1 – Manual das Cooperativas ©

SOCIEDADES COOPERATIVAS – ASPECTOS
SOCIETÁRIOS, CONTÁBEIS E FISCAIS
Autor: Elon de Oliveira Bezerra

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SUMÁRIO: (Clique no link para acessar o conteúdo)
Introduço
!i"las #tilizadas
M$dulo 1 – Aspectos !ociet%rios das Cooperativas
M$dulo & – Aspectos Cont%'eis das Cooperativas
M$dulo ( – Aspectos )ri'ut%rios das Cooperativas
CIDE Com'ust*veis
CO+I,!
Contri'uiço !indical
C!--
ICM!
Imposto de .enda na +onte
I,!!
I/I
I./0
I!!
/I!
/I! e CO+I,! ,o Cumulativo
/lane1amento )ri'ut%rio – I./0 e C!--
.etenç2es da -ei 1345((6&33(
Modelo de Estatuto de Cooperativa
Orientaç2es Espec*7icas para Cooperativas de )ra'al8o – Divul"adas pela OCB
INTRODUÇÄO
Este manual visa apresentar as 'ases societ%rias, cont%'eis e 7iscais das cooperativas4
Como a le"islaço 9 muito din:mica, recomenda;se ao leitor <ue manten8a sua o'ra
atualizada, 'ai=ando periodicamente a verso atualizada da mesma no seu computador4
!OB.E O A#)O. E A OB.A
0>lio C9sar ?anluca 9 Conta'ilista mora em Curiti'a – /.4 Atuou como auditor e consultor
de v%rias empresas no /aran% e !anta Catarina, de 1@5A a &33&4 Atualmente, 9 coordenador
de conte>do do site /ortal )ri'ut%rio, tendo escrito v%rias outras o'ras, como 133 Ideias
/r%ticas de Economia )ri'ut%ria, Manual do I./0 – -ucro .eal, /lane1amento )ri'ut%rio,
Conta'ilidade de Custos, Besto do Departamento +iscal, entre outras4
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& – Manual das Cooperativas ©
Direitos autorais .EBI!).ADO!4 A c$pia, reproduço, distri'uiço ou comercializaço por
<ual<uer meio somente ser% permitida mediante autorizaço /O. E!C.I)O do detentor de
direitos autorais4 /ermitida a reproduço de apenas 1 DumaE c$pia para uso e=clusivo e
pessoal do ad<uirente4
O'servar <ue todos os exemplos são meramente ilustrativos4 /ara eventos reais, veri7icar a
ade<uaço F e7etiva realidade 7iscal, cont%'il e societ%ria da cooperativa e le"islaço vi"ente
F 9poca4
SIGLAS UTILIZADAS:
BACE,: Banco Central do Brasil
C-): Consolidaço das -eis do )ra'al8o DDecreto;-ei G4HG&61@H(E
CO+I,!: Contri'uiço !ocial para o +inanciamento da !e"uridade !ocial D-ei
Complementar I361@@1E
CO!I+ ; /lano Cont%'il das Instituiç2es do !istema +inanceiro ,acional
C/M+: Contri'uiço /rovis$ria so're Movimentaço +inanceira D-ei @4(1161@@AE
C!- ou C!--: Contri'uiço !ocial so're o -ucro -*<uido D-ei I4A5@61@55E
D,.C: Departamento ,acional do .e"istro do Com9rcio
ICM!: Imposto so're Circulaço de Mercadorias e /restaço de D-ei Complementar
5I61@@AE
+A)E!: +undo de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial4 ,a conta'ilidade, tal 7undo
denomina;se K.eserva de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocialL4
B/!: Buia da /revidJncia !ocial
I,: Instruço ,ormativa
I,!!: Instituto ,acional de !e"uridade !ocial
I.: Imposto de .enda
I.+: Imposto de .enda na +onte
I./+: Imposto de .enda – /essoa +*sica
I./0: Imposto de .enda – /essoa 0ur*dica
I!!: Imposto so're !erviços D-ei Complementar 11A6&33(E
-A-#.: -ivro de Apuraço do -ucro .eal
-C: -ei Complementar
OCB: Or"anizaço das Cooperativas Brasileiras
O!: Ordem de !erviço
/I!: /ro"rama de Inte"raço !ocial D-ei Complementar I61@I3E
.+: .e"io +iscal
.+B: .eceita +ederal do Brasil
.I/I: .e"ulamento do Imposto so're /rodutos Industrializados DDecreto I4&1&6&313E
.I.6@@: .e"ulamento do Imposto de .enda DDecreto (433361@@@E
./!: .e"ulamento da /revidJncia !ocial DDecreto (43H561@@@E
!.+: !ecretaria da .eceita +ederal
!./: !ecretaria da .eceita /revidenci%ria
)0-/: )a=a de 0uros a -on"o /razo
MÓDULO 1: ASPECTOS SOCIETÁRIOS DAS COOPERATIVAS
I,).OD#MNO
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( – Manual das Cooperativas ©
As !ociedades Cooperativas esto re"uladas pela -ei G4IAH61@I1, <ue de7iniu a /ol*tica
,acional de Cooperativismo e instituiu o re"ime 1ur*dico das Cooperativas4
Cooperativa 9 uma associaço de, no m*nimo, &3 DvinteE pessoas com interesses comuns,
economicamente or"anizada de 7orma democr%tica, isto 9, contando com a participaço livre
de todos e respeitando direitos e deveres de cada um de seus cooperados, aos <uais presta
serviços, sem 7ins lucrativos4
Entretanto, a partir de 114314&33(, por 7orça do ,ovo C$di"o Civil Brasileiro D-ei
134H3A6&33&E, arti"o 143@H, inciso II, dei=ou de 8aver n>mero m*nimo de associados 7i=ado
em lei, sendo necess%rio apenas <ue 8a1a associados su7icientes para compor a administraço
da cooperativa, levando em conta a necessidade de renovaço4
Desta 7orma, se os car"os do consel8o de administraço 7orem ( DtrJsE, e o estatuto dispuser a
renovaço m*nima de 16( Dum terçoE, conclui;se <ue o n>mero m*nimo de associados dever%
ser de H D<uatroE4
Entretanto, se"undo al"uns doutrinadores, e=istindo contradiço, deve sempre prevalecer a
le"islaço especial, no caso a -ei G4IAH61@I1 D<ue e=i"e o n>mero m*nimo de &3 associadosE4
0% outros doutrinadores a7irmam <ue devem prevalecer as normas contidas no C$di"o Civil
de &433&, visto tratar;se de lei posterior <ue disp2e so're o mesmo assunto da -ei G4IAH61@I1,
revo"ando;a, portanto, no <ue dispuser em contr%rio4
O posicionamento deste autor 9 <ue o C$di"o Civil prevalece so're a le"islaço anterior,
portanto, no poderiam as 0untas Comerciais e=i"ir mais o n>mero m*nimo de &3 associados4
Este posicionamento est% con7irmado pelo D,.C, <ue, atrav9s da I, D,.C 1316&33A,
aprovou o Manual de .e"istro das Cooperativas4 Destaca;se o n>mero m*nimo de associados,
no item 14&4( do Manual, <ue disp2e:
“1.2.3 - NÚMER M!N"M #E $%%C"$#% - &ara constitui'(o de u)a cooperati*a
sin+ular , requerido o concurso de associados- pessoas ./sicas- e) nú)ero )/ni)o
necess0rio para co)por a ad)inistra'(o da sociedade- 1r+(o de ad)inistra'(o e consel2o
.iscal (inciso ""- art. 1345- CC 2332)- le*ando e) conta a necessidade de reno*a'(o6 tr7s
cooperati*as sin+ulares para .or)ar u)a cooperati*a central ou .edera'(o6 e no )/ni)o-
tr7s cooperati*as centrais ou .edera'(o de cooperati*a para .or)are) u)a con.edera'(o de
cooperati*as (incisos "- ""- e """- art. 89 da :ei n9 ;.<85=<1).>
CA.AC)E.O!)ICA! BE.AI! DA !OCIEDADE COO/E.A)IPA
A sociedade cooperativa apresenta os se"uintes traços caracter*sticos:
1EQ uma sociedade de pessoas4
&EO o'1etivo principal 9 a prestaço de serviços4
(E/ode ter um n>mero ilimitado de cooperados4
HEO controle 9 democr%tico: uma pessoa R um voto4
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H – Manual das Cooperativas ©
GE,as assem'l9ias, o K<uorumL 9 'aseado no n>mero de cooperados4
AE,o 9 permitida a trans7erJncia das <uotas;parte a terceiros, estran8os F sociedade, ainda
<ue por 8erança4
IE.etorno proporcional ao valor das operaç2es4
5E,o est% su1eita F 7alJncia4
@EConstitui;se por interm9dio da assem'l9ia dos 7undadores ou por instrumento p>'lico, e
seus atos constitutivos devem ser ar<uivados na 0unta Comercial e pu'licados4
13E Deve ostentar a e=presso KcooperativaL em sua denominaço, sendo vedado o uso da
e=presso K'ancoL4
11E ,eutralidade pol*tica e no discriminaço reli"iosa, social e racial4
1&E Indivisi'ilidade do 7undo de reserva entre os s$cios, ainda <ue em caso de dissoluço
da sociedade4
!aliente;se <ue a cooperativa e=iste com o intuito de prestar serviços a seus associados, de tal
7orma <ue possi'ilite o e=erc*cio de uma atividade comum econSmica, sem <ue ten8a ela 7ito
de lucro4
C-A!!I+ICAMNO DA! COO/E.A)IPA!
As sociedades cooperativas classi7icam;se em:
1; Singulares: as constitu*das por pessoas 7*sicas, sendo e=cepcionalmente permitida a
admisso de pessoas 1ur*dicas <ue ten8am por o'1eto as mesmas ou correlatas atividades
econSmicas, ou sem 7ins lucrativosT
& ; Cooperativas centrais ou federações de cooperativas, as constitu*das de no m*nimo (
sin"ulares, podendo, e=cepcionalmente, admitir associados individuaisT
( ; Confederações de cooperativas: as constitu*das, de no m*nimo ( 7ederaç2es de
cooperativas ou cooperativas centrais, da mesma ou de di7erentes modalidades4
As cooperativas sin"ulares se caracterizam pela prestaço direta de serviços aos associados4
As cooperativas centrais e 7ederaç2es de cooperativas o'1etivam or"anizar, em comum e em
maior escala, os serviços econSmicos e assistenciais de interesse das 7iliadas, inte"rando e
orientando suas atividades, 'em como 7acilitando a utilizaço rec*proca dos serviços4
/A.)ICI/AMNO DE /E!!OA! 0#.ODICA!
E=cepcionalmente 9 permitida a admisso de pessoas 1ur*dicas como associadas de
cooperativas4
/ara in"ressar em uma cooperativa, a pessoa 1ur*dica dever% ter por o'1eto as mesmas
atividades econSmicas <ue os demais associados pessoas 7*sicas Dou atividades correlatasE4

!o tam'9m admitidas nas cooperativas as pessoas 1ur*dicas sem 7ins lucrativos D-ei
G4IAH61@I1, art4 A
o
, inciso IE4
Em situaç2es espec*7icas 9 poss*vel o in"resso de pessoa 1ur*dica nas sociedades cooperativas
de pescas e nas cooperativas constitu*das por produtores rurais ou e=trativistas <ue prati<ue
as mesmas atividades econSmicas das pessoas 7*sicas associadas4
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G – Manual das Cooperativas ©
Exemplo:
As microempresas rurais, os clu'es de 1ovens rurais e os cons$rcios e condom*nios
a"ropecu%rios <ue praticarem a"ricultura, pecu%ria ou e=traço, desde <ue no operem no
mesmo campo econSmico das cooperativas4
.essalte;se <ue nas cooperativas de eletri7icaço, irri"aço e telecomunicaç2es, podero
in"ressar as pessoas 1ur*dicas <ue se localizem na respectiva %rea de operaç2es D-ei
G4IAH61@I1, art4 &@, UU &
o
e (
o
E4
+O.MAMNO DO V#AD.O !OCIA- E A!!OCIADO!
O in"resso nas cooperativas 9 livre a todos <ue dese1arem utilizar os serviços prestados pela
mesma, desde <ue adiram aos prop$sitos sociais e preenc8am as condiç2es esta'elecidas no
estatuto Dart4 &@ da -ei G4IAH61@I1E4
A eliminaço do associado 9 aplicada em virtude de in7raço le"al ou estatut%ria, ou por 7ato
especial previsto no estatuto, mediante termo 7irmado por <uem de direito no -ivro de
Matr*cula, com os motivos <ue a determinaram Dart4 ((E4
A e=cluso do associado ser% 7eita Dart4 (GE:
I ; por dissoluço da pessoa 1ur*dicaT
II ; por morte da pessoa 7*sicaT
III ; por incapacidade civil no supridaT
IP ; por dei=ar de atender aos re<uisitos estatut%rios de in"resso ou permanJncia na
cooperativa4
A responsa'ilidade do associado perante terceiros, por compromissos da sociedade, perdura
para os demitidos, eliminados ou e=clu*dos at9 <uando aprovadas as contas do e=erc*cio em
<ue se deu o desli"amento Dart4 (AE4
,o tocante aos associados ca'e o'servar <ue:
aE a admisso poder% ser restrita Fs pessoas <ue e=erçam determinada atividade ou pro7isso,
ou <ue este1am vinculadas F determinada atividadeT
'E so em n>mero ilimitado, sendo <ue o n>mero m*nimo 9 a<uele necess%rio para compor a
administraço da sociedadeT
cE s$ podero ser demitidos a seu pedidoT
dE a e=cluso do associado ser% aplicada em virtude de in7raço le"al ou estatut%riaT
eE no podero ser a"entes do com9rcio ou empres%rios <ue operem no mesmo campo
econSmico da sociedade cooperativaT
7E no caso de 8erdeiros do associado 7alecido, as o'ri"aç2es deste para com a cooperativa
prescrevem em um ano da a'ertura da sucessoT
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A – Manual das Cooperativas ©
"E podero ter responsa'ilidade limitada ou ilimitada, mas terceiros s$ podero invoc%;la
depois de 1uridicamente e=i"ida da cooperativaT
8E se esta'elecerem relaço empre"at*cia com a cooperativa perdero o direito de votar e
serem votadosT
iE tJm sin"ularidade de voto, podendo as cooperativas centrais, 7ederaç2es e con7ederaç2es de
cooperativas, com e=ceço das <ue e=erçam atividade de cr9dito, optar pelo crit9rio da
proporcionalidadeT
1E tJm direito ao retorno das so'ras l*<uidas do e=erc*cio, proporcionalmente Fs operaç2es
realizadas, salvo deli'eraço da Assem'l9ia Beral no sentido de reter as so'rasT
lE tJm direito F prestaço de assistJncia t9cnica, educacional e social por meio de um 7undo
m*nimo e o'ri"at$rio de GW so're as so'ras l*<uidas apuradas em cada e=erc*cio, <ue pode
ser e=tensiva aos empre"ados da cooperativa4
CA/I)A- !OCIA-
O capital social ser% 7i=ado em estatuto e dividido em <uotas;parte <ue sero inte"ralizadas
pelos associados, o'servado o se"uinte:
aE o valor das <uotas;parte no poder% ser superior ao sal%rio m*nimoT
'E o valor do capital 9 vari%vel e pode ser constitu*do com 'ens e serviçosT
cE nen8um associado poder% su'screver mais de 16( Dum terçoE do total das <uotas;parte,
salvo nas sociedades em <ue a su'scriço deva ser diretamente proporcional ao movimento
7inanceiro do cooperado ou ao <uantitativo dos produtos a serem comercializados,
'ene7iciados ou trans7ormados ou ainda, no caso de pessoas 1ur*dicas de direito p>'lico nas
cooperativas de eletri7icaço, irri"aço e telecomunicaçoT
dE as <uotas;parte no podem ser trans7eridas a terceiros estran8os F sociedade, ainda <ue por
8erança4
DE,OMI,AMNO !OCIA-
,este tipo societ%rio ser% sempre o'ri"at$ria a adoço da e=presso KCooperativaL na
denominaço, sendo vedada a utilizaço da e=presso KBancoL4
ADMI,I!).AMNO
A sociedade cooperativa ser% administrada por uma diretoria ou consel8o de administraço
ou ainda outros $r"os necess%rios F administraço previstos no estatuto, composto
e=clusivamente de associados eleitos pela assem'l9ia "eral, com mandato nunca superior a
<uatro anos sendo o'ri"at$ria a renovaço de, no m*nimo, 16( do consel8o de administraço4
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I – Manual das Cooperativas ©
Os $r"os de administraço podem contratar "erentes t9cnicos ou comerciais, <ue no
pertençam ao <uadro de associados, 7i=ando;l8es as atri'uiç2es e sal%rios4
,o podem compor uma mesma diretoria ou consel8o de administraço, os parentes entre si
at9 &
X
"rau, em lin8a reta ou colateral4
+O.MA CO,!)I)#)IPA
A sociedade cooperativa constitui;se por deli'eraço da assem'l9ia "eral dos 7undadores,
constantes da respectiva ata ou por instrumento p>'lico4
O ato constitutivo, so' pena de nulidade, dever% declarar:
I – a denominaço da entidade, sede e o'1eto de 7uncionamentoT
II ; o nome, nacionalidade, idade, estado civil, pro7isso e residJncia dos associados,
7undadores <ue o assinaram, 'em como o valor e n>mero da <uota;parte de cada umT
III ; aprovaço do estatuto da sociedadeT
IP ; o nome, nacionalidade, estado civil, pro7isso e residJncia dos associados eleitos para os
$r"os de administraço, 7iscalizaço e outrosT
.essalte;se <ue o ato constitutivo da cooperativa ser% assinado pelos 7undadores, 'em como
seus estatutos, <uando no transcritos na ata de constituiço4
A#)O.I?AMAO /A.A +#,CIO,AME,)O
O arti"o 1I da -ei G4IAH61@I1 determina <ue as cooperativas devero apresentar o pedido de
autorizaço de 7uncionamento acompan8ada da documentaço relativa aos atos constitutivos
ao respectivo $r"o 7ederal de controle4
)odavia, o inciso YPIII do arti"o G da Constituiço +ederal disp2e <ue a criaço de
associaç2es e, na 7orma da lei, a de cooperativas, independe de autorizaço, sendo vedada a
inter7erJncia estatal em seu 7uncionamento, 7icando parcialmente derro"adas a disposiç2es
contidas na -ei G4IAH61@I14
.essalte;se <ue, no caso das cooperativas de cr9dito e de secç2es de cr9dito de cooperativas
mistas em virtude de serem consideradas instituiç2es 7inanceiras, o seu 7uncionamento
depende de autorizaço pr9via 1unto ao Banco Central do Brasil4
A .esoluço BACE, (45G@6&313 e a Circular BACE, (4G3&6&313 disp2em so're a
constituiço, a autorizaço para 7uncionamento, o 7uncionamento, as alteraç2es estatut%rias e
o cancelamento de autorizaço para 7uncionamento de cooperativas de cr9dito4
-IP.O!
Al9m dos livros para controle e escrituraço cont%'il e 7iscal e=i"idos pela le"islaço, a
cooperativa dever% ter os se"uintes livros:
1E de Matr*culaT
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5 – Manual das Cooperativas ©
&E de /resença de associados Fs Assem'l9ias BeraisT
(E de Atas das Assem'l9ias BeraisT
HE de Atas do Consel8o de AdministraçoT
GE de Atas do Consel8o +iscal4
Q 7acultada a adoço de livros de 7ol8as soltas ou 7ic8as, devidamente numeradas4
,o -ivro de Matr*cula, os associados sero inscritos por ordem cronol$"ica de admisso,
dele constando:
aE nome, idade, estado civil, nacionalidade, pro7isso e residJncia do associadoT
'E a data de sua admisso e, <uando 7or o caso, de sua demisso a pedido, eliminaço ou
e=clusoT
cE a conta corrente das respectivas <uotas;parte do capital social4
!OB.A! -OV#IDA! .E!#-)A,)E! DA! O/E.AMZE!
A apuraço dos resultados do e=erc*cio social e o levantamento do 'alanço "eral sero
realizados no dia (1 Dtrinta e umE de dezem'ro de cada ano4
Os resultados sero apurados se"undo a natureza das operaç2es ou serviços, pelo con7ronto
das respectivas receitas com as despesas diretas e indiretas4
Os resultados apurados pelas cooperativas, denominados Kso'ras l*<uidasL:
aE podem ser distri'u*dos por via de 1uros de 1&W ao ano, incidentes so're a parte
inte"ralizada das <uotas;parte, vedada a distri'uiço de 'ene7*cios, vanta"ens ou outros
privil9"iosT
'E <uando ne"ativos, na 8ip$tese de pre1u*zo, sero a'sorvidos pelo +undo de .eserva e, se
8ouver necessidade, a eles concorrero os associados proporcionalmente F 7ruiço direta de
serviços4
,ota: As sociedades cooperativas somente podero pa"ar 1uros so're o valor das <uotas;parte
inte"ralizadas do capital <uando tiverem sido apuradas so'ras e desde <ue se1a autorizada a
distri'uiço pelo estatuto D.esoluço C,C 1561@I5E4
Os resultados positivos, apurados por setor de atividade, sero distri'u*dos da se"uinte 7orma:
1 ; +undo de .eserva, destinado a reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas
atividades, constitu*do com 13W pelo menos das so'ras l*<uidas do e=erc*cioT
& ; +undo de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial, destinado F prestaço de assistJncia
aos associados, seus 7amiliares e, <uando previsto nos estatutos, aos empre"ados da
cooperativa, constitu*do de GW pelo menos das so'ras l*<uidas apuradas no e=erc*cioT
Al9m dos 7undos mencionados, a assem'l9ia "eral poder% criar outros 7undos, inclusive
rotativos, com recursos destinados a 7ins espec*7icos 7i=ando o modo de 7ormaço, aplicaço
e li<uidaço nos estatutos4
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@ – Manual das Cooperativas ©
Os resultados ne"ativos sero rateados entre os associados na proporço das operaç2es de
cada um realizadas com a cooperativa, se o +undo de .eserva no 7or su7iciente para co'ri;
los4
+#,DO! E!/ECO+ICO! – COO/E.A)IPA! DE C.QDI)O
A Carta;Circular BACE, (4&IH6&33I esta'elece crit9rios a serem o'servados pelas
cooperativas de cr9dito, para a constituiço de 7undos ao amparo do art4 &5, U 1X, da -ei
G4IAH61@I1, adiante reproduzido:
“? 19 $l,) dos pre*istos neste arti+o- a $sse)@l,ia Aeral poder0 criar outros .undos
inclusi*e rotati*os- co) recursos destinados a .ins espec/.icos .iBando o )odo de .or)a'(o-
aplica'(o e liquida'(o.>
Os recursos devem ser destinados a 7ins espec*7icos, <ue 7orneçam elementos para sua
per7eita caracterizaço, a e=emplo dos se"uintes: construço de um edi7*cio, a<uisiço de
m%<uinas ou ve*culos e co'ertura de <ue'ras de cai=a4 Os recursos no podem ter a mesma
destinaço do +undo de .eserva, de constituiço o'ri"at$ria4
.EBI!).O ,A OCB O# E,)IDADE E!)AD#A-
De acordo com o arti"o 13I da -ei G4IAH61@I1, as cooperativas devem re"istrar;se na
Or"anizaço de Cooperativas Brasileiras ou na entidade estadual, se 8ouver, mediante
re<uerimento e apresentaço dos atos, estatutos sociais e alteraç2es posteriores4
DI!!O-#MNO E -IV#IDAMNO
A sociedade cooperativa se dissolver% de pleno direito:
aE <uando a assem'l9ia "eral assim deli'erarT
'E pelo decurso de seu prazo de duraço, 1% <ue poder% ser constitu*da por prazo determinadoT
cE pela consecuço dos o'1etivos predeterminadosT
dE em razo de alteraço de sua 7orma 1ur*dicaT
eE pela reduço do n>mero m*nimo de associados ou do capital social m*nimo se, at9 a
assem'l9ia "eral su'se<uente, realizada em prazo no in7erior a seis meses, no se1am
resta'elecidosT
7E pelo cancelamento da autorizaço para 7uncionarT
"E pela paralisaço de suas atividades por mais de 1&3 dias4
!empre <ue a li<uidaço ocorrer em virtude de deli'eraço da assem'l9ia "eral, esta nomear%
um ou mais li<uidantes e um consel8o 7iscal de trJs mem'ros para acompan8ar o
procedimento4
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13 – Manual das Cooperativas ©
O processo de li<uidaço s$ poder% ser iniciado ap$s a mani7estaço do respectivo $r"o
7ederal4
/.OCEDIME,)O! /A.A A .EA-I?AMNO DA A!!EMB-QIA BE.A- DE
CO,!)I)#IMNO DA COO/E.A)IPA
1E Convocaço pelo coordenador da comisso de or"anizaço da cooperativa, dos
interessados Dvide modelo no item 1IET
&E O Coordenador da Comisso de Or"anizaço da Cooperativa 7az a a'ertura da Assem'l9ia
e solicita aos presentes <ue escol8am o /residente dos tra'al8os da reunio e o /residente
escol8e um !ecret%rioT
(E O !ecret%rio 7az a leitura da proposta do Estatuto !ocial da CooperativaT Dvide modelo do
estatuto no apJndice desta o'raET
HE Os presentes discutem e prop2em su"est2es de emendas ao EstatutoT
GE As emendas colocadas em votaço e aprovadas so inclu*das na proposta de EstatutoT
AE Potaço do Estatuto pela Assem'l9iaT
IE Eleiço dos Car"os da Diretoria ou Consel8o de Administraço e do Consel8o +iscal da
Cooperativa, atrav9s do voto secreto de todos os presentes, podendo ser eleita <ual<uer
pessoa, desde <ue no se1a:
; impedida por leiT
; condenada F pena <ue impeça, ainda <ue temporariamente, o acesso a car"os p>'licosT
; impedida por crime 7alimentar, de prevaricaço, etc4
5E O /residente dos tra'al8os convida o /residente eleito para diri"ir os tra'al8osT
@E O /residente eleito convida os demais mem'ros do Consel8o de Administraço e do
Consel8o +iscal a assumirem seus assentos F mesa e declara constitu*da a Cooperativa4
13E O !ecret%rio 7az a leitura da Ata da Assem'l9ia <ue, ap$s lida e aprovada, dever% ser
assinada por todos os cooperantes 7undadores da cooperativa Dve1a modelo da Ata no item
15E4
/.OCEDIME,)O! /A.A .EBI!).O ,A 0#,)A COME.CIA-
Ap$s a Assem'l9ia Beral de Constituiço, torna;se necess%rio o re"istro da cooperativa na
0unta Comercial do Estado em <ue est% sendo constitu*da4
O D,.C re"ulamentou, atrav9s da I, D,.C 1316&33A, os re"istros dos atos das
cooperativas4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
11 – Manual das Cooperativas ©
DOC#ME,)AMNO EYIBIDA /A.A CO,!)I)#IMNO DE COO/E.A)IPA /O.
A!!EMB-QIA BE.A- O# I,!).#ME,)O /[B-ICO
Base: I, D,.C 1316&33A
ESPECIFICAÇÄO Nº DE
VIAS
.e<uerimento DCapa de /rocessoE com assinatura do administrador, cooperado,
procurador, com poderes espec*7icos, ou terceiro interessado Dart4 141G1
CC6&33&E4
1
Ori"inal ou c$pia autenticada D1E de procuraço, com poderes espec*7icos e se por
instrumento particular, com 7irma recon8ecida, <uando o re<uerimento 7or
assinado por procurador4 !e o outor"ante 7or anal7a'eto, a procuraço dever% ser
passada por instrumento p>'lico4
1
Ata da assem'l9ia "eral de constituiço D&E D(E ou instrumento p>'lico de
constituiço
(
Estatuto social D(E, salvo se transcrito na ata da assem'l9ia "eral de constituiço
ou no instrumento p>'lico de constituiço4
(
Declaraço de desimpedimento para o e=erc*cio do car"o dos associados eleitos
dos $r"os de administraço e 7iscalizaço, salvo se constar na ata4
1
C$pia autenticada D1E da identidade DGE dos administradores Dconsel8eiros de
administraço ou diretoresE e do si"nat%rio do re<uerimento
1
Aprovaço pr9via do $r"o "overnamental competente, <uando 7or o caso4 DAE 1
+ic8a de Cadastro ,acional ; +C, ; 7ls4 1 e & 1 Comprovantes de pa"amento: DIE
aE Buia de .ecol8imento60unta Comercial4
'E DA.+6Cadastro ,acional de Empresas Dc$di"o AA&1E4
1
OB!E.PAMZE!:
D1E Caso a c$pia no se1a autenticada por cart$rio, a autenticaço poder% ser e7etuada pelo
servidor, no ato da apresentaço da documentaço, F vista do documento ori"inal4
D&E A ata e estatuto, <uando no transcrito na ata, devero conter a assinatura de todos os
7undadores, identi7icados com o nome por e=tenso, devendo as demais 7ol8as ser ru'ricadas4
D(E A ata e o estatuto devem conter o visto de advo"ado, com a indicaço do nome e n>mero
de inscriço na Ordem dos Advo"ados do Brasil, e=ceto se 7or microempresa ou empresa de
pe<ueno porte, con7orme a -ei @45H161@@@4 ,o caso de instrumento p>'lico dever% constar o
visto de advo"ado ou ser citada a sua e=istJncia4
DHE M*nimo de ( vias, sendo pelo menos uma ori"inal, podendo ser inclu*das vias adicionais4
As vias adicionais <ue 7orem apresentadas sero co'radas de acordo com a ta'ela de preços
de cada 0unta Comercial4
DGE Documentos admitidos: c9dula de identidade, certi7icado de reservista, carteira de
identidade pro7issional, Carteira de )ra'al8o e /revidJncia !ocial ou Carteira ,acional de
\a'ilitaço Dmodelo com 'ase na -ei @4G3(61@@IE4 !e a pessoa 7or estran"eira, 9 e=i"ida
identidade com a prova de visto permanente e dentro do per*odo de sua validade ou
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1& – Manual das Cooperativas ©
documento 7ornecido pelo Departamento de /ol*cia +ederal, com a indicaço do n>mero do
re"istro4
DAE O re"istro de al"umas cooperativas Dcomo cooperativas de cr9ditoE, e=i"e autorizaço
pr9via pelo $r"o le"al4
DIE ,o D+, o recol8imento re7erente aos itens ]a] e ]'] deve ser e7etuado em um >nico DA.+
so' o c$di"o AA&14
/#B-ICAMNO ,O DI^.IO O+ICIA-
Depois do ar<uivamento dos documentos, a 0unta Comercial devolver% F cooperativa duas
vias da ata e do estatuto e o n>mero

do C,/0 na !ecretaria da .eceita +ederal4
De posse dessa documentaço, deve ser 7eita a pu'licaço, no Di%rio O7icial e em 1ornal de
maior circulaço no Estado, de e=trato da ata de constituiço e do estatuto social contendo:
nome, ramo de atividade, capital social, dia da assem'l9ia de 7undaço e endereço4
A cooperativa dever% enviar F 0unta Comercial uma via da pu'licaço no Di%rio O7icial e no
1ornal de "rande circulaço, com re<uerimento pr$prio, para 7ins de anotaç2es F mar"em dos
seus atos constitutivos4
MODE-O DE CO,POCAMNO
Convoca;se todos os interessados em criar a Cooperativa DnomeE 44444444444444 para a
Assem'l9ia de sua Constituiço, a realizar;se em:
DA)A: 44444464444446444444444Fs44444448oras
-OCA-: 444444444444444444444
E,DE.EMO: 4444444444444444444444444444
com os se"uintes assuntos:
14 An%lise e aprovaço do Estatuto !ocialT
&4 Eleiço do Consel8o de Administraço Dou DiretoriaE e do Consel8o +iscalT
(4 Assuntos Berais4
-OCA- Dnome da localidadeE
DA)A: 444444644444444644444444444
COMI!!NO: DassinaturasE
@ser*a'(oC
Esse Edital de Con*oca'(o de*e ser assinado por u) representante da Co)iss(o de
Constitui'(o.
A)A /A.A CO,!)I)#IMNO DE COO/E.A)IPA
A ata da assem'l9ia deve indicar Dart4 1G da -ei G4IAH61@I1E:
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aE local, 8ora, dia, mJs e ano de sua realizaçoT
'E composiço da mesa: nome completo do presidente e secret%rioT
cE nome, nacionalidade, idade, estado civil, documento de identidade, seu n>mero e $r"o
e=pedidor, nX do C4/4+4, pro7isso, domic*lio e residJncia dos associadosT
dE valor e n>mero de <uotas;parte de cada cooperado, <uando e=istir capital, 7orma e prazo
de inte"ralizaçoT
eE aprovaço do estatuto socialT
7E declaraço de constituiço da sociedade, indicando a denominaço, a endereço completo da
sede e o o'1eto de 7uncionamentoT
"E nome completo, dos associados eleitos para os $r"os de administraço, 7iscalizaço e
outrosT
8E 7ec8o da ata, assinatura identi7icada de todos os 7undadores, com as respectivas ru'ricas
nas demais 7ol8as4
DMODE-OE A)A DA A!!EMB-QIA DE CO,!)I)#IMNO DA
COO/E.A)IPA 4444444444444444444444
Aos 44444444 dias do mJs de 44444444444444 do ano de 4444444444444 as44444444 8oras, em Dindicar a
localidadeE44444444444444 Estado444444444 reuniram;se com o prop$sito de constitu*rem uma
sociedade cooperativa, nos termos da le"islaço vi"ente, as se"uintes pessoas: Dnome por
e=tenso, nacionalidade, idade, estado civil, pro7isso, residJncia DlocalidadeE, n>mero e
valor das <uotas;partes su'scritas de cada s$cio 7undadorE 444444444444444444444444444444 C/+ e
Carteira de Identidade4 +oi aclamado para coordenar os tra'al8os 44444444444444444 Dnome do
presidente da assem'l9iaE <ue convidou a mim, 44444444444444444 Dnome do secret%rioE para
lavrar a presente Ata, tendo participado ainda da mesa as se"uintes
pessoas: 444444444444444444444444444444444444444444444444444444444
Assumindo a direço dos tra'al8os, o presidente solicitou <ue 7osse lido, e=plicado e
de'atido o pro1eto de Estatuto !ocial da sociedade, anteriormente ela'orado, o <ue 7oi 7eito
arti"o por arti"o4 O Estatuto 7oi aprovado pelo voto dos cooperados 7undadores, cu1os
nomes esto devidamente consi"nados nesta ata4
A se"uir, o presidente determinou <ue se procedesse a eleiço dos mem'ros dos $r"os
sociais, con7orme disp2e o Estatuto rec9m;aprovado4 /rocedida a votaço, 7oram eleitos
para comporem o Consel8o de Administraço, Dou Diretoria, con7orme o casoE, os se"uintes
cooperados: /residente: 444444444444444444444 Dcolocar os demais car"os e respectivos ocupantesE
com mandato de Din*cioE 44444446444444644444444444 Ddia6mJs6anoE a Dt9rminoE 44444446444444464444444
Ddia6mJs6anoET para mem'ros do Consel8o +iscal, Dnome completo de cada um dos
consel8eiros eleitosE 4444444444444444 e para suplentes Dnome completo de cada um dos
suplementes eleitosE 444444444444444444444444com mandato de 4444464444446444444444 Ddia6mJs6ano do in*cioE
a 44444464444446444444 Ddia6mJs6ano do t9rmino do mandatoET todos 1% devidamente
<uali7icados nesta ata4 /rosse"uindo, todos 7oram empossados nos seus car"os e o
/residente do Consel8o de Administraço, 444444444444444444 DnomeE assumindo a direço dos
tra'al8os, a"radeceu a cola'oraço do seu antecessor nessa tare7a e declarou
de7initivamente constitu*da, desta data para o 7uturo, a cooperativa Dnome da cooperativaE
com sede em DlocalidadeE, Estado do 4444444444444444444 <ue tem por o'1etivo: Dacrescentar
um resumo do o'1etivo social transcrito no EstatutoE 44444444444444444444444444
Como nada mais 8ouvesse a ser tratado, o /residente da cooperativa deu por encerrado os
tra'al8os e eu, Dnome do !ecret%rioE 4444444444444444 <ue servi de !ecret%rio, lavrei a presente
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1H – Manual das Cooperativas ©
ata <ue, lida e ac8ada con7orme, cont9m as assinaturas de todos os cooperados 7undadores,
como prova a livre vontade de cada um de or"anizar a cooperativa4
-ocal e Data
Assinatura do !ecret%rio da Assem'l9ia
Assinatura de todos os cooperados 7undadores nas trJs vias da Ata4
NotasC
aE A Ata da Assem'l9ia vai lavrada em livro pr$prio4
'E O te=to do estatuto pode 7i"urar na pr$pria Ata de constituiço da cooperativa, como pode
tam'9m constituir ane=o da ata, devidamente ru'ricado e assinado pelo /residente e por
todos os 7undadores presentes, com visto de advo"ado4
cE Em su'stituiço F Declaraço de Desimpedimento, pode ser inclu*da na ata a se"uinte
cl%usula:
KOs s$cios eleitos, so' as penas da lei, declaram <ue no esto incursos em <uais<uer dos
crimes previstos em lei ou nas restriç2es le"ais <ue possam impedi;los de e=ercer atividades
mercantisL4
DEC-A.AMNO DE DE!IM/EDIME,)O
De acordo com a /ortaria D,.C 3H de 1363I61@53
/ara os e7eitos do disposto no inciso III, do arti"o (5 da -ei H4I&A, de 1(63I6AG, 'em como
do contido no item IP, do arti"o G(, do Decreto 14533, de (363161@@A, eu 4444444444Dnome por
e=tensoE, a'ai=o assinado, natural de 44444444 nascido em 4444444 de 444444 de 44444 Ddata de
nascimentoE, estado civil: 44444444444, pro7isso: 444444444444, 7il8o de 4444444444444 e
de 44444444444444444444444444444 portadorDaE do documento de identidade n>mero4444444444, e=pedida
peloDaE 4 4444444444 D$r"o e=pedidor ; si"laE do 4444444444 Dsi"la do EstadoE, data de
e=pediço: 44444444444, C/+ 44444444444444444444444, residente na 4444444444444444444444444 4Dtipo e nome do
lo"radouro, n>mero, 'airro, munic*pio, #nidade da +ederaço, CE/E, declaro <ue no estou
incurso em nen8um dos crimes previstos em lei, <ue me impeça de e=ercer atividade
mercantil4
+irmo a presente declaraço para <ue produza os e7eitos le"ais, ciente de <ue, no caso de
comprovaço de sua 7alsidade, ser% nulo de pleno direito perante o .e"istro do Com9rcio o
ato a <ue se inte"ra esta declaraço, sem pre1u*zo das sanç2es penais a <ue estiver su1eito4
DlocalE 444444444444 de44444444444444444de 444444444
Assinatura: 444444444444444444444444444444
(Recon2ecer a Dir)a - #ecreto 1.E33=1448)
PI!)O DO ADPOBADO
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1G – Manual das Cooperativas ©
A ata e o estatuto devero conter o visto do advo"ado, com indicaço do nome e n>mero de
inscriço na respectiva seccional da Ordem dos Advo"ados do Brasil, se a cooperativa no se
en<uadrar como Microempresa ou Empresa de /e<ueno /orte, 1untamente com a constituiço
Dart4 (A do Decreto 1453361@@AE4
/A.)ICI/AMNO EM O#).A! !OCIEDADE! – /E.MI!!NO
/ela Medida /rovis$ria &35G;(&6&331, as cooperativas podem participar de outras sociedades
comerciais <ue atendam interesses a7ins4
COO/E.A)IPA! DE ).ABA-\O
K!o cooperativas de tra'al8o a<uelas <ue, constitu*das entre oper%rios de uma determinada
pro7isso ou o7*cio ou de o7*cios v%rios de uma mesma classe, tJm como 7inalidade
primordial mel8orar os sal%rios e as condiç2es de tra'al8o pessoal de seus associados e,
dispensando a intervenço de um patro ou empres%rio, se prop2em contratar o'ras, tare7as,
tra'al8os ou serviços p>'licos ou particulares, coletivamente por todos ou por "rupos de
al"unsL DArt4 &H do Decreto;-ei &&4&(&61@(&E4
A C-), em seu art4 HH&, disp2e:
KVual<uer <ue se1a o ramo de atividade da sociedade cooperativa, no e=iste v*nculo
empre"at*cio entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços
da<uelasL4
O tra'al8ador associado % cooperativa de tra'al8o, <ue nessa <ualidade presta serviços a
terceiros, 9 se"urado o'ri"at$rio da /revidJncia !ocial como autSnomo, na 7orma do Decreto
&41I&61@@I4
/ara 7ins de mel8or e=planaço so're as Cooperativas de )ra'al8o, e7etuamos a transcriço,
com adaptaç2es did%ticas, das KOrientaç2es Espec*7icas para Cooperativas de )ra'al8oL da
OCB DOr"anizaço das Cooperativas BrasileirasE, estando o re7erido teor incluso no
ApJndice & desta o'ra4
COO/E.A)IPA! !OCIAI!
A -ei @45AI61@@@ disp2e so're a criaço e o 7uncionamento de Cooperativas !ociais,
constitu*das com a 7inalidade de inserir as pessoas em desvanta"em no mercado econSmico,
por meio do tra'al8o, 7undamentadas no interesse "eral da comunidade em promover a
pessoa 8umana e a inte"raço social dos cidados4
Incluem;se entre as atividades das Cooperativas !ociais:
14 A or"anizaço e "esto de serviços sociossanit%rios e educativosT
&4 O desenvolvimento de atividades a"r*colas, industriais, comerciais e de serviços4
,a denominaço e razo social das entidades 9 o'ri"at$rio o uso da e=presso KCooperativa
!ocialL, aplicando;se;l8es todas as normas relativas ao setor em <ue operarem4
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1A – Manual das Cooperativas ©
Consideram;se pessoas em desvanta"em, para os e7eitos da -ei @45AI61@@@:
I – os de7icientes 7*sicos e sensoriaisT
II – os de7icientes ps*<uicos e mentais, as pessoas dependentes de acompan8amento
psi<ui%trico permanente, e os e"ressos de 8ospitais psi<ui%tricosT
III – os dependentes <u*micosT
IP – os e"ressos de pris2esT
P – os condenados % penas alternativas % detençoT
PI – os adolescentes em idade ade<uada ao tra'al8o e situaço 7amiliar di7*cil do ponto de
vista econSmico, social ou a7etivo4
As cooperativas sociais or"anizaro seu tra'al8o especialmente no <ue diz respeito %
instalaç2es, 8or%rios e 1ornadas, de maneira a levar em conta e minimizar as di7iculdades
"erais e individuais das pessoas em desvanta"em <ue nelas tra'al8arem, e desenvolvero e
e=ecutaro pro"ramas especiais de treinamento com o o'1etivo de aumentar;l8es a
produtividade e a independJncia econSmica e social4
A condiço de pessoa em desvanta"em deve ser atestada por documentaço proveniente de
$r"os da administraço p>'lica, ressalvando;se o direito % privacidade4
O estatuto da Cooperativa !ocial poder% prever uma ou mais cate"orias de s$cios volunt%rios,
<ue l8e prestem serviços "ratuitamente, e no este1am inclu*dos na de7iniço de pessoas em
desvanta"em4
COO/E.A)IPA! DE C.QDI)O
As cooperativas de cr9dito tJm por o'1etivo 7omentar as atividades do cooperado via
assistJncia credit*cia4 Q ato pr$prio de uma cooperativa de cr9dito a captaço de recursos, a
realizaço de empr9stimos aos cooperados 'em como a e7etivaço de aplicaç2es 7inanceiras
no mercado, o <ue propicia mel8ores condiç2es de 7inanciamento aos associados4
As instituiç2es 7inanceiras constitu*das so' a 7orma de cooperativas de cr9dito su'metem;se a
-ei Complementar 1(36&33@, 'em como F le"islaço do !istema +inanceiro ,acional ; !+,
e das sociedades cooperativas4
A captaço de recursos e a concesso de cr9ditos e "arantias devem ser restritas aos
associados, ressalvadas as operaç2es realizadas com outras instituiç2es 7inanceiras e os
recursos o'tidos de pessoas 1ur*dicas, em car%ter eventual, a ta=as 7avorecidas ou isentos de
remuneraço4
Q vedada a constituiço de cooperativa mista com seço de cr9dito4
As cooperativas de cr9dito esto su1eitas F disciplina normativa ditada pelo Consel8o
Monet%rio ,acional4 /or 7orça do arti"o (G da .esoluço BACE, (45G@ 6&313 Dadiante
reproduzidoE, tais cooperativas somente podem captar dep$sitos e realizar empr9stimos
e=clusivamente aos seus associados:
F$rt. 3;. $ cooperati*a de cr,dito pode realiGar as se+uintes opera'Hes e ati*idades- al,) de
outras esta@elecidas e) re+ula)enta'(o espec/.icaC
" - captar dep1sitos- so)ente de associados- se) e)iss(o de certi.icado6 (...)
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1I – Manual das Cooperativas ©
"" - conceder cr,ditos e prestar +arantias- inclusi*e e) opera'Hes realiGadas ao a)paro da
re+ula)enta'(o do cr,dito rural e) .a*or de produtores rurais- so)ente a associados6
(...)F
O A)O COO/E.A)IPO
A -ei G4IAH61@I1 e=pressa nestes termos o ato cooperativo:
“$rt. <4 - #eno)ina)-se atos cooperati*os os praticados entre as cooperati*as e seus
associados- entre estes e aquelas e pelas cooperati*as entre si quando associados- para a
consecu'(o dos o@Ieti*os sociais.>
Mas no s$ de atos cooperativos su'sistem as cooperativas, pois em sua atuaço pr%tica
v%rios atos no cooperativos essenciais F sua e=istJncia, sem os <uais seus o'1etivos no
seriam atin"idos, podendo ser atos mercantis puros4
#ma cooperativa de consumo, por e=emplo, ao ad<uirir produtos <ue distri'uir% aos seus
associados, mesmo <ue a preço pouco superior ao custo, pratica atos de natureza mercantil,
visto <ue normalmente, a a<uisiço 9 7eita de uma empresa mercantil4
/osteriormente, <uando da revenda dos produtos ad<uiridos para seus associados, o ato
mercantil se descaracteriza como tal e passa a ser um ato cooperativo, por<ue praticado entre
a cooperativa e seus associados, ainda <ue o preço se1a superior ao da a<uisiço4 O'viamente
<ue para caracterizar a operaço como ato cooperativo, seu o'1eto social deve compreender a
distri'uiço de produtos aos seus associados4
0% numa cooperativa de tra'al8o ou de produço ; <ue a"encia clientela e disponi'iliza
atividades para os cooperados, sendo este o seu o'1eto social ; todos os atos praticados pela
cooperativa 'uscando ne"$cios para os produtos ou serviços dos associados so atos
cooperativos, visto <ue, em verdade, constituem a pr$pria essJncia da cooperativa assim
or"anizada4 O 7ato da cooperativa, emitir nota 7iscal e a 7atura, remetendo as mercadorias Dou
e=ecutando a prestaço de serviçosE para terceiros, si"ni7ica a concretizaço de seus o'1etivos
sociais, pois <uem vende 9 a cooperativa, <uem compra 9 o cliente, mas <uem produz so os
cooperados4
Desta 7orma, a venda de serviços ou produtos a terceiros – ainda <ue no associados – por
uma cooperativa de tra'al8o ou de produço – 9 um ato cooperativo em relaço aos mesmos
associados – por representar a cooperativa o interesse dos mesmos, previstos no o'1eto social4
0usti7ica;se tal a7irmativa por<ue a relaço com terceiros 9 instrumento essencial, nas
cooperativas de produço ou de tra'al8o, visto <ue so os terceiros <ue via'ilizam o interesse
comum, propiciado pela cooperativa, ao atrair e 7ec8ar ne"$cios com clientes4
/odemos citar como e=emplos de atos cooperativos, dentre outros, os se"uintes:
1E a entre"a de produtos dos associados F cooperativa, para comercializaço, 'em como os
repasses e7etuados pela cooperativa a eles, decorrentes dessa comercializaço, nas
cooperativas de produço a"ropecu%riasT
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15 – Manual das Cooperativas ©
&E o 7ornecimento de 'ens e mercadorias a associados, desde <ue vinculadas F atividade
econSmica do associado e <ue se1am o'1eto da cooperativa nas cooperativas de produço
a"ropecu%riasT
(E as operaç2es de 'ene7iciamento, armazenamento e industrializaço de produto do
associado nas cooperativas de produço a"ropecu%riasT
HE atos de cesso ou usos de casas, nas cooperativas de 8a'itaçoT
GE 7ornecimento de cr9ditos aos associados das cooperativas de cr9dito4
A)O! ,NO COO/E.A)IPO!
Os atos no;cooperativos so a<ueles <ue importam em operaço com terceiros no
associados4 Al"uns e=emplos:
1E a comercializaço ou industrializaço, pelas cooperativas a"ropecu%rias ou de pesca, de
produtos ad<uiridos de no associados, a"ricultores, pecuaristas ou pescadores, para
completar lotes destinados ao cumprimento de contratos ou para suprir capacidade ociosa de
suas instalaç2es industriaisT
&E de 7ornecimento de 'ens ou serviços a no associados, para atender aos o'1etivos sociaisT
(E de participaço em sociedades no cooperativas, p>'licas ou privadas, para atendimento de
o'1etivos acess$rios ou complementaresT
HE as aplicaç2es 7inanceiras eT
GE a contrataço de 'ens e serviços de terceiros no associados4
EYE.COCIO! DO M_D#-O 1
aE O n>mero m*nimo de s$cios 7undadores para 7ormaço de uma cooperativa 9 44444444444
'E ,a cooperativa, o voto 9 :
14 D E proporcional ao capital social
&4 D E sin"ular Duma pessoa, um votoE
(4 D E proporcional %s operaç2es do cooperado
cE A 7orma de constituiço de uma cooperativa 9 atrav9s de:
14 D E instrumento particular de constituiço de sociedade
&4 D E assem'l9ia sindical
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1@ – Manual das Cooperativas ©
(4 D E assem'l9ia "eral dos 7undadores
dE A cooperativa pode participar de outras empresas` D E !im D E ,o
eE Indi<ue os dois 7undos de reserva o'ri"at$rios <ue uma cooperativa deve constituir, na
apuraço de so'ras4
.E!/O!)A! AO! EYE.COCIO! DO M_D#-O 1:
aE O necess%rio para compor a administraço da cooperativa4
'E &
cE (
dE !im
eE +undo de .eserva D13WE e +A)E! DGWE
MÓDULO 2 – ASPECTOS CONTÁBEIS DAS COOPERATIVAS
,O.MA! B.A!I-EI.A! DE CO,)ABI-IDADE
A .esoluço @&36&331, do Consel8o +ederal de Conta'ilidade DC+CE – DO# 1 de
3(4314&33&, aprovou a ,orma Brasileira de Conta'ilidade D,BCE ) 1345 – entidades
cooperativas4 Estas normas so de uso o'ri"at$rio, para <ual<uer cooperativa, a partir da data
de sua pu'licaço D3(4314&33&E4
/ara as cooperativas operadoras de sa>de, as normas cont%'eis devem se"uir a ,BC ) 134&1,
com as modi7icaç2es introduzidas pelas .esoluç2es @G5 e @G@ do Consel8o +ederal de
Conta'ilidade4
OB.IBA)O.IEDADE DE E!C.I)#.AMNO CO,)^BI-
A ,BC ) 1345, em seu item 13454&41, estipula <ue a escrituraço cont%'il 9 o'ri"at$ria, para
<ual<uer tipo de cooperativa4 /ortanto, mesmo uma pe<uena cooperativa Dpor e=emplo, uma
cooperativa de pescadoresE, deve escriturar seu movimento econSmico e 7inanceiro4
+O.MAMNO DO CA/I)A- !OCIA-
,a cooperativa, o valor correspondente % inte"ralizaço do capital dever% ser conta'ilizado
em conta apropriada representativa do capital da sociedade, no "rupo do patrimSnio l*<uido,
em contrapartida da respectiva conta do ativo correspondente DCai=a, Bancos conta
Movimento, Ativo Imo'ilizado ou outra conta representativa de 'ens ou direitosE4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&3 – Manual das Cooperativas ©
O capital social das cooperativas 9 7ormado por <uotas;partes, <ue devem ser re"istradas de
7orma individualizada por se tratar de sociedade de pessoas, se"re"ando o capital su'scrito e
o capital a inte"ralizar, podendo, para tanto, ser utilizados re"istros au=iliares D,BC )
1345414AE4
Exemplo:
O associado 0os9 Mendes 0>nior su'screveu 13 DdezE <uotas;partes, no valor de .a 13,33
Ddez reaisE cada4 Esta su'scriço ser% conta'ilizada, individualizadamente, con7orme se"ue:
D – Capital a Inte"ralizar – 0os9 Mendes 0>nior D/atrimSnio -*<uidoE
C – Capital !u'scrito – 0os9 Mendes 0>nior D/atrimSnio -*<uidoE
Palor .a 133,33
/or ocasio da e7etiva inte"ralizaço, em din8eiro, a conta'ilizaço ser% como se"ue:
D4 Cai=a DAtivo CirculanteE
C4 Capital !ocial a Inte"ralizar – 0os9 Mendes 0>nior D/atrimSnio -*<uidoE
.a 133,33
DEPO-#MNO DO CA/I)A- !OCIA-
Vuando, por ocasio da sa*da do cooperado, devolve;se a este as respectivas <uotas;partes
inte"ralizadas, de'ita;se a conta Capital !u'scrito e credita;se a conta dos recursos entre"ues4
Exemplo:
D4 Capital !u'scrito – 0os9 Mendes 0>nior D/atrimSnio -*<uidoE
C4 Cai=a DAtivo CirculanteE
.a 133,33
!e 8ouver saldo de capital su'scrito pelo respectivo cooperado, deve;se tam'9m e7etuar o
anulamento deste saldo, desta 7orma:
D – Capital !u'scrito – 0os9 Mendes 0>nior D/atrimSnio -*<uidoE
C – Capital a Inte"ralizar – 0os9 Mendes 0>nior D/atrimSnio -*<uidoE4
Exemplo:
O cooperado Andr9 +aria -ima su'screveu .a &G3,33 em <uotas;partes4 Inte"ralizou .a
&33,33 no per*odo em <ue esteve no <uadro da cooperativa, retirando;se da mesma4 Ento, o
saldo de .a G3,33 D.a &G3,33 menos .a &33,33E a inte"ralizar dever% ser 'ai=ado como
se"ue:
D – Capital !u'scrito – Andr9 +aria -ima D/atrimSnio -*<uidoE
C – Capital a Inte"ralizar – Andr9 +aria -ima D/atrimSnio -*<uidoE
.a G3,33
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&1 – Manual das Cooperativas ©
+O.MAMNO DE .E!E.PA! E DE!)I,AMNO DA! !OB.A!
,o 7inal de cada e=erc*cio, e7etua;se a apuraço das so'ras ou perdas, atrav9s das respectivas
contas de apuraço DpatrimSnio l*<uidoE4
)rans7ere;se o saldo de tais contas transit$rias, ap$s o encerramento Dtrans7erJnciaE de todas
as contas de resultado, para a conta K!o'ras ou /erdas % Disposiço da Assem'l9ia BeralL4
!e ocorrer <ue o resultado 7or positivo, 8% necessidade de e7etuar a constituiço de reservas
o'ri"at$rias e estatut%rias4
Os 7undos previstos na le"islaço ou nos estatutos sociais so denominados .eservas D,BC )
13454141&E4
Ap$s a constituiço das reservas le"ais e estatut%rias, o saldo <ue eventualmente remanescer
permanecer% no /atrimSnio -*<uido, na conta K!o'ras ou /erdas F Disposiço da Assem'l9ia
BeralL, para <ue a assem'l9ia "eral decida sua destinaço4
Exemplo:
Com 'ase numa so'ra l*<uida de .a G34333,33:
14 )rans7erJncia do saldo da conta transit$ria de apuraço para a conta K!o'ras ou /erdas %
Disposiço da Assem'l9ia BeralL:
D4 !o'ra -*<uida do E=erc*cio Dconta de apuraço do resultado, no /atrimSnio -*<uidoE
C4 !o'ras F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
.a G34333,33
&4 Constituiço de +undo de .eserva D13WE:
D4 !o'ras F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
C4 .eserva -e"al D/atrimSnio -*<uidoE
.a G4333,33
(4 Constituiço do +undo de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial DGWE:
D4 !o'ras F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
C4 .eserva de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial ; +A)E! D/atrimSnio -*<uidoE
.a &4G33,33
.E!#-)ADO! DE A)O! ,NO COO/E.A)IPO!
De acordo com o item &, ', da ,BC ) 1345 ; I) ; 31, as movimentaç2es econSmicas;
7inanceiras decorrentes dos atos no;cooperativos, praticados na 7orma disposta no estatuto
social, denominam;se receitas, custos e despesas e devem ser re"istradas de 7orma se"re"ada
das decorrentes dos atos cooperativos, e resultam em lucros ou pre1u*zos apurados na
Demonstraço de !o'ras ou /erdas4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&& – Manual das Cooperativas ©
/ortanto, deve;se apurar de 7orma separada tais resultados4 ,o plano de contas em ane=o da
presente o'ra 1% esto inclu*dos al"umas contas, tanto no "rupo de resultados <uando no
patrimSnio l*<uido, para re"istro de tais operaç2es4
DE!)I,AMNO AO +A)E!
A -ei G4IAH61@I1, em seus arti"os 5I e 55, o'ri"a a destinaço dos resultados l*<uidos
positivos, au7eridos nas operaç2es de atos no cooperativos, inte"ralmente a conta +A)E!4
)al resultado, de acordo com o item I da ,BC ) 1345 ; I) ; 31, antes de sua destinaço 7inal
ao +A)E!, transita pela conta K!o'ras ou /erdas F Disposiço da Assem'l9ia BeralL4
Exemplo:
.esultado positivo au7erido em atos no cooperativos, durante o e=erc*cio
.a
1334333,33
D;E Imposto de .enda e Contri'uiço !ocial so're o .esultado acima .a &G4333,33
DRE .esultado -*<uido dos atos no cooperativos .a IG4333,33
O valor de .a IG4333,33 dever% ser destinado ao +A)E!, da se"uinte 7orma:
14 )r:nsito pela conta de K!o'ras ou /erdas F Disposiço da Assem'l9ia BeralL:
D ; -ucro -*<uido do E=erc*cio Dconta de apuraço do resultado, no /atrimSnio -*<uidoE
C – !o'ras ou /erdas F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
.a IG4333,33
&4 Destinaço o'ri"at$ria ao +A)E!:
D ; !o'ras ou /erdas F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
C – .eserva de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial ; +A)E! D/atrimSnio -*<uidoE
.a IG4333,33
DI!).IB#IMNO DE !OB.A!
As so'ras do e=erc*cio, ap$s as destinaç2es le"ais e estatut%rias, devem ser postas F
disposiço da Assem'l9ia Beral para deli'eraço, e, da mesma 7orma, as perdas l*<uidas,
<uando a reserva le"al 9 insu7iciente para sua co'ertura, sero rateadas entre os associados da
7orma esta'elecida no estatuto social, no devendo 8aver saldo pendente ou acumulado de
e=erc*cio anterior D,BC ) 13454145E4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&( – Manual das Cooperativas ©
,a 8ip$tese de ocorrer a distri'uiço do saldo das so'ras l*<uidas, aprovadas pela Assem'l9ia
Beral, o lançamento seria o se"uinte:
D4 !o'ras % Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
C4 !o'ras -*<uidas a Distri'uir D/assivo CirculanteE
.a (no *alor .iBado pela $sse)@l,ia Aeral)
AB!O.MNO DE /.E0#O?O! D/E.DA! -OV#IDA!E
!e ocorrer pre1u*zo Dresultado ne"ativoE, os mesmos devero ser a'sorvidos pelo +undo de
.eserva Dconta K.eserva -e"alLE4 O lançamento ser%:
D4 .eserva -e"al D/atrimSnio -*<uidoE
C4 !o'ras ou /erdas % Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
.a (no *alor l/quido da perda)
Entretanto, se o saldo do +undo de .eserva no 7or su7iciente para a'sorver o montante da
perda l*<uida do e=erc*cio, o valor e=cedente dever% ser rateado entre os cooperados, de
acordo com o esta'elecido pelo estatuto da cooperativa4
Exemplo:
/erda l*<uida apurada: .a 1334333,33
!aldo do +undo de .eserva: .a A34333,33
!aldo da perda l*<uida apurada, ap$s compensaço com o 7undo de reserva, <ue dever% ser
rateado entre os cooperados: .a 1334333,33 – .a A34333,33 R .a H34333,33
-ançamento cont%'il:
D – .ateio de /erdas a Associados D.ealiz%vel a -on"o /razoE
C ; !o'ras ou /erdas % Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
.a H34333,33
A conta K.ateio de /erdas a AssociadosL dever% ser classi7icada no realiz%vel a lon"o prazo,
por <uest2es do princ*pio da prudJncia cont%'il, pois se trata de valor <ue dever% ser
reem'olsado, con7orme estatuto social da cooperativa, por cada um dos cooperados <ue
usu7ruiu dos serviços da cooperativa4
Com 'ase nos crit9rios 7i=ados no estatuto, esta conta dever% ser rateada entre os cooperados,
de'itando;se a parcela correspondente a cada um, como e=empli7icado adiante:
Crit9rio de rateio D7i=ado no estatutoE: de acordo com as operaç2es de cada cooperado4
Cooperado: 0oo +rancisco Dias
)otal de operaç2es com a cooperativa: .a G34333,33 no e=erc*cio
)otal de operaç2es da cooperativa no e=erc*cio: .a G43334333,33
/articipaço W do cooperado nas perdas: .a G34333 : .a G43334333 R 1W
/articipaço em .a do cooperado nas perdas: .a H34333,33 = 1W R .a H33,33
-ançamento cont%'il:
D4 C6C Cooperado 0oo +rancisco Dias D.ealiz%vel a -on"o /razo ou /assivo CirculantebE
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&H – Manual das Cooperativas ©
C4 .ateio de /erdas a Associados D.ealiz%vel a -on"o /razoE
.a H33,33
NotaC J o crit,rio de classi.ica'(o das contas de cooperados de*er0 le*ar e) conta os saldos
apresentados no encerra)ento do eBerc/cio. %e o cooperado n(o ti*er qualquer cr,dito
(*alor a rece@er) da cooperati*a- o lan'a)ento de*er0 ser e.eti*ado e) u)a conta do
realiG0*el a lon+o praGo. Caso o cooperado ten2a cr,ditos Iunto K cooperati*a e) )ontante
su.iciente para a respecti*a a)ortiGa'(o das perdas rateadas- o lan'a)ento ser0 0 pr1pria
conta dos cr,ditos L que o@*ia)ente de*e) ser classi.icadas no passi*o circulante- por se
tratare) de eBi+i@ilidades operacionais de curto praGo da cooperati*a.
O/MNO DE .EBI!).O A#YI-IA.
,o 9 o'ri"at$rio o re"istro individualizado, por cooperado, das perdas, desde <ue 8a1a
re"istros au=iliares <ue permitam a individualizaço4 ,esta 8ip$tese, o saldo da conta K.ateio
de /erdas a AssociadosL ser% a soma dos saldos re"istrados individualmente4
/.E0#O?O A/#.ADO ,A! O/E.AMZE! COM A)O! ,NO;COO/E.A)IPO!
O resultado ne"ativo do e=erc*cio Dato no;cooperativoE deve ser levado F .eserva -e"al e,
se insu7iciente sua co'ertura, pode ser deduzido das so'ras ap$s as destinaç2es para reservas
le"ais o'ri"at$rias Dso'ras l*<uidasE4 ,o entanto, se 7orem insu7icientes essas compensaç2es,
o saldo remanescente ser% rateado entre associados4
+A-)A DE DE-IBE.AMNO DA A!!EMB-QIA BE.A- /E-A .E/O!IMNO DA!
/E.DA! A/#.ADA!
,a 8ip$tese de no 8aver deli'eraço da Assem'l9ia Beral pela reposiço das perdas
apuradas, estas devem ser de'itadas no /atrimSnio -*<uido na conta de /erdas ,o Co'ertas
pelos Cooperados D,BC ) 13454&4I41E4
Exemplo:
D ; /erdas ,o Co'ertas pelos Cooperados D/atrimSnio -*<uidoE
C ; !o'ras ou /erdas % Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
#)I-I?AMNO DO +#,DO DE A!!I!)c,CIA )QC,ICA, ED#CACIO,A- E !OCIA-
D+A)E!E
Os recursos do +A)E! somente podero ser destinados a prestaço de assistJncia aos
associados, seus 7amiliares e, <uando previsto nos estatutos, aos empre"ados da cooperativa4
)ais dispJndios sero re"istrados em contas de resultados e podero ser a'sorvidas pela
.eserva de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial D+A)E!E, em cada per*odo de apuraço
D,BC ) 13454&45E4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&G – Manual das Cooperativas ©
/rimeiro se trans7ere tais dispJndios F conta de apuraço do resultado, e depois da
constituiço do +A)E!, 7az;se a amortizaço dos mesmos4
Exemplo:
/restaço de assistJncia m9dica e odontol$"ica aos associados, no valor de .a G4333,33:
D4 AssistJncia M9dica e Odontol$"ica aos Associados DConta de .esultadoE
C4 Contas a /a"ar D/assivo CirculanteE
.a G4333,33
,o encerramento do e=erc*cio social, o saldo das contas de resultado <ue destinaram;se ao
re"istro das despesas de assistJncia t9cnica, educacional e social podero ser trans7eridas a
.eserva respectiva, mas no diretamente, pois tais dispJndios devem primeiramente transitar
pela conta de apuraço do resultado4
Exemplo:
14 )rans7erJncia dos saldos das contas para o resultado:
D4 !o'ra -*<uida do E=erc*cio Dconta de apuraço do resultado ; /atrimSnio -*<uidoE .a
1G4333,33
C4 AssistJncia M9dica a Cooperados DConta de .esultadoE .a 134333,33
C4 AssistJncia )9cnica a Cooperados DConta de .esultadoE .a G4333,33
&4 )rans7erJncia da so'ra l*<uida do e=erc*cio para so'ras F disposiço da assem'l9ia:
D4 !o'ra -*<uida do E=erc*cio Dconta de apuraço do resultado ; /atrimSnio -*<uidoE
C4 !o'ras F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
.a H334333,33
(4 Constituiço do +A)E!R GW de H334333,33 R .a &34333,33:
D4 !o'ras F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
C4 .eserva de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial ; +A)E! D/atrimSnio -*<uidoE
.a &34333,33
H4 )rans7erJncia e7etiva de todo os dispJndios realizados para o +A)E!:
D4 .eserva de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial ; +A)E! D/atrimSnio -*<uidoE
C4 !o'ras F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
.a 1G4333,33
,ota: o'servar <ue o saldo da conta K.eserva de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial –
+A)E!L no pode ser devedor Dne"ativoE, pois se trata de uma reserva4 Caso o saldo se1a
insu7iciente para aco'ertar os dispJndios realizados, o remanescente devedor dever%
permanecer na conta K!o'ra ou /erda -*<uida do E=erc*cioL para rateio ou destinaço,
con7orme o caso4
O#).A! .E!E.PA!
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&A – Manual das Cooperativas ©
Caso a cooperativa ten8a, em 7unço do estatuto ou re"ulamento, outras reservas, dever%
control%;las em contas distintas4 O dispJndio e7etuado por conta de tais reservas, para 7ins de
controle e estat*stica, 9 de'itado a contas de resultado, e o valor "lo'al, no encerramento do
e=erc*cio, relativo a tais desem'olsos, 9 trans7erido Dap$s a apuraço do resultadoE para a
respectiva reserva4
Exemplo:
Cooperativa constituiu um 7undo para co'ertura de sinistros <ue 7unciona da se"uinte 7orma:
1 ; os cooperados contri'uem mensalmente com uma ta=aT & ; ocorrendo um sinistro,
acidente ou al"uma eventualidade prevista no re"ulamento <ue impeça do cooperado de
tra'al8ar, esse 7undo co're o per*odo de inatividade, em <ue o cooperado dei=a de ter renda
com os serviços de transporte4
Os lançamentos cont%'eis sero 7eitos da se"uinte 7orma:
1E /ela 7ormaço6rece'imento dos recursos dos associados:

D ; Cai=a6Bancos Cta4 Movimento DAtivo CirculanteE
C ; .eserva para Co'ertura ; !inistros D/atrimSnio -*<uidoE
.a 14333,33
&E /elo re"istro de sinistro co'erto estatutariamente:

D ; !inistros DConta de .esultadoE
C ; !inistros a /a"ar D/assivo CirculanteE
.a &4333,33
(E /elo pa"amento, ao associado, da renda "arantida pelo estatuto, no caso de sinistro:
D ; !inistros a /a"ar D/assivo CirculanteE
C ; Cai=a6Bancos Cta4 Movimento DAtivo CirculanteE
.a &4333,33
HE /ela trans7erJncia dos custos de sinistros co'ertos, para apuraço do resultado no 7inal do
e=erc*cio:
D ; !o'ra -*<uida do E=erc*cio Dconta de apuraço do resultado ; /atrimSnio -*<uidoE
C ; !inistros DConta de .esultadoE
.a 134333,33
GE /ela a'sorço dos sinistros 8avidos no e=erc*cio com as reservas e=istentes, por ocasio do
'alanço:

D ; .eserva para Co'ertura ; !inistros D/atrimSnio -*<uidoE
C ; !o'ras F Disposiço da Assem'l9ia Beral D/atrimSnio -*<uidoE
.a 134333,33
,otas:
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&I – Manual das Cooperativas ©
1E O lançamento acima 9 limitado ao saldo da conta K.eserva para Co'ertura ;
!inistrosL, no podendo tal conta ter saldo devedor, por ocasio do 'alanço4
&E O valor do lançamento de compensaço com a reserva deve ser restrito ao
montante do valor lançado em despesa com sinistros, no e=erc*cio, o'servado o
se"undo limite 1% comentado na nota K1L anterior4
+O.MA DE CO,)ABI-I?AMNO /.O/O!)A DE .ECEI)A!, C#!)O! E DE!/E!A!
At9 a ediço da ,BC ) 1345, al"uns conta'ilistas interpretavam <ue a conta'ilidade
cooperativa no poderia re"istrar valores de receita, custos e despesas, relativamente F
operaç2es de cooperativismo, sendo necess%rio de'itar ou creditar os valores diretamente F
conta dos associados4
A partir de 3(4314&33&, esta interpretaço dei=ou de e=istir, 1% <ue a ,BC ) 1345 esta'eleceu
as re"ras para conta'ilizaço de receitas, custos e despesas4
)am'9m para o atendimento da le"islaço do Imposto de .enda Dproporcionalizaço das
despesas indiretas e apuraço do resultado tri'ut%velE, /I! e CO+I,! Ddesta<ue cont%'il das
operaç2es dos associadosE, 9 imprescind*vel a conta'ilizaço de todas as receitas, custos e
despesas, de 7orma a 7acilitar os c%lculos e atender ao controle das e=i"Jncias tri'ut%rias4
As trans7erJncias de custos e despesas para os associados se 7azem, con7orme proposto em
nossos e=emplos, por contas de rateio4 Desta 7orma, preservam;se todos os dados cont%'eis
relativos %s operaç2es da Cooperativa, "erando in7ormaç2es "erenciais de relev:ncia4
!EB.EBAMNO CO,)^BI- DA! .ECEI)A! E DE!/E!A! DE A)O! COO/E.A)IPO!
E ,NO COO/E.A)IPO!
,as cooperativas <ue praticam tanto atos cooperativos como no cooperativos, 8%
necessidade de separaço cont%'il entre receitas, custos e despesas de atos cooperativos e
no;cooperativos, para distinço entre os resultados tri'ut%veis e no tri'ut%veis, como
veremos mais adiante4
A movimentaço econSmico;7inanceira decorrente do ato cooperativo 9 de7inida
conta'ilmente como in"ressos Das receitasE e dispJndios Dcustos e despesasE4 0% as operaç2es
ori"inadas dos atos no;cooperativos Da<ueles <ue no 7azem parte do o'1eto da cooperativaE
so de7inidas conta'ilmente como receitas, custos e despesas4
!u"ere;se o se"uinte modelo '%sico cont%'il de se"re"aço das receitas, despesas e custos
correspondentes:
I,B.E!!O! DE A)O! COO/E.A)IPO!
Penda de !erviços /restados pelos Cooperados a /essoa 0ur*dica
Penda de !erviços /restados pelos Cooperados a /essoas +*sicas
Penda de Mercadorias e /rodutos de Associados
Penda de Mercadorias e /rodutos a Associados
DED#MZE! DE I,B.E!!O! DE A)O! COO/E.A)IPO!
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&5 – Manual das Cooperativas ©
I!! !erviços ; Associados
ICM! so're Pendas de Mercadorias e /rodutos ; Associados
I/I so're Pendas de /rodutos ; Associados
/I! so're Pendas ; Associados
CO+I,! so're Pendas ; Associados
Devoluç2es de Pendas ; Associados
.ECEI)A! DE A)O! ,NO COO/E.A)IPO!
Pendas de !erviços /restados por )erceiros a /essoa 0ur*dica
Penda de !erviços /restados por )erceiros a /essoas +*sicas
Penda de Mercadorias e /rodutos – Operaç2es com ,o Associados
DED#MZE! DE PE,DA! DE A)O! ,NO COO/E.A)IPO!
I!! !erviços )erceiros
ICM! so're Pendas de Mercadorias e /rodutos – Operaç2es com ,o Associados
I/I so're Pendas de /rodutos ; ,o Associados
/I! so're Pendas ; ,o Associados
CO+I,! so're Pendas ; ,o Associados
Devoluç2es de Pendas ; ,o Associados
DI!/c,DIO! DO! !E.PIMO!, ME.CADO.IA! E /.OD#)O! – A)O!
COO/E.A)IPO!
!erviços /restados pelos Associados
Custo das Mercadorias e /rodutos Pendidos ; Associados
C#!)O! DO! !E.PIMO!, ME.CADO.IA! E /.OD#)O! – A)O! ,NO
COO/E.A)IPO!
!erviços /restados por )erceiros
I,!! so're !erviços )erceiros
Custo das Mercadorias e /rodutos Pendidos – ,o Associados
DI!/c,DIO! O/E.ACIO,AI! DI.E)O! – A)O! COO/E.A)IPO!
Despesas de Pendas Dcomo comiss2es so're vendas de serviços e produtos de associados,
7retes CI+, etc4E
Despesas +inanceiras Dcomo despesas com desconto de duplicatas nas vendas de serviços e
produtos de associados, etc4E
DE!/E!A! O/E.ACIO,AI! DI.E)A! – A)O! ,NO COO/E.A)IPO!
Despesas de Pendas Dcomo comiss2es so're vendas de serviços e produtos de terceiros, 7retes
CI+, etc4E
Despesas +inanceiras Dcomo despesas com desconto de duplicatas nas vendas de serviços e
produtos de terceiros, etc4E
DI!/c,DIO! E DE!/E!A! O/E.ACIO,AI! I,DI.E)A!
Despesas Berais de /roduço
Despesas Administrativas
Despesas de Pendas D<ue no possam ser atri'u*das diretamenteE
Despesas +inanceiras DidemE
Despesas )ri'ut%rias DC/M+, IO+, )a=as de -icença, etc4E
D;E .A)EIO DE DI!/c,DIO! O/E.ACIO,AI! COM COO/E.ADO!
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
&@ – Manual das Cooperativas ©
D;E .ateio de Impostos so're Pendas de Mercadorias, /rodutos e !erviços de Cooperados
D;E .ateio de Despesas Berais – Operaç2es com Associados
.E!#-)ADO! ,NO O/E.ACIO,AI!
.eceitas +inanceiras
.esultado na Penda de Bens do Ativo Imo'ilizado
Outros resultados no operacionais Dcomo alu"u9is, dividendos e lucros rece'idos, etc4E
/I! e CO+I,! so're receitas no operacionais
EYEM/-O! DE CO,)ABI-I?AMNO DE O/E.AMZE! COM A!!OCIADO!
Exemplo 1:
Operaço de venda de .a 1334333,33 de produto de associado, su1eito a ICM!:
1E /ela entre"a do produto de associado:
D4 Esto<ues de /rodutos de Associados DAtivo CirculanteE
C4 C6C )ransaç2es com Associados D/assivo CirculanteE
.a 1334333,33
NotaC $ entrada de produto de cooperado n(o caracteriGa u)a *enda- )as si)- u)a
opera'(o cooperada. #esta .or)a- a entre+a de produ'(o K cooperati*a- para .ins de
@ene.icia)ento- ar)aGena)ento- industrialiGa'(o ou co)ercialiGa'(o- n(o con.i+ura receita
do associado - ? 89 do arti+o 32 do #ecreto 5.;25=2332.
&E /or ocasio da venda, pelo 7aturamento ao comprador 7inal:
D4 Clientes DAtivo CirculanteE
C4 Pendas de /rodutos de Associados DConta de .esultadoE
.a 1334333,33
(E Bai=a dos esto<ues da cooperativa:
D4 Custo dos /rodutos Pendidos dos Associados DConta de .esultadoE
C4 Esto<ues de /rodutos de Associados DAtivo CirculanteE
.a 1334333,33
HE ICM! so're a venda:
D4 ICM! so're Pendas de /rodutos de Associados DConta de .esultadoE
C4 ICM! a /a"ar D/assivo CirculanteE
.a 1I4333,33
GE .ateio de despesas, para o associado:
D4 C6C )ransaç2es com Associados D/assivo CirculanteE .a &34333,33
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(3 – Manual das Cooperativas ©
C4 .ateio de Impostos so're Pendas de /rodutos de Cooperados DConta de .esultadoE .a
1I4333,33
C4 .ateio de Despesas Berais – Operaç2es com Associados DConta de .esultadoE .a
(4333,33
NotaC a conta@iliGa'(o de rateio de despesas +erais poder0 ser e.etuada )ensal)ente-
con.or)e planil2a @aseada e) @alancete- ou por opera'(o- @aseado e) M .iBo so@re o *alor
das *endas. No eBe)plo aci)a- utiliGa)os a conta@iliGa'(o por opera'(o- co) percentual
.iBo de 3M so@re o *alor da nota .iscal.
Exemplo 2:
+aturamento de serviços prestados F pessoa 7*sica, por cooperativa de tra'al8o, no valor .a
G4333,33, su1eito ao I!!:
1E /or ocasio do 7aturamento dos serviços:
D4 Clientes DAtivo CirculanteE
C4 Penda de !erviços /restados pelos Cooperados a /essoas +*sicas DConta de .esultadoE
.a G4333,33
&E Palor a ser repassado aos Associados:
D4 !erviços /restados pelos Associados DConta de .esultadoE
C4 C6C Associados – !erviços +aturados a /a"ar D/assivo CirculanteE
.a G4333,33
(E Impostos so're a nota 7iscal:
D4 I!! !erviços – Associados DConta de .esultadoE
C4 I!! a /a"ar D/assivo CirculanteE
.a &G3,33
D4 /I! so're Pendas – Associados DConta de .esultadoE
C4 /I! a .ecol8er D/assivo CirculanteE
.a (&,G3
D4 CO+I,! so're Pendas – Associados DConta de .esultadoE
C4 CO+I,! a .ecol8er D/assivo CirculanteE
.a 1G3,33
HE .ateio de despesas, para os associados <ue prestaram o serviço:
D4 C6C Associados – !erviços +aturados a /a"ar D/assivo CirculanteE .a @(&,G3
C4 .ateio de Impostos so're !erviços de Cooperados DConta de .esultadoE .a H(&,G3
C4 .ateio de Despesas Berais – Operaç2es com Associados DConta de .esultadoE .a G33,33
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(1 – Manual das Cooperativas ©
NotaC a conta@iliGa'(o de rateio de despesas +erais poder0 ser e.etuada )ensal)ente-
con.or)e planil2a @aseada e) @alancete- ou por opera'(o- @aseado e) M .iBo so@re o *alor
das *endas.
s custos diretos da opera'(o (co)o tri@utos) s(o de@itados direta)ente- e inte+ral)ente
(133M)- na conta corrente do associado. "sto porque a identi.ica'(o dos custos diretos ,
)ais .0cil- e n(o 20 necessidade de rateio da despesa- podendo ser identi.icada e alocada
direta)ente ao associado.

N0 os custos indiretos s(o apropriados- por associado- e) rateio- con.or)e de.inido e)
estatuto ou re+ula)ento interno da Cooperati*a. No eBe)plo aci)a- utiliGa)os a
conta@iliGa'(o por opera'(o- co) percentual .iBo de 13M so@re o *alor da nota .iscal.
DEMO,!).AMNO DE !OB.A! O# /E.DA!
A Demonstraço do .esultado das Cooperativas 9 denominada KDemonstraço de !o'ras ou
/erdasL, a <ual deve evidenciar, separadamente, a composiço do resultado de determinado
per*odo, considerando os in"ressos, diminu*dos dos dispJndios dos atos cooperativos, e das
receitas, custos e despesas dos atos no cooperativos, demonstrados se"re"adamente por
produtos, serviços e atividades desenvolvidas pela Cooperativa D,BC ) 13454H41E4
Exemplo:
COOPERMODELO - DEMONSTRAÇÄO DE SOBRAS OU PERDAS
/er*odo de 314314&313 a (141&4&313 – em .a
!o'ras de Atos Cooperativos: /rodutos !erviços )otal
In"resso Operacional Bruto @HG41@3,I
3
&HI4G33,A3 141@&4A@1,(3
Deduç2es do In"resso Operacional D&3&45(A,15
E
D&14H35,53E D&&H4&HH,@5E
Devoluç2es DI4AGH,(3
E
; DI4AGH,(3E
Impostos so're a .eceita D1@G4151,55
E
D&14H35,53E D&1A4G@3,A5E
In"resso Operacional -*<uido IH&4(GH,G
&
&&A43@1,53 @A54HHA,(&
DispJndio de Custos DG1G4H@3,@5
E
D11&43H1,1GE DA&I4G(&,1(E
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(& – Manual das Cooperativas ©
!o'ra Operacional Bruta &&A45A(,G
H
11H43G3,AG (H34@1H,1@
DispJndio de Despesas: D1H34&HH,AI
E
DH54GH(,1@E D1554I5I,5AE
Despesas Administrativas D5@4IHG,(3
E
D&I4((&,5IE D11I43I5,1IE
Despesas Comerciais DHG4@@5,II
E
D154IAG,3(E DAH4IA(,53E
Despesas +inanceiras DH4G33,A3
E
D&4HHG,&@E DA4@HG,5@E
!o'ra Operacional -*<uida 5A4A15,5
I
AG4G3I,HI 1G&41&A,(H
.esultado de Atos no Cooperativos: /rodutos !erviços )otal
.eceita de Atos no Cooperativos &HG4@5I,A
G
HG45@3,3G &@145II,I3
Deduç2es da .eceita DG&43HA,AG
E
D(4@A@,H@E DGA431A,1HE
Devoluç2es D14&G3,&3
E
; D14&G3,&3E
Impostos so're a .eceita DG34I@A,HG
E
D(4@A@,H@E DGH4IAG,@HE
.esultado Bruto 1@(4@H1,3
3
H14@&3,GA &(G45A1,GA
Custos da .eceita D1((4A&G,(G
E
D&34G3(,(GE D1GH41&5,I3E
.esultado Bruto A34(1G,A
G
&14H1I,&1 514I(&,5A
Despesas de Atos no Cooperativos D(&4A1&,&3
E
DI4II3,(&E DH34(5&,G&E
Despesas Administrativas D&(4HHA,3I
E
DG43AI,5@E D&54G1(,@AE
Despesas Comerciais DG4AAG,@3
E
D&41(H,GGE DI4533,HGE
Despesas +inanceiras D(4G33,&(
E
DGAI,55E DH43A5,11E
.esultado antes do Imposto de .enda &I4I3(,H
G
1(4AHA,5@ H14(G3,(H
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(( – Manual das Cooperativas ©
Imposto de .enda DH41GG,G&
E
D&43HI,3(E DA4&3&,GGE
Contri'uiço !ocial so're o -ucro D&4H@(,(1
E
D14&&5,&&E D(4I&1,G(E
.esultado -*<uido de Atos no
Cooperativos
&143GH,
A&
134(I1,AH (14H&A,&A
DEMO,!).AMNO DA DE!)I,AMNO DA! !OB.A! E .E!#-)ADO!
Destinaço das !o'ras: /rodutos !erviços )otal
.eserva -e"al 13W 54AA1,5
@
A4GG3,IG 1G4&1&,AH
+A)E! GW H4((3,@
H
(4&IG,(I I4A3A,(1
!aldo F Disposiço da Assem'l9ia Beral I(4A&A,3
H
GG4A51,(G 1&@4(3I,(@
Destinaço do .esultado -*<uido de Atos no Cooperativos:
+A)E! 133W &143GH,A
&
134(I1,AH (14H&A,&A
.E!#-)ADO -OV#IDO DE A)O! ,NO COO/E.A)IPO
O resultado l*<uido decorrente do ato no;cooperativo, <uando positivo, deve ser destinado
para .eserva de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial, no podendo ser o'1eto de rateio
entre os associados4
Vuando ne"ativo, deve ser a'sorvido pelas so'ras do ato cooperativo4 !e estas 7orem
insu7icientes, o saldo ser% levado F .eserva -e"al e, 8avendo saldo remanescente, ser%
rateado entre os associados na 7orma do estatuto social e le"islaço espec*7ica4
CO,)I,Bc,CIA! E /.OPI!ZE!
As contin"Jncias e as provis2es, inclusive as destinadas a "arantirem ativos ou riscos de
operaço, devero ser re"istradas em conta de resultado e, em contrapartida, no passivo4
,O.MA! CO,)^BEI! E!/ECO+ICA!
COOPERATIVAS OPERADORAS DE PLANOS DE ASISTÊNCIA À SAUDE
Entidades Cooperativas Operadoras de /lanos de AssistJncia F !a>de so a<uelas <ue
e=ercem as atividades na 7orma da lei espec*7ica, por meio de atos cooperativos, <ue se
traduzem na prestaço direta de serviços aos seus associados, sem o'1etivo de lucro, para
o'terem, em comum, mel8ores resultados para cada um deles em particular4 Identi7icam;se
de acordo com o o'1eto ou pela natureza das atividades desenvolvidas por elas, ou por seus
associados4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(H – Manual das Cooperativas ©
As normas cont%'eis destas Cooperativas 7oram aprovadas pela .esoluço CO,!E-\O
+EDE.A- DE CO,)ABI-IDADE ; C+C @HH6&33& DDO# 1343@4&33&E4 /ara acessar tais
normas, cli<ue Destando conectado % internetE: ,BC ) 134&1 ; Entidades Diversas ;
Cooperativas Operadoras de /lanos de AssistJncia F !a>de4
MOPIME,)AMZE! ECO,dMICO;+I,A,CEI.A!
As movimentaç2es econSmico;7inanceiras das Entidades Cooperativas Operadoras de /lanos
de AssistJncia F !a>de tero o se"uinte tratamento cont%'il:
1E A<uelas decorrentes do ato cooperativo, na 7orma prevista no estatuto social, denominadas
como receitas e despesas e le"islaço aplic%vel, inclusive a emitida por $r"os re"uladores,
sero denominadas, respectivamente, como in"ressos Dreceitas por conta de cooperadosE e
dispJndios Ddespesas por conta de cooperadosE4
&E A<uelas decorrentes dos atos no;cooperativos, na 7orma disposta no estatuto social, so
de7inidas conta'ilmente como receitas, custos e despesas e devem ser re"istradas
conta'ilmente de 7orma se"re"ada das decorrentes dos atos cooperativos4
!OB.A! O# /E.DA! -OV#IDA! DO EYE.COCIO
As so'ras l*<uidas do e=erc*cio, ap$s as destinaç2es le"ais e estatut%rias, devem ser postas F
disposiço da assem'l9ia "eral para deli'eraço e, da mesma 7orma, as perdas l*<uidas,
<uando a .eserva -e"al 7or insu7iciente para sua co'ertura, sero rateadas entre os
associados na 7orma esta'elecida no estatuto social, no devendo 8aver saldo pendente ou
acumulado de e=erc*cio anterior, devendo a perda no;suportada por esta reserva ser
re"istrada con7orme esta'elece o item 134&14&4I da ,BC 134&14&4I Dadiante transcritoE:
“$s perdas apuradas no eBerc/cio- n(o-co@ertas pela Reser*a :e+al- ser(o rateadas entre os
associados- con.or)e disposi'Hes estatut0rias e le+ais e re+istradas e) conta reti.icadora do
&atri)Onio :/quido at, deli@era'(o da asse)@l,ia +eral- e) con.or)idade co) a NPC Q 3.2
e le+isla'(o aplic0*el e espec/.ica do setor.>
As Entidades Cooperativas Operadoras de /lanos de AssistJncia F !a>de devem distri'uir as
so'ras l*<uidas aos seus associados de acordo com a produço de 'ens ou serviços por eles
entre"ues, em 7unço do volume de 7ornecimento de 'ens de consumo e insumos, dentro do
e=erc*cio social, salvo deli'eraço em contr%rio da assem'l9ia "eral4
COOPERATIVAS DE CRÉDITO
As normas cont%'eis destas Cooperativas esto su1eitas, tam'9m, F re"ulaço do Banco
Central do Brasil, <ue editou as se"uintes normas, o'ri"at$rias para tais cooperativas:
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(G – Manual das Cooperativas ©
Circular BACE, (4(1H6&33A ; disp2e so're as modi7icaç2es no capital social, a constituiço
do 7undo de reserva, a destinaço das so'ras e a compensaço das perdas das cooperativas de
cr9dito4
Carta;Circular BACE, (4&&H6&33A ; crit9rios para apuraço da 'ase de c%lculo do +undo de
AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial ; +ates para cooperativas de cr9dito4
Carta;Circular BACE, (4&AH6&33I ; cria su't*tulos no Cosi7 para re"istro de resultados
decorrentes de atos cooperativos e atos no cooperativos4
Carta;Circular BACE, (4&IH6&33I ; esta'elece crit9rios a serem o'servados pelas
cooperativas de cr9dito, para a constituiço de 7undos espec*7icos4
COOPERATIVAS DE CORRETORES DE SEGUROS
A Circular !#!E/ (AI6&335, com as alteraç2es da Circular (IH6&335, disp2e so're os
procedimentos de re"istro de sociedades cooperativas de corretores de se"uros4
EYE.COCIO! DO M_D#-O &
aE ,o encerramento do e=erc*cio, os resultados positivos au7eridos por atos no cooperativos
devero ser conta'ilizados a cr9dito de <ual conta`
'E ,a 8ip$tese de ocorrerem perdas Dresultados ne"ativosE, <ue +undo espec*7ico <ue dever%
a'sorvJ;las`
cE A 7orma mais ade<uada para distri'uir os custos e despesas da cooperativa entre seus
associados 9:
14 D E mediante contas de rateio – mensal ou proporcional %s operaç2es
&4 D E atrav9s de nota de d9'ito Daviso de lançamentoE a pa"ar
(4 D E mediante trans7erJncia da pr$pria conta de despesa ou custo, diretamente ao associado
dE /or<ue 8% necessidade de separar as contas relativas a atos cooperativos das contas <ue
re"istram os atos no cooperativos`
.E!/O!)A! DO! EYE.COCIO! DO M_D#-O &:
aE Ao +undo de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial D+A)E!E
'E O +undo de .eserva
cE 1 Das 7ormas & e ( so admiss*veis, por9m: a 7orma & 9 'urocr%tica – e=i"e 7ormul%rios e
controle individualizado por associado e a 7orma ( di7iculta a visualizaço dos dados
8ist$ricos e "erenciais das contas nos 'alancetes ou 'alançoE
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(A – Manual das Cooperativas ©
dE por<ue o resultado de atos no cooperativos dever% ser destinado, inte"ralmente, ao
+A)E!, en<uanto o resultado de atos cooperativos, ap$s a destinaço dos 7undos o'ri"at$rios
e estatut%rios, poder% ser distri'u*do aos associados, na 7orma aprovada em Assem'l9ia
Beral4
MÓDULO 3 – ASPECTOS TRIBUTÁRIOS DAS COOPERATIVAS
PEDAMNO DE O/MNO /E-O !IM/-E! ,ACIO,A- D-C 1&(6&33AE
As Cooperativas De=ceto as de consumoE no podero aderir ao !imples ,acional, con7orme
o disposto no arti"o (X, inciso PI, par%"ra7o HX, da -C 1&(6&33A4
Entretanto, aplica;se Fs sociedades cooperativas <ue ten8am au7erido, no ano;calend%rio
anterior, receita 'ruta at9 o limite de7inido no inciso II do caput do art4 (X da -ei
Complementar 1&(6&33A, nela inclu*dos os atos cooperados e no;cooperados, o disposto nos
Cap*tulos P a Y, na !eço IP do Cap*tulo YI, e no Cap*tulo YII da re7erida -ei
Complementar:
; do acesso aos mercados, licitaç2es p>'licas e pre7erJncias na contrataçoT
; da simpli7icaço das relaç2es do tra'al8oT
; da 7iscalizaço orientadoraT
; do associativismo na 7orma de cons$rciosT
; do est*mulo ao cr9dito e F capitalizaçoT
; do est*mulo F inovaçoT
; das condiç2es para protesto de t*tulos e
; do acesso F 1ustiça4
Base: arti"o (H da -ei 114H556&33I4
PEDAMNO DE O/MNO /E-O !IM/-E! +EDE.A- D-EI @4(1I61@@AE
As sociedades cooperativas no poderiam optar pelo !imples +ederal D-ei @4(1I61@@AE ; <ue
vi"orou at9 (343A4&33I ; con7orme K/er"untas e .espostas ; DI/0L do site da .eceita
+ederal4
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE
.E)E,MNO ,A ,O)A +I!CA- DA! COO/E.A)IPA! DE ).ABA-\O
As import:ncias pa"as ou creditadas pelas pessoas 1ur*dicas a cooperativas de tra'al8o,
relativas a serviços pessoais <ue l8es 7orem prestados por associados destas ou colocados F
disposiço esto su1eitos F retenço do imposto de renda na 7onte pela al*<uota de 1,GW D-ei
54@5161@@G, art4 AHE4
Este valor ser% compensado com o imposto <ue tiver <ue ser retido pela cooperativa, por
ocasio do pa"amento ao associado4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(I – Manual das Cooperativas ©
A conta'ilizaço ser% procedida da se"uinte 7orma e=empli7icada:
/ela emisso da ,ota +iscal de !erviço:
D4 Clientes DAtivo CirculanteE
C4 .eceita de !erviços /restados a /essoas 0ur*dicas DConta de .esultadoE
.a 14333,33
/ela retenço do I.+:
D4 Imposto de .enda na +onte a Compensar com Associados DAtivo CirculanteE
C4 Clientes DAtivo CirculanteE
.a 1G,33
/elo pa"amento das remuneraç2es por serviços aos associados, com retenço de I. na 7onte:
D4 !erviços /restados por Associados DConta de .esultadoE .a (4333,33
C4 I.+ so're !erviços Associados a .ecol8er D/assivo CirculanteE .a &3,33b
C4 Cai=a6Bancos cta4 Movimento DAtivo CirculanteE .a &4@53,33
J *alor de RR 23-33 retido , 2ipot,tico. $ cooperati*a ao pa+ar ser*i'os aos seus
associados de*e *eri.icar o *alor real- calculado co) @ase na ta@ela do "RD *i+ente.
/ela compensaço do I.+ so're pa"amento de serviços prestados pelos associados:
D4 I.+ so're !erviços Associados a .ecol8er D/assivo CirculanteE
C4 Imposto de .enda na +onte a Compensar com Associados DAtivo CirculanteE
.a 1G,33
NotasC
No caso do "RD- est0 dispensada a reten'(o i+ual ou in.erior a RR 13-33.
S i)portante separar o "RD das aplica'Hes .inanceiras (co)pens0*el co) o "R&N de*ido
pela cooperati*a) do "RD decorrente dos ser*i'os (co)pens0*el co) o "RD retido dos
associados)- para .acilitar o controle.
$ @ase de c0lculo do "RD , o *alor pa+o relati*o ao ser*i'o prestado (se) qualquer
desconto- por .alta de pre*is(o le+al).
/ABAME,)O! DE .E,DIME,)O! A A!!OCIADO!
Os pa"amentos de rendimentos a associados, decorrentes de serviços prestados, esto su1eitos
% tri'utaço pela ta'ela do Imposto de .enda na +onte4
,o caso de prestaço de serviços pessoais de transporte de car"a ou de passa"eiros, com a
utilizaço de ve*culo pr$prio, locado ou ad<uirido com reserva de dom*nio ou alienaço
7iduci%ria, a import:ncia relativa F remuneraço desse serviço dever%, ainda, ser discriminada
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(5 – Manual das Cooperativas ©
em parcela tri'ut%vel e parcela no;tri'ut%vel, o'servando;se <ue a parcela tri'ut%vel
corresponder% a D-ei I4I1(61@55, art4 @X, incorporado ao art4 A&@ do .I.61@@@E:
H3W D<uarenta por centoE do rendimento decorrente do transporte de car"a e de prestaço de
serviços com trator, m%<uina de terraplena"em, col8eitadeira e assemel8adosT
A3W Dsessenta por centoE do rendimento decorrente do transporte de passa"eiros4
I.+ !OB.E 0#.O! !OB.E CA/I)A-
Os 1uros de 1&W so're o capital social Dprevistos no U (X, do art4 &H, da -ei G4IAH61@I1E,
pa"os ou creditados aos cooperados, su1eitam;se F tri'utaço como rendimentos de
aplicaç2es 7inanceiras de renda 7i=a4 /ortanto, esto su1eitos F retenço do imposto de renda
na 7onte Dart4 1A da I, !.+ &G6&331E4
COO/E.A)IPA! DE C.QDI)O – DI!/E,!A DO I.+ EM A/-ICAMZE!
+I,A,CEI.A!
+ica dispensada a retenço do imposto de renda na 7onte so're os rendimentos em aplicaç2es
7inanceiras realizadas pelas cooperativas de cr9dito em outras instituiç2es 7inanceiras, no
cooperativas4
Base: art4 & da I, !.+ (((6&33(4
A/-ICAMZE! DE COO/E.ADO! EM COO/E.A)IPA! DE C.QDI)O
Esto su1eitos F retenço na 7onte os rendimentos decorrentes de aplicaç2es 7inanceiras de
renda 7i=a e de renda vari%vel, su1eitos a essa condiço, pa"os ou creditados por cooperativas
de cr9dito a seus associados, em 7unço de aplicaç2es <ue estes manten8am na<uelas4
Base: art4 ( da I, !.+ (((6&33(4
INSS
.ECO-\IME,)O DE 1GW DE I,!! !OB.E A ,O)A +I!CA- DE COO/E.A)IPA DE
).ABA-\O
A partir de 3143(4&333, a contri'uiço I,!! a car"o da empresa contratante 9 de 1GW so're
o valor 'ruto da nota 7iscal, relativamente aos serviços prestados por cooperativas de tra'al8o
Ditem IP do art4 && da -ei 54&1&61@@1, inclu*do pela -ei @45IA61@@@E4
Como se trata de uma despesa da empresa contratante, no 8% <ue se 7alar em conta'ilizaço
do respectivo valor do I,!!, pela cooperativa de tra'al8o4 ,a empresa contratante, tal valor
constituir% custo ou despesa operacional4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
(@ – Manual das Cooperativas ©
ADICIO,A- DE .ECO-\IME,)O DE I,!! /A.A A)IPIDADE! E!/ECIAI!
A empresa contratante deve recol8er a contri'uiço adicional de @ DnoveE, I DseteE ou G
DcincoE pontos percentuais, per7azendo a al*<uota total de &H Dvinte e <uatroE, && Dvinte e
doisE ou &3 DvinteE pontos percentuais, incidente so're o valor 'ruto da nota 7iscal ou da
7atura de prestaço de serviços emitida por cooperativa de tra'al8o, <uando a atividade
e=ercida pelos cooperados a seu serviço os e=pon8a a a"entes nocivos, de 7orma a possi'ilitar
a concesso de aposentadoria especial ap$s 1G D<uinzeE, &3 DvinteE ou &G Dvinte e cincoE anos
de contri'uiço, respectivamente4
.E)E,MNO DO I,!! E .E!/O,!ABI-IDADE !O-ID^.IA ,A CO,).A)AMNO DE
COO/E.A)IPA! DE ).ABA-\O
A partir de 3143(4&333 aca'ou a o'ri"atoriedade da retenço do I,!! na nota 7iscal e a
responsa'ilidade solid%ria entre a contratante e a cooperativa de tra'al8o Ditem 1G45 da I,
I,!! 3H61@@@E4
I,!! !OB.E EM/.EBADO!, A#)d,OMO! E DI.IBE,)E!
A cooperativa pa"ar% I,!! normal so're os seus 7uncion%rios e at9 7evereiro6&333, 1GW
so're o total de remuneraç2es pa"as ou creditadas, durante o mJs, pelos serviços prestados
por seus cooperados4
Caso a cooperativa remunere autSnomos ou diri"entes no empre"ados ou cooperados,
incidir% so're respectiva remuneraço I,!! &3W a partir de março6&333 Da al*<uota era de
1GW at9 7evereiro6&333E4
A partir de 3143(4&333, a cooperativa de tra'al8o não est% su1eita % contri'uiço I,!! D&3WE
em relaço aos valores pagos aos respectivos cooperados, a t*tulo de serviços prestados a
empresas Dpar%"ra7o 1@ do art4 &31 do Decreto (43H561@@@ D.e"ulamento da /revidJncia
!ocialE, inclu*do pelo Decreto (4&AG61@@@E4 O'serve <ue esta isenço no a'ran"e valores
relativos F remuneraço de empre"ados e de diri"entes, cu1o recol8imento do I,!! ser%
normal4
DE!CO,)O DO I,!! A /A.)I. DE 3143H4&33( – /ABAME,)O! A CO,).IB#I,)E!
I,DIPID#AI!
A partir de 01.04.2003, a cooperativa 9 o'ri"ada a arrecadar a contri'uiço previdenci%ria
do contri'uinte individual a seu serviço, mediante desconto na remuneraço pa"a, devida ou
creditada a este se"urado4
A-OV#O)A! DA .E)E,MNO
A cooperativa de tra'al8o 9 o'ri"ada a descontar:
11W Donze por centoE do valor da <uota distri'u*da ao cooperado por serviços por ele
prestados, por seu interm9dio, a empresas eT
&3W Dvinte por centoE em relaço aos serviços prestados a pessoas 7*sicas4
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H3 – Manual das Cooperativas ©
Base: U (1 do arti"o &1A do Decreto (43H561@@@ Dredaço dada pelo Decreto H4I&@6&33(E4
Exemplo:
/a"amento a contri'uinte individual, no valor de .a 14333,33, por cooperativa de tra'al8o a
cooperado por serviços prestados a empresas4
Palor da retenço: .a 14333,33 = 11W R .a 113,33
Palor l*<uido: .a 14333,33 ; .a 113,33 R .a 5@3,334
.ECO-\IME,)O DO PA-O. .E)IDO
A partir da competJncia ,ovem'ro6&335 Dvencimento Dezem'ro6&335E, o I,!! retido ser%
recol8ido at9 o dia vinte do mês subsequente.
Base: M/ HHI6&335, convertida na -ei 114@((6&33@4
Da competência 1aneiro/2007 até Outubro/2008
As cooperativas de tra'al8o arrecadavam a contri'uiço social dos seus associados como
contri'uinte individual e recol8iam o valor arrecadado at9 o dia D13E dez do mJs se"uinte ao
de competJncia a <ue se re7erir4 Este prazo vale a partir do recol8imento de +evereiro6&33I
DcompetJncia 0aneiro6&33IE at9 o recol8imento de ,ovem'ro6&335 DcompetJncia
Outu'ro6&335E4 Base: arti"os @ e 13 da -ei 114H556&33I4
De 1unho/2003 a Dezembro/2006
As cooperativas de tra'al8o arrecadavam a contri'uiço social dos seus associados como
contri'uinte individual e recol8iam;na at9 o dia <uinze do mJs se"uinte ao de competJncia a
<ue se re7erir4 Este prazo valia a partir do recol8imento da competJncia 0un8o6&33( at9
Dezem'ro6&33A4 Base: U 1 do arti"o H da -ei 134AAA6&33(4
Abril/2003 e Maio/2003
,as competJncias A'ril6&33( e Maio6&33(, a cooperativa deveria recol8er o produto
arrecadado 1untamente com as contri'uiç2es a seu car"o at9 o dia dois do mJs se"uinte ao da
competJncia, prorro"ando;se o vencimento para o dia >til su'se<uente <uando no 8ouvesse
e=pediente 'anc%rio no dia dois4
.EM#,E.AMNO ME,!A- ME,O. V#E O -IMI)E MO,IMO DO !A-^.IO DE
CO,).IB#IMNO
Vuando o total da remuneraço mensal, rece'ida pelo contri'uinte individual por serviços
prestados a uma ou mais cooperativas ou empresas, 7or in7erior ao limite m*nimo do sal%rio;
de;contri'uiço, o se"urado dever% recol8er diretamente a complementaço da contri'uiço
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H1 – Manual das Cooperativas ©
incidente so're a di7erença entre o limite m*nimo do sal%rio;de;contri'uiço e a remuneraço
total rece'ida, aplicando so're a parcela complementar a al*<uota de &3W Dvinte por centoE4
Aplica;se o disposto F cooperativa de tra'al8o em relaço F contri'uiço previdenci%ria
devida pelo seu cooperado contri'uinte individual incidente so're a <uota a ele distri'u*da
relativa F prestaço de serviço4
,NO A/-ICAMNO DA .E)E,MNO
A retenço no se aplica <uando 8ouver contrataço de contri'uinte individual por outro
contri'uinte individual e<uiparado a empresa, ou por produtor rural pessoa 7*sica ou por
misso diplom%tica e repartiço consular de carreira estran"eiras4
)am'9m no se aplica <uando 8ouver contrataço de 'rasileiro civil <ue tra'al8a no e=terior
para or"anismo o7icial internacional do <ual o Brasil 9 mem'ro e7etivo4
COM/.OPA,)E DE .E)E,MNO
A cooperativa <ue remunerar contri'uinte individual dever% 7ornecer a este, comprovante de
pa"amento pelo serviço prestado consi"nando, al9m dos valores da remuneraço e do
desconto 7eito a t*tulo de contri'uiço previdenci%ria, a sua identi7icaço completa, inclusive
com o n>mero no Cadastro ,acional de /essoa 0ur*dica DC,/0E e o n>mero de inscriço do
contri'uinte individual no Instituto ,acional do !e"uro !ocial ; I,!!4
I,+O.MAMZE! ,A B+I/
A cooperativa <ue remunerar contri'uinte individual <ue ten8a comprovado a prestaço de
serviços a outras empresas, ou <ue ten8a e=ercido, concomitantemente, atividade como
se"urado empre"ado ou tra'al8ador avulso, no mesmo mJs, dever% in7ormar na Buia de
.ecol8imento do +undo de Barantia por )empo de !erviço e In7ormaç2es F /revidJncia
!ocial DB+I/E, a ocorrJncia de m>ltiplas 7ontes pa"adoras4
A cooperativa <ue remunerar se"urado empre"ado dever% in7ormar na Buia de .ecol8imento
do +undo de Barantia por )empo de !erviço e In7ormaç2es F /revidJncia !ocial – B+I/, a
ocorrJncia de m>ltiplas 7ontes pa"adoras, <uando o se"urado empre"ado comprovar <ue,
concomitantemente, prestou serviços como contri'uinte individual a outras empresas ou <ue
e=erceu atividade de contri'uinte individual por conta pr$pria, no mesmo mJs4
B#A.DA DO! COM/.OPA,)E!
Os comprovantes devem ser mantidos F disposiço da 7iscalizaço durante 13 DdezE anos, em
con7ormidade com o U G3 do art4 &&G do ./! D.e"ulamento da /revidJncia !ocialE4 Em
7unço da !>mula 5 do !)+, entende;se <ue a documentaço previdenci%ria ten8a novo prazo
de "uarda esta'elecido em G anos4
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H& – Manual das Cooperativas ©
CO,).IB#IMNO AO !E!COO/
A partir da competJncia 3161@@@ as Cooperativas passam a recol8er ao !erviço ,acional de
Aprendiza"em do Cooperativismo – !E!COO/, &,GW Ddois v*r"ula cinco por centoE,
incidente so're o montante da remuneraço pa"a a todos os empre"ados, em su'stituiço a
contri'uiço at9 ento e7etuada para !E,A., !E,AI, !E!I, !E!C, !E,AC, !E!), !E,A)4
!o're o assunto, a /revidJncia !ocial divul"ou a Ordem de !erviço &3361@@@, da Diretoria de
Arrecadaço e +iscalizaço do I,!! Do'servadas as alteraç2es decorrentes da Instruço
,ormativa (61@@@, da Diretoria Cole"iada do I,!! ; DO# de 1X41&4@@E, visando disciplinar a
operacionalizaço da contri'uiço mensal compuls$ria destinada ao !E!COO/, a ser
recol8ida a partir da competJncia 1aneiro de 1@@@, em documento de arrecadaço da
/revidJncia !ocial4
A contri'uiço para o !E!COO/ ter% as mesmas condiç2es, prazos, sanç2es e privil9"ios,
inclusive no <ue se re7ere F co'rança 1udicial, aplic%veis Fs contri'uiç2es da !e"uridade
!ocial Dsu'item 14& da O! &3361@@@E4

I,!! DO! !EB#.ADO! I,DIPID#AI! COO/E.ADO!
Cada cooperado dever% ter sua pr$pria matr*cula no I,!!, recol8endo a contri'uiço pela
B/! individual4
A cooperativa de tra'al8o e a pessoa 1ur*dica so o'ri"adas a e7etuar a inscriço no Instituto
,acional do !e"uro !ocial ; I,!! dos seus cooperados ou contri'uintes individuais
contratados, respectivamente, caso estes no comprovem sua inscriço na data da admisso
na cooperativa ou da contrataço pela empresa4
O tra'al8ador associado F cooperativa de tra'al8o 9 en<uadrado na cate"oria de se"urado
contri'uinte individual no .e"ime Beral de /revidJncia !ocial D.B/!E, assim caracterizado
a<uele <ue adere aos prop$sitos sociais e preenc8e as condiç2es esta'elecidas no estatuto4
COM/E,!AMNO DO I,!! .E)IDO A)Q &543&4&333
/ara as cooperativas de tra'al8o, o valor retido, a t*tulo de I,!!, nas notas 7iscais at9
&543&4&333 poderia ser compensado pelo esta'elecimento da contratada <uando do
recol8imento das contri'uiç2es so're a 7ol8a de pa"amento dos se"urados empre"ados e
autSnomos Dcooperados ou noE, dentro da mesma competJncia4
,O.MA)I?AMNO
As normas relativas Fs o'ri"aç2es previdenci%rias das cooperativas esto elencadas nos
arti"os &35 e se"uintes da I, .+B @I16&33@4
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H( – Manual das Cooperativas ©
IMPOSTO DE RENDA – PESSOA 1URIDICA
Os resultados Dso'rasE decorrentes dos atos cooperativos no so tri'ut%veis pelo I./0,
con7orme -ei G4IAH61@I1, art4 (4
)odos os demais resultados, decorrentes de atos no;cooperativos so tri'ut%veis,
inte"ralmente, con7orme re"ras e=planadas a se"uir4
DI/0 – DEC-A.AMNO DE I,+O.MAMZE! ECO,dMICO;+I!CAI! DA /E!!OA
0#.ODICA
A cooperativa, assim como as demais pessoas 1ur*dicas, 9 o'ri"ada % entre"a da DI/0 anual4
O 7ato de operar somente com operaç2es cooperativadas Dno tri'ut%veis pelo Imposto de
.endaE no a deso'ri"a de apresentar a declaraço respectiva4
PEDAMNO DE BE,E+OCIO! e! V#O)A!;/A.)E! E O#).O! /.IPI-QBIO!
Q vedado Fs cooperativas distri'u*rem <ual<uer esp9cie de 'ene7*cio Fs <uotas;partes do
capital ou esta'elecer outras vanta"ens ou privil9"ios, 7inanceiros ou no, em 7avor de
<uais<uer associados ou terceiros, e=cetuados os 1uros at9 o m%=imo de doze por cento ao
ano atri'u*dos ao capital inte"ralizado D-ei G4IAH61@I1, art4 &H, U (XE4 A ino'serv:ncia do
disposto importar% tri'utaço inte"ral dos resultados4
!OCIEDADE! COO/E.A)IPA! DE CO,!#MO – ).IB#)AMNO I,)EB.A- DO!
.E!#-)ADO!
As sociedades cooperativas de consumo, <ue ten8am por o'1eto a compra e 7ornecimento de
'ens aos consumidores, su1eitam;se, a partir de 1@@5, Fs mesmas normas de incidJncia dos
impostos e contri'uiç2es de competJncia da #nio, aplic%veis Fs demais pessoas 1ur*dicas,
mesmo <ue suas vendas se1am e7etuadas inte"ralmente a associados Dart4 A@ da -ei
@4G(&61@@IE4
O termo ]consumidores], re7erido no art4 A@ da -ei @4G(&61@@I, a'ran"e tanto os no;
associados como tam'9m os associados das sociedades cooperativas de consumo DAto
Declarat$rio ,ormativo Cosit H61@@@E4
COO/E.A)IPA! DE C.QDI)O – O/MNO OB.IBA)_.IA /E-O -#C.O .EA-
As cooperativas de cr9dito, cu1a atividade est% so' controle do Banco Central do Brasil, so
o'ri"atoriamente tri'utadas pelo lucro real, con7orme -ei @4I1561@@5, art4 1H4
A/-ICAMZE! +I,A,CEI.A!
A 1f !eço do !uperior )ri'unal de 0ustiça D!)0E aprovou, em &G63H6&33&, por unanimidade,
a ediço da !>mula n
o
&A&, com o se"uinte teor:
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HH – Manual das Cooperativas ©
F"ncide o i)posto de renda so@re o resultado das aplica'Hes .inanceiras realiGadas pelas
cooperati*asF.
/ortanto, o resultado de aplicaç2es 7inanceiras 9 tri'ut%vel pelo I./0, 'em como pela C!--4
Cooperativas de Crédito
As aplicaç2es 7inanceiras realizadas pelas cooperativas de cr9dito em outras instituiç2es
7inanceiras, no cooperativas, no se caracterizam como atos cooperativos, incidindo o
imposto de renda so're o resultado o'tido pela cooperativa nessas aplicaç2es4
Base: art4 1 da I, !.+ (((6&33(4
/.O/O.CIO,A-I?AMNO DA .ECEI)A B.#)A /A.A A).IB#IMNO DE DE!/E!A!
I,DI.E)A!
Apesar de ser relativamente 7%cil imputar os custos diretos pertinentes a cada uma das
receitas, nem sempre ocorre o mesmo com relaço F apropriaço dos custos indiretos e
demais despesas e encar"os comuns Fs atividades pr$prias e Fs operaç2es com os no
associados, como 9 o caso das despesas administrativas, alu"uel, luz, tele7one, %"ua,
depreciaç2es e amortizaç2es, consultoria, etc4
Os custos e encar"os indiretos de cada uma das duas esp9cies de receitas devem ser
apropriados proporcionalmente ao valor das duas receitas 'rutas, con7orme disposto no /,
C!) I(61@IG4
Exemplo:
.eceita Bruta )otal: .a G43334333,33
.eceita Bruta de Atos Cooperativos: .a H43334333,33
Despesas Indiretas )otais: .a 5334333,33
C%lculos:
W .eceita de Atos Cooperativos R H43334333 : G43334333 R 53W
W .eceita de Atos no Cooperativos R 133W ; 53W R &3W
Palor das Despesas Indiretas atri'u*veis aos Atos Cooperativos R 53W = 5334333 R .a
AH34333,33
Palor das Despesas Indiretas atri'u*veis aos Atos ,o Cooperativos R &3W = 5334333 R .a
1A34333,33
A/#.AMNO DO .E!#-)ADO ,NO ).IB#)^PE- DE A)O! ,NO COO/E.A)IPO!
,a demonstraço do lucro real, na /arte A do -ivro de Apuraço do -ucro .eal D-A-#.E, e
tam'9m na 7ic8a correspondente F determinaço do -ucro .eal, inte"rante da declaraço de
rendimentos, so e=clu*dos do lucro l*<uido os resultados operacionais provenientes das
atividades com associados, resultando, para tri'utaço, o lucro operacional proveniente de
atividades com terceiros, acrescido dos resultados no operacionais4
Exemplo:
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HG – Manual das Cooperativas ©
Descrição do Grupo de Contas Valor Total R$
.ECEI)A! DE A)O! COO/E.A)IPO! G43334333,33
D;E DED#MZE! DE PE,DA! DE A)O! COO/E.A)IPO! 143334333,33
D;E C#!)O! DA! ME.CADO.IA!, /.OD#)O! E !E.PIMO! –
O/E.AMZE! COM A!!OCIADO!
H45334333,33
D;E DE!/E!A! O/E.ACIO,AI! DI.E)A! – O/E.AMZE! DE
A!!OCIADO!
&334333,33
D;E DE!/E!A! O/E.ACIO,AI! I,DI.E)A! Dproporcionalizadas ao
7aturamentoE
H334333,33
DgE .A)EIO DE DE!/E!A! O/E.ACIO,AI! COM COO/E.ADO! 14I534333,33
DRE .esultado no tri'ut%vel das atividades cooperativas (534333,33
.ECEI)A! +I,A,CEI.A!, BA,\O! DE CA/I)A-, A-#B#QI! .ECEBIDO! E
O#).O! .E!#-)ADO! ,NO O/E.ACIO,AI!
As cooperativas tJm seu re"ime 1ur*dico oriundo na -ei G4IAH61@I1, <ue de7ine o <ue se1a
uma cooperativa e 7az a distinço entre atos cooperativos e atos no;cooperativos Darti"os 5G,
5A e 55E4
O tratamento 1ur*dico;tri'ut%rio 7avorecido a'ran"e somente os atos 1ur*dicos <ue ten8am
como contratantes a cooperativa, de um lado, e <ual<uer associado ou <uais<uer associados,
de outro4
Desta 7orma, todos os resultados no operacionais so tri'ut%veis4 Conclui;se <ue, ao lucro
operacional <ue resultar, su1eito F tri'utaço, ser% acrescido dos resultados l*<uidos das
transaç2es eventuais, para 7ormar o montante tri'ut%vel4
As se"uintes receitas decorrem de atos no cooperativos e, por isso, so tri'ut%veis: alu"u9is
rece'idos, "an8os de capital na alienaço de 'ens do ativo e <uais<uer outros al8eios ao
o'1eto social D/, C!) 1GG61@I( e (561@53 – item &4HE, rendimentos de aplicaç2es 7inanceiras
D/, C!) H61@5AE4
DEC-A.AMNO DE .E,DIME,)O! E A/-ICAMZE! EM I,CE,)IPO! +I!CAI!
O /arecer ,ormativo C!) 11H61@IG dispSs <ue 9 admiss*vel a deduço da parcela do
imposto devido pelas cooperativas, para aplicaço em investimentos Dtipo +I,AM, +I,O. e
+#,.E!E4
A declaraço de rendimentos das sociedades cooperativas e o prazo para sua entre"a, <uando
8% incidJncia de imposto, o'edecem Fs mesmas normas aplic%veis a outras pessoas 1ur*dicas
tri'utadas4
ADIMZE! E EYC-#!ZE! AO -#C.O .EA-
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HA – Manual das Cooperativas ©
As multas, custos e despesas indedut*veis e demais a1ustes ao lucro real e F 'ase de c%lculo da
C!--, su'metem;se %s mesmas re"ras v%lidas para todas as pessoas 1ur*dicas D/, C!)
11H61@IGE4
O /arecer ,ormativo C!) H@61@5I conclui <ue as cooperativas <ue e=erçam atividades com
resultados tri'ut%veis devem o7erecer % tri'utaço uma parcela, proporcionalmente
determinada, do valor dos custos, despesas encar"os, perdas, provis2es, participaç2es e
<uais<uer outros valores deduzidos na apuraço do resultado tri'ut%vel <ue no se1am
dedut*veis na apuraço do lucro real das pessoas 1ur*dicas em "eral4
Ento se a cooperativa conta'ilizou custos e despesas indedut*veis e deduziu tais custos,
inte"ralmente, na apuraço do resultado tri'ut%vel, dever% somar os mesmos no lucro real De,
conse<uentemente, na 'ase de c%lculo da C!--, <uando pertinenteE4
Assim, se na 7ormaço do resultado cont%'il tri'ut%vel, decorrente de operaç2es com
terceiros, 7oi deduzido o valor de uma multa indedut*vel de .a 14333,33, re7erido valor deve
ser acrescentado por ocasio da demonstraço do -ucro .eal4
Exemplo:
DEMONSTRAÇÄO DO LUCRO REAL:
Valor R$
.esultado Cont%'il total apurado, antes do I./0 e da C!-- 1G34333,33
D;E E=clus2es ao -ucro .eal:
.esultado Cont%'il apurado nas operaç2es com associados
G34333,33
DgE Adiç2es ao -ucro .eal:
Multas no dedut*veis, lançadas na apuraço do resultado cont%'il de
atividades com no associados
14333,33
DRE -ucro .eal do E=erc*cio 1314333,33
,a 8ip$tese de as despesas ou custos indedut*veis serem atri'u*dos tanto a operaç2es com
associados como a no associados, a parcela indedut*vel corresponder% a proporcionalizaço
das re7eridas despesas ou custos deduzidos na apuraço do resultado tri'ut%vel Ditem H41 do
/arecer ,ormativo C!) H561@5IE4
Exemplo:
Despesas Indiretas Indedut*veis: .a G4333,33
W Despesas Indiretas atri'u*das a resultados de atos cooperativos: A3W
W Despesas Indiretas atri'u*das a resultados de atos no;cooperativos: H3W
Palor das despesas indiretas indedut*veis: .a G4333,33 = H3W R .a &4333,33
DEMONSTRAÇÄO DO LUCRO REAL: Valor Parcial
R$
Valor total R$
.esultado Cont%'il total apurado 1G34333,33
D;E E=clus2es ao -ucro .eal:
.esultado Cont%'il apurado nas operaç2es com
associados
G34333,33
DgE Adiç2es ao -ucro .eal: (4333,33
Multas no dedut*veis, lançadas na apuraço do
resultado cont%'il de atividades com no associados
14333,33
Despesas indiretas no dedut*veis, atri'u*das na &4333,33
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HI – Manual das Cooperativas ©
apuraço do resultado cont%'il de atividades com no
associados
DRE -ucro .eal do E=erc*cio 13(4333,33
IM/O!)O DE .E,DA .E)IDO ,A +O,)E !OB.E A/-ICAMZE! +I,A,CEI.A!
A cooperativa poder% deduzir, do I./0 a pa"ar, o imposto retido na 7onte, so're receitas de
aplicaç2es 7inanceiras computadas na 'ase de c%lculo do lucro tri'ut%vel D/, 3H61@5A, item
A414&E4
DED#)IBI-IDADE DO! 0#.O! !OB.E CA/I)A- !OCIA-
!o dedut*veis os encar"os relativos a 1uros pa"os pelas cooperativas a seus associados, de
at9 doze por cento ao ano so're o capital inte"ralizado D-ei H4G3A61@AH, art4 H@, par%"ra7o
>nico, e -ei G4IAH61@I1, art4 &H, U (X e art4 (H5 do .e"ulamento do I.61@@@E4
EYI!)c,CIA DE /.E0#O?O +I!CA-
Eventual pre1u*zo 7iscal so7rido pela cooperativa <ue corresponder Fs operaç2es com no
associados dever% ser controlado na /arte B do -A-#. para compensaço com o lucro real
das operaç2es tri'ut%veis 7uturas, dentro do limite de (3W deste lucro Dart4 1G da -ei
@43AG61@@GE4
!E.PIMO! /.E!)ADO! A )E.CEI.O! – ,NO ).IB#)AMNO /E-O I./0
A prestaço por associados de serviços o7erecidos por cooperativa no so tri'ut%veis pelo
I./0, con7orme !oluço de Diver"Jncia CO!I) 16&33I4
CONTRIBUIÇÄO SOCIAL SOBRE O LUCRO (CSLL)
A partir de 01.01.2005, as sociedades cooperativas <ue o'edecerem ao disposto na
le"islaço espec*7ica, relativamente aos atos cooperativos, 7icam isentas da Contri'uiço
!ocial so're o -ucro -*<uido ; C!--4
Esta isenço no alcança as sociedades cooperativas de consumo4
Base: arti"os (@ e H5 da -ei 1345AG6&33H4
Anteriormente F ediço da -ei 1345AG6&33H no e=istia, na le"islaço, e=pressa previso para
as cooperativas e=clu*rem, na apuraço da 'ase de c%lculo da contri'uiço social so're o
lucro, o resultado decorrente de operaç2es cooperativadas4
A C!.+ decidiu, con7orme o Ac$rdo 31;3&4G53 DDO# 3A43541@@@E <ue o resultado positivo
o'tido pelas cooperativas nas operaç2es realizadas com seus associados no inte"ram a 'ase
de c%lculo da Contri'uiço !ocial, nestes termos:
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H5 – Manual das Cooperativas ©
C&ER$Q"T$ L CNQR"PU"VW %C"$: L $Q% CM C&ER$#% - N(o est(o
suIeitos os resultados dos ne+1cios co) cooperados- porque estes n(o s(o considerados
lucros e si) so@ras. &or unani)idade de *otos- NEA$R pro*i)ento ao recurso. Recurso
ne+ado. (C%RD L $c. 31-32.;E3 L 1X Q. L Rel. Celso $l*es Deitosa L #U 38.3E.1444 L p.
11)
A 1
a
C:mara de Contri'uintes tam'9m tem decidido 7avoravelmente % no tri'utaço das
so'ras decorrentes de atos cooperativas4 Eis o teor de al"umas decis2es:
&ER$VYE% CM C&ER$#% L "NEZ"%Q[NC"$ #E :UCR L "NQE:"A[NC"$ #
$RQ. 14;- "- #$ CD- E #% $RQ%. 1\ e 2\ #$ :E" <8E4=EE L :$NV$MENQ
"M&RCE#ENQE L Nas opera'Hes co) associados- e) raG(o da pr1pria natureGa das
sociedades cooperati*as e- ta)@,)- por eBpressa de.ini'(o le+al- n(o se au.ere lucros- n(o
sendo ca@/*el pois- a incid7ncia da contri@ui'(o social so@re o lucro. Recurso pro*ido. (19
CC L $c. 13<-33.E13 L <X C L # 13.32.4E- p. 31).
CNQR"PU"VW %C"$: %PRE :UCR L %C"E#$#E% C&ER$Q"T$% L $s
so@ras apuradas pelas %ociedades Cooperati*as- resultado este o@tido atra*,s de atos
cooperados n(o , considerado lucro. $nte a ineBist7ncia de lucros- n(o de*er0 ser co@rada a
Contri@ui'(o %ocial so@re o :ucro- pela ineBist7ncia da sua @ase de c0lculo. (19 CC L $c.
13E-35.;18 L EX C L Rel. Maria do Car)o %oares Rodri+ues de Car*al2o L # 28.3;.4E- p.
31).
C%%: L CNQR"PU"VW %C"$: L %C"E#$#E% C&ER$Q"T$% L P$%E #E
C]:CU: L resultado positi*o o@tido pelas %ociedades Cooperati*as nas opera'Hes
realiGadas co) seus associados- os c2a)ados atos cooperados- n(o inte+ra a @ase de
c0lculo da Contri@ui'(o %ocial. Recurso pro*ido. (19 CC L $c. 135-1;.;33 L 5X C L #
1<.38.4E- p. 22).
Entretanto, apesar dos 1ul"amentos acima, a I, !.+ (@36&33H, em seu arti"o A, dispSs:
Art. 6º $s sociedades cooperati*as calcular(o a C%:: so@re o resultado do per/odo de
apura'(o- decorrente de opera'Hes co) cooperados ou co) n(o-cooperados.
Ainda, a .eceita +ederal em suas Kper"untas e respostas – I./0 &33GL, posicionou;se <ue
so're a incidJncia da C!-- nestes termos:
8;3 ^0 incid7ncia da C%:: nas ati*idades desen*ol*idas pelas sociedades
cooperati*as_
$ %e+uridade %ocial de*er0 ser .inanciada por toda a sociedade- de .or)a direta e
indireta- nos ter)os do arti+o 14; da Constitui'(o Dederal- )ediante recursos
pro*enientes da Uni(o- dos Estados- do #istrito Dederal- dos Munic/pios e de
contri@ui'Hes sociais.
art. 5
o
da :ei n
o
<.8E4- de 14EE- esta@elece que Fs(o contri@uintes as pessoas
Iur/dicas do)iciliadas no pa/s e as que l2es s(o equiparadas pela le+isla'(o
tri@ut0riaF.
ite) 4 da "N %RD n
o
14E- de 14EE- assi) se pronunciouC F$s sociedades
cooperati*as calcular(o a contri@ui'(o social so@re o resultado do per/odo-@ase-
podendo deduGir co)o despesa na deter)ina'(o do lucro real- a parcela da
contri@ui'(o relati*a ao lucro nas opera'Hes co) n(o associadosF.
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H@ – Manual das Cooperativas ©
$ssi)- a Contri@ui'(o %ocial so@re o :ucro , de*ida por todas as sociedades
cooperati*as e incide so@re todos os seus resultados- seIa) eles relati*os Ks opera'Hes
co) associados ou n(o. (:ei n
o
E.212- de 1441- art. 13- :ei n
o
<.8E4- de 14EE- art. 5
o
- e
"N %RD n
o
14E- de 14EE).
TRIBUTAÇÄO DE SOBRAS DISTRIBUIDAS DECORRENTES DE ATOS
COOPERATIVOS
,as cooperativas <ue realizam operaç2es de vendas ou prestaço de serviços a terceiros, %s
so'ras so acrescidos os recursos o'tidos pela sociedade como resultado das transaç2es com
o mercado Dproduto das vendas, reduzido dos tri'utos, despesas administrativas e de vendas,
etc4E4 ,este caso, o retorno das so'ras tem duas naturezas distintas:
14 devoluço de recursos no utilizados, no correspondendo, portanto, a acr9scimo
patrimonial para o associado D/, C!) G&&61@I3ET
&4 resultado de operaç2es mercantis realizadas pela cooperativa, em nome de seus associados,
podendo resultar em acr9scimo patrimonial para o associado, ap$s deduzidas as despesas e
custos inerentes, tri'ut%vel na 7onte e na declaraço do associado, <uando da respectiva
distri'uiço4
Assim, desta<ue;se <ue 9 relativa a KisençoL <ue as Cooperativas "ozam em relaço aos
seus resultados, pois respectivas so'ras so tri'utadas nas pessoas dos associados
cooperados, como se eles pr$prios tivessem produzidos tais resultados4 E, na verdade o
7oram, pois as sociedades cooperativas no atuam em seu pr$prio nome, mas nos dos
associados4
Desta 7orma, os resultados recebidos pelo cooperado, decorrentes de so'ras l*<uidas oriundas
de operaç2es cooperativadas com o mercado, devem ser su'metidos F tri'utaço pelo
imposto de renda – pessoa 7*sica Dse"undo a ta'ela de I. +onteE e, no caso de associado
pessoa 1ur*dica, sero tri'utados nesta, tanto pelo I./0 como pela C!--4
Exemplo:
)otal das so'ras l*<uidas apuradas no e=erc*cio: .a A34333,33
Ori"em das so'ras l*<uidas apuradas:
1E !o'ras l*<uidas apuradas, relativamente F operaç2es cooperativadas praticadas com o
mercado: .a G34333,33
&E !o'ras l*<uidas apuradas, relativamente ao rateio de custos e despesas em montante
superior ao e7etivamente ocorrido no e=erc*cio: .a 134333,33
!o're o valor 1 Dso'ras de operaç2es cooperativadas com o mercadoE, se o mesmo 7or
distri'u*do Dap$s as destinaç2es para o +undo de .eserva e +A)E!E, 8aver% tri'utaço na
7onte Dse o cooperativado 7or pessoa 7*sicaE ou implicar% em tri'utaço para o cooperativado
/essoa 0ur*dica4
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0% so're o montante & Ddevoluço de recursos dos associados, decorrentes de rateio de custos
e despesas praticado a maiorE, no ocorrer% <ual<uer tri'utaço na 7onte Dpessoa 7*sicaE, 1%
<ue se trata de mera devoluço de recursos4
DI!).IB#IMNO DE .E!#-)ADO! DECO..E,)E! DE A)O! ,NO COO/E.A)IPO!
A distri'uiço de resultados oriundos de operaç2es de atos no cooperativos, <ue 7oram
tri'utadas pelo I./0 e C!--, no se su1eita a <ual<uer retenço na 7onte e tam'9m no
inte"ram o lucro tri'ut%vel do 'ene7ici%rio, con7orme se desprende pelo teor do arti"o 13, da
-ei @4&H@61@@G4
Entretanto, os arti"os 5I e 55 da -ei G4IAH61@I1 disp2em <ue os resultados das operaç2es das
cooperativas com no associados e o resultado da participaço em sociedades no
cooperativas devero ser destinados inte"ralmente ao +undo de AssistJncia )9cnica,
Educacional e !ocial – +A)E!4
.e7erido 7undo somente pode ser utilizado para prestaço de assistJncia aos associados, seus
7amiliares e, <uando previsto nos estatutos, aos empre"ados da cooperativa Dart4 &5, II, da -ei
G4IAH61@I1E4
Conclui;se ser ile"al, so' a $tica da le"islaço cooperativista, a distri'uiço direta de
resultados positivos au7eridos com atos no cooperativos4 Apesar de no tri'ut%veis para os
associados, estes no tero a disponi'ilidade dos lucros "erados, por e=pressa vedaço le"al4
A disponi'ilizaço destes recursos s$ poder% ocorrer de 7orma indireta, ou se1a, mediante
assistJncia t9cnica, educacional e social4
Desta 7orma, a cooperativa <ue tiver re"ularidade de transaç2es com terceiros, cu1os
resultados so tri'ut%veis e caracterizados como no cooperativos, poder% estipular, no
estatuto, a 7orma ade<uada de aplicaço do +A)E! para assistJncia aos associados4 Esta
assistJncia no estar% su1eita a tri'utaço pelo Imposto de .enda pelos 'ene7ici%rios4
0% e=empli7i<uei, anteriormente, a 7orma de conta'ilizaço das despesas e custos da re7erida
assistJncia4 Mas volto a apresentar um e=emplo, para mel8or compreenso4
Despesas com realizaço de cursos, apostilas e material de treinamento t9cnico ao <uadro de
associados:
D4 +A)E! D/atrimSnio -*<uidoE
C4 Contas a /a"ar D/assivo CirculanteE
Palor .a Do *alor das despesas correspondentes ao treina)ento realiGadoE
CIDE – COMBUSTIVEIS
As sociedades cooperativas <ue se dedicam a vendas em comum, re7eridas no art4 5& da -ei
G4IAH61@I1, e <ue rece'am para comercializaço a produço de seus associados, so
respons%veis pelo recol8imento da Contri'uiço de Intervenço no Dom*nio EconSmico –
CIDE, incidente so're a comercializaço de %lcool et*lico com'ust*vel, o'servadas as normas
esta'elecidas na -ei 134((A6&3314
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G1 – Manual das Cooperativas ©
Base: art4 && da -ei 1345((6&33(4
PLANE1AMENTO TRIBUTÁRIO DO IRP1 E CSLL
A cooperativa <ue praticar atos no cooperativos deve aplicar possi'ilidades de plane1amento
tri'ut%rio so're re7eridas operaç2es4 Citamos al"umas opç2es mais comuns:
1ECO,)ABI-I?AMNO DE DE!/E!A! DI.E)A! A!!OCIADA! A A)O! ,NO
COO/E.A)IPO!:
Muitas despesas, apesar de estarem diretamente associadas a operaç2es no cooperativadas,
podem estar sendo conta'ilizadas como despesas indiretas4
Como as despesas indiretas so rateadas entre operaç2es cooperativadas Dno tri'ut%veisE e
no cooperativadas Dtri'ut%veisE, a conta'ilizaço incorreta in7luencia o resultado de cada
atividade, tendendo a aumentar o lucro de operaç2es no cooperativadas Dtri'ut%veisE4
Desta 7orma, para minimizar o resultado tri'ut%vel, sem escapar da licitude, 9 necess%rio <ue
a classi7icaço das despesas e custos diretos associados Fs operaç2es no cooperativadas
se1am alocados a tais operaç2es4
Como e=emplos de despesas diretas <ue, com 7re<uJncia, so conta'ilizadas como despesas
"erais indiretas, esto:
hDespesas 7inanceiras, tais como 1uros so're desconto de duplicatas oriundas de vendas no
cooperativadas, 1uros pa"os a 7ornecedores Dno cooperativadosE, tari7as 'anc%rias
associadas a operaç2es de cr9dito vinculadas aos ne"$cios no cooperativados, etc4
h+retes CI+ so're o transporte de mercadorias e produtos com operaç2es de terceiros4
hComiss2es de vendas so're operaç2es de terceiros4
hMaterial de consumo e em'ala"em aplicados nos lotes de produtos de terceiros4
hDespesas de manutenço, depreciaço e conservaço de 'ens da cooperativa alocados a
terceiros, etc4
&ECOM/E,!AMNO DO IM/O!)O DE .E,DA ,A +O,)E:
As receitas 7inanceiras advindas de aplicaç2es em t*tulos de renda 7i=a ou vari%vel "eram a
retenço de I.+4 )ais retenç2es, devidamente conta'ilizadas, podem ser deduzidas do I./0 a
pa"ar Darti"o II( do .I.61@@@E4
(E/-A,O DE A-IME,)AMNO AO ).ABA-\ADO. E A/-ICAMZE! EM
I,CE,)IPO! +I!CAI!
Vuando tri'utada pelo -ucro .eal, a cooperativa <ue au7erir resultados tri'ut%veis tem o
permissivo le"al de utilizar;se dos incentivos e 'ene7*cios 7iscais de deduço6reduço do
imposto, dentro das re"ras dos re7eridos incentivos, como o /lano de Alimentaço do
)ra'al8ador D/A) – at9 HW do I./0 devido sem o adicionalE, aplicaç2es em incentivos 7iscais
D+I,AM, +I,O., +#,.E!E, etc4
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HEEYC-#!ZE! AO -#C.O .EA- E ,A BA!E DE C^-C#-O DA CO,).IB#IMNO
!OCIA-
\% determinados valores <ue podem ser e=clu*dos, na apuraço do -ucro .eal Dparte A do
-A-#.E e na 'ase de c%lculo da Contri'uiço !ocial4 Citamos as mais comuns:
; -ucros e Dividendos oriundos de investimentos avaliados pelo custo de a<uisiço
; A1ustes por aumento de valor dos investimentos avaliados pelo patrimSnio l*<uido
DKe<uivalJncia patrimonial credoraLE
; /erdas no mercado de renda vari%vel do e=erc*cio anterior, no compensadas com
"an8os l*<uidos nas mesmas operaç2es na<ueles per*odos e <uando 8ouver "an8os
da mesma natureza su7icientes no e=erc*cio para a'sorvJ;las4
; .everso de /rovis2es Indedut*veis Dparte B do -A-#.E de e=erc*cios anteriores,
etc4
GE-#C.O /.E!#MIDO
As sociedades cooperativas, desde <ue no se en<uadrem nas condiç2es de o'ri"atoriedade
de apuraço do lucro real Dcomo 9 o caso das cooperativas de cr9ditoE, tam'9m podero optar
pela tri'utaço com 'ase no lucro presumido4
A opço por esse re"ime de tri'utaço dever% ser mani7estada com o pa"amento da primeira
ou >nica <uota do imposto devido, correspondente ao primeiro per*odo de apuraço de cada
ano;calend%rio, e ser% de7initiva em relaço a todo o ano;calend%rio4
As sociedades cooperativas de consumo 'em como as demais cooperativas <uanto aos atos
no cooperados utilizam percentual de presunço de lucro de acordo com a natureza de suas
atividades4
/ortanto, a receita 'ruta a ser considerada De=ceto para as cooperativas de consumoE para
apurar a 'ase de c%lculo do lucro presumido nas cooperativas 9, e=clusivamente, a decorrente
de atos no cooperativos4
Q necess%rio <ue a cooperativa manten8a controle das receitas cooperativadas e no
cooperativadas, de 7orma a comprovar, de 7orma ine<u*voca, as operaç2es oriundas de cada
atividade4 A 7alta deste controle, ou sua inconsistJncia, acarretar% tri'utaço so're a
totalidade da receita4
Os percentuais a serem aplicados so're a receita 'ruta, na sistem%tica do lucro presumido,
so os a'ai=o discriminados:
Atividades em "eral D.I.61@@@, art4 G15E – 5W
.evenda de com'ust*veis ; 1,AW
!erviços de transporte De=ceto o de car"aE ; 1A,3W
!erviços de transporte de car"as ; 5,3W
!erviços em "eral De=ceto serviços 8ospitalaresE ; (&,3W
!erviços 8ospitalares ; 5,3W
Intermediaço de ne"$cios ; (&,3W
Administraço, locaço ou cesso de 'ens e direitos de <ual<uer natureza Dinclusive im$veisE
; (&,3W
Notas:
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G( – Manual das Cooperativas ©
/ara as pessoas 1ur*dicas e=clusivamente prestadoras de serviços, e=ceto as <ue prestam
serviços 8ospitalares e as sociedades civis de prestaço de serviços de pro7isso le"almente
re"ulamentada, cu1a receita 'ruta anual no ultrapassar .a1&34333,33 Dcento e vinte mil
reaisE, o percentual a ser considerado na apuraço do lucro presumido ser% de 1AW Ddezesseis
por centoE so're a receita 'ruta de cada trimestre D.I.61@@@, art4 G1@, U HXE4
A pessoa 1ur*dica <ue 8ouver utilizado o percentual reduzido cu1a receita 'ruta acumulada at9
determinado mJs do ano;calend%rio e=ceder o limite de .a1&34333,33 7icar% su1eita ao
pa"amento da di7erença do imposto, apurada em relaço a cada mJs transcorrido, at9 o >ltimo
dia >til do mJs su'se<uente a<uele em <ue ocorrer o e=cesso, sem acr9scimos D.I.61@@@, art4
G1@, UU AX e IXE4
O e=erc*cio de pro7iss2es le"almente re"ulamentadas, como as escolas, inclusive as crec8es,
mesmo com receita 'ruta anual de at9 .a 1&34333,33 Dcento e vinte mil reaisE, no podem
aplicar o percentual de 1AW Ddezesseis por centoE so're a receita 'ruta para 7ins de
determinaço do lucro presumido, devendo, portanto, aplicar o percentual de (&W Dtrinta e
dois por centoE DAD, Cosit &&6&333E4
O percentual acima tam'9m ser% aplicado so're a receita 7inanceira da pessoa 1ur*dica <ue
e=plore atividades imo'ili%rias relativas a loteamento de terrenos, incorporaço imo'ili%ria,
construço de pr9dios destinados F venda, 'em como a venda de im$veis constru*dos ou
ad<uiridos para a revenda, <uando decorrente da comercializaço de im$veis e 7or apurada
por meio de *ndices ou coe7icientes previstos em contrato D-ei @4&H@61@@G, art4 1G, U HX,
inserido pela o art4 (H da -ei 1141@A6&33GE4
ICMS
O ICM! Dimposto so're operaç2es relativas F circulaço de mercadorias e so're prestaç2es
de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicaçoE 9 de competJncia
dos Estados e do Distrito +ederal4
!ua re"ulamentaço constitucional est% prevista na -ei Complementar 5I61@@A Da c8amada
K-ei iandirLE, alterada posteriormente pelas -eis Complementares @&61@@I, @@61@@@,
13&6&333, 11H6&33& e 1(56&3134
\avendo circulaço de mercadorias ou prestaço de serviços tri'ut%veis, a cooperativa estar%
su1eita ao ICM!, de acordo com a le"islaço estadual em <ue e7etuar as operaç2es4
IPI
O imposto so're produtos industrializados DI/IE incide so're produtos industrializados,
nacionais e estran"eiros4 !uas disposiç2es esto re"ulamentadas pelo Decreto I4&1&6&313
D.I/I6&313E4
O campo de incidJncia do imposto a'ran"e todos os produtos com al*<uota, ainda <ue zero,
relacionados na )a'ela de IncidJncia do I/I D)I/IE, o'servadas as disposiç2es contidas nas
respectivas notas complementares, e=clu*dos a<ueles a <ue corresponde a notaço ],)] Dno;
tri'utadoE4
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GH – Manual das Cooperativas ©
/roduto industrializado 9 o resultante de <ual<uer operaço de7inida no .I/I como
industrializaço, mesmo incompleta, parcial ou intermedi%ria4
Caracteriza industrializaço <ual<uer operaço <ue modi7i<ue a natureza, o 7uncionamento, o
aca'amento, a apresentaço ou a 7inalidade do produto, ou o aper7eiçoe para consumo4
A cooperativa 9 considerada esta'elecimento industrial <uando e=ecuta <ual<uer das
operaç2es consideradas como industrializaço4 ,este caso, dever% recol8er o I/I
correspondente % al*<uota aplic%vel a seus produtos, dentro dos moldes e=i"idos pelo
.e"ulamento respectivo4
PIS
Pe1a, nesta o'ra, o ar<uivo K/I! e CO+I,! – CooperativasL4
COFINS
Pe1a, nesta o'ra, o ar<uivo K/I! e CO+I,! – CooperativasL4
PIS E COFINS NÄO CUMULATIVO
Pe1a, nesta o'ra, o ar<uivo K/I! e CO+I,! – CooperativasL4
RETENÇÔES DA LEI 10.833/2003
A partir de 01.02.2004, os pa"amentos e7etuados pelas pessoas 1ur*dicas a outras pessoas
1ur*dicas de direito privado, pela prestaço de serviços de limpeza, conservaço, manutenço,
se"urança, vi"il:ncia, transporte de valores e locaço de mo;de;o'ra, pela prestaço de
serviços de assessoria credit*cia, mercadol$"ica, "esto de cr9dito, seleço e riscos,
administraço de contas a pa"ar e a rece'er, 'em como pela remuneraço de serviços
pro7issionais, esto su1eitos F retenço na 7onte da C!--, da Co7ins e do /I!4
Base: arti"os (3, (1, (&, (H a (A, da -ei 1345((6&33( re"ulamentados pela I, !.+ HG@6&33H4
.E)E,MNO DO I.+
As retenç2es sero e7etuadas sem pre1u*zo da retenço do imposto de renda na 7onte das
pessoas 1ur*dicas su1eitas Fs al*<uotas especi7icas previstas na le"islaço do imposto de renda4
CO,CEI)O DE !E.PIMO! /.O+I!!IO,AI!
/ara os 7ins de retenço, compreendem;se como serviços pro7issionais a<ueles de <ue trata o
art4 AHI do Decreto (433361@@@ D.I.61@@@E4
AM/-I)#DE
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GG – Manual das Cooperativas ©
A o'ri"aço de retenço aplica;se inclusive aos pa"amentos e7etuados por:
I ; associaç2es, inclusive entidades sindicais, 7ederaç2es, con7ederaç2es, centrais sindicais e
serviços sociais autSnomosT
II - sociedades simples, inclusive sociedades cooperativas;
III ; 7undaç2es de direito privadoT ou
IP ; condom*nios de edi7*cios4
COO/E.A)IPA! – DI!/E,!A DE .E)E,MNO DA C!-- A /A.)I. DE 3143G4&33H
/or 7orça do art4 &1 da -ei 1345AG6&33H, <ue alterou o art4 (& da -ei 1345((6&33(, a partir de
3143G4&33H no mais ser% e=i"ida a retenço da parcela da C!-- so're pa"amentos %s
cooperativas4

Destarte, a I, !.+ HG@6&33H, no seu art4 GX disp2e <ue a retenço da parcela da C!-- so're
pa"amentos Fs cooperativas no ser% mais e=i"ida somente a partir de 1X de 1aneiro de &33G4
O entendimento do autor desta o'ra 9 o de <ue a Instruço ,ormativa no pode alterar a -ei4

O'serve;se ainda <ue a partir de 31 de 1aneiro de &33G, as sociedades Cooperativas, e=ceto as
de consumo, estaro isentas da C!-- so're os atos cooperativos, con7orme arti"o (@ da -ei
1345AG6&33H4

A isenço da retenção da C!-- e a isenço de7initiva da C!-- so're as cooperativas so
assuntos distintos, pois a partir de 3143G4&33H at9 (141&4&33H 9 devida a C!-- para as
Cooperativas, por9m sua retenço est% dispensada Dart4 (& da -ei 1345((6&33(, alterada pelo
art4 &1 da -ei 1345AG6&33HET a partir de 1X de 1aneiro de &33G no ser% mais devida a C!--
so're as cooperativas, e=ceto as cooperativas de consumo Dart4 (@ da -ei 1345AG6&33HE4
O'serve;se <ue continua a e=i"Jncia de retenço da CO+I,! e do /I!4
EMPRESAS QUE PARTICIPAM DE COOPERATIVAS DE VENDA EM COMUM –
MOMENTO DA APROPRIAÇÄO DA RECEITA
O /, C!) AA61@5A dispSs <ue as receitas operacionais de empresas e=cepcionalmente
associadas a cooperativas de venda em comum devem ser apropriadas em 7unço do
7aturamento das vendas a terceiros4
Assim, a correta conta'ilizaço na empresa vendedora <ue participa de uma cooperativa de
venda em comum Dcomo, por e=emplo, de uma cooperativa de e=portaçoE, dever% ser a
se"uinte:
1E ,o momento da entre"a das mercadorias F cooperativa:
D – Esto<ues em /oder de )erceiros DAtivo CirculanteE
C – Esto<ues de Mercadorias ou /rodutos Aca'ados DAtivo CirculanteE
/elo valor do custo das mercadorias ou produtos entre"ues
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GA – Manual das Cooperativas ©
&E/or ocasio do 7aturamento da Cooperativa pela venda a terceiros:
D – Contas a .ece'er – Cooperativa de Pendas DAtivo CirculanteE
C – Penda de Mercadorias ou /rodutos DConta de .esultadoE
/elo valor da venda
(E /ela 'ai=a dos esto<ues vendidos:
D – Custos de Mercadorias ou /rodutos Pendidos DConta de .esultadoE
C – Esto<ues em /oder de )erceiros DAtivo CirculanteE
/elo valor do custo das mercadorias ou produtos entre"ues
ISS
!er% contri'uinte do I!! somente se prestar a terceiros serviços tri'utados pelo re7erido
imposto4
A prestaço de serviços a cooperados no caracteriza operaço tri'ut%vel pelo I!!, 1% <ue,
e=pressamente, a -ei G4IAH61@I1, em seu arti"o I@, especi7ica <ue os atos cooperativos no
implicam operaço de mercado, nem contrato de compra e venda4
,este sentido, o !upremo )ri'unal +ederal D!)+E 1% se posicionou so're a no incidJncia do
I!! so're atividades cooperativas:
“"%%. Cooperati*a. N(o incid7ncia so@re a ati*idade desta do disposto no #ecreto-lei
538=8E nú)ero 18 da lista a ele aneBa- u)a *eG que- e) .ace da interpreta'(o- dada
pelas inst`ncias ordin0rias- e a cl0usula estatut0ria- n(o eBerce a )encionada
entidade qualquer esp,cie de recruta)ento- coloca'(o ou .orneci)ento de )(o-de-
o@ra>. (Recurso EBtraordin0rio E1488- Rel. Min. :eit(o de $@reu- Iul+ado e)
31.33.14<<- 1
a
. Qur)a- *ota'(o un`ni)e.).
Entretanto, para maior se"urança tri'ut%ria, 9 recomend%vel <ue as cooperativas e7etuem
consulta, por escrito, ao $r"o 7azend%rio do seu munic*pio, respons%vel pela 7iscalizaço do
I!!, para <ue o mesmo con7irme o alcance da no incidJncia so're atos cooperativos4
De <ual<uer 7orma, as operaç2es realizadas pela cooperativa com terceiros, <ue no possam
ser caracterizadas como atos cooperativos, inclu*das na lista de serviços de <ue trata a -ei
Complementar 11A6&33(, situam;se no campo de incidJncia do I!!4
COO/E.A)IPA! MQDICA!
\% lon"a data, as cooperativas m9dicas de"ladiam;se com as 7iscalizaç2es municipais, so're
a 'ase de c%lculo do I!! na venda de planos de sa>des a terceiros Dno cooperadosE4
Em recente deciso do !)0, este mani7estou;se no sentido <ue os atos no;cooperados,
a<ueles decorrentes de relaço 1ur*dica ne"ocial advinda da venda de planos de sa>de a
terceiros, su1eitam;se F incidJncia do I!!, tendo como 'ase de c%lculo, to;somente, a receita
advinda da co'rança da ta=a de administraço4
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GI – Manual das Cooperativas ©
Pe1a not*cia pu'licada no site do !)0, adiante transcrita:
"%%. C&ER$Q"T$. %ERT"V% MS#"C%. $Q% NW-C&ER$#%. Q$Z$.
$#M"N"%QR$VW.
$ Qur)a- ao prosse+uir o Iul+a)ento- con2eceu parcial)ente do recurso e- nessa parte- deu-
l2e parcial pro*i)ento para a.astar a incid7ncia do "%% so@re os atos cooperados praticados
pela recorrente- @e) co)o para deter)inar a incid7ncia da eBa'(o- no que tan+e aos atos
n(o-cooperados- t(o-so)ente so@re a taBa de ad)inistra'(o- eBcluindo-se os *alores pa+os
ou ree)@olsados aos associados.
$r+u)entou o Ministro Relator que o "%% n(o incide so@re os atos praticados pelas
cooperati*as ),dicas consistentes no eBerc/cio de ati*idades e) prol dos associados que
presta) ser*i'os ),dicos a terceiros (atos cooperados).
s atos n(o-cooperados- aqueles decorrentes de rela'(o Iur/dica ne+ocial ad*inda da *enda
de planos de saúde a terceiros- suIeita)-se K incid7ncia do "%%- tendo co)o @ase de c0lculo-
t(o-so)ente- a receita ad*inda da co@ran'a da taBa de ad)inistra'(o. "sso porque a receita
tri@ut0*el n(o a@ran+e o *alor pa+o ou ree)@olsado aos cooperados- 2aIa *ista n(o
constituir parte do patri)Onio da cooperati*a (art. <4 da :ei n9 ;.<85=14<1- c=c os arts. E8 e
E< do )es)o diplo)a le+al).
e*entual inadi)ple)ento quanto ao pa+a)ento de "%% e) rela'(o K taBa de ad)inistra'(o
de al+uns contratos , )at,ria que se encarta no 1@ice da %ú)ula n9 <-%QN. Ministro
Relator ressal*ou seu posiciona)ento no sentido de que essas entidades n(o eBerce)
nen2u)a esp,cie de ser*i'o ou .orneci)ento de )(o-de-o@ra- )erc7 de n(o *isare) ao .i)
lucrati*o enseIador da incid7ncia.
$ .or)a de associa'(o corporati*a i)plica i)por a o@ri+a'(o tri@ut0ria aos ),dicos
cooperati*ados pelos ser*i'os que presta). Caso as cooperati*as e)preenda) a *enda de
planos de saúde co) o intuito de lucro- de*e) pa+ar "D- eBclu/do- portanto- o "%%- pela
aus7ncia de tipicidade do .ato +erador e pela interdi'(o de que o )es)o .ato possa sustentar
duas eBa'Hes. &recedentes citadosC REsp <2<.341-RN- #N 1<=13=233;6 REsp 5E<.E;5-%&- #N
23=E=2335- e REsp 2;5.;54-CE- #N 1E=4=2333. (REsp E<;.3EE-%&- Rel. Min. :uiG DuB-
Iul+ado e) 2=13=233<).
CONTRIBUIÇÄO SINDICAL
O art4 GH5 da Consolidaço das -eis do )ra'al8o – C-) esta'elece <ue constituem o
patrimSnio das associaç2es sindicais, dentre outras receitas, as contri'uiç2es devidas aos
sindicatos pelos <ue participem das cate"orias econSmicas DempresasE ou pro7issionais
Dempre"adosE, ou das pro7iss2es li'erais representadas pelas re7eridas entidades, so' a
denominaço de contri'uiço sindical, pa"as e arrecadadas na 7orma <ue a lei determina4
Assim, em cumprimento a um dispositivo le"al, todas as empresas 'rasileiras, inclusi*e
cooperati*as, so o'ri"adas a contri'uir para os respectivos sindicatos, independentemente
de possu*rem ou no empre"ados4
A contri'uiço sindical patronal consiste numa import:ncia proporcional ao seu capital
social, con7orme o re"istro nas respectivas 0untas Comerciais ou $r"os e<uivalentes,
mediante aplicaço de determinadas al*<uotas, de con7ormidade com o disposto no art4 G53,
inciso III, da C-), devendo ser recol8ida no mJs de 1aneiro de cada ano4 As empresas
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G5 – Manual das Cooperativas ©
esta'elecidas ap$s o mJs de 1aneiro, pa"am a aludida contri'uiço no mJs em <ue
apresentarem o re<uerimento da licença para 7uncionamento4
DC)+ – E,).EBA /E-A COO/E.A)IPA
As cooperativas, mesmo no tendo incidJncia de Imposto de .enda so're suas atividades
econSmicas, esto su1eitas F apresentaço da DC)+4
EYE.COCIO! DO M_D#-O (:
aE A al*<uota de retenço do I.+ so're serviços prestados por cooperativas de tra'al8o a
contratantes pessoa 1ur*dica 9 de 444444
'E O I.+ retido so're serviços do e=erc*cio anterior poder% ser compensado com 4444
cE A partir de 3143(4&333, os contratantes – pessoa 1ur*dica, de serviços de cooperativas de
tra'al8o tero <ue recol8er, %s suas custas, o I,!! a al*<uota de 444444444
dE As cooperativas <ue atenderem a le"islaço podero e=cluir Dsalvo as cooperativas de
consumo e as de cr9ditoE, na apuraço do lucro real:
14 D E Os rendimentos de aplicaç2es 7inanceiras
&4 D E Os resultados das operaç2es cooperativadas
(4 D E Os resultados operacionais
H4 D E )odos os resultados acima
eE Calcule o rateio das despesas indiretas atri'u*das ao resultado dos atos cooperativos, com
os se"uintes dados:
.eceita Bruta com operaç2es cooperativadas .a 143334333,33
.eceita Bruta com operaç2es no;cooperativadas .a &334333,33
Despesas Indiretas )otais .a 1334333,33
.E!/O!)A! DO! EYE.COCIO! DO M_D#-O (:
aE 1,GW
'E o I.+ devido pelos associados
cE 1GW
dE &
eE C%lculos:
W .eceita Bruta das operaç2es cooperativadas so're o total: .a 143334333 :
D143334333 g &334333E R 5(,((((W
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G@ – Manual das Cooperativas ©
Palor das despesas indiretas relativas Fs operaç2es cooperativadas: .a 1334333,33 =
5(,((W R .a 5(4(((,((
MODELO DE ESTATUTO DE COOPERATIVA
E!)A)#)O !OCIA- DA COO/E.A)IPA 44444444444444444 -)DA, aprovado em Assem'l9ia
Beral de constituiço realizada em 44444 de 444444 de 44444444
DA DE,OMI,AMNO, !EDE, +O.O, /.A?O DE D#.AMNO, ^.EA DE AMNO E A,O
!OCIA-
Art4 1 ; A Cooperativa 4444444444444444 -tda4, constitu*da no dia 4444 de 4444444444 de 444444, re"e;se pelas
disposiç2es le"ais, pelas diretrizes da auto"esto e por este Estatuto, tendo:
AE sede administrativa em 444 Dcidade6estadoE, % .ua 4444444444n>mero44444, e 7oro 1ur*dico na
mesma Comarca4
IE %rea de aço, para 7ins de admisso de cooperados, a'ran"endo os munic*pios de 4444444444
5E prazo de duraço indeterminado e ano social compreendido no per*odo de 1
o
4 de 1aneiro a
(1 de dezem'ro de cada ano4
DO! OB0E)IPO!
Art4 & ; A Cooperativa tem por o'1etivos:
@E (descre*er os o@Ieti*os e ati*idades da Cooperati*a. EBe)ploC o.erecer ser*i'os de
tele)arketin+ e) no)e de seus cooperados- e) condi'Hes e pre'os con*enientes)T
13E 7ornecer assistJncia aos cooperados no <ue 7or necess%rio para mel8or e=ecutarem o
tra'al8oT
11E or"anizar as tare7as de modo a 'em aproveitar a capacidade dos cooperados,
distri'uindo;os con7orme suas aptid2es e interesses coletivosT
1&E realizar, em 'ene7*cio de cooperados interessados, se"uro de vida coletivo e de
acidentes de tra'al8oT
1(E proporcionar, atrav9s de convJnios com sindicatos, pre7eituras e $r"os estaduais,
serviços 1ur*dicos e sociaisT
1HE realizar cursos de capacitaço cooperativista e pro7issional para o seu <uadro social4
/ar%"ra7o >nico ; A Cooperativa atuar% sem discriminaço pol*tica, racial, reli"iosa ou social
e no visar% lucro4
DO! COO/E.ADO!
1GE ADMI!!NO, DEPE.E!, DI.EI)O! E .E!/O,!ABI-IDADE!
Art4 ( ; /odero associar;se % Cooperativa, salvo se 8ouver impossi'ilidade t9cnica de
prestaço de serviços, <uais<uer pessoas <ue se dedi<uem % atividade o'1eto da entidade, sem
pre1udicar os interesses e o'1etivos dela, nem com eles colidir4
/ar%"ra7o >nico ; O n>mero de cooperados no ter% limite <uanto ao m%=imo, mas no
poder% ser in7erior em n>mero m*nimo necess%rio a compor a administraço da sociedade4
Art4 H ; /ara associar;se, o interessado preenc8er% a respectiva proposta 7ornecida pela
Cooperativa, assinando;a com outro cooperado proponente4
U 1
o
; O interessado, ap$s protocolar a proposta, dever% 7re<uentar, com aproveitamento, um
curso '%sico de cooperativismo, <ue ser% ministrado pela Cooperativa4
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A3 – Manual das Cooperativas ©
U &
o
; Conclu*do o curso, o Consel8o de Administraço analisar% a proposta e a de7erir%, se
7or o caso, devendo o candidato su'screver pelo menos 1 DumaE <uota;parte do capital, nos
termos deste Estatuto, e assinar o livro de matr*cula4
U (
o
– Cada s$cio poder% deter at9 o m%=imo de 444 D44444E <uotas;parte do capital4
Art4 G ; /odero in"ressar na Cooperativa, e=cepcionalmente, pessoas 1ur*dicas <ue
satis7açam as condiç2es esta'elecidas4
/ar%"ra7o >nico ; A representaço de pessoa 1ur*dica 1unto % Cooperativa se 7ar% por meio de
pessoa DsE natural DisE especialmente desi"nada DsE, mediante instrumento espec*7ico <ue, nos
caso em <ue 8ouver mais de um representante, identi7icar% os poderes de cada um4
Art4 A ; Cumprido o <ue disp2e o art4 H
o
, o cooperado ad<uire todos os direitos e assume
todos os deveres decorrentes da lei, deste Estatuto e das deli'eraç2es tomadas pela
Cooperativa4
Art4 I ; !o direitos dos cooperados:
1AE participar das Assem'l9ias Berais, discutindo e votando os assuntos <ue nela 7orem
tratadosT
1IE propor ao Consel8o de Administraço, ao Consel8o +iscal ou %s Assem'l9ias Berais
medidas de interesse da CooperativaT
15E demitir;se da Cooperativa <uando l8e convierT
1@E solicitar in7ormaç2es so're seus d9'itos e cr9ditosT
&3E solicitar in7ormaç2es so're as atividades da Cooperativa e, a partir da data de
pu'licaço do edital de convocaço da Assem'l9ia Beral Ordin%ria, consultar os livros e
peças do Balanço Beral, <ue devem estar % disposiço do cooperado na sede da
Cooperativa4
U 1
o
; A 7im de serem apreciadas pela Assem'l9ia Beral, as propostas dos cooperados,
re7eridas em K'L deste arti"o, devero ser apresentadas ao Consel8o de Administraço com a
necess%ria antecedJncia e constar do respectivo edital de convocaço4
U &
o
; As propostas su'scritas por, pelo menos, &3 DvinteE cooperados, sero o'ri"atoriamente
levadas pelo Consel8o de Administraço % Assem'l9ia Beral e, no o sendo, podero ser
apresentadas diretamente pelos cooperados proponentes4
Art4 5 ; !o deveres do cooperado:
&1E su'screver e inte"ralizar as <uotas;parte do capital, nos termos deste Estatuto e
contri'uir com as ta=as de serviço e encar"os operacionais <ue 7orem esta'elecidosT
&&E cumprir com as disposiç2es da lei, do Estatuto e do .e"imento Interno, 'em como
respeitar as resoluç2es tomadas pelo Consel8o de Administraço e as deli'eraç2es das
Assem'l9ias BeraisT
&(E satis7azer pontualmente seus compromissos com a Cooperativa, dentre os <uais o de
participar ativamente da sua vida societ%ria e empresarialT
&HE realizar com a Cooperativa as operaç2es econSmicas <ue constituam sua 7inalidadeT
&GE co'rir as perdas do e=erc*cio, <uando 8ouver, proporcionalmente %s operaç2es <ue
realizou com a Cooperativa, se o +undo de .eserva no 7or su7iciente para co'r*;lasT
&AE levar ao con8ecimento do Consel8o de Administraço e6ou Consel8o +iscal a
e=istJncia de <ual<uer irre"ularidade <ue atente contra a lei, o Estatuto e o .e"imento
InternoT
&IE zelar pelo patrimSnio material e moral da CooperativaT
&5E cumprir com pontualidade e <ualidade as tare7as necess%rias para entre"a dos pedidos
aceitos pela Cooperativa4
Art4 @ ; O cooperado responde su'sidiariamente pelos compromissos da Cooperativa at9 o
valor do capital por ele su'scrito e o montante das perdas <ue l8e cou'er4
Art4 13 ; As o'ri"aç2es dos cooperados 7alecidos, contra*das com a Cooperativa, e as
oriundas de sua responsa'ilidade como cooperado, em 7ace de terceiros, passam aos
8erdeiros, prescrevendo, por9m, ap$s um ano do dia da a'ertura da sucesso4
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A1 – Manual das Cooperativas ©
/ar%"ra7o >nico ; Os 8erdeiros do cooperado 7alecido tJm direito ao capital inte"ralizado e
demais cr9ditos pertencentes ao de cuIus4
&@E DEMI!!NO, E-IMI,AMNO E EYC-#!NO
Art4 11 ; A demisso de cooperado dar;se;% a seu pedido, 7ormalmente diri"ido ao Consel8o
de Administraço da Cooperativa, e no poder% ser ne"ado4
Art4 1& ; A eliminaço do cooperado, <ue ser% realizada em virtude de in7raço de lei ou deste
Estatuto, ser% 7eita por deciso do Consel8o de Administraço, depois de reiterada noti7icaço
ao in7rator, devendo os motivos <ue a determinaram constar do termo lavrado no livro de
matr*cula e assinado pelo /residente4
U 1
o
4 ; O Consel8o de Administraço poder% eliminar o cooperado <ue:
(3E manter <ual<uer atividade <ue con7lite com os o'1etivos sociais da Cooperativa
(1E dei=ar de cumprir as o'ri"aç2es por ele contratadas na CooperativaT
(&E dei=ar de realizar, com a Cooperativa, as operaç2es <ue constituem seu o'1eto social:
((E depois de noti7icado, voltar a in7rin"ir disposiç2es de lei, deste Estatuto, do
.e"imento Interno e das .esoluç2es e Deli'eraç2es re"ularmente tomadas pela
Cooperativa4
U &
o
4 ; O atin"ido poder%, dentro do prazo de 13 DdezE dias, a contar da data do rece'imento
da noti7icaço, interpor recurso, <ue ter% e7eito suspensivo at9 a primeira Assem'l9ia Beral4
Art4 1( ; A e=cluso do cooperado ser% 7eita:
(HE por dissoluço da pessoa 1ur*dicaT
(GE por morte da pessoa 7*sicaT
(AE por incapacidade civil no supridaT ou
(IE por dei=ar de atender aos re<uisitos estatut%rios de in"resso ou permanJncia na
Cooperativa4
Art4 1H ; O ato de eliminaço do cooperado e a<uele <ue promover a sua e=cluso, nos
termos do inciso KdL do arti"o anterior sero e7etivados por deciso do Consel8o de
Administraço, mediante termo 7irmado pelo /residente no documento de matr*cula, com os
motivos <ue o determinaram e remessa de comunicaço do interessado, no prazo de (3
DtrintaE dias, <ue dar% ciJncia pessoal ou por processo <ue comprove as datas de remessa e
rece'imento4
Art4 1G ; Em <ual<uer caso de demisso, eliminaço ou e=cluso, o cooperado s$ ter% direito
% restituiço do capital <ue inte"ralizou, devidamente corri"ido, das so'ras e de outros
cr9ditos <ue l8e tiverem sido re"istrados, no l8e ca'endo nen8um outro direito4
U 1
o
; A restituiço de <ue trata este arti"o somente poder% ser e=i"ida depois de aprovado,
pela Assem'l9ia Beral, o Balanço do e=erc*cio em <ue o cooperado ten8a sido desli"ado da
Cooperativa4
U &
o
4 ; O Consel8o de Administraço poder% determinar <ue a restituiço deste capital se1a
7eita em parcelas, a partir do e=erc*cio 7inanceiro <ue se se"uir ao em <ue se deu o
desli"amento4
U (
o
4 ; ,o caso de morte do cooperado, a restituiço de <ue trata o par%"ra7o anterior ser%
e7etuada aos 8erdeiros le"ais, mediante a apresentaço do respectivo 7ormal de partil8a ou
alvar% 1udicial4
Art4 1A ; Os atos de demisso, eliminaço ou e=cluso acarretam o vencimento e pronta
e=i"i'ilidade das d*vidas do cooperado na Cooperativa4
Art4 1I ; Os direitos e deveres dos cooperados perduram, tam'9m para os demitidos,
eliminados e e=clu*dos, at9 <ue se1am aprovadas, pela Assem'l9ia Beral, as contas do
e=erc*cio em <ue se deu o desli"amento4
DO CA/I)A-
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A& – Manual das Cooperativas ©
Art4 15 ; O Capital da Cooperativa, representado por <uotas;parte, no ter% limite <uanto ao
m%=imo e variar% con7orme o n>mero de <uotas;parte su'scritas.
U 1
o
4 ; O capital 9 su'dividido em <uotas;parte, no valor de .a 444444444 D4444444444 reaisE cada uma4
U &
o
4 ; A <uota;parte 9 indivis*vel, intrans7er*vel a no cooperados, no podendo ser
ne"ociada de modo al"um, nem dada em "arantia, e sua su'scriço, inte"ralizaço,
trans7erJncia ou restituiço ser% sempre escriturada no livro de matr*cula, cu1o termo conter%
as assinaturas do cedente, do cession%rio e do /residente da Cooperativa4
U (
o
4 ; O cooperado deve inte"ralizar as <uotas;parte F vista, de uma s$ vez, ou em prestaç2es
mensais, ou ainda por meio de contri'uiç2es4
U H
o
4 ; ,os a1ustes peri$dicos de contas com os cooperados, a Cooperativa pode incluir
parcelas destinadas F inte"ralizaço de <uotas;parte do capital4
Art41@ ; O n>mero de <uotas;parte do capital social a ser su'scrito pelo cooperado, por
ocasio de sua admisso, ser% de no m*nimo 1 DumaE <uota;parte, no podendo e=ceder a 4444444
D44444444444444E do total su'scrito4
DA A!!EMB-QIA BE.A-
DE+I,IMNO E +#,CIO,AME,)O
Art4 &3 ; A Assem'l9ia Beral do Cooperados, Ordin%ria ou E=traordin%ria, 9 o $r"o supremo
da Cooperativa, ca'endo;l8es tomar toda e <ual<uer deciso de interesse da entidade4 !uas
deli'eraç2es vinculam a todos, ainda <ue ausentes ou discordantes4
Art4 &1 ; A Assem'l9ia Beral ser% 8a'itualmente convocada e diri"ida pelo /residente, ap$s
deli'eraço do Consel8o de Administraço4
U 1
o
4 ; /oder% ser tam'9m convocada pelo Consel8o +iscal, se ocorrerem motivos "raves e
ur"entes ou, ainda, ap$s solicitaço no atendida, por 16G Dum <uintoE dos cooperados em
pleno "ozo de seus direitos sociais4
U &
o
4 ; ,o poder% participar da Assem'l9ia Beral o cooperado <ue:
(5E ten8a sido admitido ap$s a convocaço ou
(@E in7rin"ir <ual<uer disposiço do Arti"o 5
o
deste Estatuto4
Art4 && ; Em <ual<uer das 8ip$teses re7eridas no arti"o anterior, as Assem'l9ias Berais sero
convocadas com antecedJncia m*nima de 13 DdezE dias, com 8or%rio de7inido para as duas
convocaç2es, sendo de 1 DumaE 8ora o intervalo entre elas4
Art4 &( ; Dos editais de convocaço das Assem'l9ias Berais devero constar:
H3E A denominaço da Cooperativa, o n>mero do Cadastro ,acional de /essoa 0ur*dica
DC,/0E, se"uidos da e=presso: Convocaço da Assem'l9ia Beral, Ordin%ria ou
E=traordin%ria, con7orme o casoT
H1E o dia e a 8ora da reunio, assim como o local de sua realizaço, o <ual, salvo motivo
1usti7icado, ser% o da sede administrativaT
H&E a se<uJncia ordinal das c8amadasT
H(E a ordem do Dia dos tra'al8osT
HHE o n>mero de cooperados e=istentes na data de sua e=pediço para e7eito do c%lculo do
<uorum de instalaçoT
HGE data e assinatura do respons%vel pela convocaço4
U 1
o
4 ; ,o caso da convocaço ser 7eita por cooperados, o edital ser% assinado, no m*nimo,
por G DcincoE si"nat%rios do documento <ue a solicitouT
U &
o
4 ; Os editais de convocaço sero a7i=ados em locais vis*veis das dependJncias
"eralmente 7re<uentados pelos cooperados, pu'licados em 1ornal de circulaço local4
Art4 &H ; Q de competJncia das Assem'l9ias Berais, Ordin%rias ou E=traordin%rias, a
destituiço dos mem'ros do Consel8o de Administraço, do Consel8o +iscal ou de outros4
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A( – Manual das Cooperativas ©
Art4 &G ; O <uorum para instalaço da Assem'l9ia Beral 9 o se"uinte:
HAE &6( Ddois terçosE do n>mero dos cooperados presentes % reunio, em condiç2es de
votar, em primeira c8amadaT
HIE metade mais um dos cooperados, em se"unda c8amadaT
H5E m*nimo de 13 DdezE cooperados, em terceira c8amada4
U 1
o
4 ; /ara e7eito de veri7icaço do <uorum de <ue trata este arti"o, o n>mero de cooperados
presentes, em cada c8amada, ser% constado por suas assinaturas, se"uidas do respectivo
n>mero de matr*cula, apostas no -ivro de /resença4
U &
o
4 ; Constatada a e=istJncia de <uorum no 8or%rio esta'elecido no edital de convocaço, o
/residente instalar% a Assem'l9ia, re"istrando os dados da convocaço e o <uorum respectivo
na ata4
Art4 &A ; Os tra'al8os das Assem'l9ias Berais sero diri"idos pelo /residente, au=iliado pelo
!ecret%rio, sendo por a<uele convidados os ocupantes de car"os sociais a participar da mesa4
/ar%"ra7o >nico4 ; )ransmitida a direço dos tra'al8os, o /residente e demais Consel8eiros de
Administraço e +iscal dei=aro a mesa, permanecendo no recinto, % disposiço da
Assem'l9ia Beral para os esclarecimentos <ue l8es 7orem solicitados4
Art4 &I ; As deli'eraç2es das Assem'l9ias Berais somente podero versar so're assuntos
constantes do edital de convocaço e os <ue com eles tiverem imediata relaço4
Art4 &5 ; O <ue ocorrer na Assem'l9ia Beral dever% constar de ata circunstanciada, lavrada
em livro pr$prio, aprovada e assinada ao 7inal dos tra'al8os pelos administradores e 7iscais
presentes, pelos inte"rantes da mesa e por uma comisso de ( DtrJsE cooperados desi"nados
pela Assem'l9ia Beral4
Art4 &@ ; As deli'eraç2es nas Assem'l9ias Berais sero tomadas por maioria dos cooperados
presentes com direito de votar, tendo cada cooperado direito a um s$ voto, <ual<uer <ue se1a
o n>mero de suas <uotas;parte4
Art4 (3 ; /rescreve em H D<uatroE anos a aço para anular as deli'eraç2es da Assem'l9ia
Beral viciadas de erro, simulaço, dolo ou 7raude, contado o prazo da data em <ue a
Assem'l9ia Beral tiver sido realizada4
DA A!!EMB-QIA BE.A- O.DI,^.IA
Art4 (1 ; A Assem'l9ia Beral Ordin%ria DABOE, <ue se realizar% o'ri"atoriamente uma vez
por ano, no decorrer dos ( DtrJsE primeiros meses, ap$s o t9rmino do e=erc*cio social,
deli'erar% so're os se"uintes assuntos, <ue devero constar da Ordem do Dia:
aE prestaço de contas dos _r"os de Administraço, acompan8ada do /arecer do Consel8o
+iscal, compreendendo:
H@E .elat$rio da Besto
G3E Balanço /atrimonial
G1E Demonstrativo das so'ras apuradas ou das perdas decorrentes da insu7iciJncia das
contri'uiç2es para co'ertura das despesas da sociedade e o parecer do Consel8o +iscal4
G&E destinaço das so'ras apuradas ou rateio de perdas, deduzindo;se, no primeiro caso,
as parcelas para os 7undos o'ri"at$rios
G(E eleiço e posse dos componentes do Consel8o de Administraço, do Consel8o +iscal
e de outros, <uando 7or o casoT
GHE <uando previsto, a 7i=aço do valor dos 8onor%rios, "rati7icaç2es e c9dula de presença
dos mem'ros do Consel8o de Administraço ou da Diretoria e do Consel8o +iscalT
GGE <uais<uer assuntos de interesse social, e=clu*dos os enumerados nos arti"os (& e ((
deste Estatuto4
U 1 ; Os mem'ros dos $r"os de administraço e 7iscalizaço no podero participar da
votaço das mat9rias re7eridas nos itens KaL, K'L, KcL e KdL deste arti"o4
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
AH – Manual das Cooperativas ©
DA A!!EMB-QIA BE.A- EY).AO.DI,^.IA
Art4 (& ; A Assem'l9ia Beral E=traordin%ria DABEE realizar;se;% sempre <ue necess%rio,
podendo deli'erar so're <ual<uer assunto de interesse da Cooperativa, desde <ue mencionado
no edital de convocaço4
Art4 (( ; Q da competJncia e=clusiva da ABE deli'erar so're os se"uintes assuntos:
GAE re7orma do EstatutoT
GIE 7uso, incorporaço ou desmem'ramentoT
G5E mudança de o'1etivo da sociedadeT
G@E dissoluço volunt%ria e nomeaço de li<uidantesT
A3E contas do li<uidante4
/ar%"ra7o >nico: so necess%rios votos de &6( Ddois terçosE dos cooperados presentes, para
tornar v%lidas as deli'eraç2es <ue trata este arti"o4
DA O.BA,I?AMNO DO V#AD.O !OCIA- E ADMI,I!).AMNO
Art4 (H ; A Cooperativa de7inir%, atrav9s de um .e"imento Interno, a 7orma de or"anizaço
do seu <uadro social4
/ar%"ra7o >nico ; o .e"imento Interno dever% ser proposto pelo Consel8o de Administraço e
aprovado em Assem'l9ia Beral4
DA ADMI,I!).AMNO
DO CO,!E-\O DE ADMI,I!).AMNO
Art4 (G ; O Consel8o de Administraço 9 o $r"o superior na 8ierar<uia administrativa, sendo
de sua competJncia privativa e e=clusiva responsa'ilidade a deciso so're todo e <ual<uer
assunto de ordem econSmica ou social, de interesse da Cooperativa ou de seus cooperados ,
nos termos da lei, deste Estatuto e de recomendaç2es da Assem'l9ia Beral4
Art4 (A ; O Consel8o de Administraço ser% composto por ( DtrJsE mem'ros, todos
cooperados no "ozo de seus direitos sociais, eleitos pela Assem'l9ia Beral para um mandato
de 444444 D4444444E anos, sendo o'ri"at$ria, ao t9rmino de cada mandato, a renovaço de, no
m*nimo, 16( Dum terçoE dos seus componentes4
U 1 ; O Consel8o de Administraço ter% os car"os de /residente, Diretor +inanceiro e Diretor
)9cnico4
U &
o
4 ; Ca'e ao Consel8o de Administraço, dentro dos limites da lei e deste Estatuto, as
se"uintes atri'uiç2es:
A1E propor % Assem'l9ia Beral as pol*ticas e metas para orientaço "eral das atividades da
Cooperativa, apresentando pro"ramas de tra'al8o e orçamento, al9m de su"erir as medidas
a serem tomadasT
A&E avaliar e providenciar o montante dos recursos 7inanceiros e dos meios necess%rios ao
atendimento das operaç2es e serviçosT
A(E esta'elecer as normas para 7uncionamento da CooperativaT
AHE ela'orar proposta de .e"imento Interno para a or"anizaço do <uadro socialT
AGE esta'elecer sanç2es ou penalidades a serem aplicadas nos casos de violaço ou a'uso
cometidos contra disposiç2es de lei, deste Estatuto, do .e"imento Interno ou das re"ras de
relacionamento com a entidade <ue ven8am a ser esta'elecidasT
AAE deli'erar so're a admisso, demisso, eliminaço e e=cluso de cooperadosT
AIE deli'erar so're a convocaço da Assem'l9ia Beral e esta'elecer a Ordem do DiaT
A5E esta'elecer a estrutura operacional da administraço e=ecutiva dos ne"$cios, criando
car"os e atri'uindo 7unç2esT
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AG – Manual das Cooperativas ©
A@E 7i=ar as normas disciplinares e da contrataço de empre"adosT
U (
o
4 ; As normas esta'elecidas pelo Consel8o de Administraço sero 'ai=adas em 7orma de
.esoluç2es, .e"ulamentos ou Instruç2es <ue, em seu con1unto, constituiro o .e"imento
Interno da Cooperativa4
Art4 (I ; Ao /residente competem, entre outros, os se"uintes poderes e atri'uiç2es:
a E diri"ir e supervisionar todas as atividades da CooperativaT
I3E 'ai=ar os atos de e=ecuço das decis2es do Consel8o de AdministraçoT
I1E assinar, isolada ou con1untamente com o Diretor +inanceiro, contratos e demais
documentos constitutivos de o'ri"aç2esT
I&E convocar e presidir as reuni2es do Consel8o de Administraço, 'em como as
Assem'l9ias Berais dos cooperadosT
I(E representar ativa e passivamente a Cooperativa, em 1u*zo e 7ora deleT
IHE representar os cooperados, como solid%rio com os 7inanciamentos e7etuados por
interm9dio da Cooperativa, realizados nas limitaç2es da lei e deste EstatutoT
IGE assinar, isolada ou con1untamente com o Diretor +inanceiro, os c8e<ues 'anc%riosT
IAE ad<uirir, alienar ou onerar 'ens im$veis ou m$veis da sociedadeT
IIE contrair o'ri"aç2es, transi"ir, ceder direitos e constituir mandat%riosT
Art4 (5 ; Ao Diretor +inanceiro compete interessar;se permanentemente pelo tra'al8o do
/residente, su'stituindo;o em seus impedimentos4
/ar%"ra7o >nico ; Ao Diretor +inanceiro competem, entre outras, as se"uintes atri'uiç2es:
I5E secretariar os tra'al8os e orientar a lavratura das atas das reuni2es do Consel8o de
Administraço e da Assem'l9ia Beral, responsa'ilizando;se pela "uarda de livros,
documentos e ar<uivos pertinentesT
I@E assinar, isolada ou con1untamente com o /residente, contratos e demais documentos
constitutivos de o'ri"aç2es, 'em como c8e<ues 'anc%rios4
Art4 (@ ; Ao Diretor )9cnico compete a coordenaço dos tra'al8os operacionais da
Cooperativa, responsa'ilizando;se pela <ualidade, pontualidade e demais aspectos comerciais
envolvidos4
/ar%"ra7o >nico ; Ao Diretor )9cnico competem, entre outras, as se"uintes atri'uiç2es:
53E ela'orar planos de produço dos serviços cooperadosT
51E coordenar a e=ecuço dos serviços con1untosT
5&E estipular normas de produtividade e <ualidade4
DO CO,!E-\O +I!CA-
Art4 H3 ; Os ne"$cios e atividades da Cooperativa sero 7iscalizados por um Consel8o +iscal
constitu*do de ( DtrJsE mem'ros e7etivos e ( DtrJsE suplentes, todos cooperados, eleitos pela
Assem'l9ia Beral para um mandato de & DdoisE anos, sendo permitida a reeleiço de 16( Dum
terçoE dos seus componentes4
/ar%"ra7o >nico ; ,o podem 7azer parte do Consel8o +iscal os mem'ros do Consel8o de
Administraço, seus parentes at9 &
o
4 Dse"undoE "rau, em lin8a reta ou colateral, 'em como os
parentes entre si at9 esse "rau4
Art4 H1 ; O Consel8o +iscal re>ne;se, ordinariamente, uma vez por mJs, e,
e=traordinariamente, sempre <ue necess%rio, com a participaço de ( DtrJsE dos seus
mem'ros4
U 1
o
4 ; As decis2es sero tomadas por maioria simples de votos e constaro em ata, lavrada
em livro pr$prio, lida aprovada e assinada ao 7inal dos tra'al8os de cada reunio, pelos (
DtrJsE consel8eiros presentes4
U &
o
4 ; Ocorrendo impedimento por al"um mem'ro do Consel8o +iscal, sua va"a ser%
preenc8ida por um dos suplentes, na ordem determinada pela Assem'l9ia Beral4
Art4 H& ; Compete ao Consel8o +iscal:
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AA – Manual das Cooperativas ©
5(E o e=ame de contas, documentos, livros, esto<uesT
5HE e=aminar 'alancetes e outros demonstrativos mensais, o 'alanço e as demonstraç2es
7inanceirasT
5GE convocar Assem'l9ia Beral, <uando 8ouver motivos relevantesT
5AE conduzir o processo eleitoral, coordenando os tra'al8os de eleiço, proclamaço e
posse dos eleitos, 7iscalizando tam'9m o cumprimento do Estatuto, .e"imento Interno,
.esoluç2es e decis2es da Assem'l9ia Beral4
DO! -IP.O!, CO,)ABI-IDADE, BA-A,MO, DE!/E!A!, !OB.A!, /E.DA! E
+#,DO!
Art4 H( ; A Cooperativa dever% ter os se"uintes livros, al9m dos cont%'eis e 7iscais e=i"idos
pela le"islaço comercial e tri'ut%ria:
5IE matr*culaT
55E presença de cooperados nas Assem'l9ias BeraisT
5@E atas das Assem'l9ias BeraisT
@3E atas do Consel8o de AdministraçoT
@1E atas do Consel8o +iscal
/ar%"ra7o >nico: Q 7acultada a adoço de livros de 7ol8as soltas ou 7ic8as, devidamente
numeradas4
Art4 HH ; A apuraço dos resultados do e=erc*cio social e o levantamento do 'alanço "eral
sero realizados no dia (1 Dtrinta e umE de dezem'ro de cada ano4
Art4 HG ; Os resultados positivos sero distri'u*dos das se"uintes 7ormas:
@&E 13W Ddez por centoE ao +undo de .eservaT
@(E GW Dcinco por centoE ao +undo de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial
D+A)E!ET
@HE at9 5GW Doitenta e cinco por centoE aos +undos ou % destinaço <ue a Assem'l9ia
Beral determinar4
U 1
o
4 ; Al9m dos +undos mencionados, a Assem'l9ia poder% criar outros 7undos, inclusive
rotativos, com recursos destinados a 7ins espec*7icos, 7i=ando o modo de 7ormaço, aplicaço
e li<uidaço4
U &
o
4 ; Os resultados ne"ativos sero rateados entre os cooperados, na proporço das
operaç2es de cada um, realizadas com a Cooperativa, se o +undo de .eserva no 7or
su7iciente para co'ri;los4
U (
o
4 – Vuando autorizado pela Assem'l9ia Beral, a distri'uiço dos resultados ser%
proporcional ao valor das operaç2es e7etuadas pelo cooperado4
Art4 HA ; O +undo de .eserva destina;se a reparar as perdas do e=erc*cio e atender ao
desenvolvimento das atividades, revertendo em seu 7avor, al9m da ta=a de 13W Ddez por
centoE das so'ras:
@GE Os cr9ditos no reclamados pelos cooperados, decorridos G DcincoE anosT
@AE Os au=*lios e doaç2es sem destinaço especial4
Art4 HI ; O +undo de AssistJncia )9cnica, Educacional e !ocial D+A)E!E, destina;se %
prestaço de serviços aos cooperados, seus 7amiliares e empre"ados, assim como aos
cooperados da pr$pria Cooperativa, podendo ser prestados mediante convJnio com entidades
especializadas4
Art4 H5 ; .evertem em 7avor do +A)E! as rendas eventuais de <ual<uer natureza, resultantes
de operaç2es ou atividades nas <uais os cooperados no ten8am tido intervenço4
Art4 H@ ; /odero ser levantados 'alancetes intermedi%rios, com o o'1etivo de constituir os
+undos especi7icados, para aplicaço no pr$prio e=erc*cio de sua constituiço4
DA DI!!O-#MNO, -IV#IDAMNO E DA! DI!/O!IMZE! BE.AI! E ).A,!I)_.IA!
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AI – Manual das Cooperativas ©
Art4 G3 ; A Cooperativa se dissolver% de pleno direito:
@IE <uando assim deli'erar a Assem'l9ia BeralT
@5E devido % alteraço de sua 7orma 1ur*dicaT
@@E pela paralisaço de suas atividades por mais de 1&3 Dcento e vinteE dias4
Art4 G1 ; Os casos omissos sero resolvidos de acordo com os princ*pios doutrin%rios e os
dispositivos le"ais, ouvida ainda a Or"anizaço das Cooperativas do Estado4
Este Estatuto 7oi aprovado em Assem'l9ia de Constituiço, realizada em 444444de 44444444 de 44444
DassinaturasE
-I!)A ,O.MA)IPA DO! A!!OCIADO! +#,DADO.E!
,OME COM/-E)O Identidade e _r"o Emissor:
Assinatura:
,acionalidade:
Estado Civil:
Idade:
/ro7isso:
.esidJncia:
,OME COM/-E)O Identidade e _r"o Emissor:
,acionalidade:
Estado Civil:
Idade:
/ro7isso:
.esidJncia:
ORIENTAÇÔES ESPECIFICAS PARA COOPERATIVAS DE TRABALHO –
DIVULGADAS PELA OCB
I,).OD#MNO
E=iste um processo evolutivo em relaço ao tra'al8o4 ,o in*cio ele estava desor"anizado,
servindo apenas para "arantir a so'revivJncia das pessoas4 A se"uir, com o sur"imento do
Capitalismo, na primeira 7ase, o tra'al8o se tornou escravo4 Mediante a luta sindical, os
tra'al8adores 7oram con<uistando cada vez mais direitos, at9 o tra'al8o ser prote"ido por lei,
mas 7icou su'ordinado ao Estado ou ao Capital4
,este in*cio do terceiro milJnio o tra'al8o est% evoluindo para um novo est%"io, <ue 9 a sua
autonomia plena 7rente ao Estado e ao Capital4 /ara ter 7orça de ne"ociaço, 9 necess%rio <ue
ele se or"anize de 7orma solid%ria4 O mel8or instrumento para essa or"anizaço 9 a
Cooperativa, pois ela 9 democr%tica e remunera ade<uadamente o tra'al8o de cada
cooperante4
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A5 – Manual das Cooperativas ©
Constata;se em todos os Estados do Brasil o sur"imento de in>meras cooperativas de
tra'al8o, constitu*das por pro7issionais para a prestaço de serviços F sociedade4 Q o ramo
<ue mais cresce no Cooperativismo Brasileiro4 Isso se deve, em "rande parte, F reestruturaço
das empresas para poderem competir no mercado, cada vez mais competitivo4
)odos, tanto os patr2es como os empre"ados, tJm interesse no sur"imento das cooperativas
de tra'al8o, mas por motivos distintos4 Os patr2es <uerem reduzir os custos 7i=os da empresa,
contratando serviços por meio das cooperativas4 Os empre"ados, por sua vez, "eralmente
pre7erem livrar;se dos condicionamentos da empresa para se tornarem autSnomos, o'terem
maior aper7eiçoamento pro7issional e ampliarem as c8ances de "an8ar din8eiro4 )udo isso 9
le"*timo4
As distorç2es começam <uando os patr2es <uerem or"anizar cooperativas dos seus
empre"ados para se livrar de certos encar"os sociais, ou para a prestaço de serviços
essenciais da empresa4 Esses serviços devem ser assumidos pela pr$pria empresa4 Outra
distorço se constata <uando a cooperativa ne"a aos cooperantes o mesmo n*vel de
remuneraço, incluindo os encar"os sociais, <ue eles teriam se tra'al8assem numa outra
empresa4
Diante dos pro'lemas en7rentados por cooperativas de tra'al8o com a -e"islaço )ra'al8ista,
solicitamos <ue essas cooperativas si"am a orientaço do !istema OCB para a ela'oraço do
estatuto e o cumpram ri"orosamente4
I,!).#MZE! BE,Q.ICA! !OB.E COO/E.A)IPA! DE ).ABA-\O
No intuito de res+uardar ao )0Bi)o as cooperati*as de tra@al2o de e*entuais a'Hes
tra@al2istas- su+eri)os os se+uintes procedi)entosC
.ealizar um curso '%sico de cooperativismo para todos os cooperantes, mediante certi7icado
de participaço, re"istrando o evento em 7otos, onde possa ser identi7icado cada um dos
participantes, com o e<uipamento de se"urança e=i"ido para a respectiva pro7isso D7unçoE,
se 7or o caso4
!olicitar <ue o cooperante assine uma declaraço de <ue optou livremente em participar da
cooperativa, consciente dos seus direitos e deveres4 DA OCB ela'orou um modelo de
declaraço, cu1a transcriço est% mais adianteE4
/reenc8er a +ic8a de Matr*cula do Cooperante, com a assinatura dele e de mais duas
testemun8as4
/u'licar o Edital de Convocaço das Assem'l9ias Berais em 1ornais de circulaço na %rea de
aço da cooperativa e incentivar o <uadro social a delas participar, re"istrando a participaço
no -ivro de /resenças e tam'9m em 7otos4
/roceder ao .ateio das !o'ras e constar esse 7ato em ata4
O Cooperativismo e=iste para 'ene7iciar as pessoas e nunca para pre1udic%;las4 /or isso as
cooperativas le"*timas costumam ter as se"uintes caracter*sticas:

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A@ – Manual das Cooperativas ©
14 A constituiço de uma cooperativa de tra'al8o 9 da iniciativa dos tra'al8adores e no do
dono de uma empresa, no intuito de 7u"ir dos encar"os sociais4
&4 A cooperativa tem plena autonomia na contrataço de serviços para o seu <uadro social
com as empresas <ue o7erecerem a mel8or proposta4
(4 A cooperativa 9 "erida con7orme os interesses do seu <uadro social, devidamente
or"anizado para tomar decis2es democr%ticas, 'em como para acompan8ar o cumprimento
das decis2es tomadas DautocontroleE4
H4 A cooperativa espel8a o n*vel de consciJncia, de unio e de or"anizaço de um "rupo de
pessoas, comprometidas com o mesmo ne"$cio, e no se torna uma empresa para e=plorar
a mo;de;o'ra do seu pr$prio <uadro social4
G4 A cooperativa 9 constitu*da por cate"oria pro7issional ou por tipo de ne"$cio, onde todos
os mem'ros tJm o mesmo o'1etivo, para "arantir a identidade da cooperativa com o seu
<uadro social4
Observações:
14 Vuando uma cooperativa de tra'al8o 9 autJntica, <ual<uer cooperante, independente do
n*vel de instruço, lo"o perce'e isso, sem precisar de lon"as e=plicaç2es4
&4 !empre <ue sur"ir um clima de descon7iança na cooperativa, al"o de errado est%
acontecendo, <ue at9 pode ser 7alta de in7ormaço, e deve ser resolvido de imediato, pois
a administraço de uma cooperativa deve ser participativa, transparente e de m>tuo
comprometimento4
(4 !u"ere;se <ue os e=ecutivos se1am contratados, e no eleitos4 Assim a Diretoria pode
demiti;los, <uando no corresponderem Fs e=pectativas, sem precisar convocar uma
Assem'l9ia Beral, o <ue seria necess%rio se 7ossem eleitos4 A Diretoria tam'9m pode
utilizar;se dos serviços de uma outra cooperativa para esse 7im4 /ortanto, todos os
cooperantes devem ter sua principal 7onte de renda na atividade pro7issional <ue e=ercem
e no no car"o ao <ual 7oram eleitos na cooperativa4
H4 Consel8o de Administraço, o Consel8o +iscal, o Consel8o de Qtica e todo o <uadro
social devem 7icar sempre atentos para evitar a in"erJncia de outras entidades ou de
partidos pol*ticos nos ne"$cios da cooperativa4
G4 /ara a contrataço de serviços, a cooperativa deve acertar primeiro com os cooperantes o
preço <ue eles <uerem rece'er pelo serviço a ser prestado4 Em cima desse preço, a
cooperativa deve acrescentar 66,47º para ne"ociar com a empresa <ue dese1a rece'er o
serviço4 Pe1a item se"uinte4
)ABE-A B^!ICA DE +O.MAMNO DO /.EMO !#BE.IDA /E-A OCB COM
A-)E.AMZE! E A)#A-I?AMZE! DA -EBI!-AMNO ).IB#)^.IA
A'ai=o est% uma su"esto de ta'ela de descontos a serem 7eitos pela cooperativa, antes de
remunerar o <uadro social:
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I3 – Manual das Cooperativas ©
ITENS DENOMINAÇÄO e BASE DE CÁLCULO (º)
a) +9rias +undo Anual de Descanso – +AD D11,1W so're o
valor da remuneraço dos cooperadosE
11,11
b) +B)! +undo de Amparo ao Cooperante – +AC D5W so're o
valor da remuneraço dos cooperadosE
5,33
c) 1(X !al%rio Brati7icaço Anual D5,((W so're o valor da
remuneraço dos cooperadosE
5,((
d) !e"uro contra acidentes !e"uro contra acidentes D(W so're o valor da
remuneraço dos cooperadosE
(,33
e) I!! I!! DGW so're o valor da nota 7iscalE 5,(&
f) /I! /I! D3,AGW so're o valor da nota 7iscalE 1,35
g) Co7ins Co7ins D(W so're o valor da nota 7iscalE H,@@
h) Capitalizaço da Cooperativa Capitalizaço Dsu"esto de (W so're o valor da nota
7iscal, sendo 1,GW de Imposto de .enda na +onte e
1,GW para .eserva BeralE
H,@@
i) )a=a de Administraço da Cooperativa )a=a de Administraço Drateio de despesas "erais
estimadas em 13W so're o valor da nota 7iscalE
1A,AG
TOTAL
AA,HIW
,O)A!:
14 O contratante Dtomador dos serviçosE dever% recol8er 1GW so're a nota 7iscal da
cooperativa, a t*tulo de I,!!4
&4 O Imposto de .enda, retido pelo tomador dos serviços, 9 correspondente ao I.+ de 1,GW,
<ue deve constar da nota 7iscal de prestaço de serviços, emitida pela cooperativa4
(4 A percenta"em do I!! DImposto so're !erviçosE, pa"o pelo cooperante, 9 vari%vel
con7orme o Munic*pio4 Estimamos uma al*<uota m%=ima de GW4
H4 Al"umas ta=as so vari%veis, dependendo do tipo de serviço prestado, e podem ser
decididas pela Assem'l9ia Beral e constar no .e"imento Interno da Cooperativa4
/ara evitar <ue sur1am 7alsas cooperativas, <ue comprometem a ima"em do verdadeiro
Cooperativismo, e=i"e;se <ue todas si"am ri"orosamente a le"islaço em vi"or e as diretrizes
traçadas no caderno: Manual de Orientação para Constituição de Cooperativas,
pu'licado pela OCB e dispon*vel na Or"anizaço das Cooperativas de cada Estado – OCE,
acompan8ado de dis<uete com 7ormul%rios e su"esto de estatuto4
MODE-O DE DEC-A.AMNO DO COO/E.ADO I,B.E!!A,)E
DECLARAÇÄO
Declaro, para todos os 7ins <ue, como tra'al8ador autSnomo, optei livremente em participar
da Cooperativa4444444444444444 Dnome e si"la da cooperativaE, onde e=erço min8as atividades sem
v*nculo empre"at*cio, o <ue si"ni7ica <ue, de acordo com a Lei nº 5.764, de 16 de
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r
I1 – Manual das Cooperativas ©
dezembro de 1971, no ten8o direito ao +undo de Barantia por )empo de !erviço – +B)!, a
+9rias .emuneradas, ao 1(X !al%rio e Fs demais ver'as previstas na Consolidaço das -eis do
)ra'al8o – C-)4
Declaro tam'9m <ue ten8o pleno con8ecimento dos meus Deveres e dos meus Direitos como
mem'ro dessa cooperativa4
,OME DO COO/E.A,)E:jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj
,X do C/+: jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj ,X Identidade: jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj
jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj
Assinatura do Cooperante
jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj,jjj6jjjj6jjjjjj
-ocal e data
)estemun8as:
14 jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj
&4 jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj
CCC4masterconta'ilidade;pi4com4'r

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