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LETRA NOVA

Publicação livre e informativa de cultura e assuntos profissionais

Ano I - Número 06 - Janeiro/2008

EDITORIAL
Enfim o Ano é Novo

Atingimos nesta edição, o sexto mês, ou seja, meio ano de existência


da LET RA NOV A. Como já é fato e hábito, neste número apresenta-se
algo novo. É a indicação musical. A linha editoral começa dar sinais de
alguma definição, com seções que se tornam fixas e a flexibilidade
suficiente para a aparição de temas e seções de acordo com as circunstâncias e o que
dita o momento. E por falar, em momento, e como esta é a primeira edição de 2008, é
bem propício aproveitar para desejar um ano repleto de conquistas em todos os
campos da vida. Que seja também um ano produtivo para o avanço das questões
econômicas no mundo e no Brasil em especial, e para a evolução das relações sociais,
da justiça, dos direitos humanos, e das relações do Homem com o ecossistema. A
Revista continua contando com o apoio cultural da Livraria Virtual CLIQUELIVROS.
Esperamos que neste ano, conquistemos outros apoios culturais, pois isto ajuda a
garantir a continuidade da publicação. Continuamos aí, abertos a novas propostas e
a novos apoios, afinal o objetivo é que a revista perpetue e aumente seu público
leitor. Tratando, agora dos temas desta edição, abordaremos o Amor, a educação e a
sala de aula, a relação professor-aluno, o tráfico internacional de mulheres para a
prostituição, entre outros assuntos. E tem mais: indicação de filme, leitura
fundamental, prestação de serviço, clas si NO VA , vamos interagir, e muito mais.
Esta edição é, a exemplo da anterior, muito especial, pois é o momento de desejarmos
a todos os nossos leitores: feliz ano novo!

CA MP AN HA e nt re
Pr ofi ssio na is
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“A presunção – tão desculpável e divertida nos moços – é o mais certo sinal de burrice nos velhos. O
verdadeiro fruto da árvore do conhecimento é a simplicidade. “ (Mário Quintana)

Sumário
2
ESPECIAL DO MÊS
Tráfico Internacional de Mulheres para Prostituição
O tráfico internacional de mulheres trata da promoção ou da facilitação tanto da entrada de mulheres
no território brasileiro, quanto da saída de brasileiras para outros países, e que estas venham exercer a
prostituição. Página três

LINK PARA ARTIGO CIENTÍFICO


Nesta edição, a LETRA NO VA que as mentes são perigosas?”
indica um link. Trata-se de um publicado no site
artigo de Edner Braga, cujo título é www.ebragaconsultoria.profissiona
“A relação professor –aluno: por l.ws no mês corrente. Página
quatro

A COR DO AMOR
O amor tem cor? Se tiver, qual é a cor do amor? Ao longo da história da humanidade a
questão do amor, suas definições, seus conceitos, seus sentidos são recorrentes e
parecem ser frutos da própria necessidade do homem em explicar a si mesmo e a sua
existência.Tanto é, que o amor é tema de uma grande parte dos trabalhos, estudos e
escritos dos grandes pensadores e filósofos. Página seis

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
O GERENCIAMENTO DO FLUXO DE ATIVIDADES EM
SALA DE AULA
Desenvolvendo competências e prevenindo indisciplina
A indisciplina em sala de aula apresenta-se hoje, pela dimensão que, aos poucos, tem
ganho e exibido, como sendo um dos maiores problemas da escola atual. Alguns autores
e suas pesquisas apontam para uma percepção generalizada dos problemas disciplinares,
da violência e da falta de civismo, num ambiente que se vê marcado pela falta de
autoridade, pelas facilitações e permissividades mútuas (entre professores e alunos).
Página oito

INDICAÇÃO DE SITE
LEITURA FUNDAMENTAL
DHnet Página onze
Homens, Engenharias e Rumos Sociais
Página cinco

INDICAÇÃO MUSICAL
MONOGRAFIA Nana Caymmi – Brasil MPB Página doze
As principais causas e consequências dos
acidentes de trabalho Página onze CLASSINOVA
Classificados Gratuitos Página doze
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Palestras e oficinas Página treze
INDICAÇÃO DE FILME
VAMOS INTERAGIR? Baden Powell Página quatorze
Cultura Organizacional Página treze
ORIENTAÇÃO DE CARREIRA
POESIA DA HORA Página quatorze
Narciso Página quinze

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
Formação de Consultores Página quinze
3

“O lugar da alma é onde se tocam o mundo interior e o exterior. Porque


ninguém se conhece, a si mesmo, se é só ele mesmo e não também o outro, ao
mesmo tempo.” (Novalis)
ARTIGO EM DESTAQUE

Tipos de delitos relacionados ao tráfico de seres


humanos: o tráfico internacional de mulheres para
prostituição

O tráfico internacional de mulheres para prostituição é um dos


tipos de delitos associados ao tráfico de seres humanos, que
começamos a tratar na edição de
novembro de 2007. . Este crime está
previsto no nosso Código Penal, que no
artigo 231 define-o como “promover ou
facilitar a entrada, no território nacional,
de mulher que venha exercer a
prostituição, ou a saída de mulher que vá exerce-la no
estrangeiro”. A pena prevista para tal ato criminoso varia de três
a oito anos, e pode ser aumentada se há uso de violência, ameaça
ou fraude, se do ato violento resulta lesão corporal grave ou
morte. Se o crime é cometido devido a ganância por lucros, há
também aplicação de multa. A situação do criminoso fica pior
ainda se a vítima for menor de idade, se for alienada ou se tem
necessidades especiais.
Segundo os comentários do IBISS-CO (Instituto Brasileiro de
Inovações Pró-Sociedade Saudável/Centro-oeste), o autor do
crime é qualquer pessoa que o cometa – homem ou mulher – e a
vítima só pode ser mulher. Não há relevância se há aceitação ou
não da mulher que pode ser “levada ao erro com promessas de
trabalho e ganho (conceito de fraude)”.
O crime fica assim caracterizado quer tenha se concretizado ou
não a efetiva prostituição, e o objetivo de lucro não é um
determinante do crime, mas sim, um agravante.
O artigo que define o crime, não torna claras as possibilidades de
responsabilização de toda a rede de tráfico, e, portanto, faz-se
necessário pesquisar outros artigos e a sustentação legal para isto.
A composição do crime se dá primordialmente por dois
elementos: mulher e prostituição, e assim, o tipo penal não protege
pessoas do sexo masculino.
A situação brasileira em relação ao tráfico de mulheres para
prostituição é bastante complicada, pois é um tipo de crime pouco
investigado, principalmente porque de forma geral há
funcionários públicos e até políticos envolvidos com as quadrilhas.
Em 2004, uma investigação realizada no Rio de Janeiro e que se
relacionava com lavagem de dinheiro, fizeram chegar numa
4
quadrilha de policiais e funcionários públicos que facilitavam o
embarque de mulheres brasileiras. Nesta época a Organização
Internacional de Migrações (OIM) apontava as rotas de tráfico de
mulheres entre o Brasil e a Europa, e estimava que setenta e cinco
mil brasileiras trabalhavam na prostituição. O número de
prostitutas brasileiras na Europa é sempre crescente. As vítimas
destas quadrilhas de prostituição internacional são mulheres
bonitas, menores de 30 anos, mães solteiras ou mulheres
separadas e com sérios problemas financeiros. Promete-se
excelentes salários, ajudas aos familiares e trabalho digno, mas
quando chegam aos seus destinos retém-se seus documentos e
obrigam-nas a prostituir-se para pagar as despesas de viagem,
documentos falsos e estadia.
Os recordistas em recepção de prostitutas brasileiras são a
Espanha e Portugal. Entende-se que seja assim devido às
facilidades de comunicação pela proximidade com o idioma.
É muito complicado conseguir dados estatísticos sobre tal crime,
pois a maior parte das mulheres vítimas deste crime tem vergonha
de fazer denúncia, porque terão que revelar que foram enganadas
e que trabalharam na prostituição. E das poucas denúncias que são
efetivadas, há poucas condenações.

Se você se interessou em saber mais sobre o assunto, e até quem


sabe participar de alguma organização de combate ao tráfico
internacional de mulheres para prostituição, como uma forma de
fazer sua parte para o avanço do respeito aos direitos humanos no
Brasil, entre em contato com a Rede Social de Justiça e Direitos
Humanos, através do e-mail rede@social.org.br ou acesse o site
www.social.org.br . Ou ainda acesse estas opções:
www.ubmulheres.org.br e http://www.interlegis.gov.br.

Edner Braga, psicólogo, mestre em gestão de pessoas, professor


universitário e consultor.

LINK PARA ARTIGO CIENTÍFICO


Nesta edição, a LET RA NOV A indica um link. Trata-se de um
artigo tem como objetivo refletir sobre a
relação professor-aluno, a partir da análise
do filme Mentes Perigosas. Com base em
alguns trechos do filme, vai-se abordando
o tema em seus diversos aspectos: atenção,
interesse, motivação, orientação,
desenvolvimento, vinculação e afetividade. Ao considerar-se cada
aspecto revela-se com este se traduz concretamente na relação:
sentido de realidade, formação para a vida pessoal, construção do
conhecimento, mentalidade científica, adaptabilidade, formação
5
profissional, realização pessoal, espírito de tolerância, participação
social, cidadania e respeito ao ser humano. Conclui-se abordando
a importância desta relação no que se refere qualidade do processo
ensino-aprendizagem, pois é esta relação que permite ao
educando significar o conteúdo, e que o enfoque nesta relação se
define a partir de uma abordagem humanista e sistêmica da
educação.

O acesso ao artigo na íntegra pode ser feito através do


www.ebragaconsultoria.profissional.ws

CAM PA NH A en tr e
Pro fiss ion ai s
Fale da LETR ANOV A no seu site e a LETR ANOV A
fala do seu site aqui.
“ O real não está na saída e nem na chegada, ele se dispõe pra gente é na
travessia.” (Guimarães Rosa)

LEITURA FUNDAMENTAL

Homens, Engenharias e Rumos Sociais

Nesta edição, com a colaboração da Cliquelivros, indicamos a obra de Gilberto Freyre.


Para apresentar o livro vamos deixar que o próprio autor se
pronuncie a partir de fragmentos do seu prefácio.
“Engenhar, dizem os dicionários, é inventar, engendrar,
maquinar. Vem de engenho: faculdade universitária. Da
mesma origem é engenharia: arte de aplicar conhecimentos
científicos ou empírico á criação de estruturas a serviço do
homem. Arte ou ciência. Arte ou ciência - em sentido mais
restrito - do emprego de dispositivos e de processo na
conversão de recursos naturais ou humanos em formas
adequadas ao atendimento de necessidades do mesmo
homem. Sempre engenho, invenção criativa, a serviço do
homem. A serviço do seu físico. De necessidades físicas. Mas
também de relações do seu físico com o ambiente. Com a
natureza. Mas, indo além: a serviço do homem social que inclui o homem econômico, o
homem político, o homem aprendiz, (existem máquinas de ensinar ou de aprender), o
próprio homem lúcido ( que são patins, raquetes, bastões de jogar golfe, taco de bilhar,
senão engenhos para fins recreativos?). Além do que, dentro de uma moderna concepção
de engenharia humana, é engenharia o ajustamento do homem físico a engenhos, a
máquinas, a veículos, a dimensões, iluminação, aeração de casas de residência e de locais
de trabalho ou de lazer ou de devoção ou de recreação.” [...] “O que principalmente se
sugere neste livro, desde as primeiras páginas do seu prefácio, é que dependem de
engenharias - de três, que se completam - quer o desenvolvimento global do homem - ou
de grupos humanos constituídos em sociedades, de que são exemplos as nacionais - quer
a preservação, por essas sociedades, dos característicos de seus ambientes ou de suas
ecologias, com as quais precisam de ajustar suas formas de vivência, de convivência e de
desenvolvimento. Quer de desenvolvimento global, quer de desenvolvimentos
específicos. As três engenharias: a física, a humana e social. A física, a mais evidente. Ela
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se manifesta em quase todas as coisas técnicas, ou construções, a serviço essencial e
imediato dos homens: casas, pontes, instrumentos de trabalho, veículos, equipamentos:
inclusive o culinário. Das relações técnicas ao mesmo tempo que antropométricas, dos
homens com tais coisas, cuida a engenharia humana. E das inter-relações de ordem
social entre homens uns com os outros e de métodos com instituições de várias espécies
dentro de uma sociedade humana, cuida a engenharia social. Todas consideradas nas
suas sistemáticas e nos seus objetivos definidos: definições recentes.” [...] “Que é
‘engenharia humana’? Define-a o professor Ernest J. McCormick no seu Human
Engineering, aparecido em 1957, mas desde logo um clássico na matéria, como
"adaptação ao uso humano de espaço, equipamento e ambiente de trabalho". Alguns
preferem á expressão ‘engenharia humana’ a palavra ‘biomecânica’; outros, a palavra
‘ergonomia’, ainda outros, a expressão ‘engenharia psicológica’. A discrepância é
significativa: indica que se trata de uma especialidade complexa. Interessa ao engenheiro
físico. Interessa no administrador. Mas interessa também ao antropólogo, ao médico, ao
fisiólogo ao psicólogo. Todos esses, segundo o professor McCormick, vêm contribuindo
para o desenvolvimento da nova especialidade através de conhecimentos diversos do ser
humano e de métodos diferentes de pesquisa em torno do assunto.” [...] Lembre-se, a
propósito, que do Brasil vêm partindo, no campo da engenharia social, no que essa
engenharia significa ciência social aplicado ou aplicável, várias conceituações originais
de operação econômica ou social. Entre as primeiras, a de ‘valorização’, iniciada em São
Paulo com a valorização do café quando superabundante sua produção, através de
técnica em seguida adotada por vários países; e mais recentemente, a chamada ‘correção
monetária’: outro brasileirismo. Brasileiríssimos são os conceitos socioantropológicos de
‘homem situado no trópico’ - aprovado publicamente pela Sorbonne - de ‘ecologia
telúrica’, de ‘pluralismo metodológico em estudos sociais’, de ‘tempo tríbio’, de
‘metarraça’, de ‘morenidade’. Brasileiro, também, uma arquitetura de casa vinda dos
dias coloniais do Brasil e adaptável a circunstâncias atuais através de modernizações
possíveis e necessárias. Tanto assim que a sugestões desse tipo de casa tradicional e
ecologicamente brasileira recorreu - repita-se aqui - o moderníssimo arquiteto brasileiro
Oscar Niemeyer para, de acordo com elas, construir em Brasília casa para sua própria
residência. Você pode encontrá-lo no www.cliquelivros.com

FREIRE, Gilberto. Homens, engenharias e rumos sociais. São Paulo, Record, 1987.
223p.

“Lá fora, quando terminar a chuva, haverá sol.” (Oswald de


Andrade)

A Hora do Ensaio
A Cor do Amor
O amor tem cor? Se tiver, qual é a cor do amor? Ao longo da história da h
umanidade a questão do amor, suas definições, seus conceitos, seus sentidos
são recorrentes e parecem ser frutos da própria necessidade do homem em
explicar a si mesmo e a sua existência.
Tanto é, que o amor é tema de uma grande parte dos trabalhos, estudos e
escritos dos grandes pensadores e filósofos.
Além disso, amor e paixão parecem às vezes andar de mãos dadas e em outras,
separados por caminhos paralelos sem nunca
poderem se encontrar.
O amor é assunto de livros, artigos, poesias, músicas, e
mesmo quando não é escrito e cantado, é falado e
praticado (ainda que se diga que o mundo esteja
carecendo de amor).
Ao tentar definir o conceito de paixão, Lebrum
(1987:17) cita Leibniz: “Prefiro dizer que as paixões
7
não são contentamentos, desprazeres, nem opiniões, mas tendências, ou antes,
modificações de tendência, que vem da opinião ou do sentimento e que são
acompanhadas de prazer ou desprazer”.
Parece-nos que esta passagem a respeito das paixões acaba por colocá-la como fruto do
amor e põe por terra a idéia de que paixão nasce antes do amor como aparece em
diversos pensamentos sobre a questão.
Prosseguindo, podemos encontrar em Platão uma tentativa de explicar o amor, e neste
sentido indica que o verdadeiro amor não passa pela conveniência de quem realmente
deve amar e nem por questões de condições de honradez ou não entre amado e amante,
e se coloca a refletir sobre a essência do amor. Faz uma discussão sobre sua essência, e
por fim, acaba relacionando o amor com a lógica e com a razão.
Neste sentido, será que poderíamos dizer que a paixão é uma manifestação mais
irracional de um sentimento, enquanto que o amor se traduz numa manifestação do
sentimento através da razão?
Encontramos diversas explicações sobre as origens e sobre a essência do amor em todas
as culturas e mitologias. Num plano mitológico, o amor é explicado através da saga de
Eros e Psiquê.
Psiquê é jovem e bela, mas que não encontra um noivo porque sua beleza excessiva põe
medo aos homens. Por aconselhamento do oráculo, ela é colocada num cume de uma
montanha, vestida de noiva e fica a espera de um monstro que vem para levá-la e
desposá-la. É carregada para o fundo de um vale e passa a habitar um castelo em que só
se relaciona com vozes sem poder ver seus interlocutores.
Vive feliz com seu marido sem poder vê-lo, pois ele lhe diz que se ela o vir, o perderá
para sempre. Tem vontade de rever seus pais, volta para casa para passar uns dias e
suas irmãs despertam-lhe as desconfianças. De volta ao seu lar, durante a noite, ao
dormir ao lado do seu marido, acende uma lâmpada e vê um belo adolescente
adormecido.
Nesse instante, uma gota de azeite quente cai
da lâmpada sobre o marido. Eros, ao ser
descoberto, desperta e foge.
Assim começa uma série de agruras na vida de
Psiquê que passa a ser vítima da raiva de
Afrodite, sua sogra.
Entretanto, Eros não consegue mais viver sem
Psiquê, e esta também não.
Eros consegue permissão de Zeus para casar
com sua amada e Psiquê reconcilia-se com Afrodite.
Como sabemos Eros é símbolo do amor e conforme Chevalier e Gheerbrant (1990:47), em
especial ele simboliza o desejo de gozo. Psiquê é a alma que deseja conhecer esse amor.
Os pais simbolizam a razão. O castelo representa a luxúria.
Vejamos a continuidade desse sentido na citação a seguir:

“A noite, a proibição aceita de ver o amante, e a sensação de


uma presença significam a renúncia do espírito e da
consciência em face do desejo e imaginação exaltados, e o
abandono cego ao desconhecido. O retorno a casa dos pais é
um despertar da razão, as indagações das irmãs são as do
espírito, curioso e inseguro [...] Descoberto, o amor foge [...]
mas, desta vez, autorização para o casamento é pedida a Zeus,
o que significa que a união de Eros e Psiquê se realizara já não
mais apenas no nível dos desejos sexuais, mas de acordo com o
espírito.” (CHEVALIER e GHEERBRANT, 1990:47)

Por essa passagem podemos entender que a frase o amor é cego é improcedente,
porque cega é a paixão. O amor vê tudo a partir dos olhos da razão. A paixão está no
campo do desejo puro e imediato e o amor na compreensão lógica e vidente do objeto do
amor.
Numa busca nas obras completas de Sigmund Freud, encontram-se inúmeras menções
ao amor, e entre elas o que nos chamou a atenção é a reflexão que o autor faz sobre o
amor ser um dos fundamentos da civilização. E mais uma vez o amor é colocado como
um sentimento humano racional. Esta referência pode ser encontrada no seu texto “O
mal estar na civilização”. Mas se o amor não é cego e pode ver, com que cor ele se
apresenta?
Num breve levantamento que fizemos não localizamos nenhuma referência ou alusão a
cor do amor.
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Será que o amor não tem cor? Por que ele não haveria de ter?
Se recorrermos aos estudos da cromatologia, talvez possamos encontrar algumas pistas
que nos elucidem tal questão.
De forma geral estes estudos dão simbologia e encaminham alusões e associações do
vermelho como a cor associada ao amor e a paixão.
Entretanto, faz-se interessante abordar brevemente as mais diversas simbologias
associadas às certas cores para podermos pensar mais profundamente sobre com qual
cor se tinge o amor:
• Vermelho: fogo, mal, avidez, violência, maldade, perversidade,
sangue, vida, conhecimento, graça divina, luz do espírito, luz do
juízo, concupiscência, estímulo, paixão, sentimento, inteligência, rigor
e glória.
• Amarelo: ar, nutrição, ouro, imortalidade, neutralidade, crença, luz
do coração, imaginação, natureza, intuição.
• Branco: ar, promessa, esperança, alegria, fé, castidade, cura, bom
agouro, natureza do espírito, alma, sabedoria, vitória.
• Verde: água, juventude, saúde, esperança, iniciação, boa sorte, paz,
devoção, crescimento.
• Preto: terra, origens, germinações, invisibilidade, renascimento,
penitência, provação, sofrimento, mistério, existência divina, primeira
inteligência.
• Azul: benefício, intuição, meditação, exorbitância, pacificante, pensamento,
beleza, fundamento.

Poderíamos pressupor diversas cores conforme o tipo de amor?


Assim teríamos um amor vermelho para aquele sentimento que nos consome feito fogo e
que desperta a avidez ou que gera uma personalidade perversa, maldosa e violenta; ou
um amor amarelo, aquele tipo de sentimento que se assemelha a uma crença ao ser
amado, um amor duradouro, natural, intuitivo e cheio de imaginação; ou ainda podemos
pensar num amor alegre, cheio de esperança, casto, um sentimento que cura, que bate
forte, que é sábio e que envolve a própria alma, um amor branco; ou o amor pode ser
verde, jovial, saudável, pacífico, devotado e que faça o ser amado crescer. Pode ser
também preto, misterioso, existencial, temporal, que faça renascer ou que faça sofrer,
que represente provações e imponha resistências. E por fim, que seja azul, benéfico,
pacificante, belo e fundamental.
Que seja multicolor!!! Qual a cor do seu amor?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. 3 ed. Rio de
Janeiro: Jose Olympio Editora, 1990.
CARDOSO, Sérgio et al. Os sentidos da paixão. São Paulo: Cia das Letras, 1997.
FREUD, Sigmund. Obras completas. Edição em CD-ROM, s.n.t.

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“ Não apresse o rio, ele corre sozinho”


9
Provérbio Zen
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
O GERENCIAMENTO DO FLUXO DE ATIVIDADES EM
SALA DE AULA
Desenvolvendo competências e prevenindo indisciplina
José Antonio Lourenço Simas

1. Introdução:
A indisciplina em sala de aula apresenta-se hoje, pela dimensão que,
aos poucos, tem ganho e exibido, como sendo um dos maiores problemas da
escola atual. Alguns autores e suas pesquisas apontam
para uma percepção generalizada dos problemas
disciplinares, da violência e da falta de civismo, num
ambiente que se vê marcado pela falta de autoridade,
pelas facilitaç ões e permissividades mútuas (entre
professores e alunos). O papel do professor,
tradicionalmente confinado à transmissão de
conhecimentos, teve que evoluir e o professor necessita, atualmente, ser um
bom administrador em sala de aula, um organizador da aprendizagem, o
detentor de um conjunto de competências relacionais a par das competências
didáticas e de outras tantas inerentes à disciplina que leciona.
A preparação dos professores para os aspectos relacionais em geral e,
particularmente, para os aspectos disciplinares é uma das grandes
preocupações atuais, podendo o gerenciamento das atividades em sala de aula
contribuir para a prevenção da indisciplina e dar, relativamente a estes últimos,
uma valiosa contribuição. Como faz referência o relatório Elton citado por
Estrela (1992), onde diz que o problema central da indisciplina poderá ser
consideravelmente reduzido se ajudarmos os professores a encontrar elementos
e procedimentos que sirvam de apoio para se tornarem organizadores mais
eficazes das aulas.

2. A Formação do Docente:
Em sua formação inicial, no domínio disciplinar, os professores têm um
papel a desempenhar, mas, apesar de se justificar cada vez mais uma formação
docente relacionada à função “organizador da aprendizagem” é mister que nela
se integre uma preparação para a prevenção dos problemas disciplinares dos
alunos em classe,. O que se percebe é que os programas de formação inicial e
contínua de professores parecem continuar a atribuir menor importância a esses
aspectos, ou quando não, chegam mesmo a ignorá-los. A formação de
professores é hoje considerada simultaneamente, por vários autores como sendo
uma das pedras angulares do projeto de reforma do sistema educativo
(GARCIA, 1995:54) e, possivelmente, um dos pontos mais críticos deste
processo (CORTESÃO, 1991; FERRY, 1987; e ESTRELA, 1977) e, segundo diz o
próprio Perrenoud (1993), essa tem sido, também, o bode expiatório de quase
todas as críticas do sistema escolar.
A insatisfação da sociedade ocidental causada pelo fato da preparação
técnico-científica ou da formação cultural e humana não terem alcançado o grau
de satisfação prometido (GOMEZ, 1995),
tem contribuído para que a
formação de professores tenha vindo
progressivamente a se tornar a
protagonista, e o professor tem se
tornado, atualmente, o foco das
atenções. Isto está bem patente nas
afirmações de Patrício (1989)
quando diz que uma sociedade que
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queira construir um futuro repleto de prosperidade e de felicidade para os que
a compõem necessita investir a fundo na educação; o professor, cada vez mais, é
visto como um elemento-chave no funcionamento da escola e no êxito ou no
fracasso de todas as políticas educativas que adaptarmos, e a grande aposta na
educação bem estruturada não pode deixar de ser um investimento no
professor como sendo o principal instrumento da realização da educação
escolar.
Se parece impossível negar que nenhum outro corpo profissional
conseguirá produzir, a longo prazo, efeitos tão importantes e profundos no
futuro da sociedade (LESOURNE, 1988 citado por RODRIGUES e ESTEVES,
1993), então, o que justifica a atual preocupação com a formação do professor.
Percebe-se, também, que ela não pode ser considerada como a panacéia para
todos os males nem ser transformada num meio miraculoso que permitiria
ultrapassar os limites e as contradições do sistema educacional (PERRENOUD,
1993:94).
Entretanto, dado o atual ritmo das transformações sociais, os processos
das mudanças para um novo sentido da escola e da educação escolar, aquelas
preocupações não podem permanecer dissociadas da formação dos professores.
Algumas mudanças têm repercutido na concepção da formação e no modelo a
utilizar e, atualmente, segundo Patrício (1989), o professor que a lei de Bases do
Sistema educacional determina que se forme é praticamente idêntico ao que
vem sendo formado no âmbito das licenciaturas do ensino no país. É agora já
dentro de um modelo existente e não lutando por outro modelo, é que os
avanços qualitativos precisam ser revistos e, obviamente, alcançados.
Existe uma diversidade de modelos de formação de professores,
espalhados pelo mundo, uns seqüenciais, outros integrados, mas o que se faz
necessário é ter a consciência que, mesmo quando oficialmente se adotam estes
últimos, a integração se faz, por vezes, mais formal do que real.
Entretanto, apesar das questões que a formação do docente sugere, a fé
nela depositada parece se assentar em dois pressupostos: se por um lado esta
tem repercussões nas práticas do professor, isto é, almeja-se que ela seja um
meio privilegiado do desenvolvimento da ação; por outro lado, percebe-se que
a transformação das práticas pedagógicas contribuirá para mudar a escola e
possivelmente o homem e a sociedade (PERRENOUD, 1993). Para o autor,
sendo a formação inicial, o início de um processo de desenvolvimento
profissional docente, essa merece ser periodicamente repensada em função da
evolução das condições de trabalho, da formulação do pedido do mercado de
trabalho, das novas tecnologias disponíveis ou do estado dos saberes. Vejamos,
então, quais as principais contribuições que podem ser adicionadas à formação
docente, para atender o mercado.

3. A Contribuição à Formação Docente:

Como contribuição na formação do Docente Principiante, é que vemos


sentido nesta reflexão, realizada a partir das
leituras referidas e suas contextualizações. A
ssim, a partir das reflexões dos autores
expostos e das nossas próprias tornou-se
possível identificar um conjunto de
competências que são consideradas necessárias
para uma bem sucedida administração do
fluxo das atividades em sala de aula, bem como
as concepções que se têm da formação inicial
do professor, o que faz emergir algumas
necessidades dentro da própria formação.
Dentre todos, três aspectos mereceriam maior importância, que seriam:
da vigilância dos comportamentos individuais, como sendo a preocupação
11
dominante, a evidenciar que a indisciplina ainda é o maior problema com que
os professores se confrontam em sala de aula; e as estratégias de início do ano,
sendo que essas são os elementos reveladores da importância da aprendizagem
dos comportamentos e dos procedimentos nesta fase, percebendo aqui que os
primeiros encontros entre os professores e os alunos são episódios
determinantes para o que vai acontecer ao longo do período letivo; a motivação
e a manutenção do interesse do grupo discente que, ao evitar a saturação e
aborrecimento dos alunos, evita correr riscos dentro dos quais os alunos
desmotivados se tornariam elementos desviantes do foco do grupo.
Esta diversidade de aspectos evidencia a grande complexidade do
gerenciamento da vida ativa dentro da sala de aula e, a necessidade que se
tenham procedimentos conjugados a uma abordagem sistêmica à administração
da sala de aula como metodologia para prevenção da indisciplina. Nesse
sentido em que as atitudes e os comportamentos a serem descritos
complementam-se e reforçam-se uns aos outros, ganha ênfase a idéia que é
necessária a formação de uma abordagem sistemática e internamente
consistente, segundo reflexões dos autores Good e Brophy (1978).
Em todo esse conjunto, foi possível identificar um leque de competências de
administração das atividades em sala de aula como método de prevenção da
indisciplina. Portanto, baseados nas reflexões feitas, julgamos plausível agrupá-
las em três grandes blocos, conforme descrito abaixo:
1. A gestão do ambiente de ensino-aprendizagem,
2. A gestão da instrução e
3. A gestão dos comportamentos.
O primeiro bloco abrange as estratégias de início do ano, as estratégias
prévias às atividades e as outras conducentes ao estabelecimento das boas
relações interpessoais; no segundo bloco, encontramos as estratégias do início
da aula, as estratégias para motivação e manutenção do interesse do grupo
discente e da manutenção do ritmo da aula; o último inclui as estratégias de
vigilância e supervisão dos comportamentos individuais.
São as ações que combinassem e articulassem as estratégias destas três áreas
e não as ações individuais do professor apenas com estratégias de uma dessas
áreas, que conduziriam a um gerenciamento bem sucedido do fluxo das
atividades dentro da sala de aula. Uma gestão da sala de aula bem sucedida e
eficaz pode por isso ser representada pela forma contida na confluência dessas
três dimensões. Vejamos, então, quais as aplicações que, combinadas, poderiam
articular as estratégias supracitadas objetivando uma eficácia no gerenciamento
sistêmico dentro da sala de aula.

4. Conclusões:
O que podemos perceber é que, os temores naturais e a falta de preparo
que é manifestada pelos professores não são, certamente, estranhos à tensão que
eles têm com a experiência principalmente no início do estágio e contribuem,
certamente, para um choque contra a realidade no início da sua atividade
profissional. Atendendo a seqüência de idéias, também Smith (1980) citado por
Veenman (1988) propõe um conjunto de áreas nas quais se devem assentar a
formação dos professores, sendo uma delas o gerenciamento dentro da sala de
aula. Para aquele autor esta é a competência, excetuando a do diagnóstico,
aquela que mais tempo se deve dedicar na formação dos professores. Para
reforçar esta necessidade estão os autores Fuller (1969) e Veenman (1984)
citadas por Evertson (1990), que fazem referência à organização e
gerenciamento das atividades em a sala de aula como sendo das primeiras
preocupações dos professores principiantes.
Por sua vez, o que nos parece ser urgente é dar resposta às necessidades
e dificuldades vivenciadas pelos docentes nesta área e isso aponta para os
currículos da formação, que passem a contemplar o campo disciplinar. Segundo
ESTRELA (1992:99), numa perspectiva pedagógica e de acordo com a
investigação atual nesta área, a formação deve ser “mais orientada por
12
princípios de prevenção da indisciplina do que por princípios de correção” e
“deve assentar essencialmente em dois eixos aglutinadores de outros elementos
da investigação científica sobre o processo pedagógico dentro da sala de aula e
sobre a escola: o professor enquanto agente normativo e o professor enquanto
organizador do ensino e aprendizagem em sala de aula”.

José António Lourenço Simas é Arquiteto e Professor em Curso de Edificações.

5. Referências Bibliográficas:
CORTESÃO, L. (1991), Supervisão Numa Perspectiva Crítica, Ciências da Educação em Portugal.
Situação Actual e Perspectivas, Porto, SPCE, pp. 617-625
ESTRELA, M. T. (1992), Relação Pedagógica, Disciplina e Indisciplina na aula, Porto, Porto Editora
ESTRELA, M.T. (1996), Prevenção da Indisciplina e Formação de Professores, Noésis, Janeiro/Março
IIE, pp. 34-36
ESTRELA, M.T., ESTRELA, A. (1977), Perspectivas Actuais sobre a Formação de Professores, Lisboa,
Estampa
EVERTSON, C. (1990), Classroom Organition and Management, in M. C. REYNOLDS, (ed.),
Knowledge Base for the Beginning Teacher, 2ª ed., Oxford, Pergamon Press
FERRY, G. (1987), Le Trajet de la Formation, Paris, Dunod
G. E. P. (1986), Licenciaturas do Ramo de Formação Educacional e Licenciaturas em Ensino, Lisboa,
M. E. C.
GARCIA, C. (1995b), A Formação de Professores: novas perspectivas baseadas na investigação
sobre o pensamento do professor, in A. NÓVOA (coord.), Os Professores e a sua Formação, Lisboa, D.
Quixote, pp. 51-76
GOOD, T., BROPHY, J. (1978), Looking in Classroom, London, Harper and Row
HUBERMAN, M. (1989), La Maîtrise Pédagogique à Différents Moments de la Carrière de
l’Enseignant Secondaire, European Journal of Teacher Education, vol. 12, nº 1, pp. 35-41
PATRÍCIO, M. (1989), Traços Principais do Perfil do Professor do Ano 2000, Revista Inovação, vol. 2,
nº3, pp. 229-245
PERRENOUD, P. (1993), Práticas Pedagógicas, Profissão Docente e Formação. Perspectivas Sociológicas,
Lisboa, D. Quixote
RODRIGUES, A., ESTEVES, M. (1993), A Análise de Necessidades na Formação de Professores, Porto,
Porto Editora
SCHÖN, D. A. (1991) The Reflective Turn: Case Studies In and On Educational Practice, New York:
Teachers Press, Columbia University.
VEENMAN, S. (1988), El Proceso de llegar a ser Profesor: un análisis de la formación inicial, in A.
VILLA (coord.), Problemas e Perspectivas de la Funcion Docente, Madrid, Nancea

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MONOGRAFIA
As principais causas e conseqüências dos
acidentes de trabalho.

PEREIRA, Jani de Araújo. As principais


causas e conseqüências dos acidentes de
trabalho. São Paulo, Faculdade Campos
Elíseos, 2006. 51p. (Trabalho de Conclusão de
Curso de Bacharelado em Administração).

Resumo: Os acidentes de trabalho na vida do Homem há muito


vêm sendo objeto de estudo na história da humanidade. No Brasil,
esta questão necessita ser melhor compreendida, principalmente
pelo fato de possuir um dos melhores arcabouços legislativos
referente a esta matéria. Os aspectos preventivos, se colocados em
prática e aliados a um processo educativo voltado ao trabalho,
seriam fatores importantes para a eliminação dos eventos
infortunísticos a que estão submetidos os trabalhadores. Para
tanto, delineamos como objeto do nosso trabalho, o estudo da
literatura pertinente ao assunto, com entrevistas a trabalhadores e
profissionais ligados diretamente ao tema. Traçando um paralelo
entre os entrevistados, verificamos que os trabalhadores ainda são
vítimas da violência e da precarização social. Isso indica que ainda
há um longo caminho pela frente para se obter melhores condições
de trabalho e para que este possa contribuir para a realização do
homem.

Capítulos: Introdução, Revisão de literatura, Acidente de trabalho,


Procedimentos e atenção sobre o cumprimento das normas de
trabalho, Metas de produção e acidente de trabalho, O papel do
treinamento e qualificação profissional na prevenção de acidentes,
Pesquisa, Conclusão, Recomendação e Referências bibliográficas.

Para acesso a outros resumos é só clicar


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INDICAÇÃO MUSICAL
14

NANA CAYMMI – Brasil MPB


A grande intérprete e cantora Nana Caymmi
dispensa qualquer apresentação. Não é? Quem
gosta de ouvir boa música, e principalmente, se for
bem brasileira, com certeza, conhece esta brilhante
artista. Se não conhece, é bom conhecer!!!!
Principalmente neste raro trabalho que se compõe
de 11 faixas, mas que perfazem um total de 22
músicas. Mais de duas dezenas das melhores
canções gravadas por Nana até o ano de 1991. Em
todas as faixas a cantora está acompanhada
somente por belos arranjos de piano. É um dos poucos títulos da Academia
Brasileira de Música. Vale a pena conferir pela beleza e raridade. As faixas são:
01.Você não sabe amar/Nem eu - 02. Insensatez/De onde vens -03. Eu sei que
vou te amar/O bem e o mal - 04. Vitoriosa/Outra vez - 05. Acontece/Dom de
iludir -06. Atrás da porta/Canção do Amanhecer - 07. Canção da volta/Até
quem sabe - 08. Não me culpe/Sem companhia - 09. Ninguém me ama/Prece -
10. Dois pra lá, dois pra cá/Ouça - 11. De volta pro meu aconchego/Faltando
um pedaço. Lançado nacionalmente em 1991 pela Columbia através da Coleção
Brasil MPB, volume 8. Pode procurar, mas esta raridade você só vai encontrar
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• Características de um Modelo de Gestão Brasileiro
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• O Processo de Consultoria e o Perfil do Consultor
• Os Elementos Formadores da Cultura Organizacional e os Tipos
de Cultura
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• Qualidade Pessoal e Satisfação do Usuário da Saúde
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trinta tópicos, como por exemplo: Liderança
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Organizacional, Bin Laden e Paradigmas, Filme para trabalhar
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Gestão de Mudanças, entre outros. Você também poderá acessar a
partir da comunidade, todos os meses, a última edição da
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INDICAÇÃO DE FILME

BADEN POWELL

Este documentário permite compreender a trajetória incomum seguida


por Baden Powell e, acima de tudo, conhecer o homem que ele foi.
Baden Powell foi um virtuoso do violão. Na história da música brasileira,
ele se destaca como o músico que partiu em
busca de suas raízes africanas, abrindo
caminho para as novas gerações de cantores e
violonistas. Como resultado do seu trabalho,
inúmeros ritmos brasileiros foram
catalogados e salvos do esquecimento. Na
história da música ocidental, ele se destaca
como um músico ímpar, dominando a
literatura do violão clássico, do folclore
brasileiro na sua forma mais completa, da
música barroca e do jazz. Um violonista
excepcional, que nunca caiu na armadilha do
virtuosismo meramente técnico, que deu provas de sensibilidade e
criatividade exemplares que, lhe permitiram se firmar como um
compositor notável. Suas parcerias com Vinicius de Moraes ou Billy
Blanco imediatamente vêm à mente como exemplos dessa faceta de seu
talento. Jean Claude Guiter, o diretor do documentário, era amigo de
Baden Powell. Longe de querer traçar um retrato superficial do músico,
ele passou três anos seguindo o violonista que, pouco a pouco, relatou
toda a história de sua vida. Juntos eles retornaram a lugares importantes
para Baden no Brasil e em Paris. Através das visitas a esses lugares, nos é
oferecido um excepcional panorama que inclui o seu aprendizado, seu
começo como músico profissional no Rio dos anos cinquenta, sua
parceria com Vinicius de Moraes, seu encontro com o poeta francês
Pierre Barouh e com Claude Nougaro e o seu amor pela Europa, que o
recebeu de braços abertos e o aclamou. O documentário foi lançado em
2003, tendo a duração de 54 minutos. É distribuído pela Universal. O
idioma original é o português, mas tem também legendas em português,
inglês e francês. O formato é Full Screen, o processo digital é Ntsc, e
vem com uns videoclipes como extras. Pode ser encontrado na
www.cliquelivros.com. Orientação de Carreira

Coordenado por Prof. Ms. Edner Braga


Março e Junho de 2008 (de 8 a 12 encontros)
Sábados das 11h30 às 13h30
Em datas previamente agendadas
As Inscrições devem ser feitas entre fevereiro

Informações e inscrições:
Informações poderão ser obtidas na Faculdade Campos Elíseos através do telefone (011) 3661-
5400 com Bárbara ou através de nosso campo de Contato no site
www.ebragaconsultoria.profissional.ws ou ainda pelo fone 013 31133353
17

“Não é na maneira como uma alma se aproxima da outra, mas da maneira


como se afasta, que reconheço seu parentesco e afinidade com a outra.”
(F. Nietzche)

POESIA DA HORA

NARCISO

Ah! Narciso!
Mar ciso!
Mar cisudo do amar,
verde mar
cisudo de amar.
Ciso do juízo do mar.
Cisão de Narciso:
o outro no espelho
a se admirar.
O outro de Narciso
é o ciso do mar.
O outro é traidor
atrai a dor de Narciso
Ao mar.
Trai a sua dor
ao lhe espelhar.
Atrai o dom de Narciso
Pro fundo do mar,
Trai o dom de Narciso
Ao lhe afogar.
Narciso tão lindo caído no
rio,
virou mar.

(Nillo Chamas)
18

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO – LATO SENSO

FORMAÇÃO DE CONSULTORES

Inicia-se em 15 de Março de 2008, a segunda turma do Programa


de Pós Graduação para formação de consultores da FCE. O curso
dá direito a titulação de especialista e permite o acesso ao Ensino
Superior como docente. As inscrições e participação no processo
seletivo se iniciam em 11 de Fevereiro de 2008 e se encerram no
dia 14 de Março de 2004, e enquanto existirem vagas. Serão
apenas 40 vagas, e o processo seletivo terá as seguintes etapas:
Entrevista via internet e Análise de Curriculum. As aulas serão
quinzenais, ou seja, dois sábados por mês, no horário das 8h às
18h. Interessados devem fazer contato através do e-mail
mestrado@fce.edu.br ou pelo telefone 011 36615400 com Bárbara, a
partir das 13 horas. Acesse www.fce.edu.br e veja mais detalhes.