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CURSO EM PDF – Controle Externo – TCU – Teoria e Exercícios

CURSO EM PDF – Controle Externo – TCU – Teoria e Exercícios

APRESENTAÇÃO

Prezados (as) Concurseiros (as),

Meu nome é Marcus Silva, atualmente desempenho minhas funções na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do Governo do Rio de Janeiro – SEPLAG RJ, ocupando o cargo de Analista de Planejamento e Orçamento – APO. Sou Bacharel em Ciências Navais - Habilitação em Administração de Sistemas pela Escola Naval e Pós-graduado em Administração pelo Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW). Sou professor de Controle Interno, Controle Externo, Auditoria Governamental e Técnicas de Controle em cursos preparatórios para concursos públicos. Como disse, para facilitar, podem me chamar de Marcus Silva. Este acabou sendo uma espécie de “nome de guerra” na área de concursos, pois há outros Marcus por aí! Rsrsrsrs !!! Aliás, peço licença quando usar alguns termos como este (“nome de guerra”), para nos comunicarmos.

Para começar, vamos “bater um papo” para nos conhecermos mais, ok? Vocês podem estar perguntando: mas Marcus, que papo é esse de “nome de guerra”? Explico: recentemente, antes mesmo de ocupar o atual cargo de APO- SEPLAG RJ, era Analista de Finanças e Controle – AFC CGU, em Brasília. Voltando mais um pouco no tempo, antes de ocupar o cargo de AFC CGU, após longo e proveitoso curso de formação na Escola Nacional de Administração Pública - ENAP, ocupei o cargo de Analista de Planejamento e Orçamento - APO, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - MPOG, tendo exercido minhas funções na Secretaria de Orçamento Federal - SOF, também em Brasília, quando tive a oportunidade de trabalhar com temas como a elaboração da Lei Orçamentária Anual - LOA e da Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO, elaboração de créditos orçamentários (alterações orçamentárias – créditos suplementares, especiais e extraordinários), elaboração de notas técnicas sobre o tema orçamento, etc. Foi um trabalho gratificante e muito interessante.

Antes de ocupar o cargo de APO-MPOG (Rsrsrsrs!!!), exercia minhas funções, como Oficial do Corpo de Intendentes da Marinha do Brasil (MB), quando tive a oportunidade de trabalhar “a bordo” de navios e também “em terra”, tendo como atividades principais as atinentes à administração dos recursos, que, diga-se de passagem, são sempre escassos, no Brasil. Lá, exerci funções de Gestor de Pagamento de Pessoal, Gestor de Municiamento (compras e gestão dos recursos destinados à alimentação da tropa), Chefe de Departamento de Finanças, Encarregado de Setor de Licitações e Contratos,

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Membro da Comissão Permanente de Licitações, Pregoeiro, Agente Financeiro responsável pela Execução Orçamentária e Financeira, além de muitas outras funções cumuladas com estas, as quais são muito específicas à própria atividade militar, como, por exemplo, a de Oficial de Segurança das Instalações e também Oficial Orientador de Lançamento e Pouso de Aeronaves a bordo de Navios. Enfim, foi um período de mais de 17 anos a serviço da Marinha, que me proporcionaram habilidade e resistência necessárias para tratar inúmeros assuntos, quase sempre ao mesmo tempo, em um nível de cobrança elevado.

Minha experiência em concursos públicos começou cedo. Ingressei na MB, através de concorrido concurso público para o Colégio Naval, aos 16 anos de idade, em 1992, quando fui aprovado e classificado em 32º lugar. Anteriormente, já havia sido aprovado e classificado em 4º lugar geral, em 1990, aos 14 anos, em Concurso Público de Admissão à Escola Técnica Federal de Química – RJ. Em 1991, aos 15 anos, fui aprovado e classificado em 11º lugar geral, Concurso Público de Admissão ao Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – CEFET RJ, área construção civil. Após alguns longos anos na MB, resolvi encarar um novo desafio, e voltar à vida de concurseiro! Novamente, encarei a árdua rotina de estudos para concursos e recomecei. Nesta nova fase, antes de ser aprovado e classificado em 3º lugar geral para o cargo de APO- MPOG, e no cargo de AFC- CGU que ocupei, já tinha sido aprovado, mas não classificado, em concursos como Ministério Público da União (MPU), para analista e nível médio, Controladoria- Geral do Município do Rio de Janeiro (CGM-RJ) e Tribunal Regional Federal 2º Região (TRF 2ª Região). Com dizemos: “Bati na trave!” ou “Foi por uma/duas/três questão (ões)!” Também já fui reprovado em outros concursos. Isso é natural na vida de um concurseiro, às vezes, até mesmo contrariando a escalada natural (1º reprovação, 2º aprovação e não classificação e, finalmente, 3º aprovação e classificação dentro das vagas oferecidas), você consegue a aprovação em um concurso, para um cargo que você nem mesmo almeja, e é reprovado posteriormente em outro concurso que era seu alvo, aparentemente. Digo “aparentemente”, pois, apesar de planejarmos ao máximo tudo na nossa vida, a verdade é que buscamos sempre uma direção. O sentido exato, muitas das vezes, foge ao nosso comando. E, aquilo que planejávamos, toma novo rumo, tão bom ou melhor do que aquele que almejávamos.

Como disse a vocês, ocupei, até pouco tempo, o cargo de AFC, na CGU, em Brasília, exercendo atividades de instrutoria e capacitação de servidores, elaboração/revisão de normas sobre auditoria/fiscalização, elaboração de manuais, auditoria/fiscalização em órgãos públicos federais e municípios, dentre outras.

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Mas, pessoal, a vida está sempre mudando de rumo, não é verdade?! Sim! É assim mesmo, como acontece com o vento no mar, que, ao mudar de direção, muda o rumo da embarcação, e, aí, você, que está no “barco da vida”, acaba atracando num novo porto, vivendo novas experiências e continuando a vida! Então, por motivos particulares, busquei melhores condições de vida. Não que minha situação profissional fosse ruim na CGU, em Brasília, muito pelo contrário! Gostava muito do que fazia! Mas, existe uma coisa que está acima do trabalho/profissão e do dinheiro: a família! Pois, então, buscando estar mais próximo de minha família, no Rio de Janeiro, prestei concurso para o cargo de Analista de Planejamento e Orçamento - APO da SEPLAG/RJ. Voltei para o Rio de Janeiro! Nesta “leva”, já que “estava na chuva”, prestei mais alguns concursos e consegui alguns bons resultados:

CVM, cargo de Analista - Planejamento e Execução Financeira, em que obtive a 9ª colocação, e TCM RJ, cargo de Técnico de Controle Externo, nível superior, em que obtive a 50ª colocação. Também me aventurei um pouco, digamos, “fora da minha área”, e prestei concurso para Fiscal de Rendas do Município do Rio de Janeiro (Fiscal ISS-RJ). Pelo pouco tempo que dispunha para “correr atrás” de umas seis/sete matérias que não conhecia, fiquei satisfeito com o resultado, 128º lugar, fora das vagas. Mas valeu como mais uma experiência. Resumindo, minhas aprovações em concursos foram:

4º lugar geral, em 1990, aos 14 anos, em Concurso Público

de Admissão à Escola Técnica Federal de Química – RJ;

11º lugar geral, em 1991, aos 15 anos, em Concurso Público

de Admissão ao Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow

da Fonseca (CEFET RJ), área construção civil;

32º lugar geral, em 1991, aos 16 anos, em concurso público para o Colégio Naval;

3º lugar geral, em 2008, para o cargo de Analista de

Planejamento e Orçamento (APO) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG);

93º lugar geral, em 2008, para o cargo de Analista de

Finanças e Controle (AFC) da Controladoria-Geral da União (CGU);

34º lugar geral, em 2010, para o cargo de Analista de

Planejamento e Orçamento (APO) da Secretaria de Planejamento e

Gestão do Estado do Rio de Janeiro (SEPLAG/RJ);

9º lugar geral, em 2010, para o cargo de Analista de

Planejamento e Execução Financeira da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); e

2011, para o cargo de Técnico de

Controle Externo do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro

(TCMRJ) – Nível Superior.

50º

lugar geral, em

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lugar

geral,

em

2011, para

o cargo

de Analista

Auditoria, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Enfim, pessoal, estou literalmente no mesmo meio de vocês:

concursos públicos!

Falando um pouco sobre o cargo de Auditor Federal de Controle Externo, como a primeira coisa que um concurseiro quer saber sobre o cargo sempre

são as atribuições, vou começar por elas

concurseiro e sei que o que todos querem saber é a remuneração, claro! Ou não é a primeira coisa que procuramos em um edital: a remuneração? Ou o lugar onde o cargo será exercido? Depois, queremos saber sobre a carga horária, não é mesmo? E, talvez, procuramos saber sobre o que vamos fazer somente quando aprovados, não? Então vamos! Mas antes, lembrem-se de

que dinheiro não é tudo na vida, nem o mais importante!

O cargo de Auditor Federal de Controle Externo faz parte de um grupo seleto de cargos federais com boa remuneração. Atualmente, a remuneração inicial está em torno de R$ 13 mil. É uma das carreiras típicas de Estado. A carga horária é de 35 horas semanais.

Em relação à disciplina que iremos tratar durante este curso, Controle Externo, vamos seguir o conteúdo do edital divulgado pela banca CESPE:

opa! brincadeira, pessoal! Sou

Edital de 2011:

1 - Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e Declaração de Lima.

2 - Sistemas de Controle na Administração Pública Brasileira (arts. 70 a

74 da Constituição Federal). Tribunais de Contas: funções, natureza jurídica e eficácia das decisões.

3 - Tribunal de Contas da União: natureza, competência e jurisdição. Organização. Julgamento e fiscalização. Lei Orgânica do TCU (Lei n.º 8.443/1992). Regimento Interno do TCU (Resolução-TCU n.º 155/2002).

TCU (Resolução-TCU n.º

226/2009).

4

Código

de

Ética

dos

Servidores

do

-

Percebe-se que a única novidade neste concurso de 2011 é a cobrança do Código de Ética dos Servidores do TCU. Este conteúdo não chega a ser uma grande preocupação para o nosso objetivo, pois se

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trata de matéria bastante simples, como veremos no item 7, abaixo. Desta forma, fiz uma programação e vou tratar a matéria segundo os assuntos abaixo, o que segue o conteúdo do edital de 2011. Os itens 3, 4 e 5, abaixo, são desmembramentos, para uma melhor abordagem dos conteúdos. Vejamos:

1 - Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e Declaração de Lima.

2 - Sistemas de controle externo.

3 - Controle externo no Brasil.

4 - Regras constitucionais sobre o controle externo.

5 - Funções de controle externo exercidas isoladamente e/ou em

conjunto entre o Congresso Nacional e o TCU.

6 - Tribunais de Contas: funções, natureza jurídica e eficácia das

decisões.

7 - Tribunal de Contas da União: natureza, competência e jurisdição. Organização. Julgamento e fiscalização (Lei Orgânica e Regimento Interno do TCU). Código de Ética dos Servidores do TCU (Resolução - TCU n.º 226/2009).

Este curso abordará a teoria necessária para a realização da prova objetiva. Além da teoria, haverá uma lista de exercícios selecionados, preferencialmente, da banca CESPE, que vem organizando os concursos para o TCU, nos últimos anos. Contudo, sempre que achar necessário, eu incluirei questões de outras bancas (como da ESAF, que já organizou concursos para o TCU) de acordo com o grau de dificuldade das mesmas. Também haverá questões de concursos para outros Tribunais de Contas, adaptadas. Todas as questões serão comentadas. Serão mais de 300 questões comentadas, ao longo do curso. As questões da última prova de 2010 também farão parte do nosso curso. Também haverá o fórum para eventuais dúvidas sobre os exercícios. Resolver questões de prova é essencial, pois isso vai te dar a confiança e o jeito para fazer a sua prova.

Gostaria de deixar claro uma questão importante na preparação de vocês. O candidato que acha que uma boa preparação é aquela baseada nos detalhes mais difíceis (aqueles que somente ele vai saber e acredita que vai acertar na prova) estará totalmente enganado! É preciso saber bem a base, pessoal! Por exemplo, vamos citar o caso de quando há discursiva na prova, como acontece neste concurso. Na discursiva, é preciso ser objetivo e simples ao redigir o texto. A maior parte das questões, tanto objetivas quanto discursivas, exige do candidato conhecimentos básicos. Aquele que acha que

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está se preparando para uma prova da NASA está no caminho errado. Logicamente, é preciso ir além do básico, mas nunca, repito, nunca, desprezar os conhecimentos básicos. Não se concentre somente nos pontos da matéria que possuem um grau de entendimento elevadíssimo, o que, adianto, não será o caso da nossa matéria. Sabem o porquê disso? Pois, se cair na sua prova, a dificuldade será para todos e esse não vai ser o diferencial que vai te classificar. O diferencial é a base, acreditem! O que pode te reprovar é o fato de errar uma questão básica, que a maioria não erra!

Portanto, caros colegas Concurseiros, o assunto será abordado conforme

o seguinte planejamento inicial:

Aula demonstrativa: Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e Declaração de Lima. Funções de controle externo exercidas isoladamente e/ou em conjunto entre o Congresso Nacional e o TCU. (itens 1 e 5)

Aulas 1 e 2: Sistemas de controle externo. Controle externo no Brasil.

Regras constitucionais sobre o controle externo. Tribunais de Contas: funções,

natureza jurídica e eficácia das decisões.

Aulas 3, 4, 5 e 6: Tribunal de Contas da União: natureza, competência

e jurisdição. Organização. Julgamento e fiscalização (Lei Orgânica e Regimento Interno do TCU). Código de Ética dos Servidores do TCU (Resolução - TCU n.º 226/2009). (item 7)

(itens 2, 3, 4 e 6)

A forma de abordagem será a mais objetiva possível, indo no “X da questão”. Aliás, essa questão do “X” é importantíssima, pessoal! O que interessa é acertar as questões, que, na banca CESPE não são de múltipla escolha, mas sim, do tipo certo ou errado. Portanto, o que importa é acertar o item e não ser um doutor, mestre ou ter qualquer outro título na matéria, nem conhecer absolutamente tudo sobre o assunto. É necessário conhecer tudo o que vai estar (ou pode estar) na sua prova. O que é importante para vocês é passar no concurso e, para isso, acertar as questões é o que deve ser perseguido, ok? Então, teremos que ser objetivos.

Dica de Concurseiro!

Quanto à resolução de exercícios, acho importante dar uma dica para vocês. Uma das preocupações minhas quando me preparava para as provas de concurso era não ver o gabarito antes de resolver as questões. Ficava preocupado com isso, para, depois, conferir o gabarito. Entretanto, percebia que não conseguia imprimir um ritmo bom de estudo, assim como também na

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resolução de questões. Perdia tempo analisando os exercícios, as opções, como se estivesse em uma prova. Gastava um tempão! E tempo, é o que eu não podia gastar! Era curto para mim e acredito que também seja para a grande maioria dos concurseiros. Até que um dia passei a utilizar uma técnica que só confirmou aquilo que eu sempre tive a impressão, em relação ao tempo que gastava. É muito mais eficiente e eficaz para o concurseiro que quer passar no concurso (em um tempo menor que os outros!) fazer exercícios RESOLVIDOS. Explico: quando você analisa uma questão e marca uma opção como resposta, você, lá na sua cabeça, de certa forma, "grava" a sua resposta como a correta. Essa informação é a primeira a "ser gravada no seu HD =cérebro", entende?! Você internaliza essa forma de pensar. Depois, então, você vai conferir o gabarito e vê que errou a questão! O que você tem que fazer? Ler novamente a questão, "apagar" aquela informação primeira que você achava que era o correto (pois seu raciocínio foi assim), e "gravar por cima" desta a informação correta, ou seja, o gabarito certo. Beleza! Na hora que você faz isso, tudo bem! No dia seguinte, também você será capaz de lembrar de tudo. Uma semana depois, já fica um pouco complicado lembrar qual era o erro que fora cometido. Imagina um mês depois, dois meses. Isso é só uma questão, de uma matéria. Na verdade, no início, você erra várias questões, de muitas matérias! Você não acha que seria mais eficaz e eficiente já "resolver" a questão sabendo quais as opções a banca considera as corretas e quais ela considera as erradas, e já gravar a informação do jeito que ela é? Isso evita muitos problemas! Você não perde tempo. Você consegue resolver um número muito maior de questões. De primeira, sem precisar conferir gabaritos e sem precisar "apagar" do seu cérebro aquela informação que você achava que era a correta para "gravar" a que realmente é a correta, você resolve o problema e parte para outra questão. Isso representa muito, pessoal! Representa diminuir o tempo para a sua aprovação. Significa passar à frente de muitos candidatos. Significa furar a fila! Entenderam? Quando mudei minha maneira e me “enquadrei” nessa forma de preparação, os resultados começaram a surgir mais rapidamente. O que aconselho a todos vocês: na sua preparação diária, faça exercícios resolvidos. Quando acabar a matéria toda de um edital, faça simulados! Aí sim, é hora de simular uma prova! Tentar resolver e medir sua performance. Faça concursos! Quaisquer que sejam eles, desde que tenham, pelo menos, uma "espinha dorsal" parecida com o concurso que é o seu objetivo principal. Isso te dá "cancha" para realizar provas, inclusive, de uma forma real, com todas as dificuldades reais como barulho, calor, tempo de prova, etc. Portanto, caros concurseiros, resumo tudo isso da seguinte forma:

1) Na preparação, faça exercícios RESOLVIDOS;

2) Perto da prova, faça SIMULADOS;

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3) Se é isso que você quer, faça CONCURSOS; e

4) É mais fácil desta forma, acredite!

Falando um pouco sobre planejamento de estudos, tenho a convicção de dizer-lhes que, antes de qualquer matéria que vocês pensem em começar a estudar, o mais importante é fazer o seu planejamento. Digo isto, pois acredito fielmente que, se uma pessoa começar estudando “certo”, ela alcançará o resultado (sua aprovação e classificação) muito mais rapidamente que outra pessoa que não realizou o planejamento. O tempo disponível, para a grande maioria, é curto. Portanto, planeje seu tempo, suas prioridades, a carga horária diária de estudos em cada matéria, etc. Uma primeira dica: as matérias que podem garantir mais pontos na prova devem ser priorizadas no seu calendário de estudos. Isto é certo. Certo também é que cada um sabe de suas dificuldades pessoais, tanto em relação ao seu conhecimento sobre cada matéria, quanto ao seu tempo disponível para estudo. O planejamento é individual. A maioria dos concurseiros também trabalha, têm filhos, enfim, possuem outras atividades que não podem ser “arvoradas” (=postas de lado), não é? Então, primeiramente, faça o seu planejamento! Ao longo do nosso curso sempre passarei algumas dicas que achar válidas, tanto em relação à matéria quanto em relação ao modo como estudar para o concurso.

e seus

servidores, de 2010, mas cada vez mais atual, para você visualizarem a

importância do órgão em que irão trabalhar. É, é isso mesmo, “

trabalhar

vocês, executem esse planejamento e vocês irão colher os resultados!

Vamos ver uma notícia veiculada na internet sobre o

!

TCU

em

que irão

Pensem assim, façam o planejamento adequado, acreditem em

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“(22/02/2010 00:00) TCU fiscaliza gastos com a Copa do Mundo de 2014.

O Tribunal de Contas da União (TCU) já iniciou a fiscalização das

ações em preparação para a Copa do Mundo de 2014. A estimativa é de que os gastos deverão superar R$ 25 bilhões, considerando apenas os recursos da União e os empréstimos dos bancos oficiais. Isso inclui financiamento da construção ou reforma dos estádios, obras de transporte urbano, como metrô

e corredores de ônibus, ampliação de aeroportos e de portos,

desenvolvimento da infraestrutura urbana voltada para o turismo, investimentos em segurança e em saúde, além da aquisição de equipamentos

e da promoção de eventos.

A área técnica do TCU entende que, em função da diversidade de

agentes envolvidos – União, estados, municípios, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e empresas –, o planejamento e a execução das ações precisam

ser muito bem orquestrados. Isso porque, a julgar pela experiência dos Jogos

Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, existe o risco de que a despesa total venha a ser muito superior à inicialmente prevista, principalmente em função de deficiências no planejamento e do consequente atraso na execução das obras, o que pode gerar correria e descontrole nas etapas finais de preparação da Copa ”

(Fonte: site do TCU)

Quanto à minha experiência em cursos deste tipo, já conduzi vários para diversos órgãos como: BACEN – Banco Central, ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará, CGU – Controladoria- Geral da União, MPU - Ministério Público da União, ABIN – Agência Brasileira de Inteligência, ICMS RJ - Fiscal de Rendas, TC dos M CE – Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará e para o próprio TCU – Tribunal de Contas da União.

É isso! Pode até ter sido longo este nosso bate-papo. Mas é importante, acreditem. Você acredita que vai passar neste concurso? A resposta tem que ser sim! Assim como Jesus escolheu os seus discípulos baseado em um único critério (“chamou os que Ele quis”), mesmo que não constasse que nenhum deles estivesse à altura da Sua missão, Ele os capacitou para tal. Você também foi escolhido por Deus para uma missão. Hoje, mais uma vez, é preciso investir nela. Não se assuste se você não se sente à altura ou preparado o bastante. Invista na sua missão, não desista, busque os seus sonhos, sejam eles os mais diversos possíveis, como este, sua profissão, seu

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concurso, sua família. Confiem, nessa árdua caminhada, acima de tudo, em Deus, em vocês e na minha singela colaboração ok? O sucesso será conseqüência, se Deus quiser! E, como Ele quer e devemos fazer a nossa parte de forma eficiente, vamos começar a aula demonstrativa, que abordará o seguinte assunto: Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e Declaração de Lima. Funções de controle externo exercidas isoladamente e/ou em conjunto entre o Congresso Nacional e o TCU. (itens 1 e 5)

Beleza? Então, vamos lá!

Força, garra e determinação!

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Sumário da Aula Demonstrativa:

1. Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e Declaração de Lima.

2. Funções de controle externo exercidas isoladamente e/ou em conjunto entre o Congresso Nacional e o TCU.

3. Exercícios de fixação.

4. Comentários às questões.

5. Dicas de estudo.

6. Bibliografia consultada.

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1 - Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e Declaração de

Lima.

Tais assuntos estão inseridos no contexto das Normas da Intosai. É verdade que as normas, propriamente ditas, da Intosai não serão tratadas por nós, neste curso. Mais especificamente, nos últimos editais do TCU, na disciplina Auditoria Governamental, esta parte é mais detalhada. Somente vamos contextualizar o conceito de EFS e a Declaração de Lima no âmbito das Normas da Intosai.

NORMAS DA INTOSAI – Declaração de Lima.

O nosso estudo será guiado pelos tópicos abaixo.

- Introdução e definições; e

- Declaração de Lima.

Vamos avançar!

INTRODUÇÃO e DEFINIÇÕES.

O que significa INTOSAI, pessoal? INTOSAI nada mais é do que uma

sigla, em inglês, que significa “Organização Internacional de Entidades

Fiscalizadoras Superiores”.

A

Intosai

é,

portanto,

um

organismo

internacional

autônomo,

independente e apolítico que congrega as entidades fiscalizadoras superiores (EFS) dos países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). A Intosai tem por objetivo fomentar o intercâmbio de idéias e experiências entre as EFS, no que se refere à auditoria pública. Ela foi fundada em 1953 por 34 países, entre eles o Brasil. A organização conta hoje com mais de 185 membros.

Falamos de EFS, mas o que significa isso? Entidade Fiscalizadora Superior (EFS) é um órgão público de um Estado que, qualquer que seja a sua denominação ou a forma em que seja constituído ou organizado, exerce, em virtude da lei, a suprema função de auditoria pública desse Estado.

A organização trabalha no sentido de promover o intercâmbio de

informações e de experiências sobre os principais desafios enfrentados pelas EFS no desempenho de suas funções. Para atingir público alvo tão diversificado, a Intosai possui cinco idiomas oficiais: alemão, árabe, espanhol, francês e inglês.

A Intosai cumpre suas atribuições e objetivos por meio de diversos

órgãos, programas e atividades. Sua estrutura é composta pelo Congresso

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Internacional, Conselho Diretor, Secretaria Geral, Grupos de Trabalho Regionais e Comissões e Grupos de Trabalho sobre temas específicos.

A área de treinamento engloba a promoção de Seminários Internacionais e cursos regionais voltados para a formação de instrutores sob a coordenação da Iniciativa para o Desenvolvimento da Intosai (IDI). Entre 1986 e 1994, a IDI dirigiu 68 cursos para mais de 1500 participantes de 150 países.

Para subsidiar as atividades de controle externo desenvolvidas por seus

membros, são publicados a Revista Internacional de Auditoria Governamental

e os trabalhos dos diversos Grupos de Trabalho (GT) e Comissões da

organização, que englobam diretrizes, guias metodológicos e pesquisas. O TCU

é membro da Comitê de Normas Profissionais, do GT de Tecnologia da

Informação, do GT de Auditoria Ambiental e do GT de Privatização, Regulação Econômica e PPP. Além disso, o Tribunal preside o Subcomitê de Auditoria de

Desempenho, pertencente ao Comitê de Normas Profissionais. O site da Intosai

é: http://www.intosai.org.

Um dos nossos assuntos de hoje é a Declaração de Lima. A “Declaração de Lima sobre Preceitos de Auditoria” foi adotada no Congresso Internacional de 1977 e reconhecida como a Magna Carta da auditoria governamental, fornece as bases filosóficas e conceituais dos trabalhos

desenvolvidos pela Intosai. Portanto, devemos entendê-la como uma espécie

de Constituição da Auditoria Governamental. Essa é a idéia. O IX Congresso da

Intosai, reunido em Lima, então, decidiu publicar e distribuir o documento

intitulado “Declaração de Lima sobre as linhas mestras do controle das finanças públicas”.

O sucesso da declaração explica-se principalmente pelo fato de conter uma lista exaustiva de todos os objetivos e de todas as questões relativas ao controle das finanças públicas, sendo, no entanto, notavelmente pertinente e concisa, o que torna a sua utilização fácil.

O

objetivo

principal

da

Declaração

de

Lima

é

um

apelo

à

independência do controle das finanças públicas.

Contudo, convém notar que os objetivos da Declaração não são atingidos apenas através da independência, é também necessário que esta independência seja consagrada pela legislação.

O Estado de direito e a democracia constituem as premissas essenciais para um controle independente das finanças públicas e são, ao mesmo tempo, os pilares sobre os quais assenta a Declaração de Lima.

Vamos, agora, detalhar o conteúdo da Declaração de Lima (DL), que pode ser obtida na sua íntegra no Portal do TCU, passando por seus principais aspectos e fazendo alguns “links” com a nossa realidade, no Brasil. Acredito

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que, desta forma, o entendimento do assunto ficará mais agradável e simples. Vamos avançar!

A DL (de forma abreviada para nos facilitar) começa tratando de

GENERALIDADES, passando pelos seguintes assuntos: o objetivo do controle, o controle a priori e controle a posteriori, o controle interno e externo e o controle de conformidade com as leis, controle da regularidade e controle do rendimento. Vamos ver cada um deles agora.

Generalidades.

– Objetivo do Controle:

O controle das finanças públicas não é um fim em si mas um

elemento indispensável de um sistema regulador, que tem por fim assinalar em tempo útil os desvios relativos à norma ou o desrespeito dos princípios da conformidade com as leis, de eficiência, de eficácia e de economia da gestão financeira. Deste modo, em cada caso, é possível tomar medidas corretivas, precisar a responsabilidade das partes em questão, obter a reparação ou tomar medidas para impedir, ou pelo menos tornar mais difícil, perpetrar atos desta natureza.

Controle a priori e controle a posteriori:

O

controle a priori é uma verificação antes do fato, das atividades

administrativas ou financeiras. Já o controle a posteriori é uma verificação após o fato. Segundo a DL, um eficaz controle a priori é indispensável à administração. Ele oferece a vantagem de poder prevenir atos prejudiciais antes que estes ocorram, mas, por outro lado, tem a desvantagem de criar um volume de trabalho excessivo.

O controle a posteriori, exercido por uma EFS, permite determinar

responsabilidades, obter a reparação de prejuízos sofridos e pode impedir a repetição das infrações cometidas. O controle a posteriori é uma tarefa indispensável para qualquer instituição superior de controle das finanças públicas mesmo que ela faça ou não um controle a priori.

– Controle interno e externo:

Cada organismo ou instituição pública possui o seu serviço de controle interno enquanto que os serviços de controle externo não fazem parte da estrutura organizacional das instituições a verificar. As instituições

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superiores de controle das finanças públicas são, pois, serviços de controle externo. No nosso caso, o TCU.

O serviço de controle interno depende necessariamente da direção do organismo no seio do qual se encontra. Contudo, deve gozar da maior independência funcional e organizacional possível, no seio da estrutura organizacional em que se integra.

Como controlador externo, a EFS tem como tarefa examinar a eficácia do controle interno.

– Controle de conformidade com as leis, controle da regularidade e controle do rendimento:

Além do controle de conformidade com as leis e a regularidade da gestão financeira e a contabilidade, existe outro tipo de controle de igual importância que visa medir o desempenho, a eficácia, a economia, da administração pública. Fazendo um “link” com a nossa realidade, podemos perceber esse controle no art. 70, da CF:

“CF, Art. 70. A fiscalização contábil (registros e demonstrativos), financeira (fluxos financeiros), orçamentária (execução orçamentária da receita e despesa), operacional (impacto, “eeee”) e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.”

Logicamente, o que está escrito entre parênteses não está no texto na CF. Fiz estes lembretes para que você, logo ao ler o texto da Constituição, já perceba qual o objeto de cada fiscalização que está sendo mencionada. A operacional, diz respeito à fiscalização dos aspectos referentes ao impacto dos programas governamentais junto à sociedade, à efetividade, à eficiência, à eficácia e à economicidade dos gastos públicos. Portanto, nossa CF está de acordo com o estabelecido na DL.

A DL segue afirmando que todos os controles, fundamentalmente, possuem a mesma importância. No entanto, compete à EFS estabelecer a importância relativa a cada um. A DL frisa ainda que as auditorias de Natureza Operacional têm ganhado destaque na atividade de Controle Externo. Isto também pode ser observado no nosso caso. O próprio TCU possui um Manual de Auditoria Operacional.

A DL passa a tratar do tema Independência. Vejamos, então, o que há de importante.

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Independência.

– Independência das EFS:

A DL afirma que as EFS devem poder usufruir da independência

funcional e organizacional necessária ao cumprimento das suas tarefas. Novamente, fazendo um “link” com a nossa realidade, podemos perceber que há adequação à diretriz da DL, pois o TCU não é subordinado ao Poder Legislativo, nem a qualquer outro Poder. Ele está na estrutura administrativa do Legislativo, porém sem subordinação a tal Poder.

Segue a DL afirmando que a criação de instituições superiores de controle das finanças públicas e o nível de independência que lhes é necessário devem estar escritos na Constituição. Também podemos perceber isto na nossa CF:

CF, Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será

exercido com o auxílio do compete:”

Tribunal de Contas da União, ao qual

A CF, ao determinar as competências para o TCU está conferindo ao

Tribunal a independência necessária para o exercício de suas atribuições.

– Independência dos membros e dos quadros das instituições superiores de controle das finanças públicas:

A independência das instituições superiores de controle das finanças

públicas está indissoluvelmente ligada à dos seus membros, que deve ser garantida pela Constituição, segundo a DL. Vejamos, então, o disposto na nossa CF:

CF, Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96.

§ 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça, aplicando-se-lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40.

§ 4º - O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atribuições da judicatura, as de juiz de Tribunal Regional Federal.”

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Percebemos que, mais uma vez, a nossa CF reflete as orientações contidas na DL.

– Independência financeira das EFS:

Assinala a DL que as instituições superiores de controle das finanças públicas devem ser dotadas de meios financeiros que lhes permitam cumprir a sua missão. Se for o caso, as instituições superiores de controle das finanças públicas devem poder pedir diretamente ao organismo público responsável pelo orçamento nacional os recursos financeiros de que necessitam.

A DL segue, agora, tratando dos LAÇOS das EFS com o Parlamento, com o Governo e com a Administração.

LAÇOS

COM

O

PARLAMENTO,

com

o

GOVERNO

e

com

a

ADMINISTRAÇÃO.

– com o Parlamento:

Os laços que devem existir entre a instituição superior de controle das finanças públicas e o Parlamento devem estar especificados na Constituição e ser determinados em função das condições e das necessidades do país em questão. A nossa CF, quando trata das competências do TCU, retrata este aspecto da DL:

“CF, Art. 71, IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;”

“CF, Art. 71, VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;”

“CF, Art. 71, X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;”

§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.”

- com o governo e a administração:

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O governo/administração não está subordinado à instituição superior de

controle das finanças públicas. Contudo, está sujeito ao julgamento definitivo com força executória das EFS. Novamente, vamos ver a nossa

CF, que reflete este aspecto:

“CF, Art. 71, I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;

II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;”

“CF, Art. 71, § 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo.”

Vamos ver o que traz a DL sobre os Poderes das EFS.

PODERES DAS EFS.

- Poderes de inquirir:

É garantido

acesso a todos os registros e a todos os

documentos relativos à gestão financeira do fiscalizado. Isto está garantido na Lei nº 8.443/1992 – Lei Orgânica do TCU, no seu art. 87:

“Art. 87. Ao servidor a que se refere o artigo anterior (servidor que exerce funções específicas de controle externo no TCU), quando credenciado pelo Presidente do Tribunal ou, por delegação deste, pelos dirigentes das unidades técnicas da secretaria do Tribunal, para desempenhar funções de auditoria, de inspeções e diligências expressamente determinadas pelo Tribunal ou por sua Presidência, são asseguradas as seguintes prerrogativas:

I - livre ingresso em órgãos e entidades sujeitos à jurisdição do Tribunal de Contas da União;

II - acesso a todos os documentos e informações necessários à

realização de seu trabalho;

às

EFS

o

II - competência para requerer, nos termos do regimento interno,

aos responsáveis pelos órgãos e entidades objeto de inspeções, auditorias e

diligências, as informações e documentos necessários para instrução de processos e relatórios de cujo exame esteja expressamente encarregado por sua chefia imediata.”

Fiz o realce, em azul, para não trazer o artigo anterior, mencionado.

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- superiores de controle das finanças públicas:

Os controlados devem dar conhecimento às EFS sobre suas medidas tomadas em relação às constatações efetuadas pelas EFS.

Este aspecto da DL é refletido, por exemplo, nas Portarias anualmente divulgadas pelo TCU, como na Portaria – TCU nº 389, de 21 de dezembro de 2009, que tratou de orientações às unidades jurisdicionadas (UJ) ao Tribunal quanto ao preenchimento dos conteúdos dos relatórios de gestão referentes ao exercício de 2009, apresentados nos termos do art. 3º da Instrução Normativa TCU nº 57/2008, já revogada pela nova IN sobre o assunto: INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 63, de 1º de setembro de 2010.

instituições

Realização

das

constatações

de

controle

das

Lá, existia um quadro que deveria ser preenchido pelas UJ que dizia respeito ao cumprimento das deliberações do Tribunal pelas mesmas. As UJ deveriam informar as providências adotadas para dar cumprimento às deliberações do TCU, portanto, dando conhecimento ao TCU sobre suas medidas tomadas em relação às constatações efetuadas pelo órgão de controle externo. Quanto ao novo conteúdo das Portarias vigentes, não há necessidade de entrar no campo desse estudo.

- Atividade como peritos e direitos de consulta:

As EFS podem realizar perícias/ consultas ao Parlamento/Administração sobre projetos de lei/normas financeiras. A legislação contábil deve ser elaborada de acordo com as EFS. Veja o assunto, mais uma vez, abordado pela CF:

“CF, Art. 71, VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;”

Vamos avançar ao próximo tema tratado pela DL: MÉTODOS DE

DE

CONTROLE,

EXPERIÊNCIAS.

PESSOAL

DE

CONTROLE,

TROCA

INTERNACIONAL

MÉTODOS

DE

CONTROLE,

PESSOAL

DE

CONTROLE,

TROCA

INTERNACIONAL DE EXPERIÊNCIAS.

- Métodos e procedimentos de controle:

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As instituições superiores de controle das finanças públicas deverão, regra geral, utilizar o controle por sondagens. (utilização de amostragem). Contudo, este deve fazer-se segundo um dado modelo e deve ter um número

de elementos suficientes que permita julgar a qualidade da gestão financeira e

a sua conformidade com as leis. (representatividade da amostra

selecionada)

- Pessoal de controle:

A DL relaciona alguns atributos do pessoal de controle, a saber: ter

competência e honestidade, possuir conhecimentos e capacidades acima da média, possuir experiência profissional satisfatória, aperfeiçoamento teórico e prático. A DL diz ainda que os salários deverão ser proporcionais às exigências especiais.

Um ponto importante a destacar é a possibilidade de se recorrer à utilização de serviços externos à EFS: Quando faltam as competências específicas ao pessoal de controle de uma instituição superior de controle das finanças públicas, a instituição pode então recorrer aos serviços de peritos externos na medida das suas necessidades.

- Troca internacional de experiências:

Essa troca se dá através de congressos, seminários de formação organizados conjuntamente com a ONU e outras instituições, grupos de trabalho regionais bem como pela publicação de uma revista especializada. (Exemplo: Revista da Intosai). A DL complementa o assunto afirmando que é de primordial importância elaborar uma terminologia uniforme do controle das finanças públicas com base no direito comparado.

Agora, vamos ver o que traz a DL sobre os RELATÓRIOS.

RELATÓRIOS.

- Relatórios dirigidos ao Parlamento e ao público:

A Constituição deve autorizar e obrigar a instituição superior de

controle das finanças públicas a apresentar, todos os anos e de forma autônoma, um relatório sobre os resultados da sua atividade ao Parlamento ou a qualquer órgão estatal responsável. Vejamos a nossa CF:

“CF, Art. 71, § 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas atividades.”

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A instituição superior de controle das finanças públicas deve poder apresentar, entre dois relatórios anuais, outros relatórios sobre questões particularmente importantes e graves.

Exemplo (Fonte: https://contas.tcu.gov.br):

“ATUALIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE OBRAS COM INDÍCIOS

DE IRREGULARIDADES GRAVES - Informações atualizadas em 14-DEZ-

2009 - As opções acima permitem listar as obras, financiadas com recursos

da União, que foram informadas ao Congresso Nacional, em 30 de setembro de 2009.”

- Redação dos relatórios:

Os relatórios deverão ser objetivos e claros. Os fatos e a avaliação que deles é feita deve limitar-se ao essencial. O termo usado deve ser preciso de fácil compreensão. A instituição superior de controle das finanças públicas deve dar toda a consideração aos pontos de vista dos serviços controlados sobre as constatações do controle.

O assunto, agora, são as COMPETÊNCIAS DE CONTROLE das EFS.

COMPETÊNCIAS DE CONTROLE das EFS.

- Origem constitucional das competências de controle e controle da gestão das finanças públicas:

Devem estar inscritas na Constituição, pelo menos nas suas linhas

fundamentais; as modalidades podem ser detalhadas nos diplomas legais.

A nossa CF e a Lei Orgânica do TCU tratam desse assunto.

Todas as operações ligadas às finanças públicas devem estar sujeitas ao controle das instituições superiores de controle das finanças públicas quer figurem ou não, de uma forma ou de outra no orçamento geral do Estado. Novamente, fazendo um paralelo com a nossa situação, vamos ver o que traz

a CF;

“CF, Art. 70, Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.”

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Os elementos da gestão financeira que não aparecem no orçamento do Estado não estão, por esse motivo, isentos de controle por parte da instituição superior de controle das finanças públicas.

- Controle das administrações nacionais e das outras instituições no estrangeiro:

A regra geral é que as administrações nacionais e as outras instituições estabelecidas no estrangeiro devem também ser alvo de controles pela instituição superior de controle das finanças públicas. É preciso ter em conta os limites impostos pelo direito internacional. Contudo, estas restrições devem ser diminuídas mediante a evolução dinâmica do direito internacional.

- Controle das contribuições públicas:

As EFS devem poder controlar a percepção das contribuições públicas da maneira mais vasta possível. Tal controle é, em primeiro lugar, um controle da conformidade com as leis e da regularidade. No entanto, as EFS devem também examinar a eficácia e a organização da percepção das contribuições, a realização das previsões de receitas e, se for o caso, sugerir melhorias ao órgão legislativo.

– “Concursos públicos e trabalhos públicos”:

Cada vez que não há adjudicação pública (licitação), a instituição superior de controle das finanças públicas deve procurar saber os motivos. A verificação das EFS deve não só abranger a regularidade dos pagamentos, mas também verificar a eficácia da gestão e da qualidade dos trabalhos de construção (processos de aquisição, licitação, etc).

– Controle das “instalações de tratamento eletrônico de dados”:

A importância dos montantes de recursos destinados à tecnologia de informação/informática exige também um controle apropriado. Os aspectos a serem controlados são: sistemas, a planificação das necessidades, a utilização econômica do material informático, a utilização de pessoal devidamente qualificado fazendo parte, de preferência, do efetivo da instituição controlada, bem como a prevenção dos abusos e a utilidade da informação produzida.

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Empresas

de

caráter

comercial

que

beneficiam

de

uma

participação do Estado:

Estas empresas devem também ser alvo de controles pela EFS se a participação for majoritária, ou se o Estado aí exercer uma influência preponderante. Estes controles devem ser efetuados a posteriori. Questões relativas à preocupação com à economicidade, à eficiência e à eficácia devem merecer atenção da EFS.

– Controle das instituições subvencionadas:

No caso

em

que o

montante da subvenção é elevado, em si ou em

relação às receitas ou aos fundos de que dispõe a instituição subvencionada, o

controle pode, se for o caso, ser alargado de modo a englobar toda a gestão financeira da instituição.

- Controle das organizações internacionais e supranacionais:

As organizações internacionais e supranacionais cujas despesas são cobertas com a ajuda de quotizações dadas pelos Estados membros devem estar sujeitas, bem como o Estado individual, a um controle externo e independente. Este aspecto também é tratado pela nossa CF. Observem:

“CF, Art. 71, V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;”

Pessoal, em relação à EFS e Declaração de Lima, é isso. Vamos, agora, avançar ao próximo ponto: Funções de controle externo exercidas isoladamente e/ou em conjunto entre o Congresso Nacional e o TCU.

2 - Funções de controle externo exercidas isoladamente e/ou em conjunto entre o Congresso Nacional e o TCU.

Vamos partir para a análise do artigo 71, da Constituição Federal (CF). Esse é o artigo que traz as competências constitucionais de Controle Externo do Tribunal de Contas da União. Algumas destas funções outorgadas pela CF também são competências exercidas conjuntamente entre o TCU e o Congresso Nacional. Peço licença a vocês para fazer os realces, em amarelo, nos artigos, à medida que achar interessante para fixar algo importante, inclusive fazendo alguma observação no próprio corpo do mesmo. Sempre estudei assim e, quando o assunto era cobrado na prova, na mesma hora me lembrava das observações feitas e isso facilitava a minha vida! O importante é

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tentar internalizar o conhecimento e fixar os pontos mais críticos e importantes para, na hora da prova, acertar a questão. Então, vamos lá, pessoal!

Análise do artigo 71, da CF:

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:

Comentários importantes:

- A titularidade do controle externo é do Congresso Nacional e não do

TCU. Isto não significa que o TCU não exerça controle externo. Pelo contrário,

o TCU possui competências destinadas a ele pela própria CF. O TCU é órgão independente, possuindo independência funcional. Os atos e decisões do TCU são insuscetíveis de alteração e de qualquer recurso por parte do Congresso Nacional. Portanto, resumindo, tanto o TCU, quanto o Congresso Nacional exercem controle externo. Contudo, a titularidade de tal controle é do Congresso Nacional. Os incisos a seguir enumeram as competências do TCU no controle externo.

I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;

Comentários importantes:

- O TCU aprecia as contas prestadas pelo Presidente da República. Ele não julga tais contas! Atenção! Quem julga é o Congresso Nacional.

- Da mesma forma que na esfera federal, nos estados também funciona

assim: as Assembléias Legislativas julgam as contas dos Governadores. As contas dos demais administradores são julgadas pelos respectivos Tribunais de Contas dos Estados.

- Em relação às contas dos dirigentes do próprio TCU, as mesmas são

julgadas pelo próprio Tribunal. Contudo, o STF considera constitucional a previsão em Constituição Estadual que outorgue à Assembléia Legislativa a competência para o julgamento das contas dos dirigentes dos Tribunais de Contas. De forma análoga, pode ser estendido esse entendimento ao Tribunal de Contas do Distrito Federal e aos Tribunais e Conselhos de Contas Municipais, onde houver. Extrai-se do entendimento do STF que é possível o Poder Legislativo realizar esta fiscalização, quando sinalizou neste sentido, em

relação aos estados. Portanto, este entendimento também poderá ser aplicado no caso do TCU.

- O parecer prévio do TCU é meramente opinativo, não tendo caráter

vinculante para o Congresso Nacional. Portanto, o Congresso Nacional pode

tanto aprovar quanto rejeitar as contas do Presidente da República,

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independentemente da natureza do parecer prévio emitido pelo Tribunal. A decisão do Congresso Nacional sobre tais contas é eminentemente política.

- Não se pode concluir que um parecer prévio do TCU que aprove as Contas de Governo (ou Contas do Presidente da República ou Contas Políticas) condicione o TCU a julgar as contas dos administradores públicos como regulares, isentas de práticas de atos irregulares. Não tem nada a ver uma coisa com a outra! O parecer prévio do TCU sobre as Contas de Governo é uma análise macro, enquanto o julgamento das contas dos administradores é uma análise micro. Um exemplo prático pode ser a distinção entre as Contas prestadas pelo Presidente da República e as contas administrativas prestadas pelo órgão Presidência da República. A 1ª é Conta de Governo, política, que não é julgada pelo TCU. A 2ª é conta administrativa, que abrange questões como contratações, pagamentos efetuados, obras, etc, e que são julgadas pelo Tribunal.

“Dúvida de concurseiro”

Que contas são as “Contas do Presidente da República” e qual o motivo de chamar a análise das mesmas de “análise macro”? As contas do órgão Presidência da República estão contempladas no inciso II do art. 71, da CF?

As Contas de Governo, que, tecnicamente, englobam as Contas do Presidente da República (por determinação constitucional), também englobam (por determinação legal da Lei de Responsabilidade Fiscal) as contas dos presidentes dos órgãos de cúpula dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Tribunal de Contas da União, bem como as contas do chefe do Ministério Público. O parecer prévio do TCU sobre tais contas aborda questões como a demonstração do cumprimento das políticas públicas, seus resultados efetivos, o atingimento de metas, o reflexo da administração financeira e orçamentária federal no desenvolvimento econômico e social do país, além da observância de normas legais e constitucionais na execução orçamentária.

As contas do Presidente da República, que são chamadas de Contas do Governo ou Contas Políticas (mas, repare que, tecnicamente, elas, segundo a LRF, fazem parte das Contas de Governo; como diz a LRF: contas prestadas pelo chefe do Poder Executivo) contém o Balanço Geral da União e o Relatório de Atuação Governamental. A Prestação de Contas Presidencial contempla os mais variados aspectos da atuação governamental do Poder Executivo Federal no exercício, tais como a Política Econômico-Financeira do Governo Federal, a Administração e Execução dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, a Execução do Orçamento de Investimento – Empresas Estatais, a Atuação da Presidência da República e de cada Pasta Ministerial (Relatório das Ações desenvolvidas pelo Poder Executivo), Relato do Desempenho das Agências

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Oficiais de Fomento, as providências adotadas em relação às Recomendações do Tribunal de Contas da União referentes ao exercício anterior e a análise dos principais aspectos constantes do Balanço Geral da União. Por este motivo, são ditas tais contas como sendo uma análise macro, mais abrangente, da atuação governamental. Tudo isto visa a dar maior transparência para a sociedade.

Já as contas do órgão Presidência da República não se confundem com as Contas de Governo. Em tais contas são analisados aspectos relacionados à despesa realizada em contratações, pagamentos a servidores, obras, reformas, etc. Tais aspectos são mais detalhados e mais técnicos, sendo justificada a tal análise "micro". Estas contas são julgadas pelo TCU, enquanto as Contas de Governo somente recebem parecer prévio do Tribunal. Essas contas estão contempladas no inciso II do art. 71.

Outro aspecto é a questão da eficácia suspensa dos artigos 56, caput, e 57, da LRF. É o seguinte: primeiro existiam as contas anuais do Presidente da República (CF, art. 84). Depois, com a LRF, e seu art. 56, as contas passaram

a ser chamadas de Contas do Governo. Contudo, hoje, por força de liminar

concedida em ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade - a eficácia (mas a

lei ainda está em vigor. Atenção!!!) do caput do art. 56, da LRF, está suspensa. Portanto, atualmente o TCU deve apreciar as contas do

Presidente da República - PRESREP, emitindo parecer prévio, e não pareceres prévios como manda o art. 56 da LRF. A justificativa dada pelo STF

é que a função política de governo é exclusiva do PRESREP; logo os atos

políticos praticados pelos Presidentes dos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Chefe do Ministério Público são de responsabilidade do

PRESREP. Portanto, é só isso! Agora, se cair na prova, tudo ok!

- É possível que as contas aprovadas pelo Controle Interno sejam consideradas irregulares pelos Tribunais de Contas. Não existe qualquer vinculação entre a manifestação do Controle Interno e o julgamento das mesmas pelo Tribunal de Contas competente. Contudo, a regra é a concordância das conclusões entre os dois Controles, o Interno e o Externo. Mas, ressalte-se que as duas instâncias são totalmente independentes.

- Repare que o parecer emitido pelo TCU é dito “prévio”. O motivo? Simplesmente porque após tal parecer prévio dado pelo TCU, as contas do Presidente da República seguem para a Comissão Mista Permanente de Senadores e Deputados (art. 166, 1º, I, da CF). Lá, tais contas recebem um parecer, este sim, dito somente parecer. Por fim, as contas seguem para o Congresso Nacional para serem, então, julgadas, pois esta é uma competência exclusiva do Congresso Nacional.

- A apreciação das contas prestadas pelo Presidente da República é um exemplo da função consultiva exercida pelo Tribunal.

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II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por

dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder

Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio

ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;

Comentários importantes:

- Para começar, observe que a competência para julgar as contas dos

administradores públicos concedida ao TCU é uma competência constitucional,

e não infralegal.

- Ao contrário das contas de governo em que o TCU aprecia, emitindo

parecer prévio, no caso das contas dos administradores o TCU faz julgamento.

- Este julgamento feito pelo TCU não pode ser confundido com o

jurisdicional do Poder Judiciário, que, detém tal monopólio no país, por força do art. 5º, XXXV, da CF. Esse julgamento do TCU é meramente técnico, administrativo, que pode ser submetido ao Poder Judiciário. Contudo, o Poder Judiciário não poderá analisar o mérito de um julgamento feito pelo TCU. O Judiciário somente pode rever uma decisão do TCU por motivos formais, em caso de manifesta ilegalidade.

- O julgamento das contas representa a função judicante exercida pelo

Tribunal, mas não pode ser confundida com a função jurisdicional do Poder

Judiciário.

- Estão sob o alcance do julgamento do TCU tanto as contas dos órgãos

da administração direta, quanto as contas das entidades da administração indireta. Portanto, são julgadas também as contas das Empresas Públicas, Fundações Públicas, Autarquias e Sociedades de Economia Mista (SEM). Uma observação a ser feita é em relação ao entendimento do STF sobre o assunto, principalmente em relação às SEM, caso específico do Banco do Brasil. Tal entendimento era de que o TCU não era competente para julgar as contas dos administradores dessas entidades, pois as mesmas eram de personalidade jurídica de direito privado e a participação majoritária do Estado na composição do capital dessas entidades não teria o condão de tornar públicos os seus bens. Contudo, no julgamento definitivo de mandados de segurança sobre o tema, o STF firmou posição de que as EP e SEM estão sujeitas à fiscalização do TCU.

Adiantando um pouco o assunto, o próprio art. 1º da Instrução Normativa (IN) TCU nº 57/2008 inclui tais entidades na lista para apresentação de processos de prestação de contas ao Tribunal. O art. 4º da mesma IN indica que, anualmente, através de Decisão Normativa de natureza sigilosa, o TCU definirá quais são as Unidades Jurisdicionadas (UJ) que apresentarão contas ordinárias sob a forma de prestação/tomada de contas e

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aquelas que ficarão dispensadas de apresentarem tais processos ao Tribunal. Perceba, então, que há diferença entre estar "obrigado" a prestar contas sob a forma de processos de tomada/prestação e "estar sujeito" a prestação/toma de contas. Esta questão é resolvida anualmente pelo TCU, como está prescrito na IN 57, ok?

- Muito embora haja entendimento de que os bens das SEM sujeitam-se

ao regime jurídico de direito privado, a composição do capital de tais entidades

é majoritariamente pública, o que as sujeita à fiscalização do TCU. O entendimento sobre o assunto já foi outro, como vimos acima. Contudo, atualmente, é isso que está valendo.

- Empresas nas quais a União tenha participação que não estejam

contempladas na definição de Empresa Pública ou SEM, estando, portanto, fora da administração indireta, também deverão prestar contas e estão

instituídas e mantidas pelo Poder

Público federal

- Também prestam contas os entes chamados de “Serviços Sociais

Autônomos” (Sistema “S”), como SESC, SENAI e SESI. Há recursos públicos destinados aos mesmos ora por dotações orçamentárias ora por contribuições parafiscais, de natureza tributária.

- Também prestam contas as chamadas Organizações Sociais, que são

pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que recebem incentivos e participação do Poder Público mediante vínculo jurídico por meio de Contrato de Gestão.

- Os Conselhos de Fiscalização Profissionais são autarquias corporativas e, portanto, estão dentro da administração indireta. Tais conselhos estão dispensados de prestação de contas ordinárias, dada a baixa materialidade dos recursos geridos por eles. Contudo, estão submetidos ao controle pelos instrumentos de fiscalização do TCU e também o TCU continua competente para exigir a prestação de contas, caso entenda ser conveniente.

- Ainda há a questão das Tomadas de Contas Especiais. A parte final do

inciso faz referência justamente a elas. Este assunto (TCE) será abordado mais adiante no nosso curso. Vamos em frente!

incluídas no conceito de “

.

sociedades

“Dúvida de concurseiro”

Qual a diferença entre a função judicante dos Tribunais de Contas e a função jurisdicional do Poder Judiciário?

Como nos ensina Vicente Paulo, a função típica do Poder Judiciário é a chamada função jurisdicional. Significa a função de aplicar o Direito, de forma

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coercitiva, toda vez que houver necessidade. Quando digo função típica é pelo motivo de que todos os poderes exercem funções denominadas típicas e atípicas. As funções típicas são as principais, que têm a ver com a finalidade principal do Poder. No caso do Poder Judiciário, a função típica é "dizer o Direito" nos conflitos que a tal Poder são submetidos. Logicamente, todos os Poderes exercem funções típicas, mas também as ditas funções atípicas, que, no caso do Poder Judiciário, pode ser citada a função administrativa (típica do Poder Executivo), quando administra seus bens, serviços e pessoal. Também exerce outra função atípica, a legislativa, quando produz normas gerais, aplicáveis em seu âmbito, por exemplo, quando elabora seus Regimentos Internos dos Tribunais. Visto isso, vamos entender a tal função judicante, dos Tribunais de Contas. Sabemos que os Tribunais de Contas não são órgãos pertencentes ao Poder Judiciário. Portanto, não poderiam exercer a tal função jurisdicional, típica do Poder Judiciário, ok? Mas, também sabemos que os Tribunais de Contas exercem julgamento, de caráter administrativo, pois esta é a natureza desses Tribunais. Os Tribunais de Contas julgam as contas dos administradores públicos, conforme previsto na CF. Por esse motivo, dizemos que a função exercida pelos mesmos é dita judicante, mas não jurisdicional, pois não são órgãos do Poder Judiciário. Pode ser uma maneira simplória de explicar tal assunto, mas acredito que seja o bastante para fixar esse entendimento, caros colegas. E, como sabemos, isso é o que importa para o concurseiro: entender a teoria necessária e acertar a questão na prova!

III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, // bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;

Comentários importantes:

Antes de tecer os comentários, vamos esquematizar alguns entendimentos sobre os processos do TCU. Ficará mais fácil compreender a razão do verbo “apreciar” aqui utilizado, além do verbo “julgar”, utilizado no inciso anterior. Portanto, os processos no TCU dividem-se em:

1) Processo de Contas Administrativas – nestes processos o TCU julga. Como exemplo, podemos citar: as contas anuais (ordinárias), as extraordinárias e as especiais; e

2) Processo de Fiscalização – nestes processos o TCU aprecia, emitindo parecer prévio no caso das contas do Presidente da República.

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Também

aposentadoria, reforma e pensão), denúncias e representações, por

exemplo.

aprecia

os

atos

sujeitos

a

registros

(de

admissão,

Agora fica mais fácil entender a utilização do verbo apreciar neste inciso, não? Pois se trata de um processo de fiscalização e, nestes, o TCU aprecia, mas não julga, ok? Entendido isso, vamos em frente!

Separei o inciso com // para facilitar o seu entendimento. A redação da CF pode confundir o candidato na hora da prova. Explico: as concessões de aposentadorias, reformas e pensões não são exceções da primeira parte do inciso. Elas devem também ser apreciadas. Ok?

Outros comentários importantes:

- O TCU aprecia a legalidade. Não está escrito na CF legitimidade, por

exemplo. Atenção a uma possível “pegadinha”! Por exemplo, estaria errada a

frase que diz que o TCU aprecia, para fins de registro, a legitimidade Atenção!

- Outro ponto é que a apreciação é para fins de registro do ato pelo

TCU, e não para outros fins. Caso o TCU não concorde com a legalidade do ato, ele simplesmente negará o registro do ato. Este é o seu alcance. Os atos em questão são considerados atos complexos, que só se completam após a aprovação do TCU.

- Os atos de admissão são apreciados, tanto os da administração direta,

quanto os da administração indireta, com exceção dos cargos em provimento

em comissão. Incluem-se na apreciação as nomeações para cargos efetivos, empregos públicos, e as contratações temporárias.

- Os atos de saída para a inatividade (aposentadoria, reforma e pensão),

a princípio, não são apreciados para a administração indireta. Veremos mais

detalhes adiante.

- Até a CF de 1967, a legalidade de contratos, para fins de registro, era

apreciada pelo TCU. Hoje não é mais assim. Contudo, podemos dizer que o TCU tem competência constitucional para apreciar, para fins de registro, ALGUNS contratos na administração pública. Estamos, é claro, nos referindo aos contratos de admissão de celetistas. Atenção a uma possível pegadinha na

prova!

- São apreciados os atos relativos à reforma, e não à reserva. Tais atos são diferentes e a CF faz referência aos atos relativos à reforma.

- Sobre a exceção da segunda parte do inciso, por exemplo, podemos

citar que um reajuste no valor dos proventos de aposentadoria não tem a sua legalidade analisada pelo TCU. Já uma alteração na modalidade de

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aposentadoria, quando é o caso de modificação do fundamento legal, passa pela análise do TCU.

- A atuação do TCU na homologação de tais atos contidos no inciso em

referência é posterior, ou seja, praticado o ato, seus efeitos já têm início, independentemente da atuação do TCU. O que pode haver é, após a análise do TCU sobre o ato, a suspensão de sua eficácia.

- Sobre o assunto, cabe observar também a Súmula vinculante nº 3 / STF: NOS PROCESSOS PERANTE O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ASSEGURAM-SE O CONTRADITÓRIO E A AMPLA DEFESA QUANDO DA DECISÃO PUDER RESULTAR ANULAÇÃO OU REVOGAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO QUE BENEFICIE O INTERESSADO, EXCETUADA A APRECIAÇÃO DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA, REFORMA E PENSÃO.

Novidade!

O Superior Tribunal de Justiça - STJ decidiu recentemente que, caso a análise, pelo TCU, da legalidade das concessões de aposentadoria, reforma e pensão se der após 05 anos do ato concessório faz-se indispensável conceder ao prejudicado o contraditório e a ampla defesa. Vamos entender melhor?

Recentemente, no mês de janeiro de 2010, o STJ se manifestou contrariamente à posição do STF sobre a natureza do ato de aposentadoria, ou seja, se é ato complexo ou não. Para o STJ, de acordo com esta última manifestação, tal ato não é ato complexo, como entende o STF. Para o STJ, o prazo de decadência de tal ato corre a partir do ato concessório da Administração. Para o STF, o ato é complexo e prazo de decadência só corre a partir da apreciação pelo TCU.

Portanto, pessoal, o assunto é, em si, atualmente, controverso. Sugiro não afirmar nenhuma posição, em prova, como a absolutamente correta. Também, fiquem atentos sobre qual posicionamento a banca vai pedir, se o do STF, ou o do STJ. Aí, sim, posicione-se. Enfim, hoje, é isso aí. Mas, amanhã, tudo pode mudar! Atenção na prova!

- A apreciação fiscalizadora do TCU.

dos atos

sujeitos a registro é exemplo da função

“Dúvida de concurseiro”

A respeito da apreciação quanto à legalidade de atos de concessão de aposentadoria, reforma e pensão, mesmo nos casos de

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autarquias e fundações públicas mantidas pelo Poder Público, não compete ao TCU apreciar tais atos?

O importante, no que tange à apreciação do ato de concessão de aposentadorias, reformas e pensões pelo TCU é se os benefícios resultantes destes atos serão ou não pagos à conta dos recursos do Tesouro. Caso sejam pagos à conta do Tesouro, cabe ao TCU apreciar tais atos. Caso contrário, não cabe. Ok? Sei que vocês já entenderam isso! Mas quero aproveitar o "gancho" para tratar de um assunto correlato que pode até ser cobrado em uma prova.

Vamos lá, então! Antes da Emenda Constitucional nº 19/1998, vigorava o chamado RJU - Regime Jurídico Único tanto para a administração direta, quanto para a administração indireta. (caput do art. 39, da CF). Então, era possível a existência simultânea de servidores estatutários e de empregados públicos em um órgão público, por exemplo. Com a medida liminar concedida na Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIN 2.135-4, publicada 14/08/2007, voltou a ter eficácia o texto anterior do caput do art. 39, da CF, que prevê o RJU para administração direta, autarquias e fundações públicas. Contudo, a medida foi concedida com efeitos ex-nunc ("nunca retroagem") e, portanto, permanecem constitucionais todas as contratações já efetuadas. Ou seja, o que não se admite mais é a contratação por regime celetista (aqueles que se aposentam pelo regime geral de previdência). Aqueles que já foram contratados pelo regime celetista continuam se aposentando pelo regime geral de previdência, não sendo passíveis de apreciação pelo TCU os atos de aposentadoria e pensão a eles relacionados.

Agora, poderia cair, hoje, uma questão assim, na sua prova: "está correto afirmar que o ato de aposentadoria de uma pessoa, aprovada em concurso público, que tomou posse em um cargo em uma fundação pública, em data posterior a 14/08/2007, será apreciado pelo Tribunal de Contas da União?" A resposta é SIM. Ok? Vale ressaltar que a regra atual está valendo por força de medida liminar, o que significa que o julgamento do mérito da ADIN poderá mudar novamente a regra. Fiquem atentos na prova!

as

aposentadorias, ou seja, se o recurso sai dos cofres do Tesouro Nacional. Se sim, o TCU vai atuar. Este é o foco. Se o servidor for estatutário, portanto tendo sua aposentadoria paga à conta do Tesouro Nacional, o seu ato de aposentadoria será apreciado. Caso seu regime seja celetista, sua aposentadoria será paga à conta do INSS. Nesta caso, o TCU não atuará.

Portanto,

pessoal,

o

importante

é

observar

quem

paga

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“Dúvida de concurseiro”

O TCU poderá apreciar para fins de registro os atos de aposentadoria somente após o julgamento da ADIN 2.135-4, publicada 14/08/2007? As aposentadorias anteriores à referida data não são passíveis de análise?

Independentemente do julgamento da ADIN referida, o TCU continua apreciando para fins de registro tais atos de aposentadoria, caso os mesmos gerem benefícios que sejam pagos à conta do Tesouro. Portanto, HOJE, a aposentadoria de um empregado público que foi contratado sob o regime celetista não será apreciada pelo TCU, pois os seus benefícios serão pagos à conta do regime geral de previdência social, e não à conta do Tesouro Nacional. Supondo que um empregado público que seja contratado HOJE e que, por força da liminar concedida na ADIN, seja estatutário, e se aposente daqui a dois anos, por invalidez, este ato será apreciado pelo TCU, pois os seus benefícios serão pagos à conta do Tesouro Nacional. Este é o raciocínio que deve ficar para que vocês não se confundam na hora da prova.

IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;

Comentários importantes:

- Ressalta-se aqui a autonomia funcional do TCU, para planejamento e realização de suas ações de controle, inclusive, nas unidades do Poder Legislativo, que não poderá intervir nos trabalhos, nem tampouco nos resultados advindos dos mesmos.

- Este é um exemplo da função fiscalizadora do TCU.

V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;

Comentários importantes:

- Exemplo clássico é a Itaipu (binacional), cujo capital social tem participação do Brasil. Sobre as contas nacionais, o TCU possui competência para atuar. Portanto, somente sobre as contas nacionais, e não sobre todas as contas.

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na empresa não seja

majoritária, muito menos a forma dessa participação, se direta ou indireta. A

CF afirma que sendo direta ou indireta tal participação, tem o TCU competência para fiscalizá-las.

- Outro ponto é que a fiscalização deve ser feita nos termos definidos

no tratado constitutivo. Portanto, o que estiver definido no mesmo deverá ser observado, quando da execução da fiscalização.

Não importa se

a participação da União

-

VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município;

Comentários importantes:

- Os recursos repassados pela União aos demais entes são objeto de

fiscalização por parte do TCU. Os recursos continuam sendo federais, portanto, cabe a atuação do TCU. Exemplos de instrumentos congêneres ao convênio são os termos de parceira firmados com as Organizações Sociais, subvenções e auxílios financeiros a bolsistas.

- O órgão ou entidade repassador dos recursos recebe a prestação de

contas dos recursos repassados e, juntamente com sua tomada ou prestação de contas, encaminha a mesma ao controle interno. Posteriormente, ela é enviada ao TCU, que fará a análise devida.

VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por

qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;

Comentários importantes:

- Embora o TCU seja um órgão autônomo, a própria CF determina que o

mesmo preste tais informações ao Poder Legislativo (Congresso Nacional, suas Casas e quaisquer Comissões).

- Este é o exercício da função informativa pelo TCU.

VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou

irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário;

Comentários importantes:

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- O TCU possui a prerrogativa dada pela própria CF para a aplicação de

sanções previstas em lei (Lei nº 8.443/1992 – Lei Orgânica do TCU – é a principal, além do próprio Regimento Interno do Tribunal). Observe que, além de outras multas que estão previstas em lei (e não é o nosso caso sabê-las), a que está prevista na própria CF é a multa proporcional ao dano causado ao erário.

- Este é um exemplo da função sancionatória do TCU.

IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências

necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

Comentários importantes:

- O TCU pode fixar prazo para saneamento de alguma irregularidade

verificada em alguma despesa ou em contas apresentadas, independentemente de qualquer aplicação de sanção. O ato viciado (um bom exemplo é um edital de licitação) deverá ser saneado dentro desse prazo fixado pelo Tribunal. O descumprimento de uma determinação, quando verificado posteriormente, enseja a aplicação de multa.

- Este é um exemplo da função corretiva do Tribunal.

X -

comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;

sustar,

se

não

atendido,

a

execução

do

ato

impugnado,

Comentário importante:

- Caso a determinação do TCU não seja atendida, no caso de ato, o

Tribunal poderá sustá-lo, fazendo a comunicação à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. Perceba que o TCU não anula o ato, prerrogativa esta da própria Administração que o praticou ou do Poder Judiciário. O que o Tribunal faz é suspender a eficácia do ato, o que é diferente de anulá-lo.

XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos

apurados.

§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.

§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.

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Comentários importantes:

- Estas competências contidas nos §§ 1º e 2º são competências conjuntas do TCU e do Congresso Nacional. Atenção!!!

- Diferentemente do ato, no caso de contrato quem tem a competência

primeira para sustá-lo é o Congresso Nacional. Caso, no prazo de 90 dias, isto

não aconteça, aí sim “entra em cena” o TCU, decidindo a respeito. Note que a CF fala “decidirá a respeito”, mas não “sustará”. Um das explicações para isto é que a sustação de um contrato, diferentemente da sustação de um ato, pode acarretar conseqüências bem maiores, em termos de continuidade ou não de uma obra muito importante, de grande vulto, por exemplo. Não significa que isto não poderá acontecer, muito pelo contrário. O que há é uma análise mais apurada neste caso.

- Quanto à questão da representação, Maria Sylvia Zanella Di Pietro

comenta que a representação é a denúncia de irregularidades feita perante a própria Administração. A representação tratada neste inciso é a própria

representação que os servidores do TCU encaminham, não ao TCU, mas ao Poder competente, principalmente quando realizando auditorias ou inspeções. Este é um exemplo da função informativa do TCU.

§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo.

Comentários importantes:

- Não são todas as decisões do TCU que terão eficácia de título

executivo, ou seja, já passível de cobrança (ação de execução, sem necessidade de discutir a dívida no âmbito do Poder Judiciário, em processos de conhecimento). São apenas as decisões de que resulte imputação de débito ou multa. Atenção! Outra observação é que a eficácia de título executivo é também tratada nas provas como “título executivo extrajudicial”. É muito lógico, observe: só seria “judicial” se fosse emitida pelo Poder Judiciário. Como se trata do TCU, um Tribunal de natureza administrativa, diz- se “extrajudicial”.

- Cabe observar que o TCU apenas condena, mas não cobra

judicialmente a dívida, cabendo à Advocacia- Geral da União (AGU) proceder à

cobrança.

§ 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas atividades.

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Comentários importantes:

- Caberá, no Congresso, à Comissão Mista Permanente de Planos, Orçamento Público e Fiscalização a emissão de um parecer sobre os relatórios trimestrais enviados pelo TCU, nos quais são descritas as atividades do TCU no período.

- Deixo uma dica para lembrar que, além de uma vez no ano, o TCU (3 letras) também encaminha tais relatórios TRIMESTRALMENTE.

Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios.

Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros.

Comentários importantes:

O art. 75 da CF determina que as normas estabelecidas para o controle externo no âmbito federal aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. O parágrafo único complementa também determinando que as Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros.

Portanto, as normas e características gerais constantes da CF são aplicáveis às esferas federal, estadual e municipal, considerando-se as especificidades estabelecidas das constituições estaduais e leis orgânicas municipais, conforme disposto no art. 75, da CF.

Bom, pessoal, quanto à teoria, por hoje é só. Vamos, agora, aos exercícios de fixação.

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3 - Exercícios de fixação.

ACE - TCU – 2004 – CESPE - Acerca do controle externo no Brasil, julgue os itens a seguir:

1 - No âmbito do direito brasileiro, embora o controle de constitucionalidade seja realizado eminentemente por parte do Poder Judiciário, o TCU pode, no exercício de suas competências, reconhecer a incompatibilidade de uma norma jurídica com a Constituição.

2 - Considerando controle externo como aquele realizado por

órgão não-pertencente à estrutura do produtor do ato a ser controlado, é correto afirmar que, no Brasil, o TCU não é o único

componente do poder público encarregado daquela modalidade de controle.

3 - De acordo com a doutrina, a condenação de gestor público por

parte do TCU constitui título executivo de natureza judicial, por força

da competência conferida pelo art. 71 da Constituição àquele órgão, para julgar contas de pessoas responsáveis por dinheiro público.

ACE - TCU – 2004 – CESPE - Em relação às regras constitucionais sobre o controle externo, julgue os itens que se seguem:

4 - Nos termos da Constituição da República, pode o TCU, em

certos casos, apreciar elementos de discricionariedade envolvidos nos

atos da administração pública e aspectos ligados à gestão das respectivas entidades e ao desempenho das funções destas; não precisa sempre ater-se unicamente à conformidade desses atos com as normas jurídicas aplicáveis, sob o prisma da legalidade.

5- Pode o TCU constituir título executivo contra empresa privada.

6 - Juridicamente, é possível ao TCU tomar contas de sociedade

comercial estrangeira, em certas situações.

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CONSULTOR DE ORÇAMENTOS – SENADO FEDERAL – 2002 – CESPE – ADAPTADA - De acordo com a Constituição de 1988, o Tribunal de Contas da União (TCU) teve a sua jurisdição e a sua competência substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade e economicidade e a fiscalização da aplicação das subvenções e renúncia de receitas. Assim, ao TCU compete, nos termos da Constituição da República e na forma estabelecida na legislação vigente. (julgue os itens):

7 - proceder por iniciativa própria ou por solicitação do Congresso Nacional, de suas casas ou de partido político com representação nas duas casas, à fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial das unidades dos poderes da União e de outras entidades da administração direta.

8-apreciar para fins de registro, na forma estabelecida no Regimento Interno do TCU, a legalidade de todos os atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo poder público federal, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, incluídas as melhorias posteriores que alterem o fundamento legal do ato concessório.

9- emitir parecer prévio sobre as contas do governo de território federal, no prazo de 60 dias, a contar de seu recebimento, na forma estabelecida no regimento interno.

10 - decidir sobre denúncia que lhe seja encaminhada por qualquer cidadão, partido político, ou pessoa jurídica regularmente constituída.

11 - regulamentar, no âmbito de sua competência e jurisdição, mediante a expedição de atos e instruções normativas sobre matéria de suas atribuições e sobre a organização dos processos que lhe

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devam ser submetidos, obrigando ao seu cumprimento, sob pena de responsabilidade.

ACE - TCU – 2009 – CESPE - Com referência às competências do Tribunal de Contas da União (TCU) e em conformidade com as regras constitucionais relativas ao controle externo, julgue os itens que se seguem:

12 - Se a União contratar um banco internacional para que este

tome um empréstimo, em nome da União, perante a Comunidade Européia, tal banco estará submetido ao dever de prestar contas à União pelo empréstimo tomado, caso venha a concretizar a operação.

13 - No exame das contas prestadas anualmente pelo presidente

da República, o TCU, ao verificar irregularidades graves, poderá impor sanções ao chefe do Poder Executivo, sem prejuízo da apreciação dessas mesmas contas pelo Congresso Nacional.

14 - Se o governo brasileiro decidir que a PETROBRAS formará

com a Bolívia uma empresa binacional de exploração de petróleo, caberá ao TCU fiscalizar as contas nacionais dessa nova empresa.

ACE - TCU – 2009 – CESPE - Supondo que o TCU tenha detectado que certa aposentadoria concedida por um hospital federal não atendia às exigências legais, julgue os itens a seguir:

15 - Na situação descrita, o tribunal deve, inicialmente, definir

um prazo para que o hospital suste o ato de aposentadoria.

atender ao que for

determinado pelo TCU, este deverá solicitar, de imediato, ao Congresso Nacional que decida sobre a matéria.

16

Caso

o

hospital

insista

-

em

não

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17 - Caso o TCU leve a matéria à decisão do Congresso Nacional,

e este não se manifeste em 90 dias, caberá a esse tribunal decidir a

respeito.

ACE - TCU – 2008 – CESPE - Sobre o controle externo exercido pelo Tribunal de Contas da União, julgue as duas opções abaixo:

18 - No âmbito federal, o parecer sobre as contas do TCU é de

responsabilidade da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e

Fiscalização, do Congresso Nacional.

19 - A fiscalização do TCU não se limita à realização da despesa;

compreende também a arrecadação da receita e as próprias renúncias de receitas, inclusive a verificação do real benefício socioeconômico dessas renúncias.

ACE - TCU – 2008 – CESPE - Com a Constituição de 1988, o TCU teve a sua jurisdição e competência substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, à legitimidade e à economicidade, e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas. Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU.

Internet: <www2.tcu.gov.br> (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens que se seguem, relativos ao enquadramento constitucional do TCU:

20 - Para o STF, a independência conferida ao TCU não exclui a

competência de fiscalização de suas contas pelo Poder Legislativo.

21 - A expressão economicidade, utilizada pelo legislador constituinte e mencionada no texto, autoriza uma apreciação não

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meramente literal, legalista ou formal do controle a ser desenvolvido pelo TCU, conferindo a este tribunal amplo poder de cognição. Tal amplitude de atuação não é conferida à administração pública, mesmo diante de um moderno direito administrativo de cunho principiológico.

22 - A possibilidade de um tribunal de contas, de natureza

político-administrativa, julgar as contas de pessoas estranhas ao Estado serve como exemplo do conceito de direito administrativo sob um critério meramente subjetivo de administração pública.

as suas

decisões, emanadas no exercício de sua atividade-fim, não se submetam a qualquer controle posterior.

23 - A independência conferida

ao

TCU

faz

com que

24 - Conforme o STF, o TCU, no exercício de suas atribuições, pode apreciar, de forma incidental, a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público.

GABARITO:

 

1 C

9 C

17 E

 

2 C

10 E

18 C

3 E

 

11 C

19 C

 

4 C

12 C

20 C

 

5 C

13 E

21 E

 

6 C

14 C

22 E

7 E

 

15 C

23 E

8 E

 

16 E

24 C

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4 - Comentários às questões:

1 - A Súmula nº 347, do STF, determina que: “O TRIBUNAL DE CONTAS,

NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES, PODE APRECIAR A CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS E DOS ATOS DO PODER PÚBLICO.” Observe que o controle de constitucionalidade exercido pelo TCU é legislativo financeiro. O TCU não realiza controle jurisdicional difuso, portanto, não realiza controle difuso de constitucionalidade. O TCU aprecia a constitucionalidade em um caso concreto, a ele submetido. O TCU pode apreciar (declarar) a constitucionalidade de lei ou ato normativo, negando- lhe aplicação ao caso concreto.

GABARITO: CERTO.

2 - Como nos ensina Domingos Poubel de Castro, por exemplo, o Poder

Executivo controla o Poder Judiciário nomeando os Ministros do STF e dos demais tribunais superiores (CF, art. 101, § único; art. 104, § único, art. 84,

XIV). Também exerce controle externo quando controla o Poder Legislativo participando da elaboração das leis, por meio da sanção ou veto aos projetos de lei aprovados (CF, art. 84, IV e V); e participando da escolha dos Ministros do Tribunal de Contas da União (CF, art. 73).

GABARITO: CERTO.

3 - A questão fala que o gestor foi condenado. Se foi condenado, houve

débito e/ou multa. Nestes casos, tal acórdão que o condenou possui eficácia de título executivo extrajudicial. O erro da opção é afirmar que tal título executivo é de natureza judicial. Na verdade ele é de natureza extrajudicial.

GABARITO: ERRADO.

4 – O item trata das chamadas auditorias de natureza operacional. Em

tais auditorias são examinados outros aspectos além da legalidade somente.

Por exemplo, a eficiência e a economicidade são avaliadas nestas auditorias.

Reparem que a questão fala “Nos termos da Constituição da República exatamente isso. Observem:

”.

E é

“Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo

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Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:”

IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;”

GABARITO: CERTO.

5 - O § único, do art. 70, da CF, assim determina:

“Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Assim, caso uma pessoa jurídica privada, portanto, uma empresa privada, seja condenada pelo TCU em um acórdão, por exemplo, tal título executivo estará constituído.

GABARITO: CERTO.

6 - É possível o TCU tomar contas de uma sociedade comercial estrangeira, por exemplo, quando a mesma estiver funcionando no país na forma de acionista de sociedade anônima brasileira. Neste caso, ela estará sujeita às leis brasileiras e, como determina a CF, no art. 70, § único, acima descrito, prestará contas, caso “utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.”

GABARITO: CERTO.

7 - Observe o art. 71, inciso IV:

“IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial,

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nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;”

Repare que o item está errado ao mencionar “

partido

representação nas duas casas

”.

Não há esta previsão na CF.

GABARITO: ERRADO.

político com

8

O item