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S AEP SISTEMA DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL POLIEDRO 1 2 3 4 5 6 7 2014

SAEP

SISTEMA DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL POLIEDRO

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InstruçõesInstruções parapara aa provaprova
InstruçõesInstruções parapara aa provaprova
Ciclo 1 Prova 1
Ciclo 1
Prova 1

Ciências Humanas e suas Tecnologias Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Verifique se este caderno de questões contém um total de 90 questões, sendo 45 de Ciências Humanas e suas Tecnologias

e 45 de Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Para cada questão, existe apenas uma resposta correta.

Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a alternativa que corresponda à resposta correta. Essa alternativa (a, b, c, d ou e) deve ser preenchida completamente no item correspondente na folha de respostas que você recebeu, segundo o modelo abaixo. Observe:

A A A A
A
A
A
A

ERRADO ERRADO ERRADO CORRET O

Não será permitida nenhuma espécie de CONSULTA nem o uso de máquina calculadora ou de dispositivos eletrônicos, tais quais celulares, pagers e similares.

É proibido pedir ou emprestar qualquer material durante a realização da prova.

Você terá quatro horas e trinta minutos para responder a todas as questões e preencher a folha de respostas.

Não é permitida a saída antes de duas horas de duração da prova.

preencher a folha de respostas. Não é permitida a saída antes de duas horas de duração

BoaBoa prova!prova!

2014 ciências humanas e suas tecnologias   QuestÕes De 1 a 45 QuestÃo 1 O
2014
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ciências humanas e suas tecnologias

 

QuestÕes De 1 a 45 QuestÃo 1

O

secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,

qualificou o ataque com armas químicas na Síria como

“crime de guerra”. O secretário, no entanto, não atribuiu responsabilidades. Ban Ki-moon exigiu que os respon- sáveis – não identificados por ele – “prestem contas” pelo que fizeram e frisou que o Conselho de Segurança tem a “responsabilidade moral” de não deixar passar em branco esta violação dos direitos humanos. [ ]

O

relatório dos inspetores das Nações Unidas nada

diz sobre os responsáveis pelo ataque, mas este não é um caso isolado, já que a comissão da ONU sobre as violações de direitos humanos na Síria anunciou o início de investigação de outros supostos 14 ataques quími- cos, registrados desde setembro de 2011. O conflito na Síria – em que a contestação popu- lar ao regime deflagrou uma guerra civil – causou mais

de 110 mil mortes e fez dois milhões de refugiados, de acordo com as Nações Unidas. [ ]

Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-16/siria-onu- diz-que-ataque-com-armas-quimicas-e-crime-de-guerra>. Acesso em: 31 out. 2013. (Adapt.).

As tensões que ocorrem na Síria têm despertado a atenção de organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), e influem na disputa de poder entre as grandes potências mundiais no atual contexto das relações internacionais. Nesse sentido, faz parte das funções da ONU, em situações como a exposta sobre o conflito na Síria,

a
a

apoiar incondicionalmente os interesses das potên- cias hegemônicas, a fim de evitar que esses países

iniciem uma guerra nuclear contra os países em conflitos.

B
B

incentivar a proliferação de armamentos de defesa, desde que obedecidos os requisitos estabelecidos

pela instituição, como não provocar destruição em massa.

c
c
D
D

impedir o surgimento de novas potências nucleares e a ação das antigas e, ao mesmo tempo, evitar o massacre da população civil em decorrência do uso de armamentos de destruição em massa.

apoiar os Estados Unidos e seus aliados, uma vez que a Rússia sofre limitações do seu poderio bélico

por conta das ações de seu governo contra as mi- norias do país.

 

criar um bloco militar ocidental, com China e Rússia representando o Leste, utilizando recursos desses países para a defesa contra regimes ditatoriais, como o da Síria.de seu governo contra as mi- norias do país.   Resposta correta: C Ciências Humanas e

Resposta correta: C

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 2 e 3 Habilidades: 7, 9 e 15

A ONU foi criada em 1945, na Conferência de São Francisco, logo após o final da Segunda Guerra Mundial. Os países-membros do Conselho de Segu- rança – EUA, Reino Unido, França, Rússia e China – não formam um exército único, mas têm o direito de deliberar sobre o uso de armas de destruição em mas- sa, como no caso ocorrido na Síria, e sobre assun- tos como intervenções militares, sanções econômicas e outras punições contra os países que ultrapassam os limites estabelecidos pelas Nações Unidas e por órgãos paralelos, como a Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica).

2014
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2014 QuestÃo 2 O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso decla- que as práticas políticas brasileiras “são erradas

QuestÃo 2

O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso decla- que as práticas políticas brasileiras “são erradas

e deformadas” e que houve uma regressão para a República Velha no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Hoje temos governo e oposição. Os partidos perde- ram espaço e não existe mais o que se chamava de presidencialismo de coalizão”, afirmou FHC durante um evento na Fundação Escola de Sociologia de São Paulo. Segundo ele, atualmente existem apenas dois lados: governo e a oposição. “O governo busca com seus recursos políticos e de outra natureza influenciar a opinião. Não é um bom sistema”. [ ]

rou [

]

Gabriel Bonis. “Governo Lula levou a política do Brasil para a República Velha, diz FHC”. Carta Capital. Disponível em: <www.cartacapital.com.br/politica/lula-

levou-a-politica-do-brasil-para-a-republica-velha-diz-fhc-221.html>.

Acesso em: 12 set. 2013.

No texto, ao comparar o governo Lula à República Velha, o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso apresentou algumas características que, segundo ele, seriam comuns aos dois modelos de administração pública, embora tenham sido adotados em períodos distintos da história. Ainda que o ex-presidente Lula tenha governado o Brasil no século XXI e a República Velha tenha ocorrido no período de 1889 a 1930, ele afirma existirem similaridades. De acordo com as afirmações de Fernando Henrique Cardoso, tanto na República Velha como no governo do ex-Presidente Lula, foram comuns práticas como

a
a

a utilização de expedientes como voto aberto,

curral eleitoral e eleitores fantasmas para garantir a continuidade de um projeto de poder em detrimento do interesse da maioria da população brasileira.

B
B

a

adoção de modelo político pautado em discus-

sões entre grupamentos de diferentes bandeiras e

 

interesses políticos, com representação do povo e constante busca de construção de coalizões para concretizar projetos de interesse coletivo.

c
c

o

uso do poder econômico e da máquina governa-

mental para influenciar as decisões políticas de inte- resse nacional, com redução do poder dos partidos

e

vigência de um modelo em que o embate político

D
D

estava limitado à situação e à oposição.

o

monopólio, por parte dos estados mais ricos – São

 

Paulo e Minas Gerais, por exemplo –, mantendo privilégios para a elite e garantindo a destinação de mais verbas para seus estados, aplicadas em obras

públicas e na preservação de seu domínio político.

e
e

a centralização do poder político em um único partido, com a existência de outros agrupamentos políticos que, apesar de participarem de um pre- tenso jogo democrático, eram coagidos por milita- res a votar em favor do governo.

Resposta correta: C

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 1 e 5 Habilidades: 1, 2, 3 e 23

Segundo o ex-Presidente Fernando Henrique, o gover- no Lula se aproxima do modelo de administração pública da República Velha por consolidar práticas políticas em que, apesar da existência de várias agremiações políticas, há pouco ou nenhum espaço para o debate e o pluralismo de ideias, com a presença de apenas dois grandes grupamentos a se posicionarem: a situação e a oposição. Nesse sentido, a utilização da máquina pública – assim como na República Velha se recorria ao expediente “é dando que se recebe” – para garantir apoio aos projetos da situação é um dos elementos usados pelos governistas.

2014 QuestÃo 3   [ ] cada pessoa singular está realmente presa; está por viver
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QuestÃo 3

 

[

]

cada pessoa singular está realmente presa;

está por viver em permanente dependência funcional de outras; ela é um elo nas cadeias que ligam outras pessoas, assim como todas as demais, direta ou indire- tamente, são elos nas cadeias que as prendem. Essas cadeias não são visíveis e tangíveis, como grilhões de ferro. São mais elásticas, mais variáveis, mais mutá- veis, porém não menos reais, e decerto não menos fortes. E é a essa rede de funções que as pessoas de- sempenham umas em relação a outras, a ela e a nada mais, que chamamos “sociedade”.

Norbert Elias. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.

De acordo com o sociólogo Norbert Elias, a ideia de so- ciedade está diretamente ligada à dependência do ou- tro, das pessoas à nossa volta. Não é possível perceber de forma tão imediata essas ligações, mas a existência delas concretiza-se nas relações humanas diretas e in- diretas. Ao utilizar termos como dependência funcional, cadeias, grilhões de ferro e rede de funções, Elias defi- ne as relações humanas como

a
a

espontâneas, criadas a partir da colaboração direta, sem que interesses específicos norteiem os encon- tros entre os indivíduos e o funcionamento da socie- dade como um todo.

B
B
c
c

interdependentes e baseadas no funcionalismo, ou seja, todo e qualquer encontro entre indivíduos pauta-se em interesses individuais e/ou corporati- vos associados a causas e motivações específicas.

espontâneas, sob o aspecto individual, e interde- pendentes, quanto aos aspectos sociais, porém não associadas a interesses específicos, ou seja, não funcionais ou materialistas.

D
D

espontâneas, por meio dos grilhões que associam as pessoas ao materialismo, simulando condições sociais mais nobres, como a interação entre os indi-

víduos, e não havendo interesse específico por trás das relações.

e
e

socialmente direcionadas por instituições e meca- nismos socioeconômicos invisíveis ao olho huma- no, os quais dizem às pessoas o que fazer, por onde andar, o que consumir, dando-lhes a falsa impres- são de livre-arbítrio.

Resposta correta: B

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 1 e 3 Habilidades: 1 e 14

A leitura do enunciado traz bases do pensamento do sociólogo Norbert Elias, um dos expoentes do século XX nas ciências sociais. Elias evidencia, em sua obra, a teoria da interdependência funcional como elo a relacionar as pessoas em nível individual e social, utilizando termos fortes para deixar clara essa relação e evidenciando tanto a necessidade do outro e do tecido social quanto o fato de que os homens se aproximam para resolver seus problemas e necessidades.

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2014 QUESTÃO 4 Pauta de exportações do império (em %) PRODUTOS 1851-1860 1861-1870 1871-1880 Café

QUESTÃO 4

Pauta de exportações do império (em %)

PRODUTOS

1851-1860

1861-1870

1871-1880

Café

48,8

45,5

56,6

Açúcar

21,2

12,3

11,8

Algodão

7,5

6,2

18,3

Cacau

1,0

0,9

1,2

Borracha

2,3

3,1

5,5

Fumo

2,6

3,0

3,4

Erva-mate

1,6

1,2

1,5

Couros e peles

7,2

6,0

5,6

TOTAL

90,2

90,3

95,1

Fonte: N. W. Sodré. “História da burguesia brasileira”. In: Ilmar R. Matos; Márcia A. Gonçalves. O império da boa sociedade. São Paulo: Atual, 1991, p. 49.

Com base nos dados da tabela, relativos às décadas de 1850 a 1870, observa-se que o modelo econômico brasileiro vigente no período imperial, durante o governo de Dom Pedro II, evidenciou

a importância do Brasil no cenário mundial como

exportador de café, açúcar e algodão, que eram

produtos de grande interesse aos maiores mercados,

os quais, ao comprarem esses produtos, estimularam

a entrada de recursos para a industrialização

A
A

nacional.

B
B

diversidade da produção agrícola nacional, com primazia do café, do açúcar e do algodão, mas com o crescimento de outros gêneros que, nas

a

décadas seguintes, seriam os pilares da economia nacional, como a borracha, o cacau e o fumo.

C
C

os

grandes investimentos na diversificação econô-

mica nacional, com a ampliação do parque indus-

 

trial em São Paulo e no Rio de Janeiro, apesar de

a

pauta de exportações indicar a forte inclinação

D
D

agroexportadora do Brasil.

profunda dependência da cafeicultura, que, nesse período, representou entre 45% e 56% das expor-

a

 

tações brasileiras, suplantando o açúcar como prin- cipal produto de exportação e definindo o país como nação agroexportadora monocultora.

E
E

continuidade do ciclo do café no Brasil, iniciado no século XVIII, na região das Minas Gerais, logo após

a

o esgotamento da produção aurífera no país, ainda

durante o período colonial, atingindo seu ápice entre 1850 e 1880.

Resposta correta: D

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 1 Habilidades: 1, 2 e 3

A tabela demonstra que o Brasil, durante o governo de Dom Pedro II, consolidou o avanço e a prevalência do café como principal produto nacional de exportação, representando, nas décadas referidas, entre 45% e 56% dos produtos comercializados internacionalmente pelo país. Com isso, o Brasil consolidou sua economia como essencialmente agrária e manteve o perfil de país monocultor, tendo em vista que o café respondia, sozinho, por praticamente metade das receitas auferi- das pela exportação.

2014 QuestÃo 5   Em julho, o comércio varejista do país cresceu 1,9% no volume
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QuestÃo 5

 

Em julho, o comércio varejista do país cresceu 1,9% no volume de vendas e 2,0% na receita nominal, ambas na série com ajuste sazonal. Para o volume de vendas é o maior resultado desde janeiro de 2012 (2,8%), e para a receita nominal, é a maior variação desde junho de 2012 (2,4%). Na série sem ajuste sa- zonal, o volume de vendas cresceu 6,0% sobre julho de 2012, 3,5% no acumulado dos sete primeiros me- ses do ano e 5,4% no acumulado em 12 meses. Nas mesmas comparações, a receita nominal de vendas cresceu 13,8%, 11,6% e 12,2%, respectivamente.

IBGE Comunicação Social, 12 set. 2013. Disponível em:

<http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=

 

1&idnoticia=2467>. Acesso em: 15 set. 2013.

O texto destaca o aumento das vendas do setor vare- jista no Brasil, cujas atividades são importantes para a economia do país. Dentre as principais justificativas para essa expansão, tem-se

a
a

o

aumento da renda média do trabalhador brasi-

leiro, o que se deve a fatores como a redução do desemprego, tendo provocado grande incremento

 

de população na faixa de renda conhecida como classe C.

B
B

os programas do Governo Federal de incentivo ao

consumo, que oferecem crédito facilitado para as famílias das classes B e C, desde que elas com-

 

provem que têm renda familiar baixa e são mais numerosas.

c
c

o expressivo crescimento da produção industrial brasileira, que atualmente consegue concorrer de forma muito equilibrada com a produção manufa- tureira de países emergentes, como a China.

D
D

a

redução da taxa de natalidade, pois as famílias

e
e

que têm menos integrantes obrigatoriamente terão uma renda mais bem distribuída, podendo gastar mais no comércio varejista.

as parcerias do Brasil com países do Mercosul, que garantem ao mercado varejista uma enorme quan- tidade de produtos manufaturados ali fabricados, com preços mais competitivos para o consumidor.

Resposta correta: A

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 2 e 4 Habilidades: 8 e 18

Uma das justificativas do bom momento apresentado pelo setor varejista é o aumento da renda média do tra- balhador brasileiro, que foi alcançado devido ao cresci- mento do número de empregos formais, à redução do desemprego e à maior facilidade de acesso ao crédito; este, por sua vez, não está condicionado à comprovação de uma renda baixa, pois os credores precisam de ga- rantias mínimas de estabilidade financeira para ofere- cer crédito aos consumidores, já que o Governo Federal não interfere nos critérios utilizados pelas instituições financeiras.

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2014 QuestÃo 6 O conceito de violência simbólica foi criado pelo pensador francês Pierre Bourdieu para

QuestÃo 6

O conceito de violência simbólica foi criado pelo pensador francês Pierre Bourdieu para descrever o pro- cesso pelo qual a classe que domina economicamente impõe sua cultura aos dominados. Bourdieu, juntamen- te com o sociólogo Jean-Claude Passeron, parte do princípio de que a cultura, ou o sistema simbólico, é ar- bitrária, uma vez que não se assenta numa realidade dada como natural.

Nadime L’apiccirella. “O papel da educação na legitimação da violência simbólica”. Revista eletrônica de Ciências, nº 20, USP: 2003. Disponível em:

<www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_20/violenciasimbolo.html>.

Acesso em: 28 nov. 2013.

Pierre Bourdieu, grande sociólogo do século XX, cunhou importantes expressões e conceitos, como o de “violência simbólica”, conforme citado no texto. Sobre essa proposição em particular, é importante compreender tanto o conceito de violência quanto o de simbolismo. Uma das concretizações que Bourdieu considerava como “violência simbólica” era a própria educação. Parece contraditória, do ponto de vista so- cial, a percepção da educação, considerada libertária pela concessão de elementos do conhecimento ao indivíduo e ao tecido social, como concretização da “violência simbólica”; entretanto, para ele, essa asso- ciação era possível, pois

a organização do sistema educacional, com salas de aula fechadas, com os alunos submetidos ao

poder e ao controle dos profissionais da educação constitui forma de violência silenciosa e sutil.

a
a
B
B

a

autoridade dos agentes educacionais simboliza

e

evidencia elementos de violência simbólica por

inibirem o pensamento livre, a criatividade e a au- tonomia dos alunos.

c
c

o

uso de expedientes como notas, suspensões

e

castigos, impostos pelos agentes educacionais

aos alunos para sobre eles exercer controle, evi-

D
D

dencia a violência simbólica existente na escola.

a

educação é um elemento de imposição ou per-

 

suasão de valores sociais pertencentes aos gru- pos sociais dominantes que, de modo silencioso, condiciona os demais segmentos sociais a seus interesses e valores.

e
e

a

submissão dos alunos durante as aulas e ativi-

dades propostas pelos agentes educacionais, sem qualquer outra opção aos educandos, com impo- sição de modelos e práticas, constitui violência

simbólica.

Resposta correta: D

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 1 e 3 Habilidades: 1 e 14

Violência simbólica é aquela que não se evidencia física ou psicologicamente, impondo-se de forma sub- jacente, com a imposição silenciosa e sutil de valores, padrões, conceitos e práticas. Ao associar esse con- ceito à educação, o sociólogo Pierre Bourdieu procu- rou demonstrar que, por meio de modelos sociais, uma classe dominante – como a burguesia (no caso dos países liberais ou neoliberais) – impõe aos demais gru- pamentos sociais, em sala de aula, seu modo de vida.

2014 2014 QuestÃo 7 Disponível em: <http://4.bp.blogspot.com/_yah7vf_hdvI/TPQ6d4xWLeI/
2014 2014
2014 2014
QuestÃo 7 Disponível em: <http://4.bp.blogspot.com/_yah7vf_hdvI/TPQ6d4xWLeI/
QuestÃo 7
Disponível em: <http://4.bp.blogspot.com/_yah7vf_hdvI/TPQ6d4xWLeI/
AAAAAAAAAhM/LFc2thkyIfI/s1600/1.jpg>. Acesso em: 16 out. 2013.
A
charge tem Getúlio Vargas como personagem cen-
tral atuando em dois papéis, como uma das marione-
tes e como o articulador do movimento de si mesmo
e
do popular com quem interage no “Teatrinho do Pai
dos Pobres”. Nela, além da alcunha (o “pai dos pobres”)
dada a Getúlio durante seus governos, aproximando-o
da população devido a suas ações de caráter populista,
há também a associação de Vargas ao sindicalismo.
Considerando a charge e tendo em vista que os sindica-
tos são representações dos interesses dos trabalhado-
res na relação com seus empregadores e que o governo
deve intermediar essas relações de forma imparcial,
sobre a relação do governo varguista com os sindicatos
e
trabalhadores, é possível inferir que Vargas
a
agiu de forma calculada e política ao estabelecer as
leis trabalhistas, por isso começou a ser chamado de
“pai dos pobres”, mas atrelou os sindicatos ao seu
comando, elegendo pelegos para os cargos diretivos.
B
foi realmente o “pai dos pobres”, pois, decisivo,
agiu para que a relação entre patrões e emprega-
dos ocorresse de forma justa, exigindo dos empre-
gadores o respeito aos direitos trabalhistas criados
na República Velha.
c
manipulou os sindicatos, agindo em benefício dos
empresários, por isso a charge ironiza a ideia de “pai
dos pobres” ao fazer Getúlio “brincar” com questões
primordiais para os interesses dos trabalhadores,
como o sindicalismo.
D
adotou o modelo sindical fascista de Mussolini, com
os trabalhadores sob controle direto do Estado, sem
que se estabelecessem sindicatos, sendo o Ministério
do Trabalho intermediador das relações entre patrão
e empregado.

proibiu qualquer ação dos sindicatos durante seu governo, que via nessas instituições fins políticos e uma relação direta com os comunistas ligados governo, que via nessas instituições fins políticos e uma relação direta com os comunistas ligados a Carlos Prestes, criando o Ministério do Trabalho para intermediar as relações entre patrões e empregados.

Resposta correta: A

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 1 e 5 Habilidades: 1, 2, 3, 4 e 23

Vargas criou as leis trabalhistas no Brasil durante o Es- tado Novo (1937-1945), ganhando com isso apoio e res- peito popular em um período marcado pelo autoritarismo de seu governo. O estabelecimento de direitos como fé- rias, descanso semanal remunerado, salário mínimo e outros benefícios foi um dos pilares do populismo getu- lista. Essas medidas eram demandas dos trabalhadores e de seus sindicatos desde a República Velha; ao enten- der a necessidade de implementação delas e realizá-las em seu governo, Getúlio ganhou grande popularidade, ficando conhecido mais tarde pela alcunha “o pai dos pobres”. Quanto aos sindicatos, porém, Getúlio Vargas agiu de forma a exercer controle sobre eles, definindo seus comandantes ao “indicar” pessoas de sua confian- ça, ligadas ao seu governo e a seus interesses. Os sin- dicalistas ligados ao governo e aos sindicatos patronais ficaram conhecidos historicamente como pelegos (falsos sindicalistas, agentes do governo). O sindicato era, as- sim, definido como órgão consultivo e de colaboração com o poder público, sendo descaracterizada sua atri- buição de defesa dos trabalhadores, como órgão da classe trabalhadora, não vinculado ao governo.

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20142014 QuestÃo 8 Texto I O Esclarecimento é a saída do homem da condição de menoridade
QuestÃo 8 Texto I O Esclarecimento é a saída do homem da condição de menoridade
QuestÃo 8
Texto I
O Esclarecimento é a saída do homem da condição de menoridade autoimposta. Menoridade é incapacidade de
servir-se de seu entendimento sem a orientação de um outro. Essa menoridade é autoimposta quando a sua causa
reside na carência não de entendimento, mas de decisão e coragem em fazer uso de seu próprio entendimento sem a
orientação alheia. Sapere aude! Tem coragem em servir-te de teu próprio entendimento! Este é o mote do Esclarecimento.
Immanuel Kant. “O Que é Esclarecimento?” In: Danilo Marcondes. Textos básicos de ética: de Platão a Foucault. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 95-99.
Texto II
Disponível em: <http://ficcaoenaoficcao.files.wordpress.com/2012/03/calvin-e-haroldo-direito-inalienavel.jpg>. Acesso em: 14 out. 2013. (Adapt.).
Considerando o conceito desenvolvido por Kant sobre o
Esclarecimento e a afirmação de Calvin sobre ignorância,
tendo em vista a alienação trabalhada por Karl Marx em
seus escritos, é possível constatar que
e
a
a
ignorância é uma forma de liberdade, ou seja, a
alienação permite ao indivíduo eximir-se de qualquer
compromisso social pelo puro desconhecimento
das questões da vida. Já o Esclarecimento significa
submeter-se ao sistema e à ditadura do conhecimen-
to, que impõem dor e desconforto.
a escola proporciona saberes que não permitem a
emancipação real da alienação, apenas a supera-
ção parcial da ignorância, não havendo, portanto, o
Esclarecimento. Com isso, o indivíduo vive apenas
a ilusão do saber e das escolhas conscientes, vi-
vendo de forma incompleta e infeliz.
Resposta correta: B
B
a
ignorância conduz à alienação, ou seja, ao desco-
nhecimento e à ausência de participação nas ques-
Ciências Humanas e suas Tecnologias
Competências: 1 e 3
Habilidades: 1, 2, 3, 4 e 14
tões da vida. O Esclarecimento permite que, a partir
do conhecimento, as pessoas estejam aptas a parti-
cipar conscientemente da sociedade segundo o seu
livre-arbítrio.
c
a
privação da liberdade pelo Esclarecimento fere o
direito à felicidade, pois impele o sujeito a agir, visto
que sua consciência o compele a isso, tendo em vista
o
movimento e as complexidades do mundo. Assim,
a alienação gerada pela ignorância é o caminho para
uma vida feliz.
D
o
Esclarecimento proporcionado somente pela edu-
cação formal gera a superação da alienação e, como
consequência, da ignorância. Ao esclarecer-se, o
sujeito tem o poder da escolha, se quer ou não agir
no mundo, opções que irão conduzi-lo à felicidade.
A afirmativa de Kant define que o ser que atinge o
Esclarecimento (Iluminismo) passa a ter o conhecimen-
to e, com esse saber, supera a dependência do outro,
esta chamada por ele de menoridade. Kant aprofunda
seu pensamento afirmando que não basta, no entan-
to, saber ou conhecer as coisas do mundo, é preciso
ter coragem, curiosidade e desprendimento para usar
esse conhecimento. Os quadrinhos de Calvin associam
ignorância à felicidade, ou seja, o desconhecimento
das coisas do mundo ao descompromisso e à ino-
perância social, à falta de engajamento. A alienação
fecha a pessoa e seus sentidos ao mundo, e a igno-
rância o isenta de qualquer compromisso por falta de
consciência a respeito de seu entorno.
2014 QuestÃo 9   Brasil, África do Sul, Índia e China divulgam declaração sobre mudanças
2014
2014

QuestÃo 9

 

Brasil, África do Sul, Índia e China divulgam declaração sobre mudanças climáticas

A preocupação com a inadequação dos atuais com- promissos dos países desenvolvidos na redução das emissões de gases de efeito estufa foi um dos des- taques do documento final da reunião ministerial do Basic – grupo formado por Brasil, África do Sul, China e Índia – realizada em Foz do Iguaçu (PR). O encontro foi convocado para discutir uma posição comum para as negociações em curso sobre a Con- venção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) e o Protocolo de Kyoto. Para os representantes estatais, também é neces- sário mais apoio financeiro, tecnológico e de capa- citação dos países desenvolvidos para ações globais contra as alterações climáticas. O documento, assinado por representantes do Basic e mais Argentina, Fiji, Paraguai, Peru e Venezuela, também defendeu a ratificação rápida das emendas ao Protocolo de Kyoto, que estabelece o segundo período de compromisso do acordo, com vigência até 2020.

Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-16/

brasil-africa-do-sul-india-e-china-divulgam-declaracao-sobre-mudancas-

 

climaticas>. Acesso em: 20 set. 2013. (Adapt.).

Os desafios ambientais estão presentes em todos os grupos de países, sejam eles desenvolvidos, emer- gentes ou subdesenvolvidos não industrializados. O Basic é um grupo que tem mostrado preocupação com

essas questões. Os países que compõem o Basic têm em comum

a
a

a

localização no hemisfério Sul, o que corrobora a

 

divisão proposta ao final da Guerra Fria de agrupar os países do mundo entre Norte desenvolvido e Sul subdesenvolvido.

B
B

a

ocorrência de problemas socioambientais muito

semelhantes, destacando-se o uso intensivo do

c
c

carvão mineral como fonte de energia primária.

a

atuação de organizações governamentais e

partidos verdes pressionando lideranças locais a

 

buscarem soluções eficazes para seus problemas ambientais.

D
D

o

papel do Estado como centralizador das deci-

sões e a não aceitação dos acordos ambientais

 

globais, representando uma postura de oposição

 

às

potências tradicionais.

e
e

suas economias emergentes e o enorme potencial hu- mano e natural, resultando em maior reflexão sobre o modelo de crescimento econômico a ser adotado.

Resposta correta: E

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 2, 4 e 6 Habilidades: 7, 18, 29 e 30

Os países do Basic são considerados emergentes. África do Sul e Brasil estão localizados no hemisfé- rio Sul, enquanto Índia e China estão localizados no hemisfério Norte. As afinidades entre esses países estão representadas em aspectos humanos – como suas economias emergentes –, assim como em as- pectos naturais – destacando-se os solos agrícolas, as florestas, o potencial hidráulico e os recursos mine- rais e energéticos. Apesar desses aspectos positivos, ainda existem inúmeras dificuldades a serem superadas, principalmente as desigualdades sociais e o processo histórico de exploração predatória dos recursos naturais.

2014
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2014 QuestÃo 10 Redução de queimadas da cana já produz resultados A substituição da colheita manual

QuestÃo 10

Redução de queimadas da cana já produz resultados

A substituição da colheita manual da cana-de- -açúcar pela mecanizada no Estado de São Paulo nos

últimos seis anos, por força do Protocolo Agroambiental

do Setor Sucroenergético, tem provocado a queda

crescente das emissões de gases de efeito estufa (GEE) pelo setor agrícola. Se esse ritmo de conversão for mantido nos

próximos anos e, dependendo do tipo de manejo da

cana-de-açúcar crua adotado, o setor poderá contribuir com mais da metade da meta de redução das emissões

de

GEE do estado. [ ]

Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/17870>. Acesso em: 16 set. 2013. (Adapt.).

O

setor sucroenergético tem se mobilizado para

reduzir a queimada da palha de cana, uma técnica empregada para preparar os terrenos para novos plantios. A prática das queimadas pode ser vista como uma enorme contradição para a indústria do etanol, já que sua produção está associada a uma matriz energética menos poluente. Além das queimadas, outra contradição apresentada pela intensificação da

produção de cana para a fabricação do etanol é

a
a

a

tendência mundial de substituição definitiva da

B
B

gasolina e do óleo diesel pelo álcool combustível, principalmente nos países desenvolvidos, princi- pais entusiastas da produção deste.

a possibilidade de essa produção, apesar da reno- vabilidade da cana-de-açúcar e da menor emissão

 

de

gases-estufa, incentivar o desmatamento e o uso

c
c

intensivo dos solos agrícolas.

o

controle imposto pelo Protocolo de Kyoto, do

qual o Brasil não é signatário, que não permite que

 

o

país promova maior expansão das lavouras de

D
D

cana e, consequentemente, da produção de etanol.

a

redução da participação da frota de carros

 

conhecidos como flex no mercado nacional, o que dispensaria a preocupação com a expansão dos canaviais e provocaria a queda no crescimento da indústria automobilística.

e
e

a participação praticamente incipiente do agronegócio da cana-de-açúcar no cenário internacional, o que torna essa produção muito pouco rentável tanto para os países desenvolvidos quanto para os países emergentes.

Resposta correta: B

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 4 e 6 Habilidades: 19, 27, 28 e 29

O etanol é um combustível que apresenta uma série de vantagens, como a sua renovabilidade, a redução das emissões de CO 2 , o aproveitamento de um poten- cial natural do Brasil, a geração de empregos em diferentes cadeias produtivas e a consolidação de uma tecnologia nacional. Por outro lado, a monocultura da cana é praticada em latifúndios, o que exclui os pequenos proprietários, pressiona os ecossistemas e perpetua uma lógica de produção predatória que acompanha o Brasil desde a época do colonialismo.

2014 QuestÃo 11   População brasileira deve chegar ao máximo (228,4 milhões) em 2042 A
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QuestÃo 11

 

População brasileira deve chegar ao máximo (228,4 milhões) em 2042

A população brasileira continuará crescendo até 2042, quando deverá chegar a 228,4 milhões de pes- soas. A partir do ano seguinte, ela diminuirá gradual- mente e estará em torno de 218,2 milhões em 2060. Esse é um dos destaques da publicação “Projeção da população do brasil por sexo e idade para o período 2000/2060 e projeção da população das unidades da Federação por sexo e idade para o período 2000/2030”,

que o IBGE disponibiliza [

]

na internet. [

]

Disponível em: <http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id= 1&busca=1&idnoticia=2455>. Acesso em: 15 set. 2013. (Adapt.).

De acordo com o IBGE, há uma tendência de redução do ritmo de crescimento da população brasileira, que deve começar a diminuir em valores absolutos a partir da década de 2040. Considerando esse aspecto, as causas dessa transformação para a sociedade brasileira

a
a
B
B

são reflexo das políticas de inibição da natalida- de criadas pelo Governo Federal, comprovando o desenvolvimento socioeconômico e a redução da miséria em diversas localidades do país.

são resultado das políticas internacionais de redu- ção da natalidade, em especial nos países subde- senvolvidos, representando a evolução de todos os indicadores sociais do Brasil.

c
c
D
D

não detêm relações profundas com intervenções políticas do Estado brasileiro, tendo como alguns de seus fundamentos o aumento da população urbana, a melhoria do nível social e a prática do planejamento familiar.

não têm nenhum tipo de associação com as me- lhorias sociais observadas no Brasil nas últimas décadas, estando condicionadas apenas ao au- mento do custo de vida nos centros urbanos.

e
e

não têm qualquer tipo de participação das autori- dades oficiais, tendo sua base no aumento de renda da população brasileira, podendo ser revertidas em um quadro de crise econômica.

Resposta correta: C

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 4 e 6 Habilidades: 8 e 18

A redução do ritmo de crescimento da população brasi-

leira pode ser compreendida como uma série de fatores conjuntos, como o aumento das taxas de urbanização

e dos custos de vida, o que, somado a um aumento da

instrução e acesso a métodos contraceptivos, ajuda a promover o planejamento familiar. Outros aspectos im- portantes são o aumento da independência financeira e da inserção das mulheres no mercado de trabalho.

2014
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2014 QuestÃo 12 Na cerimônia em homenagem aos 25 anos da Cons - tituição Federal, o

QuestÃo 12

Na cerimônia em homenagem aos 25 anos da Cons- tituição Federal, o presidente da Câmara dos Deputa- dos, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que, apesar de criticada por ser extensa, a Carta Magna do país conseguiu traduzir os anseios da maioria dos brasi- leiros. Para Alves, um dos constituintes, o texto de 1988 criou as “condições históricas” para a transição demo- crática do Brasil. “Há 25 anos, com a promulgação da Constituição, o Brasil transpôs definitivamente um mo- mento sombrio de sua história, quando as liberdades não eram respeitadas”, discursou Alves. “O povo, princi- pal personagem da nação, voltou a assumir a produção de seu destino”, acrescentou o peemedebista. [ ]

Jornal do Brasil. “Constituição criou condições históricas para a transição democrática, diz Alves”. Disponível em: <www.jb.com.br/pais/

noticias/2013/10/09/constituicao-criou-condicoes-historicas-para-transicao-

democratica-diz-alves>. Acesso em: 12 out. 2013. (Adapt.).

Considerando a afirmação do presidente da Câmara dos Deputados, ao referir-se à promulgação da Cons- tituição do Brasil em 1988, destacando que esta per- mitiu a transição democrática do país, com a supera- ção de um “momento sombrio” e o retorno do povo à condição de protagonista na história da nação, pode-se definir o momento em questão como

a crise mundial do petróleo, na década de 1970,

que afetou a economia do Brasil, ocasionando a

a
a
 

carestia, sendo que a Constituição de 1988 possi- bilitou um novo modelo econômico, o que estimu- lou o desenvolvimento e a recuperação do poder aquisitivo da população.

B
B

o

regime militar, que vigorou entre 1964 e 1985,

sendo que a Constituição de 1988 efetivou a tran-

 

sição democrática do país, dando ao povo o direito

de

escolha de seus governantes via eleições dire-

tas para todos os cargos eletivos, inclusive para a presidência da República.

c
c

Guerra Fria, disputa ideológica entre União So-

viética e Estados Unidos, com o Brasil assumindo posição de neutralidade devido à Constituição de 1988, o que devolveu ao povo a tranquilidade per- dida durante as décadas em que o país apoiou os EUA e foi ameaçado pela URSS.

a

D
D

a

época em que governos militares, civis autoritários

populistas comandaram o Brasil, entre 1950 e 1990, com liberdade democrática somente para os partidários da Arena ou do MDB, sendo que

e

a

Constituição de 1988 permitiu a criação de

mais partidos e, com isso, a participação de mais brasileiros nos processos políticos.

e
e

a época em que somente partidários do Comunismo e do Socialismo podiam votar, não atingindo a imensa maioria da população brasileira; com a Constituição de 1988, os partidos de esquerda, como o PCB ou o PC do B, tiveram o direito de participar de eleições no Brasil.

Resposta correta: B

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 1 e 5 Habilidades: 1, 2, 3, 22, 23 e 24

A

Constituição de 1988 ratificou as alterações demo-

cráticas que estavam ocorrendo no Brasil desde o final da década de 1970, quando os exilados políticos

puderam retornar ao país. O bipartidarismo estabele- cido durante o regime militar que vigorou no período 1964-1984, com eleições para os principais cargos sendo suprimidas, começou a ser superado com o sur- gimento de novos partidos e eleições para governador em 1982, mas somente se devolveu o poder ao povo,

com eleições livres para presidente da República, com

a

nova Carta Magna, promulgada em outubro de 1988,

e

a realização das eleições de 1989.

2014 e de a O QuestÃo 13 Zh – Seu conceito de “sociedade em rede”
2014
2014

e

de

a

O

QuestÃo 13

Zh – Seu conceito de “sociedade em rede” ganhou

novas nuanças devido ao fenômeno das redes sociais

à cultura colaborativa da internet? castells – Propus, em 1996, o conceito de socieda- em rede para caracterizar a estrutura social emer-

gente na era da informação, substituindo gradualmente

sociedade da era industrial. A sociedade em rede é

global, mas com características específicas para cada país, de acordo com sua história, sua cultura e suas instituições. Trata-se de uma estrutura em rede como forma predominante de organização de qualquer ati- vidade. Ela não surge por causa da tecnologia, mas devido a imperativos de flexibilidade de negócios e de práticas sociais, mas sem as tecnologias informáti- cas de redes de comunicação ela não poderia existir. Nos últimos 20 anos, o conceito passou a caracterizar

quase todas as práticas sociais, incluindo a sociabi- lidade, a mobilização sociopolítica, baseando-se na internet em plataformas móveis.

“‘A rede torna mais difícil a opressão’, diz Manuel Castells”. Entrevista ao jornal Zero Hora. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/

cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2013/06/a-rede-torna-mais-dificil-a-

opressao-diz-manuel-castells-4164803.html>.

trecho pertence a uma entrevista do sociólogo

Manuel Castells ao jornal Zero Hora, no Rio Grande do Sul. A nova sociedade preconizada por Castells, um dos mais importantes expoentes da sociologia surgi- dos na virada do século XX para o XXI, como perce- bido no trecho da entrevista reproduzida, passa pela construção das redes. Para a “sociedade em rede”, o papel das tecnologias de informação e comunicação é

decisivo, tendo em vista que o aperfeiçoamento dos computadores, a estruturação da internet, a velocidade crescente de transmissão das informa- ções, a mobilidade e outros recursos tecnológicos surgidos constituem as plataformas que intensifi- cam a conexão entre as pessoas e a construção das redes.

primordial, pois o avanço da ciência está permitin- do a evolução dos recursos tecnológicos de forma acelerada, o que permitirá à humanidade, em pou- cos anos, contar com a inteligência artificial, que irá responder aos anseios e necessidades gerais das sociedades, liberando homens e mulheres dessas preocupações.

c
c

pontual apenas, pois as tecnologias somente fa-

relativo, dependendo sempre da forma como as

insignificante, tratando-se apenas de recursos que,

D
D
e
e

zem a ponte entre as pessoas, acelerando a entre- ga de dados ou permitindo comunicação imediata, nada sendo além de ferramenta ou instrumental para as ações humanas, sem interferência direta nas relações entre as pessoas.

pessoas utilizam as facilidades e os recursos pro- porcionados pela tecnologia, ou seja, o elemento primordial é o ser humano, e a existência ou não de computadores, internet e outros recursos não define ou estabelece a chamada sociedade da informação.

como automóveis, carros ou geladeiras, compõem o cotidiano, melhorando a qualidade de vida das pessoas, mas sem interferir em relações humanas ou sociais, dependentes sempre das pessoas e suas instituições para se consolidarem.

Resposta correta: A

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 2 e 4 Habilidades: 9, 16 e 18

O sociólogo Manuel Castells é bastante claro quanto ao papel da tecnologia, reconhecendo que não foi a tecnologia o que motivou o surgimento da sociedade em rede; ele atribuiu a computadores, internet e ou- tros recursos a possibilidade de existência dessa so- ciedade e o importante papel de acelerar e estimular os contatos entre as pessoas, mobilizando grupos a partir de diferentes interesses (como sociais, corpo- rativos, econômicos e políticos), em diferentes partes do mundo.

2014
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2014 QuestÃo 14 c O debate a respeito dos resultados humanos da Revolução Industrial ainda não
QuestÃo 14 c O debate a respeito dos resultados humanos da Revolução Industrial ainda não
QuestÃo 14
c
O debate a respeito dos resultados humanos da
Revolução Industrial ainda não se libertou inteiramen-
te
dessa atitude. Nossa tendência ainda é perguntar:
ela deixou as pessoas em melhor ou em pior situação?
evolucionou a técnica do trabalho humano, ofere-
cendo mais produtos, melhorando o modo de vida
e permitindo aos homens desenvolver mais sua
solidariedade, pois as máquinas otimizaram o pro-
cesso produtivo, dando mais tempo ao trabalhador
para se dedicar a outras pessoas.
E
até que ponto? Para sermos mais precisos, inter-
D
rogamo-nos qual foi o volume de poder aquisitivo,
ou bens, serviços e assim por diante, que o dinheiro
pode comprar, que ela proporcionou a que quan-
tidade de indivíduos, supondo-se que uma dona
de casa possuidora de uma máquina de lavar rou-
pa esteja em melhor situação do que outra, des-
tituída desse eletrodoméstico (o que é razoável),
mas também supondo que a felicidade individual
consiste numa acumulação de coisas tais quais como
bens de consumo e que a felicidade social consiste
na maior acumulação possível de coisas pelo maior
número possível de indivíduos (o que não é verdade).
Saber se a Revolução Industrial deu à maioria dos bri-
tânicos mais ou melhor alimentação, vestuário e ha-
bitação, em termos absolutos ou relativos, interessa,
naturalmente, a todo historiador. Entretanto, ele terá
deixado de aprender o que a Revolução Industrial teve
de essencial, se esquecer que ela não representou
um simples processo de adição e subtração, mas sim
uma mudança social fundamental. Ela transformou a
vida dos homens a ponto de torná-las irreconhecíveis.
Ou, para sermos mais exatos, em suas fases iniciais
ela destruiu seus antigos estilos de vida, deixando-os
livres para descobrir ou criar outros novos, se soubes-
sem ou pudessem.
alterou somente os processos produtivos, incorpo-
rando o uso de máquinas e imprimindo maior velo-
cidade, o que gerou maior produtividade, sem, no
entanto, alterar o modo de vida das pessoas.
e
modificou, com o advento de processos que permi-
tiram a produção ininterrupta de bens e produtos,
as relações humanas e as atrelou ao consumo,
atribuindo à aquisição de produtos e aos confortos
materiais grande importância.
Resposta correta: E
Ciências Humanas e suas Tecnologias
Competências: 1 e 4
Habilidades: 1, 2, 3 e 20
Eric Hobsbawm é bastante claro ao afirmar as mu-
danças na vida humana decorrentes da Revolução
Industrial e associá-las à maior oferta de bens e ser-
viços nos mercados. O industrialismo, com o advento
de novas tecnologias e sistemas de produção, ace-
lerou os ciclos produtivos e, com isso, toda a vida,
atrelando-a ao consumo, associando a ideia de felici-
dade e qualidade de vida ao possuir.
Eric Hobsbawm. As origens da Revolução Industrial.
São Paulo: Global, 1979, p. 121-125.
O
texto coloca em discussão a Revolução Industrial
com base em duas questões primordiais: a mudança
de estilo de vida das pessoas com o advento do indus-
trialismo e o próprio conceito de felicidade adequado ao
modelo industrial de produção e consumo em massa.
Nesse sentido, a Revolução Industrial
a
transformou significativamente a vida humana ao
permitir que toda a população, sem distinção, pas-
sasse a viver com fartura, com benesses materiais
evidentes, associadas a ciclos produtivos otimiza-
dos pelas máquinas.
B
não alterou significativamente a história humana
quanto ao estilo de vida, somente quanto aos pro-
cessos produtivos, visto que a incorporação de má-
quinas e a maior velocidade de produção proporcio-
naram apenas mais produtos para consumir.
2014 ] [ QuestÃo 15 Texto I Quando se iniciou a construção do Muro de
2014
2014

] [

QuestÃo 15

Texto I

Quando se iniciou a construção do Muro de Berlim,

em 1959, já se sabia que seria um símbolo poderoso da divisão do mundo nas esferas de influência capita- lista e socialista. A construção era vista como uma ne- cessidade do lado oriental, como uma barreira real e intransponível a ser erigida para evitar as deserções e debandadas em direção ao lado ocidental. Mais que um símbolo, o muro deveria representar a solidez e a fir- meza do mundo socialista (mesmo que demonstrasse a incapacidade do sistema no tocante ao abastecimento e garantia de uma boa qualidade de vida a seus cida- dãos ou, ainda, que expusesse a fragilidade política da Alemanha Oriental, abalada como os demais países do Leste pela falta de transparência e de democracia). [ ]

João Almeida Machado. Disponível em: <http://teste.planetaeducacao.com.br/ historia/muro_berlim.asp >. Acesso em: 12 out. 2013.

Texto II

>. Acesso em: 12 out. 2013. Texto II Disponível em:

Disponível em: <http://periscopio.bligoo.com.br/media/users/4/217332/images/

public/27586/bligo-MuroBerlim.jpg?v=1281034004921>.

Acesso em: 17 out. 2013.

Considerando as informações do texto sobre o Muro de Berlim e a figura que mostra como era sua estrutura e seu esquema de segurança, é possível constatar que o Muro de Berlim

era realmente necessário para que se firmassem as bases ideológicas do mundo, permitindo sua coexis- tência e a livre adesão das nações ao bases ideológicas do mundo, permitindo sua coexis- tência e a livre adesão das nações ao sistema econô- mico capitalista dos EUA ou ao socialista da URSS.
sua coexis- tência e a livre adesão das nações ao sistema econô - mico capitalista dos

impediu radicais socialistas e capitalistas de deter o avanço das ideologias opostas na Alemanha, per- mitindo que simpatizantes de ambos os sistemas pudessem optar por viver na Alemanha Oriental ou Ocidental.

c
c

simbolizou uma era na qual o Capitalismo e o So- cialismo, por meio de acordos formais, resolveram respeitar as opções ideológicas alheias, cada qual se isolando em seu mundo.

D
D

tornou-se símbolo da Guerra Fria, com a divisão do mundo em dois blocos, socialista (URSS) e capitalista (EUA); cada uma dessas superpotên- cias buscava fortalecer mundialmente seu sistema socioeconômico.

e
e

surgiu durante a Guerra Fria e serviu para conter o ímpeto imperialista de russos e americanos, cons- truído para firmar a fronteira que os líderes desses países teriam que respeitar para não provocar uma guerra global.

Resposta correta: D

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 1 Habilidades: 1, 2, 3 e 4

O

aparato militar construído pelos alemães orientais

e

pelos russos tornou-se um dos símbolos máximos

das divisões geradas pela Guerra Fria, como o con- flito entre socialistas e capitalistas, e tinha por obje-

tivo conter eventuais fugas de pessoas da Alemanha Oriental para a Alemanha Ocidental, o que eviden- ciaria a ideia de superioridade de um sistema sobre o outro.

2014
2014
2014 QuestÃo 16 Valendo-se de uma vasta gama de ferramentas, arqueó- logos anunciaram ter detectado o

QuestÃo 16

Valendo-se de uma vasta gama de ferramentas, arqueó- logos anunciaram ter detectado o momento crucial na história em que o Egito emergiu como um Estado único. Especialistas discutem há décadas quando foi que os turbulentos Alto e Baixo Egito se unificaram sob uma liderança única e estável pela primeira vez. Estimativas convencionais, baseadas na evolução dos estilos das cerâmicas encontradas em sítios funerários humanos, variam imensamente, de 3400 a 2900 a.C. […] As evidências arqueológicas e de radiocarbono foram, então, agrupadas em um modelo matemático, que calculou a ascensão do rei Aha – o primeiro de oito soberanos dinásticos do Egito antigo – como tendo ocorrido entre 3111 e 3045, com probabilidade de 68%. [ ]

“Novo estudo estima surgimento dos primeiros faraós no Antigo Egito”. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/novo-estudo-

estima-surgimento-dos-primeiros-faraos-no-antigo-egito,cc736d91670e0410Vgn

CLD2000000ec6eb0aRCRD.html>. Acesso em: 13 out. 2013.

O surgimento do Estado centralizado do Egito, com a

unificação do Alto e do Baixo Egito, constatada pelos

pesquisadores por meio de modernas técnicas de análise

de vestígios arqueológicos, deu-se com a ascensão do rei

Aha, tendo por base povos que viviam ao longo do Nilo e que já haviam constituído meios de produção em comum na região. Dentre os elementos técnicos já dominados tanto no Alto quanto no Baixo Egito e que foram fundamentais para a história da unificação e civilização egípcia, encontram-se avanços agrícolas como

a
a
B
B
c
c
D
D

plantio nas encostas das montanhas, usando o relevo acidentado para o escoamento da água das chuvas, criando um sistema de drenagem eficiente, que permitiu prover os mercados locais e gerar excedentes para exportação.

criação de sistemas baseados em aquedutos pelos quais a água do Rio Nilo era escoada de suas margens para os grandes núcleos de produção, localizados nas regiões mais centrais do território egípcio.

uso da piscicultura, com a criação de grandes nú- cleos de produção de peixes que se tornaram a base da economia do Egito, proporcionando ali- mento básico para a população e tornando-se im- portante item de exportação.

adequação aos ciclos naturais da região para ex- plorar as potencialidades do Rio Nilo em suas épo- cas de cheia, visando à máxima produtividade e ao provimento de estoques, sustentando o Egito no período de seca.

e
e

utilização do período de cheia do Rio Nilo, que fertili- zava suas margens, possibilitando técnicas avança- das de irrigação e o plantio de cereais, como o trigo ou a cevada, que proviam os mercados locais, eram estocados ou exportados.

Resposta correta: E

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 1, 2 e 6 Habilidades: 1, 2, 3, 8, 10 e 26

Egito foi definido pelo historiador grego Heródoto

como “a dádiva do Nilo”, e isso certamente deriva da dependência dessa civilização com relação ao rio e das possibilidades oferecidas por ele quanto à produção

agrícola. A unificação do Alto e do Baixo Egito teve por base o uso de técnicas agrícolas comuns às duas regiões, com as quais os camponeses plantavam nas margens do Rio Nilo, usando o terreno umedecido durante as cheias regulares para a semeadura do trigo e da cevada (entre outros cereais e alimentos). Os trabalhadores, então, lançavam as sementes nos charcos surgidos, pisoteando-as para afundá-las no solo e garantir que a água das cheias as irrigasse.

fertilidade das margens do Nilo ocasionada pelas

A

cheias regulares ao longo de toda a sua extensão, aliada a técnicas de plantio e colheita, proporcionou

manutenção de um sistema de produção agrícola capaz de garantir o fornecimento regular de

a

O

alimentos para todos os povos às margens desse rio, que acabariam depois se unificando sob o poder

do faraó.

2014 QuestÃo 17   O Código Florestal atual estabelece como áreas de preservação permanente (APPs)
2014
2014

QuestÃo 17

 

O Código Florestal atual estabelece como áreas de preservação permanente (APPs) as florestas e demais formas de vegetação natural situadas às margens de lagos ou rios (perenes ou não); nos altos de morros; nas restingas e manguezais; nas encostas com declividade acentuada e nas bordas de tabuleiros ou chapadas com inclinação maior que 45°; e nas áreas em altitude superior a 1.800 metros, com qualquer cobertura vegetal.

Disponível em: <www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/codigo- florestal/areas-de-preservacao-permanente.aspx>. Acesso em: 1 out. 2013. (Adapt.).

Em 2012, foi aprovado um projeto para atualizar o Código Florestal que vigora no país desde 1964. A manutenção das APPs é um dos elementos mais im- portantes presentes nas leis sobre a ocupação da terra no Código Florestal brasileiro. Considerando as reso- luções do Código Florestal e as ameaças à sua apli- cação, sobre as ações antropogênicas com relação à situação das APPs, pode-se dizer que

a
a

as APPs não têm nenhum tipo de relação com a proteção ambiental de áreas urbanas, o que pode ser justificado pela ausência de áreas florestadas em cidades muito urbanizadas.

B
B
 

as encostas são as APPs menos ameaçadas pelo uso agrícola dos solos, pois apenas as áreas com declividade ocupadas por moradias irregulares po- dem apresentar riscos de erosão.

os topos de morros representam as áreas que con- têm nascentes e mananciais, mas que não estão mais ameaçadas pelo uso residencial, tendo em vista a ver- ticalização das cidades e a redução da favelização.

as margens dos rios que têm sua ocupação voltada para a agropecuária são mais protegidas quando usadas para as pastagens, pois reduzem os pro- cessos erosivos devido à maior absorção de água.

os mangues, enquanto áreas de preservação, têm como um dos maiores obstáculos a serem supera-

c
c
D
D
e
e

dos a especulação imobiliária associada ao turis- mo litorâneo.

 

Resposta correta: E

Ciências Humanas e suas Tecnologias

Competência: 6 Habilidades: 27, 29 e 30

As APPs podem estar localizadas em áreas floresta- das mais afastadas das cidades, nas áreas agríco- las ou até mesmo nas áreas urbanas – como junto

a represas, encostas, mangues, rios e córregos. É

muito comum, por exemplo, a presença de moradias irregulares nos centros urbanos em áreas de topos e encostas. No caso da agropecuária, seu incremento é uma das maiores ameaças a quase todos os tipos de APPs, acentuando a erosão dos solos, que perdem

a sua capacidade de reposição de nutrientes ao fica- rem mais expostos à ação das chuvas ou, no caso da pecuária, devido ao pisoteio do gado, que ocasiona

a compactação dos solos. Os mangues são ecossis-

temas essenciais para a sobrevivência de diferentes espécies de animais e vegetais, mas em muitas cida- des balneárias, é comum a prática de aterros para a

construção de residências, hotéis e resorts.

2014
2014
2014 QuestÃo 18 O cenário do livro O caçador de pipas é o Afega - nistão:

QuestÃo 18

O cenário do livro O caçador de pipas é o Afega- nistão: desde antes da queda da Monarquia, passando pela invasão russa e pela implantação de um regime autoritário de cunho religioso e nacionalista, o Talibã. [ ] A obra conta a história de um menino rico, Amir, que mora em Cabul, capital do Afeganistão. Ele é atormen- tado pela culpa de ter traído seu amigo de infância, Hassan, filho de um empregado de seu pai.Amir e Hassan cresceram juntos, como seus pais, brincando, vendo fil- mes, participando de competições de pipas. Toda uma infância os une, mas somente depois de muitos anos Amir se dá conta da força desse relacionamento. [ ] Tempos depois, Amir, que havia saído do Afeganistão, volta para tentar resgatar o equívoco, mas não encontra mais o seu país como deixou há vinte anos. Ele encontra uma nação oprimida pelo Talibã.

Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/fundamental/ portugues-o-cacador-de-pipas.htm>. Acesso em: 29 set. 2013. (Adapt.).

O comentário sobre o livro O caçador de pipas aponta para um momento importante da história do Afeganistão, durante a década de 1980. Ao comparar o momento registrado no texto ao momento dos ataques terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001, que culminaram com a queda das torres gêmeas do complexo World Trade Center, em Nova Iorque, percebe-se que as re- lações geopolíticas entre Afeganistão e Estados Unidos

a
a
B
B

pouco mudaram, pois, durante o período mencio- nado no texto, a Rússia, enquanto União Soviética, invadiu o Afeganistão com o apoio do governo es- tadunidense, o que revela uma preocupação deste em deter as células terroristas da Al-Qaeda muito antes dos ataques de 2001.

sofreram profundas alterações, pois, durante a invasão russa, os Estados Unidos demonstraram interesse no enfraquecimento do império soviético, tendo apoiado a resistência afegã, bem diferente da situação pós-11 de setembro de 2001, quando o exército estadunidense invadiu o Afeganistão em busca de Osama bin Laden.

c
c

sofreram poucas transformações, principalmente se consideradas as alianças militares criadas entre Estados Unidos e Rússia após o fim da Guerra Fria, representadas na intervenção conjunta que esses dois países realizaram no Afeganistão, após os atentados.

pouco mudaram, ainda mais após a retirada das

tropas soviéticas do Afeganistão em 1989, quandoatentados. pouco mudaram, ainda mais após a retirada das o vador dos talibãs, que recebia, e

o

vador dos talibãs, que recebia, e continua receben-

país passou a ser governado pelo regime conser-

do até os dias atuais, apoio financeiro e militar dos Estados Unidos.

sofreram profundas alterações, pois os russos apoiaram Osama bin Laden, o que resultou em uma mudança de estratégia do governo dos apoiaram Osama bin Laden, o que resultou em uma mudança de estratégia do governo dos Estados Unidos, que passou também a apoiar a Rússia e

o

Afeganistão no Conselho de Segurança da ONU.

Resposta correta: B

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 2 e 3 Habilidades: 7, 8, 9 e 15

O Afeganistão foi invadido pela União Soviética em um conflito que se arrastou de 1979 até 1989. Em plena Guerra Fria, o conflito interessava aos Estados Unidos, que viram o seu maior adversário envolvido em um con- flito regional. Por isso, o apoio estadunidense ao Afega- nistão na ocasião foi incondicional. Após o fim do con- flito, o grupo fundamentalista Talibã passou a governar o Afeganistão, o que determinou um afastamento das relações do país com o Ocidente, especialmente os Estados Unidos. Durante a invasão soviética, o saudita Osama bin Laden, com o apoio estadunidense, come- çou a treinar guerrilheiros conhecidos como mujahedin, soldados recrutados para lutar contra os soviéticos. Esses mesmos soldados ajudaram a formar posterior- mente a rede terrorista Al-Qaeda, que tinha a proposta de reduzir a influência do imperialismo norte-america- no no mundo islâmico e foi a responsável pelos aten- tados de 11 de setembro. Como consequência de tal ação, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão para encontrar Osama bin Laden e tentar derrubar o regime talibã.

2014 QuestÃo 19   Chega a 6 mil o número de haitianos que entraram no
2014
2014

QuestÃo 19

 

Chega a 6 mil o número de haitianos que entraram no Brasil de forma irregular este ano

no

O governo do Acre está preocupado com o aumento fluxo migratório de haitianos que entram no Brasil

de

forma irregular pela fronteira do Acre com a Bolívia

e

com o Peru, especialmente pelo município de

Brasileia (AC). Geralmente trazidos por agenciadores chamados de coiotes, eles já somam 6 mil somente

este ano, segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre. O número, bem maior do que os 2,3 mil registrados no ano passado, corresponde

a

75% do total de imigrantes haitianos que pediram

refúgio ao chegar, sem visto, ao município – cerca de 8 mil – desde 2010. Naquele ano, o Haiti foi atingido por um terremoto de grande proporção, que devastou parte de seu território. [ ]

Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-30/chega-

6-mil-numero-de-haitianos-que-entraram-no-brasil-de-forma-irregular-este-

 

ano>. Acesso em: 1 out. 2013. (Adapt.).

A

entrada de haitianos no Brasil faz parte de um conjun-

to de imigrações que, nos últimos anos, tem aumentado bastante. Além deles, bolivianos, peruanos, chineses, africanos de diferentes nacionalidades, entre outros, têm adentrado o país de forma mais intensa, o que tem cha- mado a atenção de autoridades e analistas. Em linhas

gerais, esses deslocamentos podem ser compreendidos como

a
a

o

resultado de políticas públicas que estão incen-

B
B

tivando as imigrações para o Brasil, buscando aumentar a quantidade de mão de obra especia- lizada em setores estratégicos, como atendimento médico, engenharia e educação.

um aumento na capacidade do Brasil em receber imigrantes de países emergentes por conta de acor-

dos formalizados entre os integrantes do Brics, que

 

buscam preencher vagas de trabalho nos países do grupo.

c
c

o

resultado de uma combinação entre a estabilidade

D
D

o

econômica brasileira atual e os problemas políticos e econômicos em países subdesenvolvidos, apesar de as imigrações não terem uma política de planejamen- to ou incentivo coordenada pelo governo brasileiro.

esforço dos países subdesenvolvidos em diminuir

seus indicadores de exclusão social, realizando

 

acordos com o Brasil para estimular as migrações, em razão da enorme capacidade do país em absorver

 

a

população imigrante.

a persistência do Brasil em assegurar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, fazendo com que o território brasileiro seja o principal alvo das imigrações internacionais, recebendo refugiados de conflitos que o território brasileiro seja o principal alvo das imigrações internacionais, recebendo refugiados de conflitos civis, como no Haiti.

Resposta correta: C

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 2 Habilidades: 7 e 8

Sem nenhum tipo de projeto coordenado, o Brasil tem recebido uma grande quantidade de imigrantes de paí- ses subdesenvolvidos devido à sua posição como país emergente e por ter uma democracia sólida, além de ter um histórico de boas relações com os países vizinhos

e na recepção de imigrantes. Outro fator determinante

é a estabilidade econômica que o país atravessa, ain-

da que a população imigrante seja geralmente inserida em trabalhos informais e de baixa remuneração.

2014
2014
2014 QuestÃo 20   D há, na música, uma crítica ao trabalho, percebido como alienante e

QuestÃo 20

 
D
D

há, na música, uma crítica ao trabalho, percebido como alienante e causador de “degeneração intelec- tual”, portanto conforme os pensamentos de Marx e Lafargue e em oposição à concepção mais otimista de Hegel.

 
 

Um homem se humilha Se castram seu sonho

 

Seu sonho é sua vida

e
e

E

vida é trabalho

a música valoriza o trabalho, ação produtiva que dá sentido à existência do homem, concordando com Hegel, mas não considerando o sentido de alienação proposto por Marx ou a degeneração intelectual preconizada por Lafargue.

 

E

sem o seu trabalho

 

O

homem não tem honra

E

sem a sua honra

Se morre, se mata

   

Resposta correta: E

Não dá pra ser feliz Não dá pra ser feliz

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 1 Habilidades: 1, 2 e 3

 

Luiz Gonzaga Júnior. “Um homem também chora (guerreiro menino)”. In: Alô Alô Brasil. EMI-Odeon, CD1997. Disponível em: <http://letras.mus.br/gonzaguinha/250255/>.

No mundo contemporâneo, prevalece o conceito cultural- mente estabelecido durante as revoluções burguesas dos séculos XVIII e XIX de que o trabalho enobrece. O não trabalhar, por sua vez, provoca o surgimento de um ele- mento social desconsiderado, estigmatizado e rejeitado. Hegel, um dos pensadores que abordaram o tema, afir- ma que o trabalho realmente é importante e valoroso para os homens. Marx, por sua vez, critica a exploração do trabalhador pelos proprietários dos meios de produ- ção, apesar de reconhecer a importância do trabalho. Já o pensador Paul Lafargue considera o trabalho fonte de “degeneração intelectual”. Analisando essas linhas de pensamento em comparação com o trecho da música de Luiz Gonzaga Júnior, cons- tata-se que

O

trecho da letra da música considera o trabalho impor-

tante para o homem, considerando que, ao trabalhar, o homem constrói suas cidades, elabora produtos, gera serviços e certamente move a economia; além desse sentido prático, necessário e fundamental para a socie- dade, o trabalho permite que o homem se sinta útil, hon- rado e inserido no mundo em que vive. Essa forma de pensar está alinhada com o pensamento de Hegel e par- cialmente com o de Marx, pois este, apesar de valorizar o trabalho, considera que, no mundo burguês, o trabalha-

dor é expropriado do valor que cria em virtude do lucro do empregador. Com relação ao pensamento de Lafargue,

música se afasta, pois não considera o trabalho como fonte da chamada “degeneração intelectual”.

a

a
a

a

humilhação do homem cantada na música refere-

-se à ideia de que, sem trabalho, ele perde a essên-

 

cia da vida; trabalhar é, portanto, necessário, e a não produção condena-o à alienação e à degeneração intelectual, conforme Hegel e Lafargue.

B
B

a

música de Gonzaguinha vê o homem dependente

c
c

do trabalho; sua ação produtiva o vicia e causa dege- neração intelectual, conforme Lafargue, em direção ao pensamento marxista, que vê no trabalho a alie- nação do ser produtivo.

música de Gonzaguinha fala que o trabalho eno-

a

brece o homem, o que se aproxima do pensamento de Hegel; no entanto, há uma crítica ao modo capita- lista de vida, em conformidade com os pensamentos de Marx e Lafargue.

2014 A o O QuestÃo 21 Texto I Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-Di3LOFvvI9k/T2tbKDdZK6I/
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A

o

O

QuestÃo 21

Texto I

2014 A o O QuestÃo 21 Texto I Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-Di3LOFvvI9k/T2tbKDdZK6I/

Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-Di3LOFvvI9k/T2tbKDdZK6I/

AAAAAAAAFaM/eu7ouGqbbTc/s640/charge5443.jpg>.

Acesso em: out. 2013.

Texto II

liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis

permitem. Para que não possa abusar do poder, é

preciso que, pela disposição das coisas, o poder freie

poder. Quando na mesma pessoa ou no mesmo

corpo de magistratura o Poder Legislativo está reunido ao Poder Executivo, não existe liberdade, pois pode-se temer o que o mesmo monarca ou o mesmo Senado apenas estabeleçam leis tirânicas para executá-las tiranicamente. Não haverá também liberdade se o poder de julgar não estiver separado do Executivo. Se estivesse ligado ao Poder Legislativo, o poder sobre a vida e a liberdade dos cidadãos seria arbitrário, pois o juiz seria o legislador. Se estivesse ligado ao Poder Executivo, o juiz poderia ter força de um opressor. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as divergências entre os indivíduos. [ ]

Montesquieu. Do espírito das leis. Livro I. São Paulo: Nova Cultural, 2000.

sistema de três poderes, autônomos entre si, foi pro-

posto no século XVIII por Montesquieu, pensador ilumi- nista, com o objetivo de combater a concentração de poderes das Monarquias absolutistas na Europa, e se tornou base para a organização dos governos no mundo contemporâneo. Considerando a divisão de poderes pro- posta por Montesquieu, a charge apresentada traz novas considerações quanto a esse assunto. Nesse sentido, ela

a
a

introduz a ideia de que a mídia supera todos os de-

inclui a mídia como uma fonte de poder e influência

evidencia a forte participação popular por meio de

B
B
c
c

mais poderes e se estabelece como um quarto po- der, de caráter moderador, a defender os interesses do povo no Legislativo, Executivo e Judiciário.

que pode ser equiparada aos três poderes, ao mes- mo tempo em que evidencia o imobilismo do povo, submetido aos direcionamentos dos meios de comu- nicação de massa.

um quarto poder, a mídia, que se equipara aos po- deres Executivo, Legislativo e Judiciário, tornando a sociedade cada vez mais democrática.

D
D

equipara a mídia aos três poderes, evidenciando sua influência sobre o povo, que, no entanto, tem autono- mia e influência tanto sobre os três poderes estabe- lecidos quanto sobre os meios de comunicação de massa.

e
e

atesta a existência da mídia como influenciadora do povo, mas destaca que os poderes continuam con- centrados nas mãos dos representantes do povo que ocupam cargos no Executivo, Legislativo e Judiciário.

Resposta correta: B

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 1, 3 e 5 Habilidades: 1, 2, 3, 15 e 21

De acordo com a charge e com o texto – que menciona a separação e a autonomia dos poderes, além da e a ideia de liberdade segundo as leis, conforme o filósofo iluminista Montesquieu –, observa-se o enorme pode- rio da mídia em todas as esferas do poder público nos dias atuais, formando, praticamente, um quarto poder, que pode exercer influência decisiva em muitas das deliberações governamentais, jurídicas e legislativas e inclusive nas opiniões do cidadão e na sua escolha na hora de votar.

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2014 QuestÃo 22 O mundo europeu, enquanto europeu, é uma cria - ção da Idade Média

QuestÃo 22

O mundo europeu, enquanto europeu, é uma cria- ção da Idade Média que, quase do mesmo passo, rompeu a unidade, pelo menos relativa, da civilização mediterrânica e deitou a eito para o cadinho os povos outrora romanizados juntamente com os que Roma nunca tinha conquistado. Nasceu então a Europa no sentido humano da palavra, uma Europa que, há que acrescentar, em nada coincide com as factícias divi- sões geográficas ultrapassadas. Digamos, se se qui-

ser, para fixar as ideias, a unidade histórica que consti- tui, inegavelmente, a Europa do Ocidente e do Centro.

E este mundo europeu, assim definido, não cessou

desde então de ser percorrido por correntes comuns.

Marc Bloch. História e historiadores. Lisboa: Teorema, 1996, p. 153.

No final do século V, o Império Romano do Ocidente passava por um enfraquecimento de suas bases po- líticas e econômicas em decorrência das constantes

invasões bárbaras e da desorganização política de seu poder central. Entretanto, a queda do Império Romano

do Ocidente, em 476, não significou o fim de seu legado

político-cultural, mas sim

a
a

a criação de uma sociedade com ampla mobilida-

de social, herança do antigo direito consuetudiná- rio germânico.

B
B

a

culminação de um longo processo de fricção cul-

c
c

tural entre povos latinos e germânicos em prol da unificação política dos pater familis.

a

D
D

fragmentação do espaço físico e do poder real, concentrados agora nas mãos do senhor feudal e do clero regular.

fixação de fronteiras na região mediterrânea, cor- respondente à Europa Ocidental e Central, conhe- cida na historiografia como pax romana.

a

e
e

a

fusão de elementos romanos (colonato, religião

cristã) e germânicos (direito consuetudinário, frag- mentação política) para a criação de um sistema político, econômico e cultural baseado na terra, na honra e na religião.

Resposta correta: E

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 3 Habilidade: 11

A formação do mundo feudal está relacionada com a fusão de elementos romanos do fim do império e ger- mânicos, herdados dos “invasores bárbaros”. Alternativa a: incorreta. A sociedade feudal se caracte- rizava por uma forte imobilidade social. Alternativa b: incorreta. Durante o processo de forma- ção da sociedade feudal, não houve unificação, e sim fragmentação das propriedades e do poder político. Alternativa c: incorreta. O poder não estava concentra- do também nas mãos do clero regular; na realidade o clero secular detinha certo controle da sociedade, mas não tanto quanto os senhores feudais. Alternativa d: incorreta. A alternativa remete a um período bem anterior ao da formação do feudalis- mo; refere-se a um período no início do Império Romano, com a consolidação de suas fronteiras.

2014 a QuestÃo 23 Desde a Antiguidade, alguns textos mencionam nomes de artistas (como Zêuxis
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a
a

QuestÃo 23

Desde a Antiguidade, alguns textos mencionam nomes de artistas (como Zêuxis ou Apeles) e inauguram uma tradição de biografias de artistas no Ocidente. Embora esse fato seja raro na Idade Média, a figura do artista conquista uma condição autônoma, através de sua biografia. A leitura desses textos da Antiguidade até nossos dias, passando pelo Renascimento, revela de fato uma evolução histórica da imagem do artista, que desloca, mas nem por isso suplanta, os antigos modelos do “respeito crescente pela criatividade do divino artista”. Qualquer que seja o mundo à margem do qual o artista evolui (da corte de príncipes à boêmia), este não está isolado: “pertence à grande família dos gênios”.

Martine Joly. Introdução à análise da imagem. Campinas: Papirus, 2006, p. 46.

à análise da imagem . Campinas: Papirus, 2006, p. 46. Nascimento de Afrodite, obra atribuída a

Nascimento de Afrodite, obra atribuída a Apeles.

p. 46. Nascimento de Afrodite, obra atribuída a Apeles. Botticelli. O nascimento de Vênus , 1483.

Botticelli. O nascimento de Vênus, 1483.

Na mitologia grega, há duas versões para o nasci- mento de Afrodite (ou Vênus, para os romanos), a de Homero e a de Hesíodo. Esta última mostra o nasci- mento de Afrodite a partir de um ato bárbaro: Cronos corta os órgãos de seu pai, Urano, e os atira ao mar; estes misturam-se a uma espuma branca, de onde nasce a deusa do amor. As duas imagens fazem alu- são ao nascimento de Afrodite, segundo a versão de Hesíodo. Baseando-se no texto e na análise das ima- gens, é possível inferir que,

por recuperar valores clássicos, o Renascimento foi uma cópia da Antiguidade em termos artísticos

e filosóficos, pois não houve, no movimento artísti- co-filosófico, novas técnicas e novas reflexões so- bre as temáticas cristãs.

B
B
c
c
D
D
e
e

embora tenha havido a criação de novos modelos físicos, anatômicos e filosóficos, a busca de refe- renciais gerais e universalistas que pudessem expli- car o mundo e a natureza de forma racional logo foi tolhida pela tradição teológica secular, preocupada com a preservação dos dogmas da religião.

no que se refere aos pintores renascentistas, a re- tomada de temas clássicos greco-romanos acom- panhou significativas mudanças na situação dos artistas, que passaram a assinar seus quadros; assim, o artista medieval anônimo, que se consi- derava artífice de uma obra divina, cedia lugar a um artista que se considerava autor de sua obra.

no século XV, há grandes desenvolvimentos técni- cos, como a utilização das noções de perspectiva, da tinta a óleo e de novos conceitos para a repro- dução de paisagens. A obra de Apeles pode ser claramente relacionada ao período da Antiguidade; a de Botticelli não pode ser considerada renascen- tista em virtude da ausência de perspectiva.

ao revisitar a tradição clássica greco-romana, artis- tas do Renascimento passaram a pintar temas pa- gãos – como na obra de Botticelli –, possivelmente graças à convivência de artistas do final da Idade Média com as heranças materiais do Império Hele- nístico e pelo intenso intercâmbio comercial nas ci- dades da Itália meridional.

Resposta correta: C

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 4 Habilidade: 16

Alternativa a: incorreta. Os artistas do Renascimento inovaram, sim, em suas técnicas, como na utilização da perspectiva, mesmo com a retomada de conceitos e temas da Antiguidade. Alternativa b: incorreta. A religião não tolheu a capa- cidade criativa dos artistas, ao contrário, atuou muitas vezes como mecenas deles. Alternativa d: incorreta. A análise da obra de Botticelli não está correta. Alternativa e: incorreta. Essa alternativa traz, erronea- mente, o termo meridional, em vez de sul, o que a inva- lida. Foi na parte norte da Itália que se desenvolveu o Renascimento, e não no sul, como propõe a assertiva.

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2014 QuestÃo 24 Texto I A rigor podemos definir cidadania como um com - plexo de

QuestÃo 24

Texto I

A rigor podemos definir cidadania como um com- plexo de direitos e deveres atribuídos aos indivíduos que integram uma Nação, complexo que abrange direi-

tos políticos, sociais e civis. Cidadania é um conceito

] A noção

histórico que varia no tempo e no espaço. [

de cidadania está atrelada à participação social e polí- tica em um Estado.

Kalina Vanderlei Silva. Dicionário de conceitos históricos. Verbete CIDADANIA. São Paulo: Contexto, 2009, p. 47.

Texto II

Das pessoas que devem ser havidas por naturais destes Reinos Para que cessem as dúvidas que podem suceder

sobre quais pessoas devem ser havidas por naturais destes Reinos de Portugal [Portugal, ilhas adjacentes e Algarve] e Senhorios deles [

1. Item não será havido por natural o nascido

nestes Reinos de pai estrangeiro e mãe natural deles, salvo quando o pai estrangeiro tiver seu domicílio e bens no Reino, e nele viveu dez anos contínuos, por- que em tal caso os filhos, que lhe nascerem no Reino, serão havidos por naturais; mas o pai estrangeiro nun- ca poderá ser havido por natural, posto que no Reino viva, e tenha seu domicílio, por qualquer tempo que seja, como fica dito. E os nascidos no Reino de pai natural e mãe estrangeira serão havidos por naturais.

Ordenações Filipinas. Livro II, título LV. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1985, p. 489. (Adapt.).

Texto III

capítulo i

Da nação espanhola

Art. 1. A Nação Espanhola é a reunião de todos os Espanhóis de ambos os hemisférios. ]

capítulo ii

Dos espanhóis

[

Art. 5. São Espanhóis 1º Todos os homens livres, nascidos e domiciliados nos domínios das Espanhas, e os filhos deles. 2º Os Estrangeiros, que tiverem obtido das Cortes carta de naturalização.

3º Os que sem ela tiverem 10 anos de naturaliza- ção, adquirida segundo a Lei em qualquer Povo da Monarquia. 4º Os Libertos, logo que adquirirem a liberdade nas Espanhas.

Constituição Política da Monarquia Espanhola promulgada em Cádiz, 1812. Tradução portuguesa de 1820, Coimbra. (Adapt.).

As Ordenações Filipinas entraram em vigor, em Portugal e seus domínios, em 1603 e, salvaguardando alguns adendos, permaneceram da mesma forma até a apro- vação de uma Constituição Liberal, em 1822. Esta úl- tima muito se utilizou dos critérios da Constituição de Cádiz (Espanha), promulgada em 1812, exceto no que se referia à cidadania portuguesa. Com base na leitura dos textos e na situação política da Península Ibérica no início do século XIX, é possível inferir que

a
a

a

noção de cidadania ampla é uma característica

B
B
c
c

das Ordenações Filipinas, concedendo aos habi- tantes de todas as partes do Império Português o estatuto de cidadãos, sem restrição quanto às ori- gens ou discriminação.

os direitos políticos, sociais e civis concernentes aos cidadãos do início do século XIX eram os mes- mos em todas as partes do Império Português, tanto na Ásia quanto na África e na América, fa- tor que garantiu a presença de grande contingente de deputados brasileiros na formação das “Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa”, em 1821.

Constituição de Cádiz, mesmo sendo um exem-

a

plo de constituição liberal, impunha suas limita- ções no acesso à cidadania espanhola, como era

o

caso de recém-libertos e estrangeiros, a exemplo

do modelo filipino.

D
D
e
e

se, por um lado, tomados pelas ondas liberais do início do século XIX, os deputados das Cortes Constituintes portuguesas se valeram dos critérios de Cádiz como modelo de sua própria constitui- ção, por outro, restringiram a cidadania portuguesa apenas aos nascidos em Portugal, ao contrário da ampla cidadania espanhola.

é permitido, tanto pelas Ordenações Filipinas quanto pela Constituição de Cádiz, a um filho de homem estrangeiro ser naturalizado português ou espanhol, respectivamente, desde que observado um tempo mínimo de dez anos de domicílio do es- trangeiro no país; esse direito é estendido, igual- mente, ao estrangeiro.

2014 Resposta correta: D Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidade: 25 Alternativa a:
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Resposta correta: D

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidade: 25

Alternativa a: incorreta. As Ordenações Filipinas previam restrições à naturalização portuguesa. Alternativa b: incorreta. Desdobramento imediato da assertiva anterior, ela está incorreta pelo fato de a ci- dadania portuguesa estar restrita ao Reino. No caso do Brasil, isso ficou diluído em 1816, com a elevação do Brasil à condição de Reino Unido, entretanto isso não explica a presença de deputados brasileiros nas Cortes Constituintes, participação que não foi tão expressiva. Alternativa c: incorreta. A leitura do texto III mostra que a alternativa c está incorreta, pois os recém-libertos automaticamente se tornavam cidadãos espanhóis, pois era cidadão todo homem livre domiciliado em qualquer parte dos domínios da Espanha. Alternativa e: incorreta. Todo filho de estrangeiro do- miciliado em domínios espanhóis é naturalizado, inde- pendentemente do tempo de residência. No caso de Portugal, o tempo valia, porém o estrangeiro não pode- ria ser naturalizado, segundo as Ordenações.

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2014 QUESTÃO 25 A nona Copa do Mundo, realizada no México em 1970, começou no dia

QUESTÃO 25

A nona Copa do Mundo, realizada no México em 1970, começou no dia 31 de maio. A chave em que

o Brasil estava não era fácil: Inglaterra (então última

campeã), Tchecoslováquia (vice-campeã de 1962) e Romênia. Era um grupo bastante forte e com muitas rivalidades em campo. O primeiro jogo foi contra a Tchecoslováquia, numa revanche da final de 1962. Os tchecoslovacos marcaram primeiro, mas os brasileiros viraram o jogo e garantiram a vitória por 4 ×1. Depois veio a temida Inglaterra, em um jogo difícil, no qual novamente a seleção canarinho conquistou a vitória com um gol ao final do segundo tempo. Após a vitória contra os ingleses, o Presidente Médici mandou um telegrama à delegação brasileira, no qual enviava seu comovido abraço de torcedor e elogiava as qualidades da seleção: técnica, serenidade, inteligência e bravura,

todas elas resultantes do amadurecimento do grupo.

Lívia Gonçalves Magalhães. Histórias de futebol, 2010, p. 102.

O Brasil foi o escolhido para sediar 20ª edição da Copa

do Mundo, em 2014, 64 anos após a primeira vez. Ao todo, a seleção brasileira ganhou cinco campeonatos, sendo o terceiro em pleno regime militar. A vitória da Copa de 1970 mostrou-se um importante instrumento político para o governo militar, pois representava

A
A

o

reflexo de uma situação interna estável, devido

B
B

ao milagre econômico brasileiro, que possibilitou à população pobre o acesso a bens de consumo du- ráveis, como televisores para acompanhar os jogos da Copa.

uma oportunidade para o Governo Federal, marcan- do a primeira vez em que o governo brasileiro lan-

C
C

çaria seus projetos políticos no meio futebolístico.

uma associação da vitória com o próprio modelo de país, que pretendia se projetar dentre as potências econômicas mundiais, como pressupunha o mila- gre econômico articulado pelo então Ministro da Fazenda, Delfim Neto.

D
D

a

identificação do presidente Médici com o povo

E
E

brasileiro por meio do laço afetivo de torcedor, o que causou comoção nacional e refreou a luta po- lítica da esquerda armada.

um meio de difundir a ideologia política nos está- dios e arredores por meio da indicação do técnico da seleção brasileira pelo presidente da República.

Resposta correta: C

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 5 Habilidade: 22

Alternativa a: incorreta. Não foi a população pobre, maioria, que teve acesso aos bens de consumo durá- veis, mas sim uma incipiente e restrita classe média. Alternativa b: incorreta. Em uma ditadura, não era a pri- meira vez em que a ideologia do governo entrava em campo, isso já tinha acontecido antes, durante os go- vernos populistas, especialmente com Getúlio Vargas. Alternativa d: incorreta. A primeira parte da assertiva está correta, conforme o texto, porém em nenhum momento a vitória do Brasil na Copa de 1970 esfriou os ânimos da luta armada no Brasil, pelo contrário, foi na década de 1970, com o regime militar em sua fase mais intensa, com prisões arbitrárias, cassações políticas e torturas, que vários grupos guerrilheiros insurgiram-se contra o regime. Alternativa e: incorreta. O presidente nunca escolheu diretamente o técnico da seleção brasileira de futebol, ficando essa atribuição a cargo da CBD (atual CBF), entidade privada que gerenciava o futebol no Brasil.

2014 QuestÃo 26     Resposta correta: A     O período entre 1870 e
2014
2014

QuestÃo 26

   

Resposta correta: A

 
 

O período entre 1870 e 1930 no Brasil foi marcado por uma intensa imigração, que, em uma primeira fase, foi de italianos, portugueses e espanhóis; mais tarde viriam os alemães, suíços, armênios, eslavos, judeus, árabes, japoneses e chineses, entre outros. Muitos desses imi- grantes viriam para substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café. Com o desenvolvimento da pro- dução cafeeira e, mais tarde, com a industrialização, a população do Estado de São Paulo cresceria a uma ve- locidade vertiginosa, principalmente durante a República Velha. Esse período foi marcado pela política do café com leite e teve, dentre outras características,

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 1 Habilidade: 5

A alternativa a relaciona corretamente a imigração com o contexto das oligarquias políticas dominantes, a paulista e a mineira, que se alternavam no poder de acordo com a política do café com leite, que prevaleceu durante quase toda a República Velha. Alternativa b: incorreta. A reforma agrária, com a justa

distribuição de terras, ainda está longe de ter alcança- do um patamar satisfatório no Brasil atual; além disso,

a
a

além da diversificação da atividade econômica pau-

a

expansão agrícola em direção ao Centro-Oeste só

lista, que se originara dos lucros obtidos com o café,

ocorreria após a inauguração de Brasília, nos anos de

a

alternância de poder político entre oligarcas minei- ros e cafeicultores paulistas.

1960.

Alternativa c: incorreta. A incorreção da alternativa está em tratar do período entreguerras e se referir especificamente à Alemanha antes da Crise de 1929. Alternativa d: incorreta. A política do café com leite impôs a alternância periódica de presidentes em Minas Gerais e São Paulo, unidades da federação mais ricas

B
B

o

único caso de reforma agrária massiva no Brasil e na América Latina, devido à necessidade de ocupar

a

mão de obra imigrante, com o avanço da fronteira

c
c
D
D

a

agrícola em direção às regiões centrais do país.

grande investimento estrangeiro entre 1924 e 1929, especialmente norte-americano e alemão, no Esta- do de São Paulo, de forma a empregar a mão de obra imigrante proveniente da Alemanha.

autonomia das províncias brasileiras como mar-

e

com maior força e influência política.

Alternativa e: incorreta. A construção de Brasília, no Planalto Central, só ocorreria em 1960, no governo JK, período da redemocratização.

e
e

co, já que o federalismo que regia a República permitia a alternância equilibrada de poder das oligarquias locais de maneira igualitária no coman- do da presidência.

a mudança da capital para o Planalto Central, ocorrida no começo do século XX, pois não havia mais trabalho para o contingente imigratório que

crescia anualmente nas cidades cafeicultoras do Oeste Paulista.

2014
2014
2014 QuestÃo 27 Resposta correta: B A guerra consiste não só na batalha, ou no ato
QuestÃo 27 Resposta correta: B A guerra consiste não só na batalha, ou no ato
QuestÃo 27
Resposta correta: B
A guerra consiste não só na batalha, ou no ato de
lutar: mas num período de tempo em que a vontade
de disputar pela batalha é suficientemente conhecida.
Ciências Humanas e suas Tecnologias
Competência: 2
Habilidade: 9
Thomas Hobbes. Leviatã. 2 ed. Martins Editora, 2008.
Durante a Guerra Fria, embora houvesse o perigo iminen-
te de uma guerra mundial, as duas potências da época,
Estados Unidos e União Soviética, acabariam por equi-
librar a distribuição global de forças após o término da
Segunda Guerra Mundial, evitando ao máximo fazer uso
de seus arsenais nucleares e de se enfrentarem em um
conflito armado, pois seriam totalmente aniquiladas se o
fizessem. Cada uma das duas superpotências represen-
tava uma ideologia, que acreditavam ser um modelo para
o mundo, mantendo vários países sob sua esfera de in-
fluência política, cultural e econômica e com a preocupa-
ção de que nenhuma ideologia, capitalista ou comunista,
ultrapassasse a outra, econômica e militarmente. Assim,
durante a Guerra Fria, a disputa entre essas duas potên-
cias caracterizou-se, essencialmente,
a
pela corrida espacial, pela intervenção em conflitos
como a Guerra do Iraque, em 1991, e pelo apoio a
governos ditatoriais na África e na América Latina, de
forma a garantir sua influência nesses países.
B
pela corrida espacial, pela corrida armamentista e
pela intervenção em conflitos como a Guerra da
Coreia e a do Vietnã.
c
pela intensa espionagem, de forma a deter avanços
na área militar e armamentista de ambos, reestabele-
cendo-se, assim, o equilíbrio bipolar de poder.
D
pela corrida armamentista e pela cooperação mútua
da diplomacia dos governos das potências em troca
de segredos militares, de forma a evitar guerras e a
contribuir para o progresso social.
e
pela ameaça das forças do Eixo na América Latina,
pela corrida armamentista e pela intervenção maciça,
tanto de russos como americanos, na Indochina.
Após o término da Segunda Guerra Mundial, as duas
superpotências, EUA e URSS, se empenharam em
uma corrida armamentista, de forma que nenhuma se
sobrepusesse à outra, “congelando” suas relações;
também foi durante o período da Guerra Fria que ocor-
reu a corrida espacial, a disputa tecnológica e altamente
custosa para ver qual superpotência chegaria primeiro
ao espaço (caso dos soviéticos) e depois à Lua (caso
dos americanos). Além disso, as duas potências se
enfrentariam, ainda que indiretamente, na Guerra da
Coreia e na Guerra do Vietnã e também no Oriente
Médio.
Alternativa a: incorreta. A Guerra do Iraque ocorreu em
1991, período posterior à Guerra Fria.
Alternativa c: incorreta. Não havia cooperação mútua
entre os governos das duas superpotências; havia a
espionagem, com agentes infiltrados em países dos
dois blocos, de forma a se apropriarem de informações
confidenciais, especialmente militares, a fim de garan-
tir a supremacia de uma sobre a outra.
Alternativas d e c: incorretas. Não havia tal cooperação
entre os governos; as relações diplomáticas estavam
congeladas. Quando houve, foi para evitar uma guerra
catastrófica, no caso da crise dos mísseis cubanos, no
começo dos anos 1960. Sabe-se também que o grau de
prosperidade e desenvolvimento dos países do bloco
comunista era inferior ao dos países sob influência
americana, especialmente na Europa Ocidental.
Alternativa e: incorreta. A alternativa está anacrônica,
por se tratar da ação das forças do Eixo na América
Latina, ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial.
2014 QuestÃo 28   Indústria brasileira tem o pior desempenho entre países emergentes O desempenho
2014
2014

QuestÃo 28

 

Indústria brasileira tem o pior desempenho entre países emergentes

O desempenho da indústria brasileira em 2012 foi o

pior entre 25 nações emergentes e importantes econo- mias da América Latina. A queda de 2,6% na produção industrial do país foi,

de

longe, a mais acentuada do grupo. O Egito, segun-

do pior colocado, registrou contração de 1,9%. A indústria brasileira como componente do PIB (Produto Interno Bruto) – que, além da produção de ma- nufaturados, inclui setores como construção civil e ener- gia elétrica – também amargou a maior contração no mundo emergente. A queda desse indicador foi de 0,8%.

Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/05/1277195- industria-brasileira-tem-o-pior-desempenho-entre-paises-emergentes.shtml>. Acesso em: 20 set. 2013.

O

Brasil tem uma das maiores economias mundiais,

tendo como uma de suas características marcantes o

seu parque industrial diversificado. No entanto, a atual situação do desempenho industrial brasileiro indica uma das maiores crises atravessadas por esse setor, como mencionado no texto. Nesse sentido, a queda

da

produção industrial brasileira tem como motivação

a
a

a elevação dos custos com a mão de obra, devido

à pressão exercida pelos sindicatos, o que ocorre

 

em todo o território nacional em decorrência do fenômeno de desconcentração industrial.

B
B

o

o

 

encolhimento do mercado consumidor brasileiro,

que tem provocado a saída de empresas do Brasil

e

a sua migração para outros países da América

Latina, como Argentina e Uruguai.

c
c

o

maior valor agregado de produtos do setor primá-

rio, o que produziu uma modificação na estrutura

produtiva brasileira, pois o empresariado está priori- zando o investimento na produção de commodities.

D
D

a

difícil concorrência com as manufaturas de outros países emergentes e os fatores relacionados com

o

“custo Brasil”, como logística, carga tributária e carência em desenvolvimento técnico-científico.

e
e

a

intensa nacionalização do parque industrial bra-

sileiro, resultado das práticas neoliberais aplicadas durante a década de 1990, quando o país passou

a

restringir a presença de empresas multinacionais.

Resposta correta: D

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 2 e 4 Habilidades: 8 e 18

Atualmente, as indústrias brasileiras têm enfrentan- do enormes dificuldades para competir com os pro- dutos fabricados por países emergentes, tendo na China o maior exemplo desse grupo. Por sua com- petitividade, os produtos chineses estão presentes em praticamente todo o planeta, e cada país precisa encontrar políticas industriais mais adequadas à sua realidade. Entre tantos desafios, o Brasil necessita de uma reforma tributária para desinibir os investimen- tos produtivos, enfatizar a qualificação profissional e o desenvolvimento científico, que acarretam benefí- cios de longa duração, e reestruturar seu sistema de transportes, para que finalmente consiga reduzir seus custos de produção e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de seus produtos.

2014
2014
2014 QuestÃo 29 Resposta correta: B Os países africanos têm em comum a formação de suas
QuestÃo 29 Resposta correta: B Os países africanos têm em comum a formação de suas
QuestÃo 29
Resposta correta: B
Os países africanos têm em comum a formação de suas
fronteiras vinculada aos interesses das antigas metró-
poles europeias, que desconsideraram os anseios das
populações e a diversidade cultural das nações presen-
tes no continente. Tal fato teve como resultado o esta-
belecimento de regimes ditatoriais e infindáveis guer-
ras civis, restringindo a África a uma função secundária
no sistema capitalista global durante a maior parte do
século XX. No contexto da Nova Ordem Mundial e das
novas relações internacionais conhecidas como Sul-Sul,
o papel atribuído à África está se transformando, pois,
Ciências Humanas e suas Tecnologias
Competência: 2
Habilidades: 7, 8 e 9
a
após séculos de exploração colonial, finalmente há
um projeto de crescimento econômico em anda-
mento para os países da África Subsaariana, fun-
damentado nos países emergentes do continente
que estão investindo nas nações mais pobres e
periféricas.
B
por conta do seu potencial natural e das facilidades
fiscais que estão sendo oferecidas pelos governos
de alguns países, que, por sua vez, recebem infra-
estrutura e conseguem gerar empregos, países
como Brasil, Índia e China estão se interessando
pela África.
A África é formada por países que, em sua maioria, fo-
ram arrasados profundamente durante séculos de colo-
nialismo, neocolonialismo e nas décadas seguintes de
descolonização, quando os conflitos civis acentuaram
os graves problemas sociais. Longe de estarem atra-
vessando um surto de desenvolvimento socioeconômi-
co, alguns países africanos, no entanto, têm apresen-
tado crescimento econômico pautado em um padrão
bastante conhecido dos países de industrialização tar-
dia: a presença de investimentos produtivos internacio-
nais, atualmente efetuados pelos países emergentes,
que estão interessados nos recursos minerais, ener-
géticos e nos solos agrícolas. Há também o interesse
pelo aumento da renda e do mercado consumidor em
determinados países.
c
por conta da crise econômica mundial, finalmen-
te os países da África conseguiram ter condições
para exportar seus produtos primários a preços
mais competitivos no mercado global, encerrando
o
ciclo de dependência econômica em relação ao
mundo desenvolvido.
D
recentemente, a democratização que tem se de-
senvolvido no continente africano tem viabilizado
a
criação de um projeto de integração econômica,
ajudando a superar as desigualdades em quase
todos os seus países.
e
por se tratar de uma potência regional, a África do
Sul produz uma grande variedade de bens de con-
sumo absorvidos pelo comércio inter-regional, e
isso tem dificultado os investimentos de países da
Ásia e da Europa na África.
2014 ] [ o o QuestÃo 30 Exército egípcio inunda túneis que conectam Sinai à
2014
2014

] [

o

o

QuestÃo 30

Exército egípcio inunda túneis que conectam Sinai à Faixa de Gaza

Estima-se que existam mais de 1.200 túneis en-

tre o Sinai egípcio e a faixa palestina, que servem tanto para o contrabando de produtos como para o trânsi- to de pessoas. O bloqueio israelense está em vigor desde 2007, quando o Hamas expulsou o movimento Fatah da Faixa, por “razões de segurança”. A ONU já pediu que a medida fosse revogada por criar uma si-

tuação “insustentável e inaceitável para 1,6 milhão de habitantes” na região. Todos os bens precisam ser inspecionados antes de entrarem em Gaza, e Israel diz que algumas restri- ções precisam permanecer para itens que possam ser usados para produzir ou armazenar armas. [ ] O número já havia sido estimado entre 2.500 e 3.000, mas a rede diminuiu consideravelmente desde 2010, quando Israel amenizou alguns dos limites so- bre importações para o enclave. Seis palestinos mor- reram em janeiro em implosões de túneis, aumentando o número de mortos entre esses trabalhadores para 233 desde 2007, incluindo cerca de 20 que morreram em ataques aéreos israelenses na fronteira, de acordo com um grupo de direitos humanos de Gaza.

Disponível em: <http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/27165/exer cito+egipcio+inunda+tuneis+que+conectam+sinai+a+faixa+de+gaza.shtml>. Acesso em: 5 out. 2013. (Adapt.).

Os túneis de Gaza demonstram a precariedade social da população árabe palestina e a necessidade de uma resolução pacífica para o conflito árabe-israelense. Os fatos relatados na reportagem e as relações geopolíti- cas existentes na Faixa de Gaza mostram que

rápido crescimento da população palestina nes-

sa porção de território tem pressionado o Estado

de Israel a promover projetos de redistribuição de renda e de construção de novas moradias, a fim de eliminar a pobreza existente.

bloqueio israelense a essa região persiste mesmo

com a recente condição adquirida pelos palestinos de participar da Assembleia das Nações Unidas como Estado observador, sem direito ao voto nas resoluções da organização, mas com permissão para expressar suas opiniões.

c
c

a

presença militar de Israel nas fronteiras com

essa região pode causar atritos com as tropas pa- lestinas, pois, mesmo sem constituir um país inde-

pendente, a Palestina tem o direito de manter suas forças armadas para proteger a população civil dos grupos radicais judeus.

D
D

o

governo de Israel pratica o embargo comercial

e
e

a essa região por ser uma área rica em recursos energéticos, como o petróleo, símbolo da eco- nomia dos países do Oriente Médio, o que torna Gaza estratégica para a economia do futuro Esta- do palestino.

a utilização dos túneis na região é apenas uma das dificuldades que a população palestina tem enfren- tado para obter autonomia política, pois a ausência de uma saída para o mar é um dos maiores entra- ves para o comércio regional.

Resposta correta: B

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 2 e 3 Habilidades: 7, 8 e 15

A Faixa de Gaza abrange uma área de pouco mais de 360 km² e está localizada junto ao Mar Mediterrâneo, entre o Egito e Israel, apresentando uma população de pouco mais de 1 milhão e meio de habitantes e uma das maiores densidades demográficas do mundo. O embargo à Faixa de Gaza é uma resposta de Israel ao domínio político do grupo radical Hamas, uma vez que esse embargo visa impedir o seu financiamento e consequente militarização. Toda a população do país acaba sofrendo os efeitos das limitações comerciais, o que aumenta a pobreza da população árabe residente em Gaza. A Palestina conquistou o status de membro observador na Assembleia das Nações Unidas, per- mitindo ao governo palestino um importante canal de diálogo e o direito de participação em discussões per- tinentes à criação de um Estado palestino.

2014
2014
2014 QuestÃo 31 30º Batalhão de Infantaria na Guerra de Canudos. Disponível em:

QuestÃo 31

2014 QuestÃo 31 30º Batalhão de Infantaria na Guerra de Canudos. Disponível em:

30º Batalhão de Infantaria na Guerra de Canudos. Disponível em: <www.joaquimnabuco.org.br/abl_minisites/media/06.jpg>. Acesso em: 27 nov. 2013.

O arraial foi uma comunidade religiosa, liderada

por um beato, e a migração para Belo Monte deveu-se ao fascínio exercido pelo Conselheiro. O seu exemplo de

vida, a entrega total a Deus e a vinculação desta profunda religiosidade com as necessidades materiais de um povo sofrido, abandonado pelo poder público, que só aparecia para recolher impostos, acabou transformando o arraial e

a mensagem de seu líder em sinônimo de liberdade para

o sertanejo, oprimido pelo latifúndio, pelo Estado e por uma Igreja distante e ausente. [ ]

Marco Antonio Villa. Canudos: o povo da terra. 2 ed. São Paulo: Ática, 1995, p. 243.

] [

Tanto a imagem quanto a citação retomam a Guerra de Canudos, que ficou conhecida como a “Guerra do Fim do Mundo” (1896-1897), em que se deu a com- pleta destruição do arraial de Canudos por tropas do governo Prudente de Morais, em quatro investidas militares. De caráter messiânico e de contestação ao regime republicano, o movimento de Canudos, liderado por Antônio Conselheiro, um beato místico tido como ameaça ao governo central e aos chefes políticos locais, atraiu muitos sertanejos para o arraial na Bahia. Atualmente, os integrantes do MST, Movi- mento dos Trabalhadores Sem Terra, defendem uma causa que também envolve muitos trabalhadores do campo e encontra ressonância na luta dos sertanejos de Canudos. Uma das características comuns aos dois movimentos se relaciona à luta

a
a
B
B
c
c
D
D
e
e

pela terra, em defesa de condições de vida mais dig- nas e do fim da concentração fundiária nas mãos de poucos.

pela terra, em defesa do recurso da luta armada e da guerrilha como forma mais eficaz de enfrentamento.

contra o desemprego e por melhores salários no campo e na lavoura.

pelo latifúndio em defesa dos grandes produtores rurais, que empregavam trabalhadores em excesso.

pela pequena propriedade agrícola para a criação semiextensiva de gado e o cultivo de hortaliças.

Resposta correta: A

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 3 Habilidade: 11

Tanto os revoltosos da Guerra de Canudos como o MST tinham, entre outros, o direito à terra e melhores condições de vida dos integrantes como objetivos, de- nunciando a injusta concentração fundiária no campo. Alternativa b: incorreta. A alternativa refere-se à luta armada, que não foi um princípio usado por ambos os movimentos. No caso de Canudos, a revolta armada dos sertanejos deveu-se a uma reação às investidas das tropas federais contra o arraial; por isso, Canudos teria resistido até o fim, de acordo com célebre passagem de Euclydes da Cunha em Os sertões. Já o MST faz uso de invasões a grandes propriedades, muitas delas improdutivas, de forma a forçar sua desapropriação. Alternativa c: incorreta. Os sertanejos de Canudos não lutaram contra o desemprego, uma reivindicação mais dos operários urbanos da então incipiente indústria nacional no começo da República que dos agricultores do campo. Alternativa d: incorreta. A Guerra de Canudos foi um movimento popular de fundo sociorreligioso e messiâ- nico e não tinha como interesse defender as ideias dos produtores nordestinos, que eram concentradores de terras, oligarcas e latifundiários. Alternativa e: incorreta. Não se trata de uma luta que remete somente à pequena propriedade agrícola, e sim à questão da concentração fundiária, motivo de reivindicação e revolta dos dois movimentos.

2014 QuestÃo 32   Por democracia se entende um conjunto de regras (as chamadas regras
2014
2014

QuestÃo 32

 

Por democracia se entende um conjunto de regras (as chamadas regras do jogo) que consentem a mais ampla e segura participação da maior parte dos cidadãos, em

forma direta ou indireta, nas decisões que interessam a toda a coletividade.

Norberto Bobbio. Qual Socialismo? Discussão de uma alternativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983, p. 55.

Tendo em vista os movimentos recentes ocorridos em diferentes partes do mundo, como a Primavera Árabe e as manifestações populares que ocorreram nas prin- cipais cidades do Brasil em junho de 2013, as ideias apresentadas pelo filósofo Norberto Bobbio quanto à democracia revelam que

a
a
B
B
c
c

as manifestações populares, ao apoiarem os apa- ratos institucionais existentes em suas nações, afirmaram o conceito de democracia direta, con- firmando o desejo de manutenção das estruturas políticas vigentes, tanto no tocante às leis quanto no tocante aos grupamentos políticos.

as regras do jogo foram contestadas de forma indireta pela população, pois, no conceito de democracia, a transformação social é operacionalizada de forma direta somente por representantes eleitos pelo povo, ou seja, as manifestações foram apenas ensejos e não fazem parte da democracia direta.

não é possível fazer analogia entre o conceito de democracia apresentado por Bobbio e as manifes- tações populares no Brasil e a Primavera Árabe, pois esses eventos também foram promovidos no universo virtual, em que não há os ditames demo- cráticos do mundo real.

D
D
 

a Primavera Árabe e as manifestações no Brasil estabeleceram um novo conjunto de regras, já co- locado em prática, configurando o conceito de de- mocracia direta; assim, o objetivo de criar novas leis e substituir governantes impopulares foi plena- mente atingido em ambos os contextos.

o que foi colocado em questão foram as regras, a for- ma como estão organizadas e se realmente prezam pelos interesses da coletividade; o que foi colocado em prática foi a participação direta dos cidadãos, para que, por meio das manifestações, atingissem seus objetivos de modificação das regras do jogo.

e
e

Resposta correta: E

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 3 e 5 Habilidades: 1, 13, 15 e 22

Bobbio afirma em sua conceituação elementos es- senciais daquilo que chamamos democracia, como o interesse da coletividade, o exercício do poder pelo povo de forma direta ou indireta, a criação de leis (as “regras do jogo”) para garantir a estabilidade social (“mais ampla e segura participação da maior parte dos cidadãos”). As manifestações no Brasil e a Primavera Árabe contestaram governantes e leis estabelecidas, ou seja, colocaram em xeque algumas regras e “joga- dores” (no caso, líderes políticos e/ou partidos), com o povo manifestando-se naquilo que Bobbio chama de democracia direta, sem intermediação de interlocuto- res, como os representantes eleitos, ainda que demo- craticamente, botando para fora seu grito ou clamor por mudanças. No Brasil, no entanto, produziram mais uma catarse coletiva do que medidas propriamente efetivas. O vandalismo que se seguiu às manifesta- ções por parte de grupos minoritários acabaram por afastar muitos que clamavam por mudanças de forma legítima. Assim, os resultados desses movimentos no Brasil ainda são pouco claros, ao contrário do que ocorre no Egito, onde houve a derrubada do então pre- sidente Morsi e protestos contra os militares que assu- miram o poder desde então.

2014
2014

QuestÃo 33

A Monarquia absolutista foi uma forma de Monarquia

feudal diferente da Monarquia dos Estados medievais que a precedeu; mas a classe dominante permaneceu

a

mesma [

].

Christopher Hill. “Um comentário”, citado por Perry Anderson. In: Linhagens do Estado absolutista. Brasiliense, 1995.

O

absolutismo foi um período marcante da história, com

atuação predominante no continente europeu. Com relação a esse período absolutista, considera-se que

o Absolutismo foi politicamente neutro, do ponto de vista das classes sociais.

a
a
B
B

“Monarquia feudal” não condiz com Absolutismo, muito menos com os Estados medievais.

c
c

o

Absolutismo foi uma forma de dominação feudal

D
D

em que o monarca era soberano.

estados nacionais precederam a Monarquia na Idade Média.

e
e

o Absolutismo tem como origem a proteção aos bens

e

a defesa da democracia parlamentar representativa.

Resposta correta: C

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 1 Habilidade: 2

De certo modo, o Absolutismo foi uma forma de Monar- quia feudal, conforme afirmado no texto, prevalecendo o monarca como principal soberano e tendo seu poder fortalecido ao se aliar à nascente burguesia comercial, ao contrário do feudalismo, em que seu poder, descen- tralizado, era submetido ao dos senhores feudais. Alternativas a, b e e: incorretas. Sabe-se que o Ab- solutismo foi uma organização política na qual o so- berano concentrava todos os poderes do Estado em suas mãos, tal como sintetizado na célebre frase de Luís XIV, “o Estado sou eu” (L’État c’est moi); essas al- ternativas não apresentam características de um Es- tado e de um monarca absolutistas. A alternativa a está incorreta, pois diz que o Absolutismo foi politicamente neutro no âmbito social, o que não é verdade, pois os reinos absolutistas também se caracterizavam pela estratificação social; a incorreção da alternativa e está em relacionar o Absolutismo com o Parlamentarismo e a democracia re- presentativa, sistemas políticos completamente distintos. Alternativa d: incorreta. As Monarquias já existiam na Idade Média, antes da formação dos Estados nacio- nais, como os reinos francos medievais.

antes da formação dos Estados nacio - nais, como os reinos francos medievais. CN - 1°
2014 QuestÃo 34 2 1 3 6 1 AMAZÔNIA 2 CAATINGA 3 CERRADO 4 4
2014
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QuestÃo 34 2 1 3 6 1 AMAZÔNIA 2 CAATINGA 3 CERRADO 4 4 4
QuestÃo 34
2
1
3
6
1
AMAZÔNIA
2
CAATINGA
3
CERRADO
4
4
4
MATA ATLÂNTICA
5
PAMPA
5
6
PANTANAL
Fonte: <http://siscom.ibama.gov.br/monitorabiomas>.
Acesso em: 20 set. 2013. (Adapt.).
Devido à grande extensão territorial que o Brasil apresen-
ta e à diversidade de solos e climas, foi necessário criar
uma nomenclatura para classificar certas características
do território brasileiro. Uma das formas mais usadas para
classificar o território brasileiro atualmente é por meio dos
biomas. O mapa em questão expõe a distribuição dos
biomas brasileiros. Há correta relação entre o nome do
bioma e o maior obstáculo para a sua preservação em
a
Amazônia – novas fronteiras agrícolas.
B
cerrado – expansão dos latifúndios de trigo.
c
Pantanal – projeto de transposição do Rio São
Francisco.
D
Mata Atlântica – construção da Usina Hidrelétrica
de Belo Monte.
e
pradarias – indústria madeireira.

Resposta correta: A

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competências: 4 e 6

Habilidades: 19, 28, 29 e 30

A Amazônia apresenta áreas onde a agricultura e a pecuária comercial estão se expandindo, nas fronteiras

com o cerrado. O cultivo do trigo é típico de climas mais frios, com destaque, no Brasil, para a produção

da região Sul. O projeto de transposição do Rio São Francisco pode ser criticado pelas reais dimensões sociais, assim como pela preservação do Rio São

Francisco, mas não ocorre no bioma Pantanal, e sim no bioma da caatinga. No caso da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, sua construção está sendo realizada no Pará, em áreas em que se localiza a Floresta Amazônica. Por fim, as pradarias no Sul do Brasil se caracterizam pela presença de campos naturais, e não de grandes árvores que possam ser utilizadas pela indústria madeireira.

2014
2014

QuestÃo 35

Em fevereiro de 1906, foi feito um acordo econômico ar- ticulado pelos governadores de Minas Gerais, São Paulo

e Rio de Janeiro – respectivamente, Francisco Sales,

Jorge Tibiriçá e Nilo Peçanha – para dar suporte à grave crise financeira que afetou a principal monocultura da época. O presidente Rodrigues Alves ratificou o acor- do, comprando do mercado grandes quantidades dessa produção, a fim de compensar a brusca queda do preço no mercado internacional. Este acordo é o

a
a

do Convênio de Taubaté, que deu origem à crise cafeicultora e ocorreu no momento histórico conhecido como Estado Novo.

B
B
c
c
D
D
e
e

da abertura dos portos, nascido para pôr fim à crise aurífera da República Velha brasileira.

do Convênio de Ouro Preto, que intensificou a crise cafeicultora, levando à queda da República oligárquica.

do Convênio de Taubaté, cujo objetivo era minimizar os efeitos da crise cafeicultora ocorrida na República oligárquica.

do Convênio de Copacabana, que não foi eficaz devido à subsequente crise dos portos, sendo abolido no Estado Novo.

Resposta correta: D

Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 3 Habilidade: 11

O Convênio de Taubaté foi um dos maiores exemplos

do poder exercido pelas elites econômicas paulista e mineira durante o momento conhecido como República do café com leite. Para atender aos interesses econô- micos dos cafeicultores, a economia nacional sofreu um fortíssimo abalo, assumindo um prejuízo financeiro muito grande com a queda do preço internacional do café, tanto que, em 1929, a crise mundial acabou por consolidar essa crise.

do café, tanto que, em 1929, a crise mundial acabou por consolidar essa crise. CN -
2014 ] [ QuestÃo 36 Mais de cem pessoas morreram no naufrágio de uma embarcação
2014
2014

] [

QuestÃo 36

Mais de cem pessoas morreram no naufrágio de

uma embarcação em que viajavam cerca de 500, perto da ilha de Lampedusa (Sul da Itália). Os viajantes eram imigrantes africanos, e cerca de 250 deles permanecem desaparecidos. [ ]

segundo relatos dos sobreviventes, o barco

passou várias horas em alto-mar até que decidi[ram] por acender uma chama, de modo a facilitar a localização. Mas a embarcação pegou fogo, e muitos imigrantes tiveram de se lançar ao mar. Por fim, o barco virou. [ ] Nas últimas décadas, estima-se que cerca de 20 mil imigrantes morreram no mar tentando chegar à Europa. A ilha de Lampedusa fica a 113 km do litoral africano. Segundo a ONU, só em 2013, 40 pessoas morreram tentando chegar à ilha.

só em 2013, 40 pessoas morreram tentando chegar à ilha. Fonte:

Fonte: <www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/10/1351108-naufragio-mata-

mais-de-90-imigrantes-africanos-na-costa-italiana.shtml>.

Acesso em: 6 out. 2013. (Adapt.).