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Curso de Multiplicadores em Mapeamento e Gestão de Riscos

Florianópolis, 24/02/2010

Reconhecimento de cenários de
riscos e processos destrutivos
em Santa Catarina
Eng. Civil - Geotécnica Regina Davison Dias, D.Sc.
NUGEOTEC/CENTRO TECNOLÓGICO/UNISUL

-Regina Davison Dias NUGEOTEC/UNISUL -


24/02/2010 Curso de Multiplicadores em Mapeamento 1
e Gestão de Riscos
Metodologia de Reconhecimento de cenários de Riscos
Geologia com diferente olhar COMO IDENTIFICAR OS CENÁRIOS DE RISCO?
Metodologia usada no sul do Brasil:
PRINCIPAIS ROCHAS DE SANTA CATARINA (E DO USO de duas ciências –Geologia e Pedologia
BRASIL): XYZxyz + maior carta básica
• Granitos, Diabásio, Riolito, Gnaisse,
Basalto,, arenito fluvial, arenitos eólico,
argilito, siltito, folhelho, gnáisse-migmatito,
granulito e outras rochas metamórficas e
sedimentos não consolidados.

CLIMA TROPICAL E SUBTROPICAL :


• Chuvas – geram a hidrólise
• Altas temperaturas - aceleram a hidrólise
• Transformação de cada rocha - vários
perfis de subsolo
• Comportamento mecânico e hidráulico
diferentes.

PROFUNDIDADE DA ROCHA SÃ
VARIÁVEL
• relevo;
• Tipo de rocha ( estrutura, mineralogia e
tamanho dos grãos
ENGENHARIA GEOTÉCNICA -
COMPORAMENTO MECÂNICO E
HIDRÁULICO DE TODO O PERFIL.
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PROCESSOS DE FORMAÇÃO DOS SOLOS EM CLIMAS TROPICAIS E SUBTROPICAIS

• iniciam no material rochoso, principalmente nas juntas ou


fraturas
• O intemperismo físico corresponde à fragmentação e
desagregação das rochas.
• A água penetrando nestas fraturas provoca o processo de
hidrólise onde há a transformação dos minerais primários,
ocorrendo no final um processo de argilização dos minerais.
• exemplo: rochas graníticas nas quais ocorre o
intemperismo esferoidal;
• argilização do solo inicia-se de fora para dentro
• grandes blocos de rochas em matriz de solo
• Outro exemplo nos granitos - coloração diferenciada de
uma rocha granítica nas fraturas;
• A água penetrando nas fraturas inicia o processo de
hidrólise, ocorrendo a argilização.
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Intemperismo Químico dos Granitos
1. intemperismo esferoidal; 2. matacões na massa de solo; 3. intemperismo químico
nas fraturas; 4.Horizonte C de granito – semelhante a rocha, mas sem a resistência e
permeabilidade da rocha; 5. Granito com grande quantidade de minerais máficos.

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e Gestão de Riscos
USO DA PEDOLOGIA ASSOCIADO A GEOLOGIA PARA ESTIMAR OS PERFIS DE

• Na pedologia:
• o perfil de solo é composto por uma série de camadas denominadas de horizontes.
• Os horizontes são muitas vezes paralelos
• As características que em geral diferenciam os horizontes são: cor, estrutura,
presença de material orgânico, textura, consistência, entre outros.
• Principais horizontes de solos, de acordo com a pedologia são representados pelas
letras A, B, C e R.
• Os horizontes A e B(Solum) representam o solo superficial no qual o material de
origem sofreu alterações através de processos pedogenéticos.
• O horizonte C representa o material de origem alterado por processos de
intemperismo.
• O horizonte R corresponde a rocha inalterada.
• Nas aplicações geotécnicas também é usado o horizonte RA, que corresponde à
rocha alterada.
• Exemplo de perfis oriundos de diferentes rochas - que ocorrem na grande Porto
Alegre mostram a ocorrência destes horizontes .

• Perfis semelhantes, mas com espessuras de horizontes diferenciados podem


ocorrer em diversos lugares do Brasil.

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Perfis de solos estimados a partir do Levantamento da Embrapa

PERFIS DE SOLOS DO RIO GRANDE DO SUL


NÃO HIDROMÓRFICOS HIDROMÓRFICOS NÃO HIDROMÓRFICOS HIDROMÓRFICOS
Prof. Argila de Atividade BAIXA Argila de Atividade ALTA A T . B A IX A A T . A LT A A T . B A IX A A T . A LT A
(m) { 1 } B la t o s s ó lic o { 2 } B t e xt ura l { 3 } B t e xt ura l L A T ER Í T . B R U N O A VER MB. text. B R U N IZ . B textural P o dz. B textural P. B textural B RUNZEM S. B inc ipe nt e B po uc o de s e nv o lv ido Vertis GLEI

LA T O S S O LO S P O D Z Ó LIC O V E R M E LH O A M A R E LO T E R R A R O X A E S T R UT UR A D A AVERM ELHADO B RUNIZEN V-A P LA NOSso lo V. HIDROM ÓRFICOS S. C amb isso lo LITÓLICOS solo HÚMICO
0 V EG D EC SA PF CA BR Gr Ti Ip SC VC SB Tu Ca ? SB E O RP SJ Cr AC ST P C Vi Cm Ma Se Bx VG Cj Cd Va SG Pt Bg U SM Pi PV Vi Fo Mg F BJ Ro Ch Pe Lv I Gt PM G Cx S Ss A Gb It Bd
10 A A13
20 A15 A A A A18 A18 A A15
30 A32 A27 A A27 A A25 A A
40 A A A A A A A B A B45 A A38 A A A35
50 A 45 A A A A B A B A A A A Cg
60 A A A A A A A A55 B63 A R R
70 A A A A B72 B65 A65 C65 55 B68 B A68 A68 C
80 A B B B B A75 C85 C # Cg
90 A C C B #
100 A A B # # Bg R C C # # C
110 B C R # # # # R C # A112
120 B B # C B # C Bg C 115 R R #
130 # # # C R
140 B B B C B R # C Cg
150 # B C # # # C R #
160 B B # R B #
170 A # B B B B
180 C C
190 B B B B C # # G B
200 # B # B B # # #
210 # # B
220 C #
230 B B C
240 C # B235 #
250 # # C C #
260 # B C C
270

280 R R
290 C C C
300 # # # # #
#

BASALTO SILTITO ANDESITO SEDIM.QUATERNÁRIOS


verde água amarelo claro verde laranja

ARENITO GRANITO XISTO FOLHELHO ARGILITO


ouro cinza-50% lavanda rosa verde escuro

1 , 2 e 3 são SOLOS LATERÍTICOS; NÃO HIDROMÓRFICOS P.V. - PLANOSSOLO VÉRTICO


SOLOS NÃO HIDROMÓRFICOS E NÃO LATERÍTICOS S.S - SOLONETE SOLODIZADO
SOLOS HIDROMÓRFICOS ; B TEXTURAL

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Horizontes de solos

A
B
PEDOLOGIA “XYZ”

GEOLOGIA “xyz”
Pedologia

Geologia
C

A B
RA

C
R

A RA

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e Gestão de Riscos
CARACTERÍSTICAS DOS HORIZONTES

• Horizonte A - Ocorrem as raízes das plantas.


– É mais escuro que os horizontes inferiores devido a presença de matéria orgânica.
– Nas várias aplicações de engenharia em geral este não era importante. S
– Sob o ponto de vista geoambiental, este horizonte possui grande importância na estabilidade de taludes e
na proteção do solo contra processos erosivos.
– Geralmente apresenta espessuras inferiores a 80cm.
• Horizonte B - Horizonte de maior valor diagnóstico.
– A classificação considera o grau de desenvolvimento do horizonte B.
– Os solos com horizontes mais desenvolvidos, cujo processo de argilização foi intenso, não apresentam
mais a estrutura e composição química da rocha de origem.
– Na engenharia geotécnica é denominado de solo residual maduro ou solo laterítico. Neste caso
apresentam cores vermelhas, amarelas ou amarronzadas.
• Horizonte C - Guarda a estrutura do material de origem.
– Na engenharia é denominado de solo saprolítico ou solo residual jovem.
– Tem-se horizonte C de granito, basalto, e outras rochas.
– Apresentam ainda minerais primários e a estrutura da rocha, mas podem ser desmanchados por um
aperto do solo pela mão.
– Perderam a resistência e a compressibilidade da rocha.
– Neste horizonte predomina a atuação dos processos geológicos sendo que as características da rocha de
origem, como mineralogia, textura e estrutura, tem um papel fundamental no seu comportamento
mecânico.
– O horizonte C, assim como o horizonte B, também pode apresentar diferentes graus de intemperização.
Horizonte RA - Este horizonte não é adotado na pedologia. É a rocha alterada. Há uma predominância de
material rochoso, entretanto nas juntas e falhas ocorre o processo de intemperismo.
Horizonte R - Representa a rocha sã.

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e Gestão de Riscos
Contato Diabásio - granito

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Diferentes tipos de Horizontes C – folhelho, arenito eólico – Formação
Botucatu), arenito, siltito fluvial ( Formação. Rio Bonito)

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MAIOR PARTE DOS ESTUDOS GEOTÉCNICOS CONSIDERA A ANTIGA CLASSIFICAÇÃO PEDOLÓGICA CLASSES
GERAIS DOS SOLOS DO BRASIL - Segundo Oliveira, Jacomine e Camargo (1992).

TIPO ATIVIDADE HIDROMORFISMO GRANDES TEOR Fe MAT. SEQUÊNCIA COR MATIZ OCORRÊNCIA

HORIZONTE B ARGILA GRUPOS ORIGEM

BAIXA NÃO LATOSSOLO ELEVADO METAMÓRFICAS A- Bw- C VERMELHO- 7,5R a ÁREAS

FERRÍFERO > 36% PÚRPURA 10R ELEVADAS

BAIXA NÃO LATOSSOLO >18% e BÁSICAS e A- Bw- C VERMELHO- 2,5YR SUAVE

ROXO < 40% TUFITOS ESCURO 3/4 3/5 ONDULADO

LATOSSOLO VERMELHO/BRUNO 4YR POUCO

BAIXA NÃO VERMELHO- < 18% DIVERSA A- Bw- C ESCURO/ MOVIMENTADO

ESCURO AVERMELHADO

LATOSSÓLICO LATOSSOLO 1,5YR SUAVE

(Bw) BAIXA NÃO VERMELHO- <= 11% A- Bw- C VERMELHO- ONDULADO ou

AMARELO AMARELO ONDULADO

BAIXA NÃO LATOSSOLO SEDIMENTOS ARENOSOS AB- Bw- C AMARELADA 7,5YR PLANO

AMARELO < 7% ou ARGILOSO- ARENOSOS BA- Bw- C 2,5YR SUAVE ONDULADO

BAIXA NÃO LATOSSOLO > 11% BÁSICAS A- Bw- C AMARELA a 5YR ACIDENTADO

VARIAÇÃO UNA < 30% ALARANJADA

BAIXA NÃO LATOSSOLO > 15% EFUSIVAS A- Bw- C BRUNADA PLANALTOS

BRUNO SERRANOS

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e Gestão de Riscos
BAIXA NÃO TERRA ROXA BÁSICAS ou A-Bt-C VERM ELHO ESCURO 2,5YR PLANALTOS

ESTRUTURADA > 15% ULTRA-BÁSICAS TONS PÚRPERO 5YR

TERRA BRUNA DERRAM ES VARIÁVEIS DE ONDULADO A

BAIXA NÃO ESTRUTURADA > 10% BASÁLTICOS A RIO-DACÍTICOS A-Bt-C BRUNA AM ARELADA 2,5YR FORTE ONDULADO

e ROCHAS ALCALINA/PLUTÔNICAS a 10YR

BAIXA NÃO PODZÓLICO atè ÍGNEAS A-Bt-C AVERM ELHADO 5YR DE M OVIM ENTADO

VERM ELHO-ESCURO 15% M ETAM ÓRFICAS A ACIDENTADO

TEXTURAL ALTA NÃO PODZÓLICO <11% A-E-Bt-C VERM ELHAS A ONDULADO A

(Bt) BAIXA VERM ELHO-AM ARELO A-Bt-C AM ARELAS ACIDENTADO

ALTA NÃO PODZÓLICO A-(E)-Bt-C BRUNADA 9YR a ZONA SERRANA

BRUNO-ACINZENTADO 4YR

BAIXA NÃO PODZÓLICO < 7% SEDIM ENTOS DOS A-(E)-B(Btx)-C AM ARELADA 10YR POUCO

AM ARELO GRUPOS BARREIRAS M OVIM ENTADO

BAIXA NÃO PODZÓLICO SEDIM ENTOS ARENO-ARGILOSOS A-E-Btx-C ACINZENTADO APLAINADO

ACINZENTADO A-Bt-Btx-C

A-Bt-C

ALTA NÃO BRUNIZÉM A-Bi-C CINZA ESCURO a 7,5YR POUCO

A-Bt-C PRETO 10YR M OVIM ENTADO

ALTA NÃO BRUNZÉM BÁSICAS / CALCÁRIOS A-Bt-C AVERM ELHADO FORTE ONDULADO

AVERM ELHADO GNAISSES DE CARÁTER BÁSICO M ONTANHOSO

ALTA NÃO RUBROZÉM ARGILITOS A-Bt-C AVERM ELHADO SUAVE ONDULADO

ONDULADO

ALTA NÃO BRUNOS ARENITOS A-Bt-C VERM ELHA a SUAVE ONDULADO

NÃO-CÁLCICOS FOLHELHOS CALCÍFEROS A-E-Bt-C AVERM ELHADA a FORTE ONDULADO

ALTA SIM PLANOSSOLO FOLHELHOS SÍLTICOS A-B-(Btg)t-C-(Cg) ACINZENTADAS TERRENOS BAIXOS

BAIXA NÃO
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ARENITOS FINOS
-
A-E-Bt(Btg)-C(Cg) BRUNO-AM ARELADAS TERRAÇOS

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e Gestão de Riscos
TIPO ATIVIDADE HIDROM ORFISM O GRANDES TEOR Fe M AT. SEQUÊNCIA COR M ATIZ OCORRÊNCIA

HORIZONTE B ARGILA GRUPOS ORIGEM

ESPÓDICO BAIXA NÃO PODZOL e ARENITO ARCOSIANO A-E-Bh-C CINZA a BAIXADAS

(Bpodzol) SIM PODZOL HIDROM ÓRFICO FERRUGÍNEO LITORÂNEAS

NÁTRICO ALTA SIM SOLONETZ-SOLODIZADO A-E-Btn-Cn SUAVE

(Btn) NÃO A-Btn-Cn TERRAÇOS

INCIPIENTE ALTA NÃO CAM BISSOLOS GNAISSES, GRANITOS, DIABÁSIOS A-Bi-C AM ARELADAS e 5YR a POUCO M OVIM ENTADO

(Bi) BAIXA M IGM ATITOS, XISTOS, FILITOS, RIOLITO BRUNADAS 10YR TERRAÇOS ALUVIONAIS

PLÍNTICO BAIXA SIM PLINTOSSOLO SEDIM ENTOS ARGILO-ARENOSO A-E-Bf VARIEGADO PLANO

(Bf) VERM ELHA (PLINTITA) SUAVE ONDULADO

TEXTURAL BAIXA SIM HIDROM ÓRFICO A-E-Btg-Cg ACINZENTADAS COLÚVIO-ALUVIAIS

GLEIZADO

(Btg) CINZENTO TERRAÇOS BAIXOS

SIM SOLONCHAK SEDIM ENTOS ALUVIONAIS A-Cgz ACINZENTADAS PLANO DE VÁRZEA

ARGILO-ARENOSOS Az-Cgz BRUNO-AM ARELADAS TERRAÇOS

POUCO BAIXA SIM GLEI HÚM ICO e SEDIM ENTOS ALUVIONAIS A(Ag)-Cg CINZA a PRETO VÁRZEAS

DESENVOLVIDOS ALTA GLEI POUCO HÚM ICO ARGILO-ARENOSOS A(Ag)-Big-Cg PLANÍCIES ALUVIONAIS

ALTA NÃO VERTISSOLO DERIVADOS DE CALCÁRIOS, A-Cv-Cvg CINZA-CLARO ao POUCO INCLINADO a

SEDIM ENTOS ARGILOSOS / BÁSICAS PRETO ACENTUADOS

ALTA NÃO RENDZINA CALCÁRIO SEDIM ENTAR A-R PRETO a

A-C-R ESBRANQUIÇADO

POUCO ALTA NÃO LITÓLICOS e EFUSIVAS BÁSICAS A-R / A-C-R ACIDENTADO

DESENVOLVIDOS BAIXA LITOSSOLOS EFUSIVAS INTERM EDIÁRIAS A-Bi-C-R

BAIXA NÃO REGOSSOLO M ATERIAL SAPROLÍTICO A-C PLANO

A-Cr SUAVE ONDULADO

BAIXA SIM AREIAS QUARTZOSAS DEPÓSITOS ARENOSOS COSTEIROS A-C AM ARELADO, ALARANJADO, FAIXA LITORRÂNEA

NÃO ACINZENTADO, BRANCO

ALTA NÃO SOLOS ALUVIONAIS SEDIM ENTOS ALUVIONAIS A-C CINZA a PRETO PLANÍCIES ALUVIONAIS

BAIXA ARGILO-ARENOSOS

SIM SOLOS ORGÂNICOS PROGRESSIVA ACUM ULAÇÃO DE ESCURAS ou PRETAS PLANO

-Regina Davison RESÍDUOS


Dias NUGEOTEC/UNISUL
VEGETAIS
- VÁRZEAS

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e Gestão de Riscos
Perfis de Basalto

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e Gestão de Riscos
• Bacia do Itacorubi - Florianópolis
Importância de formar o
Banco de Dados Geotécnicos
em Bacias Hidrográficas

• Introduzir todas
informações numa
base única
georeferênciada ;
• Os problemas que
ocorrem na parte
elevada,
deslizamentos,
erosões vão para os
rios, córregos e lagoas;
• Consequentemente
causam assoreamento
e posterior inundação;
• Portanto o estudo
geotécnico não pode
ser pontual ;
• Importante o Estudo
Geotécnico de
grandes áreas.

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Gsq – Glei com substrato sedimentos quaternários

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EXEMPLO DA ILHA DE FLORIANÓPOLIS - SC

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e Gestão de Riscos
Bacia do Rio Cubatão Sul
Carta Geotécnica

695000 700000 705000 710000 715000 720000 725000 730000

Legenda
Angelina São Pedro
as
6945000
Alto da Varginha Mati 6945000
Rodovia Pavimentada
de Alcântara

do
inha Rio do Matias
Rio Forq uilha Varg Rodovia não Pavimentada
das s da Rio

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Sao Sebastião

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Hidrografia

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Cova da Onça Colônia
Geotecnia

Norte
Varginha Sta. Luzia
Segunda Linha 6940000
6940000 PVA1g,gn
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Faz. do Sacramento Segundo
Cag,gn(dr) PVA1gn,m
Rancho Queimado Primeira Linha Rio doMatias Cag,gn(dx) PVA1r
Palhoça
Faz. do Sacramento Casq PVA1sq
Rio Primeiro Cub
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arg Plano Integrado de Recursos Hídricos da


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N Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão Sul

Paulo Lopes O L
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica
do Rio Cubatão Sul
São Bonifácio S FONTE GEOTECNIA BASE: RADAMBRASIL - 1987
FONTE GEOTECNIA: LAMGEO (UFSC/UNISUL)
ESCALA DIGITALIZAÇÃO 1:250.000
6915000 6915000 FONTE CARTA BÁSICA: IBGE - 1974
ESCALA DIGITALIZAÇÃO 1:50.000
ESCALA PLOTAGEM 1:50.000
695000 700000 705000 710000 715000 720000 725000 730000

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e Gestão de Riscos
Bacia do Rio Cubatão Sul
Estudo de Campo
Problemas Encontrados na Bacia

Escorregamentos que Afetam a Turbidez da Água Queimadas Alteração do Traçado dos Rios Desmatamentos para Lavoura

695000 700000 705000 710000 715000 720000 725000 730000

6945000
Angelina São Pedro 6945000

·# Mat
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Erosão das Margens Desmatamentos Gerando Escorregamentos
Co va d a O n ç a Co lô n i a
PRIORIDADES PARA PREVENÇÃO E CORREÇÃO DOS
·#

Norte
S ta. L u zi a
6940000
S eg u n d a L in h a
V ar g in h a 6940000
PROBLEMAS ENCONTRADOS
·#
Imb i ra s
·#
CURTO PRAZO
Fa z. d o S a cr a m en to S e g u n d o Legenda
Rancho Queimado ·# ·# ·# ·# 1. Diminuição da turbidez da água
P ri me i ra L i nh a Rio doMatias Limites Administrativos
Palhoça - Cadastro de áreas degradadas.
Fa z. d o S a cr a m en to DRAGA
Rodovia Pavimentada - Medição de Erosão.
Rio P ri me i ro Cuba - Execução de projetos priorizando soluções de baixo custo usando estudantes de
do ·#
SAN TO A MAR O DA IM PER ATR IZ
·#tão ·# Rodovia não Pav imentada
RI O A ri ri ú Universidades.
G CUBATÃ0

Rio
6935000 6935000
as ÁGU AS MOR N AS
Fo rm i g a
Hidrografia - Priorizar áreas de tratamento.
p ar
G u a rd a
S ul d o Ri o
ão RIO ATÃO - Montagem de um Manual para conscientização da comunidade.
S an ta Is a be l
·# ·# ·Ca rt CUB Curv as mes tras
Rio

# ld a s d o Se
Rio Águas Mornas Cu b a tã o Ri b. Braço do
2. Elaboração de um cadastro de cargas poluidoras
do Curv as secundárias 3. Montagem de um Sistema de Informação
s V ar g e m G r an d e

Bugres B ar r a do ·#
Depósito de Lixo nas Margens dos Rios ·#
do

Ri o d o s B u gr e s
·# ·# ·# Santo Amaro Dragagem de Rios Cidades e Localidades
MÉDIO PRAZO
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Geologia
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1. Elaboração de novos projetos.

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Não Levantado 2. Elaboração e/ou revisão dos planos diretores, códigos de obras visando minimizar a

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6930000 6930000
Cedro erosão.

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Pirs 3. Elaboração e execução de Sistema de tratamento de esgoto.

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QHa 4. Estabelecimento de um sistema de coleta de lixo.
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5. Elaboração periódica da determinação do índice de qualidade da água.
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6. Instalação de Pluviômetros
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7. Hierarquização dos locais e áreas de proteção.
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o ycv 8. Promover ações integradas dos órgãos públicos e entidades não governamentais.
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rg 9. Gestão junto aos municípios para que criem órgãos especializados em meio ambiente.
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Rio V 6925000 ymv LONGO PRAZO


Ri o

6925000
Po

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1. Realização de um cadastro e mapeamento de áreas de proteção ambiental.


Rio da

Erosões
Ri o d o S a l to ·# Escorregamentos e Erosões 2. Identificação de áreas ocupadas desordenadamente.
3. Ações permanentes na coleta e tratamento de esgoto e lixo da população.
lto 4. Estudos que viabilizem a reserva e captura de água em áreas livres de erosão e
Sa
Nova

conseqüentemente livre de turbidez.


do

Anitápolis
o
R io

Braç

5. Operacionalização de um programa de regularização fundiária, urbanística e edilícia,


De

em áreas de proteção ambiental ocupadas em desacordo com a legislação vigente.


sco
do

em
6920000 6. Definição de instrumentos necessários para agilizar os processos regolatórios.
b

6920000
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arg
Rio V
a

N
Paulo Lopes
O L
São Bonifácio
S
6915000 6915000

Uso de Agrotóxicos Junto aos Rios Escorregamentos


695000 700000 705000 710000 715000 720000 725000 730000

3 0 3 Quilômetros

Plano Integrado de Recursos Hídricos da


Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão Sul
Uso de Agrotóxicos Junto aos Rios Escorregamentos Afetando o Sistema Viário Escorregamentos Afetando o Traçado dos Rios Uso Inadequado de Agrotóxicos

Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica


do Rio Cubatão Sul

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FONTE CARTA GEOLÓGICA: CPRM - 1997
ESCALA DIGITALIZAÇÃO 1:100.000
ESCALA PLOTAGEM 1:50.000

24/02/2010 Curso de Multiplicadores em Mapeamento 22


e Gestão de Riscos
Cv Ponto 32

MODELO DE UM BANCO DE 16
DADOS GEOTÉCNICOS 14
13,5
VINCULADOS A UM SISTEMA 12
5 (kPa)

DE INFORMAÇÕES 9,7 9,5


10 (kPa)

Cv (m2/ano)
10
GEOREFERENCIADAS DA 8
20 (kPa)
40 (kPa)
GRANDE FLORIANÓPOLIS 6
6,1
80 (kPa)

Ex- Dissertação de Mestrado 4


3,5 160 (kPa)
320 (kPa)
Engenharia Civil – UFSC Eng. 2
0
0,7

Civil 0
Pressão (kPa)
Clebson Mendonça Guaresi

Ponto 32

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24/02/2010 Curso de Multiplicadores em Mapeamento 23
e Gestão de Riscos
PERFIS DE SUBSOLO DA GRANDE FLORIANÓPOLIS

-Regina Davison Dias NUGEOTEC/UNISUL -


24/02/2010 Curso de Multiplicadores em Mapeamento 24
e Gestão de Riscos
Erosões -Concentração de Águas Pluviais Inadequada de Aterro Local: Córrego Grande

Erosões

Rastejo

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24/02/2010 Curso de Multiplicadores em Mapeamento 25
e Gestão de Riscos
DESLOCAMENTS DE BLOCOS DE ROCHA
Queda livre de blocos , lascas de rocha, intatos
Provocando erosão e solapamento junto as bases

-Regina Davison Dias NUGEOTEC/UNISUL -


24/02/2010 Curso de Multiplicadores em Mapeamento 26
e Gestão de Riscos
AVALANCHES OU FLUXOS DE DETRITOS – DEBRIS
FLOWS Massa (1997) e GEORIO

PROVOCA ESCORREGAMENTOS DE SOLO E ROCHA PARA


DENTRO DE UM CURSO DE ÁGUA.

A MASSA DE SOLO MISTURA-S COM ÁGUA EM


ABUNDÂNCIA E É DIRIGIDA PARA AS VERTENTES
ARRASTANTANDO ÁRVORES E OUTROS MATERIAS QUE
ENCONTRAM PELO CAMINHO.

ADEMAIS, A EROSÃO DAS MARGENS TENDEM A AMPLIAR


O LEITO DO RIO.

A CONCENTRAÇÃO DE SÓLIDOS EM VOLUME PODE VARIAR


EM AMPLA FAIXA DE 30 A 70%.

VAZÃO DE PICO DE UM DEBRI FLOW PODE ALCANÇAR UM


VALOR DE 10 A 20 VEZES OU MAIS A VAZÃO DE CHEIA
(ÁGUA), PARA A MESMA BACIA HIDROGRÁFICA E MESMA
CHUVA

-Regina Davison Dias NUGEOTEC/UNISUL -


24/02/2010 Curso de Multiplicadores em Mapeamento 27
e Gestão de Riscos
ALTO PODER DESTRUITIVO - MOVIMENTOS DE
MASSA EM PERIODOS MUITO CURTOS.

- SEGUNDOS A POUCOS MINUTOS

- VELOCDADES ELEVADAS 5 A 20 M/S

- ALTA Capacidade DE EROSÃO E DESTRUIÇÃO


DEVIDO Às grandes pressões – 30 a 1000
kn/m2

- transportam detritos – galhos , troncos de


árvores, blocos de rocha, cascalho, areia e
lama – a grandes distâncias mesmo em
declividade de 5 a 15 graus.

- Ocorrem após longos períodos de chuva –


incidência pluviométrica 6 a 10 mm em 10
minutos.

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24/02/2010 Curso de Multiplicadores em Mapeamento 28
e Gestão de Riscos
Monitoramento geotécnico
O Monitoramento Geotécnicos de grandes áreas usando
geoprocessamento auxilia:

– Antever perigos e riscos associados aos processos de erosão e


instabilização de encostas;
– Com consequência assoreamento, inundações e
desestabilização das regiões costeiras e fluviais.
– As recuperações dos danos geotécnicos são difíceis e onerosos.
– Recuperação dos deslizamentos de grandes massas, corridas de
lama, rastejos, queda de blocos, rompimento de estruturas de
retenção, recalques de prédios, rompimento de canalizações,
erosões de grandes áreas, assoreamento dos rios, córregos e
lagoas, com consequentes inundações e contaminações dos
solos e da água, são exemplos de danos geotécnicos.
– ESTE É UM DESAFIO PARA OS NOSSOS PROJETOS

-Regina Davison Dias NUGEOTEC/UNISUL -


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