Você está na página 1de 220

DIRETRIZES BÁSICAS PREPARATÓRIAS PARA EXAME DE ORDEM

APRESENTAÇÃO

Para a segunda fase, elaboramos este manual com base nas últimas provas da OAB/SP, contendo peças profissionais, questões dissertativas e objetivas, suas respectivas respostas, além de dicas importantes.

Tente responder todas as questões sem consultar as respostas. Lembre-se que não terá o manual no momento da prova.

A Segunda fase da OAB será composta por duas partes:

1 a . PRÁTICA FORENSE - A prova prático-profissional que compreende em uma redação de peça profissional, privativa de advogado, que valerá até 6 pontos;

2 a .

QUESTÕES PRÁTICAS/OBJETIVAS: Normalmente, 4 (quatro) questões

práticas, sob a forma de situações–problema, que valerá até um ponto cada uma.

Alertamos que a peça prática consiste na parte mais importante da prova, porém o

aluno deverá atentar-se também para

(quatro) pontos e que poderão ajudar na avaliação final. mínima para a aprovação do candidato é 6 (seis).

as questões objetivas, que somadas valem até 4

Importante lembrar que a nota

INSTRUÇÕES GERAIS

MATERIAIS IMPORTANTES UTILIZADOS DURANTE O PERÍODO DE ESTUDO

1. Código Penal – Celso Delmanto

2. Código Processual Penal – Damásio de Jesus

3. Constituição Federal atualizada

4. Lápis, borracha e canetas (preta e azul)

5. 2 canetas marca-texto (cores diferentes)

Importante:

O candidato deverá ter dedicação, disciplina e paciência durante este período, lembrando-se sempre que apesar de penoso e sacrificante, é de curta duração. Deverá,

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

então, dedicar-se ao máximo, fazendo todas as peças indicadas na apostila, não deixando qualquer tipo de dúvida, além de rever os exercícios objetivos do manual, para assim conquistar o RESULTADO desejado.

O QUE LEVAR NO DIA DA PROVA

1. Carteira de Identidade;

2. CPF;

3. Cartão de inscrição OAB;

4. Código Penal – Celso Delmanto;

5. Código Processual Penal – Damásio de Jesus;

6. Constituição Federal – atualizada;

7. Doutrina de Direito Penal e Processual Penal;

8. Jurisprudência;

9. Dicionário língua portuguesa;

10. Lápis, borracha e caneta (preta e azul);

11. 2 canetas marca-texto (cores diferentes);

12. Corretivo “branquinho” – (evite usar).

O

QUE NÃO LEVAR NO DIA DA PROVA

1.

Modelo de peças práticas;

2.

Livros referentes a Exame de Ordem;

3.

Colas/lembretes;

4.

Aparelhos eletrônicos.

O

QUE FAZER NO DIA ANTERIOR À PROVA

 

1.

Faça exercícios físicos;

2.

Faça exercícios de relaxamento;

3.

Tome refeições leves e saudáveis;

4.

Passeie e converse com amigos assuntos não relacionados à prova;

5.

Divirta-se;

6.

Dê gargalhadas;

7.

Durma cedo;

8.

Evite bebida alcoólica ou energéticas;

9.

Evite calmante (se precisar, tome um suco de maracujá)

10.

Organize o material que levará (dica: evite levar uma “malona” de livros, pois poderá atrapalhar-se);

11.

Informe-se sobre o endereço e a sala que fará a prova.

O QUE FAZER NO DIA DA PROVA

1. Acorde mais cedo;

2. Faça exercício de relaxamento;

3. Tome um banho;

4. Tome o desjejum saudável, evite ingerir cafeína, dê preferência para frutas;

5. Vista-se confortavelmente;

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

6. Saia com tempo suficiente, pois poderá encontrar trânsito;

COMO SE PORTAR NO MOMENTO DA PROVA

1. Entre tranqüilamente na sala;

2. Faça exercícios de relaxamento;

3. Organize o material

4. Evite conversar durante a prova;

5. Evite olhar para a prova de outro candidato;

6. Evite colar;

7. Se precisar ir ao toalete, peça com antecedência, pois os fiscais liberam apenas uma pessoa por vez.

O QUE LEVAR PARA COMER

1. Água (sem gás), água de coco ou suco;

2. Bolachas tipo água e sal ou ClubSocial;

3. Barras de cereais

Evite alimentos energéticos e estimulantes:

1. Chocolates

2. Balas

3. Chicletes

4. Bebidas com cafeína ou energéticas

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PRIMEIRA

PARTE

PRÁTICA PENAL

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

DELEGADO:

Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Titular do

Distrito

Policial da

JUIZ DE DIREITO - MONOCRÁTICO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da

Vara

Criminal da

São

Paulo

JUIZ DE DIREITO - CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Paulo

Vara

do Júri da Capital de São

JUIZ DE DIREITO DA VARA DA EXECUÇÃO PENAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Penais da Capital de São Paulo (adequar à comarca do concurso)

JUIZ DE DIREITO DA JUSTIÇA FEDERAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da São Paulo

Vara

Criminal da Seção Judiciária de

TJ - TRIBUNAL DE JUSTIÇA Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

TRF - TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal do Tribunal Regional da 3 a. Região Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator Federal do Tribunal Regional da 3 a. Região (Acrescentar RELATOR quando a peça for Embargos)

STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro-Presidente do Superior Tribunal de Justiça

STF - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro-Presidente do Supremo Tribunal Federal

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

HIERARQUIA PARA ENDEREÇAMENTOS

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

TRIBUNAIS

SUPERIORES

STJ/TST/STM/TSE

TRIBUNAL DE JUSTIÇA – TRIBUNAL REG. FEDERAL

TRIBUNAL DE JUSTIÇA – TRIBUNAL REG. FEDERAL JUIZ SINGULAR DELEGADO Este manual foi elaborado no intuito

JUIZ SINGULAR

TRIBUNAL DE JUSTIÇA – TRIBUNAL REG. FEDERAL JUIZ SINGULAR DELEGADO Este manual foi elaborado no intuito
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – TRIBUNAL REG. FEDERAL JUIZ SINGULAR DELEGADO Este manual foi elaborado no intuito

DELEGADO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

GRÁFICO BÁSICO - AÇÃO PROCESSUAL PENAL

RECURSAL

FASE INÍCIO DA AÇÃOGRÁFICO BÁSICO - AÇÃO PROCESSUAL PENAL RECURSAL FASE INQUÉRITO POLICIAL FATO RECEBIMENTO INTERROGA-

- AÇÃO PROCESSUAL PENAL RECURSAL FASE INÍCIO DA AÇÃO FASE INQUÉRITO POLICIAL FATO RECEBIMENTO INTERROGA-

FASE

INQUÉRITO

POLICIAL

RECURSAL FASE INÍCIO DA AÇÃO FASE INQUÉRITO POLICIAL FATO RECEBIMENTO INTERROGA- TRÍDUO OITIVA

FATO

RECEBIMENTO

INTERROGA-

TRÍDUO

OITIVA

ALEGAÇÕES

SENTENÇA

ACÓRDÃO

TRÂNSITO

EXECUÇÃO

CRIME

DA DENÚNCIA

TÓRIO

FINAIS

 

JULGADO

OU QUEIXA

500/406

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEÇAS PROCESSUAIS PENAIS - CABIMENTO

ANTES DE PROFERIDA A SENTENÇA

PEÇA

 

CABIMENTO

OBSERVAÇÃO

RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE

Antes de instaurada a ação penal: Quando exceder o prazo de encerramento do inquérito policial (réu preso:

O relaxamento só poderá ser pedido com o réu preso.

Não tem prazo determinado.

10 dias)

Quando a prisão for ilegal, houver vício no auto de prisão em flagrante (CF art. 5o. LXI e LXV).

Depois de instaurada a ação penal: Quando exceder o prazo para o encerramento da instrução criminal (81 dias)

LIBERDADE PROVISÓRIA

Antes de instaurada a ação penal: Hipóteses dos arts. 310, 321 e 350 CPP cc art 5o., LXVI CF.

Art. 310. Embora preso em flagrante, tenha praticado ato acobertado pelas excludentes do art. 23 CP.

Depois de instaurada a ação penal: Caberá a qualquer momento, porém antes do trânsito em julgado (art. 5o., LXVI CF)

Art. 321 Pequenos crimes, com pena não superior a 3 meses.

Art. 350: por motivo de pobreza, o réu não possa pagar a fiança.

DEFESA PRÉVIA

Em regra, na fase do tríduo, isto é, 3 dias a contar do interrogatório do réu. (art.

Momento adequado para arrolar testemunha de defesa. Peça não

395

CPP) - (Exceção leis

obrigatória.

especiais).

ALEGAÇÕES FINAIS

Momento que o problema

Art. 500. alegações escritas, sob pena de nulidade absoluta do processo. Prazo

apontar que o processo está na fase do art. 500 CPP ou

406

CPP (júri).

3 dias.

 

Art. 406. (júri) Prazo de 5

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

   

dias, após a oitiva das testemunhas.

RESE - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO

Caberá durante a fase processual das decisões de 1 a . Instância. Hipóteses taxativas elencadas nos incisos do artigo 581 CPP.

Interposição no prazo de 5 dias

“habeas corpus”

Caberá desde a fase de inquérito policial até depois do trânsito em julgado

Não em prazo definido

Caberá quando o problema não apontar uma fase processual “definida”.

Caberá também quando o problema mencionar que o réu encontra-se PRESO e não existir momento adequado para outro recurso.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEÇAS PROCESSUAIS PENAIS - CABIMENTO

DEPOIS DE PROFERIDA A SENTENÇA

ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO

PRIMEIRA INSTÂNCIA

PEÇA

CABIMENTO

OBSERVAÇÃO

APELAÇÃO

Depois de proferida a sentença -(artigo 593 CPP)

Interposição no prazo de 5 dias

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

Quando na sentença houver obscuridade, contradição, omissão ou ambigüidade (art. 382 CPP).

Conhecidos como “embarguinhos” Prazo 2 dias

PROTESTO POR NOVO JÚRI

Peça privativa da defesa. Ocorre na hipótese de sentença proferida pelo Tribunal do Júri, cuja pena seja igual ou superior a 20 anos. (art. 607 CPP)

Este recurso poderá ser usado apenas uma vez. Interposição em 5 dias.

SEGUNDA INSTÂNCIA

PEÇA

CABIMENTO

OBSERVAÇÃO

2 a . INSTÂNCIA

   

EMBARGOS

Caberá de acórdão proferido em Apelação, RESE (art 609 CPP, parágrafo único) ou agravo de execução – TJ

Poderão ser opostos dentro de 10 dias a contar da publicação do acórdão.

INFRINGENTES

- Regime Interno art "c”.

841, II,

 

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

Quando no acórdão houver obscuridade, contradição, omissão ou ambigüidade (art. 619 CPP) ou (art. 83 Lei 9099/05 – JECrim).

Poderão ser opostos dentro de 2 dias a contar da publicação do acórdão.

EMBARGOS DE NULIDADE

Caberão quando a decisão de segunda instância não for unânime, sendo desfavorável ao réu e versar sobre nulidade processual. Caberão também de acórdão proferido em RESE

Poderão ser opostos dentro de 10 dias a contar da publicação do acórdão.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

e apelação (art. 609,

parágrafo único CPP) ou agravo de execução – Regime Interno art. 841, II, “c” – Tribunal de Justiça.

RECURSO ESPECIAL

Quando houver questão federal de natureza

infraconstitucional, suscitada

e decidida perante os

Tribunais Regionais, Estaduais, Federais ou do Distrito Federal, em única ou última instância (art. 105, inciso III, “a”, “b” e ”c”. CF).

Competência STJ

RECURSO ORDINÁRIO – ROC

Caberá nos casos em que houver denegação de “habeas corpus” ou Mandado de Segurança, em 2 a instância (artigos 102, II e 105, II CF).

Competência do STJ (art. 105, II). Competência do STF (art. 102, II).

RECURSO

EXTRAORDINÁRIO

Quando houver questão federal de natureza constitucional, suscitada e decidida perante qualquer tribunal do país. (art. 102, III, “a”, “b” e ”c” CF).

Competência do STF

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

EM FASE DE EXECUÇÃO DA PENA

PEÇA

CABIMENTO

OBSERVAÇÕES

LIVRAMENTO

Quando o condenado tenha cumprido:

 

CONDICIONAL

mais de 1/3 da pena, que não seja reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes.

Mais da metade se for reincidente em crime doloso

Com bom comportamento durante a execução da pena

Tenha reparado o dano causado, salvo impossibilidade.

Cumprido mais de dois terços, quando condenado em crime hediondo, tortura, tráfico, mas que não seja reincidente específico em crime da mesma natureza. (art. 83 CP)

AGRAVO EM EXECUÇÃO

Caberá das decisões sem efeito suspensivo, proferidas pelo juiz das execuções, antes do trânsito em julgado. – (Art. 197 Lei 7210/84)

 

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEÇAS PROCESSUAIS PENAIS – CABIMENTO

PEÇAS PROCESSUAIS PENAIS – CABIMENTO

PEÇAS PROCESSUAIS PENAIS – CABIMENTO
APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO

APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO

APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO

PEÇA

CABIMENTO

OBSERVAÇÕES

REVISÃO CRIMINAL

Quando a sentença condenatória for contrária a lei penal ou à evidência dos autos

Não há prazo definido. Art. 621 CPP

Quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, documentos ou exames falsos.

Após a sentença sobrevierem novas provas que o inocente ou diminua a pena.

“habeas corpus”

Remédio constitucional utilizado também após o trânsito em julgado.

Não tem prazo definido

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PRIMEIRA INSTÂNCIA

DEMAIS PEÇAS

PEÇAS

CABIMENTO

OBSERVAÇÃO

REPRESENTAÇÃO

Art. 39 CPP

 

QUEIXA-CRIME E QUEIXA-CRIME SUBSIDIÁRIA

Cabe nos caos de ação penal privada ou subsidiária da pública.

A subsidiária será admitida quando o Ministério Público não intentar a ação pública no prazo legal – (art.5o, LIX CF).

ARRESTO

Visa seqüestrar bens móveis, quando o responsável não possuir bens imóveis.

Medida assecuratória

SEQÜESTRO

Visa seqüestrar bens adquiridos com o provento da infração e que já tenham sido transferidos para terceiros. (art. 125/126 CPP).

Medida assecuratória.

HIPOTECA LEGAL

Tendo certeza da autoria, o ofendido poderá requer a hipoteca legal sobre os imóveis do indiciado. (art. 134 CPP)

Medida assecuratória. Poderá ser requerido em qualquer fase do processo

DEFESA PRELIMINAR

Manifestação escrita, obrigatória, nos casos de crimes afiançáveis. Momento: Antes do recebimento da queixa ou denúncia, pelo juiz (art. 514 CPP).

Funcionários públicos ou Entorpecentes – Lei

10409/02.

Prazo 15 dias

EXCEÇÃO DE LITISPENDÊNCIA

Após o interrogatório ou no prazo de 3 dias, poderá ser oposta a exceção de litispendência, oferecendo alegações verbais ou escritas e arrolar testemunhas.

(art. 95 cc 110) – No momento da defesa prévia

EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO

Após o interrogatório ou no prazo de 3 dias, poderá ser

(art. 95 cc 395 CC) - No momento da defesa prévia

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

 

oposta a exceção de suspeição, oferecendo alegações escritas e arrolar testemunhas.

 

EXCEÇÃO DE ILEGITIMIDADE DE PARTE

Após o interrogatório ou no prazo de 3 dias, poderá ser oposta a exceção de ilegitimidade de parte, oferecendo alegações escritas e arrolar testemunhas.

(art. 95 cc 110) - No momento da defesa prévia

EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DE JUÍZO

Após o interrogatório ou no prazo de 3 dias, poderá ser oposta a exceção de incompetência de juízo, oferecendo alegações verbais ou escritas e arrolar testemunhas.

(art. 108 cc 395 CPP) – No momento da defesa prévia

EXCEÇÃO DE COISA JULGADA

Após o interrogatório ou no prazo de 3 dias, poderá ser oposta a exceção de coisa julgada, oferecendo alegações escritas e arrolar testemunhas.

(art.110 CPP) - No momento da defesa prévia

CONTRARIEDADE AO LIBELO

   

SEGUNDA INSTÂNCIA

CARTA TESTEMUNHÁVEL

Meio adequado para requerer em 48 horas que a instância superior examine a decisão que denegou o recurso ou obstou a sua expedição e seguimento para o juízo ad quem. (At 639 CPP)

CORREIÇÃO PARCIAL

Prazo 5 dias

MANDADO DE SEGURANÇA

Remédio constitucional para proteger direito líquido e certo, não amparado pelo “habeas corpus”, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

 

exercício de atribuição do Poder Público.

 

REABILITAÇÃO

Possibilidade de reabilitação do condenado e sua reintegração no meio social, desde que cumpra os requisitos do art. 94 CPP.

Art. 743 CPP.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

CRIMES DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES (LEI 10.409/02)

INQUÉRITO POLICIAL IMPORTANTE 5 dias réu preso Audiência de Instrução 30 dias réu solto e
INQUÉRITO
POLICIAL
IMPORTANTE
5 dias réu preso
Audiência de
Instrução
30 dias réu solto
e julgamento
Fase
Recursal
Responder a
Acusação em
10 dias
Citação
do réu em 24h
Interrogatório
do acusado e oitiva
FATO
das testemunhas
Sentença
CRIME
Denúncia (MP)
10 dias do receb. I.P.
Interrogatório
Réplica p/ MP
5 dias
Se recebida
Designa dia/hora
Recebimento (laudo de constatação) p/audiência de instrução e julgamento + intimação réu+MP MP arrola Defesa
Recebimento
(laudo de constatação)
p/audiência de instrução e
julgamento + intimação réu+MP
MP arrola
Defesa preliminar
Peça por escrito (10 dias)
Invocar todas as razões
de defesa/provas/testemunhas
RECEBIMENTO (ou não)
DA DENÚNCIA
Recebida cabe: HC
Se rejeitada: RESE
Testemunhas
Acusação

COMPETÊNCIAS

JUSTIÇA

ou nomeia dativo

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE

TRIBUNAL JUSTIÇA – TJ -

JUIZ 1 o . GRAU DIPO - SP VARA CRIMINAL TRIBUNAL JÚRI

JUIZ 1 o . GRAU DIPO - SP VARA CRIMINAL TRIBUNAL JÚRI

DELEGADO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

CRIMES FUNCIONAIS – ARTIGOS 513 A 518 CPP

INQUÉRITO

POLICIAL

IMPORTANTE
IMPORTANTE
– ARTIGOS 513 A 518 CPP INQUÉRITO POLICIAL IMPORTANTE FATO CRIME Denúncia (MP) Notificação p/ apresentar
– ARTIGOS 513 A 518 CPP INQUÉRITO POLICIAL IMPORTANTE FATO CRIME Denúncia (MP) Notificação p/ apresentar

FATO

CRIME

Denúncia (MP)

CRIME Denúncia (MP) Notificação p/ apresentar   Se Recebida segue o rito

Notificação p/ apresentar

 

Se Recebida

segue o rito

ordinário

 

10 dias do receb. I.P.

defesa preliminar em 15 dias

defesa preliminar em 15 dias
 

faz-se a Citação (art. 517)

 
 

Recebimento

 

(da justificação)

 
(da justificação)  
 
  Poderá ser dispensada Defesa preliminar se houver IP RECEBIMENTO (ou não) DA DENÚNCIA  

Poderá ser dispensada Defesa preliminar

se houver IP RECEBIMENTO (ou não) DA DENÚNCIA

 

MP arrola

Testemunhas

Acusação

Acusação

COMPETÊNCIAS

 

ou nomeia dativo

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE

JUSTIÇA

TRIBUNAL JUSTIÇA – TJ -

 
JUIZ 1 o . GRAU DIPO - SP VARA CRIMINAL TRIBUNAL JÚRI

JUIZ 1 o . GRAU DIPO - SP VARA CRIMINAL TRIBUNAL JÚRI

DELEGADO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PROCEDIMENTO NOS CRIMES FUNCIONAIS

O Código de Processo Penal, em seus artigos 513 a 518, prevê um

procedimento especial para os crimes de responsabilidade dos funcionários públicos.

1 – Oferecimento da denúncia ou queixa (subsidiária)

A peça inicial pode ser instruída com documentos ou justificação que façam

presumir a existência do delito ou com a declaração fundamentada da

impossibilidade de apresentação dessas provas.

2 – Defesa Preliminar

Antes do recebimento da denúncia ou da queixa, o juiz mandará notificar o acusado para que apresente a defesa preliminar, no prazo de 15 dias. A defesa preliminar poderá ser dispensada, se a denúncia se apoiar em inquérito policial.

Se o acusado não puder, por algum motivo, ser intimado pessoalmente, o juiz deverá nomear-lhe defensor dativo para que, este, apresente a defesa preliminar (art. 514/CPP).

3 – Recebimento ou rejeição da denúncia

Apresentada a defesa preliminar ou decorrido o prazo para apresenta-la, os

autos irão para o juiz para receber ou rejeitar a denúncia.

4 – Citação do acusado

Recebida a denúncia, o acusado deverá ser citado de acordo com a regra do art. 517/CPP.

5 – Procedimento

Após a realização da citação, o processo seguirá o rito ordinário.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

RITO SUMÁRIO

INÍCIO DA AÇÃO PENAL INQUÉRITO IMPORTANTE POLICIAL 3 dias 5 testemunhas FASE RECURSAL Interrogatório FATO
INÍCIO
DA
AÇÃO PENAL
INQUÉRITO
IMPORTANTE
POLICIAL
3 dias
5 testemunhas
FASE RECURSAL
Interrogatório
FATO
CRIME
Denúncia (MP)
Citação
Defesa
Oitiva
designada nova
Queixa (part.)
do réu
Prévia
testemunhas
audiência em
Recebimento
Pelo juiz
Recebida cabe: HC
Rejeitada cabe:RESE
art 395
8 dias
Sentença
na audiência ou
em 5 dias
Despacho
Saneador
Não havendo recurso contra a
sentença
Ou sendo negado o recurso –
transita em
MP arrola
julgado

Testemunhas

Acusação

COMPETÊNCIAS

JUSTIÇA

TRIBUNAL JUSTIÇA – TJ - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE

TRIBUNAL JUSTIÇA – TJ -

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE

TRIBUNAL JUSTIÇA – TJ - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUIZ 1 o . GRAU DIPO - SP

JUIZ 1 o . GRAU DIPO - SP

VARA CRIMINAL TRIBUNAL JÚRI

DELEGADO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

RITO ORDINÁRIO - COMUM

INÍCIO AÇÃO PENAL 20 dias réu preso 40 dias réu solto INQUÉRITO IMPORTANTE POLICIAL 3
INÍCIO
AÇÃO PENAL
20 dias réu preso
40 dias réu solto
INQUÉRITO
IMPORTANTE
POLICIAL
3 dias
20 dias réu preso
40 dias réu solto
FASE RECURSAL
Interrogatório
FATO
CRIME
Denúncia (MP)
Citação
Defesa
Oitiva
Diligências
Sentença
Queixa (part.)
do réu
Prévia
testemunhas
art. 499
Recebimento
Pelo juiz
Recebida cabe: HC
Rejeitada cabe:RESE
art 395
acusação
Alegações
Oitiva
finais
Testemunhas
art. 500
defesa

MP arrola

Testemunhas

Acusação

COMPETÊNCIAS

JUSTIÇA

TRIBUNAL JUSTIÇA – TJ - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE

TRIBUNAL JUSTIÇA – TJ -

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE

TRIBUNAL JUSTIÇA – TJ - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUIZ 1 o . GRAU DIPO - SP VARA CRIMINAL TRIBUNAL JÚRI

JUIZ 1 o . GRAU DIPO - SP VARA CRIMINAL TRIBUNAL JÚRI

DELEGADO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

RITO ORDINÁRIO

1 – Recebimento da denúncia ou queixa

Dá-se início à ação penal, como o recebimento da denúncia ou queixa, pelo juiz. A ação penal constitui causa interruptiva do prazo prescricional (art. 117, I/CP). No caso de não

recebimento da denúncia ou queixa, cabe RESES - recurso em sentido estrito (art. 581, I/CPP). Se for recebida, cabe habeas corpus (hipóteses de rejeição da denúncia e queixa estão previstos no art. 43/CPP)

2 – Citação

Ato processual pelo qual é chamado em juízo a pessoa contra a qual é proposta a ação penal. Tem por finalidade, portanto, dar conhecimento ao réu da existência da ação penal, do teor da acusação, bem como cientificá-lo da data para interrogatório e possibilitar sua defesa. Sua falta constitui nulidade absoluta do processo (art. 564, III, e/CPP).

3 – Interrogatório

Momento em que o juiz ouve o réu sobre os fatos descritos na denúncia ou queixa. Caso o acusado não possua defensor e não tiver condições de constituir um, o juiz nomeará um defensor dativo.

4 – Defesa prévia

Alegações escritas que o defensor apresenta, em 03 dias (tríduo), a contar do interrogatório

ou da ciência da nomeação do advogado. De acordo com 0 395 CPP, poderá o próprio réu ou seu defensor apresentar a defesa prévia, suscitando qualquer matéria de fato ou de direito, bem como requerer a produção de provas (art. 401). Peça não obrigatória.

5 – Audiência para a oitiva de testemunhas de acusação (até 08 testemunhas)

A oitiva será realizada no prazo de 20 dias, se o réu estiver preso, e de 40 dias, se solto,

contados a partir da defesa prévia, mas se não houve esta, do interrogatório.

6

– Audiência para a oitiva de testemunhas de defesa

O

prazo e o número de testemunhas são iguais da acusação. Em regra, as testemunhas de

acusação são ouvidas primeiramente, mas nada impede que o juiz ouças as de acusação e defesa na mesma data. As partes podem desistir do depoimento de qualquer das testemunhas (art. 404), sendo esta desistênciar homologada pelo juiz, pois pode este querer ouvi-la.

7 – Pedido de diligências (art. 499)

Após a oitiva das testemunhas, o juiz abre às partes oportunidade para que requeiram diligências que acharem necessárias. O prazo é de 24 horas, primeiramente para o Ministério

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Público ou querelante e, em depois, para os réus. Findos os prazos, os autos vão conclusos para o juiz tomar conhecimento e deferir ou indeferir os requerimentos. Caso haja deferimento, o juiz determinará a realização das diligências. Acabadas estas, o juiz abrirá vista aos autos para as partes oferecerem alegações finais.

8 – Alegações Finais (art. 500)

Peça que deverá ser apresentada por escrito, no prazo de 03 dias. Deve-se seguir a seguinte ordem, sob pena de nulidade:

a) MP ou querelante;

b) Assistente de acusação;

c) Defensores dos réus.

Obs. Nos crimes de ação privada (exclusiva ou subsidiária), o MP terá vista depois do querelante (art. 500, § 2º). A não apresentação das alegações finais pela defesa é causa de nulidade absoluta do processo. Se o MP pede absolvição do réu em crime de ação pública, o juiz discordando, poderá condenar o acusado (art. 385). Na exclusivamente privada, se o querelante não pede a condenação do réu nas alegações finais, ocorre a perempção, que é causa extintiva de punibilidade (arts. 60, III/CPP e 107, IV/CP). O mesmo ocorre se o querelante não apresenta as alegações no prazo. A defesa não pode pedir a condenação do acusado – Súmula 523/STF.

9 – Sentença

Após as alegações finais, os autos vão conclusos para que o juiz profira a sentença, no prazo de 10 dias (art. 800, I/CPP). O juiz pode pedir diligências para sanar eventuais nulidades ou determinar provas. Após a efetivação de tal diligência, o juiz sentenciará.

10. Publicação da Sentença: Conforme o art. 389/CPP, a sentença considera-se publicada no instante em que é entregue pelo juiz ao escrivão. Após a publicação, a sentença torna-se imutável em relação ao julgador que a prolatou, salvo se houver embargos de declaração ou correção de erros materiais perceptíveis "ictu oculi". Após a publicação, as partes são intimadas, a partir daqui é que são contados os prazos para recursos.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

TESES JURÍDICAS

O aluno deverá nas peças apresentar argumentos capazes de convencer o magistrado daquilo que lhe interessa. Assim, utilizará uma das quatro TESES jurídicas existentes, conforme o problema apontado.

TESES

1. FALTA DE JUSTA CAUSA;

2. NULIDADES;

3. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE;

4. ABUSO DE AUTORIDADE.

1. FALTA DE JUSTA CAUSA:

Ocorre a falta justa causa quando o constrangimento e a violência não tiverem motivo e amparo legal. Ensina o Prof. Vauledir Ribeiro Santos que "a falta de justa causa, refere-se a ausência da "fumaça do bom direito" para a prisão, o inquérito, a ação penal, enfim qualquer constrangimento à liberdade ambulatorial da pessoa".

DICA: Quando o problema apresentar dúvida no tocante à existência ou não de um crime e se os argumentos utilizados pelo aluno levarem a conclusão de que não houve crime, estará diante da tese de falta de justa causa.

2. NULIDADES:

Ocorrerá a nulidade quando houver falta de alguma condição essencial de validade do ato; quando ocorrer, por exemplo, a inobservância ou violação do rito processual, ocasionando prejuízo, caso em que o interessado deverá argüir a nulidade do ato.

DICA: Nesta hipótese, ocorreu o crime, mas o que se discute é uma falha que vicia o ato parcial ou integralmente. Desta forma, quando o problema apresentado versar sobre incompetência, suspeição, ilegitimidade de parte, vício na denúncia, queixa ou representação, falta de corpo de delito, a não nomeação de defensor para réu ausente ou menor de 18 anos, falta de citação etc., estará diante da tese de nulidade. As principais nulidades estão no art. 564. CPP.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

3.

EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE:

O Estado tem o poder de punir, porém este poder não é eterno nem inexpugnável,

podendo pelo decurso do tempo fixado em lei, ver-se definitivamente impedido de

exercer este poder.

A extinção da punibilidade são fatos ou atos que impedem o Estado de punir e as

suas causas extinguem a pena aplicável.

Hipóteses do artigo 107 do Código Penal:

A.

morte do agente;

B.

Anistia, graça e indulto;

C.

Retroatividade da lei;

D.

Perdão judicial;

E.

Renúncia (do direito de queixa ou perdão do querelante);

F.

Retratação do agente;

G.

Casamento da Vítima com o agente (arts. 213 a 220 CP);

H.

Casamento Vítima com terceiro (art. 107, VIII CP);

I.

Decadência;

J.

Perempção ;

H.

Prescrição.

A PRESCRIÇÃO é a perda do direito do Estado punir ou executar a pena pelo

decurso do tempo, causa de extinção da punibilidade.

Espécies de Prescrição Penal:

1. Prescrição da pretensão punitiva ou prescrição da ação: art. 109 CP:

Ocorre antes do trânsito em julgado da sentença e traz como conseqüência o desaparecimento da pena e de todos os efeitos da sentença. Poderá ser:

1.1. Prescrição da pretensão punitiva propriamente dita: Começa correr da

consumação do crime até o recebimento da queixa ou da denúncia, ou a partir deste momento até a sentença.

1.2. Prescrição superveniente à condenação (dirige-se para frente): Denomina-se

prescrição superveniente, pois o prazo começa a correr após a sentença condenatória recorrível, que alcança da sentença até o dia do trânsito em julgado definitivo ou do recurso improvido do MP. 1.3 Prescrição retroativa: (volta-se para períodos anteriores à sentença). A prescrição retroativa apaga todos os efeitos do crime, como se este nunca tivesse existido.

2. Prescrição da pretensão executória – art 110 CP: É a extinção da pena imposta,

livrando o condenado do seu cumprimento, porém os efeitos secundários da sentença condenatória não são afastados (ex. inclusão no rol dos acusados)

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

DICA: O problema versando sobre inércia do Estado, prescrição etc., estará diante da tese de extinção da punibilidade.

4. ABUSO DE AUTORIDADE

Ocorre abuso de autoridade sempre que um agente público (autoridade), no exercício de suas funções, que pode ser de natureza civil ou militar, agir com exorbitância, violando direitos e garantias, tais como: a liberdade de locomoção, a inviolabilidade de domicílio, incolumidade física do indivíduo, etc.

DICA: Quando o problema apontar, por exemplo, que o juiz não relaxou a prisão ilegal ou quando o preso preencheu todos os requisitos para obter o direito responder em liberdade e lhe for negado, estará diante de um abuso de autoridade.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

habeas corpus

Remédio Constitucional destinado a tutelar a liberdade de locomoção, o direito de ir e vir e permanecer, amparado pelo artigo 5º, LXVIII CF e pelos 647 e 648 CPP.

Artigo 5º, LXVIII CF:

"Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder." 647 e 648 CPP:

"Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir ou vir, salvo nos casos de punição disciplinar."

Finalidade O habeas corpus consiste em fazer cessar o constrangimento ilegal ou a ameaça do mesmo.

Nomenclatura:

Paciente: Pessoa que sofre ou está ameaçado de sofrer um constrangimento ilegal; Impetrante: Pessoa que pede a ordem de habeas corpus; Impetrada: Autoridade a quem é dirigido o pedido; Coator: Pessoa que exerce ou ameaça exercer o constrangimento; Detentor: Pessoa que detém o paciente.

Quando impetrar HC Poderá ser impetrado em qualquer fase, seja no inquérito policial ou no processo-crime, inclusive após o trânsito em julgado, desde haja um constrangimento ilegal; implicando, neste caso, no trancamento do inquérito ou da Ação.

Legitimidade:

- ativa – pode ser impetrado por qualquer pessoa (que tenha interesse de agir), em seu favor ou de outrem, independentemente de representação de advogado – denominado de impetrante. (O juiz poderá expedir de ofício, uma ordem de habeas corpus, quando verificar, no curso do processo, que alguém está sofrendo ou ameaçado de sofrer uma coação ilegal).

coator (ou

- passiva – aquele que exerce a violência, coação ou ameaça – denominado de autoridade coatora).

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Possibilidade de Medida Liminar O habeas corpus comporta pedido de medida liminar, assegurando de maneira mais eficaz o direito de liberdade, desde que presentes os pressupostos: periculum in mora e fumus boni júris.

Espécies:

- liberatório (corretivo ou repressivo) – quando se pretende a restituição da liberdade de alguém que já se acha com esse direito violado;

- preventivo – quando se pretende evitar que a coação se efetive, desde que haja fundado receio de que se consume.

Salvo-conduto. Se o habeas corpus preventivo for concedido será expedido um salvo-conduto, assinado pela autoridade competente. Este documento será emitido pela autoridade que conheceu do habeas corpus preventivo, visando a conceder livre trânsito ao seu portador, de modo a impedir-lhe a prisão ou detenção pelo mesmo motivo que ensejou o pedido de habeas corpus.

Endereçamento Deverá ser endereçado à autoridade hierarquicamente superior àquela tida como coatora. Assim o coator:

Sendo o delegado: Deverá ser dirigido ao juiz (1ª instância)

Sendo o juiz de 1ª instância, quando este não relaxa prisão ilegal ou ameaça de decretar prisão, a ordem deve ser dirigida ao Presidente do Tribunal a que o juiz estiver vinculado.

Sendo membro de tribunal, competente para conhecer o habeas corpus será o Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Processamento em 1ª instância:

- O juiz, após analisar o pedido liminar, determinará, caso entenda necessário e se estiver preso o paciente, que seja ele apresentado;

- Seguir-se-á a requisição de informações da autoridade coatora, assinando-se prazo para apresentação;

- Após, o juiz poderá determinar a realização de diligências, decidindo em 24 horas.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Efeitos e recursos:

Se concedida a ordem de HC, determinar-se-á a imediata soltura do paciente, se preso estiver. Caso seja HC preventivo, será expedido salvo-conduto. Na hipótese de o pedido voltar-se parar anulação de processo ou trancamento de IP ou processo, será expedida ordem nesse sentido, renovando-se os atos processuais no primeiro caso.

Quando não há concessão, diz-se que a ordem foi denegada. Caso se verificar que violência ou ameaça à liberdade de locomoção já havia cessado por ocasião do julgamento, o pedido será julgado prejudicado.

Da decisão de 1° grau que conceder ou denegar a ordem de HC cabe RESE. Se concedida a ordem, a revisão pela superior instância é obrigatória.

Processamento no tribunal:

A petição será apresentada ao secretário, que a enviará imediatamente ao presidente do tribunal, ou da câmara criminal, ou da turma que estiver reunida ou que primeiro tiver de reunir-se;

Se a petição obedecer aos requisitos legais, o presidente, entendendo necessário, requisitará da autoridade coatora informações por escrito (se ausentes os requisitos legais da petição, o presidente mandará supri-los);

Poderá o presidente entender que é caso de indeferimento liminar do HC, então não determinará o suprimento de eventuais irregularidades e levará a petição ao tribunal, câmara ou turma, para que delibere a respeito;

Recebidas as informações, ou dispensadas, o HC será julgado na primeira sessão, podendo, entretanto, adiar-se o julgamento para a sessão seguinte;

A decisão será tomada por maioria de votos. caso haja empate, caberá ao presidente decidir, desde que não tenha participado da votação. Caso contrário, prevalecerá a decisão mais favorável ao paciente.

Resumo dos Recursos cabíveis:

Se o habeas corpus pedido for:

1. Denegado em 1 a. instância, caberá RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (RESE)

2. Denegado em 2a. instância, caberá RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL (ROC): ao STF (art. 102,II,"a" - CF) ou STJ (art.105, II "a" e "b" - CF).

3. Concedido pelo juiz de 1 a. instância, este deverá recorrer de ofício (art 574 CPP), o que não impede que o MP recorra (art. 581 CPP). Ambos serão julgados pelo Tribunal do Estado.

4. Concedido: caberá RECURSO EXTRAORDINÁRIO ao Supremo Tribunal Federal, desde ajustado aos casos previstos no art. 102, III CF.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

APELAÇÃO

Apelação é um recurso cabível contra a sentença definitiva de condenação ou absolvição proferida por juiz singular.

De acordo com o art. 593 CPP, apelação caberá:

1. das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular

2. das decisões definitivas, ou com força de definitivas, proferidas por juiz singular nos

casos não alcançados pelo RESE;

3. das decisões do Tribunal do Júri quando:

a. ocorrer nulidade posterior à pronúncia;

b. for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados;

c. houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança;

d. for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos.

A apelação é composta por duas peças obrigatórias: INTERPOSIÇÃO E RAZÕES DE

APELAÇÃO.

INTERPOSIÇÃO: Prazo 5 dias a contar da intimação da sentença .

A petição de interposição será dirigida ao próprio juiz que prolatou a sentença, para que

decidindo pelo seu recebimento, realize o juízo de admissibilidade.

Se o juiz denegá-la, caberá recurso em sentido estrito - RESE (art.l 581, XV CPP)

Se o juiz julgá-la deserta, pela fuga do réu (art 595 CPP), caberá igualmente o recurso em sentido estrito - RESE

Se o juiz recebê-la, os autos voltarão para o apelante para que apresente as razões no prazo de 8 dias.

RAZÕES:

Recebida a interposição, o juiz remeterá as razões ao Tribunal competente para o reexame da matéria decidida em primeira instância. O julgamento do recurso compete necessariamente ao órgão diverso daquele que prolatou a sentença.

APELAÇÃO NO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL:

A apelação será interposta no prazo de 10 dias, contados da ciência da sentença pelo

Ministério Publico, pelo réu e seu defensor.

A petição deverá ser escrita, da qual constarão as razões e o pedido do recorrente. A

apresentação de interposição deverá necessariamente

seja, devem ser oferecidas em peça única. Lei 9099/95 - art. 82, 1o.

vir acompanhada das razões, ou

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

É cabível o recurso de apelação no Juizado Especial Criminal, da decisão que rejeitar

a denúncia ou a queixa.

PRAZO PARA APELAÇÃO EM CONTRAVENÇÕES Prazo para apresentação das razões é de 3 dias

APELAÇÃO DE SENTENÇAS DO TRIBUNAL DO JÚRI

A apelação no Tribunal do Júri, consiste em decisão soberana, ou seja, nenhum órgão

jurisdicional pode alterar a decisão proferida por ele. Ao apelar não se pede a reforma da sentença, mas sim que o apelante seja submetido a um novo júri (art. 5o. XXXVII, "c" -CF). Assim pode-se afirmar que a decisão do júri é imutável, não existe recurso para alterá-la, isto só será possível com um novo júri

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

RESE - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO

O RESE, em regra, é cabível contra decisões interlocutórias, porém em determinados casos,

é cabível contra decisões definitivas, com força de definitiva e terminativa.

Prazo para interposição:

5 dias: a contar da intimação da decisão.

15 dias: a partir da data do trânsito em julgado da decisão para o Ministério Público, quanto à decisão que impronuncia o acusado, a interposição de recurso pelo ofendido ou seus sucessores, ainda que não habilitados como assistentes.

20 dias: para interposição do recurso contra a decisão que incluir jurado na lista geral ou desta excluir.

Cabimento:

Art. 581 - Caberá recurso, no sentido estrito (da decisão, despacho ou sentença):

I da decisão que rejeitar a denúncia ou a queixa

Se recebida, caberá HC, porém se rejeitada em crime de imprensa, caberá apelação; se rejeitada também em infração de competência do JEC será cabível apelação para a Turma Recursal, quando não recebida em crimes de competência originária dos tribunais, caberá agravo regimental;

II da decisão que concluir pela incompetência do juízo

o juiz reconhece de ofício sua incompetência para julgar o feito, sem que tenha havido oposição de exceção pelas partes - inc. III;

III da decisão que julgar procedentes as exceções

Tais como: coisa julgada, ilegitimidade de parte, litispendência e incompetência, salvo a de suspeição: quando rejeita, é irrecorrível, podendo ser objeto de HC ou alegada em preliminar de apelação;

IV da decisão que pronunciar ou impronunciar o réu;

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

V

da decisão que conceder, negar, arbitrar, cassar ou julgar inidônea a fiança,

indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la, conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante

As decisões que decretam prisão preventiva, indefere pedido de relaxamento do flagrante ou que não concede a liberdade provisória, são irrecorríveis, podendo ser objeto de impugnação por meio de "habeas corpus”;

VI da sentença que absolver sumariamente o réu

CPP art. 411 – no convencimento de inexistência de crime ou de exclusão de pena arts. 17,

18, 19, 22 e 24, § 1º, do CP. O juiz deve recorrer de ofício da sua decisão que absolveu

sumariamente o réu.

VII da decisão que julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor;

VIII – da decisão que decretar a prescrição ou julgar, por outro modo, extinta a

punibilidade;

IX – da decisão que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra

causa extintiva da punibilidade;

X – da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus;

XIII – da decisão que anular o processo da instrução criminal, no todo ou em parte;

XIV – da decisão que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir;

XV – da decisão que denegar a apelação ou a julgar deserta;

XVI – da decisão que ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão

prejudicial;

XVII – da decisão que decidir sobre a unificação de penas;

XVIII – da decisão que decidir o incidente de falsidade;

Procedimento:

A Interposição deverá ser feita em 5 dias, por petição escrita ou termo nos autos. O Cartório juntará no processo e irá para o juízo monocrático da decisão. Este fará o juízo de admissibilidade, verificando se estão presentes os pressupostos recursais.

Estando tudo de acordo, o juiz receberá e dará vista ao recorrente para oferecer, em 2 dias, suas razões e, em seguida, à parte contrária, dará o mesmo prazo, para oferecer as contra- razões.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Caso o juiz não receba, o recorrente poderá interpor carta testemunhável. Fazendo o juízo de retratação, manterá ou reformará a decisão

Se o juiz mantiver a decisão ou reformá-la parcialmente, o recurso será remetido ao tribunal competente para julgamento.

Caso seja a decisão reformada totalmente, a parte contrária poderá, por simples petição, recorrer, porém desde que cabível a interposição do recurso, não sendo mais lícito ao juiz modificá-la.

também fará o juízo de admissibilidade. Julgando o mérito do

recurso, dando ou negando provimento.

O Tribunal “ad quem”

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

REVISÃO CRIMINAL

É um instrumento

condenatória transitada em julgado.

O Código Processual Penal trata a Revisão Criminal no título de recursos. Porém esta tem

natureza de ação penal de conhecimento de caráter desconstitutivo, pois trata-se de ação contra sentença e perfaz nova relação jurídica processual.

tem por finalidade rescindir uma sentença penal

exclusivo da defesa e

Prazo:

Não há prazo, porém somente poderá interpor Revisão Criminal após a sentença condenatória ou absolutória imprópria transitada em julgado.

Uma vez julgada improcedente, só poderá ser reinterposta se fundada em novos motivos.

Pressupostos:

Poderá interpor Revisão Criminal, desde que tenha:

Legitimidade;

interesse de agir:

possibilidade jurídica do pedido:

legitimidade:

próprio réu ou procurador legalmente habilitado;

no caso de falecimento do acusado, tem legitimidade o cônjuge, o ascendente, o descendente ou o irmão.

Cabimento (621 CPP):

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

I – quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos;

II – quando a sentença condenatória fundar-se em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos;

III – quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstâncias que determine ou autorize diminuição da pena.

Efeitos:

Julgada procedente, poderá ocorrer:

absolvição do réu

modificação da pena (redução)

alteração da classificação da infração;

anulação do processo;

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

CARTA TESTEMUNHÁVEL

É remédio

recurso interposto contra determinada decisão .

cabimento (art. 639, CPP):

1. da decisão que não receber o recurso na fase do juízo de admissibilidade;

utilizado pelo interessado para que a instância superior conheça e examine

2. da decisão que admitido o recurso, obstar à sua expedição e seguimento ao juízo “ad quem”.

prazo

O prazo para a interposição é de: 48 horas.

processamento:

A interposição será efetuada por meio de petição que deverá ser dirigida ao escrivão e

deverá indicar quais as peças que serão extraídas dos autos, para formação da carta

Uma vez extraída e autuada a carta, seguirá, em 1° grau, o rito do RESE, abrindo-se conclusão ao juiz para decisão de manutenção ou retratação.

No tribunal, a carta testemunhável ganhará o procedimento do recurso denegado.

Não tem efeito suspensivo; se for provido o pedido, o tribunal receberá o recurso denegado pelo juiz, ou determinará o seguimento do recurso já recebido.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

- MANDADO DE SEGURANÇA

O Mandado de Segurança é um remédio constitucional previsto no art. 5°, LXIX, da Constituição Federal.

“conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por HC ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público” - legitimidade:

Em regra. o Mandado de Segurança é uma ação constitucional de natureza civil, porém pode também ser usado, em determinadas hipóteses, contra ato jurisdicional de natureza criminal.

Prazo:

120 dias, a contar da ciência sobre o teor do ato impugnado, excluindo-se o dia inicial. O prazo será decadencial, insusceptível de interrupção ou suspensão.

Competência:

A competência para impetração do Mandado de Segurança, será definida conforme a categoria da autoridade coatora, assim como em razão de sua sede funcional.

Caso do Mandado de Segurança voltar-se contra decisão judicial, competente será o Tribunal incumbido de julgar os recursos relativos à causa;

Para julgar contra ato jurisdicional do Juizado Especial Criminal, a competência será do Tribunal de 2ª instância e não da Turma Recursal.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO

É meio voluntário de pedir a reparação de um gravame decorrente de obscuridade, ambigüidade, omissão ou contradição do julgado. Não ensejam a modificação substancial da decisão, pois se destinam a esclarecimentos ou pequenas correções, não constituem recurso, porém meio de integração da sentença ou acórdão.

Os Embargos deverão ser dirigidos ao juiz que prolatou decisão de forma ambígua, obscura, contraditória ou omissa

São cabíveis tanto da decisão de 1° grau (embarguinhos), hipótese em que deverão ser dirigidos ao juiz, como de decisões de órgãos de 2o. grau, caso em que deverão ser dirigidos ao relator do acórdão.

prazo para oposição:

- 2 dias, contados da intimação;

- 05 dias -Juizado Especial Criminal.

Legitimidade para a oposição:

- Acusado

- Ministério Público

- Querelante

- Assistente de acusação.

efeitos:

opostos os embargos, não continuam a correr os prazos para interposição de outros recursos; tratando-se de embargos meramente protelatórios, assim declarados pelo julgador, o prazo para interposição de outro recurso não sofrerá interrupção.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE

São recursos exclusivos da defesa e oponíveis contra a decisão não unânime de órgão de 2ª instância que causar algum gravame ao acusado,

Prazo:

10 dias, da publicação no DOE.

procedimento:

- oposição - 10 dias - Petição acompanhada pelas razões e dirigida ao relator do acórdão embargado;

- presentes os pressupostos legais, o relator, determinará o processamento;

- serão definidos novo relator e revisor que não tenham tomado parte da decisão embargada;

- para impugnação dos embargos, a secretaria do Tribunal abrirá vista dos autos ao querelante e ao assistente, se houver manifestação do Procurador-Geral da Justiça;

- autos vão conclusos ao relator, que apresentará relatório e o passará ao revisor;

- julgamento (votarão do novo relator e o revisor, bem como os outros integrantes da câmara - 3, em regra, que haviam tomado parte no julgamento anterior, os quais poderão manter ou modificar seus votos);

- nova decisão (ainda que não unânime, não cabem novos embargos infringentes).

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

CORREIÇÃO PARCIAL

É instrumento de impugnação de decisões que importem em inversão tumultuária de atos do processo e em relação às quais não haja previsão de recurso específico.

cabimento:

Quando o juiz não remeter os autos de Inquérito Policial já concluído à polícia para a realização da diligência requeridas pelo Ministério Público.

Quando o juiz, nada obstante haver promoção de arquivamento lançada no Inquérito Policial. determinar o retorno dos autos à polícia, para prosseguimento das investigações;

De decisão que indeferir a oitiva de testemunha tempestivamente arrolada;

Da decisão que, por ocasião do recebimento da denúncia, alterar a classificação jurídica da infração etc.

Prazo:

5 dias.

processamento:

- A Correição Parcial deverá ser interposta mediante petição escrita, dirigida ao Tribunal competente, expondo os fatos, o direito e as razões do pedido de reforma.

- Será instruída com cópia da decisão impugnada, da certidão de intimação do recorrente e das procurações outorgadas aos advogados

- O relator, a pedido do interessado, poderá conferir efeito suspensivo à correição, bem como requisitar informações ao juiz e, após, determinará a intimação da parte adversa, para que apresente resposta diretamente ao tribunal

- a correição será julgada, desde que não tenha havido reforma da decisão pelo juiz no juízo de retratação, hipótese em que o recurso restará prejudicado.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PROTESTO POR NOVO JÚRI

1. Protesto por Novo Júri tem natureza de recurso e é exclusivo da defesa

2. Deverá ser dirigido ao juiz-presidente do Tribunal do Júri;

3. Não há necessidade de fundamentação;

4. Somente pode ser usado uma única vez;

5. os jurados que participaram no primeiro julgamento não participarão do segundo.

pressupostos:

aplicada pena de reclusão igual ou superior a 20 anos referente a um único crime;

a pena deverá ter sido fixada em 1ª instância.

prazo:

5 dias.

procedimento:

Deverá ser interposto no prazo de 5 dias, após a sentença de primeiro grau, que condenou a pena de reclusão igual ou superior a 20 anos. Poderá ser interposto por termo nos autos ou por petição, sem necessidade de fundamentação das razões.

O juiz-presidente verificará os pressupostos recursais e proferirá decisão sobre a admissibilidade do recurso:

1. Dando pela admissibilidade, o juiz designará data para o novo julgamento

2. Caso seja negado, caberá carta testemunhável.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SEGUNDA

PARTE

EXERCÍCIOS

PEÇAS

PRÁTICAS

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

1.

APELAÇÃO

2. HABEAS CORPUS

3. ALEGAÇÕES FINAIS

4. RESE E CONTRA RAZÕES DE RESE

5. REVISÃO CRIMINAL

6. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL

7. AGRAVO EM EXECUÇÃO

8. EMBARGOS INFRINGENTES

9. MANDADO DE SEGURANÇA

10. SEQÜESTRO

11. QUEIXA-CRIME

5. ARRESTO-CARTA TESTEMUNHÁVEL-CONTRARIEDADE LIBELO – CORREIÇÃO PARCIAL-DEFESA PRELIMINAR-DEFESA PRÉVIA-EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – EXCEÇÕES - HIPOTECA LEGAL – LIBERDADE PROVISÓRIA –

LIVRAMENTO CONDICIONAL – PROTESTO POR NOVO JÚRI – REABILITAÇÃO - REC. ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO – RELAXAMENTO – REPRESENTAÇÃO –

RESPOSTA À ACUSAÇÃO -

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEÇAS

SÉRIE 1 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 123 o ) João Alves dos Santos foi condenado, no dia 05.01.2004, por apropriação indébita porque, como marceneiro, recebera, no dia 06.02.2002, importância de seu cliente, Antonio Aparecido Almeida, como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência. Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido, não executando os trabalhos pelos quais foi contratado. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória, no dia 20.05.04.

QUESTÃO: Como advogado de João, verifique a medida cabível e, de forma fundamentada, postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. GABARITO. PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 1 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 121 o ) Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado, consistente na subtração, mediante arrombamento, do toca-fitas de veículo estacionado na via pública. Ao iniciarem o furto, aparece o dono do veículo. Xisto sai correndo, enquanto Peter enfrenta a vítima e, usando de uma arma de fogo que portava, o que não era do conhecimento de Xisto, vem a matar a vítima. A sentença condenatória do MM. Juiz de Direito da 5.ª Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias.

QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto, apresentar a peça jurídica competente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 1 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 118 o )

João de Deus foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1 a Vara Criminal da Capital, que o considerou incurso no artigo 333, do Código Penal. Não havia aceitado a aplicação da Lei Federal 9.099/95 e persiste no mesmo sentido, daí ter o juiz concedido o "sursis". No qüinqüídio legal, o Ministério Público não recorreu e a

defesa de João, sim. Consta da sentença condenatória que "

aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100,00 (cem reais) para

retardar ato de ofício, a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido, o que ficou bem demonstrado nos autos, o fato é que se viu favorecido, o que também justificava a condenação."

embora

o réu apenas tenha

QUESTÃO: Como advogado de João de Deus e hoje intimado, prossiga no recurso interposto.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 1 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 116 o )

Onesto de Abreu, agente de polícia federal, foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. 317 do Código Penal, porque teria aceitado de Inocêncio da Silva, a quantia de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a fim de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. Inocêncio da Silva, por sua vez, também foi denunciado, nos mesmos autos, como incurso no art. 333 do Código Penal, por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. Desde a fase de inquérito policial, ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação, mantendo a negativa no interrogatório judicial. Na instrução criminal, duas testemunhas arroladas pela Promotoria, que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia, alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo, sem, contudo, presenciarem a efetiva transação. Nenhuma outra prova foi produzida pelo Ministério Público. A defesa, por sua vez, provou que Onesto tem incólume vida profissional. Concomitantemente à ação penal, Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. Encerrada a instrução, Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386, inciso VI do Código de Processo Penal.

QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu, tome a providência judicial cabível.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 1

EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 113 o )

O cidadão "A", em São Paulo, Capital, comprou do comerciante "B" um sofá de couro, no

valor de R$ 3.000,00. A compra foi efetuada no dia 10 de março de 1999, sendo que o

comprador pediu ao comerciante que apenas apresentasse o cheque no dia 30 do mesmo mês. O pedido foi aceito e ficou consignado no verso da cártula. Porém, o acordo não foi cumprido e o cheque referido voltou sem fundos, tanto na primeira vez em que foi apresentado quanto na posterior. Por causa desses fatos, o cidadão "A" foi denunciado e processado, pelo artigo 171, parágrafo 2º, inciso VI do Código Penal e restou condenado à pena de 1 ano e 8 meses de reclusão com "sursis".

O réu recusou a suspensão do processo, prevista no artigo 89 da Lei 9.099/95, no momento

procedimental oportuno. A respeitável sentença foi prolatada hoje.

QUESTÃO: Produzir a peça adequada na espécie, em favor de "A", perante o Órgão Judiciário competente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 1 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 114 o ) "A" foi condenado à pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital, que o considerou incurso no artigo 333, do Código Penal. Não havia aceitado a aplicação da Lei Federal 9.099/95 e persiste no mesmo sentido, daí ter o

juiz concedido o "sursis". No qüinqüídio legal, o Ministério Púbico não recorreu e a defesa de

o réu apenas tenha aquiescido ao

insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100,00 (cem reais) para retardar ato de ofício, a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido, o que ficou bem demonstrado nos autos, o fato é que se viu favorecido, o que também justificava a condenação."

"A", sim. Consta da sentença condenatória que "

embora

QUESTÃO: Como advogado constituído por "A" e hoje intimado, dê continuidade ao recurso interposto.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 2 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 120 o )

O cidadão "A" viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de

agosto de 2002 quando, na aproximação da Capital, passou a importunar a passageira "B",

chegando a praticar vias de fato. Em virtude destes fatos, "A", ao desembarcar, foi indiciado em inquérito, como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – "vias de fato". Os fatos ocorreram a bordo de aeronave, e assim entendeu-se de processar "A" perante a Justiça Federal, tendo este sido condenado pela 1.ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital, à pena de 15 dias de prisão simples, com concessão de sursis. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. A r. sentença condenatória

já transitou em julgado.

QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de "A".

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 2 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 118 o )

Antônio é presidente de um grande clube local, com mais de três mil sócios, onde existem piscinas, salão de festas, campo de futebol, etc. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. No mês de dezembro de 2001, o garoto Cipriano, sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo, lá jogou-se para brincar. Ao mergulhar, Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. O presidente do clube, Antônio, agora, está sendo processado criminalmente perante a 1 a Vara Criminal da Capital, em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público, acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121, parágrafo 3 o , do Código Penal. Antônio não aceitou a suspensão processual, que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. A ação penal está tramitando.

QUESTÃO: Na condição de advogado de Antônio, atue em favor do constituinte.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 2 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 117 o )

Procópio está sendo processado pela prática do delito do artigo 184, "caput", do Código Penal, por Maurício da Silva, autor da obra literária "Minha Vida, Meus Amores". Na inicial, distribuída em 14 de março de 2002, o querelante acusa o querelado de ter-se utilizado de trecho de obra intelectual de sua autoria, sem a devida autorização, em jornal da sociedade de amigos de bairro da qual aquele faz parte, que circulou no mês de dezembro de 2001. A vestibular, que veio acompanhada tão-somente da procuração que atende os requisitos do artigo 44, do Código de Processo Penal, foi recebida pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital, que marcou, para interrogatório de Procópio, o dia 20 de junho próximo. A citação operou-se em 13 de maio de 2002.

QUESTÃO: Como advogado de Procópio, aja em seu favor.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 2 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 116 o )

José da Silva foi condenado por violação do artigo 12, da Lei Federal n o 6368/76, a pena de 4 (quatro) anos de reclusão. Tendo ocorrido o trânsito em julgado, eis que não apelou da decisão de primeiro grau. Está recolhido na Casa de Detenção. Compulsando-se os autos, verifica-se que a materialidade do delito está demonstrada pelo auto de constatação que instruiu o auto de prisão em flagrante delito, conforme, aliás, frisado pelo MM. Juiz sentenciante da 1 a Vara Criminal da Capital. A substância entorpecente já foi incinerada.

QUESTÃO: Como advogado de José da Silva, busque sua libertação.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 2 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 113 o )

"A" é titular da empresa ABC Produtos Veterinários, que atua na distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo. Seus vendedores "B" e "C", contrariando normas da empresa e sem o conhecimento de "A", mediante o uso de notas fiscais falsas, efetuaram vendas de produtos para "D", "E" e "F", recebendo os valores e não entregando as mercadorias. Após regular inquérito policial, o Promotor de Justiça em exercício na 1ª Vara Criminal da Capital denunciou somente "A" por estelionato na forma continuada, porque seria o proprietário da empresa, requerendo o arquivamento em relação à "B" e "C". O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia, estando designado o dia 03 de julho de 2000 para interrogatório. "A" não preenche os requisitos para beneficiar-se da Lei Federal 9.099/95.

QUESTÃO: Adotar a medida judicial cabível em favor de "A", justificando.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 2 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 112 o )

Protágoras encontra-se preso há 18 dias em virtude de auto da prisão em flagrante, lavrado por infração ao artigo 250, parágrafo 1º, inciso I, do Código Penal. O laudo do instituto de criminalística ainda não foi elaborado, estando o inquérito policial aguardando a sua feitura. O juízo competente, que se encontra na posse da cópia do auto da prisão em flagrante, indeferiu o pedido de relaxamento desta, por excesso de prazo, sob o fundamento de que a gravidade do fato impõe a segregação de Protágoras.

QUESTÃO: Com o objetivo de conseguir a liberdade de Protágoras, elabore a peça profissional condizente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 3 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 118 o )

Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. Estava em gozo de livramento condicional, veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. Encerrada a instrução probatória, em fase oportuna, o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho, sustentando que a prova é suficiente para tanto, especialmente pelos maus antecedentes. Permanece preso. Consta dos autos que tem trâmite na 1 a Vara Criminal da Capital, que Agostinho ingressou na farmácia de Thomas, que desconfiou "daquele mal encarado" e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. Agostinho, sempre alegou que fora comprar remédio.

QUESTÃO: Como advogado de Agostinho, desenvolva a medida judicial pertinente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 3

EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 116 o )

João da Silva foi preso em flagrante delito, pois no dia 10 de janeiro do corrente ano, por volta das 10:00 horas, fazendo uso de uma arma de fogo, tentou efetuar disparos contra seu vizinho Antônio Miranda. Foi denunciado pelo representante do Ministério Público como incurso nas sanções do artigo 121 caput, c.c. o artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal, porque teria agido com animus necandi. Segundo o apurado na instrução criminal, uma semana antes dos fatos, o acusado, planejando matar Antônio, pediu emprestada a um colega de trabalho, uma arma de fogo e quantidade de balas suficiente para abastecê-la completamente, guardando-a eficazmente municiada. Seu filho, a quem confidenciara seu plano, sem que o acusado percebesse, retirou todas as balas do tambor do revólver. No dia seguinte, conforme já esperava, João encontrou Antônio em um ponto de ônibus e, sacando da arma, acionou o gatilho diversas vezes, não atingindo a vítima, em face de ter sido a arma desmuniciada anteriormente. Dos autos consta o laudo pericial da arma apreendida, a confissão do acusado e as declarações da vítima e do filho do acusado. Por ser primário, o Juiz de primeiro grau concedeu ao acusado o direito de defender-se solto. As alegações finais de acusação foram oferecidas pelo representante do Ministério Público, requerendo a condenação do acusado nos exatos termos da denúncia.

QUESTÃO: Como advogado de João da Silva, elabore a peça profissional pertinente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 4

EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 123 o )

João Alves dos Santos, vítima de estelionato, atuara no processo por seu advogado, como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que, em 05.01.2004, condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez dias-multa, pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. O juiz não admitiu a apelação porque, no seu entendimento, não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. O advogado da vítima foi intimado dessa decisão no dia 20.05.2004.

QUESTÃO: Verifique a medida cabível e, de forma fundamentada, apresente a peça adequada, postulando, como advogado, o que for de interesse de João Alves dos Santos.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 4

EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 117 o )

Os indivíduos Felício e Roberval, após uma partida de tênis, começaram a discutir. Felício que estava com a raquete na mão, atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval, de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. Roberval desequilibrou-se e, ao cair ao solo, bateu com a cabeça na guia, vindo a falecer. Felício foi processado em liberdade perante a 1ª Vara do Júri, por homicídio simples – art. 121 "caput" do C.P. e pronunciado pelo magistrado, ao entendimento de que houve dolo eventual, pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado, ao golpear Roberval com a raquete. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias.

QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício, elabore a peça adequada à sua defesa.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 4 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 115 o ) "A" e "B" eram amigos de infância. Resolveram excursionar por lugar extremamente perigoso, hostil, deserto e com algumas cavernas, localizado no município de São Paulo. Ficaram perdidos durante 2 meses. Finalmente, os bombeiros alcançaram o lugar onde eles estavam. "A" havia tirado a vida de "B" e os homens viram "A" sentado ao lado de uma fogueira, tranqüilamente assando a coxa da perna esquerda de "B". Os bombeiros ficaram horrorizados e "A" foi preso em flagrante. Processado no Juízo competente, por homicídio doloso simples, alcançou a liberdade provisória. Acabou pronunciado pelo magistrado, por sentença de pronúncia prolatada há 2 dias.

QUESTÃO: Elabore a peça processual conveniente, em favor de "A" destinando-a à autoridade judiciária competente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 4 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 113 o )

João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antônio de Souza, mediante uso de uma barra de ferro, as lesões corporais que o levaram à morte. Durante a instrução criminal, o juiz, de ofício, determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. A perícia concluiu ser este portador de esquizofrenia grave. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram, categoricamente, que no dia dos fatos Antônio de Souza, após provocar o acusado, injustamente, com palavras de baixo calão, passou a desferir-lhe socos e pontapés. Levantando-se com dificuldade, João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antônio por várias vezes, até que cessasse a agressão que sofria. Encerrada a primeira fase processual, o Magistrado, acatando o Laudo Pericial, absolveu sumariamente João da Silva, aplicando- lhe Medida de Segurança, consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, pelo prazo mínimo de 02 (dois) anos. A decisão judicial foi publicada há dois dias.

QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva, tome a providência judicial cabível.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 4 B EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 112 o )

Cleóbulo, soldado da Polícia Militar, após cumprir seu turno de trabalho, dirigindo-se para o ponto de ônibus, deparou-se com um estranho grupo de pessoas em volta de um veículo, percebendo que ali ocorria um roubo e que um dos elementos mantinha uma senhora sob a mira de um revólver. Aproximando-se por trás do meliante, sem ser notado, desferiu-lhe quatro tiros com sua arma particular, vindo este a falecer no local. Os outros dois elementos que participavam do roubo, evadiram-se.

Cleóbulo foi processado e, a final, absolvido sumariamente em primeiro grau, pois a r. decisão judicial reconheceu que o policial agira no cumprimento do dever de polícia (artigo 23, inciso III, 1ª parte, Código Penal).

Inconformado, o Ministério Público recorreu pleiteando a reforma da r. decisão. Para tanto alega, em síntese, que o policial estava fora de serviço e que houve excesso no revide, eis que Cleóbulo, disparando quatro tiros do seu revólver, praticamente descarregou-o, pois a arma possuía, ao todo, seis balas.

QUESTÃO: Na condição de advogado de Cleóbulo, apresente a peça pertinente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 5 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 121 o ) José, funcionário público com 38 anos de idade, casado, pai de três filhos, estava trabalhando em presídio da Capital, quando inesperadamente ocorreu uma rebelião. Alguns detentos estavam muito agitados, e por ordem de um superior, José imobilizou dois deles, com ataduras de pano, fazendo-o com o devido cuidado para não os machucar. Após hora e meia, José soltou os detentos, pois estes se mostravam calmos, e foram levados para a realização de exame de corpo de delito, que apurou lesões bem leves, causadas pela própria movimentação dos presos. Mesmo assim, ambos os detentos disseram que foram torturados por José. Diante desses fatos, José foi processado e acabou sendo condenado pelo crime de tortura, previsto na Lei 9.455, de 7 de abril de 1997, artigo 1.º, inciso II, parágrafo 4.º, inciso I, à pena de três anos de reclusão, mais a perda de função pública. José está preso e a r. sentença já transitou em julgado. Agora, um dos condenados foi colocado em liberdade e procurou a família de José, dizendo que foi obrigado pelo outro preso a dizer que tinha sido torturado, mas a verdade é que José inclusive fez de tudo para não os ferir. Como o outro detento não gostava de José, havia inventado toda a estória, obrigando-o a mentir. Esta declaração foi colhida numa justificação criminal.

QUESTÃO: Como novo advogado de José, produzir a peça cabível que atenda o seu interesse.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 5

EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 115 o )

João foi processado por infração ao art. 157, parágrafo segundo, I e II, do Código Penal, recebendo pena de 21 anos de reclusão, sem fundamentação judicial no tocante à majoração da pena. Apresentou Recurso de Apelação, sendo certo que o Tribunal reconheceu a tese por ele apresentada por dois votos a um, diminuindo a pena para 7 anos de reclusão. O Ministério Público aforou Recurso Extraordinário, baseado no voto divergente desta decisão, o que culminou por exasperar a pena para 12 anos de reclusão. O STF aduziu, apenas, que o Juiz sentenciante equivocou-se materialmente, e onde se lê 21 anos, leia-se 12 anos, mantendo, no mais, a r. sentença de primeiro grau jurisdicional, verificando- se o trânsito em julgado.

QUESTÃO: Como advogado de João, elabore a peça processual em prol de seu interesse, fundamentando-a.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 6 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 121 o ) João, investigador de polícia, está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo por força de auto de prisão em flagrante delito e denunciado como violador do artigo 316, do Código Penal, sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514, do Código de Processo Penal, e que os prazos legais estão sendo observados. É primário, tem residência fixa e exerce atividade lícita. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança, alegando apenas e tão somente "ser o crime muito grave", enquanto a Egrégia 1.ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada usando do mesmo argumento, conforme consta do v. aresto hoje publicado.

QUESTÃO: Como advogado de João, adotar a medida judicial cabível.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 6 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 114 o )

João, investigador de polícia, está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo, por força de auto de prisão em flagrante delito, e denunciado por violação do artigo 316, do Código Penal, sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514, do Código de Processo Penal, e os prazos legais estão sendo observados. É primário, tem residência fixa e exerce atividade lícita. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança, alegando apenas e tão-somente "ser o crime muito grave", enquanto a Egrégia 1 a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos, denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada, usando do mesmo argumento, conforme consta do Venerando Acórdão hoje publicado.

QUESTÃO: Como advogado de João, adotar a medida judicial cabível.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 7 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 120 o )

"A" foi processado e finalmente condenado por violação do artigo 12, caput, da Lei 6368/76, tendo o magistrado mensurado a pena em 3 anos de reclusão e 50 dias-multa, fixando o regime fechado para o início do desconto do título executório penal. A decisão transitou em julgado, estando "A" recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. Tendo cumprido mais de 1/6 da pena e contando com bom comportamento e aproveitamento carcerário, postulou no juízo competente a progressão de regime, indeferida, ao argumento de se tratar de delito equiparado a hediondo, portanto sujeito às vedações constantes da lei específica.

QUESTÃO: Como advogado de "A", hoje intimado, elabore a peça de defesa pertinente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 7 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 119 o )

Tertuliano da Silva foi definitivamente condenado à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por infração ao artigo 157 do Código Penal, praticada em 29 de janeiro de 2000. Acha-se condenado, também, em outros dois processos, com trânsito em julgado, às penas de 5 anos e 4 meses e 6 anos e 2 meses de reclusão, de igual modo por infração ao artigo 157 do Código Penal, cujos fatos ocorreram, respectivamente, em 10 de janeiro e 15 de fevereiro de 2000, no mesmo bairro. Requereu junto ao Juiz da Vara das Execuções a unificação de penas, que foi indeferida, ao fundamento de que o sentenciado agiu reiteradamente de forma criminosa. A decisão foi publicada no Diário Oficial há dois dias e o condenado foi intimado ontem.

QUESTÃO: Como advogado de Tertuliano da Silva, cometa a ação pertinente.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 7 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 115 o ) "A", com 35 anos de idade, professor de natação, convidou uma de suas alunas de nome "B", de 23 anos, moça de posses, para tomar um suco após a aula. Quando se dirigiam ao barzinho, passaram por um bosque e "A", usando de violência, estuprou "B". Neste momento, policiais militares que passavam por ali, ouviram os gritos de "B" e efetuaram a prisão em flagrante de "A". "A" foi processado pelo artigo 213 do Código Penal, sendo que "B" moveu uma ação privada contra "A". Durante o processo, "A" não expressou humildade e até disse que "a vítima na verdade gostou". "A" está cumprindo pena, já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. Agora, após tantos anos na cadeia, indenizou a vítima, tem ótimo comportamento prisional, boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho, tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. Requereu o seu livramento condicional, sendo o exame criminológico favorável, o mesmo ocorrendo com o parecer do Conselho Penitenciário. Porém, o Juiz da Vara competente, impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vítima na verdade teria gostado, dita por "A" na época do processo, entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. A r. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie, em favor de "A", direcionada ao Órgão Judiciário ad quem.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 7 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 114 o ) Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular, a cumprir 6 (seis) anos de reclusão, em regime prisional fechado, por ter sido incurso nas penas do artigo 213, caput, do Código Penal. Houve recurso interposto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. Contudo, o V. acórdão, expressamente, admitiu a progressão meritória do regime prisional. Já em fase de execução penal, transcorrido o lapso temporal do cumprimento da pena no regime fechado, o condenado pleiteou transferência ao semi-aberto. O exame criminológico concluiu favoravelmente à progressão e foi no mesmo sentido o parecer do Conselho Penitenciário. Entretanto, apoiando-se naquele do Ministério Público, o Juiz das Execuções indeferiu o benefício, fundamentando-se na Lei nº 8072/90.

QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel, tome a providência cabível.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 7 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 112 o )

Quílon, por ter furtado um toca-fitas de um veículo que estava aberto e estacionado na via pública, fato ocorrido no dia 17 de janeiro de 1999, no bairro da Penha, tendo agido sozinho, foi condenado pelo Meritíssimo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de reclusão e multa de 10 (dez) dias-multa, em regime fechado, já transitada em julgado. Também por furto de um toca-fitas, por delito perpetrado no dia 18 de janeiro de 1999, no mesmo bairro e mesmas condições que o delito anterior, foi condenado, de modo irrecorrível, pelo Meritíssimo Juiz da 2ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de reclusão e multa de 10 (dez) dias-multa, em regime fechado. Quílon encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo em virtude de ostentar outras condenações por delitos diversos. Em fase de execução de sentença, por intermédio de Advogado, Quílon requereu a unificação de penas relativa aos delitos de furto ocorridos nos dias 17 e 18 de janeiro de 1999, indeferida pelo Meritíssimo Juiz sob o argumento de que os crimes são graves.

QUESTÃO: Como advogado de Quílon, hoje intimado, adote a medida judicial cabível.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 8 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 120 o )

"A", com 21 anos de idade, dirigia seu automóvel em São Paulo, Capital, quando parou para abastecer o seu veículo. Dois adolescentes, que estavam nas proximidades, começaram a importuná-lo, proferindo palavras ofensivas e desrespeitosas. "A", pegando no porta-luvas do carro seu revólver devidamente registrado, com a concessão do porte inclusive, deu um tiro para cima, com a intenção de assustar os adolescentes. Contudo, o projétil, chocando-se com o poste, ricocheteou, e veio a atingir um dos menores, matando-o. "A" foi denunciado e processado perante a 1.ª Vara do Júri da Capital, por homicídio simples – art. 121, caput, do Código Penal. O magistrado proferiu sentença desclassificatória, decidindo que o homicídio ocorreu na forma culposa, por imprudência, e não na forma dolosa. O Ministério Público recorreu em sentido estrito, e a 1.ª Câmara do Tribunal competente reformou a decisão por maioria de votos, entendendo que o crime deveria ser capitulado conforme a denúncia, devendo "A" ser enviado ao Tribunal do Povo. O voto vencido seguiu o entendimento da r. sentença de 1.º grau, ou seja, homicídio culposo. O V. acórdão foi publicado há sete dias.

QUESTÃO: Como advogado de "A", elabore a peça adequada.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 9 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 123 o ) João Alves dos Santos, por estar indiciado pela prática de crime de roubo, procurou advogado para atuar em sua defesa. Este, no dia 20.05.2004, dirigiu-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. O Delegado de Polícia, todavia, não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa.

QUESTÃO: Como advogado de João, verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 119 o )

Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio, instaurando a autoridade policial regular inquérito, já que estabelecida a autoria. Requereu a liberação do veículo, indiscutivelmente de sua propriedade, o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local, a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado, conforme despacho cuja cópia está em seu poder.

QUESTÃO: Como advogado de Antenor, agir no seu interesse.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 10 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 119 o )

Nos autos do inquérito policial, ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital – DIPO –, ficou evidenciado que Graciliano, o autor do furto, logo após a sua prática, adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente.

QUESTÃO: Como advogado da vítima "B", atuar no escopo de obter o ressarcimento.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

SÉRIE 11 EXERCÍCIO PRÁTICO (OAB/SP 117 o )

No dia 1 o de janeiro de 2002, por volta das 12 horas, na confluência das ruas Maria Paula e Genebra, Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz, que se utilizou de violência e grave ameaça, exercida com uma faca. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria, os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias, sem qualquer manifestação.

QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz, atue em prol da constituinte.

PEÇA:

TESE:

COMPETÊNCIA

FUNDAMENTAÇÃO:

PEDIDO

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

TERCEIRA

PARTE

QUESTÕES

OBJETIVAS

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

QUESTÕES PRÁTICAS

1. Explique, dando o dispositivo legal, o que são normas penais permissivas, também conhecidas como autorizantes.

2. O indivíduo "A", em estado de embriaguez, promove atos escandalosos no interior de freqüentado restaurante. "A", visivelmente embriagado, é retirado do ambiente por seu amigo "B" e conduzido até o bar anexo, onde "B" e o garçom "C" lhe servem uísque. Justifique, dando os dispositivos legais, se ocorreu ilícito penal.

3. Particular pode ser co-autor de peculato? Explicite.

4. O crime de roubo qualificado, art. 157, parágrafo 2.º, incisos I, II, III, IV e V do C.P., é considerado crime hediondo?

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

5.

Qual é o momento processual adequado para que se contradite testemunha da acusação?

6. Arrole os direitos do inimputável sujeito à internação por força de medida de segurança.

7. É possível a tentativa de contravenção?

8. Pode o Ministério Público impetrar hábeas corpus? Explique.

9. De acordo com os arts. 59 e 68 do CP, quando da dosimetria da pena, o Magistrado considera os maus antecedentes resultantes de diversas condenações para sua fixação, aumentando-a em 1/3 e, depois, tendo em vista as circunstâncias atenuantes e agravantes, utiliza a reincidência para majorá-la. Foi aplicada a lei penal?

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

10. Anaximandro foi condenado por tráfico de entorpecentes e está iniciando o cumprimento da pena, com fixação em regime fechado. Poderá futuramente ser beneficiado pela progressão de pena ou ter qualquer outro benefício liberatório? Resposta fundamentada e motivada. Poderia ser beneficiado pela remição de pena? Qual o seu conceito?

11. Dê as notas características do instituto da representação.

12. Agente que, com mais de cinco pessoas, participa de reuniões periódicas, sob o compromisso de ocultar das autoridades a existência, o objetivo e a finalidade da organização ou administração da associação, poderá estar incorrendo em algum ilícito penal previsto na legislação própria?

13. Eliseu compareceu ao Fórum da Capital e notou afixado no local de costume o edital de citação em seu nome, vindo a dilacerá-lo. Não satisfeito, foi até o cartório onde tramita a ação penal e, tendo o serventuário se descuidado, arrancou do livro de registro de distribuições a folha que continha os seus dados, destruindo-a. Cometeu algum delito? Oferte resposta motivada e fundamentada.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

14. O advogado poderá arrolar testemunhas em dois momentos processuais no Rito Ordinário e no Especial do Júri. Quais são estes momentos e quantas testemunhas poderão ser arroladas em cada um? Explicite de modo detalhado.

15. "A revisão criminal, em regra, é ação com dúplice pedido, podendo, ainda, cumular um terceiro: a indenização pelo erro judiciário". É correta a afirmativa? Por quê?

16. Quase ao término da construção de Hospital Público, com inauguração já programada, o mestre de obras participa de greve e abandona o serviço junto com seus subordinados, em razão de pretenderem justo aumento de salário e recebimento dos atrasados. Praticaram algum crime? Emita seu parecer de modo fundamentado.

17. Maria das Dores, chefe das enfermeiras de hospital municipal, presenciou outra funcionária, Madalena, enfermeira a ela subordinada, furtando comprimidos para dor de cabeça do almoxarifado. Sabedora de que Madalena encontrava-se em precária situação financeira, deixou de responsabilizá-la pelo fato. Estaria Maria das Dores incursa em alguma figura típica? Responda e justifique.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

18. O julgamento do crime de furto, de alguma forma, pode submeter-se à competência do Tribunal Popular do Júri? Dê sua posição, motivando-a.

19. Cleóbulo, condenado por tráfico de entorpecentes, está iniciando o cumprimento da pena, com fixação em regime fechado. Poderá futuramente ser beneficiado pela progressão de pena ou ter qualquer outro benefício liberatório? Poderá ser beneficiado pela remição de pena? Atenda às questões com a respectiva fundamentação.

20. Pítaco, sentenciado por furto, teve extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal. Dias após, cometeu novo furto. Deverá ser considerado reincidente? Explicite e justifique.

21. Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique.

22. José participou como jurado no julgamento de Américo, acusado de crime de homicídio simples. Proferida sentença absolutória, dias após constatou-se que José e outros três jurados receberam, cada um, a importância de R$1.000,00 (um mil reais) para votarem

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

favoravelmente ao acusado. José e seus companheiros do Conselho de Sentença cometeram crime? Justifique fundamentadamente a resposta.

23. João, nascido em 07 de janeiro de 1991, Osvaldo, em 09 de maio de 1986, e Alfredo, em 21 de julho de 1983, no dia 10 de janeiro do corrente ano foram detidos por policiais militares, no momento em que praticavam roubo em uma padaria. À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, como serão considerados os três rapazes em razão de suas idades?

24. Ana induziu a gestante Maria a provocar aborto em si mesma, e ela o provocou. Em outra hipótese, Geralda executou aborto em Clementina, gestante, com o seu consentimento. Tipifique, juridicamente, as condutas de Ana, Maria, Geralda e Clementina.

25. Carlos, menor de 21 anos e primário, é condenado por roubo à pena de 5 anos e 4 meses em regime fechado, não lhe sendo facultado recorrer em liberdade. Arrole argumentos hábeis à reforma de tal decisão.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

26. A causa especial de aumento de pena concernente ao repouso noturno aplica-se ao furto qualificado? Explique.

27. O artigo 14, em seu inciso II, aduz que "diz-se o crime: tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente". Ainda, o parágrafo único deste artigo afirma que "salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços". Pergunta-se: Qual o critério adotado para a diminuição entre um a dois terços? Justifique.

28. Pecuarista que tem sua propriedade margeando leito de estrada de ferro e não coloca cerca para que o gado não invada a linha férrea comete algum delito? Elabore resposta motivada e fundamentada.

29. Em Direito Penal, qual a diferença entre remição e detração?

30. É possível a manutenção do averiguado em custódia, após o esgotamento do prazo legal da prisão temporária já prorrogado?

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

31. João Antônio, casado e pai de uma criança de seis meses de idade, na véspera de completar dezoito anos dispara dois tiros com arma de fogo contra José Pedro, com o objetivo de matá-lo. José Pedro, ferido, é socorrido por populares, porém, morre três dias depois, quando João Antônio completara dezoito anos. João Antônio é considerado imputável e poderá ser processado criminalmente? Justifique.

32. Antônio de Souza, durante a madrugada e mediante escalada, entra em uma fábrica de cigarros com o fim de subtrair tantos pacotes quantos pudesse carregar. Quando se encontrava já no interior do edifício, foi surpreendido por um segurança da empresa que, armado de revólver, lhe deu voz de prisão. Antônio, então, envolveu-se em luta corporal com o segurança e com uma barra de ferro desferiu-lhe vários golpes, produzindo-lhe lesões que resultaram perigo de vida. Em seguida, fugiu do local, sem nada levar. Classifique juridicamente a conduta pela qual Antônio deverá ser responsabilizado.

33. João da Silva e Antônio de Souza, em 10 de abril do corrente ano, desentenderam-se devido à posição de uma cerca que separa as propriedades de ambos. Após acalorada discussão, inclusive com agressões verbais, João da Silva, munido de uma marreta, destruiu a lateral direita do veículo pertencente a Antônio. Se João da Silva cometeu crime, classifique juridicamente sua conduta. Indique a natureza da eventual ação penal e o prazo final para sua distribuição.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

34. Maria das Flores foi a uma clínica clandestina, acompanhada de seu namorado Ulisses Gabriel, submetendo-se a intervenção de abortamento, pago por ele. Neste caso, se Maria e Ulisses cometeram crime, classifique juridicamente suas condutas, justificando.

35. Enumere as causas interruptivas da prescrição.

36. Quais os requisitos para o deferimento da reabilitação?

37. Qual a infração penal praticada por um indivíduo que faz uso de seu revólver, legalmente registrado, disparando duas vezes em um estádio de futebol com grande número de pessoas?

38. Quando da dosimetria da pena, por ocasião da prolação da sentença, o Magistrado fixou a pena-base do acusado acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes,

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

por existir condenação anterior (CP, art. 59). Após isso, aumentou a reprimenda fixada em virtude da agravante da reincidência, por ostentar o réu aquela condenação anterior (CP, art. 61, I). Está correto tal procedimento? Fundamente.

39. Manoel chega em casa, após o dia de trabalho, e sua mãe diz que policiais estiveram à sua procura, aduzindo ser ele a pessoa que roubou Maria. Imediatamente, Manoel dirige- se à Delegacia, com vistas a elucidar não ser ele o verdadeiro autor do delito. Neste momento, o Delegado de Polícia efetua sua prisão em flagrante delito para garantia da ordem pública. Quais os argumentos que podem ser invocados a favor de Manoel? Justifique.

40. Em que crime estará incurso o agente que, propositalmente, interrompe fornecimento de força e luz em escola pública, com o intento de não serem realizadas na data prevista os exames finais do ano letivo?

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

QUARTA PARTE

RESPOSTAS

DAS

QUESTÕES

OBJETIVAS

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

RESPOSTAS:

1.

São aquelas que permitem a prática de um fato típico, excluindo-lhe a ilicitude. São, portanto, as causas de exclusão da ilicitude, art. 23 do Código Penal.

2.

Sim. "A" cometeu a contravenção penal de embriaguez (art. 62), e os indivíduos "B" e "C",

contravenção penal de servir bebida alcoólica a quem já se encontre embriagado, art. 63, II, todos da L.C.P

a

3.

Sim, conforme o art. 30 do C.P., pois é circunstância elementar do delito, a condição de servidor público, que se comunica ao particular, quando este conhecia a condição do mencionado funcionário.

4.

Não, em virtude da relação dos crimes hediondos, mencionados na Lei 8072 de 25/07/90, não ter incluído o crime de roubo no elenco dos delitos considerados como tal.

5.

A

contradita deverá ser argüida após a qualificação e antes da oitiva da testemunha,

conforme artigo 214, do Código de Processo Penal.

6.

Os direitos do internado estão previstos no artigo 99, do Código Penal, que estabelece o recolhimento a estabelecimento dotado de características hospitalares e recebimento de tratamento.

7.

Não, pois o art. 4º da Lei das Contravenções Penais declara a impunibilidade da tentativa dessa espécie de ato ilícito.

8. O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade para impetrar Habeas Corpus. Demais, a Constituição Federal, em seu artigo 127, caput, atribui ao Ministério Público a incumbência da "defesa da ordem jurídica, no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". Porém, só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que, em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições, tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. Assim, não pode o promotor atuante em determinada comarca impetrar Habeas Corpus por fato ocorrido em outra comarca, onde não atue.

9. Não. Hipótese que caracteriza "bis in idem".

"Dosimetria da pena. Maus antecedentes e reincidência considerados na fixação da pena- base e, depois, para a aplicação da agravante da reincidência.

Nesta hipótese, as condenações anteriores foram explicitamente invocadas na fixação da pena-base; não cabia, a seguir, tê-las em conta para a agravante da reincidência. Exclusão da agravante".

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

(HC nº 76.285-6/SP, 2ª Turma, rel. min. Néri da Silveira, j. 05.05.98, v.u., DJU 19.11.99, nº

1.185).

10. Como se trata de crime equiparado a hediondo, nos termos da Lei 8.072/90, deverá cumprir a pena integralmente no regime fechado. Poderá, no entanto, cumpridos mais de 2/3 da pena, vir a ser beneficiado pelo livramento condicional, conforme inciso V, do artigo 83, do Código Penal. No que diz respeito à remição de pena, que é a redução da pena na proporção de um dia para cada três dias trabalhados, não há nenhum obstáculo legal.

11. Representação é um meio que visa provocar iniciativa do Ministério Público, a fim de que este ofereça a denúncia, que é a peça inicial da ação penal pública. É considerada condição de procedibilidade.

12. Sim, conforme artigo 39 da lei de Contravenções Penais.

13. O comportamento de "A" configura dois delitos, que estão previstos nos artigos 336 ("Rasgar ou, de qualquer forma, inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de

funcionário público

confiado à custódia de funcionário

")

e 337 ("Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro oficial

"),

ambos do Código Penal.

14. Defesa prévia, art. 395 do CPP, até 8 testemunhas e contrariedade ao libelo, art. 421 parágrafo único, até 5 testemunhas.

15. Sim. Com a RC é instaurada uma nova relação processual, visando a desconstituir a sentença e substituí-la por outra. Assim, a sentença na RC rescinde a sentença anterior e determina uma das 3 primeiras hipóteses do 626, caput, do CPP. Conforme o 630, CPP, é possível, ainda, cumular o pedido de indenização.

16. Não, pois exerceram um direito, haja vista que o artigo 201 do Código Penal foi, em tese, revogado pelo artigo 9º da Constituição Federal, bem como, a Doutrina entende que é uma infração atípica, ainda que os grevistas sejam funcionários públicos, pois o artigo 37, inciso VII, da C. Federal, não foi até a presente data, objeto de Lei Complementar.

17. A conduta de Maria das Dores se acomoda ao tipo penal do artigo 320, ou seja, assim descrita:- "deixar o funcionário por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou quando lhe falte competência, levar o fato ao conhecimento da autoridade competente".

18. Em princípio o Tribunal do Júri detém a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida, tentados e consumados, enquanto que, se houver outro delito conexo, esse fato atrairá a competência, fazendo a exceção, que é referida no Código de Processo Penal em seu artigo 78, inciso I.

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

19. Como se trata de crime equiparado a hediondo, nos termos da Lei 8.072/90, deverá cumprir a pena integralmente no regime fechado. Poderá, no entanto, cumprido mais de 2/3 da pena, vir a ser beneficiado pelo livramento condicional, conforme inciso V, do artigo 83, do Código Penal. No que diz respeito a remição de pena, que é a redução da pena na proporção de um dia para cada três dias trabalhados, não há nenhum obstáculo legal.

20. O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, também chamada de retroativa ou da ação penal, faz desaparecer a sentença condenatória e, portanto, seus efeitos. Como conseqüência, não tem como influir para os fins de se reconhecer a reincidência.

21. O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade para impetrar Habeas Corpus. Demais, a Constituição Federal, em seu artigo 127, caput, atribui-lhe a incumbência da "defesa da ordem jurídica, no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". Porém, só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que, em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições, tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade.

22. José e os demais jurados envolvidos cometeram Crime Contra a Administração Pública, pois sendo considerados funcionários públicos para fins penais (art.327 caput do CP) receberam vantagem indevida. Incorreram, assim, nas sanções do artigo 317 do Código Penal - Corrupção Passiva.

23. De acordo com o E C A, João é considerado criança, pois tem 11 anos de idade e Osvaldo é considerando adolescente, pois tem 16 anos de idade (artigo 2º, ECA); Alfredo com 18 anos na data dos fatos, é excluído do ECA, sendo considerado penalmente imputável e, portanto, incurso nas sanções cabíveis do Código Penal.

24. Ana: é partícipe no crime de auto-aborto (artigo 124, c.c. o artigo 29, ambos do Código Penal); Maria: responde por auto-aborto (artigo 124 caput do Código Penal); Geralda: responde por crime de aborto praticado com o consentimento da gestante (artigo 126 do Código Penal); Clementina: responde por aborto consentido (artigo 124 do Código Penal)

25. Cabível o recurso em liberdade ante a menoridade e primariedade do réu. Quanto ao regime fechado, pode ser outorgado regime semi-aberto, eis que não vedado pela lei, consoante art. 33, parágrafo 2º, "b" do C.P.P

26. "A causa especial de aumento do parágrafo 1º do art. 155 do CP (repouso noturno) somente incide sobre o furto simples, sendo pois, descabida a sua aplicação na hipótese de delito qualificado (art. 155, parágrafo 4º, IV do CP). - (HC nº 10.240/RS, 6ª turma, rel. min. Fernando Gonçalves, j. 21.10.99, v.u., DJU 14.02.00, p. 79).

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

27. O Código Penal adotou a teoria objetiva, sendo certo que o quantum da redução da pena deve ser encontrado em função das circunstâncias da própria tentativa. Vale dizer: quanto mais o agente aproximou-se da consumação do crime, menor deve ser a redução da pena; quanto mais distante ficou da consumação, maior deve ser a redução da pena.

28. O pecuarista que assim agir incide nas penas do artigo 260, inciso IV, do Código Penal, cometendo o crime de perigo de desastre ferroviário ("Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: IV – praticando outro fato de que possa resultar desastre".)

29. Detração é o cômputo, na pena privativa de liberdade e na medida de segurança, do tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de prisão administrativa e internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à sua falta, a outro estabelecimento adequado (Artigo 42, C.P.)

Remição: é instituto pelo qual o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semi-aberto poderá remir, pelo trabalho, parte do tempo da execução da pena. A contagem do tempo é feita a razão de um dia de pena por três de trabalho (artigo 126 e § 1º da LEP).

30. É possível desde que, havendo prova do crime e indício suficiente de autoria, seja decretada a prisão preventiva pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial.

31. João Antônio não poderá ser processado criminalmente pois era inimputável à época do fato, ficando sujeito às normas estabelecidas na legislação especial (artigo 27 do C.P.). A circunstância de ser casado não lhe confere maioridade penal, mas tão-somente a civil.

32. Antônio deverá ser responsabilizado por tentativa de furto qualificado (mediante escalada) em concurso material com lesão corporal de natureza grave (Artigo 155, § 4º, inciso II e artigo 129, § 1º, inciso II, c.c. o artigo 69, todos do Código Penal).

33. Resolveu-se desconsiderar a questão, com conseqüente atribuição positiva em prol do candidato.

34. Maria das Flores comete o crime de auto-aborto (artigo 124 do Código Penal) e Ulisses Gabriel também responde pelo mesmo crime, na condição de co-autor (artigo 29, caput, do Código Penal).

35. São as contempladas no artigo 117, do Código Penal, ou seja, o recebimento da denúncia ou queixa, a pronúncia, a decisão confirmatória da pronúncia, a sentença condenatória recorrível, o início ou continuação do cumprimento da pena e a reincidência.

36. Arts. 93 a 95 CP.

1 decurso de dois anos, a partir da data em que foi extinta, de qualquer modo, a pena imposta;

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

2

tenha tido domicílio no País no prazo acima referido;

3 tenha dado, durante esse tempo, demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado;

4 tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstrada a absoluta impossibilidade de o fazer, até o dia do pedido, ou exiba documento que comprove renúncia da vítima ou novação da dívida.

37. A infração está tipificada na lei nº 9437 de 20 de fevereiro de 1997 que regula o registro e o porte de arma de fogo. O artigo 10 do diploma legal referido dispõe sobre os crimes e as penas e o inciso III diz, expressamente: "disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção à ela, desde que o fato não constitua crime mais grave".

38. O fato que serve para justificar a agravante da reincidência (CP, art. 61, I) não pode ser levado à conta de maus antecedentes para fundamentar a fixação da pena-base acima do mínimo legal (CP, art. 59). Reconhecendo a ocorrência de "bis in idem", deve-se excluir da pena-base o aumento decorrente da circunstância judicial desfavorável.

39. A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva, nos termos do art. 310, parágrafo único do C.P.P

fundamento invocado de garantia da ordem pública, sem qualquer outra demonstração de

O

real necessidade, nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva, não justifica a manutenção do flagrante.

40. Artigo 265 C.P

Este manual foi elaborado no intuito de ajudar os alunos a obterem sucesso no exame da Ordem; não tem cunho econômico. Não nos responsabilizamos por eventuais informações desatualizadas ou equivocadas. Desejamos sucesso a todos os candidatos!

BATERIA DE TESTES PARA MEMORIZAÇÃO

121 - DIREITO PENAL