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GRUPO DE TRABALHO PARA ATUALIZAR AS NORMAS DE CORRETAGEM

NORMAS DEVEM GARANTIR AUTONOMIA DO CORRETOR EM RELAÇÃO ÀS SEGURADORAS, ATRIBUINDO-LHE RESPONSABILIDADE E INDEPENDÊNCIA

AUTOR ARMANDO LUIS FRANCISCO

CAXIAS DO SUL, 01 DE AGOSTO DE 2012

RESUMO

Frente às profundas mudanças que vêm ocorrendo na estruturação do mercado

segurador, faz-se necessário a revisão e atualização de normativos da corretagem de seguros.

Na gestão desses normativos, o entrelaçamento

com os normativos das seguradoras e com

alguns outros normativos que regem a totalidade desta área comercial. Neste contexto, o

objetivo é propor ajustamento à figura clássica do corretor de seguro e fomentar a visão

global para atuação na corretagem, incluindo-se, ou não, a possibilidade de outros canais

produtivos na corretagem. O olhar, também, define e apresenta as principais características do

corretor de seguro, que é o intermediário legal, que deve concretizar sua responsabilidade e

independência frente ao segurador, primando pela consequência das normas em vigor, e com

interesse

especial

no

que

descreve

o

PL 3555/04 Art.

39.

Fixando

opinião

sobre

o

aproveitamento ou não de uma lei que obrigue o corretor contratar seguro de RC profissional.

Nesse sentido, torna-se necessária à suplementação normativa, ou que aproxime a estrutura

corporativa do seguro como esqueleto das próximas atualizações, para evitar a estagnação e o

retrocesso profissional; bem como o desamparo de uma grande quantidade de produtores

frente às intempéries legais, normativas, costumeiras, comerciais e sub-rogativas.

Palavras-chave: identidade, atualização, legislação, previsão, autonomia, revisão,

independência, modelos legais, modelos ilegais.

1. INTRODUÇÃO

Atualmente, o corretor de seguro é o principal canal produtivo para se vender apólices.

O crescimento desse mercado, entretanto, está degenerando a atividade profissional, pelo

comportamento (e expectativa) comercial frente ao crescimento do PIB brasileiro de seguros e

a necessidade de novos produtores para dar sentido a essa previsão de produção. Salientando

que, e no decorrer do tempo, a demanda pela atividade em detrimento as conquistas

profissionais da corretagem foi aumentando. Isto é exemplificado pela corretagem no balcão

do banco, na loja de varejo, em locais que comercializam veículos, no telemarketing de

operadoras de cartões

de crédito,

em operadoras de telefonia, em

concessionárias de

eletricidade, em lojas de conveniência, em casas lotéricas, em lojas de roupa, em hotéis, em

supermercados, em programas de televisão, em venda direta pela internet e em demais

atividades comerciais e de serviços.

Um dos principais fatores relacionados ao comportamento usual oferecido ao corretor

de seguro foi justamente a falta de metodologia para definir as margens desta atuação e

as

prerrogativas legais que ora foram sendo encampadas (como no caso da comissão sobre o

custo de apólice), ora esquecidas (como no exemplo da restituição sobre a comissão do

corretor), ora ilegais ( como mostra a cobrança de vistoria improdutiva e cobertura provisória

- sem efetivação, debitadas automaticamente na comissão do produtor), ora definidas sem

importância (como na demora para deferir corretora cooperativa de seguro), ora com

extremadas sub-rogativas (na prerrogativa de defesa dos interesses profissionais, com poucos

porta-vozes) , ora por fatores externos ( Como na tentativa de se criar uma nova figura híbrida

para a corretagem no NCC, e na tentativa de estabelecer esse dilema no PL 3555/04, chamada

de Agente de seguro).

Nesse contexto, e pelo enaltecimento à contribuição sindical da categoria, houve

alguns avanços. Dessa forma, a sempre necessária participação sindical em todas as áreas

referentes à normalização profissional. Entretanto, a própria necessidade da revisão e

desconsideração de alguns normativos é a prova de que a exclusividade, ainda que benéfica e

de direito, é um fator que se merece pontuar. A sociedade dos corretores, como em uma

democracia, deve participar na conceituação da normalização profissional. Assim, a criação

do GTC (Grupo de Trabalho da Corretagem) foi à primeira iniciativa de impacto da

Superintendência

de

Seguros

profissional. Apesar das Leis

,

Privados,

no

sentido

de

criar

condições

de

autonomia

do comprometimento sindical e do mercado de seguros, foi a

necessidade para que a identidade profissional do corretor de seguros não ficasse apenas na

carteira que o identifica exteriormente.

Nesse parâmetro, a contribuição do trabalho baseia-se em analisar a propriedade do

fundamento jurídico aplicado aos exemplos subjacentes. Com isso, a aplicabilidade da lei e o

impacto

de

termos

presentes,

com

a

visão

da

corretagem.

Desta

forma,

estimar

as

consequências e compor a normativa que regerá a corretagem no seguro, passando pela

efetiva consulta popular. Portanto, esse futuro profissional deverá enaltecer a autonomia e a

responsabilidade do corretor perante toda a sociedade brasileira.

2. A IDENTIDADE PROFISSIONAL

Desde o tempo da seguradora Boa-fé até hoje: “O seguro é mais seguro com corretor”.

A prova dessa parceria entre a sociedade e o corretor é a Livonius, corretora gaúcha, que

desde 1888, atua oferecendo produtos e serviços em parceria com a sociedade. E a história é

longa, necessária, conhecida e que ficará na lembrança de todos nós.

O corretor contemporâneo emergiu na nova era profissional nas entrelinhas da Lei

4594/64, seguido pelo do Decreto Lei 73/66, porque o código comercial antigo já não bastava.

Dessa época em diante, as conquistas ajudaram a desbravar este país continental. E não é por

menos que o seguro hoje está em quase todas as localidades brasileiras, do Oiapoque ao Chuí;

de barco, cavalo e a pé. Foi o corretor, o grande personagem, com papel social dos mais

necessários, que fomentou esse comércio. E as conquistas foram frutos desse desapego, como

um sacerdócio real.

De lá pra cá a personalidade de direito deste profissional aceitou e declinou em vários

sentidos, ora oferecendo-lhe, ora tirando-lhe algumas conquistas. O corretor ficou conhecido

como produtor. A sua autonomia e

a necessidade de resultados operacionais fez ligar a

profissão à seguradora, desqualificando seu papel social, profissional e jurídico conquistado.

A tal ponto que o próprio corretor não enxergou seu papel e sua atuação, aceitando todas as

modificações feitas à luz do dia. Nesse ínterim os resultados foram ruins. Nos últimos

recadastramentos houve êxodo profissional. Infelizmente, há de se pontuar, em alguns casos,

também, a ligação com órgãos públicos. Esse fato, por si, já foi objeto de consulta jurídica. A

atualidade, entretanto, demonstra o número de corretores de seguros, sendo:

O mercado da corretagem de seguros começou 2012, em sua primeira semana de janeiro, com 70.258 profissionais

e empresas em plena atividade no País, o equivalente a um corretor para quase 3 mil brasileiros, segundo dados da federação

nacional da categoria (Fenacor). São 45.956 corretores que operam na forma de pessoa física e autônoma, somados a outros

24.302 que se organizaram empresarialmente, para uma população de 190,7 milhões, como aponta o Censo de 2010 do

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Juntos, corretores e corretoras de seguros agregam 51.276 pontos de

vendas voltados para todas as modalidades de seguros, ao lado de mais 18.982 posições dedicadas à comercialização

exclusiva de seguros de vida, planos de previdência complementar aberta e títulos de capitalização. A maior força de trabalho

está localizada em São Paulo, com 30.250 pontos de distribuição de seguros, 43% do total do Brasil. No estado, há um corretor

para cada 1.364 paulistas. São 19.407 profissionais atuando por conta própria, disputando mercado como mais 10.843

empresas de corretagem de seguros, a grande maioria (84,2%) com foco em todos os ramos de seguros”.

As informações estatísticas da corretagem são delicadas e não são as motivações deste

trabalho. A identidade profissional, porém, não é somente o horizonte dessa perspectiva, mas

o seu cerne inesgotável. A vindicação profissional, portanto, deve ser entendida pelo aspecto

sociológico de uma uniformidade na corretagem. Além de definir o que é a corretagem de

seguros, deve provar que os pareceres jurídicos encontrados, comporão um entendimento

sazonal para um conceito comportamental e profissional comprometidos com a realidade

atual. Portanto, não é mais um lobby para que os corretores de seguros sejam enaltecidos, mas

uma difusão de conceitos e o porquê dessa relação com todo o Mercado de Seguros. Para isso

é importante compreender as diversas nuances que compreendem a profissão no dia de hoje e

interferir de maneira insofismável e menos deletéria a legislação atual e prerrogativas

jurisprudenciais. São as maneiras de pressão e de empurrar para frente o contexto profissional

que não devem objetar a função dessa normalização e nem os que criaram o costume atual, e

que deverão se enquadrar na dinâmica coerente e legal.

Em certo sentido, o avanço profissional não fez parte deste trabalho! Talvez o estrito

seja muito mais diverso do que amplitude do pensamento. Esse mesmo assunto culmina em

identificar coerentemente as vertentes da incapacidade da identidade profissional, causando-

lhe

arremedos

nas

possibilidades

de

emergirem-se

novas

e

genéricas

profissões

da

corretagem. Há, em certo conceito, uma porta aberta para isso. E enganam-se os que

acreditam que a normalização da corretagem atinge negativamente as expectativas dos

seguradores. Muito ao contrário, transforma a atividade em um grande nicho de exploração

das perspectivas laborais e produtivas, dando-lhe sentido isonômico. Afinal, há seguradoras

que trabalham exclusivamente com corretores de seguros e que são prejudicadas pela visão

distorcida de Mercado.

Essa mesma porta tem mais a ver com a centralização das decisões do que se deve

fazer, do que com a rapidez da iniciativa da figuração de outros personagens na corretagem.

Não foi na rapidez do tempo que essas porções foram sendo identificadas e concluídas. Basta

dizer que foram até demoradas. Para exemplo disso, tiramos conclusões positivas sobre o que

denegriu o arcabouço profissional. A mediação profissional é o melhor e maior exemplo

disso. Não porque sua atuação tenha ficado aquém das expectativas, se bem que não podemos

medi-la agora, mas que o conjunto não prosperou produtivo.

3. IDENTIDADE PROFISSIONAL

3.1 A identidade profissional é um conjunto que compreende a formação em exame

de habilitação profissional até a aplicação das leis e normas pertinentes, visando

obtenção de direitos e obrigações a serem definidos ao corretor de seguro.

3.2

O corretor de seguro é autônomo e independente da seguradora e vinculado na

intermediação dos interesses do segurado. Portanto, sua atuação visa defender os

interesses do cliente.

3.3 Nenhuma atividade da corretagem, inclusive de vida, poderá ser vinculada as

seguradoras. Isto inclui a figura do Agente de seguro, ou Agente de seguradora.

3.4 Todos os termos e adjetivos profissionais são inerentes ao corretor de seguro. Ex:

Agente de seguro, Produtor de Seguro, Corretor de Microsseguro, Corretor de Vida

e AP, corretor de RE, Vendedor de Seguro,

Broker de Seguro, Broker de

Resseguro, Corretor de Resseguro, e qualquer outro nome, ou termo, que se criar.

A diferenciação somente existe na capacidade adquirida por cada componente

dessa adjetivação da corretagem de seguro que é prerrogativa profissional do

corretor de seguro.

3.5 O treinamento significa o preparo da pessoa para o cargo, enquanto o propósito

da educação é preparar a pessoa para o ambiente dentro ou fora do trabalho

(Chiavenatto, 1998, p. 493). A Única forma existente para se entrar na corretagem,

não importando o ramo de atuação ou qualificação do termo identificatório

que

vai poder usar é participando em curso de formação e exame em escola autorizada

a ministrar cursos e exames para corretores de seguros. Esses cursos e exames

devem definir a capacidade produtiva, bem como a modalidade que o pretendente

vai poder ser produtivo, sem vínculo com as seguradoras, bancos e órgãos

públicos.

3.6 – Pela definição de Philip Kotler (2004, p. 35) mercado é um “conjunto de

pessoas/empresas que compram ou poderão comprar produtos ou serviços em

determinada

situação

a

fim

de

satisfazer

uma

determinada

necessidade”Os

corretores

de seguros

devem

participar na atualização

da normalização

das

seguradoras, para conseguir colocar no GT das seguradoras a priorização da

identidade profissional, que restou a competência da normalização da corretagem

de

seguros,

e

para,

inclusive,

defender

o

interesse

do

exercendo papel primordial na fonte.

segurado.

Portanto,

3.7 - As prerrogativas profissionais são as definidas na Lei 4594/04, DL 73/66, NCC,

na Constituição Federal, e na jurisprudência.

3.8 Para Chiavenato (1998, p. 323), A avaliação do desempenho é uma apreciação

sistemática do desempenho de cada pessoa no cargo e o seu potencial de

desenvolvimento futuro. Porém, essa avaliação é pertinaz e prerrogativa do órgão

regulador, ou seja: do Estado,

porque o interesse não pode focar em qualquer

medição feito pelas seguradoras e bancos. Portanto, seguradora e bancos ficam

proibidas de medirem resultados de produção, ou resultados de sinistralidade, ou o

conjunto de ambos. Porque a medição liga o corretor a seguradora. Criando um

lapso legal nessa autonomia do corretor para com a seguradora. Esse lapso vincula

o corretor e sua produção pelo resultado operacional. Esse lapso, também, vincula

o corretor a seguradora, quando o aspecto é a sinistralidade, porque deve ser

medida no próprio segurado que a causou.

3.9 De acordo com o site MERKATUS, Canais de Distribuição, são Meios que são

utilizados para fazer com que os produtos e serviços saiam do produtor e cheguem

ao cliente final. Em vista desse fato e pelo amparo legal, qualquer canal de

distribuição deve levar em consideração as limitações impostas pela legislação.

Entende-se como principal regra para o canal de distribuição o fato de não se ter

vinculo com a seguradora por qualquer meio. Possíveis canais de distribuição com

vinculação: Corretora Cativa de Banco, Assessoria de seguro, Representante de

seguradora, Plataforma de seguradora, Associação e Cooperativa de Seguro, etc.

3.10 De acordo com KOTLER (1995, p. 269), o conhecimento dos concorrentes é

importante

para

o

planejamento

eficaz

da

empresa.

Ela

deve

comparar

constantemente seus produtos, preços, canais e promoção com os dos seus

concorrentes, bem como preparar DEFESAS MAIS SOLIDAS contra os ataques.

Segundo o autor, os concorrentes precisam ser analisados com total atenção pelas

empresas, pois são eles que podem ganhar uma negociação, perante algumas

facilidades oferecidas, pois esses fatores fazem a diferença na escolha do produtor.

Em vista disso, a intermediação da intermediação, feita pela Plataforma de

seguros, ou Representante de seguros, infringe as normas pertinentes. Mesmo

assim, há pareceres da AGU não recomendando a prática. O fato, inclusive, de um

corretor ser representado, é considerado ilegal, porque o corretor de fato é a

Plataforma, e o corretor um simples vendedor dessa Plataforma ou Representação.

3.11 Independência. Bernardo O’Higgins começa a campanha pela independência,

obtida graças ao apoio militar do general argentino José de San Martin que

atravessa os Andes com seu Exército e impõe a derrota definitiva ao espanhóis na

Batalha de Maipú em 1818. O’Higgins governa ditatorialmente até 1823, quando

renuncia. Nos dez anos seguintes, os liberais federalistas provocam várias revoltas

contra o poder central. Diego Portales promulga uma nova constituição em 1833ve

o país estabiliza-se inaugurando um longo período de progresso econômico. O

êxito repte-se na política externa: o Chile sai vitorioso da Guerra do Pacífico,

conflito militar envolvendo Bolívia e Peru sobre a região de Atacama, rica e

minérios. Essa independência simboliza a atual manifestação dos corretores de

seguros. Uma dessas manifestações é a de que nenhuma representação, mesmo de

classe, pode figurar acima de sua profissão. Na realidade, nem deveria se cogitar a

respeito,

porque

mesmo

os

representantes

figuram

abaixo

do

representado.

Portanto,

é

de

primordial

importância

que

o

corretor

possa

se

manifestar

diretamente

ao

órgão

regulador

em

todas

as

questões

pertinentes

a

sua

prerrogativa, inclusive, se desejar, por meio sindical. E todos os atributos dessa

ligação não sejam acordados operacionalmente por meio único, deixando o

corretor livre para manifestar-se por qualquer meio com a sociedade e com o a

Susep. Entre essas possibilidades, a de cadastrar-se, atualizar-se no cadastro,

reclamar, receber identificação, defender-se, etc.

3.12 A crescente quantidade de membros trabalhando num ambiente competitivo e

de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. A solução

para esse problema passa , necessariamente, pela busca de maior coordenação e

sincronização por meio de troca de informações (Figueiredo, Fleury e Wanke,

2003).

O

avanço

da

informática,

combinado

com

a

revolução

das

telecomunicações criou as condições para a coordenação eficiente entre empresas.

O gerenciamento da cadeia de suprimentos laboriosos é, na realidade, o esforço de

integração dos diversos membros do canal de distribuição, pela administração

compartilhada de diferentes processos-chave de negócio. Mesmo assim, o sucesso

de qualquer arranjo operacional numa cadeia de suprimentos depende diretamente

do componente logístico. Alcançar a excelência nas operações logísticas, ou seja, a

capacidade de uma empresa, simultaneamente, reduzir custos e melhorar níveis de

serviço, tem msido objeto de diversas pesquisas ao longo dos últimos quinze anos

(Bowersox, Closs e Stank, 1999). Essas pesquisas indicam uma forte correlação

entre excelência operacional e o grau de sofisticação da organização logística

de

uma empresa é refletida em diversos fatores como a ênfase no planejamento e no

continuo

investimento

em

possibilidades

aumentam

tecnologias

de

informação

A

IMPORTÂNCIA

DE

(TI).

Estas

inúmeras

SEGMENTAR

AS

MOTIVAÇÕES. Essas diversas

terceirizações da atividade logística incluem a

redução do custo e aquisição de maior flexibilidade nas operações logísticas e a

expansão do mercado. E na formação dos atributos dessa sofisticação tecnológica

o

Mercado

posicionou

o

corretor entre esses

terceiros

que abastecem

suas

informações na ponta. A visão pontual e necessária dessa atividade responsabilizou

o corretor além dessa exigência normalizadora e legal. Entre esses aspectos:

3.12.1 Contrato entre o corretor e a seguradora (ou banco). Neste caso o corretor

é responsável pela manutenção do contrato assinado em seu escritório, sem

necessariamente enviá-lo a seguradora. Porém, o corretor é o intermediário

e

a

relação

bilateral

é

entre

segurado

e

seguradora.

Portanto,

a

necessidade de se enviar para a seguradora o contrato assinado, porque o

corretor não pode assinar no lugar do segurado. Assim, há de acabar a

prática.

3.12.2 Contrato entre o corretor e a seguradora (ou banco).

A seguradora não

necessita e não requer a proposta assinada pelo segurado e corretor, mas

“exigiu” o termo de responsabilidade total e exclusiva do corretor. Neste

caso, evidentemente, o corretor continua sendo o intermediário e a relação

bilateral é quebrada.

3.12.3 Envio de Apólices. Nenhuma normativa deve prevalecer a legislação.

Portanto, é dever da seguradora enviar a apólice ao segurado, respondendo

por isso, quando efetivamente o segurado não a recebeu para conferencia e

pagamento. Ficando a seguradora obrigada ao envio por meio físico, sendo

papel, cd, pen drive, DVD, etc. Podendo o cliente optar em receber, se

desejar, por email.

3.12.4 As

propostas

feitas

através

da

internet,

em

algumas

seguradoras,

compreendem respostas forçadas (o sistema não avança senão for aceita a

opção), ou desabilitadas (Em que não é possível escolher a opção). Essas

configurações eliminam o direito de escolha e, portanto, infringem a norma

contratual. Portanto, fique estabelecido que é proibido a resposta forçada e

campo desabilitado de inteira escolha do segurado e corretor.

3.12.5 Restrições de produtos para o corretor atuar, no sistema. Existe no

mercado

restritivo

para

o

corretor

atuar

em

todos

os

produtos

da

seguradora. Porém, desde que habilitado para isso, a imposição da regra

interfere na identidade profissional, porque todos os corretores devem ter

os mesmos direitos e obrigações entre si, as seguradoras e a sociedade.

Eliminando a prática de dumping neste caso.

3.12.6 Sistema com precificação diferente para cada corretor. Portanto, em base

isonômica, a precificação deve compreender a igualdade de condições entre

corretores. Seja ele Corretor PJ, ou Pessoa Física, ou entre PJ e PJ, ou,

PF

e PF, no sistema de cálculo deve oferecer a mesma condição para qualquer

produtor.

3.12.7

Restrições

de

contratação.

As

seguradoras

poderão

restringir

a

contratação de um produto ou objeto, mas levando em consideração que

essa restrição é para todos os produtores. Perfaz discriminação a aceitação

isolada para um componente da corretagem e para outro não. O mesmo

atributo de restrição deve ser usado para todos. Assim, como exemplo, se

um veículo com mais de 10 anos não for aceito na carteira do corretor “x”,

não deverá ser aceito para o corretor “y”.

3.13 Essa

riqueza

é

bem

exemplificada

no

PIB

futuro

do

seguro.

Esse

condicionamento, por isso, obriga o regulador de seguros a medir todas as nuances

que envolvem os operadores de Mercado. Entre essas medições esta a capacidade

de atualizar o cadastro dos corretores de seguro e conferir-lhe status quo. Portanto,

não

se

trata

de

um

recadastramento,

mas

exclusividade do órgão público.

de

atualização

cadastral

com

3.14 Para MARTINS & LAUGENI (2005, P. 67), a dedicação de esforços na área

dos produtos e serviços, tem duplo efeito no aumento da vantagem competitiva,

pois está demonstrando que a melhoria da qualidade, ao contrário do que se

imaginou, traz uma consequente redução de custos de produção. Essa dedicação e

esse esforço devem ser recompensados de maneira própria e legal. Portanto, faz

parte da identidade do corretor o provento, ou seja, a comissão. Essa comissão está

protegida pelo NCC, portanto:

3.14.1 Fica proibida a restituição de comissão sob qualquer argumentação.

3.14.2 Comissão mínima. Segundo o WIKIPEDIA,

Preço predatório é uma

conduta que se verifica quando uma firma reduz o preço de venda de seu

produto abaixo do seu custo, incorrendo em perdas no curto prazo,

objetivando eliminar rivais do mercado ou criar barreiras à entrada de

possíveis competidores para, posteriormente, quando os rivais saírem do

mercado, elevar os preços novamente, obtendo, assim, ganhos no longo

prazo. Isso acontece normalmente, quando a inflação do país exportador é

superior à inflação internacional, o diferencial se apresenta naturalmente,

de princípio como vantagem, porém a longo prazo existe a corroção

econômica, segundo o livro Gradualismo versus Tratamento de Choque,

Edições

da

Fundação

Getúlio

Vargas,

do

professor

Mário

Henrique

Simonsen”. Essa visão, um espécie de “dumping”, deve ser coibida.

Portanto, é salutar o estabelecimento de uma comissão mínima, com

indicação da média histórica de mercado para o produto. Essa comissão

mínima deve ser definida pela seguradora, que a informará à Susep.

Evitando, assim, a prática desleal, já que a comissão do corretor é a

previsão de seu ganho.

3.14.3 A seguradora não agravará o Prêmio de seguro em função do índice de

comissão utilizado na proposta pelo corretor, em função de que deve prever

atuarialmente seu custo e a agravação é o resultado da penalização.

Entretanto, a comissão escolhida é o resultado da visão do corretor em

relação aos seus custos, que difere de um profissional para outro, ou de

uma estrutura para outra, ou de um local para outro. Portanto, a seguradora

deve prever sua composição de preços, sem a agravação pelo índice

percentual da comissão escolhida.

3.14.4 De acordo com Corrêa e Caon (2002, p. 45), a lógica e a óptica segundo

as quais se enxergam os processos que produzem serviços e os que

produzem bens passaram por fase ao longo da história. Essa fase remonta

as proibições que não foram obedecidas. Entre essas, o débito em comissão

de corretores que deveria ser cobrada do segurado. Portanto, estabelece-se a

proibição de débitos na comissão por vistorias improdutivas, propostas

improdutivas, coberturas provisórias não efetivadas, parcelas em atraso,

etc.

3.14.5 Corretor não recebendo comissão sobre o custo de apólice. Um trecho

do

livro

de

Joaquim

Nabuco

ilustra

bem

toda

essa

luta.

Vejamos:

“O

Abolicionismo é um protesto contra essa triste perspectiva, contra o expediente de

entregar à morte a solução de um problema, que não é só de justiça e consciência

moral, mas também de previdência política. Além disso, o nosso sistema está por

demais estragado para poder sofrer impunemente a ação prolongada da escravidão.

Cada ano desse regime que degrada a nação toda, por causa de alguns indivíduos,

há de ser-lhe fatal, e se hoje basta, talvez, o influxo de uma nova geração educada

em outros princípios, para determinar a reação e fazer o corpo entrar de novo no

processo, retardado e depois suspenso, do crescimento natural” (NABUCO, 2000,

P.28). Para ilustrar nossa definição de trabalho escravo, usamos as palavras de José

Cláudio

Monteiro

de

Brito

Filho:

“Podemos

definir trabalho

em

condições

análogas à condição de escravo como o exercício do trabalho humano em que há

restrição, em qualquer forma, à liberdade do trabalhador, e/ou quando não são

respeitados os direitos mínimos para o resguardo da dignidade do trabalhador.

Repetimos, de forma mais clara, ainda: é a dignidade da pessoa humana que é

violada, principalmente, quando da redução do trabalhador à condição análoga à

de

escravo.

Tanto

no

trabalho

forçado,

como

no

trabalho

em

condições

degradantes, o que se faz é negar ao homem direitos básicos que o distinguem dos

demais seres vivos; o que se faz é coisificá-lo; dar-lhe preço, e o menor possível”

(Monteiro, 2004, p. 14). Esse aspecto estava patente quando o CQCS (2006,

internet) publicou matéria sobre a indignação de corretor baseada em um artigo de

minha autoria, publicada na íntegra:

Corretor sugere receber comissão sobre Custo de Apólice Data: 20060712 - Fonte: CQCS Nome: WOLFF JUNIOR E-mail: wolff@localdoseguro.com.br Empresa: LOCAL DO SEGURO CORR DE SEGS LTDA Cidade: Florianópolis/Santa Catarina Estado: SC Assunto: PARTICIPAÇÃO DO CUSTO DE APÓLICES E ENDOSSOS ! Chamou minha atenção na internet, e-mail de nosso colega Corretor, Armando Luis Francisco, morador da cidade de Caxias do Sul/RS, onde o mesmo relata ser Corretor Escravo Moderno, alegando trabalhar de graça e que nem nos damos conta disso, pois trabalhamos, gastamos nosso dinheiro com combustível, telefone, publicidades, outras despesas, e nem somos remunerados por tal situação. Pensem bem, " diz ele " : milhões de apólices, vamos pensar 10 mlhões de apólices, vendidas por ano, a $ 60,00 - permite alcançar $ 600 milhões - é só um comparativo ! Desse dinheirão todo, NENHUM CENTAVO PARA NÓS ! Continua ele : " essas decisões, consagradas por organismos reguladores, deveriam ser questionadas ! Afinal, isso não daria direito trabalhista ? Afinal a mão de obra escrava, dizem, foi abolida e nós, ainda, não aprendemos que isso é real ! " Afirma ele : " esse dinheiro todo não entra na sinistralidade; não entra em parte alguma que pudesse ser identificado ! " Salienta com toda razão " SOME-SE O PRÊMIO LÍQUIDO AO CUSTO DE APÓLICE, E ENTÃO MULTIPLIQUE-SE PELO IOF. AQUI ESTÁ A PROVA CLARA DO DISCURSO DA ESCRAVIDÃO ! POIS O IMPOSTO LEVA EM CONTA O CUSTO DE APÓLICE, E QUE, NÃO NOS REMUNERAM !" Isto posto Colegas, sugiro que levantemos a nível de BANDEIRA NACIONAL, façamos campanha juntos a FENACOR, SINCOR de todos os Estados, exigindo das Seguradoras o pagamento de 30% dos custos de apólices e endossos ( também cobrado, um absurdo ! ) Fica aqui minha sugestão. Aceita-se outras ! Salvo melhor juízo ! Cordialmente. Wolff Junior

CQCS Responde Prezado Wolff, acreditamos que se o cliente do Corretor paga o Custo de Apólice é natural que este valor gere comissionamento. Mas gostaríamos de saber o que os demais Colegas acham da sugestão. Porem não podemos deixar de frisar que discordamos 100% do conceito de Corretor Escravo!

Durante mais de 35 anos o corretor não recebeu qualquer centavo sobre o custo de

apólice destacado e pago pelo cliente ao segurador. Foi uma decisão normativa, que não foi

discutida com a classe e nem muito reclamada pela própria profissão, como se estivesse com

anestésico na corrente sanguínea. Durante mais de 35 anos o corretor de seguro foi um

escravo moderno, não recebendo comissão pelo custo de apólice que vendia. Até que no

começo de 2010, um acordo selou o recebimento da comissão em 20% desse custo de apólice.

Note-se que a decisão foi um acordo, que prometeu não continuar quando a Susep reviu o

custo de apólice de R$ 100,00 para R$ 60,00. Porém, através das decisões das seguradoras, a

comissão voltou. Note-se que a própria Susep demonstrou não concordar com o não

pagamento da comissão sobre o custo de apólice. O titular da autarquia criou

um GT para

rever a própria cobrança do custo de apólice, destacado do Prêmio Liquido. Entretanto, já

informou que o custo de apólice, permanecendo ou não destacado fora de rubrica em

Despesas Administrativas, a comissão sobre esse custo continuará a existir. Porém, deve-se

normalizar:

1 - A comissão sobre o Custo de Apólice, enquanto existir, destacado do Prêmio

Liquido, deve ser pago na mesma proporção que o índice percentual da comissão utilizado

para vender a própria apólice.

3.14.6 - Comissão sobre os todos os produtos vendidos na apólice ou através

desta. Concretizada a venda da apólice, o corretor de seguro receberá

comissão, de acordo com o percentual de comissão de corretagem aplicado

na apólice, em todos os produtos, cláusulas e custos, inclusive adicionais de

fracionamento e o que integra o prêmio pago pelo consumidor; menos o

imposto. [ detalhando: As coberturas básicas, adicionais e acessórias, todas

as cláusulas; todos os custos de apólices; todos os produtos financeiros e de

crédito e quaisquer outros produtos que venham se agregar na apólice]

(NCC, Art. 725

3.14.7 Divulgação da comissão de corretagem. A extensa maioria dos corretores

de seguros são contra a divulgação de sua comissão, mesmo sob o fato

intrínseco dessa comissão ser paga pelo segurado. A razão clara é a mesma

para as seguradoras não divulgarem seus lucros e Despesas Administrativas

na

apólice.

O

fato

merece

perspectiva

em

função

da

consideração

envolvendo

a

razão

do

segurado,

que

não

entenderá

a

cobrança.

Exemplificando: Num seguro para um apartamento com comissão de 40%,

onde o Prêmio Liquido é R$ 50,00, o corretor recebe R$ 20,00 bruto.

Assim o segurado não entenderá o percentual de comissão aplicado na

apólice, gerando preço predatório com a busca de novas cotações. Assim,

como o médico tem liberdade para precificar a sua consulta, assim,

também, o corretor deve ter essa liberdade para não informar o percentual

de comissão com que trabalhou.

3.15 Aceitação da proposta.

3.15.1 A seguradora tem 15 dias para aceitar a proposta e emitir a apólice.

Dentro desses 15 dias a seguradora deverá avaliar todo o conjunto de

informações, parando o relógio até a solução da pendência.

3.15.2 Após esse prazo o corretor não aceitará a devolução da proposta sob

qualquer argumento.

3.15.3 A seguradora fica impedida de, após emitir a apólice, mesmo que dentro

do prazo dos 15, emitir endossos de cobrança por ter verificado pendência

após

a

emissão.

bonificação.

Isso

exemplificado,

inclusive,

por

divergência

de

3.15.4 A seguradora poderá, dentro do prazo legal, devolver a proposta não

efetivada, mas deverá informar ao segurado o motivo da devolução.

3.15.5 A seguradora, ao declinar a proposta e recebendo algum valor como parte

de pagamento, dará cobertura até a plena devolução do valor pago pelo

cliente.

3.15.6 A seguradora, ao devolver a proposta dará cobertura por até 72 horas do

recebimento da devolução, para que o cliente coloque o risco em outra

seguradora.

3.15.7 É dever da seguradora informar a devolução ao corretor de seguro e ao

segurado,

por

correspondência

que

comprove

o

recebimento.

Isso

desqualifica o simples email, ou que o corretor se informe pela página da

seguradora.

3.15.8 É dever do corretor comunicar ao segurado a devolução.

3.15.9 Em caso de devolução da proposta a seguradora ficará proibida de aceitar o

mesmo risco através de outro corretor de seguro, naquele ano de vigência

ou na expectativa da duração da apólice que deveria ser renovada, o que for

posterior.

3.15.10 - Em licitações a seguradora aplicará relógio para os pedidos de cotação e

garantirá a cotação ao corretor que chegar primeiro. Entretanto, se o objeto

da licitação já estiver na seguradora com o corretor atual, esta garantirá,

primeiramente, a prerrogativa para este corretor.

4. OBJETIVOS

5. JUSTIFICATIVA

6.

METODOLOGIA

7. ESTRUTURA DO TRABALHO

8. CRONOGRAMA

9. BIBLIOGRAFIA

ANEXOS