveniente. § 4o Concluídos os procedimentos de que trata o § 2o deste artigo. Se houver concurso de crimes do art. absorvendo o delito do art. provido por Juízes togados ou togados e leigos. Então. 33 ao 37 desta lei.

com. imediatamente. para todas as pessoas que sofrerem algum tipo de coação moral. imediatamente. caso o autuado não informe o nome de seu advogado. 306 do Código de Processo Penal.canaldosconcursos. na falta deste. a nota de culpa. com o motivo da prisão. em 24 (vinte e quatro) horas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta III . cópia integral para a Defensoria Pública. Art.403. Serão empregados instrumento de proteção aos colaboradores e às testemunhas a depender do caso concreto. www. § 2o No mesmo prazo. a autoridade de polícia judiciária fará. 50. será entregue ao preso. o juiz. Art. Tratando-se de condutas tipificadas nos arts. caput e § 1o. § 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão. 49.403. mediante recibo. o nome do condutor e os das testemunhas. de 2011). 33. ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União. Aos presos pela Polícia Federal deve-se enviar os autos ao Juízo Federal. assinada pela autoridade.403. sempre que as circunstâncias o recomendem. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente. Além da comunicação da prisão em flagrante. por pessoa idônea. § 1o Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito. de 2011).br/curso_pdf 45 . empregará os instrumentos protetivos de colaboradores e testemunhas previstos na Lei no 9. O Laudo de Constatação poderá ser firmado por qualquer pessoa idônea na falta do perito oficial.087/99 preceitua a proteção especial a vítimas e testemunhas. (Redação dada pela Lei nº 12. ao juízo competente. do qual será dada vista ao órgão do Ministério Público. Ocorrendo prisão em flagrante. de 13 de julho de 1999. (Redação dada pela Lei nº 12. Na situação em que o agente não apresente advogado constituído determina-se o cumprimento do art. e 34 a 37 desta Lei.807. será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante e. comunicação ao juiz competente. caso o agente não tenha advogado constituído. ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. deve-se enviar cópia do auto de prisão em flagrante à Defensoria Pública. de 2011). firmado por perito oficial ou.medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. remetendo-lhe cópia do auto lavrado. e para o Ministério Público. A Lei 9. 306. Art. é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga. (Redação dada pela Lei nº 12. física ou material no curso do processo ou na investigação criminal.

Findos os prazos a que se refere o art.relatará sumariamente as circunstâncias do fato. com o condutor. (Redação dada pela Lei nº 11. e de 90 (noventa) dias.113. a autoridade de polícia judiciária.com. após cada oitiva suas respectivas assinaturas. afinal. indicando a quantidade e natureza da substância ou do produto apreendido. deverão assiná-lo pelo menos duas pessoas que hajam testemunhado a apresentação do preso à autoridade. remetendo os autos do inquérito ao juízo: I . Apresentado o preso à autoridade competente. entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso. a qualificação e os antecedentes do agente. 304. de forma resumida. a conduta. 52. 51. o auto. Art. a autoridade. Art.br/curso_pdf 46 . procederá à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita. declare os motivos de considerar o indiciado como traficante e não usuário. lavrando. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.canaldosconcursos.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Aplica-se ainda ao flagrante de crime de drogas as regras previstas no Capítulo II do Título IX do CPP. ouvido o Ministério Público. § 2o O perito que subscrever o laudo a que se refere o § 1o deste artigo não ficará impedido de participar da elaboração do laudo definitivo. INDICIADO PRESO – 30 DIAS INDICIADO SOLTO – 90 DIAS Parágrafo único. ou No relatório do Delegado é muito importante que este. Em seguida. Sua conclusão terá início com a formalização de um relatório pelo Delegado de Polícia. DA PRISÃO EM FLAGRANTE Art. ouvirá esta o condutor e colherá. se o indiciado estiver preso. nesse caso. o local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa. 301. www. colhendo. quando solto. mas. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias. Os prazos a que se refere este artigo podem ser duplicados pelo juiz. Art. mediante pedido justificado da autoridade de polícia judiciária. sua assinatura. 51 desta Lei. justificando as razões que a levaram à classificação do delito. O inquérito policial relativo ao crime de drogas tem um prazo máximo de 30 dias para se encerrado se o réu estiver preso e de 90 dias para o réu solto. de 2005) § 2o A falta de testemunhas da infração não impedirá o auto de prisão em flagrante. desde logo. as circunstâncias da prisão.

cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento. A representação pela infiltração dos agentes de polícia é feita pela autoridade policial. em tarefas de investigação. II . www. mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público.a não-atuação policial sobre os portadores de drogas. sempre ouvido o MP e sendo autorizada pelo juiz. retardam a prisão em flagrante das “mulas” do tráfico deixando-os atuar para que execute a prisão em momento mais oportuno com a finalidade de prender os fornecedores/compradores e financiadores do tráfico. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei. Ex: Uma “mula” com a bagagem com 10 kg de pasta base de cocaína tenta embarcar em um aeroporto “x” com destino ao “y”.necessárias ou úteis à indicação dos bens. além dos previstos em lei. deve-se dar cumprimento ao previsto no art. Mas se o indiciado estiver preso. 53.canaldosconcursos. seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção. Art. A esse procedimento dá-se o nome de AÇÃO CONTROLADA!!! É um procedimento pelo qual os policiais envolvidos em determinada investigação.necessárias ou úteis à plena elucidação do fato. Os policiais já estavam monitorando tal mula há 2 meses. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias.requererá sua devolução para a realização de diligências necessárias. assim.a infiltração por agentes de polícia. se o indiciado estiver preso. direitos e valores de que seja titular o agente. As investigações devem prosseguir da melhor maneira possível estando o indiciado solto.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta II . II . A remessa dos autos far-se-á sem prejuízo de diligências complementares: I . sem prejuízo da ação penal cabível. pede-se autorização pela AÇÃO CONTROLADA ao juiz para o acompanhamento da mula até o traficante. cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento. constituída pelos órgãos especializados pertinentes. 51. para prendê-lo. ou que figurem em seu nome.com. 51: Art. com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição. os seguintes procedimentos investigatórios: I . que se encontrem no território brasileiro. e de 90 (noventa) dias. quando solto Parágrafo único. são permitidos. Essa mula levará a droga para um grande traficante de uma determinada região do Brasil.br/curso_pdf 47 .

Recebidos em juízo os autos do inquérito policial. no prazo de 10 (dez) dias. no caso de considerar improcedentes as razões invocadas. 28 CPP. POR ESCRITO § 1o Na resposta. Art. É só para saber o nº máximo de testemunhas que poderão ser arroladas. 95 a 113 do Decreto-Lei no 3. Da Instrução Criminal Art. nos termos dos arts.requisitar as diligências que entender necessárias. por escrito. § 2o As exceções serão processadas em apartado. Art.suspeição. Poderão ser opostas as exceções de: I . dar-se-á vista ao Ministério Público para. designará outro órgão do Ministério Público para oferecêla.689.incompetência de juízo. a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores. adotar uma das seguintes providências: As vistas do MP deverá ser de 10 dias a contar do recebimento.Código de Processo Penal. ao invés de apresentar a denúncia.com. 5. 95 CPP. oferecer documentos e justificações. sendo que esse prazo servirá para o indiciado preso ou solto. III . Oferecida a denúncia. Se o órgão do Ministério Público. no prazo de 10 (dez) dias. requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação. o acusado poderá argüir preliminares e invocar todas as razões de defesa. 28 Art. e este oferecerá a denúncia. consistente em defesa preliminar e exceções. CPP. ao qual só então estará o juiz obrigado a atender. 55.br/curso_pdf 48 . I . II . Na hipótese do inciso II deste artigo. arrolar testemunhas. II . arrolar até 5 (cinco) testemunhas e requerer as demais provas que entender pertinentes. até o número de 5 (cinco). www. especificar as provas que pretende produzir e. fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral. de Comissão Parlamentar de Inquérito ou peças de informação. Caso o MP discorde sobre o arquivamento seguirá o disposto no art.oferecer denúncia. ou seja. o juiz. DEFESA PRÉVIA DO ACUSADO 10 DIAS.canaldosconcursos.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Parágrafo único. de 3 de outubro de 1941 . 54.requerer o arquivamento. ou insistirá no pedido de arquivamento. o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia.

o juiz ou tribunal. a este será imposta a multa de duzentos mil-réis a dois contos de réis. Não aceitando a suspeição. 96. aduzindo as suas razões acompanhadas de prova documental ou do rol de testemunhas. deverá fazê-lo verbalmente. § 1o Reconhecida. até que se julgue o incidente da suspeição. www. Art. determinará sejam os autos da exceção remetidos. IV . o juiz que houver de dar-se por suspeito. A argüição de suspeição precederá a qualquer outra. registrando-se na ata a declaração. No Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apelação. preliminarmente. Quando a parte contrária reconhecer a procedência da argüição. independentemente de mais alegações.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta III . Art.canaldosconcursos. Art. pagando o juiz as custas. Art. O juiz que espontaneamente afirmar suspeição deverá fazê-lo por escrito. marcará dia e hora para a inquirição das testemunhas. se for relator. no caso de erro inescusável. em seguida. o processo principal. podendo instruí-la e oferecer testemunhas. ordenando a remessa dos autos ao substituto. a relevância da argüição. Art. § 1o Se não for relator nem revisor. o juiz sustará a marcha do processo. Quando qualquer das partes pretender recusar o juiz. mandará juntar aos autos a petição do recusante com os documentos que a instruam. 99.br/curso_pdf 49 . deverá fazê-lo em petição assinada por ela própria ou por procurador com poderes especiais. V . seguindo-se o julgamento. a seu requerimento. Julgada procedente a suspeição. e remeterá imediatamente o processo ao seu substituto. o juiz mandará autuar em apartado a petição.coisa julgada. na sessão de julgamento. ou. ao juiz ou tribunal a quem competir o julgamento. com citação das partes. 102. Art. rejeitada. declarando o motivo legal. Art. poderá ser sustado. 98. apresentar os autos em mesa para nova distribuição. 100. 101. e por despacho se declarará suspeito.com. § 2o Se a suspeição for de manifesta improcedência. o juiz ou relator a rejeitará liminarmente. evidenciando-se a malícia do excipiente. Se reconhecer a suspeição. ficarão nulos os atos do processo principal. passar o feito ao seu substituto na ordem da precedência. 103. dentro em 24 vinte e quatro horas. intimadas as partes. se for revisor. dará sua resposta dentro em três dias.litispendência. o juiz que se julgar suspeito deverá declará-lo nos autos e.ilegitimidade de parte. e. Art. 97. salvo quando fundada em motivo superveniente.

depois de ouvi-lo. for aceita a declinatória. no que Ihe for aplicável. § 5o Se o recusado for o presidente do tribunal. se o juiz a reconhecer. 104. no prazo de defesa.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta § 2o Se o presidente do tribunal se der por suspeito. Art. competirá ao seu substituto designar dia para o julgamento e presidi-lo. à vista da matéria alegada e prova imediata.canaldosconcursos. As exceções serão processadas em autos apartados e não suspenderão. decidirá. 109. Não se poderá opor suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito. atendido. no que Ihes for aplicável. § 2o A exceção de coisa julgada somente poderá ser oposta em relação ao fato principal. ilegitimidade de parte e coisa julgada. em regra. verbalmente ou por escrito. Se em qualquer fase do processo o juiz reconhecer motivo que o torne incompetente. A exceção de incompetência do juízo poderá ser oposta. prosseguindo-se na forma do artigo anterior. ouvido o Ministério Público. www. o processo prosseguirá. As partes poderão também argüir de suspeitos os peritos. se formulada verbalmente. o juiz continuará no feito. podendo antes admitir a produção de provas no prazo de três dias. quando ocorrer motivo legal. o andamento da ação penal. 106. negada pelo recusado. sem recurso. decidindo o juiz de plano e sem recurso. Art. haja ou não alegação da parte. o que estabelece este artigo. onde. o disposto sobre a exceção de incompetência do juízo.br/curso_pdf 50 . 110. § 2o Recusada a incompetência. mas deverão elas declarar-se suspeitas. o que tudo constará da ata. Art. 108. não for imediatamente comprovada. ratificados os atos anteriores. Art. será observado. os intérpretes e os serventuários ou funcionários de justiça. que tiver sido objeto da sentença. A suspeição dos jurados deverá ser argüida oralmente. quanto à argüição de suspeição pela parte. Art. será julgada pelo tribunal pleno. decidindo de plano do presidente do Tribunal do Júri. Art. Art. § 3o Observar-se-á. Art. 107. Nas exceções de litispendência. o disposto nos arts. fazendo tomar por termo a declinatória. o relator será o vicepresidente. § 1o Se a parte houver de opor mais de uma dessas exceções. funcionando como relator o presidente. § 1o Se. que a rejeitará se. § 4o A suspeição. 111. não sendo reconhecida. 105. Se for argüida a suspeição do órgão do Ministério Público. deverá fazê-lo numa só petição ou articulado. o juiz. o feito será remetido ao juízo competente.com. declará-lo-á nos autos. 98 a 101.

A regra são 30 dias. exames e perícias. do assistente. a intimação do Ministério Público. § 2o A audiência a que se refere o caput deste artigo será realizada dentro dos 30 (trinta) dias seguintes ao recebimento da denúncia. § 4o Apresentada a defesa. a incompatibilidade ou impedimento poderá ser argüido pelas partes. quando houver incompatibilidade ou impedimento legal. se for o caso. os serventuários ou funcionários de justiça e os peritos ou intérpretes abster-se-ão de servir no processo. § 3o Se a resposta não for apresentada no prazo. Art. Recebida a denúncia. poderá decretar o afastamento cautelar do denunciado de suas atividades. seguindo-se o processo estabelecido para a exceção de suspeição. se for funcionário público. o juiz decidirá em 5 (cinco) dias. que declararão nos autos. 57. e 34 a 37 desta Lei. o juiz nomeará defensor para oferecê-la em 10 (dez) dias. determinará a apresentação do preso. § 1o Tratando-se de condutas tipificadas como infração do disposto nos arts. CAPÍTULO IV DO CONFLITO DE JURISDIÇÃO Art. o juiz poderá afastá-lo da função pelo tempo necessário ao prosseguimento da ação penal. após o interrogatório do acusado e a inquirição das testemunhas.br/curso_pdf 51 . o juiz. o juiz designará dia e hora para a audiência de instrução e julgamento. ao receber a denúncia. salvo se determinada a realização de avaliação para atestar dependência de drogas. Art. sucessivamen- www. 56. Se não se der a abstenção. o órgão do Ministério Público.canaldosconcursos.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta CAPÍTULO III DAS INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS Art. Se o indiciado for servidor público acusado por tráfico de entorpecentes. e caso haja a necessidade para avaliação da dependência poderá haver um alargamento no prazo para 90 dias. será dada a palavra. e requisitará os laudos periciais. o juiz. 113. 33. concedendo-lhe vista dos autos no ato de nomeação. quando se realizará em 90 (noventa) dias. realização de diligências. no prazo máximo de 10 (dez) dias. § 5o Se entender imprescindível.com. como também pelo conflito positivo ou negativo de jurisdição. O juiz. 112. caput e § 1o. As questões atinentes à competência resolver-se-ão não só pela exceção própria. Na audiência de instrução e julgamento. ordenará a citação pessoal do acusado. comunicando ao órgão respectivo.

de tudo lavrando auto de levantamento das condições encontradas. sobre a natureza ou quantidade da substância ou do produto. formulando as perguntas correspondentes se o entender pertinente e relevante. § 1o. quando a quantidade ou valor da substância ou do produto www. a critério do juiz. conforme o disposto no art. ao representante do Ministério Público e ao defensor do acusado. determinará que se proceda na forma do art. de 8 de julho de 1998. para eventual contraprova. no curso do processo. de acordo com a legislação em vigor. ouvido o Ministério Público. observar-se-á. ouvido o Ministério Público. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelas autoridades de polícia judiciária.br/curso_pdf 52 . guardando-se as amostras necessárias à preservação da prova. § 1o A destruição de drogas far-se-á por incineração. 243 da Constituição Federal. não tendo havido controvérsia. § 1o Ao proferir sentença. preservando-se. Em determinadas situações. A ordenança para a destruição da droga fica a cargo do Juiz dependendo de cada caso. com a delimitação do local. o juiz. 32. pelo prazo de 20 (vinte) minutos para cada um. dispensada a autorização prévia do órgão próprio do Sistema Nacional do Meio Ambiente Sisnama. há necessidade do juiz conceder rapidamente a incineração por motivos de segurança. § 3o Em caso de ser utilizada a queimada para destruir a plantação.661. e executada pela autoridade de polícia judiciária competente. Encerrados os debates. o juiz indagará das partes se restou algum fato para ser esclarecido. desta Lei. 58. o disposto no Decreto no 2. Art. que recolherão quantidade suficiente para exame pericial. além das cautelas necessárias à proteção ao meio ambiente. Parágrafo único. § 2o Igual procedimento poderá adotar o juiz. 32. proferirá o juiz sentença de imediato. em que já exista uma grande quantidade de drogas em depósito. ou sobre a regularidade do respectivo laudo.com. no que couber. na presença de representante do Ministério Público e da autoridade sanitária competente.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta te. Art. mediante auto circunstanciado e após a perícia realizada no local da incineração.canaldosconcursos. no prazo máximo de 30 (trinta) dias. ordenando que os autos para isso lhe sejam conclusos. § 4o As glebas cultivadas com plantações ilícitas serão expropriadas. ou o fará em 10 (dez) dias. para sustentação oral. asseguradas as medidas necessárias para a preservação da prova. prorrogável por mais 10 (dez). a fração que fixar. § 2o A incineração prevista no § 1o deste artigo será precedida de autorização judicial. Após proceder ao interrogatório. em decisão motivada e.

ouvido o Ministério Público. no prazo de 5 (cinco) dias. o acusado tem 5 dias para provar a licitude dos bens. procedendo-se na forma dos arts. Decretada a medida assecuratória. ARRECADAÇÃO E DESTINAÇÃO DE BENS DO ACUSADO Art. Art. ainda que já tenham sido transferidos a terceiro. o réu não poderá apelar sem recolher-se à prisão. 127. o juiz decidirá pela sua liberação. em qualquer fase do processo ou ainda antes de oferecida a denúncia ou queixa. 60. apresente ou requeira a produção de provas acerca da origem lícita do produto. 126 e 127).CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta o indicar. Nos crimes previstos nos arts.com.canaldosconcursos. inclusive a restituição de bens. O juiz de ofício poderá decretar o seqüestro dos bens móveis e imóveis ou valores provenientes do produto do crime de tráfico e todo o proveito auferido com sua prática. 33. 126. havendo indícios suficientes. a apreensão e outras medidas assecuratórias relacionadas aos bens móveis e imóveis ou valores consistentes em produtos dos crimes previstos nesta Lei. 59. salvo se for primário e de bons antecedentes. poderá decretar. bem ou valor objeto da decisão. caput e § 1o. ou mediante representação da autoridade policial. Caberá o seqüestro dos bens imóveis. bastará a existência de indícios veementes da proveniência ilícita dos bens. de ofício. o juiz decidirá sobre a liberação.br/curso_pdf 53 . a requerimento do Ministério Público ou do ofendido. e 34 a 37 desta Lei.Código de Processo Penal. § 2o Provada a origem lícita do produto. Qualquer medida assecuratória será processada de forma apartada do procedimento penal. DA APREENSÃO. respeitando também as regras impostas pelo Código de Processo Penal (art 125. Ainda que provada a origem lícita dos bens. de ofício. assim reconhecido na sentença condenatória. no curso do inquérito ou da ação penal. 125. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade de polícia judiciária. Para a decretação do seqüestro. O juiz. Art. ou que constituam proveito auferido com sua prática.689. www. 125 a 144 do Decreto-Lei no 3. § 1o Decretadas quaisquer das medidas previstas neste artigo. precedendo a medida a elaboração e juntada aos autos do laudo toxicológico. o juiz facultará ao acusado que. adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração. bem ou valor. O juiz. poderá ordenar o seqüestro. DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS Art. Art. de 3 de outubro de 1941 .

os bens apreendidos poderão ser utilizados pelos órgãos ou pelas entidades que atuam na prevenção do uso indevido. após a sua regular apreensão. Pode a polícia. A explicação já foi dada sobre isso. aeronaves e quaisquer outros meios de transporte. instrumentos e objetos de qualquer natureza. embarcações ou aeronaves. ficando esta livre do pagamento de multas. sob sua responsabilidade e com o objetivo de sua conservação. o Delegado fará formalmente o pedido ao juiz competente para que o mesmo conceda o uso à instituição responsável pela apreensão para a utilização do bem no interesse das atividades investigativas e de repressão. direitos ou valores poderá ser suspensa pelo juiz. Recaindo a autorização sobre veículos. Art.com. É claro. a autoridade de polícia judiciária poderá deles fazer uso. utensílios. É o seguinte: no curso do inquérito policial. 61. mediante autorização judicial. Os veículos. com autorização do juízo competente. § 1o Comprovado o interesse público na utilização de qualquer dos bens mencionados neste artigo. Não havendo prejuízo para a produção da prova dos fatos e comprovado o interesse público ou social. § 4o A ordem de apreensão ou seqüestro de bens. quando a sua execução imediata possa comprometer as investigações. Parágrafo único. ouvido o Ministério Público. excetuadas as armas. ouvido o Ministério Público. o juiz ordenará à autoridade de trânsito ou ao equivalente órgão de registro e controle a expedição de certificado provisório de registro e licenciamento. encargos e tributos anteriores. na atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e na repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas.br/curso_pdf 54 . www. utilizados para a prática dos crimes definidos nesta Lei.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta § 3o Nenhum pedido de restituição será conhecido sem o comparecimento pessoal do acusado. ouvido o Ministério Público e cientificada a Senad. 62 desta Lei. que serão recolhidas na forma de legislação específica. É o mesmo fundamento empregado anterior mente no art. podendo o juiz determinar a prática de atos necessários à conservação de bens. exclusivamente no interesse dessas atividades. 62. mediante autorização do juízo competente. Art. utilizar um veículo apreendido com drogas no uso exclusivo da repressão ou até investigação. ficarão sob custódia da autoridade de polícia judiciária. por exemplo. em favor da instituição à qual tenha deferido o uso. direitos ou valores.canaldosconcursos. se houver algum dos bens móveis acima apreendidos. 53 – Ação controla – com o intuito de não prejudicar as investigações. os maquinários. embarcações. até o trânsito em julgado da decisão que decretar o seu perdimento em favor da União. ressalvado o disposto no art.

requererá ao juízo competente que. por intermédio da Senad. o requerimento de alienação deverá conter a relação de todos os demais bens apreendidos. cujos autos terão tramitação autônoma em relação aos da ação penal principal. homologará o valor atribuído aos bens e determinará sejam alienados em leilão. que. determinará a avaliação dos bens relacionados. e tendo recaído sobre dinheiro ou cheques emitidos como ordem de pagamento. § 7o Autuado o requerimento de alienação. mediante petição autônoma. o Ministério Público deverá requerer ao juízo. por sentença. § 3o Intimado. até o final da ação penal respectiva.br/curso_pdf 55 .com. em caráter cautelar. cientificará a Senad e intimará a União. a conversão do numerário apreendido em moeda nacional. envolvidos nas ações de prevenção ao uso indevido de drogas e operações de repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas. requerer ao juízo competente a intimação do Ministério Público. e o depósito das correspondentes quantias em conta judicial. se for o caso. permanecerá depositada em conta judicial a quantia apurada. exclusivamente no interesse dessas atividades. por edital com prazo de 5 (cinco) dias. recaindo a autorização sobre veículos. e informações sobre quem os tem sob custódia e o local onde se encontram. § 8o Feita a avaliação e dirimidas eventuais divergências sobre o respectivo laudo. de órgãos de inteligência ou militares. juntando-se aos autos o recibo. a compensação dos cheques emitidos após a instrução do inquérito. § 4o Após a instauração da competente ação penal. a autoridade de polícia judiciária que presidir o inquérito deverá. § 11. quando será transferida ao Funad.canaldosconcursos. os autos serão conclusos ao juiz. em caráter cautelar.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta § 2o Feita a apreensão a que se refere o caput deste artigo. embarcações ou aeronaves. com cópias autênticas dos respectivos títulos. a respectiva petição será autuada em apartado. de imediato. este. § 5o Excluídos os bens que se houver indicado para os fins previstos no § 4o deste artigo. § 6o Requerida a alienação dos bens. § 9o Realizado o leilão. verificada a presença de nexo de instrumentalidade entre o delito e os objetos utilizados para a sua prática e risco de perda de valor econômico pelo decurso do tempo. indicar para serem colocados sob uso e custódia da autoridade de polícia judiciária. o Ministério Público e o interessado. Terão apenas efeito devolutivo os recursos interpostos contra as decisões proferidas no curso do procedimento previsto neste artigo. juntamente com os valores de que trata o § 3o deste artigo. o Ministério Público. Quanto aos bens indicados na forma do § 4o deste artigo. proceda à alienação dos bens apreendidos. com a descrição e a especificação de cada um deles. excetuados aqueles que a União. § 10. o juiz. se for o caso. o juiz ordenará à auto- www.

1984) a) dos instrumentos do crime. O artigo acima destoa do previsto como regra no art. Art. bem ou valor apreendido. § 2o Compete à Senad a alienação dos bens apreendidos e não leiloados em caráter cautelar. 91 . A União. poderá firmar convênio com os Estados.209.tornar certa a obrigação de indenizar o me. uso. 63. o local em que se encontram e a entidade ou o órgão em cujo poder estejam. o juiz do processo. seqüestrado ou declarado indisponível. a fim de dar imediato cumprimento ao estabelecido no § 2o deste artigo. § 1o Os valores apreendidos em decorrência dos crimes tipificados nesta Lei e que não forem objeto de tutela cautelar. indicando.209. de 11. serão revertidos diretamente ao Funad. 64. ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: (Redação dada pela Lei nº 7. de 11. o juiz decidirá sobre o perdimento do produto.com.br/curso_pdf 56 . alienação.7. pois o juiz decidirá sobre o perdimento. de ofício ou a requerimento do Ministério Público. cujo perdimento já tenha sido decretado em favor da União. Ao proferir a sentença de mérito. 63. quanto aos bens.São efeitos da condenação: (Redação dada pela Lei nº 7. § 4o Transitada em julgado a sentença condenatória.7. direitos e valores declarados perdidos em favor da União. de 11.canaldosconcursos. em favor da autoridade de polícia judiciária ou órgão aos quais tenha deferido o uso. após decretado o seu perdimento em favor da União. b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso No entendimento do art. com o Distrito Federal e com organismos orientados para a prevenção do uso indevido de drogas. encargos e tributos anteriores.209. Art. (Redação dada pela Lei nº 7. remeterá à Senad relação dos bens. § 3o A Senad poderá firmar convênios de cooperação.7. Art. por intermédio da Senad. para os fins de sua destinação nos termos da legislação vigente. o confisco será automático. porte ou detenção constitua fato ilícito. a atenção e a reinserção social de usuários www. até o trânsito em julgado da decisão que decretar o seu perdimento em favor da União.a perda em favor da União. desde que consistam em coisas cujo fabrico.1984) dano causado pelo II .1984) I . é diferente do previsto. 91 do Código Penal.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta ridade de trânsito ou ao equivalente órgão de registro e controle a expedição de certificado provisório de registro e licenciamento. que no momento em que alguma coisa é apreendida ou seqüestrada como conseqüência dos crimes previstos. ficando estes livres do pagamento de multas.

CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta ou dependentes e a atuação na repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas. quando solicitado. 68. de atenção e de reinserção social de usuários e dependentes de drogas. com vistas na liberação de equipamentos e de recursos por ela arrecadados.canaldosconcursos. 65. destinados às pessoas físicas e jurídicas que colaborem na prevenção do uso indevido de drogas. Já foi falado no início da aula.com. 1o desta Lei. www. precursoras e outras sob controle especial. atenção e reinserção social de usuários e dependentes e na repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas. Art. projetos e programas voltados para atividades de prevenção do uso indevido.intercâmbio de informações policiais e judiciais sobre produtores e traficantes de drogas e seus precursores químicos. de 19 de dezembro de 1986. nas áreas de: I . dependerá de sua adesão e respeito às diretrizes básicas contidas nos convênios firmados e do fornecimento de dados necessários à atualização do sistema previsto no art. II . em especial o tráfico de armas. deles solicitará a colaboração. para a implantação e execução de programas relacionados à questão das drogas. denominamse drogas substâncias entorpecentes.intercâmbio de informações sobre legislações. A União. De conformidade com os princípios da não-intervenção em assuntos internos. DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL Art. o governo brasileiro prestará. DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 17 desta Lei. psicotrópicas. III . pelas respectivas polícias judiciárias. da Portaria SVS/MS no 344.intercâmbio de inteligência policial sobre produção e tráfico de drogas e delitos conexos. 67. em favor de Estados e do Distrito Federal. de que o Brasil é parte. da igualdade jurídica e do respeito à integridade territorial dos Estados e às leis e aos regulamentos nacionais em vigor.br/curso_pdf 57 .560. até que seja atualizada a terminologia da lista mencionada no preceito. a lavagem de dinheiro e o desvio de precursores químicos. os Estados. experiências. o Distrito Federal e os Municípios poderão criar estímulos fiscais e outros. A liberação dos recursos previstos na Lei no 7. Art. e observado o espírito das Convenções das Nações Unidas e outros instrumentos jurídicos internacionais relacionados à questão das drogas. cooperação a outros países e organismos internacionais e. 66. Para fins do disposto no parágrafo único do art. de 12 de maio de 1998. quando necessário.

destruído pela autoridade sanitária. ou a requerimento do Ministério Público. de pesquisa. 72. assim como nos serviços de saúde que produzirem. adquirirem. de ofício. 33 a 37 desta Lei.br/curso_pdf 58 . III . (VETADO) Art. visando à prevenção e repressão do tráfico ilícito e do uso indevi- www. nos limites de sua jurisdição e na forma prevista no § 1o do art. No caso de falência ou liquidação extrajudicial de empresas ou estabelecimentos hospitalares. 73. § 2o Ressalvada a hipótese de que trata o § 3o deste artigo.com.ordenar à autoridade sanitária competente a urgente adoção das medidas necessárias ao recebimento e guarda. § 3o Figurando entre o praceado e não arrematadas especialidades farmacêuticas em condições de emprego terapêutico. das drogas arrecadadas. 32 desta Lei. 69. 70. Parágrafo único. incumbe ao juízo perante o qual tramite o feito: I . II .CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Os incentivos fiscais são muito proveitosos para a política criminal. só podem participar pessoas jurídicas regularmente habilitadas na área de saúde ou de pesquisa científica que comprovem a destinação lícita a ser dada ao produto a ser arrematado. imediatamente à ciência da falência ou liquidação. A União poderá celebrar convênios com os Estados visando à prevenção e repressão do tráfico ilícito e do uso indevido de drogas. à destruição de drogas em processos já encerrados. o produto não arrematado será. Art. sejam lacradas suas instalações. ou congêneres. ato contínuo à hasta pública. Art. § 1o Da licitação para alienação de substâncias ou produtos não proscritos referidos no inciso II do caput deste artigo. Os crimes praticados nos Municípios que não sejam sede de vara federal serão processados e julgados na vara federal da circunscrição respectiva.dar ciência ao órgão do Ministério Público. em depósito. sua cadeia de produção e ao uso de entorpecentes em geral. prescreverem ou fornecerem drogas ou de qualquer outro em que existam essas substâncias ou produtos. mediante representação da autoridade de polícia judiciária. Art. Sempre que conveniente ou necessário. O processo e o julgamento dos crimes previstos nos arts. 71. para acompanhar o feito. venderem. na presença dos Conselhos Estaduais sobre Drogas e do Ministério Público. são da competência da Justiça Federal. Art. visto que tais incentivos de matéria tributária constitui um chamativo para as pessoas jurídicas e físicas visando à colaboração para a prevenção ao tráfico. 73. se caracterizado ilícito transnacional. determinará que se proceda.determinar. ficarão elas depositadas sob a guarda do Ministério da Saúde. A União poderá estabelecer convênios com os Estados e o com o Distrito Federal. de ensino. Art.canaldosconcursos. consumirem. o juiz. que as destinará à rede pública de saúde.

canaldosconcursos. 75. Art. de 2010) Art. Revogam-se a Lei no 6. de 21 de outubro de 1976. (Redação dada pela Lei nº 12. Esta Lei entra em vigor 45 (quarenta e cinco) dias após a sua publicação. e a Lei no 10.219.br/curso_pdf 59 .com.409.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta do de drogas. Ao entrar em vigor. com o objetivo de prevenir o uso indevido delas e de possibilitar a atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas. 74. e com os Municípios. Agora vamos exercitar o conteúdo!!! “tudo que somos emerge de nossos pensamentos” www.todos os réus já julgados e condenados ou até para os usuários terão direito à lei mais benigma.368. de 11 de janeiro de 2002.

28.( Prova: CESPE .Exame de Ordem Unificado .2007 .DPU . tenha oferecido pela primeira vez. com base na gravidade abstrata do crime e na segregação do menor para tirá-lo do alcance dos traficantes.Lei de Drogas.Lei de Drogas. usuário de droga. Letra A 2 . pequena quantidade de maconha para consumirem juntos. diversa e mais branda que a prevista abstratamente para o traficante de drogas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Questões Comentadas 1 .Primeira Fase / Direito Penal / Lei nº 11.343-2006 . Júlio a) deverá ser submetido à pena privativa de liberdade. a seu amigo Roberto. para juntos a consumirem: Pena . de 6 (seis) meses a 1 (um) ano. ) Julgue os itens que se seguem segundo as leis penais especiais.detenção.069-1990 .500 (mil e quinhentos) dias-multa. entretanto.canaldosconcursos. durante uma festa. b) praticou conduta atípica. Comentário: § 3o Oferecer droga.343-2006 . dada a descriminalização do uso de substância entorpecente. Lei nº 11. d) praticou tráfico ilícito de entorpecentes e. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Errado www.br/curso_pdf 60 .Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). c) praticou conduta típica. de acordo com a legislação em vigor.Defensor Público / Direito Penal / Lei nº 8. a pena abstratamente cominada será a mesma do traficante regular de drogas.OAB . Nessa situação hipotética.2009 . eventualmente e sem objetivo de lucro. sem intuito de lucro.( Prova: CESPE . e pagamento de 700 (setecentos) a 1. ele deve ser apenas submetido a admoestação verbal. como a lei em vigor despenalizou a conduta. sem prejuízo das penas previstas no art. ) Considere que Júlio. É cabível a medida de internação por ato infracional semelhante ao crime de tráfico de drogas. a pessoa de seu relacionamento.com.

por conduta definida como tráfico de substância entorpecente. ) De acordo com a Lei nº. c) do Ministério Público.343-2006 .( Prova: CESPE. utilizados para a prática dos crimes definidos nesta Lei. excetuadas as armas. é correto afirmar que os veículos.343/06. utensílios.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta 3 . os maquinários. que serão recolhidas de acordo com a norma específica.343-2006 . d) do poder judiciário. que serão recolhidas na forma de legislação específica. que serão recolhidas de acordo com a norma específica. Os veículos.Lei de Drogas. ficarão sob custódia a) da autoridade judiciária. 62. ) Julgue os itens seguintes. os maquinários.MPE-MT .br/curso_pdf 61 . O comerciante Ronaldo mantém em estoque e frequentemente vende para menores em situação de risco (meninos de rua) produto industrial conhecido como cola de sapateiro.Específicos / Direito Penal / Lei nº 11.Promotor de Justiça / Direito Penal / Lei nº 11.Delegado de Polícia . exceto as armas. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: A conduta é tipificada no art. aeronaves e quaisquer outros meios de transporte. exceto as armas. e) da autoridade de polícia judiciária. b) da polícia judiciária.canaldosconcursos. embarcações. ficarão sob custódia da autoridade de polícia judiciária.PC-ES . Letra E 4 . o comerciante foi apresentado à autoridade policial competente. www. aeronaves e quaisquer outros meios de transporte.( Prova: CESPE . após a sua regular apreensão.Lei de Drogas. após a sua regular apreensão. instrumentos e objetos de qualquer natureza. utensílios. Flagrado pela polícia ao vender uma lata do produto para um adolescente. utilizados para a prática dos crimes definidos naquela lei. referentes aos dispositivos aplicáveis ao tráfico ilícito e ao uso indevido de substâncias entorpecentes. Nessa situação hipotética.2011 . 243 do Estatuto da Criança e Adolescente. Comentário: Art.2008 .com. caberá ao delegado de polícia a autuação em flagrante de Ronaldo. embarcações. 11. instrumentos e objetos de qualquer natureza. Considere a seguinte situação hipotética.

) Considerando que um indivíduo.( Prova: CESPE .Lei de Drogas.Lei de Drogas. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Certo – a conduta do traficante está isenta de benefícios. com preços distintos afixados em cada uma delas. trazia consigo anotações e valores que o ligavam.2011 . em razão da dependência. em seu inciso VI. sem justa causa. 6 . indubitavelmente. Cláudio. bem como constatou-se que Cláudio. penalmente responsável.com.PC-RN . Vender.Delegado de Polícia / Direito Penal / Lei nº 11. 243. a criança ou adolescente. referentes aos dispositivos aplicáveis ao tráfico ilícito e ao uso indevido de substâncias entorpecentes. Considere a seguinte situação hipotética. tenha sido preso em flagrante pela prática do delito de tráfico de drogas. ao tráfico de drogas.2009 . haveria a conduta delituosa preceituada na nova lei de drogas (Lei nº 11. de qualquer forma. ministrar ou entregar. 40 da lei 11. produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica. ou sob o efeito de droga. o citado indivíduo terá a sua pena diminuída se. estarão excluídos os benefícios da lei atinente aos juizados especiais).343/06).343/06.PC-ES .343-2006 . cola de sapateiro. não aparece em sua lista. primário. se fosse. ) Julgue os itens seguintes. sendo que em seu poder ainda foi encontrada quantidade significativa da mesma droga. assinale a opção correta de acordo com a legislação pertinente à matéria e com a jurisprudência do STF.Específicos / Direito Penal / Lei nº 11. foi flagrado fazendo uso de um cigarro artesanal de maconha.canaldosconcursos.( Prova: CESPE .br/curso_pdf 62 . proveniente www. a) Em caso de condenação. porque não foi explicitado o termo “DROGA ILÍCITA”.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Art. mesmo desempregado. Nessa situação hipotética. de 12 de maio de 1998.343-2006 . mesmo que remanescente o crime de uso indevido de drogas. do art. Errado 5 . acondicionada em pequenas trouxinhas. fornecer ainda que gratuitamente.Delegado de Polícia . aplica-se o princípio da especialidade por ter envolvido um adolescente. Cláudio responderá pelo crime de tráfico de entorpecentes e. ainda que por utilização indevida: A Portaria SVS/MS no 344. Nesse caso.

considerará a personalidade e a conduta social do preso.Lei de Drogas. dependendo. indiferente a quantidade da substância entorpecente apreendida. Comentário: Súmula STF 627 .2009 . violação ao princípio da não-culpabilidade. o juiz.5ª REGIÃO .A PROIBIÇÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA NOS PROCESSOS POR CRIMES HEDIONDOS NÃO VEDA O RELAXAMENTO DA PRISÃO PROCESSUAL POR EXCESSO DE PRAZO Letra E 7 . e) O STF tem adotado orientação segundo a qual há proibição legal para a concessão da liberdade provisória em favor dos sujeitos ativos do crime de tráfico ilícito de drogas. c) Se restar comprovado. era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ao tempo da ação. assinale a opção correta.canaldosconcursos. no entanto. da conduta de produzir drogas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta de caso fortuito ou força maior. em relação aos crimes de tráfico ilícito de substância entorpecente. que o agente. b) Na hipótese de indeferimento do pedido de liberdade provisória do referido indivíduo. de forma que. ) Acerca do tráfico ilícito de substâncias entorpecentes.343-2006 . de modo a aguardar outra conduta prevista do tipo penal de ação múltipla. ao tempo da ação ou da omissão. a falta de previsão.( Prova: CESPE . b) A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação pode ser realizada em qualquer fase da persecução criminal. aponta como lacuna de formulação.com. ao fim da instrução criminal. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. mas admite o sursis. de autorização judicial e oitiva do MP. era.Juiz / Direito Penal / Lei nº 11. atenta ao princípio da reserva legal. se absolver o acusado. haverá. à luz da legislação em vigor. seu uso e seu procedimento penal. em razão da dependência. na fixação da pena. e não silêncio eloquente do legislador. porém. o juiz. sendo. d) O crime de tráfico de drogas é inafiançável. segundo o STF. estando o agente nessa situação. c) Em caso de condenação por tráfico de drogas.TRF . a) A doutrina garantista. que venha a ser formulado por seu advogado.br/curso_pdf 63 . somente com a ação controlada dos policiais eventualmente infiltrados seria possível prendê-lo em flagrante. www.

públicos ou privados sem fins lucrativos. devendo ser ele imediatamente encaminhado ao juiz competente. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei. que se ocupem. os dispositivos do CPP acerca do tema. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: § 5o A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários. caberá a sua prisão em flagrante. são permitidos. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar poderá ser submetido a prestação de serviços à comunidade. Comentário: Art. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Art.Analista Judiciário . constituída pelos órgãos especializados pertinentes Letra B 8 . acerca do sistema nacional de políticas públicas sobre drogas e dos juizados especiais cíveis e criminais. www.br/curso_pdf 64 .Lei de Drogas.STJ . guardar. para consumo pessoal.canaldosconcursos. na legislação específica. disposição expressa a respeito da pena de multa.343-2006 . Quem tiver em depósito. a qual. hospitais.2008 .( Prova: CESPE . mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público. para consumo pessoal. entidades educacionais ou assistenciais. os seguintes procedimentos investigatórios: I .com. ) Julgue os itens subseqüentes.Área Judiciária / Direito Penal / Lei nº 11. d) Não há. além dos previstos em lei. estabelecimentos congêneres. tiver em depósito.a infiltração por agentes de polícia. 28. subsidiariamente. a fim de não causar situação vexatória ao autor do fato. não poderá ser cumprida em entidades que se destinem à recuperação de usuários e dependentes de drogas. em tarefas de investigação. transportar ou trouxer consigo. devendo o juiz aplicar. e) Reincidindo o agente na prática do crime de uso de substância entorpecente. 53. em prol da dignidade da pessoa humana. Quem adquirir.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta não poderá determinar o seu encaminhamento para tratamento médico adequado.

e) A autoridade policial.) Considerando que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.br/curso_pdf 65 .( Prova: CESPE .PC-PB .Agente de Investigação e Agente de Polícia / Direito Penal / Lei nº 11. a autoridade de polícia judiciária fará. deverá remeter os autos à justiça. do qual será dada vista ao órgão do Ministério Público. ainda que sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.Analista Judiciário . imediatamente.STF .343-2006 .) Com relação ao sistema nacional de políticas públicas sobre drogas. do qual será dada vista ao órgão do MP.( Prova: CESPE . e de 45 dias. colhendo outras provas. em 24 (vinte e quatro) horas. a autoridade policial não poderá. imediatamente.343-2006 . se estiver solto. Comentário: Art. de ofício. É atípica a conduta do agente que semeia plantas que constituam matéria-prima para a preparação de drogas. continuar a investigação. 50. remetendo-lhe cópia do auto lavrado. é prescindível o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga.Lei de Drogas. em 24 horas. se o indiciado estiver preso. após relatar o inquérito. Ocorrendo prisão em flagrante. Letra A 10 . julgue os itens abaixo.Lei de Drogas. Errado 9 . b) Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito. que os encaminhará ao MP. comunicação ao juiz competente. ( ) Certo ( ) Errado www. assinale a opção correta acerca da investigação desse caso. Depois disso. da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas.com.2009 .Área Judiciária / Direito Penal / Lei nº 11. remetendo-lhe cópia do auto lavrado. d) A ausência do relatório circunstanciado torna nulo o inquérito policial.2008 . comunicação ao juiz competente.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta preferencialmente.canaldosconcursos. a) A autoridade de polícia judiciária deve fazer. c) O inquérito policial será concluído no prazo de 30 dias.

33. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Art. como informante. 28 desta Lei.DPF . com grupo. Certo 12 .Agente da Polícia Federal / Direito Penal / Lei nº 11. É atípica.( Prova: CESPE . devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou.) Considerando a legislação penal especial. julgue os seguintes itens. Colaborar.Lei de Drogas.Lei de Drogas. na falta deste.br/curso_pdf 66 .2009 . 37. Na hipótese de posse de drogas para consumo pessoal.canaldosconcursos.Defensor Público / Direito Penal / Lei nº 11. 28 § 1o Às mesmas medidas submete-se quem. e 34 desta Lei Errado www.2009 . julgue os itens a seguir. não se imporá prisão em flagrante. semeia.DPE-ES . ( ) Certo ( ) Errado Comentário: § 2o Tratando-se da conduta prevista no art. lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessários. com grupo ou associação destinada ao tráfico ilícito de entorpecentes. assumir o compromisso de a ele comparecer.343-2006 . na falta desse. não se impõe prisão em flagrante. ) No que se refere a processo e julgamento dos crimes de tráfico e uso indevido de substância entorpecente e ao instituto da interceptação telefônica. para seu consumo pessoal. assumir o compromisso de a ele comparecer. cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica Errado 11 . a conduta do agente que simplesmente colabora. o autor do fato deve ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou. Nessa situação.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Comentário: Art. caput e § 1o. organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e das perícias necessários. como informante.com.( Prova: CESPE .343-2006 . por falta de previsão na legislação pertinente ao assunto.

DPF . em razão da dependência ou sob o efeito. Nos crimes de tráfico de substâncias entorpecentes. era. ou sob o efeito.2009 . julgue os seguintes itens. proveniente de caso fortuito ou força maior. em razão da dependência. 45.343-2006 . de droga. qualquer que tenha sido a infração penal praticada. É isento de pena o agente que. era.Agente da Polícia Federal / Direito Penal / Culpabilidade. de droga. ( ) Certo ( ) Errado Comentário: Art. ) Considerando a legislação penal especial. ao tempo da ação ou da omissão. ao tempo da ação ou da omissão.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta 13 . Certo BOM ESTUDO!!! www.( Prova: CESPE .canaldosconcursos. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinarse de acordo com esse entendimento.com. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.Lei de Drogas. qualquer que tenha sido a infração penal praticada. é isento de pena o agente que. proveniente de caso fortuito ou força maior. Lei nº 11.br/curso_pdf 67 .

d) do poder judiciário. após a sua regular apreensão. aeronaves e quaisquer outros meios de transporte. c) praticou conduta típica.Primeira Fase / Direito Penal / Lei nº 11. entretanto. de acordo com a legislação em vigor. que serão recolhidas de acordo com a norma específica.2007 . Nessa situação hipotética. ) De acordo com a Lei nº.Defensor Público / Direito Penal / Lei nº 8.( Prova: CESPE .343-2006 .2009 . ) Julgue os itens que se seguem segundo as leis penais especiais.Promotor de Justiça / Direito Penal / Lei nº 11.343-2006 .com. www. usuário de droga.br/curso_pdf 68 .CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta Lista das Questões 1 .OAB . ficarão sob custódia a) da autoridade judiciária. embarcações.MPE-MT .Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).canaldosconcursos.( Prova: CESPE.343-2006 . pequena quantidade de maconha para consumirem juntos. 11.Lei de Drogas. b) da polícia judiciária. instrumentos e objetos de qualquer natureza. b) praticou conduta atípica. com base na gravidade abstrata do crime e na segregação do menor para tirá-lo do alcance dos traficantes. durante uma festa. É cabível a medida de internação por ato infracional semelhante ao crime de tráfico de drogas. dada a descriminalização do uso de substância entorpecente. sem intuito de lucro. ) Considere que Júlio. d) praticou tráfico ilícito de entorpecentes e.Lei de Drogas. 2 . exceto as armas. utensílios.( Prova: CESPE . ( ) Certo ( ) Errado 3 . utilizados para a prática dos crimes definidos naquela lei. diversa e mais branda que a prevista abstratamente para o traficante de drogas. Júlio a) deverá ser submetido à pena privativa de liberdade.343/06. Lei nº 11. a seu amigo Roberto.Lei de Drogas.2008 . c) do Ministério Público. a pena abstratamente cominada será a mesma do traficante regular de drogas.DPU . tenha oferecido pela primeira vez. como a lei em vigor despenalizou a conduta.069-1990 . é correto afirmar que os veículos.Exame de Ordem Unificado . os maquinários. ele deve ser apenas submetido a admoestação verbal.

( Prova: CESPE . trazia consigo anotações e valores que o ligavam. caberá ao delegado de polícia a autuação em flagrante de Ronaldo. exceto as armas. referentes aos dispositivos aplicáveis ao tráfico ilícito e ao uso indevido de substâncias entorpecentes. o comerciante foi apresentado à autoridade policial competente.Delegado de Polícia / Direito Penal / Lei nº 11. ao tráfico de drogas. ) Considerando que um indivíduo.br/curso_pdf 69 . estarão excluídos os benefícios da lei atinente aos juizados especiais).343-2006 .2011 . tenha sido preso em flagrante pela prática do delito de www.343-2006 .2009 . mesmo desempregado.Lei de Drogas.Específicos / Direito Penal / Lei nº 11.Delegado de Polícia . Nessa situação hipotética. referentes aos dispositivos aplicáveis ao tráfico ilícito e ao uso indevido de substâncias entorpecentes. Considere a seguinte situação hipotética.PC-ES . ( ) Certo ( ) Errado 5 . ) Julgue os itens seguintes.PC-RN . sendo que em seu poder ainda foi encontrada quantidade significativa da mesma droga. O comerciante Ronaldo mantém em estoque e frequentemente vende para menores em situação de risco (meninos de rua) produto industrial conhecido como cola de sapateiro. Cláudio. bem como constatou-se que Cláudio. 4 .Lei de Drogas. por conduta definida como tráfico de substância entorpecente. ( ) Certo ( ) Errado 6 . com preços distintos afixados em cada uma delas. Cláudio responderá pelo crime de tráfico de entorpecentes e.343-2006 . indubitavelmente.Específicos / Direito Penal / Lei nº 11.canaldosconcursos.( Prova: CESPE .Delegado de Polícia . ) Julgue os itens seguintes.2011 .Lei de Drogas. Considere a seguinte situação hipotética. que serão recolhidas de acordo com a norma específica. mesmo que remanescente o crime de uso indevido de drogas. Flagrado pela polícia ao vender uma lata do produto para um adolescente.com. foi flagrado fazendo uso de um cigarro artesanal de maconha. Nessa situação hipotética. acondicionada em pequenas trouxinhas.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta e) da autoridade de polícia judiciária.PC-ES . primário.( Prova: CESPE . penalmente responsável.

ou sob o efeito de droga. ) Acerca do tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. aponta como lacuna de formulação.5ª REGIÃO . b) A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação pode ser realizada em qualquer fase da persecução criminal. a) Em caso de condenação. à luz da legislação em vigor.Lei de Drogas. assinale a opção correta de acordo com a legislação pertinente à matéria e com a jurisprudência do STF. o citado indivíduo terá a sua pena diminuída se.Juiz / Direito Penal / Lei nº 11. em razão da dependência. de forma que. de autorização judicial e oitiva do MP.com. e não silêncio eloquente do legislador. da conduta de produzir drogas. o juiz. que venha a ser formulado por seu advogado. na fixação da pena.2009 . era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ao tempo da ação. indiferente a quantidade da substância entorpecente apreendida. estando o agente nessa situação. se absolver o acusado. seu uso e seu procedimento penal. de modo a aguardar outra conduta prevista do tipo penal de ação múltipla. era. a falta de previsão. assinale a opção correta. ao fim da instrução criminal.TRF . atenta ao princípio da reserva legal.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta tráfico de drogas. c) Em caso de condenação por tráfico de drogas. em relação aos crimes de tráfico ilícito de substância entorpecente. proveniente de caso fortuito ou força maior. porém. considerará a personalidade e a conduta social do preso. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.343-2006 . haverá. www. 7 . que o agente. sendo.( Prova: CESPE . d) O crime de tráfico de drogas é inafiançável. somente com a ação controlada dos policiais eventualmente infiltrados seria possível prendê-lo em flagrante. e) O STF tem adotado orientação segundo a qual há proibição legal para a concessão da liberdade provisória em favor dos sujeitos ativos do crime de tráfico ilícito de drogas. b) Na hipótese de indeferimento do pedido de liberdade provisória do referido indivíduo. mas admite o sursis. não poderá determinar o seu encaminhamento para tratamento médico adequado. no entanto.canaldosconcursos. o juiz. segundo o STF. c) Se restar comprovado.br/curso_pdf 70 . em razão da dependência. dependendo. ao tempo da ação ou da omissão. violação ao princípio da não-culpabilidade. a) A doutrina garantista.

8 . se estiver solto. na legislação específica. imediatamente.2008 . a fim de não causar situação vexatória ao autor do fato. em 24 horas. é prescindível o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga. drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar poderá ser submetido a prestação de serviços à comunidade. subsidiariamente. Depois disso.canaldosconcursos. ) Julgue os itens subseqüentes. remetendo-lhe cópia do auto lavrado. a) A autoridade de polícia judiciária deve fazer. e de 45 dias. colhendo outras provas. d) A ausência do relatório circunstanciado torna nulo o inquérito policial. para consumo pessoal.) Considerando que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. devendo ser ele imediatamente encaminhado ao juiz competente. do qual será dada vista ao órgão do MP. acerca do sistema nacional de políticas públicas sobre drogas e dos juizados especiais cíveis e criminais. ( ) Certo ( ) Errado 9 . em prol da dignidade da pessoa humana. e) A autoridade policial.343-2006 . a qual.Área Judiciária / Direito Penal / Lei nº 11.Lei de Drogas. de ofício.Lei de Drogas.Agente de Investigação e Agente de Polícia / Direito Penal / Lei nº 11. a autoridade policial não poderá. deverá remeter os autos à justiça.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta d) Não há.( Prova: CESPE . Quem tiver em depósito. www. continuar a investigação. não poderá ser cumprida em entidades que se destinem à recuperação de usuários e dependentes de drogas. e) Reincidindo o agente na prática do crime de uso de substância entorpecente.STJ .2009 . os dispositivos do CPP acerca do tema.com. assinale a opção correta acerca da investigação desse caso. se o indiciado estiver preso. devendo o juiz aplicar. caberá a sua prisão em flagrante.( Prova: CESPE .Analista Judiciário . comunicação ao juiz competente. após relatar o inquérito.343-2006 .PC-PB . disposição expressa a respeito da pena de multa.br/curso_pdf 71 . que os encaminhará ao MP. b) Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito. c) O inquérito policial será concluído no prazo de 30 dias.

343-2006 . Lei nº 11. julgue os seguintes itens. ( ) Certo ( ) Errado 11 .343-2006 .CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta 10 .343-2006 .2008 . era.Área Judiciária / Direito Penal / Lei nº 11. ) Considerando a legislação penal especial. ( ) Certo ( ) Errado www. como informante.DPF .2009 .Lei de Drogas. ) No que se refere a processo e julgamento dos crimes de tráfico e uso indevido de substância entorpecente e ao instituto da interceptação telefônica. julgue os seguintes itens. qualquer que tenha sido a infração penal praticada. não se impõe prisão em flagrante.Lei de Drogas.Lei de Drogas.Analista Judiciário . o autor do fato deve ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou. É atípica a conduta do agente que semeia plantas que constituam matéria-prima para a preparação de drogas.Agente da Polícia Federal / Direito Penal / Lei nº 11.DPE-ES . com grupo ou associação destinada ao tráfico ilícito de entorpecentes. de droga.( Prova: CESPE .Agente da Polícia Federal / Direito Penal / Culpabilidade.) Com relação ao sistema nacional de políticas públicas sobre drogas. a conduta do agente que simplesmente colabora. Na hipótese de posse de drogas para consumo pessoal. É atípica. julgue os itens a seguir.br/curso_pdf 72 . na falta desse. ( ) Certo ( ) Errado 12 . por falta de previsão na legislação pertinente ao assunto. é isento de pena o agente que. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinarse de acordo com esse entendimento. julgue os itens abaixo. ainda que sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.com.STF .DPF .) Considerando a legislação penal especial.2009 . lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e das perícias necessários.( Prova: CESPE .343-2006 . Nos crimes de tráfico de substâncias entorpecentes.canaldosconcursos. Nessa situação. proveniente de caso fortuito ou força maior.2009 .( Prova: CESPE .( Prova: CESPE . assumir o compromisso de a ele comparecer. ( ) Certo ( ) Errado 13 .Defensor Público / Direito Penal / Lei nº 11. ao tempo da ação ou da omissão.Lei de Drogas. em razão da dependência ou sob o efeito.

CERTO 6.B 8.A 2.ERRADO 5.canaldosconcursos.br/curso_pdf 73 .A 10- ERRADO 11- CERTO 12- ERRADO 13- CERTO www.CURSO EM PDF LEGISLAÇÃO ESPECIAL – POLÍCIA FEDERAL Prof: Fernando Barletta GABARITO: 1.E 7.ERRADO 9.E 4.ERRADO 3.com.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful