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NÚCLEOS INTEGRALISTAS DO ESTADO

DO RIO DE JANEIRO
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Breve resumo sobre a


História do Integralismo
Sérgio de Vasconcellos

No começo de 1932, Plínio Salgado iniciou à articulação de diversos grupos nacionalistas


fundando, no mês de Fevereiro, a Sociedade de Estudos Políticos (SEP), reunindo intelectuais
de pensamento nacionalista. O sucesso dessa iniciativa levou à criação, em Outubro daquele
ano, da Ação Integralista Brasileira (A.I.B.).
O Manifesto Integralista lançado em 07 de Outubro de 1932, resume o ideário básico da nova
organização: Espiritualismo, justiça social, nacionalismo, democracia, corporativismo, combate
ao liberalismo (político e econômico) e rejeição ao socialismo.
A A.I.B. apresentava uma estrutura hierarquizada, cabendo ao próprio Plínio Salgado, como
Chefe Nacional, a liderança.
A Ação Integralista Brasileira criou uma série de exterioridades, dotando o Movimento de uma
Mística profunda e de uma unidade inquebrantável: O Sigma, letra grega, que simboliza o
somatório de todos os valores nacionais; a Saudação Anauê, palavra Tupi, que significa “Tu és
meu Irmão!”; o uniforme, a heróica Camisa-Verde; os diversos Rituais, como as Matinas de Abril,
a Noite dos Tambores Silenciosos, e diversos outros; os Desfiles, etc. O lema “Deus, Pátria e
Família” sintetiza perfeitamente o conteúdo doutrinário do Integralismo.
Nos anos que se seguiram à sua fundação, a A.I.B. teve rápido crescimento. Em Abril de
1933 realizou seu primeiro desfile público em São Paulo e em Fevereiro do ano seguinte reuniu
seu I Congresso Nacional, em Vitória (ES).
Plínio Salgado era auxiliado por um Conselho Nacional, com funções consultivas, e por
departamentos nacionais. A Milícia Integralista foi extinta por Plínio Salgado em 1935. A A.I.B.
possuía uma importante estrutura de imprensa, composta por diversos jornais e revistas, um
órgão oficial, o “Monitor Integralista”. O principal periódico Integralista era “A Offensiva”, o maior
jornal diário do Brasil e o primeiro a circular em todo o território nacional.
A A.I.B. foi o primeiro partido político organizado nacionalmente no Brasil Republicano. O
número de adesões foi imenso. Em 1937, quando foi ilegalmente fechada, contava com mais de
um milhão e meio de filiados.
Em 12 de Junho de 1937, a A.I.B. lançou Plínio Salgado como candidato à eleição
presidencial prevista para Janeiro de 1938. A eleição, contudo, não se realizou em virtude do
golpe do Estado Novo, em 10 de Novembro de 1937. Em Dezembro de 1937, Vargas decretou o
fechamento de todos os Partidos Políticos, e entre eles encontrava-se a AIB.
Em maio de 1938, os Integralistas, unidos as demais forças democráticas do País, tentaram
derrubar o Ditador e restabelecer a Democracia e o Estado de Direito, mas a Revolução
fracassou. A perseguição aos Integralistas foi brutal e selvagem, muitos morreram, outros foram
superlotar as prisões da Ditadura. Plínio Salgado foi exilado em Portugal.
Durante os anos do obscurantismo totalitário estadonovista (1937/1945), o Integralismo não
esmoreceu, mesmo na clandestinidade continuou atuando, inclusive, criando organizações
legalizadas, como a Cruzada Juvenil da Boa-Imprensa, o Auxílio às Famílias Empobrecidas, o
Apollo Sport Club e outras.
Em 1945, pressionado pelo Integralismo e demais correntes democráticas do País, o Exército
derruba o Ditador, pondo fim ao mais bárbaro e sanguinário Governo da História do Brasil. Em
Setembro desse mesmo ano, os Integralistas fundam o P.R.P. - Partido de Representação
Popular.
O P.R.P., apesar de não ter conseguido o mesmo grau de popularidade da antiga A.I.B.,
obteve resultados político-eleitorais muito mais expressivos elegendo Governadores, Senadores,
Deputados Federais e Estaduais e uma gigantesca quantidade de Prefeitos e Vereadores.
Mas, o Integralismo não se limitou ao P.R.P., criando diversas outras organizações, de âmbito
nacional ou regional: Instituto Brasileiro de Cultura, Guanabara Football Club, União Operária e
Camponesa do Brasil, Confederação dos Centros Culturais da Juventude, Associação Cívico-
Cultural Minuano, etc. Também nessa fase, o Integralismo teve os seus periódicos como, por
exemplo, os jornais “Idade Nova” e “A Marcha” e a revista “Avante!”.
Em 1964, os Militares derrubam o Presidente Goulart, todos os Partidos Políticos são
fechados (entre eles o P.R.P.), uma nova Constituição é promulgada, cassações políticas
ocorrem, etc. Os Integralistas continuam suas atividades, mas, em associações civis político-
culturais. É fundada a Cruzada de Renovação Nacional, como reforço a atuação das
organizações citadas no parágrafo anterior. São fundados novos jornais, como “Renovação
Nacional” e “Renovação Trabalhista”, entre outros.
No dia 07 de Dezembro de 1975, falece em São Paulo o Fundador do Integralismo, Plínio
Salgado. Mas, o Movimento Integralista prossegue. Na década de 80, entre outras importantes
iniciativas destacam-se a fundação da Casa de Plínio Salgado e a recriação da Ação Integralista
Brasileira, cujas atuações adentram os anos 90. Surgem os jornais “O Integralista”, “A Voz do
Oeste”, “Ação Nacional”, etc. Ainda na década de 90, cabe destacar a ação do Centro Cultural
Plínio Salgado, em Rio do Ouro (São Gonçalo, RJ), que exerceu grande influência em todo
território nacional. Variados periódicos circularam nesse período.
O Século XXI abre-se com o Centro de Estudos e Debates Integralistas, pioneiro na utilização
da Internet para a difusão da Doutrina do Integralismo.
Em Dezembro de 2004, realiza-se em São Paulo, com o apoio da Casa de Plínio Salgado, um
Congresso Nacional Integralista, onde é fundada a Frente Integralista Brasileira – F.I.B., que é
na atualidade a única organização do Integralismo há nível nacional.

Pelo bem do Brasil!


Anauê!
Sérgio de Vasconcellos.

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