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Aula-tema 01

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Disciplina Libras Elaboração de Conteúdo Me. Kate Mamhy Oliveira Kumada Leitura Crítica Me. Regiane da
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Disciplina

Libras

Elaboração de Conteúdo Me. Kate Mamhy Oliveira Kumada

Leitura Crítica Me. Regiane da Silva Barbosa

Revisão Textual Gabriela Guedes

Vice-Presidente Acadêmica Ana Maria Costa de Souza Diretora de Planejamento e Organização Pedagógica Cleide Marly
Vice-Presidente Acadêmica Ana Maria Costa de Souza Diretora de Planejamento e Organização Pedagógica Cleide Marly
Vice-Presidente Acadêmica Ana Maria Costa de Souza Diretora de Planejamento e Organização Pedagógica Cleide Marly

Vice-Presidente Acadêmica

Ana Maria Costa de Souza

Diretora de Planejamento e Organização Pedagógica

Cleide Marly Nebias

Diretora Adjunta de Inovação e Engenharia Pedagógica Alessandra Cristina Fahl

Equipe:

Assessoria Pedagógica Daniela Vitor Ferreira Emanuela de Oliveira Fábio Cavarsan Guilherme Nicésio Letícia Martins Bueno Maysa Ferreira Rampim

Analistas Acadêmicas Andiara Diaz Valquíria Maion

Analista de Projetos Liliam Silva

Assessoria Técnico-Acadêmica Jesimiel Duarte Leão

Coordenação Virtual Camila Torricelli de Campos

Suporte Técnico Aline Gonçalves Torres Patrícia Taiane Ferreira da Silva Richard Rodrigues da Silva Wallace Barbosa de Souza

Gerência de Design Educacional Rodolfo Pineli Gabriel Araújo Juliana Cristina Flávia Lopes

© 2013 Anhanguera Educacional

Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica, resumida ou modificada em língua portuguesa ou qualquer outro idioma.

NOSSA MISSÃO

NOSSOS VALORES

Desde sua fundação, em 1994, os fundamentos da “Anhanguera Educacional” têm sido o principal motivo do seu crescimento. Buscando permanentemente a inovação e o aprimoramento acadêmico em todas as ações e programas, ela é uma Instituição de Educação Superior comprometida com a qualidade do ensino, pesquisa de iniciação científica e extensão. Ela procura adequar suas iniciativas às necessidades do mercado de trabalho e às exigências do mundo em constante transformação.

Esse compromisso com a qualidade é evidenciado pelos intensos e constantes investimentos no corpo docente e de funcionários, na infraestrutura, nas bibliotecas, nos laboratórios, nas metodologias e nos Programas Institucionais, tais como:

• Programa de Iniciação Científica (PIC), que concede bolsas de estudo aos alunos para o desenvolvimento de pesquisa supervisionada pelos nossos professores.

• Programa Institucional de Capacitação Docente (PICD), que concede bolsas de estudos para docentes cursarem especialização,

• Mestrado e doutorado.

• Programa do Livro-Texto (PLT), que propicia aos alunos a aquisição de livros a preços

acessíveis, dos melhores autores nacionais e internacionais, indicados pelos professores.

• Serviço de Assistência ao Estudante (SAE), que oferece orientação pessoal, psicopedagógica e financeira aos alunos.

• Programas de Extensão Comunitária, que desenvolve ações de responsabilidade social,

permitindo aos alunos o pleno exercício da cidadania, beneficiando a comunidade no acesso aos bens educacionais e culturais.

Afim de manter esse compromisso com a mais perfeita qualidade, a custos acessíveis, aAnhanguera privilegia o preparo dos alunos para que concretizem seus Projetos de Vida e obtenham sucesso no mercado de trabalho. Adotamos inovadores e modernos sistemas de gestão nas suas instituições. As unidades localizadas em diversos Estados do país preservam a missão e difundem os valores da Anhanguera.

Atuando também na Educação a Distância, orgulha-se de oferecer ensino superior de qualidade em todo o território nacional, por meio do trabalho desenvolvido pelo Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera - Uniderp, nos diversos polos de apoio presencial espalhados por todo o Brasil. Sua metodologia permite a integração dos professores, tutores e coordenadores habilitados na área pedagógica com a mesma finalidade: aliar os melhores recursos tecnológicos e educacionais, devidamente revisados, atualizados e com conteúdo cada vez mais amplo para o desenvolvimento pessoal e profissional de nossos alunos.

A todos bons estudos!

Prof. Antonio Carbonari Netto Presidente do Conselho de Administração — Anhanguera Educacional

SOBRE O TEXTO E CONTEXTO
SOBRE O TEXTO E CONTEXTO

Caro Aluno,

No Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), você encontrará uma novidade:

o Texto e Contexto, material digitalizado em formato e-book , que passa a integrar os componentes de uma aula-tema.

Ao reunir informações, textos teóricos e atividades em um único volume, você poderá acessar o conteúdo de maneira mais direta, organizar mais adequadamente seu material de estudos e navegar pelas informações de uma forma mais interativa.

As mudanças realizadas têm o objetivo de tornar o acesso mais agradável e, ao mesmo tempo, ajudá-lo a se organizar em seu planejamento de estudos.

Lembre-se de que o Texto e Contexto compõe, com o material das demais aulas, o conteúdo completo da disciplina. Além disso, seu controle de avaliação e frequência continuará a funcionar da mesma maneira. Por isso, leia atentamente as Orientações de Acesso e de Avaliação e Frequência para acompanhar também as datas de entrega de atividades.

Esperamos que essas inovações possam de fato aprimorar seus conhecimentos e contribuir para a consolidação de sua carreira e de seu projeto de vida.

Desejamos a você um ótimo semestre letivo!

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RESUMO AULA-TEMA 01: Histórico da Educação de Surdos: importância e origem da(s) língua(s) de sinais

RESUMO

AULA-TEMA 01:

Histórico da Educação de Surdos:

importância e origem da(s) língua(s) de sinais

Nesta aula-tema 01, refletiremos sobre o conteúdo do nosso livro texto, abordado no capítulo 1, denominado “As línguas de sinais: sua importância para os Surdos” (CHOI, et. al., 2011, p. 3-14). Para compreender a importância da língua de sinais para os surdos, é necessário analisar sua posição em um contexto sócio-histórico. De fato, ao retroceder no tempo e revisitar a história, é possível situar as diferentes representações do surdo, da surdez e das línguas de sinais ao longo do tempo, reconhecendo os mitos que já foram desconstruídos e os que ainda têm sido perpetuados. Para isso, vamos nos basear no livro “Breve história dos surdos – no mundo e em Portugal”, complementando nosso aprendizado. A referência completa do livro está disponível no Saiba Mais. Um dos primeiros mitos é o de que as línguas de sinais foram recentemente descobertas e/ou criadas quando, na verdade, em registros da Idade Antiga, o historiador português Paulo Vaz de Carvalho (2007, p. 8) afirma que os egípcios já cultuavam os surdos pela forma particular com que se comunicavam. Na Antiguidade, os surdos eram temidos e respeitados pelos egípcios, pois se acreditava que os surdos eram mensageiros dos Deuses ao Faraó. Apesar disso, a forma diferenciada de se comunicar não era vista com bons olhos por todos os povos da Idade Antiga. Conforme indicado por Choi et. al. (2011, p. 6), na Grécia antiga, a perfeição e a bravura consistiam nos ideias perseguidos na época. Além disso, diante da alta valorização pelos gregos da retórica, pouco ou nenhum espaço era dado aos surdos que, por não ouvirem, consequentemente, não podiam se exprimir pela oralidade. Logo, por não serem úteis à sociedade grega, os surdos eram condenados a morte. Do mesmo modo, em Roma, até 529 d.C., os surdos, principalmente os pobres, também não eram considerados dignos de viverem em sociedade. Por essa razão, eram lançados ao Rio Tibre, aos cuidados das Ninfas. Contudo, a partir do Código Justiniano, formulado pelo imperador Justiniano, os surdos deixaram de ser mortos.

RESUMO Com base nesse documento legal, apenas os surdos que se comunicassem pela fala oral

RESUMO

RESUMO Com base nesse documento legal, apenas os surdos que se comunicassem pela fala oral teriam
RESUMO Com base nesse documento legal, apenas os surdos que se comunicassem pela fala oral teriam

Com base nesse documento legal, apenas os surdos que se comunicassem pela fala oral teriam seus direitos resguardados, caso contrário, estariam impedidos de possuir propriedades, herdar fortunas ou bens, assim como contrair matrimônio. Ainda na Idade Média, os discursos de Aristóteles e Santo Agostinho eram reproduzidos para justificar que por não ouvirem, os surdos também não poderiam ser educados (CARVALHO, 2007, p. 14; CHOI, et. al., 2011, p. 6). Contradizendo tais ideias,

o Arcebispo John de Beverley, em 700 d. C., intrigado pela esperteza de um rapaz surdo,

decidiu ensiná-lo a falar (oralmente), ler e escrever. Com êxito em seu empreendimento, o sucesso do jovem foi visto como um milagre pelos cidadãos da época (CARVALHO, 2007, p. 14). A possibilidade de educar os surdos se difundiu e fortaleceu na Idade Moderna, a partir do século XIV, quando autores como Bartolo della Marca d’Ancona, Rodolfo Agrícola

e Girolamo Cardano se posicionaram em defesa da instrução de surdos, cogitando outros

recursos além da fala oral. Essa possibilidade chamou a atenção, principalmente para os filhos de nobres, cujas famílias estavam preocupadas com o destino de seus bens e patrimônios. Conforme narrado por Moura (2000, p. 17), Pedro Ponce de Léon foi o primeiro professor de surdos da história. Por ter vivido em um mosteiro beneditino, alguns autores como Carvalho (2007, p. 19) e Choi et. al. (2011, p. 7) acreditam que Ponce de Léon conhecia os gestos manuais utilizados pelos monges que faziam voto de silêncio e os aproveitou para criar um alfabeto manual empregado na soletração de palavras pelos alunos surdos. Assim que a sociedade percebeu que os surdos eram sujeitos aptos a aprendizagem, surgiram inúmeros educadores e diversos métodos; a maioria se norteava pela escrita, oralidade, alfabeto manual e sinais. Como tais profissionais eram contratados especialmente pelas famílias mais abastadas, não demorou muito e uma disputa entre métodos foi instaurada. Além de manter suas práticas em segredo, os educadores da corrente oralista iniciaram um movimento contra o método baseado nos sinais. Entre os discursos oralistas,

Konrad Amman afirmava que os surdos que não falavam (oralmente) eram como animais

e que o uso de sinais atrofiava a mente e o desenvolvimento da fala e do pensamento (CARVALHO, 2007, p. 23).

Apesar dos ataques oralistas, a educação baseada nos sinais recebeu grande notoriedade com as contribuições
Apesar dos ataques oralistas, a educação baseada nos sinais recebeu grande notoriedade com as contribuições
Apesar dos ataques oralistas, a educação baseada nos sinais recebeu grande notoriedade com as contribuições

Apesar dos ataques oralistas, a educação baseada nos sinais recebeu grande notoriedade com as contribuições do Abade Charles Michel L’Épée. Segundo Choi et. al. (2011, p. 8), o abade se destacou por aprender a língua de sinais francesa com os surdos que habitavam as ruas de Paris e utilizá-la em prol da instrução dos próprios surdos. Essa iniciativa marcou a passagem de individual para coletiva da educação de surdos, ao transformar sua própria casa na primeira escola para surdos do mundo (LANE, 1984, p. 49). Conhecida como a “Era dourada na educação de surdos” (LANE, 1984, s/p; CHOI et.al., 2011, p. 8), o ensino através dos sinais propiciou a formação de numerosos educadores surdos, que se tornaram multiplicadores do método francês de L’Épée e fundaram escolas para surdos em diversas partes do mundo, como por exemplo, os surdos franceses Laurente Clerc nos Estados Unidos e E. Huet no Brasil. No Brasil, Huet foi convidado pelo Imperador Dom Pedro II, em 1857, para inaugurar

o Imperial Instituto de Surdos-Mudos, escola que funciona até hoje no Rio de Janeiro, sendo

atualmente denominada Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). A influência dos sinais franceses trazidos por Huet foi mesclado com a língua de sinais utilizada pelos surdos

brasileiros da época, formando a língua brasileira de sinais (CHOI et. al., 2011, p. 14). Além dos sinais franceses, Huet importou o método francês de L’Épée e os materiais didáticos de seu mestre. Contudo, apesar do sucesso internacional, o método francês do abade L’Épée enfrentou a resistência oralista, não apenas no Brasil, como em várias partes do mundo. Na Inglaterra, Thomas Braidwood fundou a primeira escola para correção da fala da Europa, onde ensinava os alunos surdos, por meio da escrita, seguida da articulação das letras

e da pronúncia das palavras. Na mesma época, o alemão Samuel Heinicke inaugurou o

Oralismo Puro, cuja abordagem negava o uso de qualquer recurso manual. Assim como Konrad Amman o fez anteriormente, Heinicke alegava que o uso de sinais era prejudicial ao desenvolvimento da fala oral. Surgiu então, o método alemão de Samuel Heinicke, também denominado “escola alemã” (CHOI et. al., 2011, p. 8-9).

Com o avanço da tecnologia eletroacústica, tornou-se possível aferir o resíduo auditivo das pessoas surdas, bem como amplificar o som através de aparelhos auditivos. A promessa da “cura” da surdez parecia uma realidade cada vez mais próxima para os

RESUMO oralistas, que se apoiavam nos aparelhos de amplificação sonora associados ao treino da fala

RESUMO

RESUMO oralistas, que se apoiavam nos aparelhos de amplificação sonora associados ao treino da fala e
RESUMO oralistas, que se apoiavam nos aparelhos de amplificação sonora associados ao treino da fala e

oralistas, que se apoiavam nos aparelhos de amplificação sonora associados ao treino da fala e da leitura orofacial. A rivalidade entre o método francês e o método alemão convergiu para o encontro dos principais educadores de surdos do mundo no Congresso Internacional de Milão, realizado em 1880. Sem convidar os surdos nem tampouco considerar a opinião deles, os educadores ouvintes reunidos no Congresso de Milão decidiram pela proibição da língua de sinais em prol do método oral na comunicação e educação de surdos. Os prejuízos pela ausência da língua de sinais na educação de surdos foram refletidos no alto índice de analfabetismo e fracasso escolar, confirmado nos anos seguintes ao Congresso de Milão (SACKS, 1998, p. 41; MOURA, 2000, p. 49; CARVALHO, 2007, p. 71, CHOI et. al., 2011, p. 11). Além de demitir todos os educadores surdos que trabalhavam através das línguas de sinais, Moura (2000, p. 48-9) aponta que a abordagem oralista focalizava o ensino da fala e desprezava os conteúdos escolares. Com essa postura, o Oralismo não preparava os surdos para uma profissão, a não ser para exercer funções como sapateiros e costureiros. Algumas escolas, preocupadas em garantir o sucesso de sua instrução oralista, chegavam a recusar a matrícula para alunos surdos profundos e surdos filhos de pais surdos, para acolher somente aqueles que apresentavam reais condições de oralização. Os alunos surdos que não progrediam na oralidade eram considerados deficientes mentais, sob uma concepção patológica da surdez, ainda presente em discursos atuais, que culpa(va) a própria criança pelo “fracasso” de seu desenvolvimento escolar e linguístico. Apesar de todo esforço para banir a língua de sinais da vida das pessoas surdas, essa nunca pode ser realmente apagada. Segundo Choi et. al. (2011, p. 10) as línguas de sinais continuavam sendo usadas por surdos adultos que as transmitiam de geração em geração, por estudantes em escolas especiais (ainda que às escondidas) e nas associações criadas como espaço de encontro entre surdos. E foi assim, sobrevivendo à proibição, que, em 1960, as línguas de sinais conquistaram o prestígio linguístico através dos estudos realizados pelo americano William Stokoe. Este linguista demonstrou e comprovou que a língua de sinais americana era uma língua genuína, com estrutura interna equiparada às línguas orais e dotada de todos os aspectos

gramaticais necessários. Sua pesquisa trouxe novo fôlego para a educação de surdos, já desgastada por
gramaticais necessários. Sua pesquisa trouxe novo fôlego para a educação de surdos, já desgastada por
gramaticais necessários. Sua pesquisa trouxe novo fôlego para a educação de surdos, já desgastada por

gramaticais necessários. Sua pesquisa trouxe novo fôlego para a educação de surdos, já desgastada por um método oralista que não funcionava. Na mesma década, diante do fracasso do Oralismo, nasceu uma nova abordagem conhecida como Comunicação Total. Utilizando vários recursos disponíveis - oralidade, escrita, figuras e, inclusive, sinais - com o tempo, a Comunicação Total, segundo Choi et. al. (2011, p. 12), tornou-se um método simultâneo de oralidade e sinais feitos na gramática da língua oral. Essa concomitância de sinais e fala oral foi denominada Bimodalismo. Após várias críticas à Comunicação Total e ao Bimodalismo - os quais não contemplavam o pleno desenvolvimento linguístico nem da língua oral nem tampouco da língua de sinais - e perante o reconhecimento e fortalecimento das línguas de sinais, surgiu o Bilinguismo. O Bilinguismo ganhou adesão da comunidade surda e perdura até os dias atuais. A proposta do modelo bilíngue se norteia pelo respeito da língua de sinais como primeira língua dos surdos, e da língua oral e ou escrita como segunda língua. Nesse sentido, os surdos se distanciam da representação patológica oralista, que focaliza a cura e/ou reabilitação da surdez, para serem reconhecidos como sujeitos bilíngues e biculturais. Atualmente, vigoram as três abordagens na educação de surdos, sendo Comunicação Total, Oralismo e Bilinguismo. As duas últimas são as mais comuns, e perpetuam a oposição iniciada desde a Idade Moderna, quando os primeiros métodos foram criados. O mais intrigante é que os argumentos continuam sendo os mesmos, ou seja, que os surdos educados na abordagem oral não devem aderir aos sinais sob risco de prejuízos para seu desenvolvimento linguístico. Desse modo, um dos benefícios da retrospectiva histórica consiste em nos proporcionar uma avaliação consciente de discursos como esse, por exemplo, reproduzidos ao longo do tempo, cujos argumentos não apresentam nenhum respaldo científico. A partir da análise exposta nesta aula-tema, pudemos observar a passagem da representação do surdo como sujeito ineducável para educável. Do mesmo modo, acompanhamos a resignificação da língua de sinais durante a história, entendida como uma forma de comunicação mística, cultuada pelos egípcios da Idade Antiga, a ser vista como recurso pedagógico dos educadores que visavam ao ensino da oralidade, passando pela representação nociva que

RESUMORESUMO esses mesmos oralistas atribuíram-na até a sua proibição e, posteriormente, legitimação. De fato, são

RESUMORESUMO

RESUMORESUMO esses mesmos oralistas atribuíram-na até a sua proibição e, posteriormente, legitimação. De fato, são
RESUMORESUMO esses mesmos oralistas atribuíram-na até a sua proibição e, posteriormente, legitimação. De fato, são

esses mesmos oralistas atribuíram-na até a sua proibição e, posteriormente, legitimação. De fato, são esses deslocamentos que fazem da história um terreno fértil para se (re)pensar o presente.

história um terreno fértil para se (re)pensar o presente. CONCEITOS FUNDAMENTAIS Alfabeto Manual: Representação das

CONCEITOS

FUNDAMENTAIS

Alfabeto Manual: Representação das letras do alfabeto através de diferentes configurações de mãos. Serve para soletrar palavras, mas não se equipara a um sistema linguístico.

Aparelhos de Amplificação Sonora Individual: Aparelhos auditivos utilizados para captar o som externo e amplificá-lo para o surdo.

Bilinguismo: Abordagem educacional que visa ao ensino de duas línguas para os surdos, sendo considerada a língua de sinais como a primeira e a língua oral e/ou escrita como segunda.

Bimodalismo: Uso dos sinais realizados em concomitância com a oralidade e na estrutura gramatical desta última.

Comunicação Total: Abordagem educacional que visa à comunicação e não ao desenvolvimento de uma língua, por isso aceita diversos recursos, tais como oralidade, sinais, gestos, mímica, escrita, figuras etc.

Leitura orofacial: Também conhecida como leitura labial, a leitura orofacial compreende não apenas a leitura
Leitura orofacial: Também conhecida como leitura labial, a leitura orofacial compreende não apenas a leitura
Leitura orofacial: Também conhecida como leitura labial, a leitura orofacial compreende não apenas a leitura

Leitura orofacial: Também conhecida como leitura labial, a leitura orofacial compreende não apenas a leitura dos lábios, mas a leitura das expressões faciais que oferecem pistas para compreensão do enunciado, por exemplo, a expressão de afirmação, dúvida, indagação, raiva, alegria etc.

Método francês ou método visual: Baseia-se no uso de gestos, sinais, alfabeto manual e escrita na educação de surdos.

Oralidade: Método de comunicação que tem por base a fala oral, emitida pela boca, como geralmente ocorre na comunicação entre pessoas ouvintes.

Oralismo: Abordagem de ensino para surdos que visa ao desenvolvimento da fala oral, para que a comunicação dos surdos ocorra da mesma forma como os ouvintes. No princípio, o Oralismo utilizava recursos manuais para o ensino da oralidade; porém, assim que alcançado o desenvolvimento oral, os sinais eram abandonados. Atualmente, o Oralismo se baseia no treino da fala a partir da amplificação sonora e leitura labial.

Oralismo Puro ou Método Alemão (Escola Alemã): Abordagem de ensino para surdos que visa ao desenvolvimento da fala oral e rejeita o uso de qualquer recurso manual como, por exemplo, sinais e alfabeto manual.

Oralistas: Educadores que seguiam/seguem o Oralismo.

Resíduo Auditivo: Acredita-se que nenhum surdo possui perda auditiva total; sendo assim, os aparelhos de amplificação sonora podem aproveitar o resíduo de audição ainda existente.

Sinais: Equivalem nas línguas de sinais à “palavra” nas línguas orais.

REFERÊNCIAS CARVALHO, P. V. de. Breve história dos surdos – no mundo e em Portugal.

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS CARVALHO, P. V. de. Breve história dos surdos – no mundo e em Portugal. Lisboa:
REFERÊNCIAS CARVALHO, P. V. de. Breve história dos surdos – no mundo e em Portugal. Lisboa:

CARVALHO, P. V. de. Breve história dos surdos – no mundo e em Portugal. Lisboa: Surd’Universo,

2007.

CHOI, D.; PEREIRA, M. C. C.; VIEIRA, M. I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R. As línguas de sinais:

sua importância para os Surdos. In: CHOI, D.; PEREIRA, M. C. C.; VIEIRA, M. I.; GASPAR, P.; NAKASATO, R Libras: conhecimento além dos sinais. 1ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011, p. 3-14.

LANE, H. The deaf experience: classics in language and education. Translated by Franklin Philip. England: Harvard University Press. 1984.

MOURA, C. de. O surdo: caminhos para uma nova identidade. Rio de Janeiro: Editora Revinter,

2000.

SACKS, O. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. São Paulo: Companhia das Letras,

1998.

FICHA TÉCNICA Supervisão Editorial: Capa: Leticia Bueno Gerencia de Design Educacional Diagramação:
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FICHA TÉCNICA

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Leticia Bueno

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Gabriel Araújo