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Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Barreto – Aula

Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados

Prof. Rodrigo Barreto Aula 00

AULA 00 - AULA DEMONSTRATIVA

 

SUMÁRIO

PÁGINA

  • 0. Apresentação

1

  • 1. Panorama da política e da economia internacional

 

6

contemporânea.

Blocos econômicos

1.2.

 

14

  • 1.2.1. Mercosul

20

  • 1.2.2. Nafta

21

  • 1.2.3. União Europeia

 

23

Organismos internacionais

2.

28

  • 2.1. Fundo Monetário Internacional (FMI)

 

28

  • 2.2. ONU

31

  • 2.3. Banco

Internacional

para

Reconstrução

e

35

Desenvolvimento (BIRD)

 
  • 2.4. Organização Mundial do Comércio (OMC)

 

37

  • 2.5. BRICS

39

  • 2.6. União de Nações Sul-Americanas (Unasul)

 

42

  • 2.7. G-8

44

  • 2.8. G-20

45

  • 3. Questões comentadas

 

48

  • 4. Lista de Questões

70

  • 5. Gabarito

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Apresentação

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Olá pessoal, preparados

para

a

jornada?

É

com imensa

satisfação que damos início ao nosso curso de Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente). Antes de começarmos com o conteúdo de fato, gostaria de me apresentar brevemente, falar um pouco sobre como se dará a dinâmica do nosso curso e sobre o que p enso de concursos.

Meu nome é Rodrigo Barreto, sou bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense e atualmente sou servidor efetivo do Senado Federal na área de Processo Legislativo. Além disso, sou professor presencial em alguns cursos de Brasília e online aqui no Estratégia Concursos, onde leciono as matérias Atualidades, Sociologia, Ciências Políticas, Políticas Sociais, Estudos Sociais, Realidade Brasileira e História. Tenho ainda artigos publica dos em re vistas de Ciências Sociais no Brasil e também no exterior.

Mas, talvez, o fato que mais me habilite a lecionar para vocês é que eu também sou concurseiro. Por si só, isso não é o suficiente para tornar alguém especialista em uma matéria, mas, certamente, ajuda, e muito, a que se tenha conhecimento das dificuldades e dos sacrifícios que são feitos para se obter uma aprovação em um concurso público. Eu sei que não é fácil, pessoal! E minha missão a qui é tornar a vida de você menos dificultosa em minha disciplina.

O professor de Atualidades deve entender que o curso deve ser preparado de forma “cirúrgica”, ou seja, é obrigação do professor entender o que as bancas querem do candidato (embora

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em alguns casos isso se torne quase impossível). Para tal, é necessário que se faça uma pesquisa das questões passadas, para que possamos “prever” o que cairá. Faremos questões de concursos anteriores por essa razão. Aliás, pode até parecer paradoxal, mas algumas questões antigas poderiam cair tranquilamente em uma prova de Atualidades de 2013, pois alguns tópicos se mantiveram atuais – sobretudo questões que se relacionam mais a compreensão d o que ao simples conhecimento de que um fato aconteceu.

O professor de Atualidades deve,

ainda, entender

que

os

editais são abertos e abrangentes demais, por isso deve ele formular um conteúdo bastante didático, capaz de atender não aos seus próprios anseios, mas sim às necessidades dos alunos. Uma das maiores vantagens de um curso em PDF é que o professor tem

a possibilidade de d irecionar a aula especificamente para um c oncurso específico.

Dito isso, pessoal, gostaria de dizer como será nosso curso: o nosso curso será pautado em informações claras e objetivas, visando única e exclusivamente a que vocês sejam capazes de gabaritar as questões da prova – é esse afinal o objetivo de vocês. Veremos os pontos mais relevantes sobre os assuntos apontados pelo edital. Faremos um esforço para sermos precisos, pois caso contrário seriam necessárias infinitas aula s. Ao fim das aulas, fa remos questões de concursos anteriores.

Gostaria ainda de

passar

para

vocês

um

pouco da minha

experiência como professor e como concurseiro. Nesses anos de

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concurso público aprendi que uma preparação depende basicamente de trê s fatores fundamentais: Foco, Estratégia e Disciplina.

Foco: você precisa saber o que quer, escolha um concurso e

se dedique a ele. De nada adianta você tentar em uma mesma

tacada um concurso para polícia, outro

para tribunal, outro para

banco, outro

para

o

Legislativo

e

assim

por dia nte. Lamento

informar

que dificilmente você será

aprovado em algum deles.

Foque em um concurso ou em um perfil de concurso.

Definido o foco, o concurso almejado, é necessário montar uma estratégia para se atingir o alvo. Uma estratégia compreende desde a escolha do material a ser utilizado (simplesmente por estar lendo esta aula inicial, percebe-se que você já deu o primeiro passo da melhor forma possível, no melhor lugar que poderia encontrar um material de qualidade), até o planejamento minuci oso dos estudos, envolvendo metas e tempo a ser dedicado a cada discip lina. Seja metódico! Concurso público é uma ciência!

Não perca tempo com coisas que não têm chances de cair. Não se aprofunde demais em um só tópico ou em uma só disciplina, esquecendo o restante. Nesse tempo de aula vi muito aluno bom não ser aprovado por ter perdido tempo demais estudando o que não tem possibilidades de cair. Aprenda a andar com suas próprias pernas: não se esqueça de que estamos aqui para ajudar, mas é você quem deve correr atrás! E tenha muita humildade: jamais subestime seus colegas (concorrentes) e seus professores. Não ache que sabe mais do que os outros: queira sempre aprender com todas as situações que surgirem no caminho que vocês escolheram trilhar.

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Definidos o foco e a estratégia, é a hora mais difícil, a tal da disciplina. Há uma imensidão de pessoas querendo uma vaga em algum cargo público, isto é fato. No entanto, para chegar aonde poucos chegam, é necessário fazer o que poucos fazem. Faça um horário de estudos realista e cumpra-o. Será cansativo, desgastante e tortuoso, mas também será gratificante e recompensador. Tenha prazer nos estudos, faça com alegria, sem a tal da síndrome da hiena Hardy: “Oh Vida, Oh Céus!”. Lembre-se que quando você resolveu fazer um concurso, o compromisso assumido foi com você mesmo, então cumpra este compromisso que, com certeza, os lo uros da vitória serão colhidos.

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Agora que vocês já estão cientes de qual será a atitude daq ui para frente, vejamos a estrutura e o cronograma do nosso curso.

Meio ambiente e sociedade: problemas, políticas públicas, organizações não governamentais, aspectos locais e aspectos globais. Descobertas e inovações científicas

Aula 01

Aula 03

Aula 02

Aula 00

Panorama internacional II

Panorama internacional III

CRONOGRAMA

(01/09/2013)

(25/08/2013)

(20/08/2013)

(15/08/2013)

Panorama internacional I

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Sociedade brasileira: panorama da política e da economia nacional. Economia e geografia econômica do Estado do Pará.

na atualidade e seus impactos na sociedade contemporânea.

Simulado (Questões inéditas)

Panorama nacional

(18/09/2013)

(13/09/2013)

(06/09/2013)

Aula 05

Aula 06

Aula 04

Dito isto, vamos ao que interessa!

1.

Panorama

da

contemporânea.

política

e

da

economia

internacional

1.1. Entendendo a crise econômica e seus impactos no Brasil e no mundo.

Pessoal, gostaria de começar o nosso curso falando um pouco sobre a crise mundial iniciada em 2008. O tema crise financeira tem sido bastante cobrado por todas as bancas e com a de vocês pode não ser diferente. Embora o início da crise tenha sido em 2008, ela ainda faz parte do nosso panorama político-econômico e por isso é importante em nosso curso. Sem mais delongas, vamos a ela:

Em 2008, os Estados Unidos atravessaram uma forte crise que teve origem no mercado imobiliário do país. Essa crise do mercado imobiliário, por sua vez, gerou uma crise no sistema de créditos

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norte-americanos e essa, em uma espécie de efeito dominó, atingiu o sistema de créditos mundial e o mercado financeiro de maneira global. Percebam, portanto, que toda a economia é integrada. Aliás, não se esqueçam de que vivemos em épocas de Globalização.

O mercado imobiliário norte-americano vivenciou uma grande expansão no início dos anos 2000, baseada em uma política de juros baixos, o que fez com que a demanda por imóveis aumentasse consideravelmente. Em 2005, o mercado imobiliário norte- americano havia se expandido de sobremaneira, já que comprar uma casa a juros baixíssimos havia se tornado um grande negócio.

A

lógica era a seguinte: os norte-americanos compravam

imóveis a preços e juros baixos na expectativa de revendê-los a

preços mais altos,

o

que,

em

tese,

consistiria em um ótimo

investimento. Além disso, aumentou-se também a procura por hipotecas (que é uma espécie de garantia de uma dívida, pressupondo um compromisso anterior). As pessoas buscavam hipotecas a fim de conseguir mais recursos e comprar mais imóveis (percebam o movimento circular que estava se instalando).

Nesse

contexto,

as

empresas

financeiras

do mercado

imobiliário passaram a atender os clientes do chamado segmento subprime”. Clientes “subprime” são clientes considerados com renda baixa, que muitas vezes possuem histórico ruim (mal pagadores) e que não tem como demonstrar renda. Acontece que empréstimos “subprime” são considerados empréstimos de risco, visto que a possibilidade de inadimplência é maior.

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O cenário, em
O cenário,
em

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um

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primeiro momento, poderia até parecer

favorável, contudo os juros baixos, a facilidade de se contrair empréstimos (mesmo para o segmento “subprime”) e as hipotecas, geraram uma oferta maior do que a procura. E aí, meus amigos e amigas, o que parecia ter sido um bom investimento inicial, passou a ser um péssimo negócio. Os juros também começaram a subir repentinamente, a fim de combater a inflação que estava se instalando nos Estados Unidos.

Imaginem

que

Hardy

tenha

comprado

um

imóvel por

cinquenta mil dólares. Ele, um cliente “subprime”, conseguira um empréstimo a juros baixos. A expectativa de Hardy era, depois de adquirir esse imóvel, vendê-lo pelo dobro do preço, por exemplo. Acontece que todo mundo pensou como nosso amigo Hardy e, consequentemente, como havia muitos imóveis no mercado, o preço despencou e o bom investimento não se confirmou.

O cenário, em Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados um Prof.

Essa situação gerou uma inversão nos juros que passaram a subir progressivamente e, com isso, os “subprimes” não conseguiam pagar os imóveis que haviam comprado nem os empréstimos que haviam tomado. Como se não bastasse, os juros altos afastavam possíveis novos compradores e a “bolha” imobiliária estourava!

Os Estados Unidos passaram a sofrer com o seguinte cenário:

aumento da inadimplência, medo de novos calotes (o que impedia novos empréstimos e diminuía a credibilidade), desaceleração da economia, menor liquidez (dinheiro disponível no mercado financeiro), queda nas compras e, consequentemente, nos lucros e, para finalizar o pandemônio, aumento do desemprego. A coisa ficou

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tão crítica que, de acordo com muitos analistas, essa foi a pior crise enfrentada pelos norte-americanos desde a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929.

Em 2009, a crise financeira iniciada nos Estados Unidos já havia se alastrado, e a economia mundial se encontrava em uma crise generalizada, atingindo as principais economias do planeta. Num mundo globalizado, tem-se a dinâmica do “efeito borboleta”. O que ocorre em um ponto do globo implica automaticamente consequências no resto do mundo. Mais adiante falaremos sobre o que vem a ser a globalização.

Para resumir: a crise financeira basicamente se iniciou com os bancos emprestando dinheiro para clientes “subprime” que posteriormente demonstrariam não ter condições de pagar. Essa situação levou à falência de importantes bancos, como, por exemplo, o Lehman Brothers – caso este o mais famoso. Em um mundo globalizado, se a economia da maior potência econômica é atingida, não demora muito para a economia do resto do mundo seja atingida também.

Essa

situação

trouxe

a

necessidade

de

que houvesse

intervenção governamental, por mais que essa prática parecesse não fazer parte da política dos países neoliberais, como os Estados Unidos, por essa razão tal crise é considerada uma crise que modificou o paradigma econômico. O problema é que quando os governos passam a investir em empresas e em bancos (para que esses não quebrassem e, dessa maneira, não piorassem a crise) os gastos públicos são elevados consideravelmente. Com a elevação

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dos gastos públicos, aumenta-se o déficit público, pois a economia mundial atravessava uma crise e os países param de investir uns nos outros. O aumento dos gastos públicos é considerado, por parte de economistas e governantes mais liberais, um problema em cenários de crise econômica.

É claro que a Europa não ficou de fora da crise. Países como a Espanha, Grécia, Irlanda, Itália, Portugal (que formam o chamado PIIGS), entre outros, sofreram gravemente os efeitos da crise mundial. Esses países se encontram em uma situação na qual houve um endividamento descontrolado e, a fim de pagar as dívidas, pegaram volumosos empréstimos em diversas instituições financeiras. Com a crise e a consequente diminuição da liquidez no mercado, além do aumento dos juros, esses países não foram capazes de pagar os empréstimos que haviam contraídos. Essa situação levou a exigências de que, para que conseguissem novos empréstimos, seria necessária a adoção de medidas de austeridade fiscal. Isso significava diminuir os gastos públicos, cortando benefícios sociais e postos de trabalho no setor público, além de aumentar a arrecadação através do aumento e criação de impostos. É claro que a população não assistiria a esse cenário de forma completamente passiva. Essas medidas de austeridade geraram revoltas, nas populações desses países, o que se deu em manifestações, protestos e greves.

Gostaria de destacar um

importante ponto: na crise norte-

americana, a quebra dos bancos com a incapacidade dos devedores

em pagarem

suas

dívidas

foram

o

centro do problema. Agora

a

incapacidade dos países europeus em pagar as dívidas que

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(e contraíram as
(e
contraíram
as

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consequências

da

Prof. Rodrigo Barreto Aula 00

adoção

de

medidas

de

austeridade) é que passaram a ser o cerne da questão. É por essa

razão que a crise europeia também é chamada de crise da dívida.

Assim,

pessoal,

a

crise

que

se alastra pela Europa, está,

principalmente, nas altíssimas dívidas que foram contraídas. A relação entre o Produto Interno Bruto e as dívidas contraídas gera um coeficiente reduzido, ou seja, as riquezas geradas por esses países não são capazes de por fim ao endividamento (déficit). Em outras palavras, os países europeus endividados não são capazes de gerar superávit e essa situação faz com que os investidores parem de investir nesses países ou mesmo transfiram recursos para países que eles entendam momentaneamente mais seguros. Mas fiquem atentos, pois esta não é a única razão. Podemos, por exemplo, apontar os níveis de corrupção, muito evidenciados na Itália, e a incapacidade gerencial e infraestrutural, como na Grécia.

Uma questão que tem sido bastante cobrada é de como esse cenário de crise tem impactado o Brasil. Primeiramente, devemos ter em mente que as exportações entre o Brasil e os Estados Unidos já não são tão significativas ao ponto de uma crise norte-americana significar de imediato uma crise brasileira. Contudo, o problema é que mesmo que a relação direta entre Estados Unidos e Brasil já não seja uma relação de tanta dependência, boa parte do restante dos países para os quais o Brasil exporta depende dos Estados Unidos.

Vejam

que

não estou

dizendo que

uma

crise nos Estados

Unidos não impacto o Brasil nem estou dizendo que o Brasil não

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(e contraíram as Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados consequências da
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mantenha importante relação comercial com os Estados Unidos. Claro que impacta e claro que mantém! Mas como o Brasil tem outros acordos comerciais importantes, esse impacto atualmente é menor do que seria há 20 ou 30 anos. Atualmente a China vem a ser nosso grande parceiro comercial. Mas, afinal, o Brasil foi ou não foi impactado pela crise mundial? Sim, ele foi impactado, porém esse impacto não foi suficientemente forte para nos levar a um cenário tão ruim quanto o dos PIIGS.

No Brasil, o mercado imobiliário não era tão fluido quanto o norte-americano. As condições de venda e compra de imóveis no Brasil são mais rígidas e muito mais burocráticas do que aquelas que permitiram a crise nos Estados Unidos. Essa situação foi certo obstáculo para que tivéssemos uma crise igual à crise norte-america por aqui. Outra circunstância que abrandou os efeitos da crise mundial no Brasil foi que o governo brasileiro adotou uma série de medidas para manter a economia aquecida (como, por exemplo, a redução do IPI sobre diversos produtos). Além disso, o Brasil faz parte de um grupo de países emergentes que encontraram na última década boas condições de crescimento econômico.

Com medidas de estímulo econômico o governo brasileiro pretendeu evitar que a crise mundial chegasse até nós, pois se objetivava aquecer a economia por meio da elevação do consumo. Mas e aí, pessoal, podemos dizer que a crise mundial não chegou ao Brasil? Não, isso não pode ser afirmado. Não dessa maneira. O que nós podemos afirmar é que a regulamentação e a burocracia para venda e compra de imóveis somadas às medidas de aquecimento da economia (aumento do consumo interno) adotadas pelo governo,

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apoiada em crescimento econômico de anos anteriores, com a entrada de milhões de brasileiros na “nova classe média” e a expansão de crédito, conseguiram diminuir a força da crise mundial aqui, ou seja, reduziram o impacto.

Não

se

esqueçam daquela situação que eu mencionei

anteriormente

qual mesmo,

professor?”...

aquela situação de que

... embora o Brasil não seja mais tão dependente dos Estados Unidos, boa parte do mundo o é. Com a economia globalizada, vários países do mundo foram diretamente afetados e, nessas circunstâncias, as exportações brasileiras diminuíram em dois sentidos: diminuição das exportações para os Estados Unidos e diminuição das exportações para países afetados mais intensamente pela crise. Vejam bem, mais uma vez, não estou dizendo que o Brasil não tenha uma importante relação comercial com os Estados Unidos – o que está sendo colocado é que essa relação já não é mais uma relação de forte dependência como havia anteriormente.

Aliás,

fiquem

sabendo

que

a

China

se consolidou

com

a

principal parceira comercial do Brasil. Em 2012, a China fechou o ano como principal origem das importações e destino das

exportações brasileiras.

Segundo

dados

do

Ministério

do

Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações provenientes do país asiático responderam por 15,3% de todas as compras externas feitas em 2012 pelo Brasil.

Apesar disso, em 2012, o Brasil não cresceu tanto quanto se esperava e esse quadro de desaceleração econômica relaciona-se diretamente com a crise mundial. Acontece que se os países para os

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quais

o

Brasil

exporta estão em crise,

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eles importam menos e,

dessa maneira, a economia esfria. Mesmo a China, principal parceira

comercial do

Brasil

- esperava, justamente

repito,

também cresceu menos do

que

se

porque

o

mercado mundial esteve

desacelerado.

Em 2013 o cenário não vem se mostrando dos melhores para a economia brasileira com certa recessão e oscilação, o que vem acarretando cautela no mercado. A indústria também vem tendo comportamento irregular, de maneira que, mesmo quando há melhora nos índices, essa não se dá significativamente. De forma geral, o discurso de economistas parecem pessimistas tanto para o fim de 2013 quanto para 2014, o que certamente não ajuda na retomada do crescimento. A alta da inflação vivenciada durante esses meses de 2013, bem como a alta do dólar, não fizeram bem à economia brasileira, afastando investimentos.

1.2. Blocos econômicos

Pessoal,

antes

de falarmos

sobre

os

blocos de maneira

específica gostaria de contextualizar melhor essa história e, para começo de conversa, falemos um pouco sobre essa tal globalização.

A

ideia

mais básica de globalização

é

a

que

diz

que

a

globalização se trata de um fenômeno que se dá em escala mundial. Assim, a globalização é um fenômeno de integração política, econômica, cultural e social em escala mundial.

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O termo “globalização” surgiu basicamente após a Guerra Fria, e sugere, além da integração, a unificação do mundo no capitalismo. Dessa forma, podemos dizer que globalização é um processo no qual ocorre um aumento considerável da troca política, social, cultural e econômica por todo o mundo.

Segundo Castro, “a globalização está longe de ser uma consequência mecânica do desenvolvimento econômico ou das novas tecnologias; ela é o resultado de uma política, implementada por governos nacionais e instituições internacionais, mediante instrumentos muito específicos, tais como abertura dos mercados de capitais, bens e serviços, a desregulamentação do mercado de trabalho e a eliminação de qualquer obstáculo legal ou burocrático à ‘livre empresa’ e, sobretudo, aos investidores internacionais. A globalização visa, portanto, a criar as condições de dominação das grandes corporações e fundos de investimento, que confrontam as empresas nacionais numa concorrência muito desigual em mercados abertos. O mercado globalizado de capitais tende a reduzir a autonomia econômica dos governos nacionais,

eliminando a possibilidade de manipular as taxas de câmbio, as taxas de juros ou de recorrer a financiamentos orçamentários deficitários. Esse é particularmente visível no Brasil, cuja política econômica está fortemente condicionada pelas regras

da globalização neoliberal. Tudo

isso

permite

afirmar

que

a globalização é antes de mais nada um mito legitimador da hegemonia do capital financeiro, predominantemente especulativo”.

O processo de globalização foi fomentado durante o século XX, por novas tecnologias, principalmente nas telecomunicações e na

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informática e pelo aperfeiçoamento dos meios de transporte. Essa situação possibilitou que o mundo se tornasse cada vez mais interligado e, consequentemente, globalizado. Nesse sentido, se diz que as distâncias foram diminuídas. Hoje a informação, as pessoas e as mercadorias chegam a qualquer lugar do mundo de maneira cada vez mais ágil.

Outra característica importante da globalização é que esta dispensa a ocupação territorial, pois ela se dá, não pela ocupação física permanente, mas pela entrada de mercadorias, serviços, capitais, informações e pelo fluxo de pessoas. A utilização da internet também faz com que essa característica se acentue.

Desde o início dos anos 1990, com o fim da Guerra Fria e a solidificação da globalização, ampliou-se a tendência mundial de regionalização por meio dos blocos econômicos. Dessa forma, a globalização e a regionalização não são fenômenos excludentes ou antagônicos, mas sim fenômenos comuns e complementares. Vejam que o que parece antagônico não o é. Com a globalização em curso, os países perceberam que era necessário integrar-se regionalmente a fim de criar condições mais favoráveis de negociação frente aos demais países e blocos. Outro aspecto dos blocos é a necessidade da integração de mercados de consumo, tornando a circulação de mercadorias mais intensa.

Assim, podemos distinguir a regionalização da globalização no sentido de que o primeiro fenômeno está mais associado às estratégias de política geoeconômica e à economia, sendo resultado de acordos entre os Estados que objetivam se fortalecer

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economicamente, protegendo seus interesses perante outros países. O segundo fenômeno é mais abrangente, envolvendo também cultura e informação.

Na regionalização, os países abrem mão de parcela de sua soberania a fim de obter vantagens econômicas e políticas – aliás, a Ciência Política vem apontando que tanto a regionalização quanto a globalização colocam em xeque o conceito de soberania. Dessa maneira, alguns autores colocam que quanto maior for o bloco, maior será a perda de soberania, pois maiores concessões os países terão de fazer para que seja possível firmar um acordo. Não podemos esquecer que a lógica da regionalização está diretamente relacionada com a possibilidade de, ao se integrar as economias, aumentar os mercados consumidores e, consequentemente, o lucro.

Outro aspecto da regionalização é que com o fortalecimento da globalização - que gera fluxo livre de mercadorias, informações, serviços, pessoas e capitais – houve a necessidade de que os países criassem alguns mecanismos para diminuir as barreiras que a divisão do mundo em Estados nacionais gerava. Em outras palavras, anteriormente à globalização, o mundo era basicamente dividido em Estados Nacionais. Nessa configuração, as barreiras para a globalização eram muito mais evidentes. Para diluir tais barreiras, os Estados passaram a se organizar cada vez mais em blocos. Organizando-se em blocos tais barreiras são diminuídas regionalmente e aumenta-se a possibilidade de circulação de mercadorias, além de fortalecer economicamente os países que dos blocos participam perante as demais economias mundiais.

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Segundo Moreira e Sene, “os países participantes de blocos econômicos têm buscado acordos regionais para facilitar o fluxo de capitais, serviços e, sobretudo, de mercadorias. A livre circulação de pessoas tem ficado em segundo plano. A liberalização não é feita de forma homogênea. Dependendo do grau de integração, é possível definir quatro tipos de blocos econômicos: zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum e união econômica e monetária”.

Vejamos então as características mais importantes de cada uma dessas espécies de blocos.

Na zona de livre comércio os países firmam acordos a fim de reduzir gradualmente suas tarifas alfandegárias ou aduaneiras, ou seja, os países firmam acordos buscando diminuir as tarifas cobradas sobre os produtos importados quando estes atravessam as fronteiras. Assim, na zona de livre comércio as mercadorias que circulam entre os países membros deixam de pagar impostos. Nas zonas de livre comércio é possível ainda que haja a livre circulação de serviços. Nesse caso o prestador de um serviço em um país, poderá prestá-lo sem restrições em outro.

Na união aduaneira, além de não serem cobrados impostos no comércio entre os países membros, como ocorre na zona de livre comércio, há ainda uma tarefa externa comum para mercadorias que tenham origem em países que não fazem parte do bloco. Dessa maneira, na união aduaneira uma mercadoria que venha de um país não membro irá pagar as mesmas taxas para adentrar em qualquer país membro. Por essa razão, se diz que há na união aduaneira uma

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tentativa de tornar a política externa mais coesa, na medida em que se aplica a mesma Tarifa Externa Comum (TEC).

 

O Mercosul

pode

ser

considerado uma espécie

de

união

 
 

aduaneira; contudo, tal bloco, tem sido classificado como

união

aduaneira incompleta (ou imperfeita), pois nele ainda circulam

produtos com tarifas distintas entre os países.

Muitos alunos acreditam que o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é classificado como mercado comum, mas
 

Muitos alunos acreditam que o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é classificado como mercado comum, mas na verdade

 

trata-se de

uma

união

aduaneira

 
   

(imperfeita ou incompleta).

 
   

no

mercado

comum,

além

da

livre

circulação de

mercadorias com a respectiva implementação de uma tarifa externa

comum, ocorre ainda a livre

circulação de pessoas, serviços e

capitais.

Dessa maneira,

se

diz

que

no

mercado comum não há

barreiras para o fluxo de pessoas, serviços, mercadorias ou capitais.

Na união econômica e monetária ocorre a acumulação de todas as características citadas nas espécies anteriores de blocos. A diferença é que na união econômica e monetária há ainda a utilização de uma moeda única e a padronização das políticas macroeconômicas, como gastos públicos, taxas de juros e taxas de câmbio. Essa é a espécie mais abrangente de integração.

Agora, pessoal, veremos separadamente os principais blocos econômicos.

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1.2.1. Mercosul Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Barreto

1.2.1. Mercosul

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O Mercado Comum

do

Sul,

que

é

uma união aduaneira

imperfeita, é um bloco econômico regional cujos membros são o Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e a VENEZUELA. Destaco que, desde 31 de julho de 2012, a Venezuela passou a integrar o Mercosul – isso vem sendo reiteradamente cobrado em provas de Atualidades. Um detalhe: as questões de concurso, em geral, não citam o termo “imperfeita”. Portanto, caso caia uma questão para vocês dizerem qual espécie de bloco é o Mercosul, colocar que se trata de uma união aduaneira já é suficiente.

O Mercosul foi estabelecido em 1991, a partir da assinatura do Tratado de Assunção. Contudo, as origens desse bloco são um pouco anteriores, já que em 1985 houve a chamada Declaração de Iguaçu, na qual ocorreu a formalização da cooperação econômica e comercial entre o Brasil e a Argentina.

“Professor, por que o nome é Mercado Comum do Sul e não União Aduaneira do Sul?” A razão é muito simples: pelo Tratado de

Assunção, o

objetivo
objetivo

do

bloco

é

se

tornar posteriormente um

mercado comum, embora ainda falte bastante para atingir esse objetivo, tendo em vista que os países integrantes do bloco são muito distintos política, econômica e socialmente.

Outro ponto que vocês devem ter em mente é que no Mercosul não há nenhum órgão supranacional cujas decisões deverão ser obedecidas pelos países membros. Isso significa dizer que no

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1.2.1. Mercosul Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Barreto
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Mercosul não há uma instituição com capacidade normativo- vinculante cujas normas se imponham aos países membros.

Um último ponto que eu gostaria de destacar em relação ao Mercosul, pois tem aparecido em provas, é em relação ao protecionismo. O protecionismo ocorre quando um país adota medidas econômicas a fim de impedir a entrada de mercadorias estrangeiras, protegendo, assim, a produção nacional. Nos últimos anos, tanto o Brasil quanto a Argentina têm se caracterizado pela adoção de medidas protecionistas.

Tem havido tensão entre a Argentina e o Brasil em razão da adoção de práticas protecionistas de ambos os lados. Essas práticas, como eu assinalei, pretendem a defesa da produção nacional em detrimento da produção estrangeira. Claro que tais práticas não se compatibilizam com a ideia de mercado comum e elas têm sido criticadas por outros países, como a China, que apontou o Brasil e a Argentina como os países mais protecionistas do mundo, e por organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

1.2.2. Nafta

O Tratado Norte-americano de Livre Comércio é um tratado que envolve os Estados Unidos, o Canadá e o México, possuindo como principal objetivo a eliminação das barreiras comerciais entre os países membros, dentro de um contexto de economia neoliberal, ou seja, na qual não deve haver intervenção estatal e na qual o mercado livre fomentaria a concorrência.

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Ocorre que no Nafta há uma gigantesca diferença entre as economias, sobretudo entre a dos Estados Unidos e a do México. O próprio Canadá, país que possui economia forte e alta qualidade de vida, é extremamente dependente economicamente dos Estados Unidos. Assim, a criação do Nafta solidificou ainda mais a liderança norte-americana na região e a liberdade comercial favoreceu mais as empresas dos Estados Unidos do que as dos demais países.

Outra consequência do Nafta é

que,

com

a

adesão a esse

bloco, tanto o México quanto o Canadá viram suas economias se

tornarem ainda mais ligadas à dos Estados Unidos. Quando a economia norte-americana vai bem, as desses países também vão bem. Quando a economia norte-americana vai mal, as desses países também vão mal.

Pessoal, vocês podem estar se perguntando a razão do México ter sido convidado a entrar no bloco e a razão de ele ter aceitado. O principal motivo para o México ter sido convidado foi que esse país possui um enorme mercado consumidor – o que é bom para a economia norte-americana. Dessa forma, tendo em vista a potencialidade de tal mercado, Estados Unidos e Canadá perceberam que com o Nafta as empresas desses países teriam uma enorme possibilidade de aumentar suas vendas.

Já que estamos falando do Canadá, abro um parêntese para destacar que, no início de 2013, o Canadá foi eleito, pelo Fórum Mundial, o 2º país com melhor risco global – ficando atrás apenas de Cingapura. Isso significa dizer que, segundo tal eleição, o Canadá

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seria o 2º país com menor risco para investimentos em cenários de crise.

Voltemos ao Nafta. Uma preocupação norte-americana foi com a entrada ilegal de imigrantes mexicanos nos Estados Unidos. A criação do Nafta possibilitou que empresas norte-americanas fossem instaladas no México, criando novos postos de trabalho e fazendo com os mexicanos se mantivessem mais em seu país. Essa situação também fez com que essas mesmas empresas se utilizassem da mão de obra mais barata no México, diminuindo os seus custos. É claro que a imigração ilegal está longe de ser solucionada, mas a instalação de empresas norte-americanas em território mexicano caminha nesse sentido, além de se aproveitarem de mão de obra barata, impostos menores e um amplo mercado de consumo.

A pretensão final dos Estados Unidos, com a criação do Nafta, é expandir sua liderança econômica, política e cultural sobre os demais países americanos. Nesse sentido, propôs que o Chile se tornasse um membro do bloco – o que ainda não ocorreu. Segundo alguns analistas, a ideia norte-americana de expansão do Nafta está associada à ideia de implementação da ALCA, o que fortaleceria ainda mais os Estados Unidos na região e perante o resto do mundo.

1.2.3. União Europeia

O Tratado

de

Maastricht,

assinado

em 1992,

foi

um marco

histórico do processo integracionista da Europa – implementando

um modelo de integração

política

e

econômica. Por meio desse

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tratado, a antiga Comunidade Europeia foi substituída pela atual União Europeia, que, por sua vez, constitui o bloco econômico em estado mais avançado no mundo.

O

Tratado

de

Maastricht se

baseia basicamente em três

pilares. O primeiro consiste na adoção de uma legislação comum em determinadas matérias, de maneira que os órgãos da União Europeia possuem supranacionalidade. Dessa maneira, em determinados casos, como para fins de política monetária e cambial, as decisões desses órgãos supranacionais se dão em caráter vinculante, o que gera para os países membros da União Europeia a obrigação de cumpri-las. Pelo segundo, estabeleceu-se que assuntos de política externa e segurança deveriam ser tratados de forma comum. Dessa maneira, pode-se afirmar que, com a adoção do Tratado de Maastricht, os países signatários perderam parcela de suas soberanias, tendo em vista a necessidade de se adotar políticas em comum acordo.

O terceiro pilar foi a necessidade de cooperação em matéria policial e penal. Nesse sentido, pretende-se a convergência das legislações nacionais, ou mesmo a criação de uma legislação penal unificada para os países membros como já fora proposto.

Atualmente, a União Europeia conta com 27 países membros – além dos que estão em processo de adesão (Croácia, Turquia e Macedônia). Com o alargamento desse bloco, foi necessário rever suas instituições. Nesse sentido, foi assinado em 2007 o Tratado de Lisboa que tem como um de seus principais objetivos a melhoraria

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do processo de tomada de decisão dentro da União Europeia, com um presidente possuindo mandato fixo, previsão da possibilidade de um membro deixar de sê-lo e ampliar as atribuições do Parlamento Europeu, aumentando a participação democrática dos países membros do bloco.

Não posso deixar de destacar a adoção do euro enquanto moeda única – o que nos remete à ideia de união monetária. Segundo os termos do Tratado de Maastricht, para que um país membro da União Europeia adote o euro como moeda, é necessário que esse país tenha, dentre outras características econômicas, o equilíbrio de suas despesas públicas, o controle inflacionário e taxas de juros baixas, sobretudo as de longo prazo.

Um detalhe importante:

não confundam União Europeia com

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zona do euro. A zona do euro é aquela da qual fazem partes os países da União Europeia que utilizam o euro como moeda. Então, é possível um país fazer parte da União Europeia e não pertencer a zona do euro. Esse é o caso da Inglaterra.

Cuidado para não confundirem União Europeia e zona do Euro! A União Europeia contém a zona

Cuidado para não confundirem União Europeia e zona do Euro! A União Europeia contém a zona do euro, mas nem todos os países da União Europeia estão na zona do euro. Significa dizer que só fazem parte da zona do euro os países da União Europeia que adotaram o euro. A Inglaterra, por exemplo, não adotou o euro.

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Para fins de concurso público, o que está sendo mais cobrado atualmente é a crise sobre a qual falamos no começo da aula. Para que revisemos e aprofundemos a questão, gostaria de ressaltar alguns pontos.

A crise financeira na Europa teve início basicamente em razão de problemas fiscais, orçamentários, agravados com a crise norte- americana. Alguns países, como, por exemplo, Grécia e Irlanda, gastaram mais do que arrecadavam com os impostos – o que gerou altos déficits públicos. Vimos também que esses países contraíram muitas dívidas. Apesar de o Tratado de Maastricht estabelecer um limite de 60% para relação entre o endividamento e o PIB, muitos países membros da União Europeia ultrapassaram essa porcentagem.

No caso da Grécia, que é o pior dos casos, a relação entre endividamento e PIB chegou a quase o dobro do limite imposto pelo Tratado – o que demonstra a magnitude do déficit público grego. Nesse contexto, os investidores pararam de investir, muitas vezes transferindo seus investimentos para outros países mais seguros, nessas economias debilitadas. A Grécia permanece em situação desalentadora, o que fez com que alguns países recomendassem ao FMI a revisão das políticas impostas à Grécia.

Os primeiros sinais da crise que viria a se instalar, na verdade,

apareceram em 2007,

junto

com

os

sinais de

que

a

bolha

do

mercado imobiliário norte-americano estouraria. Com a crise de

2008,

os países

foram levados a investir

bilhões nas economias

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mais afetadas – o que, por sua vez, resultou no aprofundamento do déficit público.

Os

chamados

PIIGS

(Portugal,

Irlanda,

Itália,

Grécia

e

Espanha) foram os países mais afetados nesse contexto, pois foram exatamente os países que mais indisciplinadamente gastaram, aumento o déficit público. Esses países, além de possuírem uma elevada relação dívida/PIB, têm altos déficits orçamentários, em razão de suas estruturas de gastos públicos. Estou sendo repetitivo nesse ponto, pois ele está aparecendo bastante nas provas. Não é nada complexo, basta compreender o contexto.

Outro ponto importante é que, embora haja na estrutura da União Europeia o Banco Central Europeu, não há uma instituição de fato capaz de regular a economia de todos os países membros. Assim, houve muita demora em se descobrir que os países – principalmente os PIIGS – estavam passando por um momento de descontrole das finanças públicas. Mesmo os acordos que previam sanções para as nações que não conseguissem equilibrar suas dívidas não conseguiram se mostrar eficientes para que esses países controlassem seus gastos.

Portanto,

podemos

afirmar

que

a

indisciplina

fiscal

e

o

descontrole nas contas públicas, principalmente nos PIIGS, levaram

a União Europeia a uma situação de crise financeira sem precedentes no bloco. Soma-se a isso a descoberta de que os gregos manipulavam os números, o que aumentou a demora em se

descobrir os altos níveis da dívida

grega –

gerando a

queda da

confiança dos demais países e dos investidores internacionais.

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2. Organismos internacionais Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo

2. Organismos internacionais

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Pessoal,

é

muito

comum

em

nossa

disciplina

que

os

professores comecem seus cursos conversando sobre o período do pós-Guerra e da Conferência de Bretton-Woods. Esta conferência ocorreu em 1944, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, e a principal preocupação que nela se discutia era o estabelecimento de uma ordem monetária internacional – em um contexto que se evidenciava o fortalecimento dos Estados Unidos como a grande potência mundial.

Em

conferência,

criados

foram

tal

o

Monetário

Fundo

Internacional e o

seriam as

bases

BIRD

que

novo

do

sistema

econômico mundial e é exatamente sobre esses organismos que conversaremos agora.

2.1. Fundo Monetário Internacional (FMI)

Voltando um

pouco

mais no

tempo, podemos dizer que

a

história do FMI está relacionada com a Crise de 1929 (Quebra da Bolsa de Nova Iorque). Com tal crise, os países passaram a adotar práticas protecionistas, o que impedia o fluxo comercial. Nesse contexto, o mercado internacional encontrava-se completamente desregulamentado, o que prejudicava as negociações internacionais.

FMI

O

surge

em

exatamente

1944

para

auxiliar o

desenvolvimento do comércio mundial e evitar que as políticas que

resultaram

na

Crise

1929, bem

de

como

adoção de medidas

a

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2. Organismos internacionais Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo
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protecionistas, continuassem sendo implementadas. Nesse sentido, são objetivos do FMI:

Promover a estabilidade das taxas de câmbio.

 

Auxiliar financeiramente os dificuldade econômica.

países que

se

encontrem em

Prestar auxílio técnico e treinamento aos países

Planejar e monitorar as políticas de reestruturação econômica e financeiras dos países

Promover a cooperação monetária internacional

 

Em relação à estrutura do FMI, tem-se a Assembleia de Governadores do Fundo Monetário Internacional como órgão de deliberação máxima. Tal Assembleia se forma por um representante e um suplente de cada país membro. Esse representante costuma ser o Ministro das Finanças, da Economia ou mesmo o Presidente do Banco Central dos países.

Além da Assembleia de Governadores, há também o Conselho da Administração que é responsável pela direção executiva do FMI. Esse órgão compõe-se de 24 membros, sendo que oito países

possuem

assento

permanente

no Conselho.

São

eles: Estados

Unidos, Alemanha, Japão, China, Rússia, Arábia Saudita, Reino Unido e França. O restante dos países é escolhido em eleição. O Conselho da Administração subordina-se à Assembleia de

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Governadores, devendo reportar-se a ela anualmente. Há ainda órgãos como o Comitê Interino e o Comitê de Desenvolvimento, que prestam assessoria à Assembleia de Governadores.

O FMI possui o chamado Direito Especial de Saque (DES), que visa à concessão de ajuda financeira aos países em dificuldade, evitando que crises em países específicos se alastrem e contaminem o restante das economias. Cada país tem direito a fazer um saque de acordo com às suas contribuições para o FMI. Quando um país efetua um saque superior ao que contribui, ele paga juros – o que o insere numa lógica de endividamento cíclico. Os países que em vez de realizarem saques, emprestam para outros – como o Brasil fez para a Grécia - passam a ser remunerados, a partir do que se ganha com os juros pagos pelos países endividados.

Os países membros do FMI fazem jus a uma cota – que se baseia nos indicadores econômicos desses países. Quanto mais um país contribuir com o FMI, maior será a sua cota e, dessa forma, maior será o peso do voto desses países para as decisões do FMI.

Assim, podemos dizer que no FMI há um mecanismo “duplo”, na medida em que alguns países são remunerados pelas suas contribuições financeiras com recursos oriundos dos pagamentos de juros por outros países – que muitas vezes têm dificuldade em se recuperar economicamente. Portanto, o FMI tem servido para fortalecer econômica e politicamente alguns países, ao passo que enfraquece outros. Tudo isso, claro, dentro de uma lógica capitalista baseada nos preceitos do neoliberalismo.

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2.2. ONU Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Barreto

2.2. ONU

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A

Organização das Nações Unidas foi criada em 1945,

logo

após

o

fim

da Segunda Guerra, tendo como objetivo principal

assegurar a paz mundial por meio da intermediação das questões políticas entre os países. A ONU se baseia no princípio de que pela cooperação mútua os países poderão alcançar a paz e o desenvolvimento. São ainda objetivos da ONU os seguintes:

Garantir a proteção aos direitos humanos

Auxiliar na diminuição da desigualdade social

Promover o desenvolvimento social e econômico das nações

Criar mecanismos que garantam a justiça e observância às normas de Direito Internacional.

Atualmente a ONU é composta por 193 países, que se reúnem para deliberar na Assembleia Geral. A Assembleia Geral é um dos dois principais órgãos, sendo o outro o Conselho de Segurança. A Assembleia Geral se dá com a participação de todos os membros, conforme já assinalamos, e suas decisões são tomadas a partir do que decide essa maioria, sendo de 2/3 o quórum para aprovação de decisões.

Já o

Conselho de Segurança

se dá com a reunião de quinze

membros, dez dos quais são rotativos e

outros cinco são

permanentes. Atualmente, são membros permanentes do Conselho

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2.2. ONU Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo Barreto
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de Segurança os

Estados Unidos, a Rússia, a França, a China e o

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Reino Unido. Ser membro permanente dá a cada um desses países o poder de vetar as decisões. Suponhamos, que, dos 15 membros

do Conselho, 14 votem a favor de determinada medida e um vote contra. Se esse país que votou contra for um dos membros

permanentes,

a

medida

não

aprovada. Recentemente, a

será

proposta de

intervenção

militar na Síria

não

foi aprovada; pois,

contra ela votaram a Rússia e a China.

Questão que vem sendo reiteradamente

Questão que vem sendo reiteradamente

cobrada em prova é a que questiona se o Brasil tem ou não pretensões de ingressar

no Conselho de Segurança

da

ONU.

A

 

resposta é

afirmativa.

Brasil

O

visa

a

se

tornar membro permanente de tal

Conselho. Outros países como Japão, Índia

e Alemanha

também pleiteiam essa

entrada.

Muitos países têm pleiteado a reforma institucional da ONU, argumentando que estrutura da ONU é arcaica, pois é basicamente a mesma desde a sua criação, e que dentro dessa estrutura há uma relação desigual entre os países. Entre os países que mais tem militado nesse sentido, encontram-se Brasil, Índia, Japão e Alemanha. Esses países também têm atuado na tentativa de se tornarem membros permanentes do Conselho de Segurança, ou seja, justamente aqueles que possuem poder de veto.

Dentro da tentativa desses países em se tornar membros permanentes nesse conselho, é necessário destacar dois pontos: o primeiro é que embora Japão e Alemanha estejam entre as maiores

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economias do mundo, não podemos esquecer que esses países, durante a Segunda Guerra Mundial, faziam parte do Eixo, que foi derrotado, e não dos Aliados. O outro ponto é que há disputas regionais, de forma que alguns países que se opõe a entrada de outros. Por exemplo, o Paquistão se opõe ferrenhamente à entrada da Índia, assim como a China se opõe à entrada do Japão.

Dentro da estrutura da ONU há ainda o chamado Sistema das Nações Unidas que congrega diversos organismos especializados, dentre os quais se destacam a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. Recentemente, a Palestina passou a integrar a Unesco – de maneira que esse órgão passa a ser o primeiro na estrutura da ONU integrado pela Palestina.

Em relação às sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU ao Irã, gostaria de lembrar que, em 2010, houve um acordo

entre a Turquia e o Irã, mediado pelo Brasil. No caso em questão, o governo do Irã concordou em enviar para a Turquia mais de uma

tonelada de

urânio

e

em receber

urânio

enriquecido para ser

utilizado em reatores – solucionando um antigo impasse na ONU.

Essa participação do Brasil se enquadra justamente no direcionamento das políticas externas brasileiras de dar maior destaque ao Brasil, como na missão de paz no Haiti.

Apesar desse acordo, a ONU – por meio de seu Conselho de Segurança – sem aprovação do Brasil, que era o intermediário da

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questão, decidiu adotar novas sanções contra o Irã. O problema do Irã envolve não só a possibilidade de esse país possuir armas nucleares, mas também o apoio que ele tem dado aos grupos fundamentalistas Hamas e Hezbollah. O Irã tem se colocado abertamente como contra Israel, além de ser comumente acusado de desrespeitar os direitos humanos.

Pessoal, para que fique bem claro: tanto o Hezbollah quanto o Hamas são grupos considerados fundamentalistas, com atuação política e paramilitar. O Hezbollah caracteriza-se por uma posição xiita, ou seja, uma posição islâmica-radical, com atuação no Líbano. Esse grupo começou como um pequeno partido político, mas ao longo do tempo foi se transformando em uma milícia. Com a ajuda financeira prestada pelo Irã e também pela Síria, o Hezbollah cresceu consideravelmente, aumentado seu poderio militar e sua influência na região.

Já o Hamas é uma organização palestina, que também possui vertentes políticas e militares. O Hamas constitui o mais importante grupo islâmico palestino que se notabilizou pela luta armada contra Israel. O objetivo principal desse grupo é formar um estado palestino independente. Aqui quero ressaltar um ponto muito importante, pois a ONU, apesar das posições em contrário, elevou, em novembro de 2012, a Palestina à condição de país observador não membro.

A tornou-se Palestina observador não

A

tornou-se

Palestina

observador

não

membro na ONU. Apesar dos protestos

de

Estados

Unidos

e

Israel, esse

significou

passo

um

em

direção

ao

 

reconhecimento do Estado da Palestina. O

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Brasil

apoiou

a

Palestina

naquela

questão.

A Assembleia Geral da ONU, decidindo de forma contrária aos

Estados

Unidos

e

a

Israel,

concedeu

à

Autoridade Nacional da

Palestina a condição

observador não membro. Esse

de Estado

reconhecimento

não

à

Palestina

o

voto, contudo

direito ao

aumenta

chances

as

de

integrarem

Palestina

a

em

outras

organizações ligadas à ONU, além de consistir em um importante passo rumo ao reconhecimento da Palestina como estado independente.

A condição de país observador não membro não dá direito ao voto, como dissemos, ficando aquém do reconhecimento de um Estado pleno, mas representa um avanço para os palestinos. Contudo, essa posição da Assembleia Geral da ONU foi durante criticada por Estados Unidos e Israel.

2.3.

Banco

Internacional

para

Desenvolvimento (BIRD)

Reconstrução

e

A

Primeira

Guerra

Mundial

colocou fim ao crescimento

acelerado da qualidade

de

vida

que

acontecia

nos

50

anos

anteriores a sua eclosão. O fim do primeiro grande conflito mundial

deixou marcas nos países envolvidos e os indícios de que a situação não estava resolvida, pairando no ar ainda o clima de guerra. Esta viria a estourar alguns anos mais tarde e com intensidade ainda

maior. A Segunda Guerra envolveu

ainda mais países e foi mais

ainda mais destrutiva. Como a maior parte dos conflitos aconteceu

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em território europeu, este continente saiu completamente arrasado após o evento.

Com o fim da Segunda Guerra, novas medidas foram tomadas para que impossibilitasse o surgimento de um novo conflito, o que poderia ser ainda pior diante da evolução da capacidade de destruição dos armamentos. Foram criadas instituições com o intuito de promover a paz mundial e afastar as ocorrências de guerras. Uma dessas instituições criadas, ainda em 1944, foi o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, (BIRD). Este tinha como objetivo inicial auxiliar na reconstrução dos países europeus, os quais ficaram destruídos economicamente e socialmente. O BIRD captou recursos a fim de levantar um continente destruído pelas bombas.

Com o passar do tempo e com o sucesso na recuperação da Europa, o BIRD passou a assumir funções mais amplas. A instituição é ligada à Organização das Nações Unidos (ONU) e junto a esta busca, em tese, promover a qualidade de vida no mundo por meio do desenvolvimento econômico.

O BIRD concede empréstimos financeiros e assistência para o desenvolvimento para os países que tenham antecedentes de crédito respeitáveis. O dinheiro que é emprestado pelo BIRD tem origem na venda de títulos nos mercados internacionais de capital.

Assim, o BIRD atua emprestando dinheiro a juros baixos ou

mesmo

sem

juros

aos

países,

promove

o

intercambio de

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conhecimento técnico e investe em programas variados de recuperação do meio-ambiente.

Lembro que o BIRD foi criado com o acordo de Bretton Woods de 1944. As conferências de Bretton Woods definiram o Sistema Bretton Woods de gerenciamento econômico internacional, estabeleceram as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo. O sistema Bretton Woods foi o primeiro exemplo, na história mundial, de uma ordem monetária totalmente negociada, tendo como objetivo governar as relações monetárias entre Nações-Estado independentes.

2.4. Organização Mundial do Comércio (OMC)

O surgimento da OMC foi um importante marco na ordem internacional que começara a ser delineada ao fim da Segunda Guerra Mundial. Essa organização surge a partir dos preceitos estabelecidos pela Organização Internacional do Comércio (OIC), consolidados na Carta de Havana, e, uma vez que esta não foi levada adiante pela não aceitação do Congresso dos Estados Unidos, principal economia do planeta.

A

Organização

Mundial

do

Comércio

(OMC)

é

um

foro

multilateral responsável pela regulamentação do comércio internacional. Seus diversos órgãos se reúnem regularmente para monitorar a implementação dos acordos em vigor, bem como a execução da política comercial dos países membros, a negociação do acesso de novos participantes e acompanhar as atividades relacionadas com o processo de solução de controvérsia.

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A participação do Brasil na Segunda Guerra, ao lado dos Aliados, garantiu-lhe uma participação, ainda que periférica, na reconstrução econômica mundial do pós-guerra. O Brasil participou das negociações da fracassada Carta de Havana (OIC) e também do GATT. Mesmo com poucos anos de existência, já na década de 50, a percepção dos países subdesenvolvidos era de que o GATT favorecia as nações mais ricas. Percepção esta que foi comprovada pelo fato de que as negociações de maior significância e importância se davam quase exclusivamente entre os países desenvolvidos, e as concessões praticadas entre estes marginalizavam ainda mais os países subdesenvolvidos.

Atualmente, dado o desenvolvimento do G-20 e os conflitos apresentados na OMC, o Brasil se encontra numa posição mais favorável no plano internacional, no sentido que sua opinião se tornou mais relevante para a elaboração dos acordos no âmbito da OMC.

É de se considerar também que o Brasil, no final de 2003, foi

considerado

como

membro

dos

BRIC

-

termo para designar os

quatro principais países emergentes do mundo, a

saber: Brasil, Rússia, Índia e China que poderão

se tornar

a maior

força na economia mundial. Esse fato

também contribuiu para o

aumento da importância do Brasil na OMC. Assunto de relevância

para

Brasil

o

a polemica

é

do bicombustível

e

crise dos

da

alimentos, uma vez que, segundo o Brasil, os biocombustíveis se

apresentam

como

a

solução

mais

real

para

acabar

com

a

dependência do petróleo.

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O Brasil, dessa maneira, participa dos processos de consulta e negociação, cujos principais objetivos são o fortalecimento do sistema multilateral de comércio, inclusive o Mecanismo de Solução de Controvérsias, a fim de permitir a expansão das trocas internacionais em um ambiente estável, não discriminatório e favorável ao desenvolvimento; a busca pelo aprimoramento contínuo das regras de comércio internacional, inclusive para buscar dispositivos que atendam às necessidades próprias dos países em desenvolvimento (seja por meio de maior flexibilidade na aplicação de determinadas regras e na forma como se processa a abertura comercial, seja na eliminação de assimetrias prejudiciais a esses países); e a garantia da crescente abertura dos mercados internacionais para bens e serviços brasileiros.

Tanto o BRICS quanto o G-20 são grupos informais, ou seja, não possuem tratados constitutivos.
Tanto o BRICS quanto o G-20 são grupos
informais, ou seja, não possuem tratados
constitutivos.

2.5. BRICS

O termo BRIC foi criado pelo economista Jim O’Nill, em 2001, para referir-se aos quatro países que, em tese, apresentarão maiores taxas de crescimento econômico até 2050. BRIC são as inicias de Brasil, Rússia, Índia e China, países em desenvolvimento, que, conforme projeções, serão maiores, conjunta e economicamente que o atual G6 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália).

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BRIC não

O

um bloco econômico,

é

sim uma associação

e

 

comercial,

onde

os

países

integrantes

apresentam

situações

econômicas e índices de desenvolvimento parecidos, cuja união visa

à cooperação para alavancar suas economias em escala global.

Brasil, Rússia, Índia e China apresentam vários fatores em comum, entre eles podem ser citados: grande extensão territorial; estabilidade econômica recente; Produto Interno Bruto (PIB) em ascensão; disponibilidade de mão de obra; mercado consumidor em alta; grande disponibilidade de recursos naturais; aumento nas taxas de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); valorização nos mercados de capitais; investimentos de empresas nos diversos setores da economia.

O governo sul-africano procurou os membros do BRIC em 2010 e o processo de admissão começou logo em agosto de 2010. A África do Sul foi admitida como uma nação do BRIC em dezembro de 2010, após ser convidada, principalmente pela China, para participar do grupo. A letra "S" em BRICS representa exatamente a África do Sul.

Jim O'Neill, expressou surpresa quando

a

África

do

Sul

se

juntou ao BRIC,

que

a

economia sul-africana é um quarto do

tamanho da economia da Rússia (a nação com o menor poder

econômico do BRIC). Ele acreditava que o potencial até estava lá, mas não previu a inclusão da África do Sul nesta fase. Já Martyn

Davies, especialista

no

mercado emergente sul-africano,

argumentou que a decisão de convidar a África do Sul faz pouco sentido comercial, mas foi politicamente astuta, dadas as tentativas

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China estabelecer da em
China
estabelecer
da
em

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uma

presença

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na

África.

Além

disso,

a

inclusão da África do Sul no BRICS pode traduzir-se a um maior

apoio sul-africano para a China nos fóruns globais.

Ainda segundo Jim O’Neill, em artigo publicado no início de 2012, a maior oportunidade da história dos mercados de crescimento é a ascensão de suas classes médias e o enorme

aumento do seu consumo. De acordo com ele, essa seria a questão estratégica fundamental da atualidade, que proporcionaria uma

chance

fabulosa

a

todos,

inclusive

às

principais

empresas

ocidentais. Até o fim desta década, o valor do consumo nas economias de crescimento será maior do que o dos EUA, de acordo com várias projeções, e todas as empresas globais com ambições precisarão ser bem sucedidas nos Brics, do contrário, ficarão para trás em relação aos competidores.

Troyjo, professor do IBMEC, coloca que “uma das razões pelas quais os países do então Grupo BRIC Svêm sendo considerados em ascensão desde 2001 é o fato de que eles possuem capacidade criativa de adaptação diante da economia global. Ou seja, o crescimento destes países tem mais a ver com esta capacidade de adaptação e criatividade do que, propriamente, com quaisquer outras virtudes. Dessa forma, o crescimento dos países do Grupo BRICS, no período de 2001 a 2011, deve ser creditado a sua capacidade de adaptação criativa”.

Sobre o Brasil, o mencionado especialista coloca que “para o Brasil, adaptação criativa significou uma substituição 2.0 da sua

política de

importações. O Brasil

utilizou em

seu benefício os

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China estabelecer da em Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados uma
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excedentes adquiridos com commodities, particularmente na agricultura e no comércio de minerais com a China, e descobriu em águas profundas ricas reservas de petróleo no ultramar. O país também foi capaz de conceber um dos programas mais avançados de biocombustíveis no mundo. Então, essas três características criaram os recursos necessários para permitir a substituição das importações”.

Apesar desse cenário, em 2013 os BRICS vendo tendo ritmo menos intenso de crescimento do que nos dez anos anteriores. Os dirigentes da China já demonstraram que ficou para trás a era de crescimento em dois dígitos. O Brasil atravessou o segundo ano de baixo crescimento. A tendência da Índia e da Rússia é de crescer bem menos. E, por sua vez, a África do Sul tem aproximadamente 25% de desemprego. Em níveis diferentes, essas economias enfrentam problemas. O desafio comum para 2013 e para 2014 é a desaceleração dos países ricos.

2.6. União de Nações Sul-Americanas (Unasul)

A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) é formada pelos doze países da América do Sul. O tratado constitutivo da organização foi aprovado durante Reunião Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Brasília, em 23 de maio de 2008. Dez países depositaram seus instrumentos de ratificação (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela), completando o número mínimo de ratificações necessárias para a entrada em vigor do Tratado no dia 11 de março de 2011.

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A Unasul tem como objetivo construir, de maneira participativa e consensual, um espaço de articulação no âmbito cultural, social, econômico e político entre seus povos. Prioriza o diálogo político, as políticas sociais, a educação, a energia, a infraestrutura, o financiamento e o meio ambiente, entre outros, com vistas a criar a paz e a segurança, eliminar a desigualdade socioeconômica, alcançar a inclusão social e a participação cidadã, fortalecer a democracia e reduzir as assimetrias no marco do fortalecimento da soberania e independência dos Estados.

A Unasul tem-se revelado um instrumento particularmente útil para a solução pacífica de controvérsias regionais e para o fortalecimento da proteção da democracia na América do Sul. Pouco após sua criação, a organização desempenhou importante papel mediador na solução da crise separatista de Pando, na Bolívia, em 2008. Em resposta à crise institucional ocorrida no Equador, em setembro de 2010, os Chefes de Estado da Unasul decidiram incorporar um Protocolo Adicional ao Tratado Constitutivo, no qual foram estabelecidas medidas concretas a serem adotadas pelos Estados Membros da Unasul em situações de ruptura da ordem constitucional. O Protocolo foi adotado na Cúpula de Georgetown, em novembro de 2010.

O estabelecimento de um mecanismo de Medidas de Fomento

da

Confiança

e

da Segurança

pelo

Conselho

de

Defesa Sul-

Americano também foi um instrumento valioso para o

fortalecimento da estabilidade, paz e cooperação na América do Sul.

Como

resultado

de

duas

reuniões

de

Ministros

das

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Relações
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Exteriores e da Defesa, realizadas em setembro e novembro de 2009, no Equador, foi adotado um conjunto de medidas nas áreas de intercâmbio de informação e transparência (sistemas de defesa e gastos de defesa), medidas no âmbito da segurança, garantias, cumprimento e verificação. Os procedimentos a serem adotados na aplicação dessas medidas foram aprovados pelos Ministros de Defesa reunidos em Guaiaquil, em maio de 2010, e pelos Ministros de Relações Exteriores, em reunião realizada em Georgetown, em novembro do mesmo ano.

2.7. G-8

A sigla G-8 corresponde ao grupo dos 8 países mais ricos e influentes do mundo, fazem parte os Estados Unidos, Japão,

Alemanha, Canadá,

França,

Itália,

Reino

Unido

e Rússia.

Antes

chamada de G-7, a sigla alterou-se com a inserção da Rússia, que ingressou no grupo em 1998.

A Rússia não faz parte do G-8 em razão de sua riqueza, mas sim por conta
A Rússia não faz parte do G-8 em razão
de sua riqueza, mas sim por conta de sua
enorme capacidade geopolítica.

A função do G-8 é a de decidir quais caminhos a política e a economia mundiais devem seguir, pois esses países possuem economias consolidadas e suas forças políticas exercem grande influência nas instituições e organizações mundiais, como ONU, FMI, OMC. A discussão gira em torno do processo de globalização, abertura de mercados, problemas ambientais, ajudas financeiras para economias em crise, entre outros.

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Segundo líderes do grupo, as discussões propostas nas reuniões têm por finalidade diminuir as disparidades entre as economias dos países subdesenvolvidos e fomentar os mercados mundiais, o que é vantajoso para os países que fazem parte do G-8. Na prática fica claro que as decisões tomadas servem para atender os interesses internos dos entes do grupo, um exemplo convincente está vinculado à abordagem ecológica, muitas vezes os países do G- 8 não se comprometem a assinar acordos ambientais, tendo em vista que são os que mais provocam tais problemas.

O embrião

do

G-8

gerado em 1975,

foi

França, nas

na

proximidades de Paris em um castelo chamado Ramboullet, onde

ocorreu uma reunião importantes.

informal

com

alguns

líderes

de

países

Fizeram

parte

da

reunião:

EUA,

Reino

Unido, França,

Alemanha, Japão e Itália, para discussões sobre os problemas regionais e internacionais, logo em 1976, houve a inserção do Canadá no grupo, totalizando 7 países, referência que deu origem à sigla G-7, naquele momento. Essa configuração permaneceu até 1998, quando a Rússia integrou o grupo, formando o atual G-8. Apesar do discurso homogêneo dos países membros, fica claro o protecionismo de cada participante.

2.8. G-20

O

foi estabelecido

G-20

em

em consequência das

1999,

seguidas

crises

de

balança

de

pagamento

das

economias

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emergentes durante a segunda metade

década de

1990.

da

O

objetivo era reunir países

desenvolvidos

e

países

os

em

desenvolvimento

sistemicamente

mais

 

importantes,

para

cooperação em temas econômicos e financeiros.

 

O

grupo

adquiriu

relevo

maior

após

a

crise financeira

internacional iniciada em 2008. A crise, como já vimos nessa aula,

teve como origem o baixo nível de regulação e supervisão dos mercados financeiros praticado nos países desenvolvidos e, por canais de transmissão como o comércio internacional, as transferências unilaterais ou investimento direto externo. O esgotamento do modelo de gestão macroeconômica defendido pelas economias desenvolvidas, a composição do grupo, unindo países desenvolvidos e países em desenvolvimento, a maior resiliência das economias emergentes à crise e a eficácia de suas medidas anticrise, contribuíram para que o G-20 fosse designado como o principal espaço para a cooperação econômica internacional, conforme estabelecido na Declaração de Pittsburgh.

As

Cúpulas

de

Washington, de Londres e de Pittsburgh

representaram um processo em que se transferiram de fóruns

restritos para o G-20 as discussões e as decisões sobre temas pertinentes à estabilidade da economia global. Assim, a legitimidade

ao

G-20 derivou de sua eficiência em coordenar uma resposta

eficiente à crise iniciada em 2008, evitando o colapso do sistema econômico internacional.

O Brasil percebeu, durante a crise financeira, o surgimento de

uma

oportunidade

para

a

mudança

na estrutura do sistema

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financeiro e econômico internacional. O país apoiou vigorosamente os trabalhos do grupo e atuou como um dos principais atores no processo de consolidação do G-20 como o principal espaço para se lidar com temas econômicos internacionais. O Brasil segue defendendo a maior participação dos países em desenvolvimento nas decisões sobre a economia mundial.

As

transformações

e

as

reformas

em

andamento na

arquitetura do sistema financeiro e econômico internacional representam um momento singular, no qual, pela primeira vez, os países em desenvolvimento estão presentes na mesa de negociações desde o princípio. Ao contrário do que ocorria no passado, quando os países desenvolvidos, reunidos no G-7, negociavam apenas entre si e divulgavam modelos prontos para a aplicação uniforme nos demais países, as discussões no âmbito do G-20 contam com a participação de países em desenvolvimento em todas as suas fases. As medidas propostas pelo grupo têm maior legitimidade e representatividade do que no passado recente.

O Brasil reconhece a legitimidade das iniciativas do G-20 e tem buscado, por meio de sua atuação externa, exemplificar a grande importância que confere a este grupamento como o espaço primordial para a discussão dos assuntos econômicos mundiais.

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3. Questões comentadas Atualidades para Polícia Civil – DF (Agente) Teoria e exercícios comentados Prof. Rodrigo

3. Questões comentadas

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1) (Cespe – 2012 – MPE/PI – Nível Superior)

Para que haja

mudanças nos tratados da UE, é necessária a aprovação

unânime dos Estados que a integram.

Exatamente, pessoal. Os tratados da União Europeia devem ser aderidos de forma unânime pelos países membros para que tenham efeitos. Questão certa.

2) (Cespe – Antaq – 2009) Embora não faça fronteira com os

EUA,

o

México