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VIGÍLIA DE

ORAÇÃO

Esta vigília de Oração vocacional e missionária desenvolve-se em três


momentos: 1- na presença de Deus; 2- diante do mundo; 3- Senhor que queres
que eu faça? Propõe-se que estas três partes sejam em três espaços
diferentes: começando no exterior (1ªparte), a 2º parte se possível fazê-la
numa sala onde se possa ver um power point (diante do mundo). A terceira parte
seria na capela ou cenáculo diante do Santíssimo exposto.

1-Na Presença de
Deus

(no exterior)
“Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-se-á de vós” (Tg4,8)

Todos se reúnem à volta de uma fogueira. Começa-se por fazer um


exercício de escuta da natureza, dos sons vizinhos e distantes, ouvindo e
vendo o fogo que queima,… O orientador convida a todos a ouvir e
contemplar a natureza e como Deus nos fala através dela… O fogo é
também sinal do Espírito Santo que nos ajuda a tomar consciência da
presença de Deus no mundo e em nós, na nossa vida.

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Tomemos consciência da presença de Deus no meio de
nós!

Cântico: Laudate omnes gentes, laudate Dominum(2X)


Cantai todos os povos, Louvai Nosso Senhor! (2X)

Oração: Agradecimento pela Criação


(em dois coros ou outra forma a gosto do guia)

Senhor,
Vejo que as tuas obras estão cheias de beleza.
Toda a criação proclama o teu louvor.
As altas montanhas, os mares profundos e azuis,
O céu límpido e os verdes prados,
A chuva e as flores que desabrocham
O riacho que corre,
As borboletas e as aves.
Todas as tuas criaturas te louvam,
Ó Maravilhoso Senhor da criação.

Laudate omnes gentes, laudate Dominum (2X)


Cantai todos os povos, Louvai Nosso Senhor! (2X)

Tu nos deste um mundo tão maravilhoso


Que na nossa limitação
Faltam-nos os meios e as palavras para te agradecer.
Mas Tu, Senhor,
Sabes aquilo que há no mais íntimo do nosso coração de homens:
Há o agradecimento por todos os teus dons,
E sobretudo pelo dom da vida,
Através da qual podemos experimentar

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A tua beleza e a tua bondade.
Tu fizeste o mundo assim tão maravilhoso, Senhor!

Laudate omnes gentes, laudate Dominum (2X)


Cantai todos os povos, Louvai Nosso Senhor! (2X)

Acolhamos Cristo, luz nova e fogo de Amor


Leitura: Jo 1, 1-14
Silêncio Enquanto se canta acende-se o Círio Pascal (ou outra vela simbólica) no
lume que arde: símbolo da presença de Cristo ressuscitado entre nós. O círio será
levado depois em procissão e estará sempre presente connosco.
Cântico: Juntos para Sonhar

2 - Diante do Mundo…
(na sala)

Ver, Ouvir, fazer memória

Chegados à sala, coloca-se em lugar de destaque o Círio.


Todos se acomodam. O guia faz uma pequena introdução:

Alternativa:
Substituição da dinâmica das velas pelos vasos.
Objectivos:
Dar sentido à diversidade, como testemunho de vida.
Identificarmo-nos a gente que testemunhou a sua
vida.
Na sala, num lugar central, estarem em círculo os vasos de cada um com
lugar preparado para o círio. Quando se entra vindo do exterior depositar
o círio no meio.

Depois de nos darmos conta da presença de Deus e de o acolhermos entre nós,


olhamos à nossa volta e contemplamos o mundo que nos rodeia.

HISTÓRIA DE UMA PROSTITUTA FILIPINA

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O meu nome? Tive muitos na minha vida. Contar-vos-ei ao longo da história.
Agora é SIDA. O médico disse-me que sou seropositiva. Isto compromete
seriamente o meu futuro, não acham?
O meu primeiro nome que me recordo é Bebé. Assim me chamavam meu pai e
minha mãe.
Cumpridos os quinze anos e sendo eu a mais velha, tinha que fazer alguma coisa
para ajudar a família. Quando o capitão do esquadrão militar local mandou ir
ter com os meus pais um homem que contratava trabalhadores, eu estava já
pronta a partir para trabalhar em qualquer lugar. Disseram-me que iria para o
Japão, onde trabalharia como bailarina num hotel conceituado. Receberia muito
dinheiro para mandar para a família. Naturalmente teria que ir para Manila
para fazer um curso de formação.
… foi assim que passeia a ser a Mami ! O homem que me contratou trabalhava
uma sociedade filipina de espectáculos que “formam” raparigas, sobretudo nos
locais nocturnos e nos bares da Mabini Street e Manila. Ele queria que eu
fosse para o Japão para ser prostituta, mas eu supliquei-lhe que me deixasse ir
como artista.
Tive sorte porque ele me confiou a um “recrutador” japonês que disse que eu
teria capacidades para isso. No tempo de espera deixou-me a trabalhar no seu
bar “Karaoke”, mas passados dois meses, inquieta e preocupada pela mia
família, disse-lhe para me procurar um passaporte falso e um visto. Mais tarde
soube que estes trabalhos têm uma percentagem sobre aquilo que se ganha (…).
À medida que o tempo ia passando, eu tinha que reembolsar os meus débitos a
todos os “recrutadores”, aos produtores, aos directores e patrões dos bares
para quem trabalhava, sem nunca ver dinheiro para mim. Nalguns lugares
aconteceu-me de não ver nem sequer um tostão. Faziam-nos partir no coração
da noite – para fugir à polícia - diziam. Recordai-vos que eu tinha um
passaporte falso.
Naquela época o meu trabalho consistia em servir os clientes sem prostituir-
me. Estes primeiros meses são aqueles que recordo com menos sofrimento.
Depois o meu director começou a dizer-me, sempre com maior insistência, que
estava no Japão ilegalmente e que não poderia dar-me ao luxo de ser esquisita.
Assim chegou o dia em que o meu nome mudou! Prostituta! Deus me perdoe!
Fui mandada para um snack-bar de Nagoya onde me disseram que agora era
preciso que eu me prostituísse, que devia 600.000 yen (cerca de 4545 euros)

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ao patrão; deveria libertar-me desta dívida antes de poder receber um salário.
E que não deveria aceitar gorjetas, senão… O “senão” eram pancadas e
frequentemente andava cheia de nódoas negras em todo o corpo e no rosto.
Muito depois de ter reembolsado o meu débito –pelo menos segundo os meus
cálculos - encontrei-me novamente nas mãos do meu primeiro patrão e sem
salário. Então decidi fugir. (…)
Depois de ter regressado a Manila trabalhei um pouco num local de
espectáculos de variedades de Ermitã. Eu pensava que já as tinha
experimentado todas…Até que fui para Olangapo!
Para a minha “profissão” estava a ficar “velha”. Não poderia ter muitas
hipóteses em Manila; então um dos meus “amigos”, dono de um bar, disse-me
que em poderia ajudar e apresentou-me a um amigo. Se não precisasse
desesperadamente de dinheiro teria voltado a Manila para matar o homem que
se tinha manifestado meu amigo.
A primeira coisa que me disseram no Subic Day é que eu entrava em
concorrência com outras 16 mil prostitutas e que se eu não gostasse daquilo
que me mandassem fazer podia ir para os locais onde as mulheres travam entre
elas encontros de boxe e de luta, para divertir os homens da marinha. Que
poderia fazer? Fui trabalhar em espectáculos obscenos, feitos para atrair os
clientes. É horrível!
Em Olangapo não se trata de prostituição, mas de verdadeiras orgias. Os
marinheiros têm um nome para nós: “as pequenas máquinas para beijar”!
Não sei o que será de mim a partir de agora… Os médicos escreveram o meu
novo nome na caderneta obrigatória de saúde: Seropositiva! O que acontecerá
agora à minha família?
Agora vós conheceis os meus nomes
Levantar-vos-eis daqui e partireis como se nada fosse, sem sentir algum
dever?
Silêncio

Cântico: canção: “Solo le pido a Dios”.

Palavra de Deus: Dt 15, 7-8

Testemunhas da caridade:

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pequenos flashes da vida de algumas testemunhas, acompanhadas de fotos.
Estes flashes (pequenas frases) são entregues a cada pessoa, conforme o número.
Cada pessoa lê (quando aparece a sua imagem) e acende 1 vela (previamente
preparada) no Círio. Conserva essa vela que depois levará para o Cenáculo. Pode
haver uma música de fundo.

Alternativa:
Quando cada um lê a frase da pessoa, vai e pega no seu vaso e fica com
ele.
Significado: esta planta sou eu e quero imitar esta testemunha (que planta
quero ser?). Leva o vaso depois para a capela.

João Paulo II
“Queridos jovens: sabeis que o cristianismo não é uma opinião nem consiste
em palavras vãs. O Cristianismo é Cristo! É uma pessoa, é aquele que vive.
Encontrar Jesus, amá-Lo e fazê-Lo amar: é esta a vocação Cristã.” (Jornada
mundial da juventude 2002)

São Daniel Comboni


“Foi em Janeiro de 1849, quando eu, estudante de 17 anos, prometi aos pés
do meu superior, consagrar toda a minha vida ao Apostolado da África
Central; e com a graça de Deus nunca voltei atrás na minha promessa.”
“Deus não avalia pela grandeza das coisas que se fazem, que são todas
menos que zero diante Dele, mas pela grandeza do amor com que se dão.”

Madre Teresa de Calcutá

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"O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a
quem necessita, é preciso dar até que isso nos magoe."

Nelson Mandela
A minha luta é por uma "sociedade democrática livre onde todas as pessoas
de todas as raças vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais".

Mahatma Gandhi
"A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só
há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é
difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas
não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de
tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna
fácil de realizar, se assim queremos.”

Martin Luther King


“Eu tenho um sonho: o sonho de ver os meus filhos serem julgados pela sua
personalidade, não pela cor de sua pele.” “Aos nossos maiores opositores
nós dizemos: enfrentaremos a vossa capacidade de causar sofrimentos com
a nossa capacidade de suportar os sofrimentos. Reagiremos à vossa força
física com a nossa força de ânimo. Fazei-nos o que quiserdes, que nós
continuaremos a amar-vos. (…) Mas ficai a saber que nós vos venceremos
com a nossa capacidade de sofrer. Um dia nós conquistaremos a liberdade,

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mas não somente para nós (…) O amor é o poder mais duradouro que existe
no mundo”.

São Francisco Xavier


Figura missionária extraordinária que, através de sua profunda humanidade,
encontrou o caminho da santidade no encanto pelo rosto do outro e do
pobre... um encanto que o conduz ao pleno encontro com Deus.
"Eu vou no meio do povo sozinho, sem intérprete. Eles não me entendem e
nem eu a eles. Baptizo os recém-nascidos e outras pessoas que encontro
para baptizar: para isso não preciso de intérpretes. Os pobres me fazem
entender suas necessidades sem intérpretes e eu, olhando-os, os entendo
sem intérpretes. Para as coisas mais importantes não preciso de intérpretes".

D. Óscar Romero
Óscar Romero viveu em favor dos pobres de El Salvador, América Central.
Defendeu sempre a paz e a dignidade dos mais pobres como testemunham
estas suas palavras: “A igreja atraiçoaria o seu amor a Deus e a sua
fidelidade ao Evangelho se deixasse de defender os direitos dos pobres e de
ser a voz daqueles que não têm voz; (…) se deixasse de organizar
humanamente a luta legítima por uma sociedade mais justa; (…) se deixasse
de preparar o caminho para o Reino de Deus no nosso tempo.”

Padre Ezequiel Ramin

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Ezequiel foi um homem coerente com a sua escolha em favor dos pobres.
Pondo-se do lado dos mais explorados: os índios e os sem-terra, deu
corajosamente a sua vida em favor da justiça. Tinha como lema da sua vida,
existir para os outros. Este orientou todas as suas escolhas, inclusive a
morte por assassínio a 24 de Julho de 1985. Para nós fica uma frase sua: “a
vida é bela e eu estou contente de a dar.” “A morte permanece para o
homem mistério profundo. Mistério cercado de respeito também pelos que
não crêem. Para os que crêem a resposta se encontra na profundeza da fé. A
morte do cristão segue as pegadas da morte de Cristo. A nossa morte é uma
vitória com aparência de derrota. E não cabe ao homem medir a imensidade
do dom e das promessas de Deus”.

São Francisco de Assis


Viveu numa renúncia aos bens materiais, fundou a Ordem dos Frades
Menores e a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Sua devoção a Deus
não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. São
Francisco costumava orar numa velha e abandonada capela, São Damião,
frente a um crucifixo repetia fervorosamente: "Concedei-me Senhor, que
Vos conheça, para poder agir sempre segundo a vossa luz e de acordo à
vossa Santíssima vontade".

Aristides Sousa Mendes


Aristides de Sousa Mendes, um dos poucos heróis nacionais do século XX e
o maior símbolo português saído da II Guerra Mundial. Em 1940, quando

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era cônsul em Bordéus, protagonizou a "desobediência justa". Não acatou a
proibição de Salazar de se passarem vistos a refugiados. Passou 30 mil,
sobretudo a judeus. Foi demitido compulsivamente. A sua vida estilhaçou-se
por completo. Não estava preso a causas, estava preso a uma questão
fundamental: a sua consciência

Madre Rita
Madre Rita promovia a dignidade da mulher e considerava a família como
fonte de vida, elemento insubstituível para a formação humana e cristã,
tornando-se protagonista e pioneira da educação de crianças e jovens. Este
seu carisma levou-a a fundar uma obra, em 1880 – o Instituto Jesus, Maria e
José – dedicada à educação com vista à formação de boas famílias. Por este
motivo foi perseguida pela República, que encerrou todas as Casas
Religiosas.

Santa Teresinha do Menino Jesus


Jovem consagrada na ordem do Carmelo. Padroeira das missões, sem nunca
ter saído do convento. Missionária pela oração e sacrifício. Dela
aprendemos que: “A vida é um tesouro. Cada instante uma eternidade”

Iqbal Mashi
Iqbal Mashi, criança paquistanesa militante da secção infantil da Frente de
libertação do Trabalho Forçado do Paquistão foi assassinado com a idade de
12 anos pela máfia das empresas de tapetes, depois de muitas ameaças, pelo

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facto de várias fábricas cujos trabalhadores eram crianças escravas terem
sido obrigadas a fechar as suas portas. Esta criança lutou até ao fim para
denunciar esta exploração da qual também foi vitima a partir da tenra idade
de 4 anos.

Wangari Maathai
Foi nomeada deputada do Ministro do Ambiente, Recursos Naturais e Vida
selvagem em Janeiro de 2003 tendo ganho o Prémio Nobel da Paz em 2004.
É a fundadora do movimento Cinturão Verde, um dos programas com mais
êxito de protecção ambiental, graças ao qual já se plantaram mais de 20
milhões de árvores no Quénia. "Depois de ter recebido a notícia do Comité
Nobel esta manhã, olhei a montanha, chorei, e recordei-me das histórias que
os meus pais me contavam sobre os antepassados que recompensavam os
que trabalhavam sinceramente por uma boa causa. Esta montanha inspirou-
me durante anos. É por isso que trabalhei muito para a proteger. Não fui
bem sucedida, mas a luta continua".

Raoul Follereau
“Agora é a vossa vez de lutar, jovens de todo o mundo. Sede intransigentes qu
ao dever de amar. Não cedais, não entreis em compromissos. Ride-vos daqueles
vos falarem de prudência, de conveniência, que vos aconselharem a manter o
equilíbrio. E crede sobretudo na bondade do homem. Porque no coração de
homem existem prodigiosos tesouros de amor. Cabe a vós descobri-los. A m

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desgraça que pode acontecer-vos é não serdes úteis a ninguém e a vossa vida
servir para nada.”

Damião de Molokai
A vida de Damião de Molokai revela algo de fundamental para o caminho
da missão: o amor a Jesus Cristo traduz-se numa vida doada e oferecida aos
mais pobres e excluídos, sem reservas e até às últimas consequências. Esta
completa dedicação faz-se amor sem limites. Compartilhando a vida dos
excluídos, luta para que não vivam como animais. A dedicação faz o
missionário solidário. Morre leproso e abandonado com seus amigos
leprosos.

São Vicente de Paulo


São Vicente de Paulo nasceu no sul de França em 24 de Abril de 1581 e
faleceu em 27 de Setembro de 1660. Dedicou a sua vida ao auxílio dos
órfãos e dos moribundos. Manifestou com a sua vida que o amor a Deus se
actualiza no amor ao próximo, especialmente o mais desprotegido.
Em 12 de Maio de 1885 foi declarado, pelo Papa Leão XIII, patrono de
todas as obras de caridade da Igreja Católica. Mesmo após sua morte, São
Vicente continuou a inspirar a criação de várias outras obras de caridade,
como a Sociedade de São Vicente de Paulo.

Alfredo Fiorini

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Irmão missionário comboniano, médico, jovem alegre e dinâmico. Deu a
sua vida em Moçambique a 24 de Agosto de 1992, em plena guerra civil, a
cerca de um mês da assinatura do tratado de paz. Homem determinado e
dado à defesa e cura dos mais pobres, é assassinado com a idade de 38 anos.

Irmão Roger
O Irmão Roger procurou apaixonadamente a comunhão entre todos os
cristãos querendo contribuir para dar uma maior visibilidade à comunhão
que, em Cristo, já existe entre todos os baptizados. Para ele, «Deus está
unido a cada ser humano, sem excepção.» pois tinha no seu coração todos
os homens, de todas as nações, em particular os jovens e as crianças.

Papa João XXIII


O Papa do sorriso. Todos lhe chamavam carinhosamente “o Papa Bom”.
Num tempo difícil de transformações a nível mundial, rasga novos
horizontes para a vida da Igreja. Luta corajosamente pela instauração da paz
a nível mundial num tempo conturbado de guerra-fria.

Jean Vanier
Fundador da Comunidade “L’Arche”, uma comunidade que acolhe os
excluídos da sociedade, especialmente os deficientes profundos. É ele
próprio que diz: “Eu estou convencido de que o meu lugar na Igreja e na
sociedade humana é caminhar com os pobres e os indefesos; fazer com que
cada um de nós cresça juntamente com os outros, que nos amparemos uns

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aos outros para sermos fiéis ao nosso crescimento profundo, ao nosso
caminho em direcção à liberdade interior.”

Muhammad Yunus
O Banqueiro dos pobres, como é chamado, fundou o Banco Grameen no
Bangladesh. Foi distinguido este ano com o Prémio Nobel da Paz pelo
trabalho no desenvolvimento de oportunidades económicas e sociais entre
os mais pobres.

D. Franco Masserdotti
Bispo missionário comboniano na diocese de Balsas, no Brasil. Como
pastor viveu o seu apostolado em defesa dos mais marginalizados no Brasil:
os índios. Foi uma voz incansável junto dos bispos da Igreja e da sociedade
brasileira e não só em favor da pastoral indígena. Morreu a 17 de Setembro
de 2006, vítima de um acidente de viação.

Chiara Lubich
Fundadora do Movimento dos Focolares. A experiência de destruição que
viveu durante a segunda guerra mundial (inclusive a destruição da própria
família com a morte da mãe durante um bombardeamento), levou-a a lutar
incansavelmente pela unidade e pela paz. Escolheu “Deus Amor” como
ideal de vida e partilhou esta ideia com um pequeno grupo de
companheiras. No serviço aos mais pobres durante o pós-guerra encontrou a
forma mais sublime de se identificar com o Evangelho. Hoje é uma das

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embaixadoras do diálogo inter-religioso e inter-confecional como forma de
construção da paz.

Idalina Gomes
Foi considerada como o “exemplo de uma pessoa empreendedora e com
bom coração”. Dizia sempre que “estava muito feliz” e a concretizar “aquilo
que mais queria na vida: ajudar os mais pobres” “Ela morreu em defesa dos
pobres”, desabafou a mãe. “Ela era a santidade em pessoa e morreu a ajudar
os famintos. Era conhecida como a advogada dos pobres.” “Era uma jovem
com um futuro profissional e pessoal espectacular à sua frente (formada em
Direito). Decidiu deixar tudo para trás e foi como voluntária ajudar os
outros.”

Liliana Rivetta
Missionária comboniana, foi assassinada no dia 10 de Agosto de 1981 no
Uganda. Verdadeiro exemplo de irmã e mãe, deu a sua vida pelos últimos
no Quénia e no Uganda. Encarnou o ideal de Comboni: atenção ao
essencial, amor ao sacrifício e ao trabalho, e opção preferencial pelos
pobres. Aos 37 anos uma bala atinge-lhe o coração. Do seu testemunho
ficam estas palavras: “estou muito contente…esta é a vida que escolhi.”
Esta é a lógica da sua vida, uma vida oferecida a Deus e aos irmãos. A uma
amiga tinha dito de uma maneira profética: “não dei a minha vida por
brincadeira!”.

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Josué dei Cas
Irmão missionário comboniano trabalhou entre os doentes da lepra no
Sudão. Também ele se tornou num leproso entre os leprosos. Até ao fim não
abandonou aqueles por quem dera a sua vida.

Padre Rafaele di Bari


Foi assassinado no Uganda no dia 1 de Outubro de 2000, aos 71 anos. A
defesa dos pobres e a luta pela justiça junto dos governantes e dos militares
custou-lhe o sangue. Trabalhava numa zona de violência e de exploração.
Poderia ter abandonado esta situação e viver tranquilamente no seu país,
mas preferiu partilhar a sorte do seu povo e lutar por um futuro melhor.

Edith Stein
Judia, filósofa, religiosa carmelita e mártir. Incansável e perspicaz
investigadora da verdade, através do estudo e da frequência dos fermentos
cristãos e, por fim, através da leitura da autobiografia de Santa Teresa de
Ávila, encontrou Jesus Cristo que resplandecia no mistério da cruz e, com
jubilosa resolução, aderiu ao Evangelho.
Em 1933, coroou o desejo de se consagrar a Deus e entrou na Congregação
das Carmelitas Descalças, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz,
exprimindo assim, também com este nome, o ardente amor a Jesus
crucificado.
Quando na Alemanha o nacional-socialismo exacerbou a louca perseguição
contra os judeus, os superiores da Beata enviaram-na, por precaução, para o

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carmelo de Echt, na Holanda. Impelida pela compaixão para com os seus
irmãos judeus, não hesitou em oferecer-se a Deus como vítima, para
suplicar a paz e a salvação para o seu povo, para a Igreja e para o mundo. A
2 de Agosto de 1942, foi aprisionada e internada no campo de concentração
de Auschwitz, e juntamente com a irmã foi morta na câmara de gaz no dia 9
de Agosto de 1942. Edith Stein representa a síntese dramática das feridas do
nosso século. E, ao mesmo tempo, proclama a esperança de que é a cruz de
Jesus Salvador que ilumina a história».

Maximiliano Kolbe
Morreu em Auschwitz a 14 de Agosto de 1941. Foi um frade franciscano da
Polónia que se voluntariou para morrer de fome em lugar de um pai de
família no campo de concentração nazi de Auschwitz, como castigo pela
fuga de um prisioneiro. Durante a Segunda Guerra Mundial deu abrigo a
muitos refugiados, incluindo cerca de 2000 judeus. Em 17 de Fevereiro de
1941 é preso pela Gestapo, já que os nazis temiam a sua influência na
Polónia. É transferido para Auschwitz em 25 de Maio como prisioneiro
nº16670. Em Julho de 1941, um homem do bunker de Kolbe foge. Como
represália os nazis enviam para uma cela isolada 10 outros prisioneiros para
morrer de fome e sede.Um dos dez lamenta-se pela família que deixa,
dizendo que tinha mulher e filhos, e Kolbe pede para tomar o seu lugar. O
pedido é aceite. Duas semanas depois, só quatro dos dez homens
sobrevivem, incluindo Kolbe. Os nazis decidem então executá-los com uma
injecção de ácido carbónico. Foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 10

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de Outubro de 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, o homem
cujo lugar tomou e que sobreviveu aos horrores de Auschwitz.

Irmã Lúcia
“Jovens, não tenhais medo de entregar tudo ao TUDO! Deus quer precisar
da vossa generosidade, a Igreja e os outros precisam de vós!”

Cardeal Van Tuan


Bispo católico vietnamita. Durante 13 anos esteve preso na prisão. Nove
destes anos foram passados em regime de isolamento. Uma vez libertado foi
obrigado a abandonar o Vietname, sem mais poder voltar. Apesar de tantos
sofrimentos, este Homem demonstrou ser um grandioso testemunho de fé,
de esperança e de perdão cristão.
Foi presidente do Conselho Pontíficio para a Justiça e a Paz da Santa Sé.

Annalena Tonelli
Viveu no silêncio e na radicalidade evangélica durante 35 anos em terra
muçulmana, na Somália. Não estava ligada a nenhum instituto ou
congregação religiosa nem a nenhum movimento.
Em Borama, no noroeste da Somália, reactivou um hospital e um
ambulatório para a prevenção e cura da tuberculose, numa zona onde havia
cerca de 1000 infectados. Para além de se dedicar à saúde, também iniciou
escoldas de alfabetização para crianças e adultos tuberculosos e cursos de
instrução sanitária para o pessoal paramédico e uma escola para crianças

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surdas-mudas e para deficientes físicos. Recebia da Organização Mundial
de Saúde os medicamentos essenciais para o seu trabalho. Morreu na
sequência de um atentado em Borama, no dia 5 de Outubro de 2003.
Da sua figura conservamos esta frase: “O amor é uma questão de
imaginação”.

Baden Powel
“Lembrai-vos que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos
felizes e apreciar-mos a vida. Vede sempre o lado melhor das coisas e não o
pior. O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade
dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o
encontrastes.”

Cântico: Somos o Povo do Amor

Oração por todos os pobres do mundo


(em dois coros ou outra forma a gosto do guia)

Senhor, ensina-nos
A já não nos amarmos a nós mesmos,
A já não nos contentarmos com amar os nossos,
Com amar aqueles que amamos.

Senhor, faz-nos sofrer com a dor alheia.


Senhor, dá-nos a graça de compreender que, em cada minuto da nossa vida, da
nossa vida feliz e protegida por ti, há milhões de seres humanos que são teus
filhos, que são nossos irmãos, que morrem de fome, sem terem merecido
morrer de fome, e que morrem de frio, sem terem merecido morrer de frio…

Senhor,
tem piedade de todos os pobres do mundo

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Tem piedade dos leprosos e de todos os doentes.
E perdoa-nos de, por vergonha, por medo, vos termos abandonado tanto
tempo…
Senhor, não deixes mais que sejamos felizes sozinhos.
Dá-nos a angústia da miséria Universal, e liberta-nos de nós mesmos.
(Raoul Follreau)

3 - Senhor, que queres que eu faça?


(Capela)

Exposição do Santíssimo. Cântico: És tu Jesus


Variante: expor o Senhor antes de os jovens
chegarem, assim, Jesus está já ali, à minha
espera…

Palavra de Deus: Jer 1, 4-10


Silêncio
Cântico: Teu olhar nos seduz

Alternativa:
Na capela, juntamente com o santíssimo, estar o vaso grande. Depois da
palavra de Deus, enquanto se escuta ou canta o cântico, cada um vai
colocar o seu vaso em volta do santíssimo.
Significado: coloco a minha vida nas mãos do Senhor para que ele faça de
mim sua testemunha.

Mensagem (da homilia de João Paulo II na vigília da JMJ 2000)

Cristo disse a Tomé: “porque me viste, acreditaste: felizes aqueles que, mesmo
não tendo visto acreditarão” (Jo20,29). Cada ser humano tem em si qualquer
coisa do apóstolo Tomé. É tentado pela incredulidade e faz-se perguntas de

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fundo: é mesmo verdade que Deus existe? É verdade que o mundo foi criado
por ele? É verdade que o filho de Deus se fez homem, morreu e ressuscitou? A
resposta impõe-se com a experiência que a pessoa faz da sua presença. É
necessário abrir os olhos e o coração à luz do Espírito Santo.
Caríssimos amigos, ainda hoje acreditar em Jesus, seguir Jesus seguindo as
pegadas de Pedro, de Tomé, dos primeiros apóstolos e testemunhas implica
uma tomada de posição por Ele e, quase sempre, um novo martírio: o martírio
de quem, hoje como ontem, é chamado a ir contra a corrente para seguir o
mestre Divino, para seguir “o cordeiro onde quer que ele vá”(Ap14,4).
Talvez a vós não será pedido o sangue, mas a fidelidade a Cristo, sim!
Uma fidelidade para viver nas situações de cada dia: penso nos namorados e à
dificuldade de viver, no mundo de hoje, a pureza na espera do matrimónio.
Penso nas relações entre amigos e à tentação da deslealdade que poderá
infiltrar-se entre eles.
Penso naqueles que começaram um caminho de especial consagração e às
dificuldades que tantas vezes deve enfrentar para perseverar na dedicação a
deus e aos irmãos.
Penso igualmente em quem trabalha pela paz e vê desencadear-se em várias
partes do mundo vários palcos de guerra; penso em quem trabalha pela
liberdade do homem e o vê ainda escravo de si mesmo e dos outros; penso em
quem luta para fazer amar e respeitar a vida humana e deve assistir a
frequentes atentados contra ela, contra o respeito que a ela é devido.
Caros jovens, é difícil acreditar num mundo assim? No terceiro milénio é
difícil acreditar? Sim! É difícil. Não o podemos esconder. É difícil, mas com a
ajuda da graça é possível.
Na verdade, é Jesus que vós procurais quando sonhais a felicidade: é ele que
vos encoraja a renunciar às máscaras que falsificam a vida; é Ele que lê no
vosso coração a decisões mais verdadeiras que outros quereriam sufocar. È
Jesus que faz nascer em vós o desejo de fazer da vossa vida qualquer coisa de
grandioso, a vontade de seguir um ideal, a renúncia a deixar-vos engolir pela
mediocridade, a coragem de vos empenhardes com humildade e perseverança
para melhorar a vós mesmos e a sociedade, tornando-a mais humana e
fraterna.
Caríssimos jovens, nestas nobres tarefas não vos encontrais sós. Convosco
estão as vossas famílias, estão as vossas comunidades…

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Caros amigos, vejo em vós as “sentinelas da manhã”, nesta aurora do
terceiro milénio. Ao longo do milénio que morre, jovens como vós eram
mandados a combater uns contra os outros. Vós não vos submetereis a um
mundo no qual outros seres humanos morrem de fome, permanecem
analfabetos, onde há falta de trabalho. Vós defendereis a vida em cada
momento do seu desenvolvimento terreno, esforçar-vos-eis energicamente
para tornar esta terra cada vez mais habitável para todos.
Caros jovens do século que começa, dizendo “sim” a Cristo, vós dizeis “sim” a
cada um dos vossos mais belos ideais.
Eu rezo para que Ele reine nos vossos corações e na humanidade do novo século
e milénio. Não tenhais medo de vos entregardes a Ele. Ele vos guiará, vos
dará a força para o seguir cada dia e em cada situação.

Oração Pessoal /Partilha

Alternativa:
No momento da partilha (sobre a catequese, a saída, ou outro) levanto-
me, pego no vaso e, com ele na mão partilho. Volto a poisar o vaso onde
estava e já la fica para a manhã do domingo.
Significado: é a minha vida que eu partilho e que eu comprometo.

Oração:
Meu coração, não digas: sou muito pobre,
Dá-te corajosamente.
Não digas: sou muito frágil, vai em frente com coragem.
Não digas: sou muito pequeno, ergue-te em toda a tua estatura.

Alma minha,
se a carga é muito grande, pensa nos outros:
Se tu abrandas, eles param;
Se tu te cansas, eles desistem;
se tu te sentas, eles deitam-se;
se tu duvidas, eles desesperam;
se tu criticas, eles derrubam.

Mas…
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Se tu caminhas, eles correm;
Se tu corres, eles voam;
Se tu lhes estendes a mão,
Eles te ajudam e te sustêm;
Se tu os curas, eles te amam.

Reza com eles e em nome deles,


Eles te honrarão;
arrisca a tua vida e come a tua morte,
eles viverão e tu reviverás!

Canção: “O Senhor é meu pastor”

Pai Nosso

No final não se dá a bênção do Santíssimo. Cada um quando quiser pode


abandonar a capela. Se assim o desejar, pode permanecer ainda ali.

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