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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

1

2 APLICAÇÃO DE AUDITORIAS AMBIENTAIS

1

3 AVALIAÇÃO DE RISCOS E RESPONSABILIDADE CIVIL

2

4 CONCORRÊNCIA

3

5 ESTRATÉGIAS

4

6 DIRETRIZES PARA AUDITORIA AMBIENTAL - PRINCÍPIOS GERAIS

4

6.1 OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO

4

6.2 DEFINIÇÕES

5

7 REQUISITOS PARA UMA AUDITORIA AMBIENTAL

7

8 PRINCÍPIOS GERAIS

8

8.1 OBJETIVOS E ESCOPO

8

8.2 OBJETIVIDADE, INDEPENDÊNCIA E COMPETÊNCIA

8

8.3 PROFISSIONALISMO

8

8.4 PROCEDIMENTOS SISTEMÁTICOS

9

8.5 CRITÉRIOS, EVIDÊNCIAS E CONSTATAÇÕES DE AUDITORIA

9

8.6 CONFIABILIDADE DAS CONSTATAÇÕES E CONCLUSÕES DE AUDITORIA

10

9

INSTRUMENTOS PARA REALIZAÇÃO DA AUDITORIA AMBIENTAL

10

9.1

QUESTIONARIO DE PRÉ-AUDITORIA

10

9.2

PROTOCOLO DE AUDITORIA AMBIENTAL

12

9.3

LISTAGEM DE VERIFICAÇÃO DO PROCESSO (CHECK LIST)

13

10

MODELO DE PRÉ AUDITORIA

14

11

FASES DAS AUDITORIAS AMBIENTAIS COMPULSÓRIAS

24

12

REQUISITOS JURÍDICOS UTILIZADOS COMO CRITÉRIO DE AUDITORIA

25

13

O PAPEL DO PROFISSIONAL DO DIREITO

26

14 PROPOSTA DE SISTEMATIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DOS

PROFISSIONAIS DO DIREITO NA AUDITORIA AMBIENTAL

COMPULSÓRIA

27

15

PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DA AUDITORIA

28

15.2

PROTOCOLOS

29

15.3 IDENTIFIQUE OS ASPECTOS AMBIENTAIS

30

15.4 AVALIE OS IMPACTOS AMBIENTAIS

30

16 UM EXEMPLO DE METODOLOGIA

31

17 EXEMPLO DE PLANO DE AÇÃO

34

18 RISCO: IDENTIFICAÇÃO E PREVENÇÃO DE RISCOS

34

18.1 AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RISCO DE CADA ASPECTO

 

AMBIENTAL IDENTIFICADO

34

18.2 DEFINIÇÃO DE PRIORIDADE DOS ASPECTOS AMBIENTAIS

39

19

PLANO DE AÇÃO PARA CONTENÇÃO EM SITUAÇÕES EMERGENCIAIS E SINISTROS

40

19.1

INCÊNDIO

47

20 MONITORAMENTO E CONTROLE DE RISCO

48

21 ASSEGURE RESPOSTAS ÀS EMERGÊNCIAS

51

22 AVALIE PERIODICAMENTE E CORRIJA

52

23 METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL

52

24 PROGRAMAS DE GESTÃO ESPECÍFICOS E AÇÕES A SEREM IMPLANTADAS

54

25 EXEMPLOS DE INDICADORES DO DESEMPENHO AMBIENTAL

55

26 IMPLEMENTE AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS

56

27 MANTENHA UM SISTEMA DE REGISTRO

56

27.1

EXEMPLOS DE REGISTROS NECESSÁRIOS

56

28 PÓS AUDITORIA

60

29 RELATÓRIO DE AUDITORIA

62

30 REFERÊNCIAS

63

1

AUDITORIAS AMBIENTAIS COMPULSÓRIAS

1 INTRODUÇÃO É quando a agência ambiental exige e supervisiona a implementação de programas de auditoria ambiental prevista em lei. É o caso brasileiro, em que em alguns Estados as agências ambientais estaduais, como a do Paraná tem exigido a adoção de auditoria ambiental, estabelecido objetivos e escopo mínimo da auditoria e cobrado os resultados, conforme será discutido adiante.

2 APLICAÇÃO DE AUDITORIAS AMBIENTAIS Uma empresa pode executar a cada ano vários tipos de auditorias ambientais. Estas tarefas variam desde auditorias internas rotineiras; auditorias de conformidade, exigidas auditoria de desempenho; e outras auditorias externas executadas por autoridades públicas e por clientes. As auditorias atualmente executadas utilizam uma grande variedade de protocolos, há pouca consistência nos relatórios, os objetivos são redundantes e são pequenas as garantias de que ações corretivas apropriadas estão sendo implantadas. Devido à qualidade variável das auditorias e ao valor limitado de melhoria do desempenho, resultante dessas auditorias que estão atualmente sendo executadas, as empresas não estão somente deixando de otimizar os benefícios de um programa eficaz de auditoria, como se expondo aos riscos identificados, mas inadequadamente gerenciados. Mundialmente, os sistemas de avaliação de desempenho atual evoluíram da área da gestão da conformidade, para a área de responsabilidade corporativa. As companhias líderes utilizam atualmente a informação gerada pelos programas de avaliação de desempenho para avaliar os riscos e gerenciar problemas, visando minimizar futuros riscos e passivos ambientais. Duas diretrizes internacionalmente reconhecidas ressaltam a necessidade de auditorias ambientais: 1 - Princípio de Valdez: “As empresas realizarão uma auto-avaliação anual, tornarão públicos os resultados e realizarão uma auditoria independente dos resultados”. 2 - Carta de Negócios para o Desenvolvimento Sustentável do ICC: “Sinceridade sobre impactos e preocupações” “Assegurar a conformidade por meio de avaliação do

2

desempenho, de auditorias e da periódica divulgação de informações aos acionistas”. Embora os requisitos relativos a auditorias se refiram primeiramente à

avaliação do sistema, como no caso das auditorias de qualidade, as auditorias ambientais se destinam não apenas a avaliar a conformidade, mas, principalmente, à melhoria do sistema e do seu desempenho.

A abordagem básica da auditoria ambiental envolve três conjuntos

distintos de atividades: atividades pré-auditoriais, atividades de campo e atividades pós-auditoriais. A responsabilidade pode ter várias interpretações, de gestos altruístas a pressões de mercado ou boas práticas. Surgidas do uso de mecanismos de mercado e do crescente interesse dos acionistas no desempenho ambiental da empresa, as auditorias têm sido usadas para demonstrar o compromisso, a economia e o maior controle interno decorrentes de uma gestão empresarial apropriada, bem como, os benefícios decorrentes disto.

3 AVALIAÇÃO DE RISCOS E RESPONSABILIDADE CIVIL As auditorias podem ser utilizadas em várias fases da avaliação de riscos ligados a questões ambientais, de segurança e de saúde, que podem levar à responsabilidade civil. Aqui se pode aplicar o risco a sistemas de

gestão, tecnologia de controle e uso de certos materiais, bem como riscos de processo e produto. Portanto, pode-se usar a auditoria para avaliar e minimizar os riscos. Auditorias mais especializadas e profundas podem ser usadas para investigar a extensão dos problemas em potencial.

A responsabilidade civil, em termos ambientais, abrange indivíduos e

empresas onde surja poluição ou não conformidade legal. Podem-se usar as

auditorias ambientais para o entendimento e ação nos casos de responsabilidade civil em potencial, relacionados a eventos crônicos ou agudos ou ao sistema de gestão.

O campo de avaliação de riscos e o papel das auditorias ambientais

podem ser aplicados a muitas situações, como o planejamento interno de

emergência, a fusão de duas empresas, a realização de parcerias, as renovações ou aquisições de seguros, as aquisições e o planejamento.

3

Muitas empresas realizaram auditorias usando o argumento da economia de custos, em vez das pressões legais. As áreas- chave para as auditorias que visam quantificar os benefícios financeiros agrupam-se sob o termo genérico “minimização de perdas”, que se aplica à água, emissões, efluentes, energia, gestão de resíduos e de materiais. Dependendo da natureza das operações e dos objetivos, o foco das auditorias pode variar da energia consumida para produção à política de compras. Em termos financeiros, a auditoria pode ser uma ferramenta de apoio nas decisões, fornecendo informações sobre os custos ambientais atuais e os benefícios de ações existentes ou futuras.

4 CONCORRÊNCIA Motivos adicionais para as auditorias é o crescente interesse na incorporação da questão ambiental na gestão das empresas; como o progresso em relação a objetivos e o relativo impacto de seus produtos. As auditorias formam parte integral dos sistemas de gestão, tanto como feedback do controle interno quanto para contribuir com os objetivos da análise crítica pela administração. A crescente vigilância sobre as credenciais ambientais das empresas, tanto interna quanto externa, requer da administração um bom sistema de monitoramento e de informações, que as auditorias podem fornecer. Adoção de práticas específicas considerando a variável ambiental pode ser usada em muitos setores como nicho para a comercialização, apesar do argumento de que possuir um sistema de gestão que incorpore a questão ambiental como parte indissociável do negócio vai se tornar uma condição “sine qua non”. As auditorias são então usadas como ferramentas para atrair a atenção no que se refere às necessidades e ajustes no gerenciamento.

5 ESTRATÉGIAS Uma função adicional da auditoria ambiental está no planejamento, no “benchmarking” e na coleta de informações. A preocupação com o nível de implementação de uma política ou norma ambiental, a comparação com as

4

melhores práticas industriais e os níveis internos de conscientização são motivadores típicos desta categoria de auditoria ambiental. Uma frase bastante conhecida entre os gerentes e diretores de empresas é que “Só se controla aquilo que se mede”. Do ponto de vista ambiental, a frase é bastante verdadeira, onde o conhecimento é fundamental para a tomada de decisão. Um processo de auditoria ambiental auxilia no acompanhamento das informações e na verificação da confiabilidade das mesmas, possibilitando uma melhor definição das metas estratégicas em alinhamento com a visão e missão da empresa. Independentemente que a auditoria ambiental seja realizada de modo voluntário ou por atendimento a requisitos legais, os resultados provenientes das auditorias podem possibilitar alguns ganhos competitivos para o negócio, desde que se entenda o seu processo como uma oportunidade para a melhoria contínua.

6 DIRETRIZES PARA AUDITORIA AMBIENTAL - PRINCÍPIOS GERAIS A auditoria ambiental afirmou-se como um valioso instrumento para verificar e ajudar a aprimorar o desempenho ambiental.

6.1 OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO

Estabelecer os princípios gerais de auditoria ambiental aplicáveis a todos os tipos de auditorias ambientais. É recomendado que qualquer atividade definida como uma auditoria ambiental de acordo com esta Norma satisfaça às recomendações nela constantes.

6.2 DEFINIÇÕES

CONCLUSÃO DE AUDITORIA Julgamento ou parecer profissional expresso por um auditor sobre o objeto da auditoria, baseado e limitado à apreciação que o auditor faz das constatações da auditoria.

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CRITÉRIOS DE AUDITORIA Políticas, práticas, procedimentos ou requisitos em relação aos quais o auditor compara as evidências coletadas sobre o objeto da auditoria. NOTA - Os requisitos podem incluir, mas não estão limitados a normas, diretrizes, exigências especificadas pela organização e disposições legais ou regulamentares.

EVIDÊNCIA DE AUDITORIA Informações verificáveis, registros ou declarações.

NOTAS

1 A evidência de auditoria, que pode ser qualitativa ou quantitativa, permite ao auditor determinar se os critérios de auditoria são atendidos.

2 A evidência de auditoria é normalmente baseada em entrevistas, exame de

documentos, observações das atividades e condições, resultados de medições

e ensaios ou outros meios dentro do escopo da auditoria.

CONSTATAÇÃO DE AUDITORIA Resultados da avaliação das evidências da auditoria coletadas, comparadas com os critérios de auditoria acordados.

NOTA - Estas constatações servem de base para o relatório de auditoria.

EQUIPE DE AUDITORIA Grupo de auditores, ou um único auditor, designado para realizar determinada auditoria: a equipe de auditoria pode também incluir especialistas técnicos e auditores em treinamento.

NOTA - Um dos auditores da equipe de auditoria desempenha a função de auditor-líder.

AUDITADO Organização que está sendo auditada.

6

AUDITOR AMBIENTAL Pessoa qualificada par executar auditorias ambientais

NOTA - Os critérios de qualificação de auditores ambientais são dados, por exemplo, na NBR ISSO 14012.

CLIENTE Organização que solicita a auditoria

NOTA - O cliente pode ser o auditado ou qualquer outra organização que tenha direito contratual ou regulamentar de solicitar uma auditoria.

AUDITORIA AMBIENTAL Processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma objetiva, evidências de auditoria para determinar se as atividades, eventos, sistemas de gestão e condições ambientais especificados ou as informações relacionadas a estes estão em conformidade com os critérios de auditoria, e para comunicar os resultados deste processo ao cliente.

AUDITOR-LÍDER AMBIENTAL Pessoa qualificada para gerenciar e executar auditoria ambientais. NOTA - Os critérios de qualificação de auditores-líderes ambientais são dados, por exemplo, na NBR ISO 14012.

ORGANIZAÇÃO Companhia, corporação, firma, empresa ou instituição, ou parte ou combinação destas, pública ou privada, sociedade anônima, limitada ou com outra forma estatuária, que tem funções e estrutura administrativa próprias.

NOTA - Conforme NBR ISO 14001: 1996

OBJETO AUDITADO Atividade, evento, sistema de gestão e condição ambientais especificados e/ou informações relacionadas a estes.

7

ESPECIALISTA TÉCNICO Pessoa que provê conhecimentos ou habilidade específicas à equipe de auditoria, mas que não participa como um auditor.

7 REQUISITOS PARA UMA AUDITORIA AMBIENTAL É recomendado que uma auditoria ambiental enfoque um objeto

claramente definido e documentado. Convém que a(s) parte(s) responsável(eis) por tal objeto também seja (m) claramente definida (s) e documentada (s).

É recomendado que a auditoria só se realize se, após consulta ao

cliente, o auditor-líder estiver convencido de que

-

existem informações suficientes e apropriadas sobre o objeto da auditoria;

-

existem recursos adequados para apoiar o processo de auditoria;

-

existe cooperação adequada por parte do auditado.

8

PRINCÍPIOS GERAIS

8.1 OBJETIVOS E ESCOPO

É recomendado que a auditoria seja baseada em objetivos definidos

pelo cliente. Para atender a estes objetivos, o escopo é determinado pelo

auditor-líder mediante consulta ao cliente. O escopo descreve a extensão e os limites da auditoria.

É recomendado que os objetivos e o escopo sejam comunicados ao

auditado antes da auditoria.

8.2 OBJETIVIDADE, INDEPENDÊNCIA E COMPETÊNCIA

Para garantir a objetividade do processo de auditoria, suas constatações e quaisquer conclusões, é recomendado que os membros da equipe de auditoria sejam independentes das atividades por eles auditadas. É recomendado que eles sejam objetivos e livres de preconceitos e de conflitos de interesse durante todo o processo. A utilização de auditores internos ou externos para compor a equipe de auditoria fica a critério do cliente. É recomendado que um auditor escolhido da

8

própria organização não esteja vinculado àqueles diretamente responsáveis pelo objeto da auditoria.

É recomendado que os membros da equipe de auditoria possuam uma

combinação apropriada de conhecimentos, habilidades e experiências condizentes com as responsabilidades da auditoria.

8.3 PROFISSIONALISMO

É recomendado que na execução de uma auditoria ambiental, os auditores demostrem o devido zelo profissional, diligência, habilidade e julgamento, como esperado de qualquer auditor em circunstâncias semelhantes.

É recomendado que as relações entre os auditores e o cliente sejam

caracterizadas por confidencialidade e discrição. Salvo quando exigido por lei,

é recomendado que os membros da equipe de auditoria não revelem informações ou documentos obtidos durante a auditoria, nem divulguem o reletório final a terceiros, sem a expressa autorização do cliente e, conforme o caso, sem a autorização do auditado.

É recomendado que o auditor siga os procedimentos que contribuam

para a garantia da qualidade.

8.4 PROCEDIMENTOS SISTEMÁTICOS

em

conformidade com estes princípios gerais e com quaisquer diretrizes

auditoria

É

recomendado

que

a

ambiental

seja

conduzida

desenvolvidas para o tipo apropriado de auditoria ambiental.

NOTA - As diretrizes para realização de auditorias de sistemas de gestão ambiental são dadas, por exemplo, na NBR ISO 14011. Para melhorar a consistência e a confiabilidade, é recomendado que se conduza a auditoria ambiental de acordo com metodologias e procedimentos sistemáticos, documentados e bem definidos. Para qualquer tipo de auditoria ambiental, é recomendado que as metodologias e procedimentos sejam consistentes. Os procedimentos de um tipo de auditoria ambiental diferem daqueles apropriados a outros somente no que for essencial para o caráter específico de um determinado tipo de auditoria ambiental.

9

8.5 CRITÉRIOS, EVIDÊNCIAS E CONSTATAÇÕES DE AUDITORIA

É recomendado que a determinação dos critérios de auditoria seja uma

etapa preliminar e essencial da auditoria ambiental. É recomendado que esses

critérios, definidos com um grau de detalhamento apropriado, sejam objeto de acordo entre o auditor-líder e o cliente, e então comunicados ao auditado.

É recomendado que as informações apropriadas sejam coletadas,

analisadas, interpretadas e documentadas para serem utilizadas como

evidências de auditoria em um processo de exame e avaliação para determinar se os critérios de auditoria foram atendidos.

É recomendado que a qualidade e a quantidade das evidências de

auditoria sejam tais que permitam a auditores ambientais competentes, trabalhando independentemente entre si, obter constatações similares na avaliação das mesmas evidências, em relação aos mesmos critérios de

auditoria.

8.6 CONFIABILIDADE DAS CONSTATAÇÕES E CONCLUSÕES DE AUDITORIA

É recomendado que o processo de auditoria ambiental seja concebido

para prover ao cliente e ao auditor os níveis desejados de confiabilidade das

constatações e de quaisquer conclusões da auditoria. As evidências coletadas durante uma auditoria ambiental constituem,

inevitavelmente, apenas uma amostra das informações disponíveis, devendo- se isto, em parte, ao fato de ser a auditoria ambiental realizada durante um período de tempo limitado e com recursos limitados. Existe, portanto, um elemento de incerteza inerente a todas as auditorias ambientais, sendo recomendado que todos os usuários de resultados de auditorias ambientais estejam conscientes dessa incerteza.

É recomendado que o auditor ambiental considere as limitações

associadas às evidências coletadas durante a auditoria e esteja consciente da

incerteza no tocante às constatações e conclusões da auditoria, sendo recomendado levar estes fatores em consideração ao planejar e executar a auditoria.

É recomendado que o auditor ambiental se empenhe em obter

evidências de auditorias suficientes, levando em consideração as constatações

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isoladas significativas e conjuntos de constatações menos significativas, que podem, ambas, afetar as conclusões da auditoria.

9 INSTRUMENTOS PARA REALIZAÇÃO DA AUDITORIA AMBIENTAL

9.1 QUESTIONARIO DE PRÉ-AUDITORIA O questionário é um instrumento utilizado na etapa de pré-auditoria, orientando quando da preparação da auditoria ambiental, contendo uma relação de quesitos visando a obtenção de respostas que esclareçam quanto aos procedimentos, rotinas, registros e responsabilidades da empresa. Objetivando como afirma La Rovere, p. 55, 2001 obter informações da unidade a ser auditada fornecendo a equipe de auditores um conhecimento suficiente de seus processos de produção e de como são gerenciados os assuntos de saúde, segurança e proteção ambiental. Ainda em La Rovere, p. 55, 2001, a coleta de informações deve começar bem antes da auditoria in loco, podendo estender ate próximo a sua realização. Um dos fatos importantes é que a equipe de auditores possa identificar as informações desejadas e as reveja detalhadamente, tornando-se habilitada a desenvolver uma estratégia de ação com base na avaliação dos dados que lhe foi encaminhada. O questionário é um suporte para a elaboração do protocolo ou da lista de verificação, fortalecendo a elaboração destes instrumentos ao ajudar identificar e entender os elementos chave do gerenciamento ambiental, responsabilidades, deveres e outras práticas e identificar tópicos da auditoria que são aplicáveis aquela empresa. O questionário detalha uma variedade de aspectos do sistema gerencial incluindo layout, operação, manutenção, registros de controle e relatórios internos. (LA ROVERE, P.55, 2001). Deverão ser anexados a este questionário segundo La Rovere, p. 61, 2001, cópias dos seguintes documentos:

informações sobre as exigências governamentais e internas aplicáveis a

empresa, como: licença ambiental; legislação aplicável como padrões de efluentes, emissões, regulamentação sobre resíduos; políticas e procedimentos, manuais correntes, planos de emergência; planos de ação de

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auditoria ambientais (inspeções anteriores) e relatórios ambientais selecionados ou outro documento redigido a alta gerencia.

Informações sobre o processo produtivo: fluxograma de processo; layout

e diagramas ilustrando a localização das áreas operacionais e dos processos e sistemas de controle dos componentes ambientais; inventario de matérias- primas e produtos; organograma e relação dos tanques de armazenagem incluindo os subterrâneos.

9.2 PROTOCOLO DE AUDITORIA AMBIENTAL

O protocolo de auditoria ambiental é um plano que o auditor deve seguir na aplicação da auditoria ambiental, no local, para atingir seus objetivos. (LA ROVERE, p. 61, 2001). O protocolo de auditoria fornece a equipe de auditores, passo a passo, todos os procedimentos que devem ser seguidos para coletar evidëncias das práticas de gestão da empresa. La Rovere, p. 61, 2001 recomenda, em particular, a profissionais de pouca experiência e deve ser precedida de treinamento especifico para sua aplicação. Ainda em La Rovere, p. 61, 2001, o protocolo de auditoria fornece as bases que auxiliam os membros da equipe de auditores, individualmente, a comparar o constatado com o planejado, servindo como um facilitador na tarefa de sumarizar e relatar as evidëncias. Um protocolo bem delineado pode ser utilizado como treinamento de auditores inexperientes e otimizar a supervisão requerida por parte do líder de equipe. Um protocolo de auditoria ambiental pode ser organizado seguindo o seguinte padrão: ( La Rovere, p.62, 2001):

1. Índice;

2. Informações preliminares – documentação inicial coletada com o apoio

do questionário;

3. Anotações – registros do auditor relacionados as entrevistas e as

observações feitas nas visitas as instalações da empresa e que acompanham

todos tópicos da verificação da auditoria ambiental;

4. Relação de tópicos – lista dos tópicos que serão auditados e detalhados;

5. Registro das evidëncias de conformidade, de não-conformidade e das

observações; e

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6. Lista de anexos – documentação colhida durante a auditoria ambiental e

que, juntamente com as informações do questionário, são peças fundamentais para a elaboração do relatório final de auditoria.

9.3 LISTAGEM DE VERIFICAÇÃO DO PROCESSO ( CHECK LIST) A lista de verificação, um questionário de sim e não, tende a ser longo e detalhado, freqüentemente estruturado para incorporar todas as questões relevantes, requerendo relativamente pouco conhecimento dos elementos de auditoria, o auditor é levado a fazer perguntas, bem mais do que a rever ou examinar processos. (LA ROVERE, p. 97, 2001). Com a listagem de verificação as informações da unidade a ser auditada fornecem a equipe de auditores um conhecimento suficiente de seus processos de produção e de como são gerenciados os assuntos de saúde, segurança e proteção ambiental. Segundo La Rovere, p. 97, 2001, a investigação dos procedimentos com relação aos mecanismos de controle da empresa, as licenças e as conformidades legais, sistema gerencial e as regras, responsabilidades, comunicação, treinamento e outras atividades relacionadas ao gerenciamento ambiental, é a principal parte de uma auditoria. Ainda em La Rovere, p. 97, 2001, a formatação e organização da listagem de verificação deve ser utilizado como um guia para orientar e

conduzir a auditoria ambiental na empresa, e ser adaptada a cada auditoria em função de seus objetivos, escopos, tipo de unidade industrial ou outras circunstäncias especificas. Poderá considerar os seguintes tópicos:

1. Controle gerencial;

2. Gerenciamento de Efluentes líquidos;

3. Gerenciamento de resíduos;

4. Gerenciamento de emissões gasosas;

5. Gerenciamento de Matérias: Estocagem, material radioativo;

6. Prevenção e controle de vazamento (inclusive emergências).

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10 MODELO DE PRÉ AUDITORIA

FUNÇÕES

 

RESPONSÁVEL

Planejamento

   

Administrativo

   

Financeiro

   

Maio Ambiente, Saúde e Segurança

 

Operação e Manutenção

   

Monitoramento

   

ATIVIDADES

 

RESPONSÁVEL

Controle de poluição do ar (emissões aerossóis, odores)

 

Gestão de resíduos sólidos

   

Controle de efluentes industriais no esgoto afluente (toxicidade)

 

Saúde e segurança

   

Processo de avaliação ambiental

   

Gestão de material

   

Controle de qualidade do produto final (esgoto tratado)

 

Controle

de

qualidade

do

corpo

 

receptor

Prevenção e controle de emergência

 

ATIVIDADES

S

N

NA

Registro de manutenção?

       

Inspeção e teste dos equipamentos de controle de processo?

     

Contratação de serviços?

       

Verificação da adequação às regras e regulamentos, políticas e procedimentos internos?

     

Observação

dos

manuais

que

estabelecem

as

     

14

rotinas?

Acidentes ambientais como vazamentos, mistura com águas pluviais e/ou água tratada, extravasamentos ruptura de tubulações?

Plano de Emergência e Contingência?

 

Seleção,

tratamento,

estocagem

ou

transporte

de

resíduos?

Minimização de resíduos (inclusive alternativas de reciclagem e/ou disposição final)?

Inspeção das áreas de acumulação de resíduos?

 

Programas de monitoramento do esgoto bruto afluente e efluente, emissões gasosas e resíduos sólidos, considerando: Plano de amostragem e análises documentado?

Sistematização

da

coleta,

preservação

e

análises

realizadas?

 

Esquema de estocagem de amostras recebidas?

 

Métodos de estocagem, manuseio e disposição de materiais biológicos, patogênicos e químicos?

Programas de monitoramento do corpo receptor?

 

Utilização e métodos de disposição de produtos de limpeza (ácidos, etc.)?

Estocagem, manuseio ou disposição de outros produtos químicos, como cilindro de gases, solventes, tóxicos, etc.?

Estocagem, manuseio ou disposição de resíduos ou outros materiais biológicos/patológicos?

Relacionamento com a população?

 

Respostas

às

reclamações

da

população

(como

odores, etc.)?

 

Revisai das Licenças Ambientais (prazo, ampliação, modificações)?

15

Realização de Auditoria Ambiental?

Realização de Auditoria Ambiental?
Realização de Auditoria Ambiental?
Realização de Auditoria Ambiental?
MONITORAMENTO S N NA Emissões atmosféricas? Efluentes líquidos? Resíduos? Ruído e vibrações? Odores?
MONITORAMENTO
S
N
NA
Emissões atmosféricas?
Efluentes líquidos?
Resíduos?
Ruído e vibrações?
Odores?
Ventilação?
ATIVIDADES
S
N
Legislação aplicável (federal, estadual e municipal)?
Normas e regulamentos aplicáveis?
Licenças?
Aplicações do licenciamento?
Correspondências?
Planos de contingência?
Planos de emergência?
Análises de esgoto afluente/efluente?
Inventário de resíduos?
Manifesto de resíduos?
Análises de caracterização de resíduos sólidos?
Relatórios anuais?
Monitoramento ambiental (ar, água, solo)?
Vistorias?
Auditorias?
Documentos relativos à conformidade ou divergências?
Relatórios de incidentes?
Reclamações públicas?
Inventários de emissão?
Planos aprovados ou anotações de violação?

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Há metas estabelecidas, cronogramas de adequação, etc., para atendimento aos regulamentos exigidos?

S

N

NA

TREINAMENTO

S

N

NA

Atendimento e controle de vazamentos, mistura com águas pluviais e/ou água tratada, extravasamentos, ruptura de tubulações?

     

Gestão de resíduos sólidos?

     

Atendimento a emergências?

     

Operação do sistema de tratamento de esgoto?

     

Vazamento de substâncias perigosas?

     

Utilização e estocagem, manuseio e disposição de materiais perigosos, incluindo material biológico, tóxico, patogênico, etc.?

     

Auditoria Ambiental interna?

     

Estes treinamentos são devidamente documentados?

 

S

N

NA

TREINAMENTO

 

FREQÜÊNCIA

Atendimento e controle de vazamentos, mistura com águas pluviais e/ou água tratada, extravasamentos, ruptura de tubulações?

 

Gestão de resíduos sólidos?

   

Atendimento a emergências?

   

Operação

do

sistema

de

tratamento

de

 

esgoto?

Vazamento de substâncias perigosas?

   

17

Utilização e estocagem, manuseio e disposição de materiais perigosos, incluindo material biológico, tóxico, patogênico, etc.?

Auditoria Ambiental interna?

de materiais perigosos, incluindo material biológico, tóxico, patogênico, etc.? Auditoria Ambiental interna?
de materiais perigosos, incluindo material biológico, tóxico, patogênico, etc.? Auditoria Ambiental interna?

TREINAMENTO

 

EQUIPE

Atendimento e controle de vazamentos, mistura com águas pluviais e/ou água tratada, extravasamentos, ruptura de tubulações?

 

Gestão de resíduos sólidos?

   

Atendimento a emergências?

   

Operação

do

sistema

de

tratamento

de

 

esgoto?

Vazamento de substâncias perigosas?

   

Utilização e estocagem, manuseio e disposição de materiais perigosos, incluindo material biológico, tóxico, patogênico, etc.?

 

Auditoria Ambiental interna?

   

Atendimento e controle de vazamentos, mistura com águas pluviais e/ou água tratada, extravasamentos, ruptura de tubulações?

 

Auditoria Ambiental interna?

   

DOCUMENTOS

BÁSICOS

DE

AUDITORIA

S

N

AMBIENTAL

QUESITOS

   

Protocolo

   

Lista de Verificação

     

Relatório de Auditoria Ambiental

     

Plano de Ação

   

18

RELAÇÃO DE CONFORMIDADES

1.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

2.

DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

3.

A – Responsabilidade Ambiental

3.

B – Responsabilidade Técnica Ambiental

3.

C – Plano de Gestão Ambiental

3.

D – Monitoramento da Qualidade Ambiental

3.

E – Compromissos Ambientais Voluntários :

4.

Comprovação de Melhoria de Desempenho Através do PGA/ISO 14.001

5.

Programa de Análise do Ciclo de Vida do Produto (Berço ao Túmulo)

6.

Programa de Incentivo à Pesquisa para Melhoria da Qualidade Ambiental

7.

Programa de Desenvolvimento de Projetos de Melhoria da Qualidade Ambiental

8.

SISTEMA DE PONTUAÇÃO:

9.

MÉTODO DE AVALIAÇÃO:

10.

VANTAGENS

EQUIPE TÉCNICA:

FLUXO PRODUTIVO DE VIA ÚNICA

MATÉRIA-PRIMA PROCESSAMENTO PRODUÇÃO USO RESÍDUO DISPOSIÇÃO
MATÉRIA-PRIMA
PROCESSAMENTO
PRODUÇÃO
USO
RESÍDUO
DISPOSIÇÃO

19

FLUXO DA ECONOMIA DE CICLO FECHADO

19 FLUXO DA ECONOMIA DE CICLO FECHADO CLASSIFICAÇÃO USO DE PRODUTOS RECICLAGEM DE PRODUTOS MÁQUINAS E

CLASSIFICAÇÃO USO DE PRODUTOS RECICLAGEM DE PRODUTOS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ELEMENTOS E PEÇAS TRASNFORMAÇÃO E PRODUÇÃO RECICLAGEM DE MATERIAIS MATERIAIS SECUNDÁRIOS MATÉRIAS-PRIMAS E INSUMOS RESÍDUOS, LIXO

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Os principais procedimentos para avaliar a adequação das atividades aos preceitos ambientais, envolvem:

- Levantamento das exigências legais:

- Aplicação de normas técnicas da ABNT:

- Levantamento de informações em documentos disponíveis:

- Levantamento de informações nas unidades e instalações:

- Vistorias específicas:

- Prospecção de pendências ambientais em órgãos federais, estaduais e municipais:

- Obtenção de certidões negativas nos Cartórios Distribuidores de Comarca:

- Obtenção de certidões negativas na Justiça Federal e Estadual:

- Coleta de informações na vizinhança e nas comunidades:

- Consultas a organizações não-governamentais (ONG):

- Obtenção de informações complementares em fontes genéricas e específicas:

- Realização de análises físico-químicas de água, solo, ar, instalações (paredes, forro):

- Levantamento de informações complementares no “data room”:

- Organização e análise dos dados levantados:

- Avaliação qualitativa e quantitativa do passivo ambiental:

- Elaboração do relatório de avaliação do passivo ambiental:

- Elaboração de planos e programas para eliminar as pendências

ambientais existentes:

- Adoção de práticas de atitudes pró-ativas para evitar a formação de novos passivos ambientais:

ELEMENTOS AUXILIARES DE APOIO

- Legislação ambiental e normas técnicas:

- Matriz de verificação ambiental:

- AA – Auditoria Ambiental:

- EIA/RIMA – Estudo e Relatório de Impacto Ambiental:

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- PBA – Programa Básico Inicial:

- AAI – Avaliação Ambiental Inicial:

- ADA – Avaliação de Desempenho Ambiental:

- ACV – Análise de Ciclo de Vida:

- ARA – Análise de Risco Ambiental:

- SEMA

11 FASES DAS AUDITORIAS AMBIENTAIS COMPULSÓRIAS

Fase I

Esta fase inicial é baseada principalmente na observação visual da empresa ou propriedade objeto do negócio, além da análise de documentos e condução de entrevistas que possam fornecer indicadores do histórico ambiental _ usos passados e correntes _ da unidade avaliada. O objetivo primordial é identificar fontes potenciais de problemas ambientais e responsabilização ambiental civil e criminal. Buscam-se indicadores de problemas, tais como ocorrência de vazamentos de poluentes, armazenamento, tratamento, transporte, transporte e disposição inadequados de produtos e resíduos perigosos, acidentes ambientais, construções e operações em desacordo com as normas de licenciamento e zoneamento, etc. Também podem ser incluídas avaliações de eventuais restrições para expansões futuras do negócio, sobretudo em decorrência de normas de zoneamento, de uso de recursos hídricos e dos padrões legais de qualidade do ar é água. Os documentos analisados abrangem os títulos de propriedade do imóvel e toda e qualquer restrição ou ônus legal ao seu uso (hipotecas, garantias, etc), fotos aéreas da propriedade, para identificação de usos passados e das principais modificações no decorrer do tempo, licenças, arquivos de correspondências com auditorias ambientais ou outras investigações ambientais sobre aa empresa/propriedade e qualquer outro documento público disponível que possa indicar ocorrências ou investigações ambientais na unidade auditada.

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Fase II Esse tipo de avaliação objetiva determinar com precisão a existência ou não e a extinção de contaminação na, ou gerada pela, unidade contaminada. Sua necessidade será determinada pela fase anterior, a partir de evidências tais como manchas no solo, gerenciamento inadequado de substâncias perigosas, problemas em proprietários e comunidades vizinhas, indícios de grandes remoções de terras, etc. A Fase II geralmente contém, no mínimo, as seguintes atividades : (i) perfuração de poços e análise laboratorial de amostras de materiais de construção, de componentes químicos usados em equipamentos (e.g., PCB) e de emissões de poluentes gasosos e líquidos; (iii) preparação de um relatório que indique os riscos ambientais existentes na unidade auditada e, em alguns casos, algumas sugestões de possíveis planos de remediação e uma estimativa dos custos Envolvidos. Em alguns casos, amostragens de padrões d emissão de ar é água e de PCB são realizadas durante a Fase I.

Fase III A fase III consiste na elaboração e implementação do plano de remediação e na comprovação de sua conclusão, através de amostragens finais. Na maioria dos casos, também envolve algum tipo de negociação e licenciamento junto ás autoridades ambientais. A aplicação da Auditoria Ambiental Compulsória é proposta por alguns autores como uma forma de controle externo de atividades potencialmente poluidoras por parte da comunidade via órgão publico para determinado empreendimento ou entidades de interesse público. Apesar de proporem metodologia semelhante à das auditorias conduzidas pelas próprias empresas, estes autores buscam aplicar a auditoria ambiental compulsória com objetivo mais próximo da fiscalização do que propriamente auto-avaliação e correção.

12 REQUISITOS JURÍDICOS UTILIZADOS COMO CRITÉRIO DE AUDITORIA Um dos aspectos jurídicos intrínsecos da auditoria ambiental mais importantes são os critérios legais para as atividades de controle, gerenciamento, monitoramento e registro de desempenho ambiental

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estabelecidos pela legislação. Estes critérios estão presentes na gama variada de leis e regulamentos ambientais que se aplicam a determinada empresa e fazem parte dos critérios de auditoria (audit criteria) a serem adotados por determinado programa de auditoria ambiental. Os critérios de auditoria são os indicadores que devem ser utilizados como padrão de comparação ao se avaliar o desempenho ambiental da unidade auditada. É o critério de auditoria que se deve avaliar o nível de adequação da unidade auditada. Principalmente nas auditorias de cumprimento?adequação, os critérios de auditoria são aqueles extraídos da legislação ambiental aplicável à unidade, que se traduzem em ações, procedimentos, testes, preparação e elaboração de documentação e registros, ou metas, ou padrões de desempenho ambiental. Mesmo nos programas de auditoria de sistemas de gestão os critérios legais devem ser considerados, já que qualquer sistema de gestão deve ter como padrão mínimo o atendimento às exigências legais. Como exemplos de critérios legais de auditoria (legal audit criteria), temos normas gerenciais de gestão de resíduos (prevenção, manuseio, classificação, armazenamento, transporte e disposição final), critérios e periodicidade de monitoramento ambiental e programas de manutenção de fontes de poluição, padrões de emissão de poluentes atmosféricos ou líquidos, normas de construção e gerenciamento de estações de tratamento de efluentes e aterros sanitários, etc. A utilização de requisitos legais como critério de auditoria traz aos legisladores e às agências regulamentadoras o desafio de elaboração de norma que, no que tange a procedimentos e condutas, sejam,, na medida do possível, objetivamente mensurável e, assim, passíveis de ser utilizadas como critério de auditoria. A esse respeito, vale conferir trabalho pioneiro realizado por Philip Harter, ainda na década de 80, que trata dos cuidados a serem tomados no desenvolvimento de normas técnicas.

13 O PAPEL DO PROFISSIONAL DO DIREITO Conforme comentamos anteriormente, a importância do sistema jurídico no desenvolvimento, formato e condução dos programas e atividades de auditoria ambiental faz com que haja lugar para a atuação do profissional do Direito nessa área. Esta atuação pode ocorrer tanto na elaboração de normas, programas e políticas de auditoria ambiental, seja no âmbito de políticas

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publicas, seja no de programas internos de entidades públicas e empresas, como na própria condução das auditorias ambientais. Tomando como base a metodologia discutida no item 2.4. e apresentada na figura 5, apresentamos no item abaixo propostas de sistematização da atuação dos profissionais do Direito nas auditorias ambientais.

14 PROPOSTA DE SISTEMATIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO DIREITO NA AUDITORIA AMBIENTAL COMPULSÓRIA.

a) Fase Pré-Auditoria: Levantamento e Interpretação da Legislação

Aplicável, Plano de Auditoria ( Definição do Escopo e Prioridades, Elaboração ou Adaptação de Questionários e Protocolos de Auditoria)

Para elaboração do Plano de Auditoria, incluindo-se a definição do

escopo e identificação de prioridades, é importante que se proceda o levantamento e interpretação da legislação aplicável à unidade a ser auditada. Mesmo nos casos da auditoria de gestão, é importante que se proceda o levantamento dos aspectos gerenciais previstos na legislação. Ainda, qualquer sistema de gestão ambiental minimamente adequada deverá prever a identificação e adequação da unidade auditada à legislação, como também a existência de sistemas internos de acompanhamento, interpretação e implementação dos requisitos legais ambientais. Para definição do escopo, deve-se, num primeiro momento, levantar toda a legislação aplicável aos aspectos ambientais da unidade, o posicionamento dos órgãos de controle e a interpretação dominante dos tribunais a respeito de questões ambientais que, tendo em vista a natureza das atividades ou dos impactos provocados pela unidade, serão relevantes para a auditoria. Além das normas aplicáveis diretamente ais aspectos ambientais da unidade auditada, deve-se de antemão identificar possíveis requisitos legais de comunicação prévia das atividades de auditoria ou de seus resultados. O resultado deste trabalho inicial ajudará na definição das prioridades da auditoria. Definidos o escopo e as prioridades, o profissional do Direito poderá contribuir para a elaboração ou adaptação dos questionários e protocolos de auditoria, cuidando da inclusão dos aspectos legais que devem ser utilizados como critérios de auditoria.

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15 PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DA AUDITORIA

Conforma já discutido, a sistematização é elemento essencial da auditoria ambiental. Esta sistematização inclui a divisão das etapas de trabalho, como também a implementação de procedimentos metódicos e planejados, destinados a garantir a execução de todas as atividades necessárias a uma avaliação segura e embasada dos aspectos ambientais da unidade auditada. Tais atividades serão estabelecidas de acordo com os objetivos e escopo de cada auditoria e devem estar refletidas em instrumentos desenvolvidos especialmente para garantir a sua execução por parte dos auditores. Os principais instrumentos e ferramentas são os questionários pré- auditoria, elaborados, sobretudo para a obtenção de dados preliminares da unidade auditada, os protocolos de auditoria e caderno de anotações ( working papers), utilizados pelos auditores como um guia para as atividades de campo e como referência para a elaboração do relatório final, e os questionários de avaliação dos controles internos, utilizados em algumas situações para auxiliar a etapa de coleta de evidências. Por fim, alguns programas já utilizam softwares desenhados para instrumentalizar determinadas etapas da auditoria, seja na identificação dos requisitos legais aplicáveis a determinada unidade, seja no trabalho de campo, na elaboração do relatório e na elaboração e acompanhamento das medidas corretivas.

15.1 QUESTIONÁRIO PRÉ-AUDITORIA

As atividades de pré-auditoria podem ser auxiliadas pelo envio de um questionário inicial à unidade a ser auditada, sempre que possível. Este questionário serve para coletar informações sobre os histórico e principais características da unidade, incluído seus principais aspectos ambientais, número de funcionários, natureza da área de influência , contingências legais, etc. O uso adequado deste instrumento será de grande valia para a identificação dos requisitos legais e internas aplicáveis à unidade ( e, portanto, definição do critério de auditoria), elaboração do plano de auditoria, elaboração

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e/ou revisão dos protocolos, definição da equipe de auditores e questões de logística.

15.2 PROTOCOLOS

O protocolo é definido como um documento escrito que auxilia o auditor nas atividades de campo. È verdadeiro guia das atividades de campo e deve refletir o plano de auditoria de forma consistente e sistemática. Nesse sentido, o protocolo, na sua versão mais detalhada, lista a seqüência de etapas a serem seguidas pelo auditor e os respectivos critérios de auditoria que devem ser utilizados em cada uma delas. Além de servir como guia, o protocolo serve como fonte de documentação das atividades de campo (neste particular, complementado pelas anotações de campo, quando estas anotações não são feitas no próprio protocolo) e de qualquer eventual alteração do plano da auditoria. O protocolo também auxilia no treinamento de auditores, já que facilita a execução das atividades de campo. Algumas empresas utilizam versões simplificadas de protocolos, usualmente um simples questionário ou lista de tópicos a serem observados. Outras utilizam formas mais detalhadas, que além de apresentarem toda a seqüência de etapas e as forma de sua execução explicam em detalhe critérios de auditoria a serem utilizados. Esta variação é classificada por Arthur D. Little da seguinte forma: protocolo básico (especifica as etapas, a forma de sua execução e o que deve ser documen tado pelo auditor), listagem de tópicos (deixa a forma de execução a critério do auditor), guia de auditoria detalhado (enfatiza os critérios de auditoria), questionários sim-não, questionário de respostas abertas, e questionário de pontuação (pontua as respostas de acordo com critérios preestabelecidos e fixa resultado numérico ou qualifica a unidade como satisfatória ou insatisfatórias). Independentemente do formato adotado, certos princípios básicos devem estar presentes no protocolo: descrição dos objetivos e escopo de auditoria, identificação dos assuntos e tópicos a serem examinados, e sistematização dos procedimentos da auditoria. A elaboração do protocolo é uma etapa extremamente importante das atividades pré-auditoria, pois exige detalhada e sistemática identificação e análise dos aspectos técnicos,

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gerenciais e legais dos aspectos ambientais da unidade a ser auditada. Vale lembrar que o protocolo não deve ser entendido ou utilizado como um instrumento rígido e absoluto, ou como um substituto do julgamento profissional do auditor.

15.3 IDENTIFIQUE OS ASPECTOS AMBIENTAIS

A ISO/DIS 14001 define aspectos ambientais como “elementos das atividades, produtos ou serviços de uma empresa que podem interagir com o meio ambiente”. Traduzindo, a empresa identifica seus aspectos ambientais quando avalia o que cada atividade, tarefa ou passo de seus processos podem causar alteração no meio ambiente. Os agentes de cada alteração constituem os aspectos ambientais das atividades, tarefa ou passo de determinado processo.

15.4 AVALIE OS IMPACTOS AMBIENTAIS

Uma vez identificado os aspectos ambientais, a análise prossegue com

a avaliação dos impactos ambientais a eles associados. Vamos imaginar a

situação de um efluente líquido lançado num rio. A poluição do corpo receptor (

o rio) é o impacto ambiental associado ao lançamento do efluente. Este

impacto pode ser mais ou menos crítico, conforme mais ou menos perigosos sejam os poluentes carregados pelo efluente, e também conforme mais ou menos sensível seja o rio em questão. Essa discussão sobre os impactos críticos é básica para a priorização dos aspectos ambientais. Priorizar é estabelecer em que ordem e em que intensidade serão estabelecidas as medidas de controle para os aspectos identificados. O objetivo da identificação e avaliação dos impactos ambientais é garantir que os aspectos ambientais responsáveis por impactos significativos sejam levados em conta, quando forem estabelecidos os objetivos e metas ambientais da empresa. As avaliações dos impactos ambientais deve ser feita por meio de metodologias específicas que consideram a escala, a intensidade, a duração e a probabilidade de ocorrência dos impactos. Devem ser considerados, ainda, o grau de dificuldade associado à mitigação dos impactos, os custos envolvidos,

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as preocupações das partes interessadas, os efeitos sobre a imagem da empresa e sua vulnerabilidade às ações legais.

16 UM EXEMPLO DE METODOLOGIA

Num processo industrial as entradas são constituídas pelas matérias – primas, produtos auxiliares, água, energia e recursos humanos, físicos e financeiros. As saídas são os produtos acabados e semi – acabados. Sabemos no entanto que os poluentes gerados. Um balanço mais completo pode ser representado da seguinte forma:

(ENTRADAS) Matérias – primas

(SAÍDAS)

Produtos

Produtos auxiliares

Processo

Efluentes líquidos

Industrial

Água

Ar

Energia

Recursos

Efluentes líquidos Industrial Água Ar Energia Recursos Emissões para a atmosfera Resíduos Energia Os
Efluentes líquidos Industrial Água Ar Energia Recursos Emissões para a atmosfera Resíduos Energia Os

Emissões para a atmosfera Resíduos Energia

Os desenvolvimentos de fluxograma para os processos e atividades setoriais da empresa pode ser a base para a identificação de seus aspectos ambientais. Os fluxogramas fornecem as informações sobre saídas de poluentes de cada atividade ou processo. A análise das saídas e de suas fontes geradoras constitui a identificação dos aspectos ambientais da empresa. A quantificação das entradas e saídas é fundamental para a priorização dos aspectos e respectivos impactos. A análise de entradas e saídas permite, ainda, a identificação de eventuais perdas. Se for observado que as quantidades que saem não correspondem às quantidades que entram ( pelo menos em termos de informações disponíveis), ou há perdas ou há saídas não identificadas. Esta

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situação requer um aprofundamento da análise, o que vai beneficiar o processo de identificação dos aspectos ambientais. Exemplo: Uma determinada indústria comprou 1000 kg de óleo lubrificante no ano passado. Ao final do ano, registrou a venda de 100 kg de óleo usado para uma empresa recicladora. Na elaboração do fluxograma do processo, a diferença chamou a atenção, uma vez que era essa a única informação disponível. Na investigação, observou-se que havia geração de efluentes oleosos na oficina de manutenção de equipamentos e veículos, devido às operações de lavagem dos equipamentos e do piso, além de resíduos oleosos, como

estopas, filtros de óleo inutilizados, etc

desconhecida) perdeu-se desta forma. Verificou-se ainda, na oficina, a existência de óleo estocado em pequenas quantidades. Somando-se essas quantidades àquela estocada no almoxarifado central, chegou-se a uma quantidade de 400 kg. Perto das oficinas foi também identificado um tanque enterrado para armazenamento de óleo usado, com capacidade de 300 kg. Não tendo sido identificado nenhum outro local para armazenamento de óleo, chegou-se a conclusão de que houve uma perda de 200 kg no último ano. Como essa quantidade foi considerada muito elevada para as perdas, com a contaminação das águas de lavagem e dos resíduos da oficina, presumiu-se a existência de transferência e de troca de equipamentos, disposição direta no solo ou nas galerias de água pluviais, entre outras possibilidades. O desenvolvimento do fluxograma propiciou ao gerente da fábrica maior conhecimento do que estava acontecendo e mostrou com clareza a necessidade de um acompanhamento sistemático das correntes de saída, para a determinação precisa das quantidades. Deixou claro também que o processo apresenta perdas não identificadas, requerendo controle dos processos operacionais. Por último, chamou a atenção o fato de que a empresa eventualmente pode apresentar um passivo ambiental por contaminação do solo pelas perdas de óleo. Ficou evidente a necessidade urgente do controle das perdas para evitar o agravamento dos problemas e , ao mesmo tempo, da realização de

Assim, parte do óleo (quantidade

30

investigação no solo e na água subterrânea para identificar a extensão de

eventual contaminação.

O desenvolvimento dos fluxogramas pode ser aprofundado e mais

detalhado, para que se tenha maior precisão na identificação dos aspectos.

Pode-se trabalhar com fluxogramas de atividade ou de tarefas.

A figura 02 representa esquema para a identificação dos aspectos ambientais e impactos associados, de um determinado processo da empresa.

INSUMOS O QUE GERA? P/ ONDE VAI? ATIVIDADE 1 COMO GERA? QUAIS SÃO AS CONSEQUEN_
INSUMOS
O QUE GERA?
P/ ONDE VAI?
ATIVIDADE 1
COMO GERA?
QUAIS SÃO AS
CONSEQUEN_
CIAS NO MEIO
AMBIENTE?
ATIVIDADE 2
INSUMOS
ASPECTOS
IMPACTOS
AMBIENTAIS
AMBIENTAIS
FLUXOGRAMA
AMBIENTAL
FIGURA 02 – EXEMPLO DE METODOLOGIA
FLUXOGRAMA DE PROCESSO

17 EXEMPLO DE PLANO DE AÇÃO

 

CRITÉRIOS

ASPECTOS

AMBIENTAIS

IMPACTOS

REQUISITOS

LEGAIS

INTERNOS DE

DESEMPENHO

OBJETIV

OS

METAS

PRAZO

CUSTOS

RESPONSABILIDADES

         

Assegurar

     

Emissões de

material

Poluição do

Padrões de qualidade do

Padrões de

emissão

Controlar

as

total

atendimento

12 meses

$ Profissional ou setor responsável

particulado

ar

ar e padrões de emissão

internacionais

emissões

aos

requisitos

   
       

legais

       

Estabelec er um canal de comunica ção com a comunida de e implement ar a melhor tecnologia prática disponível

Receber 100

     

Incômodo à

Nível de

Reclamação

avaliações

$ Profissional ou setor responsável

Odor

comunidad

percepção do

positivas por

6

meses

e

odor

zero

parte da

 

comunidade

   
   

Normas de

           

Geração de

resíduos

classificação,

armazenamen

Não aplicável

Minimizar

a geração

de

Reduzir 20%

6

meses

$ Profissional ou setor responsável

perigosos

Contaminaç ão do solo

to e

destinação de

resíduos

resíduos

perigosos

da geração

 

31

18 RISCO: IDENTIFICAÇÃO E PREVENÇÃO DE RISCOS

18.1 AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RISCO DE CADA ASPECTO AMBIENTAL

IDENTIFICADO

As auditorias podem ser utilizadas em várias fases da avaliação de riscos ligados a questões ambientais, de segurança e de saúde, que podem levar à responsabilidade civil. Aqui se pode aplicar o risco a sistemas de gestão, tecnologia de controle e uso de certos materiais, bem como riscos de processo e produto. Portanto, pode-se usar a auditoria para avaliar e minimizar os riscos. Auditorias mais especializadas e profundas podem ser usadas para investigar a extensão dos problemas em potencial. A responsabilidade civil, em termos ambientais, abrange indivíduos e empresas onde surja poluição ou não conformidade legal. Podem-se usar as auditorias ambientais para o entendimento e ação nos casos de responsabilidade civil em potencial, relacionados a eventos crônicos ou agudos ou ao sistema de gestão. O campo de avaliação de riscos e o papel das auditorias ambientais podem ser aplicados a muitas situações, como o planejamento interno de emergência, a fusão de duas empresas, a realização de parcerias, as renovações ou aquisições de seguros, as aquisições e o planejamento. Muitas empresas realizaram auditorias usando o argumento da economia de custos, em vez das pressões legais. As áreas- chave para as auditorias que visam quantificar os benefícios financeiros agrupam-se sob o termo genérico “minimização de perdas”, que se aplica à água, emissões, efluentes, energia, gestão de resíduos e de materiais. Dependendo da natureza das operações e dos objetivos, o foco das auditorias pode variar da energia consumida para produção à política de compras. Em termos financeiros, a auditoria pode ser uma ferramenta de apoio nas decisões, fornecendo informações sobre os custos ambientais atuais e os benefícios de ações existentes ou futuras.

Interpretação da criticidade

CRITICIDADE – Potencialidade do nível de dano que o aspecto ambiental

pode produzir no meio ambiente.

1 – Impacto localizado com alguma perturbação ao homem, ou às instalações

ou ao meio ambiente sem comprometimento legal e a alguma referência

normativa.

2 – Impacto localizado com perturbação mais pronunciada ou ao homem, ou às

instalações, ou ao meio ambiente sem comprometimento legal e a nenhuma

referência normativa.

32

3 – Impacto localizado com perturbação ou ao homem, ou às instalações, ou

ao meio ambiente com comprometimento legal ou alguma referência normativa.

4 – Impacto generalizado com perturbação ou ao homem, ou às instalações, ou ao meio ambiente com comprometimento legal ou a alguma referência normativa ou estabelecida. 5 – Impacto localizado ou generalizado com perturbação pronunciada ao homem, ou às instalações, ou ao meio ambiente com comprometimento legal ou a alguma referência normativa e afetando a imagem da empresa

Interpretação da probabilidade

PROBABILIDADE – Potencialidade da ocorrência de um dano

1. Baixíssima probabilidade de ocorrer o dano (1 ocorrência na vida da

empresa);

2. Baixa probabilidade de ocorrer o dano (1 ocorrência a cada 5 anos);

3. Moderada probabilidade de ocorrer o dano (1 ocorrência por ano) ;

4. Elevada probabilidade de ocorrer o dano(1 ocorrência por semestre);

5. Elevadíssima probabilidade de ocorrer o dano (1 ocorrência por mês).

Interpretação da detecção

DETECÇÃO – possibilidade de detecção de uma ocorrência em seu inicio

1 - O início do problema é facilmente detectável (visual imediato) e as ações

corretivas são simples e imediatas. Ex. tubulação de ácido trincada próximo a

uma válvula.

33

3 – O início do problema é de difícil detecção (não visual e identificado via

monitoramento rotineiro), e as ações corretivas são trabalhosas e demoradas.

Ex. efluente líquido fora dos limites legais.

4 – Detectável somente com o dano através de análises de monitoramento ou

visual em longo prazo (mais de 6 meses) e as ações corretivas são trabalhosas

e demoradas. Ex. contaminação do lençol freático.

5 – Detectável somente com o dano (não visual) e as ações corretivas são

complexas, demoradas e custosas. Ex. destinação incorreta a um resíduo

industrial Classe I.

Interpretação da Severidade

CONVENÇÃO – resultado Gravid. X Detecção x Probabilidade > 27 – Aspecto é significativo

CONVENÇÃO – resultado Gravid. X Detecção x Probabilidade > 8 –

Definir Plano de Ação – objetivo – reduzir probabilidade da ocorrência e para mais facilmente detectar inicio do acidente (impacto ambiental). Após avaliadas a severidade de cada aspecto de risco, pode-se escalonar cada qual em relação aos resultados obtidos, sendo que os que obtiverem maiores resultados serão os mais prioritários e com isso e com base nas seguintes informações, pode-se tomar as decisões:

RISCOS TRIVIAIS – valor da SEVERIDADE até 9 – não necessitam ações especiais, nem preventivas, nem de detecção.

RISCOS TOLERÁVEIS – valor da SEVERIDADE de 10 a 18 (CRITICIDADE < 4) – não requerem ações imediatas. Poderão ser implementadas em ocasião oportuna em função das disponibilidades de mão de obra e de recursos financeiros;

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RISCOS MODERADOS - valor da SEVERIDADE de 20 a 27 (CRITICIDADE <4) – requer previsão e definição de prazo (curto prazo) e responsabilidade para a implementação das ações;

RISCOS RELEVANTES – valor da SEVERIDADE de 30 a 50 – exige a implementação imediata das ações tanto as preventivas como as de detecção e definição de responsabilidades. O trabalho pode ser liberado para sua execução somente com acompanhamento e monitoramento contínuo. A interrupção do trabalho pode acontecer quando as condições apresentarem algum descontrole.

RISCOS INTOLERÁVEIS – valor da SEVERIDADE > 50 – os trabalhos não poderão ser iniciados e se estiverem em curso, deverão ser interrompidos de imediato e somente poderão ser reiniciados após implementação de ações de contensão. O valor da severidade indica que os riscos são moderados, requerendo previsão e definição de prazo – curto prazo – e responsabilidade para implementação das ações.

 

O IMPACTO PODE PROVOCAR DANOS AO

ASPECTO

IMPACTO

TEMPORALIDADE

SITUAÇÃO

INCIDÊNCIA

ATIVIDADE

PRODUTO

SERVIÇO

HOMEM

MEIO AMBIENTE

INSTALAÇÕES

AMBIENTAL

AMBIENTAL

EXPLOSÃO PRODUÇÃO CALDEIRA F N D ÁGUA VAPOR 1 1 1 (TEMPERATURA) VAPOR TANQUE PRODUTO
EXPLOSÃO
PRODUÇÃO
CALDEIRA
F
N
D
ÁGUA
VAPOR
1
1
1
(TEMPERATURA)
VAPOR
TANQUE PRODUTO
QUÍMICO
VAZAMENTO
(CONTAMINAÇÃO
SOLO E ÁGUA)
INFLAMABILIDAD
E (EFLUENTES
ATMOSFÉRICOS
E TEMPERATURA)
ESTOCAGE
F
N
D
AMÔNIA
DEPÓSITO
1
1
1
M
DEPÓSITO DE
ESTOCAGE
MATÉRIA
PRODUTO
A
N
D
1
0
1
M
ORGÂNICA DEPÓSITO
ORGÂNICO
MÉDIA
1
0,6
1

35

TEMPORALIDADE:

SITUAÇÃO

INCIDÊNCIA

P=passado

A=anormal

D=direta

A= atual

E=emergência

I=indireta

F=futuro

N=normal

1=pode

0=não pode

18.2 DEFINIÇÃO DE PRIORIDADE DOS ASPECTOS AMBIENTAIS

ASPECTO

     

DETECÇÃOSEVERIDADE

 

AMBIENTAL

CRITICIDADE

PROBABILIDADE

RISCOS

CALDEIRA

5

3

4

60

INTOLERÁVEL

ESTOCAR

         

INFLAMÁVEIS

4

3

2

24

MODERADOS

RECEBER

         

INFLAMÁVEIS

LÍQUIDOS

VALORES PONDERAIS

5

3

5

75

INTOLERÁVEL

RECEBER

         

INFLAMÁVEIS

3

3

4

36

RELEVANTES

SÓLIDOS

ESTOCAR

         

PRODUTOS

4

3

4

48

RELEVANTES

QUÍMICOS

Sistema de combate a incêndio:

Na caixa de emergência deve constar no mínimo:

Respirador com filtro apropriado para multigases;

Luvas de nitrila ou neoprene;

Bota de PVC;

Avental de PVC;

Óculos ou viseira do tipo ampla visão;

Macacão de algodão.

O depósito contém, em local visível:

Mangueiras;

Extintores de incêndio (contatar corpo de bombeiros para saber qual o

extintor mais indicado para essa situação), também devem se localizar perto

das saídas;

36

EXTINTOR QUANTO AO TIPO DE FOGO Tipo de fogo a ser combatido Químicos Dióxido de
EXTINTOR QUANTO AO TIPO DE FOGO
Tipo de fogo
a ser
combatido
Químicos
Dióxido de
À Base
Bomba
Cartucho
Químicos
Espuma
Secos
Carbono
de Água
Tanque
de Gás
Secos
Ordinários
CLASSE:
Combustíveis Ordinários: lã,
papel, roupa
SIM
NÃO
SIM
SIM
SIM
SIM
SIM
CLASSE:
Líquidos Inflamáveis:
SIM
SIM
NÃO
NÃO
NÃO
NÃO
NÃO
gasolina, tintas, óleos, etc.
CLASSE:
Equipamentos Elétricos:
NÃO
SIM
NÃO
NÃO
NÃO
NÃO
NÃO
motores, transformadores,
etc.

Fichas de emergência dos produtos comercializados;

Placas ou cartazes com aviso de risco dos produtos, conforme NBR

7500 (*2);

Telefones de emergência:

Corpo de bombeiros (193);

Médico e hospital ou pronto socorro mais próximo;

Fabricantes dos produtos envolvidos;

Centros de Informação Toxicológica (CIT’s).

Materiais absorventes (serragem, vermiculita, etc), adsorventes e

neutralizantes (*), conforme constante da ficha de emergência - NBR 7503 (*3); * Ácidos ou bases, conforme o produto a ser neutralizado.

19

EMERGENCIAIS E SINISTROS - PROCEDIMENTOS GERAIS PARA

EMERGÊNCIAS

EM SITUAÇÕES

PLANO

DE

AÇÃO

PARA

CONTENÇÃO

RECOMENDAÇOES E CUIDADOS DE MANUSEIO

Nas operações utilizar sempre todos os EPI´s indicados; Manter sempre sob permanente manutenção e controle todos os dispositivos de segurança e proteção ambiental do equipamento de tratamento;

37

O armazenamento do produto deverá ser em locais fechados, cobertos e afastados de alimentos, evitando assim a manipulação por pessoas não qualificadas ao manuseio; Não descarregar o produto ou seus efluentes no meio ambiente. Em caso de acidente, seguir as instruções contidas na ficha de emergência do produto e no manual de orientação técnica.

RESPONSABILIDADES Será de responsabilidade da equipe de resposta de emergências colocar em prática e dirigir as ações de emergências estabelecidas no Plano de Atendimento de Emergências, bem como qualquer outra ação que seja necessária para proteger vidas e propriedade. Será seguido o processo de notificação estabelecido no plano.

NOTIFICAÇÃO DE EMERGÊNCIA A notificação imediata da condição de emergência usando o procedimento apropriado é essencial para neutralizar a situação e prevenir lesões pessoais e danos a propriedade. Para notificar uma emergência:

Chame o número de emergência;

Mantenha a calma – fale claro;

Identifique-se;

Diga sua localização;

Indique o tipo de emergência;

Informe a localização da emergência;

Não desligue o telefone – informação adicional pode ser

requerida.

Uma notificação precisa da emergência, dirigida para o local apropriado, é um elemento chave para combater uma situação potencialmente perigosa.

TAREFAS DA FASE DE RESPOSTAS DE EMERGÊNCIAS

Mantenha a calma;

38

Dar assistência aos feridos;

Avalie a situação;

Ative o plano;

Abandono de área dos envolvidos para um lugar seguro;

Ative o sistema de notificação.

NOTIFICAÇÕES GERAIS DURANTE EMERGÊNCIAS

Polícia – atos criminosos, perturbações civis, etc.

Bombeiro – incêndios, explosões, vazamentos de gás, etc.

Unidades de Emergências Médicas, Salvamento e Resgate – acidente

industrial, lesões, emergências médicas, desastres naturais, etc.

Unidade de Controle Ambiental – emergências ambientais, incêndios

florestais, derramamentos tóxicos, derramamentos de petróleo, etc.

Unidade de controle de materiais tóxicos e perigosos – derramamento de substancias químicas, etc.

Policia / bombeiros / resgate – desastres naturais, desastres provocados, etc.

ADMINISTRAÇÃO DE EMERGÊNCIAS

Ativar o plano de emergência;

Avaliar e medir o impacto da emergência;

Proceder a uma estimativa inicial de danos;

Assegurar que representantes da administração estejam no local da emergência.

DEPOIS DA EMERGÊNCIA

Esteja alerta aos perigos;

Limite uso dos telefones somente para emergência;

Inicie as fases de recuperação e restauração;

Aguarde as instruções da equipe para a administração de emergências;

Documente a emergência;

Atualize o plano de emergência.

39

PROCEDIMENTOS GERAIS DE ABANDONO

Proteger a vida e a saúde dos empregados e dos clientes é prioridade durante uma emergência. Em algumas situações, a evacuação é a melhor forma de proteção. Os procedimentos de evacuação devem estar em lugares visíveis contendo mapas das diferentes rotas de fuga e saída de emergência. A decisão de abandonar total ou parcialmente as instalações se fará de acordo com a política de abandono da empresa, contida no plano de emergência e depois de serem avaliados os seguintes fatores:

Segurança de empregados, clientes e visitantes.

Riscos potenciais;

Responsabilidades legais.

PARA QUE O PROCESSO DE ABANDONO SEJA EFETIVO É NECESSÁRIO:

Treinamento continuo dos empregados para evitar o pânico;

Um sistema interno de comunicação pública – telefone;

Estabelecer um procedimento para assistir as pessoas sem condições

de andar;

A distribuição do plano de abandono para todo o pessoal da empresa;

Testar os procedimentos pelo menos uma vez por ano;

Manter o plano de abandono atualizado.

O

PLANO

DE

ABANDONO DEVERÁ INCLUIR POLÍTICAS CLARAS E

ESPECÍFICAS SOBRE O SEGUINTE:

Um procedimento para notificar calmamente os empregados, clientes de que a instalação será abandonada e fechada;

Procedimentos ordenados para o fechamento imediato e temporário da instalação;

Procedimentos ordenados para abandonar os empregados e clientes;

Sistema de notificação apropriado para a policia e bombeiros;

Designação de um local de reunião ou refugio dos abandonados;

Procedimentos para controlar a publicidade e os meios;

40

Designação da autoridade que decidirá o reingresso as instalações;

Procedimentos para o retorno do pessoal ao trabalho.

Deve-se incluir no plano de abandono:

Extintor: 1 carreta – PQS 50 kg

Linha e válvulas de gás

Procedimentos para o corte de gás

Sistema de esgoto e drenagem

Rota de fuga

Áreas restritas

Materiais perigosos

PROCEDIMENTOS DE ABANDONO DE ÁREA

O procedimento de abandono deverá ser simples. Complexidade

exagerada pode confundir os empregados e causar risco de vidas e lesões. Distribuir para todo o pessoal da empresa as seguintes instruções de

abandono.

NOTIFICAÇÃO

Sistema interno de comunicação – telefone

Pessoalmente O pessoal de segurança e os coordenadores das equipes de trabalho supervisionarão e prestarão assistência durante o processo de evacuação. Pessoas que precisarem de atenção especial deverão comunicar-se com os coordenadores ou alguém de segurança. Devem manter a calma e seguir as instruções.

RESPONSABILIDADES

Os coordenadores das equipes de trabalho serão chaves para manter

uma evacuação ordenada. Sua função mais importante é evitar o pânico. Na eventualidade da ocorrência de medo ou pânico, aplicarão os princípios seguintes:

41

Assertividade, positivismo e confiança – a liderança positiva será

exercitada repetindo claramente as instruções demonstrando possuir o conhecimento e o treinamento necessário para tirar as pessoas da área de perigo e levá-las para um lugar seguro.

Eliminar preocupações – dissipar os rumores. Identificar as pessoas

problemáticas e evitar que espalhem seu descontentamento e medo.

Demonstrar segurança e atividade – sugerir ação positiva. Indicar o que fazer ao invés do que não fazer.

FUNÇÕES ADICIONAIS

Manter a calma e prevenir o pânico.

Pedir par os empregados que observem bem sua área de trabalho e

informem sobre a existência de algum objeto suspeito (só para casos de

ameaça de bomba).

INSTRUÇÕES PARA OS EMPREGADOS Em caso de vazamento dos produtos químicos, proceder da seguinte maneira:

Avisar pelo meio mais rápido (telefone ou pessoalmente) a empresa

Avisar os órgãos públicos como:

o

BOMBEIROS

193

o

IAP – Instituto Ambiental do Paraná

(45) 3252 2270

o

DEFESA CIVIL

199

o

POLÍCIA MILITAR

190

o

COPEL

0800 45 0196

o

SANEPAR

195

As instruções devem ser distribuídas para todo o pessoal e devem ser colocadas em locais visíveis nas áreas de trabalho.

CUIDADOS COM OS FUNCIONÁRIOS:

Devem ser adequadamente treinados;

42

Devem receber equipamentos de proteção individual e treinamento de como usá-lo; Devem ser periodicamente submetidos a exames médicos; Devem ser proibidos de comer, beber ou fumar nas proximidades do depósito. Devem iniciar o dia sempre com roupas limpas e descontaminadas, respeitando os horários limites da jornada de trabalho; Devem ler e seguir as instruções do rótulo dos produtos, para obter informações específicas dos mesmos.

ATIVIDADES NÃO ROTINEIRAS Atividades não rotineiras deverão ter uma permissão por escrito para serem realizadas. Esta permissão deverá:

Registrar que a área onde se realizará o trabalho contém produtos

perigosos, inflamáveis e/ou combustíveis;

Informar os riscos de acidentes e, portanto, assegurar que o trabalho pode ser realizado com total segurança;

Registrar quem irá realizar este trabalho e se esta pessoa tem

conhecimento suficiente em casos de emergência. (*1) NR 23 - Norma Regulamentadora 23 – ABNT (*2) NBR 7500 - Norma Brasileira - ABNT(*3) NBR 7503 - Norma Brasileira –

ABNT

19.1 INCÊNDIO Além dos riscos normais de incêndios, como queimaduras e geração de fumaça, incêndios em depósitos de produtos químicos trazem riscos adicionais. Os produtos e seus derivados em combustão podem gerar gases e vapores tóxicos. As melhores medidas são sempre as preventivas.

MEDIDAS PREVENTIVAS A localização de um depósito deve ser afastada de outros prédios. Devem ser deixados caminhos de acesso, para eventual passagem de carros de bombeiros. As instalações elétricas devem estar em boas condições.

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Jatos de água não devem ser usados quando existem produtos que possam

ser espalhados pela pressão da água, correndo o risco de levá-los para esgotos ou coleções de água. Deve conter sistema de alarme contra incêndio. É conveniente que o depósito seja vistoriado periodicamente pelo corpo de bombeiros, que deve ser informado sobre os tipos de produtos armazenados. Devem existir diversos tipos de equipamentos para o combate ao fogo. Deve ser previsto na construção do depósito, um sistema de contenção de água. Embalagens com líquidos combustíveis, ou com formulações contendo solventes inflamáveis, devem ser esfriadas com neblina de água, para evitar explosões.

I ncêndios podem gerar vapores tóxicos. Portanto, nestas situações, é

importante evitar a aproximação de qualquer pessoa desprotegida. É recomendável que empresas que armazenam grandes quantidades de produtos químicos disponham de equipamentos de proteção individual adequados para casos de incêndios, principalmente máscaras contra gases. Para isto, é conveniente consultar o corpo de bombeiros.

LIMPEZA APÓS O FOGO Providenciar que o local seja adequadamente isolado, até o momento da

limpeza total da área. Pessoas que trabalharem na limpeza do local, devem estar familiarizados com produtos químicos e observar o uso de equipamentos de proteção individual. Proibido fumar, comer ou beber durante a descontaminação da área. Cuidados para não disseminar produtos químicos para fora da área contaminada (em sapatos e pneus de carro). Resíduos gerados deverão ser armazenados para posterior destruição em local adequado. Autoridades locais deverão estar informadas sobre procedimentos pós- acidentes (limpeza, geração e descarte de resíduos, etc.). Produtos recuperados após o incêndio podem estar aparentemente

bons, mas por terem sido expostos a temperatura elevada, podem ter iniciado

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um processo de degradação. Neste caso, entrar em contato com o fabricante do produto em questão, para que este faça uma avaliação das condições físico-químicas do mesmo.

20 MONITORAMENTO E CONTROLE DE RISCOS

Monitoramento e controle do risco é o processo de identificar e de assegurar o controle do risco, monitorando riscos residuais e identificando novos riscos, assegurando a execução dos planos do risco e avaliando sua eficiência na redução dos riscos. Monitoramento e controle do risco registra as métricas que estão associadas com planos de contingência. É um processo contínuo para o ciclo de vida do projeto. Os riscos mudam como as maturidades do projeto, desenvolvem novos riscos ou antecipam o desaparecimento de riscos. Bons processos de monitoramento e controle do risco fornecem informações que suportam com decisões eficazes o que fazer no avanço de ocorrências dos riscos. Comunicações para todas as partes envolvidas são necessárias para avaliar periodicamente a aceitabilidade do nível de risco no projeto. O monitoramento de risco deve determinar se:

no projeto. O monitoramento de risco deve determinar se: As respostas ao risco estão sendo implementadas

As respostas ao risco estão sendo implementadas como planejadas.

Ações de respostas ao risco estão eficazes como esperadas ou se novas respostas devem ser desenvolvidas. As hipóteses ainda são válidas. Análise de tendências da exposição do risco tem mudado prioridades. Ocorreu um detonador do risco. As políticas e procedimentos adequados estão sendo seguidos. Têm ocorrido ou surgido riscos que não foram identificados anteriormente. O Controle de risco pode envolver escolha de alternativas estratégicas, implementando um plano de contingência, tomando ações corretivas ou replanejando o projeto.

alternativas estratégicas, implementando um plano de contingência, tomando ações corretivas ou replanejando o projeto.
alternativas estratégicas, implementando um plano de contingência, tomando ações corretivas ou replanejando o projeto.
alternativas estratégicas, implementando um plano de contingência, tomando ações corretivas ou replanejando o projeto.
alternativas estratégicas, implementando um plano de contingência, tomando ações corretivas ou replanejando o projeto.
alternativas estratégicas, implementando um plano de contingência, tomando ações corretivas ou replanejando o projeto.
alternativas estratégicas, implementando um plano de contingência, tomando ações corretivas ou replanejando o projeto.

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Atualização do Planto de Gerenciamento de Riscos
Atualização do Planto de Gerenciamento de Riscos

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46

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21 ASSEGURE RESPOSTAS ÀS EMERGÊNCIAS

A empresa deve estar preparada para responder prontamente e adequadamente ao inesperado. Os procedimentos, operações e controles devem abranger respostas adequadas às situações de emergência, tais como:

Emissões acidentais para a atmosfera;

Lançamentos acidentais de poluentes na rede pública de esgoto ou em corpos d’água;

Disposição acidental de poluentes no solo;

Ruídos e/ou vibrações acidentais.

Os procedimentos operacionais devem prever respostas adequadas quando da eventual operação anormal de um sistema, equipamento e/ou máquina. A empresa deve implementar um plano de resposta às emergências que abranja, além das questões de saúde e segurança dos empregados, questões relativas aos aspectos ambientais críticos identificados. O Plano de Respostas às Emergências deve ser divulgado a todos os empregados e revisado periodicamente. Todos os empregados devem ser periodicamente treinados pra que saibam o que e como fazer frente a uma condição anormal e/ou emergencial.

EXEMPLO DE ITENS DO PLANO DE RESPOSTA ÀS EMERGENCIAS

Identificação e classificação das áreas e processos críticos;

Procedimentos emergenciais específicos em função dos riscos;

Responsabilidades;

Equipamentos e serviços necessários;

Treinamentos;

Procedimentos de comunicação às partes interessadas;

Procedimento para retomada das atividades em caso de paralisação;

Procedimentos para a preservação do sigilo industrial.

48

22 AVALIE PERIODICAMENTE E CORRIJA

O sistema entra agora na fase de verificação de sua eficiência. O desempenho ambiental da empresa deve ser verificado e identificadas as eventuais não conformidades para que sejam implementadas as ações corretivas que se fizerem necessárias. O sistema implementado deve também ser verificado com vistas às revisões da política e dos objetivos e metas, sempre que necessário.

23 METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL

1ª Etapa – Seleção das Unidades de uma Organização

O tamanho e a natureza da organização indicará como dividi – la em unidades proporcionais para os estudos de identificação e avaliação. Nos casos onde o número de substâncias e/ou de processos perigosos for grande, torna – se necessário subdividir ainda mais a organização. Plantas com diversas unidades de fabricação, ou mesmo organizações com diferentes sites, necessitam ser considerados separadamente. Geralmente, mesmo para unidades com operações semelhantes as condições locais de geografia e geologia e a distância variável para as comunidades vizinhas faz com que os impactos e riscos dessas unidades sejam diferentes. 2ª Etapa Identificação dos possíveis aspectos sobre os quais a Organização pode re influência

3ª Etapa – Identificação dos Impactos Ambientais

A descrição já apresentada anteriormente no item 5.2 constitui – se na principal atividade destas etapas. Entretanto, deve – se também considerar os possíveis impactos causados por exemplo:

Por substâncias contendo clorofluorcarbonos, que podem afetar a camada de Ozônio;

49

Efluentes líquidos ou gasoso ou resíduos extremamente poluidores, cujo

lançamento em grandes volumes podem causar grandes desastres ecológicos;

Atividades passadas (resíduos enterrados, vazamentos não observados, contaminação de solos e subsolos);

Modificações de processo ou de projeto nas unidades de fabricação;

A implantação de novas unidades.

4ª Etapa Avaliação do Significado dos Impactos Esta avaliação devera levar em consideração:

1. Meio Ambiente

Escala, severidade e duração do impacto;

Probabilidade de ocorrência do impacto

2. Negócios

Verificação de o aspecto que da origem ao impacto está submetido a legislação ou à fiscalização; Problemas legais e de responsabilidade civil; Reclamações da comunidade local Reclamações de clientes ou consumidores Ambientalistas A avaliação necessita levar em conta não somente o melhor conhecimento tecnológico sobre os impactos, mas também as implicações sobre os negócios pelo gerenciamento desses impactos e como eles são percebidos pelos “ garantidores do negócio “. O peso destes fatores é extremamente subjetivo, mas a chave para tanto é manter todo o estudo documentado justificável e atualizado. Entretanto todo este esforço ainda não garante as organizações que o seu desempenho ambiental continuará a atender necessidades políticas e da legislação continuamente. Para serem efetivos necessitam serem realizados dentro de um contexto relacionado a um sistema de gerenciamento estruturado integrando tais esforços com as atividades de gerenciamento global e levando em consideração os possíveis aspectos de um desejado desempenho ambiental.

atividades de gerenciamento global e levando em consideração os possíveis aspectos de um desejado desempenho ambiental.
atividades de gerenciamento global e levando em consideração os possíveis aspectos de um desejado desempenho ambiental.
atividades de gerenciamento global e levando em consideração os possíveis aspectos de um desejado desempenho ambiental.
atividades de gerenciamento global e levando em consideração os possíveis aspectos de um desejado desempenho ambiental.
atividades de gerenciamento global e levando em consideração os possíveis aspectos de um desejado desempenho ambiental.

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Portanto, o grande desafio neste final de século para as organizações será a Gestão Ambiental e a sobrevivência em mercados cada vez mais globalizados. O objetivo é a implantação de um Sistema de Gerenciamento Ambiental em conformidade com a ISSO 14000 (ver figura 3). Para ser possível ter – se um sistema compatível e válido haverá a necessidade de se gastar um razoável esforço por parte da organização e uma mobilização de seu pessoal.

24

IMPLANTADAS

PROGRAMAS

DE

GESTÃO

Gestão da Qualidade do Ar

ESPECÍFICOS

E

AÇÕES

A

SEREM

Inventário das emissões;

Controle das emissões para a atmosfera

o

Monitoramento

o

Redução das emissões na fonte;

o

Implantação de equipamentos de controle;

Controle da qualidade do ar;

Treinamentos e implementação de trabalhos específicos;

Gestão da Qualidade da Água

Inventários dos efluentes líquidos;

Segregação das redes hidráulicas (efluentes) esgotos sanitários, água pluviais)

Controle de efluentes líquidos

o

Monitoramento

o

Redução das cargas poluidoras nas fontes

o

Implantação de sistema de tratamento

Controle da qualidade da água;

Treinamento e implementação de procedimentos e instruções de trabalhos específicos;

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Gestão de Resíduos Sólidos e Produtos Perigosos

Inventário de resíduos;

Mapeamento das áreas de manuseio de armazenamento de produtos perigosos e identificação e avaliação dos riscos associados;

Procedimentos para o controle de vazamento e Derramamentos;

Programa de minimização de resíduos, Redução na fonte, reuso, reciclagem, Recuperação;

Tratamento e disposição final adequados;

Treinamentos e implementações de

Procedimentos e instruções de trabalhos específicos

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EXEMPLOS DE INDICADORES DO DESEMPENHO AMBIENTAL

Quantidade de combustível utilizado por unidade de produto acabado;

Quantidade de resíduos gerados por unidade de produtos acabados;

Quantidade de resíduos reciclados por quantidade de substância

equivalente considerada, exemplo: quantidade de óleo lubrificante reciclada por quantidade consumida, no mesmo intervalo de tempo;

Número de reclamações da comunidade em um dado intervalo de

tempo;

Consumo de água por número de empregados. Ações corretivas e ações preventivas

Ações corretivas: São as ações necessárias e suficientes para evitar que um problema real volte a ocorrer.

Ações preventivas: São as ações necessárias e suficientes para evitar que um problema potencial se materialize.

26 IMPLEMENTE AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS

Os resultados das medições e dos monitoramentos, as evidências objetivas de não conformidades e as revisões do sistema de gestão ambiental,

52

permitirão que a empresa identifique a necessidade de implementações corretivas e preventivas. Deverá ser mantido o acompanhamento sistemático dos resultados para garantir a eficácia das ações implementadas.

27 MANTENHA UM SISTEMA DE REGISTRO

Os registros são a evidência da implementação do sistema de gestão ambiental. A empresa deve estabelecer e manter procedimentos para identificar, coletar indexar, arquivar, armazenar, manter e dispor dos registros de todas as ações implementadas na gestão ambiental, assim com de todas as informações geradas a partir da implementação do sistema. Os registros devem ser mantidos para demonstrar o cumprimento da empresa com a sua política de meio ambiente, com a melhoria contínua do seu desempenho ambiental, e com o cumprimento dos objetivos e metas. Todos os registros devem ser legíveis, facilmente recuperáveis e devem estar disponíveis para avaliação pelas partes interessadas, incluindo os órgãos ambientais oficiais.

27.1 EXEMPLOS DE REGISTROS NECESSÁRIOS

Registros legais;

Licenças;

Aspectos ambientais e impactos associados;

Treinamento dos empregados;

Dados de manutenção, inspeção e calibração de instrumentos e equipamentos e áreas;

Acidentes com conseqüências ambientais e ações adotadas;

Reclamação da comunidade e ações implementadas;

Auditorias ambientais;

Dados de monitoramento.

AUDITORIA

a) Coleta de Evidências de Desconformidades

53

As evidências da auditoria são coletadas principalmente por meio de (i) inspeções físicas, (ii) entrevistas(iii) exame de dados e registros e (iv) testes de verificação. É minoritário o número de empresas que efetuam amostragens e análise de efluentes e emissões no âmbito das auditorias . Esta etapa produz a base de informações necessárias á análise dos programas existentes a avaliação do status de conformidade da unidade auditada com os critérios da auditoria ( requisitos legais, políticas internas, normas técnicas, etc.), com a conseqüente identificação de desconformidades que serão apontadas no relatório final. Aqui são confirmados os aspectos frágeis dos controles internos identificados nas fases anteriores, e ainda são testados aqueles sistemas identificados como satisfatórios para efeito de averiguação de sua eficácia. As entrevistas com funcionários da unidade podem ser informais ou formais, neste último caso mediante questionários previamente estabelecidos. As observações físicas da planta e equipamentos, em geral por meio de um procedimento sistemático já definido no protocolo da auditoria. Já os testes de verificação são técnicas de avaliação, geralmente utilizando alguma forma de amostragem, que visam á avaliação do funcionamento e adequação dos instrumentos de controle. Estas técnicas de verificação são as mais variadas e incluem as seguintes: conferência de dados registrados, recomputação de cálculos aritméticos e confirmação de informações escritas por terceiros. Por exemplo, checa-se a existência e funcionamento de um sistema de classificação e disposição final de resíduos, mediante a checagem dos dados do inventário anual com os manifestos de cada saída. Ou checam-se os dados de calibração final de resíduos, mediante a checagem dos dados do inventário anual com os manifestos de cada saída. Ou checam-se os dados de calibração de um equipamento com o histórico de inspeção efetuado pelas autoridades ambientais. Os testes conduzidos pelo auditores podem ter como objeto determinado equipamento instalado ou o sistema de gestão (aqui entendido como um controle gerencial, a rigor de um sub sistema dos sistema de gestão ambiental da unidade auditada) da atividade em que se insere referido equipamento. De forma geral, os testes que incluem os sistema de gestão são considerados mais efetivos do que aqueles que se concentram especificamente no desempenho de determinados equipamentos. O número destas práticas de coleta de evidências é variável de programa pra programa,

54

dependendo dos recursos disponíveis. Vale lembrar que a auditoria ambiental é um processo de amostragem. Assim, a coleta de evidências não deverá cobrir todos os aspectos da operação, mas sim aqueles mais significativos, de acordo com a natureza das operações auditadas e levando-se em conta os objetivos do programa e os recursos disponíveis.

b) Avaliação das Evidências de desconformidades

Após as atividades de coleta de evidências, os membros da equipe da auditoria avaliam individualmente e em grupo as evidências coletadas. Esta avaliação inclui revisão crítica dos métodos de coleta empreendidos e confirmação da conclusão por de cada etapa da auditoria estabelecida pelos protocolos. Os auditores também discutem em grupo cada evidência coletada buscando integrá-las numa visão sistêmica da unidade auditada e identificando eventuais padrões de erros e omissões que possam apontar para falhas mais graves dos sistema de gestão. Cada desconformidade identificada é analisada com rigor para que se tenha certeza de que existem elementos fáticos suficientes e precisos para sua comprovação. Nas etapas do protocolo onde nenhuma evidência de desconformidade foi identificada, os auditores avaliam criticamente todos os procedimentos de verificação adotados, para que se tenha certeza de que a ausência de problemas não seja resultado de falhas no processo de avaliação dos auditores ( por exemplo, entrevistas conduzidas com pessoas inadequadas ou vistoria incompleta sobre determinada área ou equipamentos). Por fim, as evidências devidamente checadas e fundamentadas são resumidas e integradas numa lista-resumo, em que também se apontam eventuais identificações de padrões de desconformidade e aspectos sistêmicos do desempenho ambiental da unidade. Esta lista será utilizada pelos auditores na reunião de encerramento com os representantes da unidade, e recomenda-se que a mesma seja apresentada ao responsável imediato pelas ações de meio ambiente e segurança da unidade para conhecimento, esclarecimentos e comentários. Assim, eventuais ajustes ou esclarecimentos podem ser efetuados antes de ser apresentados como evidências de desconformidades durante a reunião de encerramento.

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c) Relato das Evidências de Desconformidades

Este relato é feito durante a reunião de encerramento , que é a última etapa das atividades de campo. Nessa reunião, os auditores, em geral, por intermediário do líder da equipe, relatam aos representantes da unidade auditada( geralmente membros do departamento de meio ambiente e segurança e chefe-geral) o resumo final das atividades conduzidas e desconformidades identificadas. Vale lembrar que as desconformidades mais graves são comunicadas informalmente no decorrer da auditoria durante as várias interações entre auditores e auditados. Esta reunião permite aos representantes da unidade esclarecer eventuais inconsistências das desconformidades apontadas, apresentar eventuais discordâncias quanto á fundamentação de desconformidade e ainda tomar conhecimento prévio do que será incorporado ao relatório final da auditoria, o qual será apresentado para vários outros representantes da organização.

28 PÓS AUDITORIA

Atividades Pós-Auditoria

As atividades desta etapa são(i) a apresentação do relatório final de auditoria, (ii) a preparação e implementação de um plano de ação de medidas corretivas para as desconformidades aprontadas e (iii) o acompanhamento e confirmação da implementação das medidas corretivas. Várias considerações devem ser feitas a respeito do relatório final, já que existem variações quanto ao conteúdo, formato, pessoas dentro da organização que terão acesso ao relatório. Tais variações dependem da estrutura de cada programa de auditoria e da cultura organizacional de cada empresa. Vários modelos de relatórios já foram desenvolvidos, e uma discussão detalhada sobre casa um deles pode ser encontrada em Lad Greeno et aliii(1987) e ICCb(1991). Conforme se mencionou anteriormente, durante o curso das atividades de campo os auditores emitem aos membros da unidade auditada relatórios verbais parciais das ocorrências identificadas, o que permite esclarecimento como também a tomada de medidas corretivas imediatas nos casos mais urgentes. Já nesta fase final, emite-se relatório escrito, o qual tem por objetivo

56

geral documentar e comunicar o escopo e resultados da auditoria e permitir, através da identificação de desconformidades e sugestões de aprimoramento, a elaboração de plano de medidas corretivas. De maneira geral, pode-se afirmar que o relatório final, independentemente de sua estrutura, deverá apresentar (i) um breve histórico da auditoria, indicando data, local, breve descrição da unidade auditada, escopo, objetivos (os quais incluem a identificação dos critérios de auditoria, por exemplo, avaliação da adequação ás normas ambientais federais e estaduais e políticas internas da companhia), metodologia e identificação dos membros da equipe; (ii) resumo das principais desconformidades encontradas; e (iii) resumo geral dos sistemas de gestão da unidade e recomendações para o seu aprimoramento. Usualmente, os auditores preparam uma minuta preliminar, a qual circula, durante duas semanas após as atividades de campo, entre os membros da unidade auditada (geralmente gerente-geral e gerente de meio ambiente e segurança) departamento jurídico (para avaliação de aspectos jurídicos do relatório e sugestões quanto a medidas de proteção de confidencialidade) e membros da equipe d auditores (para comentários e ajustes, como também para conhecimento de desconformidades que necessitam de medidas corretivas mias urgentes). Muitas vezes, algumas desconformidades já foram corrigidas no momento da circulação do relatório preliminar. Neste caso, os responsáveis pela unidade comunicam este fato aos auditores, e estes, dependendo do escopo e objetivo da auditoria, eliminarão referida desconformidade do relatório (há casos, entretanto, em que o objetivo é demonstrar o status de adequação da unidade no momento da auditoria, independentemente da realização de medidas corretivas logo a seguir). Após revisão e comentários os auditores emitem o resultado final, que circulará entre vários membros dentro da organização. Existem situações em que os relatórios de cada auditoria são apresentados a membros corporativos das áreas operacionais, jurídica, além do gerente-geral e gerente de meio ambiente e segurança da unidade auditada, enquanto membros do conselho e diretores executivos recebem periodicamente relatórios resumidos de todas as auditorias realizadas no âmbito da organização. Como será discutido mais adiante, um dos principais aspectos do relatório é a natureza estratégica de suas informações, já que neles são descritos os sistemas de controle da empresa e identificadas

57

desconformidades e aspectos insatisfatórios dos sistemas de gestão. Assim, a questão de confidencialidade do relatório tem sido um dos principais aspectos da discussão sobre o desempenho das empresas e sua adequação a critérios legais. Enquanto muitos entendem que as informações dos aspectos ambientais das empresas são de interesse público, as empresas defendem que essas informações são de natureza gerencial e sua publicidade pode tanto afetar a imagem da empresa perante o público e autoridade e sua posição perante seus concorrentes, como também inibir uma averiguação criteriosa e verdadeira sobre os problemas ambientais da unidade auditada.

Após o relatório, o próximo passo é desenvolver e implementar um plano de correção das desconformidades identificadas. Este plano deverá incluir medidas técnicas e gerenciais necessárias , os responsáveis por sua execução, cronograma e orçamento para sua execução. Muitas vezes infere-se de algumas discussões sobre a auditoria ambiental que faz parte do papel do auditor a elaboração das medidas corretivas. Entretanto, é certo que não é comum o auditor elaborar o plano de correção. Entende-se que esta função pertence à própria gerência ambiental da unidade auditada, em conjunto com o departamento corporativo de meio ambiente e segurança; De modo geral, os auditores atuam subsidiariamente, revisando o plano de medidas corretivas para assegurar que as deficiências apontadas no relatório estão sendo efetiva e corretamente endereçadas. Por fim, efetua-se o processo de revisão das medidas corretivas (follow- up), para confirmar a adequação de sal implantação e se as desconformidades foram efetivamente corrigidas. A periodicidades deste processo de revisão também varia em cada organização, e em alguns casos são utilizados instrumentos de software apara acompanhamento.

29 RELATÓRIO DE AUDITORIA É recomendado que as constatações da auditoria e/ou um resumo destas, sejam enviadas ao cliente por meio de relatório escrito. A menos que tenha sido especificamente excluído pelo cliente, é recomendado que o auditado receba um exemplar do relatório de auditoria.

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As informações relativas à auditoria que podem constar no relatório de auditoria incluem, mas não se limitam a

a) identificação da organização auditada e do cliente;

b) objetivos acordados e escopo de auditoria;

c) critérios acordados em relação aos quais a auditoria foi realizada;

d) período coberto pela auditoria e as datas nas quais a auditoria foi realizada;

e) identificação dos membros da equipe de auditoria;

f) identificação dos representantes do auditado que participam da auditoria;

g)

declaração sobre a natureza confidencial do conteúdo;

 

h)

lista de distribuição do relatório de auditoria;

 

i)

sumário

do

processo

de

auditoria,

incluindo

quaisquer

obstáculos

encontrados; j) conclusões da auditoria. É recomendado que o auditor-líder, em acordo com o cliente, determine quais destes itens, juntamente com quaisquer itens adicionais, serão incluídos no relatório.

NOTA - Normalmente, é recomendado que seja responsabilidade do cliente ou do auditado determinar as ações corretivas necessárias para atender às constatações da auditoria. No entanto, o auditor pode apresentar recomendações, desde que haja acordo prévio com o cliente.

30 REFERÊNCIAS

SALES, Rodrigo. Auditoria ambiental e seus aspectos jurídicos. São Paulo:

LTr, 2001.

BARBIERI, José Carlos. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. São Paulo: Saraiva, 2004.

SEIFFERT, Mari Elizabete Bernardini. ISO 14001 sistemas de gestão ambiental: implantação objetiva e econômica. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.